Príncipe da Vingança (Príncipes Di Castellani Livro 1) – Lani Queiroz

Ele planejou seduzi-la e abandoná-la… Um engano. Um desejo de vingança. Uma paixão avassaladora. Duas vidas que se cruzam e se chocam intensamente. ...
Category: Romance

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Story Transcript


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Lani Queiroz Príncipe da Vingança Livro 1 Série - Príncipes Di Castellani Lindos, orgulhosos, intensos e... Apaixonados! 1 Edição E-book 2015 Copyright © 2015 Queiroz, Rozilane Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998. Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da autora, poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros. Esta é uma obra fictícia, qualquer semelhança com pessoas reais vivas ou mortas é mera coincidência.

Esta obra segue as regras da Nova Ortografia da Língua Portuguesa. REVISÃO Valéria Avelar DIAGRAM AÇÃO Adornos: feito por Freepik.com, alterado sua cor de cinza para preto por Cristiane Spezzaferro Diagramação: Cristiane Spezzaferro Sinopse: Ele planejou seduzi-la e abandoná-la... Um engano. Um desejo de vingança. Uma paixão avassaladora. Duas vidas que se cruzam e se chocam intensamente. Leon Di Castellani é o príncipe herdeiro de Ardócia, uma ilha localizada ao sul da Itália e vem ao Brasil com uma única missão: encontrar a mulher suspeita de seduzir seu irmão mais novo, levando-o ao suicídio e fazê-la pagar. Júlia Smith é uma jovem e bela modelo brasileira em ascensão, que tem sua vida radicalmente alterada quando se vê sob a mira do lindo, rico e misterioso Leon. Em pouco tempo é seduzida e apresentada a um nível de sensualidade e erotismo irresistível. Em meio ao forte desejo de vingança, Leon e Júlia

são confrontados com a paixão e química explosiva que floresce desde o primeiro encontro. Os dois se entregam sem reservas a uma tórrida e erótica história de amor e ódio. Quando a verdade por trás da história é finalmente revelada, o príncipe terá uma tarefa árdua pela frente: convencer Júlia de que ela é a mulher da sua vida. Table of Contents Sinopse: Prólogo Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3 Capítulo 4 Capítulo 5 Capítulo 6 Capítulo 7 Capítulo 8 Capítulo 9 Capítulo 10 Capítulo 11 Capítulo 12 Capítulo 13 Capítulo 14 Capítulo 15 Capítulo 16

Capítulo 17 Capítulo 18 Capítulo 19 Capítulo 20 Capítulo 21 Capítulo 22 Capítulo 23 Capítulo 24 Capítulo 25 Epílogo Capítulo Bônus Notas

Prólogo Júlia — M e chupe, putinha gostosa. — Leon disse baixo e rouco, puxando-me pelos cabelos até meus lábios tocarem seu membro. — abra a boca, porra! — grunhiu enfiando seu pênis até a minha garganta, dilatando-a. M eus olhos se encheram de lágrimas e eu comecei a chupá-lo. Ele fica exigente e mandão durante o sexo, mas eu gosto. — Dio! O que eu faço com você? Hum? Não consigo parar de pensar em você, porra! Isso putinha... Ahhhh! — gemeu estocando forte. — me chupa gostoso... Cristo! — continuou comendo minha boca

sem trégua, segurando minha cabeça me deixando sem ar. — Leon... — eu puxei minha boca respirando rápido. Não posso vê-lo, mas ouvi seu sorriso e pelo tom sei que seus olhos são perversos agora. Empurroume de volta para a cama. Deitou-me de bruços, beijando e mordiscando minhas costas, descendo pelo meu bumbum arredondado. Ele sempre dizia que adorava meu bumbum... Deliciou-me com suas carícias. Ele sabe a dose certa entre a dor e o prazer. Puxou-me grosseiramente pelos cabelos até ficarmos os dois de joelhos na cama. Sim, ele é mesmo mandão e dominante no sexo. M as, eu amo isso, tudo que ele faz comigo... Então invadiu minha boca com uma ânsia louca, enquanto suas mãos exploravam meus seios e rasgava a pequena calcinha vermelha que eu usava. Eu gemi em sua boca. Ele riu baixinho e desceu a mão possessiva mapeando minha vulva latejante, massageando-a, enquanto sussurrava em meus lábios que havia sonhado comigo, que nenhuma mulher lhe deu tanto prazer, nunca. Introduziu um dedo dentro de mim e eu arquejei sentindo meus sucos jorrarem me preparando para ser tomada por ele. Leon grunhiu quando me sentiu molhada, pronta para ele. — Não posso esperar mais, delizia mia... — grunhiu e puxou minhas nádegas de encontro a ele,

forçando-me a ficar de quatro. Senti a cabeça grande do seu pênis em minha entrada e ele investiu poderosamente todo o caminho dentro de mim, me esticando ao limite. Puta merda! Choraminguei. Ele é tão grande e espesso. Quase grande demais para mim, mas eu amo a sensação dele dentro de mim. Gemi me ajustando ao seu tamanho. — Dio! Que saudade dessa bocetinha gostosa... Da minha putinha gostosa. — ele sussurrou tirando todo o pênis e metendo de volta com golpes duros e profundos. Ele ama essa posição. Eu podia senti-lo bater no meu útero. Gritei no limite entre a dor e o prazer. — Oh! Ohhhhh! Deus! Leon... — Gemi sentindo um orgasmo se formar a partir do meu ventre. A venda deixava tudo muito mais intenso. Leon ficou cada vez mais insano, mergulhando em mim com investidas cada vez mais duras, profundas, sussurrando palavras em italiano. Ele me chamava de feiticeira, dizia que não conseguiria mais ficar sem o prazer que eu lhe proporcionava. Não entendi... Ele parecia estar... Se despedindo? — Você gosta disso, não é? Você ama ser minha putinha. Diga! — ele exigiu tirando todo o pênis e esfregando no meu ânus. Seus dedos entraram na minha vagina levando meus sucos até meu orifício. — Vou

foder você aqui. Ainda está dolorida da última vez? — ele disse rouco. Eu neguei tomada pela luxúria. Ele fazia isso comigo. M eu corpo era dele para fazer tudo. Senti seu dedo me sondando, entrando aos poucos. Eu fui empurrando de volta e relaxando, ele me ensinou na primeira vez que fizemos. Doeu pra caramba, mas gozei como nunca. Agora eram dois dedos totalmente dentro de mim me alargando para tomar o enorme pênis dele. — Eu amo esse rabinho, sabia. — ele grunhiu retirando os dedos e encaixando a cabeça robusta do Pênis no meu orifício. M eus sucos ajudaram e ele foi entrando devagar, retirando e entrando um pouco mais de cada vez até que estocou duro me rasgando, metendo até o talo. Gritei sentindo suas bolas batendo na minha vagina. Ofegamos e gememos juntos. — Vem, rebola essa bunda gostosa no meu pau até você se acostumar com ele. — Eu adoro quando ele fala sujo assim. M eu orgasmo vem muito rápido. Eu obedeci, rebolando no pênis dele ouvindo seus gemidos e rosnados. Levou uma das mãos e enrolou no meu cabelo, a outra apertou meu quadril e realmente começou a me foder. Ele metia com força no meu ânus apertado, causando ardência. Eu estava no limite da dor e do prazer. — Que porra de visão linda! M inha putinha vendada e imobilizada tomando meu pau até as bolas no

rabinho gostoso! Ohhhhh! — gemeu me fodendo loucamente. — Leon... Ohhhhh... Deus! — gemi sentindo lágrimas nos meus olhos. Ele largou meu cabelo e puxou a venda. Debruçou-se sobre mim, tomando meu queixo com força e me deu um beijo molhado. A mão do quadril foi para meu clitóris, ele o manipulou e beliscou até que eu estava gritando seu nome e gozando loucamente. M inha bunda indo de encontro a ele, deixando-o me rasgar com suas estocadas brutas. Ele continuou a comer meu ânus sem trégua. Uma palmada desceu com força na minha bunda e ele estocou tão forte que pensei que fosse me partir ao meio. — Pooooorra! Que gostoso gozar nesse rabinho apertado! Ahhhhhhhhh! — gritou e finalmente gozou rosnando, uivando como um animal no cio, alagando-me com jatos e jatos de sêmen. Eu caí na cama, sem forças. Leon era muito intenso, me drenava totalmente. Ele caiu por cima de mim gemendo, ainda enterrado

completamente no meu ânus, palpitando os últimos espasmos de seu clímax. Instantes depois saiu de mim devagar e eu arquejei com a ardência. Nossos olhos se encontraram quando ele deitou-se ao meu lado. Ficamos assim nos olhando por um tempo. Um silêncio perturbador se instalou entre nós. Ele fechou os olhos, mas percebi algo lá. Arrastei-me até ele e beijei seus lábios, nossas respirações se misturando. O cheiro dele era esplêndido. Ele abriu os olhos e a sombra estava ali de novo. Senti um frio estranho na espinha. Havia algo errado. Leon parecia atormentado, rolei para o lado, sai da cama e dirigi-me ao banheiro. Quando voltei vestindo um curto robe branco, já o encontrei vestido encarando a cama desarrumada como se o móvel fosse seu pior adversário. Era como se tivesse se arrependido do que havíamos feito ali. Ele desviou o olhar negro para mim e então, tive certeza de que havia algo muito errado. Seu olhar era abertamente hostil. Não havia o menor sinal do amante apaixonado de minutos atrás. — Algum problema? — aproximei-me temerosa. — Nunca vi essa expressão em seu olhar. Ele riu de forma sarcástica, os olhos negros mostrando um desprezo nunca antes percebido por mim.

— A farsa precisa acabar agora, cara— disse entre dentes vindo em minha direção. Recuei atordoada. Leon parecia outra pessoa. — Do que está falando, Leon? Que farsa? — Para você é Vossa Alteza real, Leon Vincenzo Di Castelani, Príncipe herdeiro da Ilha de Ardócia! —sua voz era fria e cortante. — O... O quê? Do que está falando? — indaguei confusa. — Você, cara, foi amante de um príncipe. — sorriu cínico. — de dois príncipes na verdade. — Você é um príncipe? Co-como? — balbuciei sem poder acreditar naquilo. — Si, cara, Príncipe Leon Vincenzo Di Castellani, irmão do príncipe Damien Di Castellani, que teve a triste sorte de cruzar o caminho de uma putinha ordinária que o iludiu, roubou e o levou ao suicídio. — Sinto muito... Eu não sabia... — Você sente muito? — Ele me encurralou contra a parede. — Você é a vadia que acabou com a vida de meu único irmão! Pare com esse teatro de: Oh, como eu sou pura e honesta! Você não passa de uma maldita puta e

vai pagar-me caro! Capítulo 1

Nova York, Estados Unidos... Primeira Parte Leon Eu endireitei os ombros e desviei a atenção da vista do Central Park do último andar do edifício onde ficam meus escritórios em Nova York. Sempre me senti no topo do mundo aqui. Inatingível. M as, não, não sou inatingível. M inha vida mudou drasticamente há dois anos quando meu irmão mais novo se suicidou no Brasil. Damien havia deixado Ardócia e sua vida privilegiada para trás há mais de quatro anos e eu nunca consegui entender por que. Éramos próximos enquanto crescíamos, mas no final da adolescência ele passou a se distanciar cada vez mais de mim. Eu não devia ter deixado, devia ter procurado me aproximar, entender meu irmão, mas nunca fiz até que... Damien foi embora de vez. Esta é a história, eu havia acreditado piamente nas investigações feitas pelo palácio de Ardócia, minha terra natal sobre a morte de meu único irmão há dois anos. Os agentes descobriram que no período de seis meses anteriores ao seu suicídio uma quantia de dez milhões de dólares sumiu progressivamente da sua conta bancária. Damien vinha executando grandes saques. Os agentes trouxeram fotos que revelavam meu jovem irmão

Damien na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, sempre ao lado da bela modelo Júlia Smith, filha de um professor inglês e de uma ex-modelo brasileira. Ela foi a única pessoa próxima ao príncipe que os agentes encontraram. A beleza dela foi algo que me chamou a atenção desde que senti o impacto daqueles olhos de um verde incomparável, como se tivessem olhando diretamente para mim, só para mim através das fotos. Havia fotos dos dois em almoços, jantares, mas também havia aquelas que ficaram gravadas em minha mente perseguindo-me. Nessas fotos Júlia usava trajes sumários na passarela em poses sensuais, mostrando um corpo além da perfeição que mulheres matariam para ter e que deixava homens babando e ofegando como cães famintos, inclusive eu. Dio! 1 Aqueles olhos incríveis, pareciam me chamar cada vez que olhava as fotos! Passei a experimentar sensações contraditórias a cada foto apresentada pelos agentes. Júlia Smith se tornou rapidamente minha obsessão. Eu queria puni-la pelo que fizera a meu irmão, mas ao mesmo tempo queria, precisava vê-la, estar cara a cara com ela. Aquela oportunista não podia ser tão perfeita como as fotos retratavam, não, claro que não, hoje em dia os recursos tecnológicos eram muitos... Júlia Smith era uma farsa e eu comprovaria assim que pusesse os olhos nela. Contrariando todas as orientações de Emir, meu assessor

e conselheiro particular decidi fazer justiça com as próprias mãos. Eu desmascararia aquela vadia interesseira! Cheguei ao Brasil e a cacei com determinação e fome implacáveis. Ela nunca teve a menor chance contra mim. Eu a seduzi, usei-a e quebrei tão completamente... Enfim, o resultado das minhas ações: há dois meses estou vivendo meu inferno pessoal. Júlia, a mulher que amo. A minha mulher está lutando entre a vida e morte em coma em um hospital depois de sofrer um grave acidente de carro por minha culpa. Na semana passada Júlia abriu os olhos pela primeira vez, mas não disse nada, apenas os fechou de novo. A porta se abriu naquele momento me tirando da introspecção e meu assessor acaba de adentrar eufórico no escritório quebrando todo o protocolo real. Justamente Emir, que se orgulha de cumprir todas as formalidades da realeza? — Acabaram de ligar do hospital! A princesa acordou meu senhor! E ela está falando, alteza! — Exclamou o homem franzino com um sorriso que jamais havia visto em seu rosto antes. Esse era o efeito que Júlia causava em todos que a conheciam. —Júlia está falando!? – inquiri num misto de alívio e angústia.

— Alteza, não vai vê-la agora? — Emir quis saber ao me ver correr as mãos pelos cabelos até minha nuca. O desespero deve ter transparecido no meu rosto. O que eu faria agora? O que diria a ela? Dio! Eu estou tão fodido! Disse e fiz tantas coisas cruéis com minha menina linda. — Tem esperado muito por isso, senhor, deve ir vêla. — completou preocupado. — Sim, tenho esperado muito por esse dia, velho amigo. — minha cabeça começou a latejar e fechei os olhos com força. — M as não é tão simples assim... Eu quase a matei, meu ódio quase a matou... Não tenho ideia de como encará-la depois de... Depois de tudo... — O senhor descobrirá. — ele disse pegando meu terno ajudando-me a vesti-lo. — Obrigado, amigo. — disse me sentindo incerto, impotente. — leve-me até ela. Rio de Janeiro, Brasil, dezoito meses antes... Júlia — Júlia! É a sua vez! Dizem que temos até um príncipe mediterrâneo na primeira fila. Ele fez uma doação astronômica para a ONG ligada ao evento. — M inha melhor amiga, Kênia e uma das modelos participantes do evento, tagarela enquanto eu termino de

me arrumar. A próxima a entrar na passarela serei eu. Não sei por que, mas me sinto um tanto apreensiva com o desfile de hoje, o que eu não entendo pois, estou nesse meio desde meus treze anos. Não há mais espaço para nervosismo. — Acorda, Kênia! É só um evento beneficente para ajudar as crianças da Favela da Rocinha2. Pare de sonhar com príncipes encantados. Eles não existem. — examinei minha aparência pela milésima vez no espelho do minúsculo camarim. Nunca gostei de usar trajes tão reveladores, mas nessa profissão que minha mãe, uma ex-modelo famosa, me impôs desde que eu era apenas uma adolescente, não posso escolher o que uso. Nunca gostei desse meio. Sinto-me tão exposta. Num dos poucos atos de rebeldia, contrariei as expectativas da minha mãe, graduando-me com louvor em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com especialização em civilizações antigas. Às vezes me pergunto se isso foi uma tentativa de chamar a atenção do meu pai, o renomado professor do departamento de História de Cambridge3, Inglaterra. M as Não, realmente sou fascinada por história antiga desde pequena. Preciso dar um basta nos devaneios de minha mãe. Já tenho 23 anos e fiz de fato muitos trabalhos significativos, entretanto, o meio da moda é muito concorrido. É

verdade que nas duas últimas décadas as modelos brasileiras invadiram as passarelas do mundo, mas tamanha sorte não é para todas. Kênia me chamou novamente tirando-me da minha introspecção. Respirei fundo e saí para a passarela com passos firmes, usando um biquíni que para meu desgosto deixava pouco à imaginação. Leon Fiquei tenso quando anunciaram o nome da mulher que destruiu meu jovem e inocente irmão. Então ela entrou na passarela e tudo o mais sumiu de cena porque... Dio Santo!4 As fotos não faziam jus àquela verdadeira deusa que andava com graça pela passarela, como se estivesse na São Paulo Fashion Week5. Os cabelos dela de um loiro claro e vibrante eram muito mais bonitos que nas fotos e desciam até a cintura delicada. Os seios eram redondos e fartos para sua estrutura magra e estavam contidos em um sutiã que parecia quase pequeno para tamanho volume. Que os céus se compadeçam de mim... fui incapaz de impedir meu pau de ficar duro. Não consegui desviar os olhos daquela que era a mulher mais linda que já vi na minha vida. Eu me encontrava sentado no final da passarela ao lado dos organizadores do evento e da empresária de Júlia, uma mulher repugnante que me deu prontamente todas as informações sobre sua cliente apenas pela

minha boa aparência e minhas roupas caras. Ah, sim, isso sempre me abriu todas as portas. Dinheiro e boa aparência são uma combinação letal, mas no meu caso, há algo mais a acrescentar: meu título. Sou um príncipe, o príncipe herdeiro de Ardócia, uma próspera ilha ao sul da Itália. Eu não terei escrúpulos, usarei de todas as armas disponíveis para fazer esta mulher pagar por tudo que fez a meu irmão. Júlia continuou avançando graciosamente pela passarela, as pernas bem torneadas e impossivelmente longas em passos cadenciados davam uma influência nos quadris deliciosamente arredondados bem à moda brasileira. Eu quase gemi quando ela parou à minha frente e com a sugestão de um sorriso nos lábios luxuriosos levou as mãos às laterais da curta saída de praia de uma estampa verde e vibrante e a abriu revelando o corpo com que eu havia sonhado repetidamente desde que pusera os olhos na primeira foto. Maledizzione!6 Ela era sem sombra de dúvidas, a coisa mais linda e deliciosa que já vi. Não havia dúvida que era esse efeito desnorteador que aquela pequena puta exercia sobre o sexo masculino, a contar pela quantidade de marmanjos que estavam babando por ela, observei. Em breve, aquele sorriso sairia daquela boca... Boca feita para o prazer de um homem... M as o que diabos deu em mim para deixar-me tocar pela aparência dessa

oportunista? Sacudi a cabeça jogando para longe aqueles pensamentos e a encarei. Foi um erro... Encontrei aqueles olhos que tinham me encantado secretamente, mesmo que não fosse capaz de admitir. Então ela sorriu mais uma vez e... maledizione! Bella, bellísima!7 Júlia Encerrei o desfile já sem a mesma confiança inicial. Aquele homem vestido impecavelmente na primeira fila, no final da passarela, me fez parecer um inseto sob a lente de um microscópio. Senti seus olhos negros e perturbadores seguindo-me pela passarela, se demorando em cada centímetro da minha pele. Senti coisas estranhas, um calor incendiando meu ventre e meus mamilos enrijeceram como se tivessem sido tocados. Ele percebeu e riu mostrando os dentes brancos e perfeitos. Lembrava um lobo à espreita, mas seu sorriso não alcançava os olhos, percebi. Seu olhar parecia o de um sultão avaliando uma nova escrava sexual. Quem era aquela figura imponente que me olhou de forma tão ofensiva e despudorada? Perguntei-me ainda tremendo sob o efeito daquele olhar negro. Kênia

entrou na passarela a seguir e eu desabei na cadeira mais próxima ao entrar no camarim, ainda abalada pelas sensações que aquele estranho me despertou. Uma hora depois, eu e os outros modelos fomos convidados a um coquetel numa luxuosa casa de praia em Angra dos Reis. Joana M iranda, minha empresária havia falado pouco sobre quem estava oferecendo a festa. Um jato de última geração fora disponibilizado para nos levar à Angra8. Quem quer que fosse o tal homem estava claro que possuía muito dinheiro. Senti um calafrio, ao descer da aeronave e ver uma enorme limusine nos aguardando. Não estava com um bom pressentimento sobre aquela noite. Quando insisti novamente para que Joana revelasse quem era o misterioso ricaço ela dissera apenas que era um dos patrocinadores do evento, que estava fascinado com as belezas do Rio... Eu não gostei da expressão cínica que surgiu nos olhos dela. Rodei por cerca de meia hora dentro da casa que por sinal era maravilhosa. O tempo inteiro senti os pelos da minha nuca se arrepiarem como se alguém tivesse me observando. M as sempre que procurava a fonte do desconforto não via ninguém em particular. Estava cansada, talvez não devesse ter vindo, mas Joana não me deixou escolha, praticamente me arrastou. Olhei mais uma vez ao redor e não consegui me encaixar em

nenhuma roda de conversa. Já estava ficando cansada daquele meio onde a maioria das pessoas nunca eram verdadeiras, pensando assim, peguei uma taça do champanhe que o garçom oferecia e me dirigi para o jardim onde encontraria um pouco de paz. A área externa era linda! Não segurei um sorriso de alívio e de apreciação. O jardim bem cuidado se estendia até a areia branca da praia, onde as ondas quebravam mansamente. — Linda vista... Aquela voz num inglês com um sotaque suave e terrivelmente sexy me tirou dos devaneios, mas não estava preparada para a figura espetacularmente bela a poucos centímetros de mim quando me virei. M eu coração sofreu um baque. Era ele! O mesmo homem deslumbrante que me deixou desconcertada durante o desfile. Ele era muito alto, talvez mais de 1,90. Ombros largos, preenchendo um terno escuro sob medida. O encarei e percebi que ele não parecia falar da casa, pois aqueles olhos negros enigmáticos e intensos estavam cravados em mim. M eu coração gaguejou de novo. Puta merda! Senti-me uma corsa atordoada diante de faróis, não consegui piscar, nem respirar. Havia algo naquele olhar que me fazia estremecer e meu estômago realizar pequenas acrobacias. Uau! M il vezes uau! M inha boca secou subitamente e eu passei a língua nos lábios

involuntariamente. Ele sorriu com aqueles lábios levemente cheios de curvas absurdamente sensuais e dirigiu o olhar descaradamente para minha boca. — Sim, a casa é mesmo linda. — me obriguei a responder também em inglês. Soltando o ar devagar. Falo fluentemente inglês, francês e o italiano. Cortesia de Laura Fontana, minha mãe. Ela sempre diz que na minha profissão devo estar preparada para o mundo. — A casa é, sem dúvida muito bonita, mas era de você quem eu falava. — Ele se aproximou mais, deixando-me sentir seu maravilhoso perfume, uma mistura cítrica amadeirada, enquanto me observava com olhos semicerrados me avaliando abertamente. Sua postura me lembrou de um sultão novamente. O que há com ele? Por que esse ar de sou o maioral? Leon Devia ser proibido a uma mulher ser tão luxuriante! Seu corpo era um verdadeiro banquete aos olhos. Os cabelos eram de um loiro claro, lisos com leves ondas que caíam em cascata até a cintura fina. Uma franja levemente desfiada caía sobre suas sobrancelhas castanhas, deixando-a com uma aparência quase angelical, inocente. Não sou especialista em cabelos, mas posso jurar que é a cor natural. De perto os olhos de um verde esmeralda são ainda mais incríveis. A pele tão

clara parece zombar das praias maravilhosas do Rio de Janeiro. Os lábios carnudos e entreabertos parecem esperar por um beijo... Ela é uma profissional na arte de seduzir. Maledizione! Raiva e luxúria passaram a guerrear dentro de mim. M eu corpo a exige ferozmente para mim. M as, meu cérebro exige vingança, que a esmague como a um inseto. — Nos conhecemos? — Ela quis saber tentando se afastar, mas eu a puxei suavemente pelo pulso e sussurrei na sua orelha: — Ainda não, perla mia9... M as podemos corrigir isso agora. — tomei sua mão a beijei na palma, provocando-lhe arrepios e acrescentei: — Leon, a seu dispor. — S-sou Júlia, é um prazer conhecê-lo, mas preciso voltar pra dentro... — ela disse visivelmente perturbada. Não tão rápido bella. Eu estou só me aquecendo... — Não, não vá ainda. — pedi acariciando a palma de sua mão deslizando para o pulso acelerado... Bingo! Eu a afetava também. Sorri internamente. Seduzi-la seria como roubar doce de criança. — Não conheço você. — Ela puxou a mão, seu rosto corando lindamente. Profissional! Ironizei-a. — Certo, não nos conhecemos. M as gosto do que vejo... Gosto muito. — Eu a olhei de cima a baixo me

demorando nos seios firmes e redondos sob o tecido do vestido sem alças. Pelo olhar dela deve ter desejado que o vestido fosse mais comprido e menos revelador. Sorte a minha que não era. Júlia Eu também gostava muito do que via. Ele era maravilhoso. Tom de pele morena dourada como nunca vi igual, cabelos negros mais longos que o convencional, levemente ondulados abaixo dos ombros, mas estavam domados, presos à nuca. Olhos escuros enigmáticos sob sobrancelhas negras e bem feitas levemente arqueadas. Os cílios longos, tornando seu olhar uma mescla de perigoso e sedutor. As sensações mais loucas se espalhavam pelo meu corpo enquanto ele me olhava. Cristo! Ele parece um pirata moderno, vestindo um terno escuro que parecia valer uma fortuna, notei. Caras como aquele deviam vir com um letreiro na testa escrito: perigo! Entretanto, eu não consigo desviar os olhos do rosto seu rosto perfeito. — Você também gosta do que vê. — Ele sorriu mais uma vez causando mais acrobacias das borboletas no meu estômago e deixando-me sem jeito por ter sido flagrada quase babando em cima dele. Chegou mais perto, levantando o meu queixo com suavidade. — O que você está fazendo comigo? Não conheço

você. — balbuciei tentando não entrar em pânico. — Sentimos a mesma conexão quando você estava na passarela. — Ele passou dedo indicador pelo meu lábio inferior. – Esta casa é minha. Fique esta noite comigo. Quero conhecê-la melhor. — O quê?! — Eu não acreditei naquilo. Sempre a mesma história. O empresário ricaço que acha que modelo é sinônimo de prostituta. — Não vou ficar com você. — o fuzilei com o olhar afastando-me. —Procurou a pessoa errada. Não sou esse tipo de mulher. Ele me observou por um instante. Os cantos da boca máscula se levantaram num riso sexy. Seu corpo poderoso invadiu meu espaço pessoal de novo. Puta merda! Ele cheira tão bem. — Certo. Talvez eu tenha sido direto demais. — disse com voz sedutora. — Apenas jante comigo, perla mia. Prometo não forçá-la a nada que não queira. — Você é bem insistente, hein? — falei afetada pela proximidade. Ele parece saber bem o efeito que causa nas mulheres. É claro que sabe. Olhe só para ele! — E não me chame assim. — Assim como? — quis saber bancando o inocente. — Minha Pérola. De onde tirou isso? Ninguém nunca me chamou assim. —Então compreende Italiano. — ele sorriu

lentamente. Deus! Ele tira meu fôlego quando sorri. — Gosto de me diferenciar de todo o resto... — me tocou e deve ter sentido como estremeci sob seus dedos, pois seu sorriso ampliou. — É exatamente no que penso quando vejo essa pele. Uma pérola magnífica, única. — Deus! Eu não era imune a ele. Lembrei-me do seu sorriso de lobo na passarela. Ele me afetava de uma forma como ninguém havia feito até agora. M as havia algo nos olhos dele que não conseguia identificar. Uma expressão quase... hostil. Eu posso sentir uma ferocidade por baixo do seu exterior polido. — Jante comigo esta noite. —Pediu prendendo-me com aqueles olhos tão negros. — Eu estou definitivamente ferrada. Onde está a Kênia que não vem me salvar desse assédio? Ele está muito fora da minha liga. Sua postura grita não só riqueza, mas poder, muito poder. Alguma coisa não bate. M as meu corpo está louco para esquecer tudo que minha mãe sempre disse sobre não falar com estranhos sozinha. — Por favor, se afaste. — minha voz saiu pateticamente fraca, enquanto ele acariciava lentamente a curva do meu pescoço, deixando-me sem forças. M eu cérebro parecia que ia derreter. — Não consigo pensar com você me tocando assim. — Então não pense perla mia. — Ele abaixou a

cabeça lentamente na minha direção e eu soube que estava perdida. Os olhos negros intensos me prenderam no lugar. Não conseguia me mover, minhas pernas me abandonaram. Ele sorriu. Um riso lento e arrogante e me beijou, provocando meus lábios sem pressa, enlouquecendo-me. Oh, rapaz! Ele realmente sabe o que está fazendo. Fiquei alarmada e... excitada. Soltei um pequeno gemido. Ele sorriu contra meus lábios e aprofundou o beijo e tudo foi levado à outra dimensão. M eus beijos anteriores eram ridículos comparados a esse. Leon me puxou pelo quadril e colou meu corpo esguio ao físico poderoso dele. A sensação me fez bambear as pernas e ele riu novamente segurando-me com mais força junto a si. Foi aí que me perdi e abandonei de vez o bom senso. O enlacei pelo pescoço, ansiosa, tremendo, sentindo a maciez dos cabelos longos e exóticos. O cheiro dele. Céus! O cheiro dele é viciante. Cheiro de perfume caro e... M acho alfa. M e puxou pela nuca segurando-me os cabelos de forma possessiva, enquanto tinha acesso total à minha boca, saqueando-a,

tomando tudo o que queria. Gememos juntos. O que esse homem estava fazendo comigo? Perguntava-me permitindo que ele explorasse meu corpo como nunca permiti a nenhum outro. Senti a mão dele acariciar meus seios, fazendo círculos em volta dos mamilos. Oh, isso é mágico... De repente senti algo sólido nas costas e sem entender como, soube que ele tinha me empurrado até uma coluna num ponto escuro do jardim. Levantou-me pelas nádegas, se posicionando entre minhas pernas, friccionando sua ereção latejante contra minha pélvis. Quase engasguei quando senti o volume rígido através do tecido. Ele é enorme e grosso. Puta merda! Isso é... É demais. Leon abaixou meu vestido desnudando meus seios. Uma sensação quente, gostosa começou a se formar em meu ventre e líquidos jorraram na minha calcinha. Leon — Bella mia10. .. Você é linda. — eu rosnei com os olhos cravados naquelas duas belezuras. Passei a sugálos devagar rolando os olhos de prazer. O que essa mulher está fazendo comigo? Pensei sem conseguir parar de tocá-la. Preciso dela em minha cama. Não há outra opção, não depois de ter ficado nesse estado... Preciso me enterrar bem fundo no seu corpo delicioso agora, ou explodiria. Dio! Estou agindo como um maldito

adolescente. Recriminei-me. M as é demasiado tarde para voltar atrás. Ela será minha, até saciar esse desejo louco. Pensando assim, arrumei seu vestido e a levantei nos braços subindo a escada lateral que levava ao piso superior da casa. Não permitirei que ninguém atrapalhe esse momento. Principalmente Emir, que me aconselhou a não me envolver diretamente com ela. Ele percebeu minha obsessão por ela? Talvez. Emir é muito astuto. Tarde demais. Não conseguirei dar as costas a esse desejo incontrolável que senti desde o momento que a vi na passarela. Vou me saciar em seu corpo, depois terei minha vingança. Entrei na ampla sacada e a depositei com cuidado no chão de mármore. Ela permaneceu com os braços entrelaçados no meu pescoço. Parecia confusa, mas extasiada assim como eu. Ela também sentia essa química que nos puxa em direção ao outro. — Onde estamos? — os lindos olhos relancearam pelo amplo aposento na semiescuridão. — Estamos no meu quarto, tesoro11. — sussurrei beijando seus lábios levemente. Ela parecia assustada. Eu entraria no jogo dela. Levaria as coisas mais devagar, mas só há uma opção para fechar a noite: ela amarrada, vendada, linda e nua comigo profundamente enterrado entre suas coxas. — Fique aqui um instante. Só vou pedir que nosso jantar seja enviado para cá.

— Leon... Eu acho que... Deus! Isso está indo rápido demais. — balbuciou parecendo verdadeiramente incomodada. Eu abri o meu melhor sorriso arranca calcinha e os olhos dela dilataram, brilhando como pedras preciosas. Ótimo! Que as apostas comecem! — É apenas um jantar, perla mia. Conversaremos, tomaremos champanhe... — Eu não costumo beber. Já tomei uma taça. É suficiente para mim. — ela disse, seu corpo todo gritando tensão e... Desejo. Certo, isso dificultaria um pouco as coisas. Eu contava com ela bebendo e se abrindo para mim. Literalmente. — Apenas coma alguma coisa comigo, então. — sorri acrescentando mais charme do que sedução dessa vez. — não me diga que você é uma dessas garotas que se mantém em dietas malucas. Ela abriu um sorriso tímido. Dio! Ela sorriu pela primeira vez e meu coração sofreu um pequeno baque. Ela era simplesmente a porra da perfeição quando sorria. Chutei-me mentalmente: ela é uma puta! Não se esqueça disso imbecil! — Não, não sou adepta de dietas. Pode parecer arrogante, mas não me privo de comer nada. M eu metabolismo é ótimo. — ela sorriu de novo. Dio! Eu já

estava praticamente salivando com a língua de fora por ela. Quão patético é isso? Eu que deveria estar seduzindo, não o contrário. — M inha melhor amiga me odeia por isso. Ela também é modelo e tem que fazer as tais dietas malucas. — M e agrada que você possa comer de verdade. De onde as mulheres tiraram que nós achamos atraente ver apenas folhas de alface em seus pratos quando as levamos para jantar? — Júlia tornou a rir, o som rouco reverberando em cada célula do meu corpo. M eu pau estava tão duro que doía. Ela estava visivelmente mais relaxada. — então, já que estabelecemos que ambos gostamos de comer, vou providenciar isso. Dê-me um minuto. — beijei uma de suas mãos e atravessei as amplas portas de vidro para o quarto. Cerca de meia hora depois, havíamos saciado pelo menos um aspecto da nossa fome. Júlia realmente comia. A observei o tempo todo sentada em frente a mim na mesa redonda e íntima arrumada num canto da sacada. M eus olhos não cansavam de olhá-la. Estava completamente hipnotizado, louco por ela. As ondas quebravam mansamente a poucos metros da casa. A maresia despenteando levemente seus cabelos. Dei ordens expressas a Emir para não deixar ninguém vir ao piso superior. Somos só ela e eu, presos na nossa

pequena bolha enquanto a festa continuava lá em baixo. Ela de repente estremeceu não sei se sob o meu intenso escrutínio ou pela brisa noturna que agora soprava mais forte. — Está frio aqui. Você gostaria de entrar um pouco? — ofereci com cautela. — Sim. Gostaria. — sussurrou abraçando a si mesma, seu rosto adquirindo um lindo tom rosado. Sorri e me levantei oferecendo a mão, ajudando-a a levantar-se. Seus dedos tremiam levemente. Havia chegado a hora. Eu sabia e ela também sabia. A conduzi pelo quarto com fraca iluminação. Afastei-me deixandoa no centro do aposento e procurei algo para tocar no sistema de som. A introdução da música Imbranato encheu o ambiente num volume agradável e me voltei andando devagar para Júlia que agora respirava rápido. A voz de Tiziano Ferro12, um de meus cantores preferidos, soou rica e melodiosa. Parei quase a tocando, olhos presos aos dela. E’iniziato tutto per un tuo capriccio Tudo começou por um capricho teu Io non mi fidavo..era solo sesso Eu não confiava.. era só sexo — Dança comigo? — pedi num sussurro. Ela lutou alguns instantes para recuperar a

compostura. Então colocou sua mão trêmula na minha e assentiu num leve gesto de cabeça. Ela estava tão afetada quanto eu. Quando enlacei sua cintura delicada e senti seu corpo delicioso junto a mim, quase gemi. Dio Santo! Que reações estranhas são essas que sinto quando a olho, quando a toco? M ovemo-nos lentamente o tempo inteiro olhos nos olhos. Coloquei as duas mãos em sua pequena cintura e a trouxe mais perto. Ela não conseguiu segurar um gemido, seus braços subindo para meu pescoço. Abri um sorriso que deveria ter escrito: vitória. M eus lábios desceram para os dela. O beijo foi suave no início. Eu a queria totalmente relaxada e entregue a mim. Nossas línguas dançaram juntas conhecendo cada recanto da boca um do outro. Dessa vez eu gemi e aprofundei o beijo levando minhas mãos à sua nuca mantendo-a presa pelos cabelos. E então as coisas realmente saíram do controle. Suas mãos espalmaram meu peito por cima da camisa, em seguida abrindo os botões com dedos trêmulos. Cavei minhas mãos na sua bunda linda e a levantei, encaixando-a direto no meu pau que latejava dentro da calça, babando por ela. Não quero me gabar, aos trinta e dois anos já tive uma cota invejável de amantes na minha cama, mas essa garota está me enlouquecendo. M eu pau nunca esteve tão descontrolado por uma mulher desde

que atingi a idade adulta. Ela me abraçou com as pernas e eu me esfreguei desavergonhadamente na sua boceta quente como se minha vida dependesse disso. Gememos na boca um do outro, lambendo, chupando, mordiscando. — Oh, Deus, o que está fazendo comigo? — Ela choramingou, tentando respirar. — Desde o momento em que coloquei os olhos em você, soube que seria minha. Toda minha. — Disse ofegante segurando os seios firmes, que me enchiam as mãos. Eu estava mais afetado do que queria estar e odiava isso. Cristo! Eles eram perfeitos como o resto dela. Passei a beijar, lamber e mordiscar o pescoço deleitoso enquanto a carregava pelo quarto até a cama king size. Ela me olhou com aqueles olhos de esmeralda, quando a deitei na cama. Levantei seu vestido até a cintura e segurei sua boceta com possessividade, querendo marcá-la como minha. Por que ela me despertava tais sentimentos? Ela era só uma vadia que eu usaria para meu prazer. — Oh... Leon. Isso é loucura... Nunca... Eu nunca... — calei sua tentativa de protesto num beijo voraz. Enfiei meus dedos pela calcinha, sentindo-a molhadinha e receptiva... — Feiticeira. Linda feiticeira. — rosnei despindo-a

do vestido. — Leon... —Júlia sussurrou. — e-eu não posso. – gaguejou. Oh, ela é realmente boa. Sorri cínico. Parecia tão inocente e inexperiente. Os olhos espetaculares traziam uma expressão apreensiva. Já está começando a ficar cansativo esse jogo que ela faz. Quero-a disposta e atuante durante o sexo. Quero prazer total e ela me dará. Sou exigente e dominante na cama. M inhas parceiras têm que me dar tudo... Sorri de novo rasgando sua minúscula calcinha e a ouvi soltar um gritinho surpreso. Abri a gaveta do criado mudo e tirei os preservativos e os lenços de seda preta. — Tudo bem, vamos jogar, bella. —Sussurrei e avancei sobre o corpo delicioso de Júlia. Por alguns instantes apenas pairei acima dela bebendo aquela visão. Quantas vezes sonhei com ela em minha cama. Quantas vezes me dei prazer, me masturbei olhando as fotos dela como um adolescente inexperiente. Ela pagaria por isso também, por me afetar dessa forma. Saindo do transe puxei-lhe os pulsos e os prendi acima da cabeça. Os olhos dela arregalaram-se e dilataram-se. Oh! Ela gosta de sexo duro... Sorri perverso, pegando uma das faixas e comecei a amarrar seus pulsos. Seus olhos entraram em pânico.

— Shhhhh. — a acalmei beijando seu queixo. — não vou machucá-la perla mia. — e abaixei a boca num dos seios fartos sugando suave. Ela relaxou. Chupei mais duro e gememos. Repeti o processo no outro seio e desci pelo ventre liso beijando, chupando e mordendo a pele branca e macia, enquanto ela se debatia debaixo de mim. Aproximei-me da sua pélvis depilada e levantei o olhar abrindo um riso pecaminoso. M inhas duas mãos abriram seus lábios expondo sua boceta molhada totalmente para mim. Ela arquejou quanto sentiu meu nariz em sua vulva. Porra! Ela cheira como o céu! M inha língua lambeu lentamente seu clitóris. Gritou alto quando abocanhei o montinho e chupei duramente. Nos minutos seguintes a devorei sem dó levando-a a um orgasmo enlouquecedor. Ela era agora uma massa trêmula embaixo de mim. Quando pôde registrar novamente alguma coisa, me viu vestir um preservativo, me posicionando entre suas coxas. Eu não a vendaria dessa vez. Quero olhar em seus olhos enquanto como sua boceta brutamente. Levantei uma perna macia por cima do meu quadril olhei nos lindos olhos verdes, suguei seus mamilos doces com força, fazendo-a se contorcer num gemido rouco. Então finalmente entrei nela, centímetro a centímetro. — Dio! Oh, delizia mia13. .. Que bocetinha apertada... — grunhi, mas havia algo errado. Os olhos dela de repente

encheram-se de pânico de novo. O rosto ficou pálido. Ela era incrivelmente apertada... Não, não era possível... Definitivamente não! Completei a penetração com força entrando até o cabo e a encarei chocado. A mulher que estava sob meu corpo era uma virgem até poucos segundos atrás. Como isso era possível? Júlia Smith era uma devoradora de homens, meu amado irmão fora uma de suas vítimas. Divaguei confuso, mas fui trazido ao presente quando Júlia começou a puxar-me de volta com as pernas levantando o quadril para acomodar-me mais fundo. Eu me perdi naquele corpo tão quente e convidativo... — Santo Cielo... 14 Você tem a boceta mais perfeita... M ais quente e apertada... Tão gostosa... — rosnei puxando-lhe os cabelos da nuca trazendo o rosto rosado e bonito a poucos centímetros do meu. Gemi entrando nela de novo desta vez com mais cuidado para dar-lhe tempo de se ajustar à mim. Não quero me gabar, mas sou grande. Ela sussurrou meu nome exigindo mais. Grunhi de desespero. A música estava em seu auge, novamente no refrão. Tornando tudo mais intenso. Aquilo saíra do controle no momento em que eu a toquei. Essa noite não será o suficiente... Golpei-a mais forte e profundo e mordi seu gordo lábio inferior. Ela se contorceu e me encontrou a cada estocada. Olhos nos olhos. Eu queria que ela soubesse que era minha e seria até que me cansasse dela.

Comi sua bocetinha virgem com estocadas fortes até senti-la convulsionar debaixo de mim gozando novamente. — Isso, goze no meu pau, delizia mia! Ohhhhhhhhhh! — M e enterrei até o cabo naquela bocetinha apertada e gozei como um trem desgovernado. Porra! Esse foi o clímax mais avassalador que já senti na vida. Rosnei jorrando e jorrando litros de sêmen na camisinha. Dio! Definitivamente essa mulher era uma ameaça à minha sanidade mental. Fiquei atordoado sobre o corpo esguio. O que era essa sensação de plenitude que tomava conta de mim? Quase como se eu tivesse... Feliz? — Nunca senti isso com nenhuma outra mulher... — as palavras saíram da minha boca sem meu consentimento. Porra! Não quis dizer isso! — Você era... Hum... Era... — Virgem? Sim. — Júlia admitiu corando ligeiramente. Ela realmente era uma excelente atriz! Até corava. Há quanto tempo não via uma mulher corar? Desde a minha adolescência. A desamarrei e saí devagar de dentro dela. Levantando, me dirigi ao banheiro. Que jogo aquela mulher fizera com Damien? Ela nem mesmo havia ido para a cama com ele! Pensei entre surpreso, revoltado e... satisfeito. Sim, não podia negar que ser o primeiro

homem a experimentar as delícias daquele corpo me dava certa satisfação, mas não podia deixar de sentir ódio por aquela putinha ter iludido meu pobre irmão e ter lhe negado o prazer de seu corpo. Deixei a água cair sobre meus músculos, precisava planejar o próximo passo. Júlia Smith seria meu objeto sexual até me cansar dela, o que não demoraria a acontecer. Nunca consegui ficar com uma amante mais de um mês. Sorri mais controlado desligando o chuveiro. Ela era muito gostosa, tinha que admitir. Não seria nenhum sacrifício fodê-la mais algumas vezes. Tirei o excesso de água dos cabelos e os deixei cair sobre os ombros. Enrolei uma toalha nos quadris e voltei ao quarto já pronto para a segunda rodada. Ela estava fora da cama tentando vestir o vestido. Tiziano gritava Sere nere agora. — Aonde pensa que vai srtª Smith? — Sussurrei no seu ouvido enquanto a impedia de vestir a roupa. — Leon... Ouça... Não sou esse tipo de mulher. — ela tentou argumentar. Sério? Ela queria me convencer agora? Tarde demais caríssima! 15 — M achuquei você? — a virei para mim encarandoa pela primeira vez com uma expressão sincera. Ela era virgem, posso tê-la machucado. A coisa toda foi muito intensa. Eu não sou um bastardo completo. Nunca machuquei uma mulher na minha cama. M as também

nunca tive uma virgem. — Não. Estou bem. — ela sorriu tentando parecer constrangida. Dio! Que dissimulada! Ela não era nada inocente apesar do corpo virgem. — Perdoe-me. Sei que foi rápido demais, perla mia. M as o que eu disse sobre conhecê-la melhor era verdade. — Peguei-a nos braços e levei-a para a cama novamente. — Ficarei no Rio por algum tempo e quero tê-la comigo. Os magníficos olhos verdes desceram pelo meu corpo com clara admiração pelos músculos do meu peitoral e desceu pelo abdome reto e malhado. Si 16 eu me mantenho em forma com malhação e esgrima. Sei que ela está tão atraída por mim quanto estou por ela. Os olhos tímidos pararam na toalha branca que eu ainda mantinha enrolada nos quadris. Ela corou de novo quando conferiu o volume do meu pau já excitado. — Não precisa ficar constrangida. Também adoro olhar você. — disse abrindo meu sorriso mais sexy que fazia calcinhas caírem desde a minha adolescência. — Deus! Nós não nos conhecemos... — ela disse um tanto ofegante. Si a pequena putinha já estava pronta para mim de novo. Não importa se o corpo era virgem. Eu não podia esquecer quem era aquela vadiazinha e porque a procurei. Ela pagaria por tudo que fez a Damien e de quebra desfrutaria do seu corpo gostoso no processo. Iria fodê-la de todas as formas

imagináveis. — Teremos todo o tempo para nos conhecer. — pousei o dedo indicador nos lábios cheios. Eu sonhava com eles em volta do meu pau desde que vi a primeira foto dela. — Não vê que não podia ser de outra forma? Há uma química explosiva entre nós. Sentimos isso desde o momento em que colocamos os olhos um no outro. Quero você, Júlia. —avancei sobre ela encurralando-a contra os travesseiros. — e você também me quer. Não conseguiu dizer não para mim. — Leon... Talvez devêssemos ir com mais calma... —ela arquejou ao sentir-me rijo entre suas coxas. Dio! Que porra de mulher é essa? Já quero me enterrar nela outra vez. Ela é viciante, a olhei nos olhos lindos enquanto abaixava a cabeça, começando a lamber, mordiscar e sugar aqueles peitos perfeitos. — Tarde demais, Júlia. Você já é minha. — rosnei arrancando a toalha e encarando-a arreganhei suas coxas ao máximo, olhando sua bucetinha linda. Ela tem lábios cheios lá em baixo também... — Dio Santo! Que bocetinha mais linda. — gemi passando a lamber do seu clitóris até o ânus que com certeza também era virgem. — eu vou ser o primeiro aqui também. — grunhi levando os sucos de sua bocetinha encharcada para aquele buraquinho apertado, sondando-o com cuidado

com o indicador. Ela me olhou em Pânico e eu sorri. — Agora não, cara17, mas em breve. — afirmei voltando a lamber sua vulva toda. Ela gemeu e relaxou sob mim. — Si delizia mia. Você é uma coisinha gulosa, não é? Essa bocetinha gostosa já quer meu pau todo enterrado nela, diga que sim. — exigi parando para vestir a camisinha. Abri mais suas pernas fazendo com que ela me abraçasse com elas e a penetrei lentamente. — diga Júlia! Diga que quer meu pau todo dentro de você! — dei uma estocada dura. — Oh, Leon... Sim! — Ela gritou alto e eu sorri extasiado sem tirar o olhar das feições bonitas. Ela era a porra da coisa mais perfeita que já vi! Enfiei as mãos pela nuca puxando-lhe os cabelos trazendo o rosto para perto do meu, perfurando-a com o olhar me afundando nela forte e profundo. Gosto de imobilizar minhas parceiras enquanto as fodo duro. — Delizia... Delizia mia! — rosnei e passei a fazer com a língua em sua boca o que o meu pau fazia em sua pequena boceta quente. Penetrei o corpo deleitoso com uma voracidade nunca antes sentida. Ela era minha para fazer o que quisesse pelo tempo que quisesse. — Gostosa... Vou comer você sempre que eu quiser. Sua bocetinha é viciante, sabia? — ela me encontrou a cada estocada bruta. — Putinha gostosa! Gostosa do caralho! — rosnei metendo sem dó na sua bocetinha apertada.

— Ohhhhh! Leon... —choramingou totalmente imobilizada embaixo de mim, tomando meu pau até as bolas. Arreganhei suas pernas em meus braços ao máximo e a fodi com tudo que tenho. — Isso putinha safada! Goze! Goze no meu pau! — gritei e ela se desmanchou embaixo de mim. Completamente à minha mercê. Seu canalzinho me estrangulou em seu orgasmo e eu gritei de novo esporrando em jatos fortes. — pooooorra! Gostosa! Gostosa... — grunhi bombeando nos últimos espasmos de mais um clímax espetacular. Cristo! Ela era simplesmente delizioza! 18 Permanecemos quietos tentando regularizar nossas respirações e contrariando a parte do meu cérebro que insistia para me afastar agora que já estava saciado, eu saí de dentro dela devagar e após me livrar da camisinha a aconcheguei no peito, pouco depois senti sua respiração suavizar. Ela adormeceu. Adormeceu exausta. Eu a desgastei. Seria assim até que eu me cansasse dela, porque isso fatalmente aconteceria. A foderia muitas vezes antes de destruí-la. Não ouviria aquela outra parte do meu cérebro que insistia em lembrar que jamais senti um nível de conexão tão profunda com outra mulher. O sexo era magnífico, tinha que admitir, mas aquela puttana19

não merecia o menor remorso da minha parte. M inha vingança não poderia ter começado melhor

Capítulo 2 Oito semanas depois... Júlia Eu esperava Leon na suíte presidencial do Copacabana Palace no Rio. Observei o movimento da Avenida Atlântica e da orla da praia de Copacabana da ampla sacada, sentindo a maresia de encontro ao meu rosto. Às vezes pensava se não era um sonho que estava vivendo. Era tudo perfeito. Leon transformou as últimas oito semanas em um conto de fadas. Recebia flores frequentemente, mesmo quando ele não estava no Rio. Teve que voltar duas vezes a seu país, uma ilha localizada ao sul da Itália, mas sempre ligava para saber como eu estava. Levava-me sempre aos melhores lugares. Sabia que ele era um executivo de muito sucesso. Não sei exatamente qual é seu ramo, mas é óbvio que é bem sucedido. Franzi o cenho. Nunca tive a curiosidade de pesquisá-lo. Às vezes eu o sentia muito reservado. Seus olhos negros intensos me analisando como se tentassem enxergar dentro de mim. Leon transpira requinte e dinheiro, muito dinheiro. Não que isso me importe, jamais dei importância a esse tipo de

detalhe. M as ele insiste para me comprar roupas e joias caras e parece feliz quando aceito os presentes. Quase não trabalho mais como modelo, ele diz que não suporta me ver exposta a outros olhares masculinos. É tão possessivo. Tão intenso. Coro só de lembrar as coisas que diz e faz comigo na cama e fora dela... Ele é insaciável. Sorri sentindo-me excitada, louca para estar nos braços dele, senti-lo todo dentro de mim. Foi inevitável, eu me apaixonei perdidamente por meu ilustre desconhecido e acredito que ele também me ama. Faltam apenas algumas semanas para ele retornar a seu país definitivamente, e eu sei que irei com ele. O que temos é intenso demais. Foi assim desde o início. Ele me olha e eu tremo por dentro. Ele me tem completa e irrevogavelmente. Quando estamos juntos não conseguimos nos desgrudar um do outro. Levei minhas mãos à minha barriga ainda plana e suspirei feliz. Sei que no momento em que der a notícia de que espero um filho, um filho dele, Leon ficará radiante, assim como eu fiquei quando constatei a gravidez há uma semana. — Por que tão pensativa, delizia mia? — estremeci

ao ouvi-lo sussurrar no meu ouvido. Não o ouvi chegar. Eu amo esse sotaque italiano e sua voz profunda, sedutora. — Leon... Não ouvi você chegar. —virei-me o enlaçando pelo pescoço, recebendo o beijo sedento que ele depositou nos meus lábios, enquanto me levantava nos braços fortes. — Duas noites sem você e já estou louco perla mia. — Ele disse depositando-me sobre a enorme cama. — Pequena feiticeira... — rosnou livrando-me das roupas com sua urgência característica. — Também me sinto assim, meu querido. —admiti ajudando-o a livrar-se das próprias roupas. M eus dedos tremiam. Ele era perfeito demais e era meu. Ainda não conseguia acreditar. Leon me puxou de repente para a beira da cama eu fiquei de cara com seu pênis duro e enorme. Tirou um lenço de um dos bolsos de suas calças e me vendou com um riso perverso. — M e chupe, putinha gostosa. — disse baixo e rouco, puxando-me pelos cabelos até meus lábios tocarem seu membro. — abra a boca, porra! — grunhiu enfiando seu pênis até a minha garganta, dilatando-a. M eus olhos se encheram de lágrimas e eu comecei a chupá-lo. Ele fica exigente e mandão durante o sexo, mas

eu gosto. — Dio! O que eu faço com você? Hum? Eu não consigo parar de pensar em você porra! Isso putinha... Ahhhh! — gemeu estocando forte. — me chupa gostoso... Cristo! — continuou comendo minha boca sem trégua, segurando minha cabeça me deixando sem ar. — Leon... — eu puxei minha boca respirando rápido. Não posso vê-lo, mas ouvi seu sorriso e pelo tom sei que seus olhos são perversos agora. Empurroume de volta para a cama. Deitou-me de bruços, beijando e mordiscando minhas costas, descendo pelo meu bumbum arredondado. Ele sempre dizia que adorava meu bumbum... Deliciou-me com suas carícias. Ele sabe o limite entre a dor e o prazer. Puxou-me grosseiramente pelos cabelos até ficarmos os dois de joelhos na cama. Sim, ele é mesmo mandão e dominante no sexo. M as eu amo isso, tudo que ele faz comigo. Então invadiu minha boca com uma ânsia louca, enquanto suas mãos exploravam meus seios e rasgava a pequena calcinha vermelha que eu usava. Eu gemi em sua boca. Ele riu baixinho e desceu a mão possessiva mapeando minha vulva latejante, massageando-a, enquanto sussurrava em meus lábios que havia sonhado comigo, que nenhuma mulher lhe deu tanto prazer, nunca. Introduziu um dedo dentro de mim e eu arquejei sentindo meus sucos

jorrarem me preparando para ser tomada por ele. Leon grunhiu quando me sentiu molhada, pronta para ele. — Não posso esperar mais, delizia mia... — grunhiu e puxou minhas nádegas de encontro a ele, forçando-me a ficar de quatro. Senti a cabeça grande do seu pênis em minha entrada e ele investiu poderosamente todo o caminho dentro de mim, me esticando ao limite. Puta merda! Choraminguei. Ele é tão grande e espesso, mas eu amo a sensação dele dentro de mim. Gemi me ajustando ao seu tamanho. — Dio! Que saudade dessa bocetinha gostosa... Da minha putinha gostosa. — ele sussurrou tirando todo o Pênis e metendo de volta com golpes duros e profundos. Ele ama essa posição. Eu podia senti-lo bater no meu útero. Gritei no limite entre a dor e o prazer. — Oh! Ohhhhh! Deus! Leon... — Gemi sentindo um orgasmo se formar a partir do meu ventre. A venda deixava tudo muito mais intenso. Leon ficou cada vez mais insano, mergulhando em mim com investidas cada vez mais duras, profundas, sussurrando palavras em italiano. Ele me chamava de feiticeira, dizia que não conseguiria mais ficar sem o prazer que eu lhe proporcionava. Não entendi... Ele parecia estar... Se despedindo? — Você gosta disso, não é? Você ama ser minha

putinha. Diga! — ele exigiu tirando todo o pênis e esfregando no meu ânus. Seus dedos entraram na minha vagina levando meus sucos até meu orifício. — Vou foder você aqui. Ainda está dolorida da última vez? — ele disse rouco. Eu neguei tomada pela luxúria. Ele fazia isso comigo. M eu corpo era dele para fazer tudo. Senti seu dedo me sondando, entrando aos poucos. Eu fui empurrando de volta e relaxando, ele me ensinou na primeira vez que fizemos. Doeu pra caramba, mas gozei como nunca. Agora eram dois dedos totalmente dentro de mim me alargando para tomar o enorme pênis dele. — Eu amo esse rabinho, sabia. — ele grunhiu retirando os dedos e encaixando a cabeça robusta do Pênis no meu orifício. M eus sucos ajudaram e ele foi entrando devagar, retirando e entrando um pouco mais de cada vez até que estocou duro me rasgando, metendo até o talo. Gritei sentindo suas bolas batendo na minha vagina. Ofegamos e gememos juntos. — Vem, rebola essa bunda gostosa no meu pau até você se acostumar com ele. — Eu adoro quando ele fala sujo assim. M eu orgasmo vem muito rápido. Eu obedeci, rebolando no pênis dele ouvindo seus gemidos e rosnados. Ele levou uma das mãos e enrolou no meu cabelo, a outra apertou meu quadril e realmente começou a me foder. Ele metia com força no meu ânus apertado, causando ardência. Eu estava no

limite. — Que porra de visão linda! M inha putinha vendada e imobilizada tomando meu pau até as bolas no rabinho gostoso! Ohhhhh! — gemeu me fodendo loucamente. — Leon... Ohhhhh... Deus! — gemi sentindo lágrimas nos meus olhos. Ele largou meu cabelo e puxou a venda dos meus olhos. Debruçou-se sobre mim, tomando meu queixo com força e me deu um beijo molhado. A mão do quadril foi para meu clitóris, ele o manipulou e beliscou até que eu estava gritando seu nome e gozando loucamente minha bunda indo de encontro a ele, deixando-o me rasgar com suas estocadas brutas. Ele continuou a comer meu ânus sem trégua. Uma palmada desceu com força na minha bunda e ele estocou tão forte que pensei que fosse me partir ao meio. — Pooooorra! Que gostoso gozar nesse rabinho apertado! Ahhhhhhhhh! — gritou e finalmente gozou rosnando, uivando como um animal no cio, alagando-me com jatos e jatos de sêmen. Eu caí na cama, sem forças. Leon era muito intenso, me drenava totalmente. Ele caiu por cima de

mim gemendo, ainda enterrado completamente no meu ânus palpitando nos últimos espasmos de seu clímax. Saiu de mim instantes depois devagar e eu arquejei com a ardência. Nossos olhos se encontraram quando ele deitou-se do meu lado. Ficamos assim nos olhando por um tempo. Um silêncio perturbador se instalou entre nós. Ele fechou os olhos, mas percebi algo lá. Arrastei-me até ele e beijei seus lábios, nossas respirações se misturando. O cheiro dele era esplêndido. Ele abriu os olhos e a sombra estava ali de novo. Senti um frio estranho na espinha. Havia algo errado. Leon parecia atormentado. Rolei para o lado, sai da cama e dirigi-me ao banheiro. Quando voltei vestindo um curto robe branco, já o encontrei vestido encarando a cama desarrumada como se o móvel, fosse seu pior adversário. Era como se tivesse se arrependido do que havíamos feito ali. Ele desviou o olhar negro para mim e então, tive certeza de que havia algo muito errado. Seu olhar era abertamente hostil. Não havia o menor sinal do amante apaixonado de minutos atrás. — Algum problema? — aproximei-me temerosa. —

Nunca vi essa expressão em seu olhar. Ele riu de forma sarcástica, os olhos negros mostrando um desprezo nunca antes percebido por mim. — A farsa precisa acabar agora, cara— disse entre dentes, vindo em minha direção. Recuei atordoada. Leon parecia outra pessoa. — Do que está falando, Leon? Que farsa? — Para você é Vossa Alteza Real, Leon Di Castelani, Príncipe herdeiro da Ilha de Ardócia! —sua voz era fria e cortante. — O... o quê?! Do que está falando? — indaguei confusa. — Você, cara, foi amante de um príncipe. — sorriu cínico. — de dois príncipes na verdade. — Você é um príncipe? Co-como? — balbuciei sem poder acreditar naquilo. — Si, cara, Príncipe Leon Di Castellani, irmão do príncipe Damien Di Castellani, que teve a triste sorte de cruzar o caminho de uma putinha ordinária que o iludiu, roubou e o levou ao suicídio. — Sinto muito... Eu não sabia... — Você sente muito? —Ele me encurralou contra a parede. —Você é a vadia que acabou com a vida de meu único irmão! Pare com esse teatro de: Oh, como eu sou

pura e honesta! Você não passa de uma maldita puta e vai pagar-me caro! — gritou a centímetros do meu rosto. Senti uma dor aguda no ventre e me encolhi, sentando-me na cama. Não era possível. Era tudo um terrível engano. Tinha que ser. Não conhecia nenhum príncipe Damien. Nada fazia sentido. Pensei enquanto as lágrimas banhavam-me o rosto. Ele me olhou, sua expressão dura quase suavizando quando viu as lágrimas escorrendo pela minha face. Levantou uma das mãos, mas a abaixou antes de me tocar e se afastou. Correu as mãos pelos cabelos e cerrou os olhos com força por alguns momentos. Quando os abriu estava no controle novamente e a expressão de ódio e desprezo havia voltado. — Devo avisá-la de que sua carreira chegou ao fim. Você está arruinada como modelo. Sou bem relacionado. M eu pessoal está de olho em você desde o suicídio de Damien. Tenho o relatório completo sobre a sua vida, inclusive seu caso com meu irmão. Tenho fotos de vocês sempre juntos. Portanto, não tente negar. — Leon escarneceu. — Damien teve dez milhões de dólares sacado de sua conta bancária no período de seis meses anterior a seu suicídio. Você era a única pessoa próxima a ele. O que fez com o dinheiro? Diga-me como foi. Você o iludiu com esse rosto de anjo e esse corpo que

escraviza homens? Diga o que aconteceu para meu irmão tirar a própria vida? — Não conheci seu irmão. Precisa acreditar em mim. — pedi com voz fraca. Não sabia o que doía mais: a dor física, ou meu coração que Leon estava pisoteando. Leon foi até sua pasta e tirou um calhamaço de papéis, jogando-o sobre mim. Peguei e fiquei estarrecida quando vi o conteúdo. Era realmente eu nas fotos. M as aquele a quem Leon chamava de Damien, era meu querido amigo Paolo. O conheci há três anos. Participávamos do mesmo grupo de estudos e pesquisas de história antiga da Universidade Federal do Rio Janeiro. Paolo era tão fascinado por antigas civilizações quanto eu. Adorava as conversas com ele sobre o Império Romano. Ele conhecia muito sobre a história da Itália. Foi com ele que treinei meu italiano enferrujado. Havia ficado devastada com seu suicídio há seis meses. — Isso tudo é um terrível engano, Leon. — encontrei forças para me levantar. — Esse é Paolo, um amigo querido que faleceu há seis meses. Não consigo entender. — Paolo era a identidade secreta de Damien, todos nós da realeza temos uma para nossa privacidade. — ele disse seco.

— Não tínhamos um caso. Éramos amigos, muito amigos. — disse com dificuldade sentindo-me zonza. — estávamos sempre juntos, mas não como homem e mulher. Você sabe disso. — Oh, sei que você nunca foi para a cama com ele. Você se negou a ele não foi? — ele sorriu cínico e prosseguiu atacando-me: — Então, como se sente agora sabendo que foi apenas uma puta que eu usei só para o meu prazer? Oh, você sentiu prazer também... Não podemos esquecer isso. Poucas horas depois de me encontrar já estava sob o meu corpo se contorcendo e gemendo como a vagabunda que é. Apesar do corpo virgem, você já era uma prostituta na alma. Não pense que me sinto lisonjeado por ter sido seu primeiro amante, embora tenha me dado prazer como nenhuma outra — Leon despejou e deve ter visto como aquilo me feriu, pois quase recuou ao notar como eu tremia, mas seu ódio parecia não ter fim. — Você pediu por isso, cara, quando roubou e chutou meu irmão como se ele fosse um inseto. — concluiu verdadeiramente transtornado. Então, tudo foi uma espécie de vingança? Eu não podia acreditar que meu doce sonho havia se transformado num terrível pesadelo. Observei o homem à

minha frente julgando-me e condenando-me sumariamente. Nada foi real. Nunca houve interesse real dele por mim. Tudo uma grande e cruel farsa. Senti uma dor lancinante que roubou minha respiração e levei novamente a mão ao ventre, dessa vez Leon acompanhou o gesto. O quarto começou a rodar, meus olhos foram ficando pesados... — Sente-se. Parece que vai desmaiar... — As palavras dele ficaram no vazio, pois eu desabei sobre a cama. Quando abri os olhos já era dia. Onde estava? Relanceei os olhos pelo recinto e vi Leon sentado numa poltrona próxima à cama. Era um hospital? O bebê! Oh, Deus! Perdi meu bebê. Levantei a cabeça devagar, ele parecia adormecido. Não ficaria no mesmo lugar que esse bastardo. Consegui levantar a muito custo e saí me arrastando pela cama, mas estaquei quando senti uma mão grande na minha cintura. — Aonde pensa que vai? Você está muito fraca, precisa descansar. — Leon me encarou.

Por um momento parecia o meu Leon falando, mas não era, pensei desolada deixando que ele me deitasse de volta na cama. Virei o rosto de lado para que ele não visse minhas lágrimas. Era humilhante. — O bebê está bem. — ele disse e eu virei o rosto banhado de lágrimas. M e olhou com expressão quase terna, mas virou-se indo até a janela. Ele claramente não queria nem olhar pra mim. — Por que não me disse nada e quase me deixou matar meu próprio filho? — O que quer dizer com isso? Que você quer esse bebê? Não me faça rir. — Em meu país os homens não abandonam seus filhos. — Voltou-se para me olhar. — Sério? Então agora quer me convencer de que é um homem honrado? Poupe-me. Leon contraiu o maxilar visivelmente desconfortável. — Sou um homem honrado e não vou abandonar meu filho. — afirmou, os olhos escuros fuzilando-me. — M esmo que ele seja fruto da relação com uma puta que só usou para seu prazer? — eu disse deixando

toda a dor transparecer na minha voz. — Ainda assim. — Ele afirmou com os olhos presos nos meus. — Não fico feliz em saber que uma mulher como você será mãe de um filho meu. M as um filho é algo sagrado em meu país, em minha família. — Ele cerrou os olhos e disse com voz mais contida. — Ouça, você está frágil e o bebê também. Temos coisas a discutir, mas esse certamente não é o momento. Ficarei fora por duas semanas, tenho negócios em São Paulo, creio que será melhor até você se recuperar. A clínica está paga, você está sob os cuidados dos melhores médicos. Por favor, não faça nada que coloque em risco a vida do bebê. O cretino agora vinha com aquela voz mansa e preocupada. Se tivesse forças poderia dizer onde enfiar aquela falsa preocupação. M as por enquanto o bastardo tinha razão, eu precisava descansar pelo bem de meu bebê. Era só por ele que viveria a partir de agora. Uma semana depois, eu já estava pegando um voo para a França, uma amiga de minha mãe me emprestou sua casa em Vernon. Fiquei por lá seis meses. Gastei quase todas as minhas economias, pois usava só dinheiro vivo. O bastardo poderia estar rastreando meu cartão de crédito. M inha amiga Kênia foi me visitar e viajou comigo até o leste da Inglaterra onde me escondi

até dar à luz meu filho. M inha mãe chegou quando estava no sétimo mês e cuidou de mim até Ricardo, meu lindo bebê fazer dois meses. Pesquisei o cretino pela internet o tempo todo. Fiquei com ódio de mim mesma por ter caído tão fácil na sedução dele, mas ele claramente estava acostumado a isso. Havia zilhões de fotos dele ao lado de mulheres lindas, atrizes, cantoras, modelos. A mídia o retratava como um príncipe playboy, mas descobri que Leon era também um dos maiores produtores de vinho da Europa. Sua fortuna pessoal era avaliada em bilhões. Eu o odiei a níveis estratosféricos por ter me obrigado a me esconder como uma criminosa. Não deixaria que aquele bastardo cruel colocasse as mãos em meu filho, nunca. M as, o dinheiro finalmente acabou e tive que usar meu cartão para retirar um depósito de emergência feito pela minha mãe. Eu nunca contei a natureza de minha relação com o pai de Ricardo para ela. Eu teria que contar em algum momento. Só estou me fortalecendo um pouco mais, porque não é fácil aceitar que a pessoa que você amou e se entregou de todas as formas possíveis te deu uma rasteira e te deixou no chão. Eu só não consigo ainda falar sobre isso. Chelmsford, leste da Inglaterra... Leon

— Ciao20 , Júlia! Pensou mesmo que se esconderia de mim para sempre? Ela empalideceu assim que abriu a porta da velha casa, naquele subúrbio no meio do nada e deu de cara comigo. Aqueles olhos... O rosto perfeito ainda perseguia meus sonhos. Um ano. Havia se passado um ano desde que a deixei naquele hospital no Rio e ela sumiu sem deixar rastros. A vadia ordinária roubou meu filho. M eus olhos deslizaram pela figura alta e esguia dela como se tivessem vontade própria. Então a pequena ladra conseguiu manter a forma mesmo depois de dar à luz há apenas quatro meses. Estava tentadoramente linda. Percorri seu corpo perfeito sem pressa, enquanto todos os meus sentidos de macho eram despertados. M eu pau ficou rígido prontamente. Eu odeio, mas essa é a reação que ela arranca de mim. Usava um top colorido que deixava boa parte do ventre reto e firme à vista. Um short jeans desbotado, deixando as coxas esbeltas e torneadas totalmente à mostra. Os cabelos loiros presos num rabo de cavalo e a franja desfiada caindo na testa a deixava com aparência de adolescente. Tão fresca e vibrante... Bella como em minhas lembranças. Ficamos ali nos analisando durante alguns preciosos segundos. Os olhos devorando cada detalhe do outro. Ela parecia tão perturbada quanto eu. Si cara, abri um

riso cínico, isso definitivamente não acabou. Seus lindos olhos escureceram, sua língua rosada molhou os lábios cheios num gesto que denunciava seu nervosismo e... excitação. Um gritinho infantil quebrou o silêncio me tirando do meu patético encantamento por aquela puttana. Adentrei a casa, empurrando-a para longe do meu caminho, ela quase se desequilibrou, mas amparouse na porta. Quando fechou a porta e voltou-se para mim, me encontrou ajoelhado frente o carrinho de bebê onde meu filho estava dando sinais de impaciência. M eu filho, Dio! Finalmente o encontrei. Uma emoção sem tamanho tomou conta de mim ao ver aquele corpinho se esticando e o rostinho rechonchudo sendo transformado numa careta de choro. — Tuo padre è qui21. — peguei o pequeno corpo agitado no colo e o perfume suave me envolveu. — finalmente o encontrei tesoro, piccolo mio22. — O bebê foi se acalmando aos poucos enquanto me ouvia falar baixinho em italiano. Pela minha visão periférica vi Júlia andando e parando à minha frente. Levantei os olhos do meu filho para encarar aquela criatura sórdida que infelizmente era a mãe dele. Ela estava apavorada, era isso que sua expressão dizia. Ótimo! Iria sofrer muito por ter me tirado o direito de ver meu filho nascer. — O gato comeu sua língua, cara mia? — perfureia com o olhar, minha voz soando enganosamente suave.

— O que quer que eu diga Leon? Que é um prazer rever você? Que o estava esperando? — ela exasperouse. —Você devia estar me esperando, cara. Você fugiu com meu filho. Achou mesmo que eu a deixaria criá-lo? M ulheres como você não deveriam ter filhos! — minha voz saiu cortante, medindo-a de cima a baixo. Eu a odeio! Bem, pelo menos eu quero isso com todas as minhas forças. — O que está dizendo? Não pode tentar tirar meu filho de mim, Leon. — ela aproximou-se de mim cuidadosamente, os olhos de esmeralda suplicantes. — Não vou tentar cara. — disse, e vendo a apreensão se suavizar nos olhos dela, continuei: — Vou tirá-lo de você, pode ter certeza disso. Naquele momento o bebê choramingou, tentei acalmá-lo sem sucesso. — Deixe-me acalmá-lo. — ela estendeu as mãos para pegá-lo, eu não queria perder o contato com ele ainda, mas enfim cedi e entreguei o menino que parecia chorar cada vez mais alto. — ele está com fome. — Júlia informou ao mesmo tempo em que se acomodava numa velha poltrona e tirava o seio para fora do pequeno top. O bebê atacou o seio com ânsia e logo estava calmo tendo o rostinho acariciado pela mãe.

Fui atingido por aquela imagem mais do que gostaria. Ela, contra todas as minhas suspeitas parecia ser uma boa mãe. O lindo rosto se encheu de amor quando encarou o bebê. Eu podia ver isso nos olhos de esmeralda, que brilhavam, enquanto ela sussurrava palavras em Português, acariciando sua cabeleira negra. O bebê era inegavelmente um Di Castellani. Sua pele era um pouco mais clara que a minha, mas seus cabelos e olhos eram escuros como os meus. M eu filho, meu filho. Não me cansava de repetir. Ele aparentava ser muito saudável e bem cuidado. Bem, um ponto para ela! M eu filho ainda dependia da mãe, tive que admitir a contragosto. Não poderia tirá-lo dela, não agora, pelo menos. Tentei reorganizar minhas ideias. M inha atenção focalizou o seio exposto. Eles estavam maiores.Tentadoramente maiores... Constatei incapaz de desviar o olhar enquanto meu filho sugava o líquido materno com avidez. Como era possível sentir ciúmes de meu próprio filho? Sorri e naquele momento meu olhar cruzou com os belos olhos verdes.

— Do que está rindo? — ela quis saber na defensiva. Olhando-me como se quisesse me estrangular. — Ele suga com tanta avidez... — falei com uma expressão calculadamente pecaminosa nos olhos. Júlia soube exatamente no que eu estava pensando. Si, cara, lembra como também sou ávido? Como costumava devorar você inteira? Ela enrubesceu e baixou os olhos novamente para o bebê. Sorri. Eu sei, sou um bastardo. M as no amor e na guerra vale tudo. Vence aquele que atinge o inimigo no seu ponto fraco. No caso da mulher à minha frente o seu ponto fraco é a atração intensa que ela ainda sente por mim. — Ele está faminto. — ela disse entre dentes desafiando-me com o olhar, agora mais controlada. Oh, eu também! Exclamei mentalmente, fascinado enquanto a via trocando o bebê para o outro seio igualmente perfeito. Virei as costas suprimindo um gemido agasalhando a incômoda ereção que ostentava a partir do momento em que ela abriu a porta. Pus-me a examinar a pequena casa. Estava em péssimo estado de conservação. Como essa mulher teve coragem de submeter meu filho, um príncipe de Ardócia à essas condições de vida? Ela pagaria por isso! A excitação foi dando lugar à irritação. Pouco depois quando o bebê já estava alimentado e novamente sorridente, brincando

com os brincos da mãe, eu disparei: — Arrume suas coisas e as do meu filho. Vocês virão comigo para Ardócia. Tem um avião nos aguardando. — disse injetando a quantidade certa de desprezo na voz. Eu sou um diplomata e homem de negócios implacável não só em meu país, mas em toda a Europa. Sei exatamente como conseguir meus comandos atendidos. — O-o quê? — ela levantou-se com o bebê nos braços. — Não vamos a lugar nenhum com você! — Oh, vão sim! — aproximei-me dela ameaçador. — Eu disse que não! — Ouça, não tenho tempo para discussões. Você roubou meu filho! — disse cerrando o maxilar. — Ele é meu filho! Você me seduziu, me fazendo acreditar que... Que... —sua voz morreu na garganta. — Que estava apaixonado por você? — ri zombeteiro, medindo-a dos pés à cabeça. — Não era para termos ido tão longe... M as você foi ridiculamente fácil. Você se iludiu, cara. Não me lembro de ter dito que a amava. Sempre deixei claro que me dava um prazer incrível, mais nada. — vi seu rosto empalidecer, mas tratei de ignorar qualquer remorso pelas duras palavras. Ela não me enganaria como fez com Damien. — Por que quer nos levar para seu país? Qual é o

seu plano, Leon? — ela inquiriu, os olhos apreensivos. Bem, ela não gostaria do viria a seguir. — M eus planos mudaram. M eu desejo era levar meu filho comigo e deixá-la para trás de uma vez por todas, mas ele ainda é muito dependente de você neste momento. — fiz uma pausa e continuei. — e há outro motivo pelo qual preciso aturar você: meu filho não será um bastardo. — a encarei por alguns segundos deixandoa propositalmente desconfortável e completei: — M e casarei com você. Júlia arregalou os olhos como se tivesse levado um soco. — Quer se casar comigo?! Não pude deixar de rir e a encarei, com evidente sarcasmo. — Não ouviu o que eu disse? É óbvio que jamais me casaria com você em circunstâncias normais. — debochei. — Farei esse sacrifício pelo meu filho. Não posso permitir que a imprensa o descubra e o chame de bastardo. É só ele, quem me interessa. Quando ele não for mais tão dependente me livrarei de você de uma vez por todas. — O que quer dizer com se livrar de mim de uma vez por todas? — ela quis saber empalidecendo. Parecia uma corsa assustada.

Ri novamente. Ela era cômica. — Você tem uma imaginação fértil cara mia. Sou um príncipe de Ardócia. Não sujaria minhas mãos. M as quando chegar o momento certo você pagará por tudo que fez a meu irmão e sairá de nossas vidas para sempre. — fulminei-a. — Eu não fiz nada a seu irmão, Seu cretino! — Xingou-me em Português. — Jamais sairei da vida do meu filho a quem amo mais do que tudo no mundo. — berrou parecendo ofendida. — Do que foi que me chamou? Fale em Inglês ou Italiano! — encarei-a tomado pela raiva. — E não perca seu tempo achando que pode me convencer da sua honestidade. Isso é cansativo. — Não me casaria com você nem que fosse o último homem no mundo! — afirmou em Inglês. Eu ouvi direito? Aquela putinha estava me rejeitando? Eu, o príncipe herdeiro de Ardócia? — Acho que não consegui ser claro, Júlia. — disse entre dentes. — Você tem duas opções: casar-se comigo ou enfrentar-me nos tribunais, onde passarei por cima de você como um trator, ficando com meu filho no final! Os olhos dela encheram-se de lágrimas, mas ela recusou-se a mostrar-se intimidada. Fez-se um longo silêncio, no qual nos encaramos como dois gladiadores

no Coliseu. Por fim, Júlia deu um longo suspiro e começou a dirigir-se à escada que dava acesso ao andar superior. — Onde está indo? — eu quis saber. — Arrumar nossas coisas. — disse fuzilando-me com os olhos brilhantes. — Vossa alteza real venceu. — ela disse meu título como se fosse um insulto. Eu não consegui segurar o riso. Oh! A doce Júlia havia se transformado numa gata selvagem. Isso seria... Interessante.

Capítulo 3 Júlia Leon Vincenzo Di Castellani, o príncipe herdeiro de Ardócia venceu. Ele é implacável e um príncipe playboy com uma lista interminável de amantes. Acostumado a ter todos a seus pés. Pela visão periférica o observei saborear seu champanhe caro. Senti os olhos negros intensos em mim. Deus! O bastardo continuava tão devastadoramente lindo como há um ano quando ele me seduziu e enganou calculadamente. Continuei a olhar o oceano pela janela a bordo do moderno jato da família real de Ardócia. M inha taça estava intocada na minha mão, num sinal claro de protesto. Quem aquele cretino pensava que era para brincar de Deus com a minha vida?

Em breve seria princesa de Ardócia! Arg! Como isso tudo aconteceu? Como perdi o controle da minha vida tão rápido? Ele me olhava como se tivesse me fazendo um favor, deixando claro que eu deveria ser grata pela aparente trégua. Ele disse em alto e bom tom que não costumava dar honras a seus inimigos e que para uma mulher do meu nível, ser sua esposa era uma honra incomensurável. Bastardo! Bufei e ele riu com seu cinismo característico dizendo que em breve eu aprenderia a agradecer-lhe por sua generosidade. A julgar pelo brilho perverso que surgiu nos olhos escuros, o idiota arrogante tinha muitas ideias em mente... Ele usaria descaradamente a minha óbvia atração por ele. M eu estúpido corpo traidor cantava cada vez que aqueles olhos escuros hipnóticos cravavam em mim. Eu sou tão patética! — Onde está Damien? — ele quis saber. Voltei-me da paisagem que observava da janela e fuzilei-o. O imbecil anunciou logo que entramos no jato que trocaria o nome do meu filho! — Está dormindo. Já disse que o nome dele é Ricardo. Já foi registrado. —Sei disso. Você também teve a ousadia de colocar “pai desconhecido” no local reservado a mim. Ele é um príncipe de Ardócia. Ele tem um pai e um país inteiro

que o amará. — disse entre dentes. — a certidão será anulada. — Quero que você, seu país e esse seu maldito título vão para o inferno! — berrei levantando-me e correndo direto para o quarto nos fundos da aeronave, mas antes que fechasse completamente a porta Leon enfiou o pé pela abertura e entrou batendo-a com força, trancando-a. Eu acompanhei o gesto entrando em pânico. Ele avançou rapidamente na minha direção encurralando-me contra as portas do armário embutido. — O que pensa que está fazendo? Se afaste de mim! — berrei novamente. Ele puxou meus punhos com força e os prendeu acima da minha cabeça com uma única mão. Os olhos escuros tinham uma expressão letal. — Seu cretino! Solte-me! — tentei acertá-lo entre as pernas, mas ele foi mais ágil. Rosnou em seguida. — Nunca mais fale comigo daquela forma na frente de meus funcionários, entendeu? — ele esbravejou erguendo o meu queixo com força quase tocando meus lábios. A expressão nos olhos dele era perigosamente predadora. Ficamos nos encarando por alguns instantes. Nossas bocas quase se tocando e a atmosfera entre nós foi se alterando. Os olhos escuros queimaram nos meus

com algo que eu conhecia bem: desejo. — Solte-me. — pedi com desespero. — Por quê? — ele riu perversamente, a voz perigosamente suave agora. — tem medo que eu faça isto? — seus dentes morderam meu lábio inferior e sua língua o lambeu acalmando-o em seguida. Então, sua boca apossou-se da minha deixando-me sem fôlego, tomando tudo num beijo rude. — E isto? — ele encheu a mão livre em um dos meus seios volumosos, massageando o mamilo. — ou isto? — sussurrou na minha orelha, lambendo um ponto sensível, enquanto introduzia uma perna musculosa entre minhas coxas friccionando minha pélvis. Gemi, vergonhosamente. Puta merda! Eu estava sem sexo há um ano. Ele era um bastardo maldito, mas o sexo com ele sempre foi enlouquecedor. — Pare... — eu disse baixinho segurando outro gemido a muito custo. — Isso foi um protesto? — ele riu soltando meus punhos e enfiando as mãos pela minha nuca, puxando meus cabelos grosseiramente invadindo-me com aquele olhar provocante e zombeteiro. — vai ter que se esforçar mais se quiser realmente que eu pare cara mia. — disse continuando a massagear-me com a coxa musculosa e mordeu duramente meu ombro, sacudindo a

língua no local, lambendo a pele sensível como um leão com sua fêmea. M inhas pernas quase cederam, mas ele me manteve montada na coxa poderosa. — Pare Leon... — pedi esforçando-me para não ceder a ele. — Esse cheiro... —ele inalou profundamente meu pescoço causando-me arrepios. — Essa pele de pérola... Esses olhos... Essa boca. — ele passou o indicador pelos meus lábios dormentes de seu beijo duro. — M e perseguiram por longos dozes meses. Veja o que faz comigo. — ele levou a minha mão até a coluna grande e grossa da sua ereção latente. — Oh... —exclamei odiando-me por sentir as minhas partes íntimas se incendiando. Desejando-o com desespero. Como um viciado diante da droga. — Si, oh! — ele zombou. — M as agora a espera acabou! — disse abruptamente e sem me dar a chance de protestar, segurou meus seios. Com um riso diabólico rasgou o vestido de tecido fino, fazendo-me emitir um misto de grito e gemido. Seu sorriso se ampliou enchendo as mãos nos meus seios de novo. — Dio! Tão macios. — Gemeu alto e terminou de rasgar o vestido expondo meu ventre liso e a calcinha branca de algodão. — Bella... Belissima! — sussurrou comendo-me com os olhos, percorrendo meu ventre até chegar à minha

pélvis, enchendo a mão, constatando minha excitação. A calcinha teve o mesmo destino do vestido. Gemi ao sentir um dedo grosso entrando na minha vulva latejante. Ele movimentou o dedo indo fundo dentro de mim e se apossou da minha boca de novo com ânsia louca. — Sempre tão pronta para mim. — gemeu levantando-me pelas nádegas. Eu automaticamente o enlacei pelo pescoço, entregando-me de vez. Suas palavras, seu cheiro, me enlouqueciam. Ele abriu o zíper da calça num gesto desesperado e no segundo seguinte estava se alinhando na minha entrada e sem aviso mergulhou seu pênis em minha vulva numa estocada brutal, me esticando até o fundo. Eu gritei com a invasão, arfando, procurando por ar. Ele ficou imóvel permitindo que me acostumasse com seu volume novamente. Parecia extasiado olhando-me nos olhos, nossas bocas abertas respirando com dificuldade uma na outra, então sua boca desceu numa trilha lambendo, beijando, mordendo pelo queixo, pescoço, clavícula e passou a sugar um seio e depois o outro. Gritei de novo, insana, meus olhos revirando de prazer. — deliziosa... Pooorra! Que saudade de comer essa bocetinha apertada. — Rosnou quase uivando entrando em mim profundamente. Bateu dentro de mim num ritmo frenético cada vez mais fundo. Comeu-me

como se tivesse privado de sexo por um longo tempo. — Dio! M inha putinha gostosa... — gemeu puxando-me os cabelos da nuca enquanto o outro braço me sustentava pela cintura me olhando dentro dos olhos, me levantando e descendo bruscamente em seu pau enorme. — Foda! Gostosa! — meteu me esticando sem dó entrando até as bolas. — Ohhhhh... M eu Deus! Leon... — eu quebrei estremecendo, o orgasmo me rasgou tão forte que fiquei sem respirar por vários segundos. — Isso putinha, goze no meu pau... Toma tudo nessa bocetinha gulosa. — Ele riu perverso e entrou em mim com mais brutalidade. M ordeu meu ombro do outro lado com força e lambeu depois. Ele conhece meu corpo melhor do que eu mesma. M eu orgasmo se intensificou apertando-o em meu interior. — Pooooooorra!! — gritou, senti seu pênis engrossar e pouco depois ele

estava rosnando metendo enlouquecido em mim, me inundando com jatos quentes de sêmen. — Oh! Delizia! Gostosa... — Grunhiu nos últimos espasmos ainda estocando e derramando em meu ventre. Fechei os olhos e abandonei a cabeça no peito largo. Agarramo-nos tentando recobrar nossos sentidos. Sua respiração ruidosa no meu pescoço. Estava ainda zonza e tremendo quando Leon soltou-me bruscamente. Tive que me esforçar para permanecer de pé. M inhas pernas ainda estavam bambas. — Creio que agora entendeu quem está no comando aqui, caríssima. M enos de duas horas depois de nos reencontrarmos e olhe só pra você... Eu abri meus olhos lentamente ao ouvir seu tom frio. Ele estava totalmente vestido. Ele nem ao menos se despiu! Não sei por que aquilo me incomodou tanto. Era o menor dos meus problemas. Não acredito que o deixei me foder como um animal enfurecido! Alguém me mate agora! Fui invadida pela vergonha, enquanto ele me olhava de cima a baixo com uma expressão de desprezo nos olhos negros. Ele me odiava! Não havia mais o menor sinal do homem apaixonado que me tomou com

desespero contra o armário como se tivesse sentido minha falta. Se não fosse pela ardência que sentia entre as pernas e o fato de estar nua, juraria que aquilo tudo fora fruto da minha imaginação. M as não foi. Aquilo foi uma punição. Uma forma de me humilhar pelo modo como havia desrespeitado o “príncipe” diante de sua tripulação e eu, estúpida facilitei as coisas entregandome como uma adolescente fascinada pelo galã da escola. Burra! Chutei-me mentalmente, enquanto juntava o que sobraram de minhas roupas e da minha dignidade. — Você não usou camisinha. — voltei-me para ele, tentando desesperadamente parar de tremer. Os olhos escuros alargaram, como se só agora, se desse conta do lapso. — Eu estou limpo. Você está? — indagou com evidente desprezo na voz. — Como ousa me perguntar isso? Você foi o único com quem... Com quem... — Fez sexo quente, duro, suado como uma cadela no cio? — ele completou jocoso. — talvez eu acredite em você. Estava muito apertada. Quase virgem de novo... — ele me prendeu com o olhar intenso e eu soube que estava ficando excitado de novo. Bastardo! — você ainda toma pílula para regular seu ciclo? — perguntou enfiando as mãos nos bolsos e se afastando.

Ele se lembrava desse detalhe? Eu afirmei com um leve gesto de cabeça. Sua expressão relaxou visivelmente. — ótimo! Não quero mais imprevistos. Isto entre nós é temporário. É bom que não se esqueça disso. Vou foder você até extinguir essa atração inconveniente do meu sistema, mas não pense nem por um momento que terá o título de princesa por muito tempo. — seus olhos deslizaram pelo meu corpo com uma expressão gelada. — Recomponha-se. — Disse como se minha nudez agora fosse ofensiva a ele. — O jantar será servido em dez minutos. A tripulação espera ver uma princesa do meu lado, não uma puta que se deixa ser fodida contra um armário, gritando a plenos pulmões. — disse entre dentes. — Odeio você! — Berrei descontrolada. — Cretino! M aldito! — Acrescentei em Português e avançando sobre ele desferi um tapa com toda a força na face morena. Ele segurou-me os punhos com uma expressão de deboche no rosto. Entretanto, o lado que eu acertei estava marcado pelos meus dedos. —Sério? M as ainda há pouco estava implorando para eu enterrar meu pau em você cada vez mais rápido e profundo... Todos ouviram você, cara mia. — Ele riu, mas os olhos estavam turvos de raiva. — E pare de me

ofender em Português. Isso é rude. Eu gargalhei histérica. M eus olhos fulminando-o. — Ouça bem o que vou lhe dizer seu idiota patético. Porque só vou dizer uma vez. — disse em voz baixa, fazendo-o me encarar novamente. — Chegará o dia em que você descobrirá a verdade sobre mim. Então me pedirá perdão de joelhos, mas presumo que não serei capaz de perdoá-lo porque já estarei ferida demais para isso. Entrei no banheiro e bati a porta furiosa. Só então deixei as lágrimas caírem. Deus! Até quando poderia aguentar ser tratada como uma prostituta por ele? M eu futuro parecia sombrio, mas eu não desistiria. M eu filho era a única coisa que me faria seguir em frente. Chegamos à noite na Ilha de Ardócia. Havia uma limusine preta enorme aguardando próximo ao jato. Leon desceu com Ricardo adormecido nos braços. O ar da noite quente me assaltou e senti um choque térmico em comparação com o ar condicionado do jato. Parei no topo da escada e não pude deixar de admirar o porte majestoso do cretino enquanto descia as escadas da aeronave. Emir, seu assessor, me ajudou a descer. Era um pequeno homem moreno de olhos astutos e amigáveis. Tive uma pequena vertigem e ele me amparou antes que caísse da escada. M eu corpo todo doía. Era só o que me

faltava, pegar uma gripe ou virose. Leon me deixaria morrer sem cuidados? Aposto que meu futuro marido adoraria que caísse e quebrasse o pescoço logo na chegada. Segui atrás de Leon como uma serviçal, enquanto ele andava a passos largos para o automóvel sem se importar se eu o seguia ou não. Um homem jovem uniformizado fez uma reverência ridiculamente longa para ele. Deus! Por isso era tão arrogante. Percebi

que a tripulação do voo só faltava lamber seus sapatos. O tratavam com a mesma adoração ridícula. O motorista abriu a porta traseira e minha respiração travou com a visão inesperada. Uma morena linda saiu de dentro do carro e praticamente pulou em Leon. Ela me parecia... Familiar. — Helena, cara. — Leon disse com voz suave enquanto a beijava na face perfeitamente maquiada. O termo cara parecia genuíno pela forma como a encarava. Nada do sarcasmo com que ele o usava comigo. Ele gostava daquela garota. Então me lembrei. Havia inúmeras fotos dele com ela na internet. Eu a odiei de imediato. Esperei por um tempo humilhantemente longo até ele se lembrar da minha existência. — esta é... — Júlia Smith. — ela cuspiu meu nome como se fosse uma praga. Os olhos exóticos cor de âmbar me atiravam punhais. — Dio! O que ela faz aqui? Leon acomodou Ricardo melhor em seu peito e os olhos dela fixaram no bebê como se só agora o tivesse visto. — É uma longa história, cara. Basta saber que ela ficará conosco... Por um tempo. — ele disse fitando-a com carinho. Eu a odiava cada vez mais. Quem era ela? E por que Leon falava tão manso e suave com ela? Imbecil!

Helena me olhou de novo e desviou os olhos para meu filho nos braços de Leon. A compreensão a atingiu e uma máscara de ódio transformou seu rosto bonito. — Dio santo! Essa criança... Você transou com ela quando foi ao Brasil no ano passado? Como você pôde Leon? — seus olhos se encheram de lágrimas. Bemvinda ao clube, querida! M ais uma que ele faz chorar. Leon teve a decência de parece envergonhado, mas se recuperou no segundo seguinte. — Não me orgulho disso, mas está feito. Tenho um filho e não vou abandoná-lo por causa da moral duvidosa de sua mãe. — disse com firmeza dirigindo-se ao carro. Como eles ousavam falar de mim como se eu não tivesse ali, na frente deles? Forcei-me a mover minhas pernas para segui-lo, mas Helena me impediu de avançar pondo-se na minha frente. O olhar me atirando adagas. — Não pense que Leon ficará com você. — ela riu, mas sem o menor sinal de humor. — ele vai usar você, devorá-la e depois cuspir para fora num curto espaço de tempo. Ele jamais teria um relacionamento com você, cara. — olhou-me como se fosse um inseto. — admito que é muito bonita, mas não conseguirá prendê-lo, nenhuma consegue entendeu? Uau! Aquela garota era apaixonada por ele. Não que

eu, de todas as pessoas pudesse culpá-la. Leon era uma força da natureza. Era impossível ignorá-lo. Ela parecia uma ex-namorada ciumenta. Seria isso? — Helena, não é? — eu coloquei a quantidade certa de desprezo na voz. — você deveria convencer seu querido Leon a me deixar em paz. Ele me arrastou até aqui. Ele foi o único a ir atrás de mim como um maníaco perseguidor. — disse entre dentes. — Ele não quer você. Ele só quer puni-la. — ela murmurou com um riso cínico. — e isso inclui usar o seu corpo até se cansar dele. Você só tem uma utilidade para Leon e já deve saber bem qual é. — me analisou dos pés à cabeça e seus lábios se torceram num riso de escárnio. — pela sua aparência desgrenhada, imagino que já tenha aberto as pernas para ele em pleno voo. Uma puta. É só o que é para ele. É bom que nunca se esqueça disso. Ela passou por mim deixando-me com a resposta na ponta da língua e juntou-se a Leon no mesmo banco traseiro da limusine. Oh! Sim, é oficial! Eu a odeio! Respirei fundo e entrei me acomodando no banco em frente à eles. Leon me olhou por alguns instantes, algo brilhando no fundo dos olhos escuros. — Você está bem? — quis saber com voz neutra. — parece um pouco pálida.

— Estou bem. — foi tudo que consegui dizer e desviei a atenção para a janela do lado. Fechei os olhos por um instante sentindo minha cabeça latejar. M inha vida aqui não seria nenhum conto de fadas. Irônico, não? Acordei sobressaltada pouco depois. Leon estava me tirando da limusine nos braços fortes. — O que está fazendo? Eu posso andar. — protestei fraca, minha cabeça estava pior. Ele me pôs no chão imediatamente e eu cambaleei. Teria caído se não tivesse me levantado de novo praguejando em italiano e com uma expressão nada feliz na face bonita. — Sua tola! Está queimando de febre. Por que me disse que estava bem? — seu maxilar cerrou. — o que quer provar com essa atitude estúpida? — Apenas me coloque em uma cama, meu corpo dói e minha cabeça parece que vai explodir. — eu pedi baixinho muito cansada para brigar, apoiando minha cabeça no peito largo. M esmo no meu estado lamentável, não pude deixar de me embriagar com seu cheiro único. Sim, Sou tão patética! Cerca de meia hora depois, eu estava sendo examinada pelo simpático Dr. Piazzoni, um homem que provavelmente estava na casa dos cinquenta. Deve ter sido muito bonito quando jovem, pois possuía olhos

azuis escuros e cabelos que eram agora cinza, mas pelo tom de pele devem ter sido negros algum dia. Leon havia me trazido nos braços até o quarto e me depositou numa enorme cama dossel. Quando abri os olhos e observei o ambiente eu engasguei literalmente. Eu pensei que quartos assim só existiam como cenários de filmes. O aposento era enorme. À minha esquerda parecia ser uma sala de estar, ricamente decorada com estofados vermelho de bordas douradas. Do lado direito, paredes de vidro davam a vista para uma varanda ampla. Parece que estamos perto do mar, pois podia sentir o cheiro da maresia e o barulho fraco de ondas quebrando. — Possivelmente trata-se de uma virose, alteza. De qualquer forma, coletarei sangue e levarei pessoalmente ao laboratório agora. Faremos exames mais detalhados amanhã. — a voz mansa do médico se dirigindo a Leon me trouxe da inspeção. — ministrarei remédio para a dor de cabeça e faça com que ela se alimente bem e beba muito líquido. — Farei isso, obrigado, doutor. — Leon levou o médico até a porta após os últimos cuidados e eu permaneci onde estava. — Onde está Ricardo? — o encarei assim que entrou no meu campo de visão junto à cama. Os olhos negros me fulminaram pronto para discutir a questão do

nome, então sua expressão suavizou um pouco. Eu devia estar mesmo horrível. — Está com Helena, minha prima. Além disso, contratei duas babás para cuidarem dele. — informou com a costumeira arrogância de eu sou o príncipe! Sou dono do mundo! — Eu posso cuidar do meu filho. Não preciso de ninguém, ouviu? — tentei levantar, mas minha cabeça rodou e fui obrigada e deitar de volta gemendo. Leon resmungou uma série de palavrões em italiano e aproximou-se ajeitando melhor os travesseiros sob a minha cabeça. Seu cheiro me invadiu de novo. Eu quase gemi de desgosto pela minha reação à proximidade dele. Nossos olhos se encontraram por um momento, seu rosto bem próximo ao meu. Sua mão veio suave na minha testa tirando a franja dos meus olhos. Ficamos assim alguns poucos instantes, então ele piscou e sua expressão endureceu. — Não duvido que consiga cuidar dele, mas agora precisa se alimentar e descansar. — endireitou-se e franziu o cenho. — você não comeu nada a bordo do avião, pelo menos já havia almoçado quando cheguei à sua casa? — Neguei incapaz de falar. Novos palavrões e ele pegou o aparelho de telefone no criado mudo, discando quatro números furiosamente. No segundo

seguinte, deu uma série de ordens num italiano rápido que não consegui acompanhar. — seu jantar estará aqui dentro de meia hora. Quer minha ajuda para mais alguma coisa? Eu precisava urgentemente de um banho, mas estava fora de cogitação pedir a ele que me ajudasse nisso. Ele pareceu entender o que se passava na minha cabeça, pois os cantos da boca sensual subiram um pouco num arremedo de sorriso e ele se afastou da cama. — Enviarei uma das criadas para ajudá-la, se precisar se refrescar antes do jantar. — ele já estava quase na porta quando perguntei: — Este é seu quarto? Os olhos negros se fixaram em mim por alguns segundos como se analisasse a resposta. — Não. Este é o seu quarto. Esta ala foi reformada recentemente e possui três aposentos: o meu, o seu e o de Damien no meio. Todos são interligados. M ais alguma coisa? — Não. Vou seguir os conselhos do médico. — ele virou-se abrindo a porta. — Leon? — chamei. Olhou-me por cima do ombro. — eu, hum... Obrigada. — balbuciei. Pareceu surpreso pelo meu agradecimento. — Pensou que eu a deixaria morrer? — Confesso que sim. — disse sincera.

Sua boca se curvou num sorriso cínico e os olhos escuros brilharam perversamente quando disse: — Oh! Não cara. Eu preciso de você bem viva e saudável para aguentar tudo que vou fazer com você na minha cama. — então saiu. Babaca! E eu agradecendo-o como uma idiota. As palavras de Helena vieram à minha cabeça, não consegui evitar. No dia seguinte fui diagnosticada com uma virose. Passei três dias dentro do quarto, praticamente abandonada, já que quando estava acordada não via sinal de Leon, apenas Luíza, minha serviçal”, palavras de Leon, estava a maior parte do tempo lá me ajudando a tomar banho e tomar os remédios. Encostei a cabeça na borda da enorme banheira e desfrutei da água morna e os sais de banho que Luíza tão prontamente preparou para mim. M eu corpo já não doía e as tonturas haviam passado. A música de Titãs 23 Porque eu sei que é amor começou a tocar no meu ipod sobre a bancada de mármore junto à pia. Fechei os olhos e suspirei cantando baixinho. Porque eu sei que é amor, eu não peço nada em troca, Porque eu sei que é amor, Eu não peço nenhuma prova Mesmo que você não esteja aqui, O amor está aqui, Agora

Mesmo que você tenha que partir, O amor não há de ir, Embora Eu adoro essa banda. Aprendi a ouvir com a minha mãe. Continuei a sussurrar a letra quando senti a presença de mais alguém no banheiro. — Eu estou ótima Luíza. Obrigada por tudo, você já pode ir. — falei, mas como não houve resposta eu abri os olhos e quase engasguei com a visão diante de mim. Leon parecia ter acabado de sair do banho, Os cabelos estavam ainda molhados caindo pelos ombros largos. Vestia uma camiseta de lã azul escuro com gola “v”, com as mangas arregaçadas até os antebraços, mostrando os pelos negros que os cobria, quase discretos. Uma calça jeans escura completava o conjunto. Estava lindo, casual e perigosamente sexy. M e vi presa na visão dele. Ele também me dissecou com aqueles olhos escuros intensos. Arrependi-me de não pedi espumas, pois isso deixou meu corpo nu totalmente à mostra sob a água. O olhar dele me deixou desconfortável analisando demoradamente cada parte de mim antes de finalmente me encarar nos olhos. Havia a sugestão de um sorriso perverso na sua boca. — Eu vim perguntar como estava se sentindo, mas estou vendo que está bem... M uito bem, na verdade. — sussurrou rouco, seus olhos indo para o sul de novo.

Bastardo! Bufei. — Já estou bem melhor, obrigada pela preocupação. — disse entre dentes — pode me dar licença agora? Ele não fez menção de sair, pelo contrário, andou devagar até ficar diante de mim, os olhos negros em chamas. Oh! Deus! Ele... Certamente ele não queria... Suas mãos foram para a barra da camiseta e eu prendi a respiração. Ele ia se juntar a mim sem pedir permissão. Simples assim. — O que você está fazendo? — minha voz saiu desesperada até para meus ouvidos. Ele sorriu. Assim já era covardia. Ele era simplesmente irresistível quando sorria. — Não é óbvio? — sussurrou tirando a camisa. — Bela música. — disse enquanto Titãs cantavam o refrão. — Você não pode, ouviu? — agora eu estava realmente desesperada. — eu não quero. — afirmei encolhendo-me num canto mais afastado dele. — Oh! M as nós dois sabemos que você quer. Nós dois queremos. — sua frase foi interrompida pelo toque de seu celular. Ele o tirou do bolso com irritação, mas seu rosto suavizou quando viu o nome na tela. — Helena, estarei em seus aposentos dentro de meia hora, caríssima. — disse em italiano, seu cenho franziu ao ouvi-la, suspirou e acrescentou: — Certo, estou indo. Si,

cara. — Observei entre aliviada e enciumada ele vestir a camiseta de novo, cobrindo o peitoral de dar água na boca. — Helena e eu temos a noite do cinema desde que ela era uma adolescente. Ela está me esperando na ala norte. Temos um cinema no Palácio, caso queira utilizálo em algum outro momento. — Não me passou despercebido que ele disse outro momento, o que significava que não era bem-vinda para a sessão com a preciosa Helena. —Parece que estou um pouco atrasado. — ele passou as mãos pelos cabelos num gesto nervoso. — que bom que já está melhor. Amanhã trataremos dos arranjos para o casamento. — fez uma pausa e sorriu arrogante comendo-me com os olhos de novo. — e outros arranjos... — sussurrou e virou-se me deixando trêmula de desejo e sentindo-me ridícula por ele ter preferido a companhia da outra. O que só me deixou mais intrigada com a relação deles. Será que formavam um daqueles casais típicos da realeza destinados a se casarem? E por que esse pensamento me rasgava por dentro? A resposta era simples: eu nunca consegui superá-lo. Nunca consegui tirá-lo de dentro de mim, apesar de suas atitudes tiranas de merda. Terminei o banho mais rápido e me dirigi ao quarto de Ricardo. M eu pequeno príncipe. A babá tinha acabado de dar banho. Pedi para terminar de agasalhá-lo

sob os protestos da moça. — Senhora, o príncipe deus ordens para não incomodá-la. Sua alteza está preocupado com sua saúde. Quer se recupere rápido. — informou suplicante. Eu bufei. Preocupado, sei. Ele quer é me foder o quanto antes, isso sim! — Ele mesmo tem alimentado o bebê pelo tempo que esteve doente. Apenas hoje... — Hoje o príncipe arrumou algo mais divertido para fazer do que alimentar seu próprio filho. — minhas palavras saíram amargas. Deus! O que deu em mim? Eu não posso me importar com ele e sua... Sua cara Helena. — ouça, ele não precisa saber. Será nosso segredo. Além disso, já estou ótima e quero estar com meu filho. — a moça assentiu por fim, mas não muito satisfeita. Que se dane o príncipe e suas ordens. Amamentei meu filho balançando levemente na cadeira de balanço junto ao berço. Os olhinhos negros risonhos e brilhantes para mim. Lembrei-me dos olhos de Leon. Os dois eram tão parecidos. A diferença era que os olhos do meu lindo bebê me olhavam como se eu fosse seu mundo. Ele devia sentir que era o mundo para mim também. M amou ávido como sempre. Debrucei-o sobre meu ombro para que arrotasse e passei a embalálo, não demorou muito a adormecer. Quando voltei para

meu quarto estava inquieta, sem sono. A mente vagando e me torturando com cenas de Leon e a bela Helena entrelaçados numa cama. Só consegui dormir duas horas depois e foi um sono conturbado. M aldito Leon! Capítulo 4 Leon — Que tipo de idiota coloca uma exigência dessas num contrato nupcial? — Júlia cerrou os dentes jogando o contrato nupcial em cima de mim sob os olhares estupefatos do meu trio de advogados particulares. Eles estavam horrorizados porque ninguém ousava falar comigo de forma tão desrespeitosa. Nunca! Já passava das onze e estávamos presos no meu escritório desde as oito da manhã repassando ponto por ponto por insistência e implicância dela. A cláusula que causou o seu furor era uma que estabelecia que como minha esposa contratada me daria prazer sempre que fosse solicitada por mim. Era uma coisa simples, não precisava tanto alarde. — Senhores, me deem licença um instante. — pedi sem desviar os olhos dela que havia levantado pronta para a briga. Eu riria de sua expressão ultrajada, se eu não estivesse tão puto. — você parece gostar de me desafiar na frente de meus funcionários. Por acaso esqueceu o que aconteceu da última vez? — minha voz

não se alterou, mas ela enrubesceu. — si, cara, você lembra não é? — meu sorriso foi cruel. Ela precisava saber o seu lugar e jamais ultrapassar a linha novamente. — Você será minha pelo período de um ano e vai fazer tudo que eu quiser na cama e fora dela. Nós dois sabemos que não será sacrifício nenhum para você ir para a minha cama. A química entre nós ainda é perfeita. — fiz uma pausa. — mas talvez eu não a procure tanto, afinal doze meses é um tempo muito longo e devo avisála de que nenhuma mulher manteve meu interesse por tanto tempo. M eu desejo por você é temporário como tudo nessa situação. Você para mim é apenas um corpo gostoso que quero foder até tirar isso do meu sistema. — Júlia empalideceu com as últimas palavras. Fui duro, eu sei, mas não havia a menor possibilidade de um relacionamento com ela. Agora era a hora de colocar tudo em pratos limpos. — há outra coisa que precisa saber. — ela me olhou de queixo levantado, já recuperada, os olhos de esmeralda soltando faíscas. — nós já estamos praticamente casados. — Como assim? — sua voz saiu cortante. — Os documentos foram preparados com data retroativa. Para todos os efeitos nos casamos há mais de um ano no Rio de Janeiro, nos desentendemos pouco tempo depois e você fugiu. A procurei e a trouxe para

Ardócia, onde se espera que seja o lugar da minha mulher. — informei calmo. — Deus! Por que isso? Esse tipo de coisa pode mesmo ser feita? — ela quis saber, mas logo depois riu sarcástica. — não para pessoas normais. M as para vossa alteza real tudo é possível. — completou com desprezo pelo meu título. Que mulherzinha irritante. Ela era a única que não caía a meus pés pelo meu título. Desafiando-me, desrespeitando-me o tempo todo. Eu simplesmente sorri. Ela bufou e disse em seguida: — ótimo! É até melhor assim sem festas extravagantes, sem nobres arrogantes me avaliando. Onde eu assino? — Quem disse que não haverá festa? — o rosto dela caiu de novo. — meu tio ficou chateado por eu ter me casado em segredo e longe de meu povo. Em Ardócia os casamentos reais são tradição. As comemorações duram dias. — O que exatamente está me dizendo Leon? — Faremos um baile no sábado. Uma coisa mais íntima apenas para o parlamento e algo em torno de trezentos convidados. — ela arregalou os olhos. — Trezentos convidados não se encaixam na definição de íntimo que conheço. — disse entre dentes. — Já disse, meu tio, o rei é muito apegado às tradições e faz questão de nos apresentar como o novo

casal real numa cerimônia oficial. Não posso e não vou contrariá-lo. — meu tom de voz não deixou margem para novos argumentos. Ela deu um suspiro resignado e virou-se em direção à porta. — Ah, e Júlia? — chamei. — O quê? — me fulminou por cima do ombro. — Eu quero você a partir de hoje todas as noites na minha cama. — os olhos dela se alargaram de ultraje, mas também nítido desejo. — Ciao Perla mia. — ela não disse nada, apenas saiu com as costas muito eretas. Quando entrei no meu quarto já passava das onze da noite, fui direto tomar uma ducha. O dia foi agitado. Tive vídeo conferência a tarde toda com o gerente do Chateau DiCastellani24 em Bordeaux25 e marquei presença no Cassino no início da noite. Fazia um tempo que não aparecia por lá. Fiz a social com os clientes mais ilustres depois subi ao escritório. M eu gerente é muito capaz e confiável, do contrário não estaria comigo. Aproximei-me das paredes de vidro do escritório que permitia a visão total do movimento lá embaixo. O material especial me permitia observar sem ser visto. Hoje recebemos um premiado ator de Hollywood acompanhado de uma bela ruiva, o detalhe era que a esposa dele, uma das mais lindas e talentosas atrizes da atualidade provavelmente estava em casa sozinha e grávida. Homem asqueroso. Observei a ruiva sentada no colo do ator, os dois quase fazendo sexo em

público. Não sou santo, longe disso, mas jogo limpo. Traição não faz meu gênero. Exploro tudo que tiver para explorar no campo sexual, mas com uma parceira de cada vez. E exijo o mesmo da parte delas. Enquanto a água caía no meu corpo, antecipava o que faria com minha cara esposa. Ela já devia estar na minha cama, me esperando. Sorri desligando o chuveiro e enrolei uma tolha na cintura. Qual foi a minha surpresa ao encontrar minha cama perfeitamente arrumada e vazia. Dio! Ela gostava mesmo de me contrariar. Virei nos calcanhares e abri a porta do quarto do meio, meu filho dormia tranquilamente no seu berço. Parei um instante admirando o corpinho rechonchudo adormecido. Eu já o amava tanto. Mio piccolo a única coisa boa dentro daquela loucura toda. Toquei seu rostinho, me sentindo mais calmo. O beijei e segui para o quarto de Júlia. Para ser sincero Damien não era a única coisa boa naquela situação. Júlia podia ser uma harpia, mas seu corpo ainda me incendiava os sentidos e meu pau vivia em estado permanente de excitação nesses quatro dias

em que a arrastei de volta para minha vida. Lembrei-me do sexo explosivo no avião. Da sensação absurdamente deliciosa da bocetinha quente e apertada em volta do meu pau, me sugando gostoso. Ela era apaixonada, intensa, sempre se entregou sem reservas para mim. Chega de brincar de gato e rato. Eu a quero e quero agora. Escancarei a porta e entrei pelo quarto semiescuro. Ela estava dormindo? Sério? Aproximei-me da cama e parei bebendo a visão dela recostada contra os travesseiros. A camisola preta mal cobrindo os seios perfeitos. O lençol caindo na cintura. Sorri ao perceber a respiração dela se alterando. A espertinha estava fingindo. Debrucei-me na cama, apoiando uma mão de cada lada da sua cabeça mantendo-a presa. — Uma dica para situações futuras, delizia mia. Seu peito está subindo rápido demais para quem está adormecida. — sussurrei em sua orelha e ela estremeceu. — Quer, por favor, sair de cima de mim? — ela disse entre dentes, mas seus olhos espetaculares estavam totalmente dilatados pela minha proximidade. — Chega de jogos, cara. — puxei bruscamente o lençol que a cobria e ela sentou-se indignada. A levantei nos braços enquanto ela se debatia. — O que pensa que está fazendo? Pra onde está me levando? Largue-me seu imbecil! — berrou tentando se

livrar em vão, pois a segurei mais apertado contra meu peito. — Shhhhh. — disse baixinho enquanto passávamos pelo quarto de Damien. — Deixe de escândalo ou vai acordar nosso filho. Além disso, você quer que a babá acorde e pense que eu vou estuprar minha própria mulher? — Não sou sua mulher. Esse casamento é uma farsa. — desafiou assim que a depositei na minha cama. Ela ficava linda ali, onde a quis por tanto, tanto tempo. — O casamento é perfeitamente legal e isso faz de você minha mulher. M inha para fazer tudo que eu quiser. — sussurrei arrancado minha toalha e jogando-a no chão. Os olhos de esmeralda voaram para meu membro esticado em toda a sua glória, pronto para ela. Babando por ela. Suas bochechas coraram. Ela era uma contradição. Era a única mulher que conhecia que corava como uma adolescente mesmo depois de ter realizado cada fantasia minha na cama. Acho que é isso que me mantém louco para fodê-la o tempo todo. Ela me dá tudo de uma forma que nenhuma outra deu. Eu ensinei tudo e ela foi uma aluna sempre ávida por mais. Era naturalmente sensual. Não precisava fazer nenhum esforço para ser linda. — tem ideia do quanto está linda aqui na minha cama? Do quanto desejei tê-la aqui? Do

quanto quero estar dentro de você agora? — minha voz saiu rouca e fui subindo, me arrastando na cama até me posicionar em cima dela. Ela recostou-se nos travesseiros arquejante. A luta abandonou seu corpo. A luxúria assumiu em seu lugar. Ela sentia isso também. Essa vontade louca de estarmos um no outro. Nossos olhares travaram e baixei minha boca lentamente na dela, mordiscando, lambendo, chupando. Ela suspirou trêmula e senti suas mãos em meu pescoço e meus cabelos puxando-me para baixo. Gemi e aprofundei o beijo, levantando uma coxa macia para meu quadril, esfregando meu pau em sua vulva coberta pela calcinha toda empapada. — Dio... Tão molhadinha para mim... — grunhi puxando a camisola não tão gentil, louco para tê-la nua embaixo de mim. Segurei os seios perfeitos e os lambi juntos. — Oh, meu Deus! Leon... —Ela gritou quando chupei forte os dois mamilos de uma vez. — Si, delizia mia. Você me quer tanto quanto eu a quero, não é? — minha boca foi descendo pela barriga plana, beijando, lambendo, mordendo, me deleitando com cada centímetro delicioso dela. Como senti falta disso. — diga. Diga que me quer. — exigi segurando sua bocetinha quente. Rasguei a pequena calcinha e enchi a mão na carne molhada. — Diga! — repeti metendo dois

dedos dentro do seu canal cremoso. — Sim, oh... Leon... Eu... quero você. — balbuciou arqueando as costas da cama. Desci mais e meu rosto ficou diante da sua boceta perfeita. Fechei os olhos e enterrei o nariz em sua vulva aspirando profundamente o cheiro divino. M eu pau se contorceu o pré-sêmen caindo da ponta. — Prometo que vou dar toda a atenção que essa bocetinha perfeita merece mais tarde. — lambi lentamente seu clitóris. — mas agora preciso comer você ou vou gozar aqui fora como um maldito adolescente. — Rosnei avançando sobre ela de novo. Ela deitou-se de volta escancarando as pernas para que eu me acomodasse entre elas. Alinhei a cabeça grande do meu pau na sua entrada e a encarei. Ela arquejou suspensa, ansiosa. Abri um sorriso safado e estoquei dentro dela com força indo até o fundo. — Ahhhhh! Leon... — choramingou me abraçando com as pernas, sua bocetinha palpitando em volta de mim. Dei uns segundos para ela se ajustar, tirei tudo para fora e voltei com tudo, me enterrando até o cabo de novo. — Tão malditamente perfeita! — grunhi metendo duramente no seu pequeno canal. — eu amo essa bocetinha, sabia? Vou comer minha putinha gostosa toda

noite aqui nessa cama. — ela ronronou me encontrando a cada estocada bruta. Ela gosta quando falo sujo na sua orelha. — você também adora, não é? Você não vai mais me negar isso, entendeu? — meti mais duro, enfiando os braços pelas costas esguias levantando-a e trazendo-a para tomar mais do meu pau, esticando-a quase além da sua capacidade. — entendeu? — Sim... Deus! Eu vou... Ahhhhhhh! — sua bocetinha convulsionou no seu orgasmo, me apertando, mamando no meu pau desfazendo meu controle em mil pedaços. — Isso... Toma meu pau todo nessa bocetinha gulosa... Gostosa...— girei o quadril entrando fundo em novo ângulo e soltei um rosnado animalesco gozando como um louco, esporrando dentro dela. Tomei sua boca num beijo erótico de olhos abertos e continuei a me derramar nela com pequenas e lentas estocadas. Desabei por cima dela ainda duro todo enterrado em seu calor, lutando por ar. Porra! Ela tinha a boceta mais gostosa que já comi. Era viciante. Levantei minha cabeça alguns minutos depois e ela parecia ter adormecido. Sorri e me movimentei dentro dela, chupando um dos seios lentamente. Seus lábios torceram em um sorriso e os lindos olhos me encararam. — Céus! Você é insaciável. — murmurou

visivelmente gasta. — Ainda não terminei com você, delizia mia. — bombeei lentamente dentro e fora dela, continuando a adorar seus seios, excitando-a de novo. Ela acariciou meus cabelos e deixou que eu a devorasse devagar. Não demorou muito ela soltou o ar agudamente quando chupei seus mamilos duros. Nossos olhos travaram e meti mais forte. Ela grunhiu e veio me encontrar levantando os quadris. Sai de dentro dela e sorri quando choramingou me puxando de volta. A puxei grosseiramente para fora da cama. — coloque as mãos na cama e empine essa bundinha linda. Tô louco para comer seu cuzinho de novo. — ela ficou prontamente na posição, empinando a bunda redonda e durinha. — linda! — sussurrei e puxei um lenço da gaveta ao lado cama. — Reconhece isso, putinha? — a vendei rapidamente e rosnei descendo minhas mãos pelo pescoço, ombros, abaixei e lambi toda a sua coluna, enquanto ela estremecia. Desci as mãos e acariciei os dois globos redondos me posicionando atrás. Acariciei suas costas subindo de novo devagar, me inclinei e afastei seus cabelos de um dos ombros. Ela ronronava e sem aviso mordi duro no ponto entre o ombro e o pescoço, lambi depois acalmando o local, ouvindo seu gemido alto, seu corpo delicioso tremendo. Ela adora

quando faço isso. Fui descendo novamente beijando e mordendo suas costas, lambendo sua coluna graciosa. M ordi forte uma das bochechas firmes e as abri. M eu pau deu uma guinada diante de seu botãozinho rosado. Lambi lentamente do seu clitóris até seu cuzinho. — Leon... — ela contorceu sua bundinha gostosa. M inha mão desceu numa palmada forte. Ela se assustou e eu sorri da sua tensão. — Fique quieta! Essa é a porra da imagem que ficou um ano na minha cabeça. Você vendada tomando meu pau todo em seu rabo gostoso. — rosnei puxando-lhe pelos cabelos da nuca e a beijei duro. M inha outra mão achou seus seios puxando os mamilos na medida certa para enlouquecê-la. M inha língua lambia a dela como um animal lambendo sua fêmea. — tem ideia de quantas vezes me masturbei com essa imagem na cabeça? — rosnei em sua boca e desci a mão para sua boceta enchendo a mão nela. Eu adoro fazer isso. É como se afirmasse que é minha cada vez que faço. Brinquei com seu brotinho, massageando, beliscando devagar. Ela gemia na minha boca, minha mão ainda mantendo-a presa pelos cabelos quase com brutalidade. Enfiei um dedo em sua vulva melada e massageei seu brotinho com o polegar, logo ela estava gozando em meus dedos. Soltei-a empurrando de volta para a cama. — empine

essa bundinha linda, delizia mia. Quero gozar profundamente enterrado nesse rabinho apertado. — ela atendeu ansiosa. Abri suas nádegas e passei a lamber seu buraquinho com vontade. M eti dois dedos em sua vulva e levei seus sucos para cima encharcando seu ânus. Sondei devagar com um dedo, metendo lentamente. Ela relaxou como ensinei. Boa menina! Levei mais lubrificação e meti dois dedos alargando-a cada vez mais. Logo ela estava rebolando e gemendo em meus dedos. Enfiei três e girei algumas vezes. Levei mais sucos e substitui os dedos pelo meu pau que babava pré-sêmen, louco para foder seu cuzinho gostoso de novo. M eti a cabeça devagar. Ela relaxou, empurrou de volta e eu meti até as bolas numa estocada forte. — Oh! Deus! Leon... — choramingou, tentando sair, mas eu a segurei forte pelos quadris, mantendo seu rabo totalmente esticado em volta do meu pau. — Shhhhh. — acalmei-a beijando e lambendo sua coluna de novo. Dei-lhe tempo para se ajustar à mim e passei a movimentar-me devagar, puxando quase tudo fora e voltando lentamente, girando meu quadril, minhas bolas massageando seu clitóris. Ela gemeu, me aceitando, rebolando a bundinha de novo. — si delizia mia, rebola esse rabinho gostoso no meu pau... Toma todinho dentro de você. — sua bundinha me encontrava agora

com impulso, me pedindo sem palavras para foder mais duro. — Dio! Que putinha safada... Quer mais duro, não é? — grunhi e tirei tudo batendo de volta em seguida até o fundo, minhas mãos segurando forte em seus quadris. Passei a comer seu cuzinho com violência. Ela era tão estreita, mas tomava todo o meu pau sem reclamar. — Gostosa! — meti e meti impiedoso em seu buraquinho. — Gostosa do caralho! — gritei levando uma das mãos para seu clitóris, manipulando-o e beliscando enquanto meu pau a fodia brutalmente, sem trégua. Ela miou sem forças com mais um orgasmo. Continuei montando duro nela perseguindo minha liberação. Não demorou muito, meti fundo e gozei jogando a cabeça para trás rosnando: — Pooooorra! M uito gostosa... — Seu rabo sugou até a última gota do meu sêmen. M aldita mulher viciante! Puxei a venda e saí de dentro dela devagar. Ela desabou na cama como uma boneca de pano. Totalmente fodida. Fui ao banheiro e tomei uma ducha rápida. Aquilo foi muito intenso. M eus planos eram passar a noite toda com ela, mas nesse momento preciso ficar sozinho. Preciso de uma pausa. Não quero e não vou sentir nada além de prazer quando estiver enterrado nela. — Você pode voltar para seu quarto agora. — consegui manter meu tom neutro assim que voltei para o quarto. Ela ainda estava de bruços do jeito que a deixei.

Totalmente gasta. Seu corpo enrijeceu visivelmente. M as demorou a levantar-se. Por um momento pensei que estava dormindo, mas finalmente se levantou e sem me olhar nos olhos pegou sua camisola rasgada no carpete. Não se preocupou em vesti-la, apenas andou nua e rígida saindo do quarto. Soltei um longo suspiro e fui ao bar servindo-me uma dose de uísque. Essa mulher é perigosa. Tenho que manter minha guarda levantada. Nossa relação nunca poderia ser nada além de sexo. Eu jamais faria isso à memória de meu irmão. Teria sexo com ela até tirá-la do meu sistema e seguiria em frente. Ela não me importava. Não poderia me importar. Júlia A semana transcorreu e um padrão se desenvolveu. Eu ia até o quarto do cretino, fazíamos sexo quente e enlouquecedor. Infelizmente ele era especialista nisso. Sabia exatamente que botões apertar para me fazer entregue completamente a seus desejos. Após a primeira noite eu não o esperava mais na cama. Quando saía para o banheiro eu corria para meu quarto. Ainda não consigo esquecer o tom de desprezo da sua voz me enxotando de seu quarto, enquanto meu corpo ainda estava cheio do seu esperma. Bastardo! Quando encontrei Leon no dia seguinte àquela noite, eu mal o olhei, mas senti seus olhos me analisando, por

mais que tentasse disfarçar com maquiagem, meus olhos estavam vermelhos e tinham bolsas escuras embaixo. Chorei muito antes de conseguir dormir. — Você está bem? — sua voz era quase suave. Foda-se seu idiota! — Estou ótima. — minha voz saiu estridente. — o que você quer? — Você precisa se preparar para o baile. Só restam três dias. Helena irá ajudá-la com isso. Sua voz era suave como se ele não tivesse me humilhado na noite anterior. Desviei os olhos da sua figura odiosamente linda e virei-me para Helena, só agora percebendo que estava junto à janela do amplo escritório de Leon. Ela estava perfeitamente arrumada num vestido creme com um casaquinho do mesmo tom. Os cabelos longos e lisos presos num rabo de cavalo elegante. Sua pele tão fresca, sem maquiagem hoje, ainda assim era perfeita. Eu a odiei a níveis estratosféricos. Não era justo que eu parecesse um espantalho enquanto Leon ficava trancado a maior parte do tempo com a linda prima Helena em seu escritório. Sim, porque ela trabalhava diretamente com ele. M ais um motivo para eu querer arrancar alguns cabelos da sua cabeça tão irritantemente arrumada. — Obrigada pela sua preocupação, mas sei me virar

sozinha. — eu imitei o tom suave dele. — era só isso? Os cantos de sua boca subiram no que parecia ser um sorriso e os olhos negros brilharam. Que bom que eu o divirto, alteza! — Pode me dizer a quantos bailes da realeza esteve presente, Júlia? As palavras de Helena pingando sarcasmo me fizeram encará-la. A vaca queria me humilhar. Bem, eu não cairia no seu jogo. — Isso é o quê? Uma entrevista para o cargo de princesa? — Ouvi Leon tentar conter o riso. Abri um sorriso que não alcançou meus olhos. — agradeço a sua generosidade Oprah26, mas repito, sei me virar sozinha. — girei nos calcanhares e os deixei sem palavras. Três dias depois, meu telefone tocou assim que terminei meu café, sozinha na sacada, como sempre. Era Kênia, minha querida amiga do Rio. Vemo-nos pouco nesse último ano. Tive que sair do Rio às pressas. A última vez que nos vimos foi quando me acompanhou até a Inglaterra, há mais de seis meses. Sempre conversávamos por telefone, mas sinto falta dela da nossa relação diária. Ela havia assinado com uma grande marca de cosméticos e há quatro meses morava em M ilão. Fiquei tão feliz por ela ter conseguido. Ao contrário de mim, Kênia, uma mulata linda de olhos

escuros e risonhos, adorava sua profissão. Ela era a única que sabia de toda a minha história com Leon. — Hei! Sumida! Por que não consegui falar com você na última semana? — soou sua voz alegre. Eu sentia tanta falta dela, das nossas conversas. Da nossa parceria. Nos conhecemos no nosso primeiro trabalho como modelos aos treze anos e nunca mais nos separamos, até o furacão Leon entrar na minha vida. — Hei, amiga. — minha voz foi fraca. — Você está bem, Ju? — disse preocupada dessa vez. — aconteceu alguma coisa com você? — Aconteceu. Leon Aconteceu. — levantei indo até o parapeito, olhando a imensidão do mar à minha frente. — Como assim? — Ele me encontrou há oito dias e me arrastou até aqui. — Aqui, aonde? O que esse babaca fez dessa vez? — sua voz era dura agora. — Estou em Ardócia. Na ilha dele. No palácio dele. — e na cama dele, completei em pensamento. — Deus! Que loucura! Por quê? O que ele quer de você? — A mesma história de sempre. Atormentar-me, me humilhar... M as agora há nosso filho. Ele o quer. Odeiame, mas quer reconhecê-lo como herdeiro legítimo.

— Não gosto nada dessa linha de pensamento. — ela bufou. — Eu também não, amiga. — suspirei. — tive que assinar um acordo maluco de casamento. Terei que permanecer com ele por um ano. Isso garante que Ricardo não seja um filho bastardo. — Que situação amiga. — ela gemeu. — eu odeio que você esteja aí à mercê dele. — fez uma pausa significativa. — Ele... Ele, hum... Vocês... — Transamos? — completei seu pensamento e gemi de vergonha. — infelizmente sim, muitas vezes. Ele mal me jogou dentro de seu jato e já me tinha contra um armário, rasgando meu vestido, tomando-me como um bruto... — Deus! Ju! — ela gemeu dramaticamente. — eu quero continuar com raiva do babaca, mas a cena que descreveu me deixou com tesão. Vamos combinar, ele pode ser um completo babaca, mas Cristo! O homem com certeza dá uma nova definição à palavra gostoso. Não consegui segurar a risada. Ela era hilária. Só minha amiga para me animar em meio ao caos que se tornou minha vida. Conversamos ainda por meia hora. Kênia tentou aliviar o clima contando suas peripécias com o novo namorado, um modelo italiano. — Eu te amo. Sinto tanto sua falta. Prometo que irei

ver você e meu afilhado lindo assim que der. — disse com suavidade. — Também te amo. Espero que venha em breve. — nos despedimos e desligamos. Suspirei. A noite caiu e agora estou aqui, uma pilha de nervos esperando Leon para me levar ao salão de festas no primeiro andar do palácio na ala central. Ainda estava me acostumando com tantas alas. Tanta riqueza. O palácio real era enorme e fora construído numa planície costeira, pela frente e nas laterais o verde predominava com jardins perfeitamente cuidados e um bosque que se estendia até onde a vista dava. Pelos fundos o mar mediterrâneo apresentava um cenário idílico. Fui até a sacada dos aposentos e senti a maresia. Os aposentos dessa ala tinham um jardim privativo e escadarias de pedra que levavam direto à areia branca da praia. Senti a presença de Leon no exato momento em que entrou na sacada. Virei-me lentamente e minha respiração ficou presa nos pulmões. Ele estava simplesmente de tirar o fôlego. Usava um smoking branco contrastando com seu tom de pele morena. Os cabelos estavam presos apenas na parte de cima, lembrando um samurai. Oh, M eu Deus! Eu preciso dizer alguma coisa. Preciso parar de comê-lo com os olhos de forma tão patética. Quando nossos olhares se

cruzaram, ele estava com uma expressão intensa nos olhos negros. Eles me avaliaram lentamente passeando por todo o meu corpo. Tenho certeza de que corei sob seu olhar ardente. Seus olhos trancaram nos meus de novo e seus lábios se curvaram num riso lento. — Devo dizer que fiquei preocupado quando se rebelou querendo se virar sozinha. — seu tom foi divertido ao repetir minhas palavras. — mas o resultado me agradou. Você está ainda mais linda. — completou baixinho. M inha pele se arrepiou e ele chegou mais perto, seus olhos me mantendo presa. Eu usava um vestido longo no estilo sereia num verde escuro que ressaltava a cor dos meus olhos. O modelo de um ombro só descia delineando meus seios e minha cintura fina, marcando meus quadris abrasileirados e se abria numa calda discreta. Sandálias altíssimas do mesmo tom do vestido completavam o traje. M eus cabelos foram arrumados por uma profissional em uma trança raiz frouxa e elegante e minha franja penteada e escovada para o lado direito, deixando-me com aparência de mulher em vez de menina. M eus olhos estavam levemente esfumados e meus lábios pintados com gloss. — Você também está hum... Ótimo. — minha voz saiu ridiculamente trêmula e ofegante. Ele sorriu. O bastardo sorriu.

— Obrigado. — disse baixinho e abriu uma caixa preta que só agora percebi que trazia nas mãos. — quero que use isso. É nossa primeira aparição, então... hum... Todos esperam que... — Oh! M eu Deus! Ela é linda! — exclamei ao ver a tiara delicada cravejada de diamantes brancos em volta e esmeraldas no centro. — você... Comprou para mim? Quer dizer... — Não. Ela faz parte da coleção de joias da minha mãe. — disse dando de ombros como se não tivesse importância. Eu engasguei. Por que ele me deixaria usar algo que foi de sua falecida mãe? — Ela é perfeita, mas não posso usar algo que foi de sua mãe. Não seria certo. Isso não é um casamento convencional. Você não me escolheu por amor. Guarde a tiara para a mulher que será sua verdadeira princesa um dia. — senti um nó na garganta com a mera menção daquilo acontecer, mas fatalmente aconteceria. Outra princesa, uma que ele amasse... Uma que ele... Leon suspirou ruidosamente interrompendo meu fluxo de pensamentos. — Use-a, Júlia. É apenas uma joia. A escolhi porque combina com seus olhos. Será que pode fazer apenas uma maldita coisa sem me contestar o tempo todo? — sua voz se exaltou no final da frase.

— Ok. — falei simplesmente e ele colocou-a com cuidado em minha cabeça. M eu coração tolo deu uma guinada me deliciando com seu cheiro, desejando ser sua verdadeira princesa. Que ele me amasse como eu o amava. Ah! Não. De novo não. Eu quase gemi constatando o que meu corpo já sabia: Eu ainda o amava. Ele me olhou por alguns instantes, suas mãos desceram do cabelo para meu rosto e acariciou-me levemente. Seus olhos suavizaram em clara apreciação. — Perfeita. — sussurrou baixando os lábios para o meus, mas antes de me beijar seu celular tocou. — si, Helena. — rosnou ao atender se afastando e eu revirei os olhos. Ela tinha um timing27 de merda! — já estamos a caminho. Tutto bene28c iao caríssima. — guardou o celular. — Vamos? Os convidados começaram a chegar. — ofereceu-me a mão e respirando fundo a segurei. Era oficial: Júlia Smith era a princesa de Ardócia, bem apenas por algum tempo. Ok. Isso tirou um pouco da minha empolgação. Dez minutos depois estávamos no topo da ampla escadaria com o salão ricamente decorado e quase lotado. O mestre de cerimônias fez uma longa reverência para nós e anunciou: — Sua Alteza Real, o príncipe herdeiro Leon Vincenzo Di Castellani e sua esposa, a princesa Júlia Di Castellani! — o salão ficou todo em silêncio, sua atenção em nós. Oh! M eu Deus! Eu nunca pensei que seria assim. Puta merda! M inhas pernas começaram a

tremer ameaçando me derrubar dos saltos. Eu estava acostumada a ser o centro das atenções, mas ISSO!!! Isso é muito diferente. Leon sentiu minha tensão, pois me puxou de frente para ele, enlaçando minha cintura e sussurrou no meu ouvido: — Sei que parece assustador, mas você pode fazer isso. Imagine-se em um de seus desfiles. Todos eles vieram para vê-la. Você é a estrela. Assenti levemente com a cabeça e ele me olhou nos olhos, levou a mão ao meu rosto e acariciou meu queixo. Sei que estava fazendo uma pequena encenação para seus súditos e convidados, mas isso não me impediu de sorrir e sonhar que ele se preocupasse comigo de verdade. Seu rosto se iluminou num sorriso que parecia quase carinhoso se eu não o conhecesse. — Obrigada. — murmurei. Ele me ofereceu o braço e eu o enlacei. Cada degrau foi um teste. Suspirei aliviada quando pisamos no piso de assoalho do salão. Então, como se saindo de um transe o salão explodiu em sons. A orquestra voltou a tocar e as pessoas a conversar. Leon rodou todo o salão comigo a reboque parando, cumprimentando, me apresentando. Os homens o bajulavam claramente e as mulheres o olhavam como se quisessem arrancar suas roupas. Em contrapartida olhavam-me e avaliavam-me escancaradamente. Algumas até tentaram ser simpáticas,

outras me atiravam punhais com os olhos. Em determinado momento conversamos com um velho conde italiano e sua jovem filha Francesca. Uma ruiva curvilínea com um vestido ousado. Seu decote ia quase até o umbigo, mostrando muito dos seios que pareciam duas bolas. Artificiais com certeza. A garota flertou desavergonhadamente com Leon na minha frente. E o cretino parecia satisfeito com o assédio, rindo de suas piadas sem graça e suas histórias ridículas das últimas férias na Riviera Francesa. Quase bufei, mas acho que uma princesa não pode fazer isso em público. M eu sorriso parecia congelado no rosto. Acho que ficaria assim, por pelo menos uma semana. De repente, a música parou e o mestre de cerimônias anunciou a entrada do rei M aximiliano. O monarca ao contrário de mim e Leon saiu de um elevador ao lado da escadaria. De acordo com Leon, o tio que estava com quase setenta anos mostrava sinais de cansaço nos últimos meses. Como príncipe herdeiro, Leon havia assumido a maior parte das responsabilidades do rei. O tio de Leon tinha um porte alto, elegante, devia ter sido um homem muito bonito como seu sobrinho. M esmo tom de pele, mesmos olhos negros e inteligentes. Lembrei-me de quando Leon me levou até ele quando me recuperei da virose. O rei cravou os olhos avaliadores em mim me

deixando desconfortável. Parece que os homens Di Castellani tinham esse efeito sobre mim. Ele abriu um sorriso e seu rosto se transformou. Parecia muito mais jovem quando sorria. O rei não estava a par das suspeitas que levaram Leon até mim. A investigação foi sigilosa, Leon havia me informado. Gostei do rei de cara. Sorri de volta para ele. — Bella, sei molto bella29 . — sua voz era profunda e teve um efeito calmante em mim. — seja bemvinda à Ardócia Júlia. — Obrigada majestade. — fiz uma respeitosa reverência. — Nada disso! — cortou bem humorado. — aqui em família, chame-me de M aximiliano ou tio M ax como seu marido me chama. — E eu me apaixonei por ele total e completamente. Senti o aperto da mão de Leon na minha cintura e voltei das minhas divagações. — Devemos dançar agora. Todos estão esperando para iniciarmos. Olhei em volta e percebi realmente que ninguém dançava ainda. Isso é ridículo! Pensei que coisas assim estavam em desuso desde o fim da Idade M édia. — Então, não vamos privar as pessoas de dançar. — falei com ironia, deixando que me guiasse até o centro do salão. Todos iam imediatamente abrindo passagem.

Não vou negar. A sensação de ter tanto poder é avassaladora. Por isso ele é tão altivo, tão arrogante. Comecei a entender a dimensão de tudo. O enorme palácio, as pessoas caindo a seus pés. Por isso detesta ser contestado. É o que ele é. É a essência dele: riqueza e poder. A orquestra começou a tocar um Jazz suave. Trancamos nossos olhares, suas mãos enlaçando minha cintura, meus braços subindo para seu pescoço. Ele sorriu sedutor e o resto do salão sumiu. Éramos apenas nós dois. Imagens da nossa primeira dança em Angra dos Reis me assaltaram. A forma como suas mãos seguravam possessivas em minha cintura, seu cheiro delicioso me inebriando. M ovemo-nos lentamente, nossas respirações se alterando, nossos olhos presos no outro, nossas bocas quase se tocando. Desejei que tudo aquilo fosse real. M ais uma vez desejei ser sua verdadeira princesa. Então a música acabou. Pisquei confusa enquanto aplausos enchiam o salão. Droga! Isso foi muito rápido. Leon levantou minhas mãos juntas e as beijou galantemente, os olhos escuros brilhando intensos. M ais uma cena no grande show, certamente. Vários casais se juntavam a nós agora. Uma música mais agitada começou e ele me puxou de novo contra seu corpo. E ele dançou, realmente dançou. Havia uma só coisa que ele não fazia bem? Acho que não. Leon me

girou para longe e trouxe de volta de frente para ele, sua mão na parte baixa das minhas costas, perigosamente perto da minha bunda. Eu arregalei os olhos, ele abriu aquele riso arrogante e sexy. Deus! Ele é tão bonito. E eu tô tão ferrada... Girou-me de novo dessa vez trazendo minhas costas contra seu peito duro. Gemi e encostei a cabeça no seu ombro. Beijou minha orelha, fazendo uma trilha até meu ombro nu. Estremeci e ele sorriu baixinho em meu ouvido, suas mãos descendo pelos meus braços lentamente, entrelaçando nossos dedos. Eu o senti duro na minha bunda e fui incapaz de conter outro gemido. Senti sua risada baixa de novo e suas mãos foram para frente na minha cintura, seus dedos abertos, descendo, descendo... Cobri as mãos dele com as minhas e as parei. M inha respiração descontrolada. Ele beijou meu ombro de boca aberta. Deus! O bastardo está me torturando com essa dança. Segurou forte na minha cintura e me virou de frente. Seus olhos estavam em chamas. Ótimo! Eu também o afeto. Sorriu de novo, os olhos negros me fazendo todo tipo de promessa obscena e me girou por todo o salão, em passos mais comedidos. Eu me senti a própria Cinderela. Patético, eu sei, mas não pude evitar. E como Cinderela minha alegria durou pouco. Quando encerramos a dança e nos dirigíamos à mesa do rei fomos abordados por Helena.

— Helena, está maravilhosa, cara. — a voz de Leon era ridiculamente suave enquanto a beijava no rosto. A maravilhosa Helena me olhou dentro dos olhos e sorriu abraçando-o por um tempo longo demais. Vaca! Uma princesa pode jogar sua taça de champanhe na cabeça da prima do príncipe? Acho que não. Droga! É muito chato ser princesa. Entretanto, preciso ser justa. Helena é uma mulher incrivelmente bonita. Hoje trajava um longo azul marinho de alças finíssimas. Bonito, mas não ousado. Os cabelos lisos caíam livremente pelas costas e uma pequena tiara de diamantes azuis completava o traje. Possuía um porte altivo, tinha um corpo esguio de curvas suaves, elegante ao extremo. Sim, eu a odeio. Ela parece uma verdadeira princesa. — Obrigada caro mio. Você está perfeito. — sua voz saiu rouca enquanto os olhos cor de uísque devoravam dissimuladamente meu marido. Vadia! — Júlia, você também está ótima. — o elogio pareceu sincero. Já havia percebido algumas coisas a respeito da prima de Leon. A primeira: ela era presença constante na vida dele. Segunda: não dava para competir com ela, pois esse era o seu ambiente. Terceira: era muito polida para tentar alguma coisa com ele enquanto éramos casados. Ela parecia determinada a esperar pelo tempo que fosse necessário para se tornar a princesa de Leon.

Quarta e mais importante: Leon parecia não a enxergar como mulher. Os olhos dele continham um carinho genuíno quando a olhavam, mas a tratava quase como uma irmã. Parece que Helena sofria de amor não correspondido. Exatamente como eu. A vida não era tão perfeita para ela também. Ok. Eu sei, foi um pensamento horrivelmente egoísta, mas não pude evitar. — Dança comigo? — sua voz foi quase um ronronar. Eu mais uma vez me segurei para não bufar. Fui deixada na mesa do rei e eles se dirigiram à pista de dança. Tentei não olhar a cada cinco segundos, mas foi difícil. O bastardo dançou com ela exatamente do jeito que dançou comigo, sem os beijos. Talvez ele tenha percebido meu ciúme estúpido e me provocou. Algumas vezes ele me flagrou os observando e sorriu daquele jeito arrogante, perverso e... Lindo! Babaca! Suspirei e tentei ouvir o que o tio de Leon dizia. Depois de um tempo muito longo o casalzinho retornou à mesa. Helena era só risos. Ela precisava ser tão bonita? Deus! Eu preciso me controlar. Leon não é meu. Pelo menos não definitivamente. Eu acabei fazendo uma coisa que nunca fiz, sequei várias taças de champanhe praticamente uma atrás da outra. Leon franziu o cenho quando me viu com a quarta taça, ou seria a quinta? Não sei. Tudo estava ficando confuso. Seu rosto ficou duro. Ele levantou-se e

pediu licença ao tio. Levantou-me e me firmou pela cintura levando-me para o elevador ao lado da escada. M inhas pernas pareciam de gelatina. — Sua tola. O que acha que está fazendo? — me encurralou num canto assim que as portas se fecharam. — você está bêbada! Dio! Ainda bem que ninguém percebeu. Você não tem costume de beber. Por que fez isso, Júlia? — Eu me senti... Tão... Tão... — Tão o quê? — me olhou duro. — Tão linda? Tão invejada? Tão desejada? — gritou me tirando do torpor. Oh! Foi assim que ele me viu? Fiquei calada e ele continuou agora mais suave: — cada mulher naquele salão queria ser você, não apenas para ser princesa, mas porque você era sem sombra de dúvidas a mulher mais bonita lá dentro. — Oh! Eu gostei disso. Sorri atrevida encorajada pelo álcool, envolvendo meus braços no seu pescoço. — Não sei o que houve comigo, mas obrigada por me dizer isso. — Sussurrei. De salto eu ficava quase no nível dos olhos dele. Rocei meus lábios em sua boca e chupei seu lábio inferior num convite desavergonhado. — me beije, Leon. Eu quero você. Agora. — minhas mãos passearam pelo peitoral poderoso e ele assobiou colando nossos quadris me prendendo na parede

espelhada. — Dio Santo! Você é uma bêbada deliciosa. — sorriu safado contra meus lábios e me beijou. Seu pênis duro cavou na minha pélvis e eu gemi em sua boca. Ele se esfregou em mim saqueando minha boca com vontade. De repente me virou bruscamente de frente para o espelho enquanto uma das mãos apertava botões no painel do elevador parando-o, a outra descia o zíper lateral do meu vestido. — sabe como desejei levar você em qualquer canto escuro e te foder rápido e duro? — mordeu minha orelha descendo pelo pescoço e ombro, seus olhos nos meus através do espelho. — veja como é linda, perfeita. — suas mãos encheram nos meus seios assim que desceu o vestido até minha cintura. Puxou os mamilos já duros. — Dio! Eu estive malditamente duro a maior parte da noite. Foi tão difícil manter minhas mãos longe de você lá dentro. — empurrou o pênis duro no meio das bochechas da minha bunda. Gemeu, descendo uma das mãos pela minha coxa, puxando a barra do vestido. Logo seus dedos subiam pela minha virilha. Rosnou ao encontrar minha vulva nua. — Dio! Que putinha safada! Estava esse tempo todo sem calcinha. Isso vai ser duro delizia mia. Vou comer você sem dó para aprender a não me provocar desse jeito. — gemeu enfiando um dedo na minha vulva já lubrificada.

— sempre pronta para o meu pau. — Chupou e mordeu meu ombro com força e eu gritei empinando minha bunda, rebolando contra seu Pênis. Um tapa duro queimou minha bunda quando ele desceu o vestido totalmente e me inclinou contra o espelho. — vou comer sua boceta tão forte que você nunca mais vai abusar da bebida de novo. Vou esticar seu buraquinho apertado até o limite. — sussurrou no meu ouvido, lambendo minha orelha sem tirar os olhos dos meus. Ouvi o zíper sendo aberto e pouco depois a cabeça gorda de seu pênis estava na minha entrada. Ele esfregou na minha racha para cima e para baixo. Eu choraminguei empinando mais a bunda para tomá-lo dentro. M ais um tapa ardeu em minha bunda no outro lado e em seguida seu pau entrou em mim bruscamente até o cabo. Fiquei sem ar com a invasão. Ele sorriu arrogante para mim, seus dedos no meu clitóris desviando minha atenção da sua estocada bruta. — rebole essa bocetinha no meu pau, Júlia. Tome todo ele devagar até se acostumar. Depois vou meter duro e profundo como quis fazer a noite inteira. — rosnou. Eu grunhi e rebolei devagar, me acostumando com seu volume grande. Eu amava como ele me esticava quase ao ponto da dor. Fiquei mais lubrificada com seus dedos massageando e beliscando suavemente meu clitóris. Ele sentiu e então começou a

me foder. Realmente me foder. Tirando todo o seu pau e batendo de volta dentro de mim até senti-lo no meu útero. — é isso que você quer putinha safada? Dar essa bocetinha perfeita para mim em pleno elevador? — Puxou meus cabelos da nuca e trouxe a boca para a minha saqueando-a num beijo indecente, nossos olhos travados no espelho. — Olhe para você. Tão linda. Uma principessa 30 lá no salão, mas aqui uma puta sendo fodida pelo seu dono. M inha! — rosnou puxando meu lábio inferior entre os dentes. —M inha putinha gostosa. Ohhhh! — gemeu me comendo sem dó. Girou o quadril entrando fundo, muito fundo e eu me desmanchei. — Ahhhhhh! Leon... Oh, Deus... Que gostoso... — gritei fora de mim enquanto onda após onda me atingiu, gozando forte. M inhas pernas fraquejaram e ele estocou mais duro, mais rápido, meus pés foram levantados do chão, ele me abraçando apertado, me empalando no limite da dor. Estocou fundo de novo e uivou me alagando completamente com seu sêmen. Palavras incompreensíveis foram murmuradas em seus lábios enquanto metia em mim ainda duro. Ele me manteve suspensa ainda empalada no seu Pênis por alguns segundos, respirando ruidosamente no meu ouvido. — Vamos delizia mia. Vamos terminar isso na cama. Quero gozar nessa boca pecaminosa na próxima vez. — sussurrou me beijando suavemente nos lábios e

finalmente saiu de mim me firmando no chão. Capítulo 5 Júlia Eu estiquei meu corpo, sentindo-o dolorido. Abri os olhos lentamente, minha cabeça um pouco latejante. Oh! Deus! Estou com ressaca pela primeira vez na vida. M exi-me de novo na cama, os lençóis macios roçando meu corpo, então arregalei os olhos. Eu estava nua! Sentei-me e minha cabeça rodou, me deitei de novo. — Ei, bom dia, dorminhoca... A voz sedosa e rouca de Leon me fez virar para encará-lo. Ele estava terminando de vestir um terno cinza escuro, os cabelos presos junto à nuca. Eu dormi na cama dele? Como? Por que não me mandou embora? Franzi o cenho confusa com o significado daquilo. Os olhos negros tinham uma expressão suave esta manhã. — Bom dia. Eu, hum... Acho que desmaiei... Eu não costumo beber daquele jeito... — Eu sei. — sua voz foi baixa e suave. — como se sente? Pedi seu café da manhã. — apontou para a mesa posta na ampla sacada. — além disso, pedi um chá que pode ajudar com o mal-estar. — Andou até a cama e parou me observando com olhos intensos. M eus mamilos formigaram e percebi que o lençol estava abaixo da minha cintura. Seus lábios se torceram no conhecido

sorriso sexy e arrogante. — adoraria voltar para a cama delizia mia, mas infelizmente estou de partida para Bordeaux. Haverá um evento de degustação em meu Chateau. Isso me manterá por lá a semana toda. Estarei de volta na sexta. — M eu rosto deve ter revelado minha surpresa e decepção, pois acrescentou: — prometo fazer valer a pena quando voltar. — seus olhos travaram com os meus por alguns instantes, brilhantes, intensos. Então se afastou e pegou uma pequena mala, a pasta de couro, saiu sem se voltar. Soltei um suspiro de frustração, mas então me espreguicei de novo sentindo os lençóis macios. O cheiro maravilhoso de Leon e do sexo enlouquecido que tínhamos feito por quase toda a noite, invadindo minhas narinas. Não pude evitar um sorriso. Eu estava na cama dele! Ele havia me deixado dormir na cama dele! Era um avanço, pensei esperançosa. A semana demorou a passar, mas utilizei esse tempo para conhecer mais da ilha. O rei me convidou para acompanhá-lo em duas visitas ao orfanato de Ardócia. Acabei me comprometendo a passar algumas horas por semana como contadora de histórias para as crianças mais pequenas. Fui conhecer também a Universidade de Ardócia. Encantei-me com a história da ilha que remonta ao Reino Itálico31. Havia a parte histórica com suas

construções arquitetônicas antigas e a parte cosmopolita com grandes edifícios de arquitetura contemporânea. Passeei com Ricardo nos jardins do palácio, tomei um pouco de sol na praia particular nos fundos dos nossos aposentos. O tempo todo tentava me manter tranquila com o fato de que Leon não havia mencionado a viagem até sua partida. Nós não compartilhávamos outros aspectos de nossas vidas, tudo que descobri dele foi com perguntas sutis aos funcionários do palácio e com pesquisas na internet. Patético eu sei, mas nosso relacionamento era apenas no nível físico. Ele tomava meu corpo como uma força da natureza, mas me mantinha à parte da sua vida. Aquilo era temporário, sempre fazia questão de me lembrar. Além disso, havia outra coisa me perturbando: Helena o acompanhara. Sabia que ela trabalhava diretamente com ele, mas odiava que ela estivesse sempre com ele. A maior parte das fotos nos sites de fofocas e revistas sensacionalistas eram dele com ela. Sempre sorrindo, parecendo perfeitos juntos. Ontem vi uma foto dos dois no tal evento de degustação na França. Por que ele não me levou? O casamento é uma farsa, mas as pessoas não sabem disso. Aquilo me queimou por dentro. Leon me ligou todos os dias, mas nossas conversas eram curtas e giravam em

torno de Ricardo. Estava mais do que claro que a preocupação dele era apenas com nosso filho. Senti-me horrível por ter ciúmes de meu pequeno bebê, mas senti. Queria que tivesse ligado uma única vez para saber como eu estava. Era noite da quinta- feira, estava amamentando meu pequeno príncipe balançando suavemente na cadeira junto ao berço. — A mamãe está numa encrenca das grandes, meu amor. — Sussurrei encantada com suas sugadas ávidas. Os olhinhos escuros risonhos me fitaram brilhantes e sua mãozinha brincava com meu outro seio. — seu papai não quer a mamãe por perto. Bem, pelo menos não por muito tempo. M as você meu principezinho, ama sua mamãe incondicionalmente não é? Porque sua mamãe te ama mais do que tudo. — beijei sua cabecinha enquanto a boquinha sem dentes largava meu peito e ria para mim. M eus olhos se encheram de lágrimas. Pouco depois ele voltou a sugar o seio e seus olhinhos foram ficando pesados. Adormeceu com um sorrisinho infantil. Já passava das oito, tomaria uma ducha rápida e cairia na cama. Aproveitaria para ler um pouco antes de dormir. Selecionei a pasta do Cold Play no meu ipod e a música Fix You (consertar você) encheu o ambiente no banheiro. Eu simplesmente amo essa banda! Entrei

debaixo do chuveiro e comecei a cantar baixinho. When you try your best, but you don’t succeed Quando você tenta o seu melhor, mas não tem sucesso When you get what you want, but not what you need Quando você consegue o que quer, mas não o que precisa Eu adoro essa música. É um tanto triste, convém com meu atual estado de espírito. De repente, o box se abriu e meu queixo caiu quando um Leon completamente nu entrou. Seus olhos devoraram meu corpo nu e molhado. Eu o olhei com a mesma fome. Nossos olhos se encontraram e travaram. Ele veio até mim. Lindo, viril, um deus grego. Eu estava muda, surpresa, extasiada, excitada, louca por ele. Senti tanta falta dele. Deus! Seu perfume maravilhoso invadiu meus sentidos. M eus mamilos endureceram e minha vagina apertou com saudade e antecipação. Leon abriu o riso familiar e arrogante ao ver minha reação de fêmea pronta para ser tomada pelo seu macho. Não sei quem fez o primeiro movimento, mas no segundo seguinte nossas bocas se uniram, ávidas, chupando, lambendo, mordiscando. Suas mãos cravaram na minha bunda, amassando, apertando. Colei meu corpo no dele, sentindo seu Pênis duro cavando no meu

ventre. Abracei-o pelo pescoço, gememos e a partir daí as coisas ficaram loucas, realmente loucas. A próxima coisa que eu soube é que fui bruscamente empurrada contra a parede. Leon caiu de joelhos na minha frente e sua língua lambeu minha vagina como seu eu fosse sua sobremesa preferida. Afastei mais minhas pernas e ele passou a chupar meu clitóris duramente. Enfiei as mãos em seus cabelos longos e não demorou muito, gritei convulsionando num orgasmo rápido e alucinante. Ele se levantou e eu tomei seu pau na mão masturbando-o, nossas respirações fortes se misturando com o som da água caindo. O solo da guitarra e depois dos outros instrumentos encheram o ambiente. Eu teria uma nova memória para essa música. Leon fechou os olhos gemendo. Lindo! Não resisti e cai de joelhos diante dele. Cheirei toda a extensão de seu lindo pênis. Ele adora quando faço isso. Passei a lambê-lo da ponta à base. Leon rosnou e puxou meus cabelos da nuca, forçandome abrir a boca para tomá-lo. M eus lábios se esticaram com sua espessura e ele bombeou duro. Relaxei a garganta tomando o máximo dele. Puxou meus cabelos grunhindo, estocando forte. M eus olhos lacrimejaram, mas continuei deixando-o foder minha boca vorazmente. Chupei mais duro, sentindo-o inchar, não demorou

muito gritou rouco e esporrou na minha garganta. M uito sêmen. Jatos grossos. Tentei engolir tudo, mas minha boca ficou cheia, seu esperma vazando pelos cantos dos meus lábios. Olhei para cima. Seus olhos estavam em mim, gemia baixinho, uma expressão fascinada me olhando tomar todo o seu gozo. — Oi . — sussurrou ofegante nos meus lábios quando me puxou para cima. — senti sua falta delizia mia. Não consegui esperar até amanhã. Trabalhei como um louco para estar aqui hoje. Oh! M eu Deus! O que é isso que ele acabou de dizer? Ele sentiu minha falta? Um sorriso bobo tomou meus lábios. — Oi. — lambi os cantos dos lábios e enrubesci. — também senti sua falta. Ele sorriu sexy me beijando lentamente e encostando na parede. Seu Pênis ainda estava duro esfregando no meu ventre. Sua boca desceu para meus seios, lambendo, chupando, mordiscando, segurando-os juntos. Gemi. Riu de novo, me olhando como um predador. Levantou-me pelas nádegas abracei-o com as pernas. Seu pênis sondou minha entrada encharcada e foi afundando devagar. Nossos olhos trancados. Ficamos assim por algum tempo. Ele tirava tudo e voltava girando o quadril, tocando aquele ponto que só ele sabia

encontrar. Choraminguei. Ele puxou meus cabelos da nuca e nossas bocas ficaram juntas e abertas respirando uma na outra, mas sem beijar. — Leon... — gemi. — O que é minha gostosa? — sussurrou ofegante. — o que você quer? Diga. — M ais forte. — grunhi sem me importar com seu olhar presunçoso. Ele tirou tudo, sorriu e bateu dentro de mim forte, profundo. — Assim? — perguntou passando a me comer com estocadas duras. — minha putinha gosta quando sou bruto, não é? — Ohhh... Sim... Deus! — balbuciei, meu corpo sacudindo com suas estocadas fortes, batendo em mim sem trégua até que gritei gozando forte. — Leon... — M inha gostosa! Dio! Tão gostosa... — rosnou metendo mais duro e gozou sem deixar de me olhar. — adoro seus olhos quando gozo gostoso na sua bocetinha. Tão linda. Toda minha... — gemeu nos últimos espasmos do clímax, puxando-me para ele, esticando-me ao máximo em seu pau. Ele gosta de me dominar assim. Empalar-me completamente. Ficamos na mesma posição tentando recuperar a respiração. Seus braços me apertando forte. Saiu de mim

devagar e me firmou no chão. Banhamo-nos em silêncio. — Pedi o jantar para nós no meu quarto. — disse se secando e enrolando uma toalha no quadril. — espero você lá. — me beijou suavemente nos lábios e me deixou no banheiro ainda nua, saciada e muito, muito confusa. Clocks enchia meus ouvidos agora. Ele estava diferente. Quase terno. Na manhã seguinte acordei com uma boca muito macia depositando beijos por toda a minha coluna. Hum... Tão gostoso. — Acorde bela adormecida. — a voz sexy de Leon me fez arregalar os olhos. Estava na sua cama. Havia dormido na cama dele mais uma vez. Uau! Isso definitivamente era um progresso. — seu café chegou. — Hum... — gemi. — Que horas são? — me virei puxando o lençol até o peito. Ele sorriu do meu pudor e puxou o lençol de volta descobrindo meu corpo. — Você tem o corpo mais perfeito que já vi. — disse rouco, seus olhos devorando cada detalhe meu. — nunca o esconda de mim. — tocou meus seios e eu gemi. Ele sorriu presunçoso e se afastou da cama. — Ainda é cedo. Damien está com a babá, você poderia dormir um pouco mais se não tivéssemos uma agenda cheia hoje. — terminou de ajustar a gravada azul. Já estava perfeitamente arrumado. Franzi o cenho e ele explicou:

— existem alguns eventos em que precisamos aparecer juntos a partir da próxima semana. Você precisa se preparar. Comprar um novo guarda roupa, tomar orientações do protocolo real. — meu pânico deve ter transparecido no meu rosto, pois ele acrescentou: — não se preocupe, terá uma assessora que a ajudará em tudo. Tentei ficar feliz em saber que pelo menos agora seríamos vistos como um casal. Eu não seria mais escondida dentro do quarto onde ele apenas me fodia sem sentido. O dia foi realmente corrido, mas consegui me entender bem com Clara, a assessora contratada por Leon. Era uma bela mulher de uns trinta e poucos anos, morena, corpo pequeno. — O príncipe nos deu carta branca para montar seu novo guarda roupa, alteza. — eu já havia pedido a ela que me chamasse apenas Júlia, mas Clara levava as ordens do Príncipe muito a sério. — além disso, tem hora marcada num spa e cabeleireiro amanhã. Eu bufei cansada. Ela arregalou os olhos. É claro, esqueci que as princesas são entediantemente polidas. — Desculpe, escapou. — sorri, ela acabou sorrindo também. Estava experimentando roupas das mais famosas grifes que Leon conseguiu que fossem enviadas

ao Palácio em tempo recorde. Às vezes eu esquecia o que ele era do seu poder e sua influência. — Há os eventos que exigem sobriedade como vestidos lisos com casaquinhos, mas também há os jantares, estreias, bailes e outros do gênero nos quais o mundo vai querer saber qual modelo e qual estilista a princesa de Ardócia estará usando. Esses trajes precisam ser de bom gosto, mas podem e devem valorizar sua beleza. Não tenho dúvidas de que em breve figurará na lista das mais belas princesas. — Obrigada. — disse enquanto Clara me ajudava a sair de um vestido muito extravagante. Esse estava fora. — De nada. O príncipe tem razão. Vossa Alteza é uma mulher lindíssima. Não faremos nada além de realçar sua beleza. — ela revelou. — O príncipe disse isso? — quis saber não evitando um sorriso ridículo se formando no meu rosto. — Si. Ah! Ele também proibiu terminantemente de cortarem ou alterar a cor de seus cabelos. — acrescentou me entregando outro vestido. Bem, parece que meu marido fez muitos elogios a mim, pena que não os fazia diretamente. Parei de tentar entender a mente de Leon e me concentrei em vestir o modelo longo vermelho tomara que caia que Clara me entregou. Apaixonei-me por ele de imediato.

Leon Terminei de arrumar a gravata borboleta no espelho do meu closet e me dirigi ao quarto de Júlia. Hoje seria nossa primeira aparição pública como o novo casal real de Ardócia. Era o baile beneficente anual para crianças com câncer promovido pela fundação que leva o nome de minha mãe, a princesa Antonela. Como sempre fazia parei para dar um beijo de boa noite no mio piccolo. Ele crescia a olhos vistos. Forte, saudável. Júlia fazia questão de amamentá-lo sempre falando da importância do leite materno para o crescimento do bebê. Era uma mãe muito dedicada. Tenho que reconhecer seu mérito. Como era modelo e sempre expôs o corpo perfeito, fiquei realmente surpreso pela sua falta de vaidade em relação aos seios que poderiam sofrer danos com a amamentação. Particularmente não tenho nada a reclamar nesse quesito. Os peitos de Júlia são a coisa mais perfeita que já vi. Cheios, ainda mais agora pela amamentação, redondos e firmes com mamilos rosados. Como eu disse: perfeitos. Só de pensar neles e nas sacanagens que faço com eles meu pau fica prontamente duro. Sacudi a cabeça sorrindo do meu devaneio adolescente. Abri a porta do seu quarto e meu coração perdeu uma batida. Júlia estava parada ali pronta para sair. Sempre a achei a

mulher mais linda que já vi, mas agora, Santo Dio! Eu fiquei mudo. M inha boca se abriu, mas não consegui emitir nenhum som. Ela usava um vestido vermelho longo sem alças. O tecido abraçando os seios deixandoos ainda mais empinados e descia abraçando a cintura fina, envolvendo o quadril arredondado, marcando-o de forma elegante, mas sexy como o inferno. Os cabelos foram arrumados caindo sobre o ombro direito, uma presilha de brilhantes estava presa no lado esquerdo, ajudando a manter o penteado. A franja caía sobre a testa delicada deixando-a com uma aparência de menina. M inha menina. Franzi o cenho para o pensamento e tentei recobrar minha compostura. Pare de comê-la com os olhos, porra! Você é um homem de trinta e três anos, não um adolescente de merda! — Então? — ela girou quase tímida na minha frente, como se não tivesse consciência de sua beleza e do que fazia comigo. Como se não fosse uma modelo acostumada a andar linda e confiante na passarela. — Acho que minha reação diz tudo. Você está perfeita. — as palavras saíram

suaves. Fui recompensado quando os lindos olhos verdes se ampliaram e dilataram me devorando descaradamente como fiz com ela. Não havia fingimento quanto a isso. Éramos atraídos um pelo outro da forma mais carnal e primitiva. Nossos encontros sexuais sempre foram e continuavam sendo explosivos. Nunca experimentei nada parecido com mais ninguém. M eu desejo por ela não diminuía. Pelo contrário aumentou com a intimidade e certa cumplicidade que construímos na cama. Podíamos discordar em todos os lugares, mas na cama sempre nos entendemos maravilhosamente bem. — Você também está ótimo. — disse ruborizando. Eu adoro quando ela cora. E isso é muito frequente. Percebi que é natural dela. É tão sexy e sensual quando está nos meus braços, mas ruboriza como uma adolescente em outros momentos, principalmente quando estamos sozinhos, próximos como agora. — Vamos delizia mia. Ou posso mudar de ideia e arrancar esse vestido do seu corpo, porque por mais que fique linda nele eu ainda prefiro você nua. — suas pupilas dilataram e eu sorri. Sim, sou um bastardo, mas adoro deixá-la em suspenso para depois fazer tudo com ela.

Ainda na Limusine fui avisado por Emir que a imprensa de Ardócia e alguns representantes da imprensa italiana estavam a postos na entrada. Todos esperavam ansiosos para ver aquela que supostamente havia conseguido arrebatar-me. Não era segredo para ninguém que sempre gostei de mulheres, lindas mulheres. M as nunca nenhuma chegou nem perto de me prender. Deviam estar curiosos, loucos para recontar a história cada um a seu modo fantasioso. Criar um verdadeiro conto de fadas. Posamos para as fotos oficiais, sorrimos, acenamos e então tirei Júlia da loucura que havia se transformado depois. Choveram perguntas que eram gritadas. Ela fora bem orientada por Clara, manteve o sorriso no rosto e apenas acenava esquivando-se. Parecia feita para aquilo. Linda, régia como uma verdadeira princesa. Reprimi imediatamente esse pensamento. Não podia ir por esse caminho. Aquilo tudo era uma encenação com data para acabar era bom não esquecer isso. O baile estava acontecendo no clube de golfe do Conde Giácomo Rugieri. Há quase uma hora rodava o salão com Júlia pendurada no meu braço atraindo olhares de cobiça do sexo masculino. M alditos bastardos! Todos comendo minha mulher com os olhos! M aldito vestido! No futuro não deixarei que saia usando nada tão sensual. Paramos

para cumprimentar a Condessa e Júlia pediu licença para ir ao toalete. M eu humor havia mudado com o avançar da noite. Passei de extasiado e encantado para irritado. Por que estou tão irritado? Ela foi perfeita até agora. No fundo eu torcia para que não se encaixasse no meu mundo, cometesse uma gafe atrás da outra, mas Júlia esteve impecável. Está cada vez mais difícil permanecer desprezando-a. Durante a sua ausência, Francesca, a filha mais nova do Conde cercou-me. Trocou um olhar cúmplice com sua mãe e logo fomos deixados a sós. No ano passado comi a vadiazinha algumas vezes. Ela é linda, voluptuosa e até gostosinha na cama, o que me distraiu por um tempo da frustração e da demora em localizar Júlia. Nunca tivemos um relacionamento, nunca aparecemos em público juntos. Era apenas sexo duro do jeito que eu gosto. Foda casual que perdeu totalmente o atrativo quando reencontrei Júlia. Pronto! Lá estava ela de novo nos meus pensamentos. Abri um sorriso charmoso para Francesca. Havíamos feito sexo pela última vez há mais de três meses, mas a garota ainda flertava abertamente comigo em qualquer lugar que nos encontrávamos. Eu levava na esportiva e às vezes flertava de volta. — Então, caro mio? — sussurrou com sua voz mais

sedutora. — não quer ir ao escritório de papai? Lembra como nos divertimos da última vez? — Si me lembrava. Eu a fodi duro e rápido em cima da mesa do Conde. Foi uma loucura absoluta, mas a garota ficou se esfregando em mim a noite toda. Ela queria o que a maioria das mulheres do meu meio quer: ser fodida pelo príncipe. No último ano transei com muitas mulheres. M as na maioria das vezes não foi nem mesmo foda satisfatória. Tudo porque Júlia me enfeitiçou com sua beleza incomparável, seu corpo gostoso e sua submissão sem limites, fazendo todas as minhas vontades na cama. Às vezes só conseguia gozar quando imaginava que era ela embaixo de mim. M aldita boceta! — Não é uma boa ideia, Francesca. — disse retirando as mãos com unhas pintadas de vermelho vivo do meu peito. Ela era muito ousada tocando em mim daquela forma ali onde qualquer um poderia ver. Então, percebi que seus olhos azuis estavam fixos em algo atrás de mim. Seus lábios se curvaram num sorriso de desdém. Virei-me lentamente para encontrar Júlia parada a poucos passos de nós. Seu rosto pálido. Oh! M erda! Ela teria ouvido nossa conversa e o que ela sugeria? Afastei-me completamente da garota oferecida. Júlia veio até nós e cumprimentou a outra com polidez, colocando-se rígida ao meu lado. Não fez contato visual

comigo nenhuma vez mais durante o restante de tempo que ficamos na festa. — Boa noite, eu estou com dor de cabeça. — disse baixinho ainda sem me olhar nos olhos e entrou no seu quarto fechando a porta na minha cara. Dor de cabeça uma ova! Ela estava me punindo por uma indiscrição que nem foi minha. Aquela maldita garota se pendurou em mim como sempre fazia. Entrei no meu quarto e despi-me irritado com a atitude de Júlia. Eu a queria tanto que doía. Andei nu, excitado, encurralado e me servi de uma dose de uísque. Eu não a deixaria se esconder de mim. Vesti um roupão e fui até seu quarto. Ela estava deitada de bruços na cama ainda no vestido da festa. Saltou assim que me viu, limpando os olhos. Ela estava chorando? Senti algo desconfortável dentro de mim com a cena. — Júlia. Podemos conversar? — pedi me aproximando dela que agora estava de pé arisca, tomando distância de mim. — Já disse que estou com dor de cabeça. — disse entre dentes. Sua expressão avisava que estava se contendo para não quebrar algo na minha cabeça. Eu não me explico para mulher nenhuma. Nunca. M as pareceu certo me explicar agora. Eu não quero aquela maldita garota!

— Aquela garota não significa nada para mim. Ela foi... Foi apenas... — Você transou com ela? — cuspiu a pergunta com desprezo nos olhos. Fechei os olhos e suspirei antevendo uma longa conversa. Os abri de novo encarando-a. — Si. — admiti — mas nunca foi nada sério. — Você esteve com ela depois que... Cheguei? — seus olhos estavam cravados em mim soltando faíscas. — Não, Dio! Não estive com ela nem com qualquer outra depois que nos reencontramos. — disse suave me aproximando devagar, ela permaneceu no lugar, parei quase colando nossos corpos. — eu quero você. — acariciei seu rosto, deslizando minhas mãos para sua nuca trazendo sua boca carnuda para a minha. — Só você delizia mia. — sussurrei contra seus lábios. Suspirou, a luta a abandonando e seu corpo relaxou contra o meu. Beijei-a devagar, excitando-a, mostrando o quanto a queria. Seus braços subiram para o meu pescoço, sem parar de beijá-la a levantei nos braços e a levei para a minha cama. Foi diferente dessa vez. A despi devagar, reverenciando seu corpo perfeito. A tomei com delicadeza, gozamos juntos, nos olhando nos olhos, nos beijando devagar. Eu nunca havia feito amor antes. Era sempre sexo puro, bruto, intenso, mas isso

que fizemos agora não cabia mais nessa categoria. Júlia se aconchegou à mim como uma gatinha manhosa, saciada. Eu a mantive junto a mim, beijei seus cabelos e sussurrei: — durma Perla mia. — Senti seu sorriso no meu peito e pouco depois ela havia adormecido. Sentiame relaxado, feliz e não demorei a adormecer com ela nos braços. Um padrão se desenvolveu depois daquela noite. Ainda éramos intensos na cama, mas havia algo mais: sentimentos. Estava cada vez mais claro que Júlia estava apaixonada por mim. Seus olhos incríveis me diziam cada vez que me olhava, cada vez que me movia dentro dela. Naquela manhã, havíamos feito sexo bruto, alucinante como gostávamos. Ainda estava deitado sobre seu corpo, enterrado dentro dela, nossos olhos cravados um no outro. Suas mãos acariciaram meu rosto, seus olhos se iluminando lindamente. — Eu te amo, Leon. — sussurrou com voz embargada. M eu corpo ficou tenso imediatamente. Seus olhos se alargaram como se percebesse só agora o que tinha deixado escapar. Saí de dentro dela bruscamente e levantei-me. Ela permaneceu na mesma posição como se congelada, chocada, depois puxou o lençol sobre o corpo. — Vou tomar uma ducha. — disse mais seco do que

gostaria. Oh M erda! Aconteceu o que eu temia. Isso não é um maldito conto de fadas! Ela não é minha verdadeira princesa. Fiquei embaixo do chuveiro por um tempo que não sei dizer. Quando saí, ela já não estava. Ótimo! Não posso ter essa conversa agora. Capítulo 6 Leon Desde as nove horas Helena esteve me passando a agenda do palácio e dos vinhedos para o próximo mês falando entusiasmada, incrementando minhas aparições com suas ótimas ideias. Ela é uma excelente profissional, perfeccionista e séria. Confio plenamente em sua capacidade. Entretanto, na última meia hora eu divaguei. M inha cabeça ficava repetindo a cena de hoje cedo na minha cama. Júlia me olhando com os aqueles olhos incríveis e emocionados dizendo-me que me amava. Eu a quero. Quero continuar tendo sexo com ela, mas não posso entrar nessa de felizes para sempre. Nosso acordo é de um ano e assim será. Tenho que admitir que nunca tive nenhuma outra mulher tão intensa, apaixonada e gostosa na cama, mas não podemos ter nada além de sexo. — O que há com você? Está inquieto, sem concentração. — a voz de Helena me tirou do meu conflito interno.

— Não é nada. A agenda está perfeita como sempre caríssima. Está aprovada. — consegui dizer sem muita convicção. — Eu acho que você não ouviu nem metade das coisas que falei, Leon. — seus olhos me examinaram preocupados. — está com algum problema? Conte-me caro mio. M eu único problema se chama Júlia Smith. M aldita hora em que fui ao Brasil confrontá-la. Ela e sua maldita boceta viciante. É por isso que estou nesse dilema agora. Eu só quero sexo, mas ela quer um maldito conto de fadas! M ulheres... Por que é tão difícil para elas curtir sem compromisso enquanto der e depois partir para outra? Dio! M as a verdade é que no ano em que estive longe dela nunca encontrei outra nem perto de me satisfazer como ela faz. Que porra de feitiço aquela mulher colocou em mim? Eu não a quero permanentemente porra! Eu posso sair a hora que eu

quiser. Ela e sua boceta perfeita não me governam! Ela não importa nada para mim! Nunca vai importar! Nunca! — Leon? — a voz de Helena me trouxe de volta de novo. — Hum? Pode repetir a última parte Helena? Naquele momento Júlia adentrou o escritório como se invocada por meus pensamentos caóticos. Foda-se se ela não era a porra da coisa mais linda que já vi. M eu pau simplesmente enlouquece quando ela está por perto. M aldito traidor. Eu odeio me sentir assim a mercê dela e de sua boceta viciante. — Você não costuma bater antes de entrar? — minha voz soou um tanto ríspida. Seu rosto ficou tenso, mas ela andou até à frente da minha mesa. — Podemos falar? — sua voz soou ligeiramente trêmula e desviou o olhar para Helena que estava sentada em uma das cadeiras. — em particular? — Não tenho segredos para Helena. — informei. Eu estava irritado mais comigo do que com ela por ter perdido totalmente o controle da situação. Eu era o responsável por ela estar fantasiando a nosso respeito. Querendo algo que nunca poderia dar -lhe. — Estive pensando. Gostaria de dar uma olhada nessas evidências que foram reunidas contra mim a

respeito de Damien. Eu vou provar minha inocência a você, Leon. Eu preci... — Por que isso agora, Júlia? — a cortei duro. — o que está nessa cabecinha? O que pensa que vai conseguir com isso? Ficar permanentemente no cargo de princesa, talvez? — seus olhos brilharam, se encheram de lágrimas e ela piscou para contê-las. Havia chegado a hora da verdade. Não haveria mais mal entendidos dali para frente. Dei o golpe final: — nosso acordo ainda será dissolvido ao final de um ano. M as não se preocupe, serei generoso. Afinal é mãe do meu filho. Não vou esquecer disso. — M as você disse... fez coisas que me levaram a pensar que... — desviou o olhar para Helena mais uma vez nervosa e desconfortável. — Os homens tendem a dizer qualquer coisa quando estão dentro de um corpo quente e gostoso, Júlia. — ela empalideceu e levou a mão à boca, mas não conteve um gemido estrangulado. Helena parecia tão chocada quanto ela, pois se levantou aproximando-se dela. Júlia recuou, lágrimas caindo pela face e tropeçou para fora da sala sem me olhar de novo. — Per amore di Dio!32 O que você acabou de fazer? Estas foram sem sombra de dúvidas as palavras mais cruéis que já ouvi saírem da sua boca. Santo cielo!

Nenhuma mulher merece ser tratada dessa forma. — Helena olhou-me como se eu fosse o inseto mais baixo. — por que isso, Leon? Você não está conseguindo mais, não é? — O que não estou conseguindo Helena? — cuspi irritado. Eu fui um bastardo cruel, sabia disso. M as era preciso. Ela não pode ter esperanças de algo mais entre nós. — Odiá-la, desprezá-la. — ela disse seu olhar se suavizando um pouco. — eu também não consigo mais. Já parou para pensar alguma vez sequer que algo não bate nessa história, Leon? Júlia... Ela não se encaixa no perfil delineado pelo dossiê apresentado a você. Ela é doce, amorosa. Ninguém consegue ser uma atriz tão boa o tempo todo. — O que é isso? Tornou-se defensora dela agora? — Não. Eu só acho que... Eu a tenho observado de perto Leon. É uma mãe maravilhosa... — Oh! Ela tocou no seu ponto fraco, não foi? — a cortei brusco. Helena havia sido abandonada pela mãe aos dez anos. Seu pai, um conde de Ardócia e primo de meu tio se descontrolou completamente depois disso. Faleceu três anos depois num acidente de carro no Principado de M ônaco, onde vivia a maior parte do tempo torrando sua fortuna com jogos, bebida e

mulheres. Helena fora trazida para viver no palácio e havia se tornado uma irmã para mim e Damien desde então. — Não seja um bastardo comigo também, Leon. — seus lindos olhos cor de uísque me fulminaram. — Você não tem percebido que Júlia tem desempenhado um papel além do esperado? Que está sempre ansiosa para agradar você? Sabia que ela lê para as crianças do orfanato todas as tardes de quarta-feira? Sabia que ela tem se encontrado com um grupo de mães solteiras para apoiá-las na abertura de mais creches para atender seus filhos? Eu mesma a tratei mal no início. — ela suspirou e sentou-se novamente. — mas ela pode estar certa. Júlia pode ser inocente. — fez uma pausa dramática e disse baixinho num tom estranho, quase emocionado: — quer saber o que penso? Você não quer admitir, mas você se apaixonou por ela. É por isso que está aí todo irritado querendo puni-la por isso. — eu bufei desdenhoso e ela continuou: — ela não o conhece e pode acreditar nesse showzinho que acabou de dar, mas eu o conheço como ninguém. Nunca vi você olhar para nenhuma mulher como olha para ela. Seus olhos se iluminam de uma forma tão especial, suave. Você a observa como um adolescente deslumbrado. Você... — Chega! Agradeço sua análise perfeita da situação,

mas você já pode sair Helena. — minha voz pingou sarcasmo cortando-a e voltei a encarar a tela do notebook, dispensando-a. Ela levantou-se irritada e deixou a sala também. No final da tarde eu ainda estava com as palavras de Júlia me queimando por dentro. Ela parecia muito segura e convicta em provar-me sua inocência. Será? Não, os agentes que fizeram a investigação eram todos altamente preparados e respeitados. Ela estava tentando me confundir. Eu não cairia nessa. Ela quer foder com a minha cabeça agora, uma vez que meu corpo já está sob seu domínio. Júlia Duas semanas se passaram, nas quais eu e Leon nos evitamos mutuamente, onde eu chegava ele se retirava sutilmente e vice e versa. Intensifiquei minhas visitas a orfanatos, hospitais e à Universidade. Qualquer coisa era bem-vinda para me distrair do meu inferno pessoal. As palavras cruéis proferidas naquele escritório ainda queimavam nítidas na minha mente. Nada havia mudado da parte dele. Era tudo sexo. Como pude ser tão estúpida e interpretar sua sedução erroneamente? M eu telefone tocou assim que deitei na cama, sorri ao ver o visor. Era Kênia, minha amiga querida. — Que cretino! — bufou quando contei como

estava a situação entre nós. — esse babaca não a merece Ju. — É eu sei, mas não posso deixá-lo. O maldito contrato nupcial me obriga a cumprir o período de um ano. Além disso, não quero que meu filho seja apontado pela imprensa como o filho bastardo do príncipe. — gemi desanimada. — Esse cara tramou direitinho para ter você à mercê dele. Eu o odeio. — suspirou dramaticamente. — pena ele ser tão malditamente lindo. — Não pude deixar de sorrir com seu tom. Ela como todas as mulheres não era imune aos óbvios encantos de Leon. — Sim, é realmente uma pena, estou com tanta saudade de você amiga. Eu te amo, sabia disso? — disse sentindo meu peito apertar. — Também te amo, sua vadia linda! — sorri de novo. Ela estava tentando me animar. Essa era a Kênia e seu alto astral. — Deus! Eu posso ser guilhotinada por chamá-la de vadia? Apesar de tudo é uma princesa agora. — Acho que dizer isso em público seria muito ruim. Talvez eu faça uma intervenção e você vá apenas para a masmorra... — e caímos na gargalhada. Ela conseguiu. Fez-me sorrir. Eu realmente a amo. Conversamos por horas e já estava me sentindo menos miserável.

— As coisas estão realmente muito loucas aqui, Ju. M as em breve terei uma folga de verdade. Prometo que irei conhecer meu afilhado lindo. — ela parou e acrescentou: — e chutar a bunda do pai dele, igualmente lindo. Ri de novo. Despedi-me e me aconcheguei entre os lençóis com o coração mais leve depois de falar com alguém que realmente me amava. M inha mãe quase não ligava. Ela detestava Leon. O acusava de interromper minha promissora carreira como modelo me engravidando. Se ela soubesse toda a extensão da nossa ligação, seria pior. Colocaria a boca no trombone, chamaria a imprensa. Era assim que Laura Fontana funcionava. M inha mãe era muito independente, esse foi um dos motivos que a fez se separar do meu pai. M eu pai também tinha sua cota de culpa. Sempre dedicou a maior parte de seu tempo ao trabalho. Até hoje é difícil entender como duas pessoas tão diferentes se apaixonaram e conviveram por tanto tempo. O casamento durou dez anos. Eles se conheceram no

carnaval do Rio. Ela, modelo despontando para o sucesso. Ele, recém-formado em férias no Brasil. M eu pai nunca precisou realmente ralar em sua carreira. Sua família é de classe média alta, mas ele ama História e acabou se tornando um profissional respeitadíssimo em sua área. Não temos tanto convívio como gostaria, mas eu o amo. Eu amo os dois com todas as suas falhas. Não sei dizer exatamente o que deu errado entre eles, pois me lembro de sentir claramente o amor dos dois quando era pequena. Acho que às vezes só o amor não é suficiente. M eu telefone tocou ainda cedo, me sentia cansada, tive um sono agitado. Eu sentia falta de Leon, da cama dele, do cheiro dele, de estar em seus braços. O amor é mesmo uma bela porcaria! — Alô. — minha voz saiu baixa e rouca do sono. — Oi. — a voz rica de Leon encheu meus ouvidos e me teve desperta imediatamente. — desculpe, eu acordei você. — Não, eu hum... Já havia acordado. — tentei manter minha voz estável. — Bom. Eu só liguei para avisar que haverá outro evento de caridade em que precisaremos comparecer hoje à noite. Não precisamos ficar muito tempo, apenas marcaremos presença por uma hora mais ou menos. — fez uma pausa, sua voz tensa. — posso contar com

você? — Sim, claro. — qualquer esperança que tenha surgido ao ouvir sua voz murchou rapidamente. — a que horas devo estar pronta? — O motorista a levará até lá às oito e meia. O evento é no Palazzo Hotel. Estarei esperando lá. — disse com voz neutra. — até a noite, Júlia. — Até a noite, Leon. — eu respondi, mas ele já havia desligado. Cai contra os travesseiros de novo. Eu poderia ser mais patética? Ele obviamente já teve todo o sexo que queria de mim. Era esse o modus operandi dos playboys como ele. Não toleravam mulheres pegajosas. Nunca vou esquecer a expressão em seu rosto quando deixei escapar que o amava. Era de puro de terror. E a forma como me humilhou depois... Passei a manhã com Ricardo passeando na praia privativa. À tarde me submeti a mais uma sessão de tortura para estar à altura de ser vista com sua alteza real. O motorista estacionou em frente ao Palazzo Hotel e em seguida veio abrir minha porta. Coloquei o pé para fora com minhas sandálias altíssimas. Engasguei quando uma mão grande e bem cuidada surgiu na minha frente. Não precisei olhar para cima para ver a quem pertencia: Leon. Aceitei sua mão e sai do carro. M uitos fotógrafos

estavam na entrada. Estremeci e fiquei tensa quando ele enlaçou minha cintura e me girou diretamente para as câmeras. Se houvesse um Oscar para sorriso falso, nós brigaríamos pau a pau pela estatueta. Os minutos pareceram intermináveis, então finalmente Leon me conduziu pelo tapete vermelho até o hall do luxuoso Hotel, que ficava na parte cosmopolita da ilha. Não trocamos nenhuma palavra, nem nos olhamos. Éramos dois estranhos, como se nunca tivéssemos partilhado tantos momentos de intimidade. Como se não conhecêssemos cada centímetro do corpo do outro. Aguentei estoicamente, andando pendurada no seu braço, sorrindo como se a vida fosse perfeita. Como se ele não tivesse pisado no meu coração e na minha dignidade de forma tão cruel dias antes. Helena chegou meia hora depois de nós. Estava sozinha, mas andava altiva, confiante. Claro, nascera naquele ambiente. Havíamos nos esbarrado algumas vezes depois da cena humilhante a que Leon me submeteu em sua presença. Fiquei intrigada com a simpatia que percebi em seu olhar. Pouco depois meu mal-estar estava completo. Francesca Rugiere adentrou o salão no braço do velho Conde Rugieri. Usava um vestido azul claro curtíssimo. M esmo assim meu sorriso não escorregou. M antive-me firme. Percebi que Leon estava tenso, já estava no seu

terceiro copo de uísque. Nunca o vi beber assim em público. Quando os leilões começaram fomos para nossas mesas. Informei a Leon e Helena que iria ao toalete primeiro. — Tá na cara que essa garota brasileira não o faz feliz. Você viu? Ele mal olha para ela. Leon ainda não se livrou dela por causa da criança. — ouvi a voz insuportável da vadia Rugieri assim que entrei no compartimento reservado. — Não vai demorar e estaremos juntos de novo. Ontem foi jantar conosco em casa a convite de papai. Eu sei do que Leon gosta. Ele jamais me recusou. Não gosta de se sentir preso. É livre assim como eu. Eu vou tê-lo hoje. — Ele ainda é casado, Francesca. — ouvi outra voz claramente divertida. As duas vadias sabiam que eu estava ali. Haviam me seguido. — Isso não me impedirá de tê-lo. Leon sempre foi louco pelo sexo que fazemos. Nunca nos importamos com nada além de prazer. É disso que ele gosta: sexo sem compromisso. Eu vou dar isso à ele. — as duas gargalharam e fez-se silêncio segundos depois. Fiquei ali me escondendo como uma covarde por um tempo que não soube dizer. Eu não podia sequer colocar aquela vadia em seu lugar, por uma razão muito simples: Leon não era e nunca seria meu. Eu odiava ter que ouvir tudo

aquilo da vadia que ele fodeu enquanto eu estava grávida do filho dele. Bastardo! — Júlia, você ainda está aí dentro? — ouvi a voz preocupada de Helena. Oh Deus! Era só o que faltava. Ela me ver humilhada mais uma vez.

— Eu, hum... Não estou muito bem. Acho que vou para casa. — passei direto por ela indo lavar as mãos. — você pode avisar Leon para mim? — Infelizmente eu também ouvi aquela cadela. Vi as duas seguindo-a até aqui. — Helena parecia realmente chateada. Seria por mim ou por ela própria, já que claramente o amava também? Seus olhos exóticos me examinaram suavizando-se. — Sei que não tivemos um bom começo, mas quer um conselho? Volte pra lá e fique do lado de Leon. As coisas podem estar meio estranhas entre vocês, mas há algo que a vadiazinha não pode mudar: ele é seu marido. Eu a encarei totalmente muda. A olhei nos olhos. Ela sustentou meu olhar não vacilando um segundo. Qual era o jogo dela afinal? Perguntei-me, mas ela parecia serena como sempre. Bom, pelo menos ela não se esfrega descaradamente em Leon como a vadia Rugieri. — Obrigada, eu acho. — minha voz saiu incerta. Ela sorriu e seu rosto se iluminou como se soubesse de alguma informação privilegiada que eu ainda não sabia e deixou o banheiro. Helena pode ter razão. Leon ainda é meu marido e nenhuma vaca vai assediá-lo na minha cara. Dei a mim mesma, algumas palavras de incentivo e saí determinada. M as ele não estava mais na mesa. O leilão ainda estava em andamento. Passei os olhos pelas

mesas, não havia sinal dele. — Está procurando o príncipe? Acho que ele foi por ali. — disse uma morena exuberante. Reconheci a voz de imediato. Era a amiga que estava com a cadela no banheiro. Nem me dei ao trabalho de agradecer, segui pelo corredor que ela me indicou. Saí num jardim de inverno. A luz estava baixa, quase não dava para ver nada, mas um movimento chamou minha intenção e eu gelei, meu sangue foi drenado do corpo e meu intestino se revolveu com a imagem que surgiu diante de mim: Leon beijando Francesca Rugieri como se sua vida dependesse disso. Ele a tinha presa contra a parede. O vestido minúsculo dela levantado de forma indecente. Suas pernas o envolvendo. — Oh! M eu Deus! — minha voz saiu num soluço, estrangulada. M eu peito doendo absurdamente. Capítulo 7 Leon Eu ouvi um soluço, um barulho atrás de mim e me desvencilhei de Francesca bruscamente. Ela me largou relutante. Virei-me ajeitando meu smoking e congelei porque parada ali na semiescuridão estava Júlia. Oh! M erda! Os olhos de esmeralda brilhavam de lágrimas. Oh! Porra! O que foi que eu fiz? Olhei para Francesca. Seu vestido minúsculo ainda estava levantado, seus

olhos estavam em Júlia, um sorriso arrogante, vitorioso no rosto. —Júlia... Isso não é o que parece. — a frase soou uma merda até para os meus ouvidos. Ela andou até mim. Seu lindo rosto transformado num caleidoscópio de emoções: ódio, desprezo, mágoa e... Decepção. Ela parecia quebrada. — Você venceu Leon. — disse baixinho e as lágrimas desceram pela sua face. — você não quer meu amor. Eu realmente te odeio agora. Cansei disso. Pensei que você já tinha me humilhado o bastante, mas vejo que não. — inalou o ar bruscamente, seu corpo todo trêmulo. — Eu. Odeio. Você. — a expressão dos olhos dela quando disse isso fez meu sangue gelar. — Eu... Eu estou indo embora. — sua voz vacilou no final. Olhou de mim para Francesca, para mim novamente, seus olhos transbordaram de lágrimas de novo e saiu apressada sumindo no corredor. — Leon, caro mio... Virei-me para aquela garota oferecida do caralho e rosnei enfurecido: — Suma da minha frente! — ela ainda tentou se aproximar de mim. — Saia, porra! Ela ajeitou seu vestido, me olhou mais vez e saiu também. Eu fechei os olhos e passei as mãos pelo meu

rosto. Dio! O que foi tudo isso? Que porra acabei de fazer? Eu estava me sentindo meio tonto no salão fechado. Claro, eu tinha virado rapidamente três copos de uísque como um maldito alcoólatra. Estava tão difícil ficar perto de Júlia. Eu passei duas semanas de merda sem tê-la em meus braços e sentir seu cheiro, seu corpo tão perto de mim, mas tão longe ao mesmo tempo me deixou no limite. Eu peguei um copo d’água com o garçom e vim me refugiar aqui. Francesa apareceu logo depois insinuante como sempre. M eu cérebro embotado pelo álcool me fez querer provar que eu não sou um completo estúpido comandado por uma boceta. Então ela me beijou e eu retribui, louco para senti alguma faísca, qualquer coisa que me fizesse ter esperanças de não estar apaixonado por Júlia, a última mulher no mundo que eu poderia amar. Não senti nada. M as a garota se agarrou em mim como uma maldita sanguessuga. A empurrei contra a parede, tentando desesperadamente sentir alguma coisa e realmente a

beijei. Foi aí que ouvi o barulho... Dio! Júlia viu aquilo. Ela acha que a traí. Eu nunca quis isso... Estava apenas... Não sei o que estava fazendo. Foi uma maldita estupidez comandada pelo álcool. Dio! Isso tudo é tão fodido! Sua expressão de dor quando disse que me odiava e que estava indo embora se fixou na minha mente. Eu parei um segundo. O tom de voz... O tom de voz quebrado, arrasado, definitivo. Cristo! A compreensão afundou em mim. Ela não está indo apenas para o palácio. Júlia está indo embora. Oh! Porra! Ela está me deixando. Não! Ela não pode ir. Eu preciso me explicar. Dizer tudo à ela. Soltei um gemido angustiado, então saí do meu torpor e comecei a correr, realmente correr para minha mulher. Eu espero que ela me perdoe pela minha estupidez, porque não posso mais mentir para mim mesmo. Não posso perdê-la. Foda-se! Eu a amo! Oh! Dio mio! Eu a amo! Eu a amo! Só a ela. Passei pelo hall e saí no tapete vermelho, escorreguei quase caindo à frente do hotel. Vasculhei de um lado, do outro, nada de Júlia. Alfredo, meu motorista veio até mim,

solícito. — A princesa. — falei rápido e ofegante. — Júlia saiu há alguns minutos do hotel. Você a viu? — Não senhor. Sinto muito. Fui à copa tomar um café. — disse envergonhado e preocupado. Ele não tinha culpa de nada. Eu, somente eu sou o culpado de tudo! — Busque o carro. Rápido! — rosnei sacando meu telefone do bolso. Disquei seu número. Foi direto para a caixa de mensagem. Redisquei de novo e de novo. Nada. Uma angústia sem tamanho começou invadir meu peito. Alfredo não demorou muito. Entrei no carro antes mesmo que parasse totalmente, alguns paparazzi já começavam disparar suas câmeras em mim. M alditos abutres! Andamos por vinte minutos e finalmente entramos na avenida principal. M as o trânsito estava estranhamente lento. Perdemos mais uns vinte minutos. — Por que diabos o trânsito está tão lento? — lati já sem a menor compostura. Devia ter vindo de helicóptero. — Alteza, parece que há um acidente logo ali à frente. Há apenas um dos lados da pista liberado. — ele informou numa voz tensa. M eu telefone tocou. Era Emir. Atendi já saindo do carro para dar uma olhada no congestionamento à frente. Era muito grande. M ais à frente havia uma ambulância e uma multidão de pessoas.

O acidente parecia grave. — Si Emir. — disse impaciente quando atendi. — Senhor. — sua voz soou num tom que me deu arrepios. Fez uma longa pausa e continuou: — a princesa... — sua voz falhou. — o taxi onde ela estava sofreu um acidente. Um grave acidente, alteza. — suas palavras me gelaram até os ossos. Abaixei o telefone da orelha e segui o resto do caminho, porque eu sabia. Algo me dizia que era ela lá na frente. Eu queria correr, mas minhas pernas estavam instáveis. Um medo que nunca senti antes se apossou de cada célula do meu corpo. Eu não posso perdê-la. Eu tenho que dizer a ela. Andei como se flutuasse. Pessoas se afastavam com expressões de horror e pesar para que eu passasse. Quando cheguei ao centro do grande círculo, meu coração sofreu um grande baque. Ali, no asfalto estava Júlia. Seu corpo deitado, ensanguentado, quase irreconhecível. O sangue... Oh! Dio santo! Tanto sangue! Eu soltei um gemido agudo e caí de joelhos, minhas mãos puxando meus cabelos com força. Uma dor lancinante me rasgando por dentro. M eus olhos arderam e então fiz algo que há muito, muito tempo não fazia. Eu... Chorei, meu corpo todo se sacudindo com meus soluços. Uma miríade de emoções: dor, amor, pesar e, principalmente culpa caindo sobre mim. Eu pensei que

fosse desmaiar pela dor que sentia no peito. — Salvem-na! Salvem-na! — berrei a plenos pulmões para os paramédicos que a atendiam. — Júlia! Amore mio! 33 Não! — fiquei lá repetindo as mesmas coisas, minha voz já rouca de tanto gritar. Então, eles a levantaram e colocaram rápido na ambulância. Senti mãos gentis nos meus ombros. — Júlia... — minha voz era apenas um chiado agora. — Vamos, Leon. Vou com você para o hospital, caro mio. — A voz suave e trêmula de Helena encheu meus ouvidos. — Eu vou com ela. — eu disse me levantando meio cambaleando. — Você não está em condições. Júlia está sendo atendida lá dentro. — naquele exato momento a ambulância saiu a toda velocidade com a sirene ligada. — venha comigo para o carro. — pediu suavemente. Eu me apoiei nela e fui para o carro. Eu não via nada na minha frente. Tudo passou num borrão. Estávamos há mais de duas horas aguardando numa sala privada. Eu alternei entre momentos de choro desesperado e de quietude absoluta. Eu estava nesse último agora, sentado no chão, encostado na parede, meus joelhos puxados para o meu peito. Helena desistiu de falar comigo, uma vez que eu não respondia. Encarei um ponto fixo na parede branca à minha frente e olhei.

Eu não enxergava nada, na verdade. M inha vida passava na minha frente agora como um filme em preto e branco. Imagens de Júlia. Linda! Tão linda. Tudo que eu fiz. Tudo que eu disse. A última imagem... Seu corpo quebrado. Eu a quebrei completamente. Eu fiz isso. Porra! Eu sou um bastardo maldito! Eu deveria estar lá dentro no lugar dela! M ais lágrimas desceram pela minha face. Eu não emitia mais nenhum som, apenas as lágrimas silenciosas. Lágrimas por tudo que eu poderia estar perdendo agora, enquanto ela lutava lá dentro entre a vida e a morte. Lágrimas, porque fui covarde demais e nunca a deixei saber o quanto a amo. Há uma hora um dos médicos que a estava operando veio até nós. O quadro dela é muito grave. Teve uma forte pancada na cabeça. Eles estão tentando drenar o sangue do cérebro. Quebrou duas costelas e o pulso direito. Emir e Helena também estavam na sala, meu tio estava em uma viagem para a China. Não sei como ele reagiria. Ele já ama Júlia e ela também parecia retribuir seu carinho. M ais lágrimas desceram. — Leon, precisamos avisar os pais dela. — a voz de Helena me tirou do meu casulo. Oh, Dio! A mãe dela me detesta. Com razão. Eu mesmo me odeio nesse momento. Não conhecia o seu pai ainda. Não me sentia

bem para encarar nenhum deles sabendo que eu persegui e destruí sua única filha. — Você pode fazer isso, cara? — levei minhas mãos ao meu rosto, cansado, envergonhado da minha covardia. — eu... Eu não consigo falar com eles nesse momento. Não quando eu... Eu sou o culpado... Eu sou... — Shhhhh. — suas mãos desceram para meus ombros, acalmando-me. — farei isso, caro mio. Fique firme. Vai ficar tudo bem. — então ela sentou-se ao meu lado e me embalou. Apoiei a cabeça em seu ombro. — Eu a amo. — disse baixinho. — eu estava indo dizer isso a ela. — Eu sei. A primeira vez que o vi olhando para ela eu soube. — a voz suave de Helena foi tão triste quanto a minha. — Dio! Eu a magoei tanto... — engasguei com mais lágrimas. — Reveja aquele dossiê sobre ela, Leon. Faça uma nova investigação. Você deve isso à ela. Júlia não pode ser a pessoa que destruiu Damien. — Helena disse baixinho, beijando minha cabeça como se eu fosse uma criança que tinha feito travessura. Eu apenas assenti, me sentindo fraco e impotente demais até para falar. Júlia saiu da sala de cirurgia quase cinco horas

depois. Eu estava a ponto de invadir a sala e exigir que eles me dissessem por que estavam demorando tanto. Porém, quando o cirurgião chefe veio até mim e me levou até o quarto dela, eu entendi a dimensão de tudo. — Cristo! Não! — gemi ao me aproximar da cama. M inha Júlia... M inha linda menina... Seu rosto perfeito estava completamente cheio de hematomas. Sua cabeça... Eu sufoquei um soluço. Oh! Dio mio! Eles haviam raspado todo o seu lindo cabelo. Seus olhos estavam meio abertos. Eu enterrei as mãos nos meus cabelos. O desespero tomando conta de mim. Queria tanto tocá-la, mas eu não tinha ideia do que fazer. Eu fiz isso com ela. Eu a quebrei. Senti-me sufocando com a visão do seu corpo brutalmente machucado. — ela está... — Ela está em coma, senhor. — o médico informou com voz cautelosa. — seus olhos parecem abertos por causa do inchaço no cérebro. Ela chegou aqui já inconsciente. Precisamos esperar pelos próximos dois dias. Se reagir, poderemos deixar que respire sem aparelhos. Agora precisará deles, pois teve duas paradas cardíacas na sala de cirurgia. Uma enfermeira virá checála a cada meia hora. — o médico falou mais alguma coisa e saiu, eu já não o ouvia. Caí de joelhos e chorei de novo. Rezando. Não sou um homem religioso, mas eu pedi,

implorei para Deus não tirá-la de mim. Fiz todos os tipos de promessa imagináveis. Eu faria tudo e qualquer coisa para ela voltar pra mim. Dio! Era tudo tão injusto! Porra! Eu merecia estar ali naquela cama não minha linda menina. Júlia conseguiu passar das quarenta e oito horas tão críticas e agora respira sem aparelhos. Eu não deixei mais seu quarto desde que o médico havia me levado lá. Eu queria estar lá quando ela abrisse os olhos de novo. M as os dias foram passando, passando e nada. Seus olhos estavam agora totalmente fechados, o inchaço do cérebro havia cedido. Os médicos disseram que isso era um bom sinal. Passou-se uma semana e o cirurgião chefe aconselhou transferi-la para um hospital especializado em traumatismo craniano em Nova Iorque. Parece que havia pesquisas recentes e testes realizados com pacientes na mesma situação de Júlia que tiveram ótimos resultados. Emir providenciou uma UTI móvel para ao jato e a levamos. Passou-se outra semana e ainda nenhum sinal de que ela iria acordar. Que ela iria voltar para mim. Helena chegou hoje com Damien. Mio piccolo. Dio! Eu tirei sua mãe dele. Tão dependente ainda. Fez seis meses ontem e Júlia perdeu isso. Ela ama comemorar cada aniversário dele. Tão amorosa mia

principessa. Acariciei seu rosto que já estava mais parecido com ela. Os hematomas haviam sumido quase por completo. Seus cabelos começavam a crescer de novo. Eu ainda os veria como eu amava. Longos, loiros, brilhantes, perfeitos. — Dio mio! Você precisa se cuidar, Leon. — Helena chutou minha bunda assim que entrou no quarto com Damien nos braços. — você quer ficar doente também? Damien precisa do pai dele. — a beijei e trouxe mio bambino34 sorridente para meus braços. O abracei forte. Lágrimas vieram a meus olhos. Eu estava assim desde o acidente. Qualquer coisa me fazia chorar. Havia me transformado numa maldita mulherzinha. — você está muito magro, caro mio. A imprensa tem mostrado fotos irreconhecíveis suas... — Eu não dou a mínima para a imprensa, Helena. — minha voz saiu dura. — eu só quero minha mulher de volta. Eu preciso consertar tudo que fiz de ruim para ela. — Eu sei. — sua voz foi mais suave. — mas você tem se descuidado. Precisa se alimentar direito. Faça isso, por favor. — seus olhos de uísque me fixaram com lágrimas não derramadas. — faça isso por Damien. Ele precisa de você forte para suportar a ausência de sua mãe. — engoli em seco. Ela tinha toda a razão. Eu me tranquei ali no quarto com Júlia e esqueci até do meu

próprio filho. — Farei isso, cara mia. Prometo. — ela assentiu e veio me abraçar corretamente. Eu a amo tanto. M inha irmãzinha. M ais duas semanas se passaram. Helena e Damien estavam em meu apartamento em frente ao Central Park no edifício onde ficam meus escritórios. A chegada dela e de meu filho me deu novo alento. Ela tem estado atenta à minha alimentação. M eu tio havia passado três dias comigo. Ficou muito abalado com o estado de Júlia. Ainda bem que não a viu quando saiu da cirurgia. Aquela imagem ainda queima em meus olhos quando me deito à noite. M andei instalarem uma cama ao lado da dela. Não a deixo para nada. M eus negócios estão sem mim há um mês. Os pais de Júlia também vieram visitá-la. Laura chegou no dia seguinte ao acidente e não saiu mais do lado dela. No início brigávamos pelo posto, mas depois acabamos nos suportando e não brigamos mais. O professor Philip chegou um dia depois de Laura e permaneceu por uma semana, depois voltou a Cambridge, mas tem ligado todos os dias. Sua melhor amiga Kênia também esteve em Ardócia na primeira semana e me chutou a bunda. Helena teve que tirá-la de perto de mim ou teria arrancado minha cabeça. Suspeito

que ela saiba de toda a história entre Júlia e eu, pois gritou na minha cara todo o seu ódio. Esteve aqui em Nova Iorque na semana passada, estava mais calma e me olhou com certo pesar quando foi embora. Ela deve ter ficado tão assustada quanto Helena ao me ver. Sou apenas uma casca do homem que fui antes. Perdi seis quilos e minha barba estava enorme. Helena me fez me barbear e arrumar os cabelos que agora estavam mais compridos. Hoje vou falar com a imprensa pela primeira vez depois do acidente. Histórias fantasiosas têm veiculado. Além de fotos minhas e de Júlia, ambos quebrados. Júlia no asfalto sendo atendida pelos paramédicos. Eu chorando do seu lado. Eu magro e descabelado embarcando em Ardócia e descendo do jato nos Estados Unidos. M alditos abutres! Não respeitam a dor e a privacidade de ninguém. Helena me convenceu a dar essa entrevista à imprensa de Ardócia e Itália. A direção do hospital organizou uma sala para recebê-los. Sentei-me na cadeira que Helena me indicou atrás da grande mesa e encarei uma pequena multidão de repórteres. Flashes espocaram em meu rosto. Eu não consegui sorrir. Apenas os encarei estoicamente. — Imprensa de Ardócia, alteza. — eu desviei minha atenção para uma moça loira no fundo da sala. — Qual é

a real situação da princesa Júlia? — A princesa continua dormindo. — dizer isso fazia doer meu coração. — mas os médicos estão esperançosos. — Ela já é muito amada em Ardócia. — continuou a moça. — alguns jornais fazem comparações com outra princesa famosa e que infelizmente nos deixou, a princesa Diana35. — eu cerrei meus dentes. Ela não está morta, porra! — Si tenho acompanhado essas comparações, mas devo lembrar que minha mulher continua viva. Está respirando. — disse um tanto seco. — Aqui, senhor. — meus olhos foram para um homem franzino e moreno no meio da sala. — Imprensa de Roma. Poderia falar sobre as circunstâncias do acidente? Algumas pessoas afirmam ter visto a princesa sair chorando e correndo do Palazzo Hotel, tomando um táxi. Por que... — Não falarei sobre isso. Próxima pergunta. — disse categórico e certo burburinho começou na sala. — Ok. Há na imprensa uma provável lista de futuras princesas... O senhor voltará a se casar caso a princesa não... — Essa lista é ridícula e desrespeitosa. — disse entre dentes, me contendo para não avançar naquele

indivíduo abusado. — não haverá outra princesa. Nunca! M inha mulher vai acordar a qualquer momento. Ela só está... — Em coma. Em coma profundo de acordo com os médicos. Ele disse a palavra que eu odeio ouvir: coma. Levantei-me tomado pela ira e berrei para meus seguranças. — Tirem-no da minha vista! Agora! — flashes voltaram a espocar violentamente no meu rosto. — essa entrevista acabou. — comecei a sair, mas ainda ouvi o imbecil gritar enquanto era levado pelos seguranças. — Há rumores de que Francesca Rugiere seja sua amante. É verdade? Eu congelei no lugar. Como essa história tinha vazado para a mídia? Oh! Dio mio! Isso é muito ruim. Até quando eu pagaria por um erro estúpido? Emir e Helena me cercaram e deixamos a sala. Fomos para outra sala privada. — O que foi aquilo, Leon? Se descontrolar daquele jeito. — Helena disse séria assim que entramos. Emir sentou-se num sofá de dois lugares ainda em silêncio. Ele não tinha a coragem e intimidade de Helena para me chutar o traseiro quando necessário. — Você ouviu aquele imbecil? — rosnei enfiando as

mãos nos cabelos até a nuca e olhei o teto. — ele insinuou que Júlia nunca vai... — minha voz quebrou e virei de costas cerrando os olhos. — Isso é o que a maior parte dos jornais está especulando. É isso que eles fazem. — ela veio e parou na minha frente. — você esqueceu que é um príncipe? Esqueceu-se de tudo o que esperam de alguém na sua posição? — Eu trocaria tudo por ela. — disse baixinho, cansado. — eu faria qualquer coisa para tê-la de volta. — suspirei ruidosamente. — Você também pensa assim? Também acha que ela não... — eu não conseguia terminar aquele pensamento. Era muito doloroso. Eu não quero. Não posso pronunciar isso. — Eu não sei, caro mio. — tocou meu rosto, seus olhos suaves. — mas você precisa sair daquele quarto. Isso não está fazendo bem para você. Volte a trabalhar pelo menos um período. Distraia sua mente. Você não pode fazer nada para ajudá-la agora. — Eu falo com ela todo dia, o tempo todo. Eu não vou deixá-la Helena. — disse firme. — É só por um período. Você ainda viria dormir com ela toda noite. Falar com ela. — ela parou um instante e seus olhos se iluminaram. — há algo que ela goste muito? Como leitura, música ou...

— Si, Júlia adora música. Costuma dizer que é eclética, mas Cold Play com certeza predomina na lista das mais ouvidas. — assenti, lembrando que a havia provocado algumas vezes dizendo que era música de mulherzinha. — Então, traga isso para ela. Ouvi dizer que ajuda. — Helena disse esperançosa. E assim, passamos os quinze dias seguintes. Júlia e eu ouvíamos Cold Play desde a hora que eu chegava do escritório, geralmente por volta das duas horas da tarde até dormirmos, bem, até eu dormir. Aprendi todas as letras e acabei virando fã. Tive que reconhecer que os caras são bons. Cantei clocks, Yelow, im my place, fix you bem em seu ouvido. Ela adora essas. Cantei também outras como The scientist e warning sign que retratavam exatamente como me sentia agora, morrendo de culpa, saudade e amor por ela. Helena voltará para Ardócia com Damien amanhã de manhã. M eu tio havia sentido um mal-estar e ela quer estar perto. Ele é como um pai para nós dois. Depois da minha explosão com a imprensa, as últimas notícias eram mais animadoras. Eles agora me retratavam como o modelo de homem perfeito, esperando pacientemente pela mulher amada. Eu não sou perfeito,

estou longe disso, mas quero desesperadamente a chance de consertar tudo com ela. Emir e Helena conseguiram conter a insinuação infeliz daquele sujeito de que Francesca era minha amante. Conseguiram a muito custo suplantar todas as possíveis fontes, usando inclusive de suborno. Eu não quero o nome da minha Júlia sendo alvo de piadas de mau gosto. Eu nunca a traí. Cometi um erro estúpido que me custou muito. Eu aprendi. Eu só preciso dela comigo. A olhei terminando de ajustar minha gravata antes de sair para o trabalho. — Quando você vai voltar para mim, perla mia? — sussurrei contra seus lábios e a beijei com delicadeza. — Quando amore mio? — tomei sua mão e depositei um beijo em sua palma. Ela adora. Isso a excita. Eu ainda olhava seu rosto perfeito adormecido quando um pequeno espasmo em sua mão fez meu coração saltar. Oh! Dio mio! Ela... Ela mexeu a mão! — enfermeira! Enfermeira! — gritei para o corredor como um louco. A enfermeira, uma senhora na casa dos cinquenta, me sorriu entrando no quarto. Ela achava que eu era um

perfeito príncipe de contos de fadas. Ela me odiaria se soubesse toda a verdade. — Ela mexeu a mão. Um pequeno espasmo, mas... — Acalme-se. — ela pôs-se a examinar Júlia. — isso pode acontecer a qualquer hora, senhor. Não quero desanimá-lo, mas é provável que seja apenas um espasmo muscular. Ela já está aí deitada há algum tempo... — as palavras dela me esvaziaram como uma bexiga de gás. No final da semana protagonizei mais uma das minhas sessões Chris Martin36. Iniciei pela minha preferida warning sign (sinal de alerta) A warning sign Um sinal de alerta I missed the good part then I realized Perdi a parte boa então me dei conta I started looking and the bubble burst Comecei a observar e a bolha estourou A sessão foi longa como sempre. Encerrei cantando in my place (em meu lugar), ela adora. Lembro as vezes em que ela a ouvia geralmente no banho. Ela gosta tanto de cantar. Sua voz suave e levemente rouca. Linda e sexy como toda ela. Dio! Até quando eu ficaria sem ela? Até quando? Eu estava morrendo de saudade de tê-la nos braços. De ouvir sua risada, de ver seus olhos brilhando como duas esmeraldas. Volte para mim, bebê. Volte.

In my place, in my place Em meu lugar, em meu lugar Were lines that I couldn’t change Estavam linhas que eu não podia mudar I was lost, oh yeah Eu estava perdido, sim Quando beijei seus lábios levemente encerrando a música, minha menina fez algo que eu nunca vou esquecer enquanto viver: ela abriu os olhos de novo. Foi a coisa mais linda. Seus cílios longos tremeram um pouco, então os olhos incríveis se abriram e fixaram-se em mim. M eu coração gaguejou. Fiquei ali a olhando de volta sem palavras. As lágrimas que tinham ido embora por um tempo voltaram com tudo. — Enfermeira! Enfermeira! — eu gritei com a voz embargada no corredor e voltei para ela. Seus olhos ainda estavam abertos, piscando devagar, como se lutasse para mantê-los. Eles se fecharam e eu enlouqueci. — não, amore mio! Abra-os de novo! Volte para mim! Abra! — gritei fora de mim. Ela gemeu e os abriu de novo. —Oh! Dio Santo! Si, tesoro! Si, perla! — eu sorria e chorava ao mesmo tempo. A enfermeira entrou com o cirurgião chefe passando a examiná-la. Fizeram alguns testes, então sorriram para mim. Isso só podia ser bom, porque em quase dois

meses era a primeira vez que eles riam daquela forma. M inha Júlia voltou! — Ela está ouvindo e enxergando perfeitamente bem. — disse o médico otimista — respondeu muito bem aos testes. Precisamos levá-la para fazer mais exames. — Eu assenti relutante. Eu não queria mais tirar os olhos dela. Entretanto, essa ainda não foi a volta definitiva de Júlia. Ela abriu os olhos todos os dias seguintes, mas não dizia nada. A equipe médica não sabia explicar, pois não havia área danificada em seu cérebro que comprometesse a fala. Tentei falar com ela em todas as vezes que abriu os olhos. Ela apenas me olhava e piscava lentamente. Seu rosto isento de qualquer emoção. Estava ficando cada vez mais apreensivo pelo seu estado. Eu continuei indo ao escritório pela manhã e voltando à tarde. Ela parecia abrir os olhos apenas quando ouvia Cold Play na minha voz. Cômico, porque Cristo! Eu canto mal pra caralho! Sua mãe precisou voltar ao Rio. Estávamos todos mais animados, apesar de Júlia ainda não ter falado. No entanto, confesso que aquela expressão estranha, vazia em seus olhos assustava-me. Eu só quero minha mulher de volta. Dio! O que eu preciso fazer? Capítulo 8

Segunda Parte Leon O resultado das minhas ações cruéis: há dois meses estou vivendo meu inferno pessoal. Júlia, a mulher que amo. A minha mulher esteve lutando entre a vida e morte em coma no hospital depois de sofrer um grave acidente de carro por minha culpa. Na semana passada abriu os olhos pela primeira vez, mas não disse nada, apenas os fechou de novo. A porta se abriu naquele momento e meu assessor acaba de adentrar eufórico no escritório quebrando todo o protocolo real. Justo Emir que se orgulha de cumprir todas as formalidades da realeza? — Acabaram de ligar do hospital. A princesa acordou meu senhor! E ela está falando, alteza! — Exclamou o homem franzino com um sorriso que jamais havia visto em seu rosto antes. Esse era o efeito que Júlia causava em todos que a conheciam. — Ela está falando!? – inquiri num misto de alívio e angústia. — Alteza, não vai vê-la agora? — Emir quis saber ao me ver correr as mãos pelos cabelos até minha nuca. M eu desespero deve ter transparecido no meu rosto. O que eu faria agora? O que diria a ela? Dio! Eu estou tão fodido! Disse e fiz tantas coisas cruéis com minha

menina linda. — Tem esperado muito por isso, senhor, deve ir vê-la. — completou preocupado. — Sim, tenho esperado muito por esse dia, velho amigo. — minha cabeça começou a latejar e fechei os olhos com força. — M as não é tão simples assim... Eu quase a matei, meu ódio quase a matou... Não tenho ideia de como encará-la depois de... Depois de tudo... — O senhor descobrirá. — ele disse pegando meu terno ajudando-me a vesti-lo. — Obrigado, amigo. — disse me sentindo incerto e impotente. — leve-me até ela. Quando entrei no quarto, os olhos de esmeralda cravaram-se em mim. Eles alargaram um pouco. O médico a estava examinando. Ela não desviou os olhos e franziu o cenho. — Perla mia... Grazie a Dio! 37 Você voltou. — aproximei-me da cama quando o médico se afastou com um sorriso contido, quase tenso. Acariciei o rosto ainda pálido. Dio Santo! Senti tanto medo de nunca mais poder ver esses olhos verdes esplendorosos. Júlia franziu o cenho de novo. Os lindos olhos me examinaram em silêncio. Aquela expressão estranha e vazia neles, isenta de qualquer emoção. — Q-quem é você? – disse num fio de voz. — Como quem sou eu? — eu estreitei os olhos. Um

pressentimento horrível tomando conta de mim. — Que brincadeira é essa? — disse dessa vez desviando o olhar para o médico que examinava minha esposa. O Dr. Simpson parecia um tanto apreensivo. — Vejo que ainda não está a par do real estado de saúde de sua... De Júlia, senhor. — O médico emendou nervoso. — Então me coloque a par, agora. — Pedi em tom seco, relanceando o olhar para minha Júlia que tinha uma expressão distante nos olhos. Era como se nunca tivesse me visto. — A paciente esteve em coma por dois meses, alteza... — Conte-me algo que não saiba doutor. — disse sarcástico. Não estava gostando nada da expressão no rosto do médico. — A pancada na cabeça foi muito forte... — Vá direto ao ponto, doutor! O que há com minha esposa? — eu quase gritei e Júlia arregalou os olhos. — O-o quê? Doutor, o que esse homem está dizendo? – conseguiu falar, uma expressão de horror tomando conta de seu rosto. Oh! M erda! Ela não está se lembrando de mim? — Oh, não... Amnésia? — gemi mais afirmando do que perguntando e o médico deu um longo suspiro,

confirmando com um gesto de cabeça. — Pelos exames que fizemos podemos trabalhar com duas hipóteses: pode ser um caso de perda da memória curta, ou perda de memória seletiva. — Explicou o médico. Eu devia estar com um grande ponto de interrogação na minha cara. Por que diabos os médicos tinham que falar tão difícil? — E o que exatamente isso quer dizer? — voltei os olhos para Júlia, que me encarava como se eu fosse um E.T. — Ela não se lembra dos acontecimentos dos últimos dois anos de sua vida. — Revelou o médico com expressão de pesar. — pode ser consequência do trauma físico ou pode ter sofrido um trauma de natureza psicológica, emocional e o cérebro bloqueou inconscientemente tais memórias. — eu fiquei tenso com sua explicação detalhada. Eu havia feito isso com ela. Eu havia causado os dois traumas. Foda! — Você não se lembra de mim, Perla mia? — tentei tocá-la novamente, mas ela afastou o rosto. Porra! Isso

doeu pra caralho. Júlia ficou me observando e seus olhos suavizaram como se sentisse minha dor pela rejeição. Os olhos de esmeralda me avaliaram de novo e eu vi um rubor atingir suas bochechas. Eu ainda a afetava como homem apesar de tudo. Era essa a reação que tinha sempre que estávamos próximos. — Isso é verdade, doutor? Digo, sou mesmo hum... Esposa desse homem? — sua voz soou rouca, fraca. — É claro que é. — quase gritei levantando-me e passando as mãos pelos cabelos. Isso era um pesadelo! Só podia ser. Júlia finalmente acordou, como havia pedido desesperadamente todos os dias desde aquele maldito acidente, mas agora... Cristo! Isso é uma espécie de castigo? Porque se for é muito cruel. — Sugiro que se acalme senhor. —O doutor encarou Júlia e continuou: — esse homem é Leon Di Castellani, príncipe de Ardócia, uma ilha localizada ao sul da Itália. — fez uma pausa e afirmou: — e sim, ele é seu marido. — Príncipe?! Isso é brincadeira, não é? — os lindos olhos alargaram-se e ela riu sem o menor humor. Os lábios dela estavam tremendo, percebi. Aquela notícia era mesmo um choque para ela. M as que maravilha! Pensei ironicamente, querendo socar algo. M inha mulher não se lembra de mim, porra! Foi então

que de repente uma ideia me ocorreu. Uma louca, mas necessária ideia. Ela não se lembra de nada relacionado a mim. Não sente amor, mas também não me odeia pelo terrível erro que cometi culpando-a pelo roubo e morte de meu irmão. Pela minha estupidez com Francesca. Era a chance que precisava para fazê-la me amar de novo. Ela me amava. Soube disso muito antes dela me dizer. Oh! Dio! Fui um bastardo completo quando ela me disse isso. A humilhei depois tentando provar a todo custo que não a amava também. Agora, daria tudo para ouvi-la dizer tais palavras de novo. Aqueles olhos incríveis transbordando de amor. Sei que estou cometendo mais um erro ao negar-lhe o direito de saber tudo sobre o nosso passado, mas quando ela se recuperar totalmente eu consertarei as coisas. Existe uma chance dela não me perdoar quando lembrar de mim, de tudo que fiz e disse. M as o destino está me dando uma nova oportunidade de conquistar o seu amor de novo e eu vou agarrá-la com unhas e dentes. — Não é brincadeira Júlia. Você é minha esposa. A princesa de Ardócia. Mia principessa. Os olhos dela alargaram de novo. Seu rosto ruborizando. Si tesoro, você sente isso aí dentro não sente? Você é minha. Sempre foi. Sempre será. M eus olhos falaram com ela no nível mais básico.

— Vou deixá-los a sós para conversarem. Se precisarem é só chamar. — disse o doutor rumando para a porta. — Doutor, responda-me antes de ir. — pedi preocupado — Isso é temporário, não é? —De repente um pânico me invadiu. E se ela nunca se lembrasse de mim? Do quanto nos queríamos apesar de tudo? — Os exames apontam que não há mais lesão no cérebro, o que nos deixa otimistas. As lembranças podem voltar a qualquer hora, uma semana, um mês, talvez mais... Não há como precisar. Deve ser paciente. —Após o esclarecimento, o médico se retirou do quarto. Então eu sorri pela primeira vez em muito, muito tempo. Nos encaramos, meus olhos devorando com saudade cada detalhe dela. Os dela apreensivos, mas com interesse indisfarçável. Dio! Eu a amo tanto. Ela corou lindamente de novo. Ampliei meu sorriso. Eu devia estar com um enorme sorriso bobo congelado no rosto. Eu simplesmente não conseguia parar. Ficamos assim apenas nos olhando por alguns instantes. Ela tentou se inclinar mais nos travesseiros. Corri ajudando-a a acomodar-se numa posição quase sentada. Apesar da expressão abatida e dos cabelos curtos, pois precisara cortá-los devido a uma delicada cirurgia na cabeça, ainda me parecia esplêndida... Percebi que minha

proximidade a deixava nervosa, senti a respiração um tanto ofegante dela. Observei o peito subindo e descendo e precisei desviar os olhos. Ela estava sem sutiã, os mamilos duros sob a camisola. Cristo! M eu maldito pau se sacudiu pela primeira vez em dois meses. Comporte-se seu bastardo! Ela está frágil e precisa de você sendo racional, não um homem das cavernas que só pensa em sexo, repreendi-me. — Onde estão meus pais? — Ela inquiriu tirandome dos devaneios obscenos. — Sua mãe esteve com você quase todo o tempo. Revezávamo-nos para não deixá-la sozinha. — relatei, segurando sua mão esquerda, brincando com a aliança de casamento. —Ela precisou voltar ao Rio, mas já está a caminho, deve chegar ainda hoje. — Sua aliança é igual à minha. — Ela constatou quase para si mesma. — Somos casados, perla mia. Você não acha que o distinto doutor Simpson mentiria sobre isso, não é? — abri um sorriso charmoso. Si a corrida para ganhar seu coração de novo começa agora, bebê. Ela me avaliou de novo, parecendo hipnotizada. Eu amo quando ela me olha assim. Acho que ela não percebe, mas seus olhos me dizem tudo. Sempre me disseram.

— E meu pai? — Ela quis saber os olhos adquirindo uma expressão apreensiva. — Ele passou a primeira semana do seu lado. Teve que voltar ao trabalho. — odiei ver a dor nos belos olhos dela. Aquele maldito egocêntrico! Que espécie de pai não se importaria com a única filha depois de um grave acidente que quase a matara? Queria abraçá-la, confortála, mas sabia que precisava ganhar terreno aos poucos. Nesse momento eu era um completo estranho para ela. — mas tem ligado todos os dias. Está muito preocupado. — acrescentei. — Ah... — Júlia disse num fio de voz, virando o rosto para esconder seu desapontamento. — Sinto muito. — sussurrei tocando-lhe o queixo, levantando seu rosto com delicadeza. Os olhos dela se encheram de lágrimas. Queria muito tirar aquela expressão de decepção do seu rosto. Nunca havia confessado que sentia mais do que desejo por ela. Fazia questão de jogar sempre na sua cara que era apenas sexo. Sexo espetacular, mais nada além disso. Senti o coração doer ao recordar como fui cruel. — Como nos conhecemos? Não entendo como um príncipe pode ter entrado para minha quase inexistente vida amorosa. — ela sorriu meio sem jeito diante da confissão de sua inexperiência.

Sorri e Júlia corou de novo. Nossa química ainda estava ali sob nossa pele. Eu já me sentia feliz com isso. Se era tudo que poderia ter no momento, eu estava mais do que satisfeito. Fiz um pequeno resumo, reformulando alguns detalhes. Deixando outros estrategicamente de fora. Ela me ouvia atentamente. Sua expressão nada revelando. Parecia que nada daquilo dizia respeito à ela. Era realmente uma merda vê-la assim. — M enos de duas horas depois de nos conhecermos estávamos na cama. — revelei vendo-a arregalar os olhos. — Co-como? Não posso acreditar nisso... — ela corou violentamente. Parecia ultrajada. — É verdade. Não me orgulho disso, perla mia. — minha voz soou em tom de desculpas. Eu realmente

sentia por isso. Por tê-la enganado e tomado sua inocência tão friamente. — Nunca fui assim. — ela defendeu-se sacudindo a cabeça. — Eu sei disso tesoro. — acariciei lhe o rosto novamente. — você era virgem . — completei vendo-a corar ainda mais. Dio! Ela é a coisa mais linda. Franziu o cenho. M eneou a cabeça, seus olhos confusos. — Somos casados há quanto tempo mesmo? — Nos casamos dois meses depois de nos conhecermos. — precisei mentir. Eu sei. Continuo sendo um bastardo egoísta, mas perdê-la não é uma opção. Eu posso consertar tudo. Eu só preciso dela comigo. Odeio ter que fazer isso a ela de novo, mas o momento é muito delicado. Não posso dizer que estamos casados há apenas quatro meses. Não posso dizer que ela havia fugido de mim. Que quando voltei ao Rio duas semanas depois do princípio de aborto não a encontrei mais. Que sumiu da minha vida por um ano sem deixar rastros. Que estava me deixando quando sofreu o acidente. Levantei-me subitamente sufocado indo até a janela. Não suporto essas lembranças. Isso é tão fodido! — O que foi? Há algo mais, não há? — Júlia quis saber apreensiva. Virei-me para olhá-la. Si, bebê. Há

muito mais, mas não posso contar e arriscar perder você. Forcei-me a sorrir e dei uma notícia mais alegre. — Si. Temos um filho. — sorri de verdade lembrando do nosso pequeno. — Damien é seu nome. Um lindo bebê que está esperando por você em Ardócia, na nossa casa, amore mio. Seus olhos se arregalaram incrédulos. — E-eu tenho um filho!? — seus lábios tremeram. — quer dizer, nós temos um filho? — Si, bebê e assim que os médicos a liberarem vou levá-la de volta para casa, para ele, para mim, amor. — sussurrei tocando sua face linda de novo. Ela não recuou dessa vez e meu coração de encheu de esperança. Quero tanto abraçá-la, beijá-la. M as não posso. Sou um estranho para ela nesse momento. Talvez seja esse o meu castigo. Tê-la tão perto fisicamente, mas muito longe emocionalmente. Foda! — Qual a idade dele? — seu rosto estava iluminado num turbilhão de emoções: surpresa, alegria, medo. — Ele tem quase oito meses agora. — disse ainda acariciando sua face. Eu não queria parar de tocá-la. — Isso é tão estranho. Tão confuso. — murmurou soltando um longo suspiro. — Eu sei bebê. M as eu estou aqui, perla. — sussurrei e senti meus olhos arderem. Foda-se! — eu

vou estar com você sempre. Os olhos de esmeralda amoleceram um pouco me avaliando por alguns instantes e ela me surpreendeu quando perguntou: — Você... Você me ama? Uau! Isso foi direto. M as tutto bene agora consigo responder sem vacilar. — Si, eu te amo, Júlia. — admitir isso finalmente foi como se um peso enorme saísse de cima de mim. O peso da covardia. — eu a amo muito, amor. — concluí e seus olhos dilataram ainda presos aos meus. — E-eu não sei o que dizer. Desculpe, Leon. — suas palavras hesitantes afundaram meu coração. Eu nunca pensei que precisasse tanto ouvir as malditas três palavras como eu precisava agora. M as isso já não é possível. M inha Júlia me apagou totalmente da sua memória. Dio! Isso dói malditamente muito. Capítulo 9 Júlia Sim, nós tínhamos um filho. Um bebê lindo de pele morena e olhos negros como o pai, pensei admirando o pequeno corpo adormecido no berço. Leon me trouxe para casa uma semana depois que me recuperei. Na verdade aquele enorme palácio numa Planície costeira cercado de um lado por um verde magnífico e pelo outro

o M ar M editerrâneo ia muito além da simples definição de “casa”. M as, segundo meu marido ali era a minha casa. Meu marido. Ainda soa um tanto estranho. Eu não conseguia lembrar de nada do que aconteceu nos últimos dois anos. M as, uau! Parece que os vivi intensamente. Fui recebida pelos funcionários do palácio todos perfilados. Lembrei-me do filme O Diário da Princesa. Leon me carregou nos braços sob os aplausos e sorrisos deles. Eu corei e enfiei meu rosto em seu peito amplo. Deus! Ele cheirava maravilhosamente bem. M eu corpo sentia que havia uma intimidade inegável entre nós, mas estranhamente não me sentia em casa. M inha mãe veio conosco. É bom ter um rosto conhecido por perto. Contudo, notei que havia certa tensão entre ela e Leon. Será que não se davam bem? Conheci o tio de Leon, o rei M aximiliano Gregório Di Castellani. Já era idoso e parecia cansado. Contou que Leon era o primeiro na linha de sucessão e certamente precisaria assumir o trono em breve. Conheci também a prima de Leon que vivia no Palácio, Helena, uma linda morena de olhos exóticos. Tratou-me com tanta delicadeza, mas algo nela me incomodava. Não sei, existia uma espécie de antagonismo entre nós. Eu apenas sentia isso. Como era possível alguém acordar em meio a uma vida que não parecia ser sua? Eu me perguntava

cada vez mais confusa e relutante em aceitar que aquela era a minha vida. No entanto, havia aquele lindo garotinho chamado Damien que me olhou e sorriu abrindo os bracinhos rechonchudos em minha direção quando cheguei pela manhã. A emoção que senti foi algo indescritível. Tenho certeza era aquela emoção que as mães sentiam. Sim, era. Ele era meu, simplesmente soube. Sorri acariciando seu rostinho adormecido. — Ele é um bebê muito tranquilo. Sobressaltei-me ao ouvir a voz baixa e sexy de Leon quase junto a meu ouvido. Sua voz me fazia tremer. Virei-me para ele e quase perdi o fôlego. Ele estava simplesmente magnífico. Usava apenas a calça do pijama pendendo na linha baixa dos quadris, deixando o abdome mais impressionante que eu já tinha visto à mostra. Puta merda! Nunca vi tamanho apelo sexual e masculinidade juntos, e olha que na minha profissão havia fotografado com inúmeros homens bonitos. Entretanto, este, meu marido, é... Tive que sufocar um gemido ao levantar o olhar para o rosto másculo, os cabelos estavam soltos e molhados caindo sobre os ombros largos, exalando testosterona por todos os poros. M inha boca secou. Puta. M erda. — Ele é lindo. Se parece com você. — eu corei violentamente quando me dei conta de que indiretamente

o chamei de lindo. — Sim. Ele é. — os cantos da boca sensual ameaçaram sorrir. Os olhos escuros presos a mim com uma intensidade desconcertante, fazendo-me mil promessas lascivas. Eu usava uma camisola branca de alças finas que dava uma boa visão de meus seios. Seus olhos desceram me devorando. M eus mamilos endureceram com o calor de seu olhar. M eu ventre incendiou. Puta merda! O que é isso? Nunca me senti assim. Bom, pelo menos não que me lembre. — Preciso lhe pedir uma coisa, Leon. — o encarei apreensiva me afastando um pouco de seu corpo poderoso, tentador, enlouquecedor. — Peça, perla mia. — ele tocou-me o queixo erguendo-o suavemente. — qualquer coisa e eu providenciarei. — Notei que há outro quarto através daquela porta. — apontei sobre o ombro dele. — Gostaria de ocupá-lo por enquanto... Não me sentirei à vontade dividindo a cama com você. Sei que é meu marido. Soube disso mesmo antes de me mostrar as evidências. — o olhei direto nos olhos, precisava ser honesta. Não iria para a cama com ele. Embora meu corpo desse sinal claro de que desejava isso. M uito! Leon acariciou meus lábios, o olhar brilhando não

conseguindo disfarçar seu desejo. — Estou queimando, morrendo por você, Júlia . — ele desceu a mão para o meu pescoço numa carícia suave e prendi a respiração. Cristo! Eu o quero. — M as esperarei que venha até mim quando estiver pronta. — sussurrou e levantou meu rosto, abaixando a cabeça em minha direção roçando meus lábios levemente. — Seu cérebro não se recorda de mim, mas seu corpo não me esqueceu, delizia mia... Você sente isso, não é? Diga. — Sim, Leon. — confessei mal podendo racionar direito com ele enlouquecendo-me daquele jeito. — M eu corpo sente... M as preciso de um tempo. Por favor, me conceda isso. — implorei sabendo que não seria capaz de resistir se ele continuasse tão perto. Leon afastou-se com relutância abrindo um meio sorriso. Ele sabia que eu estava tão afetada quanto ele. Era um macho alfa completamente ciente de seu poder sobre sua fêmea: eu. — Queria tanto dormir com você em meus braços. Sonhei tanto com isso... —disse pesaroso e deu um longo suspiro resignado. — Ok. Certo. Será como você quiser, bebê . — sussurrou e seus olhos se suavizaram. Aproximei-me dele e ficando na ponta dos pés depositei um beijo em seu rosto. — Obrigada, tinha certeza de que entenderia. Boa

noite, Leon. — e fui para o outro quarto antes que me arrependesse e pulasse em cima dele. No dia seguinte minha amiga Kênia ligou bem cedo e nos falamos pelo Skype. — Você está quente com esse cabelo curto. — ela brincou logo que me viu. Eu gargalhei. Ela estava tentando disfarçar, mas sua voz tremia um pouco. — Leon levou um profissional para me arrumar ainda no hospital. — toquei meus cabelos bem curtos, agora num corte desfiado. Eu havia gostado, mas ainda os preferia longos. Leon também, ele me disse. — Deus! Isso tudo é tão surreal! Eu não me lembro dele. M as praticamente entro em combustão quando me olha, quando fala comigo. Ela sorriu um sorriso tenso eu percebi. —Sempre foi assim entre vocês Ju. —Eu sinto que sim. M as você pode me ajudar a montar algumas peças. Você nos acompanhou desde o início? Eu... Eu não me lembro. — Leon vai ajudar você com essas peças, querida. — sua voz soou mais tensa. Era como se tivesse me escondendo alguma coisa. — esse homem te ama. — eu senti que queria dizer mais. — Eu sei. Ele me disse e vi em seus olhos que é verdade. — eu franzi o cenho. — eu o amo? Você deve

saber como minha melhor amiga. — É claro que sim. Deus! Você o viu não é? Que mulher não cairia durinha de amores por ele? — caímos na gargalhada. Ela sempre aliviava qualquer tensão com seu bom humor contagiante. — eu também estou firme com um cara. Você não lembrará, mas já conversamos muito sobre ele. Seu nome é Stefano, um modelo italiano lindíssimo. — Estou tão feliz por você Ken. Quando você vem me ver? Quer dizer nos ver? M inha mãe me disse que você será a madrinha do meu filho. Deus! Eu tenho um filho! — Sim, muito lindo por sinal. Eu o vi quando estive aí e em Nova Iorque visitando você. Eu os verei em breve, prometo. — Eu te amo. Sinto a sua falta. — disse sentindo um nó na garganta. — Também te amo. — sua voz soou igualmente emocionada. — então... Você e Leon... Já transaram? — ela riu desviando o foco. — Cristo! Não! Eu... Eu acho que ainda não estou pronta, apesar do meu corpo querê-lo claramente. Você o conhece. Que homem é esse? — pausei um pouco. — mas há algo que me segura. Não sei o que é. Estou tão confusa amiga.

— Eu torço para que dê tudo certo entre vocês amiga. Ele... Leon realmente ficou louco quando você sofreu o acidente... Nunca fui muito com a cara dele, mas me ganhou por tudo o que fez para cuidar de você. — novamente senti que queria dizer mais alguma coisa. — Sei que vai acontecer em algum momento porque a química entre nós é realmente louca. O sexo entre nós deve ser explosivo... Arrg! Isso é uma merda! Como posso não me lembrar de ter perdido a virgindade? — Sei de todos os detalhes altamente picantes. Posso contar se você quiser. — nós rimos de novo. — de acordo com seus relatos o cara é um deus do sexo. Cristo! Eu fiquei morrendo de tesão toda vez que ouvi você. — Sua pervertida! Não fale assim do meu marido. — conversamos por quase duas horas. Ela me atualizou de quase tudo nos últimos dois anos. Quando nos despedimos, minha mãe entrou no quarto com Damien nos braços. Leon me disse que havíamos discordado quanto ao nome, então registramos os dois nomes que escolhemos: Damien em homenagem ao irmão mais novo de Leon já falecido e Ricardo escolhido por mim. Damien Ricardo, meu lindo principezinho. — Como se sente hoje, filha? — minha mãe se

aproximou da cama e me beijou na cabeça. Ela ainda era deslumbrante aos quarenta e oito anos. Tínhamos o mesmo tom de pele e cabelos. M esmo porte físico. M as meus olhos são herança de meu pai. M inha mãe tem olhos castanhos escuros vivos, inteligentes. — M uito melhor, obrigada mãe. — disse e ela franziu o cenho. — Por que está me agradecendo? — disse entregando-me Damien que balbuciava alegre estendendo os bracinhos. — Por estar aqui comigo. Tudo é tão confuso e... Intenso. — sentei Damien na minha barriga. Ele se desmanchava em risos. — sua mamãe tá tão confusa, pequeno príncipe. Você vai ajudar a mamãe? Promete? — toquei na pontinha do seu nariz e ele gargalhou, balbuciando sons inteligíveis. — Sei que não posso concorrer ao prêmio de mãe do ano, mas eu te amo, bebê. — ela sentou-se na cama. Seus olhos brilhantes. Eu nunca vi minha mãe chorando. Ela era sempre tão composta. — quando a vi quebrada naquele hospital eu... Senti-me tão responsável quanto Leon. — Como assim? Tão responsável quanto Leon? — não gostei do tom dela. — A relação de vocês nunca foi feliz. — revelou

com cuidado. — você sempre foi muito apaixonada por ele e ele não... — ela foi interrompida por batidas na porta. — Pode entrar. — falei me sentando na cama com Damien escarranchado em minha cintura. Então eu prendi a respiração com a visão de Leon num short cáqui e camisa pólo azul escuro. Os cabelos estavam presos num estilo de samurai. Nossos olhos travaram e minha boca secou. — Bom dia, perla mia. — sorriu aproximando-se da cama. — como se sente tesoro? — beijou-me de leve nos lábios. — Laura. — cumprimentou minha mãe com uma expressão contida. — Bom dia, Leon. Eu estou bem. — sorri sentindo minhas bochechas incendiarem. M inha reação a ele é tão pateticamente adolescente. Leon O rosto de Júlia já estava recuperando a cor novamente. M inha menina linda estava voltando ao que era antes daquele maldito acidente. Eu ainda estava totalmente encantado olhando-a quando a voz de Laura me tirou do transe. — M arcelo estará chegando daqui a pouco. — disse encarando a filha. Quem? — M arcelo!? — os olhos de esmeralda se

iluminaram e Júlia sorriu eufórica. — sério? Ele vem me ver? Quem é esse filho da puta que colocou esse sorriso no rosto da minha mulher? Por que nunca ouvi falar desse nome antes? Fiquei tenso de imediato. Algo não me cheirava bem. Desviei o olhar para a mãe de Júlia. Ela ostentava um sorriso misterioso. O que essa harpia estava tramando? Estreitei os olhos nela. — Quem é M arcelo, tesoro? — minha voz saiu um tanto estridente. Foda-se! Estou louco de ciúmes apenas pelo sorriso que ela abriu ao ouvir o nome desse bastardo! Júlia ficou visivelmente tensa e baixou os olhos. Oh merda! Sinto que não vou gostar dessa resposta. — Ele é um modelo brasileiro. Nós hum... Namoramos por um tempo. — revelou com voz baixa. Eu senti um baque no coração. Ela havia amado esse babaca? Sua expressão feliz ao ouvir o nome dele me dizia que sim. Porra! Eu não quero esse bastardo perto da minha mulher. Ela deve ter percebido meu semblante infeliz, pois acrescentou: — isso foi há quase quatro anos, Leon. — Eles se separaram porque M arcelo assinou um contrato em Paris e teve que ir embora do Rio — Laura olhou diretamente para mim, depois desviou os olhos

para Júlia. — mas ele nunca deixou de procurar por você filha, sabe disso. As palavras de Laura pingavam veneno. Eu odeio o que ela está tentando fazer. Ela quer tirar minha mulher de mim. Se aproveitando de seu estado de memória. M aldita megera! — M ãe... — Júlia repreendeu a mãe com voz suave. Olhando para mim revelou: — M arcelo era também meu amigo antes de namorarmos. M as não há mais sentimentos entre nós, Leon. Posso não lembrar de nossa vida, de como nos casamos, mas não farei nada que desonre você como meu marido. M eu coração cantou ao ouvir minha linda menina. Ela é assim. M esmo não se lembrando de mim, não quer me magoar. Eu a amo! Eu a amo tanto. — Sei disso perla mia. — sentei-me na cama e a beijei de novo nos lábios, brincando com nosso pequeno que se desmanchava em risos para mim. — você está cuidando de nostra principessa mio piccolo? Hum? Vai me ajudar a cuidar dela? Si, você gostou disso, não é tesoro? — Damien balbuciou sons incompreensíveis, rindo para mim. Esta é a minha família e eu não vou deixar ninguém me tirar isso. — Eu vou tomar café no meu quarto. Depois conversamos filha. — Laura disse tensa e deixou o

quarto. Tomei café com Júlia na sacada dos nossos aposentos. Falamos sobre temas mais amenos. Eu precisava desses momentos a sós com ela para reconstruir nossa intimidade. Logo depois, convidei sua mãe para uma conversa no meu escritório. — Em que posso ajudá-lo, alteza? — seu tom sarcástico assim que se sentou à minha frente me irritou de imediato. Dei-lhe um olhar gelado e fui direto ao ponto: — Sei o que está tentando fazer convidando esse tal modelo para visitar Júlia. — E o que seria isso? — seu tom continuou jocoso. Eu simplesmente sorri. Essa mulher louca não me tiraria do sério. M inha mulher estava finalmente em casa, na nossa casa e eu não deixaria que a levassem de mim. — Não vai funcionar. Ela é minha mulher e não vou deixar nem você nem ninguém tirá-la de mim. — Você a ama? Realmente a ama? — seus olhos cravaram-se em mim soltando faíscas. — Porque não foi essa a impressão que tive quando minha menina teve que passar um ano fugindo de você. Ela estava destruída. Você a machucou muito. Não sei ainda o que aconteceu porque Júlia nunca quis falar-me sobre isso,

mas tenho certeza que você fez algo muito grave a ela. As palavras dela me acertaram como um soco. Ela tinha razão. Toda razão. — Eu a amo, Laura. Si, eu fiz algumas besteiras. A magoei, mas eu a amo e não posso, não vou perdê-la agora. — disse firme. Ela me avaliou séria por alguns instantes, então se levantou. — Prove. — disse entre dentes e saiu. Esfreguei as mãos no meu rosto antevendo que os próximos dias seriam um teste de resistência e paciência. O maldito modelo chegou antes do almoço e estava pendurado em Júlia desde então. Quando fui convidá-la para almoçar comigo o bastardo já havia se adiantado. — Vim convidá-la para almoçar comigo, perla. — disse assim que entrei no seu quarto. Estavam todos rindo acomodados nos estofados da sala de estar. Júlia sentada no estofado de dois lugares e o bastardo estava ao lado dela. M eus olhos voaram para a grande mão dele pousada sobre o joelho direito dela. Ela usava um de seus vestidos florais e soltos que tanto adora. Tire as mãos de cima dela, porra! Cerrei o maxilar quase ao ponto de dor. Ela levantou-se e tomou-o pela mão andando até mim. O babaca era alto, atlético, loiro de olhos azuis escuros e tinha aproximadamente a mesma

idade de Júlia. Eu me senti ridiculamente velho na frente deles. A expressão nos olhos dele quando me encarou de frente dizia o que eu já temia. Esse bastardo quer o que é meu. — Esse é meu amigo M arcelo, Leon. — Júlia disse e acrescentou um tanto desconfortável: — M arcelo, esse é hum... M eu marido, Leon. Porra! Senti-me um nada pela forma forçada como me apresentou. Troquei um aperto de mão com M arcelo e nossos olhares disseram mais que nossas poucas palavras. O meu disse fique longe dela, seu imbecil! O dele me desafiou parecendo dizer você está em desvantagem! É de mim que ela se lembra. — Então, Júlia? Vai almoçar comigo? — insisti não gostando nada que o bastardo continuasse a segurar a mão dela. — M arcelo acabou de chegar. Prometi almoçar com ele. — revelou tensa. Ela estava me dispensando? Eu, seu M ARIDO? Por aquele merdinha? — faz tanto tempo que não nos víamos... Eu contei até dez para conter a raiva. O merdinha me olhava com um claro desafio nos olhos. Porra! Quem foi o bastardo que disse que contar controla a raiva? Eu ainda quero arrancar a cabeça desse filho da puta! Só

isso vai controlar minha raiva. — Certo. Vamos deixar para outro dia então. — assenti, resignado e um silêncio desconfortável se abateu sobre o recinto. Eu esperei Júlia me convidar para me juntar a eles, mas o convite não veio. Foda! Eu estou morrendo por dentro. — bom almoço para vocês. — me obriguei a sair do quarto me sentindo um cão mendigando atenção, mas rejeitado pelo seu dono. O jeito que o babaca olhava para minha mulher era de puro êxtase. Eu queria tanto socar aquela cara bonita dele. Apesar de Júlia me assegurar que não havia mais sentimentos entre eles, fiquei incomodado com a intimidade que ainda tinham. Eu nunca fui ciumento antes, mas agora eu quero matar esse filho da puta porque ela se lembra dele e não de mim. Os próximos dias foram uma tortura requintada para mim. Tive que suportar dividir minha mulher com seu muito entusiasmado amigo. Ele não me enganava nem por um momento. Redobrei as atenções da nossa segurança pessoal e pedia relatórios diários do que faziam quando deixavam o palácio nos muitos passeios sugeridos pela maldita mãe de Júlia. Ela queria claramente me torturar. Naquela tarde encerrei o expediente mais cedo e resolvi ir até Júlia e convidá-la para ir ao Cassino comigo à noite. Fui recebido pela

babá de Damien que um tanto tensa me informou que estavam na piscina. Desci a escada para o jardim privativo e meu humor mudou ferozmente porque dentro da piscina estavam Júlia e o maldito M arcelo segurando meu filho nos braços. Damien se desmanchava em sorrisos para aquele bastardo sem ter ideia de que ele queria roubar sua mãe de mim. Aproximei-me da borda e entrei na piscina com roupa e tudo. — M e dê meu filho, agora! — avancei furioso e tirei Damien dos seus braços. A boca dele se curvou num sorriso provocador. Ele estava gostando de me ver no limite. — Júlia, venha comigo. — minha voz saiu mais dura do que gostaria, mas eu estava puto que ela estivesse ali com ele, permitindo que visse seu corpo naquele biquíni indecente e ainda o deixasse pegar meu filho, enquanto eu, seu marido era mantido à distância de um braço. Eu estava morrendo de saudade dela e ela desfilando com aquele maldito o tempo todo. — O que é isso, Leon? — ela ficou mais perto do imbecil, pronta para a briga. — M arcelo não fez nada demais. Ele estava apenas brincando com Damien. O maldito ampliou o sorriso e seus olhos me diziam que ele queria jogar minha mulher contra mim. Eu quero arrancar a cabeça dele nesse momento, mas isso vai me

deixar muito mal com Júlia. Ele tá querendo me provocar para que eu faça alguma besteira na frente dela. Ele não sairia vitorioso. Definitivamente não! — Você vem comigo. — disse entre dentes para ela. — Não, não vou. — os olhos de esmeralda inflamaram desafiando-me. — M arcelo é meu amigo e não vou tolerar que seja grosseiro com ele. — as palavras dela me rasgaram. Ela ficou do lado dele. Porra! Ela ficou do lado daquele bastardo! — Eu sou seu marido e você tem me ignorado para ficar com ele, porra! — gritei perdendo de vez minha compostura. — você vem comigo, agora! — agarrei seu pulso, mas ela rosnou como uma leoa e desvencilhou-se se afastando de mim. — Eu não sou sua criada, alteza. — cuspiu meu título com desprezo. — jamais me envergonhe de novo na frente de meus amigos, entendeu? Ou vou aceitar o convite de minha mãe e ir passar um tempo no Rio, bem longe daqui! Eu não me lembro de você! — disse furiosa. — sinceramente eu não sei como me casei com um homem das cavernas como você! — berrou e saiu da piscina. M esmo naquela situação caótica meus olhos não puderam deixar de devorar seu corpo escultural no biquíni verde minúsculo. Ela andou na borda da piscina e dirigiu-se à escada. Ficamos eu e o bastardo

boquiabertos admirando sua bundinha firme e perfeita. Foda-se! Ela vai me matar se continuar me ignorando assim. Forcei-me a me controlar e saí da piscina sem mais uma palavra. Deixei Damien com a babá e rumei para a sala de esgrima. Precisava extrapolar toda essa energia negativa ou explodiria. Eu preciso de um plano urgente porque o bastardo está ganhando cada vez mais terreno com minha mulher. Dio! Eu não posso perdê-la. Não agora que sei que a amo mais que a minha própria vida. Duas horas depois, já suado me preparava para sair quando a porta se abriu e M arcelo entrou caminhando até mim. Sua postura rígida. Acho que essa conversa vai ser interessante. — O que deseja? — cuspi, ríspido enquanto enxugava o suor do meu rosto com uma pequena toalha. — Você sabe o que eu desejo. — sua expressão foi séria. — eu a amo. Abri mão dela uma vez porque era jovem e tolo, mas agora não vou fazer isso. M eu sangue ferveu. O que aquele filho da puta estava me dizendo? — Você obviamente não tem a menor noção do perigo, não é? — avancei em direção a ele. — Estive longe por muito tempo, não vou me afastar mais.

— Realmente, onde você estava quando ela ficou em coma por dois meses? — cuspi quase na cara dele. — por que nunca a ouvi falar de você antes? Chupa essa, babaca! — E quem a colocou naquele hospital, hein? Há rumores de que ela foi vista chorando e correndo pouco antes do acidente. Eu tenho minha própria teoria: você a colocou lá! Apenas você! — ele rosnou em meu rosto. — Ela é minha mulher seu bastardo! Vou acabar com você se ousar tocar nela, ouviu? Ele apenas sorriu sem se afastar. Era quase tão alto quanto eu. Então ele não é um covarde. Bom, gosto de brigar com bons adversários. A vitória é muito mais doce. — Ela não se lembra de você. Laura me disse que você a fez sofrer antes, então não fique posando de marido devotado agora. Não vai demorar muito e eu a terei de novo. Eu mal o deixei terminar, meu punho já encontrava seu maxilar num soco poderoso que o levou ao chão. — Levante-se seu merda! Apanhe de pé como um homem! — rosnei ensandecido. Ele levantou agilmente e avançou para mim. A próxima coisa que vi foi seu punho no meu olho. Porra! Isso foi rápido. Cambaleei para trás, mas me reequilibrei e o atraquei pelo meio

jogando-o no chão. M ontei em cima dele e bati com vontade na sua cara que agora já não era tão bonita pelo sangue que saía da boca, nariz e supercílios. Então, senti braços fortes me arrancando de cima do bastardo. Saí a contragosto. Eu sentia um ódio mortal. — Você está louco, Leon? — a voz de meu treinador e amigo de infância Nicolo encheu meus ouvidos. O bastardo levantou-se com dificuldade e olhou-me sorrindo. Por que diabos ele estava sorrindo? Eu o machuquei muito. Sua cara estava toda ensanguentada. — O que será que Júlia vai achar disso, alteza? — disse cuspindo sangue. — É melhor você sair, amigo. — Nicolo rosnou para ele. Ele me olhou de novo e saiu cambaleando. A compreensão afundou em mim. O bastardo preparou-me uma armadilha. Gemi me desvencilhando de Nicolo. Júlia vai me odiar quando vir o estado que o deixei. Oh! Dio mio! Capítulo 10 Leon Júlia entrou no meu quarto cerca de meia hora depois furiosa. Seus olhos soltavam faíscas. Era a primeira vez que ela me procurava por iniciativa própria desde que chegou do hospital.

— O que foi que você fez Leon? Você arrebentou com o rosto do M arcelo! Você está louco? — sua voz foi dura como nunca tinha ouvido antes. Aquilo me matou. Ela estava defendendo o idiota! Eu suspirei indo até ela parada no meio do quarto. — M e ouça, bebê. Não me odeie, por favor. — supliquei parando a poucos centímetros dela. Dio! Senti-me uma criança prestes a levar uma bronca. — Estou ouvindo. — sua voz soou ainda dura. — Ele quer você. Disse-me na minha cara que a quer de volta. Você é minha mulher. Reagi como qualquer homem reagiria numa situação dessas. — expliquei temeroso. Seu cenho franziu. — Ele disse isso? — Si, eu não aguentei...— gemi ruidosamente. — não fique com raiva de mim, tesoro. — sussurrei e levantei a mão tocando seu rosto. Ela não se afastou e isso fez meu coração se aquecer um pouco. Seus olhos fitaram-me por alguns instantes então se suavizaram e ela levou sua mão ao meu olho machucado. — Você está machucado também. — murmurou acariciando o local. Eu quase gemi com seu toque suave. — Ele só me acertou um soco. — ainda consegui dizer com típica arrogância masculina.

— Homens... — revirou os olhos, mas surpreendentemente um sorriso brincava em seus lábios. — Não me afaste mais, bebê. — pedi num sussurro levando a outra mão para sua face, acariciando-a. — eu amo você. Dio! Amo você mais que minha própria vida. Vê-la com ele na maior parte do tempo está me matando. — me aproximei mais sentindo seu cheiro delicioso. Era a primeira vez que me deixava chegar assim tão perto depois do acidente. Seus olhos brilharam lindamente. Ela gostou da minha declaração. — Ele não me terá de volta, Leon. — garantiu-me, seus olhos dilatando-se visivelmente com nossa proximidade. — sou sua mulher agora. Você não precisa sair socando-o dessa forma. Não temos feito nada demais. M arcelo é apenas um amigo que não via há muito tempo. É só isso. — Confio em você, amor. — disse baixinho. — é nele que não confio. Prometa-me que não deixará que ele

toque você, bebê, por favor. — Sim, prometo. — ela sussurrou e sorriu, aquele riso lindo de menina me enlouquecendo ainda mais. Grazie a Dio! Pensei que arrancaria minha cabeça quando entrou porta adentro furiosa e linda! — desculpe pela forma como explodi mais cedo. Pensei muito e tentei me imaginar no seu lugar. Não quero magoar você, Leon. Eu apenas... Apenas não me lembro. Senti-me flutuar com suas palavras. M inha doce menina. Ela não precisa se desculpar por nada. Eu que tenho que passar o resto da vida me desculpando com ela. — Quero tanto beijar você agora. — abaixei minha boca quase tocando a dela. — me deixe beijá-la, amor, por favor. — supliquei em seus lábios. Ela suspirou e abriu os lábios para mim. Eu gemi e tomei sua boca num beijo leve, sondando, amando a sensação de tê-la assim de novo. Seus braços rodearam meu pescoço e minhas mãos foram para sua cintura delicada trazendo-a para mim. Gemi de novo. Aquilo era simplesmente o céu. M inha linda menina estava me deixando chegar perto outra vez. Aprofundei o beijo, mostrando toda minha saudade, lambendo sua língua do jeito que sei que a enlouquece. Ela gemeu e me beijou de volta daquela forma apaixonada que é só dela. Ela me

quer. Sua essência de mulher ainda me reconhece como seu homem. Ainda me quer mesmo sem lembrar-se de mim. Senti uma alegria sem tamanho me tomar por inteiro. Ela se colou mais em mim e grunhimos nos devorando mutuamente. O beijo se tornou indecente, estávamos fazendo sexo com nossas bocas, mas ela deve ter sentido minha ereção óbvia e furiosa, pois recuou, seus braços desceram e ela parou o beijo, respirando ofegante em meus lábios. M eu corpo gritava por ela, cada célula a queria desesperadamente, mas deixei que tomasse seu tempo. — Uau! Isso foi mais que um simples beijo. — sussurrou e se afastou de vez, seu rosto lindamente corado. — Si foi. — sussurrei me obrigando a sorrir quando tudo que queria era puxá-la de volta e me perder nela, em seu gosto e cheiro inebriantes. — não me afaste mais, bebê. — pedi de novo. M inha voz soando desesperada. Ela abriu um pequeno sorriso e assentiu levemente. — Não vou afastá-lo mais, prometo. M as tudo ainda é muito confuso e sinto coisas intensas demais quando me olha, quando estou perto de você. — revelou me olhando sem hesitar. — vamos levar as coisas devagar. Sinto que há essa intimidade e atração louca

entre nós, mas não estou pronta para mais... É por isso que tenho evitado você. Desculpe. M eu coração bateu forte com sua admissão. Era por isso que me afastou todo esse tempo? Dio! E eu louco de ciúmes me consumindo dia após dia achando que sentia algo pelo bastardo. Sorri mais relaxado e fui até ela de novo, enlaçando sua cintura. — Obrigado por me dizer isso, tesoro. Eu estava à beira de cometer um assassinato. — ela sorriu, os olhos de esmeralda divertidos. — vamos levar as coisas do jeito que você quiser, amor. Sempre. — murmurei e beijei-a de leve. Eu não queria mais parar de beijá-la, mas preciso fazer as coisas certas dessa vez. — você jantaria comigo hoje, só nós dois? — Sim, mas vai ter que ser aqui mesmo no palácio, pois meu amigo está muito machucado. Algum marido ciumento o atacou. — sorriu com uma expressão ainda brincalhona. — você por acaso conhece esse maluco? Eu gargalhei pela primeira vez em muito tempo. Dio! Eu a amo tanto. — Por acaso eu o conheço. Ele é mesmo maluco. Completamente maluco pela sua doce e linda esposa. Seus olhos brilharam, ampliando-se ao ouvir minhas palavras. Ela assentiu apenas e se desvencilhou de mim indo para a porta.

— Vejo você mais tarde. — sussurrou por cima do ombro. Então, eu dei um soco no ar e um sorriso enorme tomou meu rosto. O tiro do bastardo saiu pela culatra. Leon 1 x babaca 0. Estou definitivamente de volta ao jogo. E voltei para ganhar! Ele que me aguarde. Dois dias depois Júlia me avisou que M arcelo partiria no dia seguinte, pois havia recebido uma proposta irrecusável de uma grife de jeans masculino. Um contrato milionário no Brasil. Bem, parece que o dinheiro falou mais alto que o amor que dizia sentir mais uma vez não é? Coincidência? Não. Eu sei, eu sei, sou um bastardo arrogante, mas eu posso. Eu o quero bem longe da minha mulher, então sim, consegui esse contrato. Entrei em contato com a famosa grife brasileira e vou pagar o contrato dele. O dinheiro é nada para mim. Eu daria e faria qualquer coisa para ter minha Júlia só para mim de novo. Atualizando o placar: Leon 2 x M arcelo 0. Fim de jogo babaca! Dois dias depois da partida de M arcelo, foi a vez de Laura ir embora. Eu odeio dizer isso, pois ela é mãe de Júlia e a ama de verdade, apesar de ser um tanto ausente, mas respirei aliviado quando a deixamos no aeroporto. Ela parecia menos azeda comigo. Deu-me um sorriso enigmático ao apertar minha mão. O que a vadia estava tramando? Ok. Vadia é uma palavra muito forte para

minha linda sogra. Acho que é melhor continuar com megera. Depois que voltamos ao palácio pensei com mais calma e uma suspeita tomou conta de mim. A vad... Quer dizer, megera planejou a visita do babaca só para me ver contorcer com medo de perder Júlia. Deve ter se divertido muito. Se for isso, minha sogra é uma mulher inteligente, tenho que reconhecer. M as por via das dúvidas é melhor manter o bastardo sempre bem longe da minha mulher. No dia seguinte quando entrei no quarto de Júlia ela já estava acordada e brincando com Damien na cama. M inha família. M inha! Sorri mais feliz do que estive em séculos e me aproximei dos meus dois preciosos tesoros. Júlia — Bom dia, perla. — Leon sussurrou beijando meus lábios levemente. — Bom dia, Leon. — disse baixinho muito afetada como sempre ficava apenas pela sua presença. M eu corpo ficava enlouquecido cada vez que os olhos escuros pousavam em mim. — Ei, garotão? O que acha de tomarmos café con sua madre? 38 — falou baixinho perto da minha orelha. Deus! Aquilo era tortura. — depois fazer um piquenique só nós três? O que me diz, piccolo mio? Você gostou da ideia? Si, convença-a a vir com a gente.

— Damien se desmanchou em risos para o pai e ele sussurrou suave. — diga a ela como estamos morrendo de saudades, loucos para tê-la só para nós todo o dia. — Leon desviou os olhos negros para mim e eu tremi por dentro. — Então, o que nos diz? — abriu um meio sorriso sexy. — tirei o dia de folga para ficar com minha linda mulher e meu filho. Poderíamos passear de iate. O médico recomendou você tomar um pouco de sol todos os dias. — piscou safado para mim. — você pode fazer topless. M eu rosto queimou e ele gargalhou. — Eu não posso dizer não a isso. Parece maravilhoso: um piquenique e um passeio de iate. — sorri meneando a cabeça. — mas não vou fazer topless. — Assim você tira toda a diversão do passeio, tesoro. — acariciou-me a face. Os olhos ficando intensos. — É tudo tão confuso ainda. — murmurei. — você me prometeu um tempo, lembra-se? Você é... Você é intenso demais... — Vai dar tudo certo, amore mio. Eu vou estar aqui com você a cada passo. — garantiu com olhos brilhantes e me beijou de novo nos lábios, dessa vez eu abri os meus. Foi um beijo doce de início. M as aos poucos

nossas respirações foram ficando ofegantes, suas mãos foram para meus cabelos da nuca e sua boca passou a devorar a minha. Ele gemeu e de repente se afastou levantando da cama. — cristo! Eu não posso ficar perto de você assim e não desejar fazer amor loucamente até cairmos exaustos. Eu sorri mais relaxada. — Por que tenho a impressão de que é exatamente assim entre nós? — levantei uma sobrancelha para ele. — Porque é, delizia mia. — ele sussurrou as últimas palavras e eu senti minha calcinha molhar. — não há tabu na nossa cama. Você é a minha fantasia: linda, aventureira como eu e muito, muito gostosa... — seus olhos queimaram prendendo os meus não me deixando nem piscar. —Você é minha. Completamente minha. Puta merda! Ele com certeza sabe usar as palavras. Caramba! Eu preciso de um copo d’água... E de uma nova calcinha... — Eu acredito. — sussurrei. — Quando você estiver pronta tesoro. Quando você estiver pronta para mim... — sussurrou numa promessa. Seus olhos inflamados. Então, bateram na porta. — Nosso café chegou. — tirou Damien dos meus braços. — vamos esperar a mamãe na sacada. — e saiu tranquilamente conversando com o bebê como se não

tivesse me deixado querendo arrancar suas roupas. Fiquei na cama totalmente muda. Ele era uma força da natureza. Pelo fogo nos seus olhos, eu sentia que não demoraria e estar na cama dele. Lembrei-me de que me disse que poucas horas depois de nos conhecermos deilhe minha virgindade. Eu não teria a menor chance contra ele agora que nossos corpos pareciam enlouquecer quando estávamos perto um do outro. Leon foi acomodar Damien no berço improvisado no quarto principal do iate. Nosso pequeno curtiu tanto nosso passeio, mas se cansou finalmente. Eu estava no convés, debruçada sobre a grade olhando a imensidão do mar azul escuro à nossa frente. Recordei quando chegamos ao cais mais cedo e vi meu nome em letras azuis e bem grandes na embarcação. Fiquei muda e encantada. M eus olhos procuraram os de Leon que estavam em mim, intensos e brilhantes. Eu puxei sua cabeça para mim e o beijei, enquanto Damien se agitava no seu outro braço. Eu realmente apreciei isso. Ele me disse que tinha colocado o nome recentemente. Acho que depois do acidente. Ele me trata como se eu fosse de porcelana e fosse quebrar a qualquer momento. Não o sinto totalmente relaxado em torno de mim. É como se quisesse me compensar por algo... Não sei, mas às vezes sinto isso. De repente senti seus braços me enlaçarem

por trás e eu suspirei pendendo minha cabeça em seu ombro. — Eu te amo. — sussurrou em meu ouvido e beijou a linha do meu pescoço ao ombro. — eu te amo tanto, perla mia. — M eu corpo estremeceu com seu toque, seu cheiro, suas palavras. Virei-me de frente, envolvendo seu pescoço com meus braços. Seus olhos travaram nos meus. — Obrigada por esse dia lindo. — seus olhos me devoravam. Ele faz isso o tempo todo. Acho que até inconscientemente. Nossos corpos se reconhecem no nível mais básico. — eu entendo agora porque me apaixonei por você. — sussurrei e o beijei com tudo que tinha. Beijamo-nos como adolescentes descobrindo o corpo um do outro. Foi um passeio perfeito. Não fizemos sexo. Ele respeitou meus limites o tempo todo e isso me fez cada vez mais encantada por ele, pela forma carinhosa e delicada de me tratar. Eu sinto que sou dele. Ele me reivindica apenas me olhando, mas ainda estou assustada pelo fato de não me lembrar de nada da nossa vida antes. Leon Depois daquele dia maravilhoso que passamos em família. Eu a cortejei como a princesa que ela é. Estou namorando minha mulher adequadamente, esperando,

ansiando pelo momento em que ela será completamente minha de novo. Há duas semanas a levo em encontros românticos na ilha e fora da ilha. Na semana passada jantamos em Paris e voltamos logo depois. Há dois dias fomos a um desfile em M ilão onde Kênia, sua melhor amiga desfilou. Levamos Damien e a babá e só voltamos na tarde de ontem. A surpresa estampada nos lindos olhos dela e o beijo que ganhei quando sua amiga subiu na passarela e percebeu que havia planejado tudo, são impagáveis. Seus olhos com aquela expressão de adoração é o que me dá forças para esperar por ela. Todas as noites depois que a deixo em seu quarto sempre ligo. Eu sei, parece patético. Seria com qualquer outra, mas ela é a minha mulher. A única que amo mais que tudo. — Oi, linda. — murmurei deitando na minha enorme e fria cama. Havíamos acabado de nos despedir na porta do seu quarto após chegar da ópera, mas eu queria, precisava ouvir sua voz para conseguir dormir. Dio! Tô tão desesperado por ela. — Oi, Leon. — sua voz soou rouca e ofegante. Eu não precisava vê-la para saber que estava lindamente corada. — O que quer fazer amanhã tesoro? — Qualquer coisa que você quiser.

— Qualquer coisa, delizia mia? — sorri baixinho. — eu tenho muitas ideias, amore mio. M as, acho que você ainda não está pronta ouvi-las, minha linda. — Leon... Eu... — sua voz soou ansiosa agora. — Shhhh. Eu não estou reclamando, perla mia. Para mim basta estar com você. Eu quero você de qualquer forma que eu puder ter. — Eu realmente aprecio isso, caro mio. — sua voz com um suave sotaque encheu meus ouvidos e meu pau ficou como uma rocha. O maldito bastardo parecia ter vida própria! — Eu amo seu sotaque. Diga que sou seu querido de novo, bebê . — pedi com a voz grossa de desejo. Ela repetiu e eu massageei meu pau. Dio! Eu preciso tanto gozar. M as havia prometido a mim mesmo que só gozaria profundamente enterrado nela. Larguei meu membro indisciplinado com resignação. — vá dormir, bella mia. Eu vou sonhar com você. — Eu também vou sonhar com você, Leon. — afirmou baixinho. — Eu vou fazer tudo com você no meu sonho... — provoquei. — Eu também. Boa noite. Nos vemos amanhã. — disse já com saudade em sua voz. Foda-se! Eu a quero agora, porra! Ela é minha mulher! Eu estou morrendo

aqui! — Boa noite, principessa mia. — praticamente gemi e desliguei. — Dio! M ais uma noite regada a banho frio. — rosnei e me levantei indo até o bar servindo-me de uma dose de uísque. Sempre dormi sozinho, mas a cada noite sem ela sentia-me miseravelmente rejeitado. Era assim que Júlia se sentia quando a mandava para seu quarto após uma longa sessão de sexo? Provavelmente sim. Andei até a sacada, sentindo a maresia. Será que de alguma forma ela sentiu que foi naquele quarto que ela se instalara quando chegara ao palácio quatro meses atrás? Doía lembrar o quanto havia sido cego e estúpido confiando em todos os indícios que os agentes do palácio haviam me mostrado sobre Júlia e meu irmão. Só quando me vi diante do risco eminente de perdê-la é que me permiti reconhecer meus sentimentos. Era amor, sempre foi desde o início. O sexo era maravilhoso exatamente por isso. Júlia era a mulher da minha vida, sei disso agora. Por isso o encontro dos nossos corpos é incrivelmente perfeito. Eu ordenei uma nova investigação por conta própria e os resultados foram surpreendentes: não havia a menor chance de Júlia ter tido um relacionamento amoroso com meu irmão. Ele era homossexual. Por isso fugiu e se afastou de todos, da vida na realeza sempre tão exposta

aos holofotes. Foi um choque para mim. A investigação chegou finalmente à pessoa que destruiu Damien. Era um modelo brasileiro em ascensão. Emir está cuidando de tudo. É aprendi a lição: não fazer justiça com as próprias mãos. M as esse maldito pagaria por ter iludido meu irmão levando-o a tirar sua própria vida. Como pude não perceber isso? Não conhecia meu próprio irmão, era essa a dura verdade. M as havia outra verdade ainda mais cruel: havia seduzido e humilhado uma mulher inocente. Uma garota, Júlia era ainda uma garota linda e ingênua quando a conheci. Ela era virgem! Dio! M inha linda menina era virgem e eu não a tratei com o carinho e respeito que merecia. Foda! Culpa dói pra caralho! Fiquei insano quando descobri a verdadeira história e demiti sumariamente todos os envolvidos na primeira e fatídica investigação que me fez quase destruir a única mulher que já amei na minha vida. Os dias que se seguiram foram um tormento para mim, Júlia mantinha-se acessível, mas algo ainda a impedia de se entregar a mim. Noite após noite eu adormeço sob o efeito das lembranças. Lembranças são tudo o que eu tenho agora. M eu aniversário será dentro de uma semana, o rei sugeriu aproveitar a data para comemorar o restabelecimento da princesa. Era uma ideia excelente, aprovei de imediato.

— Leon, há algum problema? — meu tio quis saber com ar preocupado. Encarei sua figura frágil. M eu tio andava mais cansado que o normal nos últimos dias. — Não, tio. Problema nenhum. Faremos as duas comemorações. Será um presente para Júlia. — Algum progresso? Ela já se recordou de algo? — o rei indagou esperançoso. — Infelizmente não. — levantei-me e reverenciei respeitosamente meu tio. — preciso ir. Prometi levá-la para um passeio pelas redondezas do palácio. Ele assentiu e dispensou-me com um sorriso paternal. Ele é o melhor pai que eu poderia ter. Pouco depois encontrei Júlia conversando com Helena num banco embaixo da figueira próxima à fonte luminosa no jardim da ala norte. Elas estavam se dando bem agora. Helena é uma garota especial. Se eu tivesse a escutado antes, minha Júlia não estaria tão perto e ao mesmo tempo tão longe de mim agora. As duas me sorriram quando perceberam minha presença. — Oi, tesoro. — dei um beijo rápido em seus lábios. — Oi, Leon. — sussurrou com os olhos de esmeralda brilhando. — Eu vou hum... Lá para dentro. — Helena disse levantando-se. Ela parecia um tanto desconfortável. —

bom passeio. Vejo vocês depois. — Há algo errado com Helena? — perguntei vendoa se afastar para a escadaria frontal do Palácio. Júlia a olhou por alguns momentos com uma expressão suave, quase de pena nos olhos. — Ela ficará bem. Vamos? — ela murmurou e a enlacei pela cintura, seguindo pela estrada estreita de cascalho. Algum tempo depois ela tornou a falar: — Helena tem um namorado? Alguém com quem se relaciona? — Não que eu saiba. Helena é um pouco tímida com os garotos. — sorri baixinho. — não diga isso a ela. — Ela é tão jovem e linda. O que acha de convidarmos possíveis pretendentes para ela para sua festa de aniversário? Ela parece uma garota especial, merece ter alguém que possa amá-la. — Eu já disse que te amo hoje? — parei puxando-a para mim pela cintura, devorando-a com os olhos. Ela sorriu lindamente. — Hum... Eu acho que não. — fez um biquinho teatral. — Eu te amo, delizia mia. — gemi em seus lábios, descendo as mãos perigosamente perto de seu traseiro. — e está muito difícil me concentrar em outra coisa com a visão de sua bunda linda apertada nesse jeans. Cristo!

— Leon... Comporte-se! — ela também gemeu, mas enlaçou meu pescoço e me beijou, provocando-me com mordidas suaves. Foda-se! Ela devia trabalhar em alguma agência da inteligência especializada em tortura. Grunhi e cavei minhas mãos em sua bunda devorando sua boca. Pouco depois estávamos os dois ofegantes. Colamos nossas testas tentando recuperar a compostura. Foda! Eu estava oficialmente com o maior caso de bolas azuis da história! Capítulo 11 Júlia Paramos no topo da escadaria que dava para o amplo salão de baile do palácio, meu braço enlaçado no de Leon. Era assim que a Cinderela devia ter se sentido... Divaguei relanceando meus olhos pelo requintado ambiente lotado de convidados, em sua maioria membros da realeza europeia. — Suas altezas reais: O príncipe Leon Vincenzo Di Castellani e Sua esposa a princesa Júlia Di Castellani! — Anunciou o cerimonialista e todos se voltaram para

nós no topo da escada. Um flash de imagem espocou em minha mente e eu soube que já estive ali exatamente daquela forma. Fez-se silêncio imediato enquanto descíamos os degraus, depois aos poucos os murmúrios foram enchendo o salão. A princesa está lindíssima! Nem parece que quase morreu. Dizem que está com um caso grave de amnésia. Não reconhece ninguém. Deve ser péssimo. Céus! Como ela pode esquecer um homem lindo como o príncipe? Ouvi os sussurros quando avançamos pelo salão. Enrijeci. Leon percebeu e segurou mais firme minha mão enquanto me conduzia pelo salão lotado. Ele estava de tirar o fôlego, olhei-o mais uma vez. Quando chegou ao quarto para me buscar mais cedo, fiquei boquiaberta ao vê-lo em seu smoking preto. Cabelos penteados como um samurai. Eu adoro quando ele os prende assim. Ele com certeza deve saber disso. M eu marido é um belo exemplar masculino, sorri orgulhosa enquanto percebia os olhares femininos que se direcionavam à ele. Leon parecia radiante ao meu lado. Eu usava um longo negro com alças finíssimas e um decote generoso nas costas. M inha franja estava maior e caía solta sob uma tiara de brilhantes que pertenceu à sua mãe, a princesa Antonela. Ele me presenteou com todas as suas joias e ainda encomendou outras novas para mim, mas

seu rosto se iluminava quando me via usando algo que foi de sua mãe. Eu gosto de agradá-lo. Seus olhos me devoraram quando abri a porta do quarto e ele ficou lá parado, me observando como se quisesse me ter para o jantar. — Vejo que sua jovem e linda esposa já está totalmente restabelecida. — disse um duque holandês chegando até nós. Seus olhos azuis me fixaram por um tempo maior do que o considerado educado. Leon percebeu e ficou tenso. — Sim, minha linda esposa já está recuperada Sergei. — Leon afirmou apertando a mão do belo loiro à nossa frente. — que bom que tenha vindo. — disse tentando ser simpático enquanto o duque continuava a me encarar. Ele era muito abusado! — Não poderia deixar de cumprimentar você pelo aniversário. — disse sem desviar os olhos de mim, pegando minha mão, beijando-a com galanteio. — e tampouco cumprimentar a princesa pelo seu restabelecimento.

Sujeitinho abusado! Leon fulminou-o com os olhos. Pediu licença com a desculpa de cumprimentar outros e me tirou de perto do duque. Seu braço foi para minha cintura numa clara demarcação de sua posse. Eu dei pulinhos intimamente. — Não gostei dele. — sussurrei em seu ouvido. — É um esnobe galanteador. Tem fama de meter-se com as mulheres alheias. — Leon confidenciou baixinho. — mas numa coisa ele tem razão. — disse virando-me para ele acariciando minhas costas nuas e beijou meu ombro. — minha mulher é linda. — completou roçando seus lábios nos meus. Os olhos escuros me prometendo todo tipo de sacanagem. Ele tem um apelo sexual bruto, cru, enlouquecedor. Cada célula do meu corpo canta quando ele está por perto. É algo visceral. Sua boca sensual se curvou num sorriso lento. Ele sabe que estou cada vez mais perto de sucumbir... — Leon! Finalmente os encontrei. — Helena postou-se ao nosso lado. Ela estava deslumbrante em um longo vermelho. Os cabelos negros presos numa trança elegante. Uma pequena tiara de brilhantes adornava o penteado. Helena era belíssima. Era muito atenciosa comigo e Damien. Sou grata a ela pelo que fez por meus dois homens enquanto estava no hospital, mas não demorei a descobrir o que

me incomodou no momento em que Leon me apresentou à ela. Helena era apaixonada pelo meu marido. Parecia uma boa garota e já deu provas de que não agiria sobre seus sentimentos, mas ainda assim era incômodo ver o encantamento e adoração nos olhos dela cada vez que o olhava. Leon não percebia. Ele a amava como uma irmã, isso me tranquilizava de certa forma. — Helena. — Leon a beijou no rosto. — está linda! O pobre conde Vladimir não consegue tirar os olhos de você do outro lado do salão. Deve ao menos concederlhe uma dança. Helena olhou na direção que Leon indicou e fez uma cara de desprezo. — Não vejo porque dar mais esperanças a ele. — ela encarou Leon novamente e sua expressão se suavizou. — mas não recusaria uma dança com o aniversariante da noite. Tentei com todas as forças não sentir ciúmes. Ela era uma boa garota, não era uma ameaça em potencial. Eu não sinto isso da parte dela. Nós mulheres já nascemos equipadas com um radar para esse tipo de coisa. — M ais tarde, carissima. — Leon prometeu beijando-a novamente no rosto. — a primeira dança está reservada para Júlia. — completou conduzindo-me para

o meio do salão, que reparei ainda estava vazio. — nós iniciamos o baile, delizia mia. — disse baixinho e riu da minha expressão chocada. Eu quase senti pena de Helena ao ver a expressão de tristeza que surgiu nos olhos cor de âmbar. M as não tive tempo para pensar nisso. M eu marido me envolveu pela cintura e me olhando nos olhos iniciou a dança. Ele era um exímio dançarino, constatei não conseguindo desviar meus olhos dos dele. Rodopiamos pelo salão por um tempo que não calculei, pois havia me perdido na promessa sensual da boca, dos olhos famintos de Leon. Num movimento elegante ele me fez girar várias vezes e me trouxe de volta de costas contra seu peito. Sorri e apoiei a cabeça no seu ombro. Pareceu-me algo familiar, muito familiar. Havíamos feito isso antes, eu soube. Leon desceu as mãos pelos meus ombros e braços. Eu estremeci e ele riu baixo em minha orelha. Segurou firme minha cintura e me girou de frente colando nossos corpos movendo-nos agora mais lentamente. Nossos olhares se encontraram, as bocas quase se tocando, as respirações alteradas. Um sorriso perverso e enigmático subiu os cantos da sua boca. Eu sorri também. Ele era tão presunçoso e... Lindo! — Dance com Helena agora. — eu disse ofegante quando a música terminou e ele me levou por entre os

casais que agora tomavam a pista. — ficarei com seu tio nesse meio tempo. — Leon me levou até a mesa do rei e me deixou entretendo-o. Todos na mesa tinham posturas excessivamente rígidas, tentando

agradá-lo com conversas e piadas sem graça. Aquilo cansava, conclui voltando-me para o tio de Leon que já dava sinais de cansaço. Ele parecia nutrir um carinho sincero por mim, notei. Devia ter sido um homem muito bonito quando mais jovem, conjecturei. Os traços do rosto lembravam os de Leon. — Espero que esteja gostando da festa Júlia. Eu e Leon pensamos em você. O povo precisa saber que sua futura rainha está recuperada. — o rei disse com olhos amáveis. Puta merda! Eu ainda não havia pensado nisso. Eu seria a futura rainha. Uau! Não sabia se gostava da ideia. O protocolo real me deixava em pânico. — Sou muito grata por ter pensado em mim, majestade. — disse sendo sincera. — a festa está linda! Está tudo perfeito. — desviei os olhos para a pista de dança. Leon estava dançando alegremente com Helena. Conversamos ainda por algum tempo e o rei pediu mil desculpas, mas precisava se recolher e eu fiquei na mesa cercada por pessoas que eu não conhecia, pelo menos não me lembrava de que conhecia. Pedi licença também me dirigindo à ampla sacada para tomar um pouco de ar. M al me encostei à balaustrada de concreto quando ouvi

uma voz feminina um pouco estridente: — Eu estava mesmo procurando por você. Virei-me e me deparei com uma ruiva exuberante usando um vestido longo com uma abertura lateral que devia ser proibida em público. Seus olhos azuis eram hostis me avaliando de cima a baixo. — Desculpe, eu conheço você? — perguntei confusa e apreensiva. Aquele radar feminino entrou em ação imediatamente. — Ah! Si, conhece. — deu um riso cínico e acrescentou: — mas o príncipe me conhece muito melhor, se é que me entende. — eu gelei. O que aquela mulher estava falando? Ela e Leon? Não podia ser. Ele nunca me deu motivos para ter ciúmes nenhuma vez sequer. Quando saíamos sua atenção era toda minha. Essa mulher estava mentindo. Tinha que estar. — Você está mentindo. — tentei soar convincente. Ela riu amplamente agora. Era muito bonita, mas de um jeito vulgar. — Você realmente esqueceu não é? Bom para você, cara. Por que não terá que saber que sou... — Francesca. — Helena pronunciou o nome da outra com desprezo e se pôs do meu lado. — algum problema? —

Não, nenhum. Eu estava apenas cumprimentando a principessa pelo seu restabelecimento e... — sorriu odiosamente. — colocando-a par de algumas coisas que ela parece ter convenientemente esquecido. Afinal nenhuma mulher gosta de lembrar que foi... — Cale sua boca garota! — a voz de Helena cortoua fazendo-a recuar uns passos. — Oh! A sempre tão composta e altiva Helena perdendo a compostura. — sorriu de novo. — já valeu ter vindo hoje. Sempre defendendo os interesses de Leon... Você não se cansa de... — Cale-se, maledetta!39 Já disse. — Helena a cortou de novo, sua voz era tensa agora. A outra ampliou o riso odioso. Queria humilhar Helena revelando seus sentimentos. — Até mais, senhoras. — murmurou e saiu, seus

quadris movimentando-se além do limite da elegância. — Quem é ela? — virei-me para Helena que já estava composta de novo. Impressionante. Ela parecia uma princesa de verdade, não eu. — Não é ninguém. Qualquer coisa que tenha falado é mentira. Fantasia da cabeça doente de uma garota vadia e fútil. — Insinuou que ela e Leon... — Leon pode falar sobre isso melhor do eu. Pergunte a ele, mas não deixe que a vadiazinha se intrometa na sua relação com seu marido. — Isso é tão confuso, não me lembrar de nada. — suspirei incomodada com as insinuações maldosas da garota. Então sorri. — Vadia? Acho que esse é o primeiro palavrão que ouvi da sua boca. Ela gargalhou de verdade. Isso também era raro em Helena. — Acredite, ela merece cada letra da palavra vadia. — então, ficou séria de novo. — Leon ama você. O mundo todo sabe disso. Está em toda a mídia a história de vocês. Isso incomoda muita gente. Não deixe aquela garota colocar o amor dele por você em dúvida. Não dê esse poder a ela. — suspirou e acrescentou: — Conheço Leon a minha vida inteira. Sua vida sempre foi cheia de mulheres desde a adolescência. Ele as usava e as

descartava. Jamais o vi olhando para nenhuma delas como olha para você. Vem, vamos voltar lá para dentro. Enlaçamos nossos braços e voltamos para o salão. Acho que podemos ser muito amigas um dia. É fácil gostar de Helena. M eus olhos procuraram por Leon e o localizei conversando com um senhor elegante minutos depois. Avancei pelo salão admirando seu porte alto, viril como nenhum outro aqui. Ele me ama. Ama-me e já esperou tempo demais. Um sorriso se formou em meus lábios. Quando estava quase o alcançando um vulto atravessou minha frente em direção à ele. M eu sangue ferveu. Era a vadia da sacada. Ela o abraçou, mas ele esquivou-se mantendo uma distância considerável dela. Gostei disso. Cheguei até eles finalmente e o abracei, seu braço veio imediatamente para minha cintura. O sorriso em seu rosto quando nossos olhares se encontraram tirou meu fôlego. — Senti sua falta. — sussurrei em seu ouvido. — E eu a sua, bebê . — sua voz me acariciou e eu desviei o olhar para a vadia. Seus olhos me atiravam punhais. Sorri e apoiei minha cabeça no peito de Leon sendo invadida pelo seu cheiro maravilhoso. É isso aí, querida. Ele é meu! Leon me apresentou o senhor como Conde Rugiere. A vaca era sua filha mais nova. Helena iniciava uma

dança com o sorridente conde Valdimir quando olhei para o salão. Ele era claramente encantado por ela. M as não formavam um casal harmonioso. Helena ainda encontraria um bom homem que a amasse como merecia. Eu torcia sinceramente para isso. Leon — Vamos subir? — sussurrei na orelha de Júlia. — Sim. Sinto-me cansada. — ela assentiu apoiando a cabeça no meu ombro. — Está tudo bem? — levantei seu queixo a encarando. Dio! Eu a queria tão desesperadamente. M as nunca mais colocaria meus desejos antes dos dela. Esperaria até que estivesse pronta. Cristo! Eu estava morrendo por ela! — Sim. Não se preocupe. — assentiu encarando-me de volta. Seus olhos de esmeralda me devorando. Ela não ideia do que isso faz para mim...— é apenas cansaço normal. — Sussurrou. Abracei-a delicadamente e a conduzi por entre os convidados dessa vez para o elevador privativo que dava direto na ala dos nossos aposentos. Paramos em frente à sua porta e nos olhamos por alguns instantes. A tensão sexual esticada ao limite. — Boa noite, perla mia. — consegui dizer enfim, obrigando-me a me afastar dela. Não seria mais egoísta

com ela. Despi-me rapidamente ao entrar no meu quarto e dirigi-me ao banheiro. Deixei que o jato de água fria caísse sobre meus ombros fechando os olhos. Não sei exatamente quanto tempo fiquei assim. Não, isso não está funcionando... Ela ainda continua em meus pensamentos. Nua... Perfeita... Dio! Ficarei louco se não a tiver logo. Desliguei o chuveiro e enrolei o quadril numa toalha branca, quando retornei ao quarto o que vi me paralisou completamente. Ali, no meio do meu quarto, usando uma curtíssima camisola preta transparente mostrando todo o corpo perfeito estava o objeto do meu desejo: Júlia. Segurava duas taças de champanhe. A vi caminhar lentamente com aquele andar de modelo em minha direção oferecendo-me uma. Eu estava mudo, minha boca aberta como um estúpido adolescente. Nossos dedos se tocaram enquanto recebi a taça e senti o leve tremor da sua mão. — Júlia... O que significa isso? — quis saber tomando um grande gole da bebida, meus olhos famintos passeando pelo corpo delicioso. Nada me agradaria mais do que deitá-la ali mesmo no tapete macio e enterrar meu pau dolorido na sua bocetinha apertada. — Só quero parabenizar meu marido de forma mais... Adequada. — os olhos dela brilharam. Tomou todo o conteúdo da taça colocando-a na mesinha de

centro e voltou a encarar-me. Ela sorriu os olhos adquirindo uma expressão sensual. Virou-me as costas e começou a descer as alças finas da camisola bem devagar, olhando-me por cima do ombro. Foda-se! M eu pau vai explodir! — Porra! — grunhi sentindo-me ainda mais rijo por baixo da toalha. Joguei a taça longe, ouvindo-a estilhaçar contra a parede. Quando Júlia desceu lentamente a camisola pelos quadris e tive a visão enlouquecedora daquela bundinha deliciosa e nua, voei até ela, arrancando a minha toalha com um só puxão. Agarrei-a por trás provocando um gritinho de surpresa quando ela sentiu minha ereção potente contra seu traseiro. Segureia pela cintura com força, me esfregando, cavando meu pau em sua bunda. M inhas mãos subiram gananciosas para seus peitos. Oh, Dio! Gemi alto. Como eram perfeitos... Tão macios... Tão quentes... Tão fartos... Enchi minhas mãos massageando os mamilos túrgidos, ouvindo-a gemer, derretendo-se em meus braços. Como sempre foi. Ela sempre se entrega a mim sem reservas. É vibrante, apaixonante, linda! — Tão gostosa... Tão malditamente gostosa... — rosnei beijando seu pescoço e nuca, mordi com força, lambendo em seguida acalmando. Ela convulsionou e pendeu a cabeça no meu ombro, envolvendo meu

pescoço com os braços, deixando-me ter acesso total a seu corpo. — Tem ideia de tudo que quero fazer com você, delizia mia? De tudo que vou fazer com você? — sussurrei, lambendo sua orelha e puxei seu queixo mergulhando em sua boca com uma urgência louca, enquanto enchia a mão na sua bocetinha quente e pulsante. Senti tanta falta disso. Não consegui conter um grito agoniado. Eu precisava entrar nela. Comer sua boceta gostosa... M ontá-la duro, forte. M assageei seu brotinho sentindo suas pernas amolecerem. Deslizei um dedo em sua vulva melada e apertada e rosnei de prazer. — Leon... Oh! Deus! — ela gritou em minha boca abrindo mais as pernas para meu acesso. — Isso é o que o somos, bebê. — meti dois dedos bem fundo massageando seu ponto sensível lá dentro. — vou comer essa bocetinha gostosa toda a noite. Tá me ouvindo? Não vou sair de cima de você. É isso que você quer? — M inha outra mão se fechou no pescoço macio, mantendo-a imobilizada para mim. — ter meu pau fodendo você a noite inteira? Diga! — girei os dedos dentro dela, massageando duramente seu clitóris. — Ahhhh! Leon... Eu acho... Eu vou... — balbuciou tremendo em meus braços. — Goze! Goze, minha putinha gostosa! — rosnei tomando sua boca de novo e ela gemeu convulsionando

no primeiro orgasmo. Ela teria muitos, esta noite. Seu corpo delicioso ficou mole em meus braços. Respirei ruidosamente tentando recuperar algum controle. Dio! Era a sua primeira vez depois do acidente. Um grave acidente. Eu sou um bastardo! — eu juro que vou tentar ir mais devagar, delizia mia. Eu só... Cristo! Ter você aqui esta noite. De volta para mim. — a virei de frente e ergui seu queixo olhando-a nos olhos lindos saciados e ainda excitados. — é o melhor presente que poderia ganhar e eu surtei, bebê. Desculpe-me... — Shhhhh. — ela me silenciou com o indicador. — não quero que vá devagar. Eu não vou quebrar, Leon. Eu quero tudo. Quero ser sua. Eu sou sua. Tome-me. — suas mãos passearam pelo meu peito e eu assobiei com o prazer de seu toque. Uma expressão safada cruzou seus olhos e ela caiu de joelhos na minha frente. Fodase! Ela vai me matar! Sua mão desceu e segurou meu pau. Oh! M erda! Eu vou gozar antes de entrar nela. Ela me masturbou sem pressa, então cheirou todo o meu comprimento. Foda! Eu amo o jeito que ela faz isso. Uma fêmea cheirando seu macho. Deve ter agido por instinto, porque ela sempre fazia isso antes de me tomar na boc... — Ahhhhhhhhh! Júlia... — uivei quando sua boca tomou o máximo do meu pau sem aviso. — devagar ou

vou gozar, bebê. Eu quero fazer isso comendo sua boceta, esticando você até o limite... Ohhhh! — gritei com sua sugada forte e saí de sua boca com um plop. — porra! Que boquinha gulosa. Você vai pagar por me provocar assim. — a puxei para cima cavei minhas mãos em sua bunda e a levantei, a encaixando direto em meu pau. Suas pernas me abraçaram e ela esfregou sua vulva encharcada por toda a extensão. Rosnei dando um tapa forte em seu traseiro. Seus olhos se alargaram lindamente excitados. — putinha atrevida... Você quer tudo? Vou te amarrar, vendar e foder todos os seus buraquinhos apertados tão duro, que não vai consegui andar amanhã. — ela gemeu e capturei sua boca enquanto a carregava para a cama. M inha língua lambeu a dela num beijo indecente de olhos abertos. Ela é, sem dúvida, o melhor presente de aniversário que já ganhei em toda a minha vida. Depositei-a na minha cama. Nossa cama, o lugar dela dessa noite em diante. Fiquei olhando-a, admirando-a completamente extasiado. — Tão linda... Tão perfeita. — sussurrei avançando sobre seu corpo ela foi movendo-se para acomodar-se nos travesseiros. Pairei sobre ela. Olhos nos olhos, nossas respirações enlouquecidas. Peguei dois lenços de seda preta na gaveta. Seus olhos se alargaram de expectativa e excitação. Ela ama isso tanto

quanto eu. Sorri perverso prendendo seus pulsos acima da sua cabeça. — tem ideia do quanto desejei isso toda maldita noite em que deitei aqui sozinho? — ela arquejou quando minha outra mão separou suas coxas grosseiramente. Posicionei-me entre elas e deslizei meu pau babando em sua boceta quente. — meter nessa bocetinha até o cabo era tudo o que eu pensava. — continuei torturando a nós dois deslizando minha cabeça gorda na sua rachinha molhada. — foda-se! — Oh! Por favor, Leon... — Por favor, o quê? — continuei a torturá-la. Amarrei a venda em seus olhos. — como se sente agora, delizia mia? — Eu me sinto sua, completamente sua. — gemeu movimentando os quadris para mim. Eu me afastei. — Leon... Quero você... Dentro de mim... — gemeu de novo, linda e totalmente à minha mercê. — Diga o quanto quer isso, minha putinha . — afundei a cabeça larga do meu pau em sua vulva. — Oh! Leon... — choramingou quando recuei de novo. — Diga o quanto quer meu pau dentro dessa bocetinha apertada. — suguei e mordi um mamilo e depois o outro. — diga! — Deus! M uito! Eu quero muito! — ela gritou

levantando os quadris com desespero. Sorri arrogante. Ela era minha de novo. Completamente minha. — Prometa que nunca mais se negará a mim, Júlia. — pedi sugando os seios com força. — prometa! — Prometo! — ela gritou ofegante. — Nunca mais me negarei a você. — completou suplicante. Sorri e me posicionei de novo em sua entrada. M eti duro na sua doce bocetinha. — Ohhh! Puta merda! — ela assobiou buscando ar. — você é... M uito grande. — gemeu. — Shhh. Rebole devagar, bebê. — sussurrei em sua orelha, lambendo o ponto que a enlouquece. Ela estremeceu. — si, sua bocetinha é minha. Foi feita para o meu pau. Relaxe... Deixe entrar, bebê. Vou entrar todo... — ela relaxou e ronronou e eu meti tudo até as bolas. Gritamos os dois. — Leon... É tão... Tão gostoso. — balbuciou e levantou o quadril para me encontrar.

— Si, gostoso! Gostoso pra caralho! — concordei tirando todo o caminho e metendo tudo de volta, batendo sem dó. — Dio! Você tem a porra da bocetinha mais gostosa que já comi. Toma meu pau todo nesse buraquinho apertado. Toma tudo! — gritei comendo sua vulva pequena sem trégua. Enfiei minhas mãos por baixo de sua bunda e a trouxe para mim. M eti profundamente nessa posição. Ela se contorceu toda e arqueou as costas me oferecendo os peitos lindos, gritando meu nome. Ela já ia gozar de novo. Essa é a minha garota! — É isso o que você quer Júlia? — perguntei abocanhando seus mamilos fodendo-a impiedoso. — essa boceta perfeita mamando gostoso no meu pau? — Oh, sim... Quero tanto você! — ela gritou extasiada. Soltei seus pulsos e inverti a posição a encaixando em cima mim. — Vem putinha, monta meu pau. — ordenei puxando-a grosseiramente. Ela jogou a cabeça para trás descendo sua bocetinha quase pequena demais para mim. Choramingou empalando-se no meu pau devagar. Ela tomou tudo até o cabo, gemendo de boca aberta. — Porraaa! Você é uma putinha gulosa, não é? — dei uma palmada com força na sua bundinha gostosa. Ela choramingou mais e apoiou suas mãos em meu peito.

Ficou parada acostumando-se comigo. — rebole no meu pau, delizia mia. — movimentou-se devagar, choramingando. A porra da coisa mais linda que já vi. Fiquei selvagem. — rebole essa boceta no meu pau, porra! — ordenei cavando minhas mãos em suas nádegas e a movimentei, enquanto tirava e metia tudo de novo até colar nossas pélvis. Levantei-me e arranquei sua venda, ficando cara a cara com ela. Enfiei as mãos em seus cabelos da nuca e puxei sua cabeça para trás beijando, lambendo, mordendo seu pescoço. Ela estremeceu quando mordi forte e lambi em seguida. — Leon.... Ohhhh! Ahhhhhhhhh! — Gozou forte, sua vulva estrangulando meu pau. — Que gostoso... — gemeu estremecendo. — Isso, putinha... Goze. — grunhi lambendo seus peitos. — Essa bocetinha mamando meu pau é a porra da coisa mais gostosa no mundo todo. — estoquei fundo e nos virei ficando por cima de novo e a comi brutamente. Ela escancarou as coxas, meu pau entrando fundo. Tomei sua boca num beijo voraz e continuei

metendo sem dó até meus dedos dos pés enrolarem e eu gritei montando-a enlouquecido. — porraaaaaaaa! Vou gozar tão forte! Oh Dio! Bebê! Eu te amo! Eu te amo... Ohhhhhh... delizia mia. — caí por cima dela escorregando no suor, esporrando em seu buraquinho apertado. Jorrei e jorrei... Cristo! Parecia que nunca ia parar. Seus braços vieram ao redor dos meus ombros. Eu a apertei contra mim mergulhando até perder as forças. Ficamos assim algum tempo. Eu não queria sair de dentro dela nunca mais. Suas mãos passearam preguiçosas pelas minhas costas e ombros. Senti uma sensação que eu nunca havia sentido. Eu havia feito amor de novo com a mulher que amo. A minha mulher. M inha! As lágrimas voltaram. Foda-se! Eu sou mesmo um maldito maricas! — Isso foi... Foi... — sua voz soou repleta de satisfação, encantamento. — ei, o que foi, caro mio? — suas mãos puxaram meu rosto do seu pescoço com delicadeza. — Desculpe, bebê . — disse baixinho assim que a encarei. — é que... Dio! Depois de tudo... Do acidente... Eu achei que nunca mais teria você assim. Sou tão patético. — gemi envergonhado. Ela sorriu, um riso lindo, suave e seus olhos de esmeralda brilharam quando percebeu minhas lágrimas

escorrendo. — Foi maravilhoso. Foi lindo. Foi intenso do jeito que eu sabia que seria. — suas mãos acariciaram meu rosto, seus olhos mais brilhantes. — você não é patético. Você é lindo. Eu te amo. — completou com voz embargada, lágrimas também desceram no seu rosto. Porra! Eu vou chorar de novo! — Você não tem que dizer isso, tesoro. — sorri tentando descontrair. — não tem que dizer porque chorei como uma mulherzinha. — Shhhh. — ela me silenciou. — não, não tenho. M as eu quero. Eu não me lembro do que sentia antes. Estou falando do que sinto agora. De como me apaixonei por você a cada encontro, a cada passeio, a cada pequeno gesto seu. — não deixou de me olhar nos olhos e sussurrou de novo. — eu te amo, Leon. Eu. Amo. Você. — E eu a você, perla mia. Te amo tanto. — sussurrei contra seus lábios. Enfiei as mãos em sua nuca e tomei sua boca num beijo apaixonado. Nos beijamos lenta e gostosamente. Era o nosso primeiro beijo de amor. M ordisquei seus lábios, fazendo beijo de esquimó. Ficamos assim nos devorando lentamente por algum tempo até que ela cravou suas unhas nas minhas nádegas me puxando para ela. M eu pau ainda estava duro e todo

enterrado nela. Sorrimos nos lábios um do outro, beijando, mordendo, lambendo, chupando. Ficamos cheios de lascívia de novo. — Quer meu pau de novo, bebê? — Sussurrei tirando e metendo de novo girando o quadril. Ela adora isso. — Oh! Deus! — estremeceu e me abraçou com as pernas. — você é tão gostoso. Dei-lhe um sorriso safado e ela corou violentamente. Linda! — Você cora como uma adolescente. Onde está a deusa sexy que me seduziu há pouco? — cravei meus olhos nela. — Você sabe como chamá-la de volta. — ela rebolou lentamente no meu pau, nossos olhares trancados. — Oh, eu a quero de volta. Agora. — gemi. — vou fazê-la implorar para eu parar, principessa mia. Não vai sair desta cama pelas próximas 24 horas... — prometi estocando duro em seu canal apertado e cremoso. — M ostre-me o que sabe, alteza... — provocou-me. Gargalhei. Oh, eu mostraria. Saí de dentro dela, sorrindo com seus protestos. Virei-a de bruços na cama, torturei-a com beijos e mordidas nas costas e ombros, pernas e na bunda gostosa. Ela estremecia a cada toque. Puxei-a posicionando de quatro. Enfiei uma mão em

seus cabelos da nuca, mordi seu ombro e pescoço com força lambendo depois do jeito que ela gosta. — Oh! Leon! — gritou estremecendo. — Primeira lição, principessa: — posicionei a cabeça do meu pau na sua entrada estreita e empurrei forte esticando sua bocetinha até o fundo. Nós dois gritamos, ofegantes. — esta é a posição preferida do príncipe. Ele fica enlouquecido quando entra na sua principessa, assim! — tirei e mergulhei duro de novo. Levei a mão até seu brotinho e o massageei sentindo seus sucos jorrarem mais e mais no meu pau. Afastei um pouco e cuspi no seu cuzinho rosado. Sondei suavemente com um dedo, circulando seu orifício pequeno. — vou foder seu cuzinho agora. — ela ficou tensa. — lembra o que eu disse antes, delizia mia? Você é minha completamente. Seu rabinho está acostumado com meu pau. Nós fazemos isso o tempo todo. — sussurrei em sua orelha retirando-me de sua boceta e enfiando dois dedos dentro levando sua lubrificação para o ânus. M eti um dedo bem fundo no seu buraquinho apertado e ela me apertou. M inha mão desceu em sua bunda linda com força. — quietinha! Abra esse rabo gostoso para mim. Empurre para mim. Relaxe minha putinha... Isso, delizia mia. — gemi enfiando dois dedos agora, girando-os alargando sua bundinha. Ela rebolava e

relaxava obediente. — Ohh! Leon... — O que é, bebê? Você quer meu pau no seu cuzinho? — gemi metendo meus dedos mais fundo, e mordi seu ombro. — diga! — Sim... Eu quero! — gritou empurrando a bunda em mim. Dei uma palmada dura na outra bochecha gorda de seu traseiro. — Você é mesmo uma putinha safada, não é? — tirei os dedos e alinhei o meu pau babando em sua entrada pequena. Segurei seus cabelos da nuca puxandoa para mim e entrei até o fundo rasgando seu cuzinho apertado. M inhas bolas bateram em sua boceta melada e eu revirei os olhos com tanto prazer. Ela miou e ficou muda totalmente empalada. Aberta. — respire, bebê. Respire e rebole devagar. É assim só no início. Prometo que vamos gozar tão forte... — sussurrei em seu ouvido, lambendo sua orelha. Ela ronronou e empinou mais sua bundinha para mim. — boa menina... Tão gostosa... Você foi feita para mim, sabia? Perfeita... Toma tudo, bebê. Toma meu pau todo nesse rabinho quente... ahhhhhhh. — levei uma mão para seu clitóris de novo e o belisquei suavemente enquanto a comia mais forte. Tirei tudo deixando só a ponta robusta e meti tudo de

volta. Ela gritou insana no limite da dor e do tesão. Ela não se lembra, mas é assim que somos. Animais selvagens na cama. — Deus! Leon... É tão... Tô tão cheia... É tão gostoso... — miou me encontrando a cada estocada bruta. — Pooorra! — rosnei, comendo seu buraco com brutalidade. — se você disser isso de novo juro que vou rasgar seu rabo! Vou meter tão forte... Tão forte... Ohhhhhh Júlia! Goze comigo, bebê! Goze! — gritei ensandecido beliscando duro seu clitóris. Ela gritou tão alto... Cristo! Todo o Palácio deve ter ouvido. Aproveitei seu gozo e meti com tudo, meu pau inchando e esporrando jatos e jatos em seu rabinho apertado. Caímos na cama lutando por ar. Dio! Ela vai ser a minha morte. Entretanto, havia um enorme sorriso no meu rosto. Eu sou a porra do bastardo mais feliz nesse momento! Capítulo 12 Leon Acordei perto do meio-dia, sentindo um corpo macio aconchegado ao meu. Não foi um sonho... Júlia está aqui, constatei virando-me para olhar o lindo rosto que ainda dormia tranquilamente. Havíamos dormido quase cinco da manhã, quando finalmente tombamos

sem forças. Eu a tive na cama, contra a parede, no banheiro e... Na cama de novo. Só de lembrar já estou duro. Afastei uma mecha de cabelo da testa dela e lhe acariciei os lábios voluptuosos. Ela se mexeu, mas não acordou ainda. Prossegui explorando o corpo delicioso. Acariciei a barriguinha lisa, subindo para os peitos fartos. Ela abriu os olhos sonolentos e sorriu para mim. M eu coração perdeu uma batida. Linda. Tão linda. — Bom dia, perla mia. — sussurrei traçando uma trilha de beijos pelo seu ventre. — Leon, o que está fazendo? — sua voz rouca do sono me deixou mais duro. Sorri, enquanto deslizava a mão pelo ventre até chegar à sua boceta. Ela abriu as pernas dando-me acesso total. Encarei-a massageando seu brotinho. Introduzi um dedo na sua vulva quente e úmida. Gemi abafado e continuei comendo seu buraquinho assim, sem pressa. Seu canal ficou completamente encharcado para mim. Posicionei-me entre suas coxas. Levantei-a pelas nádegas e meti meu pau lentamente. Ela me enlaçou pela cintura e me puxou fazendo-me esticá-la toda. Grunhindo pelo meu grande volume. — Eu amo o seu jeito de me acordar... — arfou com uma expressão safada nos olhos de esmeralda. — Deliziosa... Oh! Dio! — girei o quadril saindo e

entrando de novo até o cabo. Abri um sorriso lento e a encarei com um olhar perverso. Beijei-a duro e peguei seus tornozelos apoiando-os nos meus ombros. — Delizia mia... — dei uma estocada profunda e gritamos. — Olhe para nós amore mio... — gemi girando o quadril lentamente olhando maravilhado para o ponto onde nossos corpos se uniam. — Sua bocetinha rosada mamando gostoso no meu pau. Dio! Tão linda... Tão perfeita... Amore mio! Mio cuore! 40 — balbuciei bombeando mais forte, mais profundo. — não me canso de comer essa bocetinha gostosa. — grunhi comendo-a duramente. Ela ficava imobilizada nessa posição, tomando meu pau até as bolas. Toda aberta. Linda! — toma tudo, bebê! Ohhh! Gostosa... — manipulei seu clitóris e a comi impiedoso. Batendo duramente nela, nossos corpos se chocando violentamente. Seus peitos lindos saltando com meus golpes. — goze comigo! Goze, bebê! — gritei cravando meus dedos em seus quadris aumentando o ritmo brutal e gozamos juntos rosnando como dois animais no cio. Seu canal me estrangulando enquanto eu a alagava com meu sêmen. A semana seguinte foi intensa na cama e fora dela. Eu a levei para jantar e ao teatro. Todos os dias deixava uma rosa no seu travesseiro. Eu a quero tanto. Nosso reencontro foi

perfeito. Eu vou fazer tudo, absolutamente tudo que for necessário para manter aquele sorrido feliz no rosto dela. Ela disse que me ama. Ama pelo homem que sou agora. Eu vou continuar sendo esse homem porque ela merece. Eu fortaleceria nossa relação a cada dia para quando ela recobrar a memória possa me perdoar por tê-la magoado tanto. No entanto, aquela relativa paz foi alterada numa tarde quando Júlia entrou no meu escritório, um tanto apreensiva. — Vem aqui, bebê. — chamei afastando minha cadeira e batendo em minha coxa. Ela veio devagar e sentou-me em meu colo. A beijei suavemente nos lábios. — o que foi, amor? Parece tensa. — peguei seu queixo e levantei para olhá-la nos olhos. Dio! Será que se lembrou de algo? Eu vivia constantemente sobressaltado com medo de que lembrasse antes de estarmos fortes o suficiente para conseguir superar minha cretinice do passado. — M inha mãe, Leon. — sua voz soou preocupada. — ela me ligou há pouco. Ela não quer me preocupar,

mas está com princípio de depressão, amor. Eu quero ir ao Brasil vê-la. O que!? M inha mente voou a mil: Brasil, Rio de Janeiro, M arcelo! Oh! M erda! Eu sabia. Eu sabia que aquela megera aprontaria algo. Só não pensei que descesse tão baixo manipulando as emoções de sua filha dessa forma, fazendo minha Júlia ficar com aquele semblante preocupado. Porra! O que faço agora? Eu não posso obrigá-la a ficar. Dio! E eu não posso acompanhála porque tenho uma viagem diplomática dentro de dois dias para o Japão. M eu tio pediu que fosse em seu lugar. Foda! Eu não quero minha mulher sozinha à mercê das tramas de sua mãe louca. Sei que Laura não terá escrúpulos em jogar minha mulher nos braços do maldito M arcelo. — Bebê, minha viagem para o Japão será dentro de dois dias. Eu pensei que iria comigo. — acariciei sua face. — não pode deixar para visitar sua mãe assim que chegarmos? Irei com você. — disse tentando mascarar meu desapontamento. — Eu sinto muito, Leon. — seus olhos me fixaram com pesar então eu soube que perdi para a megera manipuladora. — minha mãe só tem a mim. Depressão é uma doença muito perigosa. Ela é muito solitária. Preciso vê-la.

Foda! Não posso dizer à minha linda menina o que penso dessa doença repentina de Laura. Ela quer tirar minha mulher de mim. Por que ela simplesmente não nos deixa em paz para que eu possa me redimir com minha mulher? Eu quis gritar de frustração, mas fui obrigado a concordar. — Claro, bebê. Vou providenciar para que vá visitar sua mãe. — Obrigado, amor. — ela me beijou levemente, seus olhos se iluminando. — eu te amo, sabia disso? M eu peito expandiu. Eu adoro ouvi-la dizer isso. A apertei contra mim não querendo deixá-la ir nunca. — Eu também te amo, perla mia. — puxei seu lábio inferior entre os dentes e a beijei, realmente a beijei. O beijo saiu de controle rapidamente e não demorou muito ela estava com o vestido levantado até sua cintura, sua calcinha afastada, tomando meu pau todo em sua bocetinha perfeita. A fodi com desespero. Não quero, não posso perdê-la. Nossas bocas não pararam de se devorar, minhas mãos cravadas em sua bunda puxando-a para baixo enquanto a encontrava com estocadas furiosas. Ela estremeceu choramingando em seu orgasmo, seu canal me apertando gostoso. Rosnei e meti fundo jorrando dentro dela. Sorrimos ofegantes nos lábios um do outro, ainda beijando, lambendo,

chupando. — quando chegar do Japão eu vou buscá-la, bebê. — sussurrei a apertando contra mim. Permaneci enterrado nela ainda por algum tempo. Eu amo estar em seu calor apertado. Júlia e Damien partiram para o Brasil no dia seguinte no meu jato particular. M eu coração estava apertado desde o momento em que nos despedimos no aeroporto. M as não ficaríamos longe por muito tempo. Ficarei uma semana no máximo no Japão e depois disso vou trazer minha mulher e meu filho de volta. Porém, mais uma vez meus planos foram frustrados. Problemas nas vinícolas me levaram à França. Perdi mais duas semanas. Apesar de falar com Júlia o tempo todo. M eu coração só ficaria tranquilo quando a tivesse comigo em Ardócia, a casa dela. Ela disse que Laura já estava melhor. É claro que estava melhor. Aquela megera nunca esteve doente para começar. Queria apenas afastar minha mulher de mim. Uma tarde quando liguei para Júlia foi Laura quem atendeu. M eu sangue ferveu ao ouvir a voz dela. Nada me agradaria mais do que apertar seu pescoço lentamente. — Leon. Que surpresa. — ela disse com evidente cinismo. Eu bufei.

— Não era para ser surpresa. Esse telefone é da minha mulher. — minhas palavras saíram secas. — chame-a, por favor. Ouvi seu sorriso antes de dizer. — Vou ver se pode atender. M arcelo está visitandoa. — fez uma pausa dramática e acrescentou: — eles estão na piscina. — Oh! M erda! Eu vi vermelho com a menção ao babaca. — Chame-a agora! — meu tom de voz saiu mais duro do que gostaria. Cristo! Aquela maldita estava brincando com as emoções da minha Júlia. — Eu acho que não, alteza. — disse ríspida. — minha filha está se divertindo com um amigo e não vou interromper só porque você quer. Ligue depois. — Você não estava morrendo ou algo assim? — eu estava perdendo minha compostura. M aldita mulher! Ela sorriu de novo. Um som irritante. — Algo assim... — disse ainda rindo. — Ligue mais tarde. Como já disse, Júlia está ocupada agora. — e a ligação foi interrompida. Eu joguei o celular na parede. O aparelho se espatifou todo. Eu passei uma tarde

de cão totalmente desconcentrado nos negócios. Emir providenciou outro aparelho de celular para mim com a rapidez e eficiência de sempre e eu voltei a ligar para Júlia à noite quando finalmente me deitei. Ela atendeu no primeiro toque. — Oi amor. Que saudade. — sua voz sexy e suave encheu meus ouvidos acalmando a fera dentro de mim. — por que não ligou mais cedo? — então a megera não disse mesmo que eu havia ligado. Quero matar essa mulher louca! — tanto trabalho assim que não tem tempo nem para mim? Eu queria abrir o jogo e dizer que sua mãe não me permitiu falar com ela mais cedo, mas não quero ir por esse caminho. Não quero que minha doce menina fique dividida entre duas pessoas que ela ama. Não farei isso com ela. Então não vou dizer como sua mãe é uma maldita cobra peçonhenta que quer nos ver separados. — Oi, bebê. Também estou com saudade, amor. — suspirei enfaticamente. — sinto tanto a sua falta, perla mia. E realmente tenho enfrentado um fluxo grande de trabalho, mas estarei encerrando aqui dentro de dois dias no máximo. Então vou buscar você, bebê. — M inha mãe já está bem melhor. Ela ainda não

quer eu vá. — sua voz soou tensa. — mas também sinto tanto a sua falta, amor. Eu quero ir para casa. Um sorriso se abriu no meu rosto. Ela chamou Ardócia de sua casa. Era a primeira vez que pronunciava isso. Uma alegria e uma saudade sem tamanho da minha menina me encheu por completo. — Eu quero você, bebê. — minha voz soou grossa de tesão. M inha mão foi para meu pau e comecei a massageá-lo lentamente. — Diga que me quer também, amor. Diga. — Eu quero muito você, Leon. — ela sussurrou ofegante. Estávamos ambos no limite após tanto tempo separados. — Você está na cama, bebê? — Estava vestindo a camisola para ir deitar. Eu gemi ruidosamente na linha projetando a imagem dela cobrindo o corpo perfeito com uma de suas camisolas transparentes. — Não vista mais, amor. Vá para a cama. — ordenei louco de desejo. — eu quero você agora. — Como assim, Leon? — sua voz foi ansiosa, excitada e com uma pitada de surpresa. Eu gargalhei. — Vamos fazer sexo por telefone, amore mio. — sua respiração acelerou.

Júlia M eu coração disparou freneticamente com a voz baixa e profunda de Leon. Ele estava claramente excitado. Eu nunca fiz sexo por telefone. Quer dizer, não que me lembre. Entrei em pânico. O que eu tenho que fazer? — Júlia, bebê? Você ainda está aí? — ele perguntou num tom divertido. Eu sorri baixinho. M inhas bochechas incendiando. Como ele podia ter esse efeito sobre mim apenas falando ao telefone? — Si-sim, amor. Estou aqui. — afirmei deitando-me nua na cama. Aquilo era tão decadente e... Excitante. — Ótimo, delizia mia. Você está nua para mim? — sua voz foi apenas um ronronar indo direto nos meus seios e vagina. Fechei as pernas me contorcendo para aliviar a excitação. — Sim, Leon. Estou nua. — revelei com voz tensa de desejo e receio. O que iríamos fazer? Só espero não estragar tudo. Não quero que ele se desaponte comigo. M eu marido é tão viril, sexual... — Nua para mim. Diga, bebê. —sua voz me acariciou e eu gemi. — Sim, amor. Nua para você. — admiti baixinho. Sua risada sexy encheu meus ouvidos.

— M uito bom, amor. Agora eu quero que você se toque. — fez uma pausa. — você vai fazer isso para mim, bebê? Cristo! Eu estou incendiando aqui, Leon! M as acho que essa é a intenção... — E-eu vou. — minha voz saiu tímida. — Eu não ouvi direito. — sua voz foi mais dura agora. — você é minha putinha. Vai fazer o que eu quiser, entendeu? Puta merda! M inha excitação vai a mil quando ele fala essas coisas... Ele sabe disso. — Oh! Leon... — grunhi. — Diga, putinha! — sua voz exigiu ainda mais dura. — Sim, entendi, Leon... — disse tentando soar mais firme. Seu sorriso foi arrogante agora. Não havia mais o carinho de antes. O Leon dominante assumiu o controle como sempre fazia durante o sexo. — Toque seus peitos lindos, delizia mia. — eu levei minha outra mão para um seio depois o outro. — coloque o celular no viva-voz. Você vai precisar das duas mãos para me satisfazer, minha putinha safada. — suas palavras sujas fizeram jorrar líquidos na minha vagina. Eu não contive um gemido alto. Seu sorriso safado acariciou meus ouvidos de novo. — puxe seus mamilos.

Eles devem estar duros agora. Dio! Sua bocetinha já deve estar toda encharcada para mim, bebê... Diz, amor. Diga o quanto sua bocetinha me quer dentro dela agora. — sua voz já estava grossa de desejo. — Ohhh! Leon, amor... M uito! M uito, amor... — balbuciei ainda tocando meus seios, puxando os mamilos duros. — Foda-se! Queria tanto estar aí agora, bebê. Quero tanto comer sua bocetinha gostosa. — gemeu alto na linha. — desça suas mãos pela sua barriguinha linda, amor. Imagine que são minhas mãos em você, descendo bem devagar... Até chegar à sua linda e perfeita bocetinha. Eu estou enchendo a mão nela. Segurando bem forte. M eus dedos espalharam seus lábios gordos expondo seu brotinho e sua vulva cremosa para mim. — grunhiu ruidosamente. Ele também estava se tocando percebi só agora. — Porra! Estou em cima de você agora. Abrindo suas pernas. M eu pau está tão duro pra você, bebê. Estou esfregando a ponta em sua vulva melada. M etendo duro até o cabo. Porra! Que putinha gostosa! — fez uma pausa. Eu estava com dois dedos dentro de mim agora, metendo fundo freneticamente imaginando seu pau enorme me comendo duramente do jeito que nós dois gostamos. — Ohhhh! Leon... — choraminguei.

— O que é minha putinha? Diga o que você quer? — sua voz estava tensa, dura, grossa. — você quer gozar no meu pau? —Sim, amor... Eu quero tanto... — miei metendo os dedos em minha vulva sem trégua e beliscando meus mamilos com a outra mão. — Fique de quatro pra mim, putinha! Vou comer sua boceta apertada tão duro... Tão profundo... — sua voz estava ainda mais tensa. Ele estava perto também. — estou metendo meu pau bem forte em você. M inhas mãos cavando em seu quadril, mantendo minha putinha presa para tomar todo o meu pau. Porra! Júlia! Eu vou... Goze comigo! Goze, bebê! Ohhhh! Ahhhhhhhhhhhh! — ele gozou, seu rosnado animalesco desencadeou um orgasmo intenso em mim. M eus dedos continuaram entrando fundo até a sensação ir diminuindo. M eu corpo todo tremendo de prazer. — Amor... Isso foi tão gostoso... — choraminguei ainda estremecendo. — Você que é gostosa, bebê. Delizioza. — suspirou ainda ofegante. — sou tão louco por você, amor. Eu me deitei lânguida na cama. Completamente saciada. — E eu por você, amor. — sussurrei já meio sonolenta. Seu sorriso sexy e provocante encheu meus

ouvidos. — Eu desgastei muito você, bebê? — Um pouco... — admiti sorrindo também. Ele é tão presunçoso. — mas eu amo quando você me desgasta. Ele gemeu alto. — Bebê você não pode falar assim com essa voz sexy que meu pau vai ficar duro de novo. Foda! Queria tanto estar aí, perla. — disse com saudade na voz. — Eu também. — gemi com saudade também. — vou contar as horas para você chegar, amor. — Ainda conversamos muito, mas nossa conversa girou mais em torno de Damien agora. Leon é um marido e pai muito amoroso. Amo isso nele. Depois que desligamos, adormeci saciada. — M arcelo está lá na sala aguardando você, filha. — minha mãe me beijou assim que entrou no meu quarto pela manhã. Já estava saindo com Damien. Eu estava cada vez mais desconfortável pela forma que o M arcelo me tratava. Sou uma mulher casada agora, mas ele me olha de uma forma quase desrespeitosa. Não gosto também da insistência de minha mãe em infiltrá-lo o tempo todo em nossos programas desde quando cheguei. Sei que ela não se dá bem com Leon, mas está passando dos limites tentando forçar uma barra entre

M arcelo e eu. — M ãe, gosto do M arcelo e não quero magoá-lo, mas sou uma mulher casada agora e amo meu marido. — disse fixando meus olhos nos dela. — Você não se lembra de nada ainda, filha. Como sabe que o ama? — seus olhos castanhos escuros me avaliaram por um momento. — Eu apenas sinto, mãe. Eu sou dele. Completamente dele. — afirmei sem rodeios. — você precisa parar de dar esperanças ao M arcelo. Não haverá nada mais que amizade entre nós. Repito: amo meu marido. Capítulo 13 Júlia Não consegui falar com Leon durante todo o dia. Seu celular sempre dava fora de área quando eu ligava. Estava tão frustrada. Onde ele se meteu? M arcelo tomou café conosco em casa. Depois tive uma conversa esclarecedora com ele. Quando me deixou antes do almoço estava mais contido, meio cabisbaixo. Sinto muito, mas não podia deixá-lo ter esperanças comigo. O que tivemos ficou para trás há muito tempo. Leon é meu presente e futuro. Posso não me lembrar de nada a nosso respeito ainda, mas eu sinto em cada célula do meu corpo que sou dele. Simples assim. Eu disse tudo

isso ao M arcelo. Não haveria mais falsas expetativas da parte dele. Ele garantiu-me que respeitaria minha vontade e espero sinceramente que seja verdade. De qualquer forma, Leon chegará amanhã para me buscar e M arcelo seguirá sua vida. Torço para que encontre uma boa garota que o ame como merece. Ele não é má pessoa. Só está insistindo em algo que já não existe, pelo menos da minha parte. — O que houve entre você e M arcelo? Ele pareceu um tanto triste quando saiu. — M inha mãe quis saber entrando no meu quarto no final da tarde, quando trocava um Damien sorridente se contorcendo na cama. — Eu pedi a ele que não tenha esperanças de algo a mais comigo. Disse que amo meu marido e não farei nada para magoá-lo. — informei sem olhá-la terminando de ajustar a fralda descartável, enquanto meu filho balbuciava alegre. Ela me analisou séria. — Você não se lembra de nada, filha. Prometa-me que vai com calma. Não pule de cabeça assim, rapidamente. Leon... Eu não confio nele. — sua voz soou genuinamente preocupada. — Por que, mãe? Por que não gosta do Leon? — virei-me para ela. Eu estava ficando farta da má vontade dela com o meu marido. — por acaso há alguma coisa

que ele fez a você? Fale-me. — A mim diretamente, nada. M as... Ela foi interrompida pela campainha. Eu revirei os olhos, se fosse M arcelo de novo eu perderia de vez a elegância. Saímos as duas pelo corredor até a ampla sala. — Srª Di Castellani? — o entregador quis saber assim que minha mãe abriu a porta. Tinha um enorme buquê de rosas vermelhas nas mãos. Eu e minha mãe ficamos momentaneamente mudas. — Quem é a srª Di Castellani? — o rapaz franzino repetiu a pergunta. — Eu. Sou eu. — afirmei entregando Damien para a babá que parecia estar sempre a postos. Eu não preciso perguntar para saber que são ordens de meu marido. Ele é tão protetor comigo e Damien. — Assine aqui, por favor, senhora. — eu assinei a folha e devolvi ao rapaz. Peguei o mais lindo buquê que já vi na vida. Enfiei o nariz nas rosas embriagada com o perfume e de felicidade. M eu peito se aqueceu. M eu lindo e amoroso Leon. Havia um bilhete. Peguei-o e o abri rapidamente. Olá, Delizia mia. Estou tão louco de saudades de você, bebê. Estive fora nos vinhedos o dia todo. Muito trabalho ainda aqui... Desculpe-me, amor, mas vai demorar mais uma semana para finalmente ter você em meus braços. Não fique com raiva de mim , tesoro.

Enviei Helena para que faça companhia a você enquanto isso. Ela acabou de chegar aí e está hospedada no Copacabana Palace na suíte presidencial. Vá buscá -la para jantar e mostre um pouco do Rio para ela. Enzo levará você às oito. Divirtam-se! Eu te amo, perla mia. Amo muito. Amor, Leon. M eu coração se dividiu. Estava com lágrimas nos olhos pelas palavras carinhosas, mas triste porque ainda demoraria uma semana para vê-lo, abraçá-lo, senti-lo dentro de mim... — O que diz o bilhete? — minha mãe indagou mais séria do que curiosa. Dei um suspiro frustrado. — Leon só virá na próxima semana. — Tá vendo. É disso que estou falando. — sua voz foi tensa agora. — tenha cuidado, filha. Não dê tudo a ele tão facilmente. Os homens tendem a nos pisar se facilitamos para eles. — Chega mãe! — eu estava à beira de ser grosseira. — Leon é meu marido. Eu o amo e ele me ama. Nós nos amamos, mãe. Aceite isso, por favor, não quero ficar dividida entre você e o homem que amo. Ela ficou muda por alguns instantes. Então sua

expressão suavizou-se. — Eu te amo, filha. Se estou com um pé atrás é porque não quero vê-la sofrer de novo. As palavras dela capturaram toda a minha atenção agora. — Como assim, de novo? — minha voz saiu num sussurro. O que ela sabia que não estava me contando? — Você e Leon tiveram alguns problemas no passado. M as não sei do que se trata. Você nunca me disse a respeito. — ela suspirou alto. — pergunte a ele, Júlia. Pergunte a seu marido sobre o passado de vocês. Todo o passado. Tive um pressentimento estranho com as palavras apreensivas de minha mãe. Será que algo grave havia acontecido entre eu e meu marido? Não, não. Acho que sentiria isso. M as não sinto nenhuma energia negativa por parte dele. Pelo contrário, só sinto amor, carinho... E outras emoções muito fortes, avassaladoras quando me olha, quando me toma, me consome... Nós nos amamos. Não importa o que houve antes. Eu não quero saber de nada. Só me interessa o que vejo nos seus olhos. Eu sou dele e ele é meu. Só isso me importa. — Vou perguntar, se isso a deixa mais tranquila, mas nada vai mudar o que sinto por ele, mãe. — disse firme e a fui até a cozinha providenciar um vaso para minhas

rosas perfeitas. M inha mãe me deu uma trégua finalmente e saiu com algumas amigas para jantar. Preparei-me para ir encontrar Helena. Eu gosto dela. Foi muito atencioso da parte de Leon mandá-la para estar comigo. Eu me olhei no espelho pela última vez deixando escapar um sorriso. Talvez não tenha sido só atenção, mas principalmente ciúmes, pois ele sabia que M arcelo estaria no Rio. No entanto, Leon não tocou no seu nome uma única vez quando nos falamos nessas três semanas. Claro, Enzo e Vitorio meus dois seguranças particulares estavam o tempo todo atentos quando saíamos. Tenho certeza de que meu marido soube de cada passo meu dado no Rio. M as devo dar lhe pontos por não ter mostrado seu ciúme explicitamente. Peguei minha bolsa preta e sai pelo corredor indo direto para a cozinha. A babá estava alimentando Damien. Ele se desmanchou em sorrisos esticando os bracinhos para mim. Sorri de volta. — Oh! M eu lindo príncipezinho. — toquei a pontinha de seu nariz e ele gargalhou mais ainda. — mamãe não pode pegar você agora. Olhe só para você, seu pequeno bagunceiro... Você gosta de bagunçar não é? Seu bagunceiro lindo da mamãe! — ele riu, mas depois fez beicinho quando viu que não o tomaria nos braços.

— ei, não, meu amor. M amãe só vai sair rapidinho. Não vai demorar muito e serei todinha sua de novo, meu bebê. — ele ainda estava claramente chateado, mas Lúcia, sua babá conseguiu contê-lo, chamando sua atenção com os brinquedos usados estrategicamente para essa hora. Vinte minutos depois estava adentrando o hall do Copacabana Palace. Uau! Aquilo era definitivamente muito sofisticado. Um homem vestido impecavelmente veio nos encontrar solícito. — Princesa, Júlia. — disse fazendo uma leve reverência. Eu fiquei muda por alguns instantes. Ainda me sentia estranha quando alguém se dirigia a mim dessa forma, ainda mais aqui no Brasil. Era meio surreal. — seja bem-vinda ao nosso hotel, senhora. Vou acompanhá-los até a suíte presidencial. — eu achei aquilo tudo formal demais, mas tudo bem. Assenti e cumprimentei-o. O homem nos guiou por todo o hall, cabeças se virando para nos olhar. Senti-me um inseto sob a lente de um microscópio. Sempre evitei chamar a atenção enquanto saía todos esses dias. M esmo assim, paparazzi ainda conseguiram fotos minhas e de Damien que eram veiculadas em revistas e programas de tv sensacionalistas. Fui procurada muitas vezes pela imprensa em busca de qualquer palavra minha. Todos

estavam me chamando de Cinderela brasileira. Isso era muito exagerado. Nunca gostei de estar sob os holofotes, então não concedi nenhuma entrevista. Chegamos finalmente à suíte e o homem fez mais uma reverência respeitosa. — Obrigada por nos acompanhar. — eu agradeci. — Foi um prazer, madame. — disse e voltou pelo corredor. — Eu vou aguardá-la lá embaixo, alteza. — Enzo informou fazendo uma leve reverência e seguiu o outro. Eu virei-me no exato momento em que a porta estava se abrindo e eu parei, meu coração deu um salto gigantesco dentro do peito. M inhas pernas ficaram bambas e um sorriso trêmulo se abriu em meus lábios. Uma excitação louca se espalhando por minha corrente sanguínea. Tudo porque não era Helena quem estava ali... Era meu lindo príncipe. M eu marido me fez uma surpresa. Eu pensei que fosse explodir de felicidade. — Leon... Amor. — minha voz saiu instável e ofegante. Seus olhos escuros se cravaram em mim, me devorando, famintos. M eus seios intumesceram e minha vagina palpitou loucamente. Então ele abriu aquele riso perverso, arrogante, safado e... Lindo. M inha calcinha ficou instantaneamente empapada. Puta merda! Leon

Porra! Três longas e malditas semanas longe da minha mulher. M eu coração gaguejou quando abri a porta e finalmente ela estava ali, tão linda e perfeita. Usava um vestido preto com um decote comportado, mas se ajustava às suas curvas com perfeição e acabava há vários centímetros acima dos joelhos. Bebi a visão da minha linda menina sem pressa. Ela corou com minha inspeção faminta e ficou claramente excitada. Sorri, porque sonhei com ela todos os malditos dias em que estivemos longe. — Oi, bebê. — sussurrei e acrescentei: — surpresa! Ela pareceu sair finalmente do transe e pulou no meu pescoço. Eu a levantei do chão e a abracei simplesmente. Sentindo seu cheiro delicioso, seu corpo mais delicioso ainda junto a mim. Dio! M eu pau esteve duro todo o maldito dia esperando, antecipando esse momento. Ela inspirou meu pescoço profundamente. Eu a apertei mais. Abalado, inebriado, apaixonado. Ela por fim levantou o rosto lindo e corado para mim. Eu fechei a porta com um pontapé. Ainda a tinha suspensa, adorando ter sua pélvis diretamente em meu pau. — Obrigada por isso. Eu adorei, amor. — sussurrou emocionada. — Achou mesmo que eu aguentaria ficar mais um dia sequer sem ver você, delizia mia? — sussurrei em

seus lábios, tentando domar a fera dentro de mim. M inha fome desenfreada por ela. — Sem ter você nua em meus braços... Os olhos de esmeralda se iluminaram e ela sorriu entre travessa e tímida. Eu amo isso nela. Essa mistura de virgem e sereia sedutora. — Eu ainda não estou nua. — me provocou chupando meu lábio inferior. Testando meus limites. — Ah, mas você vai ficar, bebê. M uito mais cedo do que imagina. — sorri baixinho e finalmente beijei a minha mulher. M inha! Eu a coloquei no chão e minhas mãos foram possessivas para seus quadris trazendo-a para mim com desespero. Colei-me nela e saqueei sua boca num beijo faminto. Gememos alto. Levantei uma coxa macia para meu quadril e cavei meu pau dolorido direto em sua vulva. Ela grunhiu e puxou meus cabelos. Sorri em sua boca. Ela sorriu também. Nossas línguas se lambendo, se chupando num beijo lascivo. — Leon... — ronronou em meus lábios. — O que é, bebê? — provoquei me esfregando grosseiramente em sua vulva. — o que você quer, amor? — Eu quero você... — rosnou, seus olhos escuros de tesão. Sorri perversamente. Eu adoro provocá-la. — Eu sou seu, bebê. Todo seu. — murmurei

puxando seus cabelos da nuca expondo seu pescoço alvo. Lambi toda a extensão, beijei, mordi, chupei. Suas pernas fraquejaram e eu a levantei nos braços. — estou com tanta fome de você, delizia mia. Vou foder você toda a noite. Vou gozar em cada buraquinho seu. — ela gemeu e apertou as pernas. Eu gargalhei e tomei sua boca de novo carregando-a pelo quarto. Coloquei-a no chão perto da cama. — ponha as mãos na cama, amor. Vou comer você assim. Preciso bem forte e rápido. Tô no meu limite e não vou durar muito nessa primeira vez... Ela fez o que eu disse obediente. Acariciei suas coxas e fui subindo o vestido até expor sua bundinha linda e toda a coluna. Porra! Eu estou morrendo para estar dentro dela, montá-la bem duro... Comer sua bocetinha perfeita. Levei minhas mãos às laterais da calcinha preta fio dental e a rasguei bruscamente. — Sua provocadora de pau! — rosnei e minha mão desceu numa palmada dura em sua bunda. Ela deu um misto de grito e gemido, empinando mais seu traseiro lindo. Puxei meu pau em tempo recorde de dentro das calças. Acariciei-me enquanto metia dois dedos em sua vulva encharcada. — Dio! Eu amo isso. M inha putinha gostosa sempre pronta para levar meu pau. — grunhi e me alinhei em sua entrada escorregadia. Ela rebolou

querendo-me dentro. M inha mão desceu na outra bochecha gorda de seu traseiro. — Leon... Amor... — miou para mim. Eu sorri acariciando onde tinha batido. Beijei e lambi sua coluna, levei minhas mãos para os peitos fartos e os massageei, puxando os mamilos. Ela choramingou de novo. — É o meu pau que você quer Júlia? Hum? — puxei seus cabelos da nuca, fazendo-a olhar para trás, para mim. — diga putinha! Quem é o seu dono? — disse duro e me alinhei de novo na sua vulva pequena. — Amor... — balbuciou desesperada. — Diga! Quem é o seu dono, putinha! — rosnei puxando mais forte em seus cabelos. — Você, Leon! — admitiu ofegante, louca para ser tomada por mim. — só você, amor. Suas últimas palavras me fizeram selvagem. Estoquei em sua bocetinha apertada rasgando até o fundo. Ela gritou alto. Quase gozei. Porra! Ela era a perfeição. Eu nunca senti nada parecido com outra mulher. Nunca. — Oh! Bebê... Tão gostosa... — ronronei tirando e metendo todo o caminho de volta lentamente. — Tão apertada... Tão quente... Estava morrendo sem você, amor.

— Oh! Leon... Deus! Sim, amor... Tão gostoso... — sua voz saiu rouca de luxúria. Continuei comendo seu canalzinho estreito agora com estocadas brutas que a sacudiam toda. Seus braços fraquejaram e ela foi para frente. M inhas mãos a firmaram e bati de novo em sua bunda. — Se segure, porra! Você vai ficar aí quietinha tomando o meu pau todinho até eu gozar nessa boceta gostosa! Entendeu, Júlia? — rosnei sem gentileza e continuei bombeando forte e profundo. Fodendo-a sem dó. Ela assentiu e miou empinando mais a bundinha. — Foda! Que putinha safada! Você adora ser comida assim, não é? Sua bocetinha quente palpitando em volta do meu pau. Pooorra! Delizioza... — uivei e levei uma mão para seu clitóris e o massageei levemente a princípio, depois aumentei o ritmo, combinando com minhas estocadas. Ela quebrou gemendo. Estava quase gozando. Belisquei duramente seu brotinho e ela se desfez. — Ohhhh! Leon.... Deus! Ahhhhhhhhhh! — gritou enquanto gozava, sua boceta mamando deliciosamente no meu pau. Eu me desfiz também. — Dio mio! Que putinha gostosa... Ohhhh! Ohhhhhhhhh! Bebê... — dei um gemido gutural, meu pau inchando e esporrando litros de esperma dentro dela. Sua boceta me estrangulou, palpitando e

prolongando o meu êxtase. — Dio santo! Você vai me matar, delizia mia. — sorri ainda estocando devagar nos nossos últimos espasmos. — Eu digo o mesmo. — sorriu também me olhando por cima do ombro, arfante, corada e linda! Tão linda. — Eu te amo, bebê. — sussurrei puxando seu queixo e a beijei suavemente nos lábios. — Também te amo, amor. — murmurou em meus lábios. Sorrimos cúmplices e saí de dentro dela devagar, gemendo pela perda do seu calor delicioso... Conforme o prometido eu realmente não dei trégua à Júlia. A tive de todas as formas e em todos os lugares da suíte. Quando tombamos sem forças e praticamente em coma sexual na cama, a abracei de conchinha. Afundei meu nariz em seu pescoço macio e arrastei até seus cabelos da nuca. — Esse é o meu cheiro favorito no mundo todo. — sussurrei beijando seu ombro levemente. Ela só ronronou. Eu sorri. Estava totalmente esgotada, mas tinha a mesma fome que eu. Somos absurdamente compatíveis na cama. Ela é perfeita para mim. Estávamos ambos ainda nus. Puxei o lençol sobre nós e me aconcheguei mais em minha mulher. Finalmente estava com ela em meus braços. — Durma mia bella principessa.41 — murmurei e adormeci pouco depois, relaxado pela primeira vez em três semanas.

No dia seguinte acordamos quase dez horas. Fomos tomar banho juntos e acabamos demorando mais do que o necessário... Depois de tomarmos café fomos à casa de Laura que ficava em um condomínio de luxo em Ipanema. Laura havia feito alguns investimentos ruins e perdeu quase tudo que ganhou nos seus tempos de modelo famosa. A casa era o único bem que havia sobrado. Como sei disso? Eu investiguei. Pode parecer arrogante. Ok. É arrogante, mas eu precisava saber tudo a respeito de minha linda e megera sogra porque ela quer me tirar Júlia e eu farei tudo, absolutamente tudo para não deixar que isso aconteça. Quando chegamos Laura não estava. Não pude evitar suspirar de alívio. Júlia me levou para conhecer seu quarto de solteira. Era a cara dela. Decoração feminina e mobília de bom gosto, mas nada extravagante. Discreta como minha menina. Logo a babá veio com Damien. Mio piccolo se derreteu para mim quando me viu. Dio! Parecia uma eternidade desde a última vez que o peguei nos braços. — Piccolo mio, vem com tuo padre. — ele esticou os bracinhos e o peguei. Balbuciou alegre. Eu podia jurar que ele havia dito papai. Sorri, acho que foi só impressão e saudade do mio bambino. Enquanto Júlia arrumava suas coisas fui andar com Damien pela área

externa. A casa era muito boa. Bem localizada. Observei sentando-me numa das cadeiras junto à piscina. — Ora, ora o que temos aqui? — a voz irônica de Laura às minhas costas me teve de pé imediatamente. — você só viria na próxima semana. — torceu os lábios em óbvio desgosto. — pelo menos era o que dizia o bilhete. Eu sorri do seu desconforto. Esse era o meu objetivo: frustrá-la. — Eu não gosto de previsibilidade. — fiz uma pausa significativa analisando-a. — eu vou bem e você? Seus lábios torceram num sorriso cínico. Andou mais para perto. Era uma mulher muito bonita mesmo aos seus quase cinquenta anos. Se alguém quisesse saber como Júlia seria daqui a alguns anos era só olhar para sua mãe. As duas eram muito parecidas. Apenas fisicamente, claro. M inha Júlia era doce, amorosa, sensível... A lista era interminável. — Vou muito bem. — disse me encarando. Eu a admiro por isso. Laura pode ser tudo menos covarde. — Eu vejo. Você não estava muito, muito doente? — meu tom foi escancaradamente jocoso. Ela gargalhou dessa vez. M ulher maluca! — Ora Leon, eu nunca estive doente e você sabe disso. — Sinceridade, ainda que tardia. — cuspi muito

irritado agora. Essa megera afastou minha mulher de mim por um mero capricho. M aldita! Confesso que cogitei afogá-la na piscina. — Sou sincera sempre. — argumentou de volta. — Não com sua filha. Você tem brincado, manipulado as emoções de Júlia a seu bel prazer. — eu estava a ponto de explodir. — Olha só quem fala... — rebateu, seu tom subindo. — você está fazendo a mesma coisa brincando de casinha feliz. Fazendo-a pensar que foi sempre assim, quando minha filha teve que se esconder por sei lá o que você fez com ela. Eu olhei para a casa alarmado. Essa louca queria me ferrar completamente. Júlia não podia ouvir nada disso. Pelo menos não ainda. Eu preciso me redimir com ela. Fazê-la feliz como ela merece antes de abrir o jogo. Eu vou contar. Tenho que fazer isso. Só não estou pronto agora. — Ok. Somos dois manipuladores filhos da puta! — disse entre dentes. — mas eu amo sua filha. Eu errei com ela. Errei feio, mas acredite, isso tem me corroído por dentro todos os malditos dias. Eu só quero a chance de poder me redimir com ela. Dar tudo que ela merece de agora em diante. Os olhos escuros de Laura me dissecaram por um

tempo desconfortável, então ela passou por mim sentando-se numa das quatro cadeiras da mesa sob o guarda sol. — Sente-se, Leon. — me indicou uma das cadeiras. — eu acho que chegou a hora de esclarecermos as coisas. — fez uma pausa. — você se lembra do que eu disse no seu escritório em Ardócia? Hein? Como me lembraria? Ela vomitou muita asneira em cima de mim. M ulher louca! M as é claro que eu não disse isso a ela. Eu falei apenas: — Você disse muitas coisas naquele dia. — A última coisa que disse quando você fez a grande cena de homem das cavernas batendo no peito, gritando seu amor e como não deixaria ninguém tirar Júlia de você. — seus olhos ainda eram provocadores e ela apoiou os cotovelos na mesa, as mãos sob o queixo delicado. — eu disse: Prove. Ah! Foi isso. Ela realmente disse. M as o que isso tem a ver... — Seja mais específica, por favor. — pedi não entendendo onde queria chegar. — Você ainda não me convenceu. — disse sem vacilar me olhando firme nos olhos. — mas vou me afastar e deixá-lo se redimir com minha menina. O que!? Fácil assim? Eu não acredito. Ela deve ter

percebido minha confusão porque explicou: — Não faço isso por você. — ela disse cortando qualquer indício de simpatia que florescia dentro de mim. — faço por Júlia. Ela o ama. Espero que você saiba cuidar dela dessa vez. Eu não podia acreditar naquilo. — Eu farei as coisas certas de agora em diante. — afirmei sem vacilar. — eu a amo muito. Cuidarei dela, fique tranquila. — M inha filha é linda por dentro e por fora. — ela disse e sua voz se emocionou por um momento, mas ela se recompôs novamente. Aquilo amoleceu um pouco meu coração. Ela ama minha Júlia. Temos ao menos isso em comum. — mas há algo que ela detesta, Leon. — pausou me olhando pela primeira sem ironia em seu semblante. — Júlia odeia mentiras. Se quer tanto assim se redimir, comece contando a ela tudo que houve antes entre vocês. Conte antes que ela descubra sozinha e não consiga perdoá-lo. Eu quero ver minha filha feliz. Porra! Eu fiquei mudo um instante. Só ouvíamos os sons inteligíveis de Damien brincando o babador. Eu sei disso. M as, Cristo! Eu preciso de um tempo maior com ela, criando novas memórias. Foda-se! Isso é uma merda! — Sim, eu sei disso. Eu vou contar a ela, Laura. —

assenti tenso. — eu só preciso de um tempo para fortalecer nossa relação. — Certo. — ela levantou-se alisando o vestido de linho azul claro. — eu acho que posso gostar de você. — ela surpreendeu-me pra caralho. M eus olhos a fitaram em busca de algum sinal de sarcasmo. Ela estava serena. — mas ainda é muito cedo... Eu levantei também e sorri. Ok. Ela é mesmo uma mulher maluca. M as talvez, apenas talvez eu também consiga gostar dela depois de tudo. — Eu acho que posso gostar de você também. — ampliei o sorriso quando seus olhos escuros brilharam surpresos. — mas ainda é muito cedo. — ela abriu um riso a contragosto ao ouvir suas próprias palavras. — você tirou minha mulher e meu filho de mim por três longas semanas. Jogou aquele merdinha pra cima dela. — pausei significativamente. — sim, ainda é muito cedo. Ela ampliou o riso dessa vez. Seu rosto transformou-se. Era muito mais parecida com minha Júlia quando sorria. — Ok. Já que estabelecemos que não trocaremos figurinhas agora, fique à vontade. A casa é sua. — disse já me dando as costas. Uau! Isso foi totalmente imprevisível. Eu ainda não

acreditava que tinha desistido tão rápido. M as ela disse que não fazia por mim e sim por Júlia. Talvez estivesse mesmo sendo sincera. Voltei com Damien ao quarto e Júlia estava terminando de arrumar as coisinhas do mio piccolo. Lúcia estava auxiliando. Júlia era tão teimosa quanto a seus antigos hábitos. Negava-se a deixar que os criados arrumassem sua bagagem. Ela tratava todos pelo nome, perguntava de suas famílias. Tão atenciosa mia principessa. — O que foi? — quis saber ao me flagrar parado olhando-a na porta do quarto. — por que está me olhando assim, amor? Fui até ela enlaçando-a pela cintura delicada e beijei seus cabelos. Damien enlouqueceu estendendo os braços para ela. Júlia estava tentando interromper a amamentação. Nosso filho já havia sido amamentado o suficiente. M as ele obviamente não concordava com essa opinião. O bambino praticamente arrancava as roupas dela quando chegava perto. Entreguei-o a Lúcia e ela o levou do quarto. Damien começava uma birra agora. Júlia sorriu, os olhos meio brilhantes. Ela detestava cada vez que tinha que fazer isso. Sentei-me na cama e a puxei para o meu colo. — O que acha de tirarmos folga por uma semana? —

falei baixinho, minhas mãos passeando preguiçosamente pelas costas esguias. — Como assim? — Uma semana longe de tudo. — sussurrei em seus lábios. — só eu e você, bebê. O que me diz? Seus olhos se iluminaram lindamente, mas então franziu o cenho. — E Damien? — O deixaremos em Ardócia. Será bem cuidado, bebê. Não precisa se preocupar. — levantei seu queixo para olhá-la nos olhos. — Eu não gosto de ficar longe dele, amor. — disse com pesar. — mas é só por uma semana? — Si, perla mia. Uma semana tendo minha mulherzinha, mia principessa só para mim. — eu franzi o cenho. — isso soou muito egoísta não foi? M as precisamos desse tempo só nosso, bebê. Ela sorriu aquele riso de menina e me beijou lenta e apaixonadamente. Ficamos ali nos beijando por um longo tempo. Apenas beijando sem intenção sexual por trás. Ok. Admito, não totalmente, pois meu maldito pau

ficou ligado rapidamente. M esmo tendo sido exaustivamente satisfeito ontem e hoje. Cristo! Eu estava dentro dela há menos de duas horas. O bastardo sempre fica assim perto dela. M aldito membro indisciplinado! Almoçamos com Laura num restaurante no Leblon. O gerente se desdobrou para me atender bem. Era um lugar bem agradável. Sempre frequentava quando estava no Rio. Era elegante, culinária maravilhosa e não havia uma horda de paparazzi quando apontávamos na porta. Eles não avisavam aos abutres a chegada de clientes famosos como muitos estabelecimentos fazem para se auto promover. Sempre gostei de privacidade. É claro que na minha posição e, sobretudo, pela minha linhagem, isso nem sempre é possível. No final da tarde embarcamos de volta à Ardócia. De volta à nossa casa. Agora eu realmente me empenharia em mimar, amar minha mulher, sem mais nenhuma interrupção. Capítulo 14 Leon

Olhei minha linda mulher adormecida na cama. O comandante avisou que pousaríamos em Ardócia dentro de trinta minutos. Ela estava cansada. Fodemos como coelhos desde quando nos encontramos ontem no Rio. Sorri, terminando de ajeitar minha gravata. Aproximeime da cama, meu coração cheio de amor por ela. Eu aproveitaria essa semana só nos dois para contar tudo. M as a dúvida martelava em meu íntimo. Como dizer à mulher que você ama com desespero que você a perseguiu, seduziu, usou e humilhou de muitas formas? Ela quase morreu por minha causa... Dio! Eu estou tão fodido! Sentei-me na cama e acariciei seu rosto sereno. Ela gemeu, se espreguiçando languidamente como uma gatinha. — Hummm... — abriu os olhos devagar. — bom dia, amor. Você acabou comigo... — sorriu corando lindamente. Foda-se! Eu não poso ficar sem ela! — Bom dia, bebê. — beijei seus lábios levemente. Seus olhos se abriram mais, despertando

completamente. — O que foi, amor? Por que está assim tão tenso? — inquiriu-me recostando-se nos travesseiros numa posição sentada. Ainda não era o momento. Eu simplesmente sentia isso. Não posso contar agora, porra! — Problemas nos negócios. — a beijei de novo forçando-me a sorrir. — mas vou esquecê-los por uma semana. Tudo que quero é você comigo, perla mia. Ela sorriu me puxando para cima dela. — Eu estarei, amor. — sussurrou acariciando minha face, seu toque me fazendo gemer. — estarei sempre com você. Suas palavras aqueceram meu coração atormentado. — Promete, bebê? — segurei seu rosto junto ao meu com as duas mãos olhando-a nos olhos. — promete que nunca vai me deixar? — foda! M eu tom estava à beira do desespero. Ela deve ter sentido isso, pois seus olhos me avaliaram por alguns instantes antes de finalmente responder: — Prometo, amor. — murmurou em meus lábios. — nunca deixarei você. Deixamos Damien em Ardócia, almoçamos com meu tio e Helena e seguimos depois do almoço para Paris. Desta vez fomos no meu jato particular. Não queria

chamar a atenção e o jato com o brasão de Ardócia definitivamente atrairia os malditos paparazzi. Eu quero desfrutar desse tempo sozinho com minha mulher sem preocupações e intromissões. Estávamos agora num Bentley prateado alugado rumo ao vale do Loire42. Eu mesmo quis dirigir. M as não estávamos totalmente a sós. M inha equipe de segurança está nos monitorando de perto. Dois deles estarão num chalé perto da propriedade onde ficaremos. Quero dar a experiência de férias completas para ela, mas segurança é essencial para alguém na minha posição. Desviei os olhos para o seu perfil. Ela cantava animada my love de Justin Timberlake que tocava no sistema de som do carro. Seu rosto virou da janela para mim, os olhos de esmeralda brilhando, sua boca se abrindo num sorriso incrível. Dio! Nunca me canso de olhar pra ela. Sorri também e cantei o refrão: I can see us holding hands Eu posso nos ver de mãos dadas Walking on the beach, our toes in the sand Caminhando na praia, nossas pegadas na areia Ela gargalhou, o som levemente rouco invadindo o carro. — Você sabe a letra, alteza. — seu tom foi provocante. — isso não é música de mulherzinha? Não foi você quem me provocou porque ouço Coldplay?

— Você não ouve Coldplay simplesmente. Você é fanática, bebê. — eu sorri quando ela bufou ajeitando-se no banco do passageiro. Então, as palavras se fixaram em minha mente. Ela lembrava? Eu não contei isso a ela. Gelei. — você lembrou disso... Eu não contei a você. — minha voz era tensa agora. — quando lembrou? Como? Ela franziu o cenho parecendo intrigada. — Eu não sei, Leon. Eu apenas lembrei-me de você me provocando. Essa imagem só veio na minha cabeça. — me encarou com pesar. — mas não me lembrei de mais nada, amor. Desculpe. — Não se desculpe, bebê. — meu tom foi visivelmente mais aliviado. — Não é culpa sua. Você vai lembrar a qualquer momento. — apertei o volante com força e me concentrei na estrada. Agora eu tinha certeza de que ela realmente se lembraria de tudo a qualquer momento. Foda! Isso me apavorava. Eu precisava parar de ser um maldito maricas e abrir o jogo logo antes que fosse tarde. Após duas horas de viagem chegamos ao Castelo às margens do Rio Loire. Segui a estrada estreita de blocos que cortava o jardim e estacionei à frente, desci e corri para abrir a porta de Júlia. Ela desceu completamente muda, seus olhos brilhantes correndo pela paisagem à nossa volta: um enorme castelo em estilo medieval, mas

a fachada mostrava sinais de restauração recente. Um jardim imenso e bem podado se descortinava à direita, à esquerda uma ponte estreita e levemente arqueada dava acesso ao outro lado do rio Loire. — Oh! M eu Deus! Leon. — balbuciou andando à frente, rodopiou e me encarou deslumbrada. — é lindo, amor! Vamos ficar aqui a semana toda? Eu abri um sorriso enigmático e me aproximei levantando-a nos braços. — Vamos, mia principessa. Vamos conhecer o seu castelo por dentro. Ela enlaçou meu pescoço e sorriu jogando a cabeça para trás. Eu vou trabalhar para ver esse sorriso sempre no seu rosto de agora em diante. Subi os degraus da frente e abri a porta de madeira pesada. Entrei seguindo pelo hall que dava numa sala enorme decorada com mobília do século XIX. Júlia ainda não emitiu nenhum som, apenas admirando tudo silenciosamente. A coloquei no chão. — Onde está todo mundo? Eu pensei que fosse um desses lugares onde aceitam hóspedes. — Eu sorri de novo e ela afastou-se um pouco, mas seus braços ainda estavam em meu pescoço. — o que é esse sorriso? O que você está tramando, Leon? — seus olhos brilhavam de curiosidade.

— Nós somos os únicos hóspedes. — enlacei sua cintura delicada trazendo-a para mim de novo. — esse castelo é seu. Comprei para você, bebê. Seus olhos se alargaram de surpresa. Então ela sorriu. — Aha! Você quase me pegou. — beijou meus lábios de leve. — Você não acredita? A documentação estará pronta na próxima semana. — revelei e seus olhos alargaram de novo. — Amor... Eu não posso acreditar... — balbuciou incrédula e se afastou andando pela sala ampla parecendo uma criança deslumbrada. — é sério? — assenti com a cabeça adorando a reação dela. — amor... Isso é... M uito... Joias são presentes aceitáveis, mas um castelo... Deus! É um castelo Leon! Você é louco! — disse sorrindo ainda surpresa abrindo os braços rodopiando no meio da sala. Aproximei-me dela de novo. — Isso não me deixará falido, bebê. — sorri arrogante. Ela bufou. — Eu sei disso, mas não quero que fique comprando castelos por aí para mim. — ela disse ainda sorrindo. — Já está feito. — toquei seu rosto. — você é mia

principessa. Um castelo pareceu-me o presente perfeito. Então seus olhos amoleceram e ela virou o rosto beijando a palma da minha mão num gesto carinhoso. Seus olhos travaram nos meus e seu sorriso ampliou. O clima mudou, uma expressão safada cruzou seu rosto e sua boca se abriu tomando meu polegar numa sugada lenta e obscena. Foda! M eu pau intempestuoso se sacudiu violentamente. — Eu estou sendo muito mal educada. — murmurou ainda sugando meu dedo. — um presente desse porte merece um agradecimento em grande estilo, meu príncipe. — suas mãos passearam lentamente pelo meu peito. Eu gemi. Adoro quando ela toma a iniciativa. — o que você quer, amor? — sussurrou beijando todo o meu peitoral. — eu farei tudo que você quiser... Absolutamente tudo. — Porra! Ela vai me matar desse jeito. Eu amo quando ela fica assim, toda submissa. Fiquei selvagem. — Você quer me agradar? Hum? — minha voz saiu dura, grossa de tesão. Enfiei a mão em seus cabelos da nuca e puxei trazendo seu rosto a centímetros do meu. — de joelhos, putinha. Vou foder sua boca. Você vai mamar bem gostoso no meu pau e engolir cada gota quando esporrar em sua garganta. Entendeu? Suas pupilas dilataram-se. O verde ficando escuro.

Ela adora quando a trato assim... Quando falo sujo... Seus lábios se curvaram num sorriso atrevido, ela assentiu e caiu de joelhos na minha frente. As mãos indo para meu cinto trabalhando rapidamente. Eu as parei e ela olhou para cima com uma pergunta nos olhos. Sorri arrogante. — Tire a roupa primeiro. Quero ver seus peitos lindos enquanto me chupa. — minha voz era dura ainda. Ela levantou-se sem contestar e começou a desabotoar o vestido verde esvoaçante que usava. A peça caiu lentamente pelas coxas até os pés e ela saiu dele com elegância. M eus olhos devoraram seu corpo perfeito num sutiã branco e calcinha minúscula. Suas mãos foram para o fecho frontal e logo os peitos maravilhosos saltaram para deleite do meu pau que pressionou o zíper das calças ao ponto da dor. Suas mãos desceram por toda a barriguinha lisa. Ela sorriu entre tímida e atrevida e virou as costas para mim. Eu não contive um gemido quando vi sua calcinha branca fio dental enterrada no meio das bochechas firmes de sua bunda deliciosa. — sua provocadora de pau! Ajoelhe-se agora! — minha voz saiu rouca, dura,

desesperada. Ela veio imediatamente, obediente, submissa. Abriu meu zíper e meu pau dolorido saltou livre, ereto, orgulhoso, babando por ela. Seus olhos cravaram nos meus então ela o tomou na mão masturbando-me suavemente. Enlouquecendo-me. M inhas mãos voaram para sua nuca puxando grosseiramente seus cabelos. — Chupe logo meu pau, porra! Ou vou bater nessa bunda linda e foder seu rabo com tanta força que ficará de cama amanhã! — ela gemeu e abriu os lábios na cabeça gorda. Eu meti bruscamente forçando-a a escancarar a boca e relaxar a garganta para acomodar meu tamanho e espessura. A imagem era linda. Seus lábios cheios esticados ao limite à minha volta. Puxei sua cabeça e comecei foder sua boca. — Oh! Dio! Que boquinha gostosa... Foda!!! — gritei quando ela passou a sugar combinando com minhas estocadas. — isso... M ama assim, bebê... M ama bem gostoso no meu pau... Cristo! Não vou demorar muito. — rosnei comendo sua boquinha gananciosa brutamente.

Seus olhos já estavam cheios de lágrimas, mas não se afastava nem um centímetro, lambendo, chupando com força. Tomava todo meu pau sem reclamar. Ela me escraviza com sua entrega total. Ela faz tudo. Tudo que quero na cama. Continuei metendo ferozmente. Nós dois gemendo, grunhindo. — Ohhhhhhh! Delizioza... Eu vou gozar! — rosnei sentindo meu pau engrossar e se retesar ainda mais, ela intensificou as chupadas como se eu fosse seu sorvete preferido. — tome tudo! Engula cada gota, minha putinha... Ohhh! Que gostoso... Ahhhhhhhhhhhhh! — uivei segurando sua cabeça firme no lugar e fodi com mais força esporrando bem fundo em sua garganta. Ela não parou a sucção, engolindo tudo, gemendo alto. Então eu percebi que ela estava se tocando. Safadinha... Sorri quando nossos olhos se encontraram. Seu corpo estremeceu e ela gozou com meu pau ainda enterrado em sua boca. Dio! Foi sexy pra caralho! Júlia Leon me deu aquele sorriso arrogante e safado. Continuou metendo seu pênis em minha boca, mesmo tendo gozado ainda estava ereto. Não sei como isso acontece. M as ele é assim... Insaciável. Ele pareceu ler meus pensamentos, pois seu riso se ampliou. Saiu devagar da minha boca. M eus lábios estavam dormentes.

— Há algo mais que possa fazer para agradá-lo, alteza? — minha voz saiu rouca. Os olhos escuros flamejaram nos meus e eu soube que teríamos outra longa noite... — Você, sua pequena atrevida. — me puxou para ele e me beijou suavemente. Um contraste com a forma bruta que me fodeu antes. — vamos conhecer o quarto principal porque é lá que você vai ficar a maior parte do tempo, principessa. Se meu pau pudesse falar tenho certeza que o maldito estaria gritando seu nome o tempo todo. Eu caí na gargalhada. Ele me levantou nos braços e gargalhou também. Então me carregou pela ampla e sinuosa escadaria para o piso superior. No dia seguinte Leon me levou num passeio pelas redondezas. Fiquei encantada com o pequeno vilarejo. Almoçamos num pequeno e íntimo bistrô e andamos pelas ruas de mãos dadas. Era um conto de fadas. M eu próprio conto de fadas. Leon era muito atencioso. Tratava-me como se eu fosse o centro de seu mundo. Eu o amo cada vez mais. Se é que isso é possível. Desenvolvemos uma rotina. Tomávamos café e almoçávamos no vilarejo, passeávamos até o final da tarde e voltávamos para o castelo, onde nos amávamos com paixão desenfreada. Eu me pergunto se sempre foi

assim... Enlouquecedor, avassalador. Leon diz que somos assim. Eu acredito. Sempre que estamos perto um do outro, nossos corpos simplesmente parecem ter vontade própria. Havia um chateau vizinho, há uns dez quilômetros e Leon me contou que conhecia o dono, um M arquês que comprava seus vinhos para sua cadeia de restaurantes espalhadas pela França. Na nossa penúltima noite fomos convidados para jantar em sua propriedade. Usei um vestido laranja que ia até os joelhos e decote generoso. M eus cabelos estavam maiores. Chegavam quase aos ombros agora. Apenas coloquei uma presilha de diamantes brancos no lado esquerdo. Usei maquiagem leve. Estava quase terminando quando Leon entrou no closet. Parou na porta com as mãos nos bolsos. Estava lindo. Usava um suéter azul escuro de mangas compridas e gola v. Ele gosta dessa cor e fica realmente bem nele. Uma calça cinza chumbo e sapatos italianos pretos completavam o traje. Seus cabelos estavam presos do jeito que eu gosto. Seus lábios sensuais se curvaram num riso irreverente. — Vendo algo de que gosta, principessa? — sua voz foi só um sussurro. Ele avançou devagar, os olhos escuros me devorando também. — Sim, algo que gosto muito. — assenti sentindo

meu rosto incendiar. Ele tem esse efeito sobre mim. Não importa o quão íntimo nós somos. Quantas loucuras fazemos na cama. Eu coro como uma adolescente deslumbrada quando ele me olha assim. Ele enlaçou minha cintura com um braço e levou a outra mão para minha nuca não me deixando fugir de seu olhar intenso. — Eu também vejo algo de que gosto muito, muito mesmo. — murmurou em meus lábios. M inha respiração se alterou. Ele sorriu presunçoso e lindo, consciente de seu poder sobre mim. — Amor, estamos atrasados... — sussurrei completamente dominada por ele. Seu cheiro, sua proximidade, sua beleza viril, máscula, sua sexualidade crua que me tinha a maior parte do tempo excitada, louca para ser tomada por ele em qualquer lugar, de qualquer forma... Ele riu mais ainda, claramente me provocando. — Você tem a mente suja, bebê. — ronronou sugando meu lábio inferior. — eu não propus nada. — lambeu meus lábios. — ainda. —Eu grunhi e ele se afastou gemendo. — vamos, delizia mia ou vou começar a fazer propostas realmente indecentes... — Você é um tarado, alteza. — sorri e peguei minha bolsa. Gargalhou e deu-me uma tapa na bunda quando passei por ele.

— Si, completa e irrevogavelmente tarado na minha mulher. — sua voz me acariciou quando enlaçou minha cintura e saímos do quarto. O chateau era na verdade outro castelo. Parece que havia muitos nessa região. O marquês era um senhor gentil de uns sessenta anos e sua esposa era uma morena de olhos verdes bem mais jovem e voluptuosa. Não gostei da forma efusiva com que ela se dirigiu a Leon. Seus olhos me avaliaram com despeito velado quando me cumprimentou. M as sua atenção voltou-se para meu marido de novo. Havia mais algumas pessoas quando adentramos a sala ricamente decorada. Leon parecia conhecer todos, pois me apresentou relaxado como se estivesse entre amigos. M esmo no ambiente íntimo, havia garçons servindo bebidas e aperitivos. Em determinado momento o marquês convidou Leon para tratar de negócios em seu escritório e eu fiquei apenas com Angeline, sua esposa. — Então, Júlia, o que você fez para segurar o príncipe? — a voz era suave, mas seus olhos eram hostis agora que estávamos sozinhas. — Desculpe-me? — meu tom foi seco. Não gostei nada da suspeita se infiltrando em meu íntimo. Essa mulher havia sido algo mais de Leon? Ela sorriu mostrando os dentes brancos e perfeitos.

— Leon nunca se prendeu a mulher nenhuma. Ele gosta de variedade ma chèri43. — seus olhos passearam por mim e torceu os lábios pintados de um vermelho vivo. — você não se importa com suas escapadas, é isso? Garota esperta. Deve continuar assim se quiser mantê-lo. O quê? O que ela estava insinuando? Que meu marido me trai? M eu estômago se contorceu. Eu já ia responder quando uma garota mais jovem se aproximou de nós. Era também muito bonita. Loira de olhos azuis acinzentados. Cabelos lisos descendo pela cintura delicada. — M axine, ma chèri. — Angeline abriu um riso escancaradamente falso para a recém-chegada. — deixeme apresentá-la a esposa de Leon. Júlia esta é M axine, minha enteada. Os olhos azuis da outra me fixaram desconfortavelmente por um tempo considerado deselegante, então abriu um sorriso semelhante ao de Angeline.

— Ora, ora, a cinderela brasileira. — Seu tom pingava sarcasmo. Eu comecei a me sentir fora de lugar no meio das duas mulheres que claramente me hostilizavam. M as por quê? — então é mesmo verdade. O príncipe foi fisgado. — Chèri você conhece Leon. — o tom de Angeline não deixou dúvidas dessa vez. A tal M axine havia tido algo com meu marido. — ele não consegue se prender a uma única mulher. Você sofreu muito por isso no ano passado, lembra-se? — meu coração teve um baque. O que ela estava dizendo? No ano passado nós já estávamos casados. Então... Leon me traiu? Oh Deus! Não. — Com licença. — consegui dizer, minha voz já tensa. — adoraria ficar e continuar ouvindo seus profundos conhecimentos sobre o meu marido, mas só de olhar para vocês sinto náuseas. — Comecei sair, mas voltei-me de novo. Um ódio mortal crescendo dentro de mim. Eu queria matar aquelas putas disfarçadas de grandes damas. — Ah, só mais uma coisa. Em meu país, o Brasil, as pessoas recebem melhor seus convidados. As mulheres não são umas putas despeitadas e desprezíveis. — dois pares de olhos se arregalaram e suas bocas abriram com minhas palavras esdrúxulas. Ótimo! Foda-se o protocolo real! Essas vadias mereciam

muito mais. — não ficam alardeando que foram fodidas pelo marido de uma convidada. — Saí da sala rapidamente passando pelo hall. Entrei numa varanda e encostei-me à parede para me recompor. M eus olhos arderam. M eu corpo tremia. Eu não posso acreditar nisso, mas não me lembro de nada da nossa vida antes. Não conheço meu marido, essa é a verdade. Tudo que sei é o que ele me mostra agora. E se minha mãe estivesse certa o tempo todo? E se Leon realmente tinha me feito sofrer no passado? Fechei os olhos com força tentando ordenar meus pensamentos. — Júlia? — a voz de Leon me fez abrir os olhos. Ele estava na minha frente os olhos escuros parecendo preocupados. — o que houve, bebê? Por que está aqui fora sozinha? Eu o olhei por alguns instantes tentando puxar minha memória. Tentando desesperadamente me lembrar de algo do nosso passado. Nada. M inha mente era um grande branco. — Eu quero ir embora daqui. — disse já dando as costas e saindo rapidamente. — Ei, o que houve, amor? — ele segurou meu braço tentando me deter. Desvencilhei-me bruscamente e procurei a saída sem ao menos olhar para as pessoas na sala que comiam e bebiam animadamente. Desci os

degraus da entrada apressadamente com Leon no meu encalço. Parei junto ao carro. — houve algo lá dentro? Alguém a ofendeu? Porque se for isso eu vou... — Eu quero ir embora, já disse. — cuspi entre dentes o cortando. Ele me olhou por um momento então suspirou frustrado. — Está bem. Vou só me despedir e já volto, bebê. — sua voz foi suave e preocupada, mas eu estava me corroendo pelo que aquelas duas vacas me disseram. — Vai se despedir de suas putas? — minha voz saiu estridente. Ele voltou-se para mim de novo. Sua expressão chocada. — O quê? — Você ouviu. — meus olhos arderam e minha voz embargou de novo. — a esposa e a filha do M arquês. Você fodeu com elas? — ele empalideceu. Oh! Deus! Era verdade. M eu coração afundou. — você me traiu com elas? Leon cerrou o maxilar e passou por mim abrindo a porta do passageiro. — Entre no carro, amor. Conversaremos em casa. — disse baixinho numa voz tensa. Eu me aproximei da porta aberta e levantei meu rosto para olhá-lo. Nossos olhos travaram e vi tudo lá. Ele havia fodido aquelas

vadias. Ele me traiu. M eu marido amoroso era apenas uma farsa? M eu peito doeu ao pensar na resposta. Entrei no carro, ele contornou a frente e logo assumiu a direção. A viagem de volta foi feita num silêncio ensurdecedor. Desviei os olhos algumas vezes para ele e seu perfil estava tenso, seu semblante sério como nunca vi antes. Entrei no quarto tirando meus sapatos e arremessando-os furiosa num canto. Leon estava na minha cola. — Júlia, aquelas mulheres... — ele passou as mãos pelo rosto e suspirou alto. A culpa estampada em seu rosto. — elas não significam nada para mim, bebê. — sussurrou aproximando-se, mas recuei. — Então é verdade. — meu peito doeu. — você fodeu aquelas vadias! — minha voz subiu vertiginosamente. — você me traiu seu maldito filho da puta! Ele recuou com minhas palavras. Parecia assustado

com minha explosão. — Não, bebê. Eu nunca traí você, amor. Isso foi no ano passado. Nós não estávamos juntos. Eu franzi o cenho. Como assim não estávamos juntos? O que ele estava dizendo? — Como assim, Leon? Eu vi os papéis do casamento. — gritei fora de mim. Eu quero arrancar a cabeça desse bastardo mentiroso! — nos casamos há mais de um ano no Rio! Os olhos dele se arregalaram como se tivesse deixado algo escapar que não pretendia me contar. Uma pergunta começou a se formar dentro de mim. Quem é esse homem na minha frente? Quem é o meu marido? Ele suspirou ruidosamente de novo. — Estávamos separados. — admitiu por fim com voz apreensiva. — eu nunca traí você, amor. — O quê? — isso estava ficando cada vez mais confuso. — por que estávamos separados? E por que deixou uma informação tão importante como essa de fora quando me contou tudo no hospital? — o analisei por alguns instantes. Sua postura tensa, rígida, apreensiva. — ou você não me contou tudo por alguma razão em especial? O que mais está me escondendo, Leon? Porque estou começando a me perguntar se meu marido, o homem por quem me apaixonei é uma farsa.

Ele grunhiu com minhas palavras duras e veio até mim de novo. Eu não recuei. Precisava de respostas e as queria olhando nos seus olhos. — Nos separamos porque fui um idiota. — disse num fio de voz. Fez uma pausa muito longa. — estive com muitas mulheres quando estávamos longe. Eu era um prostituto antes de você, bebê. Não me orgulho disso, mas apenas usava as mulheres para meu prazer. Nunca senti nada por nenhuma delas. Imagino que aquelas duas insinuaram que não ficaria muito tempo só com você. — suas mãos levantaram para meu rosto, segurando-o em ambos os lados, seus olhos me olhando com o amor que me acostumei a ver neles. — elas estão erradas, amor. Eu nunca amei antes de você. Si, fodi muitas mulheres, inclusive aquelas vadias que atormentaram você. Angeline era solteira quando estive com ela, caso esteja se perguntando. Eu odeio traição, Júlia. Nunca traí. Sempre foi uma de cada vez. Se não fiz isso quando apenas fodia, por que faria com a única mulher que importa para mim? A única que amo e sempre vou amar? Eu pisquei e minhas lágrimas desceram. Suas palavras, sua proximidade, seu cheiro, seu amor estampado em seu rosto, em seu olhar me amoleceram. Ele parecia sincero. Eu o amo tanto e quero

desesperadamente acreditar. Seus dedos limparam as lágrimas numa carícia suave. — É só você, amor. Sempre foi. Sempre será. —

sussurrou e uma de suas mãos desceram para me puxar pela cintura. Nossos corpos se tocaram. — não dê tanto poder àquelas víboras, bebê. Era exatamente isso que queriam. Que brigássemos. As palavras de Helena vieram nítidas na minha cabeça. Nossa felicidade iria incomodar muita gente, ela disse exatamente isso: não dar poder a outros, ou outras que tentassem envenenar meu relacionamento com meu marido. — Você é um idiota. — meu tom não era mais raivoso. E seus olhos se iluminaram sutilmente. — Si, eu sou. — abriu um meio sorriso. — mas ajuda se disser que sou um idiota muito apaixonado pela minha linda, feroz e ciumenta principessa? Um sorriso brincou nos meus lábios. Eu o amo tanto. Danem-se aquelas vadias e todas as outras que ele fodeu. Ele me ama. Eu posso sentir isso. No entanto, não facilitaria para ele. — Ainda estou zangada. — minha voz não soou convincente e os cantos de sua boca subiram naquele riso sexy e arrogante. — Não, não está. Você está louca para me beijar. — murmurou contra os meus lábios, sua mão descendo para o meio da minha bunda. Seu dedo médio fez pressão bem no meio das bochechas e ele espalhou os

dedos me puxando para seu pênis já visivelmente acordado. Esfregou-se em mim com uma expressão devassa nos olhos escuros. — Não, não estou. — miei já loucamente excitada com a pressão de seu dedo deslizando para cima e para baixo no meio da minha bunda. — Não banque a difícil, bebê. Dizem que sexo de reconciliação é excepcional. — continuou moendo seu pau em minha pélvis, numa dança erótica. Puxou meu lábio inferior com os dentes. Sorriu pecaminoso quando gemi. —Quero foder minha mulherzinha gostosa agora. — suas mãos cavaram em minha bunda me levantando e minhas pernas enrolaram automaticamente em sua cintura. Eu bufei. — Você é tão romântico, amor. — provoquei e ele me puxou grosseiramente para seu pau duro sob as roupas, me esfreguei nele desavergonhadamente. Seu sorriso se ampliou com minha rendição — Até quando fodemos é sempre fazer amor com você, bebê. — pronto, ele me ganhou totalmente com essa frase. Nossos olhos travaram, sem provocação agora. O clima mudou para algo cru, primitivo e ele tomou minha boca num beijo exigente. Nossas línguas duelando indecentemente. Sorrimos na boca um do outro ofegantes, lascivos.

— Eu te amo, bebê. — gemeu em meus lábios. — Também te amo, amor. — gemi de volta e nossas bocas se devoraram de novo, enquanto ele me carregava para a cama dossel enorme. Nós somos isso. Eu não vou deixar ninguém atrapalhar minha felicidade. E minha felicidade é estar assim, nos braços de meu marido. Sendo amada, invadida, completamente dominada por ele. Capítulo 15 Leon Voltamos à Ardócia há dois dias. Júlia surpreendentemente tem se lembrado de coisas que aconteceram antes do acidente. Ontem perguntou sobre a mãe de uma das babás que havia feito uma cirurgia delicada há cinco meses. A babá ficou eufórica pela lembrança. Eu fiquei alarmado. Tomei uma decisão: contaria tudo a ela hoje à noite num jantar romântico. Nós estávamos muito bem. A discussão na França não nos abalou. Contei pelo menos parte da verdade. Acho

que há uma chance dela me perdoar. Eu faria isso. Si, não adiaria mais. Ela merece isso. E eu preciso de paz. Depois de fazer a reserva no melhor restaurante da ilha, recebi uma ligação do meu tio convocando-me à sala do trono. Eu franzi o cenho. Devia ser algo muito sério. M eu tio geralmente não era tão formal comigo. Avisei a Helena e saí imediatamente. Quando entrei no amplo salão estaquei. O parlamento inteiro estava ali. Coloquei-me sobre um joelho e reverenciei o rei. Ele mandou-me levantar. Avancei pelo tapete vinho escuro que levava ao trono onde ele estava sentado. Cumprimentei os membros do Parlamento e todos se curvaram em reverência a mim. O que estava acontecendo ali? — Sente-se, meu filho. — meu tio apontou a cadeira do lado do trono que sempre ocupei nas sessões de Estado, desde quando fiz dezoito anos. Eu sentei-me apreensivo. Todos me olhavam como se temessem minha reação diante do que estavam prestes a me dizer. — Perdoe-me majestade. — disse em tom respeitoso. — mas o que é tão importante que requer uma sessão extraordinária do Parlamento? — Não há uma maneira mais fácil de dizer isso, meu príncipe. — meu tio disse na voz solene que usava naquela sala. Era o rei falando. Fez uma pausa me

encarando sério. — seu pai teve dois filhos fora do casamento. Você tem dois irmãos mais novos, Leon. O que!? Eu fiquei estupefato. Sem qualquer reação. M eu pai teve dois filhos além de mim e Damien? — M eu pai? Como é possível? Eu não posso acreditar nisso. — minha voz saiu esganiçada. Que porra é essa? — Foi um choque para mim também quando M arco me contou agonizando pouco antes de morrer. — Pouco antes de morrer? M as isso foi há quase vinte anos, tio. — eu me senti enganado. — o senhor soube esse tempo todo que tenho dois irmãos e nunca me contou? Por quê? — eu amava meu tio como a um pai. Senti-me apunhalado. — Acalme-se, filho. — me olhou com o carinho que sempre me cativou. Era o meu tio falando agora. — meu irmão estava morrendo quando me revelou isso. Ele não teve tempo de dar mais detalhes, infelizmente. — fez uma pausa e prosseguiu ainda me olhando claramente preocupado comigo. — passei anos investigando sem sucesso. Somente há seis meses conseguimos chegar aos possíveis filhos de M arco e confirmamos há apenas duas semanas. Há dois príncipes de Ardócia lá fora, Leon. Dominic Harper que vive em Nova Iorque e o mais novo Jayden Samuel King em Londres.

Suas palavras aliviaram um pouco da sensação de me sentir traído por ele, mas as últimas assustaram-me pra caralho. Eu tenho dois irmãos. Porra! Eu tenho dois irmãos! — Essa investigação é segura? — Dio Santo! Depois da experiência traumática recente eu não estava pronto para outra investigação amadora. — digo, podemos confiar que esses... Que eles são mesmo meus irmãos? — eu não sabia ao certo o que sentia no momento. Eu tenho dois irmãos. Porra! Eu tenho dois irmãos! — É perfeitamente segura. A paternidade foi confirmada com os testes de DNA. Eu mesmo forneci o material genético. — meu tio informou analisando a minha reação. — Quem são eles? O senhor já os viu? Quer dizer, como eles são? — o rei abriu um pequeno sorriso diante da minha torrente de perguntas. M eu tio é muito amoroso e apegado à família, com certeza vai querer aproximá-los de Ardócia. Eu ainda não sei como me sentirei vendo a prova real da traição de meu pai. — Eles são homens de bem, filho. Tiveram suas batalhas, mas venceram por conta própria. Eles são indiscutivelmente Di Castellani. Príncipes de Ardócia. — fez uma pausa significativa. — não, ainda não os vi

pessoalmente. Tudo que sei deles está no dossiê. — O assessor do rei me entregou um espesso dossiê. — eu os quero aqui, Leon. São meus sobrinhos, seus irmãos, sangue do nosso sangue. Comecei a folhear o documento com mãos instáveis. Certidão de nascimento, fotos deles ainda crianças, adultos. Eram meus irmãos. Dio! Isso é tão inacreditável. M ais documentos, resultados do DNA. Parei nas fotos mais recentes. Os dois tinham praticamente o meu porte físico. M orenos, cabelos negros. Dominic tinha o tom de pele mais claro e olhos verdes escuros intensos. Jayden, o mais novo, tinha cabelos bem curtos, estilo militar, olhos escuros parecidos com os meus. Havia um ar de leveza e irreverência no olhar de Dominic. Jayden tinha uma expressão carregada, arrogante. Abri um sorriso me reconhecendo nele. — Posso ficar com isso um pouco mais? — quis saber fechando o dossiê. — quero olhar com mais calma. — A razão de chamá-lo aqui, Leon é que eles concordaram em encontrar com você na próxima semana em Nova Iorque. — A voz de meu tio soou solene de novo. Era o rei falando. Eu ouvi atento. — Você irá encontrá-los e trazê-los a Ardócia, meu príncipe. Fiquei tenso. Pela primeira vez quis desobedecer a

uma ordem direta do rei. Eu estava ainda sob o efeito daquela revelação que mexia com toda a minha vida. Com tudo que lutei para perdoar desde quando meu pai morreu. Eu amei e idolatrei meu pai até aos quatorze anos. M as essa admiração caiu por terra quando o flagrei fodendo sua assistente sobre a mesa de seu escritório. Essa é a razão pela qual não suporto traição. Vi minha mãe, minha linda e amada principessa chorar a cada caso extraconjugal dele. Eu o odiei depois disso, mas quando morreu tentei perdoá-lo. Então, agora os frutos de seus casos aparecem assim, do nada. Não sei se isso é egoísta da minha parte. Provavelmente é, mas só quero analisar melhor a situação. Eu chorei a morte de Damien. Pensei que estava sozinho e agora... Descubro que tenho não um, mais dois irmãos. Não sei se odeio o meu pai por expor nossa família assim, ou se o agradeço por me deixar mais dois irmãos. — Posso contar com você, meu príncipe? — a voz imperiosa de meu tio me trouxe de minha introspecção. Ele só usava esse tom quando não queria ser contestado. — Claro, majestade. Irei encontrá-los, se essa é a sua vontade. — afirmei resignado a deixar minhas próprias impressões e sentimentos sobre o assunto de lado. — Obrigado. — sua voz era quase paternal. M eu

tio assumindo agora. — como se sente sobre isso, filho? Suspirei longamente. — Eu não sei, tio. Ainda estou sob o impacto da notícia. — Não os culpe, filho. Eles não têm culpa de nada. — disse sereno. — se existe algum culpado é meu irmão pela sua conduta inadequada e, sobretudo pela forma como os deixou esquecidos por tanto tempo. Abra seu coração para seus irmãos, Leon. O perdão é uma característica tão admirada nos governantes quanto a inteligência. Eu o criei para ser um rei, um grande rei. — Si, meu rei, vou encontrá-los. — prometi com firmeza. — Há algumas coisas que precisa saber a respeito deles, no entanto. — seu semblante se fechou. — Dominic perdeu sua mãe ainda adolescente e viveu de favores nas casas de vizinhos até completar a maior idade e Jayden... — meu tio fez uma pausa dramática. — ele passou por, digamos contratempos bem maiores. Aquilo teve minha atenção imediatamente. Eles eram meus irmãos. Senti-me mal ao saber que passaram dificuldades enquanto eu sempre vivi cercado de luxo e protegido pelo meu título. Título que também era deles, por direito. — Que contratempos? — me vi indagando. Ainda

não me decidi como me sinto a respeito deles. — Jayden foi abandonado pela mãe aos quatro anos num lar adotivo de Londres. Passou por três famílias que acabaram o devolvendo ao orfanato. Fugiu de lá aos treze anos e viveu nas ruas até ser preso por delinquência juvenil aos dezessete anos. Parece que tinha uma veia muito violenta. — Dio mio! Eu fiquei completamente mudo. Aquilo foi a consequência do abandono de meu pai. Foda! Eu senti vergonha por ele. — eu conto com você para convencê-los a vir a Ardócia, serem finalmente agraciados e reconhecidos por seus títulos: Príncipes Di Castellani. Eles são tão príncipes quanto você, filho. É o mais velho, o Príncipe herdeiro, cabe a você juntar seu sangue, acolhê-los. —Sei disso, tio. — Assenti sentindo a garganta fechando. Porra! Além de Júlia, meu tio é o único que sabe me pegar pelas bolas. Foda! Eu vou encontrar esses bastardos44 e arrastá-los até aqui nem que tenha que amarrá-los. Naquela noite quando nos preparávamos para ir ao restaurante, Helena ligou aflita no meu celular. M eu tio havia sentido fortes dores no peito e estava sendo examinado pelo Dr. Piazzoni. Fomos até os seus aposentos. A situação já parecia sob controle. M eu tio já fora medicado e o Dr. Piazzoni já estava de saída.

Helena estava sentada na borda da cama com olhos vermelhos. Ele era a única figura paterna que nos restou. Nós dois o amamos. — Promete que vai se cuidar melhor, tio? — Helena pediu baixinho, apreensiva. Ele sorriu recostado nos travesseiros. Levou a mão ao rosto dela. — Si, mia bambina. Prometo, é apenas cansaço natural. — sua voz era cansada mesmo. Vou ficar mais atento à saúde dele. Estive tão envolvido em meus próprios problemas que o tenho negligenciado. — não tenho mais trinta anos. Aproximamo-nos eu Júlia e também conversamos com ele. Parecia melhor, mas ainda com uma expressão cansada quando deixamos seu quarto cerca de meia hora depois. Voltamos para a nossa ala. — Ainda quer ir ao restaurante, bebê? Posso ligar para que mantenham a reserva. — indaguei enlaçando sua cintura assim que entramos no nosso quarto. — Não, amor. É melhor deixarmos para outro dia. — seus olhos estavam preocupados. — seu tio não parece bem, Leon. M inha linda menina. Tão sensível e amorosa. — Também acho. Obrigada por ser assim. — sussurrei em seus lábios, minhas mãos acariciando suas

costas nuas no decote do vestido. — Assim como? — seus olhos se iluminaram para mim. — Linda por fora e por dentro. Carinhosa, atenciosa, perfeita. — murmurei beijando-a suavemente. — vou pedir nosso jantar, então. Onde quer comer? Na sacada, ou na cama? — ela abriu aquele riso lindo e travesso de menina. — Você é tão pervertido, amor. Vamos jantar na sacada. Quero namorar um pouquinho e se ficarmos na cama em pouco tempo você estará em cima de mim. — Você pode ficar por cima, bebê. — eu a virei de costas para meu peito e sussurrei em sua orelha. — eu deixo. — ela gemeu quando lambi o seu ponto fraco. — Leon... Assim não vale, você joga sujo. — ela ronronou pendendo a cabeça em meu ombro. Sorri segurando sua cintura firme e puxando-a para mim. Ela sentiu meu pau já despertando no meio de sua bunda deliciosa. Subi uma mão para os seios e desci a outra pela barriguinha reta, chegando à sua bocetinha. Cavei ali com fome. Ela grunhiu abrindo mais as pernas. Então eu me afastei. — Leon... — ela miou com a perda do contato. Eu sorri passando por ela rumo à sacada. — Vamos namorar, bebê. Não é isso que você quer?

— disse inocentemente por cima do ombro. Seus olhos flamejaram e ela sorriu com uma expressão safada no rosto. — Dois podem jogar esse jogo, alteza. — sussurrou e me seguiu. — vou fazer você me implorar mais tarde. — Eu gargalhei e dei uma tapa na sua bundinha empinada quando passou por mim. Pedi uma refeição leve e jantamos na sacada. Quando terminamos Júlia veio para o meu colo toda dengosa. A abracei bem apertado e ficamos assim sentindo a brisa marítima nos envolver. Eu havia resolvido contar tudo, mas agora depois da bomba que explodiu sobre minha cabeça, só quero estar assim com ela. Não posso arriscar contar e perdê-la, porque sei que não será algo fácil de ser contornado. Pode parecer covarde. Ok. É covarde, mas fiz muita merda. M enti, seduzi, enganei... Dio! Preciso dela comigo, pois sinto que essa aproximação com meus irmãos recémdescobertos vai exigir muito de mim. Não posso esquecer que eles são frutos das traições de meu pai que fizeram minha mãe tão infeliz. Foda! Por outro lado tem o pedido de meu tio, para não julgá-los pelos erros de meu pai. Isso é muito fodido. — O que foi, amor? — Júlia levantou a cabeça do meu peito e me olhou com aqueles olhos lindos. —

tenho percebido você tão tenso ultimamente. Há algo perturbando você? Fiquei olhando-a por alguns momentos. Levantei minha mão e acariciei seu rosto. Conte! Conte agora seu bastardo! Uma voz martelava em minha cabeça. Suspirei e me acovardei mais uma vez. Eu não vou suportar perdê-la. Eu só não consigo, porra! Então resolvi contar a minha recente perturbação. — Si, perla mia. — levantei, andando com ela nos braços, sentando-nos na espreguiçadeira. — descobri coisas a respeito de meu pai que me deixaram... Desapontado. — Quer compartilhá-las comigo? — ela acaricioume o rosto, colocando uma perna de cada lado dos meus quadris, montando-me. Olhando-me cara a cara com aqueles olhos de esmeralda. Enlacei sua cintura e a puxei para mim. Eu amo essa intimidade que criamos. Essa cumplicidade que cresce a cada dia. M as ainda não me sinto seguro. — M eu pai teve dois filhos fora do casamento. Um vive em Nova York e o outro em Londres. — sussurrei sem alento. — Oh! Isso é realmente... Chocante. — ela assentiu. — Si é. Ele só contou a meu tio pouco antes de sua morte. Não deu detalhes. M eu tio passou anos

investigando sem sucesso. Há duas semanas finalmente conseguiu confirmar que tenho mesmo dois irmãos, mas nosso pai jamais os reconheceu como príncipes de Ardócia. — desabafei. —Deve ficar feliz por ganhar dois irmãos de uma só vez. Helena me contou como a perda de seu irmão mais novo o afetou há dois anos. — fiquei rígido com a menção de Damien. Eu ainda não falei muito sobre ele com ela. Sinto que Damien pode ser o gatilho que trará todas as lembranças. Então tenho me esquivado do assunto por precaução. — Helena deve aprender a cuidar da sua própria vida. — disse irritado. Os olhos de esmeralda se alargaram me analisando surpresos. — Por que nunca fala dele comigo? Por quê? — sua voz baixa mostrava apreensão. Foda-se! Ela já estava desconfiada. — Júlia, amor. É um assunto muito doloroso para mim. — suspirei ruidosamente. — doloroso de muitas formas que não posso dizer agora. — O que houve Leon? Conte-me. — pediu-me preocupada. — Damien se suicidou. Ele tinha problemas e preferiu fugir, em vez de enfrentá-los. — Disse

transtornado. Dio! Até quando iria manter aquela farsa? Preciso contar a ela. M as sou um bastardo covarde, tão fraco quando se trata dela. Não posso correr o risco de perdê-la. Ela é meu mundo. Enlacei-a pela cintura e levantei-me com ela nos braços. — vamos para a cama, perla mia. Na semana seguinte fui a Nova York encontrar meus irmãos como prometido a meu tio. Acabei me surpreendendo com eles. Os dois são empresários bem sucedidos. Dominic construiu sua empresa de jogos tecnológicos com sede em Nova York e filiais espalhadas por várias capitais na América e Europa. Jayden, ah, esse é um bastardo cínico, me olhou o tempo todo com o queixo erguido, insolente. Ele se parece mais comigo tive que reconhecer. M as embora tenha passado uma infância e adolescência turbulentas, o bastardinho se saiu muito bem também. É um engenheiro de sucesso e possui uma rede de resorts espalhados pelo mundo que cresceu assombrosamente nos últimos três anos. Os bastardos de meu pai se saíram muito bem. Honraram o sangue Di Castellani. Entretanto, meus irmãos não gostaram nem um pouco da proposta de meu tio. Eles não querem seus títulos. Pensei que Jayden me arrancaria a cabeça quando os convidei para virem a Ardócia. Eu quase sorri

de sua postura rígida pronta para a briga. Posso entender porque se meteu em encrencas quando adolescente. Dominic possuía uma personalidade mais alegre, irreverente. Seus olhos verdes intensos me avaliaram em todos os momentos, mas se mostrou muito mais acessível, inclusive fazendo piada de sua própria origem. Contra a minha vontade eu gostei imediatamente dele. Para ser sincero também gostei do bastardinho marrento. M eus irmãos. Eles são meus irmãos. Ainda é muito estranho, mas a ideia surpreendentemente tem me agradado cada vez mais. Eu posso trabalhar com isso. Desci a escada da sacada dos nossos aposentos que dá acesso ao jardim privativo e parei extasiado observando Júlia beijando a bochechinha rechonchuda de Damien. Há três dias não nos víamos. Ela resolveu ficar em Ardócia, pois Damien estava nascendo os dentes. Mio bambino estava bastante enjoadinho e febril. Além disso, meu tio ainda merecia atenção e minha mulher linda se prontificou a cuidar dele também. É por essa e outras razões que eu a amo cada vez mais, se é que isso é possível. Ela rodopiava com ele enquanto o piccolo se desmanchava em sorrisos

balbuciando sons entusiasmados e incompreensíveis para ela. Avancei devagar, meu coração transbordando de amor por eles. M eu corpo loucamente excitado, exigindo ter minha mulher. Agora! — Eu o amo meu pequeno príncipe! — sua vou soou doce, infinitamente amorosa. — Disseram-me que a encontraria aqui. — sussurrei e ela virou-se para mim. Seus olhos se iluminando como pedras preciosas. Seu amor, sua saudade gritando ali sem palavras. Ela usava um leve vestido florido. Estava radiante e fresca como uma adolescente. — Leon... Senti sua falta. — sussurrou corando. — Nós sentimos sua falta. — ela corrigiu acomodando Damien em seu quadril num jeito bem brasileiro de carregar nosso filho. Estendi os braços e ele veio alegre, balbuciando, derretendo-se em sorrisos para mim. — Piccolo mio, parece que cresceu muito em apenas três dias. Já está melhor? Hum? O carinho de sua mamãe curou você? — ele sorriu mais como se confirmasse. — Você e sua mãe estiveram o tempo todo em meus pensamentos, mio tesoro. — confidenciei beijando-o e virei-me finalmente para Júlia. — Três longos dias sem

você, perla mia... — sussurrei abaixando a cabeça enquanto a puxava pela cintura delicada, tomando os lábios dela num beijo faminto, sensual. — quero minha mulher, agora. — gemi abandonando sua boca passando a beijar, morder e lamber o pescoço alvo. — Oh, amor... Comporte-se. — Júlia gemeu baixinho. — Lúcia está logo ali. — Então vamos subir imediatamente, ou ela ficará chocada ao me ver fazer com sua principessa tudo que tenho em mente... — rosnei, meus olhos devorando-a. Júlia tirou nosso filho dos meus braços e chamou a babá entregando o pequeno que balbuciava sons de apreciação para nós. M al entramos no quarto a prendi contra a porta com meu corpo. Comendo-a com o olhar. Ela tremia de antecipação e excitação. Sorri perverso e comecei a abrir os botões da frente do vestido. A impaciência me venceu, botões voaram por todos os lados e a peça foi arrancada do corpo dela com urgência. Júlia deu um misto de grito e grunhido. Abri-lhe as coxas grosseiramente com minha perna, roçando sua vulva quente, arranquei o sutiã sem nenhuma gentileza e tomei os peitos juntos na boca, lambendo-os, chupando-os com fome. Ela gritou alto, seu corpo todo estremecendo. Explorei o ventre liso e desci para sua bocetinha,

enchendo a mão nela, massageando forte... Levei as duas mãos aos lados de sua calcinha e a rasguei com brusquidão. Ela sorriu tomada pela luxúria quando nossos olhos se encontraram de novo, nós dois gememos quando introduzi um dedo em sua vulva encharcada. — Cristo!... Delizia mia... — sussurrei no meu limite. Abri meu zíper libertando meu furioso pau, louco de saudade da sua boceta. Levantei-a pelas nádegas, me alinhei e investi fundo em sua doce e pequena vulva. Gritamos. — Oh! Leon... Amor... — Ela miou se acostumando com a minha invasão brusca. Pendurou-se em meu pescoço, me abraçando com as pernas. Balançou, rebolando devagar no meu pau e arqueou as costas oferecendo-me os peitos maravilhosos. — Oh, si. Agora si, estou em casa... Amore mio. — grunhi sugando aqueles montes perfeitos e a comendo bruto, num ritmo frenético. Gememos alto. Nossas bocas se encontraram num beijo lascivo de lambidas, chupadas e mordidas. O gozo veio muito rápido. — Oh, Leon... Ohhhhhhhh! — ela gemeu convulsionando-se. M eti duro até o talo, batendo-a contra a porta com violência. M eu pau inchou e eu gritei gozando ferozmente, alagando seu canal quente. Colei

minha testa à dela, gememos e rimos ofegantes, cúmplices... Nossas respirações se misturando. Continuei metendo devagar até nossos últimos espasmos. — Gostosa pra caralho. — ronronei, desfiz a conexão com cuidado e a levantei nos braços. — Vamos continuar isso na cama... Vou amarrar e foder minha putinha gostosa a tarde toda. — Sussurrei antes de tomar sua boca num beijo lento e apaixonado. Ela sorriu na minha boca. M inha! Toda minha! Eram três horas da manhã quando me levantei da cama e fui até a ampla sacada do meu quarto, senti a maresia no meu rosto. Não conseguia dormir. Sentia-me ainda perturbado repassando o encontro com meus irmãos na minha cabeça. M as o que mais pesava era o fato deles serem frutos da traição do meu pai. Sei que eles não têm culpa, mas ainda assim é difícil para mim. Sempre achei que meus pais se amavam. M as quando cheguei à adolescência percebi o óbvio: era um casamento de fachada. Comum na realeza. Faziam o possível para parecer sempre alegres em volta de mim e

de Damien. No entanto, aquele teatro passou a ser cada vez mais superficial... Pensei fechando os olhos. M eu pai, príncipe M arco, o segundo na linha de sucessão, era um mulherengo incorrigível. Ainda lembro nitidamente a imagem dele fodendo àquela vadia em sua mesa. Presenciei minha mãe chorando algumas vezes e embora ela nunca revelasse, sabia o motivo: os casos extraconjugais de meu pai. Ela o amava e era linda, amorosa. Foi criada para se casar com ele, mas meu pai nunca se esforçou para amá-la como merecia. Eu passei a odiá-lo quando entendi a dimensão de sua devassidão. De acordo com tio M ax meu pai havia confidenciado sobre os filhos que abandonou, pouco antes de morrer, vítima da queda do helicóptero real na região entre a Itália e Ardócia. M inha mãe morreu na hora. Eu tinha apenas dezesseis e Damien dez anos quando nossos pais nos deixaram de forma trágica. O rei M aximiliano nunca produziu herdeiros. Sua esposa apesar de fazer tentativas e procurar os mais renomados especialistas não conseguira engravidar. M as meu tio a amava demais, por isso, nunca seguiu as orientações dos conselheiros para procurar uma nova esposa. Além disso, ele nos amava como filhos. Isso era o suficiente para ele. Assim, eu fui nomeado seu primeiro herdeiro na linha de sucessão. O momento estava se aproximando

cada vez mais, nunca vi meu tio tão abatido e cansado, mas para ser sincero ele nunca se recuperou completamente da morte de sua amada rainha há quatro anos. — Preocupado? — Júlia me enlaçou por trás. Cobri suas mãos com as minhas e me deixei desfrutar do carinho de minha mulher. — Um pouco. — admiti sentindo beijos suaves em minhas costas. — Vem, amor, vamos voltar para a cama. —— sua voz rouca do sono me teve duro imediatamente. Vireime de frente segurando sua cintura trazendo-a para mim. — Estou sem sono. — a encarei sugestivamente. — o que você vai fazer para me distrair, bebê? — sussurrei abaixando meus lábios para os dela. Ela sorriu contra meus lábios e seus braços vieram para meu pescoço. — Tudo que você quiser, meu príncipe. — murmurou descaradamente. — Bom, muito bom, principessa mia. — sorri cavando as mãos em sua bunda e a levantei, ela cruzou seus tornozelos em minhas costas. Tomei sua boca num beijo lento de olhos abertos, enquanto a carregava de volta para nossa cama. Júlia

Há uma semana havia retomado meu trabalho com as obras de caridade e nos orfanatos da ilha que conforme Leon era de minha responsabilidade antes do acidente. Já o havia questionado várias vezes sobre o acidente que quase me matou. Ele disse com os olhos apreensivos que havíamos tido uma grave discussão e que eu havia tomado um táxi deixando-o para trás. O táxi foi atingindo por um caminhão. O motorista do caminhão estava alcoolizado e morreu no local. Por que brigávamos? Eu quis saber. Ele desconversou e acabou não me dando uma resposta convincente. Senti que meu marido mentia. Havia algo muito sério que ele escondia de mim. O que seria tão sério? Perguntava-me com cada vez mais frequência. Na sexta-feira recebi uma correspondência da Universidade de Ardócia. O Reitor me cumprimentava pelo restabelecimento e mencionava que o grupo de estudos de História do qual aparentemente faço parte, aguardava o meu retorno. Fui procurar Leon para me esclarecer melhor. Os olhos escuros se iluminaram quando entrei no seu escritório. — Ei, Linda. — deslizou sua cadeira, afastando-se da mesa. — venha aqui, bebê. — pediu batendo em sua coxa poderosa. Eu fui e ele me puxou para seu colo, tomando minha boca num beijo delicioso, apaixonado.

— Uau! Parece que alguém sentiu minha falta. — sussurrei contra seus lábios, provocando-o. — Sempre, bebê. Sempre. — afirmou infiltrando uma das mãos pela saia do meu vestido de linho. — o que você precisa, delizia mia? — roçou seu polegar em meu clitóris sobre a calcinha me inflamando de imediato. — Leon... Eu... Preciso falar com você. — balbuciei não contendo um gemido. Ele fazia isso comigo. Ouvi um click e olhei surpresa. Ele abriu aquele sorriso arrogante, safado e lindo que molhava minha calcinha instantaneamente. — Pronto. Agora você está trancada comigo aqui. O que acha que vou fazer com você, delizia mia? hum? — sussurrou e abrindo mais minhas pernas afastou a minha calcinha. M eteu um dedo em minha vulva. Eu gritei. Seu sorriso ampliou. — meus pensamentos trouxeram você para mim... Vou comer sua bocetinha gostosa primeiro, depois você me diz o que precisa, bebê . — rosnou e enfiou dois dedos mais fundo em meu canal latejante. — monte no meu pau, putinha. — sua voz saiu rude, me empurrando de seu colo e abrindo suas calças em tempo recorde. Ele ficava assim durante o sexo, totalmente dominante. Eu amo isso. Levantei e subi meu vestido até a cintura. Seu pau saltou duro, enorme, lindo. Ele rasgou minha calcinha de novo e rosnou abaixando o rosto para

minha vulva. Enfiou o nariz e cheirou. Eu tremi nos saltos. — porra! Que bocetinha mais perfeita! — rosnou e sua língua me lambeu tão leve a princípio, mas depois chupou duramente. Gritei abrindo mais minhas pernas e com as duas mãos Leon abriu toda a minha boceta. Sua língua chicoteou mais dura em meu clitóris e eu fraquejei quase caindo. — segure-se, putinha! — me deu um tapa forte na bunda. Eu gemi e ele deu mais um na outra bochecha. — vem, senta no meu pau... assim. — me puxou de costas contra seu peito. — coloque as pernas nos braços da cadeira. Isso... Cristo! Vou entrar tão profundo assim, bebê. — gemeu alinhando sua ponta grossa na minha entrada toda encharcada. Eu fiquei parada. — desce porra! Toma meu pau todinho! — me bateu forte de novo. Eu gemi e fui descendo devagar tomando centímetro a centímetro. — Leon... — ofeguei de boca aberta, apenas a metade dele dentro de mim. — Ohhh. — desci mais um pouco. Nessa posição eu ficava completamente aberta e à mercê dele. Ele adorava essas posições em que podia me imobilizar e me comer profundo. Seus dedos foram para meu clitóris e o massagearam gostoso. — Ahhhh! — Tá gostoso assim, minha putinha? — girou o quadril devagar. Eu ronronei em resposta. Então ele cravou as duas mãos em meus quadris me puxando

violentamente para baixo enquanto seu quadril me encontrou numa estocada brutal que tirou meu ar. — Puta merda! Leon... — eu assobiei com a dor e o prazer de estar completamente cheia dele. — Shhhhh. Rebole, bebê. — levou as mãos para os meus seios amassando-os por cima do vestido. Logo meu vestido foi arrancado por cima da minha cabeça, meu sutiã o seguiu e eu estava nua e escarranchada em seu pau enorme. Eu não podia me mexer direito. — isso... M ama meu pau assim.... Ohhhhh! Delizia! — encheu as mãos em meus seios, amassando, rolando os mamilos entre as pontas dos dedos. Passou a estocar duro, indo todo o caminho dentro de mim, me esticando além do limite. De repente virou a cadeira para a janela de vidro. Nossos olhos se encontraram no reflexo. — olhe Júlia. Veja como sua bocetinha gulosa mama gostoso no meu pau. — meteu fundo e gritamos. — Dio! Olha como você fica toda cheia e esticada, bebê. M eu pau entrando todo em seu buraquinho apertado... ahhhh... — Leon.... Eu vou.... Oh meu Deus! Eu vou gozaaaar.... — me derreti apertando mais seu pau com espasmos violentos. — eu te amo, amor! — grunhi enquanto suas mãos grandes apertavam minha cintura quicando-me para cima e para baixo me fazendo tomar

cada polegada dele bruscamente. M eus peitos saltando a cada estocada dura. — Isso, bebê! Goze para mim! — rosnou estocando mais profundo, me comendo sem trégua. Seu pau engrossou mais e então ele gritou: — gostosa! Putinha gostosa! Ahhhhhhhhhh! — enfiou as mãos pela minha frente segurando meus ombros e me puxou forte para baixo, se enterrando até o cabo e o senti jorrando seu sêmen quente direto no meu útero. M eu orgasmo se prolongou sentindo seus jatos me alagando. —Eu também te amo, bebê. — sussurrou nos últimos espasmos de seu gozo. Nossos olhos se encontraram no reflexo de novo e sorrimos saciados, apaixonados. Ele puxou meu queixo e nos beijamos lentamente acalmando nossas respirações. M uitos minutos depois já recompostos entreguei o envelope a Leon. —O que é isso? — franziu o cenho abrindo-o. Eu ainda estava no seu colo. Devidamente vestidos agora. — É da Universidade de Ardócia. Por que não me contou que eu havia sido aceita para o grupo de pesquisadores da história local? Os olhos de Leon adquiriram uma expressão sombria. Eu já a havia visto algumas vezes. Cada vez mais eu sentia que ele escondia algo de mim.

— Não quis sobrecarregá-la com isso. O médico me pediu que a poupasse de grandes responsabilidades nesse momento. — disse me enlaçando pela cintura e depositando um beijo suave em meus lábios. — Penso que retomar os estudos com o grupo de pesquisa seria muito útil. Poderia estimular a volta das lembranças que insistem em permanecer perdidas. Os olhos dele escureceram de novo. — Não prefere se recuperar totalmente para dar mais contribuições aos estudos? — tentou esconder sua tensão. — Tenho a sensação de que me esconde algo. — acariciei seu rosto másculo. — Diga-me Leon. Do que mais está me poupando? Eu te amo. Você pode me contar qualquer coisa, amor. Seus olhos escuros me olharam intensamente, claramente tocado pela minha declaração. Por um momento pensei que ele fosse falar, mas apenas suspirou. — As lembranças voltarão naturalmente tesoro. Não fique tão preocupada com isso. O médico garantiu que seu estado não é permanente. — sorriu de leve beijandome a orelha. — vamos, tire essa expressão preocupada desse rostinho lindo... —E encarou-me, os olhos adquirindo um brilho sensual, enquanto abaixava

lentamente a cabeça e capturava meus lábios. Naquela noite acordei assustada e me sentei na cama. Tive um sonho muito estranho. Sonhei com Leon. Pareceu muito real. Levantei-me e fui até a sacada sentindo a maresia beijar-me o rosto. No sonho estávamos no museu do palácio. Leon parecia diferente. Tinha uma expressão dura, fria nos olhos. Tentei recuperar as imagens na minha mente. — Belo monumento. — exclamei diante da estátua de uma jovem de longos cabelos cacheados que chegavam até a cintura. — Lucíola. Era a filha do primeiro governante da ilha. — Leon me informou seco sem nem ao menos olhar para mim. — Ela devia ser muito bonita. — observei fascinada. — Adoro história antiga. E a ilha de Ardócia é como uma viagem no tempo com suas construções antigas. Leon olhou-me com desprezo evidente nos olhos escuros. — Dizem que era bellíssima. O rei a apresentava orgulhoso em todos os banquetes. A história dessa princesa é curiosa. Eu ouvi atenta. — O que houve com ela?

—Há duas versões. Alguns historiadores afirmam que foi sequestrada por inimigos do rei que a violentaram até a morte. Outros defendem que ela se apaixonou perdidamente por um dos generais da guarda real e fugiram juntos. — Leon revelou encarando a estátua como que tocado pelo meu interesse pela história de sua ancestral. — Prefiro essa última. — disse encarando novamente o belo monumento de dois metros de altura. — tenho interesse em conhecer mais da história da ilha. Deve saber que solicitei me juntar ao grupo de estudos e pesquisas de História da Universidade de Ardócia. Leon me encarou com olhos duros. —De onde surgiu tanto interesse, Júlia? — Sou graduada em História, com especialização em civilizações antigas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. — disse com certa satisfação enquanto observava o rosto incrédulo de meu marido. — O quê ? Sua preciosa investigação não disse nada sobre isso? Talvez ela não seja totalmente confiável quanto parece, não é? Abri os olhos emergindo das lembranças. Aquilo não foi um simples sonho. Era um fragmento das lembranças que haviam se perdido. Leon parecia zangado comigo. Havia desprezo em seu olhar,

relembrei. E que investigação seria essa? M eu marido me investigou? Por quê? Forcei-me a lembrar mas o sonho parava exatamente naquele ponto. Senti o vento frio e ajeitei o penhoar de seda vermelha voltando para a cama. Leon dormia sereno, o peito nu, os cabelos espalhados sobre o travesseiro. Era esplendorosamente bonito. Aconcheguei-me no seu peito e seu braço veio involuntariamente para minha cintura enquanto dormia. Nós havíamos tido problemas, eu sentia isso claramente agora. Capítulo 16 Júlia — Dominic e Jayden aceitaram passar o final da próxima semana conosco. — Leon informou enquanto tomávamos nosso café da manhã na sacada de nossos aposentos. — Vamos aproveitar e apresentá-los à ilha durante o festival de San Domingo. A ilha comemora a semana toda e sempre encerramos com shows que se arrastam por todo o domingo. Dominic Harper e Jayden Samuel King são os irmãos recém-descobertos de Leon. Eu os pesquisei na internet e fiquei boquiaberta com o quanto os dois são bonitos. M esmo porte alto, atlético, viril, majestoso e arrogante de Leon. M eu marido parecia apreensivo com a menção dos irmãos recém-descobertos.

— Parece ótimo. Seu tio está ansioso para conhecêlos. — disse tomando meu suco de laranja. — Espero que ele não se decepcione. Eles não ficaram exatamente radiantes em serem finalmente reconhecidos como príncipes de Ardócia. — ele revelou enquanto observava a babá passeando com Damien no jardim privativo, logo abaixo da sacada. — Eles podem ser reconhecidos como príncipes? Digo, mesmo tendo nascido fora do casamento? — não tive a curiosidade de saber qual o regime de sucessão em Ardócia. — Si tesoro. Eles são tão príncipes quanto eu. Só não entram na sucessão direta. — tomou um gole de suco pensativo. — Dominic só assumiria o trono se algo acontecesse a mim e ao meu filho e Jayden se algo acontecesse a Dominic. Em Ardócia o trono é direito de primogenitura45. — E você, como se sente a respeito? — sussurrei transmitindo todo o meu apoio com os olhos. Ele me encarou por algum tempo e abriu aquele sorriso que amolecia meus joelhos. — Quando me olha assim parece enxergar minha alma, perla mia. — puxou-me para o seu colo, beijandome delicadamente nos lábios. — Então? — não me deixei subornar pelo beijo.

— Eles são meu sangue. Farei tudo para nos darmos bem. Dominic parece mais acessível. Jayden se manteve mais distante no nosso encontro em Nova York. Vi cinismo e ressentimento nos olhos dele. Reposicionei-me em seu colo, uma perna de cada lado e o beijei com carinho. — Então faremos com que se sintam em casa. Vamos fazê-los se apaixonar por você, por essa ilha linda como eu me apaixonei. Leon acariciou meu rosto, os olhos negros adquirindo um brilho safado. Levantou subitamente e eu gritei de susto. Cavou suas mãos na minha bunda e andou comigo encaixada em cima de seu pênis já desperto. Um sorriso arrogante no rosto, se esfregando em minha vulva descaradamente todo o caminho para o banheiro. — Terá muito tempo durante o banho para mostrarme o quanto é apaixonada por mim principessa... — sussurrou apossando-se de minha boca faminto, assim que entramos no box, me empurrando na parede. Eu gargalhei com sua urgência. Ele riu também, então voltou a me beijar e eu tive que realmente mostrar de todas as formas: de joelhos chupando-o gostoso e depois o tomando por trás no meu ânus. Leon exigiu que eu gritasse o quanto sou apaixonada por ele, enquanto me

comia com estocadas potentes, nossos olhares travados através do espelho da pia. Suas mãos cravadas em meus quadris mantendo-me cativa para me foder duro, profundo, à vontade. Uma semana depois, sexta-feira à tarde, estávamos Leon e eu no aeroporto aguardando seus irmãos: os novos príncipes de Ardócia. Os dois homens começaram a descer do jato que pertencia à empresa de tecnologia de Dominic. Puta merda! Eles eram muito mais bonitos pessoalmente. Leon apertou minha cintura num sinal claro de tensão, enquanto os dois belos exemplares masculinos aproximavam-se de nós ao lado da limusine real. Eles não eram exatamente parecidos, constatei incapaz de parar de olhá-los. M as eram indiscutivelmente Di Castellani. Os três possuíam praticamente a mesma estatura, mesmo tipo físico, morenos, Dominic era mais claro. Os três possuíam uma masculinidade crua, desconcertante e a indiscutível cabeleira negra dos Di Castellani. Os dois vestiam ternos escuros de cortes perfeitos que gritavam dinheiro. Dominic andava leve e gracioso como uma pantera. Jayden tinha passos firmes, queixo levantando como se desafiasse o mundo. — Bem-vindos à Ardócia, irmãos. — Leon saudouos com um forte aperto de mão.

Jayden parecia ainda mais tenso que Leon, percebi. — Esta é Júlia, mia principessa. — Leon prosseguiu me apresentando, abrindo um sorriso quase natural. Um a um, eles me cumprimentaram esboçando um sorriso contido. A tensão podia ser sentida a quilômetros. Então eu quebrei o protocolo e os abracei e beijei. Abri meu melhor sorriso, olhando-os com olhos calorosos e disse: — Estamos muito felizes em recebê-los. O rei esperou muitos anos por este momento. Damien, seu sobrinho ficará confuso quando vir o quanto se parecem com o pai dele. Os dois homens entreolharam-se e sorriram desta vez mais espontaneamente. — É muito gentil, princesa. — os dois agradeceram quase em uníssono. — Oh, nada de cerimônias. Não digam a meu marido, mas detesto o protocolo real. — confessei baixinho como se compartilhasse um segredo e sorri. — Apenas Júlia. Os dois sorriram mais amplamente dessa vez. Dominic cravou os olhos verdes escuros e intensos em mim e abriu um sorriso que se assemelhava ao de Leon: sexy e arrogante, mas com covinhas assassinas que lhe

conferia leveza, irreverência. Tenho certeza que muitas calcinhas caíam com aquele sorriso. Caramba! Ele era muito bonito. — É um homem de sorte, irmão. Sua esposa é encantadora. — disse desviando os olhos para Leon. — Sim, ela é. — Leon assentiu com a voz repleta de orgulho. Ele é astuto. Percebeu a minha intenção de amenizar a tensão que pairava claramente no ar quando os irmãos desceram do avião. Eu te amo! Disse com meu olhar. Ele sorriu e beijou minha cabeça. — então, vamos? Nosso tio está ansioso para conhecê-los finalmente. — Os dois assentiram e entramos na luxuosa limusine. Os funcionários do palácio encontravam-se todos perfilados na ampla escadaria frontal. Lembrei-me da minha chegada quando saí do hospital. Os príncipes os cumprimentaram com um polido sorriso. Todos se curvaram respeitosamente enquanto passávamos. Seguimos com Leon para a sala do trono, onde o rei nos aguardava. — Aproximem-se meus filhos. — pediu o rei visivelmente emocionado. Dominic foi o primeiro a aproximar-se enquanto o

rei levantava-se do trono imponente parando a poucos centímetros dele. Jayden impeliu-se a seguir o irmão também se aproximando do tio. — São príncipes de Ardócia. São sangue do meu sangue. — o rei disse emocionado, mas solene, tomando a mão dos dois irmãos e encarando a sala repleta de parlamentares e conselheiros completou: — Ardócia, de hoje em diante é a casa de vocês também. Bem-vindos, meus filhos! Houve aplausos calorosos e o rei os abraçou e beijou um por um. M eus olhos encheram-se de lágrimas. Como diria Leon: sou tão mulherzinha. Leon observava os irmãos atentamente. Dominic estava emocionado diante da recepção calorosa do tio. Por um instante vi algo parecido com a mesma emoção brilhar nos olhos de Jayden, mas no segundo seguinte, a máscara fria e cínica já estava de volta no rosto bonito. Ele era o mais parecido com Leon. Tinha olhos negros penetrantes que pareciam lasers atravessando quando nos olhava. Ao menos ele não era tão indiferente quanto tentava parecer. Eles teriam tempo para se conhecerem melhor, pensei. Eu faria o possível para ajudar meu marido a se aproximar de seus irmãos. Antes do jantar Leon apresentou nosso pequeno Damien aos tios, mencionando que o nome era em

homenagem ao irmão caçula deles, morto há dois anos. Nosso filho era uma criança muito sociável, derreteu-se em sorrisos para os tios. Os dois o tomaram nos braços por algum tempo. Jayden sorriu pela primeira vez verdadeiramente enquanto levantava o sobrinho nos braços. Leon pareceu mais aliviado vendo a interação. Parece que Jayden começava a se desarmar. — É um bebê adorável. — disse Dominic enquanto devolvia Damien aos braços de Leon. — Você tem a família perfeita, irmão. — o tom da voz de Jayden profunda e baixa denotava certa dose de sarcasmo. Ainda assim meu marido lindo fez ouvidos moucos e agradeceu o elogio com voz neutra. — Si eu tenho. Obrigado, irmão. Antes do jantar no salão de refeições oficiais, a conversa girou em torno de trivialidades. Alguns dos conselheiros e parlamentares mais influentes estavam presentes. Estávamos novamente Leon, eu e os dois irmãos que pareciam um tanto desconfortáveis pela bajulação do parlamento. Todos queriam

cumprimentar pessoalmente os novos príncipes. A conversa beirava o tédio. De repente os olhos verdes de Dominic se iluminaram de um modo que ainda não tinha visto desde que chegou à tarde. Segui seu olhar e me deparei com Helena avançando devagar pelo salão. Altiva, régia, linda. Usava um longo verde musgo que sugeria suas curvas discretamente. Helena era um tanto recatada. Seus cabelos soltos, sempre bem arrumados, nenhum fio fora do lugar. Seus olhos encontraram os de Dominic e alargaram-se sutilmente. Houve uma troca silenciosa entre eles, quando parou à nossa frente. Seu rosto ruborizou um pouco. Uau! O que foi isso? Nunca vi Helena reagir assim a nenhum homem. Eu conheço essa reação... — A bellissima Helena. — Dominic praticamente ronronou com os olhos verdes cravados nela, devorando-a escancaradamente. — eu me pergunto onde você estava se escondendo, princesa. Seus olhos exóticos o fulminaram e ele abriu um sorriso, e se eu achei a forma com que sorriu para mim no aeroporto charmosa, esse sorriso direcionado à Helena só podia ser definido como incendiário de calcinhas! Puta merda! Ela ruborizou mais ainda sob o olhar sedutor de Dominic. M as piscou e no segundo

seguinte recuperou a compostura, sorrindo polidamente. Uma expressão gelada surgiu nos olhos de uísque dispensando sua sedução sem palavras. — Eu estava trabalhando fora do palácio esta tarde. É um prazer vê-los de novo. — disse desviando os olhos para Jayden que sorriu de volta para ela. — Tanto trabalho assim? — a voz de Dominic soou provocante. — Estava acertando os últimos detalhes para o show especial na praia do Imperador, no domingo. É o encerramento do festival de San Domingo, tradicional na ilha. — ela respondeu sem se alterar. Completamente sob controle agora. — Tudo certo, caríssima? — a voz de Leon soou estranha, quase ansiosa. Helena trocou um olhar cúmplice com ele e assentiu: — Si, caro mio. Tudo certo. Eu fiquei me perguntando se só eu percebi a troca. M as não pensei muito sobre isso, pois o cerimonialista avisou que o jantar seria servido. Dirigimo-nos à enorme mesa central. Havia mais três iguais completando um quadrado. Num dado momento, a conversa na nossa mesa recaiu sobre a vida dos dois príncipes recémdescobertos e Leon ficou atento aos relatos de Dominic que contou como cresceu na periferia de Nova York,

dando detalhes do primeiro emprego de office-boy, até chegar à companhia que ele não mencionou, mas todos ali sabiam, valia bilhões atualmente. Os olhares se fixaram em Jayden e o vi tomar um gole do vinho com calma, antes de dizer que crescera em orfanatos de Londres, que tinha poucas lembranças da mãe, mas que isso nunca o incomodou. Sucintamente concluiu dizendo que após muito trabalho duro a vida o recompensara com algum retorno financeiro. Ele era modesto, pensei. Todos ali também sabiam que a rede de resorts dele era uma das mais conceituadas na Europa. Não mencionaram relacionamentos, mas isso todos também sabiam pelos tabloides sensacionalistas que eles eram homens do mundo. Raramente eram fotografados ao lado da mesma mulher mais de uma vez. Lembrei-me do comentário de Jayden sobre Leon ter uma família perfeita. Ele se ressentia de algo, mas ainda era cedo para tentar uma abordagem mais direta com ele. Eu ajudaria Leon a conseguir a simpatia dele. Conversei animadamente com Dominic. Ele era muito mais acessível e charmoso que Jayden. Helena estava sentada ao lado dele. Parecia tensa toda vez que levantava os olhos do prato e o encontrava olhando-a com aquela expressão arrogante. Acho que isso está no DNA dos príncipes Di Castellani. Dominic parecia

divertir-se com as perguntas que dirigia à Helena e ela respondia com monossílabos. M eu cunhado estava claramente atraído por ela, os observei atentamente. Ele tinha um charme avassalador e Helena apesar de sua pose altiva, não parecia imune. Gostei disso. Dominic era dono de olhos verdes escuros e intensos, irreverentes. Jayden também era de tirar o fôlego, mas havia uma expressão sombria e cínica em seus belos olhos escuros. Olhei para o meu marido que estava à minha direita e soube sem sombra de dúvidas, que ele era o mais bonito. — Por que está me encarando assim, perla mia? — Leon sussurrou na minha orelha, causando-me arrepios. — Vocês são parecidos. De forma sutil, mas quem conhece você pode perceber a semelhança. — comentei baixinho. — Você estava nos comparando? — ele riu terrivelmente sexy. M inha calcinha molhou. — então? — Então o quê? — fingi não entender. — Quem foi o vencedor nesse concurso mental que acabou de realizar, principessa? Ele disse principessa de uma forma lenta e arrastada que me fez juntar as pernas para aliviar a dor da excitação. Seu sorriso se tornou perverso quando percebeu o meu estado.

— Falarei assim que estivermos a sós... — sussurrei fazendo uma promessa sexual crua com meus olhos. Ele tomou uma respiração aguda e foi a minha vez de sorrir. — Comporte-se, delizia mia... Somos os anfitriões. Teremos que permanecer mais algum tempo por aqui. — ele pediu baixinho e beijou-me suavemente nos lábios. Seus olhos me diziam que ele me puniria mais tarde por ser tão atrevida. Esperarei ansiosamente. Jayden nos observava com uma expressão fria quando encerramos nossa interação. Leon encarou-o e levantou sua taça num brinde mudo. O irmão o seguiu levantando sua taça, mas seus olhos não mudaram nem por um segundo de expressão. Puta merda! O que há com ele? Leon Na manhã seguinte meus irmãos aceitaram conhecer um pouco da ilha. Júlia esteve comigo o tempo todo. M inha linda menina queria aliviar a tensão clara entre nós três. Eu a amo tanto. Helena também nos acompanhou. Dominc a provocou até ela aceitar ir conosco. Ele parecia encantado com ela, mas eu ficaria de olho. Helena é muito ingênua e meu irmão é um conhecido playboy mulherengo. Os dois travaram embates o tempo todo. Dio! Todos já haviam percebido o clima entre eles. Nunca a vi perder a compostura

tantas vezes num só dia. M eu irmão parecia satisfeito cada vez que a tirava do sério. Falarei com ele depois. À noite fomos ao Cassino. Foi a primeira vez que levei Júlia até lá. Já gostei muito daquele tipo de ambiente, gente rica, mulheres lindas, mas isso não me atraía mais. Eu só preciso dela. Estar com ela. Adorei quando minha menina linda e atrevida pediu para conhecer meu escritório. Dominic e Helena sentaram numa mesa de pôquer e pela forma como se encararam o jogo seria interessante. Jayden avisou que ia circular. Eu tomei Júlia pela mão e subimos para o segundo piso. M al entramos ela caiu de joelhos diante de mim e libertou meu pau já semiereto. Sua boquinha gananciosa mamou gostoso em mim. Enlouqueci fodendo sua boca com golpes fortes. Seus olhos se encheram de lágrimas, mas suas mãos continuaram a puxar minha bunda. Eu sorri. Ela já estava sem ar, mas aguentou minhas estocadas até esporrar bem fundo na sua garganta. M inha putinha gostosa tomou cada gota do meu sêmen. Eu a levantei grosseiramente e a dobrei sobre a minha mesa, jogando todo o conteúdo de cima no chão. Levantei a saia longa de seu vestido e rosnei. Sua bundinha linda estava nua. M inha mão desceu em palmadas fortes, deixando sua pele vermelhinha. Puxando seus cabelos da nuca, alinhei a cabeça do meu

pau na sua vulva escorregadia e meti com tudo até o talo. Gritamos como dois animais no cio. A comi com golpes tão fortes que a sacudiam toda. O movimento lá embaixo podia ser visto pela ampla janela de vidro. Era excitante pra caralho vê-los todos vestidos, compostos, enquanto eu afundava meu pau até o cabo na minha mulherzinha gostosa. Comi sua bocetinha com vontade. Ela me encontrando a cada golpe brusco. Não demorou muito estávamos gozando juntos. Cristo! Ela é a porra da foda mais perfeita! — Oi, amor. — Júlia me saudou quando parei na porta do closet. Íamos ao encerramento do Festival de San Domingo. — já estou quase pronta. — disse puxando a calça jeans de cintura baixa cobrindo o delicioso traseiro. Eu gemi. Ela sorriu. Fui até ela e abracei por trás, me esfregando descaradamente em sua bunda. — Leon... Não temos tempo, amor. — M ordi e lambi sua orelha. Sorri quando ela gemeu alto. — Eu te amo tanto, bebê. — sussurrei e seus olhos lindos me encararam na parede espelhada do closet. Acho que ela sentiu a tensão e insegurança que vinham se intensificando em mim ultimamente. Eu sabia que precisava contar tudo sobre o nosso passado a ela. Ela merecia isso. M as ainda não me sentia pronto. Foda! Eu

acho que nunca estaria. — Eu também te amo, amor. — ela virou-se me enlaçando pelo pescoço. — te amo muito. — completou e ofereceu seus lábios para mim. — Promete que você nunca vai me deixar. Não importa o que aconteça, nós vamos superar sempre. — pedi em seus lábios, meu tom à beira do desespero. Ela se afastou um pouco me olhando, me analisando. Então, seus olhos brilharam e ela sussurrou dando-me beijos suaves: — Eu prometo, amor. Nunca vou deixar você. Eu assenti e aprofundei o beijo enlaçando-a pela cintura. Foda-se! Eu não posso perdê-la. Nunca. Chegamos à praia do Imperador em torno das três horas da tarde. As bandas já haviam iniciado os shows. Havia uma multidão a perder de vista. Nossos seguranças enlouqueceram para nos escoltar até o camarote. O festival era bem divulgado pela mídia. Ardócia era um polo turístico bem frequentado por ricos e famosos. Não devíamos nada a M ônaco46 no quesito glamour e diversão. Entramos finalmente no camarote Real do lado orla, que mais parecia um formigueiro. Atores, modelos, celebridades de todos os calibres já circulavam com suas bebidas. Um mini cassino foi montado num dos espaços do enorme camarote. Helena

como sempre foi perfeita na organização. Dominic e Jayden pareciam mais à vontade agora. Os deixei se ambientando com Helena e conduzi Júlia para a ampla sacada do camarote. — Oh! Leon! É tudo tão lindo! — Júlia exclamou quando nos deparamos com a visão completa da praia lotada e do grande palco a poucos metros de nós. — isso me lembra do Brasil. M eu povo é tão alegre. — disse com saudade na voz. — Agora esse é o seu povo também, perla. — sussurrei na sua orelha a abraçando por trás. — você é a nossa principessa. — ela suspirou e deitou a cabeça no meu ombro. — Sim, amor. Eu sei. — assentiu, os olhos de esmeralda brilhando observando a multidão. Helena e meus irmãos juntaram-se a nós algum tempo depois. Uma banda local se apresentava agora. Júlia conhecia surpreendentemente quase todas as músicas. — Eles são tão bons, Leon! — gritou cantando o refrão contagiante do rock agitado. Olhei o palco com mais atenção. Os meninos eram realmente muito bons. — Vou pedir a Helena que verifique se eles têm um empresário. — disse alto para ser ouvido. Os olhos dela

se iluminaram lindamente. — podemos ajudá-los com a gravação do primeiro álbum. — ela me observou por um instante, depois se jogou nos meus braços me beijando forte. Eu gargalhei em sua boca e a levantei do chão, aprofundando o beijo. Tive que me lembrar de que estávamos em público e a coloquei de volta no chão colando nossas testas rindo como dois adolescentes. Pouco depois a deixei com Helena e fui ao banheiro. Quando estava saindo fui cercado por ninguém menos que Francesca Rugieri. Porra! A garota não desistia nunca! Sempre dando um jeito de me cercar. — Olá, caro mio. — ronronou aproximando-se o suficiente para encostar seus peitos falsos em mim. — quase não temos nos visto ultimamente. Estou com saudades. — Tire esses peitos monstruosos de perto de meu marido, sua vaca! — a voz me sobressaltou e no segundo seguinte Francesca foi violentamente arrancada de perto de mim. — e ele não é seu querido! — Júlia completou empurrando-a para longe. Uau! Isso foi rápido! Francesca tropeçou quase caindo, mas se reequilibrou e abriu um riso debochado. — Pergunte à ele, querida. Ele adorou cada vez que transou comigo. — olhou para mim. — diga a ela Leon. Diga o quanto gostou de me foder de todas as formas.

Vadia maldita! Eu vou matá-la! Júlia empalideceu do meu lado. — Você é louca? — eu disse entre dentes. — nunca foi nada sério. Foda casual. Tenho certeza que o termo é bem conhecido para mulheres como você. Não ouse nunca mais chegar perto de mim ou de minha mulher, entendeu? Ou eu vou processá-la. Francesca ficou muda, mas se recuperou logo em seguida. A garota era mesmo louca! — Ok. Não chegarei perto. M as tenho que avisá-la, ele não fica muito tempo com uma mulher, querida. — sorriu de novo. — quando se cansar de você terei minha chance de novo. Júlia deu um passo na direção dela e a próxima coisa que fez me deixou boquiaberto: ela despejou sua água gelada no rosto e peitos da outra. — Sua puta louca! Olha o que você fez com meu vestido? — Francesca gritou histérica. — Parece que precisa esfriar um pouco, querida. E isso não chega nem perto do que vou fazer com você se não parar de cercar meu marido. — Júlia sorriu e voltou para mim enlaçando seu braço no meu. — Ah! E está muito enganada. M eu marido não precisa procurar mulheres como você por uma razão muito simples: ele me tem completamente para atender todas as suas

necessidades na cama e fora dela. — com esse último golpe ela me puxou e eu a segui totalmente extasiado, excitado, louco pela minha linda, feroz e deliciosa esposa. Avançamos em silêncio pelo corredor semiescuro. — Leon! O que é isso? — Júlia sobressaltou-se quando abri uma porta e a empurrei para dentro. — Eu quero você agora, bebê. Aquilo que fez lá fora foi quente pra caralho! — grunhi prendendo seu corpo contra a porta. — Onde estamos? — ela relanceou os olhos pelo pequeno recinto escuro. Parecia uma espécie de despensa. — Não importa. — falei já desabotoando seu jeans. — Leon. —ela gemeu. — eu estou chateada com você. Você fodeu aquela vadia! — disse me empurrando. — Ela não é ninguém. Acredite em mim. — segurei seu queixo e a beijei lento e apaixonado. Ela resistiu por alguns instantes, depois gemeu e me enlaçou pelo pescoço. Subi sua camiseta básica com o logotipo do festival, afastando o sutiã e segurei seus peitos perfeitos. — Sou louco por você, bebê. Você é a única para mim, amor. — sussurrei em sua boca, nossas línguas já se lambendo indecentemente. Puxei sua calça para baixo com calcinha e tudo e cai de joelhos. Assaltei

sua bocetinha molhada e devorei-a com minha boca. Chupei seu brotinho até ela se quebrar gritando e gozando em minha língua. — vire de frente para a porta e abra bem as pernas. Eu vou comer você tão duro, bebê. Vou meter tão forte... — ela gemeu e fez obedientemente o que ordenei. Dei uma palmada na sua bundinha linda antes de me alinhar em sua entrada estreita e bater duro até o fundo em sua bocetinha, sacudindo-a para frente. M eu pau todo enterrado em seu buraquinho apertado. — Oh! M eu Deus! — ela miou empinando mais o traseiro lindo para mim. Dei um tapa mais forte do outro lado e passei a meter sem dó, puxando-a pelos cabelos da nuca. — Nunca foi assim com nenhuma outra, bebê! — grunhi comendo-a sem trégua. — é só você delizia mia. Só você, amore mio. — Continuei fodendo-a enlouquecido, não demorou muito e ela se desmanchou em outro orgasmo, seu canal apertando meu pau. Tirei tudo e meti mais duro e mais fundo. Foi demais... Joguei a cabeça para trás rosnando, gozando tão forte que minhas pernas quase cederam. Porra! — minha putinha gostosa... Gostosa... — ronronei mordendo e lambendo sua orelha, terminando de esporrar dentro dela. Vinte minutos depois estávamos recompostos e de volta à sacada. Apenas Jayden estava à vista. Dominic e

Helena não estavam por perto. Franzi o cenho. Espero que meu irmão não tente nada com ela, Helena não é o seu tipo de mulher. Não é mulher para aventuras e o mundo todo sabe que Dominic nunca teve nada além de aventuras. — O que foi? Por que franziu o cenho? — Júlia tocou meu rosto preocupada. — Nada, amor. — a abracei por trás de novo e beijei seu ombro. — parece que vai começar o show principal tesoro. — disse em seu ouvido. O sol era uma bola laranja sumindo no oceano e o clima era mais agradável agora. O palco ficou totalmente escuro por algum tempo então explodiu em luzes de todas as cores. Os acordes do piano da música cloks começou e logo a batida rápida da banda se seguiu. Si, isso mesmo! Coldplay para minha menina! É uma das surpresas que preparei para ela hoje. Foda-se! Sou um maldito apaixonado comandado por uma boceta, mas eu amo o sorriso de surpresa e encantamento se abrindo no rosto dela agora. A multidão explodiu quando a voz de Chris M artin encheu a praia. Júlia virou-se para mim, seus olhos lindos brilhantes. — Coldplay? Oh! M eu Deus! Amor! Coldplay! Você fez isso para mim? — gritou maravilhada acima da música.

— Tudo por você, bebê. — assenti de volta. Ela me puxou para um beijo rápido e pulou, realmente pulou ao som da sua banda preferida. Cantamos, dançamos e nos divertimos como nunca. Flashes espocavam o tempo todo em nós. As manchetes já estavam veiculando a todo vapor com certeza. Eu quero que o mundo veja como nos amamos. Como somos felizes juntos. Yelow (amarelo) começou após uma sequência agitada. A multidão vibrou. Júlia me abraçou e nos movemos coladinhos, nossos olhos trancados, murmurando a letra. Look at the stars Olhe para as estrelas Look how they shine for you Olhe como elas brilham para você And everything you do E para tudo o que você faz In my Place, fix you e várias outras que ela gosta vieram na sequência e permanecemos assim. A multidão sumiu. Éramos só eu e ela. Cantei para ela, seu sorriso lindo me contagiando. Eu nunca fui tão feliz em toda a minha vida. Depois do show a banda deu uma passada rápida no nosso camarote e eu quase fiquei com ciúmes. Júlia quebrou totalmente o protocolo abraçando e beijando

cada componente. Sua bunda deliciosa levaria muitas palmadas mais tarde. Capítulo 17 Leon Cerca de duas horas depois estávamos de volta ao palácio. Fomos verificar Damien que já dormia tranquilo, o beijamos e a puxei pela mão. — Onde está me levando Leon? — Júlia sorriu quando a levantei nos braços e desci a escada para o jardim dos nossos aposentos. — Feche os olhos, bebê. — disse suave descendo a escada de pedra para a nossa praia particular. — Já estamos quase chegando. — Leon. — ela sorriu inspirando a brisa marítima. — estamos na praia? Por quê? Então a coloquei no chão com cuidado. — Pode abrir tesoro. Ela abriu os olhos incríveis e os pousou primeiro em mim, abaixado sobre um joelho à sua frente. Suas íris se alargaram com surpresa e excitação. Relanceou o olhar para o que estava à nossa frente: uma tenda ricamente ornada com tapetes, almofadas e uma bancada com uma variedade de frutas e outros alimentos. Havia pétalas de rosas vermelhas espalhadas por toda a areia até a entrada. Sua boca se abriu, mas antes que falasse eu me

antecipei. Eu nunca estive tão malditamente nervoso em toda a minha vida. — Júlia, bebê, tesoro, perla, delizia mia. — minha voz falhou um pouco. Só diga logo porra! — você me daria a honra de se casar comigo? — suspirei e tirei a caixinha do meu bolso. Era o anel de noivado de minha mãe. Um grande diamante rosa era a pedra do centro, rodeado de diamantes brancos. Os olhos de esmeralda se encheram de lágrimas. Ela respirou ruidosamente procurando se controlar. — Leon... Isso é lindo! — disse emocionada. — mas, amor, nós já somos casados. — completou com um sorriso em meio às lágrimas. M inha linda menina. Ela não se lembrava da farsa que foi nosso acordo de casamento. M eu coração afundou um pouco com a lembrança. — Si, mas tudo foi muito rápido da primeira vez. Precisávamos assegurar nosso principezinho. — afirmei cauteloso. — agora quero dar a você um verdadeiro conto de fadas, bebê. Então, o que me diz principessa mia? — Eu te amo. Sabia disso? — ela me puxou para cima se pendurando no meu pescoço. — eu sou sua, completamente sua. É claro que sim! M e caso com você quantas vezes quiser! — gritou a última parte.

Eu a levantei do chão e rodopiei com ela, beijei, sorri, sussurrei o quanto a amo. Em instantes estávamos deitados na tenda. Ela nua, meu anel em seu dedo, eu adorando cada centímetro do seu corpo. Quando a penetrei foi com infinita calma. Fizemos amor lenta e apaixonadamente. Apenas no final intensifiquei os golpes e gozamos juntos do nosso jeito lascivo jurando nosso amor. — Isso foi intenso... De um jeito diferente. — ela sorriu ofegante. Eu ainda estava todo enterrado nela, também ofegante. Eu não sairia de dentro dela tão cedo. — Isso é amor, delizia mia. — beijei seus lábios lentamente. — nós fizemos amor, lento e gostoso. — movi-me devagar em seu interior encharcado do meu sêmen. M eus olhos a devorando de novo. Ela gargalhou alto. Linda! — Deus! Você é tão insaciável. Planeja me alimentar, alteza? — sussurrou provocante. — ou vai manter-me assim embaixo de você a noite toda? — sua barriga roncou para reforçar sua reclamação. Nós sorrimos e saí de dentro dela com relutância. Já estava duro de novo. M eu maldito pau voluntarioso se rebelando por sair de seu calor... — Venha, bebê. Vou alimentá-la devidamente. — a levantei pela mão e fomos nos sentar nas almofadas

junto da bancada baixa repleta dos mais variados pratos. Não nos importamos em nos vestir. — depois eu vou amarrar, vendar e comer você a noite toda... — sussurrei em sua orelha. Ela prendeu a respiração. Eu sorri e sentei em frente a ela. — Leon... — ela gemeu. — O que foi, linda? — fingi inocência levando um morango aos lábios dela. Ela abocanhou meus dedos juntos e os chupou obscenamente. — você que jogar sujo, delizia mia? — sorri quando ela ajeitou-se e levantou as mãos em rendição. — Eu me rendo. Preciso comer agora. — no entanto, seus olhos adquiriram uma expressão safada e acrescentou: — mas depois vou fazer tudo que meu príncipe quiser. — Porra! Eu gemi e ela ampliou o riso. — Você, sua pequena atrevida. — rosnei. — coma! Depois vou bater nessa bunda linda e foder seu rabinho gostoso bem forte. Vai ficar sem andar por uma semana! Ela miou e se remexeu na almofada. Ótimo! Bebê. É isso aí. Não inicie um jogo que não pode ganhar. Sorri arrogante e começamos a comer. M eus irmãos resolveram deixar a ilha só na terçafeira. Estávamos fazendo progressos. Na segunda de manhã os levei ao mercado popular e a algumas aldeias de pescadores. Foi um passeio agradável. Eu mesmo

dirigi meu Range Rover Evoque. Dominic era muito mais acessível e falante do que Jayden, mas acabei conseguindo arrancar algumas palavras de meu irmão mais novo. Fomos só os três. Acho que estamos tendo um bom começo. Eu decidi que quero fazer parte da vida deles e que eles façam parte da minha. O sangue Di Castellani é forte. Isso vai acabar falando mais alto. Quando voltamos quase no final da tarde, Helena se reuniu conosco em meu escritório. A conversa caiu em Damien. Queriam saber mais sobre ele. — Este é Damien. Foi tirada pouco meses antes de sua morte. — Helena entregou um pequeno álbum para Dominic e Jayden sentados lado a lado no estofado em forma de L. A porta se abriu e Júlia surgiu num vestido verde floral. Avançou para mim me beijando levemente nos lábios. Eu fiquei rígido. Nunca havia falado muito de Damien com ela, ainda não havia visto nenhuma foto de Damien. Não me sentia pronto para essa conversa. Eu queria fingir que nossa relação sempre foi perfeita como nos três últimos meses. — Fotos de Damien? Posso vê-las? — Júlia disse aproximando-se de Helena. Helena se retesou desviando os olhos para mim numa agonia muda. Júlia olhou de Helena para mim e

vice e versa. Sua expressão apreensiva. — Quero ver as fotos. Por que nunca me mostrou, Leon? — encarou-me franzindo o cenho. — o que foi? Por que está tão pálido? — Perla mia... — minha voz saiu instável. Foda-se! Não havia mais como adiar o inevitável. — Dê-me as fotos, Helena. — ela pediu e Helena mais uma vez me encarou com um profundo pesar nos olhos, mas entregou o álbum a Júlia. Júlia o pegou, encarando a foto de Damien e seus olhos ampliaram-se com o reconhecimento. — M as esse é... Paolo. — sussurrou e franziu o cenho de novo. — ele também se suicidou... — seus olhos se alargaram mais, ela empalideceu e levou a mão à testa como se sentisse dor. Fechou os olhos com força e levou a mão à boca para conter um soluço. Quando os abriu cravou-os em mim confusos, arregalados e incrédulos. M eu sangue gelou nas veias. Ela parecia estar se lembrando. — Isso não é apenas uma coincidência? É? As imagens... Elas estão voltando... M uitas... Oh! Deus! Eles... Eles são a mesma pessoa... — o álbum caiu no chão e ela gemeu levando as mãos à cabeça como se sentisse dor. — Leon... Você me acusou de matar seu irmão. Você foi atrás de mim no Rio... Oh! M eu Deus! Você... Você me odeia! — eu fiz menção de

ir até ela, mas ela levantou a mão me parando. Seus olhos enchendo-se de lágrimas. Ela se lembrou de tudo. Havia uma expressão chocada e ressentida nos lindos olhos que estavam vítreos agora. Senti meu peito apertar e avancei na direção dela, quando a vi se apoiar na borda da mesa. Estava pálida e trêmula. — Oh! M eu Deus! Você não... M e ama. Você mentiu o tempo todo... Como você pôde? — sua voz falhou no final e ela teria caído no chão se eu não a tivesse alcançado rápido. Tomei-a nos braços. M eus irmãos levantaram-se rapidamente se entreolhando sem entender nada. — Perdoe-me Leon. — Helena pediu transtornada. — Foi tudo culpa minha. Não devia ter insistido para mostrar as fotos... — Isso era inevitável, cara mia. Não é culpa sua. — suspirei resignado. — chame o Dr. Piazzoni, rápido! — e saí carregando minha mulher desacordada nos braços. O que faria agora? Como convencê-la de que nada do que vivemos depois do acidente foi mentira? Júlia Abri os olhos lentamente e encarei o rosto amável do Dr. Piazzoni. M inha cabeça latejava. — Sente-se bem, alteza? — o médico grisalho me

olhava com olhos calorosos. — Sim. Estou bem. — levantei-me acomodando melhor nos travesseiros e então vi o bastardo mentiroso num canto do quarto, sentado na poltrona. As mãos enfiadas nos cabelos, os olhos negros com uma expressão terna, preocupada e apreensiva que contrastava com minhas lembranças. Eu me lembrava daqueles olhos sempre duros, cínicos, sarcásticos, me condenando, zombando de mim e de meus sentimentos. — Teve flashes de memória? — o médico quis saber, enquanto me examinava os olhos. Assenti incapaz de falar qualquer coisa naquele momento. Senti o peso dos olhos de Leon sobre mim. — Essa reação é normal. — o médico assegurou. — Estou bem agora, doutor. Só sinto um pouco de dor de cabeça. — fechei os olhos. M eu pesadelo voltou. Acabou o conto de fadas. Suspirei sentindo-me fraca e miseravelmente infeliz. Tudo mentira. Tudo uma grande e perversa mentira. M eu peito doía horrivelmente. O médico ministrou-me um analgésico e após algumas recomendações deixou o quarto. Um longo silêncio se seguiu e eu cheguei a pensar que o bastardo havia saído também, mas quando abri novamente os olhos ele estava lá, de pé ao lado da cama observandome. Seus olhos escuros brilhando intensamente.

— Perla... Ri sarcástica. Então o bastardo queria prosseguir com aquela mentira suja? — A farsa acabou, Leon. — fulminei-o, levantandome bruscamente. —M inha memória voltou. Lembrei-me de cada palavra sórdida e cada momento humilhante a que você me submeteu desde quando pôs esses malditos olhos em mim. — Júlia precisa saber que não a culpo mais pela morte de Damien. Cheguei à porta da sacada sentindo a brisa fresca no rosto e virei-me surpresa. — Não!? — Fiz uma nova investigação depois do seu acidente. Descobri que Damien era homossexual e que por isso fugiu de Ardócia, de mim. — revelou tendo a decência de parecer envergonhado. — Então, enfim a verdade. — falei sem qualquer emoção. Eu me sentia morta por dentro. M eu marido atencioso e amoroso era uma farsa, uma farsa cruel! — Por que não me disse isso quando nos conhecemos? — ele quis saber. — Você estava determinado a acreditar no pior sobre mim, lembra-se? — o encarei com uma mágoa palpável. — Além disso, eu não tinha o direito de

revelar detalhes tão íntimos da vida dele. Ele me olhou e assentiu em silêncio. — Descobrimos a pessoa que se aproveitou da ingenuidade e boa-fé dele. É um modelo masculino bem conhecido no Brasil. — ele revelou. — Sério? E o que você fez? Também foi pra cama com ele? Fez com se apaixonasse por você e depois o destruiu como fez comigo? — cuspi as palavras venenosas. Leon recuou como se tivesse levado um tapa, a dor transparecendo nos olhos. Foda-se! Eu não caio mais no feitiço desses olhos escuros malditos! — Consegui reaver o que ele tinha roubado de meu irmão. Não era justo que saísse bem quando iludiu Damien a ponto de levá-lo a tirar sua própria vida. — Não, não era justo. Como você fez isso? — inquiri apreensiva. — Tenho meus meios e meu título me permite ter muitos aliados. — revelou, mas sua expressão não mostrava alegria pela vitória. — Oh! Como esquecer seu precioso título, não é? — bufei. — Você brincou de Deus com a minha vida por duas vezes, Leon. Você me usou friamente, brincou com minhas emoções por duas vezes! — minha voz foi se alterando. — quando ia me contar tudo? Ou ia me deixar

o resto da vida vivendo a droga de uma mentira? — Eu ia contar. Juro que ia, bebê. M as temia exatamente essa reação. — sua voz parecia quebrada, seus olhos hesitantes. — Você deve estar muito feliz consigo mesmo por me fazer a maior idiota da face da terra! — Pareço feliz? — disse parecendo tão miserável quanto eu e aproximou-se devagar. — Eu me lembrei de tudo, Leon. — disse entre dentes encarando-o. — você estava fodendo aquela vagabunda contra uma parede. — minha voz quebrou. Respirei trêmula. — eu estava deixando você! Estava indo embora para bem longe de você! Eu quase morri por sua causa, seu cretino, mentiroso, traidor! — gritei histérica. Ele avançou até mim me puxando pelos braços. Eu o empurrei. — Não! Não foi nada daquilo. Nunca traí você, bebê. Nunca! — enfiou as mãos nos cabelos até a nuca. — ela não é nada para mim! Nada! Eu... — gemeu alto. — eu tomei três doses de uísque muito rápido. Estava quase bêbado. Tínhamos brigado e... — Não! Nós não brigamos. — o cortei, meu tom seco. — eu disse que te amava e você me humilhou, me tratou como uma puta na frente de Helena!

— Dio! Si eu lutei de todas as formas que conhecia para não me apaixonar por você, porque pensei que estava traindo a memória de meu irmão. — respirou fundo. — mas eu me apaixonei! Loucamente! — É mentira! M entira! — berrei fora de mim. — Não! Não é. O que você viu naquele dia foi uma tentativa estúpida de provar que não te amava. Que podia sentir com outras o que só sentia com você. — me olhou com olhos suplicantes. — eu falhei miseravelmente. Nos dois sentidos. Não senti nada ao beijá-la, você nos viu e quase a perdi. Acredite tesoro, eu me odeio por isso. — Eu sei o que vi, Leon. Não subestime minha inteligência. — o olhei, minha visão embaçada pelas lágrimas. — você estava beijando aquela vadia! Estava entre as pernas dela. Eu pensei que fosse morrer quando vi aquilo. — minha voz se quebrou no final. Aquela imagem ainda era nítida, queimando na minha mente. — Não é o que parecia, bebê eu juro. — disse num

sussurro. — Não ouse nunca mais me chamar desses termos carinhosos! Eles são mentirosos como tudo que envolve você! Seus olhos brilharam mais. Ele piscou como se sentisse dor. Eu odeio que depois de tudo ainda quero correr até ele e... Oh! M eu Deus! É tão injusto! Por que o amo tanto? Virei-me e andei para a sacada. Preciso de ar. M eu peito dói. Uma dor quase física. — Dessa vez como da primeira, tornei as coisas ridiculamente fáceis para você. Acreditei em tudo que me disse cegamente. Entreguei-me a você de todas as formas que uma mulher pode se entregar a um homem. E tudo não passou de uma grande e perversa mentira. — disse sem olhá-lo assim que ele parou ao meu lado na grade. — Não me orgulho disso. Eu errei muito com você. M as precisa acreditar que tudo que vivemos nesses últimos meses foi real.— tentou me tocar, mas me esquivei. — eu te amo Júlia, e você também me ama. — disse, mas havia um toque de insegurança no seu tom. — Sinto muitas coisas por você agora, Leon. M as amor não é uma delas. — o encarei de novo e sua expressão caiu. — Você roubou minha vida. Tudo isso aqui. — levantei os braços indicando a opulência do

quarto, o mar à nossa frente. — não sou eu. — Não diga isso, você é minha mulher, a princesa de Ardócia. — Sabe que não. — mantive os olhos fixos nos dele. M ais lágrimas desceram. — sou sua prostituta de luxo. Uma puta que você só usa para seu prazer. — devolvi suas próprias palavras. — Não! — Leon negou, mas quando eu o fulminei, ele se viu admitindo: — sim, no início eu fui estúpido e cego pelo desprezo que achava que merecia. M as não me sinto mais assim. Sabe que não, bebê . — Não ouse me chamar assim nunca mais! Ouviu? — berrei descontrolada. — Por que deveria acreditar em você quando nunca me concedeu o benefício da dúvida? Julgou-me e condenou sumariamente, sem nunca me dar chance de defesa. Ele ficou pálido. — Eu percebi que a amava logo que saiu daquela estufa decidida a ir embora. Fui atrás de você. — suspirou pesadamente. — mas quando cheguei até você já era tarde... Dê-me a chance de provar que o que temos é real tes... Júlia. É tudo que peço. — ele conseguiu finalmente tocar-me os ombros puxando-me para ele. As lágrimas escorriam pelo meu rosto. Eu odiava que me fizesse chorar de novo.

— Não é real, Leon. — não me afastei, mas não cedi. — já vivi isso uma vez lembra-se? No Brasil, olhava-me como eu fosse o centro do mundo e de repente me tirou o chão. Dessa vez você está sendo muito mais cruel. Por favor, não ouse falar de amor para mim. — sacudi a cabeça fechando os olhos com força. — quem ama não mente, engana, usa, seduz, humilha, destrói. Não consigo mais acreditar em você. Seus olhos se alargaram visivelmente alarmados. Acabou o seu domínio sobre mim. — Agora que já sabe a verdade sobre mim, dê-me a liberdade. — me desvencilhei dele, tirei o anel que tinha colocado no meu dedo ontem em mais um grande ato do seu show de mentiras e entrei no quarto, deixando-o em cima da cama. —Quero minha vida de volta. Você me deve isso. — e saí sem olhar para trás. Entrei no meu quarto, tranquei a porta e me encostei-me a ela. M eu peito parecia estar sendo esmagado. Tudo voltando com força total. A força da decepção, do ódio que senti ao vê-lo com aquela vaca. Parecia tão recente. Era tudo tão intenso. Era como se tivesse acontecido há pouco. M ais lágrimas caíram. — Júlia, amor. — ouvi a voz suave e apreensiva do cretino do outro lado. — abra, bebê. Vamos conversar, por favor. Não foi dessa forma. Eu juro, amore mio.

Eu não respondi. M inhas pernas fraquejaram e eu desci, sentando-me no chão. Puxei meus joelhos até o peito e continuei chorando, porque tudo que eu havia acreditado, tudo que vivi, tudo que meu marido me disse quando acordei naquele hospital era mentira. Tudo parte de suas artimanhas para continuar me usando, me submetendo a ele. Eu quero odiá-lo. Eu preciso odiá-lo. Dominic Leon desceu para o jantar sem a esposa a tiracolo. Algo muito ruim aconteceu entre eles. Júlia esteve com amnésia depois de um grave acidente. Parece que se lembrou de coisas que meu irmão fez que o colocou em apuros. M as o que seria? Pergunto-me. Leon parece completamente apaixonado pela esposa. Eu torço que eles resolvam suas coisas. Gostei do meu irmão, parece um bom homem e a princesa é uma mulher linda e doce. Claramente o ama também. Eu realmente espero que eles se acertem. Antes da sobremesa Leon alegou dor de cabeça e se retirou da mesa. Helena o seguiu. Isso me irritou. Ela vivia pendurada nele como uma

adolescente deslumbrada. Chegava a ser ridícula. Eu os segui à distância. Foram para o jardim da ala norte. Deus! O que estou fazendo? Por que estou obcecado com essa garota? Ela é uma princesinha altiva e esnobe. Não é meu tipo. Claro que não. Então por que estou aqui me esgueirando como um imbecil sem noção? Foquei nos dois a alguns metros à frente. Helena parecia consolá-lo. Leon estava visivelmente abatido. Então ele a abraçou forte, demorado. — Leon, Helena. Interrompo alguma coisa? Os dois separaram-se sob minha inspeção atenta. Helena parecia totalmente desconcertada, mas Leon estava calmo e tranquilo. — É claro que não. — Leon afirmou e beijou-a com carinho no rosto. — obrigado por tudo. — e despediuse de nós em seguida: — boa noite, estou exausto. Aproveite a companhia de Helena, irmão. — disse e nos deixou sozinhos, mas seu olhar parecia dizer não toque nela! Sorri, pois não iria apenas tocar... Iria devorar cada pedacinho delicioso dela. Estreitei os olhos examinando o belo rosto de Helena demoradamente. O que estava acontecendo ali? Aquele era um abraço fraterno? Ou havia algo mais escondido ali? Perguntei-me sem, contudo, deixar de

admirar a mulher que povoava meus pensamentos insistentemente nas duas últimas semanas desde que a vi em Nova Iorque quando acompanhou Leon no nosso primeiro encontro. —Tudo bem? Parece tensa... — Estou ótima. Desculpe-me, mas o dia foi cansativo. Vou me recolher. —Eu tive que segurar o riso. Quem dizia se recolher? No meu meio ninguém. M as não cresci num palácio, não é mesmo? — Boa noite. — Até quando vai fugir de mim, princesa? — abri um meio sorriso e vi o brilho furioso nos olhos cor de âmbar antes dela dar-me as costas sem revidar como de costume. Ela já me advertiu que não era uma princesa, mas uma duquesa. No entanto, não consigo resistir a provocá-la. Para mim, ela parece uma princesa. Linda, altiva, esnobe. Helena me excita de uma forma visceral. Não me lembro de já ter me sentido assim antes. Eu a quero. Eu vou tê-la. — vai acontecer Helena. Isso entre nós vai acontecer mais cedo ou mais tarde. — avisei tentando conter o riso quando ela parou abruptamente e virou-se lentamente para mim. Oh, isso vai ser divertido... — Cachorros vadios não fazem meu tipo, Dominic Harper. — ela cuspiu com olhos frios e virou-se seguindo seu caminho novamente.

— Continue repetindo isso, princesa! Quem sabe consiga convencer a si mesma! — falei às suas costas. Admito. Eu fui um idiota no nosso encontro em Nova York. Cometi um erro de julgamento. Ela não pode simplesmente esquecer e me perdoar? Acho que a princesa vai me fazer trabalhar duro... Abri um sorriso. Ela não tem ideia do quanto adoro um bom desafio. Adoro quando elas me fazem suar. A princesa só não sabe ainda, mas definitivamente será minha. O que Dominic quer, Dominic consegue. Simples assim. — Parece que temos problemas no paraíso, irmão. Virei-me ao ouvir a voz profunda de Jayden. Havia um misto de cinismo e amargura na expressão dele. O que havia acontecido a meu irmão para ter se tornado assim? Recuso-me a acreditar que ele sempre foi assim. — Você acha é? —comecei a andar devagar, ele se juntou a mim. — Parece que o príncipe Leon já não tem a família perfeita, afinal. — Jayden disse zombeteiro. — Ei! — estaquei encarando-o. — O príncipe Leon é nosso irmão. Ele parece um bom homem. A princesa também parece uma boa mulher. Por que age como se ele fosse culpado por tudo... Ele não sabia da nossa existência Jayden. Se quer realmente odiar alguém, odeie o príncipe M arco. Ele é o único culpado.

Jayden deu mais alguns passos e virou-se para mim, enfiando as mãos nos bolsos com uma expressão cínica no rosto. — Oh, você já foi tocado por essa história de vocês são príncipes de Ardócia, não foi? Talvez tenha razão quanto a Leon, mas não tenho intenção de levar essa palhaçada a diante. Não sou príncipe de coisa alguma. M inha vida não foi, não é, e nunca será aqui irmão. O analisei preocupado. Ele agora é meu irmão mais novo. Preciso tentar entendê-lo. Atravessar essa casca de não se aproxime que ele tem em volta. — Então, você é sempre assim, ou só está praticando para o dia das bruxas? — cutuquei-o. Jayden me encarou por um instante e então fez algo que me surpreendeu: abriu um sorriso que iluminou todo o rosto. Ele devia sorrir mais. — Não acredito em bruxas irmão. Senão teria que acreditar também em fadas. — disse em seguida, a expressão cínica voltando aos olhos escuros astutos. — Oh, eu preciso saber quem é ela! — Quem? — Jayden uniu as sobrancelhas negras. — A mulher que o deixou assim, tão amargo. — disse não mais sorrindo agora. — porque tenho um palpite que é uma mulher. Vamos, irmãozinho. Se abra com seu irmão mais velho.

Jayden me olhou intensamente por alguns momentos, então ele gargalhou, realmente gargalhou. Ótimo! O bastardinho tinha senso de humor. M enos mal. — Dom, quem é você? O psicólogo do Palácio? — seu sorriso sumiu e seus olhos se tornaram frios. — Irmão, jamais daria tanto poder a uma mulher. — virouse, retomando a caminhada, o acompanhei em instantes. — Já você parece bastante interessado pela nossa lindíssima prima, não é? O olhei. Uau! Ele era bom em se esquivar de um assunto, tive que admitir. — É tão óbvio assim? — sorri, ele gargalhou de novo. Bastardo cínico! — Óbvio e patético se quer saber. — Ela está tentando me afastar, mas temos uma conexão muito forte. Senti isso desde o primeiro momento que a vi em Nova York. — expliquei. — Você não estava acompanhado de uma loira linda naquele encontro? Aquela com a língua que deve estar no guinness book47 e que esteve a maior parte do tempo enfiada em sua garganta? — seus olhos zombavam de mim claramente agora. M eu irmão era realmente um bastardo irônico. Eu gemi. Claro que estava e era por isso que a

princesinha estava me esnobando. — Sim, estava. M as já estou disponível de novo. — dei de ombros. Aquilo era corriqueiro para mim. M ulheres vêm. M ulheres vão. Eu nunca, jamais me prendo. — totalmente disponível para Helena. — Oh, vai com calma, Romeu. — Jayden disse sorrindo. — ela é a queridinha de nosso irmão. Foram criados juntos e blá, blá, blá. Não vê como ela o olha? Como se ele fosse o próprio Superman? Deus! Ele havia percebido isso também? Preciso descobrir o tipo de relacionamento de Leon com Helena. Ele parece muito apaixonado pela esposa, mas Helena é belíssima. É, sem dúvida uma tentação e tanto. Será que meu irmão havia sucumbido? Não posso acreditar nisso. É sórdido demais. — Helena será minha, irmão. Leon deve se preocupar com a sua esposa. — afirmei sério. Jayden olhou-me espantado pela veemência da minha afirmação. —Oh, irmão, vejo que está irremediavelmente perdido. — disse sorrindo dando tapinhas nas minhas costas. Adentramos o palácio em silêncio e despedimonos seguindo para nossos aposentos. Aposentos... Sorri. Esse negócio de realeza era completamente enfadonho. Capítulo 18

Júlia Na manhã de terça-feira os príncipes partiram de Ardócia. Leon e Helena os levaram ao aeroporto. Eu tentei, mas não conseguiria vê-lo. Ainda era muito cedo. Então me tranquei no quarto e o evitei a todo custo. Duas semanas nas quais não vivi, vegetei. Todos os dias ele batia na minha porta. Todos os dias eu o ignorava. M eu coração sangra cada vez que ouço sua voz. Por fim, depois de uma conversa com Kênia resolvi sair da minha concha. Vou mostrar a ele que sou forte. Que ele não me destruiu completamente com suas mentiras. Retomei minhas atividades na Universidade de Ardócia. Preciso ocupar a mente. Estou esperando que Leon me liberte, mas para ser sincera, lá no fundo também estou esperando que ele faça algo para me convencer que tudo que vivemos depois do acidente foi real. M eu grupo de pesquisa esteve preparando um evento grandioso com renomados pesquisadores da área. Pelo menos me distraí do meu caos emocional. Nunca estive tão nervosa. Era a primeira vez que falaria em público sobre a primeira princesa da Ilha de Ardócia: Lucíola. Um dos doutores me afirmou que é material para mestrado. Fiquei feliz, mas meu futuro na ilha é nebuloso por enquanto. Encarei a plateia lotada com as autoridades locais, Leon está na primeira fila

olhando-me como se me encorajasse, me conhecesse, soubesse como me sinto. Ele conhece. Infelizmente me conhece do avesso. Senti o calor dos olhos negros sobre mim. Não havíamos mais trocado uma única palavra desde nossa última discussão. M as estive consciente da presença marcante dele e de seu olhar sobre mim em todos os eventos que fomos obrigados a comparecer juntos. O rei teve um princípio de infarto e Leon teve que assumir todos os seus compromissos. Ainda sou a princesa de Ardócia. Com um coração partido e confuso, mais ainda uma princesa. Precisei fingir uma força que estou longe de sentir cada vez que estivemos perto. M eu corpo traiçoeiro clama por ele. Sinto tanto a sua falta. Das nossas conversas. Da intimidade e cumplicidade que construímos nos últimos meses. Da forma como faz amor comigo, intensa, dominante, enlouquecedora. Oh Deus! Estou tão ferrada. Eu ainda o quero apesar de tudo. Comecei a falar e todos focaram sua atenção em mim. Falei que meu interesse inicial pela vida da princesa nasceu dos dados fornecidos por Leon e vi os olhos dele brilharem com algo muito parecido com orgulho. Em um dado momento percebi pela primeira vez a presença do senhor de cabelos grisalhos e olhos verdes inteligentes que me ouvia atentamente. M eu pai!

O homem que havia me negligenciado em praticamente toda minha vida adulta. Senti um tremor desconfortável, mas consegui concluir minha explanação com sucesso e a plateia aplaudiu calorosa. Quando desci da tribuna, ele estava lá me estendendo a mão. — Foi esplêndida, Júlia! — meu pai disse abraçando-me. Fechei os olhos para conter as lágrimas. O abraço caloroso derrubou minhas defesas e o enlacei pelo pescoço. Agora as lágrimas desciam livres. Ele está aqui. Finalmente está aqui. — Não, não chore. — pediu limpando meu rosto. — é capaz de perdoar um velho que cometeu muitos erros, mas o maior deles foi fazer do trabalho a prioridade de sua vida? O semblante do prof. Philip Smith estava tenso e apreensivo. Nunca o vi assim. O abracei mais uma vez e me ouvi dizendo: — Você está aqui agora pai. É só isso que importa. M ais tarde após dar uma olhada no meu pequeno que dormia tranquilo, saí para a ampla sacada dos aposentos conjugados. Fechei os olhos sentindo a brisa marítima no rosto. Repassei todos os acontecimentos do dia e sorri. M eu pai aceitou ficar hospedado no palácio pelo fim de semana. Os olhos dele brilharam ao conhecer

o neto. M eu pai havia envelhecido muito nos últimos anos. Parecia cansado, observei. Aquela lacuna que existia em meu peito começou a ser preenchida finalmente. Ele estava orgulhoso de mim. Vi isso nos

olhos dele. Prometeu que não ficaria mais enterrado no trabalho o tempo todo e que nos veríamos com mais frequência. Senti uma sensação de torpor no corpo e soube que não estava mais sozinha ali. Virei-me e encontrei Leon parado mais à frente na sua parte da sacada. Estava magnífico em seu terno escuro. Os olhos negros estavam cravados em mim, percorrendo-me como se acariciasse minha pele. Senti um arrepio e um calor invadindo meu baixo ventre. M eus mamilos intumesceram. Fechei o penhoar de seda preta que usava sobre a curta camisola. Ele consegue me desestabilizar só me olhando. Quão patético isso é? — Foi fantástica hoje. — Ele disse com voz baixa avançando devagar, as mãos nos bolsos da calça escura. Seu andar elegante, majestoso. Um príncipe da cabeça aos pés. Oh! M eu Deus! Fique aí! Não chegue perto de mim. — O-obrigada. — gaguejei, obrigando-me a dar as costas para aquela tentação. Não podia sucumbir às insanas reações que ele despertava em meu corpo. M inha vagina latejou loucamente quando senti seu cheiro maravilhoso. Oh, Deus. — Não sabia que estava pesquisando a princesa Lucíola em particular. — ele apoiou-se na balaustrada a

meu lado, a mão quase tocando a minha. — Toda a história da ilha me fascina. — admiti encarando-o e esse foi meu erro. Ele estava novamente devorando-me com aquele olhar tão negro, transformando minhas pernas em gelatina. Oh, céus! Não me olhe assim, por favor! — Seu pai está orgulhoso de você. — ficou de frente para mim. — a repercussão do seu trabalho foi ótima na imprensa. Toda a ilha está orgulhosa de você. — disse baixinho, tive a impressão que acrescentaria mais alguma coisa. — Obrigada. — virei para ele também. — Por nada. — sussurrou, os olhos negros flamejantes. — Sei que você contatou meu pai. Ele me contou. Isso foi hum... M uito gentil da sua parte. — minha voz tremia. Era por isso que estive o ignorando. Esse mundo de emoções que toma conta de mim quando estou assim, tão perto dele. Essa atração louca que me puxa em sua direção. Ele me olha e eu quero dar tudo que seus olhos

me pedem silenciosamente, como agora. Puta merda! — vou dormir. — odiei meu tom rouco. — Boa noite. — tentei me afastar e ele segurou meu pulso com delicadeza, mas firme. — Perla... —Sussurrou tocando-me o rosto. — Por favor, não me olhe assim. Sexo não vai resolver nossos problemas, Leon. — disse, mas as palavras saíram sussurradas e ofegantes. Não tiveram a convicção que eu gostaria. Ele deu um meio sorriso, suas mãos indo para o meu pescoço acariciando-me no ponto onde minha excitação era incontestável. Não consegui conter um gemido baixo. E eu soube que estava perdendo a batalha... Duas semanas sem ele. Duas semanas sem senti-lo dentro de mim. —Renda-se a isso, Júlia... — Sussurrou em minha orelha, mordendo e lambendo-a delicadamente naquele ponto que ele sabe que me enlouquece. — você me quer tanto quanto eu a quero. — Leon... — gemi sentindo as mãos possessivas deslizar para meus quadris, trazendo-me de encontro à sua ereção potente. Aquilo fatalmente iria acontecer. Não conseguia resistir a ele. Nunca consegui. Fechei os olhos e levantei o rosto para ele num convite mudo. O cheiro inigualável dele me embotando os sentidos. Eu o

quero tanto! — Si, delizia mia... Si, amore mio... — Sussurrou e no segundo seguinte me enlaçou pela cintura tocando meus lábios com doçura num beijo cheio de promessas. Eu gemi de novo e Leon enfiou uma mão em meus cabelos trazendo-me para mais perto. Sentir o gosto dele é como experimentar uma droga poderosa. Eu preciso de mais e mais... Não conseguiria ficar sem isso... Senti suas mãos em minha bunda colando-me ao corpo dele. Gemeu em minha boca levantando minha perna para seu quadril, moendo seu pau duro contra a minha vulva alagada de tesão. Puxou mais forte meus cabelos saqueando minha boca impiedosamente agora. Beijamonos, nos agarramos com desespero, gemendo, grunhindo como animais. — Dio! Bebê... Sinto tanta sua falta... — grunhiu não parando de me beijar, sua língua lambendo a minha boca do jeito que ele sabe que me excita. Levantou-me encaixando-me direto em seu pênis. Esfreguei-me nele completamente insana, comandada pela luxúria. Louca para sentir aquela coluna grande e grossa rasgando todo o caminho dentro de mim. Ele faz isso comigo, me transforma em uma criatura devassa que não consegue negar nada a ele. — Oh! Leon... Deus! Eu também... — gemi em sua

boca. Ele me bateu com força na parede e seu pênis cavou mais em minha vulva grosseiramente por cima das roupas. Sua boca me comendo, furiosa. O abracei com as pernas dançando eroticamente com ele, grunhindo completamente perdidos um no outro. Então, flashes dele fazendo exatamente a mesma coisa com a vadia Rugiere espocaram na minha mente. M eu corpo ficou rígido. M inha libido caiu drasticamente e eu o empurrei. — Não! — arranquei minha boca da dele. — Você me quer, Júlia, não tente negar isso, bebê... — procurou minha boca de novo. Eu o empurrei com mais força e ele finalmente me soltou com relutância. Tomei uma distância segura. Nós dois arfantes ainda nos comendo com os olhos, querendo um ao outro loucamente. — Isso é sexo, Leon. — disse me sentindo estúpida por ter caído tão facilmente na sedução dele. — você sempre gostou de me foder apesar de me desprezar. — Dio! — ele gritou enfiando as mãos nos cabelos num gesto nervoso. — começou assim, mas não é mais assim. Lembre-se de tudo que vivemos depois do acidente, tesoro. — seus olhos me suplicaram parecendo desesperados. — eu te amo, Júlia. Eu te amo! Ficamos em silêncio por alguns instantes. M eus olhos encheram-se de lágrimas. Eu quero tanto acreditar

nele. M as eu não posso mais. Ele mentiu, brincou com meus sentimentos por duas vezes. Traiu-me. — Sinto muito, mas é difícil acreditar depois de tudo. — respirei alto para ganhar forças. — esperarei seu tio se recuperar, depois disso eu quero ir embora. — Você me prometeu. — sua voz estava alarmada. — disse que nunca iria me deixar. — Sim, mas isso foi antes de lembrar toda a mentira sórdida que foi nossa relação desde o início. — rebati. — Não! Não, bebê, me dê uma chance. — veio até mim de novo, mas eu recuei. — nos dê uma chance, amor. Eu vou provar a você, eu... — Não, Leon. — afastei-me para entrar no meu quarto. — eu não pertenço a este lugar. Nunca pertenci. Entrei rápido no quarto e fui direto para o banheiro. Encostei-me à porta e chorei copiosamente. Chorei porque apesar de todas as merdas que ele fez comigo ainda o quero com desespero. Eu estou morrendo sem ele. Fiquei ali trancada até aquela vontade louca de voltar lá e me jogar nos braços dele passar. Liguei para Kênia. Havíamos nos falado muito mais nesses dias depois que recuperei a memória. Ela estava preocupada comigo. E para minha surpresa, disse que me apoiaria em qualquer decisão, mas achava que Leon merecia uma chance. Não acreditei quando me disse isso.

Ela sabia de todas as humilhações a que ele me submeteu. Sabia por que sofri o acidente, por causa da sua traição, porque ele estava fodendo aquela maldita vadia. — Hei, amiga. — sua voz suave encheu meus ouvidos. Trazendo-me um pouco de paz. — querido, é a minha amiga, Ju. — a ouvi dizer baixinho. Caramba! Ela estava com o namorado e eu alugando seu ouvido. — Oi, amiga. Desculpe-me. Ligarei amanhã. — disse sentindo-me miserável e sozinha, completamente sozinha. — Ei, querida, não. Claro que não. — sua voz foi preocupada agora. — eu estou aqui para você, Ju. Sempre. Eu te amo, você sabe disso, não é? — Eu também te amo, Ken. Obrigada por me ouvir amiga. — suspirei pesadamente. — Fale amiga. O que houve? — É só... O mesmo de sempre... Está tão difícil ficar aqui, amiga. Tão perto dele. Ter que fingir uma força que não tenho cada vez que me olha, que chega perto de mim. — disse sem alento. — Imagino, querida. Você o ama. — fez uma pausa cheia de significados e acrescentou: — e aposto todas as minhas fichas como Leon a ama também. Ele só fez muita merda. M as talvez, apenas talvez esteja sendo

dura demais com seu marido, amiga. Eu fechei os olhos com as palavras dela e a imagem dele beijando e se esfregando na vaca Rugiere veio nítida na minha mente. Amor, sei. — Eu acho que não. Leon é um filho da puta esperto e manipulador. Conseguiu enganar até você amiga. M as não a culpo, pois caí nas artimanhas dele duas vezes. Duas vezes! — minha mágoa era palpável. — eu... Eu não consigo acreditar nesse amor todo que ele diz sentir agora. Só... Não dá, amiga. Ela ficou em silêncio por alguns instantes. Ouvi um suspiro do outro lado da linha. — Eu posso entender, querida. É claro que entendo. Leon foi... Cruel em muitos momentos. — disse ainda meio na defensiva. — Sim, ele foi. — concordei num fio de voz. — obrigada por me ouvir, Ken. Falamo-nos depois, amiga. — Fique bem, Ju. Eu te amo muito, amiga. — sua voz era terna e preocupada novamente. — Vou tentar, amiga. Também te amo. Beijo, Ken. — ela despediu-se também e desliguei. Ok. M ais uma noite miserável sem o calor do corpo dele junto ao meu. Deus! Quando essa dor ia passar? Leon Servi-me de uma generosa dose de uísque e desabei

no estofado no meu quarto. Dio! Num minuto ela me olhava com aqueles olhos cheios de amor, para no minuto seguinte se transformar naquela criatura fria? Naquele momento eu soube que as feridas de Júlia eram mais profundas do que supunha. Eu a estou perdendo. Oh! Dio mio! Eu a estou perdendo! M eu peito doeu com esse pensamento. M as não vou desistir. Nunca! Ela ainda me quer. Ainda há esperança. Helena está certa, preciso parar de assediá-la e conceder-lhe tempo. M as como, se dói demais me manter longe dela? Eu tenho me contentado ao menos em vê-la, estar no mesmo espaço que ela. Ela me ignorou em todos os eventos que precisamos comparecer no lugar do meu tio. Sempre sorridente com os outros, mas não me dirigiu a palavra nem uma vez e pouco fez contato visual. Na semana seguinte me mantive distante de Júlia. Não quero intimidá-la impondo minha presença. Participei de alguns eventos sem a companhia dela e me senti miserável. Ela dava descontração às solenidades. Certa vez, em visita a um orfanato, Júlia pegou várias crianças no colo, sem se preocupar com o protocolo. Os rostos dos presentes e da imprensa se iluminaram. Era amada pelo meu povo. Em outra visita a um hospital de crianças com câncer, a surpreendi contando uma história infantil para os pequeninos que a ouviam extasiados.

Seus cabelos já batiam nos ombros. Sua franja de menina iluminando seu rosto. Eu a amo tanto! Até quando vai me castigar pelos meus erros? Ela levantou os olhos para a porta da enfermaria e me encontrou lá, ouvindo-a tão deslumbrado quanto as crianças. A expressão descontraída deu lugar a uma sombra nos belos olhos. Eu não tive alternativa senão sair em silêncio. Ela está me matando com sua frieza. Hoje iremos a um baile de caridade. É o primeiro evento em que precisamos ficar próximos todo o tempo. Isso será uma tortura requintada. Remexi-me desconfortável no banco traseiro da limusine, minha perna roçou a de Júlia. Maledizione! Ela está me torturando num vestido vermelho que se molda ao corpo curvilíneo como uma segunda pele. Os peitos generosos mal eram cobertos pelo modelo tomara que caia. O vestido abraça a delicada cintura, evidenciando a curva generosa do quadril. Oh, Dio! M aldita genética brasileira! Apesar de longo, o modelo era dinamite pura! Como vou manter-me firme na decisão de ficar com as mãos longe dela? A noite vai ser longa... Conclui quando a limusine parou e desci dando a volta para ajudá-la a sair do carro. Os flashes espocaram em nossos rostos enquanto avançávamos pelo tapete vermelho ladeado de seguranças.

Júlia ficou tensa quando enlacei sua cintura e sorri para as câmeras como se a vida fosse perfeita, mas se obrigou a fazer o mesmo. Era uma verdadeira princesa. Apesar de estar me odiando nunca fugiu de suas obrigações. — Altezas! Altezas! Um beijo para a foto! As vozes dos paparazzi ecoavam. Para eles era um pedido comum, pois a imprensa estava acostumada com nossas demonstrações públicas de afeto nos últimos meses. Vivíamos sempre grudados não nos importando com nada ao nosso redor. M eu sorriso se ampliou. Os olhos de esmeralda se alargaram quando a puxei para mim travando nossos olhares. Sua respiração se alterou. Suas pupilas dilataram. Seu corpo estremeceu levemente e ela arquejou. É isso aí, bebê. Você ainda é minha. Não tente negar isso. Então abaixei a cabeça lentamente, extasiado com sua reação a mim. M eu coração deu um salto quando nossos lábios se tocaram. A beijei de leve, seus lábios se abriram para mim sedentos. Não contive um gemido baixo, mas precisei me afastar. O beijo que preciso dar nela não pode ser fotografado de jeito nenhum. Eu seria preso por atentado violento ao pudor. Acariciei seu rosto lindamente corado e me afastei. Ela piscou atordoada, alarmada, excitada. Linda! Houve aplausos e ovação enquanto retomávamos

nossa caminhada para a entrada. Seu sorriso não escorregou em nenhum momento no salão. Puxou conversa com as esposas enquanto eu travei conversas tipicamente masculinas com os maridos. Éramos um casal perfeito. Exceto que éramos apenas cascas do que já fomos. Eu estava morrendo por dentro. Doía olhar para ela. Acabei bebendo mais do que devia. Cristo! O que eu sou agora? Um maldito alcoólatra? A olhei do outro lado do salão falando toda simpática com uma das irmãs responsáveis pela caridade da noite. — Leon, caro mio. — ouvi o ronronar de Francesca às minhas costas, bem no meu ouvido. Virei-me e ela se prostrou à minha frente, próxima demais. Seu decote cobria mal o bico dos seios enormes. Desviei o olhar do seu decote para o seu rosto. Ela sorriu-me atrevida. — com saudades? A biblioteca do Conde fica no fim do corredor. Você tem carta branca, alteza. — seus olhos me devoravam com a conhecida expressão de vadia pronta para ser fodida. — pode fazer tudo que quiser como nos velhos tempos... Em outros tempos eu a arrastaria, a foderia bruto em qualquer canto porque é isso que ela é: uma puta que abre as pernas fácil, fácil. Nunca me senti verdadeiramente atraído por ela. Francesca era só isso: uma foda fácil quando as reuniões eram tediosas.

— Obrigado, mas vou declinar da oferta. Com licença. — disse seco e saí rumo ao jardim. Eu preciso de ar para extirpar o efeito do álcool. Desci por uma escadaria e parei junto à uma fonte. O baile estava acontecendo na mansão do Conde Vladimir. — Leon. Você não parece feliz com a garota brasileira, caro mio. — ouvi a voz murmurada de Francesca logo que pisei na grama bem cuidada perto da fonte que jorrava água num barulho suave. — eu faço qualquer coisa que você quiser... Qualquer coisa. — Ela disse e foi se aproximando cada vez mais. Seu vestido devia ser proibido em público. Era um longo azul transparente. Era possível ver todo o corpo dela observando atentamente. — Francesca, escute, o que disse no festival era verdade. Não há mais a menor possibilidade de algo entre nós. Nunca houve nada. Era só sexo. — meu tom foi duro e sua expressão caiu um pouco. — sou um homem casado agora. Respeite isso. Ela me olhou realmente surpresa por alguns instantes. Então sorriu de novo, suas mãos subindo pelo meu peitoral. — Eu não me importo, caro mio. — ronronou chegando-se mais. Antes que eu a afastasse ela soltou um grito agudo.

— M as, eu me importo, sua vadia estúpida! — Júlia rosnou com uma das mãos firmemente enrolada no longo cabelo de Francesa. — parece que você não consegue parar de assediar meu marido, não é? — sua voz estava irada. — Solte-me sua louca! — Francesca tentou soltarse em vão. Júlia puxou seus cabelos com mais força. Francesca gritou de novo. — Dio! Você vai arrancar meus cabelos, sua cretina! — Júlia deu mais um soco violento em seu cabelo e a empurrou com força. Ela caiu desajeitadamente dentro da fonte, fazendo um barulho horrível. Afundou e emergiu pouco depois buscando ar, cuspindo e tossindo, completamente encharcada. — você vai me pagar por isso! — gritou cheia de ódio. — Não tenho medo de você! — Júlia berrou de volta. — eu já aguentei muita merda sua. Garota vadia e ridícula! M as a partir de agora se eu a vir de novo perto do meu marido eu vou arrancar os seus olhos! Você me ouviu? Vou arrebentar com você, sua vaca oferecida! — Francesca só bufou, mas não disse mais nada. Deve ter percebido que Júlia realmente falava sério. Até eu fiquei com medo da sua fúria. Porra! Uau! M il vezes uau! Parece que Júlia finalmente lembrou que sou seu marido. E ela estava quente pra caralho, linda com ciúmes de mim. Dio mio!

M eu coração embriagado se aqueceu. Ela ainda se importava comigo. Ainda me queria. Eu fiquei completamente mudo, fascinado, excitado. Enfim ela virou-se para mim, os olhos incríveis me atirando adagas. Suas mãos em punhos dos lados do corpo. Ela parecia pronta para me jogar na fonte também. Eu quase sorri diante de sua expressão afrontada. M as isso poderia me colocar em mais apuros. — Estou indo embora. Você vem comigo. — suas palavras soaram em um tom que não deixava margem para contestação. Ela virou as costas e eu abri finalmente um sorriso. É claro que eu vou, bebê. E a segui como um fiel cachorrinho, louco por um pouco de sua atenção. O trajeto de volta foi feito em silêncio, ela não me olhou nenhuma vez quando entramos no banco traseiro da limusine. M as eu podia sentir sua raiva vindo em ondas para mim. Quando entramos na nossa ala no palácio, ela abriu a porta do meu quarto e entrou deixando-a escancarada. Eu a segui, acho que era isso que queria. Ela parou no meio do quarto de costas para mim, seu corpo todo gritando tensão, querendo briga. — Júlia... — sussurrei sem saber por onde começar. Ela virou-se devagar para mim. Seus olhos verdes me fuzilando.

— Você não vai me envergonhar mais, Leon. — disse com dentes cerrados. — você é mesmo a porra de um prostituto, não é? Você ia foder aquela vaca de novo? Responda-me, seu cretino! — ela gritou a última parte fora de si. — O quê? Não, bebê. — seus olhos me fuzilaram de novo pelo uso do termo carinhoso. — estava muito abafado no salão. Eu saí para tomar um pouco de ar. Ela me seguiu até lá. Não tive culpa, acredite. — Você deve me achar muito burra, não é? — ela riu com histeria. — eu a vi cochichando no seu ouvido e pouco depois você saiu com ela na sua cola! Você é um maldito traidor, mentiroso! Eu a olhei fixo por alguns instantes. Júlia estava a ponto e me esganar. — Sério? Isso importa para você? — minhas palavras foram irônicas agora. — você tem me ignorado de todas as formas, Júlia! Então, por que se importa que outra mulher chegue perto de mim? — minha voz se alterou também. Seus olhos inflamaram mais e eu tive receio pela minha integridade física. Ela avançou para mim parando a poucos centímetros, seu corpo tremendo de raiva. Ela estava linda! — Eu ainda sou sua mulher, seu bastardo! Deixou

aquela puta maldita se esfregar em você! Eu odeio você! — berrou em meu rosto. Porra! Suas últimas palavras me machucaram pra caralho, mas sorri arrogante. Ela estava se roendo de ciúmes. — Você está com ciúmes, Júlia? — murmurei aproximando-me mais, sendo assaltado pelo seu cheiro delicioso. M eu pau estava enfurecido, a ponto de arrebentar o zíper das calças. Eu a quero tanto, tanto. Seus olhos alargaram e escureceram visivelmente pela minha proximidade. Ela ainda me quer. Tentou se afastar, mas meus braços foram mais rápidos e rodearam sua cintura trazendo-a para mim. Um pequeno gemido escapou de seus lábios quando nossos corpos se tocaram e ela sentiu meu pau duro em seu ventre. — Não seja ridículo, Leon. — sua voz foi tensa, ofegante, seus olhos apavorados, excitados. — por que eu teria ciúmes de você? Eu abri um riso lento, de lobo prestes a devorar sua refeição favorita. — Você sabe por que, delizia mia. — sussurrei bem próximo de sua boca, meus olhos injetados nos dela. Sua respiração se alterou, seu corpo estremeceu em meus braços. — você me quer. Ela bufou, mas sem muita convicção. Seus olhos me

diziam que seu corpo era meu. Completamente meu. — Eu quero você também. M uito, bebê. — continuei e gemi puxando seu lábio inferior entre os dentes. — me deixe fazer amor com você, perla. Estou morrendo sem você, amor. — supliquei desesperado. Foda-se a porra do amor próprio! Eu a quero! Eu quero a minha mulher de volta! — Leon...— miou já mais branda, a luta deixando o seu corpo, enquanto minha mão se infiltrava em seus cabelos da nuca trazendo sua boca para a minha. Ficamos assim, respirando com dificuldade na boca um do outro. Os Olhos trancados. Nossos corpos tremendo de desejo. — sexo não é a solução... Eu não quero... — Shhh. Você quer, bebê. — sussurrei cavando minha outra mão em sua bunda deliciosa, puxando-a, moendo meu pau em sua pélvis grosseiramente. Gememos alto com a fricção. — você é minha. Toda minha. — rosnei e tomei sua boca finalmente num beijo faminto. Ela tentou resistir a princípio, mas se rendeu. Uivei de prazer. Sua língua veio dançar com a minha e ela me enlaçou pelo pescoço, colando seu corpo gostoso ainda mais em mim. Puxei mais seus cabelos e devorei seus lábios doces com uma fome desenfreada. Suas mãos se infiltraram em meu smoking e o puxaram pelos meus ombros com urgência. M inhas mãos voaram para o

zíper lateral de seu vestido com o mesmo desespero. Nossas bocas nunca se deixando. Arrancamos nossas roupas e fomos para a cama, ainda sem parar de nos beijar. A empurrei bruscamente contra os travesseiros. Ela deitou-se completamente rendida, arquejante, ansiosa. Seus olhos deslizando pelo meu peito, abdome até chegar ao meu pau duro feito pedra. Entreabriu os lábios, seu rosto ruborizando. Porra! Eu quero meter tão forte nela... — Abra as pernas para mim, Júlia. — minha voz foi dura, rouca de luxúria. Segurei meu pau e me masturbei lentamente na sua frente. Ela gemeu e abriu as pernas largamente. M eu pau babou com a visão de sua boceta de lábios cheios, seu cuzinho rosado mais abaixo. A visão do paraíso... — Abra bem sua bocetinha para mim, bebê. — disse mais suave e ela levou as duas mãos para sua boceta e abriu os lábios expondo seu clitóris e sua vulva melada. Foda! Grunhi e caí com o rosto em sua vagina, enfiei o nariz em sua vulva encharcada e cheirei seu mel. Ela gemia baixinho, estremecendo apenas com a minha respiração em sua boceta. Enfiei as mãos em sua bunda e a trouxe para mim. Lambi lentamente toda a sua vagina. Chupei, mordisquei seu clitóris, lambi de novo duramente e ela quebrou gritando, gozando, levantando o traseiro para minha boca.

Continuei comendo sua boceta com fome, meu rosto todo melado do seu gozo. Depositei beijos suaves em toda a sua boceta linda e dei um tapa na sua bunda. — fique de quatro, putinha. Vou comer sua bocetinha e depois seu rabo. — ela miou e se posicionou como mandei. Seu creme escorrendo entre as pernas. Fiquei enlouquecido. Bati mais em sua bunda linda deixando-a vermelhinha. Então a puxei bruscamente e me alinhei. Ela prendeu a respiração. Estava tão louca pelo meu pau como eu estava pela sua boceta. M eti tudo até as bolas. — Ahhhhhhh! Leon... — gritou insana, sua vulva palpitando à minha volta. — Quieta! Você me ignorou tempo demais, Júlia! — rosnei puxando seus cabelos da nuca com força. — vou foder você até me cansar! Entendeu? Vou comer sua boceta e depois vou gozar no seu cuzinho apertado. Sabe por quê? — perguntei passando a estocar forte e profundo. Puxei seus cabelos com mais força. Ela gemeu rebolando sua vulva no meu pau. Ela adora ser tratada assim... Com grosseria, sexo bruto. — Você é minha! Vou comer sua boca, sua boceta, seu rabo sempre que eu quiser! Você não vai mais me negar isso, porra! — gritei comendo seu canal com brutalidade. Cada polegada minha entrando grosseiramente em sua vulva pequena. — Ohhhh! Leon... — gemeu quando tirei meu pau

sem gentileza de dentro de sua vagina. Dei mais um tapa em sua bunda empinada. M eti dois dedos em sua vulva e levei o creme para seu rabo. Ela relaxou e eu meti os dois de uma vez. Comi seu cuzinho cada vez mais profundo, girando os dedos para alargar. Cuspi direto em seu buraco e meti três dedos agora. Ela gemeu rebolando o rabo quente me pedindo silenciosamente para substituí-los pelo meu pau. Sorri, retirando os dedos. Acariciei toda a sua coluna graciosa, beijei toda a sua bundinha vermelha dos meus tapas e alinhei minha cabeça grossa em seu estreito buraco. Ela relaxou e empurrou para mim, a cabeça entrou e eu revirei os olhos de prazer. Rosnei, cravando minhas mãos em seus quadris estocando forte. Entrei todo o caminho no seu rabinho quente. — Dio mio! Que porra de rabo mais gostoso! — ela assobiou totalmente empalada, cheia do meu pau. — rebole, putinha! Rebola esse cuzinho rosado e gostoso no meu pau! — gemi e fiquei parado por um instante. Se eu fizesse qualquer movimento eu gozava e eu não queria gozar ainda. — vou foder esse cuzinho até me cansar. Você vai ficar toda ardida, dolorida. Não vai mais esquecer quem é o seu dono, entendeu? — rosnei enquanto ela rebolava devagar a princípio para se acostumar com o volume. Depois seu rabo veio faminto,

engolindo meu pau com ganância. Sorri e puxei seus cabelos de novo. Comecei a fodê-la, realmente fodê-la. Tirando tudo e metendo de volta com golpes fortes, duros, brutais. — Dio! Amo ver meu pau entrando todo, cada polegada no seu cuzinho estreito. Ohhhhh! Que gostoso... Você é mesmo uma putinha gulosa... Consegue me tomar todo, assim... — meti com mais força. Ela gritou, mas seu rabo ainda rebolando gostoso. — Você ama isso tanto quanto eu, não é? Ama dar esse rabo pra mim. Ama ter meu pau todo enterrado em seu cuzinho. — Comi e comi seu buraquinho por muito tempo. O suor descia por nossos corpos. M as eu não queria gozar ainda. — Porra! Eu não quero gozar ainda. Júlia! Bebê! — grunhi bombeando-a incansavelmente. Levei uma das mãos para seu clitóris e o manipulei, massageei, belisquei suavemente, depois aumentei o ritmo combinando com minhas estocadas brutais em sua bunda. — Ohhhh! Gostosa! Eu não vou aguentar mais... Goze comigo, bebê! Porraaaaaa! Goze comigo! Ahhhhhhhhhh! — uivei mordendo forte seu pescoço, esporrando em seu cuzinho apertado enquanto ela também gritava alto, seu corpo todo tremendo. Continuei metendo fundo, meu clímax prolongando-se. Lambi e chupei seu pescoço. Ela gritou mais. Isso a deixa muito louca. Dio santo! Caí por cima dela na cama,

ainda todo enterrado em seu rabo. Continuei comendo seu buraco, agora mais devagar. Nós dois grunhindo baixinho. Nossas respirações alteradas. — Júlia, senti tanta falta disso, bebê. — sussurrei ofegante, enquanto seu rabo sugava as últimas gotas do meu sêmen. Enfiei meu nariz em seus cabelos sentindo seu cheiro maravilhoso. — eu te amo tanto, amor. — sussurrei em sua nuca. Seu corpo que até então esteve totalmente relaxado tomando o meu, se retesou sob o meu e ela falou: — Saia de cima de mim, Leon. — seu tom foi estranho, como se não tivéssemos acabado de nos reconectar. — saia! — rosnou de novo. Eu saí de dentro dela devagar. Nós dois gememos com a perda de contato. Rolei para o lado na cama. Ela levantou-se rapidamente, escorregando da cama. — Júlia, bebê. O que você está fazendo? — minha voz saiu esganiçada vendo-a juntar suas roupas pelo quarto. — Estou indo para o meu quarto. A sessão de sexo foi ótima, mas já vou indo. — disse mantendo as roupas junto ao peito numa postura defensiva. Os olhos fugindo dos meus. — Isso é brincadeira, não é? — saí da cama e avancei até ela. Júlia foi recuando de costas. — Não me

afaste de novo, bebê. Isso que houve aqui não foi só sexo e você sabe disso, amor. — pedi beirando o desespero. Seus olhos brilharam, quase amoleceram, mas cerrou os dentes e virou as costas mostrando seu traseiro lindo e nu ainda vermelho dos meus tapas. M eu pau se sacudiu de novo. — Isso foi um erro que não se repetirá mais, esteja certo disso. — disse já alcançando a maçaneta da porta. — Fique, bebê. Por favor, volte para nossa cama. Fique comigo, amor. — pedi às suas costas. Ela parou um instante, tomou uma respiração profunda e disse sem se virar: — Essa cama nunca foi minha, Leon. Boa noite. — e saiu. Fiquei parado nu no meio do quarto. A alegria que senti ao estar em seu corpo de novo durou pouco. Ela me jogou de volta ao status de marido ignorado, dispensado. Foda! Eu não aguento mais essa merda! Capítulo 19 Leon Júlia realmente cumpriu a promessa de não ceder novamente. Estou sendo ignorado regiamente de novo. Participamos de um evento durante a semana e ela só ficou perto de mim pelo tempo estritamente necessário. Logo que chegamos ao Palácio ela trancou-se em seu quarto com Damien. Estou morrendo um pouco a cada

dia. Eu sei que a estou perdendo. Vejo uma determinação nos olhos dela que nunca vi antes. Era isso que eu temia. Por isso não tive coragem de contar toda a verdade, por que no fundo eu sentia que ia dar nessa merda. Eu fodi todas as minhas chances com ela. Estou perdido, sem saber para onde ir a partir daqui. Ela simplesmente não me deixa chegar perto. Dentro de dois dias será o aniversário de dezoito anos da morte de meus pais. M eus avós maternos estão chegando agora. Não tive coragem de pedir à Júlia que viesse comigo esperá-los no aeroporto. Estou mais uma vez sozinho. Isso é tão fodido. M inha avó começou a descer do jato real que enviei especialmente para buscálos na Toscana. Seu porte era altivo, esguio e elegante mesmo aos setenta e oito anos. Era uma mulher forte, enérgica e linda. Como minha mãe, era morena de cabelos castanhos escuros. M as os de minha avó estavam completamente cinza agora. M eu avô desceu logo atrás. Chegava a ser engraçado como era dominado por ela. — Ciao Leon, mio bambino. — ela me saudou assim que me aproximei da escada ajudando-a a descer o último degrau. — come stai, tesoro mio? 48 Ela era dura, enérgica com todos, menos comigo e Damien. Sua voz sempre foi suave quando se dirigia a

nós. Eu a amo tanto. Acho que acabei transferindo o amor de minha mãe para ela. — Ciao, nonna. 49 — a abracei forte como ela gosta. — io bene. Molto meglio ora. 50 M eu avô se aproximou também naquele jeito tranquilo dele. — Leon, mio figlio. 51 — me deu um abraço típico de caras. Daqueles onde se quer abraçar, mas não abraça completamente. Um meio abraço. Sorri para ele. Também amo meu avô. É claro que nunca disse isso a ele. Bem, pelo menos não depois que entrei na puberdade. Eu sei, eu sei, sou um bastardo. — Nonno. — disse dando tapinhas em suas costas. — senti tanta falta de vocês. Eles não vieram na cerimônia oficial na qual Júlia foi apresentada como minha esposa. M inha avó tinha quebrado o pé e meu avô resolveu ficar com ela. Outra coisa sobre eles dois. Eram eternos apaixonados. Um não ficava sem o outro, nunca. — E sua moglie?52 — quis saber minha avó. — por que não veio com você, caro mio? — tentei não deixar transparecer meu inferno interior. Sorri o mais natural que consegui. — Júlia não estava se sentindo muito bem hoje, nonna. M as ela está feliz que finalmente irá conhecê-los. — ela cravou aqueles olhos castanhos inteligentes em

mim e de repente me senti com oito anos de novo, quando ela me flagrou comendo doces antes do jantar. — Vá bene, vá bene. 53 — assentiu e abriu um riso enigmático, como se conhecesse todos os meus segredos. — ela é mesmo tão bonita quanto parece nas fotos? M eu peito expandiu e eu sorri verdadeiramente agora. — É mais, nonna. M uito mais. — disse e o sorriso dela alargou. — Júlia é a moglie mais linda que já vi. — Questa ragazza brasiliana54 fisgou mesmo você, bambino, hein? — Completamente, nonna. Completamente. — afirmei sem vacilar. Já estávamos nos dirigindo à limusine quando ouço às minhas costas. — Primo? Que modos são esses? Não vai me cumprimentar? Virei-me lentamente para encontrar meu primo Salvattore descendo a escada do jato. Havíamos sido muito amigos enquanto crescíamos e na adolescência, mas tudo desandou quando ele me pegou fodendo a menina que ele gostava. Em minha defesa, eu não sabia de nada. Ele nunca me contou e a vadiazinha cercou-me de todas as formas. Eu tinha apenas vinte e quatro anos, fodia tudo que usava saias, é claro que eu comi. Ok. Admito. Continuei fodendo tudo que usava saias até

bem pouco tempo atrás. M as aí Júlia entrou em cena e me encantou, me viciou, me dominou completamente. Agora sou a porra de um comandado por uma boceta. — Salvattore. — minha voz saiu tensa. O que ele estava fazendo aqui? Há muito tempo não nos víamos. — como está, primo? — estendi a mão para ele civilizadamente. Ele abriu um riso sarcástico e apertou por fim a minha mão. Seus olhos azuis quase cinza me fitaram antes de dizer: — M uito bem, Leon. Quanto tempo, primo. — Si, muito tempo. — admiti me sentindo desconfortável pela sua inspeção atenta. — seja bemvindo de volta à Ardócia, primo. Ele apenas assentiu levemente antes de soltar minha mão e passar por mim rumo à limusine. Eu suspirei longamente. Antevejo dias bem tensos. Ele se transformou num bastardo completo depois que viu meu, digamos desempenho com a putinha que gostava secretamente. Todas as vezes em que nos encontramos Salvattore travou uma competição escancarada comigo em todos os aspectos. Há quatro anos, chegou ao cúmulo de dividir a mesma amante comigo. Ele perseguiu e seduziu a vadia que estava comigo e ela abriu as pernas para ele. Flagrei os dois da mesma forma

que me flagrou: ele fodendo-a em cima da mesa do apartamento dela. É claro que fiquei chocado inicialmente. M as o que o bastardo não sabia era que sua grande cena não me abalou em nada porque nenhuma das vadias que fodi tiveram importância. Eram apenas corpos que eu comia enquanto tinha tesão. Ele desperdiçou tempo e charme. M eu primo é um homem bonito. Admito. Tem quase a minha altura, porte magro, mas com músculos bem definidos. Cabelos castanhoescuros que usava compridos quase nos ombros. Depois que os acomodei em seus aposentos, me dirigi ao quarto de Júlia. Precisava pedir que agisse como se não estivéssemos vivendo toda essa merda na nossa vida conjugal. M inha avó é muito astuta. Capta as coisas com uma rapidez espantosa. Logo que nos visse juntaria dois mais dois. Ainda tenho esperanças de que tudo vai se resolver com o tempo. Júlia só está com raiva e confusa. Eu realmente baguncei com suas emoções. Dr. Piazzoni me explicou que em casos assim, quando a pessoa recupera a memória, sente os últimos acontecimentos antes do trauma como se fossem recentes. Posso entender o que se passa na cabeça dela agora. Lembro-me que disse que me odiava e sua expressão antes de sair daquela estufa era realmente de ódio, decepção, tristeza. Sou um bastardo egoísta. Se eu

tivesse aberto o jogo com ela antes, talvez teria me perdoado. Suspirei e bati na porta. Agora era tarde para lamúrias. Não houve resposta aguardei mais um instante e entrei. Júlia não estava à vista, mas o som fraco da música Viva la vida do Coldplay enchia o ambiente. Eu sorri. M inha menina ama mesmo essa banda. I used to rule the world Eu costumava dominar o mundo Seas would rise when I gave the word Oceanos se abriam quando eu ordenava Now in the morning I sleep alone Agora pela manhã durmo sozinho Então, imagens recentes de nós dois felizes no show surgiram na minha mente e meu sorriso morreu. Aquilo parecia tão distante agora. Entrei no closet espaçoso e estaquei. Júlia estava nua, a bunda linda, arredondada, firme e empinada me deixou duro imediatamente. Procurava algo nos compartimentos da parte de cima do armário, pois estava na ponta dos pés, empinando ainda mais o traseiro perfeito. Eu tive que conter um gemido. Uma vontade louca de pegá-la pelos cabelos e bater naquele rabo gostoso até deixá-la toda vermelha. Depois montá-la bem duro. Oh! Dio mio! Eu vou morrer sem ela. Ela encontrou o que procurava e virou-se. Dessa vez não consegui segurar o gemido. M eus olhos voaram para

cada centímetro exposto da pele de pérola. Os seios cheios e firmes, os mamilos rosados, sua barriguinha lisa, sua boceta de lábios inchados, depilada do jeito que eu amo me deram água na boca. Foda-se! M eu maldito pau ganancioso ficou a ponto de gozar nas calças. — O que você faz aqui, Leon? — seus olhos fulminaram-me, sua voz ríspida, mas seu rosto ruborizando daquele jeito lindo e familiar. Buscou o robe branco atoalhado jogado no chão e cobriu o corpo. Eu quase gemi de novo, agora de frustração. — M eus avós acabaram de chegar para o tributo anual do aniversário da morte de meus pais. — seu semblante suavizou um pouco. — Por que só agora está me dizendo isso? — seu um tom foi acusador. Isso era uma constante nas poucas vezes que se dirigia à mim ultimamente. — e o principal. Por que continua entrando no meu quarto como se tivesse direito a isso? Suas palavras afundaram em mim. M eu pau caiu drasticamente. Suspirei resignado. — Sou seu marido, Júlia. Tenho todo o direito de entrar em seu quarto. — minha voz se alterou um pouco. — para começo de conversa você não precisaria desse quarto se não fosse tão teimosa e cabeça dura. Seus olhos arregalaram-se e ela sorriu sarcástica.

— Sério? Se bem me lembro foi aqui que vossa alteza me confinou quando me arrastou como uma criminosa para cá. — seu sorriso caiu e ela completou com olhos gelados: — depois que me fodia até se saciar você me enviava de volta como um monte de lixo usado, descartado. Eu fechei meus olhos e tomei uma respiração profunda. Essa porra está ficando cada vez mais difícil! — Certo. Eu sou isso mesmo. Um filho da puta que errou, errou muito. — disse exasperado. — mas não vim para falarmos disso. M eus avós querem conhecer minha esposa. Eu... Eu preciso que você pelo menos finja que me suporta enquanto eles estiverem aqui. Seus olhos me examinaram por alguns instantes, então amoleceram um pouco. Só um pouco. — Farei isso. Farei por eles e por seu tio que também não pode saber de tudo por enquanto. — pegou uma lingerie preta numa gaveta e me olhou de novo. — era só isso? Eu preciso me vestir. Não, não era só isso. Eu estou tão fodido! Porra! — Si. Eles estão descansando da viagem em seus aposentos. Venho buscar você antes do jantar para apresentá-la. — ela assentiu. Ficamos por um tempo nos observando em silêncio. Um mundo de palavras sendo ditas apenas com nossos olhares. O meu dizia me

dê uma chance, bebê. Só uma. O dela era duro, claramente dizendo não perca seu tempo, seu cretino! — então... hum... Até daqui a pouco. Ela não respondeu, apenas virou-me as costas e deixou o roupão cair de novo, torturando-me com a visão de seu corpo perfeito. Olhou-me por cima do ombro e tive que forçar minhas pernas a sair dali. Cristo! Eu vou enlouquecer! Quando entramos no salão de refeições, todos já nos aguardavam. M eus avós estavam sentados nos amplos estofados e levantaram-se ansiosos para conhecer Júlia. Ela fazia um esforço enorme para parecer relaxada com meu braço rodeando sua cintura, mantendo-a presa à mim. Admito. Eu a segurava mais perto que o necessário. Eu sei, eu sei, sou um bastardo e sim, vou usar essa situação a meu favor. Ela ainda me quer. Está escrito em seus olhos, na reação natural do seu corpo quando me aproximo. Não vou perder minha mulher. Não quando somos loucos um pelo outro. — Nonno, nonna. Esta é Júlia, mia moglie. — minha voz foi cheia de orgulho. Os olhos de minha avó se iluminaram ao olhar Júlia de perto e abriu um sorriso genuíno. — Oh! Dio mio! Você tem toda razão, bambino. — disse com voz suave abraçando e beijando Júlia nos dois

lados do rosto. — ela é muito mais bonita pessoalmente. Sou Ciara, figlia mia. É um grande prazer conhecer a ragazza que ganhou o coração de meu neto. Júlia abriu aquele riso doce e lindo de menina e disse: — O prazer é todo meu, senhora. Obrigada por sua gentileza. O sorriso de minha avó se alargou. Ela gostou de Júlia. Quem não gostava? — Leon, caro mio. Você escolheu bem sua moglie. — minha avó disse desviando os olhos para mim. — também já vi o bambino Damien. Lindo e saudável, com certeza bem cuidado pela mãe. — completou e eu deduzi que minha avó já devia ter interrogado as babás. Era típico dela, querer se inteirar de tudo imediatamente. — Obrigada, senhora. — Júlia disse meio corada. Estava visivelmente encabulada pela atenção de minha avó. — Apenas Ciara, mia bella. — pediu simpática. M inha avó geralmente não era assim tão simpática à primeira vista. Esse era o efeito da minha Júlia nas pessoas. Todos a amavam, apenas eu fui idiota o suficiente para acreditar no pior sobre ela. Foda! — Ângelo, diga-me, nostra neta não é linda? — chamou meu avô para a conversa. Ele não era tão expansivo

como Ciara. — Si, cara mia. Molto bella. É bom conhecê-la, figlia mia. — disse estendendo a mão que Júlia aceitou sorrindo-lhe. — Grazie, signore55 Ângelo. É bom conhecê-lo também. — disse ainda mais encabulada. — Você fala italiano? — minha avó indagou extasiada à Júlia que assentiu levemente com a cabeça. — Leon, figlio mio. Aonde você encontrou questa perla? — Júlia retesou-se imediatamente do meu lado ao ouvir o apelido carinhoso que eu usava frequentemente com ela. Fiquei tenso também. Entreolhamo-nos e procuramos sorrir de novo para Ciara. — você não pode perder questa ragazza de modo nenhum, bambino. Porra! Sem querer minha avó torceu a faca que já estava cravada no meu peito. Eu sei disso. Sei que não posso perdê-la, mas a situação está saindo do meu controle. — Eu não vou perdê-la, nonna. — garanti fixando meus olhos em Júlia. Ela piscou e eu mantive seu olhar preso no meu um pouco mais. — Eu a amo. Eu não sabia que havia um amor assim antes de conhecê-la. — os olhos de esmeralda reluziram com minhas palavras, então ela os desviou para meus avós de novo, cerrando o maxilar delicado, claramente duvidando das minhas palavras.

— Acredito em você, figlio mio. — minha avó deu tapinhas no meu braço. — nunca vi essa expressão de total encantamento no seu rosto antes. Que bom que ao menos ela acredita. A voz de Salvattore soou às minhas costas: — Primo, não vai me apresentar à bella principessa? — enrijeci quando ele se pôs à nossa frente, os olhos se fixando em Júlia. Júlia Os avós de Leon eram elegantes e simpáticos. Não foi o suplício que pensei que seria. Os imaginei aristocratas frios e esnobes como o neto. M as me surpreenderam agradavelmente. Então, esse deus grego surgiu à nossa frente. Uau! O homem era muito, muito bonito. M oreno, quase da mesma estatura de Leon, cabelos negros quase tão compridos quanto os dele e olhos azuis cinza que flamejaram em mim com algo parecido com cobiça. Leon deve ter percebido também porque me puxou mais firmemente contra seu corpo, sua mão grande apertando minha cintura mais do que o necessário. Eu quase bufei, mas precisava fingir que éramos o casal perfeito que a imprensa divulgou incansavelmente nos últimos meses. — Salvattore, essa é Júlia, mia moglie. — seu tom

foi mais acentuado nas duas últimas palavras. Havia um aviso implícito ali. Senti uma tensão entre os dois homens. — amore mio, esse é meu primo, Salvattore, filho de um dos irmãos de minha mãe. — É realmente um prazer finalmente conhecê-la, mia principessa. — ele disse suavemente estendendo a mão grande para mim. Assim que a peguei, levou minha mão aos lábios e depositou um beijo no dorso, os olhos cintilando nos meus, sedutores, enigmáticos, perigosos. Puta merda! Ele era muito bonito mesmo! E parecia descaradamente querer provocar Leon. Por quê? O que havia entre eles? Então, sorri de volta. Talvez eu possa me divertir um pouco com essa atenção do primo de Leon... — O prazer é meu. — disse num tom tão suave e sedutor quanto o dele. Senti a tensão vindo em ondas do corpo de Leon. É isso aí, querido. Experimente um pouco do seu próprio veneno. Bastardo! O rei entrou em seguida com Helena em seu braço. Ela era muito cuidadosa com o tio. Ainda não conversamos depois que recobrei a memória. Helena me desperta sentimentos contraditórios. M as lembro-me que dias antes do acidente ela já me tratava de forma diferente. Com respeito. Talvez, apenas talvez ela não seja a vaca que pensei quando nos conhecemos. Era

apaixonada pelo primo que nunca correspondeu ao sentimento. Acho que vê-lo trazer outra para debaixo de seu nariz não deve ter sido muito bom. Eu definitivamente não gostaria de estar no lugar dela. Após os cumprimentos, o cerimonialista avisou que já poderíamos nos dirigir à mesa e Leon me arrancou de perto de Salvattore um tanto brusco. Uau! Isso seria interessante... O jantar transcorreu num clima agradável. Bem, não para Leon que quase não comeu vigiando de forma velada cada movimento meu. Ele estava do meu lado direito e Salvattore ocupou o lado esquerdo. O primo de Leon parecia verdadeiramente empenhado em conversar comigo. Praticamente ignorou os outros e prendeu minha atenção com piadas e relatos de sua última viagem à Las Vegas. Ele era encantador, naturalmente um sedutor. Sorri sem esforço de todos os seus relatos, complementando suas falas. Exagerei propositalmente nos meus gestos e risos. Leon estava espumando do meu lado. M as seus avós o mantiveram ocupado conversando o tempo todo. Quando nos despedimos de todos no salão já passava das nove. Entramos no elevador que dava direto na nossa ala. Um silêncio inquietante se instalou entre nós. Foi inevitável não lembrar-me de quando havíamos

feito sexo bruto, enlouquecedor naquele mesmo elevador. Soltei um gemido involuntário e ergui os olhos para a parede espelhada. Leon me observava com uma expressão predadora, irada, excitada nos olhos escuros. Estávamos lado a lado, mas cada um em um canto. Seus olhos prenderam os meus, inflamados, intensos. Ele estava lembrando também. Arquejei sentindo meu corpo reagir ao olhar de quero foder você agora que me dava e juntei as pernas sutilmente. Sua boca torceu num arremedo de sorriso. Bastardo! Tentei recompor-me a todo custo e baixei o olhar, mas continuei sentindo seus olhos em mim. M eu corpo respondendo loucamente ao seu chamado silencioso. Finalmente o elevador parou e as portas se abriram. Arremessei-me para fora e me afastei a passos rápidos. Ouvi os passos dele acelerarem também atrás de mim e no segundo seguinte eu fui jogada com brusquidão contra a parede do corredor. Seu corpo prendendo o meu. Os olhos negros perigosos na luz baixa. — Você nunca mais vai fazer aquilo de novo, entendeu, Júlia? — sua mão entranhou nos meus cabelos da nuca puxando meu rosto grosseiramente a centímetros do seu. Eu sorri de sua expressão desesperada. Enciumada. — Não sei do que está falando. — murmurei

arquejante. Sentindo todo o volume de seu pênis duro no meu ventre. Seus olhos se inflamaram mais com a minha reação à ele. — Sabe, si. Você estava tentando me fazer ciúme. Dando toda a sua atenção àquele bastardo paquerador, quando tem me tratado como um cão sarnento. — infiltrou a outra mão pelo meu vestido e cavou na minha bunda, me puxando para seu pau. Se esfregou em mim gemendo baixinho. — não suporto ver outro homem olhando, cobiçando o que é meu. — Não sou sua, Leon. — minha voz foi apenas um sussurro. Ele puxou mais meus cabelos e mordeu meu lábio inferior, os olhos me violentando, gritando tudo que queria fazer comigo. — Si, você é. — grunhiu em meus lábios, seu pau moendo em minha vulva já empapada e latejante. — você é minha. Só minha. Toda minha. — afirmou e tomou minha boca num beijo desesperado. Eu tentei resistir no começo, mas meu corpo é dele. Sempre foi dele. Aprofundou o beijo, sua língua lambendo a minha. Seus lábios chupando os meus. Sua boca devorando a minha. Gemi insana. Louca para ser tomada por ele. Só por ele. Sua mão deslizou da bunda para a minha vagina. Afastou a calcinha grosseiramente. Seu polegar acariciou meu clitóris levemente. Gemi de novo em sua boca. Ele

sorriu e firmou minha nuca para me comer com sua boca voraz. Agora eu correspondia com volúpia também. M eus sentidos completamente embotados, dopados pelo cheiro, pelo gosto dele. Pela forma dominante como me pegava, me reclamava. Nós dois grunhindo, gemendo, rosnando. Seu dedo do meio fez pressão por toda a extensão da minha boceta e me encontrou pingando para ele. Uivou e enfiou o dedo em mim sem delicadeza. Engasguei com a invasão. Quebrou o beijo e cravou os olhos nos meus, mantendo-me presa enquanto me fodia bem forte. — Ahhhhh! — gemi alto. Sem a menor compostura. — Vou comer você agora, Júlia. Vou meter meu pau todo nessa boceta gostosa, porque vou enlouquecer se não foder você. — rosnou em minha boca. Suas mãos deixando-me por alguns instantes para abrir o zíper das calças e libertar seu pau enorme e duro. Levantou minha perna direita para seu quadril e alinhou a cabeça gorda em minha vulva. Parou me olhando de novo. Como se me desafiasse a pará-lo. Eu não tinha forças para isso. M inha vagina palpitava, louca para sugá-lo para dentro. Estocou duro me rasgando até o fundo. Nós dois gritamos completamente fora de nossas mentes. — você não vai mais ficar de papo com aquele bastardo, Júlia! Você é minha, porra! — rosnou passando a me comer

com golpes fortes e certeiros. A posição deixava tudo mais intenso. Dava para sentir seu pau longo e grosso em cada terminação nervosa da minha boceta. Ele continuou metendo com tudo, apertando minha coxa suspensa em seu quadril. Tenho certeza que teria um hematoma amanhã. Girou o quadril e bateu com mais força me esmagando contra a parede. — Ohhh! Leon... Deus!!— gemi sentindo um orgasmo começando a se formar em meu ventre. — Isso, putinha. Goze no meu pau! — me fodeu brutalmente agora. Seu pau entrando tão fundo... — é só no meu pau que você vai gozar, entendeu? Nenhum filho da puta vai comer essa bocetinha gostosa! Ela é minha! — suas palavras sujas foram o meu fim e eu quebrei gozando, contraindo meu canal. Ele grunhiu e bateu incansavelmente dentro de mim. O tempo todo me olhando nos olhos, me vendo gozar em seu pau. — você nunca vai sentir isso com outro, Júlia! Nunca! Por que você é minha! Essa boceta foi feita para o meu pau! Só para o meu pau! Toma ele todo, minha putinha! Toma tudo nessa boceta apertada do caralho! — levantou a minha outra perna, enrolando as duas em seu quadril e meteu mais fundo. M e comeu assim. Olhando-me, enquanto seu pau me abria bruscamente quase ao ponto da dor. — Oh! Dio mio! Eu vou gozar... Júlia! Bebê...

Tão gostosa... Gostosa... Ahhhhhhhhhh! — rosnou e cravou os dentes no meu ombro, derramando-se em meu canal. Gritei de dor e prazer. Sua língua chicoteou no local dolorido de sua mordida e tomou minha boca de novo num beijo voraz. Continuou me comendo como se não quisesse parar nunca. Seus jatos inundando-me. M e apertou parando de devorar minha boca e depositou beijos leves, finalmente diminuindo o ritmo metendo devagar em nossos últimos espasmos. Ficamos assim por um tempo acalmando nossas respirações. Nossos sexos ainda latejando pelo clímax primoroso. Olhos travados um no outro. Ele por fim saiu de mim com cuidado e me firmou no chão. M inhas pernas estavam instáveis sobre as sandálias de salto alto. Arrumei meu vestido. Um modelo solto de cetim verde água que batia um pouco acima dos joelhos. Quando o vesti hoje não imaginei que facilitaria o acesso dele. Que me foderia como um animal selvagem assim contra a parede de um corredor onde poderíamos ser flagrados pelas babás. Cristo! Eu o deixei me foder de novo. Eu simplesmente não aprendo. Chutei-me mentalmente. — Vem comigo, bebê. — ele me puxou pela cintura, sua voz suave, saciada. — vamos para o nosso quarto. Eu me desvencilhei dele e me afastei.

— Eu acho que não. — disse o mais friamente possível. Seus olhos se alargaram e sua expressão caiu. — isso não muda nada, Leon. — Claro que muda. Você me quer. Você me ama, Júlia. — disse exasperado, passando as mãos pelo rosto. — eu te amo tanto, bebê. Por favor, não me castigue mais. Não vê que estou morrendo sem você, amor? M eu coração sofreu um pequeno baque com suas palavras que pareciam desesperadas. M as eu não posso mais acreditar nele. O que sentia por ele se quebrou no momento em que o vi entre as pernas da vaca Rugiere. — Não, isso é sexo, Leon. M eu corpo reconhece o seu. Você sabe exatamente que botões apertar para me ter louca por você. — disse e sua expressão caiu mais ainda. Ele havia aprimorado suas artimanhas. Sua expressão quase me convencia de que realmente sentia algo mais por mim. Quase. — Boa noite. — sussurrei e retomei minha caminhada para a porta do meu quarto. Eu não me dei ao trabalho de dizer que aquilo não aconteceria de novo, porque nós dois sabíamos que aconteceria. Só que agora eu enxergo tudo do jeito que sempre foi: sexo, apenas sexo. Capítulo 20 Júlia O tributo em homenagem aos pais de Leon começou

com uma missa na Basílica de São Domingo. Depois seguiram várias homenagens, apresentações de teatro, poesia e música na Praça da Basílica. Estive ao seu lado o tempo todo. M esmo depois de tantos anos, ele ainda se emocionou visivelmente quando imagens de sua mãe apareceram num grande telão. A princesa Antonella era linda. M orena, cabelos e olhos castanhos escuros. Tinha um sorriso lindo e doce. Sem me dar conta, apertei a mão de Leon para confortá-lo. Ele me encarou um tanto surpreso pelo meu gesto. Os olhos escuros cheios de dor e outra emoção que não consegui identificar. — Ela era linda. — sussurrei. Suas mãos vieram imediatamente para minha cintura. Eu deixei que me abraçasse. Que se apoiasse em mim. Não sou um monstro. Nunca tripudiaria sobre ele num momento desses. — Si, ela era. — sua voz foi baixa, dolorosa. Desviou os olhos de novo para o telão. O abracei também. Vou dar esse tempo de trégua a ele. As homenagens se estenderiam até à noite, mas nos retiramos perto do meio-dia. Os avós e o primo de Leon estavam conosco nos espaçosos bancos traseiros da limusine. Helena e o rei estavam em outro carro que voltaria para o Palácio. O tio de Leon ainda estava frágil e se emocionou muito

com o tributo. Estávamos nos dirigindo agora para o meu restaurante preferido na Ilha. Leon está tentando sorrateiramente me enrolar em sua teia de novo. Cada vez que levantava meus olhos, Salvattore estava me encarando. Seus olhos cintilando com uma expressão perigosamente predadora. Ele era realmente muito bonito, mas não sentia nada quando me olhava assim. Esse é o efeito Leon. Será que nunca vou me livrar desse encantamento? Acho que não num futuro próximo. — As homenagens foram lindas, bambino. — a voz de Ciara soou trêmula, triste, enquanto enxugava discretamente algumas lágrimas. Ângelo tomou uma das mãos da esposa e a levou aos lábios. Os olhares dos dois se encontraram e se prenderam por alguns momentos. Estava tudo ali para quem quisesse ver. Eles se amavam muito. Ciara sorriu levemente e encostou a cabeça no ombro do marido. Um bolo se formou em minha garganta. M eus olhos arderam e eu os desviei para a janela, piscando para conter as lágrimas. Lágrimas porque eu nunca teria aquilo com Leon. Lágrimas porque eu ainda o amava desesperadamente apesar de tudo. A constatação disso fez doer meu coração. De repente, me senti suja por estar enganando aquele casal tão simpático e verdadeiro.

Leon deve ter sentido a mudança em mim, pois sussurrou no meu ouvido: — Você está bem, amor? — sua voz num tom suave, amoroso penetrou em mim. Fechei os olhos e apoiei minha cabeça em seu ombro. Já que era para fingir, vamos ao show completo. Seus braços vieram rápidos em volta da minha cintura me aconchegando mais à ele. Seu cheiro único invadiu minhas narinas, fazendo-me desejar coisas que não posso ter. Isso é tão injusto! — Sim, só estou com um pouco de dor de cabeça. — murmurei em seu pescoço. Ele beijou meus cabelos suavemente, meu corpo todo estremeceu. Permiti-me ficar assim, nos braços dele, aproveitando-me daquela encenação. Nós dois nos aproveitando da situação. Porque seu corpo relaxou visivelmente em contato com o meu. Gemeu baixinho no meu ouvido. Quando abri meus olhos de novo, dei de cara com os olhos azuis cinza de Salvattore ainda me encarando. Ele nem ao menos disfarçava seu interesse em mim. Pelo contrário, acho que queria que Leon percebesse mesmo. Eles não pareciam se dar bem. Leon ficava sempre tenso em sua presença. Ele ficava do mesmo jeito. O que houve entre eles? Ou sempre foram assim? Quando

chegamos ao restaurante fomos imediatamente levados à melhor mesa, num terraço com vista para a praia de São Domingo. O restaurante foi construído em uma colina e ficava fora da cidade, à uma hora do centro. A clientela era seleta. Leon me trouxe aqui algumas vezes. Sempre vínhamos de helicóptero. Quando se aproveitou do meu problema de memória, me fazendo acreditar que éramos um casal perfeito. M inha raiva vai a níveis realmente altos quando me lembro da sua falta de escrúpulos. M as isso não era novidade nenhuma para mim. Esse é o Leon que conheço, que me lembro vividamente: mentiroso, enganador, sedutor, sem escrúpulos, traidor. Estávamos já na sobremesa e pedi licença para ir ao toalete. Após terminar e abrir a porta para sair, estaquei. Salvattore estava ali encostado displicentemente na parede do corredor. M ãos nos bolsos, um pé descansando sobre o outro. Seus olhos incendiaram e seus lábios se repuxaram num sorriso de gato que devorou o canário quando me viu. A forma que seus olhos me fixavam me incomodava, mas avancei para fora do toalete.

— Algum problema, Salvattore? — minha voz saiu apreensiva. Esse homem era perigoso. Sua beleza, seu charme, seus olhos hipnotizantes. Ele me catalogou de cima à baixo lentamente. Seu sorriso se alargou, sexy, sedutor. — Nenhum problema, mia principessa. — ronronou se aproximando devagar. — tutto é una perfezione56. — murmurou quando parou na minha frente, perto demais. Ficou claro que era de mim que falava. Eu abri a boca para falar, mas antes disso, fui empurrada contra a parede. Seu corpo grande me prendendo. Pegou meus dois pulsos e os levantou acima da minha cabeça. Então senti seu pênis enorme e duro pressionando meu ventre. Puxou minha nuca e aproximou nossas bocas. Os olhos incríveis me comendo viva. — Você está louco? Largue-me! — disse entre dentes. Não podia causar uma cena com Leon e os avós lá fora. — Eu quero você. Dio! Estou louco por você. — gemeu se esfregando em mim. Eu agi rápido e o acertei com meu joelho entre suas pernas. Ele se encolheu e me largou, gemendo, levando as mãos aos testículos. — Você pediu por isso! Sou casada. M ulher de seu primo, seu idiota! — cuspi enfurecida. Como ele ousou me tratar assim? Bufei, ele e Leon são realmente da

mesma família. Bastardos! Não tem ideia de como tratar a uma mulher. — não ouse chegar perto de mim de novo, ouviu? Para minha surpresa ele sorriu, ainda fazendo careta pela dor, mas seus olhos eram verdadeiramente divertidos agora. — Dio Santo! Você é letal, bella mia. — disse com algo parecido com admiração nos olhos. — meu primo tem muita sorte em tê-la. Eu virei-me para sair e o ouvi dizer às minhas costas: — Leon não merece sua lealdade, Júlia. M eu primo é um filho da puta egoísta, manipulador e traidor. Parei e virei-me de novo para ele. Seu tom era de puro ódio. — Por que está me dizendo isso? — Porque você parece ser uma boa garota. E ele vai acabar machucando-a em algum momento. — disse sério agora. O que ele não sabia era que Leon já havia me machucado. Foi só o que ele fez desde quando resolveu me caçar como a uma criminosa. — Por que o odeia tanto? — quis saber sem conter mais minha curiosidade. Eu não consigo explicar, mas ver o ódio de Salvattore por Leon me deixou

desconfortável. Estou tentada a defender meu marido. Verdadeiramente tentada. M eus sentimentos por ele são tão contraditórios. Num momento quero arrancar a cabeça dele por ter beijado aquela maldita vadia, mas no outro o deixo me foder como se fôssemos morrer se não o fizéssemos. Isso tudo é uma grande merda! Os olhos de Salvattore se inflamaram ficando cinza completamente. — Leon me traiu. Éramos muito amigos, crescemos juntos. — sua voz era fria, mas havia emoção em seus olhos. — isso durou até ele foder minha garota. Oh! Uau! Isso com certeza o eleva a outro patamar. Cristo! Ele era mesmo um maldito prostituto! — Eu sinto muito. — então a ficha caiu. — é por isso que está todo atencioso e sedutor comigo? Quer dar o troco a ele? Ele sorriu amplamente de novo. Seus olhos voltando a me devorar. Puta merda! — Não posso negar que vê-lo se roendo de ciúmes cada vez que olho para você me agrada muito. — fez uma pausa significativa, o olhar preso no meu. — mas realmente gostei de você, principessa. Gostaria de tê-la encontrado antes dele. — sussurrou, levantando a mão, tocando meu rosto. Um toque suave, terno. — se por acaso meu primo idiota deixá-la ir, eu vou atrás de você.

Uau! Isso foi um giro e tanto. Eu abri a boca para responder, mas a voz ensandecida de Leon invadiu o corredor: — Seu bastardo maldito! Tire as mãos de cima da minha mulher! — berrou e no segundo seguinte estava empurrando Salvattore para longe de mim. Salvattore afastou-se levantando as mãos em sinal de rendição, mas o olhar era claramente zombeteiro. — Ora, ora, primo. Então finalmente você se importa com uma mulher. — disse, seus olhos ficando gelados. — porque se bem me lembro você apenas as fodia. Fodia até mesmo as mulheres de outros homens! — rosnou a última parte. Leon desviou os olhos aflitos para mim. Ele não queria que eu soubesse. Bufei. Tarde demais, querido. — Não vou falar sobre isso com você, Salvattore. — disse segurando meu braço possessivo, me puxando com ele. — Eu contei à Júlia, primo. Ela já sabe que você não respeita nem sua própria família. — Salvattore disse com mágoa evidente. Leon ficou rígido do meu lado. — Não acredite nele, bebê. Ele não sabe como realmente aconteceu. — pediu fitando-me sério. — As coisas foram assim, principessa: Eu amei

uma garota por quatro anos inteiros. Quatro anos! — Salvattore alterou-se. — Então, meu primo, o príncipe, tinha que foder com ela! Não bastava comer todas as outras garotas ao seu redor. Quando pôs os olhos nela não demorou muito e o flagrei em cima dela! Esqueci alguma parte, alteza? Deus! Aquilo ficava cada vez pior. Quase gemi de desgosto. — Si, você esqueceu que eu nunca soube de seus sentimentos por ela. — Leon disse sério. — e que aquela garota era uma vadia da pior espécie. Ela me cercou! Ela me implorou para fodê-la! Ok. Informação demais. Eu não preciso dessa imagem se formando em minha mente. — Você é um bastardo mentiroso, primo! — Salvattore rosnou. Nisso eu concordo. — Acredite no que quiser, Salvattore. Só não se aproxime de novo da minha mulher ou vou esquecer que temos laços de sangue e vou quebrar a sua cara. — Leon também rosnou, seu corpo todo tremendo de raiva. Ele estava se contendo apenas pelos avós, eu sabia. — Oh! Eu adoraria vê-lo tentar, primo. — zombou. Leon nada respondeu apenas me puxou com ele bruscamente. Salvattore piscou para mim antes de sairmos. Eu quase sorri. Ele era um agitador. E louco,

porque nunca vi ninguém provocar Leon dessa forma. O retorno ao Palácio foi tenso. Leon fechou a cara e me manteve quase sentada em seu colo de tão perto que estávamos. — Você deixou aquele bastardo tocar em você, porra! — Leon vociferou assim que me empurrou para dentro do seu quarto. Era hilário que logo ele viesse me cobrar isso. Ele era o prostituto! Não eu! — Eu não sou mais sua mulher. Então, pode parar com essa cena de marido enciumado! Eu faço o que eu quiser, com quem quiser! — berrei também. Seus olhos se inflamaram mais e eu tive medo dele. — O que você quer dizer com isso, Júlia? Hum? Que você vai foder com ele? — gritou fora de si. — é isso que você quer? Dar para aquele bastardo? Suas palavras me feriram absurdamente. M eus olhos arderam e eu pisquei, recuando, abraçando a mim mesma. Ele percebeu na hora que tinha ido longe demais. Sua postura relaxou e seus olhos amoleceram. Gemeu ruidosamente. — Oh! Dio mio! Eu não quis dizer isso, bebê. — avançou até mim, mas recuei, não deixei que me tocasse. — por favor, amor, perdoe-me pelo que disse agora. Você não é assim, eu sei disso. Perdoe-me, perla mia.

— Fique. Longe. De. M im. — disse entre dentes e o deixei sozinho no quarto. Leon Eu sentei-me na cama e enterrei as mãos nos cabelos. Não sei mais o que fazer. Estou ficando cada dia mais desesperado. E agora aquele bastardo aparece do nada para piorar o que já era muito ruim. Foda! Como pude dizer aquelas coisas a ela? Dio santo! Era para eu estar implorando, não a magoando mais. Porra! M eu telefone tocou. Era minha avó. Queria que fosse até seus aposentos um instante. Acabamos de nos separar. O que ela queria? Fiquei intrigado, mas dirigi-me para a ala leste imediatamente. — O que há de errado entre e você sua moglie, bambino? — a pergunta de minha avó na sua voz suave surpreendeu a merda fora de mim, assim que nos sentamos no estofado em forma de L na antessala de seus aposentos. — Desculpe, nonna, mas sobre o que está falando? — tentei a minha melhor cara de pôquer. Ela sorriu, aquele riso de quem me conhece do avesso. — Não tente me enganar, figlio mio. — pediu no seu tom de avó. — há uma tensão palpável entre você e a bambina. Não se parecem em nada com o casal que a

mídia retratou nesses últimos meses. Eu podia sentir o amor de vocês apenas olhando as fotos. — suspirou levemente. — mas vendo vocês juntos agora. Algo não bate. Diga-me, tesoro. — seus olhos castanhos me fitaram preocupados e insistentes me desarmando. — Conte-me o que está acontecendo. Eu suspirei também, resignado, envergonhado e abri o jogo com minha avó. Ela ouviu tudo atentamente. Contei tudo, desde as primeiras fotos que recebi de Júlia ligando-a ao suicídio de Damien até nossa situação atual: um casamento afundando por minhas ações arrogantes e cruéis. — Oh, bambino. — ela disse com olhos pesarosos. — é muito pior do que pensei. Dio! Questa ragazza deve ter sofrido muito, figlio mio. — Si, eu sei, nonna. — passei as mãos no meu rosto. Eu estava tão cansado e desanimado. Parece que eu me enrolava cada dia mais. — mas eu a amo. A amo tanto. — Você já disse isso à ela? — Si, muitas vezes, mas ela não acredita em mim. Não depois de tudo que fiz. Além disso, o Dr. Piazzoni me explicou que na mente de Júlia todas as lembranças antes do acidente são recentes. — respirei fundo. — ela está sofrendo também, presa a todas as humilhações que

a fiz passar naquele período. Acha que não a amo e a traí. — Você terá que mostrar com gestos, figlio mio. — ela falou depois de me observar por alguns momentos. — a bambina parece muito doce e sensível. — Si, Júlia é assim. Ou era assim. No momento ela quer arrancar minha cabeça. — assenti enquanto os olhos castanhos de minha avó brilhavam. Se eu a conheço bem, lá vem alguma ideia mirabolante. — Uma vez um rapaz me fez de boba. — ela disse como se viajasse no tempo. — e eu o fiz sofrer o diabo. Eu sorri com seu vocabulário. — Sério, nonna? Quem era esse bastardo? — Seu avô. — revelou olhando de relance para o outro cômodo, onde meu avô devia estar fazendo a sesta. — M eu avô? Sério? — era difícil acreditar, pois ele era completamente servil à ela. — Si, bambino. Mio Ângelo era muito bonito e as mulheres viviam ao redor dele. Exatamente como você. — fez uma pausa. — ele se enroscou com una puttana pouco antes de nos casarmos. Eu descobri e terminei tudo. Eu fiquei sério. Nunca tinha ouvido nada sobre isso. — M as você o perdoou. — afirmei o óbvio.

Ela sorriu de novo. Seus olhos brilhantes como se lembrasse de tudo que tinha feito meu avô sofrer. Eu tive pena dele. — Si, tesoro. Eu o perdoei, mas não antes de fazê-lo rastejar de todas as formas imagináveis. Porra! M inha avó não podia chegar perto de Júlia, ou eu teria muito mais problemas. — O que estou tentando dizer é que Júlia tem todo o direito de estar chateada e querendo sua cabeça depois de tudo que fez, bambino. Obrigado, nonna! Bufei mentalmente. — Si, sei disso, nonna. Eu apenas não posso ficar sem ela. — pausei olhando-a suplicante. — então, me diga algumas dessas formas que meu avô rastejou, porque farei em dobro. Farei tudo, absolutamente tudo para não perder mia moglie. Ela sorriu de novo. M inha avó era uma sádica. Estava gostando de me ver desesperado. M ulheres... — Eu direi. Fique tranquilo. — deu tapinhas no meu antebraço. — vamos começar viajando para o Palazzo de veraneio. — Ela não irá sozinha comigo. — disse desanimado. — Iremos todos. Acabo de prolongar minha estadia em Ardócia. — anunciou animada. — só irei embora quando vir mios bambinos bem outra vez.

— O palazzo está em reforma, nonna. Só alguns poucos quartos estão disponíveis. — logo que as últimas palavras saíram da minha boca seu sorriso aumentou mais. É claro que ela já sabia disso. Dio! M inha avó daria uma ótima estrategista de guerra. M as não dizem que no amor e na guerra vale tudo... — Ao menos um dos problemas estará resolvido, figlio mio. A bambina será obrigada a ficar no mesmo quarto que seu marido. — sussurrou em tom de conspiração. — o resto é com você. Não se afaste mais dela. Esteja presente o tempo todo. Planeje pequenas surpresas a cada dia. — pausou mais uma vez conspiratória. — e inclua Damien na maioria dos programas. Ela não vai recusar, pois ama o bambino e com certeza não quer que fique privado do carinho e atenção do pai. Eu sorri também. Oh! Dio mio! Já mencionei que amo a minha avó? Porra! Eu amo a minha avó! — Farei isso, nonna. — tomei suas mãos e as beijei. — farei tudo para recuperar minha Júlia. Voltei à nossa ala e fui até o quarto de Júlia. Ela estava brincando com Damien sentada no carpete, cercados de brinquedos. Mio bambino sorriu feliz ao me ver. Aproximei-me deles e sentei-me também. Ela ficou alerta. Seus olhos ainda magoados pelas minhas palavras

enciumadas e impensadas. Eu sou mesmo um bastardo! — M eus avós resolveram ficar mais um tempo conosco. — comecei devagar sondando sua reação. — Além disso, meu tio precisa descansar. — tomei Damien no meu colo. Ele veio fazendo uma algazarra. — vamos para o Palazzo de veraneio nas montanhas. — O Palazzo não está em reforma? — quis saber ressabiada. — Si, mas há duas alas que podem ser utilizadas. O ar das montanhas fará bem ao rei e ao nostro bambino. — completei. Ela não pareceu muito entusiasmada, mas assentiu com a cabeça levemente. Partimos para o Palazzo na manhã seguinte. Um verdadeiro comboio subiu as montanhas. Três carros com nossa segurança nos acompanhavam, além do carro do rei e um que levava meus avós e o bastardo do Salvattore. Eu, Júlia e Damien fomos no meu Range Rover blindado. Eu mesmo dirigi. Lembrei-me das pequenas coisas que minha avó me disse. Júlia ligou o sistema de som e virou-se para a janela. Damien estava adormecido no banco traseiro acomodado na cadeirinha. Hoje ela ouviu Adele. Queria claramente me mandar um recado quando rolling in the deep preencheu o ambiente no carro. There’s a fire starting in my heart

Tem uma chama surgindo no meu coração Reaching a fever pitch and it’s bringing me out the dark Tomando conta de mim e me tirando da escuridão Finally, I can see you crystal clear Finalmente, eu posso te ver claramente Ela não estava cantando como de costume. Nem falando, nem sorrindo. M eu coração murchou um pouco com sua indiferença. Eu quase preferia ficar longe para não ter que sentir isso. Essa dor pela sua rejeição. A viagem durou uma hora. Logo estávamos sendo recebidos por Gioconda a governanta do Palazzo, uma senhora de uns cinquenta anos. Vivia com sua família num chalé nos limites das nossas terras. Quando fomos levados aos nossos aposentos, preparei-me mentalmente para a reação de Júlia. — Não há quartos disponíveis para acomodar a todos? Você planejou isso, não foi? — seus olhos fuzilaram-me assim que fomos deixados a sós por uma das arrumadeiras. — eu não vou fazer sexo com você de novo, Leon, se é nisso que estava pensando ao me

preparar essa maldita armadilha! — rosnou começando a desfazer suas malas. Eu suspirei profundamente. Dio! Isso seria realmente difícil. — Não é só sexo e você sabe disso. — falei baixinho contornando a cama, me aproximando dela. Seus olhos ficaram alarmados, se alargando, visivelmente perturbada com minha proximidade. — é por isso que está aí, com medo de ficar perto de mim. Nós nos amamos. Dê-nos uma chance. Só uma e eu farei valer a pena. O amor que você sentia ainda está aí dentro, bebê. Eu sinto isso quando me olha desarmada em alguns momentos, quando seu corpo está perto do meu. Nos pertencemos, amor. Você é minha e eu sou seu. Completamente seu. Ela me olhou como que hipnotizada por alguns segundos, tocada pela minha declaração. Arfou, entreabrindo os lábios cheios. Os olhos de esmeralda brilhando intensamente. Fui golpeado pelo seu cheiro delicioso de fêmea excitada. Ela me quer. M e quer como eu a quero. Levantei minha mão, mas antes que tocasse

seu rosto ela piscou saindo do transe e afastou-se retomando a postura defensiva. — Eu já disse o que penso de suas artimanhas. — disse virando-se para as malas, me dispensando. — então não perca seu tempo, Leon. — completou, mas sua voz estava trêmula. Ela estava afetada. Eu não me afastaria mais. Ela me teria por perto o tempo todo até reconhecer o nosso amor e me perdoar. — Não me afaste mais, amor. — implorei às suas costas. Ela se manteve calada, seu corpo todo tenso. — não vou mais ficar longe de você. Deixe-me ficar perto, bebê. Não me ignore como está fazendo. Sinto tanto a sua falta. — sussurrei tocando seu ombro. Ela estremeceu com meu toque. Aproveitei e me aproximei mais. A abracei pela cintura, trazendo suas costas para meu peito. Nós dois gememos baixinho com o contato. Enfiei meu nariz em seus cabelos macios da nuca, sentindo seu cheiro inebriante, viciante. Ela gemeu de novo, relaxando mais em meus braços. Depositei beijos suaves na curva de seu pescoço. Ela pendeu a cabeça no meu ombro. Amo quando faz isso. — eu amo você, bebê. — sussurrei em sua orelha. Peguei seu queixo trazendo sua boca para junto da minha. Ela abriu os olhos de esmeralda e nossos olhares travaram. Eu vi tudo lá. Ela ainda me ama, mas está com medo. Não

posso culpá-la. Nossos lábios se tocaram. Chupei seu lábio inferior levemente. Ela grunhiu e se derreteu em meus braços. Aprofundei o beijo. Beijamo-nos assim por muito tempo. Nossas bocas se devorando lentamente. Nossas respirações se alterando. M antive uma mão em sua cintura e a outra em seu queixo, não a toquei em outro lugar, apenas a beijei. Beijei como se minha vida dependesse disso. De fato dependia. — Leon... — murmurou ofegante em meus lábios. — o sexo dopa meus sentidos. Por favor... Não faz assim... — completou suplicante. Ela sabia que o que sentíamos era mais forte do que sua vontade de me rejeitar. Ela nunca conseguiu resistir à mim e tampouco eu à ela. Gemi em seus lábios e separei nossas bocas, mas ainda mantive seu olhar cativo. M eu braço enlaçou completamente sua cintura, deleitando-me com seu corpo, sua bunda gostosa contra meu pau já duro como pedra. Eu não quero soltá-la. Quero deitá-la nessa cama e fazer amor com ela por horas, mas não posso agora. Foda! — Está bem, bebê. M as promete que vai me deixar chegar perto? Eu só preciso de uma chance, amor. — sussurrei bem próximo de sua boca. Nossas respirações ainda estavam pesadas.

Ela permaneceu calada por algum tempo, os olhos preciosos me avaliando, então respondeu: — Sim, prometo. Você terá a sua chance, Leon. — suas palavras me fizeram soltar a respiração devagar. M eu coração saltando frenético. — mas me deixe tomar meu tempo, por favor. Não fique me cercando para sexo, porque eu vou ceder, é claro. M as isso está bagunçando mais a minha cabeça. Certo. Eu posso trabalhar com isso. Posso ficar um tempo sem sexo. Estou tranquilo quanto a isso. M entira. Eu não estou tranquilo porra nenhuma! De quanto tempo mesmo ela está falando? Quase gemi de frustração, mas é claro que não disse nada disso a ela. Eu me obriguei a concordar. — Certo, bebê. Vamos devagar. De novo. — murmurei e ela abriu um meio sorriso. Dio! M eu coração tolo e apaixonado deu algumas cambalhotas. Também sorri. Ela girou nos meus braços e enlaçou meu pescoço. Enfiei uma mão em sua nuca e a trouxe de novo para mim. Sorrimos os dois respirando nos lábios um do outro. Nossos olhos gritando nosso amor. — eu vou fazer valer a pena, perla mia. — sussurrei. — Faça, Leon... — ela murmurou, sua voz rouca de desejo me enlouquecendo mais ainda. — porque o que mais quero é acreditar de novo em você, em nós. Faça-

me esquecer de tudo... — meu coração se expandiu com sua admissão. Então nos beijamos de novo. Um beijo mais casto, lento, suave dessa vez. Eu preciso obter um A em comportamento de agora em diante. Capítulo 21 Leon As coisas não estão saindo exatamente como minha avó e eu pensamos. Consegui avançar muito é verdade. M as, Júlia dormiu no sofá na noite passada, insistiu teimosa mesmo depois que deixei a cama livre. Ela sabia que nunca dividiríamos a mesma cama sem fodermos até cair exaustos. Foda! Ela me deixou aproximar, mas não completamente. E para acabar de completar Salvattore a convidou para cavalgar logo depois do café da manhã e ela aceitou. Porra! Eu queria socar a cara do infeliz, jogála por cima do meu ombro e levá-la para o nosso quarto, bem longe dos olhos cobiçosos daquele bastardo! M as meu tio está aqui e ele realmente precisa de descanso. O médico orientou-nos a não causar aborrecimentos e é só por isso que Júlia ainda não havia me deixado. Admitir isso dói pra caralho! Os observei da janela da biblioteca. Voltavam cavalgando lado a lado até entrarem nos estábulos. Um passeio que me pareceu longo demais. Confio plenamente em Júlia, mas aquele bastardo era cheio de

truques e realmente me odiava. A porta se abriu e me voltei da ampla janela. — Então é aqui que está se escondendo. — Helena disse num tom condescendente. — Não estou me escondendo. — rebati seco e sentei-me atrás da grande mesa de mogno. Ela bufou e sentou-se à minha frente sem ser convidada. Só ela e Júlia faziam isso comigo. — Si, está. Isso não está funcionando, caro mio. — sua expressão suavizou ao ver minha aparência miserável. — eu estava errada. Você precisa ser mais agressivo. M arcar presença o tempo todo. Precis... — Isso também não está funcionando, Helena. — suspirei pesadamente, encostando-me ao espaldar da cadeira. — essa viagem era para nos reaproximarmos, mas em vez disso Júlia prefere cavalgar por aí com aquele maledeto. Helena sorriu brevemente. — O que foi? Você também está feliz me vendo assim? — fiz uma pausa dramática. — completamente desesperado? Sem rumo? — Ora, ora, estamos dramáticos, hoje, hein? — sua voz foi divertida. Eu a chutaria na bunda se não a amasse tanto. — levante esse traseiro real daí e vá lá fora recuperar sua mulher. Esse aí que fica se

escondendo, se encolhendo pelos cantos não é o Leon que conheço. — Nada parece dar certo com ela . — resmunguei cansado. — ela me prometeu ontem que me deixaria me aproximar, mas ainda parece tensa perto de mim. Como consegui fazer uma bagunça tão grande assim na cabeça dela? — Ela o ama. Está apenas magoada. — disse com uma expressão de pena que eu odiava. — convenhamos, caro mio, Júlia está pegando bem leve com você. Eu no lugar dela, já teria arrancado sua cabeça. — completou sorrindo. Eu tive que concordar. Helena apesar de aparentemente polida, tinha sangue quente. Geralmente era educada ao extremo, mas quando saía do sério era um perigo. Isso me fez lembrar de Dominic e do modo como os dois se provocaram o tempo todo durante a visita dele. — Verdade. — assenti. — desculpe se tiver me intrometendo, mas houve algo entre você e Dom nos dias em que esteve na Ilha? — os olhos de uísque se alargaram e ela ficou rígida imediatamente. Seu sorriso morreu. — Não houve nada. Seu irmão é um cachorro vadio, Leon. — disse claramente na defensiva. — o inferno vai

congelar antes que eu tenha alguma coisa com Dominic Harper! Oh! Uau! Ela negou veementemente, mas a tensão em seu corpo à menção do nome de meu irmão a denunciava. Helena estava mexida por ele. E isso era muito, muito ruim. Dom era um mulherengo inveterado. Não quero vê-lo tratando-a como uma qualquer. — Ok. Fique atenta à ele, cara mia. — disse preocupado. — Dom não é material para um relacionamento. Ela revirou os olhos, bufando: — Dio! Não ouviu o que eu disse? Dominic não me interessa. Nem agora, nem nunca. — suspirou. A olhei atento. Não sei por que, mas tive um pressentimento de que essa história ainda me daria dores de cabeça. — não foi sobre mim que vim falar. É você quem está em apuros, não eu. — completou. — Você poderia falar com ela. Vocês mulheres se entendem melhor. — sugeri. Ela fez uma careta. — Não acho uma boa ideia. Júlia não está falando mais do que o necessário comigo. — deu um suspiro resignado. — eu não posso culpá-la. Não quando fui uma cadela quando chegou à Ilha. Tem todo o direito de estar magoada.

— M as você percebeu muito antes de mim que ela não era a pessoa que pensávamos. — dizer isso sempre fazia sentir-me um completo imbecil. — Si, mas já havia feito e falado algumas coisas das quais me envergonho muito agora. — admitiu pesarosa. — Vem, vamos lá para fora. Vou até o estábulo colocar aquele bastardo no seu devido lugar. — levanteime e passei o braço em sua cintura assim que se levantou também e deixamos o recinto. — eu já disse que te amo, irmãzinha? — murmurei beijando seus cabelos. Ela sorriu um tanto tímida e balançou a cabeça assentindo. — Si, você já disse. — seu tom soou um tanto estranho. Então acrescentou: — e você deve mesmo se preocupar. Salvattore é un bell’uomo57. — Bufei, não querendo dar tanto crédito ao bastardo. No entanto, quando entrei no estábulo meu sangue ferveu com a cena diante de mim. Júlia sorria amplamente. Aquele riso lindo de menina, totalmente relaxado, livre de qualquer tensão. Eu amava aquele som. Acostumei-me a ser o alvo daquele sorriso nos últimos meses. Só eu. M as agora ela o estava dando para Salvattore. O meu sorriso. Vi vermelho, soltando fumaça pelos ouvidos e avancei muito puto até eles. Salvattore estava dando feno aos cavalos enquanto Júlia os

escovava. Um trabalho em equipe. Como um casal. Eu reprimi imediatamente esse pensamento. Não havia a menor possibilidade desse bastardo roubar a minha mulher. — Sinto interromper. — disse entre dentes. Eu não sinto porra nenhuma! — mas preciso falar com você, Júlia. Ela sobressaltou-se, seu corpo enrijecendo ao ouvir minha voz. Permaneceu de costas para mim. — Já estou terminando aqui. — informou, continuando a escovar o cavalo negro. — Quero falar com você, agora. — meu tom duro a fez virar-se, seus olhos inflamando-se. — você vai andando, ou posso carregá-la. O que vai ser? — eu estava muito puto agora. Ela não me trataria com indiferença na frente daquele bastardo. Ela bufou, largou a escova no chão e passou por mim quase me derrubando. Ótimo! Estamos os dois putos agora! Eu já me virava para segui-la quando ouvir Salvattore gargalhar jocoso. — Dio mio! Você está realmente se contorcendo de ciúmes, não está? — Confio na minha mulher. — cerrei o maxilar. — mas isso não se repetirá de novo. Está me entendendo, Salvattore? Você vai parar de cercar a minha mulher,

porra! — rosnei. Seu sorriso ampliou e ele provocou: — A principessa cavalga tão bem, não acha, primo? M eu sangue ferveu com a frase de duplo sentido. Bastardo infeliz! — Você vai recuar, Salvattore. É o último aviso que estou dando. — minha voz foi baixa, mas letal. Seu sorriso morreu aos poucos e seus olhos se estreitaram em mim por um longo momento. — Você realmente a ama. — não era uma pergunta. — não pensei que fosse ver isso algum dia. — Si, eu a amo. Por isso, se afaste dela ou não respondo por mim. — afirmei não abrandando o tom. — Não tem com que se preocupar, primo. — disse pegando mais feno e alimentando o segundo cavalo. — você soube escolher bem sua moglie. Espero que saiba valorizá-la, porque ela é leal a você. As palavras dele afundaram em mim. O que ele estava dizendo? Que tinha de fato tentado algo com a minha mulher? — Você realmente tentou algo com ela, seu bastardo? — meu tom foi frio, controlado. M as por dentro eu queria matá-lo. Ele abriu um riso irônico. — Si, tentei, mas ela me deu uma joelhada certeira.

Estou dolorido até agora... Antes de terminar avancei até ele e o joguei com força contra a parede, meu antebraço esmagando seu pescoço. — Só não quebro toda essa sua cara por causa dos nossos avós. — rosnei próximo do seu rosto. — chegue perto dela de novo e juro que nada mais vai me segurar, entendeu, seu imbecil? M edimos forças por alguns instantes e ele conseguiu se libertar. Andou para longe tossindo, seu rosto e pescoço vermelhos. — Não chegarei mais perto. — assentiu e seus olhos brilharam ao completar: — mas se for idiota o bastante para perdê-la, primo, tenha certeza que irei atrás dela. Porra! O que foi que ele disse? — Isso nunca acontecerá. — afirmei categórico. — ela foi, é e sempre será minha. Saí a passos largos do estábulo. M eu corpo ainda rígido da discussão. Quando entrei no quarto, Júlia estava em pé no centro, punhos cerrados ao lado do corpo, olhos soltando faísca. — Pegue algumas roupas para você. — disse seco. — O que!? — seu rosto mostrou confusão. — Isso que ouviu. Pegue algumas roupas. Estamos

subindo a montanha para o meu chalé particular. — informei no mesmo tom seco. — Você não consegue mesmo ser menos arrogante, não é? — sorriu sarcástica. — por que acha que irei a algum lugar com você depois do modo como me tratou na frente de Salvattore? Eu sorri no mesmo tom e fui me aproximando dela. Seus olhos arregalaram, foi recuando até bater com as costas na parede. Coloquei uma mão de cada lado da sua cabeça, prendendo-a. Ofegou quando encostei meu pau duro em seu ventre. Sorri de novo. — Ah, você vai, Júlia. — grunhi bem próximo de sua boca. — você passeou quase a manhã inteira com aquele bastardo. Nada mais justo do que passar alguns dias a sós com seu marido. — Alguns dias? — repetiu alarmada. — mas você concordou em... — Você também prometeu que me deixaria chegar perto. M as não é isso que está acontecendo, porra! Continua me mantendo na distância de um braço. — rosnei mantendo-a presa. — eu quero tudo, Júlia. Eu quero minha mulher de volta. Basta dessa merda! Só voltaremos quando você parar de seu uma cadela teimosa! — Você não pode me obrigar. Não...

— Ah, eu posso e vou, perla mia. — rosnei de novo. — essa greve de sexo ridícula acaba hoje. Vou comer você do momento que chegarmos lá até a hora de sairmos. Vou desgastá-la tanto que não terá forças para sair correndo de mim depois. Não vou sair de cima de você. Tá me ouvindo, Júlia? — Deus... Leon... — gemeu juntando as pernas. Sorri perverso e sussurrei em sua orelha. — Vai tomar o meu pau em todos os buracos, bebê. Vou foder você até não podermos andar... Ela miou e entreabriu os lábios me pedindo silenciosamente que a beijasse. M as se a beijasse agora a foderia contra a parede. Porra! Ela me fez sentir ciúmes, me deixou irado. Vou castigá-la um pouco também. Afastei-me e seus olhos brilharam confusos, desapontados. — Arrume suas coisas, partimos dentro de meia hora, bebê. — disse mais brando agora. — Leon... Eu não acho... — Chega, Júlia! — meu tom endureceu de novo. —

essa situação entre nós será resolvida hoje. Só nós dois. Comigo profundamente enterrado em você. É dessa forma que vamos resolver tudo: você amarrada, vendada, sendo fodida por mim, seu marido! É isso mesmo! Foda-se a porra do A em comportamento! Estou pegando minha mulher de volta, agora! E vou me comportar muito, muito mal nas próximas horas... Júlia Deus! Leon praticamente me jogou dentro do Range Rover. Eu mal me despedi de Damien. Subimos a montanha por uma estrada de terra batida que serpenteava descortinando a paisagem de um verde inigualável. Do meu lado direito, um vale, onde se avistava um pequeno vilarejo, muitos metros abaixo. Tive calafrios. Era lindo e assustador ao mesmo tempo. Como o homem dirigindo do meu lado. Leon, uma força da natureza. M eu marido, do qual estive fugindo, me escondendo dos sentimentos que desperta em mim, apesar de todas as suas ações arrogantes, egoístas e cruéis do passado. Desviei meus olhos para ele. Seu perfil ainda estava tenso, rígido. Seu semblante franzido. Do seu lado ficava a montanha, alta, imponente, que íamos circundando. Não conversou comigo. Esteve o tempo todo compenetrado, como se traçasse um plano

mentalmente. Liguei o som e ouvi Justin Timberlake, mirrors. Aren’t you somethin’ to admire Não é que você é algo para admirar Cause your shine is somethin’ like a mirror Porque o seu brilho é algo como um espelho And I can’t help but notice E eu não posso deixar de reparar O percurso demorou uns trinta minutos. Fiquei boquiaberta diante do pequeno e rústico chalé de madeira, construído suspenso em torno do tronco de uma árvore enorme. Leon saiu rapidamente e veio e abriu a minha porta. Ainda calado, me ajudou a descer. Pegou nossas mochilas e tomou minha mão me levando pela estreita estrada de cascalho que dava na escada de madeira na frente da construção. Do lado direito havia uma pequena cachoeira. Do esquerdo a montanha continuava imponente, majestosa. Quando avançamos pela pequena varanda, Leon abriu a porta e me deu passagem. Fiquei agradavelmente surpresa com a simplicidade dos móveis e decoração. Havia apenas um grande cômodo com uma cozinha estilo americano num canto, estofados de um e dois lugares e uma cama king size numa parte elevada por três degraus. Então, minha atenção foi captada pela

visão da uma ampla sacada à nossa frente. Andei completamente muda, hipnotizada pela paisagem que se descortinava vários metros abaixo de nós. Tínhamos a visão completa do vale com suas montanhas verdejantes a perder de vista. — Oh! M eu Deus! Leon. — murmurei extasiada. — isso é lindo! — Si, é lindo. — sua voz soou baixa atrás de mim. Virei-me e seus olhos estavam em mim, não na paisagem. — a coisa mais linda que já vi. — a voz sussurrada fez minha pele arrepiar. Engasguei com a intensidade dos olhos escuros, mantendo-me cativa, reivindicando-me. Suas mãos levantaram tocando minha face suavemente, seu olhar deslizando por todo o meu rosto. — Leon... — Shhh. — sussurrou baixando a boca quase tocando a minha, nossos olhos presos. — eu estou pegando a minha mulher de volta, Júlia. Estou pegando você de volta pra mim, bebê. Agora. Vamos, diga que você é minha de novo. — sua língua lambeu meu lábio inferior e eu tremi. Deus! Eu nunca conseguiria ficar sem isso. Sem essa emoção louca invadindo meu peito se espalhando por todo o meu corpo quando ele me olha, quando me toca,

quando seu corpo está assim, perto de mim. Eu sou dele. Completa e irrevogavelmente dele. Era hora de deixar qualquer coisa de lado, porque é isso: eu pertenço a ele. — Eu sou sua. — murmurei em sua boca. Vi o alívio em seus olhos, em seu semblante. — sempre fui sua, mesmo quando disse que não era. — Si, delizia mia. — abriu um pequeno sorriso sexy, seus olhos brilhando ainda mais. — e isso faz de mim o bastardo mais sortudo no mundo todo. — Sorri também. Ficamos assim, nos olhando, nossas bocas respirando uma na outra. O ar denso, estalando entre nós. O desejo palpável. Nosso sorriso foi sumindo e em seu lugar uma fome mútua assumiu. Nossas bocas se chocaram, se devorando num beijo lascivo. As mãos grandes de Leon voaram para a minha bunda alinhando minha pélvis com seu pênis duro. M eus braços foram para seu pescoço. Gememos e nos agarramos mais, nos esfregando como se quiséssemos nos fundir. Sorrimos de novo, lambendo, chupando, mordendo nossas bocas.

Leon cavou minhas nádegas e me levantou. M inhas pernas envolveram sua cintura automaticamente. Suas mãos apertaram minha bunda, friccionando minha vulva intumescida no seu pau. M esmo por cima das roupas enlouqueci com a sensação. Um desejo vertiginoso inundando meu âmago. — Gostosa... — grunhiu voltando para dentro do chalé. — Dio! Vou foder você por horas seguidas, bebê. Você me deve muito sexo. — Tome tudo, amor. — grunhi de volta, completamente dominada por ele. — eu sou sua. Seus olhos inflamaram mais ao ouvir o termo carinhoso. Depositou-me grosseiramente no chão perto do estofado de dois lugares. — Se apoie no braço do sofá, Júlia. — rosnou. Sua voz saiu grossa de luxúria. — tô louco para te amarrar, vendar, espancar esse seu rabo gostoso, mas isso pode esperar... Vou comer você aqui. Quero bem duro. Não vou ser carinhoso nessa primeira vez. Você deixou-me masturbando por tempo demais... Eu gemi. Suas mãos foram ágeis em abrir minha calça jeans e baixá-la bruscamente com calcinha e tudo até minhas coxas. Deu-me um tapa forte no traseiro. M iei e me apoiei no braço do sofá. Suas mãos acariciaram onde tinha batido. Ouvi seu zíper sendo

aberto. M inha vagina latejando descontrolada, pingando por ele. Logo a ponta grossa se alinhava em minha entrada. Ele gemeu deslizando-a para cima e para baixo na minha racha, se lambuzando na minha excitação. — Leon... — Tão molhadinha para mim... — grunhiu e meteu duro indo todo o caminho dentro de mim. Gritei, arfando. Nunca me acostumava com seu tamanho e espessura. — ahhhhhhh! Júlia... Dio! Tão apertada... Tão quente... — grunhiu segurando forte nos meus quadris, tirando tudo e batendo de volta com força, me sacudindo toda. — eu amo estar assim... Dentro de você, bebê. — levou uma das mãos para meus cabelos da nuca e os puxou duramente, me fazendo empinar mais a bunda para receber seus golpes violentos. M e comeu assim, impiedoso. Rasgando-me até o útero. Seu pau entrando brutalmente em minha vulva, me esticando quase além do meu limite. — Ohhhh! Leon... Amor... — miei de novo, rebolando, encontrando-o em cada golpe. — Sentiu falta disso, minha putinha? Hum? — meteu mais forte, sua pélvis se chocando violentamente contra minha vagina, o atrito de nossos corpos ressoando no cômodo silencioso. — sentiu falta do meu pau assim, comendo essa bocetinha gostosa? Vai tomá-lo

de todas as formas, entendeu? Vou comer você do jeito que eu quiser, por longas horas. — puxou mais meus cabelos e levou a outra mão para meu clitóris. O massageou gostoso. Gemi alto. Beliscou-me suave. — Ahhh! Deus! Leon... Ahhhhhhhhhh! — Goze, putinha! Goze no meu pau! — ordenou, continuando a me foder duramente até as bolas. Eu quebrei, meu canal o apertando, num orgasmo tão intenso que minhas pernas amoleceram e cederam. Seus braços foram para minha cintura me firmando e levantando. Empalou-me completamente e me comeu assim incansável, sua respiração ruidosa e seus grunhidos roucos bem no meu ouvido, arrepiando-me, prolongando meu prazer. — Ohhhhh! Delizia mia... Eu vou gozar, bebê... Porraaaaa! Que bocetinha mais gostosa! Ahhhhhhhhhhh! — uivou esporrando, jorrando seu sêmen quente dentro de mim. Gemi junto com ele, insanos. Continuou me levantando e abaixando com brutalidade, me fazendo tomar seu pau até o cabo. Rosnou de novo ainda derramando-se. — Dio! Parece que vou gozar para sempre... — sorriu rouco e foi diminuindo os golpes, mordendo e chupando minhas costas como um animal acasalando com sua fêmea. Ficamos na mesma posição por alguns instantes. Respirando pesadamente. Espalhou beijos suaves do

meu ombro ao pescoço e sussurrou em minha orelha. — desgastei muito você, amor? — seu tom era suave, amoroso, mas com um toque de provocação. Saiu de mim devagar, me firmando antes de me pegar no colo. — Humm. — gemi, apoiando minha cabeça em seu peito largo, sentido seu cheiro familiar de macho alfa, dominante. Um cheiro que me entorpece os sentidos e tem-me pronta para ele imediatamente. — um pouquinho. — sorri. Ele gargalhou subindo os degraus para a parte onde ficava a cama. — Sinto informar, mas só estou me aquecendo, principessa mia. — murmurou ainda sorrindo depositando-me devagar no meio da cama. — estou faminto por você. — completou despindo-me da calça jeans. Puxou minha camiseta verde por cima da cabeça. Os olhos escuros flamejaram nos meus seios e suas mãos vieram numa carícia suave por todo o meu colo. Abriram habilmente o fecho frontal e grunhiu ao libertálos. Suas mãos encheram neles, apertando, massageando, puxando os mamilos suavemente. M inhas costas arquearam saindo completamente da cama. Ele sorriu perversamente e se debruçou sobre mim, nossos olhos travados enquanto beijava cada centímetro da minha

barriga, subindo lentamente, muito lentamente. Lambeu o vale entre meus seios e beijou toda a extensão do direito, lambeu o mamilo túrgido. Sem aviso o mordeu. Gritei, minhas costas arqueando mais. Uma mão grande se fechou em meu pescoço, mantendo-me presa ao colchão. Sua boca gananciosa foi para o outro seio e repetiu toda a lenta tortura. — Oh! Leon... Amor... — gemi desconexa. Ele apenas sorriu e juntou meus seios, lambendo, chupando e mordendo os mamilos. M inha vagina já estava inchada, dilatada de novo, pronta para sua posse. Levantou-se e despiu-se lentamente na minha frente. Aquele riso arrogante, sexy e lindo que eu amo curvando sua boca. Lambi meus lábios quando se livrou das calças junto com a cueca. Seu pênis lindo, duro e orgulhoso saltou, apontando diretamente para mim. M ovi-me rápido, engatinhando pela cama até chegar a ele. Seus olhos incendiaram quando o segurei na mão, masturbando-o lentamente. Torturando-o como fez comigo. Empurroume grosseiramente para a cama de novo. Seu sorriso se tornou diabólico e voltou-se andando até as mochilas que ainda estavam perto da porta. Presenteou--me com a visão de suas costas largas, seu traseiro perfeito e duro, suas pernas longas e musculosas na medida certa. Depois de alguns segundos estava de volta com os

familiares tecidos negros nas mãos. — Vai mamar no meu pau, mas antes venha aqui, minha putinha. — ordenou daquele jeito dominante que eu amo. Desci da cama me colocando em sua frente, ansiosa. — mãos atrás das costas. — fiz o que disse imediatamente. Sorriu arrogante e virou-me de costas para ele. Suas mãos trabalharam rápidas prendendo meus pulsos apertados. Virou-me de frente de novo. Seus olhos perfuraram os meus. Acariciou meu rosto com uma expressão de fascínio. Sua boca desceu na minha num beijo suave a princípio, quando estávamos ofegantes, quebrou o contato. — tem ideia do quanto te amo? Do quanto me escraviza com sua entrega sem reservas para mim? Eu durmo e acordo pensando em você, Júlia. — rosnou contra meus lábios. Arfei com suas palavras. Então, vendou-me e deu-me um último beijo suave. Gemeu enfiando as duas mãos nos meus cabelos da nuca. — de joelhos, putinha! Sonhei com você sugando meu pau todinho... Bem forte... Sonhei enchendo essa boquinha linda com meu sêmen. Lambuzando você todinha... — gemi também, dobrando os joelhos à sua frente. Suas mãos forçaram minha cabeça para perto dele e senti a cabeça gorda de seu pênis tocar meus lábios. Espalhei beijos suaves em toda a sua extensão, cheirando-o. Emitiu um som

estrangulado, seu corpo todo estremecendo. Adoro saber eu tenho esse poder sobre ele. Suas mãos puxaram meus cabelos mantendo-me imóvel. M inha boca se abriu e ele estocou forte, esticando meus lábios ao limite. Relaxei a garganta e tomei tudo que podia dele. — ahhhhhhh! Que boquinha deliciosa... Perfeita, bebê... Isso... Chupa bem gostoso, amor... Assim... ohhhh! — gemeu bombeando forte indo até minha garganta. Comeu minha boca por muito tempo. M eus lábios já estavam dormentes, minha garganta ardendo. — Dio! Vou parar porque quero gozar em seu rabinho agora. — miei com ele quase todo enterrado na minha boca. Retirou-se fazendo barulho dos meus lábios molhados. M eu maxilar tremia. Puxou-me pelos cabelos e me levantou. Beijou-me apaixonado, forte, gostoso. — fique assim, amor. — ordenou me empurrando de volta para o colchão. M eus braços presos não permitiam me apoiar, meu rosto ficou achatado no colchão. M inha bunda no ar. Fiquei obedientemente na posição. Sua mão desceu em palmadas, uma de cada lado. Gritei alto. Logo depois senti seus lábios suaves beijando, lambendo onde bateu. Abriu minhas bochechas e lambeu toda a minha vagina indo até o ânus. Circundou lentamente meu buraco. Enfiou dois dedos na minha vulva sensível, enquanto lambia meu ânus. Estremeci sem nenhum controle sobre

meu corpo. Ele sorriu baixinho. — Leon... — meu tom foi suplicante. — O que é, bebê? O que você quer? Diga, amor. — sua voz soou baixa, suave, bajuladora, provocante. — Eu quero você. — Onde você me quer, delizia mia? — continuou lambendo meu ânus e comendo minha vagina com os dedos. M etendo fundo, sem dó. — Ahhhh! Eu quero você... — Diga, putinha! — rosnou metendo seus dedos grosseiramente, girando dentro de mim. — você quer meu pau em seu cuzinho? Diga! — Sim! Oh! Deus! Sim... Por favor, amor... — quebrei, louca de lascívia. — Diga a frase inteira, Júlia! Diga! — exigiu dando outro tapa na minha bunda. — Oh! Leon... Quero seu pau no meu cuzinho. — grunhi completamente fora de mim. Ele gargalhou, deu-me outro tapa e passou a preparar-me para recebê-lo. — Você terá, bebê. Você o terá todo enterrado em sua bunda gostosa. Não vou ser delicado, mas é assim que você gosta, não é, minha putinha? — mordeu minhas costas. M eu corpo todo sacudindo em espasmos. A forma suja como fala me leva às alturas. —

você adora ter o meu pau te comendo bem forte, não é? — sussurrou, lambendo, mordendo minha orelha. Eu já estava a ponto de gozar com suas palavras. Não sei se sou alguma aberração, mas adoro tudo isso. Adoro quando me chama de sua putinha. Adoro quando me amarra, me venda, me espanca, me pega bem forte. Senti sua ponta esfregando, forçando minha entrada pequena. Relaxei porque sei que ele também gosta bem duro. Lambeu toda a minha coluna, ronronei e relaxei mais, ele sorriu e estocou forte, entrando até o cabo. Suas bolas massageando meu clitóris. Gritamos os dois ensandecidos. E ele realmente não foi delicado, me comeu como um bruto, selvagem. Em determinado momento desamarrou meus pulsos para que pudesse me firmar. Aumentou a força das estocadas, batendo em mim sem trégua. — Ohhhhhh! M eu Deus! Leon... — gritei quando sua mão massageou meu clitóris habilmente, enquanto seu pau rasgava-me por trás. — Ahhhhhhhhhhh! — gozei empurrando minha bunda contra seu pau, tão

enlouquecida quanto ele. Leon gritou vários palavrões em italiano, deu tapas fortes no meu traseiro, seu pau inchou, ejaculando. Ele deu um rugido animalesco, enchendo meu ânus todo ardido de esperma quente. Caiu por cima de mim na cama. Nossas pernas para fora. Continuou enterrado em mim até nossos últimos espasmos. Ambos gemendo, grunhindo. Ele sorriu. Uma risada ofegante, saciada, rouca, linda no meu ouvido. — Cristo! Bebê! Isso foi fodidamente gostoso. — sorriu mais amplamente ao perceber o trocadilho. Sorri também. Gargalhamos os dois. Tirou a venda e puxou meu queixo, tomando minha boca num beijo suave, reverente. — nunca mais me castigue sem sexo, amor. Pode me bater, fazer qualquer coisa, menos privar-me do prazer sem limites que sinto em seu corpo. — me beijou de novo. Seu corpo grande me esmagando no colchão, mas não me importei, porque éramos um do outro de novo. Abri os olhos lentamente. Espreguicei-me, meu corpo adorando a carícia dos lençóis azuis de seda egípcia. Gemi baixinho, sentindo todos os meus buracos, palavras de meu marido, muito sensíveis. Corei só de lembrar tudo que fez comigo. A maneira voraz com que me devorou por horas, como havia prometido. Sorri, livre da tensão que esteve comigo por semanas.

Sentei-me ao ouvir um barulho. Leon estava na cozinha virado para a pia. Suas costas largas nuas. Os músculos poderosos movendo-se com algo que estava fazendo. Arrastei-me para fora da cama. Nossas roupas estavam ainda jogadas no chão. Peguei sua camiseta branca e a vesti, deliciando-me com seu cheiro. Ficou enorme em mim. Desci os degraus descalça e andei devagar para o balcão. Sentei-me num dos bancos altos. Não contive um leve gemido pela sensibilidade de meus músculos internos. Ele virou-se para mim. Os olhos escuros me avaliaram um momento, depois abriu aquele riso que era a marca dele. — Olá, dorminhoca. — ronronou vindo até o balcão pelo lado de dentro, inclinando-se para mim. — muito cansada? — Um pouco. — assenti, não conseguindo reprimir um bocejo. Seu sorriso se alargou. — Parece que foi bem fodida, principessa mia. — sussurrou provocante e contornou o balcão vindo até mim, se infiltrando entre minhas pernas. Seu sorriso ainda maior. Eu bufei. — Hum, parece que alguém está arrogantemente feliz, por aqui. — murmurei recebendo seu beijo suave em meus lábios.

— M inha mulher linda e gostosa voltou para mim. Deixou-me fodê-la até a exaustão. Então, sim, sou o filho da puta mais feliz do mundo, bebê. Toquei seu rosto, extasiada pela sua declaração. — Só você para colocar uma frase romântica e outra extremamente machista lado a lado. — resmunguei, mas não evitei o sorriso em meu rosto. M eus braços foram para seu pescoço, puxando-o para mim. O beijei profundo, apaixonada. Suas mãos acariciaram minhas costas me fazendo gemer. Céus! M eu corpo está desgastado, mas nunca me canso dele. — Eu te amo, bebê. Te amo muito. — murmurou em minha boca, nossos olhos travados. — você não vai fugir de novo, amor. Vamos resolver tudo. Fui um grande idiota com você e vou lamentar isso sempre. Você sofreu. Eu sofri. — suas mãos foram para meu rosto, uma de cada lado, nossos olhos ainda presos. — mas, nossas vidas provavelmente nunca se cruzariam se não fosse por esse engano. Então, eu faria tudo de novo, amor. Faria tudo se essa fosse a única forma de conhecêla, de tê-la em meus braços, assim. Nossa história estava escrita. Estávamos predestinados. Nos pertencemos, perla mia. Você tinha que ser minha e eu tinha que ser seu. Oh! M eu Deus! M eus olhos encheram de lágrimas.

Ele realmente conseguia ser romântico quando se esforçava. — Eu também te amo, amor. Te amo tanto. — sussurrei com voz embargada. Seus olhos brilharam mais e ele sorriu, depositando beijos suaves em todo o meu rosto, até voltar à minha boca num beijo possessivo, profundo, demorado que falava de recomeço, de perdão, de redenção. — Vou alimentar você agora, bebê. — deu-me mais um beijo suave e se afastou, voltando para o pequeno espaço da cozinha. — Você cozinhando, alteza? — provoquei. Ele deu de ombros, meio encabulado. Isso era difícil de ver em se tratando de Leon. Era sempre seguro, irritantemente confiante, um príncipe do dedão do pé até o último fio de sua cabeleira linda e exótica. — É apenas massa e salada, amor. Nada demais. — revelou ainda encabulado. Eu gargalhei. — sua pequena provocadora. — sorriu, também. — tente não ser muito dura com seu marido, bebê. Ele pode cozinhar mal, mas é muito, muito apaixonado por você. — sua voz foi melosa e bajuladora agora. Eu bufei. — Está tentando me seduzir para não criticar suas habilidades culinárias? — meu tom foi sedutor como o

dele. — Si, está funcionando, amor? — indagou terminando de arrumar meu prato, colocando-o na minha frente. — Obviamente. Eu nunca consegui resistir à você, não é? — sorri juntando uma porção da massa no garfo. Levei à boca e meus olhos reviraram com o sabor. O molho estava perfeito. — Oh! M eu Deus! Amor! Aonde aprendeu a cozinhar assim? Ele gargalhou dessa vez, o sorriso arrogante voltando com força total. — Enganei você, bebê. — admitiu triunfante. — tive aulas de culinária. M inha tia, a rainha obrigou a mim e Damien a fazê-las. — seu semblante caiu um pouco pela lembrança do irmão. Terminou de arrumar seu prato e veio sentar-se do meu lado. — Você sente muita falta dele, não é? Olhou-me por alguns instantes. — Si. M uito. — suspirou. — eu deveria ter sido um irmão melhor para ele. — Você foi o melhor irmão, amor. Os olhos escuros me encararam ansiosos, surpresos. — Ele... Ele disse isso a você? — indagou um tanto tenso. — Sim, ele disse. Damien era muito orgulhoso do

irmão mais velho. Te amava muito. — revelei vendo seu rosto se iluminar de novo. — ele me descrevia você fielmente. É engraçado, mas tive vontade de conhecer você pelos relatos que fazia. Sempre imaginei você assim: Alto, moreno, lindo, majestoso, arrogante... Ele abriu um pequeno sorriso entendendo minha intenção de aliviar o clima. Depois ficou sério. — Verdade, bebê? — sua voz era suave, amorosa. Derreti-me, quando pegou minha mão e a beijou. — eu me apaixonei pela primeira foto sua que os agentes me mostraram. — revelou como se lembrasse do momento. — fiquei louco, fascinado com tanta beleza. Quis conhecê-la a qualquer custo. Você mexeu comigo, mesmo antes de vê-la pessoalmente. A vingança foi só um pretexto. Agora entendo isso. Demorei tanto para aceitar os sentimentos que despertava em mim. M as eu queria você, amor. Sempre quis. — Eu te amo. — sussurrei, tocada com suas palavras. Nunca sequer imaginei que havia sido assim. Para mim, Leon gostava de me foder. Só isso. Ele se inclinou sobre mim e tomou meus lábios num beijo terno. — Eu também te amo, bebê. — murmurou na minha boca. — depois vou querer ouvir mais sobre Damien e o tempo que foram amigos. Agora coma, amor. Quero

você bem alimentada, porque ainda não tive minha cota de minha mulherzinha linda. — puxou meu lábio inferior entre os dentes. Eu gemi. Sorriu presunçoso. — não vou aliviar para o seu lado. Você está muito, muito encrencada, principessa... Capítulo 22 Júlia Estávamos agora sentados sobre alguns edredons e almofadas na sacada. O sol descendo no horizonte completava o espetáculo da paisagem soberba. Estávamos nus. Depois que comemos, tomamos um vinho conversando aconchegados no estofado de dois lugares. Ok. Leon tomou, eu ingeri apenas uns poucos e pequenos goles. Bebida alcóolica não é o meu forte. Contei tudo sobre o período que convivi com Damien. Seus olhos oscilavam entre alegres e tristes. Sentia-se culpado por não ter percebido o irmão em sua essência e dado o apoio que precisava. Ficamos namorando algum tempo antes de tomamos banho juntos. O banheiro era como o resto do espaço, pequeno e sem luxos. Amei saber que Leon podia desfrutar de algo tão simples. Seus olhos, sua expressão amorosa quando me olha, me dizem que vou me surpreender ainda mais com esse novo Leon. — Por que esse suspiro, bebê? — sua voz baixa e

sexy bem na minha orelha, me fez estremecer. Tínhamos fodido como coelhos desde quando chegamos pouco antes das onze da manhã. M eu corpo estava todo sensível, dolorido de sua posse, mas bastava chegar perto de mim para querê-lo de novo. — Eu ainda não me acostumei com esse novo Leon. — disse virando-me de frente para ele, montando em seu colo. Seus braços vieram para minha cintura me puxando para ele. — a última lembrança que tenho antes do acidente é de você beijando aquela vadia. Eu realmente odeio que você a beijou, amor. Os olhos escuros me fixaram com profundo pesar. — Infelizmente não posso apagar essa imagem da sua cabeça, perla mia. — acariciou meu queixo, olhandome dentro dos olhos, sério. — mas posso prometer que jamais me verá numa situação semelhante de novo, nem com ela, nem com outra. Você é a única para mim. Disse que farei valer a pena, bebê. Eu vou fazer. Apenas confie em mim, no meu amor. — Eu confio, amor. — sussurrei e o beijei mostrando todo o meu amor. Que não deixaria mais nada ficar entre nós. Ele aprofundou o beijo daquele jeito possessivo dele e eu soube que queria mais sexo. Deus! Ele vai me matar... — Está muito dolorida, bebê? — murmurou na

minha boca nos deitando na cama improvisada, encaixando-se entre minhas coxas. Seu pênis já completamente excitado, friccionando em minha vagina. Gemi alto. Ele sorriu perverso chupando meus lábios obscenamente, enfiou a língua na minha boca de novo, simulando o ato sexual. Grunhi. Gargalhou na minha boca. Bastardo, arrogante, delicioso, lindo! — Você é tão tarado, alteza. — resmunguei e sua boca foi descendo num passeio lento pelo meu queixo, pescoço, colo, barriga e finalmente chegou lá... Sua cabeça escura se levantou, seus olhos flamejando nos meus com a conhecida expressão vou comer você agora. — Vou deixar sua bocetinha toda encharcada para mim, delizia mia. — sussurrou, seu hálito quente soprando direto em meu clitóris. Estremeci. Seu sorriso alargou e caiu de boca beijando toda a minha vagina, beijos muito suaves, me enlouquecendo fazendo-me levantar os quadris querendo mais. Ele ignorou meu centro, fez apenas o que quis. Lambeu, chupou meus lábios. Enfiou a língua rígida no meu canal que não parava de jorrar líquidos. — Ohhhh! Amor... — miei quando finalmente sua boca quente abocanhou meu clitóris necessitado. Seus dentes o arranharam devagar, sua língua o chicoteou duro, chupou bem forte e enfiou dois dedos na minha

vulva, reunindo líquidos, os levou para o ânus, circulando, massageando e forçou a entrada. Empurrei de volta e seus dedos me rasgaram profundamente, enquanto sua boca continuava atacando meu brotinho sensível. M e comeu assim sem trégua. Foi demais... — Ahhhh! Leon.... Ohhhhhhhhhhh! — gozei violentamente, meu corpo se convulsionando todo. Ele não teve dó. Continuou comendo meu ânus com os dedos e me chupando ganancioso. Desabei sem forças nos edredons. Leon pairou acima de mim, me observando extasiado. Ele adora me desgastar. É uma coisa de macho alfa. Saber que consegue satisfazer sua fêmea. — Agora, sua bocetinha está pronta para me tomar todo, amor. — ronronou lambuzando seu pênis no creme que escorria da minha vulva. Tomou minha boca num beijo lânguido e foi investindo em mim lentamente. Nossas bocas ofegavam uma na outra. — Dio! Você é tão gostosa, bebê. — grunhiu quando entrou todo. Tirou de novo devagar e bateu de volta, duro. Gritei. Bebeu meu grito comendo minha boca do jeito que comia minha

boceta. Alternou golpes duros, com estocadas lentas, construindo um novo orgasmo dentro de mim. Pegou minha coxa e levantou para seu quadril e me comeu assim, forte, devagar até que eu supliquei para ir mais rápido. Ele sorriu e quebrou o beijo, estocando bruto agora, olhando-me enquanto me rasgava até o fundo com seu pau enorme. — Ohhhhhhhh! Leon.... Oh, Deus! Eu vou... Ahhhhhhhhh! — me desmanchei gozando de novo. — Isso, putinha safada! Goze gostoso no meu pau! — fechei os olhos. — Não! Olhe para mim, Júlia! Gosto de ver seus olhos quando está gozando. — meteu mais forte, girando o quadril prolongando meus tremores. — linda! Tão linda! Você é a porra da perfeição! Sabia disso? — grunhiu me comendo vorazmente agora. — ahhhhh! Vou gozar tão gostoso, amor! Ohhhhhhhhhh! — uivou sem quebrar o contato visual, gozando forte, alagando meu canal mais ainda. Bombeou até a última gota de sêmen e caiu em cima de mim, sua respiração pesada no meu ouvido. Ouvi sua risada rouca, cansada, saciada. Sorri também. Ficamos assim sorrindo como dois bobos. — Eu não posso me mexer, amor. — eu disse com voz sufocada sob seu peso enorme. — Nem eu, bebê. Você acabou comigo. —

murmurou, sem o menor indício de que sairia de cima de mim. Suspirou e por fim saiu lentamente de mim, gemendo baixinho. Caiu pesadamente do meu lado. Seu braço veio possessivo para minha cintura. Ronronei e me aconcheguei no seu corpo grande e musculoso. Ele puxou um edredom por cima de nós. — sou tão louco por você, perla mia. — disse baixinho beijando meus cabelos. — E eu por você, amor. — afirmei, sentindo meus olhos pesarem. Apaguei pela segunda vez, feliz e muito saciada nos braços do meu marido. No dia seguinte exploramos as redondezas do chalé. Leon realmente prestou atenção às aulas de culinária. Fez-me um café da manhã delicioso e me levou na cama. Depois saímos. Adorei estar com ele assim. Sem a pressão do palácio. Sem todo mundo bajulando seu príncipe. Ali era apenas o meu Leon, o meu marido. Na volta me carregou em suas costas. Eu o provoquei mordendo sua orelha. Já estava de língua de fora, enquanto ele, respirava regularmente. Leon é um esportista. Possuía uma academia particular no palácio e praticava esgrima. Seu corpo é de tirar o fôlego e tem uma resistência... Cristo! Fico mais ofegante só de pensar... À tarde tomamos banho na pequena cachoeira a

poucos metros do chalé. Leon tirou toda a roupa e mergulhou graciosamente na parte mais profunda. Fiquei receosa por alguns instantes, mas acabei cedendo e me despi também mergulhando atrás dele. Suas mãos grandes me puxaram pela cintura assim que me aproximei e tomou minha boca, faminto. Seu pênis já duro embaixo da água. Sorriu em meus lábios quando soltei um misto de grito e gemido ao senti-lo em meu ventre. Beijamo-nos, nos esfregamos, devoramo-nos mutuamente e não demorou muito eu o cavalgava. M inhas pernas enroladas firmemente em sua cintura. Suas mãos cravadas na minha bunda me movimentando bruscamente para cima e para baixo, entrando até o cabo em minha vulva. Gememos, rosnamos, grunhimos e gozamos juntos. Ele chupando meus seios enquanto me enchia de esperma. M inha cabeça jogada para trás. Nossos gritos de prazer ecoando na montanha. Foi uma experiência deliciosa, inesquecível. Vou querer voltar aqui muitas vezes. Na manhã do dia seguinte voltamos do nosso idílio. Salvattore descia os degraus da frente do palácio quando estacionamos. Leon ficou rígido instantaneamente. Cerrou o maxilar e saiu, dando a volta para abrir minha porta. Então, sem aviso pegou-me no colo. — O que é isso, amor? — sorri surpresa, mas o

enlacei pelo pescoço. — Só deixando claro a quem você pertence, bebê. — disse já começando subir os degraus. — Leon. Isso não é necessário, amor. Ele já sabe disso. — seus olhos voltaram-se para os meus. — seu primo sabe que sou sua. Eu disse a ele em alto e bom tom. Sua boca se repuxou no sorriso arrogante familiar. — Gostei disso, amor. M as você passeou sozinha com ele. Seu traseiro ainda vai sofrer por isso. — prometeu baixinho. Encontramos Salvattore na metade da escadaria. — Primo. Principessa. — nos cumprimentou com olhos quase divertidos. Era óbvio que percebeu a grande cena de Tarzan na sua frente. — Salvattore. — a voz de Leon foi fria. Os olhos azuis cinza do primo se inflamaram e ele sorriu amplamente seguindo seu caminho. — bastardo! — Leon resmungou e seguimos nosso caminho também. — M im, Tarzan. Você, Jane. — provoquei. Ele rosnou, mas não conseguiu conter o riso me colocando no chão quando chegamos às grandes portas duplas. — Cale a boca, sua pequena provocadora, ou seu rabo quente vai realmente sofrer mais tarde. — sussurrou em minha orelha. Eu prendi a respiração e ele

sorriu de novo abrindo a porta. Aproveitamos o dia para ficar com Damien. Passeamos com ele pelos arredores. Leon quase teve uma síncope quando nosso pequeno balbuciou papa. Eu já tinha ouvido o meu mama, dias antes, mas fiquei igualmente emocionada com a cena. Ele é um pai tão dedicado e amoroso. À tardinha acompanhamos o rei em sua caminhada. Parecia mais forte. O ar da montanha fez bem a ele. Rezo que se recupere logo. O tio de Leon é um homem especial. Além disso, meu marido o ama como a um pai. À noite após o jantar estávamos todos tomando o café na sala de estar ao lado do salão de refeições. Leon entoava uma conversa animada com o tio e o avô num canto. O observei como sempre fazia. Completamente arrebatada pela sua figura alta, majestosa, imponente, viril. Os cabelos mais longos presos à nuca. Um príncipe lindo, exótico. — Você o ama muito, não é? — a voz terna de Ciara me tirou do meu encantamento. Sorri para a senhora elegante que tinha acabado de sentar-se ao meu lado no grande estofado. — Sim, eu o amo muito. — assenti um tanto sem graça pela forma com que seus olhos castanhos me fitavam. A avó de Leon era uma dessas mulheres muito

sábias. Já havia percebido. — Sabe que tive certo receio e um pouco de preconceito com você e suas origens, cara mia? — revelou serena. — M as só precisei ver a primeira foto de vocês dois juntos. Havia muito amor, percebi na hora. Você foi a escolhida dentre muitas, figlia mia. — disse baixinho e olhou na direção do neto. — nunca vi mio bambino tão feliz. — suspirou levemente e voltou a me encarar. — mas deve saber que não será sempre fácil. — O que você quer dizer com isso? — inquiri um tanto apreensiva agora. — Leon é um homem muito bonito, rico. — pausou um instante sem desviar os olhos. — mas há algo mais que mantém mulheres de todas as idades à volta dele. Ele é um príncipe. Não apenas um príncipe, um futuro rei. Isso trará situações que exigirão de você, a escolhida para sua rainha, muita força, cara mia. — Sim, eu sei, Ciara. — disse ainda meio apreensiva. — Esteja preparada, figlia mia. Seja uma mulher forte para seu marido sempre, bambina. Você tem o amor dele. Ele tem o seu. — suspirou mais uma vez. — mas às vezes só o amor não é suficiente. Duas pessoas podem se amar loucamente, mas nem sempre conseguem construir algo juntas. Há algo tão essencial quanto o

amor na vida de qualquer casal, figlia mia: Confiança. Percebo que vocês dois precisam se fortalecer nesse aspecto, porque o resto sei que está perfeito. Eu corei violentamente com o sorriso insinuante e conhecedor que ela me deu. — Não se envergonhe de fazer seu homem feliz na cama, bambina. — Ciara tornou, batendo suavemente no meu antebraço. — esse é o aspecto principal, cara mia. M antenha seu marido feliz no quarto e conseguirá tudo dele. — piscou cúmplice. Puta merda! Que conversa foi essa? Eu sorri também. Gostava cada vez mais da avó de Leon. Ciara era muito gentil e agradável comigo. Foi realmente bom conhecê-la. — Do que minhas garotas favoritas estão rindo? — a voz de Leon nos tirou do nosso momento tipicamente feminino. — Nada, tesoro. — piscou para mim de novo. — apenas uma conversa de mulheres. Leon olhou a avó desconfiado, então sorriu beijando-a no rosto. Sentou-se do meu lado, enlaçando minha cintura. — Você está corada, amor. — sussurrou em minha orelha enquanto sua avó se afastava em direção a seu avô. — o que minha avó disse a você?

— Ela me aconselhou a manter meu marido feliz na cama. — revelei e os olhos negros se arregalaram de início, depois ele abriu aquele riso sexy. — Eu voto a favor, delizia mia. — puxou meu queixo para olhá-lo. — na verdade, vou baixar um decreto amanhã. A principessa deve manter seu principi muito, muito satisfeito na cama. — murmurou na minha boca. — O principi é muito tarado, porque a principessa não fez outra coisa nas últimas quarenta e oito horas senão satisfazê-lo. — sussurrei de volta. — Verdade, mas o principi não tem culpa. A única culpada é a principessa por ser tão gostosa... — sorriu safado. — Leon... — gemi em seus lábios. Seu sorriso arrogante se alargou. — M ais tarde, bebê... — prometeu beijando-me castamente, mas seus olhos desmentiam seu controle. Eles estavam em chamas. Leon Estendemos até o final de semana nas montanhas. Salvattore se manteve longe da minha mulher e tudo correu bem. Voltamos na segunda-feira ao palácio residencial. M eus avós e meu primo bastardo partiram no dia seguinte. Júlia e eu fomos levá-los ao aeroporto.

— Até outro dia, primo. — Salvattore estendeu a mão para mim. — e mantenha em mente o que falei. — eu bufei. O idiota queria me irritar até na sua partida. — O que você diz não é digno de nota, primo. — disse secamente. Apertei a cintura de Júlia trazendo-a para mais perto. — faça um bom retorno e não se apresse em me visitar de novo. Ele sorriu amplamente e desviou os olhos cobiçosos mais uma vez para minha mulher. Júlia sorriu de volta, serena. — Cuide-se, Salvattore. — foi tudo que disse. Acho que minha mão apertando sua cintura a coibiu de alguma forma. — Cuide-se também, principessa. — estendeu a mão e Júlia a pegou. Dessa vez não a beijou galante, apenas assentiu levemente e soltou-a começando a subir a escada para o jato. — Mios carissimos bambinos. — minha avó parou diante de nós e abraçou e beijou a nós dois de uma vez. — cuidem-se. E não demorem a nos visitar. Prometemos que os visitaríamos em breve. M eu avô também se despediu e pouco depois o jato decolava. — Adorei conhecer seus avós, amor. — Júlia disse assim que entramos na limusine. — sua avó, especialmente.

— Ela é mesmo especial, perla mia. — afirmei enquanto se aconchegava a mim. — me deu alguns conselhos bem úteis. — Que conselhos? — levantou a cabeça do meu ombro, um sorriso brincando nos lábios. — Ela teve a ideia de irmos ao palácio de veraneio. — revelei baixinho deslizando minha mão numa carícia lenta em seu braço para cima e para baixo. Seus olhos brilharam travessos, provocadores. — Hum, alteza, e eu achando que o mérito era só seu. Estou desapontada. Sorri, entrando na sua provocação. — Delizia mia, apenas a ideia foi dela. O desempenho foi todo meu... — disse levantando as sobrancelhas sugestivamente. Ela bufou, mas sorriu também. — Ok, alteza. Seu desempenho mesmo foi acima da média, devo dizer. — sussurrou levantando os lábios para os meus. — M eu desempenho é sempre acima da média, bebê. — provoquei. Ela revirou os olhos. — Você é tão arrogante, alteza. — disse, mas sua voz era terna, sedutora. Seus olhos lindos me dizendo o quanto me ama. — mas concordo, amor. Seu desempenho é excepcional. Sempre. — murmurou

chupando meu lábio inferior, antes de tomar minha boca num beijo deliciosamente lento. Porra! Gemi em sua boca e apertei o botão para subir a divisória nos isolando do motorista. Os dias que se seguiram foram de paz absoluta. M eu tio se recuperou quase completamente, mas havia decidido se afastar de suas atividades em definitivo. Isso significava que eu seria coroado rei muito antes do que havíamos planejado. Não me opus porque ele precisa cuidar da saúde. Eu o quero conosco por muito tempo ainda, conhecendo todos os filhos que ainda terei com a minha Júlia. Não falamos sobre isso ainda, mas é uma mãe muito dedicada e amorosa. Ela vai querer mais filhos, com certeza. M as, a calmaria foi substituída por uma turbulenta tempestade. Tudo saiu de órbita naquela tarde quando recebi uma ligação que me irritou de imediato. — Leon, caro mio. — soou a voz melosa de Francesca do outro lado da linha. Porra! O que essa maldita puta quer agora? Ela não vai me causar mais problemas com a minha mulher. — Francesca. — meu tom foi gelado. — não me lembro de autorizá-la a me ligar. Quantas vezes vou ter que repetir que não quero você? Que não estou e nunca estive interessado?

A ouvi respirar pesadamente na linha. — Sinto que tenha que ser assim, caro. — sua voz foi sarcástica agora. — eu quero encontrar com você. Ainda hoje de preferência. Eu gargalhei sem humor. — Você é realmente sem noção, não é garota? — disse duro. — não há a menor chance disso. Já falei e vou repetir: sou casado. Casado, porra! M ais um momento de silêncio. Comecei a ficar alerta. Ela nunca ousou me ligar antes. Todas as putas que eu fodi sabiam disso. Elas não tinham autorização para me ligar. Nunca. Isso não me cheirava nada bem. — Tenho fotos de nós dois juntos, Leon. Fotos de você me fodendo nos mais variados ângulos. — cuspiu com raiva. — então, é melhor dar um jeito de enrolar sua mulherzinha e vir me ver. Do contrário, vou entregá-las à imprensa. Vai ser um prato cheio, não acha? Já posso imaginar as manchetes: FUTURO REI DE ARDÓCIA SE ENVOLVE EM CASO EXTRACONJUGAL! M eu sangue gelou nas veias. Fechei meus olhos e encostei minha cabeça no espaldar da cadeira. Estava no meu escritório. Ainda bem que Júlia não estava por perto. Não sei se conseguiria disfarçar meu choque total. Dio mio! Até quando iria pagar por ter fodido aquela vadia? Porra!

— Você está blefando! — rosnei entre dentes. Passei uma mão pelo rosto. — você não tem nada, sua vadia! — quase gritei. Ela gargalhou do outro lado. Uma risada odiosa. Eu me odeio por ter me envolvido com uma mulher tão baixa como Francesca. — Acho melhor baixar o tom e maneirar nos termos pejorativos, alteza. Ou posso me zangar e mandá-las direto à imprensa sem dar-lhe a cortesia de um encontro, uma conversa. — O que você quer? Diga. O que você quer? — estava começando a ficar desesperado, mas consegui manter meu tom controlado. Ela sorriu de novo. A faceta sedutora voltando com tudo. — Você. Eu quero você, Leon. Quero que voltemos a ser amantes. Ser sua de novo. — Você está louca? — a cortei. — Eu. Não. Quero. Você! Você nunca foi minha! Entenda isso, porra! — levantei-me andando pelo escritório, muito puto. Odeio me sentir encurralado. — Você me quer, caro mio. — ronronou como se eu não tivesse dito nada. — sei que ainda me deseja. Sei qu... — Cale a porra da sua boca, sua puta maldita! Você

vai se arrepender de me chantagear, ouviu? Vou acabar com você! — perdi totalmente a compostura. Silêncio de novo. — Então, vou enviá-las ainda hoje à imprensa. Passar bem, alteza! — despejou e desligou na minha cara. Como ela ousava? Eu vou matar essa vadia! Cristo! É como se tudo que já fiz de errado tivesse se voltando contra mim agora. Justo agora que só quero viver em paz com a minha mulher. A mulher que amo mais que tudo nesse mundo. Respirei fundo e me obriguei a discar de volta. A vadia atendeu no segundo toque. Outro silêncio se seguiu. — Peça dinheiro, qualquer coisa, menos para que esteja com você de novo. — disse num tom mais ou menos controlado. — não vou fazer algo tão baixo com a minha mulher. — Uma pena, mio principi. — sua voz era perigosamente suave agora. — diga-me, Leon. O que é mais importante para você? Sua preciosa mulher, ou a coroa de Ardócia? — Repito: quanto você quer, Francesca? — disse cerrando o maxilar ao ponto da dor. Porra! Aquela puta queria me ferrar completamente. As duas coisas são importantes para mim. Eu me preparei a vida toda para ser rei um dia. E Júlia é a mulher da minha vida. Eu não

posso escolher entre um e outro. Preciso dos dois. — Você pode manter os dois, caro mio. — voltou a falar mais mansa ainda. — apenas fique comigo de novo. Ninguém saberá. Só nós dois. — Você realmente tem essas fotos? Porque se estiver blefando, Francesca, você se arrependerá amargamente. — rosnei de novo. — Eu, no seu lugar não pagaria pra ver. — disse num tom firme. Então eu soube que era verdade. A vadia tinha me ferrado ao mandar alguém tirar fotos nossas. Tive vontade de me chutar por descer tão baixo comendo uma puta do nível dela. — o que vai ser, alteza? — Si, irei encontrá-la. M as não será em local público. — disse me sentindo muito mal com o que estava prestes a fazer. — sabe onde fica meu apartamento no centro? Ela deu um leve suspiro. Posso imaginar seu sorriso de satisfação. — Seu abatedouro? — sorriu sedutora. — é claro que sei. Sempre quis ir lá, mas nunca me lev... — Esteja lá às sete. — cuspi e desliguei o celular. Joguei-o em cima do estofado e sentei-me. Corri as mãos pelos cabelos, angustiado. O que faria com tudo isso? Aquela merda não podia explodir nesse momento. Não

agora que meu tio vai reunir o parlamento para se afastar em meu favor. Não agora que minha mulher tinha finalmente me perdoado e voltado para mim. Júlia ficaria arrasada se as tais fotos vazassem. Seria uma humilhação pública. Não posso deixar isso acontecer. Ela não merece nada disso. Eu fiz a merda. Eu tenho que consertar a merda. Já me preparava para sair quando Júlia entrou no escritório com Damien nos braços. M eu coração doeu com a visão da minha família e de tudo que poderia perder por uma estupidez minha. — Oi, amor. — disse beijando-me suavemente nos lábios, enquanto mio bambino fazia festa ao me ver. — vimos tirá-lo daqui um pouquinho. Esteve enterrado aqui a semana inteira. Tentei sorri o mais natural possível, me odiando por ter que esconder isso dela. — Oi, bebê. — sussurrei em sua boca. — sou todo de vocês, com prazer. — Vamos jantar com seu tio e Helena. Tem dias que não jantamos em família. — seus olhos me fitaram atentamente e ela franziu cenho. — há algo errado? Você está tenso, amor. — Não é nada, perla mia. — garanti tentando soar convincente. — negócios. Não se preocupe, amor.

— Então, vamos? — ela disse e Damien se jogou nos meus braços, balbuciando papa. O peguei sorrindo, conversando com ele. — Na verdade, surgiu algo de última hora. Um de meus clientes mais ilustres está na ilha e prometi encontrá-lo para um drink. — me senti um merda por mentir para ela, mas não havia outra opção. As malditas fotos não podem se tornar públicas. Ela me deixaria e eu morreria. — jante com eles, amor. M arcaremos juntos outro dia. Seu rosto caiu um pouco, mas abriu um pequeno sorriso quando chegamos ao final do corredor para a nossa ala. — Ok. Não demore muito, amor. — pediu baixinho me dando outro beijo suave. Devolvi Damien aos braços da mãe. Ele fez biquinho, iniciando uma birra. Entrei no elevador e ela ficou lá parada, os olhos de esmeralda me olhando com amor. As portas se fecharam e eu suspirei ruidosamente. Foda! Odeio o que estou fazendo, mas é necessário. Cheguei ao apartamento e fui invadido por uma sensação ruim. Há tempos não ia ali. Era o lugar onde levava as vadias para foder. A decoração era estéril, fria. Não havia nada que me identificasse no ambiente. Nunca dormi nem uma noite aqui. Era apenas o abatedouro

como a puta da Francesca o chamou. Senti-me sujo, de repente ao lembrar quantas mulheres eu fodi ali. Foram muitas mesmo. Algumas ainda dei uma segunda olhada, outras nunca mais olhei. Fui mesmo um maldito prostituto como Júlia dizia. A campainha tocou, me tirando do meu tormento interno. Tomei uma respiração profunda e fui abrir a porta. O rosto sorridente de Francesca me saudou. Tive uma vontade quase incontrolável de esganá-la, mas afastei-me dando-lhe passagem. Seu perfume forte invadiu o ambiente. Ela usava botas pretas altíssimas e um casaco vermelho amarado na cintura. — Olá, Leon. — ronronou dando-me as costas avançando pela sala. Virou-se de novo e nossos olhos se encontraram medindo forças. — que modos são esses, alteza? Não vai me oferecer algo para beber? — disse sentando-se no amplo estofado quase no mesmo tom do casaco. Cruzou as pernas teatralmente. Revirei os olhos. Ela era tão óbvia. — Não, não vou oferecer nada a você. As fotos. Eu quero ver as fotos. — disse num tom firme. Ela abriu um riso sedutor e levou as mãos aos bolsos do casaco. Tirou um pequeno pacote e o balançou na minha frente. O agarrei bruscamente. Ela gargalhou, obviamente se divertindo muito com o meu

desespero. Puta maldita! Rasguei o lacre e puxei o conteúdo. Oh! Dio Santo! Era verdade. A vadia havia me preparado uma armadilha cada vez que a fodi. Haviam muitas fotos. M eu estômago torceu, um medo absurdo daquilo cair em mãos erradas. Nas mãos de Júlia. Gemi vendo a prova do bastardo completo que eu fui um dia. — Quanto quer por elas? — rosnei guardando-as de novo. — eu pago. Peça. — Não quero dinheiro, Leon. Sabe disso. — disse baixinho. Seus olhos me devorando. — meu pai é quase tão rico quanto você. Tem prestígio na Ilha. Por que vou querer dinheiro, quando posso ter você? Ela era realmente louca! — Si, seu pai tem muito dinheiro. A diferença é que a fortuna dele foi construída em grande parte por negócios ilícitos, cara. — disse seco. — não me coloque no mesmo nível dele, jamais. — Não importa. Tudo é dinheiro no final das contas. — disse dando de ombros. — Posso expulsá-los da ilha a qualquer momento. Já pensou nisso? — tentei ganhar tempo. Ela só pode estar louca se acha que vou cair na sua e trair minha mulher. — Somos de família tradicional, com cadeira no parlamento. Você não pode nos tocar, alteza. — disse

muito segura de si. Odiei que estivesse ali nas mãos daquela vadia. — Posso fazer o que eu quiser, cara. — afirmei me alterando. — esta é a minha ilha. M eu lar. Sou o príncipe herdeiro. Basta uma palavra minha e meu tio os expulsará sem nem ao menos perguntar por quê? Os olhos azuis gélidos me fitaram um instante. Então sorriu de novo. Um riso debochado, perigoso. Levou as mãos para o laço do casaco. — Ok. Então você pode. M as não vai fazer nada disso. Por uma única razão: — Foi tudo muito rápido. No segundo seguinte abria as duas partes, assustandome absurdamente, porque ela estava nua. Completamente nua por baixo do casaco. Porra! — serei sua amante de novo. Dê uma boa olhada, caro mio. Tudo isso é seu. — ronronou avançando para mim. Porra! M il vezes porra! Capítulo 23 Leon M antive meus olhos cravados no rosto de

Francesca. Ela ostentava uma expressão triunfante. Sério? Aquela vadia achava mesmo que me teria a seus pés apenas aparecendo nua na minha frente? Patético! Sou um homem de trinta e quatro anos, não um adolescente com hormônios descontrolados, desesperado para foder. Bem, admito, eu ainda reajo assim, mas apenas com uma mulher. A minha mulher. Então, fiz algo que a surpreendeu. Caí na gargalhada. Seu rosto corou e seus olhos se alargaram, confusos. — Deixa de ser ridícula e fecha a porra do casaco! — rosnei, meu sorriso sumindo. M eus olhos a fuzilando. — O que achou que conseguiria com essa cena amadora, patética? Hum? Achou mesmo que me deixaria seduzir por uma vadiazinha aprendiz de chantagista? — meu tom foi brutalmente duro. Ela percebeu que não estava brincando, pois fechou o casaco, recuando alguns passos. — M as... M as por que aceitou me encontrar? — inquiriu parecendo perdida. M eu celular tocou. Atendi. — Si, podem subir. — disse sem tirar os olhos dela. O coloquei no bolso do terno de novo.

—Q-quem está subindo? — sua voz denunciava seu medo. Ótimo! Isso só está começando. — Os agentes do Serviço Secreto . — a fitei por alguns segundos, apreciando seu completo atordoamento. — Achou mesmo que podia chantagear a mim? Sou o futuro rei de Ardócia, cara. Tudo na minha ilha funciona de acordo com a minha vontade. Pessoas já foram punidas por muito menos, acredite. Nenhuma vadia vai mexer com a minha família e sair impune. Você será presa por chantagem, processada por calúnia e difamação. E ah, o principal: será banida da ilha para sempre! — meu tom se alterou no final. — Não, Leon. — tentou se aproximar de mim, levantei a mão num gesto imperioso, estacou imediatamente. — por favor, isso não. — suplicou com lágrimas nos olhos. Isso me irritou mais ainda. Vadia dissimulada! — Vossa alteza real! É assim que deve se dirigir a mim! — esbravejei. Ela recuou, seu corpo todo se retesando, ficando em posição de ataque de novo.

— Ainda posso abrir o jogo para a imprensa. Você sairá perdendo. Sua imagem será abalada perante o seu povo, o mundo e, principalmente da garota brasileira. — A garota brasileira tem nome e um título: Princesa Júlia Di Castellani! — grunhi muito puto pela forma desrespeitosa como se referiu à minha mulher. — ela é sua princesa! Deve-lhe respeito como todos os cidadãos ardocianos! Ela bufou, sua postura voltando à arrogância. Se ela não fosse uma mulher, meu punho já teria encontrado a cara irônica que fazia agora. — O que a preciosa Júlia tem que o resto de nós, reles mortais não tem? — cuspiu com nítido desdém. — A lista é bem longa, cara. — sorri, sarcástico. — estou sem tempo agora. M as, posso antecipar algumas coisas que precisa saber. Ela tem o meu amor, total e incondicionalmente. Eu pertenço a ela. Desista de tentar se equiparar a mia principessa. Você ou qualquer outra puta que eu fodi não chegam sequer aos seus pés, na cama ou fora dela. Será que consegui me fazer entender, agora? Ou seu cérebro desprovido de inteligência ainda está fantasiando? Ela resfolegou, obviamente afetada pelas minhas duras palavras. Os olhos brilhantes de lágrimas. Então, sorriu de novo. Porra! Ela é surda?

— Vou à imprensa. Vamos ver quem sairá mais prejudicado no final. Avancei na sua direção. Ela recuou mais, temendo claramente por sua integridade física. Tenho certeza que meu olhar era mortal. — Não, você não vai, Francesca. — disse num tom enganosamente suave. Contendo-me a muito custo. — porque se fizer isso, vou destruir sua família inteira. Bani-los todos da ilha. Reduzi-los a nada. Basta um telefonema da minha parte, apenas um, para colocar o Conde Rugiere em sérios apuros, não apenas financeiros. A polícia, a Receita, a máfia italiana... Será que me esqueci de alguém? — indaguei enquanto seu rosto ficava pálido. — provavelmente sim. Tenha isso em mente sempre que a ideia estúpida de me ferrar invadir sua cabecinha de vento. Porque, cara, eu não terei escrúpulos. Passarei por cima de todos vocês. — Afastei-me mais controlado. — Consegui oferecer um panorama do que será seu futuro? Se ainda não entendeu serei mais específico, com prazer. Sua família ficará na mais completa e absoluta miséria. Sem posses, sem títulos, sem prestígio, sem nada! Ela estremeceu abalada com tudo que despejei. M as ainda tentou manter-se no páreo. Garota estúpida! — Também estou esperando alguém, vossa alteza.

— informou com um brilho perigoso nos olhos. Assim que fechou a boca, a porta foi escancarada e Júlia entrou como um furacão. Porra! Agora estou regiamente fodido! Ela estacou quando me viu. Fiquei mudo. Dio mio! Isso era muito, muito ruim. Seus olhos escureceram, então se desviaram para Francesca. Uma expressão assassina tomou conta das feições bonitas. Avançou lentamente até a outra. Francesca recuou sabiamente. — O que vou ter que fazer para me livrar de você, hein? — sua voz saiu fria, controlada, mas seu corpo denunciava que estava por um fio. — fui avisada recentemente por uma pessoa muito querida que vadias como você sempre estarão em volta do meu marido, querendo destruir o que temos. Tenho novidades para você: eu não vou deixar nem você nem qualquer outra puta tocar no que é meu. Está me entendendo? — sua voz subiu nas últimas palavras. Seu corpo todo tremendo de raiva mal contida. — Veja as fotos, querida. Veja com seus próprios olhos o quanto seu precioso marido gostava de me foder. A próxima coisa que ouvi foi um som alto de osso estalando. Francesca caiu pesadamente no chão, batendo com a cabeça no piso com violência. Júlia sacudiu a mão freneticamente. Porra! Ela deu um soco na vadia. Não

um tapa de mulherzinha. Um soco! Uau! M eu queixo caiu com a cena. — Finalmente está no seu lugar: o chão. É aí que vadias baixas como você devem ficar. — Júlia cuspiu olhando-a de cima. Imperiosa, majestosa, furiosa, linda! Cristo! Fiquei excitado pra caralho! — Você quebrou meu nariz! Sua maldita! Quebrou meu nariz! — Francesca se encolheu cobrindo o rosto com as mãos, berrando no chão. Os agentes entraram em seguida. Eram meus homens de confiança. Os mesmos que desvendaram o engano no caso de Damien. — Fique tranquilo, alteza. — o chefe da operação se dirigiu a mim, enquanto os outros dois homens levantavam a vadia do chão. Sangue escorrendo do nariz até seu queixo. Não disse mais nada. Não resistiu quando os agentes a conduziram para a porta. Não senti pena. Ela queria destruir minha família. Teria meu ódio, além do desprezo. — já estamos na pista do comparsa que a ajudou com as fotos. Tudo será esclarecido e os culpados serão punidos severamente. Entreguei as malditas fotos a ele que saiu logo atrás dos outros. Um silêncio inquietante se abateu na sala. Júlia permaneceu de costas para mim. Seu corpo tenso. As mãos crispadas de cada lado do corpo. Acho que

gostaria de me dar um soco também. Eu sei, eu sei. Sou um bastardo por não ter contado a ela. Em minha defesa só posso dizer que tive um medo absurdo de perdê-la. — Júlia, bebê... — Sem essa de bebê! — rosnou virando-se finalmente para mim. — você mentiu para mim, Leon! Você escondeu isso de mim e ainda veio encontrar com aquela puta maldita! Avancei até ela, ficando a poucos centímetros. — Como soube? Ela teve a ousadia de ligar para você? — indaguei, começando a entender que além da chantagem a vadia me preparou uma armadilha. Sua intenção era que Júlia nos flagrasse juntos. Eu a odiei mais ainda por expor minha mulher a isso. — Sim, ela teve a ousadia de me ligar, se vangloriando que você estava vindo para cá para transar com ela. — tomou uma respiração profunda. — eu quis matá-la quando me disse isso. — Eu devia ter contado, amor. Fui estúpido. — assenti, levando as duas mãos para seu rosto. Ela permitiu o contato. Sinal que não estava assim tão puta comigo. Que me perdoaria pela minha estupidez. — mas, tive tanto medo que não entendesse. Que quisesse me deixar. Eu não podia arriscar perder você, bebê. — seus olhos amoleceram um pouco com minhas palavras.

— você me perdoa? Sei o quanto detesta o fato de ter me envolvido com ela. Só quis poupá-la de mais um encontro desagradável. — Sim, você devia ter me contado, amor. — os olhos de esmeralda se fixaram nos meus. — sua avó me alertou sobre isso. Disse que precisamos nos fortalecer nesse aspecto. Escute o que vou dizer: eu arranco suas bolas se esconder algo de mim de novo! — sussurrou, mas seus lábios se curvaram em um sorriso. — entendo que quis me proteger, mas precisamos confiar um no outro. Promete que vai me contar tudo de agora em diante, mesmo que isso me chateie de alguma forma? M eus braços desceram enlaçando sua cintura, trazendo-a para mim. Ela se aconchegou me abraçando pelo pescoço. Nossas bocas se encontraram num beijo delicioso que marcava nossa passagem ao nível mais elevado nos relacionamentos: confiança. Sorri em sua boca, aliviado com o fim do pesadelo. Aliviado por tê-la em meus braços. Quebrei o contato e ela gemeu. — Prometo, perla mia. — murmurei em seus lábios, minhas mãos descendo para sua bunda. Ela sorriu amplamente quando meu pau duro tocou seu ventre. — estou assim desde quando você entrou, furiosa e linda, defendendo seu marido. — abocanhei seus lábios e os chupei juntos.

— Humm. — gemeu esfregando-se em mim. — então é aqui o seu abatedouro, alteza? — suas palavras me fizeram abrir os olhos e me afastar um pouco. M erda! Tenho que tirá-la daqui. Esse ambiente é sujo. Indigno dela. — Dio! Vem, amor. Vamos sair daqui. Esse ambiente está impregnado de sujeira. — disse acariciando seu rosto. — você é minha princesa, minha futura rainha. Isso aqui é indigno de você. — Então era aqui que trazia as vadias? — ela insistiu. Assenti levemente com a cabeça. Sentindo-me subitamente envergonhado. — Por que nunca me trouxe aqui? Digo, no início, quando dizia para mim o tempo todo que era só sexo? — franziu o cenho. — M eu coração sempre soube o que meu cérebro se recusava a admitir. Eu a amava. Nunca foi só sexo com você, bebê. — sussurrei, os olhos incríveis brilharam mais. — eu não precisava ter convivido com você diariamente. Não precisava levá-la para o palácio, o seio da minha família, tudo que mais amo e respeito. Você foi a minha escolhida, amor. Eu não conseguia entender minhas ações. Tudo que sabia era que não conseguia ficar sem você.

— Não vou dizer que te amo mais nesse momento, porque não tem como amá-lo mais. M eu amor por você é infinito. — sorriu, subitamente tímida, seus olhos eram duas piscinas verdes me adorando. — mas meu respeito, admiração e confiança cresceram a níveis altíssimos, amor. Tive tanto medo do que iria encontrar aqui. M eu coração doeu só em pensar que você cederia a ela. — Shhh. Não, amor. Nunca. — garanti erguendo seu queixo para mim. — não vou perder você de novo. Não vou deixar você ir, nunca. — Eu nunca vou querer ir. — murmurou de volta. E nos beijamos de novo, nos agarrando como dois náufragos em busca de um bote salva-vidas. — Então, estou perdoado? — sussurrei deslizando meus lábios para sua orelha, lambendo-a. Ela arfou. — Humm. Não sei, amor. Talvez devesse fazer greve de sexo por hoje. — senti um sorriso na sua voz. — Vamos, amor. Só diga o que preciso fazer para me redimir e eu farei. — minha boca desceu para seu pescoço e ombro, chupando, mordiscando. — Use sua criatividade, alteza. Adoro tudo que faz quando está tentando se redimir. — disse num misto de gemido e sussurro. Gargalhei e enlacei sua cintura começando a nos

mover para a porta. — Gostei disso, delizia mia. — murmurei dando um tapa em seu traseiro empinado. Deu um gritinho safado. — vem, vamos para casa. Júlia M al entramos no quarto Leon já estava em cima de mim. Virou-me de frente para a porta grosseiramente, rosnando no meu ouvido: — Adoro quando está brava, bebê. — segurou meus quadris e puxou para sua virilha cavando seu pênis duro no meio da minha bunda. — você fica sexy pra caralho! Dio! M eu pau tá dolorido, louco para foder sua bocetinha gostosa. — gemeu e suas mãos desceram para minhas coxas, se infiltrando na barra do vestido, levantando-a e ao mesmo tempo me acariciando. Desnudou meu traseiro e grunhiu quando viu minha calcinha preta fio dental. Deslizou um dedo do meu ânus até o clitóris. Líquidos jorraram descontrolados, empapando minha calcinha. Sorriu, seu tom arrogante, conhecedor do que faz comigo. — sua bocetinha gulosa já está louca pelo pau também, não é, putinha? — Uma das mãos subiu pela minha coluna suavemente e se entranhou nos meus cabelos da nuca. Puxou-me bruscamente para olhá-lo. — responda, putinha! Você quer o meu pau comendo essa boceta agora? Bem duro?

Rasgando seu buraquinho apertado? — gemi, enlouquecida. Sua mão puxou mais. — responda, porra! — Sim, oh! Leon... Sim. — balbuciei esfregando minha bunda em sua virilha. Um tapa forte desceu na minha nádega direita. — Ah! Amor... — Você gosta disso, não é, minha putinha? — sussurrou em minha orelha. — adora apanhar e tomar meu pau todinho em todos os buracos. Onde quer meu pau? Hum? — seu dedo desceu de novo do ânus ao clitóris, com mais pressão dessa vez. Eu estava quase gozando com sua tortura verbal. — nessa boceta deliciosa, ou nesse cuzinho igualmente gostoso? Hum? Responda, putinha! Deu-me mais duas palmadas duras. — Ah! Onde você quiser, amor! — gritei fora de mim. — Qualquer lugar. Ele rosnou rasgando minha calcinha. Suas mãos estavam as duas na minha bunda de novo, acariciando, adorando-me. Ele é louco pelo meu traseiro. Senti beijos suaves na carne latejante onde tinha batido. Abriu minhas bochechas e sua língua lambeu suavemente

minha vagina. Abaixou-se atrás de mim e me chupou com vontade. Enfiou um dedo na minha vulva reunindo o creme e o levou ao ânus, relaxei e ele o forçou entrando apertado até o fundo. Comeu-me assim por muito tempo. Quando estava quase gozando ele sorria, diminuía a pressão da boca e do dedo. Bastardo! — Ohhh! Amor...— gemi suplicante. — O que é, bebê? Será que você quer gozar, delizia mia? — sua voz era provocante, mas estava tensa também. Ele estava por um fio. Eu soube. — Sim, amor. Por favor... — admiti sem a menor compostura. — Se segure firme na porta, putinha. — rosnou. Fiz o que ordenou, ansiosa, enlouquecida de tesão. Ouvi seu zíper sendo aberto. — vou te foder bem duro na bocetinha. — senti sua ponta espessa na minha vulva. Gemeu no meu ouvido e estocou forte abrindo caminho bruscamente até o fundo. — Ohhh! Deus! Leon... — balbuciei, completamente cheia dele.

— Rebola bem gostoso, putinha! Vem, rebola essa bocetinha apertada no meu pau! — grunhiu. Fiz o que ele disse obedientemente, rebolando devagar par me acostumar com seu volume. Levou uma das mãos para meus cabelos de novo, puxando-os com força e deu uma estocada bruta que me fez ir para frente, ficando com a lateral do rosto colado na porta. Gritei. Dor e prazer se misturando em meu ventre. Ele não teve dó, continuou me comendo entrando fundo, tão fundo. — ohhhh! Gostosa! Você é a porra da minha fantasia, sabia disso? Nunca comi uma boceta tão gostosa. Toma meu pau! Toma tudo nesse buraquinho apertado, porra! — uivou metendo num ritmo alucinante, me sacudindo toda, uma mão cravada me meu quadril e a outra puxando meus cabelos. As duas me mantendo cativa para me foder como bem quisesse. Finalmente a mão dos cabelos foi para meu clitóris e o manipulou com perícia, massageando, beliscando. Do nada deu um tapa em cheio no meu brotinho molhado. — Ahhhhh! Leon! Eu vou... Ahhhhhhhhhhhhh! — gritei gozando alucinada. Onda após onda de um clímax violento invadindo meu ventre, se espalhando por todo o meu corpo. — Deus! Que gostoso... — miei quase sem voz. Leon enlouqueceu atrás de mim. Bateu seu pau sem

trégua em minha vulva, entrando grosseiramente. Suas mãos apertaram tanto meus quadris que com certeza ficariam marcas. Rosnou como um animal, bombeando duro, selvagem. Tirando tudo e metendo de volta com violência. M eu canal já ardente de sua posse bruta. — Ohhhh! Júlia! Bebê! — grunhiu, continuando a me comer como se o mundo fosse acabar na próxima hora. — ahhhhhhhhhhh! Eu tô gozaaaaaaaaaaando! — gritou sem abrandar os golpes, esporrando em meu canal, enchendo-me com jatos quentes de sêmen, me fazendo estremecer nos resquícios do meu orgasmo. — Porra! Tão gostosa, amor... — ronronou em minha orelha, descendo pelo pescoço e ombro, chupando, mordendo, lambendo. Finalmente parou de mover-se dentro de mim. M as ainda permanecemos na posição. Nossas respirações ruidosas no ambiente silencioso do quarto. Puxou meu queixo e beijou-me ternamente. Ele era assim. Totalmente selvagem durante o sexo, mas absurdamente terno no pós-sexo. Eu amo isso nele. Eu amo tudo nele. — Vem, amor. — sussurrou saindo de mim com cuidado. Levantou-me nos braços atravessando a sala rumo à nossa cama. — quero mimar você um pouco antes de te foder de novo. Revirei os olhos e o alfinetei:

— Sempre tão romântico, alteza. Ele gargalhou, jogando a cabeça para trás. Tão lindo. — Às ordens, principessa. — murmurou abocanhando meu lábio inferior, chupando-o. Os olhos negros brilhando, prometendo-me todo tipo de sacanagem. Eu o amo tanto. Na manhã seguinte consegui acordar antes de Leon. Algo raro. Ele estava ainda dormindo. Apoiei-me em um cotovelo e fiquei o observando. Seu grande corpo moreno destacando-se contra os lençóis brancos. Os cabelos espalhados no travesseiro. Engraçado, nunca foi atraída por homens de cabelos compridos, achava isso meio afeminado. M as em Leon esse detalhe o deixava inexplicavelmente mais másculo, viril, exótico, sexy. Um pirata moderno. Esse foi meu primeiro pensamento quando o vi no Brasil. Aquilo tudo parecia tão distante agora. Sorri e suspirei lembrando todo o caminho que percorremos para estar aqui, juntos, finalmente juntos. — Posso sentir seus olhos em mim, perla mia. — sua voz rouca do sono, sobressaltou-me. Então, seus

olhos abriram e ele sorriu amplamente. — Por que está aí me observando, bebê? — indagou virando-se para mim. O lençol caindo perigosamente abaixo do osso ilíaco. M eus olhos acompanharam o movimento, cobiçosos. O volume embaixo indicava uma furiosa ereção matinal. — humm, vendo algo de que gosta, principessa mia? — subiu as sobrancelhas numa expressão safada, já completamente desperto. Revirei os olhos, mas sorri, abaixando minha boca para a dele, beijando-o suavemente. — Você é tão convencido, alteza. — sussurrei contra seus lábios. Ele sorriu de novo. Eu adoro o som do seu sorriso. — Eu tenho a mulher mais linda e gostosa do mundo. — murmurou acariciando meu queixo. — isso me deixa muito, muito convencido, amor. — Você está me bajulando para ganhar sexo matinal, amor? — provoquei. — Você que estava aí me secando com esses olhos de feiticeira. — disse e num movimento rápido veio para cima de mim, prendendo-me no colchão. Elevando meus pulsos acima da cabeça. Seu pênis duro friccionou em minha vagina. Arfei. Ele sorriu olhando-me enquanto deslizava seu membro excitado para cima e para baixo na minha racha, encharcando-me rapidamente. — posso

parar se você não quiser... — sussurrou safado, sabendo que eu nunca faria isso. — Não ouse parar! Ouviu, amor? — gargalhou de novo. Gemi em sua boca. Arreganhei mais as pernas para acomodá-lo. — Bebê, eu não pararia nem se tivesse um incêndio lá fora. — rosnou e baixou a boca tomando a minha num beijo libidinoso... Acabamos nos demorando muito na cama. Estávamos terminando de tomar o café na sacada de nossos aposentos, quando o telefone de Leon tocou. Atendeu-o e segundos depois seu rosto se fechou, visivelmente preocupado. — O que houve, amor? — parei meu copo de suco próximo à boca. — Era o tio M ax avisando que o avô paterno de Helena faleceu. — revelou parecendo mais incomodado que triste com a notícia. — Eu não sabia que ainda tinha um avô paterno. — disse me sentindo estranha por não saber muito sobre a vida da prima de Leon. M eu marido a amava como a uma irmã. Eu teria que engolir meu mal- estar em relação à paixonite de Helena por ele e oferecer meu apoio. Leon esperaria isso de mim e não vou desapontá-lo. — Ele não teve muito contato com Helena nem

antes nem depois que o pai dela morreu. — disse com expressão triste agora. — Helena nunca teve o amor dele. Sofreu muito por isso quando era mais jovem, mas superou. Nós tivemos que adotá-la, amor. Helena foi abandonada de todas as formas que possa imaginar. — completou pesaroso. Eu fiquei muda. Nunca me aproximei muito de Helena. Tivemos um péssimo começo. Ela melhorou comigo depois, mas eu nunca consegui fazer vista grossa para a adoração dela pelo meu marido. Sou apenas uma mulher. Gostaria que fosse diferente, pois não me sinto ameaçada por ela. Leon me ama. A ama também, mas amores distintos. Eu só ainda não me sinto pronta para ter a conversa que precisamos ter. Leon pôs-se a me contar em que condições Helena foi levada ao palácio. Uma menina de treze anos, subnutrida, tímida e com síndrome do pânico. Vítima do abandono da mãe e depois do pai que tornou-se um alcóolatra, mulherengo e irresponsável logo que a esposa os largou por um Conde italiano. Quando o rei e Leon foram ao funeral do duque a encontraram nessas condições. Eles a trouxeram para Ardócia. Cuidaram não só materialmente, mas deram amor, coisa que ela desconhecia até então. Fiquei chocada com o relato. M eu peito doeu ao pensar numa criança, qualquer

criança sofrendo maus tratos daqueles que deveriam protegê-la. Ok. Chame-me de coração mole, mas acho que acabo de simpatizar um pouco com Helena. Entendo perfeitamente porque é tão ligada, dedicada, apaixonada por Leon. Ela sempre me pareceu de certa forma, uma pessoa solitária. Compreendi agora porque tive essa impressão dela. Apostou todas as fichas no homem que a ama como uma irmã. Isso deve corroê-la por dentro. Estávamos no escritório de Leon aguardando Helena para dar a notícia. A porta se abriu e ela entrou. Seu sorriso murchou um pouco quando me viu no colo dele. Foi algo sutil, mas sou mulher. Nós percebemos esse tipo de coisa, que geralmente é imperceptível aos homens. Levantei-me e me afastei em direção às janelas para deixá-la mais à vontade. Não sou uma puta exibicionista. Não vou machucá-la mais do que já deve estar desde quando cheguei ao palácio. — O que é tão urgente? Tive que interromper um trabalho na embaixada dos Estados Unidos. — quis saber sentando-se em uma das cadeiras à frente da mesa de Leon. — Sinto muito, Helena, mas Fausto faleceu esta madrugada. — Leon informou com voz pausada, pesarosa. Os olhos exóticos de Helena se alargaram. Ela

piscou várias vezes. Seu rosto ficou pálido. Suas mãos se esfregaram uma na outra num claro sinal de nervosismo. Essa era uma das raras vezes que a vi descompor-se de sua polidez. — Ele morreu? — sua voz saiu instável. — como aconteceu? As últimas notícias que tive diziam que estava se recuperando bem da cirurgia na próstata. — então, parou bruscamente como se tivesse revelado demais. Leon levantou-se contornando a mesa. Sentou-se na outra cadeira junto dela. Tomou as mãos trêmulas de Helena nas dele. A encarou com a conhecida expressão carinhosa quando olhava para ela. Pela primeira vez, não me senti mal com a cena. Eu entendia agora porque meu marido era tão protetor com ela. — Sabemos que tem buscado notícias dele nos últimos anos, Helena. Não se envergonhe disso, cara mia. — tocou seu rosto, fazendo-a encará-lo. — Nunca se envergonhe de amar sua família, mesmo que no seu caso, nenhum deles mereça seu amor. — Obrigada. — disse num fio de voz. — Eu estou aqui para você. — Leon sussurrou suave. Olhou para mim, buscando apoio e voltou a encará-la. — nós estamos aqui para você. Nós somos sua família, sabe disso, não é?

— Si,caro mio. Sei disso. — sua voz foi frágil como nunca ouvi antes. — Iremos com você se for seu desejo estar com ele nesses últimos momentos. — Não, Leon. — disse mais firme, tentando retomar o controle de suas emoções. — irei sozinha. Preciso ir sozinha. Não sou mais uma garotinha assustada. Sou adulta. — suspirou. Seus olhos lacrimosos desmentindo a forma como esticou a coluna, altiva. — preciso encerrar de vez essa parte da minha vida. — Certo. M as estaremos aqui, irmãzinha. — Leon disse suavemente e beijou suas mãos. As lágrimas banharam sua face, enquanto o olhava. Senti um nó na garganta. M eus olhos se encheram de lágrimas também. Não pude evitar. Helena levantouse, limpando o rosto, deu um breve aceno de cabeça em minha direção, um tanto sem graça e saiu em silêncio. — Ela ficará bem, mesmo? — fui até Leon. — digo, enfrentando isso sozinha? — Espero que sim, amor. — ele suspirou e levantou-se enlaçando minha cintura. — a protegemos desde quando a trouxemos para cá, mas ela está certa. É adulta agora. Segura, amada por nós. Sabe que estamos aqui para qualquer coisa que precisar.

— Você a ama muito, não é? — Si, perla mia. — disse baixinho beijando-me ternamente no canto dos lábios. — percebi que não tem falado muito com ela depois que recobrou a memória. — levantou meu queixo, acariciando-o. — Helena é a irmã que não tive, bebê. Eu gostaria que se dessem bem. Você faria isso por mim, amor? Levei meus braços para seu pescoço. Sim, é claro que faria isso por ele. Faria qualquer coisa por ele. — Sim, amor. Farei isso por você. — sussurrei em sua boca. — faço qualquer coisa por você. — os olhos escuros brilharam com minhas palavras. O braço da minha cintura me apertou mais colando nossos corpos. — Eu te amo tanto, bebê. Nunca pensei que fosse possível amar alguém tanto assim. — disse baixinho, seus olhos emocionados presos aos meus. Seus dedos traçando a linha do meu lábio inferior preguiçosamente. — É possível, amor. É exatamente assim que te amo. — murmurei. Sua boca se curvou num sorriso terno. — Eu odeio dizer isso. — seu semblante caiu um pouco. — mas, minha avó estava certa, amor. Sempre haverá mulheres como Francesca à minha volta. Elas tentarão acabar com isso que temos. — Nós não vamos deixar, amor. Nunca. — garanti.

Seus olhos se iluminaram de novo. — Acredita em mim agora, bebê? Eu não quero nenhuma outra. Só você. — Sim, acredito, amor. Confio plenamente em você. — sorri, beijando seus dedos. — e você? Acredita agora que não vou deixar você quando os problemas surgirem? Que você pode me contar tudo, qualquer coisa, sempre? — Plenamente, perla mia. — sorriu também trazendo os lábios para os meus num beijo muito suave. — você será uma rainha maravilhosa, amor. Linda por fora e mais linda ainda aqui dentro. — sua mão desceu para meu coração. M eus olhos se encheram de lágrimas com suas palavras amorosas. — Com certeza serei a mais feliz. — sussurrei com voz embargada. — porque tenho você, amor. Seus olhos brilharam muito. Beijou-me de novo. Dessa vez, mergulhando em minha boca do seu jeito possessivo, me puxando pela nuca, mantendo-me imobilizada, saqueando minha boca com fome. A outra mão desceu para minha bunda, apertando-a, deslizando os dedos entre as bochechas. M inha calcinha alagou. — Tire a roupa para seu futuro rei, amor. — disse mordiscando meus lábios. Afastou-se em direção à mesa e apertou algo embaixo. Ouvi o click da porta sendo

trancada. Seus olhos flamejaram em mim. Sentou-se na cadeira, começando a afrouxar a gravata. — tire o vestido e venha até aqui, bebê. Puta merda! Sua voz foi suave, mas continha o tom dominante que assumia na hora do sexo. Não deixava margem para contestação. M eu corpo esquentou com o peso de seu olhar. Arquejei, meus mamilos intumesceram, minha vagina palpitando descontroladamente. Os lábios sensuais subiram nos cantos, naquele sorriso arrogante e absurdamente sexy, sabendo exatamente como mexia com tudo dentro de mim. Levei as mãos até minhas costas e baixei o zíper lentamente. Seus olhos queimavam nos meus. M eu vestido caiu. Ele grunhiu. Sorri porque mexo com ele da mesma forma. Avancei devagar, abusando dos meus passos de modelo. Ele adora quando faço isso. Livrei-me

do sutiã e da calcinha no meio do caminho, prendendo seu olhar. Ele gemeu e rosnou quando parei à sua frente: — O que vai fazer para agradar seu futuro rei, minha putinha? — seus olhos se inflamaram mais quando caí de joelhos a seus pés. — Tudo. Absolutamente tudo, meu príncipe... — sussurrei no tom submisso que ele ama e me apressei em abrir suas calças... Capítulo 24 Júlia Dois dias depois o rei reuniu o parlamento e a imprensa para informar de seu afastamento definitivo e que em breve o príncipe herdeiro assumiria o trono. M eu Leon seria um rei. Embora soubesse que esse era o destino dele, ainda meio que surtava com a ideia. M eu marido, um rei. M eu rei. M eu peito se encheu de orgulho quando o rei encerrou seu discurso falando de seu amor pelo sobrinho. De como o criou com um filho, como o preparou para assumir seu lugar um dia. Enalteceu as qualidades diplomáticas e de negociação de Leon. Encerrou afirmando: — M eu sobrinho. — desviou os olhos emocionados para Leon, que estava também visivelmente tocado. — meu filho, é antes de tudo, um visionário. Fez sua própria fortuna ainda muito jovem. Um negociador,

articulador, um líder nato. Ardócia não poderia estar em mãos melhores. Leon foi até o tio na tribuna imponente e o abraçou. Acho que meu marido acabou de quebrar o protocolo real, porque o rei ficou parado por um momento. M as acabou sorrindo e o abraçou também. Aplausos ecoaram pelo salão de reuniões oficiais. Eu me sentia um tanto fora de lugar ali. Era a única mulher. No entanto, Leon havia insistido para que eu assistisse. Lágrimas encheram meus olhos. Aplaudi também. O rei deu tapinhas nas costas amplas de Leon, sussurrando algo em seu ouvido. Ele assentiu e tomou o lugar do tio na tribuna. Sua postura régia, majestosa. Ali ele era o príncipe herdeiro em seu principal elemento. Parece que sentiu meus olhos sobre si, pois virou a cabeça na minha direção. Eu estava acomodada em uma cadeira junto a parede. Os olhos negros se iluminaram sutilmente ao encontrar os meus. Seus lábios se curvaram em um meio sorriso sexy, misterioso. Senti mais olhares se voltando para mim. M eu rosto esquentou. Estou certa de que pareço um tomate agora. Obriguei-me a sorrir de volta um tanto sem graça por ele ter chamado todas as atenções para mim, e por ter me excitado diante de cem parlamentares. Seus olhos inflamaram mais ao ver minha reação. Puta merda! Que situação embaraçosa.

— Bom dia, senhores. — sua voz soou grossa, segura, forte, imperiosa, solene como deve ser a voz de um governante. — Mia principessa. — seus olhos me buscaram de novo, seu tom suavizando um pouco. Remexi-me no estofado da cadeira. Ele vai me pagar mais tarde por deixar-me assim em público. M as, no segundo seguinte ele voltou os olhos para os membros do parlamento novamente e iniciou um discurso firme, confiante, lindo. Era um rei nato. Eu estava praticamente babando na minha cadeira. M eu peito cheio de orgulho dele. — me preparei a vida toda para ser merecedor da confiança não só do rei, mas de todos vocês que trabalham incansavelmente para elevar nossa Ilha aos patamares mais altos na geopolítica e economia mundial. Nosso modelo de monarquia é o mais moderno do mundo. Introduzimos cada vez mais a democracia em nosso sistema de governo, graças ao empenho e trabalho de cada um de vocês. — fez uma pausa e tomou um gole da água que Emir o serviu prontamente. — estudei nas melhores escolas, cursei Harvard58. Aprendi tudo sobre como governar uma nação. M as se há dois anos houvesse necessidade de afastamento de meu tio, receio que eu não estivesse pronto. Eu, na minha arrogância pensei estar. — fez outra pausa e os olhos escuros se fixaram em mim de novo, ternos, brilhantes. — eu tinha

tudo que um homem pode desejar: dinheiro, mulheres, status, poder. Durante muito tempo achei que era feliz assim. Sentia-me inabalável, inquebrável. No topo do mundo. — eu arfava agora com a forma intensa com que seus olhos me prendiam. Ele estava dizendo aquilo para mim? Pisquei confusa. — então, conheci uma mulher. M eu primeiro pensamento foi: Dio mio! Ela é a coisa mais linda que já vi na minha vida! — alguns sorrisos ecoaram no ambiente em resposta à sua espontaneidade. — Essa linda mulher alteraria tudo no que acreditei, toda a forma como vivi por anos. Ela me despertou emoções tão intensas que lutei contra isso no começo. Cometi erros, enganos que a magoaram muito. — sua voz foi mais baixa e livre de humor nessas últimas palavras. Toda a sala estava num silêncio absoluto. Todos os olhares em nós dois. Alguns flashes começaram a espocar no rosto de Leon. Eu estava de costas para os jornalistas que se agrupavam nas últimas cadeiras no fundo do enorme salão. Tenho certeza que era uma ocasião rara a imprensa ter permissão para estar ali naquele ambiente tão formal. M eu marido tinha obviamente planejado aquilo. Comecei a entender isso. — M as foi inevitável. Eu me apaixonei

perdidamente por ela. Eu a amo com tudo que tenho. Ela é tudo para mim. Tudo. — oh! M eu Deus! O que ele está fazendo? — Júlia, principessa mia, estou pedindo perdão publicamente por tudo de ruim que fiz para você, amor. — um sonoro Ah! Invadiu o salão. Eles não entendiam a situação. O rei também ostentava uma expressão confusa, pois todos ali acreditavam que sempre vivemos um conto de fadas. — E aqui, perante o rei, meu tio, meu pai. Perante essa casa de lei e alguns membros da imprensa, estou prometendo solenemente que amarei e cuidarei de você todos os dias de nossas vidas. M eu coração perdeu uma batida, depois voltou a bater violentamente. M eus olhos se alargaram mais, transbordando de lágrimas, minha respiração falhou. Inalei o ar bruscamente. Ele acabou de fazer a coisa mais linda que eu sequer podia imaginar. Leon deixou a tribuna e começou a descer os degraus em direção a mim. Levantei-me, minhas pernas moles como gelatina. Ele parou diante de mim. Seus olhos muito brilhantes correndo ternamente pelo meu rosto banhado de lágrimas. Então, caiu sobre o joelho direito. Puta merda! Oh! M eu Deus! Ele ia... — Júlia, bebê, tesoro, perla, principessa, delizia mia. — a sala inteira fez um novo e audível ah! Os

flashes enlouqueceram espocando em nós dois. — o dia em que serei coroado rei será um dia muito feliz na minha vida, mas eu gostaria que fosse muito mais que isso. Você o tornará o melhor dia da minha vida se me der a honra de se casar comigo de novo. Deixar-me dar a você uma cerimônia digna de uma rainha. A minha rainha. — terminou tirando do bolso do terno o mesmo anel que já esteve em meu dedo quando me pediu em outra cena romântica. Fiquei muda. Olhando-o extasiada, completamente arrebatada. Apenas as lágrimas descendo descontroladamente. Eu o amo além da vida. Foi aí que me dei conta de que Leon e todos no salão estavam num silêncio ensurdecedor, cheio de expectativa, aguardando a minha resposta. Até mesmo os flashes deram uma pausa. — Sim, amor. — sussurrei, minha voz instável, embargada, absurdamente baixa. Eu estava prestes a desmaiar. Aquilo foi demais. — Oh! M eu Deus! Sim. — murmurei, mais baixo ainda. Eu queria gritar, mas minha voz covarde havia me abandonado.

Todos continuaram em silêncio. Eles obviamente não tinham escutado a minha resposta. Leon levantou-se e tomando minha mão direita colocou o anel no meu dedo. Enlaçou-me pela cintura e nos virou diretamente para os parlamentares e a imprensa. — Ela disse sim! — havia um sorriso na sua voz quando gritou. Isso mesmo, gritou para o salão. Ele quebrou o protocolo muitas vezes hoje. Palmas ecoaram no recinto e todos começaram a falar ao mesmo tempo. Acho que o parlamento nunca esteve tão movimentado. Quando as vozes de felicitações e os aplausos cessaram. Todos os parlamentares se levantaram e nos reverenciaram. — isso é para você, bebê. — ele sussurrou no meu ouvido. — eles estão reverenciando sua futura rainha. M inhas pernas tremeram mais. Ele me puxou mantendo-me junto dele, me firmando. — Oh! M eu Deus! O que eu faço, amor? — murmurei enquanto sorria sem graça diante de cem homens inclinados diante de mim. — Apenas sorria e acene levemente com a cabeça, amor. — disse enquanto sorria também para os flashes que nos esquadrinhavam incessantemente agora. Acenei e sorri o mais natural que consegui. Afinal, não é todo dia que seu marido, um futuro rei faz todo o

parlamento se curvar diante de você. Os homens relaxaram e voltaram a se sentar. Eu soltei o ar devagar. Puta merda! Tirando o nervosismo de lado, acho que posso gostar desse negócio de ser rainha. O helicóptero aterrissou. Leon desceu primeiro e me pegou no colo. Eu estava vendada desde quando deixamos o Rio há mais ou menos meia hora. Sim, estamos no Rio. Leon insistiu para que passássemos uma semana aqui depois que aceitei seu lindo, maravilhoso pedido de casamento. Fiquei surpresa quando avisou que ia me vendar quando chegamos ao Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim. Já desci do jato vendada, nos braços dele. Estou amando a expectativa e muito, muito excitada. Ouvi o som de ondas quebrando mansamente. Inalei a maresia. — Hum, estamos no litoral... Onde estamos, amor? — sussurrei em seu peito. Ele apenas sorriu. Um som lindo de satisfação por estar me deixando curiosa. — vai, amor, por favor. Só uma pista. — Nada disso, bebê. — disse começando a subir degraus. Antes estávamos na areia. Pude perceber pelos passos instáveis. — seja boazinha e espere. Já estamos chegando. Bufei, mas sorri beijando seu peitoral, inalando seu cheiro maravilhoso. Andamos pelo que parecia ser

cascalho, depois um piso de mármore. Subimos mais alguns degraus e finalmente ele deslizou meu corpo pelo dele, até que meus pés tocaram o chão. M eus braços permaneceram em seu pescoço. Suas mãos tocaram os lados do meu rosto, numa carícia reverente. — Senti tantas emoções quando a trouxe até aqui a primeira vez. — sussurrou em minha boca, chupando meu lábio inferior, fazendo-me gemer, me aconchegando mais a ele. — mas eu não conseguia entender nenhuma delas. Não conseguia entender porque estava tão fascinado, louco para ter você. — murmurou em minha orelha agora, lambendo o ponto do lóbulo que tem minha calcinha alagada instantaneamente. — e eu a tive. Você não conseguiu resistir a mim e tampouco eu a você. Aqui senti seu cheiro, pela primeira vez. Aqui olhei dentro dos seus olhos e eles eram mil vezes mais incríveis do que nas fotos. Aqui a beijei pela primeira vez e enlouqueci com seu gosto. Aqui fiz amor com você pela primeira vez e fiquei completamente viciado. — completou entre beijos suaves no pescoço e ombro. Sua voz terna, emocionada, embargada. Então eu soube onde estávamos antes mesmo dele tirar a venda dos meus olhos delicadamente. Pisquei para me acostumar com o ambiente. M eus olhos correram ao redor. Estávamos na sacada do quarto onde nos amamos pela

primeira vez. Onde fizemos tudo pela primeira vez. M eus olhos lacrimejaram voltando-se para ele que também tinha olhos brilhantes de lágrimas não derramadas. — Oh! Amor. — sussurrei em sua boca. — você precisa parar de fazer essas coisas. Eu corro o risco de ficar desidratada de tanto chorar nas últimas quarenta e oito horas. Ele piscou algumas vezes claramente lutando para recobrar o controle. Deu um pequeno sorriso. — Você gostou, bebê? Eu sempre quis trazê-la aqui de novo. — seus dedos acariciavam meus lábios numa carícia sensual, lenta. — criar novas memórias. Fazer amor com você agora sabendo exatamente o que estou sentindo. Sabendo que é a mulher da minha vida. M inhas lágrimas desceram e ele as enxugou delicadamente, antes de tomar minha boca num beijo muito suave. Gemi e me entreguei a ele como havia me entregado há quase dois anos. Leon Gemi também e aprofundei o beijo, segurando firme em sua nuca para sugá-la, dominá-la do jeito que eu gosto. Ela se colou mais em mim, entregando-se como fez naquela primeira noite. Ela me teve de quatro logo de cara e eu estúpido não percebi. Nunca havia sentido

antes dela essa emoção louca que toma conta de mim quando a tenho assim em meus braços. Totalmente entregue. M inha para fazer o que eu quiser. Amo sua submissão. Na verdade, ela é quem me domina com sua doçura e entrega sem limites, confiando em mim. Desci minhas mãos pelas costas estreitas numa carícia lenta que a fez estremecer inteira e gemer em minha boca. Cavei sua bunda e a levantei. Suas pernas rodearam minha cintura imediatamente. Grunhimos com o contato de nossas pélvis. Sua calcinha estava empapada direto sobre meu pau. Andei devagar para dentro do quarto. Ela esfregando a vulva por toda a extensão do meu pau, me fazendo rosnar como uma fera. Atravessei o quarto e a depositei no centro da cama. A fraca iluminação deixava seus olhos com um brilho muito mais incrível. Recuei e fui ao sistema de som. Logo, a música Imbranato de Tiziano Ferro soou no ambiente. Voltei para junto da cama e fiquei lá parado, extasiado com tanta beleza. — Lembra-se dessa música, amor? — sussurrei começando a me despir lentamente na sua frente. Ela assentiu um tanto tímida. Seu rosto lindamente corado, os olhos de esmeralda devorando cada parte de mim que ia sendo revelada. Tirei a última peça e subi na cama, avançando sobre seu corpo. Ela foi deitando-se nos

travesseiros com aquela expressão completamente submissa que me tem louco. Dizendo-me silenciosamente que é minha. Que posso tomar tudo. Pairei acima dela e tracei sua face delicadamente com uma de minhas mãos, seus lábios luxuriosos se entreabriram num arquejo suave. Deslizei o polegar sobre sua boca. Seus olhos inflamaram mais e sua língua saiu lambendo meu dedo obscenamente. Cristo! M eu pau se sacudiu todo. Sua boca veio quente e úmida, gulosa engolindo todo o meu polegar. Porra! M eu pau babou com sua sugada forte. Grunhi e puxei o dedo bruscamente de sua boca. Seus olhos alargaram quando peguei um tecido na gaveta do criado mudo. Elevou os braços acima da cabeça sem precisar que eu fizesse e isso me deixou mais selvagem. — Tem ideia do que faz comigo quando fica assim, completamente submissa? — rosnei próximo da sua boca, mordiscando seus lábios juntos. — fico selvagem. Quero foder você bem bruto, por horas. M eter meu pau

até o talo em você sem qualquer delicadeza. É isso que faz comigo. — puxei seus cabelos da nuca forçando-a a me encarar. Seus olhos estavam loucamente excitados pela minha boca suja. Ela adora. Por isso, não me canso de repetir: ela é a porra da perfeição! Segurei firme seus pulsos e os amarrei. M eu pau duro cavando em seu ventre. Ela gemeu se remexendo embaixo de mim. Sorri perversamente e saí de cima dela. — Leon... — miou tentando me puxar com as pernas. Afastei-me ainda mais a admirando lá, presa como uma linda oferenda para mim. Levantei-me e peguei o balde com champanhe e gelo sobre o aparador do outro lado do quarto. — Você está tão calada, bebê. — provoquei assim que subi na cama de novo. — me diga o que você quer, amor. — sussurrrei, acariciando suas coxas. Ela as separou rapidamente. Sorri baixinho, subindo para sua virilha. — será que você quer foder bem gostoso com seu marido? Hum? — disse afastando a calcinha, deslizando meus dedos pelos lábios completamente melados de sua boceta. Não contive um gemido quando meti dois dedos na sua vulva estreita e escorregadia. — Ahhhhh! Leon... Amor... — balbuciou rebolando nos meus dedos. M eti bem fundo, enquanto o polegar massageava seu brotinho inchado. — Deus! — gritou.

Continuei comendo-a sem dó. Quando estava a ponto de gozar, retirei os dedos. — amor, por favor... — miou de novo, suplicante. — Shh. Vou brincar um pouco com minha putinha antes de te comer bem forte do jeito que você gosta. — informei tentando parecer controlado, mas meu pau contava outra história. Louco para entrar em seu corpo delicioso. Puxei o zíper lateral do vestido e o arranquei dela em segundos. Os peitos lindos saltaram livres de sutiã. Usava apenas uma calcinha azul fio dental. Ela adora essas merdas. E eu? Porra! Eu amo sua bunda nelas! Peguei as duas laterais e rasguei o pequeno tecido bruscamente. Ela arfou, suas costas arqueando, levantando do colchão. Fui de novo para cima dela e a beijei suavemente nos lábios. — eu amo seus olhos, amor, mas vou vendá-la de novo. — murmurei já colocando a venda. Ela levantou a cabeça mais uma vez, subserviente, facilitando meu trabalho. Afastei-me para admirá-la um pouco mais. Seu corpo estendido. Sua boca levemente aberta, seus peitos cheios, firmes, sua barriguinha linda e reta, sua boceta depilada, de lábios inchados e rosados. Eu salivei, louco para provar seu gosto. M as forcei-me a abrir a garrafa de champanhe calmamente. — Leon... Amor... — sua voz saiu rouca de desejo,

ansiosa quando ouviu o eco da rolha saindo. — O-o que foi isso? O que vai fazer? — Abra bem as pernas, bebê. Quero ver sua bocetinha linda. — ela obedeceu sem questionar. Grunhi quando tive a visão completa dos lábios grossos, sua vulva escorrendo sua excitação. Seu cuzinho delicioso mais abaixo, seu cheiro de fêmea, minha fêmea, invadindo meus sentidos. Inalei bruscamente e enchi uma taça de champanhe. Tomei quase todo o conteúdo e a enchi de novo. — vou provar meu champanhe e você ao mesmo tempo. Gostaria de um gole, delizia mia? — disse suave, provocante. Ela sacudiu a cabeça, lambendo os lábios. Avancei sobre ela devagar, meus dedos indo pela lateral de seu corpo, fazendo-a arrepiar-se. — abra a boca, amor. Ponha a língua para fora. — disse baixinho, mas naquele tom que ela não ousava contestar. Seus lábios se abriram e eu deixei a taça acima da sua boca. Derramei o líquido devagar em sua língua. Engoliu sedenta. Deixou-me louco de tanto tesão imaginando-a fazendo aquilo com meu sêmen. Avancei montando em sua clavícula sem forçar meu peso nela e forcei a ponta do meu pau em sua boca. Ela gemeu surpresa, mas o abocanhou gulosa. Fui derramando, banhando todo o meu comprimento com a bebida. Ela rosnou e sugou mais forte, seus lábios esticados ao limite em volta do

meu pau. — Cristo! Ohhhh! Isso... M ama bem gostoso... Assim, minha putinha... Abra mais a boca. Quero entrar até sua garganta. Relaxe... Isso... Ahhhhh! — rugi como um animal, bombeando forte em sua

boquinha gostosa. Levantei sua cabeça pela nuca e comi sua boca nessa posição até estar a ponto de gozar. — porra! Que boquinha mais gostosa! — tentei sair, mas ela deu uma última sugada forte e foi o meu fim. Acabeime, esporrando em sua boca, rugindo mais, fora de mim, meu corpo todo tremendo. — afaste a boca, bebê. Isso... Deixe só a língua... Ohhhhhhh! Assim... — gemi tomando meu pau pela base, derramando os últimos jatos de sêmen em sua língua. Ela engoliu tudo, ávida, do jeito que imaginei. — Perfeita! Tão perfeita, amor... — sussurrei, recuando e tomei sua boca num beijo apaixonado, suave, premiando-a, adorando-a pelo seu desempenho. — agora é a sua vez, delizia mia. Quebrei o beijo e minha boca desceu devagar pelo seu maxilar, pescoço, clavícula, parei nos peitos generosos e caí de boca neles. Os juntei e mamei neles com força. Deixei os bicos bem eriçados. Peguei a garrafa e derramei champanhe sobre eles, ela arqueou as costas quando sentiu a bebida fria. — Ahhhh! Deus! — gritou quando minha boca quente abocanhou-os de novo. Estremeceu. Empurrando os peitos na minha boca. Sorri da sua ânsia. — Isso, minha putinha. M e ofereça os peitos para eu mamar gostoso! — rosnei e mordi os bicos devagar. Ela enlouqueceu embaixo de mim. — quieta! — dei um

tapa duro na sua nádega direita. — você é minha para eu fazer o que quiser! Vai ficar aí quietinha enquanto me divirto com esse corpo delicioso que você tem. — ela miou, mas obedeceu. Acariciei onde tinha batido e desci beijando, lambendo toda a sua barriguinha linda. Seus gemidos agora eram baixinho. Quando cheguei à sua bocetinha, posicionei-me, ficando cara a cara com os lábios inchados, a vulva cremosa que parecia gritar meu nome. Peguei a garrafa mais uma vez e ela quase saltou quando o líquido gelado caiu em sua vulva. M inha outra mão foi espalmada em seus peitos batendo-a de volta no colchão. — eu disse quietinha, porra! — rosnei e lambi sua vagina toda de baixo para cima, lentamente. — Ohhh! Amor... Por favor... — choramingou de novo. Não disse nada, passei chupar sua vulva e clitóris juntos. Larguei a garrafa e levei as duas mãos abrindo mais sua bocetinha para comê-la à vontade. M eti a língua bem dura em seu buraco. Ela se contorceu gritando, agora. Dei outra palmada do outro lado e continuei comendo sua boceta vorazmente, lambendo, chupando duro e mordendo. Seu creme escorria por toda a sua racha. Enfiei dois dedos em sua vulva e levei para o cuzinho. Ela relaxou rebolando em minha boca e mãos. — Você é mesmo uma putinha safada, hein? —

grunhi metendo os dois dedos em seu rabinho. Entrou apertado até o fundo. Ela gritou de novo e rebolou mais. — meu pau não sabe o que vai comer primeiro. Essa porra de boceta gostosa e apertada, ou esse cuzinho rosado. — disse, enquanto a mordia devagar no brotinho inchado e meus dedos a fodiam duro na bunda. Ela levantou os quadris da cama e gemeu, convulsionando freneticamente. M ais líquidos jorraram na minha língua. — Ahhhhhhhhhhhhh! Leon... Oh! Deus! — sua voz quase não sai enquanto gozava na minha boca. Continuei comendo-a assim, mesmo depois que caiu de volta no colchão, seu corpo todo mole, sua respiração entrecortada, seu rosto rubro. A excitei de novo. Não abrandei os golpes no seu rabo. Logo ela estava arfando e gemendo de novo. Só então me posicionei entre suas coxas. Segurei a base do meu pau e o deslizei bem no meio da sua racha para cima e para baixo. Ela levantou os quadris, tentando me puxar para dentro. Dei mais um tapa seco na sua nádega. Ela gemeu e deitou de volta. Arquejando, esperando. — É isso que você quer, putinha? Hum? — puxei seus cabelos da nuca trazendo sua boca para a minha e estoquei com força, rasgando todo o caminho até o fundo em sua vulva escaldante. — Ohhhh! Leon... Puta merda! — gemeu tentando

se ajustar ao meu volume. Lambi sua orelha, seu corpo relaxou mais. M ordi seu pescoço e ombro. Ela miou, rebolando devagar. — Isso, bebê. Toma meu pau todinho. — meti até as bolas. Nós dois gemendo de boca aberta respirando uma na outra. — levantei suas duas coxas e as abri largamente amparando-as em meus braços. Olhei para sua boceta apertada engolindo meu pau. Fiquei insano. Tirei tudo e bati de volta, sacudindo seus peitos com o golpe brutal. — toma tudo, porra! Boceta gostosa do caralho! — meti e meti sem trégua, esticando seu canal bruscamente. M antendo-a toda aberta e imóvel tomando meu pau. Ela era tão delicada embaixo de meu corpo grande e robusto. Alucinava-me o quanto seus buraquinhos eram apertados, mas tomava todo o meu volume sem reclamar, rebolando avidamente. — Cristo! Eu quero viver assim... Comendo você, minha putinha gostosa! — Aumentei o ritmo das estocadas. Estávamos rosnando, grunhindo, gemendo como dois aninais agora. Puxei a venda dos olhos dela e os olhos verdes anuviados se fixaram nos meus. Linda! Tão linda! Retomei a posição, mantendo-a imobilizada e me deitei mais em cima dela. Olhando-a cara a cara. Enquanto meu pau batia dentro dela incansavelmente. — Ohhh! Eu vou... Amor... Eu... — sua voz foi

fraca. Seus olhos ficaram mais escuros, o verde quase todo engolido pela pupila escura. — Ahhhhhhhhhhhh! — gritou, seu canal me estrangulando. Senti seus líquidos banharem meu pau e foi o meu fim. Continuei comendo sua bocetinha pequena com violência, meu pau inchou mais, não desviei os olhos dos dela. — Porraaaaaaaaaa! Júlia! — meti fundo e rugi alto gozando tão duro, mas tão duro que senti um choque se espalhando por toda a minha coluna. — Ohhhhhhhhhh! Dio! M uito gostosa... — desabei sobre seu corpo ainda comendo-a. Nossas respirações alteradas. Desamarrei seus pulsos e seus braços vieram ao meu redor, acariciando preguiçosamente minhas costas. M eus golpes foram abrandando até que parei, enterrado em seu calor. M eu lugar preferido. — Humm. Isso foi tão intenso, amor. — sussurrou no meu ouvido. Levantei meu rosto para olhá-la. M inhas mãos vieram para seu rosto, lindamente afogueado. A beijei reverentemente, lentamente. — Si, perfeito, bebê. — murmurei entre pequenos beijos. — Perfeito. — assentiu, os olhos incríveis brilhantes. — mas eu preciso testar minhas pernas. Não consigo mexê-las, amor. — disse começando a sorrir. Eu

a acompanhei e ficamos assim, rindo, beijando, até que saí de dentro dela devagar, gemendo pela perda de contato. Deitei e a puxei para mim imediatamente. Seu corpo delicado quase completamente em cima do meu. — você tirou um A no quesito criar novas memórias, alteza. — ronronou beijando meu peito e encostou a cabeça no meu ombro. — Às ordens, mia principessa. — minha voz saiu preguiçosa, meu corpo todo relaxado, saciado. — Desgastei muito você, amor? — sua voz provocante continha um sorriso. Virei a cabeça para olhá-la. — Sua pequena provocadora. — rosnei baixo. M as sorri e assenti, puxando-a mais para mim. — provavelmente, delizia mia. Foder você fica cada vez melhor. Ela bufou e sorriu também. — Um romântico incorrigível, alteza. — murmurou não contendo um bocejo. Apenas sorri e beijei seus cabelos. Puxei o lençol sobre nossos corpos e o sono nos envolveu. Ficamos na casa de Angra por três dias, nos amando, passeando de barco. Si, construímos novas e deliciosas memórias. Voltamos ao Rio e Emir providenciou um carro para que eu mesmo dirigisse

enquanto íamos visitar minha cara sogra. Eu quero esclarecer algumas coisas com ela. — Não, amor, não acho necessário contar à minha mãe toda a nossa história. — Júlia disse-me preocupada assim que informei a minha vontade. — ela surtaria. M inha mãe não é uma pessoa muito sensata. Eu sabia que a mãe dela era osso duro de roer. — Eu não quero mais mentiras e omissões, bebê. — disse enquanto estacionava no jardim da casa de Laura. — Essa história é nossa, amor. Apenas nossa. — disse mais firme. — minha mãe não precisa saber disso. M as se quiser marcar pontos, peça sua bênção para nosso casamento. M inha mãe vai adorar saber que sua bênção é importante para você. Eu tirei meu cinto e fui até ela, livrando-a do seu. — Certo, amor. Vamos fazer dessa forma. — disse acariciando seu queixo. — eu te amo, sabia disso? — Hum, sim. Eu sei. — sorriu e beijou-me levemente. — eu também te amo. M uito. — sussurrou em meus lábios. A conversa com Laura não foi tão ruim como pensei inicialmente. Tudo corria bem, ela deu sua benção até fácil demais. Bom, mas não havia muita coisa que pudesse fazer a respeito. Eu e Júlia chegamos a um nível em que nada nem ninguém nos separaria. Era um fato.

— Filha, eu gostaria de falar um instante com seu marido. — a voz baixa de Laura teve-me imediatamente tenso. Júlia deu um olhar à sua mãe com uma mensagem implícita. M inha linda menina querendo tomar minha defesa. Eu sorri tranquilizando-a. Ela levantou-se e nos deixou a sós na sala. — Você realmente a ama, não é? Ela disse assim que Júlia saiu, os olhos escuros avaliando-me. Então um sorriso se abriu em seu rosto. Um como nunca tinha visto, pelo menos não direcionado a mim. Relaxei. — Si, eu a amo com todo meu coração. — afirmei. Seu sorriso se ampliou. — Júlia me disse como você a surpreendeu no parlamento. M as você não surpreendeu só a ela. Surpreendeu o mundo. — sua voz estava livre de qualquer sarcasmo. Gostei disso. — você pediu perdão publicamente. Prometeu amar e cuidar da minha menina. Você provou. Convenceu-me do seu amor. Não fosse todas essas ações, bastaria olhar para o rosto da minha filha. Ela está feliz como nunca esteve. Acenei levemente com a cabeça. Confesso que tive receio do que minha imprevisível sogra me diria. — Obrigado, sua bênção é importante para nós,

Laura. — seus olhos brilharam mais. Júlia estava certa. Acabo de marcar pontos como minha sogra ex megera. — Você será sempre bem-vinda em Ardócia. Ficamos mais um dia no Rio e partimos para Ardócia na tarde de quinta-feira. As próximas semanas seriam intensas. Estaríamos os dois envolvidos com os preparativos para a coroação e cerimônia de casamento que seria um evento só. Finalmente ela teria toda a pompa de um casamento real, como deveria ter sido desde o início. Eu vou fazer tudo, absolutamente para dar um verdadeiro conto de fadas à mia principessa. Capítulo 25 Dois meses depois... Júlia A Ilha de Ardócia está em festa. A imprensa mundial atenta na cobertura do maior evento do palácio nos últimos tempos: o casamento e a coroação do novo rei. Estou cansada de conceder entrevistas. M as me mantive firme e cedi mais uma à imprensa do Brasil. Todos querem contar a história da Cinderela brasileira. Os jornais, as revistas e os tabloides sensacionalistas continuam me chamando assim. Depois que se afastou do trono para cuidar da saúde, o tio de Leon já está quase completamente recuperado. Estamos todos muito felizes, pois o queremos conosco por muito tempo

ainda. Damien é sem dúvida, o mais entusiasmado, por ter ganhado mais um para paparicá-lo, agora em tempo integral. Nosso principezinho fez um ano no início do mês passado. Leon fez um baile. É isso mesmo. M eu marido fez um baile real para comemorar. Por mim teríamos feito algo menos pomposo apenas a família e alguns poucos convidados. M as ele discordou veementemente. Eu deixei que fizesse do seu jeito, porque Leon é um pai maravilhoso. É obvio que queria mostrar todo orgulhoso seu príncipe. Dominic e Jayden vieram. Leon tem conseguido se aproximar cada vez mais dos irmãos. Sempre ligando para saber como estão. Ele tem se esforçado para se fazer presente na vida deles. Os dois ainda não estão completamente à vontade em Ardócia, mas sinto que em pouco tempo serão grandes amigos. Dominic tem nos surpreendido ligando com muita frequência. Tenho um palpite que há outro interesse dele na ilha: Helena. Ele nunca escondeu seu total encantamento por ela. Antevejo problemas, pois os dois são como água e vinho. Helena é toda séria, recatada, enquanto Dom é um libertino assumido. O encontro deles como o anterior, foi hilário. Dom a provocando o tempo todo e ela perdendo a compostura em vários momentos. Apenas ele tinha esse efeito sobre Helena.

Leon será o novo rei de Ardócia dentro de duas horas. Deus! Eu mal o vi nessa semana. Esteve sempre muito ocupado com os preparativos para a cerimônia dupla. Além disso, combinamos de fazer sexo apenas na noite de núpcias. Dormimos em quartos separados nesse período. Ele quer seguir as tradições. Quem diria, meu lindo e insaciável príncipe ficando sem sexo... — Cristo! Você é uma vadia sortuda! — minha amiga Kênia acaba de entrar no quarto. Ela chegou há dois dias acompanhada do namorado Stefano. Pela forma como os dois andam grudados acho que teremos outro casamento em pouco tempo. — Leon está de tirar o fôlego. — se abanou teatralmente. — mas ele sempre está, não é? Que príncipe gostoso... — Cale a boca! M ais respeito com meu marido, sua cadela. — eu sorri enquanto a estilista fazia os últimos ajustes no meu lindo vestido de noiva. O torso era justo delineando meu busto e cintura fina, com pequenos brilhantes descendo em linhas formando uma v até a cintura. A saia se estendia ampla cobrindo meus pés e tinha as mesmas linhas de brilhantes em forma de v me deixando com aspecto de princesa de contos de fadas. As mangas de uma renda finíssima iam até meus pulsos. — Eu ainda não acredito. M inha amiga Ju, uma rainha. — ela disse baixinho com voz emocionada. —

eu te amo, você sabe. — Deus! Sua cadela, eu te amo também, mas vai me fazer borrar a maquiagem. — grunhi e ela gargalhou da minha boca suja. Aprendi com ela e... Leon. Ruborizo só de pensar no que ele diz e faz comigo na hora do sexo. — Ei, o que foi esse rubor, Ju? — me olhou desconfiada. — algo a ver com o príncipe gostoso que a está esperando no altar? Cristo! Você se transformou numa vadia pervertida, principessa. — zombou se divertindo às minhas custas. Eu bufei. Ela riu mais ainda. M eu telefone tocou e eu sorri. Era o toque de Leon. — Oi, amor. — sussurrei enquanto Kênia gargalhava agora. Cretina! — Oi, bebê. — sua voz suave e alegre acariciou meus ouvidos. — já estou indo para a Basílica. Não demore, amor. Estou tão louco para ver você. Tenho certeza que está causando inveja a todas as princesas daqueles clássicos infantis. — Amor, você não pode ficar me dizendo essas coisas agora. Vai estragar minha maquiagem. — sorri e acrescentei. — vou ficar parecendo a madrasta da Branca de Neve. Ele gargalhou do outro lado. O som rouco, lindo causando-me arrepios de excitação.

— Certo, perla mia. — murmurou. — até daqui a pouco. — Até daqui a pouco, amor. — disse baixinho. — eu te amo. — Também te amo, delizia mia. — sussurrou e desligou. — Oh, meu Deus! Ju! — Kênia levou a mão ao coração dramaticamente. — onde tem mais príncipes iguais a esse? Porque juro que deixaria Stefano num piscar de olhos se eu achasse... — ele interrompeu-se gargalhando de novo. — ok. Talvez não deixasse meu italiano gostoso. M as vamos combinar, amiga. Cristo! Seu marido tem pegada! — Deus! Quer parar de falar assim de meu marido! Comporte-se ou vou trancá-la na masmorra até a cerimônia passar. — disse sorrindo, voltando para a maquiadora continuar seu trabalho. — assim não o ficará secando o tempo todo. — Querida Ju, a masmorra é muito grande? Porque terá que trancafiar todas as mulheres entre quinze e oitenta anos que estiverem no casamento. — Sério? Oitenta? — indaguei sem conseguir parar de rir. — você é louca! — Hum. Ok. Setenta e cinco. — disse fingindo seriedade. Ela é uma vadia maluca, mas eu a amo. —

amiga, estou dizendo... Quando vir o príncipe vai entender do que estou falando... A curiosidade venceu. — Como ele está? — indaguei e ela sorriu meneando negativamente a cabeça. Cadela! — Nada disso, principessa. — disse pomposa. — espere a sua hora de ver seu príncipe. — Filha, você está tão linda. — minha mãe entrou no quarto me salvando das loucuras de Kênia. Estava linda como sempre. Ela havia chegado há uma semana. Havíamos tido uma longa conversa e esclarecido algumas coisas. Não havia mais aquele climão entre ela e Leon. Abriríamos uma agência de modelos no Rio e seríamos sócias. Bem, na verdade, o negócio seria totalmente dela, mas minha mãe é muito orgulhosa, não aceitaria isso. A ideia foi de Leon. M eu marido lindo. — eu estava errada. Ele a ama, bebê. Vai fazê-la muito feliz, eu sei. — Eu já sou mãe. Eu o amo além da vida. — ela sorriu da minha declaração que parecia exagerada, mas é exatamente assim que me sinto. — M eu lindo bebê. — sua voz tremeu e me abraçou com cuidado para não me amassar. — eu te amo. — Também te amo, mãe. Deus! Você vai me fazer borrar a maquiagem. — sorrimos e ela ajudou Kênia a arrumar o véu de dois metros sob a tiara de brilhantes

que Leon mandou fazer especialmente para mim. M eus cabelos haviam crescido muito, já estavam bem abaixo dos ombros, mas hoje foram presos num coque elegante. M antive minha franja caindo na testa, porque Leon gosta assim. Fui levada por uma carruagem até a Basílica de San Domingo. Um batalhão de repórteres estava na entrada lateral, sendo contidos por um cordão de isolamento e por uma equipe de seguranças. M eu pai surgiu ao lado da carruagem ajudando-me a descer. Flashes dispararam em nós. Ele não conseguiu me dizer nada. Apenas beijou minhas mãos com olhos lacrimejantes. Deus! Parecia um complô para me deixar borrada antes de Leon me ver. Sorri e o abracei. M ais flashes, aplausos. Alguns gritavam votos de felicidades. Então, meu pai se recompôs e me guiou pelo tapete vermelho que ia desde a calçada, subindo pelos degraus e sumindo embaixo das amplas portas da Basílica que estavam fechadas. Paramos na frente e eu tomei uma respiração profunda. Lá dentro meu marido, o homem que amo mais do que palavras podem explicar está me esperando. Nós conseguimos chegar até aqui. Não tive tempo para me emocionar porque como por mágica as grandes portas se abriram. M eu coração saltou violentamente no peito, quando vi o interior lotado, ricamente decorado. O

tapete se estendia até o altar. Os saltos aumentaram no meu peito, porque Leon se virava naquele instante para me olhar. Oh! M eu Deus! Kênia tinha razão. M eu lindo príncipe estava realmente de tirar o fôlego. Usava um traje militar negro com divisas e botões dourados. Uma espada pendia de seu quadril. Seus cabelos estavam mais longos, abaixo dos ombros. Ele os prendeu do jeito que eu amo, como um samurai. Os olhos escuros cravaramse em mim. Inalei o ar num barulho que os mais próximos com certeza ouviram. M eu pai avançou devagar e eu me obriguei a dar o primeiro passo, as pernas ridiculamente trêmulas. No momento em que meu pé tocou o interior do recinto, o som de violinos preencheu o ambiente. M esmo no meu total encantamento, percebi que eram os acordes de In My Place de Coldplay. Lágrimas vieram aos meus olhos, pisquei freneticamente para afugentá-las. Os olhos escuros de Leon nunca me deixaram no meu percurso, até estarmos frente a frente. Tomou minhas mãos beijando-as com olhos brilhantes. Tive que piscar mais para impedir as lágrimas de descerem, mas falhei. Elas desceram. Ele sorriu ternamente e levantou meu véu. Um oh! Coletivo soou na Basílica. Suas mãos vieram suaves limpando minhas faces. Seus olhos me dizendo o

quanto estava emocionado também. Sua boca desceu sobre a minha e novo oh! Dessa vez mais alto encheu nossos ouvidos, porque meu marido havia acabado de quebrar completamente o protocolo real. Ouvimos um leve pigarrear e nos viramos para o Arcebispo que parecia desconcertado quando falou baixinho: — Esperem o fim da cerimônia, altezas... Ouvi as risadas baixas de Dominic e Jayden que estavam no altar como padrinhos de Leon. Sim, eles vieram. Eles estão mais próximos a cada dia. M eu marido tem se empenhado muito em incluir seus irmãos nos acontecimentos familiares. Damien ajudou bastante, pois os tios caíram de amores pelo nosso pequeno príncipe. Até Jayden parecia menos arisco. Ainda soltava comentários cínicos, mas eram mais raros agora. Ele amava Damien. Quem diria que aquele marrento tatuado se derreteria todo por uma criança. Leon sorriu-me, aquele riso, sexy, arrogante, pecaminoso me dizendo que faria muitas coisas sujas comigo mais tarde. Puta merda! Beijou minhas mãos de novo e nos ajoelhamos frente ao Arcebispo. Eu não contive as lágrimas de novo quando ele disse os votos prometendo me amar, respeitar e cuidar para o resto de nossas vidas. A coroação foi em seguida. Leon estava

sereno, lindo. Quando o rei colocou a coroa ornada de diamantes vermelhos em sua cabeça eu arquejei, porque ele já era de tirar o fôlego, mais agora... Agora Leon estava simplesmente perfeito, magnífico, régio. Era um rei. Em seguida ele colocou a pequena e delicada coroa em minha cabeça. Nossos olhos trancados um no outro. Dizendo-nos silenciosamente como nos amamos, mas também agradecendo por termos sido fortes para chegar até aqui. — Vamos, mia regina59 . — ele sussurrou tomando-me pela mão. — o povo quer nos ver e festejar conosco. — explicou me levando pela ampla nave da Basílica. Seu manto vermelho arrastando no chão enquanto éramos seguidos por uma pequena procissão. Nobres e chefes de Estado de todos os continentes foram convidados para a cerimônia. Entramos na carruagem e fizemos todo o trajeto até o palácio de novo. Todo o percurso, ladeado de pessoas, que sorriam, ovacionavam, davam vivas. À frente e atrás da carruagem seguiam batedores e a guarda real montada. Ele me prometeu um conto de fadas, mas isso estava além de qualquer coisa que já havia sonhado. — Eles o amam mio re. 60 — sussurrei acenando para a multidão abaixo da sacada frontal do palácio. Um casamento real é um evento muito festejado pelo povo, Leon havia me explicado todos os costumes.

— Eles a amam também, mia regina. — Leon sussurrou na minha orelha, enquanto ouvíamos os gritos que a multidão lá em baixo entoava Salve o rei! e Salve a rainha! — Vou ter que chamá-lo de majestade agora? — o provoquei, emitindo uma promessa sexual nos meus olhos. Os olhos negros brilharam e um sorriso perverso brincou na boca sensual. — Comporte-se, delizia mia. Somos os donos da festa. Precisamos cumprir todo o protocolo. — cochichou no meu ouvido e então me beijou sob nova onda de aplausos e assovios da multidão. Leon pediu que a babá trouxesse Damien. Segurou nosso pequeno príncipe e enlaçou minha cintura com o braço livre. O povo aplaudiu novamente enquanto os flashes espocavam de todos os lados. Dominic e Jayden também estavam ao lado de Leon. Helena esteve se esquivando, mas a convidei para se juntar a nós. Não havia mais nenhum tipo de mal-estar entre nós duas. Helena mostrou ser de fato a pessoa especial que Leon tanto ama e confia. Abri meu coração para ela, por ele. M as nesse meio tempo, me vi apreciando-a cada vez mais. Passei a admirá-la pela forma serena e abnegada com que simplesmente me aceitou. Não sei se seria capaz de tanto desapego se estivesse no lugar dela.

Ultimamente tenho pensado cada vez mais que o amor de Helena por Leon não devia ser tão forte assim. Não era desses sentimentos que nos varrem o chão, nos tirando completamente do eixo, como o que eu sentia por ele. Em uma de nossas conversas ela me disse que seguiria procurando um homem que a olhasse como Leon olha para mim. Que não aceitaria menos que isso. Estamos construindo uma sólida amizade. Ela encontrará um bom homem que a ame como merece, pensei ao mesmo tempo em que vi Dominic estender a mão para recebê-la. Helena ruborizou ao tocar a mão dele e percebi novamente aquela troca silenciosa entre os dois. Talvez já tivesse encontrado. Será? Bom, isso é outra história. Concentrei-me novamente na figura imponente e devastadoramente bela do meu marido, o rei de Ardócia. Sim, os príncipes encantados existem, sorri para ele que acaba de encontrar meu olhar. Leon Finalmente consegui entrar no quarto com a minha mulher. Parece que demorou uma eternidade. Eu estou louco por ela. Ficamos uma semana sem sexo. Uma semana! Quem inventou essa tradição era um bastardo maldito! Eu quero minha mulher agora! — Estou louco para arrancar esse vestido de você, bebê. — sussurrei em seu ouvido virando-a de costas

para mim, minhas mãos delineando sua cintura fina, indo até os peitos generosos. — mas vou foder você com ele primeiro. Estive malditamente duro toda a cerimônia. Sentindo seu cheiro. Imaginando-me levantando essa saia e comendo sua bocetinha bem forte por trás. — afastei o véu e enfiei meu nariz em sua nuca inspirando seu cheiro delicioso. Desfiz seu coque. Os cabelos que amo já estavam bem mais compridos. M ordi seu pescoço e orelha e ela se desmanchou em meus braços. — Leon... — gemeu pendendo a cabeça em meu ombro. Eu amo esse gesto. É ela se estregando completamente para mim. Confiando em mim. — O que você quer, delizia mia? — minha mão cavou entre suas pernas na sua bocetinha. — diga bebê. Você quer meu pau aqui? Hum? — apertei sua pélvis por cima das camadas de roupas. — Sim... Oh! Amor... — grunhiu rebolando em minha mão. — al mio re tutto. 61 Eu rosnei ao ouvir sua declaração com seu italiano sexy e a empurrei para a parede grosseiramente. — Eu vou cobrar isso, minha putinha. Coloque as mãos na parede. — disse rude levantando as camadas intermináveis de sua saia. — eu vou comer você bem duro. Vou meter bem fundo em sua bocetinha gostosa. — Leon... — ela apertou as pernas.

M inha mão desceu num tapa forte na sua bunda linda. — Abra as pernas! — rosnei abrindo minhas calças com urgência. Ela obedeceu imediatamente. Abaixei e lambi onde tinha batido, beijei e chupei toda a sua linda bundinha. Puxei os lados da sua calcinha branca fio dental e a rasguei. — sua provocadora de pau! — dei outro tapa do outro lado e em seguida meti minha língua na sua vulva melada indo até o cuzinho rosado. Enfiei dois dedos em seu buraquinho escorregadio e continuei lambendo seu rabinho. Ela estremeceu, gemendo alto. Sorri e levantei me alinhando na sua vulva pequena. Sempre molhadinha. Perfeita para mim. Empinei mais sua bunda e estoquei com força até o cabo. Ela gritou se sacudindo para frente. — Segure-se Júlia! Ou eu vou bater nessa bunda deliciosa até deixá-la vermelha, porra! — rosnei. — Leon! Oh! Deus! — balbuciou gemendo, sua bocetinha toda esticada em volta do meu pau. — Essa é a porra da visão mais perfeita... M eu pau todo enterrado na minha putinha gostosa! — gemi puxando tudo e batendo de volta duramente, sacudindoa. Enrolei uma mão em seus cabelos da nuca. Eu amo fazer isso com ela. Cavei a outra em seu clitóris e o belisquei. Ela gritou, eu uivei comendo-a sem trégua.

M eti cada vez mais forte e profundo. Ela tomando tudo sem reclamar. M inha! Completamente minha! — Oh! Leon... Eu não vou aguentar... Amor eu vou.... Ahhhhhhhhhhh! — gritou alto. Eu sorri puxando sua boca para a minha e devorei-a num beijo indecente de olhos abertos. Ela gozava estremecendo, me apertando em seu canal deliciosamente quente. — Goze, minha putinha! Goze no pau do seu rei! — continuei estocando forte. Enterrando-me até o fundo. — cristo! Vou gozar tão duro, bebê! Ohhhhhhhhh! — meti bem fundo e joguei a cabeça pra traz emitindo um rugido animalesco, esporrando, jorrando e jorrando em sua bocetinha quente e apertada. — delizioza... Perfeita... Tão perfeita, amor... — sorri sentindo minhas pernas cederem. — Dio! Você vai me matar de tanto prazer, mia regina. Ela me olhou por cima do ombro e sorriu também. Ofegante, linda! — Eu amo tanto você, bebê. — sussurrei puxando

seu queixo para um beijo, dessa vez mais suave. — E eu a você, meu rei . — ela sussurrou nos meus lábios. Gemi e sai devagar de dentro dela. Tomei-a nos braços e levei para a cama. A depositei com infinito cuidado e a despi adorando cada pedacinho da pele de pérola. Retirei sua coroa e desprendi o véu. Ela fez questão de me despir, me devorando com os olhos de esmeralda, me torturando com seus lábios e língua no meu peitoral e abdome. Nos deitamos nus nos braços um do outro. Beijamo-nos lenta, gostosa e apaixonadamente por muito tempo, apenas nos acariciando. Tomando o nosso tempo. Sussurrando nosso amor nos lábios um do outro. Ela tomou minha mão e a levou espalmada a seu ventre. Passei a fazer pequenos círculos em sua pela macia. Levantou a cabeça do meu peito, uma luz radiante em seus olhos. — Ainda não dá para senti-lo, mas estou grávida, amor. — sussurrou feliz. — nosso segundo filho está

aqui dentro. M inha mão congelou os círculos que estava fazendo em seu ventre. Quando eu penso que não poderia ser mais feliz... Inverti as posições, meus olhos se voltaram para seu ventre ainda liso. A encostei nos travesseiros e depositei beijos suaves em sua barriga. M urmurei palavras carinhosas para o pequeno ser em italiano. Nosso segundo filho. Ou filha. — Estarei do seu lado em todos os momentos, tesoro mio. — prometi beijando-lhe os lábios, selando a promessa. — e vou ser menos exigente na hora do sexo enquanto estiver carregando nostro bambino. Ela sorriu corando. Eu amo isso nela. Seus olhos cheios de lágrimas não derramadas me fitavam com infinito amor. M as sorriu dizendo, travessa: — Você menos exigente, amor? Hum, não sei não... — Sua pequena provocadora... — sorri olhando-a nos olhos. M as voltei a ficar sério. — vou mimar e cuidar de você como deveria ter sido com Damien, amor. Dio! Nunca vou me perdoar por... — Shhhhhh. — seus dedos me calaram, seus olhos iluminados como duas pedras preciosas. — Vamos deixar isso para trás, amor. Estamos juntos agora e vamos permanecer assim. — Para sempre, bebê. — sussurrei em seus lábios.

— é assim que te amo. Para sempre. — Hum... Você roubou minha declaração. — ela fez biquinho. — eu ia dizer exatamente isso. — Diga, delizia mia. Diga que ama o seu rei. — murmurei levantando uma coxa macia para meu quadril. — Eu te amo, meu rei. — O quanto você me ama, bebê? — pedi esfregando meu pau já completamente desperto em sua boceta quente. — M uito, amor. — seus olhos brilharam de amor, desejo, tesão, todos os sentimentos que eram meus também. — eu te amo para sempre. — sussurrou chupando meu lábio inferior. — Isso é prefeito, amor, porque nunca vou deixar você ir. — Eu nunca vou querer ir. — Eu te amo. — murmurei e a beijei suavemente. — Eu te amo mais. — ela sorriu nos meus lábios. — Isso é impossível, bebê. — beijei todo o seu lindo rosto. — Vou cuidar de você e de nossos filhos com a minha vida, perla mia. Eu prometo. — Eu sei disso, amor. Sei cuidará de mim e de todos os filhos que tivermos. — Quantos têm em mente? — sorri da disposição da minha linda menina.

— Talvez mais um, ou dois. — disse acariciando meu peito. — E você? — Eu? — posicionei-me em sua entrada estreita e com meu sorriso arrogante de quero mais sexo agora me afundei no calor de sua bocetinha lentamente. Ela arquejou, seus olhos denunciando seu prazer. Sussurrei: — viverei para realizar seus desejos, minha rainha . — e tomei sua boca num beijo apaixonado deixando claro que só voltaríamos a falar mais tarde... Bem mais tarde... Epílogo Um mês depois... Júlia Estávamos eu, Leon e Damien nos despedindo de Helena no aeroporto. É isso. Helena está deixando Ardócia. Ela nos informou há dois dias assim que voltamos da lua de mel pelas ilhas gregas. Suspiro só em lembrar como meu rei foi maravilhoso nesse período de quase um mês em que estivemos viajando. Helena recebeu uma proposta para trabalhar como relações públicas em uma companhia mundialmente famosa com sede em Nova Iorque. Leon ainda resistiu um pouco. M as eu o convenci a deixá-la ir. Helena precisa encontrar a si mesma. Viver a vida que deixou passar até então. Viveu encerrada em Ardócia desde muito cedo sonhando com algo que nunca veio. Era hora

de seguir em frente. Eu entendia perfeitamente seu desejo de deixar a ilha. Se afastar. Dominic também esteve na ilha nesta semana. Estava desenvolvendo um projeto para doar computadores à algumas escolas e orfanatos. Ele parece cada vez mais apaixonado por Ardócia. Estará voando hoje também para Nova Iorque, mas Helena não quis ir com ele. Leon apoiou a decisão e disponibilizou seu jato particular para levá-la. Ela parou à frente da escada do jato. Tomou uma respiração profunda e virou-se para nos encarar. — Prometo que manterei contato, caro mio. — disse olhando para Leon, que tentava conter os avanços de Damien em direção à ela. — Tome cuidado, Helena. Nova Iorque pode ser muito perigosa para uma mulher sozinha. — alertou, sério. — se você ao menos aceitasse ficar no meu apartamento. A segurança lá é impecável. — Já falamos sobre isso, Leon. — ela disse em tom firme. — sou adulta. Quero viver minha vida. Não vou abandonar Ardócia, nem vocês. Quero apenas conhecer outras realidades. Leon resmungou, mas assentiu. Ela abraçou aos dois de uma vez. Quando se voltou para mim, os olhos exóticos estavam nadando em lágrimas. M eu coração apertou com o quanto a situação era injusta. Ela viveu

aqui praticamente a vida toda e agora precisava se distanciar apenas porque amou e não foi correspondida. Deus! Queria que ela não precisasse ir assim. A ilha era o único lar que conheceu. Não era justo que saísse, ainda por cima com um coração partido. — Cuide desse resmungão para mim, Júlia. — ela sussurrou me abraçando também. — Pode deixar. — prometi, já com voz embargada. Sempre fui chorona de carteirinha, mas os hormônios da gravidez estavam me deixando ridícula. — não demore a nos visitar. — completei. Ela acenou levemente com a cabeça e me olhou tentando manter a compostura a todo custo, mas as lágrimas venceram e suas faces foram banhadas. Oh! M erda! M eus olhos transbordaram também. Leon nos olhava com uma ruga no meio da testa obviamente se perguntando por que diabos chorávamos. Às vezes me pergunto se ele nunca desconfiou do amor de Helena por ele. Aí percebo que não. Leon jamais soube. E nem saberá. Não por mim, pelo menos. Eles têm uma relação bonita que seria alterada para sempre se a natureza dos sentimentos dela fosse revelada. Tem coisas que é melhor não mexer. Ela será feliz. Encontrará seu caminho e Leon continuará amando-a como uma irmã. É assim que deve ser.

Ela beijou Damien nas duas faces, sussurrou palavras carinhosas em italiano e virou-se subindo a escada com passos firmes. Ficamos em silêncio olhandoa até sumir no interior da aeronave. — Espero que ela consiga encontrar o que procura. — Leon sussurrou enlaçando minha cintura me puxando para ele. — vamos, perla mia. — beijou meus cabelos. — esse sol está muito quente para você. Eu revirei os olhos e sorri. Desde o momento que revelei que estou grávida, Leon tem me mantido numa redoma. Não me deixa fazer praticamente nada. Nem carregar Damien no colo. Apesar de amar o cuidado e carinho de meu marido, às vezes ele exagera. Viramos em direção à limusine. M as estaquei quando cheguei à porta aberta. — O que foi, amor? — ele quis saber, com expressão preocupada. — está sentindo alguma coisa, bebê? Alguma dor? — seu tom era baixo, apreensivo, agora. — Não, amor. Não estou sentindo nenhuma dor. — neguei e me afastei da porta sob seu olhar confuso. — preciso dizer algo à Helena que acabei esquecendo. Volto logo. — informei beijando-o suavemente nos lábios. Ele assentiu apesar de seu rosto ainda mostrar confusão. Helena

Consegui a muito custo entrar no jato sem olhar para trás. Só eu sabia o esforço que me custou. Precisei fingir uma força que estou longe de sentir. Júlia chorou por minha causa. Ela é uma boa mulher. Por isso, estou me afastando de vez. Ardócia foi meu lar por muito tempo, mas tornou-se muito difícil para mim continuar aqui. Leon está feliz como nunca o vi antes. Júlia o ama como ele merece ser amado. Eu estou sobrando nessa história. Sentei-me numa poltrona junto à janela. Olhei a paisagem verdejante das colinas e montanhas ao longe. M inha querida e amada Ardócia. M eus olhos se encheram de lágrimas de novo. Foi mais forte do que eu. Coloquei o cinto e abracei a mim mesma tentando conter os tremores do meu corpo. Foi inevitável. As lágrimas caíam abundantes agora. Como se uma barragem tivesse finalmente se rompido, lavando tudo dentro de mim. M eu corpo se sacudiu todo e solucei alto. — Alteza62, a senhora está bem? — uma das comissárias de bordo veio até mim, solícita. Não. Oh! Dio mio! Não estou bem. Estou sangrando por dentro. — Eu... Apenas desabafando... Obrigada... Não se preocupe. — me obriguei a dizer entre soluços. Ela não pareceu muito convencida. Assentiu com uma expressão preocupada, foi até os fundos do avião e voltou com um

copo de água. Peguei-o, minhas mãos tremendo descontroladamente. Eu raramente deixava me dominar pelas emoções. Aprendi a controlá-las muito cedo. Tive que fazer anos de terapia para controlar a síndrome do pânico63. Sou uma sobrevivente do descaso da minha família. Teria morrido se não tivesse sido salva por Leon. Pronto. Lá estava eu de novo pensando nele. Tomei o líquido avidamente e puxei algumas respirações. A moça simpática continuou lá como se me encorajasse a reagir. Aos poucos fui me acalmando. Devolvi o copo e agradeci. Ela me deu um sorriso gentil e voltou para seu trabalho. Fechei os olhos. As lágrimas ainda desciam, silenciosamente. Um movimento na porta do jato me fez abrir os olhos de novo. Júlia estava lá, parada. — Podemos falar um instante, cara mia? — sua voz foi muito suave. Balancei a cabeça surpresa, confusa. O que ela queria? Havíamos acabado de nos despedir. Senti-me envergonhada por ela me ver assim. — Vamos até o quarto. Teremos mais privacidade. — tornou, analisando-me com seus olhos muito verdes. Tirei o cinto e a segui pelo corredor. Quando entramos no quarto, ela parou no meio e virou-se para mim. Parecia tão abalada quanto eu.

— Algum problema, Júlia? — indaguei, minha confusão crescendo pela forma como me olhava, como se conhecesse meus segredos mais profundos. — Eu sei, Helena. — disse no mesmo tom suave que era característico dela. — sei que o ama. M eus olhos se alargaram. Não havia necessidade de esclarecer de quem ela falava. Nós duas sabíamos. Eu sempre soube que ela percebeu a natureza dos meus sentimentos por Leon. Suspirei, rendida. — Estou tentando deixar de amá-lo. Não precisa se preocupar com isso. Nunca faria nada para atrapalhar o relacionamento de vocês. Sabe disso, não é? — Sim, eu sei. — afirmou, serena. Sua confiança em mim trouxe mais lágrimas aos meus olhos. — não foi por isso que vim até aqui, Helena. Estou preocupada com você, na verdade. — revelou, seus olhos pesarosos. — Ardócia é a sua casa. Não acho justo você sair assim... — Eu preciso ir, Júlia. Vivi tempo demais presa a uma ilusão adolescente. — suspirei, resignada. — sou adulta, agora. Preciso viver a minha vida. Ver o mundo fora da ilha. — Sim, entendo. Só queria que as coisas fossem diferentes e você pudesse ficar conosco. Ela era mesmo uma mulher especial. Era fácil

entender porque Leon a amava tanto. Forcei-me a abrir um pequeno sorriso. — Leon tem a você, agora. Ele não poderia ter feito uma escolha melhor. É fácil entender porque ele a ama tanto. — tomei uma respiração ruidosa. — faça-o feliz. Seja feliz com ele. Vocês merecem depois de tantos enganos e desencontros. Os olhos dela brilharam intensamente. Ela sorriu também. — Você também será feliz, cara mia. — afirmou. — encontrará esse homem que irá olhar para você e amá-la como merece. Você verá. Assim que parar de doer, verá que não é o fim do mundo. — andou lentamente até mim, parando bem perto, me olhando nos olhos. — eu também gostei de alguém uma vez antes de Leon. — sorriu quando viu minha surpresa. — quando M arcelo me deixou no Brasil e foi morar em Paris achei que meu mundo estava acabado. Paixão adolescente. — sorriu mais, meneando a cabeça levemente, como se a ideia fosse ridícula agora. — M as o tempo passou e eu esqueci. Esqueci porque ele não era o homem da minha vida. Quando encontrei Leon. Ou melhor, quando ele me encontrou. — riu de novo. — Percebi que tudo que havia sentido antes dele era pálido, ridiculamente pálido comparado ao turbilhão de emoções que ele me fez

sentir. Eu estava cada vez mais confusa. Onde queria chegar? Ela continuou: — O que estou tentando dizer é que Leon não é o homem da sua vida. Você não teria desistido tão fácil, Helena. Já se perguntou aí dentro? — apontou para meu coração. — o homem que vai balançar seu mundo, mexer com tudo dentro de você, tirá-la do seu eixo, ainda está em algum lugar esperando por você. Quando encontrá-lo se lembrará do que estou dizendo. E você não vai desistir dele tão facilmente. Vai lutar por ele. Eu fiquei muda. Não entendia o que ela estava dizendo, mas numa coisa estava certa. Nunca lutei por Leon. Sempre me mantive perto, no entanto, conformada, resignada com suas muitas aventuras. Achei que em algum momento olharia para o lado e me veria, mas isso nunca aconteceu. M eu amor por ele não era esse turbilhão de emoções que acabou de descrever. Era tranquilo. Eu o venerava, o admirava. Foi o único homem que permiti estar perto de mim. Acho que esse foi o meu erro. Nunca dei oportunidade aos outros que me cortejaram desde a adolescência. Sonhei ser sua princesa, mas nunca fiz nada a respeito. Senti-me de repente patética. Talvez Júlia estivesse certa, afinal. Estou confusa agora. A única coisa que sei é que ainda

dói e preciso lamber minhas feridas bem longe. — Obrigada por me dizer tudo isso, cara mia.— disse baixinho, minha voz embargada. Nós duas estávamos chorando de novo. — Eu gostaria de continuar contando com sua amizade, Helena. — ela pediu tomando minhas mãos ainda trêmulas nas suas. — Leon a ama. Vá lá fora, encontre-se com você mesma, mas volte sempre para nós. Aqui continuará sendo a sua casa. Oh! Dio mio! Ela vai não vai mesmo facilitar para mim, não é? Sorri entre lágrimas e a abracei. Seus braços vieram ao redor de mim. Solucei de novo. Ela se afastou depois de alguns instantes. Seus olhos de esmeralda como Leon chamava, me fixaram cheios de emoção, doçura. Eu não conseguiria odiá-la nem se quisesse muito, o que eu definitivamente não quero. — Obrigada. Voltarei sempre que puder, prometo. — disse limpando meu rosto. Ela limpou o seu também. Assentiu e virou-se indo até a porta. — Cuide-se, cara mia. — sussurrou, sorriu-me de novo e saiu. Eu caí, sentada na

cama. M eu peito inexplicavelmente mais leve. Si, eu seria muito, muito feliz. A próxima vez que amar, serei correspondida. Encontrarei esse tal homem que Júlia falou em algum momento. Dei a mim mesma um bom discurso de vou conseguir. Tomei meu tempo me recompondo. Quando me virava para sair ouvi a voz do comandante informando que levaria mais alguns minutos para decolar, pois o príncipe havia acabado de subir a bordo. Leon? O quê? Pisquei confusa por alguns instantes, mas depois a compreensão veio como um raio: Leon não era mais príncipe. Era um rei, agora. Oh! Dio Santo! Fechei os olhos com força. Dominic estava a bordo. — Olá, princesa. — sua voz sexy encheu meus ouvidos. M eu coração saltou loucamente como fazia todas as vezes em que ouvia sua voz. Abri os olhos e virei me preparando mentalmente para olhá-lo. M as como sempre não funcionou, fui engolfada pela imagem irreverente e soberbamente bela à minha frente. Ombro direito encostado no portal, um pé cruzado sobre o outro, displicente. Seu terno escuro sob medida, delineando os ombros amplos. Enfiou as mãos nos bolsos das calças. Os olhos verdes escuros se

estreitaram, flamejando sobre mim, devorando-me descaradamente como sempre fazia desde o primeiro momento em que nos vimos quando acompanhei Leon no encontro de Nova Iorque. Sua boca se curvou num sorriso ao mesmo tempo charmoso e predador, mostrando os dentes brancos, perfeitos e as covinhas maledetas. Ele deve ter passado anos aprimorando esse sorriso para ter exatamente esse efeito nas mulheres. Até eu ficava de pernas bambas. M as aposto que todas reagem assim a ele. Não vou dar um segundo pensamento a isso. — Então, passei na inspeção? — sussurrou, os olhos verdes zombando de mim claramente por me flagrar admirando-o. Senti meu rosto incendiar. Odeio esse idiota! — O que faz aqui, Dominic? — cuspi, obrigandome a não fazer papel de adolescente deslumbrada, porque ele era, de fato, absurdamente bonito e era bem consciente disso. Convencido! — você não tem o seu próprio avião? Os olhos verdes inflamaram mais. Seu sorriso se ampliou. O idiota adora me provocar, me tirar do sério. — Achei que se sentiria muito solitária... Então, aqui estou, princesa. Sou todo seu por oito horas seguidas. Revirei os olhos. Ele sorriu de novo e começou a

avançar para mim devagar. Seu andar elegante, macio, como uma pantera prestes a atacar sua presa. Os olhos verdes intensos me prendendo. — Quem disse que quero sua companhia? — bufei alto. Ele continuou avançando. Não tive outra opção senão recuar alguns passos. M inhas costas bateram no armário. Ele parou muito perto, apoiou uma mão acima da minha cabeça. Seu cheiro delicioso, embriagador me assaltou os sentidos e arfei baixinho. Os olhos verdes brilharam mais intensamente com minha reação. Eu odeio me sentir assim justo por ele. — Seus olhos, princesa. — sussurrou bem próximo da minha boca. — seu corpo. Apesar de sua boquinha linda ainda continuar me dizendo não. Todo o resto me grita um sonoro SIM ! — levou uma das mãos para minha nuca e puxou-me bruscamente para ele. Um leve gemido escapou da minha garganta. — Largue-me, seu idiota! — tentei reagir. M as minha voz saiu ofegante. Sua proximidade, seus olhos, seu cheiro, sua boca sensual quase tocando a minha me drogava os sentidos. Dio! Não posso ceder a ele. Dominic é um libertino assumido. Apenas brinca com as mulheres. Não vou ser mais um entalhe na sua cabeceira. — Consegue me parar, princesa? Hum? — murmurou puxando meu lábio inferior com os dentes.

Eu tremi. Uma sensação quente se espalhando por todo o meu ventre, subindo para meus seios. M e puxou pela cintura e me colou a seu corpo grande, duro. Gemi de novo, quando senti sua excitação obvia em minha barriga. Ele era muito bem dotado. Já havia sentido em Nova Iorque, quando me beijou e cerca de cinco segundos depois estava aos beijos com uma loira peituda. Cretino! Sorriu em meus lábios. Como se soubesse o que estava na minha cabeça. Um som rouco, íntimo, devasso. Olhando-me como se tivesse fazendo sexo comigo mentalmente. — Oh, você tem fogo aí dentro, não é? Eu sempre soube disso, alteza. Adoro as metidas a recatadas. Essas sempre surpreendem na cama. Aposto que você grita quando está gozando. Diga-me, princesa. Gosta de uma boa sacanagem, não é? — se esfregou em mim me fazendo gemer de novo. Puxou meus cabelos da nuca. M inha calcinha molhou, meu corpo todo respondendo contra a minha vontade às suas palavras vulgares. — gosta de ser fodida bem duro e forte? Ou prefere lento e suave? Dom atende todos os gostos, querida... Leon Desci os degraus da escada de pedra para a nossa praia particular. Enrolei minhas calças e tirei os sapatos. Avistei Júlia a alguns metros. Mio bambino correndo

pela areia. Avancei para eles, meu coração enchendo-se de alegria por vê-los. Estive fora por uma semana. Ela estava de costas olhando o oceano. Seus lindos cabelos loiros tremulavam ao vento, já desciam quase até sua cintura. Eu amo seus cabelos. Eu amo tudo nela. Mia bella regina. As babás estavam atentas aos movimentos de Damien. Pousei os olhos na figura da minha linda menina de novo. M eus olhos sedentos, devorando cada detalhe da silhueta alta e esbelta. Usava uma saída de praia branca transparente. Desse ângulo nem parecia que estava grávida. Então, ela se virou como se sentisse meus olhos. Seu sorriso se abriu lindamente, seus olhos de esmeralda brilharam para mim. Fui golpeado pelo desejo, amor, paixão, como sempre acontecia ao vê-la. — Oi, bebê. — sussurrei, enlaçando-a pela cintura já bem arredondada pelos seis meses de gravidez. — que saudade, amor. — Oi, amor. — murmurou, seus braços subindo para meu pescoço. — sentimos tanto a sua falta. Desci minha boca sobre a dela num beijo esfomeado. Segurando-a bem junto a mim. Não me importando com a presença das babás. Éramos assim, famosos por nossas demonstrações públicas de afeto. Foda-se! Ela é minha mulher. É minha e eu sou dela. Ninguém vai me impedir de beijá-la quando eu quiser. Ela gemeu, eu gemi.

Nosso beijo era indecente agora. Ok. Criança e babás por perto. Obriguei-me a quebrar o contato. Sorri ao ver seus olhos anuviados me dizendo o quanto me queria. Pronta para mim... — Papai. — a vozinha infantil de Damien me fez virar em sua direção. Ele vinha correndo com seus passinhos instáveis por causa da areia, sorrindo. — Tesoro mio! — exclamei e abaixei-me para tomálo nos braços. Rodopiei com ele levantado acima da minha cabeça. Ele gargalhou, o som mais perfeito. Mio piccolo, adora essas brincadeiras. — está cada dia mais pesado! Cuidou bem de sua mamãe para mim? Hein? Cuidou da nossa rainha e da nossa princesinha? Si? — ele riu mais como se me entendesse perfeitamente. — eu sabia que podia confiar em você, figlio mio. — o beijei nas duas faces. Desviei os olhos para Júlia de novo. Ela nos observava com seus olhos doces. Tão linda. A gravidez a deixou mais radiante, sua feminilidade aflorada. Lamentava-me constantemente por não tê-la visto grávida de Damien, mas ela me repreendia. Dizia-me que tudo que passamos foi para nosso amadurecimento. Que agora éramos fortes. Nada nos separaria. — E mia principessa? — sussurrei, colocando Damien no chão, voltando-me para Júlia. Toquei sua

barriga avantajada. Ajoelhei-me e depositei beijos suaves, conversando com mia bambina. Júlia sorriu amplamente. — ainda deixando sua mamãe sem dormir por causa dos chutes? Si? Tuo padre é qui, piccola mia. Sua madre precisa descansar. Seja boazinha e chute apenas durante o dia. — Júlia gargalhou, agora. Até as babás estavam tentando conter o riso virando-me as costas. Eu sei, eu sei, deve parecer cômico, mas outra coisa que não abro mão é de mimar meus filhos. Eles e a mãe deles são tudo de mais precioso que tenho. Eu cuido bem do que é meu. — Ela esteve mais tranquila essa semana. — Júlia disse suavemente. — mas, mesmo assim não dormi muito bem... — completou baixinho, seus olhos com aquele brilho travesso. Ela ficou insaciável com os hormônios da gravidez. E eu? Nem preciso dizer o quanto adorei isso... — senti sua falta. — sussurrou me enlouquecendo de vez, meu pau se sacudindo, ganancioso, indisciplinado. — Vamos deixar Damien brincar mais um pouco com as babás. — disse, ficando de pé. A levantei no colo. Seus olhos se inflamaram mais, sabendo o que viria a seguir. — vou foder minha mulherzinha bem gostoso a tarde inteira. O que me diz disso, delizia mia? — murmurei em sua boca já pegando o caminho de volta

para a escada. — Acho perfeito, majestade. — me provocou lambendo meus lábios. Grunhi. Ela sabe que amo quando ela me chama assim. Amo muito mais quando estou dentro dela. — Sua pequena provocadora. — mordi seus lábios juntos. Nós dois sorrindo. — vamos ver como ficará depois de tudo que vou fazer com você, minha gostosa. Ela gemeu. Eu gargalhei. — Você joga sujo, amor. Eu estou grávida. Lembrase? Não pode pegar pesado comigo. — fez biquinho, enquanto terminávamos de subir os degraus para a sacada dos nossos aposentos. — Eu jogo para ganhar, bebê. Sempre. Não vou pegar pesado. Você é preciosa demais para mim. — afirmei, finalmente depositando-a com cuidado no centro da nossa cama. — mas ainda vai ficar na cama comigo a tarde inteira. Tire a roupa para seu rei, amor. Ela miou e tirou a roupa bem devagar, torturandome. M inha boca salivou com a visão dos peitos bem mais cheios, os mamilos inchados, implorando para serem chupados. Despi-me em tempo recorde e fui ao encontro dela. M inha mulher, minha vida, minha amante, minha rainha... FIM

Capítulo Bônus Três meses depois... Júlia Primeiro veio uma pontada brusca de dor que me fez colocar Damien de volta na cama. E então antes que conseguisse abrir a boca para chamar Leon, a dor me cortou, descendo das costas para meu baixo ventre. Puta merda! Estou entrando em trabalho de parto. Devo ter grunhido porque meu marido saiu do banheiro, os olhos negros assustados correndo por mim até parar nas mãos que tinha apoiadas quase em minha pélvis. — Leon, amor. — minha voz saiu entrecortada. Ele veio rápido até mim, esquecendo a toalha que esteve enxugando o corpo após o banho. — nossa princesinha vai nascer, amor. — mal acabei de dizer a frase, um líquido quente desceu pelas minhas pernas. — minha bolsa acaba de se romper. — acrescentei. Seus olhos foram tomados por uns momentos de pânico. Então a compreensão afundou e seu semblante se transformou num sorriso lindo, nervoso. — Oh, Dio mio! — exclamou, beijando meus cabelos. — nossa princesinha vai nascer! Ela vai nascer! — parou um instante, muito confuso, incerto como nunca tinha visto antes. — Amor, você precisa me levar para o hospital,

agora! — informei, ainda encontrando forças para sorrir de seu completo atordoamento. — Certo, perla mia. — seu tom foi mais confiante e pegou seu celular, latindo ordens para nossos seguranças. — si, já estamos descendo. — disse, encerrando a ligação. — vamos, bebê. — chamou-me e eu caí na gargalhada. Seu semblante ficou confuso de novo. — Amor, se vista primeiro se não quiser escandalizar a todos com o rei desfilando nu pelos corredores do palácio. — caiu em si, grunhindo quando olhou para baixo, constatando sua nudez. — Já volto, bebê. Fique firme, amor! — exclamou e sumiu no closet. Pouco depois estava de volta numa calça jeans e camisa polo verde. — vai dar tudo certo, perla mia. — disse levantando-me nos braços. Seu tom era amoroso, mas um tanto embargado, entendi que falava aquilo não apenas para mim, mas para si próprio. Logo, Enzo, um dos seguranças entrou nos nossos aposentos e pegou minha bolsa. Damien fez birra, mas acabou concordando em ficar com a babá. Leon atravessou o saguão do hospital comigo nos braços. Uma cadeira de rodas foi providenciada imediatamente e fui levada para a sala de parto. O Dr. M anara, meu médico chegou logo em seguida. M eu lindo

e nervoso marido ficou do meu lado quando me transferiram para a maca. Tomou minha mão direita e a beijou terno. Os olhos escuros eram amorosos, mas havia um toque de medo lá no fundo da sua íris. A equipe começou a trabalhar a um ritmo acelerado e ficamos lá nos olhando. Ele tentando me passar força e coragem, enquanto eu tentava fazê-lo relaxar. Chegamos a um ponto em nosso casamento que não precisamos falar para nos comunicar. Sei que meu rei está com medo por mim. — Já avisou minha mãe e Helena, amor? — indaguei para tirar um pouco daquela ruga de preocupação entre suas sobrancelhas. — Si, bebê. — afirmou, deslizando os dedos num toque muito suave pela minha face. Seu olhar me reverenciando, me aplaudindo por não deixá-lo surtar. — Laura, Dom, Helena e Jay já estão avisados. Todos virão conhecer nostra principessa. Fique tranquila, amor. — murmurou e beijou meus lábios. Sua boca quente e deliciosa me fez esquecer momentaneamente onde estávamos, mas uma pontada cravou minhas costas de novo, fazendo o mesmo caminho da primeira. Essa foi muito mais forte. Não consegui conter um gemido alto, agoniado. Seu corpo ficou tenso e ele se afastou, seus olhos correndo por todo o meu rosto, uma expressão de

pavor tomando seu semblante. Virou-se para a equipe que preparava tudo e latiu entre dentes: — Por quanto tempo minha mulher ainda vai ter que esperar? Ela está sentindo dor, não estão vendo? — os rostos assustados se viraram para ele de uma vez. Dr. M anara veio para mim, ajustando as luvas. — M ajestade, sinto muito, mas ainda não temos dilatação suficiente... — o médico disse após fazer o exame de toque. Leon cerrou o maxilar e encarou-o. Tive receio pela integridade física do pobre doutor. — se acalme, meu senhor. — tornou num tom respeitoso, mas cauteloso. — isso demora às vezes. Tente controlar a ansiedade para deixar a rainha mais relaxada. Logo, logo pegará sua principessa nos braços, prometo. — completou com um riso nervoso, apertado. Leon não sorriu de volta. Ele era tão mandão. Devia estar sendo uma tortura não poder interferir diretamente no trabalho do médico. Tão dominador, meu marido lindo. — O doutor tem razão, amor. — sussurrei, apertando levemente a mão que segurava a minha. — o trabalho de parto pode demorar. Nossa princesinha está bem. Sinto isso. — toquei sua face e seus olhos brilharam mais. — fique calmo, meu rei. — pedi e ele se debruçou mais uma vez na minha direção e me beijou de novo. Foi um beijo com um toque de desespero. Seu

corpo estava todo tenso. Quando tirou os lábios dos meus ainda ficou bem perto me olhando e eu vi tudo lá. Ele estava se culpando por não ter estado do meu lado quando passei por tudo isso no parto de Damien. Os olhos negros lacrimejaram e meus olhos transbordaram também. Eu o amo tanto. Ele tem provado a cada dia que me ama, que todo o engano, todo o sofrimento ficou para trás, mas sei que ainda se culpa. Tenho que ir tirando isso de dentro dele aos poucos. — eu te amo, amor. Te amo além da vida. — suas faces foram banhadas, suas narinas dilataram, inalando o ar bruscamente. Na pressa, Leon deixou os cabelos soltos, caindo sobre os ombros. M eu rei nunca pareceu mais bonito que agora. Lindo, emocionado, esperando nossa princesinha. Sofrendo com meu mal-estar porque quer cumprir a promessa que me fez de nunca me causar dor novamente. — E eu a você, perla mia. — disse com voz emocionada. — é assim que te amo também. Vamos ficar juntos por toda a eternidade. — seus dedos traçaram o contorno do meu rosto e limpou as lágrimas suavemente. — você é tão corajosa, bebê. Foi assim com Damien? — sua voz tremeu, os olhos negros se enchendo de lágrimas de novo. Suas mãos vieram dos lados do meu rosto e colou sua testa na minha,

respirando com dificuldade. — você nunca mais estará sozinha, amor. Nunca mais. Nunca mais, ouviu? — não contive um soluço e estávamos os dois chorando copiosamente agora. — eu te amo, te amo, te amo. — sussurrou, entre soluços. Comecei a sorrir entre lágrimas. M ais uma pontada me atravessou e gemi de novo. Seu rosto se contorceu. — M e fale de sua mãe, amor. — pedi, numa tentativa de me distrair da dor. — como ela era? — ainda não tínhamos decidido o nome de nossa princesinha. Quero fazer uma surpresa para meu rei. Seu rosto mostrou confusão a princípio, mas depois se iluminou um pouco com a menção da mãe. — Ela era linda, bebê. — disse com reverência. — linda por fora e por dentro, assim como você, perla mia. Ela iria gostar de você, tenho certeza. — acrescentou nostálgico. — Sei que também iria gostar dela, amor. — murmurei e ele beijou minha mão, seu semblante mais relaxado agora. — conte-me mais, meu rei. — pedi. Ele abriu um pequeno sorriso e pôs-se a falar. Passamos a próxima hora envolvidos na conversa. Entretanto, as contrações estavam cada vez mais fortes e diminuindo o tempo de uma para outra. Não estava mais conseguindo conter os gemidos agora.

— Ainda não temos dilatação suficiente, majestade. — Dr. M anara disse num tom tenso após o segundo exame de toque. — qual é o seu desejo? Parto natural ou... — M eu desejo é que mia regina sofra o mínimo possível. — Leon o cortou. Seu tom de monarca fez o médico recuar um pouco. — acabe com o sofrimento dela. Agora. — completou, os olhos escuros como lasers atravessando o pobre doutor. Tive vontade de sorrir, mas as dores não me deixaram. — Faremos uma cesariana, então. — Dr. M anara afirmou no tom firme e confiante que me acostumei a ouvir. — vamos preparar a sala de cirurgia e logo a rainha será levada. Fique tranquilo, meu senhor. É um procedimento muito comum. — acrescentou e Leon o agraciou com um meneio de cabeça, sua expressão dura se amenizando um pouco. Leon Mia regina. Mia bella i coraggiosa regina. A olhei ali deitada, linda mesmo com os cabelos grudados em sua testa pelo suor. Os olhos de esmeralda brilhando cheios de lágrimas quando ouvimos o chorinho de nostra principessa. Abaixei a cabeça em sua direção e a beijei colocando todo meu amor, admiração e devoção nesse beijo. Ela e nossos filhos completam o meu mundo. São

meu mundo. Tenho certeza que nenhum homem amou uma mulher como eu a amo. Ficamos lá, chorando os dois. Eu estava com ela. Como deveria ter sido com Damien. Nunca mais a deixaria sozinha. Nunca mais. Dei beijos suaves e me afastei. Nossos olhares procuraram nostra piccola que estava nas mãos de uma das enfermeiras. Logo o pequeno corpo foi envolvido em uma manta e trazido para nós. A enfermeira a depositou sobre Júlia e ela continuou esgoelando-se. Sorri da pequena mal humorada. Júlia chorou mais. A peguei com cuidado e a mantive bem perto do seu rosto. Os olhos de esmeralda a fitaram com infinito amor. — Bem-vinda, pequena Antonella. — sussurrou com voz embargada e desviou os olhos para mim. M eu peito expandiu ao ouvi-la. Dio! M inha linda menina estava homenageando minha mãe, mia amata principessa. M ais lágrimas turvaram a minha visão. Si, definitivamente nenhum homem amou uma mulher como eu amo mia regina. — você gostou, amor? Fiz isso para você. — completou me olhando daquele jeito lindo,

apaixonado. — Perfeito. É uma linda homenagem, perla mia. — murmurei e levantei mia principessa para olhá-la mais atentamente. Ainda chorava a plenos pulmões, a boquinha tremendo, os olhinhos apertados. Sorri entre lágrimas e a aconcheguei junto a mim, murmurando palavras em italiano e ela foi se acalmando aos poucos sentindo meu calor. Os olhinhos se abriram e pude ver a cor deles. Olhinhos de esmeralda. Dio! Ela tinha os olhos da sua mãe. Os olhos que tanto amo. Sua pele era clara também. Não tão clara como a de Júlia, mas bem mais clara que o tom de pele dos Di Castellani. Será tão linda quanto mia regina. — ela se parece com você, amor. — disse completamente encantado, arrebatado por esse pequeno ser que era uma parte minha e da mulher da minha vida. — bella. Molto bella, mia piccola. — Ela não é linda? — repeti pela milésima vez, quando Dom, Helena e Jay chegaram para a visita. Estávamos todos no apartamento onde Júlia foi acomodada após a cesariana no dia anterior. Haviam chegado de madrugada e vieram direto para o hospital. Pouco depois, fui orgulhoso até eles na sala de espera com mia bambina nos braços. M eus olhos ainda lacrimosos. Júlia tornou tudo muito mais especial com a homenagem à minha mãe. Ela amamentava nostra

piccola agora. Eu estava sentado na poltrona ao lado delas. M eus olhos não queriam deixá-las por nada. — Ela é mesmo linda, irmão. — a voz profunda de Jay encheu o quarto. — graças a Deus que se parece com Júlia. Você é feio pra caramba, Leon. — provocoume. Bufei e desviei os olhos para aquele bastardo. Ele adora me provocar. Somos tão parecidos. Havíamos criado uma forte amizade, nós três. — Cale a boca, seu idiota. — disse num tom baixo para não incomodar minha mulher e filha. — sou muito mais bonito que você. Diga a ele, bebê. — meus olhos foram para Júlia que abriu aquele riso doce para mim. — Claro que é, amor. M uito mais. — sussurrou. Tomei-lhe uma das mãos e a beijei. Nossos olhares presos, gritando toda a felicidade que sentíamos. — Você é um maricas, irmão. Teve que recorrer à Júlia. — Jay riu baixinho. — Haverá muito tempo para quebrar sua cara, seu bastardo cínico. M as agora só quero ficar perto de mia regina e mia principessa. — revidei, mas havia um riso na minha voz. — Ok. Irmão, vou lhe conceder isso. — seu tom foi quase doloroso. Desviei os olhos para ele. Tinha as mãos enfiadas nos bolsos das calças. Sempre se portava

da mesma forma, insolente, desafiante, arrogante. Ele nunca menciona nada sobre seu passado, mas todos nós suspeitamos que tenha sofrido uma grave decepção amorosa, isso explicaria pelo menos em parte toda a aversão dele com relacionamentos. — Ela é linda, irmão. — a voz de Dom, me fez olhar em sua direção. Seu tom foi meio embargado. Ouvi a risada baixa de Jay. — Você e Júlia estão de parabéns. — Obrigado, irmão. — assenti, vendo-o entrelaçar as mãos com Helena. Si, ele se casou com ela. Isso assustou pra caralho quando soube, mas não havia mais nada que pudesse fazer quando os procurei em Nova Iorque há três meses. Vocês devem estar tão surpresos e assustados quanto fiquei, pois é. Tudo começou quando... Não. Vou deixar meu irmão, ex libertino assumido contar essa história a vocês. — M inha afilhada vai ficar assustada com tanta testosterona. — Helena murmurou, os olhos presos na imagem de Júlia amamentando nossa filha. Logo a porta se abriu e tio M ax entrou. Ele estava esbanjando saúde agora. Grazie a Dio. Ele ainda viveria muito para curtir os sobrinhos-netos. Dois dias depois Júlia e Antonella foram liberadas para ir para casa. Laura havia chegado no dia anterior e estava mimando as duas. Nos dávamos muito bem

agora. Não houve brigas quanto a quem ficava no quarto. Revezamo-nos de bom grado. Viu como somos civilizados? Amamos muito a Júlia e isso nos unirá para sempre. Tenho que aturá-la. Ok. Isso foi brincadeira. Realmente gosto da minha sogra agora. Carreguei Júlia nos braços, do carro até nossos aposentos. Jay estava se esbaldando com Damien, elevando-o acima dos ombros. Mio bambino adora o bastardo do tio. Por incrível que pareça, Jay tem muito tato com criança. Derrete-se todo quando vê Damien. Helena levou nostra piccola. Dom me ajudou acomodar Júlia na cama, organizando os travesseiros. A coloquei numa posição sentada. — Você está bem, perla mia? — sussurrei beijandolhe os cabelos. — Sim, amor. Estou bem. — respondeu acariciando minha face, os olhos preciosos me adorando. — Traga Damien para mim, amor. Quero beijar meu príncipe. — ela pediu. Não foi necessário chamá-los, porque Jay já entrava e assim que colocou o pequeno no chão ele correu direto para sua madre. — M amãe! — o gritinho infantil fez meu peito transbordar de alegria. M inha família completa. — Ei, cuidado campeão! — sorri, levantando-o nos braços e contendo-o antes que se jogasse em cima da

mãe. — dê um beijo na mamãe, mas não pode apertá-la. Nostra regina está dodói. — Dodói, mia regina. — mio piccolo repetiu e todos nós caímos na gargalhada. — Sim, meu amor. — Júlia murmurou e o beijou nos dois lados do rostinho. Os lindos olhos amorosos fitando nostro bambino. — vamos ver nossa princesinha? — Helena veio até a cama e entregou Antonella em suas mãos. Acomodei-me do lado de mia regina, com Damien no meu colo. M eus olhos arderam de novo ao ver minha família reunida. Júlia levantou o olhar para mim e nos encaramos. Ela pensava a mesma coisa, tenho certeza. — eu te amo, amor. — sussurrou, lágrimas turvando sua visão. — Obrigado por me dar essa família linda. — Nunca um homem amou uma mulher como eu te amo, perla mia. — afirmei emocionado. Arfou levemente e suas faces foram banhadas. Aproximei nossas bocas e dei um beijo terno em seus lábios. — eu te amo, bebê. — repeti em sua boca. — Você tem uma família linda, irmão. — a voz de Jay nos fez virar os olhares em sua direção. Seu tom era notadamente emocionado, livre do cinismo habitual. — você é um idiota sortudo por encontrar Júlia. — acrescentou, alfinetando-me e seus lábios se torceram

num meio sorriso. Não consegui conter meu riso também porque testemunhar meu irmão mais novo rindo verdadeiramente era algo muito, muito raro. Ele devia se permitir isso mais vezes. Seu semblante se transformava totalmente quando sorria assim. — Obrigado, irmão. — agradeci, tocado por seu carinho com minha família. Lembro-me da primeira vez que veio à Ardócia e me disse a mesma coisa, mas naquele período seu tom pingou sarcasmo e ressentimento. Hoje isso não existe mais entre nós. — desejo o mesmo a você. — completei. — Deus! Não! De jeito nenhum, irmão. — sua boca se retorceu e o riso se transformou em cínico. — me contento com as cunhadas lindas e os sobrinhos adoráveis. — seus olhos procuraram por Helena e Dom. — então, Dom? Helena? Quando teremos um bebê? — sorriu ao acrescentar debochado. Dom bufou e Helena disse algo que não prestei muita atenção, pois meus olhos se voltaram novamente para minha mulher e meus filhos. Dois anos depois... Andei até a sacada dos nossos aposentos no castelo da região da Sardenha64. Júlia me convenceu a tirar duas semanas de folga. Foi um ano muito intenso. Iniciamos um trabalho de ajuda humanitária nos países mais

pobres da África. M eus irmãos aderiram ao projeto e em pouco mais de um ano conseguimos reduzir o índice de Aids e controlar os casos já existentes. O continente africano sempre esteve em meu subconsciente. Sempre quis fazer algo mais por aquele povo. Eu e meus irmãos criamos uma fundação nomeada Príncipes Di Castellani que tem atuado não só na África, mas em outras regiões vulneráveis econômica e socialmente. Parei nas portas duplas de madeira e meu coração deu uma guinada no peito. O cenário diante de mim era das mil e uma noites65. Havia uma tenda árabe montada bem perto da balaustrada. A brisa do entardecer balançava suavemente os tecidos finos e coloridos que a circundava. Sorri, meu coração se aquecendo com a surpresa da minha linda menina. Não nos vemos há uma semana porque tive assuntos que me levaram a Paris e me prenderam por lá. Ela esteve ocupada com seu mestrado em História na Universidade de Ardócia. Tão inteligente, mia regina. Estou louco por ela. Não vejo a hora de apertá-la em meus braços. Quase enlouqueci quando Júlia me disse que chegaria um dia antes e só me queria aqui no dia seguinte, ou seja, hoje. Ainda tentei contestá-la porque meu pau não aguentaria ficar mais uma noite sem sentir seu calor gostoso. Ela foi cruel. Nem mesmo aceitou fazermos sexo por telefone. Foda! Ela é uma provocadora de pau do caralho! Rosnei impaciente

acelerando meus passos e meus olhos finalmente pousaram na figura feminina através dos tecidos finos que tremulavam ao vento. O pôr do sol dourado, deu um ar de pura magia aos adornos da tenda. Levei minhas mãos às duas partes do tecido da frente e os abri. O ar foi arrancado dos meus pulmões com a visão da minha mulher. Dio Santo! Ela estava lá deitada nas almofadas de várias cores, com predominância de tons dourados. Seu corpo delicioso quase todo à mostra coberto por um traje típico das dançarinas árabes. Estava numa pose sexy caralho. Deitada de lado, a cabeça apoiada na mão direita. A perna direita esticada e a esquerda um pouco arqueada, sua mão esquerda sobre o quadril arredondado. M eus olhos se banquetearam gananciosos por cada centímetro de sua pele de pérola. Gemi quando vi seus peitos suculentos quase saltando para fora do pequeno sutiã cheio de detalhes vermelhos e dourados que usava. M eu olhar continuou o passeio delirante pela barriguinha reta e firme. Ela estava ainda mais linda depois de me dar dois filhos. Seu corpo era mais voluptuoso. Havia ganhado uns dois ou três quilos, mas isso não prejudicava em nada sua silhueta elegante e esguia. Linda! Ela era a perfeição para mim. Sempre seria. Salivei quando vi entre suas pernas um vislumbre da bocetinha depilada. Porra! Ela não estava usando

calcinha! M inha boca salivou. Si, minha mulher é uma provocadora de pau. M as eu adoro isso. Dio mio! — M eu rei. — sua voz baixa, naquele tom submisso que usa quando a estou dominando no sexo fez meu pau já absurdamente duro, se contorcer dentro das calças, implorando para ser libertado. Louco para ir ao encontro de sua dona. — Mia regina. — sussurrei entrando devagar. M eus olhos relancearam rapidamente pelo ambiente ricamente decorado. Haviam tapetes forrando todo o espaço. M ais distante da cama de almofadas, tinha um aparador com várias iguarias culinárias. M eu olhar voltou para ela. Seu rosto se iluminou numa expressão travessa e atrevida e ficou de quatro, avançando para mim que ainda continuava em pé, extasiado com tudo aquilo. Parou, ficando de joelhos aos meus pés e levantou os olhos de esmeralda brilhantes, completamente dilatados para mim. — Hoje não, meu rei. — sussurrou e suas mãos subiram numa carícia lenta pelas minhas pernas, me fazendo estremecer. — hoje sou sua serva. — suas mãos deslizaram para a minha virilha e massagearam minhas bolas. Gemi. Porra! Ela ia me fazer gozar nas calças. — estou aqui para atender seus desejos, meu senhor. Faça tudo que quiser comigo. Peça-me e eu farei. — sua voz

era um tanto ofegante agora quando chegou finalmente ao volume do meu pau. O bastardo quase falou quando sua mão delicada o tocou por cima do tecido. — diga, meu senhor. Diga o que quer que sua serva faça? — continuou torturando-me deslizando a mão por todo o meu comprimento. — M e chupe, minha serva safada! — rosnei arrancando o cinto na velocidade da luz. Logo meu pau saltou para fora das calças e cueca. Os olhos verdes se alargaram mais e seus lábios tentadores se entreabriram. A linguinha rosada os lambeu obscenamente. — vem, me chupe logo, minha putinha gostosa! — entranhei minhas mãos em seus cabelos da nuca e a puxei bruscamente em direção ao meu pau. Seu nariz deslizou me cheirando de cima a baixo. Grunhi. Ela é a única mulher que fez isso para mim. Amo a forma como faz isso. O suspiro de deleite dela ao sentir meu cheiro me faz selvagem. — chupe logo, sua provocadora de pau! Toma meu pau todo até a garganta! Não vou ter dó de você, ouviu? — rosnei e ela sorriu baixinho. Ela adora minha boca suja. — ohhhh! Isso, bebê... M ama bem gostoso no seu rei, amor. — gemi quando sua boca desceu gulosa sobre minha cabeça volumosa. Sua mandíbula dilatando para tomar o máximo de mim. Ela chupa divinamente. — porra! Que boquinha gostosa! Caralho de putinha

delizioza... — rugi, enquanto mamava sem trégua em mim. Puxei mais seus cabelos para conseguir ver seu rosto todo. Seus olhos estavam fechados e lágrimas escorriam pelos cantos, sua respiração ofegante. Sorri de suas sugadas esfomeadas. — Ahhhhh! Isso, minha putinha! Amo a forma como me chupa. Essa boquinha esfomeada tomando quase todo o meu volume. Você me escravizou, sabia? Sou seu, porra! Somente seu! — bombeei mas duro, fodendo seus lábios que já tremiam pelo esforço em me abarcar. Amo ver sua boca em volta do meu pau. Ela tem lábios volumosos que me enlouquecem quando estão assim, bem esticados, mamando gostoso em mim. M eti mais fundo, sentindo sua garganta e minhas bolas se encolheram numa sensação deliciosa. Estava quase gozando. — Júlia, bebê, vou gozar! Tome tudo, amor! Isso! Ahhhhhhhhhhhh! — gritei insano jogando a cabeça para trás e meu pau esporrou em sua boca. Ela fez um som estrangulado como se estivesse engasgando, mas não

parou de receber meus golpes. M e chupou e limpou como uma gatinha lambendo seu pelo. Eu ainda estava duro. A puxei para cima e meus olhos correram por todo o lindo rosto. Estava corado, afogueado e seus olhos muito dilatados, muito excitados. — Cristo! Você quer me matar com essa boquinha gostosa, delizia mia? — sorri. Ela riu também. Tão linda. Mia bella regina. — quase morro de saudade, amor. — sussurrei bem próximo de sua boca. — Eu também, amor. — murmurou de volta e tomei seus lábios num beijo apaixonado, lento, sem pressa. M inha língua se infiltrou em sua boca e lambeu a dela. Gemeu se esfregando em mim. Sorri e a levantei nos braços andando para a cama de almofadas. — Agora é sua vez. M inha serva soube agradar seu rei direitinho. — disse baixinho enquanto a depositava sobre as almofadas. — diga, putinha gostosa. O que quer que faça com você? Hum? Será que quer minha boca aqui? — lambi sua orelha enquanto minha mão cavava em sua boceta quente. Seus quadris levantaram e ela gemeu longamente. M inha outra mão desceu numa palmada dura em sua nádega. — quieta, putinha! Vou comer você de todas as formas a noite inteira até que nenhum de nós consiga se mexer, mas vai ser do jeito que eu quiser, entendeu? — ela miou e seus quadris

voltaram à posição normal. M assageei suavemente o local onde tinha batido. Ronronou. — ok. Vou chupar sua bocetinha primeiro. M inha putinha quer gozar na língua do seu dono, hum? — minha voz foi provocadora, bajuladora agora. — vamos, diga, Júlia! Quer gozar na minha boca? — puxei seus cabelos da nuca aproximando nossos rostos. Ela arfou. — Sim, por favor, amor. — suplicou. Abri um riso lento, perverso e meus lábios foram descendo pelo maxilar e pescoço alvos. A encarei quando vi os peitos juntos, sufocados pelo pequeno sutiã. M inhas mãos deslizaram suavemente pela pele macia que pulava nas bordas. Sem aviso o rasguei de seu corpo. Suas costas arquearam, os peitos vindo na minha cara. — Dio mio! — grunhi, juntando-os e puxando os mamilos devagar. Ela arqueou mais, esfregando as coxas, estava muito excitada. — você se vestiu assim só para o seu rei, serva? Hum? Responda! — Sim, meu rei, só para você. — seu tom subiu num grito quando caí de boca nos dois montes perfeitos. Lambi, chupei, mordi, enquanto ela se debatia embaixo de mim. — amor, por favor... — choramingou. Sorri e fui descendo, me banqueteando na sua barriguinha linda. Quando cheguei ao cós da espécie de saia cheia de véus de seda, meus olhos a encararam de novo e a peça teve o

mesmo fim do sutiã. A rasguei fora de seu corpo num movimento rude. M eu pau já estava babando por ela outra vez e ver sua bocetinha de lábios inchados só esperando para serem esticados à minha volta não me ajudou em nada. A devorei com os olhos por alguns momentos. Ela arquejou com a intensidade com que olhei cada centímetro da pele de pérola. M inhas mãos passearam pelo ventre reto, causando-lhe arrepios. Parei na pequena cicatriz da cesariana um pouco acima de sua pélvis. A prova de que era minha. M inha mulher. M ãe dos meus filhos. A mulher da minha vida. M eus olhos amoleceram e me abaixei mais. Beijei a linha fina, quase imperceptível num gesto de reverência. Ela gemeu. Lambi toda a extensão e fui descendo mais até seu clitóris. Sorri da sua expectativa. Ela prendeu a respiração esperando, mas o ignorei e fui beijando, lambendo, chupando seus lábios. Soltou um gemido de lamento, mas não reclamou. Resolvi recompensá-la e voltei ao seu brotinho já duro, inchado, necessitado. O beijei de boca aberta. Seu corpo tremeu. — ah! Leon, amor... Oh, Deus! — gemeu levantando os quadris. M inhas mãos a firmaram em cada nádega e passei a comer sua boceta doce. Seu creme escorrendo entre os lábios. M e lambuzei com gosto. Enfiei o nariz em sua vulva. Gritou alto. Ela adora isso. M ordi seu clitóris

devagar e ela quebrou num gozo intenso, balbuciando meu nome, seus líquidos derramando na minha língua. Não dei trégua e continuei comendo sua boceta. Ela só arquejava agora. Seus quadris desceram para as almofadas e seu corpo ficou mole. Sorri. Sua boca se curvou num riso lindo também. — amo sua boca, meu rei. — sussurrou, os olhos de esmeralda saciados, brilhantes, incríveis. Não existe no mundo todo, outra mulher tão linda. Ela é a porra da perfeição. — E eu amo tudo, cada centímetro de você, mia regina. — afirmei, meu tom duro, rouco de tesão. Arranquei minhas roupas em tempo recorde e logo estava prendendo seu corpo esguio com o meu. Suas coxas se arreganharam para me acomodar. Adoro com é desesperada por mim como sou por ela. M e alinhei em sua vulva cremosa e a encarei, abaixando meu rosto para o seu. Nossas bocas bem próximas. Arfou levemente quando sentiu a pressão da cabeça robusta pedindo passagem. Sorri perverso e meti num golpe forte, indo todo o caminho em seu canal apertado e escaldante. Gritou, insana, sua bocetinha palpitando em volta do meu pau. — nada se compara a essa bocetinha perfeita. — rosnei e puxei deixando só a ponta. M as bati de volta em outra estocada muito mais dura que a primeira. Gritamos os dois. Suas pernas abraçaram meu quadril e

meu pau entrou fundo se alojando em seu útero. Seu rosto se transformou em nítido prazer. Os olhos verdes dilatando mais, suas narinas inalando o ar bruscamente. — gosta disso, minha putinha? Hum? Gosta de me dar essa boceta gostosa? Porra! Gostosa! — rugi e enfiei as mãos por baixo das suas costas. Puxei-a pelos ombros e rasguei seu canal impiedosamente. Comi e comi seu buraquinho quente como um esfomeado. Estávamos os dois, gemendo, grunhindo, rosnando como animais. É isso que somos. Nosso sexo é assim, explosivo, intenso. Sempre foi. Sempre será. — sentiu falta disso, bebê? Diga que sentiu falta do meu pau todo enterrado em você. Diga, delizia mia. — minha voz saiu estrangulada, ofegante. Eu estava quase gozando de novo. — Sim, amor. M uito. — miou, enquanto seus peitos saltavam com meus golpes brutos. — Ohhh! M inha putinha gostosa... — gemi, girando o quadril e saí de sua quentura. Ela choramingou, tentando me puxar de volta com as pernas. Sorri arrogante, me masturbando em sua frente. — Leon, amor... — miou, suplicante. M eu riso ampliou. Ela ficava linda implorando pelo meu pau. — Fique de quatro, serva! — ordenei, meu tom duro. — seu rei quer gozar em seu cuzinho gostoso. — ela miou e ficou prontamente na posição. A visão de sua

bunda perfeita terminou de me enlouquecer. Amo a bunda dela. — porra de rabo mais lindo, bebê! — rosnei e minhas mãos estapearam suas nádegas até deixá-las rosadinhas. Ela gemia apertando as coxas. Isso a excita também. M e abaixei, beijando e lambendo suavemente onde tinha batido. Choramingou mais quando minha língua fez um passeio da sua boceta até seu rabinho apertado. Gemeu longamente. Sorri e enfiei dois dedos em sua vulva colhendo seu creme. Em instantes meus dedos meus dedos eram completamente engolidos por seu rabinho guloso. Alarguei-a, preparando seu canal estreito para me tomar. Arfou quando me posicionei em sua entrada. Brinquei metendo a cabeça devagar e recuando em seguida. — Oh! Leon, amor... — suplicou de novo. — O que é bebê? — girei o quadril apenas com a ponta dentro dela. — diga o que você quer, amor? — me debrucei sobre suas costas e mordi sua orelha, descendo pelo pescoço e ombro. — quer o pau do seu rei todo enterrado nesse cuzinho delicioso? Hein? Diga, porra! — exigi e puxei seus cabelos. Arquejou ruidosamente. — Sim, meu rei. — balbuciou rebolando o rabo quente, me puxando para dentro. Foi o meu fim, não resisti e meti com tudo. Rasguei seu rabinho pequeno numa estocada profunda. — Ahhhh! Deus! Leon... Oh!

— seu corpo todo estremeceu. Lambi seu pescoço e mordi seu ombro. Gritou de novo e cavei a outra mão em seu quadril puxando-a para tomar meu pau. M eti enlouquecido em seu rabo, montando-a com fome. M inha mão direita enrolada em seus cabelos. Amo fodêla assim. Seus cabelos longos e loiros, perfeitos para mim em horas como essa. Afastei-me um pouco e observei minha pélvis se chocando violentamente com a bundinha deliciosa. Seu buraquinho pequeno tomando todo o volume do meu pau. — Oh! Caralho de rabinho guloso! Visão linda! M inha putinha tendo o cuzinho todo esticando pelo meu pau! Amo isso, porra! — grunhi e continuei comendo-a. M eu quadril estocando bruto, enquanto a puxava, empalando-a profundamente. Revirei os olhos de prazer. — Oh! Júlia! Estou quase gozando, bebê... Ahhhh! Gostosa! M inha putinha gostosa! — deslizei a mão do quadril para seu clitóris e o manipulei até sentir seu corpo ir se preparando para o orgasmo. M eus golpes intensificaram e gritei: — Porraaaaaa! Goze, bebê! Goze comigo, amor! Ahhhhhhhhhhh! — esporrei em seu canal apertado e quente, enquanto ela se desmanchava embaixo de mim. Gritando meu nome, balbuciando que me amava. — Oh! Cristo! Te amo também, perla mia. Delizioza... — gemi ainda estocando,

seu rabo sugando meu pau, tornando o gozo perfeito pra caralho. Caímos nas almofadas. Ficamos imóveis por alguns instantes. Ela começou a rir e eu disparei também. Nós dois ainda ofegantes. Eu ainda profundamente enterrado nela. — Amor, amo você em cima de mim, mas não consigo respirar. — disse, sua voz bem abafada pelas almofadas. Sorri mais e depositei beijos suaves em suas costas. Ronronou quando saí dela devagar. Gemi também. Deitei-me e a puxei para meus braços. Apoiou a cabeça no meu peito e suspirou, saciada. — Será que você está muito desgastada, mia regina? — sussurrei, ainda rindo. — Humm, provavelmente. — murmurou fazendo cócegas em meu peito. — meu rei é muito exigente, mas amo satisfazê-lo, meu senhor. — levantei seu queixo para olhá-la nos olhos. — O rei é louco por você, bebê. — disse baixinho, meu tom muito bajulador. — A rainha também é completamente louca por você, amor. — murmurou de volta. Nossos lábios se encontraram num beijo delicioso, apaixonado. — nossos príncipes chegam amanhã, amor. — disse, acariciando minha face. Os olhos de esmeralda brilhantes, cheios de amor. — queremos nosso rei só para nós por duas

semanas inteiras. Vai desligar o celular e não vai acessar a internet. — sorri e rolei por cima dela, juntei seus pulsos e os elevei acima da cabeça. M e esfreguei em sua boceta descaradamente. M ordi seu maxilar descendo para o pescoço. Gemeu gostoso. — O que mais, mia regina? — sussurrei lambendo seu colo alvo. — sou seu escravo, bebê. Faço tudo que você quiser. — ela gargalhou. Amo esse som. M inha boca desceu sobre seus seios e seu riso foi interrompido por outro gemido... Começamos tudo de novo. — Acorda, bela adormecida. — beijei as costas delicadas de Júlia. Ela gemeu, seu corpo ondulando com minha carícia. — Amor, você acabou comigo. — resmungou, mas havia um riso em sua voz. — Pedi nosso café da manhã, bebê. — apontei para a mesa posta na sacada. Voltamos para os aposentos no meio da noite quando lá fora começou a esfriar. Ela grunhiu e acomodou-se contra os travesseiros. — tem umas pessoas lá fora que estão impacientes para ver você e... — minhas palavras foram interrompidas quando a porta foi escancarada e gritinhos infantis encheram o quarto. — M amãe! — Damien e Antonella falaram em uníssono, correndo e pulando sobre a cama.

— M eus amores! Vocês já chegaram! — Júlia os abraçou e beijou os dois ao mesmo tempo. Mios bambinos fazendo uma algazarra pela a atenção da mãe. Eu já os tinha visto quando chegaram mais cedo. Ainda bem que Júlia havia vestido uma camisola quando decidimos dormir... — Vamos alimentar nostra regina? — quis saber mostrando a mesa pra eles. Fizeram festa de novo e foram descendo da cama. — Alimentar nosta regina. — repetiu mia piccola. Ela era uma mini Júlia. M inha bonequinha de olhos de esmeralda e cabelos loiros. Júlia levantou-se também. Damien e Antonella se dirigiram às portas duplas, ele segurando a mãozinha dela. Mio piccolo sentindo-se protetor do alto de seus quatro aninhos. Não contive um riso bobo. Quando desviei os olhos para Júlia ela também sorria olhando nossos filhos. — Nossos filhos são lindos, amor. — disse-me, seus olhos lindamente iluminados. Andou até mim e me enlaçou pelo pescoço. — parei de tomar a pílula. Quero mais um filho, meu rei. — Só mais esse, amor. — sussurrei, depositando beijos suaves em seus lábios. — não gostei de vê-la sofrer na hora do parto. — admiti. As lembranças ainda me incomodavam. — mas farei sua vontade, mia regina.

Sempre farei sua vontade, perla mia. — os olhos de esmeralda amoleceram com minhas palavras. — Nunca uma mulher amará um homem como eu te amo, meu rei. — murmurou. — Nunca um homem amará uma mulher como eu te amo, mia regina. — afirmei e nossos lábios se tocaram num beijo suave. Enlacei sua cintura e saímos para a sacada, para nos juntar a nossos filhos, nosso maior tesoro. Como diria Jay, sou realmente um bastardo sortudo. M uito sortudo. FIM Notas 1 Deus em Italiano. 2 A Rocinha é um bairro localizado na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Destaca-se por ser a maior favela do Brasil, contando com cerca de 70.000 habitantes. 3 A Universidade de Cambridge (em inglês: University of Cambridge) é uma tradicional instituição de ensino superior do Reino Unido considerada uma das mais prestigiadas e importantes do mundo. 4 Santo Deus em italiano.

5 São Paulo Fashion Week (SPFW) é o maior evento de moda do Brasil e o mais importante da América Latina. 6 M aldição em italiano. 7 Linda, lindíssima! 8 Angra dos Reis é um município brasileiro situado no sul do estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a uma altitude média de seis metros e possui, em seu litoral, 365 ilhas. 9 M inha pérola em italiano. 10 M inha linda em italiano. 11 Tesouro. 12 Cantor e compositor Italiano. 13 M inha delícia em italiano. 14 Santo Céu em italiano. 15 Significa amada, querida em italiano. Nesse contexto Leon o usa com sarcasmo. 16 Sim em italiano. 17 Querida em italiano. Na frase Leon o usa com sarcasmo. 18 Deliciosa em italiano. 19 Prostituta em italiano. 20 Saudação italiana. Pode significar “olá” e “até logo”. 21 Seu pai está aqui em italiano. 22 M eu pequeno, meu filho. 23 Banda de rock brasileira. 24 Vinícolas de Leon.

25 Cidade localizada no Sudoeste da França, a segunda maior região produtora de vinho no mundo. 26 O The Oprah Winfrey, talk show da tv norte americana de maior sucesso no mundo todo. Estreou em 8 de setembro de 1986, e em 25 de maio de 2011. 27 Sensibilidade para o momento certo de realizar ou ocorrer algo. 28 Tudo bem em italiano. 29 Linda, você é muito linda. 30 Princesa em italiano. 31 O Reino Itálico (em latim Regnum Italiae ou Regnum Italicum) foi uma entidade política da Alta Idade M édia. Na península Itálica naquele período não existia um verdadeiro e próprio Estado que pudesse impor sua autoridade. Este período durou desde a queda do Reino Lombardo em mãos de Carlos M agno. Ardócia foi fundada por um dos generais de Carlos M agno. A ilha viveu todas as revoluções daquele período e o idioma oficial é o italiano. 32 Pelo amor de Deus! 33 M eu amor.

34 M eu filho, minha criança. 35 Princesa de Gales, falecida em acidente de carro em 1997. 36 Vocalista da banda inglesa de rock alternativo Cold Play. 37 Graças a Deus em italiano. 38 Sua mãe. 39 M aldita! 40 M eu coração. 41 M inha linda princesa. 42 Vale do Loire (em francês: Vallée de la Loire) é conhecido como o Jardim da França e o Berço da Língua Francesa. É também de realçar a qualidade do seu património arquitectónico, nas suas cidades históricas, como Amboise, Angers, Blois, Chinon, Nantes, Orléans, Saumur, e Tours, mas em especial para os seus mundialmente famosos castelos, como o Castelo de Amboise, Chambord, Villandry e Chenonceau e dos seus vinhos famosos.A paisagem do Vale do Loire, e mais particularmente nos seus muitos monumentos culturais, ilustra um grau excepcional

dos ideais do Renascimento e do Iluminismo na Europa Ocidental. O Vale do Loire é uma excelente paisagem cultural de grande beleza, contendo, vilas e aldeias históricas, grandes monumentos arquitetónicos, os seus muitos castelos e os seus vinhos. 43 M inha querida em Francês. 44 Leon utiliza o termo aqui fazendo referência à origem de seus irmãos, tendo nascido fora do matrimônio. 45 Primogenitura é a tradição comum de herança de toda a riqueza, estado ou função dos pais pelo primeiro filho; ou, na falta de uma criança, por parentes próximos, de forma a manter o status da linhagem familiar. 46 O Principado do Mónaco ou Principado de Mônaco é uma cidade-estado soberana, e, portanto, um microestado, situado no sul da França. 47 O Guinness World Records (antigo Guinness Book of Records, lançado em português como Livro Guinness dos Recordes) é uma edição publicada anualmente, que contém uma coleção de recordes e superlativos reconhecidos internacionalmente. 48 Como você está meu tesouro? 49 Vovó. 50 Eu vou bem. M uito melhor agora. 51 M eu filho. 52 Sua mulher? 53 Está bem, está bem. 54 Essa moça brasileira. 55 Senhor. 56 Tudo é uma perfeição. 57 Um homem bonito.

58 Universidade Harvard (em inglês: Harvard University) é uma universidade privada membro da Ivy League, localizada em Cambridge, Massachusetts, Estados Unidos, e cuja história, influência e riqueza tornam-a uma das mais prestigiadas universidades do mundo. Fundada em 1636 pela Assembleia Estadual de Massachusetts e logo depois nomeada em homenagem a John Harvard (seu primeiro benfeitor), Harvard é a mais antiga instituição de ensino superior dos Estados Unidos. 59 M inha rainha 60 M eu rei. 61 Ao meu rei tudo. 62 O pronome de tratamento utilizado para duques e duquesas é geralmente Sua, Vossa Graça, mas além de nobre, Helena é membro da Família Real também, por isso, recebe o tratamento de alteza. 63 A síndrome do pânico, na linguagem psiquiátrica chamada de transtorno do pânico, é uma enfermidade que se caracteriza por crises absolutamente inesperadas de medo e desespero. A pessoa tem a impressão de que vai morrer naquele momento de um ataque cardíaco, porque o coração dispara, sente falta de ar e tem sudorese abundante. 64 Uma das maiores ilhas da Península Itálica, entretanto, não é considerada território italiano por muitos. 65 As M il e uma Noites é o título de uma das mais famosas obras da literatura árabe, é composta por uma coleção de contos escritos entre os séculos XIII e XVI.

Document Outline Sinopse: Prólogo Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3 Capítulo 4 Capítulo 5 Capítulo 6 Capítulo 7 Capítulo 8 Capítulo 9 Capítulo 10 Capítulo 11 Capítulo 12 Capítulo 13 Capítulo 14 Capítulo 15 Capítulo 16 Capítulo 17 Capítulo 18 Capítulo 19 Capítulo 20 Capítulo 21 Capítulo 22 Capítulo 23 Capítulo 24 Capítulo 25 Epílogo Capítulo Bônus Notas

Table of Contents Sinopse: Prólogo Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3 Capítulo 4 Capítulo 5 Capítulo 6 Capítulo 7 Capítulo 8 Capítulo 9 Capítulo 10 Capítulo 11 Capítulo 12 Capítulo 13 Capítulo 14 Capítulo 15 Capítulo 16 Capítulo 17 Capítulo 18 Capítulo 19 Capítulo 20 Capítulo 21 Capítulo 22 Capítulo 23 Capítulo 24 Capítulo 25 Epílogo Capítulo Bônus Notas

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