Príncipe da Luxúria (Príncipes Di Castellani Livro 2) – Lani Queiroz

le desejou conquista-la a qualquer preço… Um encontro inusitado. Uma atração sem limites. Dominic Harper Di Castellani é um dos príncipes recém-de...
Category: Romance

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Story Transcript


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Lani Queiroz

Príncipe da Luxúria Livro 2 Série - Príncipes Di Castellani Lindos, orgulhosos, intensos e... Apaixonados! 1 Edição E-book 2015 Copyright © 2015 Queiroz, Rozilane Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998. Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da autora, poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros.

Esta é uma obra fictícia, qualquer semelhança com pessoas reais vivas ou mortas é mera coincidência. Esta obra segue as regras da Nova Ortografia da Língua Portuguesa. REVISÃO Valéria Avelar DIAGRAM AÇÃO Adornos: feito por Freepik.com, alterado sua cor de cinza para preto por Cristiane Spezzaferro Diagramação: Cristiane Spezzaferro Table of Contents Sinopse: PRÓLOGO CAPÍTULO UM CAPÍTULO DOIS CAPÍTULO TRÊS CAPÍTULO QUATRO CAPÍTULO CINCO CAPÍTULO SEIS CAPÍTULO SETE CAPÍTULO OITO CAPÍTULO NOVE CAPÍTULO DEZ CAPÍTULO ONZE

CAPÍTULO DOZE CAPÍTULO TREZE CAPÍTULO QUATORZE CAPÍTULO QUINZE CAPÍTULO DEZESSEIS CAPÍTULO DEZESSETE CAPÍTULO DEZOITO CAPÍTULO DEZENOVE CAPÍTULO VINTE CAPÍTULO VINTE E UM CAPÍTULO VINTE E DOIS CAPÍTULO VINTE E TRÊS CAPÍTULO VINTE E QUATRO CAPÍTULO VINTE E CINCO EPÍLOGO CAPÍTULO BÔNUS Notas Sinopse: Ele desejou conquistá-la a qualquer preço... Um encontro inusitado. Uma atração sem limites. Dominic Harper Di Castellani é um dos príncipes recém-descobertos de Ardócia, uma ilha localizada ao sul da Itália. Forjou sua vida, sucesso e fortuna com trabalho duro. É implacável nos negócios e um notório playboy mulherengo. Seu lema em relação às mulheres é:

ame-as, deixe-as! Helena M arcollini dedicou-se a um só homem desde a adolescência. M as ele não a escolheu... Dominic entra em cena como um furacão despertando um nível de desejo e atração jamais sentido, testando os limites da decência... Dominic deseja Helena assim que a vê. E o que Dominic quer, Dominic consegue. Esse é o seu segundo lema. O encontro do libertino assumido com a nobre e recatada... Um romance no estilo a dama e o vagabundo... Quando o destino resolve dar uma mãozinha... Os dois se veem presos numa história de sedução, conquista, luxúria, erotismo e prazer sem limites. Um homem que não acredita no amor... Uma mulher com um coração partido... Quem sairá ganhando no final? “Seus lábios convidativos me seduziram. Seu corpo pecaminoso me fez arder em chamas. Seu toque que queima a minha pele como brasa de fogo, acendem o fogo da paixão me deixando ser conduzida pelo seu corpo colado no meu. Me entrego a esse prazer. Você sabe que é quente como o inferno, mas você é meu irresistível e doce anjo. Não posso lutar contra esse

desejo de pertencer a você. Me rendo a você. Me perco em seu corpo e esse seu gosto de pecado virou a minha mais perigosa droga, que me fez ser dependente de você.” Melody Olivatti PRÓLOGO Helena — O jogo acabou. Eu venci. — a voz baixa e pecaminosamente sexy de Dominic soou bem no meu ouvido. M eu corpo tremeu como sempre fazia com sua proximidade. — tire o vestido, princesa. Suas mãos me puxaram com força pela cintura trazendo minhas costas contra seu peito duro. Senti sua ereção enorme cavar no meio do meu traseiro. Fechei os olhos, meu coração batendo descontroladamente no peito. Eu não tenho ideia do que fazer. Dio! Esse é o momento em que devo dizer que sou virgem? Ridiculamente virgem aos vinte e cinco anos? — Dominic... Eu... — Ele puxou meu queixo, levando minha boca para a sua, os olhos verdes me devorando, completamente escuros, loucamente excitados. Ficamos assim apenas nos olhando alguns

instantes. Então seus lábios se curvaram em um sorriso que terminou de alagar minha calcinha. Tentei falar de novo, mas minhas palavras foram sufocadas pela sua boca faminta. Abri meus lábios, ansiosa, sedenta pelo gosto dele. Ainda não consigo entender porque ele tem esse efeito devastador sobre mim. M as é mais forte que eu. Ele gemeu. Eu gemi. A mão que estava na minha cintura desceu deixando um rastro de fogo pelo meu ventre. Cavou minha vagina com brusquidão. Abri mais as pernas involuntariamente. — Você também está louca por isso, não é, princesa? — sussurrou na minha boca, mordiscando meus lábios. — louca para me dar essa bocetinha Real. Vou foder você até me fartar. É assim que vai ser. — seus lábios foram para minha orelha de novo, mordendoa de uma forma obscena. Gemi completamente fora de mim. — você nua, embaixo de mim o tempo todo. Tomando meu pau profundamente em seu corpo. — Sua mão deu uma palmada dura na minha pélvis. Gritei de susto e excitação. — Você gosta disso, não é? Tire logo a porra desse vestido! Vou comer você inteira, princesa! Agora! — sua voz foi dura, rouca, impaciente e suas mãos me empurraram para longe. M inhas pernas estavam tremendo. M eu corpo inteiro em chamas. Seus olhos me prendiam, me

hipnotizavam. Ele estava certo. O jogo acabou. Eu o quero. Não há mais como fugir disso. Levei minhas mãos ao zíper lateral do vestido branco que ele me fez colocar para essa farsa de casamento. O tecido caiu aos meus pés. Engasguei com o rugido que saiu de sua boca e o olhar de pura apreciação masculina que ele me dava agora. Suas mãos foram para sua gravata começando a afrouxá-la. — Tire tudo, princesa. — murmurou, seus olhos tempestuosos como o mar em dia de chuva. — tire tudo e vá para a cama. — seu tom era duro, quase raivoso. Obedeci, livrando-me da meia branca três quartos e da calcinha. Não usava sutiã. Não achei necessário porque meus seios são ridiculamente pequenos e o modelo era tomara que caia. Andei com pernas instáveis e me sentei na cama, levando minhas mãos para as sandálias, mas sua voz dura me parou. — Deixe-as! Fantasiei foder você apenas com elas toda a cerimônia. — as palavras cruas dele não deviam me excitar, mas faziam. Deixavam-me em chamas. E ele sabia disso. Afastou-se e olhou-me demoradamente como me a acariciasse em cada pedacinho do meu corpo... Os olhos verdes estavam escuros... Havia um misto, de triunfo, apreciação e fome masculina. Os lábios de curvas sexys

subiram um pouco nos cantos num riso perverso, sedutor, pecaminoso, como tudo nele. Aquele riso dizia claramente o que eu já sabia desde o momento em que o vi a primeira vez: eu estava ferrada! — Linda... — sussurrou enquanto tirava suas roupas revelando o físico poderoso. Prendi a respiração. Dio! Ele devia malhar muito para ter um abdome daqueles, pensei, incapaz de piscar ou desviar os olhos... Quando tirou a calça e a cueca boxer não consegui conter um gemido abafado e senti minhas faces incendiarem violentamente ao ver o membro rígido, vigoroso... Dio Santo! Era muito grande e grosso, com veias salientes por todo o seu comprimento. O som da sua risada baixa, íntima e safada me fez encará-lo de novo. Como uma mulher de vinte e cinco anos reagia assim diante de um homem? Ele devia estar se perguntando isso. M as não disse nada, apenas foi aproximando-se devagar com aqueles passos macios de pantera. O corpo grande, lindo, soberbo me encantando e assustando ao mesmo tempo. Os olhos verdes prenderam os meus e me movi para o centro da cama, obedecendo a seu comando silencioso. Foi subindo devagar na cama, seus olhos nunca deixando os meus. Sua mão deslizou pela minha barriga reta e puxou-me

pela cintura. Sua expressão me dizendo que ia me devorar. Sua outra mão se infiltrou nos cabelos da minha nuca e me puxou sem muita delicadeza. Ficamos cara a cara. M eus lábios quase tocando os seus. Gemi, louca para que me beijasse. Não havia mais máscaras ali. Eu o queria e infelizmente ele estava bem consciente disso. — Tem ideia do quanto quis ter você assim, princesa? — rosnou puxando meu lábio inferior com os dentes. — você me fez esperar seis longos meses! Seis meses do caralho! E você me queria o tempo todo! — completou, seus olhos em chamas. — Dominic... Você precisa saber... — tentei falar, mas, mais uma vez sua boca calou-me. Apossou-se da minha num beijo preguiçoso, enquanto a mão serpenteava lentamente da minha cintura e enchia nos meios seios. Estremeci. Ele puxou meus cabelos bruscamente e aprofundou o beijo, comendo minha boca avidamente. Sua língua lambendo a minha, seduzindo-me com sua boca, chupando, mordendo meus lábios. Os outros beijos que me deu foram deliciosos, mas esse estava incendiando tudo dentro de mim. Esse falava de triunfo, do poder de um macho sobre sua fêmea, de demarcação de posse. Deu um puxão no meu mamilo e minha vagina encharcou completamente. — Dominic... Oh! — balbuciei arqueando minhas costas oferecendo

meus seios ao seu toque. — Oh, você é uma cadela safada, não é, princesa? Eu sempre soube disso. — sorriu debochado e sua boca desceu pelo meu pescoço e clavícula, beijando, lambendo e mordiscando até chegar aos seios. Arqueei mais as costas e enfiei as mãos em seus cabelos, me entregando despudoradamente. Dominic grunhiu lambendo os mamilos eretos. Em um segundo sua mão acariciava o interior das minhas coxas, apossando-se da minha vagina pulsante. M assageou meu clitóris com maestria e passou a sugar meus seios com força. Senti seus dedos me abrindo, correndo para cima e para baixo na minha fenda molhada. Gritei quando meteu um dedo grosso bem fundo. Sorriu contra meus seios. Seu dedo iniciou uma dança lenta e torturante na minha vulva. M eus quadris tinham vontade própria agora, passaram a encontrá-lo em cada investida. — Porra, que cadelinha fogosa é você, princesa! Tô louco para comer essa bocetinha! M ontar minha cadela gostosa! — rugiu e as investidas tornaram-se rápidas... Ele gemia, um som rouco e sexy escapando de seus lábios de encontro aos meus seios. — vou montar você

tão duro, princesa... — Oh! Dio mio! — arfei num misto de grito e gemido convulsionando-me em um orgasmo que se espalhou por todo o meu corpo, tirando-me as forças. Tombei de volta na cama. — Dominic... Eu... — balbuciei tentando abrir meus olhos pesados. Ouvi um barulho de lacre sendo rasgado e quando abri os olhos ele estava rolando o preservativo em seu pênis. Seus lábios se curvaram naquele sorriso lento e pecaminoso que era sua marca. Veio para mim, se posicionando entre minhas coxas. — Olhe para mim, princesa! — sua voz rouca e dura ressoou no quarto. — Você é minha agora! M inha cadelinha! — rosnou esfregando seu pênis por toda a minha vagina. — vou montar você onde, quando e como eu quiser! Entendeu? — Se alinhou na minha entrada e empurrou lentamente, mas firme, rasgando-me até o fundo. Gritei com a invasão. Engasguei. M inha nossa! A sensação era uma mistura de dor e prazer. M ais de dor do que prazer, na verdade. Senti minha vulva esticada no meu limite. Estava bem molhada, mas ele era mesmo muito grande. Dominic congelou dentro de mim. Seus olhos arregalados, alarmados, incrédulos. M eneou a cabeça como se não acreditasse. Seus lábios sexys entreabertos. Nossas respirações alteradas no silêncio

do ambiente. — O que... — murmurou preparando-se para sair de mim. Oh! Não! — Não pare, Dom. — pedi, meu tom humilhantemente suplicante. — eu quero... M uito... Por favor... Ele trincou os dentes. Seu corpo retesou-se como se travasse uma batalha interna. Perdi o orgulho de vez e o enlacei com as pernas movimentando-me, obrigando-o a me invadir mais, alojando todo o seu tamanho até colar nossas pélvis. Não consegui pensar em mais nada, apenas que queria ser dele ali, naquele momento. Ele tinha razão, eu esperei demais. Dom soltou um rosnado abafado, quase irritado e me beijou com ânsia puxando-me pelas nádegas. Tirou todo o seu pênis e entrou de novo lentamente, girando o quadril. Gememos. — Jesus! Princesa... Porra! Caralho! — rosnou de novo agoniado e voltou a sugar meus seios devagar, lambendo os mamilos, me distraindo do incômodo de têlo todo dentro do meu canal. Continuou assim, movendo-se lentamente, excitando-me de

novo, olhando-me com aqueles olhos que me desarmavam. Gemi. Sua boca veio para a minha de novo num beijo indecente. Ele fodia minha boca como fazia com minha vagina. Elevei meus quadris, passando a dançar no ritmo dele. Grunhiu e tirou todo o pênis, deixando só a cabeça avantajada e bateu dentro de mim indo até o fundo. Um choque de excitação tomou todo o meu ventre. — Ahhh! Dom... — seu nome era um mantra nos meus lábios. Retribui o beijo com tudo que tinha. Quis dar tudo a ele. Ser dele. Completamente dele. Dio! Eu havia enlouquecido. Ele me enlouqueceu. Seus lábios se afastaram e torceram naquele riso diabólico e meteu em mim sem dó de novo e de novo... Fodeu-me com fúria, agora. M antendo-me cativa de seus olhos intensos. Seus lábios desceram para meus seios novamente. Suas estocadas fazendo-os saltarem de sua boca. Seus olhos ainda perfurando os meus. — Toma tudo! É isso que você quer? Toma meu pau todo, sua cadela gostosa! — gritou e levou uma mão para minha boca enfiando o indicador grosseiramente. — chupe! Chupe como se fosse meu pau, minha cadela! — ordenou e eu comecei a sugar seu dedo. Seus olhos inflamaram mais. Deu-me outro sorriso obsceno e levou a outra mão para meu clitóris. O manipulou devagar a

princípio. Gemi com seu dedo na boca. — você gostou disso, não é? Gostou de ter meu pau nessa bocetinha quente e apertada. Foda! Caralho! — grunhiu comendome com golpes brutais, sacudindo todo o meu corpo. Seus dedos no me clitóris fizeram jorrar mais líquidos aliviando a ardência no meu canal e meu corpo passou a sugar o dele como se quisesse me fundir ao seu. O encontrei a cada estocada. Louca, descontrolada como jamais estive em toda a minha vida. — Ahhh! Dom... Oh, Dio! — gritei fora da minha mente. Ele beliscou duro meu clitóris e eu quebrei no segundo orgasmo. — Ohhhhhhhhh! — Cristo! Eu nunca sequer imaginei que seria assim. Gozar com ele dentro de mim foi muito além de tudo que já senti antes. Seu pênis enorme batendo em mim sem dó, seu corpo me esmagando no colchão. M eu ventre e vagina incendiaram e explodiram numa sensação que me drenou completamente. — É isso aí, princesa! Grite meu nome enquanto goza no meu pau! Grite meu nome, cadelinha! — gritou, sua voz tensa. — Caralho! Que bocetinha gostosa! Ahhhhhhhhh! — rugiu jogando a cabeça para traz, seu grande corpo retesando-se, senti seu pênis engrossar mais alargando meu canal além do limite. Estremeceu e gozou, rosnando palavrões do mais baixo calão. Elevou

meus braços bruscamente acima da minha cabeça e caiu em cima de mim, grunhindo, ainda metendo profundamente, violentamente em minha vulva. Seus olhos me prendendo. Eles eram muito mais bonitos nesse momento. Um verde quase azul. Fiquei hipnotizada. Ele era mesmo muito, muito bonito. Ficamos nos olhando, mudos, como que tentando entender o que havia acontecido ali. Seu semblante se suavizou por alguns instantes enquanto seu olhar deslizava por todo o meu rosto. Deu uma última estocada e moeu em mim, girando o quadril lentamente. Nossas respirações foram se acalmando aos poucos. Então, ele sacudiu a cabeça e fechou os olhos com força. Quando os abriu havia uma expressão fria, onde antes era fogo puro. Saiu de cima de mim com cuidado e pôsse de pé, virando-me as costas largas, os músculos saltando com os movimentos enquanto sumia em direção ao banheiro. Retornou logo em seguida, seu pênis ainda ereto, orgulhoso. Seus lábios se torceram num riso cínico ao me pegar olhando-o. Juntou suas roupas pelo quarto. Pisquei confusa. — Dominic... — disse, minha voz baixa, receosa. O que havia com ele? — Que merda é essa, Helena? Hein? — virou-se para mim já puxando sua cueca e colocando as calças

numa rapidez espantosa. — você era a porra de uma virgem! Uma virgem, porra! — bradou de uma forma que nunca o ouvi falar antes. — não vou ser seu prêmio de consolação porque não conseguiu ser a rainha de Leon, querida! Suas palavras furiosas foram como um tapa na minha cara. Dio santo! Por que ele está tão zangado? Ele parecia estar gostando ainda há pouco. Ou não? — Eu... Si, era virgem. — admiti me sentindo envergonhada pela forma como seus olhos fitavam meu corpo ainda na mesma posição rendida, atordoada que ele deixou. Puxei o lençol sobre mim. — eu pensei que... — Pensou errado! O que acha que vai acontecer agora? — andou até a borda da cama me encarando como se eu fosse uma aberração. Senti lágrimas virem aos meus olhos, mas pisquei para contê-las. — isso aqui não é a porra de um conto de fadas! Não vou me apaixonar porque sua boceta Real era virgem, Helena. Eu quis foder você. Apenas isso. — passou as mãos pelos cabelos num gesto raivoso. — agora que já fodi, vou dormir em outro quarto. — me avisou num tom que nem parecia a sua voz e saiu pisando duro. O que foi tudo isso? Deixei minha cabeça cair nos travesseiros, lágrimas turvando meus olhos. Então agora era Helena, não mais princesa. Dio! O que foi que eu fiz? Por que cedi à ele? Fechei os olhos, suas palavras

humilhantes ainda ecoando na minha cabeça. Odeio esse idiota! Odeio! CAPÍTULO UM Nova Iorque, Estados Unidos. Dias atuais... Dominic — Isso, vadia, me chupa assim... — rosnei puxando os cabelos da garota número um e meti meu pau sem qualquer gentileza na boquinha quente até a garganta. Ela não tinha reflexo de vômito. Estava certamente acostumada a ter um pau enfiado na boca. Ótimo. Gosto assim, das experientes. Não tenho o menor saco para ensinar uma vadia a fazer o seu trabalho. Era morena de olhos amendoados. Eu tinha os peitos deliciosos da garota número dois na minha boca. Era morena também. Geralmente minha preferência era loira de peitos grandes, mas ultimamente, nos últimos seis meses para ser exato, tenho chamado as morenas. Cortesia da minha querida prima Helena. Uma cadela esnobe da pior espécie que tem me negado sua boceta Real. O que ela pensa? Que eu, apesar de ter sangue nobre, não sou bom o suficiente para foder a princesinha? Foda-se, quando eu pegar essa cadela... Oh! M erda! Eu estava divagando de novo, bem no meio do sexo. Pensando em Helena, quando eu tinha duas vadias gostosas bem ali só para o meu prazer. Isso não era normal. Concentrei-me

novamente nas mulheres à minha frente. Nomes não eram necessários. Eu as chamava, as fodia e as mandava embora. Nunca me satisfiz apenas com uma mulher. M eu apetite é, digamos voraz... As duas gemiam muito alto, pateticamente tentando me agradar. M as eu não me importo, desde que me façam gozar muito. — isso, mama bem gostoso no meu pau... Caralho! Que boquinha deliciosa... — disse dando um tapa duro na sua cara. Ela sorriu. A vadia sorriu e engoliu todo o meu pau. Jesus! Eu não quero me gabar, mas sou bem grande e grosso. Essa era uma verdadeira puta. Adorei isso. Amo as putas! Bombeei duramente em sua boca. Ela já estava ofegando, buscando ar, mas não me importei, continuei comendo-a e devorando os peitos enormes da outra. Levei uma das mãos e enfiei grosseiramente na boceta da que estava em pé. Ela gemeu e suplicou: — M e come, Dom, por favor. Puxei os cabelos dela pela nuca com força. — Vou comer você quando eu quiser. Se eu quiser, sua vadia! — grunhi bem próximo de sua boca. Ela tentou me beijar, mas me afastei. — sem beijos, querida. Não estou a fim de beijos hoje. Vou meter o pau em você, fazer você gozar. Você vai me fazer gozar muito e aí termina. Hoje quero apenas foder. Fui claro? — ela sacudiu a cabeça afirmando, mas sua expressão era um

tanto decepcionada. Entretanto, isso não apagou o desempenho dela. Chame-me de coração mole, mas acabei ficando com pena e a fodi primeiro. Depois de gozar na boca da morena número um, joguei a reclamona de quatro e comi seu rabo. M eti sem dó e sem nenhum cuidado. Gosto assim, duro. Quanto mais uma vadia pode aguentar meu pau, maior é a sua recompensa. E esta não me decepcionou. Tomou meu pau grosseiramente no cuzinho apertado. Ela obviamente não estava muito acostumada com sexo anal. Apreciei seu empenho em me agradar. Gozei loucamente dentro dela. Seu corpo desabou exausto no sofá. A outra já estava com os dedos enfiados na vagina deitada na outra extremidade. Sorrio e me dirijo ao bar. Servi-me de uma dose generosa de uísque. A batida da música Candy Shop de Fifty Cent ecoava. O volume não muito alto apenas para criar um clima. M eu pau ainda estava semiereto. Tomei a bebida lentamente olhando as duas no estofado à minha frente. Uma visivelmente gasta,

mas as duas ainda me olhavam com desejo, querendo ser fodidas. Não quero parecer convencido, mas sou bonito. M ulheres caem aos montes em cima de mim desde a adolescência. Nunca precisei de dinheiro e muito menos do meu recente título de príncipe de Ardócia para foder. Elas vinham por mim. Certo, admito. Sou convencido. Fiz um gesto com o dedo indicador chamando a vadia número um. Ela não precisou de mais detalhes, se ajoelhou e tomou meu pau de novo na boquinha talentosa. Em instantes eu estava duro como pedra. Ela me vestiu a camisinha. A girei e dobrei sobre o balcão do bar e comi seu rabo com vontade. Entrou mais facilmente. Ela era realmente uma puta. M eti meu pau com tudo, ela gemia enquanto seu cuzinho era rasgado ferozmente por mim. Outra coisa sobre mim: amo um rabo. Só como as bocetas das vadias depois de me fartar em seus rabos. Chamei a outra. Veio rápido, louca para me agradar. Os peitos enormes e suculentos balançando. — M e ofereça seus peitos. — minha voz saiu dura, grossa de tesão. A vadia número um tinha um rabo divino. — ohhhhhh! Porra! — grunhi comendo-a com golpes violentos. A outra juntou os peitos com as duas mãos e levou-os à minha boca. Chupei, lambi, mordi sem deixar de meter duramente naquele buraquinho

gostoso. — ah! M erda! Ahhhhhhhh! — acelerei mais ainda e gozei espancando suas nádegas até deixá-la vermelha. Ela aguentou tudo parecendo gostar. Talvez eu a chamasse de novo. A morena número dois estava descartada. Tinha um rabo apertado, mas era muito inexperiente. Gosto de putas completas, que sabem o que estão fazendo e o mais importante: não esperam nada além do meu pau e do dinheiro que dou a elas. Sim, talvez eu chame a vadia número um mais algumas vezes acompanhada de outra mais experiente. Saí de dentro dela e caminhei em direção ao banheiro. Olhei por cima do ombro e elas continuavam lá me olhando ansiosas. Sorrio de suas posturas servis. Quase revirei os olhos. — eu preciso desenhar para vocês? Quero foder no banheiro! — disse sarcástico e elas me seguiram como dois cãezinhos treinados. Duas cadelas que eu usaria até me fartar. Duas horas depois entrei na minha cobertura, servime de uma pequena dose de uísque e fui deitar numa das espreguiçadeiras na área da piscina. Era para eu estar relaxado depois de foder aquelas vadias à exaustão. M as não estava. Longe disso. Ultimamente as vadias não me satisfaziam como antes. Tudo por quê? Por causa daquela princesinha mimada e esnobe que tem fugido de mim como o diabo da cruz. Eu preciso de um plano. Um

plano urgente. Preciso foder Helena antes que enlouqueça. Seis longos meses desde quando nos vimos a primeira vez. Nenhuma mulher me manteve interessado assim. M as também nenhuma mulher ousou dizer não para mim antes. Tomei um gole da bebida, frustrado. M eu pau estava dando sinal de vida de novo. Bastava pensar nela para ele ficar todo animado. Cadela aristocrática do caralho! S eis meses antes... Helena Atravessei o ambiente requintado do Cocktail Terrace no Waldorf Astoria, 1 onde Leon mantinha uma suíte permanente. Convidou-me para ficar em seu apartamento com vista para o Central Park, mas achei melhor não. Ele achou estranho, no entanto, aceitou. Preciso distanciar-me dele. Encostei-me brevemente na bancada de granito e o barman me atendeu com um amplo sorriso. Leon e eu somos clientes assíduos. M esmo sem nos hospedarmos aqui na maioria das vezes, sempre vimos aqui quando estamos na cidade. Solicitei que meu drinque fosse servido na ampla sacada e dirigi-me a passos rápidos para fora do ambiente das mesas, quase todas lotadas. Eu não me sinto totalmente à vontade em ambientes assim. M as Leon estará aqui em breve e isso me acalma.

Adoro essa vista. As luzes dessa enorme selva de pedra... Apoiei-me na balaustrada. Fechei meus olhos. Amo estar em Nova Iorque, mas nessa semana a missão era diferente, tensa. Leon me convidou para acompanhálo como apoio moral. Ele irá encontrar os irmãos recémdescobertos pessoalmente. Já haviam conversado por telefone e vídeo conferência, mas esse será de fato o primeiro encontro dos três príncipes. O príncipe M arco, pai de Leon deixou dois filhos fora do casamento. Isso o abalou, mas sei que ele está feliz. Depois da morte do irmão mais novo, Damien a notícia de que tinha dois irmãos o alegrou. Sei também que grande parte dessa felicidade se deve à Júlia e ao filho que leva o nome do irmão falecido. Abri os olhos olhando ao longe sem enxergar nada. M eu coração parecia esmagado dentro do peito. Não podia mais sonhar com ele. Júlia é uma boa mulher e o ama. Os dois se amam de forma tão intensa que às vezes é sufocante ficar perto deles. Preciso seguir em frente, abandonar minha amada Ardócia e as ilusões tolas de adolescente de me tornar a princesa da Ilha. A princesa de Leon. M eneei a cabeça. Não posso mais pensar nele como homem. Não ficarei mais em Ardócia como um fantasma. Não me sinto bem com a situação. Sei que Júlia desconfia dos meus sentimentos, mas é delicada o

suficiente para não me confrontar. Os deixarei em paz. Partirei em breve. — O que uma belezinha como você faz aqui sozinha? Aquela voz me fez virar de súbito. Era um homem sombrio e parecia embriagado. Estava se aproximando cada vez mais de mim. Entrei em pânico. Porque não esperei por Leon? Perguntei-me afastando enquanto o homem calvo aparentando uns quarenta anos me encarava com olhos lascivos. — Estou esperando meu marido. — disse tentando soar convincente. — M as ele não devia deixar você sozinha. — o homem me inspecionou de cima a baixo. — pode ser perigoso, beleza... — Demorei muito, querida. Algum problema com esse senhor? Desviei a atenção da figura odiosa para me deparar com os olhos verdes mais intensos que já vi na vida. De onde ele saiu? Dio mio!2 Esse homem era muito, mas muito bonito! Uau! Fiquei completamente hipnotizada, sem reação. Ele veio até mim e enlaçou minha cintura. Eu quase gemi quando senti as mãos fortes dando-me um apertinho sutil, como um aviso para entrar na encenação. — N-não, nenhum problema, querido. — entrei no

jogo e apoiei a cabeça no peito largo e vigoroso do deslumbrante estranho. Seu cheiro me invadiu e eu tremi, literalmente tremi. Foi algo visceral. — esse senhor já estava de saída, não é mesmo? — afirmei um tanto ofegante, obrigando-me a desviar o olhar daquele rosto perfeito para o indivíduo asqueroso à minha frente. O homem balbuciou um pedido de desculpas e saiu com as pernas visivelmente instáveis em direção ao ambiente do bar. Tive que segurar o riso. Aquela situação foi surreal. M as ao levantar meus olhos novamente para o Sr. Incrível, deparei-me com um sorriso lento se formando naqueles lábios sexys. O olhar dele me hipnotizava. Tão profundo. Tão verde. Tinha algo de irreverente, indomável. Agora estava mais escuro, percebi. Ele era muito alto, pois não sou baixa, mas tinha que levantar meu rosto para vê-lo. Os cabelos negros e bem cortados contrastavam com seus olhos claros. Havia algo familiar nele. M as com certeza me lembraria se já tivesse visto um homem como esse. Cristo! Ele está muito próximo da perfeição masculina. Espalmei minhas mãos no peitoral largo. Elas de repente pareciam ter vontade própria, porque queriam desesperadamente deslizar por aqueles músculos duros, firmes. O que em nome de Dio está havendo comigo?

Permanecemos ali nos olhando, como se tudo o mais tivesse sumido de cena. Suas mãos agora, me acariciavam preguiçosamente, indo da cintura às costas. O que é essa sensação louca e prazerosa tomando conta de mim pelo simples fato de estar perto dele? Um completo estranho? Jamais me comportei de forma tão leviana. O homem é bonito. Tá bom, admito, maravilhoso! No entanto, apesar de ter me salvado ainda é um completo estranho. Tentando recobrar meus sentidos, disse enfim: — Acho que já pode me soltar. Dominic Nossa! Que mulher é essa? Quando a vi atravessando o terraço, parecendo uma princesa, não consegui mais desgrudar os olhos dela. Usava um vestido preto bem recatado para o meu gosto, mas se ajustava às curvas esbeltas com perfeição, esbanjando elegância. A pele era de um tom moreno dourado, típico dos povos mediterrâneos. Ela era incrível. Não consegui parar de admirá-la. Os olhos eram de uma cor exótica, lembrando o uísque, o mais caro uísque, porque tudo nela gritava refinamento. Os cabelos eram negros, retos e lisos caindo até a cintura deleitosamente delicada. Parecia pintada a pincel. Quero essa mulher! O pensamento me atingiu com uma carga de excitação, que

teve meu pau duro instantaneamente. Quero-a com uma intensidade nova e inexplicável. Senti-me atordoado. Como isso é possível? Acabo de vê-la. Os olhos dela eram como fogo líquido me observando com a mesma curiosidade. Com a mesma atração? Sim, ela me quer. É claro que ela me quer. Observei sorrindo. Ela sorriu-me de volta entreabrindo os lábios cheios, bem desenhados e trêmulos como num convite mudo. Jesus! Que boquinha linda! Eu poderia fazer coisas muito sujas com ela... Enfiei as mãos em seus cabelos pela nuca enquanto descia a cabeça lentamente, o olhar preso ao dela, aproximando-me daqueles lábios tentadores. Deixou escapar um gemido rouco, quase inaudível antes de nossos lábios se tocarem. Jesus! Se ela não era a coisa mais doce que provei em um longo, longo tempo. Seu corpo ficou tenso no início, mas depois seus braços me enlaçaram pelo pescoço e me deixou tomar, saquear sua boca. Desci uma mão para a parte baixa das suas costas e a outra permaneceu prendendo-a pela nuca. Gemi puxando seu corpo esguio para mim. Ela era tão suave. Tão gostosa... Deus! Eu a quero! Grunhimos os dois e nos devoramos mutuamente. Nunca um beijo me deixou tão louco, descontrolado. Essa mulher tinha que ser minha. Ela seria minha. Pressionei a mão quase em sua

bunda fazendo-a sentir meu pau duro, enlouquecido por ela. Gemeu friccionando sua pélvis contra mim. Sorrio em sua boca, mordiscando seus lábios, lambendo-os lascivamente. M inha mão encheu em sua bundinha firme e cavei meu pau com mais força em sua pélvis. Ela grunhiu, mas se retesou e arrancou sua boca da minha. — Disse que pode me soltar. — repetiu, ofegante, empurrando meu peito. Os olhos de uísque eram fogo puro, espantados, parecendo irritados, surpresos com sua própria reação a mim. Jesus! Soltá-la? Eu acho que não. A mantive presa encarando-a. Ela sentia a mesma coisa. Tenho certeza. Estava lá nos olhos dela e também na forma como seu corpo gostoso se moldou ao meu. Sustentei seu olhar e desci minhas mãos para a cintura delicada novamente numa carícia lenta, sentindo-a estremecer. Sim. Ela sente a mesma coisa. Constatei sorrindo, satisfeito, mas me obriguei a retirar as mãos do corpo tentador quase gemendo por ter que abandonar aquele contato. Ela tomou uma distância segura de mim imediatamente. M eu sorriso ampliou com sua fuga. Naquele momento o garçom chegou com os drinques. Ela observou que havia dois e obviamente entendeu que a segui. Pegou seu coquetel de frutas, virou-se e andou até a balaustrada, tomando um grande

gole da bebida gelada. Observei seu corpo rígido. Era uma tentativa de recobrar o controle. Sorrio internamente. A deusa mediterrânea queria fazer charminho, mas havia ficado tão afetada quanto eu. Adoro quando elas bancam as difíceis. Sorrio de novo, porque essa princesa não sabe ainda, mas estará na minha cama no final da noite. Sou Dom Harper! Nenhuma mulher me diz não. Tenho qualquer mulher que eu quiser. — Então, isso sempre funciona? — Virou-se para mim apoiada no parapeito, a brisa do outono balançando levemente seus cabelos. — Isso o quê? — enfiei uma das mãos no bolso das calças, provando minha bebida, meus olhos correndo por toda ela, gulosos. — Salvar uma garota para depois flertar com ela. — disse, os olhos de uísque zombando de mim. Nossa! Aquela expressão dizia: não sou para o seu bico, abri um riso lento. Ela sabia o quanto era linda? É claro que sabia. Ela era toda autoconfiança. Era refinada demais. Altiva demais. Jesus! M eu pau estava enfurecido pressionando o zíper das calças desde que senti seu cheiro, seu gosto doce. Ela era perfeita! Acariciei-a com olhos famintos desde as sandálias delicadas de salto alto até os cabelos meticulosamente

penteados. Era como se desafiasse um homem a desarrumá-la. Oh! Eu teria muito prazer em ser esse homem... Uma visão dela nua com a cabeleira negra espalhada em meus travesseiros me engolfou e eu gemi baixinho. Seus olhos estreitaram-se em mim, desconfiados, totalmente alertas. — Não sei. Nunca fiz isso antes. Está funcionando? — devolvi a pergunta. Algo brilhou nos olhos dela, percebi. Sua boquinha linda se curvou num arremedo de sorriso, mas no segundo seguinte já estava recomposta de novo. — Acho que devo lhe agradecer pela forma um tanto criativa com que me salvou do assédio daquele bêbado. — me encarou com um ar de mantenha distância. — obrigado. — Foi um prazer, princesa. — disse, meus olhos devorando-a escancaradamente, sugestivamente. Ela soube exatamente no que eu estava pensando, pois um leve rubor tingiu suas faces. Sua pele era limpa, fresca. Sua beleza quase natural. Não usava muita

maquiagem e seu vestido não era o tipo que geralmente chamaria minha atenção. Era comportado demais. Então, o que há com essa garota que me teve praticamente babando, desde o momento em que meus olhos a viram atravessando o terraço? Ela arfou levemente sob meu olhar. É isso aí, princesa. Não adianta essa pose de rainha do gelo, agora. Você me beijou e apreciou cada momento delicioso da experiência, querida. — Sou Dom. — estendi a mão para ela. — M ereço saber ao menos o seu nome, não? Helena O timbre de voz dele era baixo e rouco. Terrivelmente sexy. Esse homem exalava sensualidade crua, predadora. Era quase impossível olhar para ele e não pensar imediatamente em sexo... Dio! Quem é ele? E por que tem esse efeito tão devastador sobre mim? Tenho certeza que a maioria das mulheres se derretia ao ouvir aquela voz. M as não eu. Definitivamente não posso me dar esse luxo. Não sou de me deixar levar por emoções efêmeras. Lutei para recuperar o controle do meu corpo. — Dom! Nossa! Estou procurando você há horas. — disse uma loira peituda, avançando até ele, se enroscando em seu pescoço e sem lhe dar chance de reação tomou sua boca num beijo que só podia ser

descrito como atentado violento ao pudor. Fiquei estagnada, mortificada, e decepcionada porque ele a enlaçou pela cintura e a beijou de volta. Ele a beijou de volta! O cretino a beijou! Oh! Uau! De onde ela saiu? De uma capa da playboy? Eu precisava sair dali imediatamente, pensei horrorizada, mas antes que minhas pernas funcionassem de novo, a boneca Barbie o largou e virou-se para mim ainda pendurada no pescoço dele. Eu o odiei! Os odiei! — Quem é essa? — quis saber olhando-me de cima a baixo com clara desaprovação nas feições que seriam bonitas se não estivessem tão carregadas na maquiagem. Desviei meus olhos para ele, desafiando-o a dizer alguma coisa, porque aquela criatura espalhafatosa pendurada nele era obviamente sua namorada, acompanhante ou sei lá o que. Levantei uma sobrancelha à espera do que diria. Senti-me ridícula por ter caído no encanto desse Dom Juan fajuto. Quase revirei os olhos, pois o nome dele era esse mesmo. Que piada. Seus olhos incríveis me prenderam por incontáveis segundos. Ele retirou um lenço do bolso do terno e limpou os lábios sexys sem deixar de me encarar. Então sua boca se curvou num riso sedutor, mostrando os dentes brancos e certinhos e umas covinhas maledetas3 para completar. Dio! Ele era muito, muito bonito.

Pisquei desconfortavelmente e desviei o olhar para a Barbie de novo. Ela parecia impaciente com a forma como seu homem me encarava. — Com licença, mas vou... — Helena! Por que não esperou por mim? — a voz de Leon me interrompeu. Ambos viramos para encarar o recém-chegado. Os olhos da Barbie cintilaram na direção de Leon. — Desculpe. Precisava tomar um pouco de ar. Seus irmãos já chegaram? — fui até ele enlaçando seu braço como um bote salva vidas, louca para me livrar daquele casal, principalmente daquele sujeitinho abusado. Como fui capaz de deixá-lo me beijar? Como fui capaz de beijá-lo de volta? Quase gemi de desgosto, porque eu havia gostado dele por alguns poucos minutos antes do homem se transformar naquele idiota completo. Ele olhava de mim para Leon intrigado. — Creio que acaba de conhecer um deles, caríssima.4 — Leon informou estendendo a mão para o sujeito. — Como vai, Dominic? — Vou bem e você, Leon? — os dois deram um aperto de mãos firme. M inha respiração ficou presa um instante. O quê!? Aquele era Dominic Harper? Santo Cielo! Ele era o famoso playboy bilionário do ramo da tecnologia e

notório mulherengo? Chutei-me mentalmente. Cristo! Eu obviamente não consigo escolher bem os homens por quem me interesso. Acho que a tal fada madrinha não ia muito com a minha cara, afinal, ironizei-me. Por isso achei-o familiar. Não tive a curiosidade de procurar pelos novos príncipes na internet. Senti-me mais uma vez estúpida. Eu devia ter checado isso. Teria me poupado dessa cena de sedução ridícula do famoso libertino de M anhatan. 5 Eles não eram exatamente parecidos, observei, mas havia algumas semelhanças sutis, como altura, porte físico, a cabeleira negra. Entretanto, elas acabavam aí. Enquanto os olhos de Leon eram escuros, os de Dominic eram verdes. Um verde escuro, tempestuoso, intenso, que no momento me encaravam com uma promessa lasciva. Como se estivesse arrancando minhas roupas mentalmente. Por que estava deixando esse idiota pretencioso me afetar desse jeito? Por um segundo pensei que havia acontecido algo mágico entre nós. M as, não. Dominic Harper, agora um príncipe Di Castellani, sabia exatamente o que dizer ou fazer para flertar com uma mulher. Tudo não passou de uma encenação. Não houve e nunca haveria nada de intenso entre nós, pela razão óbvia, ele era um maldito cachorro vadio! Obriguei-me a sustentar o olhar cínico que ele me dirigia

agora. — Foi um prazer conhecê-la, Helena. — sua voz foi suave, disse meu nome como uma carícia e eu tremi. Odeio ele! — Que bom que já se apresentaram. — Leon bateu de leve na minha mão, na curva do seu braço. — Helena é minha prima. Nossa prima, irmão. — M inha prima? — Dominic repetiu, a expressão predadora voltando aos olhos penetrantes. Os lábios sexys se abriram num sorriso ao mesmo tempo preguiçoso e diabólico. Cristo! As covinhas assassinas estavam de volta! Aquele sorriso me dizia que ainda não tinha acabado, pelo contrário. Senti que teria problemas com meu novo primo. Si, porque Dominic Harper era sinônimo de problema e com “P” maiúsculo! Não, a palavra devia ser toda em maiúsculo! Os tabloides viviam cheios dos casos dele. Suas extravagâncias sempre ao lado de mulheres lindas eram vendidas como água. Dificilmente aparecia ao lado da mesma mulher mais de uma vez. O pior de tudo era saber que ele me afetou em um nível que nenhum outro conseguiu. Nem mesmo Leon, reconheci. Leon não tinha o poder de incendiar-me apenas com um olhar. Era diferente o que senti agora. Ele estendeu a mão novamente para mim, um brilho

de desafio nos olhos verdes. Tive que ser civilizada e aceitar seu cumprimento. Sua mão grande, morna e macia engoliu a minha e tremi de novo. Eu não conseguia mais controlar meu corpo. Ele me segurou por um tempo muito maior que o necessário. Por fim, soltou minha mão deslizando dois dedos pela minha palma. Seus olhos inflamaram e os cantos da boca pecaminosa subiram na sugestão de um sorriso. Si, odeio esse idiota e o que ele faz comigo! — É um prazer conhecê-lo. — obriguei-me a dizer. Consegui injetar neutralidade na minha voz e olhar. Ele assentiu levemente com a cabeça. — O prazer foi todo meu, princesa. — era óbvio que se referia ao beijo. Seus olhos eram abertamente provocadores. — Não sou uma princesa. — o corrigi um tanto seca. — sou uma duquesa. Seus olhos passearam por mim escancaradamente, lentamente. Quando nossos olhares se encontraram de novo eu estava me contendo para não arfar. M as tenho certeza que meu rosto estava em chamas. Idiota! — Para mim parece uma princesa. — afirmou ainda me prendendo com seu olhar incrível, desconcertante. A boneca Barbie bufou alto. Concordo com ela. Ele realmente era um imbecil. Pendurado em uma mulher e

dando em cima de outra de forma tão desavergonhada. — Jayden já está nos aguardando na nossa mesa. Vamos? — Leon disse olhando de mim para Dominic franzindo o cenho. É claro que percebeu o clima entre nós. O idiota não foi nada sutil. Soltei-me do braço de Leon e virei-me retomando o caminho pelo terraço. Senti os olhos de Dominic em cima de mim, mesmo de costas para ele. Acomodei-me entre Jayden e Leon. O casal asqueroso sentou-se à nossa frente. Ignorei-os. Ou melhor, tentei, mas eles não eram fáceis de ignorar. A Barbie que atendia pelo nome de Alisha ficou o tempo todo grudada em Dominic só desviando os olhos para cobiçar os outros irmãos que eram tão bonitos quanto ele. Leon a olhou com frieza quando insinuou algo a respeito dele sozinho em Nova Iorque, pois Júlia havia ficado em Ardócia. — M inha mulher está sempre comigo, mesmo que não esteja presente fisicamente. — ele disse com polidez forçada. Pelo que conhecia de Leon ele estava prestes a mandar aquela vadia se retirar da mesa. Se não fazia, era por causa do idiota do irmão. Como que confirmando suas palavras seu celular tocou. Seu rosto se iluminou quando viu a tela. Eu não precisava perguntar para saber quem era. — oi, bebê. —

sussurrou, sua voz suave, amorosa. — é Júlia. M e deem licença um instante. Preciso atender. — informou já se levantando, indo para a área mais afastada depois das mesas. Barbie o olhou se afastar suspirando e deixou escapar: — Nossa! Ele parece realmente apaixonado pela princesa. Isso é raro hoje em dia. Dominic deu de ombros e os olhos de Jayden acompanharam Leon um tanto melancólicos. M as foi rápido, porque ele também deu de ombros e abriu um riso cínico no momento seguinte. Tive a impressão de que Jayden havia passado por uma decepção amorosa recentemente. Será? — Então, princesa. — a voz sexy de Dominic me fez encará-lo. — me fale um pouco de você. — seus malditos olhos incríveis estavam me devorando de novo. Ele era um imbecil completo, mas meu corpo não parecia fazer objeção quanto a isso. — Você não está aqui para me conhecer e sim a Leon e Jayden, seus irmãos. — cuspi com a voz gelada. Ele abriu aquele riso debochado, sedutor, provocador, lascivo. Comecei a perceber que era a marca registrada dele. — Adoro nossas preliminares, princesa. — sussurrou. A Barbie bateu no braço dele, tentando

chamar sua atenção, mas ele não desgrudou os olhos dos meus. — aposto que por baixo dessa pose de princesa de gelo, você é fogo puro. — revirei os olhos, tentando controlar as batidas frenéticas do meu coração. Ele era um idiota, mas era um idiota absurdamente bonito. E para meu desgosto eu não era imune a seus atrativos. Quer piorar ainda mais? Ele sabia disso. — vamos, princesa, diga alguma coisa. Qualquer coisa. — voltou a me instigar, desvencilhando-se do agarre da loira pela primeira vez. Eu gostei disso. Ora, o que estou pensando? Ele é um jogador, um libertino que acha normal beijar duas mulheres num curto espaço de tempo. Per amor di Dio! — há um senhor engomadinho, um príncipe, um conde, duque ou sei lá o que for esperando por você em Ardócia? — Isso não é da sua conta. — consegui dizer sem me alterar. Ouvi a risada baixa de Jayden. A Barbie bufou de novo. Se eu estivesse no lugar dela já teria ido embora e deixado esse imbecil sozinho. Ele gargalhou dessa vez. Oh! Dio mio! Ele era perfeito sorrindo. Cristo! Devo estar desenvolvendo a síndrome de Estocolmo6. — Então, não há ninguém. Interessante. — murmurou ainda sorrindo. — Eu não disse isso. — rebati começando a me

irritar verdadeiramente. — Não há, princesa. — disse e debruçou-se sobre a mesa em minha direção. Prendi a respiração. Seus olhos intensos em mim. M alditos olhos! — se tivesse você não estaria assim, estressadinha, marrentinha, afetadinha. — Você não me conhece, seu imbecil. — perdi as estribeiras de vez. — Você precisa relaxar, princesa. — sussurrou voltando à sua posição na cadeira. A Barbie pendurouse nele de novo. — precisa transar. — engasguei literalmente com suas palavras grosseiras. — Posso ajudar com isso. Prometo deixá-la bem relaxada... — seus olhos flamejavam zombando de mim claramente. O cretino estava adorando me tirar do sério. A Barbie riu, um som odioso. Jayden avisou: — Leon está voltando. Obriguei-me a engoli a resposta. Leon sentou-se radiante do meu lado. Sorriu para os irmãos. — Vamos pedir, então? O jantar transcorreu num clima mais ameno. Leon

conduziu a conversa. Ele era assim, um líder nato. Ainda havia certa reserva entre eles. Era o primeiro contato que tinham, mas acho que os irmãos gostaram dele. Bem, Jayden era difícil de julgar. Se manteve mais distante. Dominic era mais acessível. Acessível até demais, ironizei. Brincalhão, fazendo piada o tempo todo. Vi-me admirando-o silenciosamente cada vez que falava, seu timbre rouco, sexy, íntimo. Algumas vezes me flagrou olhando-o. Sua boca se curvava naquele sorriso molha calcinha e eu revirava os olhos mentalmente. Convencido! Nos despedimos cerca de meia hora depois. Tomei o elevador para o andar da minha suíte. Qual foi a minha surpresa ao encontrar Dominic parado, encostado na parede, assim que as portas se abriram. Cogitei descer novamente, mas não daria esse gostinho àquele insolente. Seus olhos passearam por mim, brilhando de uma forma que me fazia querer esquecer tudo que vi dele nas últimas horas e me deixar seduzir. Saí do elevador e andei devagar parando à sua frente. — Onde está a Barbie? — alfinetei. Ele sorriu, aquele riso que eu estava odiando e adorando ao mesmo tempo. Vai entender. — Ciúmes, princesa? — sussurrou, enfiando as mãos

nos bolsos das calças numa postura descompromissada. Ele era realmente tudo que a mídia dizia dele. Lindo, rico, agora um príncipe e um maldito galinha! — Vá sonhando, caro mio. — disse desdenhosa. — Jesus! Esse sotaque me mata. — sua voz foi ridiculamente sedutora. — você me deixou duro, princesa. — completou com aquele olhar desafiando-me, provocando-me, testando todos os meus limites. — Você é um maldito cachorro vadio, Dominic Harper! — disse entre dentes. — E você é uma cadela aristocrática, aparentemente fria, que precisa transar urgentemente. — disse jocoso. — é seu dia de sorte, princesa. Estou me sentindo um filantropo hoje. — sorriu mais amplo e abriu os braços, completando: — sou todo seu. Cerrei meu maxilar. Esse imbecil estava dizendo que sou um caso de caridade? — O inferno vai congelar antes que você ponha suas patas sujas em mim, seu idiota! — disse tentando

manter minha voz baixa. Odeio escândalos. Ele desencostou-se da parede e se aproximou, invadindo meu espaço pessoal. Tive que me manter firme. Não recuaria. Não o deixaria mais presunçoso do que já é. Ficou lá me observando, seus olhos verdes malditos mantendo-me cativa, enfeitiçando-me. Prendi a respiração. No segundo seguinte seu grande corpo me prendeu bruscamente contra a parede. Elevou meus pulsos acima da minha cabeça e moeu seu pênis duro na minha pélvis. Não consegui conter um gemido. Cristo! Isso é ridículo! Ele é ridículo! Sua boca ficou bem próxima da minha. Seus olhos zombadores, quase cruéis, perfurando os meus. Chupou meu lábio inferior, me incendiando, me inflamando. M oeu em mim de novo e dessa vez ele gemeu também. M inha calcinha estava completamente alagada. Então, se afastou numa rapidez que me fez piscar, confusa. Sua boca se curvou naquele riso pecaminoso de novo e se dirigiu ao elevador. — Esteja preparada para esquiar, princesa. — disseme naquele tom baixo e sexy antes das portas se fecharem. Seus olhos presos em mim até o último momento. Abri a porta do quarto e entrei me apoiando nela, trêmula, afetada, descontrolada, excitada e muito assustada, porque havia acabado de me tornar um desafio para ele. Oh! Dio! Dominic Harper era muito

para mim. Nunca seria páreo para ele. CAPÍTULO DOIS Dias atuais... Dominic Afastei-me da minha mesa de trabalho e andei até a enorme parede de vidro do meu escritório no 20º andar de um dos edifícios comerciais mais disputados de Nova Iorque. Sorrio ao me deparar com a vista privilegiada da baía de M anhattan. A vista era realmente impressionante, mas a razão de meu sorriso é a mulher que me aguarda na recepção. Helena... Fechei os olhos saboreando o nome. Finalmente ela veio para mim. Há seis meses, tento sem sucesso, me aproximar dessa princesinha mimada. M inha prima em terceiro grau, deixou claro nas vezes que nos encontramos que não está a fim de estreitar laços comigo. Uma pena, porque eu totalmente quero estreitar relações com ela... Entretanto, os olhos dela, o corpo dela, me dizem tudo que preciso saber. Helena me deseja. Embora faça tudo

para demonstrar o contrário, não consegue disfarçar o fogo naqueles olhos exóticos quando nossos olhares se cruzam. Desde o primeiro momento sentimos essa conexão intensa. Tenho certeza que ela também sente. E é essa certeza que me leva a persistir. Helena fatalmente será minha. É só uma questão de tempo. Preciso tê-la. Só assim posso dar fim a esse desejo inconveniente, que está tirando minha atenção até dos negócios. Isso nunca me aconteceu antes. Nenhuma mulher teve o poder de atormentar-me assim. Vou conquistá-la, fodê-la duro algumas vezes e tirála do meu sistema. Um plano simples. O som da porta se abrindo me fez virar. M eu sorriso se ampliou. Ela estava linda. Recatada, mas linda. A inspecionei descendo meus olhos gananciosos lentamente por seu corpo esguio, de curvas suaves e elegantes, enquanto caminhava até minha mesa. M eu pau se sacudiu, ele fica como uma pedra toda vez que a vejo. Usava um vestido de um rosa clarinho e um delicado casaco de manga curta por cima. Uma típica princesa, ironizei. Os cabelos estavam presos num rabo de cavalo refinado. Ela lembra uma peça rara e de valor incalculável exposta num museu. Parece haver correntes em volta e um aviso bem grande: aprecie, mas não toque! M eus lábios se curvaram num sorriso lento. Ah, mas eu quero e vou

tocar... — Helena, que surpresa. A que devo a honra? — tentei manter minha voz neutra. Ela me fulminou com os exóticos olhos de âmbar. — Olá, Dominic, creio que não é nenhuma surpresa. Sabia que eu viria. — me encarou com olhos em chamas. Uau! Ela é mesmo uma coisinha linda quando desce da sua pose de princesa recatada. — Sente-se, por favor. Aceita um café, um chá talvez? — ofereci ao mesmo tempo em que me acomodei na cadeira confortável atrás da minha mesa. A encarei divertido. — Não quero nada, obrigado. Apenas diga-me. — ela me encarou os olhos momentaneamente frágeis. — ainda quer se casar comigo? Tive que lutar para segurar o riso. Ela devia estar explodindo por dentro. M as era muito boa em dissimular emoções. Foi educada na realeza. Ela era toda realeza. Por isso me ignora? Porque não cresci no palácio de Ardócia com todas as regalias como seu querido Leon? Acha-me indigno de sua atenção? Pode parecer loucura, mas sou um príncipe! Há pouco mais de seis meses fiquei sabendo que sou um príncipe da Ilha de Ardócia. Que meu pai, príncipe M arco foi mulherengo e sem moral, deixando dois filhos fora do

casamento. M eu pai está morto há muito tempo, mas havia três irmãos. Damien, o mais novo também está morto há dois anos, Leon, o mais velho é agora rei de Ardócia e Jayden, ilegítimo como eu vive na Inglaterra. Parece que o príncipe M arco gostava de se misturar com a plebe. E há ela, Helena, uma princesinha mimada e cheia de não me toque que me esnobou e me ridicularizou todas as inúmeras vezes em que estive em Ardócia com o único intuito de vê-la. E foram muitas vezes. Nunca andei tanto atrás de uma mulher. Quem ela pensa que é? Dominic Harper jamais foi ignorado por nenhuma mulher e ela não será a primeira. É realmente muito irônico que agora seja sua única esperança. Abri um meio sorriso enquanto observava a batalha interna da princesa, para manter sua postura de sou inatingível que está sempre naquele lindo rosto. Há um mês, fiquei sabendo da delicada situação financeira dela. O pai, um duque de Ardócia, jogador inveterado e mulherengo assumido havia torrado todo o patrimônio antes de morrer em um acidente de carro no principado de M ônaco. Helena agora dependia do testamento do avô paterno. E é aí que eu entro... O testamento possui uma cláusula bem peculiar. Ela precisa estar casada para receber a herança que está avaliada em muitos milhões. Ela não se arriscará a perder tudo. Não, ela não quer

perder o estilo de vida cheio de luxos fúteis que leva. — Se bem me lembro princesa, você me rejeitou veementemente, quando entrei em contato com você há um mês propondo ajudá-la. — disse encostando-me no espaldar da cadeira para apreciar melhor a vista. Helena Ele não quer simplesmente me ajudar. Tive vontade de gritar. Que homem irritante. Sei bem o que ele quer... Quer prender-me numa armadilha. Está acostumado a ter todas as mulheres a seus pés para usá-las e descartálas na semana seguinte. É isso que os tabloides dizem dele. Um playboy bilionário e mulherengo. Dio! Tentei me preparar para confrontá-lo. Tentei me convencer de que ele não é tão maravilhoso como nas minhas lembranças. M as a quem estou tentando enganar? Ele é magnífico! Tentei controlar desesperadamente as batidas do meu coração que parecia um tambor. Desde o nosso último encontro no jato, quando deixei Ardócia, consegui evitá-lo, mas parece que tudo está me trazendo de volta para ele. M inhas pernas ficaram pesadas quando ele cravou seus olhos verdes em mim logo que entrei na sala minutos antes. Ele sabe o efeito que causa em mim. A expressão arrogante e zombeteira que surgiu nos olhos dele me dizia que sim, era bem consciente do quanto me afetava. M aldito imbecil! Transformou os

últimos seis meses da minha vida em um inferno. Desde quando o encontrei não consigo tirá-lo da cabeça e ele faz questão de impor sua presença sempre que pode. — Você está adorando isso, não é? — fulminei-o. Ele sorriu. Aquele riso lindo com covinhas assassinas. Cristo! — M uito. — sussurrou. — Você arruinou minhas outras tentativas. Pensa que não sei que interferiu com Jayden e depois com o Conde Vladimir para que não me ajudassem. Isso foi muito baixo, até mesmo para alguém como você. — ataquei, não podia me deixar tocar pela aparência dele. Sei exatamente quem ele é. — Alguém como eu? — ele levantou as sobrancelhas negras perfeitamente assimétricas. Droga! Ele precisa ser tão bonito? — Sim. Um maldito galinha, um cachorro vadio que não aceita um não como resposta. — despejei. Os olhos verdes escureceram por um breve momento e a expressão no belo rosto dele endureceu, mas então ele sorriu novamente mostrando os dentes brancos e certinhos. Parecia um modelo saído de um catálogo masculino. Oh, Eu estou divagando! Eu nunca me distraio do meu foco! É ele! Ele faz isso comigo. Ele é

impressionantemente bonito e sabe disso. Convencido! — Diga-me princesa. O que eu ganho me casando com você? Revirei os olhos numa expressão entediada. — Oh! Quer parar de me chamar de Princesa. — Fulminei-o novamente. — Diga-me você. O que esperava ganhar quando me ligou há um mês, Dominic? — devolvi sentando-me por fim em uma das cadeiras que ele indicou. Cravou o olhar intenso em mim. Aquele olhar fazia coisas mirabolantes com a minha barriga. Sentia-me uma adolescente cada vez que me olhava. Uma excitação despudorada tomando conta do meu ventre. Sempre odiei minha reação à ele. Apoiou-se na mesa aproximando o rosto do meu e sussurrou, os olhos adquirindo uma expressão quente, pecaminosa... — Você sabe o que eu quero, princesa. M eu corpo tremeu com seu tom de voz rouco, sexy como o inferno! Como ousa olhar para mim dessa forma? E por que apenas um olhar dele tinha o poder de

me deixar praticamente à beira de um clímax? Maledezione! 7 Eu nunca senti algo parecido em toda a minha vida. Ele me desestabiliza completamente. — Sabe tão bem quanto eu, que esse casamento não será real. — dei-lhe meu melhor olhar de conheça o seu lugar, idiota! — Sei. Sei também que seu prazo está expirando, princesa. Soube que tem até o final da semana para arrumar um marido. — ele abriu um riso de deboche. Bastardo! — caso contrário, os milhões do seu avô irão para a caridade. Terrível, não? — Se você não tivesse interferido nas minhas outras tentativas, eu não precisaria recorrer a você. — assumi novamente minha pose de sou inatingível. Não que funcionasse muito com ele. — sabe que você é minha última opção. Não posso arriscar que a história caia na imprensa. — Tudo tem que correr no mais absoluto sigilo. Júlia e Leon estão convencidos de que Dominic é um bom homem. Como eles estão enganados. Esse cretino está se aproveitando da minha situação. Ele gargalhou dessa vez. Seus olhos verdes malditos, cravados em mim. Eu o odeio! — Princesa, saber que sou sua última opção machuca-me profundamente. — levou a mão ao coração teatralmente. Eu vou arrancar a cabeça dele, eu juro. — É tudo uma questão de ego não é? Eu disse não a

você e não consegue aceitar isso. — Sua linda boca diz não, mas seus olhos e seu corpo me contam outra história, querida. — disse, debochado. — Nem nos seus melhores sonhos. — fulminei-o. — Ah, nos meus sonhos você é muito receptiva... Essa boquinha linda é usada para outras coisas em vez de me insultar, se é que me entende... — sussurrou, abrindo aquele riso obsceno, causando arrepios na minha pele. — Como ousa... — minha voz saiu um tanto rouca e ofegante. Eu quero estrangulá-lo... E beijá-lo. Não necessariamente nessa ordem. Cristo! Ele assumiu uma expressão séria e levantou-se. Encolhi-me na cadeira ao vê-lo encostar-se à borda da mesa à minha frente. A coxa máscula quase tocando minha perna. — Quero você, Helena. E você também me quer. — disse baixinho, os olhos me prendendo no lugar sem ao menos piscar. — não vai demorar muito e você vai estar nua embaixo de mim. Vou foder você de formas que nem imagina. — sorriu perverso ao ver que prendi a respiração com suas palavras vulgares. — Oh! Isso a excita, não é? É isso aí princesa. O príncipe plebeu vai ensinar uma ou duas coisinhas a você...

— Oh! Cale a boca! — levantei-me completamente insultada, ultrajada e... Excitada. Imbecil! Que tipo de homem diz isso a uma mulher? — Não quero você. Não sinto absolutamente nada por você! — cuspi entre dentes tentando sustentar lhe o olhar a todo custo. — você é um maldito cachorro vadio! Puxou-me pelos pulsos colando meu corpo ao físico poderoso dele. Seu cheiro embriagador me incendiou as narinas. Dio! Eu estou em sérios apuros. Não há mais como fugir. — M entirosa. Você é uma cadela mentirosa, princesa. — murmurou a poucos centímetros da minha boca. Dominic — O que aconteceu? Perdeu a agenda das supermodelos e atrizes hollywoodianas com quem costuma sair? — Helena disse tentando não se mostrar afetada pela proximidade. M as seus olhos eram fogo líquido. Ela estava tão afetada quanto eu. — não me pareço em nada com elas. — concluiu baixinho. Continuei encarando-a insistentemente. Estou faminto por ela. Louco, desesperado como jamais estive por nenhuma mulher. Estou esperando pacientemente por malditos seis meses do caralho! Louco por essa chance. Ela é minha agora. M inha!

— Não, princesa. Definitivamente não se parece em nada com elas. — sussurrei desviando o olhar para a boca que estrelava meus sonhos mais molhados. Já havia esperado demais. — Já pensou que pode se decepcionar comigo. Digo, na cama? — ela tentou desesperadamente afastarme, mas a enlacei pela cintura com firmeza. — Sem chance, princesa. Tenho certeza que você é exatamente como nos meus sonhos. — murmurei quase tocando seus lábios, meus olhos perfurando os dela visivelmente dilatados agora. Ela também me quer. Sempre quis. M as é uma cadela esnobe. Acha-se melhor do que eu. — uma cadela fogosa, gostosa. É isso que você é nos meus sonhos. — terminei de inflamá-la. — Cale-se, seu cretino! Você não me conhece. — Então é melhor provar a mercadoria antes de nos casarmos, não acha? — abri um riso cínico e não tive mais forças para resistir. M ergulhei naquela boca que me perseguia por seis longos meses infernais. Helena resistiu no começo. Seu corpo ficou tenso e seus punhos me esmurraram com força nos ombros. M as nem mesmo me movi, levei uma das mãos à sua nuca massageando-a e suavizei o beijo. Ela estremeceu, seus socos foram perdendo a força e soltou um misto de gemido e suspiro. Era a sua rendição. Enlaçou-me pelo pescoço e

correspondeu ao beijo, tímida no início, mas ditei o ritmo. M ordi e lambi seu lábio inferior de forma tentadoramente erótica. Ela gemeu. Sorrio dentro de sua boca e inverti as posições empurrando-a com urgência contra a borda da mesa. Ela me puxou com força pelo pescoço. Agora correspondia com ardor. A princesa era mesmo uma coisinha quente... Uau! M uito quente. O beijo esquentou de vez e gememos. Nossas mãos procuravam o corpo do outro. Subi minhas mãos do quadril para os seios pequenos dela. Ela ronronou como uma gata quando brinquei com os mamilos salientes mesmo sob o vestido e o sutiã. Abandonei sua boca e desci numa trilha de beijos e mordidas delicadas pelo pescoço e colo. Livrei-a do casaco com mãos bruscas, ansiosas. Helena Eu estava perdida. Sonho com seus beijos, seu gosto desde que me beijou a primeira vez há seis meses. Sabia que não podia me render, mas a sensação era poderosa demais. Sempre foi assim com ele. Espalmei as mãos no peitoral poderoso dele e sentiu-o estremecer sob meu toque. Uma sensação indescritível de satisfação me invadiu. Ele também sentia esse desejo louco, constatei, enquanto abria os botões da sua camisa e enfiava as mãos por dentro sentindo sua pele quente e os músculos

duros saltando. Ele gemeu levantando-me pelas nádegas acomodando-me em cima da mesa e posicionou-se grosseiramente entre minhas pernas. As abri mais, querendo aprofundar nosso contato. Totalmente fora de mim. As mãos dele passearam pelo meu corpo até chegar ao zíper na parte de trás do vestido. No segundo seguinte as alças estavam descendo pelos meus ombros e meu sutiã foi aberto com a mesma maestria. M as não consegui registrar mais nada, porque o olhar de apreciação masculina que ele deu aos meus seios era incendiário, cru, lascivo, selvagem. M eus seios eram muito pequenos, mas, me senti muito bem com sua apreciação. Encheu as mãos neles olhando-me nos olhos, torcendo levemente meus mamilos enquanto me serpenteava sobre a mesa, arqueando as costas oferecendo meus seios a ele desavergonhadamente. Quando senti sua boca quente e molhada tocar minha pele, meu corpo convulsionou em puro êxtase. Gemi alto. Seus olhos eram escuros e tempestuosos agora me olhando, mantendo-me presa em seu feitiço. Lambeu meus seios lentamente rodeando a língua pelos mamilos, como se tivesse os adorando. Sugou-os mais forte e mordiscou-os. Oh! Dio! Ele era perfeito. Simplesmente perfeito. Suas mãos grandes subiram meu vestido

fazendo um amontoado de tecido em volta da minha cintura. Acariciou minhas coxas avançando lentamente pela parte interna. Em segundos ele estava afastando a minha calcinha e massageando meu clitóris. Nunca havia sentindo nada igual em toda minha vida. Só ele me faz sentir esse desejo louco, devasso. Ouviu-o grunhir contra meus seios enquanto introduzia um dedo grosso dentro de minha vulva escorregadia. — Oh! Dominic... Dio! Por favor... — choraminguei. Cristo! Aquela voz era mesmo minha? O que eu estava implorando? Para ele fazer amor comigo em cima de uma mesa? Fazer amor não, foder, foi isso que ele disse que faria comigo. Tentei voltar ao controle, mas ele começou a movimentar o dedo em meu íntimo, em um vai e vem enlouquecedor, indo mais fundo a cada vez, enquanto se banqueteava em meus seios. Não tive forças para empurrá-lo. Devorou-me assim até que meu corpo estremeceu violentamente e me agarrei aos ombros

largos dele para suportar a força da mais intensa sensação que já havia sentido. E eu soube por fim o que era um orgasmo de verdade. Um verdadeiro orgasmo nos braços de um homem. Apoiei a cabeça no peito dele, sendo embriagada pelo seu cheiro delicioso de macho e perfume caro. Senti também as batidas fortes do seu coração. Então a realidade me atingiu como um raio. Afastei-me abrindo os olhos para encará-lo. Os olhos verdes sorriam em triunfo. Era como se dissessem: viu? Posso ter você na hora que eu quiser. Fechei os olhos e gemi mortificada. Como fui estúpida. Ele estava totalmente vestido entre minhas pernas enquanto eu estava praticamente nua em cima da sua mesa. O cenário era devastador. Bastava alguns minutos a sós com ele e aquele bastardo me atacava daquela forma. M inha mão voou direto para o rosto dele, num tapa que ecoou na ampla sala e o empurrei com força descendo da mesa. Dominic — Isso foi... Foi — ela não conseguia encontrar palavras, nem me encarar enquanto ajeitava o vestido com mãos trêmulas tomando o máximo de distância de mim. Esfreguei a face. Uau! Ok. Eu mereci isso, mas adorei vê-la descomposta. Ela era sempre tão irritantemente formal e arrumadinha. Não vejo a hora

de ter seus cabelos negros espalhados em meu travesseiro, enquanto a fodo incansavelmente. Porque isso fatalmente acontecerá. Sempre soube que havia fogo por baixo de toda aquela postura de realeza. Abri um riso satisfeito. — Foi um orgasmo. Você gozou bem gostoso. — disse. — Proporcionei-lhe mais prazer do que esperava não é? É por isso que está aí toda irritadinha. Você me evita, se mantendo distante porque é de você que tem medo, não de mim, princesa! — despejei jocoso. — se eu não tivesse parado, meu pau estaria todo enterrado em você agora... — Cale. A. M aldita. Boca! Pela expressão em seus olhos, soube que nada agradaria mais a ela do que me estrangular. Sorrio perverso. Ela me deseja tanto quanto eu a ela. Oh! Os próximos três meses prometem ser muito, muito interessantes... — Então, princesa. — voltei a me sentar atrás da mesa e olhei o relógio, com uma expressão entediada. — o que está disposta a me dar para que eu me case com você? Ela terminou de recompor-se e virou para mim. A expressão de princesa de gelo já estava novamente em seu rosto.

— M etade da herança. É isso que posso dar. — disse enquanto pegava a bolsa e o casaco vestindo-o com elegância. Ela achava mesmo que aquela pose funcionava comigo? Gargalhei. Certamente não depois de ela ter gozado em meus dedos. Só para inflamá-la levei o dedo que esteve dentro dela aos meus lábios e o chupei com deleite. Seus olhos se arregalaram de ultraje, de desejo. M eu riso se ampliou. Sim, princesa, não adianta negar, você gosta disso. — Não preciso do seu dinheiro. Quero você. Isso não é negociável. — encarei-a sério. — você zombou de mim todas as vezes que tentei me aproximar por seis meses inteiros. — Nunca disse que tivesse esperanças. — lançoume um olhar gelado. — Não foi isso que vi nos seus olhos... — Dio! — ela alterou a voz. — Isso que está propondo é... Imoral! — me encarou levantando o queixo em desafio. Adoro esse sotaque. Adoro mais ainda quando ela perde a pose. Seu olhar é fogo puro. É essa a mulher que quero na minha cama. Não a recatada e entediante que ela representa a maior parte do tempo. — Não. Não é imoral. Somos adultos e nos

desejamos. Não ouse negar depois de tudo que me deixou fazer com você, querida. — a perfurei com o olhar. Os olhos de âmbar brilharam furiosos. Suspeitei que ela fosse esbofetear-me novamente. — Lhe darei a noite de núpcias. Acho que posso fazer esse sacrifício. É pegar ou largar. — ela disse entre dentes. Eu gargalhei de novo. Ela quer mesmo me convencer que não sente nada por mim? Tarde demais, princesa! — Acabamos de provar que não será nenhum sacrifício. — provoquei. — Além disso, não está em posição de ditar as regras, Helena. Quero você integralmente pelos próximos três meses. Você despertou, aguçou meu apetite fugindo de mim. Nada mais justo que ter você à minha disposição agora para fazer tudo que eu quiser. — disse adorando ver a força que ela fazia para se controlar. — não pode fugir de mim antes dos três meses. Andei me informando, princesa. Não receberá nenhum centavo se o casamento não for considerado legal. Em outras palavras, não for consumado. Isso significa que faremos sexo, muito sexo, querida! Helena fechou os olhos e quando os abriu de novo. Tive receio da minha integridade física, mas não recuei.

Eu a quero e vou tê-la nos meus termos. — É isso ou voltar para Ardócia, e se esconder atrás da proteção de Leon, como sempre fez. — completei. Nos encaramos por incontáveis segundos medindo forças. — Você não me conhece seu idiota! Eu nunca me escondi atrás de Leon. Eu sempre... — Foi apaixonada por ele. M as ele não a quis. — disse duro agora. Eu odiava saber que ela amou meu irmão. Talvez ainda amasse. — Leon é completamente apaixonado pela esposa. Você nunca terá uma chance. — Sei disso, seu imbecil. Quem disse que quero uma chance com ele? — seus olhos me fuzilaram. Oh! Agora eu realmente toquei no ponto fraco. — Você é entediante com esse ar de princesa de gelo. Aposto que Júlia, a linda e doce Júlia é um vulcão na cama, por isso meu irmão é tão louco por ela. — Cale sua maldita boca! — ela avançou em mim de novo, pronta para me esganar. Eu sorrio, pecaminoso e afasto minha cadeira da mesa. — Vem, princesa. Pode vir. Estou pronto para você. — minhas palavras a fizeram recuar e seus olhos pousaram na minha virilha e se alargaram quando conferiu o volume do meu pau excitado.

— Você é um porco, sabia disso? — cuspiu tentando manter-se imune. — Vai ser explosivo, princesa. — sussurrei. — você vai gritar meu nome de novo e de novo... Ela tapou os ouvidos e virou as costas tentando recobrar o controle. — Está certo. Três meses. — disse entre dentes, os olhos demonstrando desprezo quando se voltou para mim de novo. — é tudo que terá de mim. Depois disso, cada um segue seu caminho. — Totalmente de acordo. — assenti. — Então, como faremos? — sua expressão era um tanto perdida, agora. Isso era bem raro nela. — Estamos a caminho de Vegas. — informei, levantando-me e pegando meu terno no espaldar da cadeira. Os olhos dela se alarmaram. — isso mesmo, princesa, Las Vegas. A cidade do pecado! — disse dando ênfase na última palavra e não consegui segurar o riso. Seria hilário ver a recatada Helena, em Las Vegas. Helena Parei diante da parede de vidro e me encantei com as luzes à minha frente. Las Vegas em todo o seu esplendor noturno. O jato de Dominic havia aterrissado há mais de duas horas. Ele não me deixou ir ao meu apartamento pegar nada. Jogou-me dentro do avião, logo depois de

selar aquele acordo vergonhoso. Sentia-me suja por ter cedido à sua proposta indecente, mas estou num momento da minha vida em que preciso tomar as rédeas. Não quero mais depender da solidariedade de Leon. Tio M ax me ajudaria financeiramente, com certeza, mas quero trilhar meu próprio caminho de agora em diante. Se para obter minha liberdade preciso me submeter aos caprichos de Dominic Harper é isso que farei. Três meses passam rápido. Depois que acabar cada um segue seu caminho. É isso. É um plano simples. Eu não gosto dele, tampouco ele de mim. Será só sexo, sem vínculos. Porque não há a menor possibilidade de eu me apaixonar por aquele cachorro vadio. Sem chance. O barulho da porta do quarto conjugado na suíte presidencial que ocupávamos no Bellagio8 me fez desviar os olhos daquele mundo de luzes. E tudo o que estive pensando sobre não me deixar tocar por ele sumiu da minha mente, porque Dominic estava deslumbrante. Dio mio! Ele veio até mim com aquele andar elegante, macio. Ele nunca havia parecido um príncipe para mim até este momento. Seu terno escuro de caimento perfeito nos ombros largos, o tradicional cravo na lapela. Seus cabelos ainda úmidos do banho deixando-os ainda mais negros. Seus olhos verdes intensos, mexendo com tudo dentro de mim. Quase gemi quando parou a poucos centímetros e

seu cheiro invadiu meus sentidos. — Uau! Você está... Perfeita. — exclamou analisando-me dos pés à cabeça com aquele olhar lento, faminto, cheio de promessas... Eu usava um vestido branco tomara que caia com uma saia esvoaçante que ia até os joelhos. Os cabelos estavam presos numa trança lateral. O rosto meticulosamente maquiado. Um buquê de rosas vermelhas completava o traje para iniciar a farsa que representaria por três meses. — Obrigada. Você também não está nada mal. — me obriguei a dizer tentando não corar como uma adolescente. M eu coração batia contra as costelas como se quisesse sair, e minhas pernas não queriam me obedecer. Tudo porque ele me dirigiu um simples olhar. Não. Aquele olhar não tinha nada de simples. Ele estava me informando que eu seria dele em breve... Sorriu e sem dizer uma palavra ofereceu-me o braço. Cerca de meia hora depois, estávamos em frente do Elvis na Graceland Chapel9. M eu coração disparou de novo quando ouvi as famosas palavras: — Eu vos declaro marido e mulher! Já pode beijar a noiva. Dominic empurrou um anel com um enorme diamante amarelo em meu dedo e puxou-me para ele colando seu corpo ao meu. Olhou-me bem dentro dos

olhos por mais tempo que o considerado normal. Segurou-me o queixo e abaixou a cabeça sem quebrar o contato visual. No segundo seguinte, sua boca saqueou a minha sem se importar com quem estava olhando. Sua mão desceu pressionando-me na parte baixa das costas, perigosamente perto da minha bunda. Senti seu pênis duro e arfei, estremecendo. Quando o beijo acabou senti-me desnorteada. Ele me deu aquilo riso arrogante de eu consegui e saiu me arrastando para fora da capela. Dio! Ele parecia um louco. Arrastando-me pelo hall do hotel. Quando entramos no elevador veio para cima de mim com tudo, prendendo-me com seu corpo contra a parede. Prendeu meus pulsos acima da cabeça e me beijou de novo. Grunhiu. Gemi quando começou a moer em mim desavergonhadamente. As portas se abriram e ele continuou me arrastando até o quarto. Quando entramos consegui me desvencilhar dele. Cristo! Eu precisava respirar. Fui em direção à parede de vidro de novo. M eu corpo tremia, meu coração acelerado. Eu estava em pânico, porque havia chegado a hora que tanto temi, desde quando o vi pela primeira vez. O ouvi se movimentando pela suíte. Pouco depois a introdução da música Ayo Tecnology de Fifty Cent soou no ambiente. Sério? Ele quer ouvir essa música indecente?

Something special, Algo especial She she, she want it, I want to give it to her Ela ela - ela quer isso, eu quero dar isso pra ela She know that, it’s right here for her Ela sabe que está bem aqui para ela... Senti sua presença atrás de mim e levantei os olhos. Nossos olhares travaram através do reflexo do vidro. O meu receoso. O dele, mais predador do que nunca. Seu braço se estendeu à minha frente. Peguei a taça de champanhe que me entregava. Colocou-se ao meu lado e ambos bebemos, sem dizer uma palavra. M eus dedos tremiam quase derrubando a taça. Levei-a aos lábios e tomei tudo num só gole. — Ei, ei. — ele tomou a taça de mim, um sorriso na sua voz. — está tentando se embebedar, Srª Di Castellani? — chamou-me, provocador. — quer deixar seu marido na mão em plena noite de núpcias? Sem chance, querida. — ele foi guardar as taças e logo estava atrás de mim de novo. — O jogo acabou. Eu venci. — sua voz baixa e pecaminosamente sexy soou bem no meu ouvido. M eu corpo tremeu ainda mais com sua proximidade. — tire o vestido, princesa. Suas mãos me puxaram com força pela cintura trazendo minhas costas contra seu peito duro. Senti sua

ereção enorme cavar no meio do meu traseiro. Fechei os olhos, meu coração batendo descontroladamente no peito. Eu não tenho ideia do que fazer. Dio! Esse é o momento em que devo dizer que sou virgem? Ridiculamente virgem aos vinte e cinco anos? — Dominic... Eu... — Ele puxou meu queixo, levando minha boca para a sua, os olhos verdes me devorando, completamente escuros, loucamente excitados. Ficamos assim apenas nos olhando alguns instantes. Então seus lábios se curvaram em um sorriso que terminou de alagar minha calcinha. Tentei falar de novo, mas minhas palavras foram sufocadas pela sua boca faminta. Abri meus lábios, ansiosa, sedenta pelo gosto dele. Ainda não consigo entender porque ele tem esse efeito devastador sobre mim. M as é mais forte que eu. Ele gemeu. Eu gemi. A mão que estava na minha cintura desceu deixando um rastro de fogo pelo meu ventre. Cavou minha vagina com brusquidão. Abri mais as pernas involuntariamente. — Você também está louca por isso, não é, princesa? — sussurrou na minha boca, mordiscando meus lábios. — louca para me dar essa bocetinha Real.

Vou foder você até me fartar. É assim que vai ser. — seus lábios foram para minha orelha de novo, mordendoa de uma forma obscena. Gemi completamente fora de mim. — você nua, embaixo de mim por três meses inteiros. Tomando meu pau profundamente em seu corpo. — deu uma palmada dura na minha pélvis. Gritei de susto e excitação. — Você gosta disso, não é? Tire logo a porra desse vestido! A espera acabou! Vou comer você, princesa! Não vejo a hora de enterrar meu pau até o cabo em cada um de seus buraquinhos Reais! — sua voz foi dura, rouca. Suas mãos me giraram de frente para ele e afastou-se um pouco. M inhas pernas estavam tremendo. M eu corpo inteiro em chamas. Seus olhos me prendiam, me hipnotizavam. Ele estava certo. O jogo acabou. Eu o quero. Não há mais como fugir disso. Levei minhas mãos ao zíper lateral do vestido branco que ele me fez colocar para essa farsa de casamento. O tecido caiu aos meus pés. Engasguei com o rugido que saiu de sua boca e o olhar de pura apreciação masculina que ele me dava agora. Suas mãos foram para sua gravata começando a afrouxá-la. — Tire tudo, princesa. — murmurou, seus olhos tempestuosos como o mar em dia de chuva. — tire tudo e vá para a cama. — seu tom era duro, quase raivoso.

Obedeci, livrando-me da calcinha. Não usava sutiã. Não achei necessário, porque meios seios são ridiculamente pequenos e o modelo era tomara que caia. Andei com pernas instáveis e me sentei na cama, levando minhas mãos para as sandálias, mas sua voz dura me parou. — Deixe-as! Fantasiei foder você apenas com elas toda a cerimônia. — as palavras cruas dele não deviam me excitar, mas faziam. Deixavam-me em chamas. E ele sabia disso. Afastou-se e olhou-me demoradamente, como se me acariciasse em cada pedacinho do meu corpo... Os olhos verdes estavam escuros... Havia um misto de triunfo, apreciação e fome masculina. Os lábios de curvas sexys subiram um pouco nos cantos num riso perverso, sedutor, pecaminoso, como tudo nele. Aquele riso dizia claramente o que eu já sabia desde o momento em que o vi a primeira vez: eu estava ferrada! — Linda. — sussurrou enquanto tirava suas roupas revelando o físico poderoso. Prendi a respiração. Dio! Ele devia malhar muito para ter um abdome daqueles, pensei, incapaz de piscar ou desviar os olhos... Quando tirou a calça e a cueca boxer não consegui conter um gemido abafado e senti minhas faces incendiarem violentamente ao ver o

membro rígido, vigoroso... Dio Santo! Era muito grande e grosso, com veias salientes por todo o seu comprimento. O som da sua risada baixa, íntima, debochada, safada me fez encará-lo de novo. Como uma mulher de vinte e cinco anos reagia assim diante de um homem? Ele devia estar se perguntando isso. M as não disse nada, apenas foi aproximando-se devagar com aqueles passos macios de pantera. O corpo grande, lindo, soberbo me encantando e assustando ao mesmo tempo. Os olhos verdes prenderam os meus e me movi para o centro da cama, obedecendo a seu comando silencioso. Foi subindo devagar, seus olhos nunca deixando os meus. Sua mão deslizou pela minha barriga reta e puxou-me pela cintura. Sua expressão me dizendo que ia acabar comigo... Sua outra mão se infiltrou nos cabelos da minha nuca e me puxou sem muita delicadeza. Ficamos cara a cara. M eus lábios quase tocando os seus. Gemi, louca para que me beijasse. Não havia mais máscaras ali. Eu o queria e infelizmente ele estava bem consciente disso. — Tem ideia do quanto quis ter você assim, princesa? — rosnou puxando meu lábio inferior com os dentes. — você me fez esperar seis longos meses! Seis meses do caralho! E você me queria o tempo todo! —

completou, seus olhos em chamas. — Dominic... Você precisa saber... — tentei falar, mas mais uma vez sua boca calou-me. Apossou-se da minha num beijo preguiçoso, enquanto a mão serpenteava lentamente da minha cintura e enchia nos meios seios. Estremeci. Ele puxou meus cabelos bruscamente e aprofundou o beijo, comendo minha boca avidamente. Sua língua lambendo a minha, seduzindo-me com sua boca, chupando, mordendo meus lábios. Os outros beijos que me deu foram deliciosos, mas esse estava incendiando tudo dentro de mim. Esse falava de triunfo, do poder de um macho sobre sua fêmea, de demarcação de posse. Deu um puxão no meu mamilo e minha vagina encharcou completamente. — Dominic... Oh! — balbuciei arqueando minhas costas oferecendo meus seios ao seu toque. — Oh, você é uma cadela safada, não é, princesa? Eu sempre soube disso. — sorriu debochado e sua boca desceu pelo meu pescoço e clavícula beijando, lambendo e mordiscando até chegar aos seios. Arqueei mais as costas e enfiei as mãos em seus cabelos, me entregando despudoradamente. Dominic grunhiu lambendo os mamilos eretos. Em um segundo sua mão acariciava o interior das minhas coxas, apossando-se da minha vagina pulsante. M assageou meu clitóris com maestria e

passou a sugar meus seios com força. Senti seus dedos me abrindo, correndo para cima e para baixo na minha fenda molhada. Gritei quando meteu um dedo grosso bem fundo. Sorriu contra meus seios. Seu dedo iniciou uma dança lenta e torturante na minha vulva. M eus quadris tinham vontade própria agora, passaram a encontrá-lo em cada investida. — Porra, que cadelinha fogosa é você, princesa! Tô louco para comer essa bocetinha! M ontar minha cadela gostosa! — rugiu e as investidas tornaram-se rápidas. Ele gemia, um som rouco e sexy escapando de seus lábios de encontro aos meus seios. — vou montar você tão duro, princesa... — Oh! Dio mio! — arfei num misto de grito e gemido convulsionando-me em um orgasmo que se espalhou por todo o meu corpo, tirando-me as forças. Tombei de volta na cama. — Dominic... Eu... — balbuciei tentando abrir meus olhos pesados. Ouvi um barulho de lacre sendo rasgado e quando abri os olhos ele estava rolando o preservativo em seu pênis. Seus lábios se curvaram naquele sorriso lento e pecaminoso que era sua marca. Veio para mim, se posicionando entre minhas coxas. — Olhe para mim, princesa! — sua voz rouca e dura ressoou no quarto. — Você é minha agora! M inha

cadelinha! — rosnou esfregando seu pênis por toda a minha vagina. — vou montá-la onde, quando e como eu quiser! Entendeu? Vou foder você o tempo todo, princesa! — Se alinhou na minha entrada e empurrou lentamente, mas firme, rasgando-me até o fundo. Gritei com a invasão. Engasguei. M inha nossa! A sensação era uma mistura de dor e prazer. M ais de dor do que prazer, na verdade. Senti minha vulva esticada no meu limite. Estava bem molhada, mas ele era mesmo muito grande. Dominic congelou dentro de mim. Seus olhos arregalados, alarmados, incrédulos. M eneou a cabeça como se não acreditasse. Seus lábios sexys entreabertos. Nossas respirações alteradas ressoando em nossos peitos. — O que... — murmurou preparando-se para sair de mim. Oh! Não! — Não pare, Dom. — pedi, meu tom humilhantemente suplicante. — eu quero... M uito... Por favor... Ele trincou os dentes. Seu corpo retesou-se como se travasse uma batalha interna. Perdi o orgulho de vez e o enlacei com as pernas movimentando-me, obrigando-o a me invadir mais, alojando todo o seu tamanho até colar nossas pélvis. Não consegui pensar em mais nada, apenas que queria ser dele ali, naquele momento. Ele

tinha razão, eu esperei demais. Dom soltou um rosnado abafado, quase irritado e me beijou com ânsia, puxando-me pelas nádegas. Tirou todo o seu pênis e entrou de novo lentamente, girando o quadril. Gememos. — Jesus! Princesa... Porra! Caralho! — rosnou de novo agoniado e voltou a sugar meus seios devagar, lambendo os mamilos, me distraindo do incômodo de têlo todo dentro do meu canal. Continuou assim, movendo-se lentamente, excitando-me de novo, olhando-me com aqueles olhos que me desarmavam. Gemi. Sua boca veio para a minha de novo num beijo indecente. Ele fodia minha boca como fazia com minha vagina. Elevei meus quadris, passando a dançar no ritmo dele. Grunhiu e tirou todo o pênis, deixando só a cabeça avantajada e bateu dentro de mim indo até o fundo. Um choque de excitação tomou todo o meu ventre. — Ahhh! Dom... — seu nome era um mantra nos meus lábios. Retribui o beijo com tudo que tinha. Quis dar tudo a ele. Ser dele. Completamente dele. Dio! Eu havia enlouquecido. Ele me enlouqueceu.

Seus lábios se afastaram e torceram naquele riso diabólico e meteu em mim sem dó de novo e de novo... Fodeu-me com fúria, agora. M antendo-me cativa de seus olhos intensos. Seus lábios desceram para meus seios novamente. Suas estocadas fazendo-os saltarem de sua boca. Seus olhos ainda perfurando os meus. — Toma tudo! É isso que você quer? Toma meu pau todo, sua cadela gostosa! — gritou e levou uma mão para minha boca enfiando o indicador grosseiramente. — chupe! Chupe como se fosse meu pau, minha cadela! — ordenou e eu comecei a sugar seu dedo. Seus olhos inflamaram mais. Deu-me outro sorriso obsceno e levou a outra mão para meu clitóris. O manipulou devagar a princípio. Gemi com seu dedo na boca. — você gostou disso, não é? Gostou de ter meu pau nessa bocetinha quente e apertada. Foda! Caralho! — grunhiu comendome com golpes brutais, sacudindo todo o meu corpo. Seus dedos no me clitóris fizeram jorrar mais líquidos aliviando a ardência no meu canal e meu corpo passou a sugar o dele como se quisesse me fundir ao seu. O encontrei a cada estocada. Louca, descontrolada como jamais estive em toda a minha vida. — Ahhh! Dom... Oh, Dio! — gritei fora da minha mente. Ele beliscou duro meu clitóris e eu quebrei no segundo orgasmo. — Ohhhhhhhhh! — Cristo! Eu nunca

sequer imaginei que seria assim. Gozar com ele dentro de mim foi muito além de tudo que já senti antes. Seu pênis enorme batendo em mim sem dó, seu corpo me esmagando no colchão. M eu ventre e vagina incendiaram e explodiram numa sensação que me drenou completamente. — É isso aí, princesa! Grite meu nome enquanto goza no meu pau! Grite meu nome, cadelinha! — gritou, sua voz tensa. — Caralho! Que bocetinha gostosa! Ahhhhhhhhh! — rugiu jogando a cabeça para traz, seu grande corpo retesando-se, senti seu pênis engrossar mais alargando meu canal além do limite. Estremeceu e gozou, rosnando palavrões do mais baixo calão. Elevou meus braços bruscamente acima da minha cabeça e caiu em cima de mim, grunhindo, ainda metendo profundamente, violentamente em minha vulva. Seus olhos me prendendo. Eles eram muito mais bonitos nesse momento. Um verde quase azul. Fiquei hipnotizada. Ele era mesmo muito, muito bonito. Ficamos nos olhando, mudos, como que tentando entender o que havia acontecido ali. Seu rosto se suavizou por alguns instantes enquanto seu olhar deslizava por todo o meu rosto. Deu uma última estocada e moeu em mim, girando o quadril lentamente. Nossas respirações foram se acalmando aos poucos.

Então, ele sacudiu a cabeça e fechou os olhos com força. Quando os abriu havia uma expressão fria, onde antes era fogo puro. Saiu de cima de mim com cuidado e pôsse de pé, virando-me as costas largas, os músculos saltando com os movimentos enquanto sumia em

direção ao banheiro. Retornou logo em seguida, seu pênis livre da camisinha, mas ainda ereto, orgulhoso. Seus lábios se torceram num riso cínico ao me pegar olhando-o. Juntou suas roupas pelo quarto. Pisquei confusa. — Dominic... — disse, minha voz baixa, receosa. O que havia com ele? — Que merda é essa, Helena? Hein? — virou-se para mim já puxando sua cueca e colocando as calças numa rapidez espantosa. — você era a porra de uma virgem! Uma virgem, porra! — bradou de uma forma que nunca o ouvi falar antes. — não vou ser seu prêmio de consolação porque não conseguiu ser a rainha de Leon, querida! Suas palavras furiosas foram como um tapa na minha cara. Dio santo! Por que ele está tão zangado? Ele parecia estar gostando ainda há pouco. Ou não? — Eu... Si, era virgem. — admiti me sentindo envergonhada pela forma como seus olhos fitavam meu corpo ainda na mesma posição rendida, atordoada que ele deixou. Puxei o lençol sobre mim. — eu pensei que... — Pensou errado! O que acha que vai acontecer agora? — andou até a borda da cama me encarando como se eu fosse uma aberração. Senti lágrimas virem aos meus olhos, mas pisquei para contê-las. — isso aqui não

é a porra de um conto de fadas! Não vou me apaixonar porque sua boceta Real era virgem, Helena. Eu quis foder você. Apenas isso. — passou as mãos pelos cabelos num gesto raivoso. — agora que já fodi, vou dormir em outro quarto. — me avisou num tom que nem parecia a sua voz e saiu pisando duro. O que foi tudo isso? Deixei minha cabeça cair nos travesseiros, lágrimas turvando meus olhos. Então agora era Helena, não mais princesa. Dio! O que foi que eu fiz? Por que cedi à ele? Fechei os olhos, suas palavras cruéis, humilhantes ainda ecoando no minha cabeça. Odeio esse idiota! Odeio! CAPÍTULO TRÊS Dominic Jesus! Isso foi muito intenso. Nunca senti nada parecido antes. Fui o primeiro amante de Helena! A realidade me atingiu como um soco. Então, ela não havia ido para a cama com Leon como suspeitei. Grunhi servindo-me de uma dose de uísque assim que entrei na suíte conjugada. Cristo! Que situação fodida foi essa em que fui me meter? Não posso tocá-la mais. Eu não defloro virgens, caralho! M eu negócio é foder! Foder mulheres experientes. Vadias que topam todas as minhas taras. Onde eu estava com a cabeça que não percebi que ela era

uma virgem do caralho? Sorrio alto, ironizando-me. Você estava pensando unicamente com seu pau, idiota! E agora? Como suportaria ficar ao lado dela por três meses inteiros? Três longos meses do caralho? Jesus! Como ia conseguir manter minhas mãos longe dela? Isso não vai dar certo. Não quando ainda a quero como um desesperado. M eu pau desgovernado estava ainda duro pressionando as calças. Foram seis meses esperando por ela! Seis meses, porra! Eu estou longe, muito longe de me satisfazer. Isso me assusta, devo admitir, porque meu pau é bem exigente. Dificilmente fodo a mesma boceta duas vezes. Gosto de variedade... E quantidade. É assim desde os meus dos quatorze anos. Tive umas vizinhas bem gostosas e liberais que me ensinaram tudo. Eu as fodi dos quatorze aos dezesseis. Depois disso, tornei-me o que alguns chamam de libertino. Odeio rótulos. Para mim, sou apenas um grande apreciador das mulheres. Todas as mulheres. Arranquei minhas calças bruscamente e fui ao banheiro. Deixei a água cair na minha cabeça e ombros. Helena era virgem! Uma virgem, porra! Sou um canalha! Havia me aproveitado de uma mulher inocente. Agora pensando com mais calma, os sinais estavam todos lá. A forma como ficava desconcertada com minhas nada sutis cantadas. Seu nervosismo quando retornamos para a

suíte, casados. Foda! Foda! Como podia ser virgem aos vinte e cinco anos? Era quase inacreditável. M as a resposta era óbvia. Ela se guardou para meu irmão. Saber disso me deixava possesso, mas não apagava o prazer que senti quando atravessei seu canal apertado. Jesus! M eu corpo arrepiou-se ao lembrar a sensação indescritível de estar dentro dela. Finalmente dentro dela. M inha mão foi para o meu pau. Gemi alto e fechei os olhos, massageando-o para cima e para baixo lentamente, enquanto minha mente reconstruía tudo que fiz com ela no quarto ao lado. M inha mão acelerou. M asturbei-me com força, agora. Estrangulando-me, imitando a sensação de ser sua bocetinha gostosa me apertando. — Ohhhh! Caralho! Helena... Ahhhhhhhhhhh! — rosnei alto, o som reverberando no banheiro. Gozei forte. Jatos e jatos esporrando por todo o meu punho. Encostei-me na parede de granito. Jesus! O que essa garota está fazendo comigo? Lavei-me, meu corpo ainda estremecendo do gozo intenso. Porra! Até uma punheta pensando nela é melhor do que todas as fodas que tive nesses seis meses. Eu

estou em apuros. Definitivamente. Quando voltei ao quarto liguei para Jayden. Estávamos construindo uma boa amizade. Nós três. Leon também era um bom homem. Acolheu a mim e Jay sem nunca nos ofender. Sempre foi digno conosco. Sei que não deve ter sido fácil, pois somos frutos da traição de seu pai e nas conversas que tivemos dava para perceber que ele era apaixonado pela mãe, que havia falecido no mesmo acidente do príncipe M arco. Não tenho nada para reclamar do meu irmão, de nenhum dos dois. Embora Jay seja um bastardo cínico a maior parte do tempo. Sorrio ao lembrar do meu marrento irmão mais novo. — Espero que seja algo importante, Dom. Tem uma garota realmente gostosa na minha cama... — disse no seu costumeiro tom debochado, sarcástico. — Olá para você também, irmãozinho! — cutuquei. Ele bufou. — Vamos, Dom. Por mais que aprecie sua voz sexy, eu ainda prefiro voltar e enfiar o meu pau na boca da garota. Eu gargalhei. Jesus! Ele era tão bastardo quanto eu!

— Jay você estava certo. Fiz uma enorme besteira. — disparei. — Seja mais específico, irmão — ele riu do outro lado da linha. — você faz muitas besteiras... Bufei. — Ok. Aqui vai. Casei-me com Helena e meti-me numa encrenca do caralho! — despejei e fez-se um silêncio sepulcral do outro lado da linha. — Jay? Você ainda está aí? — Dom, diga que você não fez nada de mal com Helena. — ele pediu num tom que já desconfiava do resultado. — Leon não vai perdoá-lo se você a magoar, irmão. Andei até as amplas paredes olhando as luzes chamativas a perder de vista. — Ela era inocente, Jay. — disse num fio de voz. — inocente de quê? — sua voz soou confusa. — Fui o primeiro homem de Helena, irmão. — dei um suspiro frustrado. — Deus! Isso fica cada vez pior. — ele suspirou do outro lado. — por que não a deixou em paz? Eu avisei tantas vezes para não mexer com ela, Dom. Ela é da família, seu idiota. Como vai explicar isso ao nosso tio e a nosso irmão? Helena é como uma irmã para Leon, você sabia disso.

Fechei os olhos com força. Caralho! Isso realmente ficava cada vez pior. Leon iria querer arrancar minhas bolas se soubesse disso. Eu não posso culpá-lo. — Vou dar um jeito, irmão. — garanti, mas ainda não sabia o que faria. — Você precisa anular o casamento, Dom. Faça isso antes que cause mais danos a ela. Helena é doce... — Só se for com você, irmão! — o cortei irônico. Comigo ela era sempre uma cadela! — Helena é uma boa garota, Dom. Talvez seja um pouco mimada, mas não deixa de ser uma boa garota. Liberte-a. Sabe que é a coisa certa a fazer. — Não posso fazer isso. Ela não receberia a herança do avô. — disse me sentindo um merda por tê-la chantageado. Jayden riu do outro lado. Aquele riso cínico que era a sua marca. — O que foi? — cuspi entre dentes. — Parece que a estupidez está no DNA dos príncipes Di Castellani. Nosso amado e ilustre rei Leon também foi um idiota com nossa linda e doce cunhada. — Oh, não, não. — rebati imediatamente. — isso não é igual... — Sério? — ele riu de novo. Bastardo! — de onde estou olhando parece praticamente a mesma coisa. Você

seduziu, chantageou uma garota inocente para atender unicamente a seus desejos, irmão. Ok. Quando ele coloca dessa forma... Grunhi sentindo-me de pés e mãos atadas. Que porra eu faria agora? — Vou dar um jeito, Jay. — tentei parecer firme. — Se você diz... — seu tom era duvidoso. Ouvi uma voz feminina chamando ao fundo. — querida, você terá que fazer todo o trabalho de novo. M eu irmão idiota fez meu pau cair drasticamente. — Jesus! Ele é mesmo um bastardo! M as segurei-me para não sorrir. — Hum, Dom, preciso ir, irmão. Veja lá o que você vai fazer. Helena é da família. Na manhã seguinte bati à porta do quarto da suíte principal. Era cedo, mas precisava conversar com Helena. Precisamos estabelecer como serão os três meses que ficaremos casados. Sim, porque não serei um bastardo completo com ela. Ficarei nessa merda até conseguir receber sua herança e depois cada um segue seu caminho. Três meses passam num piscar de olhos. Vai ser fácil. — Entre. — sua voz soou através da porta. Ela já estava devidamente vestida com um de seus muitos vestidos recatados que geralmente mataria minha libido, mas nela fazia meu maldito pau ficar em posição

de sentido. M erda! Seus cabelos estavam presos à nuca. Voltou-se para mim terminando de arrumar um diminuto brinco de pérola. Fiquei encantado e irritado, porque ela não era quem eu pensava e teria que passar todos os malditos dias de pau duro perto dela sem poder me fartar como o planejado. — Oi. Você está bem? — arrisquei mantendo-me a uma distância segura. — Oi. Sim, estou. — ela afirmou procurando sua bolsa e remexendo em algo lá dentro. Provavelmente para não ter que me encarar. — Por que não me contou, Helena? — fui direto ao assunto. Sou assim, não tenho muita paciência para floreios. Seus olhos levantaram para me encarar. — Faria alguma diferença? — seu tom foi frio, impessoal imitando o meu. — Toda diferença. Não seduzo virgens. Seu rosto corou, mas ela recusou-se a desviar os olhos. Sua coluna se esticou toda e eu soube que a briga iria começar. Quase sorrio, mas a situação era caótica. — Então foi a primeira vez para nós dois. — disse entre dentes. Seus olhos exóticos fuzilando-me. Foda! Eu fiquei completamente duro, caralho! — M as não precisamos fazer disso o evento do ano. Eu deixaria de

ser virgem em algum momento. Não se sinta importante por isso, caro mio. Obriguei-me a encará-la mais sério. — Não seduzo virgens por uma questão bem simples. Elas tendem a romantizar a coisa... Começam a esperar mais do que estou disposto a oferecer. Todas as mulheres com quem me envolvo sabem bem o que esperar. Conhecem as regras, Helena. — disse num tom raivoso. M eus planos haviam sido frustrados e eu odeio que ainda estou aqui louco para jogá-la na cama e fodê-la pelo resto da semana. Porra! Como vou seguir em frente, se não me fartei de seu corpo como planejei? — eu apenas fodo. — ela arfou, impactada pelas palavras cruas. — tenho gostos bem... Incomuns, digamos assim. Não tenho a menor disposição para aguentar mulheres inexperientes que se deslumbram com tudo que possamos fazer no sexo e se tornam pegajosas, sonhando em andar comigo ao pôr do sol. Eu fodo com elas e vou embora. Sempre. — concluí mantendo seus olhos presos. Ela empalideceu um pouco, mas piscou e se empertigou de novo. — Você deve se achar um presente de Deus, não? — despejou com os olhos incríveis refletindo todo o seu desprezo. — tenho novidades para você, Dominic Harper Di Castellani! Sei exatamente que espécie de

homem você é. Portanto, não. Definitivamente não. Jamais desenvolveria qualquer ilusão romântica a seu respeito, pode ter certeza. — E que espécie de homem eu sou, Helena? — Um completo idiota. — ela disse sem alterar a voz, uma expressão gelada no rosto bonito. — posso ser inexperiente, admito. M as sei perfeitamente que desejo físico nem sempre vem junto com amor. — levantou o queixo em desafio e completou: — acha mesmo que eu me apaixonaria por você? — torceu os lábios num sorriso desdenhoso. — A ideia é tão atrativa quanto extrair um dente sem anestesia, caro mio. A observei por alguns instantes segurando o riso. Oh! Ela tinha uma língua afiada. Fui invadido por uma vontade louca de avançar sobre ela, jogá-la na cama e tirar aquela expressão de desprezo e deboche do seu rosto. Fazê-la engolir aquelas palavras. Sabia que precisava apenas tocá-la e incendiaríamos... M as o que diabos estou pensando? Não tocarei mais nela! Afastando as possibilidades obscenas que rondaram minha mente, forcei-me a adquirir uma expressão neutra e disse: — Ouça, a noite de ontem foi um erro que não se repetirá. M as vou manter minha palavra e permanecer casado com você pelo tempo estipulado no testamento.

Ela me fulminou novamente. Foda! Eu vou explodir aqui! — É muita bondade sua... — seu tom pingou sarcasmo. Sorrio amplamente dessa vez. Ela ruborizou de novo. Ótimo! Pelo menos não estou sozinho nessa atração ridícula. Então, seus olhos estreitaram-se em mim por uns instantes, mas voltou a mexer dentro da bolsa. Claramente me ignorando. — Ah, Helena? Seu rosto levantou para mim de novo, revirando os olhos. — Você irá adquirir um novo guarda-roupa. Precisamos aparecer juntos em inúmeros eventos e eu não quero que a imprensa a confunda com a minha avó. — ok. Isso foi golpe baixo, reconheço. Seu rosto empalideceu, depois ficou vermelho. Ela piscou várias vezes. — sua forma de vestir é tão enfadonha quanto seus modos, devo dizer. M inhas mulheres são conhecidas pelo glamour, querida. Ninguém vai acreditar que me apaixonei por você. — seu queixo se ergueu novamente, seus olhos me fulminando. — se quer convencer a todos, que somos um casal, precisa dar uma repaginada, porque para ser sincero, até eu começo a me perguntar o que foi que vi em você. — sua boca se abriu,

fechou, abriu de novo. Seu corpo ficou rígido. — Saia. — seu tom foi baixo, sinistro. Os olhos me dizendo que se não fizesse o que dizia, seria provavelmente esganado. Acenei levemente e voltei para meu quarto. Helena Aquele maldito imbecil! Quem ele pensa que é para criticar minha forma de vestir? M eus modos? Ele é um maldito cachorro vadio e suas mulheres são todas umas puttanas! 10 Andei de um lado para outro dentro do quarto, sentindo-me insultada, ofendida, diminuída como nunca estive em minha vida. Onde eu estava com a cabeça para me deixar seduzir, chantagear dessa forma? Fui até o banheiro e me olhei no espelho enorme da pia. Soltei meus cabelos do prendedor. Eles caíram nos meus ombros. M uito retos, muito lisos. Nunca havia percebido isso. Sempre usei esse estilo. Virei-me de um lado, do outro, observando meu vestido. Franzi o cenho. Ok. Talvez meu estilo fosse um pouco formal. M as fui criada assim. Não sou espalhafatosa como as vadias com quem ele certamente está acostumado. Voltei ao quarto, inquieta. Adoraria arrancar aquele olhar arrogante, pretencioso daquele idiota. M as como vou fazer isso? Uma ideia me ocorreu e fui até minha bolsa. Peguei meu celular e disquei antes que perdesse a coragem. — Helena! Que bom que ligou, cara mia. — a voz

suave de Júlia encheu meus ouvidos. Nos falamos com muita frequência desde quando deixei Ardócia. Tenho falado mais com ela do que com Leon nos últimos meses, na verdade. Leon me sufoca com sua superproteção, pois sempre que ligo quer saber se estou tomando meus remédios direito. A Síndrome do Pânico11 está controlada por anos. Nunca mais tive grandes episódios. Bem, exceto a quase crise que tive no jato no dia em que saí da Ilha. M as não foi nada demais. Leon me manteve sob sua proteção e isso salvou minha vida, mas não sou mais uma criança assustada abandonada pela família. Sou uma mulher feita e já me escondi por tempo demais. — Ciao, cara mia.12 — saudei-a. — como está minha afilhada? Ela sorriu. Ouvi a voz de Leon ao fundo. — É Helena, amor. — a ouvi dizer, agora mais distante na linha. Silêncio por alguns instantes. — desculpe, estou de volta. Sua afilhada está chutando muito. M e deixa acordada a maior parte da noite. Deve ter o gênio do pai. — sua voz era cheia de orgulho. — Leon estava de saída, mas disse que quer falar com você depois. Parece que o Conde Vladimir está novamente disposto a casar-se com você para ajudá-la com a herança. Eu quase gemi de desgosto. Sério? Se essa

informação tivesse chegado até mim ontem pela manhã eu não estaria aqui nessa cidade horripilante com aquele sapo na pele de príncipe! — Isso é bom, cara, mas já é tarde. — tomei uma respiração profunda e soltei de uma vez. — me casei ontem. Estou em Las Vegas, Júlia. Casei-me com Dominic. Um longo silêncio do outro lado. — Oh, meu Deus! Leon vai surtar com essa notícia, cara. — sua voz era apreensiva, agora. — Dom? Você tem certeza sobre isso? Uau! Estou realmente surpresa! — Não fale nada a ele ainda. — pedi. — vou dizer logo, mas agora preciso de sua ajuda com algo. — O que foi, Helena? Dom fez algo com você? — sua voz foi claramente preocupada. Si, ele havia feito muita coisa comigo. Era difícil apontar uma só. — Dom é um imbecil completo, Júlia. — disse áspera. — mas estou presa com ele nessa farsa por três meses. Precisamos aparecer em eventos. — pausei, insegura. — Então, hum, preciso que me dê algumas ideias de como ousar mais nas roupas sem ser vulgar. — isso ela sabia muito bem. Aparecia semanalmente na revista People13 como uma das mais belas mulheres da atualidade, mesmo grávida. A mídia tecia elogios

incansáveis não só a ela, mas ao casal Real de Ardócia. — Oh! Helena, é claro que posso, cara. — fez uma pausa. — posso mandar vários looks para você copiar. — sua voz era entusiasmada. — não leve a mal. Você já é linda. M as, realmente precisa ser mais ousada. O que acha de mudar o cabelo? Você poderia... Sentei-me na cama e a ouvi já me sentindo melhor. É estranho que tenhamos nos aproximado tanto assim, mas não posso nutrir nenhum sentimento negativo em relação a ela. Júlia é daquelas pessoas que quando chegam a um local ilumina tudo a sua volta. Não é apenas sua beleza, pois é mesmo uma das mulheres mais lindas que já vi. É algo que transcende à aparência. É a alma dela que é bela também. Construímos uma sólida amizade e vê-la com Leon já não dói mais. O amor deles é algo raro de se encontrar. Eles se pertencem. Há muito tempo aceitei isso e segui em frente. Leon nunca foi meu, então nunca o perdi, apenas reavaliei meus sentimentos e os canalizei para o lado fraterno, como devia ter sido desde o início. Acho que no final das contas Júlia estava mesmo certa quando disse que o homem da minha vida ainda apareceria em algum momento. Quando me livrar do cachorro vadio vou me dedicar a procurá-lo. Depois que desliguei me informei na recepção onde

encontraria os serviços que Júlia me sugeriu. Passei o dia fora. Não sabia dos planos de Dominic e nem atendi o celular nas muitas vezes em que ele me ligou. Foda-se! Seu idiota! Já passava das seis quando retornei para o hotel. Há um cassino no hotel, como, aliás, em quase todos os hotéis de Las Vegas. É para lá que vou. Dominic Harper mexeu com a pessoa errada. Arrumei-me seguindo passo a passo as orientações de Júlia. E resolvi ousar um pouco mais. Eu estava na cidade do pecado como bem frisou o cachorro vadio. Ele que me aguarde. Olhei-me uma última vez, respirei fundo, peguei pequena carteira e saí para o corredor. Estava praticamente vazio. Continuei o caminho treinando os novos passos que Júlia havia me ensinado. Apenas a sugestão de um movimento dos quadris. Sutil, para não ser vulgar. Eu tenho postura. Não foi difícil pegar o jeito. Quando parei em frente ao elevador, as portas se abriram e três rapazes saíram me olhando com caras de bobos. Eu usava um longo vermelho de alças finíssimas que se ajustava em meu corpo. Uma abertura que ia até o alto da minha coxa direita. Pela primeira vez usei um batom vermelho também. As sandálias eram altíssimas. M as o melhor eram meus cabelos. O cortei em camadas, dando volume. Inseri mechas de um tom acobreado bem

discreto, mas que deu um efeito muito bom. Nos olhos não usei muita maquiagem porque já havia exagerado no batom. Abri um sorriso ao mesmo tempo simpático e sedutor e virei as costas entrando no elevador. Eles deram um suspiro coletivo. Outro detalhe era o decote das costas que acabava bem na parte baixa, pouco acima do meu bumbum. Os encarei e sorri de novo. Eles sorriram de volta, suas expressões completamente encantadas. Senti-me linda, poderosa. Poucos minutos depois eu estava parada na entrada do ambiente do luxuoso cassino. Aquele tipo de ambiente também me era muito familiar. Visito o cassino de Leon em Ardócia desde quando fiz dezoito anos. Ele sempre me levava. Coloquei um pé na frente do outro e iniciei a interpretação. Hoje seria glamourosa. Faria aquele imbecil engolir cada palavra que me disse hoje cedo. Observei o ambiente diminuindo meus passos. Os olhares de apreciação masculina eram muitos quando me viam. Dio mio! Essa sensação é muito, muito boa. Sentei-me no bar. O barman era um loiro alto, musculoso. Por mais que estivesse bem vestido, seus músculos saltavam aos olhos. Dei-lhe meu melhor sorriso sedutor. Ele veio atender-me prontamente. Pedi um cosmopolitan e girei no assento do banco para olhar melhor o ambiente. Homens e mulheres de todas as

idades circulavam, bebiam, jogavam. M eus olhos procuravam inconscientemente por Dominic, mas não o vi. Dei de ombros. Esta era a minha noite. Estava no meio de um discurso mental para não me importar com meu indesejado marido quando o banco do meu lado direito foi ocupado. — Posso lhe fazer companhia? — o homem quis saber em inglês abrindo um sorriso charmoso. Uau! Ele era bonito! Seu sotaque me lembrou o de Júlia. — Você é brasileiro? — indaguei sorrindo de volta. M inha bebida foi colocada na minha frente. Tomei um pequeno gole. — Sim. Como soube? M eu inglês é tão ruim assim? — imprimiu mais sedução ao sorriso. M as ao contrário de Dominic esse homem não era presunçoso. Era bonito, mas não era um narcisista. Dio! Por que continuo pensando nesse idiota? — Oh, não! Seu inglês é perfeito. Tenho uma amiga brasileira e o sotaque é parecido. — expliquei. Os olhos dele de um castanho escuro me encaravam com interesse óbvio. — Desculpe abordá-la assim. — disse num tom mais baixo, aquele usado pelos homens quando querem seduzir. — mas é que não consegui mais tirar os olhos de você quando surgiu naquela entrada.

— Sem problemas. Você pode me fazer companhia. — disse tomando mais um pouco da minha bebida. Eu não tinha muito costume com álcool, mas consigo beber algumas taças. — Está esperando alguém? — ele quis saber num tom receoso, agora. — Não. Estou aqui sozinha. — falei rapidamente e arrependi-me. Aquele homem era um estranho. Grande, Helena! Você não será nada glamourosa se for encontrada estrangulada em um beco de Las Vegas. Arg! — quero dizer, estou aqui com... — Seu marido. Gelei ao ouvi a voz de Dominic bem do meu lado esquerdo. Virei-me assustada, tentando controlar as batidas frenéticas no meu peito. CAPÍTULO QUATRO Dominic Eu estava em um canto mais afastado. Saboreando minha bebida sozinho, mas logo duas loiras peitudas, deliciosas me cercaram. Uau! Elas eram muito gostosas. Olhei-as descaradamente. Corpos voluptuosos como eu gosto. Elas sorriram, gostando da minha avaliação. Jesus! Acho que as vadias me perseguem. Sorrio de volta. Eu não fazia nenhuma objeção quanto a essa perseguição. Continuei encostado na parede e elas se

aproximaram mais invadindo meu espaço. O ambiente do cassino era um burburinho. Cheio de gente glamourosa. M ulheres lindas. Sinto-me em casa em lugares assim. Amo mulheres bonitas. E essas na minha frente eram deslumbrantes. Uma deslizou a mão bem cuidada de unhas vermelhas no meu peitoral e a outra se encostou ao meu braço, esfregando os peitos que com certeza eram falsos de forma nada sutil em mim. Adoro peitos grandes, mas prefiro os verdadeiros. Amo a sua maciez, a forma como se encaixam nas minhas mãos. Então, flashes de outros peitos surgiram na minha mente. Helena arqueada na cama, oferecendo seus pequenos, mas lindos e intocados peitos para minhas mãos e boca. Jesus! M inha boca salivou ainda sentindo a textura dos mamilos. Porra! M eu pau se sacudiu pela primeira vez na noite e não foi pelas beldades que estavam coladas em mim, suplicando-me com seus olhares para que as levasse a algum outro lugar e as comesse. M erda! Eu odeio me sentir assim ainda. Era para nós dois estarmos lá no quarto fodendo como coelhos até tirar essa atração maluca dos nossos sistemas, mas a princesinha era uma virgem do caralho! Detesto mulheres inexperientes! M eus olhos foram de relance para a entrada e meu coração trovejou no meu peito com a visão da morena

maravilhosa num longo vermelho. Comecei a apreciar desde as sandálias altíssimas num tom prateado. Ela fez uma pose sensual e abertura do vestido deixou sua coxa direita toda à mostra. Cristo! M eus olhos foram subindo cobiçosamente por ela. Uma cinturinha delicada. Franzi o cenho ao chegar nos peitos pequenos, mas bem desenhados dentro do decote ousado. Eu conheço esse corpo! Jesus! M eu pau se sacudiu de novo quando deparei com o rosto da morena. Ela tinha uma expressão linda no rosto. Deslumbrada, sedutora, mas ao mesmo tempo recatada. M ostrando, mas não escancarando seus atrativos. Os cabelos, antes negros, retos e lisos, haviam sofrido uma grande transformação. Desciam pelos ombros delgados, em camadas com mechas mais claras. E a boca carnuda estava pintada com um batom no mesmo tom vermelho gritante do vestido. Ela avançou lentamente pelo salão e tudo sumiu à minha volta. O burburinho, as pessoas, as vadias perto de mim. Desvencilhei-me e fui andando também na direção dela: Helena. M inha surpreendentemente sensual e bela esposa. A acompanhei de longe. Não deixei que me visse de imediato. Ainda não estava recomposto o suficiente para ficar perto dela sem agarrá-la e arrastá-la para o quarto. Sentou-se num dos bancos vazios do bar e foi quando quase tive um infarto ao me deparar com o

decote da parte de trás do vestido. Caralho! Aquilo devia ser considerado ilegal! Era possível ver as duas covinhas lindas que ela tinha na parte baixa das costas. Eu estava a ponto de gozar nas calças só olhando. Ela foi atendida pelo barman que quase babou em cima dela. Cerrei os dentes e avancei para ela. Era muito ingênua para ficar num ambiente desses sozinha. O que deu nela para se vestir assim, como uma puta? Indaguei-me. Um sujeito bem vestido, alto, de aparência latina parou atrás dela e ficou encarando o decote abertamente. Imbecil! Apressei meus passos. Uma ira inexplicável tomando conta de mim. Não olhe assim para ela, seu filho da puta! Ela o recebeu com um sorriso sedutor. Um sorriso que ela nunca havia direcionado a mim. M inha ira cresceu. Eu estava quase correndo pelo cassino, agora. Patético! Nenhuma mulher me afetava dessa forma. O que havia com Helena? Por que fico nessa montanha russa em torno dela? — ... Quero dizer, estou aqui com... — Seu marido. — completei sentando-me no seu lado esquerdo. Seu corpo se retesou e ela virou-se para mim. M eus olhos se banquetearam nela. Cristo! Linda era pouco para defini-la agora. Abri a boca, fechei, abri de novo, mas ainda não consegui dizer nada. Os olhos exóticos brilharam sedutores, zombadores, desdenhosos

e sua boca maravilhosa se curvou num sorriso que me teve praticamente babando sem nem ao menos piscar. — Dom. Como foi o seu dia, caro mio? — indagou num tom baixo, sexy pra caralho! O que em nome de Deus houve com a recatada Helena? — M eu dia foi ótimo. Liguei várias vezes, mas você não me atendeu. — deixei meus olhos deslizarem por ela de novo. Ela corou. Linda e recatada como adoro. Não! Não adoro! Reprimi esse pensamento. Não adoro nada nela! Que merda é essa? — vejo agora que esteve bem ocupada, querida esposa. Seus olhos reviraram. Ela bufou e virou-se para o sujeito do seu lado direito. M eus olhos foram direto para as covinhas lindas do caralho pouco acima da sua bundinha! Foda-se! — Então, você ainda não me disse seu nome. — ronronou de forma ridícula para o cara que agora estava meio sem graça com a minha presença. — Sou Diogo. Diogo Carvalho. — disse e me olhou apreensivo. Dei uma encarada nele, claramente dizendo para ele se mandar. Ele era inteligente porque se levantou e acrescentou: — foi um prazer conhecê-la... — Helena. Helena M arcollini. — ela apressou-se em dizer. Bufei alto.

— Você não esqueceu alguma coisa, querida? — disse entre dentes. — como o seu sobrenome de casada, por exemplo? Ela me fulminou, mas voltou-se sorrindo para o tal Diogo. — Nos casamos ontem. Ainda não me acostumei, sabe como é, não é? — sussurrou numa tentativa mais patética ainda de flerte. O sujeito franziu o cenho e disse: — Foi um prazer conhecê-la de qualquer forma. Boa noite. — devorou-a antes de olhar para mim de novo e se misturar na pequena multidão. Eu gargalhei e ela virou-se para mim finalmente. Os olhos inflamados. Lindos, na fraca luminosidade do ambiente. Eu a quero! Jesus! Eu a quero tanto que dói. — Por que está sorrindo, seu idiota? — tomou um grande gole de seu cosmopolitan. — Você não tem a menor ideia de como flertar, querida. Não me surpreende que o tal Diego tenha dado no pé. — provoquei. — É Diogo, imbecil. — ela adora insultar-me. Isso devia me irritar, mas meu pau masoquista do caralho fica enlouquecido quando ela me trata assim. Vai entender. — ele não fugiu de mim. Fugiu porque você apareceu aí como um encosto. Não tem nenhuma loira peituda por

aí em quem se pendurar? — Na verdade eu estava bem entretido com duas. — os olhos dela arregalaram-se. Sorrio. Adoro chocá-la. — isso mesmo. Duas loiras peitudas e gostosas bem ali naquele canto. M ostrei e ela olhou. As vadias ainda continuavam lá me encarando. Helena encarou-me de novo. Seu maxilar rígido, os olhos faiscando. — Você transou com elas? — cuspiu a queima roupa. Tomou mais um gole grande da bebida. Ela ficaria bêbada nesse ritmo. — você se casou comigo ontem, seu maldito cachorro vadio! Você não vai foder vadias enquanto estivermos nessa farsa! Você me entendeu? — grunhiu num tom mais baixo, apenas para meus ouvidos. — E quem vai me impedir? — instiguei só para provocar. M eu pau está em um maldito complô contra as vadias ultimamente. Nada me satisfaz, exceto a boceta virgem de Helena. Caralho! — Se você vai foder tudo a sua volta. — ela pôs-se de pé numa rapidez espantosa e anunciou: — eu também vou. Diogo não deve estar longe. Eu o achei bem sexy. — disse e virou as costas começando a andar. Jesus! Seus quadris movimentando-se como um convite desavergonhado. Levantei-me também a seguindo. Só por cima do meu cadáver aquele idiota colocaria as mãos na minha mulher! Ela é minha! Foram seis meses

esperando por ela! Se ela quer foder, que seja comigo. Seu marido, porra! Olhou-me por cima do ombro. — cai fora, Dominic! Não a ouvi, apenas segurei seu pulso com firmeza e comecei a arrastá-la todo o caminho rumo à saída. Pessoas abriam passagem para nós, espantadas, outras rindo da cena que ela fazia, rígida, estacando, firmando os pés, mas sou bem maior e mais forte, a arrastei com facilidade. — Solte-me, seu neandertal! 14 — esperneou, gritou e tínhamos a atenção de todos agora. Ótimo! — ponhame no chão! Dom! Seu imbecil! — gritou a plenos pulmões quando a joguei por cima do meu ombro sem qualquer cerimônia e deixamos o cassino. Só a coloquei no chão dentro do elevador. Algumas pessoas vinham para entrar, mas as avisei enfurecido, excitado, louco de tesão: — Tomem outro. Tenho algo a discutir com minha mulher. — me olharam incrédulos e as portas se fecharam. Ela me olhou linda, seu rosto afogueado, excitado também. Posso sentir seu cheiro de longe. A encurralei na parede. — O que você está fazendo, seu... — seu insulto se perdeu em minha boca. M ergulhei nela com fome. M inhas mãos a puxaram pela cintura fina, trazendo sua

pélvis para a minha. M oí meu pau dolorido no meio de suas pernas. Ela grunhiu me esmurrando nos ombros, mas em poucos segundos estava me enlaçando pelo pescoço puxando-me para ela com força. Cavei as mãos em sua bunda e a levantei, me enfiando entre suas pernas. — Enrole suas pernas em mim, princesa. — rosnei mordendo seus lábios. Ela fez o que eu disse. As portas do elevador se abriram e sai com ela assim, beijando-a desesperado. Bati suas costas contra a próxima parede e cavei meu pau em sua boceta quente. Gememos, enlouquecidos. Andei com ela de novo, sem nos desgrudar. Consegui abrir a porta da suíte sem colocá-la no chão. M eu pau não queria ficar sem aquele calor úmido e gostoso. A bati contra a porta assim que a fechei. Então, as coisas ficaram loucas. Nossas mãos foram arrancando nossas roupas sem muita delicadeza. Ela puxou meu smoking e logo depois a camisa, botões voando por todo o quarto. M inhas mãos puxaram as alças finas do vestido, ouvi o tecido rasgando. Por fim, ficamos nus na frente do outro, arfando, nos olhando por alguns segundos. Então, voamos um no outro de novo. — Seu cachorro vadio! — rosnou quando a bati de novo contra a porta.

— Sua cadela gostosa! — rosnei de volta, lambendo, chupando sua língua, mordendo seus lábios. Descontrolado como jamais estive em toda a minha vida. — Jesus! M inha cadelinha gostosa. — grunhi quando a levantei outra vez e suas pernas vieram rápidas ao meu redor. Sustentei sua bunda com um braço e segurei meu pau pela base esfregando-o por toda a bocetinha melada. — eu vou foder você! Se você quer dar essa bocetinha virgem, eu vou comer! — rugi e me alinhei em sua vulva. M eti a cabeça e sua quentura me enlouqueceu, meti todo o caminho em seu canal apertado. — Ahh! Dom... Dio mio! — choramingou completamente empalada no meu pau. Dei uns segundos para ela se ajustar e tirei devagar todo o caminho. M as bati de volta numa estocada dura, meu corpo todo se arrepiando com o prazer de sua boceta me apertando. — Jesus! Que bocetinha mais quente! Caralho! Nunca comi outra igual! Cadela gostosa! — gritei fora de mim, comendo-a com golpes brutais que a sacudiam

toda, batendo-a na porta violentamente, mas ela também estava gemendo, grunhindo, apreciando o passeio selvagem no meu pau. — Dom! Ohhhh! — gritou quando chupei seus peitos com força, meu braço apoiando sua bunda levantando-a e baixando de volta bruscamente no meu pau. Sua vulva encharcada sendo rasgada até o limite. — eu vou... Oh Dio! — seu corpo delicado e delicioso convulsionou. — Ahhhhhhhhh! — Tomei sua boca num beijo molhado, de olhos abertos. Seus olhos eram fogo líquido e ela gozou. Bebi seus gemidos. Enlouquecido de prazer, sentindo sua boceta toda esticada, mamando em mim como uma boca. E foi o meu fim. — Isso, goze princesa! Goze no meu pau, porra! Ohhhh! Helena! Caralho! M inha cadelinha gostosa! — gritei jogando a cabeça para trás, meti com tudo, batendo no seu útero e gozei. Esporrei em seu buraquinho apertado, grunhindo, rosnando. Ela gritou também aumentando meu prazer e os tremores assaltaram meu corpo. Espasmos violentos, enquanto meu pau ainda castigava sua boceta sem dó, metendo fundo, fazendo-a tomar até a última gota da minha porra. Enfim, os tremores diminuíram. Fechei meus olhos e enfiei meu rosto em seu pescoço, sentindo seu cheiro incrível de mulher, de fêmea satisfeita pelo seu macho. De repente,

me toquei de algo importante. Não havia usado camisinha. Caralho! Eu nunca fodo sem camisinha. Que merda! — Dom, eu... — Helena retesou o corpo, certamente ia me esculachar de novo por tê-la fodido como um louco. — você não usou preservativo. Levantei meu rosto para o dela. Não parecia zangada pela foda, mas pela falta de proteção. Gostei disso. Porque não havia mais a menor chance dela não passar cada minuto dos próximos três meses exatamente dessa forma, empalada no meu pau. — Sim. Isso nunca me aconteceu, Helena. — disse e ela bufou. — falo sério. — prossegui. — sou um cachorro vadio como você diz, mas sempre transo de camisinha. Estou limpo se isso a preocupa. Helena — O uso do preservativo não é só contra doenças, Dominic. Não podemos arriscar uma gravidez. — disse apreensiva. — isso não é um casamento real. — Sei disso. Isso não acontecerá de novo. — Dominic disse com convicção. M eu coração sofreu uma pequena decepção. Achei que... Dio! Não sei o que achei. Ele foi bem claro, cruel até ao dizer que não gosta de mulheres inexperientes. — É claro que não vai acontecer. Sou muito

inexperiente para agradar o maldito galinha de M anhatan, não é? — minha voz saiu mesmo rancorosa? Alguém me mate agora! Os lábios dele se torceram naquele riso pecaminoso. Os olhos brilhando provocadores. Aproximou a boca da minha, os olhos verdes intensos, perfurando os meus. Senti seu Pênis latejando dentro da minha vagina. Ele ainda estava duro. Impressionante! Ampliou o riso quando arfei. M oeu em mim, girando o quadril num ritmo que me teve excitada de novo em segundos. Puxou deixando só a ponta espessa. Ainda me prendendo o olhar bateu com força até meu útero, me rasgando brutalmente. Gritei ensandecida. — Pareço alguém que está insatisfeito, princesa? — murmurou em minha boca, mas não me beijou, só continuou me olhando e me fodendo de novo. Dio! Ele era um galinha, mas um malditamente gostoso. — nosso acordo original acaba de ser reafirmado. Vou comer você por três meses inteiros. Não tô nem aí se não é experiente. Sua boceta é gostosa pra caralho! — meteu com mais força, me batendo na parede de novo. M e comeu por muito tempo assim, até que nos afastou da porta e sem sair de dentro de mim, nos levou para a cama. Nos deitou com cuidado e me montou com força, as mãos apoiadas de cada lado da minha cabeça,

olhando-me nos olhos enquanto batia seu pênis em mim sem trégua. Grunhiu e saiu de dentro de mim. Fiquei confusa quando levantou em direção ao banheiro e voltou com um frasco na mão. — O-o que é isso? — indaguei num tom ridiculamente alarmado. Ele me deu aquele riso sedutor e diabólico e subiu na cama de novo. — É seu olho de banho. — Dom... O que... – balbuciei enquanto ele vinha para cima de mim, prendendo-me no colchão com seu grande corpo. — Vou ensinar algumas coisinhas a você, princesa. — sussurrou beijando meu queixo, descendo pelo pescoço. Parou nos meus seios e os juntou com as mãos, amassando. Sabia que ele gostava de peito grande, mas parecia verdadeiramente encantado com meus pequenos seios. — eles são lindos. Perfeitos. — murmurou como se lesse meus pensamentos e sua boca quente desceu sobre eles, beijando, lambendo, chupando, mordendo. Sei que ficaria algumas marcas amanhã. Ele estava devorando-me avidamente. E eu estava adorando ser

devorada, consumida completamente por ele. — Oh! Dom... — gemi quando enfiou dois dedos grossos na minha vulva e continuou muito entretido com meus seios. Arqueei as costas fora de mim. Sua risada baixa, íntima e devassa me incendiou mais ainda. — Dom... — Você quer gozar de novo, minha cadelinha gostosa? Hum? — meteu os dedos duramente, abandonando os seios e ficou só lá me olhando, enquanto me comia com os dedos. Sorriu de novo e me deu um tapa no rosto. Não machucou, mas ardeu um pouco, me assustei. Ele gargalhou. — vou ensinar tudo a você, princesa. Vai aprender a me fazer gozar de todas as formas. Vou comer todos os seus orifícios sempre que eu quiser. — gemi mais desavergonhada com suas palavras sujas. Uma das mãos veio para meus cabelos da nuca e os puxou grosseiramente levando meu rosto para perto do seu. — você é minha, agora. — rosnou em minha boca, lambendo meus lábios. — fique de quatro. Vou preparar seu rabo para tomar meu pau. — a crueza das suas palavras fizeram jorrar mais líquidos na minha vulva. Ele percebeu, porque os olhos verdes flamejaram, zombadores. — oh, isso realmente a excita, não é,

princesa? — Deu um último golpe e retirou os dedos. Arquejei quando ele os levou aos lábios e os chupou com deleite. — vamos, de quatro cadela! — deu-me um tapa forte na minha nádega direita. Dei um grito. Doeu de verdade. Riu com vontade. — Dom... Eu não... M inhas palavras morreram na garganta quando seus braços vieram ao redor de mim e me viraram de bruços na cama. — Shhhh. Eu sei que você nunca fez isso. — sussurrou em minha orelha, chupou-a e mordiscou. Gemi. — mas você tem fogo aí dentro, princesa. Vai gostar de tudo que vamos fazer na cama, garanto. — sua boca desceu pelo meu pescoço e ombro beijando, chupando, mordendo, lambendo. Deu uma mordida forte nas minhas costas e eu gritei de novo. M as logo sua língua lambeu o local. Ronronei, meu corpo relaxando embaixo do seu. Em suas mãos e carícias bruscas, mas habilidosas, excitantes, enlouquecedoras. Sua mão desceu pela minha coluna numa carícia suave, como uma pena e chegou ao bumbum. Deu um tapa duro na outra nádega. Assustei-me, mas gemi também. Seus dedos deslizaram para cima e para baixo na fenda. — empine a bundinha para mim, Helena. — sua voz saiu dura, rouca. Obedeci. Ele gemeu e senti seu hálito em minha vagina.

Ele enfiou o nariz em minha vulva e cheirou-me. Tremi. Então, sua língua veio suave, lambendo da minha vagina até meu ânus. Cristo! M eu corpo estremeceu violentamente. Ele riu e suas mãos firmaram meus quadris, e sua boca passou a me devorar sem trégua. Gemi e gemi descontrolada. Gritei quando seus dentes morderam meus grandes lábios, indo para a virilha. Deliziozo! Relaxei mais, então puxou-me pelos cabelos de novo, obrigando-me a ficar de quatro. Enfiou dois dedos em minha vulva, cavando e os levou para o ânus. Contraí-me quando me tocou lá. Sua outra mão me deu duas palmadas fortes. — quieta, minha cadela! Seu cuzinho vai ser meu playground por três meses! Amo um rabo, princesa! — grunhiu massageando meu orifício. — relaxe e empurre de volta. Vou enfiar meus dedos. — Dom... Eu acho que... Ahhh! — gritei quando seus dedos forçaram a entrada, rasgando-me. — Empurre de volta e relaxe, Helena! — sua voz foi dura, irritada. — vai tomar meu pau até as bolas nesse rabo hoje! Tem ideia de quantas vezes comi seu cu nas minhas fantasias? — tentei me acalmar e fazer o que me disse. Relaxei. Seus dedos entraram apertados. Oh, Dio! Não tenho ideia de como seu enorme pênis vai caber em mim. — isso, cadela gostosa! Relaxe... Assim... rebole

esse rabo... Isso acostume-se a ter seu cu invadido, princesa. — sorriu lascivo. — meu pau vai viver enterrado nele! — Sua outra mão foi para meu clitóris e o massageou me distraindo do incômodo no meu ânus. Gemi e rebolei em seus dedos. — Jesus! M inha fantasia tornando-se realidade. Você é mesmo uma cadela fogosa, como sempre imaginei! — rosnou e passou a comer-me bruscamente com os dedos, girando-os, abrindo-os lá dentro, me alargando. Relaxei de vez, amando a massagem que ele fazia no meu clitóris. Levou mais sucos. Gemeu alto e tirou os dedos o olhei abrindo o frasco de óleo de banho. Em instantes, minha bunda estava toda melada, meu ânus besuntado. Ouvi um barulho diferente e olhei por cima do ombro. Ele estava passando o óleo em seu pênis. De vez em quando massageando-se, masturbando-se. Levantou o rosto e seus olhos lascivos encontraram os meus. Sem uma palavra se posicionou atrás de mim, acariciou minhas costas, minhas nádegas me fazendo arrepiar. Sem aviso meteu seu pênis bem fundo na minha vagina. — Ahhh! Dom... Oh, Dio! Continuou me fodendo com golpes brutos. Foi diferente agora. Era o preservativo. Percebi. Então, sem aviso saiu e alinhou-se em meu ânus. M e retesei. — Isso vai doer se você ficar tensa, Helena. —

rosnou em minha orelha, mordendo-a, desceu para ombro e mordeu-me forte e foi forçando sua entrada. Dio! Entrou a cabeça espessa e ele ficou em um vai e vem tirando e colocando devagar. Fui relaxando. — empurre de volta, princesa. — sua voz foi tensa. Ele estava claramente tentando se conter. Fui empurrando devagar e ele foi metendo. Ardeu muito. Tentei sair da posição. Sentindo uma pressão dolorosa, mas ele não permitiu. Segurou meus quadris com força e meteu tudo, me rasgando até o fundo. Gritei, sentindo lágrimas virem nos meus olhos. Ele parou um instante e me acariciou suavemente. Uma de suas mãos foi para meu clitóris e o manipulou com maestria de novo. Não contive um gemido que falava de dor e prazer. A risada baixa e sexy de Dominic soou atrás de mim e ele começou a me foder de verdade. Tirou tudo e bateu de volta me sacudindo para frente. Gritei a cada estocada dura. Seus dedos nunca deixando de me massagear, construindo mais prazer do que dor nesse momento. Choraminguei quando beliscou duramente meu brotinho. — Isso, minha cadelinha gostosa! Seu rabo foi feito para tomar pau! Isso, toma tudo, porra! — rosnou, metendo sem trégua em mim. Comeu-me assim por muito tempo. Sendo cruel, pois quando via que estava a ponto de gozar, parava de beliscar meu clitóris.

— Dom! — Gritei agoniada, desesperada. — por favor... Eu preciso... — O que, cadelinha? — grunhiu, batendo seu Pênis brutalmente dentro de mim. — você quer gozar? É isso? Quer gozar com meu pau todo enterrado no seu cuzinho virgem? — sua voz era tensa. Ele também parecia estar perto. — caralho de rabinho apertado mais gostoso! Jesus! Vou comer tanto você, princesa! — avisou, dando uma estocada funda, muito funda. Gritei, mas ele puxou meu brotinho e eu me desmanchei. — Ahhh! Oh! Dio mio! Ohhhhhhhhhhhhh! — gritei rebolando, indo de encontro a ele e suas estocadas furiosas, deixando-o me rasgar, porque aquilo transcendia a qualquer sensação boa que já senti. Cristo! — Jesus! Você é a virgem mais cadela que já existiu, princesa! Gostosa do caralho! — rosnou e caiu por cima de mim, esmagando-me no colchão. Segurou nos meus ombros e continuou me comendo, seu corpo todo enrijecendo. — Ohhhh! Helena! Ahhhhhhhhhhhh! — rugiu. Senti seu pênis inchar e ele gozou. Seus lábios

vieram para minha orelha, lambendo, chupando. Continuou bombeando em mim, agora mais devagar. Sua respiração ruidosa, seu corpo suado, dominando, tomando completamente o meu. Senti-me sensual, sexy, poderosa, porque apesar de toda a minha inexperiência, havia dado tanto prazer a ele. — Deus! Princesa... Você é uma coisinha gostosa... — ronronou em meu ouvido. Sorrio. Ele estava sorrindo também. Nossas risadas se misturaram por alguns momentos. Percebi que isso era muito perigoso. Essa proximidade era muito perigosa. Eu não poderia em hipótese alguma, me apaixonar por ele. M as a verdade era que uma pequena parte de meu coração já era dele. Sempre foi, desde quando olhei em seus olhos a primeira vez. CAPÍTULO CINCO Helena Espreguicei-me languidamente nos lençóis macios. Uma sensação gostosa de saciedade, relaxamento em meu corpo inteiro. Abri os olhos lentamente. Arregaleios, as memórias de todas as coisas que havia deixado Dom fazer comigo, invadindo-me. Dio! M inhas faces incendiavam só de lembrar. O prazer absurdo que senti, quando me penetrou de todas as formas, tomou meu corpo como se pertencesse a ale, só a ele. Dominic era intenso. M uito, muito intenso. Ouvi um movimento nas

amplas portas de vidro da varanda. M eu coração acelerou loucamente com a visão dele entrando no quarto, vestindo apenas uma calça de malha pendendo abaixo do quadril. Dio mio! Que abdome! Ele devia estar se exercitando porque uma fina camada de suor cobria sua pele. Eu estava hipnotizada. Ele era soberbo. Era... Sua risada baixa e sexy me fez levantar o olhar para o seu rosto. — Apreciando a vista, princesa? — sussurrou, a boca sensual curvada naquele riso lindo dele, mostrando as covinhas. Os olhos verdes flamejando em mim, provocadores, irreverentes, mas também claramente apreciando me pegar olhando-o com desejo. — você parece bem relaxada. — chegou bem perto da borda da cama. — estava mesmo precisando transar. — Bom dia para você também, idiota! — cuspi revirando os olhos. Por que ele tinha que abrir a boca? Era tão perfeito calado. — Ainda com uma linguinha afiada, pelo visto. — gargalhou e se afastou em direção ao banheiro. — vou arrumar outra função para ela hoje... — subiu as sobrancelhas sugestivamente. Bufei. Livrou-se da calça no meio do caminho. Cristo! Quase gemi ao ver seu traseiro duro, musculoso. Arfei quando vi arranhões em suas costas. Eu tinha feito aquilo? Dio mio! Dessa vez

não segurei um gemido abafado. Ele olhou por cima do ombro e deu-me uma piscadela desavergonhada. Bufei de novo e caí contra os travesseiros. Cachorro vadio, convencido! Pouco depois saiu ainda mais sexy. Enxugando-se displicentemente com uma toalha branca. Seu tórax poderoso coberto de pingos d’água. Ele era a perfeição masculina. Eu estou definitivamente ferrada, porque não há a menor possibilidade de meu coração sair intacto no final de três meses. Não quando apenas no segundo dia, ele me tem salivando de forma ridícula quando surge na minha frente. Livrou-se da toalha e andou esplendorosamente nu até o closet, quando voltou já estava numa cueca boxer preta. Si, o idiota exibicionista estava tentando me provocar abertamente. Reuni o lençol em torno de mim e deixei a cama desajeitadamente sob seu olhar zombador. — Jesus! Princesa, deixa de ser ridícula. — riu baixinho colocando as mãos nos quadris e isso

evidenciou a protuberância em sua cueca. M eu rosto queimou. Seu riso ampliou. Maledeto! — já vi tudo aí. Sei que tem um sinal sexy bem na virilha. Duas covinhas que me excitam pra caralho bem acima desse traseiro gostoso. — seus olhos incendiaram quando disse isso, porque ele tinha ejaculado a última vez bem em cima das tais covinhas. Si, isso vai ser realmente difícil. — e você tem a boceta mais linda e rosada que já vi na minha vida. Prendi a respiração com suas últimas palavras sujas. Foram baixas naquele tom rouco, sexy como o inferno, que ele usa para escravizar as mulheres. — Cale a boca, imbecil! — disse e virei-me em direção ao banheiro. M eu corpo já excitado, louco para ser tomado por ele de novo. O bastardo continuou rindo às minhas costas. Vinte minutos depois estávamos tomando nosso café na sacada diante da vista panorâmica de Las Vegas. Era incrível. Uma cidade tão glamourosa no meio de um deserto. — Ficaremos mais essa noite e voltaremos a Nova Iorque amanhã. O que quer fazer hoje? — a voz de Dominic me fez desviar os olhos da vista. — vou deixar você escolher. Afinal estamos em lua de mel. — acrescentou zombeteiro. — Eu não tenho ideia. Você já esteve aqui antes? O

que me sugere? Ele me deu aquele sorriso lascivo. — Princesa, já visitei Vegas muitas vezes, mas não vai gostar de nenhum dos lugares em que estive. Revirei meus olhos. — Sério? Você pensa mesmo em sexo todo o tempo? — meu tom foi seco. Ele tomou seu suco. Encarando-me por cima da borda do copo. Ele tinha uma forma de me olhar que mexia com tudo dentro de mim e ele sabia disso. — Não, só penso a metade do tempo. — riu e antes que dissesse algo, completou: — na outra metade eu faço sexo. — Você é mesmo um cachorro vadio, tarado, sabia disso? — tomei meu suco também. M inha mão levemente trêmula. Ele me afetava de uma forma que estava além da minha compreensão. — Olha só quem fala. A gata selvagem que arranhou minhas costas a noite toda. — sussurrou ainda prendendo meu olhar, desconcertando-me. M inha vagina palpitou com seu linguajar esdrúxulo. — não, acho que cadela gostosa fica melhor em você. — Você não é mesmo um cavalheiro, não é? — cerrei meu maxilar. — Não, princesa. Definitivamente não sou um

cavalheiro. Devia demitir a sua fada-madrinha. — Disse zombeteiro. — olha só o príncipe que ela arrumou para você... — Concordo. Vou demiti-la dentro de três meses. — algo passou pelos olhos verdes e ele finalmente desviou o olhar para a cidade abaixo de nós. — Por que deixou Ardócia? — disse depois de um silêncio desconfortável. A pergunta direta me pegou desprevenida. Eu não posso dizer a ele porque deixei o único lugar que conheci como lar. Ele não entenderia. Julgaria-me, aliás, já tinha feito isso dois dias antes em seu escritório. Os olhos verdes cravaram em mim de novo, intensos, como se enxergassem minha alma. Como se exigissem a verdade. Não deixando que me escondesse. Eu soube que não podia mentir. Ele não me deixaria. — Tive ilusões tolas que nunca se concretizaram. — remexi-me desconfortável diante de seu escrutínio. — eu amei Leon. — fui direta também. Seu maxilar cerrou visivelmente. Os olhos inflamaram quase como se estivesse zangado. O que havia com ele? — Não ama mais? — seu tom foi ligeiramente aborrecido, apreensivo. — Não. Não mais. — sorrio um tanto sem graça. —

não dessa forma. Ele encontrou uma mulher que o ama como eu nunca seria capaz de amar e ele a ama com a mesma intensidade. — suspirei. — Júlia e Leon são almas gêmeas. Se pertencem. Eu precisava seguir minha vida. Por isso, achei melhor partir. — Você nunca teve um namorado? Guardou-se esse tempo todo para ele? — sua voz foi abertamente dura, ríspida. Oh! Uau! O que há com ele? — Si, tive um namorado uma vez no ensino médio. M as foi só uma tentativa de provocar ciúmes em Leon. — sorrio do quanto a situação foi patética. — não funcionou, é claro. Ele não sorriu. Só continuou lá, me olhando como se eu fosse um enigma para ele. — O que fará depois que pegar a herança? Oh! Ele estava bem profundo essa manhã. Nunca havíamos conversado sobre nossas vidas pessoais. Era sempre ele vindo para cima de mim com tudo. Tentando me levar para a cama de qualquer jeito. — Vou viver a minha vida. — disse tentando soar tranquila. Na verdade eu ainda estava perdida. Ainda precisava procurar um rumo. — encontrar o homem que Júlia me falou. Ele franziu o cenho. — Que homem?

— O homem da minha vida. Aquele que segundo ela, vai virar meu mundo de cabeça para baixo, me tirar do meu eixo, mexer com tudo dentro de mim. — ele ficou olhando-me incontáveis segundos, então seu rosto se abriu naquele riso provocador e irreverente de sempre. — Ah, nossa! Princesa. É muito trabalho o que acabou de descrever. — apoiou-se na mesa, debruçandose em direção a mim, me fazendo arfar com a intensidade de seu olhar. — Este homem fará isso. Fará qualquer coisa por mim. — disse desafiando-o. — É claro que fará. — riu cínico, debochado. — mas enquanto o Sr. Perfeito não chega, você é minha, princesa. — seus olhos me consumiram de novo. — está presa comigo e devo dizer que não sou nada certinho. Não sigo convenções. Odeio regras. Tenho as minhas próprias convicções. — curvou os lábios sedutoramente, fazendo-me contorcer na cadeira. — mas é assim que você gosta, princesa. Você tem fogo aí

dentro. Não acha que já passou tempo demais sonhando com príncipes encantados? Fiquei calada por alguns instantes. Ele estava malditamente certo. Eu nunca vivi de verdade. — O que está tentando dizer, Dominic? — minha voz foi baixa. — Que você viva, princesa. Que viva intensamente. — seus olhos queimaram em mim. — comigo. Aproveite comigo por três meses. Seja irresponsável. Liberal. Livre das convenções. Se jogue pela primeira vez na sua vida. Dio mio! M eus olhos arregalaram com suas palavras. Seu tom, seu olhar me chamando num nível profundo que eu não conseguia entender. O que havia nele que me fascinava desde o primeiro momento? Ele levantou-se e estendeu a mão para mim. O olhei assustada, tentada, excitada. — Venha, princesa. — sua voz me acariciou naquele tom que molhava minha calcinha. Eu me rendi. Coloquei minha mão na sua e me levantei também. M eu coração batendo freneticamente no peito porque eu havia acabado de fazer um pacto com um homem perigosamente intenso e sedutor e si, poderia sair machucada no final. M as quando suas mãos quentes circundaram minha cintura levando-me para ele. Quando

fiquei a poucos centímetros daqueles olhos incríveis, entendi que não haveria mais volta. Suas mãos viajaram pelas minhas costas e se infiltraram em meus cabelos da nuca. Arquejei quando puxou bruscamente minha cabeça, aproximando nossas bocas. Perfurou-me com seu olhar por um tempo longo demais, só então baixou sua boca na minha, provocando-me incialmente, chegando muito perto, recuando depois, gemi louca de tesão, levando minhas mãos para seu pescoço, puxandoo para mim. Ele sorriu e me beijou finalmente. M e perdi de vez. Comeu minha boca, gemendo, grunhindo, exatamente como eu. Fizemos sexo nesse beijo. — Jesus! Princesa. — sussurrou, chupando meus lábios. — quero foder você agora. — gemi. Ele sorriu baixo. — mas não vou. Quero mostrar uma coisa primeiro. Vem, vamos nos vestir e sair. — deu-me um último beijo e me puxou pela mão. Não demorou muito estávamos num lugar a céu aberto, parecia um aeroporto, mas não era isso. Então paramos diante de um logotipo: Nevada Paraquedismo. Cristo! Ele estava louco se achava que eu iria fazer o que estou pensando. — Dom... Eu não vou... Eu não posso... — senti um surto de adrenalina entrar na minha corrente sanguínea. Isso sempre acontece quando me deparo com situações

que me oferecem desconforto ou perigo eminente. Fechei os olhos, tentando desesperadamente me controlar. — Helena? — ele deve ter percebido minha reação, pois estacou, virando-se para mim. — princesa? O que houve? Suas mãos estão geladas. — disse olhando-me preocupado. — ei, o que houve? — segurou meu rosto, me olhando nos olhos. Pisquei e puxei uma respiração aguda. — Não posso fazer isso, Dom. — minha voz saiu baixa, trêmula. — Ei, não. Não quero que você salte. — sorriu, mas seu olhar era ainda confuso, preocupado como se tivesse visto o que realmente significou meus poucos segundos de surto. — dessa vez, apenas eu vou saltar. — me beijou levemente e acrescentou: — mas estará pronta para ir comigo em breve, princesa. Você vai ver. — seus olhos, seu tom, era como se falasse de algo mais do que um salto de paraquedas. Avançamos sob o sol da manhã até um amplo barracão. Após várias instruções, Dom foi equipado com um macacão, capacete, óculos e arnês. 15 Depois de ser verificado duas vezes, seguimos para a pista onde um pequeno avião nos aguardava. Havia vários transeuntes pelo local, mas estavam entrando em outros

aviões. Dom deve ter reservado esse só para ele. — Você vai subir comigo, ou prefere esperar aqui? — seu tom era ainda receoso. Ele havia realmente percebido alguma coisa. Eu odeio quando as pessoas descobrem sobre a minha doença e me tratam diferente, com pena. Não suportaria isso dele. — Vou com você. — disse num impulso e ele me estendeu a mão de novo como se quisesse me passar coragem. — você é completamente louco, sabia disso? — tentei descontrair. Ele abriu aquele riso sem vergonha, já bem familiar. — Sim, esse sou eu, princesa. — afirmou me ajudando a subir na aeronave. Subimos, subimos. O piloto informou que estávamos a 3.200 metros acima do solo. O instrutor checou mais uma vez todo o equipamento de Dom. — Dom... Dio! Você sabe mesmo o que está fazendo, não é? — minha voz saiu arfante. Ele sorriu e veio até mim, sentada no meu banco. — Preocupada comigo? — seu tom era provocador, mas seus olhos eram quase suaves. — ainda não será dessa vez que se verá livre de mim, princesa. — sussurrou e me beijou. Um beijo lento, excitante, lambendo, chupando minha língua. — faço isso desde os dezoito anos, Helena. Vou ficar bem. — murmurou em

minha boca. Levantou-se e a porta se abriu. A pressão do vento nos assaltou no interior do avião. Ele andou até a porta. M eu coração começou a bater descontrolado de novo. Dom parou, virou-se e abriu aquele riso lindo. — te vejo lá embaixo, princesa! — gritou e pulou de braços abertos. Oh! Dio mio! Prendi a respiração e fui soltando aos poucos. Ele era louco! Completamente louco! M as eu estava sorrindo agora. Sorrindo! Parecendo uma boba. Procurei-o pela janela imediatamente. Ele caia rapidamente. Cristo! Deve ser uma experiência arrebatadora, caiu mais, mais até que seu paraquedas abriu e eu soltei a respiração que nem percebi estar prendendo outra vez. Fiquei o observando maravilhada. O piloto posicionou o avião de forma a oferecer a vista completa do salto de Dom. Ele deve ter pedido isso também. Tão exibicionista! M as meus olhos não desgrudaram dele até o momento em que ele aterrissou num local um pouco afastado da pista. O instrutor vibrou do meu lado, o piloto também. — Seu marido é muito bom, senhora. — disse o instrutor, empolgado. Meu marido. M eu lindo, indomável e apaixonante marido. Apaixonante? De onde saiu isso? Oh! Dio! Foi tudo muito rápido. Assim que o avião aterrissou Dom já estava vindo a uns cem metros de mim. Alto,

imponente, macacão pendurado na cintura, livrando-se do capacete, dos óculos. Lindo! Absurdamente lindo! Fui em direção a ele. M inhas pernas tinham vida própria. M al cheguei, meu corpo foi içado em seus braços. M e rodou, tomando minha boca com fome. Pessoas transitavam por ali, mas ele não se importava, obviamente. Continuou me devorando para quem quisesse ver. Santo Cielo! Quando por fim me colocou no chão, meu rosto estava em chamas. — Desculpe, princesa. — sussurrou, mas seus olhos e seu sorriso safado contradiziam suas palavras. — adrenalina demais... Deixamos o local não muito tempo depois, e me deixei guiar por ele. Acabei descobrindo que Las Vegas ia muito além dos cassinos. Almoçamos num dos famosos clubes de golfe e visitamos a famosa represa Hoover e Lago M ead16. Voltamos ao hotel, tomamos banho de banheira, Dom me fez montá-lo. M e comeu desesperadamente, batendo em minha bunda, rosnando sacanagens para mim, forçando-me a tomar cada polegada dele, me esticando quase além da minha capacidade. Gozamos juntos. M anteve-me ainda por muito tempo empalada nele, me beijando suavemente, chupando meu pescoço. M ais tarde fomos para a noite de Vegas. Dom estava

magnífico numa camiseta preta de gola v e mangas compridas arregaçadas até o antebraço, calças escuras também. Seus olhos estavam mais intensos, misteriosos nessa noite. Usei um dos modelos que Júlia havia me sugerido. Um pretinho aparentemente comportado na parte de cima, mas esvoaçante e vários centímetros acima dos joelhos. Entramos numa danceteria, clandestinamente. Os seguranças de Dom nos colocaram dentro sem chamar a atenção. Fomos imediatamente para o piso superior. Na ala vip. Havia muita gente. M uitas mulheres seminuas. Retesei-me porque esse não era um lugar para estar com Dominic. M as ele não pareceu notar as mulheres que praticamente o engoliam com os olhos enquanto procurávamos um lugar para nós. — Dom... Aqui é muito abafado. — disse no seu ouvido, tentando conter as palpitações no meu peito. A música muito alta. A quantidade de pessoas ao redor. Senti como se as paredes estivessem se movendo para me esmagar. — Não tem uma sacada, onde possamos respirar melhor? Ele me olhou, franziu o cenho e me puxou para a sua frente. Andamos assim, abrindo caminho até sairmos numa pequena sacada. As luzes esplendorosas nos recepcionaram. M ais acima no céu, uma lua

magnífica completou o quadro. Puxei uma respiração lenta e fui me acalmando. Seu corpo se acomodou melhor atrás do meu. Senti as pernas musculosas, o peito duro contra minhas costas. Se esfregou em mim, sutilmente. Prensando-me no parapeito. — Tá melhor assim, princesa? — murmurou na minha orelha. M eu corpo tremeu. Suas mãos subiram pelos meus braços numa carícia suave, passando pelos ombros e foram descendo audaciosas. Lá embaixo o trânsito continuava intenso. As pessoas alegres. Gemi quando suas mãos cobriram meus seios. Amassou-os e gemeu. — você quase não usa sutiã. Amo isso. — lambeu minha orelha e passou a puxar os mamilos por cima do vestido. Um movimento atrás de nós, o fez baixar mais as mãos para minha cintura. Sorriu no meu ouvido. Aquele tom rouco, excitado, safado que já era tão familiar. Logo um garçom nos serviu champanhe. — De onde veio isso? — indaguei confusa. — Apenas Ben e Scott fazendo o seu serviço. — disse dando de ombros, abrindo seu sorriso sexy. Eles eram os seguranças dele. Pelo visto estavam acostumados com aquele tipo de tarefa com um chefe como Dominic. Tentei não sentir-me mal imaginando ele assim com outras mulheres. Eu não tinha esse direito. Tomei um grande gole da minha bebida. Ele veio para

mim. M eu corpo cantou quando enlaçou minha cintura voltando a nossa posição inicial. Beijou meu pescoço, os lábios frios da bebida causando-me arrepios. M ordeume quase forte demais. Gemi esfregando minha bunda no seu pênis duro. Sua mão desceu pela minha coxa esquerda passando a unha do polegar para cima e para baixo. Em instantes estava esgueirando-se pela saia do vestido. Grunhi quando seu polegar chegou ao meu clitóris. Passou a fazer círculos preguiçosos, incendiando-me. Líquidos jorraram em meu canal. Ele sorriu na minha orelha, mas estava um tanto ofegante. Eu o afetava também. — Eu vou comer você, agora. — rosnou e minha calcinha foi afastada. M ordi os lábios para não gritar quando um dedo invadiu minha vulva, abrindo-me bruscamente. Afastei mais as pernas, facilitando o acesso. — Jesus! Princesa... Corro o risco de me viciar nessa bocetinha virgem. — tomou o resto da bebida num só gole. Eu também tomei um grande gole. Ele apoiou nossas taças no parapeito. Suas duas mãos livres, agora. Seu dedo continuou me fodendo com

força. Gemeu e o retirou, chupando-o lascivamente. Puxou meu queixo e me beijou forte. Reivindicando-me, consumindo-me. — sinta o quanto seu gosto é embriagador. Sonhei, desejei ter você assim por tanto tempo, princesa. M inha, para eu foder sempre que eu quiser. — Oh! Dom... Não podemos fazer isso aqui... — gemi, enquanto suas mãos se infiltravam entre minhas pernas, levantando meu vestido. A brisa noturna nos assaltando. Seus lábios quentes em minha orelha. Seu pênis duro cavando na minha bunda. Gritei quando puxou bruscamente minha calcinha. — Você está comigo agora, princesa. — rosnou, mordendo meu pescoço. M inha vagina inundou. — Você pode tudo! Tudo! — Dio! Não... — meu protesto saiu em forma de gemido e ele riu mais o som reverberando em meu corpo. — alguém pode ver, Dom. Ele me puxou mais para um canto onde a iluminação era mais fraca, mas ainda podíamos ser vistos se alguém saísse ali, ou pelas pessoas que transitavam três andares abaixo de nós. — Isso não a excita? — sussurrou na minha orelha, lambendo, mordiscando o lóbulo. — não quer meu pau todo enterrado em sua boceta, minha cadelinha gostosa?

Hum? Saber que alguém pode vir aqui, ou olhar para cima e me ver fodendo você? Isso me excita pra caralho. — terminou de puxar minha calcinha até as coxas. Gemi completamente entregue. Dominic M eu coração batia descompassado. Amo esse tipo de emoção. O proibido me atrai. Adoro quebrar regras. Bati na bundinha linda de Helena e abri o zíper da minha calça. Não abri o botão, apenas tirei meu pau furioso, babando por ela. Em tempo recorde eu já havia vestido a camisinha e a curvava sutilmente sobre o parapeito. Deslizei meu pau em sua racha molhada. Ela gemeu alto. Tapei sua boca com uma mão a puxei bruscamente pela cintura com o outro braço. Rasguei seu canal apertado e quente até o fundo. Seu corpo estremeceu em meus braços. Um grito escapando de sua boca por entre meus dedos. Rosnei baixinho e me forcei a ficar parado uns instantes. Caralho! Eu estava prestes a gozar se eu me mexesse. Porra! Havia estado a tarde quase toda dentro dela, mas essa fome que tomava conta de mim quando meus olhos pousavam nela estava me consumindo. Tirei devagar e meti de novo, girando o quadril como se estivéssemos dançando. Comi sua bocetinha gostosa bem devagar. M inha mão desceu de sua cintura e foi para seu clitóris. Ela grunhiu, rebolando em mim,

pedindo-me para foder mais duro. — Quer mais duro, minha cadela gostosa? Quer meu pau comendo essa bocetinha virgem bem forte? — ela assentiu. Seu corpo me dizendo que estava bem perto. Bati violentamente dentro dela, sentindo seu útero. — ohhh! Princesa! Jesus! Caralho de boceta gostosa! Toma, cadela safada! Toma meu pau onde qualquer um pode ver! Gostosa! — enlouqueci comendo-a freneticamente. Eu não pararia nem se aparecesse alguém ali. Ela é minha e vou comer quando eu quiser. Soltou um gemido abafado pela minha mão e seu canal me estrangulou. M eu pau expandiu e eu meti sem dó em seu buraquinho. M eus dois braços foram ao redor de sua cintura puxando-a para mim, fazendo-a tomar todo o meu pau numa estocada brutal. Ela gritou, agora e eu também. — ahhhhhhhhhh! — esporrei dentro de seu calor. Esvaindo-me em esperma. M ordi sua nuca e continuei fodendo-a como um louco. Jesus! Eu vou me viciar. Não, eu já estou viciado, caralho! Fui perdendo a força dos movimentos e parei dentro dela, mais relaxado, satisfeito do que já estive em toda a minha vida. Cheirei seus cabelos. Eu não queria sair de dentro dela. A boceta de Helena era meu novo lugar preferido. — Jesus! Princesa... Você é dinamite pura! — sorrio em sua nuca. Ela sorri também. A apertei mais. Ela virou o rosto

afogueado, corado para mim. Nos olhamos por alguns momentos, então a beijei. Ela era exatamente do jeito que eu imaginei. Linda, muito gostosa e quente pra caralho por baixo daquela aparência fria e enfadonha. M as era também perigosa, porque algo nos olhos dela me chama, me encanta, me domina de uma forma que ainda não consigo entender. Preciso lembrar que isso é apenas sexo. Sexo espetacular, explosivo, mas apenas sexo. Dom Harper não faz romance. Eu fodo e vou embora. Sempre. Já comi muitas mulheres gostosas, não vou ficar todo maricas, porque Helena tem uma boceta que só podia ser descrita como presente dos deuses. Acho que o homem das cavernas dentro de mim está gostando de saber que meu pau foi o único a estar dentro dela. Cristo! Só de pensar nisso, ele palpitou. Obriguei-me a arrancar minha boca da sua e saí de sua quentura, devagar. Gememos. Dei um jeito na camisinha e arrumei minhas calças. Ela já havia arrumado o vestido. — Dio! Você é realmente louco! — exclamou baixinho enquanto a tomei nos braços de novo, agora frente a frente. — Sua vida comigo nunca terá um minuto de tédio, princesa. — avisei, beijando-a de leve nos lábios. Porra! O que havia comigo? Não sou de ficar de chamego depois do sexo. Odeio essas merdas! Não gosto nem de

beijar. M as, estou parecendo um adolescente viciado na primeira garota com quem fez sexo. Ela é a inexperiente. Não eu, porra! — Percebi. — murmurou e me enlaçou pelo pescoço. Foda-se todas as merdas de não beijar! Eu a quero completamente. — Isso é só o começo, princesa. Vou levar você a lugares inimagináveis. — sussurrei e enfiei uma mão em sua nuca mantendo-a cativa. — você é minha e eu sou seu, por três meses. — completei e tomei sua boca de novo. Ela se moldou a mim com o mesmo desespero com que a puxei e nos devoramos. Ficamos assim por um tempo que não soube cronometrar. Já estávamos sem fôlego e ela arrancou sua boca da minha sorrindo, buscando por ar. Sorrio também. Nossas bocas respirando uma na outra. Nossos olhos travados. — eu quero dançar com você. O que acha de irmos lá para dentro? Os olhos de uísque se alargaram e seu corpo ficou tenso. — Eu... Eu nunca dancei esse tipo de música. — ela disse visivelmente perturbada. — Eu conduzo você. É muito fácil. Ninguém liga muito se você sabe ou não. A pista está lotada, princesa. — seu desconforto aumentou com a menção da última

parte. — Dom... Eu realmente não me sinto bem em lugares fechados e cheios de pessoas. — revelou, seu corpo ainda mais tenso. — Ei, tudo bem. — concordei preocupado, agora. M ais cedo na empresa de paraquedismo ela teve uma reação estranha quando achou que a forçaria a saltar. — não precisamos ir lá para dançar. — segurei os lados do seu rosto e a forcei a me olhar. Seus olhos tinham a mesma expressão apavorada. — vamos dançar bem aqui. Ela relaxou nos meus braços e seus olhos suavizaram um pouco. M as ainda havia uma sombra lá. — Ok, mas não reclame se eu pisar nos seus pés. — concordou abrindo um riso ainda meio nervoso. Eu estava intrigado, porque havia me acostumado a vê-la sempre altiva, segura de si. Essa garota frágil, insegura e tímida que vislumbrei hoje não combinava com ela. Sorrio e a beijo de leve. Timber de Pitbull e Kesha começou a tocar. Seus olhos se iluminaram lindamente. — adoro essa música. — sussurrou. — quero ir lá. Leve-me, Dom. — ainda detectei um toque de incerteza no seu tom. — Tem certeza? Podemos dançar aqui se ficar mais confortável, princesa. — ofereci. Ela se esticou toda. Assumindo aquele ar de sou inatingível que eu me

acostumei a ver. M as eu já havia visto em sua fragilidade. — Eu vou lá. Tenho certeza. — disse parecendo querer convencer mais a si mesma do que a mim. Apenas sorrio admirando-a, porque era obvio que estava tentando vencer algo que a incomodava. Eu ainda não sabia o que era, mas descobriria. Por enquanto, a ajudaria dando a melhor dança que ela já teve. Tomei sua mão e a conduzi para dentro. Cortamos todo o caminho, descendo a escada para a pista de dança que estava realmente lotada. Duas loiras voluptuosas dançando obscenamente me encararam. Desviei os olhos e continuei abrindo caminho puxando Helena comigo. Ben e Scott enlouquecem quando faço isso. M isturando-me na multidão. M as sou assim. Cresci assim, no meio da massa. É assim que me sinto bem. Parei e virei para encarar Helena. A expressão no rosto dela era de fascínio puro. Sorrio e a puxo virando-a de costas contra meu peito. — Bem-vinda ao meu mundo, princesa! — disse bem no seu ouvido. M inhas mãos foram para a cintura delicada e a puxaram mais, colando-a completamente a mim. — feche os olhos e sinta a música. Sinta o clima. Sinta meu corpo. — completei e comecei a mover o quadril em direção ao dela simulando o ato sexual, bem

lento. Ela arfou quando minhas mãos desceram mais segurando sua pélvis. As subi de novo até a base de seus peitos, meus polegares massageando perigosamente perto dos mamilos. It’s going down Está caindo I’m yelling timber Estou gritando “madeira” You better move, you better dance É melhor você se mexer, é melhor você dançar Let’s make a night you won’t remember Vamos fazer uma noite que você não vai lembrar I’ll be the one you won’t forget Eu serei aquela que você não vai esquecer Deixou a cabeça cair para trás em meu ombro. Seu corpo todo meu. Dando-me acesso total. M oí meu quadril no dela. Começou a mover-se lentamente a princípio, mas foi ganhando ritmo e crescendo junto com a batida animada da música. Começou cantar baixinho. — Isso, princesa! Se solte! Cante! — gritei sorrindo, moendo em sua bunda deliciosa. Ela sorriu. Um riso lindo, de puro deleite e virou o rosto para mim. Peguei seu queixo com uma das mãos e espalmei a outra de dedos abertos em seu ventre, os dedos encostando e

massageando discretamente sua pélvis. Seus olhos incendiaram. Lindos no jogo de luzes a nossa volta. E nos beijamos. Um beijo sensual, lascivo. A música a todo vapor. M eu quadril colado no dela, movendo-se obscenamente agora. M eu pau completamente duro de novo, cavando no meio de sua bunda. Tudo sumiu em volta. Éramos só nós dois, beijando-nos e quase fazendo sexo no meio da pista. Nunca me senti tão eletrizado. Tão louco de desejo por uma mulher. A música acabou e outra se seguiu, outra, mais outra e estávamos suados agora, minhas mãos passeando por ela sem qualquer pudor. Sua bunda serpenteando deliciosamente no meu pau. Jesus! Ela era nitroglicerina pura! — vamos pegar uma bebida, princesa. Você é mesmo uma coisinha quente, não é? — sorrio, batendo em sua bunda indicando para ela ir na frente. Enrolei meus braços ao redor dela. Parei de tentar entender. Eu quero ficar com ela nos braços. Pronto! Era só isso! Bebemos dançamos de novo e quando por fim estávamos deixando o local, um verdadeiro circo estava armado do lado de fora. Os malditos paparazzi estavam a postos na nossa saída não mais clandestina. Caralho! — Duquesa! É verdade que se casou com o príncipe Dom? — disse um sujeito asqueroso que vivia me seguindo e ganhando dinheiro com meus escândalos. Ele

já devia estar rico, por sinal. — Isso tem algo a ver com o testamento de seu avô? — gritou uma mulher no meio deles. Flashes nos cegando de todos os lados. Helena estava pálida, trêmula, estática do meu lado. — É verdade que está falida? Por isso se casou com o libertino de M anhatan? — gritou o sujeito asqueroso de novo. — Venha! Vamos sair daqui, rápido! — chamei, mas ela continuava lá com aquela expressão de cedo e de antes da nossa dança. Jesus! Seus olhos estavam vítreos, era como se não tivesse vendo, nem escutando nada. — Helena? Afastem-se, seus abutres! Não estão vendo que ela não está bem? — berrei e eles afastaram um pouco. Ben e Scott chegaram e foram para cima deles com tudo. Virei-me para Helena de novo e a levantei nos braços. Seguindo pelo caminho que meus seguranças iam abrindo. Os flashes ainda continuaram. M ais perguntas. Cristo! Eles nunca me deixavam em paz. Entramos finalmente na limusine. Acomodei-me com ela no meu colo. — fale comigo, princesa. — meu tom foi suplicante, preocupado. Ela estava me assustando pra caralho. — vamos, Helena. — sussurrei olhando seu rosto. Ela estava retomando a cor. Piscou e lágrimas se formaram em seus olhos. Escondeu o rosto na curva do

meu pescoço. O que era aquilo? Então, começou a soluçar baixinho, seu corpo tremendo. Havia algo muito sério ali. M as não era o momento de confrontá-la. Suspirei e a aconcheguei mais contra mim, adorando a forma como se encaixava perfeitamente em meus braços. Beijei seus cabelos suavemente e antes que eu pudesse detê-las as palavras escaparam dos meus lábios: — eu vou cuidar de você, princesa. CAPÍTULO SEIS Dominic Atravessei o saguão do hotel com Helena nos braços. Todos nos olhando. Foda! Em apenas dois dias, já nos tornamos a atração principal. Ela com o rosto ainda escondido em meu pescoço, mas os soluços já haviam parado e seu corpo já não tremia. Quando entramos no quarto fui direto para a cama e a depositei com cuidado. Ela se encolheu virando para o outro lado, indo para longe de mim. Eu queria conversar, perguntar, tentar entender o que era tudo aquilo, mas esse não era o momento. — Você vai pedir a anulação do casamento? — sua voz muito baixa me parou quando estava saindo da cama para lhe dar privacidade. — Por que eu faria isso, princesa? — voltei-me para ela. Ainda estava de costas, mas seu rosto estava virado

para mim. — Você ouviu os paparazzi? — sua voz tremeu um pouco. — tenho Síndrome do Pânico. Sou doente, Dominic. Não vou poder acompanhar você em todos os lugares que precisa ir, porque tem dias, em que o simples fato de atravessar uma rua movimentada me faz ter uma crise como a que tive hoje. Você pode pedir a anulação se quiser. Eu vou entender. Fiquei mudo por alguns instantes. O quê? Era disso que se tratava? Eu já tinha ouvido falar na doença, mas sabia quase nada sobre o assunto. Sabia apenas o básico, que uma pessoa com transtorno do pânico podia ter crises muito sérias. No entanto, o surto que ela teve não foi grave, estou supondo. — É isso que pensa de mim, Helena? — deitei-me atrás dela e a puxei contra mim. Eu não sabia bem o que estava fazendo. Sabia apenas que pedir a anulação estava fora de cogitação. Eu a quero. — Que vou sair correndo como um maldito maricas, porque tem essa doença? Vou ser bem direto com você. — sussurrei no seu ouvido. — eu quero você e nenhuma síndrome de sei lá o que, vai me fazer desistir disso, entendeu? Você é minha por três meses, princesa. Esse é o nosso acordo. Ela virou nos meus braços. Ficamos frente a frente. Nossos rostos, bem perto. Os olhos exóticos ainda

tempestuosos, inseguros como nunca tinha visto antes. — Eu falo sério, Dom. Isso vem quando menos espero. Na maioria das vezes consigo controlar, mas nunca consigo diante de paparazzi. — disse baixinho. — eu sinto muito. — Ei, nada disso, princesa. — toquei seu rosto e levantei seu queixo para mim. — você não tem culpa, está me ouvindo? Ninguém tem culpa de ter uma doença. Você pode me falar mais sobre isso? Devo admitir que estou assustado pra caralho, porque sempre vi você como uma fortaleza. Nunca a vi ter medo de nada. Então... — Não gosto de falar sobre isso. É parte do meu passado que está enterrado há muito tempo. — suspirou e tentou se virar de novo, mas enrolei meus braços em sua cintura e a mantive junto a mim. — não quero sua pena, Dominic. É sempre assim, quando as pessoas descobrem me tratam diferente. — Ora, por que sentiria pena de você, princesa? Você tem a língua mais afiada que eu já vi. — sorrio, aquele meu riso que desmanchava qualquer chilique feminino. — tem uma mão pesada também. Insulta-me o tempo todo. Toda marrentinha, estressadinha. M e fez esperar malditos seis meses para ir para a cama comigo. — seus olhos se iluminaram um pouco. — não,

princesa. Definitivamente eu não tenho pena de você. — Você é um idiota, Dom. — havia um sorriso na sua voz. — Hum, vejo que já melhorou. Os insultos voltaram. — ela abriu finalmente um sorriso, ainda não era aquele que vi quando estávamos dançando, mas já era um começo. — Obrigada. — murmurou. — Você não é tão idiota quanto pensei. — Nossos olhos permaneceram trancados. Uma proximidade, uma intimidade perigosa, intensa se instalou entre nós. Obriguei-me a quebrar isso. — Ora, você não vai ficar toda melosa comigo agora, não é, princesa? Detesto mulheres pegajosas. — disse no meu tom provocador que uso muito com ela. Bufou, revirando os olhos. — Ok. Retiro o que disse. Você é mesmo um idiota completo. — gargalhei. Ela bateu no meu braço. Certo. Tudo voltou ao normal. — Você não quer se livrar desse vestido e sapatos para dormir? — ofereci, tentando controlar minha excitação. M eu pau estava duro, furioso no meio de nós, mas não sou um bastardo insensível. Certo, eu sou sim, afinal a chantageei só para ter sexo com ela. Jesus! Falando assim, soa muito ruim. M as agora, sinto que é

melhor deixá-la descansar e dormir. M eus pensamentos me surpreenderam porque nunca tive tanta consideração por uma mulher antes. Eu tomo o que eu quero e pronto. Sentimentos, dramas, não me interessam. Nunca. M as há algo nessa garota que me prende e me faz reagir de formas que fogem ao meu controle. Eu devia estar correndo dela e de todos esses pensamentos caóticos que me desperta, mas já estou viciado e não vou deixá-la até que nosso acordo esteja encerrado. É isso. Sexo enlouquecedor, sem dramas. Eu sei fazer isso. Sou especialista nisso. Depois cada um seguirá seu rumo. Excelente plano. — Por acaso isso é uma indireta para mais sexo? — sua voz soou sexy pra caralho. M eu pau responderia por mim se pudesse falar. — Princesa, sabe muito bem que não sou homem de indiretas. — dei-lhe meu riso mais devasso. Ela corou. Isso sempre acontecia. — se eu quiser foder você eu vou foder. Simples assim. Ela bufou de novo. — Você não consegue sair do modo cachorro vadio, não é, alteza? — disse claramente provocando-me. Ela era mesmo uma cadelinha gostosa. — E você acaba de entrar no modo cadela safada, não é, princesa? — murmurei já puxando minha camisa

pela cabeça. — tire o vestido. Vou comer sua bocetinha Real, alteza. — provoquei-a também. Ela arfou e ficou de joelhos na cama puxando o zíper nas costas do vestido. Em segundos estávamos despidos e eu fui pra cima dela com tudo. Como se não tivesse estado a maior parte do dia dentro de seu corpo. Um corpo intocado antes de mim. Isso me deixava selvagem. Saber que ela era minha. Só minha, enlouquecia-me de prazer. Desci da cama e a puxei pelos cabelos para a borda da cama. — Vem, me chupa, minha cadelinha gostosa... — seus olhos se arregalaram, alarmados. Sorrio e dou tapas firmes na sua cara. — você vai aprender a chupar meu pau do jeito que gosto, está me ouvindo? — Ela não reclamou. Puxei sua cabeça rudemente para baixo. — vai, cadela safada! Chupe! — ela resfolegou e abriu sua boca na ponta. Jesus! M eu corpo estremeceu com o toque suave. Porra! Gemi e forcei seus lábios, fazendo-a escancarálos, tomando todo o meu pau até a garganta. — Jesus! Que boquinha deliciosa, viciante... — bombeei duro. Seus lábios agora completamente esticados em volta do meu pau. Uma visão linda pra caralho! Seus peitinhos perfeitos, firmes, mamilos durinhos, implorando pela minha língua. — Porra! Princesa! Você por acaso já chupou algum filho da puta? — puxei seus cabelos bruscamente. — responda, cadela! Já teve um pau nessa

boca deliciosa? — eu estava puto. M ataria o bastardo se ela dissesse que sim. Cristo! Ela chupava divinamente. Fez um som abafado, negando com a cabeça. — você chupa bem pra caralho! É uma cadela nata, não é? Bom que ninguém comeu essa boquinha antes de mim. — meti tudo com força. Seus olhos já arregalados, lacrimosos. — Inspire pelo nariz, Helena! Isso... Inspire... Vou foder sua boca até esporrar na sua garganta. Vai beber cada gota da minha porra, entendeu, minha cadelinha? Você é minha! Só minha! Só eu posso comer você! Só eu! — rosnei fora de mim. Ela assentiu e me chupou incansavelmente. Continuei comendo-a sem piedade até sentir minhas bolas encolherem. — ohhhh! M inha cadela! Jesus! Helena... Ahhhhhhhhhh! — meu pau explodiu em sua garganta. Fez um som de engasgo, mas continuou engolindo enquanto eu metia num ritmo ainda duro, esporrando tão gostoso em sua boquinha. — isso... Toma tudo, minha gostosa... gostosa... — gemi ainda sob o efeito do gozo. Sua língua me limpou até a última gota. A puxei para cima e a beijei reverente. Enlouquecido, saciado, mas ainda excitado. Como uma maldita virgem podia chupar um pau desse jeito? Caralho! Estou definitivamente ferrado. Cortei o beijo e a olhei. Os olhos exóticos incendiados, a boca de lábios cheios ainda mais inchada de tanto tomar o meu pau. Eu

estava muito viciado nela. M erda! Eu estava louco, viciado nela! — deite-se e abra bem as pernas, cadelinha. Quero ver essa bocetinha linda. — disse empurrando-a para o colchão de novo. Ela deitou-se obediente. Adoro como ela perde a linguinha afiada quando está assim, sendo fodida por mim. Deitou-se e arreganhou as pernas. Grunhi com a visão de sua bocetinha pequena, delicada, seu cuzinho delicioso mais abaixo. M eu pau ainda duro, louco para se enterrar nela novamente. Fui até ela, apoiando-me em um braço e acariciei seu rosto com a outra mão. Arfou quando enfiei dois dedos grosseiramente na sua boca. — você chupa como uma puta, princesa. Gostei disso. — sussurrei e sem aviso dei mais um tapa em sua face. Seus olhos inflamaram mais. — isso excita você? hum? — posicionei-me entre suas coxas sentado nos meus joelhos. Desci a mão que estava em sua boca lentamente por seu pescoço, passando pelo vale entre os peitos, ela arqueou me oferecendo, me pedindo silenciosamente para tocá-los. Sorrio perverso. E ignorei os montinhos deliciosos. — Dom... — ela gemeu. Uma súplica em seu tom. — O que é? Hein, cadelinha? — provoquei descendo minha mão até seu clitóris e o esfreguei devagar, apreciando cada nuance de seu rosto. — será que você quer meu pau enterrado nessa bocetinha

apertada? — sorrio antes de meter dois dedos em sua vulva melada. — Ahhhh! Dom... Ohhh! — Jesus! Princesa... — grunhi metendo até o fundo. — tão apertadinha... — ela gritou de novo. M e abaixei, olhando-a nos olhos. Inspirei seu cheiro embriagador e lambi seu brotinho bem devagar. Ela choramingou arqueando as costas da cama. — quieta, cadela! — bati forte em sua nádega. Engasgou e deitou de volta. Continuei assaltando, comendo sua bocetinha com vontade. Chupei duro em seu clitóris e desci mordendo seus lábios, até a virilha, empurrando meus dedos com violência dentro dela. Gritou alucinada, gozando lindamente. Aproveitei seu gozo e retirei os dedos. Alinhei-me em sua vulva, enganchando suas coxas em meus braços, mantendo-a toda aberta para mim. Estoquei com força, rasgando-a, batendo fundo, enterrando-me até o cabo. — porra! Gostosa do caralho! — rosnei tirando tudo e metendo de volta sem dó. Seu corpo todo mole agora, relaxado, tomando meu pau bem fundo, deliciosa, linda como nenhuma outra mulher. Abaixei meu rosto e fiquei assim, bem perto do seu, encarando-a e bombeando duro em seu canal. — Dom... — gemeu baixinho. — o preservativo... Ohh! Dio! — balbuciou ofegante. Não parei, continuei

comendo-a com vontade. — Dom... — tornou. — Relaxe, cadelinha. — grunhi levando uma das mãos para sua nuca e puxando sua boca para a minha. — vou gozar no seu cuzinho. — avisei e tomei sua boca com fome. Ela recebeu-me da mesma forma. Abrandei um pouco o ritmo, girando o quadril, construindo seu prazer de novo. Ficamos assim por muito tempo, metendo lentamente agora. Nossas bocas se devorando num beijo lascivo de olhos abertos. — fique de quatro, princesa. — rosnei, puxando de dentro dela sem muita delicadeza. Gememos. Ela ficou prontamente na posição. Fui por trás dela. — hoje apenas sua lubrificação vai ser o suficiente, minha cadela. Seu rabo vai se acostumar muito rápido com meu pau. — disse e enfiei três dedos em sua vulva. Reuni seu creme e levei para o cuzinho rosado, pequeno. Ficou tensa. — relaxe, Helena. Faça como ensinei da primeira vez. Quanto mais relaxada estiver, mais gostoso vai gozar, entendeu? — ela balançou a cabeça. Aproximei-me e lambi seu buraquinho bem devagar. Seu corpo estremeceu e foi relaxando. Choramingou e enfiei dois dedos com força. Prendeu-me. — relaxe, cadela! Abra a porra desse cu! Não quero machucar você, mas vou fazer se não me deixar entrar! — ela miou, mas fez o que disse. — empurre de volta. Rebole em meus dedos. Isso...

Assim... minha gostosa. — elogiei e levei uma mão para seu clitóris, distraindo-a da invasão em seu rabo. M eti meus dedos com tudo até o fundo. Comi seu rabo assim, preparando-o, alargando-o. Tirei meus dedos e alinhei a cabeça robusta do meu pau naquele buraquinho pequeno. Segurei seus quadris com força e fui abrindo-a devagar, mas firme. Entrou a ponta e ofegamos. — empurre de volta, Helena. Isso... Ahhh! Gostosa! Cadela gostosa! — gritei e meti tudo, me enterrando até as bolas. Ela gritou alto, querendo sair da posição. Eu sei, sou muito grande e grosso. M as ela pode me tomar todo. Já tomou. É só uma questão de acostumar-se comigo. Parei desse jeito, mergulhado até o talo e me debrucei sobre ela beijando, lambendo, mordendo suas costas. Em pouco tempo estava rebolando seu rabo devagar. — isso, minha cadelinha... Vem, rebola bem gostoso no meu pau... Vem... — ronronei em sua orelha e a mordi com força no ombro. Gritou de novo. M as agora era de prazer. Sorrio. — você adora isso, não é? Princesa? Hum? Adora ser a minha cadelinha gostosa. — tirei tudo e bati sem dó até o fundo em seu rabo quente. — vou viver montado em minha cadela, comendo seu cuzinho quente e apertado. — grunhi fodendo-a rudemente. Ela me encontrando a cada golpe. Tão ensandecida quanto eu. Levei uma mão para sua

vagina e puxei seu brotinho. Gritou, seu corpo anunciando que estava perto de gozar de novo. Dei uma estocada mais dura e mordi suas costas. — Ahhhh! Dom! Dio Santo! — seu corpo foi tomado por espasmos e ela gozou. — Isso, cadelinha! Goze bem gostoso no meu pau, porra! Gostosa! Ohhh! — bati dentro dela bem fundo, brutal, violento, louco de tesão. Espanquei sua bunda até deixá-la vermelha e gozei também. — caralho de rabo apertado! Helena... Ah! M erda! Ahhhhhhhhhh! — dei um rugido gutural esporrando em sua quentura, seu buraquinho me estrangulando, me sugando, latejando. — Jesus! Princesa... Tô viciado em você... Cristo! — gemi caindo por cima dela, meus braços indo por baixo puxando seus ombros para trás e continuei comendo-a duramente. Nós dois ainda rosnando, grunhindo, miando nos resquícios daquele prazer viciante. Ela vai ter que tomar anticoncepcional porque a sensação da quentura de sua boceta e tudo que senti quando gozei completamente nu dentro dela me persegue. Quero experimentar de novo, mas sem correr riscos. Isso aqui é sexo. Não pode haver surpresas quando formos nos separar, porque isso fatalmente acontecerá. Ao final de três meses já vou estar saciado. Talvez possamos até desenvolver uma relação de amizade. Dois adultos que

se desejaram, transaram e seguiram em frente. Isso acontece o tempo todo, principalmente comigo. Na manhã seguinte, acordei ao som da voz de

Helena. Levantei a cabeça e a vi. Estava andando perto da porta da varanda. Parecia nervosa. — Si, anche io ti amo, caro mio. 17 — sua voz foi suave, muito suave e não era preciso ser um gênio para saber quem estava do outro lado da linha: Leon. Fiquei possesso e pulei da cama imediatamente. Ela virou-se para mim, seus olhos assustados. É isso aí, querida. Te peguei no flagra. Fui ao banheiro, pisando duro sem nem ao menos falar com ela. Porra! O que estava havendo comigo? Nunca me senti assim a respeito de uma mulher. Na verdade sempre compartilhei minhas acompanhantes. Sou liberal no sexo. Não me prendo e não prendo ninguém. M as ouvir Helena dizendo que ama meu irmão naquele tom suave me revirou o intestino. Fiz minha higiene matinal e quando voltei ela estava acabando de desligar. Uma expressão pensativa, quase triste no rosto. M erda! Ela mentiu para mim? Ainda o ama? Por isso está assim? — Era Leon. — disse. Bufei, indignado. Ela olhoume como se não entendesse minha irritação. — ele já sabe que nos casamos. O mundo inteiro sabe. Está tudo na internet. Nossos passeios o dia todo. Nossa dança indecente na boate. Nossa... Nossa... — seu rosto enrubesceu. — Nossa o quê? — quis saber, mas já suspeitava.

Os malditos nos flagraram na sacada. — Olhe você mesmo. — me entregou o celular com dedos trêmulos. Jesus! Várias fotos de nós na sacada. M eus braços ao redor de sua cintura, puxando-a para mim. Nossas expressões de prazer cru, primitivo, selvagem. Quem via não tinha nenhuma dúvida do que eu estava fazendo com ela. Sei que o momento era péssimo, mas só de ver as fotos e lembrar como foi gostoso, louco, transgressor, fiquei maluco de tesão. Particularmente não estou nem aí se me flagraram fazendo sexo, mas ela tem uma reputação a zelar. — Sei que parece ruim, princesa, mas eles esquecerão assim que Paris Hilton18 aprontar uma das suas. — dei de ombros e ela torceu o rosto numa expressão furiosa. — Você me fodeu numa sacada, Dominic! — berrou, seus olhos lindos fulminando-me. Adoro isso. — e você acha que isso é normal? É isso que está me dizendo? Não consegui conter um sorriso. A princesa disse um palavrão. Uau! — Nossa! Você acabou mesmo de dizer a palavra com “f”? — incitei. Eu não me importava mesmo com aquilo. As fotos ficaram lindas. Tinha uma que mostrava nossos rostos contorcidos pelo prazer na hora do gozo.

Eu amei essa. Helena estava perfeita. Linda! — Isso é importante para mim, Dom. — murmurou naquele tom frágil de ontem. Isso mexeu com algo dentro de mim. A puxei para mim. Ela não resistiu. — não suporto escândalos e as pessoas vão rir de mim, agora. Oh Dio mio! Já estão todos rindo! Essas fotos estão em todos os sites de fofoca. Ok. Isso era realmente sério para ela. A trouxe mais para perto. Ela apoiou a cabeça no meu ombro. — Eles esquecerão em pouco tempo, princesa. — sussurrei beijando seus cabelos. Não sei por que eu estava tão maricas com ela, mas eu estava. Caralho! Isso não era nada bom. Eu queria estar com ela nos braços o tempo todo. Eu não faço essas merdas românticas! — Dom. — seu tom foi apreensivo agora. — Leon sugeriu que anulássemos o casamento. Ele acha que... — Leon não tem nada a ver com nossa vida, Helena. — a cortei, brusco demais. Seus olhos me fixaram arregalados. — você está pensando em fazer isso? Você quer isso? Eu pensei que tínhamos um trato. — eu estava muito puto agora. Porra! Ela está escorregando entre meus dedos. Eu não posso deixá-la ir. Eu só não posso, ainda. Helena — Não. Eu não vou anular o casamento. — afirmei

e seu semblante pareceu aliviado. Ele queria tanto assim me foder? Porque era só isso que ele fazia. Deixava claro para mim o tempo todo. Tentei não analisar muito a irritação repentina dele com a menção da anulação. — eu quero ser livre. Para isso preciso de independência financeira. Estamos juntos. Nosso trato permanece. M as você não vai mais fazer aquilo comigo, Dom. Seus olhos brilharam e o riso pecaminoso tomou os lábios sexys. — É assim que vivo. Não sigo regras. Não ligo para o que falam de mim. — tomou meu queixo, aproximando sua boca da minha. — quer um conselho? Você precisa sair dessa casca. Você ficou presa em Ardócia tempo demais, princesa. Aceitou viver comigo, agora. Intensamente. Lembra-se? Então, você não pode surtar cada vez que a imprensa nos flagrar fazendo algo... Seu riso ampliou lascivamente. Eu estou perdida nas mãos dele. — Eu não vou fazer sexo com você de novo num local público. Eu não sei onde estava com a cabeça. — gemi morta de vergonha. Ele riu mais ainda. — Você estava louca de tesão, princesa. — puxou meus lábios com os dentes. — eu também estava doido, então... — mordeu meu lábio inferior. — geralmente é assim que funciona. Eu quero foder, eu fodo. Não me

importa o lugar. — os olhos verdes safados perfuraram os meus desafiando-me. — aquilo vai acontecer de novo. Vou pegar você onde eu tiver vontade, Helena. Comigo você nunca vai ter um simples papai mamãe. Amo foder. E você também, princesa. Nem tente me convencer do contrário, porque você gozou loucamente naquela sacada. — tremi. M inha vagina já encharcando. Ele sabe exatamente o que dizer e fazer para me manter presa em seu feitiço. — Dom... Eu não sou assim. — balbuciei, tentando resistir estoicamente. — Ah, você é, princesa. — murmurou chupando meus lábios obscenamente. — bati os olhos em você e soube que era uma cadela fogosa, safada, gostosa. — rosnou e uma das mãos se infiltrou em meus cabelos da nuca, mantendo-me presa. A outra cavou em minha bunda e me puxou grosseiramente de encontro à sua ereção. M oeu seu pênis duro em minha pélvis. Não contive um gemido desavergonhado. Ele sorriu, sexy, baixo, safado. — vai me dar sempre, onde, como e quando eu quiser. É assim que vai ser. Não se iluda achando que só vamos fazer sexo em minha cama, de forma enfadonha. Entedio-me facilmente, princesa. Preciso de novidade em todos os aspectos da minha vida, sobretudo no sexo. — então me beijou daquele

jeito lascivo, possessivo que me tinha louca por ele, concordando com tudo, inclusive deixá-lo me foder em lugares públicos. Dio! — Dom... — grunhi em sua boca, implorando ao mesmo tempo para ele me levar de volta para cama, mas também para me deixar respirar um pouco. Ele era intenso demais. Nesse ritmo estaria apaixonada por ele antes de um mês. E isso era muito, muito ruim. Ele sorriu na minha boca. Deu lambidas na minha língua, arrepiando todo o meu corpo. Seus olhos abriram, prendendo os meus, desafiando-me a dizer que não o queria. Deu uma palmada na minha bunda. Gritei de susto e excitação. — Vamos tomar nosso café, princesa. Decolaremos dentro de uma hora. — disse e se afastou sumindo no closet, me deixando arquejando, louca por ele, parada no meio do quarto. Quando apontamos na porta do hotel, os paparazzi estavam acampados por lá. Estaquei, apertando o antebraço de Dominic. Seu rosto virou para mim, suavizando-se preocupado. — Dom... — minha voz foi apenas um sussurro. Eu não consegui mais, dar um passo sequer. Era uma coisa da qual não tinha nenhum controle. Por mais que me desse, discursos mentais, que conseguiria na próxima

vez, isso nunca acontecia. Então, tudo travou: língua, pernas, olhos. Eu enxergava, mas tudo parecia distante. — Princesa? — ouvi a voz preocupada. Vi os lábios dele se movimentando, mas não conseguia responder. — fale comigo, Helena. Oh! M erda! Vamos, precisamos sair daqui. Eu ainda não conseguia me mexer. Ele praguejou alto e disse algo para os paparazzi que continuavam tirando fotos nossas. Pouco depois, me levantou nos braços e atravessou todo o caminho até a limusine. Nos acomodou no banco traseiro. Inspirei seu perfume e tomei uma respiração bem devagar. O surto foi mais rápido que o de ontem. Eu já havia tentado me preparar mentalmente para o que encontraria quando deixássemos o hotel, mas ainda odeio que ele tivesse me visto duas vezes nessa situação humilhante. — Desculpe. — sussurrei em seu pescoço. Eu não conseguia encará-lo. — mas é mais forte do que eu. Não consigo controlar. Eu... — Shhh. Fique calma, princesa. — murmurou beijando meus cabelos. Eu ainda estava bem acomodada no colo dele. — está segura, agora. Fechei os olhos e as lágrimas desceram. Era a minha maldição. Será que nunca me livraria disso? Nunca poderia andar pelas ruas como uma pessoa normal? Seus

braços me apertaram mais e ficamos em silêncio o resto do percurso. Em pouco tempo estávamos no aeroporto. Dom desceu e me pegou de novo nos braços. — Dio! Já estou bem. Posso andar perfeitamente. — reclamei, mas ele continuou andando, como se eu não pesasse nada, em direção ao jato. — Dom, ponha-me no chão. Estou falando sério. Você está sendo ridículo! — Nada disso, princesa. — abriu aquele riso sem vergonha. — gostei de me sentir um super-herói salvando-a dos paparazzi. Sempre gostei especialmente da parte onde o herói carrega a garota nos braços direto para a cama. Eu sorrio e reviro os olhos. — Tem certeza que esse livro era de super-heróis? Eles não levam a garota para a cama, Dominic. Seu sorriso lascivo se ampliou. Seus olhos me dizendo coisas sujas. — Ah, princesa, mas esse super-herói aqui, vai levar a garota direto para a cama assim o jato decolar. — começamos a subir a escada. — Não, não vai não. — rebati. — Cale a boca, princesa. — disse entrando na aeronave. Os tripulantes todos perfilados nos cumprimentaram um tanto sem graça. — providencie champanhe para o quarto principal, Susane. — disse e

me acomodou em uma poltrona, antes de sentar ao meu lado. Relanceei os olhos pela comissária de bordo e meu entusiasmo caiu um pouco, porque a tal Susane era uma loira peituda, a preferência de Dominic. Pela forma como o olhou, como uma cadela no cio. Pela forma que olhou para mim com olhos frios, velados, eu soube. Ele tinha fodido com ela. Entramos no quarto logo que o jato decolou e andei para longe, assim que me colocou no chão. Sei que não posso me sentir assim, ciumenta, querendo arrancar os olhos daquela puttana, mas não estou conseguindo evitar. Dio! Dominic é o último homem no mundo pelo qual poderia me apaixonar. Não posso deixá-lo se aproximar demais. Isso é muito perigoso. Ele é um libertino. O que estamos fazendo não deve ser nada diferente do que já fez com uma lista interminável de mulheres. O senti atrás de mim. — o que houve, Helena? Por que ficou assim de repente? — sua voz foi baixa em meu ouvido. Seus braços, vindo ao redor da minha cintura, me puxando para seu corpo poderoso. — Estou cansada. Gostaria de descansar um pouco. — menti. Fechando os olhos, tentando controlar as reações do meu corpo pela proximidade, pelo cheiro gostoso de macho e do perfume caro que usa. — M entirosa. Você está chateada com alguma coisa.

M e fale, princesa. — murmurou espalhando beijos pelo meu pescoço e ombro. Suas mãos acariciaram minha cintura e desceram para minha pélvis. M assagearam meu clitóris por cima do tecido fino do vestido. Arquejei. Seu gemido rouco, íntimo e safado no meu ouvido, inundou minha calcinha. Dio! Ele não estava brincando quando disse que me tomaria onde, como e quando quisesse. — vem, vamos para a cama. Vou fazer você se sentir bem. — chupou meu pescoço. — muito bem, minha cadelinha... CAPÍTULO SETE Helena A cobertura de Dominic era esplêndida. Localizada num dos mais exclusivos endereços de M anhatan. Tinha uma vista panorâmica de 360 graus que permitia vislumbrar quilômetros e quilômetros da cidade, bem como do Rio Hudson e de sua margem oposta onde ficava a Estátua da Liberdade. Sou acostumada com luxos e ostentação, pois o palácio de Ardócia é uma das construções mais belas e arrojadas que já vi, mas esse lugar era simplesmente incrível. Havia uma suíte máster e mais três suítes, todas com banheiras enormes. A cozinha era um sonho, com armários pretos, destacando no piso branco e nas paredes claras. No amplo terraço havia um charmoso jardim de inverno e uma piscina em

forma de L. Havíamos chegado à uma da tarde em Nova Iorque. Dom deu ordens expressas à nossa segurança para despistar a imprensa. Um carro saiu estrategicamente por um portão do Aeroporto JFK19, enquanto tomávamos outra direção. Apreciei seu cuidado comigo. Ele realmente me surpreendeu por não se importar com meu transtorno. Não esperava tanta compreensão e simpatia da sua parte. M as estou começando a perceber que Dominic Harper é mais do que mostra ao mundo. Seu ar aparentemente irresponsável, despreocupado não diz tudo sobre ele. À noite pedimos comida chinesa e comemos na sala de estar diante da enorme lareira. As janelas de vidro que iam do chão ao teto ofereciam a visão deslumbrante da cidade toda iluminada. Era a primeira noite de três meses juntos. Conversamos sobre temas neutros e tomamos vinho, sentados no carpete macio. Não sei como aconteceu, mas em pouco tempo estávamos nus, ele profundamente enterrado em mim. M e comeu num ritmo lento e torturante no início. Não me beijou, ficou apenas lá em cima de mim, me abrindo lentamente, girando o quadril de uma forma que ele deveria patentear. Era perfeita. O fogo crepitava na lareira, agora mais brando. A sala semiescura tornando

tudo mais intenso, mas gostoso. Todas as emoções que eu sabia que não deveria sentir, mas que sempre estavam presentes quando ele estava assim, tomando meu corpo, dentro de mim, me assaltaram. Dom aumentou o ritmo, me rasgando brutalmente, chocando-se em mim como se nunca pudesse ter o suficiente. Rosnou palavrões comendo-me sem dó, até que gozei gritando seu nome. Ele também gritou o meu, junto com mais algumas coisas sujas e gozou, elevando meus abraços acima da cabeça, estocando em minha vulva incansavelmente. Fiquei mole embaixo de seu corpo grande, deixando-o me saquear, tomar até minha última gota de prazer. Ficamos na mesma posição. Nossas respirações alteradas, audíveis no silêncio da sala. Só então me beijou. Foi um beijo lento, saciado, reafirmando como o sexo foi gostoso. Ele comeu minha boca por muito tempo ainda completamente enterrado em mim. Quando me livrou do seu peso e me puxou para seu peito, não pude evitar um sorriso. Era a primeira vez que fazia isso. Eu tremia por dentro cada vez que pensava no tempo que ficaríamos juntos, porque meu coração corria um sério risco de ficar com ele quando chegasse a hora de partir. Não falamos nada, apenas ficamos abraçados. Sua mão descendo preguiçosamente pela minha coluna e subindo de novo. Devo ter pegado no sono, pois acordei

com ele me depositando na cama da suíte em que havia me instalado, mais cedo, percebi que ficou aliviado quando avisei que queria meu próprio quarto. Ele dizia o tempo todo que não fazia romance. Então, quanto menos intimidade construirmos, melhor para me resguardar de todas essas emoções contraditórias que sinto quando estou perto dele, quando me olha com desejo, quando me toma de forma possessiva, dura, intensa, ou dessa forma de hoje, quase reverente. Na manhã seguinte me deixou no trabalho e seguiu para a sua empresa. Tudo corria bem quando no final da manhã fui chamada ao escritório do CEO e ele me disse educadamente que a imagem da empresa seria abalada se me mantivesse como relações públicas, depois das fotos obscenas que circulavam na internet. Foi o momento mais humilhante da minha vida. Dio! Nunca me senti tão envergonhada, mas compreendi. Voltei para minha sala, esvaziei minhas gavetas e deixei o lugar. Assim que entrei no Bugatti Veryon20 de Dominic, os olhos verdes brilharam, consumindo-me como sempre fazia quando me via e um sorriso lento se abriu em seus lábios. Se antes era difícil me manter imune, agora que meu corpo havia sido completamente possuído por ele, era impossível. M as eu estava definitivamente muito irritada, com raiva dele e de mim,

por ter me transformado no seu mais novo brinquedinho. Ele não sairia afetado, pois era acostumado a escândalos. O mesmo não aconteceria comigo. M inha imagem já estava chamuscada em apenas três dias perto dele. Isso me lembrava por que o havia evitado a todo custo nos últimos seis meses. — Fui demitida. — soltei enquanto prendia o cinto. — se o seu objetivo era arruinar com a minha reputação, pode ficar tranquilo. Seu trabalho foi perfeito. — completei ríspida. — Ei, ei. — seu sorriso sumiu. — eu não estava sozinho lá, princesa. Você podia ter dito não, mas quis aquilo tanto quanto eu. — disse, sua voz se alterando. — nós fodemos numa sacada. E daí? Supere isso, Helena. Virei meu rosto para ele, incrédula. Como podia não estar nem um pouco preocupado pelas malditas fotos que rodavam todo o mundo? — Não vou superar, seu imbecil. Não quando isso está afetando minha vida profissional! — me alterei também. — você me comeu onde qualquer um podia nos ver! Você não vai mais me tratar como uma de suas putas Dominic, está me entendendo? Vamos fazer isso por três meses, mas jamais me tocará em público de novo! Não sou uma vadia que você come a hora que

quer! — Fique tranquila, Helena. Talvez não leve três meses. — sorriu cínico, seus olhos frios. — como já disse, me entedio facilmente. E esse drama todo em torno de uma foda, por mais deliciosa que tenha sido, está começando a me cansar, princesa. Por isso detesto as inexperientes. Eu pisquei com a crueldade das suas palavras. Ele não parecia nada entediado ontem à noite e hoje de manhã quando me tomou como se o mundo fosse acabar. — Ótimo! Porque não vejo a hora disso tudo acabar e me ver livre de você. — rebati. Seu maxilar cerrou e ele ligou o carro saindo do estacionamento sem me dizer mais nada. — me deixe em casa. Perdi a fome. — Sinto muito, mas vamos almoçar no Daniel21 como havíamos planejado. — suspirou agudamente. — você ser demitida não é nosso único problema. — disse num tom mais baixo, apreensivo. — Leon me ligou. Ele e Júlia chegam no final da tarde. — Leon? Oh! Não! — gemi afundando no banco macio do carro. — não estou pronta para encará-lo ainda. Dio mio! Ele está muito decepcionado comigo. Dom emitiu um som irritado e fez uma curva bruscamente. — E você ainda diz que não sente mais nada por ele.

— rosnou sem desviar os olhos da rua. — você é uma mentirosa, Helena. Será que ainda tem esperanças dele largar Júlia e ficar com você? Isso nunca vai acontecer. Ele a ama! — Qual é o seu problema, Dominic? — rosnei de volta. Ele era um maldito idiota mesmo. — Não é da sua conta o que sinto ou deixo de sentir. M as para seu governo, não sou uma vadia que pega maridos de outras mulheres. Você não me conhece! Não ouse insinuar isso nunca mais, ouviu? — completei virando para a janela. — Até onde eu sei você se guardou para ele a vida inteira! — disse entre dentes. — Si, mas meu destino não era do lado dele. Entendi e segui em frente. — afirmei. Ele olhou o tráfego e voltou a me encarar de novo como se quisesse confirmar que dizia a verdade. — então, será que pode parar de trazer esse assunto à tona o tempo todo? Nada saiu como o planejado na minha vida e eu estou aqui, presa numa armadilha que você criou para mim porque seu maldito ego estava abalado. — Você está aqui comigo porque sempre quis dar para mim, princesa. Essa é a verdade! — abriu um riso debochado, irônico. — deixe de ser hipócrita. Não a ouço reclamar quanto está gozando comigo todo enterrado em você, querida.

— Foda-se! Seu imbecil! M eu rosto esquentou. Esse idiota não sairia ganhando. — Você é gostoso na cama. — disse com o mesmo deboche e ele virou o rosto para mim, espantado com meu linguajar. Seus olhos brilharam e seus lábios ameaçaram sorrir. O idiota gostava de discutir comigo. — afinal, sua fama é justificada. — Você também até que não é ruim, princesa. — murmurou, seu tom mais provocador do que irritado, agora. — apesar de inexperiente. — Foda-se! — grunhi e voltei-me para a janela de novo. Ele sorriu baixinho. O clima durante o almoço, melhorou um pouco. A comida estava deliciosa e mi vi comendo com vontade. Tirando o fato de que todos me olhavam como se eu fosse uma estrela pornô, me senti bem no ambiente elegante do restaurante. Dom informou que era um de seus lugares preferidos e que trazia parceiros de negócios para almoçar ali com regularidade. Ele estava lindo hoje. Oh, o que estou pensando. Ele sempre está. No entanto, hoje, foi a primeira vez que o vi no modo homem de negócios. Usava um terno cinza escuro, calças no mesmo tom, gravata preta com listras vermelhas. Os cabelos bem penteados para trás. Os

olhos verdes num tom mais azulado. A cor dos seus olhos mudava de acordo com o tempo e com seu humor, já havia percebido. M as eram incríveis de qualquer forma. Seu rosto levantou do prato e fui flagrada olhando-o. Ficamos nos olhando por algum tempo. Seus olhos deslizaram por todo o meu rosto. Corei com a intensidade latente. Algo brilhou nos olhos dele, então sumiu e seu sorriso sexy se abriu. Estou começando a suspeitar que ele se esconde atrás desse sorriso para não demonstrar qualquer outro tipo de emoção. Será? Dom ainda era um enigma para mim. — Adorei o que fez com seu cabelo. — murmurou num tom íntimo. — fui um idiota quando insinuei que a imprensa a confundiria com minha avó. Você é linda, princesa. — disse, prendi a respiração. — nunca deixe ninguém fazê-la pensar o contrário. Oh! Uau! Tivemos um giro de cento e oitenta graus. Dominic pedindo desculpas. Nunca havia visto isso, pelo menos não comigo. — Si, você foi um idiota. M as não consegue evitar isso a maior parte do tempo, não é? — meu tom era provocador. Ele abriu o riso sexy, safado de novo. — não vou esperar que mude o hábito de uma vida, fique tranquilo. — dei de ombros. — mas obrigada pelo elogio. Nem tudo está perdido. Dom Harper pode ter

atitudes cavalheirescas, afinal. Seu sorriso se alargou, ele se debruçou sobre a mesa e sussurrou: — Não se engane, princesa. — seus olhos estavam dilatados, mas brincalhões. — só disse isso porque quero transar com você assim que chegarmos em casa. Fiquei muda um instante, depois sorrio também entrando no jogo. — Bom, pelo menos não está sugerindo me levar até o banheiro feminino do restaurante, não é? Você está começando a pegar o espírito da coisa, porque não há a mínima possibilidade de fotos como aquelas serem tiradas de novo. Ele grunhiu e se encostou de volta na cadeira. — Ok. Talvez eu tenha exagerado. — admitiu, seu sorriso, seu charme voltando com força total. — esperei muito tempo por você, princesa. Não pode me culpar por meu apetite ter sido elevado à máxima potência. — seus olhos flamejaram em mim com desejo indisfarçável. — quero você, Helena. O que fizemos até agora não chegou nem a arranhar a superfície. Quero estar dentro de você o tempo todo. Arfei. A forma como ele disse. Seu olhar intenso, me prendendo, me inflamando, me chamando, me desafiando, me fazendo querer abandonar todas as

minhas reservas e ir com ele, simplesmente ir. Dio! Ele era perigoso. Eu não podia me deixar tocar mais do que já estou tocada. Isso é sexo. Ele está acostumado a ter tudo das mulheres e seguir em frente. Não posso cometer o erro de me esquecer disso, porque ele me olha dessa forma como se me quisesse num nível mais profundo, como se sentisse algo mais que desejo pelo meu corpo. Dominic Olhei o corpo esguio de Helena adormecido na minha cama. Estava obviamente cansada. A fodi sem trégua desde o momento que entramos na cobertura. M al entramos e a fiz se apoiar num dos grandes estofados da sala e a comi por trás. Adoro que ela quase sempre esteja de vestido, facilita muito meu acesso. Não que me negasse alguma vez. Se mostrava tão ávida por mim quanto eu por ela. Gostosa, submissa, me tomando de todas as formas que eu quero, que gosto. Surpreendentemente adora meu jeito rude, os tapas que dou em sua cara, enquanto me enterro fundo em seu corpo. A princesa me pegou pelas bolas, devo admitir. Adoro mulheres que me deixam fazer tudo. Ela pode ser fresca, mimada fora do sexo, mas na cama quem manda sou eu. É minha para fazer o que eu quiser. Sorrio, satisfeito, saciado como nunca estive. Havíamos gozado

até cairmos exaustos. Era incrível como não sentia falta de outra mulher no sexo estando com ela. Sempre preferi foder duas de uma vez, primeiro, pela minha iniciação sexual que foi dessa forma, mas hoje em dia, o principal motivo era que as vadias enxergassem as coisas do jeito que eram. Apenas foda prazerosa, louca, suada, safada. Para mim, o sexo deve ser livre de todos os tabus e convenções, senão perco todo o tesão. Já eram quase cinco horas da tarde. Perdi uma tarde inteira de trabalho por causa dela e de seu corpinho virgem delicioso. Nenhuma mulher antes dela, esteve aqui na minha casa. Sempre fodo em hotéis diferentes. Nunca tive namoradas, sempre foram fodas casuais e muitas delas compartilhadas. É assim que sou. Liberal, louco, ousado no sexo. Amo transgressões. Não fui talhado para relacionamentos, mas essa garota mexe comigo em um nível profundo como nenhuma outra conseguiu. O sexo na frente da lareira me deixou desnorteado. Foi a primeira vez que abracei uma mulher depois de saciado. Geralmente nessa parte elas estão indo embora e eu fico sozinho. É assim que me sinto bem, mas tê-la contra mim, sentir seu corpo delicado se moldando ao meu foi algo muito bom. Não posso negar. O que ela tem? Por que sinto essa fome desenfreada por ela? Nunca senti nada parecido antes. Quero estar

dentro dela o tempo todo. Nossa química é perfeita, deve ser por isso. Essa é a única explicação aceitável, pois não importa o quanto ela é gostosa. Nosso acordo permanece. Ela ainda irá embora no final do contrato. E eu seguirei em frente como sempre fiz. Haverá outra tão gostosa que me dê tanto prazer quanto ela. Claro que haverá. M uitas, de preferência. É isso. Nada de ficar deixando essas merdas românticas atrapalhar o que temos: sexo gostoso por três meses. Apenas isso. Estava saindo do quarto quando o interfone tocou. E o que o porteiro disse cortou toda a alegria pós coito. Leon e Júlia estavam subindo. Jesus! Helena estava completamente apagada, descabelada, fodida. M eu irmão me arrancaria a cabeça assim que visse sua aparência gasta. Porra! Como pude esquecer que eles estavam chegando? A resposta era simples. Não pensava em mais nada quando estava enterrado naquele corpo viciante do caralho! M erda! M erda! — Helena? Princesa? — chamei, forçando-me a manter um tom brando. Ela ronronou e se espreguiçou fazendo o lençol escorregar, deixando os peitos lindos descobertos. Cerrei os dentes. — acorde. Precisa levantar e se vestir. Leon e Júlia estão subindo. A última parte funcionou. Os olhos exóticos se arregalaram e ela pulou da cama, alarmada, não se

importando de estar nua na minha frente pela primeira vez. Cristo! Ela era a coisinha mais linda que já vi. Exatamente do jeito que imaginei tantas vezes. Nua, descabelada, completamente fodida por mim. M eu pau sem noção começou a dar sinal de vida. Porra! Eu estava mesmo malditamente viciado nela! — Dio! Eles não podem me ver assim, Dominic! — grunhiu, correndo para o banheiro. — Madona mia!22 Pareço um espantalho! Eles vão saber que... que... — Que estivemos fodendo como coelhos a tarde inteira? — a segui, parando atrás dela. Nossos olhares se travando no espelho que tomava toda a parede do banheiro. — sim, eles saberão. Sem dramas, princesa. Eles viram as fotos, lembra-se? — isso me agradava, na verdade. Leon saber que ela era minha agora. Só minha. Ela gemeu, levando as mãos ao rosto. — Dio! Quer parar de ser um maldito cachorro vadio só por um minuto? — bufou e entrou no boxe mantendo-me isolado da visão de seu corpo perfeito. A deixei sozinha e fui para a sala. Algo me dizia que essa não seria uma visita cordial entre irmãos. Leon insistiria na anulação do casamento e não havia nenhuma maneira no inferno de eu concordar com isso. Helena seria minha até me saciar, matar essa fome que me consumia desde o momento que pus os olhos nela há seis meses. Nada me

faria deixá-la ir antes de explorar tudo, absolutamente tudo com ela. Ainda tinha muitas coisas que mostraria à minha princesa, na cama e fora dela. Quero mostrar um mundo novo a ela e ninguém vai tirá-la de mim antes disso. A campainha tocou e fiquei tenso. Fui atender me sentindo um adolescente prestes a receber uma bronca do diretor da escola. Abri a porta e eles estavam lá parados. Leon com Damien no colo e Júlia ao seu lado. Ela e Damien foram os únicos que sorriram ao me ver. M eu sobrinho abriu os bracinhos rechonchudos e se jogou na minha direção. — Ei, garotão! — o peguei no colo. — como cresceu! — afastei-me dando passagem à Leon e Júlia. — Olá, Dom. — Júlia me deu um beijo no rosto. Ela era sempre tão carinhosa comigo e Jay. Leon era um bastardo sortudo por tê-la encontrado. Seu ventre de seis meses estava bem arredondado. Seu rosto, seus olhos muito verdes estavam radiantes. Ela ficou ainda mais bonita grávida. — Dom. — a voz de Leon foi tensa. Ele meneou a cabeça levemente. Caralho! Ele realmente estava puto comigo, porque nunca havia sido tão frio. Havíamos construído uma relação próxima, fraternal desde quando nos descobrimos irmãos. Senti-me um pouco mal com

isso. M eu irmão mais velho era um bom homem. Não quero me indispor com ele. Além disso, tem meu tio que deve estar muito chateado também pelas fotos de Helena. Certo. Eu passei mesmo dos limites. Acabei esquecendo que ela é da família. Não é como as vadias que só uso para minha diversão. — Olá, irmão. Júlia, você está radiante. A gravidez a deixou mais bonita, se é que isso é possível. — Leon apoiou a mão nas costas da mulher e a conduziu para dentro. — Sente-se um pouco, perla. — disse num tom muito suave, amoroso, muito diferente do tom decepcionado, aborrecido que usou comigo. — quer uma água? Um suco? Ela sorriu, acomodando-se no amplo estofado. Os olhos brilharam e tocou o rosto dele com a mesma expressão amorosa. — Estou bem, amor. — sussurrou. Ele a beijou nos lábios. — fique tranquilo. — Foi uma longa viagem, bebê. Tem certeza que está bem? — ele insistiu, acomodando-se junto dela. Cristo! Ele a estava sufocando, será que não percebia? — Tenho, amor. Estou tão bem quanto se pode estar carregando uma barriga de seis meses. — sorriu de novo e o beijou suavemente. Eles simplesmente não

cansavam um do outro. A imprensa os adorava. Eram sempre citados como um exemplo de casal perfeito. Para quem gosta de relacionamentos, eles realmente eram um modelo. Nunca vi tanto amor em um casal. Acho que os dois tiveram sorte, afinal. Então Leon olhou para mim e toda suavidade desapareceu de novo. Foda! — Onde está Helena? — quis saber, seu olhar escuro fitando-me como se fossem lasers. Ele tinha uma forma de olhar bem parecida com Jay. Olhos negros inteligentes, sarcásticos, como se zombassem do mundo. Os olhos dele só suavizavam quando olhava Júlia, Damien, nosso tio e claro, Helena. Ele a amava como a uma irmã. E eu estou encrencado se o olhar dele quer dizer alguma coisa. — Estou aqui. — a voz baixa e um tanto trêmula de Helena, vindo do corredor que levava às suítes me fez virar na sua direção e eu contive um gemido. Jesus! Por mais que tenha dado um jeito nos cabelos que caíam bem penteados sobre os ombros e cintura e colocado um vestido comportado, sua expressão gasta, era de uma mulher que foi fodida sem dó a tarde toda. Leon emitiu um som baixo de desagrado. Cristo! Até eu estava descontente comigo. — Helena, cara mia. — levantou-se indo encontrá-

la no meio da sala. A tomou nos braços e meu corpo ficou rígido com a cena. — você está bem? Fiquei tão preocupado. Por que não me avisou que faria isso? — Oi, caro mio. — trinquei os dentes ao ouvir a voz amorosa que ela usava com ele. M erda! — desculpe, mas não quis preocupar nenhum de vocês. — disse desviando os olhos para Júlia que sorriu-lhe serena sem o menor indício de desconforto por ela estar nos braços de seu marido. Talvez fosse só uma coisa da minha cabeça mesmo. Helena se desvencilhou de Leon e foi até Júlia, beijando-a no rosto. — e minha afilhada? Ainda chutando muito? — quis saber sentando-se perto dela, tocando o ventre volumoso. — Não vejo a hora de ver a carinha dela. — Eu também, cara mia. Esse peso todo cansa. — Júlia disse, acomodando-se melhor nas almofadas. — Você disse que estava bem, bebê. — Leon usou seu tom marido pau mandado pela mulher de novo. Júlia revirou os olhos, mas sorriu docemente. — Amor, relaxe. É só maneira de falar. — pediu e sussurrou para Helena. — ele não me deixa fazer mais nada. Acha que gravidez é doença. — Não seja injusta, perla mia. — Leon pediu. — não pude mimar, cuidar de você quando estava grávida de Damien. Só quero cuidar de você, amor. — murmurou

e os olhares deles se prenderam, muita coisa sendo dita entre eles. Uma intensidade palpável. — E você está fazendo isso muito bem. Eu te amo, amor. — ela disse com olhos mais brilhantes. Jesus! Ela pegava pesado. Os olhos de meu irmão amoleceram completamente com a declaração da esposa. — Também te amo, bebê. — disse, por fim e era como se não percebessem outras pessoas ali na sala. Uau! Eu sempre esqueço que há essa coisa entre eles. — podemos falar em particular, irmão? — seus olhos voltaram para mim outra vez e adeus suavidade! — Claro. — assenti e coloquei o animado Damien no chão. O pequeno correu para Helena que abria os braços para recebê-lo. — O que pensa que está fazendo com Helena, Dom? — Leon despejou assim que entramos na biblioteca. Uau! Isso foi bem direto. M as ele era assim. Tínhamos isso em comum. Nós três. Jay também era tão direto que chegava a ser cruel. — Temos um acordo, Leon. — disse enfiando as mãos nos bolsos da minha bermuda jeans. — Sei. — bufou. — você terá sexo com ela por três meses e depois? Você preparou uma bela armadilha para

ela, não foi? — seus olhos fuzilavam-me. — Ela aceitou os termos. Nos separamos quando o prazo estipulado no testamento acabar e a herança estiver disponível. — pronunciar isso era meio estranho. — Ela concordou porque você a acuou. — emitiu um suspiro descontente. — exigir sexo é muito baixo, irmão. Desconfio que Helena nunca teve um homem antes... — Não teve. — admiti e seus olhos eram irritados agora. — Você está contente com isso? Usando uma garota que nunca viu nada do mundo? Que... Se interrompeu e passou as mãos pelos cabelos presos na nuca. O tom agoniado, preocupado me teve alerta imediatamente. O que ele ia dizer? — O que houve com ela? Por que tem essa doença? — perguntei e ele ficou rígido, seus olhos me analisando como se ponderasse me contar, mas receando. — o que há com ela, Leon? — Aqui está o que você vai fazer, irmão. — disse no seu tom solene de rei. — vai pedir a anulação desse casamento e vai deixá-la em paz. Helena voltará conosco para Ardócia. M eu corpo se retesou, rejeitando a mera ideia de deixá-la ir. Ele não tinha esse direito. Ninguém podia

tirá-la de mim. Eu não deixaria. — Não farei isso, Leon. Ela quer ser livre. Não quer voltar para a Ilha. Pergunte a ela e terá sua resposta. Seus punhos cerraram do lado do corpo. Ele estava muito irritado. — Você está se aproveitando da fragilidade dela. Pensa que nunca vi como a perseguiu esse tempo todo? — Eu a quero. Nunca fiz segredo disso. — afirmei, encarando-o de frente. — e ela também me quer. Sempre quis. Somos dois adultos que querem estar juntos. — Por três meses. Esse é o tempo que vai dar a ela. Honestamente, Dom, como acha que Helena estará daqui a três meses? — cuspiu entre dentes. — ela é só uma garota inexperiente que nunca teve um relacionamento. Você vai machucá-la no final das contas. É isso que vejo dessa palhaçada toda. — O que há com ela? — repeti a pergunta. — por que parece tão forte, mas de repente fica tão frágil? Porque há uma razão para esse transtorno, não há? Suspirou e sentou-se numa poltrona, me indicou a outra. — Helena foi vítima de maus tratos infantis. Sua família a rejeitou. — fez uma pausa cheia de significados. — a mãe a abandonou, a ela e ao pai quando tinha apenas dez anos. Seu pai que também não

era um grande exemplo paterno a negligenciou completamente depois que a esposa fugiu com o amante. Quando a levamos para Ardócia tinha treze anos, mas parecia que tinha oito, de tão maltratada e subnutrida. Desenvolveu a Síndrome do Pânico porque a imprensa a perseguiu quando o longo divórcio dos pais ganhou todos os tabloides sensacionalistas. Helena foi caçada pela imprensa, teve sua vida invadida e exposta da pior forma para uma criança que já tinha problemas profundos de carência afetiva. — pausou de novo. — Helena só conheceu carinho, amor quando foi morar conosco. Nosso tio a ama como a uma filha. Eu e Damien a amamos como nossa irmãzinha. A protegemos de tudo. Ela se mostrou forte, corajosa, enfrentou a doença e conseguiu controlar as crises graves. Fez muita terapia, mas foi muito amada por nós e isso ajudou muito. — eu estava estupefato diante de seu relato emocionado. Ele realmente a ama. — Helena é uma sobrevivente, irmão. Não brinque com ela. Faça a coisa certa. Liberte-a, porque isso vai fatalmente machucá-la, você sabe disso. Fiquei em silêncio por um longo tempo. Tudo dentro de mim gritava para não deixá-la ir, mas eu não podia mais seguir com isso depois de tudo que Leon me revelou. Farei a coisa certa. Nunca fui de me importar

com sentimentos das mulheres que fodi. M as Helena é da porra da minha família e eu malditamente não posso mais tê-la. Foda! M eu corpo ainda quer o dela. Como posso dar as costas a isso? A resposta é simples: não vou dar as costas a isso! Foda-se toda essa merda! Eu não esperei tanto tempo para abrir mão sem lutar primeiro. — Tudo que disse é... Chocante, irmão. M as Helena é uma mulher agora. Uma mulher linda que merece viver, sair dessa rede de proteção que você criou em volta dela. — disse num tom decidido. Ele exalou o ar devagar. Seu semblante mostrando seu desagrado. — Vou perguntar a ela. Se ela quiser ir a deixarei. M as se quiser permanecer, você não vai mais interferir, irmão. — informei. — somos adultos. — Dom, você é meu irmão e eu te amo, apesar dessa palhaçada que armou pra cima da Helena. — fez uma pausa, os olhos escuros me perfurando, inflamados. — mas se machucá-la, vai se entender comigo. Fui claro? — seu tom foi duro. No entanto, meu peito se aqueceu com as palavras dele. Eu também o amo, embora nunca tenha dito isso a ele, mas isso é entre mim e Helena. Bufei. — Não banque o certinho agora, irmão. Fez muito

pior com Júlia. — seus olhos se inflamaram mais e eu tive receio que fosse me dá um soco. — Si, fiz muita merda com mia regina. — sua voz suavizou. Era incrível como apenas falar em Júlia e ele já se derretia todo. Jesus! M uito patético! M as é óbvio que não diria isso a ele, jamais. Gosto do meu rosto do jeito que está. Sem nenhum hematoma. — mas a amei desde o primeiro momento, apenas fui um idiota e não percebi até que quase a perdi. — olhou-me de uma forma estranha como se quisesse ver dentro de mim. — desejo que encontre uma mulher especial que o faça tão feliz como minha Júlia me faz, irmão. Ok. A conversa estava ficando meio gay. Não quero amor. Acho bonito o amor, a relação deles, mas não quero isso para mim. Abri um sorriso, sentindo que a tensão inicial havia ido embora. — Obrigado. Já é seguro abraçar você, irmão? — ele abriu um riso contra a vontade. Nos levantamos e demos o típico abraço de caras, que consistia basicamente em bater as mãos nas costas do outro. Parece meio ridículo, não é? Certo. É ridículo, mas não somos maricas. CAPÍTULO OITO Dominic Eles jantaram conosco. Helena fez o jantar o que surpreendeu-me pra caralho. A princesa era mais

prendada do que supunha. M as eu não sabia muita coisa sobre ela até a revelação de Leon esta tarde. A palavra mimada sairia da minha lista de adjetivos para ela. Deve ter sido uma infância muito sofrida, sem amor, sem cuidados. M inha mãe morreu quando eu tinha dezesseis anos, mas até hoje posso sentir o cheiro dela, seus lábios ternos quando me beijava. M inha mãe foi uma acompanhante de luxo quando era mais nova. Foi num trabalho desses que conheceu o príncipe M arco. Ele se encantou por ela e ficaram juntos por algum tempo. Sou o fruto dessa relação. Ela nunca me disse nada, mas sempre me chamava de meu príncipe. Sempre pensei que era só carinho de mãe, até os advogados do Palácio de Ardócia entrarem em contato comigo, há mais de seis meses, me informando que eu poderia ser um dos filhos que o príncipe M arco teve fora do casamento. A princípio sorrio daquela conversa que me pareceu fantasiosa. Entretanto, topei fazer o exame de DNA e para meu estarrecimento total deu positivo. Em pouco tempo era Dominic Harper Di Castellani, um príncipe da Ilha de Ardócia. — Dio mio! Que apetite, bebê. — Leon sorriu de Júlia que já estava na segunda taça do sorvete de chocolate. — Nossa! Vou virar uma bola nesses últimos meses.

— virou-se para ele com um sorriso travesso. — Ainda assim será bella para mim, amor. — ele afirmou levando a boca para a dela, num beijo que seria um selinho se ele não tivesse segurado seu queixo e assaltado sua boca. Cristo! Eles simplesmente não saíam do modo eternamente apaixonados. M urmuraram coisas incompreensíveis para nós e se afastaram. O rosto de Júlia muito corado. Leon devia ter falado alguma sacanagem para deixá-la encabulada daquele jeito. Ele sempre fazia isso. Sorrio meneando a cabeça. Desvio os olhos para Helena e ela também observa a cena, mas seu semblante era sereno, livre de qualquer indício de desconforto. Gostei disso. Se despediram de nós já quase nove horas. Damien já dormindo no ombro de Leon. M eu irmão tinha uma família linda. Tive que admitir. O olhar dele ainda foi preocupado quando abraçou e beijou Helena nas duas faces. Júlia não parecia tensa. Acho que Helena deve ter falado que estava bem ciente de tudo que estávamos fazendo. As duas surpreendentemente desenvolveram uma relação de amizade. Talvez essa cisma que tenho sobre a natureza dos sentimentos de Helena seja só isso: uma cisma. A observei o tempo todo até a saída deles e não vi nada que a delatasse. Talvez ela tivesse mesmo entendido, aceitado e seguido em frente. Isso me deixou

muito satisfeito. Não quero dar um segundo pensamento sobre isso, mas não suportaria estar com uma mulher que nutre sentimentos por outro homem, sobretudo, se esse homem for meu irmão. Perderia todo o tesão. Quando saíram, fui ao bar no canto da sala e me servi de uma dose de uísque. Andei até a área externa, a brisa morna do outono me saudou, andei até a balaustrada. A visão da baía do Rio Hudson se descortinando à minha frente. Tomei um gole pequeno e mexi os cubos de gelos. Senti a presença dela atrás de mim, mesmo antes de vê-la. Senti seu perfume delicioso. Fechei os olhos e inspirei o ar noturno. Eu precisava fazer o que prometi a Leon, perguntar a ela. M as agora, já não estava mais tão inclinado a fazer a coisa certa. Queria mandar toda essa merda de princípios para o inferno e continuar desfrutando dela. M as dei minha palavra. Cumprirei. Ouvi os acordes de uma música em espanhol. Ela havia ligado o sistema de som. — Dom? — sua voz me fez abrir os olhos e me virar. Ela estava parada perto da piscina, seus olhos meios apreensivos. Ainda no vestido malditamente recatado, mas que tinha efeito contrário em mim, porque meu pau sempre enlouqueceu com suas roupas comportadas. Ficava louco imaginando, sonhando com o que tinha por baixo. — algum problema?

— Leon me contou, Helena. — disse e seus olhos mostraram confusão por um momento, mas logo se arregalaram quando compreendeu do que eu falava. — Ele não tinha o direito. — disse baixinho, seus olhos muito brilhantes. — então é por isso que está desse jeito? Esteve me olhando diferente todo o tempo depois que voltaram da conversa de vocês. Já disse que não quero sua pena, Dominic. — seu tom foi ficando alto, sua voz trêmula. Jesus! Ela é a merda de uma metralhadora verbal! — Você pode sair do modo cadela nervosa um instante? — disse indo até ela. — já disse que não tenho pena de você. M as você já viveu muita merda, princesa. — fiz uma pausa significativa e completei: — Leon me fez prometer que te daria a chance de ir embora, caso seja isso que queira. Ela ficou muda, apenas lá, me olhando com aqueles olhos exóticos que me enfeitiçam, me chamam. Cristo! Tô tão louco por ela. Ela percebe o que faz para mim? O que fez para mim desde o primeiro momento? Como uma garota tão inexperiente me prendeu dessa forma? — É isso? Você quer que eu vá embora? — levantou o queixo como se me desafiasse a botá-la porta a fora. Quase sorrio de sua bravata. Ela era mesmo uma coisinha inflamada, mas era só uma casca que criou para

se proteger de tudo que sofreu. Eu a admiro mais ainda por isso. Por estar aqui comigo, se submetendo a meus caprichos libertinos, mesmo sem ter ideia da dimensão das minhas taras. Se ela soubesse de tudo que gosto de fazer na cama, não estaria mais aqui. — Você sabe o que quero, princesa. — murmurei prendendo seu olhar. — mas, a verdade é que não sou bom para você. Não sou seu príncipe encantado de armadura brilhante. Sou um homem sexualmente experiente, que tem gostos muitos depravados para uma novata como você. Leon tem toda razão em estar preocupado. — ela arfou com minhas palavras diretas. M as preciso deixar as coisas bem mais claras agora. — estou te dando a oportunidade de ir embora, Helena. Vamos bolar um plano para driblar a imprensa e você conseguir receber a herança daqui a três meses. Será livre, princesa. Finalmente livre. Ela tomou uma respiração profunda e levou as mãos para a parte de trás do vestido. Jesus! Ela não vai fazer o que estou pensan... O vestido caiu fazendo um amontoado a seus pés. M eus olhos passearam por ela gananciosos. O corpo de curvas delicadas. Usava apenas uma calcinha branca que mataria minha libido, mas nela me incendiava. Tudo nela tem esse efeito avassalador em mim.

— Estou cansada de ser sempre a sensata, a enfadonha Helena. — disse baixinho, seu rosto roborizando com meu olhar obsceno. — eu fico, Dominic. — Última chance, princesa. — disse tentando manter a calma, colocando meu copo sobre uma das mesas dispostas ao redor da piscina. — depois disso, você é minha. Completamente minha. Ela veio até mim, apoiando as mãos no meu peitoral. Tomei uma respiração aguda. Suas mãos trêmulas deslizaram até a barra da minha camiseta e a puxou para cima. A ajudei a tirá-la, por cima da cabeça rapidamente. — Você é minha, princesa? — sussurrei puxando-a pela nuca bruscamente, trazendo-a a centímetros da minha boca. — é isso que quer? Ser minha cadela safada? — minha voz saiu tensa, grossa de tesão. M eus olhos mantendo-a cativa. Arquejou quando enfiei uma mão entre suas coxas, apalpando sua boceta. M assageei seu clitóris por cima da calcinha. Gemeu, os olhos de uísque dilatando-se, lindamente, a boquinha de lábios cheios fazendo um “o”

de deleite. Sorrio, perversamente. — Você já é minha cadelinha, não é? Já está viciada em tomar meu pau nesse corpinho delicioso intocado antes de mim. Tem ideia do que isso faz para mim, princesa? Saber que fui o primeiro a desfrutar de você inteira? Vou devorar você cada dia desses três meses. Vou mostrar a você como é o meu mundo, minha cadela gostosa. Vai fazer tudo que eu quiser. — minhas mãos foram para as laterais de sua calcinha e a rasguei rudemente. Deu um gritinho surpreso. Sorrio safado e a levanto nos braços. Enlaçou-me pelo pescoço imediatamente. Helena Dom me carregou até a sala, onde a voz de David Bisbal soava forte, potente, sedutora. Amo esse cantor. A música Tú Y Yo iniciava. Coincidência ou não, amo essa música. Colocou-me no chão devagar, me fazendo deslizar por todo o seu corpo, nossos olhos trancados. Havia algo diferente nele, agora. Não consigo identificar o que é. Ainda não acredito que ofereceu me libertar do acordo e me surpreende muito mais, que não aceitei sua oferta. M as estou cansada da vidinha pacata que sempre levei. Eu o quero. Vou ser livre. Irresponsável pelo

menos uma vez. Tan solo tú y yo con nuestro atardecer Só você e eu com nosso sol Somos unos náufragos huyendo del ayer Nós náufragos fugindo de ontem Tú y yo tenemos que crer Você e eu tenho que acreditar Que para escapar no hay que correr Isso para não ter de fugir No hay nada que temer antes de caer Não há nada a temer, antes de cair No hay tiempo que perder Sem tempo a perder Tirou a bermuda junto com a cueca boxer e me puxou pela cintura, colando nossos corpos. Um sorriso lascivo se abrindo nos lábios sexys. — Já dançou nua, princesa? — sua voz me acariciou. Naquele tom de quarto que ele sabe usar tão bem e que tem minha vagina alagada em instantes. Suas mãos desceram para minha bunda e amassaram firmemente, enquanto começávamos a nos mover. — a letra é interessante. — sussurrou, chupando meu lábio inferior, seus olhos me violentando. Uma das mãos deslizaram numa carícia muito suave pela minha coxa e sem aviso a levantou para seu quadril. Cavou seu pênis

duro direto em meu clitóris, gemi vergonhosamente em sua boca. Riu baixinho e me beijou finalmente. Saqueou minha boca, tomando tudo daquele jeito possessivo, duro, mas que eu já estava viciada. O beijei de volta, dando tudo de mim, deixando-o me assaltar. Ele fazia isso comigo. Não quero mais pensar em como será daqui a três meses. Vou viver intensamente. Viver intensamente com ele. A música entrou no refrão e ele continuou moendo em mim obscenamente. Aquilo não era mais uma dança, era um ritual de acasalamento. Cravou as mãos nas minhas nádegas e me fez abraçá-lo com as pernas. Deslizou uma mão na fenda do meu traseiro para cima e para baixo, lentamente, estremeci. Ele gemeu agoniado. Estávamos fodendo com nossas bocas, agora. Andou até o estofado em forma de L e sentou-se comigo escarranchada nele. — me monte, minha cadela! — rosnou deslizando seu pênis em minha racha encharcada. Gemi enlouquecida por ele. Seus olhos presos nos meus, me dizendo que o afeto tanto quanto ele a mim. Todo o resto pode ser um ponto de interrogação, mas isso aqui é real. Ele me deseja. Ele me quer. — Vem, cadelinha, toma meu pau todo nessa bocetinha gostosa! — rugiu de novo. Alinhou-se em minha vulva e massageou meu clitóris.

— Ahh! Dom... — ronronei quando a cabeça robusta me invadiu, uma dorzinha gostosa. Ele havia me tomado a tarde inteira. Estava dolorida, mas a excitação que ele desperta em meu corpo é mais forte. Levou a outra mão para meus quadris e me puxou bruscamente para baixo, rasgando-me até o fundo. Engasguei com a invasão. — Dio! Devagar... — choraminguei. Ficou parado para me ajustar e voltou a massagear meu clitóris de novo, tirando meu foco do incômodo de ter meu canal bruscamente esticado. — Rebole, princesa. Rebole devagar, vem... Isso... Ohhh! Caralho! Você é muito gostosa, porra! — grunhiu e fui rebolando devagar a princípio, logo estava tomando-o até o cabo. Descendo e subindo, pegando ritmo. Ele gemendo, seus olhos me devorando intensos, quase azuis, nesse momento. Lindos! Ele é lindo. O beijei. Uma de suas mãos tocam minha nuca, puxando meus cabelos, me beijando de volta. Gememos. Quiquei em seu Pênis. Seu quadril subindo violentamente agora, me comendo com estocadas fortes que

iam profundamente, tocando cada terminal nervoso da minha vulva. — Jesus! Que cadela mais gostosa! — gritou e me empurrou para trás, me assustei, mas ele me segurou pelos braços. Um sorriso obsceno e provocador tomando seus lábios, sua respiração ofegante. — apoie suas mãos no chão, princesa. — Dom... — murmurei receosa. — Apoie as mãos no chão, cadela safada! Você é minha cadela, esqueceu? — rosnou e eu tive que fazer um malabarismo, mas apoiei as mãos no chão. Seus olhos queimaram em mim, meu corpo todo arreganhado para ele. Seu pênis todo enterrado em mim. Eu não podia me mexer. Sorriu de novo e suas mãos subiram pelo meu ventre devagar, seus olhos presos nos meus, atento a qualquer reação minha. Arfei e arqueei as costas quando encheu as mãos em meus seios, amassando-os. Puxou os mamilos e gritei, minha vulva palpitando esticada em torno dele. Então voltou a me foder. Batendo dentro de mim com violência, entrando muito mais fundo nessa posição. M eteu e meteu sem dó. Gemíamos, grunhíamos, insanos. — Cristo que visão linda do caralho! M inha cadelinha gostosa toda aberta e sua bocetinha esticada ao limite no pau. Toma! Toma tudo nessa boceta, porra! — estocou com tanta força

que meus braços fraquejaram, mas antes que caísse, seus braços vieram em torno da minha cintura, me puxando para cima. Ficamos cara a cara. M eus braços foram para seu pescoço, nossas bocas quase se tocando, apenas respirando arfante uma na outra. Segurou minha bunda com força e girou o quadril, moendo devagar. — Ohhh! Dom... Oh Dio! — moeu em mim tocando o ponto certo e eu me desmanchei em cima dele. — Ahhhhhhhhhhh! — gozei tão forte que meu corpo arrepiou, estremecendo inteiro. Ele bombeou forte mais algumas vezes até meus últimos espasmos, então nos virou ficando em cima de mim no sofá. M eteu sem trégua, nossas pélvis se chocando num barulho que se confundia com a música. — Ahhhhh! Cadela gostosa do caralho! — rosnou e puxou o pênis para fora, masturbando-se freneticamente, pairando acima de mim. — Oh, merda! Oh! Porra! Ohhhhhhhhh! — rugiu e seu esperma quente me salpicou nos seios e barriga. Jatos e jatos, enquanto ele gemia, rouco, sexy, seu rosto contorcido pelo prazer,

a cabeça jogada para trás. Lindo! Ele era soberbo. Sua mão foi perdendo a força e ele me encarou. Os olhos completamente azuis. Tempestuosos, safados, um sorriso se abrindo no rosto. — parece que você está bem gasta agora, princesa. Vem, vamos tomar um banho. — me puxou para cima, suas mãos vindo ao redor da minha cintura. — minha cadelinha, linda, perfeita. — sussurrou, acariciando meu rosto, seus olhos quase ternos, como se importasse comigo. Como se não fosse apenas uma foda. Antes que analisasse muito, tomou minha boca num beijo lento, saciado. Agarrei-me a ele, porque definitivamente era isso que eu queria. CAPÍTULO NOVE Helena Terminei de fazer as panquecas de morango e as empilhei numa travessa, a voz de David Bisbal soava alegre no meu iphone, a música Diez Mil Maneras enchendo todo o ambiente da cozinha. Não resisti e cantei o refrão: No es para mí (Não é para mim) Vivir así (Viver assim) Talvez si es para ti (Talvez seja pra você) Que vas a decidir (Vai decidir) Si hay diez mil maneras de olvidar (Se há dez mil maneiras de esquecer)

De rescatarnos e intentar (De nos resgatar e tentar) Contarnos siempre la verdade (Nos contar sempre a verdade) ¿Por qué decir que no? (Por que dizer que não?) Quase derrubei a travessa quando me virei para o balcão de mármore da ilha no meio da cozinha. Dom estava lá, sentado em um dos bancos, lindo, absurdamente lindo. Os cabelos molhados. Sua colônia pós-barba cara, incendiou meus sentidos. Os olhos verdes me olhando com uma expressão divertida, mas sexy, como se quisesse me ter para o café da manhã. Oh! Madonna mia! M eu coração bateu loucamente. Andei com pernas instáveis até o balcão e depositei a travessa. M eu corpo todo reagindo violentamente à intensidade do seu olhar. Ele tinha essa forma de me olhar que faz coisas loucas para mim. — Bom dia. — disse tentando desesperadamente soar o mais natural possível. — eu, hum... fiz panquecas. — apontei o óbvio e me chutei mentalmente. Os cantos da boca sensual subiram no arremedo de um sorriso. Seus olhos ainda presos aos meus. Ele sabia o quanto me afetava e estava se deleitando com isso, obviamente. Maledeto! — Bom dia, princesa. — sua voz sexy fez meus mamilos se arrepiarem. — quem diria que você pode ser

tão bem-humorada pela manhã, hein? E prendada também. — inalou o ar numa expressão de puro deleite, que me fez lembrar ele gozando em cima de mim, ontem. Dio! Estou tão ferrada. Ele é muito intenso para mim. Eu sempre soube disso, por isso fugi dele por tanto tempo. — humm... Cheiro delicioso. — completou num tom mais baixo, dando a entender que não falava só das panquecas. Cristo! Ele nunca saía do modo sedutor. Arfei audivelmente. — Não vá se acostumando. — disse tentando fugir de seu escrutínio aberto. O que havia com ele? — Só fiz hoje porque não tinha que me preparar para o trabalho, pois estou desempregada, graças a seu exibicionismo. — certo. Isso acabaria com esse clima estranhamente íntimo de marido e mulher tomando o café da manhã depois de passarem boa parte da noite fazendo sexo enlouquecedor. Ele abriu o costumeiro riso sexy, provocador, lindo, mas seus olhos me diziam que ele sabia o que eu estava tentando fazer. Dominic Harper é inteligente, já havia percebido isso. M as é claro que ele é. Não teria chegado aonde chegou sendo um asno. — Por que eu me acostumaria, princesa? Ter uma mulher aqui na minha cozinha é... Estranho. — disse servindo-se de café. — por mais que tenha sido agradável ver sua bundinha linda rebolando quando

entrei, ainda prefiro minha privacidade. — Ele era mesmo malditamente direto. M as algo me chamou atenção nas suas palavras. Ele não costumava trazer mulheres aqui? — Como assim? Você não traz suas namoradas, ou sei lá o que você chama para cá? — minha voz saiu um pouco esganiçada. Eu odiava pensar em outras mulheres fazendo exatamente isso que estou fazendo: cozinhando para ele. O que em nome de Dio está havendo comigo? Isso não é da minha conta. Seus olhos flamejaram em mim por cima da borda da sua caneca de café. Ele tem esse jeito de analisar calmamente a minha reação como uma pantera esperando o momento certo de atacar a sua presa. — Ciúmes, princesa? — sorriu ridiculamente sexy. Revirei os olhos. — você não precisa ter. Nenhuma mulher esteve aqui antes de você. — meu coração idiota deu um salto de alegria com sua admissão. — não namoro, Helena. Não faço romance. Já disse isso a você. Eu fodo sempre em lugares neutros. Deixo tudo lá e venho embora. — ok. Suas últimas palavras mataram um pouco da minha alegria idiota. — Isso parece solitário para mim. — deixei escapar. Como alguém podia viver assim? — Funciona para mim. — disse dando de ombros.

Como se falasse de um restaurante onde fazia as refeições. Um silêncio desconfortável se instalou entre nós depois disso. Tomamos nosso café, cada um mergulhado em seus próprios pensamentos. — Por que eu, Dom? — minha pergunta o fez pousar os olhos incríveis em mim de novo. — quero dizer, não sou tipo usual, obviamente. — algo brilhou nos olhos dele, mas no instante seguinte, ele abria seu riso molha calcinha. E eu tive a certeza que ele usava esse sorriso como uma arma, para dissimular qualquer emoção. — E qual é meu tipo usual, princesa? — fez aspas com os dedos. — Loira, peituda, sem cérebro. — minha voz saiu mesmo despeitada? Dio! — Acho que meu pau não recebeu esse memorando, porque ele fica completamente enlouquecido só em ouvir sua voz. — sussurrou isso se debruçando em minha direção. Prendi a respiração, meu rosto incendiando. Seu riso ampliou, sua expressão se tornando muito mais predadora, perigosa, sexual. — essa é a sua resposta, princesa. Eu quero você. É por isso que está aqui. E não vai embora enquanto não matar minha fome de você. — Arquejei ruidosamente. — ah,

só mais uma coisa: — pausou e desviou os olhos para meus seios que estavam bem delineados pela camiseta branca justa que eu usava. M eus mamilos entumeceram. — seus peitos são a coisa mais linda que já vi. — voltou à sua posição e continuou a tomar seu café como se não tivesse me excitado com suas palavras muito diretas. — Uau! Isso foi direto. — minha voz saiu vergonhosamente rouca e ofegante. — Se vai ficar aqui comigo precisa se acostumar, princesa. Sou direto, sempre. — seus olhos se estreitaram sutilmente e seu sorriso escorregou por um instante. Uma expressão quase vulnerável em seu rosto. — você vai ficar, não vai? O encarei por alguns minutos. Por que ele me queria tanto? Ainda não conseguia entender, mas eu não era nenhuma expert no sexo masculino. Longe disso. Era ridiculamente inexperiente. Tudo que sei é que também o quero. E a exemplo do que disse, só em ouvir sua voz rouca, sexy, íntima, minha vagina palpita vergonhosa e descontroladamente. M as é claro que não direi isso a ele. Dominic já é convencido demais sem essa informação. — Si, vou ficar. — murmurei. Seu sorriso se abriu de novo, seus olhos brilhando numa promessa sacana. — Você não vai se arrepender, princesa. —

sussurrou. — Espero sinceramente que não. — deixei escapar. — Então, o que pretende fazer agora que foi demitida? — quis saber cortando sua panqueca, levando uma pequena porção à boca. Ele tinha lábios lindos. M eio curvados, levemente cheios. O encarei e corei diante do brilho safado em seus olhos. — Eu, hum... Vou começar procurar algo amanhã. — tomei um gole do meu café para despistar. — vou enviar meu currículo para algumas empresas. Ele ficou me observando por alguns instantes. — Por que essa insistência em brincar de trabalhar, princesa? — sua voz tinha um tom desdenhoso, desrespeitoso. Isso ferveu meu sangue imediatamente. — Desculpe-me? — disse entre dentes. O que esse idiota estava insinuando? — Você me entendeu bem, Helena. — disse mastigando seu último pedaço de panqueca. — sua experiência profissional se resume ao Palácio de Ardócia. Deve ter vindo para Nova Iorque sob a recomendação de Leon. Por que não fica tranquila e aguarda seus milhões estarem disponíveis? — seu tom indicava provocação, mas vi em seus olhos que era isso mesmo que pensava da minha capacidade profissional. M aldito imbecil!

— Lamento contrariá-lo, mas está muito enganado sobre minha capacidade profissional, caro mio. — sua boca se curvou num meio sorriso com meu tom cortante. — Possuo graduação em Relações Públicas por Harvard.23 Sempre atuei no Palácio, é verdade, mas Leon nunca me tratou diferente porque sou da família. E vim para Nova Iorque, porque o dono da cadeia de restaurantes ficou verdadeiramente satisfeito com o trabalho que desenvolvi quando começou a comprar vinhos das vinícolas de Leon. Cheguei aqui por mérito exclusivamente meu. — fiz uma pausa diante de seu olhar que se mostrava um tanto surpreso agora. — ah, e falo fluentemente oito línguas. Será que isso é suficiente para você? Ficou lá me avaliando, seu rosto mostrando genuína surpresa. Então, abriu o riso debochado de novo. — Uau! Belo currículo, princesa! — completou baixinho: — quanta habilidade com a língua... — Você é um imbecil, sabia disso? — cuspi muito irritada. Odeio que duvidem da minha capacidade profissional. Riu mais ainda. Ele gostava realmente de me tirar do sério. — M as sou um imbecil gostoso. Você disse isso ontem. — sussurrou, seus olhos queimando nos meus.

Revirei os olhos. — Eu menti. — bufei desdenhosa. Toma essa, idiota! — Você mentiu? Quer dizer que quando está gritando Oh! Dom... Dio mio! Ahhhhhhhh! — fez uma imitação ridícula da minha voz no momento do orgasmo. Eu o odiei. — é tudo mentira, princesa? — sua expressão arrogante, provocadora me dizia que sabia exatamente a resposta. Fiquei muda olhando-o. Ok. Vamos entrar no jogo. — Ok. Você é um imbecil gostoso. Admito. Satisfeito? Ele levantou-se e veio para mim. M inha respiração travou. Afastou minhas pernas e se infiltrou entre elas. Arquejei quando cravou as mãos na minha bunda puxando-me para a borda do banco, fazendo-me sentir seu pênis duro em minha pélvis. Levou uma das mãos para minha nuca e puxou meus cabelos aproximando nossas bocas. Os olhos verdes lindos, inflamados, correndo por todo o meu rosto. Não me beijou, ficou apenas perfurando-me com seu olhar intenso, predador, gritando que queria fazer coisas muito sujas comigo. Enfiou a outra mão pelo cós do meu short de algodão, correu um dedo suavemente pela fenda do meu traseiro para cima e para baixo. Não contive um gemido. Sorriu,

perversamente. Seu dedo parou em meu ânus e o circulou preguiçosamente. M inha calcinha encharcou. Madonna mia! M oeu o pênis em mim. Choraminguei, desesperada, louca por ele. — Dom... — minha voz saiu suplicante, ofegante. — Eu não estou satisfeito, princesa. — sussurrou em minha boca, correndo a língua pelos meus lábios. — minha vontade é montar você, agora. Foder minha cadelinha safada bem duro. — puxou meu lábio inferior com os dentes, sua respiração pesada. — mas tenho uma reunião em meia hora. Caralho! — rosnou, então me beijou. Saqueou minha boca com uma fome que era minha também. Enlacei seu pescoço e me esfreguei nele, desavergonhadamente. — Helena... Jesus! Você é tão gostosa, princesa. — grunhiu, lambendo, chupando, mordendo minha língua. M oeu mais em mim. M inhas pernas o enlaçaram pelo quadril. Ele sorriu em minha boca. — Cristo! Princesa... Deixe-me ir cadelinha gostosa... — pediu com voz rouca, cheia de tesão. — Você pode ir... — murmurei arfante. Ele sorriu de novo. Sorrio também. Abrimos os olhos e nos encaramos por alguns instantes. Nossas respirações se misturando, ele duro

contra minha vagina completamente molhada. — Esteja pronta ao meio-dia e meio. O motorista virá buscá-la. — disse me dando mais um beijo. Deslizou a mão da minha nuca para o meu queixo, acariciando-me suavemente. Seu polegar passou pelo meu lábio inferior. M inha língua saiu ousada, lambendoo. Seus olhos incendiaram nos meus. — vai me pagar por ficar me tentando assim, cadela! — grunhiu enfiando o dedo grosseiramente na minha boca. Chupei-o avidamente. Ele tomou uma respiração aguda. — M inha cadelinha gostosa... M as preciso realmente ir. — gemeu e tirou o dedo da minha boca. Afastou-se, arrumando seu pênis protuberante nas calças. Corei quando nossos olhares se encontraram de novo. — esteja pronta, princesa. — sussurrou e pela forma que seus olhos brilharam, eu soube que não seria apenas um almoço. M inha vagina palpitou, antecipando tudo que faria comigo. — te vejo mais tarde. — disse virando-se para sair. — Bom trabalho. — escapuliu dos meus lábios. Ele olhou-me por cima do ombro e um sorriso sexy, enigmático tomou sua boca.

— Obrigado, princesa. — murmurou de volta e sumiu no corredor em direção à sala. Dominic Olhei novamente para meu grupo de advogados. Dois homens e uma mulher, uma loira gostosa. Sim, já fodi com ela. Ela e o marido gostam das mesmas coisas que eu. Os dois dão festas bem íntimas onde rola de tudo, num apartamento alugado exclusivamente para isso. Frequentei bastante suas festas no ano passado, mas isso foi antes do meu gosto mudar para morenas. Foda! Os olhos exóticos e excitados de Helena esta manhã, invadiram minha mente. Eu podia tê-la fodido duro e rápido na cozinha. M as não fiz, e agora meu pau está dolorosamente rígido. M inha mente vagando em coisas que não tem nada a ver com a reunião, como a forma como chupou meu dedo, desavergonhada, safada. Jesus! Eu vou gozar nas calças. Assustei-me quando senti a ponta fina de um sapato tocando meu pau. Era Amanda, minha advogada gostosa. Ela estava se insinuando muito mais para mim nos últimos meses. Ela era bem gostosa na cama. Fazia tudo, absolutamente tudo. Isso e o fato de que era casada e nunca iria querer mais do que meu pau, me fez fodê-la muitas vezes. A olhei, levantando uma sobrancelha cinicamente. Ela tinha uma expressão de triunfo nos olhos azuis. Certamente

achou que meu pau estava duro por ela. Torci meus lábios num sorriso debochado e me agasalhei de forma que ela teve que recolher seu pé. M inha ereção tinha nome: Helena. Poderia comer a vadia loira se eu quisesse, mas meu pau quer minha cadelinha inexperiente, gostosa, linda, minha! Toda minha! Isso é assustador, porque nunca tive esse desejo específico por uma mulher. Sempre quis muitas. M erda! Talvez eu precise foder e tratá-la da mesma forma que trato as outras. É isso, farei isso. Forcei-me a prestar atenção no que eles diziam. Uma hora depois, assim que deixei a sala de reuniões, Jay me ligou. — Dom, irmão! Conte-me. Como está a vida de casado? — eu podia ouvir o sorriso cínico em sua voz. Ele é tão idiota! — Olá para você também, irmão. — resmunguei indo até a ampla parede de vidro, observando as embarcações na baía de M anhantan. — Helena e eu estamos nos entendendo bem, agora. — E por se entenderem bem, você obviamente quer dizer que a manterá em sua cama por três meses, é isso? — sua voz continuava cínica, mas detectei um toque de preocupação também. — Sim. É isso mesmo. Ela é minha por três meses.

Temos um acordo. — Irmão, isso é perigoso. Helena pode sair machucada disso tudo. — ele disse por fim. — Você também não, Jay. — suspirei, cortando-o. — somos dois adultos que se desejam. Não à estou forçando a nada. Ela quer isso tanto quanto eu. — disse ríspido, mas no meu íntimo sabia que não era bem assim. Ela nunca viria para mim se não a tivesse chantageado e isso me incomodava, porque eu a quis desesperadamente desde o primeiro momento e ela sempre conseguiu resistir, fugir de meus avanços. Talvez não fosse tão atraída por mim quanto eu era por ela. Cristo! Que porra de insegurança é essa? Nunca fui assim. Ela me quer! Vejo isso nela inteira quando está gozando em meus braços. — Uh! Ok. Irmão. — disse em tom apaziguador. — se você está seguro disso, quem sou eu para interferir? Dom... Apenas não faça mais merdas como transar com ela numa sacada, seu imbecil. Seu vídeo já tem mais dois milhões de acesso no YouTube. Uau! Tudo isso? As pessoas realmente gostavam de ver os outros em situações embaraçosas. Bom, pode ter sido embaraçosa, mas foi malditamente gostoso. Quase gemi na linha lembrando-me da sensação de perigo, da adrenalina de estar fazendo algo transgressor. Isso tudo

misturado à mulher linda, gostosa, perfeita em meus braços, tornou toda a experiência mais excitante que já vivi. E olha que já fiz muita coisa louca. — Vou manter isso em mente, irmão. — garanti, mas meu tom não tinha muita convicção. Ele bufou sabendo que eu não cumpriria a promessa. — Como ela está? — perguntou, sua voz um pouco mais suave. — a imprensa tem falado muito da Síndrome... — Esses malditos abutres não a deixam em paz! — rosnei irritado. — eles são os culpados dela ter desenvolvido essa doença. Fez-se um silêncio do outro lado da linha. Ele obviamente se assustou com minha explosão. — Cuide dela, Dom. Helena é da nossa família, ela não é... — Sei disso, Jay. Vou cuidar dela, fique tranquilo. — disse mais irritado ainda dele pensar que não cuidaria dela. Parece que minha cotação não estava em alta na família. M as faria tudo de novo, se fosse preciso, porque a quero. Ela tinha que ser minha. Não vou deixar ninguém tirá-la de mim. Conversamos por mais algum tempo e depois nos despedimos. Nesse meio tempo, meu gerente de RH me

informou que a relações públicas da empresa entraria em licença maternidade dentro de um mês. Teríamos que organizar uma seleção para contratar seu substituto. Franzi o cenho lembrando as palavras magoadas, desafiadoras de Helena hoje cedo quando jogou seu currículo de riquinha na minha cara. Um sorriso se abriu no meu rosto. Eu adoraria vê-la trabalhando de verdade. Quando ela entrou na limusine em frente ao meu prédio na hora do almoço, meu coração foi parar na garganta. Passei a manhã inteira contando os minutos para estar com ela de novo. Os lindos olhos de uísque se iluminaram ao encontrar os meus, como se tivesse recordando cada delicioso momento que tivemos ontem e hoje na cozinha. M eu pau pressionou o zíper das calças me causando dor. Abri um sorriso lento, enquanto meus olhos se banqueteavam nela. Linda, fresca, num vestido verde que batia pouco acima dos joelhos. Os cabeços estavam soltos, volumosos. Ela ficou muito sexy com o novo corte. Tinha cara de mulher, agora. M eu riso alargou mais. É claro que tinha cara de mulher. Era a minha mulher! Seu rosto corou com minha inspeção nada sutil. — Oi... — sussurrei no meu tom de quero comer você agora. — aproveitou a manhã para descansar? — ficou sem graça com minha insinuação. M as a verdade é

que não tenho dado muita folga para ela... — Oi... — ela respondeu num tom rouco e sussurrado. — sim, hum... Obrigado. Adoro sua linguinha afiada, mas adoro esse jeitinho inexperiente diante de mim. Cristo! Eu acabei de pensar isso? Que adoro uma mulher inexperiente? Sim, eu pensei. E é a maldita verdade. A puxei pelos pulsos acomodando-a em meu colo, meus braços rodeando-a pela cintura delicada. — Assim está bem melhor. — murmurei beijandolhe o ombro sentindo-a estremecer. Ela gemeu baixinho, me dando mais acesso, passei a chupar e morder seu pescoço. M inhas mãos foram para o zíper de seu vestido. — Dom... Não podemos fazer isso aqui. — disse ofegante. — o motorista... — gemeu de novo quando desviei as mãos para seus peitinhos lindos, apalpandoos, beliscando os mamilos. — Somos casados oficialmente, princesa. — murmurei sem parar de massagear os montinhos perfeitos. — ele sabe que você é minha mulher. — Dom... Isso não é real — ela disse baixinho, seus olhos alarmados, porque a chamei de minha mulher. M inhas mãos congelaram e a encarei por alguns momentos. Ouvi-la dizer isso me irritou. Ok. Vamos ver

se isso não é real, princesa. Continuei cavando as mãos em seus peitos, provocando-a. M ordi seu ombro e pescoço imprimindo mais força que o normal. Ela gemeu e rendeu-se enlaçando meu pescoço. Ela é minha e não há nada que possa fazer para mudar isso. Quero que fale novamente que isso não é real. Que esse desejo louco que sentimos pode ser ignorado. Enfiei as mãos em seus cabelos e a olhei direto nos olhos. M ordisquei lhe o gordo lábio superior. Ronronou como uma gata. Sorrio, satisfeito. Definitivamente isso é bem real. Tomei a boca que ela oferecia, num beijo lento, lânguido. As mãos desceram novamente para os peitos perfeitos. Em questão de segundos o vestido já estava caindo na sua cintura esguia. Apossei-me dos seus peitinhos lindos, lambendo, mordendo levemente os mamilos eretos. Ela soltou um gemido alto, o corpo delicado estremecendo. Suas mãos foram para meus cabelos, mantendo-me no lugar. — Isso é bem real princesa. — sorrio, safado, junto os dois e chupo duramente as aureolas juntas, olhando-a direto nos olhos. — fiquei a manhã inteira fantasiando isso. Estava louco para colocar minhas mãos em você de novo. — rosnei enquanto uma das mãos subia entre joelhos infiltrando-se, subindo pela parte interna das coxas.

— Dom... Oh, Dio! — sua voz soou tensa, louca de desejo, mas claramente me pedindo para parar também. M eu cérebro queria parar, mas meu pau não dava a mínima. Continuei sugando seus peitos com força e afastei sua calcinha. Circulei seu clitóris e ela gemeu de novo. Um som lindo, me dizendo que me quer tanto quanto a quero. Introduzi um dedo na sua vulva melada com avidez. — Oh! Não pode fazer isso aqui... O motorista... — ofegou tentando recobrar um resquício de sanidade. — Dom... Madonna mia! — contradizendo suas palavras suas pernas se abriram mais me dando amplo acesso. M eti mais um dedo e a fodi duramente até o fundo, girando dentro de seu canalzinho apertado, massageando as paredes. Ela gritou dessa vez. Sorrio e tomo sua boca de novo. Nos beijamos de olhos abertos, lascivamente, esfomeados. — Podemos fazer, princesa. Eu quero você. Deus! Quero tanto você! — grunhi contra seus lábios, continuando a comê-la com os dedos, enlouquecendo com o fogo que vi nos olhos de âmbar quando disse que a quero. — eu vou comer você aqui, agora, minha cadelinha! — rosnei, fora de mim. — mando em tudo aqui! M eu motorista, meu carro. — pausei olhando-a bem dentro dos olhos e murmurei: — minha mulher. — mordi-lhe os lábios. — Os vidros são escuros e à prova

de som. Além disso, temos tempo suficiente. O restaurante é afastado da cidade. Fica há quase uma hora. — completei e desci, mordendo, chupando seu maxilar, pescoço até os peitos de novo, suguei-os aumentando o ritmo das investidas no seu canal cremoso. Ela explodiu, gozando lindamente, voltei a tomar sua boca, bebendo seus grunhidos avidamente. Continuei comendo-a com força até seu corpo amolecer em meus braços. — Dom... Você é tão... Dio! — balbuciou em minha boca. Sorrio e arranco seu vestido e calcinha em tempo recorde. A mudei de posição fazendo-a me montar. Ela estava pecaminosamente linda, nua em cima de mim, enquanto eu estava completamente vestido. Excitou-me pra caralho vê-la assim, totalmente entregue. Seus olhos estavam ainda anuviados pelo prazer. Ela sorriu. Um som lindo que foi todo caminho direto até meu pau. Então suas mãos acariciaram meu peito. Ela gosta de fazer isso, já percebi. Seus dedos trêmulos foram abrindo botões da minha camisa branca e gemidos roucos escaparam dos meus lábios quando tocou minha pele. Jesus! Amo o toque dela. As mãos desceram ousadas pelo meu abdome até chegar ao zíper das calças. Levantou os olhos para mim. Estou tão louco por ela! Cristo! Abriu-o enquanto me encarava. Havia uma

expressão sensual, mas algo vulnerável nos olhos exóticos. Assobiei quando tomou meu pau na mão. Fechei os olhos, gemendo alto, angustiado, louco para estar logo dentro dela. M assageou-me sem pressa para cima e para baixo. — Deus! Princesa... — Segurei seu pulso. — quer me matar, cadela safada? é isso? — sorrio ofegante e pego um preservativo na carteira. Rolei por todo o meu comprimento a olhando nos olhos. Arfou. Deve ter visto que seria fodida sem dó nos próximos minutos. A puxei pelos quadris com força a encaixando sobre meu pau. — Oh!... Sim! Deliciosa... M inha cadelinha gostosa! — rosnei puxando seus quadris para baixo, invadindo-a numa estocada rude, rasgando sua bocetinha até o útero. Jesus! Ela era a porra do paraíso! — Dom! Você é... É grande.... Madonna mia! — miou, sua boca aberta respirando perto da minha. Seus braços foram para meu pescoço. Uma das minhas mãos foi para sua nuca puxando seus cabelos bruscamente e a outra se manteve em sua bunda deslizando entre as bochechas de seu traseiro. — Rebole devagar, Helena. Isso... Tão gostosa! Caralho! Ohhh! M uito gostosa! — rosnei, circulando seu cuzinho com meu dedo. Levei o dedo à boca, molhando com saliva e logo estava metendo-o devagar

em seu rabo. Ela choramingou, mas continuou balançando os quadris para cima e para baixo, tomando meu pau até o talo. — porra! Que cadelinha mais safada! Tá gostoso assim? Hum? — grunhi levantando meu quadril encontrando-a em estocadas fundas, fortes, enfiando todo o dedo em seu cuzinho. O som de nossas pélvis se chocando enchendo o carro. — Eu te quero tanto, princesa! Toma meu pau todo nessa boceta gostosa! Toma até o cabo, cadelinha! — gemi grosseiramente e levei as mãos para suas nádegas. Forçando-a para baixo, fazendo-a tomar cada polegada do meu pau. Ela choramingou. Sorrio, perverso e continuo metendo sem dó, esticando seu canalzinho apertado. — Dom... — seu tom foi suplicante. — O que é, minha cadelinha? — girei o quadril, mantendo-a parada, então dei uma estocada bruta e ela se derreteu de novo, gozando. — isso, princesa. Goze bem gostoso no meu pau! Você é minha cadelinha! Vai gozar o tempo todo no meu pau, porra! — enlouqueci batendo até as bolas em sua vulva escorregadia, seus músculos internos me chupando, mamando gostoso. — oh! M erda! Caralho! Helena... Ahhhhhhhhhh! — meu pau expandiu e esporrou dentro de seu calor escaldante. Jorrei, meu corpo todo se arrepiando, estremecendo.

Essa sensação gostosa pra caralho que é gozar em seu corpo me invadindo, me consumindo. Estar dentro dela era a porra do prazer mais incrível que já senti. Ela era um vício. M eu vício. Continuei comendo-a até acabar minhas forças. Nossas respirações pesadas ecoaram no carro. Nossos olhos travados dizendo que isso era bem real. Trilhei a coluna dela com as pontas dos dedos, sentindo-a estremecer sob meu toque. Ainda pulsava dentro de seu corpo. A sensação era extraordinária. Nunca compartilhei esse nível de entrega, intimidade com outra mulher. Nunca me deixei tocar por nenhuma antes. Todas sabiam as regras. M eu corpo era tudo que teriam. E duraria somente pelo tempo que as desejasse. M as essa mulher em meus braços me tocou muito além do físico. Preciso admitir. Deus! Ela era perigosa. Não consegui me concentrar no trabalho. Já havia explorado seu corpo de muitas formas, mas fico prontamente rígido só de lembrar o quanto seu gosto é perfeito. — Você planejou isso, Dom? — quis saber apoiando a cabeça no meu ombro. — Sim. Passei a manhã inteira arquitetando isso... — sorrio, saciado, lânguido, ainda acariciando suas costas. — Gostou, princesa? — minha voz foi muito suave. Porra! Ela me transforma num maldito maricas! Levantei-lhe o queixo olhando-a nos olhos.

Algo passou pelo rosto dela, mas sorriu dissimulando a emoção. — Acho que não vou mais conseguir andar de limusine sem lembrar de você. — declarou e seus olhos se alargaram pela admissão no momento seguinte, mas já era tarde. Sorrio de novo, gostando de suas palavras. Eu adoro isso! — você é um pervertido, Dominic Harper! — seu tom foi sexy, provocante. — mas não posso negar que adoro. Acho que você está me transformando numa pervertida. — Sim, minha cadelinha pervertida, deliciosa, linda! — sussurrei passeando as mãos pelo seu corpo e puxei sua boca para a minha. Ficamos nos olhando, uma intensidade, uma intimidade se instalando entre nós. Jesus! Ela era linda! Tão linda aqui nos meus braços, saciada. M inha. Toda minha! Ela sorriu, tímida a princípio. Sorrio também. Logo estávamos os dois rindo, gargalhando nas bocas um do outro antes de nos beijarmos sofregamente. Nossas bocas se devoraram lenta e gostosamente, falando muito mais nesse beijo do que com mil palavras. M eus braços a apertaram mais contra mim. Amando o cheiro dela. Amando o gosto dela. Ainda completamente

enterrado nela. Completamente perdido nela. CAPÍTULO DEZ Dominic Havíamos acabado de jantar comida tailandesa e fui ajudar Helena com a lavagem dos pratos. Desde a nossa transa explosiva na limusine, um clima íntimo e gostoso se instalou ente nós. Nunca me imaginei fazendo algo tão corriqueiro com uma mulher. M as estava adorando tê-la aqui na minha casa, no meu espaço, na minha vida. Ela é mais do que sexo para mim. Isso já está claro na minha cabeça. M as nosso acordo ainda prevalece. Vou me permitir desfrutar de um relacionamento normal com ela, por ela, mas apenas por três meses. Amor continua fora dos meus planos. Havíamos dado uma passada no apartamento de Leon no final da tarde para nos despedir. Eles retornariam à Ardócia na manhã seguinte. — Então, hum... A relações públicas da empresa entrará de licença maternidade dentro de um mês. Teremos que organizar entrevistas para selecionar seu substituto. Um processo muito chato, devo admitir. — falei enquanto guardava os pratos no armário. — o que acha de me ajudar com isso? Seu cenho franziu um pouco.

— Quer que eu o ajude a entrevistar os candidatos? — Não, princesa. Quero que assuma a função até ela voltar. — os olhos dela se arregalaram, surpresos. — M as até hoje de manhã você duvidava da minha capacidade profissional. Por que essa mudança agora? — me analisou desconfiada. — Acho que posso ter exagerado um pouco. Estou dando a chance de mostrar que estava mesmo errado. — seus olhos brilharam. Ela adora ser desafiada. Eu estava contando exatamente com isso. Isso pode parecer manipulação. Certo, é manipulação, mas eu a quero na empresa. Comigo. — o que me diz? Seis meses trabalhando comigo. — E quando o contrato acabar? Isso não vai dar certo, Dom. — virou-se para o corredor rumo à sala. — acho que não devemos misturar mais as coisas. Não vamos nos colocar em uma relação profissional, porque isso não vai funcionar. — sua voz era apreensiva. — O que foi, tem medo de ficar muito mais tempo na minha companhia? — ela virou-se para mim, seu corpo todo se empertigando, parada no meio da sala. Linda! Eu sei, eu sei, estou sendo um bastardo incitando-a dessa forma. M erda! Nem eu sei o que estou fazendo, mas de repente a ideia de tê-la comigo na empresa me agrada, me agrada muito. Não vou analisar

isso. — Acho que já disse que a ideia de me apaixonar por você não é muito atrativa. — disse desdenhosa. — Pois, eu acho que você está com medo, princesa. — sussurrei me aproximando dela. Seus olhos inflamaram. A puxei pela cintura, e desci minhas mãos para sua bundinha gostosa. — É assim que vai me convencer? — sua voz foi ofegante. — com sexo? Isso não é muito profissional, Sr. Di Castellani. — murmurou, levei uma mão para sua nuca e trouxe sua boca para a minha. Sorrio quando entreabre os lábios. — Parece que isso funciona muito bem com você, Srª Di Castellani. — sussurrei. — Cachorro vadio. — gemeu em minha boca, seus olhos provocadores. — Cadela gostosa. — rosnei e tomei sua boca. Ela pulou em minha cintura, me abraçando com as pernas. Sorrio e seguro sua bunda de novo. — isso é um sim, princesa? Vai aceitar o cargo? — Hummm... — gemeu quando moí meu pau em sua vulva numa fricção deliciosa mesmo por cima das roupas. — não estou conseguindo pensar muito no momento... — sorriu e mordeu meus lábios, atrevida. — Respondo por você, então. — lambi sua língua,

ela grunhiu, se esfregando em mim. — você vai trabalhar para mim. Já estou fantasiando tudo que vou fazer com minha cadelinha safada no meu escritório. Vai viver dobrada sobre a minha mesa, tomando meu pau até as bolas! É assim que vai ser. — Posso processar você por assédio. — gemeu em minha boca. Comecei a andar pelo corredor para a minha suíte. A quero em meu quarto, em minha cama. — É claro que pode. — afirmei quando a depositei no meio da cama. Sorrio arrogante. — mas não vai fazer, porque você adora ser minha cadelinha safada. — Você é muito convencido, Sr. Di Castellani. — seus olhos inflamaram e ela puxou sua camiseta básica sobre a cabeça. Jesus! Amo que ela quase nunca use sutiã. Salivei olhando seus peitinhos lindos. — quem disse que adoro ser sua cadelinha? — sorriu muito atrevida baixando o short de algodão bem devagar. Logo estava completamente nua no meio da cama. Os olhos de uísque muito dilatados, excitados. Tenho certeza que eram reflexo dos meus. — Você está se tornando uma cadela muito safada, não é, princesa? — rosnei me livrando rapidamente das minhas roupas e pulando em cima dela. — vou mostrar a você quem é que manda aqui. — provoquei reunindo seus braços acima da cabeça. Nossos rostos ficaram bem

próximos, nossos olhares se devorando avidamente. — eu quero você, Helena. — sussurrei em sua boca, meu pau cavando em sua vulva cremosa. Ela arfou e abriu as pernas para me acomodar. — Deus! Quero tanto você, princesa... — gemi e meti tudo em seu canal quente, batendo bem fundo... Gritou, arqueando as costas. Sorrio e como sua bocetinha por muito tempo antes de colocá-la de quatro e me enterrar em seu rabo. Tomou meus golpes bruscos, enlouquecendo-me com sua entrega. Gozamos como loucos, gritando os nomes do outro. Eu estava viciado em esporrar dentro dela sem preservativo. Era tão gostosa, tão quente. Caímos no colchão lutando por ar. — vai ter que usar anticoncepcional, porque gozar dentro de você é muito, muito gostoso. — gemi saindo de cima dela devagar. A puxei para meus braços e ficamos em silêncio tentando acalmar as respirações. Ela acabou aceitando mesmo o trabalho e começou uma semana depois. Os principais produtos da Harper Tecnology eram softwares24, mas desde o ano passado entramos no mercado competitivo dos games25 infantis. Nosso último game estava sofrendo críticas duras da mídia especializada no assunto. A maioria considerava o jogo muito violento, o que fez caírem as vendas drasticamente. Bom, esse foi o primeiro teste de Helena como porta voz da empresa. E ela saiu-se muito

bem. Ganhou rapidamente a confiança da sua equipe. Tudo bem que o fato de ser a mulher do chefe deve ter ajudado, mas Helena surpreendeu-me. Tomou medidas tão rapidamente que mal consegui piscar nesse meio tempo. Abriu uma página no site26 da empresa só para reclamações e sugestões específicas para o novo game. Conseguiu entrevistas com duas das revistas especializadas que estavam nos atacando incansavelmente. Orientou nossos engenheiros de software a falar detalhadamente sobre o produto, inclusive citando produtos similares de duas concorrentes e que incrivelmente não estavam sendo

alvo de críticas. Ainda sugeriu agregar outro produto da empresa na compra do game. Um mês depois, os resultados das medidas de minha linda e talentosa esposa já eram bem visíveis, pois as vendas voltaram a subir e a mídia diminuiu os ataques. Eu cometi mais um engano com Helena. Ela era de fato, muito competente. Toda a sua equipe estava em êxtase e eu lhe devia um pedido de desculpas. Era sexta-feira e tínhamos um jantar de negócios com o CEO de uma grande empresa brasileira que estava expandindo na América do Norte, mas especificamente nos Estados Unidos e Canadá. Estava me preparando para ir encontrá-la em sua sala quando Amanda adentrou meu escritório sem nem ao menos se anunciar. Trinquei os dentes. Ela confundia muito as coisas. Achava que porque havia fodido com o chefe podia transitar livremente pelo meu escritório como se fosse sempre bem-vinda. — Dom. Você tem um minuto? — sua voz era sexy pra caralho! Avançou com aquele andar sensual e parou em frente à minha mesa. Seus lábios se curvaram num riso satisfeito quando viu que observava seu corpo. Era apenas um reflexo para mim. Via uma mulher bonita e olhava. Simples. — Se for rápido, Amanda. — meu tom foi um tanto

seco. Seus olhos alargaram sutilmente. — vou jantar com Helena. Seus lábios torceram num riso de desdém. — Sério? Vai levar mesmo essa palhaçada a frente? Essa garota não é seu tipo. — E qual é meu tipo, Amanda? — abri um riso cínico. — você? Seu rosto corou um pouco, mas se recompôs e veio para mim, encostando-se na mesa. Sua coxa tocando minha perna. Debruçou-se sobre a minha cadeira me fazendo recuar. Sua blusa estava aberta vários botões deixando boa parte dos peitos volumosos, mas falsos, bem na minha cara. Sua mão desceu pelo meu peito todo o caminho até meu pau. O apalpou, mas antes que eu fizesse alguma coisa a porta se abriu. Congelei quando vi Helena parada lá. Seu semblante denotando surpresa. Seus olhos brilharam intensamente, então saiu do transe e entrou andando devagar até a frente da minha mesa. — Interrompo alguma coisa? — quis saber num tom frio, o mesmo que usou comigo muitas vezes nos últimos seis meses. Amanda recolheu a mão audaciosa, mas não antes de Helena ver onde ela estava apalpando. Não sei por que não a parei antes de me tocar. M entira. Eu sabia. Helena está me consumindo dia após dia. Há mais de um mês estamos ambos sendo consumidos,

engolidos por algo que nunca planejei, algo que nunca quis. Nossa relação tem se tornado cada vez mais intensa, íntima e por mais que meu corpo goste disso, meu cérebro não quer. Não fui talhado para relacionamentos. Já disse isso a ela. Talvez seja a hora de mostrar como sou de verdade. Para que não haja dúvidas de que nosso acordo inicial ainda prevalece apesar do sexo incrível. — Oh, claro que não, querida. — Amanda disse saindo de perto de mim e encarou Helena com um sorriso calculadamente falso no rosto. — Dom e eu só estávamos... Acertando algumas coisas. — completou evasivamente. Helena catalogou a outra com uma expressão de repulsa e voltou a me encarar. Seus olhos eram gelados quando me disse: — Estou indo embora com o motorista. — olhou para Amanda de novo. — passar bem. — saiu com a coluna muito esticada, me avisando que ouviria muito sobre isso mais tarde. Suspirei e peguei meu terno no espaldar da cadeira. Eu não sairia correndo atrás dela. Definitivamente não. Já andei muito atrás de Helena. Isso está indo longe demais. — Ela não é para você, Dom. Nunca se encaixaria em tudo que gosta de fazer na cama. — Amanda tornou

a se aproximar. Dessa vez estendi a mão impedindo-a de

chegar até mim. — ela sabe que gosta de transar com duas mulheres? Que gosta de compartilhar? — Claro que não! — neguei veementemente. — Helena não sabe a dimensão de tudo que sou, mas isso não é da sua conta. Não entre mais em meu escritório dessa forma e não fique me apalpando. — ela piscou como se tivesse verdadeiramente envergonhada, mas eu sabia que não estava. — se eu quiser foder você de novo, eu te procuro. — É que já faz algum tempo que não... — Fodemos? — cortei-a seco. — porque foi só isso que fizemos. Você é casada, portanto, comporte-se com tal. Não vou tolerar que fique se jogando para cima de mim aqui na empresa. Especialmente agora que Helena está aqui. — fui para a porta e indiquei com a mão que saísse da sala. Passou por mim sem me olhar no rosto, toda empertigada. Quando entrei no apartamento estava tudo silencioso, fui direto para meu quarto. O cheiro dela já era muito forte ali. Embora não dormíssemos na mesma cama, ela passava boa parte da noite comigo. Tomei um banho rápido, vesti-me e fui aguardá-la na sala. Servi-me de uma pequena dose de uísque. M eu cérebro repassando a cena do escritório. Senti um aperto no peito ao lembrar a forma como olhou para mim e

Amanda compreendendo tudo, resignando-se com isso, nos deixando sozinhos. Estava perdido em meus pensamentos quando senti sua presença. Desviei os olhos para o corredor e meu coração deu uma guinada ao vê-la. Estava simplesmente maravilhosa num vestido azul marinho de um ombro só, se ajustando com perfeição ao corpo delicado, a saia se expandindo levemente em torno dos quadris, parando alguns centímetros acima dos joelhos. Usava um sapato preto de saltos muito altos no estilo foda-me. Os cabelos estavam jogados para o lado, caindo sobre seu ombro direito. Estava linda, mas não havia nenhum sorriso em seus lábios. O brilho que havia me acostumado a ver em seus olhos havia sumido e sua postura lembrava-me da velha Helena, aquela que conseguiu resistir a mim por um tempo que nenhuma outra conseguiu. Helena Avancei pelo corredor preparando-me mentalmente para vê-lo depois da cena degradante em seu escritório. Usarei minha máscara fria, a que aprendi a usar por muito tempo para dissimular minhas emoções. A que usei como arma contra a Síndrome e também contra esse homem que mexeu comigo tão profundamente desde o primeiro momento. No último mês as coisas se tornaram muito intensas entre nós. Teve muitos momentos em

que percebi uma ternura, algo que julguei mais profundo em seus olhos. Aqueles olhos que me fazem tremer cada vez que pousam em mim. M as parece que julguei errado. Dominic estava começando a mostrar quem ele era de verdade. Era hora de virar o jogo, porque eu não seria mais seu brinquedinho particular. Apesar de meu discurso mental, meu corpo ainda tremeu quando ele se virou do bar com um copo de uísque na mão e nossos olhares se encontraram. Estava soberbo num terno escuro delineando seus ombros largos, poderosos. Os cabelos molhados e penteados no modo homem de negócios. Sustentei seu olhar a muito custo, mas me mantive firme. Dominic Harper jamais me verá fraquejar novamente. Não havia nenhum brilho irreverente, nem de flerte nos olhos verdes. Havia apenas uma expressão séria, quase pesarosa. O que era muito estranho em se tratando dele que nunca saía do modo cachorro vadio. — Podemos ir. — consegui usar um tom neutro. M uito bem, Helena! Seus olhos se estreitaram um pouco. — Helena... Sobre o que você viu no escritório... — Não vamos ter essa conversa, Dominic. — o cortei, meu tom gelado. — seu recado foi assimilado na íntegra. — seus olhos mostraram surpresa. — já deve ter percebido nesse tempo que estamos “juntos” que

posso ser inexperiente, mas não estúpida. Entendi exatamente o que aquela cena significava. — Não é da forma que você imagina, eu... — Você fode com ela. — o cortei novamente. — isso ficou bem claro para mim. Encerramos aqui. — seu semblante mostrou um pouco daquela vulnerabilidade que percebi algumas vezes, mas como nas outras vezes ele exortou a emoção tão rápido que pensei ter imaginado. — O que quer dizer com encerramos aqui? — seu tom foi baixo, frio. — Exatamente o que ouviu. — disse no mesmo tom dele. — espero que tenha matado sua “fome” por mim, porque não vai mais me tocar até o fim do contrato. — ele cerrou o maxilar numa tensão clara. — é assim que vai ser. Você tinha razão quando disse que já vivi muita merda. Por isso, não vou mais me submeter às suas merdas. Vou continuar aqui, pois a imprensa não vai me deixar em paz se voltar para meu apartamento agora. Falta pouco mais de um mês... Vamos conviver como dois adultos civilizados que somos. — fiz uma pausa, bebendo cada detalhe de seu rosto lindo. M as era só isso que ele era: uma casca bonita. Não havia nada lá dentro. Eu estava abandonando de vez meus óculos cor de rosa. — mas isso entre nós... Acabou, Dom. Considere-se

livre para ir atrás de suas muitas mulheres. Só peço que seja discreto. Dentro de pouco tempo seremos completamente livres para seguirmos nossas vidas. Ele tomou o último gole de sua bebida cara e apertou tanto o copo que seus dedos ficaram brancos. Seus olhos travaram nos meus de novo e havia uma determinação lá. — Por mim tudo bem. — disse dando de ombros, deixando claro que pouco importava o que fizemos, o que vivemos. M eu coração afundou um pouco, mas não deixei isso transparecer. Esse homem já havia tirado muito de mim. Era hora de voltar a ser eu mesma. O percurso até o restaurante dentro da limusine foi sufocante. Ali estava cheio de memórias de coisas que fizemos juntos. Um pensamento me ocorreu e me senti muito mais miserável do que já estava. Ele devia ter feito aquilo tudo com inúmeras mulheres antes de mim. Fechei os olhos e encostei minha cabeça no vidro, observando a noite nova-iorquina. Linda, iluminada, alegre. Tudo que eu não era nesse momento. Ele também estava perdido em seus próprios pensamentos do outro lado do banco, bem distante de mim. Não falamos mais até chegar ao restaurante. Era um lugar extremamente requintado e o melhor de tudo era que não havia paparazzi na porta. Dom tomou minha mão e seguimos

pelo hall, fomo atendidos prontamente. O Maître27 nos tratando como o protocolo real exigia. Dom o repreendeu educadamente, informando que só usava seu título em Ardócia. Fomos levados à nossa mesa. Um homem muito bonito na faixa dos trinta anos levantouse elegantemente quando nos percebeu. — Dom. — o homem abriu um sorriso genuíno, estendendo a mão. — que prazer revê-lo, amigo. — Henrique. — Dom, o saudou no mesmo tom amistoso e apertou a mão estendida. — o prazer é meu, amigo. Quanto tempo faz? Dois, três anos? — É por aí. — Henrique assentiu e desviou os olhos para mim, seu sorriso ainda amigável. — e esta deve ser sua linda princesa, não é? — Dom ficou rígido do meu lado. — Sim, esta é Helena, minha mulher. — Dom apresentou-me tentando manter o sorriso no rosto. Pela primeira vez eu o vi forçar um sorriso. — Ela é mesmo tão bonita quanto nas fotos. Amigo, você é um idiota sortudo! — disse Henrique, estendendo a mão para mim. Eles pareciam se conhecer há muito tempo. — é um prazer conhecê-la, princesa. — completou com uma leve reverência. Dom ficou ainda mais rígido do meu lado. Foi estranho ouvir o termo princesa de outra pessoa. Havia me acostumado com a

voz sexy, provocadora, sedutora que Dom sempre usava quando me chamava assim. Supere isso, Helena! — É um prazer conhecê-lo também, senhor Carvalho. — usei meu tom mais educado enquanto apertava a mão dele. — Oh, trataremos de negócios, mas estamos entre amigos, Helena. — Henrique sorriu dando um tapinha nas costas de Dominic. — eu e esse idiota aqui estivemos juntos na Universidade. Ah, então era isso. Eles realmente possuíam uma espécie de camaradagem. Os dois eram muito bonitos, devem ter sido dias agitados. Dom puxou uma cadeira para mim. Acomodamonos, logo depois chegou o vice-presidente da Harper Tecnology com sua esposa, uma morena bem simpática. Gostei dela. — Pensei que fôssemos tratar com seu Vicepresidente, Henrique. Pelo menos foi isso que entendi na nossa última videoconferência. — Dominic incorporou o homem de negócios, agora. — Oh, sim, claro. M as é que nosso Vice-presidente acabou antecipando sua aposentadoria. M eu irmão mais novo assumiu o cargo há apenas uma semana. — explicou Henrique. — E onde está ele? — Dom quis saber.

— Estou aqui. Desculpem-me o atraso. — a voz firme, sexy me fez virar para o seu dono e meu queixo caiu diante do recém-chegado. Nossos olhos se encontraram e o reconhecimento foi imediato. — Helena? Helena M arcollini? — o rosto moreno se abriu num sorriso mais sexy que sua voz. — Diogo? Diogo Carvalho? — eu não podia acreditar em tamanha coincidência. Dio mio! Senti a tensão de Dominic em sua cadeira mesmo sem olhar para ele. Acho que isso tudo acabou de ficar muito interessante. — Madonna mia! Que coincidência! — Sim, mas uma coincidência muito boa. — sua voz foi um tom mais baixo. Seus olhos castanhos risonhos. Ele era muito mais bonito do que me lembrava, mas tanta coisa aconteceu depois que nos conhecemos brevemente em Las Vegas. A intensidade de Dominic me fez esquecer o mundo aqui fora. É bom voltar. — então, não apenas se parece, mas é uma princesa de verdade? — completou e Dominic se remexeu na cadeira ao meu lado, sua coxa tocando a minha. Eu já ia corrigi-lo quando Henrique nos interrompeu. — Diogo. — seu tom foi um pouco tenso. — por que não se senta e cumprimenta os outros presentes, irmão? — aquilo o fez sorrir de novo e desviou os olhos

para os outros da mesa. — Esse é Dominic Harper, dono da Harper Tecnology e marido de Helena. — Henrique disse quando o irmão sentou-se do meu lado esquerdo. — Nos conhecemos rapidamente em Vegas. — Diogo revelou com um meio sorriso e estendeu a mão para Dominic. — é um prazer revê-lo senhor Harper. Dom aceitou a mão de Diogo e os dois apertaram as mãos bem na minha frente. Recuei, encostando-me no espaldar da cadeira. Fui invadida pelo perfume de Dominic e meu coração acelerou loucamente. Todo o meu corpo reagindo à sua proximidade. Seu braço quase roçando no meu seio direito. — Apenas Dom. É um prazer revê-lo também. — Dominic falou, mas seu tom não era muito entusiasmado. Em seguida, apresentou seu vicepresidente e a esposa. Diogo foi muito simpático com eles. Depois disso, Henrique começou a falar sobre o projeto de expansão, enquanto as entradas eram servidas. Ele era naturalmente charmoso. Os irmãos eram parecidos. Henrique tinha um timbre forte, profundo e sempre acrescentava um comentário espertinho no final de seu relato. Lembrou-me de Dominic. Revirei os olhos mentalmente. Preciso me

blindar de novo, como fiz por seis meses. O problema era que antes não havíamos estado tão próximos um do outro. Era relativamente fácil resistir, porque fácil mesmo nunca foi. Antevejo dias bem longos ao lado dele na empresa e noites mais longas ainda sabendo que ele está do lado, mas não posso tê-lo. — Então, seguimos com o acordo inicial, Dom? — Henrique perguntou, franzindo o cenho ligeiramente. — meu vice-presidente e sua relações públicas trabalhando juntos para o lançamento da expansão aqui nos Estados Unidos e Canadá? — senti Dominic tenso de novo. Particularmente, fiquei muito satisfeita de trabalhar diretamente com Diogo. Preciso arejar minha mente. — Não, não seguimos. — Dom negou e tomou um gole grande de seu vinho. Ele estava mal-humorado, o que era inadmissível numa reunião onde ele era o anfitrião. Idiota! — Por que não? — Henrique quis saber, visivelmente intrigado com o humor do amigo. — Por que a ideia original era que eles viajassem muito tanto nos Estados Unidos quanto para o Canadá. Isso não é mais possível. Preciso da minha relações públicas na empresa. — explicou categórico. Era uma mentira deslavada, porque não havia mais nenhum assunto crítico que exigisse minha presença permanente

na empresa. Ele simplesmente queria controlar a minha vida. Ele teria uma surpresa em 3, 2,1... — Prevalece o acordo original, Henrique. — minha voz saiu mais firme do que sonhei. Sorrio internamente por isso. — sou a nova relações públicas da Harper. — anunciei diante de suas caras de espanto e fitando Diogo diretamente, emendei: — será um prazer trabalhar com você, Diogo. — os olhos dele brilharam com a notícia, seu sorriso se abrindo encantadoramente. — Esqueçam o que minha esposa acabou de dizer, Henrique, Diogo. — Dom cerrou os dentes no último nome. — Helena não vai deixar a sede da empresa. M eu sangue ferveu. Sorrio para os outros e encaro Dominic pela primeira vez desde que nos sentamos. Seu rosto lindo, perfeito estava franzido, vermelho, claramente irritado, mas contendo-se. — Não. Henrique, Diogo. — disse, mas não desviei os olhos do rosto de Dominic. — esqueçam o que meu marido disse. Eu vou. Seus olhos inflamaram mais e suas narinas dilataram. Isso seria interessante. — Não, não vai. — rosnou entre dentes. — Ah, sim, eu vou. — afirmei sem recuar um milímetro. — Você. Não. Vai. — disse num tom cortante,

definitivo, invadindo meu espaço pessoal. Arfei quando senti seu cheiro delicioso de novo. Suas pupilas dilataram completamente ao perceber minha reação e o clima mudou para sexual, primitivo, cru. — Eu. Vou. — sussurrei e seus lábios curvaram-se num riso cruel, sabendo exatamente o estado em que me deixava. Maledeto cachorro vadio! Ficamos nos encarando. Nenhum querendo ceder. Um silêncio mortal na mesa. Fomos salvos pelo maître que anunciou a chegada dos pratos principais e nos desejou uma boa refeição. O assunto foi esquecido pelo resto do jantar. Henrique teve o cuidado de se ater apenas aos detalhes mais técnicos. M as ficou um clima constrangedor depois do idiota ter feito uma cena. Quem ele pensa que é para me privar de ir? Esse assunto ainda não está encerrado. Eu vou com Diogo e ponto final. Se Dominic não estiver satisfeito que me demita. Vou achar até melhor mesmo. Pelo menos assim, não sou obrigada a vê-lo todo o dia e o principal: não tenho que olhar a cara da puttana disfarçada de advogada. M eu sangue ferve e meu coração afunda quando lembro dela massageando o pênis dele, num clima de muita intimidade. Os peitos enormes bem na cara dele. Ele é mesmo a merda de um cachorro vadio! E nunca, nunca mais colocará suas patas sujas em mim. Dessa vez vou

me manter firme em minha determinação. CAPÍTULO ONZE Helena O percurso de volta foi feito em silêncio de novo. Só que agora, Dom estava emburrado num canto, sua raiva, vindo em ondas para mim. Idiota! Subimos pelo elevador privativo que dava direto na sua cobertura. Entrei e peguei o corredor direto para o meu quarto. Quando fui fechar a porta ele a escancarou com violência, entrando como um louco no quarto, parando no meio, os punhos cerrados do lado do corpo. — Você está louco? Saia, Dominic! — bradei ainda junto à porta. — não quero você aqui! Ele riu cínico. — Não, agora você quer o babaca do Diego, não é? — cerrou os dentes. — É Diogo, imbecil! — rosnei de volta. — e eu vou trabalhar com ele, sim. Não há nada que possa fazer para me impedir. — Ele quer foder você! Não viu como ele estava salivando como um maldito cachorro no cio quando disse que era a relações públicas? — gritou fora de si. Ele é mesmo sem noção. — é isso que você quer? Ser fodida por ele? Porque todos perceberam o climinha ridículo entre vocês. Você nem sequer corrigiu quando o

imbecil usou seu nome de solteira! Sorrio desdenhosa. — Não corrigi porque logo, logo serei solteira outra vez. — dei de ombros. — é só uma questão de dias, caro mio. Seus olhos flamejaram num brilho perigoso. Eu nunca o tinha visto tão zangado. — Você não vai foder com ele! Está me ouvindo, Helena? — grunhiu avançando para mim. — acabo com vocês dois! — bradou, me encurralando contra a parede. Seu corpo grande prendendo o meu. Seu cheiro embriagador me invadindo, dopando meus sentidos. — você é minha! M inha! Ouviu? — bradou infiltrando as mãos nos cabelos da minha nuca, puxando meu rosto grosseiramente para perto do dele. Arquejei. Abriu um riso cruel. — vai continuar tomando meu pau de todas as formas que eu quiser! Sabe por que, Helena? — deu um puxão mais forte, seus olhos violentando os meus. — porque você é minha cadela! M inha! Só minha! — gemeu, infiltrando uma perna rudemente no meio das minhas, forçando-me a abri-las. M oeu seu pênis duro em mim, alagando minha calcinha. Oh! Dio mio! Não posso mais ceder a ele! Não posso. Reunindo minhas últimas forças o mordi com força no ombro. — porra! Cadela do caralho! — gritou me livrando do seu

domínio. Tomei uma distância segura dele. — Saia. — repeti olhando-o de frente, sem recuar. — você não chegará perto de mim novamente, Dominic. Você está me entendendo? Acabou! — rosnei entre dentes. Seus olhos me avaliaram, enquanto massageava o ombro, como se não acreditasse nas minhas palavras. Então, sua boca torceu num riso de desdém. — Você tá se achando muito, querida. — sua voz era fria, agora. — você tem uma boceta e um rabo gostoso, admito, mas lá fora está cheio de vadias tão ou mais gostosas. — fez uma pausa. M eu corpo começou a tremer com suas palavras chulas. — estou saindo, querida esposa. Vou comer algumas vadias, já que não posso mais tocar a princesinha. — virou as costas em direção a porta, mas me olhou por cima do ombro antes de sair. — não me espere acordada. — e saiu. Fiquei lá, parada, em choque. Ele estava saindo para comer vadias. Era realmente o fim. M eu peito doeu horrivelmente. Fechei a porta e andei como um robô até a cama. Deitei e me enrolei na posição fetal. M eu corpo tremendo violentamente, agora. As lágrimas desceram, abundantes, grossas, quentes, humilhantes. Eu o odeio! Chorei até o esgotamento me vencer. M as antes de adormecer eu finalmente percebi a natureza dos meus

sentimentos por ele. Eu o amo. M e apaixonei por Dominic. Não sei como, ou o momento em que aconteceu, mas eu estava completamente apaixonada e ferrada. Dominic — Chupa direito, sua vadia! — rosnei para a vadia de joelhos nos meus pés. A outra injetou os peitos enormes na minha cara, quase furando o meu olho. — cuidado com esses peitos medonhos, puta desastrada! — grunhi e abocanhei os monstros na minha frente. Eu estava meio tonto pelas doses generosas de uísque que tomei antes de entrar no quarto com as vadias. M eti grosseiramente na boca da vadia. Eu estava muito puto! Helena não quer mais que eu a toque! Cadela do caralho! Odeio-a! Odeio seu corpo gostoso e viciante! Odeio tudo nela! A vadia que me chupava fez um som abafado. Provavelmente sufocando pela minha violência. Porra! Eu preciso gozar! Posso gozar com outras! Eu posso, porra! Fodi mais forte e fechei os olhos. O rosto de Helena veio nítido na minha mente, seus olhos lindos brilhando para mim, enquanto eu enterrava meu pau em seu corpo. Eu estava quase lá. Abri os olhos de novo e a cena diante de mim fez meu tesão diminuir drasticamente. Duas vadias loiras peitudas. Uma chupando meu pau enquanto a outra deslizava as mãos

pelo meu peito. Fechei os olhos de novo e me forcei a recobrar um pouco da sobriedade. Arranquei meu pau rudemente da boca da vadia de joelhos e empurrei a outra para longe. Cristo! O que estou fazendo? Fechei o zíper das calças e fui em direção à porta. Confuso, desnorteado, porque o que acabei de fazer aqui me enojou. — Você já vai? É só isso? — uma delas questionou me fazendo virar para olhá-las. As duas nuas no centro da cama, se oferecendo para completar o serviço. — É só isso. Eu não devia ter vindo aqui, sinto muito. — eu realmente sentia, mas não por elas, por Helena. — Nos trouxe aqui para isso? — a vadia que esteve me chupando torceu os lábios num riso cínico. — mais um idiota! E não somos essa tal Helena que ficou o tempo todo chamando, seu imbecil! Aquilo ferveu meu sangue. Eu odiei tudo aquilo. As odiei, mas o principal de tudo, me odiei. — Não. É claro que não são. — cuspi desdenhoso. — vocês são ridículas perto dela. Ah, e só um conselho: você precisa mudar de profissão, ou fazer um curso intensivo de como chupar um pau, querida, porque quase me triturou. Foi a pior experiência que já tive. — elas ficaram lá de queixo caído. Saí rapidamente

avançando pelo corredor fracamente iluminado. Não havia ido para um dos hotéis que costumo ir para foder, mas para um dos clubes de sexo que também frequento. As janelas de vidro espelhado me davam a visão do que acontecia nos outros quartos. Gente fodendo como animais. Exatamente como eu tinha acabado de fazer. Não, não foi uma foda completa... Eu não toquei nelas. Elas só... Jesus! Isso foi patético! Fui até o bar e pedi outra dose bem grande de uísque. Eu só queria esquecer essa tarde e as consequências desastrosas que se seguiram. — Ora, ora, não pensei que o encontraria por aqui tão cedo... — a voz de Amanda me fez virar. Ela estava acomodando-se no banco do meu lado direito. Esquecime de que ela e o marido são frequentadores assíduos daqui. Perfeito! Essa porra toda começou com essa vadia oferecida! — Caia fora, Amanda. — disse virando-me para a frente de novo. — É bom vê-lo em ação de novo, Dom. — ronronou quase no meu ouvido. — Estou só bebendo. — falei ainda sem olhá-la. Ela sorriu debochadamente. Um som que me fez ficar alerta. — Eu o vi num dos quartos, Dom. Duas loiras voluptuosas, exatamente do jeito que você gostava

antes. — sussurrou e quase gemi de desgosto. Isso ficava cada vez pior. — mas pode ficar tranquilo. Não vou falar nada para a princesinha. — Onde está seu marido? — rosnei. — Está em um dos quartos se divertindo com dois rapazes. — chegou mais perto de mim inalando meu pescoço. Recuei. — vamos nos divertir como nos velhos tempos? Tem uma loira ali que não tira os olhos de você, podemos chamá-la. O que acha? Sinto tanta falta de você, Dom. — seu tom meloso me irritou mais ainda. — Vou falar só mais uma vez. Caia. Fora. — cerrei os dentes. Ela suspirou resignada e saiu. Suspirei também, mas de alívio. E continuei a beber. Bebi até não ver e sentir mais nada. Abri os olhos devagar, minha cabeça latejando vertiginosamente. Caralho! Deitei-me de novo. Fechei os olhos e gemi. As lembranças, vindo embaralhadas. Cristo! Eu peguei duas vadias ontem. Não, eu só tentei... Jesus! Não tenho muita certeza. Lembro-me que Ben e Scott me encontraram e me trouxeram para casa. Acho que já era muito tarde, quando finalmente conseguiram me colocar para dormir. Arrastei-me para fora da cama, indo até o banheiro. M eu reflexo no espelho da pia me dizia o que já suspeitava, eu estava um lixo. Os olhos vermelhos, a pele pálida. Uma ressaca

homérica. Foda! Entrei no chuveiro. Fiquei lá muito tempo apenas deixando a água cair na minha cabeça. Fiz minha higiene matinal e me vesti. Já estava parecendo gente de novo, mas a cabeça ainda latejava malditamente. Saí pelo corredor. Um silêncio sepulcral me saudou. Parei na frente do quarto de Helena. Ainda era cedo, talvez ainda estivesse lá dentro. Levantei a mão para bater, mas a deixei cair aos poucos. Não sei como olhar para ela depois de tudo que disse, depois de tudo que fiz. Forcei-me a continuar meu caminho. Fui até a cozinha. Preciso de um café bem forte. M eu coração perdeu uma batida quando a avistei, sentada num dos bancos da ilha no meio da cozinha. Linda, fresca. Já pronta para o trabalho. Seus cabelos presos num rabo de cavalo elegante. Estava entretida com algo em seu celular. M as deve ter sentido minha presença, pois levantou os olhos exóticos e nossos olhares se encontraram e se sustentaram por um momento. Então, ela piscou e abaixou os olhos de novo. Seu semblante tenso. Aproximei-me e sentei-me num banco mais afastado. — Bom dia. — minha voz foi apenas um sussurro. — Bom dia. — me respondeu ainda mais baixo. Servi-me de uma xícara de café e ficamos lá, silenciosos. Deus! Eu daria tudo para recolher as

palavras cruéis que disse a ela e principalmente apagar a grande canalhice que fiz depois. M as eu não podia. Estava feito. Estava tudo acabado, de fato. Fiquei lá olhando-a, admirando-a, desejando que tudo pudesse ter sido diferente. Ela levantou-se, pegando sua bolsa. Estava linda numa blusa de seda branca, saia risca de giz preta e um sapato daqueles que usou ontem, apenas os saltos eram mais baixos. — Helena? — chamei quando ela já se afastava para o corredor. Não virou para me olhar, apenas parou esperando que continuasse. — desculpe-me por todas as coisas horríveis que disse e fiz ontem. Isso não se repetirá, prometo. — Ela suspirou levemente. — Está desculpado. Estou indo com o motorista. Até mais tarde. — disse na voz fria que já era bem conhecida minha. Foda! Eu merecia seu desprezo. O dia foi uma tortura. Estivemos em várias reuniões separadas e eu mal a vi, mas sempre que a avistava o tal Diogo estava na cola dela. Para todos na empresa era perfeitamente normal, uma vez que trabalhariam juntos, mas para mim era meu inferno pessoal. Sobretudo, não vou ser hipócrita, o babaca era bonito. Sim, os homens acham outros bonitos, sim. Não sou nenhum maricas por isso. Para piorar lembrei-me dela dizendo em Las Vegas que o achou bem sexy. À noite, estava ligando a tv

no canal ESPN quando ela surgiu na sala e eu engasguei com a visão diante de mim. Estava toda produzida num vestido preto muito decotado e vários centímetros acima dos joelhos. Os cabelos estavam soltos, caindo em ondas sexys pra caralho sobre seus ombros e costas. Seu rosto muito maquiado, lembrando-me quando apareceu no cassino. Que merda é essa? Todos os meus sentidos entraram em alerta imediatamente. — Vou sair. — avisou calmamente indo em direção à porta, dando-me a visão de seu traseiro lindo no vestido justo demais. — Para onde vai, Helena? — minha voz saiu mesmo desesperada? Porra! — Vou jantar com Diogo e alguns colegas do meu departamento. — disse ainda no tom calmo. — Não acho uma boa ideia. — disse e ela finalmente se virou para mim, seus olhos gelados. Foda-se! — E por que não é uma boa ideia, Dominic? — cerrou os dentes. Ótimo! Pelo menos estava arrancando alguma reação dela, que se manteve fria o dia todo. — Não é óbvio? Você é minha mulher. Não vai ficar bem para mim... — Estou pouco me importando se vai ficar bem para você. — cuspiu, seus olhos flamejando, agora. — você saiu para comer vadias, ontem. Hoje é a minha vez.

O quê!? M eu sangue foi drenado das minhas veias. — Você está pensando em... — O que penso ou deixo de pensar não é mais da sua conta. — retomou seu caminho, mas olhou-me por cima do ombro, um sorrisinho irônico, provocador nos lábios. — não me espere acordado, caro mio. Porra! M erda! Ela ia fazer o que estou pensando? Não, Helena não era assim. Ela só quer me provocar. É claro que é só isso, não é? Caralho! Que merda eu fui fazer? Praticamente a joguei nos braços do babaca maldito! Duas semanas se passaram. Duas semanas infernais porque Helena bateu o pé e viajou com o maldito Diogo para o Canadá e ontem embarcaram novamente, dessa vez para Chicago. Ela não atendeu nenhuma das vezes que liguei e isso está me matando. Não quero acreditar que ela iria às vias de fato com ele, mas está ainda claramente magoada com todas as merdas que disse naquela noite. Apesar de dizer que me perdoou, nunca mais me deu um sorriso, nem puxou conversa além do estritamente necessário. Estou aqui sozinho mais uma vez. M inha cobertura enorme sem ela. M as seu cheiro, sua presença está em todos os recantos. Como isso aconteceu? Como essa mulher se infiltrou tanto em minha vida? Como tomou conta de mim, sem que me

desse conta? Jesus! Sinto tanta falta dela. Do seu cheiro, sua língua afiada. A forma como os olhos exóticos brilham quando me olha, ou brilhavam. Foda! Ultimamente ela tem sido a porra de um iceberg comigo. No entanto, é só o babaca do Diogo entrar em cena que ela muda da água para o vinho. Toda sorrisos para o idiota deslumbrado sem noção. Cristo! Eu estou me sentindo miserável. Nunca quis tanto uma mulher na minha vida. Que porra é essa? Peguei meu celular e disquei o número de Jay, já que o dela nem adiantava tentar. — Dom, irmão, você tem um timing28 de merda! — sua voz sarcástica soou no meu ouvido. — você se tornou meu empata fodas preferido! Ele era um bastardo de carteirinha. — Cristo! Você não sabe cumprimentar, seu bastardo? Oi, olá, essas merdas sociais? — rosnei de volta. Ele bufou do outro lado. — Querida, é meu irmão maricas. — o ouvi dizer num tom mais baixo e um riso feminino ecoou também. Perfeito! Tudo que preciso estando aqui sozinho. — vamos lá, Dom. O que a malvada Helena está fazendo dessa vez? — seu tom foi abertamente jocoso. — Como sabe que é ela? — meu tom foi muito

defensivo. Ele gargalhou dessa vez. Imbecil! — Dom, irmão, quando é que vai parar de ser um idiota cego e aceitar que está fodidamente apaixonado por ela, hein? — disse mais sério agora. M eu sangue gelou. — porque já estou cansado de ouvir suas reclamações de mulherzinha. — Eu não estou apaixonado. — neguei rápido demais. — eu só quero... — Pare de ser idiota, Dom. — me cortou, seu tom impaciente. — eu nunca vi um homem correr atrás de uma mulher por seis meses inteiros só para foder, irmão. Aceite. Você a ama. Jesus! Nunca analisei as coisas dessa forma. Nunca corri atrás de mulher nenhuma antes dela. Ela me tira do eixo, me enlouquece, me embriaga, me... Oh! M eu Deus! Eu a amo! Cristo! Eu a amo! E isso me faz o maior idiota da face da terra, porque a tive em meus braços e estraguei tudo. Porra! M as como é que eu ia saber que era amor? Nunca senti isso antes. E aí está a minha resposta. Você nunca sentiu isso antes imbecil! Devia ter desconfiado que era essa merda romântica que nunca quis, mas que me pegou de jeito no momento em que pus meus olhos nela. A imagem veio nítida na minha mente. Helena, linda, altiva, atravessando o terraço no Waldorf Astória e eu não vi mais nada na minha frente a

não ser ela. Não desejei mais nada a não ser ela. E a tive. M inha. Completamente minha. E a afastei. Gemi audivelmente. — Dom? Ainda está aí? Ou teve um ataque cardíaco ao se descobrir apaixonado? — gargalhou na linha. M aldito imbecil! M as um sorriso se abriu no meu rosto. Eu não vou deixá-la ir, não sem lutar por ela. Pelo amor dela. — Estou aqui, irmão. Você é um ótimo conselheiro amoroso para alguém que não acredita no amor. — alfinetei-o. Silêncio do outro lado. — Vai lá, Romeu. — zombou. — vá atrás da sua mulher e não me encha mais o saco, Dom. — disse-me, irônico. — principalmente quando estiver no meio de uma transa. Despedi-me e desliguei. Disquei o número do meu piloto e pedi que preparasse o jato. Um sorriso idiota, apaixonado, louco se abrindo no meu rosto, uma alegria sem tamanho tomando conta de mim. Sim, estou indo buscar a minha mulher. Farei tudo que for necessário para consertar essa merda toda. Ela vai brigar, espernear, me insultar. Linda! Deus! Como é que não percebi que sou malditamente louco, desesperado por ela? Depois dessa batalha épica virá embora comigo. Para casa, a

nossa casa. Estou chegando, princesa. CAPÍTULO DOZE Dominic Era quase meia-noite quando atravessei o hall do Trump International Hotel & Tower Chicago.29 Helena estava hospedada em uma das suítes presidenciais. Foi orientação minha. M eu pessoal sempre fica bem acomodado quando viaja a trabalho, mas ela é minha mulher, além disso não está acostumada com menos que isso. Scott havia viajado com ela. Isso mesmo. Não sou nenhum louco de deixar minha mulher sozinha à mercê de um babaca que vivia babando atrás dela. O idiota nem disfarçava na minha presença. Scott me informou que eles estavam agora no terraço do restaurante tomando um drinque. Era quase meia-noite e Helena estava tomando um drinque em vez de estar em seu quarto, trancada, segura. Peguei o elevador com Ben. Ele estava um tanto apreensivo. Deve estar estranhando meu comportamento louco, obsessivo por causa de uma mulher. Ele nunca me viu assim. Bom, nos últimos seis meses tinha visto um pouco disso, sim, quando num acesso de desejo, loucura pegava meu jato e ia parar em Ardócia ao menos para vê-la. Cristo! Como é que não percebi isso antes? Nunca fiz tanta loucura por causa de uma mulher. Helena me enfeitiçou, me consumiu e isso só se intensificou quando finalmente a tive em minha

cama. Ela era minha. Estava destinada a ser minha. Foi para mim que se guardou esse tempo todo. Ela só não sabia disso ainda. Saímos do elevador e seguimos para o ambiente do restaurante. M eu coração trovejando com a mera possibilidade de vê-la. Tudo era mais forte porque agora eu sabia o que sentia por ela. E era de uma dimensão absurda que nunca sequer havia imaginado. Eu a amo! Eu a amo! Cataloguei as mesas rapidamente quando chegamos ao terraço e os localizei, meu coração sofreu um pequeno baque, meu sangue fervendo nas veias com o que vi. Eles estavam muito próximos. Helena sorrindo lindamente de algo que o imbecil disse. A brisa desmanchou um pouco dos cabelos dela e ele os ajeitou de novo atrás da orelha. Eu vi vermelho e avancei por entre as mesas. Ben nos meus calcanhares dizendo numa voz contida para eu não fazer um escândalo. Porra! É a minha mulher que está lá, flertando descaradamente com um filho da puta que não posso nem demitir porque não é meu funcionário! Parei ao lado da mesa deles. Ela virou o rosto e seus olhos se arregalaram, brilhando intensamente, deslizando por mim por alguns poucos instantes, devorando-me como eu à ela. No entanto, ficaram gelados no momento seguinte e seu semblante ficou tenso. M as eu já havia visto em sua surpresa, tudo

que queria me esconder. Ela ainda me quer. Só está magoada. Eu posso consertar isso, mas primeiro preciso me livrar desse intruso. — Dominic. — ela praticamente rosnou meu nome. — o que faz aqui? — Achei que era bom checar as coisas de perto. — cerrei os dentes encarando o idiota que tinha um sorriso meio arrogante, desafiador se abrindo. Ele definitivamente não sabe com quem está se metendo. — Diogo, precisamos ter um particular. Acompanha-me? — ele assentiu com a cabeça levemente e levantou-se. — Dom, o que você vai fazer? — a voz de Helena foi apreensiva. Não respondi, apenas me afastei da mesa com o imbecil me seguindo. Entrei no banheiro masculino. Fui direto a um dos vasos e tirei meu pau para fora. Estava muito apertado. Quando já ia guardar o equipamento, olhei de lado, Diogo tinha uma expressão surpresa no rosto. Não consegui evitar um sorriso arrogante. Sim, essa história de que os homens nunca olham para o lado

num banheiro masculino é totalmente furada. Adoramos comparar nossos paus. É coisa de homem. E o semblante do idiota dizia que ele estava impressionado com meu equipamento. Sou grande e espesso. Levantei uma sobrancelha claramente perguntando que foi? Nunca viu desse tamanho? Ele se afastou para a entrada, enfiando as mãos nos bolsos das calças, visivelmente desconfortável. Sorrio. Isso acontecia muito. Vi muito essa expressão no vestiário da escola. Lavei as mãos. Ok. Vamos ao que interessa. — O que acha que está fazendo dando em cima da minha mulher? — fui direto. Ele se assustou um pouco, mas se recuperou logo em seguida. — Helena me contou tudo. Sei que o casamento de vocês não é real, que... — Nosso casamento é real, pode acreditar. — rosnei, muito irritado que ela tenha contado algo tão íntimo para esse idiota. — ela é minha. De todas as formas que puder imaginar, ela é minha. Está entendendo? M inha! — meu tom foi subindo. — você vai recuar. Vou levá-la de volta comigo e vai continuar o trabalho sozinho. Sei que ela já fez tudo que lhe cabia porque é muito competente. — pausei e dei o golpe final: — então, você consegue terminar o trabalho

sozinho, ou devo informar ao Henrique que não tem capacidade para o cargo? — seu maxilar cerrou e seus olhos fuzilaram-me. — Isso tudo porque não consegue se garantir com sua mulher? — oh, ele era atrevido. Trinquei os dentes. M inha vontade era quebrar a cara bonita dele, mas não saberia como explicar a Henrique. — Estou avisando, por enquanto. — sorrio friamente. — me custa muito ser civilizado quando encontro um babaca metido a conquistador com as malditas mãos em cima do que é meu. Faço isso em respeito a seu irmão. M as acredite-me, quando digo que há pouquíssimas células civilizadas no meu corpo. Não se iluda com meu título, ou mesmo com minha posição social. Nenhum filho da puta vai tirar minha mulher de mim, fui claro? Ou quer que desenhe? Ele assentiu, mas percebi em seu semblante que era apenas uma estratégia. Ele estava de fato interessado na minha mulher. Problema dele, porque não havia nenhuma maneira no inferno de ele tê-la. — Recuarei. — disse num tom firme. — mas quando o contrato terminar e Helena for livre, não vou me importar com você e suas ameaças. Ok. Eu estava muito puto, agora. Por que mesmo não devo quebrar a cara dele? Cerrei meus punhos do

lado corpo. Ele virou-se para sair. — Nunca. Está me ouvindo? — rosnei. — nunca darei o divórcio à ela. Helena continuará sendo minha esposa. Há muitas mulheres livres por aí. Encontre uma, ou esteja preparado para as consequências se continuar desejando o que é meu. Ele bufou e deixou o banheiro. Fiquei ali parado, tentando me controlar. Preciso me redimir com ela e é só por isso que não vou fazer nenhuma cena com esse imbecil. Tomei algumas respirações e voltei à mesa. Ele havia sentado mais afastado dela. Não era completamente estúpido. Os olhos exóticos pousaram em mim, olhando-me, seu semblante preocupado. Franziu um pouco o cenho e pegou o seu cosmopolitan, tomando um grande gole. — Helena, preciso falar com você. — minha voz foi mais suave. Olhou-me de novo. — podemos ir à sua suíte? — arfou levemente. Seus olhos alargando-se. — por favor. — acrescentei. Ela empertigou-se, mas

levantou-se. — Já volto, Diogo. — disse baixinho e ele sorriu, assentindo. Caralho! Ela queria claramente me desafiar. Só por cima do meu cadáver ela voltaria ali. Nosso trajeto foi feito em silêncio. Eu me deliciando com seu cheiro, bebendo a visão dela num vestido roxo, até comportado. Gostei disso. Ela não faria nada com aquele idiota. Não foi educada para isso. É por isso que tenho que correr, pois só faltam duas semanas para o fim do contrato. Preciso fazê-la me dar uma chance de consertar as merdas que disse e fiz. Entramos no quarto e ela ficou muito tensa. Seu semblante fechado, os olhos frios. M as seu peito subia em respirações mais rápidas. Ela não era imune à mim. No entanto, lutava bravamente, porque achava que a traí. Sustentou meu olhar sem recuar, linda, valente. — O que você quer? — sua voz foi só um sussurro, meio trêmula. Odeio tê-la deixado assim, fria, longe de mim. Coloquei meu coração nos olhos, porque preciso que acredite em tudo que vou finalmente dizer. — Eu quero você, Helena. — disse baixinho. Seus olhos se alargaram, brilhando lindamente. — quero uma chance de reparar todas as merdas que disse e fiz para você, princesa. Ela andou até o meio do quarto. M eus olhos

correram por ela famintos, saudosos. Eu estava com tanta saudade, louco para tocá-la, sentir seu corpo junto a mim. Fazer amor com ela. Era a primeira vez que pensava em fazer amor, não simplesmente foder. Porque era isso que faria com ela. Era isso que ela merecia. M inha mulher, minha linda mulher que eu estupidamente afastei. Cristo! — Acabou, Dom. — afirmou, virando-se para mim de novo. Seu rosto era uma máscara fria, mas seus olhos estavam pesarosos. — você me traiu. Sei que isso nunca foi um casamento convencional, mas estamos casados oficialmente e você... Sua voz falhou, não completando o que ia dizer. — Não, não acabou, princesa. — comecei a andar em sua direção, mas ela estendeu a mão. Estaquei. — Fique aí, por favor. — sua voz tremeu claramente agora. — não brinque mais comigo. Eu não quero mais. — Sim, você quer. Isso não acabou, Helena. —

passei as mãos pelos cabelos. Estava nervoso pela primeira vez na minha vida diante de uma mulher. — eu fui um idiota com você desde o primeiro momento em que nos vimos e me arrependo muito disso. — suspirei ruidosamente, tentando reunir coragem para dizer as malditas três palavras. — eu te amo, princesa. — ela arquejou, seus olhos brilhando mais ainda no que pareciam ser lágrimas. Foda! — até algumas horas atrás eu estava sozinho na cobertura me sentindo o homem mais miserável do mundo pela forma como a tratei, pelas coisas que fiz que a afastaram de mim. Tudo que vivemos desde quando nos casamos, intensificou o que já sentia por você e chegou ao ponto em que surtei. Quis mostrar a você e a mim mesmo que não era importante, não era especial, mas eu estava muito errado, princesa. Eu a amo. Nunca quis amor. Nunca procurei amor, mas encontrei no momento em que a vi atravessando aquele terraço no Waldorf Astoria. As lágrimas desceram por sua face e ela as limpou num gesto quase irritado. Não queria parecer fraca diante de mim. Ela era assim, uma lutadora. — Por favor, Dom, não seja cruel brincando comigo dessa forma. — pediu e seus braços foram em torno de seu corpo como uma armadura. — faltam apenas duas semanas para isso tudo terminar. Só quero que me deixe

em paz até lá. — Eu não traí você, Helena. — seus olhos mostraram-se surpresos. Respirei fundo e soltei. — eu tentei, no entanto. Peguei duas vadias naquela noite, mas não consegui ir até o final, porque só pensava em você e em como elas eram diferentes. Eu... — Por que devo acreditar em você, Dominic? — sua voz foi fria de novo. A esperança que vi em seus olhos morreu quando admiti que tentei traí-la. Porra! Estou tentando fazer tudo certo pela primeira vez na vida! Será que ela não pode me dá um desconto? — Porque não preciso mentir, Helena. Tenho 32 anos e nunca senti por nenhuma outra mulher o que sinto por você. Esse desespero em ter você comigo o tempo todo. — suspirei de novo. — sei que fiz merda, princesa, mas, por favor, se há a menor possibilidade de vir a me amar como eu te amo, me dê uma chance. Eu posso ser esse tal homem que Júlia falou. Eu posso... — Não, você não é esse homem. — me cortou, sua voz estranha, num tom definitivo. M eu coração começou afundar lentamente. — a forma como reagiu com a puta no seu escritório e a forma como saiu para comer vadias na rua prova isso. — Princesa... — Saia. — murmurou e foi até as amplas janelas

com vista para o Rio Chicago. — eu não quero mais. — completou e meu peito se comprimiu numa dor que era nova para mim. Cristo! Esse negócio de amor era mesmo uma merda! Não tem nem um dia que me descobri apaixonado e já estou me ferrando, porra! M as me obriguei a andar até ela. Parei às suas costas, bem próximo. Cheirei seus cabelos, embriagado, apaixonado, me recusando a acreditar que estava tudo acabado mesmo. — Eu te amo, princesa. — repeti bem no seu ouvido. Ela estremeceu, mas seu corpo enrijeceu, rejeitando-me. — desculpe-me por tudo, por tê-la chantageado, mas não me arrependo de tê-la feito minha. Você se guardou para mim. Você tinha que ser minha. — beijei seu ombro, me segurando para não puxá-la para mim e seduzi-la, fazê-la se render. Não, não faria isso com ela de novo. — voltarei para Nova Iorque agora. O jato ainda ficará no aeroporto por cerca de duas horas para reabastecer. Vou esperá-la até o último momento. Se resolver me dar essa chance vou mostrar que posso ser esse homem que espera. Eu posso, princesa. Vamos tornar isso tudo real, amor. — beijei seu rosto, ela fechou os olhos, prendendo a respiração, tão afetada quanto eu pela nossa proximidade. Cristo! Eu não quero ir, deixando-a assim, mas preciso. — vou esperar por

você. — sussurrei mais uma vez e me obriguei a sair de perto dela. A olhei uma última vez antes de sair pelo corredor, me sentindo mais perdido do que quando cheguei. Ben estava me aguardando. Não falou nada apenas franziu o cenho ao ver minha cara de cachorro abandonado. É amigo, eu também pensei que ela voltaria comigo. Helena A porta se fechou e eu desmoronei. Oh! Dio mio! Ele disse mesmo que me ama? Si, ele disse. Ele não pode estar falando sério. Isso é só mais um truque para me ter onde sempre quis: sua cama, sendo seu brinquedinho até se cansar de mim. É só seu ego falando de novo, porque coloquei um basta em tudo que estávamos fazendo. Não vou cair nessa outra vez. Dominic Harper não me terá de novo. M as, mesmo tentando repetir isso como um mantra na minha mente, no fundo eu sabia que se ele continuasse jogando pesado assim, eu não teria nenhuma chance e cederia a ele. M eu corpo ainda estava excitado, quente, ainda podia sentir seu cheiro, sua presença, seus lábios macios no meu rosto. Gemi, mais lágrimas caindo, porque meu coração tolo e apaixonado queria acreditar nele, desesperadamente. M e custou muito não sair correndo atrás dele. Tenho que focar nas coisas que me disse e fez naquela noite. Confessou que tentou me trair.

Quem ama não trai, nem ao menos tenta. Esse seu novo plano é ridículo! Limpei minhas lágrimas com uma nova determinação dentro de mim. Há um homem lá fora, um homem que tem mostrado interesse genuíno em mim. Chegou a hora de exortar Dominic do meu corpo. Retoquei a maquiagem e saí para o terraço de novo. Diogo me recebeu com um sorriso enorme no rosto. Pedi mais um cosmopolitan e bebi rapidamente. Diogo ficou lá, apenas me olhando. Seus olhos castanhos estavam um pouco sérios, agora. — Quer dançar? Vai se embebedar se continuar assim. — disse-me, seu olhar me avaliando como se enxergasse meu desespero. — Si, tem razão. — abri um sorriso sem graça. Tomou-me pela mão e nos dirigimos à área onde alguns casais dançavam ao som de um piano. Suas mãos fortes seguraram minha cintura, enlacei-o pelo pescoço e começamos nos mover. Não senti nada. Nenhuma faísca do que sentia quando Dominic colocava as mãos em mim e minha mente voou sem controle para longe dali. Imagens de Dominic, lindo, irreverente dançando comigo em Las Vegas, incendiando-me, desafiando-me. Nossa dança, nus na cobertura. A letra de Tú Y Yo enchendo minha cabeça. Tudo que fizemos, ouvindo essa música. A forma como me tocou, me olhou

depois. Ali havia mudado tudo. Ali senti que podia ser mais. Tudo se intensificou no mês seguinte. Vi em seus olhos muitas emoções, muitas coisas não ditas. As palavras de Júlia vieram nítidas. Ela disse que tudo que havia sentido antes seria pálido quando encontrasse o tal homem da minha vida. Que por esse homem eu iria querer lutar. Oh! Dio mio! Os olhos verdes de Dominic com uma expressão séria, que nunca havia estado lá antes me fizeram parar nos braços de Diogo. Ele não usou seu tom jocoso, provocador quando disse que me amava, que queria tornar tudo real. Cristo! Estou sendo covarde de novo, deixando o homem que amo escapar. Só que dessa vez ele me ama também. Desvencilhei-me de Diogo, meu coração dando saltos violentos no peito. Não, eu lutaria dessa vez, porque havia uma chance. Afastei-me. Diogo me olhou e a compreensão tomou conta do seu semblante. — Você o ama, não é? — não era uma pergunta. Gemi, sentindo-me um pouco zonza, envergonhada de ter brincado dessa forma com esse homem tão bonito e gentil. — Si, eu o amo. — dizer isso em voz alta me deu mais coragem. — sinto muito, Diogo. Sinto mesmo, mas estou indo embora com o meu marido. — e saí, praticamente correndo por entre as mesas. Saquei o

celular e disquei o número de Ben. Ele atendeu no primeiro toque. — onde ele está? — ouvi um suspiro de alívio do outro lado. — Graças a Deus, alteza. Já estamos no jato. Ele está insuportável. — fez uma pausa tensa. — a senhora virá, não é? — Si, qual é o aeroporto? Scott e eu logo estaremos aí. — ele me passou o nome. — e Ben? Não diga nada a ele. — ele gemeu, mas concordou. Desligamos. O trajeto até o Chicago International Midway Airport,30 pareceu interminável. Cerca de meia hora depois estávamos na parte reservada aos voos particulares e meu coração chacoalhou só com a visão do jato com o logotipo da Harper Tecnology. Vamos lá, Helena. Repeti esse discurso até parar em frente à escada e comecei a subir os degraus. M inhas pernas tremiam horrivelmente, minhas mãos suavam e... Oh! Dio mio! Todo pensamento coerente sumiu do meu cérebro quando pisei no interior da aeronave e meus olhos pousaram na figura linda dele. Estava acomodado numa poltrona levemente reclinada. As mãos enfiadas nos cabelos, seus olhos fixos no teto. Uma ruga no meio da testa. A tensão emanava de seu corpo. Ele estava me esperando como prometeu. Bebi mais um pouco da visão absurdamente devastadora dele, tentando acalmar meu coração e os tremores do meu corpo. Finalmente

arrisquei: — Dom? — minha voz foi apenas um sussurro, mas ele ouviu e os olhos verdes incríveis pousaram em mim. Seu rosto antes tenso, apreensivo, sendo preenchido com nítido alívio. — Helena... — murmurou e levantou-se daquele jeito macio, característico dele. Estava tão lindo numa camiseta cinza chumbo de mangas compridas puxadas até os antebraços. M inha raiva e mágoa, não me permitiu olhá-lo mais detalhadamente quando esteve no hotel. Dio! Estava louca de saudade dele, do seu cheiro, do seu toque, da forma como faz amor comigo. M inha respiração travou quando parou na minha frente, bem próximo. Nossos olhares presos. — Você veio. — sussurrou, seus olhos deslizando por todo o meu rosto. Arfei levemente quando levou as duas mãos para meu rosto e limpou as lágrimas que eu nem sabia estavam descendo. — tudo será diferente, princesa. — sua voz saiu meio embargada. Seus olhos estavam mais brilhantes que o normal. Inalei o ar bruscamente e disparei: — É bom que faça as coisas direito dessa vez, seu idiota. — dei um sorriso trêmulo. Seus olhos brilharam mais e os lábios se curvaram num sorriso lindo, as covinhas piscando para mim. Ele entendeu que

precisávamos aliviar o clima. Numa rapidez espantosa fui levantada em seus braços. — Cristo! Eu te amo, princesa! — exclamou bem perto da minha boca. — como é que não percebi isso antes? — murmurou puxando meus lábios entre os dentes. — Você é um maldito retardado, é por isso. — falei, meu riso se ampliando ridiculamente. Ele gargalhou e voltou a me encarar de novo e a atmosfera mudou. Seu olhar era abertamente sexual, agora. — Senti tanto a sua falta, princesa. — gemeu em minha boca. — Então, o que ainda estamos fazendo aqui? Ou será que você perdeu o jeito nessas duas semanas que ficou sem sexo? — sussurrei de volta. O riso provocador, sexy, safado se abriu pela primeira vez no seu rosto. — Humm, parece que alguém sentiu minha falta também. — revirei os olhos. — Eu não disse isso. — neguei, mas acabei rindo. — ok. Só um pouco, bem pouco na verdade. — provoquei. — Veremos. Quando o avião decolar vou te mostrar se perdi o jeito, cadelinha gostosa. — sussurrou na

minha orelha com aquele tom que ele sabe que molha minha calcinha. Gemi juntando as pernas. Ele gargalhou e nos acomodou para a decolagem. Alguns minutos depois, ele já estava me batendo contra a porta do quarto, elevando meus pulsos acima da minha cabeça e moendo gostoso na minha pélvis. Seus olhos e sorriso safado assumindo com força total. Todo o clima descontraído ficou do lado de fora. — Vai passar as duas horas e meia de voo embaixo de mim, cadela gostosa. — rosnou em minha boca. — vou montar você bem duro e forte, do jeito que você gosta. Vai gemer bem gostoso, tomando meu pau todinho nesse corpo delicioso que me manteve acordado nesses quinze dias. — moeu mais devagar. M inha calcinha inundou de vez. — Dom... — miei. Ele sorriu em minha boca. E se afastou para o meio do quarto, começando a tirar suas roupas. — O que está esperando, cadela safada? Hum? — puxou as calças para baixo com cueca e tudo e meus olhos foram direto para sua ereção furiosa, apontando diretamente para mim. — tire a roupa, princesa. Estou louco por você. Completamente louco. — grunhiu. Levei as mãos ao zíper do vestido e logo ele caía aos meus pés. Usava apenas uma calcinha preta. Os olhos

verdes cravaram em mim, gulosos, gritando mil coisas sujas. Veio até mim, suas mãos enfiaram nos cabelos da minha nuca e me puxaram para ele rudemente. Gemi. Sorriu antes de tomar minha boca num beijo duro, assaltando, tomando de volta o que era dele. Agarrei-me em seus ombros e deslizei as mãos pelos músculos firmes, me deliciando com seu cheiro, seu gosto. Levou uma das mãos pela lateral do meu corpo, descendo numa carícia suave e enfiou com força no meio das minhas pernas, apalpando duramente minha vagina. M assageou meu clitóris, sorriu de novo ao encontrar minha calcinha molhada. Afastou o tecido para o lado e meteu dois dedos grosseiramente na minha vulva. Gritei em sua boca. Rosnou e meteu mais fundo, girando lá dentro, tirando, estocando de novo e de novo. — Dom... Dio! — choraminguei. Retirou os dedos e os chupou lascivamente, seus olhos perfurando os meus. Abaixou-se na minha frente, ficando cara a cara com minha vagina. A próxima coisa que senti foi minha calcinha sendo arrancada com seus dentes. M ordendome no processo. Terminou de rasgar o tecido e deslizou o nariz entre meus grandes lábios. M e firmou pela bunda e abocanhou tudo, lambendo, chupando, mordiscando. M eu corpo tremeu descontroladamente com seu ataque. Levantou uma perna para seu ombro e

meteu a língua em minha vulva. — ahhh! Dom... Eu vou... Ohhhhhhhhh! — gozei em sua boca. Rosnou e continuou me comendo assim até que estava a ponto de gozar de novo. — Gostosa pra caralho! M inha cadelinha deliciosa... — grunhiu mordendo minha virilha e baixou minha perna. — mãos na cama, princesa. Vou comer você por trás como a cadela que você é. — virei e me posicionei. M inhas pernas, ainda tremendo. M eu traseiro no ar. Suas mãos acariciaram minhas costas descendo suaves pela coluna. Seus dedos deslizaram na fenda da minha bunda. Circulou meu ânus. — que saudade de foder esse cuzinho gostoso. — sussurrou em minha orelha, lambendo-a, desceu pelo pescoço, mordeu forte no meu ombro. Senti a ponta larga de seu pênis em minha entrada e antes que me preparasse fui bruscamente rasgada. M eteu tudo até o cabo, me fazendo ir para a frente, desequilibrando-me. — segure-se, cadela! Fiquei duas semanas do caralho sem comer você! Não espere que seja delicado. Não agora! — rosnou, tirando tudo e batendo de volta num golpe brutal. — Dom... Oh! Dio! Devagar... — balbuciei, ofegante, completamente esticada por ele. Sorriu, aquele som safado, provocador e tapas duros desceram na minha bunda. Continuou me comendo sem dó, como se

tivesse desesperado por mim. — Quieta minha cadela! Você consegue aguentar. Acostume-se, pois é o único pau que vai comer você! Entendeu, Helena? Você é minha! Só minha! — rugiu e meteu mais fundo, batendo no meu útero. Dor e prazer se misturando dentro de mim. — rebole essa boceta gostosa no meu pau, minha cadelinha, vem, rebola gostoso. — gemeu e comecei a rebolar, encontrando-o em cada estocada bruta. — tão gostosa, Helena... Porra! — gritou e levou uma mão para meu clitóris, massageando-o, beliscando. Gemi enlouquecida, deixando-o me foder como quisesse. Deu um puxão duro em meu brotinho e me desmanchei em mais um orgasmo, gritando o nome dele. — Isso, princesa! Geme no meu pau! Goze bem gostoso, cadelinha linda, perfeita! — Se debruçou sobre as minhas costas e bateu em mim incansavelmente até que senti seu pênis engrossar dentro de mim. — Helena! Oh! M erda! Eu te amo, princesa! Cristo! Tão gostosa... — deu-me mais tapas com a mão livre e soltou um rosnado animalesco esporrando direto no meu útero. Jatos quentes de esperma me alagando. Dio! Tão

gostoso... Desabei na cama com ele em cima de mim, ainda metendo fundo. M ordeu, chupou e lambeu minhas costas e ombros. — Jesus! Princesa... Você me fodeu direitinho com essa boceta virgem do caralho! — ele estava rindo agora. Ri também. Um som abafado pelo peso dele. M as era tão gostoso senti-lo assim, me tomando de novo. — Você por acaso, está insinuando, que só me ama por causa da minha boceta? — fingi-me de ofendida quando ele finalmente saiu de cima de mim. Deu aquele sorriso safado dele e me puxou para o seu peito. Nossas respirações ainda se acalmando. — Relaxe, princesa. — beijou meus cabelos suavemente. — para alguém como eu, isso influencia pra caralho! Gosto de sexo, não é segredo para ninguém. M as amo outras coisas em você. — pausou e levantei minha cabeça do seu peito para olhá-lo. Ele sorriu de novo. — desculpe, princesa, mas no momento só consigo pensar na sua bocetinha perfeita. — disse com aquele tom provocador que conheço bem. — Você é tão idiota, Dom. Ainda estou tentando descobrir como foi que me apaixonei por você. — seus olhos brilharam com minhas palavras, seu rosto se iluminando. Nos virou na cama, ficando por cima de mim, seus olhos presos aos meus.

— Princesa... — sua voz foi um tanto ansiosa, instável. — você... Você está falando sério? Cristo! Eu não posso acreditar que... Sorrio, usando seu tom provocador. — Você não vai ficar todo meloso comigo agora, vai? — o abracei com as pernas, me esfregando nele, desavergonhadamente. — detesto homens pegajosos. — Ele me olhou mais alguns segundos e sorriu, lindo, perfeito. — eu te amo. — sussurrei em sua boca e o beijei, transmitindo tudo o mais que não conseguia dizer no momento, porque tudo ainda era muito novo e meio surreal. Ele me beijou de volta. Um beijo lento, delicioso, apaixonado como nunca havíamos dado. — Tudo vai ser diferente, princesa. — repetiu as palavras que havia falado quando cheguei. Deu-me pequenos beijos suaves. — isso entre nós, já era real há muito tempo, mas acho que fomos os dois muito idiotas. — Não, você foi idiota. — rebati. — Você também foi. — disse baixinho, seu pênis ainda bem desperto, já cavando na minha vagina. — Não, você é que foi. — gritei quando estocou duro dentro de mim. — Oh! Dom... Dio mio! — ele sorriu perversamente e passou a girar o quadril lentamente, incendiando-me de novo.

— Cale a boca, cadelinha! Você me deve quinze dias de foda! — rosnou e me beijou de olhos abertos, daquele jeito obsceno. Sorrimos, nossas línguas duelando, se lambendo, se chupando... Ele não estava brincando quando disse que ficaria embaixo dele todo o tempo do voo, mas eu não imaginava outro lugar melhor para estar. CAPÍTULO TREZE Helena Acordei com cócegas no meu pé direito. Senti uma língua me lambendo, subindo preguiçosamente da sola, passando pela panturrilha, pela parte de trás do joelho... M e mexi, meu corpo todo dolorido. Abri os olhos lentamente, sorrindo. Eu havia desmaiado depois do último orgasmo. Ouvi a risada baixa e safada de Dominic atrás de mim. Sua língua foi subindo mais, passando pela coxa e se infiltrou na fenda do meu traseiro. M eu corpo arrepiou. Gemi. — Dom... Não consigo me mexer... — sorriu quando seu peso caiu sobre minhas costas, seu pênis duro cavando em minha bunda. — preciso de um tempo para repor as energias, amor. — ronronei. Ele sorriu mais ainda e depositou beijos muito suaves por toda a minha coluna. Gemi de novo. — isso é golpe baixo... Vai ter que me carregar nos braços quando o avião aterrissar.

— Farei isso, amor. — sussurrou, lambendo, chupando meu pescoço. Dio! Ele era insaciável... E ele realmente me carregou nos braços meia hora depois, quando o jato aterrissou em solo nova-iorquino. O dia já estava amanhecendo quando entramos na cobertura. Dom me levou direto para a sua suíte e me depositou com cuidado na cama. Gemi e me encolhi sonolenta. — Nossa, você parece bem cansada, princesa. — sua voz era baixa, sexy, provocadora. — o que foi que fizeram com você? Hum? — começou a despir-se devagar. — Um cachorro vadio, tarado me pegou. — murmurei, meus olhos já se fechando. Ele sorriu baixinho. — Quem mandou ser uma cadela gostosa, princesa? — Bufei. Ele riu mais. — Tire a roupa, amor. Quero dormir com você nua em meus braços. — veio para trás de mim. Desceu o zíper do vestido e o tirou de mim com cuidado. Logo estava puxando minhas costas contra seu peito. Nós dois gememos com o contato. — eu sempre quis fazer isso. Durma, minha cadelinha linda. — enfiou o nariz nos meus cabelos da nuca. — eu te amo, princesa. — sussurrou beijando meu ombro suavemente. — Eu também te amo. — minha voz foi muito

baixa, mas seus braços me apertaram mais. Ele ouviu. Então, meu corpo se rendeu ao sono e cansaço. Acordei perto do meio-dia. Dom não estava mais na cama. O quarto muito silencioso. Arrastei-me até o banheiro, tomei um banho e fiz minha higiene. M inhas roupas estavam no outro quarto. Procurei uma camiseta no closet dele e vesti uma verde, já bem gasta. Parece que a usava muito. Tinha cheiro de roupa lavada, mas tinha também o cheiro dele. Fui em direção à cozinha e estaquei no corredor. Ele estava lá virado para o fogão. O cheiro divino de queijo grelhado invadiu meus sentidos e meu estômago roncou. Fui sorrateiramente até um dos bancos e me sentei. Fiz exatamente como ele gostava de fazer toda manhã, fiquei lá o olhando em silêncio. A calça de malha cinza chumbo, pendendo baixa em seu quadril. As costas nuas, musculosas na medida certa. Ele se virou, seus olhos surpresos, mas no momento seguinte, adquiriram o brilho irreverente, safado, que me tinha salivando por ele o tempo todo. Abriu um sorriso sacana que foi todo o caminho dos seios à minha vagina. Veio até o balcão, pousando a travessa com os queijos. — Oi, linda. — sussurrou, se infiltrando entre minhas pernas, suas mãos cavando minha bunda. — minha garota preferida, na minha camiseta preferida,

hummm... — gemeu, seus olhos lindos me devorando. — Oi. — murmurei em sua boca. Ficou lá me olhando com aqueles olhos incríveis. Arfei levemente. Levou uma das mãos para meu rosto, acariciou-me, um toque tão suave, nossos olhos presos, nossas respirações se alterando aos poucos. Brincou comigo, se aproximando e recuando, me provocando, me enlouquecendo. Gemi e ele sorriu, finalmente abaixando os lábios para os meus. Foi um beijo lento, nos devoramos sem pressa. M inhas mãos correndo pelas costas largas, me deliciando com a firmeza, mas ao mesmo tempo maciez da sua pele. Nossas línguas dançando suavemente. Sua mão apertou minha bunda, e a outra deslizou do meu rosto, para minha nuca, me mantendo presa para tomar tudo de mim, mostrando que me dominava, mesmo num beijo quase terno. Foi um beijo sem precedentes. Quando nos separamos, nossas bocas ainda continuaram se tocando, arfando uma na outra. Nossos olhos se abriram e travaram. Os olhos dele estavam dilatados, o escuro da pupila engolindo quase todo o verde. Seu pênis duro cavou em mim. Gememos. Sorrimos e ele se afastou um pouco. — Já comeu um típico hambúrguer americano, princesa? — sussurrou, provocador, deslizando as mãos numa carícia muito suave pelas minhas costas. Dio!

Amo suas mãos em mim. Foi isso que tentei sentir com Diogo e não veio. Nunca viria, porque esse homem lindo, irreverente, envolvente, apaixonante aqui na minha frente é o homem. É ele, agora eu sei. — Eu, hum... Acho que não. — falei e ele gargalhou. — Que pergunta a minha. É claro que não. — disse mordiscando meu queixo. — você só deve ter ido aos melhores restaurantes da cidade, não é? — Quer parar de ser convencido por que fez um hambúrguer para mim. — bufei, fingindo-me de ofendida. — e eu ainda não provei, caro mio. Então, não fique se achando antes do meu veredicto. — Seus lábios torceram naquele riso lindo dele. — Amo esse sotaque, princesa. — sussurrou. — você me deixa malditamente duro toda vez que fala assim perto de mim. — gemeu. Deu-me um último beijo e foi até o freezer. Voltou com dois refrigerantes. Sentouse no banco bem próximo a mim. M ontou os dois hambúrgueres e colocou o meu num prato à minha frente. — Onde estão os talheres? — quis saber quando levou o dele à boca e deu uma mordida enorme. Sorriu, mastigando lentamente,

seus olhos zombando claramente de mim. — Eu disse típico hambúrguer americano, amor. Você tem que comer assim, sem essa frescura de talheres. Isso tira toda a graça. — explicou e deu outra mordida. — Sério? Eu nunca... — parei porque havia um desafio em seu olhar. Peguei um guardanapo como o vi fazendo e segurei meu gigantesco hambúrguer. Dom havia parado de comer, me observando. Os olhos lindos, irreverentes. — você pode parar de me olhar como se eu fosse uma aberração? Estou tentando comer meu primeiro hambúrguer tipicamente americano. — ele gargalhou. Um som lindo invadindo-me em cada célula. Dei uma pequena mordida e mastiguei devagar. — humm, Dom isso é muito bom mesmo. — dei mais outra. Ele continuava lá, me olhando, uma expressão que era um misto de surpresa e encantamento, tomando seu rosto bonito. Então, voltou a comer o seu. Ficamos em silêncio o resto da refeição. Não consegui comer o meu todo e ele o terminou para mim. Uau! Ele tinha mesmo um apetite enorme, literalmente. — acho que vou explorar seus talentos culinários mais vezes. — disse terminando de tomar minha Coca-Cola.

— M eus talentos culinários se resumem a hambúrgueres e refrigerantes, princesa. — murmurou e seus olhos brilharam safados. — mas tenho muitos outros talentos e não faço objeção alguma em ser explorado por você, a qualquer hora que quiser. Revirei os olhos, mas acabei sorrindo. — Você é tão convencido, amor. Já explorei esses talentos ontem até a exaustão. Ou foi hoje? — murmurei de volta. — fiquei confusa, agora. — Posso refrescar sua memória, amor. — me puxou para o colo dele, me fazendo montá-lo. M eus braços foram para seu pescoço. Suas duas mãos escorregaram por dentro da camiseta, apalpando meu traseiro nu. Seu sorriso pecaminoso se abriu. As covinhas lindas o faziam parecer tão travesso. — ora, ora... — deslizou as pontas dos dedos no meio da minha bunda. Gemeu. — minha cadelinha gostosa esqueceu a calcinha. Isso pede uma providência imediata. — levantou-se comigo escarranchada em sua cintura. Sentou-me no balcão, puxando minha bunda grosseiramente para a borda, direto em seu pênis muito duro. Girou o quadril moendo gostoso em minha pélvis. M esmo por cima da roupa, o contato era eletrizante. M iei jogando a cabeça para trás. Seus lábios quentes passearam pelo meu pescoço, lambendo, chupando, mordiscando. — você é tão

gostosa, amor. — puxou meus cabelos da nuca e continuou seu ataque a meu pescoço, ombros, puxou minha orelha com os dentes. M inha vagina encharcou, palpitando loucamente. Suas mãos me livraram rapidamente da camiseta e sua boca desceu para meus seios. Um choque de excitação me encheu quando chicoteou a língua em um mamilo depois no outro. — Ahhhh! Dom... Madonna mia! — balbuciei desavergonhada, arqueando as costas para ele. Sorriu e uma mão desceu pelo meu ventre incendiando-me até a vagina. Tocou suavemente, espalhando meu creme pelos lábios e clitóris. — ohhhhh! Amor... — gritei quando meteu dois dedos rudemente, esticando minha vulva. — Porra! Cadelinha gostosa! — rosnou me comendo impiedoso. Eu estava quase gozando quando seu celular começou a tocar sobre a bancada. Grunhiu e continuou metendo em mim com força. — Dom... Oh, Dio! — gemi. — seu telefone. — mas ele não parou. O celular tocou, tocou e parou. M as logo recomeçou a tocar. — Dom. Atenda. Pode ser importante. — minha voz saiu ofegante e frustrada. — Vou matar quem estiver do outro lado da linha! — rosnou e atendeu. Seu semblante mudou para apreensivo. Seus olhos desviaram dos meus e meu íntimo se retorceu quando ouvi uma voz feminina do

outro lado. Uma voz que eu conhecia bem. Amandaputa-Parker. — sim, ainda está de pé. — disse num tom impaciente. — sim, ainda vamos almoçar com o Conde e a Condessa amanhã. E Amanda? Reserve mais um lugar. Helena irá comigo. — seus olhos pousaram em mim de novo, tentando avaliar os danos da ligação. — qual foi a parte que você não entendeu? M inha mulher irá comigo. — repetiu tenso. — até amanhã. — desligou e jogou o aparelho sobre a bancada. — sinto muito por isso, princesa. — sussurrou voltando a se infiltrar entre minhas pernas. — Você vai almoçar com aquela puta amanhã e não ia me dizer nada? — cerrei os dentes. O clima afundou de vez. Peguei a camiseta e a recoloquei com mãos trêmulas. — Não é isso que está pensando, Helena. — suspirou passando os dedos pelos cabelos. — é um almoço de negócios. Tenho tentado comprar uma empresa falida em Roma. O dono é um Conde muito conservador e tem dificultado a aquisição. Amanda pode ser uma vadia, mas é uma excelente advogada. — bufei. — ela não estaria comi... Digo, na empresa se não fosse. — Dei as costas a ele e tomei o corredor. — amor, eu ia contar, juro. — veio atrás de mim. Entrei no meu quarto. — por que veio para cá? — sua voz era apreensiva.

— Porque aqui é o meu quarto. — disse friamente, arrancando a camiseta. Seus olhos passearam por mim, desejosos. Fui para meu closet procurar uma roupa minha. Ele estava nos meus calcanhares. — Não, não é mais. Pensei que já havíamos resolvido essa merda. — suspirou quando nossos olhares travaram na porta espelhada. — pensei que fôssemos tornar tudo real. — Eu também pensei, Dom. — assenti procurando uma maldita roupa, mas elas pareciam ter evaporado. — mas meu marido vai almoçar com a puta que estava massageando seu pênis há apenas alguns dias atrás! — meu tom subiu no final. — Eu fui culpado naquele episódio, admito. — sussurrou, me prendendo na porta. Seu pênis ainda ereto cavando em minha bunda. — mas não sou culpado hoje, amor. É apenas uma situação de negócios. É você quem eu quero. Ela não significa nada para mim. Nunca significou. — deslizou as mãos pelos meus braços. Estremeci. Seus lábios espalharam beijos suaves em meu ombro e pescoço. — deixe-me mostrar a você que tudo vai ser diferente. — M ostre-me. Se livre dela. — disse enfrentando seu olhar no espelho. Seu cenho franziu. — demita-a. — Princesa. — suspirou. — ela faz parte de um dos

mais conceituados escritórios de advocacia de Nova Iorque, amor. Sabe o quanto é difícil encontrar bons advogados atualmente? — Certo. Saia, Dom. — seus olhos alargaram, assustados. — O que você quer dizer com saia? — sua voz foi tensa. — Que quero ficar sozinha. — disse num fio de voz. — saia, por favor. — Nossos olhares se sustentaram por incontáveis segundos. Então, ele assentiu levemente com a cabeça e me deu um beijo no ombro. — Você está sendo injusta, amor. — disse antes de virar-se e me deixar sozinha. Dominic Fomos para a empresa mais tarde num clima tenso. Helena não estava sendo muito sensata comigo. Porra! Estou tentando um relacionamento pela primeira vez na minha vida e tinha que encontrar logo uma princesinha cabeça dura? Foda! Fiquei a tarde toda louco para vê-la. Tô tão malditamente apaixonado por ela. Por que não consegue entender isso? M as à medida que a tarde avançou, forcei-me a rever a cena de dias antes. Cristo! Ela estava certa. Eu mataria o maldito bastardo se o tivesse encontrado massageando as partes íntimas da

minha mulher. Gemi. Preciso dar um jeito nessa merda e me livrar de Amanda. Ela era mesmo muito boa em seu trabalho, mas ultimamente tem se insinuando muito. Conhecendo-a como conheço, não pararia porque estou casado agora. Certo. Sou um maldito idiota, egoísta. Helena deve estar se perguntando agora, por que foi até mim ontem. Vou consertar isso. Interfonei para Suzi, minha secretária e dei as instruções. Vou pedir desculpas em grande estilo. No final da tarde, inventei um problema e a chamei ao meu escritório. Entrou com um bloquinho de papel e caneta nas mãos. Linda! Usava uma blusa de seda azul e uma saia preta justa que ia até os joelhos. O epítome da profissional séria e competente que ela é. M eus olhos se banquetearam nela, como se há muito tempo não a visse. Seu rosto ruborizou um pouco. Sim, princesa. Você também sente isso. Não adianta tentar esconder, pois isso nunca me parou antes, por que pararia agora que você é minha? Completamente minha? Curvei os lábios num sorriso de antecipação. — O que deseja? — seu tom foi todo profissional quando se sentou na cadeira que indiquei. — Eu desejo minha mulher acreditando em mim e em tudo que sinto por ela. — seus olhos brilharam como diamantes amarelos, mas ela abaixou a cabeça. Sua língua

rosada saiu molhando os lábios. Quase gemi. — mas vamos falar sobre isso mais tarde. Agora trataremos da campanha natalina que a empresa organiza todo ano. — ela relaxou visivelmente e me encarou de novo. Os cabelos presos num rabo de cavalo meio frouxo. Passou a meia hora seguinte falando, dando sugestões inteligentes para a campanha, mas ouvi pouco do que disse. Cada vez que abria a boquinha linda, carnuda, só conseguia imaginá-la chupando, mamando bem gostoso no meu pau nessa madrugada no avião. Cristo! Tive que arrumar meu pau dentro das calças. Os olhos exóticos acompanharam o movimento e se alargaram sutilmente ao conferir a protuberância na minha virilha. Seus lábios se entreabriram. Foda! Custou-me muito não jogá-la em cima da mesa e fodê-la bem duro do jeito que nós dois gostamos. Quando entramos na cobertura ela já ia direto para o corredor, mas puxei-a pela mão em direção à área externa. Ela não disse nada, no entanto não ofereceu resistência. Quando atravessamos as portas de vidro, estacou, seus olhos se iluminando lindamente. Havia uma mesa de jantar posta para dois. Um arranjo de flores vermelhas no centro e um champanhe num balde de gelo. — Desculpe-me, princesa. — sussurrei em sua

orelha, abraçando-a por trás. Seu corpo relaxou de encontro ao meu. — fui um idiota insensível. Amanda será transferida para uma das filiais. — beijei seu pescoço. Ela gemeu. — estou perdoado? — Desculpe-me também. — ela girou em meus braços, enlaçando meu pescoço. — se vamos fazer isso dar certo, precisamos confiar um no outro. Sorrio puxando-a mais para mim. — Sou novato nessas merdas românticas, princesa. — a puxei pela nuca, aproximando nossas bocas. — mas quero fazer tudo certo. Ela bufou, mas sorriu também. — Merdas românticas? Estou impressionada, alteza. — provocou-me. — Que bom que consigo impressioná-la, amor. — sorrio também e a beijo. Seus dedos puxaram meus cabelos. Devoramo-nos com fome. M inha mão desceu para sua bundinha empinada e cavou no meio das bochechas. Grunhimos. Ela adora quando faço isso. Quando nos separamos e abrimos nossos olhos, sorrimos como dois bobos. A levei pela mão até a mesa, abri a garrafa de champanhe e servi duas taças, entregando uma à ela. — espere aqui. — ela sorriu intrigada, mas ficou parada enquanto me dirigia à sala. Logo a voz de David Bisbal, seu cantor preferido soou

por toda a cobertura. Dígale foi a música que encontrei que condizia com tudo que sentia por ela. No ha podido olvidar mi corazón Não consegui esquecer meu coração Aquellos ojos tristes soñadores que yo amé Aqueles olhos tristes sonhadores que eu amei La dejé por conquistar una ilusión A deixei por conquistar uma ilusão Y perdí su rastro, y ahora sé que es ella E perdi seu rastro, e agora sei que é ela Todo lo que yo buscaba Tudo o que eu buscava Quando virei-me para sair da sala, ela estava lá, parada trazendo a garrafa de champanhe na mão, um sorriso atrevido nos lábios. Depositou-a sobre a mesa de centro, tomou todo o conteúdo de sua taça e a deixou sobre a mesa também. Veio para mim lentamente, parando bem perto. Suas mãos passearam pelo meu peitoral e se enfiaram por dentro do terno. — Amo esse cantor. — sussurrou, puxando meu lábio inferior entre os dentes. — já dançou nu, alteza? — Princesa, estou tentando ser romântico pela primeira vez na minha vida. — gemi quando uma de suas mãos desceu pelo meu abdome e segurou meu pau. — Jesus! Você entrou no modo cadela safada, não é?

Porra! Assim fica difícil. — Isso, sua cadelinha quer seu cachorro vadio. Agora. — e caiu de joelhos diante de mim. Suas mãos foram para meu cinto. Em segundos tirou meu pau duro como pedra para fora. — você é tão lindo, amore mio. — sussurrou e sua língua brincou na cabeça avantajada. — Porra! Sim, minha cadelinha... Isso... Chupa seu cachorrão. — dei um tapa em seu rosto, ela gemeu. Enfiei as mãos em seus cabelos e meti tudo em sua boquinha quente. Relaxou a garganta me tomando ao máximo. — mama bem gostoso no meu pau! Cristo! Gostosa! Isso... Assim... — ela sugou forte, a sucção fazendo barulho, seus lábios esticados ao limite, mas não tive dó. Fodi sua boca até estar a ponto de gozar e puxei para fora. Ela ficou lá ajoelhada, linda, os lábios inchados de tanto tomar meu pau. Os olhos de âmbar ainda tinham uma inocência que me cativava, me excitava, me fascinava. Saber que ela só fez e só faria isso comigo, fazia o homem das cavernas dentro de mim bater no peito e gritar bem alto: minha! — levante-se e tire a roupa, cadela! Vou comer sua bocetinha apertada, mas vou gozar no seu cuzinho gostoso. — levantou-se se livrando das roupas rapidamente, enquanto me livrava das minhas. A puxei pelos cabelos da nuca e a beijei duro. Ela havia atiçado a luxúria dentro de mim.

Agora iria aguentar. Enfiei a outra mão entre suas pernas e cavei sua boceta melada. Porra! Ela estava molhada por ter me chupado. — você gosta disso, não é? Adora ser minha cadela safada. — rosnei. Gritou quando meti dois dedos em seu canal cremoso. Comi sua bocetinha sem muita delicadeza. É assim que ela gosta. É assim que nós gostamos. Desci minha boca chupando seu pescoço até os peitos lindos. — porra que cadelinha linda do caralho! — Abocanhei um chupando forte. Seu corpo estremeceu. M eus dedos a comendo brutamente. Abriu mais as pernas. Rosnei e meti mais fundo e ela se desmanchou. — Ohhhhh! Dom... Amor! Ahhhhhhhhhh! — gozou forte melando meus dedos ainda mais. Retirei os dedos e os chupei, encarando-a. Ela fica louca com isso também. — M ãos no sofá, cadela! — a empurrei. Seu corpo ainda estremecendo do orgasmo. — se segure firme, pois não vou ter dó de você. Vou foder essa bocetinha e esse rabo bem duro. — miou, mas ficou na posição, empinando a bundinha para mim. A acariciei dos ombros até as nádegas. — cadelinha linda! Perfeita! — grunhi e dei duas palmadas fortes na sua nádega direita. — Dom... — choramingou. — Quieta cadela! — dei outros dois do outro lado.

Gemeu. M e abaixei, ficando de cara com sua boceta linda e seu cuzinho rosado. Seu gozo escorria pelas coxas. Lambi de sua vulva até seu buraquinho pequeno. Gemeu de novo. Levantei e deslizei a cabeça do meu pau trilhando o mesmo caminho da minha língua. Voltei, fiz de novo. Estava louco de tesão. M e alinhei finalmente em sua vulva, a puxei pelos quadris e meti com tudo. Gritou. Parei um instante, puxei deixando só a ponta e bati dentro de novo. — porra! Sua boceta é o paraíso do caralho, princesa! — rosnei e a montei forte, metendo rudemente. Sacudindo-a toda. A comi como um esfomeado. Puxei para fora e ela gemeu. Sorrio e enfio três dedos em sua vulva reunindo seus líquidos e os levei para o rabinho. Se retesou. — abra a porra desse cu, cadela! Relaxe...isso... — miou e foi empurrando como ensinei. M eti dois dedos. Entrou apertado. — Amo esse rabinho. — M eti fundo e os girei, alargando-a. Grunhi, impaciente e retirei os dedos. Segurei meu pau pela base e empurrei a cabeça. Seu corpo ficou rígido de novo. — abra esse rabo, Helena! M e deixe entrar, cadela! — rosnei e fui empurrando, segurei forte em seus quadris, mantendo-a no lugar e rasguei-a até o fundo. Gritamos. Parei, dando um tempo para se ajustar e passei a fodê-la com tudo que tinha. Levantei um pé firmando-o no sofá e estoquei com força. Entrou até o

cabo, sacudindo-a para a frente. — Oh! Dio mio! Dom... — balbuciou, mas estava imóvel, tomando minhas estocadas bruscas. — Caralho de rabo mais gostoso! M inha cadelinha linda! Gostosa... — montei seu cuzinho, impiedoso. Levei uma mão para seus cabelos, puxando-a para trás, forçando-a a tomar tudo, cada polegada. Ela estava no seu limite. Toda empalada. Seu cuzinho todo esticado. Uma visão linda pra caralho! Um buraquinho tão estreito sendo bruscamente fodido. Continuei fodendo sem trégua. Já suado, enlouquecido. — se toque, princesa! Não quero sair dessa posição. Toma tudo, porra! Toma meu pau todo nesse cuzinho gostoso! — ela levou uma das mãos para seu clitóris. Gememos, grunhimos, rosnamos. Bombeei duramente. — Ohhhh! Helena! Princesa... Goze comigo, amor! Goze minha cadelinha gostosa! — meti mais fundo e seu corpo foi tomado por espasmos e ela gozou, miando meu nome. Foi o meu fim. Um choque delicioso tomou conta das minhas bolas. — oh, merda! Oh, porra! Ahhhhhhhhhhh! — gritei esporrando em seu buraquinho apertado. Continuei comendo-a até diminuir os efeitos do clímax devastador. — caralho, princesa! — minha voz foi um misto de gemido e sorriso. Beijei sua coluna suavemente e puxei seu queixo me debruçando sobre ela. Nos

beijamos lenta e gostosamente. Saciados, suados. Sorrimos nos lábios do outro, arfando. Sai devagar de dentro dela. — vem, amor, vamos tomar um banho de piscina. — Dom... Assim? — ela perguntou incerta. A puxei pela cintura e tomei sua boca de novo. — É assim... Nus. Você toma banho de piscina vestida? — a provoquei. — Engraçadinho. — bateu no meu ombro. — nós estamos completamente nus. — Acredite, princesa. — a levantei nos braços. — é assim que se deve tomar banho de piscina. Tudo que você aprendeu antes de mim é conversa fiada. — Você é tão convencido. — bufou, mas havia um sorriso em sua voz. — Eu tentei ser romântico, amor. Você não deixou. — sorrio safado saindo para o terraço. — mas depois que foder minha cadelinha na piscina, vamos voltar para o jantar, e aí sim, vou mimar minha princesa. — Parece um bom plano. — sussurrou, se agarrando mais a mim, quando comecei a descer os degraus para a água aquecida. — Eu sempre tenho bons planos. — provoquei-a. — Geralmente seus planos terminam com você me fodendo numa sacada. — sorriu quando a fiz me abraçar

com as pernas. — M eus planos envolvem foder você em qualquer lugar, sempre. — sussurrei, tomando sua boca num beijo lânguido, saciado, mas ainda querendo mais. Cristo! Ela é a porra do meu vício. Nunca me senti tão vivo, tão louco para estar dentro de uma mulher. — eu te amo, princesa. — Também te amo, amore mio. — murmurou em minha boca e nos devoramos de novo, realimentando esse fogo, essa necessidade incontrolável de estarmos um no outro o tempo todo. CAPÍTULO QUATORZE Dominic Chegamos ao restaurante por volta do meio-dia. Fiz todo o percurso por entre as mesas de mãos dadas com Helena. Isso era novo para mim. Nunca havia andado de mãos dadas com uma mulher antes. M as com ela sempre pareceu certo. Senti seu corpo enrijecer quando avistamos Amanda já acomodada numa mesa de canto. Ainda estava sozinha. O conde estava fazendo jogo duro. Talvez nem aparecesse, mas precisávamos insistir. Era um ótimo negócio e a Harper Tecnology ganharia território na Itália também. Amanda levantou-se quando paramos junto à mesa. Seus olhos azuis foram direto para nossas mãos entrelaçadas e seu semblante caiu um

pouco, mas um segundo depois, já abria um sorriso conciliador e falso no rosto. — Dom. — seu tom foi baixo, íntimo. — quase não nos vimos nas últimas semanas. — completou avançando para mim com a clara intenção de me abraçar, mas Helena estendeu a mão livre no seu ombro e rosnou: — Sem abraços, cara mia. — os olhos de Amanda se arregalaram surpresos. Então, sorriu de novo. — Helena. — sua voz não escondeu seu desagrado. — que bom que se juntou à Dom e eu. — suas palavras tiveram uma conotação abertamente sexual. — Não existe Dom e você. — Helena disse numa voz fria. — Certo. Acho que houve um pequeno malentendido entre nós, querida, mas... Helena bufou. — Eu agradeceria se não me tratasse como a uma estúpida. — a cortou se empertigando toda. As duas mediram forças se encarando. A tensão clara no ar. — Ouça, acho que começamos com o pé errado. — Amanda continuou, usando o tom de advogada que conheço bem. Helena fez um som desdenhoso. — Não, cara mia. Começamos com a mão errada. — disse num tom ainda mais gelado. — você estava

apalpando o pênis do meu marido. Então, me desculpe, mas não consigo olhar para sua cara de puta e não sentir asco. — Cristo! Ela disse mesmo isso? Tive que me segurar para não rir da cara estupefata de Amanda. Ela não esperava um ataque tão direto. Bem, nem eu. Ok. Era hora de interferir antes que chamássemos a atenção das outras mesas. — Amanda, por que não nos sentamos e passamos os pontos importantes da reunião antes do conde chegar? — tentei chamar a atenção para o que interessava. Ela encarou Helena por alguns instantes e recuperou a compostura. Um sorriso misterioso se abriu em seus lábios. Acenou levemente com a cabeça. Nos acomodamos. Permaneci segurando a mão de Helena. Amanda abriu sua pasta e passou os quinze minutos seguintes expondo as condições do conde. O celular de Helena tocou. Seu rosto se iluminou quando viu a tela. — É Leon. — sussurrou, com um pequeno sorriso. — vou atender no terraço. — avisou e beijou-me levemente nos lábios. M as antes de sair deu um olhar gelado na direção de Amanda. A olhei se afastar. Linda, altiva, numa saia azul e blusa branca. Os cabelos presos numa traça lateral. Seus quadris movimentando-se de forma sedutora, mas sutil, elegante. Perfeita. Jesus! Nunca me imaginei assim, tão fodidamente apaixonado,

louco por uma única mulher. — Então, vocês estão juntos, agora? — a voz um tanto ácida de Amanda me fez desviar os olhos de Helena. — Nós estamos juntos desde quando nos casamos há quase três meses. — respondi prontamente. — vamos voltar para as condições do conde? Seu rosto torceu em claro desconforto. — Você vai mesmo insistir nisso? Ela não é mulher para você, Dom. — disse sedutoramente agora. — sabe que a princesinha nunca aceitaria ser compartilhada com outros. M eu sangue ferveu pela forma escancaradamente desdenhosa com que se referiu à minha mulher. — Você tem razão. Ela nunca aceitaria isso e eu também não. — arregalou os olhos, surpresa. — ela é minha mulher. Só minha. Jamais sequer pensaria em humilhá-la dessa forma. — Uau! Só falta você me dizer que está apaixonado. — zombou. — Dom Harper está perdendo o jeito... — Eu a amo. — afirmei e seu rosto passou por uma verdadeira transformação. — Você tem que estar brincando comigo. — bufou. — ela nem mesmo é seu tipo. É morena, muito magra... — Ela é linda. Perfeita para mim. — cerrei os

dentes, começando a ficar puto. — Dom... Sinto tanta falta de você. — ronronou, mudando de tática. O som me irritou mais ainda. — Não vou mais foder você, Amanda. — disse categórico. — ia esperar para dizer depois da reunião, mas sua postura nada profissional acabou apressando as coisas. — pausei e seus olhos estavam atentos, olhos da advogada inteligente que é. — você foi transferida para a filial de Boston. — sua boca se abriu, mas não emitiu nenhum som. Ficou lá me olhando como se não acreditasse. — é uma excelente profissional, mas não posso mantê-la aqui. Helena está na empresa agora e... — Então a preciosa Helena pediu a minha cabeça e você não pensou duas vezes, a entregou numa bandeja? — cuspiu num tom baixo e estranho. — essa garota não deve nem mesmo saber como foder. Duvido que continuará tão encantado quando passar a novidade da boceta virgem! Perdi totalmente a civilidade. — Lave a boca para falar da minha mulher. — rosnei. — ela me completa. E sim, era virgem. É minha. Só minha. — dei-lhe um olhar letal: — a boceta virgem de Helena me satisfaz como nenhuma das vadias experientes que comi antes conseguiu. — perdeu a voz mais uma vez. Seu rosto ficou muito vermelho. Ela

pediu por isso. Se ainda tinha dúvidas, se havia tomado a decisão certa, elas se desintegraram no momento em que se referiu à Helena com tanta falta de respeito. — Dom... Ainda podemos continuar... Prometo ser discreta. — tentou tocar minha mão, mas recuei rápido. — Essa conversa está encerrada, Amanda. — meu tom foi incontestável. — vamos voltar para a pauta do conde. — Certo. — suspirou audivelmente. — será como você quiser. — Seus olhos adquiriram um brilho frio quando olhou sobre o meu ombro. — Demorei muito, amore mio? — a voz suave de Helena invadiu meus ouvidos. Cristo! Amo esse sotaque dela. Amo quando me chama assim. Foda! Amo tudo nela! Sentou-se junto a mim de novo. — parece que Júlia pode entrar em trabalho de parto a qualquer momento. Finalmente vou ver o rostinho da minha afilhada. — ela estava radiante. Isso amenizou um pouco do ciúme irracional que ainda tenho quando Leon entra em cena. Vou ter que exorcizar isso, porque a relação deles é muito profunda. M eu irmão a salvou. Devo isso a ele. — Que bom, princesa. — sussurrei entrelaçando nossas mãos sobre a mesa. Naquele momento um casal parou à nossa frente. Levantei os olhos e me deparei

com um homem alto, cabelos quase pretos salpicados de cinza. Devia estar em torno, dos cinquenta. Era o conde, o reconheci das fotos. Pendurada no braço dele estava uma mulher morena, alta, esguia, porte altivo, de traços um tanto familiares e os olhos... Os olhos eram iguais aos de Helena. Exóticos, amarelos como o uísque. Franzi o cenho. Ouvi um gemido agudo, sufocado, desesperado e virei-me para Helena rapidamente. Seus rosto estava pálido como papel, seus lábios tremendo, seus olhos lindos nadando em lágrimas. Cristo! Helena Ainda sorria para Dom quando o casal parou diante da nossa mesa. Um homem bonito e elegante ao lado de uma mulher deslumbrante. Usava um vestido branco, destacando sua pele morena. Era alta e esguia, um porte de princesa. Os cabelos negros presos num coque. Dom me tirava um pouco da visão do rosto dela, mas desviei a cabeça para olhá-la mais atentamente e meu estômago se retorceu quando ela sorriu, virando a cabeça na minha direção. Seus olhos me atingiram como lasers, tirando todo o ar dos meus pulmões. Oh! Dio mio! Aqueles olhos, olhos que eram o reflexo dos meus me perfuraram sendo tomados pelo choque. M inhas mãos gelaram, meu coração passou a bater num ritmo que fez minha cabeça rodar. Era ela! Era ela! E eu tinha dez anos de novo. Era

aquela garotinha chorando, sentada na escada, enquanto ela berrava coisas horríveis para meu pai e saía pela porta sem olhar para trás, sem nunca olhar para trás, sem nunca olha para mim... M eus lábios se repuxarem em espasmos violentos e tudo foi ficando fora de foco. Tudo à minha volta parecia monstros prestes a me devorar. Um gemido do fundo da minha alma saiu dos meus lábios e eu chamei por ele que havia se tornado meu mundo: — Dom... — não foi mais que um sussurro, mas ele me ouviu, virando-se para mim, os olhos verdes sendo tomados pela surpresa e preocupação. Seus braços vieram à minha volta me amparando, porque teria caído da cadeira se não o tivesse feito. — Helena? Amor? — ouvi sua voz distante, muito distante. Seus lábios se movimentando, sem fazer muito sentido para mim. Senti seu toque suave no meu rosto. — fale comigo, princesa. Aguente firme, amor. — ainda consegui ouvir antes de mergulhar na escuridão, naquele mundo que voltava, ameaçando me engolir de novo. Abri os olhos lentamente. Encarei um teto branco. M eus olhos pesavam. M inha mente momentaneamente confusa. Levantei a cabeça para ver melhor o ambiente. Parecia um quarto de hospital. De hospital? Então pousei os olhos sobre uma cabeleira negra sobre o meu

estômago. Dom? Ele gemeu, sua mão apertou a minha e só agora percebi que nossas mãos estavam unidas. E tudo veio como uma avalanche na minha mente. O almoço. A puta disfarçada de advogada. A chegada do casal. Oh! Dio mio! A chegada dela! M eu peito se comprimiu só em lembrar a expressão simpática, alegre, elegante, do sorriso despreocupado, no seu rosto bonito. Linda, parecendo uma princesa como me lembrava. Parecia feliz, feliz como se não tivesse destruído a mim e a meu pai. Não contive um grunhido de dor. Dom levantou a cabeça, seus olhos lindos e sonolentos pousaram em mim. Havia uma sombra de preocupação lá. Senti-me mal por fazê-lo passar por isso. Essa era a minha maldição, não dele. — Oi, princesa. — sussurrou, sua voz rouca, sexy fazendo-me esquecer todos os monstros do meu subconsciente. A mão livre veio para meu rosto numa carícia terna que levou lágrimas aos meus olhos. Como

havíamos chegado até aqui? Como ele tomou conta de cada célula do meu corpo? Como se tornou tão essencial como o ar que respiro? — Oi, amor. — murmurei de volta, minha voz embargada. Os olhos verdes brilharam intensos e ele se debruçou sobre mim, seus lábios tocando os meus num beijo muito, muito doce. — Como se sente? — disse baixinho, acariciando meus cabelos, seus olhos correndo por todo o meu rosto. Ele tem essa forma de olhar intensa, como se visse tudo dentro de mim. E eu acho que vê mesmo. Sempre viu, desde o primeiro momento. — Estou um pouco zonza. Eles me aplicaram remédios fortes? — quis saber, mas já sabia a resposta. Eu tive uma crise forte. Uma crise daquelas que não tinha em anos. Suspirei, cansada, envergonhada e apreensiva. — Sim. — assentiu, seu tom ainda suave, como se quisesse me tranquilizar. — eu não vou embora, Helena. Não vou deixá-la se é isso que está pensando. — si, ele realmente via dentro de mim. — eu te amo, ouviu? — disse com firmeza, quase duro. — te amo, princesa. Nada vai me afastar de você. — segurou-me pela nuca e me fez encará-lo, seus olhos inflamados, quase azuis. — vamos vencer isso, amor, eu juro. Vou estar com você a

cada passo do caminho. — e as lágrimas desceram pela minha face, porque ele era muito mais do que sequer podia imaginar. Estava ficando comigo, do meu lado. — Eu também te amo. — disse com voz entrecortada. — isso logo, logo chegará à imprensa e não teremos mais paz, Dom. — Shhhh. — seus dedos tocaram meus lábios. — vamos dar um jeito, princesa. Vamos conseguir, amor. Nós dois, juntos. — Foi uma crise muito feia? — quis saber num fio de voz. Seu semblante se fechou um pouco. Uma sombra se instalou em seus olhos outra vez e tive a minha resposta antes das palavras saírem da sua boca. — Sim, foi. — admitiu e beijou minha mão. — você ficou desacordada por um tempo, depois acordou num surto ainda pior que o primeiro. Gritava coisas sem nexo. O médico teve que aplicar uma dose mais forte de calmante. — disse baixinho. — sinto muito, amor. — Há quanto tempo estou aqui? — indaguei. — Há oito horas mais ou menos. — Eu quero ir para casa, Dom. — murmurei. — leve-me para casa, amor. — Seus olhos se suavizaram e ele sorriu. M eu coração cantou com a visão de seu sorriso. — O médico avisou que precisava checá-la quando

acordasse, que... — Não quero dormir aqui. M e leve, amor. — pedi tentando manter meu tom controlado. Sua mão acariciou-me o rosto de novo e ele concordou. — Shhh. Fique tranquila. — sussurrou me beijando levemente. — não vai dormir aqui. Vai dormir comigo, bem juntinho, na nossa cama. — Eu te amo. — murmurei, meus olhos lacrimosos de novo. — E eu a você, princesa. — garantiu me olhando nos olhos. Eu acreditei nele mais do que nunca. Cerca de uma hora depois estávamos entrando na cobertura. Dom fez questão de me levar nos braços até o quarto. Nosso quarto. M e levou direto para o banheiro. Se despiu e me despiu em seguida. Seus olhos queimando em mim, mas se contendo por achar que ainda estava frágil. O devorei sem cerimônias. O riso lindo que eu amo se abriu e ele me beijou suavemente. — Não me olhe assim, princesa. — sussurrou, uma luta clara em seus olhos. — quero mimá-la essa noite. Deixe-me fazer isso. Ok? — sorrio em sua boca e concordei. Ele nos banhou no jato forte do chuveiro. Ensaboou meu corpo, me inflamando. M as a expressão em seu rosto era compenetrada. Sorrio de sua força de vontade. Eu já estava louca por ele. Gemi

desavergonhadamente quando ensaboou e lavou minha vagina. Seus lábios se curvaram no conhecido riso sexy, safado. — você está tornando tudo muito duro para mim, amor. — parou quando percebeu o trocadilho e ambos gargalhamos. M e enxugou com cuidado, depois a ele. M inha boca salivou me deliciando, meus olhos devorando o corpo nu, absurdamente másculo na minha frente. Seu peito largo, o abdome definido, os pelos aparados ao redor de seu pênis longo, grosso, semiereto. Lindo! O epítome da perfeição. Seus olhos tinham um brilho sacana quando me flagrou o observando abertamente. M e levantou nos braços e me levou todo o caminho até a cama. Nos deitamos de frente para o outro, nus. Levou uma mão para meus cabelos numa carícia suave. Fechei meus olhos, ronronando como uma gatinha sob o carinho de seu dono. Si, ele era o meu dono. — Ela era a minha mãe. — sussurrei. Sua mão parou e abri os olhos. — Eu sei. — foi tudo que disse. Não me fez mais perguntas. — Vou contar tudo a você assim que estiver pronta. — disse num fio de voz. Sua mão continuou a carícia. — Sim, amor. Não precisa ser hoje. Estarei aqui quando estiver pronta. — prometeu, seus olhos me

dizendo que podia confiar nele. — Eu quero você. — murmurei, minha mão indo para seu rosto, me deliciando com a textura de sua barba por fazer. — me faça esquecer, amor. — Não precisamos fazer nada, linda. — disse baixinho. — quero apenas segurar você em meus braços a noite toda. — Está me dispensando? — minha voz foi atrevida, agora. — não quer a sua cadelinha? Hum? — minha mão foi descendo pelo peitoral, passando preguiçosamente pelo abdome até chegar a seu pênis que contrariando suas palavras já estava duro. Sorrio, dessa vez mais atrevida. Ele gemeu quando passei a masturbá-lo lentamente. — Jesus! Princesa... — grunhiu. — quero você o tempo todo. — completou e veio para cima de mim, prendendo-me no colchão com seu corpo grande. Deslizei as mãos pelos músculos de seus ombros e costas. Amo senti-lo assim, em cima de mim, dominando-me, tomando-me. Nossos olhares travaram e sua boca desceu sobre a minha. Brincou daquele jeito gostoso que ele faz, aproximando, recuando, os olhos verdes brilhando safados. Então sorriu e seus lábios tomaram os meus num beijo delicioso, lento, reverente. M inha língua dançou com a sua devagar, lambendo,

chupando. Suas mãos se infiltraram nos cabelos da minha nuca e sua boca passou a saquear a minha. O clima havia mudado para brutalmente lascivo, primitivo. Seu peito duro contra meus seios. Seu pênis deslizando na minha vagina para cima e para baixo numa fricção eletrizante, encharcando meu canal. Desceu uma mão pela lateral do meu corpo, devagar, a unha do polegar arranhando minha coxa. Levantou minha perna bruscamente, e moeu mais forte, bem no meu clitóris. Gritei. Sorriu na minha boca, mordiscando meus lábios, minha língua. Nossos olhos se abriram e ficamos assim, nos olhando, nos beijando, gemendo, grunhindo. Sua boca foi descendo, mordiscando meu queixo, sua mão puxando meus cabelos expondo meu pescoço. M ergulhou para baixo, lambendo, chupando. M ordeu forte no meu ombro. — Ohh! Dom... — gritei fora de mim. Continuou a exploração chegando aos meus seios. Arqueei as costas num convite despudorado. A risada baixa, sexy, pecaminosa me inflamou mais. Seus olhos prenderam os meus e sua boca desceu sobre o seio direito, abocanhando-o, faminto. — Ahh! Dio! — miei, minha vagina palpitando enlouquecida. Chupou, lambeu, mordeu sem pressa. M udou para o outro e repetiu o processo doce de tortura. — Dom... Amore mio. —

choraminguei. — O que é minha cadelinha linda? — sua voz era um misto de divertida e tensa. Ele estava por um fio também. — será que você quer meu pau nessa bocetinha gostosa? Hum? — moeu bem devagar. Levantei a outra perna e puxei sua bunda com os calcanhares. Sorriu e puxou meus braços acima da cabeça. Seus olhos dilatados, flamejando em mim. — é isso que você quer, cadela safada? — rosnou bem perto da minha boca e senti a ponta larga de seu pênis em minha entrada. — toma, porra! Toma meu pau, cadela gostosa! — meteu em mim numa estocada brutal, me esticando até meu útero. — Ahhhh! Dom... Madonna mia! — gritei num misto de dor e prazer. Puxou e meteu de volta, nossas pélvis se colando. Entrou até o cabo. Seus olhos mantendo-me cativa enquanto seu pênis enorme me rasgava sem dó. — tão gostoso... — Sim! Porra! M uito gostoso... — grunhiu me golpeando forte, profundo. M e comeu por muito tempo assim. Seu pênis entrando rudemente. M inha vulva sendo castigada no seu limite. Ele era muito grande, mas amo essa sensação de poder tomá-lo todo dentro de mim. — amo essa bocetinha apertada do caralho! Cristo! É tão estreita, mas me toma todo, cada

polegada... Ohhhh! Cadela deliciosa! Toma tudo minha cadelinha! Toma, porra! Toma meu pau! — gritou me fodendo enlouquecido. M eu corpo sacudindo todo com suas estocadas brutas. Suas mãos soltaram meus pulsos e me puxaram pelos ombros. Gritei porque agora seu pênis me rasgou fundo. Dio! Tão fundo. Arqueei as costas, meu corpo completamente dominado, invadido por ele. Suas mãos me puxavam, enquanto seu pênis me encontrava num ritmo violento. — Ohhh! Dom... — gemi quando tirou tudo e bateu de volta brutamente. Girou o quadril, tocando todos os terminais nervosos do meu canal e me desmanchei. M eu ventre foi invadido por um calor gostoso e se espalhou para minha vagina. Explodi gritando seu nome de novo. Gozei e gozei. Uma sensação vertiginosa que parecia não ter fim. — Isso, princesa! Isso, cadelinha gostosa! Goze no meu pau, porra! — rosnou me comendo enfurecido. — ahhhh! Princesa! Tão gostosa, amor! Porra de bocetinha deliciosa! — estocou fundo e gritou jogando a cabeça para trás. — oh! M erda! Ahhhhhhhhhhh! — rugiu e gozou. Jatos e jatos quentes de esperma me alagando. Ainda continuou me puxando contra seu pênis, meu canal sendo rasgado, já ardente, mas não me importava. M e sinto tão mulher quando estou assim, embaixo dele.

Cheia dele, completamente cheia. Nos beijamos, nossas respirações enlouquecidas. Seu cheiro gostoso e do sexo enchendo minhas narinas. — Cristo! Princesa, você tá ficando tão safadinha. — sorriu na minha boca, puxando meu lábio inferior entre os dentes. Sorrio e o aperto mais com as pernas, mantendo-o todo dentro de mim. Ele ainda estava duro. Ainda não descobri como consegue, mas adoro que seja assim, insaciável. Nos virou me puxando por cima dele sem desfazer a conexão. — Tive um bom professor. — sussurrei e arqueei as costas, movimentando-me devagar em seu membro enorme. Ele sorriu daquele jeito pecaminoso dele. Suas mãos foram para minhas nádegas e me puxaram bruscamente, me empalando ao máximo. — Só bom? — seus olhos me diziam que eu estava encrencada por provocá-lo assim. — Excelente, amore mio. — murmurei, debruçandome sobre seu peito, minhas mãos tocando cada lado do seu rosto perfeito. — gostoso. — lambi seus lábios. — Quão gostoso? — seus dedos correram para a fenda da minha bunda. Um dedo parou, brincando no meu ânus. Seus olhos inflamaram mais e enfiou bem devagar. Gememos. — M uito, muito gostoso. — miei rebolando nele. Ergueu o tronco, ficando cara a cara comigo. Seu outro

braço foi para minha cintura, me levantando e abaixando devagar, me comendo sem pressa. — Eu te amo, princesa. — murmurou na minha boca. Nossos olhares se devorando. — Também te amo, amor. — sussurrei de volta, meus braços o enlaçando pelo pescoço, puxando seus cabelos macios. Esse homem lindo, meu, completamente meu. Nos beijamos e continuamos dançando, reacendendo toda a loucura, toda a nossa necessidade, toda a nossa paixão. — M eu cachorro vadio. — provoquei mordendo seus lábios. — M inha cadelinha gostosa, linda, perfeita. — disse-me de volta. CAPÍTULO QUINZE Helena Dom estacionou o carro na sua vaga. Tirou seu cinto e veio me ajudar com o meu, sua mão deslizando “acidentalmente” pelos meus seios. Encarei os olhos verdes a poucos centímetros do meu rosto. O riso

irreverente se abriu e as covinhas lindas piscaram para mim. Prendi a respiração. — Algum problema, amor? — sussurrou destravando o cinto, sua mão boba fazendo todo o percurso de volta, dessa vez amassando descaradamente meus seios. — Cristo! Já disse que amo seus peitos e o fato de você quase nunca usar sutiã? — gemeu no meu ouvido e puxou meu mamilo esquerdo. M inha calcinha alagou. — Amor, estamos em um estacionamento. — era para ser um protesto, mas saiu apenas um ronronar. Sua risada baixa me teve palpitando por ele completamente. — quer sair do modo cachorro vadio? Precisamos descer e ir trabalhar. Você nunca se cansa? — suas mãos vieram para os lados do meu rosto me fazendo encará-lo. Seus olhos flamejantes. — De você não me canso nunca, princesa. — murmurou e tomou minha boca num beijo lento, safado, que teria molhado minha calcinha se ela já não estivesse completamente encharcada. — acho que vou inventar

algo urgente para discutir com minha relações públicas, lá pelas dez. — sorriu em minha boca. — o que me diz, hum? — Sua relações públicas estará fora quase toda a manhã. — informei e ele afastou um pouco. — campanha natalina, lembra? Vou pessoalmente em algumas instituições de caridade para checar a veracidade das informações. — fez um beicinho lindo, mas me deu um beijo suave. — Amo quando entra no modo mulher de negócios. M e excita pra caralho! — chupou meu lábio inferior. — Você pode ir no meu carro. — meu corpo retesou e ele sentiu meu desconforto na hora. Era realmente muito bom em me ler. — Não vou usar seu carro, Dom. — meu tom foi um tanto seco. — Ei, você pode usá-lo, princesa, pode... — Não, Dom. Eu não quero, ok? — meu tom foi aflito. Seus olhos prenderam os meus como lasers por alguns instantes, mas acabaram suavizando depois. — Vou comprar um para você, então. — sussurrou, beijando, mordiscando meu maxilar. — escolha um modelo. Qualquer um e será seu. — Eu não quero um carro, Dom. — disse, tentando me desvencilhar dele para a abrir a porta e escapar logo

dali. Ele puxou minhas mãos firmemente, mas sem machucar, apenas para me fazer parar. M inha respiração ficou alterada. Seus olhos travaram nos meus de novo e vi o momento em que compreendeu tudo. — Você não consegue dirigir? — murmurou. — Não. — assenti num fio de voz. — Você não tem uma habilitação? — insistiu, seus olhos não me deixando fugir. Fechei os olhos morrendo de vergonha. A Síndrome me impediu de fazer coisas relativamente simples como dirigir um carro, por exemplo. — Não. — sussurrei, então seus braços me puxaram para ele, daquele jeito protetor que fez desde que presenciou meu primeiro surto. Apoiei minha cabeça em seu peito, seu perfume gostoso, familiar encheu meus sentidos e fui me acalmando aos poucos. Eu o amo tanto. — Nós vamos resolver isso, amor. — disse beijando meus cabelos. Seu tom suave, amoroso, confiante. — você vai poder fazer tudo que quiser, princesa, absolutamente tudo. Eu prometo. — Agarrei-me mais a ele e ficamos lá em silêncio. Quero tanto acreditar nele. Depois de alguns minutos quando viu que já estava bem, ele deu a volta no carro e abriu a minha porta. Assim que desci, seu corpo me aprisionou contra o carro. Suas

mãos levantando meu rosto para o dele. — vou ensinar a você, amor. Vai ficar tão craque no volante que em pouco tempo será convidada para uma ponta em Velozes e Furiosos31 . — não consegui segurar o riso. Ele queria me animar. M eu lindo e protetor marido queria me ver bem de novo. Eu não sabia que podia amar alguém tão profundamente em apenas três meses. M as acho que esse sentimento já estava aqui dentro de mim, apenas esperando o momento certo para sair. — Eu te amo, sabia? — meus braços foram para seu pescoço e puxei sua boca para a minha. Ele abriu um sorriso travesso. — É claro que você ama. Olha só para mim, princesa...— sussurrou, lambendo meus lábios. Gargalhei dessa vez. — Cale a boca e me beije, amor. — murmurei e o beijei. Suas mãos foram para minha cintura apertando, deslizando perigosamente perto da minha bunda. Prensou-me mais contra o carro e senti seu pênis despertando em meu ventre. Gemeu baixinho e moeu bem devagar, sutilmente em mim. — Dio! Você joga pesado. — miei em sua boca. Abrimos nossos olhos e ficamos nos devorando, mordiscando os lábios um do outro. — vamos trabalhar. — Jesus! Temos mesmo que ir? — moeu de novo, dessa vez mais para baixo, bem na minha pélvis. Sorrio,

já ofegante com seu assédio. — Si, temos. Vamos, saia de cima de mim, amor. — deu-me mais um beijo e afastou-se grunhindo. Tomou minha mão e entrelaçou na sua e avançamos rumo aos elevadores. Ainda bem que sempre chegávamos mais cedo que os outros funcionários. O local ainda estava deserto. Nos despedimos na porta de sua sala com um singelo beijo e segui pelo corredor para o meu departamento. Coloquei mais influência nos quadris porque ainda sentia seus olhos sobre mim. Ouvi em gemido e olhei por cima do ombro. — Você é má, princesa. — ajeitou a protuberância em suas calças, mas estava sorrindo lindamente para mim. — Bom dia, Sr. Di Castellani. — sussurrei sem diminuir o passo. — talvez eu vá a sua sala assim que chegar, lá pelas onze. — e dobrei em direção à minha sala. Qual foi a minha surpresa ao entrar e dar de cara com a Amanda-puta-Parker sentada na antessala. Seus olhos azuis frios me catalogaram logo que entrei. Levantou-se lentamente da cadeira, ajeitando seu terninho cinza que seria elegante se a camisa de dentro não tivesse vários botões abertos. Ela seria muito bonita se não fosse escancaradamente uma puta. — o que faz aqui? — inquiri parando à sua frente. M esmo de salto

ela era alguns centímetros mais baixa. Gostei disso, de olhá-la de cima. Sua boca torceu num riso jocoso. — Eu ainda trabalho aqui, apesar de você pedir minha cabeça para Dom. — odeio o jeito que pronuncia Dom. É como se ele pertencesse a ela. — tenho três semanas para organizar minha transferência, ver uma casa, essas coisas. — fez uma pausa, seus olhos ainda soltando lascas de gelo em minha direção. — mas não é sobre isso que vim falar com você. Podemos ir até sua sala um instante? — pensei por alguns momentos. O que poderia querer comigo? M as assenti levemente com a cabeça, abri a porta e lhe dei passagem. Ela entrou observando tudo atentamente. Andou até o aparador onde havia várias fotos. Leon e Júlia, meu tio M ax, Damien, Jay e claro, uma minha com Dom no nosso casamento em Las Vegas. Amanda pegou essa e seus olhos se inflamaram, deslizado os dedos pelo vidro, obviamente sobre a imagem de Dom. Quando levantou o olhar para mim de novo, havia lágrimas transbordando e sua expressão me deu calafrios. — já estive no seu lugar. — Acho que não, cara mia. — mantive meu tom neutro. — sou a mulher dele. — minhas últimas palavras a fez trincar os dentes. Suas mãos apertaram o porta retratos como se quisesse destruí-lo. — Sugiro que aproveite ao máximo seu tempo com

ele, mas não entregue seu coração, porque ele vai pisoteá-lo. É isso que Dom faz. Sempre fez. — pausou e colocou a foto de volta no lugar. — mas pela sua cara de adolescente deslumbrada você já está apaixonada não é? — deu um risinho odioso. — é impossível não se apaixonar por ele, não é? Tão lindo, tão sexy tão... Gostoso. — meu sangue ferveu com suas palavras. — Escute aqui, sua vadia... — Escute você, sua cretina! — cortou-me, seu tom subindo pela primeira vez. — acha mesmo que vai prendê-lo? Olhe só para você... É uma sonsa, magra, sem graça. — seus olhos tinham uma expressão vidrada agora. — olhe para mim! Veja do que ele gosta, querida! — abriu os braços e girou na minha frente. Dio! Ela era uma puta louca! — sabia que protagonizei a cena da sacada antes de você? — meu coração afundou um pouco ao ouvir isso. Ela sorriu, percebendo minha reação. — é isso mesmo, querida. Dom e eu temos história. M uitas histórias. Sou a única que ele manteve. Sempre vai atrás de suas aventuras, mas sempre, sempre volta para mim. — Saia. — fui até a porta e a abri, meu corpo tremendo. — não estou interessada em sua história ou em quantas vadias Dom fodeu. Isso foi antes de mim. — Ajeitou a bolsa sobre o ombro e andou devagar, parando

à minha frente. Ali percebi que essa puta me daria trabalho. — Estou saindo. — pausou e me olhou de cima a baixo com claro desdém. — você não ficará com ele. Por enquanto é tudo que precisa saber. — seu tom foi baixo, mas o brilho frio em seus olhos me deixou realmente assustada. — Caia. Fora. — disse me segurando para não lhe dar um soco bem ao estilo de Júlia. Sorriu debochada e saiu finalmente. Fechei a porta e me apoiei nela. M eu coração batendo descompassado. Não vou deixar essa vadia louca estragar a relação que Dom e eu estamos construindo. Ele a fodeu numa sacada? Dane-se! Era isso que fazia antes de mim. M as mesmo assim doeu saber que tinha feito exatamente da mesma forma comigo. Dominic Foi uma manhã interminável e Helena não veio à minha sala como prometeu. Saí à sua procura na hora do almoço. Diogo estava saindo da sua sala quando adentrei o pequeno espaço da antessala. Ela surgiu logo atrás. Nossos olhares se encontraram e vi algo diferente lá que não havia quando nos despedimos essa manhã. Franzi o cenho. — Dom. — Diogo murmurou acenando sutilmente

com a cabeça. Cerrei a mandíbula. — Diogo. — o cumprimentei no mesmo tom contido. Helena veio até mim, enlaçando meu braço. Isso acalmou um pouco a sensação ruim que tive ao vê-la. M as ela ainda estava diferente. Havia acontecido algo. — Então, no final da tarde volto para continuarmos o trabalho. — Diogo avisou já se dirigindo para o corredor. — bom almoço. — Ele saiu e ficamos os dois em silêncio. — Vamos? — tentou ir em direção ao corredor, mas a puxei pelo pulso. — O que houve, princesa? — murmurei, levantando seu queixo, fazendo-a me encarar. — Nada, amor. Vamos almoçar. — disse, mas os olhos estavam sem o brilho que me acostumei a ver. — Não vamos sair enquanto não me contar o que houve. — abri a porta da sua sala e a guiei para dentro de novo. Ela andou e depositou sua bolsa sobre a mesa. Seu corpo tenso. — Amanda me fez uma visitinha logo que nos despedimos pela manhã. — revelou virando-se para mim de novo. — O que ela disse que a deixou assim? — quis saber me aproximando devagar. M eus braços a puxaram pela cintura. Ela não resistiu. Era um bom sinal, pelo menos.

— Disse muitas coisas. — suspirou. — que não sou seu tipo, que não ficará comigo por muito tempo, que sempre volta para ela... — Essa vadia maluca! — levei uma mão para sua nuca e levantei seu rosto para mim. — não vê que só está querendo arruinar o que temos, princesa? Ela nunca me teve. Nenhuma mulher me teve, amor. Nunca. — murmurei em sua boca, mantendo seu olhar preso. — você me tem, Helena. Só você. Nenhuma delas teve importância. Nunca quis tanto uma mulher em toda a minha vida como quero você. Está ouvindo? Não vai mais dar ouvidos aos devaneios de Amanda. — mordi seu lábio inferior. M inha mão desceu para sua bunda, deslizando entre as bochechas. Gememos. — quero você. Só você. — completei e tomei sua boca. Abriu os lábios tão sedenta quanto eu. Nossas línguas se encontraram e se lamberam, dançando gostosamente. Seus braços rodearam meu pescoço, me puxando, beijando-me com desespero. — então, foi por isso que não foi à minha sala como havia prometido? — disse descolando minha boca da dela, minhas mãos foram para os botões de sua blusa, abrindo-os lentamente, meus olhos desafiando-a a me parar. — Não prometi nada. — deu um pequeno sorriso atrevido. Os olhos exóticos brilhando excitados, lindos!

— eu disse talvez. — livrei-a da blusa. Os peitinhos perfeitos saltaram livres, os mamilos turgidos olhando diretamente para mim, orgulhosos. Enchi as mãos neles. Arqueou as costas, gemendo baixinho. Sorrio e abaixo meus lábios neles. Os juntei e lambi devagar, muito devagar as auréolas e os mamilos. Infiltrei a outra mão por entre suas pernas, levantando a saia grosseiramente. Toquei sua calcinha já molhada. Abri um sorriso lento e afastei o tecido para o lado. Arfou em minha boca quando circulei seu clitóris com o polegar. Deslizei dois dedos entre os lábios melados para cima e para baixo bem devagar. Abriu mais as pernas meti com tudo em seu canal quente. — Ahhhh! Dom... — gritou, sua bocetinha palpitando em meus dedos. Tirei e meti duramente de novo e de novo. — Dio! — Você é minha cadela gostosa, entendeu? — a comi, massageando seu clitóris e ela se desfez gozando em meus dedos. — vire-se para a mesa, princesa. Vou enterrar meu pau bem fundo em sua boceta. — ela miou e se virou colocando as mãos na mesa. Seu corpo ainda tremendo do gozo. Afrouxei a gravata e me livrei rapidamente do terno e camisa. Afastei os papeis de cima da mesa bruscamente e a fiz debruçar sobre o tampo. — você me deixou esperando porque deu

ouvidos à uma vadia. Vou castigá-la por isso, cadela safada! — rosnei subindo sua saia, deixando sua bundinha linda toda de fora. Dei duas palmadas fortes uma em cada bochecha. Gemeu. M e abaixei ficando no nível do traseiro empinado e lambi onde tinha batido. M eus dedos ficaram marcados em sua pele. Peguei nas laterais da calcinha pequena e a rasguei rudemente. Deu um gritinho de surpresa. — Dom... Eu não... — Quieta cadela! — dei outro tapa. Choramingou, mas ficou calada. — vai ficar o resto do dia sem calcinha para aprender a não duvidar de mim, de nós outra vez! — grunhi, abrindo minhas calças, puxando meu pau para fora. M e masturbei lentamente, enfiando dois dedos em sua vulva e levando seus líquidos para o cuzinho. Estremeceu quando forcei um dedo em seu orifício. — relaxe minha cadelinha... Abra esse rabo gostoso! Vou gozar nele. — relaxou e me deixou entrar. Logo eram dois dedos fodendo-a, alargando-a. M e posicionei em sua vulva e estoquei com força, esticando-a, indo até o fundo. Gritou. Tirei aliviando até ficar só a ponta e bati, rasgando todo o caminho de volta. Continuei fodendo-a nos dois buraquinhos apertados no mesmo ritmo. M eu pau entrando brutalmente em sua boceta, enquanto meus dedos violentavam sua bundinha.

— Ohhh! Dio mio! — chiou quando dei uma estocada funda, meu pau se alojando em seu útero. — Devagar... — Você não vai mais duvidar de mim, Helena! Tá me ouvindo, minha cadela? — meti mais forte e saí de sua boceta, me alinhando em seu rabo. — responda, porra! — Si, Dom... — concordou, quando sentiu meu pau afundando em seu buraquinho, devagar a princípio. — não vou mais duvidar. — Bom, muito bom. Relaxe, minha cadelinha gostosa. — sussurrei, levando minhas mãos pela coluna graciosa, pelas costas, numa carícia suave. Ronronou e relaxou. Enfiei as mãos pela sua frente e puxei seus ombros para trás e meti com tudo. Gritou de novo. Entrou muito apertado. Revirei os olhos, minhas bolas tocando sua boceta melada. Quase gozei e me obriguei a ficar parado um instante. — shhhh, rebole, princesa... Rebole esse cuzinho gostoso no meu pau... Vem, minha cadelinha...— ela gemeu e veio rebolando devagar. Rosnei fora de mim, tirando tudo, hipnotizado pela visão de seu buraquinho pequeno. Bati de volta bem forte. Ela estava linda! O rosto rubro, colado na mesa, seus lábios entreabertos gemendo, seus quadris rebolando, me encontrando a cada investida dura, seu

rabo tomando tudo que tenho para dar. — Como posso querer outra, princesa? Hum? Você é a perfeição do caralho! Porra! M uito gostosa! — rosnei comendo-a sem trégua. Levei uma mão para seu clitóris e o belisquei, gemeu alto. — se toque, Helena! Quero comer minha cadela nessa posição, do jeito que os cães fazem. — rugi e me debrucei em suas costas, puxando-a mais forte pelos ombros, rasgando-a no meu pau. Apoiei o joelho direito na borda mesa e passei a fodê-la num ritmo brutal. Ela gemeu, seu corpo todo entrando em colapso no segundo orgasmo. Choramingou o meu nome, o corpo ficando todo mole. — porra! Princesa! Helena! Isso, goze amor! Goze minha cadelinha linda! Oh, porra! Ohhhhhhhhhhh! — gritei e mordi sua nuca com força. M inhas bolas se eletrizaram, meu pau inchou. M eti mais fundo e gozei enterrado em sua bunda. Esporrei jatos intermináveis dentro de sua quentura apertada. Continuei montado nela, meu corpo sendo drenado até a última gota de sêmen. Ela estava mole, arquejando sob meu peso. — Jesus! Nunca senti nada disso com outra, princesa. Nunca. — murmurei e depositei beijos suaves por seus ombros, puxei seu queixo e a beijei, reverente. Ela é sem sombra de dúvidas a melhor coisa que me aconteceu. — eu te amo, amor. Isso nenhuma outra terá. Só você tem o meu amor. —

completei. — Também te amo. — sua voz foi só um fio, abafada, gasta. Sorrio baixinho e a livro do meu peso. Saio de dentro dela devagar. Gememos no processo. — Vem, vamos nos recompor para irmos almoçar. — a levantei nos braços e nos levei para o banheiro. — Você tem um jeito estranho de discutir a relação, amor. — ela murmurou em meu pescoço. Havia um sorriso em sua voz. — Estranho, mas eficaz, princesa. — sussurrei de volta, beijando-a assim que a coloquei no chão. Arranquei minha boca da sua e nos olhamos nos olhos. — vou apressar a transferência da vadia. M e fale se ela voltar a perturbar você, amor. Ela nunca foi nada além de uma foda para mim, Helena. — se retesou com minhas palavras. — ei, era isso que fazia antes de você. Tenho um passado, princesa. Isso não pode ser apagado, mas vai me prometer não deixar isso ficar entre nós. Prometa-me, amor. — Si, prometo. — sussurrou, seu tom mais firme. Depois do almoço tive uma visita inesperada. Qual foi a minha surpresa quando minha secretária avisou que a condessa Luíza Romano estava solicitando uma hora comigo. O que essa mulher quer? Já disse tudo que tinha para dizer naquele fatídico almoço. Não há mais a menor

possibilidade de um negócio entre nós. Não quando o monstro que quase destruiu Helena estava do outro lado da negociação. Quero essa mulher bem longe. Ainda assim, atendi seu pedido. Estava curioso para saber o que diria. O que queria. Alguns minutos depois ela entrou. Altiva, elegante, linda. Era muito parecida com Helena, mas era só uma casca. Seus olhos eram gelados, livres de qualquer sentimento, tão parecidos, mas ao mesmo tempo tão diferentes. — Obrigada, por me receber. — disse num tom educado. — Confesso que estou curioso. Sente-se, por favor. — disse no mesmo tom polido. — Vou direto ao assunto, não gosto de rodeios. Quero ver minha filha. A encarei. Essa mulher é muito dissimulada. Vadia! — Vou ser bem direto, pois também detesto rodeios. Só pode estar louca se acha que vai chegar perto de Helena. — seu semblante caiu um pouco. A pose altiva escorregando. — e poupe-me desse papo de minha filha. Estou a par de toda a história. Helena foi abandonada. Brutalmente abandonada pela mãe vadia. — Uau! Que defesa bonita. — disse cínica. — você não sabe de nada garoto playboy. Ela é minha filha e não pode me impedir de vê-la.

— Você é um monstro. — senti a bílis vindo à minha garganta. — mulheres como você nunca deveriam ter filhos. Não vai se aproximar da minha mulher em hipótese alguma, está me entendendo? — seus olhos demonstraram surpresa com minha defesa acalorada. M as seus lábios torceram num sorriso cínico. Cerrei os dentes. — você quase a destruiu uma vez. Não vou deixar que faça mal a ela de novo. — Oh, não me faça rir. Você, de todos é o que mais fará mal a ela. — disse desdenhosa. — como acha que ela estará daqui a alguns meses quando tiver se cansado dela e partido para a próxima aventura? — Eu a amo. — minha voz foi convicta, firme. — nunca vou deixá-la. Nunca. — levantei-me e apertei o botão do interfone. — chame a segurança, Suzi. Isso. Preciso que eles escoltem a condessa Romano para fora do meu prédio. — Isso não acaba aqui, está me ouvindo? — levantou-se muito esticada, numa pose de nobre. — vou chegar até Helena. Ela precisa ouvir o meu lado... — Teve quinze anos para fazer isso. Por que só agora? — abri um riso de escárnio. — deixe-me adivinhar. Você está falida. Helena receberá uma fortuna considerável... — Claro que não é por isso. — negou muito

rapidamente. — quero apenas... — Não me interessa o que você quer. Não chegará perto da minha mulher. Acredite nisso. — afirmei e nesse momento dois seguranças entraram na sala. — acompanhem essa senhora para fora do edifício e avisem na recepção que sua entrada está terminantemente proibida, entenderam? — eles assentiram. Ela empertigou-se toda, me deu um olhar de morte e saiu. Cristo! O que foi isso? Ela só pode estar louca se acha que vai se aproximar de Helena novamente. Esse monstro já causou danos demais. A imagem frágil de Helena naquele hospital veio na minha mente. Não. Eu a protegeria dessa vez. Já no final da tarde, Leon me ligou informando todo eufórico, que Júlia havia entrado em trabalho de parto. M andei preparar o jato, porque Helena iria querer ver sua afilhada em primeira mão. Ela não falava em outra coisa desde a ligação de Leon no dia anterior. Jay era o padrinho, também já havia sido avisado e nos encontraríamos todos em Ardócia para receber a princesinha de Leon. CAPÍTULO DEZESSEIS Dominic — Ela não é linda? — Leon repetiu pela milésima vez. Assim que chegamos para a visita. Estávamos

todos no apartamento onde Júlia foi acomodada após a cesariana no dia anterior. Parece que teve algumas complicações e Leon exigiu que fizessem logo a cirurgia para livrá-la das dores. Não quero nem imaginar o que os médicos passaram tendo que enfrentar meu irmão. Ele era muito apaixonado pela esposa. É claro que esteve o tempo todo junto dela, berrando ordens para não deixála sofrer. Havíamos chegado de madrugada e viemos direto para o hospital. Pouco depois, Leon veio até a sala de espera com a pequena Antonella nos braços. Os olhos escuros lacrimosos. Seu semblante orgulhoso. Júlia escolheu o nome em homenagem à mãe de Leon. Ela era mesmo linda. Bom, dizem que todos os recémnascidos são iguais, mas não essa. Sua pele era mais clara e os olhos eram como os de Júlia. M ais um motivo para meu irmão babar em cima dela. Júlia amamentava a pequena. Leon sentado na poltrona ao lado delas. Os olhos muito brilhantes. Pela primeira vez não critiquei sua postura protetora, amorosa com esposa e filhos. Começo a entender perfeitamente o que ele sente. Quando vi Helena segurando a pequena nos braços, seus olhos lindos se iluminando, se enchendo de lágrimas, a última barreira se rompeu dentro de mim. Quero isso com ela. Quero tudo com ela. — Ela é mesmo linda, irmão. — a voz profunda de

Jay encheu o quarto. — graças a Deus que se parece com Júlia. Você é feio pra caramba, Leon. — provocou. Leon bufou e desviou os olhos para Jay. Eles adoram se provocar. São tão parecidos. — Cale a boca, seu idiota. — disse num tom baixo para não incomodar a esposa e filha. — sou muito mais bonito que você. Diga a ele, bebê. — seus olhos foram para Júlia que abriu aquele riso doce para ele. — Claro que é, amor. M uito mais. — sussurrou. Leon tomou-lhe uma das mãos e a beijou. Seus olhares presos. Gritando toda a felicidade que sentiam. — Você é um maricas, irmão. Teve que recorrer à Júlia. — Jay riu baixinho. — Haverá muito tempo para quebrar sua cara, seu bastardo cínico. M as agora só quero ficar perto de mia regina e mia principessa. — revidou, mas havia um riso na sua voz. — Ok. Irmão, vou lhe conceder isso. — a voz de Jay teve um quê de melancolia. Desviei os olhos para ele. Tinha as mãos enfiadas nos bolsos das calças. Sua postura era sempre a mesma, imponente, desafiante, arrogante. Ele nunca falava a respeito, mas todos nós tínhamos a impressão de que uma mulher seria a causa, pelo menos em parte do cinismo dele em relação a relacionamentos.

— Ela é linda, irmão. — minha voz saiu muito embargada. Ouvi a risada baixa de Jay. Ele estava me enchendo sobre meu novo status, desde o momento em que nos vimos. Idiota! — Você e Júlia estão de parabéns. — M inha afilhada vai ficar assustada com tanta testosterona. — Helena murmurou, os olhos presos na imagem de Júlia amamentando a filha. Apertei sua mão e nossos olhos se encontraram. Ela sorriu, linda, feliz. Eu a amo tanto. Logo a porta se abriu e tio M ax entrou. Ele estava completamente recuperado dos problemas de saúde que o afastaram do trono há dez meses. Hoje pela manhã me disse que queria conversar comigo. Suspeito que seja sobre Helena. Leon também me deu alguns olhares estranhos. Seu cenho franziu quando nos encontrou na sala de espera de mãos entrelaçadas. Dois dias depois Júlia e Antonella foram liberadas para ir pra casa. Leon carregou Júlia nos braços do carro até os aposentos deles. Jay estava tentando conter os avanços de um Damien muito entusiasmado com sua irmãzinha. Helena levou a pequena. Eu não me cansava de olhá-la com minha sobrinha no colo. Estava tão linda, tão radiante. Havia algo diferente nela. Não soube o que era, mas ela resplandecia. Tinha cara de mulher. M inha mulher linda. Ajudei Leon a acomodar Júlia na cama,

organizando os travesseiros. Ela ficou numa posição sentada. — Você está bem, perla mia? — Leon sussurrou beijando-a nos cabelos. — Sim, amor. Estou bem. — ela respondeu acariciando sua face. Eles são realmente bonitos juntos. Cristo! Jay tem razão. Virei um maricas! Abri um pequeno sorriso. — Traga Damien para mim, amor. Quero beijar meu príncipe. — ela pediu. Não foi necessário porque Jay já entrava e assim que colocou o pequeno no chão ele correu direto para a cama. — M amãe! — seu gritinho infantil encheu o ambiente. — Ei, cuidado campeão! — Leon sorriu contendo-o antes que se jogasse em cima da mãe. — dê um beijo na mamãe, mas não pode apertá-la. Nostra regina está dodói. — Dodói, mia regina. — Damien repetiu e todos nós sorrimos. Ele era uma criança muito espontânea. — Sim, meu amor. — Júlia assentiu e o beijou nos dois lados do rostinho. Os olhos verdes emocionados. — vamos ver nossa princesinha? — Helena foi até eles e entregou a pequena nas mãos de Júlia. Leon acomodouse sobre a cama com Damien no colo. A imagem que se formou era muito bonita. M eu irmão tinha uma família

linda. — Você tem uma família linda, irmão. — a voz emocionada de Jay, nos fez virar os olhares em sua direção. Não houve cinismo em seu tom. — você é um idiota sortudo por encontrar Júlia. — acrescentou, provocador e seus lábios se torceram num meio sorriso. Isso era raro. Ele quase nunca sorria de verdade. — Obrigado, irmão. — Leon disse visivelmente tocado. — desejo o mesmo para você. — Deus! Não! De jeito nenhum, irmão. — o brilho cínico voltou aos olhos de Jay. — me contento com as cunhadas lindas e os sobrinhos adoráveis. — seus olhos viraram na minha direção e de Helena. — então, Dom? Helena? Quando teremos um bebê? — bastardo debochado! Agora Leon e Júlia nos olhavam também. Eu vou torcer o pescoço dele lentamente. — Nós... Hum... Ainda é cedo. — Helena respondeu por mim. — mas eu vou querer um ou dois. — virou para mim, seus olhos brilhantes. — e você, Dom? M eu peito se encheu de alegria com suas palavras. Ela também queria isso comigo. — Teremos quantos quiser, princesa. — Jay deu mais um de seus risinhos. M aldito bastardo! Helena

— Então, você e Dom... — os olhos verdes de Júlia sorriram para mim assim que os homens saíram do quarto e os pequenos foram levados pelas babás. — Si, custei à acreditar, mas é ele. — afirmei sentando-me na borda da cama. Ela estava linda, nem parecia que tinha dada à luz há apenas três dias. — os últimos três meses tem sido uma verdadeira aventura, cara mia. — sorrio. — a vida com Dominic não tem um segundo de tédio, como ele próprio diz. — Sempre tive uma suspeita de que era ele, Helena. — a olhei surpresa. Ela sorriu. — ele mexia com você como nenhum outro. A vi perder a compostura poucas vezes e todas essas vezes foi Dom quem a tirou do sério. — sorrio também. — Si, só ele tem esse poder. Tão irreverente, debochado, sexy, apaixonante. — murmurei quase para mim mesma. — Estou tão feliz por você, cara mia. — disse naquele tom suave, característico dela. — você está diferente. Há um brilho à sua volta que não havia antes. Leon também percebeu isso. — Ele está mais calmo com minha decisão de permanecer com o Dom? — Sim, acho que ele também tinha suas suspeitas, do contrário não a deixaria lá com Dominic. — disse

baixinho. — Será? — Leon havia percebido algo que nem eu, nem Dominc havíamos percebido na ocasião. É provável. Ele sempre soube que Dom me perseguia e que eu não era imune à ele, embora negasse o tempo todo. — Leon a ama muito Helena. Nós todos a amamos. — disse-me tomando minhas mãos nas suas. — se você estiver feliz estaremos também. Lágrimas vieram aos meus olhos. — E eu amo todos vocês. Obrigada, cara mia. — minha voz embargou. — obrigada por nunca ter me julgado, por me dizer coisas que me fizeram acreditar que podia ser feliz, por ser minha amiga. — Ei, nós somos duas choronas. — brincou, seus olhos lacrimosos também. — você é linda, Helena. Linda por fora e por dentro. Só precisava descobrir isso. Viver mais. — sorriu travessa. — acho que Dom está fazendo um bom trabalho... M inhas faces incendiaram. — Si, ele é perfeito e... Insaciável. — sussurrei envergonhada. Ela riu devagar, segurando o ventre. — É o DNA Di Castellani, cara mia. — conversamos ainda por algum tempo, depois a deixei descansar.

Passei nos aposentos do tio M ax e conversamos por um tempo também. Ele estava preocupado comigo. Parece que a fama de Dominic não o deixaria tão cedo. M as eu pagaria para ver. Eu sei o que vejo em seus olhos e isso não me fará desistir dele. O jantar foi animado. M as Leon ficou apenas um pouco e logo se retirou para fazer companhia à Júlia. Assim que entramos no meu quarto, Dom me abraçou por trás. Andamos até a sacada. Nossa vista dava para uma enseada. Havia uma piscina no jardim privativo logo abaixo. M e prendeu contra a grade. Seu corpo grande incendiando o meu. Gemi quando depositou beijos suaves em meu pescoço e ombro. — Sempre quis saber como era seu quarto, princesa. — sussurrou na minha orelha, lambendo o lóbulo. Sorrio e bufo. — Sempre quis me foder no meu quarto, isso sim. — disse num ronronar, quando suas mãos subiram para meus seios, massageando-os lentamente. Sua risada baixa, sexy reverberou pelo meu corpo. Estremeci em seus braços. — Isso estava no topo da minha lista de natal, amor. — mordeu minha nuca e minha calcinha inundou de vez. — lembra daquela vez que vim até aqui e você bateu a porta na minha cara?

— Si, você se achava um presente de Deus, irresistível. — pausei, para gemer, porque uma mão desceu para minha pélvis. — mas você não era. Provei isso. — provoquei-o. — Hum, não sei não, princesa. Você quase caiu. — sussurrou massageando meu clitóris por cima do vestido. — mas foi melhor assim. Nenhum de nós estava pronto. Não teríamos o que temos hoje se tivéssemos nos envolvidos naquele período. Bufei de novo. — Claro. Você era um maldito galinha. — E você era uma cadela aristocrática, que fingia ser fria. — mordeu minha orelha. — mas provei que há um vulcão aí dentro. Uma cadelinha gostosa. Gostosa pra caralho! — gemeu, cavando o pênis na minha bunda. — vem, amor. Não me canso de foder você, e agora em sua cama. É minha fantasia se tornando realidade. — murmurou e me girou, levantando-me nos braços. — Eu sempre quis ter você aqui. — admiti e seus olhos se iluminaram num brilho safado. — Eu sei, princesa. Por que acha que vim bater na sua porta? — gargalhou, bati no seu ombro e entramos para o quarto. CAPÍTULO DEZESSETE Helena

M exi-me, preguiçosamente na cama, braços fortes me apertaram mais, puxando-me contra um peito duro e um pênis mais duro ainda. A risada baixa, rouca, libidinosa bem no ouvido, me teve completamente desperta. M eu lindo e insaciável marido me queria de novo. Gemi rebolando a bunda em sua protuberância. Estávamos nus. Ele dorme assim e não me deixa colocar nada também. Diz que gosta de me abraçar nua. É claro que ele gosta. Facilita bastante o acesso... Seus lábios quentes depositaram beijos molhados, de boca aberta no meu ombro. M eu corpo sofreu espasmos deliciosos, eletrizantes, quando seus dentes mordiscaram do ombro ao pescoço. Suas mãos se separaram, uma indo para meus seios e a outra descendo numa carícia lenta, torturante pelo meu ventre. M inha vagina encharcou antes dele chegar lá. Dio! Ele realmente sabe como tocar o corpo de uma mulher. Ronronei quando seu polegar circulou lentamente meu clitóris. Abri mais as pernas, sedenta, louca por mais. Sua risada safada soou de novo, ciente do que fazia comigo. Tão convencido. Tão gostoso. — Ahhhh! Dom... Amore mio... — gritei quando meteu dois dedos em minha vulva. A outra mão puxou meus mamilos, levantei a perna, apoiando o calcanhar na sua coxa, seus dedos entraram mais fundo. M e comeu

assim, gemendo, me atacando de todas as formas, mãos, boca e seu pênis cavando, deslizando na fenda do meu traseiro. — ohh! Por favor... — miei desavergonhada. — Por favor o que, cadela gostosa? — rosnou chupando forte meu ombro. Tenho certeza que ficariam marcas. Girou os dedos dentro de mim lentamente, tocando o ponto que ele sabia encontrar muito bem. Foi demais. Quebrei gozando, gritando seu nome, balbuciando, meu corpo sacudindo, estremecendo. — é isso que você quer, cadela safada? — retirou os dedos e senti a cabeça gorda na minha vulva encharcada. Puxou mais minha perna arreganhando-me ao máximo e estocou duro rasgando-me até fundo. Gritei com sua invasão brusca. — ahhhhhh! Que bocetinha deliciosa, princesa! Cristo! Não me canso de comer você, amor. — gemeu em meu ouvido. Desceu a mão dos seios e apertou minha cintura, me puxando com força para encontrar suas arremetidas brutas. M ordeu minha orelha e me puxou para cima dele, num malabarismo maluco, sem desfazer a conexão. — Ahhh! Dom... Oh, Madonna mia! — choraminguei de costas para ele, completamente empalada, esticada ao limite. Nessa posição seu pênis entrava fundo. — Dobre as pernas para trás, princesa... Isso,

minha cadelinha... — gemeu quando fiz o que mandou e minha vulva desceu mais, tomando-o todo dentro de mim. Suas mãos passearam lentamente pelos meus braços indo até meus pulsos e me puxou para trás, me fazendo arquear as costas. Nunca havíamos feito assim... M as era muito gostoso senti-lo me abrindo ao máximo. Gritei quando estocou com força de novo e de novo, comendo-me sem dó. — porra! Que cadela mais gostosa! Gostosa pra caralho! — grunhiu e me fez apoiar as mãos em seus ombros. A posição era decadente. M eu corpo arqueado, sendo fortemente invadido por ele. Suas mãos deslizaram pelas minhas coxas, apertando, correndo as unhas bem aparadas, por minha pele, subiram para a bunda, seus dedos se infiltrando entre as bochechas, massageando meu ânus. Gemi fora de mim. Sorriu baixinho. — você adora isso, não é, cadela safada? — suas mãos foram para minha cintura me puxando e meteu brutamente. Gritei. — adora ser minha cadelinha! M inha! Só minha! — rosnou e me fodeu furiosamente por muito tempo. Já estávamos suados, grunhindo, gemendo. Uma mão foi para meu clitóris, massageando-o, eletrizando-me mais ainda. Gemi alto quando deu um beliscão. A sensação louca de dor e prazer se espalhando por todo o meu corpo.

— Ahhh! Dom... Amor... Eu vou... Ohhhhhhhhhhh! — gritei a plenos pulmões, quicando em seu pênis que me rasgava brutalmente agora. — Isso, cadelinha linda! Goze bem gostoso no meu pau! Goze, porra! — rugiu e senti meus cabelos da nuca sendo puxados com violência. Fiquei completamente imobilizada, enquanto meu corpo era bruscamente tomado, invadido, possuído por ele. Rosnou alto e meteu mais fundo, muito fundo. Seu pênis inchou me alargando ao ponto da dor. — oh, merda! Princesa! Cristo! Amor, tão gostosa... — grunhiu, estocando sem dó e gozou finalmente. Seu esperma enchendo-me numa quentura deliciosa, me fazendo arquejar nos últimos resquícios do orgasmo intenso. M eu corpo caiu mole em cima dele, minhas costas contra seu peito duro. — Jesus! M inha cadelinha linda. — sussurrou, sua voz sexy me fazendo fechar os olhos e ronronar, cansada, saciada, feliz. Espalhou beijos suaves pelo meu ombro direito, seus braços, vindo em torno da minha cintura. Cheirou meu cabelo na nuca, sua respiração ainda alterada. — sou louco por você, princesa. — mais beijos suaves, em meu pescoço. — completamente louco, amor. — puxou meu queixo e abri meus olhos. — E eu por você, amor. — murmurei. Abriu aquele riso lindo e me beijou devagar, muito devagar, me

adorando nesse beijo. Amo como ele é dominante, bruto, mas extremamente suave também. Tomamos banho juntos e fizemos nosso desjejum na ampla sacada. Ainda ficaríamos dois dias em Ardócia. Quero aproveitar ao máximo minha afilhada. Ela é tão linda. Senti uma emoção tão forte quando Leon a entregou para mim no hospital. Era a prova de que Júlia nunca teve receio a meu respeito. Já havia ficado emocionada, quando me disse há seis meses, que gostaria que fosse madrinha de sua filha, mas quando a peguei no colo, foi muito mais forte o que senti. Foi como se algo aflorasse dentro de mim. Um instinto de proteção e amor por aquele serzinho tão pequeno. Acho que era o chamado instinto maternal, que todas as mulheres têm. Bom, nem todas. Foi inevitável não lembrar do rosto bonito, mas frio daquela que devia ter sido a minha mãe. Saímos do elevador na ala dos aposentos de Leon e Júlia. Já passava das oito. Bati levemente na porta e a voz de Leon nos mandou entrar. Ele estava sentado na borda da cama, levando colheradas de iogurte à boca de Júlia quando entramos. — Amor, eu posso comer sozinha. — ela disse sorrindo do cuidado exagerado do marido. — É claro que pode, bebê. — disse Leon limpando

os lábios dela devagar. — mas quero mimar minha mulher. Não vai me negar isso, não é, perla mia? — seus olhares se encontraram e ela sorriu docemente, levando uma mão ao rosto dele. — De forma alguma, amor. Amo o jeito que cuida de mim. — murmurou. Ele debruçou-se na direção dela e a beijou nos lábios ternamente. — Vocês percebem que estamos aqui, não é? — Dom interferiu, seu tom brincalhão. Os dois finalmente tomaram conhecimento de nossa presença. Sorriram cúmplices. — Bom dia para você também, irmão. — Leon bufou e retirou a bandeja do colo de Júlia. — Bom dia, irmão. — Dom sorriu irreverente. — como você está, Júlia? — completou com carinho. Ele e Jay a adoravam. Júlia foi muito importante na aproximação dos irmãos. Sempre convidando, inserindoos nos eventos familiares. Eles se davam muito bem, depois dos estranhamentos iniciais e o choque da descoberta. — Estou muito bem, Dom, obrigada por terem vindo. — ela respondeu suavemente. — Dom, quero falar com você. — a voz de Leon nos fez encará-lo. Ele tinha a expressão solene de chefe de Estado. Ele com certeza queria saber sobre o atual

status do meu relacionamento com Dominic, dada nossa intimidade escancarada. Ele é tão protetor. Tenho certeza que também não vou escapar de uma dessas conversas antes de deixarmos a ilha. — fique com Helena, amor. Não vou demorar, mas se precisar não hesite em me chamar. — completou em tom amoroso encarando a esposa. — Ficarei bem com Helena, fique tranquilo, amor. — Júlia garantiu. Leon a beijou de novo. Dom levou minha mão que ainda segurava aos lábios e a beijou, nossos olhos travados. Sorriu lindamente querendo claramente me tranquilizar. — Já volto, princesa. — sussurrou antes de virar-se e acompanhar Leon deixando o quarto. Dominic — Pode me explicar o que é isso que estou vendo entre você e Helena? — Leon despejou logo que entramos em seu escritório. Ele é malditamente direto, exatamente como eu e Jay. Seus olhos negros me perfuraram, astutos, à procura de um deslize. Olhos de rei. — É isso que está vendo. — disse calmamente me sentando na outra ponta do estofado, onde ele havia se acomodado. — nosso casamento é real agora. Não vamos mais pedir a anulação ao final dos três meses.

Seu semblante demonstrou surpresa por um instante. Então sua boca se curvou num sorriso enigmático, como se soubesse de algo que eu não sabia. — Você a ama? — mandou de novo à queima roupa. Cristo! — Sim, eu a amo. — afirmei sem piscar. — e ela também me ama. Isso começou errado, mas estamos bem juntos e queremos permanecer assim. — garanti. — Finalmente percebeu. Você é tão idiota, irmão. — bufou tão cínico quanto Jay. — nenhum homem persegue uma mulher da forma que a perseguiu só para transar, Dom. M inha boca se abriu e fechou de novo. Jesus! Parece que só eu não havia percebido o óbvio. Não consegui conter um riso. — Jay me disse a mesma coisa. Ok. Sou um idiota, mas agora está tudo resolvido e esclarecido. — assenti. — Helena continuará sendo minha mulher. Os olhos escuros sustentaram os meus com determinação. Ele foi treinado para intimidar os outros. Parecia um agente de alfândega. Bufei mentalmente. — Cuide dela, irmão. Helena merece ser amada. — pediu em tom mais ameno. — Cuidarei, irmão. — minha voz foi firme. Ele acenou levemente com a cabeça. — Leon, a propósito,

Helena teve surtos recentemente. Como ela conseguia controlá-los no passado? Ou esses episódios sempre foram frequentes? — seus olhos mudaram para preocupados agora. Ele realmente a amava. — Ela fez terapia por um longo tempo, Dom. — suspirou, sua expressão pesarosa. — conseguiu controlar, mas nunca extinguir totalmente. Sempre teve pequenos episódios. O que houve? Porque sempre há uma fonte de desconforto que provoca o surto. — Primeiro foram os paparazzi em Las vegas e recentemente foi Luiza Romano. — revelei e sua expressão ficou lívida. — Helena a encontrou por acaso, eu acho. — ultimamente tenho pensado que o conde finalmente ter cedido sobre o negócio tinha algo a ver com Helena ser minha esposa. Nada me tira da cabeça, que a vadia estava de olho na herança dela. — Como assim? O que questa maledeta fez? — cerrou os dentes, muito irritado. — Helena teve um surto grave, teve que ser contida num hospital. — suspirei passando as mãos pelos cabelos. — mas o pior veio depois. A vadia diz que quer vê-la. A proibi de entrar na empresa, redobrei os cuidados com a segurança, mas não sei se isso vai realmente impedi-la de chegar até Helena. Ela ainda não sabe que Luiza quer entrar em contato.

— Você precisa protegê-la, irmão. — pediu-me num tom sério. — Luiza é fria, calculista, jamais sentiu amor pela filha. Não a deixe chegar até Helena. M inha boca se abriu para perguntar o que de fato tinha acontecido. Qual a extensão de tudo que a puta tinha feito para Helena, mas a porta se abriu e Jay entrou acompanhado de tio M ax. Os dois sorriam numa camaradagem fácil. Todos nós respeitávamos e amávamos nosso tio. Leon e Damien tiveram sorte de tê-lo enquanto cresciam. Ele era um homem íntegro, sereno. Os olhos escuros eram inteligentes, mas tinham uma expressão paternal quando nos olhava. Não sei se o príncipe M arco era assim, nunca havia tocado nesse assunto com Leon. Eu não tenho pai. Nunca tive. Nunca vou conseguir me referir a ele como meu pai. Isso é fato. — Figlio mio. — saudou-me num tom afetuoso. Acomodou-se no outro estofado à nossa frente com Jay. — conversei com Helena e ela me disse algo que me deixou muito satisfeito. Vocês querem continuar juntos. Eu sempre desconfiei que as intermináveis provocações entre vocês acabassem assim. — sorriu-me, os olhos brilhando astutos. Ok. Então, todo mundo sabia. Sentime o idiota do século. Jay abriu seu riso jocoso, arrogante de quem sabe tudo e está imune a sentimentos. — Cale a boca, Jay. — cuspi antes que fizesse um

de seus comentários espertinhos. Ele gargalhou cínico. Bastardo! — Apenas prometa-me uma coisa, figlio. — a voz serena do meu tio teve minha atenção de novo. — vai se casar com ela numa cerimônia aqui na ilha, como deve ser. — meneou a cabeça levemente. — os príncipes não se casam em Las Vegas, diante do Elvis, Dom. — mas contradizendo seu tom de reprimenda, acabou abrindo um pequeno sorriso. — diga-me, a cidade do pecado é mesmo tudo que dizem? Gostaria de conhecer um dia. — Prometo, tio. — assenti mais aliviado. — e sim, Las Vegas é incrível. Posso acompanhá-lo se quiser. Conheço a cidade muito bem e... — me interrompo e sorrio. — acho melhor Jay acompanhá-lo, tio. — Você se transformou num grande maricas mesmo, irmão. — Jay bufou. — quem diria que a recatada Helena colocaria rédeas curtas em você, hein? — Ria enquanto pode, seu bastardo. A mulher que vai te colocar de joelhos está lá fora, em algum lugar e quando encontrá-la vou rir muito. — provoquei-o. — Deus! Não me deseje tão mal, irmão. Nenhuma mulher tem esse poder. Nenhuma. — suas últimas palavras foram um tanto ríspidas. — Nenhum de nós acreditávamos nisso, até que nossas mulheres nos provaram que éramos dois idiotas.

— Leon afirmou, entrando na provocação. Ele adora medir forças com Jay. — Oh, pelo amor de Deus! — Jay revirou os olhos. — vou desenvolver diabetes se ficar muito tempo perto de vocês. — riu de novo, debochado. — vocês são dois maricas, irmãos. M as são dois maricas sortudos. Encontraram mulheres especiais. Devem cuidar delas. — riu mais ainda ao ver nossas caras surpresas. — viram? Também tenho sentimentos. — Também te amo, irmão. — Leon alfinetou-o. — Isso é meio gay, Leon. — rebateu com sua postura de não tô nem aí. Todos nós gargalhamos. — É sempre bom ver meus três sobrinhos reunidos. — a voz calma de tio M ax nos fez encará-lo. — lembrome de M arco, de como éramos amigos enquanto crescíamos. — suspirou como se viajasse no tempo. Senti a tensão vindo em ondas de Jay. Ele era o mais avesso ao falar no nome do nosso pai. Teve uma vida muito difícil e trazia marcas desse período que acredito nunca cicatrizaram. — Leon é o mais parecido fisicamente com meu irmão, mas você, Dom, tem a irreverência dele. Sempre alegre, de bem com a vida e, claro, aventureiro, mulherengo... — Tio, isso é passado. — cortei-o, mas em tom respeitoso.

— Espero sinceramente que sim, para o seu bem, irmão. — a voz de Leon era séria, agora. — É sério, pode acreditar eu... — o toque de meu celular me interrompeu. Saquei-o do bolso. Era uma mensagem. Uma mensagem de vídeo de um número desconhecido. Abri e o conteúdo fez meu sangue gelar nas veias. Cristo! Eu tinha meu pau enfiado na garganta de uma loira, enquanto chupava os peitos enormes da outra. Alguém tinha gravado minha malfadada tentativa de trair Helena no clube de sexo. Jesus! O vídeo foi interrompido antes do desfecho. Para quem via era uma farra com um final óbvio. Outra mensagem chegou e o conteúdo desta me fez realmente desesperado: sua mulher está assistindo seu desempenho nesse exato momento. Boa sorte! CAPÍTULO DEZOITO Dominic Corri desesperado pelo palácio até o quarto de Júlia. Cristo! Essa merda não pode estar acontecendo. Helena não merece ver esse vídeo horrível. Gemi de desgosto, porque tecnicamente aquilo foi uma traição. Sim, porra! Estou consciente de que aquilo foi uma traição! Ela vai me odiar e com toda razão. M inha mente estava a mil por hora, tentando arquitetar algo que a fizesse entender, me ouvir antes de me julgar. M as conhecendo-a como

conheço, vai querer arrancar minhas bolas antes que abra a minha boca. Foda! Quando eu descobrir quem foi o maldito que enviou o vídeo vou matá-lo lentamente. É óbvio que enviou com a intenção de ferrar comigo, não só comigo, com nós dois. Ela estava tão feliz. Senti um aperto no peito por ela ter que lidar com uma parte tão feia de mim, exposta de uma forma tão bruta, crua. Uma parte de quem fui por muito tempo. No entanto, não sou mais aquele homem. Eu a amo. Amo e não vou deixar ninguém envenená-la contra mim. Ninguém vai me separar dela. Ninguém. Tentei manter isso em mente. Bati na porta de Júlia, mas quando entrei não havia mais sinal de Helena. Júlia estava amamentando minha sobrinha. Seus olhos verdes muito claros se fixaram em mim. — Helena não está mais aqui? — minha voz saiu esganiçada. Seu cenho franziu levemente. — Ela saiu há uns vinte minutos. — me examinou atentamente. — algum problema, Dom? Gemi frustrado, enfiando as mãos pelos cabelos. — Como ela estava quando saiu? Notou algo diferente nela? — inquiri, preocupado. Se ela tiver outro surto por minha culpa não vou me perdoar. — Seu telefone tocou. Ela viu uma espécie de mensagem e saiu dizendo que tinha algo urgente para

resolver. Pensei que fosse relacionado à empresa. — pausou, e sua mão parou a carícia que estivera fazendo na cabecinha de Antonella. — mas pela sua cara vejo que não é isso. O que houve, Dom? — Fui um idiota, Júlia. — assumi angustiado. — fiz algo muito feio...— gemi de novo. — alguém gravou tudo e enviou à ela para ferrar com nossa relação. — Então a suspeita se instalou em mim. Amanda! Porra! Amanda estava no clube aquela noite. Vou matar essa maldita puta! — Quando diz algo feio está se referindo a traição, Dom? — seu tom foi suave, mas havia uma nota de decepção que fez com que me sentisse pior. — Sim. — concordei, tentando sustentar seu olhar que se tornou abertamente reprovador com minha admissão. Sua mão voltou a acariciar a cabecinha da filha. — Sinceramente não consigo pensar em nada para dizer a não ser que Helena não merecia isso de você. — sua voz foi baixa, sentida. Cristo! — Não, ela não merecia. —concordei mais uma vez. — eu a amo. Sei que fiz merda, mas isso foi antes de compreender a profundidade do que sinto por ela. Seus olhos me fixaram por alguns instantes como se julgassem se estava sendo sincero. Seu semblante

suavizou um pouco. — Vá dizer isso à Helena, porque traição não é algo fácil de superar. Você a ama? Prove isso a ela. E, Dom? Querido, pense antes de fazer outras merdas. — Júlia tinha um jeito suave de dar bronca. Entendo porque meu irmão era completamente dominado. Ela era uma fortaleza apesar da aparência doce e calma. Deixei o quarto de Júlia e segui com minha busca. M eia hora depois eu estava realmente desesperado. Não havia sinal de Helena. Ela tinha saído do palácio. M as para onde? Ben e Scott não a viram. Ninguém a tinha visto. Caralho! Que porra eu fui fazer? Eu não posso perdê-la. Como pude ser tão idiota e cego? Todos haviam percebido que sentia algo mais por ela, enquanto permaneci de olhos vendados até fazer uma besteira atrás da outra. Primeiro a cena ridícula com Amanda no meu escritório e depois me deixei levar pela raiva que senti quando Helena me disse que não iria mais tocá-la, pelo ciúme irracional de ver outro homem desejando abertamente o que era meu. A junção de tudo isso ao fato de que não queria assumir que era muito mais que uma foda para mim, me fez ir até aquele clube e tentar fazer o que era corriqueiro para mim, transar com duas vadias. Fechei os olhos e inspirei a brisa na sacada dos aposentos dela. Batidas fortes na porta me puxaram da

minha introspecção. Não foi nenhuma surpresa quando abri a porta e dei de cara com um Leon muito sério. Afastei-me dando-lhe passagem. — O que você fez, irmão? — sua voz saiu mais preocupada do que dura. M as sabia que sua preocupação era com Helena. — Fiz muitas besteiras, Leon. — admiti enfiando as mãos nos bolsos das calças. — mas a pior delas está gravada num vídeo que foi enviado hoje à mim e a Helena. — suspirei. — ela sumiu depois disso. Seu celular está desligado e estou louco sem saber se ela está bem. — Qual o conteúdo desse vídeo, Dom. — seu tom foi hostil agora. M erda! — Alguém gravou minha indiscrição com duas vadias. — admitir isso me fazia senti um verme. — e enviou a nós dois para nos ferrar. — Você vai consertar essa merda com ela. Está me ouvindo, irmão? — Leon rosnou, os olhos escuros me fuzilando. — e o principal, você não vai mais fazer esse tipo de asneira. Estamos entendidos, Dom? — cristo! Ele quase nunca sai do modo rei. — Claro que não vou fazer algo tão estúpido de novo, irmão. — assenti, elevando meu tom também. —

e pode parar com essa pose de grande monarca para cima de mim, porque você também fez muita asneira antes de se acertar com Júlia. Fique fora e me deixe viver a minha história. — completei. Seu maxilar cerrou, mas acenou com a cabeça. — Certo, Dom. — disse num tom mais conciliador. — tentarei não me intrometer mais. — passou as mãos pelos cabelos. — Helena já sofreu muito, irmão. Só insista nessa história se tiver realmente certeza de seus sentimentos por ela. Poupe-a de ter que passar por esse tipo de coisa no futuro. — Eu a amo, Leon. Por que ninguém consegue me levar a sério? — ele subiu uma sobrancelha irônica. Ok. Foi uma pergunta imbecil. Como alguém poderia me levar a sério se eu mesmo me sabotava desse jeito, porra? — vou consertar essa merda, prometo, irmão, mas para isso preciso encontrá-la primeiro. Você tem alguma ideia de onde pode ter ido? Seus lábios torceram e seu cenho franziu um pouco e sua postura apreensiva me deu a certeza. Ele sabia onde Helena estava. — Si, sei onde Helena está. — afirmou. Estávamos os dois de pé nos encarando no meio do quarto. — está na sala de cinema. É seu lugar de fugas, desde quando chegou ao palácio. Era para lá que sempre corria quando

algo a tirava de seu equilíbrio. — as palavras dele me acertaram como um soco. — Você a viu? — quis saber num fio de voz. — Si, quando Júlia me disse que havia algo errado, imaginei que a encontraria lá. — disse, seus olhos me perfurando. — não a machuque, Dom. Só vá até lá se tiver certeza. Do contrário é melhor deixá-la sozinha. Falta pouco mais de uma semana para o fim do contrato. Helena pode ficar aqui enquanto isso e você... — Eu a amo, porra! — rosnei, cortando-o muito irritado, agora. — Helena voltará comigo para Nova Iorque, para nossa casa. Vou até ela e você não ouse tentar me impedir, está me entendendo, irmão? — sua sobrancelha cínica subiu de novo. Ele era tão parecido com Jay quando fazia isso. Estava claramente gostando de me ver torturado. Bastardo! Todo o trajeto até a sala de cinema foi feito numa agonia absurda. Entrei no ambiente semiescuro e esperei minha visão se ajustar aos poucos. Então a avistei. M eu coração doeu com a visão. Estava sentada na poltrona no meio da primeira fileira. Seus joelhos puxados até o peito, seu queixo apoiado sobre os joelhos. Aproximeime devagar. Ela não fez nenhum movimento que reconhecesse minha presença, continuou lá, seus olhos vidrados na tela há alguns metros de nós. M eus olhos

seguiram a direção dos dela para a telona. Charles Chaplin32 fazia palhaçadas num filme mudo em preto e branco. Sentei-me na poltrona do lado. Arquejou, o primeiro sinal que me viu chegar. M eus olhos voltaram para ela. Lágrimas rolaram pelas suas faces. Um bolo se formou em minha garganta. — O que faz aqui, Dominic? — sua voz saiu entrecortada, mas os olhos continuavam fixos à frente. — Princesa... — falei baixinho, tomado por uma vergonha e uma dor sem tamanho ao ver o estado que ficou por minha irresponsabilidade, minha deslealdade. — eu sinto muito, amor. Deus! Eu sinto tanto. Ela não disse nada, apenas fechou os olhos e mais lágrimas caíram. Uma sensação ruim começou a se espalhar dentro de mim. Ela estava muito quieta. Não estava brigando, medindo forças comigo. Era como se tivesse... Cristo! Era como se tivesse desistindo de tudo, de mim, de nós. — Por favor, fale comigo. — supliquei, tocando seu antebraço, ela deu um soco se livrando do agarre, como se meu toque fosse repugnante. — me deixe explicar, Helena. Não foi daquela forma que aparece no maldito vídeo... — A data do vídeo coincide com a noite em que saiu berrando que ia comer vadias na rua. Aquilo é

montagem? — seus olhos cravaram em mim, me deixando sem escapatória. — você não teve seu pênis enfiado na garganta daquela vadia, enquanto chupava os peitos enormes da outra, gemendo, grunhindo como um cachorro no cio? — Jesus! Essa merda não vai ser fácil de ser contornada. Eu fodi tudo, literalmente. O silêncio crepitou entre nós, denso, cheio de significados. Os olhos exóticos desafiavam-me a negar o que era tão explícito e eu deixei meus ombros caírem. — Não, não é uma montagem, princesa. — afirmei e seu semblante caiu ainda mais. Compreendi que ela ainda esperava que tudo fosse um engano, mas não era. — aquele sou eu, tentando provar estupidamente que você não passava de uma foda, que ainda poderia pegar vadias como sempre fiz, que você não era importante para mim. — soltou um gemido angustiado com minhas palavras. — mas me dei conta da burrada que estava fazendo antes de chegar ao final... Eu não consegui terminar... Eu só pensava em você, em tudo que sentia quando fazíamos amor, em... — Você pode sair, agora. — sua voz me cortou e ela voltou a encarar a tela. — Não faz assim, amor. — pedi tentando tocá-la de novo, mas recolhi a mão quando se afastou mais uma vez. — aquilo foi um erro estúpido que nunca mais se

repetirá, princesa. Acredite, por favor. — Você me traiu. — sussurrou numa voz quebrada, mas não me olhou. — e você mentiu sobre isso. Disseme que havia tentado. O vídeo é bem claro, Dominic. Dessa vez estamos encerrando. Definitivamente encerrando. — completou num tom calmo, como se não tivesse falando de algo que mexia com tudo que havíamos planejado e meu coração sofreu um baque. — voltamos ao acordo original. Tudo acabará dentro de dez dias. — Não. Você está magoada, com toda razão, mas isso não é o fim, princesa. — falei, o desespero começando a tomar-me porque ela estava diferente, muito controlada. Eu preferia que estivesse gritando, me insultando, com isso eu saberia lidar, mas essa Helena calma, retraída estava me dando calafrios. — vamos superar isso, amor. Por favor, diga que vai me ouvir quando estiver mais calma. — Eu estou calma, Dom. — ouvi-la me chamar assim, me deu esperanças de que já não estivesse tão inacessível, mas as palavras seguintes me gelaram da cabeça aos pés. — só não vou mais ser seu brinquedinho do momento. Afinal, sua puta disfarçada de advogada tinha razão, não é? — Ela é uma puta, sim, mas não é minha. — rosnei,

começando a perder a paciência. — que merda é essa, Helena? Não consegue perceber que quem enviou essa porra de vídeo tem o objetivo claro de ferrar com nosso casamento? — levantei-me e passei as mãos pelo rosto. — vamos, princesa. Você é inteligente o suficiente para perceber que isso foi a porra de uma armação para nos ferrar. — Você foi o único a nos ferrar, Dom. — cerrou os dentes e pela primeira vez, vi algum sinal de que sairia daquele estado de calmaria assustador. — você foi o único a enfiar a porra do seu pau na garganta daquela vadia! — oh! Uau! Jesus! Ela nunca havia usado palavrões desse porte. É disso que estou falando! Com essa Helena consigo lidar. Levantou-se também, calçando as sandálias. — saia da minha frente, seu maldito imbecil! Não vai mais me dirigir a palavra, está entendendo? Encerramos aqui. M eu advogado o procurará daqui a dez dias. — grunhiu, passando por mim, se esgueirando para não me tocar e andou apressada em direção à porta. — Daqui a dez dias estaremos em Nova Iorque, em nossa casa, princesa. — falei às suas costas. — porque esteja certa de uma coisa, não vou assinar a porra do divórcio! — meu tom subiu, pois ela nem ao menos se virou, continuou andando. — está ouvindo? Nunca vou

assinar essa porra! Você está sendo uma cadela burra! Helena? — berrei quando saiu batendo a porta. — PORRAAA! — gritei chutando a poltrona à minha frente. Ela me expulsou do seu quarto e me ignorou pelos dois dias que ainda ficamos em Ardócia. Partiríamos amanhã. No jantar dessa noite, ficou o tempo todo conversando com Jay, Leon e tio M ax. M erda! Ela seguiria mesmo com essa birra de não falar mais comigo? Assisti o vídeo maldito pela milésima vez, tomando uma dose de uísque na sacada dos meus aposentos. Tentei me colocar no lugar dela. Cristo! As imagens eram chocantes. Ela tinha toda razão em estar me dando esse gelo do caralho! Não, não era apenas um gelo. Ela queria o divórcio. Era uma cadela teimosa e não desistiria disso. M exi os cubos de gelos dentro do copo e olhei as montanhas ao longe. O que eu faria para trazê-la para mim de novo? Preciso de um plano urgente. Jesus! Quem diria que no final das contas, eu é quem não queria encerrar o contrato? Isso é tão fodido, porra! Ela me pegou pelas bolas desde o início e eu burro não percebi logo. Você merece estar passando por esse tormento agora, seu babaca! Tomei o restante da bebida num só gole. M inha mente tentando encontrar algo, qualquer coisa para impedi-la de me deixar. Então as

palavras de tio M ax vieram nítidas na minha cabeça: os príncipes não se casam em Las Vegas... Uma ponta de esperança surgiu no meio do meu desespero e eu soube o que devia fazer. Eu faria a coisa certa dessa vez. Disquei vários números e providenciei tudo para a manhã seguinte. Qual foi minha surpresa ao entrar no quarto dela pela manhã com um lindo buquê de rosas que eu mesmo havia escolhido e encontrar vazio. Só havia as outras dúzias de rosas que havia encomendado e foram entregues na primeira hora da manhã. Foi ideia da minha secretária. Ela disse que o noivo havia feito isso quando a pediu em casamento. Encheu seu apartamento de rosas. Achei a ideia muito boa na hora, mas me senti ridículo, bobo, parado sozinho no meio do quarto, porque não havia o menor sinal de Helena ali. Uma sensação de impotência tomou conta de mim. Saquei o telefone e chamei Ben e o que me disse assustou-me pra caralho. Helena estava agora se dirigindo ao aeroporto. Estava fugindo de mim. Porra! Saí correndo como um louco. Princesa, se você pensa que a deixarei ir assim tão fácil, você ainda não me conhece! Helena Acomodei-me na poltrona do avião e fechei meus olhos. Há dois malditos dias que não consigo tirar aquela

imagem da minha cabeça. Dom se esbaldando com duas vadias loiras peitudas. Seu tipo preferido, como enfatizou Amanda-puta-Parker. Ele disse que alguém estava querendo nos separar. Ninguém precisava ter muito trabalho quando um maldito cachorro vadio estava no meio! Idiota mentiroso! Ele me disse que havia apenas tentado me trair. As imagens são bem claras. Eu o odeio! Odeio que tenha me enganado! Odeio principalmente ainda amá-lo. Oh, Dio mio! Não sei o que faria, mas uma coisa era certa, ficaria bem longe dele até o contrato acabar. Havia conseguido driblar Ben e Scott. Quando descobrir será tarde. Em poucos minutos estaremos no ar, longe de Dominic e suas mentiras. Aquele maldito cachorro vadio. Ouvi um tumulto na porta do avião e a voz que sobressaiu, enchendo o ambiente me fez arregalar os olhos imediatamente. — M inha mulher está aí dentro! Esse avião não decola com ela! — Dom falou num tom alterado. Santo Cielo! Não pude acreditar no que vi. Dom estava avançando pelo corredor com passos decididos. Os olhos verdes encontraram os meus e suavizaram, suplicantes, apreensivos. — princesa. Amor, deixe-me explicar, por favor. — pediu parando diante dos três assentos. Eu estava do lado da janela. Só então notei o que ele trazia nas mãos. Oh, Dio mio! Um enorme e

lindo buquê de rosas vermelhas. Estávamos chamando a atenção de todos. Gemi envergonhada. — Caia fora, seu maldito exibicionista! — rosnei entre dentes. Seus olhos inflamaram e eu soube que não pararia ali. — Eu te amo, princesa. — olhou em volta, todos nos observando com expressões surpresas e divertidas e berrou: — eu amo essa mulher! Estão ouvindo? Amo essa mulher e ela quer me deixar. Vocês acham isso justo? — Oh , Madonna mia! M ais um vídeo no YouTube. Houve um burburinho geral. — Cale a boca, seu imbecil! Está chamando a atenção de todos. — grunhi, me virando para a janela. Não quero olhar para ele. Não quero ver seus olhos suplicantes, cheios do amor que achei que tinha visto tantas vezes. — Não vou me calar até você me ouvir, amor. — afirmou num tom mais baixo, íntimo. M eu coração acelerou contra a minha vontade, porque amo a voz dele, rouca, sexy. Gemi, sacudindo a cabeça. — cometi um erro estúpido, mas não vai acontecer novamente. Prometo, princesa. — Não vai acontecer mesmo. Acabou, Dominic. — disse olhando-o de novo. Ele estava tão lindo num terno escuro. Os cabelos negros despenteados de um jeito

sexy. Cristo! Pare por aí, Helena! — você mentiu para mim. Você não me disse que fez... — olhei em volta. Todos esperavam o desfecho da cena inusitada. — não disse que tinha feito aquilo. — Os murmúrios começaram de novo. Mas o que foi que ele fez? As vozes sussurravam. — Certo, princesa. Eu devia ter falado que tinha feito... Aquilo. — admitiu parecendo desconfortável diante de tantos olhares. — O que foi que você fez para deixá-la tão brava, amigo? — o homem da poltrona atrás da minha quis saber e todos o seguiram. M eu rosto incendiou. Ele era mesmo a merda de um exibicionista! — Amigo, não complique mais as coisas. — Dom pediu com a sugestão de um sorriso nos lábios. — estou tentando conversar com a minha mulher. — Ah! Sabia que lembrava de vocês de algum lugar. — o homem levantou e gritou para o avião: — eles são o casal da sacada! Amigo, que performance! — completou sorrindo maliciosamente. Oh, Dio mio! Gemi afundando no meu assento. Os dois rapazes do meu lado me olharam com risos safados. Isso ficava cada vez pior! — Princesa, venha, desça comigo. — Dom pediu num tom baixo. — vamos conversar, amor. Estamos

chamando a atenção e atrasando o voo. — Só agora percebe isso? — cuspi, mexendo-me na poltrona. — e não perca seu tempo, seu maldito cachorro vadio! — uma onda de gargalhadas explodiu à nossa volta. — não vou sair daqui. Seus olhos queimaram em mim e ele pediu à uma mulher no outro lado do corredor para segurar o buquê. O rosto dela corou, admirando-o, praticamente se derretendo em uma poça por ele ter falado com ela. Idiota! Por que ele tem que ser tão bonito? — Saia daí, princesa. — disse ainda no tom baixo, mas seus olhos contradiziam seu aparente controle. — Não vou sair. Você é quem tem que dar o fora! — rosnei me segurando nos braços da poltrona, porque a expressão no rosto dele dizia que estava vindo me arrancar à força do lugar. — Helena, minha paciência está por um fio. — avisou e pediu licença aos rapazes que se levantaram imediatamente. Homens... Revirei os olhos. — você vem comigo. — Não, eu não vou. — cerrei os dentes. Ele avançou para mim numa rapidez espantosa e puxou meus pulsos arrancando-os dos braços da poltrona e me arrastou para o corredor. — solte-me seu idiota! — esmurrei seu peito. Ele mal tomou conhecimento dos

meus golpes. — me ajudem! Não deixem esse louco me levar! — pedi, mas ninguém se manifestou. Todos tinham risos nos rostos. — vou arrancar a sua cabeça! Ponha-me no meu chão, seu imbecil! — berrei quando me jogou por cima do ombro e virou-se para a mulher pedindo o buquê de volta. Ela abriu um sorriso cheio de dentes. — Obrigado, querida. — ele usou aquele tom sexy de cachorro vadio bem característico dele. — desculpem o transtorno, pessoal! — elevou a voz sobre os meus protestos e fez todo o caminho da vergonha pelo corredor comigo em seu ombro. — minha mulher é um pouco geniosa. — pausou e sorriu sugestivamente. — felizmente eu sei do que ela precisa. — mais gargalhadas. Esmurrei suas costas. — tenham uma boa viagem! — paramos em frente as comissárias de bordo, perfiladas e ridiculamente encantadas com ele. — desculpem, queridas. — Não foi nada, alteza. — disseram em uníssono. Revirei os olhos de novo. Começou a descer a escada. Ben e Scott estavam lá embaixo nos esperando, suas expressões divertidas. Traidores! Tenho certeza que foram eles que me descobriram. — O que foi, princesa? — havia um riso debochado na sua voz. — desistiu de lutar? — provocou-me.

Fiquei calada. Não vou dar esse gostinho à ele. — hum, boa menina. Estamos voltando para Nova Iorque agora, amor. — sua voz foi livre de provocação. — você vai comigo. Vamos resolver tudo que tiver para resolver, juntos. — continuei calada. Se ele acha que basta essa grande cena de homem das cavernas e vou cair aos seus pés e esquecer o que fez, está muito enganado. Colocoume com cuidado no banco traseiro da limusine e entrou também. Afastei-me para o lado oposto e virei-me para a janela. Ouvi sua risada baixa. Fizemos o trajeto até seu jato em silêncio. Quando Ben abriu a porta saltei rápido para fora e subi a escada. Atravessei todo o corredor indo direto para o quarto, mas antes que fechasse a porta, ele entrou. Recuei até o centro. Os olhos verdes flamejaram em mim, lindos, brilhantes, me fazendo arfar levemente. Abracei a mim mesma, me sentindo impotente diante da enormidade do que sinto por ele. Quero tanto esquecer aquelas malditas imagens, mas elas queimam na minha mente. Ele pareceu ler meus pensamentos, pois seu olhar suavizou, pesaroso. Andou até mim naquele jeito macio dele. Parou a poucos centímetros, seu cheiro me engolfando, seu rosto perfeito bem diante do meu. Seus olhos sérios agora. Levou uma mão ao meu rosto, não me afastei porque não tinha forças com ele assim tão

perto, seu olhar me suplicando, implorando para confiar nele. Não consegui segurar um gemido, quando acariciou minha face com reverência, como se tivesse sentido tanta falta minha, quanto eu dele. — Eu te amo, Helena. — sussurrou, me prendendo em suas piscinas verdes. — nunca amei outra mulher em toda a minha vida. — jogou o buquê que ainda trazia em cima da cama e a outra mão veio também levantando meu rosto para me olhar mais de perto, se mostrando completamente para mim. — isso começou muito errado entre nós, mas agora é certo. Não vou deixá-la ir. Não sem lutar antes. Eu planejava fazer isso acordando você em seu quarto hoje, mas você frustrou meus planos. — falou baixinho, franzi o cenho confusa. Então ele caiu sobre um joelho e meu coração deu um salto gigantesco, quando tirou algo do bolso do terno. Oh, Dio mio! Ele ia... — seu quarto está cheio de rosas agora, princesa, mas estamos aqui... Oh, Cristo! Eu estou malditamente nervoso, porque sei que fiz muita besteira, mas eu preciso que me dê outra chance, princesa. — pausou, tomando uma respiração alta, os olhos verdes lindos muito brilhantes. Lágrimas toldaram minha visão. — preciso de outra chance de mostrar que posso ser o seu príncipe. Eu posso, Helena. Então, vou começar fazendo as coisas da maneira correta. Helena, minha

princesa, você me daria a honra de se casar comigo? Dessa vez em Ardócia, diante de nossa família, do nosso povo? — as lágrimas desceram finalmente, banhando minhas faces. M eu coração trovejando no peito. Eu o amo! Oh! Dio! O amo tanto. Solucei apenas bebendo a visão dele ali ajoelhado, despido de todo o seu passado, de todas as coisas que nos separaram, prometendo ser meu príncipe, pedindo a chance de ser meu príncipe. Eu não posso negar isso à ele, à mim, à nós. — Si, aceito me casar com você, de novo. — falei com voz trêmula, embargada, mas não consegui conter um riso entre as lágrimas que insistiam em cair. — agora levanta daí, seu idiota. — bati no seu ombro e ele levantou-se, seus braços, vindo ao redor da minha cintura, me puxando para ele numa urgência, que me fez arquejar com a sensação inebriante de seu corpo poderoso junto ao meu. Ficamos assim, apenas abraçados, sentindo o corpo do outro por um tempo. Ele cheirou meu pescoço e senti algo pingar em meu ombro. Fungou. Cristo! Ele estava... Chorando, constatei quando me afastei um pouco para ver seu rosto. E meu coração transbordou de amor por ele. Esse homem lindo, irreverente, sexy, que era meu. Ele estava realmente nu diante de mim, se dando para mim. Levei meus braços para seu pescoço e puxei sua boca para a

minha, nossos olhos lacrimosos travados, mostrando tudo ao outro. — eu também te amo, amor. Nós vamos resolver tudo. Nada vai nos separar mais. Nem eu, nem você, vamos deixar. — murmurei e o beijei. Um beijo de amor. Um beijo verdadeiramente de amor. Estávamos iniciando uma nova fase no nosso até então, conturbado relacionamento e nessa fase estaríamos mais fortes, muito mais fortes porque tínhamos o essencial: nosso amor. No entanto, não demorou muito suas mãos apertaram minha cintura me puxando mais para ele. Senti seu pênis duro cavando em meu ventre. Gemeu, um som lindo, rouco e puxou meus cabelos da nuca passando a saquear minha boca. Gemi de volta. A mão da cintura desceu para minha bunda, se infiltrando entre as bochechas. M inha calcinha inundou. Amo a forma como ele faz isso. M oeu-me direto em minha pélvis. Grunhimos, nos devorando insanos, esfomeados. — Dom... Amore mio. — miei quando puxou minha perna direita para seu quadril e moeu mais. — Oh, Madonna mia! — É isso aí, cadelinha linda. — sorriu daquele jeito safado na minha boca. — Madonna mia! — imitou minha voz, provocando-me. Amo esse seu jeito brincalhão. Lindo!

— Por que está com esse riso idiota no rosto, amor? — murmurei, chupando seu lábio inferior. Suas duas mãos cavaram minha bunda e me levantou, minhas pernas foram imediatamente ao seu redor. Apertou-me grosseiramente direto em seu pênis. Seus olhos com o brilho sacana que eu estava morrendo de saudade. — Esse voo é muito, muito longo, princesa. — sussurrou andando até a cama me depositando no centro bem devagar. — mais de oito horas... — disse começando a despir-se lentamente, os olhos me prometendo coisas muito sujas. Gargalhei e comecei a tirar o vestido. — Vem, meu cachorro vadio. M eu, só meu. — murmurei, abrindo-me para ele despudorada. Ele faz isso comigo. — M inha cadelinha gostosa. M inha, só minha. — sussurrou de volta e avançou, subindo na cama... CAPÍTULO DEZENOVE Helena Braços fortes rodearam minha cintura e lábios quentes desceram espalhando beijos em meu ombro e pescoço. Gemi, sentindo o cheiro delicioso da colônia pós-barba do meu marido mais delicioso ainda. Sua boca foi para minha orelha e seus dentes puxaram o lóbulo suavemente.

— Bom dia, cadelinha linda. — sussurrou no meu ouvido. — Bom dia, amor. — ronronei. — sente-se. Já estou terminando. — pedi, empilhando as panquecas de morango que ele adora numa travessa. Depois das quase nove horas de voo, chegamos exaustos em casa. Jantamos no quarto e apagamos pouco depois. Acordei bem cedo, revigorada, depois de uma noite ininterrupta de sono. Acho que Dom resolveu me deixar descansar, pois não me deu folga durante o voo. Ficamos o tempo todo no quarto. M ais uma vez me carregou nos braços quando descemos do jato. A tripulação toda nos olhando, tentando disfarçar as expressões divertidas em seus rostos. M eu rosto incendiou de vergonha, é claro que sabiam o que ficamos fazendo trancados o tempo todo. Oh, Dio mio! Eles devem ter ouvido nossos grunhidos, gemidos, rosnados e gritos... Dom apenas beijou meus cabelos sorrindo baixinho quando enfiei meu rosto em seu peito. Ele era tão sem vergonha... — Humm, minha mulherzinha fez minhas panquecas preferidas. — cheirou minha nuca, causandome arrepios. — me dê sua mão esquerda, amor. — pediu suavemente. Virei-me para ele. Seus olhos encontraram os meus. Tinham um brilho travesso, sexy, tão lindo. — Oh! Dom... Amor! — exclamei quando tomou

minha mão e deslizou um anel simplesmente maravilhoso no meu dedo. Esse era muito mais bonito e delicado que o outro de Las Vegas. Tinha um acabamento refinado, perfeito. A pedra era do mesmo tom, um diamante amarelo. Ele já havia dito que combinava com meus olhos. — é perfeito! Quando o comprou? — Você é perfeita, princesa. — falou bem próximo da minha boca. Seu tom absurdamente sexy. — esse anel é apenas um complemento. E não o comprei. Cortesia do tio M ax. Foi de sua falecida rainha. Eu mesmo o escolhi. — chupou meu lábio inferior, suas mãos se infiltrando em minha nuca, me puxando mais para ele. — gostou mesmo, amor? Podemos trocar se... — Eu amei, amore mio. Amei. — sussurrei, levando meus braços para seu pescoço, me esfregando nele desavergonhadamente. Sua boca se curvou num riso safado. — amo você no modo príncipe encantado. — provoquei. Tomou minha boca num daqueles beijos lentos, sensuais que incendeia tudo dentro de mim. Dom sabe beijar. Dio mio! Realmente sabe beijar. Gemi, meu corpo todo se excitando por ele, para ele. Sorriu mais ao ver meu estado e separou os lábios dos meus. Nossos olhos se abriram e ficamos nos olhando por um momento. Amo olhá-lo. Ele é tão bonito. M as não é só a beleza que me tem babando ao seu redor. É esse jeito

despojado, sexy, safado, que me desafiou desde o primeiro momento que nossos olhares se cruzaram. — Eu acabei me distraindo com outras coisas ontem no jato e esqueci-me de entregá-lo. — Deu-me uma piscada indecente, descendo uma mão boba para minha bunda e puxou minha perna para seu quadril. Gemi quando moeu seu pênis duro em mim. Sorriu baixinho, os olhos verdes perfurando-me pecaminosos. — será que esse pequeno lapso pode prejudicar meu novo status de príncipe encantado, princesa? — Humm... Deixe-me ver. — sorrio, mordiscando seu queixo. Puxou-me mais e cavou rudemente direto na minha vulva. M esmo por cima das roupas a sensação era enlouquecedora. Grunhi, mordendo-o mais forte. Grunhiu também. — de jeito nenhum, amor. Você é perfeito assim... Imperfeito. — sussurrei. — Como assim, imperfeito? — afastou-se, fingindo-se de ofendido. Gargalhei. — Você não é o típico príncipe encantado, amor. — falei, mas usei um tom bajulador. — é irreverente, exibicionista, se acha um presente de Deus e não podemos esquecer o fato de que era um galinha, um cachorro vadio, até bem pouco tempo. — M as você adora que eu seja um cachorro vadio

com você. — murmurou, puxando meus cabelos mais forte, deslizou lentamente seu pênis entre minhas pernas. — negue isso, cadela gostosa. Hum? Negue. — desafiou-me, descendo a boca para meu pescoço, chupando-me e continuou moendo numa tortura lenta em mim. — Amo que seja meu cachorro vadio, só meu. — gemi alto, quando me mordeu bem na curva do pescoço. M inha vagina encharcou. — Oh, Madonna mia... Gargalhou no meu pescoço e se afastou rapidamente de mim, acomodando-se em um dos bancos. Seu olhar arrogante desceu pela camiseta verde que era a sua preferida e havia se tornado a minha também, se deteve na altura da minha pélvis, me dizendo que sabia exatamente a situação em que tinha me deixado. Bufei e levei as panquecas até o balcão, sentando no banco ao lado dele. Soltei um leve gemido porque minhas partes íntimas estavam um tanto... Doloridas... — O que foi, amor? — seu tom foi baixo, safado, sexual. — será que peguei muito pesado com você? — seus olhos me diziam que não estava nem um pouco arrependido. — Cale a boca e coma, seu idiota. — resmunguei. Ele gargalhou e não consegui conter o riso também. Começamos a comer e um silêncio confortável se

instalou entre nós. M as senti que queria me dizer algo, pela forma que seus olhos me fixavam com um toque de receio. — O que acha de voltar a fazer terapia, princesa? Leon acha que sim e eu também. Poderíamos... — Dom, não gosto do fato de ficar falando sobre mim com Leon. — o cortei, minha voz ríspida. Seus olhos se alargaram um pouco, surpresos pela minha reação. — esse problema é meu. Só meu. Seus olhos brilharam, magoados, mas inflamaram em seguida. — Não, não é, Helena. — seu tom foi mais alto. — esse problema é nosso. É meu também, porque quero ver você bem, livre desses surtos, dessas paranoias que te impedem de ter uma vida normal. Quero vê-la livre, princesa, fazendo tudo que tiver vontade de fazer. Deixe-me ficar ao seu lado nisso, amor. — sua voz suavizou no final e meu coração cantou com sua preocupação, seu cuidado comigo. — Si, desculpe, amor. — murmurei, me sentindo uma boba por brigar com ele. — voltarei a fazer terapia se isso o deixa mais tranquilo. — Abriu um sorriso amplo, mostrando as covinhas lindas. — Vamos fazer isso juntos, princesa. — garantiu e debruçou sobre mim, beijando-me ternamente nos

lábios. — hum, você não tem comido bem, ultimamente, tenho reparado. — disse apontando para meu prato, onde havia deixado mais da metade da panqueca. — está sentindo alguma coisa, amor? — Não, não estou sentindo nada. — afirmei para tranquilizá-lo, mas acho que comi algo que me fez mal antes de viajarmos para Ardócia. Tenho sentido enjoos nos últimos dias. Nada alarmante, mas incômodo quando sinto o cheiro de alguns alimentos, por exemplo. Irei ao médico depois, não deve ser nada. — Vem, vamos tomar banho e nos preparar para o trabalho, princesa. — me tomou pela mão, fazendo-me levantar. Deu um tapa no meu traseiro quando passei à sua frente. Soltei um gritinho surpreso. Sorriu e seus braços vieram em torno de mim de novo. Enfiou o nariz em meus cabelos da nuca, me cheirando. Ele adora fazer isso e eu adoro ainda mais. — você tem um cheiro tão gostoso, amor. Sonhei com esse cheiro por tanto tempo. Ficava louco cada vez que chegava perto de mim e não podia tocá-la, cheirá-la assim. — sussurrou no tom sexy que me deixa completamente entregue. — Agora pode me cheirar à vontade, amore mio. —

ronronei, enquanto entrávamos no quarto. Seus passos me guiaram direto para o banheiro enorme. Arrancou a camiseta de mim num piscar de olhos e me virou em seus braços, sorrindo daquele jeito safado e me beijou duro, saqueando minha boca. M inhas mãos se deliciaram, em seus músculos nus do peitoral e ombros. Gemi quando sua mão cavou em minha vagina, deslizando os dedos entre os grandes lábios. Grunhiu ao perceber que já estava molhada. — Agora posso fazer mais do que cheirar, cadela gostosa. — rosnou me empurrando para a pia. Levantou-me apenas com um braço, depositando-me no tampo de granito. — muito mais, minha cadelinha linda, perfeita, deliciosa... — puxou meu lábio inferior entre os dentes. — apoie suas mãos atrás e segure-se, princesa. Vou comer sua bocetinha gostosa, bem duro. — avisou numa voz tensa. Fiz o que mandou, obediente. Afastouse e arrancou a calça de malha rapidamente. M eus olhos saltaram para seu pênis orgulhoso, ereto, pré-sêmen saindo da ponta espessa, as veias bem salientes. Salivei com a visão. Lambi os lábios quando nossos olhares se encontraram. Sua boca se curvou num riso perverso. — o que é, cadela safada? — masturbou-se lentamente na minha frente, seus olhos totalmente dilatados, injetados nos meus. — será que você quer mamar no seu

cachorrão? Hum? — miei, mexendo-me em cima do granito frio. — Si, por favor, amor. — supliquei sem vergonha. Seu riso safado ampliou. — Venha, cadela! De joelhos! — seu tom foi duro. Ele o usa muito no sexo. Adoro ser dominada por ele. Desci numa velocidade espantosa e me ajoelhei a seus pés. Olhei para cima. A visão era linda, magnífica. Nunca vi outro homem mais perfeito que ele. Seu corpo grande, musculoso na medida certa. Suas coxas fortes. Seu pênis lindo, pronto para mim. Ainda fico espantada com seu tamanho e como cabe todo dentro de mim. Levei as mãos num passeio lento pelas coxas poderosas e deslizei pela virilha. Gemeu e abriu mais as pernas. Seu olhar preso no meu, intenso, quase azul nesse momento. M assageei os testículos devagar. Grunhiu e enfiou as mãos nos meus cabelos, puxando-me rudemente, deixando-me cara a cara com seu enorme membro. — chupe logo, cadela! M e tome todo nessa boquinha gostosa, porra! — meus lábios foram forçados a abrir pela cabeça gorda. Gemi e arreganhei minha mandíbula ao máximo. Estocou duro até a minha garganta. M eus lábios foram brutalmente esticados para acomodar seu tamanho e espessura. — Ahhhhhh! Caralho! É isso... Isso, cadelinha safada... M ama bem

gostoso, princesa... Cristo! — rosnou passando a foder minha boca com golpes fortes. Firmei minhas mãos em suas nádegas duras e mamei como se minha vida dependesse disso. Soltou meus cabelos e me deu tapas nos dois lados do rosto. Arderam, mas não machucaram. Ele sabe a forma exata de me excitar. Gemi e o chupei com mais força. — porraaaaaa! Que boquinha gulosa! Você chupa como uma puta! Gostoso pra caralho, cadela! Ohhh! — rugiu e voltou a puxar meus cabelos, mantendo minha cabeça firme para me comer como bem queria. — Ahhhh! Vou gozar, Helena... Tome tudo, amor... Tome cada gota, cadelinha linda... — soltou um gemido gutural, seu pênis inchou, me fodendo mais rápido e gozou. M inha boca foi inundada de esperma. Quase me engasguei com o líquido espesso e quente. Lágrimas escorriam pelo meu rosto. Seus movimentos foram perdendo a força e ele puxou para fora devagar, gemendo baixinho, rouco, sexy, lindo. M e puxou para cima e me olhou com adoração antes de tomar minha boca num beijo delicioso, como se me venerasse pela forma que o tomo, que me entrego à ele. M e levantou de novo para a pia e continuou me beijando, me excitando. Suas mãos deslizaram pelos meus ombros e se apossaram dos meus seios. Gemi e arqueei as costas. Sorriu e puxou os mamilos com força.

Senti o choque direto na vagina que estava pingando agora, meu creme descendo pelas pernas. Sua boca desceu pelo meu queixo, beijando, lambendo, chupando, mordiscando. — Segure-se de novo lá atrás, cadelinha. — murmurou, sua voz mais controlada depois do primeiro gozo. Fiz o que disse e suas mãos juntaram meus seios. Olhou-me e desceu a boca sobre eles sem quebrar o contato visual. Gritei, revirando os olhos quando senti seus lábios quentes na pele sensível. Arqueei mais as costas. Ele sorriu e continuou a chupar. Sua língua saiu e lambeu bem devagar as auréolas e mamilos. Enlouqueci. — Ahhhh! Dom... — gritei de novo fora de mim. Desceu uma mão pelo meu ventre e apalpou grosseiramente minha vagina. Separou meus lábios e meteu dois dedos bem fundo. Entrou fácil pelo excesso de lubrificação. — Oh! Dio mio! — me comeu assim e quando sentiu que ia gozar, retirou os dedos. Um brilho diabólico nos olhos incríveis. Sua boca serpenteou lentamente, espalhando beijos, lambidas e mordidas pelo meu ventre. Quando chegou lá embaixo, eu já estava arquejante, quase explodindo. Seu olhar perverso travou com o meu de novo e suas mãos arreganharam-me ao ponto da dor. Ficou cara a cara com minha vagina e minha excitação escorrendo pelo ânus. Sorriu arrogante e

sua língua chicoteou no meu clitóris. Bastou uma única lambida e eu quebrei. — Ohhhhhhhhhh! Dom... Amore mio! — gritei alto, muito alto e gozei, sendo assaltada por espasmos e tremores violentos. Ele não me deu trégua, continuou, lambendo, enfiando o nariz, cheirando-me como um macho à sua fêmea. M ordeu meus lábios e virilha. Isso me deixa selvagem. Ele sabe. M inhas mãos quase fraquejaram, mas me forcei a me firmar de novo. — Vem, vire-se e se apoie na pia. — grunhiu, me descendo da pia, sua voz tensa de novo. Seu Pênis já estava completamente duro. — dessa vez vou gozar no seu rabo, cadelinha. — avisou já me dobrando sobre a pia. Fiquei na posição. M inha bunda no ar esperando por ele. Acariciou-me pelos ombros, costas, lambeu minha coluna e foi descendo. Abriu as bochechas do meu traseiro e enfiou a língua no meu buraquinho. Girou-a devagar. Gemi, novamente excitada. Deu tapas fortes na minha nádega direita. M iei e se alinhou na minha vulva. Puxou-me pelos cabelos bruscamente, levantando minha cabeça. Nossos olhos se encontraram no espelho e estocou com tudo até o fundo. Gritei, porque mesmo muito lubrificada ele era muito grande. Beijou meu ombro, subindo pelo pescoço e chupou devagar. Ronronei. Ele é tão gostoso. — gosta disso, não

é, cadela safada? — rosnou tirando tudo e me rasgando de volta. — gosta de me dar essa bocetinha perfeita? Hum? Responda, porra! — puxou mais meus cabelos, seus olhos perfurando-me através do espelho. Seu pênis batendo em mim duramente até o útero, numa dor deliciosa. — Si, ohhh! Si, devagar, amor... — choraminguei, mas ele não teve dó, continuou batendo em mim, esticando-me ao meu limite. Gemendo, rosnando, uma mão firme no meu quadril e a outra nos meus cabelos mantendo-me imobilizada, puxando-me rudemente para tomar seus golpes brutais. Ficou assim até estarmos suados, meu corpo escorregando no granito. Seus olhos nunca deixando os meus, a expressão crua, safada neles, me dizendo que amava me ver desse jeito, empalada em seu pênis, sendo dele, completamente dele. Puxou para fora sem aviso e gemi alto. Sorriu e enfiou dois dedos na minha vulva. Levou-os numa urgência louca para o meu ânus e invadiu-me sem muita delicadeza. Relaxei e o deixei me foder, me alargando para tomá-lo ali. Ele adora sexo anal e eu aprendi a gostar também, porque tudo com ele é além do que qualquer palavra pode explicar. — Isso, minha cadela safada, gostosa! — falou tenso e o retirou os dedos. Logo a cabeça robusta estava pedindo passagem em meu ânus. — você ama isso tanto

quanto eu, não é? — soltou um gemido muito, muito sexy e foi metendo devagar. Relaxei quando levou uma mão para meu clitóris. M inhas pernas já tremiam pelo esforço, mas ele não se importou. Rasgou-me, obrigando-me a tomá-lo até o cabo. Seus testículos bateram em minha vagina, numa sensação gostosa que se misturou com a dor da invasão brusca. Sorriu rouco, bem na minha orelha e a lambeu. Puxou meus cabelos de novo, voltando a me encarar no espelho. Tirou e estocou duro até o fundo de novo. Os olhos flamejando nos meus. — Jesus! Princesa! Ohhhh! Caralho! Que rabo delicioso... — grunhiu e mordeu minha orelha, descendo para meu pescoço. Eu já estava toda marcada. M as ele era assim, brutalmente dominante no sexo. Bateu dentro do meu ânus, sem trégua. Já estava ardente, dolorido de toda a atividade de ontem, mas isso não o deteve, tampouco a mim. Deixei-o me foder do jeito que ele gosta, bem duro, encontrando-o a cada martelada violenta. Levantou a perna e apoiou o joelho na borda da pia. M eteu fundo, muito fundo nessa posição. Gritei, enlouquecida, querendo dar tudo de mim à ele. Uivou alto, me comendo insaciavelmente. Seu suor pingando em mim. — porra! Amor! Tão gostosa! Cristo! M uito gostosa! Ahhhhh! Helena... — cheirou meu cabelo, rosnando como um animal selvagem. — oh! M erda! —

levou a mão ao meu clitóris de novo, beliscando-o suavemente contrastando com suas estocadas bruscas. — goze comigo, amor! Goze minha cadelinha linda! Vem, princesa! Ohhhhhhhhhhhh! — rugiu, jogando a cabeça para trás, seu pênis me esticou ao ponto da dor e ele gozou. Senti os jatos quentes me alagando no exato momento em que meu ventre se incendiou na sensação deliciosa já bem familiar. Gritei, nossos sons se misturando no ambiente espaçoso do banheiro e gozei também. — Ohhhhhhhhhh! Dom! Madonna mia! — choraminguei, enquanto meu corpo era tomado, dominado, devorado pelo dele. Continuou me comendo até cair por cima de mim. Sua respiração alterada, seus gemidos roucos, baixos que tanto amo, bem no meu ouvido. Seus braços vieram ao meu redor, me mantendo de pé, quando sentiu minhas pernas fraquejando. — Eu te amo tanto, princesa. — sussurrou e puxou meu queixo suavemente para ele. — Eu também te amo, amor. — minha voz foi só um fio, gasta, cansada. Seus olhos brilharam lindamente, e um riso travesso tomou sua boca antes de tomar a minha num beijo terno, muito terno. — Jesus! Princesa, você tem a aparência de quem foi fodida duramente. — provocou-me e saiu devagar de

dentro de mim. Choraminguei. Deu-me mais um beijo suave e me levantou nos braços. Apoiei a cabeça em seu peito. — vem, amor. Vou dar um banho e mimar minha cadelinha linda, agora. — sorrio muito satisfeita e beijo seu peito. M eia hora depois estávamos na empresa e Dom insistiu para que fosse a sua sala primeiro. Disse que precisava que presenciasse algo. M e puxou para seu colo. — Humm isso não muito profissional, Sr. Di Castellani. — provoquei-o, enlaçando seu pescoço. Os olhos verdes, brilharam arrogantes, safados. — Princesa, já comi você de todas as formas nessa sala. — bufei com suas palavras cruas. — sentar no meu colo é a coisa mais inocente que já fizemos aqui. — fui obrigada a concordar. Ia beijá-lo, mas antes disso a porta se abriu e meus olhos foram imediatamente para lá. M eu corpo retesou ao ver a figura odiosa de Amanda-vacaParker, avançando devagar naquele andar de puta, que sempre usa na frente de Dom. Fiz menção de sair do colo dele, mas seus braços me apertaram, mantendo-me lá. Os olhos azuis gelados dela pousaram em mim. Seu corpo enrijeceu visivelmente. Seus punhos cerraram dos lados. Acho que me odiava tanto quanto eu à ela. M as então, os desviou para Dom e seu semblante se

iluminou. Oh, Dio mio! Uma sensação ruim se instalou em meu íntimo, porque acabo de perceber que ela o ama. A puta o ama. Os olhos gelados, flamejavam nele agora, cobiçosos, ridiculamente suaves. — Olá, Dom. Você queria me ver? — saudou num tom bajulador, meloso. Quase bufei alto. — Olá, Amanda. — Dom falou e seu corpo ficou tenso também. — não vai cumprimentar a minha mulher? Os olhos dela voltaram para mim e a mudança foi visível. Cerrou o maxilar. — Olá, Helena. — foi tudo que disse num tom gélido. — Amanda. — disse de volta, minha voz imitando a dela. — Você não precisa mais se mudar para Boston, Amanda. — a voz um tanto dura de Dom soou bem perto do meu ouvido. M e mexi em seu colo. Os olhos gelados da puta se iluminaram e um sorriso surgiu em sua boca. — Oh, Dom, então não serei mais transferida? Eu sabia que você... — Você está demitida, Amanda. — seu tom foi seco, impiedoso. O rosto dela passou por uma verdadeira transformação. Sua boca se abriu, fechou,

abriu de novo. Eu estava fazendo uma dancinha intimamente. Foda-se, sua vaca! — O quê!? — indagou, seu rosto um misto de confusão. — está falando sério? — Estou. Você tentou ferrar comigo e o principal, você tentou ferrar com Helena. — Dom despejou, seu tom ainda mais duro. — ninguém ferra a minha mulher. Você está fora. — Como supostamente fiz isso, Dom? — Você me gravou com aquelas vadias no clube. Nem perca seu tempo tentando negar. — ela arregalou os olhos. — você era a única lá, naquela noite, que tinha total interesse em ferrar meu casamento. Passe na sua sala e esvazie tudo. Quero-a fora daqui. Fora das minhas vistas. Fora da vista de Helena. — disse decidido, firme. Eu acho que não poderia amá-lo mais. Ele estava me mostrando que seria diferente de agora em diante. M eu lindo marido. Eu o amo tanto. — Sou a filha de um dos maiores advogados de Nova Iorque! — seu tom subiu e sua postura era de uma mulher pronta para a briga. — Você não pode simplesmente me demitir, porque essa putinha aí pediu minha cabeça! M eu sangue ferveu. M al as palavras saíram de seus lábios eu já tinha pulado do colo de Dom e avançado e

contornado a mesa em direção à ela. — A única puta nessa sala é você, cara mia. — rosnei na cara dela. — você é a única que tem um marido e fica abrindo as pernas para todos os homens de Nova Iorque. Seus lábios torceram num riso de desdém e levantou o queixo, desafiando-me claramente. — Inclusive o seu, não é querida? Acredite-me, Dom se esbaldou comigo em todas as oportunidades que teve. Sabia que uma semana antes desse casamento ridículo, estávamos fodendo bem aqui nessa sala? — meu peito doeu ao ouvir aquilo. M eu coração batendo loucamente. Gargalhou alto, deliciando-se na minha reação. — Ele adorava me dobrar sobre sua mesa e... O resto de suas palavras venenosas foram cortadas pelo tapa que dei com toda a força do meu braço na sua cara odiosa. Cambaleou para trás, mas reequilibrou e avançou para mim, seu semblante desfigurado pelo ódio. No entanto, antes que me tocasse Dom tomou a minha frente. Ela lutou com ele, berrando coisas baixas na minha direção. — Chame a segurança, Helena! Agora! — ele berrou, segurando os pulsos de Amanda que parecia ter enlouquecido de vez. Cristo! Fiz o que ele disse e não demorou muito os dois rapazes entraram alvoroçados.

— levem-na daqui. Joguem-na fora do meu prédio e não a deixem entrar mais aqui em hipótese alguma, estão entendendo? — Dom completou empurrando-a na direção deles. Os rapazes a seguraram antes que voltasse de novo. — Você não vai ficar com ele! Ouviu, sua puta magricela? — berrou, seus olhos dilacerando-me. Senti um calafrio pela forma com que me encarou. Santo Cielo! Ela realmente ficou louca. Os rapazes a arrastaram para fora ainda aos berros e um silêncio desconfortável se abateu sobre nós. — É verdade? — minha voz saiu esganiçada, trêmula, magoada. Dom virou-se para mim. Sua postura tensa, seu olhar pesaroso, culpado. Oh! Dio! Ele a fodeu aqui! Senti-me suja. Fui até ele e parei a poucos centímetros. Ficamos nos encarando por um momento. — Princesa... Sinto muito. — murmurou, parecendo verdadeiramente envergonhado. — Cale a maldita boca! — cerrei os dentes. Andei até a porta e virei-me para ele. Estava lá, parado no meio da sala, seus olhos assustados, suplicando-me em silêncio para não deixá-lo. Ótimo! Fique com medo mesmo, seu imbecil, galinha! — você tem até amanhã para redecorar sua sala, se quiser que eu ainda entre nela. — e saí antes de ver sua reação.

Dominic É claro que redecorei minha sala no dia seguinte. Não sou nenhum idiota. Certo. Sou idiota por não ter feito isso antes. Helena me castigou com dois dias sem sexo. Jesus! Ela é tão geniosa, geniosa e linda. Estávamos em frente aos nossos advogados. O contrato chegou ao fim. Helena receberia a herança de cento e cinquenta milhões de dólares em propriedades e ações. Seria livre, independente financeiramente como era seu desejo, mas não livre de mim, como pensou quando nos sentamos aqui há exatos três meses. Tomei sua mão entrelaçando nossos dedos. Olhou-me e sorriu. Eu esqueço de tudo quando vejo seu sorriso. É uma mistura de recatada com travessa. Isso me deixa louco desde o primeiro momento em que a vi. — Então, o contrato chegou ao fim e como advogados de ambas as partes, precisamos fazer a pergunta. — o advogado dela se pronunciou, analisando nossas mãos juntas em cima da mesa. — o casamento permanece ou será anulado de acordo com o plano inicial? M esmo sabendo que ela me ama. Que já tínhamos falado sobre isso inúmeras vezes, ainda senti uma ponta de apreensão se infiltrando em mim, quando as palavras do advogado soaram na ampla sala de reuniões da

empresa. Virei-me para ela à procura de qualquer sinal que me confortasse, me assegurasse que é minha completamente. Sorriu-me de novo e levantou nossas mãos unidas. Seus olhos exóticos brilharam de uma forma tão intensa que tirou meu fôlego. Beijou o dorso da minha mão suavemente e disse sem desviar os olhos dos meus. — O casamento permanece. — e soltei o ar devagar. — amo meu marido. Ele me ama também. — disse num tom emocionado, mas confiante. — decidimos continuar juntos. — acrescentou e sua outra mão veio para meu rosto. Acho que gemi. Isso mesmo, gemi vergonhosamente na frente dos advogados. Foda-se! Então seus lábios tocaram os meus e tudo estava perfeito. Simplesmente perfeito. Ela continuaria sendo minha. M inha para sempre. Eu me encarregaria disso. — Você me deve mil dólares. — a voz divertida do meu advogado me fez sair do transe. O advogado de Helena enfiou a mão no bolso e sacou a carteira tirando

notas de cem. — apostei que vocês não se separariam depois dos três meses. Apostei e ganhei. — meu advogado, meu aparentemente sério advogado, esclareceu sorrindo para nós brilhantemente. Abri um riso confuso. — Sério? E por que fez isso? — indaguei. Helena parecia tão chocada quanto eu. — Dom, a forma que se olhavam, mesmo enquanto brigavam me dizia que havia algo mais profundo entre vocês. A convivência por três meses inteiros fez o resto. — disse-me com um sorriso de gato que engoliu o canário. Cristo! Até meu advogado percebeu. E isso me garante definitivamente o título de idiota do ano. Ok. M as sou a porra do idiota mais feliz. Sorrio. Helena sorriu também. Logo estávamos todos gargalhando. Há uma semana Helena iniciou as sessões de terapia. Pesquisamos e encontramos uma psicóloga renomada e especialista em Síndrome do Pânico. São três sessões por semana. A estou acompanhando, caminhando com ela passo por passo. A Drª recomendou o que chama de TCC – Terapia Cognitivo

Comportamental. De acordo com ela, a pessoa com transtornos de pânico, precisa identificar a fonte do seu desconforto e atacá-la de frente, não fugir, se isolar como Helena fez a vida toda. Sei que Leon a salvou e protegeu, mas agora compreendo, como foi errado mantê-la longe de tudo, trancada em Ardócia, sob o olhar atento dele. A Drª Nicole Jhonson parecia realmente saber o que estava fazendo, pois passava uma confiança extraordinária ao paciente. Helena estava diferente em apenas três sessões. Entretanto, alertou-me em uma conversa particular que preciso ter calma, pois o paciente não vai vencer seus surtos e seus medos da noite para o dia, mas com meu apoio tudo pode ser mais fácil. Helena terá meu apoio. Não apenas meu apoio, mas meu amor incondicional. Eu sou dela. Essa verdade está cada vez mais impregnada em mim. Quando fazemos amor. Quando tomo seu corpo, não é só um encontro de corpos. É um encontro de almas. Almas gêmeas. Esperei por ela minha vida toda e agora que finalmente a encontrei, nunca mais vou deixá-la ir. Tomei a pequena dose de uísque enquanto a aguardava para sairmos. Sim, ela concordou em saímos para jantar num dos restaurantes mais badalados de M anhatan. Está sempre cheio de celebridades, por isso os malditos paparazzi estão a postos na entrada. Será seu primeiro

teste na noite nova-iorquina. Pretendo levá-la a muitos lugares. Quero mostrá-la ao mundo. Dizer a todos que aquela mulher linda é minha. M e emociono cada vez que vejo seu entusiasmo e vontade de vencer a doença. Ela vai vencer. M inha cadelinha linda vai vencer tudo. Senti sua presença e virei-me devagar. M eu coração sofreu um pequeno baque com a visão perfeita diante de mim. M eus olhos deslizaram por ela, gulosos, famintos, apaixonados. — Estou bem para nossa primeira aparição como um casal na noite nova-iorquina? — avançou devagar até mim. Depositei o copo sobre a bancada do bar e fechei o espaço entre nós. M eus braços a enlaçaram pela cintura delicada, como se tivessem vida própria. Suas mãos passearam pelo meu peito sobre o terno. Elas estavam um pouco trêmulas. — Linda. Perfeita. — sussurrei, abaixando minha boca para a sua. Dei um beijo suave. — dança comigo, princesa? — a tomei pela mão conduzindo-a para frente da lareira. Liguei o sistema de som. Já havia deixado a música previamente selecionada. Lady de Lionel Richie. Se Jay me visse agora, estaria me chamando de maricas. Sinceramente não me importo. Essa música pode ser meio gay, mas traduz com perfeição o que sinto. Voltei para ela. Ainda tinha uma postura meio tensa. Sei que é

muito corajosa, lutadora, mas não será fácil para ela hoje. Espero relaxá-la um pouco em meus braços. A puxei de novo para mim. Seus braços rodearam meu pescoço, seus olhos brilhando lindamente agora. Ela é uma mulher inteligente e já entendeu o que estou fazendo. Seu olhar está me dizendo o quanto aprecia isso, meu amor, meu cuidado com ela. Os acordes soaram e nos perdemos na letra muito inspirada da música. Lady Dama Let me hold you in my arms forever more and I love you Sou seu cavaleiro numa armadura brilhante e eu te amo You have made me what I am, and I am yours Você me fez o que sou, e eu sou seu My love, there’s so many ways I want to say, I love you Meu Amor, há tantas maneiras que quero dizer, eu te amo Let me hold you in my arms forever more Deixe-me abraçá-la em meus braços, para sempre e sempre — M úsica linda, amor. — murmurou bem perto da

minha boca. — eu estava errada, você é um perfeito príncipe encantado. — completou. Não havia provocação em seu tom. M eu coração cantou junto com o refrão de Lionel Richie. — Eu nunca estive enganado. — sussurrei, provocando seus lábios com pequenos beijos. — você é uma lady. M inha lady. — ela sorriu e me beijou devagar. Ficamos assim, curtindo a música. Seu corpo relaxando aos poucos junto ao meu. Cerca de meia hora depois estacionei meu carro na frente do restaurante. Desci e contornei rapidamente para ajudá-la a sair. Ainda era cedo e não havia muito tumulto na entrada. Peguei sua mão gelada e a puxei para fora. Estava tão linda. Uma verdadeira princesa. Usava um longo bege, quase branco, destacando sua pele morena. O modelo de um ombro só, deixando-a elegante e sensual. Jesus! Estou irremediavelmente perdido de amor por essa mulher. Os cabelos caíam soltos, do jeito que ela aprendeu a arrumar recentemente, deixando-a sexy pra caralho. O porte alto, esguio, elegante. Enlacei sua cintura e a firmei, puxando-a para bem perto de mim. Ela soltou um suspiro audível. Seu corpo estremecia com pequenos espasmos. — Vamos, amor. Estou aqui com você. — sussurrei e beijei seus cabelos. — sempre estarei.

— Si, vamos, amor mio. — disse tentando soar confiante e eu a amei ainda mais, se é que isso é possível. Entramos no ambiente requintado. Fomos atendidos e levados à nossa mesa imediatamente. Atravessamos todo o ambiente interno até o amplo terraço, onde soava uma melodia suave ao som de um piano. Senti muitos olhares sobre nós. Era a primeira vez que saíamos do nosso casulo. Era a primeira vez que a mostrava ao mundo como minha mulher, verdadeiramente minha mulher. Puxei a cadeira para ela, como manda o manual dos príncipes encantados e acomodei-me à sua frente. Seu rosto estava um tanto pálido. Pedi água e champanhe ao maître. Desisti de ficar longe dela e reposicionei minha cadeira do seu lado. M e olhou agradecendo-me silenciosamente. Quando as bebidas chegaram eu mesmo servi, tomou um copo de água avidamente. Sorriu-me depois, um tanto insegura, como se pedisse desculpas por estar nervosa. — Você está indo muito bem, princesa. —

incentivei-a e passei-lhe uma taça de champanhe. Bebeu mais tranquilamente dessa vez. Estava se acalmando aos poucos. Ainda era difícil para mim entender como uma mulher tão confiante no seu trabalho se transformava nessa tão insegura na vida social. Tomei sua mão e depositei um beijo na palma. Ficamos nos olhando por incontáveis segundos até sermos interrompidos pelo garçom que trazia os cardápios. — Então, o que prefere, amor? — quis saber pondo-me a examinar o cardápio. — Escolha você, amor. É cliente assíduo daqui, não é? — sua voz era um pouco mais firme agora. — Sempre venho aqui. Posso garantir que a gastronomia é excelente. Sugiro o frango ao molho de gengibre com a salada tropical. — Salada tropical? — ela levantou as sobrancelhas arqueadas e bem feitas. — O Chef é brasileiro. Sempre incorpora ao cardápio alguma novidade da culinária do Brasil. — esclareci. — Parece ótimo. — assentiu. — Experimentei alguns pratos da culinária brasileira em Ardócia. Leon mandou buscar um chef brasileiro para deixar Júlia mais à vontade no palácio. — falou tomando mais um gole da sua taça. Fiz os pedidos.

O ambiente começou a lotar. M uitos casais se acomodando nas mesas dispostas pelo terraço. M as não deixei que isso a intimidasse. Comemos, bebemos. Bom, eu bebi apenas uma taça, pois estava dirigindo. Quis dar a experiência de um encontro romântico completo para ela. Cristo! Jay estaria rindo de mim agora como o bastardo cínico que é. Consegui que dançasse comigo em meio aos outros casais. Entretanto, quando saímos do restaurante o circo estava montado. Jesus! Nunca vi tantos abutres juntos. A reação dela foi a de sempre. Estacou e apertou meu braço, seus olhos suplicando-me para não fazê-la passar por isso. Lembrei-me das palavras da psicóloga dizendo que precisaria ser muito paciente e dar todo apoio. Levantei-a nos braços e sussurrei em seu ouvido. — Olhe para mim, amor. — seus olhos não estavam completamente vidrados como nas outras vezes, mas estavam arregalados. Entraria em surto a qualquer momento. — somos só eu e você, princesa. Só nós dois, amor. Esqueça que eles estão aqui. Vamos precisar passar por eles para chegar até o carro. — beijei seus cabelos. M e apertou mais no pescoço. — Você é corajosa, amor. É uma lutadora. Eles não são páreos para você. Eles não são nada comparados a você, princesa. — fui sussurrando palavras de incentivo todo o caminho

até o carro. A porra do manobrista demorou apenas alguns segundos, mas para ela deve ter sido uma eternidade. Flashes espocavam em nós. Perguntas eram gritadas. Algum imbecil indagou se ela estava tendo um surto. Procurei-o e o identifiquei. Juro que vou caçá-lo e persegui-lo como está fazendo com ela. — nada a declarar! Saiam! Deixem-nos em paz! — rosnei e finalmente meu carro parou diante de nós. Rapidamente a acomodei em seu banco e corri para a direção. Ela pendeu a cabeça para trás no banco e fechou os olhos, puxando respirações rápidas. Arranquei, obrigando-os a recuar. Respirei aliviado quando conseguimos entrar no tráfego, deixando os malditos para trás. Talvez fosse muito cedo para forçá-la a confrontar seus medos. Ela continuou calada por um bom tempo, mas sua respiração já havia normalizado. — Desculpe, amor. Levar você lá não foi uma boa ideia. — admiti. — Si, foi, amore mio. — disse virando o rosto para mim. Sua cor já havia voltado. Graças a Deus! — eu te amo, sabia? Você está sendo perfeito. Vamos continuar

insistindo. Não vou mais fugir. Na próxima vou me preparar melhor. — Você foi bem, princesa. Não surtou como nas outras vezes. — disse baixinho, olhando-a rapidamente. — você vai vencer isso, Helena. Está me ouvindo? Vai vencer, amor. — Avistei a ponte do Brooklin e uma ideia maluca se formou em minha mente. Há um clube de dança latina de um amigo meu. Faz algum tempo que não apareço por lá. — princesa, anime-se! Nossa noite ainda não acabou. Vou apresentá-la a uma parte de Nova Iorque que tenho certeza ainda não conhece. — Aonde está me levando, amor? Dio! Que sorriso travesso é esse, Dom? — quis saber, sua voz entre preocupada e excitada. Ela tem o espírito tão aventureiro quanto eu. Amo isso nela. — Aguarde, princesa. Você logo, logo verá. — deilhe um sorriso safado, cheio de mistério. Ela meneou a cabeça suspeitando que viria uma loucura em grande estilo e sorriu de volta, seu semblante se iluminando. Linda! Eu amo essa mulher! Cristo! Eu sou louco por essa mulher! E virei o carro tomando a direção da ponte imponente à nossa direita. CAPÍTULO VINTE Dominic Entrei na ponte e fiz uma coisa que Ben e Scott

detestam, baixei a capota do carro. A brisa noturna nos assaltou. Amo isso. Detesto me sentir preso, refém do meu dinheiro e do meu recente título. Fui criado aqui, no Brooklin, com muitas limitações. Limitações que se intensificaram quando minha mãe me deixou sozinho aos dezesseis anos. Sou um sobrevivente de certa forma. Tenho um pouco em comum com a mulher linda que está sorrindo, maravilhada no banco ao lado. Desviei o olhar para ela. Seus cabelos voando, dançando, os olhos exóticos brilhando encantados, excitados. Linda! O malestar já havia ficado para trás. Ela vai vencer essa merda! Nós vamos vencer essa merda! M as vamos devagar. Vou introduzi-la aos poucos na noite nova-iorquina. — Amor, isso é tão bom! — elevou a voz para ser ouvida acima do vento. — Madonna mia! M uito bom! — gargalhou. — amor! Seu louco! — repreendeu-me quando me debrucei em sua direção, tomando sua boca num beijo irreverente. — volte a olhar para frente, ou vamos bater! — pediu ainda sorrindo. Dei-lhe mais um beijo e voltei à posição, firmando a direção com as duas mãos. — Você está tão linda, princesa. — disse em tom de desculpas. — é uma tortura ficar aqui apenas olhando. Levou a mão à lateral do meu rosto, acariciando-me, seus olhos amorosos.

— Obrigado por isso, amore mio. — curvou-se para mim, beijando meu ombro. — amo o que está fazendo por mim. — sussurrou perto do meu ouvido, me arrepiei inteiro. — Então, onde está me levando? — É surpresa, amor. Seja boazinha e espere até chegarmos lá. — falei, meus olhos se dividindo entre o trânsito e ela. — Você cresceu aqui, não é? — era a primeira vez que me perguntava algo sobre minha vida antiga. — Você nunca perdeu esse ar indomável de garoto de periferia, amor. — Gosto de ser livre, princesa. Nunca deixei de fazer coisas que me fazem bem, porque sou rico e um príncipe, agora. Amo viver. — a encarei com um riso calculadamente devasso. — viver intensamente. — completei, ela revirou os olhos e bufou, sabendo exatamente a que me referia. — Como vamos explicar aquele vídeo para nossos filhos, amor? — sua voz continha um sorriso. M eus olhos voltaram para ela de novo. Boa pergunta. Como explicar a nossos filhos que seu pai era um maldito tarado que não conseguia ficar perto de sua mãe sem fazer besteira? Cristo! M as foi a besteira mais deliciosa que já fiz. — Vamos apenas dizer que seu pai sempre foi

louco, malditamente louco pela mãe deles. — ela gargalhou de novo. — Parece um bom plano, amor. M as ainda vou ficar com vergonha deles verem aquilo. — disse ligando o som do carro. — M eus advogados conseguiram que o vídeo fosse retirado do YouTube. M as não temos controle sobre as cópias que com certeza foram feitas, princesa. Sei que para você é realmente um escândalo, então, tente pensar apenas em como foi gostoso, amor. — disse e ela meneou a cabeça, claramente me reprovando, mas seus olhos se incendiaram e sua boca se curvou num sorriso travesso. Ela amou aquilo. Seu espírito é livre como o meu, apenas acostumou-se a viver contida, fechada. M eu peito se enche de orgulho ao ver como floresce a cada dia. Linda! Espontânea, feliz. Eu a amo tanto. Quero ver sempre esse brilho excitado em seus olhos e esse sorriso em seus lábios. Ela é minha e vou cuidar para que fique sempre assim, livre de todas as paranoias que a impediram de viver, de ser feliz. Vou cuidar da minha princesa. Ela virou-se para frente e sintonizou em uma estação de rádio, a música Diamonds de Rihanna ganhou a noite. — Oh, Dio mio! Essa música é tão bonita! — exclamou excitada e começou a cantar. Sorrio me

sentindo ridiculamente feliz, encantado, completamente fascinado, apaixonado. Cantei junto com ela. Shine bright like a Diamond (Brilhe intensamente como um diamante) Shine bright like a Diamond (Brilhe intensamente como um diamante) Find light in the beautiful sea (Encontre a luz no belo mar) I choose to be happy (Eu escolho ser feliz) You and I, you and I (Você e eu, você e eu) We’re like diamonds in the sky (Nós somos como os diamantes no céu) Gritamos parecendo dois loucos. Os carros passando por nós. Algumas pessoas desciam os vidros para nos olhar quando nos emparelhavam. Helena não se intimidou, continuou cantando a plenos pulmões. — Você tem um gosto musical bem eclético, já percebi. — disse assim que a música acabou e iniciou outra. Um hip hop escandaloso do Eminem. Sorrio e concordo. — Sou de Nova Iorque, princesa. Essa cidade é uma mistura louca de culturas e estilos. Não dá para escolher um só. — comecei a cantar. Ela gargalhou com os inúmeros palavrões. Cerca de vinte minutos depois estávamos

estacionando na frente do clube do meu amigo de infância, Carlito Sanchez. A família dele é de origem mexicana. Vivemos muitas coisas juntos enquanto crescíamos livres pelas ruas do Brooklin. Ele vai ficar feliz em me ver. Tem um bom tempo que não apareço. Desci e a ajudei a sair do carro. Havia algumas pessoas na entrada, numa fila que dobrava o quarteirão, mas não me importei. A puxei pela cintura e tomei sua boca num beijo lento. Quero que continue relaxada como estava em todo o trajeto. Seus braços rodearam meu pescoço e colou seu corpo no meu. Gemi em seus lábios. Sorriu, gemendo também. Separei nossas bocas contra a vontade, minhas mãos continuaram acariciando suas costas. Nossos olhares presos. Tudo o mais, perde a importância quando ela está assim, em meus braços. Os olhos exóticos dizendo-me que é minha. Toda minha. Só minha. M eu pau começou a se rebelar. O bastardo era tão ganancioso quando se tratava dela. Havíamos passado todo o final da tarde trancados na minha sala que fui obrigado a redecorar há pouco mais de uma semana. Ela me surpreendeu quando entrou sem ser anunciada e veio direto para mim. Sem uma palavra, abriu minhas calças e tirou meu pau que ficou logo animado. Sua boquinha gulosa mamou tão gostoso. M e torturou sem me deixar gozar e já ia saindo, mas a

empurrei contra as janelas de vidro. Sorriu do meu desespero. M inha cadelinha estava ficando cada vez mais safada. Levantei sua saia bruscamente e rasguei sua calcinha. Não demorou muito e estava todo enterrado nela. Comi sua bocetinha gostosa bem duro, mantendo-a prensada contra a janela. Ela gemia, gritava, embaçando o vidro próximo de sua boca. A visão do trânsito lá embaixo só aumentou o tesão violento que sinto por ela. Esporrei feito um louco dentro de seu buraco apertado. M as não parei por aí. Brinquei com ela também. A deixei nua e a torturei, deixando-a pendurada, à beira do gozo. Quando estava desesperada, comi sua boceta de novo e gozou, gritando meu nome, estrangulando meu pau com seu canalzinho pequeno, fazendo-me rugir alto e enchê-la ainda mais, com meu esperma. Gostosa pra caralho! Ela corou, percebendo onde minha mente tinha ido. Sorrio do jeito que sei que a enlouquece, baixo, devasso, meus olhos dizendo mil coisas sujas, que quero fazer com ela. Arfou em minha boca. — Vamos, princesa. — murmurei entre pequenos beijos. — vamos mexer esse traseiro gostoso. Seus olhos se arregalaram. — Dom, seu louco! Você me trouxe para um clube de dança latina? — sorriu surpresa quando viu The house Sanhez33 escrito na fachada luminosa. — vou passar vergonha. Não sei dançar esse tipo de música. —

emendou ainda incrédula. — Ah, mas vai aprender, princesa. — chupei seu lábio inferior antes de me afastar e entrelaçar nossas mãos. — vem, amor. Você vai gostar, prometo. — ela meneou a cabeça, mas se deixou ser guiada por mim. Ignorei a fila. Fui direto à dupla de seguranças atrás de uma corda de isolamento. Eles abriram um sorriso amplo ao me ver. Tivemos nosso acesso permitido imediatamente e ouvi os gritos nada gentis às minhas costas. Ei, palhaço! Tome a fila, seu babaca! Apenas sorrio e enlaço a cintura de Helena entrando pelo corredor semiescuro. Carlito havia feito uma reforma muito boa, observei quando paramos na ampla entrada. Havia três ambientes, todos lotados. A clientela era muito mais modesta que no restaurante que estávamos. Adoro isso. Antes de ser o Dom Harper de M anhantan, fui e sempre serei o Dom do Brooklin. Aqui estou em casa, verdadeiramente em casa. Sinto-me bem no meio das minhas origens. Desviei o olhar para Helena que parecia apreensiva, mas os olhos brilhavam correndo curiosos pelo lugar. — sei que não é um ambiente com o qual esteja acostumada, princesa, mas... — Por acaso está me chamando de esnobe, alteza? — disse num tom acima da salsa contagiante que enchia o salão. Seus olhos eram provocadores.

— De jeito nenhum, amor. — sorrio, provocando-a também. — hum, talvez só um pouco. Olhe só para você. Vai humilhar as outras mulheres daqui. — me bateu no ombro. — vem, quero apresentá-la ao dono do clube que é também um amigo de infância. — Descemos os degraus direto na pista de dança e nos esgueiramos pelas laterais até o enorme bar. Uau! Ele havia feito mudanças incríveis. O bar era muito maior agora. Vários bancos foram dispostos ao redor do balcão de mármore levemente oval. Não foi difícil avistá-lo lá atrás, ajudando os dois rapazes com camisetas regatas bem justas e músculos saltando por todo lado. Havia um sem camisa em cima do balcão no canto oposto ao nosso, gritando a letra da música, requebrando como se sua vida dependesse disso. Cristo! Isso aqui virou uma versão masculina de Show Bar? 34 Não consegui conter o riso. Helena estava com os olhos vidrados no inusitado dançarino, uma expressão chocada no rosto. — Ei, o que é isso, princesa? — puxei seu rosto para mim. — tire os olhos do Rambo, ali. — ela corou lindamente. Gargalhei. Adoro provocá-la. — Madonna mia! — disse baixinho e não conteve um riso também. — realmente nunca estive num lugar assim. — Basta manter os olhos em seu marido, amor e

tudo ficará bem. — sussurrei em seu ouvido e mordi seu pescoço. — Eu não estava olhando. — negou, mas acabou sorrindo mais, seu rosto muito vermelho. — amor, não tenho culpa. Você é o culpado por me trazer aqui. — provocou-me. — Você está ficando tão atrevida, cadelinha linda. — murmurei em sua orelha e puxei suas costas para minha frente. Gemeu ao sentir meu pau duro cavar bem no meio de seu traseiro. — talvez eu resolva comer você em um dos banheiros mais tarde. Hum? M eu pau todo enterrado em você enquanto as pessoas estão usando os outros compartimentos. Cristo! Excita-me pra caralho, princesa. — ela miou, esfregando a bunda em mim, sutilmente, pois estávamos cercados de gente por todos os lados. — você quer, não é? Quer dar para o seu cachorrão lá dentro, não quer, minha cadela gostosa? — chupei seu pescoço, seu corpo estremecendo com meu assédio. — Oh, Dio mio! Dom... — choramingou, se rendendo a mim. Enlouqueço com sua entrega. Dá-me tudo. Não me nega nada. — Dom Harper! Santa Madre de Dios! 35 Deixe a garota respirar, amigo. — a voz muito divertida de Carlito soou bem perto de nós. Levantei meu rosto para

sua figura mediana atrás do balcão. Tinha pele morena, olhos e cabelos escuros e um cavanhaque que era a sua marca desde muito novo. — Carlito, amigo! — obriguei-me a afastar-me um pouco de Helena, mas mantive uma mão em sua cintura. Estendi a outra para ele que já havia contornado o balcão, parando à minha frente. Puxou-me para um abraço de caras, seus olhos brilhando eufóricos. — Dom, quanto tempo faz que não aparece, alteza. — zombou do meu título no final. — Ah, pare com isso, seu idiota. — resmunguei. — tem um bom tempo mesmo. Gostei da reforma. M as esse bar ficaria bem melhor com garçonetes seminuas e... — me freei bruscamente, olhei de relance para Helena que tinha uma sobrancelha levantada observando até onde eu iria. Sorrio devagar e a puxo mais para mim, beijando seus cabelos. — bom, eu acho que pode continuar desse jeito. — Carlito caiu na gargalhada. — Uau! E essa deve ser a razão que o manteve tão ocupado nos últimos meses, não é Dom? — disse desviando os olhos para Helena que sorria também. — Jesus! Você conseguiu uma princesa de verdade, amigo! — deu um assovio olhando-a de cima a baixo. Bastardo! — Essa é Helena, minha mulher. — apresentei-a. — e pare de babar em cima dela, ou vou ter que te ensinar

boas maneiras, seu bastardo! — seu riso ampliou e estendeu a mão à Helena. — É um prazer conhecer a mulher que colocou rédeas nesse idiota aqui. — Helena aceitou sua mão. Ele sorriu mais. — rédeas bem curtas pelo visto. — zombou. — as garçonetes seminuas entrarão em ação dentro de uma hora amigo. Boa sorte com isso! Bufei. — É um prazer conhecê-lo também, Carlito. — Helena disse muito à vontade com o jeito brincalhão dele. — se ele prezar as bolas não vai se empolgar muito com as garçonetes seminuas. — completou em tom de conspiração. M eu amigo gargalhou. Ela o ganhou direitinho. — Dios! Dom, você tá encrencado, amigo. Essa tem sangue quente! — advertiu-me dando tapinhas nas minhas costas. — Fiquem à vontade. Vou deixá-lo levar sua princesa para sacudir o esqueleto, amigo. M ostre a ela como são os caras do Brooklin. Vou voltar para trás do balcão, pois dois funcionários faltaram hoje e isso aqui tá uma loucura! — completou e voltou à sua função. — Quer dançar ou beber algo para tomar coragem primeiro? — indaguei puxando-a para mim de novo, dessa vez de frente. Seus braços me rodearam o

pescoço. — Não preciso do álcool para me dar coragem, Sr. Di Castellani. — disse bem perto da minha boca. — tenho um marido lindo, atencioso. — sorriu travessa. — e ótimo dançarino que vai me mostrar como são os caras do Brooklin. Sorrio lentamente e desço minha mão perigosamente perto de sua bunda empinada. — Definitivamente está ficando muito atrevida, cadelinha. — mordi seu queixo, meus olhos enviando uma mensagem sexual aos dela que dilataram visivelmente. — não tenha dúvidas de que vou mostrar como é esse cara do Brooklin aqui. — grunhiu. Sorrio perversamente e desço mais a mão, apalpando sua bundinha, deslizando entre as bochechas. Sua mão cobriu a minha parando-a. Os olhos exóticos loucamente excitados. Sua respiração ruidosa em minha boca. — vamos, princesa. Vamos dançar. — dei-lhe um tapinha no traseiro e trouxe suas costas contra meu peito de novo. Andamos assim por entre os casais até o centro do amplo salão. Recebemos alguns olhares de surpresa. Acho que alguns deles estavam me reconhecendo, nos reconhecendo. Seríamos lembrados por muito tempo ainda como o casal da sacada. A virei de frente para mim. Seu semblante um tanto apreensivo agora. Sorrio,

transmitindo-lhe confiança e enlacei sua cintura delicada. — faça como em Las Vegas, amor. Sinta a música. Esqueça todos em volta. Olhe para mim. Apenas para mim. Somos só nós dois aqui, princesa. Só nós dois. — disse em seu ouvido. Ela assentiu levemente e levantou a cabeça, nossos olhares travaram. Comecei a conduzi-la devagar a princípio. Ela não era tão ruim. Tinha passos coordenados, faltava apenas um pouco de prática. — isso, amor. Se solte para mim, linda! Helena Abri um sorriso nervoso, cheio de expectativas, mas de pura felicidade para meu lindo marido. Ele é muito mais do que podia sonhar. Contrariando todas as apostas ele é meu príncipe encantado. M eu cavaleiro de armadura brilhante como na música de Lionel Richie que dançamos antes de sair. M e sinto tão linda, tão forte, autoconfiante quando me olha assim, com pura adoração nos olhos verdes. Ele tem tanta fé em mim. Não posso decepcioná-lo. Serei essa mulher forte para ele. Enfrentarei, vencerei todos os meus monstros por ele. — Estou conseguindo, amor! — disse eufórica, deixando o ritmo agitado da salsa me contagiar. Abriu aquele riso lindo com covinhas e me puxou mais firme contra seu corpo grande, seu cheiro delicioso se entranhando em meus sentidos. A mão da minha cintura

desceu para meu quadril e moeu bem gostoso, colando nossas pélvis. Dio! Ele dançava muito, muito bem. Deixei-me levar pela música, por ele, nossos olhos nunca deixando o outro. M e empurrou para longe de repente, mas não soltou minha mão. Induziu-me a girar duas vezes e me trouxe de novo para ele. M inhas costas contra seu peito duro. Os braços vieram em torno da minha cintura e moeu em minha bunda. Sua boca quente desceu em beijos enlouquecedores no meu ombro nu. Gemi. Sorriu em minha orelha e me girou de novo. Sorrio mais feliz do já estive em minha vida inteira. Soltei-me completamente, meu corpo se tornou uma massa quente, desejosa nas mãos dele. Enlaçou minha cintura com um braço e levou a outra mão ao meu rosto. Seu polegar deslizou pelos meus lábios. Seus olhos inflamados, excitados injetados nos meus. Nossas respirações ruidosas agora, tanto pelo esforço físico, quanto pelo tesão que tomou conta de nós. Seu pênis estava duro cavando em meu ventre. Entreabri os lábios e ele enfiou. Chupei-o sem me importar se estávamos em público. Sorriu baixinho e desceu a mão pelo meu maxilar, pescoço, me fazendo inclinar, arqueando as costas, pendendo para trás. O braço da minha cintura me manteve amparada e me inclinou muito mais. M e assustei a princípio, mas relaxei, confiando que não me

deixaria cair. A posição me deixou com as pernas muito abertas, cavalgando na coxa musculosa dele. Oh, Madonna mia! Gemi enlouquecida quando fez minha pélvis deslizar em um vai e vem enlouquecedor sobre a coxa dura. A mão que estava no pescoço desceu fazendo um rastro de fogo, pelo vale entre meus seios. M eus mamilos intumesceram e minha vagina alagou, palpitando descontrolada. Como diria Júlia, puta merda! Ele realmente sabe o que está fazendo. M oeu sua coxa em mim mais uma vez e tão subitamente como havia me inclinado, puxou-me de volta e nossos olhos travaram de novo. Eu estava arquejando vergonhosamente. O conhecido sorriso safado curvou os lábios sensuais, sabendo tudo que fez comigo. — os caras do Brooklin são mesmo muito, muito malvados, amore mio. — sussurrei em sua boca, minha voz ofegante, rouca de tesão. — gargalhou de volta e sua mão desceu para minha bunda, apalpando-a descaradamente. — Ah, eles são, não é, princesa? O puxei pelo pescoço e nos beijamos, sem ligar para o burburinho ao redor. Éramos realmente só eu e ele. Esse homem indomável, louco, apaixonante que é meu. Só meu. Seguiram-se mais duas músicas no mesmo estilo e dançamos. Eu estava muito empolgada agora. Nem mesmo o fato de notar os olhares de cobiça de algumas

vadias na direção de Dom, me fez perder o bom humor. Ele era meu e provou-me isso o tempo todo. Seus olhos nunca vagaram para longe de mim, lindo, sexy, absurdamente sexy. — Vamos tomar algo gelado, amor. Você me deixou em chamas. — murmurou em meus lábios e deu-me um último beijo. M e arrastou em direção ao bar. Pouco depois estávamos tomando nossas bebidas no canto onde Carlito estava atendendo. Ele era uma figura muito simpática. Observando a conversa e a camaradagem fácil entre eles, percebi que Dom não era o playboy que a mídia retratava incansavelmente. Vendo-o ali em seu bairro, tão à vontade conversando com seu amigo de infância, lembrando de coisas que faziam juntos, quando crianças e adolescentes só me fez admirá-lo mais. Ele me surpreende a cada dia. Seus olhos desviaram para mim e me flagraram olhando-o. Abriu seu melhor sorriso molha calcinha e me puxou mais perto. Sua boca, vindo na minha orelha. — Princesa se ficar me olhando assim vou ter que levá-la num tour pelo banheiro feminino. — sussurrou e lambeu o lóbulo. Sua risada baixa, devassa, sexy soou de novo. — Dom... Amore mio. — miei, minhas forças me abandonando.

— Você quer, amor? Hum? Bem rápido, duro, gostoso? — sua voz rouca, sensual me tentando além de todos os meus limites. Eu quero. É claro que quero. Dio Santo! — vem, vamos sair daqui. — sua voz foi mais grossa, dura. O tom que usa quando está louco de tesão. Cristo! Espero não parar mais uma vez no YouTube, porque vai ser muito difícil explicar tantos vídeos para nossos filhos, mas o cosmopolitan que tomei, bem rápido por sinal, já estava fazendo efeito e me deixando tão despudorada quanto meu marido. M e arrastou por um corredor semiescuro onde tinham alguns casais se devorando escancaradamente. Continuou me puxando pela mão. A excitação tomou conta de mim com a expectativa. Dio! Dom me transformou numa criatura devassa, louca por sexo, louca por ele. Chegamos finalmente ao banheiro. Estava milagrosamente vazio. M e empurrou para dentro de um dos compartimentos e travou a porta. Num picar de olhos seu grande corpo estava prendendo o meu contra a parede. Arfei quando sua mão cavou grosseiramente no meio das minhas coxas. — você não ama essa sensação, cadela safada? Hum? Não ama saber que vou comer sua bocetinha gostosa bem duro. Que não pode fazer barulho senão os outros vão saber que está aqui dentro tomando meu pau? — massageou meu clitóris por cima do vestido.

Gemeu baixinho e puxou a barra do vestido longo. Seus dedos afastaram a calcinha para o lado, gemi alto quando seu polegar deslizou entre os lábios melados. — shhhhh. Não faça barulho, cadela! Deu-me um tapa firme no rosto. Engoli outro gemido, mordendo os lábios. Os olhos verdes quase azuis perfuraram os meus gritando coisas sujas, puxou meus cabelos da nuca e enfiou dois dedos em minha vulva rudemente. — Dom... Oh, amore mio! — choraminguei num fio de voz. M e comeu assim, dois dedos entrando grosseiramente enquanto seu polegar massageava meu clitóris. M antendo-me presa, imóvel pelos cabelos. — por favor... — Por favor o que, cadelinha linda? — sua voz era tensa. Ele estava louco também. — será que minha cadela safada quer tomar meu pau em pleno banheiro público? Hum? Responda! — puxou meus cabelos mais forte e meteu os dedos sem dó, girando-os lá dentro. Fiquei a ponto de explodir. — Ahhh! Si, Dio! Si. — sussurrei fora de mim. Abriu um sorriso lento, pecaminoso, nossos olhos presos. Retirou os dedos e os chupou bem devagar, inflamando-me ainda mais. Tomou minha boca num beijo duro. Senti meu gosto em sua língua. Continuou saqueando, mostrando-me que sou dele, que pode me

tomar onde quiser. Sua língua dançou eroticamente com a minha. Estávamos os dois enlouquecidos, fodendo com nossas bocas. M inhas mãos passearam pelos ombros largos por cima do terno, desceram se infiltrando em seu peito duro. Adoro sentir seus músculos firmes. Ele é tão lindo. Gemeu baixinho na minha boca quando desci até seu pênis segurando-o por cima das calças. Estava duro feito pedra. M inha vagina encharcou mais antecipando a sensação vertiginosa que é tomá-lo todo dentro de mim. — Liberte meu pau, princesa! Vou meter tão forte em você! Tão duro, cadelinha gostosa! — rosnou baixinho e me apressei em abrir seu zíper. Logo seu pênis saltava para fora, orgulhoso, duro, lindo. Suas mãos levantaram a saia longa do vestido de novo. Levantou minha perna direita encaixando-a em seu quadril. Eu estava de salto o que me deixava apenas poucos centímetros mais baixa. — afaste sua calcinha, princesa. — fiz o que disse e senti a ponta grossa deslizando em meus lábios para cima e para baixo, lambuzando-se no meu creme. Sua mão apertou minha coxa e deu uma estocada bruta, metendo com tudo em mim. Inalei bruscamente à procura de ar com sua invasão. — oh! Porra! Que bocetinha mais perfeita! Cristo! — grunhiu, tirando tudo e batendo de volta me

rasgando até o útero. Nessa posição era possível sentir cada veia, cada contorno do seu pênis enorme. M eu canal contraiu com a dor prazerosa de senti-lo me tomando, me fazendo sua. — isso, cadelinha linda! Que gostoso sentir essa bocetinha mamando no meu pau! Toma tudo, porra! Toma cada centímetro do meu pau! — sua mão continuou apertando, mantendo minha perna em seu quadril e levou a outra por trás do meu ombro. Gemi quando me puxou, me comendo impiedosamente agora. M antendo-me imobilizada para tomar suas arremetidas brutais. Bateu em mim incansavelmente, rasgando meu canal, me esticando sem dó. Nossos olhos travados. Sentindo, vendo cada emoção, cada nuance do rosto do outro. Nossas bocas arquejando uma na outra. Tudo elevado à máxima intensidade, pelo inusitado do local. Não podíamos fazer barulho. Tirou tudo, deixando só a ponta e meteu tudo sacudindo meu corpo. Seus olhos perfurando os meus, seu semblante tenso. Ele estava no mesmo ponto que eu, quase lá. M oeu em mim girando o quadril, tocando todos os recantos nervosos da minha vulva e quebrei. — Dom... Ohhh! Madon... — sua boca cobriu a minha, bebendo minhas palavras, meus gemidos. A sensação enlouquecedora de prazer sem limites

enchendo meu ventre, se alojando em minha vagina e explodi gozando. Rosnou baixinho ao sentir meu canal se contraindo em torno dele. M e apertou mais, metendo mais duro, mais forte. Senti seu pênis alargando-me e logo um gemido rouco escapou da sua boca para a minha e gozou também. M eu canal já ardente foi inundado com jatos de seu esperma quente. Delicioso! Não consegui evitar mais um gemido, enquanto continuava me comendo com avidez, esfomeado. Nos beijamos até passar o frenesi de emoções e seus movimentos desacelerarem. Paramos, respirando na boca do outro, nos olhando. Seus olhos lindos, tempestuosos, satisfeitos, rindo para mim. — sou louco por você, princesa. Tão louco por você, amor. — murmurou na minha boca. — E eu por você. Completamente louca, amore mio. — sussurrei de volta. Sorrimos baixinho, conscientes da nossa loucura, da nossa infração. Deu-me mais um beijo. Um bem suave dessa vez e saiu devagar de dentro de mim. Ouvimos vozes lá fora. Duas mulheres. Uma chorando suas lamúrias para a outra que a aconselhou a pegar um tal de Ruanito para causar ciúmes num tal Pablo. Estávamos quase explodindo na gargalhada quando as duas finalmente deixaram o banheiro. Terminamos de nos ajeitar e saímos meio que

disfarçando. Então, quando estávamos adentrando o salão meus olhos pararam na figura de uma loira. Ela estava de costas parecia estar vindo do mesmo lugar que eu e Dom, o banheiro. A silhueta bem familiar me fez sentir náuseas e minha cabeça rodar um pouco. Quando ela virou o rosto, olhando por cima do ombro, meu sangue gelou nas veias. Amanda-puta-Parker! O que essa vaca fazia aqui? Deu-me sorriso estranho e foi engolida pela multidão que lotava a pista de dança agora. — Dom... — minha voz foi um apenas um murmúrio. — vamos embora, amor. Não estou me sentindo bem. — ele virou seu rosto para mim, os olhos correndo pelo meu rosto com preocupação. — Você está pálida, o que houve, princesa? — Nada, só estou um pouco enjoada. — seus olhos continuaram me analisando, mas assentiu. — Vamos só nos despedir de Carlito e iremos para casa, amor. — pouco depois saímos na portaria e inspirei o ar noturno longamente. Dom ficou para trás uns minutos se despedindo dos dois seguranças que pareciam ser conhecidos de longa data também. Havia muito mais pessoas esperando para entrar. Foi quando minha mão foi arrancada bruscamente da dele e senti uma picada forte nas minhas costelas do lado direito. Foi tudo muito rápido.

— Ai! — gritei, cambaleando para frente e Dom voltou-se rapidamente para mim. — alguém me furou! Dom! — levei minha mão ao local e entrei em pânico quando voltou suja de sangue. — oh, Dio mio! — gemi, minha mão tremendo. — Oh, Cristo! Helena! Princesa! Quem fez isso? — sua voz soou num misto de lamento, horror e agonia, seus braços vieram em torno de mim, levantando-me. — aguente firme, amor! Aguente firme! Saiam da frente! Saiam, porra! — registrei as pessoas abrindo caminho, seus rostos alarmados e então a escuridão me envolveu. CAPÍTULO VINTE E UM Helena Abri os olhos lentamente. Já era dia, percebi pela luz que entrava através das persianas do quarto. M e mexi e senti a picada dolorosa nas costelas. Virei o rosto para o lado esquerdo e meu coração acelerou ao dar de cara com o rosto lindo de meu marido. Os olhos verdes incríveis me observando cheios de amor, preocupação. Ele estava espremido, deitado de lado junto a mim na cama estreita. Levou uma mão ao meu rosto, numa carícia suave. — Oi, princesa. — sussurrou. — como se sente, amor?

— Oi, amor. — segurei sua mão e virei o rosto beijando-a. — estou bem, acho. — tentei sorrir, mas a dor aumentou. — Madonna mia! O que foi isso, afinal? — meu tom saiu tenso. — Você foi atingida por uma espécie de canivete. — cerrou o maxilar, seu semblante se transformou numa máscara de cólera. — mas prometo que vou descobrir quem foi e quando estiver cara a cara com essa pessoa, ela vai desejar nunca ter tocado em você, amor. — beijou meus cabelos e me puxou suavemente, tendo cuidado com meu ferimento. M e aninhei em seus braços. — tive tanto medo, princesa. Quando a vi sangrando, enlouqueci. Atravessei todos os sinais vermelhos até chegar aqui. O médico informou que a ferida não foi profunda, mas você foi ferida, Cristo! Nunca mais quero vê-la machucada e me sentir tão impotente, amor. — Não foi sua culpa, amor. Havia muita gente ali na entrada. — murmurei em seu peito. — Carlito me garantiu que há câmeras na entrada, vou passar lá mais tarde com dois detetives que contratei para cuidar disso. Só vou sossegar quando descobrir quem fez isso. Havia muitas pessoas por lá. Por que esse maldito a escolheu? Fiquei em silêncio por um instante. Ele levantou meu queixo para olhá-lo. Seus olhos inteligentes me

analisando daquele jeito só dele. — Viu algo suspeito, amor? Você tem que me dizer, princesa. — pediu. — Si, vi Amanda lá dentro, logo que saímos do banheiro. — seu corpo ficou rígido com minha revelação. — ela me deu um sorriso estranho e sumiu no meio dos outros, me senti mal depois. Você acha que... Que pode ter sido essa puta louca? — Eu gostaria de pensar que não, princesa. — fez uma pausa, deslizando a mão pelo meu braço devagar. — mas vamos dobrar a segurança à nossa volta de qualquer forma. Foi estúpido sair sem Ben e Scott. Ninguém vai machucá-la de novo, amor. Eu não vou deixar. — garantiu, seu tom rouco, sexy que tanto amo voltando ao normal. Naquele momento a porta do quarto se abriu e uma enfermeira entrou. — Sr. Di Castellani, o senhor precisa descer já daí. O médico está vindo conversar sobre o estado de sua esposa e não pode encontrá-los na mesma cama. É contra as regras do hospital. — a senhora na faixa dos cinquenta anos informou firme. Dom suspirou, mas desceu da cama. — Ok. Obrigado por me avisar, querida. — ele disse dando-lhe uma piscada travessa. A mulher corou. Isso mesmo, ela corou. Esse era o meu marido. Ele fazia isso

de forma natural. Ser charmoso era seu modus operandi. Abri um pequeno sorriso, enquanto ela vinha até mim, cumprimentando-me e logo depois checando meu soro e minha pressão arterial. Deu-me um sorriso e nos deixou. Pouco depois o médico entrou. Ele era um loiro alto, de olhos acinzentados. Era muito bonito. As enfermeiras do seu plantão devem enlouquecer. — Bom dia, sou o Dr. Blake, como se sente, Srª Di Castellani? — sua voz era bem agradável também. Dom veio mais para perto da cama e entrelaçou nossas mãos. Homens... Eles adoram demarcar território. — M e sinto bem, quando posso ir para casa, Dr. Blake? — quis saber me colocando numa posição sentada. Dom regulou a cabeceira da cama para me deixar mais confortável. O médico se aproximou mais da cama. Tinha uma prancheta nas mãos. Olhou para Dom e para mim de novo, então abriu um sorriso profissional. — O ferimento não foi grave. Pode ir para casa agora mesmo. — fez uma pausa cheia de significados e nos olhos de novo. — mas estou supondo que ainda não sabem da sua outra condição. — Que condição, Dr.? — Dom inquiriu num tom apreensivo. — o que minha esposa tem? O sorriso do Dr. Blake se ampliou.

— Fique tranquilo, senhor. Sua esposa parece perfeitamente bem, mas vai precisar consultar um bom obstetra para iniciar o pré-natal. — ficamos os dois encarando o médico. Nossas bocas se abriram, se fecharam, se abriram de novo. — é isso mesmo. Sua esposa está grávida. Não posso precisar o tempo de gestação, mas o exame de sangue confirmou isso. — meu cérebro não registrou mais nenhuma palavra que ele disse antes de deixar o quarto. Apenas uma palavra se repetia na minha mente GRÁVIDA! GRÁVIDA! Oh! Dio mio! Lágrimas turvaram-me a visão. M eu peito se enchendo de felicidade. Levei minha mão livre ao ventre e o acariciei. Um filho, nostro figlio. Desviei meu olhar finalmente para Dom que estava observando minha mão no meu ventre. Uma expressão de surpresa e encantamento, seus olhos iluminados como nunca vi antes, então levantou a cabeça e nossos olhares se encontraram. Perdi o fôlego com a intensidade com que me olhou. Um mundo de coisas sendo ditas. Nós fizemos isso. Estaríamos unidos para sempre através do nosso filho. — Quando penso que não poderia ser mais feliz, você vem e me mostra que é só o começo, princesa. — sua voz saiu embargada, os olhos verdes lindos, brilhantes de lágrimas não derramadas. Seus dedos

limparam suavemente minha face já banhadas. — tem uma parte minha aqui dentro. — tocou minha barriga, um toque reverente. — Nós vamos ter um filho. Jesus! Nós vamos ter um filho, amor! — colou sua testa na minha e ficamos os dois rindo. Suas lágrimas caíram. Estávamos rindo e chorando agora. Dio! Eu o amo tanto! — Te amo tanto, mio principi. — sussurrei em sua boca. Seus olhos amoleceram quando me ouviu chamá-lo assim. Era a primeira de muitas, infinitas vezes, porque é isso que ele é para mim, mio principi. — E eu a você, princesa. M inha princesa. — sussurrou e tomou minha boca num beijo deliciosamente terno, cheio de promessas, cheio de fé no futuro que construiríamos juntos. Fomos ao obstetra na manhã do dia seguinte. O corte não foi realmente profundo, incomodava um pouco, mas estávamos tão eufóricos para saber mais sobre o nosso bebê. Dom me levou nos braços por todo o hospital e as enfermeiras iam suspirando audivelmente por onde passamos. Ele é tão protetor. Ben e Scott estavam a postos na saída e mais três homens grandes de ternos elegantes se juntaram a nós formando uma barricada contra os flashes de alguns paparazzi. Ainda é incompreensível para mim como pessoas podem se

ocupar unicamente de vigiar as vidas alheias. Isso é outra coisa que vou ter que enfrentar em breve. Fui submetida a uma ultrassonografia intravaginal, onde apareceu um pontinho bem pequeno. O médico nos informou que era nosso bebê e que estava com nove semanas gestacionais. Lágrimas encheram meus olhos de novo. Dio! Agora entendo porque Júlia era uma manteiga derretida quando estava esperando Antonella. Não consegui desviar os olhos da tela. Ouvi Dom puxar uma respiração ruidosa ao meu lado. Apertou mais minha mão e ficamos lá olhando, perdidos e ao mesmo tempo atentos a tudo que o médico dizia. Ele nos explicou que nosso bambino estava se desenvolvendo bem e que poderíamos saber o sexo a partir da décima terceira semana. Informou que havia vários exames que poderiam dar essa informação antes, mas que não aconselhava nenhum desses métodos, pois era melhor esperar o feto se desenvolver mais. Estávamos agora sentados em frente à mesa do Dr. M alone. Foi uma indicação do Dr. Blake. Eles são um casal. Isso mesmo. E Dr. M alone é tão agradável de olhar quanto seu parceiro. Um negro alto, bem constituído, muito bonito mesmo. Dom ficou visivelmente mais aliviado quando percebeu que meu obstetra era homossexual. Para alguém que foi um

libertino até bem pouco tempo, ele é tão machista às vezes. — Doutor e quanto à nossa vida sexual? — Santo Cielo! Virei o rosto para Dom. Ele disse isso mesmo? M eu rosto incendiou. Ele é tão sem vergonha... — Digo, podemos... — Sim, vocês podem ter uma vida sexual plenamente normal durante a gestação. — o médico abriu um pequeno sorriso. — isso não impede de forma alguma, a não ser que Helena sinta algum desconforto com a penetração. — Madonna mia! Engasguei ao ouvir o termo. Isso era muito constrangedor. Agora os dois me encaravam esperando uma resposta. Vou dar um soco em Dominic assim que sairmos daqui. Os olhos verdes brilharam irreverentes e a boca se curvou num arremedo de sorriso pecaminoso. Si, vou dar um soco nele! — Eu, hum... Não sinto nenhum desconforto. — revelei e minhas faces devem estar como um tomate agora. Tudo porque meu marido não consegue viver sem sexo. Vou arrancar a cabeça dele, eu juro. — Ótimo. — os dois falaram de uma vez. M as o Dr. M alone não tinha a mesma expressão safada de Dom ao ouvir isso. — Você não sai do modo cachorro vadio, nem quando o assunto é sério? Quero socar seu nariz, seu

idiota. — resmunguei assim que entramos no elevador. Dom abriu o riso molha calcinha, as covinhas travessas piscando para mim, os olhos devassos prendendo os meus. — estou com raiva de você. — gemi quando seu corpo me prensou contra a parede. M ordeu meu queixo. — Oh, Dio mio... — O que você estava dizendo, cadelinha linda? Hum? — sorriu baixinho, sexy, lindo, irresistível. — está com raiva de mim, amor? — sussurrou em minha boca. Suas mãos circundaram minha cintura com cuidado e moeu seu pênis, já bem desperto, bem devagar em minha pélvis. M iei. Os olhos verdes zombaram de mim. — Si, eu... Ahhh! Dom... Amore mio. — gemi desavergonhadamente quando chupou e mordeu o ponto entre meu ombro e pescoço. M inha calcinha encharcando completamente. — Amor, estamos em um elevador, comporte-se. — minhas palavras eram um lembrete para mim também. Ele me enlouquece, me faz esquecer de tudo à nossa volta quando está assim, no modo cachorro vadio, gostoso, a perfeição em forma de homem. — Tenho uma reunião em meia hora, amor. — grunhiu em minha boca. — mas vou tirar a tarde de folga para cuidar da minha cadelinha, prometo. — murmurou e me beijou. O elevador parou e ouvi as portas se

abrindo, mas ele não parou o beijo. Pessoas entraram e continuou me beijando como se nada mais importasse. Quando finalmente separou sua boca da minha estávamos ofegando. — te amo, princesa. — sussurrou, chupando meu lábio inferior. — Também te amo, amor. — murmurei de volta. Sorriu daquele jeito lindo e me deu pequenos e suaves beijos. Ouvi suspiros ao nosso redor. O elevador parou no térreo e só então percebi nossos expectadores. Eram duas mulheres grávidas, na faixa dos trinta anos. Seus ventres estavam bem arredondados. — Senhoras. — Dom meneou a cabeça em cumprimento. Elas coraram. Revirei os olhos mentalmente. Será que não havia nenhuma mulher imune a ele? Abri um pequeno sorriso e saímos de mãos entrelaçadas. Uma semana havia se passado. Uma semana na qual Dom tem sido um perfeito marido e futuro pai zeloso. M eu ferimento já estava quase cicatrizado. Apesar do médico ter liberado a atividade sexual, ele tem sido

extremamente carinhoso quando me toma. Descobrimos uma nova intensidade e tem sido cada vez mais gostoso fazer amor com meu marido. No entanto, ainda continua insaciável e me pegando onde e quando tem vontade. Amo saber que sente tanto desejo por mim. M as seu lado protetor está cada vez mais aflorado. Não quer me deixar nem cozinhar mais. M eu trabalho na empresa foi outra fonte de discussão. Quis me afastasse de vez, mas o convenci a me deixar pelo menos meio período com o argumento de que mais da metade da população feminina que tem filhos não para de trabalhar quando está grávida. Dio! M inha barriga nem tinha aparecido ainda. Tirando os enjoos ocasionais, que se manifestavam geralmente pela manhã, não sinto nada incômodo. Sinto-me ótima, na verdade, feliz com nossa vida, com nosso filho, com ele que tem provado a cada dia que me ama de verdade. Dom também tem se desdobrado para descobrir quem me feriu. As imagens captadas pelas câmaras mostraram um tipo franzino, branco, provavelmente menor de idade. M as os investigadores ainda não conseguiram chegar até ele. Nada me tirava da cabeça que ele estava a mando da vaca oferecida, perseguidora dos maridos alheios. E se fosse realmente isso, ela era muito mais perigosa do que supunha. Seus olhos gelados

sempre me deram calafrios. No entanto, nunca expus essa minha preocupação a Dom. Havia outra coisa me preocupando. Há dois dias tenho recebido chamadas de um número restrito e quando atendo ouço apenas uma respiração forte do outro lado da linha. Não disse nada sobre isso a ele também, porque certamente surtaria. As sessões de terapia têm me ajudado muito. Sinto-me tão forte, autoconfiante a cada vez que saio de lá. M esmo tendo uma equipe maior de seguranças, Dom sempre faz questão de ir comigo. Acho que isso contribui para meu estado de euforia e fé de que vou vencer a doença. Seus olhos amorosos me dizem isso o tempo todo e eu estou acreditando piamente nisso. Nosso relacionamento atingiu um ponto em que estamos maduros. Sabemos exatamente o que queremos. E o que queremos é ficar juntos, construindo nossa família. Terminei de tomar banho e vesti um short leve e uma camiseta regata. Havíamos chegado depois das seis em casa e estava morrendo de fome. Falei que estava salivando por comida chinesa. Ele poderia pedir por telefone, mas saiu prontamente, todo feliz em atender meu primeiro desejo de grávida. Toquei meu ventre e ouvi o interfone. Franzi o cenho. Dom havia saído há uns vinte minutos. Quem seria? Quase nunca

recebíamos visitas. Sorrio enquanto atendendo. Ele deve estar fazendo uma de suas brincadeiras, mas o nome que ouvi do porteiro me atingiu com tudo. — Senhora, a condessa Luiza Romano está aqui para vê-la. — apertei o fone, o tremor tomando conta do meu corpo. O que ela quer comigo? Fiquei muda por alguns instantes diante do choque de tê-la ali, querendo me ver. Então, antes que pudesse me arrepender ou pensar melhor, consegui responder: — M ande-a subir, por favor. — assenti e coloquei o fome no gancho. Fechei os olhos tomando respirações pausadas, do jeito que a doutora Jhonson me ensinou. Encontre a fonte de seu desconforto e a enfrente Helena! Você é uma adulta agora, não uma garotinha! É uma profissional respeitada em sua função. Canalize essa força para sua vida social. Você pode, Helena! Muitas pessoas com esse problema nem conseguem trabalhar. Você não só consegue como é brilhante no que faz. Você pode, Helena! Fui repetindo as palavras de incentivo que a própria doutora me disse na última sessão. Si, eu posso! Exclamei e abri a porta, mas isso não me impediu de ter espasmos tomando-me ao dar de cara com a mulher elegante, num vestido azul. Ficamos nos olhando por uns instantes estranhos e constrangedores. Busquei forças de algum lugar dentro de mim. Lembrei-me de

Dom me dizendo vamos vencer essa merda! E me afastei dando-lhe passagem. Não consegui pronunciar nenhuma palavra no entanto, minha língua parecia presa no céu da boca, pela súbita secura. Todo o meu corpo e instinto se rebelavam por tê-la aqui, na minha casa, no meu espaço. M as eu precisava saber por que me procurou. O que queria de mim. — É um lugar muito bonito. — sua voz soou fria, enquanto adentrava, seus olhos tão parecidos com os meus correndo avidamente pela sala, pelas portas que davam uma boa visão da área externa. Então era isso? Nem um olá, Helena? Andei devagar até os estofados e parei esfregando minhas mãos frias e suadas no tecido fino do short. — você está bem? Parece um pouco pálida? — quis saber, mas não houve alteração nas suas feições frias. O rosto bonito era livre de qualquer emoção. Ela era exatamente como me lembrava. Uma pedra de gelo. Forcei-me a permanecer firme, de pé. Era hora de me ver livre desse fantasma. — O que você quer? — consegui dizer, mas minha voz tremeu um pouco e seus olhos brilharam. Eu reconhecia aquele brilho. Era o reconhecimento de conseguir me abalar. Era a alegria de ainda me atingir como antes, quando fazia terror psicológico comigo. Quando dizia que ninguém me amava. Que nunca

ninguém iria me amar. Que eu era uma menina feia, magricela, desengonçada e que nem mesmo meu pai que me amava quando nasci me amava mais. Lutei bravamente contra os tremores que insistiam em me dominar, contra as batidas do meu coração que ameaçavam me sufocar e cerrei os punhos ao lado do corpo. — diga logo o que quer e vá embora. — grunhi. — Eu quero metade da herança que recebeu do velho. — disse calmamente como se tivesse todo o direito. — mereço por ter aturado ele, seu pai e... Você — completou, seus olhos eram dois rios gelados. — nunca quis me casar com seu pai. Fui obrigada pela minha família. E certamente nunca quis ter filhos. Seu maldito pai e você, tiraram minha liberdade. — suas palavras ainda me machucavam, mas não tanto como quando me repetia isso todo o tempo até meus dez anos. Abri a boca para respondê-la, mas as portas do elevador privativo se abriram e Dom entrou como um furacão correndo para mim. Dominic Tomei o elevador numa agonia louca. Quando o porteiro me avisou, que aquela mulher maldita havia aparecido e que Helena concordou em recebê-la, senti um medo e uma fúria sem tamanho tomar conta de mim. Helena não tinha condições de enfrentá-la ainda. Temia

pelo nosso filho ainda frágil em seu ventre. Se algo acontecesse a ela, eu nunca me perdoaria por deixá-la sozinha. M as por que ela havia a deixado subir? M e perguntava confuso, enquanto o elevador subia, muito lento para o meu gosto. Quando finalmente as portas se abriram, pulei rápido para fora e meus olhos buscaram por Helena. Ela estava de pé em frente à mulher elegante. As duas se viraram para mim. Deixei as sacolas sobre um dos estofados e corri até a minha mulher que estava pálida. M as sua expressão não era de surto, parecia apenas amedrontada. M eu coração se aliviou um pouco. — O que faz aqui? — cuspi, quando abracei Helena, puxando-a para o abrigo dos meus braços. Ela se aninhou a mim, seu corpo trêmulo. — estou aqui, princesa. — sussurrei e beijei seus cabelos. — Estava apenas acertando algumas coisas com minha filha. — Luiza disse, torcendo os lábios pintados de vermelho num riso de escárnio. Até a forma como pronunciava minha filha era sem emoção, fria, oca. — quero metade da herança. Tenho direito pelo tempo que aturei o velho, o pai e uma filha que nunca desejei. Eu... — Caia fora, sua vadia maldita! — rosnei, meu sangue fervendo diante das palavras odiosas que proferiu. Cristo! Ela era mesmo a escória como Leon

havia me prevenido. — só pode ser muito estúpida, se pensa que vai conseguir alguma coisa vindo aqui na nossa casa, intimidar a minha mulher. Saia! — bradei e saquei o celular do bolso, discando o número de Ben. Ele atendeu no primeiro toque. — suba aqui. Preciso que retire um lixo que está no meio do meu tapete. — ele pareceu confuso, esclareci com prazer. — Luiza Romano está aqui. Preciso que a carregue e jogue na primeira lata de lixo que encontrar. Sim, é isso. — desliguei. Os olhos dela me atiravam adagas. — Isso não vai parar por aqui. — avisou se esticando, erguendo o queixo. — não vou desistir só porque você quer. — Não vai se aproximar de Helena de novo. — meu tom foi mortalmente frio. — e pode ter certeza que vou dificultar as coisas a níveis estratosféricos para vocês. Soube que os bens dos Romano vão a leilão na próxima semana. — seus olhos se arregalaram e vi uma ponta de desespero bem lá no fundo. — então, como é a sensação de estar aí? No fundo do poço? — suas faces empalideceram um pouco. — estou tentado a estar na primeira fila, adquirir tudo e expulsá-los o mais rápido possível de todos os imóveis. Jogá-la na sarjeta, onde é o seu lugar. O que acha disso? — ela estremeceu visivelmente. Ótimo! A encarei não dando chance de

desviar os olhos. — Helena não vai dar nenhum centavo a você. Ela não deve nada a você. Vai sair daqui e esquecer que ela existe, como tem feito brilhantemente ao longo de quinze anos. Ela é minha mulher e nenhuma vadia sem noção vai atormentá-la. Fui claro? Vai procurar um buraco e se enfiar dentro. Não vai voltar a sequer, pensar em reclamar algo que não é seu. — Ben entrou e foi em direção à ela. — leve esse lixo daqui, amigo. Se ousar se desviar do que disse a você, então as autoridades saberão que está perseguindo minha mulher e garanto que as coisas vão ficar muito, muito feias para o seu lado. — completei, enquanto Ben a segurava pelo cotovelo. Ela se deixou levar dando socos, mas ele era bem forte. Não foi por sua cara bonita que o contratei, afinal. Então levantei Helena nos braços e sentei no estofado. Ela em enlaçou pelo pescoço e escondeu o rosto no meu peito. Seu corpo ainda tremia. Beijei seus cabelos e a acalentei no colo como a uma criança. Deslizei uma mão para cima e para baixo em seu braço numa carícia lenta. Não disse nada, apenas fiquei acariciando-a e beijando seus cabelos, tentando fortalecê-la com meu amor. Os tremores foram cedendo e as batidas do seu coração se normalizaram. Eu estava orgulhoso dela. Pela forma como enfrentou a principal causadora de seus monstros.

— Ela nunca me amou. — sua voz foi apenas um murmúrio. — nem a meu pai. Sempre nos culpou por tudo. Ouvi isso dela até os dez anos quando finalmente foi embora e nos deixou. — continuei em silêncio e a aconcheguei mais junto a mim, confortando-a. — meu pai me amava. Lembro-me dele me contando histórias antes de dormir. — deu um suspiro trêmulo, doloroso. — mas ele também a amava e ela o afastou de mim. Naquela época não conseguia compreender seus jogos, mas quando me tornei adulta compreendi que afastou meu pai gradualmente de mim. Ela nos separou por pura maldade, porque não era feliz e não queria que fôssemos, que nos amássemos. Eu amava muito o meu pai. — fez uma pausa e inalou meu peito, sentindo meu cheiro como que buscando forças. Isso levou lágrimas aos meus olhos. A apertei mais, sem nunca querer deixála ir, sair dos meus braços, porque assim eu podia protegê-la. Nunca ia deixar ninguém machucá-la de novo. — ela matou o meu pai. Depois da separação ele se transformou em alguém que não era. Tornou-se irresponsável, se viciou em jogatinas e bebida. — soluçou, beijei seus cabelos de novo. — eu seria a próxima se Leon e tio M ax não tivessem me encontrado. Eu poderia estar morta há muito tempo e ela teria vencido.

— M as ela não venceu, amor. — murmurei com a voz embargada. — você sobreviveu. Você foi forte, princesa. — levantei seu queixo e a visão de suas faces banhadas de lágrimas me doeu o peito. — e você foi forte hoje. Embora esteja um pouco zangado por ter concordado em deixá-la subir, estou também muito orgulhoso, porque conseguiu enfrentá-la sem surtar. — os olhos exóticos brilharam como se só agora tivesse percebido isso. — você está vencendo, amor. Será livre, princesa. Livre de todos os monstros que ainda estão aqui dentro dizendo que não pode. — sussurrei tocando o indicador na sua cabeça. Ela suspirou e reposicionouse em meu colo, montando-me. Suas mãos foram rápidas ao puxar a regata pela cabeça e os peitos lindos ficaram bem diante do meu rosto. Eles estavam já visivelmente mais cheios pela gravidez, as auréolas mais escuras e os mamilos mais pronunciados. M inha boca salivou com a visão, mas a encarei preocupado. — Eu quero você, amore mio. — sussurrou, deslizando as mãos em meu peito e mais para baixo e puxou minha camiseta, a ajudei tirá-la pela cabeça. — preciso esquecer tudo isso. Só preciso de você. Senti-lo dentro de mim. — completou, moendo a pélvis direto no meu pau que acordou no momento em que desnudou os peitos na minha cara. — quero bem duro, forte,

selvagem. — e puxou meu pescoço tomando minha boca num beijo urgente que falava de seu desespero, seu frágil estado emocional. — Princesa, amor. — murmurei em sua boca. — o bebê. Não podemos pegar pesado... — Goze na minha bunda, então. — ronronou, puxando meu lábio inferior entre os dentes. Jesus! Ouvir seu tom rouco, sexy pra caralho dizendo isso fez meu pau pressionar furioso o zíper das calças, louco para estar logo dentro dela. — preciso de você, amor. Vem, tome sua cadelinha. Quero meu cachorrão. Agora. — e isso fez com que saísse da inércia e tomasse o controle. A levantei com um só braço e a coloquei sentada no estofado e puxei minhas calças e cueca de uma vez. Seus olhos me devoraram, luminosos, dilatados, excitados e pararam no meu pau. Lambeu os lábios. Cristo! M e aproximei e ela veio esfomeada, tomando-o com as duas mãos, masturbando-me. Gemi e enfiei as mãos em seus cabelos. — Vem, cadelinha linda, mama no seu cachorrão. — sua boquinha se abriu e engoliu a cabeça gorda. — ohhhh! Isso... Caralho! Assim, amor... Chupa bem gostoso. — desceu a boca, tomando-me bem fundo em sua garganta. Passei a estocar, mantendo o agarre em seus cabelos. — tão gostosa... Boquinha deliciosa... —

chupou-me com vontade até me ter à beira do gozo. Puxei o pau para fora e a empurrei para o sofá, deitando-a. Puxei seu short bruscamente com calcinha e tudo. Abriu as pernas, dando-me a visão da bocetinha depilada, os lábios delicados, seu creme brilhando nas bordas. Grunhi e me ajoelhei entre suas coxas, separando-as mais amplas. Levei as mãos num passeio lento pelo ventre até os peitos e os apanhei, massageando-os. Arqueou as costas, gemendo. Ela era muito sensível, mas estava mais ainda pela gravidez. M e debrucei sobre ela e abocanhei um, chupando, lambendo, mordiscando. Repeti o processo no outro. Suas mãos se enfiaram em meus cabelos e continuei mamando bem gostoso. — Ahhhh! Dom... — gemeu quando puxei um mamilo entre os dentes. Sorrio e vou descendo pela barriguinha ainda plana, beijo-a com adoração. Seu ferimento já estava quase cicatrizado, acariciei-o e beijei suavemente. Seu corpo estremeceu. Continuei descendo, minha língua lambendo sua pele macia. Cheguei à sua pélvis e enchi a mão em sua carne molhada. Arqueou as costas gritando. M assageei seu clitóris com o polegar e meti dois dedos em sua vulva escorregadia. Gritou mais. Gemi também. Comi sua bocetinha assim até perceber que estava perto. Retirei os dedos e me posicionei em

sua entrada. Deslizei meu pau me lambuzando sem seu creme. — É isso que você quer, cadela gostosa? Hum? — rosnei, devorando-a com os olhos, toda aberta para mim. — quer dar essa bocetinha apertada pra mim? Então toma! — estoquei dentro com firmeza indo até o fundo, tomando-a em cada centímetro. — porra! Amor! Que perfeição do caralho! — rugi e levantei suas coxas em meus braços, abrindo-a mais. Linda! Tão linda. Tirei tudo, deixando só a ponta e bati dentro de novo. Comi sua boceta com golpes fortes, mas não tão profundos. M e abaixei sobre seu corpo e meti mais. Desacelerei as estocadas, meti firme, mas lento, moendo nossas pélvis, friccionando seu clitóris. — Dom... Amore mio... — choramingou, tomando meu pau até as bolas em seu buraquinho apertado, quente, gostoso. — Tão gostosa, porra! M uito gostosa... — grunhi passei a meter mais forte, seus peitos sacudiam quando nossas pélvis se chocavam. M e abaixei mais e a beijei. Nossas línguas se encontraram numa dança obscena. O sexo com ela era a coisa mais incrível que já experimentei, mesmo me contendo para não ser muito bruto, ainda era excepcional. M as era ela. Há muito tempo já havia entendido isso. Só era assim com ela.

Suas mãos acariciaram meus ombros. Gemi em sua boca. Amo a forma como me adora com as mãos. Separei nossas bocas e ficamos cara a cara, apenas nos olhando. M e deliciei com tudo que vi nos olhos dela. M inha. Completamente minha. Tirei tudo e meti de novo. Girei o quadril e ela gemeu, seu corpo se preparando para o orgasmo. Dei um sorriso safado e puxei o pau para fora. Seus olhos me encararam confusos — fique de quatro, princesa. Vou pegar o que minha cadela ofereceu. — seus olhos inflamaram e ela desceu rapidamente e ficou de joelhos se debruçando sobre o estofado. M e posicionei atrás dela e lambi sua orelha, desci pelo pescoço, chupando o local que a deixa louca. Choramingou esfregando a bunda em mim. M inha mão coçou para dar uma palmada forte, mas me contentei em morder seu pescoço. Gritou, seu corpo sendo tomado por espasmos. Ela estava muito perto de gozar. Sorrio baixinho. — Ahhhh! Dom... Amore mio... — balbuciou. — Você quer meu pau nesse cu gostoso, cadela safada? — rosnei, minha boca descendo pelas costas esguias, lambendo, mordendo, chupando. Ela ficaria marcada, mas é assim que ela gosta. Enlouqueço com sua entrega sem limites para mim. Adoro vê-la marcada. Reafirmando que é minha e só minha. — vamos,

responda, porra! — grunhi e puxei seus cabelos. Gemeu. — Si, quero, amor. — miou. Enfiei dois dedos em sua vulva, colhendo seus líquidos e os levei para o rabinho rosado. Relaxou e me deixou enfiar devagar a princípio. Ela estava viciada em sexo anal como eu. Puxei e meti com força. Gritou. Sorrio e a como, abrindo os dedos lá dentro, alargando seu canalzinho estreito. Cuspi no seu buraquinho e entrou mais liso. Ela gemia descontrolada, enquanto a fodia sem dó. Retirei os dedos e me alinhei, massageando seu orifício com a cabeça avantajada do meu pau. Ela estava na expectativa, debruçada sobre o estofado, seu rosto virado para um lado, seus lábios entreabertos, linda, sexy pra caralho, louca para tomar meu pau no rabinho. Segurei seus quadris bem firme e fui entrando. Ela relaxou mais. Fiquei dividido entre olhar a expressão devassa em seu rosto à medida que me afundava nela e a visão foda que era meu pau esticando, rasgando seu cuzinho apertado. Desisti e joguei a cabeça para trás, estocando forte, indo até o fundo. — Dom! Ahhhhh! Dio! — seu grito foi luxurioso e isso me deixou louco. Saber que ela gostava disso, me deixava selvagem. — Você adora isso, não é minha cadela safada? Hum? — tirei tudo, cravei meus dedos na carne de suas

nádegas e a puxei, meu quadril a encontrando numa estocada brutal que a sacudiu toda. Gritou de novo. — porra de rabo mais gostoso! Cristo! Toma meu pau todo! Toma, cadelinha gostosa! — rosnei comendo-a enfurecido. M eu pau indo fundo, muito fundo. — ohhhhh! M erda! Helena! Amor! Deliciosa... — levantei uma perna firmando-a na frente, a outra continuou com o joelho no chão. M eti mais forte. Ela gemia. Seus lábios inchados por ter chupado meu pau. Sua expressão de deleite ao ser fodida assim por mim, só por mim. — eu estou perto, amor! Se toque! Cristo! Eu amo foder esse cu, porra! — gritei como um animal, sentindo minhas bolas entrarem naquele choque gostoso que antecedia ao clímax e esse ia ser colossal. Ela levou uma mão para sua boceta e gemeu. Estoquei com força, muita força, mantendo-a presa pelos quadris, puxando-a para tomar cada polegada do meu pau. Se desmanchou embaixo de mim, seu corpo se arrepiando, estremecendo violentamente e choramingou meu nome, gozando. A porra do som mais sexy que já ouvi. Isso me quebrou.

— Oh, porraaaa! Princesa! Isso, amor! Goze comigo! Goze bem gostoso comigo! Ahhhhhhhhhhhh! — soltei um rosnado gutural, meu pau inchou e esporrei dentro dela. Jesus! Caí por cima de seu corpo, ainda comendo-a incansável, enchendo seu buraquinho apertado de esperma. Estávamos suados, nossos corpos escorregando. Dei mais uma estocada, girei o quadril. Ela gemeu, gasta embaixo de mim. Beijei suas costas suavemente e puxei seu rosto para cima. Seus olhos lindos, saciados, livres de toda a inquietação de antes. Amo tanto essa mulher. Faço qualquer coisa por ela, para não ter que vê-la triste, amedrontada, nunca mais. — te amo, princesa. Te amo tanto, amor. — sussurrei e tomei sua boca num beijo terno. — E eu a você, amore mio. — miou ofegante. Rocei meu nariz no dela. Beijei suas costas de novo e saí dela devagar. Gememos. Sorrio e a puxo para baixo, nos deitando no carpete macio. Se aconchegou a mim como uma gatinha. — obrigado, amor. — murmurou beijando meu peito. — Disponha, princesa. — sorrio e beijo seus

cabelos, a trouxe mais para perto. — nosso jantar esfriou. — ela sorriu baixinho, fazendo cócegas no meu peito. — Esquentamos depois. — suspirou e bocejou. — estava com mais fome de você. — completou baixinho. Não demorou muito, adormeceu em meu peito. Acho que seu estado junto com a tensão emocional foi demais para ela. Dei mais um tempinho e me levantei com ela carregando-a para a cama. A deixaria descansar e mais tarde a chamaria para jantar, pois não era aconselhável pular uma refeição. A deitei com cuidado e fiquei lá observando-a, todos os instintos de proteção se agigantando dentro de mim, porque nunca mais deixaria ninguém feri-la. Puxei o lençol sobre seu corpo. Acariciei seu rosto sereno, lindo, adormecido. Beijei seus lábios suavemente. — Descanse, minha princesa. — murmurei em seus lábios e me levantei indo ao banheiro. Durante o banho minhas ideias clarearam e um propósito se firmou na minha mente. Eu destruiria Luiza Romano e qualquer um que ousasse chegar perto de Helena para machucá-la. Eu a protegeria com a minha vida. CAPÍTULO VINTE E DOIS Dominic

Sim, na semana seguinte adquiri a maior parte dos bens dos Romano. Nunca fui vingativo, prefiro encarar isso como uma garantia, de que a vadia jamais chegará perto da minha mulher de novo. É claro que usei um testa de ferro, para negociar, sem que meu nome aparecesse. Não queria alarde na mídia e nem que Helena ficasse sabendo. Obriguei-os a se mudarem para uma casa bem modesta, se comparada ao verdadeiro castelo em que moravam antes. Eles não estavam completamente na sarjeta. Ainda havia ações que renderiam um bom dinheiro, mas comparado à fortuna que conseguiram torrar, isso era irrisório. Acho que Deus é justo, afinal. Não sei se estou pensando heresias, mas uma mulher que destrói gradualmente as defesas da filha, a quem devia amar de forma incondicional não merece ser feliz. Ficarei de olho nela. Ligamos para Leon e Jay dando a notícia do nosso bebê. Tínhamos curtido a primeira semana só nós dois, mas era preciso compartilhá-la com nossa família.

Fizemos uma chamada de vídeo e conversamos todos. — Dom, irmão, você trabalha rápido, hein? — Jay soltou um risinho debochado assim que sua cara cínica apareceu na tela do notebook. — Cale a boca, Jay. — Leon disse, mas estava rindo segurando uma Antonella bem ativa nos braços. Ela faria um mês de vida amanhã. Júlia apareceu logo atrás num robe branco, parecia recém saída do banho. — parabéns, irmão, Helena, irmãzinha. Estamos felizes por vocês. Um filho é um tesoro, um milagre na vida de um casal. — ouvimos o gritinho infantil de Damien subindo na cama, colocando-se ao lado de Leon. — Tio, Zay! Tio Dom! Lena! — rimos todos e nos derretemos respondendo ao pequeno. — Hei, campeão! — eu e Jay falamos em uníssono. Ele balbuciou uma torrente de palavras das quais algumas não entendemos, mas fingimos entender. Isso está no manual do tio. Finja entender tudo que seu sobrinho de dois anos disser e sorria com ele, sempre. — Ei, Jay, ainda não nos deu os parabéns. — alfinetei. — é um péssimo tio. — ele gargalhou, seu semblante livre de ironia agora. — Parabéns, irmão, Helena. Desejo toda felicidade do mundo a vocês. — seu tom foi levemente emocionado. — e sou um ótimo tio, sabe disso, seu

idiota! — Obrigado, Jay. — disse puxando Helena para o meu colo. Ela se aninhou, enlaçando meu pescoço. — eu sei, irmão. Você é um tio excelente, melhor do que eu. De nós três você é o que tem mais jeito com criança. Será um grande pai um dia. — ele torceu os lábios com a última frase. — Concordo Dom, Jay pode ser um bastardo completo, mas quando se trata de seus sobrinhos parece um cordeirinho. — Leon provocou. — será um ótimo pai, irmão. Quando chegar a hora, será melhor do que nós dois. — completou sério agora. Leon se sentia ainda desconfortável pela vida que Jay levou na infância e adolescência. Parece que viveu coisas bem barra pesada que por mais camaradagem que tenhamos adquirido entre nós três, ainda não sabíamos exatamente a extensão de tudo que viveu nas ruas. M as Leon não tem culpa de nada. Nosso irmão é um homem íntegro, justo, bem ele não agiu de forma muito racional e justa com Júlia no início, mas nosso irmão mais novo tinha sido envolvido em uma teia de sedução que o levou ao suicídio e tudo apontava para ela. Analisando atentamente, posso entender que o desespero o fez querer fazer justiça com as próprias mãos. Ainda bem

que tudo se resolveu. — Helena, Dom, parabéns, queridos. — Júlia falou emocionada, sentando-se junto a Leon, completando a família que muitos apenas sonham em ter. — estou tão feliz por vocês. — disse, enquanto recebia a filha nos braços e logo depois a acomodava para amamentar. — Obrigada, Leon, Júlia, Jay. — Helena disse com voz embargada, mas sorriu, os olhos cheios de amor fixos na tela. — hei, Damien, amore mio! — o pequeno começou a tagarelar de novo. — dê um beijo na nossa principessa para mim, carisssimo. — ele gargalhou, um som infantil contagiante e se debruçou com a ajuda de Leon em direção à irmãzinha. Deu um beijo estalado na cabecinha loura de Antonella e se afastou batendo palmas eufórico. Helena caiu na risada, batendo palmas junto com ele. Esqueci as pessoas na tela e meus olhos se fixaram nela. Na figura linda, livre de tensão, feliz por estar falando com nossa família. A puxei mais contra mim e beijei seu ombro. Ela se arrepiou, sua bunda amassou meu pau de uma forma que quase me fez gemer na frente de todos. Arfou baixinho quando sentiu meu pau acordar embaixo do seu traseiro, me acomodei sutilmente bem no meio de suas bochechas. — Dom... Comporte-se, amore mio. — sussurrou e puxou minha cabeça, seus olhos dilatados. Sorrio baixinho, meus

olhos mantendo-a presa. Quando nossas bocas iam se tocando a voz jocosa de Jay encheu nossos ouvidos. — Ah, pelo amor de Deus! Respeitem a criança! — Cale a boca, Jay! — falamos os dois e demos um selinho comportado, por enquanto... Nos despedimos pouco depois e ligamos para tio M ax também. Ele ficou muito feliz com a notícia. Ainda me emociono com seu carinho por mim e Jay, mesmo não tendo nos visto crescer. A forma como acolheu Helena depois da sua tragédia familiar. M eu tio teria sido um pai maravilhoso se tivesse sido abençoado com filhos. M ais uma semana se passou e conseguimos chegar à pessoa por trás do pequeno delinquente que atacou Helena na porta do clube. O garoto havia evaporado. A pessoa por trás era inteligente e cada vez mais minhas suspeitas se encaminhavam em direção à Amanda. Ela era engenhosa. Como minha advogada tive muitos exemplos de sua perspicácia. Era filha de um dos maiores advogados de Nova Iorque e aprendeu tudo com ele. Aparentemente não havia nada que pudéssemos fazer, a não ser manter uma segurança atenta. Não houve mais incidentes nas duas semanas seguintes. Entretanto, era tarde de sexta-feira quando o cenário começou a mudar, recebi um link no meu e-mail com um

título que me fez gelar: Dom Harper, o príncipe das orgias. Cliquei e abri já sabendo o que iria encontrar, mas mesmo assim foi um baque ver o conteúdo. Eu, fodendo com duas vadias loiras peitudas. Cristo! Aquela porra estava no YouTube! Não soube precisar de quando eram as filmagens, pois não tinha data no vídeo. Quem fez tinha o intuito de jogar meu nome, meu casamento na lama. Helena... Gemi levando as mãos aos cabelos, uma sensação ruim de vergonha, impotência, nojo de mim mesmo me invadindo. Ela veria isso. Seria exposta pela mídia de novo. Estava esperando nosso filho, o médico havia me explicado que no primeiro trimestre o bebê é muito frágil e a mãe precisa ter uma gestação tranquila para evitar complicações. Jurei protegê-la e minhas ações irresponsáveis poderiam colocar nosso filho em risco agora. Liguei imediatamente para meus advogados. Isso estava se tornando corriqueiro. Porra! Fiquei alguns instantes olhando a baía da M anhatan tentando pensar em uma forma de conter aquela merda, mas tenho quase certeza que ela recebeu esse mesmo link. E mais uma vez o nome de Amanda era o primeiro da lista. Peguei meu terno e saí apressado. Hoje Helena tinha trabalhado no turno da manhã. Devia estar em casa agora. Preciso vê-la. Dizer que aquilo tudo foi antes dela, antes de nós. Ela estava

tão feliz hoje quando almoçamos no seu restaurante favorito. Linda, radiante. A gravidez estava fazendo tão bem à ela. Estava muito mais confiante. Conseguimos participar de duas reuniões nas casas de dois empresários com os quais estávamos fechando negócios. Fomos ainda ao baile de caridade anual promovido pelo Senador M arshal. Ela vencia aos poucos seus medos, mas ainda temia os paparazzi. As fotos de nossas saídas nesses eventos eram sempre dela em meus braços. M as eu sabia que venceria isso em algum momento. Era só uma questão de tempo. Ela era forte. No entanto, imaginá-la vendo o vídeo, sabendo que seu marido estava sendo assistido por milhões de pessoas numa situação daquelas... Seria vergonhoso, humilhante e isso me doía o peito. Entrei na cobertura e o silêncio me recebeu. Fui direto ao nosso quarto. Silêncio também. Fui até o closet, banheiro. Nada. M eu coração começou a se inquietar mais. Ela não havia saído, a segurança teria me avisado. Estava aqui em algum lugar. Entrei no seu antigo quarto, nenhum sinal. Fui até o outro e nada ainda. Saí pelo corredor e passei pela sala, atravessei as portas amplas para a área externa e ela estava lá, apoiada na balaustrada, parecendo absorta na vista do rio Hudson à nossa frente. Soltei um suspiro de alívio. Por

um momento temi que tivesse ido embora, que tivesse me deixado. Eu não suportaria isso. Ela era tão essencial para mim como minha próxima respiração. Diminuí os passos, me embriagando com sua figura alta, esguia, elegante, sensual na medida certa. Uma princesa de verdade. Usava um leve vestido branco de malha, meio solto nos quadris. Seus cabelos estavam presos num daqueles nós frouxos que parece displicente, mas nela fica elegante, perfeito, expondo seu pescoço e nuca. Parei a um metro mais ou menos, enfiei as mãos nos bolsos das calças, me preparando para dizer algo, então ela virou devagar, sentindo minha presença. Nossos olhares se encontraram e meu coração se comprimiu diante da expressão decepcionada estampada nos olhos exóticos. Sim, ela já havia visto o maldito vídeo. M eus olhos correram pesarosos por todo o seu rosto e ficamos apenas nos olhando por um longo momento. — Sinto muito, princesa. — minha voz foi apenas um chiar. — sinto tanto, amor. — seus olhos encheram de lágrimas e ela arfou, piscando para contê-las. Tirei as mãos dos bolsos e a puxei para mim pela cintura. Não ofereceu resistência. — não sou mais aquele homem, Helena. — sussurrei levantando seu queixo, fazendo-a me encarar. Suas lágrimas desceram e me senti mais miserável. — eu te amo, amor. Aquilo foi antes de você,

antes de nós. Sinto muito que tenha que passar por isso, mas aquele lá, não existe mais. — seus olhos brilharam emocionados. Ela acreditava em mim. Porra! M eus olhos arderam e respirei ruidosamente. — este aqui é o seu marido, o homem que te ama mais do que tudo. O pai do seu filho, que quer amar e proteger vocês dois para o resto de nossas vidas. — Dom... Amore mio. — murmurou e levou os braços para meu pescoço. — eu sei, amor. Sei disso, mas não é fácil para mim ver tudo aquilo... Nesse momento a imprensa toda já deve estar soltando algumas manchetes venenosas a seu respeito, a nosso respeito. — disse temerosa. — Já acionei os advogados, amor. Sei que o dano já foi feito. M inha imagem será abalada. — levei uma mão para seu rosto, limpando as lágrimas. — nosso casamento provavelmente será alvo de boatos maldosos na mídia. — minha voz falhou um pouco. — só me prometa que vai ficar aqui comigo. Que não vai deixar isso nos separar. Alguém está com o propósito claro de nos prejudicar, princesa. Fique comigo, amor. Não me deixe, por favor. — pedi num tom desesperado. Seus olhos amoleceram e sua mão veio para o meu rosto também numa carícia terna. — Claro que vou ficar com você. — afirmou me

olhando bem dentro dos olhos. Ver seu amor todo ali, me fez flutuar. — vamos enfrentar tudo, juntos. Eu e nosso filho ficaremos com você, do seu lado, sempre. — lágrimas inundaram seus olhos de novo. Ela estava bem mais sensível por causa dos hormônios da gravidez, o médico me explicou tudo. — Eu te amo. Nós te amamos, amor. — sussurrou, abrindo um pequeno sorriso e colou seus lábios nos meus. Cristo! Ela me faz tão feliz! Não vou deixar ninguém estragar o que temos, porque não posso mais ficar sem ela, sem a família que estamos começando a construir. A trouxe mais para mim, colando nossos corpos e correspondi ao beijo com todo meu amor, paixão, tesão. Nossas línguas se encontraram se lambendo, numa dança deliciosa que me teve excitado em segundos. Éramos assim. Um beijo nunca era só um beijo, era o encontro de todas as emoções, sentimentos, que nos consome e nos faz dependentes um do outro. Ela é minha e eu sou dela. Vamos vencer tudo e qualquer coisa que estiver no nosso caminho. Vamos vencer qualquer merda que apareça! A levantei nos braços e andei por todo o caminho de volta para o nosso quarto. Em poucos instantes nos livramos das roupas e me enterrei nela. Fizemos amor, lento e gostoso. M e abraçou com as pernas, enquanto me

movia dentro de seu canal, esticando-a completamente, nos tornando apenas um. Elevei seus braços acima da cabeça e nossos rostos ficaram bem perto, nossas bocas arfando uma na outra, nossos olhares presos. A comi bem devagar, girando o quadril, metendo até o cabo. Gememos, grunhimos, rosnamos, juramos nosso amor. Sussurrei palavras sujas em seu ouvido. Acelerei o ritmo no final e gozamos juntos, sua bocetinha mamando, sugando meu pau, tomando cada gota do meu esperma. Nos beijamos e continuei bombeando devagar, sem querer parar nunca. Amo tanto essa mulher. Sorrimos nos lábios um do outro e continuamos dançando. M eu pau ainda duro dentro dela. Nossos olhos se abriram e eu soube pelo brilho safado nos seus que nosso interlúdio estava longe de acabar. O médico me avisou sobre isso também, que os hormônios atiçam a libido feminina durante a gestação. Benditos hormônios. Sorrio daquele jeito devasso que ela gosta e nos mudei de posição, fazendo-a me montar. Nessa posição ela controlaria tudo. Jogou a cabeça para

trás e arqueou as costas. Gemi diante da visão do corpo perfeito. Esguio, sexy, sua pele morena dourada. Seus peitos ficando cada vez mais cheios e suculentos, sua barriguinha começando a se delinear. Deslizei minhas mãos numa carícia reverente do seu ventre até os ombros, pescoço, desci de novo e enchi as mãos nos peitinhos lindos... E começamos tudo novamente. Depois do primeiro, nas duas semanas seguintes, um verdadeiro bombardeio de vídeos meus ganharam a rede. M eus advogados nunca tiveram tanto trabalho. A imprensa estava nos perseguindo implacavelmente. Leon, tio M ax e até Jay me deram sermões no início, mas me apoiaram quando Helena disse a eles que aquilo era passado e que nada que a mídia estava noticiando era verdade. Ela tem se mostrado forte, inabalável, ao meu lado como prometeu que ficaria. Acabamos criando uma bolha à nossa volta. Reforçamos a segurança e não concedemos nenhuma entrevista. Estávamos deixando a clínica do Dr. M alone. Finalmente havíamos visto o sexo do nosso bebê. É uma menina. Nossa princesinha. Helena chorou para variar e eu tive lágrimas nos olhos também. Jay diria que definitivamente me tornei um maricas. M as era uma emoção sem precedentes. Acho que só vou me emocionar mais, quando a pegar no colo. Já consigo

imaginá-la parecida com Helena, linda, geniosa, inteligente, perfeita. M inhas duas princesas. — Ela será parecida com você, princesa. — disse assim que entramos no elevador. Ela me enlaçou pelo pescoço, seus olhos brilhantes. — Quero que ela tenha seus olhos. — murmurou em minha boca. — amo seus olhos, amor. M e derreti com suas palavras e sorrio, mordicando seus lábios. M iou, se inflamando toda. Sorrio mais, puxando-a para saquear sua boca. Só paramos quando as portas se abriram no térreo. Saímos de mãos entrelaçadas e nos dirigimos aos fundos, onde havia uma ruela, para despistar os paparazzi que estavam ficando muito ousados na sua perseguição. Qual foi a nossa surpresa quando abrimos a porta e Ben e Scott entraram rapidamente, nos levando para dentro de novo, entretanto, tivemos um vislumbre do pandemônio que estava lá fora. Cristo! Um batalhão de repórteres estava esperando por nós. — A frente está pior, Dom. — informou Ben numa voz tensa. Eles sabiam do problema de Helena. — sinto muito, alteza. — disse com olhos pesarosos para ela. Algo passou pelos olhos dela. Um brilho resignado, não, um brilho determinado. — Vamos, amore mio. — apertou minha mão e

antes que pudesse sequer falar algo, ela já abria a porta, me puxando para aquele enxame. Ben e Scott agiram rápido e ficaram dos nossos lados. Eles pareciam loucos, berrando perguntas e Helena fez algo que me assustou pra caralho. Cristo! Ela tomou a minha frente como uma leoa e bradou para os paparazzi: — Saiam! Deixem meu marido em paz! — seu tom decidido fez com que o burburinho diminuísse a apenas sussurros. Eles, como eu também tinham expressões incrédulas em seus rostos. Helena sempre fugiu deles. E a cena que se tornou frequente na mídia era ela sendo carregada nos braços quando tinha imprensa por perto. — ele não é mais o homem que aparece naqueles malditos vídeos. — disse mais baixo, virando-se para mim, seus olhos incendiados, emocionados. — este é Dominic Harper Di Castellani, um príncipe da Ilha de Ardócia, meu marido, o homem que amo e o pai da minha filha. — Jesus! M eu peito se encheu de orgulho dela. — não me importa esses vídeos, nem o que vocês dizem levianamente. Ele me ama. Nós nos amamos. Nada do que aconteceu vai me fazer deixá-lo. — pausou e respirou fundo, a puxei para mim, amparando-a pela cintura. Era muito para ela. Tive medo por nossa filha. — querem noticiar sobre nossa vida? Então falem de como estamos felizes com a chegada da nossa filha. — o burburinho aumentou e os

flashes enlouqueceram de vez. — falem do quanto nos amamos. Há uma pessoa solta por aí, que quer claramente prejudicar meu marido, não só a imagem dele como empresário bem sucedido, mas destruir nosso casamento. — sua voz foi ganhando mais firmeza e eu ficando a ponto de explodir de orgulho. — vocês conhecem Dom Harper? — seus olhos deslizaram sobre os que estavam na frente e meneou a cabeça. — nenhum de vocês o conhece. Perdem tempo noticiando um aspecto da vida dele que é passado, enquanto poderiam falar das inúmeras instituições de caridade que meu marido financia. — um oh! Geral ecoou entre eles. — si, meu marido é um dos maiores filantropos que conheço. Sei que não sabem disso porque ele detesta que divulguem, mas não vou mais deixar que destruam a imagem dele por erros que cometeu no passado. — houve nova onda de sussurros. — agora, por favor, nos deixem ir para casa. Estamos felizes porque acabamos de saber que teremos uma menina. Nossa princesinha. M erecemos curtir a notícia em paz. — então, algo inusitado aconteceu, assovios e palmas encheram a viela. Eu estava estupefato e Helena mais ainda. A levantei nos braços. Primeiro, para não perder o costume, segundo, porque ela se superou hoje e com certeza foi emoção demais e, terceiro, bem, eu amo ser seu cavaleiro

de armadura brilhante e hoje não foi exigido quase nada de mim, é justo que pelo menos carregue a garota. Jesus! Ela conseguiu! Helena — Vocês ouviram a minha senhora. Isso, nos deixem passar. Obrigado. — Dom falou enquanto abria caminho sob a chuva de aplausos, assovios e muitos flashes. Logo estávamos na segurança da limusine e ele me manteve em seu colo, seus olhos lindos brilhando de orgulho por mim, para mim. — você conseguiu, princesa. — sussurrou e beijou meus cabelos. — você venceu essa merda, amor! — seu tom foi mais alto, num desabafo e gargalhou, mostrando as covinhas. Gargalhei também. Rimos como duas crianças. — Te amo tanto, amore mio. — murmurei em sua boca. — você me fez a mulher que sou hoje. Sou livre, amor. Livre! — meus olhos se encheram de lágrimas e tomei sua boca num beijo reverente. Ele é tudo para mim. Tudo. Beijou-me de volta e ficamos assim o percurso todo até em casa. Dois meses depois... Surpreendentemente a imprensa se tornou nossa aliada depois do episódio na clínica. Alguns poucos veículos sensacionalistas ainda falam dos vídeos, mas a grande maioria tem acompanhado nossa vida de forma

mais respeitosa. Dom agora é visto como um empresário preocupado com as questões sociais, pois tem inúmeros projetos de bolsas universitárias para jovens carentes ou em situações vulneráveis. Ele ainda não gosta dessa exposição, mas é infinitamente melhor do que ver a vida sexual passada de meu marido sendo assunto em todo o mundo. M ostramos a quem estava querendo nos prejudicar que sua estratégia não teve sucesso. Nunca teria. Olhei-me no espelho enorme do closet e levei minhas mãos à minha barriga que já estava bem arredondada pelos cinco meses de gravidez. Hoje iríamos a um jantar na casa do Senador M arshal, ele está rondando Dom em busca de apoio para sua candidatura a presidente. Dei mais uma conferida e saí pelo corredor. Dom já me aguardava na sala. Fiquei um momento bebendo a visão dele vestido num smoking caindo perfeitamente em seu corpo alto, os ombros amplos. Acho que arfei, pois ele se virou devagar, aquele riso lento, safado se abrindo na boca sensual, os olhos verdes intensos deslizando sobre mim. Acho que nunca vou me acostumar com isso. Continuo repetindo a mesma coisa que pensei quando nos vimos a primeira vez: ele é muito, muito bonito. Apoiou o copo de uísque na bancada do bar e veio até mim com passos

macios, nossos olhos presos. Parou a poucos centímetros, quase me tocando. — Uau! Princesa! — deu um assovio baixo e as covinhas piscaram para mim. — tudo isso é para mim? — enlaçou minha cintura, me puxando suavemente para seus braços. — você é a grávida mais sexy que já vi, amor. M e deixou duro. — sussurrou em meus lábios. — Você está sempre duro, amore mio. — murmurei de volta, já loucamente excitada. Dio! Os hormônios me deixaram tão insaciável quanto ele. M e esfreguei nele desavergonhadamente. — eu amo isso. — confessei. Abriu mais uma vez o riso sem vergonha que molha minha calcinha e me beijou lenta e deliciosamente. — M ais tarde, princesa. — sua voz baixa, rouca, sexy não me aliviou em nada. Seus olhos brilharam travessos, vendo minha reação. —Vamos sair ou vamos nos atrasar, amor. — deu-me pequenos beijos e gemeu se afastando. Entrelaçamos nossas mãos rumando para o elevador. Cerca de meia hora depois fomos recebidos pelo simpático senador, sua esposa e sua filha, uma adolescente que ficou praticamente babando quando viu Dom. Bom, não posso culpá-la, não quando eu, que vivo com ele, ainda me pego observando e babando. Ele foi simpático, charmoso como é sua natureza e a

coitadinha ficou vermelha com a atenção recebida. Entramos e começamos a circular. A casa era muito bonita, com decoração que gritava dinheiro e requinte. O senador era a quinta geração de políticos na sua família. Já havia muitos convidados espalhados pelos amplos cômodos. Dom me guiou segurando minha cintura até as amplas portas laterais do lado direito e saímos para um jardim enorme e bem cuidado, onde havia uma tenda montada com mesas a perder de vista. Parece que o termo, pequena reunião tinha outro significado para o senador. Pelo menos, foi isso que Dom me disse quando me convenceu a vir. Andamos conversando com empresários, políticos, enfim, meu marido realmente conhecia muita gente. Notei que as mulheres me olhavam com expressões invejosas e de pura cobiça para Dom. Tentei relevar e agir normalmente, até porque ele jamais fez algo que me deixasse preocupada. Sua atenção era minha, mesmo quando estava entretido numa conversa com os maridos, sua mão continuava acariciando minha cintura, me mantendo bem perto dele. Isso me acalmou. O cheiro dele me excita e me acalma ao mesmo tempo, não consigo explicar, mas é algo que está nele, que só ele consegue fazer comigo. — Dom Harper! — uma voz feminina muito melosa para o meu gosto soou atrás de mim e logo a figura

curvilínea se colocou à nossa frente. Era a filha do prefeito. Já tínhamos cruzado com ela em alguns eventos. A vadia loira, peituda não disfarçou seu interesse no meu marido em nenhuma das ocasiões. Si, ele fodeu com ela. Nunca perguntei, mas nós mulheres sentimos esse tipo de coisa. — Alicia. — disse num tom contido. — como você está? Fiquei rígida do lado dele. Deve ter percebido, pois deslizou o polegar preguiçosamente pelo meu braço numa carícia deliciosa. Era o seu jeito de me fazer relaxar. — Estou ótima! — a loira ronronou e seus olhos foram finalmente para mim como se só agora me notasse. Puta! — Ah, Helena, não é? — é claro que ela sabia o nome. Isso era uma tentativa ridícula de me diminuir. — como você está, querida? — seus olhos desceram para meu ventre e torceram com sutil desgosto. — e a princesinha? Soube que será uma menina. — balbuciei algo e seus olhos voltaram gulosos para Dom. — uma transformação e tanto, Dom, de libertino a marido e pai dedicado. — deu um risinho cínico. — pelo menos, por enquanto. — meu sangue ferveu, mas antes que abrisse a boca, Dom já a cortava. — Alícia, foi realmente um prazer revê-la. —

cuspiu, os olhos verdes fuzilando-a. — mas meu vicepresidente está acenando ali. — apontou logo atrás dela. Felizmente ele estava lá mesmo. Suspirei aliviada. — Ah, e agradeceria se no futuro poupasse minha mulher de ouvir suas merdas. — sua boca fez um O, sua expressão chocada. É isso aí cara! Dei-lhe um sorriso que dizia vá pastar, sua vaca e deixei Dom me guiar até o casal de amigos. Depois de um tempo circulando e experimentando todos os canapés, Dom me levou para dançar. Amo dançar com ele. Na verdade, amo tudo com ele. Havia realmente muita gente. A enorme pista de dança estava praticamente lotada. Foi montada perto do lago, uma brisa agradável soprava, enlacei-o pelo pescoço e apoiei a cabeça em seu ombro. Tudo perfeito. Lembrei-me das muitas festas que organizei no palácio de Ardócia e uma nostalgia me bateu. M eu primeiro baile, quando Leon desceu as escadas comigo, me sentindo a própria Cinderela. M eus sonhos desvairados de me tornar a princesa dele nasceram ali. Tudo parecia tão distante agora. — Ei, o que foi, amor? — sua mão veio para meu queixo num toque suave fazendo-me encará-lo. — o que foi esse suspiro longo que deu? Está cansada? Podemos parar...

— Não é nada, amor. — seus olhos não se desviaram dos meus e soltei. — senti saudades de Ardócia. Estava observando como tudo está tão perfeito e lembrei-me dos muitos bailes do palácio que ajudei a organizar. — seu semblante nublou um pouco. — ei, foi só um momento de nostalgia. Não trocaria a vida que tenho com você por nada nesse mundo, amore mio. Sabe disso, não é? — então, como mágica ele abriu seu riso de eu quero comer você, agora e me beijou. Não um beijo comportado de um marido na esposa grávida. Esse foi um beijo de posse, como se tivesse reafirmando para ele e principalmente para mim que sou dele. Homens... São tão bobos. Dançamos mais algumas músicas. Foi uma sequência romântica. M inha barriga já começava a pesar, então era tudo que me permitia fazer. O jantar foi servido logo que nos sentamos na mesa reservada para nós e seu vice-presidente. Travamos uma conversa agradável com ele e sua esposa. Os dois tinham dois filhos e nos deram dicas ótimas. Logo após o jantar o som de um microfone sendo ajustado encheu o jardim. Começaria a campanha do senador. O homem simpático subiu no pequeno palco improvisado, cumprimentou todos e começou a falar sobre sua campanha, suas propostas como presidenciável. Todos fizeram silêncio.

Era claro o respeito que o senador havia conseguido na sua carreira. Dom estava muito atento ao discurso. Em certo momento, o senador o chamou no palco. Acho que não foi combinado, pois meu marido tinha uma expressão surpresa quando ouviu seu nome, mas levantou-se ajeitando o smoking, me deu um beijo de leve e rumou em direção ao palco por entre as mesas. Seu porte fazendo os homens morrerem de inveja e as mulheres suspirarem, inclusive eu. Vi um pouco da camaradagem entre eles quando o senador o recebeu satisfeito. Infelizmente precisava ir ao toalete de novo. É uma das desvantagens da gravidez. Vivemos no banheiro. Avisei ao casal e saí de fininho. Havia um toalete na casa da piscina, grazie a Dio não era longe. Andei firmando os saltos na grama bem aparada. Levantei a saia do longo azul marinho que usava e andei mais rápido. Foi um alívio encontrar o lugar vazio. Instantes depois, já estava saindo quando alguém puxou meu cotovelo bruscamente. Desequilibrei-me quase caindo, mas consegui me firmar na parede do corredor parcamente iluminado. — O que está fazendo? — inquiri me virando para a maluca que quase me fez cair e meu sangue gelou nas veias. — você? — minha voz foi incrédula porque tinha algum tempo que não tinha o desprazer de ver a figura

odiosa na minha frente agora: Amanda-puta-Parker. Estava num longo branco, muito decotado, os cabelos bagunçados como se tivesse acabado de ser duramente fodida. Então, um movimento na porta atrás dela me chamou a atenção. Um rapaz que tinha visto mais cedo com o que parecia ser sua namorada. Ele estava arrumando a camisa para dentro do smoking. Deu uma olhada sem vergonha para ela e disse num tom que odiei, já sentindo pela moça que estava lá fora esperando por ele inocentemente. — Gostosa como sempre. — ela apenas sorriu. Ele ainda deu um tapa forte em seu traseiro e saiu. — Oh, tire esse ar de ultraje do seu rosto, querida. — disse debochada me olhando de cima a baixo. — você também adora ser fodida assim, bem duro. — então, seus olhos adquiriram um brilho que só podia ser descrito como mal. Senti algo se revolver dentro de mim. — pensa que não ouvi você gemendo como uma vagabunda naquele banheiro? — estremeci. Dio! M inhas suspeitas se confirmaram, ela estava lá nos espionando. — Sim, querida. — deu um sorriso que soou doentio. — eu ouvi tudo. Dom sabe como fazer, não é? Não tem como dizer não a ele. Foi assim comigo também. Fodemos nos lugares mais inusitados. — pausou para avaliar minha reação, os olhos brilhando estranhamente,

dando-lhe um aspecto de bruxa. — ele era louco por mim. Completamente louco. M as aí, conheceu você e nunca mais foi o mesmo depois disso. — Você é louca! Não vou ficar aqui ouvindo suas sandices. — cerrei os dentes tentando passar por ela, mas tomou minha frente. — Basta que mantenha o que te disse em mente: você não vai ficar com ele. — disse pausadamente, os olhos me fulminando. Ela me odiava. Eu podia sentir e isso me fez recuar mais e proteger meu ventre com as mãos. Os olhos dela foram para minha barriga e agora estavam enlouquecidos. — você conseguiu até engravidar, não é? Oh, e não vamos esquecer do seu pequeno show de mulher amorosa defendendo seu marido. Lindo! — bateu palmas devagar. Ela era realmente louca e eu estava arrependida de ter vindo sozinha até aqui. — aproveite enquanto pode, querida. Estar grávida não quer dizer que terá o filho. — riu como uma bruxa de novo. — acidentes acontecem, não é? Essa coisa que está aí dentro pode não vir a nascer, afinal. O que acha disso? Hein, sua cretina? — berrou e avançou para mim. Oh! Dio mio! Dom! Foi a única coisa que pensei antes de proteger minha barriga e virar as costas. O soco acertou minhas costas e fiquei sem ar. Ela me deu um segundo e um terceiro e dessa vez meu

grito saiu: — Dom! — chamei desesperada, mesmo que parecesse em vão. Já me preparava para levar o quarto soco quando ouço um rosnado alto e logo em seguida ela foi arrancada de trás de mim com violência. Virei-me abalada, trêmula. — Princesa, amor... — Dom correu para mim, os olhos preocupados varrendo meu rosto. Enlaçou minha cintura e gemi de dor. Ela tinha acertado um soco bem nas costelas. Suas narinas dilataram e seus olhos brilharam ferozmente. Um brilho letal. M e firmou contra a parede e se voltou devagar para a puta que ainda estava nos olhando com ódio. Ele abriu e fechou os punhos, trincou os dentes audivelmente. — M inha mãe me fez prometer que nunca bateria numa mulher. — disse num tom gelado. Amanda recuou um pouco. — mas ela vai me perdoar porque você, sua maldita puta, ousou tocar suas patas sujas na minha mulher grávida! Ela está grávida, porra! — bradou e antes que pudesse piscar, as costas da sua mão, acertou o lado direito do rosto da puta num barulho feio. Ela caiu pesadamente. Dom avançou devagar até estar bem do lado dela e se abaixou perto da sua orelha. — você vai para a cadeia, sua vadia! Está ouvindo? Você vai parar na cadeia. Pensa que não sei que foi você esse

tempo todo armando, divulgando coisas que só quem frequentava os mesmos lugares saberia? Não tenho provas ainda, mas acredite, vou reunir tudo e vou acabar com você! Não vai sobrar nada! A primeira coisa que vou atacar é sua carreira. Já pensou nas manchetes? Advogada conceituada de Nova Iorque ataca covardemente uma mulher grávida! — levantou-se e disse olhando-a de cima. — você está acabada! — ela se encolheu para perto da parede, parecendo verdadeiramente assustada. Dom sacou o celular e latiu ordens a Ben para chamar a polícia e vir nos encontrar. — Você está bem, amor? — veio para mim, levantando-me nos braços. — precisamos fazer exame corpo delito. Está doendo? M e fale, amor. — pediu beijando meus cabelos.

— Um pouco nas costelas. — admiti e enfiei meu rosto no peito dele, sentindo seu cheiro. — você veio, amor. — sussurrei em seu peito, entre soluços. — Shhhh, estou aqui, princesa. Sempre virei por você, amor. — murmurou, sua voz cheia de amor. Naquele momento Ben e Scott invadiram o corredor, avançando rápido até nós. — Scott, vai ficar com essa vadia até a polícia chegar e você vai conosco para o hospital. Precisamos saber se está tudo bem com nossa filha. — disse para Ben. — aguente firme, amor. Tudo vai ficar bem, prometo. — sussurrou enquanto me carregava pelo corredor. CAPÍTULO VINTE E TRÊS Helena Levamos duas horas entre os exames no hospital e a queixa formal que prestamos contra a puta louca. Dois policiais foram até o hospital e tomaram meu depoimento e de Dom, uma vez que ele tinha agredido a vadia merecidamente, mas a polícia não sabia disso. Contei tudo, como me encurralou, as coisas horríveis que disse sobre minha filha e por último os socos que tinham um alvo certo: minha barriga. Dom estava andando de um lado para o outro, parecendo um animal enjaulado, ferido. A fúria emanava dele conforme dizia

tudo que a maledeta fez comigo. — Quero essa mulher na cadeia. — cerrou os dentes, seus olhos inflamados. — minha mulher e minha filha foram vítimas de uma louca, sem escrúpulos. Quero-a atrás das grades ainda hoje! — seu tom subiu no final da frase. Os policiais se entreolharam. — A senhora Parker já está sob custódia do Departamento de Polícia de Nova Iorque, senhor. — o detetive mais alto informou. — no entanto, esteja preparado para uma grande briga, pois a família Parker não vai permitir que fique por lá muito tempo. — completou com pesar. — Estarei preparado. Nesse momento meus advogados estão todos a postos para impedir qualquer emissão de Habeas Corpus36 em favor dessa criminosa. Ela vai passar a noite lá, trancafiada! — Dom afirmou num tom que não deixava dúvidas. Ele se empenharia nisso. — minha filha poderia ter sofrido danos com os golpes covardes que desferiu na minha mulher. — sua voz falhou um pouco no final. — quero essa louca longe da minha família. — completou e veio para mim que acabava de me sentar na cama. Tomou meu rosto entre as mãos um pouco trêmulas, seus olhos amolecendo quando viram lágrimas nos meus. — ela não vai machucá-las de novo, amor, eu juro.

— Então, hum... Nós vamos indo. — o detetive voltou a falar, um tanto sem graça pela nossa interação. — boa recuperação, senhora. — assentimos e eles deixaram o quarto. — Estamos bem, amor. — sussurrei. Seus lábios tocaram os meus ternamente. — então, podemos ir embora? — Ainda não, princesa. — murmurou, sentando-se na borda da cama estreita. — o médico acha melhor ficar a noite aqui em observação. Não há nada aparentemente, mas vamos ficar, amor. Quero ter certeza de que nada aconteceu com nossa princesinha. — assenti e me afastei dando espaço para que se deitasse comigo. No dia seguinte, saímos do hospital e grazie a Dio nada aconteceu com nossa filha. No entanto, a puta conseguiu sair da cadeia. Responderia o processo em liberdade. Dom ficou possesso, mas nossos advogados conseguiram que uma medida de restrição fosse emitida obrigando-a a manter-se longe de mim. Caso infringisse a medida, voltaria a ser presa. Foi um pequeno ganho, mas ainda um ganho. Ficamos mais aliviados. Dois meses depois... Dom me buscou na cobertura no meio da tarde me dizendo que tinha uma surpresa. Estávamos agora num dos parques residenciais mais conceituados de

M anhatan. M ansões de cinema estavam dos nossos lados direito e esquerdo. Acariciei meu ventre avantajado de sete meses e suspirei feliz, olhando seu perfil lindo e concentrado na direção. Os olhos verdes desviaram para mim sentindo meu olhar. Abriu aquele riso sem vergonha. — Acho que já sei do que se trata, amor. — disse sorrindo de volta. — Que mulher esperta! — murmurou, enquanto parávamos em frente a um portão imenso. — mas, vou esperar até estarmos lá dentro, princesa. — completou e o portão abriu automaticamente. Avançamos devagar por uma estrada de blocos ladeada por árvores frondosas. Era um cenário espetacular. — chegamos, amor. — avisou e desceu vindo rapidamente para abrir minha porta. M e ajudou a descer com cuidado. M inha barriga pesava muito e nossa princesinha parecia estar lutando boxe lá dentro. A casa parecia um verdadeiro castelo, com torres altas em tijolos à vista. M uito bonita. Dom me levantou nos braços e começamos a subir os degraus da entrada. Ele continuava a fazer isso, mesmo com meu sobrepeso devido ao estágio avançado da gravidez. — Amor, eu posso andar. — sorrio, mas enlaço seu pescoço, sentindo seu cheiro delicioso.

— Sei que sim, amor, mas adoro carregar minhas duas princesas. — disse beijando meus cabelos. Bem, esse era um argumento muito bom. O beijei no queixo barbeado. Conseguiu abrir a porta enorme de madeira maciça e entramos na casa. Uma casa absurdamente linda. Foi amor à primeira vista. Já estava toda mobiliada. Arfei antes dele me depositar no chão com cuidado. M eus olhos correram em volta extasiados. Sou acostumada com ambientes luxuosos, mas essa casa não deixava nada a desejar a nenhum palácio. Virei-me para ele que havia enfiado as mãos nos bolsos, seus olhos lindos brilhando, observando cada reação minha. — Dom... Amore mio! — exclamei indo até o meio da sala enorme. Era tudo tão lindo. Tão perfeito. — você a comprou? — quis saber indo até as janelas e engasgando com a visão do jardim a perder de vista. — Ainda não, princesa. — sua voz baixa, sexy soou perto do meu ouvido, seus braços me enlaçando por trás. — eu a achei perfeita para criarmos nossos filhos, amor. — beijou minha orelha descendo para o pescoço. Gemi quando chupou forte, minha calcinha alagando. — vamos comprá-la. — sussurrou e suas mãos subiram para meus seios. — mas agora quero inaugurar o quarto principal. O que acha, minha cadelinha linda? — mordeu devagar no mesmo local onde havia chupado, suas mãos

amassando meus seios com certa urgência. — Ohhh! Acho perfeito, amor. — miei, pendendo a cabeça para o lado, facilitando seu ataque a meu pescoço. Riu baixinho, safado no meu ouvido e mordiscou minha orelha. — Vem, princesa. — me levantou nos braços de novo. — depois olhamos o resto, temos muito tempo. — sussurrou, andando devagar, passamos por portas duplas e uma escadaria surgiu imponente diante de nós. Sorrio baixinho me sentindo como Scarllet O’hara de E O vento Levou37 nas muitas cenas em que o mocinho Rhett Butler a carregava pela escada rumo ao ninho de amor. — M io Rhett Butler... — provoquei-o. Ele apenas gargalhou. Tomou um amplo corredor no qual havia aparadores com vasos de flores frescas. Ele sabia os meus gostos e providenciou tudo. M eu peito transbordou de amor por ele. Esse homem lindo que nunca parava de me surpreender. Chegamos a portas duplas no final do corredor. Fez um malabarismo, mas conseguiu abri-las comigo nos braços. Adentramos e minha respiração travou com a visão. Era uma cópia fiel do meu quarto em Ardócia. — Dom... Amore mio. — murmurei, minha voz já embargada. Andou comigo até a cama e me depositou com cuidado no centro.

— Gostou, princesa? — seus olhos deslizaram amorosos pelo meu rosto antes de ficar de pé perto da cama, olhando-me daquela forma intensa que faz com que me sinta a mulher mais amada e desejada do mundo. — tomei a liberdade de dar algumas sugestões para a decoração baseado no que conheço de você, mas se não quiser podemos comprar outra... — Eu amei, amor. Vamos comprá-la. — apressei-me em dizer. — você é perfeito, sabia? Nunca haverá mulher mais feliz do que eu. — seus lábios se curvaram num riso lindo, os olhos verdes muito brilhantes. — Eu te amo, princesa. — sussurrou e um brilho devasso foi tomando seu olhar. Começou a despir-se devagar. Nossos olhos presos. — minha cadelinha linda, perfeita. — terminou de tirar as calças junto com a cueca e seu pênis saltou lindo, duro. M inha vagina palpitou loucamente. Sorriu baixinho e subiu lentamente até mim. Levantou a saia ampla do meu vestido de malha e o puxou suavemente pelo meu torso até tirá-lo pela cabeça. Arqueei as costas para facilitar seu trabalho. Deitei-me de novo nos travesseiros, arquejando. Apoiou-se nos tornozelos e ficou lá, seu olhar devorando cada centímetro de mim. Tive tanto medo e insegurança que as mudanças no meu corpo o fizessem parar de me desejar, mas isso não aconteceu. Ele parece

muito mais insaciável pelo meu corpo agora. Adora-me por horas antes de me tomar, às vezes muito lento, às vezes urgente, mas é sempre cuidadoso com meu estado. — você está cada vez mais linda, amor. — murmurou e se afastou para os meus pés. Ele adora massageá-los para ajudar na circulação, o médico nos disse isso e meu marido atencioso segue tudo à risca. Entretanto, a massagem que Dom faz é... Bem, é muito mais que terapêutica se é que me entendem. Levantou meu pé direito sobre sua coxa dura, seus olhos safados em mim. Gemi quando deslizou os polegares pela planta numa massagem ao mesmo tempo forte, gostosa, sensual que teve um ponto ligado direto na minha vagina. — gosta disso, cadelinha gostosa? Hum? — sorriu naquele tom de vou devorar cada pedacinho seu, que é próprio dele e que eu amo. — M uito, amor. — ronronei. Continuou massageando de forma erótica e relaxante. Como conseguia não sei. Então, levou meu pé à sua boca e um choque atravessou todo o meu corpo quando os lábios

quentes e úmidos abocanharam meu dedão. Chupou-o mantendo-me cativa de seu olhar sem vergonha. Seus polegares continuavam pressionando pontos de tensão, enquanto sua boca fazia-me contorcer sobre o colchão. — ahhhh! Tão gostoso... — balbuciei. Chupou todos os outros dedos lentamente, provocando-me. — amor, por favor. — pedi esfregando as coxas. Sua risada baixa me inflamou ainda mais. Ele sabia disso. Sabia o quanto amo sua risada sexy, safada. Tomou meu pé esquerdo e repetiu todo o processo requintado de tortura. Depois segurou meus tornozelos e me forçou a abrir as pernas de novo. Sua língua chicoteou numa lambida que só podia ser descrita como obscena pela minha panturrilha. Fechei os olhos gemendo desavergonhada. — Abra os olhos, cadelinha. — ordenou baixo, tenso. Ele também estava muito excitado. Obedeci, encontrando seu olhar quase azul, suas pupilas completamente dilatadas. Sua boca subiu se dividindo entre beijos suaves, lambidas, chupadas e pequenas mordidas pelas minhas pernas. Foi se infiltrando no meio das minhas coxas. Arqueei as costas quando mordeu mais forte na minha virilha. A essa altura minha calcinha estava pingando. Seus dois polegares deslizaram do meu ânus até meu clitóris e gritei, quase gozando. Eu estava muito sensível com a gravidez.

Sorriu de novo e seus polegares fizeram mais pressão no meu brotinho inchado. — Ohhh! Dom... Eu preciso... — implorei diante de seu semblante arrogante de macho alfa que sabe como satisfazer sua fêmea. — O que você precisa, minha cadela gostosa? Diga! — seu tom foi mais duro agora e levou as duas mãos às laterais da calcinha, puxando-a bruscamente. Grunhi, meu tesão subindo a níveis altíssimos. Sei que gozaria quando entrasse em mim. — diga! — rosnou e meteu dois dedos na minha vulva, dilatando-a devagar até chegar bem fundo. Gritei. Tirou-os completamente e meteu de novo, mais forte dessa vez. Seu rosto tenso. Sua expressão cheia de tesão também. Girou-os lá dentro e os puxou. — abra a boca! — grunhiu. Fiz o que disse e os enfiou sem muita delicadeza. Chupei como se minha vida dependesse disso. Ele adora minha submissão durante o sexo. — isso, cadela safada... Sinta como seu gosto é viciante, perfeito. — rosnou e deu um tapa não muito forte na minha coxa. Se abaixou até seu rosto ficar a centímetros da minha vagina. Deu-me um risinho diabólico e deslizou o nariz pelos meus lábios. M eu corpo estremeceu e cravei minhas mãos em seus cabelos, mantendo-o lá. Gargalhou, seu hálito quente enviando ondas eletrizantes ao meu clitóris. Arqueei as

costas de novo. Senti meu creme escorrendo para o ânus. Gritei alto quando sua língua lambeu meu brotinho necessitado. Foram necessárias apenas duas lambidas e ondulei num orgasmo intenso. Chamando seu nome como um mantra. Ele não pareceu tomar conhecimento, continuou me comendo com sua boca gananciosa, usando língua, lábios e dentes. Ficou assim por um tempo muito longo, suas mãos acariciando meu ventre suavemente, reverente, enquanto me fodia com a boca. M e excitou de novo. — Ohhh! Dom... Eu quero você. — gemi fora de mim. — por favor, amor. Quero você dentro de mim. — seus olhos amoleceram um pouco e ele sorriu dando um beijo de boca aberta no meu clitóris. Se mudou para trás de mim, puxando minhas costas suavemente contra seu peito duro. Essa era a posição mais confortável que o médico indicou e Dom podia me comer mais forte como gostava. M iei me acomodando contra ele. — Você quer meu pau tanto assim, minha cadela? Hum? — disse no seu tom dominante. Deslizou uma mão para meus seios, puxando um mamilo depois o outro. Sua respiração alterada no meu ouvido. M ordeu minha orelha e levantou minha perna esquerda apoiando-a em seu braço, escancarando-me. Logo senti a cabeça macia de seu pênis brincando na minha entrada,

se lambuzando em meu creme. Ele adora me provocar. Gemi, um som suplicante. — você quer muito, não é? Responda, cadela safada! — rosnou e levou a outra mão pela minha frente segurando meu ombro. — então toma, cadelinha linda! Toma meu pau, porra! — meteu firme, esticando-me até o fundo. Entrou fácil pelo meu excesso de lubrificação. Não consegui conter um soluço de puro prazer. M eu corpo todo se abrindo, se encaixando perfeitamente no dele. — Ahhhh! Dom... Amore mio... — choraminguei, sentindo-o todo dentro de mim. Tirou tudo e meteu de novo, numa estocada mais forte. Trincou os dentes e gritou: — Porra! Princesa! M orro para comer essa boceta! Cristo! Tão apertadinha... Ohhh! Tão quente, amor... Perfeita pra caralho! — puxou meu ombro e passou a me foder com mais vigor. Uivando como um animal acasalando. — tá gostoso assim, cadelinha? — sua voz era tensa. Ele queria mais forte, mas tinha medo de me machucar. — M uito gostoso, amor. Ohhh! Madonna mia... — ronronei e ele continuou no mesmo ritmo frenético. Comeu-me bem gostoso, forte, preenchendo-me completamente. Nessa posição seu pênis entrava fundo, tocando cada nervo do meu canal.

— Você é tudo para mim, princesa. — sussurrou no meu ouvido e desceu beijando, lambendo, chupando meu pescoço até o ombro. Voltou e cheirou meus cabelos. M e arrepiei inteira. Seu quadril batendo abaixo da minha bunda com firmeza. Seu pênis estocando duro em mim. Gemi alto. Gemeu também. Nossos corpos já suados. — amo foder essa bocetinha linda, gostosa! M inha! Só minha! Vou te foder para sempre! Vai viver assim, tomando meu pau nesse corpo delicioso, viciante, porra! — girou o quadril, tocando o ponto que me desintegra e eu gritei sem o menor pudor: — Dom! Dio! Eu vou... Madonna mia! Ohhhhhhhhhhh! — um orgasmo mais que intenso me rasgou sem dó, minha vagina contraindo em volta de seu pênis, estrangulando-o. Rosnou alto e acelerou mais o ritmo. — Isso, minha cadela! Goze, porra! Goze gostoso no pau do seu cachorrão! — chupou meu ombro e mordeu forte em seguida. Gritei, meu orgasmo prolongando. M inha bunda encontrando cada golpe certeiro. — Oh! M erda! Cristo! Amor, vou gozar! Porraaaaa! — deu um rugido alto, muito alto e sua boca desceu no meu ombro de novo numa chupada dolorida,

mas gostosa. Seu pênis ondulou e gozou, rosnando, grunhindo. M inha vulva foi inundada de esperma quente. Estremeci, deixando-me encher com sua essência de macho. — Jesus! Você tem a porra da boceta mais gostosa do mundo todo, princesa. — grunhiu no meu pescoço ainda metendo em mim, agora mais devagar. Abaixou minha perna devagar e deu mais algumas estocadas lentas, seu rosto enfiando na minha nuca, inalando-me. Amo quando faz isso. Por fim saiu devagar de dentro de mim e me virou em seus braços. Eu estava mole, acabada. Ficamos cara a cara, nossas respirações ainda alteradas, nossas bocas arfando uma na outra. Deslizou uma mão suave pela minha face. — fui muito bruto, amor? Acho que me empolguei mais do que devia... — Shhh, estamos bem. — sussurrei tocando meu ventre avantajado entre nós. — foi perfeito como sempre. — a expressão preocupada deu lugar ao conhecido riso safado. — você realmente sabe como fazer, Sr. Di Castellani. — murmurei e o beijei. Sua boca aceitou a minha e nossas línguas se chuparam numa dança deliciosa, bem devagar. — Você é uma grávida tão safadinha, princesa. — provocou-me mordiscando meus lábios. — acho que vou mantê-la sempre grávida, minha cadelinha. — sorriu

baixinho, sexy, pecaminoso. Dio! Amo tanto esse jeito safado dele. Dominic Nos mudamos para a nova casa duas semanas depois. Iria sentir saudades da cobertura, pois havia muitas memórias nossas em cada canto, mas era preciso pensar na nossa princesinha e na qualidade de vida que teria numa casa com muito mais espaço para tudo que quisesse fazer. E haveria outros filhos. Eu e Helena queríamos pelo menos mais dois. Ela chorou quando fechamos a porta da cobertura e saímos, mas a distraí dizendo que a manteríamos para nossas fodas longe dos olhos e ouvidos das crianças. Sorriu-me entre as lágrimas. Linda! Tão linda. Ela era tudo para mim. Estava radiante nos últimos meses de gravidez. E minha fome por ela só aumentou quando seu corpo foi se transformando. Saber que carregava minha filha, uma parte de mim dentro dela me deixava rachando de orgulho. Estávamos os dois ansiosos para ver, pegar nossa princesinha no colo. M as agora faltava pouco, bem pouco. Ela continuava trabalhando meio período. Tão teimosa minha princesa. Nunca fui tão feliz em toda a minha vida. Há um mês tudo se resolveu e Amanda havia evaporado de nossas vidas, graças a Deus. Foi uma

verdadeira briga de cachorro grande, mas consegui reunir todas as provas contra ela. A puta realmente esteve envolvida em todos os episódios que nos afetaram. Desde o primeiro vídeo até o ataque covarde à Helena há dois meses. Demorou, mas foi indiciada por tentativa de homicídio, lesão corporal, difamação e danos morais. Fiz questão de arrastar seu nome para a lama. Nunca mais seria vista como a advogada brilhante que fora um dia. Sua imagem foi reduzida à uma agressora de mulheres grávidas. Ficaria um bom tempo atrás das grades. Não sou ingênuo de pensar que seu pai não vai tentar de todas as formas burlar a lei e tirá-la de lá, mas estamos atentos. M eus advogados trabalharam incansavelmente para fazê-la pagar e ela pagaria. No que dependesse de mim, podia morrer lá dentro. Ainda fico puto quando lembro dela espancando Helena grávida. M aldita puta! Estava me preparando para sair mais cedo da empresa naquela tarde de quarta-feira para encontrar com Helena na clínica do Dr. M alone, quando minha secretária me avisa que uma tal senhora Rodriguez tinha marcado hora comigo e já estava me aguardando há um bom tempo. Olhei o relógio ainda faltava mais de meia hora para a consulta, resolvi atendê-la. Poucos segundos depois a mulher entrou. Era mediana, vestia um conjunto de saia e blusa marrom horroroso. Era morena,

usava uns óculos tipo fundo de garrafa. Não consegui distinguir a cor dos olhos. M as apesar da aparência grotesca, algo na forma de se movimentar, no formato do rosto fez com que uma suspeita se instalasse imediatamente, então ela falou e tudo se revolveu dentro de mim porque Cristo! Eu conhecia aquela voz muito bem. — Olá, Dom. — a voz era de Amanda, mas ninguém diria pelo disfarce bem orquestrado. Recuei até a mesa, minha mão indo para o interfone, mas antes que o alcançasse sua voz soou de novo. M ais dura, muito mais dura dessa vez: — se eu fosse você não faria isso, amor. — meu coração bateu violentamente quando me deparei com a arma que tinha empunhada firmemente apontando para mim. Oh! M eu Deus! Ela havia enlouquecido de vez! Tirou um celular do bolso e selecionou alguma coisa, seus olhos se dividindo entre mim e o objeto. Achou o que queria e o jogou para mim. — veja o que encontrei hoje no shopping perto da clínica do Dr. M alone. — disse num tom arrepiante. O peguei com mãos trêmulas e abri o vídeo. Cristo! Imagens de Helena passeando calmamente pelas lojas do shopping. A imagem estava um pouco granulada, mas eu reconhecia aquele vestido. — O que você fez com ela? — minha voz soou

esganiçada, um desespero sem tamanho me invadindo. — como saiu da prisão? — indaguei embora já soubesse a resposta. — Tenho dinheiro, querido. M eu pai se empenhou muito também. — riu friamente. — não tenho mais prestígio como advogada, mas ainda sou parte de uma família poderosa, nunca se esqueça disso. Continuei assistindo o vídeo e Helena saiu até o estacionamento. Onde estavam Ben e Scott? Um frio sinistro foi tomando conta de mim quando vi dois homens se aproximarem por trás dela. Um deles a puxou e colocou algo em seu rosto, ela lutou, esperneou, mas seu corpo foi amolecendo e o homem a levantou nos braços. Os dois olhavam assustados para todos os lados e entraram num carro prata. Arrancaram em seguida e o vídeo parava naquele ponto. M eu coração parecia que ia sair pela boca, minha garganta secou. Não! Jesus! Não! Ela não pode ter sido apanhada daquele jeito. Ben e Scott nunca se descuidariam assim. — Isso é uma montagem grosseira! Você está blefando, sua puta louca! — cerrei os dentes, o desespero tomando conta de mim. Ela não se alterou em nada. Tinha sangue frio, já a testemunhei muitas vezes nos tribunais. — Fique aí, porra! Não se aproxime ou será uma

pena, mas vou fazer um buraco nesse seu rosto lindo. — disse entre dentes. — quer pagar para ver? Quer mesmo arriscar sua querida putinha grávida? — fiz menção de avançar, cheio de cólera por se referir à Helena daquela forma. Ela firmou mais a arma para mim. — não banque o herói, Dom. Aqui está como vai ser. — disse pausadamente. — vai sair do prédio comigo como se nada estivesse acontecendo, porque se fizer qualquer gracinha, como chamar a polícia, por exemplo, meus homens têm ordens para matar a puta, entendeu? — seu tom subiu um pouco. M eu corpo todo sofreu um baque. Espasmos violentos tomando-me. A imagem de Helena grávida sendo atacada brutalmente fez a bílis vir à minha garganta. — Pelo amor de Deus! Helena está grávida, Amanda! — falei num lamento, meu peito doendo horrivelmente ao imaginar minha mulher e minha filha nas mãos de bandidos. — vou com você. Faço o que você quiser, mas por favor, dê ordem a eles para soltá-la. Ela pode... — Cale a maldita boca! — rosnou, seu rosto sendo transformado pelo ódio. — não dou a mínima para a sua puta! Eu a odeio! Odeio! — seu tom foi baixo, mas não menos horripilante. — vamos, amor! Vamos dar uma voltinha. A puta aristocrática está esperando por nós.

Não é maravilhoso? — abriu um riso desiquilibrado. — vamos nos reunir os três e ter uma última conversinha. — Amanda, ainda podemos resolver isso... — Cale a boca! — me cortou e guardou a arma. Seus olhos muito arregalados. Usava uma lente castanha. Cristo! Forcei minha mente a buscar uma saída rápida, mas nenhuma veio. — pegue suas coisas e saia na frente sorrindo, usando todo esse charme que sempre usou muito bem. A vida da putinha depende da sua colaboração, querido. Não se esqueça disso em nenhum momento. Vamos! Estou ansiosa para vê-la de novo. — riu histericamente, o som mais odioso a cada segundo. — estou com saudades. — Você não vai tocar nela de novo, sua puta maldita! Vou matar você, porra! — avancei até ela e a joguei com força contra a parede, minha mão se fechou em seu pescoço. Não reagiu, apenas ergueu o queixo e riu na minha cara. M inha mão foi afrouxando até soltála. M eu Deus! Não posso fazer isso antes de ter minha mulher e filha a salvo. Foda-se essa puta do caralho! Rosnei alto, meu corpo todo tremendo de fúria. Eu a odeio! Nunca odiei tanto alguém na minha vida. — Isso, Dom. É um homem inteligente, afinal. — disse tossindo um pouco, massageando seu pescoço. — outra gracinha dessa e sua putinha morre! Fui clara? —

grunhiu, cerrando os punhos ao lado do corpo. Puxei uma respiração aguda, enfiando as mãos pelos cabelos e os puxei até sentir dor. Isso tudo é culpa minha, porra! Eu trouxe essa maldita vadia para minha vida, para nossas vidas. Helena não merece sofrer as consequências da minha falta de caráter, da minha libertinagem. Gemi, sentindo uma dor quase física. M orro se algo acontecer à elas. M inhas princesas. Oh, meu Deus! M e ajude! M e mostre o que posso fazer para salvá-las. Implorei com olhos fixos no teto. — você realmente a ama, não é? Você a ama, seu maldito idiota! — seu tom subiu cheio de ira. — vamos, estou louca para ver a cara da puta quando descobrir que vamos nos divertir muito juntos. Vamos! Consegui mover-me a muito custo e peguei minha pasta e saí pela porta com ela na minha cola. Passamos pela recepção e não sei como pude abri um riso sem graça para minha secretária que acenou de volta. Pegamos o elevador e logo estávamos no

estacionamento. M eus seguranças, nos viram e começaram a vir em nossa direção. — Livre-se deles. Vou esperar por você no meu carro. — avisou e andou tranquilamente até seu carro, que obviamente não era o dela. Era um modelo preto com vidros escuros. Fui até eles e disse que encontraria com Helena na clínica e que poderiam ir para casa. Custou-me muito não dizer nada. A vida da minha mulher e filha dependia de mim. Faria tudo que a louca queria, por enquanto. Eu só pensava em ver Helena, pegá-la nos braços. Cristo! Isso é tão fodido! Como pude subestimar essa puta maldita? Como pude nos colocar numa situação dessas? Fui até seu carro e entrei. — bom menino. — disse-me com um riso frio, doente e deu partida. Andamos por muito tempo. M eu peito se comprimindo de angústia. Atravessamos a cidade e entramos no que parecia ser uma fábrica abandonada. Avançamos por uma estrada de terra e parou na frente de um galpão. — desça! — sua voz soou dura de novo e tirou a arma da bolsa. Saí e andei na frente, tentando me preparar para o que encontraria lá dentro. Tomou a minha frente e empurrou uma porta enferrujada. — entre! Vamos! Não temos o dia todo. — me empurrou para dentro e meus olhos correram pelo local à procura de Helena, mas não havia ninguém ali. Virei-me para ela,

confuso. — surpresa! — sorriu parecendo uma bruxa. — não há nenhuma Helena. Aquela que viu no vídeo era apenas uma dublê. Seremos só você e eu, como nos velhos tempos, meu amor. — me sangue ferveu e avancei para ela, mas antes que a alcançasse, senti uma forte pancada na nuca e cambaleei, caindo de joelhos no chão, minha vista nublou e cai na escuridão de vez. CAPÍTULO VINTE E QUATRO Dominic Abri os olhos devagar. M inha cabeça latejava horrivelmente. Tentei me mexer, mas meus movimentos estavam contidos. Cristo! Eu estou amarrado? Então as imagens invadiram meu cérebro ainda atordoado. Amanda enlouqueceu de vez. Gemi quando tentei me levantar. Porra! M inha cabeça deve ter um buraco no lugar da pancada. Quem me bateu? A vadia estava bem na minha frente. Relanceei os olhos pelo ambiente. Era um quarto pequeno. Havia um guarda-roupas velho. As paredes estavam descascando por algum tipo de infiltração. Já havia escurecido, percebi pela pequena janela de vidro, bem do lado da cama onde estava deitado. Um cheiro de mofo invadindo minhas narinas fazendo minha dor de cabeça piorar. M inhas mãos e meus pés estavam amarrados. Porra! Bem amarrados,

constatei tentando afrouxar o nó apertado. Princesa, ainda bem que não está à mercê dessa louca, pensei me sentindo aliviado de certa forma, porque Helena e nossa filha estavam a salvo. Nunca me perdoaria se algo acontecesse à elas por culpa minha. Fechei meus olhos, lembrando dos olhos exóticos hoje pela manhã quando fizemos amor bem lento, antes de ir para a empresa. Ela sussurrando o quanto me ama. Senti o cheiro delicioso dela, substituindo momentaneamente a feiura do cenário onde me encontrava agora por aqueles momentos de puro êxtase, amor, entrega total. Eu a amo tanto. Naquele momento a porta se abriu e Amanda entrou. Havia se livrado do disfarce. Usava um de seus vestidos provocantes, mostrando os seios quase completamente. Arg! Senti náuseas em pensar que a achei atraente algum dia, que a fodi como um louco. Sou um maldito bastardo, mereço isso que está acontecendo por ter sido tão idiota. Andou devagar e sentou-se na borda da cama. Seus olhos azuis deslizaram por todo o meu rosto e por um momento brilharam quase humanos. — Você é tão lindo, Dom. — sussurrou, levando uma mão para meu rosto. Afastei-me do seu toque. Seu semblante caiu um pouco. — lembro a primeira vez que vi você. — deu um pequeno sorriso, meio nostálgico, meio doentio. — estava na firma do meu pai. Ele me

chamou para a reunião e eu quis você assim que nossos olhares se encontraram. Você também me quis. — sua voz tremeu um pouco. — meu casamento sempre foi uma fachada, sabe disso, não é? No fundo, eu sempre soube que se Doug realmente me amasse, jamais me compartilharia com outros homens. — eu não conseguia dizer nada, apenas ouvindo sua ladainha. — mas acabei gostando das orgias, desse mundo novo que meu marido me apresentou. Gosto de foder, admito isso. Eu e Doug quase não nos relacionamos mais. Ele fode com outras e eu com outros. — tentou me tocar de novo. M e esquivei mais uma vez. Suspirou impaciente. — nunca tive outro homem como você. Fui fodida por muitos, muitos mesmo, mas nenhum se compara a você. — fez uma pausa significativa e completou: — é por isso que mesmo depois de ter me ferrado completamente ainda amo você. Jesus! Essa merda fica cada vez pior. — Pode cortar a porra do drama, sua vadia louca! — berrei, a dor na minha cabeça aumentando a um nível quase insuportável. — você não sabe o que é amar uma pessoa. Você trepa com qualquer um que te olhe com desejo. Uma puta! É isso que é! Os olhos azuis inflamaram e suas narinas dilataram. Resfolegou e levantou-se andando de um lado para o

outro. — Cale a boca, porra! — grunhiu. — não quero machucá-lo, mas vou fazer se precisar. — encarou-me com olhos enlouquecidos. — O que quer de mim, Amanda? Vamos diga logo! Que merda é essa? — rosnei tentando me colocar numa posição sentada, mas falhei. Ela veio até mim me ajudando. — não me toque, porra! — bradei e se afastou de novo. Consegui me sentar a muito custo. Vou matá-la assim que me soltar, porque eu vou fazer isso. Com as mãos escondidas atrás era mais fácil tentar alguma coisa. Cristo! Que situação fodida do caralho! — Eu quero você! É tão difícil assim de entender? — disse virando-se para mim, sua voz adquirindo um tom suave, sedutor. Ela está louca se acha que vai me seduzir. — vamos ficar juntos. Você é meu, Dom! M eu! — afirmou num tom que me deu calafrios. — eu disse para a sua puta magricela que ela não ficaria com você. — Você está completamente louca, porra! Helena é minha mulher! A mulher que amo! Ouviu? É a ela que amo! Só a ela! — avançou para mim enlouquecida e me deu um tapa forte no rosto. M erda! Senti gosto de sangue na boca. — Vou matar você, sua puta louca! — rosnei, uma ira descomunal tomando conta de mim.

— Não, eu vou matar você! M as primeiro vamos foder loucamente como nos velhos tempos! — berrou e foi até a porta, escancarando-a. Logo depois, dois brutamontes tipo lutadores de M M A entraram no quarto e eu comecei a realmente temer pela minha vida. Ela trancou a porta e voltou. — tirem as roupas dele. Vamos ver se vai resistir a tudo que vou fazer com você, meu amor. Conheço seu corpo. Sei exatamente como gosta de ser tocado. Será nossa despedida. — disse num tom mais suave e arrancou seu vestido, ficando apenas numa calcinha minúscula. Cristo! Esperneei o quanto pude, mas minha camisa foi rasgada e minhas calças abaixadas até os tornozelos com violência. Os malditos riam de mim. — você está à minha mercê, Dom. Completamente. Ninguém sabe onde está. A primeira coisa que fiz foi me livrar de seu celular. Um cara inteligente, prevenido como você teria um rastreador no seu aparelho, não é? Claro que teria. Você é o rei da tecnologia, não é? — riu debochada. — vou ficar com você até me saciar desse corpo gostoso e depois. — fez uma pausa sinistra. — depois Tico e Teco vão cuidar de você. Dom Harper vai deixar de existir. — seus olhos estavam com um brilho insano, agora. — mas não vou parar por aí, meu amor. Vou atrás da putinha. Sim, vou matá-la bem lentamente.

— Não! Pelo amor de Deus! Ela está grávida. Faça o que quiser comigo, mas deixe-a em paz, por favor. Ela e minha filha não tem culpa de nada. — supliquei, minha voz embargada, minhas entranhas se retorcendo de pavor. Cristo! Ela estava completamente fora de sua mente. Comecei a pedir fervorosamente a Deus que protegesse minha mulher e filha, porque para mim a situação parecia muito pior do que supus inicialmente. Não sei o que pensei, mas nunca cogitei que essa mulher louca na minha frente fosse de fato chegar tão longe. Culpei-me mais uma vez por tudo que estava acontecendo, por ter caído nessa armadilha. O rosto de Helena veio na minha mente e lágrimas turvaram minha visão. Eu poderia nunca mais vê-la, abraçá-la, sentir seu cheiro, fazer amor com ela. Poderia não ver minha filha nascer e isso tirou meu ar. Uma dor absurda tomou meu peito. — por favor, Amanda. Podemos resolver isso. Podemos... — Sim, podemos, amor. Vamos resolver do meu jeito. Vou matá-los, mas antes vou me divertir com os dois. — deu uma gargalhada doentia e completou: — ops, com os três. Quase me esqueci da criatura que está no ventre da puta. Que destino, não é? Nunca chegará a nascer. — Vai se arrepender disso, sua puta maldita! Não

sei como, mas vou fazê-la pagar por isso, ouviu? — gritei, sentindo-me humilhado, abusado, derrotado. Ela sorriu e arrancou a calcinha. Veio até mim devagar. Os brutamontes sacaram celulares e começaram a filmar tudo. Porra! — não ouse colocar suas patas sujas em mim, porra! — rosnei, mas foi em vão. Ela se ajoelhou bem do meu lado e suas mãos deslizaram pelo meu peito. Sacudi-me, retorci, mas meus movimentos eram contidos. Logo estava tomando meu pau na mão e desceu a boca sobre ele esfomeada. M erda! Nunca senti tanto nojo, asco e ódio por uma pessoa em toda a minha vida. Chupou-me do jeito que sabia que gosto, mas meu corpo não reagiu. Eu não me trairia, e principalmente não trairia Helena. Deu um rosnado louco e montou em mim, se esfregando por todo o meu corpo. — saia de cima de mim, sua vadia ridícula! Não quero você, porra! Pode me matar, mas não me terá! — gritei e naquele instante a porta foi abaixo com um estrondo violento. Foi tudo muito rápido. Amanda foi arrancada de cima de mim por um dos meus seguranças e Jay avançou para um dos brutamontes, enquanto Leon dava um soco na mandíbula do outro. Jesus! Leon e Jay? De onde eles vieram? Uma luta se travou diante dos meus olhos estupefatos. Em instantes o quarto se encheu de seguranças. Os meus e de meus irmãos. Nunca vi tanto

homem junto. — Desculpe, chefe. Demoramos a perceber o que estava acontecendo. — Ben ajeitou minhas roupas, enquanto Scott me desamarrava. Nunca havia passado por uma situação tão humilhante e desesperadora na minha vida. — o rastreador do relógio nos guiou até aqui. Foi uma ótima ideia colocá-lo em um acessório menos óbvio que o celular. — Chega, Jay. Irmão! Chega! — a voz de Leon me fez voltar os olhos na direção deles de novo. Leon havia deixado um dos brutamontes inconsciente, e arrancava Jay de cima do outro que tinha a cara toda ensanguentada. Jay estava ofegante, era possível sentir a ira emanando de seu corpo. Leon percebeu seu descontrole também, pois o abraçou dando tapinhas nas costas. — vamos pegar nosso irmão e dar o fora daqui, ok? — Leon disse baixinho. Jay puxou uma respiração profunda e concordou balançando levemente a cabeça. Uau! Nunca o vi tão zangado. Levantei-me e fui assaltado pela dor lancinante na cabeça. Porra! Os dois vieram até mim e amparam-me um de cada lado. — Irmãos. De onde vocês saíram? Estou vendo coisas depois da pancada na minha cabeça? — tentei amenizar o clima, sentindo-me aliviado, mas acima de

tudo cuidado, amado pelos meus irmãos. Jay rosnou na direção de Amanda. — Sua sorte é que mulher, sua vadia maldita! Do contrário, nem mil cirurgias plásticas consertaria o estrago que faria nessa sua cara de doente. — A psicopata bufou, já estava vestida. Um dos meus seguranças segurava-a firme pelos cotovelos. Os olhos azuis esbugalhados, uma expressão demoníaca no rosto que um dia achei bonito. Ouvi barulho de sirenes. — Enfim, a cavalaria! — Leon suspirou sarcástico. — isso aqui tá parecendo filme de quinta categoria. Uma louca metida a sequestradora e a polícia que sempre chega atrasada. — consegui abri um pequeno sorriso. Ele era tão parecido com Jay. M inhas vistas escureceram e minhas pernas cederam. Jay rosnou de novo. — Helena. — disse num fio de voz. M inha cabeça doía muito. Caralho! Essa vadia quase me matou mesmo. — digam que ela e minha filha estão bem, irmãos. — pedi angustiado. — Elas estão bem, Dom. Estão lá fora esperando por você. Não conseguimos fazer com que ficasse em casa. Tão teimosa, sua principessa. — Leon falou com humor na voz pela primeira vez. Sorrio de novo. M eu crânio parecia que ia se desintegrar. M inhas costas estavam pegajosas e eu sabia que era sangue descendo da

ferida. — Eu a amo tanto, irmão. — disse, enquanto eles me ampararam de novo, começando a andar devagar. — E ela a você, irmão. — Leon garantiu. Jay virouse para Ben e pediu que tomasse seu lugar. Andou até Amanda, que se encolheu. M eu irmão ainda estava muito puto com ela. Era visível. — Você vem comigo, querida. — disse num tom mortalmente calmo, puxando-a pelos pulsos com brusquidão. — não posso te dar a surra que merece, mas tem alguém lá fora que vai adorar meter a mão nessa sua cara de psicopata. — cuspiu e passou por nós, arrastando-a pelo corredor semiescuro daquela pocilga. Ela esperneou, chutou, gritou. Jay apenas rosnava de volta, puxando-a sem qualquer delicadeza. O percurso para fora me pareceu uma eternidade, mas finalmente saímos do galpão para a estrada de terra. As luzes das sirenes piscavam ainda há certa distância. Então eu a vi e tudo o mais deixou de ter importância. A dor insuportável na cabeça, minhas pernas que não queriam me sustentar. Busquei forças dentro de mim e me desvencilhei de Leon e de Ben. Ela se desvencilhou de Júlia que a estava amparando também e andamos meio trôpegos na direção do outro. Sua expressão era sofrida, lágrimas enchiam seus olhos, já vermelhos.

Usava o vestido que achei ter visto no vídeo enganoso que a louca me mostrou. — Dom... Amore mio. — murmurou se jogando em meus braços. Quase caí, mas a abracei e nos mantivemos firmes, apenas sentindo o corpo do outro. Nossa filha no meio de nós, segura em seu ventre. Ficamos assim por alguns instantes. Ela me cheirando, enquanto eu também inalava seu cheiro. — Acabou, princesa. — sussurrei em seu ouvido. — acabou, amor. M e perdoe por isso. M e perdoe... — Shhhh. — me interrompeu e se afastou um pouco para me olhar nos olhos. — não tem culpa de nada, amor. Essa maledeta enlouqueceu. — suas mãos foram para meu rosto, numa carícia suave. — tive tanto medo do que poderia fazer com você. Dio! Não posso viver sem você, amore mio. — sua voz embargou. — não posso. — Também não posso viver sem você, amor. — afirmei e tomei seus lábios trêmulos num beijo cálido, lento, aliviado. — te amo mais do que tudo nesse mundo, princesa. — sussurrei em sua boca. — nunca me perdoaria se ela... Se ela... — Não importa mais. Ela finalmente vai ter o que merece. Vai apodrecer na prisão. — disse-me e levou as mãos para minha nuca. Gemi, estremecendo de dor. Seus

olhos inflamaram, uma expressão de puro ódio tomou seu rosto quando sentiu meu ferimento e o sangue que jorrava dele. — oh! Dio mio! Você está machucado. Essa puta maldita machucou você. — rosnou e seus olhos esquadrinharam o local, parando em Jay que ainda segurava Amanda. Júlia estava andando na direção deles com passos decididos. — vou matar essa puta! — grunhiu e chamou Jay que se virou para nós com um riso diabólico. — traga essa vadia até aqui! — berrou e tive medo por nossa filha. Ela não podia se alterar dessa forma. Jay arrastou uma Amanda enlouquecida até nós. Leon e Júlia vieram também. — Você o feriu sua louca! Vou arrancar seus olhos! — ameaçou assim que pararam na nossa frente. — Olhe só para você. — Amanda riu debochada, doente. — mal consegue carregar essa barriga ridícula. Peça a esse bastardo para me soltar e vamos ver se é páreo para mim, sua puta magricela! — completou, seus olhos muito arregalados de ódio, loucura e crueldade. — Cale sua maldita boca, ou eu mesmo posso te dar o que está pedindo, vadia louca! — rosnei, mas minhas forças já estavam prestes a me abandonar. Preciso de um médico. Cristo! Helena Fiz menção de ir até Amanda, mas Dom apertou

meu braço, não parecia muito bem. Estava muito pálido. Dio! Essa psicopata o machucou feio. Precisamos leválo a um hospital. — Helena está grávida, mas eu não. — Júlia disse num tom enganosamente calmo, se aproximando da puta louca que estava contida por Jay, dando solavancos, enquanto ele ria sarcástico. — Helena foi criada num palácio, eu não. — disse ficando bem na frente de uma Amanda que cuspia fogo pelas ventas, os olhos atirando adagas para todos nós. — Jay, solte-a. — Jay pareceu em dúvida, mas a soltou. Amanda se empertigou toda e foi com tudo para cima de Júlia. — no meu país só há uma maneira de lidar com vadias loucas como você. — completou e antes que qualquer um pudesse fazer algo, seu punho acertou o nariz da vaca num estalo audível, levando sua cabeça violentamente para trás. Deu um gemido alto e quando nos encarou de novo, sangue escorria grosso pela sua boca, descendo para o queixo. Cambaleou, mas reequilibrou-se e foi de novo na direção de Júlia. Outro soco encontrou seu rosto rasgando seu supercílio. Caiu deselegantemente no chão. Então senti um líquido quente descer pelas minhas pernas. Eu estava fazendo xixi? Uma pontada forte me fez me apoiar em Dom. Não sei quem apoiava quem agora. Oh! Madonna mia!

M inha bolsa estourou! Nossa princesinha estava vindo mais cedo. Vários carros da polícia pararam formando um círculo, os faróis nos iluminando no centro. Agentes desceram empunhando armas. Amanda foi levantada do chão ainda meio grogue, sem saber o que a tinha acertado e foi algemada. — Dom... Precisamos ir a um hospital com urgência. — disse com voz entrecortada e ele me olhou, concordando muito pálido. — Sim, essa pancada na cabeça está me matando, princesa. — deu-me um pequeno sorriso. — Si, por isso também, mas vamos para a clínica do Dr. M alone, porque minha bolsa acaba de estourar. — minha voz falhou um pouco quando outra pontada me atravessou. — nossa princesinha vai nascer, amor. Precisamos ir, agora! — seu belo rosto passou por uma verdadeira transformação, horror, medo e finalmente abriu um sorriso lindo, os olhos verdes brilhando muito. — Oh, Cristo! Jesus! Nossa filha vai nascer! — gritou para os irmãos que estavam conversando com os policiais. — precisamos ir para o hospital, agora! — completou e fez menção de me pegar nos braços, mas o

parei. — Você mal está se segurando em pé, amor. Posso andar e... — antes que terminasse a frase Leon veio e me levantou nos braços. — Senhor, precisamos do seu depoimento. — um dos policiais informou. — Vão ter que fazer isso no hospital, porque minha filha vai nascer amigo, e não vou perder isso por nada. — Dom respondeu e seguiu-nos sendo amparado por Jay. O policial abriu um sorriso compreensivo e aquiesceu. O trajeto até a clínica do Dr. M alone foi feito num ritmo de corrida de rua. Jay pilotando como um louco. As contrações se intensificaram e eu não estava mais conseguindo conter os gemidos. Madonna mia! Como doía. Tudo foi preparado imediatamente quando chegamos à clínica. Dr. M alone já estava nos aguardando quando chegamos. Dom teve pontos em sua cabeça e foi medicado. Tudo isso bem do meu lado. Ele não quis me deixar sozinha nenhum minuto. Cerca de duas horas depois, nossa filha nasceu de parto natural. Toda a dor

que senti se tornou insignificante quando ouvi seu choro fraco no início, mas depois se intensificou. Sorrio, meus olhos transbordaram de lágrimas, vendo o corpinho que se contorcia nas mãos experientes do Dr. M alone. Desviei os olhos para Dom que estava igualmente emocionado, hipnotizado, olhando nossa princesinha. Então, os olhos verdes se voltaram para mim e me perdi na intensidade deles. Lindos, gritando seu amor por mim, por ela. Sua mão apertou mais a minha e se abaixou, trazendo sua boca para a minha, tomando meus lábios num beijo apaixonado, nossas lágrimas descendo, se misturando. Um redemoinho de emoções tomando conta de mim, de nós. — Você me fez o homem mais feliz do mundo, princesa. — sussurrou em meus lábios. — te amo tanto, amor. — completou me dando pequenos beijos. Rimos, choramos, rimos de novo. — Obrigada, amore mio. — minha voz saiu muito embargada. — você também me fez a mulher mais feliz do mundo. — Abriu aquele sorriso lindo com covinhas e olhamos para nossa filha que finalmente foi entregue a nós. A peguei com cuidado, aconchegando-a junto a mim. Ela ainda chorava. — Dio! Ela é linda, amor. — sussurrei e mais lágrimas desceram. — Linda e geniosa como você, princesa. — falou

bem no meu ouvido, entre divertido e emocionado. — minhas duas princesas. M inhas lindas princesas. — beijou meus cabelos que agora eram uma massa grudenta, suada. Sua mão acariciou a cabecinha coberta por uma rala penugem negra. — agora entendo por que Leon é tão maricas como diria Jay. — sua voz tremeu levemente. — é a sensação mais louca, sublime, perfeita que um homem pode sentir. Saber que esse pequeno ser é uma parte minha. — me beijou na testa. — uma parte minha e da mulher que amo, me faz querer ser um homem melhor a cada dia. Um homem melhor para você, para ela. — Você já é esse homem, amore mio. — afirmei e beijei seu rosto. — e nós te amamos. Sempre te amaremos. Sempre. — seus olhos brilharam mais, intensos, orgulhosos, emocionados, lindos. Dr. M alone nos parabenizou tirando-nos da nossa pequena bolha. O agradecemos por tudo e ele nos deixou aos cuidados das enfermeiras. — Senhor, precisamos cuidar de mãe e filha, agora. — uma delas avisou. — enquanto isso, pode dar a boa notícia aos familiares na sala de espera. Tem dois homens muito impacientes lá que suponho serem seus irmãos. — Dom sorriu e assentiu. — dentro de meia hora serão transferidas para o apartamento e todos

poderão vê-las. — Já volto, amor. — disse, dando-me um beijo suave nos lábios. — papai já volta, princesinha. — ouvi-lo dizer isso fez meu peito transbordar de orgulho e amor por ele. — Dom? — chamei quando já estava abrindo a porta. Virou-se para mim, seus olhos lindos ainda brilhantes de lágrimas. — eu te amo, amor. Nunca haverá outro homem mais amado que você. — completei e ouvi suspiros das três enfermeiras. Ele assentiu levemente com a cabeça, seu semblante sendo transformado pelo amor que sei sente por mim também. — O mesmo aqui, princesa. — murmurou, sua voz rouca, sexy, emocionada e levou a mão a seu coração. M ais suspiros das enfermeiras. — vou lá conter aqueles dois bastardos. Vejo vocês depois. — deu-me uma piscada travessa e se foi. Dessa vez o suspiro foi meu. Ele, contra todos os prospectos negativos, é o meu príncipe encantado. — Nostro principi, piccola mia. — sussurrei para minha princesinha que só agora começava a se acalmar. — Sua sorte é que ela se parece com Helena, irmão. — Jay provocou olhando nossa pequena nos braços de Dom. Já estávamos no apartamento. — Cale a boca, seu bastardo! — Dom respondeu

com riso na voz. — você disse a mesma coisa a Leon. Devia renovar seu repertório. Jay bufou. — Ok. Hoje é um dia especial para você, vou aliviar, Dom. — disse, seus olhos presos no pequeno pacote nos braços do irmão. Jay ama crianças. Não me pergunte como isso acontece, mas é assim. Ele se derrete todo com os sobrinhos. Damien faz o que quer com ele. — Parabéns, Dom! — Leon deu tapinhas nas costas de Dom evitando chegar muito perto do seu curativo. Ainda me ferve o sangue de pensar que aquela vaca o machucou. — parabéns a você também, irmãzinha. — veio até mim e beijou minha testa suavemente. — encarei os olhos negros que amei, que ainda amo, só que agora de um jeito diferente. — eu te amo, você sabe disso, não é? — murmurou, visivelmente emocionado. — Si, eu sei. Te amo também. — disse de volta. Ele aquiesceu, beijando minha mão e voltou para junto de Júlia, que tinha lágrimas nos olhos. Ela era tão chorona quanto eu. Dom estava entretido em outra discussão com Jay. Ele estava completamente à vontade sobre minha relação com Leon. Estava seguro do meu amor inabalável por ele. Acho que não poderia ser mais feliz. Eu estava completa. Finalmente completa. Nada me faltava. Eu tinha uma família. M inha família.

— Você merece tudo que está vivendo, cara mia. — a voz suave de Júlia me fez desviar os olhos das duas pessoas mais importantes da minha vida. Ela tinha se aproximado e tomou minha mão entre as dela. Os olhos muito verdes brilhando de lágrimas não derramadas. — você é minha irmã de coração, Helena. Desejo-lhe que tenha sempre esse brilho nos olhos que vejo agora. — Dio! Foi inevitável não chorar de novo. Vou precisar tomar mais um soro porque vou desidratar desse jeito. — Sinto a mesma coisa por você, cara mia. — falei num fio de voz. — tomei a liberdade de fazer uma pequena homenagem. Devo muito a você, Júlia. Poderia ter sido muito diferente se tivesse dificultado as coisas para mim, mas você não fez isso porque é tão linda por dentro quanto por fora. Quero que minha filha tenha a sua doçura e sua força. — ela me olhava com olhos um tanto confusos, agora. — Já escolheram um nome? Só agora me dei conta. — Jay quis saber, desviando os olhos para mim. Dom me olhou e nos comunicamos com nossos olhares. Havíamos discutido muito sobre nomes e chegamos a um acordo. Ele queria o nome de sua mãe, Anna. Eu, estive pensando e amadurecendo uma ideia. Dom gostou da junção dos dois nomes. — Nostra principessa vai se chamar Anna Júlia. —

revelei e o rosto de Júlia mostrou choque no início, mas depois os olhos brilharam ainda mais. — aceita ser a madrinha da minha filha? — É claro que aceito. Dio mio! — sorrimos todos de seu sotaque italiano. — é mais que uma homenagem, Helena. Dar meu nome à sua filha é... — procurou as palavras por um momento. — sinto-me honrada com seu carinho, sua amizade. Repito: você é minha irmã do coração. — completou e me abraçou com cuidado. Limpamos nossas lágrimas e ela voltou para perto de Leon. — Isso foi mesmo especial, bebê. — Leon a enlaçou pela cintura e a puxou, beijando-a suavemente nos lábios. — Então, até agora nenhum de vocês me contou por que estão aqui? Não me lembro de mencionarem uma visita quando nos falamos ontem por telefone. — Dom quis saber andando devagar, colocando-se ao lado da cama. Todos olharam na minha direção. Nossa! Obrigado por me denunciar tão escancaradamente. — Era para ser surpresa, amor. — disse e seu rosto virou para mim. — sexta é seu aniversário. — seu rosto caiu um pouco. Ele não comemorava seu aniversário. Por uma infeliz coincidência sua mãe morreu nesse mesmo dia e Dom parou de comemorar desde então.

M as mesmo assim quis trazer seus irmãos, nossa família para estar com ele nesse dia. Não teria festa, nada ostensivo, apenas a família reunida. — quis apenas reunir a família, cercá-lo das pessoas que te amam e que você ama também, amore mio. — seus olhos amoleceram um pouco e sua expressão relaxou de novo. — Quem disse que amo esse idiota? Fale por Leon. Ele sim, é um maricas. — Jay provocou, mas seus olhos estavam mais sérios. Ele queria aliviar o clima. Todos nós sabíamos do ocorrido. — Jay, você como sempre perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado, bastardo! — Leon rebateu entrando no jogo. — Cristo! Tem certeza que sou mesmo irmão de vocês? — Dom abriu um pequeno sorriso travesso. — vocês são dois idiotas marrentos! — pausou um instante e ficou sério de novo. — acho que ainda não agradeci pelo que fizeram por mim hoje. Vê-los invadir aquela pocilga por mim, indo na frente, se arriscando. — pausou mais uma vez. — amo vocês, irmãos. — disse daquele jeito de caras, o final quase não saiu, mas ele disse. Leon e Jay ficaram estáticos. Seus semblantes assustados. — Também te amamos, irmão. — Leon disse

emocionado e veio até nós. Dom me entregou Anna Júlia. Leon o abraçou assim que estava livre. Um abraço de verdade. Jay ficou lá no mesmo lugar parado, seus olhos ainda assustados. — Fale por si, Leon, eu não... — Leon o fulminou e Jay cortou o que ia dizer. — santa mãe de Deus! Eu gosto de vocês, ok? — resmungou enfiando as mãos nos bolsos. Leon continuou o fulminando. — nem adianta me olhar assim, não vou dizer que amo dois marmanjos nem sob tortura. — completou abrindo um riso de desdém, mas acabou indo até os dois e os abraçou meio sem jeito. A cena que se formou me tirou o fôlego. Aqueles três homens lindos completando um vínculo fraterno. O sangue é mais forte. Eu sempre soube que esse momento chegaria. Os três ficaram lá abraçados por alguns instantes. Ouvi um fungado. Era Júlia, que como eu, já estava chorando de novo. CAPÍTULO VINTE E CINCO Um mês depois... Helena Chegamos à Ardócia há uma semana. O tempo passou tão rápido. M inha princesinha fez um mês na semana passada. Estava cada vez maior e pesada. Nem parecia que tinha chegado antes da hora. Ela era a coisa

mais linda que já vi. Tinha os olhos de Dom. Dizem que os bebês podem mudar a cor dos olhos à medida que vão crescendo. Espero que Anna Júlia não mude porque amo os olhos de seu pai. Acariciei sua cabecinha já bem coberta por uma cabeleira negra. Sua boquinha delicada sugava meu seio suavemente. Agora entendo porque Júlia não abre mão de amamentar seus filhos. É o momento de maior conexão entre mãe e filho. Ver minha princesinha se alimentando de mim sempre me emociona. A beijei com cuidado e balancei suavemente na cadeira junto ao berço. Leon havia feito uma reforma nos meus aposentos conjugando-o com o outro quarto para que Anna Júlia fique perto de mim quando os visitarmos. M eus aposentos. Sorrio, porque é assim que me sinto aqui. Ardócia sempre será a minha casa. A porta se abriu e levantei a cabeça para dar de cara com meu marido sexy, vestido apenas numa calça de malha pendendo abaixo do quadril. Dio mio! Perdi o fôlego. Vê-lo assim, principalmente porque não fizemos sexo ainda depois do fim do resguardo me deixou salivando. M eus olhos demoraram muito no abdome e peitoral definidos. Quando consegui olhar seu rosto, minha calcinha alagou de vez. Os olhos verdes que amo, brilhavam safados, pecaminosos, um risinho sem vergonha brincando na boca sensual.

— Apreciando a vista, princesa? — sua voz baixa, rouca me acariciou. Gemi e fechei os olhos. Sua risada sacana reverberou pelo meu corpo. Ela devia ser proibida, sério. Incita o pecado. Não tem como resistir a ele. Eu tentei, mas aqui estou, louca, completamente louca por meu lindo e absurdamente sexy marido. Ele estava me tentando para quebrar a tradição de ficar uma semana sem sexo antes do casamento. É isso mesmo. Nosso casamento será amanhã. Havíamos concordado que nos casaríamos na Ilha assim que nossa filha nascesse. Amanhã minha felicidade estará completa. Serei oficialmente a mulher dele. — Você é tão malvado, amore mio. — chiei quando veio devagar até mim e se ajoelhou na minha frente. — você joga sujo. — Eu? O que foi que fiz, amor? — sussurrou, sua expressão nada inocente. — Você não pode aparecer assim para mim. — murmurei sem conseguir esconder minha excitação. — Tá fazendo calor. — disse, sorrindo travesso, as covinhas lindas me tentando a agarrar seu pescoço e comer sua boca num daqueles beijos devassos que costumamos dar. Dio! Estou latejando por ele. Seu riso safado se ampliou lentamente, como se lesse meus pensamentos libidinosos. Seus olhos desviaram para

Anna Júlia e levou a mão acariciando sua cabecinha. Seu semblante se transformou, sendo preenchido com outro tipo de amor. Amo ver a emoção nos olhos dele quando está com nossa filha. A beijou suavemente e não se contendo beijou meu seio exposto. Um beijo de boca aberta que correu todo o meu ventre indo parar na vagina. Ele não ia facilitar mesmo. Sorriu de novo com meu gemido faminto. — algum problema, princesa? — provocou-me. — Você é tão idiota, amor. — bufei, mas abri um riso. Ana Júlia havia adormecido. Tirei-a do seio com cuidado. — coloque-a para arrotar. — a pegou devagar e a debruçou no ombro. Eles juntos são lindos. Aquele homem grande, segurando o corpinho tão pequeno, frágil é algo que sempre me faz parar e observá-los como uma boba. Eles são meus. Os amo com tudo que tenho. Ela arrotou e pouco depois Dom a deitou com cuidado no berço. Ficamos ainda alguns instantes admirando-a em seu sono. Saí na frente colocando mais influência em meus quadris, sabendo que ele estava de olho na minha bunda. — Jesus! Não pode ficar rebolando esse traseiro lindo na minha frente se não vai me deixar brincar com ele, princesa. — grunhiu, mas havia um riso em sua voz. Ele já estava em meus calcanhares quando entramos no

nosso quarto. Suas mãos me puxaram bruscamente pela cintura e cavou sem pênis duro feito pedra bem no meio da minha bunda. — porra! Estou faminto por você, amor. Vamos fazer bem rápido. Ninguém vai saber. — mordeu minha orelha e desceu para meu pescoço chupando lascivamente. — preciso foder você ou vou morrer. — rosnou, sua mão enchendo na minha vagina. Oh! Dio! Choraminguei, rebolando em sua mão. Ele sorriu e começou a abrir meu roupão. Quando suas mãos se apossaram dos meus seios, uma batida urgente na porta nos sobressaltou. — Dom? Leon me incumbiu de vir buscá-lo. — Soou a voz de Jay, pingando provocação. — ele acha que vai tentar quebrar a tradição e seduzir a princesa. — ouvimos sua risada baixa. — Santa mãe de Deus! Você é um maldito tarado, irmão. Vamos, abra logo essa porta e saia ou vou ter que chamar a cavalaria. — Esse bastardo está adorando isso. — Dom bufou, cheirou meus cabelos e gemeu de frustração. Ajeitou meu roupão e me girou em seus braços. — amanhã, princesa. — sussurrou, seus olhos inflamados, violentando os meus, dizendo-me o quanto me deseja. — amanhã não vou ter dó de você. Vou te comer a noite inteira. — quando ia me beijar a porta se abriu e Jay entrou. — se mantenha do lado de fora, seu idiota. Já

vou sair. — Dom rosnou entre dentes como uma fera acuada. Jay gargalhou. Ele era tão provocador. Sorrio também. — vamos ver se estará rindo de mim amanhã a essa hora, amor. — murmurou em meus lábios e sorriu perversamente antes de segurar minha nuca e assaltar minha boca. Gememos os dois e Jay fez um barulho de desagrado. — Chega, Romeu. Vamos embora. — nos interrompeu. Dom ainda continuou me beijando por alguns segundos, não sei se porque como eu não queria parar ou porque queria provocar o irmão mais um pouco. Acho que foram as duas coisas. M e deu mais um beijo suave e se afastou em direção à Jay que abriu a porta para lhe dar passagem. — Ei! Cuidado com isso, irmão. — apontou para a enorme ereção de Dom que fazia uma tenda na calça. — pode machucar alguém. — acrescentou com um riso malicioso. — O que foi, bastardo? Nunca viu desse tamanho? — Dom colocou as mãos na cintura evidenciando o contorno de seu muito avantajado pênis. Madonna Mia! Revirei os olhos, minhas faces incendiando mais ainda de vergonha. Ele era tão exibido. — O meu é muito maior, seu idiota! — Jay bufou e rebateu com expressão desdenhosa. Dom ia revidar

quando o cortei: — Vocês querem continuar esse ridículo concurso de mijadas lá fora? — disse tentando permanecer séria, mas explodi numa gargalhada. — Amanhã, princesa. — Dom sussurrou, seus olhos ainda me comendo. — Amanhã, amore mio. — murmurei de volta. Abriu aquele riso lindo dele e saiu pela porta. — Tenho a impressão de que a sua história está chegando, irmão. Esteja preparado porque vou rir muito dessa sua cara de bastardo. — disse assim que passou por Jay. — Vá sonhando, irmão. Vá sonhando. — ouvi a voz irônica de Jay antes da porta se fechar. Desci da carruagem na frente da Basílica de San Domingo e uma horda de jornalistas estava a postos. Flashes espocaram em mim. Não vou dizer que me sinto completamente à vontade na frente da imprensa, mas meu medo foi vencido. Ainda sinto um friozinho na barriga quando me deparo com eles, só que agora nossa relação era mais respeitosa. M eu marido era visto pelo homem que é. Seu passado não é mais mencionado na mídia. Tio M ax tomou minha mão e posamos para algumas fotos. Encarei seus olhos escuros emocionados.

— Seja feliz, mia bambina. — disse-me baixinho enquanto os flashes ainda disparavam em nós. — Eu já sou, tio. Dom e Anna Júlia são meu mundo. Nada me falta agora. — afirmei tentando impedir que lágrimas viessem aos meus olhos, mas hoje seria uma tarefa impossível, porque lá dentro, o homem que me salvou de todas as formas que se pode imaginar está me esperando. Ele vai ser meu e serei dele oficialmente diante do nosso povo. — Si, ainda falta uma coisa, figlia mia. — disse e meus olhos o encararam confusos. Um sorriso amoroso se abriu no rosto dele. — falta ir lá dentro e se tornar oficialmente uma princesa de Ardócia. — meus olhos transbordaram dessa vez e minha voz ficou presa na garganta. Uma princesa de Ardócia. Repeti mentalmente. Sempre quis ser uma princesa de Ardócia. M as agora, percebo que isso é um mero detalhe porque não me importa ser princesa, quero apenas ser a mulher de Dominic. Isso é o mais importante. Ser oficialmente a mulher do homem que amo mais do que todos os versos

de amor poderiam dar conta de traduzir. Sorrio e aquiesço. Enlaço seu braço e subimos a ampla escadaria da entrada. Dom não deixou-me envolver em nada nos preparativos. Disse-me que era uma surpresa, que me devia um casamento de princesa. No entanto, não pediu desculpas pela cerimônia apressada em Las vegas. Deu aquele sorriso sem vergonha dizendo que renovaríamos nossos votos a cada ano na mesma capela diante do Elvis. Sorrio da sua ideia transgressora. Ele definitivamente não é um príncipe convencional e é por isso que sou completamente fascinada por ele. As grandes portas se abriram e me obriguei a manter o mínimo de compostura. Travei por alguns instantes diante da grandiosidade do momento. Exceto o nascimento da minha princesinha, esse era o momento mais feliz da minha vida. Então, meus olhos o buscaram e minha respiração falhou, meu coração enlouquecendo com a visão dele no altar. Oh! Dio mio! O que acabei de pensar sobre ele não ser um príncipe convencional caiu

por terra, porque meu marido era um príncipe agora. Um príncipe da cabeça aos pés. Trajava a farda oficial com direito a espada e coroa. Os olhos verdes flamejaram em mim e finalmente saí do meu transe começando a andar devagar sob a marcha nupcial tradicional de Ardócia. M eu vestido era bem tradicional também. Era meu sonho casar como uma princesa. A ampla saia descia levemente armada até o chão. O torso e as mangas tinham detalhes em fios de ouro e prata. M eus cabelos estavam presos numa trança raiz. O véu não era muito longo. Dom havia mandado fazer uma tiara para mim, especialmente para a ocasião. Não sei exatamente quanto custou, mas Júlia suspeita que tenha sido em torno de um milhão de dólares. Quando chegamos no meio do tapete vermelho, algo inusitado aconteceu. Um microfone foi entregue a ele e o som de um saxofone substituiu a marcha nupcial. A melodia linda da música Mi Princesa, de David Bisbal começou suave. A voz rouca e sexy de meu marido encheu o ambiente. Um sonoro Oh! Comovido ressoou entre os presentes e minhas pernas amoleceram. Arquejei ruidosamente. Tio M ax me firmou, percebendo meu estado além da emoção. As lágrimas que lutei tanto para conter, rolaram sem controle pelas minhas faces. Ele

deixou o altar e desceu os degraus devagar, daquele jeito macio, lindo e elegante que era só dele. Seus olhos muito brilhantes me prendendo, me dizendo não só através da letra cantada que me ama como eu o amo. Então eu soube que com toda certeza que esperei minha vida inteira por esse momento, por esse homem. Que milagro tiene que passar (Que milagre tem que acontecer) Para que me ames (Para que você me ame) Que estrella del cielo ha de caer (Aquela estrela no céu tem que cair) Para poderte convencer (Para poder te convencer) Que no sienta mi alma sola (Não sentir a minha alma em paz) As imagens invadiram minha mente trazendo tudo que vivemos desde nosso primeiro encontro no Waldorf Astoria. A intensidade do que senti. A forma com que me perseguiu por meses. A forma como tentei fugir, ficar longe, mas tudo me puxou de volta para ele. Estava escrito. Já nos pertencíamos desde o início. Ele parou na minha frente e cantou o último verso. Seus olhos transbordaram, sua voz tremeu um pouco. Ele nunca esteve tão lindo. Tio M ax pegou nossas mãos e as juntou. As entrelaçamos. Era involuntário. A Basílica estava toda em silêncio sentindo nossa emoção, nosso

amor. Y sabes que eres la princesa de mis sueños encantados E você sabe que é a princesa dos meus sonhos felizes Cuantas guerras he librado por tenerte aqui mi lado Quantas guerras já não lutei por ter você aqui ao meu lado No me importaria arriesgarte Eu não me canso de te procurar No me importaria arriesgarte Eu não me importaria de arriscar Si al final de esta aventura yo lograra conquistarte Se, no final desta aventura eu conseguisse te conquistar — Madonna mia! Amor, você quebrou o protocolo real. — foi tudo que consegui dizer quando alguém pegou seu microfone e suas mãos vieram em torno de mim, me puxando para ele. — Odeio seguir regras, princesa. — sorriu, ainda visivelmente emocionado, mas os olhos adquirindo o brilho travesso habitual. — vamos, amor. Vamos oficializar o que já sabemos. Que somos um do outro. — murmurou, trazendo mais lágrimas aos meus olhos.

— seremos sempre. — acrescentou e suas mãos foram para subir meu véu quando ouvimos um leve pigarrear. Era o Arcebispo chamando nossa atenção. Oh! Dio mio! Os príncipes Di Castellani são bem apressadinhos. Abri um sorriso, recordando que Leon também havia quebrado o protocolo em seu casamento. Andamos o restante do percurso de mãos entrelaçadas. Tio M ax já havia desistido de esperar por nós e estava no altar junto com Leon, Jay e Júlia. Para variar, ela limpava as lágrimas discretamente. Leon a beijou suavemente nos cabelos e sussurrou algo em seu ouvido. Chegamos finalmente ao altar e o resto da cerimônia passou como um borrão. Logo, estávamos na porta da Basílica. As babás trouxeram as crianças e as fotos da família para a posteridade foram tiradas. Flashes nos esquadrinharam de todos os ângulos. Antonella enlouqueceu se debruçando na minha direção. Sorrio, entrego Anna Júlia à sua madrinha e pego minha afilhada. Ela era a cópia de Júlia. Loirinha de olhos verdes, parecia uma boneca. Damien também se debruçou na direção de Jay. O tio marrento abriu um sorriso livre do cinismo habitual e tomou o pequeno nos braços. O bambino gargalhou quando o tio o colocou nos ombros. Leon observava tudo com olhos emocionados. Ele ama sua família, nossa

família. Senti a falta de Dom do meu lado e corri os olhos em volta. Santo cielo! Onde ele se meteu? Pouco depois ouvi expressões de surpresa e a imprensa mudou seu foco para o recém-chegado num cavalo branco tipo daqueles que se imagina quando se lê um conto de fadas. M eus olhos foram subindo pelo corpo do cavaleiro e meu coração foi parar na boca quando reconheci a farda de Dom. Nossos olhares se encontraram e travaram. Oh! Dio mio! Ele vai me matar antes das comemorações terminarem. Do meu lado, Leon e Jay assoviaram entusiasmados. Tio M ax estava sorrindo meneando levemente a cabeça. A imprensa estava enlouquecida diante da imagem linda e imponente do meu príncipe. Um verdadeiro príncipe encantado. M eus lábios se curvaram num sorriso bobo, trêmulo. Ele era perfeito. Seu sorriso travesso com covinhas se abriu amplamente e ele estendeu a mão para mim. — Vem, princesa. — pediu no seu tom baixo e sexy que acaba com minhas calcinhas. — eu li o manual, amor. — piscou travesso. — o príncipe vai embora com a princesa num cavalo branco. — Irmão, você se transformou na porra do príncipe encantado! Vai ser difícil superar você. — Jay alfinetou, mas estava sorrindo. — não que eu queira, que fique bem claro. — completou.

— Quando a mulher certa chegar, irmão, você vai saber o que fazer. — Dom afirmou um pouco mais sério agora. — vai querer fazer tudo para ela. Absolutamente tudo. — disse a última parte voltando o olhar para mim. Saí da minha inércia e entreguei Antonella à Leon. Desci a escadaria, levantando a saia ampla do vestido. Os flashes se dividiram entre nós dois. M eu coração batendo freneticamente, enquanto corria para ele. Parei do lado do imponente cavalo e segurei sua mão estendida. Com um puxão firme, me levantou como uma pluma e me acomodou sentada de lado à sua frente. Seus braços vieram ao redor da minha cintura e me puxou estrategicamente para cima do seu pênis muito desperto. Dei um gemido baixo. Sua risada sem vergonha soou bem no meu ouvido. — Você é louco, amor! — exclamei quando pôs o animal em movimento. A carruagem foi dispensada e seguimos assim. A segurança ficou apavorada com a nova situação. Ben e Scott e mais quatro seguranças ficaram guardando nossos lados e entramos no meio dos batedores em motos e da Guarda Real montada. O povo contido por cordões de isolamento em todo o trajeto até o Palácio, ia gritando vivas e saudações a seu príncipe e à nossa união. M as a uns quatro quarteirões do Palácio, nosso percurso mudou. Dom me desceu com cuidado e

pulou com a elegância de um gato no chão. M e puxou rapidamente em direção a um carro onde Ben e Scott já estavam. Não percebi que haviam nos deixado. Entramos no banco traseiro. Fiz menção de falar, mas seus dedos selaram meus lábios. Seus olhos tinham um brilho travesso, misterioso, tudo isso misturado. Ok. Eu me rendo às loucuras de meu delicioso marido. Dominic — Confia em mim, amor? — quis saber terminando de ajustar seu macacão por cima do vestido. Não ficou muito elegante, mas ela estaria protegida. — Plenamente, amore mio. — os olhos exóticos brilhavam excitados, dilatados, mas contrariando suas palavras era possível detectar uma pitada de receio. Não por não confiar em mim, mas por causa das limitações que se obrigou a ter por muito tempo. Ela era quase livre agora. Superou quase todos os seus medos. Enfrentou a imprensa. Aprendeu a dirigir e tirou a carta. Ela é meu orgulho. Uma guerreira. M inha linda princesa. Antes do instrutor nos conectar a puxei para mim e a beijei apaixonadamente. Excitei-a o máximo que pude para lhe dar mais coragem. Gemeu na minha boca. Sorrio do jeito que sei, que a deixa subindo pelas paredes. — Eu disse que um dia estaria pronta para ir comigo, princesa. — murmurei, chupando seu lábio

inferior. — naquela ocasião nem eu mesmo entendi porque disse aquilo. Era meu coração falando por mim. Ele sabia que nunca deixaria você ir. Eu te amo, amor. — acrescentei e dei-lhe mais um beijo terno. Seus olhos já estavam lacrimosos de novo. — E eu a você, amore mio. — sussurrou-me de volta. Pouco depois já estávamos devidamente preparados para saltar. Sim, ela saltaria comigo de paraquedas. Depois de Las Vegas a levei algumas vezes para me ver saltar em Nova Iorque, mas em nenhuma dessas vezes estava pronta. Nos meus últimos saltos ainda estava grávida. M as agora Helena estava pronta. Finalmente pronta, livre de todos os monstros que a impediu de viver plenamente. Seu espírito é livre, aventureiro como o meu. Consegui perceber isso nela. Consegui enxergar debaixo de todas as camadas que ela tinha em volta quando a conheci. M inha alma reconheceu a dela. M inha alma gêmea. A porta do avião foi aberta e o vento nos saldou. Nos encaminhei para a borda. Essa sensação é indescritível. O mundo aos nossos pés. — Pronta, princesa? — quis saber e senti seu corpo estremecendo contra o meu. — estou aqui, amor. Estamos juntos. Vamos voar juntos. — sussurrei e beijei sua orelha. Ela assentiu e segurei suas mãos que estavam

geladas. Esfreguei um pouco passando meu calor e coragem. Elevei nossos braços, abrindo-os e gritei: — você é livre, amor! Completamente livre! — saltamos. Foram os sessenta segundos mais perfeitos da minha vida. Ela gritou muito. Sorrio, meu peito cheio de orgulho e felicidade. O pôr do sol de Ardócia completava o cenário. Puxei o cordão e o paraquedas se abriu. A queda livre parou e a velocidade estabilizou. O palácio estava bem abaixo de nós. Nosso alvo era a área aberta do imenso jardim e o pouso foi perfeito. Caímos os dois embaralhados na grama. Ela estava sorrindo agora. Seu cabelo estava uma bagunça, mas nunca pareceu mais linda para mim. Nos beijamos, rolamos pela grama ainda embaralhados nos cordões. Logo uma pequena multidão estava à nossa volta. Seguranças, Leon, Jay, Júlia. Olhei minha mulher do outro lado do salão de baile conversando animada com Júlia. Ela estava radiante. Havia trocado o vestido de noiva por um modelo mais justo e decotado. Ela estava me matando. M eu pau estava contando os segundos para as comemorações terminarem. Ainda estou sob o efeito da maior adrenalina que senti hoje. Não, não foi o salto de paraquedas. Fui tomado pela emoção quando a vi entrar na Basílica e caminhar para mim. Dessa vez porque era

esse seu desejo, não porque a chantageei. No entanto, não me arrependo do que fiz. Tudo isso a trouxe para mim. Tinha que ser assim. Foi uma cerimônia linda. Boa parte da nobreza europeia estava presente. Prometi um casamento de princesa e tudo estava realmente impecável, observei satisfeito os convidados aproveitando a festa. Júlia havia coordenado os preparativos. Dentro de dois dias partiríamos para duas semanas de lua de mel no litoral do Rio de Janeiro. Jay havia comprado um resort recentemente e nos deu esse presente. Continuei observando Helena, Anna Júlia havia caído no sono no meu ombro. Ela havia mamado e Helena a entregou para mim. — Irmão, precisa ver sua cara agora. — a voz de Jay me tirou do meu encantamento. — precisa de um babador? — provocou-me. — Ela está linda, não? — disse ignorando o comentário zombeteiro do bastardo do meu irmão. — Sim. Ela é linda, irmão. Cuide bem dela. Aquele comentário livre do sarcasmo habitual me fez encará-lo mais atentamente, Jay pareceu muito sério

de repente. — É impressão minha ou está incomodado com alguma coisa? — quis saber, acariciando as costinhas de Anna Júlia. Ela já adora adormecer nos meus braços. Helena reclama que a estou estragando. M as não posso parar porque amo ter minha princesinha assim. — Dom, quem é você? O psicólogo do palácio? — Jay riu sem muito humor. — Vamos. Diga-me. — insisti. Aprendi a conhecer meu irmão mais novo, apesar de ser um bastardo cínico na maior parte do tempo, percebo que há mais por baixo dessa couraça que Jay se esconde. — Ok. Vamos à primeira sessão de hoje. — Jay disse voltando ao cinismo habitual. — um fantasma do passado voltou para me assombrar. Satisfeito? — Sério? Descreva esse fantasma irmão. — ri da forma como seu rosto se contorceu ao ter que se abrir. Ele era marrento, fechado como uma ostra. — Lindos cachos ruivos e os olhos azuis mais incríveis que já vi. — Jay revelou e tomou num só gole todo o conteúdo do seu copo. — Uau! Parece mais a descrição de um anjo. — brinquei, mas Jay não sorriu. Uh! Parece que o assunto era mesmo sério. — Também pensei isso, irmão. Grande erro. — ele

admitiu, os olhos momentaneamente vulneráveis, então sorriu cínico. — sessão encerrada, doutor. Fiquei sem ação alguns instantes, observando-o se afastar em direção à Helena e Júlia. Jay abraçou as duas cunhadas e beijou-as com carinho verdadeiro. Ele podia ser gentil, nem tudo estava perdido, constatei. M as aquela conversa ainda não tinha terminado. Em breve teríamos outra sessão, como o bastardo disse sarcasticamente. Pouco depois Leon se juntou à mim e nos dirigimos até nossas mulheres. A babá de Anna Júlia insistiu para levá-la para o quarto e acabei deixando-a ir a contragosto. — Ei, pare de assediar nossas mulheres, seu idiota. — Leon provocou Jay ao mesmo tempo em que enlaçava Júlia por trás espalmando as mãos de forma possessiva na cintura da esposa. — Isso mesmo. Procure uma para você. — provoquei também, circundando a cintura delicada de Helena. Quase gemi pelo contato. Porra! M eu pau está duro como pedra desde ontem à noite quando quase quebramos a maldita tradição. Se o bastardo do meu irmão não tivesse interrompido... — Como, se vocês encontraram as últimas que valiam a pena? — Jay sorriu dessa vez sem sombra de cinismo. — são dois maricas sortudos, irmãos. M as essa

coisa de na saúde e na doença... Até que a morte os separe e blá, blá, blá definitivamente não é para mim. Fico contente com as lindas cunhadas e os sobrinhos que me darão. M uitos, pelo jeito. — completou com um risinho debochado. Leon trocou um olhar de preocupação comigo, enquanto Jay se afastava do grupo. Ele realmente estava estranho desde que chegou ontem pela manhã. Esteve no Brasil nas duas últimas semanas acertando a compra do resort. Será que o tal fantasma ruivo de incríveis olhos azuis estava no Brasil? — M inha aposta é que uma mulher o magoou muito. — Júlia disse e todos nos voltamos para ela. — Talvez tenha razão, perla mia. — Leon a olhou e depositou um beijo suave em seus lábios. — mas hoje é dia de festa. Quem diria que algo tão fora do comum fosse se transformar num relacionamento verdadeiro. — disse encarando a mim e Helena com um sorriso afetuoso. — Leon, sabe muito bem que quando um príncipe Di Castellani resolve conquistar uma

mulher, simplesmente não há como escapar. — Helena disse em tom de brincadeira. A encarei e abri um de meus sorrisos eu vou fazer coisas muito sujas com você. Corou, arfando levemente. — Oh! Eu que o diga. — Júlia concordou e caímos na gargalhada. Ainda conversamos um pouco com alguns convidados. Dançamos. Acho que a nobreza ficou um pouco escandalizada com alguns dos nossos passos. Dança é diversão. Não dá para entender as caras de tédio que a maioria ostentava no meio do salão. Sorrio abrindo a porta do nosso quarto para Helena. Ela mal entrou a girei nos braços e a prensei contra a porta. Arquejou quando moí meu pau direto em sua pélvis. M eus olhos perfurando os dela, que dilataram lindamente. Abriu mais as pernas, encaixando-nos. Abri um riso perverso e enfiei uma mão em sua nuca. Seus cabelos estavam soltos depois do salto. Sexy pra caralho. Cristo! Depois de um mês, oito dias e doze horas sem sexo até o simples fato de ela respirar perto de mim faz meu maldito pau ficar em riste. Nunca desejei tanto uma mulher. — Que saudade de comer você bem duro. — rosnei mordendo seus lábios. — rasgar cada buraquinho

gostoso seu. Encher minha cadela safada de porra. — gemeu em minha boca. Ela adora meu palavreado chulo. Puxei seus cabelos bruscamente. — tire esse vestido e vá para a cama, cadela! — arfou quando a soltei. Dei um tapa forte em sua bundinha empinada. Andou devagar em direção à cama. M eu pau babando com a visão de seus pés nas sandálias foda-me que usava. Virou-se para mim e levou as mãos às costas. Em instantes o vestido descia pelo corpo esguio, suas curvas estavam mais exuberantes depois da gestação. M inha boca salivou com a visão dos peitinhos lindos, mais cheios, deliciosamente mais cheios. A barriguinha já havia recuperado a forma plana. M eus olhos desceram avidamente até chegar à minúscula calcinha branca. Sorrio safado, quando vi a mancha de sua excitação, deixando visíveis os lábios de sua boceta. Tirou-a devagar, os olhos exóticos dilatados, com um brilho travesso. Ela estava me provocando. — deixe as sandálias. — rosnei quando sentou-se na cama. — quero foder você com elas. Lembra-se disso, princesa? Lembra da nossa primeira noite em Las Vegas? Quando me deixou comer sua bocetinha virgem? — me aproximei, começando a me despir. Seus olhos me beberam gulosos a cada peça que tirava. Quando meu pau saltou livre, apontando na sua direção, lambeu os lábios sem tirar os

olhos dele. — a porra da boceta mais perfeita que já fodi. — andei até ela. — fiquei viciado. Completamente viciado. — sussurrei, tocando seu rosto, deslizando meus dedos em seus lábios carnudos. Sua língua rosada saiu lambendo-me. Abri um riso lento. Arfou e começou a sugar meus dedos, esfomeada. Ela também estava louca de tesão. — chupe meu pau bem gostoso, amor. — suas mãos subiram lentamente pelas minhas coxas. Abri mais as pernas. M assageou minhas bolas. Grunhi. Puxei os dedos e sua boquinha desceu sobre mim. Só seu hálito na cabeça do meu pau me fez estremecer. — Você é tão lindo, amor. — murmurou, beijando todo o meu comprimento. — Chupe logo, cadela! — rugi como um animal. Então desceu a boca lentamente e foi o céu. — caralho! Sim... Isso, cadelinha linda... Chupa seu cachorrão, bem gostoso. Cristo, princesa... — gemi, meu corpo todo sendo tomado por espasmos. Seus olhos estavam presos nos meus. Dei tapas em seu rosto. Gemeu aumentando a sucção. Ela adora ser fodida assim, bem duro. Perfeita para mim. Feita para mim. Enfiei as mãos em seus cabelos e bombeei mais forte, indo até sua garganta. Segurei firme e meti com vontade. — porra! Que boquinha gulosa... Ahhhh! Oh! M erda! Vou gozar! Porra! Que gostoso... — minhas bolas contraíram e

acelerei, fodendo sua boca como se não houvesse amanhã. Lágrimas já escorriam pelas suas faces, mas continuava esfomeada, mamando gostoso, duro como eu gosto. — não vou durar... Caralho! Ahhhhhhhhhh! — esporrei em sua garganta. Ela engoliu cada jorro ruidosamente. Linda! Porra! Linda pra caralho! M eus movimentos foram se tornando mais suaves. Sua língua me limpou como uma gatinha. Saí de sua boca devagar. A puxei para cima e a beijei sofregamente, adorando-a nesse beijo. Nossas respirações alteradas. Nossas línguas dançando juntas. M inha essência ainda fresca em sua boca. — deite-se, cadelinha linda. — sussurrei, ela foi deslizando para trás na cama. M eu pau ainda estava duro, faminto por ela. — abra bem as pernas, amor. M ostre-me essa bocetinha linda que tem me tirado o sono. — minha voz saiu dura, rouca de tesão. Ela escancarou as coxas dando-me a visão do paraíso. Sua boceta depilada, os lábios mais inchados, o cuzinho delicioso mais abaixo. — vou foder minha cadela gostosa a noite inteira. Vai tomar meu pau até não haver mais nenhuma gota de esperma dentro de mim. — arfou quando pairei acima dela. M eu corpo grande prendendo o seu muito delicado no colchão. M ordi seu queixo e fui descendo. Enfiei a mão em sua nuca, puxando seus cabelos, expondo o pescoço e caí de boca, lambendo,

chupando, mordendo. Estremeceu, miando gostoso, louca por mim. — Ahhh! Dom... Amore mio. — ronronou quando meus lábios se fecharam no seio direito. Chupei, lambi, mordi. Repeti o processo com o outro. Tentou me puxar com as pernas, mas me esquivei. Sorrio baixinho, sacana e continuei me banqueteando, matando minha fome de seu corpo. Desci pelo ventre, beijei, chupei, deixando-a toda marcada. Ela adora isso. Quando cheguei à sua bocetinha, meu pau se sacudiu com a visão de seu creme escorrendo entre os lábios para seu rabinho. Nossos olhares travaram e deslizei o nariz por toda a extensão de sua boceta doce, inalando bruscamente seu cheiro viciante. Estremeceu e meti a língua em sua vulva, rodando lá dentro. — oh! Dio! Por favor, amor. — pediu ofegante. — O que é, cadelinha gostosa? — sorrio, abocanho seu clitóris, chupando-o duramente. Foi demais. Quebrou se contorcendo, jorrando mais líquidos na minha língua. Bebi tudo, sedento, embriagado com seu gosto. Seu corpo ainda sofria espasmos quando me posicionei em sua entrada e me enterrei até o cabo numa estocada dura. Gritou. Puxei suas pernas para meu quadril. M eu pau se alojou em seu útero. M eus olhos reviraram com o prazer de estar dentro dela de novo. —

Cristo! Princesa! Que saudade de meter em você assim. — rosnei, tirando tudo e batendo de volta, sacudindo-a toda. M inhas mãos a puxaram pelos ombros, enquanto meu quadril a encontrou num golpe brutal. Ela toda mole embaixo de mim, meu pau esticando sua bocetinha ao máximo. Passei a foder como um esfomeado que foi privado da sua comida preferida por um longo tempo. — tão apertadinha, amor! Porra! Deliciosa... — grunhi, comendo-a sem dó. — Dom... Amor, o preservativo. — sua voz foi só um miado. Cristo! Não vou usar mais essas merdas com a minha mulher. — Dom, amor... — Jesus! Tá tão gostoso assim, princesa... — gemi incapaz de sair da sua quentura. — não vou sair daqui, amor. De jeito nenhum, porra! — rosnei e girei o quadril do jeito que a enlouquece. Ela gemeu alto e suas mãos vieram para meus ombros, puxando-me. Sorrio e tomo sua boca num beijo lascivo. Grunhimos, rosnamos, fodendo com nossas bocas como fazíamos lá embaixo. Entranhei minhas mãos em seus cabelos de novo e puxei com força, metendo violentamente em seu canal estreito. Eu comia sua boca agora. Louco, completamente fora de mim. Chupando, mordendo sua língua. Ela arquejou, seu corpo iniciando os tremores do segundo orgasmo. Sua bocetinha vibrou, estrangulando meu pau. Gritou,

gemeu, gozando. — Isso, minha cadelinha! Goze gostoso no pau do seu cachorrão! Goze, porra! — grunhi em sua boca, mas não parei de beijá-la. Continuei cavalgando nela enquanto gozava, buscando o meu clímax. M inhas bolas se eletrizaram e meu pau inchou. — Cristo! Vou gozar tão duro, amor! Oh! Porra! M inha cadelinha gostosa... — rugi e consegui puxar para fora no momento exato em que o primeiro jato saía. Salpiquei sua barriga toda de esperma grosso. O líquido pegajoso se espalhando em nós, porque continuamos nos beijando, bebendo os gemidos de prazer do outro. M eu pau continuou se sacudindo até os últimos jorros. Paramos, completamente melecados. Abrimos nossos olhos e sorrimos, nossas bocas arfando uma na outra. — Jesus! Que porra que boceta é essa, princesa? — murmurei, chupando seu lábio inferior. Ela corou mais ainda. Linda, tão linda! M inha. Toda minha. — te amo tanto, amor. Sou tão louco por você. — completei e seus olhos brilharam como dois diamantes amarelos. Amo a cor deles quando está assim embaixo de mim, fodida, saciada. — Eu também te amo, amore mio. — sua voz foi um pouco embargada. Ela é tão sensível. Saí de cima dela, livrando-a do meu peso e deitei, puxando-a para meu peito. Ronronou e se enroscou em mim. Amo o

jeito que faz isso. Caralho! Amo qualquer coisa que ela faça. — Acha que será sempre assim, amor? — Assim como? — Perfeito. — suspirou, dando beijinhos no meu peito. — Estou arruinada para outros homens. Você sabia disso, não é? Sabia que quando eu fosse sua, não ia querer ser de mais ninguém, não é? M eu coração inflou ao ouvir sua declaração e o homem das cavernas dentro de mim, rosnou alto, empunhando seu tacape. Essa era a minha mulher. M inha linda princesa. — Eu não sabia, princesa. M as trabalhei muito duro para isso. — disse e gargalhamos com o trocadilho. Levantei seu queixo e a fiz me encarar. — Faremos com que seja sempre assim, amor. — sussurrei numa promessa solene e beijei-a suavemente. — tenho tudo que necessito bem aqui. A mulher que tanto amo e o fruto desse amor. M inhas duas princesas. Sou um cara de muita, muita sorte. — Concordo. É um cara de muita sorte, alteza. — seu tom foi provocante. Sua mão foi descendo pelo meu abdome e agarrou meu pau semiereto. Os olhos exóticos tinham um brilho atrevido. — Cristo! Você já entrou no modo cadela gostosa de novo, princesa? — abri um riso pecaminoso e rolei por

cima dela. — Você me prometeu a noite inteira, alteza. — murmurou lambendo meu queixo, indo até a orelha e a mordeu. — é melhor entrar no modo cachorro vadio. — Abraçou-me com as pernas. — M inha cadela gostosa. M inha. Só minha. — sussurrei em sua boca. — Sua. Só sua. — garantiu, suas mãos passeando pelas minhas costas, numa carícia lenta, gostosa. — meu cachorro vadio. Só meu. — acrescentou. — Seu. Só seu. — afirmei e tomei sua boca num beijo lento, apaixonado, gostoso. Tomamos nosso tempo, apenas assim, adorando o corpo do outro, sussurrando, reafirmando nosso amor. Isso aqui é para sempre. Faremos com que seja. Ela é minha e eu sou dela. Somos duas metades que se completam. Almas gêmeas. Verdadeiras almas gêmeas. FIM EPÍLOGO Quatro meses depois... Helena M eu corpo amoleceu com o orgasmo intenso e minhas pernas cederam. Dom me firmou e continuou estocando fundo no meu ânus. Seu pênis avantajado me rasgando impiedosamente. Enfiou o nariz em meus

cabelos e rosnou. Senti a mudança em seus movimentos que eram violentos agora. Sua boca macia beijou, lambeu, chupou meu pescoço. Suas mãos apertando firmemente em torno da minha cintura. M e fez apoiar mais no sofá, ficando com o traseiro mais empinado. Sorriu lascivo e voltou a se apossar de meus quadris, num agarre doloroso, mantendo-me imobilizada para tomar cada centímetro dele em golpes furiosos. Seu suor pingava em mim. — Ohhhh! Caralho, princesa! — meteu muito, muito fundo e rugiu esporrando em meu ânus já ardente. — gostosa! M inha cadelinha gostosa... — grunhiu e seus dentes cravaram na curva do meu ombro. M ais gozo jorrou de nossos sexos. Nossos corpos ondularam nos últimos tremores do clímax perfeito. Caí para frente. Ele permaneceu montado em meu traseiro, profundamente enterrado. Seus gemidos roucos de satisfação bem no meu ouvido conseguiam a façanha de me excitar de novo. Madonna mia! Dom me transformou na princesa da luxúria. Sorrio com

dificuldade, esmagada pelo seu peso. Ele riu também e espalhou beijos preguiçosos pelas minhas costas. — Jesus! Princesa! Você fica cada vez mais deliciosa, amor. — ronronou em meu ouvido e puxou meu queixo. Nossos olhares cruzaram e se sustentaram por um momento. Os olhos verdes brilhando intensamente para mim. — você é tudo que preciso. Tudo que vou querer, sempre. — sussurrou e seus lábios mornos tomaram os meus num beijo suave. — O mesmo aqui, amore mio. — murmurei entre pequenos beijos. Enfiou o nariz na minha nuca de novo, inalando-me e saiu de mim devagar. Arquejamos com a perda de contato. Puxou-me para o carpete macio em frente à lareira. Estávamos na cobertura. Conforme havia me prometido, sempre que dá, fugimos para cá para matar a saudade. Hoje o tirei do escritório antes do final do expediente e o trouxe. Si, isso mesmo. Eu dirigi. Ele adora quando dirijo e eu amo ver o orgulho nos olhos dele. Aconcheguei-me ao seu corpo grande e miei satisfeita. M e apertou mais e beijou meus cabelos. A voz de David Bisbal soando no ambiente. Éramos muito felizes na nossa casa nova, mas aqui era nosso esconderijo. Nosso santuário. Onde convivemos. Onde aprendemos a nos conhecer. Onde nos enxergamos de verdade. Onde nos apaixonamos. Essas paredes estão

cheias de nossas memórias. Sempre teremos um carinho especial por esse lugar. Dom prometeu que nunca o venderia. Entrei no quarto de Anna Júlia. Queria dar um beijinho na minha princesinha antes de sair para o baile anual da empresa. M eu coração se encheu de amor e um sorriso se abriu nos meus lábios, quando vi Dom ninando-a, debruçada sobre seu ombro. Bebi a visão deles por um momento antes de me aproximar. Ele já estava pronto. Trajava um smoking escuro que delineava seus ombros largos com perfeição. Então, virou antes que desse o primeiro passo e nossos olhares se encontraram. Os olhos verdes me acariciaram, um brilho de apreciação invadindo-os e sua boca se curvou num sorriso que era um misto amoroso e libidinoso. Andei até o berço, parando bem próximo a eles. — Ela já dormiu? — fez que sim com a cabeça. Sorrio baixinho e beijo a cabecinha cabeluda. Ela ressonava suavemente. Dom adora colocá-la para dormir. A malandrinha já conhece a rotina. Esgoela-se para mamar e depois esperneia querendo seu pai para niná-la. — você a está estragando, amor. — sussurrei, mas não havia realmente uma reprimenda em meu tom. Amo que seja um pai tão presente e dedicado. — Amo estragar minhas princesas. — murmurou

naquele tom rouco que viaja todo meu corpo, indo direto na minha vagina. — Estamos atrasados, seu destruidor de calcinhas. — seu sorriso se abriu de novo, mais travesso dessa vez. Colocou Anna Júlia no berço devagar, beijou-a e me puxou pela cintura. A babá entrou em seguida, mas meu marido exibicionista não deixou de me beijar por isso. Comeu minha boca lentamente e quando se afastou e nos dirigimos para a porta, a moça estava parecendo um tomate, evitando nos encarar. Cerca de meia hora depois, descemos no tapete vermelho na entrada do M useu de Arte do M etropolitan, onde o baile estava acontecendo. Dom estava doando dois quadros de valor exorbitante para instituições de caridade. Hoje seria também a divulgação da Fundação Anna Harper em primeira mão. Fiz essa pequena homenagem à sua mãe e uma surpresa para o homem que transformou meu mundo. O homem que iluminou meu mundo. A partir do próximo ano deixaria meu cargo na empresa e cuidaria apenas da Fundação. Ele ficou tão emocionado quando mostrei o projeto já em andamento. Relanceei meus olhos pela imprensa que estava toda a postos. Eu usava um longo tomara que caia, vermelho. Adorei meus seios depois da gestação. Eles estavam muito maiores. Sentia-me poderosa toda

vez que usava um vestido como o de hoje e o busto era completamente preenchido. Avançamos devagar e paramos num ponto central e flashes espocaram em nós de todos os lados. Sorrio, enquanto algumas perguntas eram direcionadas a nós. — Dom, por que só agora resolveu criar uma Fundação? — um rapaz franzino que já era bem conhecido nosso lançou a pergunta. — Não me deem esse crédito. — seu braço se fechou mais em torno da minha cintura. — minha mulher é a culpada. — brincou, causando uma onda de risos. — a Fundação foi um presente dela para mim. Um lindo presente. — seu tom foi mais baixo nas últimas palavras e seu olhar prendeu o meu por alguns momentos. Sua boca desceu suave sobre a minha num beijo terno. M ais flashes se seguiram. Em seguida, nos despedimos e entrelaçamos nossas mãos, retomando nosso caminho. Dominic Toda a nata nova-iorquina estava aqui. Observei a área reservada ao baile. Sempre tive prestígio como empresário bem sucedido, há dois anos esse prestígio tem aumentado consideravelmente. Não vou ser hipócrita e fingir que não sei que é por causa do meu título. Nova Iorque sempre foi a minha casa, mas nunca

fui tão paparicado como nos últimos tempos. Estava entediado de apertar tantas mãos e sorrir. Helena esteve ao meu lado o tempo todo conversando, explicando como funcionaria a Fundação. Ela era muito competente. Ri de mim mesmo, lembrando-me que havia duvidado da sua capacidade profissional. M as naquele período não sabíamos muita coisa sobre o outro. A única coisa que sabíamos era que éramos loucos pelo outro. Pareciam tão distantes aquelas lembranças. Dei um suspiro e seu rosto virou para mim. O casal que estava nos entediando se afastou finalmente. A enlacei pela cintura e a puxei suavemente. Seus braços vieram em torno do meu pescoço. — Você foi perfeita na organização. — chupei seu lábio inferior. — correção: você é perfeita. — ela sorriu. Um som lindo, satisfeito e com uma ponta de excitação. — Só fiz meu trabalho. Só orientei, na verdade. Ainda estou de licença, chefe. — disse a última parte de forma atrevida, sedutora. Ela estava cada vez mais à vontade com sua sexualidade. No mês passado estivemos em Las Vegas renovando nossos votos. Foi perfeito, maravilhoso. Tio M ax também foi conosco e pasmem! Ele se casou diante do Elvis. Com quem? A doutora Nicole Jhonson, a psicóloga de Helena. Ela foi ao nosso casamento em Ardócia. Havíamos percebido o

maior clima entre eles. M eu tio foi rápido. Bom, ele era um Di Castellani, isso era perfeitamente compreensível. Ficamos todos felizes por ele e Nicole, que era uma boa mulher. Além disso, havia a dívida de gratidão que teríamos com ela para sempre. Sua figura foi muito importante para a recuperação de Helena. Dessa vez, Vegas foi tranquilo, não teve nenhum escândalo, bem, só uma foto mais comprometedora que acabou vasando para a imprensa. Sei o que devem estar pensando. Sim, também foi numa sacada. Fazer o quê? Adoro uma sacada. Sorrio, emergindo da lembrança daquele momento e a puxei em direção à pista de dança. Um jazz suave enchia o salão e dançamos juntinhos. A alguns passos de nós avistei Doug, o ex-marido de Amanda. Estava dançando com a sua secretária. Sempre soube que ela era sua vadia particular. Agora estava tudo escancarado. Amanda ao que parece enlouqueceu de vez e acabou sendo transferida para um manicômio penitenciário. Levou a pior, mas ela definitivamente procurou por isso. Bani os pensamentos sobre aquela mulher que estava enterrada no passado e me permiti desfrutar desse momento com minha princesa nos braços. Uma semana depois... O jato decolou e pouco depois Helena foi até o

quarto para amamentar Anna Júlia. M inha princesinha estava brigando, fazendo birra. Sorrio, ela era tão geniosa. Geniosa e linda como a mãe. Terminei de enviar alguns e-mails do trabalho, pois ficaríamos uma semana em Ardócia. Uma chamada de vídeo apareceu na tela do laptop e Jay surgiu com um sorriso de orelha a orelha. Logo um bebê foi colocado em seu colo e uma ruiva bonita sentou-se ao seu lado segurando o outro bebê. M eu irmão estava feliz como nunca o tinha visto. — Já estamos a caminho, irmão. — avisei-o. M eus sobrinhos balbuciavam sons incompreensíveis e Cassie sorriu me cumprimentando. Vocês devem estar se perguntando o que significa tudo isso. Quem é Cassie? E esses bebês? Vou explicar. Estamos a caminho de Ardócia para o casamento de Jay. Eu sei, eu sei. Também fiquei assim, boquiaberto como devem estar agora. M as é isso. Jay vai se casar dentro de dois dias. Vocês devem estar se perguntando, mas como? Jay vai se casar? Pois é, tudo começou quando... Hum, pensando bem, acho melhor meu irmão, ex bastardo cínico contar essa história a vocês. Ainda conversamos por algum tempo e depois fui até o quarto. Helena estava sentada na cama de costas para a porta, conversando distraidamente com nossa pequena. —... E ele era tão bonito, piccola mia. — sua voz

suave era só um sussurro. Parei um instante, ouvindo atentamente. — um bello principi. A principessa nunca mais foi capaz de esquecer aqueles olhos verdes intensos, lindos que mexeram tão profundamente com ela. — meu peito se expandiu sabendo que ela falava de mim, de nosso primeiro encontro. — você tem os olhos dele. É isso mesmo, mia bambina. — Anna Júlia fez um som infantil, gargalhando em seguida. — o bello principi sei tuo padre. Nostro principi. — completou e sua voz era um pouco embargada agora. Andei devagar e senteime ao seu lado na cama. Seu rosto voltou-se para mim, os olhos exóticos um pouco marejados. Cristo! Amo tanto essa mulher! Levei a mão para seu rosto e ela gemeu sob minha carícia. Nossos olhos travados, emocionados. — E o príncipe nunca mais foi capaz de esquecer a linda princesa, minha pequena. — murmurei. Seus olhos brilharam mais. — ela mexeu com tudo dentro dele. M as era muito marrenta e estressadinha. — seu sorriso se abriu. — A princesa fez o príncipe correr atrás dela por seis meses inteiros! Cristo! — Anna Júlia gargalhou de novo como se compreendesse tudo. Olhei-a, sorrindo também e voltei meus olhos para Helena. — pois é, princesinha. Você tem o gênio dela. A linda princesa é sua mãe. Nossa princesa.

— Amor, você estava ouvindo tudo. — disse-me, seu rosto ruborizando lindamente. — Sim, adorei ouvir você admitir que nunca me esqueceu depois do primeiro encontro. — sorrio travesso. Ela sorri também. — Eu te amo, amore mio. — sussurrou. — Também te amo, amor. — murmurei de volta e tomei sua boca num beijo que começou terno, mas em instantes estávamos ofegando na boca do outro. M ordi seu lábio superior e sorrio baixinho. — O que foi, amor? Que riso sem vergonha é esse? — quis saber, sorrindo desconfiada. — Acabei de lembrar que esse voo é muito, muito longo, princesa... — seus olhos dilataram e ela gargalhou na minha boca. Gargalhei de volta. Anna Júlia sorriu também e desviamos nossos olhares para ela, nossa princesinha. Eu tinha o mundo todo aqui comigo. M inhas duas princesas. M inhas lindas princesas. Rio de Janeiro, Brasil, quatro meses atrás... Jayden Desci do elevador, apressado. Os seguranças seguiam-me a certa distância enquanto meus diretores se esforçavam para acompanhar meu passo. Foi uma semana tumultuada. A compra do resort em Angra dos Reis me deu dor de cabeça. M eu vice-presidente não

conseguiu fechar a compra e tive que vir ao Brasil, não que esteja reclamando de vir aqui em pleno carnaval. Esse povo realmente sabe como se divertir. Abri um riso cínico recordando a atividade de ontem num clube exclusivo localizado na Barra. Foi bom jogar um pouco para desestressar, pegar algumas submissas. Adoro a anatomia das brasileiras. Adoro uma bunda bem desenhada. Joguei com duas mulatas de traseiros deliciosos. Uma de cada vez, é claro. M eu irmão Dom é que apreciava essas brincadeiras a três. M as isso foi antes de cair no amor pela nossa prima Helena. Agora estava fora do mercado. Eu não cairia nessa de felizes para sempre de jeito nenhum. — Por aqui, senhor King. — disse um dos gerentes visivelmente nervoso dando-me passagem. Adentrei o amplo auditório da minha mais recente aquisição. Havia relutado em comprar a pequena firma de arquitetura. Entretanto, era uma das condições do exdono. Eu queria o resort. Queria muito. Cedi aos caprichos do velho Alfredo M agalhães. De acordo com meus diretores financeiros tratava-se de uma ótima transação, visto que os negócios fechados pela empresa eram significativos. Comprei. Agora estava aqui no meio dos funcionários que me encaravam com grandes pontos de interrogação nas cabeças. O que faria com eles?

Absorveria os muito competentes e os demais seriam sumariamente dispensados. Era uma equação simples. É assim que trabalho e foi dessa forma que me tornei um bilionário antes dos trinta. Não me contento com nada menos que a excelência. O setor de Recursos Humanos se encarregaria de resolver a parte delicada. M as antes, era de praxe conhecer pessoalmente os principais funcionários. Aprecio descobrir suas aspirações e o que estão dispostos a fazer para atingi-las. Venci por conta própria e sei reconhecer e incentivar um funcionário quando percebo características que fazem lembrar-me a mim mesmo, quando era apenas um simples ajudante de construção. A vadia que me deu à luz me abandonou aos quatro anos de idade num orfanato e nunca mais voltou. Nunca soube nada a respeito de meu pai até há quase dois anos, quando fui contatado pelos advogados da Família Real de Ardócia, uma ilha ao sul da Itália, informando que eu era um príncipe. Primeiro pensei que os advogados estavam de sacanagem comigo. Depois quis pegá-los pelo colarinho e jogá-los para fora do meu escritório, mas diante das provas irrefutáveis e do teste de DNA positivo não teve como fugir. Sou filho ilegítimo do príncipe M arco, irmão do antigo governante da ilha. Há mais três irmãos. Leon e Damien, filhos legítimos, infelizmente o caçula Damien

havia cometido suicídio há quase quatro anos. Leon é agora rei de Ardócia. E há Dominic, que vive em Nova Iorque, ilegítimo como eu. Tentei me manter à distância, mas os irmãos recém-descobertos se infiltraram de tal forma na minha vida que minha resistência cedeu. Criamos um vínculo forte de amizade e respeito. Quem diria? Eu, um ex delinquente juvenil que quase me perdi na dura realidade das ruas e da marginalidade, agora sou um príncipe! Que piada! O som de um microfone sendo ajustado me tirou do breve momento de introspeção. Hora do show! Exclamei mentalmente aproximando-me da tribuna ao ser anunciado pelo mesmo gerente nervoso que me recebeu. Santa M ãe! O homem está quase tendo um ataque. Não sou tão mau assim. Ok. Admito, sou verdadeiramente ruim quando tentam me sacanear. M as tirando isso, sou até gente boa. Se você nunca tentar me ferrar, então não terá nada com que se preocupar. — Bom dia a todos. — cumprimentei num tom firme e forcei-me a abrir um sorriso. Ouvi alguns suspiros e meus olhos foram para um trio de mulheres sentadas nas cadeiras da primeira fila. As três cruzaram as pernas de uma vez só, lembrando uma apresentação de nado sincronizado. Patético! Quase revirei os olhos. Elas não podiam ser mais óbvias. Detesto mulheres atiradas. Gosto de caçar. Sou um predador e quando me

deparo com cenas assim, é altamente brochante. — Estou muito satisfeito por estar aqui hoje com vocês. — retomei meu foco. — Entendo que nesse momento, todos têm dúvidas a respeito do futuro da empresa. — assumi um ar sério e impecavelmente profissional. — mas asseguro-lhes que não irei me desfazer da aquisição. Pretendo incorporá-la ao meu escritório central em Londres e aos projetos que já estão em andamento. Um possível intercâmbio pode ser benéfico para as duas realidades. No entanto, acredito que não é segredo para ninguém aqui, que persigo sempre um alto padrão de qualidade. — olhei a plateia silenciosa e completei: — espero poder contar com vocês. Disse mais algumas palavras cordiais e me coloquei à disposição dos funcionários para possíveis perguntas. M eus olhos correram pelo espaço, analisando um a um os rostos ansiosos. De repente minha atenção foi captada para uma cabeça ruiva na última fileira. A mulher estava de cabeça baixa, não dava para ver muito de onde estava, mas uma estranha sensação de dejavu invadiu meus sentidos. Aquela cor de cabelos... Então, alguém fez uma pergunta na primeira fila e eu pisquei, obrigando-me a voltar os olhos para o senhor grisalho, que esperava a resposta. Cassandra

Aproveitei o momento e saí de fininho do auditório. Já no corredor acelerei os passos indo direto para o banheiro. Oh! Deus! Encostei-me à porta e fechei os olhos com força. Isso não podia estar acontecendo. O homem lá no auditório... O homem que evitei a todo custo cruzar seu caminho novamente. O homem que havia me devastado e humilhado há dois anos. Que tirou tudo de mim. Que me usou com frieza e crueldade. Avancei até a pia e coloquei os pulsos embaixo da água fria da torneira, olhando-me no espelho. M eu rosto estava pálido, meus grandes olhos azuis assustados e meus lábios tremiam freneticamente. Quando o vi adentrar o auditório com passos determinados com aquela aura de poder e masculinidade que era própria dele, não consegui mais desviar os olhos da sua figura ao mesmo tempo intimidante e bela. M inhas entranhas se reviraram em reconhecimento mesmo antes de Jayden se virar de frente para a plateia. Senti o ar fugir dos pulmões quando olhei o rosto moreno, perfeito, a poucos metros à minha frente, aqueles olhos tão negros que prometeram tudo a mim um dia, mas que no final apenas me condenaram. Havia sido assombrada por dias, meses, com aquela imagem, desde quando me expulsou de sua vida. Inspirei o ar e soltei devagar. Preciso me acalmar, pensei me recusando a deixar o

pânico me vencer. Há dez meses quando cheguei à Paraíso Arquitetura, minha vida começou finalmente a mudar. Era meu primeiro emprego depois de um ano sendo freelancer. Ganhava um salário razoável e as coisas tinham melhorado. Havia feito alguns projetos muito lucrativos e importantes. Não posso perder esse emprego. M uita coisa depende disso. Definitivamente não posso me dar ao luxo de ficar desempregada. Deus! Com tantas empresas para sua alteza comprar, por que veio parar justamente onde estou tentando refazer minha vida? E no Brasil? Começo a pensar que não sou muito querida lá em cima. Olhei para o teto, ironizandome. Abracei meu corpo tentando retomar o controle. Com sorte ele iria embora logo após a apresentação. O homem mais sexy e implacável do planeta não perderia tempo com uma pequena firma de arquitetura. Claro que não. Avancei pelo corredor a caminho da sala de reuniões, cerca de quinze minutos depois. Definitivamente não sou querida lá em cima, bufei

quando o gerente de RH veio me avisar que o chefão queria ver meu projeto para melhoria do resort de Angra. Puta que pariu! Jayden ia surtar quando me visse. M eus dedos doíam pela força que fazia apertando a pasta com o projeto solicitado pelo novo chefe. Deus! Havia pensado que ele iria embora logo após a reunião no auditório, mas agora estou aqui prestes a ter que encarar de novo aqueles olhos tão escuros, intensos e cínicos que me condenaram um dia. Posso fazer isso. Posso fazer isso. Repetia mentalmente. O Sr. Hopkins, gerente do RH que também é meu tio, andava à minha frente alheio a meu desespero. As portas de madeira da sala de reuniões surgiram como monstros prestes a me engolir. Respirei fundo quando ele girou a maçaneta e abriu as portas duplas para me dar passagem. Oh! Deus! Não posso fazer isso! Quase gemi de pânico, mas era tarde demais para recuar, pois todos viraram a cabeça em minha direção. Jayden Dava instruções a Hanna, minha assistente quando as portas se abriram e o Sr. Hopkins surgiu prestativo. O homem tinha um enorme sorriso no rosto, quase encantado... E foi aí que percebi a razão do sorriso ridículo do homem. M inha expressão congelou no rosto e não completei o que estava dizendo ao ver a figura

esguia e dolorosamente familiar adentrar o recinto. M eu corpo ondulou, estremecendo. M eu coração acelerou a um ritmo que tive receio que todos ouvissem. O que diabos está acontecendo aqui? Era ela! Ela era a tal arquiteta em ascensão na empresa? Srtª M iller? Não me atentei ao sobrenome quando o gerente de RH me informou sobre ela. Cassandra M iller! Gani mentalmente enquanto cada célula do meu corpo se agitava em reconhecimento à silhueta feminina. Então lá no auditório... Era ela. Oh merda! Concluí vendo-a andar com passos um tanto relutantes em direção à ampla mesa oval. Contra a minha vontade meus olhos varreram-na da cabeça aos pés e fizeram todo o caminho de volta novamente, famintos. Os gloriosos cabelos estavam presos num coque. Senti meus dedos coçarem para soltar aqueles cachos macios de um ruivo incomum. Usava uma blusa branca e uma saia preta risca de giz moldando as formas esbeltas que agora pareciam mais... Exuberantes, observei incapaz de desviar o olhar. Ela estava diferente. Parecia mais... M ulher. Era isso. Não

possuía mais a aparência de garota recém-saída da faculdade. Era uma mulher. M eu pau foi o primeiro a estar bem consciente disso. M aldito traidor! — Esta é a Srtª M iller, senhor. — o gerente de RH disse quando chegaram próximos à grande mesa rodeada do meu pessoal. Ela levantou finalmente o olhar que esteve baixo desde que entrara e eu soube que nada havia me preparado para o impacto daquelas duas piscinas azuis novamente sobre mim. O azul mais incrível que já vi na vida. Filha da puta! M aldita golpista de uma figa! Injetei meu olhar furioso no dela, obrigando-a a se submeter como sempre acontecia desde o primeiro momento em que nos esbarramos. O silêncio na sala era sepulcral. Não havia mais ninguém lá. Nossos olhares se sustentaram, numa batalha que ela não podia vencer. Éramos apenas nós dois, e Cassandra M iller se submeteu. Inalou o ar de forma ruidosa. Seu corpo tremeu discretamente e suas pupilas dilataram. Seus olhos abaixaram para a pasta que trazia nas mãos. Ótimo! É isso aí, querida! — Senhor King. — Céus! Sua voz com um leve timbre rouco era como mel e ácido se infiltrando na minha corrente sanguínea. M eu pau se rebelou dentro das calças, pressionando o zíper. Uma grande merda!

M as esse era o efeito que essa vadia tinha sobre mim. M eu consolo era saber que estava tão afetada quanto eu. Se existia mesmo a tal ironia do destino estávamos bem no meio dessa porra agora! Pensei que nunca mais colocaria meus olhos em cima dessa maldita mentirosa. M exi-me desconfortável na cadeira apertando a caneta que tinha nas mãos quase ao ponto de quebrá-la. Era apenas o choque de reencontrá-la inesperadamente, tentei reordenar meus pensamentos, tomar o controle de volta. Vadias golpistas não fazem meu tipo. Definitivamente não! CAPÍTULO BÔNUS Três anos depois... Helena — Dom, amore mio. Ele é tão lindo! — murmurei ainda meio grogue da anestesia, lágrimas banhando meu rosto. Ele levantou nostro figlio e o aconchegou junto a si. Os olhos verdes brilhando emocionados. — Sim, princesa. — sua voz saiu embargada, enquanto se abaixava, depositando um beijo suave, reverente em meus lábios. — ele se parece com você, amor. Tem os seus olhos. — disse maravilhado. — eu te amo tanto, princesa. Você é tão corajosa. — beijou minha testa suada e as lágrimas transbordaram dos olhos incríveis. — você me faz tão feliz, amor. — sua voz

tremeu, nossos olhos permaneceram trancados. Ele estava tão lindo ali segurando nosso pequeno Felipe, nosso segundo filho. Dei o nome em homenagem ao meu pai e Dom concordou. Nossa vida não poderia estar mais perfeita. Dom é o marido e pai mais amoroso e atencioso. — Eu também te amo, mio principi. — sussurrei, levando minha mão para seu rosto perfeito, acariciandoo. — e você me faz feliz também, amor. Obrigada, por me salvar. — ele abriu aquele sorriso lindo, as covinhas que eu tanto amo piscando para mim. — você me fez plenamente mulher. — Princesa... — sussurrou com ternura e nossas bocas se encontraram de novo num beijo doce, nossas lágrimas se misturando. — você que me fez um homem pleno, amor. Você me deu a porra do conto de fadas completo. — sorrimos em meio às lágrimas. M eu lindo príncipe encantado nada encantado. Eu devo ter adormecido sob o efeito da anestesia porque acordei com beijos suaves na minha têmpora. Sorrio, sendo envolvida pelo cheio maravilhoso do meu marido. — Ei, dorminhoca. Já amanheceu. — disse baixinho, meus olhos abriram e encontraram as piscinas verdes me encarando com um brilho apaixonado. — temos visitas.

— deu-me um beijo carinhoso nos lábios e se afastou me dando a visão do quarto. M inha família. Nossa família. Leon sorriu-me abraçando Júlia que estava radiante carregando uma barriga de seis meses. Leon havia concordado em ter apenas mais um filho porque ficou apavorado quando viu o sofrimento de Júlia no parto de Antonella. — Jay, a família e tio M ax devem estar chegando a qualquer momento. — Dom, informou tomando a poltrona ao lado da cama. Pasmem, mas Jay se casou. Casou e formou uma família linda. Não contive um riso. Linda e enorme... M as vou deixar que ele mesmo conte essa história a vocês. — Ei, irmãzinha. — Leon veio até mim, beijando minha testa suavemente. — acabamos de ver o garotão no berçário. Ele se parece com você. — seus olhos desviaram para Dom e eu soube que iam começar a trocar gentilezas. — grazie a Dio! — disse piscando para mim. Dom bufou. Leon sorriu zombeteiro, mas quando seus olhos pousaram em mim de novo já estavam ternos. — estou tão orgulhoso de você, caríssima. — meus olhos arderam diante de seu tom e expressão amorosos. M eu primeiro salvador. — Obrigada, caro mio. — murmurei. Ele sabia que meu agradecimento ia além da visita de hoje. Assentiu e beijou-me de novo, afastando-se.

— Oi, cara mia. — Júlia saudou-me no seu tom doce e se aproximou me beijando também. — em breve meu M ax vai aprontar todas com o seu Felipe. — sorriu acariciando seu ventre avantajado sob o vestido branco que usava. — Si, cara fratella. 38 — sorrio devagar. — nossos filhos serão sempre como irmãos. — naquele momento, uma enfermeira entrou com meu bebê nos braços. Dom se levantou, os olhos ansiosos presos no pequeno pacote que foi entregue à mim. Sorrio, meus olhos ardendo ao pegar mio principi. — oi, amore mio. — sussurrei, descobrindo a sua cabeleira negra. Seus olhinhos se abriram ainda sonolentos, a boquinha tremeu. Dom veio me ajudar a acomodá-lo no seio. Logo ele começou a sugar ansioso. Sorrio entre lágrimas. Era tão diferente das sugadas delicadas de Anna Júlia. — É diferente, não é? — Júlia sorriu me oferecendo um olhar conhecedor. — os meninos têm mais força no maxilar. — concordei e meus olhos voltaram para mio piccolo outra vez. Eles ainda ficaram um tempo no quarto, depois saíram. Leon alegou que eu e Júlia precisávamos descansar. Ele é tão protetor. Felipe adormeceu no meu colo e Dom o pegou com cuidado, aconchegando-o no peito. Eu nunca me canso de olhá-lo com nossos filhos. Os olhos verdes se encheram de amor encarando nostro

bambino. Recostei-me na cabeceira da cama, olhando-o embevecida. Seu olhar levantou me flagrando. — Você fica tão bonito assim, com nossos filhos, amore mio. — murmurei. Seus olhos amoleceram. — Você que é linda, princesa. — sussurrou de volta. — sou um bastardo sortudo como diria Jay, aquele idiota. — sorriu, acomodando o bebê no berço do outro lado da cama. — Não estou bonita agora. — sorrio levemente. — meus cabelos estão grudentos. Devo estar pálida como um fantasma e... — Shhh. Nem mais uma palavra, amor. — calou-me pressionando o indicador nos meus lábios. Sentou-se na borda da cama e se debruçou na minha direção. Seu rosto perfeito a centímetros do meu. Segurou meu rosto de cada lado, deslizando os dedos ternamente pelas minhas faces. — você parece linda para mim. M inha mulher que acabou de me dar mais um filho. — seus incríveis olhos verdes estavam mais brilhantes. Então ele riu, seu semblante ficando travesso. — mas seus cabelos realmente estão grudentos e meio desgrenhados. — ele estava me provocando. — Dom, amor . — sorrio devagar, segurando meu ventre. — eu não posso sorrir, seu idiota. — ele me deu uma piscadinha e seus olhos suavizaram, amorosos.

— Eu te amo, princesa. — sussurrou e seus lábios tomaram os meus num beijo terno, delicioso. — com ou sem cabelos grudentos. — completou sorrindo baixinho na minha boca. — Eu também te amo, amore mio. — murmurei, completamente derretida pelo meu lindo, atencioso e irreverente marido. — A enfermeira já liberou seu banho. Quer ir agora? — sua carícia continuou nas minhas faces. Assenti e ele me ajudou a levantar. — eu vou fazer minha princesa se sentir bem. — sussurrou, me levando devagar para o banheiro, onde me sentou em uma cadeira e me banhou com infinito cuidado e carinho. É por essas e outras coisas que ele é definitivamente meu príncipe. M eu cavaleiro de armadura brilhante. Dois anos depois... — Parabéns, Sr. Prêmio Nobel! — sussurrei no ouvido de Dom. Suas mãos apertaram mais minha cintura. Os olhos verdes brilhando safados para mim. Estávamos na cerimônia de gala na sede da Fundação Príncipes Di Castellani em Nova Iorque. Leon, Júlia e Jay estavam bebericando suas bebidas na nossa frente. Eles estiveram na semana passada em Oslo, Noruega, onde foram agraciados com o Prêmio Nobel da Paz. A Fundação ganhou destaque mundialmente pelo trabalho

desenvolvido no Continente africano desde a sua criação há quatro anos. Atualmente, estamos expandindo também para nações pobres da América Latina. Esses três homens são nobres não apenas no sangue. Ainda me vem lágrimas aos olhos, cada vez que os vejo juntos. Toda a camaradagem, parceria e amor fraterno que construíram em tão pouco tempo. — Isso quer dizer que posso pedir qualquer coisa hoje à noite, princesa? — murmurou no meu ouvido, mordendo minha orelha suavemente. Tremi. Ele riu sem vergonha. — Você sempre tem tudo, amore mio. — gemi baixinho, quando me puxou para sua frente e senti seu pau muito excitado em minha bunda. — Ah, eu tenho, não é, cadelinha linda? — murmurou em seu tom de quarto, rouco, sexy que me tem sempre de calcinha molhada. — Dio mio! Será que podem parar com essa pouca vergonha? — a voz de Leon soou reprovadora, mas havia um toque de diversão quando nos encarou. — só mais um pouco e podem arrancar as roupas na privacidade da sua casa. Será que consegue esperar, seu bastardo? — bufou para Dom. M eu marido apenas riu malicioso, mas relaxou o aperto na minha cintura. Jay estava ao telefone outra vez.

— Está tudo bem? — indaguei-o quando desligou. — Sim. Cassie me garantiu que a febre das meninas já cedeu, mas ainda estão agarradas à ela. — disse e um sorriso amoroso se abriu, iluminando seu rosto. — suspeito que seja o contrário. Ela é tão protetora. — Ela é uma mãe e tanto. — concordei sorrindo. Ele riu, mais entendendo que eu me referia ao seu time de futebol misto como Dom costuma chamar os filhos de Jay. — Sim, ela é perfeita. — concordou. — não vou esperar o coquetel. Na verdade, só vim porque ela insistiu. Não me sinto bem estando aqui e ela lá sozinha com minhas filhas doentes. — Tem razão, irmão. — Dom interveio. — você pode ir depois da cerimônia. O coquetel é só uma ovação desnecessária. — sorriu-me sem vergonha, me mandando mensagens sujas com seu olhar safado. — eu acho que vou pular também. — revirei os olhos. — Dom, comporte-se, amore mio. — sorrio da sua tentativa de me arrastar logo para casa. — Jay tem um bom motivo para se ausentar. — Ah, princesa, eu também, acredite. — riu amplamente, as covinhas lindas piscando para mim. Dio! M eu marido é tão sem vergonha. Sem vergonha e lindo. Não tem como resistir à ele. Sorrio também e o

beijo suavemente nos lábios. Eu o amo tanto. Ele é a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Desde o primeiro momento sacudiu meu mundinho quadrado e sem graça. Essa irreverência é própria dele. Não quero que mude. Amo isso nele. Amo tudo nele. Mio bello principi. — Você é tão sem vergonha, amor. — murmurei em seu ouvido e não resisti mordendo-o suavemente. — Você gosta, cadelinha. — me olhou presunçoso. — corrigindo, você ama isso em mim. — Si, amo isso em você, amore mio. — gemi baixinho em sua boca. — Jesus! Princesa, não entre no modo cadela safada agora. — riu sacana contra meus lábios. — senão vou ter que foder você em qualquer canto escuro... Não vou esperar até chegarmos em casa. — gemi, mas antes que eu respondesse eles foram chamados ao palco pela cerimonialista, uma modelo loira peituda e que me pareceu empolgada demais ao cumprimentar meu marido. Vaca! M as eu aprendi a lidar com elas. Dom é lindo e as vadias sempre vão querer pular em cima dele. É fato. No entanto, meu marido nunca me deu motivos para duvidar do seu amor. Ele se deu para mim. Deu-se completamente e é só por isso que tento levar na

esportiva quando as puttanas se empolgam demais à sua volta. Ele olhou em minha direção e abriu aquele sorriso lindo, confirmando tudo que acabei de pensar. Ele é meu. Só meu. Sorri de volta, soprando um beijo. Te amo, princesa. Li em seus lábios e eu me derreti. Leon discursou no seu tom solene de rei e a plateia o ovacionou. Dom e Jay também fizeram breves discursos e os flashes espocaram neles três. Lindos! Júlia estava com a mesma expressão apaixonada, deslumbrada encarando o marido e os irmãos lá em cima. — Eles são tão lindos juntos. — sussurrou com voz embargada. Ela era uma chorona, exatamente como eu. Sorrio assentindo. — Si, cara mia. La perfezione. 39 — fizemos inúmeras imagens com nossos celulares parecendo duas tietes. Corrigindo, somos tietes. Além disso, prometi a Cassie que gravaria tudo para ela. Uma semana depois estávamos atravessando o hall do Four Seasons Hotel George V40 em Paris. Dom teria duas reuniões de trabalho na capital francesa e como geralmente acontecia nos levou junto. Agora que os meninos estavam maiores era muito mais fácil acompanhar nostro principi. Dom carregava Felipe nos braços e eu levava Anna Júlia pela mão. Como sempre acontecia quando chegávamos aos hotéis pelo mundo, tínhamos tratamento de realeza. Dom não apreciava

muito isso, mas era impossível ficarmos incógnitos quando todos sabiam que é um príncipe de Ardócia. Além disso, havia os vídeos no YouTube que nos tornaram famosos no mundo todo. Fomos encaminhados para a suíte presidencial no terceiro andar. Era enorme com mais dois quartos conjugados porque não abrimos mão de acomodar nossos pequenos e as babás sempre perto de nós. — Eu quero brincar com o papai. — Anna Júlia largou minha mão assim que entramos na suíte, correndo para Dom. Ela ainda tinha ciúmes do irmãozinho. Estamos conseguindo tirar isso aos poucos, mas mia piccola é muito apaixonada pelo pai. Dom me olhou gritando por socorro em silêncio. — Principessa mia, que tal brincarmos todos juntos? — ofereci, enquanto Dom colocava Felipe no chão e ele vinha com passinhos curtos erguendo os bracinhos para mim. — Quelo bincar, mamãe! — sorrio, levantando mio piccolo nos braços.

— O que me diz, bambina mia? — falei, me aproximando. Dom já a havia tomado no colo. Ele também a mima demais. Beijei sua bochechinha rosada. — depois você pode me ajudar a dar banho no maninho. Nostro Felipe é tão piccolo, filha. Ele precisa do nosso amor e cuidados. Vai me ajudar a cuidar do nosso principezinho? Ela pousou os olhinhos verdes tão parecidos com os do pai no irmãozinho e sorriu, se debruçando na nossa direção dando um beijo estalado no rostinho de Felipe. Ele riu batendo palminhas. — Eu vou, mamãe. Nostro Felipe é tão piccolo. — disse como se fosse muitos anos mais velha e não apenas três. Dom e eu caímos na gargalhada. — Papai está tão orgulhoso, princesinha. — Dom bajulou-a. Ela estendeu os bracinhos em seu pescoço e cobriu seu rosto de beijos. — nos três vamos cuidar do nostro Felipe. — disse com seu sotaque lindo. Seus olhos prenderam os meus e escureceram ao ver a forma como o fitava. — leve o maninho na frente, filhota. Já, já papai e mamãe estarão com vocês. — Anna Júlia se dirigiu para as babás, segurando a mão do irmão assim que foram colocados no chão. — obrigado, amor. — ele sussurrou, me puxando para seus braços. — Nostra bambina é tão apaixonada pelo pai. —

espalmei seu peito amplo, me deliciando com seu cheiro. — mas não posso culpá-la porque também sou apaixonada pelo por ele. — os olhos verdes brilharam suaves a princípio, depois foram adquirindo um brilho malicioso, sem vergonha. — O quão apaixonada, princesa? — riu aproximando sua boca da minha. Sua mão deslizou da minha cintura e cavou bem no meio da minha bunda. Gemi e ele riu mais, safado, pervertido. — M uito, muito mesmo, amore mio. — murmurei, sentindo seu pau acordar contra meu ventre. — Isso é bom, cadelinha. — disse baixinho, chupando meu lábio superior. — o pai dela é louco, insano por você. — O quão insano? — sorrio, provocando-o também. — Eu vou mostrar à noite, minha cadela. — rosnou, mordendo meus lábios juntos. Eu estava loucamente excitada agora. — toda a noite. — sorriu perverso e deume um tapa leve na bunda. Gemi desavergonhada. Ele riu divertido e me beijou suavemente. — vem, princesa, nossos pequenos bagunceiros nos esperam. Dominic Brincamos com nossos filhos por cerca de duas horas. Eu amo esses momentos com eles. Nunca pensei

que pudesse ser tão feliz levando uma vida pacata com esposa e filhos, mas Helena apareceu e me mudou. Ela costuma dizer que eu a salvei, que a fiz uma mulher completa. M inha princesa fez o mesmo comigo. Eu a amo além do que simples declarações podem descrever. Ela foi tão valente desde o começo. Venceu seus medos e eu a admiro, sou tão orgulhoso da mulher que é hoje. Segura de si. Linda. Ela desabrochou para a vida. Esposa, mãe dedicada e uma profissional acima da média. Como eu disse, meu orgulho. Falei com meus irmãos enquanto ela dava banho em Felipe com ajuda de Anna Júlia. Ouvi a algazarra toda, os sons dos risos deles me enchendo de felicidade. Na próxima semana completamos seis anos de casados. Seis anos. Parece que foi ontem que a vi atravessar aquele terraço no Waldorf Astoria em Nova York. Bastou uma visão dela e eu estava perdido. Completamente perdido. Convenci meus irmãos a festejarem conosco em Las Vegas. Estou ansioso para isso. Acho que vai ser divertido... — Uau! — assoviei assim que surgiu na antessala onde eu tomava uma bebida antes de sairmos. — Vai ser difícil me concentrar no jantar de negócios com você toda linda e gostosa assim, princesa. — usava um longo branco tomara que caia. Eu amo essa cor nela. Destaca

sua tez morena. Os cabelos estavam presos em um coque desfiado. Os olhos exóticos me beberam tão famintos como os meus à ela. Sorriu-me daquele jeito que adoro, meio recatada, meio cadela safada. M eu pau se sacudiu nas calças. Já tem vinte e quatro horas que estive dentro do seu corpo. Longas vinte e quatro horas do caralho e já estou louco, antecipando tudo que preparei para nossa primeira noite na cidade do amor. Porra! Isso soou bem maricas. Foda-se! Eu amo essa mulher e tenho feito algumas coisas que parecem bobas e ridículas aos olhos alheios, mas não estou nem aí! Vou continuar fazendo. Depois do cavalo branco, o resto estou tirando de letra. As cenas do cavalo branco ainda circulam na Internet, por sinal. O que eu posso fazer? O You Tube me persegue. — Eu digo o mesmo, amore mio. — sussurrou quando parei a centímetros dela. — cada mulher naquele restaurante vai ficar encarando meu marido. — disse torcendo a boquinha linda. — E seu marido vai olhar você, amor. Só para você. — disse baixinho, puxando-a pela cintura delicada. — você está linda, princesa. — completei em sua boca. Seu semblante se encheu de amor, os olhos de uísque brilhando lindamente. — Te amo tanto, amore mio. — me enlaçou pelo

pescoço, oferecendo os lábios para mim. — E eu a você, princesa. — sussurrei antes de tomar sua boca num beijo apaixonado, gostoso. Não demorou muito estávamos grunhindo, nos devorando como se não víssemos há séculos. Esse aspecto do nosso relacionamento não mudou muito. O sexo ainda é louco, impulsivo, absurdamente gostoso. Eu sei que com o tempo as coisas acalmam um pouco, mas esse desejo que sinto por ela nunca vai morrer, porque ela é a única para mim. A única que me preenche, me completa de todas as formas. Somos verdadeiras almas gêmeas. — vamos, amor. Nada me agradaria mais do que montar minha cadela bem duro. — gemeu em minha boca. Sorrio, amassando sua bunda, esfregando meu pau bem abaixo, em seu clitóris. — mas temos um compromisso. M ais tarde. M ais tarde prometo comer minha cadelinha por horas. — Amor, você é tão malvado. — miou, mas havia um riso em sua voz. — minha calcinha está destruída agora. — Rosnei. — Porra! Princesa. — mordi seu queixo. — você quer me torturar, hein? Agora vou ficar o jantar inteiro sentindo o cheiro da minha cadela gostosa, antecipando o momento em que o meu pau vai rasgar cada um dos seus buraquinhos apertados. — lamentou, juntando as

coxas. Eu sabia que mais líquidos estavam jorrando em sua bocetinha linda agora. Abri um riso lento, safado, arrogante. Dois podem jogar esse jogo, princesa. — vem, amor. — murmurei, enquanto ela miava e fazia um biquinho de decepção. M eu riso ampliou. Ela é tão fogosa e insaciável quanto eu. A porra da minha fantasia em forma de mulher. Paris foi perfeita! Consegui tratar de negócios e ainda curtir passeios com a minha família. E as noites, ah, as noites foram além da perfeição. Fui à Torre Eifel apenas com Helena. Jantamos à luz de velas no restaurante Jules Verne como turistas normais. Bom, não tão normais, uma vez que fechei só para nós. Foi mágico só nós dois com a cidade luz cintilando abaixo, a perder de vista. Eu me senti no topo do mundo cada vez que encarava as luzes deslumbrada e pousava os olhos exóticos emocionados em mim de novo. Eu te amo, amore mio. Sussurrou muitas vezes. E cada vez que a ouço dizer isso, já quero ouvi-la dizer de novo e de novo. Nunca vou me cansar de ouvir. Uma semana depois estávamos em Las Vegas. Deixamos os meninos em Ardócia com tio M ax. M eus irmãos também deixaram sua prole. Retornaríamos dentro de dois dias para o aniversário de casamento do nosso tio. Ele ficava radiante quando tinha todos os

sobrinhos-netos na Ilha. Além disso, esse final de semana seria só para os casais. Estou ansioso para apresentar a cidade do pecado para meus irmãos. Sim, isso vai ser divertido... M as agora não consigo pensar em mais nada porque eu e Helena estamos outra vez na frente do Elvis. Temos feito isso todos os anos. Eu a peço em casamento e ela aceita. Dessa vez pedi sua mão enquanto a comia de quatro no jato. Detalhe: estávamos os dois gozando, rosnando, enlouquecidos. Não consegui conter um riso arrogantemente sacana. Uma boa estratégia, eu sei, eu sei. Chamo isso de um timming perfeito pra caralho! — Que sorriso sem vergonha é esse, Sr. Di Castellani? — murmurou em minha boca quando a puxei para mim após o Elvis pronunciar as famosas palavras. Eu adoro isso. Cada ano é a mesma emoção. Ela é minha. Completamente minha. — Estou lembrando o momento em que a pedi em casamento essa manhã, princesa. — sussurrei, ampliando meu riso sacana, enfiando uma mão em seus cabelos da nuca. Ela corou abrindo um sorriso travesso. — estou tão louco pela noite de núpcias como na primeira vez que estivemos aqui, amor. — Eu também, amore mio. — gemeu e me puxou mais pelo pescoço. Nossas bocas se encontraram num

beijo lascivo. Nos comemos sem cerimônias. Leon praguejou em Italiano. Jay gargalhou. Júlia e Cassie apenas riram discretamente. M as fomos obrigados a parar, senão seríamos presos por atentado violento ao pudor. Não que eu me importasse, se ficássemos na mesma cela... Saímos da capela e seguimos numa enorme limusine até uma casa noturna. A mesma onde Helena e eu fomos flagrados há seis anos. A sacada, lembram? Isso mesmo, aquela. Haviam feito uma reforma bem interessante, notei. Logo que entramos demos de cara com cinco postes de pole dance que ficavam na outra extremidade superior. Eram cabines suspensas e foram estrategicamente pensadas para impactar os recémchegados. Cinco garotas de corpos esculturais deslizavam graciosamente pelas hastes. Dançavam, rebolavam, seus peitos enormes e nus balançando e hipnotizando. Digo, hipnotizando os caras que estavam desacompanhados e que não eram bem casados como eu e meus irmãos, claro.

— Dio mio... — Leon disse baixinho quando parou ao meu lado direito. — Santa M ãe de Deus! — Jay rosnou assim que parou ao meu lado esquerdo. — Leon! Jay! — Júlia e Cassie exclamaram ao mesmo tempo. Uh! Acho que meus irmãos estão encrencados. Eles me lançaram olhares mortais. Eu apenas sorrio malicioso. — Você nos trouxe para um maldito clube onde tem mulheres peladas, seu idiota! — Leon rosnou, puxando a esposa pela cintura, obviamente tentando dizer que não ficou impressionado pelas comissões de frente das garotas. Júlia sorriu e falou algo em seu ouvido. Jay enlaçou Cassie pela cintura e ela estava rindo, mas falou também em seu ouvido. M eus irmãos acenaram vigorosamente para as esposas. Acho que eles foram possivelmente ameaçados em suas bolas. — Isso aqui é Vegas, irmãos! — meu riso ampliou. — devo avisá-los que daqui a pouco elas tiram o resto das roupas. _ eles rangeram os dentes para mim. Dei uma piscada cúmplice para minhas cunhadas. Elas sorriram, meneando as cabeças. _ boa sorte com isso. — provoquei-os mais, divertindo-me com suas carrancas. — Você sabia disso, amore mio? — Helena disse com um riso na voz. A encarei e não havia qualquer

indício de ciúmes em seu semblante. Eu amo essa mulher, caralho! Ela é tão aventureira quanto eu. Tão livre quanto eu e o melhor, é segura do amor que sinto por ela. Amo isso que construímos juntos. — Eu não sabia, princesa. — abri um riso sem vergonha, no entanto. — mas a mudança foi interessante. — provoquei, puxando-a para a minha frente. Bufou, me dando um tapa no peito. — Acho melhor não se empolgar muito, Sr. Di Castellani. — disse bem próximo da minha boca, os olhos exóticos travessos, provocantes. — se ousar olhar naquela direção de novo, o cachorrão não vai ter nada na sua noite de núpcias. — sorriu, se esfregando em mim, descaradamente. Gargalhei porque não há a menor possibilidade disso acontecer. Ela sabe que em pouco tempo estará suada, ofegando e gozando no meu pau. — Jesus! Princesa. — gemi, descendo minhas mãos da cintura para a parte baixa das suas costas, perigosamente perto da bunda. — você joga pesado. Como é que o cachorrão pode ficar sem sua cadelinha gostosa na noite de núpcias? Hum? — desci minha boca pelo queixo e chupei seu pescoço. Choramingou. — vem, amor. Vamos circular e sacudir esse traseiro gostoso. — dei uma palmada em sua bunda e a beijei levemente. Enlacei sua cintura e fomos para uma das

salas vips. Bebemos, namoramos e dançamos coladinhos. O tempo todo nos provocando, atiçando. M eu pau duro, louco para se enterrar nela. Se estivéssemos sozinhos sei que a convenceria a nos esgueirar em algum canto e dar uma foda dura, suada, transgressora do jeito que nós dois gostamos. Ela me flagrou rindo lascivamente e meneou a cabeça devagar, um brilho divertido nos olhos de âmbar, certamente lendo meus pensamentos obscenos. — Comporte-se, amore mio. — sussurrou no meu ouvido e mordeu-me o lóbulo. Cravei as mãos em sua bunda não me importando se alguém pudesse ver e sorrio, dando-lhe meu olhar de vou te foder tão duro, cadelinha. Ela riu antes de eu assaltar sua boca em um dos muitos beijos lascivos que demos toda a noite. M eus irmãos e esposas se divertiam também, dançando, trocando beijos e amassos mais discretos que os nossos. O que Júlia e Cassie falaram para Leon e Jay foi eficaz. Percebi que evitaram a todo custo olhar na direção das garotas peitudas e seminuas de novo. Exatamente como eu. M ulheres... Foi uma noite memorável. Nunca havíamos nos divertido assim, juntos. Amo estar com meus irmãos. Nosso vínculo fraternal está completo. Engraçado, nem sinto que só

nos conhecemos há pouco mais de seis anos. Parece que crescemos juntos. Sei que se sentem assim também. Nos falamos quase todos os dias. Nossas mulheres são amigas, como irmãs. Nossos filhos brincam juntos. Somos três bastardos sortudos. Nossas mulheres não precisam ter ciúmes porque está escrito em nossas caras o quanto somos loucos por elas. E elas nos amam de volta com a mesma intensidade. Sim, somos mesmo três bastardos de sorte. Já passava das duas da manhã quando voltamos ao Bellagio. Nos despedimos na porta de nossas suítes, uma do lado da outra. Nossas mulheres entraram primeiro e eu e meus irmãos nos encaramos, trocando um olhar cúmplice, típico de caras. Abrimos os sorrisos mais arrogantes e safados. Dei-lhes uma piscada sugestiva antes de entrarmos atrás delas. Entrei, fechando a porta atrás de mim e estaquei com a visão de Helena parada no meio do quarto. M inha boca salivou. Porra! Ela já havia tirado o vestido e usava apenas uma minúscula calcinha branca e as sandálias de saltos assassinos que testou meu limite toda a noite. M eus olhos correram cobiçosos, sacanas por toda ela. Linda demais. Seu corpo era um pouco mais cheio agora depois de gerar meus filhos. Os peitos suculentos com auréolas que pediam para serem chupadas duramente.

Seus mamilos ficaram rígidos com a minha inspeção. A barriguinha plana, uma cinturinha linda pra caralho que descia para quadris mais amplos e arredondados. M eu pau babou dentro das calças. Ela ficou tão safada e confiante no sexo. Eu amo isso, porra! Ela é sensual, sexy, gostosa e eu morro para foder seu corpo delicioso. Andei devagar, meus olhos voltando para seu rosto lindo, os olhos de uísque estavam visivelmente dilatados. Seu peito subia suavemente. Parei bem próximo a ela. Abri um riso lento, predador, sacana. — M inha cadela safada já nua para mim. — murmurei, meu tom duro, cheio de tesão. — linda. Gostosa. Toda minha. — a puxei pela cintura, colando seu corpo gostoso no meu. — vou te comer tão duro, princesa. Encher você de porra. — gemeu em minha boca. Ela adora minha boca suja. Puxei seus cabelos da nuca. — está ansiosa para me dar essa bocetinha quente e apertada? — Dei um tapa forte em sua bundinha firme. Ela miou. Sorrio, moendo meu pau duro direto em sua vulva. Gemeu, abrindo mais as pernas para mim. — responda! Está louca para dar para seu cachorrão? — Si, amore mio. Estou louca pelo meu cachorrão. — ronronou, começando a abrir os botões da minha camisa. A ajudei a tirá-la. Suas mãos deslizaram pelo meu peitoral nu. Assobiei, estremecendo com seu toque.

— Cadela safada! Não vou ter dó de você. Vou montar você até o sol raiar. — mordi seu lábio superior e cravei as mãos em seu traseiro, levantando-a. Suas pernas me abraçaram imediatamente. Esfregou sua boceta quente e molhada no meu pau. M esmo sob as camadas de roupa enlouqueci com a sensação. Rosnei, dando outro tapa duro em sua bunda e comi sua boca num beijo indecente. Gememos, grunhimos e fui nos levando devagar para a cama. Caímos os dois sobre o colchão. Ela gargalhou, um som rouco, indecente. Também sorrio, lento, perverso. Dei um tapa em seu rosto. Gemeu, os olhos incendiados. — gosta disso, não é? Gosta de ser minha cadela. De apanhar na cara e tomar o meu pau até o cabo nesse corpo gostoso. — desci a mãos, enchendo-as em seus peitos. Os juntei e caí de boca neles. — Ohhh! Dom... Amore mio. — estremeceu quando chupei os mamilos, engolindo-os, sacudindo-os com a língua. M ordisquei-os. Enlouqueceu embaixo de mim. Sorrio safado, descendo pelo ventre macio. Chupei, lambi, mordi até chegar à minúscula calcinha. Enfiei a mão entre suas coxas, forçando-a a separá-las. Rugi. Ela estava toda empapada. Agarrei a carne molhada, massageei do seu clitóris ao cuzinho gostoso. Choramingou lamuriosa. Desci mais e fiquei de cara com

sua linda boceta. Rasguei a calcinha em dois tempos. Deu um grito cheio de tesão e lascívia. Ela gosta assim, rude. — Abra as pernas, cadela! — rosnei, enlouquecido pelo seu cheiro. Arreganhou as coxas. — segure-as abertas para mim. Vou comer sua bocetinha perfeita com a boca primeiro. Só vou enterrar meu pau em você quando me implorar. — fez o que ordenei prontamente e meti dois dedos em sua vulva. Lamentou outra vez. Adoro esse som desesperado que ela faz, louca para tomar o meu pau. Banqueteei-me nela. A fodi duramente com os dedos, enquanto beijava, lambia, chupava, mordiscava toda a sua boceta. Ela se debateu, mas continuei meu ataque. Sempre que estava perto eu diminuía o ritmo. — Ohh! Por favor, amor... — miou, seu corpo todo se retesando. Sorrio baixinho e sopro bem no seu brotinho. Ela estremeceu. — por favor, amore mio. — tornou e suas mãos cravaram nos meus cabelos. Sorrio de novo e chupo seu clitóris duramente. Gritou ensandecida, seu corpo sofrendo espasmos violentos. Enfiei a língua em sua vulva e ela gozou. Bebi todo o líquido doce. — ah, Dio... — balbuciou, ofegante. Não dei trégua, continuei comendo-a, excitando-a outra vez. Levei seus sucos para o cuzinho e forcei passagem.

Ronronou e relaxou me deixando entrar. M eti dois dedos bem fundo, rasgando-a. M eus olhos encontraram os seus e sorrio perversamente comendo seu rabinho bem forte. Caí de boca em sua boceta de novo, só parei quando já estava arquejando rumo a outro orgasmo. — Ohh! Dom, amore mio. — lamentou quando me levantei e terminei de me despir em tempo recorde. M eu pau saltou babando ferozmente pela sua dona. Os lindos olhos exóticos me devoraram. Lambeu os lábios quando desceu para o meu pau. Sorrio arrogante e me masturbo lentamente na sua frente. — Amor... Eu quero... — murmurou, sem tirar o olhar dos meus movimentos. — O que, cadelinha? O que você quer? — rosnei, louco de tesão, vendo todo o seu desejo por mim. — Eu quero chupar o meu cachorrão, amor. — miou, já se levantando e se arrastando de quatro até a borda da cama. Continuei bombeando meu punho bem devagar. Nossos olhares se prenderam. O dela tinha aquela mistura que amo tanto: recato e safadeza. O meu era cru, escancarado, cheio de luxúria por ela. M inha mulher. — Vem, minha cadela safada. — grunhi enfiando a outra mão em sua nuca, puxando-a para baixo. — chupe! M ama bem gostoso no seu cachorrão! — ela

sorriu atrevida antes de sua boca descer na minha cabeça robusta. Cristo! Tão quente, macia e apertada. — ohhh! Jesus! Princesa... Que boquinha mais gostosa, porra! — gemeu estremecendo quando me tomou quase todo na boca. Ela adora me chupar. Sua bocetinha já deve estar pingando por mim. Juntei seus cabelos no meio da cabeça e passei a foder sua boquinha duramente. M inha ponta batendo no fundo da sua garganta. Eu estava louco para esporrar em sua boca e vê-la beber minha porra, mas quero gozar em sua boceta dessa vez. — oh! M erda! Pare, princesa! Pare, cadela! — gritei, puxando para fora. Ela riu presunçosa, sabendo do seu poder sobre mim. Dei um tapa na sua face esquerda. Gemeu. — fique de quatro para seu cachorrão, amor. Vou gozar enterrado até as bolas nessa bocetinha quente e gostosa. — se arrastou de volta e ficou na posição. Sua bundinha linda empinada, só esperando o pau do seu dono. Suas coxas estavam cremosas, seu gozo escorrendo entre os lábios. Ainda usava as sandálias. Ela sabe que amo fodêla assim. Excita-me comê-la usando apenas sandálias. Uma visão linda do caralho! Subi no colchão e não resisti, mergulhei o rosto em sua racha. Cheirei, lambi, chupei e mordi sua bundinha linda. Ela gemia e tremia. Dei dois tapas fortes em suas bochechas firmes e cravei meus dedos de cada lado do seu quadril. Prendeu a

respiração quando me alinhei em seu buraquinho cremoso. — é isso que você quer, minha cadela gostosa? Então toma, porra! — rosnei e meti tudo num golpe brusco e fundo. — Oh, Madonna mia! Dom... — choramingou, sua vulva toda esticada e palpitando à minha volta. Dei-nos uns instantes e puxei tudo, voltando em mais uma estocada dura. Rolei os olhos, batendo em seu útero. — Jesus! Princesa... — eu estava uivando, enquanto metia sem dó, rasgando seu buraquinho estreito. — prefeita pra caralho, amor! Eu amo isso. Amo você, minha cadela safada. — Ahhh! Eu te amo também, amore mio. — miou, sua bunda vindo ao meu encontro, sua boceta me sugando, mamando gostoso. Levantei uma perna por cima do seu quadril e a comi com mais vigor. M etendo fundo, muito fundo. Nós dois rosnando como animais. — eu te amo tanto... — arquejou, enlouqueci, puxando seus cabelos da nuca. M inha outra mão deslizou pela cintura e encheu nos peitinhos lindos. Amassei-os e puxei os mamilos. Resfolegou, seu corpo amolecendo em direção ao orgasmo. Desacelerei um pouco, girando o quadril e ela soltou um gemido entrecortado. Estava por um fio, assim como eu. Desci a mão pelo ventre e encontrei seu clitóris inchado. O manipulei e ela gemeu

obscenamente. Puxei meu pau todo e voltei com tudo, rasgando-a sem piedade e ela gozou. Gritou meu nome muito alto. Foi o meu fim. — Oh, merda! Ohhh! Porra! Que cadelinha mais gostosa... Vou gozar, amor! Helena, princesa! — segurei seus quadris com as duas mãos e meti num ritmo brutal. Fodendo sua bocetinha impiedoso, perseguindo meu clímax. — ohhh! ahhhhhhhhhhh! — rugi, minhas bolas encolhendo no choque delicioso e familiar e esporrei em jatos fortes no seu canal. Sua pequena vulva me estrangulando gostoso pra caralho e continuei comendoa esfomeado, nossos corpos estremecendo. M eti até derramar minha última gota e fui desacelerando. M e debrucei, beijando, lambendo suas costas, ombros e pescoço. Ronronou ainda rebolando em mim. — gostosa... M inha cadelinha linda... Perfeita. — gemi e puxei seu queixo, tomando sua boca num beijo suave e ofegante. Devagar saí de sua quentura. Desabou na cama. Gargalhei e a livrei das sandálias. M e deitei do seu lado, puxando-a para mim. — Você é tão vigoroso, amore mio. — miou se aconchegando no meu peito. M eus braços a apertaram mais. — Princesa, só tenho trinta e oito anos. — sorrio, sacana. Ela me encarou. — você vai ser fodida

duramente por mais uns trinta anos, cadelinha. — ela bufou, meneando a cabeça, um brilho travesso tomando os olhos de âmbar. — Eu acho que não tão duramente no final desses trinta anos... — gargalhou. Dei um tapa em sua bunda. — Talvez não tão duramente... — tive que concordar, rindo também. — Vamos lá fora, amor? — dei-lhe pequenos beijos e levantei a puxando comigo. — Aonde? Dom, amore mio... — seu tom era receoso, mas cheio de expectativa. Peguei o lençol e nos envolvi. — Vamos na sacada, amor. — seus olhos arregalaram. Sorrio, sabendo o que passou por sua cabeça. — não vou foder você na sacada, princesa, prometo. — não resisti e abri meu riso sem vergonha, pervertido. — a não ser que você queira, cadelinha. — arfou, lambendo os lábios. — só quero namorar um pouquinho diante da cidade que se tornou uma parte importante das nossas vidas. — puxei suas costas contra meu peito e andamos para a sacada. A brisa da madrugada nos envolveu quando passamos pelas portas de vidro. O mundo de luzes lá embaixo anunciava uma cidade que nunca dorme. M eus braços a apertaram mais contra mim. Sua bunda nua fazendo meu pau semiereto se sacodir todo animado de novo. Enfiei meu nariz em

seus cabelos e inspirei seu cheiro gostoso, requintado, embriagador. — Eu já disse o quanto amo o seu cheiro, cadelinha linda? — sorriu baixinho quando a prensei contra a balaustrada. — Humm, eu acho que sim, amor. — disse pendendo a cabeça no meu ombro. — Você vai mesmo se casar comigo todos os anos, até ficarmos bem velhinhos, princesa? — sussurrei em sua orelha, lambendo o lóbulo. Estremeceu contra mim. — Pode apostar que sim, amore mio. — sua voz foi um misto de miado e gemido. Puxei seu queixo para mim e nossos olhares travaram por alguns instantes. Ela girou nos meus braços e me abraçou pelo pescoço. — eu te amo, mio principi. — sussurrou, os olhos de uísque ainda mais brilhantes. — E eu a você, princesa. Você é a única para mim. Sempre será. — sussurrei, meus olhos prendendo os seus, gritando, confirmando tudo que sinto por ela. — não há no mundo outro homem mais feliz do que eu, amor. — seu semblante amoleceu, acenou emocionada e ofereceu os lábios para mim. — O mesmo aqui, amore mio. — disse baixinho antes da minha boca descer sobre a sua num beijo terno, apaixonado. Nos devoramos sem pressa. Nossas línguas

dançando lentamente. M as como sempre acontecia, logo estávamos pegando fogo. Se esfregou sutilmente em mim e eu rosnei, puxando-a pela cintura com força. O gesto brusco fez com que as pontas do lençol escapassem das minhas mãos e antes que o pegasse o tecido deslizou por entre as grades do parapeito. — Dom! O lençol! Oh, Dio mio! O lençol caiu! Não preciso dizer o houve no dia seguinte, não é? Isso mesmo, éramos o assunto na Internet. De novo. Dom e Helena são flagrados nus em sacada de hotel em Las Vegas. O casal real mais irreverente de Ardócia tem fetiche por demonstrações públicas de afeto em sacadas e nós só temos a agradecer... Não preciso dizer também que Helena ficou furiosa. Ainda tentei fazê-la ver o lado positivo, como por exemplo, sua bundinha ficou linda pra caralho nas fotos, mas ela quis arrancar a minha cabeça. Tão geniosa minha princesa... Felizmente sei como deixá-la bem mansinha e relaxada... Além disso, não precisa tanto alarde. A imprensa vai esquecer logo que Justin Bieber aprontar uma das suas... Não pude evitar um riso sem vergonha curvando a minha boca. Bom, isso até sermos flagrados em outra sacada... Fim Notas 1 É um hotel mundialmente famoso, sediado em Nova Iorque, Estados Unidos. O Waldorf-Astoria ocupa um quarteirão inteiro em Nova York,

entre P ark Avenue e Lexington Avenue e 49th Street e 50th Street. 2 Meu Deus! 3 M alditas. 4 Amada, muito querida. 5 Famoso bairro de Nova Iorque. 6 Síndrome de Estocolmo é o nome dado a um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo sentimento de amor ou amizade perante o seu agressor. 7 M aldição! 8 Bellagio é um luxuoso hotel e casino da cidade de Las Vegas, Nevada, nos Estados Unidos. O Bellagio localizase na famosa Las Vegas Strip em frente ao também requintado Paris Las Vegas. A construção do hotel foi inspirada pelos resorts do Lago de Como, na Itália. 9 Famosa capela onde começaram com a ideia de “Elvis Presley” celebrar o casamento. 10 Prostitutas em italiano. 11 A síndrome do pânico, na linguagem psiquiátrica chamada de transtorno do pânico, é uma enfermidade que se caracteriza por crises absolutamente inesperadas de medo e desespero. A pessoa tem a impressão de que vai morrer naquele momento de um ataque cardíaco, porque o coração dispara, sente falta de ar e tem sudorese abundante. 12 Olá, minha querida. 13 People é uma revista semanal norte-americana fundada em 1974 que publica notícias sobre cultura

popular e celebridades. A publicação talvez seja mais conhecida pelas suas edições especiais anuais que listam “Os 50 M ais Belos” e “Os M ais Bem Vestidos”. 14 O homem de Neandertal ( Homo neanderthalensis) é uma espécie extinta, fóssil, do gênero Homo que habitou a Europa e partes do oeste da Ásia, desde cerca de 350 000 anos atrás. 15 Arnês (cadeirinha, arreio) é uma espécie de cinto de segurança para a escalada, p araquedismo, espeleologia, iatismo etc. 16 A represa Hoover teve um papel transcendental no desenvolvimento alcançado por Las Vegas, pois gera a eletricidade consumida pela cidade, que ao cair da noite se torna o ponto mais iluminado sobre a face da Terra. 17 Sim, também te amo, meu querido. 18 Famosa patricinha norte-americana. 19 O aeroporto John F. Kennedy (em inglês: John F. Kennedy International Airport), também conhecido como JFK, situa-se em Nova York, na seção sudeste do Queens, na baía Jamaica. Ele fica a 25 km da cidade pela estrada de Midtown Manhattan. 20 Bugatti Veyron 16.4 Super Sport (2,4 milhões de dólares) - Com caixa de câmbio de embreagem dupla e sete velocidades. 21 O carismático, criativo e exigente Daniel Boulud é o nome por trás do DANIEL, restaurante localizado na 65th Street, quase esquina com a Park Avenue, em Nova York. Com três estrelas no Guia M ichelin, o estabelecimento é um dos maiores ícones da gastronomia mundial.

22 Nossa Senhora! 23 Universidade Harvard (em inglês: Harvard University) é uma universidade privada membro da Ivy League, localizada emCambridge, Massachusetts, Estados Unidos, e cuja história, influência e riqueza tornam-a uma das mais prestigiadas universidades do mundo. 24 Software 1 [sóftuer],2 logiciário ou suporte lógico é uma sequência de instruções a serem seguidas e/ou executadas, na manipulação, redirecionamento ou modificação de um dado/informação ou acontecimento. « Software” também é o nome dado ao comportamento exibido por essa sequência de instruções quando executada em um computador ou máquina semelhante além de um produto desenvolvido pela engenharia de software. 25 Jogos, em Inglês. 26 Um website ou site (site eletrônico (português brasileiro) ou sítio, sítio eletrónico/web/da internet (português europeu)) é um conjunto de páginas web, isto é, dehipertextos acessíveis geralmente pelo protocolo HTTP na internet. 27 Maître é uma palavra de origem francesa que originalmente significa “M estre”. Em português é o nome dado ao responsável por agendar os clientes em restaurantes, coordenar quem vai servir qual mesa - garantindo máxima eficiência no atendimento - e lidar com as reclamações dos clientes. 28 Significa ter senso de oportunidade de encontrar a hora oportuna para a ação. 29 O Trump International Hotel and Tower é um arranha-

céus na 401 N. Wabash Avenue no centro de Chicago, Illinois nomeado pelo famoso promoter Donald Trump. 30 O Aeroporto Internacional Midway (em inglês: Chicago Midway International Airport) é o segundo aeroporto mais importante da cidade americana de Chicago, localizada no estado de Illinois. 31 The Fast and the Furious (no Brasil, Velozes e Furiosos; em Portugal, Velocidade Furiosa) é um filme americano de 2001, do gênero ação, dirigido por Rob Cohen. Seu conceito foi inspirado por um artigo da revista Vibe, Racer X, de Ken Li, sobre corridas de rua em Nova York. O filme, que foi distribuído pela Universal Pictures, é estrelado por Vin Diesel, Paul Walker, Michelle Rodriguez e Jordana Brewster. Atualmente está na sétima edição. 32 Charles S pencer Chaplin, KBE, mais conhecido como Charlie Chaplin (Londres,3 16 de abril de 1889 —Corsier-sur-Vevey1 , 25 de dezembro

de 1977), foi um ator, diretor, produtor, humorista, empresário, escritor Chaplin foi um dos atores mais famosos da era do cinema mudo, notabilizado pelo uso de mímica e da comédia pastelão. 33 A casa Sanchez em Inglês. 34 Filme americano rodado em 2000, onde as garçonetes dançavam e cantavam em cima do balcão. 35 Santa M ãe de Deus em espanhol. 36 O habeas corpus nasceu historicamente como uma necessidade de contenção do poder e do arbítrio. Os países civilizados adotam-no como regra, pois a ordem do habeas corpus significa, em essência uma limitação às diversas formas de autoritarismo. 37 Gone with the Wind, ou ...E o Vento Levou, é um filme norte-americano lançado em 1939. Trata-se de um romance dramático dirigido por Victor Fleming e com roteiro de Sidney Howard, adaptado do livro homónimo de autoria de Margaret Mitchell. 38 Irmã em Italiano. 39 A perfeição em Italiano. 40 Four Seasons Hotel George V é um hotel de luxo em Paris, capital da França.A partir de 2014, o Four Seasons Hotel George V entrou para o rol dos hotéis mais caros do mundo, com taxas a partir de USD 1.322 dólares por noite. A suíte presidencial chega a 50 mil.

Document Outline Sinopse: PRÓLOGO CAPÍTULO UM CAPÍTULO DOIS CAPÍTULO TRÊS CAPÍTULO QUATRO CAPÍTULO CINCO CAPÍTULO SEIS CAPÍTULO SETE CAPÍTULO OITO CAPÍTULO NOVE CAPÍTULO DEZ CAPÍTULO ONZE CAPÍTULO DOZE CAPÍTULO TREZE CAPÍTULO QUATORZE CAPÍTULO QUINZE CAPÍTULO DEZESSEIS CAPÍTULO DEZESSETE CAPÍTULO DEZOITO CAPÍTULO DEZENOVE CAPÍTULO VINTE CAPÍTULO VINTE E UM CAPÍTULO VINTE E DOIS CAPÍTULO VINTE E TRÊS CAPÍTULO VINTE E QUATRO CAPÍTULO VINTE E CINCO EPÍLOGO CAPÍTULO BÔNUS Notas

Table of Contents Sinopse: PRÓLOGO CAPÍTULO UM CAPÍTULO DOIS CAPÍTULO TRÊS CAPÍTULO QUATRO CAPÍTULO CINCO CAPÍTULO SEIS CAPÍTULO SETE CAPÍTULO OITO CAPÍTULO NOVE CAPÍTULO DEZ CAPÍTULO ONZE CAPÍTULO DOZE CAPÍTULO TREZE CAPÍTULO QUATORZE CAPÍTULO QUINZE CAPÍTULO DEZESSEIS CAPÍTULO DEZESSETE CAPÍTULO DEZOITO CAPÍTULO DEZENOVE CAPÍTULO VINTE CAPÍTULO VINTE E UM CAPÍTULO VINTE E DOIS CAPÍTULO VINTE E TRÊS CAPÍTULO VINTE E QUATRO CAPÍTULO VINTE E CINCO EPÍLOGO CAPÍTULO BÔNUS Notas

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