Príncipe da Perdição (Príncipes Di Castellani Livro 2) – Lani Queiroz

Ele a despreza… Mas a deseja com a mesma intensidade… Jayden Samuel King Di Castellani é um dos príncipes recém-descobertos da Ilha de Ardócia, loca...
Category: Romance

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Story Transcript


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Lani Queiroz

Príncipe da Perdição Livro 3 Série - Príncipes Di Castellani Lindos, orgulhosos, intensos e... Apaixonados! 1 Edição E-book 2015 Copyright © 2015 Queiroz, Rozilane Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998. Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da autora, poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou

quaisquer outros. Esta é uma obra fictícia, qualquer semelhança com pessoas reais vivas ou mortas é mera coincidência. Esta obra segue as regras da Nova Ortografia da Língua Portuguesa. REVISÃO Valéria Avelar DIAGRAM AÇÃO Adornos: feito por Freepik.com, alterado sua cor de cinza para preto por Cristiane Spezzaferro Diagramação: Cristiane Spezzaferro Table of Contents Sinopse Dedicatória PRÓLOGO CAPÍTULO UM CAPÍTULO DOIS CAPÍTULO TRÊS CAPÍTULO QUATRO CAPÍTULO CINCO CAPÍTULO SEIS CAPÍTULO SETE CAPÍTULO OITO CAPÍTULO NOVE

CAPÍTULO DEZ CAPÍTULO ONZE CAPÍTULO DOZE CAPÍTULO TREZE CAPÍTULO QUATORZE CAPÍTULO QUINZE CAPÍTULO DEZESSEIS CAPÍTULO DEZESSETE CAPÍTULO DEZOITO CAPÍTULO DEZENOVE CAPÍTULO VINTE CAPÍTULO VINTE E UM CAPÍTULO VINTE E DOIS CAPÍTULO VINTE E TRÊS CAPÍTULO VINTE E QUATRO EPÍLOGO CAPÍTULO BÔNUS Ilha de Ardócia, dezesseis anos depois... Notas Sinopse Ele a despreza... Mas a deseja com a mesma intensidade... Jayden Samuel King Di Castellani é um dos príncipes recém-descobertos da Ilha de Ardócia, localizada ao sul da Itália.

M oreno, alto e pecaminosamente lindo o príncipe possui cicatrizes no corpo e na alma. A infância e adolescência difícil em orfanatos e lares adotivos de Londres o fez duro e implacável em todos os aspectos de sua vida. Apenas uma mulher conseguiu driblar suas defesas e danificar sua armadura: Cassandra M iller. Cassie vê sua vida dar um giro de 180º quando ganha uma bolsa - estágio na empresa do famoso engenheiro Jayden King. Ele é lindo, arrogante e a tenta de todas as formas até que se torna impossível resistir. Os dois iniciam um jogo perigoso de dominação onde o prazer é intenso demais... Seu chefe a domina completamente em pouco tempo, apresentando-a a um caminho sem volta. Um caminho de perdição. Jayden e Cassie vivem um romance tórrido, recheado de erotismo, porém breve... As circunstâncias o levaram a acreditar que Cassie, sua linda, doce e apaixonada submissa não passava de uma golpista, uma ladra ardilosa. Ele a arranca da sua vida de forma brutal. Dois anos depois o destino resolve juntá-los outra vez. O que o reencontro reserva a esse casal? Os dois terão que lidar não só com o desejo insano, primitivo que ainda sentem pelo outro, mas com

segredos que serão revelados e nada mais será como antes... Este é o terceiro e último livro da série: Príncipes Di Castellani. “Eu estava no céu enquanto você estava em meus braços, mas agora estou no inferno porque meu doce anjo não está mais ao meu lado. Eu devo estar pagando todos os pecados que cometi nessa vida. Eu quero que esse pesadelo acabe, e quando eu abrir meus olhos, eu irei me deparar com a imensidão azul do seu olhar, olhando-me com desejo, paixão e admiração. Irei beijar seus lábios, vermelhos como uma rosa, e como um beijar-flor, irei sugar seu néctar com a minha língua sedenta pelo seu sabor adocicado. Trilharei beijos por todo seu corpo pecaminoso, até chegar a fonte do prazer, onde irei beber seu delicioso mel, que se tornou meu vício. E quando eu ouvir seus gemidos melodiosos, saberei que estará pronta para mim, então me afundarei dentro de você, amando-te com meu corpo, coração e alma.” (M elody Olivatti) Dedicatória Dedico à minha família que sempre está me apoiando nessa caminhada. Às lindas princesas e amigas, Zilda Colares e Camila

Lima pela preciosa ajuda nos dois grupos do facebook. Às lindas princesas, leitoras e amigas que me acompanham e fazem aquele agito nos grupos do facebook e no Wattpad. À querida Cristiane Spezzaferro pelo apoio e ajuda nessa minha jornada como autora independente. À todos que como eu adoram uma leitura hot. Um grande abraço! Lani Queiroz PRÓLOGO Cassandra — Olá. — sussurrei me arrastando na cama até ele. — você demorou. Senti tanto a sua falta. — gemi espalmando o peito musculoso enlaçando-o pelo pescoço depositando um beijo em seus lábios. Ele esteve longe por uma semana. Apenas uma semana, mas quase morri de saudade. Jay permaneceu imóvel, o maxilar cerrado, parecia incomodado com algo. — Há algo errado? Por que está tão quieto? — afastei-me para olhá-lo. Os olhos escuros estavam sem brilho, com uma expressão sombria. Um frio estranho tomou conta de mim. Ele me olhou, seus olhos negros fixos em mim por um longo momento, como quisesse ver minha alma. — Jay, está me assustando. — o toquei no rosto, sentindoo estremecer com meu toque. Então ele piscou e abriu

um sorriso sexy. No entanto, esse sorriso me lembrou do início do nosso relacionamento, quando me queria apenas como submissa. Era um riso charmoso, mas frio, sinistro. Não tive muito tempo para pensar sobre isso, pois me puxou pelos cabelos da nuca. — Não quero conversar anjo. — seu tom foi baixo e tive a impressão de que o apelido carinhoso foi dito com certa ironia. Olhou-me de novo, os olhos escuros duros, mas com indisfarçável desejo e sua boca tomou a minha em um beijo selvagem. As mãos grossas se apossaram de meu corpo com possessividade. Puxou-me pelas nádegas tirando-me da cama. Entrelacei as pernas em seu quadril, enquanto ele me pressionava contra o pênis enorme e duro. — Eu te amo, Jay. — sussurrei e senti seu corpo enrijecer com minha declaração. — ficar longe de você foi uma tortura, amor. — suas mãos me apertaram mais, quase ao ponto da dor e ele grunhiu, mas nada disse apenas me levou para o enorme e luxuoso banheiro depositando-me na bancada junto a pia. Com mãos impacientes rasgou a minha calcinha. Sua boca desceu brusca sugando meus seios com força enquanto separava minhas pernas com brutalidade. Gemeu introduzindo dois dedos dentro da minha vulva. Lambeu e mordeu meus seios descendo exigente pelo meu ventre.

Arreganhou minhas coxas ao limite e abocanhou minha vagina. M ordeu, chupou, lambeu, rosnando como um animal. Introduziu mais um dedo e meteu fundo, estocando com força. — É isso que você quer, hum? — sua voz profunda, dura reverberou no ambiente abafado. Sugou meu clitóris com força. Gritei de dor e prazer, enquanto seus dedos grossos me golpeavam impiedosos. O que havia com ele? Nem mesmo quando me levava no quarto de jogos, sentia essa fúria nele. — vou comer a porra dessa boceta que você quer tanto me dar, escrava! — rosnou e me virou fazendo-me debruçar sobre a bancada. Ouvi seu zíper sendo aberto e antes que pudesse sequer pensar estava se alinhando na minha vulva e empurrou em mim em um golpe forte indo até o fundo. Gritei de novo. Ele era muito grande e grosso e sempre me dava tempo para me ajustar, parou um pouco e respirei ofegante. Então tirou tudo e bateu de volta em uma arremetida ainda mais bruta que a primeira. Continuou me comendo sem trégua. Levantou minha perna direita sobre a bancada para dar maior acesso e continuou penetrando-me profundamente com movimentos furiosos. Nossos olhares se encontraram através do espelho. O meu, apesar de assustado era cheio de amor. O dele confuso, sombrio como nunca tinha visto. Deu outro rosnado e

suas mãos apertaram meus quadris me mantendo imóvel para me foder em um ritmo incansável. — gosta disso? Gosta de ter meu pau rasgando essa boceta perfeita, viciante do caralho? — seus olhos eram furiosos como suas estocadas. — responda escrava! Gosta disso, porra? — Puxou-me os cabelos golpeando-me mais e mais — toma meu pau! É isso que você quer, não é? — levou uma mão para meu clitóris e o massageou suavemente. Um contraste com suas estocadas. Ele sabe exatamente onde e como me tocar. Não consegui evitar um gemido. Deu uma risada cruel o acelerou mais os golpes. Sua pélvis se chocando violentamente contra a minha vagina. Girou o quadril, deslizando por todos os pontos nervosos do meu canal. Gemi de novo. Seu agarre se manteve forte nos meus cabelos. Empurrou-me sem qualquer delicadeza até colar a lateral do meu rosto no mármore frio. — foder você é muito gostoso. Sempre foi gostoso, escrava. — sua voz era ofegante agora, mas ainda tinha um tom sombrio. Tirou tudo e foi entrando de volta devagar, bem devagar. Sua mão ainda manipulando meu brotinho inchado, já sensível. — você também sente isso, não é? Gostou de ser minha puta, minha escrava desde o início. Adora quando está assim tomando meu pau até o cabo. — meu corpo estava em conflito. Havia algo errado com ele. — goze! Goze no

meu pau! Goze porra! — ordenou e beliscou duro meu clitóris. Seus golpes aceleraram de novo e eu gozei, gritando, lágrimas descendo pela minha face. M eu corpo ficava sem controle quando me fazia atingir o clímax. Era sempre intenso demais. Solucei enquanto seu pênis batia incansável dentro de mim. Sua risada agora claramente debochada soou bem no meu ouvido. — isso, sua puta! Chora no meu pau! — rugiu e sem aviso saiu de dentro de mim e seus dedos entraram grosseiramente na minha vagina. — vou gozar nesse cu gostoso e apertado que você tem. — seus dedos logo estavam no meu ânus preparando-o para recebê-lo. Ainda estava entorpecida pelo orgasmo quando senti seus dedos sendo substituídos pela ponta espessa de seu pênis. M eu corpo estava mole embaixo do dele, completamente entregue, completamente dominado. Suas unhas desceram pela minha coluna, me fazendo relaxar e ele foi entrando devagar, me esticando em uma estocada longa e funda. Arfei e relaxei mais, porque ele gosta bem bruto. Algo o contrariou, vou ser a submissa que ele precisa. Seu pênis se alojou todo dentro de mim. Ele soltou um rosnado animalesco e passou a me foder. Realmente me foder. M e comeu impiedoso por um tempo que não consegui cronometrar. M eu ânus já estava ardente, meu corpo todo sacudindo com a violência de seus golpes.

Gemi, já me excitando de novo e ele fez um som estrangulado, como um lamento e os jatos de esperma me alagaram. Soltou outro grunhido agoniado, como se sentisse dor, seu corpo grande e musculoso estremecendo. Continuou movimentando-se agora mais devagar. Levantei o torso e nossos olhares se encontraram de novo. Eu estava despenteada, saciada, como sempre ficava após sua posse. M as os olhos escuros ainda estavam tempestuosos. Seu olhar deslizou por todo o meu rosto e seus olhos amoleceram um pouco. Arrisquei um sorriso tímido. A expressão de aço voltou e ele saiu de mim bruscamente. Arquejei. Recompôs-se e fechou o zíper da calça, saindo do banheiro deixando-me esparramada sobre a bancada. Franzi o cenho. O que havia com ele? Na última vez que nos falamos ao telefone parecia ansioso para me ver. Disse tantas palavras carinhosas e excitantes... Céus! Ele não fez nada do que prometeu ao telefone. Apenas me tomou com selvageria como se algo o perturbasse. Tive a sensação que ao contrário das outras vezes, essa foi apenas sexo. O pensamento me deixou enjoada. Ele havia se cansado de mim? Não suporto sequer pensar na possibilidade porque já o amo com todas as minhas forças. M as qualquer que fosse o problema precisava encará-lo, conclui reunindo forças para me levantar. Vesti

um roupão vermelho que trouxe de casa e voltei ao quarto. Jay estava parado no limiar das portas duplas que davam acesso à sacada, o luar iluminando seus traços morenos, perfeitos. Ele virou-se na minha direção. Os olhos estavam frios e cortantes como uma navalha. — Se vista e saia. — disse seco me fazendo sobressaltar. — O-o quê? — retorqui sentindo-me fraca e zonza. Ele disse mesmo aquilo? — Quero você fora da minha casa. — disse fuzilando-me com os olhos escuros. — Fora da minha vida. Não quero pôr os meus olhos em cima de você nunca mais! — Por quê? — quis saber em um fio de voz avançando até ele, mas afastou-se indo para o outro lado do quarto. — vai me dizer o que está havendo, ou simplesmente vai me mandar embora? Seus olhos me cortaram como dois lasers. — Você quer conversar? — seu tom enganosamente calmo me deu calafrios. — então me diga: você sempre chora quando goza com seu amante? Ou é só comigo? — O-o que está dizendo? — cambaleei sentando-me na poltrona mais próxima. — isso é alguma brincadeira? — Infelizmente não. — ele riu sem humor. — estou

falando de M ark Springs, seu amante! — gritou pegando o pacote, jogando em cima de mim. — achou mesmo que uma vadiazinha como você poderia me enganar? Você manteve-me bem entretido é verdade. — deu um sorriso de zombaria. — mas achou mesmo que eu não sabia quem era desde o início? Que aquele verme havia infiltrado a vadia dele na minha empresa, na minha cama, para me roubar um negócio de milhões de dólares? CAPÍTULO UM Rio de Janeiro, Brasil, dias atuais... Jayden Desci o elevador, apressado. Os seguranças seguiam-me a certa distância enquanto meus diretores se esforçavam para acompanhar meus passos. Foi uma semana tumultuada. A compra do resort em Angra dos Reis me deu dor de cabeça. Carl, meu sócio e vicepresidente não conseguiu fechar o negócio e tive que vir ao Brasil, não que esteja reclamando de vir aqui em pleno carnaval. Esse povo realmente sabe como se divertir. Abri um riso cínico recordando a atividade de ontem em um clube exclusivo localizado na Barra. Foi bom jogar um pouco para desestressar, pegar algumas submissas. Adoro a anatomia das brasileiras. Adoro uma bunda bem desenhada. Joguei com duas mulatas de traseiros deliciosos. Uma de cada vez, é claro. M eu

irmão Dom é quem apreciava essas brincadeiras a três. M as isso foi antes de cair no amor pela nossa prima Helena. Agora estava fora do mercado. Eu não cairia nessa merda de felizes para sempre de jeito nenhum. — Por aqui, senhor King. — disse um dos gerentes visivelmente nervoso dando-me passagem. Adentrei no amplo auditório da minha mais recente aquisição. Havia relutado em comprar a pequena firma de arquitetura. Entretanto, era uma das condições do exdono. Eu queria o resort. Queria muito. Cedi aos caprichos do velho Alfredo M agalhães. De acordo com meus diretores financeiros tratava-se de uma ótima transação, visto que os negócios fechados pela empresa eram significativos. Comprei. Agora estava aqui no meio dos funcionários que me encaravam com grandes pontos de interrogação nas cabeças. O que faria com eles? Selecionaria os mais competentes e os demais seriam sumariamente dispensados. Era uma equação simples. É assim que trabalho e foi dessa forma que me tornei um bilionário antes dos trinta. Não me contento com nada menos que a excelência. O setor de Recursos Humanos se encarregaria de resolver a parte delicada. M as antes, era de praxe conhecer pessoalmente os principais funcionários. Aprecio descobrir suas aspirações e o que estão dispostos a fazer para atingi-las. Venci por conta

própria e sei reconhecer e incentivar um funcionário quando percebo características que fazem lembrar-me de mim mesmo quando era apenas um simples ajudante de construção, enquanto cursava a universidade. A vadia que me deu à luz me abandonou aos quatro anos de idade num orfanato e nunca mais voltou. Nunca soube nada a respeito de meu pai até há quase dois anos, quando fui contatado pelos advogados da Família Real de Ardócia, uma ilha ao sul da Itália, informando que eu era um príncipe. Primeiro pensei que os advogados estavam de sacanagem comigo. Depois quis pegá-los pelo colarinho e jogá-los para fora do meu escritório, mas diante das provas irrefutáveis e do teste de DNA positivo não tive como fugir. Sou filho ilegítimo do príncipe M arco, irmão do antigo governante da ilha. Há mais três irmãos. Leon e Damien, filhos legítimos. Infelizmente Damien o caçula, havia cometido suicídio há quase quatro anos. Leon é agora rei de Ardócia. E há Dominic que vive em Nova Iorque, ilegítimo como eu. Tentei me manter à distância, mas meus irmãos recém-descobertos se infiltraram de tal forma na minha vida que minha resistência cedeu. Aqueles dois bastardos são importantes para mim. Criamos um vínculo forte de amizade e respeito. Eu os amo. Arg! Esqueçam que

confessei isso. Não vou dizer essa merda de novo nem sob tortura. Quem diria? Eu, um ex-delinquente juvenil que quase me perdi na dura realidade das ruas e da marginalidade, agora sou um príncipe! Que piada! O som de um microfone sendo ajustado me tirou do breve momento de introspecção. Hora do show! Exclamei mentalmente aproximando-me da tribuna ao ser anunciado pelo mesmo gerente nervoso que me recebeu. Santa M ãe! O homem está quase tendo um ataque. Não sou tão mau assim. Ok. Admito, sou verdadeiramente ruim quando tentam me sacanear. M as tirando isso, sou até gente boa. Se você nunca tentar me ferrar então não tem com que se preocupar. — Bom dia a todos. — cumprimentei num tom firme e forcei-me a abrir um sorriso. Ouvi alguns suspiros e meus olhos foram para um trio de mulheres sentadas nas cadeiras da primeira fila. As três cruzaram as pernas de uma vez só, lembrando uma apresentação de nado sincronizado. Patético! Quase revirei os olhos. Elas não podiam ser mais óbvias. Detesto mulheres atiradas. Gosto de caçar. Sou um predador nato e quando me deparo com cenas assim é altamente broxante. — Estou muito satisfeito por estar aqui hoje com vocês. — retomei meu foco. — Entendo que nesse momento, todos têm dúvidas a respeito do futuro da

empresa. — assumi um ar sério e impecavelmente profissional. — mas asseguro-lhes que não irei me desfazer da aquisição. Pretendo incorporá-la ao meu escritório central em Londres e aos projetos que já estão em andamento. Um possível intercâmbio pode ser benéfico para as duas realidades. No entanto, acredito que não é segredo para ninguém aqui que persigo sempre um alto padrão de qualidade. — olhei a plateia silenciosa e completei: — espero poder contar com vocês. Disse mais algumas palavras cordiais e me coloquei à disposição dos funcionários para possíveis perguntas. M eus olhos correram pelo espaço, analisando um a um os rostos ansiosos. De repente minha atenção foi captada para uma cabeça ruiva na última fileira. A mulher estava de cabeça baixa, não dava para ver muito de onde estava, mas uma estranha sensação de Déjà vu invadiu meus sentidos. Aquela cor de cabelos... Então, alguém fez uma pergunta na primeira fila e eu pisquei, obrigando-me a voltar os olhos para o senhor grisalho que esperava a resposta. Cassandra Aproveitei o momento e saí de fininho do auditório. Já no corredor acelerei os passos indo direto para o banheiro. Oh! Deus! Encostei-me à porta e fechei os olhos com força. Isso não podia estar acontecendo. O

homem lá no auditório... O homem que evitei a todo custo cruzar o seu caminho novamente. O homem que havia me devastado e humilhado há dois anos. Que tirou tudo de mim. Que me usou com frieza e crueldade. Avancei até a pia e coloquei os pulsos embaixo da água fria da torneira, olhando-me no espelho. M eu rosto estava pálido, meus grandes olhos azuis assustados e meus lábios tremiam freneticamente. Quando o vi adentrar o auditório com passos determinados com aquela aura de poder e masculinidade que era própria dele, não consegui mais desviar os olhos da sua figura ao mesmo tempo intimidante e bela. M inhas entranhas se reviraram em reconhecimento mesmo antes de Jayden se virar de frente para a plateia. Senti o ar fugir dos pulmões quando olhei o rosto moreno, perfeito, a poucos metros à minha frente, aqueles olhos tão negros que prometeram tudo para mim um dia, mas que no final apenas me condenaram. Havia sido assombrada por dias, meses com aquela imagem desde quando me expulsou de sua vida. Inspirei o ar e soltei devagar. Preciso me acalmar, pensei me recusando a deixar o pânico me vencer. Há dez meses quando cheguei a Paraíso Arquitetura minha vida começou finalmente a mudar. Era meu primeiro emprego depois de um ano sendo free lancer. Ganhava um salário razoável e as

coisas tinham melhorado. Havia feito alguns projetos muito lucrativos e importantes. Não posso perder esse emprego. M uita coisa depende disso. Definitivamente não posso me dar ao luxo de ficar desempregada. Deus! Com tantas empresas para sua alteza comprar por que veio parar justamente onde estou tentando refazer minha vida? E no Brasil? Começo a pensar que não sou muito querida lá em cima. Olhei para o teto, ironizandome. Abracei meu corpo tentando retomar o controle. Com sorte ele iria embora logo após a apresentação. O homem mais sexy e implacável do planeta não perderia tempo com uma pequena firma de arquitetura. Claro que não. Avancei pelo corredor a caminho da sala de reuniões, cerca de quinze minutos depois. Definitivamente não sou querida lá em cima, bufei quando o gerente de RH, que também é meu tio, veio me avisar que o chefão queria ver meu projeto para melhoria do resort de Angra. Puta que pariu! O cretino de coração gelado ia surtar quando me visse. M eus dedos doíam

pela força que fazia apertando a pasta com o projeto solicitado. Deus! Havia pensado que ele iria embora logo após a reunião no auditório, mas agora estou aqui prestes a ter que encarar de novo aqueles olhos escuros, intensos e cínicos que me condenaram um dia. Posso fazer isso. Posso fazer isso. Repetia mentalmente. M eu tio andava à minha frente, alheio ao meu desespero. As portas de madeira da sala de reuniões surgiram como monstros prestes a me engolir. Respirei fundo quando ele girou a maçaneta e abriu as portas duplas para me dar passagem. Oh! Meu Deus! Não posso fazer isso! Quase gemi de pânico, mas era tarde demais para recuar, pois todos viraram a cabeça em minha direção. Jayden Dava instruções a Hanna, minha assistente quando as portas se abriram e o Sr. Hopkins surgiu prestativo. O homem tinha um enorme sorriso no rosto, encantado, deslumbrado. E foi aí que percebi a razão do sorriso ridículo do homem. M inha expressão congelou no rosto e não completei o que estava dizendo ao ver a figura esguia e dolorosamente familiar adentrar o recinto. M eu corpo ondulou, estremecendo. M eu coração acelerou a um ritmo que tive receio que todos ouvissem. O que diabos está acontecendo aqui? Era ela! Ela era a tal arquiteta prodígio e maior aposta da empresa? Srtª

M iller? Não me atentei ao sobrenome quando o gerente de RH me informou sobre ela. Cassandra M iller! Gani mentalmente enquanto cada célula do meu corpo se agitava em reconhecimento à silhueta feminina. Então lá no auditório... Era ela! Oh merda! Conclui vendo-a andar com passos um tanto relutantes em direção à grande mesa oval. Contra a minha vontade meus olhos varreram-na da cabeça aos pés, e fizeram todo o caminho de volta novamente, famintos. Os gloriosos cabelos estavam presos num coque. Senti meus dedos coçarem para soltar aqueles cachos macios de um ruivo incomum. Usava uma blusa branca e uma saia preta risca de giz moldando as formas esbeltas que agora pareciam mais... Exuberantes, observei incapaz de desviar o olhar. Ela estava diferente. Parecia mais... M ulher. Era isso. Não possuía mais a aparência de garota recém-saída da faculdade. Era uma mulher. Uma linda mulher. M eu pau foi o primeiro a estar bem consciente disso. M aldito traidor! — Esta é a Srtª M iller, senhor. — o gerente de RH disse quando chegaram próximos à grande mesa rodeada do meu pessoal. Ela levantou finalmente o olhar que esteve baixo desde que entrou e eu soube que nada havia me preparado para o impacto daquelas duas piscinas azuis

novamente sobre mim. O azul mais incrível que já vi na vida. Filha da puta! M aldita golpista de uma figa! Injetei meu olhar furioso no dela, medindo forças, obrigando-a a se submeter como sempre acontecia desde o primeiro momento em que nos esbarramos. O silêncio na sala era sepulcral. Não havia mais ninguém lá. Éramos apenas nós dois. M antive seu olhar preso, não dando a ela chance de escapar, e Cassandra M iller se submeteu. Inalou o ar de forma ruidosa. Seu corpo tremeu discretamente e suas pupilas dilataram. Seus olhos abaixaram para a pasta que trazia nas mãos. Ótimo! É isso aí, querida! Jay 1 x vadia 0! — Senhor King. — Santa M ãe! Sua voz com um leve timbre rouco era como mel e ácido se infiltrando na minha corrente sanguínea. M eu pau se rebelou dentro das calças, pressionando o zíper. Uma grande merda! M as esse era o efeito que essa vadia tinha sobre mim. M eu consolo era saber que estava tão afetada quanto eu. Se existia mesmo a tal ironia do destino estávamos bem no meio dessa porra agora! Pensei que nunca mais colocaria meus olhos em cima dessa maldita mentirosa. Remexi-me desconfortável na cadeira apertando a caneta que tinha nas mãos quase ao ponto de quebrá-la. Era apenas o choque de reencontrá-la inesperadamente, tentei reordenar meus pensamentos. Preciso tomar o

controle de volta. Vadias golpistas não fazem meu tipo. Definitivamente não! — Srtª M iller. — meu tom foi calculadamente neutro. Levantou o olhar para mim e travou uma luta para sustentar o meu. Quase sorri de seu esforço. — sente-se, por favor. Precisamos discutir o seu projeto para o resort. Cassandra — Obrigada, senhor. — assenti acomodando-me na única cadeira disponível, que para meu desespero era muito próxima a ele. Agradeci por ter que abrir a pasta e desviar os olhos do seu rosto zombador, cruel. Os olhos escuros perfuravam-me intencionalmente me fazendo sentir desconfortável. Lembrei-me da primeira entrevista há dois anos. A situação era muito diferente. Naquele período eu estava completamente fascinada pelo grande engenheiro Jayden Samuel King e ele estava louco para me ter como submissa. Ou pelo menos pensei que fosse assim. M as tudo não passou de um plano ardiloso e cruel. Obriguei-me a voltar ao presente e encarar meu maior pesadelo. Será que só eu percebia o sarcasmo em seu semblante agora? — M as antes gostaria que nos falasse da sua experiência profissional. — sua voz profunda soou de novo, causando pequenos tremores em mim. Isso era

involuntário. Simplesmente não consigo controlar a reação do meu corpo quando estou perto dele. Nunca consegui entender isso. É ridículo e inaceitável depois de tudo que fez comigo. Só sei que é mesmo uma merda ainda me sentir assim por um homem que me aniquilou sem pensar duas vezes sobre o assunto há dois anos. Deve ter ficado satisfeito com minha reação ridícula, pois os cantos da boca máscula se repuxaram num arremedo de sorriso ao mesmo tempo sexy e irônico. — Deixe-me ver... Trouxe o currículo da Srtª M iller, senhor Hopkins? — Aqui está senhor. — meu tio se apressou em entregar a pasta que trazia nas mãos. — como disse antes ela é uma excelente funcionária. — completou. Jayden deu-lhe um olhar que dizia basta! Começou a folhear o documento. Perderia meu emprego. Aquilo era um teatro. Era óbvio que ele não poderia dispensarme sumariamente, então procuraria algo até encontrar a desculpa perfeita para me mandar embora. De novo. Remexi desconfortável na cadeira. M eu coração quase saindo pela boca. M inhas mãos suando absurdamente. — Fez vários projetos significativos no último ano. Hum... Esteve na equipe de restauração do Cristo Redentor? M uito bom. — apesar do elogio seu tom era neutro, ele era um especialista em não demonstrar

emoções. Não, correção: ele não sente emoções. Nada. Nunca. Encarou-me novamente e detectei algo parecido com admiração nos olhos negros misturada ao sarcasmo habitual. — seu currículo é impressionante Srtª Cassandra M iller. — disse pausadamente, os olhos mantendo-me cativa. — Obrigada, senhor. — disse tentando a todo custo sustentar o olhar de aço que me queimava. Esse cretino nunca mais terá poder sobre mim. Nunca mais. Tentei manter isso em mente. — trabalhei duro para estar onde estou. — acrescentei num tom firme. Sorri para mim mesma. É isso aí, garota! — Tenho certeza que você deu muito duro, Srtª M iller. — Os olhos negros brilharam perversos e tenho certeza que fiquei como um tomate na frente de toda sua equipe. Oh, merda! Lá vai meu grande discurso mental ladeira a baixo. Cretino! — Aqui diz que se formou há mais de dois anos, mas só está há dez meses na empresa. — ele curvou-se para frente e fui invadida pelo seu cheiro e meus sentidos me traíram quando o inalei. Os olhos escuros brilharam, flamejando nos meus. Não consegui impedir minha vagina

de latejar miseravelmente. — O que fez no ano passado, Srtª M iller? — Puta que pariu! Ferrou! M antive os olhos fixos nos dele. Uma sobrancelha negra bem feita levantou-se zombeteiramente. — Senhor, ela precisou... — meu tio começou e eu o cortei imediatamente, sendo tomada pelo medo. Ele não podia dizer nada. — Eu... Eu estive resolvendo questões pessoais que exigiam minha dedicação nesse período. — tentei soar o mais firme possível e dei um olhar suplicando a meu tio que ficasse calado. — Sei. — ele estreitou os olhos sutilmente e voltou a encostar-se na cadeira sem abandonar o contato visual. M ordi o lábio inferior para evitar os tremores. Os olhos escuros voaram para minha boca e sua expressão se transformou. Eu já havia presenciado aquilo muitas vezes. Era o dominador dando o ar da graça. Arfei levemente e ele sorriu. Seus olhos adquirindo um brilho perverso novamente. — e no período anterior? Fale-nos do seu primeiro emprego. Oh! M erda! Senti a boca secar e umedeci os lábios involuntariamente sob seu escrutínio. Estreitou os olhos de novo. Sim, definitivamente isso é um grande

pesadelo, pensei acuada. — E-eu iniciei em um dos seus escritórios, senhor. — consegui gaguejar. Isso acontece quando fico nervosa. Ele dizia que achava bonitinho minha gagueira. Oh! Cassie, sua imbecil! Você já superou isso! Lembra-se? Jayden King ficou no passado. Os olhos dele brilharam de uma satisfação perversa. Queria me humilhar e estava conseguindo. Bastardo! Não teria a menor chance com ele. Seria aniquilada. De novo. A sobrancelha negra bem feita se elevou novamente e um riso cruel foi se espalhando devagar em sua boca pecaminosa. M inha respiração travou pela milésima vez em apenas minutos. — M esmo? E por que essa informação não aparece no seu currículo? — voltou a ficar perturbadoramente perto me encarando. Uma camada de ira primitiva podia ser sentida sob seu exterior de homem de negócios civilizado. — diga-me Srtª M iller: não gostou da experiência que teve comigo? — engasguei com a clara conotação sexual da frase. Sim, o objetivo dele era me humilhar. Remexi novamente na cadeira. Será que só eu estou vendo isso? Esse cretino sádico está se divertindo às minhas custas. Estiquei minha coluna e disse calmamente: — Pelo contrário, senhor. — tentei abrir meu

melhor sorriso. Ok. Confesso. Não estou nada calma, mas ele é um predador e está se divertindo sentindo o cheiro do meu medo. Ele quer brincar não é? Entre no jogo de palavras de duplo sentido, Cassie. — foi uma experiência muito... Útil. Tenho utilizado tudo que aprendi com o senhor desde então. Devo reconhecer que falhei em não mencioná-lo no meu currículo. Peço desculpas. Jayden cerrou o maxilar num gesto teimoso e arrogante. Jogou o currículo na direção de Hanna que o arrumou rapidamente numa pilha de papel em cima da mesa. — M uito bem. Estamos ansiosos para ouvir sobre seu projeto. — ele voltou à posição normal e assumiu o ar de tubarão corporativo como era conhecido no meio empresarial. Deixei o ar sair devagar dos meus pulmões. Essa teria que ser indiscutivelmente a melhor apresentação da minha vida, repeti para mim mesma levantando-me e preparando o material com os slides para iniciar o trabalho. Senti o olhar negro o tempo todo às minhas costas e isso fazia coisas com meu corpo que me deixavam mais revoltada. Eu o odeio! Eu o odeio! Gritei comigo. Alguém fechou as persianas e desligou as luzes. Comecei meio apreensiva, mas fui adquirindo confiança

ao longo da exposição dos slides. As expressões de aprovação eram quase unânimes. Evitei ao máximo cruzar o olhar com o dele. M as ao final não pode mais evitar. Os olhos escuros me fitavam como se travassem uma batalha interna. M eu projeto era muito bom e ele sabia disso. Talvez houvesse uma mínima chance de não ser demitida, pensei tentando acalmar as batidas do meu coração. Sou tímida para apresentações em público. Ele sabia disso. O maldito bastardo sabia e me obrigou a isso. Jayden — Dispensados. — fiz um sinal e a sala voltou a se iluminar. Os olhos azuis me encaravam atônitos. Ela começou a recolher seu material. M eus olhos se recusavam a deixar sua figura elegante e sensual, na medida certa. Ela estava muito, muito mais bonita. Havia algo diferente, mas ainda não descobri o que é. — você fica Srtª M iller. — ela estacou a caminho da porta. A sala já estava vazia. Andei devagar até ela, meus olhos se banqueteando com suas novas e exuberantes formas. Seu corpo enrijeceu quando parei atrás. Era possível ouvir sua respiração rápida, entrecortada. A vadia estava tão afetada por essa merda quanto eu. M eu olhar vagueou de novo pelas costas estreitas, descendo lentamente pela cintura fina, parando nos quadris que

pareciam mais largos. Reprimi um gemido. A bunda que já era perfeita há dois anos, agora era uma ameaça à sanidade de qualquer homem hétero. Imagens dela dobrada sobre o meu colo me assaltaram e me inclinei para frente. M eu corpo perdia o controle perto dela. Essa foi à única mulher que teve poder sobre mim. Cheirei seus cabelos. Seu corpo tremeu. O perfume tão familiar de morangos silvestres entranhou em mim como uma droga. Santa M ãe! M eu pau enlouqueceu dentro das calças e eu me amaldiçoei pela fraqueza. Estou na merda de novo! Preciso me livrar dela! Rápido! — Por que ainda está aqui? Com certeza já sabia que a King’s era a compradora. — rosnei me afastando dela, do seu corpo e cheiro tentadores. — sinto informar, mas a vaga de vadia do chefe não está disponível, Cassie. Para você, nunca mais. — suas costas se esticaram rígidas e ela se virou devagar para mim. Os grandes olhos magoados. — Co-como? — gaguejou seu lábio inferior tremendo. Ela gagueja quando está nervosa. Houve um tempo em que achei isso encantador. M erda! Eu achava tudo nela encantador. M as ela não era nada do que pensei. A vadia maldita me traiu! Ela, com essa cara de anjo era a porra de uma espiã dentro da minha empresa. Usou-me. ELA M E USOU! Eu a odeio! Odeio!

— Sabia que eu era o comprador? Por que está aqui se deixei bem claro que nunca mais queria pôr os meus olhos em você? — disse entre dentes. — Eu não sabia. — encarou-me com uma expressão calculadamente vulnerável nos olhos. Não caio nessa merda de novo. — acredite também não queria vê-lo nunca mais. Abri um riso sarcástico. Não acredito em nada que sai dessa boca. A porra da boca que me fez ter sonhos eróticos com uma estagiária pela primeira vez na minha vida. Nunca me envolvi com mulheres da empresa, mas Cassandra M iller chegou com seu jeito e corpo de menina. Seus cabelos ruivos, seus olhos azuis malditos e sua inteligência. Ela era a merda do pacote completo, possuía tudo que me atraía em uma mulher. Pode parar agora, seu grande bastardo! M inha expressão era séria, ameaçadora quando a encarei de novo. — Quantos foram? — O quê? — indagou parecendo confusa. — Com quantos foi para a cama aqui nessa firma? — fulminei-a com olhos impiedosos. — é assim que você faz, não? Usa o sexo como moeda de troca. O rosto dela ficou pálido, depois vermelho e os olhos faiscaram formando lágrimas nos cantos. — Está me chamando de...

— Vadia? Prostituta? — a cortei, friamente. — é isso que você é, não? Sussurrava eu te amo no meu ouvido, deixando que fodesse seu corpo como bem quisesse. M antinha-me entretido enquanto seu comparsa, seu amante tentava me roubar um negócio de milhões! — sibilei. Seus grandes olhos turvaram de lágrimas, mas ela piscou e tomou uma respiração profunda. Quando falou, sua voz saiu cansada, resignada. — Entendi. Estou de saída. — disse e virou-se em direção à porta. — Volte. Ainda não acabei com você, Cassandra M iller! — rosnei entre dentes. Ela voltou-se para mim de novo, os olhos turvos de raiva, incendiados agora. — Por quê? Há mais algum nome desprezível de que queira me chamar? — Não pense que essa expressão ultrajada pode me comover. — dei-lhe um olhar gelado. — sou imune a você, querida. Então, se está aqui pensando que pode voltar para minha cama, esqueça. Não costumo repetir

cardápio, se é que me entende. — dei um riso cínico, mas desci o olhar sobre seu corpo analisando descaradamente. — a não ser que tenha aprendido alguns truques novos... — Você é mesmo um grande cretino! — cuspiu com desprezo. — príncipe? Sei. Está a anos luz de ser um cavalheiro. — Também não vejo nenhuma dama nesta sala. — ri mais debochado — Você vê? — Vamos, diga logo que vai me demitir. — pediu impaciente. — estou cansada desse jogo de gato e rato e já sei da sua opinião sobre mim. — M as você adora jogar, Cassie. — murmurei. Seus olhos inflamaram. — é uma sub nata. Nunca tive outra igual. Obediente, sensual e gostosa, muito gostosa. — sua bravata sumiu e ela era novamente a garota de dois anos atrás. Seus grandes olhos azuis implorando por mim. Era involuntário. Não sei se ela ao menos se dava conta de que estava me chamando para fodê-la com seus olhos. A imagem dela se ajoelhando na minha frente invadiu meu cérebro, bem nítida. A forma como me agradava. Seu corpo balançou e continuei ordenando com meu olhar. Ajoelhe-se escrava! Resfolegou e usou a pasta como escudo, apertando-a contra o peito, no entanto não conseguiu quebrar o contato visual. Sorri.

Ela acha mesmo que isso vai protegê-la de mim? Ok. Suavizei o olhar e ouvi seu suspiro aliviado. Adoro brincar de gato e rato. Há uma curiosidade sobre o gato. Ele brinca sadicamente com a presa antes de comê-la. Adivinhem... Eu também. M as vamos ao que interessa que é dizimar essa vadia das minhas vistas. — Se sabe da minha opinião a seu respeito por que não se demite e torna tudo mais fácil? — sugeri. — É esse o seu plano? Torturar-me até fazer com que me demita para que sua fama de tubarão corporativo aumente mais? — Cassie se alterou e seus olhos adquiriram um brilho desafiador contrastando com a postura subserviente de antes. Observei as faces lindas e coradas da mulher à minha frente. Ah! Ela daria um novo sentido à palavra tortura se ousasse continuar perto de mim, fazendo-me ter que vê-la todo dia, fazendo-me desejá-la. Não quero desejá-la, porra! Desprezo-a! É só desprezo que quero continuar sentindo! — Admito. Você me pegou. — falei levantando as mãos em uma cínica rendição. — Você é realmente muito esperta, não? — completei com zombaria. — Não sou burra e se é esse o seu plano, pode esquecer. Não vou pedir demissão. — afirmou abaixando um pouco a pasta, o gesto destacando os seus peitos.

M eus olhos masoquistas voaram imediatamente para lá. Eles também estavam mais cheios. Na verdade ela toda estava diferente. Tinha um ar refinado, seus modos eram mais contidos, livres da afobação da estagiária que babava em meus sapatos. Há dois anos ela teria caído de joelhos quando a testei agora há pouco. Sim, era só um teste. Lembram do gato? M antenham isso em mente. Voltemos a ela, Cassandra M iller, meu inferno pessoal. As curvas ganharam contornos voluptuosos. Tentadoramente voluptuosas. Franzi o cenho. O que diabos estou fazendo? Divagando aqui como um imbecil, deslumbrado com os novos atributos dessa golpista do caralho? Filha da puta! Não vou me deixar levar de novo só porque ela tem um corpo bonito. Santa M ãe! Bonito não, era espetacular, porra! Seu peito arfava, levantando rapidamente. Foi possível perceber seus mamilos claramente eriçados mesmo por baixo do sutiã. Foda-se! M eu corpo estava fervendo desde o momento em que ela surgiu naquela porta. Não sinto esse tipo de excitação há muito tempo. Há exatamente dois anos para

ser sincero. M aldita vadia! Vai pagar por isso! Por me deixar assim. Agora! Avancei até ela com passos decididos. Os olhos azuis foram tomados pelo pânico, arregalando-se enquanto recuava à medida que eu avançava, por fim não teve mais para onde fugir. Bateu com as costas na parede. Sua respiração ofegante e trêmula. — O- o que pensa que está fazendo? — ela grunhiu assim que a prendi, colocando uma mão de cada lado na parede. — Provando um ponto. — sussurrei bem próximo aos lábios cheios e insuportavelmente convidativos dela. — me fale Cassie. Os outros a fizeram chorar de prazer como eu fiz? — toquei o rosto dela, roçando o polegar na boca carnuda. — quantas noites foi para a cama pensando no que sentia quando meu pau estava profundamente enterrado em seu corpo? — desci a mão acariciando o pescoço alvo no ponto onde latejava. M inha mão se fechou em sua garganta. Seus olhos alargaram, dilatando-se. A submissa dentro dela dando as caras de novo. M eus lábios se abriram num riso lento, cínico, triunfante. — Todo o resto pode ter sido uma mentira, mas o sexo era bem real, duro, quente, explosivo, perfeito entre nós. Você quer isso de novo, não é? Não tente negar. A submissa em você está louca

para ser dominada, fodida como nos velhos tempos, lembra? — arquejou e ampliei o sorriso. — claro que lembra, não é? Foi para a minha cama virgem, intacta. — Não! Pare com isso. — disse num sussurro ofegante. Sua luta para não ceder a mim era clara nos olhos arregalados, mas ela estava excitada. — M e pare se for capaz, Cassie. — rosnei em seu ouvido, mordendo sua orelha, fazendo-a estremecer. M inha boca deslizou para o queixo, beijando, mordendo. Subiu até capturar seu lábio inferior entre os dentes. Colei-me a ela. M eu pau duro cavando em seu ventre. Podia sentir as batidas fortes de seu coração agora, que era um reflexo do meu, porque contra as todas as probabilidades, apesar das merdas que essa maldita garota me fez, ainda a quero. M erda fodida! Eu ainda a quero! Infiltrei a outra mão pela barra de sua saia, acariciando a coxa macia, procurando desesperadamente sua boceta quente. Ela deixou escapar um gemido estrangulado quando toquei a calcinha já empapada. M erda! Nós dois estamos na merda! Gemi também deslizando o polegar em seu clitóris por cima da calcinha. Gemeu de novo e mandei o autocontrole para o inferno ao senti-la tão excitada. M antive o agarre forte em seu pescoço e mergulhei na sua boca num beijo sedento, faminto, enquanto minha outra mão brincava

entre suas pernas. Porra! Havia bloqueado isso. Havia bloqueado isso a muito custo. As lembranças do seu gosto, da sensação devastadora que era estar assim com ela nos meus braços. Esmurrou-me no início. Grunhiu em minha boca. Seus punhos batendo nos meus ombros e peito com força. Afastei a calcinha para o lado com brusquidão e meti dois dedos. Uivei ao sentir seu canal quente, vibrando à minha volta. — porra! Boceta gostosa! Tão quente e apertadinha! — rosnei em seus lábios. Seus punhos foram perdendo a força e pararam os golpes. Ela apenas arquejava agora. Entregue. M ergulhei de novo em sua boca com mais fome dessa vez. Sua língua finalmente veio encontrar a minha e nos devoramos mutuamente. Rosnando, ganindo. Continuei comendo-a com fúria. Fodendo sua boca e boceta ao mesmo tempo. Santa M ãe! Dois anos privado disso. Apertei mais seu pescoço e continuei metendo os dedos com vontade. Ela rebolava agora. Tão louca. Descontrolada como eu. Sorrio em sua boca e mordi forte seu lábio inferior. — deliciosa, porra! — Grunhiu quando girei os dedos bem devagar em sua vulva escorregadia, seus líquidos escorrendo por entre meus dedos, sua respiração rápida, entrecortada. Ela estava quase lá. Sorrio de novo. Larguei seu pescoço e retirei os dedos de seu canal. Levantei-a pelas nádegas deslizando

meu pau na sua boceta molhada. Enfiei-me entre suas pernas sem interromper o beijo, enlouquecendo-a, enlouquecendo-me com o contato de sexo contra sexo. Ela gemeu, enfiando as mãos nos meus cabelos, puxando-os, um som de lamento saindo de seus lábios. Estremeci. M eu pau enfurecido, reconhecendo seu gemido desesperado, necessitando dele enterrado nela. A fera dentro de mim deu um misto de gemido e rosnado. Fomos consumidos por um desejo violento. Levados de volta a um tempo em que éramos como dois animais. Devoramo-nos famintos. Ela cruzou as pernas no meu quadril, entregando-se de vez. Nosso beijo era duro, muito duro, agora. Senti gosto de sangue. Não sei quem mordeu quem. Viramos uma confusão de mãos numa exploração despudorada e selvagem do corpo do outro. Gemeu quando me apossei de seus peitos, circulando os mamilos por cima da blusa. Procurei por botões, mas não havia. Num segundo a blusa foi levantada bruscamente, o sutiã afastado e abandonei sua boca passando a lamber, sugar e morder os dois montes arredondados com voracidade. Ela pendeu a cabeça para trás contra a parede, fechando os olhos num abandono sexy pra caralho. Injetou os peitos na minha boca. Um gemido alto ecoou no recinto. Não soube dizer ao certo se era meu ou dela, mas o som a fez abrir os olhos. Uma

expressão de choque tomou conta deles. Seu corpo retesou-se, enquanto relanceava o olhar pela sala de reuniões. Fechou-os de novo com força e meneou a cabeça várias vezes. Algumas mechas ruivas soltando do coque que estava se desfazendo. Nossas respirações alteradas, enlouquecidas, ecoando na sala silenciosa. — Não! — disse e suas mãos vieram com força empurrando-me no peito, mas não cedi um milímetro. — eu disse não! Droga! — Grunhiu de novo e me empurrou com mais força. Seu tom foi angustiado, com um toque de repulsa que eu nunca tinha ouvido antes. Soltei-a e ela quase se desequilibrou nos saltos. Seu corpo tremia violentamente. Antes que me defendesse sua mão cortou o ar e acertou o lado direito do meu rosto num tapa que estalou no ambiente. A fúria tomou conta de mim. Fechei os punhos com força, a fuzilando por alguns instantes, seus olhos chocados, atiraram-me adagas de volta por ter me batido ou por ter tomado consciência do que acabamos de fazer. Ou talvez as duas coisas. M eu coração batia como um tambor e meu pau doía pela louca vontade de estar dentro dela. De me enterrar profundamente. Seria muito fácil dominá-la e fodê-la duro do jeito que nós dois gostamos. M erda! O que diabos estou pensando? Fechei os olhos e gemi mortificado. M erda! M il vezes merda!

O que deu em mim para pular em cima dela dessa maneira? Arrumei meu terno com gestos deliberadamente lentos, tentando recobrar algum controle. Levantei a vista para ela, os lábios cheios estavam mais inchados e os grandes olhos azuis me encaravam brilhantes. Parecia prestes a chorar. Aquela imagem me tocou de alguma forma. Dei-lhe as costas indo em direção à janela de vidro. M inha intenção era apenas provocá-la. M as no momento em que a toquei, senti seu cheiro, seu gosto único, fui consumido por uma necessidade primitiva de possuí-la, dominá-la novamente. Sempre orgulhei do meu autocontrole em relação às mulheres. Nenhuma jamais havia me subjugado, mas essa garota chegou muito perto disso. Fazia-me agir como um adolescente estúpido. Há dois anos quando a vi pela primeira vez linda, ingênua e inocente, experimentei sentimentos, emoções que sempre duvidei que existissem. Eu a quis para mim e quando a tive era como se não faltasse mais nada. M as ela não era nada ingênua. Descobri um mês depois.

Flexionei os punhos de novo. Uma vontade louca de socar algo. — Você não vai mais me tocar, ouviu? — sua voz soou num tom decidido. Virei à cabeça em sua direção. — ou eu o processo. — acrescentou abaixando-se para pegar a pasta que havia deixado cair. — O quê? — meu tom e meu olhar foram gelados agora. Enfiei as mãos nos bolsos. — se enxerga querida. Já disse que o cargo de vadia do chefe não está disponível para você. — falei zombador. — está dispensada, S rtª Miller — torci meus lábios com escárnio ao pronunciar seu sobrenome. — Ok. Eu me demito. — avisou. Seu tom firme me fez levantar uma sobrancelha irônica. Sério? Assim tão fácil? — recuso-me a ter um imbecil como chefe. Um idiota que se julga o rei do mundo. — completou e girou nos calcanhares rumo à porta. Puxei uma respiração profunda e fitei o espaço vazio por algum tempo, assim que a porta se fechou. Odeio sentir essa sensação. A sensação de ter agido errado. Sou um bastardo, mas não na minha empresa. Trabalho para mim é algo sagrado. Não devia ter ido para cima dela e a pressionado, por mais que a despreze, não quando é uma funcionária. Ela tinha todo o direito de me processar se quisesse. Seu projeto é a perfeição.

Ela já era uma garota prodígio quando foi para a King’s. Sempre soube que seria uma profissional brilhante. Bufei. Pena que no quesito moral, deixa muito a desejar. M as era melhor assim. Cassandra M iller estava fora da minha vida novamente. E por que não me sentia tão satisfeito com isso? A resposta era uma só. Ainda a desejava com um desespero quase imoral como há dois anos! Porra! Bastou colocar os olhos nela de novo para pensar apenas com meu pau! Não! Jamais chegarei perto dessa golpista novamente. Jamais! Preciso ligar para aquela modelo que anda me rondando desde a minha chegada há três dias. Qual era mesmo o nome dela? Sara? Solange? Simone? Torci meus lábios com desdém. Não importava. M arcarei um jantar e depois, nada que algumas horas na cama não resolvam. Espero que a loirinha goste de sexo duro. Sorrio empurrando qualquer sentimento de culpa da mente. Empurrando Cassandra M iller de volta ao passado, de onde, aliás, nunca devia ter saído. CAPÍTULO DOIS Cassandra Depois daquela sessão de tortura na sala de reuniões, havia uma semana que Jayden não dava o ar da graça no escritório da Paraíso Arquitetura. Os jornais informavam que ele esteve em Ardócia para o casamento

do irmão Dominic. Dom e Helena eram o casal do momento. Sempre eram flagrados em situações, digamos embaraçosas, mas a imprensa os amava. Tudo que faziam virava notícia. Oh! Deus! Jayden era um príncipe agora. Se o abismo entre nós já era enorme, tornou-se intransponível. O gerente executivo da King’s Corporation assumiu o trabalho no resort de Angra desde então. Entretanto, minha situação continuava indefinida, pois voltei no dia seguinte ao nosso reencontro desastroso, mas ninguém me deixou retomar minhas funções. Ordens do cretino. Acabei pensando melhor e não vou fugir com o rabo entre as pernas só porque sua alteza não quer me ver. Foda-se ele! Ficarei bem aqui. Os incomodados que se mudem. Recuso-me a levar um pé no traseiro de novo. Sei que vai tentar de todas as formas me mandar embora, mas não vai ser tão fácil. Não dessa vez. Apesar de ter visto a aprovação do meu projeto nos olhos escuros, sei que dificilmente me aceitaria em sua equipe. Não depois de tudo. M eu passado me incrimina. Ele pensa que fui plantada na sua empresa e em sua vida para espioná-lo. Por isso me usou e jogou fora como um monte de lixo. Fui tão estúpida ao acreditar cegamente em tudo que meu meio irmão M ark me dizia. Inclusive quando disse que me amava e que seríamos uma família

finalmente. Sou fruto do caso de Albert Springs, famoso empresário do ramo da hotelaria com a camareira de um de seus hotéis. Tive minha vida, meus estudos custeados pelo dinheiro de um pai que jamais conheci. Albert morreu quando eu era ainda adolescente. Só então fiquei sabendo que tinha um irmão. M ark não me aceitou no início. Destilava seu ódio sempre que me encontrava. Odiava principalmente minha mãe, Samantha. Vadia interesseira era a expressão preferida dele quando se referia a ela. Como assim, se minha mãe nunca reivindicou nada para si? Apenas aceitou o dinheiro para cuidar de mim. Isso se chama justiça. M as não era assim que meu irmão via as coisas. Aos vinte e um anos me formei com louvor em arquitetura, mas a doença de minha mãe acabou tirando todo o brilho pela conquista. Uma doença degenerativa. Não havia cura, apenas tratamento paliativo, disseram os médicos. O tratamento era muito caro. Não havendo a quem recorrer. Procurei por M ark desesperada e pela primeira vez na vida ele me recebeu bem. Bem demais para ser verdade, no entanto, não estava em condições de julgar isso adequadamente na época. M ark passou a custear o tratamento. Passou a demonstrar mais afeto e preocupação conosco, principalmente comigo. M ais tarde eu finalmente entenderia o porquê da mudança.

M ark descobriu que eu havia saído da universidade direto para a maior empresa de engenharia do Reino Unido, a King’s Corporation, do bilionário Jayden King. Suas aquisições estavam se ampliando com a construção e restauração de resorts por toda a Europa. Jayden também era seu concorrente direto em um negócio de milhões de dólares. Fui friamente manipulada e traída pelos dois homens que amei. Nunca tive forças para resistir às investidas de Jayden desde o momento em que colocou aqueles olhos escuros sombrios e hipnóticos sobre mim. Ele sempre me subjugou só com o olhar. Ordenava-me e eu fazia. Fiz tudo. Dei-me completamente àquele homem e ele pisou em mim como um inseto. M eu celular tocou, tirando-me da introspecção. Abri um pequeno sorriso ao ver o nome na tela. Era Vitor, meu namorado. Sim, eu estou tentando seguir em frente. Ainda é bem recente. Estamos juntos há apenas dois meses. Fiquei um bom tempo sem querer me envolver com ninguém. Havia criado nojo, ódio de todos os homens que se aproximavam de mim, mas ele soube me conquistar aos poucos. É um arquiteto renomado, além de filho único de Alfredo M agalhães. As mulheres faziam fila atrás dele, mas escolheu a mim e isso minou minha resistência. No entanto, ainda não me entreguei a

ele. Não fizemos sexo para ser mais clara. Não me sinto pronta. Levei uma rasteira brutal na primeira vez que amei. Agora quero ir mais devagar. — O cretino já chegou amor? — sua voz firme soou do outro lado da linha. — Ainda não. Deixe que resolvo isso, Vitor. — ele havia ficado possesso quando alguém contou a ele da sabatina a que fui submetida na sala de reuniões. — ele vai ter que me ouvir. — Não vou deixar você sozinha com ele de novo, Cass. — afirmou veemente. — já estou indo para sua sala. Assim que o imbecil chegar vamos enfrentá-lo juntos. — porque os homens têm que ser tão teimosos e mandões? Acabei concordando e desliguei em seguida. Suspirei, levantando-me da cadeira, sentindo-me subitamente sufocada na sala pequena em que me jogaram. M aldito! Isso não ficaria assim. O todo poderoso teria uma surpresa quando chegasse. Esfreguei meus olhos e tomei mais um copo de café. Era o segundo da manhã e o expediente estava apenas no início. Samuel quase não me deixou dormir ontem. M eu pequeno pegou um resfriado e esteve com febre a noite inteira. Se bem conheço os gêmeos, se não cuidasse de Samuel adequadamente logo Lucas também cairia doente. Era sempre assim, quando um sentia um mal

estar, o outro não tardava a sentir também. M eus filhos são tudo na minha vida. Foram eles que me deram forças para continuar depois da morte da minha mãe há um ano. Tive que sair de Londres depois disso. Aceitei o convite do meu tio James que era casado com uma brasileira e vivia há muito tempo no Rio. M as agora ele está aqui também. Um golpe muito perverso do destino, nos colocar frente a frente de novo, fazendo-me lembrar de tudo que lutei tão ferozmente para esquecer, apagar da memória. Sua beleza morena, seu charme primitivo, indomável, seu cheiro, seu gosto, o prazer entorpecente, viciante, a forma como tocava, tomava, dominava meu corpo como se fosse o dono. Só ele. M inutos depois fui informada que Jayden já se encontrava em seu escritório. Anunciei-me e o cretino me deixou esperando por uma hora. Uma hora! Então Vitor perdeu a paciência e invadiu a sala. M eu coração saltou descompassado quando o avistei em pé, virado para as janelas, parecendo perdido em pensamentos. O rosto moreno virou na nossa direção e meu corpo todo estremeceu quando nossos olhares se cruzaram. Algo brilhou no fundo da íris escura. Suas narinas dilataram sutilmente e seus olhos desceram pelo meu corpo sem pressa. Arfei. Vitor puxou-me pela mão todo o caminho até a mesa de Jayden.

— Que história é essa de humilhar a minha namorada na frente de toda a sua equipe, King? — Vitor ironizou seu sobrenome. Uma sobrancelha negra subiu em clara confusão, mas aos poucos sua expressão retornou ao sarcasmo de sempre. Seus olhos se fixaram em nossas mãos unidas. Franziu um pouco o cenho e seus lábios torceram num meio sorriso. Quando os olhos escuros fitaram Vitor havia um brilho letal neles. — Primeiro quem é você, amigo? E o que diabos pensa que está fazendo invadindo meu escritório dessa forma? — Jayden rosnou, enfiando as mãos nos bolsos. Ele faz isso quando está muito irritado. É uma forma de tentar conter a ira. Havia me confessado. — Sou Vitor M agalhães. — vi quando o reconhecimento tomou o rosto de Jayden. — e namorado de Cass. — os olhos escuros inflamaram com as últimas palavras de Vitor. — ela não vai sair daqui, está ouvindo? Cass é maior aposta desta firma. M eu pai a respeita como uma filha. Se ele ficar sabendo que quer jogá-la fora, o negócio será desfeito pode ter certeza. — Jayden inalou o ar bruscamente, seu maxilar tenso. — É isso que quer Srtª M iller? — os olhos negros pousaram em mim irônicos, cruéis, diabólicos. — ficar comigo? Tem certeza que está preparada para isso? —

sua voz foi um tom mais baixo e não consegui evitar estremecer de novo. Seus olhos estreitaram sutilmente. — S-sim. Não vou fugir. — afirmei o mais convincente possível. Sua boca se curvou num sorriso completo agora, enigmático. Os dentes brancos destacando no rosto moreno. Um riso de lobo prestes a devorar o cordeiro. — O cargo continuará sendo seu. Na verdade eu iria mesmo atrás de você. — revelou e meus olhos se arregalaram estupefatos. — seu projeto é perfeito Srtª M iller. Sou um profissional acima de tudo. Peço desculpas pela forma como a pressionei diante da equipe. Aquilo foi realmente abusivo. — meu queixo caiu. Ele estava me pedindo desculpas? Jayden King, pedindo desculpas? Ele bateu com a cabeça? Seus olhos se fixaram na minha mão que Vitor ainda segurava e subiram de novo para me encarar. Um brilho perigoso, desafiador se instalando lá. — no entanto, não pedirei desculpas por todo o resto. — murmurou e arquejei. M eu coração enlouquecendo de novo. Oh! M erda! O cretino quer me complicar. — Houve mais, amor? — Vitor virou o rosto para mim, os olhos muito atentos. M as agora havia uma centelha de desconfiança lá. Foda-se! M aldito Jayden King! — diga-me, Cass.

A risada baixa, jocosa de Jayden me fez encará-lo de novo. — É, diga a ele, Cass. — ironizou a forma carinhosa com que Vitor me chamava. M eu corpo foi tomado por calafrios. M antive-me calada sob seu escrutínio desconfortável. Ele ampliou o sorriso. — você não vai dizer, não é? Claro que não. — pausou significativamente, os olhos negros me consumindo. — então eu mesmo direi a esse imbecil desatento. — Vitor se retesou com a ofensa e eu me preparei para o pior, porque o cretino estava me ferrando. — Cass me beijou como se o mundo fosse acabar. Pegamos fogo em plena sala de reunião, parceiro. — odiei a forma insinuante como pronunciou parceiro. Seus olhos se desviaram para Vitor, uma expressão dura tomando o rosto bonito. Antes que pudesse retê-las as palavras deixaram minha boca: — Você me beijou, seu cretino! Você! — disse entre

dentes. Vitor fez um som de desagrado. Não tive coragem de encará-lo. Eu queria me enfiar em algum buraco bem fundo. — Você correspondeu querida, dá no mesmo. — Jayden rebateu, dando de ombros. — Ouça seu bastardo arrogante. — Vitor tremia de raiva agora. — você nunca mais vai tocar nela! Você vai respeitá-la como merece. Está me ouvindo? — disse. Seu tom subindo. — ela já viveu muita merda com um idiota do seu passado que a engravidou e a tratou feito lixo. — meu sangue gelou nas veias. Oh! M eu Deus! O que ele estava fazendo? Preciso pará-lo. — Vitor... — Cass é mãe solteira. É uma mulher batalhadora que cria duas crianças sozinha. É uma excelente profissional e vai tratá-la com respeito daqui para frente, ou vou processá-lo. — a voz furiosa de Vitor arrancou um gemido dos meus lábios. — Você tem dois filhos!? — Jayden injetou os olhos escuros nos meus, perfurando-me como lasers. A expressão chocada momentaneamente. — Dois garotos. São gêmeos. — Vitor acrescentou ainda convicto de que estava me defendendo. Gemi de novo. — tem um ano e três meses. M uito pequenos ainda. Portanto, procure as suas vadias para se divertir e

deixe a minha namorada em paz, ok? — Os olhos de Jayden ficaram ainda mais chocados com a menção da idade dos meus filhos. Então, uma suspeita foi percebida claramente na sua expressão. — Um ano e três meses? — murmurou entre dentes e eu podia ouvir as engrenagens de seu cérebro privilegiado fazendo as contas. — eles são meus? — rosnou. — Porque se forem e você me escondeu isso todo o maldito tempo, vai me pagar por cada dia que me manteve distante deles, sua ordinária! — ele berrou a última parte. Puta que pariu! Ferrou! Londres, Inglaterra, dois anos antes... Havia caído uma chuva torrencial, mas o sol já se abria de novo quando desci do ônibus e atravessei a faixa de pedestres. Andei fascinada, meu foco estava no próximo edifício. A imponente e moderna construção da King’s Corporation. Era meu primeiro dia na maior empresa de engenharia do Reino Unido. Não podia acreditar na minha sorte ao ser selecionada em primeiro lugar para um estágio remunerado. M eu coração já batia descompassado só pela possibilidade de ver de perto o

famoso engenheiro Jayden King. Ele era tão jovem e já tinha o mundo a seus pés. Andei extasiada, me aproximando da frente, admirando a fachada toda de vidro e ferro forjado. As letras grandes de bronze davam uma elegância e certa arrogância a um observador mais atento. Desde pequena sou apaixonada por fachadas. Elas dizem muito da personalidade de seus donos e esta coincidia com o que a imprensa dizia dele, um gênio indomável. Obriguei-me a dar mais um passo e desci rápido para a calçada de concreto que dava entrada ao estacionamento. — Saia da frente, sua louca! — uma voz profunda e enfurecida me parou, mas não tão rápido e o motoqueiro fez malabarismo para desviar de mim. Gritei quando o guidão passou lateralmente com força contra minha barriga. Um impacto doloroso e tentei me equilibrar, mas caí de bunda no chão. M inha bolsa e pasta escaparam das minhas mãos se abrindo e esparramando boa parte do conteúdo no chão ainda molhado. Levei as mãos à barriga, massageando-a. Fiquei sem ar por alguns segundos. Ajeitei meus óculos e me ajoelhei começando a catar meus pertences. — você está bem? M erda! Por que se jogou na frente da minha moto desse jeito? — mãos grandes e ásperas seguraram meus cotovelos, obrigando-me a erguer o rosto para o sujeito grosseiro

que tinha me atropelado. Dei de cara com um peito musculoso numa camiseta branca sob uma jaqueta preta de couro bem surrada. Engoli em seco sendo assaltada pela virilidade crua desse homem. Uma força primitiva emanava dele. Fui subindo o olhar ainda sem conseguir formar nenhuma frase. Ele tinha um cheiro embriagador. Inalei ruidosamente. M eu corpo todo estremecendo com seu toque, sua proximidade. Ele fez o mesmo som. Quando meus olhos chegaram ao rosto deparei-me com um capacete de viseira escura. Pisquei atordoada, suas mãos afrouxaram em meus cotovelos e sua voz foi mais suave quando falou de novo: — está machucada? — N-não. E-estou bem. — gaguejei. Odeio isso. M as acontece quando fico nervosa. — desculpe, estava distraída. Tenho uma entrevista muito importante dentro de trinta minutos e agora minhas coisas estão imundas, arruinadas. — lamentei terminando de recolher os papéis enlameados. M eu projeto e as anotações estavam quase arruinados. — Não posso me apresentar para o senhor King toda suja e olha só o estado das minhas anotações? — ele elevou-se diante de mim e ergui minha cabeça de novo para olhá-lo. Pernas longas e musculosas numa calça jeans surrada me saudaram. Ele fez um som abafado. Não consegui identificar bem o que foi. Pareceu-me um... Gemido? Continuei lá, ajoelhada.

Apesar de não ver seu rosto, seus olhos, podia sentir uma energia estranha pulsando entre nós. — Tem uma entrevista com o senhor King? — sua voz teve uma conotação diferente, agora. Parecia tensa, grossa, rouca. Sua cabeça pendeu para o lado direito e senti de novo o desconforto de saber que me analisava por trás da viseira. — quem é você? — a pergunta foi apenas um sussurro e meus seios se arrepiaram. Puta merda! Como apenas uma voz pode me excitar assim? Isso nunca me aconteceu. M inha respiração acelerou como se tivesse subindo uns lances de escada. Ajeitei o casaco sobre o vestido escondendo meus mamilos eriçados e me forcei a responder: — C-Cassandra. Cassandra M iller. — disse estendendo a mão para ele. O mal-educado não a pegou. — você o conhece? Trabalha nesse edifício? — quis saber deixando minha mão cair. Ele era um grosseiro. — Algo como isso. — disse e virou-me as costas voltando para sua moto, dando-me a visão de um traseiro duro, musculoso e suas costas largas. Fiquei lá como que hipnotizada sem conseguir desgrudar os olhos da figura misteriosa até ouvir o ronronar do motor. Sua cabeça ainda virou na minha direção um instante tenso, mas depois acelerou e sumiu no estacionamento subterrâneo. Fiquei lá tentando me recompor. Que

homem era aquele? Devia ter pedido para tirar o capacete. Uma pena não ter visto seu rosto. Tenho a impressão de que era tão deslumbrante quanto seu corpo grande, forte, musculoso. Cassie, acorde. Você está prestes a conhecer uma das mentes mais brilhantes da engenharia contemporânea. Jayden King. Oh! M eu Deus! Jayden King! Trinta minutos depois lá estava eu sentada na grande sala de reuniões, diante do gerente de RH e do sócio e vice-presidente do senhor King, Carl Turner. Era bem jovem também. Os dois deviam ter a mesma idade. Os olhos cinza dele me analisaram dos pés à cabeça quando entrei na sala. Senti-me desconfortável pela forma como me olhou. Foi inevitável não me decepcionar porque minhas esperanças tolas de ver o grande Jayden King foram frustradas logo que me sentei e o senhor Turner se apresentou e ao homem à sua direita, informando que conduziriam a entrevista. Respondia a segunda pergunta quando ouvi a porta se abrir. Eu estava de costas não vi quem era, mas os olhares dos homens à minha frente eram atônitos. — Eu assumo daqui. — meu coração disparou ao ouvir a voz profunda às minhas costas. Eu reconheço esse timbre. Antes que me virasse seu dono entrou no meu campo de visão e tudo o mais que estava no meu

cérebro fugiu. Esse era... Puta que pariu! Esse era Jayden King! Ele usava um terno escuro sobre uma camisa imaculadamente branca. O peito muito amplo. Franzi o cenho para a familiaridade daquele peitoral. Então a realidade me atingiu como um raio. Era ele lá embaixo, no estacionamento! Nossos olhos finalmente se encontraram e perdi o fôlego. Puta merda! Ele era muito... As palavras ainda não conseguiam se formar na minha mente. Os olhos negros e intensos flamejaram nos meus, impedindo-me de piscar ou desviar o olhar. M eu coração batia loucamente contra as costelas. Puta merda! Ele era muito! M eu astro de cinema favorito ficava no chinelo perto desse homem imponente. — Oh! M eu Deus! — eu disse isso em voz alta? Sim, eu disse. Alguém, por favor, me dê um tiro! Quase gemi ao deixar transparecer meu completo atordoamento, encantamento por ele. Os cantos da boca bem feita subiram num arremedo de sorriso e seus olhos brilharam mais, incendiados agora. Puta que pariu! A sala ficou de repente muito abafada. Fazia calor. O que

era estranho, pois momentos antes meus ossos quase congelaram quando entrei. Era ele. M eu corpo reagiu ao dele, mesmo sem ver seu rosto lá embaixo. Não consegui sustentar seu olhar e abaixei o meu para minhas mãos que cruzei num gesto nervoso sobre me colo. M eu vestido de linho azul estava meio salpicado de pingos de lama na barra. Definitivamente não acordei com o pé direito hoje. — Jay, você nunca... — Carl ia falar algo, mas ele o cortou. — Vou conduzir a entrevista com a Srtª M iller. — afirmou. Seu tom contundente, a voz profunda fazendo coisas engraçadas no meu ventre. Parecia haver uma reunião de borboletas lá dentro. Ousei levantar os olhos de novo. Ele ainda me olhava. Arfei levemente. Vi pela minha visão periférica os homens se levantarem. Deixaram a sala em instantes e ele ainda continuava lá me encarando. Seu rosto moreno e pecaminosamente bonito me tirando toda a capacidade de raciocinar com clareza. Ele era muito mais bonito pessoalmente. — você está bem mesmo? Não tive como desviar totalmente. Sempre anda distraída nas ruas, Srtª M iller? — Estou bem. — alisei uma ruga imaginária na minha saia. — e eu estava na calçada, não na rua. — disse levantando meu queixo. Ele era muito intimidante.

Seu olhar perfurava-me com uma intensidade desconcertante. Nunca me olharam assim. M eu corpo tremia. Uma onda de calor se espalhando pela minha pele, deixando os pelos eriçados. M eus mamilos ficaram túrgidos. Oh! M erda! Ele fez de novo. Isso não era muito adequado para uma entrevista profissional. Remexi-me na cadeira. Seus olhos estreitaram um pouco e ameaçou sorrir de novo. Ele sabia o que estava acontecendo comigo? Uma sobrancelha negra e arrogante se elevou me dizendo que sim, ele sabia. Abaixei meus olhos novamente. Puta que pariu! O que é isso? Por que ele tem esse efeito estranho e aterrador sobre meu corpo? — Olhe para mim, Srtª M iller. — seu tom foi um tanto brusco. Levantei o rosto. — você me intrigou. — disse começando a andar para trás da mesa. Ajustou o terno com gestos lentos e acomodou-se à minha frente. — diga-me: é ruiva natural? Hein? M inha confusão deve ter sido óbvia, porque ele curvou os lábios num riso um tanto cínico.

— Desculpe? — Responda à pergunta. — seus olhos se tornaram duros. Havia algo perigoso no fundo da íris negra. — tem pelos pubianos ruivos também? — engasguei com sua pergunta. Que tipo de entrevista é essa? — Com todo respeito, isso não é da sua conta, ssenhor. — Debruçou-se sobre a mesa na minha direção e minha respiração travou. Puta que pariu! Jayden Estudei à de perto por alguns instantes. Quando a vi atravessar a frente da minha moto lá embaixo me pareceu sem graça. Um vestidinho sensato que chegava ao topo dos joelhos. Sapatos meio salto. Eu não daria uma segunda olhada se não fosse por um detalhe: ela era ruiva. M eu pau tem um gosto específico. Ele ama ruivas. Ruivas verdadeiras. Por isso fiz a pergunta. M as aí ela ficou de joelhos catando suas coisas e meu pau se sacudiu quando vi a cena. Uma ruiva de joelhos é minha maior tara e eu definitivamente tive que ir até ela. Quando me aproximei, senti seu cheiro. Um aroma delicioso de morangos silvestres. Para tornar tudo pior ela levantou a cabeça e grandes olhos azuis me atordoaram. Eles tinham a tonalidade mais incrível que já vi. Ela também reagiu a mim. M esmo sem ver meu rosto, reagiu. Uma submissa nata. Seus olhos dilataram.

Suas faces tingindo de rosa, sua boquinha linda de lábios cheios que se entreabriram e eu não consegui segurar um gemido imaginando-a naquela posição enquanto deslizava meu pau até sua garganta. — Geralmente não entrevisto estagiários, Srtª M iller. — falei ainda olhando-a de perto. — abri uma exceção para você, no entanto. — Por que, senhor? — tentou colocar mais confiança no se tom, mas ainda parecia um ratinho encurralado. — Você queria uma entrevista comigo, Srtª M iller. — sussurrei e seu rosto tingiu de rosa de novo. Ela era uma coisinha linda. Uma lufada de ar fresco no meu mundo sombrio. Não usava maquiagem alguma. Os lábios rosados foram molhados pela língua num gesto nervoso e meu pau babou nas calças. Porra! Ela é só uma garota. Como meu corpo experiente pode incendiar dessa forma por ela? Tem 21 anos recém-completados pelo que vi rapidamente em seu currículo. Era uma garota prodígio pelas notas e pelo projeto audacioso que concorreu à bolsa-estágio da King’s. Era difícil conciliar

essas informações com a menina tímida aqui na minha frente. — foi isso que me disse lá embaixo. — Eu achei que. — abriu um sorriso nervoso, tímido. M as isso iluminou seu rosto de anjo. — eu pensei que o senhor entrevistava pessoalmente os estagiários. A imprensa o chama de indomável e perfeccionista. Deduzi que gostaria de saber quem são as pessoas que entram na sua empresa. Analisei-a longamente. Uma resposta inteligente. Nunca pensei por esse lado. Os estagiários me estressam, sempre ávidos, afobados, babando meus sapatos. Prefiro não lidar com eles. Carl é quem faz isso, por isso ficou tão surpreso quando me viu entrar na sala. M as essa era diferente. A atração, o tesão latente que senti ao vê-la de joelhos, a forma como reagiu a mim, ao meu toque. Tudo nela gritava submissa. Essa manterei por perto. Bem perto. Abri um de meus sorrisos charmosos. Sim, eu tenho. Uso raras vezes, no entanto. Ele foi se espalhando lentamente pela minha boca até chegar a meus olhos. Ela resfolegou. — Li rapidamente seu currículo e a carta de referência de seu professor orientador. É muito elogiada. — afastei, encostando-me no espaldar da cadeira, meus olhos ainda presos nela. Tamborilei meus dedos sobre o tampo de madeira polida. — essa foi uma das razões,

pelas quais resolvi vir até aqui. — ela ficou lá tentando regularizar sua respiração. Seu peito subindo mais devagar agora, mas ainda estava claramente nervosa. — a outra é que você é ruiva. — Não estou conseguindo acompanhar seu raciocínio, senhor. — seu tom confuso me fez sorrir. Ela era mesmo tão inocente quanto parecia? — Gosto das ruivas, Srtª M iller. — sussurrei e ela ruborizou de novo sob meu olhar. Pequenas sardas salpicavam seu nariz delicado. Ela tinha mesmo a porra do rosto de um anjo. Seus grandes olhos azuis atrás dos óculos horrendos que usava eram uma mistura de pureza e pecado. Incitavam a fera dentro de mim. Linda! Eu a quero. Ela é minha. Nunca me envolvi com meu pessoal, mas meu pau esteve duro na última meia hora. Nenhuma mulher teve esse efeito imediato sobre meu corpo. M esmo depois de ter ido ao banheiro e me masturbado como um louco, o bastardo ainda está duro. — trabalhará diretamente comigo. Acha que está preparada para isso? — Não tenho uma sub há três meses quando dispensei à última. A louca começou a sonhar com sinos badalando e tive que dar um basta aos seus devaneios antes do fim do contrato. M ulheres... Torci os lábios cinicamente. A tímida Srtª M iller me olhava sem saber o que a atingiu.

— M as o senhor disse que não se encarrega diretamente dos estagiários. — argumentou. — M udei de ideia. — murmurei. — quero você. — ela corou pela milésima vez e abaixou os olhos e cada vez que fazia isso, meu pau se sacudia ferozmente. M inha mente já trabalhava imaginando as muitas maneiras que a faria gozar. E o principal, as muitas maneiras que a dominaria. Uma imagem dela de mãos e pernas amarradas no meu quarto de jogos tomou meu cérebro. A pele muito branca toda rosada do açoite do meu chicote. Ela ofegante, louca para gozar, mas só faria quando eu permitisse. Eu, seu dono, seu Senhor. — você é minha, Srtª M iller. — meu tom saiu mais duro do que pretendia e ela sobressaltou-se, as mãos segurando os braços da cadeira. Seus dedos brancos pela força que usou. Suas coxas se juntaram discretamente e um gemido quase inaudível escapou de sua boca. — digo. Você estará na minha equipe. Vou prepará-la para o meu mundo. — ela ainda não entendia a implicação dessas últimas palavras, mas em breve, muito breve entenderia tudo. M eus olhos queimaram nos seus que estavam muito dilatados, excitados e assustados. Ou talvez ela já entendesse. O ar crepitava entre nós, uma energia densa, quente, explosiva. Éramos como ímãs nos atraindo brutalmente um para o outro e só havia um desfecho

possível para toda essa química, tesão. Teríamos que gastá-la até não sobrar nenhuma fagulha. É assim que faço. Exploro todo o tesão e depois passo para a próxima. Não sou adepto de relacionamentos. Não tenho nem tempo nem saco para aguentar cobranças e mulheres pegajosas. Eu jogo com elas, fodo duro. Só isso. Nunca foi mais que isso. Nunca será. — você está dispensada, Srtª M iller. Procure por Hanna, minha assistente. Ela a colocará a par de tudo. Depois pode ir para casa. — seu semblante mostrou confusão. — volte amanhã e começaremos. — meus olhos desceram até seu estômago, me recordando que a atingi ali e quis saber suavizando meu tom. — você está bem mesmo? — Oh, sim, estou bem, senhor. — abriu um sorriso mais amplo e meu coração acelerou numa reação que julguei ridícula e adolescente. Eu não me sinto assim tão vivo desde... Desde nunca. Ignorei meu coração e sua reação inapropriada. Na verdade, eu o ignoro o tempo todo. A mídia já chegou a me taxar de coração de gelo. Ninguém sai de onde saí e chega aonde cheguei sendo uma maldita M adre Tereza. Levantei-me devagar. Ela fez o mesmo. Seus olhos meio incertos. Deslizou as mãos sobre a saia do vestido azul que havia achado feio e sem graça lá na rua, mas agora meus olhos passearam pela silhueta esguia e nada mais era sem graça nela. Era

perfeita. Eu estava fascinado, completamente fascinado e isso era novo para mim. Não me recordo de já ter sentido esse nível de desejo por uma mulher. Dirigi-me à saída ouvindo seus passos apressados bem atrás de mim. Abri a porta, ela estacou. Nossos corpos se chocando, bem próximos. — e-eu tenho. — murmurou. Seu rosto corando de novo. Levantei uma sobrancelha indagando silenciosamente. Então a compreensão afundou em mim e não contive um sorriso. Ela estava respondendo a minha pergunta indecente. M eu pau deu um espasmo me deixando dolorido. Porra! — Bom saber, Srtª M iller. — murmurei de volta e minhas mãos coçaram para desmanchar o rabo de cavalo meio desengonçado que continha seus gloriosos cachos ruivos. Enfiei-as nos bolsos antes que me precipitasse. Sou um predador. Aprecio um bom jogo e o nosso está apenas começando. — muito bom saber. — Até amanhã, senhor King. — sua voz rouca foi apenas um fio. — Até amanhã, Srtª M iller. — me afastei, dando-lhe passagem. Ela saiu e meus olhos se banquetearam na doce visão de seu traseiro redondo e empinado. O pacote completo. Ela era a merda do pacote completo. Olhei-a até virar à direita no corredor. Dei um longo suspiro e saí também voltando para minha sala. Eu já

estava contando as horas para colocar meus olhos sobre ela de novo. As duas semanas seguintes foram uma tortura. Vivi um inferno tentando refrear minha fome por Cassandra M iller. Chegávamos os dois mais cedo na empresa. Ela preparava meu café e conversávamos antes do expediente. O que era apenas parte do meu plano de seduzi-la, aos poucos se tornou uma rotina que eu esperava ansiosamente como um adolescente. Às vezes ela chegava antes de mim. E era impossível ignorar os disparos do meu coração ao vê-la. Seus olhos dançavam quando me via entrar no escritório. Nessas vezes uma xícara de café sem açúcar já me aguardava na minha mesa. Ela foi relaxando na minha presença. No entanto, ainda ruborizava quando lhe dava meus olhares famintos. Acho que isso era próprio dela. Cassandra M iller foi também uma grata surpresa no aspecto profissional. Era astuta, perceptiva e muito metódica. Era tímida, mas seus apontamentos eram sempre os mais elaborados. Porra! Eu tinha engenheiros e arquitetos na minha equipe com anos de experiência que não tinham a metade da sua capacidade e paixão. Ela se doava. Reconheci-me nela. Praticamente me mudo para o local das obras, pois não abro mão de acompanhar tudo de perto. Levei-a em muitas visitas aos canteiros

de obras. A doce e inocente Cassie, como gostava de ser chamada havia se infiltrado sob minha pele. Peguei-me várias vezes repensando meu plano de tomá-la como submissa. Ela era diferente. Inadequada para meu mundo depravado. Algo em seus grandes olhos azuis me freava cada vez que tentei ir além, mas há essa força, essa energia vibrante quando estamos próximos, está cada vez mais impossível de ser ignorada. Eu a quero. Quero tão desesperadamente que chega a doer. Não consegui ficar com outra mulher desde que ela apareceu e isso está me matando porque gosto de sexo. Gosto muito. Tentei entrevistar duas submissas, mas acabei as mandando embora na terceira pergunta. Tudo que via quando as encarava era o rosto de anjo e os olhos de um azul incrível. Os mesmos olhos que me freavam, mas que também me chamavam num nível profundo. — Tem um namorado, Cassie? — minha pergunta a sobressaltou. Era final do expediente. Estávamos na minha sala debruçados sobre o projeto para a restauração da ponte do Rio Tâmisa. Sua cabeça ruiva levantou do arquivo. Seu perfume de morangos invadia minhas narinas me fazendo ter pensamentos muito, muito perversos. Na última hora não consegui mais me concentrar. Fiquei apenas olhando-a, travando uma luta comigo mesmo. Os grandes olhos azuis me fitaram por

trás das lentes quadradas. Sua boquinha se entreabriu e ela mordeu o lábio inferior em claro desconforto. — Não, senhor. — levantei uma sobrancelha. Já havíamos passado da fase das formalidades. Abriu um sorriso tímido. — não, Jay. — corrigiu. — Por que não? Você é linda. — a fitei com mais intensidade. Ela arfou levemente. — Obrigada. — disse. Suas faces incendiando. Arrumou uma mecha de cabelos imaginária atrás da orelha, num gesto nervoso. — Já viu o Rio Tâmisa? — ela sorriu mais amplo. Seu rosto se iluminando lindamente. — Que pergunta é essa? Claro que já vi. Nasci em Londres. — informou. — Lá de cima? — apontei para o teto. — voando. — completei e seu rosto mostrou confusão. — vem, vou levá-la num passeio. — levantei-me pegando o terno e estendi a mão para ela. Levantou-se também, mas ainda parecia incerta. M eus olhos buscaram os dela e os prendi. — você confia em mim? — S-sim. — murmurou e sua mão tocou a minha. O primeiro contato intencional em duas semanas. M inha mão grande e calejada engoliu a dela. Um contato eletrizante. Ela sentiu também, senti seu corpo estremecer. Sua respiração acelerou. Seus olhos se

tornando anuviados, submissos, clamando por mim, como sempre acontecia quando estávamos assim, próximos. M eu pau que já estava malditamente duro babou quando seu perfume gostoso se entranhou em meus sentidos de vez. Aproximei-me devagar, ficando a centímetros. Levantou o rosto para mim. Nossos olhares travaram e eu soube que havia chegado a hora. Já tinha esperado muito. Tentei com afinco dizimá-la da mente. Tirá-la do meu corpo, mas fracassei, miseravelmente. A batalha estava perdida e só havia um caminho a tomar agora. Eu estava voltando ao plano inicial. Sou um bastardo por isso, pois tudo nela grita inocência, mas é mais forte do que eu. Preciso dela, a desejo com uma intensidade imoral. Cassandra M iller seria introduzida no meu mundo. Ainda hoje. CAPÍTULO TRÊS Jayden Os grandes olhos azuis alargaram mais quando chegamos ao heliponto no topo da King’s. M eu piloto nos aguardava. Eu o dispensei. Queria me pavonear para ela. Eu sei. Era um comportamento tipicamente adolescente, no entanto, não consegui evitar. Nossas mãos ainda estavam unidas. Não a soltei mais desde quando saímos do meu escritório e pegamos o elevador, um silêncio carregado de excitação e expectativas tomou

conta de nós. Ela deu-me um sorriso brilhante quando a ajudei acomodar-se no assento destinado ao copiloto, prendendo-lhe o cinto de segurança. Nossos olhares se travaram por um instante. Havia um mundo de perguntas no fundo das piscinas azuis, mas lá também estava tudo que eu precisava saber. Ela me quer. Definitivamente me quer. Usei outro de meus sorrisos charmosos. Eu disse que o usava raras vezes não foi? Isso era verdade. Era, porque tenho lançado mão dele quase sem perceber quando estou com ela. Dei a volta e assumi meu lugar. Pilotar é uma das minhas paixões, mas hoje meu sangue borbulhava e uma alegria estranha tomou-me quando fiz a aeronave ganhar o céu de Londres. M eu prédio ficava às margens do Rio Tâmisa1 e logo estávamos sobrevoando-o, segui por cima das águas meio turbulentas. O sol era apenas uma fresta no horizonte. O manto noturno começava a cair e as luzes da metrópole já se espalhavam em pequenos pontilhados lá embaixo. A leste, nuvens carregadas anunciavam um possível temporal para mais tarde. Sobrevoamos a ponte Westminster. Cassie deu um suspiro maravilhado. Desviei o olhar rapidamente em sua direção. Seus olhos catalogavam tudo como se estivesse num parque de diversões. Perguntei-me pela milésima vez o que havia nessa garota tímida que tanto

me fascinava. Ela me intrigava. De um jeito bom. De um jeito muito bom e novo. Já havia escurecido completamente quando aterrissamos na área aberta do jardim da minha casa em Chelsea. 2 A ajudei a descer. Sua pequena mão tremia levemente quando tocou a minha. Deixei seu corpo deslizar no meu descaradamente. Quase gemi ao sentir o calor da sua pele através do vestido fino. M eu pau esteve duro todo o trajeto. Quero que sinta o quanto estou maluco por ela. Cada vez que suspirava. Cada vez que falava, seu timbre rouco, doce, o bastardo impaciente se sacudia ganancioso, antecipando, desejando estar logo dentro dela, mas era preciso ir com calma. Antecipação, expectativa e negação são três das regras de ouro do meu manual. Não abro mão disso com minhas submissas. A espera, o jogo de sedução. A emoção de caçar, cercar a presa. Brincar com ela antes devorá-la, varrê-la do seu chão completamente é algo

que aprecio. M as Cassandra M iller está testando todos os meus limites e regras. Nunca desejei tão ferozmente uma mulher. Nunca deixei de pegar o que quero e isso está acontecendo com ela. Estava, corrigi. De volta ao plano inicial. Aquele em que ela cai de joelhos aos meus pés e chupa o meu pau quando e onde eu mandar. M eu braço foi ao redor da sua cintura, colando seu corpo macio e gostoso no meu. M inha mão deslizou atrevida até o meio de sua fenda da bundinha firme. Ela levantou os olhos para mim, em seu rosto um lindo tom de vermelho, os olhos azuis de feiticeira anuviados de tesão. Arfou quando sentiu meu pau duro no seu ventre. Prendi seu olhar e abaixei minha cabeça lentamente. Sua respiração travou quando lambi seu lábio superior. Um som suplicante saiu do fundo da sua garganta. Ventava forte. As nuvens carregadas no leste nos acompanharam até o oeste. M inha vontade de mergulhar na sua boquinha linda era quase incontrolável. Quase. Obrigueime a descer meus lábios pelo maxilar indo preguiçosamente pelo pescoço. Beijei e mordi sem muita pressão. Seu corpo vibrou violentamente em meus braços e ela gemeu alto. Um som enlouquecedor de entrega e luxúria. Afastei-me um tanto brusco. Ela me fitou confusa. Os grandes olhos me dando a certeza de que a partir de hoje seria minha. Abri um riso

conhecedor, safado, meus olhos dizendo a ela coisas muito, muito perversas. Seu rosto se desviou para o lado, buscando obviamente uma fuga. — Essa é a sua casa, não é? — perguntou. Seu olhar indo direto para a moderna construção de três andares do nosso lado direito a uns mil metros. — por que me trouxe para sua casa? — Sim, é. Olhe para mim, Cassie. — toquei seu maxilar e virei suavemente. — eu tenho uma proposta para você. — murmurei. — e eu quero muito que aceite. Na verdade, eu preciso que aceite. Eu não tenho pensado em outra coisa deixe que a vi pela primeira vez há duas semanas. — sua boquinha se entreabriu e sua língua passou nervosa pelos lábios. Arquejou. Ela sabia por que estava aqui. Não era tão ingênua. O que não sabia ainda era a complexidade da minha proposta. Os grandes olhos tornaram-se curiosos, assustados, mas indiscutivelmente excitados. — venha comigo. — meu tom foi decisivo e tomei sua mão de novo. Ela nada disse apenas se deixou ser guiada por mim. Tomei a passarela de concreto que dava para a casa da piscina. Abri a porta e dei-lhe passagem. Ela entrou com passos hesitantes. Seu olhar correndo pelo ambiente, ainda tentando regularizar a respiração. Fui até o balcão de mármore do bar, contornando-o. — bebe alguma coisa?

— Água, por favor. — disse numa voz contida, parou no meio da sala abraçando o próprio corpo. — Você não bebe? — meus olhos deslizaram esfomeados pela sua figura. Ela era linda, mas parecia não se dar conta e isso a tornava mais encantadora para mim. Detesto mulheres exibicionistas. Ela tinha boa altura. Um porte elegante. Seus cabelos hoje estavam presos numa trança que pendia até o meio das costas estreitas. Parecia uma colegial. M uito jovem. Se eu fosse decente a deixaria ir, mas não sou. Sou um predador. Ela é a presa. A refeição da qual eu me privei por tempo demais. Geralmente vou pra cima e pego o que quero, mas ela me refreou. M e fez ter crise de consciência. Coisa que raramente tenho. Ok. Nunca tenho. Era hora de pegar o controle de volta. — Raramente bebo. — informou com seu tom apreensivo. — M e acompanhe em uma taça de vinho. — meu tom foi incisivo, dominante. Seus olhos se alargaram incertos, mas assentiu levemente com a cabeça. — só uma. — abri a garrafa de vinho e servi duas taças. Andei devagar até ela, parada no meio de espaço, parecendo acuada e muito mais jovem do que seus vinte e um anos. Seus dedos estavam brancos pela força com que segurava a alça da bolsa que trazia nas mãos.

— O-obrigada. — gaguejou aceitando a taça, nossos dedos se tocando fugazmente, mas nem por isso o contato foi menos eletrizante. Já percebi que gagueja quando está nervosa e isso acontece à maior parte do tempo quando está perto de mim. Acho encantador. M erda! Tudo nela é encantador. — Relaxe, Cassie. — sussurrei tomando um pequeno gole do meu vinho. Ela fez o mesmo. — quer se sentar um pouco? — apontei para o estofado negro em forma de L no canto da sala. De repente um clarão iluminou todo o ambiente e logo depois um estrondo horrendo encheu nossos ouvidos. Então pingos grossos bateram no telhado. A tempestade havia chegado lá fora... E aqui dentro também. M eus olhos queimaram nela por sobre a borda da taça. Ela resfolegou e afastou começando a andar devagar pelo ambiente. Deixou a bolsa sobre o sofá e seu olhar recaiu sobre o piano no canto oposto do estofado e seu rosto se iluminou. — Você toca? — murmurou já indo em direção ao instrumento. A acompanhei me deliciando com a visão da bundinha gostosa movendo-se no balançar suave de seus quadris. M eu pau se contorceu, babando nas calças. Sufoquei um gemido. Eu tive muitas fantasias com ela aqui, no meu território. No meu mundo. Já a havia fodido em todos os cantos desse lugar em meus

pensamentos. Sobre o piano era a fantasia que mais se repetia. Era curioso que tenha se dirigido inconscientemente para lá. Seus dedos finos e longos de unhas curtas e bem cuidadas deslizaram pelas teclas, o som concorreu com o barulho da chuva torrencial que caía agora. — Não sei se o que faço pode ser chamado de tocar. — torci os lábios desdenhando de mim mesmo. Ela sorriu. Um sorriso misterioso. Um misto de sensualidade e inocência. Santa M ãe! Ela vai me matar. — Posso? — indicou o piano com a cabeça. — Fique à vontade, anjo. — sussurrei, seus olhos brilharam e seu rosto ficou rosado pela forma como a chamei. Ela tomou um gole considerável do seu vinho, obviamente para ganhar mais coragem e sentou-se no banco, apoiando a taça a seu lado. Fui até a sua frente e me inclinei levemente sobre o tampo do piano. Olhoume, olhou a chuva através das paredes de vidro à nossa volta e fez aquela coisa de alongar os dedos que

pianistas profissionais fazem. Então fechou os olhos e as primeiras notas soaram. M eus ouvidos não podiam acreditar. Ela era boa, muito boa, na verdade. Inclinei-me mais. Era a música November Rain do Gun’s Roses. Eu ouço muito essa banda. E Cassandra M iller me tinha babando por ela, agora. Abobalhado, arrebatado. When I look into your eyes (Quando eu olho em seus olhos) I can see a love restrained (Eu vejo o amor restringido) But darling when I hold you (Mas querida quando eu abraço você) Don’t you know I feel the same (Você não sabe, eu sinto o mesmo) ‘Cause nothing lasts forever (Porque nada dura para sempre) And we both know hearts can change (E nós sabemos corações podem mudar) And it’s hard to hold a candle (E é difícil de segurar uma vela) In the cold november rain (Na fria chuva de novembro) — Você gostou? — sua voz era tímida de novo quando tocou a última nota e abriu os lindos olhos, cravando-os em mim. Enquanto tocava havia uma

expressão sedutora, sensual em seu rosto. Seus lábios se entreabriram de uma forma provocante. M as acho que era involuntário. Ela não tinha consciência disso. Contornei o piano, deixando minha taça sobre a tampa e fui até ela. Levantou-se prontamente, meu olhar a perfurava, impedindo-a de se mover. Seu peito subiu numa respiração rápida. — você disse que eu o intriguei. — murmurou nervosamente afastando-se, me virando as costas. — você me intriga também. Às vezes me pergunto o que se passa em sua mente. — acrescentou olhando-me por cima do ombro. Cobri o espaço que nos separava, parando bem próximo às suas costas. M inhas mãos tomaram a trança e comecei a desfazê-la suavemente. Ela deu um suspiro trêmulo, seu corpo sendo tomado por espasmos. Enfiei os dedos pelos cachos gloriosos e macios, espalhando-os em suas costas. Sorri. Uma risada baixa, perversa, carregada de significados. Havia chegado à hora. O dominador em mim estava emergindo com força total. — Ficaria chocada se entrasse na minha mente agora, meu anjo? — sussurrei em sua orelha. Ela tremeu, um gemido baixo escapando de seus lábios. — nesse momento estou pensando em como ficaria linda com uma coleira de submissa em seu pescoço. — mordi o lóbulo delicadamente e minhas mãos subiram por seus

braços numa carícia deliberadamente lenta. Cheguei ao seu pescoço elegante e as fechei nele, me deleitando com a maciez de sua pele alva. M eu tesão por ela indo às alturas. Enfiei o nariz em seus cabelos. O cheiro de morangos vinha dali. — e como ficaria perfeita algemada em minha cama, enquanto enterro meu pau em seu corpo, duro, profundo. E como vai gemer quando eu estiver comendo sua bunda deliciosa. — gemeu com minhas palavras sujas. — sou assim, Cassie. — quando mordi sua orelha ela grunhiu. — gosto de foder duro, bem duro. — M inhas mãos desceram pela clavícula devagar até chegar ao topo dos seios. Ela arqueou as costas, pedindo-me silenciosamente para tocá-los. Sorri baixinho de novo e enchi as mãos neles, sentindo o peso, o tamanho perfeito. Rosnei e cavei meu pau em sua bunda. Ela gemeu. Um som de lamento. Um som absurdamente erótico que correu toda a minha coluna e foi se instalar no meu pau. — eu quis fazer isso cada maldita vez que esteve perto de mim. — mordi seu ombro com força, sentindo-a estremecer. Gritou alto. Desci uma mão pelo ventre reto parando a centímetros da sua pélvis. Ela rebolou timidamente, sutilmente. Avancei e tomei sua bocetinha quente, cavando com força entre suas coxas. — estou louco, completamente louco para comer sua bocetinha virgem. — Girei meu

quadril, me esfregando mais em sua bunda. Porra! Ela era tão suave. M uito gostosa. M eu autocontrole estava por um fio. — você é virgem, não é, Cassie? — Ahhh! Jay... S-sim, eu... — choramingou. M assageei seu clitóris por cima das camadas de tecido. Os sons que faz me deixa ainda mais louco de tesão. — Você é a porra de uma provocadora do caralho! E o pior, nem se dá conta disso! — grunhi em seu ouvido. — seus olhos me chamam para te foder o tempo todo. Sabia disso? — parei a carícia e a girei nos meus braços. Seus olhos anuviados me fitaram assustados. E estava tudo lá. — tem ideia de quantas vezes me masturbei no escritório para me impedir de te jogar em cima da mesa e meter meu pau até o cabo em sua boceta virgem? Você é minha desde o primeiro momento em que nos esbarramos. — murmurei em sua boca, chupei seu lábio inferior. — vou nos tirar dessa porra de espera. Vou devorar cada centímetro seu hoje. — minhas mãos entranharam em seus cabelos da nuca e puxei bruscamente, mantendo-a imóvel. Ela lamentou de novo. — M as em troca quero sua submissão total e completa a mim. Só a mim. Acha que consegue? Ser minha e somente minha? — seus olhos eram enormes agora. M olhou os lábios. — responda! Vai dar sua boceta, seu cuzinho e boca só para mim?

— V-você vai me beijar? — gargalhei. Era só essa a preocupação dela? — Verdade que diante de tudo que falei sobre minhas preferências sexuais, seu único medo é de eu não beijá-la? — injetei meu olhar duro no dela. A fera dentro de mim estava arrebentando as grades para sair. — você quer me beijar? Hum? Diga-me. Tem imaginado isso? Tem imaginado, sonhado com o meu gosto como tenho sonhado com o seu? — rosnei em sua boca. Resfolegou suas mãos espalmadas no meu peito. — não vou simplesmente beijá-la, Cassie. Vou comer sua boca. De todas as formas. — cavei a outra mão em sua bunda, alinhando sua boceta no meu pau. Deslizei os dedos pela racha do seu traseiro, o dedo médio fazendo pressão para cima e para baixo. Gemi. Ela gemeu também, os lábios trêmulos, ansiosos, convidativos, esperando por mim. Abri um sorriso lascivo e finalmente mergulhei neles. Fez o som suplicante de novo. Porra! Provocadora do caralho! M inha língua invadiu sua boca sem qualquer pudor e buscou a dela com urgência. Veio tímida no começo, mas depois suas mãos ganharam vida passeando pelo meu peito e ombros. Grunhi com seu toque suave. Puxei mais seus cabelos dobrando sua cabeça para saquear sua boca, tomar tudo. Eu estava fodendo sua boca agora. Um beijo

indecente, molhado. Chupei sua língua macia, mordi seus lábios juntos. Grunhimos e incendiamos juntos. Eu já sabia que seria explosivo, mas isso era muito além do que meu cérebro conseguiu imaginar. Ela era o céu. M eu quadril simulava o ato sexual em sua boceta quente. O atrito gostoso dos nossos sexos era perfeito. Beijei-a mais duro e ela deu tudo para mim. Deixou-me comer sua boca como se o mundo fosse acabar. Perdi-me nela. No momento. M inha boca faminta não queria parar de beijá-la, mas ela estava lutando por ar. Obriguei-me a arrancar os lábios dos seus. Ela era mesmo a merda do pacote completo! Nunca um beijo me abalou tanto. Nossos olhos se abriram e travaram. Nossas bocas arfando uma na outra. Uma energia louca, primitiva havia tomado conta do ambiente e ela emanava de nós. A tímida Cassandra M iller era a porra de uma deusa sexy. Seus olhos estavam turvos de tesão. Fazendo-me o maldito pedido. Levantei-a nos braços e me dirigi para o outro cômodo. A porta ficava estrategicamente disfarçada por uma estante cheia de livros. Depositei-a no chão ao lado da cama de quatro colunas no centro do quarto. Seus olhos vaguearam curiosos pelo ambiente e ficaram arregalados à medida que via todos os apetrechos. Os chicotes, algemas de vários formatos sobre um aparador, vibradores de vários

tamanhos. A cruz de Santo André. M ordeu o lábio visivelmente nervosa, temerosa. — Tire o vestido. Quero ver o corpo que tem invadido meus sonhos. — minha voz foi baixa, mas inflexível. M eus olhos ordenando mais que as palavras e ela abaixou o olhar, corando encantadoramente. — tire Cassie. M ostre-se para mim. — acrescentei e fui até o bar. Servi-me de uma dose de uísque. Eu precisava estar no controle e os grandes olhos azuis mexiam demais comigo. Fui até o sistema de som e procurei algo apropriado. A chuva ainda caía barulhenta no telhado. Selecionei The Doors, gosto dos caras das antigas. Rock clássico. Os acordes de Riders on the storn começaram e me virei para ela. O ar foi drenado dos meus pulmões. Ela estava lá, nua, completamente nua, as mãos juntas na frente do corpo alvo. A pele era branca e leitosa. M eu olhar desceu faminto sobre seu corpo esguio. O pescoço elegante me fez ter ideias perversas. Os peitos eram cheios e firmes com auréolas rosadas, mamilos bem pronunciados, eriçados. Fui descendo apreciando cada centímetro de sua barriguinha lisa. M eu copo parou a caminho da boca quando vi a boceta de lábios inchados e pelos ruivos. Porra! Ela não estava mentindo. Era uma ruiva verdadeira. Não consegui conter um gemido baixo. Os pelos estavam bem aparados como era a minha

preferência. M inha boca salivou. Amo pelos pubianos ruivos. Adoro lambuzá-los com meu esperma. Não farei isso com ela hoje, no entanto. Ela precisa começar a usar contraceptivos, porque eu definitivamente vou gozar muito neles. Tomei o restante da bebida num só gole e fui até ela lentamente. Circulei-a devagar atento a todos os detalhes do corpo perfeito. — olhe para mim, Cassie. — ordenei. Os malditos olhos azuis me fitaram e eu quase me perdi de novo. Quase. — você é linda. — toquei seus lábios passando meu polegar por eles. Ela os entreabriu. Seus olhos tão ávidos por mim quanto os meus por ela. — vá para a cama. Deite-se e espalhe bem as pernas. — obedeceu prontamente. Deitou-se e separou as coxas. — mais. Quero ver sua bocetinha virgem. — gemeu e espalhou as coxas mais amplas. Fui até as algemas e escolhi uma revestida de veludo. Era sua iniciação. Não quero machucá-la. Ela precisa descobrir seus limites primeiro. Seus olhos entraram em pânico quando viu o que tinha nas mãos. — Jay... — sua voz foi apenas um fio. — Shhh. Relaxe. — meu tom foi mais suave do que eu queria, mas era necessário, por enquanto. — não vou machucá-la, meu anjo. — me abaixei sobre os lençóis negros de seda egípcia e deslizei as costas da mão na lateral do seu seio direito. Seu corpo arrepiou-se.

Inclinei-me mais e abocanhei o mamilo túrgido, rolandoo delicadamente entre os dentes. Choramingou juntando as coxas. Dei uma palmada forte em sua nádega. Gritou. — se fechar as pernas de novo vou algemar seus tornozelos também, entendeu, Cassie? — meu tom foi duro, eu estava por um fio. M eu pau louco para se enterrar logo nela, mas aqui sou eu quem manda. Ela vai entender isso. Vai entender bem rápido. Sorri perversamente e chupei o mamilo duro. Ela gemeu alto, mas não tentou fechar as pernas de novo. — boa menina. — sussurrei e beijei suavemente em seus lábios. — abra os braços. Vou algemá-la nas colunas. — Ela não discutiu e estendeu os braços. Fechei a segunda algema e fui devagar até os pés da cama. A visão era exatamente como tinha fantasiado. Os gloriosos cabelos ruivos contrastando com o escuro das almofadas. Comecei a despir-me com gestos lentos. Levantou a cabeça e seus olhos pousaram em mim gananciosos. Terminei de abrir o último botão da camisa e a puxei pelos braços. Sua respiração travou quando viu as tatuagens. Os grandes olhos azuis vaguearam preguiçosamente pelo meu abdome. Abri um sorriso arrogante. Eu tenho um pacote de oito, graças ao treino de boxe, três vezes por semana. Levei as mãos ao cinto e o arranquei de uma vez jogando-o na cama. Eu o usaria

mais tarde. Desci minhas calças e cueca tudo junto e um som de engasgo veio da garganta de Cassie. M eu riso arrogante se ampliou. Eu sou grande e grosso. M eu corpo queimou sob o olhar dela. Fui até a gaveta do aparador e peguei uma venda vermelha. Essa comprei para ela. Reforcei meu arsenal para recebê-la. M esmo tendo crises de consciência no fundo eu sabia que nunca a deixaria ir sem gastar toda essa tara que despertou em mim. Arquejou quando subi de joelhos na cama. Seus olhos tinham um quê de vulnerabilidade. Eles me chamavam. Não resisti e arrastei meu corpo sobre o dela, suas coxas me acolhendo abertas. Gemi quando meu corpo grande e musculoso cobriu o dela tão delicado. M inhas unhas desceram pelos seus braços com pressão, mas sem arranhar. Ela gemeu alto. — Hoje serei mais suave, anjo. — sussurrei, mordiscando seu maxilar, meus olhos buscando os dela. Enfiei minhas mãos em sua nuca e puxei seu rosto a centímetros do meu. — não quero te machucar, mas depois será fodida sem dó, sem trégua. Aqui nesse quarto sou eu quem manda. — puxei mais seus cabelos e rosnei perto de sua boca. — sou seu dono, seu senhor e você é minha escrava. Vai obedecer. Vai me dar prazer de todas as formas e terá prazer de todas as formas também. — suavizei meu tom no final e a beijei. Um

beijo suave no início, mas sua língua provocou a minha lambendo-a. Rosnei e a beijei duro. Devorei sua boca, chupei, lambi, mordi. E eu não queria largá-la de novo. Porra! Tenho vinte e oito anos! Já tive muitas submissas aqui nesse quarto. Não sou nenhum novato! M as essa garota está me afetando em um nível que nenhuma outra conseguiu. M eu pau nunca esteve tão ensandecido para comer uma boceta. Separei nossas bocas rudemente. Ela resfolegou. Seus olhos me dizendo que está tão afetada por essa porra quanto eu. Tratei de vendá-la o mais rápido possível para fugir daquela expressão que parecia ver dentro de mim, como eu estava me sentindo sobre ela. Afastei-me de novo e fui até o bar. Tomei mais uma dose pequena de uísque. M inhas mãos tremiam. Porra! M eu corpo todo tremia. Estava parecendo um maldito pirralho na sua primeira vez. Eu preciso do meu controle de volta. Tomei uma respiração profunda e virei o último gole. Voltei devagar, parando para pegar os preservativos na gaveta do aparador. M eus olhos mais encantados, fascinados como nunca estiveram em toda a minha vida. Ela era linda. M uito mais linda do que tinha imaginado. Suas coxas continuavam abertas. Seu creme estava escorrendo entre os lábios. Os pelos ruivos brilhando nas bordas. M eu pau babou pré-sêmen.

Avancei sobre a cama de novo. Sua respiração alterou quando sentiu minha presença. — Tem ideia do quanto está linda aí? Pronta para mim. — sussurrei, pairando sobre o corpo delicioso de Cassie. Seus lábios entreabriram mais inchados do nosso beijo duro. Por alguns instantes apenas bebi a visão, embevecido. Ela parecia agitada, receosa. — vai ser gostoso, meu anjo, prometo. — murmurei e minha boca desceu sobre seu pescoço, beijando, lambendo, chupando. M ordi seu ombro com força e ela arqueou as costas, ofegante. Sorri baixinho e continuei meu caminho pela clavícula, parando nos peitos deliciosos. Os juntei com as mãos e lambi lentamente os mamilos. Suas costas arquearam saindo completamente do colchão, sendo contida apenas pelas algemas e ela soltou a porra do gemido de novo. Aquele que tira meu controle. Chupei duro, tomando as auréolas na boca. Deslizei uma das mãos pelas laterais do corpo esguio, estremeceu. Passeei vagarosamente pela barriguinha lisa, deliciandome com a maciez, descendo até chegar à sua bocetinha linda. Linda e virgem. Ela seria meu santuário por muito tempo, porque esse nível de desejo não vai embora rápido e eu vou apreciar até o último momento. Vou gastar, derramar até a última gota do meu tesão por ela. Gemi em seus peitos quando meus dedos tocaram a

umidade entre os lábios de sua boceta. Dei um tapa de mão aberta pegando o clitóris e ela gritou alto, muito alto. Sorri perversamente e minha boca desceu beijando, lambendo, mordendo a carne branca. Ela fazia um contraste sexy pra caralho com meu corpo moreno e os lençóis. Pequenos gemidos ainda escapavam da sua boca, pelo susto, pela dor, mas também pelo prazer que veio depois. M ordi forte em seu ventre. Ela ficaria marcada. Já havia chupões em toda a barriguinha linda. Seu tom de pele vai me enlouquecer. Ela viverá marcada. Desci mais e me posicionei cara a cara com minha tara: uma boceta ruiva. Soprei suavemente em seu clitóris e ela se contorceu. Seu corpo arrepiando-se. Ela já estava muito excitada. É uma sub nata. Todo o ritual a deixou na borda. Desci mais o olhar e meu pau se sacudiu quando vi seu cuzinho rosado, todo melado. Eu a foderia ali também. Amo sexo anal. Ela vai me dar tudo. Absolutamente tudo. Abri os lábios e enfiei o nariz em sua vulva. Porra! Ela cheira divinamente. — Ohhh! Jay... Oh, meu Deus! — balbuciou, estremecendo, seus quadris levantando. Dei outra palmada do outro lado. — Fique quieta! Vou comer sua boceta com minha boca primeiro. Você disse a verdade. É ruiva aqui embaixo e isso te deixa em apuros. — sorri pecaminoso,

sacana. — realmente em apuros, escrava, porque não vou sair de cima de você. Vou querer gozar, lambuzar seus pelos ruivos com a minha porra o tempo todo. Ouviu? — ela gemeu. Lambi seu clitóris devagar, circulando-o preguiçosamente. Sua respiração travou. Enfiei minhas mãos pelas suas nádegas e a trouxe para mim. Bebi todo o seu creme como se estivesse morrendo de sede. E eu estava de fato. Realmente estava. M ordi seus lábios. Gritou de susto e prazer. Olhei para cima. Ela mordia os lábios. — já me imaginou fazendo isso? Hum? Pensa em mim quando está no seu quarto, na sua cama? Responda porra! — Deus! S-sim. — choramingou. Seu rosto vermelho. Sorri satisfeito. Ela era uma coisinha linda e tímida. — Boa menina. — deslizei meus dedos suavemente para cima e para baixo em seus lábios e sem aviso fui metendo dois dedos. Seu canal apertado era escaldante, me sugando. Uivei e desci minha boca sobre sua boceta de novo. Lambi, chupei, mordisquei com vontade, enquanto meus dedos a fodiam com força. — Ahhhh! Jay... Oh! — balbuciou, continuei comendo-a com golpes fortes e chupando seu clitóris inchado, até que estava se contorcendo e seu corpo se arrepiando, sua respiração alterou-se ruidosamente e ela

gritou alto e gozou, seus líquidos jorrando direto na minha língua. Tomei tudo. Ela tinha a porra do gosto mais delicioso que já provei. M eu pau nem esteve dentro dela ainda e já sou a merda de um viciado! Gemidos mais baixos continuaram escapando de seus lábios. Lambi-a lentamente e recomecei, excitando-a de novo. M inhas mãos passearam pela barriguinha lisa e subiram para os peitos lindos. Os amassei suavemente, brincando com os mamilos. Não demorou muito estava arfando de novo. Levei um dedo até seu ânus e o circulei lentamente, sem tocar no centro, só deixando-a em suspenso. Ela ronronou quando chupei bem suave seu clitóris e fui metendo o dedo em seu rabinho. — Relaxe, Cassie. Isso... Deixe-me entrar. Vou comer você aqui também, sempre que eu quiser. Adoro foder um cu. — minha voz saiu grossa, rude de tesão. Eu estava no meu limite quase gozando, passando vergonha como um adolescente, mas eu precisava mostrar quem estava no controle. Ela relaxou e meu dedo entrou todo, rasgando seu canal estreito. Rugi. Eu vou amar o rabinho seu rabinho virgem. — vai tomar meu pau ainda hoje nesse rabo apertado. Vou gozar nele sem preservativo. Quero encher você da minha porra. M arcá-la como minha. — Ela soltou o gemido esfomeado, suplicante que estava se tornando familiar

para mim. Sorri. Puxei meu dedo e deu mais uma lambida em toda a sua boceta, seus líquidos já se

derramavam de novo por entre os lábios. Eu não podia adiar mais, me privar da sua boceta. Da sua tão desejada e esperada boceta. Peguei um preservativo e o abri com os dentes. Seu corpo ficou em alerta quando ouviu o barulho do lacre se abrindo. Sorri e vesti meu pau em tempo recorde. Rastejei, me acomodando em cima do corpo macio. Gemi. Ela gemeu. Peguei meu pau pela base e passei a cabeça gorda lentamente pela sua racha melada, me lambuzando em seu creme. Ela arfou. Os lábios entreabertos em expectativa. Ela era mesmo a porra de uma deusa sexy! Tive que refrear a fera em mim, porque queria desesperadamente me afundar nela em uma única estocada forte, dura, como gosto. Apoieime no outro braço e olhei sua boceta. Fui afundando devagar, mas firme. — shhhh, relaxe. Assim... Abra essa bocetinha virgem para mim... — gani e girei o quadril, recuei tirando quase tudo e voltei de novo, entrando numa estocada firme até o fundo. — ahhhhh! Porra! Que boceta gostosa! Quentinha e apertadinha. — rosnei, cerrando os dentes. Eu estava louco para fodê-la bem duro, mas teria que esperar para a próxima vez. — Ohhh! Deus! Jay... Aiii...— miou, sua respiração suspensa pela invasão. — você é muito grande... — gemeu. Sorri e a beijei suavemente nos lábios. — Relaxe, anjo. — murmurei em sua orelha,

lambendo-a. Dei-lhe tempo para se ajustar e puxei num movimento lento de quadril. Deixei só a ponta e meti de volta, assobiando de prazer. Dessa vez, meti mais fundo. Beijei e chupei seu pescoço, enquanto meu pau entrava nela devagar, bem devagar. Ela relaxou. Senti sua bocetinha me aceitar. Sorri satisfeito e tomei sua boca num beijo lascivo. Recebeu-me ávida. M inhas mãos foram por baixo de suas costas e a puxei pelos ombros. Passei a comê-la com golpes mais fortes. Ela fez o som de lamento que era a minha perdição e suas pernas vieram ao meu redor me abraçando. M eu pau se alojou em seu útero. Rosnei em sua boca e puxei tudo. Ela gritou quando bati de volta numa estocada dura. — você é minha, Cassie? Você é toda minha e só minha? — minha voz era dura de tesão. — responda escrava! — Jay... Ohhhh! — choramingou quando dei outro golpe bem mais duro que o outro. — Oh! M eu Deus! Sim... — gemeu no final. — Sim, você é minha. M inha escrava gostosa! Porra! M uito gostosa... — uivei metendo sem dó em seu canalzinho apertado e escaldante. M inhas mãos a puxavam, trazendo-a para tomar

meu pau profundamente. Abaixei a boca sobre a dela de novo e me permiti desfrutar de seu beijo. Hoje, só por hoje serei quase baunilha. Empurrei todo o resto para o fundo da mente e comi sua boceta como se tivesse ficado sem sexo por um ano. M eti e meti por um tempo que fugiu ao meu controle. Tudo que eu sabia era que não queria gozar logo, mas a tempestade se formando dentro de mim era parecida com a de lá de fora. Girei meu quadril lentamente duas vezes, a respiração dela ficou presa na garganta, seu corpo suspenso, no terceiro giro ela quebrou gozando, sua vulva vibrando em torno do meu pau. Soltou soluços entrecortados, seu corpo delicado convulsionando num orgasmo intenso. Porra! Ela chorou de prazer. Eu nunca tinha visto nada igual. Não pude evitar meu ego ir às alturas. Continuei beijando-a, fodendo sua boca e boceta com ferocidade. Os sons dos nossos corpos se chocando soando acima do barulho da chuva. M inha pélvis se colando completamente, brutalmente na dela. — isso, que gostoso essa bocetinha virgem sugando todo o meu pau! Toma tudo até o cabo, porra! Toma cada centímetro do meu pau! — rosnei, sentindo minhas bolas se eletrizarem, encolherem, meu pau inchou e eu arranquei

minha boca da sua, soltando um rugido gutural, animalesco e esporrei em sua boceta. — ahhhhhhhhhhh! Santa M ãe! Cassie... Anjo... — gozei e gozei sendo tomado por tremores violentos. Porra! Isso foi muito foda! Continuei metendo até derramar a última gota de sêmen na camisinha. M eu suor pingava, melando-a. Esfreguei-me nela. Gemendo com a sensação do corpo gostoso e macio. Eu me enganei, ela não está em apuros. Eu estou em apuros, porque a Srtª virgem foi o melhor sexo que tive em um longo, longo tempo. Na verdade não consigo me lembrar de quando gozei tão duro. Estamos os dois na merda! Não me agrada sentir esse tesão desenfreado por ela. Por mulher nenhuma na verdade. As mulheres sempre foram objetos para mim. Um meio para um fim. Gani e saí de dentro dela devagar. Gememos. Ela era um vulcão em erupção. Quem diria que a tímida Cassandra M iller poderia ser fodida tão duramente na sua primeira vez? A sua carinha de anjo com certeza enganava muito. Levantei-me e fui ao banheiro. Livrei-me da camisinha e voltei. Ela estava na mesma posição visivelmente gasta. Sorri e fui até ela, livrei-a das algemas, massageei seus pulsos com firmeza. Ela ronronava como uma gatinha. Por último puxei a venda e meu coração trovejou no peito com a visão dos grandes olhos azuis ainda lacrimosos. Essa garota era

muito perigosa para mim. Eu já ia me levantar de novo, mas ela segurou meu braço, um toque tão suave que parei na hora. — Eu o agradei? Digo... Você... — seu rosto ruborizou lindamente e tudo o mais sumiu do meu cérebro. Ela me ganhou completamente ali. Seus olhos incríveis, tão inocentes ainda, derreteram algo dentro de mim e eu me estiquei ao lado dela e a puxei suavemente para mim. — Você nunca vai saber o quanto, meu anjo. — murmurei e beijei seus cabelos. Franzi o cenho porque nunca em toda a minha vida fiquei de aconchego depois do sexo. Não demorou muito e sua respiração indicou que havia adormecido. Saí com cuidado do círculo dos braços delicados. Fiquei lá em pé do lado da cama olhando-a incapaz de entender que porra estava acontecendo comigo. Porque essa garota tem tanto poder sobre mim. Remexeu-se, suas coxas se abrindo um pouco e meu pau deu sinal de vida de novo quando vi sua bocetinha toda inchada da recente atividade. Havia algo parecido com sangue, deixando os pelos ruivos mais vermelhos. Voltei ao banheiro e molhei uma toalha. A limpei com cuidado para não acordá-la. Puxei o lençol sobre ela e voltei para tomar uma ducha. Olhei pela janela do meu jato. Estive no Taiti a

semana inteira. M ark Springs, aquele maldito asqueroso, queria me passar à perna na compra do resort. Eu estava de olho nesse negócio há seis meses. Só pensar nele me deixava de mal humor. Não bastava o infeliz ter infernizado minha vida enquanto estávamos na universidade? O almofadinha, filhinho de papai nunca engoliu o garoto saído das ruas que era melhor do que ele em tudo, inclusive com as garotas. O que era para ser uma birra de juventude nos seguiu até a idade adulta. Eu o odeio. Nós nos odiamos. O piloto informou que estávamos aterrissando. Cassie... M eu lindo anjo ruivo. Sorri, expulsando o imbecil da minha mente, uma alegria tamanha invadindome. Uma saudade brutal dela, do seu cheiro, seus olhos azuis doces quando me olhava, seu corpo gostoso que me viciou desde a primeira noite. Hoje faz um mês. Exatamente um mês que tudo começou. Tentei ferozmente me resguardar. Não sentir nada além de prazer pelo sexo enlouquecedor, explosivo que compartilhamos, mas foi mais forte do que eu. Apaixonei-me por ela, eu a amo. Sei disso porque nunca senti nada nem remotamente parecido. Há duas semanas está praticamente morando comigo. M as ela tem uma mãe doente que precisa de cuidados. Ela ainda não sabe que paguei todo o tratamento por um ano. Quero ver

minha menina sorrindo, livre das preocupações financeiras que a atormentavam e eu no início não me importei em me inteirar. Carl foi quem me informou. Ele também se mostrou preocupado com a natureza do meu envolvimento com Cassie. Carl é um dominador como eu. No passado, trocávamos as subs quando enjoávamos. É o mais próximo de um irmão que tenho. No entanto, com Cassie foi diferente desde o começo. Eu a quero para mim. Permanentemente. Entrei na limusine. M eu corpo já antecipando tudo que minha deusa sexy me deixaria fazer com ela. Cassie floresceu em meus braços. Seu lado sensual aflorou. Enlouqueciame, fascinava-me. Na empresa quase ninguém sabia do nosso relacionamento, mas pegávamos fogo. Não conseguíamos ficar na mesma sala sem arrancar as roupas um do outro. Na manhã da nossa despedida no aeroporto ela disse pela primeira vez as três famosas palavras. M eu corpo gelou na hora, mas depois um torpor tomou conta de mim e eu sorri, puxando-a para mim. Beijei-a duro na frente da tripulação, como se não houvesse amanhã. Senti seu corpo relaxar contra o meu e entendi que estava com medo da minha reação. Aquela imagem permaneceu comigo cada minuto nesses dias em que ficamos longe. Farei uma surpresa para ela. Vou rasgar o contrato que assinou e vamos começar de novo,

só que agora a apresentarei como minha namorada. Nunca quis ou pensei nisso com outras, mas com ela parecia o certo a fazer. Eu a quero na minha vida. Não é algo passageiro. Como sei em apenas um mês? Eu apenas sinto. Já imagino os grandes olhos azuis se iluminando quando fizer a proposta. Quando disser que quero assumi-la publicamente. M eu telefone tocou tirando-me do meu momento maricas apaixonado. Era Carl, dizendo que tinha algo urgente para me mostrar. Seu tom parecia nervoso. Cerrei os dentes, gemi de frustração e pedi ao motorista para seguir para a King’s. — Não tenho muito tempo, Carl. — disse seco permanecendo de pé junto à mesa. — que informação importante é essa que pode atrapalhar a compra do resort no Taiti? — Certo. — meu melhor amigo e sócio andou até sua pasta e tirou um envelope de dentro. — Veja com seus próprios olhos. — disse com um olhar de triunfo entregando-me o envelope. Peguei o envelope receoso e irritado. Cada segundo que passava ali era mais tempo longe de Cassie. M eus olhos saltaram quando vi o conteúdo do pacote. Que porra era aquela? Cassie estava em todas as fotos ao lado de meu principal concorrente na compra do resort no Taiti. Aparecia abraçada a M ark Springs e sorrindo

de forma inegavelmente íntima... Aquilo não podia ser verdade. Procurei a cadeira mais próxima e me sentei. M eu coração sangrou a cada foto que vi. Se houvesse alguma dúvida do que aquilo significava a última foto foi como uma faca afiada sendo cravada em meu peito. Cassie e M ark se beijavam na boca em frente à sua casa. Ela estava pendurada no pescoço do homem, de olhos fechados, totalmente entregue... Não contive um gemido agoniado. — O que diabos é isso? — indaguei fulminando-o. — Todas as evidências levam a crer que a Srtª M iller é uma espiã aqui dentro. — ele afirmou com evidente satisfação. — M ark Springs obteve informações confidenciais sobre o funcionamento da King’s. Ele cobriu sua oferta para o resort do Taiti há exatamente uma hora. Acabei de ser informado. Joguei todo o conteúdo no envelope novamente e o encarei sombrio. — Chame todos do departamento financeiro. — rosnei livrando-me do paletó e arregaçando as mangas da

camisa branca. — Vamos cobrir a oferta dele imediatamente. M ark Springs vai lamentar profundamente ter atravessado o meu caminho. — e a vadiazinha que me espera em casa também. Completei em pensamento. — alguém mais sabe disso? — quis saber apontando para o envelope. — Apenas eu. Quer que me livre dele? — ofereceu solícito. — Não. Fez um ótimo serviço. Eu assumo daqui. — garanti sentindo a fúria crescer a um nível quase insuportável. Eu quero matar os dois! Quero o sangue deles, porra! Entrei na ampla sala da minha casa e fui direto para o bar, servi-me de uma generosa dose de uísque. Preciso de toda coragem para confrontar a vadia impostora que me aguarda no quarto. Havia dez ligações dela em meu celular que ignorei deliberadamente. Não tinha mais estômago para ouvir a voz sexy me chamando para a cama. M aldita! Praguejei baixinho bebendo todo o conteúdo do copo de uma vez. Subi os degraus da ampla escada de dois em dois. Ao chegar diante da porta do

quarto detive-me por um momento fechando os olhos. Aquele pesadelo estava acontecendo mesmo? Respirei fundo e abri a porta devagar. O quarto estava iluminado apenas pelo abajur na cabeceira da cama. Ela estava lá... A visão do corpo alvo e curvilíneo coberto apenas por uma pequena calcinha vermelha me tirou o fôlego e os pensamentos fugiram do meu cérebro. Avancei lentamente até a cama meus olhos devorando-a contra a minha vontade. M eu pau se contorceu louco para se enterrar nela. Odiei-me por ainda sentir-me assim. Ela me traiu, porra! Cassandra — Olá. — sussurrei me arrastando na cama até ele. — você demorou. Senti tanto a sua falta. — gemi espalmando o peito musculoso enlaçando-o pelo pescoço depositando um beijo em seus lábios. Ele esteve longe por uma semana. Apenas uma semana, mas quase morri de saudade. Jay permaneceu imóvel, o maxilar cerrado, parecia incomodado com algo. — Há algo errado? Por que está tão quieto? — afastei-me para olhá-lo. Os olhos escuros estavam sem brilho, com uma expressão sombria. Um frio estranho tomou conta de mim. Ele me olhou, seus olhos negros fixos em mim por um longo momento, como quisesse ver minha alma. — Jay, está me assustando. — o toquei no rosto, sentindo-

o estremecer com meu toque. Então ele piscou e abriu um sorriso sexy. No entanto, esse sorriso me lembrou do início do nosso relacionamento, quando me queria apenas como submissa. Era um riso charmoso, mas frio, sinistro. Não tive muito tempo para pensar sobre isso, pois me puxou pelos cabelos da nuca. — Não quero conversar anjo. — seu tom foi baixo e tive a impressão de que o apelido carinhoso foi dito com certa ironia. Olhou-me de novo, os olhos escuros duros, mas com indisfarçável desejo e sua boca tomou a minha num beijo selvagem. As mãos grossas se apossaram de meu corpo com possessividade. Puxou-me pelas nádegas tirando-me da cama. Entrelacei as pernas em seu quadril, enquanto ele me pressionava contra o pênis enorme e duro. — Eu te amo, Jay. — sussurrei, senti seu corpo enrijecer com minha declaração. — ficar longe de você foi uma tortura, amor. — suas mãos me apertaram mais quase ao ponto da dor e ele grunhiu, mas nada disse apenas me levou para o enorme e luxuoso banheiro depositando-me na bancada junto a pia. Com mãos impacientes rasgou a minha calcinha. Sua boca desceu brusca sugando meus seios com força enquanto separava minhas pernas com brutalidade. Gemeu introduzindo dois dedos dentro da minha vulva. Lambeu e mordeu

meus seios descendo exigente pelo meu ventre. Arreganhou minhas coxas ao limite e abocanhou minha vagina. M ordeu, chupou, lambeu, rosnando como um animal. Introduziu mais um dedo e meteu fundo, estocando com força. — É isso que você quer, hum? — sua voz profunda, dura reverberou no ambiente abafado. Sugou meu clitóris com força. Gritei de dor e prazer, enquanto seus dedos grossos me golpeavam impiedosos. O que havia com ele? Nem mesmo quando me levava no quarto de jogos, sentia essa fúria nele. — vou comer a porra dessa boceta que você quer tanto me dar, escrava! — rosnou e me virou fazendo-me debruçar sobre a bancada. Ouvi seu zíper sendo aberto e antes que pudesse sequer pensar estava se alinhando na minha vulva e empurrou em mim num golpe forte indo até o fundo. Gritei de novo. Ele era muito grande e grosso e sempre me dava tempo para me ajustar, parou um pouco e respirei ofegante. Então tirou tudo e bateu de volta numa arremetida ainda mais bruta que a primeira. Continuou me comendo sem trégua. Levantou minha perna direita sobre a bancada para dar maior acesso e continuou

penetrando-me profundamente com movimentos furiosos. Nossos olhares se encontraram através do espelho. O meu, apesar de assustado era cheio de amor. O dele confuso, sombrio como nunca tinha visto. Deu outro rosnado e suas mãos apertaram meus quadris me mantendo imóvel para me foder num ritmo incansável. — gosta disso? Gosta de ter meu pau rasgando essa boceta perfeita, viciante do caralho? — seus olhos eram furiosos como suas estocadas. — responda escrava! Gosta disso, porra? — Puxou-me os cabelos golpeando-me mais e mais — toma meu pau! É isso que você quer, não é? — levou uma mão para meu clitóris e o massageou suavemente. Um contraste com suas estocadas. Ele sabe exatamente onde e como me tocar. Não consegui evitar um gemido. Deu uma risada cruel o acelerou mais os golpes. Sua pélvis se chocando violentamente contra a minha vagina. Girou o quadril, deslizando por todos os pontos nervosos do meu canal. Gemi de novo. Seu agarre se manteve forte nos meus cabelos. Empurrou-me sem qualquer delicadeza até colar a lateral do meu rosto no mármore frio. — foder você é muito gostoso. Sempre foi gostoso, escrava. — sua voz era ofegante agora, mas ainda tinha um tom sombrio. Tirou tudo e foi entrando de volta devagar, bem devagar. Sua mão ainda

manipulando meu brotinho inchado, já sensível. — você também sente isso, não é? Gostou de ser minha puta, minha escrava desde o início. Adora quando está assim tomando meu pau até o cabo. — meu corpo estava em conflito. Havia algo errado com ele. — goze! Goze no meu pau! Goze porra! — ordenou e beliscou duro meu clitóris. Seus golpes aceleraram de novo e eu gozei, gritando, lágrimas descendo pela minha face. M eu corpo ficava sem controle quando me fazia atingir o clímax. Era sempre intenso demais. Solucei enquanto seu pênis batia incansável dentro de mim. Sua risada agora claramente debochada soou bem no meu ouvido. — isso, sua puta! Chora no meu pau! — rugiu e sem aviso saiu de dentro de mim e seus dedos entraram grosseiramente na minha vagina. — vou gozar nesse cu gostoso e apertado que você tem. — seus dedos logo estavam no meu ânus preparando-o para recebê-lo. Ainda estava entorpecida pelo orgasmo quando senti seus dedos sendo substituídos pela ponta espessa de seu pênis. M eu corpo estava mole embaixo do dele, completamente entregue, completamente dominado. Suas unhas desceram pela minha coluna, me fazendo relaxar e ele foi entrando devagar, me esticando numa estocada longa e funda. Arfei e relaxei mais porque ele gosta bem bruto. Algo o contrariou, vou ser a submissa que ele precisa.

Seu pênis se alojou todo dentro de mim. Jay soltou um rosnado animalesco e passou a me foder. Realmente me foder. Ele me comeu impiedoso por um tempo que não consegui cronometrar. M eu ânus já estava ardente, meu corpo todo sacudindo com a violência de seus golpes. Gemi, já me excitando de novo e ele fez um som estrangulado, como um lamento e os jatos de esperma me alagaram. Soltou outro grunhido agoniado, como se sentisse dor, seu corpo grande e musculoso estremecendo. Continuou movimentando-se agora mais devagar. Levantei o torso e nossos olhares se encontraram de novo. Eu estava despenteada, saciada, como sempre ficava após sua posse. M as os olhos escuros ainda estavam tempestuosos. Seu olhar deslizou por todo o meu rosto e seus olhos amoleceram um pouco. Arrisquei um sorriso tímido. A expressão de aço voltou e ele saiu de mim bruscamente. Arquejei. Recompôs-se e fechou o zíper das calças, saindo do banheiro deixando-me esparramada sobre a bancada. Franzi o cenho. O que havia com ele? Na última vez que nos falamos ao telefone parecia ansioso para me ver. Disse tantas palavras carinhosas e excitantes... Céus! Ele não fez nada do que prometeu ao telefone. Apenas me tomou com selvageria como se algo o perturbasse. Tive a sensação que ao contrário das outras vezes, essa

foi apenas sexo. O pensamento me deixou enjoada. Ele havia se cansado de mim? Não suporto sequer pensar na possibilidade porque já o amo com todas as minhas forças. M as qualquer que fosse o problema precisava encará-lo, conclui reunindo forças para me levantar. Vesti um roupão vermelho que trouxe de casa e voltei ao quarto. Jay estava parado no limiar das portas duplas que davam acesso à sacada, o luar iluminando seus traços morenos, perfeitos. Ele virou-se na minha direção. Os olhos estavam frios e cortantes como uma navalha. — Se vista e saia. — disse seco me fazendo sobressaltar. — O-o quê? — retorqui sentindo-me fraca e zonza. Ele disse mesmo aquilo? — Quero você fora da minha casa. — disse fuzilando-me com os olhos escuros. — Fora da minha vida. Não quero pôr os meus olhos em cima de você nunca mais! — Por quê? — quis saber num fio de voz avançando até ele, mas afastou-se indo para o outro lado do quarto. — vai me dizer o que está havendo, ou simplesmente vai me mandar embora? Seus olhos me cortaram com dois lasers. — Você quer conversar? — seu tom enganosamente

calmo me deu calafrios. — então me diga: você sempre chora quando goza com seu amante? Ou é só comigo? — O-o que está dizendo? — cambaleei sentando-me na poltrona mais próxima. — isso é alguma brincadeira? — Infelizmente não. — ele riu sem humor. — estou falando de M ark Springs, seu amante! — gritou pegando o pacote, jogando em cima de mim. — achou mesmo que uma vadiazinha como você poderia me enganar? Você manteve-me bem entretido é verdade. — deu um sorriso de zombaria. — mas achou mesmo que eu não sabia quem era desde o início? Que aquele verme havia infiltrado a vadia dele na minha empresa, na minha cama para me roubar um negócio de milhões de dólares? Levei a mão à boca ao ver a última foto. Pelo ângulo que foi tirada dava a impressão de que eu e M ark nos beijávamos na boca apaixonadamente. As fotos pareciam ter sido manipuladas. Deus! Lembro-me desse dia. Foi no início da semana quando minha mãe passou muito mal e liguei para M ark. Ele foi à minha casa e quando nos despedimos na porta ele me abraçou e beijou meu rosto. Eu estava chorando e o abracei também, agradecendo o apoio que me ofereceu. Foi só isso que aconteceu, mas a foto distorcia tudo. Aquilo era nojento, pensei sentindo uma nova onda de náusea. M ark era meu irmão.

— Ele não é meu amante. — afirmei com voz trêmula. — ele é... Ele é... — calei-me, pois não podia dizer a verdade ainda. M ark estava certo. A imprensa cairia em cima de mim e de minha mãe como abutres. M inha mãe precisa de repouso. — Não perca seu tempo. As fotos falam por si só. — me cortou mordaz. — que espécie de ordinária é você? Santa M ãe! Entregou-me a virgindade para me roubar! — Não foi nada disso. E-eu te amo. Por favor, acredite em mim. — gaguejei começando a ir até ele, mas as palavras que Jay disse a seguir me fizeram parar. — Não me importa. Nunca importou. Você foi apenas um Cavalo de Tróia que eu decidi montar. — despejou. Seus olhos me diziam que queria me ferir profundamente. Ele estava conseguindo. — poderia ter acabado com isso antes, mas devo admitir que foi gostoso comer você. — deu um sorriso cínico. — sempre tão disposta... Ávida para me satisfazer na cama. Tão submissa. Não pode culpar um homem por querer aproveitar ao máximo o que lhe é dado. Agora o sabor da novidade se foi, querida. M as estou curioso. Como fazia para se encontrar com ele? Quando, se esteve a maior parte do tempo na minha cama gemendo, chorando de prazer e sussurrando que me amava? Diga-

me! — berrou ensandecido. — Ele sabe o quanto sentiu prazer sendo minha vadia? Que me deixou fazer tudo com você? Que a fodi de todas as formas possíveis? Permaneci imóvel assimilando tantos golpes de uma só vez. Então ele suspeitou de mim desde o início e me seduziu fria e calculadamente? Foi isso que ele acabou de dizer sem o menor remorso? M inha visão turvou pelas lágrimas e meu coração parecia estar sendo arrancado do peito. Uma dor estranha e nova se instalando em seu lugar. Uma dor que me fez quase vomitar sobre o tapete, mas consegui conter a tempo. Estúpida! Estúpida! Recriminei-me. Agora tudo fazia sentido. O todo poderoso Jayden Samuel King jamais se interessaria por mim, uma simples estagiária. E que história é essa de meu irmão estar disputando um negócio milionário com ele? Deus! Todas aquelas perguntas que M ark fazia sobre meu trabalho, sobre a empresa. Oh, não! Torço para não ser verdade, mas uma suspeita começou a se instalar em mim fazendo a dor que já era enorme tornar-se insuportável. Fui traída, brutalmente traída. — Seja rápida. — ele disse seco se dirigindo ao banheiro. — ah! Já ia esquecendo. — voltou-se da porta. — diga ao seu amante que o tiro saiu pela culatra, duplamente. Eu venci. Tive o melhor sexo e o negócio

que ele tanto queria, agora é oficialmente meu. — virouse de novo batendo a porta do banheiro com força. Nos primeiros momentos ainda tentei assimilar tudo. Não quis acreditar que aquilo de fato estava acontecendo. Fitei a porta fechada. Jay, o homem que havia transformado meu mundo, que havia se tornado meu mundo estava me colocando para fora de sua vida. M eu corpo começou a tremer violentamente e senti tonturas e náuseas de novo, mas me obriguei a pegar minhas roupas e vesti-las o mais rápido possível. As lágrimas caíam em abundância agora. Por mais que tentasse, não consegui conter os soluços. Peguei minha mochila que tinha preparado para o fim de semana e dei uma última olhada na porta ainda cerrada, nos separando. M ais lágrimas desceram, mas dessa vez elas vieram junto com uma determinação: o todo poderoso Jayden King jamais me veria de novo. CAPÍTULO QUATRO Rio de Janeiro, Brasil, dias atuais... Cassandra — Responda porra! Eles são meus? — Jayden repetiu, seu maxilar tenso, seus olhos de aço me fazendo sentir um frio na espinha. Fechei meus olhos e gemi de desgosto. Eu não posso mais esconder. Tenho que dizer

ou ele vai descobrir da maneira dele, porque seus olhos estão me dizendo que quer minha cabeça. Vítor e sua boca grande, pensando que estava me ajudando acabou de jogar esse cretino de volta na minha vida, permanentemente. — Sim, eles são seus. — meu tom foi cansado, derrotado. Algo brilhou nos olhos dele, então seus lábios se torceram num sorriso de desprezo e escárnio. — Tem certeza? Afinal você não esteve só comigo. — os olhos escuros atiravam lascas de gelo em minha direção. — abriu as malditas pernas para o meu pior inimigo. — seu tom era mortalmente calmo. — quero ver os bebês. Agora. — acrescentou entre dentes. — Cass, meu Deus! — a voz de Vítor me fez virar em sua direção. Eu havia me esquecido completamente dele, embora ainda segurasse minha mão. — eu sinto muito... — seus olhos azuis pálidos pousaram em mim, pesarosos. — eu pensei que... Pensei... — Tudo bem, Vítor. — o tranquilizei, levando a mão livre a seu rosto. — você não tem culpa. — Jayden bufou impaciente. — tenho minha consciência tranquila. M as se tiver dúvidas isso pode ser provado facilmente através de um exame de DNA. — cuspi voltando a encará-lo, os olhos negros estreitaram em mim com um toque de surpresa.

— Está disposta a fazer o exame? — seu tom era realmente surpreso. — Não tenho nada a temer. — afirmei entre dentes. — nunca tive. — seus lábios torceram no conhecido riso cínico. — Veremos Cassandra M iller. Veremos. — disse pegando seu terno e começando a vesti-lo com gestos elegantes. M eus olhos masoquistas não conseguiram se afastar de sua figura imponente, dominante. Jayden era desses homens que domina um ambiente apenas entrando nele. Seu olhar escuro e intenso dá comandos sem palavras. Ele atrai todos à sua volta para si como um astro-rei. Foi assim comigo desde o início. Nossos olhares se trancaram por um instante fugaz, mas o suficiente para saber que tê-lo por perto, tê-lo de volta na minha vida seria uma verdadeira prova de fogo, porque apesar da forma cruel com que me usou e chutou para fora de sua vida não posso ser hipócrita e dizer que não sinto mais nada por ele. Não quando meu corpo ainda treme com seu olhar. É revoltante, eu sei. Achei, na minha ingenuidade que tinha esquecido. Acreditemme, quero chutar minha canela por permitir que esse bastardo ainda me afete. M as encontrá-lo tão repentinamente trouxe lembranças que já não estou conseguindo relegar ao fundo da mente. Lembranças do

nosso breve relacionamento. Um mês. Durou apenas um mês, mas a intensidade do que vivemos me marcou para toda a vida. Era como se nos conhecêssemos há anos. Como se nunca fôssemos nos separar. Era assim que me sentia. Dele. Completamente dele. Lembranças de como era estar em seus braços me engolfaram. Lembranças espantosamente nítidas dele tomando o meu corpo, dentro de mim, me fazendo chorar de prazer. Eu o amei de uma forma tão devastadora como nunca mais vou ser capaz de amar ninguém. Um gemido involuntário escapou da minha garganta. Seus lábios se curvaram levemente nos cantos e uma sobrancelha subiu num gesto zombador, insolente. Pisquei, obrigando-me a desviar o olhar. — vamos? — praticamente rosnou, seu tom foi seco, impaciente, como se olhar para mim fosse um sacrifício, algo desagradável para ele. M eu coração doeu. Sim, doeu. Não consigo controlar isso, ok? — Eu vou com você, Cass. — Vítor afirmou apertando minha mão. Puta merda! Eu havia me esquecido dele de novo. — Eu acho que não, parceiro. — Jayden pousou os olhos duros nele. — você não está convidado para nossa pequena reunião. — desviou o olhar para mim e cerrou os dentes. — dispense seu cão de guarda, Cassie. Isso é entre você e eu. — a forma como disse as últimas

palavras me fizeram tremer. Sua ira estava sendo contida sob a superfície, mas o conheço suficiente para saber que estava por um fio. — Vítor, eu vou ficar bem. — assegurei. Claro que não era verdade, mas não posso demonstrar fraqueza para Jayden. Não mais. — ligo para você depois. — seu semblante era preocupado, mas assentiu e inclinou-se na minha direção, depositando um beijo suave em meus lábios. Jayden deu um misto de rosnado e grunhido. Afastei-me de Vítor. Os olhos escuros me perfuravam com desprezo óbvio. Seus punhos estavam cerrados ao lado do corpo. Suas narinas dilatadas, o maxilar apertado. Tive receio pela integridade física de Vítor quando Jayden falou: — Caia. Fora. — cuspiu. — Eu vou, mas porque essa é vontade dela, seu imbecil arrogante. — Vítor revidou. Ele estava fervendo também. Apertei sua mão e ele me olhou. — Vá, eu ligo depois, prometo. — afirmei, ele acariciou meu rosto delicadamente, beijou minha mão e se dirigiu à porta. — Ah, eu já ia esquecendo. Que indelicadeza a minha. Obrigado pelas informações. — a voz de Jayden pingava sarcasmo e Vítor estacou voltando-se devagar. — outra coisa. Responda-me, costuma cuidar bem do

que é seu? — Que pergunta idiota é essa? — Vítor franziu o cenho confuso e claramente irritado. Ele não conhece Jayden. Não sabe que adora esse jogo de cercar a presa, os inimigos ou qualquer coisa que atravesse o seu caminho. Um predador nato. A risada baixa insinuante, provocadora e debochada encheu meus ouvidos. — Apenas mantenha isso em mente, parceiro. — seus olhos pousaram em mim de novo, desceram descaradamente até meus seios. Eles arrepiaram e eu me encolhi de humilhação. Seu olhar negro, perigoso encontrou o meu de novo, havia um brilho selvagem neles. Eu conheço esse olhar. Desejo. Puta que pariu! Ele ainda me deseja e ver isso lá no fundo da íris escura atingiu-me em cheio, me atordoou. As sensações mais loucas, absurdas, carnais e que eu, definitivamente não quero sentir invadiram meu corpo. Puta merda! Pisquei, lutando para não arquejar sob seu olhar indecente. — você com certeza vai precisar. — completou e voltou a encarar Vítor, sua postura mudando imediatamente para uma de combate, luta. Eu não estou gostando do rumo dessa conversa. — Não gosto das suas insinuações e menos ainda da forma como olha para minha namorada, King. — Vítor cerrou os dentes e deu passos em nossa direção de novo.

Oh! M erda! Eu realmente não estou gostando disso. — Saia . — Jayden repetiu com desprezo. — ainda não percebeu que está sobrando aqui? — M udei de ideia. Vou com você, Cass. — disse, mas seus olhos não me fitavam. Os dois homens pareciam prestes a voarem um no outro como cães selvagens. Puta que pariu! O que há com Jayden? Qual o sentido em provocar meu namorado? Cretino sem noção! Bufei, revirando os olhos e fui até Vítor. Ele era quase tão alto quanto Jayden, mas era bem mais magro, digo menos forte, por que Jayden não tinha um só grama de gordura, era tudo músculo. Ok. Eu divaguei. M as não podem me culpar. É a pura verdade. O corpo dele chega a ser ridículo de tão bonito e esculpido. Foco, Cassie. Foco! Recriminei-me e contive os avanços de Vítor. Passei a falar com ele em Português. Eu já falava e compreendia muito bem, por causa do convívio com minha tia, mas estou fazendo um curso desde quando cheguei aqui no ano passado e isso me ajudou muito. Garanti a ele que ficaria bem e que não desse tanto poder de munição ao cretino. Jayden só queria tirá-lo do sério. Vítor não pareceu muito convencido. Seus olhos me fitavam agora com um receio, um medo que não estava lá antes. Senti-me culpada. Ele com certeza percebeu minhas reações à presença de Jayden. Vítor é

um bom homem, não quero, não posso magoá-lo. Voltei a garantir que ficaria bem e ele finalmente deixou a sala. — Por que será que não é nenhuma surpresa encontrá-la fodendo com o chefe? — seu desprezo e irritação eram evidentes em seu tom. Olhei para ele, meu sangue fervendo. — Não é da sua conta com quem eu... Com que eu... — oh! M erda! Eu não consigo pronunciar isso. — Com quem você fode, trepa, transa, abre as pernas? — completou dando um riso odioso. Eu quero matar esse cretino bem lentamente. M eu rosto incendiou com suas palavras chulas. — S-sim, é isso mesmo. — empinei o queixo, cerrando meus punhos. — É aí que se engana querida. Se estiver falando a verdade, e os bebês forem realmente, meus as coisas serão diferentes. — seu tom me deu calafrios. — muito diferentes. Agora me leve até eles. Já perdi tempo demais com coisas insignificantes. Você não me interessa em absolutamente, Cassie. — seu tom foi duro, como se eu o tivesse irritado profundamente. — vamos! — rosnou e saiu na minha frente. Abriu a porta fazendo um gesto cínico de falsa educação para eu passar, mas não se afastou muito. Tive que passar roçando nele e seu maldito cheiro me invadiu os sentidos. Ouvi-o sugar o ar

quase inaudível, mas ouvi. M eu corpo estremeceu, porque tive a impressão de que ele havia... M e cheirado? Não dei um segundo pensamento a isso, passei para fora da sala, tentando manter a compostura na frente de Hanna e de mais dois homens sentados nos amplos estofados. Jayden não disse nada a ninguém, apenas passou por mim com seus passos de felino. Ele tinha uma forma de andar que era ao mesmo tempo elegante, arrogante, insolente, como se não se importasse com a opinião do resto do mundo sobre ele. Era exatamente isso. Ela se achava o rei. Era uma puta ironia que ele realmente fosse um príncipe. Voltei à minha sala e peguei minha bolsa, ele segurava as portas do elevador com cara de poucos amigos. Ele não podia pelo menos fingir que era civilizado? Por que estava tão zangado? Não me olhou mais. Sacou o celular e latiu ordens para seu motorista trazer o carro para frente do prédio. A firma se localizava no centro da Lapa, na Av. M em de Sá. Era um prédio histórico, que passou por uma restauração recente. Era apenas uma das muitas empresas que a família de Vítor possuía no Rio. Ao contrário do que o bastardo insinuou não estou com ele pelas suas posses, mas porque me tratou como gente, com respeito. Não demorou muito e estávamos estacionando em frente ao meu prédio. Numa rua

estreita. Ele finalmente me olhou e eu tremi sob o poder desse olhar. Ele estava dizendo sem palavras que me faria pagar por ter escondido os filhos dele. Suspirei me sentindo drenada, cansada. Saí logo que o motorista abriu a porta. O porteiro ficou boquiaberto quando passamos pela recepção. Jayden nos meus calcanhares. Era um prédio modesto. Não costumamos receber visitas de bilionários e príncipes. Não posso bancar outro lugar. Embora tenha um pai rico, a ideia de reivindicar algo para M ark me dá calafrios. Depois que fui jogada fora por Jayden me vi obrigada a procurar por meu meio irmão. Ele riu da minha cara. Disse-me coisas horríveis que prefiro nunca mais lembrar e me escorraçou também. Por uma ironia fodida do destino ele usou as mesmas palavras de Jayden não quero pôr os meus olhos em cima de você nunca mais. As memórias daquele período têm voltado com força total. Não falamos uma única palavra enquanto tomávamos o elevador para o sexto andar onde ficava meu apartamento, mas eu podia sentir a fúria emanando dele. Apressei os passos à frente de Jayden quando o elevador parou, sentindo o tempo todo o olhar dele em minhas costas. Parei na frente da porta e o olhei temerosa, até agora meus bebês foram só meus. De repente Jayden caía de paraquedas nas nossas vidas.

M eu peito doeu com expressão de aço no rosto moreno, dizendo-me que nada mais seria como antes. Ele levantou uma sobrancelha e bufou, me encarando com impaciência, totalmente insensível a meu conflito interno. Suspirei e enfiei a chave abrindo a porta. Girei a maçaneta. Jayden adentrou a pequena sala logo que me afastei lhe dando passagem, sua atenção foi captada para o cercadinho em frente da TV. Lucas e Samuel estavam brincando entretidos. M eu cenho franziu, pois não havia sinal de M aria, a jovem que cuida deles. Então ouvi gemidos. M inha nossa! De onde vinha aquilo? Parecia que havia um casal transando dentro do meu quarto. Avancei pelo corredor, sem conseguir acreditar que ela teve essa coragem. Gelei quando escancarei a porta. Fiquei muda. Um homem bombeava duro em M aria por trás. Ela estava de quatro na cama. Na minha cama! Ele gozou num barulho feio, jogando a cabeça para trás. Oh! M eu Deus! Esse é o marido da simpática senhora do 512! — M as que porra é essa? — a voz dura e irritada de Jayden soou bem atrás de mim. Os dois se assustaram e o homem saiu de cima de M aria, que pulou da cama catando suas roupas, seu rosto se tingindo de vermelho. O homem fez o mesmo. A situação seria cômica se não

fosse trágica. Ela deixou meus filhos sozinhos para transar com um homem casado! Isso era inaceitável de todas as formas. — essa é a babá que cuida dos meninos? Uma vadia que não consegue manter as pernas fechadas? — me virei assustada e meu queixo foi no chão, porque ele carregava os dois, um em cada braço. Eu não estava preparada para ver essa cena e meu coração tolo perdeu uma batida. Eles ficavam perfeitos assim, os três. Obriguei-me a desviar o olhar, um nó gigantesco se formando na minha garganta. — os dois. Fora. Agora. — seu tom foi gelado, cheio de desprezo. Se há uma pessoa em todo o mundo que consegue fazer com que alguém se sinta menos que uma sujeira, esse é Jayden e ele faz isso, geralmente sem precisar falar. Os dois sem noção se vestiram apressados. O homem passou por nós sem nos encarar e M aria ainda tentou balbuciar um pedido de desculpas, mas desistiu quando encarou Jayden. Os dois saíram e um silêncio pesaroso se instalou entre nós. Arrisquei olhar para eles de novo. A imagem era linda demais para ignorar. Lágrimas inconvenientes se formaram em meus olhos, não consegui evitar, pisquei para contê-las. — Você estava dizendo a verdade. — sussurrou seus olhos encantados, passeando entre Lucas e Samuel. Um sorriso se abriu em seu rosto. Um sorriso lindo,

livre do cinismo corriqueiro. M inha respiração falhou. Ele era tão bonito. Era doloroso olhar para ele com nossos filhos nos braços. Eu sonhei com isso por um ano inteiro. Eu acalentei esperanças tolas de que ele fosse buscar a mim e aos meninos em algum momento. Que me pediria perdão e que ficaríamos juntos. M as isso nunca aconteceu e eu me forcei a jogar tudo para o fundo da mente. Até agora. — eles são a minha cara. — sorriu mais amplo. — exceto pelos olhos incríveis que puxaram a você. — acrescentou e meu coração saltou loucamente. Sim, não me linchem por isso. Esse homem foi uma parte importante na minha vida. Ele foi meu mundo por um tempo. Um tempo breve demais, mas me marcou de forma irreversível. Sua expressão não se alterou. Ele não percebeu que elogiou meus olhos indiretamente. Deu-me as costas e eu o segui admirando seus ombros largos, seu corpo poderoso. O destino era realmente cruel, trazê-lo para perto de novo, quando não posso tê-lo mais. Não com tanto engano e mágoas do passado. Jayden Eu não estava preparado para essa sensação intensa, esmagadora de orgulho e possessividade que me invadiu quando avistei as duas cabecinhas escuras dentro desses cercados próprios para crianças da idade deles. Tudo

sumiu da minha mente. A fúria enorme que me tomou desde o momento em que o babaca almofadinha deixou escapar que Cassie tinha dois filhos. M eu coração bateu freneticamente, enquanto minhas pernas me levavam até eles. Percebi que Cassie sumiu num corredor estreito, mas meus olhos ainda estavam presos neles. Devem ter ouvido algo ou simplesmente sentido a minha presença, porque as cabecinhas se levantaram e dois pares de olhos muito azuis me saudaram. M eu peito doeu. Oh, meu Deus! Eles tinham os olhos dela. Os incríveis olhos dela. Eles eram as coisinhas mais perfeitas que já vi na minha vida. E eles eram meus. Santa M ãe! Eles são meus! Porra! Eles são meus! Repeti para mim mesmo e não contive um sorriso. Eu amo meus sobrinhos com todo o meu coração, mas isso que está se espalhando dentro de mim agora é diferente. É algo maior. Como sei que são meus? Eu sinto em cada fibra do meu ser. Além disso, eles são a minha cara. Aproximei-me mais. M eu sorriso abobalhado se ampliando. Um deles sorriu para mim, um som lindo, rico. Logo o outro acompanhou o irmão abrindo um risinho também. Pronto. Eles me ganharam. Sou oficialmente o bastardo mais feliz da face da terra nesse momento. M eus olhos arderam com o que parecia ser lágrimas. Eu nunca choro. Ok. Quase nunca. Há mais de um mês eu chorei quando meu irmão Dom

foi sequestrado por uma louca. Foi realmente tenso. Não chorei na frente deles, no entanto. Claro que não. Isso deixei para o maricas do Leon. Os corpinhos rechonchudos levantaram-se apoiando nas fibras laterais do cercado. M inhas mãos foram em volta deles num reflexo natural e os peguei. Os pequenos vieram balbuciando. Eles apontavam para o corredor e eu entendi que chamavam pela mãe. Os olhei maravilhado levantando com eles. Eram lindos, robustos, pareciam saudáveis, mas um deles estava meio quente, febril. Tomei o corredor e quase tropeço em Cassie, que estava como se estivesse congelada, no meio do caminho. Então, a cena surgiu diante de mim. Homem de meia idade comendo uma garota de no máximo vinte anos. M eu sangue ferveu e eu os escorracei. A raiva ameaçou me invadir de novo. Como Cassie tinha coragem de deixar meus filhos aos cuidados de uma maldita vadia que mal havia saído da adolescência? Os dois finalmente caíram fora e eu não conseguia parar de olhar os pequenos rechonchudos em meus braços. Sorri, adorando que não me estranharam. Vieram comigo como se isso fosse natural, como se já fosse parte da rotina deles. Crianças pequenas podem estranhar quando pessoas ou hábitos novos são introduzidos em seu mundinho. M as não meus filhos. Não eles. Desviei os

olhos de relance na direção de Cassie e ela estava piscando, seus grandes olhos lacrimosos. Uma expressão melancólica no rosto bonito. Era doloroso olhar para ela. Tê-la tão perto, sabendo que não era mais minha. Quando passou roçando o corpo no meu na saída da minha sala, foi necessário lançar mão de todo o meu controle para não agarrá-la e batê-la contra a porta, beijá-la. Eu estava enlouquecido de tesão desde o nosso beijo na semana passada. A porra da modelo que convidei para jantar tinha uma voz insuportável. M andei-a embora antes mesmo de terminarmos de comer. E assim aconteceu com todas as outras que tentei sair depois. Sempre tinham algum defeito e as mandava embora. M aldita vadia! Odeio sentir isso! Odeio que me afete dessa forma. Quero desprezá-la. Só isso. M as quando olhos em seus olhos como agora, tudo que eu senti por ela um dia ameaça voltar com uma força que me descontrola. Ela sempre teve a porra do poder! Ela sempre me controlou. Ela que me dominava. M erda! M erda! Obriguei-me a girar nos calcanhares e sair do quarto, que de repente parecia me sufocar. Sentei-me no tapete com eles no colo. Eu não queria soltá-los nunca mais. M inha vida passou diante de mim como um filme em preto e branco. Todo o sofrimento nos orfanatos, lares adotivos, onde jamais me senti bem-

vindo ou amado. Uma ideia fixa se formou em minha mente. Os protegerei com minha própria vida. Eles nunca passariam pelo que passei. Nunca. Olhei os corpinhos que começaram a dar sinais de impaciência. O que parecia febril estendeu os bracinhos na direção de Cassie. — Oh, meu amor. — ela o pegou prontamente e sentou-se na ponta do pequeno sofá. O apartamento parecia um ovo. M uito pequeno e abafado. — está melhorzinho? Fale para a mamãe. — o beijou na bochecha rechonchuda e ele se derreteu todo, gargalhando alto. Logo, o que estava no meu colo se rebelou pela mãe também. Ela levantou a cabeça, os olhos cheios de amor, doces. — me dê esse ciumento. — disse rindo lindamente. Eu entreguei o bebê. M eus olhos não conseguiram sair deles. Três pares de olhos idênticos. Olhos azuis que foram a minha perdição um dia. Grunhi e me levantei acomodando-me no outro pequeno sofá em frente a eles. Preciso retomar o foco, porra! Não posso ficar aqui babando por ela, uma mulher que me traiu. Ela me traiu, porra! Entendeu bastardo? Ela. Traiu. Você! — Você não vai nos apresentar? — meu tom foi duro. Essa cara de anjo dela não me afeta mais. Controle de volta. Eu controlo a porra do meu pau, não o

contrário. No entanto, o infeliz estava dolorosamente duro desde quando ela entrou no meu escritório. Eu salivei com a visão dela. M eus olhos passearam esfomeados pelas novas curvas que não saíram da minha cabeça toda a maldita semana. Pare aí, imbecil! Chuteime mentalmente. — Este é Lucas. — disse num tom meio nervoso, apontando para o ciumento. — e este é Samuel. — seus lábios se fecharam e meu coração deu um salto de surpresa. Ela deu meu segundo nome a um deles? Isso foi... Eu não consigo encontrar palavras no momento. Caralho! Por que ela fez isso? — Por que colocou meu segundo nome em um deles se me detesta a ponto de escondê-los de mim? — quis saber usando um tom frio que nada revelava do meu conflito interno. — É um nome bonito. — ela disse dando de ombros. — não vamos perder tempo e fazer uma análise profunda sobre isso, Jayden. — Quero meus filhos comigo. — despejei simplesmente. Era a mais pura verdade. Eu não vou mais ficar sem eles. — O que pretende de fato? — Cassie exigiu saber. Seus olhos eram apreensivos agora. — acha que pode vir aqui do nada e tomá-los de mim? Não creio que o mero

depósito de esperma o classifique como um pai. Cerrei o maxilar e mantive seu olhar preso. M inha vontade é pegá-los e ir embora. Tirá-los dessa pocilga que chama de apartamento. M eus filhos terão o melhor de hoje em diante. Só o melhor. — Talvez deva saber que a vadia que me deu a luz me abandonou com muita facilidade. Então, o fato de carregar um bebê no ventre por nove meses também não classifica uma mulher como mãe. — rosnei de volta. Ela quer mesmo ir por esse lado? Cassie me olhou em choque. Eu nunca havia falado abertamente sobre a vadia que me colocou no mundo. Odeio dramas. M as isso só escapou. M erda! — Eu... Eu sinto muito. — balbuciou. Dei uma risada fria meus olhos fulminando-a. — Guarde sua piedade. Não preciso dela. — disse entre dentes. — Olhe, sei que podemos chegar a um acordo. Se você realmente quiser fazer parte da vida deles, se... — Não existe se. — a cortei friamente. — quero e vou fazer parte da vida deles. — Analisei-a intensamente outra vez. — Vamos conversar e descobrir como faremos. — dei um riso calculadamente debochado e acrescentei. — só não espere casamento, querida. Isso nunca.

— Quem disse que quero me casar com você, seu bastardo arrogante? — cuspiu. Seus olhos inflamados. Lindos! A porra da coisa mais linda! Eu preciso transar urgentemente ou vou cometer a besteira de fodê-la e isso realmente vai complicar tudo. — eu tenho amor próprio. — se empertigou toda ofendida. Sei. Bufei. — Isso não é mais sobre mim ou você, Cassie. — falei e ela me olhou parecendo concordar. — Tenho dois filhos e não pretendo ficar longe deles nem mais um dia. — E como pretende fazer isso? Importa-se de me dizer, Jayden? — rosnou, parecendo verdadeiramente chateada. — Não fique tão desapontada porque não vou propor casamento, querida. — provoquei-a usando o um tom frio, gélido. — ainda vai ganhar uma gorda mesada. Não vai precisar trabalhar nunca mais na sua vida. — ela empalideceu. Seus olhos adquiriram um brilho letal agora. — Só me casarei com alguém que eu ame e que me ame de volta. — disse levantando o queixo em desafio. — você pode enfiar seu dinheiro... Você sabe onde. — ela parecia muito puta agora. Ou era apenas um pequeno teatro? Por que não usou os bebês para tirar dinheiro de mim? Isso veio subitamente na minha cabeça. Franzi o cenho. Por que não se aproveitou disso?

— Sério? — abri um riso sarcástico. — Não parece o tipo que acredita em contos de fadas. Podia jurar que seu estilo era mais Bonie e Clyde3. — ela empalideceu de novo. Os olhos lacrimejaram, mas piscou e não as deixou cair. — Seus irmãos parecem muito felizes com suas esposas. A imprensa não cansa de alardear que vivem verdadeiros contos de fadas. — Cassie ousou dizer ignorando claramente minha ironia. Ela estava mais dura. Estava lutando, duelando comigo como nunca havia feito antes. Eu não pude evitar apreciar isso. Parecia uma leoa segurando seus filhotes. Ok. Tenho que reconhecer que parece ser uma boa mãe. Os meninos eram bem cuidados e a adoravam. As crianças não ficam loucas para ir ao colo de quem as maltrata. Sei disso por experiência própria. — Eles fazem parte de uma pequena porcentagem. Encontraram mulheres lindas. — alfinetei-a, meu tom gelado, mantendo seu olhar preso. — lindas não apenas por fora. — resfolegou. Seus olhos abaixando para o tapete. Ela se submeteu. Achava mesmo que era páreo para mim? — mulheres especiais que merecem o amor e o respeito deles. — completei mordaz. Seus olhos levantaram magoados. — Então o que fará? — quis saber entre dentes. De repente me ocorreu outra coisa. Onde estava o odioso

M ark Springs? Por que ela o deixou? Ou ele a deixou? — Onde está M ark Springs, seu amante? — rosnei. Falar nele me trazia tudo de volta. A dor absurda da traição. — Deixe-me adivinhar. Ele a abandonou quando viu os bebês e percebeu que não eram dele? — provoquei minha voz subindo. — Não sei o que pensa que está fazendo, mas é um pouco tarde para vir aqui, se referindo a meus filhos como se tivesse convivido com eles o tempo todo. Você não tem esse direito! — rosnou. Os meninos a olharam e fizeram um biquinho de choro. — Não tive a chance de estar perto deles, tive? — alterei-me. Essa mulher me tira do sério. Quero esganála. — você os escondeu de mim. Isso foi uma espécie de vingança? Porque se foi, devo dizer que foi muito cruel, mesmo para uma vadia ordinária como você! Seus olhos inundaram de lágrimas. Recuou com a raiva contida em minhas palavras. Levantou o queixo de novo em claro desafio. — Devo lembrá-lo que você me humilhou e me expulsou de sua vida? — disse entre dentes. — que você... — Isso não é mais entre você e eu, Cassie! — explodi. — devia ter me dito que ficou grávida. Você teve dois anos para me contar! Dois anos, porra!

Ela aconchegou mais os meninos junto a si. — Estive perto de fazer isso muitas vezes, mas tive medo de como me receberia. — revelou num fio de voz. — ainda posso ouvir sua voz berrando no meu ouvido que esperava nunca mais colocar os olhos em mim. — acrescentou e meu peito sofreu um incômodo com a expressão derrotada em seus olhos. Desviei os olhos. M erda fodida! De todas as mulheres no mundo, logo essa maldita golpista... Obriguei-me a inspirar longamente. Preciso manter a calma. Os meninos estão quase caindo no choro dada a tensão entre nós. Santa M ãe! No espaço de poucas horas minha vida virou de cabeça para baixo. E o pior de tudo é que Cassandra M iller estaria nela permanentemente de agora em diante. — Ok. Cassie. — usei um tom mais conciliador. Faria isso pelos meus filhos. — vamos nos acalmar. Os bebês estão prestes a chorar. Depois conversaremos como dois adultos que somos. — tomei uma respiração

alta, passando as mãos pelo meu rosto. — o que há com Samuel? Parece febril. — seus olhos mostraram surpresa por eu ter percebido no pouco tempo que o segurei. — Ele está meio resfriado, já levei ao pediatra e estou administrando o remédio. — informou e virou para o pequeno. Seu rosto transformou-se completamente. — mas já está melhor, não é, meu bebê? Hum? Conta para a mamãe. — ele se desmanchou de novo. Lucas, o ciumento exigiu sua atenção mais uma vez. — e você, meu amor? Cuidou direitinho do maninho como a mamãe pediu? Hum? — ele gargalhou como se entendesse perfeitamente. Sem perceber abri um sorriso. M eus filhos eram completamente encantados pela mãe. M erda! Eu também. Eu estou provavelmente encrencado. Ela pousou os olhos azuis do caralho em mim. Nossos olhares se prenderam por instantes incontáveis. Corrigindo, estamos os dois encrencados, porque essa energia primitiva, essa tensão sexual crua à nossa volta vai explodir a qualquer momento bem na nossa cara.

CAPÍTULO CINCO Jayden Desviei os olhos da paisagem idílica de Angra e encarei Cassie que ainda estava emburrada na poltrona em frente à minha. Ela relutou bravamente em vir comigo para o resort. Deu-me um mundo de razões, mas eu sabia que só havia uma que a prendia lá no Rio. O maldito almofadinha que enche a boca para chamar de namorado. Ela já sabe como trabalho. Praticamente me mudo para o local das obras. Agora não seria diferente. O projeto para a área interna dos chalés nupciais era dela. Cassie continuava sendo tão perfeccionista quanto eu. Suas sugestões eram arrojadas, requintadas. Cedeu porque também se doava até o trabalho estar pronto. Essa foi uma das muitas coisas que me encantaram nela há dois anos. Reconhecia-me nela. Apesar da sua inexperiência e timidez suas colocações eram sempre oportunas, inteligentes, ousadas, arrojadas. Visualizei uma parceria para toda a vida não apenas no sentido profissional. Eu me dei a ela de uma forma que nunca saberá. A minha sorte é que nunca percebeu como me afetava. Como me tinha nas mãos. Aprendi desde muito cedo a dissimular emoções. De onde vim ou eu fazia isso ou sofria as consequências. Nos orfanatos ainda existiam regras, mas depois nas ruas a lei era brutal. Sobreviviam

apenas os mais fortes. Eu não podia me dar ao luxo de ser ou parecer fraco. Eu morreria. Foi assim que lutei e sobrevivi. Eu venci. No entanto, era oco por dentro. Antes dela eu simplesmente não sentia. Essa é a verdade. Ela chegou e tudo mudou. M eu mundo preto e branco ganhou uma variedade de cores. Ela me fez desejar coisas que jamais havia sequer cogitado com outra mulher. Eu a quis, desesperadamente. Eu a quis tanto, que ela me destruiu com sua traição. Cassandra M iller destruiu toda e qualquer possibilidade de vir a acreditar de novo no sexo feminino. Traiu-me duplamente. Juntou-se ao maldito asqueroso para me roubar e ainda o deixou tocá-la. Lembrar disso ainda me ferve o sangue. Isso foi o que mais doeu, admito. Ela o deixou... Arg! Cristo! Por que estou trazendo isso tudo de volta? Remexi-me no assento de repente sufocando. Ela finalmente virou-se da janela para mim, os olhos muito azuis sombreados por cílios negros e ridiculamente longos tirando toda a minha capacidade de raciocinar com sensatez. Eu estou na merda de novo! Completamente na merda porque ela me afeta. Porra! Ela ainda me afeta! Não era para eu sentir nada disso. Não depois de dois anos. Era para tê-la exorcizado, arrancado de mim, mas tudo que sinto quando estou diante desses olhos é uma vontade absurda de beijá-la,

de puxá-la para mim e... Ah! Santa M ãe! Ela tem a moral mais duvidosa que uma gata de rua, porra! M eu cérebro sabia disso, mas meu pau não parecia se importar. Era um bastardo sem critério pelo visto. O maldito traidor só insiste em me lembrar do quanto sua boceta é gostosa, apertada e quente. — Você o ama? — indaguei, obrigando-me a pôr um ponto final nos meus devaneios patéticos. — O quê? — sussurrou e piscou como que saindo de um transe. Parecia perdida em pensamentos também. Odeio esse olhar triste, magoado que me lança como se fosse à vítima. Como se eu a tivesse traído e não o contrário. — O almofadinha do seu namorado, você o ama? — repeti praticamente rosnando a última palavra. — Eu não vou ter essa conversa com você, Jayden. — falou se esticando no assento numa postura defensiva. — isso não é da sua conta. — completou. Seus olhos gélidos. — É da minha conta sim. — tornei a falar. Eu estava ficando irritado. Irritado com toda a maldita situação. Odeio não ter o controle. Ela estava voltando para minha vida permanentemente e eu não podia fazer nada porque havia meus filhos. M eus filhos. Eu estava repetindo isso desde ontem quando descobri que os

escondeu de mim. — você é mãe dos meus filhos. Preciso saber quais são seus planos com ele. Não vou permitir que outro homem crie meus filhos, Cassie. É bom que fique bem claro. — injetei meu olhar no dela. — nenhum filho da puta vai tomar posse do que é meu. — rosnei. Nem eu sabia por que estava tão zangado. — Sim. Sou a mãe deles. — disse levantando o queixo em desafio. O olhar não se desviando ou abaixando. — mas também sou mulher. Você terá acesso aos meninos quando quiser, mas não ouse interferir na minha vida. — seus olhos foram tomados por aquela expressão de mágoa de novo. — você perdeu esse direito quando me mandou embora grávida. Você não tem ideia do que passei sozinha, grávida e com uma mãe doente. — sua voz quebrou um pouco ao mencionar a mãe. — eu sofri para criá-los bem até agora. Reergui-me, Jayden. Você não conseguiu me destruir completamente. E onde você estava nesse período? — resfolegou os olhos azuis vítreos agora. — Você desfilava com suas putas. Fui obrigada a ver semanalmente fotos suas nas revistas de fofocas com uma mulher diferente a cada vez. — ela estava berrando agora, seu rosto vermelho incendiado com uma indignação que parecia verdadeira. — então não ouse me questionar sobre o meu namorado e o que eu sinto por ele. Isso é problema meu. E não use

meus filhos para tentar me controlar. Você. Não. Tem. Esse. Direito. Oh! Uau! Essa Cassie altiva, cheia da razão era novidade para mim. Ela estava linda toda empertigada. Certo, admito. Eu não havia pensado nas coisas dessa forma. Ela era apenas uma garota. M erda! Ela ainda é uma garota, embora tenha amadurecido nesses dois anos, não só fisicamente, pela explosão acalorada que acabei de presenciar. Sim, não sou tão bastardo e acabo de perceber o quanto deve ter sido difícil para ela cuidar de dois filhos sozinha. O que me leva à pergunta que não quer calar: por que nunca me procurou? Por que não se aproveitou do fato de ter dois filhos meus para tirar dinheiro de mim? Isso estava queimando no meu cérebro desde ontem. Isso não batia com a golpista traidora que ela era. M as está certa numa coisa. Realmente estive com muitas mulheres nesse período. Foram muitas por um motivo. Eu nunca mais me prenderia. Nenhuma mulher teria poder sobre mim de novo. Nenhuma. Jamais. Continuamos nos encarando, medindo forças. Ela não cedeu um milímetro. Não consegui evitar que um pequeno sorriso se abrisse nos meus lábios. Era óbvio o esforço dela para não se submeter. Ok. Vou conceder-lhe essa pequena vitória. Nicolau M aquiavel já dizia que às vezes é necessário perder uma batalha para ganhar a

guerra. Os fins justificam os meios. — M eu irmão Dom e a esposa Helena estão chegando daqui a pouco. Ofereci o resort para a lua-demel deles. — mudei o tema e suavizei a voz. — Vou aproveitar e apresentar Lucas e Samuel. Eles também têm um bebê de apenas um mês. Uma linda princesinha, Anna Júlia. — meu sorriso ampliou ao me lembrar da pequena. Já mencionei que amo meus sobrinhos? Eu realmente amo meus sobrinhos. Passei minha vida inteira sozinho, mas agora tenho uma família. É curioso que meus irmãos tenham chegado justamente no período mais conturbado da minha vida adulta. Os conheci logo depois do rompimento com Cassie. Isso me ajudou a passar por tudo. Leon e tio M ax acolheram a mim e Dom de uma forma tão verdadeira que nenhum de nós conseguiu manter-se distante. Dom caiu logo de amores por Helena e se rendeu mais rápido. Eu ainda tentei resistir, mas acabei me rendendo também. Eles são a minha família. Eu finalmente tenho uma família. — Sim, estou a par do casamento deles. O mundo todo conhece Dom e Helena. — Cassie falou num tom mais ameno também. Havia um brilho de diversão nos olhos azuis agora. Ela devia estar lembrando os inúmeros vídeos do You Tube. M eu irmão é um bastardo exibicionista. Acabei abrindo um sorriso a

contragosto. — Eles não são muito discretos, não é? — Não, eles não são. — assenti e de repente o clima mudou entre nós. Nossos olhares se mantiveram presos. Passeamos os olhos ávidos por cada detalhe do rosto um do outro e voltamos a nos fitar nos olhos de novo. Ela ruborizou, mas não conseguiu desviar. Nem mesmo piscava. Eu também não. Sua boca rosada se entreabriu e ela correu a língua pelos lábios. Tive que conter um gemido a muito custo. Ela era uma provocadora do caralho e nem se dava conta disso. Uma intimidade dolorosa, nostálgica se instalou entre nós. O ar crepitava denso, cheio de desejo. Palavras não ditas, mas que estavam claras ali. Ainda nos queríamos. Um tesão latente, carnal, animal pedindo para ser saciado. Lembranças de como era absurdamente gostoso estar enterrado nela me engolfaram e grunhi. M eu pau traidor pressionou o zíper das calças, louco para prová-la de novo. Um gemido suave escapou dos lábios cheios. Ah! Cristo! Ela era perigosa. Não posso me deixar envolver assim, pateticamente fácil outra vez. Definitivamente não. Nosso momento foi quebrado pela voz do comandante anunciando que íamos aterrissar. Cortamos o contato visual e nos viramos para a janela. Ainda ouvi um suspiro suave vindo dela. Cerca de dez minutos depois descíamos do carro no

resort. Havia me encantado pelo lugar quando estive aqui no ano passado na casa que Leon possuía em outra ilha. Lucas e Samuel foram instalados em um quarto com as babás que contratei no dia anterior. A cena grotesca que presenciei da antiga babá ainda me deixava furioso. A vadia deixou meus filhos sozinhos para foder com o vizinho. Foi uma discussão longa, mas Cassie cedeu por fim quando viu as qualificações e referências das senhoras. Eram Pedagogas e técnicas em enfermagem. Perfeitamente capazes de cuidar dos meninos. Eu disse que meus filhos teriam o melhor de agora em diante e eu definitivamente não estava brincando. Dom e Helena chegaram ao final da tarde. Fui buscálos na pista de pouso. M eu irmão tinha um enorme sorriso no rosto. Helena também não era diferente. Eles estavam felizes. Permiti-me esquecer minhas merdas e compartilhar da felicidade deles. Anna Júlia dormia nos braços de Dom. Acariciei sua cabeleira negra e beijei suavemente sua testa. Bati nas costas de meu irmão em um cumprimento de caras. Helena me abraçou e beijou meu rosto. Beijei-a de volta. M inhas cunhadas são mulheres especiais. M as o principal é que amam meus irmãos incondicionalmente. Elas têm meu carinho e respeito por isso. — Uau! Irmão, isso é... Isso é o que chamo de

surpresa. O resto é conversa. — Dom exclamou meio atordoado quando entrei em seu quarto uma hora mais tarde carregando Lucas e Samuel nos braços. — surpresa em dobro! — acrescentou e então sorriu daquele jeito despreocupado dele. Tomou Samuel nos braços, parecendo verdadeiramente feliz. Havia falado com ele e Leon ontem à noite. A primeira reação de Dom foi cair na risada. Ele era um bastardo idiota, mas depois viu que eu não estava brincando. Leon ficou lá, em silêncio, com aquele olhar solene que adora jogar para cima de mim. M aricas. Passado o susto inicial os dois me parabenizaram e perguntaram o que eu faria. Eu gelei, porque apesar deles não pronunciarem, a palavra estava presente no semblante dos dois, nos olhares que lançaram em mim: casamento. Falei que ainda era muito recente e que estava estudando uma forma de lidar com tudo. E antes que ousassem verbalizar informei que casamento estava fora de cogitação. Eles não sabiam muito sobre a mulher do meu passado, mas já haviam percebido que nosso relacionamento terminou mal. Helena saiu do quarto conjugado cortando meus pensamentos e seus olhos de uísque brilharam ao ver os meninos. — Oh! Dio mio! Eles são lindos, Jay. — abriu um sorriso luminoso tomando Lucas no colo também. Os

dois pequenos riam e balbuciavam interagindo com os tios. Eles eram tão sociáveis. M eu peito se encheu de orgulho. Eles são meus filhos. M eus filhos. Eu simplesmente não consigo parar de sorrir quando estou com eles. — e a mãe deles? Onde está? — meu corpo se retesou com a menção de Cassie. Helena franziu um pouco o cenho ao ver minha reação. Batidas suaves soaram na porta. Era ela. Deixei um recado com as babás assim que peguei Lucas e Samuel. Ela estava no banho segundo as senhoras. — Deve ser ela. — avisei. M inha voz mais tensa do que eu gostaria. Fui até a porta. Dom me olhava com seus olhos verdes maliciosos como se tivesse vendo dentro de mim. Ele adora bancar o maldito psicólogo comigo. Bastardo! M as tudo sumiu da minha mente quando abri a porta e ela estava lá, parada. Os cabelos caindo em cachos molhados pelos ombros e cintura. O rosto livre de maquiagem. Fresca e linda. Tão malditamente linda, porra! M eus olhos desceram esfomeados pelo seu corpo como se não a tivesse visto há pouco menos de uma hora. Vestia calça jeans de cintura baixa e uma camiseta azul que destacou seus olhos. Fiquei hipnotizado, perdido nos olhos de feiticeira. Reaja, caralho! Você é um bastardo de trinta anos não a porra de um fedelho vendo uma mulher

bonita pela primeira vez! Recriminei-me tentando ferozmente tomar o controle de volta. Ela arquejou levemente, parecendo tão afetada e fodida quanto eu nessa merda toda. Isso não vai prestar. Quase rosnei alto permitindo-lhe a passagem. Santa M ãe! Ainda bem que minha camiseta estava por fora das calças porque seu cheiro de morangos invadiu meus sentidos, viajando por todo o meu corpo se alojando no meu pau. Ela entrou devagar com passos hesitantes. M eus olhos foram direto na bunda durinha, arrebitada, bem delineada pelo jeans. Dessa vez eu rosnei mesmo. Dom levantou uma sobrancelha para mim e seu semblante foi tomado pela compreensão quando pousou os olhos em Cassie. — Você tem cachos ruivos. — disse cravando os olhos em mim de novo, seu tom tinha uma sutil provocação que apenas eu entenderia. — e olhos azuis incríveis. — acrescentou, abrindo um riso amplo e eu revirei os olhos. Vou quebrar a cara desse idiota! Ele estava repetindo o que disse a ele no dia de seu casamento há uma semana. Bastardo provocador! — Dom, Helena. — minha voz era um pouco instável, rouca. — essa é Cassandra M iller. Ela é, hum, a mãe dos meus filhos. — verbalizar isso foi estranho. Os exames de DNA que ela fez questão que fossem feitos sairiam na próxima semana. M as eu já sabia. Dentro de

mim eu já tinha a certeza. Eles são meus. — Oh, Jay ela é tão jovem. — Helena veio até ela com um enorme sorriso no rosto. — prazer, cara mia. — Lucas estendeu os bracinhos em direção à Cassie. Ele era realmente possessivo com a mãe. Peguei-me sorrindo, porque ele era igualzinho ao pai. Dom pigarreou de leve. O olhei e ele ria de novo. Um riso sem vergonha, conhecedor da situação em que me encontrava. Bufei. — sou Helena. Você está de parabéns, Cassandra. Seus filhos são lindos. — O prazer é meu, Helena. — Cassie retribuiu os beijinhos de mulherzinha e seu rosto estava lindamente corado. Estava claramente desconfortável na frente da minha família. Quase tive pena dela. Quase. — obrigada, apenas Cassie. — Ela realmente tem olhos azuis incríveis, amore mio. — Helena sorriu concordando com Dom. O bastardo riu mais ainda adorando me alfinetar. — É o que estou dizendo, princesa. — disse e gargalhou. Samuel deu um risinho infantil alheio à provocação do idiota do tio. — concorda comigo garotão? Hum? Sua mãe deve ser muito assediada com esses olhos, não é? — bufei audível. — Olá, Cassie. Sou Dom, irmão desse idiota aqui. — disse indo até as mulheres, estendendo a mão livre para ela. — é um

prazer conhecê-la. Você é exatamente como Jay me descreveu. — Cristo! É oficial: vou matar meu irmão na sua lua-de-mel! — O p-prazer é meu, Dom. — ela gaguejou apertando sua mão, corando mais ainda. Os olhos me procuraram nervosamente. Eu senti ciúmes. Eu senti ciúmes do meu próprio irmão, porra! Dom era um galanteador do caralho! Não percebi o que estava fazendo. Só sei que no segundo seguinte estava ao lado de Cassie. M uito próximo na verdade. Dom olhou de mim para ela e vice-versa e um risinho malicioso, sem vergonha se insinuou de novo. — Cassie, gostaria de conhecer nossa princesinha? — Helena chamou alheia às provocações de seu marido idiota. — Oh, sim, eu adoraria. — Cassie abriu um daqueles sorrisos doces que costumava dar para mim antes de toda a merda nos atingir. As duas mulheres saíram para o quarto conjugado e eu fiquei à mercê da análise agora escancarada de meu irmão. — Hum, então casamento está fora de cogitação, irmão? — Samuel estendeu os bracinhos para mim e o peguei. Ele era o mais frágil dos gêmeos. Cassie havia me informado que nasceu por último e ficou uma semana numa incubadora. Os dois eram fortes e robustos, mas

Lucas era mais ativo. Acho que Samuel tinha o temperamento doce e tímido da mãe. Ah! M erda! Eu estou parecendo um maldito maricas desde que a reencontrei. — Sim, está. — rosnei. Ele gargalhou. Bastardo! — Então me explique irmão. Por que está babando e ofegando atrás dela como um cachorro no cio? — ele era direto. Nós todos somos. Não tem meias palavras. É tudo preto no branco. — Você a viu, não é? — rosnei de novo. — sinto tesão por ela. É só isso. Sexo. Puro. Bruto. — ele riu de novo. — Eu acho que já ouvi essa frase em algum lugar. — pausou significativamente. — ops, fui eu mesmo quem disse isso sobre Helena e olhe só como estou agora? Feliz, irmão. Feliz como nunca estive em minha vida. Alguém me disse que não era só sexo. — pausou de novo. — ops, foi você quem me disse isso. — bufei. — o que quer ela tenha feito a você, tem que passar por cima disso porque ela te deu dois filhos lindos e é neles que tem que pensar agora. Faça a coisa certa por eles. Pense nisso. — concluiu subitamente sério. — Eu sei disso. Vou fazer o melhor pelos meus filhos, acredite irmão. M as casar com ela não. Nunca vou me casar com ela. — rosnei e nesse momento ouvi

um gemido surpreso. Caralho! Elas haviam voltado. Helena segurando Anna Júlia nos braços. Cassie me fitava com olhos magoados, o rosto pálido. Piscou os olhos muito brilhantes. Oh! M erda! Um silêncio constrangedor tomou conta de nós. Ela desviou os olhos para Lucas em seus braços e o beijou suavemente na cabecinha. Parecia frágil, buscando forças no filho. Ok. Isso foi mesmo muito ruim. — Anna Júlia está meio enjoadinha, amor. — Helena quebrou o silêncio vindo até Dom. — deve ser por causa da viagem longa. — Dom a pegou, aconchegando a pequena no peito. — Foi um prazer conhecê-los. — Cassie falou num tom meio apertado, os olhos não me fitando mais. — sua princesinha é mesmo linda, Helena. — abriu um sorriso sem graça. — vou voltar ao meu quarto, depois nos falamos. — Eu, hum, vou com você. — falei me sentindo um bastardo. Todos me olhavam acusadores. Eu sei. Eu sei que mereci porra! — nos vemos no jantar. — avisei a Dom e Helena sem olhá-los nos olhos. Eles assentiram e segui atrás de Cassie pelo corredor. A figura delicada dela segurando nosso

filho mexendo comigo absurdamente. Que porra vou fazer da minha vida? Antes do jantar liguei para o quarto dela convidando-a a se juntar a nós. Ela foi mais fria que o ártico e me disse que ia pedir serviço de quarto e ler um pouco depois. Confesso que suspirei de alívio porque ficar perto dela estava me matando. Então qual foi a minha surpresa ao vê-la adentrar no restaurante uma hora depois toda produzida. Usava um vestido preto tomara que caia vários centímetros acima dos joelhos, abraçando as novas formas deliciosas. As pernas estavam impossivelmente longas e bem torneadas num desses sapatos foda-me que as mulheres tanto gostam. Parei o copo de uísque a caminho da boca quando entrou sorridente. M eu corpo todo tremeu, entrando em ebulição. Porra! Ela estava de cair o queixo. M eus olhos deslizaram por ela enlouquecidos e aí percebi algo que turvou minha visão: ela estava segurando a mão de um homem. Ah! Porra! Era o tal almofadinha. De onde o imbecil saiu? M eu sangue foi drenado do corpo. Virei à dose, o líquido desceu queimando minha garganta e meus olhos arderam. Eles se aproximaram e passaram diante de nossa mesa. Sabe aquelas imagens em câmera lenta?

Foi dessa forma que meus olhos acompanharam. Acenou ligeiramente para Dom e Helena, nossos olhares se encontraram e se prenderam por um momento fugaz. O babaca também nos cumprimentou. Ouvi sua voz, mas não olhei seu rosto. M eus olhos não queriam deixála. Uma sensação desconfortável invadiu meu peito quando ele a puxou e se dirigiram a uma mesa no canto do salão lotado, onde tinha uma fraca iluminação, íntima. A mesa era própria para casais que querem dar uns amassos. Grunhi. Os acompanhei o tempo todo sem entender que merda era isso se revolvendo dentro de mim. E a partir daquele momento, meu jantar virou um martírio. Helena e Dom o tempo todo se tocando e fazendo carinhos também não ajudou em nada. Ah! Santa M ãe! Vou desenvolver diabetes se ficar muito tempo perto deles. A cada vez que olhava na direção dos dois pombinhos dava um bufo, mas não consegui mais acompanhar a conversa com meu irmão. M eu peito se comprimia horrivelmente. — Ei, irmão, tá muito duro aí? — o tom provocador de Dom me fez desviar os olhos da mesa de Cassie e do maldito almofadinha. Eu não consegui mais prestar atenção em nada na última meia hora. — Jay, você podia ao menos disfarçar, irmão. O cara já percebeu que está comendo a garota dele com os olhos. — bufei. Odiei

ouvir a última parte. Ela não era a garota dele, porra! Flexionei meus punhos e olhei na direção do casalzinho feliz de novo. M eu sangue ferveu. Uma ira descomunal tomou conta de mim porque o maldito a estava beijando. Ele a estava beijando, porra! Vi vermelho. Levantei-me bruscamente, a cadeira caiu para trás. Helena assustouse. — Jay? Irmão volte aqui! Jay, seu idiota, não vá fazer uma besteira. — ignorei os protestos de meu irmão e deixei a raiva me guiar. Avancei a passos largos na direção de Cassie. Essa palhaçada vai acabar. Agora! Ele ainda enfiava a maldita língua na garganta dela quando cheguei finalmente à mesa e cravei minhas mãos com força em seus ombros. — Tire as malditas mãos de cima dela, porra! — rosnei e o puxei levantando-o num golpe rápido. Logo estava segurando ele pelo colarinho, tão apertado que seu rosto ficou vermelho. Sem mais delongas mandei um soco certeiro no seu maxilar e o deixei ir ao chão num baque forte. Então, Dom estava me agarrando pela cintura e me puxando. M eus olhos pousaram nela. Tinha se levantado e corrido em direção ao imbecil que levantava meio atordoado. Ele ameaçou avançar para mim, mas ela o deteve, segurando-o pela cintura, falando rapidamente em Português. Entendi perfeitamente a palavra cretino. Os olhos azuis pousaram em mim

incendiados, lívidos. — Você está louco? — cuspiu. — Irmão, todos estão olhando. Jesus! Você é o proprietário, porra! — Dom grunhiu me contendo a muito custo. — se acalme. Que merda está acontecendo com você? — sim, eu sou o dono. Um sorriso de escárnio se espalhou em meu rosto. — Isso não vai ficar assim, seu bastardo de merda! — o almofadinha berrou, massageando o queixo. — Você tem que usar um gelo aí, parceiro. — sugeri, com deboche. M eus seguranças chegaram. Levaram um susto quando perceberam que era eu o causador da desordem. — tirem esse idiota das minhas vistas! Agora! — rosnei. Eles agiram imediatamente. O almofadinha resistiu no começo, mas não havia muito o que ser feito e foi escoltado para fora. Cassie me atirou punhais com os olhos quando passou por mim atrás do imbecil. — você fica! — bradei. Ela virou e levantou o queixo vindo até mim. Enfiou o indicador no meu peito, enlouquecida de raiva. — Você não manda em mim, cretino! — rosnou. Seus lábios tremendo de raiva. — fique. Longe. De. M im. — e virou-se de novo indo atrás do namorado. Os segui até o terraço. Dei ordens expressas para levarem o imbecil para um dos chalés mais afastados.

Amanhã logo cedo o despacharia para o Rio. Cassie fitou-me atônita. — Você vem comigo, Cass? — ele quis saber. Eu odiava a forma que a chamava. Fechei meus punhos de novo. Se ela dissesse que iria eu... — Não, não vou Vítor. Samuel está ainda resfriado. Não quero ficar longe dele. — ela disse e soltei o ar que nem sabia que estava prendendo. A expressão do almofadinha caiu e ele falou num tom que odiei mais ainda. Era um tom de deboche. — Claro. Como posso competir com seus preciosos, não é? — Não, nem você e nem ninguém pode competir com meus filhos. — ela afirmou numa voz apertada, quase magoada. — nos falamos amanhã. — acrescentou e deu as costas ao imbecil. Dei-lhe um olhar que dizia perdeu idiota! E segui atrás dela. Lembrei-me de Dom e Helena que ficaram lá dentro horrorizados. Fui até eles e me desculpei. M as a ira ainda estava em todo o meu corpo. A imagem do maldito a beijando como se fosse o dono dela me queimava o cérebro. Passei pelo bar. Uma música tocava animada. Animals do M arron 5. Torci os lábios sarcasticamente. Era assim que me sentia: um animal, uma fera enjaulada que estava arrebentando as grades.

Cassandra Entrei no quarto, irritada. Duplamente irritada. Quem aquele cretino pensa que é, para fazer aquela cena? Por que estava se intrometendo na minha vida dessa forma? Caminhei de um lado para outro. As últimas palavras de Vítor terminaram de arruinar a noite. Ele tinha certa implicância com minha dedicação aos meninos, eu já tinha percebido. M as nunca tinha verbalizado isso. Talvez eu deva rever meu namoro com ele. É muita pretensão dele querer concorrer com meus filhos. Devo ter o dedo podre mesmo quando se trata de homens. M alditos! — Você vai terminar com aquele palhaço, ouviu? — virei assustada. Jayden escancarou a porta e avançou para mim, os olhos escuros furiosos, selvagens, perigosos. — O que está fazendo aqui? — grunhi, alarmada, me afastando até o meio do quarto, enquanto ele me espreitava, rondando como um predador esperando o momento de atacar à presa. M esmo irritada, meus olhos masoquistas correram por ele. Estava cada vez mais difícil ficar perto dele. Era impossível ignorar as reações do meu corpo quando cravava aqueles olhos negros hipnóticos em mim. Sim, é vergonhoso, mas raiva, mágoa e luxúria guerreiam dentro de mim na mesma

medida. Sou humana. Gostaria de não sentir nada, mas ele ainda mexe comigo. Usava uma camiseta preta de mangas compridas, arregaçadas até os antebraços e calça escura. Seu corpo grande, poderoso, sua beleza morena, primitiva, indomável, pecaminosa me engolfou. A energia sexual crua vinha em ondas para mim. Os olhos escuros estreitaram deslizando pelo meu corpo e um riso obsceno se espalhou na boca sensual. — Vim pegar de volta o que é meu. — rosnou. Suas narinas dilatando. O olhar me queimando, me violentando, deixando claro o que ele queria. — Q-que seria? — gaguejei, abraçando a mim mesma. Ele voltou a andar, avançando devagar, os olhos escuros nunca deixando os meus. Arfei, meu corpo todo estremecendo sob a intensidade do seu olhar. Seu rosto de traços perfeitos tirando-me toda a capacidade de pensar ou de me mexer. M eus pés pareciam ter grudado no tapete macio. — Nervosa Cassie? — seu tom foi mais baixo, suave, sexy. M eus seios arrepiaram. Sua voz profunda viajando por cada célula do meu corpo. — eu a deixo nervosa? — sussurrou. Seu peito musculoso parando bem na minha frente, quase tocando em mim. Oh! M erda! Seu cheiro delicioso me invadiu. Inalei ruidosamente tentando recobrar os sentidos. Sua boca se

curvou num riso lascivo, seus olhos brilhando perversos. Ele sabia o que estava acontecendo comigo. — você. Eu vim pegar você. — completou. Engoli em seco com a expressão em seus olhos e a forma como pronunciou as últimas palavras. Eu vim pegar você. — Você só pode estar louco se acha que sou sua! Saia, seu imbecil! Você não tem o direito de entrar aqui no meu quarto! — berrei descontrolada, conseguindo finalmente me afastar. Ele me alcançou em um segundo e colou meu corpo no dele bruscamente. Seu pênis duro cavou em meu ventre. Esmurrei seus ombros. Uma mão amassou minha bunda e a outra me puxou pelos cabelos da nuca, arqueou meu corpo, me imobilizando e abaixou a cabeça, nossas bocas ficando a centímetros. M eu coração galopava no peito. O dele batia forte também. Seu cheiro entrou em minhas narinas de novo como uma droga. A sensação do corpo musculoso contra o meu me fazendo gemer vergonhosamente. Ele gemeu também, moendo o pênis na minha pélvis. Grunhimos juntos. Nossos olhos travados, nossas bocas quase se tocando, respirando uma na outra. Seu hálito quente cheirava a uísque caro. — O resort é meu. Esse quarto é meu. — mordeu meu lábio inferior. — você é minha. Negue o quanto quiser, mas essa porra de tesão entre nós não foi

embora. M eu pau enlouqueceu desde que pus os olhos em você de novo. — deslizou os dedos pela fenda do meu traseiro e cavou seu pênis mais embaixo direto na minha vulva. Um gemido desejoso, cheio de saudade, escapou do fundo da minha garganta, minha vagina latejou. Eu estava completamente dominada. Isso me enlouquece. Não sei se sou uma aberração, mas sempre gostei de ser dominada por ele. Da forma dura com que tomava meu corpo. — porra de gemido do caralho! Vai me pagar por cada vez que me masturbei imaginando você gemendo assim no meu pau. Imaginando meu pau rasgando seu rabo apertado. — minha calcinha alagou. Rosnou, puxando mais meus cabelos e mordeu meu queixo, descendo para o pescoço. Seus lábios desceram deixando um rastro de fogo até meu ombro. Deu um beijo erótico e de boca aberta e gritei quando cravou os dentes bem no ponto entre o pescoço e o ombro. — Ahhhh! Deus! Oh! — Convulsionei descontroladamente em seus braços e meu corpo não era mais meu. Era dele de novo. Sua risada baixa, obscena,

arrepiou minha pele enquanto sua boca subia de novo, devagar. Nossos olhos se encontraram outra vez e por um instante vi algo lá. Havia um brilho diferente da raiva dos últimos dias. Eles estavam mais suaves. Ficou me olhando como que hipnotizado, como se estivesse tão afetado quanto eu. A mão que estava na minha nuca relaxou o aperto e sua cabeça foi descendo sem nunca deixar meus olhos. — Linda. Tão linda... — gemeu deslizando a língua suavemente pelos meus lábios. Seu quadril movendo-se em mim numa dança indecente. Abri mais as pernas. Gememos com o aumento da fricção de nossos sexos. — não tenho pensado em outra coisa desde que provei seu gosto de novo. Estou desesperado para me afundar até o cabo em você. E também quer isso. Está tudo aí nesses olhos de feiticeira. Você. M e. Quer. — sussurrou com seu hálito quente, delicioso, me fazendo quase implorar para que me beijasse. Ele deve ter percebido meu desespero porque finalmente sua boca desceu sobre a minha. Um gemido necessitado, esfomeado deixou meus lábios assim que senti os seus. Oh! M erda! Isso é poderoso demais para ser ignorado. Era isso que eu temia. Que viesse para cima de mim, porque sou ridiculamente fraca perto dele e ele sabe disso. É involuntário. Ele drena minhas forças, completamente.

Eu nunca consegui resistir. À volta dele sou como uma mariposa atraída pela luz. M eu corpo tremeu, se colando mais ao dele. Seu peito duro contra meus seios. Chupou e mordeu meus lábios e língua. Rosnamos os dois e viramos uma confusão ansiosa. M inha língua passou a dançar com a dele. Nossas bocas se comendo sem nenhuma reserva agora. M inhas mãos passearam pelos ombros e costas musculosos indo se enfiar em seus cabelos macios. Uivou com meu toque, o corpo grande estremecendo. Sempre me senti sensual e poderosa pela fome carnal que ele sentia por mim. Pela sua reação ainda sente. Bom saber que não estou sozinha nesse desejo primitivo, violento. — Vai me pagar pelas noites que sonhei que estava fodendo sua boceta gostosa e acordei frustrado percebendo que era só a merda de um sonho. — rosnou e seu tom era doloroso. — Você não estava lá. M as você voltou. Está aqui agora, permanentemente na minha vida. — moeu em mim de novo, girando o quadril. Soltou um grunhido angustiado. Gemi também. — vou comer você. Vou meter bem duro e forte nesse corpo gostoso até matar minha vontade. Não estou nem aí se tem a porra de um namorado. Vou. Te. Foder. Vai tomar o meu pau sempre que eu quiser. — seu tom foi duro, rouco, sua mão deixou minha bunda e se infiltrou pela

barra do vestido, numa carícia suave pelo interior das minhas coxas até alcançar a calcinha. Grunhiu quando tocou o tecido todo empapado. Sua mão entranhou entre elas obrigando-me a abri-las mais. Apalpou rudemente minha vagina, friccionando meu clitóris. M iei quando afastou o tecido para o lado e um dedo deslizou nos lábios melados. Uivou na minha boca e meteu dois dedos sem aviso, rasgando minha vulva bruscamente. — Ahhhhh! Jay... Oh! Deus... — choraminguei meu corpo virando uma massa trêmula em suas mãos. Arrancou a boca da minha e ficamos lá nos olhando, respirando com dificuldade. Seus olhos loucos, incendiados, um reflexo dos meus. — Gostosa! Porra de boceta apertada do caralho! — ganiu e tirou os dedos, seu polegar passou a massagear delicadamente meu clitóris. Ronronei, relaxando. M eteu em mim de novo agora mais fundo. Gritei alto. Não me deu mais trégua, me comendo com seus dedos grossos, violentando minha vulva. Os olhos escuros presos nos meus atentos a toda e qualquer reação minha. Fechei meus olhos, deixando-o me foder cada vez mais rápido e forte. O som de seus dedos deslizando em meus líquidos enchendo nossos ouvidos. — abra os olhos, Cassie. Quero ver o quanto está desesperada para ser fodida por mim. — sua voz rouca

e profunda reverberou em meu corpo. Os abri. Ele sorriu e sua boca tomou a minha de novo num beijo de olhos abertos. Um beijo lascivo, molhado. Puxei seus cabelos com força. Ele deu-me um puxão forte também. E viramos animais. Fodeu minha boca e vagina sem dó. Girou os dedos devagar lá dentro e um orgasmo começou a se formar. Aquela sensação vertiginosa, viciante que há muito tempo não sentia tomando meu ventre. Gemi sentindo meu corpo começando a amolecer, e ele retirou os dedos bem na hora me deixando na borda. Choraminguei desavergonhada, esfregando minha vagina em sua mão. Sorriu em minha boca então fui levantada em seus braços. — você vai gozar muito hoje, querida. M as vou foder você em meu quarto, na minha cama. — avisou e nos guiou para a porta. Deixei-me levar pelo corredor. Não sei como acertou sua suíte, pois sua boca não largou a minha em nenhum momento. Assim que conseguiu abrir sua porta, entramos, me pôs no chão e me bateu contra ela rudemente, seu corpo grande prendendo o meu. Suas mãos apertaram minha cintura bem forte e desceram pela bunda, cavando nelas, me levantando. Esfregou sem pênis enorme e duro direto em minha vulva. Sua boca comeu a minha de novo. Grunhimos, rosnamos. M ordemo-nos, enlouquecidos de tesão. Pôs-me no chão

e suas mãos foram bruscas para o meu vestido, arrancando-o, rasgando de mim. Gritei de surpresa, excitada. O tecido caiu em trapos por minhas pernas. A calcinha teve o mesmo destino. Ele afastou-se um pouco, os olhos escuros me devorando, ardendo em cada centímetro da minha pele. Arquejei esperando. Abriu o sorriso sacana e avançou para mim outra vez. As mãos enchendo nos meus seios, juntando-os, amassando-os. Puxou os mamilos túrgidos e sua boca quente desceu sobre eles. Rugiu, lambendo, chupando duro. M ordeu um pouco mais forte e gritei ensandecida, enfiando as mãos em seus cabelos, mantendo-o no lugar. Joguei minha cabeça para trás contra a porta, gemidos incessantes e suplicantes escapando da minha boca. Seus lábios desceram esfomeados pelo meu ventre, me chupando e mordendo como se nunca pudesse ter o suficiente de mim. Acariciou minhas coxas e as separou com ânsia. Senti seu hálito soprar no meu clitóris. M inha respiração travou em expectativa. Um gemido desesperado saiu de mim quando abocanhou minha vagina. — Ohhhh! Deus... — balbuciei, seus dedos me abriram e sua língua chicoteou meu brotinho inchado. Eu estava na borda de novo. M eu corpo todo pedindo alívio. Enfiou dois dedos em meu canal e mordeu-me

levemente. Convulsionei. Espasmos incontroláveis tomaram conta de mim. M eus olhos arderam e não consegui conter as lágrimas. M eu corpo era dele de novo. Emoções que jurei esquecer vieram com força me levando há outro tempo. Um tempo em que fui feliz. M uito feliz! Então eu gozei. — ahhhhhhhhhhhh! Oh, meu Deus... — minhas pernas amoleceram e ele me levantou nos braços atravessando o quarto. M inhas costas desceram sobre o colchão macio. Um clarão vindo das janelas na cabeceira da cama iluminou seus traços. Ele pairou sobre mim. Os olhos negros me invadindo pedindo tudo. Arfei suavemente quando desceu a boca sobre a minha num beijo lento, delicioso. Pingos de chuva bateram nos vidros atrás de nós e imagens de outra noite a dois anos encheram minha mente. Separou nossas bocas e se afastou começando a despir-se. M eus olhos o buscaram famintos. Com uma saudade dolorosa. Puxou a camisa pela cabeça e engasguei com seu peito musculoso, duro. O abdome reto, bem definido, me fazendo salivar de vontade lambê-lo. Tirou o cinto, sua expressão um tanto dura agora. Juntou as duas pontas e estalou o couro. M eus olhos alargaram. O som excitando-me de uma forma que nunca consegui compreender. Era louco, primitivo. Jogou-o em cima da cama perto de mim. Os olhos escuros perversos

mandando uma mensagem silenciosa. Arfei levemente. Desceu o zíper das calças e se livrou delas junto com a cueca boxer. M eus olhos foram imediatamente para seu pênis ereto, orgulhoso, longo, grosso, cheio de veias. Lindo. Absurdamente viril e lindo. Sorriu-me do jeito que sempre fazia no quarto de jogos. Um predador faminto pela presa. Virou-se abrindo uma gaveta do criado mudo e tirou vários preservativos espalhando-os na cama. — Tem ideia de quantas vezes sonhei com isso? Hum? — subiu de joelhos na cama e pegou o cinto. Estalou de novo as duas pontas e minha vagina vibrou. M eus seios intumesceram. Abriu um riso obsceno e conhecedor do meu estado. Puxou-me pelos braços bruscamente, me fazendo ficar de joelhos também. Seu olhar correu por todo o meu rosto e voltou aos olhos. Puxou-me pelos cabelos e devorou a minha boca num beijo voraz, de posse, de domínio. Continuou me beijando e levou o cinto ao meu pescoço, rodeando-o e afivelando. Não colocou apertado. Puxou a ponta como uma coleira. Arrancou a boca da minha e seus olhos negros me diziam que o dominador estava assumindo a partir de agora. — deite-se. Vou finalmente enterrar meu pau nessa boceta perfeita do caralho! — rosnou. Ele parecia zangado de repente. Obedeci, deitando-me à

medida que o cinto ia escorregando em sua mão. Bati as costas no colchão e travesseiros. Em um segundo ele estava em cima de mim, afastando minhas pernas grosseiramente. Seu olhar passeou por todo o meu corpo. Fiquei receosa que visse as mudanças após a gestação. Engordei muito e alguns quilos não foram embora depois do parto. A mão livre encheu no meu seio direito, beliscando o mamilo, descendo pelo ventre, devagar. Franziu o cenho quando deparou com a cicatriz da cesariana. Os olhos escuros encontraram os meus, cheios de perguntas, então algo surpreendente aconteceu. Ele se abaixou e espalhou beijos muito suaves pela extensão do corte. Convulsionei quando a língua morna o lambeu repetidas vezes. — seu corpo ganhou forma. É uma mulher agora. Uma mulher linda e gostosa que vou ter na minha cama todas as noites a partir de hoje. — murmurou, mordendo forte na minha virilha. Gritei, quando abocanhou minha vagina outra vez. Comeu-me grunhindo lascivamente até me ter tremendo, minhas mãos puxando os lençóis, meus lábios arquejando, necessitando dele dentro de mim. Então parou o ataque e pegou um preservativo. Notei que suas mãos tremiam um pouco. Vestiu-o espantosamente rápido e veio para cima de mim. Gememos com o

contato. Seu corpo grande cobrindo e dominando o meu corpo delicado. O contraste da sua pele morena com minha tez pálida era erótico. M inhas mãos se banquetearam em seus ombros fortes, descendo pelos bíceps tatuados. Amo suas tatuagens. Elas são Jayden em sua essência bruta. Seu pênis procurou minha entrada, friccionando. M inha vagina completamente inundada esperando por ele. Acariciou-me o rosto como se ainda não acreditasse que estávamos assim e senti a cabeça gorda em minha vulva. Ofeguei e ele finalmente veio. M eteu rasgando-me até o fundo. Gritei de dor e prazer. M ais dor do que prazer para ser sincera. M erda! Fazia dois anos e ele era muito grande. — Ahhhh! Deus! Sim! Cassie... Tão gostosa... Cristo! M uito mais gostosa do que nos meus sonhos... Caralho! Deliciosa... — sussurrou, gemendo quando se alojou fundo. Gemi agoniada de novo. — Estou machucando você? — Seus olhos correram preocupados pelo meu rosto. Uma expressão surpresa e confusa em seu semblante. — Eu... Hum... — remexi-me desconfortável sob seu olhar. Ele parecia querer ver dentro de mim. — já tem algum tempo que não... Que não... — puta merda! Isso ficou estranho. — Que não tem sexo. — não era uma pergunta.

Algo brilhou no fundo da íris escura. Algo como satisfação. Assenti incapaz de falar. Ficamos lá nos olhando. Um tentando analisar o outro. Nossos sexos palpitando loucamente. Então abriu um sorriso enigmático, mais sexy que perverso e me beijou. Um beijo que começou suave e foi esquentando aos poucos. Ele queria trazer minha excitação de volta. Sua língua habilidosa lambeu cada canto da minha boca. Suas unhas desciam e subiam nas laterais do meu corpo, arrepiandome. Abri mais as pernas e o abracei pela cintura. Uivou e tirou a boca da minha. Tirou o pênis devagar, deixando só a ponta e voltou mais devagar ainda, girando o quadril, tocando todos os nervos do meu canal. Os olhos parecendo maravilhados, extasiados por me encontrar quase virgem depois de dois anos. — ahhhh! Porra! M uito apertada! Bocetinha deliciosa... Cristo! Não vou durar muito... Ohh! Gostosa! Gostosa... — gemeu sua voz tensa. Sua boca deslizou pelo meu queixo, pescoço e tomou o seio esquerdo. Chupou-o duro. M ais sucos jorraram da minha vagina. Sorriu safado contra meu seio e passou a estocar com mais força. Gemi desavergonhada, enfiando as mãos em seus cabelos e me entreguei de vez. Ele sentiu minha submissão. Puxou tudo e bateu num golpe brutal e fundo, muito fundo se alojando no meu útero. Apoiou uma das mãos ao lado da

minha cabeça e a outra veio para o cinto de novo. Puxou com força, me fazendo arquear as costas. Sua boca continuou voraz buscando o outro seio. Seu pênis batendo em mim duramente agora. Rasgando-me sem dó. Comendo-me faminto, seus rosnados e grunhidos um reflexo dos meus. Passou a combinar os puxões no cinto com as estocadas brutais. Puxava-me para baixo enquanto seu quadril me encontrava. Seu pênis indo por todo o caminho me esticando quase além da minha capacidade. Deu uma mordida na auréola e lambeu acalmando. A sensação deliciosa pré-orgasmo começou a se espalhar no meu ventre e eu soltei um gemido alto, necessitado. Puta merda! Ele percebeu e meteu com tudo, acelerando os golpes. O cinto apertou mais meu pescoço. — isso, goze! Goze no meu pau, porra! Goze minha escrava, minha putinha safada, gostosa! — Jay! Oh! Deus... Ohhhhhhhhhhh! — quebrei gritando e gozando, meu corpo tremendo violentamente. — Isso, escrava, geme no meu pau! Grite o meu nome, porra! Esse som me perseguiu dois anos! Dois anos inteiros lembrando-me desse gemido do caralho! — Ele afrouxou o aperto no meu pescoço e acho que desfaleci por alguns segundos contra os travesseiros. M eu corpo estava mole e caiu pesadamente. Ele se deitou completamente em cima de mim. Enfiou uma mão

por baixo do meu ombro esquerdo e me puxou, a outra continuava firme no cinto. Ele adora isso. Domínio total. Continuou me comendo sem trégua, meu corpo todo sacudindo com suas estocadas violentas. — ahhhhh! Porra! Eu vou gozar... — rosnou e saiu de dentro de mim, me puxando pelo cinto. Forçou-me a ficar de joelhos com ele. Arrancou a camisinha rapidamente e girou a ponta do cinto para trás, para a nuca. — vem e me chupe! M ama bem gostoso. Quero encher sua boca de porra. —enfiou a mão livre em meus cabelos e a outra manteve o agarre no cinto. Abaixei minha boca em seu pênis quente, latejante, deslizei meus lábios até onde consegui ir, dilatando minha garganta para alojá-lo. Gemeu, era um som lindo de desespero, fome e um toque de saudade. Seu corpo estremeceu e jatos fortes de sêmen encheram minha boca. — porraaaaaaa! ahhhhhhhhhhhhh! — bombeou duro, mantendo minha cabeça imóvel para me foder com vontade. — tome tudo, Cassie... Ohhhhh! Boquinha deliciosa, anjo... — balbuciou e foi diminuindo a força dos golpes. Puxou-me para cima, seu pênis escapulindo da minha boca num barulho alto. Ainda estava duro. Os olhos escuros me fitaram quase ternos. — agora não há mais nenhum vestígio daquele babaca em sua boca. Só meu. — rosnou e me beijou duro... Possessivo. Nossas bocas se

separaram e nossas respirações ainda tentando se acalmar. Suas mãos foram em volta do cinto e o tirou com cuidado do meu pescoço. Empurrou-me para o colchão de novo. M assageou suavemente as marcas. Ronronei fechando os olhos. — eu ainda não tive o suficiente de você. — abri-os e o olhei. Seu corpo esticado do meu lado, o pênis cutucando minha coxa. Deixei escapar um gemido. Ele é insaciável. Quero dizer, realmente insaciável. Pode fazer sexo por horas. O som da sua risada foi quase livre de sarcasmo, mas estava pingando sacanagem. Levantou-se e me puxou para fora da cama. — rosto no colchão. M ãos para trás. — seu tom voltou a ser duro. — Estou louco de saudade de comer seu rabo. — miei com suas palavras cruas e colei a lateral do meu rosto na cama. Não amarrou minhas mãos. M as eu sabia que não podia movê-las. — porra de bunda linda que você tem escrava. — rosnou e um tapa desceu forte na minha nádega direita. Sua língua lambeu onde tinha batido. Deu outro tapa do outro lado e repetiu o mesmo processo. M inha vagina já estava palpitando de novo. Estapeou minha bunda com vontade, sempre acalmando com a língua ou com as mãos em carícias suaves. Debruçou sobre minhas costas e puxou meus cabelos, expondo minha nuca. Beijou, chupou e sem aviso cravou os dentes bem forte. Soltei

um misto de grito e gemido. Sua risada baixa, pecaminosa, perversa soou bem no meu ouvido. Lambeu o lóbulo da minha orelha. Senti meus líquidos escorrerem entre minhas coxas. Enfiou dois dedos em minha vulva melada e levou o creme para o ânus. Saiu de cima de mim e pouco depois sua língua deslizou da minha vagina ao meu orifício. Gemi, meus quadris rebolando involuntariamente. Deu mais uma palmada dura. — eu disse que podia se mexer? Hum? Quieta, porra! — rosnou e continuou o ataque. Seus dedos levaram mais líquidos e foram forçando passagem. — relaxe, Cassie. Isso... Deixe-me entrar... Isso... — seu tom era tenso, grave. Passou a chupar meu clitóris enquanto seus dedos me rasgavam cada vez mais fundo. Rosnou e acrescentou mais um dedo. Gritei, ensandecida. Como uma viciada que foi privada por muito tempo do seu vício. M eteu a língua na minha vulva e eu estava surpreendentemente me encaminhando para outro orgasmo. Levantou-se e senti a ponta robusta se alinhar no meu ânus. Segurou forte em meus quadris, cravando os dedos na minha carne e estocou firme, rasgando-me até o fundo. Suas bolas bateram na minha vulva. Gemi suspensa entre a dor e o prazer de novo. Abaixou-se sobre mim e lambeu toda a extensão da minha coluna. Seu pênis latejando no meu ânus

completamente cheio. — Ahhhhh! Cristo! Você é a porra do pacote completo! Nunca fodi um rabo tão gostoso... Tão quente e apertado... Ohhh! — rugiu e tirou tudo, voltando de novo num impulso brutal que quase me fez desabar na cama. — aguente firme, escrava! Só vou gozar quando tiver matado minha fome desse cu gostoso que você tem. — avisou e passou a me comer sem piedade. Golpes duros. Eu estava bem lubrificada agora. Seu pênis entrando muito fundo, até o cabo. Eu estava bem perto de gozar de novo. Cada vez que suas bolas batiam na minha vagina ele girava o quadril massageando meu clitóris. Puxou minha bunda, me empinando mais para continuar tomando suas estocadas rudes. Fui devorada assim por muito tempo. Seu suor pingava nas minhas costas e bunda. Seu agarre forte nunca cedeu nos meus quadris e não aguentei mais quando levou uma mão para meu clitóris e o beliscou duro. — Oh! Deus! Jay... Eu... — chorei na intensidade da sensação deliciosa que tomou meu corpo indo se instalar na vagina. Gozei e os soluços me fizeram convulsionar. — Shhhh, goze gostoso... Isso... Assim, meu anjo. — não sei se ele se deu conta do que estava me chamando. Sua voz foi apertada e ele finalmente uivou,

seu pênis inchando e despejando sêmen quente no meu canal. — perfeita! Santa M ãe! Gostosa demais... — minhas pernas cederam e caí na cama com ele ainda profundamente enterrado em mim. Continuou metendo até cessar o ritmo, sua boca quente e macia espalhando beijos muito suaves nas minhas costas. M eus soluços foram diminuindo. M eus olhos foram pesando. Uma letargia tomando conta do meu corpo. Ele saiu devagar de dentro de mim. Arquejei e depois disso simplesmente apaguei. CAPÍTULO SEIS Cassandra Abri os olhos devagar, esticando meu corpo. Oh! Puta que pariu! M inhas partes íntimas estavam muito sensíveis. Gemi e meus olhos se arregalaram quando me dei conta de onde e com quem estava. Para piorar, um braço moreno pesava sobre meu estômago. Virei a cabeça para o lado e meu coração sofreu um baque com a visão dele. O rosto moreno relaxado, livre do sarcasmo. Assim, adormecido, parecia um menino desprotegido. Sempre gostei do olhá-lo durante o sono. Era o único momento em que ele se desarmava completamente. Levei minha mão até bem perto do seu rosto, hipnotizada, mas recolhi antes de tocá-lo. Fechei os olhos. Ah! Deus! O que estou fazendo? Saia

imediatamente dessa cama, desse quarto, Cassie. Você não pode voltar a isso. Não. Não dê a ele o poder de te machucar de novo. Retirei o braço de cima de mim com cuidado. Ele se mexeu e eu gelei. Ah! M erda! Eu não posso encará-lo agora. Ainda é muito cedo. Ainda estou frágil da sua posse de homem das cavernas. Ele virou para o outro lado, o lençol escorregando, mostrando as costas musculosas e boa parte da bunda firme e... Nua. Ok. Joguem-me na masmorra, mas esse foi meu único homem e ele é simplesmente um espetáculo aos olhos. Não dá para não olhar! Eu sei. Patético! M as é a verdade. Sentei-me e quase gemi de novo. Puta merda! M uito sensíveis... Levantei na ponta dos pés e fui catando minhas coisas. Um sapato aqui, outro ali. M eu vestido estava num estado deplorável, mas ainda estava escuro lá fora. Não corria o risco de encontrar alguém pelo corredor. Vesti-o rapidamente e peguei os sapatos na mão. Uma chuva fina ainda caía contra os vidros da janela. M eus olhos pousaram na cama de novo. Os lençóis brancos destacando o corpo moreno. O devorei sem pressa. M e detetive nas cicatrizes que subiam em duas linhas finas da base da coluna até as omoplatas. Ele nunca me disse como as adquiriu. Torci os lábios. Ele nunca me disse muita coisa sobre si. Suspeito que seja um resquício do período em

que viveu nas ruas. M eus olhos masoquistas não queriam se afastar, guardando cada detalhe com uma saudade antecipada porque eu não sei ainda o que ou como farei, mas não posso deixá-lo me tocar de novo. Isso seria muita burrice. Praticamente um suicídio, porque não importa o quanto ele é de tirar o fôlego. Esse homem me machucou demais. Não posso deixar meu corpo idiota tomar as decisões por mim outra vez. Preciso ser forte e resistir ao seu magnetismo selvagem que infelizmente ainda me atrai. Aconcheguei-me na cama assim que entrei no meu quarto. Ainda tinha algumas horas para dormir. Ele estava enlouquecido esta noite. Não sei ao certo quantos orgasmos tive. Acho que foram seis. Ou foram sete? Ah! Deus! Não acredito que deixei que me fodesse como uma fera enfurecida. Como vou olhá-lo pela manhã? Sim, porque para piorar tenho uma reunião com ele às dez. Gemi de desgosto. Sei que não vai perder a oportunidade de me hostilizar. Por fim, o esgotamento me venceu e adormeci. Acordei assustada. Olhei o relógio no criado mudo e o que vi fez-me despertar completamente. Eram nove e meia! Oh! M erda! Pulei da cama e fui direto para o banheiro. M eu reflexo no espelho da pia me fez franzir o cenho. Puta que pariu! M eu torso estava todo

marcado de chupões. Esqueci que o cretino adora deixar sua marca. Um som de desgosto saiu da minha garganta. Fiz a minha higiene em tempo recorde e escolhi um vestido de linho verde água. Era discreto, mas charmoso, apenas sugeria minhas curvas. Usei meu sapato de salto oito. Nem tão básico, nem tão chamativo para o dia. Gostei do resultado. No rosto usei corretivo embaixo dos olhos, gloss, lápis e uma máscara para cílios. Ok. Acho que caprichei um pouco na maquiagem. M as eu definitivamente não ficaria por baixo nesse encontro pós-sexo enlouquecedor. Gemi terminando de arrumar meus cabelos num rabo de cavalo. Olhei meu celular havia dez ligações de Vítor. A vergonha tomou conta de mim. Eu ainda não consigo falar com ele. Não depois de tudo... Peguei minha bolsa e saí para o quarto dos bebês. M eu dia não começa bem se eu não pegar, abraçar, beijar meus pequenos. M eu estômago roncava de fome, mas não daria tempo de comer nada antes de encontrar o todo poderoso. Ironizei, abrindo a porta e estaquei. Um par de olhos escuros se fixou em mim e meu coração passou a bater descompassado. Oh! M erda! Eu não esperava encontrá-lo antes de me fazer o meu discurso mental do dia. Seus olhos prenderam os meus. Algo brilhou no fundo da íris negra e sem semblante pareceu suavizar. Seus olhos desceram por mim lentamente.

Obriguei-me a entrar. Seu olhar me acompanhou até quando parei ao lado do tapete macio. Ele estava bem à vontade para uma reunião, observei. Usava camisa polo branca e short de brim, bege. — Bom dia. — minha voz saiu muito rouca. Ah! Cristo! Quase gemi. Os cantos de sua boca subiram num arremedo de sorriso. Uma expressão surpreendentemente relaxada tomando suas faces. — Oi. — sua voz foi apenas um sussurro. Os olhos negros flamejaram em mim. Por mais que eu tenha me dado um sermão quando deixei seu quarto na calada da noite, meu corpo simplesmente reage ao dele quando me olha assim. Ele parecia mais relaxado ali sentado no tapete, brincando com os meninos. Lucas estendeu os bracinhos para mim ao mesmo tempo em que Samuel. — nada disso, garotão. — Jayden o puxou para si, abrindo um pequeno sorriso. — deixe seu irmão ficar um pouco com a mamãe. Deixe de ser tão possessivo. — prendeu meu olhar quando me ajoelhei junto deles e Samuel se jogou para mim. Lucas fez biquinho, iniciando uma birra. — eu sei campeão. É muito difícil não ser

possessivo com ela, não é? — completou quase inaudível, mas ouvi perfeitamente. Nossos olhos permaneceram travados. Ele estava diferente nessa manhã. Havia um brilho quase suave em seu olhar. — Ei, meu amor. — me inclinei dando um beijinho na cabeça de Lucas. Jayden continuava me olhando insistentemente. O que há com ele? Isso está estranho. — não seja tão ciumento. Já, já mamãe vai pegá-lo também, prometo. — Pisquei quebrando o contato visual e me levantei com Samuel no colo. — e você, está melhor, hum? — ele gargalhou lindamente. Já parecia livre da febre e estava bem mais animado. — sim? Conta para a mamãe, amor. — ele riu mais. Andei em direção à sacada. Eu ainda podia sentir os olhos de Jayden em cima de mim. Lucas continuou me chamando. Parei a alguns passos da balaustrada encantada com a vista. A chuva havia cessado e o sol já reinava. Avistei várias lanchas e Jet Skis ganhando o mar aberto. Era um cenário paradisíaco. O Brasil era mesmo uma terra linda. Senti a presença dele e virei à cabeça. Ele parou do meu lado com Lucas mais calmo sacudindo um brinquedo barulhento. — Já tomou café? — indagou num tom baixo. — Não. Eu... Hum, não ouvi o despertador... — um sorriso brincou em seus lábios de novo. Os olhos negros

incendiando como se tivesse recordando nosso sexo explosivo de ontem. Corei. — não temos uma reunião às dez? — tentei soar firme e quebrar esse clima de repente íntimo que se instalou entre nós. Não gosto nada disso. — Sim, temos, mas a reunião será no local das obras, do outro lado da ilha. — seus olhos desceram por mim de novo sem a menor pressa. — por mais que goste de suas pernas nesses sapatos acho melhor usar algo mais confortável. — acrescentou, um sorriso enigmático e sem vergonha tomando os lábios sensuais. — você pode tomar café comigo. Acabei de pedir que enviassem o meu para cá. — seus olhos inflamaram mais, mantendo-me cativa. — também não ouvi o despertador. — ele sussurrou a última parte. A voz insinuante, profunda, sexy como o inferno e apesar de toda dolorida, minha vagina vibrou ridiculamente. Deus! Ele não ia mesmo facilitar para mim, não é? Claro que não. Eu reconhecia esse sorriso charmoso. Esse tom de voz de quarto. Esse olhar que queimava cada centímetro da minha pele. Ele me quer na sua cama de novo. Obrigueime a repetir mentalmente as dez razões pelas quais eu não deveria me deixar seduzir por ele de novo e assenti levemente com a cabeça. Cerca de meia hora depois, o helicóptero descia na clareira da área onde ficavam os chalés nupciais. Sim, é

claro que o idiota exibicionista pilotou. E é claro que o restante da equipe foi de carro. Só eu tive o privilégio de ir com ele. Bufei. Desci antes que ele viesse me ajudar. Eu era bem familiarizada com a forma com que me ajudava a descer. Ele se esfregava em mim descaradamente. Houve um tempo em que eu amava isso, mas não agora. Não agora. Havia trocado o vestido por jeans, camiseta e tênis. Ele levantou uma sobrancelha quando me viu pular para o chão. Sua boca se curvando num riso debochado, conhecedor e seus olhos brilharam. Ele adora isso. A espera. A antecipação. — Onde estão os outros? — indaguei assim que entramos no primeiro chalé. Virei e o flagrei olhando minha bunda. Bastardo! Fechou a porta atrás dele e avançou devagar. O brilho perigoso, predador tomando à íris escura. — Devem estar chegando a qualquer momento. — murmurou, parando bem na minha frente. — incomoda você ficar sozinha comigo? — sua sobrancelha provocadora subiu de novo. A compreensão afundou em mim. Ele me preparou uma armadilha. Eu caí numa maldita armadilha! Rangi os dentes e me afastei indo até a varanda ampla, onde havia uma banheira de hidromassagem e uma mesa sob um guarda sol. Ouvi seus passos macios atrás de mim.

— Aqui na área externa pensei em aumentarmos o píer, com uma passarela de uns cem metros. — me pus a falar sobre o projeto. Eu não cairia nessa merda de clima íntimo que estava querendo forçar. Andei até a balaustrada de madeira rústica. — essa contenção sai, deixando o espaço maior para o casal apreciar melhor a vista. Há espaço para uma piscina pequena também. Podemos... — Já vi todas as melhorias que propôs Cassie. — seu tom foi levemente entediado. — mas pode mostrarme as mudanças que fará na suíte. — seus olhos queimaram nos meus. E ele se aproximou de novo, um sorriso sacana brincando nos lábios. — Farei isso quando o restante da equipe chegar. — cerrei o maxilar, minhas mãos segurando a madeira atrás de mim. Ele veio mais, invadindo meu espaço pessoal. — aquilo não voltará a acontecer, Jayden. Pode parar com esse esquema de sedução barata! — rosnei. Seu sorriso ampliou. Oh! M erda! Ele ficava lindo quando ria assim. M inha pulsação acelerou contra a minha vontade. — Aquilo o quê? — inclinou-se, suas mãos apoiando atrás de mim, prendendo-me entre seus braços musculosos. Seu cheiro me engolfou e estremeci. — sexo suado, quente, gostoso? Você embaixo de mim tomando meu pau duramente em seu corpo delicioso? —

murmurou abaixando a cabeça ficando a poucos centímetros da minha boca. Os olhos escuros fixaram nos meus com uma intensidade enlouquecedora, fazendo-me promessas obscenas. M inha calcinha molhou. Deprimente, mas o palavreado sujo dele me excita. E ele sabe disso. — vai acontecer, Cassie. Nós dois sabemos disso. — sussurrou. Arfei levemente. — ainda sinto seu gosto na minha boca. Ainda posso sentir meu pau todo enterrado em você. — Não, não vai acontecer, droga! Não mesmo! — juntei forças não sei de onde e o empurrei conseguindo sair de perto do seu corpo tentador. M eu coração batia ensandecido contra as costelas. Tomei uma distância segura dele. — Então por que está tremendo? Aposto que sua bocetinha gostosa está toda molhada. — murmurou e o olhar inflamado descendo até minha pélvis e se mantendo lá. Lambeu os lábios lascivamente e voltou a me fitar. Seu cenho franziu um pouco. — quanto tempo? — O-o quê? — balbuciei momentaneamente confusa. Uma sobrancelha subiu sugestivamente e eu entendi. Ele queria saber quanto tempo fiquei sem sexo. — acho que isso não é da sua conta. — disse entre dentes. Ele abriu um riso malicioso.

— Você não transou com o almofadinha. — afirmou. Seu olhar não me deixando escapar. — por quê? — Isso também não é da sua conta. — cuspi irritada. — Posso responder essa. — disse naquele tom baixo que gostava de usar quando estava no quarto. — ele não é seu tipo, querida. Digo o seu tipo sexual. Você gosta de sexo bruto, de ser dominada. — arquejei e levei meus braços cruzando na minha frente. Seus lábios

torceram num riso sarcástico. — ele deve ser tremendamente enfadonho na cama. Sua natureza submissa soube disso antes de você. — deu mais um risinho presunçoso. — mas estou surpreso que tenha ficado tanto tempo sem sexo. Agradavelmente surpreso, na verdade. — Nem todos são prostitutos como você. — revidei, descendo meus braços, meus punhos cerrando do lado do corpo. — estive grávida por nove meses, Jayden, caso não tenha percebido. Depois disso os meninos me sugaram completamente. — seus olhos estreitaram sutilmente. Sua cabeça pendeu para o lado direito me analisando astutamente. — O que está tentando me dizer? — sua voz foi um tanto fria agora. — que ficou sem sexo desde que engravidou? Que esteve sem sexo por dois anos? — sua expressão era incrédula. Oh! M erda! Esqueci que o cretino tem um cérebro afiado. — Sim, é isso. — levantei o queixo em desafio. — você não é obrigado a acreditar. Eu com certeza não devo satisfação a ninguém. — ele apertou o maxilar, seus olhos perfurando os meus. — Então, nesse tempo todo nunca apareceu ninguém interessado? Acho realmente difícil de acreditar. — disse num tom estranho.

— Sim, apareceram muitos interessados. — ironizei a última palavra. — a maioria, completos idiotas. Eu tenho o dedo podre, sabe? — dei um sorriso que não alcançou meus olhos. — tenho uma tendência patética para atrair imbecis. — seus olhos estreitaram de novo. Então, fez algo que me surpreendeu: ele sorriu. Um riso ridiculamente bonito, quase relaxado. M aldito! — M as acabou dando uma chance para aquele babaca. — rosnou e seu sorriso morrendo rapidamente. — ele não gosta dos meninos. Você sabe disso, não é? — Vítor não é má pessoa. Ele apenas... Apenas... — Não gosta de crianças, Cassie. — seu tom foi duro agora. — você vai continuar com um imbecil que não gosta dos seus filhos? — ok. Ele tinha um bom ponto. Além disso, eu teria mesmo que terminar tudo com Vítor. Eu fui desleal com ele. Quase gemi de desgosto. Deixei me levar pelo momento e dois anos de abstinência sexual e fui realmente o que Jayden alardeava sobre mim: uma vadia. Ele me transformou de fato numa vadia. Nenhuma mulher decente faz o que eu fiz. — Eu vou terminar tudo com ele. — seu semblante suavizou um pouco e os malditos olhos negros brilharam luxuriosos. — mas não vou ser sua puta. Você não vai me transformar em sua puta de novo, Jayden. —

minha voz saiu surpreendentemente firme e me congratulei internamente por isso. Sustentei seu olhar o máximo que pude. Eu precisava me libertar disso. Envolver-me com ele de novo seria um tiro no pé. Ouvi o barulho dos carros parando na frente da construção e deixei o ar sair devagar dos meus pulmões. Eu havia ganhado um round, mas o brilho perigoso no olhar dele e o sorriso pecaminoso, conhecedor do seu poder sobre mim me deu a certeza de que eu havia me transformado na sua caça. De novo. Eu não estava enganada. A semana transcorreu com muitas visitas aos chalés, nas quais nunca ia ninguém da equipe conosco. Ele estava me tentando absurdamente. Numa dessas visitas ele tirou toda a roupa e mergulhou nu. O cretino mergulhou nu na minha frente. Foi impossível não ver a sua ereção enorme, pois ele não teve a mínima decência de esconder. Puta merda! Em outros momentos quando estávamos no escritório do resort, sempre dava um jeito de me tocar acidentalmente. Seu alvo preferido era minha bunda. O idiota era tão óbvio. Entretanto, tenho resistido bravamente. Não sei até quando. Não me levem a mal, nem queiram me atirar pedras. Ele tem tornado as coisas muito difíceis para mim. Essa coisa entre nós só faz crescer. Piorou muito depois que provamos um do outro

de novo. Portanto, não serei hipócrita de afirmar que estou completamente imune, a salvo. Quando seus olhos pousam em mim a cada manhã quando nos encontramos no quarto de Lucas e Samuel, uma força quase incontrolável me puxa em sua direção. E antes de dormir o processo se repete quando Jayden passa por lá para colocar os filhos no berço. Esse é outro aspecto que tem trabalhado contra mim. Ele é um pai maravilhoso. Não é porque ele é uma péssima pessoa em um relacionamento que vou deixar de reconhecer sua dedicação aos meninos. Nunca pensei que tivesse tanto jeito com criança, mas eu não sabia muito sobre ele, não é? Os meninos já o chamam de papai. A primeira vez que presenciei isso tive que sufocar as lágrimas. Ele me olhou como se quisesse ver minha alma. Jayden Eu estou parecendo à porra de um adolescente. Deitei-me na cama e levei minha mão ao meu maldito pau traidor. Fechei os olhos e gemi. Grandes olhos azuis surgiram na minha mente. A boquinha rosada em volta do meu pau, mamando bem gostoso. Acelerei meus golpes. Porra! A sensação de esporrar em sua garganta quase me levou a borda. Repeti a experiência toda. M inha mão era incansável agora e eu estava fodendo seu cuzinho apertado bem duro.

— Ahhhhh! Cassie... — rosnei e o som do seu gemido quando gozou comigo enterrado em sua bunda veio nítido e me fez rugir alto, meu quadril levantando da cama, apertei mais em volta do meu pau inchado e eu gozei duro, muito duro. — oh! Porra! Ohhhhhhhhhhh! — Santa M ãe! Tremores assaltaram meu corpo e abri os olhos. M eu esperma escorrendo por entre os dedos. Foda! Ela está me enlouquecendo. M erda! M erda! Levantei-me e fui limpar a bagunça. Eu preciso de um plano. Preciso fodê-la até tirar essa porra toda de dentro de mim. M as ela está certa numa coisa. Fodermos complicaria tudo. Tem os meninos agora. No entanto, meu pau não entende isso. Ele a quer. Quer ferozmente e minha mão não é uma substituta à altura, nem de longe. Torci os lábios em desgosto. Por que ainda a desejo dessa forma louca, desenfreada, primitiva? Basta vê-la para incendiar. Tudo que penso quando a vejo pela manhã é em dobrá-la na superfície plana mais próxima e fodê-la sem sentido. O destino é mesmo um bastardo cruel por trazê-la de novo para mim. M as, ao mesmo tempo não posso lamentar isso porque ela tem meus filhos. Oh! Porra de situação fodida! — Não se preocupe irmão. Cassie virá. — a voz provocadora de Dom me fez desviar os olhos da entrada do restaurante para ele e Helena, sentados à minha

frente. — ela prometeu à Helena que viria. — deu um risinho idiota. — você já pode relaxar. — Bastardo! — Dom, amore mio. — Helena repreendeu beijando-o nos lábios. — pare de provocar. — Ele aprofundou o beijo e gemeu descaradamente. Bastardo tarado! Bufei e olhei de novo para a entrada e meu corpo todo entrou em ebulição. Porra! Cassie havia acabado de entrar e parecia flutuar por entre as mesas em nossa direção. M eus olhos passearam esfomeados pelo corpo delicioso num vestido azul de um obro só se ajustando às curvas perfeitas parando a vários centímetros dos joelhos. M eus olhos possessivos registraram olhares masculinos das mesas por aonde ela ia passando e meu sangue ferveu. M alditos bastardos! Parem de olhar para ela, porra! Finalmente chegou até nós. Levantei-me galantemente e puxei sua cadeira. É claro que tomei o cuidado de colocar bem mais perto da minha do que estava antes. Ninguém perceberia isso... Levantei meus olhos. Bem, a não meu irmão idiota que tinha um riso malicioso no rosto. Ah! Cristo! Ainda bem que vai embora amanhã. Ele estava me enlouquecendo com seus comentários nada discretos sobre meu interesse por Cassie. Essa história era minha, porra! Eu preciso arrumar um jeito de lidar com tudo. Eu. Apenas eu. — Obrigada por ter vindo, Cassie. — Helena

quebrou o silêncio que se instalou depois dos cumprimentos iniciais. Cassie estava rígida, tensa do meu lado. M inha coxa estava colada na dela. Era esse o motivo e foi por isso que fiz. Ela também sente essa coisa estalando, crepitando entre nós quando estamos assim perto. É por isso que tem corrido de mim a semana toda. Ela é muito ingênua se acha que vai escapar de mim hoje. Servi sua taça com um pouco de vinho. Ela quase não bebe. Uma vez se embriagou com apenas duas taças. Foi hilário... Franzi o cenho para a lembrança inoportuna e tomei um gole do meu uísque. — Imagina. Adorei conhecê-los. — ela disse abrindo um de seus sorrisos doces para Helena e Dom. — espero poder encontrá-los outras vezes. — acrescentou sorvendo um pequeno gole da sua bebida. — Nós também íamos adorar revê-la e aos meninos, não é amore mio? — Helena garantiu. Dom entrelaçou a mão na dela, puxando-a para o círculo dos braços. — Claro, princesa. — disse cravando os olhos verdes em mim, me passando uma mensagem com a palavra que estava queimando em minha mente nos últimos dias: casamento. — você é da família agora, Cassie. É mãe dos meus sobrinhos. Serão sempre bemvindos em nossa casa, não é amor? — beijou carinhosamente os cabelos da esposa.

— É isso mesmo, cara mia. — os olhos amarelos de Helena brilharam entusiasmados. — é da família agora. — Cristo! Era impressão minha, ou até Helena estava me pressionando? — Obrigada, vocês são muito gentis. — Cassie agradeceu com um tom meio emocionado. Pedimos os pratos e o jantar transcorreu num clima agradável, tirando é claro as indiretas nada sutis de Dom e Helena. Introduzi temas mais amenos e a conversa fluiu. Era estranho, mas me senti bem, muito bem na verdade. M eus olhos buscavam Cassie com mais frequência do que gostaria e algumas vezes a flagrei me observando também. Nossos olhares se prendiam por instantes longos e torturantes. M eu pau estava enfurecido pressionando o zíper das calças. Hoje eu daria um fim nessa situação frustrante. Nessa ânsia louca de me enterrar nela. Ela corou sob meu olhar e tudo que deve ter visto nele. Dom e Helena se despediram mais cedo. Ele me deu uma piscada sem vergonha antes de deixarem a mesa. Revirei os olhos. Ele era tão óbvio. — Vou acompanhá-la até seu quarto. — anunciei me erguendo assim que se levantou. Ela estava visivelmente nervosa agora. — N-não é preciso. — disse num fio de voz e passou por mim. Não tão rápido, querida. Apressei-me

atrás dela. — já disse que não é preciso. — repetiu num tom apertado, enquanto atravessávamos o terraço para os quartos. M antive-me calado, mas continuei no seu encalço. Ela abriu a porta com dedos trêmulos e entrou batendo-a num baque forte bem na minha cara. Oh! Uau! Abri um sorriso e enfiei a mão no bolso. Ela teria uma surpresinha. Dei-lhe alguns minutos e girei a chave na fechadura. Entrei devagar no ambiente. Apenas a luminária perto da cama e a porta do banheiro aberta davam iluminação ao quarto. Não demorou muito ela surgiu num roupão branco e curto. Estacou quando me viu. Seus olhos arregalaram e suas mãos foram nas laterais do roupão fechando-o mais. — O-o que está fazendo aqui? Co-como entrou? — seu tom foi de alarme total. Andei até ela lentamente e agitei a chave na sua frente. — Sou o dono. — sussurrei, enfiando o cartãochave no bolso de novo. Sua língua saiu lambendo os lábios nervosamente. — Saia, seu filho da puta! Você não tem esse direito! — rosnou. Seus dedos estavam com os nós brancos da força que fazia para segurar o roupão. Sorri. Um de meus sorrisos lentos, sacanas e cravei as duas mãos em sua pequena cintura puxando-a para mim, bruscamente. Arfou quando sentiu meu pau duro em seu

ventre. Os olhos incendiaram mais, só que agora era de excitação também. — Você é uma grande tola se acha que isso irá embora me evitando. — grunhi abaixando minha boca ficando bem próximo da sua. — essa porra só irá embora quando gastarmos até o último resquício e é isso que faremos de agora em diante. — moí meu pau direto em sua pélvis. Não sei como fez, foi tão rápido, só senti o tapa acertando em cheio em minha face direita. Rosnei e cavei minhas mãos em sua bunda levantando-a do chão. Ela se debateu, seus punhos me esmurrando nos ombros. Joguei-a em cima da cama com força. O roupão se abriu e minha boca salivou diante da visão. Cristo! Uma semana com a lembrança desse corpo perfeito do caralho! Uma semana me masturbando sem parar como um retardado! Ela ficou lá parada. As pernas levemente abertas, dando um vislumbre dos lábios inchados de sua boceta coberta por malditos pelos ruivos bem aparados. Seu peito arfava. Os seios redondos e cheios, os mamilos duros. Ela esteve excitada todo o jantar. Senti o cheiro de fêmea embriagador. Quase enlouqueci de tesão, antecipando esse momento. Avancei sobre ela, prendendo seu corpo na cama. — não perca seu tempo negando que não está tão louca por isso quanto eu. Sinto seu cheiro. Senti durante todo o maldito jantar. — rosnei

e puxei seus braços para cima da cabeça. Enfiei-me entre suas coxas, obrigando-a a abri-las. Esfreguei-me em sua boceta, girando o quadril lentamente e ela soltou a porra do gemido que atiça a fera dentro de mim. — vou comer você. Está me ouvindo? Esse é o seu lugar, porra! Embaixo de mim. — desci minha boca sobre seu seio direito e o chupei duramente. Suas costas arquearam gemendo alto. Rosnei e mordi a auréola. Ela adora isso. Lambi bem devagar depois. Segurei seus pulsos com uma mão e com outra abri meu zíper. Eu estava tremendo e gemendo com um tesão desenfreado tomando meu corpo. Tirei meu pau e o deslizei entre os lábios de sua boceta. Grunhi olhando a imagem linda dos pelos ruivos me roçando. Lambuzei a cabeça em seu creme, massageei seu clitóris. Ela arqueou as costas de novo. Sua boquinha rosada entreaberta, arquejando. Prendi seu olhar e me alinhei em sua vulva. Nós dois ofegávamos em expectativa e eu meti com força, indo todo o caminho em seu canalzinho escaldante e apertado. — Ahhhh! Puta merda! Jay... — choramingou quando nossas pélvis se colaram. Fiquei imóvel um instante para ela se ajustar e também porque eu estava a ponto de gozar. — Eu não consigo mais ficar sem isso, caralho! Você

consegue? — rugi tirando tudo, deixando só a ponta e bati de volta numa estocada dura que a sacudiu toda. — você tem a porra da boceta mais perfeita que já fodi. Nunca quis tanto foder uma boceta! É isso que faz comigo, Cassie. — passei a fodê-la duramente. Nossas pélvis se chocando num barulho alto no silêncio do quarto. Ela me abraçou com as pernas e me deixou meter fundo, bem fundo do jeito que ela sabe que gosto. Do jeito que ela também gosta. M iou quando girei o quadril completamente enterrado nela. Puxei seus mamilos, senti mais líquidos jorrarem de sua boceta e a fera saiu comendo-a sem dó. M ontei-a enfurecido. Chupei, lambi e mordi seus peitos com vontade. Soltei seus pulsos e a levantei, ficando de joelhos na cama com ela escarranchada em mim. Firmei sua bunda e a fodi com tudo, rasgando seu buraquinho apertado. Jogou a cabeça para trás, rosnando, grunhindo. Abocanhei seu pescoço, chupando, mordendo. Seu corpo começou a se retesar no início do orgasmo. Puxei seus cabelos da nuca e trouxe sua boca para a minha num beijo de olhos abertos. Nós dois enlouquecidos buscando nossa liberação. Comi sua boca enquanto a puxava para tomar meu pau até as bolas. — toma tudo, minha escrava gostosa! Toma meu pau até o cabo nessa boceta gostosa, porra! Toma! — ela quebrou gozando, sua boceta

estrangulando meu pau. Bebi seus gritos e gemidos, metendo e metendo, rasgando-a bem gostoso. — porraaaaaa! Ahhhhh! Vou gozar! Cristo! Cassie... — me lembrei no último segundo que estava sem preservativo e abaixei seu corpo no colchão. Tirei meu pau e me masturbei freneticamente esporrando em seu ventre. — ohhhhhhhhhhh! Caralho! Gostosa! Gostosa... — uivei jogando a cabeça para trás. M eu corpo todo sendo tomado por espasmos que pareciam não ter fim. Santa M ãe! Definitivamente minha mão não era uma substituta à altura. Porra! Nenhuma outra estava à altura. Ela era mesmo a merda do pacote completo. Olhei-a lá esparramada. O rosto rubro, os olhos anuviados do gozo intenso. Linda pra caralho! Eu não posso mais me privar disso. Não posso mais me privar dela. Então eu soube que teria que considerar a maldita palavra casamento. CAPÍTULO SETE Jayden Levei o copo de uísque aos lábios, sorvendo um pequeno gole, balancei os cubos de gelo suavemente e andei devagar até onde ela estava. M eus olhos presos na sua figura linda e nua debruçada sobre o recamier. Eu também estava nu. Depois da foda apressada para extravasar o tesão imediato eu a trouxe para o meu

quarto. Torci os lábios cinicamente. A palavra certa seria, arrastei-a até aqui. O que dizer disso. Sou, digamos territorial. Gosto de estar nos meus domínios. M eu quarto, minha cama, minha mulher. Sim, vou propor a porra do casamento. Passei uma semana toda me masturbando por causa dela. Vou fodê-la até enjoar depois podemos nos separar amigavelmente e ninguém vai poder me dizer que não fiz a coisa certa. Parei atrás dela. Seu corpo tremia de antecipação. Havia selecionado a pasta de Gun’s Roses no sistema de som e a música Welcome to the jungle estava num trecho especialmente estimulante. You can taste the bright lights (Você pode experimentar as luzes brilhantes) But you won’t get them for free (Mas não vai tê-las de graça) In the jungle, welcome to the jungle (Na selva, bemvinda à selva) Feel my, my, my, my serpentine (Sinta meu, meu, meu, meu chicote) I, I wanna hear you scream (Oh, eu quero te ouvir gritar) Ela estava vendada e contida nos pés e mãos. Não era o mesmo efeito do meu cavalete, mas quebraria um galho. Suas mãos estavam algemadas para frente e seus

pés amarrados com uma de minhas gravatas. M eu pau estava babando para entrar logo nela. M asturbei-me devagar, meu olhar devorando sua bundinha arrebitada, empinada, deixando seu cuzinho rosado totalmente à mostra e mais abaixo a bocetinha linda. Os lábios inchados da recente atividade, seu creme escorrendo para o clitóris me deram água na boca. Não consegui segurar um gemido. Porra! Ela era uma visão do caralho! Andei lentamente pelo seu lado direito. Deslizei minhas unhas pela extensão da sua coluna. Ela sobressaltou no início, mas depois relaxou contra o estofado embaixo dela. Um gemido baixo deixando sua garganta. Puxei seus cabelos da nuca levantando sua cabeça e me abaixei um pouco colando meus lábios na sua orelha. Ofegou quando mordi e lambi o lóbulo. — Você pensou mesmo que podia fugir disso, escrava? — murmurei, meu tom duro, cheio de luxúria. Passei a perna por cima de suas costas, ficando montado nela, mas sem forçar o peso. Puxei mais seus cabelos e fui para a outra orelha. M inha outra mão descendo pela racha de suas nádegas. Gemeu quando meu dedo circulou seu pequeno orifício. Continuei descendo e rosnei quando toquei sua boceta melada. Ela estava arqueada para trás agora. — se eu não posso fugir. Você também não pode. Nenhum de nós pode porra! M eu

pau baba por você e sua boceta goteja por mim. — gritou quando meti dois dedos em sua vulva cremosa. — você me viciou de novo nesse seu corpo gostoso do caralho! Vai pagar caro por ser tão gostosa, escrava! Não vou sair de cima de você até estar completamente saciado, entendeu? — grunhi e a comi com golpes rápidos e duros até que estava arquejando, o corpo entrando em ebulição, pronto para gozar. Sorri lascivo e retirei os dedos. — agora não, minha putinha, minha escrava deliciosa. — Saí de cima dela e dei a volta para sua frente. Segurei meu pau pela base e o levei até seus lábios. Ela os abriu ávida, obediente, submissa. M eu corpo tremeu quando sua linguinha saiu brincando na ponta espessa. — ahhhh! Sim, Cassie... Isso... Lambe ele todinho... Porra! — me lambeu como uma gatinha ansiosa. M antive o agarre duro em seus cabelos e fui forçando a entrada. Seus lábios se esticando em volta do meu pau. — Ohhh! Caralho! Que boquinha gostosa! Foda! — gemi e passei a estocar fundo, sua garganta relaxando para tomar o máximo de mim. — isso, escrava, mama bem gostoso no seu dono e senhor! M ama, porra! — Ela já estava sem fôlego, mas continuava lá me deixando comer sua boca ferozmente. E então ela fez o que ensinei na primeira vez que me chupou. Arrastou os dentes devagar da base até a

glande. Oh! M erda! Eu quase gozo. Tive que puxar para fora apressado e tomar uma respiração profunda. — o que você queria com isso, escrava, hein? — puxei seus cabelos com força. Ela choramingou. — responda porra! — E-eu só queria... Só queria que você... — balbuciou parecendo assustada. Puxei outra respiração, tentando me acalmar. Ela nem sabia o que tinha feito para mim. Nem tinha ideia do quanto me enlouquecia. — Você queria que eu gozasse na sua boquinha linda? Hum? — minha voz suavizou e me abaixei tomando sua boca num beijo lento, com o intuito de excitá-la mais. — eu vou gozar em você todinha hoje. M eu pau é todo seu. Você é a minha putinha gostosa de novo. — gemeu quando mordi seu lábio um pouco mais forte. Chupei sua língua macia até senti-la pronta. Arranquei meus lábios dos dela e fui para trás de novo. Abri um preservativo rapidamente e me vesti. Sua boceta era uma poça de líquidos escorrendo. Abaixei-me e caí de boca, lambendo todo o seu creme, bebendo tudo, sedento. Circulei seu rabinho com a língua, ávido, querendo tudo dela. M inhas mãos estapearam sua bunda. Gritou, miou, choramingou, enquanto combinava os tapas como minhas lambidas. Desci mais e chupei duro em seu clitóris. Ela estava quase lá de novo. Levei líquidos para seu rabo e fui alargando-o com um dedo,

logo meti mais um. Sua bunda toda rosada me excitava além do limite. Passei a comer seu rabo bem forte e meti a língua em sua vulva, girando-a lá dentro. Seu corpo ondulou, sua respiração travou e ela explodiu num lamento lindo pra caralho quando gozou. Engoli tudo, meu pau se debatendo com o banquete diante dele. Eu a lambia rosnando como um animal. Dei mais um tapa em sua nádega direita e me inclinei sobre ela, me alinhando em sua vulva inchada. Ela ainda estava estremecendo quando empurrei em seu canal numa estocada funda. — ahhhhhh! Cassie... Oh! Santa M ãe! Que gostosa... — gani me alojando em seu útero. Deslizei as mãos dos ombros estreitos pelas costas elegantes e voltei aos ombros, engatando-as neles. Tirei tudo e me deliciei vendo apenas a ponta, abrindo sua vulva. Joguei a cabeça para trás e bati de volta, rasgando-a num golpe brutal. Um arquejo saiu da sua boca. Ela ainda estava mole embaixo de mim. Deitei-me em suas costas, gemendo com o contato com a sua pele branca, perfeita e macia. Passei a fodê-la com vontade, estocando duro e profundo em sua quentura apertada. Suas pernas juntas deixavam seu canal muito, muito apertado. — ohhh! Cristo! Não vou durar... Você é gostosa demais, escrava! M uito gostosa, porra! — chupei e mordi sua nuca, ela convulsionou e gemeu. Fiz o mesmo processo por seus

ombros, pescoço, costas. Ela ficaria marcada, mas a fera estava incontrolável hoje. Ela a despertou. — Oh! Jay... Oh! Deus... — miou prensada, dominada sendo fodida duramente por mim. Ela já estava se excitando outra vez. Ela gosta disso. Somos da mesma essência. Gosto de dominar e ela de ser dominada. É isso que somos. — Estou louco para gozar em sua boceta sem essa porra de preservativo. — rosnei e girei o quadril devagar. Ela gemeu mais alto. Sua boceta vibrando, mamando gostoso em mim. — mas vou me contentar com isso, por enquanto. — puxei e meti de novo. Levei uma mão para seu clitóris e o massageei levemente. — porra! Tão apertadinha... Santa M ãe! M uito apertada. Parece um punho espremendo meu pau... Gostoso pra caralho! — A comi assim até ela estar gemendo descontrolada caminhando para outro orgasmo. — isso, minha putinha safada! Goze comigo! Goze bem gostoso no meu pau, escrava! Goze, porra! — ela quebrou se debatendo e gemendo daquela forma suplicante, indecente, sexy para caralho que me enlouquece. — oh! M erda! Eu vou gozar... Cassie... Tão gostosa... Bocetinha deliciosa, meu anjo... Amo você gemendo assim bem gostoso embaixo de mim. — rosnei, sentindo um choque descomunal percorrer minha coluna e esporrei, gozando duro. — ahhhhhhhhhhhhh!

Deliciosa... — continuei batendo nela com golpes fundos. M ordi sua nuca outra vez e fui tentando me acalmar, perdendo a força das estocadas aos poucos. Ela soluçava baixinho agora, seu corpo todo tremendo. — não posso mais ficar sem isso. Não posso Cassie... — grunhi em seu ouvido e meus lábios desceram espalhando beijos e lambidas suaves em suas costas. Saí dela devagar e ofegamos com a perda do contato. Abri as algemas e massageei seus pulsos, fazendo o sangue circular. Fiz a mesma coisa com seus tornozelos. Levantei seu corpo mole nos braços e a levei para a cama, deitando-a suavemente contra os travesseiros. Puxei a venda e meu coração idiota saltou quando vi a expressão perdida nos olhos azuis lacrimosos. Nossos olhares se prenderam por um longo momento. Senti-me tão afetado como na primeira vez que a tomei. Levei a mão para tocar seu rosto, mas recolhi antes disso. Desci da cama atordoado, irritado e fui ao banheiro. Livrei-me do preservativo e me encarei no espelho da pia. Que merda estou fazendo? Que porra estou fazendo deixando-a me atingir dessa forma? É só sexo, porra! Sexo, muito sexo. É só isso que quero com ela. Não posso me enfeitiçar por seus malditos olhos azuis e a falsa fragilidade que vejo neles. Ela é uma farsa. Apoiei as mãos no mármore frio e joguei a cabeça para trás,

fechando os olhos. Não posso voltar a isso. Cristo! Eu não posso. Ela me desestabiliza completamente. Dom e Helena partiram na manhã de domingo. Cassie, eu e os meninos fomos levá-los à pista de pouso. M eu irmão não perdeu a oportunidade de me jogar indiretas. Eu ainda não contei nada dos meus planos de casamento. Estou amadurecendo a ideia. No fundo queria que houvesse outra saída, mas sei que não há. Além disso, Leon e tio M ax falaram comigo ontem. Eles querem conhecer os meninos. Terei que ir à Ardócia, mas antes disso quero resolver essa situação com a mãe deles. Preciso fazer a maldita proposta. Passamos uma semana fodendo como coelhos. Simplesmente não conseguíamos ficar perto sem arrancar nossas roupas. O tesão só aumentava. M inha fome por ela voltou com força total. Nunca era o suficiente. — Oh! Uau! — dei um assovio baixo quando a porta do seu quarto abriu e meus olhos pousaram nela. Usava um vestido preto tomara que caia com uma saia meio solta. Curto. Porra! M uito curto, na verdade. — pensei em jantarmos na varanda do meu quarto. Tem uma vista linda e... — Eu... Hum, vou jantar com Vítor. Ele está vindo me buscar. — revelou, nervosamente saindo e trancando

a porta. O quê? Então ela se vestiu dessa forma indecente para jantar com o maldito almofadinha? M eu sangue se agitou e uma ira sem tamanho me invadindo. Nem fodendo ela ia ver o babaca! Só por cima do meu cadáver! — M esmo? E você vai terminar com ele? Porque você só vai vê-lo se for para mandá-lo passear. Do contrário não vai dar nem mais um passo. — intimei e minha respiração ficou suspensa aguardando a resposta. — Sim, Jayden. Vou terminar com ele. — disse num tom derrotado, desgostoso. Fui obrigado a me acalmar. M enos mal. Aproximei-me devagar, prendendo-a contra a parede com meu corpo. M inhas mãos puxaram sua cintura delicada e me esfreguei em sua pélvis. Ofegou levantando o rosto para mim. Nossos olhos travaram por alguns instantes e fui abaixando minha boca para a sua lentamente. Grunhimos quando nossos lábios se tocaram. Seus braços vieram ao redor do meu pescoço e saqueei sua boca. Enfiei uma mão em seus cabelos e a comi com ânsia como se não tivesse fodido seu corpo há poucas horas em cima da mesa do escritório. M oí meu pau mais embaixo, forçando-a a abrir mais as pernas. M inha outra mão amassou sua bundinha linda e foi descendo procurando a barra da saia. Infiltrei-me pelas coxas macias e rosnei quando senti sua calcinha

empapada. Arquejou quando massageei seu clitóris por cima do tecido. — Se livre logo dele. — rugi, afastando o tecido, deslizando os dedos pela boceta melada. — vou te esperar no meu quarto. Não demore. — meti dois dedos em sua vulva. Bebi seus gemidos, enquanto a golpeava bem devagar, girando-os, cavando em suas paredes internas. — Jay... Ohh! Deus... — choramingou seu corpo amolecendo em meus braços. Sorrio pecaminoso em sua boca, mordendo seu lábio inferior. — Eu sei. — sussurrei, acelerando as estocadas. — sei do que precisa Cassie. Você terá assim que se livrar do imbecil. — mergulhei em sua boca de novo com mais fome, mais posse dessa vez. — Então é isso? Está fodendo com esse bastardo? — a voz furiosa do almofadinha fez Cassie se retesar em meus braços e arrancar a boca da minha. Estávamos arfando. Eu ainda a mantinha presa contra a parede, minha mão entre suas pernas, por baixo da saia. Abri um riso irônico, puxando os dedos de dentro dela bem devagar e levei a mão para a cintura pequena, puxando-a, colando-me a ela. O homem das cavernas dentro de mim se negava a soltá-la. Ela estava atônita, estática, os grandes olhos azuis arregalados. — você me cozinhou

por seis meses! Seis meses! — ele rangeu os dentes. — e abriu as pernas para ele logo que chegou? Responda, sua vadia miserável! — meu sangue ferveu ao ouvi-lo chamá-la assim. — Você não vai falar assim com ela, seu babaca! — avancei para ele, jogando-o contra a outra parede com força. — ela é a mãe dos meus filhos e vou me casar com ela! — ouvi o grunhido surpreso de Cassie atrás de mim. O imbecil a olhou surpreso também. — É mentira, Cass! — cerrou os dentes. — ele está mentindo para ter você de novo. Não consegue ver isso? Ele vai transformá-la em mais uma de suas putas! É isso que você quer? Ser a puta desse bastardo? — o mantive prensado pelo pescoço e desviei meus olhos para ela. Seu corpo tremia e os olhos estavam marejados. — mas o que estou falando... — seu tom se tornou frio, jocoso. — você já é a puta dele, não é? Ele estava praticamente fodendo você aqui onde qualquer um podia ver! Eu amei você, sua vadia! Amei! — perdi as estribeiras de vez e o arremessei no chão. Ele saiu deslizando no piso do corredor. Saquei o celular e chamei Isaac, meu chefe da segurança. — Saia, porra! — rosnei quando se levantou avançando em nossa direção de novo. — saia, ou terá muito mais do que um maxilar roxo amanhã. — meu tom

foi mortal e isso o deteve. Bufei. Covarde! Odeio covardes. — ela não quer você. Supere isso, parceiro. — não resisti a uma última provocação. Seu semblante foi tomado pela cólera e ele veio rápido para mim. M eu punho o acertou mais rápido ainda em seu supercílio e ele foi ao chão outra vez. Revirei os olhos, entediado. Era só isso? — Chefe, já chega. — Isaac pediu, chegando até o infeliz que parecia tonto, ajudando-o a levantar. — Ele não pode entrar na ilha de novo, Isaac. Não vou tolerar. — rosnei. Ele assentiu e puxou o babaca. — Vocês dois se merecem. — o almofadinha ainda resmungou e cuspiu no chão numa expressão enojada. Sangue escorrendo do pequeno corte na sobrancelha. Olhou para Cassie mais uma vez e se deixou levar pelo corredor. Ela finalmente pareceu sair da inércia e abriu a porta do quarto. Sua postura derrotada, abalada mexendo comigo mais do que eu gostaria. O idiota não tinha o direito de falar daquela forma com ela. Ok. Ele foi traído. Eu o entendo. Torci os lábios ironizando-me. É claro que eu entendia. Fui traído também. Coincidência ou não, pela mesma mulher. Situação fodida do caralho! Cassandra — Saia, Jayden. Eu quero ficar sozinha. — cerrei os

dentes, meu corpo todo tenso quando ele entrou atrás de mim antes que fechasse a porta. Eu estava drenada, humilhada. Vítor descobriu da pior forma. E ele estava certo. Ah! Deus! Ele estava certo. Eu sou a puta desse bastardo de novo. Então meu cérebro cansado recordou o que Jayden havia berrado lá fora. Que ia se casar comigo. Bufei. Nem fodendo ele vai se casar comigo. Definitivamente não! — Não vou sair Cassie. — abri um sorriso que não alcançou meus olhos. É claro que ele não vai sair. Afinal ele é o dono, não é? Cretino territorial! — o que disse lá fora é a verdade. Vou me casar com você. Vou soltar um comunicado à imprensa de Londres e... — Não. — sibilei meu sangue fervendo pela forma como informou. Ele me informou. É muita arrogância, tirania e sei o lá o que mais juntas numa só pessoa. Os olhos escuros alargaram surpresos. Há! Não contava com isso? Foda-se, seu imbecil pretencioso! — O que disse? — seu tom foi baixo, seus olhos brilhando perigosamente. Ele odeia ser contrariado. É isso aí Sr. Controle! — Leia meus lábios, Jayden. — usei seu tom debochado. — Eu. Não. Vou. M e. Casar. Com. Você. — repeti pausadamente. Os olhos escuros me analisaram e então abriu um de seus risos sarcásticos.

— Você prefere continuar sendo a minha puta? — estremeci com a crueza das palavras. — porque por mais que tenha odiado ouvir isso da boca daquele babaca é isso que é agora. Vai dizer não ao meu sobrenome e tudo que vem junto com ele? As regalias, o status, o dinheiro, o... — Sim, estou dizendo não. — murmurei sentindome fraca. Ele parecia um rolo compressor passando por cima de mim desde que nos reencontramos. Eu não quero estar presa a ele mais do que o necessário. Estar com ele assim seria perigoso demais. Eu não conseguiria manter meu coração tolo a salvo. O que estávamos fazendo agora era sexo. Eu sabia disso e me lembrava constantemente a cada dia que amanhecia na cama dele. M as casamento para mim é algo sagrado. Não vou brincar de casinha só porque ele decidiu que quer. — eu nunca quis o seu dinheiro ou qualquer outra coisa material que venha de você, Jayden. — nossos olhares se sustentaram. Ele ficou lá tentando me ler. Ele era especialista nisso. Seus olhos estreitaram. — O que você quis Cassie? — seu tom foi frio. — além de me trair e tentar me roubar? — sua voz tremeu um pouco no final. Uma emoção desconhecida brilhou no fundo da íris negra, mas ele piscou e ela se foi. — Nada. Isso não tem importância agora, Jayden.

— disse abraçando a mim mesma. Eu estava esgotada, cansada dessa merda toda. M as principalmente revoltada por ainda desejá-lo, por não ser capaz de me controlar quando vinha para cima de mim exigindo minha submissão. Isso só pioraria se me casasse com ele. E quando o tesão dele por mim acabasse? M eu peito doeu com essa possibilidade. Ah! Deus! Senti-me sufocando de repente. Estou caindo por ele de novo. Fechei os olhos e soltei um suspiro desgostoso. — você está falando nisso agora pelas razões erradas. Não vou me casar por causa dos meninos e porque quer me foder. — Não preciso me casar para foder você. — rebateu. — posso ter você na hora que eu quiser e nós dois sabemos disso. — seus olhos queimaram em mim. Desafiando-me a negar. — mas agora tem a porra de um título pesando em minhas costas. Quando os meninos forem descobertos pela mídia serei cobrado. M eu tio e meu irmão maricas, que por acaso é um rei já estão me cobrando. Dom, que era o maior libertino de Nova Iorque há até pouco tempo também está me pressionando. — torceu os lábios cinicamente. — você vê outra saída? Eu não vejo. Vamos nos casar. — Não, não vamos. — afirmei. — agora saia, eu preciso ficar sozinha. — ele deu um suspiro impaciente. Parecia cansado, atormentado com alguma coisa. Um

clarão invadiu o quarto seguido por um trovão barulhento. Pingos grossos bateram no telhado. M eu corpo arrepiou com o susto. — Você tem essa noite para pensar e mudar de ideia porque não vou desistir. — seu tom foi mais baixo e controlado. — temos mais que a maioria dos casais tem. Desejamo-nos. Ser minha mulher não será um sacrifício tão grande. Sabe disso. Temos tesão de sobra. — Tudo para você se resume a sexo? — cuspi irritada. — não vou me casar porque tenho tesão em você. Só vou me casar um dia quando amar e for amada de volta. Seus olhos brilharam de novo naquela emoção fugaz, mas ele abriu seu riso desdenhoso em seguida e ela se perdeu outra vez. — Aconselho você a tirar os óculos cor de rosa. Tesão é tudo que terá da minha parte. — seu tom e olhar foram duros agora. — é sexo, Cassie. M esmo se nos casarmos ainda vai ser só sexo entre nós. — não era para machucar ouvi-lo dizer algo que eu já sabia, mas machucava. Eu o odiei. Odiei-me por dar esse poder a ele. — Saia. — minha voz foi só um fio. — Eu vou. — disse num tom apertado, irritado. — mas amanhã estará na minha cama de novo. M esmo que

faça essa bravata toda ainda virá para mim! — berrou e os seus olhos estavam inflamados. Ele odeia ter seus planos frustrados. — sabe por que, Cassie? Você ainda é minha. Será até eu dizer que pode ir, entendeu? Você só vai quando eu disser que pode ir! — Caia. Fora. — rangi os dentes. Cretino arrogante! — Vou dormir no chalé, bem longe de você! Sua provocadora do caralho! — rosnou sua postura dizendo-me que estava puto porque não teria seu brinquedinho hoje. Abriu a porta e um novo clarão veio através da janela. Parecia um dilúvio. M esmo na minha raiva ainda consegui dizer: — Você está louco? Não pode ir até lá com um temporal desses. Ele me fulminou com o olhar longamente e saiu batendo a porta com um estrondo. Andei nervosa pelo quarto por alguns minutos. Ah! M erda! Por que estou preocupada com aquele bastardo? Deus! Ele estava irado, exaltado. Isso não era uma boa combinação com volante, muito menos numa tempestade dessas. Uma sensação ruim começou a tomar conta de mim. Por mais cretino que ele seja, é o pai dos meus filhos. Um pai que só agora eles estão tendo acesso. Liguei no seu celular e tocou até ir para a caixa de mensagem. Andei até a janela, lá fora estava turvo. Pingos grossos batendo sem

trégua. Um arrepio me percorreu de novo. A sensação ruim se agigantando a tal ponto e antes que pensasse mais sobre o assunto eu já estava do lado de fora do resort, correndo para um dos jipes destinados aos turistas. A chuva me ensopou rapidamente. O rapaz simpático que tomava conta dos veículos me olhou incrédulo. — O Sr. King? Por onde ele foi? — indaguei. Ele estava mudo, apenas indicou com a mão na direção da estrada de terra. Agradeci e pulei no banco do motorista. Segui pela estrada estreita e escorregadia. Ah! Cristo! O que estou fazendo nesse temporal atrás de um imbecil que tem o ego maior que o Brasil? Bufei. O jipe não tinha capota e a chuva me castigava sem dó. M eus olhos quase não viam nada. M eu corpo já começando a estremecer, mas eu não conseguia parar. Algo me levava para ele. O percurso durou uma eternidade, por fim consegui chegar ao primeiro chalé. Divisei o outro jipe estacionado na frente. As árvores dançavam se dobrando, açoitadas pelo vento forte. Um barulho ensurdecedor, sinistro. As luzes da casa estavam apagadas. Desci e senti meus pés afundando no terreno lamacento. Corri em direção à construção, meus olhos tentando encontrar algum vestígio dele. A chuva caía pesadamente, cegando-me. Eu estava tremendo de frio,

meus dentes batendo e então o avistei. M eu sangue gelou e não foi por causa dos pingos fortes e gelados sobre a minha pele. Ele estava caído, prensado sob um galho da árvore frondosa que ficava bem na parte de cima do chalé. Ah! Deus! Um medo feroz me invadiu vendo seu corpo ali, caído e inerte. Lágrimas terminaram de turvar minha visão. O que ele foi fazer? — Jayden! Oh! M eu Deus! — um gemido de pavor deixou meus lábios e corri até ele. — Jayden! Cristo! Fale comigo! Jay! — as lágrimas se misturavam aos pingos de chuva agora. Ele gemeu e meus olhos correram por ele, parando na ferida aberta bem abaixo das costelas. Havia uma poça de sangue se misturando com a água no chão. — oh! M eu Deus! — grunhi de novo sem saber o que fazer. — Cassie... — sua voz saiu fraca e ele mal abria os olhos. — o maldito galho me atingiu. — grunhiu e desviei meus olhos para a ponta fina do galho quebrado, sujo do sangue dele. — chame Isaac. — falou levando a mão à cabeça e percebi outro ferimento na sua fronte. — Não vou deixar você aqui! — neguei veementemente. — Precisamos sair daqui agora! Você está ferido, precisa de um médico! — minha voz foi esganiçada, desesperada. — Você não vai conseguir me levantar. — gemeu e

seu tom estava doloroso e irritado. — chame Isaac! Vá! — rosnou. — Não, droga! — eu estava soluçando agora. — não vou deixá-lo aqui ferido! — e antes que pudesse protestar, livrei-o dos galhos que o mantinham preso. Uma força hercúlea tomou conta de mim e eu só fiz. Apenas fiz. — vamos, Jayden! — chamei com meu tom firme não dando margem para contestação. — levantese, droga! Levante-se! Se apoie em mim. — ele rosnou insatisfeito, mas se movimentou. Ficou de joelhos, levou a mão para a ferida do lado direito que jorrava sangue. Fui para o outro lado e o firmei. M inhas pernas quase cederam quando levantou e seu braço pesou sobre meus ombros. Puta merda! M uito pesado! Fomos andando, trôpegos até o jipe. O ajudei a se acomodar e tomei meu lugar atrás da direção. M eu corpo estava dormente. Eu não sentia mais nada. Não sei como consegui dirigi de volta, mas consegui. Levei o copo de chocolate quente aos lábios. M eu corpo ainda tremia um pouco, mas já conseguia sentir todos os membros. Puxei a manta sobre meus ombros e me sentei na antessala do posto médico do resort. Nossa sorte é que o médico não tinha ido ao Rio com o temporal que se formou. Jayden foi atendido prontamente quando chegamos. Há mais de uma hora

estava na enfermaria. Parece que o ferimento apesar de feio, não foi tão profundo de acordo com o enfermeiro que veio me tranquilizar ainda há pouco. Eu ainda não consigo entender o que me deu para sair atrás dele como uma louca. M as estava feliz que o tenha feito, porque ele poderia estar bem encrencado agora. M ais galhos poderiam cair e... Ah! Deus! Gemi e me levantei de novo. Eu não conseguia entender toda aflição que senti quando o vi machucado, sangrando. M entirosa! É claro que eu sabia. — O Sr. King quer vê-la, senhorita. — a voz do médico de meia idade me tirou do meu dilema interno. — E-ele está bem? — meu tom foi ridiculamente frágil. Ele abriu um pequeno sorriso gentil. — Sim, está. M as poderia ter sangrado até a morte se não fosse encontrado a tempo. — revelou e eu estremeci com a mera possibilidade de Jayden... Cristo! Não! — ele a está chamando. — Obrigada, doutor. — agradeci e empurrei a porta e minha respiração travou quando o vi sentado na cama. Seu torso musculoso todo à mostra. Um grande curativo abaixo das costelas. M eus olhos passearam por ele esfomeados, sem pressa. Eu simplesmente não conseguia me acostumar com a visão dele. Quando o encarei havia um arremedo de sorriso em seus lábios e os

olhos escuros me fitavam com o mesmo descaramento que eu a ele. Havia um pequeno curativo na fronte do lado direito. M as isso não diminuía em nada seu apelo sexual, primitivo, dominador. Arfei e pus minhas pernas para funcionar indo devagar até ele. — Você está bem? — meu tom saiu pateticamente apreensivo. — Sim, estou. — seus olhos me prenderam, me sondando. — por que foi atrás de mim, Cassie? Não sabe que só idiotas saem de carro num temporal desses? — seu tom foi um pouco debochado e ele riu. Um sorriso lindo quase livre de sarcasmo. Encaramo-nos por alguns instantes e eu acabei rindo também. Uma intimidade gostosa se instalou na pequena sala. M eu peito aliviado de vê-lo fora de perigo. Aquela emoção desconhecida tomou à íris escura de novo e ele ficou sério, me olhando fixamente, prendendo-me de forma intensa. — você se arriscou por mim. Por que, Cassie? — sussurrou, sua voz viajando por mim, me fazendo tremer, dessa vez de desejo, tesão, meu sexo palpitando por ele. M as havia algo mais que me engolfou quando entrei e o vi tão lindo, imponente, inquebrável. Ele era muito. Ele sempre foi muito... E eu gemi quando finalmente me dei conta de que todo o desespero que senti ao vê-lo sair zangado, depois machucado só

significava uma coisa: eu ainda o amava. Ah! Deus! Eu ainda o amava. A constatação afundou em mim. Fechei os olhos, sentindo-me fraca, impotente diante desse homem que voltava com força total atropelando minhas defesas, me deixando na lona de novo. — Eu não sei Jayden. — menti. Seus olhos estreitaram daquele jeito sagaz dele. — você vai ficar em observação? — mudei de assunto. — Não. O médico me liberou. — disse. Seus olhos ainda me atravessando como lasers. — Ótimo. Vamos? Estou exausta e preciso de um banho quente. — ele desceu da cama, se encolhendo um pouco. O amparei até chegar ao jipe. A chuva era bem fina agora. — Cassie? — me chamou quando o deixei na porta do seu quarto. Virei para ele devagar. — eu... Hum, obrigado por ter ido lá. — meu queixo foi ao chão. Jayden King agradecendo. Acho que a pancada na cabeça foi forte. Ironizei. Seus olhos ainda tinham uma intensidade desconcertante e eu precisava correr. Esconder dele e principalmente da minha nada animadora descoberta. Eu estaria ferrada se fosse por esse caminho de novo. — Por nada. Foi realmente muito idiota dirigir na chuva. — murmurei. Ele abriu um sorriso sexy, daqueles

que usa muito quando me quer na cama dele. Aquela intimidade ridícula e inoportuna se instalou entre nós outra vez. Os olhos escuros me chamavam silenciosamente para entrar com ele. M eu corpo balançou em sua direção. Pisquei, obrigando-me a quebrar seu feitiço e voltei a andar. — boa noite, Jayden. — falei já dando as costas. Tive a sensação de que ele ficou lá me olhando até virar no corredor. Depois do banho relaxante de banheira, passei no quarto dos bebês. Eles já dormiam tranquilamente. Parei perto do berço. M eu coração se enchendo de amor com a visão deles. M eus lindos bebês. — O que vou fazer agora, meus anjinhos? Hum? — sussurrei acariciando suas cabeleiras negras. — ele é muito para a mamãe. Sempre foi. — os beijei e voltei para o meu quarto. Um silêncio ensurdecedor me envolveu. Vesti minha camisola e já ia me deitar quando meu celular tocou. Franzi o cenho. Era um número desconhecido.

— Alô. — atendi intrigada. Houve um breve silêncio do outro lado da linha e repeti: — alô. — Olá, irmãzinha! — eu gelei com aquela voz... Oh! M eu Deus! O tom debochado, cruel que eu não ouvi por dois anos. M inhas pernas fraquejaram e me sentei na cama. M eu segundo maior pesadelo havia me encontrado também. Era M ark. CAPÍTULO OITO Cassandra Entrei no quarto dos bebês e fui saudada com o som lindo de suas gargalhadas infantis. M eus olhos pousaram em Jayden sentado com eles no tapete. A cena se tornou corriqueira. Ele sempre chegava primeiro que eu e brincava com os filhos até à hora de irmos trabalhar. As obras nos chalés estavam bem encaminhadas. Uma semana se passou. Uma semana na qual M ark havia me infernizado ligando muitas vezes no dia. Eu simplesmente rejeitava a ligação. O que aquele traidor podia querer comigo? Como me descobriu? Jayden já tinha percebido e chegou a pensar que era Vítor. Nessa semana me mantive longe do quarto de Jayden. M as ele não facilitava nada para mim. Investia pesado sempre que ficávamos a sós. Descobrir que ainda tenho sentimentos por ele me fez refrear meu corpo desejoso. M as ainda tremo quando o vejo.

Quando chega perto de mim. Quando sinto seu cheiro de macho alfa. Quando me olha e sorri daquele jeito sacana, sexy e perverso que sabe que me enlouquece. Ele era um bastardo arrogante e insensível. No entanto, a cada vez que vejo sua interação com nossos filhos percebo um lado mais humano nele. Ele fazia cócegas pela barriguinha de Lucas, enquanto Samuel se pendurava em seu pescoço. Uma imagem linda que sempre me deixava à beira das lágrimas. Como se sentisse meus olhos sobre eles, sua cabeça escura se levantou e os olhos negros brilharam, devorando cada detalhe meu. Os cantos de sua boca subiram num de seus sorrisos charmosos, arrasadores. — Uau! Olhem só campeões! — deu um assovio baixo, sexy como o inferno, os olhos me dizendo sacanagens. — a mamãe chegou. Santa M ãe! Ela está tão bonita esta manhã. Concordam comigo? Hum? — seu sorriso ampliou quando ofeguei. Bastardo! Os meninos gritaram e correram com passinhos instáveis na minha direção. Avancei, me ajoelhando para abraçar os dois de uma vez. — e eu fui abandonado. — disse descontraidamente. — mas entendo vocês, rapazes. Olhem para ela. — seus olhos flamejaram nos meus. — é covardia competir. — completou baixinho e meu corpo traidor

respondeu prontamente, minha vagina inundando. Oh! M erda! Uma sobrancelha escura subiu provocante, arrogante e seu sorriso era muito, muito perverso agora. Ele sabia exatamente o que estava acontecendo comigo. Eu sei é patético, mas meu corpo ganha vida própria quando está perto dele. Cansei de tentar entender esse fascínio, esse domínio que exerce sobre mim. Há uma energia animal, perigosa, predadora que exala dele. Isso deve assustar a maioria das mulheres, mas não a mim. Isso me puxa em sua direção com tamanha força que às vezes não dá para me segurar. Simplesmente não dá. — Bom dia. — consegui sussurrar, minha voz rouca e um tanto ofegante. Ele encostou-se no estofado e seu riso ampliou. Babaca! — Bom dia. — murmurou de volta, os olhos escuros ainda me devorando. — dormiu bem? — me analisou como se soubesse que há uma semana não durmo direito. Tenho travado uma batalha comigo mesma até adormecer já bem tarde. O resultado eram bolsas embaixo dos olhos. Ele podia ao menos fingir que era um cavalheiro e deixar passar. Quase bufei. É claro

que ele não faria isso. — Sim, dormi. Por quê? — quase gemi. M eu tom foi abertamente defensivo. Os malditos olhos escuros cintilaram com clara diversão. — Por nada. Parece um pouco cansada. — sussurrou. — como alguém que não tem dormido bem por dias. — imbecil! — Impressão sua. — cerrei os dentes. — tenho dormido muito bem todos os dias. — Ele me fitou por longos e desconfortáveis segundos, então assentiu levemente com a cabeça. — Fique a manhã com os meninos. À tarde iremos ver os progressos no último chalé. — algo brilhou na íris de ônix. Estreitei meus olhos, analisando-o, mas Jayden era muito difícil de ler. Chegava a ser frustrante. — Obrigada. — ele se levantou e tomou Samuel nos braços, sua mão roçando descaradamente no meu seio direito. Contive a respiração por um instante. Abaixou a cabeça, sua boca ficando tentadoramente perto da minha. Lambi os lábios nervosamente. Ele riu baixinho, safado, perverso e se afastou para a varanda. Eu era uma massa trêmula agora. Ah! Deus! Ele definitivamente era muito... Dei um tempo me recompondo, levantei com Lucas e o seguimos. A mesa do café da manhã já estava posta. Criamos o hábito de tomar café com nossos

filhos. Ficávamos imundos depois de alimentarmos os pequenos bagunceiros, mas valia à pena. Em muitos momentos nessa semana me peguei apreciando nossa rotina e revendo o não que dei a ele em relação ao casamento. Talvez pudéssemos fazer funcionar. No entanto, logo a realidade cruel me fazia lembrar que ele não quer a mim. Alardeou isso aos quatros cantos. As palavras que disse a Dom ainda queimavam na minha cabeça: nunca vou me casar com ela. Lembrar disso me fazia aposentar os óculos cor de rosa como ele havia me sugerido. M eu celular tocou e me sobressaltei. Jayden estreitou os olhos sobre o aparelho que estava sobre a mesa. — Não vai atender? — seu tom foi um tanto ríspido. Ele ainda achava que era Vítor. Peguei o aparelho e suspirei aliviada. Era minha prima, Sílvia. Ela era o mais próximo de uma amiga que tenho. Sempre fui tímida e meio devagar no traquejo social. Sou uma nerd assumida e enquanto as meninas da minha idade se divertiam e sonhava com astros de cinema eu estudava. Ficamos muito tempo sem nos ver, mas nos demos bem logo de cara quando cheguei ao Brasil no ano passado. — Oi, Sil. — atendi em português e ouvi um suspiro de alívio vindo de Jayden. Fanzi o cenho. Ele compreendia o idioma? Andei em direção a balaustrada

com Lucas no colo. — desculpe não ter ligado antes é que as coisas ficaram meio intensas na última semana. — Sim, já soube que reencontrou o pai dos bebês. — fez uma pausa. Senti sua apreensão. — papai está preocupado, Cassie. Ele achou o sujeito muito arrogante. — completou. — Sério? — ironizei e virei para Jayden que mantinha os olhos fixos em mim. Idiota! O que ele quer com tudo isso? — Vou ligar para ele. — garanti. — fique tranquila, prima. — abaixei meu tom. — ele é mesmo um imbecil completo, mas está se mostrando um ótimo pai. Ele não rejeitou os meninos. — Certo. Não fique por tanto tempo sem nos dar notícias. Esse sujeito precisa saber que tem uma família. — meu peito aqueceu com as palavras carinhosas. Desde que perdi minha mãe eles eram minha única família e eu os amava. — Farei isso, não se preocupe Sil. Diga a todos que estamos bem e que os amo. — disse emocionada. — Nós amamos vocês também, querida. Estamos aqui para vocês, sempre. — garantiu no mesmo tom emocionado. Despedimo-nos em seguida e voltei para a mesa. — Quem era? — ele mal esperou me sentar. — M inha prima, não que isso seja da sua conta. —

falei irritada. — Oh, estamos estressados hoje, não é? — abriu um riso sarcástico, pretensioso. — tem certeza de que tem dormido bem mesmo, Cassie? — bufei e voltei a dar maçã amassada na boquinha de Lucas. Depois disso, encerramos o momento família. Ele foi para o escritório cuidar dos negócios de Londres. Aproveitei para mimar meus anjinhos. As babás ficavam sem graça à nossa volta estranhando estarmos sempre com os meninos. Elas me disseram que estavam encantadas com a forma como Jayden cuidava dos filhos recém-descobertos, pois havia pais que acompanhavam toda a fase da mulher grávida e quando os filhos chegavam mal olhavam nas suas caras. Fiquei triste em ouvir isso. Sou muito apegada aos meus filhos. Desdobro-me para sempre dar atenção e muito amor a eles. — O que é isso? — indaguei quando entramos no chalé no início da tarde e Jayden tirou um envelope do bolso do short. — O resultado dos exames de DNA. Parece que se perdeu no meio da correspondência e Hanna só enviou para mim hoje. — havia me esquecido disso e ao que parecia ele também, pois não tocamos mais no assunto nessas três semanas. — Você já constatou? — ele meneou a cabeça em

negativa. — O que está esperando? Abra-o. — falei. Ele me olhou por um longo momento e então fez algo que me surpreendeu muito. Ele rasgou o envelope em várias partes. Puta que pariu! Ele rasgou! — mas, por que fez isso? — Eu não preciso de mais provas, Cassie. Eles são meus. — meu queixo estava no chão. Pisquei confusa com tudo aquilo. Puta merda! Ele rasgou mesmo! — sinto aqui dentro. — levou a mão ao coração. Eu amoleci, não pude evitar. — seria um desrespeito com eles seguir com isso. — abriu um pequeno sorriso. — além disso, eles são a minha cara. M eu DNA está escancarado para quem quiser ver. — eu continuei muda. Perplexa. — Eu não sei o que dizer. Isso foi... Puta merda! Isso foi meio louco. — abri um sorriso nervoso. — Esse sou eu. — disse com o sorriso arrogante, pretensioso tomando conta do rosto moreno. Seus olhos desceram por mim famintos e eu de repente me toquei que não tinha visto nenhum trabalhador no local. — Onde estão os outros? — minha voz saiu esganiçada, alarmada. Oh! M erda! Ele havia me preparado outra armadilha. Ele era assim, um predador nato. Deixava à presa pensar que estava a salvo para então dar o bote certeiro. Visitamos obras a semana

inteira e sempre tinha um mundo de gente à nossa volta. Eu me senti segura. Grande erro. — Eu os dispensei. Só voltam amanhã. — murmurou, avançando devagar para mim. — somos eu e você, Cassie. Pensei em experimentarmos as novas comodidades que você tão brilhantemente sugeriu. — sem tom foi baixo, íntimo, sexy, pingando sacanagem. — a suíte nupcial, a piscina, a nova vista do píer. Temos a tarde toda. — Fique aí. — avisei, movendo-me para trás. — você e suas armadilhas são ridículas. — bufei. Seu sorriso se alargou, sabendo o quanto me afetava. — fique aí, droga! — berrei, mas já era tarde. Seu corpo grande me prendeu contra a parede num piscar de olhos. Arquejei quando suas mãos fecharam em meu pescoço. Puxou minha cabeça para ele. Nossas bocas quase se tocando. Os olhos escuros injetados nos meus, incendiados, luxuriosos. Seu pênis duro cavou em meu ventre. Deslizou os polegares suavemente para cima e para baixo em meu pescoço e parou no ponto onde latejava. Um gemido escapou da minha boca. Um brilho selvagem tomou seu olhar. — Você que é ridícula de pensar que pode fugir de mim. — rosnou e suas mãos desceram muito suaves pela clavícula e se apossaram dos meios seios,

amassando-os por cima da camiseta. — você é minha, Cassie. Quando é que vai entender isso? — rosnou de novo, puxando meus mamilos. Resfoleguei em sua boca. Sorriu perversamente e suas mãos foram para minha cintura, puxando-me grosseiramente, colando nossas pélvis. Grunhiu moendo em mim. — Ah! Deus! Jayden... Isso é tão injusto. Por que não me deixa em paz, droga? — meu protesto não foi mais que um choramingo. Levou uma mão para minha nuca e me dominou do jeito que ele gosta, mantendo-me imóvel. — Sim, é injusto mesmo porra! — rugiu cavando mais embaixo direto na minha vulva. M eu corpo estremeceu antecipando tudo que faria comigo. O prazer intenso, vertiginoso que só ele podia me dar. — é injusto ainda querer você tanto assim. Custou-me malditamente muito não invadir seu quarto essa semana. Eu quis você todas as noites. Eu queimei a cada vez que te vi. Que chegou perto de mim. Que senti esse cheiro delicioso que só você tem. — a mão da cintura desceu para a bunda e deslizou entre as

bochechas. Gemi vergonhosamente, minha calcinha virando uma poça. — porra de gemido do caralho! Eu amo ouvir isso. Esse som desesperado, desejoso, suplicando para que eu te foda. — puxou meu lábio inferior entre os dentes. — é assim que me sinto também, Cassie. Louco, desesperado, ensandecido para ter meu pau enterrado em seu corpo. — e então mergulhou na minha boca, tomando, saqueando sem pedir licença. Levando tudo de mim. Devastando-me completamente. Eu choraminguei de novo e enlacei seu pescoço desistindo de lutar contra ele, de lutar contra mim. Nosso beijo cresceu selvagem, duro. Lambíamos, chupávamos, mordíamos, gemíamos, rosnávamos. Nossos corpos se esfregando como se quiséssemos nos fundir. — Jay... — lamentei em sua boca. — Cassie... — murmurou de volta levantando minha perna direita e moeu o pênis bem no meu clitóris. Gritei. Ele rosnou. Tornamo-nos animais. Essa atração violenta que toma conta de nós é a nossa perdição. Ele também não podia controlar isso, acabei finalmente compreendendo. Nossas mãos voaram arrancando as roupas sem muito cuidado. Logo estávamos nus, nossos olhares devorando um ao outro. Eu ofegava. Ele ofegava

e voamos um no outro novamente. — gostosa... — grunhiu antes de tomar minha boca de novo, levantando minhas mãos acima da cabeça. M oeu em mim e eu levantei a perna para encaixá-lo bem no ponto. Gemeu deslizando o pênis entre os lábios da minha vagina. M anteve meus pulsos presos só com uma mão e segurou seu pau pela base com a outra. M assageou meu clitóris com a ponta robusta. Gemi desavergonhada, meu quadril rebolando, tentando puxá-lo para dentro. Sorriu em minha boca. Um som pecaminoso, perverso, delicioso. — é o meu pau que você quer? Hum? — se alinhou em minha vulva. Prendi a respiração esperando, minha vagina vibrando, gotejando. Arrancou a boca da minha, seus olhos me violentaram e empurrou dentro de mim num golpe forte, profundo, rasgando-me, tirando toda a minha sanidade. — toma porra! Toma meu pau, minha putinha linda! — Ahhh! Jay... Oh, Deus... — miei completamente empalada em seu pau avantajado, esticada quase ao ponto da dor. — Toma ele todinho nessa boceta gostosa do caralho, escrava! — puxou e meteu rudemente de novo. Girou o quadril e eu rosnei, louca de tesão. Trouxe as duas mãos para minha bunda e me fez abraçá-lo com as pernas. Gritamos porque nessa posição seu pau se

alojou no meu útero. M eu corpo ondulou com a sensação de ser toda esticada por ele. — vai negar que pensou em mim todas as noites? Vai negar que não quis meu pau assim, todo enterrado nessa bocetinha apertada? — rugiu e passou a me foder com desespero, batendo-me na parede. M etendo fundo, seus olhos prendendo os meus. Nossas bocas ofegando uma na outra. Seus braços fortes me levantando e abaixando grosseiramente no seu pau, violentando-me sem dó. — segure em meus ombros. – seu tom foi apertado, tenso, duro de tesão. Tirou-me da parede e começou a andar para a varanda. M eu corpo retesou com a possibilidade de sermos vistos. — relaxe, ninguém vem para cá hoje. — Andou pelo píer e desceu a escada de madeira. Quase saltei quando a água fria do mar tocou minha bunda. Ele sorriu. Um sorriso lindo, despreocupado, livre de qualquer ironia e meu coração se apertou. Eu amo esse homem. Ah! Cristo! Eu amo esse homem. — eu fantasiei isso toda vez que estivemos aqui. — sussurrou na minha boca e me beijou, lenta e gostosamente. A água batia na sua cintura. Ele foi andando mais para o fundo e nos mergulhou rapidamente. Não parou de me beijar. Foi uma experiência deliciosa. Seu pau ainda duro, latejando dentro de mim. M eus seios colados no seu peitoral musculoso. Esfreguei-me nele e ele sorriu de novo. O

som baixo, safado, perverso atiçando meu lado sem vergonha. — Você vai se mexer? — meu tom foi suplicante. Ele jogou a cabeça para trás e sorriu com vontade. Lindo! Absurdamente lindo e eu estou decididamente ferrada outra vez. — Eu tive que diminuir o ritmo ou ia gozar muito rápido. — sussurrou e mordeu meu ombro. Enfiou uma mão em meus cabelos, arqueando-me para trás e deslizou a língua por todo o meu pescoço. M iei quando sua boca quente chegou ao meu seio direito e o sugou devagar, num ritmo torturante. Então começou a movimentar-se de novo. Seu braço musculoso enrolado na minha cintura, me levantando devagar e descendo bruscamente. Uma combinação deliciosa. — isso... Cavalga bem gostoso no meu pau. Desce essa boceta gostosa! Toma até o cabo, caralho! — Passei a me elevar e encontrar seu quadril no meio do caminho. A água ondulava ao nosso redor, acariciando-nos. O sol brilhava forte, um cenário paradisíaco e eu estaria mentindo se dissesse que não fantasiei que me tomasse assim bem aqui. Sua boca era esfomeada agora, sugando forte, mordendo as auréolas do jeito que sabe que me enlouquece. Ele adora me deixar marcada. Passou a me comer com uma ânsia louca outra vez. Rosnando, se

banqueteando em meus seios, enquanto seu pau batia em mim sem trégua. Entrando apertado, muito apertado. Ele era tão grande. M as amo essa sensação insana de preenchimento, de ser tomada, dominada, usada sem dó e ele sabe disso porque me fode como se não houvesse amanhã. Nossas pélvis se chocavam violentamente. Eu estava toda aberta, tomando suas estocadas. — porra! Que gostosa! Putinha deliciosa... — grunhiu rouco. — você adora isso, não é safada? Ama ser fodida assim bem duro, sem piedade por mim, seu dono! — seus olhos me perfuravam, seu pau me rasgando cada vez mais forte e profundo. — vou comer você a tarde inteira escrava! Vai me dar esse corpo delicioso para eu fazer o que quiser. Vai tomar meu pau em todos os buracos. — sua voz era apertada e suas estocadas brutais. — você nunca mais vai esquecer quem é o seu dono e senhor. Amo foder você... Amo, porra! — seu tom tinha um toque de desespero. Deliciei-me apalpando, cravando as unhas em seus ombros fortes. Gemi enlouquecida. Eu estava muito perto. Ele percebeu e acelerou os golpes, batendo fundo, me fodendo como se nunca pudesse ter o suficiente de mim. Sua boca tomou a minha e rosnamos nos aproximando do êxtase. — Oh! Jay... Eu vou... — balbuciei e tremores me assaltaram, meu ventre incendiando na sensação

absurdamente perfeita, entorpecente. M eteu fundo, me fodendo sem trégua e eu gritei alto, muito alto gozando e gozando sem controle. — Ahhhh! Porra! Delícia... Goze escrava! Grite no meu pau, porra! — suas mãos cravaram na carne da minha bunda e meteu brutalmente soltando um rugido animalesco. — ahhhhhhhhhhh! Cristo! Tão gostosa... Cassie... Anjo... Eu amo isso... Amo. — gemeu esporrando dentro de mim, o esperma quente aumentando, prolongando o efeito do meu orgasmo. Gemi e o beijei, dando tudo de mim nesse beijo. Beijoume também, lento, gostoso. Ah! Deus! M uito gostoso. Separamos nossas bocas buscando ar, tentando regularizar nossas respirações. Olhamo-nos longamente. Foi diferente dessa vez. Seus braços me apertaram mais e ele abriu um pequeno sorriso. Sorri também. — linda... Deliciosa... — murmurou e nossos lábios se buscaram outra vez recomeçando tudo... Jayden Olhei para Cassie adormecida na minha cama. Estava visivelmente cansada. M ais uma semana havia passado e essa foi muito mais intensa. Algo mudou entre nós. Estávamos mais à vontade um com o outro e, claro, fodíamos como loucos. Não consegui evitar um sorriso. Cassie... M inha linda e deliciosa Cassie. Tomei

um pequeno gole de uísque e me sentei na poltrona ao lado da cama. M eus olhos presos no corpo perfeito. Ela ainda estava nua. Havia praticamente desmaiado depois que ejaculou comigo enterrado em sua bunda. Ela era um vulcão. M eu pau deu sinal de vida mesmo depois de toda a atividade. Ele era um maldito ganancioso quando se tratava dela. Ela se mexeu, elevando uma perna e meus olhos desceram para a bocetinha linda e inchada da minha posse. Ela era minha outra vez. Minha. Essa palavra estava cada vez mais povoando minha mente. Não voltei a falar sobre o casamento, mas o faria em breve. Eu quero isso. Acho que o temos pode durar. Há os nossos filhos, agora. Precisamos pensar neles. M as Cassandra M iller havia se transformado numa incógnita para mim. Ultimamente tenho me perguntado como alguém tão doce e amorosa podia ter sido tão ardilosa há dois anos. Quando seus grandes olhos azuis me fitavam eu me via querendo deixar tudo no passado e seguir em frente com o que temos agora. Ela me quer. É tão louca por mim quanto eu por ela. Isso é nítido. Então, por que me traiu? Ela poderia ter tido tudo. Ela me tinha completamente. Avancei com passos decididos pelo restaurante. Cassie estava aqui em algum lugar. Ela havia deixado o resort alegando que viria encontrar a prima. Sua postura

tensa, nervosa me fez ter uma sensação incômoda no peito. Ela estava mentindo. Não resisti e vim atrás. As ligações estranhas e insistentes que recebia e nunca atendia estavam me preocupando. O que ela estava escondendo? Cheguei ao terraço e o ar foi arrancado dos meus pulmões com o que vi. Cristo! De novo não. Ela estava sentada numa mesa mais afastada com ele, o maldito asqueroso Springs. Eles pareciam discutir. Ela estava tensa, toda empertigada e ele rosnava algo, seu rosto cheio de cólera. O que estava havendo ali? Eu não conseguia acreditar que essa merda estava acontecendo outra vez. Quantas vezes um homem pode ser enganado pela mesma mulher? Uma fúria cega me tomou e marchei até eles. — Que porra é essa? O que está fazendo com esse maldito, Cassie? — rangi os dentes e os dois me encararam surpresos. — responda vadia do caralho! — ela empalideceu e seus olhos se encheram de lágrimas. — Ora, ora. O que temos aqui? — M ark falou no seu tom odioso. — o casal de bastardos juntos de novo? Então era por isso que não atendeu nenhuma das minhas ligações? — desviou o olhar cheio de desprezo para Cassie. — você abriu as pernas para ele outra vez, não é? Você não aprende mesmo, irmãzinha. — franzi o cenho, meu cérebro parando na última palavra

irmãzinha. — O que disse? — perguntei confuso. O que em nome de Deus estava acontecendo aqui? Ele me olhou. Um brilho de triunfo e profunda satisfação enchendo os olhos azuis gélidos. Desviei os olhos para Cassie que parecia muito pálida. — O quê? Então você não contou a ele, Cassie? — M ark debochou. — não contou para sua alteza o quanto seu passado é sujo? — a voz alterou-se. — não disse que a vadia da sua mãe resolveu que não queria apenas arrumar as camas dos hotéis Springs, mas também desarrumá-las tornando-se a prostituta de meu pai? Não contou que daquele caso sórdido nasceu você, uma vadiazinha bastarda que resolveu seguir o mesmo caminho da mãe e engravidou do chefe? — cuspiu as palavras venenosas com ódio nos olhos. M eu sangue foi drenado com cada palavra que proferiu. — Está dizendo que Cassie é... Sua irmã? — quis saber ainda aturdido, meus olhos presos aos dela. — Então... Foi por isso que ela me distraiu enquanto você tentava me roubar à compra do resort do Taiti? — M eia irmã! — M ark corrigiu, deixando claro seu desprezo por Cassie — Ora, por favor, olhe para ela! Parece alguém que tomaria parte num plano desses? — riu desdenhoso. — Cassie é enfadonha, certinha.

Ridiculamente ingênua! Sabe o que foi mais engraçado? Ela ter realmente se apaixonado por você. Dizia-me eufórica: oh, Mark eu o amo tanto e ele me ama também, sei que ama. — fez uma imitação zombeteira. — Só uma retardada podia acreditar que você manteria o relacionamento. — torceu a boca em mais um riso cínico. — vadia burra! M as engravidou, então, talvez não seja tão burra afinal. — M eu corpo sofreu espasmos violentos com suas últimas palavras. Ela me amava? Ah! Santa M ãe! O que foi que eu fiz? — Deus! O que eu fiz a você? Eu o amava. Achei que queria ser meu irmão... — Cassie murmurou trêmula. — O que você me fez? — M ark riu cínico. — você existe! Eu a odeio! Odeio tudo que você representa e principalmente a fraqueza do velho idiota do meu pai. — sua voz foi fria. Ah! Deus! Ele a odiava também. Odiava a nós dois e nos separou por pura maldade. M eu peito doeu tanto quando a verdade afundou em mim. Ela nunca me traiu. Oh! M eu Deus! Ela nunca me traiu e eu a destruí. — Você enviou aquelas fotos? Você orquestrou tudo para tirá-la de mim? — inquiri e a expressão triunfante, desafiadora dizia tudo. Ah! Cristo! Sofri uma pequena morte. Eu fui enganado. Cruelmente enganado. Eu que

sempre me julguei esperto, fui um bastardo burro por não ter averiguado as coisas. — você podia atingir apenas a mim. Como teve coragem de prejudicá-la? Ela estava grávida, porra! Grávida e foi deixada sozinha. — meus olhos a buscaram. — Cassie... Deus! Não... — minha voz continha um misto de angústia, pesar, impotência, culpa e dor profunda. Dois anos de um mal entendido terrível... Um gemido deixou minha garganta, uma dor quase física dilacerando meu peito ao vê-la abraçar o próprio corpo e abaixar os olhos, mas não antes que eu visse a dor neles. Cometi o pior erro da minha vida. Julguei a mulher que eu amava de forma brutal e equivocada não uma, mas duas vezes! Grunhi de novo lembrando que a insultei quando cheguei. — Ela era sua criptonita, King. — ele torceu a boca desdenhoso. — pelo jeito ainda é. — deu um suspiro entediado, cínico. — Olha por mais que eu aprecie esse momento revelação, vamos direto ao ponto. — disse encarando Cassie. — Preciso que volte comigo a Londres, irmãzinha. M inha tia descobriu sua existência. Eu a mandaria para o inferno de bom grado, mas ela controla sessenta por cento das ações dos hotéis. Então, preciso me submeter aos desejos da velha louca ou ela pede minha cabeça para o Conselho de acionistas. — disse debochado. — arrume suas coisas, pegue os

bastardinhos, pois ela também quer vê-los. — ouvi-lo ofender meus filhos foi à gota d’água e eu finalmente saí do meu estado de choque. O levantei pelo colarinho e mandei suas costas em cima da mesa, copos e pratos sendo espatifados no chão. O encarei bem de perto. Eu quero que ele veja que vou caçá-lo de agora em diante, que vou mandá-lo para o inferno! M eu corpo tremia do ódio. Esse maldito acabou com a minha vida! Ele me tirou a única coisa com que me importei de verdade! Ele me tirou Cassie! Impediu-me de estar junto dela e ver meus filhos crescendo em seu ventre! Tirou-me dois anos da vida deles três! Eu vou matá-lo! — Eu vou matar você! — minha voz saiu ao mesmo tempo em que meu punho acertou sua cara odiosa com toda a força do meu braço. Um estalo audível o fez grunhir de dor. Seu punho acertou bem na minha ferida que havia cicatrizado recentemente, mas ainda estava sensível. Gemi, me encolhi um pouco, mas não parei o ataque. M andei socos cada vez mais fortes, descarregando toda a minha ira e dor no causador de tudo. Ele me acertou alguns também, mas eu não conseguia sentir nada. Eu estava morrendo, sangrando por dentro. Essa era a única coisa que me incomodava. Ouvi os gritos de pânico de Cassie, pedindo-me para parar senão ia matá-lo. Eu não parei. Senti gosto de

sangue na boca. Ele tinha me ferido também. Então, braços fortes me puxaram de cima do seu corpo agora flácido, sua cara era uma confusão de cortes. Seu nariz parecia quebrado. Sangue borbulhava em sua boca. O pátio se encheu de seguranças. Foram necessários dois para me conter. Os meus. Só agora percebi que eram Isaac e Bill quem me seguravam. Os seguranças do restaurante o tiraram da mesa e o levaram, amparando-o. Ele parecia mal, mas para mim ainda não era o suficiente. Eu vou acabar com ele! Vou aniquilá-lo! Cerrei o maxilar. — Chefe! O que deu em você? Você quase matou o Springs. — Isaac murmurou incrédulo e fez uma careta analisando meu rosto. — ele o pegou de jeito também. M as ele vai precisar de uma plástica com certeza. — meus olhos a buscaram, ansiosos. Ela estava lá, parada, seu corpo ainda trêmulo, os grandes olhos azuis marejados, parecia muito mais jovem do que seus vinte e três anos. Eu quis tanto protegê-la, pegá-la no colo. M antê-la segura. Cuidar dela. M as eu falhei com ela. Eu falhei como homem e como pai. Eu fui tão cruel quanto Springs a mandando embora sem nunca lhe dar a chance de defesa. Um bolo se formou na minha garganta. — Cassie... — sussurrei indo até ela. Ela se encolheu, os braços apertando à sua volta e andou

apressada rumo à saída. Eu a segui e as pessoas nos olhavam estupefatas, principalmente para mim. M inha cara deve estar feia mesmo. O trajeto de volta na lancha do resort foi tenso. Ela continuou quieta em seu canto. Os olhos baixos. Pequenos soluços deixando seus lábios. — Saia, Jayden, eu preciso ficar sozinha, por favor. — disse assim que entrei atrás dela em seu quarto. Seu tom quebrado, derrotado me dilacerou por dentro. — Eu não posso ir. Eu preciso que me diga. Você... Você realmente me amou? — minha voz foi apenas um fio. A dor excruciante tomando-me por completo. Os grandes olhos azuis se fixaram nos meus e eu tive a resposta antes mesmo dela falar. Estava tudo lá. A dor, a mágoa que eu, na minha arrogância causei. Ah! Cristo! Eu posso passar a vida toda pedindo perdão a ela e ainda não vai ser suficiente porque eu mandei a mulher que eu amava embora. Eu a mandei embora grávida. Ela estava grávida e eu a deixei sozinha. Era apenas uma garota. Uma garota linda e inocente que usei e quebrei. As lembranças daquela noite vieram nítidas na minha mente zombando de mim. A forma bruta como a tomei e depois a chutei para fora. Um gemido agoniado, desesperado saiu do fundo da minha alma e eu caí de joelhos diante dela. Nunca havia sentido uma dor tão grande em toda a minha vida miserável. M eus olhos

arderam e lágrimas toldaram a minha visão. Doía demais. Grunhi e meus ombros sacudiram no primeiro soluço. Lágrimas grossas rolaram pelas minhas faces, botando para fora tudo que reprimi por dois anos. Eu nunca havia chorado assim em toda a minha vida. M as meu corpo estava sem controle agora. Culpa, vergonha e arrependimento pesavam sobre meus ombros. Não havia outra forma de lidar com isso e eu quebrei na sua frente. — Isso não importa mais, Jayden. — disse num fio de voz. Sua postura cansada, mas seu semblante estava surpreso, chocado por ver minha situação. — Está enganada. — rebati. — importa para mim, sempre importou. — meu tom foi estrangulado. — Não, não importa. Você me disse isso naquela fatídica noite a dois anos. — disse de repente raivosa, seus punhos crispando do lado do corpo. — você me chamou de cavalo de Tróia. Disse que só se aproximou de mim por meu envolvimento com M ark. Você me usou fria e calculadamente. M eu cérebro nunca esqueceu o que me disse Jayden. — sua voz embargou no final. — Eu menti! — exasperei-me, correndo as mãos pelos cabelos. — eu só queria feri-la da mesma forma que estava me ferindo. — seus olhos alargaram com minha revelação. Seus lábios tremeram ligeiramente, as lágrimas continuavam a cair e ela as limpou irritada.

— Quer saber se eu te amei? — seu tom foi desafiador, mas sua voz tremeu. — sim, eu te amei, Jayden! — bradou. — eu te amei intensa e desesperadamente. — soluçou baixinho. — te amei tanto que quis morrer quando você me deixou. — mais lágrimas rolaram nas minhas e nas suas faces. — apenas reagi, uma semana depois, quando descobri que estava grávida. Eu vivi pelos meus filhos. Eu busquei forças neles. — puxou uma respiração profunda como se estivesse sentido dor. — M e perdoe. Oh! M eu Deus! Cassie... Perdoeme... Perdoe-me... — murmurei, entre soluços. Eu simplesmente não me importava de estar implorando, numa postura que sempre julguei inferior. Eu só precisava fazer o que é certo para ela. — você estava certa no que disse àquele maldito sobre nós. Eu te amava. Eu te amei, Cassie. — sua boca se abriu trêmula, os olhos muito arregalados. — eu te amei tanto, meu anjo. Eu quis morrer quando pensei que me traiu. Eu... Cristo! Isso é tão fodido! — grunhi, meu peito parecia estar sendo esmagado. Então, os olhos dela se tornaram vítreos e uma expressão de aço surgiu neles. — Seu amor era muito frágil e egoísta, Jayden. Você me julgou e condenou por duas vezes, sem me dar a chance de defesa. — seu tom foi frio, enganosamente

controlado. — O tempo para declarações de amor já passou. Ficou há muito para trás. — disse mais firme e um medo feroz começou a se espalhar em mim. — mesmo depois da forma que me escorraçou como se eu fosse um monte de lixo, ainda tive esperanças no meu coração tolo. Eu sonhei com você indo me buscar e aos nossos filhos por um ano inteiro, Jayden. M as você nunca foi. Estava ocupado demais fodendo tudo à sua volta. — meu coração afundou com suas últimas palavras e eu soube que a feri além da conta. Que talvez tudo estivesse perdido para nós. M ais soluços sacudiram meu corpo. As palavras que me disse aquela noite, seus olhos incríveis e doces, sua expressão de encantamento vieram enevoadas na minha mente. Eu te amo Jay. Fechei os olhos com força, meu cérebro as repetindo. Parecia tudo tão distante. Tão malditamente distante, que eu me dei conta de que poderia nunca mais ouvi-la dizer isso de novo. Eu havia fodido tudo. Eu havia perdido a mulher que eu amava. A mulher que ainda amo. Ah! Cristo! Sim, eu ainda a amo. CAPÍTULO NOVE Jayden Parei um instante para tomar uma respiração aguda. M inhas mãos doíam e meus pés também. Corri meus olhos pelo quarto completamente destruído. Vasos

quebrados, flores espalhadas. Aparador, cadeiras, colchão estavam num amontoado pelo chão. M inha mente foi para outra noite a dois anos quando quebrei a casa quase toda depois que mandei Cassie embora. Fechei meus olhos. Ah! Cristo! Cassie... Sinto-me morrendo cada vez que penso no tamanho do dano que causei a ela e a meus filhos. Eu preciso anestesiar essa dor. Eu preciso de algo que faça parar de doer. Fui até o bar e encontrei uma garrafa de uísque milagrosamente inteira. O resto era uma confusão de cacos e líquidos se misturando no chão. Sentei-me no sofá sem me importar com o fato da almofada do assento não estar no lugar. Enchi um copo e o bebi rapidamente. Logo, a garrafa estava pelo meio. Desisti de beber no copo e levei a garrafa até a boca. O uísque desceu queimando, rasgando, fazendo um estrago, mas essa dor era fichinha comparada a tudo que se revolvia dentro de mim desde que o infeliz revelou aquela história sórdida. Gemi, pendendo minha cabeça para trás no sofá. Tudo começou a rodar. M eu cérebro era enevoado. Fechei as pálpebras e grandes olhos azuis magoados me saudaram. M eu peito doeu ainda mais, se é que isso é possível. M eus olhos arderam e eu chorei de novo. Sim, homens choram porra! Não sou nenhum maricas

por causa disso! Homens choram principalmente quando descobrem que foi um maldito bastardo com a única mulher que amou em toda a sua vida do caralho. Continuei bebendo. A garrafa vazia pendeu da minha mão. M eu corpo escorregou flácido no sofá. M inha mente entrou num estado semiconsciente. — Cassie... Eu sinto muito, meu anjo... — balbuciei para o silêncio do quarto, minha língua enrolada. — meu lindo anjo... — meus olhos pesaram muito e eu não consegui abri-los de novo... Abri os olhos devagar. Tentei me mexer, mas meu corpo parecia dormente. Eu estava sobre uma superfície muito dura. Porra! Tudo doía no meu maldito corpo. Tentei levantar, mas caí de novo, minha cabeça rodando, minha boca tinha um gosto horrível, minha garganta seca. M eus olhos relancearam pelo quarto e o choque me bateu com a visão da destruição na minha frente. Gemi, miseravelmente e cobri meu rosto com as mãos. Santa M ãe... Não foi um pesadelo. Essa merda toda estava acontecendo mesmo. Fiquei algum tempo tentando reprimir a ânsia de vômito, enquanto as

imagens de ontem me atingiam numa velocidade atordoante. Consegui me levantar com muito esforço e arrastei minha bunda bêbada e estúpida até o banheiro. Suspirei. Graças a Deus não tinha destruído o cômodo. Arranquei minhas roupas e mirei-me no espelho da pia, o que vi assustou-me com força. Porra! Eu estava um caco. M inha cara toda cheia de hematomas. Bufei. M eu único consolo era saber que o asqueroso Springs precisaria operar o nariz com certeza. Fui para o chuveiro. Fiquei lá embaixo da água fria até minha pele estar enrugada, meu corpo tremendo de frio. O enjoo passou, mas minha cabeça parecia ter uma escola de samba em plena atividade lá dentro. Caralho! Vesti-me e peguei meu laptop que por um milagre estava a salvo no closet. Preciso falar com alguém ou vou explodir. Logo as caras feias de Dom e Leon apareceram na tela e a expressão em seus semblantes me disse o que eu já sabia: eu estava uma merda. — Jay, irmão... — a voz de Leon foi apreensiva, preocupada. — o que houve com seu rosto? — Jesus! Irmão me fale que o outro cara ficou pior. — Dom franziu o cenho em um de seus poucos momentos sérios. Bufei. — Gostaria de afirmar isso, irmão, mas receio que eu esteja pior. — grunhi. Eles ficaram lá me observando,

confusos. — eu fodi tudo, ok? Eu fui um bastardo com a Cassie. Prepararam uma cilada há dois anos para nós e eu caí como um patinho. Ela... Ela era inocente, irmãos. — pronunciar isso doía pra caralho! — estou na merda! Completamente na merda! — eles continuaram silenciosos e eu comecei a me perguntar por que diabos os chamei. — Isso é mesmo muito ruim irmão. — Leon falou. Seus olhos astutos me fitando. Ele tinha uma forma de encarar que fazia com que me sentisse diante de um diretor de orfanato. — conte-nos o que houve Jay. Talvez possamos ajudar de alguma forma. — Sim, Jay. — Dom endossou. — se abra conosco, irmão. Afinal a burrice está no DNA dos príncipes Di Castellani. Todos nós fomos uns bastardos com nossas mulheres, se isso serve de consolo. — não servia, mas me senti melhor vendo sua preocupação comigo. Abri o jogo. Conversei abertamente como nunca tinha me permitido fazer com eles. Ouviram tudo atentamente. — Eu não queria estar na sua pele, irmão. — Dom deixou escapar um suspiro. — não quero ser chato, mas eu a vi, Jay. Como diabos pôde achar que uma garota tão doce, como ela, seria capaz de algo assim? — Dom, nosso irmão não nos procurou para ouvir sermões. — Leon o repreendeu no tom de irmão mais

velho. Sim, ele adora usá-lo também. — Eu não a vi ainda, mas Helena tem falado muito sobre ela e os bebês para Júlia. Estamos ansiosos para conhecê-los. — fez uma pausa. — traga-a para Ardócia, Jay. Dentro de duas semanas será o aniversário de Júlia. Traga-a para o seio da sua família. O que fez foi mesmo muito grave, irmão, mas tudo tem conserto. — pausou de novo e meneou a cabeça como se expulsando lembranças ruins. — sei o que deve estar sentindo agora. Está se culpando por não ter estado ao lado dela vendo seus filhos crescerem no seu ventre, dando todo o apoio na hora do parto, dividindo os cuidados depois. Passei por isso também quando julguei minha Júlia e ela fugiu de mim. Acredite, irmão, essa moça passou por maus bocados sozinha. Cuidar de um bebê já é muito complicado, imagine dois? — Ah! Cristo! Estou me colocando no lugar dela pela primeira vez, irmão. — minha voz foi fraca, quebrada. — quando a reencontrei deixei a mágoa e a raiva direcionar meus atos. Nunca me permiti enxergar todas as dificuldades que enfrentou nesses dois anos. — Tudo tem conserto. — repetiu com firmeza. — você vai propor casamento não é? — grunhi, sentindo vergonha pela forma como havia feito isso há alguns dias. — Eu... Hum, já tentei isso, mas receio que não

tenha feito da forma correta. — torci os lábios ironizando-me. — ela disse não e eu não a culpo. Não foi bem um pedido. — Você sempre pode ameaçá-la, irmão. — Dom voltou a falar, abrindo um sorriso malicioso. — funcionou para Leon e para mim. — ele era um idiota! — Não vou ameaçar a mulher que amo, seu idiota! — rosnei. — já fiz merdas demais para ela. — Uh! Então, você a ama? — seu riso sem vergonha se ampliou. — eu desconfiei disso quando o vi salivando atrás dela, irmão. — revirei os olhos. Bastardo! — Dom, seu idiota, sem provocações. — Leon o cortou outra vez. — receio que a situação é mais complicada. No entanto, tenho que concordar com você, se Jay tivesse conseguido se casar antes de descobrir toda essa merda seria mais fácil se redimir no convívio diário. Tive isso a meu favor e você também teve quando chantageou Helena. Bastardo! Ainda não consigo engolir isso. — completou, mas seus olhos tinham um brilho divertido. Todos nós ficamos preocupados quando Dom se aproveitou da situação de Helena, mas eles se apaixonaram verdadeiramente e acabamos perdoando o bastardo. — Supere isso, grande rei. Sou um homem diferente

agora. — Dom retrucou com mais um de seus sorrisos convencidos. — Sei disso, irmão. Percebi antes de você que a amava e foi só por isso que não quebrei a sua cara. — Leon falou. Eles caíram na gargalhada e eu me vi abrindo um sorriso a contragosto também. Santa M ãe! M eus irmãos são tão idiotas. — Ei idiotas, podemos voltar a falar do meu problema agora? Seus maricas. — bufei, mas havia um riso na minha voz. Eles ficaram sérios. — Irmão, só há um caminho a tomar agora. — Leon falou e seu tom era grave. — você vai ter que rastejar da maneira mais criativa que encontrar. Se você a ama e a quer de verdade vai deixar o orgulho de lado e implorar perdão. Não só com palavras, mas com ações. Comece trazendo-a para o seio de sua família. Ela vai sentir que é importante para você já que nunca trouxe outra mulher aqui nos dois anos que ficaram separados. — sim, ele tinha razão. — e vai fazer tudo isso sem sexo envolvido, porque as mulheres são diferentes de nós. Elas apreciam merdas românticas. Júlia me deu o maior caso de bolas azuis da história. — completou abrindo um riso, debochando de si mesmo. — Jesus! Não, irmão! — Dom exclamou. — quero dizer, concordo com a primeira parte do plano, você vai

ter que rastejar. M as pelo amor de Deus, Leon, como um homem pode ficar sem sexo? — ele parecia verdadeiramente insultado. Ele era mesmo um tarado! — esqueça as malditas bolas azuis, Jay. Sexo é conexão. Você não pode abrir mão disso. M eu conselho é: pegue sua mulher de jeito, irmão. — Dio mio! Isso é sério, Dom. — Leon o cortou. — não ouça esse idiota insensível, irmão. Não sei o que Helena viu nele. — bufou. Dom abriu um riso sacana, os olhos verdes com um brilho sem vergonha. — Nunca dei espaço para Helena se afastar, irmão. — riu mais amplamente. — e quanto ao que ela viu em mim... Hum, digamos que a natureza foi generosa comigo. — levantou as sobrancelhas sugestivamente. — muito generosa, devo dizer. Não tenho culpa que... — Cale a maldita boca, seu exibicionista! — Leon rugiu. — ela é minha irmã. Não sou obrigado a escutar isso. — Uh! Desculpe, mas ela é minha mulher, então... — As duas comadres vão parar de discutir e me ajudar? — cerrei os dentes. — na verdade estou me perguntando o que Júlia e Helena viram em vocês. Santa M ãe! Vocês são dois bastardos sem noção. — Va bene. Sem mais provocações. — Leon falou e seu tom divertido. — nosso irmão está precisando de

nós. — assumiu um ar sério e continuou: — tenha uma conversa franca com ela, Jay. Por acaso já disse que a ama alguma vez? — meneei a cabeça negativamente. Eles me olharam como se eu tivesse duas cabeças. — O que foi? Eu não tive tempo, ok? — me defendi prontamente. — a merda toda explodiu na minha cara antes de assumir isso há dois anos. Depois que nos reencontramos nós só... Nós só... — Foderam como coelhos? — Dom completou com mais um riso debochado. Vou arrancar a cabeça desse bastardo assim que o vir de novo. — Não fale assim dela seu imbecil! — rosnei. Ele gargalhou. Bufei. — Uh! M as foi você quem disse que... — Eu sei o que disse ok? Eu sei porra! — ele se calou, reprimindo outro sorriso. —Esqueça o Dom, Jay. — Leon chamou minha atenção. — precisa corrigir isso imediatamente, irmão. Abra seu coração. M ostre-se completamente, esqueça a porra do orgulho masculino. Você fez merda e precisa consertar. M ostre que quer merecer o amor dela. E não sei como vai fazer isso, mas tente não lhe dar espaço porque ela pode se afastar e isso vão causar dificuldades para o seu lado. Fique perto, se faça presente. Não preciso dizer para dar mais atenção aos meninos porque

sei que deve estar babando em cima deles o tempo todo. — abri um sorriso lembrando-me dos meus pequenos. Eu já os amo tanto. Ah! M erda! Estou tão ferrado. — Finalmente, nosso rei disse algo interessante. — Dom tornou. — tudo isso combinado com um sexo quente, bem quente vai resolver seus problemas, irmão. É tudo que estou dizendo. — Leon bufou, mas acabou rindo em seguida. — E é claro que você pode continuar tentando o sexo, afinal, é um Di Castellani... Eu já me sentia mais leve por ter conseguido me abrir com meus irmãos. Liguei para a recepção e informei sobre o caos do quarto. Eu teria que me mudar para outro até redecorarem este. Fui até o quarto dos meninos como sempre fazia na primeira hora da manhã. — Lucas e Samuel ainda dormem? — franzi o cenho quando encontrei as babás saindo do quarto deles. Elas me encararam e seus semblantes ficaram claramente chocados com o estado do meu rosto. — Sim, senhor. Eles estão... — não ouvi o restante, já me adiantando, abrindo a porta e fechando-a atrás de mim. O silêncio me saudou. Fui avançando e meu coração saltou quando pousei meus olhos na cama. Cassie estava lá deitada com os bebês. Os três juntinhos. Vestia a mesma roupa de ontem. Um vestido

branco de malha leve. Lembrei do que me disse... Que buscou forças neles. Ela estava fazendo isso agora. Engoli em seco. Seu braço em volta deles, protetoramente. Cheguei mais perto, meu peito sendo invadido por uma gama de sentimentos. Amor, desejo, posse, arrependimento. Fiquei um longo tempo os observando dormir. M eus filhos. Eles são meus. Eu não posso perdê-los. Não agora que os encontrei. Eu teria uma batalha pela frente porque fui um crápula com a mãe deles. M as ela é minha também. Os três são meus, porra! Não posso mais ficar sem eles. Não posso e não vou ficar sem eles. Ela se remexeu suavemente, seus olhos focaram os bebês, beijou-os e deve ter sentido minha presença do seu lado da cama. Seu rosto virou na minha direção. Choque e depois mágoa se espalhou nas feições bonitas. Havia rastros de lágrimas em suas bochechas. M eu peito se comprimiu. Olhamo-nos longamente. Um mundo de coisas sendo ditas com nossos olhares. Ela havia implorado para eu ir embora do seu quarto ontem e eu não tive escolha. M as começo a perceber que meus irmãos estão certos. O que há entre nós é muito forte. Puxa-nos um para o outro independente das merdas e erros do passado. Eu a quero e ela me quer. Simples assim. Tenho que me manter por perto.

— Oi. — murmurei. Ela levantou-se devagar para não acordar os meninos. — Oi. — murmurou de volta. — você fica com eles um pouco? Eu vou até meu quarto. — disse já calçando as sandálias. Andou para longe, parecendo incomodada por estar próxima a mim. — Claro. Espero você para o café? — meu tom foi meio inseguro. Ela me olhou detalhadamente por alguns instantes e concordou. Seus olhos amoleceram um pouco. — Você está horrível. — deixou escapar. — Sim, é assim que me sinto. — assenti prendendo seu olhar. Ela piscou e foi em direção a porta. Pouco depois voltou de banho tomado, linda e fresca num vestido floral. M as seus olhos estavam sem brilho, mortos. M eu olhar não saiu dela enquanto tomávamos café e alimentávamos nossos filhos. Apenas os sons infantis foram ouvidos durante uma hora inteira. Estávamos perdidos em nossos próprios pensamentos. Senti-la tão distante de mim foi doloroso. Após o café, pedi para falarmos no seu quarto e deixamos os meninos com as babás. Eu estava tão malditamente nervoso. Palavras precisavam ser ditas, mas ao mesmo tempo formavam um bolo desconfortável na minha garganta. Ela abriu a porta e andou até o meio do quarto. Sua

postura defensiva, apreensiva. Nossos olhares se encontraram e se prenderam. Ela arfou levemente. — Eu sei que não mereço você. — comecei. Os olhos azuis estavam opacos, tristes, avermelhados. Odiei-me mais por ainda fazê-la chorar. — nunca mereci. Você estava certa quando disse que meu amor era frágil e egoísta. — um suspiro trêmulo saiu de seus lábios. — eu deveria ter dado uma chance a você. M as não dei. É assim que me acostumei a ser. — tomei uma respiração ruidosa, meus olhos nunca a deixando. — eu bato primeiro para perguntar depois. De onde eu vim só os fortes sobrevivem, Cassie. No entanto, devia ter dado uma chance à única mulher que tocou meu coração. Eu nunca vou me perdoar por isso, anjo. — sussurrei. — nunca vou me perdoar por deixá-la sozinha. — ela continuava lá calada. Nunca me pareceu tão inatingível como agora. — mas eu quero merecê-la. Quero desesperadamente merecê-la, porque eu te amo. — os olhos dela brilharam. Fugazmente, mas brilharam. — eu ainda te amo. — pronto, saiu. Senti-me mais leve ao admitir, finalmente. Sua boca fez um pequeno “O” e seus olhos piscaram freneticamente. Cassandra Eu estava atordoada. Eu ouvi mesmo o que acho que ouvi? Sim, ouvi. Jayden disse que ainda me ama. Não

consegui segurar as batidas do meu coração. M esmo com o rosto cheio de hematomas ele ainda era lindo para mim. Fiquei muda, apenas olhando-o, tentando identificar algum indício de sarcasmo. Nada. Sua expressão era séria e os olhos escuros continham uma expressão pesarosa, dolorosa. Eu quis tanto ouvir essas palavras dele. Sonhei tempo demais com isso. Agora elas... A sensação que me deu é que queria reparar seu erro e eu não aceitaria esmolas. Abri minha boca, mas ele continuou antes que dissesse algo. — Eu não conseguia entender por que depois de tanto tempo ainda sentia essa necessidade louca de ter você. — murmurou. Sua voz viajando em meu corpo, abalando-me como sempre fez desde o primeiro momento que a ouvi. — eu devia ter desconfiado que não era só sexo. Nunca foi, anjo. — seu tom foi ainda mais baixo e ele foi se aproximando devagar. Eu não conseguia me mover. Parou bem próximo. Seu cheiro me envolvendo, não me deixando alternativa a não ser querê-lo insanamente, absurdamente. — o que temos é forte demais para ser só sexo. Sempre foi assim. — levou a mão para minha face. Seus dedos deslizando suavemente pela minha pele. Ofeguei, meu corpo todo gritando por ele. — naquela fatídica noite eu estava voltando de uma viagem cansativa, conturbada. Aquele

verme estava agindo na surdina tentando me roubar a compra do resort no Taiti. — pausou um instante, respirando fundo. — minha história com ele é bem longa. Um dia vou contar a você. Por enquanto só precisa saber que o odeio. É mútuo. Enfim, eu estava voltando daquela viagem louco de saudades de você. Foi uma semana de tortura porque só conseguia pensar em você e no que me disse quando embarquei. — pausou de novo. Seus olhos brilhavam muito agora. — você disse que me amava. Eu nunca quis isso, Cassie. Nunca quis isso com outras. M as ouvi-la dizer, me fez parar e analisar a profundidade dos meus sentimentos. Eu estava voltando feliz porque sabia que tinha você me esperando em casa. Eu não era mais sozinho. M inha vida solitária havia acabado quando você chegou. Eu mal podia esperar para vê-la, tê-la em meus braços, sentir seu cheiro, confirmar o que meu coração já havia aceitado. Que você era minha, que eu a queria permanentemente na minha vida. — senti lágrimas quentes descerem. Sua outra mão tocou meu rosto, seus polegares as limparam. Engasguei com tudo que vi em seus olhos. Ah! Deus! Ele parecia tão sincero. Lágrimas rolaram pelas faces dele e eu me perdi de vez. — ver aquelas malditas fotos foi como um punhal sendo cravado em meu peito. Eu enlouqueci anjo. Eu... Foda!

— fechou os olhos como se estivesse recordando tudo. — enlouqueci imaginando o verme tocando você, tendo você como eu tive... Eu lidei com isso da pior forma possível e você, depois nossos filhos foram quem mais sofreram as consequências das armações daquele maldito. — sua voz era embargada, trêmula. Eu nunca o vi tão exposto. Ontem ele me chocou completamente caindo de joelhos e pedindo perdão. Uma parte minha sempre esperou esse momento. Eu planejei tripudiar em cima dele. M as as revelações de M ark nos colocaram quase no mesmo patamar. Fomos vítimas. Os dois. Só que eu levei a pior como acabou de assumir. Ah! Cristo! Uma batalha feroz começou a ser travada dentro de mim. Uma parte de mim quer perdoálo logo e acabar com tantos mal entendidos. Essa é a parte apaixonada, a parte que o ama loucamente apesar de tudo. No entanto, há a outra parte sensata, aquela que foi muito machucada me pede para pisar no freio. Abri a boca de novo, mas ele mais uma vez se antecipou. — Estou pedindo outra chance, anjo. — sussurrou com seus olhos brutalmente honestos nos meus. — quero merecer você. Deixe-me tentar consertar tudo, amor. — meu coração acelerou mais, meu peito aquecendo ao ouvi-lo me chamar assim. Ele não ia

facilitar mesmo, não é? — Jayden... — murmurei. — eu não acho que... — Não precisa dizer nada agora. — silenciou-me com o indicador. — eu vou trabalhar para merecer sua resposta, Cassie. Proponho zerarmos tudo. — seu semblante caiu um pouco. — sei que sofreu muito e entendo sua reserva diante de tudo que estou dizendo. Só me permita ficar perto de você e dos meninos. Não estou propondo um compromisso. — N-não? — balbuciei confusa. Ele abriu um pequeno sorriso, os olhos escuros deslizando pelo meu rosto. — Não agora, anjo. — disse baixinho. — mas eu vou pedir. Eu quero você como minha esposa. Porém, só farei o pedido quando passarmos por cima de tudo. Quero que tenha certeza quando me disser o sim. Quando nos casarmos será porque nos amamos. — ele não disse se, disse quando. — Eu não aceito menos. — suas mãos me puxaram como se fosse me beijar. Por um segundo o dominador assumindo, seus olhos

inflamando, o desejo claro na íris escura. Nossas bocas ofegaram uma na outra. Fechou os olhos e se afastou um pouco, sua expressão ainda gritando que me queria. — você não merece menos. Eu vou fazer tudo, absolutamente tudo para merecer seu amor. É uma promessa, anjo. — completou. Ele nunca esteve tão lindo. Eu estava extasiada, completamente extasiada com a intensidade de suas palavras, de seu olhar, de sua promessa. — você... Você concorda em seguirmos assim? O olhei e minhas mãos levantaram, tocando seu rosto, limpando suas lágrimas. Gemeu sob me toque. Seus olhos flamejando mais. — E-eu concordo. — sussurrei e seu semblante foi tomado pelo alívio. Colou sua testa na minha. — Você não vai se arrepender, amor. — murmurou e seus braços vieram em volta da minha cintura. Ficamos assim por um tempo. Apenas sentindo um ao outro. Depois ele se afastou de novo. Estava claramente se contendo para não ultrapassar um limite que ele próprio estabeleceu. — as obras estão terminando. M inha presença aqui já não é tão necessária. — disse com certo receio. — preciso voltar a Londres, Cassie. Eu... Eu gostaria que você e os meninos fossem comigo. Se estiver de acordo, é claro. — acrescentou um tanto

desconfortável. Eu quase sorri. Isso de pedir permissão era novo para Jayden King. — Não acha que devemos resolver nossas coisas primeiro antes de dar um passo desses? — falei na defensiva. Ele me atordoava. — eu tenho um trabalho aqui. — Eu sou o seu chefe e estou... — parou abruptamente e então sorriu. Eu sorri também. — ok. Isso vai prejudicar tudo que disse anteriormente? — Não, não vai. — garanti. — mas você disse que iríamos com calma e já quer me levar de volta a Londres. — Nós vamos, anjo. — sussurrou seu sorriso se ampliando. O clima ficou de repente mais leve entre nós. Era muito louco isso. — nós vamos, prometo. — Não sei se é uma boa voltar a Londres agora com M ark enlouquecido daquele jeito. — soltei. — É outra coisa que quero conversar com você. — disse seu tom ficando sério. — é tão herdeira quanto ele. Não pode ficar aqui se escondendo enquanto ele nega sua existência. Vou ficar do seu lado, anjo. Terá tudo que aquele maldito roubou de você. Vamos processá-lo. — Jayden... Eu não quero confusão com M ark. Ele me odeia. — meu tom foi cansado. — ele já me prejudicou demais. Não quero ter que lidar com aquele cretino de novo. — seus braços me aconchegaram mais e

apoiei a cabeça em seu ombro. — M uita coisa foi tirada de você, Cassie. Por acaso tem ideia do tamanho da fortuna dos Springs? Eles são uma das maiores fortunas do ramo da hotelaria. — sua voz foi bem suave no meu ouvido. — é seu direito, anjo. Se ele fosse decente teria feito o que Leon fez comigo e Dom. Cada um de nós recebeu terras, investimentos, ações, tudo que nos cabia como príncipes de Ardócia, mesmo sendo ilegítimos. É verdade que Dom e eu doamos boa parte para a caridade porque não precisávamos. — fez uma pausa significativa e levantei a cabeça para olhá-lo nos olhos. Havia algo profundo, doloroso lá no fundo. — o dinheiro chegou tarde para mim. Eu já não precisava. — a forma como disse isso me fez pensar na extensão de tudo que viveu na infância. Ele ainda trazia marcas. Elas eram cada vez mais visíveis para mim. — Eu vou com você. — falei antes que mudasse de ideia. Seu rosto se iluminou, a tensão se dissipando rapidamente. — já me escondi demais, você tem razão. Vou lutar pelo que me pertence. E estou falando de tudo que o cretino do meu meio irmão me roubou, sobretudo o homem que eu amo. — dizer isso me encheu de coragem de repente e eu percebi que nos últimos dois anos eu estive rastejando nas sombras como uma

covarde. Estava na hora de uma virada. A Cassie coitadinha ficaria para trás. O destino está me dando outra chance. A chance de ser independente financeiramente. Senti-me idiota por nunca ter corrido atrás dos meus direitos. Um calafrio me tomou quando tive a resposta: M ark. Ele me dava medo. Nunca fui atrás por medo dele. M as o destino também trouxe de volta o homem que eu amo e ele estava finalmente propondo e dizendo tudo que sonhei ouvir dele. Vou agarrar essa nova chance. Vamos com calma, no entanto. Vou deixá-lo desenvolver tudo que tem em mente porque se há uma coisa sobre Jayden é que quando se propõe a fazer algo ele se entrega de corpo e alma e ele quis me passar uma mensagem quando disse que ia trabalhar para merecer o meu amor. Ele quis que soubesse o quanto se dedicaria. Vou esperar porque o resultado não será menos que excepcional. CAPÍTULO DEZ Cassandra Fechei os olhos e gemi preguiçosamente sob a massagem nas minhas costas. Puta merda! Nem eu sabia que estava tão tensa. Eu podia sentir os nódulos de tensão sendo desfeitos através das mãos experientes da simpática massagista do spa do resort. Sim, é isso mesmo. Estou tendo um daqueles dias de princesa que

toda mulher deve ter, mas que eu nunca havia me dado ao luxo, principalmente depois dos bebês. Não, isso não foi iniciativa minha. Foi Jayden quem preparou tudo e me deu o dia de folga, inclusive dos meninos. Ele tinha que passar o dia vistoriando os chalés e resolveu que os levaria junto. Eu quase sorri da cena que causaria diante da sua equipe. O engenheiro fodão com dois bebês a tira colo. M as quando o vi carregando Lucas e Samuel meu coração cantou com a visão linda deles. Os três homens da minha vida. Eu ainda relutei, mas ele acabou me convencendo com o argumento de que agora teria com quem dividir os cuidados com os meninos e que eu merecia ter um dia de mulher, uma vez que havia abdicado disso nos últimos dois anos. Susana e M aura, nossas babás o ajudaram prontamente quando pediu a opinião delas. Fui voto vencido e agora agradecia por isso. Fiz depilação quase completa... M antive os pelos pubianos apenas aparados como ele gosta. Há dois dias Jayden não me tocava. Quero dizer, não tínhamos sexo. Ele parecia ter traçado uma linha em sua cabeça e permanecia atrás dela quando estávamos próximos. Eu sei, não era para eu estar desesperada por ele, mas estava. Nossa última semana foi muito intensa. Havia me acostumado a acordar nos braços dele. Estava muito difícil dormir e acordar sozinha. M inha vagina doía de

saudade quando chegava perto, sentia seu cheiro. No entanto, vou deixá-lo seguir com seu plano. Porque ele definitivamente tem um plano. Os olhos escuros me diziam isso cada vez que pousavam em mim. M as em contrapartida, não queria parecer fácil para ele dessa vez. Isso seria uma tarefa muito complicada porque ele era... Ele era muito... Relaxamos mais na presença do outro sem toda a loucura do sexo passional. Ontem havíamos feito um passeio pela praia particular com os meninos. O clima deu uma colaborada. Ele havia sentado na areia e feito, ou tentado fazer castelos, pois Lucas nunca o deixava terminar. Jayden era um pai maravilhoso. Seu amor pelos filhos era claro. Era sempre um evento vê-los juntos. Sonhei com isso por tanto tempo. M inha mente ainda estava processando tudo que me disse. Toda sinceridade, intensidade e certa vulnerabilidade que senti nele me intrigou. Ele estava se mostrando para mim de uma forma tão aberta e bonita. Superava todas as minhas expectativas. M ark não havia me ligado mais. Devia ter voltado a Londres depois da surra que levou de Jayden. Partiríamos também na próxima semana. Entrei no meu quarto já ao cair da noite. Suspirei sentindo-me renovada. M inha pele estava derretendo ao toque de tão macia depois de todos os cuidados. M eus

cabelos foram hidratados e cortados em camadas. Desciam em ondas suaves pelos ombros e costas. M eus olhos pousaram na cama a caminho do closet e franzi o cenho. Havia caixas e mais caixas sobre o colchão. Aproximei-me e engasguei com a marca estampada nelas. Essa loja ficava em Nova Iorque. Era exclusiva das celebridades e dos muito, muito ricos. Havia um envelope sobre uma delas. O peguei e abri. Meu anjo, Sei que seu primeiro impulso vai ser querer devolver essas peças. Você não se importa com isso, eu sei, mas, por favor, não o faça. Fique com elas. Estou sonhando em vê-la com cada uma delas. Deveria ter sido assim antes de toda a merda nos atingir. Eu só quero mimá-la, vê-la vestida como a princesa que é. Gostaria de vê-la linda daqui a meia hora no nosso jantar. Hum... Sim, isso é um encontro. Estou finalmente levando minha garota em um encontro. Foi dada a largada e só há um objetivo na minha mente: ter você de volta. Minha. Completamente minha. Amor, Jay Ps: Isaac irá buscá-la em trinta minutos. Caí sentada, estupefata na cama. Um sorriso bobo se abriu no meu rosto e eu li reli o bilhete me deliciando

com a letra firme e elegante de Jayden. Abri a caixa sobre a qual o envelope estava. Algo me dizia que ele a escolheu para que eu usasse esta noite. M eus olhos alargaram quando levantei o vestido de seda pura. Era branco, longo de um ombro só. Havia detalhes em dourado abaixo do busto e uma argola segurando o drapeado sobre o ombro. Esse vestido era digno das deusas gregas. Sorrio mais com meu devaneio deslumbrado. A próxima caixa continha uma sandália de um dourado opaco, quase bronze. Relanceei os olhos para o mundo de caixas e não consegui evitar fazer um cálculo aproximado. Ele havia desembolsado no mínimo duzentos mil dólares no que chamou de mimo. Era muito. Eu... Não podia aceitar isso. Eu... Parei essa linha de raciocínio e levantei-me num impulso. M as o que estou pensando? Decidi há dois dias que a Cassie coitadinha ficaria para trás e é isso que farei. Jayden disse que foi dada a largada. Sim, eu também só tenho um objetivo em mente: ter o meu homem de volta e se ele me quer vestida como uma princesa não sou eu quem vai negar isso. Eu já estava maquiada. As profissionais do spa insistiram para que usufruísse do pacote completo e só agora me ocorreu que Jayden devia ter planejado tudo. Claro. Ele era a minúcia em pessoa. M e dirigi ao closet e completei a minha transformação. M eu

queixo caiu quando a mulher linda, elegante, poderosa me olhou do espelho. M eus olhos se encheram de lágrimas não consegui evitar. O tecido era tão suave, abraçava meu corpo como uma carícia. As sandálias eram tão bonitas e sexys que dava vontade de levantar a saia longa para mostrá-las. Elas devem ter custado mais que o meu salário. Ok. Último pensamento depreciativo da noite. Forcei-me a reprimir as lágrimas. M eus olhos estavam bem maquiados. Uma sombra escura, rímel e lápis esfumados nos cantos. Peguei a carteira que acompanhava o vestido e saí. Passei no quarto dos meninos e as babás ficaram boquiabertas por alguns segundos quando me viram. Abri um pequeno sorriso. Acho que valeu a pena, afinal. Eles estavam dormindo cansados da aventura com o pai. Os olhei no berço e os beijei. — M e desejem sorte, anjinhos. — sussurrei. — a mamãe está indo em um encontro com o papai. Nosso primeiro encontro. Demorou um pouco. — sorrio, baixinho. — mas finalmente ele está vindo para mim, meus amores. Vindo para nós. Encontrei Isaac na recepção. Ele era um sujeito corpulento. Olhos amendoados que pareciam doces em alguns momentos, como agora quando me olhou e um sorriso brincou em sua boca sempre tão sisuda. Era

amigo de Jayden desde a época dos orfanatos. M as isso era tudo que eu sabia. Ele me guiou pela passarela de concreto que cortava os jardins e parou tirando algo do bolso. — Eu preciso vendar você, Cassie. — sua voz grossa foi quase em tom de desculpas. — ordens do chefe. — o sorriso quase saiu dessa vez. Aquiesci. A venda para mim era fichinha. M al ele sabia... Ironizeime. — é bom vê-lo desse jeito de novo. — ele acrescentou me olhando firme antes de cobrir meus olhos com cuidado. Tomou meu cotovelo e retomamos o trajeto. Ele me girou duas vezes. Bastardo! Estava me desorientando claramente. Sorriu quando bufei. — ainda estou cumprindo ordens. — justificou. M eu coração saltava num ritmo alucinante, expectante enquanto seguia pelo que parecia ser um tapete sobre... Areia? Sim, era areia. Uma brisa suave tremulava a saia longa do meu vestido. A seda macia, finíssima acariciando minhas pernas era deliciosamente erótico. Pisei em falso e Isaac me firmou prontamente. Paramos e meu coração estava quase saindo pela boca agora. A venda foi puxada suavemente e pisquei ajustando minha visão, meus olhos correndo pelo espaço à procura dele até que encontrei e ofeguei, ridiculamente nervosa como se o tivesse vendo pela

primeira vez. Estava de costas e aproveitei para beber a visão de seu corpo grande, poderoso, viril. Usava um terno escuro bem talhado, moldando-se à sua silhueta soberba. Então ele se virou devagar. Os olhos negros brilharam prendendo-me daquela forma intensa que era só dele, depois desceram por mim sem pressa e fez todo o caminho de volta. Nossos olhares se encontraram de novo e travaram. M inha vagina vibrou descontroladamente e minha calcinha foi completamente inundada. Puta merda! Avançou, cobrindo a distância entre nós lentamente. Parou na minha frente. Próximo, muito próximo, seu perfume delicioso me invadiu e tudo em mim tremeu. Gemi. Um riso lindo se abriu na boca sensual. — Obrigado, Isaac. — murmurou sem desviar os olhos dos meus. Oh! M erda!

Esqueci-me completamente de Isaac. Corei. Seu riso ampliou, divertido, sacana. Isaac despediu-se e nos deixou. — oi. — sussurrou, seu olhar deslizando por mim de novo. — você está maravilhosa, anjo. Uma verdadeira deusa grega. — Oi. — miei de volta. — o-obrigada. Você também está ótimo. — consegui gaguejar. Levou a mão à minha face, meus olhos quase se fecharam e tive que conter outro gemido. Eu era praticamente uma poça e ele mal me tocou. Patético? Não, vocês não têm ideia do que é isso entre nós. — Correção, uma princesa grega. Às vezes esqueço que seu nome é Cassandra. 4 — disse baixinho. — você está como imaginei que ficaria quando Helena me mostrou esse vestido. — franzi o cenho. Abriu um riso meio encabulado. — tive que pedir ajuda, anjo. Não entendo nada de moda feminina. — pausou um pouco, seus olhos flamejando nos meus. — mas tive um ponto a meu favor: conheço seu corpo. Cada detalhe. Cada curva... — sussurrou as últimas palavras e eu resfoleguei. Seu braço enlaçou minha cintura puxandome suavemente. Gemeu quando me colei mais à ele. — a partir de hoje, todos os dias a levarei em um encontro, amor. Vamos nos conhecer. Vou me mostrar a você como

nunca fiz com ninguém. Vai

me conhecer completamente. — murmurou bem próximo da minha boca. — e quero conhecê-la também. Quando não houver mais nada entre nós, partiremos para a próxima etapa. — ele não disse, mas eu sabia. Ele faria o pedido. M eu peito se aqueceu ansiando por esse momento. — Parece um bom plano. — sussurrei, tentando controlar as reações loucas do meu corpo. Seu polegar deslizou sobre meus lábios, seus olhos adquirindo um brilho selvagem. — Eu te amo. — murmurou e sua mão deslizou para minha nuca, puxando minha boca para a sua. — e vou mostrar isso de todas as formas. — completou e seus lábios desceram suaves sobre os meus, num beijo reverente, cheio de promessas. M eus braços rodearam seu pescoço, minhas mãos entranharam em seus cabelos e gemi abrindo minha boca para sua exploração lenta, deliciosa, excitante. Nossas línguas se encontraram ansiosas, se lambendo. Gememos e nos colamos mais se é que isso era possível. Senti seu pênis duro cavando no meu ventre e me esfreguei nele desavergonhadamente. A mão da cintura desceu para minha bunda e me puxou com mais força. Grunhimos e o beijo mudou. Sua boca passou a comer a minha da forma dominante que me é

tão familiar, enlouquecedoramente familiar. Ele soltou um gemido agoniado e separou nossas bocas. Sorriu colando a testa na minha. Sorrio também, nossas respirações ofegantes. — Cristo! Quero tanto você, anjo. Eu precisava te beijar, mas ainda temos um longo caminho a percorrer. — sussurrou. — Concordo. — murmurei de volta. Eu sei que devia estar dificultando as coisas, mas olhe só para ele. Eu nunca consegui resistir. Como posso resistir agora que está me dizendo tudo que sonhei ouvir, que me olha como se eu fosse tudo que ele mais deseja? Não me levem a mal, mas não vou garantir nada... — Vem, temos um encontro. — tomou minha mão entrelaçando nossos dedos, puxando-me para o círculo diante de nós. Era um piso de madeira. M eus olhos se puseram a examinar tudo, já que sua presença me tirou toda a capacidade de raciocinar quando cheguei. Havia uma mesa íntima no centro. Um champanhe num balde de gelo. Um lindo arranjo de tulipas vermelhas, minhas preferidas. É claro que ele sabia disso. Um aparador com aquelas travessas que só vemos em restaurantes muito chiques. Um sofá de dois lugares de um lado e do outro... M eus lábios se abriram num sorriso bobo porque ele tinha trazido um piano. Ele sabe o quanto amo tocar. No entanto, tem mais de um ano que não

toco. Tive que vender o meu quando minha mãe morreu. — ei, o que foi, anjo? Não gostou de algo? — seu tom preocupado me fez olhá-lo. — Não, não. Está tudo perfeito. Eu só... Tem algum tempo que não toco. — falei tentando voltar ao clima inicial. Os olhos escuros me analisaram por alguns instantes e amoleceram. — Você tocou no nosso primeiro encontro há dois anos. — torceu os lábios, meio desconfortável. Isso era novo. Jayden desconfortável. — certo. Não foi bem um encontro. É justo que hoje eu toque para você, madame. — fez uma mesura calculadamente aristocrática e engraçada e foi em direção ao piano. M eu queixo caiu porque ele nunca tocava para mim. Dizia que tocava muito mal, que não iria agredir meus ouvidos. Andei devagar, ficando na sua frente, como havia feito comigo há dois anos. Suas mãos deslizaram pelas teclas muito suaves. Franzi o cenho. Não era a postura de quem não sabia tocar. Então, seu rosto levantou, os olhos escuros prenderam os meus e as primeiras notas soaram. Reconheci a letra. Iris de Goo Goo Dolls. Debrucei-me sobre a tampa polida, apoiando minha bolsa e meus olhos não queriam deixá-lo nunca. Ah! Deus! Ele definitivamente era muito... And I’d give up forever to touch you (E eu

desistiria da eternidade para te tocar) ‘Cause I know that you feel me somehow (Porque eu sei que você me sente de alguma forma) Puta que pariu! Ele era um exímio pianista! Eu estava embasbacada. Seus lábios se curvaram num sorriso presunçoso, de quem sabia que havia me surpreendido até a próxima geração. Não consegui conter um riso também, meneando a cabeça. Ele era um maldito cretino por me fazer tocar para ele tantas vezes quando tinha talento e habilidade óbvia. Fechei os olhos deixando o som viajar por mim. Ele escolheu tudo com perfeição e a música era linda, sua forma muito pessoal de reafirmar tudo que me disse antes. Que quer se mostrar para mim. And I don’t want the world to see me (E eu não quero que o mundo me veja) ‘Cause I don’t think they’d understand (Porque eu não acho que eles entenderiam) When everything’s made to be broken (Quando tudo é feito para ser quebrado) I just want you to know who I am (Eu só quero que você saiba quem eu sou) Jayden Encerrei a música. M inhas mãos já mais controladas. Iniciei nervoso pra caralho. Eu nunca

tocava para ninguém. O piano era uma das minhas paixões. O desejo do menino privado de tudo que havia encontrado algo bonito no meio da feiura e hostilidade dos orfanatos. Os grandes olhos azuis se abriram e nos encaramos em silêncio. Quando a vi, linda no vestido que escolhi para ela, meu coração saltou, meu peito se aquecendo com o significado daquilo. Ela estava me dando a chance de me redimir. E isso fazia com que me sentisse nas nuvens, mas ao mesmo tempo fazia-me sangrar de remorso. Espero que ela me perdoe, porque não vou me perdoar nunca. — Você é um cretino, sabia disso? — disse, mas abriu um sorriso lindo em seguida. — puta que pariu! Você foi perfeito, Jayden! Eu... Por que nunca me disse que tocava assim? — sorri também e levantei-me indo até ela. — Estou dizendo agora, anjo. — puxei-a para mim de novo. M inha necessidade por ela havia sido elevada à máxima potência. Será uma tortura não me afundar em seu corpo delicioso por um bom tempo, mas quero e preciso fazer o certo para ela a partir de agora. Quero mimá-la, tratá-la como a princesa que é. Ela não merece menos que isso. — saberá tudo sobre mim. Tudo. — dei um beijo suave em seus lábios e me obriguei a me afastar até a mesa do centro. Abri o champanhe e servi duas

taças. — pode me perguntar qualquer coisa. — M inha tolerância ao álcool ainda continua ridiculamente baixa. — abriu um pequeno sorriso ao receber a sua. — hum, qualquer coisa? — repetiu e tomei-a pela mão nos guiando até o pequeno sofá. Nos acomodamos. Ela dobrou uma perna virando-se de frente para mim. M eus olhos desceram até os peitos deliciosamente cheios, bem delineados pelo vestido. Os mamilos ficaram túrgidos sob meu olhar. Engoli em seco. Porra! M eu pau estava dolorosamente duro. Grunhi. O plano das bolas azuis não me parecia mais tão atraente. Eu estava definitivamente fodido! — por que o estilo BDSM ? — o quê!? Quase cuspi a bebida. M eus olhos a fitaram de novo e seu rosto estava rubro. Provocadora! Eu não precisava das imagens dela submissa tomando meu pau profundamente em sua boceta, porra! Tomei uma respiração aguda e me obriguei a responder. Afinal eu disse que poderia perguntar qualquer coisa... — Eu pensei que isso fosse claro para você, anjo. — prendi seu olhar. Por um momento o bastardo dominador em mim quis fazê-la se submeter. No entanto, expulsei esse pensamento porque estou em uma missão. Não é a submissão do seu corpo que quero. Isso eu já tenho. Pode parecer arrogante. Certo, é arrogante, mas é a verdade. Eu sempre tive seu corpo. O

que quero compartilhar com ela agora transcende a tudo que já vivemos. Não será só uma entrega de corpos. Seremos um do outro completamente. Eu não aceito menos que isso. — geralmente as pessoas que praticam meu estilo. Nosso estilo. — disse baixinho. Ela corou mais, seus olhos dilatando lindamente excitados. Santa M ãe! Ela vai me matar na porra do primeiro encontro! — dizem qualquer coisa para justificar suas taras. M aus tratos na infância, adolescência, abusos, enfim, uma gama de coisas que muitas vezes não dão conta de explicar. Pode ser que algumas pessoas realmente tenham passado por isso e canalizaram seus traumas para algo mais... Forte. — mantive seu olhar preso. — no entanto, esse não é o meu caso. Faço isso porque é como sou, Cassie. Gosto de dominar. M e excita. — sussurrei a última parte. Ela arfou e desviou os olhos. — somos da mesma essência, anjo. — voltou a me fitar. — amo dominar você e você ama ser dominada por mim. — tomou um grande gole da bebida. Tomei um gole da minha também. Ok. Esse tema era uma bomba relógio prestes a explodir. Eu estava a ponto de pular em cima dela a qualquer momento e arruinar nosso primeiro encontro oficial. M erda! Dom tinha razão. Essa porra de ficar sem sexo é um pé no saco! — M inha vez. — falei ficando de frente para ela

também. — me fale como descobriu que era filha de Albert Springs. — a pergunta teve o efeito esperado. Sua expressão excitada diminuiu drasticamente, me senti um pouco culpado. Porém, estávamos nos conhecendo era justo que também tivesse perguntas. — Quando cheguei à adolescência comecei a questionar como minha mãe, uma simples camareira de hotel conseguia custear meus estudos em escolas particulares. — revelou, sua voz tremeu um pouco ao mencionar a mãe. — ela sempre conseguia se esquivar do assunto até que o patrão faleceu e recebemos a visita nada cordial de seu filho. — tomou mais um pequeno gole. — M ark nos disse coisas horríveis. Ofendeu minha mãe e a mim. Disse que cortaria todos os gastos conosco e que ela seria demitida. — sua voz embargou e quando me olhou os olhos estavam lacrimosos. — ele nos tirou tudo. M inha mãe tinha uma boa economia e conseguiu manter o padrão dos meus estudos, mas o dinheiro acabou. Acabou bem no momento em que mais precisávamos. Ela adoeceu. Não podia mais trabalhar e foi um período realmente difícil. — ficamos em silêncio por um tempo. — minha vez. — disse me tirando do meu mar de pensamentos. Abriu um pequeno sorriso. — como foi descobrir que era um príncipe? Agradeci por não perguntar algo sobre minha

infância. Ela tinha mais tato do que eu nessas merdas de traquejo social. Eu diria a ela em outro momento, mas as merdas que vivi eram pesadas demais para soltar num primeiro encontro. M e permiti sorrir também lembrando como foi me descobrir príncipe. — Foi hilário, inacreditável. Eu quis socar os advogados do meu tio. — meu riso ampliou quando ela gargalhou. — esse sou eu. — murmurei. — mas eles estavam munidos de provas e decidi me submeter ao exame de DNA. Ainda assim foi um choque quando o resultado deu positivo. Eu tinha dois irmãos. Aceitar isso foi estranho. — M as se dão bem agora, não é? Vi como se relaciona com Dom e a família dele. — disse e levou a taça aos lábios mas já estava vazia. — Hum, sem mais bebidas para a dama. — brinquei. — lembra-se daquela vez em que apagou nos meus braços antes mesmo de nós... — parei sugestivamente e seu rosto corou. — Foi naquela noite que percebi que a amava. — confessei. Seus olhos brilharam como duas safiras ao me ouvir. — nunca havia sido tão prazeroso para mim dormir apenas segurando uma mulher nos braços. Eu quase não dormi na verdade. Fiquei observando você. Encantado com cada detalhe seu. — lambeu os lábios, fazendo meu pau serpentear

dentro das calças. Caralho! Pigarreei e voltei à pergunta. — hum, sim, me dou bem com eles. São dois idiotas, mas eu os amo. — olhou-me surpresa pela minha declaração maricas. — não diga isso a eles de jeito nenhum, por favor. — Seu segredo estará bem guardado comigo. — sorriu, sua voz saiu rouca, sua excitação óbvia, estampada no rosto perfeito. As pequenas sardas sobre o nariz pequeno pediam para serem beijadas e eu não me segurei mais. Coloquei nossas taças no assoalho e avancei lentamente em sua direção. — Jay... — gemeu quando minhas mãos deslizaram suavemente pela clavícula e se fecharam em seu pescoço. Aquele som de lamento de desespero como se fosse morrer se não a beijasse agora. Porra! Era assim que me sentia também. — Cassie... Ah! Cristo! Anjo... — lamentei, nossas bocas ofegando uma na outra. Suas mãos subiram pelo meu peitoral e gemi sob seu toque. M andei a porra da etiqueta para o espaço e tomei sua boquinha linda com fome. M e recebeu da mesma forma ansiosa. Nossas línguas dançaram famintas. M inhas mãos foram para sua nuca e puxei seus cabelos, me deliciando com a maciez dos cachos ruivos. Nos devoramos assim por muito tempo. Forcei-me a não tocá-la em outros lugares. Se o fizesse a foderia aqui num piscar de olhos. Eu parecia a

merda de um adolescente com hormônios desgovernados. Sou um homem de trinta anos, porra! — Santa M ãe! Eu vou morrer de tesão logo no primeiro encontro. — sorrio em sua boca, dando pequenos beijos, desacelerando-nos. — vamos jantar, amor. Preciso colocar uma mesa entre nós. — sorriu, seus olhos lindos, livres da tensão dos últimos dias. Eu quero ver esse sorriso mais vezes no rosto dela. Eu me empenharia para colocá-lo lá. O jantar transcorreu tranquilo. A servi. Depois me servi e continuamos o nosso jogo de perguntas. Relaxamos. O clima começou a mudar. Não chovia há dois dias, mas acho que temos uma coisa com chuva. Ela nos persegue. Cassie se encolheu, estremecendo e retirei meu terno indo até ela e colocando sobre seus ombros delicados. Depois do jantar toquei para ela de novo. Patience do Guns Roses. Era um lembrete para mim. Eu estava enlouquecido por ela e não tinha a menor ideia de como ia deixá-la na porta do seu quarto sem empurrá-la para dentro e... Ah! M erda! Não me entendam mal. Eu

realmente quero ir devagar, ela merece ser cortejada com todas as merdas românticas, mas meu pau estava em total desacordo com a porra do plano das bolas azuis. — Eu adorei, Jay. — sussurrou, virando para mim quando paramos na frente da sua porta. — Amo quando me chama assim, anjo. — a puxei para mim e ficamos nos encarando. Seus olhos me convidando, me chamando para entrar. — estou tentando ser um cavalheiro, amor. — sorrio em sua boca. — não me olhe assim. Tem ideia do quanto é difícil para mim não ter você do jeito que eu quero? Do jeito que preciso? — grunhi cavando as mãos na sua bundinha linda. M oí meu pau em sua pélvis. Gememos. — quando estiver dentro de você de novo estaremos livres de todas as merdas, anjo. Seremos um do outro total e completamente. — aquiesceu, seus braços rodeando meu pescoço. Dei um beijo casto em seus lábios e um tapa leve em sua nádega direita. — entre. — Boa noite. — sussurrou naquele tom rouco que vai direto no meu maldito pau. Caralho! — Boa noite, durma bem, anjo. — murmurei de volta e me afastei. Ela abriu a porta e entrou. A olhei até a porta fechar num barulho suave. Coloquei minhas pernas para funcionar e me dirigi ao meu quarto que já havia sido redecorado.

A semana transcorreu da mesma forma. Todos os dias a levei em encontros. Fechei um famoso restaurante no Rio e a levei de helicóptero. Fomos ao teatro. Ao cinema. Essa noite foi bem especial. Fechei o cinema só para nós também. Havia lembrado que ela adora o ator Channing Tattum. Seu novo filme ainda não tinha chegado aos cinemas, mas eu conheço alguém que conhece alguém... Então bastaram alguns telefonemas e o filme estava na minha mão em menos de vinte e quatro horas. O sorriso no rosto dela quando percebeu que filme iríamos assistir amenizou um pouco do ciúme irracional que tive quando deu os famosos gritinhos de mulherzinha diante da foto em tamanho real do maldito ator. Ok. Ele até que tinha presença. Certo, ele era bonito, admito. Todas as noites, eu a beijava castamente diante da sua porta e ia para meu quarto com uma ereção gigantesca, furiosa. Há dois dias fomos também à casa dos seus tios no Rio. Conheci boa parte da família que havia lhe restado. O tio, James M iller se mostrou apreensivo no início, mas o chamei para uma conversa franca e derramei minhas intenções com Cassie e os meninos. Pareceu-me mais simpático quando nos despedimos. Eu não o culpo pela reserva. Ele foi o apoio dela quando chegou ao Brasil

com meus filhos recém-nascidos. Serei eternamente grato por isso. M as agora estou assumindo minha mulher e meus filhos. M inha mulher. Adoro como isso soa. Amanhã partiremos para Londres. M ark Springs vai ter uma grande surpresa com tudo que estou preparando para ele. Cassie terá tudo que lhe foi roubado por aquele asqueroso. Vou deixá-lo na lona. M e encarregarei pessoalmente disso. Se o odiava antes, agora eu simplesmente quero dizimá-lo da face da terra. Ele pagaria por roubar dois anos das nossas vidas. Depois disso seguiremos para Ardócia. Ela ainda não sabe. Será uma surpresa. É lá que tudo vai acontecer. Vou apresentá-la à minha família. E sim, farei o pedido. Vejam bem, eu queria sinceramente cortejá-la e mimá-la muito mais antes do gran final, mas já perdemos tempo demais e além disso, estamos a ponto de arrancar nossas roupas. Resistir tá muito foda! Eu a quero louca, desesperadamente e ela a mim. Para que adiar, porra? CAPÍTULO ONZE Jayden — Ardócia? Oh! M eu Deus! Jay! — ela corou

lindamente, surpresa. — puta que pariu! Eu não vou saber me comportar... Cristo! Seu irmão é um rei! Eu... — a silenciei com o indicador e a puxei pela nuca, nossas bocas bem próximas. — Sim, Leon é um rei, mas é gente boa. A esposa dele também é muito simpática. Estão loucos para conhecer você e nossos filhos, amor. — seu olhar ainda era assustado. Abri um pequeno sorriso. — eles são pessoas normais, anjo. Além disso, estarei o tempo todo com você. — a aconcheguei mais no meu colo, meu pau muito animado sentindo sua bundinha gostosa amassando-o. Eu quase gemi. Caralho! Por que mesmo não mando o plano das bolas azuis para o inferno? Por que ela merece ser tratada com respeito dessa vez, seu bastardo! Ah, certo. Ainda assim, o plano era uma merda! — Eles moram em um palácio! Eu nunca estive em um palácio, puta merda! — sorrio de novo. Adoro essas expressões espontâneas dela. Ah, Cristo! Eu amo tudo nela. Estar assim, sentindo seu corpo macio, seu cheiro viciante, perfeito pra caralho, me faz o bastardo mais feliz do mundo. Eu preciso compensá-la por cada dia de tristeza que lhe causei. Ela nunca mais vai chorar por minha causa. Nunca. Viverei para ela e nossos filhos. Serei deles e apenas deles.

— Há dois anos, nem eu, mas a gente se acostuma. — dei um beijo suave em seus lábios. — bem, o protocolo real é uma merda, mas tirando isso o resto é normal. — Ela mudou de posição, montando-me. Seus braços vieram ao redor do meu pescoço. Dessa vez eu gemi quando sua bocetinha se alojou bem em cima do meu pau. Ainda bem que usava calça jeans. — Santa M ãe... Você não pode fazer isso, anjo... — sorrio em sua boca. Seus lábios carnudos se curvaram num riso travesso, sabendo o quanto estava me torturando. Provocadora do caralho! — eu não vou foder você, porra! — grunhi e contrariando minhas palavras, minhas mãos cravaram em sua bunda e a puxei para baixo. M oí em sua boceta quente. Gememos. — quero fazer amor na nossa primeira vez. Vou adorar, saborear cada centímetro de você, meu anjo. — sussurrei e minha boca desceu pelo seu queixo. Entranhei uma mão em seus cabelos da nuca e puxei arqueando seu torso. Lambi seu pescoço devagar. Ela estremeceu e começou a balançar em cima de mim. — caralho! Que bocetinha mais quente, anjo... — Jay... — miou, implorando daquela forma sexy que me tem babando por ela. — Sou tão louco por você, amor. — murmurei voltando a encará-la. — ter você assim de novo em meus

braços é muito mais do que mereço. — minha voz embargou um pouco. — a maioria das mulheres em seu lugar teria me dado um pé na bunda, me mandado passear. — os olhos azuis suavizaram e ela tocou meu rosto. — em vez disso está aqui me dando outra chance e isso me faz o bastardo mais sortudo da face da terra. — abriu um riso tímido. — eu vou compensar tudo, anjo. Fazê-la feliz será a razão da minha vida, acredite. — ela piscou, os olhos muito brilhantes. — obrigado por me deixar fazer isso, amor. Obrigado por não desistir de mim. — completei e puxei sua boca para a minha, nos beijamos sofregamente. Um beijo desesperado, que traduzia perfeitamente como nos sentíamos. Loucos para acabar de vez com todas as merdas que ainda pairavam entre nós. Separei nossas bocas tentando recobrar meu controle. — vá se arrumar. Temos uma semana longa pela frente. — dei um tapa leve em seu traseiro. Ela gargalhou e veio até minha boca e me beijou de novo, rebolando gostoso pra caralho sobre o meu pau necessitado. — provocadora! — mordi

seu lábio superior. — depois que fizermos amor, aí sim, vou comer você do jeito que preciso. — gemeu. Sorrio perversamente. — do jeito que você precisa, minha escrava gostosa. — Puta merda! Jay... — lamentou em minha boca. M eu riso ampliou. Dois podem jogar esse jogo, anjo. — Isso é o que você ganha por ficar me provocando. — sussurrei, minha voz enganosamente suave. — esteja preparada porque vou montar minha putinha linda por horas... — acrescentei, meus olhos enviando promessas muito, muito sujas. Arquejou, os olhos azuis incendiados, dilatados de tesão. Gemeu resignada e saiu de cima de mim. Levantei-me da cama também. Estávamos no meu quarto, na minha casa em Londres. Chegamos ontem à noite. Cassie ficou nitidamente tensa quando passamos pelos portões. Aqui vivemos muitas coisas bonitas, mas tinha sido escorraçada, arrancada da minha vida brutalmente, era compreensível sua reação. Quando paramos na frente dos degraus da entrada, seus lábios tremeram. Tomei uma decisão. Compraria outra casa. Assim que voltássemos de Ardócia iríamos para outro lugar, onde construiríamos novas memórias. Ela não tinha que passar por isso. Porra! Por que não tive a maldita ideia antes?

— Gostei do que fez no quarto. — sua voz me fez voltar dos pensamentos. Ela olhava tudo atentamente. — Teve que ser redecorado. — me fitou, franzindo o cenho. Prendi seu olhar. — eu o destruí quando a mandei embora, anjo. — seu rosto caiu um pouco, tendo uma ideia mais clara de como me senti. — quebrei a casa quase toda para ser sincero. Isaac e Bill me impediram de terminar tudo. — torci os lábios, ironizando-me. — eu não consigo lidar bem com a dor. — murmurei e ficamos nos olhando, as lembranças daquela maldita noite pairando como um espectro sobre nossas cabeças. Estávamos presos nessa merda que parecia não querer nos deixar nunca. Foda! — Eu... Hum, vou me arrumar. — disse num tom forçado indo em direção à porta. — Cassie? — olhou-me por cima do ombro. — vai dar tudo certo, amor. Vamos passar por cima dessa merda, eu prometo. — Estou apostando nisso, Jay. — disse-me e isso aqueceu meu coração atormentado. Assenti e ela deixou o quarto. Passamos o dia na empresa. A levei e desfilei orgulhoso de mãos dadas com ela para todos verem. Esse era o desejo que não consegui realizar há dois. Eu queria mostrá-la ao mundo como minha. Só minha. Carl

teve uma reação muito estranha quando o chamei na minha sala e seus olhos pousaram em Cassie no meu colo. Seu rosto ficou branco e os olhos cinza flamejaram com algo que não consegui identificar. Falei que ela estava de volta e dos nossos filhos. Eu não tinha falado nada ainda para ele. Eu acho que havia esquecido. Ele andava bem distante de mim há algum tempo. Não sei o que houve. Carl consegue ser mais reservado do que eu. Pode ser só impressão, mas acho que ele não gostou dos meus planos de casamento. Não sei qual o problema dele em relação à Cassie. Há dois anos também era contra que eu a assumisse. Foda-se Carl! Dessa vez ouviria apenas meu coração. Bem, meu coração e meu pau que estava malditamente babando por ela. Os três dias seguintes foram intensos. A mídia acabou descobrindo sobre Cassie e os meninos e nos perseguiu implacavelmente. Suspeito que M ark apesar de não ter dado as caras ainda, tenha nos feito essa cortesia. M aldito asqueroso. Havia um circo permanentemente armado na frente da King’s e nos portões da minha casa. No entanto, não deixei isso me intimidar e continuei com o que tinha prometido a ela. A levei em encontros todas as noites. Fomos numa badalada casa noturna, dançamos, nos divertimos como nunca. Passeamos na minha moto. Eu sempre gostei de carregá-la. Adoro as

coxas suaves contra as minhas, os peitos cheios prensados nas minhas costas e a bocetinha quente se esfregando em mim. Foi uma tortura. M as eu até que estava gostando desse jogo de espera. A antecipação. O desejo crescendo. Quando eu finalmente a tiver de novo será memorável. Vou fodê-la por horas, até nenhum de nós conseguir andar. Fomos também num jogo do seu time do coração, o Chelsea. Nunca vou esquecer a expressão linda de puro êxtase nos olhos azuis quando entramos no camarote que reservei só para nós. Nos agarramos, nos comemos como dois adolescentes. Ela também estava louca de tesão. As janelas de vidro nos dava uma visão privilegiada do gramado do Stanford Bridge5. Ela gritou, proferiu uma série de palavrões o jogo todo. Eu a provoquei, porque sou M anchester United. M as no final Fernando Torres6 fez o gol que deu a vitória aos Blues. M e permiti festejar com ela. Para desespero de Isaac e Bill fomos tomar cerveja num dos pubs nas proximidades do estádio e nos misturamos com a massa de torcedores barulhenta. Ela estava tão feliz. Era necessário tão pouco para deixá-la assim. Saber que não dei nem isso à ela há dois anos me rasgava por dentro. Ah! Cristo! Eu tenho muito para reparar. Tem um mundo de coisas que quero mostrar a ela. Quero colocar o mundo a seus pés. Anelise Springs, única irmã de Albert Springs,

entrou em contato comigo solicitando um encontro com Cassie e os meninos. A senhora era viúva com apenas um filho, Simon. Eu o conhecia bem. Um filhinho de papai especialista em torrar os milhões dos Springs. O idiota acompanhou a mãe na visita que nos fizeram. Eu não gostei nada da forma que olhou para Cassie. Os olhos azuis malditos brilhando de cobiça e luxúria. Anelise se emocionou quando viu a sobrinha e os sobrinhos netos. As duas se deram bem logo de cara. Durante a conversa percebemos seu descontentamento com M ark e a forma como escondeu a existência de Cassie por sete anos. Eu ainda não lidaria com aquele verme, no entanto. Contratei uma empresa de investigação para descobrir todos os podres dele e eu sei que são muitos. Quando tiver de posse de tudo vou aniquilá-lo completamente. O asqueroso nem vai saber o que o atingiu. Correção, ele vai saber. Faço questão de olhá-lo de cima quando estiver na lona, arruinado, acabado. Os bens dos Springs eram administrados por Anelise e ela nos contou que M ark estava investindo pesado nos últimos meses para tirá-la do controle. M as para azar dele, a tia descobriu sobre Cassie ao ouvi-lo numa conversa ao telefone. Pressionou-o e ele abriu o jogo. Perdeu pontos com a tia. Cassie informou que

buscaria seus direitos e a apoiei. O maldito Simon, que também era advogado se colocou prontamente à disposição dela. O cortei dizendo que minha equipe de advogados já estava trabalhando nisso. Ele me deu um riso odioso de afronta e reafirmou que estaria à disposição dela para o que precisasse. M eu sangue ferveu. Aquele filho da puta estava mesmo se engraçando com a minha mulher na minha cara? Ele certamente não tinha a menor ideia de com quem estava mexendo. Quase rosnei. Cassie percebeu meu desconforto e apenas agradeceu a oferta. Anelise também pareceu desconfortável com o inusitado concurso de mijadas. M arcamos outro encontro para quando retornássemos de Ardócia e encarei o imbecil passando um recado claro. Ele não estava convidado. O jato aterrissou em solo ardociano no final da tarde de sexta-feira. Desci com Samuel e Lucas nos braços. Um orgulho sem tamanho enchendo meu peito ao avistar Leon e Júlia nos aguardando ao pé da escada. Damien segurava a mão de Júlia e Antonella estava nos braços do pai. M eu irmão tinha uma família linda. Sempre gostei de vê-los juntos. — Tio Jay! — a vozinha eufórica de Damien me fez abrir um sorriso largo. Ele largou a mão de Júlia e veio puxar a perna da minha calça.

— Ei, campeão! — saudei-o. Júlia tomou Lucas nos braços e Cassie que tinha acabado de descer atrás de mim, tomou Samuel. — está muito grande e forte! Quase não reconheço você, garotão! — brinquei levantando-o acima da minha cabeça. Ele se desmanchou em risos. Ele adora isso. Amo esse moleque. Então o trouxe para um abraço apertado, seus bracinhos rodearam meu pescoço. — Irmão, é bom tê-lo em casa. — Leon estendeu a mão para mim. Demos um aperto firme e nosso abraço de caras. — e claro, sua família também. Seja bem-vinda, Cassandra. — Cassie corou, visivelmente desconfortável. Ela estava em pânico sem saber como agir na frente de Leon. — Obrigado, irmão. É bom estar em casa também. — falei e eu quis dizer exatamente isso. Ardócia é a minha casa. Foi um longo caminho, mas agora é assim que me sinto quando chego aqui. Em casa. — Cassie. — chamei, passando o braço pelos ombros delicados. — esses são meu irmão Leon, a esposa Júlia e meus adoráveis sobrinhos, Damien e Antonella. — disse e me

curvei beijando a bochechinha rosada de Antonella, que se desmanchou em risos para mim. Loirinha de olhos verdes, aos oito meses, parecia uma bonequinha. — Leon, Júlia, esses são, Lucas nos braços de Júlia e Samuel nos braços da mãe. Nossos filhos. Essa é Cassie, minha Cassie. — minha voz saiu rachando de orgulho. Leon abriu um riso amplo. — É um prazer conhecê-los. — Cassie conseguiu dizer firmemente. Essa é a minha garota. Passei horas convencendo-a de que meu irmão e a esposa não eram como a realeza convencional, ou seja, chata e esnobe. Parece que ela estava percebendo agora. — O prazer é todo nosso, cara mia. — Júlia aproximou-se e a beijou nos dois lados do rosto. — ela é tão jovem, Jay. — disse no seu tom doce. — e tão bonita, não é, amor? Oh, os bebês têm os olhos dela. — sorriu olhando os meninos, encantada. — Si, perla mia. — Leon concordou, estendendo a mão para Cassie. — é um prazer conhecê-la. Jay é um bastardo muito sortudo mesmo. — me olhou, alfinetando: — M as, ainda bem que meus sobrinhos se parecem com a mãe. — M aricas. — bufei. — Ok. Eles começaram. — Júlia disse revirando os olhos. — Cassie, venha comigo, cara mia. Eles vão se

ofender agora. É assim que dizem o quanto se amam. — completou sorrindo. Cassie abriu um riso tímido e a seguiu para a enorme limusine. Ficamos os dois observando nossas mulheres. — Então, como vão as bolas azuis, irmão? — Leon abriu um riso irônico. Esse bastardo é tão parecido comigo. — Seu plano é uma merda, irmão. — rosnei. Ele gargalhou. Idiota! — Você é um fracote, Jay. Eu aguentei três malditos meses. — torceu os lábios em desgosto. — mas minha Júlia merecia ser tratada como uma princesa, já que fui um bastardo completo quando a conheci. — olhou-me daquela forma direta dele. — e parece que esse é o seu caso também, então não reclame e faça valer a pena. — Eu farei, irmão. Eu fiz muita merda. — grunhi. — aguentar a porra das bolas azuis é o mínimo que posso fazer por ela. — seus olhos escuros me sondaram atentamente. — Quando encontramos a mulher certa, irmão, tudo que pudermos fazer para torná-la feliz ainda é pouco. — pausou um momento. — esse é o seu caso, não é? — meus olhos a procuraram de novo. Ela virou-se para mim antes de entrar na limusine. Os últimos raios de sol iluminando os cachos ruivos que tanto amo. Fiquei

hipnotizado por alguns instantes, bebendo-a, comendo-a avidamente com os olhos. Tão linda! Ah Cristo! Tão perfeita. Nossos olhares travaram e os olhos azuis eram um reflexo dos meus gritando tudo que sentíamos. Saudade, amor, desejo, luxúria. Santa M ãe! Eu a quero tanto. M inhas bolas acabam de atingir a mais escura tonalidade de azul. Porra! — Sim, irmão. — admiti, abrindo um sorriso para ela. Sorriu-me de volta e entrou atrás de Júlia. — esse definitivamente é o meu caso. — acrescentei. — É bom ver esse brilho em seus olhos, Jay. Seja feliz, irmão. — a voz de Leon me fez encará-lo outra vez. — então, quando vai parar de ser um maricas e fazer o pedido? O olhar que trocamos agora só pode ser descrito como atentado violento ao pudor. Faça logo, seu idiota! — riu cínico. Bastardo! Sorrio também. — Vou fazer, Leon. — afirmei. — você providenciou aquele pequeno favor que lhe pedi? — Si, claro. Estou louco para ver isso... — deu um riso debochado que me lembrou de meu outro irmão idiota. — Dom? Quando chega? — ele torceu os lábios, bufando sarcasticamente. — Aquele idiota tarado alega que ainda está em luade-mel. — gargalhei dessa vez. Era a cara do Dom. —

eles só chegam amanhã. — informou e fomos nos juntar às mulheres. Tio M ax se emocionou quando viu Cassie e os meninos. M eu tio era um homem especial. Nunca teve filhos, mas tratava a todos nós, como se fôssemos dele. Ele parecia muito mais animado e jovial do que a última vez que o vi. Posso estar enganado, mas apenas uma coisa deixa um homem assim: mulher. Ele estava deixando o luto? Quando perguntei a Leon, ele me disse que suspeitava que nosso tio estava namorando uma nova iorquina, pois tinha viajado três vezes para lá depois do casamento de Dom e Helena. O jantar transcorreu tranquilo. Cassie estava bem mais relaxada na presença de minha família. Eu? Bem, eu estive com o pau duro durante toda a porra do jantar. Foi uma tortura. Leon levantava uma sobrancelha de vez em quando para mim, um risinho irônico me dizendo que sabia do meu suplício. M aricas! — Eles são tão adoráveis, Jay. — Cassie murmurou assim que a acomodei no meu colo. Estávamos na sacada dos nossos aposentos conjugados. Leon mandou fazer uma reforma para acomodar nossos filhos. M eu irmão era um bastardo atencioso. Era um homem que valorizava a família. O admiro por isso. Dom também é um pai excelente. E o mais importante: somos três

bastardos sortudos do caralho! Encontramos mulheres especiais que merecem o nosso amor e dedicação. M eu cenho franziu um pouco, lembrando que havia insultado Cassie deixando claro que não podia ser comparada com minhas cunhadas. Gemi. Se remorso matasse... — ei, o que foi esse gemido? — tomou meu rosto entre as mãos, os olhos azuis incríveis me encarando doces. — Você me perdoa, anjo? Algum dia vai conseguir me perdoar por ter sido tão cruel, idiota, arrogante... — Shhhh. — seus dedos me calaram suaves. — eu já o perdoei, Jay. Estou aqui, não percebeu isso ainda? — seu olhar deslizou pelo meu rosto. Era quase a mesma expressão de adoração com que me olhava há dois anos. M as ainda havia uma sombra lá e isso me deixava inseguro pra caralho quanto ao futuro. E se ela nunca mais voltasse a me amar? Se eu nunca mais voltasse a ouvir as três palavras da sua boca? Eu precisava ouvi-las. Ah! Deus! Como eu preciso ouvilas. Cada vez que digo que a amo e ela apenas me olha de volta, meu coração afunda. M as estou determinado. Nunca fugi de uma luta. Lutei a minha vida toda. Não vou me acovardar nessa que é a luta mais importante da minha vida. Eu tinha preparado uma surpresa para amanhã no baile de aniversário de Júlia. No entanto, agora me ocorreu que talvez tenha me precipitado...

— Sim, você está aqui, amor. — deslizei as mãos pelas suas costas suavemente. — e não vou deixá-la ir de novo. Nunca mais, ouviu? — meu tom tinha um toque de desespero. — Eu não quero ir. — murmurou próximo da minha boca. — Eu te amo, anjo. — sussurrei. Seus olhos brilharam mais e ela sorriu docemente. — Eu acredito. — disse baixinho, seu tom um pouco embargado. M inhas mãos foram para sua nuca e puxei sua boca para a minha. Ok. Ela acreditava. Já era um bom começo. Nos olhamos, nossos lábios se tocando, ofegando. Tomei sua boca num beijo lento, apaixonado. Reverenciei sua boca. Chupei, lambi sua língua macia. Ela me montou e a coisa esquentou, passamos a nos devorar. Usava um vestido de saia ampla que me torturou todo o jantar. Sua calcinha estava molhada quando sua boceta se esfregou no meu pau e isso me fez rosnar, mordemos, lambemos, chupamos nossos lábios. Ela deixou escapar a porra do gemido necessitado e eu quis arrancar nossas roupas e esquecer tudo que tinha planejado. M inhas mãos subiram pelas coxas macias e cravaram em sua bunda gostosa. Afastei a calcinha e enfiei os dedos no meio das bochechas, circulei seu cuzinho e ela balançou no meu pau. Porra!

Estávamos fodendo a seco. Isso era frustrante, mas era gostoso pra caralho. Nunca tínhamos namorado assim, dando só amassos. Sempre partíamos para a foda bruta. Oh! M erda! Lembrar disso não me ajudaria muito. Imagens dela amarrada sendo açoitada pelo meu chicote, depois fodida de todas as formas me deixou louco. Forcei-me a separar nossos lábios. — Santa M ãe! Você é uma coisinha quente, não é? — sorrio safado, nossas respirações ofegantes. Ela miou ainda se esfregando em mim. — já disse que não vou te foder. — puxei seus cabelos e mordi seu queixo. Sorrio mais perverso. — ainda não, mas em breve, muito breve. — bufou. Gargalhei. — Ainda falta contar uma coisa a você, anjo. — sussurrei, ficando sério. Ela parou de se mexer e me fitou sentindo minha tensão. Delineei sua face suavemente. — vou contar como adquiri as cicatrizes nas minhas costas... Cassandra Foi um dia maravilhoso. Jay passeou comigo e os meninos pelos pontos turísticos da Ilha a manhã inteira. Andamos na belíssima praia do Imperador. Parecíamos uma família normal, mas aí sempre parava alguém para cumprimentá-lo e fazer inúmeras reverências. Ele era um príncipe. Puta merda! Eu nunca havia parado para pensar na dimensão disso tudo, mas a realidade

começava a ser cada vez mais assimilada. A orla me lembrou um pouco de Copacabana. Era linda, ampla. Ciclistas, skatistas transitando num fluxo contínuo. Eu ainda não acreditava que estávamos aqui. Era tudo tão surreal. O enorme palácio. Os funcionários fazendo reverência para nós, chamando-o de alteza. Ele jogava futebol com Lucas e Samuel agora enquanto Isaac e Bill estavam à nossa volta, atentos a toda e qualquer movimentação. M e contou tudo ontem. Ele conseguiu cumprir com sua promessa de mostrar-se para mim. Falou-me sobre sua vida nos orfanatos, nas três famílias que tentaram adotá-lo, mas não quiseram ficar com ele porque era um garoto problemático que não sabia lidar com a raiva. Ok. Ao que tudo indica Jay ainda não consegue lidar com a raiva. É brutalmente explosivo. Aos treze anos estava de volta ao orfanato. M eu peito dói só de lembrar a expressão em seus olhos quando revelou que muitas crianças eram abusadas por um dos benfeitores. Um pedófilo da alta sociedade que mascarava suas taras se infiltrando nesses locais. As doações eram grandes, então todos faziam vista grossa quando o porco levava as crianças para fins de semana em sua casa. Seu corpo tremia quando disse que acordou certa noite, num desses finais de semana sendo apalpado pelo homem. Seus punhos se crisparam e revelou que

bateu no homem até deixá-lo desacordado e ensanguentado no chão. Aos treze anos já era alto e forte e além disso, treinava boxe com um campeão aposentado que era voluntário no orfanato. Isso o salvou de ter o destino das outras crianças. Ele fugiu junto com Isaac. Viveu nas ruas dos treze aos dezessete anos. Se envolveu com drogas, roubos, fez parte de gangues e foi aí que adquiriu as cicatrizes nas costas. A gangue da qual fazia parte o abandonou quando foi preso por delinquência juvenil aos dezessete. No reformatório teve que delatar os líderes e eles não perdoaram a traição. Quando Jay foi solto a gangue o emboscou, espancou e o esfaqueou nas costas. Seu corpo foi jogado numa construção quase sem vida. M as surpreendentemente o que parecia o fim acabou sendo sua salvação porque o engenheiro chefe o encontrou na manhã seguinte e o levou para um hospital. O tal engenheiro era John Turner, pai de Carl, já falecido. Quando saiu do hospital John o levou para casa e cuidou dele até que se recuperou. Esse homem incrível ofereceu a Jay trabalho na sua firma de construção e se transformou rapidamente num modelo para ele. No ano seguinte ele já estava cursando uma universidade conceituada ao lado do seu novo amigo Carl. E foi nesse período que M ark surgiu. Um filhinho de papai que se

divertia tirando sarro dos mais humildes que dependiam de bolsas de estudo como era o caso de Jay. Os dois se odiaram de cara. Jay o espancou. M ark reuniu os amigos e o espancaram. Jay fodeu a namorada de M ark e armou para que ele os flagrasse. M ark comeu a garota de Jay... E eles seguiram se odiando até a idade adulta. Jay acabou se perdendo de Isaac, só o reencontrou quando precisou contratar serviço de segurança. O amigo havia se salvado da marginalidade também. O olhei ali, feliz, brincando com nossos filhos e um orgulho enorme tomou conta de mim. Jayden Samuel King tinha tudo para dar errado, mas foi um lutador. Literalmente, não consegui evitar um sorriso. Ele lutou e venceu. Era um sobrevivente. Senti a última barreira se romper dentro de mim. Era hora de enterrar todas as merdas que vivemos nos últimos dois anos. O destino nos juntou de novo. Nada é por acaso. Sinto que viveremos algo grandioso dessa vez. O amor que sentíamos não morreu apesar de castigado. Vamos fortalecê-lo. Dessa vez ficaremos juntos. Nada nem ninguém vai nos separar. Vamos vencer qualquer coisa juntos, como devia ter sido. Ele virou a cabeça na minha direção como se sentisse meu olhar. Levantei-me da areia e fui em direção à eles, obedecendo ao chamado silencioso dos olhos escuros. Sim, ficaremos juntos.

— Esse vestido ficará ótimo em você, Cassie. Aceite, por favor, cara mia. — Júlia espalhou um vestido creme sobre a cama. Puta merda! O vestido era digno de uma princesa. Havíamos passado a tarde toda juntas nos embelezando com as profissionais que ficavam à disposição da rainha. Ela era tão doce e simpática, nem parecia da realeza. — Aceite, carissima. — Helena interveio. Ela, Dom e Anna Júlia haviam chegado ao meio-dia. Os homens ficaram à tarde com as crianças e nos deixaram nos preparar para o baile. Os príncipes Di Castellani juntos era um verdadeiro espetáculo de virilidade e beleza. Rapaz, eles eram bonitos. E eu quero dizer realmente bonitos. Eles junto com os filhos então, eram perfeitos. — Eu nem sei o que dizer. — sentei-me na cama deslizando os dedos pelo tecido macio. Elas eram muito gentis comigo. Nunca fui tão bem tratada na minha vida. — Não diga nada. Apenas mantenha aquele brilho nos olhos de Jay, querida. — Júlia disse suavemente, sentando-se na cama também. Helena fez o mesmo. Elas estavam no meu quarto. Helena havia me presenteado com uma sandália maravilhosa cravejada de brilhantes momentos antes. Eu estava embasbacada e com uma leve suspeita se instalando em mim. Jay esteve muito misterioso todo o dia. Leon e Dom pareciam conspirar

com ele da mesma forma que suas mulheres estavam à minha volta. M eu peito disparou só com a mera suspeita. Ele faria o pedido hoje? Eu estava torcendo que fizesse porque estar perto dele tem me matado todos os dias. Eu vivia num constante estado de excitação. Apenas ouvir sua voz, deixava minha vagina gotejando. — use-o hoje. Ah, e quando forem anunciados, desça a escada com o queixo levemente levantado. Não numa postura superior, mas é essa a postura que os convidados esperam de uma princesa Di Castellani. A descida da escada é o seu momento. Você tem que esquecer todos à volta. Concentre-se apenas no seu momento e, claro, no príncipe a seu lado. — sorriume com olhos travessos. Eu entrei em pânico. Puta que pariu! Eu pensei que esse negócio de descer uma enorme escada, enquanto uma multidão fica com os olhos grudados em cada movimento seu, era só nos filmes. Oh! M erda! Ferrou! — Eu ainda não sou uma... — M as será, cara mia. — Helena cortou-me e trocou um olhar cúmplice com Júlia. — Jay quer você. E quando um príncipe Di Castellani quer uma mulher, simplesmente não há como escapar. — acrescentou e as duas sorriram cúmplices de novo. Abri um pequeno sorriso também, sentindo que uma boa amizade estava

sendo construída entre nós. Era muito fácil gostar delas. Eu não parava de admirá-las. Eram tão seguras. Altivas, duas princesas de verdade e estavam aqui me dando atenção, fazendo com que me sentisse importante, parte da família. — Não foi fácil para nenhuma de nós, Cassie. — Júlia tornou, seu tom mais sério agora. — eles são difíceis. Os três são verdadeiros ogros em alguns momentos. — sorriu docemente, os olhos verdes brilhando. Ela era uma mulher muito, muito bonita. — mas quando amam, cara mia, se transformam em príncipes encantados e aí, ninguém os segura. Eles fazem coisas impensáveis para nós. — sorriu mais amplo e completou em um tom mais baixo. — só para constar, eu sempre fui louca pelo Leon mesmo quando era um ogro bastardo comigo, porque você há de concordar, tem uma coisa sobre o DNA Di Castellani... — seu rosto enrubesceu levemente e eu entendi perfeitamente sobre o que falava. Corei também. Puta merda! — Isso é verdade. Dom era um cachorro vadio antes de mim. — Helena falou e suas bochechas coraram um pouco. — mas devo confessar que foi isso que me deixou louca por ele. Amo aquele jeito sem vergonha. — gargalhamos as três. As duas me encararam esperando

uma confissão minha. Certo. Entrando de vez no clube da Luluzinha. — Concordo, meninas. — admiti, meu rosto virando um tomate. — definitivamente há uma coisa no DNA Di Castellani. — sorrio. Já me sentia muito mais leve e à vontade. Elas são mesmo uns amores. — Cassie, hum... É verdade que vocês, hum... Gostam do estilo BDSM ? — Helena quis saber e Júlia cravou os olhos verdes travessos em mim. Puta que pariu! Que pergunta é essa?... Paramos no topo da escadaria. M eu coração saltava descontrolado. M eus olhos correram pelo salão lotado. Tive que lembrar todas as dicas de Júlia e Helena para não deixar meu queixo ir direto ao chão. Puta merda! Oh. M eu. Deus. Sabe aqueles filmes de realeza onde ficamos babando com a decoração, a iluminação, uma escadaria enorme com um tapete vermelho descendo pelo centro, as roupas dos convidados? M ultiplique isso por dez e terá uma noção do que estou vendo agora. A mão grande e morna de Jay apertou minha cintura como se soubesse do meu pânico interior. — É a nossa vez, anjo. — sussurrou e beijou meus lábios levemente, os olhos escuros enigmáticos, suaves, mas o tesão sempre latente. Nós estávamos quase arrancando nossas roupas. Correção, nós já havíamos

arrancado nossas roupas mentalmente. Ele não parava de me olhar e nem eu a ele desde que foi me buscar no quarto. Entrou e ficamos lá, parados, mudos, nossos olhos correndo ávidos pelo outro. Ele usava um smoking branco destacando seu tom de pele morena que amo tanto. Engasguei. Ele era um príncipe de fato. Já o vi vestido em ternos elegantes, mas hoje ele era um príncipe da cabeça aos pés. Lindo, absurdamente lindo e minha vagina chorou de saudade dele. Eu virei uma poça sob seu olhar escuro incendiado, selvagem, me comendo sem cerimônia. O vestido que Júlia havia me presenteado era tomara que caia. Fios de brilhantes desciam do busto se abrindo para a saia. Um drapeado nos quadris fez minha bunda ficar muito maior e empinada do que já era. A saia longa descia se estendendo numa pequena cauda, estilo sereia. M eus cabelos foram arrumados em cachos suaves descendo sobre o ombro direito. Júlia sugeriu que cortasse uma franja desfiada, para suavizar meus enormes olhos azuis. Ela estava jogada para o lado direito também. Amei tudo. Usava uma maquiagem não muito carregada, mas Júlia me convenceu a usar batom vermelho. Disse que combinava com meu tom de cabelos. O resultado foi Jay mudo na minha frente por vários segundos. Não quero me gabar, mas eu realmente conseguia passar por uma

princesa. Certo, isso não foi nada modesto, não é? Acho que a atmosfera desse palácio, o luxo, a atenção e, sobretudo o homem na minha frente. Correção, o príncipe na minha frente está contribuindo para que me sinta assim: uma princesa. Toda mulher precisa se sentir assim pelo menos uma vez na vez na vida. Poderosa, linda, desejada, muito desejada. Era isso que os olhos famintos de Jay me diziam agora. Ele me olhava como se quisesse me comer com uma colher. Ofeguei, voltando dos meus pensamentos quando deslizou o polegar nos meus lábios. Sua boca se curvou num sorriso sexy, arrogante, sacana e enigmático. Ele estava definitivamente planejando algo. — Sua alteza real, o príncipe Jayden Samuel King Di Castellani e sua acompanhante a Srtª Cassandra M iller! — a voz solene do cerimonialista nos tirou da nossa frustração sexual e me deixei ser guiada pelo meu príncipe. Cada degrau foi um suplício, tudo havia parado, a música, as pessoas, tudo. Leon e Júlia haviam descido antes. Dom e Helena foram logo depois. Eu já

tinha visto isso em filmes, mas vivenciar era aterrorizante. M inhas pernas estavam moles como gelatina. M eu corpo tremia e quando finalmente pisamos no assoalho soltei a respiração. Jay me puxou mais contra seu corpo e agradeci por isso. Eu estava a ponto de desmaiar. Puta merda! Isso era muito. Jay me conduziu devagar. As pessoas haviam feito duas fileiras para nos dar passagem. Ele ia acenando levemente com a cabeça para todos. — Sorria e acene, amor. — murmurou, beijando meus cabelos. Lembrei-me das palavras de Júlia. Não superior, mas altiva, serena. Consegui manter o sorriso e fui acenando também. Instantes depois, a orquestra voltou a tocar e Leon conduziu Júlia para o meio do salão. Jay já havia me falado que eles sempre iniciam a dança. É o que manda o protocolo real. Os dois se encararam, os olhares dizendo coisas que não apenas eles, mas todos ali entendiam: eles se amavam. Sorriram e Leon a enlaçou pela cintura. Uau! Eles eram mesmo apaixonados. A mídia não exagerava ao retratar isso. Dançaram divinamente sob nossos olhares. Leon a girou com maestria pelo salão, sempre se olhando. Eles pareciam longe, num mundo só deles. Beijou suavemente os lábios da esposa quando a música acabou e palmas encheram o salão. Ela usava um longo verde de

alças finíssimas e um decote generoso nas costas. Leon usava smoking negro. Eles formavam um casal lindo. Outra música iniciou. Dom e Helena se juntaram a eles. M ais um casal perfeito. Dom usava um smoking negro também e Helena usava um longo azul marinho, tomara que caia. Ele a puxou para si e a olhou daquele jeito charmoso e sem vergonha que ela confessou que ama e a beijou carinhosamente nos lábios antes de acertarem o compasso do jazz suave. — M e daria a honra, madame? — o tom baixo, sexy com um toque de perversão faria molhar minha calcinha... Isto é, se eu estivesse usando uma. Abri um riso misterioso e acenei deixando-o me levar. Outros casais já começavam a dançar também e logo o salão estava cheio. Ele parou próximo aos irmãos. Seu braço forte enlaçou minha cintura e me puxou para ele, colando nossos corpos. Sorriu perverso quando gemi baixinho. Desceu os dedos abertos pela parte baixa das minhas costas, quase tocando minha bunda. Arregalei os olhos ao senti seu pau duro feito pedra cavando em meu ventre. M e esfreguei sutilmente nele. Gemeu e foi a minha vez de sorrir. Nossas mãos entrelaçaram e iniciamos o passo. Nos movemos devagar, nos deliciando com a sensação gostosa de nossos corpos juntos. Levantei meu rosto encontrando seu olhar e

ficamos assim por um tempo que não consegui perceber. Eu estava vivendo meu próprio conto de fadas com meu príncipe fodão. E eu torcia desesperadamente para ele parar de bobagem e me foder sem sentido depois do baile. Sorrio do meu desespero. Ele pareceu ler meus pensamentos, pois a mão desceu mais e apalpou minha bunda, um brilho sem vergonha, safado nos olhos escuros. — você está me tentando com esse corpo gostoso, não é? — rosnou em minha boca. — Eu preciso fazer umas coisas antes de jogá-la no meu ombro e finalmente te levar para comer até o amanhecer. — Juntei as coxas, minha vagina latejando desgovernada. Cerca de meia hora depois tio M ax foi anunciado e entrou ao lado de uma mulher muito bonita e elegante. Era uma negra alta, esguia, na faixa dos cinquenta anos. Pelo visto foi surpresa total, pois o burburinho tomou conta do salão. Leon e Jay estavam estupefatos, enquanto Dom e Helena trocaram um sorriso de cumplicidade. Tio M ax parecia um adolescente deslumbrado quando informou que estavam namorando. Nicole Jhonson era seu nome. Era a psicóloga de Helena e tinha a ajudado vencer a Síndrome do Pânico. Ficamos na enorme mesa destinada à família real e membros do parlamento. Não pude deixar de notar algumas mulheres jogando olhares cobiçosos em Jay. Ele era o único

solteiro dos príncipes e isso devia mexer mesmo com a cabeça das mulheres da realeza. Bufei quando vi uma loira levantando sua taça de vinho olhando-o descaradamente num brinde mudo. Ele ficou um pouco tenso, mas retribuiu o gesto e eu quis arrancar as bolas dele e claro, os olhos dela. Os olhos castanhos dela pousaram em mim e levantou sua taça de novo, mas o sorriso que se seguiu era de afronta. Júlia e Helena haviam me alertado sobre isso. Que Jay sempre foi assediado em Ardócia. Ele fodeu essa vaca? M eu sangue ferveu e eu me levantei informando-o que ia ao toalete. Jay franziu o cenho com meu tom ríspido, mas apenas assentiu. — Ela é ridícula. Uma sonsa, sem graça. Ora, por favor, sei que ele gosta de uma submissa, mas ela quase desaparece perto dele. Além disso, Jay é um príncipe! — ouvi a voz feminina assim que entrei no reservado. Reconheci a voz. Era a vadia loira que esteve flertando com Jay na minha cara na última meia hora. — ela parece uma corsa assustada. Coitada! Ele merece algo melhor. — gargalhou sendo seguida por outras risadas tão desdenhosas quanto a sua. Quase gemi de desgosto. Não era preciso ser um gênio para saber de quem falavam. — se ela soubesse que ele já fodeu provavelmente todas as mulheres solteiras nesse baile.

— meu coração afundou com suas palavras venenosas. Elas riram mais, ouvi o barulho da torneira e depois silêncio. Fiquei lá, me escondendo, dividida entre voltar para a festa e correr para meu quarto. Lembrei-me dos conselhos de Júlia e Helena sobre como lidar com as vadias que cercam nossos homens. Saí e lavei minhas mãos. Reprimi as lágrimas que ameaçavam cair e retoquei a maquiagem. Saber que ele fodeu tudo à sua volta nesses dois anos era mesmo uma merda, mas estávamos nos entendendo agora e eu não deixaria essa puta me envenenar. Quando cheguei à mesa, Jay não estava. Franzi o cenho, pois todos, me olhavam. A orquestra havia parado de tocar. Sabe aquelas luzes de show de rock? Isso, essas mesmo. Vermelhas, azuis, amarelas. Uma explosão de cores enchia o palco. Puta merda! Eu ainda não conseguia fazer contato visual com Jay. Parecia ser uma surpresa de Leon para Júlia eu já ia me sentar quando meu nome foi chamado. A voz profunda, baixa, sexy fez meu coração dar uma guinada dentro do peito. Virei-me em câmera lenta para o palco e meus olhos pousaram nele. — Boa noite a todos. — ele tinha uma voz soberba, poderosa no microfone. — Obrigado Júlia por me permitir tomar alguns minutos nessa festa bonita que

seu marido preparou para você. — disse, mas seus olhos não se desviaram de mim. Fez uma pausa. — Há dois anos uma linda garota tocou uma música para mim. — deslizou os dedos suavemente pelas teclas do piano e um riso travesso brincou em sua boca linda. Ah! Deus! Ele ia tocar para mim? M inhas pernas ficaram bambas. — eu poderia tocar para ela hoje. M as aí, eu não teria o prazer de tê-la em meus braços. Amigos, olhem para ela. — ah! M erda! M eu rosto virou um tomate. Ele sorriu ridiculamente sexy de novo. — não podem me culpar por querer tê-la o tempo todo em meus braços. — um coro de risadas, expressões de surpresa e admiração encheu o salão. M eu coração batia enlouquecido contra as costelas e lágrimas começaram a se formar em meus olhos. — essa música marcou nosso começo, anjo. — seu tom suavizou, emocionado. — não consigo pensar em outra que simbolize tão bem nosso recomeço. — ele desceu os degraus do palco e veio devagar na minha direção. Sua postura um misto de elegância, insolência, displicência. Ah! Cristo! M eu príncipe fodão. Suspirei, extasiada com tanta beleza e imponência. Seu grande corpo parou a centímetros de mim. O silêncio era sepulcral agora. Nos olhamos embevecidos e ele caiu sobre o joelho direito. Puta que pariu! Ele ia pedir! — eu te amo, anjo. Prometo que darei o conto de fadas que

você merece. M as não posso passar nem mais uma noite sem chamá-la de minha. M inha mulher. Case comigo, anjo. Case-se comigo, agora. Já perdemos tempo demais. — novos sons de surpresa tomaram o ambiente. O que!? Então, as primeiras notas de November Rain soaram. Um sonoro oh! Ecoou de novo e desviei os olhos para o palco e o choque me tomou porque era Axl Rose tocando. Puta que pariu! Logo a guitarra o acompanhou e nova comoção no salão. Puta merda! Era Slash! Oh. M eu. Deus. M eu queixo caiu. Cristo! Ele fez tudo isso para mim. Puta que pariu! Ele era louco. As lágrimas banhavam minhas faces incessantemente nesse momento. M eus olhos o buscaram outra vez. Ele continuava lá, ajoelhado esperando minha resposta. — estou me dando a você, Cassie. Eu sou seu, amor. Pertenço a você. Pegue-me e eu prometo passar todos os dias da minha vida fazendo-a feliz. Serei apenas seu e de nossos filhos. — sua voz tremeu um pouco, os olhos escuros muito brilhantes. — case comigo, amor. — repetiu e eu apenas balancei a cabeça, incapaz de falar nesse momento. Deus! Ele era muito... M alditamente muito... Sorrio entre lágrimas. Tirou uma caixinha do bolso. Leon pegou o microfone de sua mão e no segundo seguinte ele deslizava um lindo anel com um diamante azul enorme no meu dedo. Aplausos encheram o salão.

Ele levantou e eu pulei em seu pescoço. Nossas bocas se encontraram num beijo desesperado, faminto que deve ter chocado a todos, pois novos Oh! E Ah! Foram ouvidos. M e levantou do chão, rodopiando comigo. Rimos como dois bobos, ainda nos beijando. Não sei o que ele faria depois, mas para mim isso aqui já era definitivamente meu conto de fadas. M e levantou nos braços e fizemos todo o caminho de volta ao palco. Havia uma mesa e um juiz de paz atrás dela. De onde ele saiu? Isso foi rápido. O resto da cerimônia passou como um borrão. As lágrimas simplesmente não queriam parar de descer. Patético? Não, eu acho que não. Afinal não é todo dia que o homem da sua vida se declara e a pede em casamento na frente de uma multidão. Trocamos as alianças, minhas mãos tremiam muito. Tio M ax entregou uma caixa retangular para Jay e engasguei quando vi seu conteúdo: uma tiara cravejada de brilhantes e diamantes azuis. Ele a pegou e sorriu-me. Arquejei, quando sua mão tocou minha face suavemente. — minha princesa. — sussurrou, emocionado. — deixe-me colocá-la, amor. Abaixei minha cabeça e Jay colocou-a com cuidado. O salão inteiro estava em silêncio. A música havia parado durante os votos. M eu coração estava enlouquecido no peito, meu corpo tremendo de emoção, amor e desejo por esse homem lindo e imponente. Um

príncipe. M eu príncipe fodão. Ele havia falado diante de quinhentas pessoas o quanto me ama e que é meu. Que pertence a mim. Quando levantei a cabeça e nossos olhares se encontraram, meus lábios se curvaram num sorriso trêmulo. M ais lágrimas derramando porque os olhos escuros me reverenciavam, muito brilhantes com lágrimas não derramadas. Seus braços vieram ao redor da minha cintura delicadamente e levei minhas mãos para suas faces morenas, soberbamente lindas. E as palavras deixaram meus lábios como se nunca tivesse parado de pronunciá-las, porque era o que sempre esteve guardado em meu coração: — Jay... M eu amor. — seus olhos alargaram um pouco, surpresos, depois a emoção foi tomando conta do seu rosto e sua boca desceu sobre a minha num beijo terno. Aplausos ecoaram de novo e continuamos nos beijando, nossas lágrimas descendo e se misturando. Esse beijo foi mais tranquilo. Lento, gostoso, apaixonado. — eu te amo. — sussurrei, rindo e chorando ao mesmo tempo em sua boca. Ele ficou uns segundos apenas me olhando como que tentando assimilar, então abriu um sorriso lindo. — E eu a você, anjo. Você é oficialmente minha mulher. Completamente minha, amor. — murmurou e voltou a tomar minha boca, dessa vez com fome, levou

uma mão para minha nuca e comeu minha boca sem a menor cerimônia. November Rain recomeçou. Gemeu quando separamos as bocas e me levou para o centro do salão. Eu ouvi vagamente mais palmas, porque meus olhos estavam nele e só nele. Flutuei em seus braços. Nossos olhares trancados, felizes, mas também cheio de saudade, desejo um tesão gigantesco que tomava conta de nós. — Procurem um quarto! — reconheci a voz provocadora de Dom. — Cale a maldita boca, seu idiota! — Jay rosnou, sorrindo. — mas eu acho que nossa presença na festa não é mais tão necessária, anjo. — mordeu meu queixo, os olhos escuros fazendo-me promessas sujas. — Axl, Slash. M inha garota adora vocês, parceiros. Obrigado pela força. — disse displicente como não se estivesse falando com dois deuses do rock. Eu corei e acenei timidamente. Os caras riram para mim. Puta merda! Eles riram para mim! — então, Sr.ª Di Castellani, acho que temos assuntos pendentes. — sussurrou, me levantando nos braços de novo. — vou finalmente foder você. — De acordo. — miei e atravessamos o salão. M eu olhar encontrou a puta loira. Ela estava atônita, sem graça. Dei-lhe um sorriso tipicamente feminino daqueles que dizem e daí se abriu as pernas para ele? Sou eu

quem está usando o anel, querida! M al entramos no quarto ele me prendeu contra porta. Sua boca tomando a minha, suas mãos impacientes me livrando do vestido. — Cristo! M eu pau vai explodir se não estiver dentro de você nos próximos segundos, anjo. — grunhiu. Suas mãos enchendo nos meus seios. O vestido caiu aos meus pés. Ele se afastou um pouco para me olhar e os olhos negros incendiaram quando pousaram na minha vagina nua. — Linda! Gostosa! Você é a porra de uma provocadora! Vou te comer a noite inteira. Vou meter em você tão duro, tão profundo... — rosnou e me puxou, suas mãos cavando em minha bunda. Pulei em seu quadril e rosnamos quando nossos sexos se chocaram. Nossas bocas se uniram famintas, lambendo, chupando, mordendo. Seus dedos massagearam meu ânus. Gemi. Sorriu perverso e me depositou devagar na cama. Tirou minhas sandálias devagar e sua boca quente e úmida beijou meu pé direito, enquanto deslizava a unha do polegar pela cavidade da planta. Um choque de excitação subiu pela perna indo se instalar na minha vagina. O som de sua risada baixa, devassa, me deixou num estado muito pior. Eu estava entrando em combustão, mas ele obviamente queria ir devagar, oh!

M erda! M uito devagar sua língua foi lambendo pela parte interna da minha perna, parando para chupar e morder. Quase pulei da cama quando abocanhou minha virilha. Nossos olhos travaram e minha vagina estava latejando. Eu podia sentir meus sucos escorrendo, implorando para ser tomada. Eu quero tudo. Eu preciso desesperadamente dele... — Ahhh! Jay... Amor... — meu corpo estremeceu, um arrepio delicioso se espalhando, quando arreganhou minhas pernas e depositou beijos molhados por toda a minha vagina. Então caiu de boca, lambendo, chupando meu clitóris duramente. Gritei quando meteu dois dedos em minha vulva. Comeu-me assim, rosnando como um animal. Estava quase gozando quando retirou os dedos. Sorriu sacana do meu lamento. Levou meus sucos para o ânus e meteu os dois dedos lá. Sua boca quente voltou a chupar duro em meu brotinho, enquanto violentava minha bunda, metendo fundo, girando, me alargando. M ordiscou meu clitóris e quebrei gritando, gozando enlouquecida, minhas unhas cravando nos lençóis macios. Sua língua me lambeu, bebendo-me, limpandome completamente. Fechei os olhos gemendo, ainda estremecendo quando o senti em cima de mim, sua pele quente e nua, tão gostosa. — uau! Isso foi rápido. — ronronei, quando sua boca tomou meio seio direito,

lambendo o mamilo lentamente, circulando a auréola. Fez o mesmo processo no outro seio. Ah! Deus! Como ele conseguia me excitar de novo segundos depois de ter gozado? M as fazia. M eu corpo era dele. Ele me dominava completamente. Seus lábios macios desceram lambendo, beijando, chupando, mordendo cada centímetro de mim como havia prometido. Eu estava arquejando, louca para tê-lo dentro de mim. — Jay... por favor, amor... — choraminguei quando sua língua lambeu meu clitóris de novo. Ele riu baixinho, devasso, perverso. — O que é, meu anjo? Hum? — meteu dois dedos na minha vulva bem fundo. — será que quer meu pau todo enterrado nessa bocetinha linda e ruiva? — me fodeu assim, os olhos escuros selvagens, dizendo o quanto estava se controlando para não pular em cima de mim. — quer que eu lambuze você todinha da minha porra? — riu mais perverso e meteu com mais força. Gritei. — vou gozar em cada buraquinho delicioso, alagar você com meu sêmen, marcá-la como minha. Quer isso? Hum? Responda, porra!

— Sim, eu quero, por favor... — gemi desesperada. — O quanto quer isso, anjo? Diga. — sua voz suavizou um pouco e ele retirou os dedos, posicionando-se entre minhas pernas. Arquejei quando o senti deslizando a cabeça robusta de seu pau entre meus lábios e clitóris. — diga que está desesperada para ter meu pau da mesma forma que estou louco para meter bem fundo e gostoso em você. Diga! — rosnou metendo devagar. — Ahhh! Deus! Sim, amor... — ronronei e ele veio. M eteu em mim numa estocada forte me rasgando até o fundo. Gritei ensandecida. Sorriu safado e debruçou sobre mim, suas mãos pegaram meu rosto e ficou me olhando, o rosto moreno, lindo a poucos centímetros do meu. M inha vagina latejando em volta do seu pau enorme. — Tão gostosa, amor. — tirou tudo e bateu de volta, me sacudindo toda. O abracei com as pernas e ele rosnou se alojando no meu útero. Gememos, nossas bocas ofegando uma na outra, nossos olhos trancados. — eu te amo tanto, anjo. — grunhiu metendo com força. Eu amo isso. Gemi sendo fodida sem dó. — amo essa bocetinha linda, deliciosa... Porra! — e tomou minha boca num beijo molhado, de olhos abertos. Bateu em mim, sem trégua, esticando-me brutalmente. Rosnamos,

nos chupando, mordendo, lambendo. — ahhh! Cassie... Não vou durar, amor... Vou gozar tão duro... Cristo! Bocetinha apertada do caralho! — puxou meus cabelos da nuca e me comeu como um animal enfurecido. É assim que ele gosta. É assim que gostamos. O encontrei a cada estocada. Nossas bocas nunca se deixaram, nossos corpos se fundindo num ritmo alucinante. — minha! Você é minha, porra! — rugiu, um som rouco, lindo, sexy. M eu corpo começou a estremecer, a sensação deliciosa se formando no meu ventre. Girou o quadril devagar e mordeu meus lábios. Voltou a meter fundo, muito fundo e o orgasmo me rasgou. Espasmos violentos tomando-me por inteiro. — Ahhhhhhhhhhhh! Jay... Oh! Deus... — o apertei em meu interior e ele rosnou. — Isso, amor! Goze bem gostoso, anjo! Toma meu pau até o cabo nessa boceta gostosa, porra! — elevou minha perna direita sobre seu ombro e me comeu assim, seu pau entrando muito fundo nessa posição, violentando minha vulva. O som das nossas pélvis se chocando brutalmente. Seus olhos selvagens presos nos meus. — ahhhhh! Cassie.... Amor... Eu vou gozar! — grunhiu e seu pau inchou me esticando mais. — ah! Porraaaa! Que

gostosa! M uito gostosa... Ohhhhhhhhhhh! — gritou e esporrou, alagando meu canal. Jatos fortes de sêmen derramando dentro de mim, prolongando meu orgasmo. Continuou me comendo furiosamente e deixou minha perna escorregar, se debruçando sobre o meu corpo de novo. Nossas bocas se encontraram, bebendo nossos gemidos. Seus movimentos foram perdendo a força. Sorriu ofegante na minha boca. Sorri também. — linda! M inha mulherzinha linda, deliciosa... — sussurrou, lambendo meus lábios. — M eu príncipe fodão... — murmurei, mordendo seu lábio inferior. Ele gargalhou. — Príncipe fodão, anjo? — os olhos escuros brilharam pecaminosos. — gostei disso, amor. Gostei muito disso. — e me beijou de novo, seu pau ainda duro dentro de mim. — preparada? — puxou forte meus cabelos e mordeu meu queixo. Gemi. Sua risada perversa soou bem no meu ouvido. Lambeu o lóbulo e mordeu forte. — porque agora eu preciso da minha escrava. — tirou tudo e bateu de volta com força. Choraminguei. — da minha putinha safada. Vou algemar, vendar, espancar sua bundinha linda e comer seu cuzinho gostoso bem duro. Vai chorar no meu pau, escrava.

Puta merda! CAPÍTULO DOZE Cassandra — M udei de ideia. Não vou vendá-la. Quero me veja te comer por todos os ângulos. Gostou disso, escrava? — sussurrou no meu ouvido, seu tom duro, devasso, malvado me fez gemer. Sorriu baixinho, nossos olhares travados no espelho do closet do seu quarto. Ele havia prendido meus pulsos numa haste de aço parafusada na parte superior da porta do armário. Havia uma corrente com uma argola que permitia que me girasse da forma que quisesse. Parece que teve um tempo organizando tudo. Como se lesse meus pensamentos, sussurrou de novo: — sim, eu tive um bom tempo preparando tudo para você. — sua mão puxou meus cabelos da nuca e lambeu meu pescoço lentamente do jeito que me enlouquece. Os olhos escuros me diziam que não teria piedade. Seu pau cutucava minha bunda, deslizando entre as bochechas. Gemi de novo. — passei o dia ansiando fazer amor com minha linda mulher. M as meu pau também babava para comer minha escrava. Foder bem duro do jeito que preciso. — rosnou e seus dentes brancos afundaram no ponto entre o ombro e pescoço. Gritei, convulsionando, minha excitação escorria entre as coxas. Sorriu

perversamente e sua outra mão foi para minha vagina. M assageou lentamente. Nossos olhares nunca se deixando. M eteu dois dedos e girou devagar. Grunhiu e os tirou. Levou-os à boca, chupando lascivamente. — deliciosa... — murmurou antes de puxar minha boca para a sua num beijo rude, urgente. Rosnou quando nossas línguas se entrelaçaram, dançando juntas se lambendo. Chupei sua língua sentindo meu gosto nela. Deu-me um tapa forte na nádega direita e quebrou o beijo se afastando. Olhei em volta. Onde ele foi? O closet era todo espelhado. Quando entrou no meu campo de visão meus olhos arregalaram ao ver o que trazia na mão. Seus olhos acenderam e um brilho diabólico surgiu na íris escura. — parece familiar, escrava? — murmurou e estalou o chicote de couro marrom trançado. Puta que pariu! Ele trouxe um chicote! — vire-se para mim e responda, porra! — S-sim. — gaguejei, girando, ficando de frente para ele. Seu riso malvado ampliou. Parecia um anjo vingador. O corpo grande soberbamente esculpido. As tatuagens que o faziam parecer um bad boy. Os ombros largos, os braços musculosos, o peitoral e a barriga tanquinho. M inha boca salivou para correr a língua por cada gominho. M eus olhos foram descendo para seu pau enorme e duro. As veias e nervos salientes. Lambi os

lábios. Ouvi sua injeção de ar aguda. — Sim o que, escrava? — seu tom foi enganosamente suave. M eus olhos voltaram imediatamente para seu rosto moreno. — Sim, senhor. — miei, minha respiração se alterando à medida que avançava lentamente para mim. Parou bem perto, sua boca linda se curvando em apreciação à minha resposta. — O que você é para mim agora? — estalou o chicote de novo e o som viajou por todo o meu corpo arrepiando minha pele. Seus olhos incendiaram ao ver minha excitação. Deus! Isso era muito louco, insano, excitante. — responda-me! — rosnou e quase saltei quando minha bunda foi lambida pela primeira chicotada. Ardeu, mas não muito. — Oh! Deus! Sua escrava... Sou sua escrava, senhor. — choraminguei. Ele afastou-se um pouco e antes que pudesse me recuperar da primeira, meus seios foram açoitados. Foi uma mais branda dessa vez. M eus mamilos eriçaram e eu gemi, juntando as pernas. Uma sobrancelha subiu e um riso perverso brincava em sua

boca de novo. — Abra as pernas! — ordenou e as abri. — mais largas! — tornou e fiz o que disse. — E o que mais, escrava? O que mais é para mim? — ele murmurou e mirou meu clitóris. Gritei insana quando o couro o lambeu. Uma dor fugaz me fazendo quase gozar. Era essa a razão do riso quando me viu juntar as pernas. Ele sabia que já estava quase lá. — Sou sua puta, senhor. — balbuciei e uma, duas, três chicotadas me açoitaram na bunda, barriga e seios de novo. — ahhhh! Jay... Amor... Por favor... — implorei meu corpo se contorcendo. Eu estava pendurada na borda. Sua mão veio acariciando meu seio direito. O toque tão leve como uma pluma. Seus olhos se mantiveram em meu rosto quando abaixou os lábios quentes e chupou o mamilo gentilmente. Ele sabia a medida certa entre dor e prazer. Lambeu todo o meio seio, sua língua deslizou mais abaixo na base. Eu amo isso. — Jay... Amor... — lamentei quando sua boca fez a mesma coisa no outro seio. — O que pensa que vai conseguir me chamando assim, putinha? Hum? Um pouco de clemência, talvez? — seu tom era provocador, sacana, mas bem mais suave agora. Sua boca desceu pela minha barriga, lambendo, chupando. M ordeu-me na curva da cintura e estremeci.

M eu gozo quase veio. Eu amo seus dentes em mim. — não vou ter dó de você. Vou te foder tão forte, tão duro... — sussurrou, seu hálito bem no meu clitóris. Gemi vergonhosamente, me contorcendo. Seus olhos devassos buscaram os meus outra vez e uma palmada dura desceu na minha vagina. Foi demais e eu quebrei gozando. Gritei enlouquecida, puxando as algemas de camurça que continham meus pulsos. Suas mãos subiam e desciam pelas minhas coxas, deslizando as unhas com mais pressão, mas não machucando. Sorriu e então sua boca estava em minha vagina me comendo avidamente. Seus braços levantaram minhas pernas para seus ombros e eu fiquei suspensa, gemendo no fim do meu clímax, mas ele não me deu trégua. Bebeu todo o meu gozo, rosnando, grunhindo. Não demorou muito estava novamente sobre a borda. Só então me desceu, firmando minhas pernas no chão. Ficou de pé, seu corpo grande esmagando o meu contra a porta de vidro. Suas mãos puxaram minha cintura e gemeu, moendo seu pau entre minhas coxas. — gostosa pra caralho! Eu poderia passar horas chupando essa boceta linda. — rosnou e me beijou. M eu gosto pungente em sua boca. Sons de lamento e necessidade saindo do fundo da sua garganta. M eu tesão foi a níveis estratosféricos sabendo que me deseja tão desesperadamente como eu à ele.

— Eu quero... Por favor, me deixe... Você sabe... — implorei em sua boca. Sua risada safada soou antes de puxar meu lábio superior entre os dentes. Os olhos maliciosos, rindo do meu desconforto. Puxou meus cabelos da nuca com força. — Não, eu não sei, escrava. — moeu mais, direto em meu clitóris. — você quer meu pau em sua bocetinha apertada? É isso? — Eu... Hum... Quero tomá-lo... Na boca. — balbuciei. Ele riu mais amplo. Lindo, sexy, malvado, muito malvado. A íris escura incendiou. — Quer me chupar? — assenti, ansiosamente. — me peça, minha putinha. — nossas bocas ofegavam uma na outra. Puxou mais meus cabelos. Gemi. — peça-me! — Senhor, deixe-me chupá-lo. — pedi. Suas narinas dilataram e ele resfolegou. Seu pau duro como pedra, latejando entre nós. — eu preciso, por favor. — seus olhos amoleceram um pouco e ele me beijou duro. Suas mãos desceram para minha bunda, amassando, cavando. Depois subiram pelas laterais do meu corpo até alcançar a corrente e sem separar nossas bocas ele a regulou. M eus braços foram descendo, descendo até estar numa altura em que poderia me abaixar. — M eu pau é todo seu, escrava. — sussurrou e minha boca desceu ávida pelo maxilar poderoso,

insolente. Esfreguei meu nariz em seu pescoço. Ele grunhiu. Lambi do jeito que faz comigo. Ouvi seu riso quase divertido. Fui descendo. Beijei e lambi as tatuagens de seu peito. Chupei seus mamilos. Rosnou e enfiou as duas mãos em meus cabelos. Não consegui conter um gemido necessitado quando cheguei ao abdome rijo. Deslizei a língua bem devagar por cada gominho duro. Amo fazer isso. — Ahh! Porra! — rugiu, seu corpo todo estremecendo. — Cassie... Amo sua boca em mim, minha putinha gostosa. — lambi e lambi esfomeada. Corri os dentes pelas cavidades que descem em forma de v até seu pau longo e grosso. M eus olhos o procuraram e caí de joelhos. Os olhos escuros incendiaram me vendo na posição submissa. Levei as mãos algemadas e segurei seu comprimento com as duas mãos. Ele ingeriu o ar agudamente. Suas mãos forçaram minha cabeça para baixo. — chupe logo, porra! — abri um riso travesso antes de beijar a glande. Soltou um monte de palavrões quando deslizei a língua lentamente pela cabeça gorda. Pré-sêmen babava do pequeno orifício. O lambi avidamente. Ele rosnou e perdeu a paciência. Suas mãos puxaram meus cabelos ao mesmo tempo em que me forçou a abrir os lábios, metendo numa estocada forte. Relaxei a garganta para recebê-lo. Uivou, seu corpo

grande sofrendo espasmos. — Ah! Cristo! Isso... M e chupa bem gostoso, putinha linda... M ama bem gostoso no seu dono... Foda! — gemi e passei a chupá-lo com vontade. Os sons da sucção enchendo o ambiente. Nossos olhos continuaram trancados. Gemidos sexys deixando seus lábios, o rosto moreno sendo transformado pelo prazer. Tirei minha boca quase toda. Deliciei-me lambendo, rodando a língua, chupando só a ponta e sem aviso estiquei meus lábios descendo bruscamente. M eus dentes um pouco para fora como ele gosta. — Oh! M erda! Cassie... Amor... Eu vou gozar! — grunhiu e os primeiros jatos de sêmen jorraram na minha garganta. Quase engasguei. Ele puxou para fora e segurou seu pau pela base se masturbando freneticamente. — ponha a língua para fora, anjo. — fiz o que disse e continuou esporrando em minha boca, esfregando a cabeça em minha língua. Seu esperma escorreu pelos cantos dos meus lábios. Lambi tudo e abocanhei-o de novo. Jogou a cabeça para trás e uivou.

Seu corpo todo ainda estremecendo do orgasmo. Regozijei-me por fazer a mesma coisa que fez comigo. Continuei chupando-o, agora mais lento. M eu maxilar doía, lágrimas desciam pelas minhas faces, porque ele era muito grande, mas não liguei para isso. Só dar prazer a ele me importava nesse momento. Suas mãos suavizaram em meus cabelos e ele saiu de mim devagar. M e puxou para cima. Suas mãos descendo para minha cintura, me segurando tão suavemente. Nossos olhares se encontraram. Passei os braços por cima da sua cabeça. — Eu te amo. — sussurrei e seus olhos suavizaram. Sua boca se curvou num riso maravilhoso, luminoso. — Eu também te amo. — murmurou e me beijou lento, gostoso, suas mãos passeando pelas minhas costas, descendo pela bunda. Gemi. Amo suas mãos em mim. Voltou a sorrir, mas dessa vez o tom pecaminoso havia voltado. — vire-se para a porta. M esmo te amando, ainda vou foder bem duro esse rabo apertado que você tem, escrava. — miei e me virei obediente. Deixou a corrente frouxa do jeito que estava. Era melhor para me apoiar. Seu corpo me prensou, meu rosto ficou colado no espelho. Acariciou minha bunda abrindo as bochechas. M inha respiração ficou em suspenso. Riu bem no meu ouvido. — mas vou comer sua bocetinha

mais um pouco, antes disso. — e antes que pudesse me preparar, seu pau estava afundando em minha vulva. Suas bolas bateram em meu clitóris. Choraminguei completamente preenchida, sentindo-o pulsar dentro de mim. Encheu as mãos em meus seios e rolou os mamilos entre os dedos. Gemi, rebolando devagar. — isso... Vem rebola essa boceta deliciosa no meu pau, minha putinha! — rugiu, metendo fundo, passando a bater incansavelmente em mim. M e comeu esfomeado. Nossos corpos suados. M inha vulva já dolorida. Ele gemeu e puxou para fora devagar. Lamentei. Seus lábios beijaram meus ombros e costas. Lambeu toda a minha coluna. Abriu minhas bochechas outra vez e grunhi quando sua língua rodeou meu ânus. Enfiou dois dedos em minha vulva, reunindo os sucos e os levou para meu orifício. — empurre de volta, Cassie. Isso... Boa menina... — sussurrou, sua voz apertada, grossa. Ele tinha muito tesão na minha bunda. Seus dedos entraram rasgando até o fundo. Relaxei o máximo e o deixei me

foder assim. M ordeu minhas nádegas e lambeu depois, acalmando. Então, puxou os dedos e eu senti a cabeça avantajada forçando passagem. Segurou meu quadril com a mão direita e levou a outra para meu clitóris, manipulando-o gentilmente. Ronronei à medida que ia se afundando em mim. — relaxe, minha putinha linda... Isso... M e deixe entrar nesse rabinho gostoso... — rosnou e meteu com tudo. — Ahhhh! Deus! Jay... Puta que pariu! — assobiei, meu ânus ardendo, todo esticado em volta do seu pau. Ele sorriu bem no meu ouvido e seus dentes puxaram o lóbulo. Sua boca desceu pelo meu pescoço. Gemi insana. Ele me atacava de todos os lados. Lambidas e chupadas no pescoço, massagem no clitóris e seu pau enterrado em mim. — Aguente firme aí, escrava. Não vou ser gentil. Estou faminto por esse cu gostoso e apertado. — rugiu e tirou tudo, deixando só a ponta. — olhe para nós, Cassie. — meu rosto virou para o lado. A imagem era eroticamente decadente. Seu corpo moreno, grande poderoso sobre o meu branco, delicado. Deu para ver seu pau todo lubrificado antes dele bater dentro de mim de novo numa estocada brutal que me fez gritar. Seu riso ampliou e passou a me foder duramente. Puxou meus cabelos e manteve uma mão no meu quadril enquanto

metia em mim sem trégua, rosnando, grunhindo como um animal selvagem. Passei a rebolar, ensandecida, tão louca por isso quanto ele. — isso... Gostosa! Rebola esse cuzinho delicioso no meu pau, porra! — nossos olhares continuaram na nossa imagem no espelho. — você ama me dar esse rabo, não é? — meteu fundo, muito fundo. Gritei descontrolada, deixando-o me rasgar do seu jeito bruto. — ama meu pau todo enterrado em você, não é, escrava safada? Ama ser usada, comida, fodida pelo seu dono desse jeito bruto, não é? — girou o quadril devagar. Choraminguei. — então, toma tudo, minha putinha linda, deliciosa! Toma meu pau até o talo nesse cu gostoso do caralho! — seu agarre no meu quadril e nos cabelos se intensificou ao ponto da dor e continuou me comendo sem dó. Cada polegada dele entrando em meu ânus bruscamente. O som da sua pélvis se chocando contra minha bunda era enlouquecedor. Seu suor pingava em mim. M eus olhos não saíam dele. Suas pernas musculosas meio afastadas,

tensionadas, enquanto metia em mim num ritmo cada vez mais frenético. Seus olhos baixaram para o ponto onde nossos sexos se uniam e grunhiu de satisfação. — linda! Porra de bunda linda do caralho! Amo ver meu pau rasgando esse buraquinho pequeno... Que gostosa! M uito gostosa... — rosnou e seus olhos voltaram para o espelho. Sua expressão linda, sexy, cheia de tesão. Isso me enviou sobre a borda. Ele percebeu a mudança no meu corpo e levou a mão do quadril para o clitóris. M assageou-o devagar, contrastando com suas estocadas rudes e fundas. Soltei um gemido de lamento, meu corpo entrando na ebulição do pré-orgasmo. Ah! Deus! Eu amo esse homem. Amo isso. Amo a forma como toma meu corpo. Eu sou dele. Completamente dele. — Ahhhh! Jay... Amor... Eu vou... Oh! Deus! Ohhhhhhhhhhh! — o orgasmo me rasgou tão intensamente que minhas pernas cederam. Suas mãos vieram em torno da minha cintura, me firmando. Entrei em colapso. Lágrimas saltaram dos meus olhos e soluços tomaram meu corpo junto com a sensação deliciosa de completude que só ele me proporciona. Na maioria das vezes não consigo me controlar. É intenso demais o que me faz sentir. M as dessa vez chorei porque éramos um do outro de novo. Ele se deu para mim. Isso foi demais. — Isso, goze bem gostoso, amor! Goze, meu anjo!

Chore no meu pau, porra! — grunhiu, seu tom grosso, apertado. Passou a meter muito mais fundo. Eu gemia, enquanto seu pau me esticava quase ao ponto da dor. Tão gostoso. O senti inchar dentro de mim. — ohhh! Cassie... Amor... Vou gozar... Cristo! Tão gostosa, anjo... Porra de rabo mais gostoso! Ahhhhhhhhhhhh! — um gemido gutural saiu da sua garganta ao mesmo tempo que esporrou em meu ânus ardente. Seus dentes cravaram em meu ombro e ele continuou me comendo furiosamente, alagando-me com seu sêmen. Eu estava completamente empalada. M eu corpo amolecendo nos últimos espasmos. Sua respiração ofegante no meu ouvido, seus gemidos roucos e sexys me faziam sentirme a mulher mais linda e desejada do mundo. — eu te amo tanto, anjo. — sussurrou ainda ofegante e espalhou beijos suaves pelo meu pescoço e ombros. — Eu também te amo, amor. — murmurei quase sem voz. Ele sorriu baixinho e girou o quadril nos fazendo gemer, deu uma última estocada forte. Apenas abri a boca. Eu estava esgotada. Não saía mais nenhum som. Saiu de mim, me firmando no chão devagar. Libertou-me das algemas, massageou meus pulsos com firmeza para o sangue voltar a circular e me pegou nos braços. Agradeci por isso. Ronronei enlaçando-o pelo pescoço, apoiando a cabeça no peito largo.

— Peguei muito pesado com você, Sr.ª Di Castellani? — seu tom foi provocador, mas estava me bajulando também. Bufei. — Você acabou comigo, Sr. Di Castellani. — miei em seu peito. Ele riu mais. Cretino. Acabei rindo também. Depositou-me sobre a cama com cuidado e subiu também, debruçando-se sobre mim. Os olhos escuros deslizaram por todo o meu rosto. Seus dedos acariciaram minha face suavemente. Fechei os olhos, bocejando. Sorrimos de novo. — Boa noite, meu anjo. — sussurrou e seus lábios desceram nos meus num beijo terno, delicioso. M eus olhos pesaram. — Boa noite, amor. — balbuciei de volta. Puxou o lençol sobre nós. A última coisa que senti foi seu braço vindo em torno da minha cintura e seu nariz na minha nuca inalando-me profundamente. Gemi me aconchegando mais à ele. Beijou meu ombro e depois disso apaguei, um sorriso brincando nos meus lábios. Nunca fui tão feliz. Jayden

— Acorde, preguiçosa. — meu tom foi suave e bajulador. Ela gemeu quando sentiu meus lábios espalhando beijos em suas costas. Fui descendo o lençol expondo sua pele branca, imaculada. Remexeu-se, virando de costas na cama. Os olhos azuis se abriram e perdi o fôlego quando se focaram em mim. Isso sempre acontecia. Ela tem a porra dos olhos mais incríveis que já vi. Abriu um riso tímido e ronronou: — Jay... Amor, não foi um sonho? — gemeu quando puxei o lençol expondo seu corpo delicioso para mim. — você é meu marido! Oh! Puta merda! — um sorriso travesso tomou sua boquinha linda. — nunca vi nada mais lindo na minha vida, amor. — sua voz embargou um pouco e seus olhos brilharam muito. Avancei, debruçando-me sobre ela. M inhas mãos seguraram seu rosto em cada lado. — Eu também não, anjo. — sussurrei e tomei sua boca num beijo lento, apaixonado. — bom dia, minha mulherzinha linda, gostosa... — disse contra seus lábios. Gemeu, suas mãos subindo pelas minhas costas devagar. — Bom dia, meu marido lindo, dominador, delicioso... — ronronou, os olhos azuis brilhando lindamente. Abri um riso sacana e fui descendo a boca pelo queixo e pescoço. Quando abocanhei um seio ouvi batidas na porta. M erda! Esqueci que havia pedido o

café. — É o nosso café da manhã, anjo. — suspirei resignado e dei mais um beijo suave em seus lábios antes de levantar e ir até a porta. — Onde estão os meninos? — já havia levantado quando retornei com o carrinho. Seus olhos pousaram no buquê de rosas vermelhas que trazia na mão e amoleceram. — Estão brincando com Damien e Antonella no jardim. — informei e fui até ela. — são para você, amor. — sussurrei. Ela pegou as rosas e as levou ao nariz imediatamente. — Júlia tinha razão. — disse, um riso lindo brincando em sua boca. Franzi o cenho. — No que Júlia tem razão, anjo? — inquiri enlaçando sua cintura. Ela levantou o braço livre para meu peito e o lençol caiu. — Hum... Ela disse que os príncipes Di Castellani são ogros em alguns momentos, mas quando se apaixonam se transformam em verdadeiros príncipes encantados. — sussurrou. M inha mão desceu para sua bunda e deslizei os dedos pela racha. Grunhiu. Sorrio perversamente e puxei seus cabelos da nuca, trazendo sua boca para a minha. — Prefiro ser seu príncipe fodão. — puxei seu lábio

inferior entre os dentes. — combina mais comigo. — gemeu e sorriu travessa. — Eu também prefiro meu príncipe fodão. — miou se esfregando em mim. — mas elas são tão lindas, amor. Obrigada. — porra! Eu amo essa mistura sexy e tímida. Essa coisa de anjo e pecado que ela tem. — Você está muito dolorida? — sussurrei, mordiscando seu queixo. M erda! É claro q está. Eu a fodi a noite quase toda. — Hum... Um pouquinho. — admitiu, seu rosto corando, mas os olhos já estavam dilatados, excitados. Grunhi e dei um tapa leve em sua bunda. — Vá vestir uma roupa, anjo. Deixe-me alimentá-la antes de pular em você de novo. — Gemeu desapontada. Sorrio amplamente. — não me olhe assim, amor. Eu não dei trégua a você ontem. Tenho algo programado para hoje. Vá. Estou tentando ser a porra do príncipe encantado nesse momento. — ela sorriu e inalou as rosas de novo. — Já volto. — murmurou, me beijando suavemente antes de se afastar. M e deliciei com a visão de seu traseiro redondo e firme. M e olhou por cima do ombro e deu um risinho travesso quando me flagrou de olho na sua bunda. — Provocadora! Vá logo! — rosnei. Ela deu uma

corridinha e sumiu no closet. M eu celular tocou. Saqueio do bolso. Era Carl. — Jay, diga-me que a notícia que estou lendo agora não é verdade. — sua voz saiu esganiçada. — você se casou ontem? Que merda é essa? — Sim, é verdade. Soltei uma nota para a imprensa britânica hoje. — seu tom me irritou. O que ele tem a ver com isso? — Cassie é minha mulher. Isso já teria acontecido se não tivéssemos sido separados por uma maldita armação do Springs. — completei, seco. — Você percebe que pode estar caindo em outra armadilha? Ela é irmã dele, Jay. Já parou para pensar que o ajudou o tempo todo? Pode parar de pensar com seu pau por um instante? — rosnei. — Que porra é essa, Carl? Ele a odeia. — meu tom subiu e olhei para o closet. Suspirei e abaixei minha voz. — Armou tudo para nos separar. — Essa garota sempre teve poder sobre você. Não percebe que... — Essa garota é a minha mulher, mãe dos meus filhos, porra! — rosnei, muito puto agora. — eu a amo. Não ouse nunca mais tentar me colocar contra ela porque teremos um problema, parceiro. — silêncio do outro lado. — qual é sua, Carl? Por que essa má vontade toda com a Cassie? Não acredito que ainda tem uma

birra porque não a compartilhei com você. Ela é diferente para mim. Sempre foi. Não era uma vadia como as outras. Eu nunca poderia compartilhá-la. Disse isso a você há dois anos. — Claro que não é isso! — negou veementemente. — Nunca entendi esse fascínio todo que tem por ela, mas isso não é da minha conta. — Está malditamente certo. Isso não é da sua conta. — afirmei secamente. Novo silêncio. — Você tem certeza que ela não está envolvida nas armações do Springs? Só estou preocupado com você, irmão. — seu tom foi mais ameno e ele usou a palavra irmão. Ele raramente a usava. M as éramos meio isso. Seu pai foi meu salvador e eu o amei e idolatrei como um verdadeiro pai também. — Ouça, eu a amo. A tratei feito lixo uma vez. A mandei embora grávida, Carl. Consegue imaginar o que é uma coisa dessas para uma garota de apenas vinte e um anos? — tomei uma respiração profunda. — nada nem ninguém vai me fazer duvidar dela de novo. Nunca. Por algum milagre ela me ama. Ainda me ama apesar de todas as merdas que fiz para ela. — Hum... Certo, Jay. M as é que quando falou dos planos de casamento, imaginei que não seria imediatamente. — ainda havia algo em seu tom que não

consegui identificar. — você foi bem rápido. Isso me surpreendeu. Ah! M erda! Eu nem dei os parabéns. — pausou um pouco. — parabéns, irmão. — Suspirei deixando a irritação sair aos poucos. — Obrigado, Carl. — tentei soar natural. — e não tente vir com essas merdas para mim de novo. Ela é minha mulher agora. Trate-a com o respeito que merece. — Certo. Eu só estava preocupado. — nova pausa. — prometo que vou deixar as paranoias de lado. Vou tratá-la como uma irmã se isso o tranquiliza. — Sim, isso seria bom. — assenti. — Assim que voltarem podemos marcar algo. Quero conhecer os meninos. — disse mais ameno e só agora me toquei que ele não tinha visto meus filhos ainda. Carl era malditamente reservado. — Sim, claro. Vamos marcar algo. — aquiesci e desliguei após um breve até logo. M e virei e Cassie estava lá parada na porta do closet. Sua expressão preocupada. Usava uma de minhas camisetas que caía até o meio das coxas. — era Carl. — informei. Seu rosto se fechou um pouco. Andei até ela, envolvendo-a pela cintura. — os jornais estão noticiando nosso casamento. — Ele não vai muito com a minha cara, não é? — murmurou levando os braços para meu pescoço. — Problema dele, porque eu amo esse rostinho

lindo. — sussurrei. Seu semblante desanuviou um pouco. — e sou louco, completamente louco pelo resto também. — completei com um riso sacana. Um sorriso brincou em sua boca carnuda. — Acho bom mesmo, grandão. — ronronou. M inhas mãos cavaram sua bunda levantando-a. Suas pernas vieram rápido ao meu redor. Cravou as duas piscinas azuis em mim, hipnotizando-me. — eu te amo. — sussurrou próximo da minha boca. — E eu a você, meu anjo. — murmurei de volta. Ficamos nos olhando até nossas bocas se tocarem num beijo cálido. Esfregou sua boceta nua no meu pau sob a bermuda e rosnei. — você está dolorida, porra! Comporte-se. — sorriu na minha boca. Sorrio também e voltamos a nos devorar. — sou tão louco por você, amor. Você é muito gostosa, caralho! — gargalhou dessa vez. Dei um tapa em sua bunda e a coloquei no chão. — vamos tomar nosso café, sua pequena provocadora. Pouco depois encontramos Lucas e Samuel no jardim. Eles se desmancharam quando nos viram, especialmente a mãe. Lucas fez birra para que ela o pegasse primeiro. M arrento, possessivo, ciumento como o pai. Cassie os pegou no colo e os beijou como se estivesse ficado longe por muito tempo. Era tão amorosa, o meu anjo. Samuel era sempre mais tranquilo,

mas acabou entrando na onda de birra do irmão e fez beicinho quando os deixamos. Senti-me culpado por estar roubando sua mãe só para mim, mesmo que por algumas horas. Dirigi o Range Rover de Leon e a levei até o próximo vilarejo. Ardócia era uma ilha extensa e paradisíaca. Possuía muitos vilarejos que ainda conservavam a arquitetura romana. Quando estive aqui pela primeira vez há mais de um ano, mesmo odiandome por isso, foi inevitável lembrar-me de Cassie. Ela sempre esteve dentro de mim. Apesar de ter lutado de todas as formas para exorcizá-la, ainda continuou lá. M eu anjo. M eu lindo anjo. Ela amou a fachada das casas e a dinâmica das ruelas. Era apaixonada por fachadas. Sempre dizia que elas falam muitas coisas sobre seus donos. Cada vez que a olhava e via os incríveis olhos azuis brilhando, parecendo uma criança na Disney, meu peito transbordava de amor por ela. Quero fazer tudo para ela. Levá-la aos melhores lugares. Dançar ao luar, caminhar ao pôr do sol. Ah! Porra! Nunca pensei nessas merdas românticas antes dela. M as com ela, para ela, tudo parece certo. Não me sinto ridículo por pensar assim, pelo contrário, me sinto abençoado por ainda ter seu amor depois da forma como a tratei. Eu vou cuidar dela de agora em diante. Cuidar dela e de nossos filhos é

o novo sentido da minha vida. Almoçamos numa charmosa pousada. Estava torcendo para ninguém vir me chamar de alteza e fazer inúmeras reverências. Não tive tanta sorte. O dono da pousada e sua simpática esposa só faltaram beijar nossos pés nos felicitando pelo casamento. Parece que toda a ilha já sabia. Ah! A internet! O que faríamos sem ela? Cassie havia ficado sem jeito quando lhe deram o mesmo tratamento. Eu ainda não havia me acostumado a ter tratamento especial, mas tio M ax e Leon faziam questão do protocolo comigo e Dom. Passamos a tarde explorando os arredores. Os proprietários nos indicaram uma trilha que dava numa cachoeira. O homem deu-me uma piscada cúmplice quando disse que a área era privada. Aventuramo-nos no caminho rochoso bastante acidentado. Ela já cansada. Sorrio do seu esforço em me acompanhar e a carrego nas costas. Cerca de vinte minutos depois estávamos diante de um cenário soberbo. A vegetação rasteira parava numa pequena extensão de areia branquinha e mais à frente a água cristalina formava uma piscina não muito profunda. M eus olhos subiram para

a cachoeira de aproximadamente vinte metros. A água descia constante como um véu. O barulho alto, mas ao mesmo tempo calmante, relaxante. Inspirei o ar puro e soltei devagar. Cassie soltou um puta merda bem no meu ouvido. A coloquei com cuidado no chão. Os olhos tinham um brilho hipnótico quando me fitaram. O lindo rosto corado, sem maquiagem alguma. As pequenas sardas do nariz bem visíveis. A porra da coisa mais linda que já vi na minha vida! Sem dizer uma palavra arranquei minha camiseta, e a joguei na areia. Logo a bermuda jeans e a cueca boxer teve o mesmo destino. Sua boca fez um lindo “O” e correu os olhos pelos arredores. Dei-lhe um sorriso arrogante, lascivo e a livrei da camiseta também. Deu um gritinho tímido, mas excitado quando puxei seu short com calcinha e tudo para baixo, mas acabou rindo e nos livramos rapidamente dos tênis. Levantei-a e joguei por cima do ombro. Gargalhou lindamente. Avancei pela areia, a água fria me saudou. A deixei escorregar pelo meu corpo quando cheguei ao meio. Seus braços e pernas vieram ao meu redor. M ergulhei-nos por alguns segundos. Quando retornamos à superfície ela estava buscando ar. Sorrio. Seus punhos me bateram

levemente nos ombros. Levei uma mão para seus cabelos da nuca e trouxe sua boca para a minha. Gememos quando nossas línguas se encontraram. Nos devoramos com fome como se não tivéssemos fodido a noite toda. Ela passou a dançar no meu pau já bem desperto. M inha boca desceu pelo seu queixo. Lambi seu pescoço lentamente. Gemeu, seu corpo estremecendo. Ela ama quando faço isso. É o seu ponto fraco. Sorrio baixinho e fiz de novo. Desci mais abocanhando os peitos cheios, deliciosos. M e banqueteei neles até estarmos rosnando como animais no cio. Não demorou muito e estava todo enterrado em sua bocetinha gostosa. Puxei sua boca para a minha, mas não a beijei, ficamos apenas assim, ofegando, nossas respirações se misturando, nossos olhares travados, nossos semblantes transformados pelo tesão gigantesco que sentimos um pelo outro, enquanto ela cavalgava no meu pau. Gozamos juntos, sussurrando eu te amo ao mesmo tempo. Nos beijamos depois, lento, gostoso. Nunca fui tão feliz. Éramos um do outro de novo como

sempre devia ter sido. Era como se todo o tempo que estivemos separados não existisse. Eu entendi por que. Eu não vivi no período que estive sem ela. Havia um buraco, uma lacuna que só ela consegue preencher. É ela, apenas ela. — Eu amei, amor. — disse-me quando a ajudei acomodar-se no banco do passageiro. — não sabia que Ardócia tinha influência romana em sua arquitetura. — Eu sabia que iria gostar, anjo. — sussurrei, dando um beijo nas sardas de seu nariz. Ela deu um risinho travesso. Adora quando faço isso também. — Ardócia é linda. Sua história remonta ao século XI. Há muito mais. Vou mostrar tudo a você, amor. — ela beijou-me nos lábios suavemente. — Você se sente em casa aqui, não é? — ela tem uma sensibilidade muito grande. — Sim, anjo. Sinto-me em casa aqui. — assenti e acariciei seu rosto, prendendo seu olhar. — mas a minha felicidade hoje não tem nada a ver com o lugar. — beijei seus lábios, reverente. — é você, amor. Você me deixa assim. — murmurei e tomei sua boca de novo. Gemi querendo aprofundar, mas o simpático casal estava ainda nos observando da varanda. Obriguei-me a me afastar e ir para o meu lugar. Acenei mais uma vez antes de entrar e dar partida no carro. Ela sintonizou uma estação de

rádio e parou numa música animada de One Republic, Counting Stars. — Adoro essa música! — sorriu-me e seus olhos dançaram me procurando assim que recostou em seu banco. — vamos, amor! Cante comigo. — gargalhei. Nem fodendo! Eu canto muito mal. Não me arrisco nem no chuveiro. — vai, amor, por favor... — os olhos azuis fizeram todo o serviço por ela, porque porra! Eu amo esses olhos! E foi assim que me vi abrindo a boca e cantando junto com ela. Lately, I’ve been, I’ve been losing sleep Ultimamente, eu tenho, eu tenho perdido o sono Dreaming about that things we could be Sonhando com as coisas que poderíamos ser But, baby, I’ve been, I’ve been praying hard M as, querida, eu tenho, eu tenho rezado muito Said, no more counting dollars Eu disse, chega de contar dólares We’ll be counting stars, yeah, we’ll be counting stars Contaremos estrelas, sim, contaremos estrelas Alguns instantes depois, já me sentia menos ridículo. Seu sorriso contagiante, seus olhos lindos do caralho me fizeram emendar uma música na outra. Cristo! Nunca me senti tão ridiculamente feliz. Eu amo

essa mulher, porra! Amo essa mulher com tudo que tenho. CAPÍTULO TREZE Jayden Parei na porta do closet e fiquei lá extasiado, observando-a. Estava linda num longo azul turquesa. Os cachos ruivos presos numa trança lateral, caindo sobre o ombro direito. Uma franja desfiada a deixava com aparência de adolescente. Linda demais. Seus olhos levantaram e cruzaram com os meus através do espelho. Um sorriso lindo se abriu nos lábios cheios e meu coração disparou, louco de amor por ela. Sorrio de volta e vou devagar em sua direção. — Oi. — sussurrei, enlaçando-a por trás. — tão linda, meu anjo. — gemi, depositando beijos suaves em seu ombro. — Oi, amor. — ronronou, pendendo a cabeça para ao lado, me deixando arrastar o nariz pelo pescoço alvo e nuca graciosa. — você também está ótimo, grandão. — gemeu girando de frente, envolvendo meu pescoço. Nossos olhares travaram e ficamos nos olhando como dois bobos deslumbrados. — Você cheira tão gostoso, amor. — disse baixinho em sua boca. — quero comer você todinha cada vez que sinto esse cheiro. — ela grunhiu, os olhos incríveis

dilatando. Um riso travesso tomando a boquinha linda. — Você tem feito isso todo o tempo nos últimos três dias, seu tarado. — repreendeu-me naquele tom rouco, sexy como o inferno. M eu pau estava pronto para a ação de novo. Gargalhei e minhas mãos desceram da cintura para a bundinha firme e empinada. Soltou um gemido necessitado. — Não pode me culpar por isso, anjo. — puxei seu lábio inferior entre os dentes. — minha mulher é a mais linda, sexy e gostosa. M uito, muito gostosa. — completei baixinho, no meu tom de quarto. — Precisamos descer agora, amor. — lamentou, beijando-me suavemente. — o jantar é em nossa homenagem. — grunhi e a puxei, moendo lentamente em sua pélvis. Sua respiração acelerou. Sorrio, perversamente e dou um beijo casto em sua boca. Afastei-me porque se aprofundasse o beijo nos atrasaríamos para o jantar que Leon e Júlia organizaram para nós. Apenas a mais alta nobreza e o parlamento estariam presentes e isso significava ter que cumprir o

maldito protocolo real. Foda! — Feche os olhos, anjo. — sussurrei. — Por quê? — seus olhos fitaram-me curiosos. — Vamos, feche os olhos, amor. Tenho algo para você. — pedi suavemente e ela os fechou, um sorriso se espalhando nos lábios. Tirei o colar do bolso do smoking e o coloquei nela. Suspirou quando minhas mãos deslizaram lentamente em seu pescoço. — pode abrir. — a virei para o espelho e os grandes olhos brilharam. Levou as mãos até o coração de diamante azul que pendia no decote generoso do vestido. — Oh! Jay, amor... — exclamou tocando a pedra, tão linda e brilhante quanto seus olhos. — ele é tão lindo e eu... Eu, não tenho nada para você. — disse encabulada, seu rosto enrubescendo. Enlacei sua cintura a girei para mim de novo. — Você já me deu tudo, amor. Deu-me dois filhos maravilhosos. — murmurei e seus olhos lacrimejaram. — e você se deu para mim. Aceitou ser minha. — beijeia suavemente nos lábios. — isso não tem preço, anjo. — Sim, eu sou sua. — sussurrou, suas mãos passearam pelo meu peito. Amo a forma como me toca. — sempre fui. — Humm... Diga isso de novo, amor. — pedi espalhando beijos em seu queixo. Ela riu travessa.

— O quê? Que não tenho nada para você? — fez cara de inocência. Rosnei. — Sua provocadora! — dei uma palmada leve em sua bunda. Seu sorriso ampliou. — a última parte. Adorei a última parte. — Eu sou sua, amor. — lambeu meus lábios me fazendo gemer. Porra! — só sua. Caralho! Não sei como conseguimos permanecer sem nos amarrotar. M as conseguimos. Passamos no quarto dos bebês e eles já dormiam. Ficamos os dois olhando os corpinhos rechonchudos no berço. — Fez um ótimo trabalho com eles, anjo. — murmurei, minha voz cheia de orgulho dela, mas ainda com remorso. Acho que nunca vou superar tê-la deixado sozinha com nossos filhos. — Obrigada. — disse-me baixinho. — juntos faremos um trabalho melhor ainda, amor. — sorriu docemente. — sempre formamos uma boa dupla, não é, Sr. Di Castellani? — sorrio também. Ela percebeu meu desconforto e quer suavizar o clima. Tem como amá-la mais? Acho que não. — Sempre, Sr.ª Di Castellani. — murmurei de volta. — sempre. Cerca de dez minutos depois adentrávamos o salão oval, onde aconteciam as refeições oficiais. O

cerimonialista nos anunciou. Odeio essa parte. — Suas altezas reais, o príncipe Jayden Samuel King Di Castellani e sua esposa, a princesa Cassandra M iller Di Castellani! — Ok. Reformulando. Amei essa última parte. M inha esposa. M inha! Cassie estremeceu. Segurei sua cintura com firmeza e a trouxe para mim, enquanto andávamos sob a onda de aplausos até a grande mesa central. Nos acomodamos do lado esquerdo de Leon e Júlia. Dom e Helena já estavam acomodados do lado direito. Tio M ax estava no extremo da mesa com um enorme sorriso no rosto ao lado da simpática doutora Jhonson. M ais duas mesas eram dispostas nas laterais. A nobreza estava aqui em peso. M eus olhos correram rapidamente pelos presentes cumprimentandoos com um leve aceno de cabeça. Isso é entediante. Então meus olhos pousaram no Primeiro M inistro, sua esposa e sua filha, Gianna. Ela ostentava um sorriso cheio de dentes para mim. Antes que você se questione, sim, eu a comi algumas vezes. Era uma loira bonita. Gostava de sexo duro. Foi gostoso até o terceiro encontro. Depois disso perdi o interesse e o tesão, como sempre acontecia. A cumprimentei polidamente e segui minha penitência. Arg! Eu sempre quis torcer o pescoço de quem criou o maldito protocolo real. O bastardo não tinha a menor noção do que é divertido.

O jantar transcorreu agradavelmente. Estávamos agora tomando drinques em pequenos grupos espalhados pelo salão. Júlia, Helena e Cassie estavam do outro lado conversando animadas com as esposas aristocráticas, enquanto eu e meus irmãos aguentávamos estoicamente o papo furado e enfadonho do Conde Vladimir. Finalmente ele se afastou e suspiramos os três. M eus olhos buscaram minha mulher, ansiosos. — Devia ver a sua cara agora, irmão. — o tom provocador de Dom me fez abrir um riso safado. Eu simplesmente não consigo parar de olhá-la. — Feliz, irmão? — inquiri sem desviar os olhos dela. — Eu ia dizer patética, mas feliz é uma definição muito melhor, irmão. — seu tom foi livre de provocação e senti tapas leves nas minhas costas. — é bom vê-lo assim, Jay. — Obrigado, idiota. — os olhos verdes brilharam divertidos. — Disponha, bastardo mal-agradecido. — Devo dizer que a ideia do casamento surpresa foi uma sacada de mestre, irmão. — Leon cortou nossa troca de gentilezas. — tem um cérebro aí dentro. Bom saber disso. — revirei os olhos. Eles são tão idiotas! — Vocês estão se roendo porque não pensaram

nisso. Superem isso, irmãos. — provoquei. — Eu fiz uma declaração diante do parlamento e da imprensa. — Leon se pavoneou. — Obrigado, senhores. — acrescentou, arrogante, ajustando a gravata borboleta. — E eu usei um cavalo branco. Tem ideia do quanto foi difícil me transformar na porra do príncipe encantado? — Dom fez uma cara séria. Eu e Leon caímos na risada. — É verdade. Você tinha mesmo que usar a porra do cavalo branco? — grunhi. — vocês me deixaram praticamente sem opções. Como vou proporcionar o conto de fadas do caralho, se não tenho ideia do que fazer? — Dom abriu seu riso presunçoso. — Ah, eu precisava sim, irmão. Fiz muita merda. Precisava me redimir completamente com minha princesa. — disse mais sério. M eus irmãos são uns bastardos, mas se há algo sobre eles é que amam suas esposas e se dedicam à elas sem reservas. Estou começando a sentir como é isso. Amar alguém tão intensamente. — Ah, Dio! Nossas mulheres estão conversando com a nonna. — Leon riu. — Ciara é um perigo, irmãos. Tem ideias muito audaciosas. É capaz da Cassie querer ser a dominatrix depois de conversar com ela. — Dom abriu um riso sem vergonha. Bufei. Eles sabem das

minhas preferências sexuais. M as até onde sei eles não são santos. São dominantes também, apenas não usam os apetrechos e apreciam as cenas como faço. Acabei sorrindo também. Ciara era mesmo uma figura. Fazia questão que eu e Dom a chamássemos de nonna. Adoro conversar com ela nas vezes que coincide nos encontrarmos em Ardócia. Conversamos na próxima meia hora sobre amenidades, por exemplo o relacionamento do nosso tio. Estávamos satisfeitos que estivesse feliz, seguindo em frente com uma boa mulher. — Uau! Os príncipes Di Castellani juntos. — o ronronar às minhas costas me fez ficar imediatamente tenso. — é um espetáculo imperdível. M ajestade, altezas. — Gianna sussurrou, fazendo uma reverência charmosa, parando entre nós, muito próxima a mim. Ela usava um vestido longo que parecia ter sido costurado no corpo de tão justo. Os peitos enormes saltando para fora do decote. Ficamos os próximos minutos os três sem graça diante do flerte descarado da garota. Pouco depois, Júlia chegou enlaçando Leon pela cintura e Helena também puxou Dom pela mão. Eles pediram licença e se afastaram me deixando sozinho com ela. Voltem aqui, seus bastardos! Cassie ainda conversava com Ciara, mas agora me encarava com uma carranca. Oh! M erda! Preciso me livrar dessa oferecida. — então,

Jay. Belo casamento. Você definitivamente sabe como agradar uma garota, não é? — tocou meu antebraço, seus olhos castanhos me fitando maliciosos. Antes que abrisse a boca... — Você não tem vergonha? — a voz enganosamente suave de Cassie soou bem do meu lado e seu braço entrelaçou no meu, demarcando claramente o território. O rosto de Gianna mostrou confusão. — eu ouvi tudo que você e suas amigas vadias disseram no banheiro, querida. M as essa era sua intenção, não era? — deu um sorriso, mas os olhos azuis faiscavam. — ele fodeu você e as outras? Lamento por vocês. — Gianna empalideceu. Oh! Uau! O que houve com a Cassie tímida? Ela estava a ponto de saltar no pescoço da outra. — eu não quero vê-la de novo em volta do meu marido. — sibilou, seu tom ameaçador. — ou a sonsa e sem graça aqui vai arrancar os seus olhos. Fui clara? — a loira ficou muda. Os olhos muito arregalados. Santa M ãe! Eu quase sorrio, mas Cassie não parecia estar para brincadeiras. — Cassie... Anjo... — tentei falar e ela cravou os olhos azuis incendiados em mim. — Cale. A. M aldita. Boca. — rangeu os dentes. Cristo! M as eu não fiz nada! Seus olhos faiscavam de raiva, o rosto rubro. — você fodeu essa vadia? É por

isso que ela fica o tempo todo o comendo com os olhos? — porra! Foi a minha vez de ficar mudo. Então, ela empalideceu lendo tudo no meu silêncio. Fulminou-me, os olhos muito brilhantes. M eu peito doeu por causar esse constrangimento à ela. Voltou-se para Gianna que ainda estava parada, tão estupefata quanto eu. — saia. — rosnou. — procure outro para afundar suas garras. — a loira saiu rapidamente. Um clima tenso desceu sobre nós. Ela puxou seu braço do meu como se sentisse nojo de mim.

— Cassie... Anjo... — tentei de novo. Antes que me respondesse um casal de condes filhos da puta veio até nós. Ficamos a meia hora seguinte abrindo sorrisos amarelos e usando monossílabos na esperança de que eles pegassem a deixa, mas não tivemos tanta sorte. A noite havia começado tão bem e agora meu coração estava pesado porque ela foi confrontada com o que fiz nos dois anos que ficamos separados. Eu realmente fodi tudo à minha volta como ela disse em outras vezes. Eu só queria esquecê-la. Não queria lembrar dela, do seu cheiro, seu gosto, da forma como me fez sentir. Suspirei derrotado. Odeio M ark Springs por ter nos jogado na merda! M as, principalmente me odeio por ter tirado o sorriso lindo que estava no rosto dela quando fui encontrá-la no closet. Cassandra Subimos no elevador em silêncio. M eu peito doía absurdamente. Era verdade. Jayden tinha comido a puta loira. Senti-me humilhada, ridicularizada quando ele não respondeu nada. A vadia tinha passado todo o jantar devorando-o com os olhos. Eles devem ter se esbaldado nas vezes que veio à Ardócia. O que era tão especial, de repente se transformou numa armadilha. Ele fodeu a filha do Primeiro M inistro. Eu teria que olhar na cara odiosa dela a cada vez que visitássemos a ilha. Eu estava

sufocando quando as portas se abriram avancei, correndo pelo corredor. Ouvi sua voz, me chamando, pedindo que parasse, mas segui em frente. Entrei nos aposentos que havia ocupado quando chegamos e tranquei a porta. — Cassie, amor... — ouvi sua voz quebrada do outro lado. — não faz assim, meu anjo. Vamos conversar, por favor. — fechei os olhos, lágrimas quentes banhando minhas faces. Não respondi nada, apenas me afastei em direção à cama. — Cassie... Por favor, não vamos brigar, amor. — pediu, seu tom meio embargado. — porra de situação fodida! — resmungou. — ok. Eu fodi aquela garota! Eu sou um maldito bastardo! É isso que eu sou! Eu passei dois anos tentando esquecer você e usei outras para isso. Elas foram só isso para mim! Corpos que usei! É isso que queria ouvir? Eu fodi muitas mulheres, porra! — berrou do outro lado. Sua voz tremia agora. M eu peito doeu mais com sua admissão. Deitei na cama, meu corpo sacudindo com os soluços. Então, houve um baque forte e virei-me assustada. Puta merda! Ele havia derrubado a porta. Avançou para mim, os olhos negros furiosos. Estacou quando viu meu estado. Seus olhos suavizaram correndo pelo meu rosto. — anjo... Eu sinto muito. — sussurrou.

— Saia, eu quero ficar sozinha. — pedi, levantandome, indo em direção ao banheiro, mas pegou meu braço quando tentei passar por ele. — Olhe para mim, amor. — pediu baixinho. — olhe para mim, porra! — rosnou quando me neguei a encarálo. — esse sou eu! Você disse sim para mim há três dias. Pensei que havíamos passado por cima dessa merda, mas você surta quando vê uma vadia que quer tirar o que estamos construindo. Que merda de amor é esse? — puxou meu queixo, forçando-me a olhá-lo. — eu te amo! Eu te amo, porra! Você! Só você! — berrou no meu rosto. — é isso que você quer? Brigar comigo por erros que cometi enquanto estávamos separados? — E de quem foi a culpa de termos nos separado, droga? — rosnei de volta. Seu rosto ficou pálido, o aperto no meu braço diminuiu, os olhos escuros brilharam resignados e ele me largou. Passou as mãos pelo rosto, quando me encarou de novo, havia uma expressão cansada, derrotada nos olhos. — Eu pensei que estávamos superando isso. — murmurou. — eu realmente pensei, anjo. — completou e saiu. M eu corpo tremia e abracei a mim mesma. Deus! O que foi que aconteceu conosco? Estávamos tão felizes no início da noite. E agora... Isso. Fui até o closet e me livrei do vestido e sandálias. Vesti uma camisola branca.

Soltei os cabelos e me olhei no espelho. M eus olhos pousaram no coração de diamante. Toquei a pedra, meu peito se comprimindo de culpa. Oh! M eu Deus! O que foi que eu fiz? Fechei os olhos. Ainda podia sentir a forma suave que suas mãos me tocaram quando o colocou em mim. Seus olhos brilhantes quando me olhava durante o jantar. Ah! Cristo! Eu fui uma cadela. Deixei-me envenenar pelo ciúme e pelas palavras que a vadia disse no banheiro. Arranquei a camisola sem graça e coloquei uma preta e sexy que Jay ainda não tinha visto. Tirei a calcinha. Ele ama meus pelos ruivos. Saí à sua procura. Entrei nos seus aposentos estava semiescuro. Avancei devagar. Parei na porta do banheiro e ouvi o barulho do chuveiro. Girei a maçaneta com cuidado e entrei. Dava para divisar seu corpo poderoso por trás do vidro do box. Andei devagar e parei diante da pequena abertura. M eu coração saltou diante da visão dele. Estava com as duas mãos apoiadas na parede. A cabeça inclinada, enquanto a água descia pelos ombros largos, costas e pernas musculosas. Lindo! M inha vagina palpitou enlouquecida, querendo-o desesperadamente. — Jay... — murmurei. Pensei ter falado muito baixo, mas ele virou a cabeça em minha direção e os olhos negros desceram pelo meu corpo, alargando-se

sutilmente ao ver meu traje. Cerrou o maxilar quando seus olhos pousaram na minha vagina nua. — O que você quer, Cassie? — seu tom foi frio, apesar dos olhos estarem me comendo. Certo. Eu mereço sua frieza depois da forma como o tratei. Afastei a divisória e entrei. Seus olhos continuavam presos nos meus. Levei as mãos às alças da camisola e as desci. Trincou os dentes quando o tecido caiu nos meus pés. Os olhos escuros desceram sem pressa por mim e fizeram todo o caminho de volta. Uma sobrancelha negra subiu e seu olhar era perverso agora. — o que significa isso? — Significa que fui uma idiota. — sussurrei, sentindo-me desconfortável sob seu escrutínio. Ele não ia facilitar para mim. Era o que sua expressão dizia. — eu... Eu surtei. Eu odeio que você tenha fodido àquela e outras vadias, ok? — sua expressão suavizou um pouco. — mas eu te amo e eu disse sim a você. E eu quis dizer isso... Você pode parar de me olhar assim? — um sorriso sexy, sacana brincou na boca sensual e antes que pudesse respirar seu corpo me prendeu contra a parede. Arfei, quando puxou meus cabelos, cavando seu pau duro entre minhas coxas. — Assim como? — murmurou em minha boca. Suas mãos desceram cavando minha bunda e me levantou.

Enrolei as pernas em seu quadril. — como se quisesse comer você inteira? — mordeu meu lábio. Gemi, minha vagina inundando. Seu riso ampliou. Deslizei as mãos em seus ombros e enfiei em seus cabelos. Nossos olhares travaram. — eu devia te castigar. Te foder por horas sem deixar você gozar. — puta merda! Isso não! — M e desculpe, amor. Eu fui tão idiota. — pedi. Ele fechou os olhos e grunhiu. — Sim, você foi. Não percebe que te amo? Eu também odeio o que fiz. M e desculpe, anjo. — sussurrou, seu olhar passeando pelo meu rosto. — eu gritei com você. Não vamos brigar nunca mais. — gemeu quando comecei a me esfregar em seu pau. Sua boca tomou a minha num beijo urgente, molhado, gostoso. Grunhimos, rosnamos, nossas línguas duelando, lambendo, chupando, mordendo. — Nunca mais, amor. — murmurei em sua boca. Sorrimos e nos agarramos mais. — Gostosa... — rosnou, seu pau deslizando em minha vagina. M e firmou com um braço e enfiou a outra mão em meus cabelos. Sua boca quente desceu pelo queixo e pescoço. Lambeu o ponto que me deixa gotejando por ele. Gritei quando abocanhou meu seio direito, chupando duro. Eu podia sentir meus líquidos descendo enquanto ele passava para o outro seio. Ele

estava me torturando. — Amor... Por favor... — miei despudorada. Sua risada safada vibrou no meu seio. — Por favor o quê? — puxou o mamilo entre os dentes. Gritei. — vamos, diga, minha putinha gostosa. O que você quer? — Ah! Eu quero você... — choraminguei. Gargalhou. Bastardo! — Onde, escrava? — puxou mais meus cabelos, me fazendo arquear as costas e moeu o pau bem no meu clitóris. — quer meu pau comendo essa bocetinha linda e ruiva? — Sim. Ohhh! Sim, por favor. — implorei. Ele riu de novo e se alinhou na minha vulva. Seu rosto veio para perto do meu. Ficou lá me encarando, apenas vendo meu desespero. — Peça-me, escrava. Peça para eu foder sua boceta. — sussurrou na minha boca. — peça, porra! — Ah! Jay... Amor... — deu mais um puxão em meus cabelos e gritei: — fode a minha boceta, droga! — sorriu lento, perverso e me bateu contra a parede. — Boa menina. É isso que você quer? — rosnou e afundou em mim numa estocada forte, rasgando-me até o fundo. Gritei insana, completamente empalada. — porra! Deliciosa! — rugiu, dando-me uns instantes para

me ajustar. Puxou tudo e meteu de volta, entrando mais fundo. Rosnamos os dois. — eu amo essa bocetinha quente e apertada, amor. Amo, porra! — grunhiu e passou a me comer com vontade. — cavalga bem gostoso, minha putinha linda! Vem. Isso... Toma tudo! Toma meu pau todinho... — seu braço musculoso me puxava para tomar seu pau bruscamente. Nossas pélvis se chocavam numa dorzinha gostosa. M e fodeu duramente, nossas bocas ofegando uma na outra, nossos olhares trancados. Girou o quadril lentamente. Puxou, deixando só a ponta. — olhe, Cassie. Veja meu pau rasgando seu buraquinho gostoso. — olhei e ele meteu devagar, tocando cada nervo interno. Gemi alto. Sorriu e puxou de novo. — olhe para mim. — os olhos escuros estavam duros, inflamados e ele bateu dentro, num golpe forte. Rosnou e tomou a minha boca num beijo de olhos abertos. Agarrei-me mais a ele, minhas unhas cravando em seus ombros. Balancei com ele, o encontrei a cada estocada. Ele estava enlouquecido agora, me comendo selvagemente. Rugindo, fodendo minha boca como fazia em minha vagina. Soltou meus cabelos e me deu palmadas fortes na nádega esquerda. — Ohhhh! M eu Deus! Jay... Amor! — balbuciei em sua boca, sentindo meu ventre incendiar. Ele não me deu trégua, continuou cravando seu pau sem dó até que

quebrei, o orgasmo me tomando violento, intenso, muito intenso. — eu te amo! Amor! Ahhhhhhhhhh! — Isso, goze, minha putinha! Goze no meu pau! Ele é seu, porra! — rosnou mordendo meu ombro. Gritei mais, os espasmos aumentando, lágrimas descendo pela minha face. — ahhhh! Cassie, amor! Vou gozar tão duro, anjo... Amo você chorando assim no meu pau, caralho! — ganiu metendo num ritmo animalesco e senti seu pau inchar. — oh! Porra! Gostosa! Ohhhhhhhhhhh! — gritou e esporrou, enchendo-me com seu esperma quente. Estremeci com a sensação deliciosa de receber sua semente dentro de mim. — Cristo! Gostoso demais gozar nessa bocetinha, amor... — gemeu ainda se derramando, me fodendo furioso, suas mãos cravadas na minha bunda, me fazendo tomar até a última gota dele. Continuamos nos beijando até seu ritmo diminuir. Estávamos suados e ofegantes. — eu te amo, minha ruivinha ciumenta. — sorriu na minha boca. Sorrio também. — Vou arrancar suas bolas se ver você perto daquela vaca de novo, ouviu? — rosnei. Ele gargalhou. Bati em seus ombros. — eu falo sério, droga! — Ela não tem importância, anjo. Nenhuma teve. — garantiu-me, ficando sério. Sua mão veio suave em minha face. — é só você, amor. Só você.

— É bom mesmo, grandão. — sussurrei e tomei sua boca num beijo lento, apaixonado, delicioso. Suas mãos foram para minha bunda de novo e nos levou para baixo do jato forte do chuveiro. Continuamos nos beijando, ele ainda pulsando dentro de mim. — Acho que mudei de ideia. — disse, um brilho sem vergonha na íris escura. — podemos brigar todo dia se o sexo de reconciliação vai ser assim. Você sabe pedir desculpas, amor. — gargalhou. Lindo! — realmente sabe... — Seu tarado... — murmurei, mas acabei gargalhando também. O dia seguinte foi memorável. Passeamos no iate de Leon. A embarcação tinha o nome de Júlia bem grande em letras azuis. Fomos todos. Foi uma festa ver Lucas e Samuel interagindo com os primos. Anna Júlia ainda era muito novinha, mas logo, logo estaria no meio da bagunça também. Aproveitei para tomar sol com Júlia e Helena enquanto nossos maridos jogavam sinuca e as babás cuidavam dos bebês depois do almoço. Uma coisa que percebi era que eles gostavam de curtir os filhos, mesmo tendo pessoas contratadas para isso. Nunca me senti tão feliz. O mal-estar entre eu e Jay havia passado depois da noite de sexo selvagem. Ele realmente me castigou depois. Só me deixou gozar na última vez que

me tomou. M as foi o orgasmo, então o perdoei. Amanhã voltaremos a Londres e sinto calafrios só em pensar que terei que enfrentar M ark pela primeira vez. Pressinto dias difíceis, mas agora tenho Jay. Estamos juntos. Finalmente juntos. Ciara, a simpática avó de Leon me deu alguns conselhos bem úteis. Nenhuma vadia vai me abalar de novo. Foram dois anos separados, não vamos deixar nada ficar entre nós dessa vez. CAPÍTULO QUATORZE Cassandra — Oh! M eu Deus! Amor! Ela é linda! — rodopiei de frente da escadaria da mansão de três andares. Era muito maior e mais bonita que outra. A fachada toda em tijolos à vista. Havia uma espécie de terraço no telhado com duas torres nas extremidades. Puta que pariu! Parecia um palácio. — Gostou mesmo, anjo? Podemos ver outra, se... — Se eu gostei? Eu amei, amor. Ela é linda. — meus olhos correram pelos arredores, ávidos. Um jardim enorme circundava a construção. Um pequeno lago, onde cisnes deslizavam suavemente nas águas. Um cenário de conto de fadas. E havia uma casa da piscina... M eus olhos buscaram os dele em muda expectativa. Levantou uma sobrancelha e abriu aquele riso lento, sexy, safado, pecaminoso. Ok. Um conto de fadas do

príncipe fodão. — Sim, está tudo lá... — sussurrou, enquanto as babás passavam por nós com Lucas e Samuel muito barulhentos. — Por que tudo isso, amor? — Vida nova, casa nova, meu anjo. — disse e me levantou nos braços. Dei um gritinho surpreso. — vamos, Sr.ª Di Castellani! A tradição manda que o marido entre com a esposa gostosa nos braços. — gargalhei enlaçando seu pescoço. — Humm, mas já havíamos acordado que é um príncipe fodão. — começou a subir os degraus. — Sim, mas um príncipe fodão loucamente apaixonado, amor. — mordeu meu queixo. — então, vamos seguir a porra da tradição, ok? — Humm, tão romântico, grandão. — provoquei. Os lábios sexys se curvaram num riso malvado. — Não vejo a hora de te mostrar a casa da piscina. — rosnou no meu ouvido. M eu corpo todo vibrou com seu tom e a implicação da frase. Ele me levaria ao quarto de jogos depois de dois anos. Eu ansiava por isso. — Nem eu, amor. — sussurrei. Passamos pela porta de madeira imponente e ele me colocou no chão. M eus olhos catalogaram a sala enorme bem decorada. Duas escadas largas davam acesso ao piso superior. Parecia

um cenário de filme. — Bem-vinda ao lar, amor. — murmurou no meu ouvido, seus braços me enlaçaram por trás. Virei-me de frente. Ele havia percebido meu desconforto na casa onde havíamos rompido tão brutalmente. M eu amor por ele transbordou. Esse homem lindo, sexy e apaixonado fazendo tudo para me ver feliz. — Eu te amo, sabia? — meus braços subiram para seu pescoço. — E eu a você, meu anjo. — disse-me de volta e tomou minha boca num beijo terno. M e pegou de novo nos braços e tomamos um elevador que nem havia percebido numa coluna entre as escadas. O quarto principal ficava no terceiro andar. Engasguei quando abriu a porta e me pôs no chão. Andei deslumbrada pela antessala com estofados vermelhos e almofadas brancas. Passei para o outro ambiente e uma cama dossel com lençóis negros que gritava sensualidade e sexo selvagem me saudou. Virei-me para ele. Os olhos escuros fitavam-me, brilhantes, apreciando a minha reação. Enfiou as mãos nos bolsos e encostou-se no portal. Lindo! Ridiculamente lindo. — Isso é muito, amor. — sussurrei, minha voz um pouco embargada. — Isso é só o começo, amor. — disse com firmeza e

veio para mim com aquele andar fodão dele. — vou colocar o mundo aos seus pés, anjo. — murmurou, suas mãos vieram para meu rosto numa carícia leve. — você terá tudo, amor. Tudo. — arquejei quando senti seu corpo duro, quente se colando no meu. Abriu um meio riso safado e me deu um beijo casto. Gemi. — Quando vai me levar lá? — perguntei, meu rosto enrubescendo sob seu olhar sacana. — Onde, anjo? — fez-se de desentendido. — Você sabe... Lá, hum... Na casa da piscina. — um brilho selvagem surgiu na íris escura e desceu uma mão para minha bunda, pressionando-me em seu pau já bem desperto. M iei despudorada. Sorriu perversamente moendo em mim. — Em breve, escrava. M uito breve... — seu tom foi duro, bruto e me puxou pelos cabelos. O beijo que trocamos agora foi sexual, indecente. Estávamos ofegantes quando quebrou o contato e se afastou. — porra! Quero te foder o tempo todo! Isso é normal? — sorriu resfolegando. Sorri também. — Acho que é, porque também quero que me foda o tempo todo. — seus olhos alargaram com meu linguajar. Corei mais ainda. — Porra! Você está cada vez mais safadinha e atrevida, anjo — gemeu e enfiou as mãos nos bolsos de

novo. — isso me agrada muito. M as tenho que deixá-la agora. Tenho uma reunião dentro de meia hora. Carl já está me aguardando. — fiquei tensa com a menção de seu sócio. Eu não consigo confiar nele. Há algo estranho e sinistro nele. — ei, Carl é um grande cara, amor. — disse ao perceber minha mudança. — Só é meio estranho e reservado. Você vai poder conhecê-lo melhor agora. — assenti. Se Carl é importante para ele vou fazer um esforço para nos darmos bem. Uma semana se passou. Uma semana de acontecimentos que mudaram minha vida. Jay atacou M ark sem piedade por todos os lados. Parece que meu meio irmão estava envolvido com tráfico de drogas e outras coisas bem barra pesada há um bom tempo. Pelo menos foi isso que a investigação de Jay apontou. M ark foi pego numa negociação suspeita no London Gateway 7 . A polícia tinha sido avisada e imagens dele sendo algemado e levado pelos policiais foram capa do The Sun e The Guardian8 . Como resultado, minha tia pediu o afastamento dele da gerência do hotel de Londres. O exame de DNA solicitado pelos advogados deu positivo e fui reconhecida oficialmente como uma Springs. Seria um processo demorado, mas minha tia e meu primo Simon ficaram do meu lado o tempo todo. Percebi que Jay está com ciúmes da atenção do meu primo e tenho tentado tranquilizá-lo. Na verdade, adoro saber que meu príncipe fodão, dominador, lindo sente

ciúmes de mim. Parece um sonho. Eu sou a mulher dele. Puta merda! A ficha ainda não caiu. — Obrigado por me receber, Cassie. — Carl, atravessou a minha sala devagar e parou em frente à mesa. Jay havia mandado fazer uma adaptação e nossas salas ficavam interligadas por uma porta que no momento estava trancada. Ambas tinham a vista para o Rio Tâmisa. Carl tem tentado se aproximar de mim e dos bebês, tenho que reconhecer seus esforços. Almoçou conosco duas vezes nessa semana e inclusive passou para nos visitar uma noite quando Jay ainda estava preso numa reunião. No entanto, não consigo me sentir à vontade com a forma como me olha. Os olhos cinza flamejando. Ele é um dominador também. Será que minha natureza submissa atrai qualquer dominador, indiscriminadamente? Porque esse olhar perverso que está me lançando agora definitivamente é de desejo. Pelas conversas que rondavam nos bastidores da empresa há dois anos, Carl era bem inclinado para o lado sádico. Soube que algumas das submissas dele foram muito machucadas e ele teve inclusive que indenizá-las com somas altíssimas. Bom, pelo menos foi o que ouvi. — Sente-se, por favor. — tentei soar o mais natural possível. Ele me amedronta. — em que posso ajudá-lo? — acomodou-se e espalhou alguns papéis sobre a mesa.

— O projeto do nosso astro do M anchester United. — era a construção da mansão do famoso jogador de futebol, M ason Fogs. Um sujeito irritante e despudorado que não teve o menor respeito pela aliança no meu dedo quando nos encontramos há dois dias. Jay havia deixado o projeto interno por minha conta, mas agora já não estou tão empolgada com o trabalho. Não quero ter que ver de novo aquela criatura que se acha um semideus. — Eu, hum, não sei se quero esse projeto, Carl. O senhor Fogs é digamos, difícil. — falei com firmeza. — M as Jay está contando com você para o projeto. — pausou um pouco. — e o Sr. Fogs pediu por você depois da reunião que tiveram. Disse que adorou suas ideias. — é claro que o idiota mulherengo adorou, não é? Bufei. — Eu não gosto dele. — disse sucintamente. Os olhos cinza se estreitaram em mim. — Ele a desrespeitou? O que ele fez? — me perguntou, seu tom foi um tanto duro. — Ele é abertamente paquerador e me olha como se quisesse me comer. — revelei e seus olhos inflamaram mais. — Bem, você lidará com isso em qualquer lugar que for. — seu tom foi baixo. — é uma mulher muito bonita,

sabe disso. — prendeu meu olhar. Puta que pariu! Estava tudo lá de repente, escancarado para mim. Ele me quer. Carl me quer! A verdade me atingiu e eu fiquei paralisada diante de seu olhar. Isso era muito ruim. Jay não pode saber disso ou vai matá-lo. Não, Jay precisa saber disso. Sacudi a cabeça tentando ordenar os pensamentos. Antes que dissesse algo a porta de comunicação se abriu e meu marido entrou como se invocado por meus pensamentos. Veio direto para mim, depositando um beijo suave em meus lábios. — Oi. — sussurrou na minha boca. — Oi, amor. — sorrio, meu peito aquecendo com sua proximidade. — Vamos, meu anjo? É sua primeira visita ao hotel Springs como uma Springs. — disse, seu tom orgulhoso. — Cassandra M iller Springs Di Castellani. É um nome muito grande. Não sei se quero adotar mais um sobrenome. — seus braços me puxaram, levantando-me. Enlaçou minha cintura. — Porra! É grande mesmo. Um verdadeiro nome da princesa. — beijou meu nariz. Sorrio mais amplo. — perfeito para minha princesa. — completou e já íamos nos beijar de novo quando Carl pigarreou e o encaramos. Puta merda! Eu havia esquecido tudo que vi antes da chegada de Jay. M as Carl já havia colocado um riso e

uma expressão neutra me fazendo questionar se tinha lido corretamente seu olhar incendiário de minutos antes. Eu ficaria mais alerta em relação à ele de agora em diante. — Carl, desculpe, parceiro. — Jay torceu os lábios num riso encabulado. — o que tem aí? — apontou para os papéis. — O projeto do Fogs, mas Cassie não quer mais o trabalho. — revelou e eu quis torcer o pescoço dele porque eu não dei uma resposta definitiva. — M esmo? Por que, anjo? — Jay cravou os olhos negros em mim. — esse projeto vai solidificar sua carreira em Londres. O sujeito é um exibicionista e toda a obra será mostrada na mídia. Seu nome e talento serão conhecidos, amor. Confio em você para o trabalho. — oh! M erda! Eu não posso dizer não a ele quando coloca dessa forma. M eus olhos desviaram para Carl. Havia uma chama bem lá no fundo dos olhos cinza. Qual o interesse dele para que eu assuma esse projeto? — Eu, hum, na verdade não dei uma resposta definitiva. — disse. — mas se meu marido confia em mim para o trabalho, eu o farei. — completei. — Ótimo, meu anjo. — Jay assentiu, beijando meus cabelos. — Vamos? — peguei minha bolsa e saímos os três da sala.

Parei na porta giratória do imponente hotel Springs. Estive aqui umas duas vezes quando minha mãe era camareira. A porta girou e duas mulheres elegantes saíram. M inha mente foi para outro tempo. Eu tinha apenas nove anos e minha mãe me trouxe aqui pela primeira vez. Albert Springs estava entrando numa limusine e parou para nos cumprimentar. Ele tinha olhos azuis gentis. Era um homem muito bonito. Essa imagem ficou gravada na minha mente. M inha mãe o amou muito. Sonhou em ser a esposa dele por anos até que ele morreu e tudo ruiu à nossa volta. Estar aqui, tomando posse do que nos foi roubado é minha homenagem à ela. Uma mulher que amou um único homem a vida toda. — Vem, meu anjo. — Jay entrelaçou nossas mãos e me puxou para ele suavemente. Beijou meus cabelos. Ele sabia o quanto era difícil para mim. Voltei do meu recuo temporal e o olhei. Sorrio ao ver seu amor e preocupação comigo. M eu marido. M eu lindo marido. M inha mãe não foi a única a amar um só homem a vida toda. — preparada? — Sim, estou. — falei com firmeza. Deixando-me invadir pela força que irradiava dele. — obrigada por estar aqui comigo, amor. — Vamos, deixe de conversa fiada. Vamos entrar lá e tomar posse do que é seu. Agora. — disse, seu tom não

admitia recusas. — Sim, vamos. Estou pronta. — meu tom foi bem mais firme. — Essa é a minha garota. — disse numa voz repleta de orgulho. Entramos e deixei que me guiasse pelo Hall. Oh! Puta que pariu! As paredes pareciam um museu com tanta obra de arte. M eus olhos estavam extasiados com tudo que viam. M ais à frente, na ampla recepção, os funcionários estavam todos perfilados. Os uniformes vermelhos com o logotipo em dourado nas golas e nos bolsos era muito elegante. Tudo aqui gritava requinte, excelência. M inha tia surgiu, descendo do elevador ao lado de Simon. Era uma senhora muito doce. Nos demos bem logo no primeiro encontro. Antes que chegasse até nós, ouvi o som de palmas às minhas costas. Virei-me e meus olhos alargaram porque era M ark. Ele havia conseguido sair da cadeia? Claro que conseguiu. Ele era um Springs, afinal. Jay ficou tenso do meu lado. M ark avançou devagar até parar bem perto de mim. — Ora, ora. O gato sai e os ratos fazem a festa. Olhe só para você, irmãzinha. — torceu os lábios me olhando de cima a baixo. — acha que conseguiu tudo, não é? Acha que conseguiu me vencer, não é? Isso só está começando, querida. Você não vai ganhar nada, ouviu? Nada, sua bastarda! — cravou as mãos em meus

braços e berrou na minha cara. Jay o empurrou e ele desequilibrou-se quase caindo alguns passos à frente. — Não toque nela, porra! — rosnou, puxando-me para seus braços. — Só por cima do meu cadáver vai colocar as mãos no meu dinheiro, sua vadia! — M ark cuspiu com ódio nos olhos. Jay abriu um riso sombrio e sua voz foi baixa, letal quando falou de novo: — Acredite, posso providenciar isso. — eu gelei com seu tom de voz. Seu corpo tremia e eu sabia que estava se contendo por minha causa. — Vocês ouviram isso? — M ark levantou a voz para o saguão no qual além de nós havia hóspedes. — o grande engenheiro Jayden King ameaçou me matar. — Deus! O que ele está fazendo? — o príncipe de Ardócia, senhoras e senhores. Um príncipe me ameaçando. — balançou a cabeça, os olhos azuis gélidos, gritando seu desprezo por nós. — já não se fazem mais príncipes como antigamente, não é mesmo? — completou desdenhoso. — Saia, M ark. Você está afastado de suas funções até que sua situação com a justiça seja esclarecida. — Anelise falou no seu tom de chefe da família. — e jamais volte a se referir à Cassie dessa forma, está me entendendo? Eu não vou tolerar tamanho desrespeito

com minha sobrinha. Ela é uma Springs. — disse me fitando emocionada. — é uma Springs e está apenas no seu direito. Senhoras e senhores conheçam Cassandra, filha do meu querido Albert. — palmas escoaram no ambiente e abafaram os xingamentos de M ark quando a segurança o escoltou para fora. Ela chamou-me para o centro e Jay apertou minha mão antes de me deixar ir. Puta merda! M eu rosto virou um tomate, tenho certeza. Odeio ser o centro das atenções. M inha tia disse mais algumas palavras de boas-vindas e passou a palavra para mim. Oh! M erda! Ferrou! Jayden M eu peito transbordou de orgulho da minha mulher. Ela estava lá falando com firmeza, seus olhos lindos procurando-me como que para buscar forças. Sorrio, encorajando-a. — Quero deixar claro que não é minha intenção assumir o lugar de M ark. — houve certo burburinho quando falou. — trabalho na empresa de meu marido que todos conhecem. — sorriu lindamente. — arquitetura é minha paixão. Não me vejo fazendo outra coisa. Trabalhar com uma das mentes mais brilhantes da engenharia contemporânea é um privilégio para mim. — meu peito aqueceu com sua declaração. M eu riso ampliou, bobo, apaixonado, arrebatado. — não vou

negar que ser finalmente reconhecida como uma Springs me deixa feliz, mas continuo com meu marido, fazendo o que amo. Deixo a administração dos hotéis para quem entende do assunto. M inha tia e o Conselho saberão escolher essa pessoa. — palmas ecoaram quando encerrou seu breve discurso. Ela recebeu os cumprimentos. A tia a abraçou carinhosamente. O almofadinha do primo a abraçou e beijou no rosto. Porra! Vou quebrar a cara desse idiota! Deu um sorriso cheio de dentes para ela. M eu sangue ferveu e fui até ela, enlaçando sua cintura possessivamente. Simon me fitou e cumprimentou com o afronte de sempre. Cassie apoiou a cabeça no meu peito. Um gesto simples, mas que dizia tudo. Ela era minha e estava dando um recado para o bastardo. Adorei isso. M inha! Ela é minha, babaca! Anelise nos mostrou todas as instalações. A senhora estava em êxtase. Havia um carinho genuíno nas feições elegantes quando fitava Cassie e a recíproca era verdadeira. A justiça havia sido feita. Cassie não viveria mais nas sombras com medo de M ark, aquele maldito asqueroso. Ele estava bem encrencado agora. Senti como se um peso saísse das minhas costas. M ark Springs estava ferrado. Eu o ferrei e isso era só o começo. Ainda tenho muito mais para ele. Quando acabar, M ark não

será nada. Nada. Já havia anoitecido quando passamos pelos portões do nosso novo endereço em Chelsea. Fomos procurar Lucas e Samuel assim que passamos pela porta. Estavam animados, enquanto uma das babás tocava o piano. Torci os lábios em repulsa. Cristo! Ela tocava mal pra caramba. M as nossos filhos não pareciam se importar. Estavam alegres balbuciando, gesticulando com os bracinhos e enlouqueceram quando nos viram. Levantaram do carpete e vieram correndo com passinhos instáveis. Cassie pegou Lucas e eu tomei Samuel. Os pequenos gargalharam, os bracinhos rodeando nossos pescoços. Sorrimos também e no segundo seguinte tivemos nossos rostos babados por inúmeros beijos. Esse é o melhor momento do meu dia. M e inclinei e beijei Lucas tentando tirar sua atenção da mãe. Cassie fez o mesmo com Samuel. As babás informaram que ainda não tinham jantado. Fomos até a cozinha conversando com eles. Colocamos os dois nas cadeirinhas. M e livrei do terno e da gravata e arregacei as mangas da camisa porque essa tarefa era muito, muito suja. Lucas era o mais bagunceiro. Conseguiu sujar todo o vestido de Cassie e ainda sobraram respingos da sopa para mim. Subimos e demos banho nos bagunceiros. Cerca de uma hora depois colocamos os dois já

adormecidos no berço. Eles não dormem separados. Já havíamos tentado, mas os dois fizeram birra e acabamos cedendo. Deve ser uma coisa de gêmeos. Cassie estava imunda, mas nunca esteve tão linda para mim. Era a minha mulher. M inha linda e deliciosa mulher. Prendi seu olhar assim que entramos no nosso quarto. — Vou tomar banho na casa da piscina. — informei e seus olhos alargaram, expectantes, excitados. — espero você lá em exatamente trinta minutos, escrava. — ofegou diante do meu tom dominante. Aposto que estava exclamando mentalmente puta que pariu! Sorrio perversamente e me aproximei dela. Deslizei um dedo no vale entre os seios. Arquejou, lambendo os lábios. Os mamilos se eriçaram visivelmente por baixo do tecido e me afastei. Não vou tocá-la ainda. Gemeu baixinho. — vista apenas um roupão. — M e virei e a deixei lá antecipando tudo que faria com ela na nossa volta ao quarto de jogos. M inha fera estava sob controle nos últimos dias. Temos feito sexo quase baunilha. M e surpreendi com o quanto gostei de fazer amor com ela sem muitos apetrechos, apenas nossos corpos conectados na maioria das vezes. M as preciso estar no meu ambiente também. Preciso dominá-la e ela precisa do meu lado dominador. Tenho percebido seus olhares ansiosos na direção da casa da piscina. É assim que

somos. Sexo bruto está na nossa essência. Chegou a hora de nos reencontrarmos onde tudo começou: o quarto de jogos. Exatamente trinta minutos depois a porta se abriu e ela entrou. Linda pra caralho! Os cachos ruivos soltos sobre os ombros. Usava um roupão curto, vermelho, destacando sua pele branca e o tom dos cabelos. Não usava maquiagem alguma. As sardas do nariz me convidavam a beijá-las. Tomei o último gole do meu uísque e apoiei o copo sobre a bancada do bar. Seus olhos deslizaram pelo recinto, ávidos e pousaram sobre o piano. — Está tudo igual. — falei baixo. Os olhos azuis me procuraram. — toque para mim, escrava. — ordenei e ela começou a andar em direção ao piano. — nua. Tire o roupão. Quero ver seus peitos e boceta enquanto toca. — miou e logo o tecido deslizava por suas curvas, caindo a seus pés. Porra! M eu pau babou com a visão dela. Eu nunca me acostumo com isso. Nunca me canso disso. — boa menina. Vá até lá, devagar. — ela obedeceu e me deliciei com o balanço suave e sensual de seus quadris, a bundinha linda, redonda e empinada testando meu controle. — O que quer ouvir, meu senhor? — sua voz rouca, sexy como o inferno viajou em mim. Avancei

lentamente. Seus olhos me devoravam sem pudor. Um riso malvado se formou na minha boca e abri meu roupão. Seu olhar desceu pelo meu peito e abdome. Lambeu os lábios e gemeu baixinho. Ela adora meu abdome. M eu riso ampliou quando arfou ao ver meu pau pronto para ela. — Você pode escolher, minha putinha. — sussurrei e me debrucei sobre a tampa do piano. Foi a minha vez de devorá-la. Enrubesceu, os mamilos túrgidos pedindo pela minha boca. Juntou as coxas e gemeu de novo. Seus dedos passearam suavemente sobre as teclas. — abra as pernas, porra! — rosnei e ela as abriu. — mais amplo. Eu disse que quero ver sua boceta ruiva enquanto toca. — grunhiu e as arreganhou para mim, salivei quando vi os lábios inchados e os pelos ruivos que são a minha perdição. Gostosa pra caralho! — você é minha perdição, escrava. Tem ideia do quanto estou me contendo aqui para não pular em cima de você? — os olhos azuis estavam muito inflamados, excitados agora. — sabe que será fodida sem dó, não é? — Sim, meu senhor. — murmurou naquele tom submisso que só ela sabe fazer. A coisa mais perfeita do caralho! — E por que está aqui, escrava? — apertei. Sua língua rosada passeou sobre os lábios carnudos.

— Porque sou sua, senhor. — disse suavemente. — M inha o quê? — rosnei. — Sua escrava, senhor. — disse arregalando os olhos com meu tom duro. Arqueei uma sobrancelha e acrescentou nervosamente: — sou sua escrava e sua puta, senhor. — meus lábios se curvaram num riso de lobo mau e meu olhar desceu por ela outra vez bem devagar. Estava ofegando quando voltei a fitá-la. O rosto incendiado de tesão. A imagem era linda, erótica. Acho que vou providenciar uma pintura dela exatamente assim: nua ao piano. — Você me agrada, escrava. Toque agora. — meu tom foi mais suave porque a beleza dela consegue a façanha de atiçar e domar ao mesmo tempo a fera dentro de mim. Ela fez isso desde o início. Seu poder sobre mim é tão grande e ela nunca sequer suspeitou disso. Talvez agora tenha um vislumbre, mas acho que ainda não entende a dimensão do que sinto por ela. — Someewhere Only we Know de Keane. — informou-me. — é linda. — sussurrou e as primeiras notas soaram. M eu peito saltou quando sua voz rouca acompanhou o piano. Porra! Ela é uma provocadora do caralho mesmo! Seus olhos permaneceram presos aos meus. Ah! Cristo! Eu a amo tanto. Abriu um pequeno sorriso, certamente ao ver minha reação embasbacada,

babando sobre ela. I came across a fallen tree (Eu encontrei por acaso uma árvore caída) I felt the branches of it looking at me (Eu senti seus ramos olhando para mim) Is this the place, we used to love (Esse é o lugar, onde costumávamos nos amar?) Is this the place that I’ve been dreaming of (Esse é o lugar com o qual eu tenho sonhado?) Eu não conhecia a letra, mas ela tinha razão. Era muito bonita. Nossos olhares nunca se deixaram e continuou cantando lindamente. Quando encerrou, sua boquinha linda se curvou num sorriso ao mesmo tempo inocente e safado. — Eu o agradei, meu senhor? — seu tom foi ridiculamente submisso outra vez. Ela sabe que amo isso. — M uito, minha putinha. — murmurei. — venha até aqui. — ela levantou-se e estava na minha frente num piscar de olhos. — ajoelhe-se e chupe meu pau. — ofegou e caiu de joelhos. Suas mãos vieram ávidas pelas minhas coxas. Estremeci com seu toque. — sem mãos, escrava. Apenas sua boquinha gostosa. — gemeu e pôs as mãos nas costas sem que eu precisasse dizer. Enfiei as mãos em seus cabelos, forçando meu pau entre seus

lábios. Ela choramingou de prazer, enquanto meu pau a esticava entrando até a garganta. Porra! Isso me deixa na borda. — ahhh! Porra! Que boquinha quente, deliciosa... Isso, minha putinha safada... M ama no meu pau... Ohhh! Que gostoso... — rosnei e passei a foder sua boquinha duramente. Ela me chupava com o mesmo desespero que eu a comia. Rosnando, gemendo. Ela foi feita para mim. — olhe para mim. — ordenei e os grandes olhos azuis levantaram lacrimosos. Estava quase sufocando, mas continuava me chupando esfomeada. Resfolegou e lágrimas desceram pelas faces lindas e coradas. — oh! M erda! Que putinha mais gulosa! — meti mais fundo e meu pau inchou. — Oh! Porra! Vou gozar, Cassie... Cristo! Que delícia... — rugi, fodendo-a sem trégua. — Ahhhhhhhhhhhh! — um som animalesco escapou da minha garganta e esporrei em sua boca. Puxei para fora e me masturbei, mirando os peitos lindamente rosados. Gemeu, pendendo a cabeça para trás ligeiramente. Nossos olhos trancados. A lambuzei toda. M eu esperma escorria pela barriguinha lisa me excitando de novo. — muito bem, escrava. Vá para o quarto e se limpe no banheiro. — levantou-se rapidamente. Apontei a porta disfarçada no meio da estante de livros. Seus olhos sorriam para mim. Não pude evitar sorrir também e fui até o bar me servir de mais uma pequena dose de

uísque. Quando entrei no quarto, ela já estava lá na posição submissa. Em suas mãos e joelhos do lado da cama. — M uito bem, escrava. — elogiei e me aproximei devagar. M eus dedos correram suavemente pela coluna graciosa. Sua pele arrepiou e ela estremeceu, gemendo baixinho. — vá para lá, putinha linda. — indiquei o canto onde ficava a cruz de Santo André. Seus olhos alargaram. Ela não gostava muito de ser colocada lá. — Senhor, eu... — balbuciou nervosamente. Eu quase cedi com o pedido nos olhos azuis. M as aqui sou eu quem manda. — Prefere ser açoitada pelo chicote de couro cru? — meu tom foi duro e puxei seus cabelos levantando-a para mim. — prefere passar a noite toda algemada ao pé da cama? — ofegou com as outras opções. Eu não faria isso, no entanto, mas ela não sabia disso. Abri um riso diabólico e injetei meu olhar no dela. Arfou de novo, submetendo-se. — Qualquer coisa para servi-lo, meu senhor. — murmurou me enlouquecendo com a forma como me olhava. Completamente entregue. M inha para eu fazer tudo. — É isso aí. Você é minha escrava, minha puta! — rosnei em sua boca. Eu ainda não a tinha tocado e

minhas mãos coçavam para sentir sua pele branca, macia, gostosa. A arrastei até a cruz e ela levantou os braços prontamente. A encarei e a expressão nos olhos azuis era linda. M uito linda. Não resisti e a puxei pela cintura para mim. Nos olhamos fixamente até nossas bocas se encontrarem. Gememos, nossas línguas se procurando avidamente. Seus braços rodearam meu pescoço e minhas mãos passearam pelas costas estreitas e desceram para a bundinha deliciosa. Amassei, cavei, bati em cada nádega e continuamos nos comendo. — minha putinha linda, porra! — rugi, mordendo seus lábios e a levantei, suas pernas vieram rápidas em volta do meu quadril. A pressionei contra a cruz. Não parei de beijá-la e puxei seus braços para os prendedores nas extremidades da parte superior. Gemeu na minha boca quando o clique das travas foi ouvido. Deixei suas pernas escorregarem até o chão. As espalhou obedientemente. Sorrio perverso. — não vou prender seus tornozelos, escrava. Tenho planos melhores. — murmurei em seu ouvido e puxei o lóbulo entre os dentes. Soltou um gemido necessitado. — eu vou cuidar de você. — minha boca desceu pelo queixo. Puxei mais seus cabelos e corri a língua lentamente pelo pescoço alvo. Estremeceu, o corpo esbelto sendo tomado por espasmos. Logo abocanhei um seio e ela gritou

descontrolada. M inha mão desceu numa palmada dura em seu traseiro. — não emita nenhum som, entendeu? Ou não vou deixar você gozar. — choramingou. Dei outro tapa. — entendeu, escrava? Vai ficar calada e quieta enquanto brinco com seu corpo! — assentiu, seu rosto se contorcendo quando puxei o mamilo entre os dentes. Enchi a mão no outro seio e o apalpei, rolei o mamilo, dei um puxão forte. M eus olhos nunca deixaram seu rosto. Ela mordia os lábios agora. O rosto rosado do esforço para conter os gemidos. Juntei os dois e lambi lentamente as auréolas. Tentou juntar as coxas, mas introduzi uma perna entre as dela bruscamente e continuei me banqueteando em seus peitos suculentos. Desci pelo ventre reto. M ordi, lambi, chupei não me importando em deixá-la marcada. Sorrio lascivamente quando me ajoelhei e fiquei de frente com sua boceta. Líquidos escorriam entre as coxas, os pelos ruivos brilhando obscenamente. Porra! Enfiei o nariz em sua vulva e inalei o cheiro embriagador. Ela tremia. Estava por um fio, sua postura tensa dizia isso. Lambi lentamente seu clitóris e depois o chupei bem duro. Ela convulsionou, as narinas dilatando, sua boca abriu levemente e ela gozou. Os olhos azuis vítreos, lindos. Não fez nenhum som como ordenei. Isso me fez faminto, caí de boca e mamei, bebendo seu creme,

comendo sua bocetinha linda como tinha feito no meu pau. Joguei uma perna por cima do meu ombro e abri os lábios inchados. Enfiei a língua em sua vulva e rodei lá dentro. Arfou quase imperceptível. Estava nos últimos espasmos, mas já estava se excitando outra vez. Perfeita para mim. Levei seu creme para o rabinho e meti dois dedos. Relaxou, me deixando rasgá-la. Voltei a fodê-la com a língua enquanto comia seu cuzinho com os dedos. Não demorou muito estava ofegando, seu canal sendo lubrificando. M ais uma vez pronta para mim. Dei uma palmada forte na nádega direita e coloquei sua perna no chão. M e levantei. — você é a coisa mais linda a gostosa que já vi, escrava. — seus olhos brilharam com minhas palavras. — vou comer sua boceta bem duro. M eter tão forte que será carregada de volta para casa. — sorrio perverso, quando mordeu os lábios para não gemer. — está liberada para gemer, gritar, chorar no meu pau, porque não vou ter dó de você, putinha. — rosnei e um choramingo saiu da sua boca finalmente. Cavei as mãos em sua bunda e a levantei. Ela quis envolver meus quadris, mas meneei a cabeça. Firmei seu torso na cruz e dobrei seus joelhos até os peitos. M e abaixei, alinhandome em sua vulva. Busquei seus olhos e os prendi. Ofegou, linda e expectante. M eti num só golpe, rasgando-a até o fundo. Gritamos. Porra! Nessa posição

meu pau se alojava em seu útero. Quase gozei com seu canal escaldante e apertado. — Ahhh! Jay... Deus! — choramingou, completamente empalada. Nossas pélvis coladas. Não havia um centímetro para fora. Puxei tudo e bati de volta. Rosnamos enlouquecidos. — ohh! Amor! Assim é tão... Tão gostoso... — miou e passei a comer sua bocetinha como se o mundo fosse acabar. Fodi seu buraquinho apertado duramente. M eu lindo anjo tomou meu pau sem reclamar. M e deixou esbaldar-me em sua boceta pelo tempo que eu quis como a boa submissa que é. Nossas bocas respiravam uma na outra, enquanto metia em seu corpo com violência. — Ohhh! Jay... Amor! Eu vou... Ahh! Ahhhhhhhhhhhh! — gritou alto. Ela com certeza compensou o primeiro orgasmo mudo. — Isso, minha putinha linda! Goze bem gostoso, amor! Goze, meu anjo... — balbuciei, meu corpo já sendo tomado pela sensação incomparável que é gozar dentro dela. Seu canal me estrangulou e foi o meu fim. — ahhhh! Porraaaaaa! — meti com tudo e gozei,

ganindo, esporrando em sua quentura. Deixei suas pernas escorregarem, mas continuei comendo-a até abrandar os tremores em nossos corpos. M inhas mãos foram para seu pescoço e se fecharam. Tomei sua boca num beijo saciado, reverente. M oí nela lentamente e continuamos nos beijando. Gemeu quando sentiu minhas mãos livrando-a das contenções da cruz. Seu corpo desabou no meu. Segurei firmei o seu corpo, saindo dele com cuidado e a levantei nos braços. Suspirou quando a coloquei na cama suavemente. Sorrio. Ela estava acabada. — Cansada, escrava? — ronronou quando me deitei atrás dela, deixando-a senti meu pau semiereto entre suas nádegas. — porque eu ainda não acabei com você. Só vai descansar quando eu gozar em rabo apertado. — miou. M as o som era desejoso também. Não me canso de repetir: ela foi feita para mim. A virei de costas na cama e subi em seu corpo. Adoro seu corpo macio e delicado embaixo de mim. M inhas mãos seguraram seu rosto em cada lado. Nossos olhares travaram. — Eu te amo, amor. — sussurrou, suas mãos passeando pelo meu peito e ombros. Gemi com seu toque. Amo suas mãos em mim. — Também te amo, anjo. — murmurei e nossas bocas se buscaram num beijo lento, gostoso. Nos

excitamos devagar, exploramos o corpo do outro e quando estávamos rosnando como animais no cio a coloquei de quatro e me afundei em seu rabo. — Caralho de cu mais perfeito, escrava! M orro para foder esse rabo, sabia? Sou viciado nele, porra! — espanquei sua bunda e a fodi como se não tivesse gozado duas vezes na noite. — toma tudo, minha putinha deliciosa! Vem, rebola... Isso, rebola esse cuzinho gostoso do caralho no meu pau! — ela rebolava, encontrando-me a cada estocada bruta, deixando-me comer seu rabo do jeito que sabe que preciso. Do jeito que ela também precisa. — se toque, Cassie! Se toque, amor! Ah! Porra! Não vou durar... — rosnei e levei as mãos para seu pescoço. Apertei apenas o suficiente para excitá-la mais. Choramingou, se tocando e acelerei os golpes. Eram brutais agora. M inha pélvis se chocando com sua bunda. Levantei uma perna por cima do seu quadril, montandoa literalmente e a comi sem piedade, entrando muito fundo nessa posição. Ela gritou e estremeceu, soluços tomaram seu corpo e isso foi a minha perdição. Ela chora no meu pau. É a coisa mais sexy que já vi na minha vida, caralho! — oh! M erda! Vou gozar, amor! Que gostoso... Cristo! Eu te amo, amor! Amo você, porra! — gritei fora de mim, esporrando sem controle em seu buraquinho quente. Caímos no colchão, nossos

corpos vibrando juntos. M eus lábios espalharam beijos por seus ombros e costas, enquanto ainda metia nela com força. Estava toda mole, ofegante embaixo de mim. Dominada. Completamente dominada. — Eu também te amo, amor. — sua voz foi fraca, abafada. Sorrio, saindo dela devagar. Gememos vergonhosamente com a perda de contato. A puxei e ela se enroscou em mim como uma gatinha saciada. Acabamos caindo no sono. Acordei com o celular tocando. Era Isaac informando que nosso jantar já havia sido enviado para cá. M e levantei com cuidado para não acordá-la. Amo olhá-la assim adormecida, cansada da minha posse. M eus olhos deslizaram sem pressa por toda ela. Linda demais. Uma mensagem chegou e abri. Era de um número desconhecido. Você se acha muito esperto não é? Dê uma boa olhada à sua volta e vai descobrir que não passa de um grande otário, alteza. Franzi o cenho. Que merda é essa? Outra chegou do mesmo número essa realmente assustou a merda fora de mim. Mark Springs está morto. Eu não gostaria de estar na sua pele agora. Você foi muito estúpido de ameaçá-lo publicamente. CAPÍTULO QUINZE Jayden Olhei a vista do Rio Tâmisa através das paredes de

vidro do meu escritório. As embarcações deslizavam suavemente pelas águas. Eu estava intrigado desde ontem à noite quando recebi duas mensagens muito estranhas. A última dizia que M ark Springs estava morto, mas era mentira. Rodei por todos os jornais virtuais depois que as recebi e não havia nada sobre a morte do asqueroso. Tentei ligar para o número das mensagens e só dava número inexistente. Eu não comentei nada com Cassie. Não quero preocupá-la. Quero acreditar que tudo não passou de uma brincadeira de muito mau gosto. A porta se abriu e virei para ver Carl que acabava de entrar. — Ei, parceiro. — franziu o cenho me analisando. — há algo errado? — Não, por que a pergunta? — usei um tom neutro. Eu e Carl não somos muito de trocar confidências. Nos respeitamos. Somos amigos, mas nunca tivemos uma relação fraternal. Sei a diferença porque tenho isso agora com meus irmãos. — Parece preocupado. — disse, sentando-se numa das cadeiras à frente da minha mesa. — Não é nada em especial. — falei lacônico e me sentei também. — O jantar de sábado ainda está de pé? Tenho uma acompanhante. — disse abrindo um meio sorriso

misterioso. — Sim, claro, eu e Cassie receberemos alguns poucos amigos e parceiros de negócios. Apenas para apresentá-la oficialmente a Londres como minha esposa. — franzi o cenho de repente. Carl não é muito de sair com mulheres. Ele joga com elas e é só isso. Raramente é visto em ambiente social acompanhado. — quem é sua acompanhante? — Ela chegou há dois dias à cidade. É linda, gostosa e aprecia um sexo duro. — abriu um riso perverso. — Uau! — assoviei. — isso foi rápido, parceiro. — sorrimos os dois. Se há algo com que nos identificamos é a dominação. No entanto, Carl é um sádico assumido. Ele se diverte machucando suas submissas. Eu não aprecio dor sem prazer. Para mim o prazer tem que ser mútuo. Já tive que livrá-lo de várias situações complicadas. Ele machucou feio duas delas há três anos e foi processado. Foi um escândalo para a empresa na época. O alertei que não toleraria mais esse tipo de comportamento abusivo e ele tem se comportado desde então. — Como está indo o projeto do Fogs? — mudei de assunto. — M uito bem. Cassie é perfeita. — disse, os olhos cinza brilhando de entusiasmo.

— Fico satisfeito que estejam se dando bem. — falei. — ela é minha mulher agora, Carl. É a mulher que amo mais que tudo nesse mundo. É importante para mim que seja tratada bem aqui na empresa e, principalmente por você. — ele pareceu um tanto desconfortável com minhas palavras, mas aquiesceu. — Fique tranquilo, irmão. Estamos nos dando bem. Cassie é adorável. — disse, os olhos cinza flamejando com algo que não identifiquei bem. — é fácil entender porque é tão louco por ela. Abri um riso orgulhoso, arrogante e apaixonado. — Sou completamente louco por ela. — assenti. — e ela também é por mim. Passamos dois anos separados por uma armação, parceiro. Agora vou fazer tudo para mantê-la feliz. Nada vai nos separar dessa vez. Nada. — garanti. Ele pareceu desconfortável novamente. Carl não é de falar de sentimentos. Isso o entedia. Sorrio mais amplamente da sua situação. — um dia vai encontrar uma mulher, Carl. E vai querer fazer tudo por ela. — os olhos cinza se fixaram em mim e de novo algo brilhou no fundo da íris. — Eu já encontrei, irmão. — disse num tom baixo, contido. Franzi o cenho. — M esmo? É essa com quem vai no jantar? — indaguei.

— Não! Claro que não. — negou veementemente, parecendo irritado de repente. — essa é só uma foda gostosa. Ainda estou trabalhando para ter a mulher que quero. E está certo numa coisa, parceiro. Vou fazer tudo, absolutamente tudo para tê-la. — seu tom foi um tanto brusco no final. — Uh! Boa sorte com isso. — falei levantando as mãos, meu tom provocador. Ele abriu um riso também. — vou almoçar com Cassie. Quer ir conosco? — Hum, foi isso que vim dizer. Cassie foi almoçar com o Fogs. — informou e a forma como disse isso me deixou em alerta. — sei que haviam combinado, mas o maldito egocêntrico exigiu que ela almoçasse com ele. Parece que quer sugerir umas alterações no projeto interno. Ela tentou avisar, mas você estava em reunião. — Certo. — disse, minha alegria murchando. — Obrigado por me avisar. — meu celular vibrou e o peguei em cima da mesa. O havia deixado aqui antes da reunião e ainda não tinha checado quando retornei há uns vinte minutos. M eu peito se encheu de novo ao abrir a mensagem de Cassie. Cassie: Oi, grandão. Nosso almoço vai ficar para amanhã, amor. O louco do Fogs solicitou almoçar comigo para sugerir algumas coisas no meu projeto. Tive que aceitar porque meu marido e chefe, que por

acaso é um engenheiro brilhante, lindo, gostoso, fodão, está contando comigo para o trabalho. Quero ser perfeita para ele. Vou sentir saudades. Eu te amo, amor. Muito, muito, muito, muito... Bjos. M eu coração cantarolou, um sorriso enorme e bobo se abriu no meu rosto. Levantei o celular para Carl que franzia o cenho. — Ela acabou de me avisar. — disse já digitando um texto em resposta. Jay: Oi, meu lindo anjo. Seu marido, o tal engenheiro fodão, acha você perfeita. De todas as formas, amor... Linda, talentosa e gostosa pra caralho! Vou contar as horas para ter sua bocetinha quente e apertada cavalgando bem gostoso no meu pau. Quando voltar venha direto para minha sala. Vou te foder sem sentido a tarde toda. Já estou com saudades. Eu te amo também. Loucamente. Bjos. M eu riso era sacana quando enviei. Ela vai ficar louquinha quando ler isso. Não demorou muito chegou outra. Abri imediatamente. Ah! Porra! Eu pareço um adolescente. Levantei a vista para Carl e ele ficou de pé. — Eu vou almoçar. Você vem? — disse um tanto seco. Assenti e peguei meu terno. Saímos da sala. Li a mensagem quando entramos no elevador. Cassie: Você é tão malvado, amor. Não pode deixar

minha vagina gotejando, palpitando por você quando ainda vai demorar mais de duas horas para que eu esteja cavalgando bem gostoso no seu pau, sentindo sua boca quente chupando meus seios, bem duro... Porra! M eus olhos esbugalharam. A safadinha estava me pagando na mesma moeda. M ais do que depressa digitei outro. Jay: Rsss. Estou duro pra caralho, agora, minha escrava gostosa. Se você estivesse aqui, ordenaria que lambesse meu abdome todinho e depois mamasse no meu pau com essa boquinha de puta safada que você tem... Carl bufou quando ri alto ao enviar a mensagem. Foda-se ele! Outra chegou. Rosnei sem me importar com as outras pessoas no elevador quando li. Cassie: Humm, que delícia, amor. Amo lamber e chupar meu dono... Minha calcinha alagou só de pensar que vou engolir cada gota de seu sêmen, meu senhor... Provocadora do caralho! A merda do pacote completo. Cristo! Sou insanamente apaixonado por essa mulher. M eu pau doeu se contorcendo nas calças. Ainda ia demorar duas horas para ter minha mulher! Porra! Era muito tempo. M andei outro. Jay: Porra! Meu pau está furioso para comer você, escrava. Não posso esperar duas horas... Qual é o

restaurante em que estão almoçando? Cassie: Jay... Amor, o que vai fazer? Sorrio perversamente quando detectei o receio, a expectativa e a excitação em suas palavras. Jay: Nada demais. Só quero comer minha putinha como havia planejado. Me recuso a ficar sem minha sobremesa favorita... Diga-me, amor. Onde estão? Vou até aí num segundo... Cassie: Rsss, seu louco. Estamos aqui perto da King’s. É um restaurante brasileiro há dois quarteirões para o norte. Já o mostrei a você. Jay: Sei qual é, anjo. Me aguarde, amor... Guardei o aparelho no bolso antes de entrarmos na limusine na frente do prédio. Carl estava claramente mal-humorado. Caralho! O que há com ele? Já desisti de tentar entender as esquisitices dele há muito tempo, então dei de ombros e voltei meus pensamentos para minha mulher. M inha linda e deliciosa mulher. Não demorou muito estacionávamos na frente do charmoso restaurante com uma fachada em verde a amarelo. O maître nos encaminhou para o terraço amplo que dava para o Rio Tâmisa. Uma vista magnifica! Então meus olhos pousaram nela e a vista perdeu toda a beleza. Estava linda, no vestido azul marinho comportado, mas sexy pra caralho que a ajudei a fechar o zíper nessa

manhã. Ela mostrava algo nos papéis sobre a mesa, mas Fogs estava com os olhos cravados nela, parecendo pouco interessado no que dizia. Franzi o cenho com a expressão de luxúria e cobiça nas feições do idiota. Eu sabia que era um mulherengo descarado, mas não pensei nisso quando designei Cassie para o projeto. Tudo que vislumbrei foi a chance de mostrar todo o seu talento e ser reconhecida por isso. Era um projeto milionário e ela era perfeita para o trabalho. No entanto, comecei a me chutar mentalmente por permitir minha mulher ser alvo do maldito jogador, porque o olhar que via no rosto dele agora me fez cerrar os punhos. Avancei por entre as mesas na direção deles, uma ira tomando meu corpo. Quem esse babaca pensa que é para olhá-la desse jeito? — Jay, o que vai fazer? — a voz apreensiva de Carl soou bem do meu lado. — ele é um cliente importante... — Ele pode ser o príncipe da Inglaterra, está vendo o olhar dele para minha mulher? — rosnei. — vai engolir a porra daquele sorriso fabricado agora! — completei e Carl fez um som de desagrado com a garganta. Paramos em frente à mesa e o imbecil finalmente tirou os olhos de cima da minha mulher. Seu rosto empalideceu na hora pela surpresa em me ver. Voltou devagar à sua posição na cadeira, pois esteve debruçado, babando em Cassie. Filho da puta!

— Sr. King. — disse num tom apertado. Cassie levantou a vista dos papéis e os olhos azuis se alargaram um pouco ao ver meu semblante irado. — Oi, meu anjo. — suavizei meu tom, tentando tranquilizá-la. Ela obviamente estava alheia ao olhar cheio de segundas intenções do seu cliente. — resolvi me juntar a vocês. Quero ver as sugestões de mudança do Sr. Fogs. — meus olhos o buscaram de novo. Ele já havia recuperado um pouco da cor. — fiquei curioso. O projeto é perfeito. — Sentem-se, por favor. — ele convidou apertando um pouco os lábios. Carl o cumprimentou e sentou-se na cadeira do lado oposto da mesa. Continuei de pé, pois o imbecil estava ocupando a cadeira ao lado de Cassie e parecia bem confortável lá. — Espero que não se importe, mas esse lugar é meu. — falei, num tom contido, mas minha raiva ainda fervia por dentro. Ele se empertigou um pouco, então se levantou e veio juntar-se à Carl. A cadeira estava muito próxima de Cassie. Eu estava muito puto com esse imbecil conquistador e estava bem claro que esse almoço não tinha nada a ver com negócios, pelo menos não para ele. Acomodei-me na cadeira vazia e me aproximei da minha mulher que tinha um brilho excitado nos olhos azuis. Ela gostou de me ver com ciúmes, a danadinha.

Abri um meio sorriso e a beijei suavemente nos lábios. Arfou levemente. — está tudo bem, amor? — sussurrei em sua boca. Assentiu enrubescendo um pouco com meu concurso de mijadas. — então, quais são as sugestões, Fogs? — assumi um tom profissional voltando a encará-lo. — Eu, hum, sugeri uma piscina na suíte principal e... — o idiota pomposo pôs-se a falar. M eus olhos não o deixaram nenhum segundo, analisando, intimidando, mandando um recado claro que estaria atento a ele de agora em diante. Era um sujeito bem apanhado. Certo, as mulheres devem achá-lo atraente. Era alto, forte, loiro de olhos verdes e um sorriso branco demais para o meu gosto. Seu dentista deve ter errado um tom ou dois no clareamento. Ironizei-o. Sujeitinho ridículo. — Entendo. Você não deveria estar concentrado junto com os outros jogadores para o jogo de domingo? — mandei na lata e ele tomou um gole do seu vinho calmamente. — É uma das vantagens de ser o astro do time, Sr. King. — deu-me um riso arrogante, seus dentes quase me cegando. Arg! — Deve ser por isso que seu desempenho tem caído bastante nessa temporada, não é? — falei, meu tom jocoso. — aquele gol que perdeu embaixo das traves no

último jogo foi humilhante, parceiro. — ele se ajeitou no assento, desconfortável agora. Ótimo! — vou ser sincero, até meus gêmeos de um ano e cinco meses fariam aquele gol. — Carl lutou para segurar o riso e Cassie fez som de engasgo ao tomar sua água. — É só uma má fase, vai passar logo. — Fogs disse, apertando o maxilar. — Ou talvez não. — falei adorando ver o desconforto do babaca. — o futebol é um meio muito concorrido, Fogs, não basta só o talento natural. É uma profissão. — eu tinha sua atenção total agora. — e como em qualquer outro ramo é preciso dedicação, aperfeiçoamento, coisa que percebo, vem negligenciando em nome das farras e mulheres. — empertigou-se e ergueu o queixo em claro desafio. — Acho que isso não é da sua conta, Sr. King. — disse entre dentes. — Aí é que se engana, parceiro. Sou torcedor . — fez um som de desdém. — desculpe, deixe-me ser mais específico. Não um simples torcedor. Detenho ações do time. Vou doar uma reforma no Old Trafford 9 e fico realmente triste quando vejo aspirantes a astros que pensam serem maiores que toda a história do Manchester. — sua boca fez um “o” e ele permaneceu calado. — há outra coisa que me incomoda em você. — Cassie tocou meu braço porque já pressentia o que viria

a seguir. — está vendo essa mulher linda e talentosa aqui? — os olhos dele a buscaram, mas se desviaram rapidamente para mim. — ela é minha. O que pensou que conseguiria com essa tentativa ridícula de assediá-la? Porque tudo que disse aqui poderia ser informado por telefone. — ele ficou pálido e tomou mais um pouco de vinho. Um silêncio tenso surgiu na mesa. — de agora em diante eu ou Carl a acompanhará ao local da obra. O projeto é perfeito, mas podemos fazer as adequações que sugerir. Primamos pela satisfação do cliente. Está de acordo com as novas regras? — ele torceu os lábios. — é claro que sempre pode procurar outra empresa. — completei. — Não é necessário tanto alarde, Sr. King. Vou continuar com sua empresa. — falou ansioso. — não há outra melhor e o senhor bem sabe disso. Eu gosto do melhor. — acrescentou. Estreitei meus olhos nele. Covarde. Bufei. — Ótimo. Também gosto do melhor. — entrelacei meus dedos nos de Cassie e depositei um beijo suave no dorso de sua mão, prendendo o olhar do babaca e acrescentei: — não tente novamente dar uma de Dom Juan para cima da minha mulher e não terá com que se preocupar. Cassandra

Puta que pariu! Jay simplesmente passou por cima do jogador idiota como um trator. M inha calcinha estava empapada de excitação. Adorei ver meu príncipe fodão todo ciumento e possessivo. O almoço transcorreu num clima tenso, mas sua mão grande e calejada deslizava suavemente pela minha coxa, ameaçando ir para a minha virilha, parando sempre muito perto. Apertei sua mão entre as coxas em alguns momentos e sua cabeça virava na minha direção com aquele olhar e meio sorriso perversos, safados que tanto amo. Puta merda! Eu estava a ponto de puxá-lo para o banheiro feminino. Foi uma tortura. Fiquei o tempo todo esperando, ansiando que fizesse alguma coisa, mas ele não fez nada. Algo na expressão dele me dizia que estava me punindo por ter escondido que Fogs estava me assediando. Voltamos para a empresa na limusine. Carl voltou conosco. Parecia incomodado quando Jay entrelaçou nossas mãos e me puxou quase me fazendo sentar em seu colo. Apoiei minha cabeça no peito largo sentindo seu cheiro delicioso. Sua mão passeava preguiçosa pela lateral do meu corpo, parando bem abaixo do seio direito. Quase gemi, prendendo o fôlego. Beijou meus cabelos e senti seu hálito quente, sua respiração um tanto pesada. Ele estava excitado também. — Então, vamos dar uma olhada nas melhorias que

o Fogs sugeriu? — Carl quis saber quando saímos do elevador no andar onde ficavam nossas salas. Jay manteve o agarre na minha cintura. — Ela vem comigo. Temos algo a discutir. — disse, num tom duro já me puxando rumo a sua sala. Carl apertou o maxilar e assentiu virando no corredor rapidamente. — Jay... Amor... — falei, apreensiva quando entramos e ele pisou duro até a parede de vidro dandome as costas. — Por que não me contou, Cassie? — seu tom foi seco, frio. — essa não foi a primeira vez que aquele babaca assediou você, foi? — olhou-me por cima do ombro. Andei cautelosamente até ele. O enlacei pela cintura. Seu corpo ficou tenso. Depositei beijos suaves em suas costas amplas. Estremeceu e suspirou. — Não, não foi a primeira vez, amor. — revelei. Se empertigou de novo. — não contei porque não quero ser vista na empresa como aquela que sempre vai correr para o chefe reclamando das coisas. Não quero ter regalias porque sou a sua mulher. Você confiou em mim para o trabalho e eu quero merecer sua confiança. Quero ser perfeita para você. — sussurrei. Ele soltou um palavrão e virou-se para mim. — De onde tirou a ideia de que não é perfeita para

mim? — murmurou, seus braços me rodeando a cintura, me puxando para ele. — você é a coisa mais linda e perfeita que já vi, meu anjo. — seu tom ainda um tanto duro apesar das palavras carinhosas. — você não vai mais esconder algo assim de novo, entendeu? — levou uma mão para meu queixo me fazendo encará-lo mais de perto. — aquele idiota ia continuar assediando você, querendo o que é meu se eu não tivesse ido até lá hoje. — os olhos negros tinham um brilho feroz agora. — eu não suporto ver outro homem olhando você da forma que ele olhava quando cheguei. Você é minha. Só minha. Diga! Diga que é só minha! — puta merda! Ele estava realmente chateado. — É claro que sou sua, amor. Só sua. Sempre sua. — murmurei em sua boca. Seu olhar correu por todo o meu rosto como que procurando comprovar minhas palavras. — Tire a roupa. — sua voz foi grossa, rouca, dura e ele me largou, indo sentar-se no amplo estofado, cruzou as pernas e abriu os braços no encosto do sofá. Sua postura dominadora como um sultão diante de sua escrava. Os olhos negros flamejando, perversos em mim. Levei as mãos às costas e desci o zíper do vestido bem devagar. Logo o tecido escorregava pelo meu corpo, fazendo um amontoado nos meus pés. Saí do círculo e

comecei a andar em sua direção. — tudo. Tire tudo. — ordenou baixinho, seus olhos nunca me deixando. Abri o fecho frontal do sutiã e meus seios saltaram livres. A íris escura incendiou vendo meus mamilos eriçados, implorando por sua boca. Arquejei. Seus lábios se curvaram num riso malvado, sexy. Enganchei meus dedos na calcinha e a desci pelas coxas. M inhas pernas trêmulas nos meus sapatos de salto alto. Joguei a calcinha no chão e voltei a andar. — não. — disse sucinto e estaquei. — em suas mãos e joelhos, escrava. — gemi com seu tom e meus líquidos escorreram pelas minhas coxas. Ele fixou o olhar na minha vagina vendo a minha excitação escorrendo e riu daquele jeito perverso. Abaixei-me como mandou. Rosnou e livrou-se do terno, afrouxando a gravata. — venha rastejando para mim, escrava. — miei e fui me arrastando pelo tapete macio até ele. Parei na posição submissa aos seus pés. — olhe para mim, Cassie. — levantei meus olhos. — a quem você pertence, escrava? — inquiriu, abrindo os botões da camisa branca bem devagar. Lambi os lábios quando seu peito e abdome ficaram desnudos. — responda, porra! — A você, senhor. — sussurrei, ofegante. — pertenço a você. — riu amplamente. Os dentes brancos destacando no rosto moreno. A barba por fazer dando

um ar insolente, arrogante e dominador que me enlouquece. Abriu o cinto e desceu o zíper das calças junto com a cueca. Seu pau saltou orgulhoso, longo, grosso, duro, lindo. Lambi os lábios de novo. — Boa menina, mas você me desagradou hoje. — disse no tom duro outra vez. — não vai gozar. Vou te comer a tarde toda, encher você da minha porra e não terá permissão para gozar. — puta que pariu! Não! — Jay... Amor... — lamentei. — Vem, me chupa. — ordenou, segurando seu pau pela base. Avancei para ele, ficando de joelhos. M inhas mãos passearam pelo seu peito, esfomeadas. Gemeu, estremecendo com meu toque. Cobri seu peito de beijos e lambidas. Grunhiu quando fui descendo pelo abdome rijo, definido. M ais líquidos jorraram da minha vagina. Gemi, enlouquecida por esse homem lindo, gostoso, meu dominador. Suas mãos encheram nos meus seios. Gritei quando puxou os mamilos. Eu já estava pronta para gozar, puta merda! Isso vai ser difícil. Lambi a tatuagem próxima da pélvis e abocanhei a cabeça gorda do seu pau. — oh! Porra! Que delícia, minha putinha linda... — rugiu, levantando o quadril do assento. Estocou fundo, esticando meus lábios, se alojando na minha garganta. Ofeguei porque ele é muito grande e espesso. Babei no seu pau e comecei a sugá-lo com

fome. Suas mãos continuaram amassando meus seios, dando beliscões suaves na carne e nos mamilos. — isso, minha escrava... M ama bem gostoso no seu dono... Caralho! Que boquinha deliciosa...— rosnou, e enfiou as mãos nos meus cabelos num agarre dolorido. Passou a foder minha boca com golpes fortes. Lágrimas caíam pelas minhas faces, mas eu não me importava. Eu só queria agradá-lo. — para! Para, porra! — puxou da minha boca, soltando mais palavrões. — não quero gozar agora. Sente-se no sofá e abra bem as pernas. — obedeci prontamente. — segure as pernas junto aos peitos. — grunhiu, ficando de joelhos entre minhas coxas. — isso... Porra de visão linda! Sua bocetinha toda arreganhada para tomar meu pau. — rosnou esfregando a ponta avantajada entre meus lábios e clitóris. — Amor... — choraminguei. Ele sabia o que eu queria. — O que é, minha putinha gostosa? — abriu um riso sacana, massageando meu clitóris, numa tortura requintada. — será que você quer gozar no meu pau? Hum? — Oh! Sim, amor... Por favor... — implorei vergonhosamente. — Você escondeu coisas de mim, Cassie. — rosnou e meteu com força, violentando minha vulva. Gritei,

ensandecida com a dor e o prazer de ser completamente preenchida por ele. — Oh, porra! Que bocetinha mais perfeita! — puxou tudo e bateu de volta numa estocada brutal que tirou meu ar. Suas mãos se fecharam em meu pescoço e me puxou para tomar suas punhaladas duras. Seu olhar feroz no meu rosto, me ordenando silenciosamente para não gozar. — toma tudo, porra! Toma meu pau até as bolas nessa bocetinha ruiva e linda! Era isso que aquele idiota pomposo queria, Cassie. — rosnou me comendo furiosamente. — ele queria o que é meu. Nenhum filho da puta vai comer essa boceta! Só eu, porra! — ele parecia fora de si. Cristo! M e fodeu grunhindo, rosnando como um animal selvagem. M inhas pernas doíam pela posição, meus braços dormentes de segurá-las. — Oh! M eu Deus! — gemi alto. M eu corpo sendo tomado pela sensação pré-orgasmo. M eu ventre incendiando, enquanto metia em mim, incansavelmente. — Jay... Eu sou sua, amor. Só sua. — choraminguei. — ninguém vai me ter, só você, amor. Só você. — seus olhos suavizaram e ele gemeu, satisfeito com minhas palavras. — eu te amo tanto, amor. — arquejei e não consegui segurar mais. Lágrimas pularam dos meus olhos e eu gozei, convulsionando em espasmos incontroláveis. Seu corpo estremeceu também e logo

estava uivando: — Eu também te amo, anjo. Eu te amo mais que tudo, porra! Ahhhhhhhhhh! — me rasgou bruscamente e gozou, me enchendo com jatos e jatos de esperma quente. Caiu por cima de mim, nos ajustando no sofá. Deitei-me completamente, minhas pernas escorregando para os lados. Ele ainda estocando com força, derramando até a última gota dentro de mim, minha vagina palpitando em torno dele. O abracei. Seus braços vieram em cada lado do meu rosto, suas mãos enfiaram nos meus cabelos e nossas bocas ofegaram uma na outra antes de seus lábios esmagarem os meus. Era um beijo de posse. O deixei saquear minha boca como continuava a fazer na minha vagina. M e comeu assim por muito tempo. Ainda estava duro. M inha vulva já ardente. — Jay, amor... — consegui, falar, lutando por ar. Cristo! Ele estava me assustando. Parou os movimentos e seus olhos se abriram, fitando-me como se estivesse saindo de um transe. Tive um vislumbre da noite em que me fodeu enfurecido e me mandou embora. Puta merda! Ele realmente não sabia lidar com a raiva. — o que você está tentando provar, me fodendo como um louco? — quis saber, meu tom levemente divertido. Seus olhos alargaram um pouco e ele gemeu enterrando o rosto no meu pescoço. Seus lábios quentes foram espalhando

beijos suaves, descendo pela clavícula. Senti a tensão abandonando seu corpo. Ufa! — Eu machuquei você, anjo? — levantou a cabeça e nossos olhares travaram, o arrependimento tomando a íris escura. — eu não lido bem com a raiva, amor. — sussurrou encabulado, vulnerável, até. — eu odiei a forma como aquele imbecil estava cobiçando você. Odiei que tenha me escondido isso. — suspirou ruidosamente. — eu não quero você perto dele de novo. — enterrei meus dedos em seus cabelos, massageando sua nuca suavemente. — Eu errei, amor. Sinto muito por isso. — disse baixinho. — eu amo você. M uito, muito, muito... Pensei que soubesse disso. — seu semblante relaxou completamente. — Eu sou tão idiota, meu anjo. — murmurou, seus dedos deslizando suavemente pelas minhas faces. — Idiota e ciumento. — sorrio. Ele abriu um pequeno sorriso também. Beijou as sardas do meu nariz. Ele adora fazer isso. Ronronei. Também adoro quando faz isso. — Olha só quem fala... — mordeu meu queixo. — não foi você quem ameaçou arrancar os olhos de alguém muito recentemente? — provocou puxando minha perna direita para sua cintura e girou o quadril lentamente, seu

pau ainda duro e latejando dentro de mim. Gemi. — Os olhos da vadia e suas bolas, se não me engano. — sussurrei. Ele abriu aquele riso sem vergonha, arrogante, sexy, tão familiar. A tensão se foi completamente. M eu Jay estava de volta. — não ria. Eu falei sério. Isso vale para qualquer vadia que olhar para você. — Eu te amo, amor. — murmurou, lambendo meu pescoço daquele jeito lento e safado dele. — E eu a você, meu grandão. — ofeguei, quando abocanhou um seio. Sua risada pingando sacanagem me fez arrepiar e estremecer de prazer. — Vou fazer amor com minha mulherzinha linda agora. — murmurou e sua boca voltou para a minha. Nossos olhares se fixaram e sorrimos cúmplices antes de nos beijarmos lenta, gostosa e apaixonadamente. Eu amo tanto esse homem. Recomeçamos tudo... Amamo-nos a tarde quase toda. A última vez foi no amplo banheiro da sua sala. Jay me dobrou sobre a pia e comeu meu ânus com golpes fundos, bruscos, deliciosos do jeito que nós dois gostamos. Estava tremendo quando me deu uma pausa. Deu-me banho rapidamente e se banhou também. Recompomo-nos para voltar ao trabalho. Qual foi a minha surpresa ao entrar na minha sala pela porta de comunicação e dar de cara com Carl acomodado num dos

estofados. Seus olhos correram por mim e inflamaram, certamente reconhecendo o que estive fazendo com Jay a tarde toda. Avancei devagar. Ele me deixa desconfortável. Não consigo confiar nele. Há algo sinistro em torno dele. — Carl? — franzi o cenho. — o que faz aqui? Não me lembro de ter marcado um horário com você. — meu tom foi um tanto seco. Ele abriu um riso que não alcançou os olhos e levantou-se vindo até mim. Ele parecia irritado com algo. — Não, não marcamos nada. Eu acabei de chegar. — disse, seu olhar examinando-me minuciosamente. Suas narinas dilataram quando chegou perto. Perto demais até. Recuei um pouco. — só quero que saiba que pode contar comigo para as adequações no projeto. Quando quiser podemos começar. — estreitei meus olhos nele. — Obrigada, mas quero fazer isso sozinha. Jay confia em mim para isso. — ele apertou o maxilar, mas acenou levemente com a cabeça. — ele confia em você também como amigo e sócio. — espero que ele pegue a indireta e pare com essa coisa estranha de ficar me rondando e secando com esses olhos cinza inquietantes. — A recíproca é verdadeira, Cassie. Jay é como um irmão para mim. — disse abrindo um riso simpático. Foi a minha vez de assentir. — estarei à disposição se

precisar. Quero que saiba disso. Sei que é talentosa, afinal eu selecionei seu currículo para o estágio. — como? Isso é informação nova. Pisquei confusa. — sim, eu quis você desde o início, Cassie. — emendou ao ver minha confusão: — digo, para o estágio. Era a mais brilhante entre os candidatos. — Eu, hum, obrigada. — balbuciei ainda tentando processar suas palavras. Ele acenou mais uma vez e se afastou rumo à porta. — Ah, e Carl? — ele virou-se rapidamente, os olhos cinza em expectativa. — eu agradeceria se parasse de me olhar assim. — sua boca se curvou num riso charmoso, enigmático e ele andou de volta, devagar, parando muito próximo, invadindo meu espaço pessoal. — Assim como, Cassie? — seu tom foi baixo, sedutor. Ele é um homem muito bonito, não vou negar, mas meu corpo não reage à sua beleza. Seu assédio velado está me incomodando. — Com desejo. — disse com firmeza, dando dois passos para trás. Isso vai acabar agora. — amo meu marido. Jay é o homem da minha vida. Sempre foi e sempre será. — ele inalou o ar bruscamente. M as sorriu conciliador. — Tudo que tenho feito é tratá-la bem como Jay me pediu, Cassie. — disse num tom mais baixo. — prometi

a ele que a trataria como uma irmã e é isso que estou fazendo. — quase bufei. Irmã? Sei. Eu não estou louca. Vejo lampejos de cobiça, luxúria, desejo nos olhos dele o tempo todo. — Eu sei o que vejo, Carl. Eu gostaria que isso parasse. — meu tom foi firme, decisivo. — do contrário vou ter que contar ao meu marido. — ele acenou levemente com a cabeça. Era um gesto aparentemente frio, pois seus olhos inflamaram um milésimo de segundo e ele riu conciliador de novo. — Certo, Cassie. Não quero me indispor com Jay. — assentiu finalmente e saiu em seguida. Suspirei e fui até a parede de vidro. A visão linda de Londres me saudou, mas meus pensamentos foram para além dela. Eu tive um vislumbre de como Jay lida com sua raiva e ciúme hoje. M e joguem na fogueira, mas eu preciso pensar melhor sobre isso antes de falar sobre minhas suspeitas sobre seu melhor amigo e sócio. Puta que pariu! Jay o mataria se visse os olhares incendiários que me lança quando não está por perto. Oh! M erda! Que situação. M eu celular vibrou na mesa. Fui até lá. Era uma mensagem. Abri com um sorriso se formando, imaginando ser de Jay, mas era de um número desconhecido. M eu sangue foi drenado do corpo com a foto que apareceu na tela. M ark deitado no chão. Os

olhos levemente abertos, parecendo sem vida. Uma mancha de sangue no peito. Um pequeno furo que parecia... Oh! M eu Deus! Ele levou um tiro! M ark estava morto! CAPÍTULO DEZESSEIS Cassandra Saímos da igreja e alguns paparazzi nos cercaram, mas Isaac e Bill os afastaram e nos escoltaram rapidamente até a limusine. Perguntas ofensivas iam sendo lançadas: o que está fazendo no funeral do seu arqui-inimigo, Sr. King? O senhor teve algo a ver com morte de Mark Springs? A polícia o apontou como um dos possíveis suspeitos, o que tem a dizer sobre isso? É verdade que ameaçou Mark Springs publicamente? O senhor tem um álibi? Eu podia sentir a tensão saindo em ondas do corpo de Jay, mas ele permaneceu calado, conforme a orientação dos seus advogados. Conseguimos entrar e suspirei aliviada. Jay estava taciturno. Esteve assim a cerimônia inteira. Estranhou quando disse que queria vir ao velório, mas veio comigo.

M e deu apoio. Eu o amo tanto. Sei o quanto deve estar sendo difícil para ele estar aqui, onde todos o olhavam com expressões acusadoras, principalmente Simon que chegou a pedir que se retirasse. M inha tia interveio e os ânimos se acalmaram. Ele veio por mim. Se manteve quieto depois do tumulto inicial. Na verdade ele tem estado introspectivo desde o momento em que entrei assustada em sua sala e mostrei a foto de M ark morto há dois dias. Era como se já... Soubesse. Sua reação não saía da minha cabeça. Eu não quero pensar na possibilidade dele... Não, ele não fez isso. Jay é explosivo, mas é um homem inteligente. Ele já havia se vingado. Deixou M ark na lona, sem prestígio, sem poder, sem nada. M ark já estava acabado. Jay perderia muito se fizesse uma coisa dessas. Ele pensaria em mim e nos meninos. Ele prometeu que viveria para nós e tem sido um marido e pai amoroso, não destruiria tudo que estamos construindo agora por uma rixa que não fazia mais sentido. O cortejo começou a sair para o cemitério. Lágrimas desceram pela minha face sem que eu conseguisse contêlas. M inha tia esteve triste também toda a celebração, apesar de M ark ter se afastado dela na idade adulta, ela me revelou que o tinha amado. Eu também o amei. Quis que me amasse de volta. Que fôssemos irmãos além do

laço sanguíneo, mas ele nunca permitiu isso. Eu acho que estava chorando mais pelo que deveria ter sido do que pela pessoa inescrupulosa e rancorosa que ele foi para mim, para Jay, nos separando por dois anos por pura maldade. — Eu quero ir para casa, amor. — falei baixinho, desviando o olhar da marcha fúnebre. Havia um peso inexplicável no meu peito. Os olhos escuros suavizaram ao ver minha fragilidade e a ruga que esteve no meio de suas sobrancelhas bem feitas se desfez. — Vem aqui, meu anjo. — sussurrou me levantando nos braços, me puxando para seu colo. Enlacei seu pescoço e me aconcheguei a ele. Seu tom amoroso aqueceu meu coração. Seu cheiro me confortou. M e rodeou com seus braços fortes e beijou meus cabelos. M e senti em casa, protegida, amada. Fechei os olhos quando o veículo tomou a direção contrária do cortejo. Cochilei e acordei com Jay me carregando pela escadaria frontal da nossa casa. Tomou o elevador para nosso quarto, assim que entramos na sala. M e depositou com cuidado sobre a cama. Tirou meus sapatos devagar e se juntou a mim, puxando-me de novo para seus braços. — Você me acha muito patética por estar chorando por ele? — disse fracamente, apoiando a cabeça em seu peito. O cheiro dele me invadindo, me acalmando. Amo

seu cheiro másculo. Cheiro de homem. M eu homem. — De jeito nenhum, amor. Ele era seu sangue apesar de todas as merdas. — beijou meus cabelos e me aconchegou mais a ele. — descanse, meu anjo. Eu estou aqui com você. — Obrigada, amor. Sei que foi difícil para você ir até lá. — Eu faria qualquer coisa por você, anjo. — disse, seu hálito fazendo cócegas em meu nariz. — qualquer coisa, amor. — repetiu num tom apreensivo. — Amor, quem será que o matou? — sussurrei em seu peito. Seu corpo ficou tenso. — Eu não sei, meu anjo. — disse um tanto seco, irritado. — havia uma fila enorme, Cassie, acredite-me. M ark Springs já foi tarde. — suas palavras finais me incomodaram. Elas eram frias como se não falasse de uma pessoa. Ele estava me assustando. Além disso, suspeito que está me escondendo algo. — Você... Jay, Amor... — Eu o que, Cassie? — ele levantou meu queixo para olhá-lo nos olhos. — por acaso está achando que eu matei aquele asqueroso? — seu semblante foi tomado pela mágoa e me arrependi na hora de ao menos cogitar remotamente isso. — vontade e motivos não me faltaram, não vou negar. Ele me privou de você e dos

meus filhos, tudo que mais amo por dois malditos anos. — rosnou, realmente irritado agora. — eu não o matei, no entanto. Eu posso lidar com todos me condenando, anjo, mas não você. — acrescentou e me chutei por tê-lo magoado. — Eu sinto muito, amor. M e perdoe, é claro que não fez isso. — murmurei envergonhada. — estou abalada com isso tudo. Sei que M ark era uma pessoa odiosa, mas não consigo parar de pensar que poderia ter sido diferente se ele tivesse me aceitado e me amado. — um pouco da sua irritação foi embora e ele me beijou suavemente nos lábios. — Quem perdeu foi ele, meu anjo. Não entendo o porquê de estar tão abalada, mas isso só mostra como é linda aqui dentro também. — murmurou colocando a mão no meu coração. Abri um pequeno sorriso. — Há uma coisa que sempre me intrigou. Se ele odiou a mim e minha mãe por que pagou o tratamento dela? — franzi o cenho. — não consigo entender isso. — Jay ficou em silêncio por alguns segundos, apenas me olhando como se quisesse me dizer algo, mas ponderando a respeito. — Ele não pagou, amor. — disse, acariciando meu queixo. — eu custeei o tratamento da sua mãe, mas nunca quis aparecer. — sua revelação me fez arquear o

corpo, levantando para olhá-lo. Ele pagou? Como? Por que nunca me disse isso? — Então, foi você? M as por que nunca me disse, amor? — inquiri, surpresa. Alegria, orgulho e amor encheram meu peito por esse homem lindo e contraditório que é meu marido. — Eu contaria quando retornasse do Taiti. M as tudo ruiu e nunca quis tocar mais no assunto. — disse meio encabulado. — Você pagou por um ano. Poderia ter suspendido depois que rompemos. Por que não o fez? — Eu nunca puniria sua mãe, uma mulher doente, por tudo que eu achei que você era, meu anjo. Isso não seria justo. — disse, me puxando para ele de novo. Ah! Deus! Eu o amo mais que minha própria vida. Ele não tem ideia do que foi aquele ano na vida da minha mãe, nas nossas vidas. Tudo teria sido muito pior se não tivéssemos tudo pago. M e senti ridícula de estar chorando por M ark, um idiota que havia mentido descaradamente o tempo todo para mim. — Você não tem ideia do bem que fez a nós duas, amor. — murmurei, olhando-o nos olhos. — ela teve mais seis meses de vida por causa do tratamento e pôde ver nossos filhos nascerem. — minha voz embargou um pouco. Lembrar da minha mãe ainda é difícil. Acho que

sempre seria difícil. Ela era tão jovem ainda quando se foi. — ela partiu feliz, amor. Eu sempre atribuí isso ao M ark. Por isso não o odiei tanto quanto deveria. — ele apenas me ouvia. — mas saber que foi você o tempo todo me deixa feliz. Obrigada, amor. — Eu apenas fiz o que meu coração mandou, anjo. — assentiu meio encabulado. — mas, foi Carl quem descobriu sobre a doença da sua mãe e suas dificuldades financeiras. Temos que agradecer à ele. — ele deve ter sentido minha tensão ao nome de Carl porque acrescentou: — o que foi, amor? — Jay, eu não consigo confiar em Carl. — soltei de uma vez. Seu cenho franziu. — há algo estranho em torno dele. Você confia nele? Digo, plenamente? — os olhos negros se fixaram nos meus, analisando-me como lasers. — Ele dificilmente concorreria ao prêmio de pessoa mais comunicativa e simpática, mas o conheço há muito tempo. — disse torcendo os lábios ironicamente. — além disso, eu tenho uma dívida enorme de gratidão com o pai dele, Cassie. John foi meu salvador, um pai para mim. Às vezes me tratava melhor do que ao próprio filho. Consegue entender por que Carl é importante para mim? — me fitou sério. Ah! M erda! Como vou contar que Carl tem segundas intenções comigo? — quando

olho para ele é seu pai que vejo. Tudo que John fez e representou na minha vida. — pausou um pouco. — eu pensei que estavam se dando bem agora. — Sim, ele tem me tratado bem. — assenti. M as o problema é que ele quer se dar bem até demais comigo. Tive vontade de completar. M as por enquanto vou aguardar. Carl havia me prometido que ia parar de ficar me secando. Talvez nem precisasse contar a Jay e causar problemas entre eles. Jay ficaria louco e com a morte de M ark ele já tinha problemas o suficiente já que a polícia o listou como um dos possíveis suspeitos. Apesar de ter um álibi, isso não o descartava como mandante. A inimizade pública dos dois não ajudava em nada também. Pressinto dias difíceis. — Eu senti um mas aí. — disse, sério. — Eu realmente não me sinto à vontade perto dele. É isso. — disse uma meia verdade. — mas vou fazer o possível para convivermos bem, por você. Por que ele faz parte da sua história. — afirmei. — eu faria qualquer coisa por você, amor. — completei, meu tom insinuante, travesso. Um riso lento foi se espalhando em sua boca linda. — Acho que essa frase é minha. — disse no seu tom de quarto, baixo, rouco, sexy, sacana. — posso processar você por plágio, Sr.ª Di Castellani. — mordeu

meu lábio inferior, me fazendo gemer necessitada. Seu riso ampliou. — Humm, e o que exigiria de mim, Sr. Di Castellani? — passei a perna por cima dele e esfreguei minha pélvis em sua coxa dura. Ele rosnou. Foi a minha vez de sorrir. — Oitenta anos de foda ininterruptas. — sua boca foi para meu ouvido, meu corpo arrepiou, estremecendo com seu hálito quente, suas palavras sujas. M eus líquidos jorraram sem controle na calcinha. Puta que pariu! M iei. — gostosa... — sussurrou de novo e mordeu meu lóbulo. Um gemido indecente saiu da minha garganta e eu já estava pronta para ele. — Hummm, eu te amo, sabia? — ronronei, acariciando seu peitoral musculoso. — te amo tanto, amor. — seu semblante se iluminou com minhas palavras, os olhos de ônix me dizendo a mesma coisa de volta. — Sério? — sorriu sem vergonha, os olhos escuros deslizando por todo o meu rosto e trouxe sua boca a centímetros da minha. — me ama mesmo sabendo que sou impulsivo, louco, marrento, e de acordo com o psicólogo do orfanato, um bipolar? — gargalhei em sua boca. — Uau! Um bipolar? Eu bem que desconfiei disso. O que disse ao psicólogo quando o diagnosticou? —

rolei por cima dele, montando-o. Suas mãos cravaram na minha bunda e um brilho lascivo tomou a íris escura. — Eu disse: bipolar o cacete! Vai se foder, seu babaca! — gargalhei alto. Ele caiu na risada também. Logo estávamos rindo como dois bobos. — Uma resposta típica do meu príncipe fodão. — murmurei, me debruçando sobre ele. M inhas mãos passearam suavemente pelo rosto moreno. — eu não mudaria nada em você, amor. — disse baixinho e o beijei suavemente. Suas mãos deslizaram pelas minhas coxas em um vai e vem excitante, gostoso, subindo o vestido preto comportado que usei para o velório. Seus lábios sugaram os meus lentamente. Ele sabia que era disso que eu precisava agora. Seu amor. Seu carinho. Seu toque. — amo sua pele. Amo seu cheiro. — murmurei, dando pequenos beijos em seu queixo áspero pela barba por fazer. Levei meus lábios até seu ouvido. Gemeu quando lambi e mordi o lóbulo devagar. Espalmei seu peito e desfiz a gravata, enquanto espalhava beijos por seu rosto. Suas mãos grandes e mornas estavam na minha bunda nua agora, apalpando, passeando lentamente bem no meio da minha fenda. Gemi. Sua risada baixa, safada me enlouquecendo mais ainda. — amo sua pele morena e o contraste que ela faz com a minha. Amo seu corpo grande, musculoso, firme. — grunhiu quando deslizei as

mãos pela pele nua do seu peito. Fui abrindo os botões da camisa. Gemi esfomeada, me deliciando nos gominhos do seu abdome. — amo suas tatuagens. — me abaixei e lambi cada uma delas devagar. — Porra! Você vai me matar, anjo. — rosnou, entre divertido, surpreso e excitado. Puxou-me pelas nádegas bruscamente para baixo, colando minha vulva em seu pau latejante. M oeu em mim, seus olhos flamejando, violentando os meus. — você é mesmo uma coisinha quente, não é? Hum? M inha ruivinha linda, safada... — suas mãos subiram pelas minhas costas e trabalharam rapidamente no zíper. Puxou as mangas do vestido pelos meus ombros com a mesma urgência e arqueei as costas quando meus seios foram amassados com firmeza por cima do sutiã. — Santa M ãe! Anjo, que imagem linda! — grunhiu ao me livrar do sutiã também. Seu olhar me devorando. Puxou meus mamilos suavemente e minha calcinha era uma poça agora. Seus olhos nunca deixaram os meus. Levantou seu torso e nossas bocas se aproximaram arfantes, desejosas. — o que você quer, minha putinha safada? Quer dar essa bocetinha gostosa para mim? Hum? Vai me deixar enterrar meu pau até o cabo nela? Rasgar seu canalzinho pequeno e apertado? — choraminguei e ele riu perversamente. Suas mãos trabalharam rápidas de novo e nos segundos seguintes

eu estava nua montada sobre ele. M e deu palmadas fortes nas nádegas. Gritei ensandecida, rebolando nele. — tire a minha roupa, amor. Vou comer minha mulherzinha linda, bem gostoso. — apesar dos termos carinhosos, seu tom foi duro, tenso, dominante e eu obedeci imediatamente... Jayden M ordi sua nuca e estoquei fundo, cravando minhas mãos em seus quadris forçando-a e me tomar todo até o útero, rasgando-a com força, comendo-a ainda esfomeado nos últimos espasmos do nosso clímax. Cassie convulsionou, miando, choramingando, me deixando saquear, tomar tudo dela. Lambi, acalmando o local. Enfiei meu nariz em seus cabelos e inalei seu cheiro gostoso de fêmea saciada. M inha fêmea. M eu corpo ainda estremecia. M eu pau ainda todo enterrado em sua boceta. Porra! Gozar dentro dela é a sensação mais perfeita do caralho! Não sei como explicar, mas fica cada vez melhor. Sou louco por ela. Completamente louco. Sua bocetinha vibrou à minha volta, ordenhando até a última gota do meu esperma. Caí por cima dela, suado, ofegante. Espalhei beijos reverentes, bajuladores em seus ombros, me deliciando com a maciez da pele branca. Ela tem pequenas sardas sobre os ombros também. Amo suas sardas. É mais uma das minhas taras

nessa mulher. Amo cada milímetro dela. Ela me completa de tal forma que não consigo mais me imaginar sem tê-la na minha vida. É como se nunca tivéssemos nos separado. Nosso amor, nosso tesão, nossa loucura e necessidade de um pelo outro foram ampliados. Fodemos como coelhos o tempo todo. Nunca é suficiente. Estamos sempre famintos um pelo outro. Ela ainda não sabe, mas nos casaremos em uma cerimônia oficial dentro de dois meses em Ardócia. Júlia e Helena estão organizando tudo. Não vejo a hora de vê-la andando em minha direção, linda, vestida de noiva. Uma princesa, oficialmente uma princesa de Ardócia. Ah! Porra! Eu virei irremediavelmente um maricas! M as quer saber o que é engraçado? Eu não me importo nem um pouco com isso. Se ela estiver comigo serei um maricas muito, muito feliz. Pedi um lanche para nós no quarto. Comemos, um servindo na boca do outro. Nos banhamos, nos recompomos e descemos à procura dos meninos. O sol ainda brilhava no horizonte quando os encontramos com as babás embaixo da árvore mais frondosa junto ao pequeno lago. A primeira coisa que fiz quando comprei a casa foi mandar cercá-lo de grades para proteger os pequenos. Eles estavam entrando numa fase de descoberta, de querer correr, desbravar tudo pela frente.

Seria um perigo para eles. — M amãe! Quer meu mamãe! — Lucas foi o primeiro a perceber nossa aproximação, exclamando alto. Samuel chutou a bola e caiu de bunda no chão. Uma risada linda saiu da sua garganta e ele levantou correndo em nossa direção também. — M amãe! Papai! — gritou. O tomei nos braços. Gargalhou quando o ergui bem alto. — meu papai! — ah! Cristo! Eu amo ouvir isso. — Ei, campeão! — falei, trazendo-o para mim, aconchegando-o. — e você, seu ciumento? Papai não ganha beijo também? — me inclinei para Lucas. Ele gargalhou lindamente e seus bracinhos rodearam meu pescoço e estalou um beijo na minha bochecha. Ele era realmente territorial porque começou a fazer birra até vir para meu outro braço. — Quer papai! — exclamou assim que o peguei também. Cassie sorriu beijando a cabecinha de Samuel. — E você, meu amor? Só controlando a bagunça do maninho, hum? — ele se desmanchou em risos e se debruçou em sua direção. Sorrimos, enquanto Cassie o tomava nos braços. — sim? Conta para a mamãe. Lucas é bagunceiro? — ele balbuciou uma dúzia de palavras inteligíveis. — Luca, baguncelo. — Samuel apontou para o

irmão. — Não baguncelo. — Lucas defendeu-se. — Samel, baguncelo. — Tá bom, os dois são baguncelos. Os baguncelos mais lindos e fofos da mamãe. — Cassie sorriu, usando seu tom de mãe coruja. Ela era perfeita com eles. Amorosa. Conciliadora. Uma guerreira. Sim, porque cuidar de dois bebês não é uma tarefa fácil. Eu nunca vou cansar de agradecê-la e honrá-la por isso. Ela poderia facilmente ter se livrado deles, mas preferiu têlos. Era uma mulher como poucas e eu o bastardo mais sortudo do mundo. Nunca me canso de agradecer a Deus por tê-la trazido de volta para a minha vida. Eu tenho tudo que mais amo aqui ao alcance do meu braço. Brincamos com eles pelo resto da tarde. Não há nada mais importante para mim do que esses momentos com meus filhos e minha mulher. Depois do jantar estava no meu escritório quando Cassie entrou um tanto apreensiva. — Amor, tem dois detetives querendo falar com você. — informou, nervosa. A calmaria tinha acabado. — O que eles querem? — levantei, fechando o documento que estive analisando. — Eles disseram que surgiu algo novo na cena do crime. — franzi o cenho. M ark tinha sido assassinado

em seu apartamento. De acordo com a polícia a arma do crime não estava no local. Ele foi encontrado pela arrumadeira um dia depois de sua morte. O que me deu a certeza de que a mensagem que recebi falava a verdade. A situação ainda era uma incógnita para mim e meus advogados. M ostrei tudo à eles. A única coisa que eu sabia com certeza é que alguém estava tentando me ferrar. Isso estava claro. M as quem? — Senhores, em que posso ajudar? — usei meu tom de homem de negócios, assim que entrei na sala. Os dois homens caucasianos de aproximadamente quarenta anos, meio obesos me fitaram com expressões pouco amistosas. — Boa noite, senhor King. — o mais alto que parecia ser o líder da dupla, cumprimentou e me mostrou seu distintivo. — sou o detetive Lewis e esse é meu parceiro M arrone. — acenei levemente com a cabeça. — reconhece esse objeto, senhor? — meu sangue gelou quando levantou o saco plástico lacrado contendo um pequeno e delicado chaveiro em forma de coroa. M as não qualquer chaveiro. Era o meu chaveiro. O meu chaveiro, porra! O que eles faziam com o meu chaveiro? Foi presente de Cassie. Era em bronze, cravejado de diamantes vermelhos. Ela disse que era a minha cara. M e deu logo depois que chegamos de

Ardócia. Eu adorei o presente e estava usando desde então. Eu não havia me dado conta de seu sumiço. Ouvi uma exclamação surpresa deixar os lábios dela que estava do meu lado. Que merda é essa? — Sim, ele é meu. M inha esposa me deu de presente há poucos dias. — afirmei, surpreso, aturdido. — como o encontraram? — assim que a pergunta saiu da minha boca, soube que não ia gostar nada da resposta. Oh! M erda! M eu chaveiro estava na cena do crime! — Ele foi encontrado embaixo do sofá na sala de M ark Springs. — eu não gostei do tom do detetive. — algo a dizer sobre isso, senhor? — havia definitivamente uma acusação na sua voz. Cerrei os punhos. — Eu não sei como isso foi parar lá, senhores. Eu não tinha uma relação próxima com M ark Springs. Pode ter certeza que visitá-lo não fazia parte da minha rotina. — disse num tom contido, mas irritado. — M as não estamos falando de uma visita trivial, senhor. — ele tornou no seu tom acusador. — alguém o visitou e deixou uma bala em seu peito. Essa não é a visita que eu gostaria de receber. — completou irônico e o outro riu com ele. — O senhor está me acusando? — meu tom subiu. Cassie tocou meu braço, tentando obviamente me

conter. — não vou dizer mais nenhuma palavra a não ser em um depoimento formal na presença dos meus advogados. Se não há mais nada, gostaria que os senhores fizessem a gentileza de se retirarem da minha casa. — eles se empertigaram, mas aceitaram. Isso era ridículo! Eu tenho um álibi. Estive em casa, todos me viram. Não saí para nenhum lugar na noite em que o asqueroso foi morto. — Está certo, senhor. M as espero que saiba que as coisas se complicaram. — o homem disse guardando o saco no bolso do casaco. — antes não havia nada que o ligasse ao crime, apenas uma ameaça que poderia ter sido vã, um impulso no calor da discussão. — pausou significativamente. — mas agora o senhor terá que explicar como seu chaveiro foi parar lá. Não estamos o acusando. Ainda não. Suas últimas palavras ficaram pairando na sala mesmo depois que Isaac os acompanhou até a porta. Voltei para o escritório com Cassie nos meus calcanhares. M e servi de uma dose de uísque. Eu precisava extravasar toda a raiva que senti ao ver o conteúdo do saco e as expressões acusadoras dos detetives. M aldito asqueroso! M esmo depois de morto ainda quer me ferrar. Fiquei de costas para a porta, me apoiei no parapeito da janela e olhei para fora. O carro

dos policiais cortava o jardim em direção aos portões. Uma sensação ruim insistindo em me avisar que essa merda ainda vai feder muito. Então senti os braços femininos rodearem minha cintura, seus seios macios pressionando minhas costas. Fechei os olhos e suspirei, tentando me acalmar, sentindo seu cheiro. Tomei um gole da bebida. — Vai dar tudo certo, amor. — sussurrou, beijando minhas costas. M e virei, deixando o copo sobre a mesa e a puxei para mim também. — mas não consigo entender como seu chaveiro foi parar lá... — Nem eu, anjo. — levantei seu queixo, olhando-a, tentando detectar alguma dúvida ou acusação em seu semblante. Eu posso lidar com o mundo todo contra mim, mas não ela. — a única coisa que está ficando cada vez mais clara para mim e que há alguém tentando deliberadamente me ferrar. — seus olhos alargaram confusos. Eu não havia falado sobre as mensagens para ela. — há algo que precisa saber que não contei a você para não preocupá-la. Na noite em que estávamos no quarto de jogos, recebi mensagens me dizendo que M ark estava morto. — O quê!? Como? — os olhos azuis eram visivelmente alarmados agora. — Sinistro, eu sei. Foi por isso que não contei nada

a você, amor. — falei em tom de desculpas. — fiquei intrigado pra caralho, mas depois de uma busca nos principais sites de notícias não encontrei nada e pensei que tudo não tinha passado de uma brincadeira de mau gosto. M as era a verdade. M ark foi mesmo morto naquela noite e isso só quer dizer uma coisa: alguém se aproveitou da minha rixa com ele para me prejudicar. — Oh! M eu Deus! Amor. — sua voz foi apenas um fio. — isso é muito pior do que pensei. Você, nós podemos estar correndo perigo? — seu tom era embargado agora. — você tem que contar isso à polícia, amor. — eu a puxei mais para mim e a abracei, acalmando-a. — Eu já contei tudo, meu anjo. M as pressinto que estamos correndo perigo, sim. — seu rosto levantou para me olhar de novo. — já dobrei a segurança e os meninos não sairão de dentro da propriedade em hipótese alguma. Já falei com as babás. — seu corpo ficou tenso em meus braços. — Você fez tudo isso sem me contar nada? Não achou que eu tinha o direito de saber de uma coisa dessas? Que alguém que não temos a menor ideia de quem seja, está tentando prejudicar meu marido? Por que não confiou em mim, amor? — seu tom foi magoado, os olhos brilhantes. Grunhi, odiando-me por

ter escondido tudo. — por quê? — Amor, não fique assim, meu anjo. — pedi, tirando uma mecha ruiva de sua testa, delineei sua face, suavemente. — eu não queria preocupá-la. Eu confio em você, amor. M as eu estava aturdido, apreensivo. Eu não sabia como lidar com isso. M e perdoe. M e perdoe. — pedi, beijando seus lábios e sua expressão suavizou um pouco. — vamos nos prevenir, amor. Isso é tudo que podemos fazer no momento. Você não sairá sozinha de forma alguma. Entendeu, amor? — ela estava assustada, mas assentiu. — eu nunca me perdoaria se algo acontecesse a você ou aos meninos. — Você também não vai sair sozinho, amor. Prometa-me. — pediu, seu tom com um toque de desespero. — prometa, amor. — pediu de novo, suas mãos segurando cada lado do meu rosto. — Prometo, anjo. — murmurei. — essa merda vai se resolver logo. Eu vou pedir ajuda aos meus irmãos. Estive protelando, mas aquele detetive tem razão, as coisas podem mesmo ficar muito ruins para o meu lado se não encontrarmos o verdadeiro assassino. — Eu estou com medo, amor. — ela me abraçou com força, como se quisesse se fundir à mim. Seu corpo sendo tomado por pequenos tremores. — eu não quero que nada aconteça com você. Eu não suportaria...

— Nada vai acontecer, meu anjo. — sussurrei em sua boca. — essa situação bizarra será resolvida logo. Prometo, amor. — aquiesceu e me beijou. Senti seu medo nesse beijo e era por isso que não quis contar a ela. Situação fodida do caralho! Dei pequenos beijos e falei baixinho. — ainda vou ficar um pouco por aqui. Tenho um projeto para analisar e vou chamar Leon e Dom mais tarde. M e espere no quarto, amor. Não vou demorar muito. — relutou um pouco, mas assentiu. — Irmão, isso é bem bizarro mesmo. — Dom concordou sério, assim que contei sobre a situação, cerca de uma hora depois. — Si, muito estranho. — Leon falou no seu tom de rei e os olhos escuros brilharam inteligentes. Eu podia ouvir as engrenagens do seu cérebro funcionando. — eu acho que até agora ficou muito preso às últimas mensagens, irmão. — Como assim, irmão? — indaguei. — É, seja mais específico, Leon. — Dom pediu. — A primeira mensagem, Jay. É a ela que tem que se ater. — fez uma pequena pausa. — ela diz para olhar ao seu redor, irmão. — pausou de novo, cravando os olhos negros em mim. — você já fez isso? Já deu uma boa olhada à sua volta? — Hum, entendi. Leon tem razão, Jay. — Dom

anuiu. — quem mandou as mensagens é alguém que tem acesso a você. Está perto. Bom, eu acho. — Ou alguém que sabe dos podres de alguém que está perto de você. — Leon opinou. Cristo! Eles chamaram minha atenção para algo importante. Eu simplesmente ignorei a primeira mensagem. Foquei só nas últimas. Agora minha mente estava mais fodida ainda. — irmão, o Serviço Secreto será acionado. — disse solene. — agora só me responda uma coisa. — O quê? — Por que diabos não nos avisou antes? — seu tom foi cheio de reprovação. Era o rei falando, não meu irmão. Em qualquer outra ocasião eu o chamaria de maricas, mas não agora. O assunto era sério demais. — é um príncipe da Ardócia, Jay. Nenhum príncipe de Ardócia terá seu nome e reputação manchada por um covarde que não tem a decência de mostrar a cara. — Dom concordou com um aceno de cabeça. Ok. Sou um idiota orgulhoso, admito. — aqui está o que vai acontecer, irmão. — disse firme e agora era o Leon falando, meu irmão mais velho. — vamos caçar esse infeliz e arrancá-lo do buraco onde está se escondendo e digo mais: M eu punho está louco para encontrar a cara dele! — sorrio no meio de toda tensão. Ele era tão malditamente parecido comigo.

CAPÍTULO DEZESSETE Jayden Saber que meus irmãos estavam comigo me deu maior tranquilidade, mas não o suficiente. Há um louco lá fora querendo a minha cabeça e eu não tenho a mínima ideia de quem seja esse infeliz. Tudo que eu sei é que vou fazer um estrago na cara dele quando descobrir sua identidade. Eu não sou santo, admito. Fiz minha fortuna e fama sendo competente, não concorrendo a senhor simpatia. Então se querem saber, a lista de pessoas que adorariam me ver na lona é longa. Entretanto, meu maior desafeto está morto e isso simplesmente me deixa sem ter para onde olhar e buscar respostas. Leon e Dom insistem que preciso observar mais atentamente as pessoas próximas a mim. Estive fazendo isso pelas duas semanas seguintes, mas até agora nada. A mente por trás disso é inteligente, tenho que admitir. Vai ser necessário mais do que olhar à minha volta. Além do Serviço Secreto, contratei uma investigação por minha conta e Dom também contratou outra. Nós vamos chegar até esse bastardo e ele vai se arrepender do momento em que teve a ideia estúpida de me ferrar. É só uma questão de tempo. No entanto, enquanto o covarde não dá as caras tudo parece conspirar contra mim. A imprensa

enlouqueceu e tem feito ataques diários. Nunca tive uma boa relação com eles, mas agora, eu oficialmente odiava ler os jornais. Como se não bastasse toda a merda, os tabloides sensacionalistas estavam fazendo uma retrospectiva da minha vida. Desenterrando coisas que fiz quando era um delinquente juvenil. M ostram toda a corrida que fiz até o topo e parecem torcer pela minha queda. Bando de abutres! Além disso, mostram as inúmeras vadias que fodi, inclusive quando estive separado de Cassie. Ela tem surpreendentemente se mantido firme do meu lado, me apoiando. Eu não sei o que faria sem ela comigo. Ela é meu anjo. M eu lindo anjo. Apesar de toda a merda, sei que alguém lá em cima gosta de mim. Ela é a prova disso. Ela é muito mais do que mereço. Toda essa bagunça e instabilidade à nossa volta, me fez ficar cada vez mais paranoico com nossa segurança. Nosso jantar de apresentação foi suspenso. Não posso facilitar. Há um batalhão de seguranças por onde quer que andemos e outros tantos na nossa casa. Também prestei depoimento acompanhado dos meus advogados. Racionalmente, ou legalmente não havia nada que me ligasse diretamente ao crime. Bem, meu chaveiro foi encontrado no apartamento do asqueroso. Eu pensei inicialmente que havia perdido nos elevadores,

estacionamento, qualquer lugar público, mas a perícia o examinou e descartou a possibilidade, pois o fecho era bem firme. Não havia sinais de luta na cena do crime. A pessoa que matou o infeliz foi recebida pacificamente por ele. A arma do crime também não foi encontrada. Eu não possuo armas. M eus seguranças, sim, mas os calibres não batiam com a bala encontrada no peito de M ark. Ok. Alguém realmente quer me foder e meus irmãos tem razão. É alguém próximo a mim e esse maldito tirou meu chaveiro e plantou lá para me incriminar. M eu medo era que toda essa exposição negativa do meu nome tivesse uma repercussão na empresa. Trabalhei duro para chegar aonde cheguei e seria muito injusto essa merda me prejudicar nos negócios. M eu telefone vibrou em cima da mesa e o peguei. Um riso se abriu no meu rosto. Era uma mensagem de Cassie. Cassie: Oi, amor. Estarei fora a tarde toda nas obras do Fogs. M eu sangue ferveu ao lembrar do maldito metido a conquistador que estava de olho na minha mulher. Jay: Carl está com você, meu anjo? Eu não quero você sozinha com aquele imbecil pomposo. Ele quer entrar em sua calcina. Cassie: Isaac está comigo, amor. Ele pode querer,

mas só você pode entrar em minha calcinha, grandão... Franzi o cenho. Ela realmente não consegue engolir o Carl. M as sorrio com a frase seguinte. Não resisti a uma provocação. Jay: Menos mal. Quando me chama de grandão está se referindo a uma parte específica da minha anatomia, amor? Sorrio sacana ao enviar. Não demorou sua resposta. Cassie: Rss, tão convencido, grandão... Impossível ignorar essa parte específica, amor... Mas todo o resto é grande também e eu amo cada centímetro de você. M eu riso ampliou. Ela me faz tão feliz. M esmo no meio de toda essa merda ainda consigo sorrir por ela. Uma excitação gostosa se instalou em mim indo direto para meu pau. Jay: Quarto de jogos? Eu preciso foder minha escrava bem duro hoje. A resposta foi imediata e me fez gargalhar. Cassie: Ohhh! Amor, você é tão perverso... Minha concentração ficou comprometida depois disso. Vou passar a tarde inteira antecipando o que meu dono fará comigo... M eu pau enlouqueceu dentro das calças. Amo quando diz que sou seu dono, porra! Jay: Diga isso de novo, minha putinha. A quem

você pertence? Hum? Para quem vai dar essa bocetinha ruiva, gostosa e apertada hoje à noite? Gemi só de imaginar que já estava provavelmente toda molhadinha para mim. Cassie: Puta merda! Vou precisar de outra calcinha, amor... Sou sua, meu senhor. Pertenço a você. Meu dono terá minha boceta e tudo que quiser hoje à noite... M erda! Quase gozei com essa mensagem. Safadinha. Jay: Porra! Que putinha mais safada... Vou cobrar isso, pode ter certeza, mas preciso ir agora, meu anjo. Bom trabalho. Eu te amo, amor. Bjos. Cassie: Te amo também, meu grandão. Bom trabalho, amor. Bjos. Saí da sala ainda sorrindo sob o efeito das nossas mensagens descaradas. M inha tarde foi muito produtiva. As obras no edifício em Kensington10 estavam bem avançadas. M as não gostei do design da fachada. Era antiquado e muito contido como o engenheiro que a projetou: Carl. Eu arranjaria uma briga com ele, mas tenho a pessoa certa para consertar essa fachada. Uma arquiteta fodona, linda, gostosa e apaixonada por fachadas. Ei, não me linchem, ok? É obvio que estou falando da minha mulher. Tive que voltar à King’s no final da tarde, pois minha secretária me informou que o Conselho se reuniria

extraordinariamente. Fiquei confuso. Não me lembro de ter visto nada sobre isso na pauta do dia. Eu já me preparava para ir à sala de reuniões, quando Carl entrou na minha sala. Sua expressão era tensa. Seus olhos encontraram os meus e desviaram como se temesse me encarar por algum motivo. — Há uma reunião extraordinária do Conselho. — disse pegando minha pasta. Ele aproximou-se devagar, enfiando as mãos nos bolsos. Sim, havia algo errado. — Eu sei, parceiro. O Conselho está reunido nesse momento para decidir como ficará a sua situação na King’s. — me informou num tom estranho, apertado, apreensivo. Tudo em mim ficou imediatamente em alerta. — Como assim, minha situação? — cerrei os dentes. — eu sou o sócio majoritário e presidente. Essa é a minha situação. — rosnei, encarando-o lá parado no meio do meu escritório. Algo brilhou lá nos olhos cinza e as próximas palavras dele me tiraram o chão. — A exposição na mídia... Tudo que está acontecendo com você tem refletido negativamente na empresa. Esta semana tivemos

três contratos cancelados. Eles alegam outros motivos, mas sabemos bem a razão. — pausou me analisando com expressão ilegível e me deu o golpe final: — O Conselho quer que se afaste da presidência. Pelo menos até esse momento passar. — ah! Porra! As merdas continuavam vindo

para mim. Isso era o que eu temia. M inha carreira, meu nome, tudo que construí sendo abalado pelo mero capricho de um lunático do caralho. — Por que não fui avisado sobre isso com antecedência? — estreitei meus olhos nele. Uma sensação ruim de impotência tomando-me. — você sabia disso, Carl? Sabia que o Conselho se reuniria hoje para me ferrar? Eu, o dono da porra dessa empresa? — meu tom subiu vertiginosamente no final. Ele desviou os olhos de novo e seu semblante me disse tudo: culpado! Traidor! Eu grunhi. — você sabia. — afirmei, meu tom mais baixo, mostrando meu desagrado e decepção. — Jay, irmão, ouça... — Ouvir o quê? — cortei-o. — que meu sócio e amigo se uniu ao Conselho para me foder? — Não é nada disso, Jay. — negou veementemente. — eu só estou pensando no melhor para a King’s. — suas palavras afundaram como um punhal em mim. Ele estava preocupado com a empresa, não comigo, seu amigo, o cara que fundou a empresa junto com ele. Que o levou na aba o tempo todo porque Carl podia muito bem ter escolhido outra profissão dada a forma displicente com que fazia seus projetos. Eu sou a King’s. Eu trabalhei duro para chegarmos aonde chegamos. Ele apenas injetou capital. Dinheiro esse que

fiz questão de devolver centavo por centavo. Ele comprou algumas ações depois disso e eu o mantive como sócio por ele, mas principalmente pela memória de John. E ele me dizia agora que estava preocupado com a empresa. Com a minha empresa? Um silêncio se abateu sobre nós e eu analisei o homem na minha frente. Olhe à sua volta, irmão. As palavras de Leon vieram na minha mente. Uma sensação pior que a anterior me embrulhou o estômago. Carl? Será? Não, não. Ele não seria estúpido o suficiente para querer me ferrar assim. Ou seria? Tentei expulsar a suspeita, mas ela já havia se instalado dentro de mim. Todos os meus instintos insistiam para olhá-lo mais de perto agora que tive um vislumbre do sua trairagem. — Então vamos lá, irmão. — dei um tom irônico na última palavra. Ele me olhou parecendo mais receoso que tenso e me seguiu para fora da sala. O Conselho ficou de pé com a minha chegada. Tomei meu lugar à cabeceira da grande mesa oval e encarei todos aqueles filhos da puta. M eu corpo tenso, fervendo de ira mal contida. Eu queria jogar cada um deles pela janela. Eu criei a porra do Conselho. Eles pareciam esquecer isso. Eu posso dissolvê-lo quando eu quiser. Simples assim. A ideia me parecia tremendamente atraente agora que esse bando de matusalém quer me ferrar. Durante os

quinze minutos seguintes eu ouvi todos exporem suas preocupações. Um deles mostrou dados da Bolsa de Valores, onde as ações da King’s estavam caindo desde quando meu nome foi envolvido no assassinato do asqueroso. Eu estava cada vez mais irritado porque ficava mais do que claro que nenhum dos filhos da puta estava do meu lado. M eus olhos buscaram Carl quando chegou à sua vez de falar. — Eu concordo com a decisão do Conselho. — filho da puta! Traidor de uma figa! Cerrei meus punhos em cima da mesa, contendo-me para não avançar no pescoço dele a arruinar de vez minha situação. — como Vice-presidente posso assumir até que essa situação se resolva. — os olhos cinza me encararam. — é o melhor a fazer agora, Jay. Você sabe disso... O telefone do presidente do Conselho tocou. Ele ia ignorar, mas ao ver a tela seu rosto sofreu uma transformação. Os olhos arregalaram de óbvia surpresa. Parecia até que era a própria rainha da Inglaterra chamando-o, ironizei. — Com licença, senhores. Eu preciso atender a essa ligação. — ele disse e foi até um canto reservado. M eus olhos voltaram para Carl. A raiva cozinhando em minhas entranhas num fogo lento. Cada vez mais a ideia de torcer o pescoço dele me parecia boa. Excelente, na

verdade. — Jay, entenda... — Eu estou entendendo, parceiro. — sibilei sarcasticamente. — só um idiota não estaria entendendo tudo. — Ele já ia argumentar quando o homem retornou. Sua postura era diferente agora. Seus ombros caídos, derrotados, mas abriu um pequeno sorriso quando sentou-se de novo e me encarou. — Era do Palácio de Bunckingham11. Alguém que o respeita e admira muito, Sr. King. — disse num tom conciliador como se voltássemos a ser grandes amigos depois do telefonema. Coisa que nunca fomos. Estreitei meu olhar nele. — essa pessoa causou uma pequena revolução entre os acionistas e os principais clientes da King’s. Eles se uniram em sua defesa e pedem ao Conselho que reconsidere seu afastamento, uma vez que o senhor ainda não foi condenado por crime nenhum. — o ainda me fez cerrar o maxilar. — E nunca serei, senhor Pulman. — consegui falar naturalmente. — eu não sou um criminoso e a justiça provará isso. — ele me ofereceu outro riso amigável. Senti asco. Velho ridículo! M omentos antes ele queria a minha cabeça e agora age como se nunca tivesse ficado contra mim. — Ninguém aqui está pensando isso, senhor King.

— disse e suas palavras soaram tão falsas como a peruca que usava para disfarçar a careca. Quase bufei. — então, vamos votar novamente, agora para a permanência na presidência de Jayden Samuel King, fundador da King’s Corporation, principal engenheiro da empresa e várias vezes ganhador do prêmio Engenheiro do ano... — eu tive que conter um riso. Era sério essa merda que acabou de dizer? O sujeito não tinha senso do ridículo mesmo. Eu não preciso desses elogios. Eu sei quem eu sou e cada um nesta mesa também sabe. E todo o processo se repetiu. Um a um os filhos da puta traidores mudaram o voto para sim. Quando chegou a vez de Carl, me virei para ele e levantei a uma sobrancelha irônica. — É claro que voto pela sua permanência, irmão. — disse e a exemplo do senhor Pulman, sua frase soou falsa para meus ouvidos. Engraçado como o conceito sobre uma pessoa pode mudar em um espaço de tempo tão curto. O meu por Carl acaba de despencar em queda livre. Eu definitivamente ficaria com os olhos bem abertos sobre ele a partir de agora. Todos aplaudiram. Palhaçada do caralho! Os filhos da puta se reúnem aqui para me foder e porque deu tudo errado ousam me aplaudir. Eu não preciso de sua ovação, porra! M e ergui e eles se levantaram também. Ajeitei meu terno com

gestos lentos. Eu faço isso quando estou muito puto e preciso de cada milésimo de segundo para me acalmar. Funcionou porque consegui encarar cada um deles com calma. — Eu os agradeceria se tudo isso não tivesse sido uma palhaçada lamentável. — seus rostos mostraram surpresa. Talvez esperassem uma ovação em retribuição. Sim, eles eram patéticos. — alguém de fora precisou apontar tudo que todos vocês já sabiam sobre mim. Eu sou a King’s. Eu a elevei ao patamar que estamos agora e que enchem os meus e não podemos esquecer, os seus bolsos com o lucro. — eles tiveram a decência de parecer envergonhados. Ótimo. — passar bem senhores, pois depois dessa experiência deprimente eu só preciso ver minha mulher e filhos. — completei e os deixei lá. M e dirigi ao elevador. — Jay você não está chateado comigo, está? — a voz de Carl soou atrás de mim. Chateado? Não. Isso não chega nem perto de definir meus sentimentos por você agora, seu bastardo traidor! Entrei no elevador. Ele segurou as portas. Sua expressão preocupada. É, eu estaria também no lugar dele. — Solte as portas, Carl. — falei baixo, mas inflexível. — eu não vou falar com você agora. Estou enojado. Só preciso da minha mulher e filhos para

esquecer toda essa merda. — ele soltou e recuou, uma expressão sombria no rosto. Foda-se ele! Foda-se tudo! Eu só quero chegar em casa e ver Cassie e os meninos. Eu preciso disso agora. Cassandra Subi pelo elevador privativo que dava direto na presidência. Eu precisava ver Jay. Saber se tudo tinha corrido bem. M eu celular havia ficado em algum lugar que não me recordo no momento e não pude falar com ele a tarde toda. Acho q deve ter ficado nas obras do Fogs quando passei por lá no início da tarde. Talvez ainda estivesse preso na reunião do Conselho. Desde o momento em que fiquei sabendo pela secretária de Carl que ele esteve furtivamente reunido com alguns dos membros do Conselho eu fiquei em alerta. Sim, eu me certifiquei de ficar amiga dela para saber mais dos passos de Carl. Jay pode estar cego pela memória de John, mas eu não. Eu não vou deixar que Carl se aproveite de sua cegueira para prejudicá-lo. E o verme estava realmente planejando algo. Contatei um dos membros do Conselho mais acessíveis e apelei para seu senso de honra. Para minha sorte ele entregou tudo, mas adiantou que seu voto era com os outros. Covarde. Jay seria afastado da presidência sob alegação da exposição negativa da empresa na mídia e nem suspeitava disso. A

primeira coisa que fiz foi ligar para Leon. Ele pediu a lista dos clientes mais importantes da King’s, dentre eles ninguém menos que a rainha Elizabeth. Jay havia reformado as casas de veraneio da família real britânica. Sim, eu não estou bajulando quando digo que meu marido é um engenheiro fodão. Ele realmente é. Reuni um balanço de todas as obras já realizadas nesse ano. Perdemos três contratos depois que ele foi listado como um dos possíveis suspeitos do assassinato de M ark, mas eram contratos pequenos, insignificantes se comparado aos contratos milionários que levam a assinatura de Jay. Leon mediou tudo com a rainha. Realeza entende realeza. Parece que ele resolveu cobrar um favor e foi atendido. A rainha ligou pessoalmente para os clientes mais substanciais e formaram uma aliança. Agora estou aqui agoniada ainda sem saber se tudo deu certo. Ele não merece ser apunhalado pelas costas dessa forma. Acho que chegou a hora de dizer a meu marido que Carl não é merecedor de sua amizade. Ele vai pirar quando souber que o verme esteve me assediando mesmo que veladamente. Saí do elevador na antessala semiescura. Aparentemente não havia mais ninguém por aqui. Ouvi um barulho às minhas costas. M eus pelos da nuca arrepiaram e não de uma maneira agradável. Então eu senti o perfume. O familiar perfume

caro de Carl. Um arrepio percorreu minha coluna ao perceber que eu estava sozinha. Sozinha com ele numa sala semiescura. M eu coração começou a bater violentamente, o pânico começando a me tomar. Ele não teria coragem de tentar algo comigo aqui. Teria? Ouvi uma injeção de ar. Ele estava me cheirando? Sim, ele me cheirou, o filho da puta me cheirou. Andei para frente com pernas um tanto instáveis e tateei o interruptor. A sala se iluminou e eu puxei uma respiração trêmula. Ele continuou lá parado com as mãos nos bolsos. A sugestão de um sorriso nos cantos da boca. Os olhos cinza brilhando com certa diversão. Ele percebeu meu medo. Carl é um predador e sim, tenho medo dele e de tudo que vejo no seu rosto quando me olha. — Carl? Você me assustou. — disse tentando desesperadamente controlar o tremor na voz. Ele começou a andar devagar para mim. Oh! M erda! — Onde está Jay? E a reunião com o Conselho? — Desculpe, não foi minha intenção assustá-la. — sussurrou, num meio sorriso charmoso. — eu vi você lá no estacionamento. Jay já foi embora. — Pausou um pouco. — na verdade todos já foram. — seu tom baixo, rouco e íntimo soou como uma ameaça. Eu pensei que ele fosse pular em cima de mim a qualquer momento. Eu abri o zíper da bolsa e tateei o spray de pimenta que Jay

faz questão que eu use desde que tudo isso começou. Algo brilhou fugazmente nos olhos cinzentos e ele cerrou o maxilar como se alguma coisa o desagradasse. — você está com medo de mim, Cassie? — seu tom foi desgostoso como se ele realmente se sentisse mal por isso. Eu pisquei confusa. — Eu devo estar? — rebati ainda segurando o spray dentro da bolsa. Ele não podia ver de onde estava. Ele abriu um riso divertido. Sua postura relaxando e se afastou. — Você está a salvo. — disse levantando as mãos em rendição. — só vim conferir se precisava de algo. — sorriu mais e indicou minha bolsa com a cabeça. — já pode soltar o spray de pimenta, Cassie. Eu não quero machucar você. Nunca machucaria você. — eu não soltei de imediato. Suas palavras não me tranquilizaram de forma alguma. — Eu só vou pegar algo na minha sala. Estou bem. Você já pode ir. — o dispensei ainda sem soltar o spray. M esmo quando ele usa um tom suave ainda sinto uma ameaça. Será paranoia minha? M e virei e me dirigi à minha sala, torcendo para que ele fosse embora. Entrei e acendi as luzes. Fui até mesa e sentei na cadeira, tentando controlar as batidas do meu coração. Há uma energia ruim em torno dele e isso me desestabiliza.

— Foi você? Só agora me toquei que perguntou sobre a reunião do Conselho. Como soube e o mais importante, o que você fez? — apesar do tom calmo, os olhos cinza de Carl ferviam quando irrompeu pela porta. O encarei e me levantei indo até ele. Foda-se! Esse idiota não vai me fazer agir como uma covarde. — Eu apenas fiz com que o Conselho refletisse sobre quem é o engenheiro mais respeitado e requisitado aqui dentro. — seu semblante não revelava nada, mas havia algo queimando no seu olhar. — a King’s não é nada sem aquele que a criou. Jay é respeitado não só no Reino Unido, mas em toda a Europa. — pausei um pouco para analisar sua reação. — muitos clientes mostraram fidelidade e ficaram do nosso lado. Talvez queira saber que entre esses clientes está ninguém menos que a rainha Elizabeth. M eu marido não sairá da presidência porque um psicótico covarde quer prejudicá-lo. — sua boca se abriu incrédula e ele ficou mudo por um instante. Então os olhos cinza ganharam um brilho que eu já conhecia bem: cobiça, luxúria. — Ele realmente tem muita sorte de ter uma mulher como você, não é? — puta merda! Será que tudo que sai da sua boca hoje é uma ameaça? Voltei a mesa e peguei o projeto do Fogs para não ficar tão evidente que eu não vim pegar nada e só estava me escondendo dele.

— Ele me tem. Não sei se é sorte ou não. M as ele me tem completamente. — disse, meu tom já irritado. Fui até a porta e a abri. — se não se importa, eu quero ir para casa. Tudo que eu preciso agora é do meu marido e filhos. — seu rosto foi tomado por uma expressão gelada e ele passou por mim resmungando um boa noite. Jay precisa se livrar desse encosto e com urgência. Entrei em casa cerca de vinte minutos depois e percebi que havia algo errado pela quantidade de seguranças na sala. Deus! O que houve? M eus filhos? Onde está Jay? Inquiri-me avançando por entre o aglomerado de homens de ternos escuros. Seus rostos foram tomados por uma espécie de alívio ao me verem. Era como se estivessem esperando por mim. Bill se aproximou. — Senhora, o chefe está enlouquecido lá no escritório. Ele pensou... Todos nós pensamos que havia acontecido algo ruim com a senhora. — revelou-me e eu me senti imediatamente culpada por ter mobilizado tanta gente só porque liberei Isaac mesmo sob seus protestos mais cedo. Eu queria encontrar Jay depois da reunião e vir juntos para casa. Era só isso. Puta merda! Eu não pensei muito sobre isso. Eu só queria saber como tudo terminou e estar lá para meu marido. — Está tudo bem comigo, Bill. — garanti me

sentindo envergonhada. — diga que podem voltar a seus postos e chame os outros que tenho certeza, meu marido mandou para as ruas atrás de mim. — ele acenou levemente com a cabeça e eu me dirigi ao escritório. Jay estava virado para a janela, sua postura gritando tensão. Isaac estava sentado numa das poltronas. Ele com certeza deve ter ouvido horrores de Jay por ter me deixado mais cedo. — Jay, amor? — seus ombros enrijeceram e ele se virou rapidamente para mim. Seus olhos se iluminaram ao me ver, correndo por todo o meu corpo como se quisesse constatar que eu estava bem. Começou a cruzar o espaço entre nós, mas parou abruptamente, cerrando os punhos. Puta merda! Eu conheço esse olhar. Ele estava zangado. — deu tudo certo na reunião? Você conseguiu... — Onde você estava? — quis saber conciso. — por que não atendeu o celular? — E-eu acho que esqueci meu celular nas obras. Eu... — Você foi realmente muito estúpida hoje, Cassie. — rosnou, meu corpo deu um solavanco com a grosseria de suas palavras. — Onde você esteve? — os olhos escuros seguraram os meus. Seu tom irritado, seu olhar duro. — por que dispensou Isaac? — eu fiquei calada,

surpresa, atordoada com sua reação irada. — onde esteve, porra? — rosnou outra vez. Encarei Isaac e ele desviou os olhos visivelmente constrangido. Pousei meus olhos de novo em Jay. M eu coração doendo pela forma desrespeitosa com que estava me tratando. Ele era mesmo a porra de um bipolar! M eus olhos arderam de lágrimas humilhantes. M inha visão turvou e eu pisquei para contê-las. — Eu não sou sua propriedade. — grunhi, raiva me cegando. — e tampouco sou sua prisioneira. — Seu semblante mostrou surpresa com minhas palavras. Os olhos amoleceram um pouco me vendo à beira das lágrimas. Veio para mim, mas levantei a mão. Ele parou. Eu estive a tarde inteira intercedendo por ele junto ao Conselho e sou tratada dessa forma? — quer saber onde estive? Descubra por si mesmo, seu grande idiota! — rosnei de volta e marchei para fora, batendo a porta do escritório com força. Passei pela sala, as lágrimas já banhando meu rosto. Odeio esse jeito louco, impulsivo dele! Ele me chamou de estúpida. Cretino! Ele é o estúpido. Não eu. Fui procurar meus filhos. As babás estavam brincando de empilhar blocos com eles na sala do piano. Fizeram uma festa quando me viram. — Oi, meus anjinhos. — me forcei a sorrir me

abaixando, sendo bombardeada pelos abraços e beijos estalados dos dois. M ais lágrimas pularam dos meus olhos. — A senhora está bem? O patrão estava louco porque não conseguia encontrar a senhora. — uma delas quis saber, obviamente preocupada com minhas lágrimas. — Eu estou bem, obrigada. — assegurei. — podem me deixar com eles agora. — pedi e elas assentiram, seus rostos ainda visivelmente preocupados. — como estão, amores? Hum? Contem para a mamãe como foi o dia? Brincaram muito? — a sala se encheu com suas risadas lindas e eu acabei rindo também entre lágrimas. — Bincou muto. — Lucas falou, pendurando no meu pescoço. — Bincou muto — Samuel imitou o irmão. M e sentei com eles no tapete, ouvi passos às minhas costas. M esmo sem me virar meu corpo sabia que era ele, o idiota impulsivo. M e mantive lá brincando com os meninos, ignorando-o. — Papai! Quer papai. — Lucas se agitou levantando. Samuel o seguiu quando correu com passinhos curtos ao encontro do pai. — Ei, garotões! — seu tom amoroso me fez fechar os olhos. M eu peito ainda doendo pela forma grosseira

com que me tratou na frente de Isaac. — vocês estão cuidando da mamãe para mim? Hum? — seu tom foi suave, arrependido e eu podia sentir seu olhar sobre mim, mas não me virei para ele. — papai foi tão idiota. — lamentou. — papai magoou a mamãe. Podem dizer a ela que papai a ama mesmo que seja um idiota estúpido a maior parte do tempo? — Idota, papai. — Lucas disse. Samuel repetiu também. Eu quase sorrio da inocência dos meus lindos bebês. — Sim, papai idota. — Jay repetiu imitando-os. — mas ele ama muito a mamãe. — Ama muto mamãe. — Lucas e Samuel pareciam dois papagaios. Um sorriso brincou na minha boca, mas o contive a tempo. Ok. Isso tudo é muito fofo, ele usando nossos filhos para chegar a mim, mas não vou facilitar. Ele precisa aprender a controlar a raiva. M e levantei e virei para eles. Seu semblante caiu ao ver meu rosto choroso. — Cassie... M e desculpe, meu anjo. — murmurou, os olhos escuros pesarosos. — eu fiquei louco imaginando que algo havia acontecido, amor. — apenas assenti com a cabeça e tomei Samuel nos braços. — Vamos dar o jantar dos meninos. — disse concisa já dando as costas a ele. Não conversamos durante a

meia hora seguinte. Ele parou de tentar quando o respondi apenas com monossílabos. Depois de alimentarmos os bebês os entregamos às babás. — Aonde você vai? — Jay quis saber quando entrei no elevador para o térreo. Havia uma urgência em sua voz. — Vou ver uns detalhes no projeto do Fogs. — disse apertando o botão para descer. Ele segurou as portas. Sua expressão derrotada. — M as você nunca trabalha em casa... — Vou trabalhar hoje. — disse sucintamente. Ele ainda ficou lá parado me olhando, então se afastou e as portas se fecharam. Fechei a pasta com o projeto do Fogs sobre a mesa e suspirei. Não consegui ver nada no projeto do imbecil nas últimas duas horas. Até mesmo porque não havia muito a ser visto. Eu ainda estava chateada. Eu fiquei aqui trancada, me escondendo do meu muito impetuoso marido. Pendi a cabeça no espaldar da cadeira. Eu pensei que ele viria atrás de mim. Ele não veio e isso me decepcionou. M eu telefone tocou. Sim, Jay mandou Bill e outros dois seguranças irem vasculhar as obras e eles o encontraram. O recebi de volta uma hora atrás, mas foi o próprio Bill quem bateu na porta e me entregou. Havia uma centena de chamadas perdidas de Jay. Além de

mensagem de voz. As primeiras eram amorosas: Cassie, por que não atende o telefone, meu anjo? Me ligue assim que vir isso. Amor, o que houve, anjo? Me ligue. E haviam as últimas: Porra! Por que não atende esse telefone do caralho? Cassandra Miller quando eu colocar minhas mãos em você... Me retorne, porra! Eu gargalhei ouvindo cada uma e surpreendentemente meu peito já não estava tão pesado e magoado. Esse homem intempestuoso me ama. Disso não tenho dúvidas. Vi o nome na tela e sorri. Era minha prima, Sílvia. Temos nos falado com regularidade. Ela ficou noiva recentemente e estava numa felicidade só. Foi uma pena eles não terem ido no meu casamento em Ardócia. M as até então nem eu sabia que ia casar. Ah, Deus! Jay havia feito uma surpresa linda para mim. Ok. M inha raiva cedeu quase completamente com as lembranças daquela noite. — Oi, Sil. — tentei colocar empolgação na voz. — Oi, prima. — seu tom foi baixo e quebrado. — Que voz é essa? — quis saber me endireitando na cadeira. As piores hipóteses invadindo minha mente. — o que houve, prima? — ouvi um suspiro trêmulo do outro lado. — por favor, Sil. Está me assustando, querida. O que houve? — Eu... Eu rompi com o Fábio. — revelou. Como? Eles haviam ficado noivos há menos de um mês.

— O que houve, querida? — algo me dizia pelo seu tom cheio de dor, decepção que o tal Fábio era o grande idiota nessa história. — Eu o flagrei fodendo a secretária na sua sala de estar. — puxou uma respiração profunda. Puta merda! Isso é muito pior do que imaginei. Desgraçado, filho da puta! — não havíamos combinado nada, mas eu queria fazer uma surpresa. Cozinhar algo para ele. — pausou e ouvi soluços. — mas eu é que fui surpreendida quando entrei e dei de cara com ele comendo a vadia loira no sofá. Eles não me viram e eu fiquei paralisada, apenas lá congelada ouvindo-o rosnar enquanto a fodia, tecendo todos os tipos de elogio à sua boceta. — que cretino! Gemi, mortificada. Nenhuma mulher merece ver esse tipo de cena. Coitada da minha doce prima. — foi a coisa mais humilhante da minha vida quando ele levantou os olhos no meio do seu orgasmo e me viu. M esmo assustado não conseguiu conter os rosnados. Parecia um animal. Ele nunca foi assim comigo. — ouvi mais soluços. — Eu sinto, Sil. — lamentei. — esse imbecil não merece você. Ele é quem perdeu, querida. Você sabe disso não é? —Sim, ele é mesmo um grande imbecil traidor. M esmo depois de tudo ainda veio atrás de mim, dizendo

que foi coisa de momento. Que ela era só uma foda fácil e que eu era a mulher da sua vida. — Babaca! M as é claro que você não o aceitou, não é? Ele não respeitaria você depois de casado, querida. Homens assim não param. Nunca param. — disse, muito indignada com o idiota. — Eu só preciso sair do Rio, Cassie. Ele tem me perseguido todo o tempo. Eu não quero mais ver a cara dele. — pausou um pouco. — eu queria ver se posso ir ficar com você por um tempo até colocar minha cabeça em ordem de novo. — M as é claro que pode, prima. Jay não vai se importar, tenho certeza. Será bem-vinda na nossa casa. — garanti, me sentindo animada em ter alguém da minha família por perto. — vou falar com ele e vamos providenciar tudo. — Obrigada, prima. Eu aprecio o que está fazendo por mim. — seu tom era um pouco mais animado agora. — Vai dar tudo certo, você vai ver, querida. — garanti. Ainda nos falamos por um bom tempo e quando nos despedimos ela já estava menos chorosa. Homens... Resmunguei ao desligar e me lembrei do meu marido. Era hora de encará-lo e acabar com essa briga boba. Entrei no nosso quarto e meu queixo caiu. Sim, foi ao chão mesmo com tudo que vi. Estava fracamente

iluminado. Havia pétalas de rosas espalhadas por todo o chão. Gun’s tocava ao fundo num volume agradável. Andei até a cama e meu coração gaguejou quando meus olhos focaram o que Jay havia feito lá. Sobre os lençóis brancos havia pétalas também, mas elas formavam uma frase me desculpe, amor. Oh! M eu Deus! Ele era o ogro mais fofo. M e virei ao sentir sua presença. Ele parou no limiar das portas da sacada, o luar iluminando suas feições morenas. M eus olhos foram descendo ávidos pelo corpo grande e musculoso. Ele usava só a calça do pijama, pendendo abaixo no quadril. Babei. Um gemido baixo escapou dos meus lábios diante de sua beleza intimidante, crua, selvagem. Puta merda! Isso foi golpe baixo. M uito baixo. Nenhum homem tinha o direito de ser tão gostoso, droga! Forcei-me a andar em direção ao banheiro. Tomei um banho rápido e vesti um roupão branco. Voltei ao quarto e ele estava lá, me aguardando com duas taças de champanhe nas mãos. — O que estamos comemorando? — disse me mantendo a certa distância. Seus olhos brilharam fugazmente. — Eu sou um idiota, meu anjo. — disse, meio encabulado. Ele estava tão bonitinho assim tentando se desculpar. — E isso é motivo para comemoração? — tentei

dificultar, mas meu tom já não era magoado. Os olhos negros brilharam mais e a sugestão de um sorriso brincou na sua boca sensual. Ele já tinha lido minha linguagem corporal e, claro meus olhos o devorando, babando em cima dele. — Não, meu anjo. — sua voz suave, amorosa me acariciou e eu tremi, tendo que me segurar para não dar os poucos passos que nos separavam. — mas eu tenho a mulher mais linda, corajosa e leal que um homem pode desejar. — continuou, sério agora. — eu descobri tudo, anjo. Sei que esteve o dia todo salvando a minha bunda e eu me odeio agora por ter explodido com você mais cedo. — Parabéns, Sherlock. — falei dando de ombros. Um riso lento foi se espalhando em sua boca e ele finalmente veio para mim devagar, parando bem na minha frente. M eus olhos pousaram em seu peitoral e abdome soberbos e não pude evitar lamber os lábios. Seu riso ampliou, arrogante, perverso, safado, conhecedor do seu poder sobre mim. — Você não vai facilitar mesmo para mim, não é? — sussurrou, entregando-me a taça. Peguei e tomei um grande gole. — Não. Eu ainda estou com raiva. — minha voz saiu ridiculamente baixa e ofegante. Droga!

— Não, você não está mais com raiva. — murmurou no seu tom de quarto, rouco, sexy, pingando perversão e um rio de excitação desceu do meu ventre para a vagina. — está louca para eu beijar, lamber e chupar sua bocetinha linda. — puta merda! Ele realmente joga sujo. Gemi, meu corpo balançando para ele e seu braço veio em torno da minha cintura me puxando contra seu peito duro. — Seu ogro... — miei levantando meu rosto, nossas bocas ficando bem próximas, seus olhos queimando nos meus. — M inha ruivinha linda, geniosa, gostosa... — gemeu na minha boca. Pegou nossas taças, colocou sobre o aparador e voltou para mim. — onde paramos mesmo? — uma mão me puxou pela cintura e a outra entranhou em meus cabelos da nuca. Choraminguei, enlouquecida por ele. — hum, sim, paramos na parte em que o Shrek aqui vai algemar, vendar e foder sua esposa desobediente a noite toda. — Puta merda! E sua boca desceu sobre a minha num beijo lascivo, chupando, lambendo, mordendo. M eus braços rodearam seu pescoço e o deixei me devorar. Sua mão desceu para minha bunda, apalpando, passeando pelo meio da fenda grosseiramente. Seu pau duro cavou bem embaixo, na minha vulva e miei em sua boca. M ordeu meu lábio

inferior com força e arrancou sua boca da minha. Estávamos os dois ofegantes, gemendo. — eu quase enlouqueci pensando que algo havia acontecido, anjo. — sua voz tremeu um pouco. — ainda estou zangado como o inferno. Você não vai fazer esse tipo de coisa de novo, ouviu? Nem que seja para salvar a minha bunda. Eu não posso ficar sem você, amor. Eu não posso. — sua voz quebrou no final e eu entendi como isso o tinha afetado. Ele tinha toda razão de explodir comigo. — Eu fui realmente estúpida, amor. Eu prometo que isso nunca mais vai acontecer. — sussurrei em sua boca. — Sim, você foi. — rosnou e puxou mais meus cabelos, me forçando arquear as costas. — vou encher esse traseiro lindo de palmadas e comer seu rabo gostoso bem duro. É isso que vou fazer. Gostou disso, escrava? — meus líquidos jorraram, descendo pelas coxas. Suas mãos foram rápidas para as laterais do roupão e o arrancou bruscamente do meu corpo. Os olhos negros fumegaram deslizando por cada centímetro de mim. Ofeguei. Um riso malvado curvou sua boca quando viu minha vagina e minha excitação escorrendo. — oh, você definitivamente gostou disso, não é, putinha safada? — suas mãos se fecharam em meu pescoço, apertando. Rosnou porque isso o excita. Então desceu lentamente pela clavícula e se apossou dos meus seios já

pesados e doloridos. Amassou-os com fome, torceu os mamilos e eu enlouqueci de vez. — Ohhh! Amor... Por favor... — implorei sem pudor. — Por favor o que, minha escrava desobediente? — sorriu do meu desespero. — você me desagradou hoje. M e assustou pra caralho. — pausou e completou com um tom mais suave, reverente. — mas você foi muito corajosa e perfeita pra caralho ao interceder por mim e eu te amo além do que qualquer palavra poderia descrever. Só por isso vou deixar você gozar. — Eu também te amo, amor. — murmurei e ele me levantou nos braços. Segundos depois, minhas costas desceram nos lençóis e nas pétalas macias. M eus olhos correram por seu corpo poderoso, enquanto se livrava das calças. Seu pau saltou livre e eu arfei já no meu limite. Ele sorriu e se dirigiu ao closet. Voltou com a venda e as algemas. Elevei minhas mãos acima da cabeça obediente. M e algemou rapidamente e veio para cima de mim. Seu semblante travando uma luta. — Seus olhos são a coisa mais incrível que já vi, amor. — sussurrou espalhando beijos em minhas faces. — amo olhar para eles. M as minha tara inclui você vendada, algemada, imobilizada, completamente à minha mercê. Linda... M inha... — sua boca tomou a minha

faminta outra vez. Era disso que ele precisava hoje. Extravasar toda tensão. M e dominar. — Eu sou sua, meu senhor. — sussurrei e ele gemeu com minha submissão. M e vendou rapidamente e eu ativei meus sentidos como sempre faço quando estou assim, completamente à mercê do meu lindo marido, meu dono, meu dominador. Ele brincou comigo, me torturou de todas as formas. Primeiro senti algo muito macio deslizando pelos meios seios. Pareciam pétalas. Era uma rosa. Consegui senti seu cheiro. Ele desceu pelo meu ventre vagarosamente. Suas mãos abriram minhas coxas bem largas. O ouvi puxar uma respiração aguda. Ele estava muito excitado também e isso me faz sentir poderosa mesmo aqui numa posição dominada porque ele me quer. M e quer tão desesperadamente como eu à ele. M inhas costas arquearam quando a rosa massageou meu clitóris. Suas unhas roçaram a parte interna da minha coxa direita e minha vagina vibrou à medida que ia se aproximando. Gritei quando deu uma palmada dura pegando meu clitóris em cheio. — Ohh! Deus! Eu não aguento mais, amor... Eu preciso... — balbuciei, sentindo meu creme escorrer para o ânus. — Aguenta sim. Você sempre aguenta, escrava. — rosnou e senti seu hálito fazendo cócegas no meu brotinho castigado. Gritei de novo quando seus lábios

quentes espalharam beijos molhados em toda a minha vagina. Oh! Deus! Suas mãos cavaram minha bunda por baixo e passou a me lamber preguiçosamente, num ritmo torturante. Eu estava tremendo, louca para ele me deixar gozar, mas ele continuou. M ordeu meus lábios suavemente e quase saltei da cama quando meteu dois dedos em minha vulva. — Ohhh! Jay... Amor, por favor... — choraminguei de novo. Ele riu. Eu amo esse som perverso, sacana que diz que sou dele para fazer o que quiser. Sua língua chicoteou meu clitóris de novo e passou a me foder com vontade. A sensação deliciosa, entorpecente começou a se espalhar em meu ventre. Eu gemia e gemia, enquanto seus dedos me comiam sem trégua e eu quebrei gozando sem controle, meu corpo sendo tomado por espasmos e tremores violentos. Puta merda! Eu ainda estava experimentando meu êxtase quando senti a cabeça gorda na minha vulva. Antes que eu sequer respirasse ele meteu com força, me rasgando até o fundo. Entrou fácil porque eu estava muito molhada, mas ainda assim minha respiração travou com a invasão. — Ahhh! Que bocetinha perfeita do caralho... — grunhiu e se debruçou sobre mim. M inhas pernas foram dobradas até meus seios, suas mãos segurando firme na parte de trás dos meus joelhos forçando minha bunda

levantar da cama. — Santa M ãe! Que visão linda... — chiou puxando tudo e percebi que estava olhando minha vagina. M eteu numa estocada funda de volta. O senti no útero. M uito fundo. Tão gostoso. — que bocetinha mais gulosa, minha putinha... Porra! Lindo pra caralho ver meu pau rasgando seu buraquinho assim... — eu podia sentir suas coxas fortes batendo em mim e ele me comeu esfomeado. M etendo em mim com golpes brutos. Eu só pude ficar lá deitada, imobilizada, sendo fodida pelo meu ogro delicioso. M inha excitação voltando com tudo. Ouvir seus gemidos e rosnados era um estímulo a mais. — toma, escrava! Tá gostoso assim? Hum? — suas mãos largaram minhas pernas e foram em torno do meu pescoço. — responda, porra! Tá gostoso meu pau te comendo assim, bem duro? — bateu em mim numa estocada brutal e eu gritei. — Sim! Oh! Deus! Sim... — eu já estava à beira de outro orgasmo e ele percebeu. Passou a combinar as estocadas com giros completos de quadril, seu pau tocando cada nervo do meu canal cada vez que deslizava em mim. — oh! Amor... Que gostoso... — miei, minha voz entrecortada pelo clímax que se aproximava. Suas mãos apertaram mais meu pescoço e sua boca desceu sobre meu seio direito, chupando duro, mordiscando a auréola e eu me desmanchei em outro gozo intenso,

— Isso, putinha linda! Goze para mim de novo. Goze bem gostoso no pau do seu dono, porra! Vai gozar a noite toda para mim! — rugiu e acelerou, fodendo minha vulva num ritmo alucinante, violentando, sem dó. — Oh! M erda! Ohhhh! Cassie... Amor... Eu vou gozar... Tão gostosa... — meteu fundo, seu pau inchando e senti o primeiro jato de sêmen quente me inundando. — ahhhhhhhhhhhh! Gostosaaaaa... — caiu por cima de mim e suas mãos puxaram a venda. Seus olhos queimaram nos meus, enquanto ainda se derramava em meu canal, estocando com força. M e puxou pelos cabelos da nuca, meu pescoço arqueou e sua língua lambeu-o devagar. Seu suor pingava em mim. Seu corpo grande me esmagando no colchão, mas eu pouco me importava porque amo ser o que ele precisa. Sua boca quente foi subindo pelo maxilar, mordeu-me devagar. Gemi. Era incompreensível que mesmo tendo gozado duas vezes eu ainda o queria dentro de mim. M esmo toda dolorida eu não quero que ele saia. Ele pareceu sentir isso porque um riso sem vergonha e conhecedor curvou sua boca e deu uma última estocada brusca. Choraminguei humilhantemente. — eu me sinto assim também. Não quero sair de dentro de você. — sussurrou, lambendo meus lábios. — felizmente tenho outras opções... — riu lascivo. — ainda vou espancar e

comer seu rabo delicioso bem duro, escrava. M as antes vamos tomar um banho e jantar. — me beijou suavemente. — sim, eu sei que você não jantou porque estava muito marrentinha comigo. — sorrio em sua boca. — pedi comida naquele restaurante italiano que adora. Sim, vou mimar minha mulherzinha linda um pouco. — Obrigada, amor. — sussurrei. — Eu ainda não agradeci o que fez por mim hoje, meu anjo. — seus dedos delinearam minhas faces reverentemente. — eu tenho muita sorte em ter você. Obrigado. — Eu te amo, sabia? — murmurei, enquanto ele soltava meus pulsos. M assageou-os e enlacei seu pescoço. — E eu a você, meu anjo. — disse-me de volta e gemeu saindo de mim. M e levantou nos braços. — então, ainda está com raiva de mim? — seu tom era zombador. — Seu convencido. — bati em seus ombros. — eu nunca poderia continuar com raiva quando armou tudo isso e ainda me esperou com esse abdome indecente descoberto. Você foi muito malvado. — gargalhou jogando a cabeça para trás. Tão lindo. — meu ogro delicioso. M eu príncipe fodão. — murmurei espalhando

beijos em seu peito duro, em cima das tatuagens e fomos para o banheiro... CAPÍTULO DEZOITO Cassandra Acordei com o zumbido do meu celular. Estiquei meu corpo dolorido. Humm, deliciosamente dolorido da posse do meu marido ogro, dominador, sexy, lindo. M e virei e o lugar dele estava vazio. No entanto, um riso se espalhou nos meus lábios ao ver a rosa sobre o travesseiro. M encionei que ele também é muito fofo quando se esforça? Sim, ele é perfeito e eu amo meu ogro gostoso, fodão. Peguei-a e inalei. O celular zumbiu de novo. Era uma mensagem dele. Jay: Bom dia, meu anjo. Dormiu bem? Rss. Fiquei com peninha de acordá-la mais cedo, uma vez que foi fodida à exaustão pelo seu marido ogro... Rolei os olhos, meu riso alargando. Havia outra. Jay: Vamos, hora de acordar, amor. Traga essa bunda deliciosa aqui embaixo. Eu e os meninos estamos esperando na piscina. Use aquele biquíni vermelho, sexy pra caralho. Amo o seu traseiro nele... Digitei rapidamente uma resposta. Cassie: Bom dia, amor. Eu dormi muito bem quando meu marido ogro (suspiros) lindo e gostoso pra caramba, saiu de cima de mim... Rss. Só vou tomar

uma ducha rápida e tomar café e sou toda sua, grandão. Ou melhor, toda dos três homens que mais amo no mundo. Jay: Rsss... Gostoso pra caramba? Gostei disso, anjo. Vamos, não demore a trazer esse rabo quente para mim... E sim, nós somos seus donos. Você é nossa, embora Lucas vá discordar de mim nesse ponto... Rsss. Tal pai, tal filho... Cassie: Rss, certamente, meu pequeno dominador vai discordar. Já estou descendo, amor. Coloquei o biquíni após o banho e desci para a cozinha. Tomei um suco com torradas e fui encontrar meus homens. Os gritinhos de Lucas e Samuel podiam sem ouvidos à distância. Desci os degraus para a área da piscina e desacelerei os passos me permitindo observálos sem ser notada ainda. Jay brincava com eles na parte mais rasa. Usava uma sunga branca que destacava sua pele morena. Os músculos das costas e ombros flexionando à medida que empurrava os meninos em suas boias. Havia arranhões em seus ombros e costas bem visíveis e eu corei olhando em volta horrorizada. Puta merda! Parece que fui bem selvagem ontem. Os seguranças estavam longe, na parte baixa do jardim, graças a Deus. Como se sentisse minha presença sua cabeça negra virou e arfei. Usava óculos escuros no

estilo aviador. Um riso safado, perverso se espalhou na boca sensual sabendo que o estive cobiçando furtivamente. Atirei-lhe um riso atrevido e comecei abrir o roupão atoalhado andando devagar até a borda. Eu também usava óculos de sol, me senti mais confiante, uma vez que ele não podia ver meus olhos. — Ei, ruivinha linda. — sussurrou, e mesmo sob as lentes escuras eu sabia que seus olhos estavam me devorando, assim como eu a ele. Corei e seu riso sem vergonha se ampliou. — Ei, grandão. — murmurei de volta e deixei o roupão deslizar até meus pés. Ele deu um assobio baixo quando virei as costas para pegar a peça no chão e colocá-la sobre uma das espreguiçadeiras. Demorei um pouco mais curvada do que o necessário. Olhei por cima do ombro e provoquei: — era esse o biquíni, amor? — ele rosnou. — Santa M ãe, anjo! Era esse mesmo, porr... Digo, era esse mesmo, amor. — corrigiu quando lembrou dos meninos. Gargalhei. Nós dois tínhamos que nos policiar perto deles. Nossos pequenos eram como papagaios e assimilavam rapidamente todas as palavras novas que ouviam. Joguei beijinhos para eles que já estavam enlouquecidos me chamando. Dei a volta lentamente torturando meu marido mais um pouquinho com a visão

do meu traseiro até descer os degraus e afundar na água. — Cristo! Gostosa pra caralho... — grunhiu no meu ouvido, assim que tentei passar por ele em direção aos meninos. — bom dia, meu anjo. — murmurou e puxou minha boca para a sua num beijo curto, mas eletrizante. Enlaçou minha cintura possessivamente e se esfregou discretamente em mim, deixando claro o quanto apreciou meu pequeno show. — Bom dia, amor. — sussurrei, meu tom levemente ofegante. Ele sorriu arrogante, sexy, malvado e amassou minha bunda num ângulo em que os meninos não podiam ver. Gemeu baixinho antes de me soltar. — Ei, meus amores. Estão gostando da farra com o papai, não é? — beijei cada um e não pude evitar sorrir da forma que Jay os equipava para entrar na piscina, mesmo tendo informado a ele que os meninos nadavam desde os oito meses. Samuel tinha problemas respiratórios quando nasceu e o pediatra recomendou a natação como exercício regular. Como um não larga o outro para nada, Lucas teve que fazer também para dar segurança ao irmão. O resultado é que são dois peixinhos. Amam a água. — peixinhos da mamãe. — brinquei pegando uma das bolas e jogando suavemente para eles. Seus bracinhos agitaram. Gritos e sons nem sempre inteligíveis encheram o ar. Senti braços fortes

deslizando em minha cintura e um peito duro nas minhas costas. Suspirei quando os lábios macios salpicaram beijos pelo meu ombro. Gemi baixinho, sentindo uma ereção enorme cutucando o alto da minha bunda. — Eu não devia ter pedido para você usar esse maldito biquíni. — rosnou no meu ouvido. — estou duro pra caralho, agora. — Enfiou o nariz em meus cabelos da nuca e fungou, inalando profundamente. — amo esse cheiro de morangos, meu anjo. Tenho vontade de morder... Comer você... — estremeci quando lambeu a lateral do meu pescoço. Puta que pariu! Ele estava me fazendo ter um momento difícil. — Não seja guloso, grandão. — murmurei, rindo suavemente. — você se fartou de mim ontem à noite. — grunhiu de novo. Um som engraçado de lamento. — Eu nunca vou me fartar de você, anjo. — me apertou mais e gemi vergonhosamente agora. — sempre vou querer você com essa fome, esse desejo louco. É assim que somos. É assim que vai ser. Sempre. — completou e me deu um último beijo antes de se colocar do meu lado e pegar a bola que Samuel havia jogado entre gritinhos de Bezo, mamãe! Papai, bezo mamãe! Rimos sabendo que em breve teríamos que ter mais cuidado com nossas demonstrações de afeto perto deles,

sobretudo porque seu pai era um tarado de uma figa e sua mãe... Bem, sua mãe simplesmente não conseguia resistir a ele. Brincamos com os meninos por um tempo que nenhum de nós cronometrou. Ainda era meio surreal tudo isso. Há três meses Jay era apenas uma parte do meu passado que eu lutava ferrenhamente para manter enterrada. E agora, ele estava aqui me dando tudo e mais um pouco. Querendo me compensar por tudo que sofri com nossa separação. Ele tem sido um pai maravilhoso e um marido atento a todos os meus desejos. E vou dar esse mérito a meu marido. Ele tem satisfeito todos eles, na cama e fora dela. Nossa vida está perfeita. Bom, quase perfeita. Ainda tem o caso do assassinato do M ark pairando sobre a cabeça de Jay, mas tenho certeza que muito em breve tudo será esclarecido e aí sim teremos nossa vida perfeita. M eu fluxo de pensamentos foi interrompido quando um estrondo ensurdecedor nos tirou do nosso momento relaxante na piscina e no momento seguinte Isaac corria para nós. Jay soltou uma série de palavrões, tomando os meninos nos braços e me puxou fortemente para baixo. Seus braços musculosos foram em volta de nós três. Seu coração estava disparado quando apoiei a cabeça em seu peito. Um reflexo do meu. O que em nome Deus estava

acontecendo? Esse barulho foi dentro da nossa propriedade? Eu não conseguia ver nada sobre a borda, só ouvia a agitação dos seguranças gritando uns com os outros. M eus ouvidos ainda zumbiam. Posso estar enganada, mas o barulho horrível parecia uma explosão. Oh! M eu Deus! Jogaram uma bomba na nossa casa? — Venham! Entrem na casa da piscina! Rápido! — o tom de Isaac me deu calafrios. O que estava havendo? Saímos rapidamente. Isaac me protegeu com seu corpo e nos esgueiramos, abaixados até entrar na segurança da casa. — mantenham-se abaixados. Não sabemos o que há lá fora. — Venha, meu anjo. — Jay me chamou se acomodando no carpete com os meninos que começavam a fazer beicinhos, sentindo a tensão em volta. Ele beijou minha cabeça, murmurando que ia ficar tudo bem, mas um horrível pressentimento insistia em me dizer o contrário. Quando Isaac estava se virando para sair, ele o chamou: — Isaac? Eu preciso de uma arma. — Isaac o olhou com surpresa por alguns instantes, mas então assentiu e levou a mão às costas tirando uma arma pequena — eu não entendo muito de armas — e a entregou a Jay. — vá lá fora e pegue o responsável por isso, parceiro. Vá! — O que está havendo, amor? — minha voz foi só

um fio trêmulo. Ele me puxou para seus braços de novo e ficamos lá, amontoados. — Eu não sei, anjo. M as não parece bom. — suspirou, rangendo os dentes. Pela sua postura ele queria estar lá fora indo atrás de quem quer que seja o invasor, mas ele sabe que sua presença é mais necessária aqui nos protegendo. — Isaac logo vai voltar com notícias. Vamos ficar aqui e aguardar. — ele estava se forçando a transmitir uma calma que não sentia para não me ver em pânico. — E se... — Se alguém que não seja um de meus seguranças ousar passar por aquela porta, anjo, eu meto bala primeiro e pergunto depois. — disse ferozmente. — eu não vou deixar ninguém ferir vocês, amor. Eu protegerei você e nossos filhos com a minha vida se for necessário. — eu assenti e o abracei. Lágrimas quentes banhando minhas faces, pedindo silenciosamente a Deus que isso jamais fosse necessário porque eu nunca poderia viver sem ele. Jayden Pareceu uma eternidade desde que Isaac nos deixou aqui na casa da piscina e saiu para ver o que diabos tinha acontecido no portão principal. Sim, o barulho veio de lá. Ainda me recuso a acreditar que algum bastardo

maldito teve a ousadia de lançar uma bomba na minha casa, porra! Eu não disse nada disso a Cassie, no entanto. M as eu conhecia o barulho. Era uma maldita bomba e isso irritava a merda fora de mim. Qual o propósito disso? Começo a pensar que não estou sendo alvo apenas de calúnias. Quem quer que seja o bastardo por trás dessa merda quer me ferrar completamente. E nesse momento eu começo a temer não só pela minha vida, mas da minha mulher e filhos. Só em pensar nisso faz meu peito doer. Cristo! Eu não posso deixar nada de ruim acontecer a eles, nunca. Eu jamais me perdoaria. Ela ainda está tremendo nos meus braços. Os bebês já estão esperneando, querendo se levantar e correr em volta. Que situação fodida é essa em que me encontro? Um movimento no trinco da porta me fez imediatamente alerta. Destravei a arma e apontei na direção. Cassie soltou um gemido aterrorizado. Eu sinto muito, meu anjo. A adrenalina foi a mil, meu dedo sobre o gatilho. Pareceu que os segundos de merda se arrastaram até que a porta começou a abrir e Isaac gritou: — Sou eu, companheiro! — soltei a respiração pesadamente, Cassie fez o mesmo, mas ainda estava bem agarrada à mim e não fez qualquer movimento de me soltar. Abaixei a arma sobre o sofá. M inhas mãos

levemente trêmulas. Eu nunca tive medo de nada quando vivi nas ruas. Eu vivi, fiz muita coisa barra pesada e minhas mãos jamais tremeram. M as lá era apenas a minha vida, que na minha opinião não valia muito. Aqui eu tenho todo o meu mundo. Acho que agora posso dizer que sou completamente humano. Eu tive medo, porra! M uito medo. — A situação já foi contornada e chamamos a polícia. — Isaac disse sentando-se no estofado. Embora as palavras tenham feito com que eu e Cassie nos levantássemos imediatamente, o semblante dele nos dizia que algo não estava certo. Continuei o encarando e seus olhos brilharam muito antes de murmurar numa voz quebrada: — Bill está morto, Jay. — meu sangue gelou nas veias. — Oh! M eu Deus! — Cassie gemeu e eu a trouxe para meus braços de novo. Soluços tomaram seu corpo esguio. Esfreguei suas costas, um bolo enorme se formando na minha garganta. A merda era pior, muito pior. Isaac passou os minutos seguintes nos informando como aconteceu. Um pacote foi entregue por um furgão com o logotipo dos correios. Os seguranças da guarita ligaram para Isaac que pediu a Bill para apanhá-lo no portão principal. Os momentos seguintes foram de puro terror. Bill teve seu corpo completamente dilacerado quando a bomba explodiu a poucos metros da guarita.

Isaac estava se culpando, percebi pelo seu tom desgostoso. Cristo! Bill era o filho mais novo de três irmãos. Tinha apenas vinte e seis anos. Vinte e seis anos, porra! Ele ainda morava com os pais, um casal de idosos muito simpáticos. Eu não pude deixar de me sentir culpado também porque essa merda era direcionada a mim. Ou não. Talvez o psicopata queria me mandar um recado. Um recado fodido do caralho! Nunca me senti tão inútil e impotente como agora. — O senhor está insinuando que meu marido explodiu um de nossos seguranças e amigo pessoal para se safar da acusação de assassinato e desviar o foco? É isso, detetive Lewis? — Cassie levantou-se do sofá, crispando os punhos. Ela estava bem puta pelo seu tom. Levantei-me também e passei os braços em seus ombros trêmulos. Estávamos há uns vinte minutos respondendo aos questionamentos dos detetives Lewis e M arrone. Eles haviam chegado pouco depois do ocorrido com alguns agentes do esquadrão antibomba e não estavam ajudando em nada os nervos da minha mulher. — Perdoem minha mulher, senhores. Ela está muito abalada com o que aconteceu. — forcei-me a usar um tom conciliador quando tudo que eu queria era arrancar as expressões acusatórias de merda das caras odiosas dos dois imbecis na minha frente. — ela está certa, no

entanto. Fomos vítimas de um ataque, senhores. Um ataque que tirou a vida de um de nossos seguranças. Não apenas um segurança, mas nosso amigo. Estou aqui tentando processar como vou encarar os pais dele e dizer que seu filho mais novo morreu em serviço protegendo a mim e minha família. — pausei um pouco para continuar calmo. — então, não venham com essas expressões irônicas e esse interrogatório de merda porque o assassino não está aqui. Quem vocês procuram não está aqui. — cerrei os dentes. — Inocente até que prove o contrário, soa familiar para vocês? Então aqui está a coisa, senhores, ou começam a trabalhar para resolver essa merda, ou vou mover um processo por assédio moral e uso abusivo de autoridade contra vocês. Eu sou a vítima nessa história, porra! — acabei me exaltando no final, mas valeu as caras estupefatas que os dois idiotas tinham agora. — Estamos trabalhando nisso, senhor. — o detetive Lewis anuiu um tanto desconfortável. É isso aí, seu imbecil. Não vou mais aturar suas merdas! Tive vontade de berrar, mas isso não seria aconselhável. Eu poderia ser preso por desacato. — vamos deixar uma viatura permanentemente na propriedade. Isso foi muito sério e... Bem, fora dos padrões. — deu um longo suspiro. — não estamos o acusando senhor. Só estamos tentando

chegar a uma solução para o caso. — Então façam isso sem que eu me sinta um merda no processo, senhores. — disse num tom seco. — sou um empresário respeitado, tenho residência fixa e nunca me neguei a colaborar nas investigações. Gostaria de não ser julgado ou discriminado pelo que fiz na minha adolescência. Eu paguei toda aquela dívida com a justiça há muito tempo. — seus semblantes me disseram tudo. M alditos preconceituosos. — Sou um cidadão inglês que paga devidamente seus impostos. Gostaria de ser tratado com mais respeito na próxima vez que entrarem na minha casa. — eles assentiram e pouco depois voltaram para fora. Carl chegou logo depois oferecendo seu apoio. A notícia se espalhou na internet e ganhou as manchetes dos principais jornais. Em outros tempos eu ficaria contente com o apoio de meu suposto amigo, mas agora ele já não me parecia confiável. Ele ficou o dia inteiro conosco apesar da minha frieza. Ele parecia querer se redimir da trairagem com o Conselho. Eu não tenho tempo para falar com ele sobre isso, mas em algum momento vamos ter essa conversa. M eus irmãos me chamaram preocupados também querendo vir a Londres. Eu os tranquilizei. A polícia estava cuidando de tudo. Além disso, Dom e Helena estavam em Las Vegas

comemorando um ano de casados, não seria justo atrapalhar suas vidas. Fiquei agradavelmente surpreso quando ele me informou que tio M ax também estava lá e que havia se casado com a namorada Nicole. Fiquei feliz por ele. Ao menos uma notícia boa em meio ao caos em que me encontrava. Leon e Júlia estavam numa viagem diplomática na França. Eu precisava resolver minhas merdas sem interferir na vida deles. Eles já estavam fazendo muito por mim. Isso não seria justo. Os dois dias seguintes foram de tristeza angustiante. Providenciei tudo para o enterro de Bill e ofereci apoio emocional e financeiro à família dele. Ainda era chocante para mim assimilar que ele não estaria mais conosco. Que não o veria mais com seu sorriso sempre franco e aberto. Ele gostava muito dos meus filhos. Brincava sempre com eles. O bastardo por trás disso realmente me atingiu. Isaac estava inconsolável também. Os dois eram muito amigos e parceiros. Cassie mesmo abalada foi meu porto seguro. Na verdade buscamos forças um no outro. Eu prometi a ela um conto de fadas, mas tudo se transformou de repente em um cenário de terror. Eu não consigo deixar de me culpar por toda essa merda. Depois do enterro, Carl veio conosco para casa. O idiota traidor acha que vai recuperar o que tínhamos. Eu acho que não. Talvez seja a hora de cada um seguir seu

caminho. Já o levei na minha asa por tempo demais. Leon me fez perguntas estranhas sobre a minha relação com Carl na nossa última conversa. Eu conheço meu irmão. Ele definitivamente queria me dizer mais, mas apenas me informou que ainda não podia falar nada, pois o Serviço Secreto estava trabalhando com uma nova linha de investigação. O questionei e ele disse que não é a toa que o Serviço Secreto tem esse nome. Bufei, mas aceitei sua explicação, por enquanto. Saí do escritório à procura de Cassie e os meninos. Ouvi as risadinhas infantis vindo da sala do piano. M eu peito aliviou um pouco. Amo esse som. M eus pequenos tão inocentes, alheios à toda essa confusão a nossa volta. Um sorriso se abriu no meu rosto e avancei pelo corredor. M eu sorriso congelou no rosto com a cena que se desvendou quando parei nas portas da sala. Cassie estava sentada sobre os calcanhares, envolvida numa brincadeira com Lucas e Samuel. Seu vestido subiu, deixando boa parte das coxas brancas e firmes de fora. Ela estava quase de costas para a porta, enquanto fazia cócegas nas barriguinhas dos meninos deitados no tapete. Até aí tudo bem. Isso era corriqueiro. O que me teve intrigado foi ver Carl ali parado alguns passos atrás dela, abrindo e fechando os punhos como se a cena o incomodasse de alguma forma.

— Carl? — minha voz fez ambos viraram as cabeças na minha direção. O rosto de Cassie mostrou genuína surpresa, arregalando os olhos. Estreitei meus olhos vagando entre eles. Cassie travou a respiração como se estivesse com... M edo? Por que estaria com medo? Carl por outro lado, enfiou as mãos nos bolsos das calças e tentou livrar-se de toda a carga estranha que pairava sobre ele quando entrei. Os olhos cinza ainda estavam visivelmente dilatados, inflamados e mais uma suspeita entranhou em mim. Essa doeu muito mais. Ele estava observando, cobiçando minha mulher furtivamente? Era isso? Cerrei os punhos e avancei devagar, meus olhos nunca o deixando, analisando a mínima mudança em seu semblante que já havia voltado ao normal, mas eu já havia visto toda a tensão a sua volta. Tensão sexual? Sim, era isso. Sou homem. O olhar dele quando me encarou ainda era de desejo. Porra! Eu vou comer o fígado desse infeliz! — eu pensei que tinha ido embora. O que faz aqui? — comendo minha mulher com os olhos, seu bastardo sem noção? Tive vontade de completar, mas me contive a tempo. Vou deixá-lo se

explicar. Na verdade estou ansioso para isso. — Eu já estava realmente de saída, mas ouvi as risadas dos meninos e vim me despedir deles. — disseme dando de ombros. — Ah é? Então por que estava aí parado apenas observando como se não quisesse ser notado? — seus olhos alargaram sutilmente e ele sorriu quase natural. Quase. — Cassie estava tão entretida e eu não quis atrapalhar o momento deles. — Hum, uma explicação bem plausível. M as não me convenceu. Havia definitivamente mais que isso. Sua postura não era de alguém satisfeito com a cena. No entanto, não vou pressioná-lo agora. Haverá o momento certo para isso e não será na frente de Cassie e dos meus filhos. A coisa pode ficar bem feia. — Oi, meu anjo. — fui até ela e depositei um beijo suave em seus lábios. Sim, isso é uma demarcação de posse. Ela é minha. Encarei Carl por cima do ombro. Ele cerrou o maxilar, mas relaxou em seguida. M e sentei junto com a minha família e passei a fazer cócegas nos dois pequenos que me saudaram com a euforia típica deles. — Eu, hum, vou indo, então. — Carl disse num tom baixo. O encarei de novo.

— Amanhã tire a primeira hora para falarmos, Carl. — informei-o. Seu semblante se anuviou um pouco, mas assentiu antes de murmurar boa noite e sair. M eus olhos voltaram para Cassie que me encarava um tanto apreensiva. — há algo que você queira me contar? — quis saber analisando-a de perto. Os grandes olhos azuis piscaram tremulamente e ela aquiesceu. — encontre-me no nosso quarto. — falei conciso e me levantei. As babás entraram para levar nossos pequenos e eles fizeram birra não querendo sair da farra. Os beijamos e saí da sala com uma Cassie muito silenciosa atrás de mim. Entramos no quarto e parei no meio me virando para encará-la. Ela permaneceu de pé junto à porta assim que a fechou, seu rosto pesaroso. — Há quanto tempo isso vem acontecendo, Cassie? — rosnei baixo. — há quanto tempo Carl tem pairado a sua volta, fodendo você com os olhos? — seus lábios se abriram trêmulos e suspirou rendida. — Desde quando voltamos de Ardócia. — murmurou e meu peito ardeu com sua confissão. Ela sabia disso o tempo todo e não me contou? Ela sabia, porra! — Há um mês então. — sibilei tentando controlar a ira e decepção que me invadia. — agora a pergunta que

não quer calar. Por que nunca me disse nada sobre isso? — meu tom ainda foi baixo, mas ela sabia que eu estava puto. Sua postura culpada, seus ombros curvados, os olhos brilhantes a delatavam. — E-eu tive medo da sua reação, amor. — sussurrou, torcendo as mãos nervosamente. — mas eu sempre disse que não confiava nele. Você sabia que eu... — Você gostou do assédio dele, foi isso? — a cortei, cravando meu olhar nela, tentando entender essa merda. — Oh! Deus! Não! — seu rosto demonstrou choque e asco com minha pergunta e eu me arrependi das palavras. — como ousa me perguntar algo assim quando sabe que te amo? Como ousa... — Quem ama confia, Cassie. — grunhi, me sentindo traído de alguma forma. Como ela pode esconder algo tão sério de mim? Seus olhos alargaram e ela suspirou derrotada. — Eu sei. Eu realmente mereço que fique chateado comigo. — disse aproximando-se devagar. — mas o motivo de não ter contado antes é que tive medo da sua reação. E agora já tem coisas ruins o bastante para você lidar. — Isso ainda não responde a questão da confiança, Cassie. — disse, meu tom mais duro. Ela parou a poucos centímetros na minha frente.

— Eu confio em você, amor. Eu só... — Confia? Sério? — rosnei de novo. — Então por que infernos não me disse isso antes, Cassie? — levantei a voz, não conseguindo mais me conter. Prendi seu olhar. Ela piscou assustada. Ótimo! Fique mesmo sua pequena desobediente do caralho! — eu vou matar aquele filho da puta traidor! Como pode não me contar antes que estava sendo assediada pelo meu maldito suposto amigo e sócio, Cassandra M iller? — rosnei avançando para ela encurralando-a contra a porta. Arfou quando a parede dura de meu tórax esmagou seus seios. As piscinas azuis dilataram, lambeu os lábios sexys do caralho e eu não pude me manter indiferente. Ela está com raiva pela minha explosão, mas excitada porque embora reclame, a submissa nela ama o ogro em mim. — V-você está sendo um ogro de novo... — disse ofegante. Sorrio perversamente apoiando as mãos na parede em cada lado do seu rosto. — Você ainda não viu nada. — rosnei em sua orelha. — vire-se para a porta, escrava! — ela gemeu e se virou. Puxei seus pulsos para trás, prensando-a. Arfou com o rosto colado na porta. — sabe qual é a minha vontade agora? — virei, mordendo seu ombro. — arrastá-la até o quarto de jogos, chicotear e te foder bem duro por horas sem deixar você gozar. — ela miou, esfregando a bunda

em meu pau. — você ia gostar disso, escrava? Hum? — moí em sua bunda grosseiramente. — só eu gozando, te enchendo de porra e você sempre pendurada na borda? — choramingou. — mas não vou fazer isso. Estou muito puto e decepcionado com você. — disse e me afastei de seu corpo tentador do caralho. M eu pau pedia satisfação, mas vou me negar isso. Ela me escondeu por duas vezes que era assediada. Duas vezes, porra! — saia da porta, Cassie. Vou sair. — Sair? — repetiu alarmada, virando-se para me olhar. — aonde você vai, amor? — eu quase fraquejei com seu tom preocupado. — Vou arejar a cabeça. — disse e ficamos nos encarando por um tempo, então ela afastou-se e eu abri a porta. — O que você vai fazer? — sua voz foi apenas um fio. — Jay, amor... — Eu preciso me acalmar. — disse ainda sem olhála. Ela suspirou e eu saí do quarto. A princípio eu quis ir para algum bar, mas a ideia não parecia boa. Não com toda essa bagunça girando ao meu redor. M e servi de uma dose de uísque e foi para a sala do piano. Tomei quase tudo num gole e me sentei em frente ao instrumento. Tocar era meu refúgio quando as coisas pesavam no orfanato. E isso era quase sempre. O piano

velho caindo aos pedaços me oferecia o conforto e a fuga que eu precisava. Deslizei meus dedos pelas teclas suavemente. Comecei a tocar. Iniciei por Bach, passei por Chopin e me demorei mais em Beethoven. Não sei quanto tempo fiquei lá absorto apenas sentindo a melodia, deixando meu velho amigo fazer sua mágica. E ele fez. Estava na nona sinfonia quando ouvi um ruído atrás de mim. Eu não precisava me virar para saber que era ela. M eu corpo zumbiu sentindo seus olhos em mim. Toquei as últimas notas e alcancei o copo tomando o restante do uísque. Continuei imóvel. Eu já não estava com raiva, mas saber que escondeu algo tão grave de mim ainda me incomodava. Ouvi as portas se fechando e o som da chave girando. Fiquei em alerta, mas me mantive na mesma posição. Seus passos suaves foram se aproximando e seu cheiro delicioso de morangos me envolveu quando parou ao meu lado. — Você vai me ignorar pelo resto da noite, grandão? — sua voz foi só um sussurro. Seu timbre rouco, sexy pra caralho viajou por mim indo se alojar em meu pau. O bastardo traidor acordou, louco para entrar em ação. M e virei para olhá-la e salivei com sua visão. Usava uma camisola vermelha curta e transparente, sob um penhoar no mesmo tom, aberto, quase pendendo dos ombros. Porra! Provadora do caralho! Os cabelos ruivos soltos

numa massa de cachos, a tonalidade acentuada pelo vermelho da camisola. Ignorar? Cristo, como se isso fosse possível com ela toda linda e gostosa, uma deusa ruiva na minha frente. Cravei meus olhos em sua boceta perfeitamente visível por trás do tecido fino. Arquejou quando viu onde meu olhar estava. Subi os olhos devagar até chegar em seu rosto que era um reflexo rosado. Um riso lento e perverso se espalhou na minha boca. — Ignorar, meu anjo? — murmurei no meu tom de quarto. As piscinas azuis dilataram lindamente. — como ignorar se sua boceta linda está bem na minha cara? — um riso brincou em seus lábios rosados e ela franziu o nariz. — Você não está mais com raiva. — não era uma pergunta. — Por quê? — levantei uma sobrancelha provocadora. — só porque veio me provocar com sua boceta gostosa? — sussurrei. Ela mudou ainda nervosa de uma perna para outra, juntando-as sutilmente. M eu riso se alargou vendo sua excitação. — Não. Você me chamou de meu anjo. — disse-me e ficamos em silêncio por um tempo, apenas nos olhando. — eu sinto muito, amor. — completou baixinho e meu coração derreteu com seus olhos

incríveis implorando sinceros para mim. Assenti e levantei a mão. — Vem aqui, meu anjo. — ela abriu um sorriso brilhante e segurou minha mão. A puxei para meu colo. As teclas do piano fizeram barulho. Sorrimos e abaixei a proteção. — eu precisava me acalmar. — sussurrei delineando sua face macia. Lambeu os lábios e meus olhos baixaram para sua boca. — Eu te amo. — murmurou, deslizei o polegar em seus lábios. Entreabriu-os e sugou meu dedo suavemente. — Eu também te amo, anjo. — murmurei de volta e ela sorriu travessa engolindo meu dedo, chupando duro. Puxou o penhoar e camisola tudo de uma vez e os jogou no chão. M udou de posição, montando-me. Caralho! Gemi com sua boceta quente e nua bem em cima do meu pau. — Hum, parece que alguém veio em uma missão. — provoquei sugando seu lábio inferior. Ronronou e suas mãos acariciaram meu peitoral, abrindo os botões da minha camisa, deslizando pelos meus ombros bem devagar. A peça caiu e ela gemeu amassando os meus músculos duros. Sorrio, cravando minhas mãos em suas coxas macias e firmes. Subi lentamente pelas laterais, passando pela cintura fina, me banqueteei nos peitos

cheios, amassando a carne tenra. Nossos olhos trancados, falando coisas sacanas um para o outro. Puxei seus mamilos suavemente e ela gemeu de novo, passando a rebolar em mim numa fricção enlouquecedora. — o que você quer minha escrava gostosa? Hum? M e diga. — sussurrei ofegante em sua boca. — Eu quero você, meu senhor. — miou enquanto minhas mãos se fechavam em seu pescoço alvo. — Diga-me tudo. — segurei seu pescoço só com uma mão e desci a outra pelas costas e nádegas. Infiltrei dois dedos em sua fenda e massageei seu cuzinho. Gemeu mais e senti sua boceta molhar minhas calças. — veio aqui para me dar essa bocetinha gostosa? — Ohh! Sim, amor. — choramingou moendo gostoso pra caralho. — Diga todas as palavras, Cassie. — minha voz foi mais dura, grossa de tesão. — repita comigo: quero dar minha boceta e rabo gostoso para você, meu senhor. —

sem aviso dei um tapa seco em sua bunda. Gritou e miou, rebolando mais. — diga, putinha safada! — Oh! Deus! Sim! — grunhiu. — quero dar minha boceta e rabo gostoso para você, meu senhor. — abri um riso malvado e massageei suave onde tinha batido. — Boa menina. — murmurei. — vou pegar o que minha escrava veio me dar. Vou meter bem duro e profundo em você. — mordi seu lábio superior. — não vou ter dó. — gememos e tomei sua boca num beijo indecente, de olhos abertos. Chupei, lambi e mordi sua língua macia. Rosnamos, nossas bocas se devorando com fome. Nossas mãos explorando o corpo um do outro. Quando separei nossos lábios estávamos arfando. Segurei sua bunda e a sentei sobre a proteção do piano. Suas costas arquearam, os peitos lindos ficando bem na minha cara. Livrei-me do restante das minhas roupas rapidamente e debrucei, pairando acima dela, olhando-a nos olhos lindamente inflamados, dilatados, a pupila quase engolindo o azul. Puxei seus cabelos da nuca expondo seu pescoço e lambi da clavícula até o queixo. M iou, sua mão procurando meu pau. Assobiei quando me masturbou lentamente, espalhando o pré-sêmen que caía da ponta. — provocadora... — chiei cerrando os dentes e puxei mais seus cabelos. Lambi de novo sua pele acetinada descendo para os peitos. M e banqueteei

neles, beijando, lambendo, chupando, mordendo enquanto ela se contorcia e gemia bombeando cada vez mais rápido em mim. — chega! — rosnei tirando sua mão de mim. — só eu vou tocar e comer você. Vai ficar aí quietinha enquanto faço o que quiser com seu corpo, entendeu? — assentiu rapidamente com a cabeça e gemeu quando minha boca faminta desceu pela barriguinha lisa. Sua respiração travou quando cheguei à sua boceta. Cravei as mãos por baixo de sua bunda e a puxei para baixo. Gemi quando minha língua se lambuzou no seu creme, deslizando entre os lábios e clitóris. — Ohhh! Amor... — ganiu, e mais sucos jorraram na minha língua. Sorrio baixinho e passei a comê-la com vontade. Ela já estava estremecendo caminhando para um orgasmo. Parei a sucção e ela chiou, lamuriosa. — Amor... Por favor... — Eu disse quieta! — rosnei e dei um tapa na outra nádega. — só vai gozar quando eu disser que pode, ouviu? — concordou pendendo a cabeça para trás no tampo do piano. A imagem era decadente, hedonista e linda! Seu corpo branco contrastando com a madeira escura e polida. — boa menina. — sussurrei e continuei chupando seu brotinho, comendo sua boceta doce, me lambuzado todo, grunhindo, rosnando. Ela estava se

contendo de novo, tenho certeza. Sorrio e parando outra vez, esperando seu lamento. Ela só suspirou tremulamente. — vou comer sua boceta agora. — avisei me debruçando sobre seu corpo de novo. Escancarei suas coxas e me alinhei em sua vulva escorregadia. Ofegou quando fui me afundando lentamente até estar completamente enterrado. Rolei os olhos. — deliciosa, porra! — rosnei puxando tudo. M antive suas pernas amparadas. — olhe para mim, Cassie! — sua cabeça levantou e nossos olhos travaram. M eti com tudo até o cabo, minhas bolas batendo em seu rabo. — Ahhhhh! Jay! Amor... — lamentou, sua boceta vibrando à minha volta. — Isso, minha putinha linda! M ama no meu pau bem gostoso com essa bocetinha perfeita do caralho! M ama, porra! — ela contraiu seu canalzinho várias vezes e eu estava quase gozando. — como posso ficar zangado com você? Hum? — rosnei, passando a comê-la rudemente. M eu pau entrando e saindo com força, martelando-a sem dó. — como, se você veio me dar essa porra de boceta quente e gostosa? Toma! Toma meu pau todo! — meti com tudo, nossas pélvis se chocando num barulho alto. Ela gritando, seu corpo todo aberto para me satisfazer. Só a mim. Só a mim, porra! — gostosa... — gemi e puxei para fora, abaixando suas pernas. Ela

choramingou com minha perda. Sorrio perverso. — vem, se curve sobre o tampo. Vou te comer por trás. — ela desceu meio trôpega e foi para o outro lado dobrando-se lindamente, obediente. M e posicionei atrás e puxei suas nádegas forçando-a e empinar mais a bundinha linda. Deslizei entre seus lábios e bati dentro de novo, quase gozando conforme sua quentura me recebia todo. Amo essa posição. M eu pau vai profundo. Cravei os dedos em sua bunda e voltei a fodê-la esfomeado, batendo forte, bruto indo me alojar em seu útero a cada estocada. Olhei seu rosto corado colado na madeira, seus lábios arquejantes. Ela estava perto outra vez. — não goze, Cassie! Não goze, porra! — rosnei e puxei para fora. Enfiei dois dedos em sua vulva e mordi suas nádegas. Ela quase saltou. Lambi depois acalmando-a e desci a língua para o cuzinho rosado. Lambi seu buraquinho com vontade, enquanto meus dedos comiam sua boceta. Ela ronronou, rebolando. Tirei meus dedos e levei o creme para seu rabo, forçando passagem. Entrou fácil, com ela empurrando de volta. — isso, boa menina. É aqui que vou gozar, escrava. Bem duro e gostoso. — rugi metendo fundo, alargando-a. — Jay... Por favor, amor... — sorrio do seu desespero. Ela estava por um fio. Caralho! Eu também. Levantei-me e lambi sua coluna, até a nuca, cravando

meus dentes na pele macia. Gritou, estremecendo. Voltei a me posicionar agora na sua outra entrada. Afundei a cabeça e gememos os dois enlouquecidos para gozar. Dei tapas em suas nádegas e me enterrei numa estocada forte até o fundo, minhas bolas batendo em sua boceta melada. — Ahhhhh! Foda! — assobiei, mantendo-me parado uns instantes tanto para ela se ajustar quanto para me impedir de gozar. — Cristo! Não vou durar... — gemi e comecei a me mexer. Segurei seus quadris com força e passei a comer seu rabo apertado dando tudo, cada polegada de mim. — oh! Deus! Que delícia... — ela passou a rebolar também, vindo me encontrar a cada golpe brusco, me dando tudo, me deixando rasgá-la ferozmente. A perfeição do caralho! — isso, minha putinha gulosa. Vem, rebola esse cu gostoso no pau do seu dono. Vem, porra! M e dá tudo! — rosnei comendo-a sem piedade. Ela gritando, gemendo, miando sendo fodida duramente por mim. — oh! M erda! Cassie... Amor... Eu vou gozar! — levei uma mão para seu clitóris e o manipulei suavemente, enquanto estocava duro e profundo. — goze comigo, amor! Goze, meu anjo! — gemi e minhas bolas expandiram num choque que subiu para meu pau. Ela arquejou e seu corpo foi tomado por tremores violentos e explodimos juntos,

gemendo, gritando alto. Santa M ãe! Ainda bem que a sala era a prova de som. Jatos e jatos de sêmen jorraram em sua quentura apertada. M eu corpo todo arrepiado, arrebatado, mas ainda martelando contra o dela, montando as últimas ondas do nosso orgasmo mais que excepcional. Um riso se abriu na minha boca. Preciso retardar mais vezes. M inhas pernas fraquejaram. As dela também. Debrucei-me sobre suas costas, beijando suavemente, fazendo uma trilha pelos ombros e pescoço. A observei, pequenos arquejos deixando seus lábios e lágrimas descendo pelas suas faces. Puxei seu queixo para mim e meu coração gaguejou com seus olhos lacrimosos. Sua expressão saciada, afogueada. Linda pra caralho e minha. Só minha. Beijei-a suavemente, apaixonado, reverente. — você é a minha perdição, meu anjo. — abriu um pequeno sorriso. — é você quem me domina. Sempre foi. — sussurrei em sua boca. — eu te amo. — Te amo também, amor. — murmurou, sua voz um pouco embragada e gemeu quando dei um último selinho saindo de dentro dela devagar. — então, ainda está com raiva de mim? — riu travessa imitando o que fiz a uns dias atrás. Gargalhei e a levantei nos braços levando-nos para um dos sofás. Deitei-me com ela quase por cima de mim. Suspirou e beijou meu peito. — eu

acho que isso quer dizer um não. — Eu fiquei muito puto e decepcionado, mas Bach, Chopin e Beethoven me ajudaram a entender que seu argumento era aceitável. Eu sou muito instável. Eu poderia quebrar a cara bonita do Carl se soubesse e isso iria me prejudicar mais ainda. — seu rosto levantou para me olhar apreensiva. — vou conversar com ele amanhã sobre tudo. Vou desfazer nossos vínculos. Eu não confio mais nele. — Eu sinto muito, amor. — sussurrou, acariciando minha barba por fazer. — sei que o considerava um amigo. Ainda tem o respeito que sente pelo pai dele... — Esse foi o meu erro, anjo. Sempre olhar para o Carl imaginando seu pai e tudo que fez por mim. M as esse que está aí não é nem remotamente parecido com John. — Amor, há outra coisa que já devia ter falado com você, mas os últimos acontecimentos me desnortearam. M inha prima Sílvia está precisando da minha ajuda. Ela rompeu o noivado. O tal Fábio a tratou como merda e ela está muito mal. Eu gostaria de tê-la aqui em casa por um tempo até que coloque sua cabeça e coração em ordem. — M eu anjo, não acho um bom momento para sua prima nos visitar. — suspirei desanimado. — toda essa

instabilidade à nossa volta. Esse ataque ousado... Você quer trazê-la para o meio dessa confusão? — Está certo. Vou explicar nossa situação para ela. Se ainda quiser vir eu gostaria que aceitasse, amor. — disse-me. Ela estava distante da sua família. Eu tinha que me lembrar disso. Claro que era importante ter a prima por perto. — Se ela aceitar, amor, eu não faço objeção. Apenas informe que sua vida aqui por enquanto será praticamente de reclusão. Não podemos facilitar. — Obrigada, grandão. — disse baixinho. Beijou meus lábios ternamente e bocejou em seguida. — Por nada, ruivinha linda. — sussurrei, abrindo um riso sacana quando vi seus olhos pesando, lutando para se manter abertos. M inha mão desceu pelas costas esguias indo parar na bunda firme. — que tal um cochilo antes da segunda rodada? Acho que ainda devo alguns orgasmos. — um sorriso brincou em seus lábios, sua mão passeando preguiçosamente pelo meu abdome. — Fechado, amor. — murmurou, antes das pálpebras pesarem de vez. M eus braços a estreitaram mais em mim. Enfiei meu nariz em seus cachos sedosos e me permiti relaxar, livre da tensão dos últimos dias. Eu lidaria com a merda amanhã. Agora só quero ficar assim com minha mulher em meus braços.

CAPÍTULO DEZENOVE Jayden Deixei Cassie nas obras do Fogs e segui para a empresa. Isaac e mais dois seguranças ficaram com ela. Eu não confiava em outro para guardá-la fora de casa. Outros três estavam comigo e um batalhão estava em casa, junto com dois policiais que o décimo primeiro Distrito designou para permanecer na propriedade. Depois do ataque que matou Bill há três dias estávamos mais preocupados com nossa segurança. Ainda era muito doloroso olhar para Isaac sem ver o parceiro do seu lado. Eu sei que ele estava sofrendo como um condenado se culpando por ter enviado Bill para pegar o maldito pacote. M as ele não teve culpa. Nenhum de nós teve. Leon e Dom avisaram que virão a Londres na próxima semana. Pela conversa que tivemos suas investigações já apontam numa direção. A empresa de investigação que contratei também me informou que estão seguindo uma linha que acharam suspeita. Eles não quiseram me dizer nada ainda, no entanto. Preferem confirmar suas suspeitas primeiro. Por que tudo tem que ser tão sigiloso? É a minha vida, porra! A conversa com Carl estava marcada para logo que chegássemos. M inhas têmporas davam pontadas por

toda raiva que eu precisei reprimir. Não consigo tirar da cabeça a imagem dele cobiçando minha mulher. M aldito fura olho! Eu pensei que ele havia superado o desejo por ela. Carl a viu primeiro e sei que a queria como submissa antes que eu me encantasse completamente por ela e ela por mim. Qualquer outra eu compartilharia com ele, mas não ela. Não meu lindo anjo de olhos azuis. Desde o início senti-me possessivo com ela como nunca havia me sentido com outras. Estávamos predestinados. Ela nasceu para ser minha. Entrei na minha sala e me concentrei na nova fachada do edifício em Kensington. Ainda não falei nada a Cassie sobre isso, mas sei que vai amar fazer o projeto comigo. Só o fato de pensar nela era o suficiente para um sorriso se instalar em meu rosto. M eu celular tocou. Era uma chamada dela. Atendi prontamente, meu riso mordendo as orelhas. — Saudades de mim, ruivinha linda? — ronronei, girando a cadeira para as paredes de vidro diante do Rio Tâmisa. Ouvi seu riso lindo do outro lado. — Sempre, grandão. — sussurrou. — mas quero confirmar o horário que Sil vai chegar. Isaac vai buscá-la, amor. Eu não estarei livre até às dez. Você poderia ir com ele? — franzi o cenho. Eu ainda não conseguia entender por que essa maluca resolveu vir a Londres no meio

dessa confusão toda em que nos encontramos, mas Cassie estava radiante com a chegada da prima, eu não tiraria a alegria dela. — Claro, meu anjo. M inha manhã está vaga, tirando a conversa com meu amigo fura olho. — ironizei no final. Ouvi um suspiro do outro lado. — Amor, prometa-me que vai se segurar e não vai fazer nada que o coloque em problemas. — pediu preocupada. Foi a minha vez de suspirar. Isso seria uma tarefa difícil. — Eu vou tentar, anjo. — falei sincero. — Não é o suficiente, amor. — falou, agora mais preocupada. — eu preciso que me prometa, Jay. Prometa, amor. — foda! Dei mais um longo suspiro. — Eu prometo, amor. — cerrei os dentes. — farei isso por você. M as minha vontade é quebrar a cara dele por andar comendo minha mulher com os olhos às minhas costas. — Eu sei, amor. M as não seria apropriado se envolver em algo assim na sua situação atual. Você não precisa de mais publicidade negativa, grandão. Você pode e vai se controlar. Converse com ele exponha tudo e rompa a sociedade. É só isso que tem que fazer, amor. — Sim, anjo. Eu vou fazer isso. — garanti, fechando os olhos por um momento buscando calma no seu tom

de voz lindo, rouco, sexy pra caralho. — hum, então, o que ganho por bom comportamento, ruivinha linda? — provoquei-a. Ela sorriu baixinho. — Hum, vá pensando em algo interessante durante o dia, grandão. — murmurou sedutora. Abri um riso sacana. — Ah, eu vou pensar em algo bem sujo, perverso, quente, suado e gostoso para minha escrava safada. — ela puxou uma respiração aguda. M eu riso ampliou. — Quarto de jogos, meu senhor? — miou e eu soube que já estava antecipando tudo. — estou ansiosa para atender todos os desejos do meu dono. — merda! Foi a minha vez de resfolegar. M eu pau imediatamente duro com seu timbre excitado e a menção do quarto de jogos. — Eu escolho, escrava. Não coloque palavras na minha boca. Sabe que posso dominá-la e fodê-la em qualquer lugar, não necessariamente no quarto de jogos. — ouvi um suspiro de decepção. Sorrio, mais adorando provocá-la. O barulho da porta se abrindo me fez virar e retesei-me com a visão de Carl entrando um tanto hesitante na sala. — Eu sei que pode, grandão. — deu um pequeno sorriso e acrescentou: — preciso desligar, amor. Eu te amo, sabia?

— Eu sei. Te amo também, meu anjo. — respondi com uma satisfação primitiva no meu tom, enquanto meus olhos continuavam presos em Carl. Ele parou à frente da minha mesa e eu indiquei a cadeira. — eu preciso ir. Fique bem, amor. — mandamos beijos e eu desliguei. Chegou a hora. — Você queria falar comigo? Sobre o quê? — ele se adiantou, recostando-se na cadeira, uma expressão cuidadosamente neutra no rosto. — Sim, Carl, nós precisamos ter uma conversa que não será muito agradável para nenhum de nós. — falei de cara. Ele mostrou surpresa, mas a disfarçou bem no momento seguinte. — E o que seria, Jay? — indagou com sua cara de pôquer. Quase bufei da sua dissimulação. — Isso não está mais funcionado, Carl. — soltei. — eu quero desfazer a sociedade. Comprarei suas ações e vamos seguir caminhos separados de agora em diante. — sua boca se abriu em choque e os olhos cinza me fitaram por longos instantes. — Por que isso agora? É por causa do episódio com o Conselho, Jay? — cerrou o maxilar. — eu só fiz o que julguei melhor para a empresa, irmão. — minhas entranhas se revolveram com o uso daquela palavra. — Acho que esse termo não cabe mais entre nós,

Carl. — disse seco. — não o use mais. E sim, um dos motivos é o lamentável episódio do Conselho. Você estava lá junto com eles para me ferrar. Não tente negar isso agora porque tudo deu errado. Eu sou assim. Você me conhece bem. Ou você está comigo ou está contra mim. Naquele dia pude ver algo que eu não vi até então em você, porque a memória de John sempre atrapalhou meu julgamento. — pausei e ele empalideceu um pouco. — o outro motivo é que você anda cobiçando a minha mulher e isso é a pior coisa que podia fazer. Eu não vou tolerar essa merda! — praticamente rosnei ao fim do discurso, obrigando-me a lembrar do pedido de Cassie. Ele ficou lá parado me olhando por longos e inquietantes segundos, então fez algo que irritou a merda fora de mim. Ele riu. Um riso irônico, debochado. Eu já ia explodir quando falou finalmente: — Ah, Cassie... — odiei a forma como disse seu nome. Lento, sussurrado com nítido desejo. — Sim, eu a quero. — ele se manteve me encarando, os olhos cinza inflamados. M eu sangue ferveu com a admissão sem rodeios. Ele suspirou e acrescentou: — eu sempre quis. Você a roubou de mim. Você é o único desleal nessa porra toda, Jay! Você a roubou de mim! — oh! M erda! Vi vermelho. — Cale a maldita boca, seu traidor dos infernos! —

cerrei os punhos forçando-me a não avançar até ele e quebrar seu corpo em pedacinhos. — eu o levei na asa por anos! Por anos acreditei que era um amigo e você vem me dizer que quer a minha mulher? A minha mulher, porra? — Cassie seria minha se você não tivesse se intrometido entre nós... — Eu vou quebrar cada osso do seu maldito corpo se falar o nome dela de novo, porra! — rugi me levantado, batendo os punhos na mesa. Ele se levantou também, ajeitando o terno tranquilamente. A porta se abriu e Isaac irrompeu sobressaltado indo até nós. Pisquei confuso. Ele nunca fazia isso. Cassie. Ela o mandou já prevendo meu descontrole. — Algum problema, Jay? — inquiriu, mas seus olhos estavam em Carl. — Nenhum problema. — Carl disse e torceu os lábios num riso cínico, provocador. — a não ser que nosso amigo aqui está me chutando para fora porque finalmente descobriu que desejo a mulher dele. — mal as palavras saíram da sua boca eu estava contornando a mesa. Isaac pulou na minha frente, detendo-me. — Ei, Jay! Não entre na dele, amigo. — disse num tom apertado. — você não precisa disso. Controle-se. — forcei-me a tomar uma respiração profunda tentando

desesperadamente me acalmar. — É, parceiro, controle-se. — o imbecil repetiu, um brilho frio tomou conta dos olhos cinza e virou-se para a porta, mas parou no meio da sala. — alguma vez se perguntou por que Cassie nunca disse nada do meu assédio a você? Vamos, você é inteligente, Jay. M eu pai vivia rasgando elogios à sua inteligência e perspicácia. Não me decepcione agora, irmão. — cuspiu essa palavra e eu me dei conta de algo que nunca sequer tinha cogitado. Ele devia ter ressentimento de mim por ter me tornado o preferido de seu pai. Porra! Como pude ser cego por tanto tempo? — ela nunca disse nada porque sente tesão por mim. — as palavras me atingiram como um soco no estômago. Não! Ela não sente, porra! — Eu vou matar você, seu maldito traidor! — rosnei e Isaac me abraçou, me contendo enquanto eu tentava com tudo chegar até Carl. Lutamos, Isaac fazendo o seu melhor para me conter e o sorriso debochado do traidor soou outra vez. — Viva com isso, parceiro. — ironizou. — seu lindo anjo me quer e em breve estará num passeio bem duro e selvagem no meu pau. — meus ouvidos zumbiram e eu me livrei finalmente de Isaac com um rosnado alto. No segundo seguinte eu estava dando uma cabeçada com toda força no nariz do imbecil. Ele caiu no chão

pesadamente, soltando um gemido de dor que foi música para mim. M as antes que eu continuasse o serviço, braços fortes me rodearam outra vez. — Porra! Jay! Porra! Não vê que era isso que esse infeliz queria? — Isaac rosnou atrás de mim. Eu ainda me debatia, louco para alcançar aquele monte de lixo estendido no chão. Seu nariz sangrava. Sangue jorrando, descendo pela boca. M as eu queria mais, muito mais. Ele se levantou cambaleando, sacudiu a cabeça. Os olhos desfocados, provavelmente zonzo pela pancada. — O quanto será que isso complica sua situação, grande engenheiro? — disse cuspindo sangue. Sua camisa branca sendo ensopada até o peito. Isaac soltou um som de desagrado e eu gemi de desgosto porque eu quebrei a promessa que fiz a Cassie. Ah! Deus! Fechei meus olhos contando até dez, cem, mil. Qualquer coisa para exorcizar a adrenalina de dentro de mim, essa fúria assassina que me tomou com as insinuações que saíram da boca do infeliz. — acho que encerramos. Por hora. — sua voz aparentemente fria me fez abrir os olhos e encará-lo. Os olhos dele ferviam contradizendo a calma aparente. Ele era assim. Um dissimulado do caralho! — mas mantenha uma coisa em mente. — seu queixo tremeu com o obvio esforço que fazia para não se descontrolar. — isso ainda está longe de terminar. Só há

um desfecho para mim. — cuspiu mais sangue no tapete. — e você agora já sabe qual é. — Saia! Saia, seu pedaço de merda! — bradei, mas a luta já tinha me abandonado. Eu não complicaria mais minha situação. Ele obviamente iria prestar queixa e eu estava caminhando para estar verdadeiramente fodido! Porra! M eia hora depois que o infeliz fura olho deixou minha sala eu já estava no meu normal de novo. Torci os lábios me ironizando. Se é que posso ser considerado normal. Coloquei gelo na minha testa e pendi a cabeça no encosto do estofado, fechando os olhos. Isaac estava calado. Perturbadoramente calado no outro estofado em frente a mim. — Jay, você precisa buscar ajuda, amigo. — disse pôr fim. Abri os olhos encarando seu semblante preocupado. — precisa saber como controlar a raiva... Fechei os olhos de novo. Eu já havia cogitado isso. M as me recuso a ficar deitado em um divã, enquanto um doutor babaca fica tentando desvendar minha mente. Isso é muito maricas, porra! — Você teria certamente matado aquele monte de lixo se estivesse sozinho. — ele falou. Pendi minha cabeça, cerrando os olhos de novo. As palavras de Carl vindo com força na minha mente. Ela sente tesão por

mim. Cristo! Não! Isso não. Não é verdade, eu sei que não é, mas me feriu mesmo assim ouvir essa merda. — Eu vou ver isso, amigo. — disse resignado e me levantei indo até o banheiro me recompor para ir buscar a louca que estava vindo para o meio de tudo isso. — agora temos que buscar a maluquinha brazuca. — ouvi o riso dele às minhas costas. Era bom ouvir esse som de novo. Ele esteve uma merda nos últimos dias. Cerca de vinte minutos depois uma ruiva num vestido azul parou à minha frente no terminal de desembarque do aeroporto Heathrow12. Ela sorriu e seu rosto me pareceu familiar. — Sílvia? — murmurei, franzindo o cenho. A garota diante de mim não lembrava em nada a imagem que eu tinha da prima de Cassie. Era ela, no entanto. — você está... Diferente. — falei estendendo a mão. Ela a pegou e um riso brincou nos cantos da boca, os olhos azuis esverdeados ganhando um brilho ousado, quase malicioso. — Eu mudei os cabelos. — disse-me como eu pudesse não notar que seus cabelos antes negros eram agora de um ruivo gritante. O que diabos deu nela? — você gostou? — sua voz baixou um tom. Estreitei meus olhos e soltei sua mão. — Se você se sente bem com uma cor de cabelos que não é a sua, quem sou eu para gostar ou não gostar?

— respondi, enquanto Isaac lidava com suas malas. Seu rosto ruborizou um pouco. Ok. Devo ter sido um tanto rude. Amo as ruivas. Certo, corrigindo, amo uma certa ruivinha linda, mas ela é original. Um riso brincou na minha boca ao lembrar de detalhes que comprovam isso. Sílvia deve ter interpretado mal minha mudança de expressão porque ronronou outra vez: — Sei que gosta de ruivas, Jay. Não precisa ficar com medo de me elogiar por causa da minha prima. — sussurrou e seus olhos brilharam em flerte desavergonhado. Olhei Isaac ocupado com as malas me perguntando se ele também ouviu o tom de vadia da prima, que agora era uma imitação grotesca da minha mulher. Estreitei meus olhos nela novamente. Sim, com os cabelos ruivos ela se parecia muito com Cassie. M esmo tom de pele, praticamente o mesmo corpo. Que porra é essa? Cassie Coloquei os meninos no berço e beijei cada

cabecinha escura. Eles sorrindo para mim, os olhinhos bêbados de sono. Jay fugiu de mim o dia todo e eu sei o porquê. Pressionei Isaac e ele me disse que Jay não conseguiu se segurar afinal e fez um estrago na cara bonita, mas odiosa do Carl. M inha prima chegou hoje pela manhã. Estou tão feliz com sua chegada. Ela parecia ainda tão abalada quando nos encontramos. Chorou muito. Coitada. Nenhuma mulher merece passar pelo que ela passou. Vou oferecer meu apoio até que consiga se curar. Talvez Jay possa arrumar algo para ela na King’s, ou minha tia nos Hotéis Springs. Eu vou fazer o meu melhor para ajudá-la. Devo isso a meu tio. Se não fosse seu apoio quando minha mãe partiu teria sido muito mais difícil para mim e os meninos. Entrei no nosso quarto e não havia sinal dele. Um riso se abriu na minha boca. O quarto de jogos. Ele estaria lá? M as não me mandou nenhuma mensagem. Nada. Tomei uma ducha e coloquei um vestido leve. Desci. Fui até o escritório. Nada também. M andei uma mensagem e pouco depois ele respondeu: casa da piscina. Só isso. Franzi o cenho. O que havia com ele? M e dirigi rapidamente para lá. Abri a porta devagar correndo meus olhos pelo ambiente fracamente iluminado. Ele estava debruçado sobre a bancada do bar. Um copo de uísque vazio junto

dele. — Jay? Amor? — sua cabeça girou na minha direção, os olhos escuros pareciam cansados, incomodados. Fui até ele me colocando em sua frente. — você está bem? — seus lábios se curvaram num riso fraco e acenou com a cabeça. Ele não parecia bem. — Você deve estar chateada comigo e tem toda razão, anjo. — murmurou, o olhar passeando pelo meu rosto. — eu não consegui me controlar e quebrei o nariz daquele monte de merda. — rosnou. Ah! Deus! Ele estava pensando que estou com raiva dele por isso. Isaac me contou como o imbecil o havia provocado até ele não suportar mais. Contornei a bancada e fiquei do lado dele, bem próximo. — Ei, venha aqui, grandão. — o puxei fazendo-o virar para mim. — eu não estou com raiva. Isaac me contou como aconteceu. — levei as mãos aos lados do seu rosto, seus olhos suavizaram com meu toque. — meu marido me defendeu, por que estaria chateada? — Sério? — seus braços vieram ao redor da minha

cintura, me puxando mais para ele. — eu sou um barril de pólvora, meu anjo. Acho que preciso fazer terapia ou alguma merda assim para aprender a me controlar. — não consegui conter um riso. Era tão ele falando assim. — você está rindo de mim? É isso, anjo? — ele acabou rindo também e abaixou a boca para a minha. Ficamos nos olhando, nossos lábios quase se tocando. — eu quero você, agora. — sussurrou, chupando meu lábio inferior. Gemi. Ele riu mais. Seu jeito arrogante voltando. — eu preciso da minha ruivinha linda agora. — Eu estou bem aqui, grandão. — provoquei, espalmando seu peitoral duro preguiçosamente. Gemeu, os olhos de ônix brilhando de desejo, mas amorosos, ternos. — faça o que quiser, meu senhor. — sussurrei. Ele puxou uma respiração aguda e suas mãos subiram pelas minhas costas, passando pelo pescoço devagar e pararam em meu rosto. Seu toque muito suave. — Eu quero baunilha, anjo. — disse e sorriu lindo, quase vulnerável. — hoje eu preciso da minha mulher. Só isso. Eu e você, mais nada. — meu queixo caiu. Jay nunca era baunilha totalmente. Sorrio de volta. — Se meu marido lindo, dominador, sexy, fodão quer baunilha quem sou eu para dizer não, amor? — murmurei. Ele deu um sorriso completo. Daqueles que amo, o som reverberando entre nós. — eu te amo. —

completei já ofegante em sua boca. Ele gemeu. — E eu a você, meu anjo. — disse baixinho antes de tomar minha boca num beijo lento. Sua língua deslizou suavemente encontrando a minha. Lambeu, chupou devagar, explorando-me deliciosamente. Subi as mãos para seus ombros passeando até sua nuca, enfiei em seus cabelos macios e os puxei devagar. Grunhiu em minha boca. Sorriu, mordiscando meus lábios juntos e as duas mãos desceram todo o caminho pelas minhas costas indo se instalar na minha bunda. M oeu seu pau duro bem na minha pélvis. Foi a minha vez de grunhir. Sorrio também e ele me levantou nos braços. — nunca pensei que diria isso, mas vamos fazer amor no quarto de jogos, ruivinha linda. — gargalhei e ele me beijou de novo já nos levando para a porta camuflada. M e colocou junto à cama de lençóis vermelhos e almofadas negras. Era estranho estar aqui sem todo o clima de dominação e submissão. Ele foi para trás de mim e suas mãos passearam suaves pelos meus ombros. Afastou meus cabelos para um lado e minha calcinha alagou quando seus lábios quentes tocaram meu ombro num beijo de boca aberta. Gemi alto. Ele sorriu no seu tom perverso, consciente do poder que tem sobre meu corpo. Acho que nem tudo pode ser arrancado dele, afinal. Lambeu lentamente meu pescoço e mordiscou

minha orelha. Lambeu-a depois e suas mãos foram descendo o zíper do vestido na mesma lentidão torturante da sua boca. Puxei meus braços fora das alças e suas mãos foram acompanhando, empurrando o tecido, fazendo um rastro de fogo pelas laterais do meu corpo. M inha cabeça pendeu em seu ombro. O vestido caiu aos meus pés e suas mãos subiram pelas coxas, arranhando com as unhas dos polegares. Estremeci em seus braços. — Jay... Amor... — lamentei contra seu pescoço. Riu baixinho e continuou sua tortura, infiltrando as mãos entre minhas coxas. Afastei-as avidamente. Parou uma mão em meu clitóris e a outra subiu pelo meu ventre até os seios. Puta merda! M eu marido dominador sabe fazer baunilha! Gemi desavergonhada quando começou a desenhar círculos lentos por cima da calcinha em meu brotinho sensível. — cristo... Vou gozar antes de chegar na cama, amor... — miei e ele abandonou o contato. Não! Volte! As duas mãos engancharam nas laterais da calcinha e foram tirando-a gentilmente, descendo-a pelas coxas. M e desvencilhei dela e ele me tomou nos braços. M inhas costas tocaram o colchão e eu estava em êxtase com essa nova faceta do meu marido imprevisível. Seu rosto veio bem perto do meu, olhando com reverência cada detalhe de mim. Arqueei-me louca

para que ele me beijasse, mas foi ao mesmo tempo em que estava se afastando para despir-se. M e apoiei nos cotovelos para ver o espetáculo. Nunca me canso de vêlo se despir. Sou louca pelo seu tom de pele, seus músculos duros, firmes e a forma como seu corpo grande se encaixa no meu. Um gemido escapou dos meus lábios quando seu pau saltou livre, duro, pronto para mim. Lindo. Jay era sem sombra de dúvidas o homem mais bonito, sexy, viril que eu já vi. Bom, não que tenha visto outros homens nus, mas sei que não há outro igual. É só ele. Seus lábios levantaram nos cantos naquele riso sem vergonha, safado ao me pegar babando nele. Lambi os lábios, cobiçando seu abdome. Seu riso ampliou e ele veio, subindo de joelhos na cama. — Hoje não, amor. — sussurrou, tomando meu pé direito e o levando à boca. Rolei os olhos quando lambeu a planta lentamente. — hoje preciso disso. Adorar cada centímetro da minha mulher. — chupou todos os dedos um a um. M inhas mãos entranharam nos lençóis. M inha vagina era uma poça agora. Sua boca quente subiu pelo interior da perna deixando um rastro eletrizante por onde passava. Puta que pariu! Gemi alto quando mordeu suavemente em minha virilha. Ele riu sem vergonha e se deitou ficando cara a cara com minha vagina. M inha cabeça levantou para olhá-lo. A expressão

dos olhos negros era mais que desejo. Era de total veneração enquanto abriu meus lábios e olhava-me atentamente. — Ohhh! M eu Deus! — choraminguei quando sua língua deslizou preguiçosa no meio da minha racha. Sorriu mais, o hálito quente indo direto no meu clitóris. — amor... Apresse-se! Por favor... — implorei, precisando de alívio. M as é claro que ele não se apressou. Continuou comendo minha vagina no ritmo que estabeleceu esta noite. Ele mordiscava, lambia, chupava, beijava e eu tremendo, louca para gozar. — amor... Por favor... — pedi de novo. Rosnou e meteu dois dedos na minha vulva enquanto chupava meu brotinho necessitado. Passou a me comer como gosto. Com golpes fortes e eu quebrei gemendo e gozando sem controle. — ohhhhhhhhhhhh! — minha cabeça caiu contra os travesseiros e tremores me atravessaram impiedosos. Ele não parou continuou me chupando e fodendo agora mais devagar. Ficou assim até construir tudo de novo. Eu tenho uma fome, um tesão louco por esse homem que conhece meu corpo melhor do que eu. Quando estava arfando, puxando os lençóis mais uma vez, ele subiu beijando, lambendo, mordendo meu ventre. Se banqueteou nos meus seios, juntou-os e lambeu lentamente as auréolas. Arrepiei-me. Ele gemia,

rosnava baixinho. Seu pau duro cutucando minha coxa. — Abra as pernas para mim, amor. — sua voz foi grossa de tesão. Abri imediatamente. Ele se acomodou em cima de mim. Gemi desavergonhada com seu peso sobre mim. Sua língua deslizou da clavícula até meu queixo, enquanto suas mãos entrelaçavam nas minhas elevando meus braços acima da cabeça. Ofeguei quando senti a ponta robusta se alinhando na minha entrada. Nossos olhares trancaram e ele foi afundando em mim muito devagar. Oh. M eu. Deus. — cristo! Nada se compara a isso, meu anjo. — disse arfando quando bateu em mim até o fundo. Parou uns instantes apenas me olhando e puxou quase tudo, mas voltou num impulso mais firme, mais forte, deslizando por todos os terminais nervosos do meu canal completamente esticado à sua volta. Gememos quando enfiou até as bolas. Nossas bocas ofegando uma na outra. — eu não posso ficar sem isso nunca. Não posso viver sem você. — disse numa agonia que não consegui entender, mas eu precisava tranquilizá-lo. — Você não vai precisar, amor. — minha voz saiu entrecortada pelas estocadas que tomaram força agora. — estou aqui. Sempre vou estar. Eu te amo. M uito, muito, muito... — repeti enquanto ele metia em mim com tudo. M e comendo com a fome familiar. Enrolei

minhas pernas em seu quadril e ele gemeu indo fundo, muito fundo. Girou o quadril lentamente e pegou ritmo outra vez. Seus olhos nunca deixando os meus. — Ohhh! Deus! Que gostoso... — balbuciei enterrando a cabeça nos travesseiros, arqueando o queixo, com a força com que metia em mim. — Amo você também, meu anjo. — sua voz saiu tensa. Ele estava perto. — tanto, amor! Oh merda! Eu vou gozar, amor! — grunhiu estocando duro, suas mãos apertando as minhas e bateu em mim esfomeado, rosnando, gemendo baixo. — goze comigo, amor! Goze bem gostoso comigo, meu anjo... — girou o quadril de novo e minha respiração travou, meu ventre incendiando com outro orgasmo se formando. — isso, meu amor. Goze comigo... — sussurrou rouco e tomou minha boca num beijo apaixonado, nossas línguas dançando juntas e eu explodi gozando, gemendo, chorando em sua boca. Seu esperma quente me alagou enquanto ele rugia também. Continuamos nos beijando, bebendo nossos gemidos. Seu quadril ainda martelando em mim até que foi perdendo a força e ele gemeu parando completamente. Nossas bocas se separaram. Nossas respirações alteradas. Não dissemos nada por alguns minutos. Sua boca desceu pelo meu queixo e pescoço e ele me lambeu devagar.

— Puta merda! Eu amo baunilha, grandão. — falei sorrindo ofegante. Sua risada baixa arrepiou meu pescoço. — Eu amo tudo com você, amor. — suas mãos vieram suaves para os lados do meu rosto e voltou a me encarar. Antes que eu questionasse o porquê disso tudo ele me beijou de novo. Empurrei as perguntas para o fundo da mente. O enlacei pelo pescoço e me deixei ser o que ele precisava. Eu sempre serei o que ele precisar. Carl — Sim, seu idiota! Vamos dar início à segunda fase do plano! — rosnei ainda muito puto. O maldito bandidinho de rua arrebentou meu nariz. Filho da puta! Bastardo! — qual foi a parte que você não entendeu? Eu o quero fora do caminho! Não me importa como você vai fazer, porra! Eu só posso tê-la com ele fora do caminho. Ele precisa sumir! — desliguei o celular e o joguei sobre a minha cama. Andei até as paredes de vidro do meu quarto. A cidade iluminada me saudou. A uma hora dessas, aquele maldito está com ela. A família perfeita. Torci meus lábios em escárnio. Eu o odeio com todas as minhas forças. M eu maldito pai nunca deveria ter trazido um delinquente de rua sujo, imundo para a nossa casa. M as o maldito trouxe e não obstante, o transformou em gente. Era para ele ter continuado lá.

Era para ele ter morrido lá, porra! CAPÍTULO VINTE Cassandra — Você está linda, prima. — a voz deslumbrada de Sílvia me fez levantar a cabeça, terminando de ajustar os brincos de rubis que meu marido atencioso tinha me presenteado hoje de manhã. Depois de uma sessão de sexo matinal enlouquecedora eu os encontrei na minha gaveta de lingerie. Havia um envelope dentro da pequena caixa com o seguinte comando: há um vestido combinando no seu closet. Use-os hoje à noite. — Obrigada, Sil. — disse virando-me completamente para ela. — você está melhor, querida? — seu rosto parecia um pouco mais animado hoje. Ela havia chegado apenas ontem, mas espero que se recupere logo da canalhice do ex-noivo. — Sim, eu vou ficar bem, Cassie. — assentiu, mas sua expressão caiu um pouco. Ela me chocou completamente quando há vi ruiva. Agora se parecia muito comigo. Éramos da mesma estatura, mesmo

corpo. O que nos diferenciava antes eram os seus cabelos negros e olhos azuis esverdeados. Ela era tão linda. Não entendo porque mudou sua aparência tão radicalmente. Deve ter ficado abalada com a traição e quis mudar, num desses arroubos femininos. Talvez a entenda de alguma forma. Quando Jay me deixou eu ficava vendo as inúmeras mulheres com quem foi fotografado e sonhando em ser igual a elas. M esmo cabelo, corpo. Arg. Sacudi a cabeça, expulsando essas lembranças. Tudo isso ficou no passado. Dentro de poucos minutos estarei com ele, meu marido. Sim, valeu à pena passar por tudo para tê-lo agora só para mim. — você tem muita sorte, prima. — soltou num tom meio estranho que não me escapou, voltei a encará-la enquanto calçava as sandálias de tiras. — Sim, eu me considero sortuda apesar de tudo que já passei. — ela sentou-se na cama deslizando os dedos pelos lençóis. — Essa casa que mais parece um palácio. — sussurrou. M eu cenho franziu. — os milhões que recebeu dos Springs. Jay, que beija o chão que você pisa. — travei meu olhar no dela. Um silêncio incômodo se instalou em seguida. O que era tudo isso? Por que esse tom quase de despeito que minha prima usou ao falar da minha vida?

— Não se trata do dinheiro, Sil. — falei finalmente, terminando de ajustar as sandálias e me levantando. — o fato de meu marido ser rico não influencia em nada o que sinto por ele. Nunca influenciou. — garanti pegando minha carteira combinando com o longo vermelho. — Ora, Cassie. — ela bufou, rindo em seguida. — seu marido não é só rico. É um bilionário e príncipe. — deitou-se na minha cama, espalhando-se sonhadora. — quer que acredite que isso nunca influenciou? — isso ficou estranho. M inha prima parece estranha. Por que está agindo assim? — Prima, se não se importa, meu marido está me esperando. — falei. M eu tom mostrando meu aborrecimento quando abri a porta. Ela levantou da cama imediatamente e andou parando um instante na minha frente. — Divirta-se prima. — sorriu docemente, parecendo ser ela de novo. — aonde vão mesmo? — quis saber quando já estávamos nos dirigindo ao elevador. — É surpresa. — murmurei e um riso expectante de antecipação se abrindo no meu rosto. — te vejo depois, prima. Cortei o jardim em direção ao helicóptero. Isaac me escoltava. Ele se recusou a me dizer o que meu marido

tinha planejado para hoje. Homens... Quando pisei no cimento, Jay saiu detrás da aeronave e minha respiração travou. Puta merda! Ele estava arrasador num smoking negro. Andou a até o lado do passageiro e ficou lá me esperando. M eus passos diminuíram. M inhas pernas ficaram instáveis. Seu olhar passeou por mim lentamente até nossos olhos se encontrarem. Arfei levemente quando parei na sua frente. Eu usava o vestido que escolheu. Um longo vermelho tomara que caia que acentuava cada curva do meu corpo. Sensual, mas elegante também. Usei os cabelos soltos com a franja jogada para um lado. Ele adora meus cabelos soltos. — Sr.ª Di Castellani. — murmurou com um meio sorriso brincando nos lábios. — está arrasadoramente linda esta noite. — sorri do seu comentário. Foi exatamente isso que havia pensado dele. — Foi a mesma coisa que pensei ao vê-lo, Sr. Di Castellani. — disse baixinho, meu tom ofegante. Ele sorriu amplamente, mostrando os dentes brancos e retos, destacando o rosto moreno. Eu acho que nunca vou superar essa reação de adolescente apaixonada perto dele. — aonde vamos, amor? — tomou minha mão esquerda e beijou sobre a aliança suavemente. Um tremor me percorreu o corpo. Ele sentiu e seus olhos

brilharam safados. — É surpresa, amor. — disse e me deu um beijo de leve nos lábios. — venha, suba. — e ajudou a me acomodar, suas mãos bobas apalpando meu traseiro mais do que o necessário. Deu-me outro sorriso sem vergonha quando ajustou o cinto, passando os dedos acidentalmente sobre meus mamilos. Deu a volta e tomou seu lugar no comando. Logo estávamos ganhando o céu noturno de Londres. Eu amo vê-lo pilotar. Parece que o helicóptero é uma extensão dele. Ele faz tudo com perfeição. O observei o tempo todo, concentrado, suas mãos fortes controlando, dominando tudo. Os cantos de sua boca subiram num riso convencido, ciente do meu olhar sobre ele. Homens e seus brinquedos... Sorri também e voltei meus olhos para a paisagem lá embaixo. Sobrevoávamos o Rio Tâmisa. Ele tem uma coisa sobre isso. Adora essa rota. Já apreciei essa vista muitas vezes, mas é sempre fascinante ver as luzes da selva de pedra refletidas nas águas calmas. Dá uma sensação de poder. Se eu sinto isso daqui do meu humilde banco, imagine ele pilotando essa águia de aço. Esse é Jayden King. Poder é uma das palavras que o define bem. Pousamos no heliponto do edifício onde ficava meu restaurante favorito. Ele me ajudou descer daquele jeito safado me deixando escorregar em seu corpo.

Entrelaçamos as mãos e descemos as escadas para o terraço majestoso, onde uma cascata caiu suavemente numa pequena piscina. Havia uma mesa reservada posta para dois. Um lindo arranjo de tulipas vermelhas no centro. Não havia mais ninguém ali. M eus olhos deslizaram por todo o espaço deslumbrada. Uma brisa mansa nos envolvia. Jay me puxou para seus braços, as duas mãos segurando meu rosto. — Somos apenas nós, meu anjo. — sussurrou bem próximo à minha boca. — eu queria dar uma festa enorme e mostrá-la ao mundo como minha esposa, mas isso não pode ser feito no momento. — É perfeito só nós dois amor. — murmurei, passeando as mãos pelo seu peitoral. — eu amei. — ele assentiu e beijou a ponta do meu nariz. — Vem. — me levou em direção à mesa. Puxou a cadeira e me acomodei. Eu estava encantada pela surpresa e pelo homem magnífico na minha frente. Um garçom surgiu do nada à sua direita. Sim, porque eu não conseguia desgrudar meus olhos do meu marido. O rapaz serviu um pouco de vinho e Jay o provou fazendo aquela coisa de saborear devagar. Abriu um riso cordial para o garçom e ele despejou a bebida na minha taça primeiro, após a aprovação de Jay. O jantar transcorreu tranquilo, enquanto um jazz suave enchia o ambiente,

tornando tudo íntimo, especial. Estávamos completando um mês de casados. Parece que já fazia tanto tempo e com tanta coisa acontecendo na nossa vida, no entanto, ele quis me dar esse momento. Eu o amei há dois anos, mas agora parece algo muito além. Ele se transformou sob as minhas vistas. Amo absurdamente o homem que ele se tornou. M esmo quando é dominante ainda sinto suavidade na forma que me olha, me toca. — Um dólar por seus pensamentos, madame. — provocou-me e eu o encarei tomando um pequeno gole do vinho delicioso. — Estava pensando que amo absurdamente o homem que você se tornou. — seu olhar malicioso amoleceu um pouco e ele também tomou da sua bebida. — há uma suavidade em você agora que não havia há dois anos. — M eu anjo, não espalhe isso ou minha reputação de fodão será arruinada. Ok? — ele brincou e eu sorri. Seu semblante suavizou mais ainda, me olhando por alguns instantes. — eu te amo, amor. Eu te amei há dois anos, mas o que sinto agora parece não caber mais nessas três simples palavras. — arfei, meus olhos sendo inundados de lágrimas, porque mais uma vez ele se antecipou aos meus pensamentos. — é imenso. — sussurrou levantando-se e parando do meu lado. Fez um

gesto com a mão e a introdução de Only You de Elvis Presley substituiu o jazz. Estendeu a mão para mim. Pisquei para conter as lágrimas. Eu não queria chorar. Esta noite era toda de alegria. Sobre nossa vida juntos que está apenas começando. Aceitei sua mão e ele me puxou suavemente para seus braços. Ronronei inebriada pelo seu cheiro picante, de macho e perfume caro. Os olhos de ônix brilharam ainda mais com minha reação deslumbrada, apaixonada. Ele estava realmente de babar no seu smoking escuro. M eu príncipe lindo, indomável, fodão. — Dança comigo, Sr.ª Di Castellani? — pediu, deslizando as mãos para minha cintura. — Com prazer, Sr. Di Castellani. — enlacei seu pescoço e começamos a nos mover preguiçosamente. — música linda, amor. — sussurrei, ainda sob o efeito da sua declaração emocionada. — Sim, ela é. — concordou, seu tom cheio de significados e se moldou mais a mim. Ficamos lá perdidos nos olhos do outro. Ele começou a sussurrar a letra para mim. Virei uma poça em seus braços. Only You (Somente Você) Only you, can make this world seem right Somente você, pode fazer este mundo parecer certo Only you, can make the darkness bright

Somente você, pode fazer a escuridão brilhar Only you, and you alone, can thrill me like you do Somente você, e você somente, pode me emocionar como você faz And fill my heart with love for only you E preencher meu coração com amor somente por você

A música acabou e continuamos nos movendo, sem querer sair do nosso casulo. — Humm, esse jantar romântico... A música linda... — sorri travessa, levantando as sobrancelhas. — por acaso está se transformando em... Baunilha, grandão? — provoquei em sua boca. Um riso lento e malvado se abriu em seus lábios sensuais me entorpecendo mais ainda. — Não abuse da sorte, ruivinha linda. — rosnou puxando meu lábio superior entre os dentes. Então, seu olhar suavizou correndo por todo o meu rosto. — feliz aniversário, meu anjo. — Feliz aniversário, amor. — murmurei antes de sua boca descer sobre a minha. Sua língua encontrou a minha numa dança lenta, sensual, enlouquecedora. Sorrimos mordiscando nossos lábios e senti seu puxão duro na minha nuca. Rosnou e o beijo ganhou outro significado. Puxou-me ainda mais, colando nossas pélvis e moeu desavergonhadamente em mim, enquanto comia minha boca vorazmente. Gemi, puxando seus cabelos também, minha vagina incendiando, líquidos alagando minha calcinha sem controle. Puta merda! Hoje definitivamente não seria baunilha. Quando arrancou sua boca da minha muito tempo, depois estávamos arfando. Nossos olhos se abriram e travaram. Os dele era uma

promessa lasciva, perversa. — Hora de levar você para casa e te foder bem duro por horas seguidas, Sr.ª Di Castellani. — sorriu malvado, rouco de tesão. — Oh, isso não foi nada romântico, Sr. Di Castellani. — provoquei, me esfregando nele. Deu-me um tapa na nádega direita. M iei. — Vou gozar no seu rabo dizendo que te amo. — disse arrogante. — parece romântico agora, ruivinha? Bufei, mas não consegui conter um riso. Ele me levantou, tirando meus pés do chão e comeu minha boca de novo. Nossos olhos abertos. Não quero nem pensar onde o garçom estava numa hora dessas. Então, como num passe de mágica as luzes se apagaram. Seu corpo ficou tenso e ele parou o beijo me colocando no chão. Agarrei-me a ele, o pânico ameaçando me tomar. Odeio escuro. Eu perco o fôlego. Parece que vou sufocar até morrer. Sempre foi assim desde criança. — Jay... — lamentei, tentando manter minha respiração regular. — O que diabos foi isso? — rosnou. Não enxergávamos muito. M as percebi que os prédios em volta estavam iluminados. O apagão foi apenas nesse, aparentemente. — vou chamar Isaac. — sacou o celular e o visor iluminado aliviou um pouco minha tensão.

Antes que o fizesse Isaac surgiu do nosso lado com seu novo parceiro, Greg, empunhando lanternas e... Armas. Cristo! — que merda foi essa? — Jay sibilou baixinho. — Vamos escoltá-los até o helicóptero, Jay. — Isaac disse conciso, mas seu tom era preocupado como no dia em que a bomba foi jogada em nossa casa. — vamos! — tornou a falar, cobrindo a mim e Jay com seu corpo. Greg ficou na retaguarda, enquanto praticamente corríamos para o heliponto. — vá, companheiro! Tire sua mulher daqui! Essa merda pode não ser coincidência. — completou e voltou para junto de Greg, os dois empunhando as armas, esquadrinhando todo o espaço do terraço. Oh! Deus! Quando isso vai acabar? Eu estava tremendo agora e não era no sentido bom. O trajeto foi feito em silêncio. O clima gostoso, sensual havia sido brutalmente quebrado. Jay estava tenso, eu podia sentir a ira saindo por todos os seus poros. Jayden Entramos em casa, o clima que criei para Cassie totalmente arruinado. Eu estava fervendo por dentro. Que merda fodida era essa que tomou conta da nossa vida? Estaquei ao dar de cara com os detetives Lewis e M arrone. Sério? Você tem que estar brincando comigo. M inha noite estava completamente arruinada agora. Cassie sentiu meu humor piorar e apertou minha mão

pedindo calma silenciosamente. Soltei um suspiro aborrecido e descemos os degraus para os amplos estofados. Os dois homens se levantaram nos examinando com aqueles olhos treinados. Sílvia estava sentada em um canto. Eu não consigo engolir essa garota. Não sei por quê. — Sr. King, senhora. — os dois nos cumprimentaram. — podemos falar em particular? — franzi o cenho. Eles estavam diferentes hoje. Nada da postura arrogante e acusatória das outras vezes em que vieram até aqui. — Sim, vamos ao meu escritório. — concordei e me virei para Cassie. — não vou demorar meu anjo. — murmurei e beijei-a de leve nos lábios. — O que o senhor pode nos dizer de Carl Turner? — Lewis soltou assim que entramos no escritório. Fechei os punhos. M erda! O maldito filho da puta prestou queixa contra mim. Bastardo do caralho!

— Nada. — rosnei. — a não ser que mereceu ter o seu nariz quebrado. — os dois homens se entreolharam com expressões confusas. — oh, merda! Não foi por isso que vieram aqui? — o detetive Lewis pendeu a cabeça para um lado e me analisou por um momento. Então, fez algo que me surpreendeu. Ele riu. Não um de seus risos irônicos. Esse era quase simpático. Essa noite estava mesmo estranha. — O senhor quebrou o nariz de seu sócio? — inquiriu-me. Bufei. — Ex-sócio. — corrigi. — sim, e faria de novo. — afirmei indo até o bar, me servindo de uma pequena dose de uísque. Levantei a garrafa oferecendo, mas eles recusaram em uníssono. Claro, estavam a trabalho. Grande, Jayden! Você pode ser acusado de tentar alcoolizar detetives em serviço. — Por que, senhor King? — Ele não era quem eu pensava e... O bastardo teve a ousadia de dizer na minha cara que quer a minha mulher. Então, quebrar o nariz dele foi pouco, se querem mesmo saber. — os dois riram dessa vez. Era um entendimento típico de caras. — Ele não prestou queixa, no entanto. — Lewis revelou e isso me surpreendeu pra caralho. Por quê? Ele deu a entender que faria isso. Os homens ficaram sérios

de novo. — Rastreamos as ligações de M ark Springs nos últimos três anos, senhor. — Lewis informou. — E? — parei o copo perto da boca. — Carl Turner apareceu com frequência em seus contatos. — e agora eu que estava verdadeiramente surpreso. Carl tinha contato com o asqueroso? Que porra é essa? — o senhor não tinha conhecimento disso pela sua reação. — Não, não tinha. — falei, tomando o restante da bebida. — Há outra linha de investigação nesse momento, senhor King. — ele continuou no seu tom de homem da lei. — e seu sócio pode ser apontado a qualquer momento como um dos suspeitos do assassinato de M ark Springs. — oh! Uau! M eu queixo caiu aberto. — mas não é só isso. Eu e meu parceiro achamos que há algo mais em torno disso. Acha que seu ex-sócio pode ter roubado seu chaveiro? — ele fez uma pausa dramática. Senti-me num dos episódios de CSI13 . Ironizei. — pode nos dizer novamente tudo o que fez no dia do assassinato do Springs? — eu recuei atordoado com tantas perguntas. Isso era um giro e tanto. Carl, um assassino? E o pior de tudo, me incriminando em seu lugar?

— Eu já disse tudo em outros depoimentos, senhores. — passei a mão pelos cabelos, frustrado. Lá se vai minha noite romântica com a minha mulher. Os levei para as poltronas e nos sentamos. Pus-me a contar todos os meus passos no dia que o asqueroso foi morto. — Pode nos fornecer mais detalhes da sua relação com o senhor Turner? — ele pediu. Eu estava a ponto de explodir agora. M inhas têmporas começavam a latejar e eu precisava ver Cassie. Perder-me nela para esquecer essa merda. Esses dois eram uns malditos empata foda! — Éramos amigos. — parei e torci os lábios cinicamente. — pelo menos eu pensei que fôssemos. Seu pai me salvou das ruas. — suspirei cansado sem saber onde queriam chegar. — essa história é de conhecimento público, senhores. A mídia não cansou de alardear como um garoto de rua foi salvo pelo famoso engenheiro John Turner e mais recentemente como esse mesmo garoto se descobriu um príncipe. — abri um riso sarcástico. — parece que sou a cinderela de calças, não é? — eles riram brevemente. Isso estava ficando realmente estranho. Eles nunca foram tão simpáticos comigo. — Voltaremos a conversar senhor King. — Lewis informou e estendeu a mão para mim. Isso também era novo. Quando a peguei ele me deu um aperto firme. —

por enquanto, basta ficar atento a tudo e a todos a sua volta, especialmente seu ex-amigo. — disse-me sério. — Detetive? — chamei quando ele já estava na porta. — obrigado. — ele acenou brevemente saindo seguido pelo parceiro. Pouco depois saí, mas decidi ir a piscina dar umas braçadas para relaxar e arejar a cabeça. Não quero levar toda essa tensão para o quarto. Ainda tenho planos de salvar a noite. Cortei o jardim rapidamente e arrancando todas as roupas mergulhei. A temperatura estava boa, quase fria, mas agradável. Dei várias braçadas submerso, tentando limpar minha mente. Funcionou. Depois de um tempo senti meu corpo relaxando. Apontei na superfície já pronto para sair e me vestir e quase gritei de susto. — Oi. Desculpe se assustei você. — Sílvia ronronou a poucos centímetros de mim. M erda colossal. Eu estou pelado. Eu só nado há essa hora assim. Cobri minhas partes. O olhar dela estava direto no meu pau. Que. Porra. É. Essa? — relaxe, grandão... — Primeiro, que porra está fazendo aqui? — rosnei. — segundo, só minha mulher me chama assim, mais ninguém. Os olhos azuis esverdeados se alargaram um pouco, assustados. M as abriu um riso sedutor no instante seguinte, daqueles de vadia profissional e levou as mãos

para trás da parte de cima do minúsculo biquíni que usava. Eles mal cobriam seus peitos, caralho! M erda! Eles caíram na água e ela levou as mãos para a calcinha. Segurei seus pulsos com força e a impedi de tirá-la também. M eus olhos se mantiveram em seu rosto e a afastei, soltando-a com repulsa. — Aqui está a coisa, querida. — cuspi, entregando a parte de cima do seu biquíni. M inha voz saiu enganosamente calma. — faça essa merda de novo e sua bunda vai estar no próximo avião para o Brasil. — ela empalideceu. Bom. M uito bom. — fui claro? Por que diabos acha que me contentaria com uma imitação grosseira quando tenho a original? — ela subiu a parte de cima do biquíni cobrindo os peitos, os olhos faiscando, me atirando adagas. Torci os lábios, desdenhoso e completei: — vê se se enxerga, garota. Se dê o respeito e não abuse da minha hospitalidade e, principalmente da minha mulher que está verdadeiramente feliz em tê-la aqui. — nadei em direção à borda e saí vestindo as calças apressado, nem me

importei de colocar a cueca ou o resto. M archei para longe da vadia oferecida. Porra! Como vou dizer a Cassie que a prima é uma puta de primeira? Cristo! Agora entendo um pouco do que ela passou ao me esconder o assédio do maldito fura olho. Entrei no quarto no mesmo momento em que ela saía do closet. Engasguei com a visão dela. Usava uma camisola preta transparente sem nada por baixo, dessas que me tem salivando prontamente. Sorri sentindo meu mundo entrar no eixo outra vez e meu pau subir às alturas. Seu olhar faminto desceu pelo meu peito e abdome nus. Lambeu os lábios. Cristo! Somos dois esfomeados. — Você demorou grandão. — sorriu travessa e veio devagar para mim. As mãos estavam atrás das costas como se escondesse algo. Parou na minha frente quase me tocando. Seus olhos buscaram meu torso nu de novo. Oh, cara, eu amo a forma como ela me olha. Como se nunca fosse ter o suficiente de mim. Seus olhos dilataram e suas narinas inflaram sentindo meu cheiro. Quando nossos olhares se encontraram novamente ela trouxe as mãos para frente me entregando o cinto de couro. Porra! M eu pau se contorceu ganancioso. — Eu vou fazer você se sentir bem, meu senhor. — disse baixinho naquele tom submisso que me escraviza e caiu

de joelhos. Caralho! — me ordene e eu faço. Qualquer coisa para meu dono. Santa M ãe! Carl — Ele não pode ser seduzido. — ouvi a voz hesitante do outro lado da linha. — Como não pode? — bati o punho na mesa, causando uma dor latejante de imediato. — todo homem pode ser seduzido, porra! — Ele não, caralho! — elevou a voz. A vadia estava elevando a voz para mim? Ela não faria isso se estivesse na minha frente. Tomei uma respiração profunda e me sentei na borda da mesa do meu escritório. — Diga-me o que exatamente você fez. — pedi, tentando manter a calma. — Ele a ama. — deu um bufo desdenhoso. — os dois são pateticamente apaixonados. O jeito que a olha, que a toca. Eu nunca vi isso antes. Nunca pensei que existisse esse tipo de amor... — Cale a boca, vadia do caralho! — silvei muito puto agora. Eu não tenho interesse nessa merda! — apenas diga-me o que você fez. — Ela pôs-se a falar da cena ridícula na piscina. Eu gargalhei mesmo sem querer. — você é muito burra, porra! Qual foi a parte de Jayden King é um predador que não entendeu? — silêncio do

outro lado. — ele odeia vadias oferecidas. Sempre detestou. Ele gosta de caçar. Todo homem gosta, sua estúpida. Era para se insinuar aos poucos, não mostrar os peitos logo de cara. — suspirei vencido, por enquanto. — não sei por que fui dar ouvidos àquele idiota e trazê-la. Você é um inútil pedaço de merda! CAPÍTULO VINTE E UM Jayden — Ohhh! Jay! Amor... Oh, Deus... — Cassie balbuciou com seu rosto rubro colado no colchão, suas mãos entrelaçadas nas costas, o corpo começando estremecer. Segurei seu quadril com uma mão e levei a outra para o cinto em volta do seu pescoço como uma coleira. Ela adora isso e eu também, porra! Dei um puxão na correia trazendo-a para tomar meu pau. Arremeti com mais força, me afundando até as bolas em seu rabinho gostoso e apertado. — Isso, escrava! — tirei tudo e estoquei duro de volta, o som da minha pélvis contra sua bunda ressoando alto no quarto. — é gostoso assim? Hum? Responda putinha! — peguei um ritmo frenético, brutal, comendo-a sem dó. Dei um tapa forte em sua nádega. Soltou um gemido alto, animalesco. Porra! Ela ama isso. — é gostoso me deixar foder seu cuzinho assim? Deixarme comer minha puta do jeito que bem quiser? Diga

escrava! Diga porra! — Sim! Oh, meu Deus! Sim... Eu amo isso! — chiou, sua voz entrecortada. — amo isso, meu senhor. — rosnei com sua admissão. — segure na cama, minha putinha. Isso vai ser muito duro. — miou e firmou as palmas na borda do colchão. Girei o quadril bem devagar. Gemeu enlouquecida. Sorri e mordi suas costas, convulsionou e voltei a meter com fúria, sacudindo-a toda. Eu estava perto. Um choque gostoso tomou conta das minhas bolas. Deslizei minha mão pelo seu torso, amassei seus peitos, puxando os mamilos e desci para sua bocetinha melada. Dei um tapa de mão aberta. Gritou, sua bunda vindo me encontrar em cada golpe. Toquei seu clitóris suavemente e o massageei. — Ahhh! Cassie... Amor, eu vou gozar! Agora, anjo! Goze comigo! Goze amor... — rugi, sentindo meu pau expandir dolorosamente. Enterrei-me com tudo até o fundo e ela soltou o primeiro soluço, seguido de um gemido lindo pra caralho quando gozou. Foi o meu fim. O primeiro jorrou saiu e esporrei duro em seu canal escaldante. — ohhhhhhhhhh! Caralho! Que rabo mais gostoso, meu anjo... Cristo! Delicioso... — grunhi, meu corpo todo sendo tomado por espasmos violentos. Fechei minhas mãos em seu pescoço e continuei arremetendo.

Nossos gemidos e grunhidos se misturando. Seus braços cederam e caímos no colchão. M eus movimentos foram acalmando até parar completamente enterrado nela. Ela só arquejava agora. Deslizei o nariz em suas costas parando na nuca e fiz uma trilha de beijos até o ombro direito. Puxei seu queixo e nossos olhares se encontraram. Eu nunca me canso disso. Essa imagem dela saciada, dominada embaixo de mim. Os olhos azuis incríveis anuviados de prazer. — obrigado, meu anjo. — sussurrei antes de tomar seus lábios num beijo suave, saciado. — eu precisava disso hoje. — Humm... — ronronou. Ri baixinho, mordiscando sua boca. — Peguei muito pesado, Sr.ª Di Castellani? Você parece bem fodida. — Humm... — concordou, rindo fracamente. Gargalhei. — Você só vai dizer isso? — provoquei em sua boca. — Humm... — ronronou de novo.

— M uito eloquente, amor. — zombei, beijando a ponta de seu nariz e saí dela devagar. Levantei suas pernas e a acomodei no centro da cama. Tire o cinto com cuidado, massageando seu pescoço. Fui até o banheiro, me limpei e peguei uma toalha úmida. Limpei-a, sorrindo baixinho dos sons que fazia mesmo estando completamente gasta. Aconcheguei-me a ela por trás e puxei o lençol sobre nós. — eu te amo, meu anjo. — sussurrei, beijando seu ombro. — Também te amo grandão. — murmurou de volta, gemendo languidamente em meus braços. Caímos num sono profundo momentos depois. Acordei com os zumbidos do meu celular. Tateei e o peguei sobre o criado-mudo. — Dom, irmão, diga que é algo importante para me acordar a essa hora, seu bastardo. — rosnei. Ele riu do outro lado. — Sim irmão. Estamos aqui na sua sala, seu bastardo mal-humorado. E já são oito horas, para seu governo. — havia um riso malicioso em sua voz quando completou: — vejo que a noite foi bem agitada, irmão... — bufei me levantando. Cristo! A tensão toda de ontem e depois a longa sessão de sexo gostoso me fez apagar. Não costumo dormir até essa hora. — Cale a boca, idiota! — grunhi, mas já estava

rindo. Espreguicei e olhei minha linda mulher adormecida. — já estou descendo. Só vou, hum, acordar Cassie e... — ele gargalhou dessa vez. Idiota! — Hum, noite realmente agitada, hein, irmão? — provocou outra vez. — Vou quebrar a sua cara bonita quando chegar aí, irmão. — rosnei e desliguei. Cerca de meia hora depois, descemos do elevador direto na sala. Dom virou na nossa direção e um sorriso enorme tomou seu rosto. Ok. Eu já não quero quebrar a cara dele. Eu amo esse bastardo provocador. Helena se levantou do sofá com a pequena e rechonchuda Anna Júlia nos braços. M inha sobrinha estava linda. Ela ria e olhava tudo a volta com olhinhos verdes curiosos. — Dom, que surpresa, irmão. — disse quando me aproximei. Ele me puxou para nosso abraço de caras, enquanto Cassie se dirigia à Helena cumprimentando-a. — pensei que chegaria junto com Leon na semana que vem. — algo passou rapidamente nos olhos dele, mas ele sorriu em seguida. — Resolvemos antecipar nossa visita, Jay. Leon chega daqui a pouco também. — revelou e virou para Cassie que beijava a cabecinha de Anna Júlia. — E como está minha mais nova cunhada? — Cassie sorriu estendendo a mão. Ele a puxou para um abraço afetuoso

e a beijou na face. — Eu vou bem. Como vai, Dom? — ela disse tranquila. Fui até Helena a abraçando e beijando. Tomei a princesinha sorridente nos braços. Ela havia crescido muito. É incrível como apenas um mês faz muita diferença para os bebês. — Vou bem, querida. — disse, num tom mais sério agora. — ficaremos todos muito melhor em breve quando todo esse circo que criaram para o Jay for desfeito. — ela assentiu e nesse momento as risadas de Lucas e Samuel foram ouvidas. Logo as babás entraram na sala trazendo os dois bagunceiros pela mão. Eles não queriam mais colo, preferiam ficar no chão, desorganizando tudo à sua volta. Sorri, indo até eles com Anna Júlia. — Ei, campeões! Vejam só quem chegou? — me abaixei ao nível deles, mostrando à pequena. — priminha. — Pimia! — disseram os dois de uma vez. Dom e Helena vieram até eles os levantando nos braços. Depois disso foi uma algazarra. Leon, Júlia e os filhos chegaram no início da tarde e a creche estava completa. Damien se jogou em mim como sempre fazia e a pequena Antonella fez o mesmo com Helena, sua madrinha. M eu peito estava bem mais

leve em tê-los aqui comigo. M eus irmãos são grandes caras e estão realmente empenhados em me ajudar a chegar ao fundo dessa situação fodida. Sei que ambos têm novidades para mim, mas não tocamos no assunto na frente das nossas mulheres. Permitimos a nós, por enquanto, apreciar esses momentos em família. O resto seria resolvido depois, estou bem confiante nisso. Dom nos distraiu com suas aventuras em Las Vegas. Ele e Helena foram flagrados de novo em uma sacada. Não faziam sexo dessa vez, graças a Deus. M as ainda assim as fotos eram bem ousadas. Essa irreverência dele era algo que ninguém tiraria. Contou-nos detalhes do casamento de nosso tio. Leon o acusou de ser má influência para tio M ax e todos gargalharam. Dom era mesmo o mais impetuoso de nós três. Estávamos todos envolvidos na conversa quando Cassie recebeu uma ligação de um de nossos encarregados de obras informando de um problema na obra do Fogs. — Eu preciso ir conferir isso de perto, amor. — avisou, levantando-se do sofá, tentando conter os avanços de Lucas para seu colo. Sim, o colo da mãe eles ainda querem. M eus filhos não são nada bobos. Eu a entendo perfeitamente. Somos tão parecidos nesse aspecto. Ela ama sua profissão e é malditamente perfeccionista, assim como eu. Nem ousaria pedir para

deixar isso para amanhã. — Vá com Isaac e Greg. — disse baixinho puxandoa para meus braços. Ela sorriu, corando meio encabulada com os olhares de meus irmãos e as esposas em nós. Sorri perverso e a beijei. Não um beijo suave. Devorei sua boca. Assovios soaram e não precisava olhar para saber que eram de Dom. Bastardo! Risos discretos foram ouvidos depois. — não demore anjo e qualquer coisa me chame. — ela apenas assentiu, seu rosto em chamas pela minha performance de homem das cavernas. Ela subiu para o quarto e pouco depois desceu numa calça jeans e camiseta azul. Linda pra caralho. Sem maquiagem alguma e ainda era a mulher mais linda que já vi. Despediu-se de todos e soprou beijos para nossos pequenos e os sobrinhos. Nossos olhares se prenderam por alguns segundos. Deu-me um riso meio travesso, meio tímido e me soprou um beijo também antes de se virar e ir em direção à porta. M eus olhos a seguiram relutantes em se afastar. Fui tragado para a conversa outra vez, no entanto, uma saudade inexplicável, um sentimento de perda momentânea se instalou em mim com sua saída. — O Serviço Secreto descobriu uma movimentação em duas das contas privadas de M ark Springs há dois dias. — Leon me informou assim que entramos no

escritório pouco tempo depois que Cassie saiu e minhas cunhadas subiram para seus quartos. Isso com certeza teve minha atenção imediata. — Que merda é essa? — rosnei indo em direção ao bar. — mortos não movimentam contas até onde sei irmão. — peguei três copos e nos servi pequenas doses de uísque. — Oww! Jay tem alguma coisa fodida acontecendo, irmão. — Dom, exclamou, pegando seu copo. — também tenho algo muito suspeito. — Si, mortos não movimentam contas. — Leon concordou recebendo seu copo também. — M as que tal um comparsa que tivesse acesso a tudo do Springs? — seus olhos brilhavam e eu podia ouvir as engrenagens funcionando. Algo passou lá na íris escura e ele franziu o cenho. — ou pode ser que... — sacudiu a cabeça. — não, essa hipótese é muito fantasiosa. — Fale Leon. — Dom e eu pedimos ao mesmo tempo. Ele nos encarou sério. — Pode ser que M ark Springs tenha forjado sua morte. — oh! Isso era realmente assustador. Por que diabos ele faria isso? — já pensaram que depois de ser descoberto em seus esquemas, preso, perdendo todo o prestígio... — pausou de novo. — foi o que eu disse irmãos. É fantasioso, mas essa hipótese já me ocorreu.

Ele estava metido com tráfico e isso não e incomum nesse meio. Traficantes trocam de identidade o tempo todo e alguns chegam ao extremo de forjar a morte apenas para se manter incógnitos. Eu e Dom ficamos momentaneamente mudos. Era de fato uma ideia bem louca, mas podia fazer sentido. O asqueroso ficaria livre e de quebra ainda provocaria um caos na minha vida, como de fato aconteceu depois da sua morte, ou suposta morte. Virei-me para Dom. — Então, o que descobriu irmão? — ele ficou sério também. — Carl aparece como sócio em um resort do Springs na Tailândia. — Cristo! Esse verme esteve mesmo rastejando à minha volta o tempo todo e eu nunca fui capaz de perceber nada? — minha suspeita é que estavam ou estão juntos nessa, irmão. Se quiser saber eu nunca engoli aquele cara. Leon rosnou e concordou. M inha cabeça dava voltas com tantas suposições e nada de respostas concretas. Situação fodida do caralho! Eu alimentei uma cobra esse tempo todo, porra! Abri o jogo sobre os últimos acontecimentos entre eu e o maldito fura olho. Eles ficaram tão possessos quanto eu ao descobrir que o imbecil estava de olho na minha mulher. M eu interfone tocou e a governanta informou que

os detetives Lewis e M arrone me aguardavam na sala. Cristo! Espero que tenham boas notícias. Pedi que os acompanhasse ao escritório. — Irmãos, esses são os detetives Lewis e M arrone, encarregados do caso Springs. — disse assim que entraram. — esses são Leon e Dominic, senhores, meus irmãos. — Houve cumprimentos rápidos. — Temos novidades, senhor King. — Lewis se adiantou. Ele é bem direto. Gosto disso. — e não parecem boas. — tornou muito sério me entregando um envelope. Franzi o cenho e o abri. Eram fotos. M uitas fotos. E as merdas não paravam de chegar, rosnei ao ver a primeira imagem. — Reconhece a garota nessas fotos? — santo Deus! Era M ark e... Sílvia, a porra da prima vadia. Estava com os cabelos negros, mas era ela. Tenho certeza. Que porra é essa? Qual a relação dessa puta com o asqueroso? Então, a próxima foto me respondeu. Eles estavam num beijo indecente no que parecia um estacionamento. — foram tiradas no Rio há um mês. — me informou o detetive. — onde está à prima de sua mulher, senhor? Precisamos conversar com ela. Boa pergunta. Ela não deu as caras o dia todo. Pensei que estivesse no quarto, envergonhada pela cena ridícula na piscina. Franzi o cenho, aquela sensação de

perda quando Cassie saiu se intensificando. Saquei o celular. — Traga Cassie de volta, Isaac! — bradei começando a entender que tinha mais uma cobra sob o meu teto. A vinda dela tinha um propósito e essa merda não era boa. Ninguém em sã consciência viria para o meio de um fogo cruzado. Ela estava nisso e Cassie precisava saber. — O que houve Jay? — inquiriu alerta do outro lado da linha. — Aconteceu algo, amigo. — suspirei pesadamente. — traga minha mulher para casa, parceiro. Agora. — meu tom foi mais seco do que gostaria. Ele não discutiu, assentiu e desligou em seguida. — Que prima é essa, Jay? — Leon estreitou os olhos. — Um encosto que chegou a dois dias do Brasil. Eu não engoli a história que contou a Cassie. — suspirei mostrando as fotos a ele e Dom. — mas agora faz sentido. Ela está nisso. Porra! Ela tentou me seduzir ontem. Uma puta do caralho! — cerrei os dentes, muito irado. Ela foi plantada aqui dentro da minha casa. Quem sabe o que ainda iria fazer se não tivéssemos descoberto? M eus filhos. Cristo! M eus filhos estavam expostos e nós nem sequer desconfiávamos. Eu vou

matar essa vadia! Subi enfurecido até o quarto que estava ocupando, mas não a encontrei. Estava silencioso. Olhei seu closet. Ainda estava tudo lá. Não há vi o dia todo. M inhas mãos coçavam e eu não responderia por mim quando a encontrasse. Ela se aproveitou do bom coração de Cassie. M aldita puta! Cerca de dez minutos depois Isaac me chamou. — Jay... — seu tom foi sinistro. — ela não está aqui dentro, parceiro. — meu mundo desabou quando ouvi as palavras seguintes. — e o mestre de obras está... M orto. — meu coração acelerou e meus ouvidos zumbiram. Oh! M eu Deus! Alguém a levou. Alguém levou a minha Cassie. Cassandra Desci do carro na frente da mansão do Fogs. As obras estavam a todo vapor. Nesse ritmo entregaremos antes do prazo. Detive-me uns momentos olhando a fachada inspirada na arquitetura grega. Ficaria linda. Isaac parou do meu lado. — Não há necessidade de me acompanhar lá dentro, Isaac. — falei, mas ele meneou a cabeça em desagrado. — Jay nunca me perdoaria Cassie. Sinto muito, mas vou segui-la a cada passo que der lá dentro. — disse conciso. Revirei os olhos e o deixei me seguir para o

interior da casa. Cumprimentei os ajudantes. O encarregado estava lá na suíte, me informaram. Subimos as escadas, o pó subindo a cada passo que dávamos. Qualquer mulher odiaria isso, mas eu não. Eu amo essa fase de construção, aonde tudo vai tomando forma. Paramos na porta e eu tentei mais uma vez. — Isaac, isso é ridículo. O homem lá dentro vai ficar sem jeito com você me seguindo por todo o cômodo. — ele bufou. — fique aqui na porta se isso o faz sentir melhor. Qualquer coisa eu grito, pode ficar tranquilo. A casa é toda cercada pela segurança do próprio Fogs. Eu não corro risco aqui. — ele suspirou vencido e concordou encostando-se na parede contrária como um sentinela. Sorri-lhe e girei a maçaneta. Silêncio me saudou. Andei até a varanda e nada do homem. Dirigime até o banheiro enorme dividido em dois espaços. Não havia nada no primeiro. Fui até o espaço da banheira e um grito teria escapado da minha garganta se eu não tivesse sido arremessada com força contra a parede, uma mão grande me cobrindo a boca e o nariz. Oh! M eu Deus! O encarregado de obras estava caído sobre a borda. Um buraco de bala no meio da testa. Seus olhos estavam abertos, esbugalhados. Um cenário de horror. O ar estava deixando meus pulmões, só então percebi que havia um pano úmido na mão que me

asfixiava. Um odor forte entrando nas minhas narinas, fazendo meus olhos revirarem. Cravei minhas unhas nos antebraços duros do meu agressor. M as eu não tinha mais forças. Não consegui lutar contra a inconsciência. M eu corpo foi amolecendo, meus olhos se fechando e a escuridão me tragou de vez. Senti tapas moderados nas minhas faces. Gemi, tentando me mexer. M eus pulsos estavam contidos por algemas. Algemas? M eus olhos se abriram e os fechei de novo. A claridade me cegando momentaneamente. Tentei movimentar as pernas, mas também estavam contidas com meus tornozelos amarrados afastados. Eu estava presa numa cama. Gemi de novo. Oh! M eu Deus! O que é isso? Onde estou? M eu cérebro atordoado trouxe as últimas imagens e arregalei os olhos, um grito saindo finalmente da minha garganta ao lembrar o horror. O encarregado morto, uma figura forte me asfixiando. Eu devo ter desmaiado. — Hum, vejo que a bela adormecida acordou finalmente. — minha cabeça girou na direção da voz. Uma voz conhecida. Ela entrou no meu campo de visão e eu franzi o cenho. Sílvia? O quê? — você dormiu por horas, querida. Já estávamos preocupados. — disse, mas seu tom não era de preocupação e seus cabelos estavam pretos de novo. Então, um lento sorriso foi se

abrindo no seu rosto, junto com uma expressão sinistra que eu nunca havia visto antes. — é isso, prima. Você foi sequestrada. Há alguém que quer você. Quer muito, na verdade. — torceu o nariz me analisando de cima abaixo com desdém. — embora eu não consiga imaginar o que ele viu em você. Você é tão sem graça, prima. Nada pessoal. — levantou as mãos como em desculpas. — Q-quem me sequestrou? — gaguejei molhando os lábios. Tentando puxar meus tornozelos, mas eles estavam bem firmes. — Sílvia, que brincadeira de mau gosto é essa? Por favor, o que está acontecendo? — lamentei. M eus olhos enchendo de lágrimas. Oh! Deus! Isaac. Eu não devia ter insistido em entrar lá sozinha. Gemi de desgosto. Então o barulho da porta se abrindo me fez olhar na direção e o ar fugiu dos meus pulmões. M eu sangue gelou nas veias quando ele levantou a cabeça. Bile me vindo à boca. Oh! Deus! Não! Ele ficou lá aos pés da cama me olhando. Seu olhar flamejando em cima de mim com algo selvagem, perverso, mas não da forma que Jay me olhava. Esse olhar era quase doente, obsessivo. — Demorou um pouco, mas eu finalmente tenho você onde sempre quis, Cassie. — disse entre dentes. — eu quis você por dois malditos anos! Dois anos, porra! — se alterou e começou a afrouxar a gravata. — agora

você é minha. M inha! Aquele maldito bandidinho de rua a roubou de mim. Agora estou pegando de volta! — Oh! M eu Deus! Não! Por favor! — gritei entre soluços, o pânico tomando conta de mim porque ele estava vindo me estuprar. Tirou o terno e já desabotoava a camisa. Eu me sacudi freneticamente agitando meus pulsos e tornozelos. Eles doeram. Senti as algemas cortando a carne. Gritei de dor e pavor. Oh! Deus! Jay! Onde você está? Ele não descobriu o que houve ainda? — oh! Deus! Jay! — berrei a plenos pulmões. Ele gargalhou jogando a cabeça para trás. Sílvia o seguiu. Os dois gargalhando. O som doentio, odioso. — pelo amor de Deus! Você não pode deixá-lo me estuprar! Sil, você é minha prima. Temos o mesmo sangue. Não o deixe, por favor, eu te imploro... — chorei os soluços sacudindo todo o meu corpo. M inha cabeça latejando. O odor da substância que inalei ainda muito forte em minhas vias nasais. — Não há nada que ela possa fazer meu anjo. — zombou terminando de abrir a camisa. E nesse momento a porta foi aberta de novo. Pela segunda vez eu pensei que ia vomitar de pavor porque o homem na minha frente era alguém que pensei que nunca mais veria na minha vida, especialmente porque ele estava morto. — Santo Deus! M ark? — ele andou até um dos

lados da cama, os olhos azuis pálidos me fixaram com o ódio e repulsa característicos. Eu estava zonza, devo estar vendo coisas. — você morreu. Co-como está... — Olá, irmãzinha. — sorriu friamente. — vejo que se encontra numa situação difícil, não é? — oh! Deus! Era ele mesmo. M as como isso era possível? Eu fui ao velório dele... Então, me ocorreu que o caixão esteve lacrado o tempo todo. Ninguém viu o corpo. — Por quê? — sussurrei sentindo minhas forças me abandonarem. Ele meneou a cabeça e olhou na direção de Carl que continuava a se despir com um único propósito em mente. — O que pensa que está fazendo, seu imbecil? — sibilou. — O que está vendo, parceiro. Eu vou ter a mulher que aquele maldito me roubou há dois anos. — rosnou puxando o cinto com violência. Um frio deslizou na minha espinha eu comecei a rezar freneticamente para que Jay entrasse a qualquer momento pela porta e me tirar desse cenário de terror. — Não, não vai. — M ark rosnou de volta. — vista sua roupa, porra! — bradou, cerrando os punhos. — eu não sou um estuprador de merda! Ela está aqui por uma razão. Atrair o maldito King para mim! Você não vai tocá-la, seu monte de lixo doente! — isso deveria ter me

aliviado, mas não funcionou porque agora sei o que M ark quer. Ele com certeza não quer uma reunião amigável. Isso é um maldito acerto de contas. Oh! M eu Deus! Ele quer matar o Jay! Carl rangeu os dentes e voltou a se vestir. Soltei o ar devagar. Jay, amor, eu fui tão burra. Perdoe-me, amor. — você pode me agradecer depois, bastardinha. — voltou a me olhar. — essa foi por pouco, não foi? — riu cínico. — ele não vai tocá-la, querida. — disse e seu rosto se contorceu num riso maquiavélico quando acrescentou: — desde que você traga seu marido para mim. Temos assuntos pendentes, como mandá-lo para o inferno, por exemplo. — novos soluços irromperam na minha garganta. — você tem duas horas para pensar. Tenho assuntos a resolver e vou levar Carl comigo. Isso te dará mais tranquilidade, estou supondo. M as pense logo porque não vou ser capaz de segurar a obsessão que o imbecil tem por você por muito tempo. — ele se virou na direção de Sílvia e fez um movimento com o indicador, chamando-a. Ela abriu um sorriso enorme e no segundo seguinte os dois estavam se comendo num beijo asqueroso. M eu queixo caiu aberto e vômito veio na minha boca pela enésima vez hoje. Ela realmente era uma traidora. Ah, Cristo! Eu fui tão burra em abrir as portas da minha casa para ela. M eu sangue, meu próprio sangue. Os dois. M ais

lágrimas pularam dos meus olhos e eu pedi a Deus fervorosamente que me deixasse voltar para meu marido e filhos. Eu não posso fazer o que eles querem. Nunca vou trazer o homem que eu amo para uma emboscada. Duas horas. Eu tenho duas horas para pensar em algo antes deles voltarem. Isso era tão injusto. Imagens de nós ontem no nosso jantar encheram minha mente. Ele dizendo que o que seus sentimentos vão além das três famosas palavras. A música que cantou para mim. Eu chorava copiosamente agora, um medo descomunal de nunca mais vê-lo, senti-lo, me paralisando. Não é justo tudo isso. Eu daria tudo para voltar no tempo e ter permitido Isaac entrar comigo naquele quarto. Perdoeme, amor. Por favor, me perdoe... CAPÍTULO VINTE E DOIS Cassandra — Não foi dessa vez, Cassie. — Carl veio até mim. M eu corpo retesou quando tocou meu rosto. Tentei livrar-me, mas ele segurou meu queixo com força e passou os dedos grosseiramente sobre os meus lábios. Os selei, impedindo-o de introduzi-los. Enfiou uma mão na minha nuca e puxou meus cabelos com força. Não tive outra opção senão gritar e ele aproveitou para enfiar dois dedos na minha boca. — chupe vadia! Chupe

porra! — rosnou, os olhos cinza enlouquecidos presos em mim. Sem pensar duas vezes eu cravei meus dentes com força em sua carne até sentir gosto de sangue. — sua puta do caralho! — berrou e empurrou minha cabeça para baixo no colchão com brutalidade. Sua mão levantou e eu fechei os olhos esperando o golpe. Oh! M eu Deus! Ele vai me bater! — Chega porra! — a voz de M ark o parou a poucos centímetros do meu rosto. — qual foi à parte de você não vai tocar nela que não entendeu Turner? — seu tom era gelado, mortal. — você é um amador de merda! Quer colocar tudo a perder por causa de uma boceta? — Carl se afastou rangendo os dentes. Eu teria ficado aliviada, mas as próximas palavras de M ark me gelaram dos pés à cabeça: — você vai tê-la, seu imbecil. Ela será toda sua depois que o King não existir mais. Consegue focar nisso, agora? Hein? Será que tenho sua atenção para a porra do plano agora? — Por favor, não o matem. — implorei, sentindome fraca, estúpida, burra por ter colocado meu marido nessa situação. — eu... Eu faço qualquer coisa... M as por favor, por favor, não o matem... — minha voz quebrou em soluços. Um frio rastejando em minha coluna. Oh, Deus! Não deixe Jay vir até aqui. Não deixe. Eu não me importo de ficar aqui, mas não o traga para

morrer. — Que tocante irmãzinha. — M ark desdenhou. — você ama aquele bastardo tanto assim? Tem ideia do que Carl quer fazer com você, querida? — seus olhos frios se fixaram nos meus. — vou te dar um parâmetro. Carl fará o King parecer uma bichinha suave. — arregalei os olhos. — entendeu agora? Ele vai devorar você, literalmente. — comecei a tremer. Ele riu e se voltou para Carl. — se quer aliviar um pouco da tensão. — pegou o cotovelo de Sílvia e a empurrou na direção de Carl. Ela quase caiu a seus pés. — dê prazer a ele, docinho. Ela é bem gostosa. — eu levantei a cabeça para ver melhor. Sílvia parecia assustada, chocada, para dizer a verdade. Seus olhos procuraram ansiosos por M ark. — M ark... Eu... Por favor... — seu tom foi relutante, seu sotaque bem pronunciado pelo nervosismo. Obriguei-me a observar tudo atentamente. — Você disse que faria o que eu quisesse meu amor. — M ark disse suavemente, mas não havia a menor emoção em seu olhar quando a fitou. M inha prima

abaixou os olhos e assentiu, seus ombros caídos. Eu sei que não podia estar me compadecendo dela na situação em que me encontro. Chamem-me de coração mole. M as o fato é estou quase com pena. Sílvia acaba de ter uma decepção pelo que percebi. O olhar no rosto dela era de uma mulher que acabou de perceber que não é tão especial na vida de seu homem. — essa é a minha garota. — M ark bajulou e se aproximou dela. Tomou seu rosto entre as mãos. — eu te amo você sabe disso, não é? — quase bufei. Puta que pariu! Nunca ouvi algo soar tão falso! Ela lambeu os lábios, ansiosa. — responda! Sabe disso, não é? — ela apenas balançou a cabeça. — isso, meu amor. Dê alguns momentos de prazer a nosso parceiro. — olho na direção de Carl. — pegue leve com ela, Turner, ou vai se entender comigo. — mas ele disse isso sorrindo. — vou esperar por você no carro. — completou saindo do quarto e Carl puxou Sílvia pela cintura. Ela olhou na minha direção e meu peito apertou. Ele foi levando-a para fora do quarto. Oh! M eu Deus! Ele vai machucá-la. Sei que ela concordou, mas é assim que ele é. Um grito ficou preso na minha garganta porque eu não podia intervir e chamar a atenção dele sobre mim de novo. Nunca pensei que diria isso, mas com M ark por perto me sinto mais segura. M eus olhos a seguiram até o

último momento e antes que a porta de fechasse completamente, Carl a deixou semiaberta. Os olhos cinza prenderam os meus me mandando uma mensagem clara. Era a mim que ele queria. Oh, Sil, por que, prima? Forcei meus ouvidos a ficarem atentos. E então, os sons começaram. Sons de tecido se rasgando. M eus olhos se encheram de lágrimas. M inhas vísceras se revolvendo com tudo que se seguiu. Eu não podia vê-los, mas ele a estava tomando de forma brutal. Ela gritava muito. Eram gritos de dor, não de prazer. Sons de pélvis se chocando violentamente. Depois de uns vinte minutos de terror, Carl deu um rugido horripilante quando gozou, dizendo que ela realmente tinha um rabo gostoso. Eu chorava mais e mais. M eu corpo todo tremendo diante de tanta violência. Tudo ficou quieto. Uma porta bateu e depois de alguns segundos ouvi fungados. Ela estava chorando. Cristo! Nenhuma mulher merece isso. E eu comecei a me sentir culpada por ter me acovardado e ficado quieta. M as então eu não poderia livrá-la disso. Ninguém podia, a não ser ela mesma. Eu parei, analisando a situação. Estávamos sozinhas e ela estava vulnerável depois da forma como foi tratada. Essa era a minha chance. — Sil? Você está bem? — chamei com minha voz trêmula. — venha até aqui, querida. Ele a machucou muito, não foi? — silêncio total, até os fungados

pararam. — Sil, eu sei que a garota que brincava de bonecas comigo ainda está aí. – tentei desesperadamente chegar até ela. — não sei o que houve prima. M as podemos resolver tudo, querida. Eu posso pagar um advogado e... — Cale a boca, sua cadela! — ela berrou e eu gelei quando sua figura chegou à soleira da porta. Deus! Seus cabelos estavam desgrenhados. Um corte no lábio inferior gotejava sangue. M ordidas e chupões em seu pescoço e colo. O vestido em frangalhos, mal cobrindo seu corpo. M eus olhos continuaram sobre ela estupefatos. As coxas tinham escoriações e arranhões. Sua calcinha estava apenas com o elástico em volta da cintura. — não ouse tentar me confundir com sua aparente bondade. — lágrimas caíram por suas faces. — M ark me ama. Vamos embora para bem longe daqui quando tudo isso acabar. — havia um tremor em sua voz. Era como se ela estivesse tentando convencer a si própria. Isso seria difícil, constatei. Ele a levou na conversa. Ela é uma vítima de M ark. — De verdade, Sil? — tornei a falar, meu tom mais suave dessa vez. — de verdade acredita que aquele homem que a entregou na mão de um cara sexualmente violento sabendo exatamente como seria tratada, te ama? Seu rosto torceu em desdém e ela deu um passo,

fazendo uma cara de dor. M eu peito apertou mais quando ela veio arrastando a perna direita. Cristo! Ela estava muito machucada! Aquele monstro deveria estar preso. — Você não ouse me olhar com esses olhos penosos! — grunhiu, cerrando os dentes, pairando acima de mim. — teria pena de mim se soubesse que seu marido me fodeu ontem na sua piscina? — meu sangue gelou. Jay havia entrado no quarto vestindo apenas as calças, parecendo angustiado. Oh! Deus! Não, isso não pode ser verdade. — é verdade, querida prima. — sibilou, rindo em seguida. — o encontrei nadando nu. M eu Deus! Que homem! — provocou-me. — fiquei nua também. Ele não resistiu. — deu de ombros. — os homens são assim querida. Nós fodemos por horas enquanto você esperava por ele no quarto. Ele é realmente gostoso, não é? Todas aquelas tatuagens. Aquele tanquinho de babar... — lambeu os lábios e gemeu quando tocou o ferimento. Isso era uma mentira deslavada. Ela estava se utilizando de uma estratégia para se manter à distância. M eu marido me ama. Ele jamais me trairia, tenho certeza disso. Eu caí numa risada histérica e ela se empertigou toda, me fuzilando. — por que está rindo, sua louca? Eu falo que seu marido me comeu e você ri?

— Eu conheço meu marido, Sil. — tentei ir devagar de novo. — ele jamais me trairia. Jay me ama de uma forma que M ark jamais vai amar você ou qualquer outra mulher. — seus olhos brilharam magoados. — e não é culpa sua, querida. M ark é oco por dentro. Ele não tem sentimentos. Pelo menos não sentimentos bons. — ela desviou os olhos dos meus. No fundo ela já sabia disso. — me solte Sil. Ajude-me e vamos sair daqui juntas. Você é tão prisioneira quanto eu nesse momento. Ele a manipulou querida... Ele... — Eu posso fazê-lo me amar. — disse, sem muita convicção. Seu olhar voltou para mim de novo. — estamos juntos há mais de seis meses, desde que ele esteve no Brasil à primeira vez. Essa é a primeira vez que ele me compartilha. M ark é sempre carinhoso e atencioso. Gemi. Puta merda! Ele fez uma lavagem cerebral nela. — Sil, querida. Ouça-me, por favor. — pedi. — M ark só se envolveu com você porque descobriu meu paradeiro. Ele está usando você, prima. Eu sinto muito... — Não! Não é verdade. — negou veementemente. — ele só descobriu há bem pouco tempo. Eu não sabia dessa história de vocês. M as ele me contou tudo. Sua mãe foi uma vadia que tirou o juízo do pai dele. — meu

sangue ferveu ouvindo seu desrespeito com minha mãe morta. Sua tia. A esperança começou a deixar-me lentamente. Ela não vai me ajudar. — e Jay o prejudicou além da conta. Ele só quer acertar tudo antes de iniciar outra vida longe de Londres. — completou. — Ele quer matar meu marido, Sil. — minha voz quebrou. Pronunciar isso era doloroso. — por favor, Jay é a vítima nessa história. M ark o odeia gratuitamente. Eles... — Eu realmente sinto muito que tenha que ser assim, Cassie. — ela disse começando a se afastar mancando, gemendo. — eu já escolhi um lado quando me juntei a meu namorado. — Não, Sil! — me desesperei. — por favor, prima, me solte. Oh! M eu Deus! Você ouviu tudo que eles têm planejado para Jay e para mim. — ela deixou o quarto e fechou a porta. — não! Sil! Volte! Por favor, volte! — deixei minha cabeça pender contra o colchão. Eu agora só posso contar as horas até que estejam de volta. Jayden Parei para respirar e caí de joelhos, meu corpo todo tremendo de fúria, dor e medo. Um medo que nunca havia sentido antes na vida, tirando meu ar. O escritório estava uma bagunça. M esa virada, cadeiras e garrafas quebradas. Leon e Dom se ajoelharam na minha frente.

Eles não me impediram de extravasar minha raiva, quando Isaac e Greg voltaram sem minha Cassie e a realidade me bateu duramente. Alguém a levou de mim. Eu estava sufocando, meus pulmões queimando. M eu lindo anjo estava agora nas mãos de um bastardo infeliz que me odeia e já deu provas de que é capaz de tudo para me atingir. Encarei meus irmãos e quebrei diante de suas expressões angustiadas. Não me importei mais com a porra do orgulho masculino. Eu chorei copiosamente. Chorei como um bebê, sons de lamento e dor profundos deixando meus lábios. — Eu não posso ficar sem ela, irmãos. — grunhi, entre soluços. Leon me puxou para seu ombro, enquanto Dom passava a mão com firmeza pelas minhas costas, me oferecendo conforto. Eles não disseram nada, mas seus olhos estavam brilhantes também. Eles sentiam a minha dor. — isso é tão injusto, porra! Ela já sofreu tanto... Prometi amar e cuidar dela, mas eu falhei. Oh! M eu Deus! Perdoe-me, meu anjo. Perdoe-me, amor. — Cassie... Pedi silenciosamente para que Deus não deixar que lhe fizessem nenhum mal. Eu não suportaria ficar sem ela. Eu não posso ficar sem ela. Ficamos os três lá no chão até meus tremores passarem. M inha cabeça latejava. M inha mente recordando da imagem dela saindo pela porta. Linda. Tão linda. — eu morro sem

ela, irmãos. — completei num fio de voz. — Nós vamos pegá-la de volta, irmão. — Leon disse com determinação. — ouça Jay. — segurou meu rosto nos dois lados, os olhos negros enfurecidos. — você não vai ficar sem Cassie. Vamos trazer sua mulher de volta. Eu prometo irmão. — Sim, irmão. — Dom segurou forte no meu ombro, os olhos verdes lívidos. — nós vamos pegar o responsável por essa merda e fazê-lo se arrepender de ter nascido. — eu nunca o havia visto tão sério e furioso. — você precisa canalizar essa raiva e se manter de pé, firme. Assim que tivermos uma pista, qualquer uma, nós vamos atrás da sua mulher, irmão. Nós três. Vamos trazê-la, Jay. Nós vamos. — assenti. Eles se levantaram e me ajudaram em seguida. — Eu sinto muito, Jay. — Isaac falou pela milésima vez. Ele e Greg haviam retornado há poucos minutos, trazendo apenas o telefone celular dela. Agarrei-me a ele como se fosse ela. M inha Cassie... Eu quero sair pelas ruas caçando beco por beco o infeliz do Carl. Porque só pode ter sido ele. Quem a levou sabia da saída de emergência projetada na suíte do Fogs. Ela dava direto no portão oeste. M as não era só isso, o maldito deve ter entrado e saído disfarçado para driblar a segurança. Os detetives Lewis e M arrone saíram agora a pouco depois

de conversar com Isaac e Greg. Eles têm homens disfarçados seguindo Carl há duas semanas. Como não perceberam nada até agora? Eu não posso ficar aqui parado enquanto minha mulher está em algum lugar precisando de mim. — Junte quantos homens você conseguir, Isaac. — ordenei, limpando meu rosto. Uma nova determinação tomando conta de mim depois do meu descontrole. — vamos sair agora! Vasculhar cada maldito canto da cidade! Eu não vou ficar aqui parado esperando que a polícia faça seu trabalho. Eu vou atrás da minha mulher! — O serviço secreto está seguindo Carl desde a semana passada, irmão. Deixe-me checar se já tem alguma novidade. — Leon informou-me já no seu tom solene de rei. — sair sem nada concreto é um tiro no escuro, Jay. Nesses casos, o sequestrador sempre entra em contato e... — Isso não é a porra de um sequestro comum, irmão! — rugi. — quem a levou quer me prejudicar. Ferrar-me! Enquanto fico parado aqui, Cassie pode estar sofrendo... — eu me calei sem coragem para pronunciar todos os cenários que me vinham à mente. Ele assentiu cerrando a mandíbula. — Apenas me deixe checar, ok? — tornou e sacou o celular. Dom veio me bater nos ombros de novo,

enquanto Leon conversava com seus homens. — o que!? Quanto tempo? Tem certeza disso? — seus olhos me buscaram e havia uma onda de fúria queimando nas profundezas escuras. — si, muito suspeito. M inha cunhada sumiu há mais de uma hora. Achamos que foi sequestrada... Dio mio! Pode ser ela! Reúna todos, entendeu? Eu quero todos empenhados nisso. Grazie. — desligou e suspirou. — meus homens seguiram Carl até uma casa no subúrbio. Eles acharam a movimentação suspeita. Carl chegou no início da tarde. Logo depois um homem entrou no local, usando boné e óculos escuros, acompanhado de uma mulher também de chapéu e óculos escuros. M as o que lhes chamou a atenção mesmo aconteceu há mais de uma hora. — prendi a respiração à espera da continuação. — um furgão de uma lavanderia parou na frente da casa e dois tipos vestidos com macacões da suposta empresa desceram com um enorme cesto e o levaram para dentro. A suspeita começou a se firmar dentro de mim. — Você acha que... — minha voz sumiu. — Si, irmão. — Leon assentiu. Seu rosto uma máscara letal. — eu acho que Cassie estava no maldito cesto. — cerrou os dentes. — Filhos da puta! — Dom sibilou do meu lado. — O endereço, Leon. — pedi, cerrando meus

punhos. Eu vou matar esses filhos da puta um por um bem lentamente, porra! Júlia e Helena entraram no escritório nesse momento. Seus olhos correram assustados pela destruição da sala, voaram para seus maridos e depois para mim. — O que houve aqui? Ouvimos um barulho estranho... — Júlia foi até Leon. — Algo muito ruim, perla mia. — ele sussurrou beijando-a nos cabelos. — Cassie foi sequestrada. — ela sobressaltou-se levantando o rosto para olhá-lo e depois a mim. — Oh! Dio mio! — Helena gemeu, enquanto Dom a puxava para seus braços. — como? — Acabamos de ter uma pista, princesa. — Dom falou e pegou seu rosto nas mãos. — nós vamos buscála, amor. Fique aqui com nossa pequena. Nós precisamos estar nisso com nosso irmão. — Helena assentiu, os olhos de uísque se enchendo de lágrimas. — Tenha cuidado, amore mio. — disse num fio de voz. Ele a beijou nos lábios suavemente e apenas balançou a cabeça. — Tome cuidado, meu rei. — Júlia pediu também, antes de Leon se pronunciar. — ficarei aqui com Helena e nossos pequenos. — Eu me senti mal vendo meus irmãos terem que deixar suas mulheres, suas famílias

para lutar uma batalha que era minha. Eu não posso deixar isso acontecer. — Irmãos. — chamei e todos eles me encararam. — não é justo que deixem suas mulheres, seus filhos para irem comigo. Eu... — Besteira! — Leon bradou como se tivesse sido insultado. — É isso aí, irmão. Que porra é essa, Jay? — Dom cravou os olhos magoados em mim. — Você é nosso, irmão. Nosso sangue. — Leon tornou, sua voz tremeu um pouco. — é um Di Castellani! Ninguém mexe com um príncipe Di Castellani e fica impune! — eu me senti mais mal ainda depois desse discurso. — então, entenda de uma vez por todas, porra! Você não está sozinho. — assenti e ele completou: — vamos! Vamos pegar sua mulher de volta e fazer esses bastardos sufocarem com seus próprios dentes! O percurso até o endereço era exaustivamente longo. Isaac e Greg estavam na frente do SUV azul marinho. Eu e meus irmãos estávamos no banco traseiro. Isaac conseguiu reunir cinquenta homens da sua empresa de segurança. No carro logo atrás de nós estavam os seguranças pessoais de Leon e Dom, além de agentes do Serviço Secreto. Os detetives Lewis e M arrone também

já se dirigiam para o local. A orientação era que fôssemos discretos nas proximidades para não levantar suspeita nos ocupantes da casa, pois havia segurança fortemente armada. Os agentes acabaram de informar a Leon que Carl e o outro homem haviam saído, mas acabaram de retornar. E eu recomecei minhas preces outra vez. Não deixe que eles façam mal a ela, meu Deus. Não deixe. M eu celular tocou. Era um número desconhecido. M eu coração acelerou tanto que pensei que fosse explodir. Levei ao ouvido, algo me dizia que era o infeliz por trás de tudo isso. Eu apenas sabia. — Alô. — tentei dar neutralidade no meu tom, mas minhas mãos tremiam. Silêncio do outro lado. — tem alguém aí? — depois de outro longo silêncio a voz soou e meu sangue fugiu do corpo. — King? Será que você perdeu alguma coisa? — M erda fodida! Era a voz do maldito asqueroso! Fechei os olhos, tentando acalmar o tumulto de emoções dentro de mim. Fúria, amor, dor, medo. — King? Ainda está aí, ou desmaiou ao ouvir minha voz? — sorriu odiosamente. — surpresa! Eu estou vivo. Bem vivo velho amigo e tenho algo muito precioso para você. Sim, sua bastardinha está comigo. — cerrei o maxilar com tanta força que senti gosto de sangue na boca. — então, aqui está a coisa. Você virá até o endereço que vou

passar e vamos acertar nossas contas ou ela morre. — riu de novo e as próximas palavras que proferiu fizeram a bile subir na minha garganta. — mas antes disso, tem outro velho amigo seu que está louco para se divertir com ela. Sim, Carl. Já deve ter deduzido, não é? — fez uma pausa e depois me passou o endereço. Era o mesmo que os agentes descobriram. Estávamos a apenas alguns minutos do local. — ah, e não tente nenhuma gracinha como chamar a polícia, por exemplo. Se eu sentir qualquer trapaça da sua parte já sabe qual será o destino dela. Espero você dentro de vinte minutos. — Seu maldito asqueroso! — gritei. — eu não tenho como chegar aí nesse tempo! — meu cérebro ainda funcionava. Tentei despistar que já estava nas redondezas. Ele riu de novo. — Dê seu jeito, King! — sibilou e desligou. M inhas mãos tremiam quando guardei o celular no bolso. Informei tudo a meus irmãos e eles me olharam claramente preocupados. O celular de Leon tocou e ele atendeu prontamente. Falou num italiano rápido que não consegui acompanhar e desligou. — Temos três agentes dentro da propriedade. Eles renderam os seguranças dos fundos. — isso me acalmou um pouco. — os outros estão se preparando para invadir.

— Não! — berrei. — eles não podem perceber nada anormal ou eles vão matá-la! M ark me quer lá dentro e sozinho. Pare o carro, Isaac! Pare a porra do carro! — ordenei, já conferindo minha arma e a coloquei atrás, por dentro das calças. Isaac parou o carro, freando bruscamente. Leon e Dom falavam ao mesmo tempo tentando me demover da ideia de ir até lá sozinho. Tirei o cinto e pulei para fora. — irmãos, digam-me sinceramente. — pedi, meu tom era exasperado. — se fosse Júlia ou Helena lá dentro, pensariam duas vezes antes de ir lá? — eles me encararam sérios e suspiraram, vencidos. — Droga, Jay! Claro que não, porra! Assenti. Eles acenaram também. — Estou indo lá, irmãos, nem que isso signifique a minha morte. — disse com firmeza. — Jay, ganhe tempo, irmão. — Leon falou puxando sua arma e Dom fez o mesmo. — eles não vão te receber a bala. Eles têm algo planejado, isso está claro. Então, ganhe tempo de qualquer forma que puder. Nós vamos entrar depois, conforme a orientação dos meus agentes. Você não está sozinho, irmão. — disse ferozmente. — em breve estaremos chutando as cabeças desses bastardos! Assenti mais uma vez e andei pela calçada, tentando

parecer um transeunte normal. Não que tivesse muito movimento nesse bairro esquecido por Deus. Andei dois quarteirões e avistei a casa. Os muros desgastados e pichados, um cenário típico de periferia. Parei uns instantes na esquina, contando os minutos para dar o tempo estipulado pelo infeliz. Nunca os minutos se demoraram tanto. Já havia escurecido. Um frio deslizou na minha espinha à medida que me aproximava dos portões. Eles se abriram sem que eu fizesse nada. Dois brutamontes me abordaram, me puxando bruscamente para dentro e os portões foram cerrados de novo. Revistaram-me e eu cerrei os punhos quando puxaram a arma das minhas costas. Era ser otimista demais pensar que me deixariam entrar armado. Deram-me sorrisos debochados e me empurraram para uma pequena varanda. Outro brutamontes abriu a porta se antecipando outra vez. Fui empurrado para dentro de uma sala minúscula com móveis muito velhos. O odor de mofo era grande. M eu coração foi aumentando o ritmo novamente à medida que tomamos um corredor semiescuro. M inha mente insistindo em colocar imagens grotescas diante de mim. M eu corpo enrijeceu e resfoleguei quando paramos em uma porta. Oh! Deus! M inha Cassie está aí dentro? Por favor, não deixe que... M eus pensamentos foram interrompidos quando a

porta se abriu bruscamente e Carl surgiu na soleira. Um riso lento se abriu em seu rosto. O nariz ainda trazia um corte e estava arroxeado ao redor. Tive que me segurar para não quebrá-lo de novo. — Sempre pontual, não é parceiro? — zombou, abrindo passagem para mim e meus olhos pousaram nela e apesar de toda a merda, meu peito aliviou só com a mera visão dela. Ela estava viva! Oh! M eu Deus! Obrigado! Ela está viva. — Jay! Amor! Oh! M eu Deus! — ela clamou entre soluços. Oh! Cristo! Ela estava presa na cama, seus olhos inchados e vermelhos de chorar. Eu não me importei que ele segurasse uma arma, eu só precisava chegar até ela e segurá-la contra mim. — Cassie! M eu anjo! — entrei, empurrando-o fora do caminho, mas M ark saiu das sombras chegando ao lado da cama, apontando uma arma para a cabeça dela. — não! Não faça isso, pelo amor de Deus! Eu estou aqui, porra! Não era isso que queria seu maldito? — implorei. Novas lágrimas me cegando. — M antenha a compostura, King. — ele zombou. — você parece à porra de um veadinho, agora! Você realmente a ama, não é? — seu olhar brilhou diabolicamente e ele disse friamente. — algeme-o na grade da janela, Carl. — Carl me puxou pelo braço e eu

dei um soco me livrando de seu agarre. M ark engatilhou a arma e encostou o cano na têmpora de Cassie. Ela fechou os olhos, lágrimas descendo pelas faces rubras. — mas uma gracinha e os miolos dela voam seu bastardo de merda! — me deixei levar até a grade e o outro infeliz me algemou com um riso triunfante, odioso no rosto. Oh! Deus! Então é isso? M eus olhos correram pelo quarto pequeno e avistei a puta traidora em um canto. Ela estava pálida, os olhos mortos, sem expressão. Franzi o cenho intrigado. M ark se afastou de Cassie e veio devagar até mim. — a sensação é muito melhor do que eu pensei King. — sorriu e no segundo seguinte bateu com a arma no lado direito do meu rosto, antes mesmo que me defendesse. Cassie gritou. O sangue jorrou na minha boca. Cuspi, grunhindo. — eu adoraria ficar para a festa. M as tenho um voo particular para pegar. Eu venci bastardo. — puxou meus cabelos com força e falou no meu ouvido: — sabe o que acontece agora? Carl vai foder sua mulher na sua frente uma vez, depois de novo e de novo. Será a última imagem que verá antes dele mandá-lo para o inferno! — a bile me veio à garganta outra vez. Não! Deus! Não! Não permita que isso aconteça. Soltou-me com força e tive que segurar-me para não bater com o rosto nas grades. — Seu maldito fodido! Você não vai sair dessa, seu

monte de merda! Eu vou comer o seu maldito fígado! — rosnei, ele apenas riu e se dirigiu à Sílvia. — Você foi perfeita, docinho. — disse sem emoção. — mas nos separamos aqui. Você não se encaixa no meu estilo de vida. — ela começou a ir até ele, mas ele estendeu a mão parando-a. — nada pessoal querida. Tenha uma boa vida. — ele mal disse as palavras uma arma foi engatilhada e a próxima cena me chocou completamente: Carl atirou em M ark pelas costas. Seus olhos se arregalaram e ele levou a mão às costas. Carl disparou outra vez e M ark caiu pesadamente no chão. Andou até ele, chutando sua arma para longe e sorriu, olhando o comparsa de cima. Putz! Aproveitei o momento para testar a firmeza das grades. Segurei-as e dei um solavanco. Pó caiu na minha cabeça. A casa era velha. A estrutura com certeza não estava tão firme. Dei mais dois solavancos, meus olhos nunca deixando a cena grotesca e inusitada na minha frente. — Talvez seja à hora de dizer a você que aquele voo está reservado para mim apenas. — Carl disse friamente, enquanto M ark apenas arquejava. O sangue se espalhando à sua volta. — é isso, parceiro. Você foi apenas um joguete em minhas mãos. Seu ódio me ajudou a separá-los a primeira vez e agora me foi bastante útil de novo. — sorriu mais e acrescentou: — ah, deve saber

também que transferi todo o dinheiro das suas contas para as novas contas em meu nome. Você não vai precisar dele para onde está indo. — levantou a arma e mirou na testa do infeliz quase morto e deu o tiro de misericórdia. Sílvia havia se encolhido no seu canto tentando conter seus grunhidos agoniados. Talvez pensasse que era a próxima. Carl a encarou e bufou: — não tenha medo, querida. M eus planos para você não incluem tiros. — e sorriu maliciosamente. Ela parecia inacreditavelmente mais assustada com suas últimas palavras. Continuei minha luta contra as grades. A qualquer momento ele ia voltar sua atenção para mim. Cristo! Onde estão meus irmãos? Carl virou o rosto na minha direção e abriu um sorriso doente. Então, começou a andar em direção à cama. — Não! Seu filho da puta! Não toque nela, porra! Vou matar você! — berrei a plenos pulmões. Segurei as grades com mais força e as sacudi. M ais pó caindo no meu rosto, me cegando. Virei para Sílvia, indicando silenciosamente a arma no chão para que ela a pegasse. Ela sacudiu a cabeça, seus olhos assustados presos em Carl. Havia algo muito errado com ela, mas não pude analisar isso, porque meu maior pesadelo estava tomando forma. Carl chegou até os pés de Cassie e desamarrou seus tornozelos.

—Não! Jay! Amor! Oh! M eu Deus! Não! — ela se debateu, seu grito já rouco de tanto chorar. Dei mais solavancos. Os gritos dela me cortando por dentro. — Cale a boca, sua vadia! — Carl deu um tapa com as costas da mão na sua face esquerda e ela tombou meio grogue no colchão. Eu vi vermelho! — Eu vou matar você! Seu monte de lixo! Vou te matar! — berrei desesperado e um ódio mortal tomando conta de mim. Fiquei lá repetindo as palavras, me pendurando nas grades, meus pulsos já doendo como o inferno. — lute meu anjo! Lute amor! A ajuda está chegando! — onde estão meus irmãos? O maldito deu um puxão no cós da calça Jeans e a arrancou bruscamente pelas pernas de Cassie. Oh! Deus! Isso não! Não! Eu e ela éramos uma confusão de gritos agora. Quando ele rasgou sua calcinha eu puxei as grades reunindo todas as forças do meu corpo e ela cedeu um lado. Ele rasgou sua blusa. Dei mais um puxão. Uma força descomunal invadiu-me e eu rosnei alto libertando a fera dentro de mim. Consegui finalmente arrancar toda a haste. M archei em direção a ele. Uma fúria assassina guiando meus passos. Eu vou matá-lo, porra! Vou arrancar sua pele! Nesse momento, houve um grande estrondo e o forro cedeu. Leon e Dom pularam no chão e foi tudo muito rápido. No segundo seguinte, Leon

arremessou Carl violentamente contra a parede. Dom foi até Cassie. Homens vestidos de preto, encapuzados pularam também. M uitos deles! M eu peito subia puxando respirações rápidas. Dom tirou a camisa e cobriu o corpo desnudo de Cassie. Ela tremia freneticamente. — As chaves estão com ele. — disse e meu tom mortalmente calmo, mas meu corpo sofria espasmos de ira. — pegue-as e me solte irmão. — Dom foi até Carl que já se encontrava preso pelo pescoço contra a parede. Leon rosnando que queria matá-lo. Não, irmão. Eu farei isso. M eus olhos pousaram nela. M inha mulher. M eu lindo anjo que esteve prestes a ser... Cristo! Eu nunca me perdoaria se algo assim acontecesse a ela. — isso vai acabar agora, meu anjo. Você nunca vai passar por isso de novo. — garanti com minha voz tremendo. Ela deve ter visto tudo nos meus olhos porque seus olhos azuis arregalaram e ela me pediu. — Não, Jay... Não, amor... Você não é um assassino. — disse num fio de voz. Dom voltou com as chaves e me soltou. Cassie foi à próxima. Andei até a cama e a tomei nos braços. Estávamos os dois tremendo. — você é um príncipe, amor. Um príncipe. Nunca se esqueça disso. — sussurrou. Acariciei suas faces e rugi ao ver o hematoma do lado esquerdo. Beijei-a com desespero.

Nossas lágrimas se misturando. Nunca vou agradecer suficientemente por termos impedindo o pior a tempo. — Eu te amo mais que a minha própria vida, anjo. Nunca se esqueça disso. — murmurei colando minha testa na dela. Então me levantei e marchei em direção ao causador de toda a minha dor nos últimos dois anos. Ela me gritou rouca, mas eu não parei. Eu não vou parar até que ele esteja aniquilado. CAPÍTULO VINTE E TRÊS Jayden Avancei, crispando meus punhos. Os agentes se afastaram, abrindo-me passagem. Leon ainda mantinha o monte de lixo suspenso, preso à parede. Ele já parecia roxo. — Solte-o, Leon. — grasnei atrás dele. — chegou à hora de acertar minhas contas com esse monte de merda! — Leon enrijeceu com meu tom. Virou-se devagar e seus olhos escuros me disseram sem palavras o que Cassie já havia dito: eu sou um príncipe. Sim, eu sou, mas sou um homem antes de tudo. Um homem que teve sua vida covardemente alterada nos dois últimos anos por uma criatura mesquinha, invejosa, inescrupulosa. Ele teve a ousadia de tocar minha mulher, de... As imagens não saíam da minha mente. Os momentos de terror a que nos

submeteu. Cristo! Tive tanto medo... Carl Turner era um monstro e eu faria um favor ao mundo mandando-o para o inferno! — solte-o, irmão! — rosnei de novo. Leon obedeceu dessa vez. O corpo do maldito deslizou pela parede. Tossiu freneticamente. Eu mal podia me conter. — levante-se, seu filho da puta! Levante-se e lute com alguém do seu tamanho, seu monte de lixo do caralho! — fez-se silêncio imediato, sendo quebrado apenas pelos fungados de Cassie. Eu sinto muito, meu anjo, mas eu não posso parar. Ele se levantou e seus olhos cinza me focaram lívidos, doentes. — Você acha que conseguiu me impedir, não é? — disse abrindo um riso frio. — eu a fodi no minuto em que foi trazida para cá, parceiro. — meu sangue gelou. — essa era a segunda rodada, eu... — meu punho acertou sua cara antes de terminar. Ele caiu de novo, rindo. — Não! É mentira, amor! Não acredite nele! — Cassie gritou rouca. O puxei pelo colarinho e o levantei. M eu punho encontrou sua cara em socos pesados, cheios de ódio. Ele nem teve tempo de se defender, já estava arremessando-o no meio do quarto. Caiu, tentando se levantar, mas fui para cima outra vez. — Você me enganou por muito tempo, seu maldito, mas não agora! — bradei e chutei suas costelas. O som

de ossos sendo esmagados foi alto. — me chamava de irmão! — mais um chute. Ele se encolheu, grunhindo de dor. — eu confiei em você! — outro chute, mais ossos quebrando. — e você o tempo todo agindo nas minhas costas. Tirou de mim a única mulher que amei! A única que importava para mim! — rosnei, numa sucessão de chutes. Ele vai matá-lo! Ouvi alguém dizer, mas eu não parei. O cobri de chutes furiosos por todo corpo. O último atingiu a cabeça e ele parou de se mexer. Apenas arquejos saindo da sua boca. Sua cara era uma massa sangrenta, agora, mas eu queria mais. — dê-me sua arma, Leon! — disse sem tirar os olhos da figura inerte no chão. Carl abriu os olhos e pela primeira vez vi medo lá. Abri um riso frio. Eu quero que sinta todo o terror que nos fez passar. Quero que sinta na própria pele toda dor que nos causou. — Jay, irmão... — Dom me chamou. Virei à cabeça em sua direção. Ele ainda estava na cama, segurando Cassie nos braços. Os grandes olhos azuis estavam aterrorizados. M eu peito doeu com a cena. M as meu ódio me guiava nesse momento. — Jay, companheiro. — a voz preocupada de Isaac me fez olhá-lo, só agora percebendo sua presença no quarto. É claro que ele estaria aqui. M eu fiel amigo. — Jay, irmão. — Leon bateu nos meus ombros e o

encarei. — ele não vale à pena. Acabou para ele. Deixe a justiça se encarregar disso, irmão. Você é um príncipe Di Castellani. Não há sangue em nossas mãos. Não... — Dê-me a porra da arma, irmão! — rugi, enfrentando-o. Ele me olhou por muitos segundos, então me entregou a arma. Os olhos escuros me fizeram um pedido silencioso uma última vez. Virei para o maldito outra vez e mirei-a bem no meio da sua testa. Ele grunhiu, os olhos sendo tomados pelo pânico. Engatilhei. Todos lamentaram em voz alta. — implore por sua vida, seu filho da puta! — rosnei ensandecido. Grunhiu de novo. — Implore. Por. Sua. Vida. — repeti enganosamente calmo. M inha mão tremia, mas eu não erraria. Não dessa distância. — implore porra! — Deus! Não me mate! — ele explodiu entre soluços e gemidos de dor. Extasiei-me com o terror vindo dele. Eu não conseguia sentir nada além do ódio e nojo. — por favor, não me mate! — repetiu e todos no quarto fizeram sons de angústia, enquanto aguardavam o desfecho. — Então, diga-me! Será que você realmente tocou na minha mulher quando ela chegou aqui? — ele se encolheu e suspirou, gemendo. — Não, porra! Eu não a toquei. — alívio correu em mim. — M ark não me deixou. Ele queria que eu fizesse

tudo na sua frente. — meu sangue ferveu. Isso era doente, porra! Um plano doentio e cruel, mas que acabou agindo em nosso favor, porque nos fez ganhar tempo. Nunca poderia suportar ver algo assim. — eu não a toquei. M eus olhos se desviaram para Cassie de novo. M eu lindo anjo. Ela estava calada, a cabeça encostada no peito de Dom. Aquela imagem quebrou de alguma forma a névoa densa de ira à minha volta e eu gemi ruidosamente. M eu peito ainda se expandia em respirações rápidas, mas a fúria foi deixando meu corpo. Eu não podia fazer isso. Estaria me igualando a eles. Eu não sou um assassino. Sou um príncipe. E antes disso sou marido e pai. M inha mulher e filhos, minha família não merecem passar por isso. Senti vergonha de sequer ter cogitado algo tão extremista. Nossos olhos ficaram presos e ela sentiu a mudança. Desvencilhou dos braços de Dom e sua voz suave terminou de acalmar a fera dentro de mim. — É isso, amor. Você não é como ele. É um homem honrado. Um marido, um pai amoroso. — estendeu os braços me chamando. — vem. Venha para mim, amor. Nossos filhos estão esperando por nós em casa. — fui abaixando a arma lentamente. Todo o quarto soltou um grande suspiro aliviado. Leon chegou perto de mim e a

tirou da minha mão sem resistência da minha parte. — Eu realmente pensei em meter uma bala na sua testa, seu infeliz. — disse, voltando a olhar o monte de lixo a meus pés, meu tom mais baixo e contido. — mas eu não posso fazer isso com a mulher que amo mais que a mim mesmo. — ele só grunhiu parecendo aliviado, mas seu corpo quebrado estava longe de lhe oferecer esse alívio. — a morte para você agora seria um prêmio. Você se afundou na merda. Não vou junto. Estaria dando a vitória finalmente a você. — olhei bem dentro de seus olhos. — seu castigo vai ser ficar vivo. Apodrecer atrás das grades, lamentando cada dia em sua vida maldita. Lamentando porque podia ter tido tudo. Podia ter sido meu amigo, meu irmão, mas escolheu me odiar e tentar tirar o que me pertence. — suspirei subitamente cansado. — eu venci. Terei uma vida plena e feliz com minha mulher e filhos, minha família. Não há mais nada que possa fazer sobre isso. Vai morrer lá, trancafiado, sozinho, acabado. — Leon me bateu de leve nos ombros. M eus olhos se desviaram para ela. Lágrimas silenciosas desciam pelo rosto tão amado e minhas pernas tinham vida própria agora, indo em sua direção. A única coisa que me salvou de fazer uma besteira colossal. Ela e o imenso amor que transborda em cada

célula do meu corpo, do meu ser. — Sinto muito, meu anjo. — murmurei, me sentando na cama, puxando-a para o meu colo com desespero e vergonha. Ela se agarrou a mim imediatamente. — Shhh. Acabou, amor. — sussurrou, segurando meu rosto com as duas mãos. — acabou. — repetiu e seus lábios selaram os meus. Abracei-a mais forte, mantendo-a protegida no círculo dos meus braços, beijando-a num misto de doçura e fome. Sim, acabou. Finalmente acabou. Um som de pigarro nos fez cortar o beijo. Levantei meu rosto a contragosto e dei de cara com os detetives Lewis e M arrone e a expressão em seus rostos dizia que tinham chegado a tempo de ver meu descontrole. — Detetives... Hum, será que... — comecei, temendo encrenca pelo estado que deixei o infeliz estendido no chão. — Fez a coisa certa, senhor King. — Lewis foi direto como sempre. Havia simpatia em seu semblante. — eu não vi nada. Você viu alguma coisa anormal, M arrone? — Não sei do que está falando, Lewis. — M arrone torceu os lábios num meio sorriso. M eu choque deve ter transparecido no meu rosto, pois Lewis continuou:

— Apenas leve sua mulher para casa, senhor. Deixe que nos encarregamos de limpar a bagunça. — um sorriso brincou em sua boca. — o senhor tem irmãos leais. Leais e tão implacáveis quanto o senhor. — consegui esboçar um sorriso. Sim, eu tenho. — vá. Vá para casa. — ajustei a camisa grande de Dom no corpo delicado de Cassie e me levantei com ela nos braços. — Obrigado, detetives. — disse e eles assentiram. Deixamos o quarto. Os agentes foram nos escoltando, o que já não era necessário, pois o cenário estava cheio de policiais e muitos corpos sangrando no chão. Cassie escondeu o rosto no meu peito diante do caos. Reconheci os brutamontes que me trataram feito lixo. Eu não senti nada além de alívio ao vê-los perfurados de bala. M uitas viaturas estavam a postos do lado de fora, os faróis me cegando momentaneamente. Havia um cordão de isolamento e atrás dele um batalhão de repórteres. Flashes espocaram em nós. Porra! Esses malditos têm um radar para esse tipo de merda? Isaac se colocou na minha frente impedindo que mais fotos fossem tiradas. Os agentes e os seguranças de meus irmãos nos cercaram, fazendo uma espécie de barricada e nos escoltaram até o SUV. Fecharam as portas e suspirei aconchegando minha mulher nos braços. Leon tomou o

assento da frente. Dom, eu e Cassie fomos atrás porque não havia a menor possibilidade de soltá-la pelo próximo milênio. Ela ronronou como uma gatinha se ajeitando no meu colo. Isaac deu partida e o carro nos levou para longe daquele cenário de terror. Quando entramos em casa, Júlia e Helena nos aguardavam na sala, suas expressões angustiadas se transformaram e as duas correram para seus maridos, cobrindo-os de atenção e beijos. Depois de constatarem que estavam bem, vieram até mim e Cassie. Com os olhos lacrimosos as duas sussurraram palavras de carinho e conforto para nós. Agradecemos. Estávamos os dois exaustos e precisávamos de um banho urgentemente. Desculpeime, pedindo que jantassem sem nossa companhia. Iríamos nos recompor, jantar no quarto e depois desceríamos. Eu precisava cuidar da minha mulher. — Eu quero ver Lucas e Samuel primeiro, amor. — ela sussurrou no meu peito. — Vamos nos livrar dessa sujeira primeiro anjo. — ela me olhou e entendeu que falava de tudo que vivemos nas últimas duas horas, não só da sujeira física. — Júlia e Helena disseram que já estão dormindo. Não vai fazer muita diferença ir lá agora. — ela assentiu. Entramos no nosso quarto e a levei direto para o banheiro. Tirei a camisa enorme que vestia e me despi também. — você

foi tão corajosa, meu anjo. — sussurrei, deslizando meus dedos pelo lado esquerdo do seu rosto. Estava levemente roxo no seu maxilar. — nunca poderia me perdoar se algo acontecesse a você. Eu... — Shhh. — me calou, tocando meu rosto, onde devia ter um hematoma feio. Gemi sob seu toque. — você também foi amor. Foi lá me salvar como sabia que iria. É só isso que importa agora. Eu te amo tanto, amor. — murmurou. Os olhos incríveis marejados de novo. — E eu a você, anjo. Você é tudo para mim. Tudo. — sussurrei de volta e a puxei para mim, colando nossos corpos. Ficamos assim, apenas sentindo o outro. — vem, vamos nos livrar de vez dessa sujeira. — a banhei com infinito cuidado. Seus pulsos estavam bem vermelhos, cortados em alguns pontos. Cerrei os dentes, ainda abalado pela violência que sofreu. Os lavei devagar. Tomei banho também. M eus pulsos estavam bem piores. Estavam em carne viva. Até agora não sei de onde tirei forças para arrancar aquelas grades. Tudo que sei é que se deixasse o maldito tocar nela nunca mais seríamos os mesmos. Ele teria conseguido nos destruir de alguma forma. Enxuguei-a, vesti seu roupão e fiz o mesmo comigo. Cuidei dos seus pulsos com antisséptico e pomada. Os meus precisavam de curativos, além do meu supercílio que estava aberto pela

pancada que o asqueroso me deu. Ela fez isso para mim. Vestimo-nos e fizemos um lanche rápido, que nos foi enviado, pois nenhum de nós estava com muito apetite depois de toda a merda vivenciada nas últimas horas. Em seguida fomos ver nossos filhos. — Oi, meus anjinhos. Sentiram falta da mamãe? — Cassie sussurrou beijando suavemente as cabecinhas escuras dos nossos bebês adormecidos. Eles se mexeram e as boquinhas formaram um arremedo de sorriso como se conseguissem sentir a presença da mãe mesmo no sono. — Eu acho que eles sabem que está aqui, amor. — murmurei e os beijei também. — sim, a mamãe está aqui campeões, como o papai prometeu. — completei. Ela abriu aquele riso lindo, os olhos iluminados, presos nos dois pequenos adormecidos. — Amor. — chamou e levantou a olhar para mim. Seu tom hesitante me intrigou. — vai me achar muito estúpida se eu quiser oferecer um advogado para minha prima? Ok. Isso me intrigou pra caralho! — Por que faria isso, meu anjo? — mantive meu tom suave. — ela traiu você de todas as formas possíveis. — dei um suspiro e acrescentei: — ela tentou me seduzir na piscina ontem. — seu rosto não mostrou

surpresa. Ela já sabia? — Eu sei amor. Ela me disse. — suspirou triste. — Sílvia foi uma vítima de M ark. Ele a levou na conversa e a colocou nisso. Ela fez péssimas escolhas é verdade, mas algo dentro de mim me diz que minha prima pode aprender com seus erros e ser uma pessoa diferente no futuro. — pausou me olhando suplicante. — ela só precisa de outra chance, amor. — A puxei para mim, acariciando suas faces. M eu lindo anjo de coração puro. Era inacreditável que depois de tudo que a maldita garota fez ela ainda quisesse ajudá-la. — Você não é estúpida, meu anjo. — disse baixinho, dando beijos suaves em seus lábios. — você é a coisa mais linda que já vi. — seus olhos amoleceram e ela riu encabulada. — faça o que seu coração manda amor. Talvez esteja certa. — franzi o cenho me lembrando da atitude estranha de Sílvia quando entrei no quarto do terror. Ela parecia longe dali. — aconteceu algo com ela? Porque parecia aterrorizada por seus próprios comparsas. — seu semblante caiu. — Carl a estuprou. — disse num fio de voz, um leve tremor percorrendo seu corpo. — foi horrível. Eu ouvi tudo, amor. Nenhuma mulher merece passar por aquilo. — isso me chocou. Porra! Era mesmo ruim, mas foi melhor que tenha sido ela e não minha mulher que

não tinha nada a ver com os dois asquerosos. Sílvia fez péssimas escolhas e acabou sofrendo as consequências. Posso estar sendo insensível, mas não consigo sentir pena, não quando minha mulher esteve prestes a ter seu corpo violentado pelo mesmo maníaco. — Tem razão, anjo. Nenhuma mulher merece passar algo assim. Faremos o que você quiser. — eu a apoiaria se era isso que queria. — Posso colocar meus advogados nisso se a deixa mais tranquila. — ela concordou e após beijar nossos filhos outra vez, saímos do quarto. Quando nos preparávamos para entrar no elevador Júlia e Helena nos abordaram. — Que tal uma reunião de meninas, enquanto seu marido vai se juntar aos dois que já estão lá embaixo trocando gentilezas? — Helena se dirigiu à Cassie. Ela sorriu sabendo que esse era o modus operandi dos irmãos Di Castellani. As provocações nos ajudaram a construir essa camaradagem que temos hoje. Irmão que é irmão insulta mesmo, porra! Bom, pelo menos eu adoro alfinetar os meus. — Vá com elas, amor. — disse beijando sua bochecha. — eu preciso mesmo dizer algumas coisas para aqueles dois maricas. — elas rolaram os olhos. Sorri tomando o elevador. — Eles estão no escritório. — Júlia informou

enquanto as portas se fechavam. Entrei e os dois estavam em pé na bancada do pequeno bar. Dois copos de uísque à frente deles. Suas cabeças viraram na minha direção, seus rostos se iluminando por me ver bem, no controle de mim de novo. Bem, não completamente no controle. Quase. Eu ainda não agradeci a eles. Ainda não disse o quanto os amo e me sinto honrado em tê-los como irmãos. Porra! Isso é muito gay. Preciso mesmo dizer isso? É claro que precisa seu bastardo! Uma voz gritou na minha mente. Uh! Ok. Certo. Eu vou fazer. — Suas mulheres acabaram de me roubar a minha. — disse chegando até e eles e me servindo de uma pequena dose também. Não pude conter uma provocação. — é impressão minha ou vocês estão deixando a desejar no quesito mantê-las ocupadas? — os dois se empertigaram e bufaram. — A princesa não tem do que reclamar, seu bastardo. — Dom falou levantando as sobrancelhas, sorrindo maliciosamente. — Mia regina também não, seus maricas. — Leon defendeu-se e seus olhos me fixaram com a preocupação de irmão mais velho, não se deixando enganar pela provocação. — você está bem, irmão? — acenei e tomei um pequeno gole.

— Eu... Hum, acho que ainda não agradeci por tudo que fizeram por mim, irmãos. — Dom me encarou. Eu tinha a atenção dos dois agora e um bolo se formou na minha garganta. Isso era tão malditamente difícil. — vocês realmente honram o que tem entre as pernas. — provoquei de novo, mas minha voz tremeu. Eu nunca poderia ser grato o suficiente. — Irmão isso foi grosseiro, muito grosseiro, seu bastardo! — Leon falou, mas não conteve um riso. — Vocês estiveram comigo o tempo todo. — pausei um pouco, minha voz de repente embargada. — mesmo depois que fui salvo por John eu nunca me senti da forma que me sinto desde que me descobri irmão de vocês. Deve ser... Hum, essas merdas que dizem sobre laços de sangue. — eles estavam sérios, me observando atentamente. Nunca fui tão eloquente com meus sentimentos, a não ser com Cassie. Isso deve está os assustando pra caralho. — me senti sozinho grande parte da minha vida. M as precisam saber que não me sinto mais desde quando os encontrei. — puxei uma respiração ruidosa, meus olhos ardendo. — Eu... Eu sei que nunca disse isso e provavelmente sou um grande idiota. — eles continuavam me encarando, sentindo minha emoção. Seus olhos muito brilhantes. — eu amo vocês, irmãos. Eu me sinto honrado por termos o

mesmo sangue. — eles ficaram mudos por alguns instantes, suas feições muito emocionadas. Devo tê-los chocado completamente. Caralho! Eu disse mesmo que amo dois marmanjos? — Jesus! Irmão, você está uma confusão de hormônios. Por acaso está na TPM ? — Dom zombou, mas sua voz era levemente trêmula. — Dom, não o provoque, seu idiota! — Leon o repreendeu e veio até mim, me puxando para um abraço apertado. — nós também te amamos, irmão. — disse, dando tapas nas minhas costas. Dom também veio e nos puxou para um abraço igualmente apertado. — É claro que eu te amo, irmão. — disse baixinho, emocionado. — nos te amamos, apesar de ser um bastardo marrento às vezes. — não conseguimos segurar o riso. Esse era o jeito Dom de resolver as coisas. Nunca perdia a piada. Bastardo provocador! Colamos nossas testas, rindo, tentando disfarçar que estávamos chorando também, parecendo três maricas abraçados em meio a declarações melosas. M as quer saber? Eu não me importo mais. Esses bastardos são meus irmãos, meu sangue. Eu realmente amo esses caras. Cassandra — Eu nunca fui com a cara daquele Carl, embora o

tenha visto poucas vezes. — Júlia revelou quando entramos na sala do piano. — Eu sentia uma energia estranha vindo dele também. — Helena endossou antes de nos acomodarmos nos estofados. M inha relação com elas é algo espontâneo. Embora tenhamos nos encontrado apenas uma vez, temos nos falado regularmente e posso dizer que construímos uma boa amizade. Não poderia ser diferente. Elas são muito fáceis de gostar. Além disso, há uma ligação muito forte entre nós. Amamos aqueles três homens lá embaixo. Três príncipes aparentemente nada encantados, mas que nos amam de volta intensamente. Cada uma delas viveu seu próprio inferno pessoal antes de ter o verdadeiro conto de fadas. Temos isso em comum também. Eu agora posso suspirar aliviada porque finalmente eu e Jay podemos ter paz e reconstruir tudo que nos foi tirado há dois anos. — Sim, eu nunca confiei nele. Sempre falei sobre

isso com Jay, mas ele se sentia em dívida com John e isso prejudicou seu julgamento a respeito do verdadeiro caráter de Carl. — revelei. — Felizmente acabou cara mia. — Helena e Júlia falaram quase em uníssono. — Sim, felizmente. — concordei. — Vamos falar de coisas mais alegres, então. — Júlia tornou no seu tom calmo e suave. — como o aniversário do tio M ax no final do mês. — completou e trocou um olhar cúmplice com Helena. — Verdade? Jay não me falou nada sobre isso. — parei um instante. — também não posso culpá-lo, não é? Esse mês foi muito intenso para todos nós, mas ele sofreu as pressões diretamente. — elas sorriram compreensivas diante da minha defesa. — Jay está tão mudado. — Helena falou, seu tom orgulhoso. Elas realmente gostavam do meu marido. Eu podia sentir o carinho delas. — o destino pode trabalhar de formas tortuosas, porém, quando duas pessoas se pertencem, cara mia, não importa quantas voltas, quantos desencontros, elas vão se encontrar em algum momento. — Também penso assim, Helena. — assenti, emocionada com suas palavras. — quando nos reencontramos e resolvemos nossas coisas foi como se

nunca tivéssemos nos separado. — sussurrei. Júlia concordou. — Foi assim comigo e meu rei. — disse, os olhos muito verdes já brilhantes. Ela consegue ser mais emotiva do que eu pelo que percebi. — M esmo com toda essa tensão à nossa volta, nosso relacionamento permaneceu intacto. Estamos mais fortes dessa vez. M uito mais fortes. — as duas acenaram. — mas me contem sobre o aniversário do tio M ax. Eu quero fazer algo. Como vai ser? — elas trocaram aquele olhar cúmplice outra vez e meus olhos estreitaram. Lembrei-me da forma como agiram antes de Jay me chocar completamente com o casamento surpresa. — não é só o aniversário do tio M ax, não é? — elas me encararam por longos momentos então riram conspirando. — Não, não é. — Júlia revelou, enquanto a curiosidade me corroía. — Jay quer que seja uma surpresa, Cassie. — riu travessa. — outra surpresa. — Júlia! — Helena a repreendeu, mas ria também. — Jay nos fez prometer que não contaríamos nada. — puta merda! Agora eu estava oficialmente arrancando os cabelos pela informação, embora uma desconfiança esteja rastejando em meu íntimo. — Um segundo casamento? O casamento de conto

de fadas que ele me prometeu há um mês? — quis saber, meu coração já acelerando antes mesmo da resposta. Ah, Jay... M eu amor. Elas assentiram. Seus rostos se iluminando de entusiasmo. M eus olhos arderam. M eu lindo príncipe fodão. — Nossa ideia é a seguinte. — Júlia começou, seu tom era baixo como se tivesse mais alguém além de nós na sala. — você já foi surpreendida uma vez, cara mia. — minha confusão deve ter transparecido, pois acrescentou: — achamos que desta vez Jay deve ser surpreendido. E assim, a pequena reunião feminina se transformou num grande complô feminino. M eu queixo caiu quando me revelaram suas ideias. No entanto, aceitei. Sim, ele já me surpreendeu e continua fazendo isso a cada dia. Dessa vez eu sei que é para sempre. Eu farei isso para ele. Por ele. Ainda conversamos bastante, falamos dos nossos trabalhos e por fim, não poderíamos deixar de fora as últimas descobertas de nossos filhos. Outro ponto que temos em comum. Quando entrei no quarto, Jay já estava lá. Estava procurando algo no sistema de som e uma melodia suave encheu o ambiente. Virou-se ao me ouvir entrando e seus olhos foram para o balde de gelo que eu trazia nas mãos com seu vinho preferido dentro. Surpresa tomou seu

semblante, então um arremedo de sorriso subiu os cantos de sua boca e ele veio para mim, devagar, me deixando apreciar seu porte alto, imponente. Ainda vestia a calça escura e a camiseta preta de gola v de mangas compridas arregaçadas nos antebraços musculosos. Eu amo a forma como ela se agarra ao seu peitoral e abdome definidos. Quando nossos olhares se encontraram novamente, havia um sorriso arrogante de satisfação masculina em seu rosto. Ele era tão soberbamente bonito. Nem o pequeno curativo no seu supercílio direito e um hematoma na bochecha tirava sua beleza. Pelo contrário. Esse era o meu homem. O homem que me defendeu ferozmente. O homem que possui meu corpo, coração e alma. — Ei, ruivinha linda. — murmurou, parando na minha frente. — quer ajuda com isso? — Ei, grandão. — um riso bobo se abriu em meu rosto. Eu amo quando me chama assim. — sim, definitivamente sim. — ele tirou o balde e as taças das minhas mãos e levou ao aparador. Habilmente abriu a garrafa e antes que saísse do lugar já estava de volta com

as taças. — eu adoraria dizer que a ideia foi minha. — sorri sentindo meu rosto corar. — Júlia convenceu a mim e a Helena de que deveríamos mimar nossos maridos um pouco hoje. — uma sobrancelha negra se ergueu e ele riu meneando a cabeça. — Uma rainha sábia, minha cunhada. — sussurrou e tomou minha mão me levando para os estofados, sentou-se e me puxou para o seu colo. — mas hoje eu quero mimar minha mulher. — disse beijando meus cabelos. Tomamos nosso vinho em silêncio por alguns momentos apenas ouvindo a letra da música em Espanhol. Era linda e intensa, falava de um tipo de amor que achei que achei que só existisse em livros. M as isso foi antes de ter esse homem lindo, intenso, imprevisível e apaixonado de volta na minha vida. Agora eu sei que isso existe. Ele mostra todos os dias. — Enrique Iglesias? — murmurei, levantando meu rosto para ele, vendo toda a emoção nas íris escuras. Assentiu e colocou nossas taças na mesinha próxima. — é linda, amor. — Você que é linda, meu anjo. — sussurrou na minha boca e me reposicionou em seu colo me fazendo montá-lo. M eus braços rodearam seu pescoço e gemi quando senti seu pau semiereto. — Por Amarte, achei meio gay quando ouvi a primeira vez, mas agora ela

traduz perfeitamente tudo que sinto por você. — não contive um riso com seu comentário machista e romântico. Só ele mesmo para conseguir tal façanha. — você faz isso para mim, amor. Só você. Amar es una cosa especial no se viene y va Amar é uma coisa especial, não é uma coisa que vem e vai Amar solo te pasa una vez pero de verdad Amar só acontece uma vez, porém de verdade Amar es cuando solo piensas en donde estará Amar é quando você só pensa “aonde ela estará?” Amar es como un milagro muy dificil explicar Amar é como um milagre, muito difícil de explicar Amar es cuando la proteges de la lluvia y el viento Amar é quando a protege da chuva e do vento Amar es cuando tu la abrasas y te olvidas del tempo Amar é quando você a abraça e esquece do tempo — Humm, eu amo quando fica assim todo romântico, grandão. — ronronei, rebolando lentamente no seu pau já totalmente desperto. Uau! Isso foi rápido. — Anjo, nós não precisamos fazer nada... Digo você passou por uma situação fodida hoje. — disse baixinho, seu semblante de repente cheio de preocupação. — eu só quero segurar minha mulher assim nos meus braços. — gemeu quando moí de novo

mais forte dessa vez. — Cristo! M ulher! Eu não sou de ferro... Porra! Pare de rebolar essa boceta quente em cima desse bastardo ganancioso! — rosnou. Sorrio desavergonhada. Ele sorriu também e suas mãos infiltraram em meus cabelos da nuca. — estou tentando pensar com a cabeça de cima amor e você está dificultando pra caralho, sabia disso? Hum? — mexeu o quadril moendo bem no meu clitóris e mordiscou minha boca, chupando meus lábios juntos. M inha calcinha inundou completamente. Gemi alto e ele sorriu safado, malvado antes de sua boca se apossar da minha num beijo apaixonado, necessitado, gostoso. Nossas línguas se encontraram e se lamberam em uma dança erótica. Suas mãos desceram pelas minhas costas e foram se instalar na bunda, me puxando com força contra seu volume grande e furioso sob as calças. — Porra! Você é tão gostosa, meu anjo. — lamentou ofegante, não parando de me beijar e moer gostoso direto na minha vulva. — me diga que está tudo bem mesmo, amor. Eu... — sua frase foi interrompida quando arranquei meu vestido rapidamente por cima da cabeça. Eu estava sem sutiã, meus seios bem na sua cara era melhor que qualquer argumento. — Santa M ãe! Você tentaria um santo com esses peitos lindos do caralho! — sorrio vitoriosa, desafiando-o com meu olhar. Seus olhos

escureceram mais e a luxúria assumiu suas feições. — Eu quero você, amor. — murmurei em sua boca. — tome-me. Eu sou sua. Vamos expulsar aquilo das nossas mentes nos amando. — gemeu quando lambi seus lábios. Suas mãos apertando minhas coxas. — preciso de você dentro de mim, afirmando que sou sua, que pertenço a você. Só a você. — grunhiu e nos girou ficando por cima de mim no sofá. M eu sorriso se transformou em um gemido lamurioso quando sua boca quente desceu sobre o seio direito, chupando, lambendo as auréolas da forma que me enlouquece. Puxei sua camiseta bruscamente, ele me ajudou a se desvencilhar dela. M inhas mãos correram esfomeadas pelo seu peitoral duro e musculoso, passando pelo abdome. Eu simplesmente não me canso de ver seu corpo grande e moreno, duro, musculoso assim, em cima de mim me dominando, me consumindo. Gritei quando mordeu meu seio esquerdo e repetiu tudo que fez no outro. Rosnava se livrando das calças e pouco depois estava nu, quente e gostoso em cima de mim. Seu pau deslizando na minha vagina, coberta pela calcinha encharcada. Sua boca desceu pelo meu ventre chupando, mordendo, lambendo. Prendeu meu olhar quando deslizou a calcinha bem lentamente pelas minhas pernas. M ordeu minha panturrilha direita. Gritei. Lambeu depois

sorrindo perverso e arreganhou minhas coxas ao máximo. Por alguns momentos ele ficou apenas me olhando. M inha vagina palpitando de expectativa. Então finalmente seus olhos pousaram nela e um rosnado animalesco escapou de seus lábios ao ver minha excitação escorrendo. — Porra! Que visão linda, meu anjo... — grunhiu, seu hálito bem no meu clitóris, me deixando a ponto de gozar. — amo saber que essa boceta é só minha. Sempre será. — Ahhhh! Jay! Amor... — choraminguei quando sua boca desceu sobre mim com fome. Puxou-me pelas nádegas e comeu-me com vontade. Sua língua me torturando, girando na minha vulva, cavando o creme, indo para o clitóris, mordiscou-o e comecei a convulsionar me aproximando do orgasmo. M eteu dois dedos e fodeu-me com golpes rápidos e fundos. — amor! Oh! Deus! Ohhhhhhhhhhh! — gritei gozando e gozando, enquanto ele bebia meu gozo, gemendo, rosnando. M inha cabeça desabou contra o estofado, ainda envolta na névoa de prazer, meu corpo estremecendo. Ele não me deu trégua, continuou me comendo. Eu sentia meu creme escorrendo para o ânus. Logo seus dedos estavam forçando a passagem e me fodeu lá, enquanto sua boca devorava minha vagina

construindo minha excitação outra vez. Era tão rápido. Ele conhece meu corpo tão bem. Não demorou muito eu era uma massa desejosa, miando, implorando por ele. — amor, por favor... — ele sorriu baixinho e se arrastou, esfregando em mim, prendendo-me estofado. Seu rosto excitado, perverso e lindo a centímetros do meu. Puxoume pelos cabelos da nuca me fazendo arquear e lambeu lentamente da clavícula até meu queixo. Gemi ensandecida. Eu era uma poça agora. Fechei os olhos. — Abra os olhos, amor. — pediu, sua voz era tensa. Ele estava louco também, mas gosta de estar no controle. Os abri e ficamos assim nos olhando. Seu pau cavando entre meus lábios, massageando o clitóris enlouquecedoramente. O abracei com as pernas, tentando trazê-lo para dentro. Riu de novo. Presunçoso, safado, malvado. — É isso que você quer me anjo? Hum? — sussurrou se alinhando e empurrando devagar. Ofegamos na boca um do outro. — quer me dar essa bocetinha gostosa e apertada? Hum? — recuou e gemi num lamento. — diga para mim, amor. — seu tom foi bajulador agora. — Quer meu pau te fodendo bem gostoso? Hum? — M ordiscou meu queixo e voltou a me olhar. — toma meu anjo! — grunhiu e se afundou numa estocada firme indo todo o caminho até o fundo. Gritamos.

— Ohhhh! Jay! Amor... — miei, minha vagina palpitando a sua volta, completamente esticada, preenchida. M inhas unhas cravaram nos músculos duros das suas costas. — Porra! Bocetinha mais perfeita, amor... — ficou lá parado por uns momentos. E puxou tudo, voltando com tudo, batendo com força. Gememos alto. Sua boca tomou a minha num beijo lascivo, molhado de mordidas e lambidas e passou a me comer com a fúria que é parte dele. Seu quadril martelando duramente na minha pélvis. Seu pau se alojando no meu útero a cada estocada profunda. Rasgando-me, me devorando gostoso. Absurdamente gostoso. M eu corpo sacudindo com seus golpes. Nossos gemidos e rosnados sendo engolidos por nossos lábios colados, famintos. — amor, não vou durar muito... Ohhh! Gostosa! Gostosa pra caralho! — grunhiu não largando minha boca, me comendo completamente. Perdemo-nos um no outro, nos fundimos, já suados, seu corpo escorregando no meu. Suas mãos vieram por baixo dos meus ombros e me puxaram bruscamente para tomar mais dele. Gritei sentindo meu corpo entrando na ebulição do segundo orgasmo. Ele percebeu e tirou tudo batendo de volta numa estocada brutal. Dor se misturando com prazer e eu quebrei gozando, tremores violentos me assaltando.

— isso, meu anjo! Goze amor! Porra! Que gostoso... Vou gozar tão duro... Eu vou gozar! Anjo, amor... Ahhhhhhhhhhh! — sua boca foi para meu pescoço e mordeu-me enquanto gozava me enchendo de esperma quente, aumentando meu prazer. Continuou gemendo rouco, ainda estocando, derramando até a última gota em mim. Seus movimentos foram se acalmando até parar. Levantou o rosto para me olhar, nossas respirações alteradas. Abriu um sorriso lindo, saciado, arrogante, mas ao mesmo tempo terno e amoroso. — Cristo! M eu anjo. Isso foi fodidamente gostoso. — sorri também. O puxei pelo pescoço, trazendo sua boca para a minha e o beijei. Beijamo-nos lentamente até nossas respirações regularizarem. — Foi perfeito, amor. — sussurrei em seus lábios. — Sim, foi. M as com você sempre é, anjo. — segurou meu rosto dos dois lados e vi seus curativos sangrando. — Amor, você está sangrando. — ele olhou os pulsos e deu de ombros. — Eu faria de novo. — murmurou e nós dois sabíamos que não falava só do esforço de agora. — Eu te amo, sabia disso? — minha voz embargou um pouco. — E eu a você, ruivinha linda. — sorriu tentando

não quebrar nosso clima. Deu-me mais um beijo e saiu de cima de mim devagar. — vem, meu anjo. Vamos para a cama. — me levantou nos braços. Logo estávamos na cama, ele me puxando para seu peito. — nós vamos para Ardócia no final do mês, amor. É o aniversário do tio M ax. — o abracei, acariciando seu peitoral. — será uma data especial. — completou. — Humm, sim. Sei que será muito especial amor. — murmurei, tentando não entregar que já sabia e havia conspirado contra seus planos. — Você já terá concluído a obra do Fogs e quando voltarmos vai assumir a fachada do edifício em Kinsington. — oh! Puta merda! Eu ouvi direito? Levantei meu rosto para olhá-lo. — Amor, sério? — ele riu e acenou. — oh! M eu Deus! Amor! — o cobri de beijos por todo o rosto tomando cuidado com seus machucados. — quer dizer, puta merda! Aquela é uma obra muito grande. — parei, minha euforia diminuindo um pouco. Eu não sei se estou pronta para algo assim. — Jay, amor, há muitos engenheiros e arquitetos mais experientes do que eu na King’s, eu não... — Eu li o seu currículo, Sr.ª Di Castellani. — sussurrou com uma expressão sem vergonha tomando seu rosto. — você é talentosa, brilhante, uma arquiteta

fodona, apaixonada por fachadas. — sorriu safado. — essa foi uma das razões que a escolhi para o trabalho. — E a outra? — sorri boba, sabendo o que viria a seguir. — A outra é que você tem uma boceta linda e ruiva. — me beijou suavemente. — contra isso nenhum deles pode competir. — bufei. — Aquela entrevista foi estranha, amor. — sorri em sua boca. — Eu estava louco para foder você. Não teve nada de estranho para mim. — bufei de novo e ele gargalhou. — Sim, você gosta de ruivas, não é? — cutuquei seu peito com o indicador. — Ai! Não existe mais plural, meu anjo. — me puxou para cima dele. — amo apenas uma ruivinha linda que me teve babando por ela desde o primeiro momento. — disse bajulador. — Hum, acho bom mesmo, grandão. M eus planos para suas bolas continuam muito ruins, caso... — minha frase foi interrompida pela sua boca quente. Firmou-me pela nuca e me devorou como se não tivéssemos acabado de ter um clímax de tremer a terra há poucos minutos. Deu-me um tapa forte na bunda com a mão livre. — E meus planos para seu rabo gostoso continuam

muito... M uito ruins ruivinha. — riu perverso e rolou por cima de mim... CAPÍTULO VINTE E QUATRO Um mês depois. Ilha de Ardócia... Cassandra — Alteza, a senhora não pode chorar. Está dificultando nosso trabalho. — a maquiadora pediu suavemente. Alteza. Eu ainda não me acostumei a ser chamada assim, mas aqui em Ardócia é assim que somos tratados. Como não chorar quando o homem que você ama perdidamente está lhe proporcionando um lindo conto de fadas? Quando esse homem ama você de forma tão intensa e incondicional como meu príncipe me ama? Quando tudo que uma mulher sonha secretamente está se tornando realidade? Ah! Deus! M ais lágrimas me encheram os olhos. Ela sorriu compreensiva e as enxugou delicadamente com um lenço antes que arruinassem a maquiagem. — pronto! Sem mais lágrimas. A senhora está linda. O príncipe Jayden ficará extasiado. — sorriu-me e as duas estilistas se aproximaram com o vestido digno de princesa. Uma renda quase invisível revestia o colo e se estendia nas mangas até os punhos. A parte de trás era toda

comportada para compensar a frente ousada. Era de seda finíssima. O corpo cheio de detalhes em espirais cravejados de brilhantes. A saia era ampla, mas não com aspecto de bolo de aniversário. Lindo, sem ser chamativo. Eu o amei à primeira vista. M e ajudaram a vesti-lo. Ajeitaram o véu de dois metros sob a tiara de diamantes brancos e azuis. M eus cabelos estavam presos em um coque desfiado. A franja caía suavemente na testa. M irei-me no espelho do closet e meu corpo tremeu com o que vi. A renda era tão fina e delicada que parecia um modelo tomara que caia. Eu parecia uma princesa de conto de fadas. Eu seria oficialmente uma princesa de Ardócia daqui a poucos minutos. Havíamos chegado há uma semana. Jay foi obrigado a revelar seus planos porque há uma tradição que impede os noivos de dormirem juntos na semana antes do casamento. Dom o tinha provocado dizendo que inventou um casamento surpresa para se livrar da tradição. Sorrio ao lembrar a cena de ontem. Dom veio tirar meu marido muito frustrado sexualmente do meu quarto para escoltá-lo até seus aposentos, zombando de sua irritação, dizendo que só estava devolvendo o favor. Jay fez o mesmo com ele antes de seu casamento com Helena. Eles eram tão bobos. Deixei o closet e voltei ao quarto. Júlia, Helena e minha tia M arta estavam lá me

aguardando. Suas expressões se emocionaram quando me viram. M inha tia veio devagar até mim e pegou minhas mãos nas suas. — Sua mãe estaria tão orgulhosa de você, minha filha. — disse-me com voz embargada. M eus tios haviam chegado ontem na ilha. Ainda estavam decepcionados e envergonhados por tudo que Sílvia fez, mas estavam agradecidos também porque Jay colocou sua equipe de advogados no caso e eles estão otimistas quanto à redução da pena. Fui visitá-la uma vez e voltei péssima para casa. Jay não me deixou ir mais naquele lugar. Acho que minha relação com ela nunca mais será a mesma. M as não posso deixá-la sofrer mais por suas escolhas ruins. Ela terá sua nova chance e talvez um dia possamos voltar a nos relacionar. M as agora é muito cedo. Ainda me sinto traída apesar de saber que foi manipulada. Ela tentou seduzir meu marido, isso não posso perdoar. Por enquanto vou apenas oferecer apoio jurídico e psicológico. Informei aos advogados que sofreu violência sexual e está sendo acompanhada devidamente na prisão. M eus tios me entenderam quando expus meus sentimentos a eles. Eu os amo. São minha família. M as minha prima não fará parte disso. Ainda não. — Obrigada, tia. — murmurei, lutando para seguir o

conselho da maquiadora. M as lembrar da minha mãe tornaria a tarefa impossível. Ela amou um único homem a vida toda e nunca foi amada de volta. Pelo menos não da forma que merecia. Eu fui agraciada com o amor do homem que amo e seria feliz por nós duas. Prometi intimamente. — eu sei que ela está me vendo de algum lugar. — completei. Ela assentiu e me abraçou com cuidado, depois deixou o quarto. — Pronta para se tornar oficialmente uma princesa Di Castellani? — Júlia perguntou sorrindo-me docemente. Ah! Sim. Definitivamente sim. Acenei, minhas mãos já tremiam. Cristo! Acho que vou desmaiar antes mesmo de chegar à Basílica. M eu celular zumbiu em cima da cama e andei até ele. M eu peito aqueceu e sorrio, boba. Era uma mensagem de Jay. Jay: Ei, ruivinha linda. Dentro de poucos minutos será irrevogavelmente minha. Como se sente sobre isso? Como sinto? Absurdamente feliz! Digitei rapidamente. Cassie: Ei, grandão. Eu já sou irrevogavelmente

sua. Como me sinto sobre isso? Sou a mais feliz das mulheres. Mas, puta merda! Estou tão nervosa, amor. Jay: Rss. Também estou nervoso pra caralho, meu anjo. Nervoso e com uma ereção furiosa... Estou tão louco por você, amor. Diz para mim, anjo, sua bocetinha está tão louca pelo meu pau como ele está por ela? Puta merda! M inha vagina necessitada palpitou e não contive um gemido. Levantei os olhos para Júlia e Helena. Elas tinham sorrisos maliciosos nos rostos. Senti meu rosto esquentar, mas acabei rindo. Elas conhecem bem os irmãos Di Castellani. Cassie: Oh, amor, pare de ser malvado. Sabe que minha calcinha alaga quando fala sujo... Rss, mas a boa notícia é que não estou usando nada por baixo do vestido... Enviei, sorrindo escancaradamente agora. Um pouco do nervosismo tinha até ido embora. Eu amo as mensagens sacanas que trocamos. Jay: Porra! Mulher! Você não pode dizer isso a um homem que esteve a porra da semana inteira privado da sua bocetinha quente e apertada. Vou espancar e foder bem duro esse seu rabo insolente. Vai aprender a se comportar, escrava. Cassie: Humm, estou contando as horas, meu

senhor. Eu aceito o castigo que meu dono achar melhor. Jay: Porra! Vou gozar nas calças e arruinar meu traje! Rss, não demore a levar esse rabo lindo e quente para a Basílica, amor. Estou louco para vê-la andar em minha direção. Até daqui a pouco. Eu te amo, meu anjo. Suspirei, extasiada, inebriada com suas últimas palavras e digitei de volta. Cassie: Também estou louca para isso, grandão. Até daqui a pouco. Eu também te amo, amor. Júlia e Helena suspiraram junto comigo quando enviei. Sorrimos cúmplices. Elas estavam lindas. Júlia vestia um longo verde musgo. Ela gosta dessa cor. Combina com seus olhos. Helena vestia um longo azul celeste. As duas usavam pequenas tiaras em suas cabeças. Eu estava me tornando uma delas hoje. Oficialmente. A porta se abriu e três homens elegantes entraram. Tio M ax, Leon e Dom. Sorriram ao me ver. — Bella, figlia mia. — tio M ax se aproximou, tomando minhas mãos nas suas. Sorrio, apreciando seu carinho comigo. — Jay soube escolher bem sua moglie. Tão jovem ainda, mas já tão madura, responsável. M ãe e esposa amorosa. Jay, de todos os meus sobrinhos foi o que mais passou por dificuldades. — disse, a voz cheia de emoção. Ele os amava como filhos. — Isso deixou muitas marcas nele. M as o homem que entrará naquela

igreja hoje é um homem diferente. A mudança é visível. Devemos isso a você. Ao amor que meu sobrinho sente por você. — beijou, delicadamente minhas mãos. — faça-o feliz e seja feliz também, bambina. Os dois merecem depois de tantos enganos. — Obrigada, tio M ax. — murmurei, emocionada. — viverei para fazê-lo feliz. — assentiu e se afastou. Leon se aproximou. Ele era tão parecido com Jay. Os olhos negros sagazes, inteligentes, penetrantes. — Bem-vinda, irmãzinha. — Disse, repetindo o gesto do tio. — aquele bastardo realmente soube escolher. — sorrio da sua provocação. Sorriu-me também. — ele a ama muito, mas não significa que não vai ser um idiota marrento às vezes. — sorrimos de novo. — apenas tente lembrar que o idiota a ama e tudo ficará bem. — ficou sério e acrescentou: — Jay é um grande homem e agora terá uma grande mulher ao seu lado. — pisquei para conter as lágrimas. Ah! Cristo! Não sei como eles conseguem ser ao mesmo tempo intimidantes e fofos. Todos os três. — Obrigada, Leon. Eu o amo da mesma forma. — garanti. — tudo ficará bem. — acenou e beijou-me suavemente na testa. Foi a vez de Dom. Ele estava em um dos seus raros momentos de seriedade. — O que dizer, irmãzinha? — tomou minhas mãos

trêmulas e frias nas suas. — parece consenso que Jay é um bastardo, mas soube escolher bem sua mulher. — todos riram. Ele tem um humor contagiante. Seus olhos verdes brilharam divertidos. — é consenso também que nosso irmão a ama muito. — falou e uma expressão travessa tomou seu rosto. — se há alguém com poder para chutar a bunda dele é você, então, prometa-me que vai fazer isso de vez em quando. — todos gargalharam. — Dom, comporte-se, amore mio. — Helena pediu ainda rindo. — Desculpe, não consegui resistir, princesa. — ele piscou charmoso para a esposa. — falando sério. Seja

bem-vinda, irmã. Faça meu irmãozinho feliz e seja feliz também. Vocês merecem depois de tantas merdas que passaram. — Eu farei, Dom. Obrigada. — deu-me um beijo suave na bochecha e se afastou. Os dois beijaram suas mulheres e rumaram para a porta com tio M ax. — Tem certeza que vão seguir com o plano? — Leon inquiriu antes de fechar a porta. — Jay vai surtar. Digo, no bom sentido. — sorriu, com certeza já pensando na zoação que fariam com meu marido depois. — Sim, vamos seguir. Farei isso para ele. — afirmei. — Isso vai se divertido. — ouvi a voz de Dom antes da porta se fechar. — Chegou a hora, cara mia. — Júlia murmurou e veio com Helena ajeitando meu véu. — sabe o que isso significa? — parou na minha frente pegando minha mão direita e Helena tomou a esquerda. — Significa que seremos irmãs também, cara mia. — Helena completou, seus olhos de

âmbar emocionados. Ah! Cristo! Jay me verá parecendo um urso panda com certeza. Tomei uma respiração bem lenta para conter as lágrimas. — estaremos unidas pelo amor aos príncipes Di Castellani. — Princesas Di Castellani, irmãs de coração, cara mia. — Júlia reforçou, no seu característico tom suave. Nunca me senti tão querida e acolhida como agora. Essa era a minha nova família. — Sim, minhas queridas, irmãs de coração. — repeti me sentindo em casa, verdadeiramente em casa. Elas acenaram e tiraram pequenos lenços das bolsas. Cuidaram dos meus olhos com cuidado, depois dos seus próprios. Ficamos ali num entendimento tácito, tentando refrear as emoções porque não podíamos nos abraçar e nem chorar para não estragar nossas maquiagens. Coisas de mulher. — eu estou pronta. — anunciei e mais uma vez a porta foi aberta. M eu coração se encheu de amor ao ver meus lindos bebês entrando com as babás. Já prontos, vestidos a caráter. Lindos em seus minis smokings. Eles se animaram todos se debruçando na minha direção. — oh, meus anjinhos, mamãe não pode pegá-los agora. — os dois fizeram beicinho, já iniciando uma birra. — ei, não, meus amores, não chorem. Nós vamos encontrar o papai. Ele

está esperando por nós. — seus semblantes se iluminaram de novo. Samuel bateu palminhas, rindo lindamente. — Papai! Quer meu papai! — exclamou. Lucas o seguiu batendo palmas e chamando pelo pai. Novas lágrimas se formaram. M eu peito não cabendo mais tanta felicidade. — Vamos, anjinhos. Vamos encontrar nosso príncipe. — eles riram, o som infantil enchendo o quarto. Eles amam quando falo que seu pai é nosso príncipe. — Papai é nosso pínci! — Lucas exclamou. Foi um trabalhão conseguir que ele mudasse o pronome possessivo meu por nosso. Não contive um riso. M eu pequeno dominador, tão parecido com seu pai. Quando saímos do quarto, meu queixo caiu. Duas moças derramaram pétalas de rosas à minha frente. Sorrio surpresa, deslumbrada porque aquilo era coisa do meu lindo marido. Elas foram à frente deixando um caminho perfumado para mim até a carruagem na escadaria frontal do palácio. Eu sabia que aquilo não fazia parte da tradição. Era o meu príncipe tornando esse dia ainda mais perfeito. Ah, Jay... M eu amor. Amo tanto esse homem. Amo esse homem com tudo que tenho. Não sei como chegamos até aqui, nos amando e

necessitando um do outro como precisamos do ar para respirar, mas é assim que é o amor que sentimos agora. Forte, intenso, incondicional, inabalável. M e senti como se tivesse entrado numa das muitas histórias de príncipes encantados e suas princesas que havia lido quando pequena. Havia uma multidão contida por cordões de isolamento em todo o percurso até a Basílica. O povo saudava e gritava palavras em italiano na minha direção. Só entendi as mais fáceis como bella principessa. Eu entendia muito pouco o idioma. Vou precisar aprender urgentemente. Acenei de volta o tempo todo com um sorriso nos lábios. Durante o percurso outra surpresa do meu lindo príncipe. A cada esquina, uma criança veio até mim com um lindo buquê dos mais variados tipos de flores. Em cada buquê havia um envelope com uma declaração de amor linda dentro. Cada vez que recebia as flores a multidão ia à loucura. Ah! Cristo! M eu lindo príncipe fodão. Ele realmente havia se transformado no príncipe encantado que Júlia e Helena falaram. O último buquê eram as minhas preferidas, tulipas vermelhas e a frase foi a que mais me tocou também: Meu lindo anjo, dizer que te amo se tornou um hábito. Mas, nunca será corriqueiro. É uma extensão natural de mim, de nós. Vou repetir isso até meu último suspiro, amor. Você vai sentir em todos os

momentos da nossa vida como é especial e a melhor coisa que aconteceu para mim. Te amo. Tio James me ajudou a descer da carruagem na frente Basílica. Os flashes espocaram em mim. Os jornalistas gritando perguntas. Não respondi, apenas acenei e sorri. Eu teria que me acostumar com esse assédio. A imprensa persegue os príncipes Di Castellani. Agora, no bom sentido, se é que podemos dizer assim. Jay não era mais atacado como no último mês. Helena nos ajudou com isso. Ela é uma excelente relações públicas. M eu marido voltou a ter o prestígio de antes. Enlacei o braço do meu tio e subimos a escadaria. Quando as portas se abriram na minha frente tomei uma respiração profunda e obriguei minhas pernas a funcionarem. O interior estava lotado e todos se viraram na nossa direção. Sons de violinos soaram e avançamos devagar até o altar. M inhas pernas tremiam. Puta merda! M eu corpo todo tremia. Chegamos finalmente. Tio James beijou minha bochecha e tomou seu lugar. M e virei para a igreja lotada. M eus olhos pousaram na minha tia Annelise. Sim, ela veio. Temos nos tornado cada vez mais próximas e eu gosto muito dela. Sinto que a recíproca é verdadeira. Ela sorriu-me docemente, os olhos lacrimosos. Sorrio de volta. Simon não veio. Foi melhor assim. Ele é um esnobe,

paquerador e não é uma das pessoas bem-vindas à minha casa. Acabei tendo que colocá-lo em seu devido lugar na última vez que me jogou palavras dúbias. Depois disso ele só me diz estritamente o necessário quando nos encontramos. Lucas e Samuel foram trazidos para mim e naquele momento as portas se abriram de novo. M eu coração trovejou contra as costelas, a expectativa me tomando. Segurei as mãos dos meus pequenos homenzinhos e levantei os olhos para a entrada. Então eu o vi e meu coração parou de bater por um momento. Oh. M eu. Deus. Ele estava absurdamente lindo. Um príncipe. Puta merda! Um príncipe de verdade com farda e tudo. A farda negra com divisas douradas o deixou com um aspecto surreal. Usava uma pequena coroa na cabeça. Uma espada pendia na cintura. Ele era uma mistura de príncipe de conto de fadas com um pirata sexy, musculoso, viril, perigoso. M inha vagina enlouqueceu. Deus! Aqui não é o lugar para me sentir assim, mas não posso evitar essa reação. M eu corpo inteiro canta de prazer quando o vejo, quando me crava com seus olhos escuros penetrantes, intensos. E era assim que me olhava agora. Ele parou um instante, com certeza atordoado com tudo isso... Então, meneou a cabeça levemente e sorriu. Um riso lindo, sexy, lento que

mesmo à distância fez minha vagina alagar completamente. Puta merda! M urmurou algo para Leon e Dom que estavam um pouco atrás dele e deu o primeiro passo. Os acordes de November Rain soaram no piano acompanhado de violinos. Ele foi avançando. Nossos olhares presos. M eu lindo príncipe fodão vindo para mim, para nós. As lágrimas que consegui evitar antes, já transbordavam de novo. Apertei suavemente as mãozinhas de Lucas e Samuel. Os olhos escuros se desviraram para nossos filhos. Uma onda de ternura tomou se rosto. Ele piscou e sorriu. Os pequenos bagunceiros se soltaram das minhas mãos e correram com passinhos instáveis em direção ao pai. Jay colocou um joelho no chão e foi bombardeado pelos bracinhos rechonchudos dos pequenos em volta do pescoço. Os presentes soltaram exclamações de surpresa e diversão. Eu acho que o protocolo real não será seguido hoje. Eu já o havia quebrado inicialmente para começo de conversa. M eu rosto foi banhado por lágrimas quentes.

Eu não me importava mais. A imagem na minha frente é algo que vai me emocionar sempre. Jay segurando nossos filhos, um em cada braço. Voltou o olhar para mim quando se levantou e veio devagar, nossos olhos presos. Eu arfava levemente. Tão lindos. Tão lindo. Cristo! Ele era muito... Definitivamente muito. Jayden Eu quase tive uma parada cardíaca quando as portas se abriram e eu a vi lá no altar. Ela e nossos filhos esperando por mim. A imagem mais linda que já vi na minha vida. M e senti a porra do bastardo mais amado em todo o mundo. Ela era inacreditável. M eu anjo. M eu lindo anjo me surpreendendo pra caralho com essa linda prova de amor. Só uma mulher confiante no amor do seu homem faria algo assim. M as é assim que somos agora. Confiantes no imenso amor que sentimos um pelo outro. Somos inabaláveis. Olhei para trás e meus irmãos tinham sorrisos cúmplices em suas caras. Bastardos! Eles sabiam de tudo e não me disseram nada. Sorrio e não contive uma alfinetada. — Irmãos, vocês estão perfeitos de damas de honra. — eles bufaram baixinho e seus risos se ampliaram arrogantes me deixando saber que me dariam as respostas para isso mais tarde. M eus olhos voltaram para minha mulher. M eu peito inflado de amor e

orgulho. Eu estava mais nervoso com a nova situação. Porra! Isso é inusitado. M e repreendi mentalmente por estar pensando palavrões na casa sagrada e avancei em direção à ela, a mulher que me possui completamente. November Rain, a nossa música soou ao piano e violinos. O véu finíssimo cobria seu rosto, mas era possível ver seus olhos incríveis cheios de emoção, amor e tesão. Sim, temos essa reação um no outro não importa o lugar. Quando nossos olhares se cruzam é fogo puro correndo em nossas veias. M eus pequenos homenzinhos correram para mim e me abaixei tomandoos nos braços, beijando-os extasiado. — Vocês também sabiam disso, campeões? Hein? — sussurrei, meus olhos ardendo de emoção. Eles riram como se soubessem realmente. Levantei-me com eles e completei o trajeto chegando finalmente até ela. As babás tiraram Lucas e Samuel de mim. Eles protestaram, mas logo se acalmaram quando se juntaram à Damien na primeira fila, junto com tio M ax e a esposa. M eus olhos voltaram para ela. Lágrimas banhavam as faces ruborizadas. Levantei o véu devagar. Um oh foi murmurado pelos presentes. Toquei suas faces limpando-as suavemente. M inhas mãos tremendo. M eu corpo todo em ebulição, emocionado como jamais estive em toda a minha vida. Arquejou levemente com meu

toque. M e aproximei mais, nossos rostos bem próximos, nossos olhos presos. — Eu te amo. — sussurramos ao mesmo tempo. Sorrimos tremulamente e quando nossas bocas iam se tocando ouvimos um leve pigarrear. Era o arcebispo. Sorrio, recordando que meus irmãos haviam feito a mesma coisa em seus casamentos. Colei minha testa na dela e murmurei em sua boca: — obrigado por essa linda surpresa, meu anjo. — ela assentiu e sorriu-me. Outro som veio do arcebispo e enlacei seu braço, tomando nosso lugar perante o altar. — O amor de Jayden e Cassandra os guiou até aqui. — as palavras solenes do arcebispo iniciaram a cerimônia. M eus olhos estavam presos nela e só nela. — ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos e não tivesse amor, seria como o metal que soa e o sino que tine. — os grandes olhos azuis transbordavam. A emoção crua, latente. Todo amor que sente por mim estampado no lindo rosto. Suas emoções um reflexo das minhas. Abri outro sorriso trêmulo. M eus olhos ardendo, minha visão turvando. Tudo em mim reverenciando essa mulher. Essa linda mulher que se deu para mim tão completamente. M inha mulher. Sim, o amor nos trouxe até aqui. — o amor nunca falha, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta...

Não desviamos os olhos um do outro. As palavras do arcebispo afundando em nós, traduzindo tudo. Nossa história turbulenta, cheia de enganos, armações e sofrimento. M as o amor venceu. Nós vencemos. Chegamos até aqui apesar de tudo. E chegamos incrivelmente mais fortes. Trocamos as alianças já chorando copiosamente. Porra! Eu sabia que ia ser emocionante, mas estou a ponto de desmaiar como um maldito maricas! Pedi perdão de novo pelos palavrões na minha mente. Era impossível manter o controle, no entanto. Nos beijamos sofregamente sob aplausos, sentindo o gosto das nossas lágrimas misturadas. Percorremos o caminho para a saída devagar. Flashes espocaram em nós quando chegamos do lado de fora. Tio M ax, sua esposa, meus irmãos, suas esposas, nossos filhos e os tios de Cassie se juntaram a nós. M uitas fotos foram tiradas. Cassie ria e chorava. Linda demais. Linda pra caralho! Isaac estacionou em uma Harley-Davidson de frente à escadaria, chamando nossa atenção e da imprensa. Cassie me olhou surpresa, mas compreendendo tudo. Um riso arrogante se espalhou em minha boca. — Amor, você... Sério? — murmurou meneando levemente a cabeça. — É isso aí, amor. — sussurrei em sua boca. — o

cavalo branco não combina comigo, concorda? — Plenamente, grandão. — disse abrindo um sorriso travesso que fez meu pau mais duro ainda. — meu príncipe fodão. — completou, os olhos azuis me dizendo que estava tão louca por mim quanto estou por ela. Porra! Ainda tínhamos que passar por toda a recepção! Eu só queria jogá-la na garupa da moto, carregá-la direto para o nosso quarto e fodê-la duramente sem me importar com nada mais além do meu pau enterrado até o cabo em seu corpo. Ouvi assovios do nosso lado. Sorrio encarando os bastardos dos meus irmãos. — Uh! Irmão, vejo que encontrou algo apropriado. — Dom me provocou. — Não me leve a mal, irmão, mas a porra do cavalo branco é gay pra caralho! — ele bufou e riu debochado. — Foi lindo, amore mio. — Helena o consolou. — Jay, irmão, você conseguiu pensar em algo. Estou surpreso que tenha um cérebro. — Leon não perdeu a oportunidade. M aricas! — Cale a boca, seus maricas! — rosnei, rindo também. — Achei perfeito, Jay. — Júlia elogiou no seu tom carinhoso. Levantei Cassie nos braços e desci os degraus. Os

flashes espocando em nós. A imprensa enlouquecida buscando o melhor ângulo. M ontei na moto que era uma réplica da que tenho em Londres. Nosso primeiro encontro foi em uma moto. Bom, não foi um encontro. Eu a atropelei. Achei apropriado para esse momento e combina muito mais comigo. Isaac a ajudou a se acomodar na minha garupa. Gemi quando seus braços vieram em torno da minha cintura e os peitos deliciosos se colaram nas minhas costas. Amo tê-la assim grudadinha em mim. Coloquei a máquina em movimento e deslizamos por entre os batedores da guarda real. Eles formaram uma barreira à nossa volta, nos protegendo. A guarda montada veio logo atrás. Seguimos no cortejo sendo aclamados pelo povo. M eu povo. Essa recepção calorosa dos ardocianos me emociona a cada vez que estou na ilha. A sensação se ser aceito, de ser um deles sempre me bate forte. Não há mais nenhuma dúvida de que aqui é minha casa também. A recepção foi perfeita, exceto pelo fato que demorou pra caralho. Tocamos Thousand Years de Chistina Perri ao piano. Nós dois. Isso rendeu provocações dos bastardos dos meus irmãos. Cassie escolheu e aprovei de imediato porque fala da nossa história. Porra! Essa cena deve parecer muito maricas aos olhos dos espectadores, mas foda-se, eu faria

quantas vezes ela quisesse porque amo esse sorriso no rosto dela. A cada nota nossos sentimentos se derramavam. O salão ficou todo em silêncio nos ouvindo. Tenho certeza que ouvi alguns fungados. And all along I believed I would find you E o tempo todo eu acreditei que te encontraria Time has brought your heart to me O tempo trouxe seu coração pra mim I have loved you for a thousand years Eu tenho te amado por mil anos I’ll love you for a thousand more Te amarei por mais mil Aplausos encheram o salão quando encerramos e nossas bocas se encontraram num beijo apaixonado, gostoso. Tivemos que nos separar a contragosto porque ainda tinha a primeira dança. Dançamos ao som de November Rain. A mantive bem perto o tempo todo deixando-a saber o quanto estava desesperado para me enterrar nela. Nos perdemos no momento. Nos olhando como dois bobos, completamente encantados, não nos importando com o resto do mundo. Tudo sumiu à nossa volta. Éramos só nós dois e as promessas sexuais cruas que nossos olhos faziam. Arquejou quando mordisquei seu lábio inferior. Sorrio safado, esfomeado. A música acabou, mais aplausos soaram e outra se iniciou. Leon e

Júlia, Dom e Helena se juntaram a nós. M ais casais tomaram o salão. Dançamos, bebemos, circulamos. Nos divertimos com nossos filhos e sobrinhos. Lucas e Samuel bagunçaram bastante com Damien, enquanto Antonella adormeceu nos braços de Leon e Anna Júlia fez o mesmo no ombro de Dom. As babás não demoraram a levar todos os pequenos para a cama. Permanecemos um bom tempo ainda na festa. Boa parte da nobreza europeia e chefes de Estado estavam presentes. Júlia e Helena fizeram um excelente trabalho. M inhas cunhadas são mesmo mulheres especiais. M eus irmãos são dois bastardos sortudos. M eus olhos pousaram na minha mulher de novo. Sorrio. Correção, somos três bastardos sortudos. Elas estavam do outro lado do salão numa conversa aninada com Ciara. Pelos sorrisos em seus rostos estavam numa daquelas famosas conspirações femininas. — Jay, disfarce esse sorriso gay, irmão. — Dom zombou ao meu lado. — Ele já não consegue, Dom. — Leon endossou a provocação. Idiotas! — Estava olhando nossas mulheres e pensando que somos três bastardos sortudos, irmãos. — sorrio os encarando. — Si, nós somos, não é? — Leon concordou

desviando o olhar para Júlia. — Totalmente de acordo. — Dom murmurou, seus olhos buscando Helena. Suspiramos os três e tomamos nossas bebidas. — Vocês tinham razão. Quando encontramos a mulher certa fazemos tudo para ela, por ela. Não importa se isso vai parecer ridículo aos olhos dos outros. — eles acenaram, ainda olhando suas mulheres. — Estou feliz por você, irmão. — Dom se virou para mim, sério agora. — construiu uma linda família. — Verdade, Jay. Também estou feliz que encontrou Cassie e os meninos a tempo de resolver tudo. — Leon se voltou para mim também. — família é tudo na vida de um homem, irmão. Os Di Castellani estarão bem representados com nossos filhos e os filhos deles... — Obrigado. Não esperem que repita aquela merda que disse a vocês há um mês, seus bastardos. — bufaram divertidos. Acabei rindo também. — crescemos separados, mas nossos filhos crescerão juntos, como irmãos. Nossa família unida pelo amor e pelo sangue. — ergui minha taça. — vida longa aos Di Castellani, irmãos! — tocaram suas taças na minha. — Vida longa aos Di Castellani, irmãos! — repetimos em uníssono. Nossas mulheres se despediram de Ciara e voltaram para nós.

M eus olhos devoraram Cassie todo o percurso até parar na minha frente. M eu riso de lobo prestes a devorar o cordeiro se abriu lentamente. — O que foi esse sorriso, grandão? — murmurou, um brilho atrevido nos olhos azuis. — Estava pensando que eu e meus irmãos somos bastardos muito sortudos. — murmurei, puxando-a pela cintura delicada, alojando meu pau dolorido em seu ventre. Arfou, os olhos dilatando lindamente. Os lábios se entreabrindo. M eu riso predador, perverso se alargou. — eu acho que já podemos sair de fininho, Sr.ª Di Castellani. Já cumprimos com o protocolo. Agora minha mulher precisa cuidar de um probleminha que me incomodou a semana inteira. — gemeu, mas riu travessa se esfregando em mim sutilmente, enlaçando meu pescoço. — Humm, eu não chamaria de probleminha isso que está pressionando minha barriga, grandão. — mordi seu queixo, rindo arrogante. — Vamos, ruivinha linda. M al posso esperar para comer minha putinha safada por horas. — gemeu, mordendo o lábio. Sorrio baixinho, sussurrando em sua boca, mantendo seu olhar preso. — é isso aí, escrava. Foda pervertida, suja, suada, primeiro. — um gemido indecente pra caralho escapou de sua garganta. — mas

vou fazer baunilha com minha mulherzinha gostosa, prometo. Depois que esse bastardo ganancioso aqui estiver mais calmo. — miou, sua respiração entrecortada. Desviei os olhos para meus irmãos. Eles estavam com as mesmas caras de tarado que eu devia estar. Abraçavam suas mulheres, sussurrando em seus ouvidos. Provavelmente coisas sujas também. Definitivamente temos o mesmo sangue. Orgulho masculino me encheu. Como se sentissem que os observava, levantaram os olhos para mim. Um entendimento típico de caras se passou entre nós. Rimos. Acenei e me esgueirei com minha linda e deliciosa mulher para nossos aposentos. M al entramos e a empurrei contra a porta, minhas mãos se fechando em seu pescoço. M eus olhos injetados nos dela. Arquejou em minha boca. Cavei meu pau em sua pélvis, ela gemeu abrindo as pernas para aumentar o contato. Abri um riso malvado. Ela se submete tão rápido. Uma submissa nata. Perfeita. Feita sob medida para mim. M oí bem gostoso, mantendo-a cativa, meu corpo grande pressionando sua maciez.

Nossas bocas quase se tocando. A fricção de nossos sexos me enlouquecendo. Seu cheiro de fêmea, louca para ser tomada, fodida pelo seu macho incendiando minhas narinas. — Porra! M eu pau vai explodir nas calças de tanto tesão por você, escrava. Vou meter bem fundo... M ontar minha putinha gostosa bem duro. Encher você da minha porra. — rosnei, mordendo seu queixo. — diga. A quem você pertence? Hum? Quem é o seu dono? — meu tom foi duro e deslizei as mãos para sua nuca, puxando seus cabelos. Ela já estava sem véu, usava apenas a tiara. Os cabelos estavam soltos também. Eu pedi que os soltasse depois da cerimônia. Amo a tonalidade, a maciez, o cheiro embriagador dos seus cachos ruivos. Um som lamurioso, aquele que me pede para fodê-la duramente saiu de seus lábios. — responda! — rugi mordendo seu lábio inferior. — Pertenço a você, meu senhor. — rebolou gostoso no meu pau. — você é o meu dono. Só você. — Porra! Eu amo essas palavras em sua boca. Amo seu tom submisso. Cristo! Sou louco, desvairado de amor por essa mulher! — Bom, muito bom, escrava. — rosnei e minha boca se apossou da sua num beijo indecente, molhado. Sua língua veio encontrar a minha ansiosa, desejosa.

Devorei sua boca, esfomeado, chupando, lambendo, mordendo. Gememos, grunhimos, suas mãos puxavam meus cabelos. Viramos animais nos devorando. M e esfreguei com força entre suas pernas, cavando, imitando o ato sexual. Gemeu, estremecendo, rebolando comigo. Sorrio baixinho, mordiscando seus lábios inchados e forcei-me a parar o beijo. Lamentou em meus lábios. Sorrio perversamente e a virei de frente para a porta. — você está linda pra caralho nesse vestido. Estive duro toda a cerimônia. M e fez pecar tendo pensamentos obscenos na igreja. Tudo que eu pensava era nas maneiras que a faria gozar bem gostoso no meu pau. — meu tom foi mais suave, sussurrando em seu ouvido. Seu corpo tremeu. Sorrio safado, mordendo sua orelha, lambendo o lóbulo depois. M iou, quando enchi as mãos em seus peitos e fui descendo até cavar na sua boceta por cima das camadas de tecido. Segurei-a com força e grunhi em seu ouvido, louco de tesão, alojando meu pau em seu traseiro. — vai dar essa bocetinha perfeita para mim? Hum? Vai dar bem gostoso para o seu marido, seu senhor, seu dono? — vibrou, seu gemido apenas um chiado. Afastei seus cabelos para um lado e fui abrindo os botões bem devagar. Puxei as mangas expondo seus ombros e congelei com o que vi no meio das omoplatas quase na nuca. Jay. Ah! Cristo! Ela fez

uma tatuagem. Uma tatuagem. M eu nome estava gravado nela, porra! M eus olhos arderam. Uma emoção sem tamanho me enchendo. O homem das cavernas rugindo dentro de mim. Faltam-me palavras para descrever tudo que sinto por essa mulher. Nesse momento falta-me até a porra do ar! — Santa M ãe! M eu anjo. — beijei a tinta suave e reverentemente, ela ondulou, gemendo. Ainda devia estar sensível. Devia ter uma semana e ela a fez aqui na ilha porque eu teria visto isso, quando a comi de quatro no quarto do jato. Sim, não sou nada bobo. Eu sabia dessa tradição do caralho e aproveitei bem as horas de voo... — você gravou meu nome em seu corpo, amor. Porra! Isso me faz selvagem, anjo! — ela sorriu. — me faz querer manter você presa na minha cama para sempre. — Eu já estou presa em sua cama para sempre, amor. — sussurrou-me. Porra! M inha mulher me tem preso pelas bolas. — Acho que teremos baunilha primeiro, amor. Uma baunilha turbinada. — sorrio sacana, mordiscando seu ombro e terminando de tirar o monte de tecido. — porra! M ulher! Você não está mesmo usando calcinha! Você vai me fazer enfartar na noite de núpcias! — dei um tapa em seu traseiro nu. Choramingou, rindo do meu desespero. — Vai ficar com as sandálias e a tiara. Seu

príncipe quer foder você assim. — a ajudei a sair da ilha do vestido e cravei as mãos em sua bundinha firme e empinada. Suas pernas vieram ao meu redor. Sua boceta nua e quente se alojando em cima do meu pau necessitado. Esfregou-se nele desavergonhada. Gememos. — te amo tanto, amor. Sou a porra do bastardo mais feliz com tudo que fez para mim hoje. — sussurrei em sua boca, olhando-a bem dentro dos olhos. Seu semblante amoleceu, os grandes olhos azuis gritando a mesma coisa antes das palavras saírem de sua boca. — Eu também te amo, amor. — murmurou, emocionada. — eu sou sua. Só gravei na minha pele o que sempre esteve no meu coração. — ah! Deus! Sim, ela vai me matar na porra da noite de núpcias. — Deliciosa... Vem, vou comer minha putinha linda agora. — gemi e nossas bocas se encontraram de novo. Nossas línguas duelaram, se lambendo apaixonada e obscenamente. Caminhei devagar em direção à cama, minhas mãos amassando sua bunda, esfregando sua boceta no meu pau, infiltrando os dedos no meio da sua fenda, massageando seu cuzinho gostoso. M iou na minha boca. Lamentou quando a depositei no centro da

cama e me afastei para me despir. Sorrio baixinho, malvado. Adoro provocá-la. Já havia me livrado da espada depois da cerimônia. Aquilo incomodava pra caralho, mas é a tradição. Os príncipes de Ardócia se casam assim. Eu reclamei do traje até as portas da Basílica se abrirem e Cassie me comer com seus olhos incríveis. Ela adorou o traje, me disse depois. — Posso despi-lo, meu senhor? — pediu no tom submisso que atiça a minha fera, seu olhar correndo por mim, cobiçoso. Ficou de joelhos da cama. M eus olhos devoraram seu corpo perfeito. Os peitos cheios e suculentos, a barriguinha plana. A porra da boceta ruiva mais linda que já vi. Cristo! Como negar um pedido dela assim toda gostosa e submissa na minha frente? A encarei, um riso lento, safado, conhecedor tomando meu rosto. Eu sabia o que ela queria e meu pau se sacudiu antecipando tudo. Acenei e ela veio rastejando até a borda do colchão. Ela sabe que amo quando rasteja para mim. Ficou de joelhos e suas mãos passearam pelos meus ombros, descendo para o peito. Gemi sob seu toque. Desabotoou a farda devagar e rosnei quando a puxou expondo meu torso. Lambeu os lábios, seus olhos ávidos no meu abdome. Sua boquinha gostosa desceu espalhando beijos e lambidas suaves. Estremeci e enchi as mãos nos peitos lindos, massageando, puxando os

mamilos túrgidos. Gemeu e foi descendo por cada gomo do meu pacote de oito. Trabalhou rápido no zíper das calças e as desceu com cueca e tudo. M eu pau saltou furioso, inchado, babando pré-sêmen da ponta. Sua língua serpenteou a cabeça, lambendo o líquido e eu enlouqueci. — Chupe logo, escrava! — rugi, puxando-a pelos cabelos da nuca. — está louca para mamar no pau do seu dono, não é? M inha putinha safada. — forcei meu pau em seus lábios e ela os abriu me deixando entrar, deslizando até a garganta. Soltei um gemido gutural. — ohhhh! Cristo! Que boquinha gostosa! Isso, escrava... M e chupa bem gostoso... Assim. — passou a sugar com força do jeito que eu gosto. Deslizando os lábios até a base, arrastando os dentes de volta. Segurei sua cabeça e comi sua boquinha com vontade. M eti com tudo, batendo no fundo da garganta. Suas mãos cravaram nas minhas nádegas e mamou esfomeada, me deixando foder sua boca duramente. — ahhhh! Que delícia... Boquinha deliciosa, meu anjo. Não vou durar, amor. Porra! M ais forte, anjo! Isso! Oh! M erda! Vou gozar! — bombeei duro e ela arrastou os dentes mais uma vez. — Ahhhhhhhhhhhh! — gritei, meu pau inchando, esticando seus lábios ao limite e esporrei em jatos fortes na boquinha molhada. — Gostosa...Tome tudo, amor...

Isso... — grunhi, ofegante. Lágrimas escorriam pelas faces rubras, mas ela continuou mamando, lambendo, limpando até a última gota. A perfeição do caralho. M eus golpes foram parando, meu corpo ainda tremia, minha respiração alta no silêncio do quarto. E então um clarão surgiu na sacada no nosso lado direito. Bem na hora. Sorrio puxando de sua quentura e terminei de me despir. Ela estava extasiada, os olhos presos na chuva de fogos de todos os formatos e cores que cortava o céu do palácio. — são para você, amor. — sussurrei e fui deitando-a de volta na cama. — Tão lindo, amor. Obrigada. — murmurou, encostando nos travesseiros. Os cachos ruivos esplendorosos espalhando-se. Nunca vou me cansar dessa visão. Ela na minha cama, pronta para ser tomada por mim, seu marido, seu senhor, seu dono. Pairei acima dela, acariciei sua face ainda rubra, seus olhos lacrimosos, os lábios inchados de me chupar. — Vão durar uma hora. Isaac selecionou os menos barulhentos. Não queremos perturbar a ordem, não é? — sorrio perversamente antes de entranhar as mãos em seus cabelos, fazendo-a arquear. Abocanhei seu seio direito. Gritou. Dei um sorriso safado e continuei chupando devagar. Lambi a auréola e mordisquei. Dei o mesmo tratamento ao outro seio. M e banqueteei nos

montes brancos, leitosos, redondos e incrivelmente firmes mesmo depois de ter amamentado nossos dois filhos. Não que me importasse se não estivessem tão firmes. Ela alimentou meus filhos. Isso me excita. Saber que gerou meus filhos faz com ame mais que o corpo dessa mulher. Amo a sua essência. Ela é minha. Completa e irrevogavelmente minha. — Ohhh! Jay, amor, por favor... — choramingou, quando puxei um mamilo depois o outro entre os dentes. — Vai gozar no meu pau vendo fogos de artifícios, literalmente, meu anjo. — minha língua traçou um caminho lento até seu queixo. Gemeu sexy pra caralho. Ela adora isso. Cobri seu corpo com o meu, nossos olhares travando, falando de luxúria, tesão, mas acima de tudo do amor que sentimos um pelo outro. Lambi seus lábios, ofegou e a beijei reverente, gostoso. M inha essência fresca em sua língua, fez meu pau ainda duro vibrar, cavando no meio de suas coxas. Ela as arreganhou, me acomodando. Gemeu quando deslizei a ponta em seu clitóris, massageando-o. Adorei sua boca com a minha, lambendo cada recanto, chupando sua língua macia. Suas mãos passeavam pelas minhas costas, suas unhas arranhando minha pele, me fazendo rosnar. Sorrindo, cortei o beijo. Nós dois ofegando na boca um

do outro. — Amor, você é tão malvado... Eu quero você. Ohhh! Deus! — seu corpo convulsionou quando minha boca ávida desceu pelo queixo e mordi o ponto entre o ombro e pescoço. Continuei meu assalto pelos seios, barriguinha, chupei-a e mordi deixando marcas. Nós dois amamos isso. — Ahhh! Jay! Eu não vou aguentar... — chiou quando arreganhei suas coxas e mordi sua virilha esquerda. Ela estava pendurada na borda. Qualquer estímulo e quebraria. Soprei seu clitóris e ela resfolegou, levantando a cabeça para me olhar. Dei-lhe um olhar sujo e lambi lentamente toda a sua racha até seu brotinho inchado. Sua respiração cortou. Sorri e meti dois dedos ao mesmo tempo em que abocanhei o montinho chupando duro. Bombeei duas vezes bem fundo e ela estremeceu gritando alto gozando e gozando na minha língua. Bebi tudo, sedento, como ela fez comigo. Seu corpo arqueou, vibrando e caiu de novo no colchão. Continuei entre suas pernas, comendo sua boceta doce até trazer sua excitação de volta. Não demorou muito já estava miando meu nome, implorando pelo meu pau. M e arrastei pelo corpo delicado, gemendo com a maciez da pele branca. Puxei uma perna para meu quadril, me alinhando em sua vulva. Arquejou em suspenso. Olhei-a bem de perto e fui me afundando nela.

— É isso que você quer, minha putinha linda? — girei o quadril e estoquei fundo. Gritamos os dois. Trinquei os dentes. — porra! Tão quentinha e apertada. — puxei quase tudo e meti de volta bem duro até o cabo. — toma tudo! Toma meu pau todo nessa bocetinha gulosa, escrava! — ela me abraçou com as duas pernas e me alojei em seu útero a cada estocada. Entranhei as mãos em seus cabelos e a puxei para mim. Olhos nos olhos, bocas ofegantes, Seu corpo arqueando enquanto a comia sem dó. M eti bem fundo e gostoso, rosnando, rugindo como um animal, fodendo seu canalzinho apertado bruscamente. Dei uma estocada dura e saí devagar. Choramingou me puxando e volta. Sorri e bati na sua bunda. — fique de quatro. Vou gozar no seu rabinho vendo meu nome em suas costas. — ficou prontamente na posição. Acariciei suas costas esguias, afastei os cabelos para o ombro direito e rosnei ao ver a tatuagem de novo. — porra! Isso vai ser gostoso pra caralho! — dei outro tapa na nádega esquerda. M e abaixei beijando e lambendo suavemente onde tinha batido. Lambi toda a bundinha linda. Abri as bochechas e minha língua viajou do clitóris até o buraquinho pequeno. Enfiei dois dedos em sua vulva e continuei lambendo seu rabinho. Ela gemia indecente, mais líquidos jorrando em meus dedos. Levei-os até seu

ânus e fui forçando a passagem. — abra para mim, putinha linda. Isso... — ronronou, relaxando e eu meti até o fundo. Cuspi em seu buraco. Acrescentei um terceiro dedo, alargando-a. Ela gemia e rebolava. Não aguentei mais e substituí os dedos pelo meu pau. Cravei meus dedos na carne de suas bochechas firmes e fui me enterrando devagar. Puxei quando estava na metade e fiquei assim, entrando até a metade e saindo devagar. M iou rebolando gostoso, pedindo silenciosamente para eu foder mais duro. — que rabinho guloso! Quer tomar meu pau até as bolas, não é? Hum? Diga, minha escrava gostosa. — fiquei torturando-a mais um pouquinho. — gosta de me dar esse cuzinho gostoso? Ama ser fodida bem duro pelo seu dono, não é? Responda e eu dou o que você quer. — Ohhh! Sim, meu senhor! Amor... Sim! Eu amo isso... — lamentou, seu rabo tentando me sugar mais. Rosnei e estoquei duro, rasgando-a até o fundo, minhas bolas batendo em sua boceta melada. Gritamos os dois ensandecidos. Os fogos continuavam clareando o quarto, um caleidoscópio de luzes coloridas e eu a montei. Realmente a montei. Fodi seu rabo com golpes fortes e fundos. M eus olhos se dividiam entre a tatuagem e seu buraquinho estreito engolindo meu pau até o talo. M eti e meti selvagemente nela. M e abaixei, mordendo e

lambendo suas costas. M inha pélvis se chocando brutalmente contra sua bunda. Seus braços cederam e seu rosto colou nos travesseiros. A boca entreaberta, arfando, gemendo. O rosto afogueado. Os olhos azuis incendiados. Linda demais. — Ahhh! Que gostosa! Gostosa... — girei o quadril devagar duas vezes e peguei o ritmo outra vez. M eti nela incansável. Nós dois já suados. Eu estava perto. Levei uma mão para seu clitóris e o manipulei suavemente, enquanto a comia esfomeado, impiedoso. Levantei a perna direita por cima da sua bunda e meti bem fundo nessa posição. Ela gritou se desmanchando em soluços embaixo de mim. — isso, anjo! Goze bem gostoso para mim! Goze, meu amor. — seu corpo vibrou violentamente. Era lindo pra caralho vê-la gozando e chorando no meu pau. Isso sempre me leva para a borda. Dei mais duas estocadas fundas e rugi, meus olhos cravados na tatuagem. — ohhhhh! Cassie! Amor, vou gozar tão duro, anjo! Caralho! Que rabo mais perfeito... Delicioso... Gostoso demais. — minhas bolas eletrizaram, a sensação deliciosamente familiar se espalhou para o meu pau e explodi dentro dela uivando, gozando duro, enchendo seu canalzinho estreito de esperma. Continuei comendo-a furioso, despejando até a última gota em seu rabinho guloso, meu corpo todo

tremendo. Joguei a cabeça para trás, meu quadril foi perdendo a força. Saí devagar de dentro dela, que desabou na cama. Sorrio baixinho, saciado, feliz, abobalhado. M e debrucei e espalhei beijos reverentes em suas costas. Beijei a tatuagem suavemente. Ronronou. Os olhos fechados. Completamente gasta. Desprendi a tiara com cuidado, colocando-a sobre o criado-mudo. Livrei-a das sandálias, massageando seus pés. Ronronou de novo, um sorriso lindo se abrindo em seus lábios. Ela adora ser bajulada depois do sexo bruto. Deitei-me e a puxei para mim. O espetáculo dos fogos ainda continuava, agora mais fraco. Levantei seu rosto para o meu. Os olhos azuis abriram lacrimosos, ainda anuviados de prazer. Nossos corpos ainda vibravam. Nos olhamos longamente. — M elhor noite de núpcias, grandão. — sussurrou na minha boca. — eu te amo tanto, amor. — sua voz embargou um pouco. — Foi perfeito, amor. Você é perfeita, meu anjo. — disse baixinho. — e eu te amo louca, intensa e desesperadamente. — abriu um sorriso lindo antes de nossas bocas se tocarem. Nos beijamos bem lento, apaixonado. Ficamos assim por algum tempo e os fogos finalmente cessaram. — acho que minha foda pervertida pode ficar para amanhã no iate do Leon. — ela me olhou

curiosa. Eu ainda não tinha revelado como ou onde seria nossa lua de mel. Sorrio enigmático. Revirou os olhos, mas sorriu também. — vamos começar passando uma semana no mar de Ardócia. Depois voltamos, pegamos os meninos e seguimos para nosso resort no Taiti, onde passaremos outra semana. — E as outras duas, amor? Você é tão malvado. M e... — Você vai escolher o local, ruivinha linda. — cortei sua queixa. Seus olhos se iluminaram como duas safiras. Lindos! Linda. — então, aonde vamos, meu anjo? — Eu quero voltar à Angra. — disse suavemente. — eu amei o Brasil. — acariciou meu rosto, sua voz emocionada. — além disso, foi lá que nos reencontramos, amor. Vou querer ir sempre que pudermos. — Eu nunca vou ser capaz de agradecer o suficiente a Deus por ter nos colocado juntos de novo. — beijei a ponta de seu nariz e um sorriso sem vergonha se abriu na minha boca. — podemos ir lá sempre que quiser, meu anjo. Tudo que você precisa fazer é me comprar com sexo, muito sexo, porque não me vendo barato, já vou avisando. — Bufou. — faço o que você quiser se o bastardo aqui embaixo estiver a maior parte do tempo dentro de você.

— Seu tarado. — bateu no meu ombro, mas riu lindamente. — amor repete para mim a frase do último buquê de rosas. Eu amei cada palavra. — seus olhos incríveis se fixaram em mim e quando ela me olha assim eu não consigo negar nada. — M eu lindo anjo, dizer que te amo se tornou um hábito. M as, nunca será corriqueiro. É uma extensão natural de mim, de nós. Vou repetir isso até meu último suspiro, amor. Você vai sentir em todos os momentos da nossa vida como é especial e a melhor coisa que aconteceu para mim. Te amo. — falei devagar. Seus olhos estavam transbordando, a puxei, colocando-a sobre mim. M inhas mãos deslizaram pela coluna graciosa. Espalmou as mãos em meu peito e espalhou beijos muito suaves. Quando seus olhos levantaram para os meus, suas faces estavam banhadas. — não chore, anjo. — pedi, mas minha própria voz era embargada. — M eu lindo príncipe fodão. — sussurrou, entre risos e lágrimas agora. Adoro quando me chama assim. — estou chorando de felicidade, amor. Nunca fui tão feliz. — Se acostume, ruivinha linda. — rocei nossos narizes. Ela riu mais. — isso é só o começo, anjo. Fazer você feliz é a meta da minha vida. — seu semblante amoleceu com minhas palavras.

— Amor, o que acha de termos mais um filho ou dois? — pediu depositando pequenos beijos em meus lábios. M eu pau semiereto adorou a ideia, começando a levantar de novo, empolgado para o trabalho. — Acho perfeito, amor. Teremos quantos filhos você quiser, meu anjo. — murmurei e seu rosto se iluminou lindamente. — eu prometo mergulhar de cabeça nesse trabalho. — dei um riso lento e perverso. — literalmente. — rimos e logo estávamos gargalhando. — Tão safado, grandão. — murmurou, se esfregando descaradamente em meu pau. O bastardo acordou de vez. — Tão safada, ruivinha linda. — sussurrei, minhas mãos descendo para sua bunda. Ficamos nos olhando e nosso riso morreu. Levamos as mãos aos nossos rostos. — Eu te amo. — murmuramos juntos pela segunda vez hoje. Sorrimos e nossas bocas se encontraram num beijo onde derramamos tudo. Nosso tesão, loucura um pelo outro, mas também nossa fé no futuro, porque agora teremos tudo. Dessa vez, será para sempre. Eu não aceito menos que isso. — para sempre, meu anjo. — completei, sem parar de beijá-la. — Para sempre, amor. — repetiu e meu peito expandiu. É, a vida finalmente deixou de ser uma bastarda comigo. Eu tenho tudo que um homem pode

querer. Não, não estou me referindo a fama, dinheiro e títulos. M e refiro a essa mulher em meus braços. A única mulher que atravessou minha armadura e me fez sentir de verdade. M inha mulher. M eu lindo anjo. FIM EPÍLOGO Um ano e meio depois... Cassandra — Porra! Tão gostosa, escrava! Ohhhh! M uito gostosa... — Jay grunhiu se debruçando sobre minhas costas, estocando com força em minha vulva. Sua pélvis batendo brutalmente contra minha bunda. Girou o quadril devagar, arrastando, massageando cada nervo e ponto sensível do meu canal. Eu gritei estremecendo sem controle. — isso, goze, putinha linda! Goze bem gostoso no meu pau! Goze, meu amor... — minha vagina vibrou, o orgasmo me rasgando impiedoso, forte, intenso. Gritei alto, gozando e gozando, enquanto ele continuava me comendo rosnando, grunhindo. — ohhh! Vou gozar, amor! Vou gozar! Porraaaaa! — M ordeu meu ombro e seu pau inchou. Rasgou-me em mais dois golpes duros e fundos e senti o primeiro jorro quente. — ahhhhhhhhhhhhhh! — gritou, esporrando em meu canal ardente, ainda me fodendo rápido e forte. — Santa M ãe! Anjo... Que gostoso... Deliciosa. — gemeu rouco,

um som lindo de prazer, saciedade. Gemi de volta, extasiada por meu orgasmo e por provocar essa reação nele. Por dar tanto prazer a ele. Seus movimentos foram arrefecendo e ele parou enterrado em mim. Seu grande corpo em espasmos sobre o meu, me mantendo prensada na maca. Seu nariz arrastou para minha nuca e me cheirou profundamente. Espalhou beijos suaves até minha tatuagem. Lambeu-a. Ronronei. Ele já adorava me tomar por trás. Depois que fiz a tatuagem ele ficou obcecado. Tão dominador, meu lindo marido. — Cristo! Qualquer dia desses corro o risco de estampar os jornais com a seguinte manchete: engenheiro famoso desmaia sobre o corpo da esposa. M otivo? Ela é gostosa demais... — sussurrou, me bajulando, sorrindo baixinho, deslizando a língua pela minha coluna. Sorrio fracamente sob seu peso enorme. Ele riu mais e saiu de cima e de dentro de mim bem devagar. Gemi vergonhosamente. Ele também. Desamarrou meus tornozelos que estavam bem abertos e presos nas pernas da maca. M assageou-os com suavidade e firmeza ao mesmo tempo. Beijou minhas panturrilhas e veio para a minha frente. M eus pulsos foram soltos das algemas. Desde o episódio com Carl, Jay só usa algemas revestidas para não me machucar. Cuidou dos meus pulsos e os beijou. Amo essa bajulação que faz comigo depois do sexo bruto.

Ronronei quando me ajudou a sair da maca, que apesar de ser acolchoada já estava incomodando. M e levantou nos braços fortes e me levou para a cama. Estávamos no quarto de jogos. Temos vindo com menos frequência depois que nossas filhas nasceram há quatro meses. M as sempre que dá nos refugiamos aqui. Jogar está na nossa essência. Ele gosta de me dominar e eu amo loucamente ser dominada por ele, meu marido antes de tudo, mas sempre será meu dono, meu senhor. — Temos meia hora antes das meninas acordarem para mamar, amor. — murmurei em seu peito quando me puxou para seus braços, assim que nos deitamos na cama. — Hum, ainda tenho meia hora para mimar minha ruivinha linda. — sussurrou, levantando meu queixo e me beijando ternamente. — você me faz tão feliz, meu anjo. — os olhos de ônix seguraram os meus, cheios de amor, devoção. Então um riso arrogante se abriu em sua boca. — nós realmente conseguimos fazer gêmeos de novo? — Humm, nós conseguimos, grandão. — murmurei, rindo também. — Eu amo minhas ruivinhas. — riu emocionado agora. — todas as três ruivinhas lindas. — Nós também te amamos. — sussurrei em sua

boca. — eu e nossos pequenos. — Nós conseguimos, não é, anjo? — disse depositando pequenos beijos em meus lábios. — nós temos uma família linda. — Sim, amor. Nós conseguimos. — concordei e aprofundei o beijo. Ele rosnou, rolando por cima de mim. — M eia hora? — sorriu perversamente, abocanhando meu seio esquerdo. Gemi. Sorriu mais. — Seu tarado. — miei, já me derretendo sob ele... — Elas são tão perfeitas, amor. — Jay falou ninando e beijando a cabecinha de Samantha, meia hora depois. Eu quis homenagear minha mãe e o nome é lindo também. Sorrio amamentando Emilly. As duas eram ruivinhas, mas os olhos eram escuros como os do pai. Parece que somos bons em nos misturar nos nossos filhos. Dom havia nos provocado no hospital quando as meninas nasceram dizendo que juntos éramos muito perigosos. E se continuássemos nesse ritmo teríamos um time de futebol misto. Jay o encarou arrogante e

disse que estava se roendo de inveja porque só fazia um de cada vez. Leon acabou entrando na troca de gentilezas, enquanto eu, Júlia e Helena ríamos deles. M eu grandão foi um marido perfeito, amoroso e atencioso na minha gestação. Ele conseguiu se redimir da ausência com Lucas e Samuel. Às vezes o sentia tão conectado com minhas necessidades que adivinhava meus pensamentos e desejos. M eu lindo príncipe fodão. — Elas são. — assenti, retirando o seio da boquinha de Emilly. Ela já dormia tranquila de novo. — dê-me Samantha, amor. — pedi depositando o pequeno pacote adormecido no berço. M e aconcheguei na cadeira de balanço e ele me entregou minha pequena. Esse é um momento tão especial. Acariciei a penugem ruiva da sua cabecinha e sorrio, enquanto ela começava a sugar suavemente. Quando levantei os olhos, Jay estava nos olhando. Um misto de amor, ternura e orgulho em suas feições morenas. Ah! Deus! Amo tanto esse homem. Seu olhar me disse a mesma coisa quando encontrou o meu. — Papai. — desviamos nossos olhos para a porta do quarto conjugado ao ouvir a vozinha de Lucas. Ele e Samuel estavam lá, parados. — tem um monstlo embaixo da nossa cama. — disse baixinho. — Ei, campões. — Jay foi até eles e os levantou um

em cada braço. Eu nunca me canso de ver essa cena. — eu pensei que tivesse expulsado esse monstro a semana passada. — disse sorrindo ternamente para eles. — M as ele voltou. — Samuel falou. Os dois grudaram no pescoço do pai. — você vai expulsar de novo, papai? — O papai vai com certeza. — disse solene. — essa é uma das minhas tarefas. Expulsar monstros intrometidos do quarto dos meus garotões. Vamos lá chutar a bunda dele? — os dois riram lindamente. Eu também sorrio. Ele tinha tanto jeito com criança. Dessa vez ele me pegou olhando-os. Abriu aquele riso lindo, arrogante, másculo e sexy que me tem de calcinha molhada a maior parte do tempo e acrescentou: — vamos, digam boa noite para a mamãe. — Boa noite, mamãe. — os dois disseram ao mesmo tempo. — Boa noite, meus anjinhos. M amãe ama muito vocês. — disse com minha voz um pouco embargada. Eu sou uma manteiga derretida quando se trata dos meus filhos. Além disso, eles estavam meio enciumados pelas meninas. Eu e Jay temos nos desdobrado para não deixá-los sem atenção. — Também te amo, mamãe. — Lucas se adiantou como sempre.

— Te amo também, mamãe. — Samuel falou e meus lindos homens deixaram o quarto. Eu suspirei e encostei a cabeça no espaldar da cadeira. Nossa vida havia entrado nos eixos. Amanhã é o casamento de Sílvia. Sim, ela também conseguiu seu final feliz. A equipe de advogados do meu marido é perfeita, fodona mesmo. M inha prima aprendeu a dura lição e aproveitou bem sua segunda chance. Ela saiu da prisão há seis meses, mas ainda presta serviços comunitários em um abrigo de mulheres vítimas de violência. Costumo dizer que ela teve duas segundas chances, porque o advogado principal do caso se apaixonou por ela. Um conto de fadas, não é? Um lindo e destemido príncipe matando dragões pela mulher amada. Ok, isso provavelmente foi sentimental demais. M as é assim que costumo pensar na grande virada na vida de Sílvia. Ela se apaixonou pelo cavaleiro de armadura brilhante também. Certo, divaguei outra vez. M as não podem me culpar. Não é nenhum crime ser romântica, é? Bom, resumindo, Leonard e Sílvia oficializam a união amanhã. Eu e Jay seremos os padrinhos. Sim, não há mais mágoas em meu coração. Ela provou que é uma pessoa diferente agora. Pediu perdão a nós dois e resolvemos dar-lhe esse crédito. Somos família de novo. Balancei suavemente e meus olhos foram pesando. Devo ter adormecido

porque nem senti Jay tirando Samantha dos meus braços. Acordei com o cheiro delicioso do meu marido. M eu rosto colado no peitoral poderoso e nu. Ele riu quando me percebeu acordada. Depositou-me suavemente na cama e puxou o lençol sobre nós. Jayden — Boa noite, ruivinha linda. — sussurrei puxando-a para meu peito. Ela ronronou e se aconchegou mais. — Ainda me acha linda mesmo com seis quilos a mais, seios de atriz pornô e uma barriga que ainda não voltou ao normal? — murmurou em tom de brincadeira, mas detectei um que de insegurança. Ela não tem ideia de como parece linda para mim agora. De como adorei vê-la desabrochar na gravidez. Ver sua barriga crescer. De como quase morri de susto e alegria quando o obstetra nos disse que teríamos gêmeos de novo. Ah! Nada do que ela descreveu a faz feia aos meus olhos. Ela sempre será linda para mim. Sempre. Levantei seu queixo, forçando-a me encarar. — Nada disso que falou agora a faz feia para mim, meu anjo. — disse suavemente, mas sério. Não a quero

com coisas assim na cabeça. — você é e sempre será linda para mim, amor. Sempre. — seu rosto se iluminou com minhas palavras. Os olhos incríveis brilhando de amor por mim. Não resisti a uma provocação, no entanto. — além disso, tenho um plano de atividades físicas que vai fazer você suar muito e entrar em forma bem rápido, amor. — ela bufou. — Você só pensa em sexo, seu tarado. — sorriu. — Não, você é quem tem a mente pervertida, meu anjo. — franziu o cenho. — estou falando do boxe. — gargalhei quando corou encabulada. — você vai treinar comigo. Que tal? — levantei as sobrancelhas sugestivamente. – nós dois suados e ofegantes no ringue... — tenho certeza que as imagens que rondaram sua mente não tinham nada a ver com boxe. Ok. Confesso que na minha também não. — M as é claro que sexo está definitivamente incluso nesse programa, ruivinha linda. — Claro que está, grandão. — revirou os olhos, mas sorriu, beijando-me suavemente. — boa noite, amor. Você é o melhor marido que uma mulher pode querer. — sussurrou na minha boca. Não falei? Ela sempre será linda para mim. — Boa noite, anjo. — murmurei de volta. Nossos olhares presos. — você também é a melhor mulher que

um homem pode querer. Linda por dentro e por fora, uma mãe excepcional, esposa dedicada e amorosa. — pausei um pouco, não resistindo a mais uma provocação. Ela tinha um riso brincando nos lábios cheios. — e ainda gosta de foder duro. Que mais um homem pode querer? — chiou, batendo no meu peito, mas caiu na gargalhada. Seu riso lindo, contagiante. Ri também. — você é a porra do pacote completo, amor. Eu nunca tive a menor chance contra você. Sabe disso, não é? A partir do momento em que vi esses olhos incríveis eu fui seu, anjo. Não importa o que houve. Todo o tempo que ficamos longe. — levei sua mão ao meu coração. — aqui dentro sempre foi só você, amor. Só você. — seu riso foi sendo suprimido pela emoção. Ela piscou, lágrimas se formando em seus olhos. — Como consegue ser tão machista e romântico ao mesmo tempo? Eu amo isso, grandão. — murmurou, rindo tremulamente. — eu te amo tanto, amor. — Também te amo, meu anjo. M ais do que qualquer palavra consegue definir. — sussurrei e nos beijamos lenta e apaixonadamente. — vem, vamos dormir, amor. — a aconcheguei mais a mim e não demoramos a cair no sono. Parei na porta do closet e fiquei olhando-a. M eus olhos apaixonados bebendo cada detalhe de sua silhueta

visivelmente mais cheia, mas ainda assim, elegante, linda. Seus olhos levantaram e cruzaram com os meus através do espelho. Sorriu-me suavemente. — Ei, amor. — sussurrou, enquanto colocava os brincos de brilhantes. Avancei devagar, me deliciando com a visão da sua bunda empinada no longo azul marinho. — Ei, meu anjo. — murmurei, enlaçando-a por trás. — esse decote traseiro é indecente, amor. Todo maldito homem no casamento vai ficar de olho na bunda da minha mulher. — rosnei. Ela sorriu, divertida. Sorrio também, beijei a tatuagem bem exposta pelo coque elegante que usava. Isso acalmou a fera dentro de mim. — meu consolo é que todos podem ver a quem você pertence. — mordisquei suavemente seu ombro e pescoço. — porra! Fico louco de tesão toda vez que vejo meu nome em você, amor. — Vamos, grandão. — miou quando esfreguei meu pau bem desperto em sua bunda. — somos os padrinhos. Não podemos nos atrasar. — suspirei resignado. — Feche os olhos, ruivinha linda. — pedi. Seu rosto foi tomado pela expectativa e ela os fechou, rindo suavemente. Tirei a gargantilha de brilhantes e prendi em seu pescoço reverentemente. — pode abrir, anjo. —

seus olhos se iluminaram como safiras. Tocou a joia emocionada. — Oh! Amor! Ela é linda. — murmurou quase para si mesma. Nossos olhos se encontraram outra vez pelo espelho e uma expressão calculadamente submissa cruzou seu semblante. — como uma coleira, meu senhor? Oh! M erda! O bastardo ganancioso dentro das minhas calças se rebelou, louco para brincar em seu playground. Ela adora me provocar. — Sua provocadora de pau! — rosnei, dando um tapa suave em sua bunda. — é uma gargantilha. M as já que tem a mente poluída, vai usá-la sempre que eu quiser te foder no quarto de jogos. — choramingou, os olhos muito dilatados. Sorrio, perversamente. — está usando calcinha? — meu tom foi duro. Ela acenou. — tire-a. Quero olhar para você a festa toda imaginando essa bocetinha perfeita toda melada para mim. — grunhiu e levantou o vestido fazendo obedientemente o que pedi. Passamos nos quartos dos nossos filhos e demos um beijo em cada um. Cassie já havia amamentado as pequenas e armazenado leite para as próximas quatro horas, quando elas acordariam. M inhas ruivinhas eram um reloginho.

A festa estava animada. A pista de dança no jardim de Leonard, estava lotada de casais. Sílvia havia tirado a sorte grande. M as justiça seja feita, ela havia deixado de ser uma vadia depois de tudo. Se desculpou conosco. Aguentou um ano enjaulada. Acho que precisava disso para repensar seus erros. É uma pessoa muito melhor agora. Isso salta aos olhos. Quem diria que Leonard, um solteirão convicto iria cair tão rápido por uma boceta? Não contive um riso com esse pensamento. Eu não sou o mais indicado para criticar isso. Caí duramente por uma boceta. Uma linda boceta ruiva. Apertei mais a cintura delicada de Cassie e a colei a mim, nos movendo no compasso suave do jazz. — Ei, o que foi esse sorriso safado, grandão? — murmurou na minha boca. — Estava pensando que nós homens, não temos chance quando encontramos a boceta perfeita. — ela bufou alto. — Amor, por que não me beija e para de tentar ser romântico? — debochou, rindo abertamente de mim. — Uh! Por acaso está dizendo que seu marido não é romântico, meu anjo? — finjo-me de ofendido. — Amor, você é uma mistura maluca de ogro com Shakespeare. — riu mais alto. Alguns casais olharam para nós.

— Vai dizer que não gosta, ruivinha? Hum? — mordi seu lábio superior, meu olhar prendendo o dela, mandando mil mensagens sujas. Arquejou. Sorrio malvado. — oh, você gosta, não é, Sr.ª Di Castellani? — Eu amo isso, Sr. Di Castellani. — miou e tomei finalmente sua boca não me importando onde estávamos. Desci as mãos da cintura para onde acabava o decote na parte baixa das costas e me pressionei sutilmente nela. Gememos e nos beijamos deliciosamente até ficarmos sem fôlego. Separamos as bocas para respirar e colamos nossas testas, arfando, rindo como dois bobos. Amo tanto essa mulher. Porra! Eu amo fodidamente essa mulher! Estávamos voltando para casa, quando Isaac freou a limusine bruscamente, uma pancada fraca soou e um corpo pequeno e ágil rolou sobre o capô. — Oh! M erda! O garoto se jogou na nossa frente! — Isaac rosnou, já saindo do carro. Saí também, seguido por Cassie. Não era exatamente um bom horário para ficarmos expostos assim na rua. Já passava das duas da

manhã. Isaac o ajudava a se levantar quando chegamos à frente do carro. — M e solte, seu babaca! — rosnou o garoto maltrapilho, distribuindo socos e pontapés. Isaac o dominou torcendo seu braço para trás. Antes que eu abrisse a boca fomos cercados por uma turma de cinco adolescentes. Esses eram maiores e tinham canivetes nas mãos. Pavor deslizou na minha coluna quando compreendi a situação. O garoto estava pálido e tremendo. Porra! Ele estava fugindo. Imagens de um passado distante tomaram minha mente. Um adolescente perdido nas ruas correndo de uma gangue inteira. Sendo encurralado, espancado e esfaqueado nas costas. Eu. Tremi com essas lembranças. — Solte o nosso irmão, imbecil! — rosnou o maior e mais encorpado. O garoto parou de lutar, visivelmente apavorado. — Você é irmão deles, garoto? — inquiri, sem tirar os olhos dos delinquentes à nossa frente. — Sim, ele é, babaca! — o enfezado rosnou de

novo. Cerrei os punhos, a ira se espalhando em meu corpo. Tudo dentro de mim se rebelando em favor do garoto que era obviamente o alvo de um acerto de contas. Eles achavam mesmo que cinco garotos mal saídos das fraldas iriam me amedrontar? Sorrio friamente. — Responda, garoto. — grunhi e virei, puxando Cassie para mais perto de mim. — é irmão deles? Ou eles querem machucá-lo? — o garoto desviou o olhar apavorado para a turma e pânico passou em seu semblante, mas se empertigou todo, levantando o queixo para mim. — Somos irmãos de rua, idiota! — disse com arrogância, mesmo se encontrando em desvantagem. Eu admirei isso nele. Porra! Eu me vi nele. Garoto insolente. M arrento. Tive que conter um riso porque gostei desse merdinha. Gostei muito. — Vão embora. — falei calmo, mas mandando uma mensagem clara para a gangue com meu olhar. O mais afoito veio para cima empunhando o canivete. Empurrei Cassie para trás de mim e em dois tempos ele estava gemendo no chão com o nariz sangrando. Outro veio ainda mais afoito. Bufei entediado antes de torcer seu pulso, fazendo-o se ajoelhar gritando de dor. Soltou o canivete. Dei um chute no seu traseiro magro e o

empurrei para cima do outro. — será que tem mais algum valentão aí? — grunhi para os outros. Eles se entreolharam chocados. M enearam as cabeças freneticamente e se viraram correndo como loucos. Os dois idiotas no chão se levantaram e saíram cambaleando. Sumiram todos dobrando a esquina. Ajeitei meu terno devagar e voltei a olhar o menino com mais atenção. — Uau! Cara! Você parecia o Van Dame. — disse entusiasmado, mas então sua expressão se fechou percebendo que havia baixado a guarda. Ao menos tinha me chamado de cara em vez de idiota. Era um começo. O observei mais atentamente. Era franzino, mas tinha um porte altivo, arrogante. Era moreno, cabelos e olhos escuros. Eu definitivamente me vi nele. — por que está me olhando assim? Tire uma foto que dura mais, palhaço! — rosnou. Isaac gargalhou. Eu o segui. Porra de garoto insolente! Cassie riu suavemente atrás de mim. — Ele me lembra alguém, amor. — murmurou para mim. A encarei e um mundo de coisas foram ditas sem palavras. Seu semblante ficou chocado inicialmente, mas

depois seus olhos ficaram brilhantes, emocionados. — Eu acho que a história está se repetindo, meu anjo. — sussurrei para ela. — você me apoia nisso? Vamos fazer isso juntos, amor? — ela pousou os olhos marejados no garoto, seu semblante suavizando como quando olhava nossos filhos. M e encarou de novo. — Estou com você, amor. — afirmou sem vacilar. Peguei suas mãos e as beijei reverenciando essa mulher inacreditável. Sei que pode parecer loucura. Só vi o garoto por uns cinco minutos, no máximo, mas eu sinto que devo fazer algo por ele. Eu farei. Nós faremos. Talvez ele tenha uma família e esteja apenas solto nas ruas. Esse pensamento tirou um pouco da minha empolgação. — Pode soltá-lo, Isaac. — assim que foi solto se empertigou todo, ajeitando o casaco velho de moletom que ameaçava engoli-lo. Andei até ele. — sou Jayden King. — estendi a mão. Ele ficou lá me olhando como se eu fosse louco, então a compreensão encheu seu semblante. — King? O tal engenheiro do edifício em Kensington? — o edifício rendeu vários artigos em revistas e um prêmio a Cassie pela fachada moderna. Ela havia combinado vidros que mudam de cor de acordo com a posição do sol e das estações do ano. O resultado

é um jogo de cores impressionante quando avistamos o prédio. Eu rachei de orgulho dela. M inha arquiteta fodona. — Sim, sou o tal engenheiro. — sorrio. — e essa é a arquiteta que projetou a fachada. M inha esposa, Cassie. — Um riso ameaçou se abrir pela primeira vez em seu rosto e ele limpou a mão nas calças sujas e finalmente pegou a minha mão, apertando-a firmemente. — Porra! Aquilo foi demais, cara! — então desviou o olhar para Cassie ao meu lado e sorriu, meio encabulado, quase tímido. — desculpe, senhora. — Sem problemas, querido. — Cassie disse sorrindo-lhe. — Sou M ike. — falou e soltou a minha mão, ajeitando o casaco de novo, se preparando obviamente para ir embora. — eu, hum, obrigado por me salvarem daqueles caras. Eles provavelmente iriam me esfolar vivo, mas agora preci... — Quantos anos tem, M ike? — Cassie tomou a frente. Os olhos escuros do garoto se estreitaram um pouco, ressabiado, sua postura gritando que sairia correndo a qualquer momento. — Vou completar dez amanhã, senhora. — disse e seus ombros caíram um pouco ao mencionar isso. — M e chame de Cassie, por enquanto, querido. —

ela sorriu docemente e tomou minha mão na sua. — meu marido e eu gostaríamos de saber um pouco mais sobre você. — Por quê? — perguntou à queima roupa. — senhora, isso tá ficando estranho pra cacete. — ficou sem jeito de novo. — merda. Desculpe. — revirou os olhos ao cometer outra gafe. Todos nós sorrimos. Ele esboçou um leve sorriso. — obrigado por tudo. Eu vou indo. — Para onde vai, M ike? — falei às usas costas. Ele apenas olhou-me por cima do ombro, seguindo seu caminho. — eles vão pegá-lo no momento em que o deixarmos sozinho. Sabe disso, não é? — isso o fez parar. Seus ombros caíram e ele se virou para nós. Havia medo, mas também havia orgulho em suas feições. Ele não queria caridade. Caralho! M uito parecido comigo! — venha. Nós te damos uma carona até sua casa. — ele cerrou os punhos ao lado do corpo. — Eu já estou em casa, caso não tenha percebido, riquinho. — cuspiu. Isaac riu de novo. Porra! Esse garoto precisava aprender lidar com a raiva. Insolente. Bom, é melhor riquinho do que idiota, babaca e palhaço. — Você teria interesse em entrar para um time de futebol misto? — disse e Cassie riu do meu lado. — Cara, você é doido ou está drogado? — desviou

os olhos para Cassie. — seu marido é sempre assim? — ela sorriu mais. — M eu marido tem uma história parecida com a sua, querido. — os olhos dele se arregalaram, incrédulos. — o que me diz de ir conosco até nossa casa? Você está com fome? Posso fazer um lanche. Você se alimenta e pode passar a noite em segurança. Amanhã conversamos. Se quiser entrar para o time de futebol misto vou ficar muito feliz. — ele a olhou desconfiado, mas não fez a mesma pergunta desrespeitosa que fez para mim. — você pode confiar em nós, querido. M eu marido está certo quanto àqueles garotos. Você está seguro conosco, prometo. — ele ponderou uns momentos e assentiu quase imperceptível. — Isaac vai acomodá-lo na limusine. — falei e ele me olhou ainda em guerra consigo mesmo, mas andou lentamente em direção ao veículo. — Porra! Irado aqui dentro! — exclamou assim que entrou no banco traseiro. — Garoto, você tem uma boca muito suja. Vamos ter que trabalhar nisso. — rosnei. — Desculpe, cara. — respondeu sorrindo. Isaac se acomodou na direção e puxei minha mulher para meus braços antes de entrarmos. — Você está mesmo bem com isso, meu anjo?

Seus braços rodearam meu pescoço, os olhos incríveis me encararam cheios de amor e orgulho. — Você tem um grande coração, amor. — beijou-me suavemente. — meu lindo príncipe fodão. — sussurrou. Sorrindo, aprofundei o beijo. Agradecendo-a por ser essa mulher especial e me entender como nenhuma outra pessoa faz. Dei pequenos beijos e separei nossas bocas, nossos olhos se abriram e nos encaramos, rindo da nossa indiscrição. Isaac devia estar rindo de nós também. — Vem, ruivinha linda. — sussurrei em sua boca. — depois que cuidarmos do marrentinho, prometo te mostrar outra parte da minha anatomia que é grande também. — estremeceu e sorriu baixinho. Entrelaçamos nossas mãos e entramos no carro. Eu teria um trabalhão com M ike, mas eu definitivamente o queria no meu time misto. Sem contar que dobrar o merdinha vai ser divertido... CAPÍTULO BÔNUS Quatro anos e alguns meses depois... Cassandra Andei na direção do pequeno lago na nossa propriedade. Os últimos raios de sol dourando o entardecer do outono. As risadas dos meninos enchiam o jardim. Parei uns momentos e fiquei apenas os observando. M eus filhos. Ou o time de futebol misto

que Jay e eu montamos como diria Dom, meu muito irreverente cunhado. Não consigo conter meu riso orgulhoso, feliz pela linda família que construímos. Júlia e Leon passaram no início da semana a caminho de uma visita diplomática em Paris e deixaram Damien, Antonella e o pequeno M ax conosco. Damien é muito apegado à Jay e acaba influenciando os irmãos. Anna Júlia e Felipe estavam aqui também, enquanto Dom e Helena faziam uma visita aos trabalhos da Fundação Príncipes Di Castellani na Colômbia. Jay é tão coruja com os sobrinhos. Todos eles fazem farra quando encontram o tio. Nos encontraríamos na próxima semana para deixar os pequenos em Ardócia e seguir para Las Vegas. Sorrio ao imaginar o que o Dom preparou para seu aniversário de casamento. Logo depois retornaríamos à Ilha para o aniversário de casamento do tio M ax. Um gritinho infantil, seguido de choro me faz virar a cabeça e vejo M ike correndo para levantar Antonella da grama. — Ella! Ei, pronto. Shhhh. — ele murmurou pegando-a no colo. Ella é a forma como Damien a chama e todos nós acabamos adotando. — não foi nada, pequena. Aproximei-me dos dois e passei os olhos pela pele branca da pequena. O joelho direito estava com uma

escoriação leve. Ela fazia beicinho, os lábios muito vermelhos, os olhinhos verdes cheio de lágrimas. A acalmei beijando o ferimento. — Tá doendo muito. — reclama, seu rostinho contorcendo. Sorrio, beijando seus cabelos. — Foi só um arranhão, Ella. Já, já vai passar, querida. — Eu vou passar um remédio, boneca. Não vai doer nada, você vai ver. — M ike disse suavemente. Ele sempre a chama desse apelido. Ella realmente parece uma bonequinha. É tão amoroso com seus irmãos e primos. — eu já volto, mãe. A senhora fica com esses bagunceiros? — ri para mim. M eu coração se enche de amor e orgulho cada vez que meu menino marrento me chama assim. Foi um longo caminho, mas Jay e eu conseguimos integrá-lo ao nosso time. Às vezes me pergunto se ele não é um filho biológico perdido do Jay de tão parecidos fisicamente e na personalidade. M as não, são apenas muitas coincidências, como o fato de M ike também ser um produto de orfanatos e lares adotivos onde nunca foi aceito e amado, exatamente como meu grandão. — Claro, querido. Vá cuidar de Ella. — assenti e fiquei olhando-o se afastar com a pequena nos braços. Ele era tão bonito. Seu porte já é alto e forte e ainda nem

tem quinze anos. Quer ser engenheiro como seu pai. Eu sei que vai ser um homem lindo, talentoso e íntegro porque tem nos mostrado isso a cada dia. Suspirei e me voltei para meus bagunceiros preferidos. — M amãe! — Samantha me grita, mas para, rindo e colocando um dedinho nos lábios num gesto de silêncio e antes que pudesse perguntar, braços fortes me rodeia a cintura. — papai chegou! — ela grita e logo os outros a seguem fazendo uma festa ao nosso redor. — Ei, ruivinha linda. — Jay sussurra no meu ouvido, meu corpo todo treme com seu tom profundo, seu cheiro, seu peito duro e musculoso se moldando às minhas costas. É incrível como ainda somos tão intensos na cama como no começo. Agora precisamos fazer alguns arranjos porque temos muitos filhos que exigem nossa atenção e amor dobrados. M as nossa necessidade um pelo outro não diminuiu e acho que não vai diminuir nunca. A quantidade com certeza vai arrefecer com o tempo, mas a intensidade, a necessidade sempre estará conosco. Eu o amo com todo o meu coração e ele me ama da mesma forma. — Ei, grandão. — miei, sorrindo um tanto ofegante, sentindo-o espalhar beijos quentes em meu pescoço e ombro. Virei-me em seus braços, apoiando as mãos em seu peito. Ele estava tão sexy ao final de um dia de

trabalho. Havia se livrado do terno e a gravata estava frouxa. Nossos olhares se encontraram e ele riu perversamente vendo a luxúria em meus olhos. — Casa da piscina ou treino de boxe? — murmurou na minha boca, um brilho safado tomando a íris escura. Ele levou a sério sua proposta de recuperar minha boa forma no boxe e eu... Bem, eu amo cada treino de boxe. Ele me faz suar muito... Não consigo conter meu riso guloso de antecipação e o provoquei usando meu tom submisso que adora: — Boxe, meu senhor. — os olhos de ônix brilharam duros, lascivos e sua mandíbula apertou. Eu sei que vai me punir mais tarde por provocá-lo assim na frente das crianças. Eu mal posso esperar. — preciso manter minha barriga e bunda firmes. — Seu traseiro está firme pra caralho, escrava. — rosnou, e sussurrou no meu ouvido. — minha mão e meu pau estão coçando para abusar dele mais tarde, uma e outra vez, bem duro, até você aprender a não ser tão atrevida. — gemi baixinho. Seus olhos voltaram para os meus. — isso é o que você ganha por me provocar, meu anjo. — ri amplamente ao ver meu estado, beijando meus lábios suavemente. — Papai, vamos jogar futebol? — Lucas grita e nos viramos para os meninos no pequeno campo que Jay

havia feito para eles. Samuel, Damien, M ax e Felipe endossam o pedido. — Não, o papai vai brincar de casinha comigo, a Sam e a Anna. — Emilly gritou do outro lado. Jay riu indo até as meninas e pegando nossas filhas, uma em cada braço. — Deem-me alguns minutos, campeões. — pediu para os meninos, que fizeram caras de poucos amigos, dois pares de olhos azuis, dois negros e um âmbar, muito contrariados. — garotas ruivas são muito geniosas. — revirei os olhos rindo da sua provocação. — vamos, princesinhas. Vamos brincar de casinha. — elas fizeram festa cobrindo o rosto do pai de beijos. — Será que eu consigo substituir o papai nesse jogo? — perguntei para os meninos, seus rostinhos se iluminaram e eu fui até eles. Brincamos até o sol se pôr com a turma agitada. Depois que as babás cuidaram de cada um deles, eu e Jay fomos nos preparar para nosso treino de boxe. Olhei-me no espelho do closet e um riso se abriu no meu rosto. M eu corpo não só havia voltado à boa forma, como havia ganhado músculos mais firmes e levemente aparentes. Não considerem isso como vaidade, por favor. Vocês já deram uma boa olhada no meu marido? Hum, então conseguem entender porque preciso estar

bonita para ele. Jay é a perfeição masculina. Sou louca por cada centímetro daquela pele morena, daqueles músculos duros, fortes. M inha boca já saliva só em pensar na minha língua correndo pelo abdome que tanto amo. Sacudo a cabeça para expulsar meus pensamentos lascivos, avançando pelo corredor do segundo andar, onde fica nossa academia particular. Abri a porta devagar e entrei me encostando à ela. Jay já estava lá no ringue. Puta merda! Nunca me acostumo com essa visão. Ele em seus shorts de treino. Hoje usava um branco que destaca sua tez morena. Ele estava debruçado sobre as cordas, certamente aguardando a minha chegada. Um riso perverso se espalhou em sua boca, enquanto observa minha caminhada em sua direção. Os olhos negros brilham deslizando por todo o meu corpo. O desejo claro em suas feições e isso me deixa em apuros, porque já estou ofegando e ainda nem começamos o treino. Ele ri mais, se divertindo em me deixar excitada. Tão malvado... E eu adoro isso. — Traga esse traseiro gostoso aqui, ruivinha. — ri, se dirigindo para o meio ringue. Ele faz aquela coisa de lutador profissional, pulando e socando à sua frente. Lindo demais! Sorrio içando-me para o tablado suspenso. Rolei por baixo das cordas e coloquei-me de

pé rapidamente num movimento ágil que ele havia me ensinado logo no primeiro dia. — uau! Amei esse top, Sr.ª Di Castellani. — seu tom soa muito bajulador e seus olhos descem famintos pelo meu colo no top vermelho e muito justo. — é novo? Seus peitos parecem que vão saltar a qualquer momento e eu estou louco para ver isso. — ri perversamente, enquanto seu olhar segue pelo meu ventre agora reto e tonificado. Seu maxilar trinca quando para no monte entre minhas coxas. O short combinando com o top é escandalosamente justo. Jay tomou uma respiração aguda e me encara. — provocadora... — rosnou antes de tomar sua posição de combate. — Que bom que gostou, meu senhor. — sussurro, preparando-me também. Ele rosna outra vez. — Continue assim e será fodida antes do treino, escrava. — ai, Deus. Sorrio e o ataco num gancho de direita. Ele esquiva e sorri, lindo, arrogante, superior. Continuo tentando acertá-lo, mas ele é muito mais rápido e tem anos de treino. Cerca de meia hora depois, já estou ofegante e seu corpo grande está me distraindo. Não consigo me concentrar direito com seu peitoral musculoso, tatuado e seu muito impressionante pacote de oito descobertos bem na minha frente. Soltei um gemido. Gargalhou e

bloqueia mais um soco, girando meu braço, me puxando com força contra seu peito. Gemi de novo, lamuriosa, quando senti seu pau bem desperto na minha bunda. — Porra! Você está tirando a minha concentração com esse top e short indecentes do caralho, anjo. — grunhiu no meu ouvido. Suas mãos passeando pelo meu ventre. Gritei de luxúria quando uma desceu apalpando minha vagina e a outra puxou meu seio direito para fora do top. — vamos suar de uma forma bem mais interessante agora, minha putinha gostosa. — mordeu meu lóbulo, moendo, cavando no meio do meu traseiro. — é isso que você queria o tempo todo, não é? Tomar o pau do seu dono nessa bocetinha gulosa. — deu um tapa em minha vagina. Gritei, meu short molhando com minha excitação. — Sim, era isso que eu queria, meu senhor. — miei desavergonhada. Ele me deu um tapa forte na bunda e riu perverso, mordendo meu pescoço. — Tire a roupa e fique de joelhos, escrava. — rosnou, seu tom dominante me fazendo tremer as pernas. M e livrei rapidamente das roupas, mas não caí imediatamente na posição que ordenou. M eus olhos correram esfomeados pelo peitoral e abdome suados e lambi os lábios. Ele riu malvado, arrogante, sabendo o que eu queria fazer, o que amo fazer. — vá em frente,

faça o que sei que está louca para fazer. — Sorrio, não me importando com seu sorriso sem vergonha e convencido. M e aproximei mais e deslizei as mãos pelos músculos firmes do peito. Ele rosnou baixinho com meu toque. — Você é tão lindo, amor. — murmurei quase para mim mesma e minha língua saiu ansiosa, desejosa, lambendo a pele suada. Ele soltou um gemido tão esfomeado quanto o meu. Rio, me sentindo poderosa de afetá-lo assim. Fui descendo, lambendo, beijando, me deliciando com cada gomo do seu abdome, seus músculos se contraindo com meu ataque. — Chega, sua provocadora! — grunhiu, arrancando seu short, o pau enorme e grosso, erguido, babando présêmen da ponta. — de joelhos, escrava! — cravou as mãos em meus ombros e eu caí obediente diante dele. — sem mãos, use apenas essa boquinha perfeita. — ordena e recolhi as mãos atrás das costas. Ele segurou seu eixo e esfregou a ponta espessa em meus lábios. — abra-os! M ama bem gostoso no seu dono, minha putinha! — rosnou e caí de boca. Estiquei os lábios à sua volta e chupei a cabeça, lambendo devagar. Ele assobiou, seu corpo estremecendo. Enfiou as duas mãos em minha nuca e me puxou rudemente, metendo até a minha garganta. — ahhhh! Porra! Tão gostosa, escrava... —

puxou meus cabelos e passou a me foder com vigor, obrigando minha mandíbula a relaxar e tomar o máximo possível dele. Lágrimas enchem meus olhos e já estou sem ar, mas continuei chupando-o, deixando me comer como ele precisa. — chega! Quero gozar na minha bocetinha ruiva. — Soltei-o, gemendo, ele riu perverso e me puxou para cima, tomando a minha boca num beijo urgente, lascivo. Comeu-me nesse beijo. Quando separou nossas bocas, me olhou num misto de ternura e luxúria. O marido e o dominador se alternando em suas ações. Acariciou meus lábios. Gemi. Seus olhos incendiaram. — de quatro, putinha! — choraminguei e me pus na posição subserviente. Jayden Linda pra caralho! Não me canso de ver minha mulher assim, entregue, rendida, submissa, pronta para ser possuída por mim, seu dono, seu senhor, seu marido. M e masturbei lentamente, me deliciando com a visão de sua bunda firme, empinada. Ela recuperou a forma e ainda ganhou músculos tonificados depois do nascimento das nossas filhas. Eu sei que ela pensa que me importo com isso, mas não. Eu amo essa mulher de uma forma tão louca, intensa e transcendental que não me importa se está em forma ou acima do peso. Para mim sempre vai ser ela, apenas ela.

— Isso, boa menina. — bajulei-a, me abaixando, deslizando as mãos pelos ombros macios, joguei seu rabo de cavalo para o lado, expondo a tatuagem. M eu peito enche de amor e meu pau é tomado pela luxúria sempre que vejo meu nome gravado em sua pele branquinha e delicada, perfeita. — a quem você pertence, escrava? — murmurei, mais suave agora, descendo as mãos pelas costas esguias, numa carícia lenta. — A você, meu senhor. — gemeu, quando acariciei os globos firmes do seu traseiro. — você é o meu dono. — dou um tapa forte na nádega direita. Gemeu lascivamente e intercalei palmadas com massagens e lambidas na pele rosada. Linda! A perfeição do caralho! M eus dedos desceram sondando sua boceta. — porra! Tão meladinha, meu anjo. — minha voz é apenas um rugido. M eti dois dedos, rasgando-a bem fundo. Nós dois gememos. M e abaixei mais e caí de boca em sua linda boceta. Intercalei lambidas com estocadas, ela já estava tremendo, seu corpo se preparando para o orgasmo. Retirei os dedos, deixando-a pendurada. Rio com seu lamento. Dou mais dois tapas fortes em seu traseiro e puxo seu rabo de cavalo. — quieta, escrava! Você só goza quando eu quiser. Se eu quiser, entendeu! — ela soltou um suspiro baixinho e acenou com a

cabeça, obediente. Isso sempre me derrete. Ela me domina e nem se dá conta disso. — boa menina. — ronronei e beijo onde bati. M e alinhei em sua vulva melada e cravei as mãos em cima da carne gorda da bunda. Sua respiração travou na expectativa, rio baixinho e me enfiei numa estocada forte até o fundo. Gritamos os dois. — caralho! Que bocetinha perfeita, meu anjo. — rosnei, puxando tudo e me enterrando de novo até as bolas. Peguei ritmo, comendo-a ensandecido, rosnando, uivando de tesão. — rebola gostoso, minha putinha linda! Vem, rebola no meu pau, porra! — ela fez o que ordenei e continuei metendo fundo, bem fundo, rasgando-a com brusquidão a cada golpe. — Ahhh! Deus! Jay, amor... — lamentou, seu corpo todo arrepiando. Ela estava perto, bem perto. Levei uma mão para seu clitóris e o massageei enquanto a outra mantinha o agarre em seu quadril e a fodi com mais força, sacudindo-a toda e ela gritou, se desfazendo no gozo. Não parei de martelar brutalmente, montando-a enquanto gozava. Puxei seu rabo de cavalo outra vez e meti sem dó, perseguindo minha liberação. — Gostosa! Porra! Cassie, meu anjo... — grunhi, olhando meu pau rasgar furiosamente seu pequeno buraco. — ahhh! Vou gozar, amor... Porraaaaaaa! — rugi, minhas bolas eletrizando e estremeci, esporrando direto

em seu útero. Continuei comendo-a até ir perdendo as forças. M e debrucei sobre suas costas e beijei a tatuagem. Ela ronronou, rindo fracamente, ofegante, seu rosto rubro. Linda! — amo treinar com você, ruivinha linda. — murmurei em seu ouvido. Bufou, rindo mais em seguida. — Eu amo mais, grandão. — miou visivelmente esgotada. Saí de dentro dela devagar e deitei no tablado puxando-a para mim. Se aninhou no meu peito, nossas respirações ainda alteradas. Beijei seus cabelos. — eu te amo, amor. — sussurrou, levantando o rosto para mim. — E eu a você, meu anjo. — murmurei de volta, beijando-a suavemente nos lábios. Aprofundamos o beijo. Nossas línguas dançando devagar, gostoso, apaixonado. Dei pequenos selinhos e a apertei mais contra mim. — está animada para nossa viagem à cidade do pecado na próxima semana? — sorrio em sua boca. Ela ri também. — Não quero nem pensar no que o Dom tem preparado, amor. — disse e gargalhou. Com certeza meu irmão exibicionista vai nos chocar. Isso é fato. — Discrição não é com o meu irmão, anjo. Podemos esperar algo bem espalhafatoso. — gargalhei também. Dom havia insistido para eu, Leon e nossas esposas nos juntarmos à ele e Helena em seu aniversário de

casamento. Eles comemoram e repetem o ritual a cada ano em Las Vegas. Nós concordamos, mas tanto Leon quanto eu estamos receosos com as loucuras que nosso irmão pode aprontar na cidade do pecado. — acho que vai ser interessante, na pior das hipóteses, ele nos levará para saltar de paraquedas. — rimos mais. — Concordo, acho que será interessante, grandão. — acena. — E como foi nossa turminha bagunceira, hoje? — ela ri, seus olhos se enchendo de ternura e amor pelos nossos filhos e sobrinhos. Eu amo ter toda a farra desses merdinhas aqui em casa. Agora que estão maiores, sempre que meus irmãos podem, os mandam para cá. Os nossos também vão sempre visitar os tios e primos. É uma promessa que eu e meus irmãos fazemos questão de manter. Nossos filhos serão criados como irmãos, convivendo o máximo de tempo juntos. M esmo nosso marrentinho M ike já está completamente entrosado com os tios e primos. Ele foi um achado. Será meu sucessor na King’s um dia. O merdinha quase me fez chorar quando me chamou de pai pela primeira vez. Cassie não conseguiu segurar as lágrimas. Tão amorosa e sensível, meu lindo anjo. Eu não poderia ter encontrado melhor mãe para meus filhos e melhor mulher para mim. — Agitados como sempre, mas eu amo ter a turma

toda junta, amor. — suspirou no meu peito. — além disso, M ike tem tanto cuidado com eles. — Eu também, meu anjo. — concordei. — nós fizemos a coisa certa com nosso marrentinho, não foi, amor? — Sim, amor, nós fizemos. Ele é nosso filho agora, um Di Castellani do coração. — sussurrou, seu tom levemente embargado. — Isso mesmo, anjo. Nosso pequeno homem tem mostrado a cada dia que fizemos a coisa certa. Ele é nosso. — garanti e caímos em um silêncio confortável, saciado. — Pronto para o segundo round, grandão? — Cassie murmurou, me fazendo abri os olhos. Eu havia cochilado. Rolou para cima de mim, montando-me. Porra! Gostosa pra caralho! M eus olhos despertaram, bebendo seu torso esguio, a barriguinha plana, linda, tonificada. Os peitos fartos, cheios, a cinturinha perfeita, a boceta ruiva, alojada em cima do meu pau que já estava acordando pronto para atender sua dona. Sorrio safado, correndo as mãos pela tez macia e branca. Encho-as em seus peitos. Gemeu, arqueando as costas, um riso atrevido se abrindo nos lábios cheios. — meu lindo príncipe fodão. — ronronou, plantando as palmas das mãos em meu peito e rebolou, torturando meu pau.

Rio e abaixei uma das mãos para tocar seu brotinho inchado. Ela estava molhando toda a minha virilha do nosso gozo combinado. — Vou mostrar o fodão em toda a sua glória, ruivinha linda, safada... — rosnei, dando um tapa em sua bunda. — vem, monta o meu pau, anjo. Afunda essa boceta quente e gulosa no meu pau, porra! — ela gemeu e levantou os quadris prontamente... Ilha de Ardócia, dezesseis anos depois... Ela me enlaçou pelo pescoço e nos movemos no compasso do jazz suave. Ainda me perco na intensidade das piscinas tão azuis. Sempre vou me perder nela. Aos quarenta e quatro anos minha mulher é esplendidamente linda. Usava os cabelos um pouco abaixo dos ombros agora, dando-lhe um ar maduro e sofisticado. — Eu te amo, ruivinha linda. — sussurrei, minhas mãos acariciando preguiçosamente suas costas no decote baixo demais para o meu gosto. Digo, em público. Em privado ela pode usar o que quiser. Na verdade, prefiroa nua... Suas mãos delicadas passeiam suavemente pelos meus cabelos da nuca, enquanto seus olhos amolecem completamente fitando os meus. Eu vejo tudo o que sente mesmo antes das palavras deixarem seus lábios.

— Eu também te amo, grandão. — sussurrou, seu tom emocionado. — obrigada por me dar um conto de fadas e o mais importante, me dar o seu coração. — a puxo mais para mim, colando nossos corpos. Ela me faz tão feliz. — M eu coração sempre foi seu, meu anjo. Só seu. — a beijei suavemente. — você é minha dona. — murmurei, ela ri lindamente porque sempre reforço que sou seu dono. — o que é tão engraçado, amor? — Amo meu príncipe fodão na versão encantado. — sorri mais, dando-me pequenos beijos. — Só para você, meu anjo. — sussurrei. — Eu sei, amor e é por isso que é tão especial. — assentiu. — obrigada pelo lindo aniversário de casamento. Foi tudo perfeito. Temos alternado nossas comemorações de casamento. No ano passado não comemoramos. Nosso amado tio M ax nos deixou há um ano e meio. Faleceu de problemas cardíacos e suspendemos as festas em respeito à ele. Tio M ax foi um pai para mim e meus irmãos. Sua viúva, Nicole, voltou para os Estados

Unidos para junto dos dois filhos, mas continuamos mantendo contato e tratando-a como parte da família, pois ela fez nosso tio muito feliz nos seus últimos vinte anos de sua vida. Esse é o primeiro baile no palácio depois do longo período de luto. Leon ficou arrasado, eles tinham uma ligação muito forte. Eu e Dom estivemos nos revezando em tentar animá-lo a sair do luto. Ele está bem agora e voltou a sorrir como antes. Tio M ax seguirá conosco, seus ensinamentos, sua serenidade, seu bom coração, sua nobreza. Além disso, Leon e Júlia fizeram uma linda homenagem em vida, dando seu nome ao filho caçula. Sim, sua linhagem, história e descendência seguirão em cada um de nós, seus sobrinhos e em nossos filhos. Continuamos dançando por mais algum tempo. Desviei o olhar para a nossa esquerda e vi meus irmãos dançando também com suas mulheres. Ambos riam e sussurravam, suas feições amorosas e apaixonadas a exemplo de mim e Cassie. Eles viraram em nossa direção. Trocamos um sorriso de cumplicidade, felicidade. Somos homens realizados, plenamente realizados. Acenei e voltei a olhar minha mulher. Agora só nos resta pedir a Deus que nossos filhos sejam tão afortunados quando seus pais e encontrem os seus felizes para sempre. Porra! Isso soou muito gay! Acho

que a idade está definitivamente me amolecendo. Ironizei-me. Bom, a idade e a linda mulher em meus braços. Ela riu, os incríveis olhos azuis brilhando, fazendo meu peito aquecer, me enchendo com seu amor. É a segunda opção. É tudo por causa dela. Somente ela. Encerramos a dança ao mesmo tempo em que meus irmãos e seguimos para a mesa reservada para o rei, que por acaso é o maricas do Leon. — Jesus! Vocês estão ofegantes, irmãos. — Dom soltou assim que nos sentamos, seu tom provocador como o bastardo que é. — será que estão ficando velhos? — abriu o riso irreverente que é sua característica. Leon e eu bufamos. — Cale a boca, idiota. — Leon devolveu e riu zombeteiro, apontando as têmporas de Dom. — seu cabelo está salpicado de neve, ou quê? — todos nós rimos, inclusive Helena. — Anna me disse ainda há pouco que sou um coroa enxuto. — Dom se gabou, mencionando a filha. — Ah, pelo amor de Deus! — rio, entrando na nossa velha troca de gentilezas. As mulheres bufam, mas riem, pegando bebidas com o garçom que parou prontamente na mesa. — Emilly e Sam me dizem a mesma coisa, idiota. Ella deve dizer também ao Leon. Isso não conta como elogio.

— Bom, minha princesa repete isso todas as noites... — riu malicioso, olhando safado na direção de Helena. Ela riu, suas bochechas ficando vermelhas, meneando a cabeça. — Dom, comporte, amore mio. — murmurou debruçando-se para ele, beijando-o nos lábios. — Mia regina também não tem do que reclamar... — Leon se gabou, puxando a esposa para mais perto, beijando-a suavemente, os olhos dizendo sacanagens para ela. — Você continua perfeito, meu rei. — Júlia sussurrou assim que se afastaram. Cassie me olhou e riu travessa. — Você não vai mesmo me dizer o que tem preparado para mim daqui a pouco? — abri um riso perverso e murmurei em sua orelha: — Garanto que vai gostar, escrava. — gemeu baixinho. M eu pau deu uma sacudida. Eu diria que também sou um coroa enxuto pelas coisas que ainda fazemos na cama. — não vejo a hora de ter você de joelhos... — Por falar em nossos filhos, onde estão eles? — Leon inquiriu, nos tirando do nosso momento cheio de lascívia. M eus olhos correram pelo salão abarrotado de nobres chatos pra caralho.

— Damien e M ax já estão circulando por aí. Ella e M ike ainda não desceram. — Júlia informou. — Como se fosse possível chegar num baile no palácio na surdina, não é? — Dom rolou os olhos. Cada membro da família que desce a bendita escadaria é anunciado. Concordo com esse idiota. O protocolo real é um pé no saco. — Anna e Felipe também já estão por aí. Ela com certeza já deve ter dado o fora em alguns príncipes enfadonhos. — completa, orgulhoso do temperamento irreverente da filha. Todos riram. Anna Júlia é o Dom de saias, costumamos dizer. — Lucas, Samuel, Sam e Em já estão por aí também. — Cassie anuncia. — Sabe o que pensei quando estávamos dançando agora há pouco? — murmurei, seus olhos brilharam na expectativa. — O que, amor? — Que agora precisamos pedir a Deus para nossos filhos encontrarem os seus felizes para sempre. — seu semblante amoleceu. — como encontramos o nosso, amor. — murmurei e ela se debruçou para mim, lançando os braços no meu pescoço, as duas safiras marejando. Nos beijamos suavemente, esquecendo o burburinho à nossa volta. — Eu te amo. — sussurramos ao mesmo tempo,

nossas bocas ainda juntas. Rimos, porque isso sempre acontecia. É uma conexão profunda, intensa, perfeita. Sim, peço a Deus para nossos filhos e os filhos de meus irmãos possam ser tão felizes no amor quanto seus pais são. Foda-se, se soou gay! Antonella Londres, seis meses antes... Acendo as velas sobre a mesa da cozinha. Está tudo perfeito! Ele vai chegar a qualquer momento e meu coração está disparado a cada minuto que passa. Amanhã meus tios farão uma festa para ele, mas hoje quero comemorar só nós dois. É o aniversário de M ike, meu lindo, protetor, viril e sexy primo. Eu o amo secretamente desde os quinze anos. Ele nunca pareceu notar isso, continuou me tratando como a sua bonequinha, a menininha com quem brincou e protegeu inúmeras vezes enquanto crescíamos. Sei que acha que sou uma pirralha porque é mais velho dez anos. M as isso vem mudando desde o último ano. M ike enlouqueceu quando arrumei um namorado em Harward. Ele chegou ao cúmulo de voar vários finais de semana seguidos para Boston só para demarcar território, o que, aliás, tenho feito muito ao longo dos anos, espantando suas vadias. É claro que o garoto não aguentou mais meu primo na minha cola e terminou o namoro. Não que eu

me incomodasse com o término. Fiz tudo só para provocar meu delicioso primo e ter certeza de que ele também sente o que eu sinto. Ele sente. Está cada vez mais difícil manter nossa atração em segredo. Há uma tensão sexual enorme entre nós. Ele me olha como se quisesse arrancar todas as minhas roupas e me tomar selvagemente. Eu sei que M ike deve ser intenso, rude, viril no sexo. Seu corpo grande, moreno, pinga testosterona por todos os poros e eu sonho com isso. Sonho com o dia em que me fará sua. Sei que isso está próximo, muito próximo de acontecer porque no mês passado quando esteve em Ardócia nosso status de relacionamento mudou consideravelmente. Infiltrei-me no seu quarto e fiquei nua o esperando sair do banheiro. Sim, isso foi muito ousado. M inha prima Anna me encorajou. Ela sempre foi mais descolada, despudorada do que eu. M ike quase morreu de susto quando saiu usando só uma pequena toalha branca, seu peitoral e abdome definido salpicados de pingos d’água. Palavrões saíram em série da sua boca, mas seus olhos corriam pelo meu corpo com uma fome animal. Trincou os dentes e meu olhar desceu para a tenda que se formou na toalha. Arregalei os olhos, maravilhada e um pouco assustada porque ele era parecia ser muito grande e grosso exatamente do jeito

que sempre imaginei. — Ella... — gemeu, seu tom muito tenso, seu olhar escuro cravando no meu. — o que pensa que está fazendo, boneca? — eu amo esse apelido e a forma suave, reverente que ele o usa. Criei coragem e me aproximei mais, tão perto que meus seios tocaram seu torso nu. — Cansei de fingir. — sussurrei, minhas mãos tocando seu peitoral amplo e duro. Seus músculos contraíram e ele gemeu baixinho. — eu quero ser mais que a sua priminha. Quero ser sua. — Princesa... Você é só... — grunhiu quando me esfreguei nele, sedutoramente. — Só o quê? — murmurei. — Só uma criança. — seu tom foi zangado. — não tem ideia dos meus gostos sexuais, boneca. Sou velho e experiente demais para você... — Toque-me. — implorei, sem me importar com o amor próprio. Eu sabia o que estava vendo em seu olhar. Desejo sexual cru, primitivo. Ele me queria também. Peguei suas mãos e as coloquei sobre meus seios. Nós dois gememos. — veja que não sou mais a sua bonequinha, M ike. Sou uma mulher agora. Uma mulher que quer você. — um rosnado deixou sua garganta e as mãos grandes e calejadas se fecharam na minha carne.

M inha excitação desceu pelas coxas. — Porra, boneca... Você tentaria um santo com esse corpo perfeito, essa pele de seda. — grunhiu, amassando meus seios, puxou os bicos e abriu o riso charmoso, perverso que tanto amo quando choraminguei, arqueando as costas, me oferecendo sem pudores ao seu toque. — essa boca carnuda, vermelha. — rosnou e enfiou as mãos em meus cabelos da nuca, puxando-me bruscamente para ele. Arquejei quando senti sua enorme ereção em meu ventre. Ele riu, os dentes brancos, certinhos fazendo meu coração galopar, descompassado. Tão lindo. Um macho alfa. M eu macho. — você não tem ideia das coisas que quero fazer com você, princesa. Das coisas que já fiz com você em pensamentos. — miei, louca para que me beijasse. Eu também já havia imaginado nós dois tantas vezes. Tantas que perdi a conta. — você é como uma flor delicada, uma porcelana cara de valor inestimável, Ella... — sussurrou bem próximo da minha boca. A ponta da língua deslizou pelo meu lábio inferior e meu corpo

começou a tremer sem controle. — eu a estragaria, mancharia se pegasse o que está me dando. Eu a amo e respeito demais para ser egoísta e te foder do jeito que eu quero. Ah, Dio. Ele estava me dispensando. Lágrimas de humilhação queimaram em meus olhos. Eu não devia ter feito uma loucura dessas. Onde eu estava com a cabeça? — Você não me quer? M as eu pensei que... — balbuciei, tentando me desvencilhar, mas ele não me soltou. Os olhos negros brilharam, percorrendo todo o meu rosto, agora banhado de lágrimas. — Boneca, você não ouviu tudo que acabei de dizer? — seu tom era mais suave. — eu sou louco de tesão em você desde que completou dezoito anos. Sim, eu percebi quando se transformou nessa mulher linda, perfeita que é agora. — rosnou muitos palavrões e fechou os olhos brevemente. — mas eu não posso tê-la, entende? Você não é para mim. Há um príncipe encantado para você lá fora, princesa. — seu semblante estava tenso, quase resignado. — eu não sou digno de sua pureza, Ella. — Não! Eu não quero outro! — chiei, não me importando de estar sendo ridícula e um tanto mimada. — eu quero dar a você. — ele esbravejou de novo, impaciente. — faça comigo tudo que tem pensado. Se

me deseja tanto, então prove, M ike. — seus olhos brilhavam perigosamente me alertando que eu estava ultrapassando os limites, brincando com fogo. — faça tudo o que quiser comigo. — murmurei. Ele rosnou e suas mãos apertaram mais em meus cabelos. Seu olhar consumiu o meu, causando um frisson no meu ventre. Sua boca desceu sobre a minha, o hálito quente me embriagando e ele me beijou. Finalmente me beijou. Nós dois gememos com esse primeiro toque tão esperado. — Ella... — disse meu nome com reverência e enfiou a língua habilidosa na minha boca. O abracei pelo pescoço e a partir daí viramos uma confusão de mãos e gemidos. Ele me apalpou em todos os lugares como se não soubesse onde tocar primeiro, cintura, seios, bumbum. Eu já havia experimentado muitos beijos, mas nunca um me incendiou tanto. Nossas línguas se lambiam com pinceladas provocantes em um momento para no seguinte, nos comermos outra vez. Eu pingava e contorcia-me contra o corpo musculoso. Amassou minha bunda com força, moendo na minha pélvis. Arranquei sua toalha. Ele sorriu, o som profundo, reverberando em meu centro. Dio! Tudo nele me excita. — Cristo! Princesa... Você é tão gostosa quando sonhei que seria... Posso ir para o inferno, mas vou lamber e chupar cada centímetro dessa pele de porcelana. Eu vou

cuidar de você, boneca. — me levantou nos braços e me levou para a cama. E ele cuidou, mas não da forma que eu queria. Gozamos a noite quase toda só com toques e sexo oral. Conhecemos o corpo do outro em cada minúsculo detalhe. Ele gozou na minha boca, seios e barriga, mas um senso ridículo de moral o impediu de me penetrar. No entanto, repetimos a experiência todas as noites da semana que passou conosco. E é por isso que estou aqui agora na sua cobertura para fazer uma surpresa na véspera do seu aniversário de trinta e um anos. Eu mesma preparei o jantar. Tenho aulas de culinária desde os quinze anos e hoje eu vim com uma missão: impressionar e conquistar meu homem definitivamente. Percebi que ficou meio estranho depois que se deixou seduzir em Ardócia. Deve estar com os pensamentos ultrapassados de que eu preciso de um príncipe porque sou uma princesa. Ah, per amor de Dio! Estamos em pleno século 21. Não quero um príncipe enfadonho, certinho, esnobe, argg! Eu quero meu moreno alto, musculoso, sexy, viril. M eu bad boy... M eu fluxo de pensamentos foi interrompido pelo barulho do elevador privativo. M eu coração saltou loucamente e puxei o decote do vestido vermelho soltinho que ia até o meio das coxas. Sandálias pretas

foda-me, faziam o conjunto. Não quero parecer metida ou coisa assim, mas sou bonita. Tenho a altura e um corpo esbelto de modelo sem me esforçar muito para isso, exatamente como minha mãe. Se Anna estivesse aqui agora estaria dizendo: aí, garota! Sorrio e ajeito meus longos cabelos loiros sobre os ombros e deixo a cozinha. À medida que vou avançando ouço vozes baixas. Um gemido. Parecia ser um gemido... Feminino? M inha suspeita se confirmou quando estaquei na entrada da sala. Lágrimas pularam dos meus olhos com a cena inesperada diante de mim: M ike, o meu M ike chupava o pescoço de uma morena peituda, enquanto sua mão trabalhava freneticamente por baixo do seu vestido. Ela abriu mais as pernas e gemeu alto. Ele gemeu também e eu morri. Uma dor absurda invadiu meu peito e as lágrimas desceram sem controle. Devo ter soluçado alto, tamanha a dor que me invadia porque as cabeças escuras viraram na minha direção. M esmo no meu estado de torpor reconheci a mulher. Era uma engenheira recém-contratada da King’s e ele estava fodendo com ela. Ele. Estava. Fodendo. Outra. M ulher. Horror estampou o rosto de M ike, que largou a mulher imediatamente. Ela gritou de susto, arrumando a saia e o decote que mostrava quase tudo. Avancei até o sofá onde havia deixado a minha bolsa

e a peguei. Eu não conseguiria falar com ele agora. Talvez nunca. M e dirigi ao elevador, ainda em silêncio. Que bom que ele também parecia não encontrar a voz. —Ella... — sua voz foi apenas um sussurro. Eu parei de costas e fechei os olhos, meu corpo tremendo, minhas pernas ameaçando me derrubar dos saltos altíssimos que agora pareciam ridículos. A quem quero enganar. Eu sou ridícula. Fui ridícula todos esses anos sonhando com um homem que nunca vai ser meu. — por favor. M e deixa explicar. — ele pede, sua voz um tanto embargada. Eu o olho por cima do ombro, reunindo o que me resta de coragem e consigo articular algumas palavras: — Eu fiz o jantar. Seu vinho preferido está no freezer. — tomo uma respiração para não desmoronar na frente deles. — feliz aniversário, M ike! Entro no elevador e viro. Antes das portas se fecharem tenho um último vislumbre de M ike. Ele tinha os olhos cheios de lágrimas e um pedido de perdão saindo dos lábios. M as nada disso ameniza a minha dor. Eu caio, escorregando pela parede assim que as portas se fecham e me sento no piso frio. Então, eu choro, soluços altos deixando a minha garganta porque havia chegado a hora de seguir e abandonar meu sonho adolescente.

Mike Colômbia, América do S ul, dias atuais... Sento-me na borda da cama e meus olhos bebem devagar cada detalhe do corpo adormecido. Ella está dormindo ainda sob os efeitos dos sedativos que a obriguei a tomar há duas horas. Só agora com ela aqui em segurança meu corpo relaxou. Quando Damien me avisou que a princesa estava num dos assentamentos da Fundação Príncipes Di Castellani localizados na selva colombiana e que um grupo guerrilheiro similar às FARC14 estava em conflito com algumas ONGs que operavam em seu território, eu tive um surto de adrenalina. Tomei um dos jatos da King’s e voei para cá imediatamente. Encontrei Damien e o os agentes do Serviço Secreto na capital Bogotá e nos embrenhamos na mata mais densa e assustadora que já vi. Levou um dia e meio descendo o Rio Amazonas. A zona estando em conflito não era seguro o uso de helicópteros. Corríamos o risco de sermos abatidos. Quando finalmente chegamos ao local a cena era de horror. Os guerrilheiros haviam destruído praticamente tudo. As tendas foram incendiadas, os medicamentos e

mantimentos saqueados. Graças a Deus não deixaram mortos, mas alguns ficaram feridos. Um deles foi o namorado de Ella, Paolo. Pelo que entendi, ele reagiu e foi severamente espancado. Fizemos o percurso de volta por terra, usando os caminhões da Fundação. Estávamos armados e bem protegidos pelos agentes. Ainda assim foi a viagem mais tensa que já fiz na vida, mas conseguimos chegar à próxima cidade e locar helicópteros para Bogotá. A médica responsável pelo acampamento, a supreendentemente jovem e corajosa Dr.ª Isadora M oretti havia prestado os primeiros socorros e levamos todos os feridos para o hospital. As mulheres não tinham ferimentos. Eles não tocariam em Ella, não sem causar um incidente diplomático. Isso foi apenas um aviso para a Fundação recuar como já havia acontecido em outras zonas instáveis como no Continente Africano, por exemplo. Enfim, todos foram medicados, Paolo em estado mais grave foi internado. Ella precisou ser sedada, pois teve um ataque histérico assim que chegamos. Um surto pós-trauma. Isso é muito comum. Ela pode querer parecer durona, mas eu a conheço como ninguém. É frágil e sensível. Quando acordou três horas depois,

Damien a mandou vir comigo para a cobertura que alugou na semana passada quando eles haviam chegado à Colômbia. Ele ainda estava possesso com a irmã por ter desobedecido e se enfiado na mata com a Dr.ª M oretti. Aliás, Dam e a bela doutora pareciam ter uma espécie de antipatia. Ella suspirou tremulamente, me tirando do meu fluxo de pensamentos. Não consegui me segurar mais e levei a mão ao rosto rosado, gemi ao sentir a maciez da pele perfeita. — M ike... — sussurrou quase inaudível. M eu peito aqueceu. Ela estava me chamando mesmo em seu sono. Isso me encheu de esperança. Fazia três meses que a vi pela última vez na Ilha. Foi apenas um vislumbre, ela estava acompanhada do namorado, que é também um duque italiano, um franguinho mal saído das fraldas, mas que me olhou de cima como se fosse mais importante do que eu. Bufo. Sim, ele era. Não pelo seu título, mas porque estava com a mulher que eu sempre amei em silêncio. A única que eu quis e ainda quero com todo o meu coração, mas fui um idiota e a afastei. Ella sempre foi para mim um sonho inatingível. É uma princesa em todos os sentidos da palavra. Eu amava a bonequinha loira de olhos verdes e lábios vermelhos que sempre procurava proteção nos

braços do primo mais velho. Sempre tivemos uma ligação forte. Estive por perto como estive de todos os meus primos, desde que meus pais adotivos me deram uma família. Porém, entrei em conflito quando Ella foi se transformando ao longo dos anos. Vi-me com um novo sentimento crescendo dentro de mim cada vez que a encontrava. Isso começou quando fez dezesseis anos. Eu já era um homem de vinte e seis e me senti um pervertido por sentir tesão naquela menina que vi crescer. Isso só foi ganhando força nos últimos anos. Um sentimento louco, abrasivo toma conta de mim quando a vejo. Quando ela fez dezoito começaram as provocações por parte dela e eu fui jogado no inferno. Porra! Ella é a personificação da beleza feminina. Linda é uma palavra sem graça para defini-la. É uma boneca. M inha boneca. Perfeita. Depois do episódio na minha cobertura em Londres há seis meses, ela me bloqueou, se desligou de mim completamente. Não atendeu mais nenhuma ligação e me evitou nos encontros familiares. Eu só posso culpar a mim mesmo por ser tão estúpido e cabeça dura. Depois de ceder aos últimos avanços da minha boneca sedutora, entrei em crise me amaldiçoando por tê-la tocado. Eu me odiava por ter sucumbido e me fartado em seu corpo inocente e imaculado. Beijá-la, tocar cada parte de sua

pele de porcelana era minha fantasia proibida. M as fui além disso, como o idiota egoísta que sou. Eu a fiz gozar de todas as formas e permiti que ela me fizesse também. A imagem mais erótica da minha vida adulta é com uma garota dez anos mais jovem e inexperiente. Parece piada. Já tive minha cota de mulheres. M ulheres lindas, gostosas, mas nenhuma jamais me tocou como Ella. É impossível esquecer a sensação da boca carnuda e vermelha mamando meu pau. A forma ávida com que me chupou e engoliu cada gota do meu sêmen me enlouqueceu. Consegui a muito custo refrear o desejo insano de penetrá-la, foder seu corpo, marcá-la como minha como sempre quis. Foram os momentos mais loucos, intensos, perfeitos que já vivi. M as eram proibidos. Ela não era para mim, eu vivia repetindo, me lembrando e cobrando. Numas das minhas tentativas de seguir em frente e acabar com essa obsessão, levei uma colega da King’s para a cobertura e cometi o pior erro da minha vida, pois afastei Ella de vez. Sim, sou um maldito bastardo! A imagem dela ali na minha frente, seu rosto cheio de decepção, dor, lágrimas banhando as faces delicadas me cortou ao meio e me fez enfim, aceitar a verdade. Eu amo essa menina-mulher. Foda-se se ela é uma princesa. Eu preciso dela. Ela é minha e não vou mais fugir disso. Vou finalmente reivindicá-la para mim e

não me importa se vou enfrentar príncipes, duques, condes ou até mesmo o rei. Eu não vou mais me afastar. — M ike... — ela chamou de novo, mas ainda inconsciente. — Eu estou aqui, boneca. — respondi baixinho, acariciando sua face devagar. — e não vou a lugar algum sem você, Ella... ....Em breve continua Notas 1 O Rio Tâmisa (em inglês: River Thames) é um rio do sul daInglaterra que banha Oxford e Londres e desagua no mar do Norte. 2 Distrito localizado na parte oeste de Londres. 3 Casal de assaltantes de bancos norte americanos. 4 Cassandra (em grego: Κασσάνδρα) é uma personagem da mitologia grega, uma dos dezenove filhos do rei Príamo e da rainha Hécuba de Troia, sendo, portanto, irmã de Heitor, Páris, Polixena e dos demais filhos do casal real. 5 Stamford Bridge, a casa do time do Chelsea, é o mais central dos estádios de futebol de Londres. 6 Jogador de futebol, espanhol, um dos principais jogadores do Chelsea. Apelidado de El Ninho. 7 É um novo terminal portuário localizado ao norte do rio Tâmisa, nos arredores de Londres. Por ter águas profundas naturais, é capaz de receber e operar os maiores navios de contêineres do mundo, bem como é o local de um dos maiores parques logísticos da Europa,

oferecendo acessos rodoviários e ferroviários. 8 Dois dos principais jornais de Londres. 9 O Old Trafford é um estádio de futebol, localizado no bairro Trafford, município de Grande Manchester, Inglaterra. É a sede do Manchester United, clube da Premier League inglesa. Com espaço para 76.212 espectadores, o Old Trafford é o segundo maior estádio da Inglaterra em termos de capacidade, atrás somente do Estádio Wembley, o terceiro maior no Reino Unido, e o décimo primeiro na Europa. 10 Bairro de Londres, Inglaterra. 11 O Palácio de Buckingham é a residência oficial e principal local de trabalho do Monarca do Reino Unido em Londres. Localizado na Cidade de Westminster, o palácio é frequentemente o centro de ocasiões de estado e hospitalidade real. Ele já foi o foco do povo britânico em tempos de alegria nacional. 12 Existem cinco aeroportos internacionais em Londres. Os vôos do Brasil geralmente desembarcam em Heathrow, que é o maior aeroporto de Londres e também um dos maiores do mundo. 13 CSI: Crime Scene Investigation ( CSI: Investigação Criminal ou como é conhecido popularmente CSI: Las Vegas noBrasil e CSI: Crime Sob Investigação em Portugal) é uma popular e premiada série dramática americana exibida pelo canal CBS. 14 As FARC Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo, que opera mediante táticas de guerrilha. São consideradas uma organização terrorista p elo governo da Colômbia, p elo governo dos Estados Unidos, Canadá e pela União Europeia. Os governos de Equador, Brasil, Argentina e Chile não lhes

aplicam esta classificação.

Document Outline Sinopse Dedicatória PRÓLOGO CAPÍTULO UM CAPÍTULO DOIS CAPÍTULO TRÊS CAPÍTULO QUATRO CAPÍTULO CINCO CAPÍTULO SEIS CAPÍTULO SETE CAPÍTULO OITO CAPÍTULO NOVE CAPÍTULO DEZ CAPÍTULO ONZE CAPÍTULO DOZE CAPÍTULO TREZE CAPÍTULO QUATORZE CAPÍTULO QUINZE CAPÍTULO DEZESSEIS CAPÍTULO DEZESSETE CAPÍTULO DEZOITO CAPÍTULO DEZENOVE CAPÍTULO VINTE CAPÍTULO VINTE E UM CAPÍTULO VINTE E DOIS CAPÍTULO VINTE E TRÊS CAPÍTULO VINTE E QUATRO EPÍLOGO CAPÍTULO BÔNUS Ilha de Ardócia, dezesseis anos depois... Notas

Table of Contents Sinopse Dedicatória PRÓLOGO CAPÍTULO UM CAPÍTULO DOIS CAPÍTULO TRÊS CAPÍTULO QUATRO CAPÍTULO CINCO CAPÍTULO SEIS CAPÍTULO SETE CAPÍTULO OITO CAPÍTULO NOVE CAPÍTULO DEZ CAPÍTULO ONZE CAPÍTULO DOZE CAPÍTULO TREZE CAPÍTULO QUATORZE CAPÍTULO QUINZE CAPÍTULO DEZESSEIS CAPÍTULO DEZESSETE CAPÍTULO DEZOITO CAPÍTULO DEZENOVE CAPÍTULO VINTE CAPÍTULO VINTE E UM CAPÍTULO VINTE E DOIS CAPÍTULO VINTE E TRÊS CAPÍTULO VINTE E QUATRO EPÍLOGO CAPÍTULO BÔNUS Ilha de Ardócia, dezesseis anos depois... Ilha de Ardócia, dezesseis anos depois... Notas

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