Irresistível (Série Rock I’m Rio) – Lani Queiroz

IRRESISTÍVEL Série Rock I’m Rio 2/4 A história de amor do astro da música mundial, Liam Stone, da banda de rock americana DragonFly e sua irresist...
Category: Romance

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Story Transcript


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Irresistível

Série Rock I’m Rio 2/4 Lani Queiroz Copyright © 2016 Lani Queiroz Capa: Zilda Colares Revisão: Valéria avelar Diagramação Digital: Lani Queiroz Esta é uma obra de ficção. Seu intuito é entreter as pessoas. Nomes, personagens, lugares e acontecimentos descritos são produtos da imaginação da autora. Qualquer semelhança com nomes, datas e acontecimentos reais é mera coincidência. Esta obra segue as regras da Nova Ortografia da Língua Portuguesa. Todos os direitos reservados. São proibidos o armazenamento e/ou a reprodução de qualquer parte dessa obra, através de quaisquer meios — tangível ou intangível — sem o consentimento escrito da autora. Criado no Brasil. A violação dos direitos autorais é crime estabelecido na lei n°. 9.610/98 e punido pelo artigo 184 do Código Penal. AGRADECIMENTOS Primeiramente à Deus pela inspiração para concluir mais esse trabalho e a todos os meus leitores pelo carinho e apoio em cada trabalho lançado. Obrigada a cada um que leu Irresistível no Wattpad e divulgou em suas redes sociais. Obrigada, especialmente às minhas queridas amigas, princesas, roqueiras, enfim, minhas leitoras que estão sempre comigo nos grupos do Facebook, WhatsZap, Wattpad e outras redes. Sem vocês eu não seria nada. Obrigada por tudo, meus amores! Grande beijo, Lani “Quero sentir sua boca beijando a minha com volúpia, enquanto tiro sua roupa lentamente, olhando-te

com os olhos flamejantes de luxúria por ver-te nua sob nossos lençóis. Quero espalhar beijos pela sua pele macia e quente, e quando chegar à sua feminilidade, vou devorar-te como um homem que foi privado de sua bebida favorita. Fico louco com os gemidos que você proclama quando o sabor adocicado da sua flor escorre nos meus lábios. Esse sabor é a sua essência, é a droga que me tornou dependente de você. Olhando você tão linda, com o fruto do nosso amor na sua barriga, as palavras fogem dos meus lábios sem eu perceber, desnudando a minha alma para você: Antes só a música me acompanhava fielmente, mas desde que você entrou na minha vida, vi que o verdadeiro amor também é um companheiro leal. Você é a razão do meu viver, baby. Houve momentos em que pensei que não fosse capaz de suportar a tempestade furiosa que se aproximou de nós dois, para nos fazer desistir de lutar. Porém ninguém sabe a intensidade da força do nosso amor. Passamos por provas de fogo, que mostraram que nós dois juntos podemos combater um mundo de adversidades, pois enquanto eu sentir seu coração batendo na mesma sintonia que o meu, formando a mais perfeita melodia, eu viverei para compor a nossa música.” (Melody OLivatti) “ O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis” (José de Alencar) IRRESISTÍVEL Série Rock I’m Rio 2/4 A história de amor do astro da música mundial, Liam Stone, da banda de rock americana DragonFly e sua irresistível Mel terá finalmente o seu desfecho. A banda estará mais unida do que nunca para vencer o inescrupuloso Chris Hart. Os segredos que Liam esteve guardando serão revelados para o mundo. O casal terá que lutar não só contra a opinião pública, mas, contra um novo inimigo íntimo. Além disso, Mel terá dificuldades para se adaptar ao estilo de vida em LA. Neste segundo livro, a paixão intensa e enlouquecedora do casal Stone está ainda mais forte. Mas, Liam e Mel ainda terão que vencer muitos obstáculos e conspirações colocados em seu caminho. Conseguirão driblar tantas coisas jogadas em seu caminho? Conseguirão cumprir sua promessa de nunca deixar ir? Este é o segundo livro da série Rock I’m Rio. Não recomendado para menores de 18 anos. Espero que curtam a leitura tanto quanto gostei de escrever. Grande abraço!

CAPÍTULO UM

Melissa Minha cabeça está girando. Náuseas me embrulhando o estômago. Liam foi levado imediatamente para a sala de cirurgia. Ele levou um tiro no peito. Oh meu Deus, ele levou uma bala por mim. Por que fez isso, baby? Eu não posso perder você. Por favor, Deus, não o leve de mim. Eu rogo silenciosamente, enquanto Sara me embala em seu ombro. Nós estávamos apenas começando nossa vida juntos. Isso não é justo. Olho em volta. Greg e os outros seguranças chegaram com os caras pouco antes da ambulância. O pânico, o horror tomou conta de todos. Seus companheiros choraram, gritaram. Rosnaram palavrões injuriados. Até a cadela da Nat se desesperou. Liam estava caído, parecendo sem vida nos meus braços. Uma poça de sangue sob nós. Não me permitiram vir junto na ambulância porque seu estado era muito grave e eles precisavam tentar reanimá-lo. Eu soluço baixinho, apenas um leve arquejar. Já não tenho mais forças para gritar. Toda a energia foi drenada do meu corpo tendo que ver meu amor desfalecer em meus braços sem poder fazer nada. O pior sentimento do mundo. ― Senhores ― uma voz firme, porém, pesarosa me fez erguer a cabeça do ombro de Sara. Era um dos médicos que o atenderam há pouco. Ele tinha uma expressão grave, definitiva. ― Nós estamos fazendo tudo ao nosso alcance... Mas, receio que devam se preparar para... ― Não! Não! ― eu grito. Uma dor lancinante me rasgando por dentro. ― Liam... Oh meu Deus, não... ― Sara solta um gemido agoniado me apertando mais contra seu peito. Os caras gritam, socam as paredes, o desespero toma conta da sala de espera. Eu fecho meus olhos com força, tentando bloquear o que o médico disse. Não! Ele está equivocado. Liam não vai... Não, Deus. Não! Eu entro em estado de negação. Mas, meu intestino revira e eu reabro os olhos quando ouço uma voz familiar. Odiosamente familiar. ― Eu acabei de saber. Como está o nosso rockstar? ― Chris pergunta, zero emoção em seu tom. Giro a minha cabeça em sua direção. Selena está ao lado dele, seus olhos assustados e vermelhos, lágrimas escorrendo em suas faces. Como ele ousa vir aqui? Eu pensei que não tivesse mais forças, mas, eu estava errada. Eu me desvencilho dos braços da minha irmã e me coloco de pé. Fúria cega, ódio mortal guiando meus passos até o homem que, tenho certeza, é o responsável por essa tragédia. Eu não sei como, mas, sou rápida. Fecho meu punho direito e concentro toda a força no meu braço. Ele não vê isso chegando e eu acerto um soco potente em cheio em seu nariz. Ele grunhe, cambaleando para trás. Minha mão dói muito, mas, não é nada se compara à dor estraçalhando meu coração. ― Assassino! Assassino! ― berro descontrolada. Sinto braços fortes me puxarem com força. Eu esperneio, tentando atingir o homem odioso com chutes. ― Assassino! Eu vou acabar com você! Eu sei quem você é! ― os olhos dourados me encaram frios. Um filete de sangue desce de uma de suas narinas. Ele limpa e rosna: ― Eu vou te processar, sua vadia louca! ― Collin, Sean e Paul fecham-no e batem seu corpo rudemente contra a parede, rosnando palavrões. Ele geme de dor. ― Processe, porra! ― eu grito, completamente fora de mim. ― Eu vou desmascarar você! Está me ouvindo? Vou dedicar cada minuto da minha vida a acabar com a sua! Você está acabado! Acabado! Maldito! Maldito! Você o levou de mim... ― Minha voz falha no final e eu desabo num choro convulsivo, tremendo, minhas pernas fraquejando. Os braços à minha volta me firmam.

― Greg! Leve esse lixo para fora daqui, porra! ― Elijah rosna sobre o meu ombro. Era ele me segurando. ― Deus, querida. Eu ainda não posso acreditar nisso, caralho! ― ele grunhe, o som rasgado, atormentado e me vira. Eu o abraço com força. Eu choro mais. Eu grito, uma dor incomensurável dilacerando-me por dentro. Ele chora também. Nós dois estamos tremendo, nossos corpos dando solavancos pelos soluços. Eu apenas ouço Chris berrando ameaças quando é arrastado pelos seguranças. ― Doutor! Corra! Código azul! Código azul![1] ― ouço uma voz alterada e levanto minha cabeça do peito de Elijah. ― O que é? Que porra é essa de código azul? ― Collin, pergunta com raiva. O médico franze o cenho como se não pudesse acreditar e nos dá um olhar... Esperançoso? Ele se vira rápido e grita sobre o ombro: ― Um milagre! Ele está voltando! Ainda está lutando! Ele está voltando. Ele ainda está lutando. Eu deixo as palavras afundarem em meu cérebro. Meu coração se agarrando a um fio de esperança. Qualquer pequeno fio... ― Oh meu Deus! Então, ele não está... ― eu sussurro. Elijah segura meu rosto me obrigando a olhá-lo. Ele está uma bagunça. Os olhos inchados e vermelhos. ― Jesus! Não! Você ouviu o médico ― me diz ferozmente. ― Ele não está morto. Está me ouvindo, Mel? Liam está lutando. Ele está... ― sua voz some e me abraça apertado outra vez. Sinto mais corpos chegando perto, braços se jogando ao nosso redor. Ficamos assim, abraçados, unindo nossas forças, cada um fazendo suas orações silenciosas para Liam conseguir sair dessa. Eu estou zonza, mas, tudo que importa nesse momento é ele. Lute, baby. Continue lutando, meu amor. Ficamos assim por um tempo e começo a sentir falta de ar, presa no meio deles. A tontura aumentando. ― Eu vou vomitar! ― digo, quando uma náusea gigante sobe à minha garganta. ― Afastem-se! Eu vou... ― não consigo terminar. Eu me dobro, vômito esguichando para todos os lados. Minhas botas ficam cobertas da pasta gosmenta. Oh, Deus. Eu gemo, minhas pernas fraquejando. Elijah me segura antes que eu caia de cara no vômito. Estou tão fraca de repente. Ele me levanta nos braços. Meus olhos rodam antes de fecharem. Eu abro os olhos, me sentindo em outra dimensão. Confusão me toma quando o teto branco e estranho me saúda. Então, o rosto preocupado do meu pai entra em foco do lado da minha cabeceira. Estou deitada em uma cama. Me mexo devagar. ― Papai... ― eu gemo e as memórias aterrorizantes dessa madrugada voltam na minha cabeça. ― Liam... ― Shh ― ele acaricia meu rosto, seus olhos castanhos marejados. ― Eu vim o mais rápido que consegui, querida ― murmura. Ele estava em um evento em São Paulo. ― Como se sente? Você nos assustou muito. ― Liam? Onde ele está? ― clamo, tentando me levantar da cama. Percebo que minhas roupas foram trocadas. Não uso mais a camiseta branca ensopada com o sangue de Liam. ― Me leve até ele, papai... ― Fique calma, querida ― ele pede, seu tom amoroso conseguindo acalmar um pouco meu coração. ― Liam já saiu da sala de cirurgia. Ele está vivo, querida. Seu marido está vivo. Oh, meu Deus. Fecho os olhos, deixando o alívio me inundar. Eu soluço quando lágrimas de

agradecimento rasgam-me de dentro para fora. ― Graças a Deus ― exalo. ― Obrigado, meu Deus ― sussurro. Nunca vou encontrar palavras para agradecer o suficiente. Liam não se foi. Ele não me deixou. ― O que aconteceu comigo? Por que estou nessa cama? ― minha voz é trêmula, emocionada. ― Você vomitou e desmaiou, maninha ― Sara entrou no meu campo de visão. Ela estava em outra roupa também. ― Eu fui à sua casa e busquei roupas limpas para você. ― Há quanto tempo estou aqui? Chay... Você disse a ele? Oh, meu lindo bebê ― coaxo, me sentando com ajuda deles. ― Eu preciso vê-lo. Eu preciso do meu filho perto de mim. Traga-o para mim, Sara ― mais lágrimas ardem nos meus olhos quando lembro do meu pequeno. Nós quase perdemos o Liam. Quase ficamos sem a família que estamos construindo. Nós quase ficamos sozinhos outra vez. ― Você ficou apagada por seis horas, querida ― Sara informa, sua expressão terna. ― Eles tiveram que te sedar. Você estava tendo um ataque de pânico. E Chay virá mais tarde. Fique tranquila. Ele não sabe de toda a gravidade, mas... ― Mas, o quê? ― peço. ― Os noticiários estão falando sobre o Liam desde as primeiras horas da manhã. A notícia ganhou o mundo. Há um amontoado de fãs, vigilantes na frente do hospital. Há fãs até na frente da sua casa em Malibu. Isso me deixou muito tocada. O apoio dos fãs. Nós vamos precisar deles quando tudo ficar ainda mais conturbado nos próximos dias. Eu vou cumprir o que falei para aquele maldito assassino estuprador. Assim que o Liam se recuperar vamos com tudo para cima dele. A porta se abre nesse momento e os caras entram. Eles ainda vestem as mesmas roupas, seus rostos aparentam cansaço. ― Você está melhor? ― Elijah pergunta, parando na minha frente. Os caras me oferecem sorrisos pesarosos. ― Sim, estou me sentindo melhor. Eu quero ver o Liam ― anuncio. Eles se entreolham. O que está acontecendo aqui? O que eu perdi? ― O que foi? Por que todos estão me olhando assim? Ele está bem, não é? Por favor, me digam, droga! Liam está bem? ― Querida se acalme, não é bom para seu estado ― meu pai diz, me puxando e beijando meus cabelos suavemente. ― Que estado, pai? ― Você está grávida, baby ― Collin diz, com um sorriso orgulhoso se abrindo no rosto. Meu coração começa a correr rápido. Oh, Deus. Oh, meu Deus! Eu estou grávida? Minha Nossa Senhora! Como isso é possível? Ok, essa foi uma pergunta estúpida. Liam e eu transamos sem preservativos já no segundo dia... Meu anticoncepcional falhou em algum momento. Uau! Só, uau! Uma alegria imensa borbulha dentro de mim. Minhas entranhas entorpecem. Está explicado todo o meu mal-estar. Um filho do Liam. Meu lindo menino intenso e apressado... Fecho os olhos imaginando sua reação, seus incríveis olhos azuis quando lhe der a notícia. Nosso primeiro bebê Stone já está aqui dentro de mim. Eu sorrio em meio a mais lágrimas e toco a minha barriga. Nosso bebê. ― Não a chame assim, idiota ― Sean o censura. ― O Stone vai cortar suas bolas quando levantar daquela cama.

Collin ri mais amplo, me oferecendo sua piscada travessa. ― Você sabe o que isso significa, querida? ― Elijah pergunta, um riso brincando em sua boca. Liam deve estar mesmo bem, pois, eles parecem mais relaxados. ― O quê? ― pergunto ainda tentando me acostumar à notícia e ao fato de que serei uma manteiga derretida pelos próximos nove, ou oito meses. Se puderam detectar uma gravidez pelo exame de sangue, devo estar com três ou quatro semanas. Caramba! Isso foi muito rápido. ― Que vamos ser tios, doce Mel ― Paul fala, sorrindo também. ― E que vamos certamente corromper esse pequeno príncipe ou princesa do rock ― Elijah torna a falar. Eles todos riem e entoam um yeah. Eu me permito rir também. Meu peito muito mais leve. ― E vamos cuidar de você também, enquanto nosso parceiro está impossibilitado ― Paul retoma. ― Até porque, se não o fizermos o Stone vai chutar nossas bundas ― Collin resmunga. Eles riem, concordando. ― Isso mesmo, porque não tenha nenhuma dúvida, querida ― Sean diz. ― Liam vai se levantar rapidamente. Ele é muito ciumento para deixar sua mulher por nossa conta muito tempo. Todos nós rimos. Nossos corações mais leves, mas, ainda receosos. Dá para sentir a tensão e o medo ainda pairando no ar. Isso só irá embora quando o meu lindo superstar voltar definitivamente para nós. ― Rapazes ― chamo, minha voz embargando. ― Eu amo a forma como cuidaram e estão cuidando de mim. Amo que vocês amem o meu marido ― eles estão todos sem jeito com toda a emoção na minha voz. ― Eu amo vocês, queridos. É isso. Eu amo cada um de vocês. Silêncio. Eles se entreolham, pigarreiam. ― Jesus, mulher! Você é definitivamente uma ameaça para roqueiros fodões ― Elijah, resmunga. Os outros o seguem. ― O Stone nunca teve a menor chance ― Collin ri e logo todos nós estamos rindo, inclusive Sara, que estava introspectiva desde nosso ataque. Eles se aproximam e me abraçam. Eu beijo cada um no rosto. ― Os avós do Liam chegarão daqui a pouco ― Elijah informa. ― Eu arranjei tudo para pegarem o primeiro voo disponível para cá ― eu sinto uma pontada de tristeza por conhecê-los assim. Liam havia planejado passarmos o primeiro feriado com seus avós em Seattle. ― Eles podem ficar na minha casa se quiserem, Elijah ― ofereço. Ele acena com a cabeça. Virome para Sara. ― Maninha, me leve até ele, por favor? ― ela limpa seus olhos e funga, me ajudando a descer. ― Eu vou dar uma passada na sua casa para ver meu neto, querida ― meu pai avisa e me beija na testa. ― Volto mais tarde. Fique bem. Eu te amo, minha menina ― sussurra só para mim.

― Também te amo, pai ― murmuro, beijando-o no rosto. Ele sai em seguida. ― Você está bem, Sara? ― Elijah pergunta às nossas costas quando já estamos na porta. ― Sim, estou ― ela responde, seu tom surpreendentemente brando. Ela tem escoriações nos joelhos e mãos, mas, graças a Deus está bem. ― Hum, obrigada por perguntar. Obrigada a todos vocês, caras, pelo carinho e cuidado com a minha irmã. Os outros acenam e Elijah também antes de andar até estar em nossa frente. Os olhos verdes cravam em minha irmã. ― Seu voo é hoje? ― Sim, seria hoje ― ela responde ainda com voz suave. ― Mas, vou ter que adiar ― ele parece gostar da notícia. Seus olhos brilham satisfeitos. ― Não posso deixar a Mel sozinha agora. ― Você está certa, querida ― ele assente, seu tom livre de provocação também. Sara acena e saímos pelo corredor. Ela me ampara para entrarmos em um elevador. Paramos no andar do Centro de Terapia Intensiva. Eu aperto a mão de Sara, o medo me invadindo outra vez. ― Ele está na unidade semi intensiva, Mel ― me diz, quando paramos diante de um quarto. ― Liam vai ficar bem, maninha ― aceno, reunindo minhas forças. ― Mas, ele ainda precisa de cuidados especiais pelos próximos dias. Perdeu muito sangue e foi preciso uma transfusão. Elijah ajudou com isso. Eles têm o mesmo tipo sanguíneo ― lágrimas me vêm aos olhos. Eles têm mesmo uma forte ligação. ― A bala se alojou muito próximo ao coração ― ela acaricia meu rosto. ― Foi uma cirurgia muito delicada, mas, ele resistiu, querida ― sorri suavemente. ― Esse homem queria muito voltar para você. Eu assinto, meu peito tomado de angústia por tudo que ele passou por mim. Por tudo que ainda está passando. Um movimento atrás de Sara chama a minha atenção. Greg e outros dois seguranças estão andando pelo corredor, fazendo algum tipo de ronda, seus rostos muito sérios. Jess está encostada à parede. Ela ainda está na mesma roupa do show, mas seu rosto está uma droga. Sua maquiagem escorreu e seus olhos estão inchados e vermelhos. ― Mel... ― ela chama fracamente, se aproximando. ― Eu, eu quero pedir desculpas ― eu continuo a olhando fixamente. ― Eu não devia ter falado todas aquelas coisas para você ontem. Espero que possa me desculpar. Eu... ― Não, você não devia ter falado nada para mim ― eu digo baixo, meus olhos analisando-a atentamente. ― Não é da sua conta a minha relação com o meu marido ― ela se encolhe um pouco com meu tom. É isso aí. Essa é a nova Mel. Não vou mais engolir merda de ninguém, caralho ― agora se me der licença, eu preciso vê-lo. ― Certo ― ela acena sem graça. ― Eu soltei comunicados nas páginas da banda nas redes sociais e enviei também para os principais jornais ― sua voz está trêmula. ― Ele vai sair dessa você vai ver ― eu aceno apenas. Essa garota ainda é uma incógnita para mim. ― Se você quiser falar com a imprensa brasileira, eu estarei aqui para orientá-la ― ouço Sara bufando levemente. Jess sorri fracamente e acrescenta: ― e, parabéns pelo bebê. ― Obrigada ― respondo já virando-lhe as costas. Eu entro no quarto e meus olhos o buscam imediatamente. Desinfeto minhas mãos com o álcool gel que

está sobre uma mesinha. Olho seu corpo grande inerte sobre o leito. Me aproximo, minha visão já turva. Ele está entubado. Dói muito vê-lo aqui, preso à uma cama. Ele é tão cheio de energia. As imagens lindas do show ainda estão frescas na minha mente. Tão injusto, baby. Um soluço me escapa, enquanto o olho ainda sem acreditar no que está à minha frente. A princípio nem parece que está respirando, mas, me forço a perceber o leve subir do seu peito. Seu rosto lindo está tão pálido. Corta meu coração saber que está assim por minha causa. Eu não pensei que alguém faria o que Liam fez na vida real. Eu só tinha visto isso em filmes ou romances... ― Baby... ― chamo baixinho, tocando seu rosto. Sua pele está tão fria. ― Eu estou aqui, meu amor ― me inclino para sussurrar em seu ouvido. ― Eu só saio daqui com você ao meu lado, está me ouvindo, superstar? ― eu tento sorrir, lágrimas banhando minhas faces. ― Seus fãs estão lá fora também, baby. Estão todos rezando, pedindo seu rockstar de volta ― acaricio sua face. ― Você precisa voltar logo, amor. Nós precisamos de você ― eu engasgo, puxando uma respiração profunda. ― Eu não posso ficar sem você. Não posso ― gemo. ― Nossos filhos precisam do pai junto deles ― eu sorrio, levando minha mão livre para meu ventre. ― Sim, nossos filhos, querido. Nosso primeiro Stone está aqui no meu ventre, baby. Sim, você com toda a sua intensidade... Toda pressa... Toda paixão... ― soluço baixinho, meus olhos presos no rosto pacificamente adormecido. ― Tão bonito, baby. Você é tão lindo, superstar. Você me mostrou que o seu amor por mim é muito maior do que eu sequer supunha ― continuo deslizando os dedos em sua face fria. ― Você precisa sair dessa cama logo, está me ouvindo? Eu preciso te mostrar todos os dias como o meu amor por você é imenso também. Você vai fazer isso para mim, meu amor? Hum? Você vai fazer para mim, baby? Ele não fez. Liam não voltou para nós por duas semanas. Ele estava em coma induzido. Sara esqueceuse de mencionar esse detalhe para mim. No entanto, os médicos garantiram que era apenas por precaução porque seu corpo estava muito fraco e precisava de repouso absoluto para se recuperar. Eu me apego a isso todos os dias. Passo a maior parte do tempo com ele, na esperança de que quando acordar estarei do seu lado. Todos os dias Greg me leva para casa para passar um tempo com meu pequeno. Meu pai e a Sara estão dormindo na minha casa. No período da tarde Chay vem comigo para o hospital e ficamos os dois falando com o Liam. Eu ainda não contei ao meu pequeno que estou grávida. Chay é muito ciumento comigo. Quero prepará-lo primeiro. Garantir que esse bebê não é uma ameaça. Há três dias Liam está sem o tubo e não está mais no estado de sono induzido. Seu aspecto debilitado melhorou muito. Sua pele está quente ao toque. Sua respiração mais forte e constante. Ele está voltando para nós. Eu sei que está. Os avós de Liam também têm sido presença assídua na cabeceira do seu leito. Conhecê-los foi uma montanha russa de emoções. O medo de ser julgada pela nossa diferença de idade. O fato de seu neto ter se jogado na frente de uma bala por mim. Mas, tudo isso caiu por terra quando o casal simpático entrou no quarto com Elijah e os caras. Joshua e Norah Stone me deram um sorriso afetuoso e me abraçaram sem titubear. Choramos abraçados por algum tempo, sem palavras. Depois disso, eles fizeram questão de me deixar saber que aprovam nosso casamento e tudo que importa para eles é a felicidade de Liam. Eles são especiais. Posso ver que Liam teve muito amor da parte deles enquanto crescia. Isso deve tê-lo confortado, uma vez que da parte da família de seu pai, nunca foi tratado com respeito, muito menos amor. Rodrigo esteve aqui várias vezes. Ele parecia realmente preocupado com o irmão. Mas, o que me chocou profundamente foi Lúcia ter a cara de pau de aparecer por aqui também. Eu não a deixei ver o Liam. Eles nunca foram próximos. Ela o odiou a vida toda. Chega de hipocrisia. Aposto que quer parecer bem para a imprensa. Cadela. O resultado do nosso confronto foi a bruxa velha ir à imprensa no dia seguinte jogando calúnias sobre meu relacionamento com o Liam há dez anos. Lúcia afirmou que sempre tivemos um caso nas costas de Raul e que por isso os irmãos não se davam bem. Ela jogou toda a culpa

em mim, dizendo que seduzi o Liam e o afastei de seu adorado irmão. Eu quis vomitar quando Jess me mostrou o artigo publicado em um site de fofoca. Eu tenho buscado forças no meu íntimo para ser a mulher forte que preciso ser. As redes sociais enlouqueceram com os fãs de Selena destilando seu veneno contra mim. Ela e o estuprador do seu irmão voltaram para LA no dia seguinte ao nosso ataque. Estou sendo achincalhada brutalmente outra vez. Jess entrou em contato com o site que publicou as calúnias de Lúcia e ameaçou processá-los. O texto foi retirado, mas, o veneno já havia sido destilado. Aos olhos de boa parte da imprensa sou uma vadia experiente que seduziu Liam ainda jovem. Isso incomoda, mas, nada tem importância agora. Eu só preciso do meu marido bem. Não me importa se serei perseguida e taxada como uma vagabunda pela mídia pelo resto da vida. Nada disso importa se eu tiver o meu amor vivo. Se eu puder olhar em seu rosto lindo e olhos incríveis a cada manhã, serei feliz. O resto é o resto. Eu tenho prometido a mim a mesma que serei forte de agora em diante. Chega de tanta passividade. Dou-me discursos mentais a cada insulto que vejo e ergo a minha cabeça. Estarei do lado do meu marido e fodase a opinião pública. Para meu consolo, os fãs da banda não cansam de nos defender, me defender nas redes sociais. Eles descobriram qual é a janela do apartamento do Liam e estão acampados lá embaixo. Os caras aparecem na sacada de vez em quando para deixá-los saber que apreciam sua vigília e fidelidade. Ontem foi a primeira vez que ousei mostrar a minha cara na sacada e lágrimas me assaltaram com o que vi. Cartazes, flores. Pôsteres do Liam sozinho. Dele com a banda. Os cartazes tinham quase o mesmo padrão. Força, Stone! Nós te amamos, Liam! Fique bom logo! E havia também aqueles que me fizeram me sentir mais forte: força, Mel! Nós estamos com você! Elijah manteve um braço me apoiando, enquanto eu acenava timidamente para os fãs. Os caras têm estado todo o tempo próximo a mim e ao Chay. Eles querem cuidar de nós para o Liam e isso tem sido importante. O apoio deles está sendo crucial. Eu os amo por isso.

Liam Eu acordo e me viro na cama, buscando a Mel. Seu lado está vazio. Nós estamos em LA há uma semana. Meus avós estão aqui. Os caras estão aqui. A casa está cheia e barulhenta. Eu rio, me levantando da cama. ― Mel? Baby? ― chamo, indo para o banheiro. Ela não está aqui. Já deve ter descido para dar o café da manhã do homenzinho. Faço minha higiene e me visto, descendo rapidamente a escada. A sala está vazia. Para onde foi todo mundo? Ouço vozes na área externa. Me encaminho para lá. Os caras estão à beira da piscina. Eles estão estranhamente calados. Cada um toma sua cerveja parecendo mergulhado em seus pensamentos. ― Ei, idiotas? ― provoco. Nada. Eles nem mesmo reconhecem a minha presença. Bastardos! ― Alguém sabe da minha mulher? ― nenhuma resposta ainda. Ando e paro na frente de Elijah. ― Ei, cara, que porra é essa? Por que estão me ignorando, cacete? ― ele vira a cabeça e olha em direção à praia. Dá um suspiro um tanto triste e toma um gole da sua cerveja. Eu sigo seu olhar e avisto uma figura solitária andando na areia. Eu reconheço a silhueta. Mel. ― Tudo bem, continuem com essa brincadeira sem graça de vocês ― bufo e vou em direção aos degraus que dão acesso à praia. Salto de dois em dois e tiro minhas sandálias antes de pisar na areia fofa. A brisa suave da manhã bate no meu peito. Eu amo isso aqui. Eu amo mais ainda que a minha mulher esteja aqui comigo agora. Meus olhos permanecem na sua figura. Ela para de andar e pega um graveto sobre a areia. Caminha graciosamente em direção ao mar. Usa um vestido leve, o vento o faz tremular. Porra, tão linda. Eu desacelero meus passos para beber da sua figura linda por algum tempo antes que perceba a minha

presença. Ela parece... Diferente. Seu corpo ganhou mais curvas. Eu não percebi isso ontem, ou hoje de manhã quando fizemos amor. Ela parece tão absorta. Se inclina na areia molhada próxima às ondas quebrando e desenha algo no chão. Eu rio com a cena. Parece uma adolescente desenhando na areia. Me aproximo mais. Ela toca algo em seu pescoço e fecha os olhos inclinando a cabeça para trás. ― Mel? ― chamo, meu cenho franzindo porque ela parece triste. Um pequeno soluço estremece seu corpo. Me aproximo mais, intrigado e preocupado. ― Amor, você está chorando? Por que, baby? ― eu pergunto angustiado, mas, ela não nota a minha presença. Nem mesmo mexe a cabeça. Só fica lá. Seu rosto bonito sendo banhado de lágrimas. ― Eu sinto a sua falta todos os dias, baby ― sua voz é um grunhido de dor. Ela olha para o desenho na areia e meus olhos seguem os dela. Meu peito aquece. Ela fez um coração com nossos nomes dentro. ― Eu amo você, superstar. Sempre vou amar, baby. Sempre. ― Mel, você está me assustando pra cacete ― digo, tentando sorrir. Isso também é uma brincadeira? Todos resolveram fazer pegadinha comigo hoje? Então, ouço vozes, gritinhos infantis e meus olhos vão para a areia há poucos passos de nós. Chay está fazendo castelos. ― Chay? Hei, homenzinho ― sorrio, chamando-o. Wow! Ele cresceu muito. Como pode em apenas uma semana? Ele não levanta a cabeça, continua concentrado na tarefa. Um enorme cão labrador marrom corre ao redor. Eu não me lembro dele. Cacete, essa manhã está estranha pra caralho. Sou surpreendido outra vez quando percebo perninhas rechonchudas parando do lado do Chay. Eu junto as sobrancelhas em confusão olhando o menino loiro de mais ou menos uns dois anos que se senta em cima do castelo do Chay, desfazendo-o completamente. Chay o repreende: ― Liam! Você é tão bagunceiro ― Liam? Por que o bebê tem o meu nome? Me pergunto, e, em seguida Chay o pega pelo braço e os dois ficam de frente para mim. Meu coração salta com força, golpeando violentamente no peito. Cristo! Ele é... Ele é meu filho. Seus olhinhos azuis se fixam em mim e sorri, acenando. Oh, Deus, eu tive um filho? Confusão assume o lugar da alegria. Por que não me lembro de nada disso? Volto minha atenção para a Mel. Ela ainda está perdida em sua própria angústia. ― Mel, baby, nós tivemos um filho? ― minha voz treme. ― Por que você não me falou sobre isso? O que houve? Cristo! Olhe para mim! ― exaspero-me. Ela enfim, se vira na minha direção e a expressão em seu olhar me faz fraco. Me mata ver a dor em seus lindos olhos amendoados. ― O que houve, amor? Por que sinto como se não a visse em um longo tempo? E por que está tão triste? ― ela segura mais firmemente a coisa em seu pescoço e eu vejo que é um colar. Ela aperta o pingente com força, então, o solta e a minha confusão fica completa. É a minha aliança em seu cordão. ― Deus, você quer me explicar o que está acontecendo? Por que a minha aliança está aí em seu pescoço, baby? ― Você me deixou, Liam ― ela diz, sua voz quebrada. ― Você nos deixou. Você partiu... ― lágrimas escorrem pelas suas faces. Meu peito dói muito. ― Não, baby ― encurto a distância entre nós, tentando puxá-la para os meus braços, mas, por alguma razão estranha pra cacete eu não consigo segurá-la. ― Eu não deixei você, amor. Nunca, baby. Nunca. ― Sim, você deixou ― ela sussurra e se vira, começando a caminhar para longe de mim. Pânico me enche. ― Não! Mel! Baby! ― grito, a dor se tornando aguda no meu peito. Porra, é uma dor quase física. Eu levo a mão ao peito. ― Eu não deixei você, amor! Mel? Baby! ― grito com mais força e tudo escurece. Eu ouço vozes distantes...

― Oh, meu Deus! Ele está voltando! Baby... ― é a voz suave e chorosa da Mel. Eu não deixei você! Eu não deixei você, baby! Repito agoniado e me mexo sobre algo quente. Minhas pernas parecem dormentes. Ainda está tudo escuro e meu peito continua doendo. Eu sinto a carne, queimando, como se tivesse sido rasgada. Merda. Nunca senti essa dor antes. Por que está tão escuro, porra? Tento mexer os olhos e percebo que estão cerrados, as pálpebras pesadas pra caralho. Imagens confusas povoam minha mente. Luta. Terror. O medo de perdê-la. O meu desespero ao me jogar na frente da arma. O tiro... Cacete! Eu levei um maldito tiro! Meu peito dói mais como que para me confirmar isso. Ainda posso sentir a dor absurda e atordoante da bala atravessando minha pele. ― Oh, Deus, meu amor... Liam! ― ela fala de novo. Meio sorrindo, meio chorando. Eu gemo, lutando com todas as minhas forças para abrir os meus malditos olhos. Solto um grunhido e por fim consigo mover minhas pálpebras. Uma luz me cega e eu os fecho outra vez. ― Abra os olhos, baby. Eu estou aqui. Oh, meu Deus! Enfermeira! ― ela grita. Um instante depois, ouço mais vozes ao meu redor. Os caras. Eles estão todos falando ao mesmo tempo. Bastardos sem educação. Ouço outra voz feminina pedindo para eles deixarem o quarto. Ela quer me examinar. Eu abro os olhos de novo, lutando para mantê-los abertos. Minha visão está embaçada, fora de foco. Uma mão muito suave toca meu rosto e eu gemo de prazer e alívio, reconhecendo o toque da minha mulher. A dor momentaneamente esquecida. ― Baby... ― não tenho certeza se consegui falar. Acho que foi apenas mais outro gemido. Minha garganta dói também, porra! Parece que alguém esfregou uma maldita lixa por dentro muitas vezes. Que merda é essa? Meus olhos focam um rosto acima do meu. Forço minha visão e o borrão vai cedendo aos poucos. O rosto lindo e banhado de lágrimas da Mel está bem próximo. Eu gemo outra vez. ― Eu... Não... Deixei... Você... ― consigo balbuciar apesar da dor e secura na minha garganta. Ela sorri e cola sua testa na minha, respirando rapidamente. ― Shh, eu sei, meu amor ― sussurra, seu hálito doce, seu cheiro gostoso me embriagando, me acalmando. ― Eu sei ― suas mãos trêmulas deslizam reverentemente pelo meu rosto. Seus olhos lindos marejados, presos aos meus. ― Graças a Deus. Eu tive tanto medo, baby ― suas lágrimas pingam no meu rosto. ― Você não pode me mostrar o que é ser feliz e em seguida me deixar. Eu o proíbo. Está me ouvindo? ― ela abre o riso trêmulo mais lindo na porra do mundo todo. Meu coração atordoado e dolorido fica todo mole. Lágrimas se reúnem nos meus olhos. Sinto-me fraco e forte ao mesmo tempo. Uma mistura louca de sentimentos. Eu também tive muito medo. Nunca vou esquecer o pavor que tomou conta de mim quando a vi na mira daquele bandido. ― Eu amo você, superstar ― ela diz antes de selar seus lábios quentes e macios nos meus. Eu gemo miseravelmente. Ouço mais vozes no quarto. São os médicos. Mas, eu só posso imaginá-los porque toda a minha atenção está concentrada nela. ― Eu amo você ― ela repete, murmurando contra meus lábios. É a porra do céu. Eu não morri. Porra, obrigado, Deus! Merda, desculpe o palavrão. É isso. Eu só preciso ver o rosto lindo da minha mulher, ouvir algumas palavras piegas e a Terra está de volta ao seu eixo... Fodidamente perfeito. Eu sou cercado em instantes. Os profissionais começam a me examinar. Ela sorri docemente, se afastando um pouco, mas, ainda perto, se recusando a me deixar. Eu te amo, baby. Digo-lhe, com o meu olhar, que também se recusa a deixá-la. CAPÍTULO DOIS

Liam Duas semanas. Fiquei fora do ar por duas semanas. Os médicos me informaram e eu posso ver como esse tempo afetou a Mel. Ela tem profundas olheiras sob os olhos que nem toda a maquiagem do mundo conseguiria disfarçar. Seu olhar segura o meu o tempo todo em que os médicos me examinam. Ainda há medo nas profundezas amendoadas. Eu sorrio, tentando parecer forte e fazê-la perceber que estou de volta, mas, meu peito dói com o esforço. ― Merda! ― rosno. ― Meu peito... Dói... Porra! ― a enfermeira corre para fora do quarto e os médicos continuam a fazer uma série de testes comigo. Que porra fizeram com minha garganta? Por que dói tanto falar? Uma pequena lanterna me cega as pupilas e eu quase mandei o filho da puta cuidar da sua própria bunda, mas, acho que não seria um comportamento aceitável. A enfermeira volta e ajusta a intravenosa no meu braço direito, injetando algo doloroso que parecia rasgar minha veia. Cacete! Eu ranjo os dentes, quase a chamando de vadia, mas, isso também não seria muito indicado. ― É para a dor, senhor ― ela sorri fracamente, pedindo desculpas com o olhar. ― Vai passar logo ― ela termina de injetar a droga e pega um copinho de plástico com um líquido azul dentro. ― Abra a boca, por favor. Isso fará sua garganta voltar ao normal. Esteve entubado por muitos dias ― explica com voz amigável. Certo, ela não é uma vadia. Eu só estou muito rabugento e com dor, caralho! Faço o que diz e o líquido de gosto estranho desce pela minha garganta. Os médicos finalmente encerram seu trabalho e me dão sorrisos satisfeitos, me dizendo que estou me recuperando bem e que, provavelmente terei alta em dois ou três dias. Então, ficaram sérios e me disseram que o meu caso era um pequeno milagre. Eu tive três paradas cardíacas durante a cirurgia e eles não tinham um prospecto muito animador no meu caso. Porra, ainda bem que não xinguei nenhum deles. Eles me salvaram. Eu solto apenas um grunhido de agradecimento e volto meu olhar para minha mulher. Os médicos mudaram-se de lado e ela vem para minha cabeceira rapidamente. Sua mão procura a minha livre e entrelaça nossos dedos com cuidado. Ela abre um pequeno sorriso e se debruça sem cerimônias, colando nossos lábios outra vez. Eu gemo sem me importar com a plateia, calma derramando-se sobre mim. Não sei se pela proximidade dela ou pelas drogas que começam a fazer efeito. Meus olhos pesam. ― Eu... Sonhei com você, baby ― sussurro, me forçando a falar. Minha garganta ainda doendo, mas, pelo menos está hidratada agora. ― Estava tudo... Muito confuso... ― Shh ― ela coloca os dedos nos meus lábios. ― Está tudo bem, baby. Não fale agora. Não se esforce muito ― seus olhos brilham lindamente. ― Descanse, superstar. Se fortaleça para sair logo daí ― diz-me baixinho. Seus dedos correndo pelas minhas faces. Seu olhar amoroso preso ao meu. ― Eu estou em dívida com o pessoal lá de cima ― sussurra, abrindo um sorriso ainda meio trêmulo. ― Eles não o levaram de mim. Eu nunca vou poder agradecer o suficiente, baby. Ficar sem você teria me destruído para sempre ― eu abro a boca para falar, mas, ela me cala suavemente outra vez. Olha ao redor confirmando que todos já saíram e ri um pouco travessa, deitando-se um tanto espremida ao meu lado. Eu luto para manter meus olhos abertos. Ela parece incrível, mesmo com olheiras e uma expressão cansada. Há um brilho diferente à sua volta, como se viesse de dentro para fora. Ela é tão bonita. Começa a sussurrar a letra de uma música e eu rio levemente, meio surpreso, meio bobo. Ela está cantando Ed Sheeran, All Of The Stars. Minha linda e doce Mel está cantando para mim e estar nessa cama por duas semanas inteiras me fez obviamente um maricas do caralho, porque lágrimas inundam meus olhos com seu tom suave. Cacete, eu não sabia que ela tinha uma voz tão boa. So open your eyes and see

(Então abra os olhos e veja) The way our horizons meet (O modo que os nossos horizontes se encontram) And all of the lights will lead (E todas as luzes vão te guiar) Into the night with me (Pela noite comigo) And I know these scars will bleed (E sei que essas cicatrizes irão sangrar) But both of our hearts believe (Mas os nossos corações acreditam) All of these stars will guide us home (Todas essas estrelas vão nos guiar para casa) I can hear your heart (Eu posso ouvir seu coração) On the radio beat (Na batida da rádio) They're playing 'Chasing Cars' (Tocaram "Chasing Cars") Eu rio, minhas lágrimas transbordando. Ela as limpa, rindo suavemente e continua me encantando com sua voz bonita pra caralho. Deus, eu a amo tanto. And I thought of us (E eu pensei em nós) Back to the time (De volta ao tempo) You were lying next to me (Em que você se deitava do meu lado) I looked across and fell in love (Eu olhei para o lado e me apaixonei) So I took your hand (Então peguei a sua mão) Back through lamp lit streets I knew

(E pelas ruas, eu soube) Everything led back to you (Tudo me levava de volta à você) So can you see the stars? Over Amsterdam (Você pode ver as estrelas? De Amsterdã?) You're the song my heart is beating to (Você é a canção para a qual o meu coração bate) ― Linda... Eu amo você pra caralho... Sabia disso? ― sussurro, enquanto seus dedos correm num toque leve e reconfortante pelos meus cabelos. Sua voz treme no último verso. Seu rosto se aproxima ainda mais do meu e seu hálito delicioso provoca meus sentidos. Duas lágrimas silenciosas rolam pelas faces emocionadas. Meu peito está aquecido e a dor começa a cessar. As drogas fazendo efeito e, claro que ajuda ter a mulher da sua vida cantando sua alma para você... ― Descanse, meu amor ― ela murmura na minha boca. ― Eu amo você também. Amo tanto, baby ― puxa o ar como se doesse respirar. ― Eu quase morri de medo de não ver mais esses incríveis olhos azuis me olhando como estão agora ― sorri, acariciando minha barba, que está aparada, percebo. Ela deve ter se encarregado disso. ― Mas, você voltou para mim, não é, meu lindo menino travesso? ―Eu não havia deixado você, Mel ― murmuro, o sono me puxando mais fortemente. ― Nunca vou deixar você, baby. Eu mantenho minhas promessas, Srª Stone ― eu rio já meio dormindo. Ela assente e dá o beijo mais terno e suave nos meus lábios. Eu flutuo. Meus olhos perdem a batalha. Seu sorriso lindo é minha última imagem antes de derivar para o sono. Dessa vez, feliz e em paz com seu corpo quente aconchegado ao meu. ― Você nos deu um susto tão grande, filho ― minha avó sorri, cravando seus olhos azuis doces e lacrimejantes em mim. Me sinto com doze anos. Ela tem esse jeito de me olhar como se eu não tivesse crescido. ― Eu sei, vovó ― aceno, beijando sua face quando se debruça sobre a cama. ― Me desculpe ― ofereço. Eu estive entre o sono e a consciência por dois dias depois que acordei do coma induzido. A direção do Hospital desistiu de coordenar minhas visitas. Todos eles querem entrar de uma vez só e meu quarto tem sido uma verdadeira zona. Ontem Mat passou por aqui. Sim, ele não morreu, graças a Deus. Eu pensei que tivesse. Ele certamente parecia morto quando estava inerte dentro do carro. Mel me contou que levou dois tiros. Um de raspão no pescoço e outro em cheio no ombro direito. A bala fez um grande estrago, mas, ele sobreviveu. Seu desmaio se deu do impacto da bala que o fez bater com a cabeça violentamente no volante. Mat me olhou envergonhado. Me pediu desculpas por não ter conseguido me proteger. O homem só podia estar louco. Se não tivesse agido rápido e derrubado dois dos elementos, eu não teria nenhuma chance contra quatro. Eu disse isso a ele. Pareceu mais aliviado quando nos deixou. Ele havia tido alta há alguns dias e estava tomando um voo para ficar em repouso com sua família em LA. Meu avô vem até a cama também e me abraça meio sem jeito para não me apertar. Meu peito ainda incomoda como uma cadela. ― Você parece mais forte a cada dia, meu filho ― ele diz e os dois ficam me olhando daquela forma que mencionei, como se eu fosse ainda uma criança. Eu rio amorosamente. Eu amo meus avós. Eles são a

única família consanguínea que eu considero. ― Me sinto muito melhor, vô ― digo, rolando os olhos quando ouço os caras rindo baixinho dos cuidados de meus avós comigo. Cães sarnentos! Mel entra no quarto segurando a mão do homenzinho e meu rosto se abre em um enorme sorriso. ― Você devia vir conosco para Seattle assim que tiver alta, filho ― minha avó pede com preocupação na voz. ― Eu preciso ir para casa, para LA, vó ― digo e seu rosto cai, contrariada. ― Há muita coisa a ser feita e eu preciso estar lá para... ― Sua avó tem razão, baby ― Mel me corta, embora seu tom tenha sido suave. ― Eu voto a favor de irmos à casa de seus avós até que esteja mais forte para enfrentarmos LA. Merda! As duas contra mim era covardia. Meu avô ri torto, sabendo exatamente que sou voto vencido. Eu assinto e eles se afastam para Chay chegar perto da cama. ― Pai! Você está sentado! ― ele exclama eufórico, os olhinhos castanhos dançando de alegria por me ver já fora de perigo. ― Hei, garotão ― estendo os braços, chamando-o para mais perto. Ele sobe com cuidado na cama, sentando-se ao meu lado. Bagunço seus cabelos com a mão direita. Movimentar o esquerdo é incômodo pra cacete. ― Estou muito melhor, filho. Como foi a escola hoje? ― ele pôs-se a tagarelar por alguns minutos sobre a festinha que sua classe preparou como despedida para ele. Levanto meu olhar para Mel e ela tem um riso misterioso na boquinha linda, observando nossa interação. Ela está me escondendo algo. Estou com essa sensação desde o momento em que acordei. ―Baby, venha aqui ― eu chamo, não conseguindo disfarçar minha voz rouca. Eu devo estar melhor mesmo, porque a visão dela em um de seus vestidos transpassados um pouco acima dos joelhos fez meu pau estremecer e acordar do seu estado de hibernação. Eu me seguro para não gemer quando seu corpo gostoso para à minha frente e seu leve perfume floral penetra em minhas narinas. Foda! Meu pau está completamente duro agora. Ok, não duro, duro... Mas, o grande soldado certamente está bem animado. É muito bom que eu esteja usando uma boxer por baixo da bermuda folgada do hospital. Do contrário, passaria vergonha perto do homenzinho. Mel sorri, se debruçando para mim. Um flash de diversão brilha nos olhos amendoados. Safada. Ela já percebeu meu estado de excitação. Baby, quando eu pegar você... Digo silenciosamente, meu olhar sacana duelando com o seu. Sua mão acaricia meu rosto e eu trinco os dentes. Preciso perguntar ao médico quando estarei liberado para o sexo. Nossos olhares se prendem numa conversa íntima e suja e estou tentado a pedir que todos saiam para ela me dar um de seus boquetes cinco estrelas... Cacete! ― Comporte-se, superstar ― ela murmura quase inaudível contra meus lábios e me beija rápido demais, mas tenho que me contentar diante da nossa plateia. Chay sorri travesso para mim quando volto a olhar para ele. Moleque esperto. Dou uma piscada e sorrio puxando-o para meu lado direito. ― Por que tenho a sensação de que está me escondendo algo? ― pergunto quando ela se apoia do meu lado esquerdo com cuidado. O quarto inteiro para as conversas aleatórias e sinto sua atenção sobre nós. Ela lambe os lábios e olha na direção de Chay parecendo meio preocupada. ― Há algo, não há? O que é, baby? ― seus olhos ficam marejados e parece se emocionar, enquanto ergo uma sobrancelha à espera. ― Eu... ― lambe os lábios de novo e meu pau reclama a cada vez que faz isso. Merda. Ele obviamente não recebeu o memorando de que eu levei a porra de um tiro no peito. ― Estou grávida, baby

― ela sussurra e eu sinto o sangue bombeando forte no meu peito. Uma pressão absurda. Fico levemente tonto. Cacete! Ela disse que está... Ela disse mesmo que está GRÁVIDA! É isso. Essa palavra acende em letras garrafais na minha mente. Todos se levantam quando coloco a mão no meu coração. Enfermeira! Alguém grita. Ela aperta o botão sobre o leito. ― Respire, amor. Oh, meu Deus! Respire, Liam ― Mel pede, me amparando. Os caras chegam mais perto, me ajudando a me deitar. Ajustam a cama numa posição quase deitada. A enfermeira entra afogueada. Cristo! Eu vou ser pai. Vou ser pai, caralho! ― Estou bem ― garanto, diante de todos os olhares preocupados. ― Estou bem. Foi só... Pode ir, ok? Estou bem ― garanto e a moça sai sem entender nada. ― Cristo, amor... ― eu sussurro, voltando a minha atenção para Mel. Lágrimas me vêm aos olhos e eu não quero refreá-las. Ela está grávida. Minha mulher está grávida e eu quase a deixei sozinha. Eu sufoco com esse pensamento. Fecho os olhos por um momento, tentando reunir algum controle. Eu rio e os abro, encarando-a. Ela ri acenando, seu lindo rosto brilhando de felicidade. ― Baby, você foi fodidamente apressada, não foi? ― eu tento fazer piada. Ela dá um pequeno bufo, seus olhos se iluminando, enquanto meneia a cabeça. ― Eu, baby? ― reclama e todos riem no quarto. ― Vejam só quem fala... Levanto a mão para seu rosto corado de emoção. Eu traço seu contorno com adoração. Seu olhar amolece, me adorando de volta. ― Você me faz tão feliz, Mel ― minha voz sai maricamente trêmula. ― Você me faz tão feliz, baby ― meu tom cai para um sussurro. Ela segura a minha mão em rosto e fecha os olhos virando para depositar um beijo suave na palma. ― Quando você soube? Como? ― balbucio embasbacado. ― Porra, sim! Nós fomos malditamente rápidos, baby. Cacete! Eu vou ter um filho! Vou ser pai! Vocês ouviram, caras? ― eu pareço uma metralhadora verbal e levo a mão ao peito de novo. Os caras riem da minha reação. Bastardos sem consideração. ― Eu desmaiei na noite em que... Naquela noite ― ela murmura, seu rosto pairando acima do meu. ― Sim, nós fomos muito rápidos e nosso primeiro bebê Stone está aqui dentro, meu amor ― pega minha mão suavemente e a coloca sobre seu ventre. Eu espalho os dedos, cobrindo, massageando toda a sua barriguinha possessivamente, meu olhar se desviando para o lugar onde meu filho repousa. Eu sei que é um menino. ― Eu sonhei com isso, Mel ― murmuro. ― Eu sonhei, baby. Ela acena, seu olhar lacrimejante. ― Eu também, Liam. Eu também, baby. ― Não. Estou dizendo que sonhei momentos antes de recobrar minha consciência ― ela franze as sobrancelhas, confusa. Eu rio. Orgulho, amor e posse ricocheteando em minhas veias. Porra, ela está carregando um filho meu! A sensação é boa pra caralho. Eu ansiei por isso. Ela é minha, levando minha semente em seu ventre. ― Eu sonhei com um menino brincando com o nosso homenzinho na praia em Malibu. Você acha que é um menino? ― ela ri, meneando a cabeça. ― Ainda é muito cedo para isso, amor ―sussurra e se vira para Chay, que havia descido da cama e se encontrava sentado em um dos sofás, parecendo nada satisfeito com a notícia. ― Chay, querido? ― ela o chama, seu tom amoroso e meio tenso. Chay ainda não sabia pela sua reação. ― Ei, menino bonito? ― Mel, dá um leve aperto na minha mão e vai para o pequeno. Ele fica amuado, enquanto a mãe se agacha à sua frente. ― O que foi, meu amor? Você não está feliz que vai ganhar um irmãozinho, ou irmãzinha? ― indaga, erguendo seu queixo para olhá-lo nos olhos. Mel amolece com o que vê. Eu também. Chay tem os olhos cheios de lágrimas. Merda. ― Me desculpe, querido. Me desculpe por não ter contado antes... ―

ela ofega um pouco à procura de palavras e táticas suaves. ― u queria contar para Liam e você juntos. Você pode... ―Eu não quero um irmão e nem irmã! ― ele brada, assustando-nos. ― Por que meu querido? ― Mel parece não se abalar com a birra e continua calma e ternamente. ― Somos uma família agora. Eu, seu pai, você e esse bebê que está aqui dentro. ― Você vai parar de me chamar de seu bebê, não é? ― ele diz com voz trêmula. Mel para um instante, analisando o que dizer a seguir. Crianças... Ele vive pedindo para a mãe parar de chamá-lo de bebê. Pobre homenzinho. Está com um caso agudo de ciúmes e, provavelmente se sentindo ameaçado. ― Nunca, meu menino bonito ― Mel diz baixinho, quase só para ele ouvir. ― Você é e sempre será o meu bebê. Mesmo quando estiver grande, enorme e barbudo ― ela ri, acariciando a face do filho e a tensão se dissolve parcialmente no rosto de Chay. ―Você promete, mãe? ― sua voz ainda é insegura e amuada. Eu rio do seu ciúme infantil. ― Eu prometo, meu bebê ― ela murmura em tom confidente. ― Então, você vai ficar bem agora? Vai ficar feliz com nosso bebezinho? Você ouviu o que seu pai disse ainda há pouco? Ele sonhou com você brincando e cuidando do seu irmãozinho na praia ― Chay gira a cabeleira castanha para mim e ri fracamente. Eu aceno, não querendo empurrá-lo muito. ― Você sabe, eu fiz a mesma coisa quando minha mãe me contou que Sara estava a caminho. ― Mel confidencia e sorri com cumplicidade. Chay desmonta de vez. Porra, ela é muito boa. Está claro quem terá o papel conciliador. Eu? Hum, Cristo! Eu vou ser pai! Cacete, eu ainda não posso acreditar que vamos ter um bebê tão rápido. Vou precisar reduzir os palavrões... E os cigarros. Porra, eu vou ser pai! ― Sério? Você fez? ― Chay parece surpreso. ― Mas, você ama a tia Sara ― aponta. ― Sim, meu amor. Eu a amo muito ― Mel afirma. ― Mas, quando recebi a notícia eu era apenas uma garotinha que tinha todas as atenções do papai e da mamãe só para mim ― ela o fita atentamente. ― Consegue entender como me senti, menino bonito? ― ele assente vigorosamente e era voto vencido. O pequeno Chay não teve nenhuma chance, como eu, completamente arrebatado e apaixonado por ela. ― Mas, seu avô e sua avó sempre amaram a nós duas do mesmo modo. É isso que os pais fazem, meu querido. Eles amam seus pequenos por igual. Sempre ― a tensão vai embora do semblante do pequeno. ― Você vai amar e cuidar desse pequeno bebê como a mamãe fez com a tia Sara? ― Chay acena mais uma vez. ― Eu te amo, mamãe ― ele sussurra e joga os pequenos braços ao redor do pescoço da mãe. Ela ri, entre lágrimas o apertando junto a si. ― E eu a você, meu pequeno. Sempre será meu lindo bebê. Os dois voltam para mim depois de tudo resolvido. Chay parece um pouco envergonhado. ― Hei, filho, venha até aqui ― chamo-o. Ele se acomoda outra vez na borda do leito. ― Você não está chateado comigo? ― pergunta ansiosamente. ― Por que eu não queria o bebê que você e minha mãe vão ter? ― eu rio tranquilizando-o. Lá vamos nós testar minhas habilidades de pai. ― Claro que não, homenzinho. Você só estava temeroso que sua mãe e eu não lhe déssemos mais atenção e amor com a chegada do bebê ― ele me encara ainda preocupado. ― Mas, eu reforço tudo que

Mel garantiu, campeão. Nenhum de nós vai deixar de amá-lo por causa dos bebês que virão ― seus olhinhos se arregalam. ―Vocês vão ter mais? ― seu tom é alarmado outra vez. ― Baby... ― Mel me censura por trazer esse assunto agora. Certo. Que timing do caralho. ―Nós vamos trabalhar primeiro com esse que já está a caminho, filho. Concorda? ― ele acena. ― Mas, somos uma família agora e se vierem outros, eu e sua mãe teremos amor suficiente para todos vocês. Eu prometo. ― Está bem, pai ― sua vozinha foi definitivamente mais animada. Um suspiro coletivo soou bem audível no quarto. Meus avós levaram o pequeno birrento para fazer um lanche na cantina e aproveitei a oportunidade para tocar livremente minha mulher. Minha mulher grávida. Eu sei, eu sei, estou pateticamente bobo. Foda-se se eu me importo. Eu vou ser pai, porra!

Melissa ― Caras, me ajudam andar até a varanda? Quero dar um olá para os fãs ― Liam pede, tentando se colocar de pé. ― Eles estão mesmo aí fora por duas semanas inteiras? ― Os caras chegam perto imediatamente, ajudando-o. ― Sim, eles estão, irmão ― Elijah afirma. ― Você assustou a todos nós. Estou pensando seriamente em chutar sua bunda quando ficar bom. Nós rimos da rabujice de Elijah. Eu arrumo a bata verde do hospital sobre o torso de Liam. Ele está ligeiramente mais magro, mas seus músculos ainda são perfeitamente firmes e tonificados. Lindo. Perfeito. Delicioso. Ok, Mel, pare aí. Caramba, comporte-se. Nossos olhares se prendem e um riso brinca em sua boca como se lesse meus pensamentos nada comportados. ― Você vem comigo, baby? ― Sempre, superstar ― sussurro e seus olhos se iluminam, ampliando o riso que eu amo. Eu fico de lado enquanto Elijah e Collin o amparam levando-o devagar rumo à varanda. Sean, Paul e eu seguimos atrás. No momento em que Liam entra no campo de visão dos fãs, a euforia é ouvida. Todos nós rimos, compartilhando a mesma alegria. Liam se desvencilha dos companheiros e acena com a mão direita. Eu chego ao seu lado, pronta para ampará-lo se ele assim o quiser. Mas, acho que meu lindo rock star não quer parecer fraco diante de seu público. Ele me vê e me puxa, me aconchegando. Eu aceno e sou retribuída com vigorosas saudações de volta. MeLiam! MeLiam! Eles se agitam. A princípio penso ter ouvido Meu Liam, mas, percebo que os fãs criaram um apelido carinhoso para nós. Ai Deus. Estou sem palavras. Liam beija meus cabelos e sussurra sorrindo: ― Acho que já criaram um apelido para nós, baby ― levanto meu rosto para ele e fico sem fôlego diante das duas safiras brilhantes. Incrível como ele parece muito melhor absorvendo o carinho do seu público. Liam se alimenta disso também. É algo que sempre estará com ele. Beija-me suavemente. Mais gritos lá embaixo. Rimos, nossos lábios ainda colados. Quando olhamos para a pequena multidão, há seguranças do hospital pedindo para eles se acalmarem. Liam acena, joga beijos e apoia o braço direito sobre meus ombros. Elijah chega do outro lado e andamos de volta

para dentro. O acomodamos sentado na cama e ele me puxa suavemente, me mantendo ao seu lado direito. Eu derreto na sensação do seu grande corpo quente. Beijo seu peito próximo à cicatriz da cirurgia, reverentemente. Ainda estou meio entorpecida desde que acordou e voltou para mim. Tão lindo. Meu louco e imprudente superstar. Seu rosto ainda está corado de excitação e seus olhos me secam, sussurrando coisas sacanas. Eu rio meneando a cabeça levemente. ― Sem mais loucuras para você, baby ― digo baixinho, apoiando a cabeça em seu ombro. Ele ri, rouco, sexy, todo sedutor. Oh, rapaz. ― Eu não disse nada, minha gostosa ― sussurra na minha orelha e seu nariz fuça meus cabelos, causando-me deliciosos arrepios. ―Humm, eu vou fazer algo especial quando você se recuperar, baby, prometo ― murmuro. ―É? ― ele ri baixinho, deslizando os lábios quentes pelo meu pescoço numa carícia obscena. Caramba. Eu não consigo conter um gemido. ― Uh-ruh ― afirmo, enquanto seus dentes despacham mordidas provocantes na minha pele. Ai, Deus. Estamos de volta às calcinhas encharcadas. ― Liam... Baby... ― eu coaxo ofegante. ― Você não pode... ― Ei, percebem que ainda estamos aqui, né? ― a voz de Elijah quebra o nosso momento. Liam amplia o riso provocador e olha os companheiros. ― Ah, vocês estão? Desculpem, caras, eu não vejo nada além da minha mulher ― ui, isso foi doce. Suspiro. Uma onda de resmungos me faz rir. Eu adoro esse clima louco entre eles. ― Stone, segura a onda, cara. O médico disse que não terá uma boceta por, no mínimo sessenta dias ― Collin provoca com um riso na voz. ― O quê!? ― Liam rosna. Todos caem na gargalhada. ― Ops, brincadeirinha... ― Collin se desculpa nada arrependido. ― Você devia ver sua cara, irmão. Impagável. ― Idiota ― Liam ri, não disfarçando seu alívio. Ele é tão sexual... ― Não o provoque, Collin, não está vendo que o Stone está todo moribundo? O pobre coitado... ― Ei, não precisa me defender, porra! ― Liam corta o que era claramente outra zoação, dessa vez, de Sean. ― É, bastardos, não provoquem o Stone. ― Paul interveio meio sério, meio brincalhão. ― Já é castigo suficiente nosso irmão ficar sem uma boceta ― Liam rola os olhos. ― Não reclame, Liam ― Elijah retoma. ― Você disse que nos ama, porra. Então, nos aguente. Liam bufa. ― Nos seus sonhos, cães sarnentos ― zomba. ― Sim, você disse, cara ― Collin ri. ― Assim que acordou, você disse que... ― Cristo, eu provavelmente estava sob os efeitos das drogas injetadas em meu sistema ― ele se

defende e me encara. ― Eu disse mesmo isso, baby? ― eu rio e aceno. Ele grunhe. ― E sua mulher também nos ama. Ela disse que... ― Que merda é essa? ― Liam rosna, cortando Sean e levanta uma sobrancelha inquisitiva para mim. Eu rio mais, encolhendo os ombros. ― Stone, não temos culpa se sua mulher tem uma queda por nós ― Collin torna a provocar. ― Collin... ― eu o repreendo. Ele me dá uma piscada brincalhona. ― Eu vou cortar as bolas de todos vocês e alimentá-los com elas, seus malditos fura olhos ― Liam resmunga. ― Assim que eu me levantar dessa cama. Eles gargalham alto. Então, param devagar, suas expressões ficam mais sérias. ― Estamos felizes que esteja bem, irmão. Você nos assustou por uma vida inteira, cacete! ― Elijah diz, após pigarrear. Ele é o que mais segura suas emoções. Tenho percebido nesses dias em que fomos obrigados a ficar juntos. Ele chorou e socou paredes junto com os outros na noite fatídica, mas depois tem se mantido sob um controle férreo. ― E, Stone? ― Sim? ― Liam responde. ― Pare de ser um maldito maricas e levante logo daí, porra! ― ele solta e os outros endossam com uma série de palavrões. Eu rolo os olhos. Roqueiros... Liam ri amplamente e segura seu peito, obviamente sentindo desconforto. ― Vá devagar, superstar ― eu brinco. Ele beija meus cabelos, respirando com certa dificuldade após o esforço. ― Eu agradeço, irmãos. Agradeço por tudo ― Liam eleva um pouco a voz. ― Principalmente por terem cuidado da minha mulher. Ela é tudo para mim. Ela é... ― Nós sabemos, Liam ― Elijah o corta, parecendo desconfortável de ver o amigo abrindo o coração, se expondo na frente deles. ― E você é um bastardo de muita sorte por ter conseguido reencontrar a mulher que sempre quis. ― Uh! Eli está um tanto sentimental, ou é impressão minha? ― Collin alfineta. ― Cale a porra da boca ou eu mesmo vou fechá-la para você, imbecil ― Elijah, rosna baixo. Collin levanta as mãos em falsa rendição, enquanto todos riem. ― Desde quando se tornou um Ás em relacionamentos, Eli? ― Sean entra no jogo. Liam ri, adorando não ser o foco das provocações. Elijah bufa, uma expressão cínica e desdenhosa encobrindo os olhos verdes. ― Vocês estão todos malditamente obtusos! ― defende-se com veemência. ― Eu não faço a coisa da cerca branca, bebês e cachorros ― ele para e me oferece um olhar de desculpas. ― Isso não é pessoal, querida. O que você e o idiota com tesão aí têm é algo diferente. É para poucos. Como amigo, estou feliz por vocês ― dá de ombros, de forma displicente. ― Apenas não é para mim. Eu gosto demais do estilo sexo e rock and roll ― ele mexe as sobrancelhas e ri maliciosamente. Ok. Ele não é mesmo material para relacionamento. Espero que se mantenha longe de Sara. Não importa o quanto eu tenha me aproximado dele e admire sua amizade e devoção a meu marido. Eu vou

arrancar suas bolas se ele machucar a minha irmãzinha. ― Chega de conversa fiada ― Liam diz, seu tom de repente todo negócios. ― Está feito, Elijah? ― indaga e Eli acena, seu rosto se abrindo num grande sorriso. Eles pagaram a multa rescisória com a Hart Music e o contrato foi desfeito ontem. Liam ficou parcialmente por dentro dos acontecimentos. Ainda estamos mantendo muitas coisas fora da sua atenção para não o estressar. Eu me surpreendi pra caramba quando seus advogados me ligaram de LA informando que eu tinha uma procuração para agir e assinar quaisquer documentos em nome de Liam. Ele havia se precavido. Liam, como eu, não confiava em Chris. Não temos ouvido falar do homem odioso além do contato profissional. Ele está estranhamente quieto. A polícia do Rio conseguiu prender os dois elementos que nos atacaram. Eles estão trancafiados há uma semana, mas, não abrem a boca. Não é preciso ser um gênio para deduzir que foram pagos pelo silêncio. Afirmam que foi um assalto malsucedido. Mas, nós sabemos que não foi assim. Eles estavam atrás de mim. Um arrepio de terror ainda me percorre quando as cenas brutais me invadem de vez em quando. Eles não queriam Liam, muito menos Sara. O homem que apontou a arma para mim, deixou isso claro. Alguém me queria fora do caminho. E o mandante está solto, curtindo sua vida em LA como se nada tivesse acontecido. Como se não tivesse quase levado Liam de mim e me destruído para sempre. ―Tudo feito, irmão! Somos livres, porra! ― Eli grita e os caras entoam palavrões, empolgados. Caramba! Preciso falar com eles sobre o uso excessivo de palavrões. Teremos crianças por perto a maior parte do tempo, uma vez que eles não se desgrudam, apesar da implicância uns com os outros. ― Quer mais uma boa notícia, Stone? ― Paul pergunta, seu riso engolindo as orelhas. ― Irresistível é o single mais baixado no iTunes e em outros sites de downloads! Hoje chegamos ao primeiro lugar no top 10 da Billboard[2]! Caramba! Uau! Isso foi muito rápido. Liam deve pensar a mesma coisa porque ele está boquiaberto, seu rosto mostrando confusão. ― Como? Nós ainda não gravamos a música adequadamente. Nós não... Os caras riem como se compartilhassem um segredo. Pronto. Eu também estou curiosa agora. O que eles fizeram? Esses meninos travessos... ― Nós mandamos a versão ao vivo do Rock in Rio para as principais rádios dos Estados Unidos. Uma coisa leva a outra... ― ele pisca orgulhoso. ― Você sabe como funciona, irmão. A música parece um maldito vírus! Está alardeada! ― Eli revela. Liam puxa uma respiração rápida e se apoia em mim. ― E, irmão, essa é a primeira música da Stone Records. ― Liam e eu prendemos nossas respirações. Caramba! ― sua gravadora está oficialmente funcionando há uma semana ― Liam parece tonto e eu o apoio na cama com cuidado. Os caras vêm rapidamente nos rodear. ― Merda! Eu disse para esperarmos, seus bastardos ― Sean, repreende os outros com genuína preocupação na voz. ― Aguenta aí, cara. Porra! ― Elijah praticamente rosna, mas há preocupação em seu rosto torcido. ― Desculpe. Devíamos saber que era muita coisa junta. ― Respire devagar, meu amor. Vamos ― Digo suavemente. Ele faz o que oriento e abre o riso lindo para mim. ― Isso, baby ― sorrio aliviada. ― Você precisa parar de tentar parecer forte o tempo todo. Precisa repousar ― minha voz treme um pouco porque percebo que ele ainda está fraco. Eu esqueço que sua cirurgia foi como os médicos disseram: um milagre. Ele está se esforçando para mostrar força quanto

ainda não a recuperou. ― Estou bem, baby ― garante, tomando a minha mão e beijando-a amorosamente. ― Foi mesmo muita coisa junta ― ele ri e encara cada um de seus companheiros. ― Vocês fizeram um trabalho fodidamente bom, irmãos. Cacete! ― meneia a cabeça como se ainda não acreditasse. ― Como conseguiram liberar Irresistível para comercialização, se ainda estávamos presos na Hart até ontem? ― Nossos advogados encontraram uma brecha no contrato ― Collin informa todo orgulhoso. ― Parece que o Hart não é tão esperto quanto pensa. ― Nosso contrato nos permitia lançar singles de forma independente ― Eli esclarece. ― E foi o que fizemos. A gravadora é sua. Tecnicamente não fomos para nenhuma concorrente. ― Porra, vocês foram malditamente perspicazes ― Liam elogia. Eles ficam sem jeito. Que bonitinho. ― Queríamos ter boas notícias quando acordasse, irmão ― Collin diz, subitamente sério. ― Então, agora você pode dizer que nos ama de novo. Nós fodidamente merecemos ― eu rio. Ele é um caso perdido. Liam bufa. ― Beije minha bunda, idiota ― ele ri para Collin, que ri de volta. ― Bom trabalho, caras. Eu devo muito a vocês ― seu rosto fica sério. ― Mas, sabem que esse cenário pode mudar com tudo que ainda vou enfrentar, não é? Como líder da banda eu deixaria o fodido Chris amargar no esquecimento. Mas, como marido, não posso deixar o homem que tentou matar a minha mulher impune. Ele vai pagar, irmãos. Vai pagar por cada um de seus crimes e métodos sujos ― seu tom foi baixo, cheio de ira. Eu acaricio seu peito para relaxá-lo. Deus, ele não pode se irritar assim. ― E nós estaremos do seu lado, irmão ― Elijah olhou os outros em busca de confirmação. Todos assentiram veementemente. ― Como sempre foi. E é por isso que eu os amo. Não vou dizer isso em voz alta dessa vez, no entanto. Liam não pode se alterar, mesmo que sejam apenas provocações. Meu telefone toca dentro da minha bolsa sobre o sofá. Eu dou um beijo suave na bochecha de Liam e me dirijo para atender. É Jess. Sua voz aflita enche meus ouvidos no segundo em que atendo. ―Mel? A bomba explodiu! ― ela puxa respirações curtas. ― Chris mandou as fotos para a imprensa! Estão espalhadas pela Internet ― minhas pernas ficam moles e eu viro a cabeça para olhar na direção de Liam. Os caras estão com seus telefones nas mãos, os rostos contorcidos. Nos entreolhamos. Eles já sabem, a julgar pelas expressões furiosas. ― Liam, já é o assunto em todos os canais midiáticos. ― Ela torna a dizer e eu posso sentir o pânico em sua voz. É o mesmo que enche o meu peito e torce por dentro. Isso não é justo, porra! Ele está se recuperando ainda. ―Mel? Caras? O que há com vocês? ― Liam pergunta, sua testa subindo, intrigado. Eu desligo o telefone sem me preocupar em me despedir de Jess. Ando de volta para ele. Elijah balança a cabeça vigorosamente, pedindo-me silenciosamente para não dizer. Eles empurram os celulares nos bolsos, mal contendo seus gênios fortes. ― Baby... ― eu me sento na borda da cama, procurando seus olhos. ― Você precisa tentar se manter calmo, amor ― minha voz treme e meus olhos ardem, mas eu empurro tudo isso de volta porque não quero parecer fraca. Não agora que meu marido precisa de mim do seu lado. ― Aconteceu aquilo que temíamos, Liam ― tomo uma respiração e pego suas mãos entrelaçando nossos dedos. ― As fotos estão na mídia. Eu... Eu sinto muito baby.

Ele estreita os olhos e cerra o maxilar. Seu rosto passa por uma gama de emoções. Então, ele dá um suspiro longo. ― Meus advogados alertaram que isso poderia acontecer em breve e eles sabem o que fazer ― ele diz, seu tom estranhamente plano, calmo, como se estivesse apenas esperando esse momento para atacar. ― Nós estamos preparados, baby. Eu me coloquei nessa situação quando fui àquela festa ― ele parece envergonhado ao assumir isso. ― Preciso esclarecer esse assunto de uma vez por todas e seguir em frente. Limpo ― os caras concordam bem ao seu estilo, rosnando palavrões. ― A única culpa que eu tenho é de ter sido um maldito mulherengo festeiro ― seu olhar amolece, pedindo-me desculpas por isso. Eu engulo todo o mal-estar com suas últimas palavras e aceno, apertando suas mãos, passando meu apoio. ― Eu sinto muito por colocá-la no meio disso tudo, amor. Eu realmente sinto muito. ― Não diga besteiras ― eu rosno. ― Onde você estiver é onde estarei. Não há outro lugar que eu queira estar senão ao seu lado ― meu tom suaviza. ― Sempre, baby. Não me importo de enfrentar a mídia, ou quem quer que apareça ― seu semblante é tomado de surpresa com minha veemência. ― Você é inocente. A justiça vai ser feita e em breve estaremos com nosso bebê nos braços. Vamos manter isso em mente. Ele ri, seus olhos se iluminando incrivelmente. Ele é tão bonito. ― Onde aprendeu a ser tão durona, Srª Stone? ― eu sei o que ele está tentando fazer. Ele quer suavizar o clima por causa do meu estado. Engraçado, estou tentando fazer a mesma coisa por ele. Eu decido entrar no seu jogo e me permito sorrir de volta. ― Ser a mulher de um rock star muito lindo e famoso fez isso comigo ― sussurro. Ele desvencilha uma das mãos e me puxa pela nuca suavemente. ― Deite aqui comigo, baby ― ele pede e eu posso sentir uma leve fragilidade em seu tom. ― Apenas deite aqui comigo e esqueçamos o maldito mundo por enquanto. ― Nós, hum... Nós vamos dar uma volta, irmão ― Elijah anuncia e os outros o seguem para fora do quarto em um inédito silêncio. Nos olhamos por alguns momentos. Nossos rostos bem próximos. ― Nós vamos vencer, Liam ― eu digo baixinho. Meu hálito soprando em sua boca. Ele sorri, seus dedos deslizam pelo meu pescoço e mandíbula. Eu ronrono sob seu toque. Eu amo como parece fascinado quando me toca. ― Eu ia dizer a mesma coisa a você ― eu rio. Ele roça o nariz no meu. Nós dois lutando ferozmente para mandar a tensão embora. ― Não vamos deixar nada disso ofuscar nossa felicidade, Mel. Eu tenho a mulher que eu amo comigo e ela está carregando um filho meu. Isso é tudo que quero pensar por agora, baby ― eu aceno, e ele se deita devagar, abrindo espaço para mim. Eu deito, me aconchegando do seu lado direito, tomando cuidado para não o machucar. ― Sim, baby ― eu sussurro, levantando o rosto para olhá-lo. ― Não vamos deixar nada ofuscar nossa felicidade pelo nosso bebê. Seremos você e eu contra tudo que vier. ― Essa é a minha garota ― ele murmura. ― Agora me beije. Eu preciso de você, baby ― pede e eu selo nossos lábios juntos. Ele geme suavemente, sua língua saindo para mergulhar na minha boca e eu me perco nele. Seu braço enlaça-me pela cintura e eu gemo também. Ele ri contra meus lábios e continua devorando-me lenta e apaixonadamente. E como em nossa música, nos permitimos apenas deitar aqui,

deixando tudo o mais para fora da porta. Esquecendo-nos do mundo. CAPÍTULO TRÊS

Melissa ― Stone? Mel? Só uma palavra, por favor! ― Como é desembarcar das paradas de sucesso direto para um Distrito Policial? ― É verdade que a banda sempre gostou de orgias com menores? ― Quantas garotas você molestou antes dessas? ― A DragonFly vai acabar? As perguntas são atiradas por todos os lados sem a menor consideração, enquanto deixamos o Departamento de Polícia de Los Angeles. Os seguranças nos ladeiam. Uma multidão de repórteres e paparazzi tem um circo montado nos impedindo de chegar até o nosso carro. Greg lança comandos zangados para eles recuarem. Liam aperta a minha mão na sua. Essa é sua única reação. Ele parece estoico. Apenas seu maxilar cerra, demonstrando que está incomodado, mas se mantém calado, como os advogados o instruíram. Há duas semanas chegamos à LA. Liam está mais forte fisicamente, se recuperando da cirurgia numa velocidade espantosa. Mas, a exposição da sua, da nossa vida na mídia tem o atormentado. Tem nos atormentado. Ele está sendo brutalmente atacado. Todos os dias tem algo novo em algum jornal sensacionalista. Meu coração dói por ele. Um site de celebridades local nos citou como o casal mais odiado da atualidade. Liam os processou, mas, como tudo na Internet, já havia sido alardeado. Quando Liam teve alta no Rio, havia dois agentes federais norte-americanos o aguardando para escoltarem de volta à LA. Esse foi o primeiro baque que meu amor sofreu. Sua prisão preventiva foi decretada. Toda a mídia deu ampla cobertura. Foi o voo mais longo da minha vida. Todos nós estávamos com os nervos à flor da pele. No entanto, quando pisamos no LAX, os advogados de Liam já tinham impetrado um habeas corpus preventivo e fomos para casa respirando momentaneamente mais aliviados. Seus avós voaram conosco também. Eles não querem sair do lado do neto nesse momento difícil. Os caras estão praticamente hospedados em nossa casa. Estamos nos revezando para não deixar Liam se abater. Temos feito progressos, mas, ele está mais introspectivo. Eu posso perceber uma sombra em seus olhos. Seu sorriso perdeu um pouco da luz. Eu realmente odeio o que estão fazendo com ele. Liam acusou formalmente Chris Hart de manipulação de imagens, calúnia e difamação, danos morais e chantagem, uma vez que ele tem todas as conversas telefônicas gravadas. Os advogados estão pedindo duzentos milhões de dólares de reparação para o Hart. O caso tem ganhado o mundo. Liam e Chris são o assunto em todos os canais midiáticos. Chris teve a ousadia de aparecer em nossa casa parecendo desesperado, negando ter enviado as fotos para a mídia. O homem tem mesmo uma cara de mogno[3]. Em compensação, os fãs da banda têm surpreendentemente se mantido firmes. Eu nunca vi uma devoção tão grande. Nunca vi nada tão bonito em toda a minha vida. O apoio deles é tocante, revigorante. ― Caiam fora, porra! ― Elijah rosna, tomando a nossa frente. Ele parece pronto para esfolar alguém. ― Você também tomou parte nisso, Elijah? ― um repórter bem conhecido de um canal local empurra o microfone no rosto de Elijah. Uh! Ele é corajoso, dada a expressão assassina no rosto de Elijah.

― Que tal você ir se foder, hein? ― Elijah ri ironicamente em sua cara. ― Que tal todos vocês, filhos da puta irem se foder? ― ele rosna de novo e há uma comoção com sua explosão. ― E só para responder à última pergunta, você conferiu o top 10 da Billboard esta semana? ― ele ri com desdém. ― Dê uma olhada. Faça a porra da sua lição de casa antes de vir com essa especulação ridícula. A banda não vai acabar. Nunca! Nós somos a DragonFly! Nós, porra! Liam é e sempre será o nosso líder. Nós não precisamos da merda de vocês. A única resposta de que precisamos está em nossas portas todos os dias. Está nas nossas redes sociais. Está na nossa música que ainda é a mais ouvida, apesar de tudo que estão fazendo para destruir o bom nome do nosso irmão ― há um silêncio tenso agora. Os caras se juntam a ele e Greg aproveita para escoltar Liam e eu rapidamente para dentro do SUV. Ainda ouço Elijah encerrar: ― Então, senhores, façam-nos um favor: vão se foder, porra! Eu rio mesmo diante da tensão. Elijah é tão delicado quanto um rinoceronte bêbado. Liam e eu nos acomodamos nos bancos de couro. Ele me puxa firmemente contra o seu corpo, seus braços enrolando ao meu redor protetoramente. Retiro os óculos escuros, apoio minha cabeça em seu ombro e levanto o rosto para olhá-lo. Ele eleva seus óculos acima da cabeça. ― Você está bem, baby? ― sussurramos ao mesmo tempo. Sua boca se curva em um sorriso suave, mas seus olhos ainda estão um tanto tempestuosos da confusão lá fora. Eu rio também e toco seu rosto. ― Estou bem. Você? ― ele assente e beija minha testa. Sua respiração saindo em rajadas. Eu sei que não é fácil se manter em silêncio ouvindo tantas merdas da imprensa. Tenho medo que ele quebre diante de tanto estresse. ― Você está grávida, baby ― ele diz com profundo pesar em seu tom e puxa para trás para me olhar nos olhos. ― Não deveria estar exposta a tanta tensão. ― E você está se recuperando de uma delicada cirurgia ― aponto suavemente. ― Não se preocupe comigo. Estou bem ― eu rio tranquilizando-o. ― Nós estamos muito bem ― afirmo tocando minha barriga de dois meses. Ainda é só uma leve linha côncava, mas Liam a beija e conversa com nosso bebê o tempo todo. Se for uma menina, ela provavelmente ficará confusa, pois o pai só usa termos masculinos em suas conversas. Não sei de onde ele tirou essa certeza de que estamos esperando um menino. Seu semblante suaviza e ele cobre a minha mão com a sua no meu ventre. Aproxima a boca da minha. ― Você é tão corajosa, Srª Stone ― sussurra, os olhos brilhantes, a tensão sumindo gradualmente. ― Você também é Sr. Stone ― sussurro de volta. Levo minha mão num passeio lento pelo seu peitoral. Ele está vestido formalmente hoje em um terno cinza escuro. Ele fica tão lindo em ternos. Rio, bobamente. Liam fica bem em qualquer coisa, para falar a verdade. Meu lindo e corajoso menino. Não sei quantos astros famosos iriam enfrentar um processo por estupro, de cabeça erguida como Liam está enfrentando. ― Estamos mais perto a cada dia, baby ― digo baixinho. Ele acena e seus lábios descem sobre os meus num beijo delicioso, porém curto. Somos interrompidos com a entrada de Elijah, Collin e Sean tomando assento à nossa frente. Paul ocupa o lado passageiro e Greg arranca com o veículo, nos colocando no tráfego. ― Você não precisa se indispor com a imprensa por minha causa, Elijah ― Liam diz e Eli o olha como se meu marido tivesse perdido o juízo. ― Digo, você já não tem uma boa relação com eles, por que piorar isso? Eli bufa e ri diabolicamente.

― Tá de brincadeira, irmão? Eu adoro colocar esses filhos da puta em seus malditos lugares! ― Nós rimos. ― Obrigado, irmão ― Liam diz e Elijah levanta o punho fechado. Liam o toca numa saudação típica de caras. ― Caras, vocês são foda ― ele estende e os outros tocam seus punhos com o dele. Eu nunca me canso de ver a amizade fraterna entre eles. Estou com os olhos marejados. Liam me olha sorrindo e beija meus cabelos suavemente. ― A qualquer hora, parceiro ― Elijah ri orgulhosamente. Chegamos em casa cerca de trinta minutos depois e Liam vai para o escritório com os caras. Sara me segue até o quarto. Sim, ela está aqui comigo. Minha maninha se nega a sair do meu lado até tudo estar resolvido. Minha linda maluquinha é assim, dedicada e amorosa. A empresa lhe deu um mês para ficar com a família antes de ir definitivamente para a Alemanha. Liam e eu estamos esperançosos de que ela aceite o cargo de RP na Stone Records. Ele fez uma proposta generosa. Sara ganharia três vezes mais do que seu salário atual, mais moradia livre em um apartamento em um dos edifícios que ele possui em LA. Mas, ela está relutante e eu sei o motivo: Elijah. Eles estão em uma espécie de trégua depois dos últimos acontecimentos, porém, Sara não quer um envolvimento direto com o galinha do mundo do rock. Eu a apoio nisso, no entanto, não quero minha irmãzinha longe de mim. Torço para que Elijah pare de assediála e encontre outro alvo o mais rápido possível. Embora eu tenha uma suspeita de que Sara já se transformou em um desafio para ele. ― Como foi no Distrito? ― ela indaga, sentando-se na cama, enquanto troco minha roupa formal por um vestido leve. ― Uma tortura ― eu suspiro pesadamente. ― Eles fizeram as mesmas perguntas milhares de vezes na esperança de Liam se atrapalhar no depoimento. Ela acena taciturna. Então, seus olhos brilham antes de mencionar: ― A propósito, o babacão deu um show para a imprensa ― eu rio, terminando de puxar meu vestido. ― Sutil, verdadeiramente sutil ― ela bufa. ― Elijah sendo Elijah ― concordo. ― Foi quente, para ser sincera ― um pequeno riso atrevido curva sua boca. ― Ele pode ser fiel ― torce os lábios ironicamente. ― Pelo menos com os amigos, quero dizer. ― Sim, ele pode ― assinto. ― Ele tem uma ligação forte com Liam. ― Hum, o cuzão me ligou hoje ― informa, franzindo o rosto em desgosto. ― Sério? Ele não vai desistir? ― sento-me ao seu lado. ― Você o atendeu dessa vez? Ela suspira parecendo cansada. Provavelmente está. Nós duas não estamos tendo muita folga ultimamente. ― Sim, ele diz que está mortalmente arrependido... ― bufa deselegantemente. ― Que faria qualquer coisa que eu quisesse para reatarmos. Dá para acreditar nesse cara? Isso me surpreende. Não entendo essa insistência de André quando foi ele quem fodeu tudo com Sara. Ele teve todas as chances, caramba. Homens... Só conseguem enxergar o que está embaixo do seu nariz quando perde.

― E o que disse a ele, maninha? ― questiono e um sorriso malvado se abre no rosto de Sara. ― Eu o mandei comer merda e desliguei. Não consigo conter uma gargalhada. Ela me segue. Cristo, Sara e sua boca suja. Meu celular toca nos tirando do momento de descontração. É um número desconhecido na tela. O atendo e uma respiração pesada vibra do outro lado da linha. Eu não sei se devo falar ou apenas esperar. Algo dentro de mim me avisa para apenas esperar. Uma sucessão de respirações agoniadas chia. Estou a ponto de desligar quando uma voz fraca, mas, definitivamente conhecida soa no meu ouvido: ―Mel? ― Selena me chama com voz trêmula. ― Sou eu, Selena. Um silêncio tenso se segue. O que ela quer comigo? ― Sim, oi, Selena ― digo no meu melhor tom neutro. ― Por que está me chamando? Silêncio. ― Eu, hum ― ela gagueja, parecendo nervosa, desconfortável. ― Quero que saiba que emiti uma nota de repúdio ao preconceito que alguns sites e inclusive minhas fan pages estão alardeando covardemente a seu respeito. Uh! Isso com certeza tem a minha atenção. O preconceito que venho sofrendo nas redes sociais e boa parte da mídia está se tornando muito incômodo. Parece que quando o homem é mais velho todos batem palmas, mas, quando é o contrário, todos atiram pedras e a mulher em questão é taxada de imoral. Eu finjo que não me importo, mas no fundo me machuca que possam existir pessoas tão presas em seu próprio mundo, em padrões, modelos e estereótipos preconcebidos por uma sociedade essencialmente machista. Eu não havia mencionado nada sobre isso para Liam enquanto estávamos no Rio. Não o queria se preocupando com algo tão vil e pequeno quando tem uma recuperação e assuntos mais importantes que exigem seu foco imediato. Não preciso dizer que ele ficou puto quando leu tudo que estão falando sobre mim. Processou uma infinidade de canais e sites. Seus advogados nunca tiveram tanto trabalho. Eu amo como está tentando me proteger de tudo, quando ele próprio tem sido alvo de ataques igualmente covardes. Liam não processou nenhum dos que falou mal dele, mas, fez questão de fazê-lo com todos que ousaram falar de mim. Eu sei que ele está se punindo de alguma forma pelo estilo desregrado e irresponsável que levou até aquela fatídica festa. É como se ele achasse que merece todo o desrespeito por ter feito escolhas erradas. Ele não merece. Liam é a pessoa mais linda que eu conheço. ― Eu agradeço. Você, como pessoa pública não deve apoiar posturas tão desrespeitosas. Seus fãs têm me ofendido incansavelmente ― eu disparo toda a minha frustração. Paro para respirar longamente. ― Mas, obrigada. Fico aliviada que não esteja compactuando com essa sujeira toda. ― Ouça, eu sei que fiz e lhe disse algumas coisas sórdidas ― ela funga. Parece estar chorando. ― Mas, não acho justo o que estão falando sobre você. Só queria que soubesse disso. Há outro silêncio desconfortável e eu decido aproveitar o momento. Por que não? ― Selena, será que você poderia me encontrar? ― sondo quase desinteressadamente. ― Eu gostaria de agradecer pessoalmente e... ― Encontrá-la!? ― seu tom é de surpresa e um tanto apreensivo. ― Para quê? Ok, vai Mel. Você consegue. ― Eu... Eu gostaria de retribuir sua gentileza e ajudar você... ― digo, quase cruzando os dedos para

ela aceitar. ― Ajudar-me? ― sua voz dispara com alarme. Parece que não fui tão sutil quanto pensei. ― Por que exatamente acha que preciso de ajuda? Eu não... ― Selena, eu... Eu tenho uma forte desconfiança sobre a sua relação com Chris ― decido jogar às claras. Ela puxa uma respiração afiada do outro lado. Bingo! ― Seu irmão abusa de você, não é? ― Silêncio ― estou disposta a ajudar. Você precisa contar isso em juízo. ― Não! ― ela me corta, com raiva, sua voz trêmula. ― Você não sabe de nada, sua cadela! Caramba! Assimilo a ofensa, encarando Sara que está intrigada. ― Ouça, vou relevar a última palavra porque sei que esse assunto é delicado para você ― aviso em tom brando. ― Mas, você precisa fazer algo enquanto é tempo. Liam está sendo julgado pela opinião pública muito antes do tribunal. Você acha justo tudo que estão fazendo com um homem inocente? Você acha justo tudo que seu querido irmão fez e ainda continua fazendo com Liam? ― Eu não concordo, porra! ― ela está irritada agora. ― Mas, isso é assunto do Chris. Não posso fazer nada. Tomo uma respiração profunda para conter minha frustração. Ela não vai sair dessa maldita concha nunca. Que garota estúpida! Respiro fundo de novo. Ok, ela pode ainda ser apenas uma vítima. Tenho que ir mais suave com a abordagem. ― Você pode, Selena ― digo firme, decidida. ― Você pode acabar com esse controle que Chris tem sobre você. Torne isso público. Faça todos verem que tipo de monstro é Chris Hart. ― E-eu não posso! ― ela gagueja e começa a soluçar freneticamente. ― Sinto muito. Eu não posso. E a linha fica muda. Oh, Deus. Isso vai ser difícil. Pobre Selena. Pobre, pobre Selena. Eu não gostaria de estar em sua pele. ― Então, é verdade? Aquele homem monstruoso realmente usa a irmã sexualmente? ― Sara diz com uma expressão repugnante. ― Sim, Sara. Eu acho que sim e nós precisamos de Selena ― digo cansada. ― Ela pode ajudar a fechar o caixão dele, mas sinto que não será uma tarefa fácil, pois ela morre de medo do homem. ― Argg! Que nojo desse infeliz ― ela resmunga. ― É, realmente nojento ― concordo e me levanto. ― Vem, vamos ver como Chay está se saindo com a Srtª Hudson. Carlie Hudson é a tutora contratada para meu pequeno. Ela parece uma moça adorável. É Psicopedagoga e seu currículo é muito bom. Tem considerável experiência com crianças apesar da pouca idade. Estou muito satisfeita com seu trabalho. Ah, os caras gostaram bastante dela também. Não consigo evitar um riso. Roqueiros... Não podem ver um rabo de saia. Carlie é uma loira pequena, olhos verdes vivazes e um corpo bem construído, mas ela o esconde em roupas bemcomportadas. Graças a Deus. Afinal, não quero tentação perto do meu marido se é que me entendem.

Liam Tomo um gole da minha cerveja e elevo meus pés na mesinha de centro. Os caras fazem o mesmo. Eles

estão animados com a gravadora funcionando e a enorme quantidade de material de bandas que estamos recebendo para avaliação, apesar de toda a merda envolvendo o meu nome. É uma distração bem-vinda em meio ao caos que se instalou desde que as fotos se tornaram públicas. Estou tentando parecer forte diante de tantos ataques para que a minha mulher não veja como isso tem me afetado. Ela está grávida e precisa de tranquilidade. Me odeio por tê-la colocado no meio do furacão, tão exposta. Porra, eu quase fui trancafiado! Parece que um Promotor metido a moralista quer pegar o meu caso para exemplo e me foder publicamente. Ainda bem que meus advogados são os melhores. Eu bufo sarcasticamente, porque com a pequena fortuna que eles ganham, eles têm que ser malditamente bons mesmo. O susto passou. Pelo menos por enquanto. Essa briga não vai ser fácil. Mas, estou de certa forma me sentindo blindado. Os fãs estão sendo fodidamente incríveis em suas manifestações de apoio. Inacreditavelmente nossa música não caiu nos rankings e parece que nesse aspecto o interesse na banda cresceu. Parece que o povo gosta mesmo é de um bom escândalo. Minha família tem sido crucial para me manter de mente sã. Meus avós vieram conosco. Eu não esperaria menos deles. Os caras têm sido parceiros e irmãos como sempre foram. Nós sempre fomos assim. Mexeu com um, mexeu com todos. Uma vez, quando estávamos na escola, um zagueiro do time de futebol deu uma surra no Collin por foder a garota dele. Nós o pegamos e... Bom, para encurtar a história, digamos que ele ficou um bom tempo sem jogar... Mel também tem feito um bom trabalho em me proteger. Me escondeu durante o período crítico da minha recuperação que estava sendo vítima de preconceito pela mídia. Isso me deixou puto pra caralho. Não dá para entender que em pleno século vinte e um, com todas as conquistas sociais e da mulher, especificamente, ainda haja esse tipo de mentalidade com relação a modelos de relacionamentos arcaicos. Eles não conseguem ver o quanto ela é linda? Que não me importa, nunca importou a questão da idade? São apenas sete anos, porra! Poderia ser vinte e ainda não faria diferença, porque é o sentimento que conta e isso temos de sobra. Processei todos os filhos da puta. Nas redes sociais é mais complicado encontrar os covardes por trás de perfis falsos, mas, estou trabalhando nisso também. Ninguém mexe com a minha mulher e sai impune. Ninguém, porra! ―Benzadeus! Com certeza um belo pedaço de bunda! ― a voz maliciosa de Elijah me puxa dos meus pensamentos. ― Parem de falar assim da Carlie, seus bastardos! ― Paul faz uma defesa acalorada. Eu rio. Eles ficaram todos animados com a professora do Chay. Ela é realmente bonita. O quê? Sou homem, ok? Sério, Stone? Você me parece uma mocinha nos últimos dias. Meu subconsciente resolve me azucrinar. Sem mencionar que está sem sexo há um mês! Ele zomba e eu rosno. Eu quase morri, porra! São ordens médicas. Me defendo. Ele bufa sarcasticamente. Claro, esqueci que você pensou que era o Bruce Willis[4]. Eu ranjo os dentes. Eu não me arrependo, seu bastardo. Era a minha mulher na mira da porra daquela arma! Uh! Ok, Stone. Ok. Não está mais aqui quem falou. Eu bufo. Então, quando podemos transar com a doce Mel? Você, NUNCA! Mas, EU vou transar hoje à noite. Abro um riso arrogantemente malicioso. Stone, o médico ainda não liberou o sexo, seu idiota. Ele adverte. Eu o ignoro. Foda-se! O médico provavelmente é gay, porra. Quem mais aconselharia um roqueiro a ficar quarenta dias do caralho sem foder? Ele zomba a seguir: A Mel não vai ceder... Eu rio internamente. Veremos, veremos. Agora, dê o fora. Preciso pensar em algo eficaz para seduzir minha mulher mais tarde. Ele me olha feio e desaparece, resmungando. Bizarro pra cacete. ― Uau! Já está na base do primeiro nome, é? ― Collin provoca Paul. ― Nada de Srtª Hudson? O que estamos perdendo aqui, irmão? Paul abre um enorme sorriso de merda. Todos nós o encaramos à espera.

― Eu a convidei para sair ― ele me olha. ― Se estiver bem para você. Digo, ela é sua funcionária... Todos nós caímos na risada. Só mesmo Paul para ter esse tipo de consideração. Nenhum dos outros e, para ser sincero, nem eu teria tal consideração. Mas, é de Paul, o moralista da banda que estamos falando. ― Cristo, ela é apenas a professora de Chay, irmão. Vai fundo ― o instigo. Ele amplia o riso. ― Porra, você foi muito rápido, cara ― Sean resmunga. ― Eu estava de olho nela. Paul não gosta muito disso pela sua reação. ― Então, procure outra, imbecil ― ele rosna e todos nós ficamos boquiabertos diante da sua defesa. ― Merda, eu também estava querendo bater aquela boceta ― Collin se intromete como o bastardo provocador que é. ―Vocês estão surdos, porra? ― Paul range os dentes. Cacete! Nós gargalhamos segurando nossas barrigas. ― Okay, pode ficar com ela ― Collin dá de ombros. ― Srtª Hudson parece muito... Certinha ― ele ri diabolicamente. ― E eu amo as garotas más. Ela é toda sua, irmão. ― Yep! Você está certo, Collin. Ela é gostosa pra caralho, mas, muito certinha para nós... ― Sean concorda. ― Então, isso quer dizer que está fora da pequena reunião de hoje? ― Elijah indaga tomando sua cerveja. E por pequena reunião entenda-se: festa. ― Hum, receio que sim ― Paul diz um tanto sem jeito. ― Jesus! Irmão, você nem saiu com a garota ainda e já está todo maricas, porra! O único com as bolas presas aqui é o Stone ― eu rolo os olhos e Elijah ri, atiçando-o. ― Tem certeza? Será no meu apartamento em Beverly Hills ― ele abaixa a voz, como um maldito canto da sereia. ― Só as mais belas bocetas... ― deixa a frase fazer a sua mágica em Paul. A título de esclarecimento esse é o apartamento que Elijah usa como abatedouro e para festas rock and roll. Ok, para ser justo, cada um de nós tem um desses... O que me lembra de que preciso me desfazer do meu assim que for possível. Eles vão provavelmente me zoar pra cacete, mas, ele não tem mais utilidade para mim. Minhas bolas estão presas, como frisou o idiota, e eu estou fodidamente satisfeito com isso. Todos nós encaramos Paul, observando sua luta interna. Ele sorri e balança levemente a cabeça. ― Ok. Vou dar uma passada rápida ― diz e eu não posso evitar sorrir junto com os outros. Mas, os advirto: ― Peguem leve, caras ― eles assentem em uníssono, embora eu saiba que uma festa deles nunca é leve. Especialmente Elijah, Collin e Sean. Eles são realmente bastardos quando se trata de mulheres. ― Posso convidar a Sara? ― Sean pergunta olhando diretamente para Elijah que quase engasga com a cerveja. ― Se quiser um olho roxo, vá em frente, idiota ― ele rosna e mais uma vez caímos na risada. Cacete. Ele precisa resolver essa merda.

― Cristo, você precisa parar com essa merda, Eli ― Collin diz condescendente o que faz a expressão de Elijah escurecer mais ainda. ― Você não vai conseguir nada ali. Desista, cara. Elijah estreita os olhos e desvia para cada um deles. Isso me deixa em alerta também. ― Por que está tão preocupado com isso? O que estou perdendo aqui, caras? ― ele grunhe. Sean ri e abre o jogo: ― Hum, nós apostamos entre nós que não vai conseguir nada com ela... ― É sério essa merda? Que idade vocês têm, caralho? Doze? ― eu o corto. ― Sara é minha cunhada e eu não quero esse tipo de desrespeito com ela, ok? Ela está fora dos limites! Eles me encaram e um a um concordam. Eu relaxo, terminando minha cerveja. Eles se despedem alguns minutos depois e eu vou procurar a minha mulher. Sara é a única que encontro na sala lendo uma revista. Pergunto onde estão todos. Ela informa que Chay está jogando X-box em seu quarto. Meus avós estão descansando também em seus quartos e Mel está na cozinha. Sara ri furtivamente quando diz isso e eu sei que Mel deve estar em mais uma das suas tentativas de cozinhar. Dirijo-me para lá e rio baixinho, encostando o ombro no portal. Fico parado a observando ler atentamente o livro de receitas sobre o balcão de mármore. Um riso se abre na boquinha linda e seu rosto levanta para me olhar. ― Ei ― diz, seu sorriso aumentando até atingir os olhos. Ando devagar até ela e a puxo pela cintura. Ela trocou de roupa para um de seus vestidos leves e eu adoro o acesso se é que me entendem... ― Hei ― roço meus lábios nos seus. Ela me enlaça pelo pescoço e eu a prendo contra o balcão. ― O que você vai tentar cozinhar? ― eu provoco e ela ri. ― Frango com salada de legumes. Não parece tão difícil. Onde estão os caras? Não vão ficar para o jantar? ― eu rio, meneando a cabeça. ― Baby, eles provavelmente correriam mais depressa se soubessem que está tentando fazer o jantar outra vez ― ela bufa, e me bate levemente no ombro direito. ― Não ficou tão ruim da última vez... ― se defende, parecendo ofendida, então cai na gargalhada. ― Certo, ficou ruim, mas, estou tentando, ok? Mereço um desconto. Eu seguro sua bundinha firme e a acomodo em cima do balcão, me infiltrando entre suas coxas. Ela ofega e eu gemo quando sinto meu pau duro contra apenas a barreira da calcinha. ― Você não precisa cozinhar, baby ― sussurro em sua boca. ― Eu aprecio suas outras habilidades... Aprecio muito, só para constar ― deposito beijos suaves de boca aberta em sua mandíbula e vou descendo pelo pescoço. Ela crava as mãos em meus ombros para equilibrar-se. ― Liam... Ainda falta uma semana, amor ― ronrona, quando chupo seu pescoço. ― Vou fazer algo especial, já disse. Eu... Oh, Deus... Baby... ― ela geme quando seguro sua bunda e começo a moer gostoso direto em seu clitóris. ― Você vai? Hum? ― sussurro em sua orelha, lambendo o lóbulo em seguida. ― O que você vai fazer para mim, minha gostosa? Hein? Diga. Quero ouvir tudo dessa boquinha linda... ― Caramba! ― ela respira com dificuldade. Eu mordo sua orelha e desço pelo pescoço e ombro. ― O que você quiser, baby. Peça e eu faço... Eu rio sacana e volto a olhá-la, nossas bocas quase se tocando, não parando de moer nossos sexos.

― Oh, baby, qualquer cenário que envolva você nua... ― abro um riso lento, meus olhos gritando coisas sujas para ela. ― Eu estou malditamente dentro! ― dou uma piscadinha sem vergonha e sussurro: ― literalmente... Ela ri, ofegante, excitada e linda. ― Tão sem vergonha, superstar... ― murmura na minha boca apenas um segundo antes de eu me apossar da sua num beijo lento, sensual. Meus lábios provocam os seus recuando, soprando. Um arrepio eriça sua pele e ela estremece. Rio contra seus lábios e mergulho a língua explorando, lambendo a dela bem devagar. Minhas mãos passeiam pelas costas esguias, pela cinturinha pequena e descem para os quadris, deslizando suavemente para seu traseiro outra vez. Eu gemo. Ela ofega. Meu pau está duro como ferro cutucando sua boceta. Sinto pré-semen babar da ponta. Cacete! Posso gozar apenas assim. Nunca uma mulher me afetou tanto. Seus mamilos estão túrgidos contra meu peito. Eu rosno enfiando uma das mãos em seus cabelos da nuca. Ela choraminga e minha boca se torna mais exigente. A devoro com fome agora. Nossos lábios colidem numa agonia que fala da nossa paixão um pelo outro. ― Baby... Precisamos parar... ― sua voz é só um coaxar. Eu quero rasgar suas roupas e fodê-la duramente bem aqui. Enterrar-me até o talo em sua boceta perfeita. Agora. Cavo a outra mão entre as bochechas da sua bunda, pressionando-a firmemente contra meu corpo e acelero os movimentos torturando sua pélvis na minha. Um gemido lamurioso escapa de seus lábios para os meus. Eu bebo faminto. Circulo seu cuzinho por cima do tecido fino com meu dedo médio. Ela estremece de novo, arquejando e seus quadris parecem ter vida própria, respondendo ao meu ataque sem vergonha, moendo junto, gostoso. ― Oh, Deus... ― ela lamenta. Eu mordo e lambo seu lábio inferior, descendo numa trilha pelo maxilar e pescoço num ataque esfomeado. Meus dentes arrastam na pele sensível e sinto o calor da sua calcinha encharcando para mim. Foda! ― Porra, baby! ― um grunhido torturado deixa minha garganta. ― Gostosa... ― sussurro em sua boca e mergulho de novo, chupando sua língua com força, a moagem nos fazendo gemer e grunhir como animais. E é sério, estou a ponto de gozar. ― Minha gostosa... Eu preciso foder minha bocetinha agora, por favor... ― meu tom é carregado, tenso, cheio de tesão. ― Eu preciso gozar em você, baby. ― Humm, são ordens médicas, amor... ― ela está tremendo, sua voz rouca de tesão. Não vai resistir por muito tempo, eu sei. Eu rio e ela ri também. Separamos nossas bocas e ficamos respirando pesadamente, parecendo dois adolescentes descobrindo o sexo. ― O médico é gay ou um maldito sádico ― eu rosno. Ela ri do meu desespero. Mas, seus olhos estão dilatados e sua boceta pulsa contra o meu pau, louca para ser fodida. ― Você saber que quer, baby ― uso meu tom mais sedutor. ― Está louca para gozar no meu pau, você sabe que sim... ― ela pulsa mais contra mim e choraminga. ― Humm, está bem, eu vou cuidar de você, baby... ― ela ri, safada e desliza uma das mãos entre nós, até chegar ao meu pau dolorido. Eu gemo alto quando começa a massageá-lo para cima e para baixo. ― Vem, minha safada. Vamos lá para cima ― eu me afasto, descendo-a da bancada. ― Pai? ― a voz de Chay nos faz saltar e nos afastar. Cacete! Um segundo depois ele entra na cozinha. Essa foi por pouco. ― Vem jogar comigo? Eu forço minha respiração a voltar ao normal e estico a camisa branca por cima das calças para disfarçar minha ereção colossal. Ainda bem que o balcão está nos protegendo e dará tempo do grande soldado baixar a bola... Merda. Frustração sexual dói pra caralho. Mel volta a mexer nos ingredientes do seu projeto de jantar, seu rosto ainda está vermelho, afogueado. Eu tento não sorrir da nossa situação.

― Claro, homenzinho ― digo, minha voz quase natural. ― Vem, vamos deixar a mamãe preparar o jantar ― Chay torce o rosto e esconde um risinho. Sim, todos nós sabemos que sua mãe não tem esse dom. Nos dirigimos para a porta e eu a olho por cima do ombro. Mais tarde. Digo apenas com meus lábios. Ela ri e me joga um beijo. Bem-vindo à vida doméstica, Stone! Digo-me ironicamente, enquanto saio para jogar com o meu filho. CAPÍTULO QUATRO

Liam Minha frustração sexual diminuiu um pouco, eu diria. Vejam bem, eu pensei que teria uma noite de sexo quente e suado com a minha mulher há alguns dias. Ledo engano. Rio ironicamente. Mel não cedeu totalmente. Em vez de me dar sua pequena, doce a apertada boceta ela apenas me chupou. Não que eu esteja reclamando, sua boquinha cinco estrelas fez a porra da mágica e eu gozei litros em sua garganta, mas, meu pau ganancioso quer mais. Ele quer se enfiar até as bolas na minha bocetinha. No entanto, o médico, por mais gay ou sádico que seja, certamente sabe o que está fazendo porque eu não aguentaria uma sessão de foda dura do jeito que estou malditamente ansiando. Eu quase desmaiei quando gozei. Fiquei deitado na cama com a porra de um sorriso idiota no rosto, fraco, sem forças, meu coração batendo descompassado. Levou alguns minutos para me recompor, juntar minha dignidade masculina e retribuir o favor à minha mulher... Estávamos ofegantes e ainda mais enlouquecidos de tesão depois dessa sessão. Mas, ela me convenceu a esperar, afinal era apenas uma semana. Ok, decidi cumprir a quarentena do caralho! Mas, intensifiquei meus treinos para recuperar minha resistência e não correr o risco de desmaiar em cima dela quando eu finalmente pegá-la. Amanhã. Porra, amanhã ninguém me segura! ― Ei, você ouviu alguma palavra do que acabei de dizer? ― Jess me olha com uma carranca no rosto bonito. Eu rio levemente, afastando meus pensamentos libidinosos sobre a boceta da minha mulher. ― Desculpe, Jess, você pode repetir? ― peço. Ela ri meneando a cabeça e se levanta da cadeira que esteve sentada à frente da mesa do meu escritório. ― Eu disse que alguns canais locais estão loucos para saber um pouco mais da primeira-dama do rock ― ela faz aspas com as mãos. É assim que uma parte da mídia tem se referido à Mel. Não sei se por zombaria ou qualquer outra razão, mas, eu gosto do termo. ― Posso marcar algumas entrevistas para Mel mostrar o seu lado da história? ― repete, contornando a mesa, apoiando o quadril na borda. Eu rolo a minha cadeira para o lado para lhe dar espaço. ― Eu acho que ela precisa aparecer mais e enfrentar a mídia. Eu franzo o cenho. Não sei se é uma boa ideia. Não com tantas merdas que estão dizendo sobre ela. ― Não sei, Jess ― eu passo as mãos pelos cabelos e suspiro. ― Mel está grávida. Quero que fique longe da mídia tanto quanto puder pelo menos nesses primeiros meses. É o período em que o bebê ainda está frágil e... ― Uau! Li, olha só você aí, todo por dentro dos estágios de gravidez... ― ela provoca com um sorriso brincalhão. Eu rio também. ― É a minha mulher. É o meu filho, então eu tenho que ficar malditamente por dentro, caralho ― me defendo.

― Certo ― ela concorda. ― Mas, ainda acho que o quanto antes a Mel mostrar que não tem medo e não deve nada a ninguém, mais cedo as pessoas irão respeitá-la e aceitá-la ― completa, e eu começo a ver o seu ponto. ― Você pode estar certa, mas, vamos esperar um pouco, está bem? É muita pressão para ela. Tenho medo que isso prejudique o nosso filho. Ela assente e cruza as pernas, se inclinando um pouco mais sobre a borda da mesa. ― Entendido, chefe ― ri e eu rolo os olhos pela forma de tratamento. Jess sabe que detesto que me chame assim. ― Mas, ela é uma mulher forte como já deve ter percebido. Mel vai tirar LA de letra, você vai ver ― eu torço para isso. ― Assuntos mais suaves, então ― continua: ― selecionei algumas coleções para o guarda-roupa da futura mamãe, agora que vai ganhar uns quilinhos extras. Meu peito enche de orgulho. Eu mal posso esperar para ver o corpo da Mel mudando. Seu ventre expandindo enquanto meu filho cresce lá dentro. É uma emoção louca que transborda em mim cada vez que vejo e toco sua barriguinha. Deus foi generoso comigo, conosco. Em meio à tanta loucura, nos foi dado esse presente e eu agradeço por isso todos os dias. ― Isso é bom, mas, providencie para que as provas sejam feitas aqui em casa ― eu digo suave, porém, inflexível. Jess dá um longo suspiro. ― Você não acha que está sendo paranoico demais? Já tem três semanas que vocês estão presos aqui. Seria bom para ela e o bebê sair um pouco. Eu cuidarei bem dela, prometo ― diz com preocupação em seu semblante. Eu considero por alguns instantes, enquanto aguarda parecendo ansiosa. Eu sei que a Mel não é sua maior fã. Não consigo conter um riso. Ela é tão ciumenta. Talvez Jess só queira mostrar que está do seu lado. ― Não, eu não acho paranoia. Nós fomos atacados covardemente. Alguém queria matar a minha mulher ― eu rosno. ― Mas, prendê-la aqui o tempo todo não é legal também ― admito a contragosto. ― Ok, eu vou falar com ela sobre isso primeiro ― garanto e Jess abre um amplo sorriso. ― Não a quero sendo perseguida por paparazzi e muito menos por fãs entusiastas de Selena. Fui claro? ― Como água, chefe ― ela brinca. ― E você está certo ― seu rosto suaviza e seus olhos azuis brilham. ― É linda a forma como a protege. Espero que ela saiba como é sortuda por ter um marido assim, tão devotado. Eu rio suavemente. ― Devotado e fodidamente apaixonado ― ela rola os olhos. ― Eu sou o sortudo aqui, Jess. Mel é a única mulher que eu quis verdadeiramente. O que nós temos é algo que eu jamais encontraria com nenhuma outra. ― Jess me olha longamente, então abre um sorriso luminoso. ― Como disse: sortuda ― ela brinca e seu rosto fica sério em seguida. ― E você, está bem? Eu nunca tive tanto medo em toda a minha vida ― completa em um sussurro. Sua mão levanta e toca o meu rosto ternamente. ― Estou frustrado sexualmente, mas, estou bem agora ― eu praticamente rosno. Ela rola os olhos dando risada. Em seguida se debruça levemente e me dá um beijo na bochecha. Seus olhos estão muito brilhantes. Eu sei que assustei a todos eles. Retiro sua mão do meu rosto e deposito um beijo suave.

― Estou de saída. Tenho que voltar para a gravadora ― ela se apressa, contornando a mesa e pegando sua bolsa. Seus lábios se enrolam em um sorriso travesso e acrescenta: ― te vejo por aí, papai do ano! Meu sorriso deve ter mordido as orelhas. Cacete! É muito bom ouvir isso. ― Dirija com cuidado ― falo, enquanto ela se afasta em direção à porta. ― Céus! Você ficou tãaao chato ― ela reclama e eu rio, me divertindo em provocá-la. Eu saio em seguida e desço para o térreo. Da sala dá para ouvir os gritinhos infantis de Chay vindo através das portas duplas que levam à área da piscina. Eu paro na soleira e enfio as mãos nos bolsos da bermuda. Eu estou trabalhando em casa. Sim, eu briguei com os caras para eles me mandarem alguns dos materiais que as bandas estão nos enviando. Mel não ficou muito feliz, mas, eu a convenci que precisava distrair minha mente se ela realmente me faria cumprir a quarentena. Foi um argumento bom pra caralho, porque ninguém mais me encheu o saco depois disso. Eu me sinto muito bem. Não sinto mais nenhum desconforto na cirurgia. Meu personal trainer ficou impressionado com a minha recuperação. Todos estão impressionados, na verdade. Só falta a cereja do bolo... Minha mulher com as pernas enroladas em minha cintura enquanto eu fodo seus miolos por horas a fio. Merda. Eu estou duro. De novo. A risada do homenzinho me tira da minha fantasia obscena com sua mãe... Cristo, estou parecendo um maldito adolescente com tesão. Me permito distrair minha mente pervertida, observando Sara brincar com ele na área mais rasa da piscina. Eu estou rindo, contagiado pela alegria dele. Chay está se adaptando bem. Espantosamente bem. A Srtª Hudson o elogia o tempo todo. Esse moleque é esperto pra cacete. Eu não posso parar o orgulho que me toma sempre que me chama de pai. Eu acho que sempre vou me emocionar. Eu amo esse pirralho. ― É bom ver que apesar de tudo, você está feliz, filho ― a voz de meu avô me faz olhar de lado. Ele está me olhando com o mesmo carinho com que estive olhando Chay. ― Eu estou, vô ― eu digo, virando-me completamente para ele. ― Obrigado por terem vindo conosco. Seu apoio e da vovó é importante para mim. Seus olhos castanhos se emocionam, mas ele age com algum orgulho masculino. ― Não seja tolo, Liam ― vovô diz, batendo levemente no meu ombro. ― Não há outro lugar onde eu e sua vó queremos estar ― um silêncio confortável desce sobre nós. ― Alguma novidade dos advogados? ― questiona, seu rosto assumindo uma expressão cautelosa. Tomo uma respiração longa. ― Eu não entendo dessas merdas de trâmites legais, mas eles dizem que o inquérito está andando na velocidade da luz ― eu bufo. ― E que provavelmente irá a julgamento. Estão acelerando tudo para me foder publicamente por eu ser famoso. Uma ruga se forma entre suas sobrancelhas. ― Você está otimista quanto a isso, filho? Quero dizer, enfrentar um julgamento... Eu estou confiante, apesar da merda está batendo o tempo todo no ventilador. Hector Lopez, padrasto das garotas está posando de grande vítima para a imprensa. O infeliz está colocando pressão no caso. Ele afirma que não sabia que as enteadas estavam frequentando aquele tipo de festa. Chris está cobrindo as costas dele, certamente. A exemplo do que houve no Brasil, deve estar pagando uma bolada para o homem envenenar ainda mais a imprensa contra mim. Mas, Hector não é inteligente. Ele deixou rastros de

suas atividades pra lá de suspeitas por onde passou. Há provas em poder dos meus advogados que o apontam como o explorador de menores que ele é. E, claro, há aquelas em que seu envolvimento com Chris aparece também. Então, porra, sim! Estou confiante. Entretanto, não sou ingênuo de pensar que vou sair totalmente ileso de um escândalo de proporção mundial. A imprensa já está fazendo comparações com outro astro da música que teve seu nome manchado para sempre: Michael Jackson. Eu pessoalmente, nunca acreditei que o cara fez aquilo de que foi acusado, mas, a imprensa se encarregou de denegrir sua imagem de forma irrevogável. Eu seria muito estúpido se não tivesse medo, pois a mídia tem esse tipo de poder. Ela pode te elevar acima da estratosfera e pode te derrubar numa queda colossal num piscar de olhos. Estou torcendo que essas comparações parem por aí e que eu não amargue o quase esquecimento que um artista tão brilhante e talentoso como Michael teve que viver nos anos que antecederam a sua morte. ― Eu sou inocente, vovô. Quero ir ao fundo dessa merda e provar que fui vítima de uma armação ― afirmo veementemente. ― Então, sim, estou otimista que a justiça vai prevalecer no final. ― Nenhum de nós duvida da sua inocência, Liam ― ele diz me encarando ferozmente. ― Eu e sua avó sabemos o tipo de homem que criamos. Suas palavras afundam em mim, espalhando conforto. ― Eu sei, vô. Eu sei ― assinto. ― Por falar nela, onde ela está? Seu rosto se transforma, iluminando com humor. ― Está passando a receita daquele assado que você adora para Mel ― eu rio, meneando a cabeça. ― Cacete, por favor, me diga que minha mulher não vai tentar cozinhar de novo ― ele ri, divertindose com a falta de habilidades culinárias da Mel. ― Receio que não temos tanta sorte ― ele ri profundamente. Cristo, ela seria capaz de errar a receita de macarrão instantâneo. Os caras inventam as desculpas mais mirabolantes e caem fora quando percebem que Mel vai atacar de chefe outra vez. Alguém precisa dizer a ela para parar... O quê? Não olhem para mim, ok? Eu ainda estou sem sexo. De jeito nenhum vou arriscar a foda incrível que ela está preparando para nós amanhã. Sem chance. ―, e cuidado com a boca, meu jovem ― o tom meio brincalhão, meio sério do meu avô me puxa de volta. Eu rio antes de jogar meu braço direito por cima dos seus ombros e avançarmos para a área ampla da piscina. Chay nos grita assim que nos vê. Eu me permito desfrutar da minha nova vida doméstica, vendo meu filho se divertir pelas próximas horas antes do jantar. Os caras apareceram após o jantar. Nos divertimos e bebemos no salão de jogos. Eu e Sean demos uma surra em Elijah e Collin na sinuca. Paul ficou a maior parte do tempo no celular. Às vezes eu flagrava um sorriso idiota em seu rosto. Cristo, um sorriso idiota bem parecido com o meu próprio quando estou com a Mel. Uau! Ele parece realmente balançado por Carlie Hudson. É claro que eu e os caras não perdemos a oportunidade de zoar nosso companheiro. Paul não se abalou e continuou a teclar no celular como se sua vida dependesse disso. Quando nos despedimos algum tempo depois, atravesso a sala em direção a escada. Sara está sentada no sofá e me dá um olhar estranho acompanhado de um sorriso misterioso, quase malicioso. Eu quase a interrogo sobre o significado disso, mas, decido por não fazê-lo. Em vez disso, pergunto sobre a minha mulher. Ela me informa que Mel subiu há mais ou menos trinta minutos para colocar o homenzinho na cama. Chay pode estar caindo de sono, mas sempre espera um de nós dois o levar e ler pelo menos duas histórias antes de dormir. É uma rotina que tenho curtido

pra caralho. Eu digo boa noite à Sara e subo lentamente a escada. Amanhã. Eu não consigo parar o riso sem vergonha que se escancara na minha boca. Amanhã acaba a minha miséria... Entro no nosso quarto e ainda está tudo escuro. Mel deve estar ainda com o Chay, tendo mais trabalho que o habitual para fazer o pequeno capotar. Eu rio, procurando meus cigarros no bolso. Puxo um para fora do maço e o coloco na boca me dirigindo para a varanda. O luar se infiltra pelas portas abertas e a maresia me convida a apreciar meu cigarro lá fora. Eu sei que já devia ter parado, mas, toda essa frustração sexual não me deu outra escolha. Sim, eu sei, esse vício é uma merda. Poupem seus discursos. Eu levo o isqueiro até o cigarro, firmando-o entre os lábios, ao mesmo tempo em que atravesso as portas e meu coração para. Literalmente para e em seguida dar um grande solavanco com o cenário que se descortina diante de mim. Porra! Wow! Nossa ampla varanda passou por uma transformação nas últimas horas... Há um jogo de luzes coloridas, girando em um globo do outro lado da piscina. A pérgola foi equipada com cortinas brancas que estão esvoaçando levemente nesse momento. Cacete. Há uma cama bem no centro. Meus olhos correm disparados pelo cenário de sedução e meu pau acorda definitivamente. Os acordes de Sweet Dreams da Beyoncé soam no sistema de som e meus olhos localizam a visão absolutamente deslumbrante da minha mulher. Minha muito deliciosa mulher. Cristo! Se estiver sonhando ninguém, me acorde, porra, ou eu vou ficar muito puto! Ela anda graciosamente pela borda da pequena piscina e vai em direção à pérgola. Usa um curto robe de seda vermelha, que combina perfeitamente com sua tez morena. Ela coloca as mãos espalmadas sobre o colchão e inclina o traseiro ligeiramente. Sua cabeleira castanha cai para frente, mas, ela joga a cabeça para trás e seu rosto fica limpo para a minha apreciação. Seus lábios se entreabrem e ela fecha os olhos. Ela parece com uma mulher muito excitada à beira de gozar. Oh, merda! Onde ela aprendeu tudo isso? Cacete. Onde a minha mulher grávida aprendeu essas poses eróticas do caralho? Estou louco de tesão e possessividade sobre ela. Seu rosto gira para o lado e seus olhos encontram os meus. A sugestão de um sorriso brinca em sua boca. Estou completamente pasmo, sem palavras, enquanto seu corpo fica reto e vira de frente para mim. Mel desfaz o laço do robe. Seus dedos são lentos, executando uma espécie de coreografia ensaiada. O tecido cai pelos seus ombros, revelando o sutiã de couro preto. Foda-me! Minha cabeça dá piruetas, meu coração acelera e meu pau espreita, querendo saltar das calças, impossivelmente duro. Cacete! Se ele tivesse uma boca estaria agora com o maior sorriso do caralho. Sem trocadilhos... Minha boca está escancarada, o cigarro ainda apagado desliza para o chão. Meus olhos iniciam uma viagem esfomeada, sem saber por onde começar. Mel levanta uma perna, apoiando o salto altíssimo no acolchoado. Porra! Ela usa uma daquelas sandálias pretas de tiras enroladas nos tornozelos. Meu olhar faminto continua sua exploração. As panturrilhas lindas me fazem babar. Sua pele morena brilha contra o jogo de luzes coloridas. Meu pau pulsa furiosamente nas calças, mas, estou parado, estacado, embasbacado com a minha mulher. Sigo pelas coxas torneadas. Ela as abre mais num convite despudorado. Meu olhar pousa na bocetinha lisa coberta com uma minúscula calcinha de couro preto. Ela gira os quadris, num movimento sexy pra caralho. Eu gemo. Minha excursão segue pelo seu monte, barriguinha quase plana. Meu peito incha de posse ao ver as mudanças sutis que meu filho está fazendo em seu corpo. Isso me excita ainda mais, saber que ela está carregando minha semente. Minha. Eu lambo os lábios quando chego aos peitos outra vez. Eles estão visivelmente mais cheios. Uma visão do meu pau numa espanhola bem lá no meio quase me faz gozar. Seu colo está corado, sua boquinha pintada do mesmo tom do robe. Quando nossos olhares se encontram outra vez ela ri. Posso perceber um pouco de nervosismo nas

profundezas amendoadas. É uma mistura sensual e tímida. Eu começo a andar em sua direção, mas, ela me para, estendendo a mão. Eu obedeço. Mel rola por cima da cama improvisada como uma gata, ágil, sexy e desce para o chão. Segura uma das colunas de madeira e vira de costas para mim. Porra, porra! A calcinha praticamente não existe no lado de trás, é só um fio enterrado no meio das bochechas redondas e durinhas da sua deliciosa bunda. Um riso predador, arrogante e sacana curva a minha boca. Isso é simplesmente a porra do sete de setembro e quatro de julho juntos![5] Ela serpenteia em volta da coluna e o que faz em seguida faz pré-gozo vazar nas minhas calças. Sua língua dá uma lambida completamente indecente na haste de madeira. Cacete! Eu já mencionei o quanto amo minha nova vida doméstica? Eu amo a minha vida doméstica... Ela dança sensualmente como se estivesse num maldito pole dance, enquanto Beyoncé continua a cantar. Uau! Que porra de movimento lindo é esse? Caralho! Eu abro um riso de lobo faminto apreciando o show da minha mulher. É isso aí. Fim do jejum! Meu pau está dançando agora também. Mel gira de frente para mim e vem andando devagar, gingando sensualmente e estou hipnotizado pelo ondular sexy de seus quadris. Ela para a poucos centímetros. ― Baby... Porra! ― eu rosno. ― Não era amanhã? Você está gostosa pra caralho, sabia disso? ― ela sorri amplo e dá a volta lentamente, suas mãos deslizando sobre meu peito, passando pelos ombros. Eu gemo miseravelmente quando seus peitos esfregam em minhas costas e suas mãos descem pelo meu abdome em direção à minha virilha. ― Eu vou gozar na roupa... ― eu aviso, trincando os dentes quando apalpa o meu pau e o acaricia por cima do tecido. Ela ri suave e provocante no meu ouvido antes de lamber minha orelha. Eu estremeço sem controle, completamente entregue a ela. Então, vem para minha frente de novo e se esfrega em mim, seu olhar cheio de luxúria, desejo, tesão. Eu rio safado e enrolo um braço em sua cintura, puxando-a firmemente contra meu corpo. ― Cristo, você tá louca para me dar, não é, minha putinha? ― ela geme ao sentir meu pau cavando em sua pélvis. Minha mão desliza para a bundinha firme e é a minha vez de gemer, sentindo a carne nua. Infiltro os dedos pela fenda, puxando o fio da calcinha indecente do caralho. Ela ofega, levantando o rosto e nossas bocas ficam juntas, respirando uma na outra. Eu puxo seu lábio inferior entre os dentes e começo a nos mover no compasso da música. Nossos quadris moendo juntos numa fricção insuportavelmente foda. Mantenho seu olhar cativo, enquanto serpenteio a outra mão entre nossos corpos descendo pelo vale entre os seios. Eu afasto um lado do sutiã e passo a palma sobre o mamilo duro. Seu corpo treme. Eu puxo, rolando-o entre o polegar e o indicador. Suas costas arqueiam com meu toque. Eu rosno, antes de descer meus lábios pelo queixo e pescoço. Minha língua lambe todo o caminho para seu seio exposto e eu sugo o mamilo avidamente. ― Ohh, Liam... Baby... ― ela mia baixinho. Minha mão desce pela barriguinha macia e brinco com a borda da calcinha. Corro os dedos provocantemente. Seus olhos se alargam, dilatados, esperando meu avanço. Eu apenas rio perversamente, me divertindo com sua ânsia. Desço mais e cavo entre suas coxas. Ela as separa com um gemido me dando total acesso. Massageio seu clitóris com a almofada da mão, enquanto deslizo os dedos por cima do tecido. Afasto a borda para o lado e a toco entre os lábios inchados e melados. Um grunhido escapa da minha garganta, enquanto continuo chupando seu peito, engolindo o máximo de carne em minha boca, completamente enlouquecido. Deslizo os dedos do seu traseiro para a vulva e enfio sem muita delicadeza. Nós dois gememos. Eu cavo seu creme e volto para seu ânus. Minha outra mão escorrega em sua boceta e meto dois dedos profundamente ao mesmo tempo em que massageio e forço passagem em seu rabinho apertado. ― Relaxe, Mel ― digo baixinho e puxo com os dentes o triângulo de couro do outro seio, desnudandoo. Caio de boca, dando-lhe o mesmo tratamento. O bico está duro e vermelho quando eu paro. Sopro delicadamente e ela sofre espasmos. Eu mudo meu ataque para seu pescoço. Meus dedos entram apertado em seu cuzinho. Eu os giro, enfiando mais e mais. Começo a massagear seu clitóris, enquanto a como na

frente e atrás sem trégua. Ela está muito ofegante. Deve estar quase gozando. ― É isso aí, minha gostosa... ― solto um rosnado baixo. Ela estremece, os olhos amendoados viram fogo líquido. Eu chupo, lambo, mordisco seu pescoço. Seu corpo arrepia inteiro. Eu continuo fodendo seu pescoço com a minha boca. Ela se contorce e eu arrasto os dentes pela pele sensível de sua garganta e chupo com mais força. ― Goze para mim, baby... ― meus dedos continuam violentando seus buraquinhos apertados e escorregadios. Ela geme, jogando a cabeça para trás num abandono erótico e goza, seus líquidos escorrendo em meus dedos. ― Isso, amor. Linda pra caralho! ― sussurro em sua orelha. Suas mãos cravam em meus bíceps para se firmar. Eu rio baixinho e meto meus dedos mais fundo, arrancando um último gemido torturado de sua boca. Retiro meus dedos e a levanto nos braços. Ela fica tensa. ― Baby, você não pode me carregar... ― reclama, sua respiração ofegante. ― Ainda está se recuperando... ― seu tom preocupado aquece meu coração, mas meu pau não quer esse tipo de coisa hoje. Ele está furioso! ― Baby, eu estou malditamente bem! ― eu rosno, carregando-a para a pérgola. ― Você vai perceber quando eu tiver fodendo seus miolos pelas próximas horas.... ― ela choraminga, juntando as pernas. Eu rio perversamente sedutor. ― Eu vou meter tão duro e profundo na minha putinha... ― ronrono em sua orelha. ― Estou insanamente louco de tesão, Mel. Eu preciso gozar dentro de você, sentir minha bocetinha sugando o meu pau bem gostoso até a última gota... ― eu raspo meus dentes em seu lóbulo e me debruço, depositando-a no colchão. Ela arqueja quando trilho meus lábios pela mandíbula até sua boca e nossos olhares se fixam. Estendo os braços de cada lado da sua cabeça, prendendo-a na cama, nossos peitos se tocando de leve. ― Você quer isso, baby? Hum? Você me quer gozando dentro de você? ― provoco-a e ela geme lamuriosa. Eu rio, um riso safado e lento bem próximo à sua boca. ― Sim, você quer isso. Você quer o meu pau rasgando essa pequena boceta apertada, não é? ― eu a rolo de bruços e me deleito na visão do fio enterrado na bunda perfeita. Eu tomo o meu tempo, forçando-me a refrear a vontade de colocá-la de quatro e empurrar meu pau profundamente em sua boceta. Minhas mãos e boca passeiam pelas costas esguias. Solto o fecho do sutiã. Afasto seus cabelos para um lado e a torturo com lambidas em sua nuca. Ela se contorce, gemendo alto. Amasso a carne da bundinha dura. Me movo para baixo no colchão e engancho meus dedos nas laterais da calcinha. Ela para de respirar aguardando e eu a rasgo em duas. ― Oh, Deus... ― ela geme quando meus dedos deslizam pela fenda até sua boceta. Ela está toda molhada. ― Eu... Baby, eu não terminei com você... Eu planejei comer a sobremesa em você... ― choraminga, enquanto enfio dois dedos em sua vulva. Ela afasta as pernas avidamente. Meu olhar se desvia para a travessa de morangos suculentos e um recipiente de calda de chocolate. Eu sorrio e me debruço sobre suas costas, minha boca roçando sua orelha. ― Baby, eu sou o único que vai comer hoje à noite... ― ronrono malvadamente, mordendo delicadamente toda a sua orelha, descendo para o pescoço. Eu meto os dedos mais fundo e os giro devagar, bem devagar. ― Agora, seja uma boa menina e me fale o quanto quer meu pau afundando em você ― puxo seus cabelos da nuca, arqueando sua cabeça para trás. Ela geme, rebolando em minha mão. ― Sim! Eu quero muito, amor... ― coaxa, enquanto a fodo lentamente, provocando as paredes de sua boceta apertada. ― Por favor... Eu retiro os dedos, sorrindo com o gemido de lamento que ela dá e me levanto da cama. Ela junta as pernas, sua bunda fica incrivelmente tentadora, toda empinada, gostosa. Porra, eu me desfaço das roupas rapidamente e pego a travessa de morangos apoiando-a sobre o colchão. Ela quase salta quando lambuzo sua bunda de chocolate. Minha língua lambe sua pele eroticamente. Ela agarra o lençol de cada lado, cravando as unhas e geme quando eu arreganho suas bochechas e mergulho a língua na fenda.

― Levante essa bundinha linda, baby ― peço, rouco. Ela o faz e eu a torturo lambendo e chupando do clitóris ao cuzinho delicioso. Ela está gemendo tão alto. Porra, isso me deixa mais louco ainda. ― Ahhh, Liam, por favor, amor... Eu preciso... ― ela balbucia incoerentemente. Dou um tapa leve e amasso suas bochechas com força. Eu chupo, mordisco a sua carne como um homem esfomeado. Meu pau está pingando. Não posso mais esperar. Paro meu ataque e a viro de costas no colchão. Me arrasto por cima do corpo esguio, macio, cheiroso. Minha língua lambe todo o caminho do ventre até seus peitos suculentos. ―Abra as pernas para mim, Mel ― rosno, mal contendo meu tesão desenfreado. Ela as arreganha, me acomodando e eu me apoio nos antebraços de cada lado da sua cabeça. Ela arqueja, seu rosto afogueado, os lábios entreabertos, rendida, apenas à espera do meu pau. Eu, porra, amo isso! ― mantenha-as abertas ao máximo. Quero ver o meu pau te fodendo ― sussurro, enquanto massageio seu clitóris com a cabeça avantajada. ― Me ajuste lá, baby ― mal termino de falar, sua pequena mão já está em meu pau, acariciando-o para cima e para baixo. Eu assobio. ― Me posicione, cacete! Eu não vou durar muito nessa primeira vez ― rosno e um brilho atrevido toma a íris amendoada. Safada. Ela sabe o poder que tem sobre mim. Ela chupa o meu lábio inferior e me alinha em sua muito quente e melada vulva. ― É isso que você quer, minha putinha? Hum? ― ela me posiciona em sua entrada encharcada. ― Sim, baby! Eu quero cada centímetro dentro de mim... ― ronrona na minha boca. Eu rio sacana e me afundo numa estocada dura, entrando até as bolas. Ela grita, rolando os olhos. ― Toma, porra! Toma todo ele, minha gostosa! ― rosno enlouquecido pelo prazer de sentir sua pequena boceta apertada em longos quarenta dias do caralho. ― Deus, baby... ― eu gemo e flexiono o quadril, empurrando, rasgando meu caminho de volta para casa. Ela ofega lutando para se ajustar ao meu tamanho. Suas paredes palpitam à minha volta e eu não quero mais nada. Porra! Estou de volta em casa. ― Devia ser proibido uma boceta ser tão gostosa, cacete! ― eu solto um misto de sorriso, gemido e grunhido. Enterro minhas mãos em seus cabelos da nuca e forço nossos rostos bem próximos. Olhando-a nos olhos eu puxo tudo e meto numa estocada funda. Ela choraminga em minha boca. Eu rio sacana, e faço de novo e de novo... Nossos olhos permanecem trancados, mostrando tudo. Gritando o quanto precisamos disso, dessa profunda e perfeita conexão. Eu a como com estocadas fortes, me enfiando até o punho. ― Me abrace com as pernas, minha delícia. Quero ir mais fundo... ― eu peço e ela imediatamente me enlaça, plantando os calcanhares em minhas nádegas, puxando-me com força, me fazendo enterrar nela até o útero. Nós dois rosnamos com a sensação absurdamente gostosa. Minhas bolas batem em sua bunda, meu pau profundamente enterrado nela. ― Porra, baby! Tão apertadinha... ― eu balbucio, acelerando o ritmo, comendo-a com desespero. Seu canal me engole todo, eu sinto cada reentrância sugando meu pau, me puxando para dentro com a mesma fome que está em cada célula do meu corpo. Eu a rasgo em cada metida brusca. Estamos os dois já suados, os corpos buscando o tão esperado alívio. Eu estou dividido entre gozar e continuar apenas metendo nela. Gostosa demais, porra. Seus braços vêm firmemente em meus ombros. Suas unhas cravam em minha pele e eu gemo, violentando sua vulva sem piedade. ― Tome tudo, baby. Leve meu pau todo ― eu bato no seu ponto doce e giro o quadril massageando-o. Seu corpo fica tenso e em seguida começa a amolecer na corrida para o orgasmo. ― Isso, minha putinha. É bem aqui que você precisa de mim, não é? Hum? ― ela choraminga e eu a como com estocadas fundas e duras. ― Diga para mim, baby! Diga, porra! ― Sim, Liam! Me fode aí! Me fode assim, baby! Oh, meu Deus! Eu vou... Eu estou... Ahhhhhhhhhhhh! ― ela goza, me apertando com força em seu canal e é o meu fim. ― Oh, merda! ― eu guincho, sentindo meu pau engrossar e em seguida estou gritando e urrando para a lua. ― Eu te amo, baby! Porra! Que gostoso... ― eu tomo sua boca num beijo molhado, erótico e

esporro bem enterrado em seu calor apertado. Eu gozo como um louco pelo que parece uma eternidade. Continuamos nos devorando com nossas bocas e sexos. Nossos quadris ainda se encontrando numa dança extasiante. Eu derramo até a última gota em sua boceta e rosno quando ela me aperta em seu interior. ― Safada... Deus, gostosa demais... ― sorrio ofegante e enfio o rosto em seus cabelos, lutando por ar. Ficamos assim por um bom tempo, tentando nos acalmar do gozo intenso.

Melissa Eu puxo uma respiração longa, meus pulmões estão ardendo. Meu corpo ainda formiga do orgasmo intenso. Liam está pesado em cima de mim, mas eu não me importo. Eu o puxo mais, querendo nunca soltá-lo. Meus olhos ardem e eu não consigo parar as lágrimas e um soluço que me escapa. Eu não posso acreditar que estamos assim outra vez. Que ele não se foi... Que não me deixou para viver uma vida inteira sem sentir isso de novo. Uma vida inteira sem ele... Sem essa paixão avassaladora que só sinto em seus braços, com ele em cima e dentro de mim. ― Ei, o que foi, baby? ― ele puxa para trás para nivelar nossos olhos. Eu choro mais olhando no fundo de seus incríveis olhos azuis. ― Eu machuquei você? Estou machucando você? ― faz menção de sair de cima de mim, mas eu mantenho meu aperto com pernas e braços ao seu redor. Seus olhos aquecem lindamente e ele cola a testa na minha, certamente compreendendo por que estou em crise. Seus dedos limpam minhas lágrimas suavemente. ― Por favor, não chore, meu amor ―sua voz é levemente embargada. ― Eu estou aqui. Eu nunca vou sair de perto de você, Mel. Nunca vou deixar você, baby. Nunca ― eu balanço a cabeça, incapaz de falar. Seus lábios beijam minhas faces, meus olhos, minhas lágrimas. ― Eu te amo ― sussurro, me sentindo quente e muito emocional com seu carinho. ― Eu amo tanto você, baby ― abro um riso trêmulo. ― Me desculpe. Estou muito emocional pela gravidez e por ter o homem da minha vida assim comigo, dentro de mim de novo ― ele me prende com seu olhar intenso e pulsa dentro de mim. E, caramba! Ele ainda está duro. Muito duro. Eu gemo sem conseguir me controlar. Sua boca se apossa da minha num beijo suave, gentil, apenas um leve provocar de lábios. ―Aqui é o meu lugar, baby ― ele arrasta o nariz pela minha mandíbula. Lambe minha orelha e faz todo o caminho de volta para sussurrar em minha boca. ― E eu amo você também. Pra caralho. ― Eu sei, baby ― murmuro, levando minhas mãos para os lados de seu rosto perfeito. Seus olhos estão límpidos, felizes, sem a sombra que tenho visto nos últimos dias. Eu quero mantê-los assim. Quero ver seu sorriso lindo livre de toda a tensão a que vem sendo submetido. ― Eu sou tão sortuda. ― Baby, você sente isso? ― ele ronrona voltando a mexer o quadril. Puxa todo o caminho para fora e volta para dentro num impulso forte. Eu grito, palpitando à sua volta. Ele ri do jeito safado e perverso que eu amo e passa a meter em mim num ritmo torturantemente lento. ― Eu sou o único sortudo aqui, cacete! Melhor. Boceta. De. Todos. Os. Tempos ― ele pontua cada palavra com uma metida profunda. Estou arquejando, já excitada outra vez. Ele ri ao perceber a minha situação e continua me perfurando intensamente com as duas safiras ao mesmo tempo em que estoca em meu corpo, reacendendo tudo. Seus lábios descem pelo pescoço e clavícula e se banqueteiam em meus seios muito sensíveis pela gestação. Um riso travesso curva sua boca e ele se vira para o lado. A próxima coisa que sinto é o líquido pegajoso derramando em meus seios. Eu mio quando chupa os mamilos juntos com força. Ele sempre é intenso, mas, a quarentena o deixou no limite. Eu rio da sua fome. Ele derrama mais chocolate e suga avidamente. Ele traz o polegar lambuzado e enfia em minha boca. Eu o chupo obscenamente. Liam geme de boca aberta. Os dentes branquinhos me fazem desejar que me morda, enquanto me fode. Eu sei, é

muito louco o que esse homem me desperta. Ele ri lentamente como se lesse a minha mente e sua boca realiza meus desejos, marcando meus seios e barriga. Liam lambe, chupa, mordisca, não parando de me foder, aumentando gradualmente a intensidade dos golpes. Meus seios estão saltando da sua boca nesse exato momento. Ele está me comendo com vigor outra vez, como se não tivéssemos gozado apenas há poucos minutos. Meu corpo está todo quente e mole, entregue às suas arremetidas. Minha vagina está ardente. Estou muito lubrificada, mas ele é muito grande e grosso. Seu pau bate bem no fundo, me fazendo estremecer e eu posso sentir outro orgasmo se construindo. Eu gemo seu nome em lamento. Ele me devora sem dó. Me come, puxando meus ombros para se enterrar até o talo. O rosnado que sai de sua boca cada vez que mete fundo me excita ainda mais. ― Ohh, Liam... ― eu gemo quando ele encontra meu ponto G e o massageia incansavelmente, mas, não a ponto de me fazer gozar. Ele é tão malvado... ― baby... ― minha voz sai entrecortada. ― Eu preciso... Ele ri perversamente e puxa para fora. Não! Droga! Lamento e seu sorriso amplia. Liam me puxa, me fazendo ajoelhar no colchão. Ele pega um morango, cobrindo-o com chocolate e o estende para a minha boca. ― Abra, baby ― sua voz é rouca, um tanto brusca pelo tesão. Eu abro e mordo a fruta suculenta. Minhas papilas gustativas se deliciando com o gosto. Ele chega mais perto e morde o morango junto comigo. Devoramos a fruta lentamente e nossos lábios se encontram num beijo de lambidas e chupadas aproveitando os restos da sobremesa. ― Morango fodidamente delicioso ― ele ronrona na minha boca, puxando meu lábio superior entre os dentes. ―Totalmente ― concordo e rio baixinho. Ele puxa para trás para ver meu rosto. Antes que possa me perguntar algo, eu pego o pequeno copo sobre o recipiente da calda de chocolate e o encho. Meu olhar desce pelo peito e abdome definidos até pousar no seu pau longo e grosso todo orgulhoso, apontando para o alto. Minha língua passeia lentamente pelos lábios. Seus olhos incendeiam quando percebe a minha intenção. Sua mão direita segura-o pela base e se masturba devagar. Oh rapaz, ele é mesmo tão perversamente sem vergonha. Me debruço e elevo o copo deixando a calda escorregar na cabeça grande e rosada. O líquido desce pelo eixo e continuo cobrindo-o. Os olhos azuis estão presos aos meus intensos, ferozes e eu rio me sentindo poderosa. Inclino meu corpo sem quebrar nosso olhar e lambo sua ponta. Ele assobia, fechando brevemente os olhos. Eu rio e substituo sua mão pelas minhas. Acaricio suas bolas com a pressão que ele gosta. Ele rosna e eu rodo a língua por todo o eixo grosso como se estivesse lambendo um picolé. Suas mãos afundam em meus cabelos e me força para baixo, entrando até o fundo da minha garganta. Inspiro pelo nariz e relaxo a mandíbula para acomodar o máximo. Caramba, ele é grande. Estou cheia dele, mas, me sinto gananciosa sempre que o chupo. Então, minha boca, língua e lábios trabalham incansavelmente em seu lindo pau. Eu chupo duramente, girando a língua na pequena abertura e pré-semen vaza na minha língua. Eu gemo, babando literalmente sobre ele. Achato a língua em seu eixo enquanto o chupo com força. ― Ohhh, porra, sim! Isso, baby... ― Liam solta um misto de gemido e rosnado, passando a foder a minha boca com golpes fortes. Eu ofego, lágrimas queimam meus olhos, pelo esforço de tomá-lo até a garganta, mas, eu não paro de chupá-lo. Arrasto meus dentes levemente por todo o seu comprimento e ele geme longamente, sua respiração alterando. Eu sei que está perto e quero tudo. ― Mama no meu pau, minha gostosa! Chupe o meu pau, porra! ― eu gemo completamente entalada, não dando trégua e o sinto engrossar, esticando meus lábios ao limite. ― Cacete! Eu vou gozar, Mel! Porra, que boquinha, baby... Eu vou gozar... ― ele grunhe e os primeiros jorros esguicham em minha língua. Eu o chupo mais avidamente, engolindo, lambendo tudo até deixá-lo limpo. Ele geme, puxando o ar entre os dentes. Eu rio, girando a língua pela cabeça, prendendo seu olhar. ― Safada... ― ele rosna e limpa uma gota de sêmen no meu

queixo como o polegar e o traz até meus lábios. Eu chupo seu dedo e pau juntos. Seus olhos fumegam com pura adoração e luxúria. Eu sei que ele ainda não acabou comigo. Seu olhar desce pelos meus seios e mais para baixo, deixando um rastro de fogo e arrepiando a pele. ― Você sabe como agradar seu marido, Srª Stone ― ele sorri para mim, todo lindo, macho, sexy e eu o amo absurdamente. ― Mmmm, eu me esforço, Sr. Stone ― eu sussurro ainda lambendo delicadamente seu pau a meio mastro agora. Ele puxa do meu domínio e eu faço beicinho. Ele me empurra, me fazendo deitar de novo e passa a tirar as minhas sandálias. Beija e lambe minhas panturrilhas. Sorri safado quando me sente estremecer. Ele massageia meus pés deliciosamente. Eu ronrono, arqueando as costas do colchão. Sua boca quente suga cada um dos meus dedos e eu juro, isso corre por toda a perna direto para a minha vagina. Sinto os líquidos escorrerem entre as coxas. Seu olhar pousa sobre minha virilha e escurece. Sua língua trilha seu caminho por toda a minha perna direita e ele se debruça, ficando de cara com meu latejante e necessitado clitóris. Liam abre o riso arrogante e segura meu olhar, abrindo meus lábios. Eu gemo quando seus dedos pressionam dos lados, arreganhando meu montinho para seu escrutínio. Eu vejo hipnotizada, os olhos azuis me examinarem com fome, amor e luxúria. ― Você é perfeita, baby ― ele sussurra e isso viaja em mim. Sua boca se curva no sorriso arrogante e conhecedor do seu poder sobre o meu corpo. Sua língua me lambe delicadamente a princípio. Minhas mãos vão para seus cabelos. Oh, Deus, ele lambe com tanta perícia. Caramba. Sua língua achata sobre o clitóris, ficando apenas assim, parada e eu gemo, latejando, implorando por ele. Então, sem aviso sugame com força. Eu arqueio, quase pulando do colchão. Ele ri baixinho e continua a me torturar. Seus dedos cavam meus sucos delicadamente e os leva para o ânus. Eu choramingo quando o sinto pedir passagem com dois dedos. Relaxo, deixando-o entrar. Ele rosna e os enfia fundo. Sua boca é gananciosa agora, me chupando, mordiscando, enquanto me fode com força. Ele fica assim por muito tempo. Quando percebe que estou perto de gozar, para a sucção e fica apenas me fodendo com os dedos, seus olhos zombando da minha miséria. ― Baby... ― eu coaxo, meu tom frustrado. Ele gargalha. Eu faço uma carranca. Sua língua me dá uma última e quase imperceptível lambida e seus dedos se vão também. ― Liam... ― Oh, eu vou dar o que você quer, minha gostosa ― ele provoca, descendo para o chão, plantando-se de pé na borda da cama. Seus olhos flamejam em mim, passeando por cada centímetro da minha pele. ― Venha aqui, baby. Vem me dar esse cuzinho gostoso ― seu tom é mandão, possessivo e eu mio, me arrastando até ele. Fico na posição. Seus dedos trilham sedutoramente pela minha coluna. Ele afasta meus cabelos para o ombro direito e suas mãos passeiam pela minha frente, enchendo em meus seios. Eu arqueio sob seu toque. Ele puxa os mamilos já tão sensíveis e desce pelo ventre numa carícia reverente até chegar à minha vagina. Um rosnado baixo deixa sua garganta quando se apossa dela, espalhando nossos fluídos combinados. Eu rebolo em sua mão, completamente sem pudor. Ele ri suavemente e puxa as mãos para meus quadris. Eu adoro a forma como Liam é louco pelo meu bumbum. Suas mãos amassam a carne. Eu estou quase gozando só com suas carícias. Então, o sinto se alinhar atrás de mim. Uma mão apoia na parte baixa das minhas costas, me forçando sobre o colchão, enquanto a outra o guia na minha entrada traseira. Ele brinca um pouco, massageando meu anel. Eu gemo, rebolando necessitada. Ele ri, pingando perversão e sussurra no meu ouvido: ― você simplesmente não pode obter o suficiente, não é, baby? Hum? Você ama me dar esse cuzinho, não é? ― eu choramingo, seu tom rouco, sexy e safado me deixa mais e mais lamuriosa, então, ele força a entrada empurrando a cabeça gorda. Eu me forço a relaxar e seu pau entra numa estocada firme, me esticando até o fundo. ― Oh, meu Deus... Liam... Baby... ― eu choro, empalada em seu enorme pau. A dorzinha familiar

duelando com o prazer de satisfazer meu homem de todas as formas que ele quiser. Ele acalma por alguns instantes. Suas mãos me acariciando as costas, seios e barriga. ― Perfeição, Mel ― ele grunhe se debruçando sobre as minhas costas. ― Eu amo comer você assim ― ele puxa o meu queixo e os olhos azuis cravam nos meus. ― Vem, amor, rebola gostoso no meu pau ― sua boca toma a minha num beijo quente, nossas línguas se lambendo, enquanto eu rebolo e ele pega o ritmo, uma mão firmemente em meu quadril e a outra passa pela frente segurando meu ombro. Eu resfolego quando puxa tudo e mete com força, entrando até o cabo. Sinto suas bolas batendo em meu clitóris e gemo em sua boca. Ele rosna, me fodendo duro. ― Isso, relaxe para mim, minha putinha. Você ama isso tanto quanto eu. Deus! A vida inteira disso, baby... ― ele grunhe na minha boca, mordendo meus lábios juntos. ― A vida inteira comendo você assim. Eu sou a porra do sortudo aqui, Mel! Eu, caralho! ― ele rosna e puxa a boca da minha, mas, permanecemos nos olhando. Seu rosto está vermelho, contorcido de prazer. Eu continuo rebolando, encontrando-o a cada estocada brusca, deixando-o me comer com fúria. Ele desacelera e geme, girando o quadril, dançando sobre a minha bunda. Minha respiração trava quando sem aviso ele volta com tudo de novo. Me monta enfurecido e eu quase afundo no colchão com o poder das suas enterradas. Ele me puxa contra seu peito, sorrindo em meu ouvido. Sua boca habilidosa, fode meu pescoço com lambidas e chupadas obscenas, enquanto seu pau trabalha em mim incansavelmente. Liam me puxa para baixo para tomar suas arremetidas frenéticas e sua respiração está rasa, ofegante em minha orelha. Seus dedos encontram meu clitóris e eu me junto a ele na corrida pelo orgasmo. ― Você quer gozar com meu pau todo enterrado em seu cuzinho, baby? Cristo, que gostosa... Diz para mim, minha delícia ― ele rosna. ― Diga que adora gozar comigo te fodendo assim! ― Sim, baby! Ohh, Deus, sim... ― eu estremeço, minha respiração trava, enquanto ele mete sem dó no meu ânus e continua a manipular meu monte. Uma onda escaldante se espalha em meu baixo ventre e ofego alto, meu corpo todo amolecendo com o orgasmo iminente. ― Ohhhh, Liam, amor... ― eu choro e as ondas me tomam aterradoras. Eu gozo, soluçando de prazer, sussurrando o quanto o amo. Ele me aperta mais contra seu corpo e estoca muito fundo, buscando seu próprio clímax. Pouco depois seu gemido gutural ecoa na noite e ele goza, me enchendo de esperma. Eu convulsiono em seus braços. Seu aperto não diminui, enquanto ele geme e continua me fodendo até se esvaziar completamente dentro de mim. Ficamos parados por alguns instantes, recuperando o fôlego. Caramba. Ele se superou essa noite. Eu rio fracamente. Ele ri também, o som rouco e lindo bem no meu ouvido. ― Eu amo você ― sussurra e eu derreto em seus braços. ― Eu também te amo, baby ― ele sai de mim com cuidado. Eu desabo na cama, me arrastando sem forças para o centro. Meus olhos pesam e caem fechados. Ouço seu sorriso satisfeito, safado, travesso, antes de sentir seus braços me envolverem, me puxando para si. Ronrono, me aconchegando em seu peito. ― Você gostou da surpresa, superstar? ― murmuro, levantando o rosto para olhá-lo nos olhos. Ele sorri do jeito que eu amo, as safiras azuis brilhando de amor por mim. Tão lindo. ― Melhor surpresa de sempre, Srª Stone ― sussurra de volta, roçando nossos narizes. Eu rio bobamente. ― Será que eu peguei muito pesado, baby? ― sua mão desliza para meu ventre e começa a traçar círculos preguiçosos. ― Você está grávida... ― Eu também apreciei muito, você sabe ― rio suavemente. ― E estou bem. Estamos bem, baby. As grávidas também fazem sexo, sabia disso? ― o provoco. ― Tão safadinha. Eu amo isso ― ele ronrona, mas, seus olhos ficam sérios em seguida. ― Você me fala se eu pegar pesado demais, baby. Eu não quero prejudicar o nosso filho.

― Você é sim, muito intenso, mas está tudo bem, baby ― eu traço o contorno do seu rosto. ― Além disso, eu gosto da sua intensidade ― ele ri arrogante. ― Eu amo, na verdade. Seus olhos se iluminam e ele beija-me suavemente nos lábios. ― Nós devíamos tomar um banho, baby ― ele ri do nosso estado pegajoso. ― Mas, pensando melhor, vamos dormir aqui, porque você esgotou as minhas energias ― ele franze o nariz. ― Eu estava me preparando para amanhã e de repente, me deparo com essa morena gostosa pra caralho, louca para me dar... ― eu gargalho. ― Tão convencido, superstar ― eu zombo. ― Mas, vamos repor as energias aqui. Você também acabou comigo, devo admitir. ― Eu voto por mais surpresas como essa, baby ― ele me aperta em seus braços e beija meus cabelos, há um riso de provocação em sua voz. Eu bufo. ― Aposto que vota, sr. Rock star ― eu zombo, mas, rio em seguida. É tão bom estarmos assim nos braços um do outro, deixando tudo o mais para fora dessa cama. ― Boa noite, meu amor ― sussurro olhando-o de novo. ― Boa noite, meu amor ― murmura de volta e nos aconchegamos mais. O sono nos arrebata em poucos instantes.

CAPÍTULO CINCO

Melissa Eu acordo com uma boca muito macia distribuindo beijos em toda a minha bunda. Eu me mexo e imediatamente gemo com a dor nas minhas partes íntimas. Ouço um riso baixinho e em seguida os lábios sobem pelas minhas costas. ― Bom dia, linda ― Liam ronrona em meu ouvido. Eu rio, espreguiçando-me e ele me vira de costas no colchão. Meus olhos se abrem e meu peito golpeia feliz ao ver seu rosto lindo a poucos centímetros do meu. ― Bom dia, superstar ― minha voz sai rouca e grossa do sono. ― Que horas são? ― Mais de oito, baby ― ele ri maliciosamente para o nosso atraso. ― Vamos tomar uma ducha rápida e descer para tomar café. ― Bem rápida? ― eu levanto uma sobrancelha inquiridora. Ele ri amplamente. ― O Quê? ― faz sua melhor cara de inocente. ― Prometo que não vou tentar nada... ― Você não é muito bom em cumprir esse tipo de promessa, baby ― eu o enlaço pelo pescoço, colocando um beijo suave em seus lábios. Ele ri travesso. Liam não tem me dado folga depois do fim da quarentena há três dias. Não que eu esteja reclamando... Meu marido sabe como fazer uma mulher feliz na cama... Ele é tão intenso, vigoroso e insaciável... Seu riso safado se amplia como se soubesse exatamente no que estou pensando. ― Por que está tão corada, amor? ― sussurra na minha boca. ― Alguma memória em especial? ― ele lambe meu lábio inferior. Eu bufo e ele gargalha. ― Seu pervertido ― resmungo. Ele beija a ponta do meu nariz. ― Está animada para sua primeira entrevista como a primeira-dama do rock? ― ele ri, mas há uma preocupação no fundo dos olhos azuis. Ele acha que não é o momento para ceder aos apelos da mídia para que eu ofereça meu lado da história. Embora, eu não vá com a cara da muito boazinha e solícita Jess, acabei aceitando as duas entrevistas que ela marcou para mim em dois programas de TV locais. Na verdade, meu sonho de consumo seria restringir os serviços da loira oxigenada apenas à gravadora. Mas, Liam tem uma espécie de amizade antiga com a pequena miss vadia. Isso me incomoda em muitos níveis, mas, não quero atormentá-lo com meus ciúmes, principalmente quando ele me mostra a todo momento o quanto me ama. ― Ei, baby? Não me diga que ainda está com ciúmes da Jess? ― caramba, ele sempre consegue me ler. Eu torço o nariz e ele ri mais com minha birra. ― Eu não quero perturbar você, baby ― eu sussurro, tocando seu rosto. ― Mas eu não consigo gostar dela. Sinto muito. ― Jess é apenas uma amiga, Mel. Exatamente como os caras ― ele parece um pouco chateado. ― Me desculpe, mas ela está longe de parecer um cara, Liam ― meu tom sai muito afiado. Ele estreita os olhos em mim e eu não recuo. Um riso lento se espalha na boca sensual. ― Não precisa ter ciúmes ― ele se estabelece entre as minhas coxas e eu gemo ao sentir sua ereção

matinal cutucando meu ventre. Seus lábios roçam os meus, macios e tão incrivelmente perfeitos. Eu gemo, deliciando-me com a forma com que ele gosta de me provocar antes de aprofundar o beijo. Ele ri na minha boca e segura a minha nuca. Eu me agarro a ele, deslizando as mãos pelos ombros fortes e então, sua língua mergulha exigente na minha boca. Eu jogo toda a cisma com a loira aguada para longe da minha mente. Nos beijamos assim, com fome, pequenos gemidos escapando por entre nossos lábios. Liam desacelera um pouco e sussurra: ― não há nenhuma outra para mim. Eu nunca quis tanto alguém como eu te quero ― dá um puxão em meu cabelo me forçando a encará-lo. ― Nenhuma outra pode me satisfazer ― rosna, empurrando seu pau duro em minha pélvis. ― Nenhuma me fez gozar tão gostoso como você ― eu mio, minha vagina gotejando miseravelmente. ― Sinta o quanto sou louco por você, baby ― ronrona e no segundo seguinte está na minha entrada. Eu grito quando me empala, se enterrando ao máximo na minha vulva dolorida... ― Obrigada por aceitar aparecer, Mel. As coisas estão meio loucas, mas, é necessário que a imprensa tenha uma palavra sua. Fugir nem sempre é o melhor caminho ― Jess solta um de seus melhores sorrisos bajuladores e abre a porta do SUV para mim. ― Vai ser rápido e indolor, prometo. Ela está me chamando de covarde, é isso? Não sei se são apenas os hormônios falando, mas sinto um desejo quase incontrolável de esbofetear sua cara bonita. Quero mandar essa garota sonsa ir se foder. Eu gostaria de ser Elijah nesse momento. Um pouco do atrevimento de Sara também não seria nada mal. Eu cravo meus olhos sobre ela e decido por ser direta. ― Ouça, estou fazendo isso única e exclusivamente por causa do Liam ― eu praticamente rosno em sua direção. ― Não vamos fingir que somos as melhores amigas. Eu não simpatizo com você. Um sorriso curva a sua boca e ela diz baixinho: ― Eu também estou fazendo isso pelo Liam, Mel. Eu trabalho para ele e isso inclui atendê-la ― ela parece entediada. ― Então, dá para pelo menos disfarçar esse seu ciúme paranoico? O quê? Que vaca! ― Paranoico? Realmente? ― sibilo, encarando-a. ― Então, você não vive babando atrás do meu marido sempre que tem oportunidade? ― ela arregala os olhos, surpresa que eu disse isso. ― É isso aí, querida. Vamos deixar tudo às claras. Eu vejo a forma como você paira à volta do meu marido ― eu friso as últimas palavras lenta e deliberadamente. Uma gama de emoções passa pelo rosto de Jess, mas ela as controla e diz em seguida: ― Você realmente precisa trabalhar com isso, querida ― seu riso é demasiado condescendente e isso me irrita. ― Grande parte da população feminina do planeta quer seu marido. Aprenda a lidar com isso, ou viverá frustrada o tempo todo ― seu olhar pousa em meu ventre. Um arrepio passa por mim. ― Em sua atual condição precisa evitar essas tensões. ― Algum problema, Mel? ― Greg indaga nos tirando da guerra silenciosa de olhares. Eu o olho atrás do volante e sorrio tranquilizando-o. Inclino-me e digo baixinho para que só Jess me escute: ― Eu e meu bebê estamos muito bem, obrigada pela preocupação ― meu tom pinga sarcasmo. ― E acredite, querida. Estou bem ciente que existem milhões de vadias que dariam um braço para ter apenas uma chance com o meu marido. Mas, adivinhe só ― eu rio, sim, me reservo o direito de ser uma cadela presunçosa nesse momento. ― É a mim que ele quer. Só. A. Mim.

Jess empalidece e eu quase me arrependo de jogar os sentimentos de Liam em relação a mim na sua cara. Mas, eu não posso evitar, ok? Não consigo gostar da garota. Ela é uma dissimulada. Nunca vi nada muito suspeito, devo admitir. No entanto, ela vive à volta do Liam. Muito carinhosa, muito solícita, muito tudo, caramba. Ela quer o meu homem e só está esperando para dar o bote. Eu sinto isso. Todavia, preciso ir com cautela porque ela não é uma vadia qualquer. Jess faz parte da vida do Liam há muito mais tempo do que eu. Cristo, eu odeio essa relação estranha. Odeio a forma carinhosa e protetora como ele a trata. Será que eles... Não, Liam me diria se eles tivessem tido algo. Eu nunca perguntei, embora. Será? Caramba, agora estou dividida entre perguntar e me calar por medo da resposta. ― Guarde seus comentários ácidos para a mídia, Mel ― ela rebate no mesmo tom que usei antes. ― Você certamente vai precisar ― eu entro e ela me segue fechando a porta. ― E quanto a Liam ser louco por você não há dúvidas sobre isso ― faz uma pausa inquietante. ― Mas? ― eu a instigo. Ela me encara, rindo levemente como se soubesse de algo que não sei. ― A história do rock and roll está recheada de astros que amaram ou amam suas mulheres e, ainda assim, mantém tantas outras para satisfazer suas... Hã, necessidades ― meu peito afundou um pouco com suas palavras venenosas. Eu pisco, me recusando a parecer afetada. ― Concordo ― ela ri, os olhos azuis brilhantes de triunfo. ― Isso não se aplica ao Liam, embora. Nossa história é diferente. Ele nunca faria algo para me machucar, eu tenho absoluta certeza disso. ― Então, você não tem porque se preocupar, verdade? ― ela diz. Por que isso soou como uma ameaça e não uma simples admissão? Retira um bloco de notas da sua bolsa. ― Tem sido interessante saber finalmente sua verdadeira opinião a meu respeito ― ela solta um pequeno bufo. ― Eu não sou sua inimiga, porém Liam está feliz com você. Eu estou feliz também porque ele sempre foi muito importante para mim ― aí está a carta da grande e velha amizade. É a minha vez de exalar alto. ― Ele já tem coisa demais na sua cabeça no momento. Eu odiaria que essa animosidade entre nós ganhasse outros patamares. Estreito meus olhos nela. ― Como o que, por exemplo? ― questiono um tanto aliviada que estamos apresentando nossas armas após um período de sorrisos e cumprimentos forçosamente falsos. Eu não aguentava mais fingir. ― Como você pedir a minha cabeça para ele ― Jess aponta, seu rosto muito sério. ― Eu sei que nada a agradaria mais do que me ver pelas costas ― minha língua coça para concordar. Mas, em vez disso, eu apenas dou de ombros e sorrio muito docemente. ― Não vai acontecer, Mel ― seu tom é presunçosamente seguro agora. ― Liam não vai me mandar para longe. É melhor se acostumar a me ter por perto. Acredite, eu vi vadias virem e irem o tempo todo ― eu me ajeito no banco. Ela por acaso está me comparando às vadias que estiveram com o Liam? Essa garota é absolutamente sem noção. ― Eu sou a única que permaneceu. Entende a diferença? Eu me forço a não me alterar, mas, caramba, ela está pedindo... Eu jogo a minha cabeça para trás e gargalho alto, bem espalhafatoso mesmo. Greg me confere pelo retrovisor. ― Eu a aconselho a baixar a bola, Jessica ― ela estreita o olhar no meu pelo uso do seu nome completo. ― Sim, eu já percebi que faz um trabalho, digamos decente para a banda. Mas, isso para aí. Você é uma funcionária como qualquer outra. Não pense que tem regalias porque conhece o Liam há muito tempo. ― Desde sempre ― ela me corta. ― Que seja, lindinha. Eu não duvido que tenha visto um verdadeiro desfile de vadias por aqui ― ela

sorri. ― E elas se foram exatamente por essa razão: eram vadias ― eu rio saboreando seu semblante fechar. ― Não ouse nunca mais me comparar a elas, ou teremos um problema. Ah, e só para deixar claro, eu não dou a mínima para as putas que abriram as pernas para o Liam antes de nós nos reencontrarmos ― ok, isso não é totalmente verdade, mas, não vou deixá-la saber disso. ― Eu não me importo. Elas pertencem ao passado e é lá que ficarão ― a olho firmemente. Caso ela seja uma das putas que ele fodeu, esse recado irá cair bem. ― Eu tenho isso aqui ― estendo minha mão esquerda na sua cara, enfiando a minha aliança de casamento bem no seu nariz. Ela recua um pouco ― não bastasse isso, eu tenho o marido mais amoroso, dedicado, apaixonado e lindo que uma mulher pode sequer sonhar em ter. Então, querida, se há alguém que precisa se acostumar com as mudanças, é você ― ela cerra a mandíbula claramente. ― Eu sou a mulher dele. Entende a diferença? ― volto suas palavras contra ela. Um silêncio pesado desce sobre nós. Greg torna a perguntar se está tudo bem. Garanto que sim, mas, meus olhos permanecem nela. Jess dá um longo suspiro e lança um de seus sorrisos dissimulados. ― Anotado. Agora que já esclarecemos tudo, precisamos repassar as principais perguntas que lhe farão hoje. Liam me mataria se eu não a preparasse ― eu rio, praticamente arreganhando meus dentes para ela. Vadia! Greg nos dirige pela Pacific Coast e tento relaxar e me concentrar nas respostas que darei. Eu pareço um robô, repetindo tudo o que Jess pede. Isso é ridículo. Mas, eu sei que as coisas funcionam assim com os muito famosos. Bom, eu não sou famosa. Meu marido é, o que me coloca automaticamente no olho do furacão, então, eu preciso ter cuidado com o que falo todo o maldito tempo. Todo o caminho para a primeira emissora, a assessora de imprensa assumiu o lugar da Jess cadela. Eu quase me esqueci da nossa conversa nada cordial no carro, dado o cuidado com que ela me tratou diante dos outros profissionais. Vadia dissimulada. A primeira entrevista foi super tranquila. A entrevistadora me deixou muito à vontade. Eu estava uma pilha de nervos. As perguntas não foram assim tão escandalosas quanto pensei. A parte mais tensa foi quando ela leu alguns e-mails dos telespectadores. A questão do preconceito sobre a diferença de idade foi abordada, mas, relegada a segundo plano. As perguntas majoritárias foram: se eu acreditava honestamente na inocência do Liam e, se eu achava que um prostituto do rock podia se manter fiel por muito tempo. Eu odiei a forma como o descreveram. Isso não é verdade. Bem, pode ter sido em algum momento, mas, Liam não é mais aquele homem. Eu vejo seu amor refletido nos incríveis olhos azuis. Cada vez que me olha, me toca, me beija, faz amor comigo, faz com que eu sinta como sou preciosa para ele. Se isso não bastasse, há a cicatriz em seu peito que torna impossível esquecer o tamanho do seu amor por mim. Entretanto, a imprensa prefere acreditar na versão contada pela polícia do Rio. Foi um assalto malsucedido e Liam foi atingido. Ninguém parece preocupado com o fato de que alguém queria me matar e que meu marido me salvou de forma tão extrema. O nosso drama pessoal foi esquecido rapidamente em detrimento do escândalo maior. A chegada à segunda emissora foi um tanto tumultuada. Havia fãs do lado de fora. Greg me envolveu em seus braços musculosos e deixei o carro, mantendo minha cabeça baixa. Gritos de MeLiam! Enchem meus ouvidos. Mas, percebo que há outras vozes soltas no meio dos fãs da banda. Essas me lançam adjetivos nada lisonjeiros. O tumulto na chegada foi realmente um mal indicativo. A entrevista foi horrível. O entrevistador, um cara extremamente bronzeado, tinha um riso irônico no final de cada pergunta. Eu o odiei de cara, mas, tentei manter minha expressão simpática. Suas perguntas não foram enviadas em primeira-mão para Jess, ela me avisou um pouco antes do Sr. Bronzeamento artificial começar a me bombardear. Muito atencioso da parte dela. Quando as câmeras foram desligadas e tudo acabou, um sentimento ruim se instalou em minhas entranhas. Eu não acho que fui muito bem. Inferno, eu fui péssima! O homem me encurralou, colocou

palavras maliciosas na minha boca o tempo todo. Oh, Deus. Espero que isso não prejudique ainda mais a imagem do Liam. Minha cabeça estava latejando quando deixamos o estúdio. Para piorar a situação, havia um enxame de gente se amontoando na entrada. Paparazzi espocaram flashes no meu rosto. Greg prontamente se colocou na minha frente. ― Apenas uma palavra, Mel! ― Há rumores de que está grávida. É verdade? ― Você irá assumir a Stone Records quando o Stone for condenado? Eu estaquei a caminho do carro. Meu sangue fervendo com a audácia do infeliz que fez a última pergunta. Ele disse quando e não se. Oh, Deus, eu odeio isso! Odeio esse circo do caralho que é LA! Empurrei-me livre dos braços de Greg. Ele grunhe em desagrado, mas, me acompanha até bem perto dos paparazzi. Mais flashes. Parecem um bando de hienas, prontas para me devorar. Eu endireito a coluna. Odeio admitir isso, mas, a pequena miss vadia pode ter razão. Eu não posso mais continuar fugindo da imprensa. Querem me ouvir? Lá vou eu, então! ― Boa tarde, senhores ― eu digo, reunindo meu melhor tom firme. Há um alvoroço e em seguida eles se acalmam. Apenas os flashes continuam a me cegar. Imbecis. ― Sem comentários para a segunda pergunta ― eles reclamam e eu ergo a mão da forma arrogante que vi Elijah fazer uma vez. Caramba, não é que funciona? Eles se calam. Uau! ― quanto à última, eu sinceramente espero que sejam bons em redigir cartas ― eu me permito rir sarcasticamente. Quando em Roma[6], amigos... Eles me encaram como se eu fosse louca. Eu me apresso em esclarecer: ― vocês vão precisar ― meu tom fica mais alto e mais duro. ― Vão precisar para se desculparem publicamente com o meu marido quando ele for inocentado. Eles se agitam outra vez, lançando mais e mais perguntas. Uma voz se sobressai na multidão: ― Sua vadia velha! Selena é muito melhor que você! Eu olho na direção da voz e tudo acontece como em câmera lenta. Eu vejo algo saltando da mão da pessoa encoberta na multidão. Parece uma pedra. Greg me puxa bruscamente para trás ao mesmo tempo em que Jess toma a minha frente. Eu vejo o impacto do objeto em sua cabeça e ela desaba para o chão. Estou atordoada. O que foi isso? Por que ela fez isso? Greg me carrega nos braços até o carro. Eu me acomodo e pouco depois uma Jess cambaleante entra também. Caramba, o lado direito do seu rosto está todo ensanguentado. Ela é louca? Por que diabos entrou na minha frente? Em tempo recorde Greg nos tira do pandemônio. Peço para nos levar para o primeiro pronto socorro. Jess está gemendo como uma cadela na minha frente. Garota louca!

Liam ― Você está mais uma vez fora do maldito tom! ― Elijah rosna para a vocalista da banda que está fazendo a última audição da tarde. É uma banda só de garotas. Elas parecem muito talentosas e é algo exótico. As meninas não têm muitas oportunidades no mundo dos roqueiros. Eu quero quebrar esse tabu. Eva, a vocalista em questão, nos olha de volta com olhos arregalados pelo tom fodido que Elijah usou. Idiota. ― Qual é a porra do seu problema? Está com um fodido pau enfiado na bunda? ― eu o questiono cobrindo o fone na minha boca para que as moças não nos ouçam. ― Ele está assim desde ontem ― Collin responde. ― Depois que chegou atrasado ao aeroporto e não

conseguiu se despedir de Sara... ― Cuide da sua própria vida, imbecil ― Elijah rosna, lançando um olhar assassino na direção de Collin, que amplia o riso zombador. Sara partiu ontem para a Alemanha. Seu mês de folga expirou e ela não aceitou a oferta de trabalhar na gravadora. Minha cunhada tem uma cabeça dura como o inferno. Ainda bem que fiquei com a irmã mais doce. Sem trocadilhos... Um riso se abre em minha boca apenas em lembrar da minha mulher. Porra, as memórias dessa manhã com ela espalhada na cama enquanto eu metia profundamente em sua bocetinha, faz meu pau começar a se animar. Para baixo, grande soldado. Isso, para baixo. O trabalho nos chama. ― Mantenha sua merda para si ― eu o advirto. Elijah estreita os olhos em mim. ― Essas garotas são boas. Nós vamos dar uma chance a elas ― ele revira os olhos e suspira. ― Okay. Elas são boas ― admite. Ele parece muito frustrado. ― Mas a vocalista precisa de aulas de canto, porra. ― Você perdeu a porra da sua mente, cara! ― Sean dá um tapa na parte de trás da cabeça de Elijah. Sim, ao que parece nosso parceiro está muito empenhado em contratarmos essa banda... Não, ele não está olhando pelo lado profissional. O idiota está pensando com seu pau já que não tem disfarçado seu tesão na vocalista. ― Jesus! Apenas vamos encerrar logo isso para que eu possa sair e bater uma maldita boceta! ― Elijah exala sob sua respiração. ― Wow! Bem nervosinho, hein? ― eu o olho mais atentamente. ― Algo que queira compartilhar, irmão? Ele bufa e torce os lábios desdenhosamente. ― Não ache que é superior, Stone ― zomba. ― Você está comendo a mesma boceta há mais de dois meses ― ele faz uma careta de repulsa. ― Por que eu precisaria de seus conselhos? Hein? Eu morreria de tédio se tivesse em seu lugar, porra. Eu rio arrogantemente não me abalando com seu cinismo. ― Tem razão, irmão ― eu concordo e ele franze as sobrancelhas. ― Eu não sou superior. Não, de forma alguma ― meneio a cabeça estalando a língua. Ele pisca confuso. ― Mas, sabe qual a diferença entre nós? ― sua sobrancelha se ergue ceticamente. Me debruço e sussurro em seu ouvido, mas, ainda alto o suficiente para os caras ouvirem: ― eu estou fodendo a boceta que eu quero. E, acredite, bastardo, não há um só segundo de tédio sobre isso ― eu completo maliciosamente. Os caras irrompem numa gargalhada coletiva. Elijah dá de ombros não dando o braço a torcer. ― Agora, vamos voltar para a audição ― me ajusto acintosamente nas calças. ― Falar sobre a minha boceta me deixou malditamente duro. Eles rosnam palavrões na minha direção, mas, riem em seguida. Eu rio também. Eva está com um grande ponto de interrogação na cabeça quando voltamos a focar nossa atenção sobre ela. ― Querida, me desculpe pelo comentário anterior ― Elijah fala ao microfone. Ele parece um pouco mais composto. ― Sim, você dançou como uma maldita bailarina em volta do tom, mas tenho certeza que pode fazer melhor. É isso, baby ― ele ri lançando seu charme. ― Suavidade não é comigo. Essa parte é bem representada pelo garoto apaixonado aqui ― ele aponta o polegar enviesado para mim. Idiota. Eu bufo. A garota fica ainda mais confusa sem saber se pode sorrir de uma piada sobre seu possível futuro

chefe. ― Foi uma piada, Eva ― eu esclareço. ― Mas, entendo perfeitamente porque não sorriu. O idiota aqui passaria fome como comediante ― os caras riem mais uma vez. Um pequeno, minúsculo sorriso brinca na boca da garota. Ela é bonita de uma forma quase agressiva. Cabelos negros, cortados retos na altura dos ombros. Maquiagem pesada com olhos e batom marrom escuro. Ela tem um estilo próprio. E o mais importante, tem uma boa voz que pode alcançar seu ápice se for adequadamente trabalhada. As outras três garotas tocam decentemente também. Eu acho que podemos fazer essas meninas. Tenho um sentimento de que elas podem dar certo. ― Querida, apenas cante como cantou naquele bar ― Paul intervém. Ele e Sean descobriram a banda se apresentando em um bar em Beverly Hills. ― É isso mesmo ― Sean tomou a frente. ― Esqueça que esses bastardos estão aqui observando. Solte a voz e quebre o maldito lugar, porra! Parece que o incentivo de Sean era tudo que Eva precisava. A garota simplesmente arrebentou nos vinte minutos seguintes. Estávamos todos com imensos sorrisos satisfeitos quando encerramos a audição. As garotas se abraçaram e sussurraram como se estivessem fazendo suas preces. Inferno, é claro que estavam. Isso me fez recordar de mim e dos caras há alguns anos. Elijah passa um braço por cima dos meus ombros e dá tapas amigáveis como se estivesse compartilhando a mesma lembrança. ― Bom, talvez ela não precise de aulas de canto no final das contas ― admite, rindo da sua forma debochada. ― Não sei como ainda não haviam sido descobertas. Essas garotas são dinamite pura! Além disso, a vocalista é bem gostosa ― ele diz e olha em direção a Sean numa provocação clara. ― Nem tente, seu bastardo! ― Sean avisa. ― Mantenha seu pau longe, porra. Esperamos as meninas saírem da cabine acústica e informo que nos reuniremos em dois dias para darmos uma resposta. Temos mais duas bandas com o mesmo potencial de lançamento, o que significa muito trabalho em nossas mesas para escolher quem lançar primeiro. Seus rostos estão ansiosos. Eva sorri quase presunçosamente, sabendo que cantou pra caralho. Eu, mais uma vez recordo de mim mesmo, receoso, mas, com a maldita certeza de que explodi as mentes dos auditores. Concedo-lhe um sorriso e uma inclinação de queixo. As moças deixam a sala e Sean corre atrás como um fodido cachorrinho. Nós rimos e o encorajamos, fingindo ser educados em respeito às damas. ― Aí, Sean? ― Collin o chama. ― É proibido foder o nosso pessoal! ― O bastardo grita a plenos pulmões. Ok, Collin não consegue nem mesmo fingir ser educado. ― Vá se foder, imbecil! ― Sean lhe oferece o dedo do meio e continua perseguindo as garotas. ― Ei! Eu não faço as regras, ok? O Stone aqui é quem teve a brilhante ideia ― Collin se defende. ― Muito conveniente, já que ele casou com sua mulher antes de ela vir trabalhar na gravadora. ― Foder o pessoal não é sábio ― eu digo, sério. Elijah, Paul e Collin bufam alto. ― O quê? ― questiono, usando minha melhor cara de pôquer. ― Eu poderia citar pelo menos três bocetas que você bateu na turnê passada que faziam parte do nosso pessoal ― Elijah me lembra com um risinho irônico. Oh, certo. ― Cacete, eu havia esquecido... ― eu rio meneando a cabeça. ― Isso é passado, caras. Eu não fodo

mais a equipe ― aponto para cada um deles. ― E vocês também não. Precisamos fazer dessa gravadora a porra da última palavra no mercado da música. E isso não virá se as fronteiras ficarem confusas, entendem? Eles assentem um tanto relutantes, mas concordam. ― Me diga o que fará com o mais novo Romeu da banda? ― Elijah aponta Sean que está nesse exato momento com olhos de cachorrinho para Eva. Eu não consigo evitar um riso. ― Se ele for levá-la a sério... ― deixo a frase no ar. ― É de Sean que estamos falando, Liam ― Paul observa. ― Ele a terá de costas em dois tempos e passará para as parceiras da banda. Cristo, isso é ruim. Paul tem razão. Eu preciso conversar com Sean e saber quais suas intenções com Eva, embora todos nós já tenhamos uma ideia... Nos dirigimos para as nossas salas. Desde o fim da minha quarentena, tenho vindo trabalhar na gravadora. A Stone Records ocupa os três últimos andares de um elegante e arrojado edifício próximo ao Beverly Center.[7] Já havia uma equipe trabalhando há meses para tornar isso tudo realidade, mas, os caras se dedicaram pra cacete nesses dias em que estive impossibilitado de assumir as rédeas. Temos uma boa equipe de executivos, porém, eu e os caras teremos vozes ativas nas contratações. Quero pegar bons artistas e torná-los conhecidos no mundo todo. E o mais importante: quero fazer isso sendo o mais justo possível com esse pessoal que está entregando seus sonhos em nossas mãos. Chris Hart será sempre meu modelo do que não fazer com meus contratados. Eu pego uma cerveja no frigobar e estou me dirigindo para a sacada do meu escritório quando a porta se escancara e Greg entra amparando Jess. Que porra é essa? Ela parece machucada. Onde está Mel? Meus olhos viajam rapidamente para além deles, procurando pela minha mulher. ― Jess? ― eu avanço até eles. ― Que porra aconteceu, Greg? ― eu rosno. ― Onde está a Mel? Você me prometeu cuidar dela, caralho! ― eu brado, meu peito sendo invadido por uma sensação ruim de perda. ― Onde ela está? ― Estou aqui, baby ― a voz dela penetra em mim imediatamente me acalmando. ― Eu estou bem. ― Mel entra na sala, andando rápido para mim. Eu a abraço apertado. Cristo, será que esse medo não vai passar nunca? Eu não devia ter dado ouvidos à Jess. Foda-se a imprensa! Minha mulher grávida não vai mais se expor de forma alguma para eles. ― O que houve? ― indago e só agora percebo que o rosto de Jess está bem inchado do lado direito e há um curativo em sua testa quase rente ao cabelo. Ela está horrível. ― Cristo! Você está machucada! Que merda aconteceu? ― Havia uma multidão quando saímos da segunda entrevista ― Jess revela. Eu bufo, mas, me arrependo porque ela parece mal pra caralho. ― Eu sinto muito, ok? ― sua voz treme e lágrimas inundam seus olhos. ― Eu sei que prometi cuidar bem da Mel, mas as coisas fugiram do controle. Havia... Hum, fãs de Selena e eles insultaram-na como de costume. ― E o que mais? ― eu peço exasperando-me. ― Quem agrediu você dessa forma? Me diga quem foi e vamos processar o filho da puta! Ela parece gostar da minha explosão em sua defesa. ― Havia um mais exaltado e ele...

― Ele o quê, Jess? Diga logo, caralho! ― Ele atirou uma pedra em direção à Mel, enquanto ela falava com os paparazzi ― meu sangue gelou. Alguém atirou uma pedra na minha mulher? Na minha mulher grávida, porra? ― foi tudo muito rápido. Eu não pensei muito, apenas tomei sua frente... O quê? Ela foi ferida para proteger Mel? ― Você foi atingida em seu lugar? Por que fez isso? ― eu pergunto, confuso com tudo isso. ― Ela está grávida ― Jess sussurra e suas lágrimas descem pelas faces coradas. ― E eu prometi a você que cuidaria dela. Eu jamais deixaria nada de ruim acontecer a ela ou ao seu bebê. Mel fica um pouco tensa nos meus braços. Deve ter sido um choque ver a garota com quem ela tem implicado tanto se ferindo para protegê-la. Eu acaricio sua cintura suavemente para relaxá-la. Estou um pouco chocado com a coragem de Jess, na verdade. Eu sei que ela é leal a mim. Mas, nesse momento, ela subiu a um novo patamar. Qualquer um que se jogue na frente da mulher que eu amo para evitar que seja ferida tem o meu respeito e gratidão. ― A segurança da emissora identificou o agressor e ele foi detido logo após deixarmos o local para o pronto socorro ― Greg informa e dá um olhar meio estranho na direção de Jess. ― Eu não o aconselho a deixar sua mulher vulnerável a situações como essas novamente. Ela lidou bem com os paparazzi, mas, os fãs de Selena estão ficando instáveis e imprevisíveis. Eu assinto, cerrando o maxilar. Ela não vai sair de novo. Não sem mim. Eu beijo seus cabelos. Seu corpo ainda está tenso contra mim. ― Eu estou bem, baby. Mas, não quero mais dar entrevistas ― ela murmura, levantando o rosto para mim. ― Eu odiei cada segundo. Eu rio suavemente e aceno. Ela não é deste mundo. É injusto tentar colocá-la nisso. ― Sem mais entrevistas, baby. Eu prometo ― sussurro. Ela assente e me concede um pequeno sorriso, mas, os olhos amendoados ainda carregam certa insatisfação. ― Eu sinto muito que você tenha se ferido, Jess ― eu sei que soa muito egoísta, mas, a verdade é que fiquei feliz que foi ela e não minha mulher. É, eu sei, muito fodido. Ei, eu nunca disse que era um exemplo de caráter, ok? ― eu aprecio o que você fez hoje, realmente aprecio. ― Ela ri parecendo um pouco melhor do que quando entrou. ― Obrigada, Li ― Jess murmura e uma lágrima solitária desce pela face esquerda. ― E eu concordo com o nosso montanha de músculos aqui ― ela brinca com Greg que não ri de volta. Greg é sério ao extremo. Ele raramente ri em serviço. ― A Mel deve descansar. Uma gravidez com tantas tensões pairando ao seu redor não é saudável nem para ela e muito menos para o bebê. Sem mais entrevistas, prometo ― pausa e troca um olhar com a Mel. ― Eu odiaria se algo acontecesse e... ― Não ouse concluir esse raciocínio, porra! ― eu a corto. Ela deve estar abalada de certa forma, para mencionar esse tipo de coisa na frente da Mel. ― Ouça, obrigado pelo que fez hoje mais uma vez ― eu abrando meu tom. ― Vá para casa e descanse. Você está horrível ― eu alfineto para quebrarmos o climão que parece pairar sobre nós. Ela revira os olhos e segura a testa, gemendo. ― Ei, vá com calma. Greg, você pode levá-la em casa? Greg parece mais uma vez estranho. O que há com ele, porra? Estou a ponto de rosnar quando ele assente e sai com Jess se apoiando nele. Um silêncio se instala entre Mel e eu. Sou o primeiro a quebrá-lo.

― Eu sinto muito, amor ― a giro em meus braços de frente para mim. ― Sinto muito que você não pode ter uma vida normal. Que não pode andar numa dessas praias públicas, passear no shopping. Nós nunca faremos esse tipo de coisa sem sermos perseguidos. Nós nunca... ― Ei, shhh ― seus dedos me silenciam, pressionando meus lábios. Ela me encara, nossos rostos bem próximos. ― Pare com isso, baby. Eu não seria feliz fazendo essas coisas com outra pessoa, está me ouvindo? É você. Só você ― seus olhos brilham e sua voz embarga um pouco. ― Eu não me importo com todas as limitações que estamos tendo. Elas vão passar ― ela ri tremulamente e acaricia minha barba. Eu a puxo mais contra o meu corpo, querendo fundir-me a ela. Querendo tudo dessa mulher fodidamente linda. ― Quando tudo acabar, nós vamos fazer muitas coisas, superstar ― eu acabo rindo com ela. Deus, eu a amo pra caralho. ― Claro que sempre teremos algumas limitações porque você é você ― eu rio mais com sua falta de eloquência. ― Oh, você me entendeu, seu bobo ― ela bate de leve no meu ombro. ― Estou encerrando o expediente ― eu aviso, deslizando as mãos pela cintura e descendo para a bundinha firme por cima do vestido. Ela geme e ri na minha boca. ― Estou louco para estrear minha enorme e convidativa mesa de trabalho ― ela geme de boca aberta quando começo a moer gostoso nossas pélvis juntas. ― Você quer uma prova? ― abro meu melhor riso sedutor, safado e a deixo, seguindo em direção à mesa. ― Tudo que tem a fazer é vir aqui buscar, baby ― sussurro começando a desfazer-me lentamente das minhas roupas. Seus olhos gananciosos passam pelo meu peito quando puxo a camiseta por cima da cabeça. Ela lambe os lábios. Cacete, eu amo ver o amor, luxúria e tesão em sua expressão quando olha para mim. Minhas mãos se movem para o botão das calças e eu prendo seu olhar, abrindo o zíper bem devagar. ― Só vir buscar... ― murmuro e puxo meu pau para fora. Ela murmura algo e vem rapidamente para mim, arrancando o vestido pela cabeça. No segundo seguinte nossas bocas se chocam e eu a levanto, suas pernas me rodeando imediatamente. Passamos a nos comer num beijo indecente enquanto eu faço uma varredura nos objetos de cima da mesa. O som das coisas caindo nos faz sorrir lascivos. Eu a deito esparramada sobre a madeira lustrosa. Ela arqueia as costas e eu puxo sua calcinha lentamente, beijando, lambendo, mordiscando suas coxas. Meu peito galopa de amor por essa mulher que se dá tão completamente para mim. Sempre pronta para mim. Sim, alguns aspectos da minha vida podem estar uma merda agora, mas, tê-la comigo faz o resto parecer insignificante. CAPÍTULO SEIS

Liam Eu não consigo desviar meu olhar da pequena figura na tela do aparelho de ultrassom. Meu filho ainda é um pequeno ponto, mas, isso não tira a emoção que Mel e eu estamos sentindo. Eu levanto nossas mãos entrelaçadas e beijo o dorso da sua delicadamente. Ela vira o rosto lindo para mim. Seus olhos lacrimosos. Ela é tão sensível. Eu rio, tentando minimizar, mas até meus olhos estão ardendo. Colo minha testa na dela. ― Baby... Você é tão chorona ― eu digo baixinho. Ela ri emocionada e acena. Nossas bocas se roçam suavemente a princípio, mas, depois vou me empolgando e passo a devorar seus lábios. ― Linda... ― sussurro e ela ofega. Eu gemo baixinho. Minha mão desliza possessivamente para seu ventre nu e é aí que ouço um leve pigarrear. Ela ri contra meus lábios. Eu gemo de novo, dessa vez de frustração. Cacete! Estamos no consultório médico! Eu rio também, injetando a dose certa de sacanagem e murmuro contra sua boca: ― ops, acho que nos empolgamos, Srª Stone.

― Você se empolgou, superstar ― ela leva a mão direita para a minha face e a acaricia, enquanto me dá selinhos mais comportados. Ouvimos outro som de pigarro. Porra! A minha teoria de que os médicos são uns malditos veadinhos está cada vez mais forte. Eu me afasto a contragosto da minha mulher. ― Dentro de três semanas, mais ou menos, seremos capazes de precisar o sexo. Vou deixá-los um instante para que a Srª Stone se recomponha e os aguardo para lhes prescrever a receita de vitaminas ― o médico nos diz, olhando-nos com certo espanto por trás da sua postura profissional recomposta. Será que ele nunca teve um marido em seu consultório antes? O que há com esses bastardos que não acompanham suas mulheres no momento mais importante na vida de um casal? Ah, sério, Stone? Meu subconsciente aparece. Dou um bufo mental. Quem é você, cara? Hitch, Conselheiro Amoroso?[8] Eu tenho que reprimir uma risada real. Ele é tão abusado. O quê? É claro que manjo muito nesse departamento. Digo arrogante. Ele zomba de mim. Não seja ridículo, Stone. Você só tem dois meses de casado. Eu rosno. Basta olhar o rosto satisfeito da minha mulher, seu bastardo! Eu sou sim, um marido bom pra caralho! Agora dê o fora que preciso ajudá-la a se vestir. Ele sorri maliciosamente. Ah, você não é divertido. Prometo não fazer nenhum comentário, Stone. Só uma espiadinha, vai? Se manda, porra! Cristo, tá bom. Eu vou. Uau! Bela bunda! Eu me viro e a Mel está de costas mostrando a bundinha perfeita. Eu rosno, rangendo os dentes. Ele ri e some. Idiota tarado do caralho! Eu me vejo rindo internamente porque é claro que ele é tarado. Somos a mesma pessoa, embora eu ainda o ache uma piada de subconsciente... Chegamos em casa com o sol já mergulhando no oceano. Ela olhou o espetáculo da sua janela todo o percurso para Malibu, sorrindo. Eu quase me esqueço da confusão que está a minha vida quando a vejo sorrir assim. Greg dirigiu calado, está ainda um tanto estranho hoje. Tenho a impressão de quer me dizer algo. Vou questioná-lo mais tarde. Jess nos aguardava com inúmeras sacolas da Rodeo Drive[9] e Mel soltou um suspiro nada satisfeito assim que entramos na sala. Jess me deu um rápido beijo no rosto e fez a mesma coisa com a Mel. Eu podia jurar que minha mulher estava pronta para lhe dar um soco a qualquer momento, dada a expressão ameaçadora em seu rosto. Deus, ela é tão ciumenta. Jess ainda tinha um pequeno curativo na testa lembrando-nos que foi ferida há dois dias para proteger a Mel. Eu realmente preciso falar com ela sobre essa implicância. Jess é um pouco cabeça de vento, mas, é leal a mim, tenho certeza. As duas foram para o nosso quarto em seguida, mas antes a Mel plantou um beijo de cinema na minha boca. Eu rio da sua infantilidade, mas, a seguro e devolvo o beijo com a mesma empolgação. Se minha mulher quer dar um show, vamos ao fodido show! Ela ri atrevida e safada antes de desviar o olhar na direção de Jess, mandando um recado alto e claro. As duas vão para o andar de cima em seguida e eu vou à procura de Chay e meus avós. Jess acabou ficando para jantar conosco. Nem preciso dizer que Mel não disfarçou sua contrariedade. Mesmo quando fomos colocar o homenzinho na cama, ela ainda estava emburrada. ― Pai, você vai ser preso? ― a pergunta repentina de Chay nos fez nos entreolhar à procura de uma saída segura. Estávamos evitando esse assunto na frente dele. ― Eu vi hoje na TV que você pode ser preso por estupro. O que é um estupro, pai? ― cacete! A Mel está tão estupefata quanto eu. ― Não, filho, eu não vou ser preso ― eu digo com toda a convicção que sinto e fecho o livro que acabei de ler para ele. ― Estupro é uma coisa muito feia que alguns adultos seriamente doentes fazem ― eu olho para a Mel buscando ajuda. ― Estupro é quando alguém toma algo que a outra pessoa não queria dar, querido ― ela diz suavemente. ― Por isso, é considerado um crime ― certo, essa definição é bem melhor do que a minha. ― Como pegar um brinquedo que eu não queria emprestar? ― ele questiona do alto da sua inocência.

― Não, meu bebê. É algo violento. A pessoa machuca o corpo da outra... ― Mel olha para mim buscando ajuda também. Cacete. Conversar com um garoto de seis anos é mais complicado do que pensei. ― Veja, homenzinho ― eu começo, lutando para encontrar as palavras certas. ― Os adultos fazem muitas merdas fodidas às vezes. ― Mel suspira ao meu lado pelo uso dos palavrões. ― Mas, seu pai não fez isso, Chay. Ele é inocente. Você não tem que se preocupar com isso, tá bom? ― Mel retoma. Ela é a porra de uma diplomata quando se trata do Chay. Eu sou fascinado pela forma como lida com ele. Chay assente, mas, ainda parece meio triste. ― Você promete, pai? Eu não quero que você seja preso ― sua pequena voz é apertada e baixa. Eu me debruço um pouco e afago sua cabeleira vasta, retirando alguns cachos da testa. ― Prometo, homenzinho. Você não vai ficar sem mim, filho ― digo baixinho, olhando-o nos olhos. Seu semblante suaviza. ― Sua mãe tem razão. Não se preocupe com isso, ok? Tudo será resolvido em breve ― afirmo e resolvo mudar de assunto. ― Dentro de três semanas saberemos o sexo do seu irmãozinho ― seus olhinhos se iluminam. Ele está muito mais tranquilo com a gravidez da Mel. ― Baby... ― Mel me repreende. ― Pode ser uma menina, você sabe, não é? ― Eu quero um menino! ― ele diz rapidamente. Eu rio vitorioso para Mel que meneia a cabeça. ― Isso mesmo, filho ― eu o encorajo. ― Já pensou se for uma menina tão linda quanto sua mãe? Eu e você vamos ter que chutar muitas bolas ao longo do caminho. Chay dá uma risadinha infantil. Eu rio também. ― Minha mãe é a mais linda no mundo todo ― ele diz com olhinhos apaixonados em direção à Mel que está com os olhos úmidos. Ela o beija suavemente nos lábios e sussurra que o ama. Ele ri amplamente. ― Sim, filho ― eu digo a ele, mas, olhando para Mel. ― Sua mãe é a mais linda no mundo todo ― um pequeno sorriso brinca na boquinha linda. Ela o beija mais uma vez desejando boa noite. ― Você já pensou na sua festa de aniversário? Vamos fazer o que você quiser ― Mel me dá outro olhar reprovador. Ela acha que eu vou estragar o homenzinho. ― O que eu quiser? ― Chay repete com olhos brilhando de excitação. ― O que você quiser ― repito. ― Pense sobre isso. Mas, agora, durma, campeão. ― Boa noite, pai. Você é o melhor ― ele diz e eu fico instantaneamente mole e muito maricas. Esse moleque... ― Estou tentando, homenzinho ― digo baixinho e dou-lhe um beijo na testa. ― Boa noite, filho. Deixamos o quarto de Chay e andamos pelo corredor em direção ao nosso. Pela sua postura eu sei que ela está remoendo a Jess ainda. ― Eu a quero fora ― Mel cospe assim que entramos no quarto. Ela está arrancando as roupas furiosamente. Eu não posso evitar ficar momentaneamente distraído quando o corpo moreno e torneado

fica apenas de sutiã e calcinha fio dental. Cacete. ― Baby... ― eu clamo chegando até ela, puxando-a pela cinturinha. ― Você está sendo ciumenta e irracional. ― Não, não estou ― ela retruca. ― Essa garota quer você, Liam ― diz tomada pelo ciúme, embora negue. ― Ela é boa demais para ser verdade. Eu suspiro longamente. Cristo, isso vai ser difícil. Não posso simplesmente demitir a Jess por um capricho da minha mulher. Jess depende de mim e de Elijah para se manter longe de problemas. Eu não sei de onde veio toda essa implicância da Mel. Porra, ela levou uma maldita pedrada para protegê-la. ― Eu não posso demiti-la, Mel ― eu digo, meu tom firme. ― Jess é como se fosse da minha família. Eu a conheço desde sempre. Além disso, ela teve problemas sérios há bem pouco tempo e eu e Elijah gostamos de ter um olho sobre ela. Seus olhos amendoados se estreitam em mim. ― Que problemas? ― Drogas ― eu revelo e seu semblante suaviza um pouco. ― Ela precisa de nós para mantê-la nos eixos. ― Oh, isso é muito ruim ― sua voz treme ligeiramente. ― Mas, você vai mantê-la mesmo sabendo que isso me deixa desconfortável? Eu estou pedindo a você que a tire de perto de mim pelo menos. Restrinja seu trabalho apenas à gravadora ― diz decidida. ― Eu quero outra personal stylist já que não posso fugir disso. Porra. Ela joga muito pesado. Eu levanto seu queixo e nossos olhares duelam por longos segundos. ― Eu insisto que está sendo injusta ― sussurro bem próximo à sua boca. ― Mas, eu nunca faria nada para te machucar ou deixar desconfortável ― seu olhar amolece e seus braços se fecham em meu pescoço. ― Você é a minha prioridade, baby. Ela ficará apenas na gravadora se essa é a sua vontade. ― Sua boquinha se curva num meio sorriso. Suas mãos passeiam pelos meus ombros e descem pelo peito. Ela morde meu queixo e enfia as mãos sob a minha camiseta. Eu estremeço e gemo com suas unhas raspando em meu abdome. Eu rio muito sacana, puxando seus cabelos da nuca, forçando nossas bocas juntas. ― O que você está fazendo? Ela ri do jeito safado e atrevido que eu amo e desce uma das mãos para meu pau que começa a crescer, empolgado com a atenção. ― Eu? ― ela ri amplamente, batendo os cílios com falsa inocência. ― Eu estou muito, muito agradecida a meu maridinho lindo ― ela ronrona e cai de joelhos, as mãos trabalhando freneticamente no meu cinto, libertando meu pau em tempo recorde. ― Porra baby! ― eu rosno e gemo ao mesmo tempo em que dá a primeira lambida na ponta. Enfio as mãos em seus cabelos, juntando-os num coque. ― Você pode chupar o meu pau a cada maldita vez que se sentir agradecida ― ela ri, rodando a língua na cabeça e descendo pela veia pulsante. ― Caralho... ― gemo e me forço em sua boca, que me engole gananciosamente. ― Isso, minha putinha. Chupe o meu pau... ― e ela o faz. Mel devora meu pau, segurando minha bunda, forçando-me a fodêla cada vez mais forte e fundo. Meus olhos rolam de tanto prazer. ― Porra de boquete gostoso, amor! ― eu puxo para fora, deslizando a cabeça em sua língua. Ela a deixa plana para fora do jeito que sabe que adoro. ― Vá para a cama, minha gostosa ― eu rosno. ― Amo gozar em sua boca. Mas, amo muito mais encher sua

boceta pequena de porra ― ela geme, juntando as coxas e dá mais uma chupada do caralho. Eu assobio, quase gozando. ― Na cama, minha safada. Agora! ― rosno e ela se levanta, fazendo um show ao tirar o sutiã e a calcinha minúscula. Cristo, ela sabe bem o meu ponto fraco. Sabe que amo que seja safada, despudorada, uma puta total em nossa cama. Para mim. Só para mim. Eu me livro das roupas rapidamente e rio avançando sobre ela antes que alcance a cama. Dá um gritinho safado quando puxo suas costas contra meu peito. Minhas mãos vão ávidas, uma cavando entre suas coxas, abrindo os lábios de sua boceta escorregadia e a outra amassando a carne macia dos seios. Ela estremece, choramingando lascivamente. ― Deus, baby... ― mia baixinho. Eu amo quando fala assim, o tom de voz necessitado, doida para dar para mim. ― Vou comer você assim ― eu digo no seu ouvido antes de mordicar o lóbulo e descer puxando a parte próxima ao pescoço entre os dentes. ― Vou meter em você aqui, em pé ― ela ronrona, abrindo as pernas, me deixando enfiar dois dedos em sua vulva melada. Massageio seu clitóris e ela ofega alto. ― É bom provocar, baby? Hum? ― chupo seu pescoço, comendo-a com os dedos, girando-os lá dentro, tocando as paredes e nervos bem devagar. ― Você acha que pode me provocar e não terá volta? ― Liam... ― ela clama, lamuriosa. A respiração entrecortada. Meto fundo duas vezes com força e desacelero. ― Baby, por favor... Eu rio da sua mendicância e puxo os dedos. Ela arqueja quando enrolo meu braço em sua cintura e a levanto do chão. Me abaixo, alinhando meu pau em sua entrada e vou empurrando devagar. Nós dois gememos à medida que estico seu canal, sua carne se agarrando no meu pau, sugando-o absurdamente gostoso. Nunca houve nada igual para mim. Sou insanamente louco de amor e tesão por essa mulher. Nenhuma outra é tão gostosa assim. Nenhuma, porra! Eu solto um rugido no fundo da garganta e a empalo até o fim. ― Ohh! Deus, amor! ― ela grita, resfolegando com a minha invasão. Puxo quase todo e volto devagar, dando tempo para sua boceta apertada se acostumar com meu tamanho. Eu trinco os dentes porque quero meter com força, bem fundo. ― Gosta disso, minha putinha? Hein? ― eu acelero os golpes, empalando-a cada vez mais duro e fundo. Ela geme e geme. Eu a ponho no chão e continuo a meter vigorosamente. O som das minhas estocadas bruscas em sua bunda é um afrodisíaco a mais para mim. ― Diga o quanto gosta disso, baby. Diga que ama quando eu te fodo assim! ― minha voz é um sussurro áspero. ― Eu amo, baby! Amo! ― ela começa a rebolar, arqueando as costas, empinando a bundinha, me dando o ângulo perfeito para rasgar sua boceta até o útero. Eu rosno em aprovação quando escorrego até o talo para dentro. ― Você é tão gostoso, amor... ― sua respiração é superficial, seu corpo começa a arrepiar. ― Tão gostoso... Ohhh, baby, eu vou... ― sua voz falha e ela grita alto, gozando forte no meu pau. As paredes mamando em mim, sugando-me, levando todo o meu controle. ― Merda! Eu estou lá, baby! Goze no meu pau, minha delícia! Estou gozando com você... ― eu rosno, sentindo meu pau inchar, violentando sua bocetinha pequena sem dó. A sensação abrasadora sobe pelas minhas bolas e toma conta de mim. Eu busco sua boca num beijo faminto e gozo duro, atirando longos jatos de porra, profundamente enterrado nela. Fodo sua boca, chupando sua língua com força. Estamos os dois ganindo do prazer intenso, aterrador. Nossos corpos estremecem. Estamos suados, ofegantes, chamando o nome do outro numa lamúria sensual. Eu ainda estocando fundo, me derramando todo dentro dela. Deixo sua boca para ambos respirarmos. Puxamos o ar pesadamente. Eu a levanto de novo, empalando-a num último golpe. Ela choraminga, arquejando, toda mole, saciada. Ficamos assim por um

momento, buscando a calmaria. Eu a abaixo e saio de seu calor com cuidado. Suas pernas estão bambas. Eu rio, juntando as forças depois do gozo delicioso e a levanto nos braços. Ela pende a cabeça no meu peito, miando baixinho. Eu beijo delicadamente seus cabelos, nos dirigindo para o banheiro. ― Ela quer você ― Mel torce o narizinho bonito assim que a deito na cama depois de tomarmos banho. Cristo, ela não larga esse osso. Eu rio e me junto a ela, puxando seu corpo nu contra o meu. Deslizo meu nariz pela sua mandíbula, inalando seu cheiro único. ― Bem, se isso for verdade ela tem um problema porque eu quero você ― seu semblante suaviza e ela abre um meio sorriso. ― Só você, baby ― sussurro e puxo para trás para olhá-la nos olhos. ― Para sempre. ― Eu te amo ― ela murmura, massageando meus cabelos da nuca. ― É? ― eu a provoco, aproximando nossas bocas, dando pequenos selinhos. ― Uh-ruh ― ronrona. ― Quanto, baby? ― sussurro em sua boca. ― Diga o quanto me ama. Ela ri lindamente. Eu amo o som da sua risada despreocupada. ― Muito, amor ― puxa meu lábio entre os dentes. Eu gemo. Ela ri adorando me provocar. ― Muito, muito, muito... Eu enfio os dedos em seus cabelos, me deleitando na maciez e a forma como eles deslizam pelas ondas castanhas. Meu olhar passeia por todo o seu rosto perfeito. ― Eu te amo mais ― digo baixinho quando nossos olhares se encontram, se prendendo de novo e abaixo minha boca na sua suavemente. Eu devoro sua boca lentamente, saboreando, chupando sua língua devagar, sussurrando coisas piegas, mas, que vão fazê-la ficar tranquila e, o mais importante, é tudo que está em meu coração. Eu a amo tão profundamente que não é possível mensurar e colocar isso em palavras. Eu levanto tarde da noite e desço para o térreo. Vou até a área externa, acendo um cigarro e me estendo na espreguiçadeira perto da piscina. Amanhã tenho outro interrogatório no departamento de polícia. Eles dizem que encontraram algo novo e querem meu depoimento. Eu não tenho ideia do que seja. Procuro não demonstrar para Mel que minha cabeça está fodida pelo medo. É isso. Estou malditamente com medo do rumo disso tudo. Eu sou apenas humano, ok? Mas, quando estou com ela, não deixo isso transparecer porque não quero que fique abatida com a minha merda. Meu filho está crescendo dentro dela. Ela precisa estar forte e protegida para que ele se desenvolva bem. Sim, eu tenho lido essas revistas bem maricas de mulher grávida. Foda-se! Os caras não sabem disso. Ninguém sabe. Eu faço essas pesquisas online. Santa Internet! Além disso, eu tenho conversado com seu médico. Estou presente desde a segunda consulta, pois a primeira eu ainda estava convalescendo. Farei tudo que puder para que sua gravidez seja tranquila. ― Liam? ― a voz de Greg me assusta, me fazendo virar para sua figura grande do outro lado da piscina. Ele está na sua forma característica, completamente em alerta. ― Greg? O que faz acordado a essa hora? ― eu rio da ironia, uma vez que também estou acordado. Ele vem até mim e se senta na ponta da outra espreguiçadeira. Sua postura está tensa. Me lembro de que não o questionei ainda sobre sua estranheza nos últimos dias. ― Há algo errado, amigo?

Ele me olha longamente antes de dizer: ― Jess está usando de novo ― não é preciso que esclareça. Eu sei do que se trata. Só eu, Elijah e ele sabemos dos problemas dela com as drogas. Merda! ― Você tem certeza, Greg? Como ficou sabendo? ― eu questiono, sentindo uma tristeza e impotência me invadir. Eu a achei bem eufórica hoje, mas, pensei que era porque queria ajudar a Mel com o novo guarda-roupa. Merda. Eu não notei nada suspeito. ― Sim, eu tenho. Ela deu um vexame na última festa de Elijah. Eles discutiram quando ele a arrancou de uma mesa de pó ― Cristo. É sério, então. Ela voltou a usar mesmo se escancarou assim em uma festa. Porra! ― ele não queria que lhe falasse nada por causa de tudo que tem enfrentado... ― Greg revela. ― Porra! Eu já tenho muita merda para lidar. Eu não posso cuidar dela dessa vez ― digo, mesmo que meu peito aperte. Jess é muito querida para mim e os caras. Mas, agora eu tenho uma mulher grávida para cuidar além da porra de um processo nas costas. ― Eu sei ― ele faz uma pausa e me analisa com seus olhos escuros astutos. ― Eu ouvi o que parecia ser uma discussão entre ela e a Mel na tarde das entrevistas ― eu franzo as sobrancelhas. ― Discussão? ― Sim, Jess estava desafiante. Parecia drogada naquela tarde também ― ele diz e meu coração afunda. Ela saiu drogada com a minha mulher? Eu vou ter que rever minha decisão de não a demitir. Que merda essa garota tem na cabeça? E eu achando que ela foi uma espécie de heroína ao salvar a Mel. Era a porra da coca lhe dando coragem e fazendo perder a noção.

Melissa ― Sim, papai, estamos todos bem ― eu digo no meu melhor tom convincente. ― Estou com saudades. ― Eu também, querida. Vou tirar uma semana para visitar vocês em breve ― ele diz suavemente e eu derreto sob seu tom amoroso. ― Você está se cuidando? Como está meu neto? ― eu sorrio. Ele, assim como Liam acha que é outro menino. ― Estamos bem, pai. Estou me cuidando direitinho ― eu afirmo e saio para a varanda do meu quarto. Ainda não me acostumei com essa vista incrível. O sol está se pondo. Esse se tornou meu lugar favorito na casa também. Me encosto na haste de ferro e observo Chay correr na praia com o filhote de labrador que o Liam comprou há uma semana. Joshua e Norah estão com ele lá embaixo. Eu aceno quando eles olham para cima. ― Falei com Sara hoje. Ela está se adaptando bem pelo que me disse ― ele continua. ― Sim, falei com ela também e me pareceu bem animada com a cidade e a recepção na empresa ― Sara foi muito teimosa em não aceitar a proposta generosa de Liam. Mas, a entendo. Elijah é muito perigoso para ela. Não quer nada além de “bater” bocetas aleatórias como ele próprio alardeia. Talvez seja mesmo melhor para minha irmã ficar longe até ele desistir de persegui-la. Bom, Liam me disse que ele tem estado muito ranzinza depois da partida de Sara. Eu rio. Na verdade, as palavras exatas de meu marido foram: Elijah parece ter um pau enfiado na bunda ultimamente... ― Sara é muito competente, pai. Vai se adaptar bem rápido. Tenho certeza. ― Eu sei. Minha menina atrevida é dura na queda ― ele ri carinhosamente. ― Estou indo para o Sul numa exposição. Eu ligo quando chegar lá. Fique bem, querida. Dê um beijo no Chay por mim ― ele

pausa um instante. ― E diga ao Liam que estou torcendo por ele. ― Farei isso, papai. Fique bem também. Te amo ― digo baixinho. ― Também te amo, minha menina ― ele diz e desliga em seguida. Eu desço para a cozinha. Norah já está lá para começar a preparar o jantar. Eu desisti das minhas aventuras culinárias. Liam sempre comeu todas as minhas tentativas de assassinato, tadinho. Mas, percebi que era hora de parar porque, vamos combinar, não levo jeito para a coisa. Norah por outro lado, é uma cozinheira divina. Temos a esposa de Martin, nosso motorista, que cozinha sempre que necessário, mas, Norah alegou que não tem nada para fazer e estava ficando entediada. Agora, o máximo que faço é cortar os legumes e fazer uma salada. Isso eu consigo fazer bem. Certo, teve aquela vez em que arruinei uma salada... É sério, não sei o que houve. Estava com um gosto super estranho. ― Liam ainda vai demorar, querida? ― a voz suave de Norah me tira da minha introspecção. ― Ele me ligou há pouco avisando de uma reunião com sua equipe de publicidade ― eu digo, meu tom me denunciando. ― Deve levar em torno de duas horas. Ela pousa os olhos azuis doces em mim. Norah é uma mulher bonita. A mãe de Liam era muito parecida com ela. Os cabelos grisalhos são curtos, deixando seu rosto com um ar jovial, e seu corpo mignon deve ter virado a cabeça de Joshua quando jovens. Seu sorriso é muito parecido com o de Liam. É lindo, aberto, luminoso. Eu me vi gostando rapidamente dela. Acho que a recíproca é verdadeira, pois não percebi nenhum receio de sua parte em relação a mim. ― Há algo incomodando, Mel? ― ela questiona, enquanto limpa o frango sobre a pia. Eu vou até o freezer e retiro alguns tomates e batatas. Quanto os coloco sobre o balcão ela ainda está me encarando à espera de uma resposta. Ok, aqui vamos nós. ― Eu não consigo engolir essa garota, Jess... ― eu solto de uma vez. Norah me olha por alguns instantes e eu tenho a nítida impressão que vejo algo brilhar no fundo dos olhos azuis. ― Jess é... ― ela franze o nariz um pouco. ― Complicada. Mas, não deve lhe dar muito crédito, querida. Eu a olho. Eu quero perguntar se houve algo entre ela e Liam no passado, mas, por outro lado, não quero colocá-la em uma posição difícil. Afinal, ela é avó de Liam. É com ele que está a sua lealdade. A dúvida está me corroendo. Eu sinto que há, houve algo entre eles. A pequena miss vadia fica muito à vontade com ele. E Liam, para minha raiva também é todo carinhoso e atencioso com ela. Arrg! Estou sendo paranoica? É isso que o ciúme faz com a gente? Passamos a ver coisas aonde não existe? Eu não quero ser esse tipo de mulher. Mas, caramba, eu tenho esse pressentimento forte dentro de mim. Eu sei que a dissimulada quer o meu marido. Se ela não teve uma chance ainda, com certeza quer ter. Tá certo que ela não escancara muito, mas, isso está lá. Nós, mulheres sentimos cheiro de piranha de longe. E, para ser sincera, não sei se foi uma boa jogada tirá-la de perto de mim e mandá-la direto para a gravadora ficar o tempo todo perto do meu marido. Eu tenho trabalhado lá também, mas, apenas meio expediente. Isso depois de muita insistência minha. Liam queria que ficasse mofando em casa. Eu não vou voltar a isso. Já vivi essa fase dondoca parasita com Raul. Não quero ficar posando de madame, ou primeira-dama do rock como a imprensa tem me chamado. Sou uma mulher renovada que não será oprimida de novo. Sem chance.

― Eu acho que ela é apaixonada pelo Liam ― decido jogar pelo menos essa carta para Norah. Vejo aquele flash de novo em seus olhos. ― Liam é apaixonado por você, Mel ― ela diz suavemente, e começa a cortar o frango habilmente. ― Jess é apenas uma amiga querida dele e dos meninos. Eles cresceram juntos. Meu neto possui um coração muito bonito como já deve ter percebido. Gosta de ter os amigos por perto. ― Sim, eu sei ― eu concordo com um gosto amargo na boca. ― Mas eu sinto que ela o quer. ― Talvez queira mesmo ― ela concede e me olha. ― Não quero ser a bruxa má, mas, você terá que lidar com isso muitas vezes, querida. Seu marido é um astro da música mundial ― tenho toda a sua atenção agora. Ela crava os olhos em mim tão direta quanto seu neto. ― Além disso, meu neto é um colírio para os olhos ― eu rio, enrubescendo com o riso meio malicioso que se espalha em seu rosto. Uau! Liam teve a quem puxar... Joshua realmente não teve chance contra ela. ― Sempre haverá mulheres fáceis o rodeando. Mas, ele se casou com você, querida. Liam poderia ter qualquer uma, mas, escolheu você. Ele esteve meio perdido depois do sucesso da banda. Nenhuma mulher teve o poder de puxá-lo do estilo rock and roll ― seu riso amplia quando fala como os caras. Eu rio também. ― Ele a ama muito. Jess esteve aí, do lado dele o tempo todo. Por que acha que a notaria exatamente agora que tem você? Hum, certo. Bom ponto. ― Eu confio no Liam, Norah. Confio plenamente ― digo, séria. ― É nela que não confio. Ela sorri, calma e serena. ― Então, fique tranquila. Jess não tem poder para fazer nada se ele não quiser ― diz e fica mais séria. ― E nós duas sabemos que ele não quer. Entramos numa espécie de entendimento tácito e passamos a falar sobre temas mais leves enquanto preparávamos o jantar. Quero dizer, ela preparava o jantar. Duas horas depois, Liam e os caras chegaram. Eu torci o nariz fingindo birra quando vieram me cumprimentar. Os traidores nunca mais jantaram aqui depois da primeira noite em que cozinhei. Certo, tentei cozinhar. Elijah diz que ainda dói o maxilar de tentar mastigar a carne. Eu errei no tempo de preparo, para variar. Só estão aqui hoje, porque Liam deve ter avisado que Norah estava na cozinha. Eu sorrio, feliz em tê-los aqui. Eu sou tão boba. Meus olhos ficam úmidos. Eu amo minha nova família. Eu... Meus olhos encontram os olhos azuis do meu marido e eu arfo levemente quando ele para na minha frente. Minha Nossa. Só tem o quê? Seis horas que não o vejo e já sinto sua falta absurdamente. Hoje ele veste um de seus ternos Armani. Eu simplesmente amo vê-lo no estilo formal. Ele fica mais másculo, com cara de homem de negócios. Oh, rapaz. Ele ri, o riso travesso de menino que tanto amo e me envolve pela cintura. Eu mordo o lábio para não gemer diante da nossa plateia na cozinha. ― Hei, baby ― sussurra bem próximo à minha boca. Ele fumou. Sinto o cheiro muito longe porque disfarçou com bala de menta. ― Oi, baby ― há um murmúrio geral e eu sei que é dos caras, observando nossa troca cheia de amor. ― Senti sua falta ― digo baixinho, levantando minha cabeça, meus lábios quase tocando os seus. Seu riso se amplia lentamente e o brilho nas safiras azuis se torna sem vergonha. ― E eu a sua, meu amor ― ele ronrona antes de descer a boca sobre a minha num beijo lento, delicioso. Agarro-me em seus ombros largos, passeando as mãos pelo peitoral amplo e as subo para o pescoço, acariciando seus cabelos da nuca como ele gosta. Liam geme baixinho e eu me colo a ele, esquecendo momentaneamente que estamos na cozinha na frente da sua avó e dos caras. Seus braços me

puxam mais para perto e é nesse momento que ouço: ― Homenzinho, você não pode entrar aqui ― é a voz sorridente de Elijah. ― Sua mãe e seu pai estão, hum... Ocupados ― há um coro de risadas. Até Norah está rindo. ― Vem, vamos jogar videogame antes do jantar. Caramba! Chay! Eu me afasto relutante de Liam, mas, ele me mantém perto. Eu coro como uma adolescente. Liam beija meus cabelos e ri baixinho, adorando me ver sem graça. Tão sem vergonha... Norah me olha como se dissesse: viu, não tem com que se preocupar. Eu fico mais vermelha ainda. Sério, que idade eu tenho? Doze? ― Como foi a reunião? ― eu o olho e tento puxar um assunto seguro, dado o brilho safado que ainda vejo em seu olhar. ― Foi como o esperado. Estamos avançando bem ― ele diz, mas, sinto um mas em seu tom. ― Mas? ― eu insisto. ― Não será tão fácil quanto pensei, baby ― ele suspira longamente e nesse momento eu vejo que parece exausto. Liam tem disfarçado bem, no entanto, eu sei o quanto essa situação o tem afetado. ― Não com um processo nas minhas costas. Eu levanto a mão para o seu rosto e acaricio, acalmando-o. ― Vai ficar mais fácil, baby. Não perca a fé ― sussurro, olhando-o nos olhos. ― O jantar ainda vai demorar uns trinta minutos. Vem comigo, amor. Eu vou cuidar de você. Seus olhos se iluminam com malícia. ― Você vai, é? ― ele ri. Eu meneio a cabeça. ― Não tenha ideias, superstar ― eu rio provocando-o. ― Eu vou ajudar você com o banho e depois, farei uma massagem relaxante no meu marido. Isso é tudo. Ele ri lindamente, seus olhos cheios de amor pelo meu cuidado com ele. ― Você é imbatível, Srª Stone, sabia disso? ― me beija suavemente. ― Hum, eu sei ― eu digo imitando sua confiança arrogante de rock star. Ele puxa para trás para olhar em meus olhos. Humor dançando em suas pupilas. ― Muito arrogante, baby? ― Muito confiante ― eu digo e nós dois rimos com a troca de papéis em nosso antigo jogo de provocação. Quando olhamos em volta todos tinham sumido. Rimos com cumplicidade. Eu o puxo pela mão. ― Vem, baby. Eu vou cuidar de você.

Selena Ele estoca com força, deixando um rastro de dor em meu canal. Sua mão está em meu pescoço, imobilizando-me sobre a cama. Oh, meu Deus! Sinto-me quase desfalecendo. Ele aperta com uma violência como se tivesse com raiva de mim. Ele percebe que está me asfixiando e relaxa um pouco, mas,

continua metendo fundo furiosamente. Quando abri a porta para ele mais cedo eu sabia que não ia ser suave hoje. Ele estava possesso porque foi chamado para depor no departamento de polícia. E, para variar, eu sou seu saco de pancadas. Ou seu saco de fodas, como preferir. Ele mete com mais força, arrancando o ar dos meus pulmões. Meu rosto está banhado de lágrimas e eu choro baixinho, deixando-o me usar como sempre fez. Chris é um psicopata da pior espécie. Sim, meu irmão, Chris Hart abusa de mim desde quando eu tinha treze anos. Sou sua puta particular como ele carinhosamente me chama. Eu odeio cada segundo disso. Eu o odeio com todas as minhas forças. Ele me quebrou. Tirou muito mais do que a minha inocência. Esse monstro me tirou a vontade de viver. De lutar. Ele me moldou. Sou sua marionete. Seu brinquedo sexual. Ele me usa de todas as formas imagináveis e repulsivas e eu me mantenho calada, malditamente calada por anos a fio! Que espécie de covarde aguentaria isso? Um covarde que queira viver apesar de tudo. Ele nunca chegou a me ameaçar com palavras, mas a frieza e a crueldade que vejo em seus olhos. A crueldade com que eu o vejo tratar os outros me impede de tentar lutar. Ele me mataria se eu tentasse. Eu sei que sim. Eu sei que tem coragem e sangue frio de sobra para fazer isso. Então, essa é a razão para minha atitude covarde. ― Minha puta! É isso que você é e sempre será! ― ele geme em meu ouvido e continua a violentar meu ânus. ― Será que você vai gozar hoje, neném? ― sua voz é suave, doentemente suave. Sim, às vezes eu gozo, quando é suave e toca meu corpo com todo o conhecimento que só ele tem. Isso faz de mim uma doente também? Não, eu me torturei por anos achando que era uma aberração porque eu gozo na maioria das vezes em que ele me fode. Quando fiz vinte e um anos procurei uma psicóloga. Ela me esclareceu que sofro do que os estudiosos chamam de síndrome de Estocolmo[10]. Ela me disse que isso é, de certa forma normal, porque Chris era uma pessoa muito querida do meu convívio e não me tomou com agressividade. Eu o amava. Como irmão, é verdade. Mas, ele foi cuidadoso e suave comigo no começo. Era doentio. Sempre foi doentio, porém, me fazia gozar em todas as vezes em que transávamos. A violência veio quando fiz dezessete anos. Ele violentou meu ânus e fiquei dias machucada. ― Você ainda está aí? Vadiazinha! Eu amo isso, Sels. Você sempre será fodida por mim, assim! ― eu odeio esse apelido. Fecho os olhos, rezando para isso acabar logo, mas, sei que não tenho tanta sorte, quando ele está contrariado com algo, vem ao meu apartamento ou me chama em seu apartamento de foda e me fode sem trégua. ― Não há para onde fugir, baby. Você é minha! Só eu posso comer esse cu gostoso assim! ― eu soluço alto e ele puxa meus ombros, me rasgando em mais uma estocada brutal e goza, rosnando como um animal, enquanto seu esperma faz meu canal arder insuportavelmente. Ele fica debruçado em cima de mim pelo que parecem horas. Quero que saia. Quero gritar para que tire seu pau asqueroso de dentro de mim, mas, minha voz covarde não sai. Eu continuo a soluçar baixinho porque se fizer isso alto ele vai se irritar e me foder de novo. Seus lábios depositam beijos suaves em minha nuca. Eu estremeço. Eu odeio que mesmo depois que praticamente me estuprou eu aprecie seus lábios em mim. Eu o odeio, mas, meu corpo responde a ele. Chris ri e sai de cima de mim com cuidado. Ele me vira de costas no colchão e de frente para ele. Seus olhos dourados estão suaves agora que gozou e descarregou sua raiva. Suas mãos terminam de me despir do vestido. Ele me acaricia com maestria. Beija minhas lágrimas. Sua boca toma a minha com delicadeza. Infelizmente ele sabe como me excitar. Sabe exatamente como e onde me tocar. Sua boca, língua, e dentes brincam com meu corpo e eu derreto, esquecendo-me da dor no meu ânus machucado. Quando seus lábios e língua tocam a minha vagina, eu luto a mesma batalha perdida. Decência e moral contra luxúria e o tesão que infelizmente ele me faz sentir. Eu gozo forte, chorando de novo, engolfada pelo prazer e imensa vergonha de sentir isso. No momento em que ele se veste e finalmente me deixa usada, humilhada, um trapo humano, eu me arrasto para o banheiro e me debruço sobre o vaso sanitário. O vômito lava-me de dentro para fora. Isso sempre acontece depois que ele me toma. É uma reação fisiológica da minha perturbação emocional. Meu

ânus dói absurdamente e posso sentir o líquido pegajoso escorrendo entre minhas nádegas. Ando devagar para o chuveiro e deixo a água lavar o monstro da minha pele. As lágrimas são abundantes agora. Eu soluço alto, soltando toda a minha frustração, impotência e covardia. Eu bato nas paredes com os punhos. Meu corpo treme convulsivamente sob a água fria. Busco o sabonete e me esfrego com força. Minha pele já está vermelha. Eu esfrego furiosamente agora. Ainda consigo sentir o cheiro dele. Não, não está mais na minha pele. Ele está impregnado em minha memória. Disso não posso correr. Eu visto um roupão e me arrasto de volta para o meu quarto. Eu gostaria que ele morresse e me deixasse em paz. Morresse ou... Minha mente duela entre a covardia e a vontade de ser livre. Meu pensamento vai inevitavelmente para a única pessoa que enxergou a verdadeira face de meu irmão comigo. Mel me ofereceu ajuda. Eu não sou estúpida de pensar que ela está fazendo isso porque morre de amores por mim. Ela está fazendo isso para ajudar a livrar o Liam da acusação de estupro. Eu poderia acabar com isso. Eu poderia mandar o monstro do meu irmão para o inferno de uma prisão. Eu poderia... Oh, Deus. Eu choro mais. Lágrimas banham minhas faces, enquanto eu pego meu celular e seleciono o número da Mel. Meu dedo paira sobre ele, minhas mãos estão tremendo. Vá, Selena. Apenas faça! Meu cérebro tenta me comandar. Eu clico em chamar e o levo ao ouvido. Meu coração salta violentamente no peito. Estou a caminho de admitir pela primeira vez para outra pessoa tudo que meu irmão tem feito comigo nos últimos onze anos da minha miserável vida. ― Alô. Selena, é você? ― a voz suave da Mel entra em meus ouvidos. Eu não entendo o porquê, mas, eu nunca a odiei completamente, apesar de ela ter tirado de mim o único homem que eu amei fora desse ciclo vicioso e doentio que sempre vivi com o Chris. Eu fecho os olhos, respirando pesadamente. Parece que corri uma maratona do caralho. Eu preciso falar, mas minha língua parece colada ao céu da boca. Fale, Selena! Não seja mais uma vez covarde! Fale, porra! ― Selena? Você está aí? ― ela torna. ― S-sim, Mel ― eu gaguejo. Minha voz tremendo horrivelmente. Tomo uma respiração profunda e solto as palavras que podem mudar a minha vida. ― E-eu preciso de ajuda. Você tinha razão... Eu sou abusada pelo meu irmão.

CAPÍTULO SETE

Melissa Eu me mantenho calada, lutando contra as lágrimas que insistem em encher meus olhos. Selena está em minha frente, abalada, com medo. Os olhos azuis esverdeados estão mortos, enquanto fita algum ponto imaginário na parede à sua frente. Nós estamos na casa de Collin. Ele se prontificou imediatamente quando pedi aos caras se podia usar uma de suas casas. Não era sábio levá-la até minha casa e, tampouco ir a seu apartamento em Beverly Hills. A imprensa, ou o que é pior, Chris poderia nos descobrir e, só Deus sabe do que aquele monstro é capaz. Minhas entranhas retorcem de asco, nojo, um ódio mortal que só aumentou quando vi Selena se arrastar com o rosto pálido e contorcido de dor pela violência que sofreu e vem sofrendo só Deus sabe há quanto tempo. Sempre será um choque para mim que coisas repugnantes como essas aconteçam no seio familiar. Não dá para entender tal monstruosidade. Só, não dá. Liam sumiu em uma das salas com os caras para nos dar privacidade. Estou contente que finalmente ela fez um movimento em nossa direção. Eu vou até o sofá em que está e me sento na ponta. Ela gira a cabeleira negra presa em um coque frouxo e me encara. Há um vazio em seu olhar, mas lágrimas estão transbordando, então, talvez ela não esteja tão inacessível quanto aparenta. ― Tem onze anos ― ela me diz baixinho e dobra as pernas contra o peito, apoiando o queixo nos joelhos. Faz uma careta de dor no processo. Eu me aproximo mais, involuntariamente. Meu peito está comprimido de pena. Oh, Deus! Então, ela só tinha o quê? Treze anos... Eu sinto náuseas subindo à minha garganta. Como ela aguentou tanto tempo? Eu estou ainda mais chocada agora. ― Eu sei que deve achar que sou uma maldita covarde, não é? ― seus olhos me fitam e eu vejo uma fagulha de luta lá dentro. Ainda há fogo dentro dela. O monstro não a quebrou completamente. ― Não, Selena ― eu digo suavemente. Eu preciso que ela confie em mim. Tudo começou apenas para ajudar Liam, mas, ao vê-la assim, abusada e ferida em mais de uma maneira, algo se revolveu dentro de mim. Eu quero ajudá-la também. Realmente ajudá-la. ― Você não é covarde. Isso não foi e não é culpa sua. Ela sacode a cabeça como se não acreditasse em mim. Alguns momentos de silêncio pairam sobre nós. ― Eu sonho com a primeira vez, sabia? ― ela revela. ― No meu sonho eu não abro a porta do meu quarto e ele não consegue me fazer mal... ― sua voz some e sua cabeça pende para frente. Soluços baixinhos estremecem seu corpo e eu me vejo, chegando mais perto, enrolando meus braços ao seu redor e a puxando ferozmente para mim como se eu pudesse protegê-la de toda a dor que a tem atormentado. ― Shhh ― eu a acalmo quando relaxa um pouco e apoia a cabeça em meu ombro, me deixando dar o conforto que está claro, nunca teve. ― Não é culpa sua, querida. Nunca foi, está me ouvindo? Eu sei que ele tirou muito de você, mas, não levou tudo ― minha voz treme. ― Você está aqui e isso é um grande, enorme passo para a sua liberdade. Está me entendendo, Selena? É a hora de ele pagar pela dor que infligiu a você ― eu respiro asperamente. ― Pode ter certeza que vou me encarregar pessoalmente disso. Não vou sossegar enquanto não o vir atrás das grades, onde é o lugar de monstros como ele. Selena assente e chora mais. Fico assim, embalando-a, deixando colocar tudo para fora. Não sei dizer quanto tempo depois, os soluços param e seu corpo parece relaxado. Puxei para trás para olhála e constatei que havia adormecido. Eu acho que o estresse a derrubou depois de tudo. A inclino de volta contra o assento, deitando-a suavemente. Ela se encolhe numa posição fetal e suspira levemente. Tem círculos escuros embaixo dos olhos e seu rosto não lembra nem de longe a menina deslumbrante que eu vi

pela primeira vez na cobertura do Leblon. Selena não é uma cadela como pensei a princípio. É uma vítima das circunstâncias. Vítima no sentido mais feio e cruel da palavra. ― Ela está dormindo ― eu digo ao entrar no que parece ser uma sala de jogos. A fumaça de cigarros impera. Meus olhos vão para Liam que solta lentamente sua fumaça espiralada por entre os lábios. Seu olhar encontra o meu e eu sei que é um hábito feio e prejudicial pra caramba, mas, Deus! Ele é sexy quando está fumando. Ele esmaga seu cigarro no cinzeiro sobre sua coxa e rosna para os caras fazerem o mesmo em respeito a mim e ao bebê. Eles rosnam palavrões, e apagam seus cigarros também. Liam vai para as janelas e as abre amplamente. Em seguida, puxa uma bala de hortelã do bolso e empurra em sua boca. Eu rio levemente do seu esforço e avanço em sua direção. ― Baby, não seria mais fácil parar de fumar? Ele abre um riso torto e travesso e encosta-se à mesa de sinuca, me puxando de costas contra sua frente. Seus braços enrolam em minha cintura e eu me encaixo nele, cobrindo suas mãos com as minhas. ― Eu vou parar em algum momento, baby ― murmura em meu ouvido. ― Essa tensão que estou vivendo não combina com abstinência... ― rosna. ― Assim que tudo se resolver eu vou parar com essa merda, prometo. ― Como ela está? ― Collin pergunta, seu tom muito irritado. ― Eu não posso acreditar nessa merda! Eu quero quebrar a cara daquele infeliz! ― Eu também, porra! Eu sempre soube que o Chris não valia nada, mas, isso... ― Elijah se interrompe, tomando um grande gole da sua cerveja. ― Eu tenho duas irmãs ― ele parece verdadeiramente puto. ― Eu mataria qualquer bastardo que ousasse fazer uma merda dessas com elas... ― ele abana a cabeça vigorosamente. ― Não dá para aceitar que esse monstro que devia protegê-la fez tal barbaridade com sua própria irmã! ― Irmão, nós vamos conversar ― Collin lhe dá um olhar estranho. Algo se passa entre eles. Um tipo de entendimento e Elijah acena. ― Mais tarde. ― Ela precisa prestar queixa ― Liam diz com firmeza. Pelo seu tom de voz, está tão indignado quanto os outros. ― Não apenas porque isso me ajudaria, mas, porque ele tem que pagar por isso. Selena precisa se libertar dessa merda! Paul e Sean dão acenos furiosos e bebem suas cervejas. Eu sei que teremos muito trabalho para convencê-la disso. Ela está aqui, mas, ainda não vejo algum indício de que queira prestar queixa formal e escancarar essa situação sórdida para o mundo. E nós precisamos fazer isso ainda hoje. Não podemos deixar o tempo passar e as evidências da violência sumirem. Selena vai precisar ser ainda mais forte do que quando me chamou por telefone. Ela precisa tomar as rédeas da sua vida pela primeira vez. A forma como quebrou no meu colo. O brilho assustado em seus olhos me diz que ela ainda é só uma menina. Uma menina muito abusada, que se manteve calada por anos com medo da retaliação do irmão psicopata. Eu posso imaginar que é muito difícil tornar público o abuso que sofreu por tanto tempo. Mas, não há outra forma para ter sua liberdade. Ela precisa dizer ao mundo quem é Chris Hart. ― Vamos deixá-la descansar um pouco. Ela precisa desse tempo ― digo e Liam beija meus cabelos. ― Ela pode ficar aqui por algum tempo, Collin? ― pergunto. Não podemos deixá-la voltar para seu apartamento. O maldito pode ir até lá e continuar abusando dela. Isso me revolta tanto. Eu nunca fui uma grande fã de Selena, mas começo a ver que ela não é o que parece. Que sua vida tão perfeita alardeada pela mídia é apenas uma grande farsa.

― É claro que ela pode ― Collin rosna como se perguntar fosse uma ofensa para ele. ― O que eu não faria por você, querida? ― seu tom suaviza e ele ri um pouco quando acrescenta: ― bem, menos provar sua comida, é claro. ― Ei, idiota, ela não cozinha tão mal... ― até eu posso sentir a mentira no tom risonho de Liam. Eu apenas rio meneando a cabeça, enquanto Collin me pede desculpas com um encolher de ombros. ― Não podemos deixar aquele verme chegar até ela nunca mais ― ele volta a falar num tom cheio de repulsa. Todos nós assentimos. Ele parece mexido sobre isso. Muito mais do que o resto de nós. Perguntome por quê? Mas não tenho tempo para me debruçar sobre seu comportamento estranhamente protetor com Selena. Talvez ele só esteja indignado. Deus, qualquer ser humano com alguma célula decente no corpo não ficaria imune a uma barbaridade dessas. Ficamos algum tempo conversando e tentando descobrir uma forma de convencer Selena a abrir o jogo ainda hoje. Meu relógio de pulso marcava 22:30. Havia se passado uma hora desde que ela chegou aqui. Eu volto para a sala onde a deixei. Não me surpreendo ao encontrá-la de pé, com sua bolsa a tiracolo como se tivesse se preparando para fazer uma fuga. ― Selena? ― chamo e ela se vira lentamente para mim. Sua expressão me diz tudo. Ela ainda não está pronta para levar o infeliz à justiça. ― Você está indo embora? ― ela parece envergonhada, mas, assente devagar. Seus olhos nadam em lágrimas outra vez. Sim, ela está travando uma luta enorme consigo mesma. Eu me aproximo cuidadosamente. ― Você vai voltar para seu apartamento? Depois de tudo que me contou, vai voltar para a situação humilhante a que ele a submeteu por onze anos? ― ela resfolega. ―Eu não posso fazer isso, entende? ― sua voz é quebrada, apenas um fio. ― Eu aprecio muito o que você fez por mim esta noite. Ninguém nunca me tratou assim... ― fecha os olhos e toma uma respiração ruidosa. ― Nem mesmo a minha mãe. Ela adora o Chris. Ela nunca acreditaria se eu dissesse quem ele é de verdade ― eu continuo apenas olhando-a. Não quero assustá-la para longe. Nem a pressionar. ― Ele não vai me perdoar se eu o denunciar... ― suas lágrimas caem pelas faces pálidas. ― Chris não é do tipo que perdoa... Ele vai me destruir... Não haverá piedade da parte dele. Não haverá... ― Nunca houve piedade alguma da parte dele, Selena ― eu forço minha voz firme e me coloco em sua frente, olhando-a nos olhos. ― Ele tomou sua inocência e vem obrigando-a a reviver isso ano após ano, dia após dia ― ela desvia o olhar. ― Olhe para mim, querida. Ela bufa com o uso do termo carinhoso. ― Você não precisa fingir que se importa comigo, Mel ― seus olhos adquirem um brilho cínico. Bom. Essa reação é melhor do que seu ego quebrado. ― Nós duas sabemos que seu interesse é somente inocentar o Liam ― sua boca torce em um riso malicioso. ― Não te incomoda que eu tenha transado com seu marido? Eu tenho que contar até dez e me lembrar de que ela está provavelmente atacando para me ter fora do seu caminho. ― E nós duas sabemos o que vai acontecer se voltar para aquele apartamento, Selena ― sua expressão de afronta cai completamente, expondo sua vulnerabilidade. ― E eu não me importo que tenha havido algo entre você e meu marido ― mentira total. Eu me importo, é claro. Eu teria que ser louca para não me importar. ― Muitas mulheres passaram pela vida do Liam. Mas isso foi antes de mim. Ela emite um longo suspiro e a luta deixa seu corpo.

― Me desculpe por mencionar isso ― diz suavemente. ― Estou sendo uma cadela com a única pessoa que conseguiu me ver realmente. Eu sinto muito ― ela exala de novo. ― Você não deve se importar mesmo porque ele te ama. Isso está claro para todo mundo ver. ― Desculpas aceitas ― eu digo, abrindo um leve sorriso. ― Eu estou com medo ― sua voz treme e seus olhos estão vidrados. ― Oh, Deus, eu sou mesmo uma covarde! ― ela chora levando as mãos ao rosto. ― Eu não sei se tenho essa força. Eu não me sinto pronta para mostrar isso ao mundo ― seu corpo inteiro treme com soluços. ― A vergonha, a humilhação que virá não é algo que eu tenha certeza se posso suportar. Eu levo minhas mãos para as dela e as puxo delicadamente para baixo, mantendo-nos conectadas. ― O medo é normal. A maioria das mulheres na sua situação vivencia isso, pode ter certeza ― eu digo, meu tom mais alto e firme, olhando seu rosto afogueado. ― Se você quiser tentar. Se você quiser realmente se libertar, vai ter que buscar forças em suas entranhas e levantar a cabeça ― eu rio ironicamente. ― Sim, a mídia vai deitar e rolar em cima disso, afinal, estamos em LA, não é? Mas, é ele quem será achincalhado, não você. É ele quem será preso pelo seu crime, não você. Se quiser tomar as rédeas da sua vida terá não só o meu apoio, mas, daqueles caras que estão lá dentro ― aceno com a cabeça em direção aos caras. ― Eles estão tão revoltados quanto eu estou com toda essa merda. ― Eles estão? ― ela parece surpresa, esperançosa e os cantos de sua boca se elevam num quase sorriso. ― É a primeira vez que ouço um palavrão de sua boca ― eu rio. ― Você é sempre tão composta. Tão no controle ― seu rosto nubla um pouco. ― Me desculpe mais uma vez por ser uma cadela agora há pouco. Por incrível que pareça eu não tenho ressentimentos contra você. ― Eu estou dizendo a verdade, quando digo que também não tenho nada contra você, Selena ― a olho fixamente. ― Eu realmente quero ajudá-la, se me deixar, é claro. Meu peito torce só em pensar em deixála voltar para ele. ― Eu não estou voltando para ele ― ela rebate, mas seu tom é fraco. ― Sim, está e você sabe disso ― eu aperto suas mãos suavemente. ― É a sua chance. Não pense muito sobre isso. E não, você não é covarde ― ela balança a cabeça discordando de mim. ― Não é. Você nunca foi a covarde nessa história, querida ― seus olhos amolecem um pouco com o uso do termo carinhoso dessa vez. ― Ele é o covarde. Ele é um monstro que precisa ser detido ou vai continuar machucando você. Machucando mulheres inocentes como aquelas jovens garotas da festa ― sua respiração engata como se estivesse correndo milhas. ― Você pode detê-lo. Será livre, dona do seu destino pela primeira vez em sua vida. Livre, Selena. Completamente livre para recomeçar. ― Eu não sei se consigo fazer ― ela grunhe, puxando as mãos das minhas. Eu as deixo escorregar. ― Talvez seja tarde para mim. Eu nunca vou ser capaz de esquecer o que ele me fez, mesmo que esteja preso ou... Morto ― seus dentes trincam, não sei se de medo, ódio, ou as duas coisas. ― Sempre há tempo para recomeços, Selena ― eu digo calmamente. Não sei se vou cometer um erro, mas, talvez se eu der algo a ela... Eu tomo uma respiração profunda. Seus olhos me analisam com um brilho astuto e curioso agora. ― Eu também vivi uma situação de abuso e humilhação com meu falecido marido ― seus olhos ampliam. ― Não, ele nunca me violou, mas o bastardo fez todo o resto ― um riso brinca na sua boca pelo uso de outro palavrão. ― Eu fui traída, ridicularizada em uma base diária por anos. Então, eu posso entender, pelo menos em parte todo o seu medo e vergonha.

Há algo brilhando em seus olhos e se espalhando por todo o rosto agora. Algo parecido com respeito. Eu estava certa. Ela gostou do que acabei de confiar-lhe. ― Você não precisa compartilhar algo assim comigo, você sabe. Embora, eu aprecie seu gesto ― ela diz meio sem graça. Ficamos em silêncio por um instante. ― Eu realmente preciso ir para casa agora e pensar sobre tudo. Eu... ― seu celular toca cortando-a. Ela o puxa da bolsa e seu rosto empalidece quando vê a tela. Não preciso adivinhar quem é. ― É ele, não é? ― questiono baixinho não perdendo nada da sua reação. Seu corpo está todo tremendo, enquanto o aparelho toca e ela o segura como se fosse uma bomba prestes a explodir em suas mãos. ― Isso não vai parar, Selena. Nunca vai parar até que você o pare. Só você tem esse poder ― eu aproveito sua fragilidade. O telefone para de tocar. Mas, em seguida ela se sobressalta quando recomeça tudo de novo. Seu olhar levanta para o meu e eu vejo isso. Eu vejo o momento em que ela finalmente capitula. Seu lábio inferior treme e ela não consegue falar, apenas balança a cabeça. Eu deixo sair uma respiração aliviada. Finalmente vamos atrás do maldito psicopata.

Liam Mel conseguiu convencer Selena a chamar seu advogado e expor tudo. O homem ficou chocado com sua revelação. Esse mesmo choque estará estampado nos tabloides de amanhã. Com sorte, Chris será preso imediatamente. Eu prefiro ter meus pés no chão, embora. Ele tem muito dinheiro, pode ser que consiga responder em liberdade. A justiça não é muito justa às vezes. Selena foi ao departamento de polícia com seu advogado e ficamos esperando na casa de Collin. Ele está muito puto com tudo isso. Collin teve uma “coisa” pela Selena quando chegamos à Hart há seis anos. Aos dezoito anos ela era uma menina linda. É claro que despertou o interesse dos caras. Eu nunca fui verdadeiramente atraído. Ela é linda, no entanto, a mulher ideal para mim é um pouco mais... Madura. Mas, voltando ao assunto, Collin nunca agiu sobre sua atração porque Selena sempre foi uma cadela mimada. Ou assim parecia... Ainda é chocante pra cacete ter a confirmação de que o Chris realmente fodeu a própria irmã. Fodeu em muitos sentidos, pela forma que ela veio até nós hoje. Eu, pessoalmente quero quebrar a cara do infeliz, mas, essa batalha não é minha e isso me complicaria mais ainda com a justiça. Nenhuma mulher merece ser tratada como merda. Cristo, ela era apenas uma criança quando o estuprador do caralho começou essa história fodida. Como nunca percebi nada de anormal entre eles? Como não percebi nada? Sinto-me um pouco culpado pela forma como tratei Selena. Preciso pedir desculpas em breve. Agora não. Agora não é o momento. Ela parece assustada como o inferno. Nem parece a garota arrogante que conheci muito bem. Eu bufo ironicamente. Não tão bem, se não fui capaz de ver além da máscara que usou por tanto tempo. Eu realmente gostaria de fazer um estrago na cara do maldito psicopata. Não acredito que a minha mulher conseguiu essa façanha. Porra, estou orgulhoso pra caralho. Minha linda e doce Mel. Ela é, porra, tão bonita. Tão boa. Eu a olho enquanto leva a minha cerveja aos lábios e toma um pequeno gole. Ela gira a cabeça e me pega olhando-a. Seus olhos amolecem porque devo parecer uma maldita boneca olhando-a boba e apaixonadamente. Eu franzo o cenho para seu uso inapropriado de álcool. Ela ri suavemente. ― Só um gole é permitido, baby ― sussurra, me tranquilizando. Eu me recosto no sofá e a puxo pela nuca, aproximando nossas bocas. Ela está sentada em meu colo na sala de Collin. Os caras estão provavelmente jogando sinuca.

― Você é linda, Srª Stone ― seus olhos brilham como diamantes com as minhas palavras. Ela sabe que estou falando muito além do físico. ― Você, porra, me fez tão orgulhoso hoje ― rosno e um pequeno sorriso curva seus lábios pela minha boca suja. ― Eu amo o seu coração ― murmuro. Ela me abraça pelo pescoço e desliza os dedos suavemente em meus cabelos da nuca. Eu gemo como uma mocinha. ― Eu também amo o seu coração, baby ― sussurra em minha boca. Nossos olhares presos, confirmando nossas palavras antes das bocas se encontrarem num beijo pacífico, delicioso. Bom, não tão pacífico, uma vez que sua bunda está alojada bem em cima do meu pau. O bastardo esfomeado não perde a oportunidade e começa a ficar animado. Ela ri quando sente minha empolgação crescendo... ― Comporte-se, superstar... ― ronrona e mexe a bunda devagar, me provocando. Eu rosno e cravo uma mão na carne firme de seu traseiro sobre o vestido. ― Você vai me provocar, baby? ― eu mordisco seu lábio superior. Ela geme. ― Você sabe como termina suas provocações... ― Mmm, eu não sei ― me diz com um brilho safado nos olhos amendoados. Eu rio perversamente e a faço me montar. Nós dois gememos quando nossos sexos friccionam juntos. ― Ohh, Liam... baby... ― ela mia, ofegando em minha boca, quando a forço a sentir toda a extensão do meu pau muito duro. ― É claro que você sabe, minha gostosa... ― começo a moer direto em seu clitóris, mantendo nossas bocas juntas, olhando-a nos olhos. ― Sempre termina comigo enterrado até as bolas nesse seu corpinho gostoso enquanto você geme e grita meu nome uma e outra vez... ― ela choraminga, começando a rebolar em mim. ― Mais tarde, baby... ― murmuro, descendo a boca pelo seu maxilar até o ouvido. ― Eu vou comer você bem lento. Sabe, estou no clima para uma foda suave hoje... ― ela engasga, quando puxo seu traseiro, mantendo seu clitóris pressionado, friccionando, massageando repetidamente no meu pau. ― Oh, baby, será que você está a ponto de gozar? Hum? ― eu rio sacana e mordo seu lóbulo. Deslizo a mão da nuca para os peitos e massageio o mamilo esquerdo, puxandoo por cima do tecido. Ela estremece, sua respiração ficando mais e mais errática. ― Por favor, se vistam que estamos voltando! ― a voz zombadora de Elijah soa vinda do corredor. Mel pula do meu colo e se recompõe, sentando-se ao meu lado. ― Será que estamos atrapalhando? ― o bastardo inquire, erguendo uma sobrancelha sardônica assim que entra em nosso campo de visão. Os caras estão logo atrás, todos ostentando seus sorrisos de merda. Eu rosno me ajustando nas calças. Eles riem mais. Idiotas. ― Vocês estão sempre atrapalhando, idiotas ― eu bufo. Eles gargalham da minha frustração. ― Segura a onda, Stone. Selena está voltando ― Collin anuncia. Ele ergue as sobrancelhas com malícia. ― Não ouviram o barulho na garagem? Uau! É sério isso? Vocês realmente sentem tesão um pelo outro todo o maldito tempo? ― seu olhar era quase tão cético quanto o de Elijah nesse departamento. Eu rio arrogantemente sacana e pego a mão da Mel entre as minhas. Eu a olho e respondo ao idiota sem desviar meus olhos dos dela. Ela sorri do jeito atrevido que amo. ― Todo o maldito tempo, irmão ― me aproximo mais, dando um selinho comportado nos lábios dela. Instantes depois, a porta da frente se abre e Selena adentra amparada pelo seu advogado. Ela parece uma merda. Seu rosto está uma bagunça de lágrimas. Olhos vermelhos, inchados e sem vida. ― Está feito ― o homem nos diz, enquanto acomoda Selena em um dos sofás. ― Você tem certeza que quer ficar aqui, Selena? ― ele a encara.

Ela gira a cabeça na direção da Mel, seus olhos pedindo socorro silenciosamente. ― Collin ofereceu sua casa para o tempo que você precisar ― Mel informa e os olhos de Selena se alargam em clara surpresa. Sua cabeça chicoteia na direção de Collin e seus olhares travam por um longo tempo. Ela cora ligeiramente. Isso é percebido imediatamente porque seu rosto estava pálido pra caralho. ― Por quê? ― sua voz é apenas um fio. Ela parece envergonhada. ― Eu sempre fui uma cadela com você. Collin ri, seu tom provocador ligado no máximo. ― Você foi uma cadela com todo mundo nessa sala ― ele dá de ombros. ― Mas, não fui criado para ver merdas como essa e não fazer nada se eu puder ajudar. Uh! Ele quase parece um cara sério. ― Obrigada ― Selena estreita os olhos sobre ele. ― Mas, se estiver fazendo isso pensando que vou foder com você por gratidão está muito enganado. Wow! Eu esqueço que ela tem uma boca suja pra cacete! Collin bufou e riu alto. Selena fez uma carranca. ― Querida, vamos com calma aí. Não me lembro de ter feito esse convite ― seus lábios curvam num riso diabólico e ele acrescenta num tom mais baixo: ― ainda... Ela rola os olhos. O advogado se despede e nos deixa em seguida. ― Nós precisamos ir ― Mel anuncia se levantando do sofá. Eu a sigo. ― Você vai ficar bem, Selena? ― seu tom é suave e isso leva novas lágrimas aos olhos de Selena. Eu acho que ela está tendo um momento difícil ao receber ajuda exatamente das pessoas que seu irmão sempre quis prejudicar. Ela se levanta devagar. Posso ver seu rosto contraindo quando se movimenta. Merda ruim. Eu realmente gostaria de dar uma surra no estuprador do caralho! ― Eu nunca vou conseguir dizer como sou grata a você, Mel ― seus olhos transbordam e ela abraça a si mesma, parecendo tão frágil, muito mais jovem do que seus vinte e quatro anos. ― Amanhã minha vida será escancarada para o mundo. Eu não sei o que o futuro me reserva ― ela puxa uma respiração ruidosa. Eu ouço a Mel fungando ao meu lado e a puxo pela cintura. Ela é tão sensível. ― Mas, saiba que sempre vou me lembrar do que fez por mim. Você é uma pessoa muito iluminada. Eu... Eu desejo que seja feliz. Você, com certeza merece ― ela diz um tanto sem graça. Eu acho que ela não tem prática em baixar a guarda assim. Mel sai dos meus braços e no segundo seguinte, minha mulher está puxando Selena para um abraço. Selena se agarra a ela como se fosse sua tábua de salvação. E ela é, de certa forma. Mel sussurra coisas inaudíveis para o resto de nós, em seu ouvido. Ela assente e soluça baixinho. Mel ainda a segura, esfregando suas costas, confortando-a por algum tempo. ― Você acha que ela ficará bem com Collin? ― Mel questiona, enquanto eu espalho o hidratante em suas costas delicadas. Nós os deixamos há mais ou menos quarenta minutos. Mel parecia cansada e eu nos dei banho. Agora estou no meu mais novo hobby: passar hidratante na minha mulher. Eu aproveito esses momentos para conversar com nosso filho. Seu ventre está cada dia mais pronunciado. Ela está linda pra caralho. Os peitos cheios e a boceta levemente inchada. Eu li sobre as mudanças no corpo das grávidas. E, porra, eu amo cada uma delas. Pego outra porção generosa de creme e o espalho pelos ombros, descendo pela clavícula e parando nos seios. Nossos olhares se encontram através do espelho do closet.

― Eu acho que sim, baby ― sussurro, amassando a sua carne macia. Ela geme baixinho, pendendo a cabeça em meu ombro. ― Ele sempre teve uma “coisa” por ela ― revelo e Mel me olha surpresa. ― Sério? Eu o achei mais irritado do que todos, na verdade. Você acha que... Eu meneio a cabeça e desço as mãos pela sua barriguinha côncava. Massageio suavemente e continuo descendo... ― É de Collin que estamos falando, baby. Ele ainda pode sentir atração, mas, da mesma forma que Elijah, não está pronto para deixar o estilo rock and roll ― ela exala alto quando toco finalmente sua boceta. Eu abro bem os lábios e olho para o espelho. ― Você é tão linda, Mel. Sou completamente louco por você ― murmuro em sua orelha. Ela ofega. Mantenho sua boceta toda aberta e escorrego dois dedos da outra mão pela fenda molhada. Eu não seguro um riso arrogante. Ela sempre fica excitada com o nosso novo ritual. ― Você ainda está cansada, amor? Ela ri suavemente. ― Mmm, um pouco. Eu prometo acordar você em grande estilo, superstar... ― ronrona sedutoramente. Porra, eu adoro quando ela me acorda... Isso geralmente envolve o meu pau sendo sugado por sua boquinha habilidosa. Certo, eu posso esperar até amanhã. Eu rio e beijo seus ombros, pescoço e retiro meus dedos da minha área de lazer. Ela geme e eu sorrio mais, levantando-a nos braços. ― Vem, baby. Vamos para a cama ― atravesso o closet, voltando para o quarto. A deposito com cuidado sobre o colchão. Ela ronrona, quando me junto a ela. Nos posiciono de conchinha e puxo os lençóis, cobrindo-nos. Amanhã as coisas ficarão realmente loucas. Hoje foi o começo da queda de Chris Hart. Eu mal posso esperar para vê-lo no chão. Acabado. Completamente acabado. ― Quer que eu cante para você? ― sussurro em sua nuca. Ela se arrepia, enquanto eu beijo e mordisco sua carne. ― Sempre, baby ― sua voz é sonolenta. Eu a aconchego mais a mim e entoo o primeiro verso de Thank You de Led Zepellin. Thank You (Obrigado) If the sun refused to shine (Se o sol se recusasse a brilhar) I would still be loving you (Eu ainda estaria amando você) When mountains crumble to the sea (Quando as montanhas desmoronarem rumo ao mar) There'll still be you and me (Ainda assim haverá você e eu) Kind woman, I give you my all (Mulher bondosa, eu te darei tudo) Kind woman, nothing more

(Mulher bondosa, nada mais) Little drops of rain, whisper of the pain (Pequenas gotas de chuva, sussuros da dor) Tears of loves lost in the days gone by (Lágrimas de amor se perdem com o passar dos dias) My love is strong with you there is no wrong (Meu amor é forte, com você não existe erro) Together we shall go until we die (Juntos nós ficaremos até morrer) Inspiration is what you are to me (Inspiração é o que você é para mim) Inspiration, look to see (Inspiração, veja para entender) CAPÍTULO OITO

Collin Eu a olho sentada no meu sofá, na minha sala. Parece surreal pra caralho! Apesar do rosto pálido, dos olhos inchados, ela ainda está linda. Seus cabelos negros escorregaram do coque e eu enfio as mãos nos bolsos da minha bermuda para me impedir de me aproximar e verificar se são tão macios quanto parecem. Liam e Mel foram embora e logo depois os caras os seguiram também. Eu me sinto inquieto, sem saber como agir diante de uma garota pela primeira vez na minha vida. Meu olhar vagueia por toda ela. O vestido leve que usa subiu, deixando metade das coxas firmes e longas pra cacete à mostra. Eu tenho que manter o foco. Porra, a garota passou por maus bocados e eu aqui babando ao seu redor como um maldito cachorro faminto. Merda, isso não vai dar certo. Ela aqui, debaixo do meu teto é muita tentação. O quê? Babies, não façam essas caras. Não queiram me linchar por sentir tesão numa garota que acabou de ser violada. Eu a queria muito antes disso, só para ficar esclarecido. Em minha defesa, garanto a vocês que não vou fazer nada estúpido como tentar seduzila, por exemplo. O quê? Vocês não acreditam em mim? Vamos, meninas, me deem algum crédito, eu posso ser legal se eu me esforçar. Não que eu tenha me esforçado muito ultimamente... ― Hum, e agora? ― sua voz baixa e um pouco insegura me tira da minha divagação. Eu ergo os olhos para os seus e essa mesma sensação louca e familiar irrompe dentro de mim. Seus olhos azuis esverdeados são de um tom rico, vibrante, embora estejam um pouco apagados hoje, ainda são impressionantes. Merda, já mencionei que eu a quero? Certo, eu já disse. A quero há um longo, longo tempo. Eu tive uma espécie de paixonite pela princesinha da Hart quando fomos contratados pela gravadora há seis anos. Ela era a porra do meu sonho molhado. Mas, sempre foi uma cadela mimada pra caralho. Analisando isso agora à luz dos últimos acontecimentos, eu vejo que as coisas não eram o que aparentavam ser. Chris parecia excessivamente protetor com ela. Meu estômago torce em asco, agora que sei por que o fodido estuprador a mantinha longe dos caras. Ele a queria para si. Merda!

Ele a tinha para si. Eu quero esfolar o infeliz vivo! Quero arrancar suas malditas bolas com um canivete cego, num processo bem doloroso. Eu reprimo a minha raiva e me forço a responder: ― Agora, você é minha hóspede, querida ―ela se levanta meio desconfortável e eu me vejo indo até ela. ― Vou colocá-la na cama. Você teve um inferno de uma noite, baby. ― Ei, eu posso andar! ― ela guincha quando a levanto nos braços. ― Quer, por favor, me colocar no chão? Eu não vou... Eu rolo os olhos e começo nos dirigir para a ampla escada. ― Eu sei, querida. Você não vai foder comigo. Você já disse isso ― eu zombo. ― Fique tranquila. Eu sei que sexo é a primeira coisa que passa na cabeça das mulheres quando olham para mim, mas, por favor, mantenha alguma compostura ― provoco-a, dando-lhe uma piscadinha. Eu quero desesperadamente deixá-la mais confortável. Ela bufa e fica meio indecisa se me segura nos ombros. ― Pode pegar, baby. Não vou morder você. Me ajude a tornar essa merda mais fácil, ok? Selena não parece muito convencida. Olha-me desconfiada, mas, eleva os braços para o meu pescoço e eu quase gemo quando seus peitos pressionam no meu tórax. Sensação boa pra caralho. Eu rio, tentando disfarçar meu desejo total e completamente fora de hora, ordenando silenciosamente ao meu maldito pau a se manter para baixo. Eu a acomodo em um dos quartos de hóspedes com uma vista privilegiada para a praia. É o maior também. Não que eu esteja tentando impressioná-la... Ok, estou tentando impressioná-la. Vocês não podem culpar um homem por tentar... Ela parece gostar do quarto e da vista e eu me vejo escancarando a porra de um sorriso bem idiota no rosto. ― Esse é... É o seu quarto? ― ela parece tensa de repente. Como o bastardo que sou eu decido fazer piada. ― Não, querida ― abro um riso malicioso. ― Decepcionada? ― ela revira os olhos. Cristo! Ela fica tão bonitinha meio enfezada. Estou numa corrida para tirar a expressão derrotada que estava em seu rosto lá embaixo. ― Eu fico no final do corredor. Se precisar de algo é só me chamar ― ela assente. Eu estendo a mão em sua direção. ― Telefone. ― O quê? ― sua testa enruga em confusão. ― Vou salvar meu número em seu celular. Assim você pode me chamar ― Selena me olha como se eu tivesse duas cabeças. ― Quando eu não estiver em casa... Hum... Se você precisar de algo... ― porra! Por que estou balbuciando como um maldito gago? Eu passo a mão direita pelos meus cabelos me sentindo fora do meu elemento. Eu a flagro admirando meu bíceps e, eu não posso me segurar, como o bastardo exibicionista que sou, flexiono-o um pouco além do necessário. Tenho que segurar um riso arrogante quando a vejo corar e afastar o olhar. ― Sério? Você está jogando essa carta para conseguir meu número? ― ela inquire, um meio sorriso jocoso curvando sua boca. Mas, apesar da provocação, me entrega seu aparelho. Nossos dedos se tocam na troca e eu sei que vai soar maricas pra caralho, mas, eu sinto a porra da corrente de energia quente, pulsando entre nós. Eu quase bufo, porque isso parece descrição de romance de senhoras. Sem ofensas, babies... ― Querida, para sua informação, eu não costumo pedir números de telefones de garotas ― ela torce o nariz e em seguida seu rosto se ilumina com humor. ― Garotos? ― eu bufo, terminando de salvar meu número e devolvo seu aparelho. A mesma merda

vibrante se passa quando nos tocamos de novo. Ela prende a respiração visivelmente. ― Rá-rá-rá ― a ironizo. ― Baby, não há uma só célula gay nesse corpo, você é muito bem-vinda para conferir ― seu rosto cai um pouco e eu me amaldiçoo e à minha boca grande. Porra, eu flertei com ela. Eu flertei com uma garota que foi violada há poucas horas. Qual é a porra do meu problema? ― Eu gostaria de tomar um banho e descansar... ― eu posso sentir paredes subindo à sua volta pelo tom sem vida que acaba de usar. A encaro, pedindo desculpas com o meu olhar ainda que as palavras não saiam e aceno. A levo até o banheiro. Separo toalhas e um roupão. Sinto-me bizarro pra cacete fazendo isso, especialmente, aqui na minha casa. Eu não trago mulheres aqui. Eu os caras temos apartamentos de foda porque nunca gostamos de trazer vadias em nossas casas. Mas, ela não é uma vadia. Não é qualquer uma. Selena me agradece parecendo um tanto tímida, não lembrando em nada a cadela esnobe e arrogante de que me lembro. Há uma vulnerabilidade que só percebo agora e isso faz a porra do cavalheiro em mim querer tornar as coisas realmente boas para ela. Cacete! Que merda é essa de cavalheiro? Eu sou um fodido roqueiro. Cavalheirismo sempre passou a anos luz de mim. Por que estou todo bobo e meio sentimental agora? Deve ser porque estou solidário com tudo que ela passou. Nenhuma mulher merece ser tratada assim. Nenhuma, porra. Selena volta do banheiro alguns minutos depois e eu seguro meu fôlego porque ela parece a porra de uma deusa com os cabelos molhados, caindo sobre os ombros. Meu pau não me obedece dessa vez e fica duro. Merda. Eu mostro os dois comprimidos de Advil na bandeja que preparei para ela enquanto esteve no banho. Seus belos olhos ampliam quando vê o conteúdo da bandeja: um copo de leite morno, queijos, uvas, morangos e um sanduíche de peito de peru. É, eu sei que as garotas gostam dessas merdas saudáveis. Ela seca os cabelos graciosamente com uma toalha e vai em direção à cama. Eu me obrigo a ficar longe, perto da porta, pronto para fazer uma fuga patética, porque, caralho, eu quero deitar com ela e confortá-la. Apenas deitar com ela... Merda. Alguém, por favor, me interne, porra! É o convívio com o Stone. Só pode ser... Ele se transformou numa fodida mocinha desde que reencontrou a Mel e isso está nos influenciando de alguma forma. O bastardo parece estar concorrendo ao título de o último romântico e isso tem respingado em nós. Seria mentira se dissesse que cada um de nós não ficou meio mexido com todo o amor que ele tem com a Mel. É algo bonito de se ver. Incrivelmente foda. ― Obrigada ― ela se acomoda na cama e puxa a bandeja. A sombra de um sorriso curva seus lábios bem desenhados e seu olhar levanta para o meu. Há aquela onda quente e eletrizante se estabelecendo entre nós outra vez. Ela pisca, tentando claramente manter-se imune ao clima, de repente íntimo que nos envolve. ― Como você soube que gosto de leite morno antes de dormir? Ela gosta? Wow! Bingo! Ponto para Collin! Eu não consigo segurar um sorriso arrogante de merda. ― Eu não sabia. Minha mãe sempre me empurrou essa merda alegando que favorece uma boa noite de sono ― eu bufo ironicamente. Ela abre um pequeno sorriso. ― Então, Collin, o rock star fodão, toma leitinho morno antes de dormir? ― há um brilho divertido e provocador nos olhos azuis esverdeados e eu me sinto estranhamente eufórico de ter causado essa mudança em seu humor. ― O que os tabloides não diriam... ― eu sorrio. Ela amplia o riso e toma os seus comprimidos. ― Você vai ter que guardar esse segredo, baby ― minha voz saiu mais baixa e rouca e ela não consegue sustentar o meu olhar. Interessante... ― Seu segredo está seguro comigo ― ela diz tomando pequenos goles do seu leite. Fica um

característico bigode branco e sua língua desliza devagar, lambendo-o. Jesus Cristo! Eu não consigo evitar um grunhido. ― Algum problema? ― inquire, juntando as sobrancelhas. Sim, porra! Eu quero foder você de mil maneiras diferentes! Eu penso furiosamente, mas, é claro que apenas digo: ― Não, nenhum ― minto. ― Isso é o suficiente? ― aponto a bandeja. ― Se quiser posso pedir algo em algum restaurante. Me fale do que você gosta... ― Está perfeito ― sua voz e olhar são calorosos. Ela parece prestes a chorar de novo. Tenho a sensação de que essa garota não está acostumada a ser cuidada, e de repente, quero cuidar dela. Esse tipo de devaneio fodido não é bom. Aposto que o Stone começou assim... ― Olha, eu sei que nunca fui agradável com você e eu sinto muito. Eu não mereço seu cuidado ― ela exala profundamente. ― Não mereço o cuidado de nenhum de vocês... ― Corte essa merda, querida ― eu rosno, me aproximando da cama, parando quando meus joelhos tocam a borda. ― Você e esse seu rabo bonito são bem-vindos na minha casa. Agora coma, você parece Carrie, a Estranha[11] ― eu não resisto à essa última provocação e abro um riso desafiador. Seus olhos se arregalam. Então, os cantos de sua boca sobem num sorriso de entendimento e apreciação. Eu não quero que ela sinta que estou fazendo isso por pena. Sim, estou sensibilizado. Eu quero matar o infeliz do Chris. Mas, estou fazendo isso por que... Por que... Merda, eu ainda não sei a razão para eu ter saltado e oferecido a minha casa prontamente, quando a Mel nos chamou depois da ligação de Selena. Tudo que sei é que ela deve ter sido uma menina linda aos treze anos. Uma menina que teve sua infância e inocência roubadas covardemente por quem deveria protegê-la e isso fodeu com a minha cabeça. Eu quero estar aqui para ela. Eu preciso estar aqui para ela. Não me forcem por respostas. Isso é tudo que sei no momento. Fecho os olhos e procuro acalmar a fúria e revolta queimando dentro de mim. ― Por que não me chama pelo meu nome? Eu não gosto desses termos querida e baby ― eu reabro os olhos, vendo seus lábios torcendo sarcasticamente. ― Vocês os usam porque comem tantas vadias que não conseguem lembrar-se dos seus nomes. Eu abro um riso lento. Oh, ela é afiada, não é? ― Querida, não me leve a mal, mas seu nome é feio pra caramba ― a provoco. Ela me olha surpresa que lhe disse isso. ― Sério? Você acaba de criticar o meu nome? ― leva uma uva à boca e eu quase gemo quando seus lábios se fecham na fruta. Puta que pariu! ― Sim, então, você vai ter que me dar algo, baby ― a instigo, rindo quando praticamente rosna para mim. ― Algum apelido menos feio que eu possa usar. Seu rosto passa por uma transformação, parecendo nostálgico. Então, abre um pequeno sorriso, provavelmente acessando boas lembranças. ― Meu pai me chamava de Lena. Eu amava isso ― há um soluço em sua voz. Eu tenho que refrear a vontade de ir até ela e segurá-la em meus braços. ― Tem certeza de que posso chamá-la assim? Parece que era uma coisa só de vocês ― eu questiono me sentindo tocado por ela me oferecer algo que obviamente tem um significado especial. ― Eu tenho ― ela força sua voz mais firme e limpa as lágrimas errantes em suas faces.

― Lena... ― eu digo baixinho, saboreando o nome na minha língua. Seus olhos transbordam novamente ao ouvir-me dizer o apelido. ― Eu gosto. É lindo, suave e feminino ― ela ri, meio sem jeito. ― Combina com você ― acrescento sem poder me conter. Nossos olhares travam por alguns segundos. Eu quis dizer cada palavra. Ela é linda. Nada do que o psicopata tenha feito vai mudar isso. ― Obrigada, Collin ― ela afasta as lágrimas e há uma espécie de determinismo no fundo dos seus olhos. Ela está lutando. Meu peito fica estranhamente quente e eu me sinto orgulhoso por ela. Linda, valente. Sua mão levanta em minha direção. ― Vem, sente aqui e coma comigo. Você trouxe comida para um exército ― sorri suavemente. Um sorriso vulnerável, encantador. Lindo pra caralho e isso puxa todas as cordas certas dentro de mim. Merda. Eu tenho certeza que a doce Mel deve ter usado um sorriso parecido com o Stone, porque, porra, eu não penso sobre seu pedido nem um fodido segundo e me arrasto na cama em sua direção. Atraído. Perdido. Ferrou, meu irmão!

Liam Três semanas depois... A casa está um burburinho enorme. A área da piscina sofreu uma grande mudança pela decoração com o tema dos Vingandores[12]. Chay está correndo por aí com sua fantasia de Thor, brincando com seus pequenos convidados, enquanto eu me encarrego de entreter os pais famosos. Mel faz a mesma coisa com as esposas, que, em sua maioria não passam de vadias mesquinhas e esnobes. Vocês devem estar se perguntando por que os chamei. Bem-vindos à LA! Mel me olha do outro lado da piscina, pedindo socorro silenciosamente. Eu rio suavemente, encorajando-a. Seu vestido deixa a barriguinha de grávida bem evidente e eu sei que amanhã os tabloides estarão cheios com a confirmação de que estamos mesmo grávidos. Eu tenho que segurar um bufo. A quem eu quero enganar? A fofoca, juntamente com alguma foto da minha mulher enquanto estava distraída, já deve ter sido enviada à alguns sites de celebridades por esses filhos da puta que estão bebendo e comendo às nossas custas. Esse é o mundo em que vivemos. Não podemos confiar nem mesmo em nossos próprios convidados. Parece piada, né? Eu gostaria que fosse. Nós sabíamos dos riscos, mas, nosso homenzinho merecia uma festa legal para seu aniversário de sete anos. Nosso filho não tem culpa da bagunça que se tornou a minha vida. Porra, tudo valeu a pena quando vi o enorme sorriso em seu rosto ao ver toda a decoração. Não poupei dinheiro. Mel não gostou muito dessa parte, mas, a convenci da única maneira que eu sei... Garantindo-lhe muitos orgasmos... Uh! Não seja assim tão arrogante, Stone. Meu subconsciente resolve dar o ar da graça. Eu rolo os olhos para ele. Você sabe que as mulheres podem fingir orgasmos, certo? Humpt! Eu zombo. É claro que eu sei, idiota. Embora, eu não possa dizer como é o rosto de uma mulher fingindo. Por que não? Eu rio ainda mais arrogante. Todas as que passaram pelo meu pau não precisaram recorrer a esse subterfúgio. É a vez de ele zombar. Você é tão malditamente cheio de si, Stone. Meu riso presunçoso só amplia. O quê? Não suporta a verdade? Não tenho culpa se fui agraciado com um pau grande. Ele acaba rindo. Nós fomos agraciados, você quer dizer, não? Não sei nada disso. Eu rebato. Além da minha ferramenta de excelente tamanho, eu também sei como cuidar das necessidades da minha mulher... Eu o provoco. Por falar na nossa mulher, ela está cada dia mais gostosa com aquela barriguinha de grávida. Minha mulher, cacete! Eu rosno. Ah, vamos lá, Stone, hoje é dia de festa. Ele resmunga entediado. Se manda! Não fique comendo a minha mulher com os olhos, porra! Cristo, Stone, você é um caso para terapia, sabia disso? Você ainda está aqui? Eu ranjo os dentes. Ele bufa, mas, me deixa em paz.

Estive conversando com o líder de uma das bandas que surgiram no mesmo período em que a DragonFly estourou. Eles não tiveram tanta sorte, mas, têm se mantido no cenário desde então. Steve é um cara do bem. Sua mulher está nesse momento falando com a Mel, ostentando sua barriga muito grávida de sete meses. É o segundo filho. O bastardo realmente trabalha rápido. Eu rio olhando nossas mulheres interagirem e virem animadas em nossa direção. A história deles é parecida com a minha e da Mel. Eles foram namorados quando mais jovens, mas, o sucesso o levou para longe. Eles se reencontraram há quatro anos e não se largaram mais. Exatamente como a Mel e eu. ― Hei, baby... ― eu sussurro quando elas chegam até nós. Mel me abraça pela cintura e eu passo o braço direito por cima dos ombros delicados. Ela levanta o rosto para o meu e trocamos um selinho de olhos abertos. ― Divertindo-se? ― ela rola os olhos e ri baixinho. ― Baby, você foi malvado ao me deixar com aquelas loucas que só falam em sapatos e bolsas ― reclama. Eu rio, acariciando suas costas no decote revelador que está usando. Sua pele arrepia com minha carícia. ― Você é a anfitriã, baby ― eu a provoco. Ela me bate no ombro. Encaro o casal à nossa frente. ― Esse é Steve, vocalista da banda de rock, Legion. Vejo que já conheceu sua esposa, Rose ― e acrescento: ― essa é Melissa, minha mulher. ― A primeira-dama do rock ― Steve brinca estendendo a mão. ― Prazer em conhecê-la, Melissa. ― Eu conheço a banda ― ela diz abrindo um sorriso, tomando a mão à sua frente. ― Sua música é muito boa. Apenas Mel, por favor ― pede e revira os olhos de brincadeira. ― E vamos esquecer esse termo exagerado da mídia. ― Eu acho o termo perfeito, Srª Stone ― sussurro em sua orelha. ― Na verdade, eu poderia chamá-la assim mais tarde ― mordo seu lóbulo e acrescento: ― na cama... Ela ri e meneia a cabeça, enrubescendo, enquanto Steve e Rose riem do meu assédio. ― Comporte-se, superstar ― ronrona. Elijah chega até nós. Em seguida, Paul e Sean com suas respectivas acompanhantes Carlie e Eva, também se aproximam. Ainda é estranho pra cacete vê-los saindo com a mesma mulher por mais de uma semana. Bom, eu acho que eles pensam a mesma coisa a meu respeito. Estamos absortos na conversa e costumeiras provocações quando o gritinho infantil de Chay nos chama a atenção: ―Tia Sara! Mãe! Pai! A tia Sara veio! ― a Mel vira o rosto para as portas que dão acesso à sala onde Sara está parada esperando seu sobrinho se jogar em seus braços. Ela o levanta do chão e rodopia com ele. O moleque gargalha de felicidade. ― Baby, você sabia disso? ― Mel me questiona. Eu abro meu riso mais inocente. ― Sim, baby. Eu mandei o jato para ela nessa madrugada ― digo e ela sorri lindamente. Os olhos amendoados amolecendo. Bom, na verdade, Elijah enviou seu avião. O idiota mal cabia em si quando lhe disse que Sara viria para o aniversário do Chay. Meu jato está em trânsito para Nova Iorque com a equipe de marketing da gravadora. Temos um show agendado para o próximo mês e estamos unindo o útil ao agradável. Material promocional da banda e gravadora junto. ― Eu poderia bater em você ― ela acaricia e beija meu peito. ― Se você não fosse tão perfeito. Obrigada, baby. ― Foi um pedido especial de Chay ― revelo. ― Mas, eu sabia que isso a deixaria feliz também.

― Eu amo você ― ela murmura levantando o rosto para mim. Eu selo nossos lábios juntos e a beijo levemente. ― Prometo agradecer mais tarde em grande estilo ― acrescenta e meu pau se contorce dentro das calças. Cacete, ela adora me deixar duro na frente dos outros. Tão safada... ― Eu amo você também ― murmuro contra sua boca e chupo seu lábio inferior. ― Mal posso esperar, minha gostosa... ― rosno baixo, minhas mãos coçando para amassar sua bundinha linda, puxá-la contra mim e esfregar meu pau duro em seu corpo gostoso. Eu gemo de frustração. Ela ri e me dá um olhar amoroso e atrevido antes de se afastar e ir ao encontro da irmã. Meus olhos voltam para o grupo e param em Elijah que tem os olhos mais acessos que a porra de uma árvore de natal. Ele está encarando Sara descarada e predatoriamente. Oh, lá vamos nós, outra vez... Volto a olhar na direção dos gritos eufóricos do Chay. Mel está envolvendo os braços ao redor da irmã. Elas se abraçam como se tivesse séculos que não se viam. Um riso satisfeito me enche o rosto. A amizade delas é bonita pra cacete. Logo, o pai da Mel se junta a eles. Pedro havia chegado ontem. Ainda fico nervoso pra caralho perto dele. Mas, meu sogro tem pegado bem mais leve comigo. Eu acho que levar uma bala pela sua filha me fez ganhar muitos pontos com ele. Pedro abraça a filha mais nova e sorri amplamente. O pequeno grupo fica lá conversando por algum tempo. Mel distraidamente acariciando a cabeleira castanha do filho. O homenzinho diz algo para a mãe e ela se desmancha em risos, enquanto se inclina e o beija nos lábios. Eu tenho que segurar um gemido porque sua bunda firme fica bem no meu campo de visão. Porra, ela é gostosa. O vestido que usa é na altura dos joelhos, mas, o decote nas costas é provocante. Eu tenho uma relação de amor e ódio com seus decotes. Eu amo vê-la neles. Eu odeio que os bastardos presentes estão, provavelmente, pensando a mesma coisa sobre a minha mulher. Chay eventualmente puxa seu avô pela mão em direção à um dos brinquedos montados no gramado em frente à praia. Mel ainda conversa animadamente com a irmã, tocando seus cabelos. As duas riem, se abraçam mais uma vez e Sara olha para nós, enquanto Mel enlaça seu braço fazendo seu caminho de volta. ― Olá, boa noite ― Sara nos cumprimenta. ― Liam, é bom ver você, cunhado ― ela ri me puxando para um rápido abraço. ― É bom ver você também, Sara ― a beijo no rosto. ― Fez um bom voo? ― ela assente. Eu enlaço a cintura da Mel que se aconchega a mim. Sara fica por sua conta e só agora percebo que ela está no tema da festa, fantasiada de Viúva Negra. Seu macacão de couro preto parece colado ao corpo. Elijah vai precisar de um babador a qualquer momento. Eu quase rio da cara cômica que o tarado está ostentando. Sara olha e cumprimenta a todos o deixando propositalmente por último e isso deve incomodá-lo pra caralho. ― Hei, Sara... ― ele não aguenta e fala num misto de provocação e satisfação. Sara pisca um olhar em sua direção e seus olhares travam com antagonismo e tesão. Os cantos da boca de Elijah sobem no seu conhecido sorriso cínico. ― Bom ver você ― seus olhos passeiam pelo corpo dela lenta e deselegantemente até mesmo para um roqueiro. Mel fica um pouco tensa ao meu lado. ― Muito bom, na verdade. Belo traje... ― sua voz desce uma oitava no final. ― Ah, Elijah ― Sara, lhe oferece seu sorriso mais falso. ― Você estava aí o tempo todo? ― seus olhos brilham atrevidos. ― Eu não percebi. É bom vê-lo também, é claro. Ele leva a cerveja aos lábios e toma um gole, os olhos presos nela. O idiota gargalha depois, limpando a boca.

― É, baby, eu também morri de saudades ― diz sarcasticamente. ― Isso não cansa? ― seu tom foi muito condescendente e Sara bufa. ― O quê? ― ela praticamente rosna. Elijah ri de novo, os olhos brilhando perversamente. ― Fingir que não sente tesão por mim ― Sara faz um som de engasgo. O resto de nós está agora como se acompanhasse a uma partida de tênis malditamente rápida. ― Querido, não fique se achando porque o deixei me beijar uma mísera vez. ― Foram duas vezes, querida ― ele ri maliciosamente e Sara fica vermelha. ― Como se você pudesse esquecer, não é? ― Ah, pelo amor de Deus ― ela zomba, revirando os olhos, assumindo uma expressão de puro tédio, mas, para um bom observador suas pupilas estão dilatadas e sua respiração sai em rajadas curtas. Ou seja, mulher fodidamente excitada, e o bastardo com tesão à sua frente também sabe disso. ― Esse cara realmente existe? ― ela olha a nós todos, meneando a cabeça. ― Eu praticamente acabei de chegar. Dá um tempo, galinhão! Sean e Paul riem com vontade, seguidos de Steve e Rose. Até a Mel ri um pouco com a falta de filtro de Sara. Cristo, eles brigam como um casal. ― Aquela é a filha do Sam? ― Elijah diz exageradamente ao ver Sam, um roqueiro da velha guarda de braços dados com sua filha mais velha se aproximando do nosso grupo. Seus olhos passeiam pela garota que deve ter no máximo dezenove anos e voltam para Sara. Há um brilho perverso lá. O bastardo a está provocando ciúmes. ― Uau! Ela cresceu, não é? Sara bufa alto. ― Babacão ― ela diz baixo, mas, ainda assim todos escutam. ― Do que foi que me chamou? ― Elijah abre seu sorriso arrogante de merda. ― Eu disse: ba-ba-cão ― ela repete lentamente. ― Posso ser um babacão ― ele devolve e ri zombeteiramente. ― Mas, sou gostoso. Então, eu acho que isso compensa tudo ― os olhos de Sara ampliam incrédulos que ele disse isso. ― E você é uma cadela irritante. Mas, é gostosa. E, querida, isso compensa tudo também ― ele ri lentamente, seu olhar comendo-a sem a menor cerimônia. ― Pelo menos para mim. Os dois travam olhares faiscantes, enquanto o resto de nós apenas observa. Cacete, porque eles não fodem logo e resolvem essa merda?

Melissa ― Deus, ele é um idiota ― Sara resmunga pela milésima vez olhando na direção de Elijah, que está conversando com a filha de Sam. A garota está babando por ter um rock star quente lhe dando toda atenção. Ele pisca o olhar e o fixa em Sara. Um riso arrogante e perverso se abre na boca exuberante. Eu tenho que concordar com a minha irmãzinha. Ele é um idiota. ― Esqueça o galinha da guitarra ― eu digo e ela ri perversamente. ― Hum, gostei desse termo. Vou acrescentar à minha extensa lista de adjetivos para ele.

― É bom tê-la aqui, mesmo que por pouco tempo ― mudo de assunto. ― Você deveria ter me avisado ― a repreendo ― Ora, maninha. Assim não seria surpresa ― se defende e se inclina me beijando na bochecha. Eu me sinto ridiculamente emocional com a minha maluquinha aqui. ― Você está linda com essa barriguinha já aparecendo ― ela massageia suavemente meu ventre. ― Como estão as coisas? ― seu semblante fica mais sério. Dou um suspiro. ― Estão caminhando ― respondo sem muito entusiasmo. ― O processo está evoluindo para um julgamento, infelizmente. Liam está tentando parecer forte e inabalável, mas, eu sei que está sofrendo calado com tudo isso. Eu só queria poder tirar toda essa carga de cima dele. Seu rosto suaviza. ― Você está com ele, maninha. Basta observá-lo quando olha para você. O homem fica em êxtase apenas olhando-a. Nunca vi nada tão bonito. ― Ei, maninha, você está dizendo que nunca viu nada mais bonito do que o meu marido? ― eu a provoco. Ela rola os olhos, mas, ri maliciosamente em seguida. ― O quê? Você não pode me culpar ― seu riso se alarga mais. ― Especialmente depois que me contou que o sexo é fora deste mundo ― eu balanço a cabeça e rimos. Deus, é tão bom tê-la aqui. Eu procuro meu marido entre os convidados. Ele está com um grupo de homens mais velhos, próximo a escada que dá acesso à praia. Liam está arrasadoramente lindo em suas calças escuras justas e camiseta azul marinho de mangas compridas. A noite está caindo e os últimos raios de sol banham sua figura espetacularmente bela. Tão lindo. Sua cabeça loira despenteadamente sexy gira e eu rio ao ser flagrada comendo-o com os olhos. Os cantos de sua boca se curvam e ele ativa o charme rock star safado, os olhos azuis brilhando incrivelmente para mim. Seu olhar e sorriso sacana antecipam as coisas censuradas que fará comigo mais tarde. Oh, rapaz, o que meu marido tem de lindo, também tem de sem vergonha. Eu simplesmente amo seu lado pervertido. ― Ei, Terra para Melissa ― a voz brincalhona de Sara me puxa de volta. Nesse momento, um grupo de mulheres se junta aos homens. Duas delas foram veladamente hostis comigo mais cedo. As cadelas não paravam de falar nas aventuras passadas de Liam e em como essa ou aquela atriz alardeou que o sexo com ele é fenomenal. O que eu fiz? Eu concordei que o sexo com ele é mesmo uma coisa fora de série, pedi licença e fui bancar a boa anfitriã com os outros convidados, deixando-as boquiabertas. Eu sei que meu marido nunca foi um santo, mas, ter essas cadelas falando essas coisas sobre ele realmente me irritou. Esse claramente era o objetivo delas, no entanto, acho que respondi à altura. Há um leve burburinho a seguir e eu franzo o cenho à procura da fonte. Collin e Selena estão parados nas portas duplas do terraço. Eles são realmente impressionantes juntos. Ela usa calça jeans skinny e uma blusa amarela bem decotada. Seu semblante está assustado com todos murmurando, obviamente sobre ela. Eu me desvencilho de Sara e vou em direção a eles. O rosto de Selena se ilumina quando me ver. Quem diria que seríamos amigas algum dia? Não eu, pelo menos. No dia seguinte após prestar queixa sobre o abuso do irmão, a vida de Selena virou um pandemônio. O exame corpo e delito constatou a agressão e a coleta de material nas partes íntimas foi capaz de encontrar o esperma do estuprador ainda dentro dela. Eu tenho vontade de vomitar cada vez que vejo alguma matéria sobre Chris na TV e nos sites de fofoca. O infeliz está foragido nesse momento. A polícia não o prendeu imediatamente no primeiro depoimento e o psicopata sumiu depois que seu DNA foi confirmado

no corpo agredido de Selena. Todos nós ficamos revoltados com o juiz que “atrasou” o mandado de prisão. Temos certeza de que o dinheiro do Chris teve muita influência nessa demora. O que me deixou menos chateada foi a surra que Collin, Elijah e Sean deram nele. Chris apareceu completamente irreconhecível para seu depoimento. Seu rosto estava cheio de hematomas pretos. Os paparazzi não o pouparam em nenhuma foto. Os caras negam, mas, nós sabemos que foram eles. Foi muita coincidência os três aparecerem com machucados nas mãos no mesmo dia, não acham? É, foi o que pensei também. A notícia ganhou o mundo rapidamente depois que Selena deu uma entrevista coletiva e abriu completamente o jogo. Eu nunca pensei que ela teria tanta coragem. Mas, acho que ao dar o primeiro passo, uma barragem se rompeu e ela só despejou tudo que vinha guardando por anos. O mundo ficou chocado, não se falou em outra coisa desde então. No entanto, a exposição de Selena não ajudou tanto no caso do Liam como havíamos pensado inicialmente. Parece que o promotor do caso tomou uma espécie de antipatia por meu marido e quer pegá-lo como bode expiatório. Os advogados nos informaram que Chris está sendo apontado formalmente como cúmplice de Liam no caso das meninas da festa. Estou com medo do rumo disso tudo. Os advogados se mostram confiantes. Eu gostaria de me sentir assim também. Isso já está afetando a banda. Eles caíram muito nos rankings e há agora, uma clara divisão entre os fãs. Há aqueles que nos apoiam incondicionalmente, mas, há outros que acabaram sucumbindo ao apelo midiático de que Liam é culpado e será condenado. Ele e os caras ficaram tristes quando começaram a cair, mas, o que mais os incomodou, o que mais nos incomodou é que a banda perdeu terreno para a The Horses. Eles estão no topo agora e eu imagino como deve ser difícil para o Liam perder a posição para o seu desafeto. Como resultado, os caras se reuniram e decidiram adiar por tempo indeterminado a turnê que fariam pela Europa. Eles ainda têm dois shows que não puderam ser adiados, pois já tinham datas fixadas. Um em Nova Iorque e outro em Boston. Eles querem se dedicar à gravadora e ao novo álbum que já tem mais três singles depois de Irresistível. A verdade, é que estou nervosa com esses shows. Tenho medo que Liam possa ser hostilizado pelo público. Não todo o público, mas, se há uma coisa que aprendi nesse meio, é que sempre tem algum reacionário infiltrado no meio dos fãs para mascarar suas atitudes. Não é justo que meu lindo menino perca o amor e o respeito dos seus fãs por armação de um ser baixo, um inseto como Chris Hart. Por outro lado, houve uma virada total da mídia em meu favor, quando Selena me citou como a pessoa que a está apoiando e a incentivou a sair do abuso. É incrível como a imprensa é volátil. Em um dia eu era a cadela velha que seduziu Liam e que agora me aproveitava da vida milionária que ele me proporciona. No outro, sou uma espécie de heroína aclamada nas redes sociais. Os fãs de Selena foram os primeiros a se retratarem publicamente. Depois disso, um desfile de ovações, tomaram os canais midiáticos. Já há, inclusive fanpages em meu nome. Juro que estou falando sério. Fiquei chocada com isso. Pelo amor de Deus! Eu não sou artista. As pessoas são loucas em LA. Convites para entrevistas e participação de eventos se acumulam na nossa caixa de correios. Há colunas sobre moda que me apontam como uma das mulheres mais bem vestidas da atualidade e, essas colunas estão disseminando o termo primeira-dama do rock, e, claro, aproveitam também para me importunar pendido que eu dê sugestões de estilo e como manter a boa forma para seus leitores. Como eu disse, LA é mesmo inacreditável. Eu paro na frente dos dois. ― Ei, Collin, Selena ― eu dou um beijo no rosto de Collin e a abraço. Ela joga os braços à minha volta. É ainda estranho ver esse lado carente e amoroso dela. ― Ei, Mel ― diz suavemente e em seguida fica tensa, sem saber o que fazer com as mãos. Collin pousa a mão na parte baixa de suas costas e o gesto parece acalmá-la. Eles trocam um sorriso cúmplice. Eu não

sei o que, de fato está rolando entre eles. Seja o que for, sei que tem feito bem aos dois. Eles parecem muito à vontade juntos. Será? Eu torço para que Collin saiba tratá-la bem. ― O presente de Chay será entregue amanhã. Não cabia no carro. ― Tudo bem, venham se misturar ― eu os chamo e eles me seguem. Collin entrelaça seus dedos nos de Selena e lhe oferece um sorriso de encorajamento. Uau! Eu nunca o vi tão... Doce perto de uma mulher. ―Vai ficar tudo bem, Lena. São apenas alguns filhos da puta que deviam se importar com suas próprias vidas ― ele rosna baixo. Eu rio. Ok, não tão doce, afinal. Eu cogito voltar para Sara quando os encaminho, mas, ela está conversando com... Elijah. Eu junto as sobrancelhas. Eles estão praticamente rosnando um com o outro. Eu quase salto quando braços musculosos me puxam pela cintura. Eu rio, sentindo o cheiro picante e muito, muito sexy do meu marido. ―Baby, eu quero bater nessa bundinha ― ele me faz sentir seu pau duro entre as minhas nádegas. Seus lábios quentes seduzem meu pescoço com beijos que não devem ser dados em público e eu não consigo segurar um gemido, esquecendo completamente do tudo à nossa volta. ― Mas, como você está grávida, vou bater de outra forma... ― eu rolo os olhos. ― Tão sem vergonha, superstar ― choramingo, deixando-o moer discretamente em mim. ― Você não deve ficar atiçando uma mulher grávida. Meus hormônios estão desgovernados... ― ele me gira de frente e eu levo meus braços imediatamente para seu pescoço. Nossos olhares se encontram e ficamos assim, presos em nosso próprio mundo sensual. ― Porra, eu amo você grávida, baby... Sempre excitada, louca para tomar meu pau... ― ele grunhe em minha boca, suas mãos passeiam lentamente pela pele nua das minhas costas. Eu gemo desavergonhada. ― Quanto tempo para cortar o bolo? ― os olhos azuis estão me fazendo promessas obscenas. Minha vagina aperta e minha calcinha alaga. Ele ri como se soubesse o estado calamitoso da minha calcinha. Oh, é claro que ele sabe. ― Acho que uns quarenta minutos ― eu respondo num miado. ― Você me deixou muito duro, observando-a com esse decote do caralho. Preciso gozar em você... ― sua voz é um leve ronronar. Eu me colo mais a ele, louca pela fricção em sua ereção. Ele ri perversamente. Oh, rapaz, eu amo esse sorriso. Ele diz que estou em apuros. ― Vai ser rápido. Você quer, minha putinha? Hum? ― minha nossa. Mais líquidos jorram em meu canal com seu sussurro indecente. As safiras azuis estão escuras de tesão. ― Vamos para o escritório. Eu quero você nua, montando meu pau... Você já está toda molhadinha, não é, baby? ― Deus, seu tom de voz me deixa trêmula, espalhando luxúria por cada centímetro da minha pele, deixando-me enlouquecida para fazer tudo que ele quiser. Eu aceno, juntando as coxas discretamente e ele rosna baixo. ― Porra! ― então, me arrasta para dentro da casa, deixando nossos convidados alheios ao fato de que os anfitriões vão ter uma rapidinha. Caramba! Isso é tão louco e libertino. A casa cheia, enquanto Liam me leva para foder no escritório. Mas, eu não posso dizer não a ele. Eu nunca vou dizer não a ele. Minhas entranhas já apertam antecipando todo o prazer... CAPÍTULO NOVE

Melissa ― Ohh, Deus.... Liam... Baby... ― eu gemo, sentindo sua língua circular meu clitóris, repetidamente. Seus dedos mantêm meus lábios bem abertos para sua boca perversa me devorar. Meus dedos estão enfiados em seus cabelos e eu rebolo, perdida, louca para gozar. Ele ri na minha carne aquecida e dá uma última lambida antes de se afastar. Eu gemo pelo orgasmo frustrado. Ele puxa suas calças grosseiramente para baixo e se senta no sofá de couro negro. Minha boca saliva e minha vagina aperta ao ver o pau duro, pendendo contra o seu abdome tanquinho. Ele ri baixinho, safado e crava as mãos em minha bunda, amassando a carne, nossos olhares presos, gritando coisas sujas um para o outro. Ele me enlouquece de tanto tesão. Sem dizer uma palavra, Liam me puxa para seu colo. Eu estou completamente nua, exceto pelas sandálias de salto alto. Nós mal cruzamos a porta, ele estava me despindo do vestido e roupas íntimas. Minhas coxas escorregam dos seus lados, escarranchando-o. Meus braços o enlaçam pelo pescoço. Minha respiração é rápida e superficial, cheia de desejo. Estou pingando. Ele desliza o pau por entre os meus lábios melados, a cabeça massageando o clitóris e eu ofego de boca aberta. Seus olhos flamejam e me levanta, firmando minha bunda com uma mão, enquanto a outra o posiciona na minha entrada. Ele está ofegante também. Eu gemo, choramingo quando começa a me puxar para baixo, me empalando devagar, mas, numa estocada firme, me esticando, rasgando até o fim. ― Ahh! Sim! Sim... ― eu estremeço quando o tomo até o talo, sentindo-o no meu útero. Palpito loucamente à sua volta. Ele rosna e morde meu lábio inferior, seus olhos azuis mantendo-me cativa e me levanta, saindo quase todo. Não demora muito, volta com tudo. Nós dois gritamos alto. ― Diga para mim, baby ― sussurra em minha boca, enquanto empurra profundamente em mim. Eu gemo. ― Diga quem faz você se sentir assim? Diga para mim, minha gostosa... ― rosna me comendo com força. ― Oh, Deus... Liam... ― puxa meus mamilos. Começo a ficar mais ofegante com o orgasmo se aproximando. ― Só você, amor. Só você me faz sentir assim ― coaxo, rebolando, encontrando-o a cada arremetida funda. ― Ohhh! Sim! Me foda assim, baby! Me dê tudo... ― Porra, Mel! ― grunhe, metendo e metendo, furiosamente. ― Isso, minha putinha. Toma o meu pau todo nessa bocetinha gostosa. É isso aí, minha delícia. Leve cada maldita polegada, cacete! ― eu ranjo os dentes de tanto prazer. ― Fale como se sente assim, empalada no meu pau, baby. Diga! Eu quero ouvir. ― ele rosna e puxa sua boca da minha. ― Deus, baby... ― eu chio e suas mãos puxam meus quadris para baixo, forçando-me a tomá-lo até o cabo. Ele flexiona o quadril, me comendo com fome. ― Estou tão cheia... É a sensação mais deliciosa que já senti... ― ele geme guturalmente, aprovando meu discurso. ― Eu amo seu pau. Amo cada centímetro... Amo o tamanho, espessura... Amo como me estica quase ao ponto da dor. ― ele bate em mim bem fundo, tocando meu ponto sensível e eu começo a ofegar sem controle, desesperada pelo orgasmo. Uma das mãos enrola em meus cabelos da nuca e os puxa arqueando minha cabeça para trás. Sua língua serpenteia pelo meu pescoço, clavícula e seus lábios se fecham em meus seios. Quentes, macios. Ele me tortura, chupando, lambendo e raspando os dentes nos mamilos. Eu estou tão perto... ― Isso, baby! Me monte assim... Tão gostoso, porra! ― sua outra mão se mantém firmemente cravada em meu quadril, puxando-me para engoli-lo todo. Estamos gemendo, rosnando, completamente perdidos em nossa corrida pelo gozo. ― Me faça gozar, minha putinha! ― eu acelero minhas subidas e descidas, tomando-o profundamente dentro de mim. Ele geme obscenamente em aprovação e puxa nossos rostos juntos. Nossos olhares se fixam. Respiramos com dificuldade na boca um do outro. Nossos sexos se devorando famintos. Seus olhos estão escuros, seu rosto contorcido pelo prazer iminente. Deus, tão lindo.

― Me faça gozar bem gostoso, baby... Só você sabe fazer assim... Só você... ― sussurra, me deixando insana com seu tom cheio de tesão e luxúria. ― Você vai me fazer gozar bem duro e gostoso, não é? ― ele me seduz com sua voz, seus olhos incrivelmente belos, me hipnotizando. Eu gemo em lamento. Ele ri safado, sabendo o que está fazendo comigo e mete furiosamente em mim, batendo repetidamente no meu ponto G. Gira o quadril a cada vez que entra, me rasgando com fome. Deus, sou viciada na forma vigorosa, apaixonada com que ele me toma. ― Você está perto, baby? Hein? Eu posso sentir sua boceta me ordenhando gananciosa... ― eu gemo mais ao sentir o clímax se aproximando. Ele ri ofegante e bate dentro de mim mais uma vez. Eu me desfaço na sensação eletrizante e quente lavando meu ventre. Minhas entranhas incendeiam, fogo líquido descendo para minha vagina e eu gozo alucinada. ― Ohhh! Sim, Liam! ― eu grito alto, meu corpo convulsionando. Ele continua me empalando, me comendo freneticamente. ― Ahhhhhhhhhh! Eu te amo! Te amo tanto, baby! ― Porra! É isso aí, goze no meu pau! Goze nele todo, minha gostosa... ― rosna e eu sinto seu pau inchar, violentando minha vulva sem trégua. ― Caralho! Eu vou gozar! Mel, baby... Também te amo, amor! Porraaaaaaaa! ― ele urra e goza também. Nossas bocas se chocam num beijo lascivo, enquanto gememos gozando e gozando, perdidos para todo o resto em nossa névoa de luxúria. ― Deliciosa... ― grunhe entre beijos, enquanto sua carga de esperma grosso e quente me enche. ― Você é tão sexy... Porra, e fode tão gostoso... ― sussurra ofegante. ― Sabia disso? Hum? Sou fodidamente viciado em você... ― eu mio, moendo, ainda me empalando em seu pau profundamente, montando os resquícios do meu orgasmo esmagador. Ele chupa e lambe a minha língua. Duelamos, nos lambendo e vamos nos acalmando aos poucos. Seus braços enrolam em minha cintura e eu massageio sua nuca. Ele geme saciado em minha boca. Seus dentes raspam preguiçosamente pelos meus lábios, puxando-os eroticamente. Eu rio. Ele ri e damos pequenos selinhos, ambos arfando, sem querer parar, mas, sendo obrigados a parar por agora. ― Você é malvada, baby ― eu rio, puxando para olhá-lo nos olhos com minha melhor expressão inocente. ― Mmmm, eu não sei do que está falando, baby ― rio mais, quando me dá um tapa leve na bunda. ― Você é uma safada, gostosa que adora provocar seu marido ― ele flexiona o quadril moendo devagar ainda todo enterrado em mim. Eu gemo de boca aberta. Ele ri perversa e arrogantemente. ― Você sabia que eu não ia aguentar ficar olhando para esse decote do caralho e não querer meter em você assim... ― sua voz baixa no final e recomeça os movimentos. Eu choramingo, porque precisamos parar. Ele ri mais, me torturando. Suas mãos passeando por todo o meu corpo, seios, ombros, barriga, bumbum. Seu toque é suave, mas ainda assim, possessivo. ― Tão linda, baby. Porra, cada centímetro seu é perfeito... ― seus olhos estão mais calmos, límpidos, cheios de amor. Lindos. Eu me derreto nele. ― Não. Você que é perfeito ― eu murmuro em sua boca. Seus olhos amolecem mais. ― Você é o homem mais bonito que eu tive a sorte de conhecer, baby. Eu agradeço a Deus todos os dias por você ter me escolhido. Por você ter voltado para mim. Ele pega minha mão direita e beija a palma. ― Obrigado por fugir comigo. Eu estava ficando muito puto lá fora ― eu suspiro lentamente, só agora compreendendo sua urgência em me arrastar para longe. ― Alguns bastardos não sabem quando manter as bocas fechadas. Não tem uma porra de regra de etiqueta que não se deve contrariar o anfitrião, ou algo assim? Será que o aniversário do meu filho é o momento certo para me importunar com perguntas sobre o meu processo? Meu peito afunda por ele. Eu toco seu rosto e o acaricio, olhando-o, deixando-o ver, sentir todo o meu amor.

― Baby, você não tem que segurar tudo aí dentro ― digo suavemente. ― Eu sei que essa situação está afetando você. Fale comigo, por favor. Eu estou aqui para você. Eu sempre vou estar. Ele suspira e cola sua testa na minha. ―Eu sei, amor, eu sei ― exala um som frustrado. ― Mas, você está grávida, Mel. Não quero jogar minhas merdas sobre você. ― Ei, gravidez não é doença, Liam ― falo com firmeza, mas, ainda suave. ― Lembre-se dos nossos votos. Devemos apoiar um ao outro seja qual for a situação ― ele assente ainda claramente em guerra consigo mesmo. ― Eu estou aqui. Odeio os bastardos lá fora que não sabem manter a porra das bocas fechadas ― um riso brinca em sua boca pelo uso do palavrão. ― Odeio que os fãs estão se deixando influenciar pelas especulações da mídia. Odeio que tenham caído nos rankings importantes, mas, você não pode se deixar abater, baby ― minha voz embarga um pouco. ― A banda é muito talentosa e você... Você dispensa apresentações, superstar ― rio levemente, o provocando e seus lábios contraem mais se abrindo num meio sorriso, as safiras azuis se iluminando com minhas palavras. ― É apenas uma fase ruim. Eu não tenho dúvidas de que quando voltarem serão dez vezes mais arrasadores e alcançarão o topo outra vez. ― Baby... ― ele murmura, piscando, cerrando o maxilar, visivelmente tocado com minha fé nele, na banda. ― Porra, eu amo você. Eu. Amo. Você. ― Te amo também. Te amo além e muito mais, baby ― sussurro de volta. Nossas bocas se encontram num beijo calmo, selando tudo o mais que não foi dito. Eu recuo para olhá-lo nos olhos. ― O topo, meu amor. É lá o seu lugar e da banda. Tudo se resolverá no seu devido tempo ― seus lábios tomam os meus de novo. Ficamos perdidos um no outro por alguns deliciosos e cúmplices instantes. ― Odeio dizer isso, amor. Mas, precisamos voltar ― ele ri travesso, contra meus lábios. Eu amo esse sorriso. Detesto ver seus olhos sem a leveza habitual. ― Os convidados já devem estar sentindo a nossa falta ― eu mio em concordância. ― Vamos limpar nossa bagunça... ― levanta minha bunda e escorrega lentamente para fora de mim. Caramba, ele ainda está a meio mastro... Gememos no processo. Saio do seu colo e fico de pé à sua frente. Seus olhos passeiam por mim, fumegando quando param em minha vagina inchada e os nossos líquidos combinados descendo pelas minhas coxas. Ele range os dentes. ― Cacete! ― rosna. Eu rio e me dirijo ao banheiro. O olho por cima do ombro, abrindo um sorriso atrevido quando o encontro de olhos cravados em minha bunda. ― Baby... ― geme dramaticamente e se levanta, me seguindo. ― Pare de me provocar com essa bundinha linda ― rimos, entrando no banheiro para nos recompor. As palmas enchem o terraço, enquanto Chay se inclina nos braços de Liam para apagar as velas. Meus olhos queimam de lágrimas. Sinto o beijo suave do meu pai em meus cabelos e Sara me beija do outro lado na bochecha. Oh, Deus, benditos hormônios. Eu rio observando a felicidade estampado no rostinho do meu pequeno. ― Mãe! Vem aqui! ― ele me chama e me empurro para junto deles. Chay sorri, enquanto Liam o coloca no chão. ― Parabéns, menino bonito! ― eu me abaixo, ficando no seu nível e o abraço bem apertado. Ele ri mais, enquanto me afasto e deposito um beijo suave em seus lábios. ― Eu te amo, meu bebê ― acrescento baixinho só para seus ouvidos. Ele ri de orelha a orelha. ― Também te amo, mãe ― dá um beijo estalado em minha bochecha.

―Ei, eu não ganho nenhuma declaração? ― Liam reclama nos fazendo sorrir. Chay pula em seus braços outra vez. Liam o levanta e o abraça bem junto ao peito. Ele sussurra repetidamente no ouvido de Chay. ― Também te amo, pai ― meu pequeno diz baixinho e mais lágrimas queimam meus olhos. Eles são lindos juntos. Como pudemos construir algo tão profundo em tão pouco tempo? Pergunto-me, limpando sorrateiramente as lágrimas antes delas desceram pelas faces. Sara me abraça com carinho, passeando as mãos pelos meus ombros. ― Merda. Seu rock star é uma coisa realmente bonita de ser ver, maninha ― ela brinca. Eu rio, encarando-a. ― Essa é a segunda vez essa noite que me diz que meu marido é bonito, irmãzinha ― eu finjo-me de ofendida. ― Devo me preocupar? Ela olha de lado em direção à Elijah. ― Não, maninha ― ri maliciosamente. ― Eu sempre gostei mais dos guitarristas ― sussurra em meu ouvido. Nós duas rimos. Nesse momento, meu riso some um pouco com a pessoa que vejo abrir espaço entre os convidados, estabelecendo-se na fileira da frente: Jess. Ela usa um vestido azul escandalosamente curto. Eu não a vejo por dias e havia me esquecido o quanto é bonita. Meu estômago retorce ao ver que seu olhar e sorriso estão direcionados à Liam. Um desavisado poderia dizer que está apenas apreciando o carinho entre pai e filho, mas, eu sei que não é isso. Ela nem mesmo gosta do Chay. A vadia sempre ignorou meu filho completamente. Odeio que esteja aqui vestida como se estivesse em clube de strip tease. ― Uh! Radar de vadias registrando algo... ― Sara murmura do meu lado. ― Alguém devia avisar a essa garota que o aniversário é de Chay, não de Elijah ― completa ironicamente. Liam coloca Chay no chão e me abraça. Eu não posso evitar, faço contato visual com a pequena miss vadia e seguro seu olhar enviando-lhe uma mensagem clara: ele é meu! Seu sorriso não escorrega em nenhum momento. Ela aplaude junto com os outros. Arg! Ela me frustra. Mas, a relego à sua insignificância e concentro minha atenção em meu filho e marido. Posamos para as fotos de família em seguida. Meu pai, Sara, os avós de Liam e os caras se revezam entre registrar e posar conosco. Ajudamos nosso pequeno a cortar o bolo. Mais fotos são feitas e pelo meu canto de olho vejo Jess se aproximar. Não foi surpresa nenhuma para mim o fato de ela cumprimentar Liam primeiro em vez do aniversariante. Meus dentes rangem quando ela se inclina e o beija no rosto. Ele sorri de volta, mas, é um sorriso apertado e seu olhar me busca. É, eu vi isso, querido. Eu lhe dou um olhar duro antes de concentrar-me em Chay. Segundos depois, quilômetros de pernas param na nossa frente. Ela se abaixa um pouco e assanha o cabelo de Chay cumprimentando-o num toque tão falso quanto seu sorriso. Ela diz que seu presente está na sala. Embora não estivesse particularmente animado com a interação, meu filho sorri com a menção do presente. Ele é só uma criança de seis anos, afinal. Oh, sete. Eu rio. Ele não me perdoaria se eu esquecesse que está virando um verdadeiro homenzinho. Chay me beija mais e uma vez e sai saltitando para seus convidados mirins. Eu sei que nosso momento em família já deve estar circulando na rede. Um momento íntimo sendo assistido por pessoas que não tem nada a ver conosco. Isso é assustador. Esse é o mundo do Liam, no entanto. Estou lutando ferozmente para me adaptar. Eu, normalmente não deixaria Chay à solta assim, todavia, há vários funcionários contratados para cuidar das crianças. Eles estão todos fantasiados com o tem da festa, o que facilita sua aceitação pelos pequenos. Meu olhar trava com o de Jess e ela sorri. Seu rosto está quase sereno. Não tem a aparência louca que registrei algumas vezes nela. Ela está mesmo limpa? Pergunto-me. De acordo com Liam, ela havia se debulhado em lágrimas quando ele e Elijah a informaram que seria demitida e enviada de volta à Seattle

se não parasse com a coca. Talvez tenha surtido algum efeito a prensa que os dois deram nela. Contudo, ainda tenho esse estranho pressentimento de que boa coisa não pode vir dessa garota. Especialmente porque vejo claramente seu interesse em meu marido. ― Mel. Você está radiante com a gravidez aparecendo ― seu tom de voz é forçadamente amigável. Estou prestes a responder quando os braços de Liam me envolvem pela cintura, suas mãos parando em meu ventre. Ok, um pouco da raiva por ele ter se deixado beijar evaporou com seu toque. Seus lábios quentes e macios beijam meus cabelos, escorregando para a fronte e... Certo, toda a raiva fez as malas e viajou. ― Jess. Obrigada por ter vindo ― viram? Eu consigo ser uma boa anfitriã, mesmo me roendo de ciúmes. ― Eu me sinto assim mesmo: radiante ― completo, oferecendo-lhe um sorriso, não conseguindo deixar a mordida sutil de fora do meu tom. Ela sorri, algo brilhando fugazmente no fundo dos olhos azuis pálidos. ― É bom vê-la bem, Jess ― Liam diz, seu tom carinhoso, mas, um tanto reservado, agora que sabe que vou arrancar suas bolas se ficar de melação com sua amiguinha de longa data. ― É bom estar bem também, Li ― fumaça sai pelos meus ouvidos ao ouvir esse apelido ridículo. Liam sente a minha tensão porque suas mãos começam a massagear meu ventre vagarosa e amorosamente. Eu vou relaxando outra vez. ― Eu vou me misturar ― graças a Deus ela anuncia e sai. Liam me gira em seus braços. Uma mão levanta meu queixo suavemente, enquanto seus olhos examinam meu rosto. ― Você ficou chateada por aquilo? ― murmura, seu tom sério e um pouco arrependido. Antes que eu responda ele continua: ― você sabe que não precisa, baby. Vamos dar essa última chance à Jess, por favor ― eu suspiro. ― Eu não sinto absolutamente nada por ela, nem por qualquer outra, Mel. Será você sempre e para sempre, amor ― ai Deus, ele pega tão pesado... Impossível continuar a birra e eu me pego acenando. Seus olhos brilham incrivelmente e sua boca desce devagar para a minha. Eu espalmo seu peito e ombros e o puxo, aprofundando o beijo. Sim, eu quero dar um show para certa espectadora... Circulamos em todas as rodas depois. A festa transcorre bem. Eu fico ao lado do meu marido o tempo todo depois que percebi seu desconforto com perguntas errantes e, porque não quero que a vaca se aproxime com suas mãos e boca igualmente errantes. Os caras e suas acompanhantes se juntam a nós algum tempo depois. Norah e Joshua também se aproximam. Eu relaxo cercada pela minha família. Sara e Elijah estão tentando ignorar um ao outro depois de uma discussão acalorada. Minha irmã está conversando nesse momento com o guitarrista de uma banda em ascensão. Sério? O que há com ela e os guitarristas? Rio, meneando a cabeça quando me pega olhando-a. Sua boca se curva em um sorriso diabólico. Maluquinha. Eu sinto necessidade de fazer xixi e aviso no ouvido de Liam. É uma das desvantagens de estar grávida. Qualquer quantidade de líquido enche a nossa bexiga, e olha que ainda estou no começo. Eu decido ir ao nosso quarto para evitar filas e encontros desagradáveis com vadias que só falam de sapatos e bolsas e, claro, sobre os homens alheios. Depois de usar o banheiro começo a descer a escada, mas paro, sentindo uma estranha sensação de estar sendo observada. Olho para trás e me assusto com Jess a apenas três degraus acima de mim. Cristo! De onde ela veio? ― Os banheiros sociais estão todos lotados. Usei um dos daqui de cima. Espero que não se importe ― explica. Minha respiração está um pouco ofegante pelo susto. Seus olhos azuis se estreitam ligeiramente e ela ri. ― Desculpe, eu não queria assustar você ― diz, mas seu tom não parece tão arrependido. Ela desce dois degraus devagar, se agigantando sobre mim. Sua mão levanta e eu tenho o reflexo de segurar o corrimão. Meu coração saltando com seu gesto repentino. Ela pousa em minha barriga. Por um momento

o pensamento louco de que fosse me empurrar passou pela minha mente. Seu riso amplia, enquanto acaricia meu ventre. ― Como eu disse antes, sua barriga está linda. Deve ser maravilhoso carregar um filho do homem que você ama ― ela sussurra quase para si mesma, seus olhos presos ao meu ventre. Que papo esquisito é esse? ― Sim, é ― eu digo, minha voz desconfiada. ― Mel? ― a voz de Sara ao pé da escada me faz olhar para baixo. ― Está tudo bem? ― ela sobe os degraus com uma expressão ameaçadora, o olhar cravado em Jess. ― Sim, está tudo bem ― eu respondo, me afastando do toque estranho e indesejado e encosto-me ao corrimão para dar passagem à Jess. As duas se olham quando emparelham no meio da escada. Jess sorri para Sara e desce sem olhar para nós novamente. O que foi isso? Deus, eu tive um medo e uma sensação absurda de que ela pudesse me empurrar escada abaixo. Minhas pernas ainda estão um pouco trêmulas. ― Liam me pediu para verificar você ―Sara explica me examinando com preocupação. ― O que ela queria? ― Nada. Estava apenas usando um dos banheiros aqui de cima ― digo, descendo junto com ela. ― Eu não engulo essa garota, Mel ― ela exala. ― Vem, seu marido não consegue ficar muito tempo longe de você pelo visto ― ela torce o nariz e sorri. Minha tensão vai escoando aos poucos quando voltamos para o terraço.

Liam Eu sorrio de uma piada que meu avô acaba de contar. Já a ouvi milhões de vezes, mas, eu sempre sorrio a cada vez que conta. Ele tem um dom para entreter. Eu admiro isso nele. Meus olhos pousam em Collin e Selena. Ela estremece, aparentemente com frio e ele mais do que depressa tira a sua jaqueta de couro envolvendo-a sobre seus ombros. Cacete! Collin na versão cavalheiro é uma coisa bem hilária de se ver. Eles parecem estar se dando bem pra caralho. Não sei ainda o que está rolando. A única certeza que temos é que está rolando algo, definitivamente. Todos nós temos visto um lado diferente de Selena nas últimas semanas. Ela parece ter desenvolvido uma espécie de vínculo afetivo com a Mel. Eu nunca imaginei tal coisa. Mas, posso compreender. Sem Mel, Selena dificilmente não iria contra o Chris algum dia... Conversei com ela e colocamos algumas coisas para fora. Estamos zerados agora. Não carrego mais nenhuma raiva por ter grudado no meu pé como um maldito carrapato e quase ter atrapalhado a minha relação com Mel. Não depois de sua história sórdida de anos de abuso ter sido revelada. Sinto pena da menina que foi obrigada a passar por tudo isso, e pena também da mulher que continuou a sofrer tudo calada por medo do psicopata do irmão. Ainda bem que Collin, Elijah e Sean o pegaram de jeito. Eles negam para outras pessoas, mas, assumiram para mim e Paul. Eu teria ajudado, mas, minha situação já está fodida o suficiente. O estuprador de merda continua livre. A justiça foi lenta pra caralho em emitir o mandado e Chris sumiu. Isso me deixa ainda mais alerta porque sei que ele não vai levar o que a Mel fez de bom grado. O infeliz pode querer retaliar com a minha mulher. Já informei minha preocupação à polícia. Eu o mato se tentar alguma coisa contra Mel. Disso, tenho absoluta certeza. Meus ouvidos captam a risada alta e entusiasmada de Chay, me tirando dos meus pensamentos sombrios e me permito rir olhando o meu filho se divertir. Ao menos ele pode do alto da sua inocência. Está pulando na cama elástica, assistido por dois de seus super-heróis favoritos: Thor e Homem de Ferro. Ele não vai precisar de leitura hoje para

dormir. Com toda a energia que gastou, vai capotar antes de chegar à cama, tenho certeza. Mel retorna do banheiro. Seu semblante está meio sombrio. ― Você está bem? ― questiono, olhando-a de perto quando se senta na cadeira ao meu lado. ― Seu rosto está um pouco pálido, baby. Você está cansada? Ela abre um pequeno sorriso com a minha preocupação e apoia a cabeça em meu ombro, levantando o rosto para mim. ― Estou bem, amor. Cansada? Talvez um pouco ― diz meio relutante. Eu traço sua mandíbula com meus dedos. ― Vou fazer uma massagem em você toda mais tarde, baby ― seus olhos se iluminam com a minha proposta. ― Com fins puramente relaxantes e terapêuticos... ― eu rio meio sedutor, meio travesso. ― Bem, eu acho que não vou ser muito categórico sobre isso... Vai que... Ela ri lindamente. ― Seu bobo... ― sussurra e eu dou-lhe um selinho sob as provocações dos demais à mesa. Reviro os olhos e me afasto, virando minha dose de Jack. Elijah chega até nós se acomodando em uma das cadeiras vazias. Sua carranca é visível. ― O que diabos ela está fazendo com aquele babaca? ― rosna e eu sigo seu olhar. Eu e os caras rimos da sua expressão despeitada. Sara está conversando com o guitarrista da Falcon mais uma vez e, aparentemente fodendo com a cabeça de outro guitarrista, embora o bastardo nunca vá admitir isso. Eu nunca o vi tão obcecado por uma boceta ― ele é apenas um franguinho... ― desdenha, virando o que parece ser seu terceiro copo de uísque. ― Ei, idiota? ― se dirige à Collin. ― Eu preciso de você na cozinha. Agora ― ele cospe e se levanta tempestuosamente. Collin me lança um olhar de desculpas e segue Elijah. Cristo, o que o idiota vai fazer? Não vou admitir nenhum escândalo na festa do meu filho. ― Baby, o que ele vai fazer? ― Mel me inquire, seus olhos aflitos procurando por sua irmã, que se derretia em sorrisos para o desavisado franguinho. ― Fique aqui, amor. Eu vou colocar alguma porra de sentido no bastardo enciumado ― eu digo sarcasticamente. ― Sua irmã também não está facilitando, não é? Ela estreita os olhos em mim. ―Você está culpando minha irmã pelo comportamento instável de seu parceiro, baby? ― ai! Eu senti a mordida em seu tom. ― Sara não tem culpa que ele cismou com ela ― seu olhar é duro agora. Cacete! Vou cortar as bolas do idiota por me colocar nessa saia justa com a minha mulher. Eu suspiro e aproximo nossos rostos. Eu rio, meneando a cabeça porque estamos tomando as dores dos nossos irmãos. Ela ri também quando percebe a situação. ― Cristo, eles são dois idiotas óbvios, não são? ― murmuro. ― Eu receio que sim ― ela beija meus lábios rapidamente. ― Agora vá lá conter Elijah. Eu vou manter um olho em Sara. Cruzo o terraço em direção à sala. Greg me para antes de eu atingir a porta da cozinha, no entanto. Sua

expressão é tensa e ele tem um envelope nas mãos. ― Liam, vamos ao escritório. Você precisa ver isso, parceiro ― seu tom é reservado e ele está olhando em volta em alerta total. Eu olho em direção à cozinha, de onde posso ouvir as vozes de Elijah e Collin, contudo, infelizmente não dá para entender o que estão tramando. Meu olhar volta para o rosto taciturno de Greg e ele vence. Meu chefe da segurança interrompendo a festa do meu filho, deve ser algo fodidamente importante. Aceno, precedendo-o para o escritório. Quando abro a porta, um riso brinca na minha boca ao lembrar o que Mel e eu fizemos aqui há poucas horas. Inalo o ar. Ainda sinto seu perfume sutil e há uma euforia especificamente nas minhas calças... ― O que há, Greg? Que envelope é esse que tem aí? ― eu junto as sobrancelhas olhando-o e uma sensação ruim rasteja sob a minha pele. Ele já viu o conteúdo. Seu trabalho é interceptar tudo antes de chegar a mim e, agora, à minha família. O que quer que seja não é bom pela expressão dele. ― Ele estava jogando no jardim ― explica enquanto me entrega. ― O ângulo da câmera nesse ponto não foi capaz de captar.... E, com a casa cheia de convidados ninguém da segurança viu quem o deixou lá... ― ele complementa e meu peito palpita quando puxo o conteúdo. Fotos. Muitas fotos minhas, do Chay. Dos caras. E as últimas... Oh, Cristo! As últimas são da Mel. Alguém mutilou todo o papel com furos e mais furos. A palavra vagabunda está riscada em cada foto dela. Meu sangue corre gelado nas veias. Eu vou em direção ao sofá e me sento. Despejo o restante do conteúdo, minhas mãos tremendo e uma folha branca com letras de jornal coladas cai sobre o assento. Ela fica lá à espreita como uma cobra peçonhenta que vai me picar assim que a tocar. A desdobro e começo a ler... Jesus Cristo! Que porra é essa? A mensagem escrita com todos os tipos de letras e tamanhos é estranha e um tanto, doentia... Sinistra pra caralho e meu coração corre enlouquecidamente. Minha mente à procura de possíveis autores... Querido Liam, Chegou a hora de você saber que é muito amado por mim... Eu sei tudo sobre você. Sou sua fã incondicional, seguindo seus passos. Conheço cada um de seus hobbies. Cada nuance dos seus olhos azuis. Sou completamente louca por você. Você é tão lindo e jovem. Não merece estar preso à ela... Eu sei que no fundo não é isso que você quer... Ela nublou sua mente e seu julgamento. Mas, não se preocupe, meu amor, eu vou tirá-la de nossas vidas muito em breve... Eu te amo, Sua maior fã Eu releio a mensagem do caralho umas mil vezes. Que merda é essa de maior fã? Isso é obra do infeliz do Hart para me aterrorizar? Tenho um pressentimento de que é isso. O maldito dando um jeito de nos atingir mesmo estando a caminho de ser completamente fodido. ― Você leu isso? ― minha voz treme quando encaro Greg ainda de pé à minha frente. Ele assente. ― Você está me dizendo que alguém, provavelmente um de meus convidados plantou essa maldita coisa no meu jardim? ― meu tom sobe vertiginosamente e eu me ponho de pé. ― Uma ameaça clara à minha mulher e ninguém, porra, viu uma merda? Ele tem a decência de parecer desconfortável. ― Você precisa voltar lá e parar a festa, agora ― seu tom é preocupante. ― A casa cheia é difícil de

controlar... ― ele me atira um olhar indolente de quem sabe o que faz e não admite broncas como a que acabou de levar. ― Vamos chamar a polícia e eu, pessoalmente vou acompanhar as revistas e conversas com cada um dos convidados ― diz arrogantemente. Greg é um ex fuzileiro naval e teve treinamento requintado para ser tanto sutil quanto truculento de acordo com a situação Porra! Quando é que minha vida se tornou um show policial do caralho? CAPÍTULO DEZ

Liam Elijah estava executando um solo de guitarra quando retornamos ao terraço e Chay sentado na mesa onde esteve o bolo, com um sorriso enorme encarando o tio exibicionista. Nosso homenzinho já está bocejando, mas, ainda lutando para se manter firme. Esquadrinho o local em busca da Mel. A localizo junto ao pai, sorrindo para a exibição de Elijah. O pretendente de Sara a largou sem cerimônias se aproximando de Elijah com um olhar deslumbrado de fã diante de seu ídolo. O idiota sorri presunçosamente e dedilha sua guitarra com mais vigor. Ah, então esse era o plano... Procuro me manter razoavelmente calmo enquanto me dirijo à minha mulher. Não quero fazer a porra de um escândalo na festa do meu filho. O solo se encerra e todos aplaudem entusiasticamente. O franguinho é o mais empolgado, diga-se de passagem. Sara está estreitando os olhos em Elijah. É, ela acaba de perceber que os guitarristas são muito suscetíveis quando veem uma guitarra. Se essa guitarra é tocada majestosamente como foi agora, não há como competir com isso... Guitarristas... Eu rolo os olhos. Elijah pega Chay nos braços e sussurra algo em seu ouvido. O moleque se desmancha em risos antes de ser colocado de volta no chão. Aproximo-me com a Mel, enquanto o sem noção da Falcon enche Elijah de elogios, caindo como um patinho em sua armadilha. Tenho que dar crédito ao meu parceiro, embora. Foi uma jogada inteligente. Arrogante e exibicionista, mas, eficaz, pois pela forma como Sara bufa e entra na casa, o franguinho não tem mais para quem voltar depois disso. Que babaca! Cerca de meia hora depois, a casa estava cheia de policiais e o que era para ser a festa do meu filho se transformaria, sem dúvidas, em mais uma manchete negativa nos tabloides sanguinários de LA. Greg escoltou os últimos convidados para fora. Pelos olhares em seus rostos eu amargaria o exílio social nos próximos eventos. Excelente, porra! Bufo ironicamente. Adivinhem o resultado: ninguém sabia, ou admitiu saber porra nenhuma sobre a carta doentia. Os policiais a levaram prometendo investigar. ― Irmão, essa merda só fica pior. Que porra de carta é essa? ― Elijah questiona, enquanto eu solto a fumaça do meu cigarro furiosamente. É, eu também estou louco para saber que porra de carta é essa! Eu e os caras estamos no escritório. Mel está colocando o Chay na cama. Sara está lá fora conversando com Selena. Paul e Sean chamaram táxis para Carlie e Eva. ― Quer parar de andar de um lado para outro? Você vai afundar o chão desse jeito, cara ― ele rosna. Eu vou em direção à mesa e esmago a bituca no cinzeiro. ― Liam, se acalme. A polícia levou a carta, não foi? Eles vão descobrir quem fez essa merda, você vai ver ― Paul diz em seu tom centrado. Eu bufo. ― Como descobriram que eu fui vítima de uma armação naquela maldita festa? ― indago frustrado. Eles se entreolham e tomam suas cervejas calados. ― Nesse momento não sou um grande fã da polícia de LA, irmãos ― ando até o estofado e me sento pesadamente. Apoio meus cotovelos nas coxas e enfio minhas mãos em meus cabelos. O silêncio se estende. ― Isso é obra do infeliz do Chris ― solto fechando meus olhos. Porra, estou tão cansado dessa merda.

― E se não for obra do Hart, Liam? ― a voz de Elijah me faz levantar a cabeça. Ele se debruça em minha direção, imitando minha posição. Seu rosto está sério. ― E se for mesmo uma fã maluca que você... ― Que eu o quê? ― praticamente rosno. ― Que você fodeu e relegou ao esquecimento... ― ele suspira parecendo irritado. ― Isso não é incomum no nosso meio. Lembra da fã louca que nos perseguiu... Para ser mais exato, o perseguiu na turnê do ano passado? Eu estreito os olhos. Não foi bem uma perseguição. A fã anônima me enviava cartas de amor. Nunca houve ameaças. Então, a compreensão afunda em mim. Eu era solteiro. Não havia nenhuma mulher em minha vida. Cristo, seria a mesma pessoa? Na época eu nunca prestei queixa porque o teor das cartas não era assustador como a que enviaram hoje. ― Não sabemos quem era aquela fã. Da mesma forma que não pode afirmar que a fodi ― me defendo. Ele bufa. ― Sério? Então nos esclareça, por favor, como diabos ela sabia as exatas medidas do seu pau, irmão? ― sua sobrancelha sobre sardonicamente. ― O poder da telepatia? Ah, minha teoria é que você comeu a cadela e a largou como todas as outras. ― Merda. Eli pode estar certo. Mulher rejeitada é fogo, Stone ― Collin se pronuncia pela primeira vez. Eu junto as sobrancelhas porque ele parece bem distraído nessa noite. Bem longe do seu modus operandi idiota provocador. ― Meu conselho é: vá com sua família para aquela ilha espalhafatosa que comprou para a Mel e fiquem por lá até essa merda se resolver. ― Gênio, eu não posso sair da cidade ― minha voz é um grunhido. ― Tenho a porra de um processo nas costas, caso não tenha percebido. ― Merda. Esqueci desse detalhe ― ele se desculpa. ― Você não acha que devemos cancelar os shows de Nova Iorque e Boston, Liam? ― Sean inquire, seu tom e semblantes preocupados. ― Essa situação está ficando cada vez mais complicada, irmão. Tudo está instável pra caralho... ― Não! ― eles me olham assustados com minha veemência. ― Não vamos cancelar porra nenhuma! Nenhum filho da puta vai me fazer mijar nas calças como uma maldita mulherzinha. Nós vamos fazer os shows. E é certo como o inferno que vamos quebrar a porra do palco, irmãos! ― Merda, homem! ― Elijah rosna. ― Todos nós queremos incendiar aqueles palcos, mas, eu acho que Sean tem razão. O momento está um pouco desfavorável... ― Não ― eu digo essa única palavra e eles assentem, mas, suas expressões ainda estão cheias de receio. A porta se abre e minha atenção se desvia para Mel, que adentra ao recinto. Eu corro os olhos pelo local e relaxo. As janelas estão abertas, deixando a brisa noturna arejar o cheiro de cigarros. Ela vem até mim e senta-se ao meu lado. ― Chay dormiu? ― pergunto, buscando calma em algum lugar dentro de mim. ― Sim, é bom ser criança nessas horas ― ela sorri suavemente, mas, há apreensão em seus olhos. Ela viu o conteúdo do envelope e o teor da carta. Eu não queria mostrar, mas, ela é teimosa pra caralho quando quer.

― Você está bem, baby? ― sussurro, puxando-a, aconchegando-a contra mim. Ela apoia a cabeça em meu peito e respira longamente. ― Sim, só um pouco cansada dos eventos... ― murmura. Os caras se levantam e se despedem a seguir. Nós ficamos em um silêncio confortável por alguns instantes. Apenas nossas respirações preenchendo o ar. ― Eu tenho uma suspeita sobre o autor... ― ela puxa para trás para me olhar nos olhos. ― Ou autora da carta ― antes mesmo que de ela pronunciar, eu já sabia qual nome sairia da sua boca: ― Jess ― diz baixinho. ― Eu não confio nessa garota. Merda. Isso de novo não. Eu me levanto, passando as mãos pelo meu rosto cansado e a encaro. ― Mel, isso já está indo longe demais ― digo, deixando-a ver meu desapontamento. ― Que você tenha ciúmes dela é uma coisa, mas, acusá-la de fazer algo tão baixo e leviano é passar dos limites ― seus olhos arregalam e ela se levanta também, sua postura gritando briga. Eu olho o teto e solto um longo suspiro. Estendo a mão em sua direção. ― Vem aqui, baby. Eu estou esgotado com essa merda toda ― ela reluta um pouco. ― Por favor... Eu a puxo pela cintura e fecho os olhos quando nossos corpos ficam juntos. Ela suspira relaxando contra mim, mas, me assusta pra caralho quando pergunta: ― Já houve algo mais que amizade entre você e ela? ― meu corpo fica imediatamente tenso. Ela percebe e se afasta um pouco para nos olharmos de frente. ― Conte-me ― seu pedido é calmo e baixo, mas, chicoteia como uma ordem e eu não tenho escapatória. Porra, eu devia ter contado isso antes. ― Baby... Eu vou contar ― digo e ela me olha atenta, os olhos amendoados transbordando de suspeita agora. ― Eu já devia ter contado... ― toco seu queixo e suspiro cansado. ― Jess e eu tivemos um... Hã... envolvimento quando éramos adolescentes ― seu corpo se retesa em meus braços e ela tenta se afastar. Eu a seguro firme, mas, ainda suavemente. Merda. Era essa reação que eu temia. ― Foi algo irrelevante, Mel. Éramos muito jovens. Eu nunca quis... ― Você dormiu com ela? ― pergunta à queima roupa. Eu cerro o maxilar e pisco desconfortavelmente, resistindo à vontade de desviar meu olhar. Seu semblante se enche de compreensão e seus olhos marejam. Eu odeio ver a dor neles. ― Oh, Deus... Você mentiu para mim! ― ela chia num fio de voz e afasta meus braços. A deixo ir dessa vez, contrariado. ― Não, baby. Nunca menti... Mel me lança um olhar duro e magoado. ― Omitiu. Dá na mesma, Liam ― seus olhos me analisam como lasers. ― Meu sexto sentido nunca falha. Algo sempre me disse que você e ela tinham... ― sua voz treme e ela se encaminha para a porta. Pânico me enche. ― Mel, por favor, amor... ― meu tom é atado de súplica e apreensão. Ela para de costas para mim. ― Jess não significa nada para mim. Não dessa forma que está pensando. Eu nunca contei porque temia exatamente essa reação ― digo tentando me manter calmo, me aproximando dela. Mel me olha por cima do ombro. Sua expressão me faz estacar. ― Não ― seu corpo está tremendo levemente, seus punhos cerrados. Ela avança pegando a maçaneta.

― Aonde você vai? ― uma bola de golfe se instala em minha garganta. Cacete, ela reagiu muito pior do que pensei. ― Vou ao quarto de Sara ― diz baixinho, seu tom fazendo com que eu me sinta um merda por ter escondido algo que, obviamente é importante para ela. ― Minha irmã pelo menos é leal a mim. Eu sei que posso confiar nela cegamente. Suas palavras são como um soco no meu estômago e sai me deixando pasmo, com um gosto amargo na boca. Porra, porque ela cismou com a Jess? Eu nunca vi nada em todos esses anos em que esteve trabalhando conosco que me levasse a pensar ao menos remotamente que ainda nutre qualquer sentimento por mim. Nós fizemos mais uma tentativa de voltar quando tínhamos dezoito anos, mas, não deu certo. Era mais amizade que outra coisa. Bom, pelo menos da minha parte. Além disso, eu conheci a mulher da minha vida exatamente nesse período e me apaixonei perdidamente por ela. Meu peito aquece um pouco com a lembrança. Talvez eu deva dar a história completa para a minha linda e ciumenta mulher e acabar de vez com esse ciúme sem sentido que sente de Jess. ― Posso entrar? ― a voz suave da minha avó me faz emergir dos meus pensamentos. Ela está parada na porta. Seu rosto é uma mistura de preocupação e carinho. Eu assinto e ela vem devagar para dentro. ― É impressão minha ou a Mel saiu chateada? Eu suspiro alto, enquanto a abraço e beijo seus cabelos. ― Por que as mulheres são tão teimosas? ― questiono em tom de brincadeira para aliviar um pouco o clima. Minha avó sorri levemente, os olhos azuis mirando-me cheios de experiência e sabedoria. ― Humpt! ― resmunga. ― Geralmente somos assim quando os homens estão sendo idiotas ― ri de forma conspiratória, acrescentando: ― o que é quase sempre. ― Eu rio um pouco. ― A Mel cismou com a Jess, vó ― revelo, ainda sem acreditar que acabamos de nos estranhar por algo tão bobo. ― Ela está morrendo de ciúmes. Mas, hoje passou dos limites ao acusá-la de ter enviado a carta maluca. Minha avó franze a testa e fica em silêncio um instante. ― Mel já me falou sobre seu sexto sentido em relação à Jess ― ela pausa, fixando seu olhar um tanto reprovador em mim. ― Você deve contar à sua mulher, filho. Ela merece saber que você e essa menina já estiveram envolvidos... ― Eu contei ― cerro os dentes. ― Essa é a razão da Mel ter saído daqui chateada ― eu bufo. ― Está indo ao quarto de Sara, como se eu fosse deixá-la dormir lá. Eu vou arrastar sua bunda teimosa de volta para o nosso quarto. Estou apenas dando-lhe tempo para esfriar a cabeça. Minha avó sorri. Eu rio também, mas, meu peito ainda está doendo pela indisposição com a minha mulher. Não gosto de me indispor com ela. Nós dificilmente nos desentendemos. É uma sensação ruim pra caralho. ― Eu acho que deve ficar atento a tudo à sua volta, filho. Jess sempre teve fortes sentimentos por você, Liam ― eu suspiro. ― Sim, eu sei que nunca correspondeu às expectativas dela mesmo quando namoraram... ― Vovó, eu e ela concordamos que era melhor continuarmos apenas amigos. Não havia algo mais. Nunca houve ― me defendo.

Ela me olha ceticamente. ― Você concordou, Liam. Aquela menina sempre foi louca por você. ― Isso foi há muito tempo. Eu segui em frente. Ela seguiu em frente. ― Será mesmo, filho? ― minha avó diz suavemente. ― Talvez deva olhar Jess mais atentamente. Não estou concordando com a teoria de que ela é autora da carta, mas, ouça sua mulher e tente enxergar tudo à sua volta. ― Okay, eu vou tentar ― assinto. ― E o mais importante, não deixe bobagens como essa atrapalhar sua vida conjugal. Já parou para pensar que quem quer que tenha enviado a carta atingiu seu objetivo? ― Qual objetivo? ― Causar desentendimento entre você e sua mulher ― ela diz sabiamente. ― Vocês dois estão lidando de forma errada e passional com esse evento em particular. Mel, não conseguindo conter seu ciúme, acusando a Jess, que pode ou não ser inocente. E você, ao defender uma amiga que foi sua amante em algum momento. Filho, isso pode ser insignificante para você, mas, para nós mulheres, situações como essa são uma merda ― eu arregalo os olhos, incrédulo. Cristo, minha avó usando palavrões é porque deve estar mesmo preocupada. Aceno, me sentindo um pouco estúpido por ter minimizado algo que está claro agora, é importante para a Mel. Eu nunca estive em um relacionamento, ok? E, o mais importante: nunca fui casado. Cacete, as mulheres são criaturas lindas, mas, complicadas pra caralho! ― Tente se colocar no lugar da sua mulher. Já imaginou como se sentiria sobre a Mel trabalhando tão próximo de um ex, e o defendendo ferrenhamente como você tem feito com a Jess? Merda. Eu ranjo os dentes só de imaginar algum filho da puta do passado da Mel cercando-a. Eu arrancaria as bolas do infeliz. Eu o esfolaria... Eu... Ah, Cristo, eu faria exatamente o que a Mel está fazendo: me morderia de ciúmes. Seu rosto magoado me vem à mente e eu sufoco por saber que eu coloquei aquela expressão lá. Eu não queria agir arbitrariamente com a Jess, mas, ela precisa ir. ― Eu vou resolver isso, prometo ― digo e a beijo na testa amorosamente. ― Obrigado, vovó. Ela sorri afetuosamente, acariciando minha face. ― Eu sei que não estava fazendo isso intencionalmente. Todos veem como é louco de amor por sua mulher ― eu rio, apreciando seu jeito de fazer me sentir menos merda. ― Por isso, fique atento para que isso não se perca nunca. Vocês precisam ficar juntos, firmes e fortes. O momento não é para desentendimentos bobos. Deus, minha avó tem uma forma toda especial de dar broncas. Você não sente a picada, mas, ela atinge sempre o alvo. Eu acaricio seus cabelos curtos e grisalhos. ― Você está certa, dona Norah Stone ― eu digo usando meu charme que sempre me tirou de encrencas com ela. ― Eu te amo, vó. Seus olhos azuis doces amolecem completamente e ela sorri, reconhecendo meu velho truque. ― Também te amo, menino travesso ― dá um leve tapa na minha bunda. Eu finjo indignação. ― Agora mova esse traseiro bonito e use esse charme todo para pedir desculpas à sua mulher. ― Você é a melhor, mais linda e descolada avó do mundo ― eu bajulo mais um pouco.

Minha avó gargalha. ― Oh, vá logo, seu galanteador ― nós dois rimos e deixamos o escritório.

Melissa ― Mel, querida, já parou para pensar que estão agindo os dois de forma acalorada? ― eu limpo as lágrimas que teimam em cair. Malditos hormônios! Ela vem se sentar junto a mim na cama. ― Sinto dizer, mas, você não deveria ter acusado a boneca vodu assim do nada ― eu bufo, olhando-a incrédula. Ela levanta as mãos para cima em rendição. ― Ok, eu em seu lugar já teria arrastado a cara da vadia dissimulada no asfalto ― ela ri de forma malévola. ― Com ou sem provas. ― Liam a defende de uma forma ridícula ― eu limpo o nariz com o lenço que acaba de me entregar. ― E ele fodeu com ela! ― eu rosno, querendo socar a cara bonita dele por ter mentido para mim. ― Ele comeu a vadia! Ele... ― Ei, ei ― Sara me para usando um tom mais suave. ― Maninha, não se exalte assim. Isso não é bom para o bebê ― oh, Deus, ela tem razão. Eu puxo uma respiração profunda e solto o ar devagar, tentando a todo custo me acalmar. ― Sim, ele ter omitido isso foi mesmo uma merda, mas, convenhamos, querida, aquele homem é completa e irrevogavelmente louco por você ― meu cérebro ciumento se recusa a ceder. Ela sorri meneando a cabeça como se eu fosse uma criança teimosa. ― O que importa se ele comeu essa vadia há trocentos anos atrás, Mel? ― Ele a defende e trata diferente... ― resmungo. ― Eu nunca vi nada suspeito na forma como meu cunhado a trata ― ela diz. ― Minha nossa, estamos bem parciais aqui, não é, maninha? ― resmungo ironicamente. Ela rola os olhos e acrescenta: ― Já na forma como a piranha o trata é outra coisa... ― Tá vendo? Ela o quer, só ele que não ver ― continuo amuada. ― Eu já disse e vou repetir, maninha ― Sara torna mais séria agora. ― Você está dando muito ibope para essa Jess, Mel. É exatamente isso que ela quer. Não brigue com seu marido por causa de uma fulaninha sem noção. Até porque se você for se importar com cada vadia que ele comeu... ― ela para abruptamente. ― Ah, merda. Isso soou ruim ― ela se apressa em completar: ― o que eu quero dizer é: seu marido é um dos homens mais quentes e cobiçados da atualidade ― eu bufo. Ela sorri, provocadora. ― Oh, me desculpe, maninha, mas eu tenho olhos, ok? Sinto informar, mas, piranhas estarão sempre à espreita querendo um passeio selvagem com um rock star do calibre dele, entende? ― Você pode ser mais direta? Não está ajudando saber que meu marido é praticamente um chamariz de vadias ― ela ri do meu tom amuado. ― Puta merda! Os hormônios estão mesmo mexendo com você, maninha ― um riso brinca na minha boca. É impossível continuar zangada com ela por perto. ― Certo, direto ao ponto ― assente assumindo um ar de seriedade. ― Liam já provou de todas as formas o quanto te ama. Porra, o cara levou uma bala no peito por você. O que mais ele precisa fazer? Uau! Falei em ir direto ao ponto... Eu assimilo suas palavras e meus ombros caem. Fecho os olhos, a consciência do quanto estou sendo injusta e imatura diante dessa situação me engolfando impiedosamente. Caramba, o que estou fazendo? Nada justifica me desentender com meu marido. Não em

um momento de crise em que ele precisa do meu apoio. Quero me chutar por ter agido irracional e passionalmente. Certo, talvez eu tenha exagerado ao acusar a pequena miss vadia sem provas. E é certo também que estou fazendo exatamente o que a puta dissimulada quer. Não vou mais brigar com o meu marido por causa dela. Foda-se! Encaro a minha irmã. Ela sorri quando ver a nova determinação se espalhando em meu rosto. ― Você está certa, irmãzinha ― eu suspiro de repente esgotada. ― Eu fiz uma bagunça. Oh, Deus, ele deve estar magoado comigo... Fui uma cadela, não é? Pode dizer. Ela se inclina, beijando afetuosamente a minha bochecha. ― Hum, ajuda se eu disser que é uma cadela linda? ― eu não posso deixar de rir, devolvendo o beijo em sua face. ― Provavelmente a cadela mais bonita que eu já vi. E eu estou nesse momento com uma inveja branca, sabe? ― faz uma cara cômica e eu rio mais. ― Você vai transar loucamente com seu rock star nos próximos minutos e eu vou amargar um colchão frio. A vida não é justa quando não se é uma primeira-dama do rock... ― completa teatralmente. Nós duas rimos. Eu a puxo para mim e a abraço apertado. ― Eu sinto sua falta ― sussurro, minha voz meio embargada. ― Eu também, querida ― murmura de volta. Há algo em seu tom que vai além de nostalgia. ― Ei, há algo que não está me contando, Sara? ― me afasto um pouco para olhá-la nos olhos. Ela pisca e se afasta do abraço. ― Estou tendo dificuldades com o meu novo chefe ― ela diz entre dentes. ― Quais dificuldades, maninha? ― insisto não gostando do seu tom e expressão tensa. ― O imbecil está me assediando sexualmente ― cospe com raiva. ― Caramba, Sara, isso não é bom, querida ― digo, focando toda a minha atenção nela. ― O que você vai fazer? ― Eu deveria denunciar o tarado, mas, as coisas não funcionam assim ― ela exala alto. ― Sou estrangeira e parece haver uma espécie de bulling corporativo com o pessoal de fora. Dá para acreditar nessa merda? Eu pego sua mão direita e entrelaço nossos dedos. ―É uma situação bem ridícula ― concordo e a olho segurando seu olhar. ― Mas, a boa notícia é que Liam ainda não preencheu o cargo de RP na gravadora ― sua boca se abre e seus olhos se iluminam com alegria e um pouco de receio. ― É uma excelente oportunidade, Sara. Liam manterá a mesma oferta. Basta você dizer que sim, maninha. ― Mel, eu não sei... ― diz, mas seu tom está balançado pela primeira vez desde que fizemos a oferta. ― Eu e Chay sentimos a sua falta ― digo baixinho. ― Venha para perto de nós ― tento persuadila. ― Ok. Eu vou pedir demissão quando regressar depois de amanhã ― capitula finalmente e eu avanço, abraçando-a de novo. ― Deus, você sabe que o babacão vem para cima de mim, não é? ― ela geme. ― Eu acho que você não deve pensar em Elijah nesse momento, maninha ― puxo para trás para nivelar nossos olhos. ― Eu não ficaria tranquila sabendo que está lá tão distante, sozinha e vulnerável.

― Eu sei ― ela assente e então um riso malicioso curva sua boca. ― Talvez eu deva transar logo com o galinha pomposo e tirar isso dos nossos sistemas. Eu franzo as sobrancelhas. ― Eu não sei se essa é uma boa ideia. Ela revira os olhos e cai na gargalhada. ― Eu estava brincando, maninha. Sem chance de eu me enroscar com aquele cão sarnento ― diz, e eu não sinto muita convicção em seu tom. ― Além disso, não quero contrair nenhuma DST. Arg! ― faz cara de nojo. Eu sorrio com sua fraca tentativa de mascarar como realmente se sente sobre Elijah. Não acho que sua paixonite foi embora só porque ela não gostou da verdadeira face do ídolo. ― Hum, odeio contrariá-la, mas, Eli não tem DST. Nenhum deles tem, apesar da vida libertina que levam, ou levavam no caso dos outros. Liam é bem firme quanto aos exames médicos periódicos dele e dos parceiros. ― Oh, bom para eles, então ― dá de ombros displicentemente. ― Por falar nos outros, o que tá rolando entre a Selena e o Collin? ― Eu acho que eles estão envolvidos... ― Sexualmente, você quer dizer? Porque não posso imaginar o Collin envolvido de outra forma. ― Eu não sei, Sara. Mas, estamos bem surpresos com a forma como ele a tem tratado ― pondero. ― Eu torço para que ele seja suave com ela. Selena já passou por muita coisa ruim. Sara faz uma cara de asco. ― Nem me fale. Escória é pouco para esse irmão do mal ― resmunga. ― Sim, é revoltante tudo que ela aguentou desde que era apenas uma menina. ― Ela não é uma pessoa ruim ― eu a olho surpresa. Sara não é de mudar de opinião facilmente. ― Conversamos um pouco hoje. Acho que você se transformou numa espécie de heroína para ela, maninha. ― No começo eu só queria ajudar o Liam, é verdade. Mas, não pude dar as costas a ela quando a vi tão quebrada e abusada ― eu sorrio levemente. ― E você tem razão, Selena é uma boa garota. Foi usada e influenciada pelo irmão mau caráter ― eu me levanto. ― Bom, obrigada por me ouvir e me ajudar a recuperar o bom senso ― eu a provoco a seguir: ― por mais estranho que isso seja. Ela faz uma cara teatralmente ofendida. ― Ei! Eu sou uma ótima conselheira amorosa ― seus lábios torcem ironicamente. ― Não é porque não tenho um namorado, marido, ficante ou peguete no momento que não posso dar bons, não, risque isso, excelentes conselhos, maninha ― ela infla seu ego e se levanta também. Eu rio da sua falta de modéstia e a beijo antes de ir para a porta. ― Mel? ― chama e eu me viro. ― Capriche no boquete, maninha ― me dá uma piscadinha travessa. Eu rio meneando a cabeça e saio do quarto.

Eu penso em voltar ao escritório, mas, decido tomar uma ducha rápida primeiro. E é claro que logo depois vou usar o perfume que Liam gosta e umas das camisolas que adora. Não custa apelar um pouco, não é? Eu rio para o meu plano, enquanto meu coração e mente ficam mais calmos. Sara tem razão, estou dando muita importância a algo que ele já deixou para trás há muito tempo. Se a vadia quer meu marido, ela que morra querendo, porque eu não vou mais atormentá-lo com isso. Nós não precisamos de mais drama agora. Já temos o suficiente para digerir. Com propósito renovado, tomo banho e visto a camisola de seda branca. Ela é indecentemente curta e transparente, mal cobre minha vagina. Jogo o penhoar combinando por cima e vou à caça. Estou quase saindo do quarto quando ouço os acordes de um violão. Eu paro. O som está vindo do nosso terraço. Mudo meus passos, avançando devagar. Meu coração salta e aquece com a visão dele. Eu paro no limiar das portas. Liam está acomodado em uma das espreguiçadeiras. Ele trocou de roupa também. Está usando apenas a calça do seu pijama cinza. Meu olhar desliza apreciando seu peitoral e ombros musculosos. Me detenho na marca da cirurgia e lágrimas me vem aos olhos. Ah, Deus, fui tão injusta. Eu disse a ele que Sara era leal a mim... Eu, no auge do meu ciúme bobo o magoei. Me apoio no portal por um instante, bebendo dele. Seus cabelos estão revoltos como se tivesse corrido as mãos repetidamente por eles, mas, seu rosto está calmo, os olhos fechados, enquanto encerra uma melodia. Um suspiro escapa dos seus lábios, os olhos azuis se abrem e como se soubesse exatamente onde estou, travam nos meus. Ficamos nos olhando. Há uma mistura de sentimentos em seu semblante. Pesar, um pouco de alívio, pois deve ter visto o mesmo refletido em mim, e amor. As safiras brilham hipnoticamente me chamando silenciosamente e eu me movo. Seu olhar nunca me deixa até que eu paro à sua frente. Só então seu olhar desce como uma carícia lenta pelo meu corpo. Eu tremo ligeiramente pela brisa noturna e sob o peso do desejo que vejo queimar em suas pupilas. Apoio-me na haste de metal, encostando meu quadril. Há uma sugestão de sorriso subindo o canto direito da boca sensual. Seus olhos arrastam para os meus e segura meu olhar por um momento. Sem desviar o olhar ele recomeça a tocar. Meu lindo e talentoso superstar. Reconheço a introdução de I Won’t Give Up de Jason Mraz. Meu coração cambaleia no peito e fica todo quente, amolecido. Ele sabe o quanto gosto desse cantor. E a letra não poderia ser mais perfeita para minha pequena rebeldia de hoje. Seus olhos estão me dizendo tudo muito antes das palavras saírem dos seus lábios. Pisco para espantar as lágrimas e rio quando sua voz impecável soa suave, sedutora, amorosa. Para mim. Só para mim e os hormônios chorões vencem a batalha. Meus olhos transbordam de novo. I Won't Give Up (Não Vou Desistir) When I look into your eyes (Quando olho em seus olhos) It's like watching the night sky (É como observar o céu à noite) Or a beautiful sunrise (Ou um belo nascer do sol) There's so much they hold (Há tanto que eles carregam) And just like them old stars (E assim como as velhas estrelas)

I see that you've come so far (Eu vejo que você chegou tão longe) To be right where you are (Para estar bem onde você está) How old is your soul? (Quão velha é a sua alma?) Eu te amo, me desculpe. Digo-lhe com meus olhos, enquanto minhas faces são banhadas. Eu nem tento limpá-las. Ele meneia a cabeça. Seus olhos muito brilhantes, pedindo-me para parar de chorar. I won't give up on us (Não vou desistir de nós) Even if the skies get rough (Mesmo que os céus fiquem furiosos) I'm giving you all my love (Estou te dando todo meu amor) I'm still looking up (Ainda estou olhando para cima) Ele sorri entre o refrão. Lindo. Meu próprio show particular. Seu rosto perfeito, o amor que vejo nele e sua voz vão me fazendo relaxar. Ele sabe disso. Eu amo a sua voz, o som, o timbre, a habilidade em brincar com ela. Eu sorrio com a percepção de que estamos ambos usando nossas melhores armas para pedir desculpas. Ele fecha os olhos e canta sem esforço nenhum. Sempre vou ficar assim, hipnotizada pelo seu talento excepcional. Cada verso escorrega com precisão afinada pelos seus lábios. Ouvi-lo é tão contagiante que esqueço que não sou cantora profissional e o sigo em algumas partes. O riso lindo e despreocupado que eu amo toma seu rosto e ele acena me encorajando. Estou rindo e cantando junto agora. Me debruço sobre o parapeito da grade e solto a voz. I won't give up on us (Não vou desistir de nós) (No, I'm not giving up) (Não, não vou desistir) God knows I'm tough, he knows (Deus sabe, sou difícil, ele sabe) (I am tough, I am loved) (Eu sou difícil, sou amado) We got a lot to learn (Temos muito a aprender) (We're alive, We are loved)

(Estamos vivos, somos amados) God knows we're worth it (Deus sabe que valemos a pena) (And we're worth it) (E nós valemos a pena) Ele canta o restante sozinho. Estou suspirando e suspirando. Liam dá uma batinha no violão ao dedilhar a última nota. Ainda estamos sorrindo quando coloca o instrumento de lado e se levanta, cobrindo a distância entre nós. Eu fico de costas nas grades. Seu corpo grande, cheiroso invade meu espaço pessoal. Nossos olhares se fixam, mas, ainda não estamos dizendo nada. Suas mãos deslizam pelos meus braços e ombros, a fricção com a seda do penhoar causando uma sensação deliciosa na minha pele. É claro que ele sabe disso pelo sorriso brincando em sua boca. Eu mordo o lábio para não gemer, enquanto seus dedos tocam a pele nua do meu colo e sobrem numa carícia suave até as minhas faces. Seus olhos bebem cada detalhe e voltam para os meus. Minhas mãos pousam em seu peito e eu imito sua carícia reverente, fechando-as em sua nuca. Eu massageio levemente. Sorrimos, levemente ofegantes, aproximando nossas bocas. É o tipo de sorriso que diz: é, nós somos dois idiotas. Não vamos brigar nunca mais, baby. Liam brinca, provocando meus lábios. Eu fico molhada quando faz isso. Seu olhar safado, seus lábios quentes e macios apenas sussurrando nos meus, tocando sem tocar. Eu choramingo. Ele ri, então, sua boca está na minha no segundo seguinte e tudo o mais é esquecido. Perfeito. Ele é perfeito. Seu beijo é lento, sedutor. Nos devoramos devagar. Ele mordisca meus lábios. Eu lambo sua língua. O ritmo vai esquentando. Eu levanto a perna direita, enganchando minha coxa em seu quadril. Ele geme em minha boca e uma das mãos desliza para a minha nuca, forçando minha cabeça para trás, facilitando seu acesso. ― Me desculpe, baby. ― Me perdoe, amor. Sussurramos ao mesmo tempo entre beijos. Rimos e nossas bocas se comem mais e mais. ― Eu amo você ― digo, meu tom cheio de tesão e arrependimento. ― Eu te amo mais ― ele devolve, no mesmo tom. ― Nunca, nunca duvide disso, baby ― ele suplica ofegante, seus olhos lindos rasgando-me ao meio. ― Essa parte minha só você teve. Só você terá. Sempre. ― Eu sei, baby ― eu choro, puxando-o mais para mim. Eu simplesmente não consigo ter o suficiente. ― Quando insinuei que você não era leal eu estava cega pelo ciúme. Eu nunca mais vou dizer nada tão estúpido. Eu amo tanto você. ― Shhh, eu sei, meu amor ― ele me acalma. ― Também errei ao esconder coisas de você. Eu nunca mais vou fazer nada parecido. Prometo ― eu me assusto quando me levanta nos braços. ― Você reagiu como eu reagiria se um ex estivesse o tempo todo perto de você ― diz, nos encaminhando para a pérgola. Me deposita suavemente no colchão e eu percebo que os lençóis estão limpos e perfumados. ― Minha avó colocou algum bom senso em mim, felizmente ― seu sorriso se abre, enquanto paira acima de mim, descansando os cotovelos dos meus lados. ― Sara fez o mesmo por mim ― informo. Ele traça meus lábios com as pontas dos dedos. Eu ofego, líquidos inundando meu canal. Em parte, são os hormônios da gravidez, mas, a grande, enorme parte é a

proximidade dele. ― Você me perdoa? ― eu mio, meu corpo louco, desejoso de ser possuído. ― Só se você me perdoar também ― sussurra distribuindo beijos na minha mandíbula em direção ao ouvido. Eu gemo desavergonhadamente quando sua língua faz contato com meu lóbulo. Ele ri, rouco, suave, safado, mas, ainda assim o som cheio de amor que eu amo demais. ― Fechado, amor ― eu arquejo quando mói sua pélvis na minha, abaixando apenas o quadril devido ao volume já visível da minha barriga. Ele sorri e se levanta, me deixando imediatamente fria sem seu corpo quente. Eu o vejo acender as velas no chão ao redor da pérgola. Deus, ele é tão lindo que nem parece real. Seus músculos ondulam quando se movimenta. Estou babando aqui. O vejo pegar alguns frascos e os colocar sobre a cama. São óleos de massagem. Oh, rapaz... Os olhos azuis travam com os meus, famintos, escuros. Eu decido provocá-lo um pouco. ― O que há com você e as pérgolas? Algum fetiche, superstar? Um riso diabolicamente lento levanta os cantos da sua boca e ele sobe na cama. ― Com as pérgolas? Nenhum ― ronrona. ― Com você? ― puxa-me pelos tornozelos, me fazendo deslizar de pernas abertas para ele. Seu olhar incendeia ao ver a mancha de excitação em minha calcinha. ― Oh, baby, com você eu tenho todos. CAPÍTULO ONZE

Melissa A semana passou voando. Os avós de Liam foram organizar algumas coisas em Seattle, mas, retornarão logo. Eles não querem sair de perto do neto enquanto tudo não se resolver. Sara voltou para a Alemanha e meu pai foi o último a nos deixar. Ele partiu ontem para o Rio. As manchetes após a festa de Chay foram ruins. A mídia deitou e rolou, pintando o Liam como o rock star festeiro que não perde a oportunidade de esbanjar dinheiro. Cristo, era o aniversário do nosso filho de sete anos! Não é como se meu marido estivesse em uma das famosas festas que costumava ir. Falaram também sobre a carta anônima. Não tenho dúvidas de que os próprios convidados encheram os tabloides com suas versões da festa. Eu odiei isso. Eu odeio cada dia mais essas pessoas que vivem da desgraça alheia. Contudo, invejo a calma e autocontrole de Liam quando lê as calúnias que a imprensa sensacionalista está dizendo a seu respeito. Ele apenas bufa e joga o jornal de lado. Ele não fica zapeando sites em busca de fofocas e me proibiu de fazer isso também. Confesso que estava pirando no começo com tantas coisas e especulações maldosas jogadas em nós. Eu ficava buscando sites e mais sites para ver o que estavam dizendo naquele dia e, acreditem, são muitas coisas. Todos os malditos dias. Principalmente sobre Liam. Eu estou ainda desfrutando de um período de paz com a imprensa devido meu apoio à Selena. Eu preferia que estivessem falando mal de mim também. Liam não merece tantas calúnias. Percebi que realmente não é saudável ficar procurando as notícias. Liam tem mais experiência com exposição na mídia. Ele ignora os paparazzi com uma facilidade espantosa. Ele nunca é grosseiro ou abertamente implicante com a imprensa como Elijah, por exemplo. Liam parece superior sempre. É claro que sei que por dentro meu lindo superstar não está tão controlado quanto parece no exterior. Mas, estou aprendendo que imagem é tudo em LA e, por isso, estou tentando adquirir a mesma habilidade em nome da minha sanidade mental. Eu avanço pelo corredor envidraçado que leva até a sala de Liam. Hoje mudei meu turno na gravadora e vim à tarde em vez da manhã. Olho de lado, a vista me oferece um panorama do trânsito caótico lá

embaixo. Há um grande outdoor no shopping à frente. A DragonFly estampada com as datas dos shows de Nova Iorque e Boston. Eu rio suavemente, absorvendo-os um por um. Suas posturas arrogantes de quem são os melhores e estão no topo do mundo. E eles são. Digo baixinho. É só uma questão de tempo para voltarem com tudo. Liam está um pouco mais à frente dos companheiros, sem camisa, usando apenas jeans rasgados. Caramba, mesmo tendo acesso ao material real todos os dias eu me pego babando diante do torso musculoso, bronzeado, sexy e absolutamente comestível do meu marido. Eu corro os olhos por todo ele. A foto deve ter sido tirada antes de eles irem ao Rock In Rio. Ou seja, antes de mim. Liam parece diferente. Seu sorriso é abertamente safado e... Convidativo. É isso, seu olhar hipnotizante e azul parece convidar cada mulher a flertar com ele. Quase posso ouvir sua voz rouca e sedutora dizendo: senhoras, venham comigo... Um rock star solto na pista. Uma onda de ciúmes me invade por um momento. Então, eu sacudo a cabeça e rio de mim mesma. Ele não é mais assim, Mel, você está cansada de saber disso. ― Você não está mais solto na pista, baby ― digo baixinho. ― Falando sozinha, baby? ― eu dou um gritinho surpreso quando Liam sussurra em meu ouvido. Posso sentir o sorriso em sua voz. Seus braços me enlaçam por trás. Eu sorrio, virando o rosto de lado para olhá-lo. ― Estava apenas admirando o outdoor ― murmuro. Seu olhar vai para frente e ele franze um pouco as sobrancelhas. ― Merda. Essa foto é antiga ― diz em tom de desculpas. É, ele viu a mesma coisa que eu. ― Está linda ― digo concisa. Ele ri ricamente e distribui beijos suaves na minha orelha e pescoço. Eu ronrono. ― Tão ciumenta, Srª Stone ― sussurra. ― Vou tirar novas, mostrando minha cara respeitável de homem casado ― promete, mordiscando minha nuca. Eu tremo, me derretendo em seu toque. ― Muito bem casado. ― Mmm, isso é bom ― rio com a duplicidade da frase. ― Onde estava indo? ― Em sua sala ― me gira nos braços e eu o enlaço pelo pescoço. ― Sabe, mandei instalar um sofá no começo da semana e me ocorreu que ainda não o testei... ― ronrona piscando sedutoramente safado. ― E você? Onde estava indo? ― Em sua sala ― imito o seu tom. ― Convidar o meu chefe, um rock star muito quente para testar o sofá em questão... Seu riso amplia e nossas bocas se procuram, mas, antes de nos tocarmos a porta de um dos estúdios se abre. Collin e Selena estão saindo rindo de algo. Ela carrega um violão a tiracolo. ― Eu disse que você devia acrescentar um acústico ― ele diz com um tom cheio de carinho. Então, ri diabolicamente no segundo seguinte. ― Por mais que eu aprecie seu traseiro bonito sacodindo boa parte do show, é sempre bom mostrar que se tem mais do que um rostinho bonito, baby. Ela bufa e rola os olhos, mas, sorri calorosamente de volta. Collin a encurrala contra a parede, apoiando uma mão acima da sua cabeça. Eles parecem presos em seu próprio mundo até que nos percebem. ― Hei, Mel, Liam! ― Collin é o primeiro a se recuperar, dando dois passos em nossa direção. Selena o segue.

― Ei, Mel, Liam ― ela diz suavemente, se debruçando para me dar um beijo no rosto. ― Collin, Selena ― Liam os cumprimenta, seu tom um pouco divertido, provavelmente pelo clima íntimo que presenciamos. ― Ei vocês dois ― eu digo com meu olhar indo e vindo entre eles. ― Você parece animada para o show. É bom vê-la assim ― ela terá um show depois de amanhã no Píer de Santa Mônica. A polícia estará a postos no caso de Chris ser idiota o suficiente para aparecer. Eu acho difícil ele aparecer, mas, isso não o impede de enviar um de seus capachos para fazer seu serviço sujo. Estamos todos preocupados com a segurança de Selena nesse show. O local é aberto e um convite às pessoas malintencionadas... Uma sombra passa nos olhos azuis esverdeados, mas, em seguida um brilho feroz os toma por completo. ― Ainda é uma merda que meu irmão esteja solto, mas, me recuso a voltar a viver com medo dele ― ela procura os olhos de Collin em busca de apoio. Ele passa o braço carinhoso e, sim, possessivamente por cima dos ombros delicados. Ela sorri brilhantemente para ele outra vez. Uau. ― Nunca mais. ― Você está certa. Não mude sua agenda por causa do infeliz ― eu quase rosno. ― Apenas seja mais cautelosa. Não vá para o meio dos fãs como costuma fazer ― seu semblante se transforma quando vê minha preocupação. ― Não fique sozinha nem por um segundo até estar em casa em segurança. Collin sorri acenando para as minhas instruções. ― Pode deixar, doce Mel ― ele sorri travesso me provocando. ― Eu vou cuidar disso pessoalmente. ― Eu aprecio de verdade sua preocupação comigo, Mel ― Selena diz baixinho. ― Eu gostaria de ter tido uma irmã assim como você ― ela suspira. Selena é uma pessoa muito solitária, tomei conhecimento desse fato com a explosão do escândalo na mídia. Sua relação com a mãe não é boa. Tara Marie, sua mãe, é uma atriz em decadência. Uma dessas que fez algum sucesso quando era jovem por causa da beleza. Selena é muito parecida com ela fisicamente. A imprensa desenterrou toda a história do caso extraconjugal do grande magnata da indústria da música, Christopher Hart com a jovem atriz coadjuvante de uma série de TV famosa na época. Tara, embora apenas com vinte anos já tinha uma lista considerável de amantes famosos e, detalhe, todos possuíam uma coisa em comum além da fama, eram casados. O pai de Selena não fugiu à regra. Era casado também quando se envolveram, mas Tara não sossegou até tirá-lo de vez da família. Chris é filho do primeiro casamento. A esposa traída nunca se recuperou depois disso e morreu dois anos depois, de uma overdose de remédios para dormir. Chris era um adolescente de dezessete anos quando perdeu a mãe. Selena acha que ele se ressentia do pai por tratá-la como sua princesinha e isso pode ter sido o gatilho para uma espécie de vingança. Eu entendo que Chris deve ter sofrido ao perder a mãe, no entanto, nada justifica se tornar o monstro que conhecemos hoje. ― Você é uma boa garota, Selena ― deixo-a saber. ― Quando precisar de uma irmã mais velha, não hesite em chamar, querida. Ela sorri e acena meio sem jeito. Collin encara o Liam e eu sei que vem provocação a seguir: ― Você vê, Lena? Não tinha como o Stone resistir... Liam sorri e foca os olhos em Selena.

― Se cuide, Selena. O que a Mel falou é a extensão da nossa preocupação com a sua segurança ― ela assente e se inclina para Collin. Eu acho que ela nem mesmo percebe que está fazendo isso tantas vezes. ― Será que você gostou das nossas instalações? ― Liam pergunta, seu tom ligeiramente profissional. ― São ótimas! ― Selena diz com entusiasmo. ― Espero que não se importe por eu ter usado seu estúdio. Collin me ofereceu e... ― Não há problema. Que bom que gostou ― Liam diz e emenda com leve provocação em seu tom. ― Talvez você queira assinar conosco depois de conferir que somos os melhores no mercado. Ela sorri. É incrível como não tenho mais nenhum mal-estar pela proximidade dela com o Liam. Não sinto nenhuma ameaça. Para ser sincera nunca me senti verdadeiramente ameaçada por Selena. ― Talvez ― repete como se estivesse mesmo considerando a possibilidade. ― A Hart está uma bagunça com o sumiço do Chris e, de acordo com as escavações de meus advogados junto ao conselho diretor, há dívidas e mais dívidas que estavam bem escondidas até então ― ela suspira e seu rosto se enche de pesar. ― Está explicado, pelo menos em parte a obsessão de meu irmão em manter sua banda mais prestigiada por lá a qualquer custo. Eu sinto muito. Realmente sinto muito ― ela se desculpa pela enésima vez. Collin beija seus cabelos. Uau. ― Você não é como ele, Lena. Não é ― ele sussurra em sua têmpora. ― Nós já sabemos disso ― ela acena e pouco depois, Collin joga alguns palavrões para Liam que retruca prontamente. Eu e Selena rimos cúmplices. Os dois me beijam no rosto e seguem pelo corredor. ― Então, estávamos a caminho de testar um sofá pelo que eu me lembro... ― Liam diz no meu ouvido. Eu rio, mas, antes que pudesse dar uma resposta, outra porta se abre e uma de suas assistentes sai com alguns papéis em mãos. ― Sr. Stone. Srª Stone ― nos cumprimenta respeitosamente. Mas, há um leve rubor em suas bochechas. Liam e sua legião de fãs... Eu rio internamente. ― Preciso da sua assinatura para a finalização do contrato da Tough Girls ― essa é a banda de Eva, namorada de Sean. Sim, pasmem. Eles estão mesmo namorando. Já saiu nos sites de fofoca e tudo mais. Liam está particularmente esperançoso com essas meninas. Eu já as vi tocar e tudo que posso dizer é: elas são boas e... Duronas. Sem trocadilhos. Retornamos ao seu escritório e Liam relê os pontos que pediu que fossem alterados. Ele devolve o documento assinado quando termina. A pobre moça parece estar lutando para não desmaiar ou dar um daqueles gritinhos histéricos de fã. Eu não posso realmente culpá-la. Não quando estava babando sobre seu outdoor há poucos minutos. Ela sai nos deixando sozinhos e eu contorno a sua mesa devagar. Liam está usando, ou estava usando um de seus ternos de três peças hoje e oh, meu bom Deus, eu amo como ele se parece neles. O terno cinza está pendurado no espaldar de sua cadeira, mas, ele ainda mantém o colete, moldando seu torso impressionante. As mangas da camisa branca estão levantadas até os cotovelos e a gravata está meio frouxa. Seus olhos brilham com malícia quando percebe minha apreciação despudorada. ―Eu já disse o quanto amo vê-lo em roupas formais, baby? ― sussurro, me aproximando e puxando-o pela gravata. Ele abre o sorriso mais lindo e safado. ― Hum, sim, mas, você pode dizer sempre que quiser, minha gostosa ― suas mãos sobem pelos meus braços nus até meus ombros e descem devagar. Segurando meus pulsos, ele me puxa até nossos rostos

estarem bem próximos. Seus polegares fazem círculos lentos na parte interna das minhas mãos. Eu gemo baixinho. Ele ri presunçosamente. Eu meneio a cabeça desviando do seu beijo apenas para provocá-lo. Meus olhos pousam nos convites elegantes sobre sua mesa e meu cenho franze. Um evento público. Minha excitação diminui um pouco com a ideia da louca da carta estando à espreita. Só para constar, eu ainda não descartei a Jess totalmente, apenas não estou acusando-a mais na frente de Liam. ― Você vai à cerimônia de premiação? ― meu tom é, de repente, atado de receio. Liam não se deixa abalar. Bem, ao menos não aparentemente. Eu foco minha atenção sobre ele de novo. ― Nós vamos, baby ― sussurra contra meus lábios. ― Eu não vou perder a chance de desfilar a minha linda mulher gostosa e grávida pelo tapete vermelho ― suas mãos deslizam pela minha cintura, parando possessivamente sobre o meu ventre arredondado. Ele me dá um beijo suave e se inclina para trás em sua cadeira, abrindo as pernas, me encaixando entre elas. ― Nós vamos, não é, filhão? ― ele conversa com nosso filho. Sim, teremos um menino. Liam ficou excessivamente arrogante quando confirmamos isso. Eu? Eu estou sonhando desde então com um mini superstar de incríveis olhos azuis. Eu perco suas próximas palavras em meio a pensamentos, mas, me derreto em seu tom brincalhão e amoroso. Ele continua beijando minha barriga suavemente sobre o vestido solto. ― Com sorte o papai e os cães sarnentos dos seus tios trarão alguns daqueles prêmios para casa ― seu sorriso é lindo e levemente esperançoso. A banda foi indicada há um mês para o American Music Awards[13] em cinco categorias. Isso é resultado do trabalho com o álbum lançado no final do ano passado. Liam sabe que o momento não é favorável, mas, a indicação veio muito a calhar. A posição da banda nos rankings ultimamente tem deixado todos eles tristes e meu marido é, sem dúvida, o mais atingido. Talvez devamos mesmo ir à essa premiação e mostrar ao mundo que Liam Stone e a DragonFly não estão tão por baixo como os tabloides insistem em noticiar. Se eles conseguirem se dar bem pelo menos em uma categoria já traria novos ânimos. Uma ideia começa a passar pela minha mente... Hum, talvez meu inusitado – e não se iluda – passageiro prestígio com a imprensa possa me ajudar. Minha relação com os fãs sempre foi amistosa também. Acho que chegou a hora de eu estreitar laços com a mídia e com os fãs clubes... Eu volto do meu ousado recuo mental, percebendo que Liam está me fazendo uma pergunta. ― O que, baby? ― eu tento a minha melhor cara de pôquer. Ele aperta os olhos lindos em mim. Parece desconfiado. Ok, eu nunca fui uma jogadora de pôquer. ― Você está me escondendo algo? ― ronrona sedutoramente, suas mãos massageando meu ventre. ― Eu conheço esse olhar, baby... Eu rio meneando a cabeça e apertando os lábios. Ele sorri, apoiando o queixo em minha barriga. ― Seus olhos de cachorrinho não vão funcionar ― eu o provoco. Suas mãos sobem lentamente para os meus seios. Eu mordo o lábio, arqueando levemente. Seu riso amplia muito, muito sacana. ― Hum... Vejamos o que posso fazer sobre isso, Srª Stone... ― seu tom pinga safadeza. ― Tão sem vergonha, superstar... ― ronrono, tendo dificuldade em manter alguma compostura. Estamos em seu escritório, em pleno expediente e a porta não está trancada. E como que para reforçar esse último fato alguém entra. Eu giro a cabeça. Oh, é claro que só podia ser ela. Me seguro para não rolar os olhos. Jess está segurando a maçaneta, seu rosto meio sem graça por ter visto onde as mãos de Liam estavam há um segundo. ― Oh, desculpem, eu deveria ter batido ― diz sem jeito. Sim, você deveria. Tenho vontade de dizer, mas, em vez disso, apenas abro meu sorriso mais doce. Liam me prometeu que após os shows de Nova Iorque e Boston, Jess está fora. Ela ainda me incomoda,

verdade seja dita, mas, será por pouco tempo. Eu posso ser civilizada até lá. Então, eu falo: ― Sem problemas. Entre, eu já estou de saída ― volto a encarar Liam que está me olhando especulativamente, procurando algum desconforto. Eu rio tranquilizando-o e me inclino para beijálo. ― Espero você em minha sala dentro de vinte minutos ― sussurro em sua boca. ― Você sabe, aquele sofá? ― eu o provoco. Seus olhos dançam com excitação. ― É, aquele que meu chefe mandou instalar... Ele não pode esperar muito para ser testado... E eu tenho que dizer ― ele ri como um gato prestes a devorar o canário. ― Oh, baby, ele é amplo e parece bem... Confortável... ― digo com um risinho atrevido e puxo seu lábio inferior entre os dentes. Suas pupilas dilatam e ele rosna baixinho: ― Porra... Estou fora do seu alcance em poucos segundos. Eu posso sentir seu olhar queimar na minha bunda e isso me deixa um pouco envaidecida. Tá bom, muito envaidecida. Passo por Jess, que parece muito mais desconfortável agora. Bom. Muito bom. Eu aceno e sorrio com toda simpatia que consigo reunir e saio do escritório. Ligo para Sara assim que chego em minha sala. Conto sobre a ideia de pedir o apoio dos fãs para o American Music Wards. Ela concorda imediatamente. ― Ótima ideia, maninha! Essa premiação fica por conta dos votos dos fãs ― ela complementa alegremente. ― Nada de críticos musicais e jornalistas enxeridos metendo o bedelho onde não são chamados. Perfeito! Eu ando até as janelas de vidro e olho o movimento da rua lá embaixo. ― Agora a pergunta de um milhão de dólares, senhorita futura RP da Stone Records ― eu brinco. ― Como podemos fazer isso? ― Hum, posso incluir isso nos meus honorários, senhora primeira-dama do rock? ― ela devolve rindo do outro lado. ― Eu já andei fazendo um pouco de lição de casa quando soube que minha banda preferida está concorrendo em cinco categorias! Uhuuuu! ― ela dá aquele gritinho histérico de fã que a assistente de Liam se conteve a muito custo para não soltar. Eu gargalho. Tão maluquinha. ― Hum, ok, agora falando como profissional, vamos ao plano ― eu volto para a minha mesa, ouvindo atentamente suas ideias. ― Eu não aconselho a abrir isso para a mídia, por exemplo. Ainda há boa parte dos jornalistas sérios que apoiam Liam e a banda apesar desse processo ridículo, mas, abrir isso seria muita apelação, Mel, e a publicidade poderia ser negativa no cômputo final ― meu peito se enche de orgulho pelo seu tom profissional e conhecedor. ― Você ainda está aí, maninha? ― Estou ― eu rio suavemente. ― Apenas feliz e orgulhosa porque minha irmãzinha vai trabalhar perto de mim. ― Eu também, querida ― seu tom suaviza. ― Eu ainda tenho que fechar o mês de aviso por aqui. Sou uma profissional acima de tudo e não vou sair correndo por causa de um tarado de merda ― rosna. ― Você falou com ele sobre o motivo da sua saída? ― Ele sabe, Mel ― ela bufa e acrescenta: ― além disso, ameacei chutar suas bolas murchas se o imbecil ousar se aproximar de mim com suas mãos cheias de dedos ― eu não posso deixar de sorrir para isso. Ela não está exagerando. Conhecendo minha irmã, sei que fez isso mesmo. ― Agora, voltando ao assunto, entende a minha preocupação, maninha? Os caras são grandes. Eles não precisam se expor em busca de votos. Mas... ― ela sorri e eu posso imaginar sua expressão quando está maquinando algo. ― Você pode e deve entrar em contato com os fãs clubes mais expressivos. Eu poderia sugerir que a boneca

vodu te ajudasse com isso ― ela bufa. ― Mas, não acho que seria uma boa parceria. ― Não seria ― eu concordo mais do que depressa. ― Apenas me passe as coordenadas, maninha. Eu posso fazer isso. Eu quero fazer isso pelo Liam e pelos caras. ― Certo. O primeiro ponto é: fale diretamente com os ou as presidentes dos fãs clubes ― ela sorri maliciosamente e eu rolo os olhos para a sua insinuação. Mas, ela está certa. Não vou encontrar nenhum cara presidindo um fã clube de uma banda de rock com cinco roqueiros quentes. Seria muita ingenuidade minha pensar isso. ― Segundo, sem crises de ciúmes quando elas perguntarem coisas como: Liam é realmente gostoso na cama? ― ela gargalha e eu faço um humpt. ― Essa foi brincadeira, Mel. Relaxe. Elas não vão perguntar algo do tipo ― ela ri de novo. ― Pelo menos eu acho que não ― eu bufo mais alto dessa vez. ― Certo, maninha, terceiro ponto: vamos lançar a ideia e deixar os fãs atormentarem tanto na mídia televisiva quanto na Internet e, não vamos esquecer as redes sociais. São eles quem vão espalhar, compartilhar vídeos novos e antigos dos caras. Vamos dar uma sacodida nos fãs que estão em cima do muro. A banda tem muito prestígio. A prova disso é ter sido indicada para cinco categorias mesmo com toda a exposição negativa do Liam ― meu coração dói quando menciona as últimas palavras. ― Vamos lembrar ao mundo todo porque eles são os melhores. A mídia tem exposto seus pontos fracos e as pessoas são voláteis, infelizmente acabam sucumbindo ao apelo. Vamos virar a porra desse jogo! Sim, vamos virar a porra do jogo. Eu rio com a excitação do desafio percorrendo minhas veias. Pouco depois me despeço de Sara e começo a colocar em prática o nosso plano.

Liam ― Essas são as modelos selecionadas para fazer o teste do vídeo clip de Irresistível ― Jess coloca duas pastas sobre a minha mesa. Estamos atrasados com esse vídeo clip. Eu abro o material e porra, elas são quentes. Todas morenas e quentes pra caralho. O quê? Sou homem. Impossível não notar isso. Stone, segure a onda. A doce Mel vai arrancar suas bolas se continuar babando em cima dessas modelos. Uau! Elas são realmente quentes, hein, parceiro? Meu subconsciente aparece para me zoar. Eu não estou babando, idiota. Me defendo. Minha mulher é muito mais quente, pode ter certeza. Oh, eu tenho certeza, Stone. Você continua fingindo que não somos a mesma pessoa e que eu não sei ou sinto como a nossa mulher é gostosa... Eu arreganho os dentes para ele, que sorri, zombador. Então, eu voto na gostosa da esquerda. Cai fora! Estou tentando trabalhar aqui, caso não tenha percebido. Porra, eu amo o nosso trabalho, Stone! Ele diz maliciosamente. Não esqueça, a gostosa da esquerda! Ele provoca mais um pouco antes de finalmente evaporar. Idiota bizarro. Mas, ele tem razão, a garota é bem gostosa, uh, quero dizer, bonita. ― E os modelos masculinos? ― questiono. ― Ah, hum, não selecionamos nenhum ― ela informa se sentando em uma das cadeiras à minha frente. ― Você sempre atua em seus vídeos, Li. Esse não será diferente, não é? Merda. Mel não vai gostar da ideia de eu me enroscar mesmo que esteja só atuando com uma dessas modelos. ― Eu não posso fazer esse ― digo conciso e aponto a foto que chamou minha atenção. ― Gostei dessa. Seu rosto se ilumina e ela assente em aprovação.

― Boa escolha. Ela é mesmo linda, não é? ― sorri suavemente. ― Vinte e seis anos, estuda teatro e, além disso, é uma fã sua. ― Fico feliz que goste da banda ― digo e olho a foto da garota novamente. Sim, ela é dinamite pura, mas, isso não faz porra nenhuma para mim. ― Agora, encontre um modelo masculino para atuar com ela e vamos começar o trabalho. Seu semblante nubla um pouco e eu sei que vai me contestar. ― Liam, ora, vamos, você sabe que um vídeo com você tem muito mais apelo midiático. Além disso, os fãs adoram vê-lo estrelando. Tem sido assim desde o começo da banda ― eu cerro o maxilar porque ela tem razão. ― Irresistível é perfeita e precisa urgentemente de um vídeo à altura ― ela aponta a foto e meus olhos acompanham. ― Vocês fariam um par quentíssimo, digno da música ― persuade. Eu miro o rosto sorridente da moça e meneio a cabeça. ― Não. Eu não vou fazer mais vídeos clips. Isso foi antes de eu... ― Antes da Mel? ― ela se antecipa. ― Liam, pelo amor de Deus, todo o mundo sabe que você é casado. Acha que a Mel se incomodaria com isso? ― seu tom é incrédulo. ― Ela sabe exatamente com quem se casou ― seus lábios curvam em um sorriso terno. ― E é claro que ela também sabe que não tem nada com que se preocupar porque você a ama. ― É isso mesmo. Eu a amo. Ela não precisa se preocupar comigo fazendo nada estúpido ― reforço, mas a Mel é ciumenta pra caralho. Então, uma ideia surge. ― E se eu fizer com a Mel? Teria muito mais apelo, uma vez que ela é a musa inspiradora da música. Jess parece considerar por um instante, mas, sua cabeça balança em negação. ― Seria perfeito, mas, ela está grávida, esqueceu? Eu rio arrogantemente orgulhoso. ― Não, eu não esqueci, uma vez que participei ativamente... ― ela revira os olhos e sorri um pouco. ― Converse com a Mel sobre isso. Tenho certeza que ela vai entender que é seu trabalho ― diz mais séria. Eu aceno relutantemente, embora eu saiba que não há nenhuma maneira no inferno da minha mulher concordar. ― Você sabe que sempre podemos usar um dublê para as cenas mais quentes, não é? Ela ri maliciosamente agora e eu bufo porque no passado eu nunca usei a porra de um dublê. Na verdade, quando íamos gravar o vídeo clip eu já tinha fodido a modelo de mil maneiras, então, estávamos muito à vontade com o corpo um do outro... É, eu era um grande babaca, podem dizer em voz alta, concordo plenamente. Mas, agora o cenário é outro. Sou casado, muito bem casado, obrigado. A coisa mais fascinante sobre ser loucamente apaixonado é que embora você ainda ache outras mulheres atraentes. Sim, não me linchem por admitir isso, ok? Você nunca vai fazer nada a respeito porque sabe que o sexo nunca será nem de longe satisfatório. Eu já estive do outro lado e posso afirmar com propriedade que as fodas sem sentimento te deixam com um vazio do caralho depois. E pensar sobre isso me lembra de que minha linda e deliciosa mulher, aquela que me completa em todos os sentidos está me esperando para testar um sofá... ― Eu vou fazer isso, Jess ― digo me levantando. ― Algo mais? Ela estreita os olhos por um instante, mas, sorri levantando-se também. ―Ah, eu quase esqueci. Aquela famosa autora de romance erótico está insistindo que quer escrever

algo baseado na sua história com a Mel ― informa. ― Toda essa coisa de desejo proibido por dez anos está despertando o interesse... Eu rio sem acreditar nisso. Eu não preciso dessa merda. Minha história com a minha mulher é nossa. Só nossa. Não é a porra de uma novela para ser acompanhada. Até porque as pessoas provavelmente ficariam chocadas com nossa vida sexual. Já pensou o leitor engasgando ao ver uma de minhas falas? Eu preciso gozar em você, baby... Ou, porra, sim! Tome o meu pau todo, minha putinha... Viram? Melhor não. Já temos exposição demais. ― Diga a ela que não estou interessado ― respondo já indo em direção à porta, abrindo-a. ― Liam, pense melhor sobre isso ― Jess para na minha frente. Ela parece tão aplicada nessa última semana. É quase como se quisesse compensar por ter se deixado levar pelo vício e decepcionado a mim e Elijah. Meu peito se sente um pouco incomodado. Elijah e eu ainda não falamos que será afastada de suas funções e forçada a férias por três meses e quando voltar será assessora exclusiva dele. Não terá mais vínculo com a banda, gravadora ou comigo. ― O último romance dela foi para o cinema e está estourando em bilheteria. Eu bufo, desdenhoso. ― Sou um roqueiro, Jess. Quero me destacar fazendo aquilo que eu amo que é fazer rock, porra. ― Okay, não está mais aqui quem falou ― ela acena e se inclina me dando um beijo de despedida. Saímos para a antessala e dois homens bem vestidos se levantam para me cumprimentar: Meus advogados. Minha testa enruga. ― Sr. Stone ― dizem quase simultaneamente. ― Podemos ter um minuto? Não marcamos, mas, é importante. ― Claro ― eu os guio para dentro do escritório e saco meu celular para avisar a Mel. ― Baby, me dê só mais uns minutos ― eu digo logo que atende. Ela sente algo no meu tom imediatamente. ― Por que sua voz está tensa? O que está havendo, baby? Eu suspiro longamente, tentando não assustá-la. ― Meus advogados estão aqui. Ela fica um instante em silêncio, mas, se recupera rápido. ― Estou a caminho, baby ― diz-me suavemente. Eu acho que ela também está com a mesma suspeita que eu. Pela postura dos homens, não preciso adivinhar que eu estou caminhando para ser regiamente fodido. Ela desliga e eu os encaro. ― O que é tão urgente? ― os levo para o amplo estofado na parte mais baixa da minha sala. Eles se acomodam e eu me sento a seguir. Suas posturas estão rígidas. ― Temos uma data para o julgamento. Acabamos de sair do Fórum ― meu advogado principal me informa à queima roupa e suas palavras são como gelo se espalhando em mim, me deixando entorpecido. Tudo de repente se tornando muito mais real. Cruelmente real. Eu vou ser julgado. Vou passar por um maldito julgamento que pode acabar com a minha carreira. Enfio as mãos pelos cabelos. Elas estão tremendo um pouco. Porra, porra! Eu quero gritar, chutar, socar algo e pela milésima vez me pergunto como cheguei a isso.

― Quando será? ― tento não mostrar como estou assustado pra caralho. Eles me sondam com expressões simpáticas, mas, ainda assim profissionais. ― No próximo mês ― porra! Tão malditamente rápido! Eles parecem ler meus pensamentos. ― Sim, muito rápido. O promotor está bastante empenhado nesse caso ― tanto eles como eu, sabemos que isso vai ser a porra de um circo para me ferrar. Um suspiro cansado me escapa. ― Quais são as minhas chances? ― os encaro fixamente. ― Digo, minhas reais chances? Eles se entreolham rapidamente. A Mel entra antes que eles falem. Os homens levantam-se e a cumprimentam com respeito. Ela responde, mas, seu olhar já está sobre mim, cheio de amor e preocupação. Estendo a mão para ela sem me importar se vou parecer um maricas pateticamente fraco diante desses homens. Tudo que sei é que eu preciso dela como preciso do ar para respirar. ― Baby... ― murmura e vem para mim, não se importando também por demonstrar seus sentimentos na frente deles. Ela se senta bem junto de mim, entrelaçando nossas mãos. Encostamos nossas testas e ficamos assim respirando o mesmo ar juntos. ― Qualquer coisa que vier nós vamos lidar com isso ― seu tom é cheio de uma determinação feroz e eu estou orgulhoso e sensível pra caralho. Porra, sim, sensível. Eu tenho fingido todo maldito dia que nada me atinge, mas, em momentos como esse, eu só quero me deitar em seu colo e deixá-la me confortar. Ela está grávida e sou eu quem precisa apoiá-la e cuidar dela, não o contrário. Eu aceno e a beijo suavemente, tentando tranquilizá-la com meu olhar. Ela é muito esperta, no entanto. ― Qualquer coisa, baby. Nós vamos lidar com isso, juntos ― eu aceno mais uma vez e beijo sua têmpora. Me permito encarar os advogados, que parecem pouco à vontade com nossa pequena interação. ― Estamos trabalhando exclusivamente no seu caso ― o segundo advogado, limpa a garganta e fala pela primeira vez. ― As provas são noventa e nove por cento circunstanciais. Tirando as fotos em que aparece ao lado das garotas, não há mais nada que o coloque como autor do estupro. ― Mas? ― eu os instigo. ― Esse promotor é realmente implacável e ele, bem, parece particularmente interessado em condenar você ― ele suspira e o primeiro advogado retoma: ― Temos feito uma varredura em todas as possíveis frentes e conseguimos uma boa linha de defesa, mas, precisamos de algo mais sobre aquela festa. Você tem certeza de que nos disse tudo sobre aquela noite? ― seus olhos me fitam atentos como duas águias. Eu fecho os olhos, soltando um grunhido frustrado. Porra, eu não me lembro de muita coisa sobre a maldita noite. Eu tive dois boquetes em um banheiro. Já estava ligeiramente bêbado à essa altura. Eu circulei pela casa, beijei, apalpei algumas vadias. Dancei e voltei ao bar. Desse momento em diante as coisas ficaram nebulosas. Tenho certeza de que foi lá no bar que fui drogado. ― Qualquer coisa, Sr. Stone ― o advogado principal pede e eu abro os olhos. ― Tente se lembrar dos primeiros momentos no bar. Eu tenho uma intuição de que é lá que está a chave para o que aconteceu depois. Vamos, será que alguém o abordou? ― ele olha de relance para Mel e acrescenta um pouco mais baixo: ― uma mulher, talvez? Mel fica tensa ao meu lado. Eu aperto nossas mãos juntas, tentando tranquilizá-la. Ele só pode estar

brincando, porra. Todos me abordavam em festas como aquela. Homens querendo ser eu e mulheres querendo foder comigo. Me sinto doente só de pensar nisso. Eu forço minha mente e a porta se abre de novo nos fazendo girar nossas cabeças. ― Desculpem, eu esqueci uma das minhas pastas ― Jess diz meio sem graça se dirigindo à mesa, onde de fato havia esquecido uma pasta. ― Prontinho, eu estou saindo. Prontinho, eu estou saindo! Prontinho, eu estou saindo. Estou saindo. Sua frase ecoa na minha cabeça de forma estranhamente familiar. Ela sorri e eu continuo olhando-a até que some fechando a porta atrás de si. Eu pisco por um momento confuso, então, imagens desconexas surgem na minha mente. Eu estava com uma mulher no bar? Sim, eu tenho quase certeza que era uma mulher. Uma mulher... Loira. Eu consigo rememorar sorrisos borrados, embriagados e, por último a frase: prontinho, eu estou saindo. Se cuida. A voz de Jess. Era ela no bar, na festa. Era ela? Merda, era Jess no bar? Se era, por que nunca mencionou nada sobre isso? Eu olho a porta por onde acabou de sair e um sentimento amargo começa a se revirar em meu intestino. Cristo, não! Eu não posso acreditar nisso. Porra, não. ― Baby? ― eu pisco quando ouço a voz suave e apreensiva da Mel. Eu procuro seus olhos amendoados. Ela tinha razão em desconfiar de Jess esse tempo todo? Estou completamente atordoado. ― Você lembrou de algo importante? ― ela sonda. Porra, porra! Eu a conheço a vida toda. É uma coincidência do caralho Jess ter estado lá. E muito mais estranho ela nunca ter mencionado nada sobre aquela festa. Eu sempre confiei cegamente nela. Sempre a tratei como uma amiga. Inferno, eu nunca tive amigos do sexo feminino além dela. Jess me traiu? É ela a pessoa que me drogou para que a minha vida pudesse ser fodida por uma armação do caralho? Cristo, é difícil acreditar em algo assim... Eu inspiro e exalo longamente, então eu admito: ― Sim, baby, eu lembrei de algo importante.

CAPÍTULO DOZE

Liam Eu olho a garota que eu conheci a minha vida toda, sentada à nossa frente. Meu coração está apertado com medo do que vou ouvir de sua boca. Ela me traiu? Chamei Jess de volta assim que tive a lembrança confusa. A sala está envolta em um silêncio tenso. ― Eu me lembrei, Jess. Você estava lá, não é? ― eu digo, observando atentamente a sua reação. Seus olhos ampliam e seu semblante empalidece um pouco. Culpada. Eu nem mesmo precisei especificar do que se trata. ― Do que está falando, Li? Eu não... ― Não me tome por estúpido, porra! ― eu rosno me levantando, enterrando minhas mãos nos cabelos. Ela se encolhe um pouco com meu tom brusco. ― Você estava naquela maldita festa e nunca mencionou uma merda sobre isso! ― seus olhos lacrimejam. ― Eu quero saber por quê? ― a intimo por entre dentes. Travo meus olhos sobre ela não lhe dando escapatória. Mel e os advogados estão ainda sentados, calados, apenas aumentando a tensão. Jess suspira tremulamente e desvia os olhos dos meus. ― Sim, eu estive lá ― isso é tudo que diz. Aguardo um instante, na expectativa de que elabore isso, mas, nada vem depois. ― Você esteve comigo no bar, pouco antes da minha memória ir para o espaço ― eu me esforço para manter meu tom controlado quando tudo que eu quero é gritar e sacudi-la até arrancar tudo que não está me dizendo. ― Me diga o que você fez. Ela fecha os olhos com força e em seguida os abre, olhando em direção à Mel. É um olhar carregado. Cheio de sentimentos que não vão à superfície, mas, estão lá de alguma forma e eu me pergunto como diabos nunca notei essa espécie de animosidade em relação à minha mulher. ― Eu não fiz nada ― ela diz com voz chorosa. ― Eu... Estava muito alta naquela noite ― olha em volta para os advogados, parecendo envergonhada por admitir isso. ― Eu havia cheirado algumas carreiras e... Eu também não me lembro de muita coisa ― seus olhos voltam para mim e há pesar neles. ― Foi por isso que nunca mencionei minha presença lá. Elijah pegaria infinitamente no meu pé... Eu nunca faria nada para prejudicar você, Liam. Eu... Eu te amo ― seu olhar passa rapidamente pela Mel. ― Você é o meu melhor amigo ― seu tom baixa. ― Sempre foi. O amo como minha família, sabe disso, não é? ― me olha suplicante. ― Me diz que não está pensando que eu o droguei para o Chris se aproveitar da situação. Me diz que não pensa algo tão baixo sobre mim ― eu não respondo, apenas a encaro firmemente de volta, tentando encontrar algum indício de que esteja mentindo. ― A verdade, Jess ― peço, minha voz cansada dessa merda toda. ― Me dê a maldita verdade. Se sou mesmo seu melhor amigo, se me ama como sua família, então, me dê toda a verdade. Seu semblante parece cair, mas, ela meneia a cabeça lentamente. ― Essa é a verdade. Eu não me orgulho disso, mas, estava mesmo malditamente alta naquela noite e não vi nada ― ela bufa, depreciando a si mesma. ― Jess, meus advogados estão aqui porque eu serei julgado ― seu rosto cai mais e suas lágrimas transbordam. ― Eu passarei por um julgamento público. Você sabe muito bem como algo assim pode

afetar uma pessoa pública ― eu elevo a voz. ― Minha carreira está ameaçada, porra! Tudo que eu e os caras fizemos até agora será reduzido a nada se algo novo não surgir nesse cenário de merda! ― ela volta a se encolher com a crueza do meu tom. ― Então, se você souber de alguma coisa. Se viu algo, por favor, você precisa contar aos advogados. Você precisa... Porra! Eu rosno de frustração. Merda, eu pensei que Jess tinha visto, ou para ser sincero, pensei, por um momento que tinha compactuado com o fodido Hart nessa sujeira toda. Ela está dizendo a verdade? Agora que descobri que omitiu uma informação importante, me pergunto se, de fato está sendo sincera quando afirma que não viu nada. Eu bufo ironicamente, porque Jess devia mesmo estar mais alta do que a porra de uma pipa. É isso que ela faz nas festas desde o seu envolvimento malsucedido com outro fodido: Bob Cash. No começo ela escondeu bem o vício de mim e de Elijah, mas, com o aumento do consumo tornou-se impossível esconder. Jess sempre foi extremamente dedicada a mim e aos caras e talvez por isso a droga não interferisse no seu trabalho, mas, precisamos ameaçar mandála para a reabilitação caso não parasse com a merda. Ela parou, pelo menos por um tempo. ― Baby... ― Mel se levanta e passa os braços em minha cintura. Eu exalo olhando-a. O que eu fiz com ela? Oh, Deus, eu não quero deixá-la sozinha... O que eu vou fazer se... Solto um grunhido. ― Tente manter a calma, amor ― ela parece ler todos os meus pensamentos caóticos porque sussurra a seguir: ― nem pense nisso, Liam. Não ouse pensar nisso. ― Seu tom é baixo, mas, firme e duro. A porta se abre de novo. ― Porra, será que ninguém mais bate nessa merda? ― Eu cuspo irritado. Estou nesse clima agora, pronto para brigar por qualquer motivo. ― Wow! Calma aí, Stone. Bebidas e churrasco mais tarde na minha casa. Você está dentro? ― Elijah para o fluxo de palavras e o sorriso irônico some de seu rosto, enquanto termina de descer os dois degraus para a parte da sala onde nos encontramos. Sean e Paul estão logo atrás dele. ― Interrompemos? ― seu olhar passa pelos advogados, Jess e volta para mim. ― O que está havendo, irmão? ― Vou ser julgado ― solto sob minha respiração. Os três rosnam palavrões e vem me cercar. ― No próximo mês, irmãos. Dá para acreditar nisso? ― Merda ― Elijah bate nas minhas costas e seu olhar enfrenta o meu, cheio de angústia. ― Não há mesmo alternativa? Isso é definitivo? ― inquire olhando os advogados. Eles acenam com pesar. ― Estamos com você, irmão. Está me ouvindo? Nós vamos passar por essa porra fodida, juntos! ― ele me puxa pela nuca e me abraça com força. Mel recua um pouco. Sean e Paul se juntam a nós. Eles repetem as palavras de Elijah. Minha garganta aperta e meus olhos ardem com o conhecimento de que estou arrastando todos para a lama junto comigo. ― Não se deixe abater, irmão ― Sean rosna, sentindo minha quietude. ― É uma merda, mas, vamos passar por isso. ― Aguente firme aí, Liam ― Paul murmura com voz um pouco instável. Eu assinto e viro a cabeça para encontrar a Mel limpando discretamente suas lágrimas. Eu sinto muito, baby. Nós dois falamos com nossos olhares. Ela se força a abrir um sorriso fraco, tentando me encorajar, mas, não há como negar que a notícia a impactou. Elijah saca o celular e chama furiosamente: ― Leve sua bunda apaixonada para a casa de Liam ― ele suspira e eu posso ouvir a voz preocupada de Collin do outro lado após os palavrões de saudação. ― Merda ruim, irmão. Ele precisa de nós.

Agora! ― diz e desliga sem despedir. Elijah sendo Elijah. ― Então, senhores... ― ele se dirige aos advogados. É impressão minha ou eles vacilam um pouco? Elijah pode ser realmente intimidante quando quer. ― Se importam de explicar porque estamos lhes pagando a porra de honorários estratosféricos e mesmo assim estão deixando nosso irmão passar por uma humilhação pública do caralho? ― Eli... ― Mel o chama, embora seu tom seja suave há uma advertência lá. Ele a olha relutante, mas, sua expressão abranda quando cai em seu ventre e volta a encarar os homens. Quando Eli diz estamos pagando é porque são contratados para a banda e, sim, são muito bem pagos para nos livrarem de encrencas. Bem, esse angu tem caroços mais complicados de diluir, obviamente. Eu não os estou culpando, mas, é certo como o inferno que também estou chateado. ― Nós compreendemos que estejam chateados... ― Oh, sério? ― Elijah ri sarcasticamente, cortando o primeiro advogado. O homem cerra o maxilar em desagrado. ―Tínhamos tudo organizado para pegar Chris Hart, mas, o cenário mudou drasticamente ― o advogado retoma. ― Chris já está condenado dado os últimos acontecimentos ― um músculo pulsa em sua mandíbula. ― Conseguimos arrolar o atentado que sofreram no Rio ao caso, para provar que o Sr. Stone vinha sendo perseguido. As gravações telefônicas não mostram em momento algum Hart admitindo ser autor de uma armação. Ele apenas faz ameaças e mais ameaças para manter sua principal banda na gravadora. Sim, temos fotos de Chris e o Sr. Hector Lopez, padrasto das garotas, porém, isso só prova que ele já caiu. ― Aonde ele quer chegar? Me pergunto. ― Estamos trabalhando incansavelmente para não deixar o Sr. Stone cair junto com o Sr. Hart. Nossa linha de defesa é forte, Sr. Allen ― se dirige diretamente a Elijah. ― Mas, o que estamos presenciando desde o momento em que as fotos ganharam a mídia é a promotoria querendo a todo custo fazer um nome em cima do prestígio do acusado. ― Elijah e todos nós o ouvimos atentamente agora. ― Sim, merdas assim acontecem no sistema judiciário o tempo todo. ― Uh! Elijah conseguiu irritá-lo, não é? ― O Excelentíssimo Sr. promotor aumentou substancialmente seus seguidores nas redes sociais desde que pegou o caso. Todos querem conhecer o homem que está levando Liam Stone ao banco dos réus ― eu tenho calafrios com a última palavra. ― Percebem o problema aqui? Esse promotor em particular, não está interessado em condenar o Hart porque o homem já se afundou completamente ― ele para e nos encara um a um. ― Essa investigação esteve viciada desde o começo. O alvo do promotor é um peixe maior: o astro do rock conhecido e adorado por legiões de fãs no mundo inteiro ― estamos num silêncio ensurdecedor. ― Ele não vai largar o osso, senhores. Nós temos que tomá-lo dele e é isso que estamos tentando fazer ― diz essa última parte diretamente a Elijah. Sim, meu parceiro o irritou. Elijah torce os lábios em um sorriso provocativo e eu sei que vem merda a seguir: ― Só mais uma pergunta ― ele diz, e os homens o encaram quase rolando os olhos. ― Merdas assim, peixe maior e largar o osso ― faz aspas com os dedos acintosamente. ― São termos técnicos do mundo jurídico hoje em dia? ― seu riso de merda aumenta com a carranca que se forma no rosto dos advogados. Ele não consegue mesmo parar de ser um babaca, não é? Mas, contrariando a seriedade do momento, Sean e Paul estão tentando conter seus sorrisos. Inferno, eu também. Até a Mel está lutando arduamente para esconder o seu. Ok, ora de intervir, ou na próxima vez em que algum paparazzi processar Elijah, esses homens o deixarão sofrer. ― Nós, entendemos, senhores ― digo, juntando cada grama de civilidade para não desmoronar. ― Façam seu trabalho e nos mantenham informados sobre qualquer detalhe, por mínimo que seja. Eles olham em direção à Jess, sentada na ponta do sofá e tentando obviamente não ser notada por

Elijah. Ela acaba de falhar. ― Ouça, Srtª Allen, se lembrar de algo, qualquer coisa que possa ajudar o Sr. Stone, não hesite em nos chamar ― o primeiro advogado a mantém sob um escrutínio intenso. Acho que ele não comprou sua história de que estava muito alta. Bem, eu também não. Meus olhos ficarão bem atentos a ela de agora em diante. Não estou dizendo que Jess pode ter feito algo para deliberadamente me ferrar, mas, talvez em seu estado chapado do caralho, possa ter me passado quem sabe um desses coquetéis com essas merdas sintéticas que dão apagões e você não lembra nem a porra do seu nome quando acorda. Cacete, eu não sei o que pensar sobre a garota que me acostumei a ter sempre por perto. Culpada ou inocente? Eu a olho especulativamente, enquanto ela se levanta. ― Eu estava lá, Eli ― Jess solta antes de ser bombardeada pelo primo. ― Liam está me olhando como se eu fosse uma criminosa. Vamos, me ofenda você também ― sua voz treme e Elijah estreita os olhos nela. ― Eu não fiz nada. Eu apenas estava lá... ― Na festa? ― o tom de Elijah é duro para Jess. ― Chapada? ― ele abaixa o tom, desgosto permeando seu semblante. Jess baixa o olhar e abraça a si mesma, seus olhos cheios de lágrimas. ― Jesus! Jess, por que está dizendo isso só agora? ― Na verdade, Jess não disse nada, irmão ― respondo. ― Eu me lembrei dela comigo no bar antes de tudo ficar apagado na minha mente. Elijah a olha franzindo a testa em surpresa e assim fazem Sean e Paul. ― Então você o quê? ― ele a instiga. ― ficou doidona e levou o Liam junto? Será que ofereceu um de seus coquetéis que derrubaria até a porra do King Kong para o nosso irmão, Jess? Ela aperta os olhos, balançando a cabeça em negação, as lágrimas caindo pelas faces de novo. Elijah pragueja antes de avançar e tomá-la nos braços. Ele pode tentar parecer durão com ela, mas, a ama como sua irmã. O observo acariciar suas costas ao mesmo tempo em que jorra palavras num misto de rosnado e sussurrar. Ele está zangado, mas, ainda assim não pode deixar de apoiá-la. Jess sabe disso e, só agora me ocorre que talvez tenha se aproveitado dessa rede protetora que tanto eu quanto Elijah colocamos à sua volta desde que éramos crianças. ― Eu não fiz nada, Eli, eu juro ― ela murmura entre soluços. Eu fico incomodado e confuso pra caralho. Essa garota é minha amiga. Minha família, porra. ― Eu sei, querida ― Elijah suspira pesadamente. ― Você não seria capaz de fazer uma merda tão ruim para nosso irmão, sei disso. Eu queria ter a mesma certeza. Meu olhar cruza com o dela por um momento. Ela chora mais, certamente vendo toda a minha confusão e desconfiança em relação a ela. ― Sinto muito, Li ― diz-me com voz entrecortada. Eu envolvo meus braços sobre os ombros da Mel e a puxo para mim. Eu também, Jess. Sinto muito, mas, não vou mais conseguir confiar em você como antes. Eu quero dizer, em vez disso, apenas aceno. Mas, tanto ela quanto eu sabemos que nossa relação não será mais a mesma. Chegamos em casa cerca de quarenta minutos depois. Collin já estava lá com Selena. Chay estava o humilhando no X-box em uma das salas de jogos. Elijah veio pilotando sua Harley para desgosto de Mat. Sim, Mat voltou ao trabalho no começo da semana. Deixe-me esclarecer que ele é o principal segurança de Elijah. Meu parceiro apenas o cedeu para cuidar da Mel enquanto estávamos no Rio. Elijah é assim, uma contradição louca, mas, não mede esforços para cuidar dos que ama. Meu parceiro e irmão fiel. Vou

passar a vida toda agradecendo a Mat por ter minimizado a situação naquela sombria noite no Rio. Se não fosse pela sua ação rápida a Mel teria... Ainda estremeço de medo cada vez que lembro. Ela já estava grávida. Ela e meu filho teriam me deixado e eu não consigo sequer imaginar viver em um mundo sem a mulher que amo e os nossos filhos. Chay se pendura em seu pescoço quando vem até nós. A mãe o beija com carinho. Eu assanho sua cabelereira antes de levantá-lo por cima do ombro. O moleque faz uma algazarra antes que o coloque para baixo sobre o sofá. ― Chutando a bunda do tio Collin de novo, homenzinho? ― ele abre um riso arrogantemente infantil. ― Ele é bom. Mas, eu sou melhor, pai ― Chay diz em voz baixa, no entanto, todos conseguem ouvir. Mel sorri alto, seus olhos cheios de orgulho materno e se inclina, beijando a cabeça de Chay. ― E o mais humilde também, não é, querido? ― ela diz carinhosamente, enquanto todos riem do nosso pequeno. ― Ei, carinha, pega leve ― Collin faz uma falsa cara de ofendido. ― Eu sou bom pra caral... Hum, bom pra caramba, ok? ― nova onda de risos. Então, seu olhar se fixa em mim. ― Você está bem, irmão? ― Sim, estou ― digo, fazendo-o ver que não quero falar sobre o assunto na frente do meu filho. Ele compreende e desafia Chay para mais uma rodada, distraindo-o, uma vez que estava prestes a me perguntar algo. Esse moleque é tão inteligente. Sean e Paul, que haviam ido buscar suas garotas, chegaram pouco depois. Jess veio de moto com Elijah. Quem convidou? Mel. É, eu fiquei assim como vocês devem estar agora: de boca escancarada. Ela nunca me surpreendeu tanto. Pedimos comida chinesa. Eu e a Mel organizamos pratos e talheres para todos e jantamos acomodados na ilha da cozinha. A turma barulhenta. Quando digo turma, basicamente me refiro a mim e os caras. Ah, e o homenzinho sentando no meu colo, pescando trechos de conversa inadequados para uma criança de sete anos aqui e ali. Eu me sinto mais leve no meio deles. Jess esteve todo o tempo meio deslocada. Quase não comeu, percebi. Seus olhos desviavam dos meus sempre que olhava em sua direção. Após o jantar, todos voltam para a sala de jogos. Elijah pega duas cervejas e me puxa para o terraço. Acendemos cigarros, ficamos bebendo e puxando longas tragadas em silêncio. ― Você está desconfiando de Jess, não está? ― me pergunta depois de um tempo. ― Eu estou confuso, Elijah ― admito, esmagando meu cigarro no cinzeiro sobre uma das mesas. ― Ela omitiu isso de mim. Não acha que há uma razão? Ele me sonda antes de falar, tirando uma última tragada e esmagando seu cigarro também. ― Sim, deve haver. Mas, é de Jess que estamos falando, irmão ― seu tom é baixo e meio tenso. ― Você conhece essa garota a sua vida inteira. Eu me recuso a acreditar que ela faria algo para prejudicá-lo intencionalmente. Ela estava alta... Jess pode estar dizendo a verdade quanto a não se lembrar... Merda. ― rosna frustrado. Eu penso isso também. Lá no fundo não quero acreditar que seria capaz de me fazer mal. ― Elijah, a Mel tem algumas restrições em relação à Jess ― revelo e ele me olha atento. ― Ela acha que... Bem, Mel acha que Jess vê em mim mais que um amigo. ― Mel acha isso? ― franze a testa um pouco. ― Bem, as mulheres parecem ter uma porra de radar... Jess sempre teve uma coisa por você, Liam ― eu faço uma cara surpresa. ― Ora, não pode ser surpresa para você, cara. Por que acha que Jess nunca quis sair de perto de nós? ― ele ergue uma sobrancelha irônica. ― Não foi só por minha causa ou dos caras. Sim, crescemos todos juntos, mas, talvez todo esse

tempo minha prima esteve esperando você olhar para o lado e percebê-la de novo. ― Não, ela não... ― Jess com certeza tem sentimentos mais profundos que amizade por você. Nunca abordei o assunto porque nunca esteve realmente interessado ― eu meneio a cabeça, negando. Ele sorri. ― Você sempre foi meio lento para perceber essas coisas, Stone ― provoca e fica sério em seguida. ― Que Jess faça um pouco de ciúmes, implique veladamente com a mulher que você escolheu, tudo bem, é uma reação normal de cadela despeitada, mas, fazer algo tão sério como drogá-lo para o fodido Hart se aproveitar disso é... Eu não posso sequer pensar numa merda dessas, irmão. Jess não é assim. Eu suspiro e enfio as mãos nos bolsos das calças. ― Eu não sei como me sinto sobre Jess ainda ter esse tipo de expectativa a meu respeito. É certo como o inferno que nunca a encorajei ― me defendo. Ele acena levemente. ― E sei que é fodido pensar mal dela sem provas, mas, preciso ser sincero, irmão ― digo, o encarando com a seriedade que a situação exige. ― Sinto que ela não está contando tudo que viu naquela noite. Elijah acena novamente e passa o braço por cima dos meus ombros. ― Vou arrancar isso dela, Liam ― rosna baixo. ― Seja lá o que for que está escondendo. Se está escondendo, prometo que vou descobrir. Eu só espero não me decepcionar com ela no processo ― completa quase para si mesmo. ― Eu torço para estar errado e a Jess que sempre cuidei e amei como minha família não tenha tomado parte nessa armação fodida ― tomo uma longa respiração. ― Vamos ficar em alerta ― ele diz, então, nos gira em direção à sala. ― Vem, vamos voltar lá para dentro. Eu ainda quero chutar sua bunda na sinuca ― provoca e eu sei que o aspecto sério da nossa conversa se foi. Eu bufo, todavia, me deixo guiar para dentro. ―Você precisaria nascer de novo, idiota ― revido, abrindo um pequeno sorriso, embora, meu peito ainda esteja pesado. Mel subiu com o Chay para colocá-lo na cama depois de ele perder sua invencibilidade para Elijah. O homenzinho não gostou nem um pouco, mas, já estava capotando no sofá e a revanche ficou para outro dia. Elijah e Jess se despediram em seguida. O mal-estar era palpável no ambiente, mas, as opiniões são as mesmas. Nenhum dos caras acredita que Jess faria algo para me prejudicar, bem, ao menos não intencionalmente, ou estando sóbria. Minha cabeça parece que vai explodir com tanta coisa, caralho. Será que já não tinha o suficiente no meu prato? Agora mais essa? Ainda bebo algumas cervejas com os caras e suas meninas. Eles vão embora pouco depois das dez e eu me dirijo ao andar de cima para o quarto. A presença dos meus parceiros me confortando e a quantidade de cervejas que tomei ajudou para me sentir melhor. No entanto, nada aliviará mais o meu estado do que encontrar a minha mulher e me afundar em seu corpo. Esquecer tudo. Ela consegue isso. Quando a tenho em meus braços e estou me movendo dentro dela o resto é esquecido. Nada mais tem importância a não ser o prazer viciante e entorpecente que só o seu corpo me proporciona. Eu rio me lembrando de que não chegamos a testar o sofá em sua sala. Abro a porta do quarto e paro um instante no limiar. As luzes estão apagadas. Apenas os abajures lançam uma fraca luminosidade, deixando o clima íntimo, sensual. Há um metal leve soando no sistema de som num volume agradável. Eu entro devagar, correndo os olhos pelo espaço, mas, não há sinal da Mel. Não consigo conter o sorriso arrogante, possessivo e ao mesmo tempo maricas que enche o meu rosto ao perceber que ela fez isso para mim, para me distrair. Há uma garrafa de champanhe num balde de gelo sobre a mesinha de centro da sala de estar. Ando até lá, devagar. Um som atrás de mim me

faz girar.

Melissa Seus ombros relaxam quando me vê e seu olhar desce por mim. Sua gravata sumiu em algum momento lá embaixo e a camisa está com dois botões abertos dando um vislumbre do peitoral definido. Aproximome até parar em sua frente. Apoio as mãos em seu peito e levanto o rosto para olhá-lo de perto. Seus olhos estão sorrindo para mim muito antes dos lábios se espalharem no sorriso matador já tão familiar, mas, que ainda assim arranca a mesma reação em meu corpo todas as vezes. Seus braços se fecham em minha cintura me puxando contra ele. ― Você está bem, baby? ― sussurro, levando as mãos em cada lado do seu rosto. Seu olhar amolece com meu tom preocupado. ― Agora estou ― murmura de volta, aproximando mais nossas bocas. ― Planos para a noite, baby? ― os cantos de sua boca sobem de forma travessa e safada. ― Alguma data especial que eu tenha esquecido? ― sua testa franze lindamente em confusão. Eu sorrio tranquilizando-o. ― Nenhuma data especial ― ele nunca esquece uma data sequer. Liam é sempre atento. O marido e o pai perfeito. ― Mas, você sabe que todos os dias com você são especiais ― minha voz embarga um pouco e meus olhos ardem. Seus olhos amolecem e suas mãos passeiam pelas minhas costas suavemente e sobem para a nuca. ― Eu quero que saiba disso, baby. Eu sou feliz com você todos os dias ― ele puxa uma respiração aguda e nossas bocas pairam juntas. ― Eu amo você, superstar ― completo e ele me oferece um sorriso emocionado, descansando a testa na minha. ― Eu com certeza me sinto especial pra caralho agora, baby... ― diz baixinho, as duas safiras azuis muito brilhantes e me dá um beijo leve. ― Sempre vou te amar, amor. Sempre e para sempre ― murmura, seus dedos massageando meu couro cabeludo antes de correrem devagar pelos meus cabelos, por dentro das mechas. Eu gemo um pouco, porque é incrivelmente erótico a forma como toca meus cabelos. Ele sorri mais suave e em seguida, o brilho sem vergonha invade seu olhar. ― Então, baby, você tem algo em mente? ― Mmm, talvez... ― ronrono. Ele amplia o riso, mordendo meu lábio inferior lenta e eroticamente. Uma corrida de líquidos jorra em minha vagina. Eu gemo baixinho. Liam se mantém apenas olhando-me atentamente, retardando o beijo que estou arquejando à espera. ― Baby... ― eu chio em súplica. ― Oh, baby, esses hormônios estão impacientes, não estão? ― seu tom é levemente divertido. ― Vou apenas tomar uma ducha rápida e então, você pode pegar tudo que quiser ― geme, roçando sua ereção bem desperta em mim. ― Mantenha esse pensamento, baby. Eu gemo alto quando ele sai para o banheiro. Sua risada baixa viaja pelo meu corpo e eu estou quente em todos os lugares. O que há com esse ar condicionado? Caramba, meus hormônios estão mesmo uma vergonha, não é? Eu rio e me encaminho para a mesinha. Abro a garrafa de champanhe e sirvo duas taças. Fiel à palavra, Liam não demora quase nada no banho. Viro-me para ele, meus olhos comendo-o em seu roupão azul marinho. A fraca luminosidade deixa seus olhos escuros. E, há aquela fome familiar queimando em suas pupilas quando vem para mim com seu andar sexy de rock star, presunçoso e consciente de seus atributos masculinos e de como eles mexem comigo. Entrego sua taça e tomo um

pequeno gole da minha. Ele ergue uma sobrancelha e encara meu ventre. ― Só um pouquinho ― digo, suavizando sua preocupação pelo bebê. Liam toma um gole da sua, me olhando por cima da borda da taça. ― Eu quis elevar um pouco o clima ― digo suavemente, pousando minha taça sobre a mesinha. Ele toma o restante da sua e a coloca lá também. ― Baby, se há alguém que pode elevar meu clima é fodidamente você ― ele quase rosna, se aproximando mais. Eu fico muito mais quente ao ver a tenda sob o roupão. ― Sente isso? ― me enlaça pela cintura, moendo o pau muito duro em mim. Eu arfo, um sorriso atrevido se abrindo em minha boca. ― Isso é o quanto meu clima está elevado agora ― ri sacana, mordiscando meu queixo, os lábios macios indo devagar para o meu ouvido. Meus seios pesam, os mamilos tão duros que doem contra o tecido do roupão. Eu gemo desavergonhadamente. I Don't Wanna Miss a Thing de Aerosmith começa a tocar. ― Dance comigo ― peço num sussurro, desfazendo o laço do meu roupão, deixando-o cair para o chão. Seus olhos brilham sobre mim como fogos de artificio. Ele parece um pouco atordoado, então, eu faço o mesmo com seu roupão. Minhas mãos empurrando o tecido devagar pelos ombros firmes e musculosos. Sua pele arrepia, me fazendo sentir superpoderosa por afetá-lo assim. Suas mãos passeiam pelo meu ventre e sobem devagar, enchendo em meus seios. Ele grunhe, deslizando as palmas sobre os mamilos. Estou gotejando já. Sua boca se curva num meio sorriso sexy e sua cabeça abaixa, seus lábios se fechando no seio direito. Oh, Deus. Eu gemo alto, enquanto ele suga, rolando a língua habilmente pelo mamilo direito, enquanto seus dedos brincam com o outro. Seus lábios mudam e sua língua lambe o esquerdo lentamente antes de parar o ataque sensual. Eu chio, mas, o envolvo pelo pescoço. Liam me puxa suavemente pela cintura o mais próximo que meu ventre já volumoso nos permite e começamos nos mover, dançando nus, olhando nos olhos um do outro como em outra noite não muito tempo atrás. ― Linda... ― sussurra com voz emocionada pouco antes dos primeiros versos serem cantados. I could stay awake just to hear you breathing Eu poderia ficar acordado só para ouvir você respirando Watch you smile while you are sleeping Ver você sorrir enquanto você está dormindo While you're far away and dreaming Enquanto você está longe e sonhando I could spend my life in this sweet surrender Eu poderia passar minha vida nesta doce rendição I could stay lost in this moment forever Eu poderia ficar perdido neste momento para sempre Every moment spent with you Cada momento gasto com você Is a moment of treasure

É um momento que eu valorizo ― Você me ama? ― murmuro, massageando sua nuca. Ele parece outra vez confuso, mas, logo em seguida uma luz se acende em seus olhos e ele abre o sorriso mais lindo para mim. ― Com todo o meu coração, baby ― diz baixinho, seu tom levemente embargado. ― Você pode fazer uma coisa para mim? ― O que, amor? ― sim, ele está lembrando. Eu rio tremulamente. ― Case comigo ― seu lindo rosto suaviza completamente. ― Quando isso tudo acabar, porque eu sei que vai acabar ― seus olhos estão muito brilhantes agora. Deus, ele é tão bonito. ― Você pode me levar para a nossa ilha espalhafatosa e me dar o casamento dos sonhos que prometeu ― eu rio tentando descontrair. ― Você nunca mais tocou no assunto... ― sua risada é divertida e me aquece por dentro. ― Então, o que uma garota pode fazer? ― Baby... ― seu tom é reverente, cheio de amor. Seu olhar desliza por cada centímetro do meu rosto antes de voltar para o meu. ― Linda demais, porra ― ele rosna e sua grande mão se fecha em minha nuca. ― Eu te amo tanto, tanto... ― sussurra, seus olhos incrivelmente brilhantes me venerando. Embriago-me, afogo-me no azul que eu amo tanto e então, sua boca toma a minha. Ele provoca meus lábios sem pressa, me fazendo desejá-lo mais. Eu gemo me segurando em seus ombros, tentando um ângulo para friccionar nossas pélvis. Liam sorri e se abaixa um pouco e, oh, ângulo perfeito. Gememos dançando, nos esfregando e moendo gostoso, enquanto nossas línguas, lábios e dentes duelam lenta e deliciosamente. Ele me morde um pouco mais forte e minhas coxas estão escorregadias agora. O beijo cresce se tornando ardente, faminto, sua mão livre cavando em minha bunda, no meio das bochechas. Sua boca se separa da minha e eu choramingo. ― Isso é um sim, superstar? ― provoco-o, minha respiração saindo em pequenas rajadas. ― Porra, sim ― ronrona, roçando meus lábios. ― Me caso com você quantas vezes quiser, Srª Stone. Eu sou seu. Todo seu, baby ― murmura, me levantando nos braços e andamos pelo quarto. A música atinge seu ápice quando me deposita no centro da cama. Don't wanna close my eyes Não quero fechar meus olhos I don't wanna fall asleep Eu não quero adormecer 'Cause I'd miss you, baby Porque eu perderia você, querida And I don't wanna miss a thing E eu não quero perder nada Ele sobe na cama, suas mãos separam minhas coxas e eu arqueio as costas, antecipando a tempestade de prazer que só ele me faz sentir. Seu olhar fumega no meu, enquanto separa meus lábios encharcados. Um polegar desliza lentamente pela fenda. Eu palpito loucamente. Ele sorri arrogante e se inclina, seu corpo deslizando no colchão, o rosto ficando nivelado com a minha vagina. O polegar sobe para o clitóris e o pressiona, massageando para minha tortura. Fecho os olhos e sinto lábios quentes beijando

minha virilha, lambendo, mordiscando e então, sua boca vai onde eu preciso. Ele chupa com força e eu agarro os lençóis, estremecendo, gemendo mais e mais a cada golpe de sua língua. Introduz dois dedos em minha vulva e arqueio abrindo meus olhos. Seu olhar azul está em mim, concentrado em minha reação. Bombeia com força, chupando meu clitóris avidamente. É demais. Uma corrida de fogo lambe minhas entranhas e eu gozo forte, clamando seu nome. Liam rosna em aprovação e retira os dedos. Eu caio contra o colchão resfolegando. Ele não me deixa descansar. Me gira de lado no colchão e continua sua tarefa, lambendo, chupando, bebendo meu gozo. Seu rosto enfiando em entre minhas pernas. Sinto-o sondando meu ânus. Estou ganindo baixinho. Sua risada pinga sacanagem porque ele sabe que me viciou de todas as formas. ― Você me quer gozando nesse rabinho lindo esta noite, não é, baby? Hum? ― ronrona, levando os líquidos e me penetrando lá com dois dedos. Eu relaxo, deixando-o entrar. Sua boca continua seu assalto em minha vulva. Ele enfia a língua bem fundo e gira lá dentro, enquanto tortura meu montículo inchado com a outra mão e minha excitação vai se construindo de novo. Oh, Deus, eu mordo o travesseiro com ondas de prazer se espalhando pelo meu corpo. Então, ele se retira, sorrindo com meu lamento. Seus dentes cravam mordidas brandas em minha bunda, seguida por lambidas molhadas. Ele lambe toda a minha coluna e se acomoda atrás de mim. Seu peito duro contra as minhas costas. ― Você se lembra do que fizemos naquela noite, amor? ― lábios quentes chupam meu pescoço obscenamente, enquanto levanta minha perna esquerda e eu sinto a cabeça gorda deslizando entre meus lábios. ― Sim, baby ― eu gemo, tentando ajustar meu quadril para puxá-lo logo dentro de mim. Ele sorri provocante na minha orelha, lambendo, chupando, mordiscando. ― Nós fizemos amor. ― Sim, mas, antes nós fodemos como loucos vendo aquela vadia ser devorada por três homens ― ele se ajusta e eu prendo a respiração, antecipando ser preenchida. ― Você provou naquela noite que podia lidar comigo e eu caí tão profundamente apaixonado... ― sua voz está ofegante. Ele chupa um ponto sensível em meu pescoço e empurra em mim todo o caminho, esticando minha vulva. Eu gemo alto quase gozando de novo. ― Ohhh, baby... ― choramingo. Puxa meu queixo para o lado e nos encaramos. Ele traz seu rosto lindo a centímetros do meu. Seus olhos estão intensos, escuros de tesão e amor. Seu braço que está por baixo do meu torso relaxa um pouco e a mão amassa meus seios, puxando os mamilos. Eu ofego em sua boca. Ele mordisca meu queixo e puxa todo o caminho para fora, voltando a seguir numa estocada forte indo mais fundo dessa vez. ― Gostosa... ― sussurra na minha boca, aumentando o ritmo. Levanta mais a minha perna e se enfia todo, cada vez mais profundo. ― Minha putinha. Leve-o todo, baby. Você quer tudo, não é? ― rosna, me comendo sem trégua. Morde meu lábio, esticando-o entre os dentes. Nossos olhos não se deixam e eu posso sentir meu orgasmo rasgando caminho para fora. ― Firme a perna sobre o meu quadril, baby ― orienta. Faço o que diz e a posição me deixa arreganhada ao máximo. Ele rosna, mordendo minhas costas e nuca. Seu pau se aloja profundamente dentro de mim a cada batida dura. Eu grito, choro. Sinto meu gozo chegando. Ele sorri, voltando a me olhar de perto e se retira. ― Baby, por favor... ― choro em mendicância. ― Shh, tão gananciosa, baby... ― ronrona contra meus lábios. ― Você vai gozar de novo ― grunhe se ajustando na minha entrada traseira. Eu gemo de forma devassa. Ele rosna com a minha reação despudorada. ― Porra, você ama meu pau rasgando esse cuzinho apertado, não é, minha gostosa? ― eu mio, enquanto seu pau vai afundando lentamente no meu ânus. Liam range os dentes. Seus olhos estão selvagens, completamente escuros. ― Cacete! ― sua mão passa pela minha frente segurando minha

vagina e ele mete com força, me segurando firme para tomar cada polegada de seu pau. Eu engasgo, estremecendo de prazer e a dorzinha inicial. ― Eu amo gozar nesse seu pequeno e doce cuzinho. Você é perfeita pra caralho! Perfeita, porra... ― suas palavras sujas e suas estocadas impiedosas me levam além da luxúria. A mão na minha vagina me manipula malvadamente, arregaçando os lábios, enfiando dois dedos na vulva e eu arfo tomada pela lascívia, amando ser duplamente preenchida. O polegar vai para meu clitóris. Eu grito com seu ataque. Ele fode meu ânus furiosamente, pois não precisa se conter por causa do bebê. Eu amo isso. Eu amo a sua intensidade e o deixo me rasgar com golpes cada vez mais profundos. Eu posso senti-lo todo dentro. ― Ohhh, Liam... baby... ― minha voz sai baixa, castigada. Estamos suados, nossas peles num deslizar sensual, estou pendurada na borda, ofegante, entorpecida do tesão absurdo que meu marido me faz sentir. Eu rebolo, recebendo-o bem fundo a cada martelada. ― Isso, amor. Me come assim. Tão bom! ― Porra! ― ele rosna e acelera mais as estocadas, me comendo como eu pedi. ― Tão gostosa... ― geme na minha boca, empurrando até o punho dentro de mim. Meu orgasmo está perto, minha respiração está entrecortada, arrepios deliciosos tomam meu corpo. ― É assim que você quer, minha delícia? Hum? ― puxa para fora e eu choramingo me sentindo oca. Ele sorri lenta e arrogantemente e mete de novo. ― É isso aí, minha putinha gananciosa. Leve tudo... ― ruge baixo, o som tão cru e erótico, me enlouquecendo ainda mais. O puxo pelo pescoço desajeitadamente pela posição e o beijo, mordiscando seus lábios, de olhos abertos. Liam rosna e eu sei que também está perto. Nossas respirações estão enlouquecidas. Estou me movendo avidamente contra ele, deixandoo me empalar furiosamente. ― Oh, Deus, eu vou gozar, Mel. Baby... ― grunhe e sua boca trilha seu caminho para meu pescoço. Ele chupa o ponto que me derrete e eu grito ao mesmo tempo em que ondas escaldantes atravessam meu ventre. Convulsiono, gozando e choramingando o quanto o amo. Um segundo depois, Liam urra guturalmente e goza, atirando sua carga de sêmen bem enterrado em mim. Sua mão deixa a minha vagina e seus dois braços estão puxando meus ombros, alavancando seus impulsos ferozes, enquanto continuamos gozando, balbuciando coisas sujas e juras de amor eterno. Sua boca vem para a minha de novo e nos beijamos devagar, ficando assim até os tremores violentos passarem. Liam se retira com cuidado de dentro de mim. Eu assobio um pouco pela sensibilidade. Ele ri safado e arrogante. Eu bufo baixinho, quase sem forças. ― Você me fez tão feliz naquela noite ― sussurro, recuperando o fôlego, quando me puxa para seus braços pouco depois. ― Você me fez tão feliz ao dizer sim ― murmura, ainda meio ofegante. ― Eu vou te amar para sempre ― digo, meus olhos ardendo com lágrimas não derramadas. Ele exala alto, os olhos cheios de emoção crua. ― Eu deveria ter ido ao Brasil antes do Rock in Rio ― diz com pesar. ― Antes dessa merda toda. Eu deveria ter ouvido meu coração e ido atrás de você, porque ele nunca deixou de te chamar. Oh, ele sempre diz coisas tão lindas. Meu peito aquece ao ouvir isso. ― Não, baby ― eu o calo. ― Não podemos desfazer o que está feito. Nos encontramos no momento certo. Esse é o nosso momento e nada do que está acontecendo vai me fazer te amar ou te respeitar menos ― ele puxa o meu queixo para nivelar nossos olhares. ― Eu não devia tê-la colocado no meio disso. Mas, fui egoísta e não consegui deixá-la. ― Shh, não diga isso ― eu peço. ― Eu nunca fui tão feliz. Nunca me senti tão amada, baby. Eu diria mil vezes sim. Nada vai nos separar, nunca.

Sua mandíbula cerra visivelmente e seus olhos ficam tempestuosos por um longo momento antes de admitir pela primeira vez: ― Eu estou com medo. ― Eu também, baby ― sussurro, me aconchegando mais em seu peito. ― Você acha que a Jess está junto com o Chris? ― sua pergunta me surpreende. Eu encaro as duas safiras por um momento. ― Eu não sei, amor ― estou falando sério. Essa garota continua sendo uma charada difícil de decifrar. ― Talvez esteja apenas omitindo algo que viu e... ― E o quê? ― franze a testa um pouco. ― Eu sei que impliquei com ela desde o começo, mas, sou da mesma opinião de Elijah ― ele parece muito surpreso comigo nesse momento. ― Não acho que faria algo tão grave contra você. ― Você está falando sério, baby? ― seu tom é levemente incrédulo. ― Sim, estou. E, odeio dizer isso, mas, precisamos mantê-la por perto para tentar arrancar tudo que não está contando sobre a maldita festa. ― Concordo ― ele diz, enquanto seus dedos passeiam numa carícia leve pelo meu ventre. ― Mas, vou pedir a Greg para aumentar nossa segurança e Jess será vigiada de agora em diante. Eu franzo o cenho para isso. ― Será que você está cogitando que ela pode ser autora da carta também? ― Odeio acusar sem provas, baby ― ele sorri quando torço o nariz porque eu fiz isso. ― Geralmente não desconfio das pessoas junto a mim gratuitamente, porém, quando perco a confiança, ela nunca mais é recuperada. Espero estar enganado no caso da Jess. Eu apenas aceno e o beijo levemente nos lábios, pedindo a Deus silenciosamente para não falhar conosco e livrá-lo de todo esse fardo.

CAPÍTULO TREZE

Melissa O show de Selena teve problemas. Primeiro, houve um apagão em toda a área da marina. Ela subiu ao palco com quase uma hora de atraso e os fãs já estavam impacientes. Mas, ela conseguiu habilmente amenizar o clima com brincadeiras e comentários bem-humorados sobre o episódio. Liam e eu assistimos pela TV em nossa sala, enquanto Chay fazia sua tarefa escolar no sofá ao lado. Ficou claro que Selena andou estudando e aprimorando sua voz que, vamos ser sinceros aqui, antes não era tão afinada. Ela fez a performance acústica que Collin havia sugerido e foi ovacionada pelo público. Estava sendo um grande show. Selena cantou e dançou muito para delírio dos fãs. No entanto, quando cantava o bis, um fã mais entusiasmado conseguiu driblar a segurança e a agarrou. Não foi um simples agarre de fã. O cara arrancou sua roupa numa rapidez espantosa e a próxima coisa que vimos foi Collin invadindo o palco, partindo para cima do homem com uma fúria assassina. Os seguranças encheram o palco depois disso, cercando Selena. O site TMZ, que esteve transmitindo o evento em tempo real, não cansa de reprisar a última imagem deles: Collin saindo com Selena nos braços. Ela vestida em sua camisa. Isso foi há uns quarenta minutos. Em questão de minutos, infinitas especulações tomaram os canais de fofocas, confirmando por conta própria as suspeitas de que os dois estão namorando. Há suspeitas de que o apagão tenha sido obra de Chris, que ainda está foragido. Eles aproveitaram para relembrar o porquê do estuprador estar desaparecido. Especularam ainda que a Hart Music está falida, em seguida, passaram a falar das dez mais bem vestidas no American Music Awards do ano passado. Fale numa mudança rápida de assunto. Liam está ao telefone falando com Elijah nesse momento. Eu vejo as belas mulheres sendo elogiadas por seus modelos Gucci, Prada, Chanel, entre outras grifes famosas. A próxima foto chama a minha atenção: uma jovem atriz loira desfila um longo negro, o decote quase mostrando o bico dos seios e... Ela está ao lado de Liam. Os dois riem se olhando intimamente como só os amantes fazem. O gosto amargo do ciúme retorce em meu estômago. Lembro-me de ter visto esse momento, assistindo à premiação do ano passado. Eu nunca consegui evitar o ciúme irracional dentro de mim cada vez que o vi desfilar com suas vadias no tapete vermelho. Droga, minha respiração está acelerada. Eu não tenho motivos para sentir ciúmes agora. Ele é meu. Mas, ainda assim dói para caramba vê-lo em sua antiga vida. Liam para de falar atrás de mim e eu giro a cabeça. Seu olhar está preso na tela da TV, seus lábios apertados numa linha fina. Seus olhos caem para os meus e há pesar em sua expressão. ― Baby, desligue isso ― seu tom é suave, mas, firme. ― É lixo. Apenas lixo. Eu olho a tela mais uma vez antes de desligar. Chay está adormecido no sofá, o olho de relance. ― Collin e Selena já chegaram em casa? ― me levanto, indo até ele, tentando arduamente esconder meu desconforto. ― Sim, Elijah e os outros estão lá com eles agora ― os caras foram assistir ao show ao vivo para apoiar o parceiro e Selena. Liam me puxa suavemente para ele. Seus braços rodeiam minha cintura. Ele eleva a mão direita e segura meu queixo levantando meu rosto para olhá-lo de perto. Seu semblante suaviza ainda mais. ― Você está chateada? ― sussurra, as safiras me observando atentamente. ― Não, baby ― minto. Ele abre um pequeno sorriso e desliza os dedos pela minha mandíbula. Seu toque é ao mesmo tempo sexy e calmante. ― Sim, você está ― quero negar, mas, ele coloca os dedos em meus lábios. ― Conheço a minha

mulher ― diz as duas últimas palavras mais baixas e cheias de sentimento. ― Eu também ficaria se tivesse que ser confrontado com fotos suas do lado de algum filho da puta, mesmo que fosse alguém do passado ― suspira levemente. ― E é lá onde aquela garota está agora, baby. Você é o meu presente e futuro. Minha calmaria em meio à tempestade. Você é tudo para mim, Mel. Tudo ― ele prende uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. ― Ela, como todas as outras foram apenas distração até eu reencontrar a mulher que realmente valia a pena. Então, ponha uma coisa nessa cabecinha linda de uma vez por todas ― sua boca se curva em um de seus sorrisos ao mesmo tempo conciliador e sedutor. ― Eu amo você. Amo de uma forma totalmente louca, intensa, deliciosa e eu sei que é para sempre! ― ai, Deus, ele é tão malditamente bom com as palavras e eu me sinto ridícula agora pela minha reação. Eu vou culpar os hormônios. Oh, certo, sei que é uma desculpa fraca pra caramba, ok? ― Aquela garota e todas as outras. ― ele torce os lábios em depreciação. ― Fazem parte de uma existência vazia que vivi por muito tempo. Não vou dizer que não sentia tesão com elas. Eu sou homem ― ok, informação demais. Ele sorri um pouco, sentindo meu recuo à sua declaração. ― Mas, baby, com você é diferente. Porra, é fodidamente incrível todos os dias. Cada vez que afundo em você é melhor que a anterior! ― oh, rapaz, eu fico quente e começo a palpitar em lugares que não estavam atentos à nossa conversa até então. ― Eu nunca me entedio. Nunca vou me entediar porque sonhei com isso praticamente toda a minha vida adulta ― eu pisco para conter as lágrimas. ― Baby... ― murmuro, com voz embargada. ― Me sinto tão ridícula agora. Ele sorri, meio torto, meio menino travesso. ― Ridícula? Nunca, baby ― arrasta beijos por todo o meu rosto e eu gemo baixinho. ― Você é inteligente, madura, linda ― sua outra mão passeia suavemente pelas minhas costas ―, sexy e, porra, muito gostosa ― rosna parando a centímetros da minha boca. ― Hum, e malditamente ciumenta também, não podemos esquecer ― eu rio, já completamente inebriada nele. ― É que sempre acompanhei as premiações e... ― Ah, então é isso? ― os olhos azuis brilham em entendimento e ele sorri um pouco arrogante agora. ― Será que mesmo naquela época você ficava com ciúmes das mulheres no meu braço, baby? Hum? Eu bufo, tentando me soltar. Ele ri mais e me mantém presa. ― Você sabe que sim ― assumo. ― Eu sempre desejei ser elas. ― Não. Elas não ― diz ficando sério. ― Elas só tinham algumas aparições em público e meu... ― eu coloco meus dedos em seus lábios, cortando-o. Não quero ouvir isso. Ele sorri, lindo, ligando seu charme rock star. Eu bato em seu ombro. ― Depois de amanhã você estará lá comigo, baby ― sussurra. ― E vai mostrar ao mundo de uma vez por todas que Liam Stone está tomado ― ele morde meu lábio superior. ― Completamente tomado. E apesar de toda a merda que estou passando, meu sorriso vai ser real quando encararmos as câmeras, porque eu também sempre quis que fosse você lá todos aqueles anos atrás ― oh. Então, eu faço o que toda mulher apaixonada faria ao ouvir isso de seu marido: o beijo, enfiando as mãos em seus cabelos. Ele geme, mergulhando a língua em minha boca, e embora eu tenha começado, Liam toma o controle rapidamente, forçando-me a abrir os lábios e tomar o seu assalto lento e sensual. Não é um beijo duro, mas, é cheio de posse como todos os seus toques. Sua língua lambe a minha sedutoramente e eu mio me agarrando em seus ombros. Ele sorri presunçoso e para o beijo rápido demais. Eu reclamo. ― Vem, amor. Vamos colocar nosso homenzinho na cama ― seu riso é muito, muito safado quando completa: ― depois você pode continuar me beijando, minha gostosa.

Eu rio e o mordo seu queixo. ― Mmm, eu vou pensar no seu caso, superstar ― o provoco. Ele rosna baixo antes de dar um tapa leve em minha bunda e se afastar em direção a nosso pequeno adormecido. Liam o levanta nos braços com cuidado. ― Ei, filhão? Abatido em serviço, hein? Eu também odiava tarefas escolares ― ele resmunga e sorri travesso para mim. Eu meneio a cabeça em reprovação, enquanto recolho o material de Chay largado sobre o sofá. Atravessamos a sala e eu não posso evitar admirar os ombros largos de Liam em uma das camisetas brancas bem básicas que ele gosta de usar em casa. O rostinho de Chay repousa sobre seu ombro direito. Eu rio, feliz admirando meus dois lindos homens e subimos a escada devagar. As luzes do Microsoft Theater são esfuziantes a alguns metros à nossa frente. Daqui a pouco saberemos quais são os artistas consagrados pelo público. Estou com um friozinho, tá bom, um enorme frio na barriga apenas olhando daqui de dentro da limusine enorme e blindada que os caras locaram para acomodar a todos nós. Vocês já devem ter percebido que eles não se largam mesmo. Ainda me surpreendo com a união e amizade entre eles. Há sempre as provocações, claro, mas, se você mexe com um, todos tomam as dores. Eu amo isso neles. Eu amo todos eles. O contato com os fãs clubes foi um sucesso. Fiquei agradavelmente surpresa ao saber que já estavam se organizando para apoiar a banda bem antes do meu pedido. Eles, de fato, fizeram bonito e enlouqueceram a mídia como planejamos. Nesses últimos dias houve uma significativa trégua e quase não se ouviu sobre o processo de Liam. Grande parte dos canais e sites falavam da DragonFly e sua música. Por mais que a mídia quisesse, não podia ignorar o prestígio que os caras ainda têm com seus fãs. Isso é público e notório pelas indicações que a banda recebeu. Os caras estão concorrendo nas principais categorias: artista do ano, música do ano, dupla ou grupo de pop/rock, disco pop/rock e melhor artista de rock alternativo. Eu os abracei e beijei antes de sairmos de casa e disse baixinho no ouvido de cada um que não importava o resultado, eles não precisam provar mais nada a ninguém, mas, eu sei que não vai ser fácil para nenhum deles sair desse teatro hoje sem levar o troféu pelo menos em uma categoria. Estou orando silenciosamente para que os fãs tenham votado muito e feito justiça a cada um deles. Há uma fila enorme de carros parando no tapete vermelho. Minha nossa! Há uma multidão eufórica aglomerada atrás dos cordões de isolamento, aclamando as celebridades. Caramba, eu engulo em seco, começando a sentir palpitações. É muito. Eu... Eu de repente não sei se vou conseguir passar por isso. A gravidez está contribuindo, mas, tenho certeza que estaria nervosa independente do meu estado. Os caras estão abrindo pequenos sorrisos especulativos. Sean e Paul estão acompanhados de suas namoradas. Collin está todo empolgado com Selena, que foi indicada na categoria artista revelação. Elijah, bem, ele está acompanhado de uma modelo morena e peituda. Ele não parece particularmente muito interessado. Ela, por sua vez, é toda mãos para cima dele. Incomodou-me um pouco vê-lo com essa vadia. Sobretudo, porque Sara deve estar acompanhando tudo pela TV. Liam aperta a minha mão entre as suas. Eu o olho, mas, ele está olhando para fora. Seu maxilar cerra um pouco. Eu sei que o que deve estar passando pela sua cabeça agora. Ele e a banda sempre foram ovacionados onde quer que fossem. O momento que estão atravessando não é dos melhores. Eu me obrigo a jogar meu surto para o fundo da mente e aperto sua mão de volta. Apenas um pequeno e suave aperto para deixá-lo saber que estou aqui para ele. Sua atenção volta para mim e eu vejo tudo lá nos olhos azuis que estão um pouco escuros de apreensão. Nosso carro para. Greg e Mat descem para abrir as portas. O SUV está logo atrás com os outros membros da equipe de segurança. Oh. Meu. Deus. Eu estou prestes a andar pelo famoso tapete vermelho. Tomo uma respiração profunda, tentando obter algum controle. ― Pronta, baby? ― Liam sussurra, mas, essa pergunta poderia ser dirigida a ele também. Posso sentir

sua tensão. ― Isso aqui é Los Angeles em toda a sua glória. Não podemos mostrar qualquer sinal de fraqueza ou os abutres cairão em cima sem nenhuma piedade ― eu aceno. Caramba, seu discurso não está me acalmando. Ele parece perceber e sorri suavemente. ― Você consegue, primeira-dama do rock ― eu reviro os olhos. ― Sorria e acene sempre. Quando passarmos o tapete, é de praxe falar com a imprensa antes de entrar. Se alguma pergunta não a agradar, mande todos irem se foder ― eu arregalo os olhos e ele sorri alto. ― Estou brincando, Mel. Vamos deixar essa parte para Elijah ― eu não seguro meu riso quando Elijah resmunga: ― Eu ouvi isso, Stone. Nós dois sorrimos e ele descansa a testa na minha. Eu fecho os olhos inalando seu cheiro caro, picante. Meu rock star delicioso. ― Falando sério, se algum filho da puta perguntar algo que não deve, apenas não responda. Comente que está animada para a premiação e que seu marido provavelmente vai levar todos os troféus para casa ― ele pisca travesso. Eu rio. Ele é tão lindo. Mesmo estando com medo de ser hostilizado, ainda está se preocupando comigo. Eu pisco, sentindo meus olhos arderem. Aceno, reunindo toda a coragem que posso conseguir e sussurro: ― Eu estou pronta, baby. Vamos lá, superstar ― ele sorri um pouco, me dando um leve e carinhoso selinho antes de descer e estender a mão para mim. Minha mão treme pegando a sua e eu saio. Uau! Flashes e mais flashes espocam sobre nós. Há uma comoção que logo se transforma em gritaria quando percebem quem são os recém-chegados. Liam! Eu te amo! Liam, lindo! Liam, estamos com você! Meu coração aquece, batendo descontrolado. Eu senti tanta falta disso, do público o chamando, aclamando como ele merece. Liam parece um pouco surpreso no primeiro momento, mas, ativa seu modo rock star em seguida e sorri, acenando para o público como se a vida fosse perfeita. Cristo, não sei como consegue. Eu me corrijo imediatamente. Ele consegue porque nasceu para isso. É uma estrela. Seu brilho não pode ser apagado, vejo isso agora e estou tendo um momento difícil admirando-o como uma de suas fãs deslumbradas. Ele está arrasadoramente lindo em seu terno escuro. Seu braço enrola em minha cintura, firmemente. Minhas pernas estão um pouco instáveis sobre os sapatos caríssimos que minha personal stylist me fez usar. Meu vestido é um Valentino vermelho extravagante. Um longo tomara que caia com um cinto de pedras preciosas segurando o busto, marcando e deixando minha barriga saliente totalmente livre. Agora não haverá dúvidas de que estou grávida. Nós ainda não confirmamos nada para a imprensa. Queríamos curtir isso só para nós por um tempo. Mas, depois da festa do Chay as especulações ganharam tom de certeza. Há um grande tumulto. O público grita muitas coisas. Não vou mentir, há algumas vaias, mas, elas são suplantadas pela euforia dos fãs que aplaudem e entoam MeLiam! MeLiam! Eu abro um sorriso trêmulo e agradecido pela resposta positiva deles e vou acenando, enquanto avançamos pelo espetacular tapete vermelho. Liam tem toda razão quando diz que não podemos fraquejar. Caramba! Estamos ao vivo para o mundo todo. É meio surreal e assustador, porém, há uma inconfundível sensação de poder ao ouvir as pessoas gritando seu nome. Não tenho outra palavra, a não ser... Uau! Os caras saem pouco depois e mais gritos soam entusiasmados para cada um deles. Em seguida, os gritos de DragonFly! DragonFly! Nos seguem até a área reservada para a imprensa. ― Hora de enfrentar as feras ― Liam murmura e beija meus cabelos quanto paramos e posamos para fotos. ― Você está bem? ― vira o rosto para mim e eu o encaro, embevecida. Os incríveis olhos azuis estão suaves e um sorriso deslumbrante toma sua boca antes de seus lábios tocarem os meus numa

provocação deliciosa. Os flashes continuam espocando em nossos rostos e eu tento a todo custo relaxar com ele. ― Estou ótima ― sussurro, acariciando sua face. Os caras se juntam à nós. Eu a e as mulheres nos afastamos um momento deixando apenas a banda ser capturada para as fotos. Liam os puxa pelos ombros. É uma imagem linda. Eles estão todos em ternos elegantes, mas, suas posturas despojadas e cabelos meticulosamente desalinhados, gritam: roqueiros fodões. Belos exemplares masculinos, sem dúvida. Meu olhar captura Liam outra vez. Ele ri e pisca do seu jeito safado. Eu rio e jogo um beijo. Em seguida, cada um dos caras vai em direção aos repórteres de variados canais que estão cobrindo o evento. Liam me conduz para uma loira alta, com um decote enorme que está acenando freneticamente. Isso não foi muito sutil. Zombo internamente, não deixando meu sorriso escorregar em nenhum momento. ― E estamos aqui com ninguém menos que Liam Stone, o líder da banda favorita da noite ― ela diz efusivamente para a câmera. Seus olhos brilham com indisfarçável interesse quando se focam em Liam. ― Você pode nos contar como se sente ao ser indicado em cinco categorias mesmo enfrentando um processo tão delicado, Liam? Liam suspira levemente e aperta um pouco minha cintura. ― Boa noite, Samantha e a todos que estão nos vendo em casa ― ele cumprimenta tranquilamente e ela só falta babar quando a chama pelo nome. Mal sabe ela que Liam sabe praticamente os nomes de todos os repórteres cobrindo o evento. Meu marido é aplicado no trato com a imprensa. ― É sempre incrível ser indicado para uma premiação dessa importância no mundo da música ― sorri e ela suspira. Sim, ela suspira, batendo cílios para o meu marido bem na minha cara. Sem contar que a vaca parece não ter me notado aqui. ― Eu só tenho a agradecer aos fãs da DragonFly pelo imenso carinho comigo e os caras ― ele ignora elegantemente a menção do processo. Deus, ele é perfeito. Agora, eu estou babando também. Liam olha firmemente para a câmera. ― Nós fodidamente amamos vocês! ― Uau! ― ela se abana teatralmente e sorri, mostrando os dentes muito brancos. Cadela! ― Você parece mais calmo e sereno. Muito diferente da última premiação ― seu riso se torna malicioso e me encara pela primeira vez. Oh, você me viu? Eu tenho vontade de torcer o nariz, mas, sigo o script e sorrio docemente. ― Isso se deve à Mel e a evidente gravidez? Já sabem o sexo do bebê? Liam sorri alto, o som rico e profundo. ― Sim, a Mel é a minha calmaria ― ele concorda, seu tom suave e beija minha têmpora. Eu derreto, minha mão livre passeando pelo seu peitoral. ― E estamos mesmo grávidos, estamos esperando um menino para o início de maio. ― Uau! ― repete. Aparentemente ela perdeu todo o seu vocabulário perto do Liam. ― E você, Mel? Como é ser casada com a estrela de rock desejada por nove entre dez mulheres americanas? ― uh! Se Sara estivesse em meu lugar, diria: é sério essa merda? Eu olho a câmera, atordoada e momentaneamente muda. Caramba, eu desejei tanto estar aqui com ele e estou muito falante agora, não é? ― Boa noite ― eu me forço a falar e Liam beija meu ombro nu, enquanto falo. ― Eu sou a sua calmaria, baby? ― rio, olhando-o de lado. Eu quero mostrar à vaca com o microfone na mão que sou superior. ― Ser casada com Liam é maravilhoso ― afirmo ainda o olhando. Os olhos azuis amolecem e ele sorri para mim. Não o sorriso das câmeras, apenas o meu sorriso. Volto a encará-la, que parece meio sem graça agora ao presenciar nossa pequena demonstração de afeto. ― Eu amo cada momento com ele. Amo a banda e estou otimista que eles consigam vencer nas categorias em que foram indicados ― digo o mais tranquila que consigo.

― Uau! ― eu preciso me esforçar para não rolar os olhos. Liam sorri baixinho, obviamente tendo os mesmos pensamentos. ― Obrigada, Liam, Mel ― ela volta a atenção para a câmera. ― E esse foi o casal Stone... Sua voz é abafada pelo burburinho à medida que nos afastamos para a entrada. Liam para e espera os caras se juntarem à nós. Eles também estão falando com a imprensa. Elijah está incrivelmente charmoso enquanto fala. Talvez o decote generoso da repórter tenha ajudado com seu gênio. Cristo, o homem não cansa de galinhar. Sua modelo não parece muito feliz com seu flerte descarado com a repórter. Quando finalmente se livram, trilhamos para dentro. Meus olhos param a cada celebridade que vejo. Eminem está um pouco à nossa frente. Ele acena para Liam e os caras. Oh, meu Deus! Ele acenou. Eu rio de mim mesma. É claro que ele acenou, Mel. Cristo, controle seu lado tiete. Então, o controle fica muito difícil quando avisto ninguém menos que Adam Levine do outro lado. Um som entusiasmado sai da minha boca sem minha permissão e Liam ri, sabendo o que está se passando comigo, mas, ele segue o meu olhar e uma carranca surge no rosto bonito. ― O quê? ― finjo inocência. ― Baby, pare de babar no Levine, porra ― ele rosna em meu ouvido. Eu rio, e o enlaço pelo pescoço quando paramos no mar de celebridades de todos os calibres à nossa volta. ― Você prometeu me apresentar a ele, lembra? ― ronrono, sedutora. Ele aperta os olhos para mim, então um riso indecente curva os cantos de sua boca. Levanta uma mão para o meu rosto e desliza os dedos de forma provocante pelos meus lábios com cuidado para não borrar o batom. ― Podemos barganhar isso, baby? Hum? ― seu tom é muito sem vergonha, enquanto seu olhar azul prende o meu, fazendo promessas sujas. ― Posso pensar em uma ou duas coisas que essa boquinha linda e talentosa pode fazer... Eu rolo os olhos, mas, rio e entro no jogo. ― Aposto que pode, superstar ― murmuro. ― Fechado. Agora, me leve até o Maroon 5! ― sim, eu não consigo conter um gritinho de fã e Liam revira os olhos. ― Baby, eu vou bater nessa sua bunda de tiete mais tarde ― grunhe em minha orelha, mas, há um riso em sua voz.

Liam Eu aguentei estoicamente a Mel se derreter em elogios para o Levine e seu grupo por cerca de vinte minutos. O que um cara não faz por um bom boquete... Rio porque pretendo usufruir da boca talentosa da minha mulher assim que entrarmos na limusine. Os caras não vão voltar conosco. Cada um tem seus próprios planos para encerrar a noite. O passeio de volta para casa vai ser divertido... Aceno e cumprimento muita gente. Todos estão com a mesma expressão surpresa. Ninguém esperava que eu viesse à premiação com toda a tensão que estou passando, mas, LA é isso. É uma selva e você não pode jamais mostrar que está por baixo. Eu rio e conto piadas para aqueles que tenho mais intimidade e aos poucos o mal-estar vai cedendo e a adrenalina de concorrer a cinco categorias toma todo o espaço em meus pensamentos. É um grande cala a boca para os canais midiáticos que estão denegrindo a minha imagem incansavelmente no último mês. Eu e os caras ficamos tocados com toda a reviravolta que os fãs fizeram na mídia e nas redes sociais nos dias que antecederam à premiação. Eles são fodidamente imbatíveis, mas, eu desconfio que a Mel tenha seu lindo dedo nessa revolução toda. Ela não é tão boa atriz quanto pensa. A flagrei em conversas suspeitas ao telefone várias vezes nessa semana. Ela é mesmo a porra da

primeira-dama e eu estou cheio de tesão desde que a vi descendo a escada com esse vestido chamativo do caralho. Os peitos estão deliciosos no modelo sem alças e estou tendo um tempo difícil para manter meus olhos e mãos longe. Após cumprimentar e socializar nos dirigimos para nossos lugares. Pouco depois, a abertura oficial é feita e o nervoso se instala na boca do meu estômago. É a mesma sensação todas as vezes. Eu acho que o artista precisa sentir-se assim. Se ele não sentir é porque o que faz não lhe dá mais tesão e aí é hora de parar. Eu não estou pronto para me despedir dos palcos ainda, e é certo como o inferno que os caras também não. O mundo vai ter que nos aturar por mais algum tempo. Sentamos todos juntos na segunda fileira. Miley Cyrus está à nossa esquerda, Beyoncé e Jay-Z à nossa direita. Sam Smith, One Direction e outros indicados também estão nas proximidades. O rosto da Mel tem uma expressão engraçada. Ela está tentando a todo custo não se mostrar impressionada, mas, sei que é difícil. Eu e os caras parecemos uns veadinhos na nossa primeira cerimônia. Não conseguíamos nos conter frente a frente com os caras que admirávamos como fãs. Eu beijo seus cabelos e ela suspira apoiando a cabeça em meu ombro. Um casal de atores de Hollywood introduz a primeira apresentação da noite. Coldplay toca duas músicas e vamos para o anúncio da primeira categoria. Eu e os caras trocamos olhares, dando forças um ao outro silenciosamente como fazemos a cada vez. ― Categoria melhor banda de rock alternativo ― a atriz anuncia e a plateia se agita. ― Vamos aos indicados ― os telões se enchem de imagens e aplaudimos a cada banda apresentada. Eu e os caras rimos como idiotas quando aparecemos. Mais aplausos e assovios. Mel aperta os braços ao meu redor. Estamos todos com as respirações suspensas à espera da revelação. A atriz faz a porra de um show de suspense para abrir o maldito envelope. A plateia está toda em silêncio. Ela brada o nome da banda vencedora e gelo cai em meu intestino porque não é o nosso. Minha cabeça está zonza. Ela repete o nome entre gritos e aplausos e eu permaneço assim, atordoado, anestesiado. Nós só perdemos no nosso primeiro ano. Nos anos seguintes sempre voltamos para casa com as mãos cheias de troféus, se não em todas, mas, pelo menos em três categorias era garantido. E, um fato importante e supersticioso era que sempre começávamos vencendo a primeira categoria anunciada. Esse padrão acaba de ser quebrado. Sinto a mão suave da Mel no meu rosto obrigando-me a encarála. A devastação que vejo refletida nela é a mesma em cada um dos meus parceiros e eu me odeio por arrastá-los para baixo comigo. Nossa música foi definitivamente afetada por essa merda, se havia alguma dúvida, isso ficou claro como água agora. Eu não consigo dizer nada para a Mel e nem para os caras. Minha atenção volta para o palco onde a banda vencedora está discursando em agradecimento. ― Isso não quer dizer nada, baby ― ela sussurra em meu ouvido. Mas, sua voz está tensa, trêmula. Mel sabe que isso é importante para mim e os caras. Não se trata apenas da arrogância de nos julgarmos os melhores. Trata-se do momento ruim que atravessamos. A banda parece suspensa por um fino barbante que está se partindo. A imagem pública já foi abalada e sairmos vencedores daqui iria ajudar a amenizar o clima. ― Eu sei, baby. Eu sei ― eu digo sem a menor convicção. Sinto o braço de Elijah por cima do meu ombro. Ele aperta sutilmente. Eu o encaro. ― Ainda há mais quatro, irmão. Vamos vencer em alguma, você vai ver ― ele torce a boca num riso irônico. ― Quem liga para porra de superstições? E daí se não começamos fodendo tudo? Eu aceno relutantemente. Certo, ainda tem mais quatro. Porra, nunca estive tão malditamente nervoso em premiações. Como consegui foder tanto com a minha carreira? Fica frio, Stone. Você parece a porra de um veadinho, aí tremendo. Meu subconsciente resolve dar uma piorada no meu humor. Não é o fim do mundo... Humpt! Se você vai jogar o velho discurso de que o importante é competir, poupe os meus

ouvidos, porra! Ele ri. Sádico do caralho. Por que diabos eu falaria algo tão estúpido, Stone? Foda-se essa merda! Ninguém entra numa competição pensando em perder, porra! Todos querem ganhar. Uh! Estamos concordando agora? Eu o alfineto. Hum, sim, concordando nisso e claro, que esse vestido deixou os peitos da nossa mulher indecentemente bonitos... Eu rosno e ele sorri como o bom bastardo que é. Relaxe, Stone, você está cansado de saber que são os melhores nesse jogo. Sim, esse ano está tenso, mas, duvido que não voltem para casa com pelo menos uma daquelas belezinhas ali. Eu olho o palco. Os caras estão rindo, posando para as fotos. Eu me permito rir também, sabendo exatamente como estão se sentindo nesse momento. Okay, que venha a próxima, porra! Temos um intervalo. Steve e Rose vem nos cumprimentar. Deixo a Mel em companhia deles e dos caras e vou ao banheiro. Quando estou saindo, levo um susto ao dar de cara com ninguém menos que Bob Cash. Perfeito, porra! Bufo internamente. Sua banda foi indicada em uma categoria que não me lembro qual nesse momento. Não me importa uma merda, embora. Ele está todo cortado em seu terno elegante, parecendo gente decente, quando na verdade não passa de um maldito agressor de mulheres. Eu estava torcendo para não ver sua cara de imbecil hoje. Não tive tanta sorte. Mas, não tenho tido muita ultimamente, não é? ― Stone ― Bob acena levantando o queixo em saudação. Ele enfia as mãos nos bolsos. ― Cash ― eu praticamente cuspo e passo por ele em direção ao corredor. ― Você tem um minuto? ― pergunta e eu paro, olhando-o por cima do ombro. Ele deve ter visto minha confusão, pois abre um sorriso conciliador de merda. O que há com esse fodido? ― Uma pena não terem vencido aquela categoria... ― Corte a merda, seu minuto está correndo ― digo conciso, virando para encará-lo de frente. O riso irônico torce sua boca. ― Você acha que sabe tudo a respeito daquele episódio, não é? ― eu continuo encarando-o firmemente. ― Você está longe, Stone, fodidamente longe da verdade. Aquela garota é uma vadia do caralho! ― rosna com raiva. ― Será que você quer sua cara toda fodida na noite de premiação? Porque é isso que vai acontecer se repetir isso, porra! Você espancou a Jess! ― eu avanço para ele, que recua levantando as mãos, mas, o riso irônico se abre de novo. ― Você não estaria a defendendo tão ferrenhamente se soubesse o que ela fez. Ficaria chocado com as coisas que Jess é capaz de fazer quando está chapada, Stone. Suas palavras torcem dentro de mim, então, me lembro de que Jess está sob vigilância. Eu fecho os olhos por um momento breve, tentando reunir calma. Eu apenas usei meu reflexo de defendê-la. Era como uma espécie de piloto automático para mim e Elijah quando se trata dela. Mas, não agora. Agora estou cheio de desconfianças. A situação é tão fodida que estou ouvindo Bob Cash em um banheiro masculino. Ironizo-me. ― Por favor, me ilumine, Cash ― eu zombo, porém, meu tom é sério e ele percebe também. Bob vai até o vazo sanitário e faz suas necessidades de forma irritantemente vagarosa. Eu bufo e retomo meu caminho. ― Eu estava lá, Stone. Suas palavras me param pela segunda vez. Ele estava lá? Que porra é essa? A porta é aberta em

seguida. ― Que porra é essa? ― a voz de Elijah dá vazão a meus pensamentos. ― O que faz aqui com esse... Lixo? ― rosna se posicionando ao meu lado, sua postura gritando briga. Bob apenas ri do seu jeito cínico. Esse bastardo é mesmo sem noção. ― Se quiser saber mais, você sabe onde me encontrar ― Bob diz para mim, enquanto lava as mãos. ― Do que esse fodido está falando, Liam? ― Elijah inquire com os punhos cerrados. Eu sei que nada agradaria mais a meu parceiro do que arrancar esse riso debochado da cara do Cash. ― Eu estava na famosa festa ― ele diz diretamente a Elijah. ― Mentira, seu monte de merda! ― Elijah brada e eu o contenho antes de avançar para Bob. ― Sim, eu estava ― Bob cerra o maxilar, seu tom e semblantes subitamente sérios agora. ― Eu vi coisas... ― meu pulso começa a acelerar. ― Coisas suspeitas que podem ajudar o Stone. Na verdade, eu ouvi e vi coisas suspeitas na Hart também. Chris queria a cabeça do Stone a qualquer custo. ― Novidades, Cash ― o tom de Elijah é mais brando, mas, não menos ameaçador. ― Nos dê algo novo e talvez eu não parta a sua cara em pleno evento. Bob sorri de novo e ajeita os cabelos e a gravata. Elijah está rangendo os dentes como um cão raivoso. ― Como frisou bem, hoje é dia de festa. Vê se dá um tempo, Allen ― zomba para Elijah e eu mantenho meu aperto no braço de meu parceiro. ― Já disse, me procure depois, Stone e podemos conversar. Sinto que há um objetivo maior por parte de Cash com isso tudo. Ele não pode estar querendo me ajudar simplesmente. Isso não é o Bob que conheço. ― O que você quer em troca? ― pergunto entre dentes e ele me encara, seu riso sumindo. ― A Hart está na merda, completamente fodida ― rosna, passando as mãos pelos cabelos. ― Pensamos que era o nosso pote de ouro, mas, não há porra nenhuma lá para nós. ― O. Que. Você. Quer? ― Pontuo, já perdendo a paciência. ― Não é óbvio? Quero um contrato com a sua gravadora ― Elijah e eu bufamos desdenhosos, porque não há maneira de termos a The Horses na porra da nossa gravadora. Ele abre o riso irônico de novo. ― Pensem sobre isso, parceiros. Uma mão lava a outra e toda essa merda filosófica. Elijah solta um suspiro frustrado. ― Liam, vamos verificar se esse imbecil está falando a verdade e podemos levar isso para os caras ― diz focando sua atenção em mim. ― É a sua liberdade em jogo, irmão. Eu exalo alto e aceno. ― Podemos conversar sobre um possível contrato. Se tiver mesmo algo que possa me ajudar ― não menciono o que Bob disse antes sobre Jess ter feito algo para mim. Não quero Elijah ainda mais nervoso agora. ― Mas, será apenas por um ano, no máximo. Podemos dar toda assessoria à sua banda de merda e depois vocês estarão por conta própria. Bob sorri, meneando a cabeça.

― Para um homem que está com os dias contados até que ainda é bem arrogante, Stone ― cospe. ― Mas, funciona para mim. Eu sei que uma convivência entre as duas bandas é impossível por muito tempo ― ele abre o maior sorriso comedor de merda. ― Especialmente depois de tirarmos a DragonFly do topo das paradas, não é? Dessa vez não consegui conter Elijah que pegou Bob pelo colarinho e o bateu contra a parede numa velocidade espantosa. ― Solte-o, Elijah! ― rosno, puxando-o para trás. ― Não vale a pena, porra! ― Se não tiver dizendo a verdade, Cash ― Elijah avisa, batendo-o de novo com força contra a parede. ― Vou quebrar a sua cara, sabe disso, não é? Bob faz uma expressão entediada, enquanto puxo meu parceiro de cima dele. ― Controle-se, irmão ― peço a Elijah. Ele ajeita seu terno, respirando forte e acenando com a mandíbula tensa. Volto a minha atenção para Bob. ― Amanhã está bom para você? Estou com pressa e não tenho a menor disposição para jogos ― aviso, meu tom duro. ― Então, é melhor cantar a porra da bola amanhã. ― Entendido. Apareço na gravadora na parte da tarde ― ele diz e sorri acrescentando: ― Ah, e dê meus cumprimentos à Mel ― é a minha vez de rosnar e Elijah me conter. ― Você foi rápido, Stone ― seu riso some. ― Rápido e esperto. ― Filho de uma puta! ― eu brado quando ele sai. ― Você acha que ele está falando a verdade? ― sondo para Elijah. ― Nós vamos descobrir amanhã sem a ameaça de um evento público pairando sobre nossas cabeças, irmão ― ele me diz com um sorriso malvado. ― Me dê a honra de apertar esse otário como um maldito parafuso, Stone. Eu quase rio mesmo com tanta tensão. Elijah tem um humor negro do caralho. ― Vamos, seu idiota, minha mulher está me esperando ― eu o puxo pelos ombros e deixamos o banheiro. ― Além disso, temos mais quatro chances de voltar à porra do jogo. ― É disso que estou falando, parceiro ― ele sorri de volta. ― Porra, não diga aos caras, mas, estou me cagando de nervoso. Estou ficando velho para essa merda. Eu gargalho e ele me bate atrás da cabeça. ― Eu também, caralho ― eu digo e devolvo o tapa. Já encontramos todos acomodados em seus assentos quando voltamos ao auditório. Há sons de aplausos. Cacete, o intervalo acabou. Mel sorri fracamente quando me vê. Eu e Elijah paramos um pouco vendo a movimentação no palco. ― Merda! ― ele rosna baixo atrás de mim. ― Merda dupla! ― eu o sigo porque nós nos ferramos em mais uma categoria. Perdemos o troféu: dupla ou grupo pop/rock. Ele e eu nos forçamos a aplaudir e nos encaminhar para nossos lugares. Collin, Sean e Paul nos dão sorrisos amarelos. Mel me sonda com olhar preocupado quando me sento ao seu lado.

― Há algo errado, baby? ― sua voz suave acaricia meus ouvidos e eu me inclino, precisando de mais contato. De conforto. Qualquer coisa que me faça sentir menos merda do que me sinto agora. ― Além do fato de estarem nos fodendo em cada categoria? ― rio ironicamente. Seu semblante amolece e ela deposita um beijo leve em meus lábios. Brinca, apenas roçando. Não é sexual, é apenas para me confortar. Exatamente o que preciso. Suspiro e a puxo mais para mim. Eu esqueço a premiação e me concentro apenas no fato de ter a minha mulher comigo aqui pela primeira vez. Eu puxo para trás um pouco para olhá-la nos olhos. ― Desculpe por não ganhar nada para você hoje, baby ― murmuro, acariciando sua face perfeita. ― Ei, eu o vi ganhar todos esses anos. Só os grandes ganham tantas vezes seguidas, Liam ― ela tem um sorriso sereno que derrete meu coração. Os olhos amendoados me encaram de volta com tudo que eu preciso e que é insubstituível para mim: seu amor. ― Você e os caras não precisam provar mais nada ― eu bufo um pouco, ainda me sentindo injustiçado pra caralho. Ela sorri meneando a cabeça para a minha birra. ― É sério, baby. Onde está meu rock star arrogante e fodão que não se deixa abater? Hum? Se vier algum troféu, ótimo! Se não vier, foda-se essa merda! Eu gargalho, atraindo um pouco de atenção das fileiras próximas para nós. Cacete, eu fico tão duro quando ela fala palavrão. Amo ouvir coisas sujas da sua boquinha linda. Então, eu faço o qualquer cara louco de tesão pela sua mulher faria. Eu a beijo. Eu como sua boca sem me importar se vamos ser abordados para conter nossas demonstrações públicas de afeto. Ela geme quando chupo sua língua com força e passeia as mãos por dentro do meu terno. Eu rio sacana, mordiscando seus lábios e mergulho outra vez, mais profundo, minha mão enfiada em sua nuca, mantendo-a cativa do meu ataque. Percebo vagamente a movimentação no palco. Parecem estar anunciando outra categoria, mas, estou preso na nossa névoa de luxúria. Ela está certa. Foda-se o resto! Foda-se a porra da premiação! É isso aí, foda-se tudo, caralho! Meu fluxo de pensamentos é cortado pela voz meio irritada, meio zombadora de Collin: ― Stone, quando parar de assediar sua mulher, será que pode nos acompanhar até o palco? ― então, um sorriso de orelha a orelha toma seu rosto. ― Nós ganhamos essa, porra! ― os caras entoam uma série de palavrões e rosnados. Cacete! Nós ganhamos? Eu olho ansiosamente para o palco e o nome da banda está destacado nos telões. Eu olho para Mel. Ela tem o sorriso mais lindo estampado no rosto e seus olhos estão transbordando em lágrimas. Meus olhos ardem. Ver sua alegria, a emoção crua estampada em seu semblante é tão bom quanto ganhar. ― Eu acho que você está sendo requisitado lá em cima, superstar ― ela sussurra com a voz embargada. ― Vá, baby ― murmura antes de seu rosto ser banhado. Eu beijo suas lágrimas e os aplausos e assovios aumentam. Beijo seus lábios de novo e me levanto. Eu e os caras acenamos em volta e nos dirigimos para os degraus de acesso ao palco. Porra, sim! Estamos de volta ao jogo!

CAPÍTULO QUATORZE

Liam Love-me baby, love-me now, o single principal do nosso último álbum ganhou como melhor música! Yes, porra! Eu recebo o troféu das mãos de Jlo. A emoção corre em mim como na primeira vez que peguei um desses. Eu acho que é porque nossas bundas foram chutadas nas primeiras categorias. Isso agora tem um gosto especial pra caralho. Vem com o papai, belezinha! Eu vibro, gritando internamente e beijo o troféu antes de passar para os caras que tem enormes sorrisos em seus rostos. Aproximo-me do microfone ainda sob o som dos aplausos. ― Boa noite, senhoras e senhores ― olho toda a plateia e focalizo a Mel na segunda fileira. As câmeras imediatamente a localizam. Seu rosto lindo enche os telões no teatro. Ela está limpando as lágrimas que teimam em brotar de novo. Os olhos amendoados estão misteriosos e muito mais bonitos com o efeito da maquiagem. Os minúsculos pontos verdes e dourados, bem destacados pela sua emoção. Os caras se juntam a mim e me abraçam, enquanto faço o discurso. Flashes batem em nós de todos os lados. Há muitos celulares apontados em nossa direção também. ― Nós, da DragonFly só temos a agradecer aos nossos fãs por nos presentear com essa belezinha ― aponto o troféu nas mãos de Paul. O público ri. ― Vocês são foda pra caralho! É sério, vocês são incríveis e nós amamos fazer rock and roll para vocês, porra! ― assobios e expressões empolgadas soam no recinto. ― Eu e meus companheiros, irmãos de banda, cada um desses cães sarnentos estamos muito agradecidos. Nós amamos fazer música e quando nossa música recebe esse tipo de reconhecimento, porra, isso é o nosso combustível. ― Eles acenam e rosnam um Yeah junto com algumas declarações cheias de provocações. Nós rimos e eu olho na direção da Mel outra vez. Ela está rindo com a nossa interação. ― E, claro, eu não poderia deixar de agradecer e dedicar esse momento à minha mulher, Melissa ― a plateia vai arrefecendo a algazarra, ficando em silêncio. É o nosso primeiro evento público juntos e mesmo as celebridades estão curiosas. Mais uma vez, isso é Los Angeles. ― Baby, obrigado. Tudo que eu fizer de agora em diante, tudo que eu conseguir será porque estou fodidamente feliz por tê-la comigo. Você tira o meu fôlego a cada vez que te olho e eu não vejo isso mudando. Nunca ― ela está chorando de novo e a plateia está completamente em silêncio agora. Meus olhos ardem e meu coração está aquecido com a força do amor que sinto por essa mulher. ― Eu amo você, Srª Stone ― sussurro, e agradeço pelo prêmio mais vez encerrando o discurso. A plateia explode e um a um eles vão se levantando em aplausos. Porra! Eu rio, enquanto Elijah me chama de Romeu. O rosto da Mel ainda toma os telões e seus lábios se movem formando as palavras: eu também te amo, superstar. Eu amo quando ela me chama assim. Vejam bem, não é arrogância da minha parte, porque, bem, sim eu sou mesmo uma superestrela. Desculpem, é a verdade, ok? Mas, não é por causa disso que gosto. Eu amo a forma como ela diz isso. Na verdade, são duas formas: uma quando quer me provocar, seduzir, e a outra é cheia de carinho, amor e admiração. É essa última que está estampada em seu rosto agora. Não é uma simples groupie babando no astro do rock. É a minha mulher. A mulher que conhece tudo sobre mim e mesmo assim me ama incondicionalmente. Porra, eu preciso beijá-la, mas, a outra parte do palco já está preparada para a nossa apresentação. Então, eu faço o que posso, beijo meus dedos e os levo ao meu coração. Ela faz o mesmo. Eu e os caras seguimos para a parte mais alta do palco onde nossos instrumentos estão montados. Hora do rock and roll! Na meia hora seguinte, tocamos a música vencedora e outras duas, para uma plateia muito empolgada. A tensão inicial foi sufocada pela adrenalina de estar no palco. Nós merecíamos isso. Nós, porra, merecíamos uma fodida folga das merdas que vêm acontecendo. A última música é Irresistível, e é claro que faço um show para minha mulher. Eu desço o palco e vou até ela. Mel parece

meio sem jeito com todos os olhares sobre nós, mas, seu sorriso é lindo, seu rosto iluminado. Eu a beijo sob os assovios da plateia e o solo da guitarra de Elijah e subo para encerrar a apresentação com os caras. Quando eles tocam seu solo final, as palmas enchem o teatro e um sorriso enorme se escancara em minha boca. É isso. Eu me alimento disso. Viro para os caras e trocamos sorrisos cúmplices, enquanto eles vêm para frente se juntando a mim. Correção: Nós nos alimentamos disso. No próximo intervalo, tomamos um drink enquanto a premiação está parada. Muita gente vem nos cumprimentar pela apresentação e por vencer a melhor música. LA é isso. Você está por cima, todos estão à sua volta. Você escorrega, todos somem como ratos abandonando o navio. Eu apenas sorrio e finjo que não notei que alguns desses filhos da puta nem mesmo foram ao aniversário do Chay, obviamente temendo associar suas imagens medíocres de merda a mim. O que é uma piada, pois, alguns deles só podem sonhar com o tipo de prestígio que eu e banda temos. Arrogante? Sim, eu sei. É a verdade, no entanto. Mel toma um pequeno gole da sua água com gelo e limão, concordando com algo que uma atriz em decadência sussurrou em seu ouvido antes de se despedir do grupo e sair. Embora, o médico tenha garantido que uma taça não faz nenhum mal ao bebê, não fico totalmente à vontade com ela ingerindo álcool mesmo que em pequena quantidade. Além disso, com a maré em que me encontro, se ela bebe uma taça aqui, amanhã as manchetes dirão que estou embebedando minha mulher grávida. Elijah parece estar pra lá de entediado com sua modelo. Ele mal a olha. Os outros caras estão sorrindo e sussurrando com suas namoradas. Bem, ainda não sabemos se Collin e Selena estão namorando, mas, suas posturas relaxadas um com o outro nos dá a entender que estão compartilhando uma intimidade. Selena não conseguiu vencer como artista revelação. Mas, não parece muito decepcionada. Ela sabe que ainda tem um caminho longo a percorrer. E está claro para o público e para nós que Selena tem se dedicado à música e se aprimorado. Quando ofereci um contrato na gravadora não estava brincando completamente. Podemos trabalhar seu potencial e transformá-la numa estrela pop daqui a alguns anos. Ela tem vontade. Eu acho que acabou usando a carreira como uma válvula de escape para as atrocidades que o irmão a submeteu. Eu a vejo sob outra lente agora. Virando a cabeça para o lado, percebo Jess vindo em nossa direção e ela está com... A modelo selecionada para o vídeo clip. Merda. Eu ainda não falei nada sobre isso para Mel. A dupla sorridente para à nossa frente. A morena parece a porra de uma hiena sorrindo para mim e eu tenho que admitir, ela é quente pra caralho. ― Oi, pessoal! ― Jess cumprimenta. ― Melhor música, hein? ― ela sorri dando de ombros. ― Mas, já sabíamos disso, não é? ― me permito devolver um sorriso educado. Ela beija cada um dos caras e se aproxima um tanto relutante de mim, antes de plantar um beijo em minha face. Eu sinto Mel ficar tensa ao meu lado e acaricio sua cintura arredondada delicadamente, tentando relaxá-la. ― Parabéns! ― Jess sussurra. Eu assinto, lamentando que as coisas tenham se tornado tão tensas entre nós. ― Obrigado ― digo sucinto. ― Mel, você está lindíssima! ― ela diz, mas, há algo desconfortável em seu tom. É quase imperceptível porque um sorriso largo acompanha suas palavras, mas, eu consigo detectar. ― Obrigada, Jess. Você também ― Mel oferece cordial. ― Ah, permita-me apresentar a modelo que escolheu para contracenar com você no vídeo clip, Liam. Katrina estava muito ansiosa. Ela ainda não acredita que foi escolhida pessoalmente por ninguém menos que Liam Stone, seu rock star favorito ― Jess jorra em cima de mim e sinto a tensão se construir na Mel outra vez. Merda. ― Oi, Liam ― a moça estende a mão e parece que vai desmaiar. Seu rosto está vermelho de excitação.

― Parabéns, pela melhor música! Eu votei muuuuuito! Oh, meu Deus! Eu ainda não acredito que vou contracenar com você! ― ela dá um gritinho de fã. Ouço os caras rindo disfarçadamente, adorando me ver nessa saia justa do caralho. Bastardos. ― Olá, Katrina ― digo aceitando sua mão em um aperto breve. ― Obrigado, eu e os caras ficamos lisonjeados que goste da banda ― assumo, abrindo um sorriso amigável. Ela cora um pouco arrumando os cabelos. Mel dá um pequeno bufo ao meu lado. Eu continuo deslizando os dedos pela sua cintura, agora, mandando um recado para a modelo, que mesmo me vendo acompanhado da minha mulher, parece prestes a pular no meu pescoço. Que porra é essa, Jess? Lanço-lhe um olhar fulminante. Ela apenas sorri não tomando conhecimento da situação desconfortável. ― Mas, receio que Jess não ofereceu toda a informação sobre o trabalho ― volto minha atenção para a morena. ― Eu não farei o clip ― seu rosto cai com a notícia. Mel faz outro som deselegante. Eu quase sorrio do seu ciúme. ― Vamos contratar um modelo masculino para contracenar com você. ― Oh ― Katrina faz um beicinho. ― Mas, eu pensei que você tinha me achado atraente, sabe? Quente, de acordo com as palavras de Jess ― diz toda melosa e eu fulmino Jess outra vez, que tem a decência de parecer um pouco envergonhada. ― Não há nada que eu possa fazer? ― usa um tom mais baixo e sedutor, me lançando um olhar guloso. Mel se empertiga se livrando da minha mão e avança ficando cara a cara com a moça. Cacete! ― Kalina, já que perguntou, há algo que pode fazer ― minha mulher sibila no rosto da outra que recua um pouco atordoada. ― Você pode pegar essa sua bunda oferecida e esse tom de atendente de tele sexo e sair da frente do meu marido. Os caras riem mais alto dessa vez. Wow! Ela sabe dar seu recado, não é? ― É Katrina ― a modelo diz recuperando a postura. ― Que seja. Liam não vai fazer o clip, acho que todos aqui, exceto você, ouviram a mensagem alta e clara ― Mel olha para mim e eu me encolho um pouco com seu olhar duro. Baby, o que foi que eu fiz? Lanço uma pergunta silenciosa. Ela sorri secamente e eu sei que estou encrencado e provavelmente fiquei sem meu boquete mais tarde. Merda. ― Na verdade, você acaba de ser substituída, querida ― a moça escancara a boca, decepção enchendo seu semblante. ― Mel, eu estou cuidando disso. Você não pode intervir ― Jess retruca e Mel estreita o olhar em sua direção, a animosidade entre as duas ficando evidente. ― Eu posso ― ela diz categórica e me olha de relance. ― Diga a ela que eu posso, baby ― usa um tom doce, me mandando um recado implícito. Se eu quiser sua boquinha linda no meu pau mais tarde, vou ter que concordar com qualquer coisa que disser. Porra, eu concordo, é claro! ― Você pode, baby ― concordo e é a vez de Jess bufar. ― É isso, lindinha, você está fora ― Mel encara a modelo mais uma vez. ― Tenho uma modelo adequada para o trabalho. Uma que não vai tentar transar com o meu marido ― completa e volta para o meu lado. Eu volto a respirar tranquilo quando enlaça seu braço no meu. Jess tem o bom senso de puxar o braço da moça e resmunga uma despedida, se afastando rapidamente. Vamos ter uma conversa amanhã. Que cena foi essa que ela armou aqui? Eu disse que não faria o clip. ― Quem é a modelo? ― todos perguntam, focando as atenções em Mel, que sorri travessa para mim. ― Sara. Ela está voltando dentro de três semanas e...

― Sara está voltando!? ― Elijah inquire, seu tom ansioso e surpreso. Nós ainda não contamos a eles que Sara aceitou trabalhar na gravadora. ― Por que ninguém me contou nada sobre isso? ― ele me encara parecendo chateado. ― Desculpe-me ― eu o encaro, duro e não muito discreto indico a modelo peituda no seu braço. ― Quem é Sara? Uma ex-namorada ou algo assim? ― a morena em seu braço quer saber, seus lábios apertados em desgosto. Elijah não consegue ser sutil em seu interesse por Sara. ― Algo assim ― Collin, como o bastardo provocador que é, diz sorrindo para Elijah. Eli revira os olhos e abre um sorriso conciliador, mas, entediado para a moça. ― Querida, veja, não é aquele produtor de Hollywood que você queria encontrar a respeito daquele papel em um seriado? ― ele aponta um cara de cabelos grisalhos a poucos metros de nós, rodeado de belas garotas. O rosto da moça se transforma como num passe de mágica e ela sorri amplo. ― Vá, baby, é a sua chance ― o idiota sem coração a encoraja, antes de beijar sua mão. A desavisada se afasta toda feliz sem desconfiar que foi dispensada com esse simbólico gesto. Elijah suspira e toma um grande gole da sua taça. ― Então, Sara será a modelo... ― ele abre o maior sorriso comedor de merda e eu posso ver onde seu raciocínio está indo. Mel não vai gostar disso ― excelente escolha, Mel. Ela é linda, quente, se parece com você. Perfeita para o clip de Irresistível. ― Ei, bastardo! Você acabou de dizer que a minha mulher é linda e quente? ― rosno, eles riem. ― Calma aí, cara ― ele ri mais, como se só agora percebesse o que disse e mesmo assim, adorando ter falado. ― Elogiei a Sara. Mas, eu precisaria ser cego para não notar que a Srª Stone é quente pra caralho ― provoca dando uma piscadinha para Mel. ― Com todo o respeito, é claro ― Mel sorri baixinho. ― Obrigada, Eli ― ela diz e beija meu rosto, apaziguando. ― Sara é mesmo linda e, além disso, é a única que deixaria perto do meu marido para esse clip ― então, se inclina e sussurra em meu ouvido: ― vamos conversar sobre esse episódio mais tarde, superstar. Ela já não parece chateada, apenas provocando. Eu rio e seguro seu rosto, colocando minha boca em seu ouvido: ― Baby, sua boca estará muito ocupada no segundo em que entrarmos naquela limusine... ― mordo seu lóbulo e chupo em seguida. Ela estremece, gemendo baixinho. ― Caramba! ― murmura, enquanto puxo sua boca para um selinho breve. Trocamos um olhar safado, sujo e voltamos nossas atenções para o grupo. Eles estão nos observando com sorrisos maliciosos. ― Porra, ignorar o restante de nós é deselegante, Stone ― Elijah zomba da nossa troca. ― Voltando ao assunto vídeo clip... ― faz uma pausa sugestiva. ― Tenho a solução perfeita ― ele tem toda a nossa atenção, embora eu os caras nos entreolhemos, suspeitando do que virá a seguir. ― Eu contraceno com Sara. O Stone não precisa fazer isso, já que ele não quer mais atuar. ― Hum, eu não acho que Sara aceitaria isso ― Mel se apressa em falar. ― Melhor contratarmos um modelo para o trabalho. Elijah torce os lábios para a negativa.

― Mel, os fãs estão acostumados a verem o Liam nos clips ― ele usa um tom de negociador. ― Se ele não quer mais fazer, é justo ter alguém da banda. Eu ficaria mais do que satisfeito em ajudar ― termina com sua melhor cara inocente. Muito satisfeito, diga-se de passagem. Eu rio ironicamente. Ele me lança um olhar duro. ― Eu não me importo que o Liam atue com a minha irmã, Eli ― Mel diz em tom firme. ― Além disso, Sara pode não aceitar fazer com você. Elijah fica um momento em silêncio e eu posso ouvir as rodas girando em seu cérebro obstinado. Ele sorri e toma o último gole da sua taça. ― Certo. Vamos tentar um modelo ― concorda. Mel parece satisfeita, enquanto eu e os caras trocamos olhares, sabendo que nosso parceiro já está bolando algum plano para se livrar da concorrência e contracenar ao lado de Sara. Prevejo discussões acaloradas quando minha cunhada chegar. Fomos convidados a retomar aos nossos lugares para o restante da premiação. A energia entre nós é outra depois de vencer a melhor música e tocarmos. Estamos otimistas e isso se confirma quando vencemos a próxima categoria: melhor disco pop/rock. ― Cacete! ― Porra! ― Caralho! ― Foda! ― Yeah! Caralho! Eu e os caras saltamos, gritando como loucos. Mel está sorrindo e aplaudindo junto com a plateia. Ela inclina o queixo me mandando para o palco. Eu rio e sigo meus companheiros. Os telões mostram a movimentação do lado de fora do teatro e é uma imagem fodidamente linda! Os fãs gritam e empunham cartazes, pôsteres da banda e de cada um de nós individualmente. Estou cheio de adrenalina. Emocionado pra cacete quando faço o discurso. Esse eu dedico inteiramente a eles. Só tenho duas palavras para isso: incrível, porra! Eles vibram mais e mais com minhas palavras. Descemos aos nossos lugares e vimos muitos artistas serem aclamados em outras categorias e estilos musicais depois disso. Eu os caras já estávamos satisfeitos. Estava escrito em nossos semblantes. Estávamos muito agradecidos com a resposta dos fãs. Vencer duas categorias foi uma brisa fresca para nós e para a banda. Mas, fomos surpreendidos no anúncio do último prêmio da noite: artista do ano. ― Esses caras são incríveis ― um ator famoso, vencedor do Oscar do ano passado, sorri ao microfone. Porra, sem querer a expectativa toma cada célula do meu corpo. Só mais um. Deus, eu sei que pensei que já estava satisfeito... Mas, só mais um, por favor. Suplico em pensamento. Eu olho em volta e os caras estão com as mesmas expressões vidradas e parecendo pedir algo em preces, exatamente como eu. Vê isso, Deus? Só mais um. Eu prometo que... ― Fodidamente incríveis, como seu líder já falou neste palco esta noite ― meu fluxo de pensamento é cortado imediatamente por essas palavras. Cristo! Será? ― O vencedor de artista do ano é... ― ele faz um show abrindo o envelope, enquanto meu coração parece que vai sair pela boca. DragonFly! Algumas vozes arriscam da plateia. ― Baby... ― Mel entrelaça nossas mãos juntas. Eu a puxo para mim e ficamos os dois torcendo nesses

segundos de expectativa agonizante. ― O vencedor, na verdade, é uma banda, senhoras e senhores... ― porra, por que ele não diz logo? Quer nos matar? Não torture a minha mulher grávida, seu filho da puta! Quero gritar, mas, não cairia bem... ― Conheçam os artistas do ano: Liam Stone! ― eu quase tenho um treco, porra! ― Elijah! Collin! Sean e Paul! ― o teatro se levanta, aplaudindo e eu não posso acreditar nisso. Cacete! ― Aí está a sua resposta, baby ― Mel diz alto, acima da euforia da plateia. ― Vá! ― me dá um beijo feroz que fala do seu medo, tensão, alegria, enfim, todos esses sentimentos que estiveram em cada um de nós hoje. ― Com vocês, os caras da DragonFly! ― a galera ovaciona, assovia. ― A banda vencedora da noite! ― o homem nos chama e eu finalmente me levanto. Os caras não parecem acreditar, estão embasbacados assim como eu. Dou um sorriso largo para Mel e envolvo meus companheiros em um abraço coletivo. Juntamos nossas cabeças e murmuramos agradecimentos misturados à muitos palavrões, antes de nos dirigir ao palco. Os telões se dividem mostrando a Mel que chora copiosamente agora, e os fãs enlouquecidos lá fora. Eles souberam exatamente onde focar os votos! Porra! Pela primeira vez na minha vida estou diante do microfone e não consigo dizer nada. Os primeiros segundos passam e todos se acalmam me esperando falar alguma coisa. ― Stone, se você quiser agradecer, como nosso fodido líder, já pode, porra! ― Elijah zomba, sorrindo ao meu lado. O imbecil não foi tão discreto e a plateia ouviu, caindo na risada. Eu não me contenho e rio também, deixando o choque inicial para o canto da mente, eu faço os agradecimentos merecidos aos nossos fãs. Dedico à Mel, Chay, meus avós e então, uma ideia surge no meu cérebro cheio de adrenalina. ― Dizer que vocês são incríveis, que fodidamente amamos vocês, é redundância, cacete! ― digo e todos riem. ― Acabo de ter uma ideia e sei que meus companheiros de banda vão assinar embaixo sem que eu precise chutar suas bundas feias ― viu, Stone? Eu disse que estava se contorcendo como uma mocinha à toa... Meu subconsciente aparece. Você disse veadinho, porra! Rosno. Ele sorri. Ops, foi mesmo. Bom, isso também. Você precisava ver sua cara. Impagável... Se não se importa, estou no meio de um discurso. Eu tento situar o intrometido. Ele dá de ombros. Vá em frente, Stone. Ah, e que papelão foi esse ficando mudo antes do discurso? Ele balança a cabeça, zombando. Francamente, cara, coisa de veadinho... Isso nunca nos aconteceu antes... Se manda! Ranjo os dentes. O bizarro ri mais. Okay, okay. Parabéns, Stone! Vou te dar uma folga hoje. Só hoje. Eu bufo em desdém, Elijah já me acotovelando outra vez pela pausa longa. O quê? Não tenho culpa de ter um subconsciente que aparece nas horas mais improváveis, caralho. Volto ao discurso: ― vocês nos deram essa belezinha e estamos contentes pra caralho com todo o carinho, fidelidade e fé que têm na banda. Portanto, daremos esse troféu a quem ele pertence, de fato ― todos ficam momentaneamente em silêncio. ― Vocês! Nossos fãs! ― os telões explodem com imagens de fora. Os caras riem e acenam batendo em minhas costas. É, eu sei. Até eu quero me dar tapinhas nas costas, agora. Foi uma ideia do cacete! ― Vamos sortear entre os fãs clubes e entregaremos, pessoalmente, eu e os caras, na sede do fã clube vencedor ― a plateia irrompe em aplausos. De onde estou, consigo ver alguns artistas franzindo os cenhos, obviamente lamentando não ter pensado em algo assim antes. Não vou mentir, estou feliz que não tenham feito. Volto a falar, já encerrando. ― Eu os caras, parabenizamos cada artista aclamado pelo seu público esta noite, e também aos que foram indicados. Ser reconhecido é o segundo motivo pelo qual fazemos música, o primeiro, é amar fazer isso, porra! ― novos aplausos. ― Nós somos a DragonFly e estaremos com vocês por muitos anos ainda, se Deus nos permitir. Boa noite, senhoras e senhores! ― eu rio e abraço meus companheiros,

fechando os olhos, ouvindo o barulho das palmas. Faço uma prece silenciosa, agradecendo a Deus por minha carreira não ter sido destruída injustamente. Eu os reabro e olho na direção da Mel. Ela está chorando. Ainda. Eu rio, jogando-lhe um beijo e então, deixo-me tomar pela emoção que estive segurando toda a noite. Eu choro, sem a menor vergonha de me expor ao público e das câmeras apontadas para mim. Meu corpo sacode levemente, enquanto as lágrimas me lavam de dentro para fora. Os caras me dão tapas nos ombros e vêm me abraçar, me escondendo dos flashes, seus corpos grandes formando uma espécie de blindagem. É assim que me sinto quando cada um deles rosna seus incentivos em forma de palavrões: blindado. Nós não apenas voltamos ao jogo, nós viramos o fodido jogo e eu amo esses cães sarnentos!

Melissa Ainda estou meio anestesiada quando desfilamos de volta pelo tapete vermelho. Tão diferente, agora. Chegamos cheios de tensão, medo e estamos saindo ovacionados. Quero dizer, a DragonFly sai ovacionada. Sorrio da minha pretensão. Eu? Sou apenas sua maior fã. Ah, e mulher do vocalista lindo e sexy. Desculpem-me, mas, vou puxar esse cartão sempre que tiver uma oportunidade. Isso aqui é uma selva, Liam sempre me alerta. Ainda não consigo acreditar que aquela modelo vadia sugeriu não tão implicitamente fazer o famoso teste do sofá com o Liam para ele contracenar com ela no vídeo clip. Muita ousadia da fulaninha fazer isso bem diante do meu nariz. Que cadela! Tenho certeza que Jess fez aquilo de propósito para me causar ciúmes. Foi impossível me manter quieta. Ela é realmente bonita e... Jovem. Sim, eu vi o olhar de admiração masculina que todos estavam dando a ela, inclusive o Liam. Eu tenho trinta e cinco anos, já sou bem grandinha e sei que os homens mesmo apaixonados, acham outras mulheres atraentes. Não tenho a ilusão de achar que meu marido não vai nunca notar outras mulheres à sua volta porque me ama. Eu sei que Liam me ama. Não tenho dúvidas disso em momento algum. Mas, ele é homem, é claro que vai olhar quando vir uma mulher bonita. No entanto, Liam nunca me deixa desconfortável. Sejamos sinceras aqui, eu também não cega, ok? Amo loucamente o meu marido, mas, não consegui não olhar para alguns belos exemplares masculinos que estavam aqui hoje. A diferença quando se ama alguém como Liam e eu nos amamos é que não vai passar disso, admiração. O que temos é completo. Nenhum de nós vai achar isso em outro lugar. Ele sempre me diz isso. Eu amo ouvi-lo a cada vez. Liam é o marido que pedi a Deus e que Ele resolveu me conceder na segunda tentativa. É atencioso, amoroso, romântico. Não é como alguns babacas que presenciei hoje à noite, que mesmo com suas mulheres em seus braços, flertavam abertamente com outras. Argg! Nojentos! ― Então, baby... ― ele diz abrindo seu familiar sorriso sem vergonha quando fecha a porta da limusine, nos isolando dos gritos do público. ― Greg, eu a Srª Stone queremos dar uma volta ― ele diz, pelo interfone, sem desviar os olhos azuis dos meus. Eu rolo os olhos porque seu tom deixou claro o que ele pretende fazer comigo no confinamento desse carro. ― Algum lugar em especial, chefe? ― há um riso na voz de Greg e ele sobe a divisória como se fosse treinado para isso. Eu bufo mentalmente porque é claro que Greg já fez isso inúmeras vezes tendo Liam como chefe. Eu franzo um pouco o cenho com o pensamento dele se refastelando com suas vadias em limusines. ― Não, apenas dirija até eu pedir para nos levar para casa ― Liam diz e ergue uma sobrancelha inquiridora para mim. ― Ei, venha aqui, baby ― me puxa suavemente, me colocando em seu colo. O veículo começa a se mover. Pouso as mãos em seu peitoral, acariciando-o por dentro do terno. Seus olhos incríveis me sondam por um momento, então leva a mão para o meu rosto, seus dedos deslizam na minha boca. ― Obrigado pelo que fez com os fãs ― sussurra.

Eu abro a boca, incrédula que ele sabia. Rio, beijando seus dedos. ― Como você soube? Ele sorri meio torto. ― Um palpite apenas. Uma legítima primeira-dama, porra ― diz, enquanto a mão da cintura desliza para a minha bunda. ― Eu não fiz muito. Eles já estavam se organizando para apoiar a banda ― ele parece feliz com isso. ― O contato os deixou muito mais empolgados, mas, o crédito é todo deles. ― Eu discordo ― sussurra, me reposicionando, fazendo-me montá-lo. ― Foi uma ideia boa pra caralho, baby ― eu gemo quando sinto seu pau duro se alojando no meu centro. Ele ri do seu jeito safado e seu olhar prende o meu enquanto as mãos descem a parte de cima do meu vestido, desnudando meus seios. Os bicos intumescem sob o ar condicionado. ― Agora, vou recompensar minha mulherzinha gostosa por ser tão esperta e preocupada com seu marido ― ele sopra, sua boca a centímetros da minha. ― Baby... ― eu gemo, quando sinto suas mãos se apossando dos meus seios já pesados de excitação. ― Greg... ― O que tem ele? ― murmura, lambendo meus lábios. Eu ofego. Ele ri sacana. ― Ele vai saber o que estamos fazendo aqui... ― protesto, mas, minha voz é muito baixa e cheia de tesão. Ele ri baixinho, sabendo que vou deixá-lo fazer tudo que quiser comigo, não importa o lugar. ― Baby, esse é o mesmo Greg que foi comprar vestidos novos para você no dia seguinte à nossa primeira noite porque eu rasguei toda a sua roupa. Eu gemo de vergonha relembrando. Caramba! Eu ainda fico vermelha com isso. ― Tão arrogante e sem vergonha, superstar ― ronrono em sua boca. ― Você gosta ― rosna, puxando meus mamilos. Líquidos jorram descontrolados em minha vagina, ensopando a calcinha de seda. ― Minha gostosa... Você quer me dar essa bocetinha linda bem aqui, não é, baby? Hum? ― grunhe, moendo para cima, direto em meu clitóris e eu gemo de boca aberta. Sua boca toma a minha num beijo delicioso, enquanto moemos. Nossas línguas se lambem provocantemente. Gemidos lascivos escapam de nossos lábios, enquanto suas mãos trabalham no zíper do vestido. Eu ergo os quadris e ele habilmente o retira do meu corpo. Fico apenas com os sapatos vermelhos caríssimos e a calcinha no mesmo tom. Os olhos azuis passeiam fumegantes por cada centímetro de pele exposta e pousa em meu ventre. Ele acaricia-o, os olhos cheios de emoção. Em seguida, retoma a tarefa me acomodando no banco, puxando o tecido encharcado bem devagar pelas minhas coxas. Ele leva a calcinha ao nariz e inala profundamente. Caramba, estou alagada agora. Abre as minhas coxas e ri perversamente. ― Eu acho que vou comer você com a boca primeiro. ― Isso tudo é para eu esquecer o episódio com a modelo vagabunda escolhida especialmente por você para o vídeo clip? ― indago, tentando manter o mínimo de dignidade já que estou completamente nua e ele ainda está todo vestido. Seu sorriso se torna maldosamente sedutor e ele escorrega para o tapete, ficando de joelhos. Arreganha minhas coxas ao máximo, eu resfolego alto. ― Talvez... ― se inclina e sopra direto em meu brotinho necessitado. Eu tremo. Ele ri mais. Safado! ― Está funcionando, baby? ― sussurra, e isso reverbera em minha carne aquecida. Caramba! Estou a ponto de implorar quando ele dá a primeira lambida e oh, meu Deus. Eu mordo o lábio para conter meu grito de entusiasmo. Sei que Greg não pode ouvir, mas, precaução nunca é demais... Liam me chupa,

lambe, mordisca, mete a língua em minha vulva e me fode, enquanto rosna baixo, abafado pela tarefa. ― Liam... Baby... ― choramingo, jogando a cabeça para trás no encosto e dessa vez não consigo conter o grito quando insere dois dedos. Ele lambe, chupa o clitóris duramente e eu estremeço, gemendo. Não demora muito, estou gritando, o prazer se tornando insuportável, me fazendo explodir em gozo. ― Ohhhhhhhh! Deus, amor... ― mio, entre arquejos, meus dedos cravados em seus cabelos, mantendo-o contra mim, enquanto monto onda após onda do orgasmo. Sua boca ávida me suga até a última gota e ele sorri, beijando minha vagina quando termina. Ganidos baixos saem dos meus lábios. Ele me olha do seu jeito arrogante, satisfeito, por conseguir me descontrolar tão rapidamente. Acomoda-se no banco de novo. Suas mãos desfazem o cinto. Ainda estou sofrendo espasmos. ― Eu fui um cavalheiro, baby ― murmura, seu olhar travado no meu, começando a se livrar do terno, gravata e camisa. ― Mas, agora, eu quero essa boquinha linda no meu pau ― ri sacana e desce as calças e boxer, deixando seu longo e grosso pau à mostra, erguido orgulhosamente até seu umbigo. Eu lambo os lábios com a visão, o tanquinho trincado, o peitoral duro e volto a olhar seu membro. Ele o flexiona como um macho atraindo a fêmea para o acasalamento. Meus olhos voltam para os seus. Eu amo esse olhar. O tesão, o desejo latente que ele sente por mim. Eu rio atrevida, sedutora e me arrasto, ficando de quatro no banco. Ele me puxa pela nuca e come a minha boca. Eu gemo, sentindo meu gosto em sua língua. Mordo seus lábios e vou descendo pelo pescoço. Distribuo beijo, lambidas e mordidas em todo o peitoral bem construído. Seus músculos tremem com meu ataque. Suas mãos desfazem o coque elegante e soltam meus cabelos, correndo por entre as mechas. Ele dá um puxão firme e geme rouco, sexy quando lambo um a um os gomos tonificados do tanquinho. Eu ignoro seu pau propositalmente. Liam bufa, mas, sorri e em seguida, leva uma das mãos dos cabelos num passeio despudorado pelo meu corpo. Ele amassa a carne dos seios, puxando os mamilos. Sem aviso me puxa e chupa meu pescoço. Eu gemo desavergonhada. Ele crava os dentes, raspando devagar, mas, com pressão suficiente para marcar. Sua boca quente desce mais e abocanha um seio, chupando com força. Choramingo, arqueando-me para ele. O outro seio tem o mesmo tratamento e minha vagina está palpitando de novo. Eu gemo mais e mais. Ele sorri contra a minha pele. É incrível, mas, Liam sabe distinguir cada gemido que dou. ― Eu sei, minha putinha. Meu pau logo estará lá, mas, antes... ― me força a me posicionar para baixo, ficando cara a cara com seu pau, que está gritando atenção. ― É isso aí, baby! ― chupa uma respiração ofegante quando lambo a ponta. ― Chupe o meu pau, porra. Mama bem gostoso, minha delícia! ― e eu faço, obediente. O levo todo o caminho até a garganta. Ele amaldiçoa em voz alta. Eu rio, lutando para proteger os dentes da sua carne pulsante. Faço como ele pede, mamo avidamente. Chupo todo o eixo, deslizando a língua no processo. Rodo os lábios e língua só na ponta. Suas mãos grandes juntam meus cabelos num coque e nossos olhares se encontram. Ele está gemendo baixinho e mordendo o lábio inferior. Oh, Deus, tão lindo! ― Oh, Mel... Caralho, baby! ― rosna, rindo safado, seu quadril levantando para foder minha boca. ― Estou tão perto, amor! Porra! Que gostoso... ― grunhe estocando mais rápido e fundo e eu passo a chupar mais forte, escorrego os dentes suavemente pelo eixo. Liam solta um rugido, seguido de palavrões, enquanto goza, enchendo a minha garganta de esperma. ― Ohhh! Ahhhhhhhhhhhh! Delícia! ― eu o chupo com vontade, já totalmente excitada apenas por engolir seu gozo. O deixo todo limpo. Seu olhar azul está cravado em mim, enquanto ofega baixinho nos últimos espasmos. Suas mãos suavizam o aperto em meus cabelos. Ele abre um riso que é um misto de reverência e safadeza. ― Imbatível, Srª Stone ― sussurra e me puxa para o seu colo. Nos abraçamos tão perto quanto meu ventre permite. ― Melhor passeio de limusine de todos ― eu posso ver todas as emoções dançando em seus olhos, então eu não discuto sobre as vadias com quem ele fez isso no passado. ― Eu amo você ― completa e eu me derreto de vez. ― Também te amo, baby ― beijo seus lábios levemente. ― Parabéns por todas as conquistas da noite.

Você é muito foda, superstar ― eu brinco, usando seu linguajar. Ele sorri, o som baixo e rouco me excitando ainda mais. ― É, você me acha foda, minha gostosa? Hum? ― ele ri safado, roçando nossos narizes, me provocando antes de sua boca tomar a minha. ― Eu posso ser muito mais... ― rosna e retomamos o passeio... O passeio foi longo. Foi o mais longo e delicioso passeio de limusine que já fiz. Dou um suspiro sonhador ao relembrar a noite de ontem e saio da minha sala para o escritório de Liam. Daqui a pouco Bob Cash estará aqui e espero, esclareça algumas coisas. Isso me lembra de Jess. Liam não falou nada com ela sobre o encontro. Eu ainda acho que ela tem mais a falar do que o Bob. Talvez se eu fizer uma tentativa. Eu paro a meio caminho da sala de Liam e me viro na direção oposta. A garota é muito estúpida se não aproveitar a chance que estou prestes a dar a ela. Será minha única bandeira branca, no entanto. Eu bato quanto chego à sua sala. ― Entre ― sua voz soa abafada do outro lado. ― Mel? ― seu tom não é muito animador quando me vê, mas, eu sigo mesmo assim. ― Jess, eu preciso falar com você ― suas sobrancelhas se juntam. ― Sobre o caso do Liam. Você não para de alardear que é sua melhor amiga. Não há hora melhor do que essa para prová-lo. ― Então o quê? Você gosta de mim, agora? ― pergunta desdenhosamente. Sua cara de desdém faz meu sangue se agitar e eu perco um pouco da compostura. Avanço até sua mesa me colocando à sua frente e apoio as mãos sobre o tampo. ― Não, querida ― rio mordazmente. ― Eu ainda não gosto de você. Minha opinião real sobre você? ― Por favor ― ela pede com ar entediado, rolando um lápis entre os dedos. ― Eu acho que você é uma vadia egoísta ― seus olhos ampliam, surpresa com meu linguajar. ― Uma cadela ingrata, vazia, fraca que se deixou levar pelo vício e está desapontando as duas pessoas que a amaram e protegeram toda a vida. ― Cale a boca, porra! ― ela rosna, os olhos brilhantes de lágrimas. ― Você não sabe nada sobre mim! Nada! Mas, eu ainda não terminei. ― Uma mulher vingativa que está punindo um homem, por não amá-la da forma que ela quer. ― Eu não estou fazendo nada! ― sibila, os olhos transbordando. ― Eu não fiz nada! Quantas vezes tenho que repetir? Travamos nossos olhares por um longo momento. Essa garota é frustrante pra caramba. Se eu não estivesse grávida, bateria a resposta fora dela. Vontade não me falta, mas, preciso pensar no meu bebê. Suspiro e me afasto de sua mesa. Ok, vamos à outra abordagem. ― Liam será julgado se algo novo não surgir ― minha voz vacila um pouco. ― Esse promotor sanguinário quer a cabeça de um homem inocente, Jess. Você sabe de algo. Eu sinto isso. Liam sente isso também ― ela pisca e desvia os olhos, limpando as faces. ― Você sabia que Bob Cash estará na gravadora daqui a pouco e vai falar tudo que viu naquela noite? Sua cabeça gira rapidamente de volta para mim. Seu rosto empalidece.

― Liam não pode acreditar no que esse idiota tem a dizer ― há pânico em sua voz que ela tenta esconder, mas, já é tarde. ― Bob me odeia... ― Por quê? ― indago, cruzando os braços à minha frente. ― Não foi ele quem a agrediu? Por que ele a odeia? Ela se levanta e vai até a janela, sua postura tensa como um fio esticado. ― Isso não é da porra da sua conta ― rosna me olhando de lado. Eu suspiro, sentindo que estamos andando em círculos. Ando até a porta, mas, decido tentar mais uma vez. Eu olho o meu relógio e a encaro. ― Bem, você tem exatamente uma hora para pensar sobre isso. Se não abrir a boca e contar o que aconteceu naquela maldita noite, Liam vai te odiar quando souber pelo Cash ― Jess abraça a si mesma e olha para fora da janela. ― Embora eu não goste de você, não acredito que tenha feito algo com o intuito de ferrar com a carreira dele ― me olha com expressão incrédula agora. ― Eu tenho meu palpite sobre o que houve aquela noite ― ela bufa, se virando para me enfrentar. Seu olhar azul pálido se torna frio e cheio de algo ruim quando desliza, parando no meu ventre. Um arrepio passa por mim e eu institivamente recuo um pouco. ― Você se acha tão superior, não é? ― seu tom é suave, mas, perigoso. Torce os lábios sarcasticamente. ― Está aqui me aconselhando como uma tia bondosa faria ― meus punhos cerram com a forma preconceituosa como se refere a mim. ― Uma vaca velha, é isso que você é, querida. Você acha mesmo que o que tínhamos acabou há dez anos? ― meneia a cabeça. ― Tisc, tisc, tolinha. Liam e eu fodemos em cada oportunidade que tivemos nesse período. Por que acha que ele me manteve por perto mesmo quando terminamos? Eu tomo uma respiração profunda para não me deixar envenenar por essa louca viciada. Ela está mentindo. É claro que está. ― Ah, sério? ― contra-ataco não deixando me intimidar. ― Você ficou por perto e se contentou com isso? Ser uma puta barata para ele usar nas pausas entre as modelos e atrizes hollywoodianas? Uau! ― digo desdenhosamente. Seu rosto fica vermelho e torce de raiva. ― Sabe quando foi a última vez que ele esteve dentro de mim? ― Não me interessa ― cuspo, meu corpo está tremendo pelo enfrentamento. Eu me sinto um pouco tonta e me apoio na porta. Ela avança em minha direção. ― Ah, querida ― sussurra, pairando sobre mim, me encurralando na porta. Suas pupilas estão dilatadas e só agora percebo que estão um pouco desfocadas. Ela está drogada? ― Lembra quando ele veio para a gravação do The Voice? ― não. Ela está mentindo. Eu repito na minha cabeça. ― É isso aí. Eu fiquei com ele em sua casa ― não! Estou suando frio, minhas mãos estão geladas e suadas. Meus batimentos cardíacos muito acelerados. Ela está mentindo! Ela está mentindo! Repito como um mantra tentando recuperar a calma. ― Oh, espere aí... Liam já era casado, mas, adivinhe? Transamos loucamente até sua querida esposa chegar. ― Sua maldita viciada! Está mentindo descaradamente! ― eu brado, juntando minhas forças. Me assusto quando uma pontada aguda atravessa meu baixo ventre. Um gemido escapa da minha garganta. Ela se afasta um pouco e me olha. Seguro a maçaneta para me manter de pé. ― Oh, você está se sentindo bem, querida? ― seu tom é frio e seus olhos parecem de uma psicopata.

― Parece que pode desmaiar a qualquer momento. Eu saco meu celular, mas, ela avança arrancando da minha mão antes que eu chame Liam. Me encolho com mais uma pontada dolorosa e vou me abaixando para o chão. Ela me olha enquanto eu me sento, juntando as pernas. ― Por favor, chame o Liam ― eu peço. ― Por favor... Ela paira sobre mim, me olhando de cima. Parece louca e eu preciso sair daqui. Oh, meu Deus! Não deixe ser o que estou pensando. Imploro, fechando os olhos. ― Eu acho que não, Mel ― ela puxa uma cadeira e vem se sentar perto de mim, me vendo estrebuchar de dor, encolhida no chão. ― Você está perdendo esse bebê, não é? ― uma risada assustadora sai da sua boca e ela se debruça mais, seus olhos invadindo os meus. Oh, Deus! Ela está drogada! Como só percebi isso agora? ― Você vai sangrar aí no chão até o filho dele sair de dentro do seu ventre. Isso acontece o tempo todo com mulheres de idade avançada que engravidam, sabia? ― então, seu tom se torna mais duro e feroz: ― perca esse bebê! Você vai perder a porra do bebê! ― Chame o Liam, por favor ― eu peço, lágrimas turvando a minha visão. Abraço meu ventre, implorando a Deus que não me deixe perder o meu bebê. Sinto um líquido pegajoso encharcando a minha calcinha. Não! Oh, meu Deus! Não! A porta se escancara e Liam entra. Seus olhos esquadrinham a sala e caem para mim no chão. Seu rosto torce quando vê que não estou bem. ― Baby... ― ele se agacha ao meu lado, seu tom cheio de preocupação. ― O que está havendo? Você está sentindo dor? ― indaga e a compreensão toma seu semblante, seus olhos ficam em pânico. ― O bebê? O que houve, amor? ― Me leve para o hospital, baby. Rápido! ― eu choro. Seus braços vêm ao meu redor e ele me levanta consigo. As pontadas não param e eu me contorço. ― O que você fez com ela? ― seu tom é duro para Jess, que está assustada e pálida por ter sido pega em flagrante. ― Se fez algo para causar isso, você vai se entender comigo, está me ouvindo, porra? ― E-eu não fiz nada. Estava tentando ligar para você ― ela o entrega meu celular. ― Eu não acredito em você! ― Liam diz em tom mortal. ― Você, sua pequena ingrata de merda! Elijah entra a seguir e para com a cena. ― Liam? Mel? O que há de errado? O bebê? ― Estou levando a Mel para o hospital, irmão ― Liam diz se encaminhando para a porta. ― Mas, você vai arrancar dessa garota sem noção o que diabos ela fez para a minha mulher! ― ele não espera pela resposta e sai quase correndo comigo nos braços. Os funcionários param, com expressões preocupadas por onde passamos. Collin, Sean e Paul já estão no estacionamento quando chegamos. Elijah deve ter ligado para eles. Greg dirige o SUV infringindo todas as leis de trânsito até chegarmos à clínica do meu obstetra. Eu sinto mais líquido jorrar. Eu não sei o que é e estou com medo de perguntar se é sangue, quando Liam me levanta nos braços nos levando para dentro. ― Aguente, amor. Vai dar tudo certo, baby, eu prometo ― ele sussurra, mas, sua voz está trêmula. Ele tem lágrimas nos olhos quando os enfermeiros me colocam sobre uma maca. Suas mãos vão para meu rosto e eu choro quando as vejo manchadas de sangue. Oh, meu Deus! Estou perdendo o nosso bebê! ― Eu estou perdendo o nosso bebê ― eu soluço. Ele soca a parede antes dos enfermeiros me levarem.

Vejo seus companheiros tentando confortá-lo quando viro no corredor e um medo feroz se instala dentro de mim. ― Por favor, não. Deus, por favor, não. Eu abro os olhos. Há um corpo quente aconchegado a mim. Pisco e firmo a visão. Liam está me olhando, sua mão acariciando meu rosto suavemente. Meus olhos se enchem d’água quando lembro onde estou e porque estou aqui. ― Hei, baby ― sussurra, depositando um beijo leve em meus lábios um tanto ressequidos. ― Como se sente? ― eu estou com medo de tocar meu ventre e descobrir que não tem mais nada lá. Balanço a cabeça e as lágrimas descem quentes pelas minhas faces. Ele as limpa, seus olhos estão lacrimosos também. ― Não, meu amor. Nós não perdemos nosso filho ― suas palavras são como um bálsamo e eu choro mais. Alívio me inundando. Liam beija todo o meu rosto. ― Seria injusto demais, porra ― ele rosna ferozmente. ― Será mais complicado de agora em diante. O médico explicou que um princípio de aborto requer muito cuidado o restante da gestação. Ele parece querer dizer mais, mas, para. Seu olhar é de pesar como se ele tivesse causado isso. ― Não é culpa sua, baby. Isso acontece às vezes ― digo, levando minha mão livre da intravenosa para sua face bonita. Ele tem olheiras como se não tivesse dormido por uma noite. Provavelmente não. Já deve ser de manhã pela luz que vejo entrando pelas persianas da janela. ― Talvez não diretamente ― ele diz no mesmo tom. ― Jess estava drogada. Elijah me disse mais tarde quando veio aqui. ― Como me encontrou lá na sala dela? ― Minha assistente a viu entrando lá ― ele torce os lábios ironicamente. ― Parece que até mesmo os funcionários sabem que ela não gosta de você ― seus dedos estão um pouco trêmulos, tocando minha face. ― Você me perdoa, baby? Ela ia deixá-la lá no chão sangrando até ser tarde demais... ― Shhh, você me encontrou, meu amor ― eu o tranquilizo. ― Nosso bebê está a salvo e vai continuar assim até ser o momento de colocar seu show na estrada ― tento aliviar o clima. Ele me dá um sorriso fraco. ― Eu ainda me sinto um merda por tê-la deixado perto de você, de nós ― sussurra, com pesar. ― Elijah a obrigou a entrar para a reabilitação. Ela está fora, baby. Eu assinto e me lembro do Cash. Os caras conversaram com ele? O encontro aconteceu, uma vez que desconfio, Liam esteve aqui comigo o tempo todo? ― Bob foi à gravadora? ― pergunto. Ele balança a cabeça lentamente. Deus, ele parece tão cansado. ― Por quê? ― O Cash sofreu um acidente de carro a caminho da gravadora ― diz baixinho como se isso não fosse ter o mesmo impacto. ― Ele está entre a vida e a morte, Mel ― ai, Deus. Acidente? Fatalidade ou algo premeditado? Caramba! Eu me aconchego mais à Liam. ― Descanse, baby. Você perdeu sangue. Precisa ficar forte para nosso filho ― eu respiro o seu cheiro, buscando a força que vou precisar.

CAPÍTULO QUINZE

Melissa ― Eu vou arrancar o couro dessa vadia com as minhas próprias unhas! ― Sara rosna do outro lado da linha. ― Eu ainda não acredito que só a mandaram para a reabilitação! Eu quero o sangue dessa puta! Eu vou acabar com ela! Eu vou... Eu rio um pouco com o tamanho da fúria da minha irmãzinha, enquanto ela vocifera todas as coisas particularmente dolorosas que fará com a vaca louca da Jess. Ela é tão protetora comigo. Sara tem estado assim, irritada desde ontem, quando Liam ligou e lhe contou do meu princípio de aborto. Liam ajeita os travesseiros atrás de mim. Eu me recosto e suspiro, me sentindo ainda sonolenta dos remédios que foram injetados em meu sistema na clínica. Acabamos de chegar em casa, depois de dois dias de internação. Chay se aconchega ao meu lado na cama e planta beijos suaves em minha barriga. Isso traz lágrimas aos meus olhos. Acaricio sua vasta cabeleira. ― Se acalme, maninha ― eu peço. ― Eu e seu afilhado estamos bem. Foi apenas um susto, querida. Ela suspira alto. ― Tem certeza de que não quer que eu vá logo? ― sua voz ainda está cheia de tensão. ― Eu posso mandar tudo isso aqui à merda, maninha. Eu preciso que me garanta que realmente está tudo bem, Mel. ― Está tudo bem, garanto, Sara ― digo no meu melhor tom calmo para diminuir sua preocupação. ― Liam e Chay estão cuidando de mim ― eu sorrio para os meus dois lindos homens. Eles me olham com adoração. ― Além disso, Norah e Joshua estão voltando para cá hoje. Cumpra seu período aí como a boa profissional que você é, está me ouvindo? ― ela faz um som abafado em concordância. Tão teimosa. ― Foi só um susto, irmãzinha. Apenas um susto, graças a Deus. ― Certo. Você já falou com o papai? ― Sim, falei logo que acordei na clínica. Ele também queria vir imediatamente para cá, mas o tranquilizei ― digo, sentindo Liam se aconchegar a mim pelo outro lado. Eu gemo um pouco, feliz de estar aqui sendo confortada, acarinhada por eles. Sua mão grande passeia pelo meu ventre. Chay também o está acariciando e como se nosso precioso bebê sentisse tanto carinho, ele se mexe pela minha vez. É apenas um pequeno estremecimento a princípio, mas depois se torna mais forte. Liam e Chay param os movimentos por um instante. Eles sentiram isso também. Meu coração salta de alegria. ― Oh, meu Deus! O bebê... ― eu soluço um pouco. ― Ele acaba de mexer, Sara ― eu digo com voz embargada. Ela fica em silêncio do outro lado, então sorri, o som muito mais calmo agora. ― Oh, Mel ― sua voz está um pouco trêmula. ― Está tudo bem, então. Graças a Deus. Eu queria estar aí para sentir isso ― parece estar chorando. Cristo, eu também estou. ― Lembra que eu estava junto quando o Chay mexeu pela primeira vez? ― Sim, maninha ― sussurro. ― Eu me lembro. Eu te amo tanto, minha maluquinha. ― Também te amo, querida ― ela para, assoa o nariz e ri em seguida. ― Merda. Isso não foi muito elegante ― eu rio em meio às lágrimas. Sara sendo Sara. ― Passe para o Liam, maninha. E em seguida para meu lindinho gostoso. Eu quero fazer algumas recomendações para os seus homens ― pede suavemente. ― Não vejo a hora de estar aí com você, com vocês. ― Eu também, querida ― concordo. ― Eu ligo mais tarde. Estou passando para o Liam. Beijo, maninha. Liam ainda parece atordoado esperando nosso filho mexer outra vez, mas isso não acontece. Preciso explicar a ele e ao Chay, que está ansioso também, com olhinhos brilhantes encarando meu ventre, que os bebês não mexem muito nas primeiras vezes. Liam conversa com Sara e sorri com algo que ela diz. Eu sei que ela está o aterrorizando com infinitas recomendações. Parece que é a irmã mais velha, não eu. ― Ei, menino bonito? ― eu chamo e meu pequeno levanta o rosto para mim. Eu roço nossos narizes e ele sorri, o som infantil me fazendo imensamente bem. Eu o beijo com carinho nos lábios. ― Você sentiu

seu irmãozinho mexendo? ― Sim, mas ele não quer mexer mais? ― ele reclama, pousando a mão em meu ventre de novo. Eu sorrio, beijando sua testa. ― Ele ainda é bem pequeno, querido ― explico. ― Quando estiver maior e mais forte ele vai mexer muito. Vai inclusive dar chutes como você fazia. Chay abre um amplo sorriso maroto. ― Eu chutava, mãe? Você ainda se lembra? ― Oh, sim, você chutava muito ― digo, me permitindo recuar no tempo em que estava feliz esperando meu primeiro filho, apesar do seu pai ser um traste. ― E, sim, meu bebê, as mães jamais esquecem coisas assim. Cada gravidez é única e cada bebê é especial à sua maneira. ― Eu fiquei com medo de você perder meu irmãozinho ― uma leve carranca surge em seu rostinho. ― Meu pai me disse para não me preocupar, mas eu fiquei com medo. ― Oh, meu querido. Vem aqui ― eu o puxo mais, deitando-o ao meu lado. ― Foi apenas um susto. Seu maninho está bem firme aqui dentro. Você sentiu isso agora há pouco, não foi? ― ele acena, seu semblante amenizando. Liam ainda está no celular, concordando com algo que Sara está dizendo. Ela não vai dar folga para meu marido. ― Eu não gosto daquela Jess ― Chay franze o narizinho. Uau! De onde veio isso? ― Ela fez você passar mal. Eu não quero quer ela venha mais aqui! Caramba! Quem contou isso a ele? ― Chay, onde você ouviu isso, querido? ― indago. Ele fica em silêncio um instante. Seu semblante denunciando que viu e ouviu algo que não devia. ― Eu ouvi o Sr. Martin dizendo isso para a mulher dele antes do meu pai chegar com você do hospital ― diz com expressão culpada. ― Querido, você sabe que não deve ouvir as conversas dos adultos, não sabe? ― digo, mas meu tom não é de bronca e ele sabe disso, pois me dá um risinho travesso. Eu bato com a ponta do indicador em seu nariz. Ele ri mais. ― Meu pequeno travesso. ― Eu não quero ela aqui. Já disse para o Greg ordenar aos outros que não a deixem entrar ― ele diz, seu tom lindamente feroz em minha defesa. Tão lindo, meu pequeno homenzinho. ― Vou chutar sua canela se ela aparecer aqui! Eu não consigo segurar uma risada diante disso. Chay já se familiarizou com o fato de que os seguranças são nosso escudo. Ele vê seu pai instruindo Greg o tempo todo e, certamente achou que devia fazer a mesma coisa nesse caso. Tão inteligente, meu bebê. Eu rio agora, mas a verdade é que Jess me assustou além da conta. Eu nunca pensei que pudesse ser tão má. Sei que agiu em grande parte por influência da droga, mas ela fez algo que estava em seu íntimo. Eu já não tenho a ilusão de que essa puta louca não tenha feito algo para prejudicar o Liam na maldita festa. Ela deixou claro que é capaz de ser cruel quando está alta. E se estava alta na festa, pode sim, ter drogado Liam. ― Querido, os muros à nossa volta, são bem altos, intransponíveis, na verdade ― lhe asseguro. ― Eu vi outro dia na TV uma fã tentando escalar o muro da casa do Will Smith, mãe ― ele retruca, tentando validar seu ponto. Minha boca escancara. Deus, ele está vendo os canais sensacionalistas, embora eu e seu pai o tenhamos proibido. ― Chay, o que já falamos sobre esses canais, meu amor? ― o alerto suavemente, mas firme. ― Hum, sim, eles só passam merdas ― caramba! Esse menino... ― Baby... ― eu peço ajuda, me virando para Liam, que faz uma pausa, tapando o aparelho para abafar nossa conversa. ― Chay está usando seus palavrões... ― digo, esperando pela sua reprimenda.

― Homenzinho, o que já falamos sobre isso? ― Chay franze as sobrancelhas em confusão. Liam limpa a garganta. Ele detesta ser firme com o Chay. Essa parte sempre fica para mim. ― Hum, eu quero dizer, usar palavrões não é permitido nesta casa ― Chay está se segurando para não rir. Caramba, eu também. Liam é péssimo em dar broncas. ― Isso foi feio, filhão, muito feio ― ele continua, mas seu tom contradiz suas palavras. Eu reviro os olhos e volto a olhar Chay, que está piscando, um sorriso cúmplice se abrindo no rosto e eu sei que seu pai provavelmente piscou-lhe quando eu não estava olhando. Dois meninos travessos. ― Você entendeu, Chay? ― Liam ainda mantém sua atuação. Eu bufo baixinho. ― Sim, pai, entendi. Nada de palavrões nesta casa ― Chay repete como um papagaio ensinado. ― Sim, Sara. Está tudo certo, fique tranquila, ok? Estou passando para o Chay. Fique bem também ― Liam passa o aparelho para nosso pequeno, que pula da cama e vai se sentar na sala de estar, falando animadamente com a tia. ― Você o está estragando, baby ― o censuro, assim que ele se aconchega contra mim. Liam me olha de perto, seus hipnotizantes olhos azuis brilhantes, e eles sorriem, me desarmando antes de me beijar suavemente nos lábios. Eu me derreto, claro. Ele é tão sedutor, safado, sorrateiro. Não consigo evitar sorrir. ― Você está com fome? ― sussurra em minha boca. ― Você vai cozinhar para mim? ― o provoco. Ele também não é bom cozinheiro. Liam torce os lábios. ― Não, sou tão ruim quanto você na cozinha ― diz e em seguida um sorriso culpado se abre na boca sensual. ― Merda. Eu não queria dizer isso assim, baby... ― eu rio da sua tentativa de amenizar minha falta de habilidade culinária. ― Quero dizer, você não é tão ruim... ― Baby, pare de mentir descaradamente ― o corto. ― Eu sou mesmo péssima na cozinha, todo mundo sabe disso. Um riso lento e provocante curva os cantos de sua boca. ― Porra, mulher, você é mesmo muito ruim com as panelas ― ele concorda e eu bato em seu ombro de leve. Ele ri mais e traz uma das mãos para meu rosto, numa carícia suave. Eu ronrono sob seu toque. ― Mas, é perfeita em todos os outros aspectos que realmente importam, baby. Ownt. Eu fico toda quente, apaixonada e rindo como uma boba. ― Tão habilidoso com as palavras, superstar ― sussurro, acariciando seu lindo rosto. ― E perfeito em todos os aspectos que importam também. Ele sorri, todo lindo, seus olhos brilhando de amor, antes de se fecharem quando seus lábios tocam os meus num beijo calmo, delicioso. Eu gemo baixinho e ele morde meu lábio inferior delicadamente. ― Baby, você não pode gemer assim, cacete ― rosna baixo em minha boca. ― Três semanas sem sexo. Ordens médicas ― diz dando-me um selinho casto e se afasta. Eu o puxo pelo pescoço, impedindoo de ir. Ele sorri, divertimento tingindo sua íris. ― Bem, que bom que tenho outras opções para manter meu marido satisfeito, não é, baby? ― eu balanço as sobrancelhas e deslizo minha língua pelos lábios sugestivamente. Seus olhos ficam escuros e ele rosna, soprando seu hálito bem próximo de novo. ― É isso que eu disse, baby. Completa na cama, porra! ― grunhe baixo para Chay não nos ouvir. ― Imbatível ― ronrona e eu o vejo se ajustar nas calças. ― Não faremos nada, no entanto, amor ― seu tom é mais sério agora. ― Você e nosso filho precisam de repouso e eu vou mimar muito vocês dois ― sussurra com seu tom amoroso. ― Mmm, eu amo ser mimada pelo meu maridinho lindo ― murmuro de volta, tocada com seu cuidado e preocupação comigo e nosso bebê. Ele me abraça e ficamos em silêncio por um tempo, apenas ouvindo a tagarelice de Chay com a tia. Aninho-me mais, meu nariz em seu pescoço e inalo profundamente o seu cheiro gostoso. Tão bom. Eu oro para que chegue logo o dia em que possamos ficar assim, mas sem

nenhuma preocupação. Sem nenhuma tensão pairando à nossa volta. Inevitavelmente, Bob vem à minha mente. Liam não falou mais nada sobre a sua situação comigo. Ele não quer que eu fique tensa e passe por qualquer agitação nesse momento. Todavia, é impossível não pensar sobre o homem bonito, jovem, cheio de vida com quem convivi, embora, que por pouco tempo, no Rio. Por incrível que pareça, eu não consigo vê-lo como um cara mau. Arrogante? Cheio de si? Sim para ambos, porém, comigo Bob sempre foi um cavalheiro. Eu rio um pouco para isso. Tanto quanto um roqueiro pode ser, claro. ― Baby, e quanto ao estado de saúde do Bob? ― o questiono. Seu corpo fica rígido sob as minhas mãos. ― Amor, você não precisa se preocupar com isso, está bem? ― seu tom é suave, mas apreensivo. ― Como ele está, baby? ― insisto, levantando o rosto para olhá-lo nos olhos. ― Eu e nosso bebê estamos bem. Apenas me fale como ele está ― peço. Ele suspira alto. ― Ele foi transferido para uma clínica particular ― informa e pausa um pouco. ― Seu guitarrista me procurou na clínica logo depois que Bob sofreu o acidente. Eles, hum, a banda... Eles estão na merda ― o ouço, atenta. ― Digo, os bastardos estão sem nenhum centavo. Eles torraram tudo que ganharam sem critério algum ― oh, isso é triste. ― Tiveram um empresário mau caráter no caminho e que também fodeu com a banda. Isso acontece muito no meio artístico. Sim, é verdade. Triste, mas verdade. Felizmente, Liam e os caras nunca tiveram com o que se preocupar nesse sentido. O avô de Liam é quem cuida do dinheiro deles. Joshua trabalhou muito tempo como executivo no ramo financeiro e depois da banda, passou a cuidar apenas dos caras. Ele é o responsável pela herança que Liam herdou de seu pai ter crescido exponencialmente. Liam recebeu uma quantia generosa em dinheiro e propriedades. Rodrigo, embora nunca tenha sido um irmão presente, fez questão de cumprir o testamento de seu pai. Tenho certeza de que se dependesse de Lúcia e seu querido Raul, Liam não teria recebido muita coisa. Enfim, Joshua investiu em ações de empresas lucrativas que renderam milhões à conta bancária de seu neto rapidamente. Ele já era muito rico antes da banda ganhar os holofotes. Seu espólio só cresceu desde então, com as vendas dos discos e contratos publicitários milionários. Isso explica porque Liam é o único bilionário da banda. Os caras têm também muito dinheiro, mas não tinham grandes patrimônios antes de se tornarem astros do rock conhecidos mundialmente. Eu acho que todos eles, além da óbvia amizade, sentem também muita gratidão porque Liam investiu pesado na DragonFly e nunca quis nada de volta quando começaram a ter retorno. Ele é assim, tão lindo por dentro como é por fora, e é claro, meu marido ama cada um deles como seus verdadeiros irmãos. Isso explica o resto das coisas. ― Você fez isso, baby? ― pergunto baixinho, encarando-o com nítida adoração. Ele pisca. ― Isso o quê, baby? ― murmura, um riso brincando em sua boca linda. ―Transferiu o Bob para uma clínica particular? Você fez, não é, amor? Eu sei que fez ― digo, sentindo meu peito inchar de orgulho e amor por esse lindo homem. Ele encosta a testa na minha. Eu amo como faz isso. É tão íntimo, carinhoso. Tão ele. ―Você me conhece tão bem, baby. ― sussurra, seus olhos lindos travados nos meus. ― Eu fiz. Eu não podia deixar o infeliz lá precisando de ajuda, podia? ― ele tenta minimizar seu gesto de uma humanidade incrível. ― Não, não podia ― murmuro, tocando seu rosto. ― O meu Liam jamais faria isso ― ele abre seu sorriso de menino, apreciando meu tom reverente. ― Você é lindo, baby. Sabia disso? ― minha voz está um pouco embargada. Eu amo esse homem tanto, tanto. Ele cola seus lábios nos meus e sussurra que me ama. Coincidência. Eu rio e digo-lhe o mesmo de volta. ― Cash foi operado e está fora de perigo, de acordo com os médicos ― diz e eu relaxo, aliviada não apenas porque Bob pode ajudar meu marido, mas porque o homem ainda tem muita vida pela frente. ― E quanto ao acidente? A polícia está investigando? ― eu acho que não foi um acidente em tudo. Muito estranho...

― Baby... ― seu tom é de repreensão. ― Sim, a polícia já está envolvida, mas não pense nisso. Você precisa descansar. ― Está bem, amor ― concordo, mas continuo no mesmo assunto: ― e quanto aos outros? Digo, o resto da banda? Como eles estão? Ele suspira com a minha insistência e se afasta um pouco. ― Baby, quando disse que eles estavam na merda, eu fui suave. Os bastardos estavam para ser despejados da casa extravagante que estiveram ocupando desde que assinaram com a Hart. A gravadora não honrou os aluguéis atrasados ― caramba, a Hart quebrou mesmo? Chris fodeu todo mundo pelo visto. ― Então, eu, hum, os mudei para meu apartamento ocioso em Beverly Hills ― revela e me olha meio de lado. Eu bufo porque esse era o seu apartamento sexo e rock and roll. A banda toda tem um desses. Liam me prometeu que venderia o seu, no entanto. ― Eu vou me livrar do imóvel, baby, prometo. Mas, por enquanto, aqueles bastardos farão bom uso dele. Deus, ele é mesmo maravilhoso, não é? É redundante, mas meu marido é sim, muito lindo. Não me canso de repetir isso. ― Você vai dar-lhes o contrato, não vai? ― o encaro. Ele já deve ter planos acontecendo em sua cabeça de homem de negócios. Ele sempre tem. Não é à toa que é Liam Stone. Não colocaria a outra banda, sua conhecida rival, em seu próprio imóvel se não tivesse algo em mente para esses caras. Ele sorri, o som profundo reverberando em mim. ― Touché, Sr.ª Stone. Vamos fazer daquela banda de merda uma sensação mundial. Gosto de um bom desafio ― sussurra com sua arrogância de deus do rock e me dá mais um beijinho. ― Eles terão a melhor assessoria, menos a sua ― rosna e eu sorrio da sua implicância. ― Agora eu posso proibila de assessorá-los ― ele sorri, claramente me provocando. ― Eu nunca gostei tanto de ser o chefe ― eu bufo com o seu machismo. ― Agora descanse essa cabecinha linda. Elijah está vindo com os caras. Ele vai fazer o almoço ― torce os lábios. ― Aquele bastardo é irônico pra caralho, mas ainda é o melhor cozinheiro que eu conheço, depois da minha avó, claro. Eu rio. Chay está voltando todo feliz depois de ter falado com a tia. ― Vem aqui, menino bonito ― eu o chamo. ― Vem ficar com a mamãe e o papai um pouquinho. Ele joga meu celular sobre a cama e sobe em seguida, os olhinhos dançando de alegria, enquanto se aconchega no meu lado livre. É isso. Perfeição. Eu e meus dois... Ou melhor, meus três homens, contando com nosso precioso bebê em meu ventre. Eu ouço as vozes animadas dos caras e a risada de Chay na cozinha à medida que nos aproximamos. Acabei cochilando um pouco antes do almoço. Liam continua comigo nos braços mesmo após descermos a escada. Ele já marcou a instalação de um elevador. As obras começam amanhã. Eu tentei discutir. Liam me olhou arrogante e disse que ele pode instalar a porra de um elevador. Essas foram suas palavras exatas. Além disso, objetou que vou precisar para quando o bebê nascer. Eu não discuti mais. A escada é mesmo enorme. Isso me confinaria ao andar superior por algum tempo depois de dar à luz. Então, se meu marido pode, quem sou eu para... Meus pensamentos são cortados pelas palmas quando entramos na cozinha, que cheira maravilhosamente bem, por sinal. Meu estômago ronca em apreciação. Santo Elijah! Hum, talvez santo e Elijah não combinem na mesma frase. Eu rio, enquanto um a um eles vêm me cumprimentar com beijos no rosto. ― Hei, baby, Stone! ― Collin murmura, alisando meu ventre. ― Como está o meu afilhado? O melhor baixista do mundo? ― os outros rosnam em protestos. ― Meu afilhado, você quer dizer? Esse moleque vai ser a porra do melhor guitarrista da história! ― Eli rebate e coloca sua mão sobre a minha barriga também. ― Meu afilhado, vai ser o melhor na percussão ― Sean diz, imitando os companheiros. ― Vocês estão se enganando ― Paul sorri, e agora há uma confusão de mãos sobre meu ventre. Eu rio, meus olhos se enchendo de lágrimas pelo carinho desses roqueiros loucos e doces. Liam sorri também e

beija meus cabelos. ― Esse moleque vai ser um baterista. Meu afilhado, claro. Eles estão nessa disputa agora. Liam ainda não se decidiu sobre quem será o padrinho. Tenho a impressão de que não o fará. Eu acho que nosso filho terá quatro padrinhos e uma madrinha. Caramba, muita testosterona influenciando meu pequeno roqueiro. ― Vamos, seus idiotas, deixem a minha mulher respirar ― Liam resmunga, mas há um riso em sua voz. Os caras lhe devolvem alguns palavrões mais suaves por causa de Chay. É realmente muita influência para meus pequenos. Liam avança comigo e me deposita suavemente em um dos bancos ao redor da ilha de granito. Elijah contorna o balcão e começa a me servir. ― Obrigada, Eli. Isso foi incrivelmente doce da sua parte ― agradeço e ele sorri largo, atirandome uma piscadinha. Liam rosna atrás de mim, envolvendo os braços ao meu redor. ― A qualquer hora, querida ― Eli me diz e há carinho e preocupação genuína em seu tom e semblantes. ― Se sirva, Stone. Ou você quer que te sirva também, baby? ― ele joga um beijo estalado para Liam. As gargalhadas ecoam. Chay adora essa bagunça com eles. ― Cale a boca, idiota. Eu mesmo me sirvo ― Liam oferece-lhe o dedo do meio e olha de lado para Chay, que felizmente não viu isso. Ele está entretido com Collin na ponta do balcão. Eu meneio a cabeça em desaprovação. Liam sorri, se desculpando e beija meu ombro antes de se afastar para montar o prato de Chay, desconfio pelas pequenas porções que ele coloca. Eu o olho embevecida. Sempre tão cuidadoso comigo e nosso pequeno. Ele o leva para o pequeno tagarela e mexe em sua cabeleira da forma carinhosa que costuma fazer. Chay o agradece com um sorriso enorme. Sean serve refrigerante para Chay. Liam pega suco no freezer para mim e volta, se acomodando ao meu lado. Elijah fez carne assada com batatas, frango ensopado, arroz e salada tropical à brasileira. Eu pego a primeira porção e oh, a comida derrete na minha boca. Divino! Liam ri baixinho me vendo gemer em aprovação, comendo com vontade. ― Eu ainda não sei para onde isso tudo vai, baby. Juro que não sei ― diz, servindo seu prato. ― Minha bunda, baby. É pra lá que tudo vai ― eu sussurro só para ele. Um sorriso safado curva sua boca. ― Corro o risco de ser repetitivo, mas baby, é a porra da melhor bunda que eu já vi... ― rosna no meu ouvido. Eu ofego com seu hálito quente me provocando. Ele ri mais safado e acrescenta, sussurrando: ― E comi ― oh, rapaz. Tão, tão safado, não é? Ele se afasta e começa a comer tranquilamente, como se não tivesse falado sujo em minha orelha. Eu rio da sua safadeza e volto a me deliciar com a comida.

Liam Uma semana depois... Mel está se recuperando bem do princípio de aborto. Ela está mais corada e mais forte a cada dia. Graças a Deus, o susto passou. Meus avós chegaram há uma semana e minha avó está mimando a minha mulher quase tanto quanto eu. Após o feriado de Ação de Graças,[14] teremos os shows em Nova Iorque e em seguida em Boston. Sei que não vou poder levá-la comigo. Estamos ambos incomodados com isso. Todavia, serão duas noites apenas. Tão logo termine nosso compromisso, estarei dentro do jato voltando para casa. Ainda estou puto pra caralho com a forma como a cadela da Jess a tratou. Eu fui tão estúpido, porra! Não dei ouvidos às desconfianças da Mel e a coloquei em risco junto com o nosso filho. Ela diz que não, mas me sinto um merda fodido por ter tido tanta fé em Jess. Está claro para mim que ela não é mais a garota que eu pensava conhecer. A droga a mudou? Ou Jess sempre foi essa cadela cruel que deixaria uma mulher grávida sangrar bem na sua frente até... Cristo, eu nem ouso pensar nessa merda. E as mentiras que contou para Mel? Garota fodida do caralho! Como não percebi que ela ainda tinha alguma esperança de que pudéssemos ter algo eventualmente? Ela teve muitos caras depois de mim. Da mesma forma que tive muitas mulheres nesses dez anos. É difícil acreditar que tenha ficado por perto por essa razão, porém, depois da forma como induziu a minha mulher a passar mal e depois ficou lá, olhando-

a sentir dor e se refastelando com isso... Vadia do cacete! Se ela não fosse como uma irmã para Elijah, seu destino seria algo muito pior que apenas a reabilitação. Eu ainda tenho que conversar com ela, quando seu sistema estiver limpo da droga. Quero levá-la a abrir a porra da boca sobre o que viu naquela festa, porque é certo como o inferno que ela viu, ou dadas as novas circunstâncias, fez algo para me colocar em situação vulnerável. ― O Cash continua na mesma? ― a voz de Elijah me tira dos meus pensamentos. Estamos no meu estúdio em casa tentando completar o novo álbum, apesar da ameaça do julgamento pairando sobre a minha cabeça. Sair aclamado do AMA nos deu novos ânimos e estamos retomando as gravações. Quero lançar esse álbum antes da turnê pela Europa. Irresistível é o single principal, já que ganhou a simpatia do público e está sendo tocado em todas as rádios. Embora a gravadora esteja tão ou mais equipada para nos oferecer o melhor, a banda tem algumas superstições. Nos acostumamos a gravar aqui em casa, onde nos sentimos mais à vontade, sem a pressão de um ambiente profissional que parece gritar: cumpram o maldito prazo, seus bastardos! Nossos últimos álbuns gravados aqui nos levaram para o topo e tem nos mantido lá. Hum, certo, caímos um pouco atualmente, mas sabemos que a queda nada tem a ver com a qualidade da nossa música. Por falar no assunto, subimos algumas posições no ranking da Billboard. Estamos em terceiro, agora. Sim, tínhamos despencado em queda livre na porra da lista. Uma merda. Porém, os prêmios no AMA contribuíram significativamente para levantar nossa moral. Estamos otimistas para ter o novo álbum no mercado até o começo de janeiro. Além disso, recebemos um convite bem especial para um show na semana do Natal. A princesa Antonella, da Ilha de Ardócia, localizada ao Sul da Itália, é uma grande fã da banda. Tocamos em seu aniversário de quinze anos, há seis anos. Ainda estávamos começando a fazer sucesso. Depois disso, voltamos mais duas vezes em festivais na Ilha. O rei quer fazer uma surpresa para a filha, recémformada em Harward e nos convidou. Estamos dentro, claro. É muito bom saber que mantemos nosso prestígio com nossa fã Real. Mel ficou em êxtase quando contei a ela. Chay ficou eufórico com a possibilidade de conhecer uma princesa de verdade. Quando voltarmos, já temos nosso Natal planejado. Meus avós ficarão conosco. Sara e meu sogro estarão aqui também. Os caras voarão para suas famílias em Seattle. ― Sim ― suspiro, tomando um gole da minha cerveja. Estamos em uma pausa. Collin e Sean estão em seus celulares, possivelmente falando com suas meninas e Paul deve estar checando Carlie, que está em aula com Chay. ― Ainda sedado. O bastardo não pode me ajudar por enquanto. Por falar no assunto, os advogados querem conversar com Jess ― digo e Elijah torce o rosto, tomando um gole da sua cerveja. Ele, assim como eu, está muito puto e decepcionado. Todavia, está arcando com a melhor clínica para a recuperação da prima. Eu não esperaria menos dele. Jess perdeu os pais ainda pequena e foi criada na casa de Elijah, uma vez que suas mães eram irmãs. Ele a tem como uma irmã. Não posso pedir que a abandone mesmo sabendo que fez algo tão grave contra a Mel. Minha mulher também compreende isso. ― Marque uma reunião, irmão. Talvez ela resolva abrir a porra da boca de uma vez ― diz com raiva mal contida. ― Ainda é difícil pra caralho aceitar que ela tenha feito algo tão cruel com a Mel. Eu aceno e tomamos nossas cervejas em silêncio por um tempo. ― Talvez eu deva conversar com ela ― ele franze a testa, me encarando. ― Sozinho. Sem os advogados para intimidá-la ― assente, acendendo um cigarro. Acendo um também. ― Ainda estou puto com ela, mas o julgamento se aproxima... ― ranjo os dentes. ― O tempo está correndo como um maldito carrasco. Bob está incomunicável na porra daquela cama. Isso só me deixa Jess como aposta. ― Que merda, cara ― Elijah rosna baixo. ― Você pode dizer a ela que quero vê-la? ― sondo-o, dando uma tragada longa. ― Claro. Talvez sem a influência da coca ela tenha recuperado a porra do bom senso ― ele diz. Meu parceiro ainda tem fé em sua irmã, eu vejo pela sua postura defensiva. Mas ele também é leal a mim. Deve estar sendo difícil pra caralho ficar entre Jess e eu. Situação fodida, porém, o entendo. Só não a quero mais perto de mim e da minha família.

― Espero sinceramente que sim, irmão. Eu não tenho mais a quem recorrer ― tomo meu último gole, enquanto ele libera um fluxo de fumaça pelas narinas. ― Os advogados garantem que podem impedir o julgamento se surgir uma prova contundente de que estive drogado. Elijah bufa. ― Malditos fanfarrões. Aparentemente eles só servem para lidar com paparazzi enfurecidos ― deprecia os advogados. Eu rio um pouco. Eles realmente só haviam lidado com esse tipo de situação. Geralmente envolvendo Elijah. Ele sempre tem algum paparazzo o processando por algo que sua boca grande disse. Houve também uma vez em que meu parceiro deu um gancho de direita em um cara que perguntou se Elijah sabia que seu pai vivia em um trailer em Vancouver. O pai de Elijah abandonou a família quando ele tinha sete anos e nunca voltou. Bem, isso até a DragonFly fazer sucesso e o rosto de Elijah ganhar o mundo como o guitarrista talentoso que sempre foi. O imbecil teve a cara de pau de procurar o filho depois de anos de silêncio e abandono. Elijah sempre se negou a recebê-lo, ou sequer reconhecer que o outro homem ainda existe. Por isso, se quiser briga com meu parceiro, mencione o traste que lhe deu a vida. ― Dê uma folga, cara, eles não têm muito em mãos nesse caso ― exalo fumaça pela boca e esmago meu cigarro no cinzeiro sobre o painel de som. ― Eu preciso de algo, irmão. E preciso rápido, porra. Retomamos o trabalho pouco depois e ficamos imersos até que meu avô vem avisar que minha avó está com o jantar quase pronto. Ele sorri largo quando nos vê tocando, ajustando as notas. Elijah escrevendo em nosso velho caderno de músicas. Há um brilho de nostalgia em seus olhos. Eu acho que está se lembrando das muitas vezes em que ia me chamar na garagem de Elijah quando me atrasava para as refeições. Meus avós sempre acreditaram que daríamos certo. Eu sorrio, meu peito inchando, aquecendo, porque há mais alguém que sempre teve fé em mim: Mel. Para o resto da família do meu pai, eu era apenas um garoto que tocava e cantava bem. Para minha doce Mel, eu era algo mais. Seus olhos lindos se enchiam de prazer e emoção a cada vez que tocava para ela em nossos muitos, mas ainda insuficientes momentos roubados, quando ela não pertencia a mim. Eu rio para meu avô, encorajando-o a entrar no estúdio. Ele entra como uma criança deslumbrada e fica quieto, apenas nos observando encerrar os arranjos, enquanto eu e os caras nos provocamos sem parar. Eu entro no quarto semiescuro. Penso em chamar pela Mel, mas paro. Ela deve estar cochilando e posso assustá-la. Anda muito sonolenta ultimamente. É normal com o avanço da gestação. É, eu li sobre isso também. Eu olho na cama. Nada. Desço o degrau para a sala de estar e ela está lá, deitada no sofá. Fico parado por um instante, apenas olhando-a. Seu iPhone está sobre a mesinha de centro, tocando You And Me de Lifehouse num volume bem baixo. Seu rosto está sereno e relaxado no sono. É uma sensação esmagadora de posse, amor, tudo misturado quando a olho. Aproximo-me, devagar. Seus cílios longos fazem sombras graciosas em seu rosto. Seus lábios bem desenhados estão entreabertos. Uma revista de celebridades está aberta sobre seu peito. Rio levemente. Ela deve ter adormecido enquanto lia. Já estou pensando em lhe dar uma bronca por estar lendo esse tipo de coisa quando meus olhos focam a capa. É uma foto nossa no tapete vermelho no AMA. Pego-a com cuidado para não acordá-la. A manchete diz: Stone ovacionado em premiação. A legenda ainda diz: Liam e Melissa Stone. Nada parece abalar esse casal. Eu rio amplo. Finalmente as manchetes ganharam um tom mais suave e civilizado. Mel está linda na foto, sorrindo e acenando para os fãs. Mesmo apreensiva, fez bonito pra caralho. Sim, nada pode nos abalar. Nada. Repito baixinho. ― Baby... ― sua voz rouca do sono me faz olhá-la. Eu jogo a revista sobre a mesinha de centro e me abaixo ao seu lado. ― Ei, linda ― murmuro, beijando-a suavemente nos lábios. ― Descansou? Seus olhos amendoados dançam para mim. Ela boceja e ri, tapando a boca em seguida. ― Sim, baby ― diz baixinho e se senta. Ela está usando um vestido floral leve, que delineia seu ventre perfeitamente. ― E agora estou faminta ― eu rio, porque seu apetite triplicou com a gravidez. ― Vou

ficar enorme até maio. E argg! Devo ganhar algumas celulites de brinde ― torce o narizinho bonito, pondo-se de pé. Eu a sigo, puxando-a suavemente pela cintura. ― Baby, pare com isso ― sussurro. Ela me enlaça pelo pescoço. ― Sua bunda é a coisa mais perfeita, com ou sem celulite ― ela rola os olhos, desdenhando da minha afirmação. ― Fácil para você, baby ― retruca. Eu rio. Amo seu mau humor de grávida. ― Você vai continuar todo lindo, tonificado e gostoso... ― ela para e ri um pouco. Eu beijo a ponta do seu nariz. Suspira, seus olhos amolecendo com meu carinho. ― Minha bunda vai provavelmente cair e... ― Baby, você terá a porra da melhor personal trainer, tratamentos, cremes e seja lá mais o que for que não deixe a sua bunda cair depois que der à luz, se isso a fizer feliz, eu garanto ― eu a corto, rosnando em sua boca. ― Mas, permita-me deixar claro uma coisa: eu amo você. Mesmo depois que o vigor e a beleza física, hum... ― cacete, como dizer isso para sua mulher grávida, cheia de hormônios enfurecidos? ― Diminuir com o tempo... ― ela bufa um pouco. Eu quero gargalhar, mas ela pode me bater. ― O que estou tentando dizer é que sua bunda vai cair em algum momento. Isso é a porra da gravidade ― ela faz carranca porque sabe que é verdade. Eu me divirto com sua birra. ― Meu pau também vai cair ― rosno mais alto. Ela não segura uma risada dessa vez. Me apresso em acrescentar: ― Porra, espero que demore muito, muito tempo para essa merda acontecer, no entanto ― ela gargalha. Eu toco seu queixo e traço o contorno do rosto bonito com delicadeza, aproximando nossos rostos. ― Agora, vamos deixar essa conversa assustadora de lado, pare de mau humor e me beije ― sussurro. Ela ri como se tivesse dando bronca em si mesma. ― Isso eu posso fazer, superstar ― ronrona na minha boca. Cacete, as mulheres grávidas podem ir de cadelas preocupadas com sua bunda para sereias sedutoras em questão de segundos. Eu não resisto a uma última provocação. ― Ainda acho que terá a bunda caída mais sexy da história, só para constar ― eu pisco e ela ri, jogando a cabeça para trás, me batendo no ombro. ― Seu bobo... ― murmura, quando volta a se aproximar. Nos olhamos fixamente até nossos lábios se encontrarem. Eu a provoco. Ela me provoca. Rimos, lambemos, chupamos, mordiscamos. Meu pau fica bem animado cavando em seu ventre. Ela geme sexy pra caralho e eu sou obrigado a arrancar minha boca da sua. Porra, eu vim apenas buscá-la para o jantar, não fazer dela meu jantar. Embora, depois de uma semana inteira sem sexo eu queira muito, porra. ― Estou falando sério, amor ― eu pego uma de suas mãos e beijo a palma. Estamos ofegantes. Seus olhos brilham, muito dilatados. Ela aproveita para acariciar o meu rosto. ― Isso aqui entre nós ainda existirá, mesmo depois que... ― Shhh, chega de falar de partes dos nossos corpos que vão cair, baby ― ela coloca dois dedos sobre os meus lábios. Eu os mordo devagar. Ela geme de novo. Porra, meu ereto – espero que por muito, muito tempo – pau está pra lá de animado agora. ― Jantar, Mel ― praticamente rosno e a levanto nos braços. ― Estão todos nos esperando lá embaixo. Por isso, pare de gemer desse jeito, cacete! Ela ri, me abraçando pelo pescoço, depositando beijos suaves em meu queixo. ― Eu já consigo descer a escada, amor. Não precisa me carregar. Sério ― protesta quando passamos pela porta. ― Baby, apenas fique quieta para a porra da barraca na minha calça diminuir e aproveite o passeio ― digo em forma de grunhido. Ela ri, antes de apoiar a cabeça em meu ombro. Eu ando pelo amplo corredor da clínica de reabilitação mais procurada pelas celebridades de LA. Fica há uma hora de carro da minha casa. A enfermeira parece que vai desmaiar a qualquer momento. Ela ostenta o maior sorriso que eu já vi desde o momento em que me apresentei na recepção procurando por Jessica Allen. A recepcionista me atendeu com um sorriso igual e pegou seu celular, imediatamente me pedindo se podia tirar uma foto. Consenti, e abri meu sorriso ensaiado. Em seguida, ela olhou seu muito

pronunciado busto, certamente debatendo se poderia me pedir para autografar ali. Apressei-me em rabiscar em um bloco de papel e o entreguei a ela, que parecia meio decepcionada, mas aceitou. Sorri me desculpando. Nada pessoal, querida, mas meus dias de assinar em bustos ficaram para trás. Uma das enfermeiras, a mais jovem, se ofereceu para me acompanhar até o quarto de Jess. Não me passou despercebido que abriu dois botões do seu jaleco. Quase rolo os olhos. A moça para na frente da porta e me olha, seu sorriso parece colado no rosto. ― Eu tenho que dizer que sou muito sua fã ― ela fala rapidamente. ― Da banda toda! Eu amo cada um de vocês! Eu relaxo um pouco. Ok, apenas uma fã deslumbrada. Dou-lhe um sorriso franco, agradeço pela ajuda e assino na manga do seu jaleco. Sério, foi o único lugar respeitável que encontrei. Ela parece tão decepcionada quanto a recepcionista, mas sorri para mim de novo antes de voltar pelo corredor. Eu solto um longo suspiro e bato levemente na porta. Leva algum tempo. Estou no meio do movimento de bater outra vez quando a porta se abre. Eu não tenho tempo de falar nada. Jess se joga em cima de mim, quase me desequilibrando. ― Li! Oh, meu Deus! Você veio mesmo! ― ela soluça no meu pescoço. Que porra é essa? Meu corpo fica rígido. Eu olho o corredor e nos empurro para dentro do quarto. Ela está grudada em mim como um maldito caramujo em sua casca. ― Por favor, me diz que veio me buscar. Você veio me buscar, não foi? ― me bombardeia, apertando-me pelo pescoço. ― Eu sei que sim. Eu sabia que você não ia me deixar aqui. Você conseguiu convencer Eli, não foi? ― Não! Porra, você vai me estrangular desse jeito! ― eu rosno e pego seus pulsos com força, arrancando-a de cima de mim. Ela se afasta relutante e nossos olhares se encontram. Eu franzo o cenho. Ela está bem diferente do que pensei encontrar. Não há o menor sinal de abatimento em seu rosto. Está perfeitamente maquiada e produzida em um de seus minúsculos vestidos, como se não estivesse em reabilitação, e sim de férias nessa casa de praia luxuosa. ― Você ainda está zangado, eu entendo ― diz, usando um tom mais suave e seus olhos se enchem de lágrimas. ― Eu sinto muito, Li. Por favor, você precisa me perdoar. Estou tão arrependida ― tenta me tocar. Eu me afasto, tomando uma boa distância entre nós. Seu lábio treme com minha rejeição. Paro perto das portas que dão acesso ao mar. O quarto é amplo e arejado. Não sei por que pensei que a encontraria trancada em um quarto pequeno e escuro, assustada. Esse é o destino dos que não tem dinheiro para bancar algo como isso. Bufo internamente. Eu a olho por um longo momento, tentando reunir a calma que preciso e não torcer seu pescoço pelo que fez com a minha mulher. Algo dentro de mim se rebela contra a ideia de machucá-la mesmo agora. Se para mim é malditamente difícil, imagino como está sendo para Elijah. Essa garota está em todas as minhas memórias de infância e adolescência. Depois que a banda fez sucesso, ela não quis ficar para trás e nós não fomos capazes de deixá-la. Ela era uma menina doce. Não era? O que, em nome de Deus, houve com a garota que eu conheci a vida inteira? ― Por que, Jess? ― pergunto, sem deixar de analisá-la. ― Eu juro que não compreendo. Ela me devolve o olhar. Não recua. Me encara por um tempo inquietante. ― Eu te amo, Liam ― diz com voz trêmula. ― Eu amo você desde sempre. Mesmo suspeitando, ainda é um baque ouvir a confirmação de sua boca. ― E você acha que isso é justificativa para o que fez com a Mel? Com o nosso filho? ― meu tom é baixo, porém, frio. Ela se encolhe um pouco, ajeitando o vestido. ― Não, não é ― reconhece, mas não há o arrependimento que alegou sentir ainda há pouco quando se jogou em cima de mim. ― Eu não odeio a sua mulher. Eu odeio que ela tenha o seu amor. ― Cristo, por que você nunca me falou que tinha esperanças ridículas sobre nós dois? ― eu me arrependo um pouco do meu tom e palavras quando vejo a dor em seu rosto. Ela cerra os punhos, como se tivesse se contendo a muito custo. Eu quase rio. O que ela pode fazer? Me bater por não amá-la, porra?

― No começo, eu pensei que você só estava entusiasmado porque finalmente estava comendo a vadia que lhe foi proibida por muito tempo ― seu tom é cheio de veneno e desdém. ― Você não vai falar assim dela, porra! ― eu avanço, mas paro, me impedindo de sacudi-la como a uma boneca de pano. Ela sorri, sabendo que eu não posso machucá-la. ― Pensei que foderia com ela e acabaria enjoando como acontecia com todas as outras... Sua forma de falar me ferve o sangue. ― Eu me entediava porque as outras não eram ela ― rebato. Seu rosto torce e empalidece. Eu sei que não é a atitude mais acertada no momento, mas, de repente quero machucá-la pelo menos com palavras para vingar a Mel. ― Eu a amo. Sempre foi Melissa. Sempre será ― seus olhos transbordam. ― Será que entende agora? Eu. Amo. Aquela. Mulher. Ela solta uma gargalhada estranha pra cacete e enxuga o rosto com raiva. ― Ela é velha! Uma velha, porra! ― berra e eu fico cego pelo seu preconceito. Como eu nunca vi essa merda antes? ― Ela é linda! A única mulher que pode me fazer feliz! ― rosno, cerrando os punhos. Mas que merda! A conversa tomou um rumo completamente diferente. Ela está respirando com dificuldade, me olhando com ressentimento. Eu nunca vi esse olhar em seu rosto antes. Eu não conheço a mulher diante de mim. Jess fecha os olhos e flexiona as mãos. Acho que ela também está por um fio nessa merda de conversa. ― Por que veio até aqui, Liam? ― seu tom é de repente derrotado. ― Volte para sua mulher perfeita. Seja feliz e me deixe aqui como um maldito trapo velho! Eu quase sinto remorso, mas seu preconceito com Mel está queimando ainda em meus ouvidos. Ela disse isso para Mel? A hostilizou sobre essa merda da idade? Enfio as mãos pelos cabelos e aperto a minha nuca. ― Eu vim porque preciso da sua ajuda ― digo, minha voz cansada. Estou esgotado, decepcionado como nunca estive. Ela abre os olhos e me encara, atenta. ― Você já deve saber que Bob sofreu um acidente antes de me contar algo que poderia me livrar do processo. Seu rosto escorrega um pouco com a menção do acidente. ― Sim, eu soube. A TV deu muita cobertura para isso ― é só o que diz. Ela pende a cabeça para um lado, como se ponderasse sobre algo. ― Então, apesar de me odiar agora, você veio pedir a minha ajuda? Parece idiota. Cristo, é bem idiota, porém, não tenho outra saída. Seus olhos se iluminam de repente, porque ela acaba de perceber isso: que é minha última esperança de não passar por um julgamento público. ― Sim, eu vim ― não nego que a odeio. Nesse momento, eu faço. É impossível perdoar o que fez. Mas, talvez ainda haja alguma humanidade escondida lá no fundo. ― Eu preciso que me conte a verdade, Jess. Nós dois sabemos que não está contando tudo que viu. Eu posso ser preso, porra! ― minha garganta aperta. ― Eu posso não ver o meu filho nascer! Você era uma garota doce. Ela pisca para afugentar novas lágrimas. ― Isso não foi o suficiente para você me manter ― murmura. ― Eu te amei silenciosamente por dez malditos anos, Liam! ― seu tom sobe. Ela está oscilando pra caralho. Deve ser a abstinência. ― Aos dezoito anos eu o perdi a primeira vez, quando você foi àquele país de merda! ― É o meu país também, porra! ― rosno. ― Pare de ser uma cadela preconceituosa! ― Quando você voltou estava muito diferente ― continua como se não tivesse sido interrompida. ― Só falava na vadia da sua cunhada! Você tem ideia do quanto me magoou ouvir como a doce Mel era perfeita em tudo? Ela tinha vinte e cinco anos! Muito mais velha do que você! Do que eu, e mesmo assim ficou louco por ela!

Eu paro um instante, tentando manter meu controle a todo custo. Cristo, eu nunca pensei que Jess se sentia assim sobre mim. Na minha cabeça tudo foi resolvido há dez anos. Agora, eu vejo o quanto foi estupidamente ingênuo. Eu a magoei. Isso está claro como água agora. ― Por que ficou por perto por dez malditos anos? ― indago, me sentindo impotente pra caralho. Eu só quero sair da sua frente. Vir aqui não foi uma boa ideia. Ela está cheia de ressentimentos e não vai me ajudar. Inferno, talvez eu mereça por ter sido um asno. ― Por que ficou se eu te magoava tanto? Ela se aproxima e eu me afasto. Seu rosto mostra dor de novo. Merda. ― Eu tinha esperanças de que quando se cansasse do estilo rock star, você me veria de novo. ― sua voz treme. ― Mas, aí, dez anos depois, você reencontra aquela que havia virado sua cabeça uma vez... ― ela respira ruidosamente. ― Ela te tirou de mim duas vezes. Ela está doida, porra? ― Eu não era seu em nenhuma das ocasiões em que encontrei a Mel ― corto seu delírio. ― Não tínhamos nada quando fui ao Brasil e a vi a primeira vez. Da segunda vez, nem preciso dizer nada. Eu nunca amei você da forma que você queria ― eu pauso um instante. ― Ou merecia ― seu semblante se ilumina um pouco. ― Me desculpe se eu te magoei, mas essa é a única verdade. ― Você sentia tesão em mim ― diz, seu tom adquirindo confiança. Eu estreito meus olhos. ― Dizia que não havia nenhuma garota mais bonita do que eu ― relembra. Sim, eu dizia isso. Bem, até, encontrar uma mulher de verdade e me apaixonar por ela. Jess era e ainda é linda e sim, eu senti tesão por ela, principalmente porque era um maldito adolescente. Eu vivia com tesão. Então, isso não conta para muita coisa. Eu não digo nada a ela, no entanto. ― É passado ― digo conciso. ― Olha, eu vou indo. Se não vai me ajudar, não há mais nada para fazer aqui ― ela me olha ir até a porta. ― Eu posso te ajudar. Eu paro com a mão na maçaneta e me viro. Esperança me invadindo de novo. ― Você vai? ― questiono, ainda sem acreditar. Ela vem devagar e para na minha frente, invadindo meu espaço pessoal. ― Sim, tudo que precisa fazer é me dar o que eu quero. Eu sinto que não vou gostar da resposta, mas ainda assim, pergunto: ― O que você quer? Ela se aproxima mais, espalmando meu peito. ― Você. Eu quero você, Liam. Você vai largá-la e ficar comigo. ― Você ainda está chapada, delirando se acha que faria isso ― eu desdenho, empurrando-a. Ela sorri e leva as mãos para trás do vestido. Um maldito segundo depois o tecido cai e, porra, ela está nua em pelo por baixo. Ela perdeu a porra da mente de vez! ― Vista-se, sua doida de pedra! ― digo friamente, mantendo meus olhos em seu rosto. Ela sorri maliciosamente, fazendo uma pose sexy. ― Por que, baby? Te incomoda ver meu corpo nu? Você é só um cara, Liam. Não tente fingir que não quer me foder agora. Bem duro, como fazíamos quando éramos jovens ― ronrona, suas mãos deslizam pela barriga até encher nos peitos artificiais. Cacete! Eu preciso dar o fora daqui. Rápido! ― Estou tão molhada para você... Eu abro a porta e ela avança, puxando-me, batendo-a ferozmente. Porra, ela devia estar em um hospício e não na reabilitação! ― Poupe-me do seu showzinho ridículo, Jess. Eu vou embora ― rosno e ela cai de joelhos na minha frente. ― Ok, você não precisa deixá-la ― seu tom é baixo, implorando. ― Eu posso viver com isso. Apenas, pense sobre isso, baby ― meu estômago torce quando me chama assim. ― Eu posso ajudar.

Você está certo ― seus olhos estão ansiosos, ela lambe os lábios, nervosamente. ― Eu vi tudo que aconteceu naquela noite ― eu estreito os olhos nos seus. Ela está dizendo a verdade, ou apenas tentando me enredar em sua ridícula teia sedutora? ― Estou dizendo a verdade, juro, Li ― parece ler meus pensamentos. ― Eu não disse nada antes porque estou sendo ameaçada ― há uma nota de pânico em sua voz agora. ― Quem a está ameaçando? Hart? ― cuspo, trincando os dentes. Jess meneia a cabeça. Eu solto um som cansado, desanimado dessa situação fodida do caralho! ― Você está mentindo, Jess? ― Não! Tem que acreditar em mim ― implora, tocando minhas coxas. Eu recuo. ― Coloque uma roupa, caralho! ― cerro a mandíbula. Ela ri, sedutoramente e se levanta, seu corpo está muito perto. ― Liam, vamos, você é um homem ― sussurra. ― Você me quer, sabe que quer. A única razão pela qual está se contendo é por algum senso de moral ultrapassado de que não deve trair a sua mulher ― ela não está me tocando, mas seu olhar diz tudo. ― Mel não precisa saber. Ela não vai saber, prometo. Estamos apenas nós dois aqui... Estou morrendo por você... Vem, baby, me pegue. Eu quero sentir você todo dentro de mim. Lembra como era entre nós? Eu faço tudo, qualquer coisa que quiser... ― ronrona, chegando mais perto. ― Me pegue, me foda e estará livre do processo. Completamente livre.

CAPÍTULO DEZESSEIS

Liam Eu a seguro pelos pulsos antes que toque meu peito e a empurro para trás. Jess tropeça e cai em sua bunda deselegantemente. Estou muito puto para sentir remorso por ter usado a força em uma mulher. ― Era para ser sexy? ― eu ranjo os dentes. Ela se encolhe um pouco. ― Essa merda não é sexy e nem de longe me excita, porra! ― seus olhos se enchem de lágrimas com meu tom duro. ― Você realmente achou que bastaria ficar nua em minha frente e eu não resistiria? ― abro um sorriso frio. ― Prefiro cortar o meu pau fora a tê-lo dentro de você. Seu rosto se transforma numa máscara de ódio em questão de segundos. ― Você vai se arrepender disso, Liam! ― berra, se levantando, mas não se veste. ― Vai ser julgado e condenado só porque não pode trair sua vadia velha! Seu grande idiota! Minha paciência está por um fio. Eu cerro os punhos para evitar dar um soco nela por continuar ofendendo a Mel. ― Não, Jess, você vai se arrepender dessa sua atitude de merda ― forço meu tom mais baixo e controlado. ― Que cena lamentável. Você se transformou numa vadia ridícula, triste e patética. ― Eu odeio você! ― grita, seu corpo tremendo, os olhos esbugalhados, parecendo completamente desiquilibrada. Eu a olho fixamente por um momento. ― Depois do que acabo de presenciar, o sentimento é recíproco ― eu digo mortalmente baixo e me viro para a porta, mas ela se abre e Elijah entra me assustando pra caralho. Seu olhar passa por mim cheio de preocupação e em seguida se enche de desgosto quando pousa em Jess em seu estado de nudez. ― Que porra é essa, Jess? ― ele rosna e ela pega seu vestido, colocando-o rapidamente. ― Liam, o marido exemplar queria me foder para arrancar de mim tudo que vi naquela noite. ― Jess solta com um brilho vingativo nos olhos quando me encara. Vadia dos infernos! Estou pronto para me defender quando Elijah sorri sarcasticamente. ― Corte a merda, porra! ― meu parceiro a repreende ficando cara a cara com sua prima. ― O Liam não precisa foder cadelas drogadas ― Jess pisca e empalidece com as palavras duras de Elijah. Ele parece tão puto quanto eu. ― Você não tem respeito próprio, porra? A coca comeu todo o seu bomsenso? ― Jess envolve os braços em torno de si mesma e soluça. Um teatro que muitas vezes comoveu a mim e Elijah. Ao que parece, meu parceiro também está farto de ser manipulado. ― Eu perdi a cabeça, ok? ― Jess diz tremulamente. ― Eu o amo! Sempre amei, você sabe disso ― eu bufo. ― Eu já disse para cortar a merda, Jess! ― Elijah sibila. ― O Stone está farto e eu estou chegando ao meu limite. Ou você abre a porra da boca e vomita tudo que houve naquela festa ou... ― ele passa as mãos pelo rosto e se vira, andando para longe dela. ― Ou o quê, Eli? ― Jess pergunta, sua voz atada pelo medo. Ela sentiu que o primo está falando sério dessa vez. ― Ou você estará morta para mim, Jess ― Elijah solta, a encarando com pesar, mas decidido. ― Não! ― Jess tropeça para trás, levando a mão à boca. ― Você é o único que ainda se importa comigo. Você é meu irmão. Por favor... ― Liam também é meu irmão ― Elijah diz, seu maxilar cerrado. ― Então, você está escolhendo-o? ― ela pergunta num fio de voz. Elijah fica em silêncio, apenas a encarando por longos segundos. ― Não. Eu não estou escolhendo ― ela pisca, alívio claro em seu semblante. ― Mas eu farei. O tempo para suas merdas acabou, Jess ― Elijah avisa. ― Estou cansado. Então, comece a falar, porra.

Agora! Jess anda até as janelas e olha para fora. Meu coração corre com a expectativa de saber finalmente tudo que houve na noite em que minha vida mudou. ― Eu fiz algo muito errado naquela noite ― sua voz é fraca, vencida. ― Certo. Agora conte alguma novidade ― Elijah exala ironicamente. ― Eu... Eu... ― ela gagueja. ― Você o quê, Jess? ― Elijah instiga-a. O silêncio é opressor enquanto aguardamos suas próximas palavras. ― Eu... Oh, meu Deus ― ela leva as mãos ao rosto e soluça alto. ― Eu droguei o Liam ― admite e meu peito dói com a confirmação da sua traição. Isso dói como o inferno, porra! ― Jesus... ― Elijah diz, seu semblante cheio de decepção e descrença. ― Conte tudo. Conte-nos tudo, porra! ― ele exige e seu olhar busca o meu com um pedido silencioso de desculpas. Ele é não é culpado. Ela é. ― Por quê? ― é a única sentença que sai da minha boca. Jess se vira para nós. Seus olhos lacrimosos baixam quando enfrentam os meus. ― Eu quis estupidamente ter um gosto seu... ― diz e eu rosno para isso. Ela queria transar comigo inconsciente, porra? ― Você raramente estava sozinho naquele tipo de festa ― eu gemo porque isso é verdade. Eu vivi intensamente o estilo rock and roll e fodi tudo que usava saias por um longo tempo. ― Mas estava naquela e eu não podia acreditar na minha sorte... ― Quando se transformou nessa cadela, Jess? ― a voz desgostosa de Elijah a interrompe. Ela o olha com pesar e vergonha. ― Você foi cúmplice do infeliz do Chris? ― Não! Deus, claro que não! ― ela nega veementemente. ― Eu jamais faria algo para prejudicar o Liam. Eu... ― Mas você fez, porra! ― eu a corto dessa vez. ― Eu só queria... ― ela cora um pouco. ― O quê? Foder um cara que estando sóbrio, jamais estaria em sua cama? ― Elijah oferece. Ela soluça e berra em seguida: ― Sim! Eu queria foder o homem que eu amo! Eu bufo e rio sarcástico. ― E você conseguiu, Jess! Você me fodeu, porra! Regiamente! ― ela tem a decência de desviar o olhar do meu. ― Então, como me drogou? ― Um coquetel que era a sensação na festa. Mas eu acrescentei ecstasy[15] líquido. Elijah rosna. ― Você podia tê-lo matado, porra! Não apenas afetar a memória daquela noite. ― Eu sei. Eu sei! ― ela grita. ― Eu estava muito alta para pensar nas consequências, ok? Eu quero socar algo, porra! Essa garota idiota brincou com a minha vida. ― Será que nós... ― digo com escárnio. ― Não. Nós não transamos ― admite com amargura. Respiro aliviado. ― Eu o arrastei para um dos quartos, mas fomos interrompidos... ― ela funga e limpa o nariz. Seu olhar volta para o meu. ― Você realmente não se lembra de nada do que houve no quarto? ― Não, porra! Você fez um excelente trabalho! ― rosno. ― Quem nos interrompeu? ― pergunto, já sabendo que a resposta dificilmente me surpreenderá. ― Chris ― ela confirma num sussurro. ― Maldito filho da puta! ― Elijah passa as mãos pelos cabelos. ― O que houve em seguida? ― tento controlar minha raiva a todo custo. ― Você desmaiou. Apagou completamente ― eu reviro os olhos.

― Já sei disso. O que o maldito fez comigo? ― Ele e dois de seus homens o levaram para outro quarto. Eu implorei para não fazerem nenhum mal ― eu bufo. ― É verdade. Eu nunca pensei que meu boa-noite cinderela tivesse consequências tão assustadoras... ― E depois? ― instigo. ― Chris me ameaçou. Disse que se uma palavra sequer fosse dita sobre aquela noite, ele me mataria, mas não antes de se certificar de que eu sentisse muita dor. Eu estremeço com isso. Posso imaginar o que o estuprador de merda faria com ela. ― Será que ele tocou em você? ― Elijah pergunta com nova ferocidade em seu tom. Seus olhos ampliam e ela desvia o olhar. ― Não naquela noite ― diz e solta um suspiro. ― Vocês vão me odiar ainda mais, mas a surra que levei... Hum... Não foi Bob quem me bateu ― ela fecha os olhos, enquanto eu e Elijah rosnamos em desgosto. ― Chris me bateu porque o encontrei fodendo Selena em seu escritório. Porra! Ela sabia disso também e se manteve calada esse tempo todo? Que espécie de pessoa faz isso? ― Então, me deixe entender essa merda ― Elijah diz, seu tom letal. ― Você não só nos fez espancar um homem inocente, mas sabia o que o estuprador fazia com Selena e se manteve calada todo o maldito tempo, Jess? ― ela se encolhe com o tom brusco. ― Quem é você, porra? Porque é certo como o inferno que não te reconheço! Você poderia ter nos contado ao menos sobre Selena. Ela balança a cabeça em negativa. ― Ele me ameaçou, porra! Era a minha vida em jogo! ― brada. ― Me culpe no caso de Liam. Eu aceito que fiz merda, mas não no caso de Selena. Eu não sabia que Chris era tão perigoso até aquela maldita festa. Eu não podia dizer nada ou ele acabaria comigo! ― Nós a protegeríamos ― Elijah murmura parecendo cansado. Eu também estou. ― Como sempre fizemos. Você tinha a nós, porra! Jess arregala os olhos ao perceber que Ele disse tinha, no passado. Eu não perdi isso também. ― Você nos fez surrar o Bob exatamente por quê? ― indago, ainda sem entender essa parte. Ela bufa. ― Ele merecia, ok? Eu flagrei o idiota fodendo uma vadia em seu camarim apenas alguns minutos antes de um show ― seus olhos soltam faíscas. ― O mesmo show que ele tinha me convidado para estar na primeira fila. ― Não importa o que houve, foi errado o que fez ― eu rosno. Não acredito que essa garota nos manipulou e nos fez odiar o Cash todo esse tempo por nada. O bastardo não fez nada e nós o perseguimos e torcemos contra o sucesso da sua banda, tudo por causa de uma maldita mentira! ― Eu sei, mas não me arrependo nesse caso ― Jess levanta o queixo com altivez. É a primeira vez que faz isso nesta conversa. ― Ele me traiu! Não é você quem não suporta a ideia de trair sua mulher? Eu bufo. Ela é dissimulada pra caralho. Está claro para mim agora que Jess usou Bob tanto quanto ele a usou. ― Você sabia da sua fama quando começou a sair com ele. Além disso, não finja que estava morrendo de amores pelo Cash ― ela pisca e olha para longe. ― Você fez isso porque é uma cadela vingativa do caralho! ― rosno e seus olhos voltam para os meus cheios de mágoa. ― Para mim é o suficiente dessa merda ― aviso e enfio a mão no bolso da minha jaqueta de couro. Seus olhos ficam em pânico quando vê o que tenho em mãos. Eu sorrio triunfante e aperto o botão para interromper a gravação no pequeno aparelho. ― Você nos gravou ― Jess diz, abraçando a si mesma. Uma expressão derrotada toma o seu rosto. ― Vai me colocar na cadeia? É isso que vai fazer comigo? ― sua voz treme, embargada. Eu olho Elijah que está apertando a mandíbula ferozmente, mas me dá um aceno positivo.

― Se está se perguntando se vou processá-la por me drogar sem o meu consentimento e me fazer viver nove meses na merda, então a resposta é sim ― seus olhos ficam mortos, seu rosto pálido, mas ela não tenta me dissolver da ideia. Sua postura é resignada, como se a ficha tivesse finalmente caído e percebido o quão fundo seu vício a levou a cair. Eu não consigo me segurar e alerto: ― Você acabará velha e sozinha se continuar por esse caminho ― me olha com esperança florescendo em seu rosto. ― Eu realmente nunca quis prejudicá-lo. Eu sei que não mereço que... ― diz baixinho. ― Mas, algum dia conseguirá me perdoar, Li? Eu inspiro e exalo lentamente. ― Você precisa se curar do vício. Eu gosto de pensar que não seria tão leviana comigo e depois com a Mel se não fosse por influência da coca ― seus ombros sacodem e ela chora porque sabe que nossa relação foi arruinada para sempre. ― Eu gosto de pensar que a garota que cresceu comigo ainda está aí dentro. Mas não quero mais nenhum contato com você. Não a quero perto de mim e da minha família. Quando eu passar por aquela porta, você e nossa amizade ficarão para trás. ― Não. Por favor, não ― Jess cai no chão de joelhos. ― Eu nunca quis prejudicá-lo... ― Cada ação mesquinha e alienada pela droga a colocou nessa posição ― meu tom é plano e vazio. Troco um olhar com Elijah e ele indica a porta com a cabeça. ― Adeus, Jess ― sussurro e me encaminho para a saída. ― Eli? Você está me deixando também? ― sua voz é apenas um fio, cheio de dor. Ouço meu parceiro puxar uma respiração ruidosa e passar por mim abrindo a porta como se o diabo estivesse em seu encalço. ― Você também não, por favor. Eli? Volte! Eu preciso de você! ― ela grita. Contra a minha vontade, meu peito aperta com seu tom desesperado. Não me julguem. Eu tenho a porra de um coração aqui dentro. No entanto, eu não olho para trás e fecho a porta silenciosamente, deixando Jess para fora da minha vida de uma vez por todas. Elijah está esmurrando a parede com a testa apoiada nela quando saio. Deve doer nele deixá-la assim. ― Ei, irmão? ― ele gira a cabeça para mim. ― Você não precisa me escolher, você sabe ― ele franze o cenho. ― Ela é seu sangue. Está mais do que claro que Jess precisa de ajuda. Sim, ela se revelou uma cadela sem noção e eu não quero ter mais nada a ver com ela, mas você é seu sangue. Ele sorri. Seu sorriso um misto de sarcasmo e amargura. ― Eu não vou abandoná-la, porra ― rosna. ― É apenas um tratamento de choque. Quero que sinta na pele as consequências de suas ações de merda ― eu aceno. ― Você trouxe um gravador. Estou surpreso com sua engenhosidade, Stone ― ri, parecendo o bastardo provocador que conheço e me puxa para um abraço de caras. Eu retribuo suas batidas fortes em minhas costas. ― Obrigado por sua interferência. Eu não teria conseguido arrancar nada dela ― digo agradecido. Esse bastardo é o meu irmão de verdade. ― Vá levar isso para os advogados. É a sua chance, irmão ― ele me dá mais um tapa amigável. Eu me afasto e olho em direção à porta. Dá para ouvir os murmúrios de lamento de Jess do outro lado. ― Eu vou processá-la ― aviso. ― Eu sei e é a coisa certa a fazer ― concorda. ― Você vai custear um advogado para ela? Elijah sorri, um tipo de sorriso diabólico. ― Nah. Eu vou deixá-la chafurdar na miséria um pouco mais. Se as coisas ficarem muito complicadas, eu entro em campo aos quarenta e sete do segundo tempo ― eu começo a sentir um pouco de pena da cadela. ― Nem um minuto a menos que isso. Nós a protegemos a vida toda, irmão. Chegou a hora de Jess responder por si mesma pelas escolhas que fez. Ele está certo e isso não é mais problema meu. Despeço-me de meu parceiro e sigo para o escritório

dos advogados. Eles escutam a gravação atentamente. Meu coração está frenético à espera de uma boa notícia. ― Isso é, definitivamente algo para engasgar o promotor, Sr. Stone ― eu rio com as palavras do principal advogado. ― O julgamento será abortado? Estarei finalmente livre das acusações? ― questiono e eles se entreolham. Eu franzo o cenho. ― Isso é o suficiente, não é? ― Não será tão rápido, mas creio que isso é o suficiente ― o segundo advogado informa com um pequeno sorriso. ― Haverá uma série de procedimentos legais antes de o julgamento ser interrompido e o caso arquivado. Obrigo-me a assentir e conter o grito de empolgação. Cristo, quanto tempo ainda para que eu possa respirar aliviado? Pensei em chegar em casa e comemorar com a minha mulher e filho. Certo, eu posso esperar. Falta pouco. Eu posso sentir isso. Eu finalmente vejo a luz clareando o maldito túnel. ― Importa-se de me esclarecer quais procedimentos? ― pergunto. ― A gravação será analisada por peritos para comprovar se é crível, não uma prova fabricada. Além disso, a Srtª Allen será intimada a depor para oferecer maiores detalhes daquela noite. Depois disso, vamos recorrer das decisões do juiz de instrução e da conferência do tribunal ― hein? Eu odeio quando eles falam advoguês. O primeiro advogado ri com a minha reação. ― Vamos interpor recurso da decisão do juiz de levar o caso a julgamento ― diz e eu aceno. Melhor. ― Estamos otimistas de que o juiz se pronunciará em no máximo, até o final da semana ― completa. Cinco dias. Fecho os olhos tentando encontrar calma e controle para esperar o desenrolar das merdas legais. Cinco dias. Eu posso aguentar. ― Me mantenham informado ― peço antes de sair do escritório. Greg me leva para casa. Não liguei para Mel. Quero dar a notícia pessoalmente e ver seu lindo rosto se iluminando com o desfecho desse pesadelo. Quando entro na sala, ouço vozes e a risada suave dela. O som deixa o meu peito leve instantaneamente e um sorriso repuxa meus lábios. À medida que avanço, vejo três homens acomodados nos estofados da nossa sala. Os outros membros da The Horses. O que eles fazem aqui? Mel me vê e se levanta, vindo até mim. Usa uma das peças compradas para seu guardaroupas de grávida, um vestido verde escuro de alças finas que deixa sua barriguinha bem saliente. Seus cabelos estão em um coque frouxo que quero desfazer imediatamente para ver as ondas castanhas caírem sobre os ombros delicados. Seus cabelos soltos sempre tiveram um apelo sexual sobre mim. Ansiei enfiar os dedos neles enquanto me enterrava bem fundo nela por anos. Seu semblante preocupado corta um pouco da minha crescente luxúria quando para na minha frente. ― Baby, como foi com a Jess? ― sussurra, espalmando as mãos em meu peito. Eu a enlaço pela cintura e desço a boca na sua num beijo breve, mas cheio de possessividade. Não sei o que os bastardos disseram que a fez rir, mas quero que saibam a quem ela pertence. ― Foi melhor que o esperado ― digo contra os seus lábios e seus olhos se iluminam. ― Os advogados já estão de posse da gravação, baby. Eles estão otimistas que esse fodido pesadelo acabe ainda nesta semana. ― Oh, meu Deus, Liam! ― sua voz embarga um pouco e sua mão vem para o meu rosto num toque suave. ― Graças a Deus, baby. Eu nem consigo acreditar ― murmura, apoiando a cabeça em meu peito. Eu a envolvo, respirando o seu cheiro. Beijo o topo da sua cabeça e olho por cima para os caras sentados nos observando furtivamente. ― A que devo a honra? ― meu tom sai mais duro que o necessário, encarando o guitarrista. Ele parece ser o mais próximo de Bob. Eu ando até eles ainda segurando a cintura da Mel. Não me culpem, mas os cães sarnentos são os únicos em quem confio perto da minha mulher. Eles se levantam, parecendo sem jeito. Essa estranheza entre nós vai ser difícil de contornar. Vai levar tempo e, claro, seus malditos olhos longe da minha mulher.

― Bob acordou, Stone ― Malcolm, o guitarrista, informa. ― Isso é bom ― assinto, meu tom mais ameno. ― E como ele está? ― Parece uma merda, mas está em suas perfeitas faculdades mentais ― diz com um sorriso brincando na boca, os outros o seguem. Eu me pego querendo sorrir também, porque acabo de perceber que eles têm a mesma camaradagem que tenho com os caras. Isso é bom. Na verdade, isso é essencial para uma parceria duradoura. ― Ele me pediu para lhe mostrar isso ― diz, enfiando a mão no bolso da jaqueta hard rock, retirando um celular. Franzo as sobrancelhas em confusão. Seus dedos se movem agilmente na tela e me entrega o aparelho. Estou cada vez mais confuso quando as imagens surgem no que parece ser um vídeo amador. As imagens estão granuladas no começo, mas aos poucos vão se tornando mais nítidas. Meu estômago se agita porque as imagens mostram Jess e eu no bar na fatídica festa. Cacete! O fodido Cash esteve com isso na manga esse tempo todo? De repente, eu quero socar a cara daquele bastardo de novo. Mel solta um som estrangulado quando me vê beijando a cadela manipuladora. É claro para qualquer um que estou muito grogue. Meus olhos estão totalmente fora de foco e não faço movimento nenhum, apenas ela me agarra e praticamente fode a minha boca. ― Baby, a vadia me drogou. Foi ela quem me ferrou primeiro e facilitou as coisas para o Hart terminar de me foder ― explico e seus olhos ampliam, mas não há verdadeira surpresa lá. Mel sempre desconfiou de Jess, enquanto estive estupidamente cego. ― Você não tem que ver isso, amor ― eu peço, quando os avanços de Jess ficaram indecentes no vídeo. Bile sobe à minha garganta quando segura meu pau e o apalpa ali, onde qualquer um podia ver. Merda. Em seguida, ela praticamente me arrasta pelo salão em direção aos quartos. A filmagem fica meio granulada outra vez pela distância. O corredor está semiescuro, mas ainda dá para ver que somos nós quando entramos em um quarto e a porta se fecha. Se passam poucos minutos quando três homens avançam pelo corredor. Meu sangue ferve ao divisar o rosto sorridente e odioso de Chris. Sorrindo momentos antes de ferrar com a minha vida. Nesse momento eu odeio Jess com todas as minhas forças. Ver tudo que fez torce minhas vísceras com asco. Pouco depois, os dois homens saem e me arrastam, completamente desacordado em direção ao outro quarto. Chris não sai por um bom tempo. Quando sai, está descabelado, seu lábio está sangrando e ele ajeita a calça. Merda. Ele a estuprou. Ela negou para mim e Elijah, mas o infeliz a tocou. Mel dá um suspiro trêmulo constatando a mesma coisa. Ele olha ao redor e entra no quarto para onde me levaram. Não tenho ideia de onde Bob estava escondido para fazer essas imagens, mas agradeço por isso, porra. A filmagem agora é de um corredor vazio. Parece haver um corte e quando novas imagens surgem, Chris está saindo comigo já acordado, mas ainda visivelmente perturbado. Eu me lembro dessa parte. Eu estava aterrorizado quando acordei ao lado das meninas abusadas sexualmente. O corredor fica vazio outra vez e Bob deve ter percebido que era seguro e se aventurou até o quarto. Eu estremeço antecipando o que vou ver a seguir. Mel geme com horror quando vê o cenário. As meninas estão nuas na cama, desacordadas e machucadas. A filmagem acaba aí. ― Cristo, ele tinha isso esse tempo todo? ― rosno para seu parceiro. Ele parece pouco à vontade, mas acena. ― Bob tinha intenção de lhe entregar, mas os eventos que se seguiram o deixaram muito puto com você e a besta do Allen ― diz, cerrando os dentes. Sim, nós o espancamos sem dó. Dá para entender porque o Cash se manteve calado até agora. E mais uma vez, Jess me fodendo, porra! ― Depois disso, ele achou que poderia usar isso para conseguir um contrato com a Hart. Mas não chegamos a precisar, uma vez que Chris passou a nos sondar pouco depois ― ele explica. Eu não contenho um bufo. ― Na minha época conseguíamos contratos fazendo boa música ― não posso deixar de alfinetar. ― Baby... ― Mel intervém, um riso brincando em sua boca, apesar do tom de repreensão. Eu a olho e

sorrio torto. Certo, estou sendo um pouco rude com nossas visitas. Mas é apenas o hábito que cultivei nos últimos meses. Cutucar a The Horses era bom pra caralho.

Melissa Roqueiros... Eu rolo meus olhos para a testosterona reinando na sala. Liam está com dificuldades de abandonar a velha rivalidade com esses caras, embora os tenha ajudado. E, claro, meu marido ainda não engole a assessoria que insisti em fazer para a The Horses no Rock in Rio. Seus olhos azuis sorriem para mim, dizendo-me que está apenas provocando. Eu relaxo e apoio minha cabeça em seu ombro. ― É fácil julgar quando você nunca sobreviveu da música, Stone ― Malcolm retruca, estreitando os olhos em Liam. Meu marido suspira e relaxa contra mim. ― Você não sabe o que é tocar na noite apenas por um prato de comida, sabe? Caramba, eu engulo em seco. ― Não, eu nunca precisei, cara ― Liam afirma em tom amigável. ― Merda ruim, hein? Malcolm acena, sua postura relaxando também. ― Sim, merda muito ruim ― ele enfia as mãos nos bolsos. ― Olha, nosso parceiro pediu para lhe dizer que pode usar o vídeo ― ri sarcasticamente. ― E antes que me pergunte, não, ele não quer mais barganhar um contrato. ― Não? ― Liam pergunta, surpreso. Eu também estou. Se eles estão mal financeiramente, não é hora para orgulho. ― Não. Bob já está agradecido o bastante pelo que fez por ele ― olha os parceiros, completando. ― E por nós. Liam fica sem jeito. ― Não foi nada, parceiro ― diz, dando de ombros como se o fato de ter custeado uma clínica particular para Bob e dar um teto para seus companheiros de banda fosse algo que qualquer um faria. Eu beijo seu peito, não me importando com nossa plateia. Eu amo essa característica em meu marido. Ele tem um coração tão lindo quanto seu rosto. ― Agradeça ao Cash por mim e transmita-lhe meus votos de uma boa recuperação. ― Faremos isso ― Malcolm abre um breve sorriso. ― A propósito, grande apartamento aquele, Stone. Deve ter boas recordações de lá, hein? ― há uma provocação maliciosa evidente em seu tom. Eu bufo baixinho porque sim, Liam deve ter muitas recordações de seu apartamento de foda. Liam sorri e eu levanto meu rosto para ver sua reação. As safiras azuis estão focadas em mim. Seu olhar é aquecido, amoroso. ― Não. Minhas melhores recordações são mais recentes ― seu tom é mais baixo enquanto me olha fixamente e isso viaja, rastejando em minha pele. Oh, rapaz. Eu derreto em uma poça. Meus hormônios estão fora de controle com a restrição médica. É um doce tormento estar perto da gostosura que é meu marido e passar vontade... Os cantos de sua boca sobem perversamente, sabendo exatamente como estou me sentindo agora. Eu rio e ele roça o nariz no meu num gesto ao mesmo tempo sedutor, carinhoso, íntimo. Eu amo que ele não tenha vergonha de ser doce e apaixonado independentemente de quem esteja assistindo. Ouvimos gargantas pigarreando e rimos, voltando nossa atenção para os caras. ― Assim que as coisas melhorarem, vamos pagar tudo de volta ― Malcolm anuncia. ― Ainda acho que é um riquinho do rock, Stone ― Liam bufa em desdém e o outro homem sorri por um breve momento, então seu semblante se torna sério. ― Mas agora sei que é também um grande cara. Ownt, isso foi gentil vindo de um roqueiro marrento. Eu acho que julguei esses rapazes um pouco duramente quando estiveram no Brasil. Liam sorri. ― Ainda acho que são uma banda de maricas, mas estou começando a ver que são grandes caras também ― os provoca. Eles resmungam. ― Vocês vão me pagar mais cedo do que imaginam. ― diz de forma enigmática e os caras o olham em confusão. ― Assim que Bob se recuperar vamos conversar.

― Sobre? ― os olhos escuros de Malcolm se acendem, enquanto espera a resposta. ― Tenho uma proposta para a banda ― eles soltam palavrões em surpresa e seus rostos se iluminam como crianças ganhando um presente de Natal antecipado. ― Mas vamos esperar o Cash se recuperar completamente ― eles acenam, suas expressões ainda estupefatas. ― Me deixem saber se precisarem de algo mais nesse meio tempo. ― Certo, Stone. Obrigado mais uma vez ― Malcolm diz, estendendo a mão. Liam a pega e eles dão um aperto firme. ― Bem, nós vamos indo ― seu olhar pousa em mim e ele sorri. ― Mel, foi um prazer revê-la. ― O prazer foi meu, rapazes ― digo olhando cada um. ― Transmitam meus desejos de melhoras ao Bob, por favor. Eles acenam e vão em direção à saída. Assim que a porta se fecha, Liam me puxa de frente para ele. Seu rosto tem uma linda carranca. Ele não pode ficar feio nem fazendo carrancas. Sinto muito em instigar a imaginação de vocês, mas meu marido é assim mesmo, lindo demais. Certo, vocês devem me odiar um pouco agora, não é? Eu rio fingindo não notar seu ciúme bobo da The Horses. ― Baby, que merda é essa de: o prazer foi meu? ― ele faz uma imitação grosseira da minha voz. Eu gargalho, sua carranca aprofunda e ele rosna. Eu levo meus braços para o seu pescoço e aproximo nossas bocas. Os olhos azuis queimam nos meus e a conhecida expressão safada cruza sua íris. O azul é tão intenso, penetrante que me tem arquejando em segundos. Uma de suas mãos cai para a parte baixa das minhas costas, provocando a curva do meu traseiro sobre o tecido fino. Eu gemo baixinho. Ele sorri, lento e consciente da reação do meu corpo ao dele. ― Como está se sentindo, linda? ― seu tom é preocupado e mais amoroso, no entanto, a luxúria continua queimando em seus olhos. ― Mmmm, muito bem ― murmuro em sua boca. ― Eu vejo... ― ele geme. ― Tire esse olhar safado, baby. Não podemos fazer travessuras. Ainda faltam duas semanas ― rosna essa última parte e eu sorrio. ― Teremos muitas coisas para comemorar em poucos dias, não é? ― ronrono. ― Sim, minha gostosa ― ele chupa meu lábio inferior obscenamente. ― Teremos muita coisa para comemorar ― seus olhos brilham daquela forma travessa quando está escondendo algo de mim. ― Que olhar é esse, superstar? ― instigo. Ele ri conspiratório, enquanto sua outra mão liberta meus cabelos do coque. Sua grande mão cava minha nuca e puxa levemente os cabelos arqueando minha cabeça para trás. ― Você saberá no momento certo, Srª Stone ― sussurra e seus lábios provocam os meus antes de mergulharem num beijo que me tem encharcada em segundos. Caramba. ― Onde estão todos? ― pergunta quando para o ataque, me deixando ofegante. ― Norah e Joshua estão jogando xadrez no escritório ― seu semblante suaviza com a menção dos avós. ― E Chay está com Selena e Collin. Ela tinha uma visita agendada em uma escola nas proximidades e perguntou se nosso pequeno gostaria de acompanhá-la. Ele ficou muito empolgado, uma vez que está tendo aulas apenas aqui em casa. Liam fica tenso. ― Mel, sei que Selena é uma boa garota e se aproximou muito de nós ultimamente, mas ainda não é seguro sair assim ― sua voz é cheia de apreensão. ― Collin estar com eles me deixa aliviado, embora. ― Sim, e eles estarão cercados de seguranças, amor. Não acho que...

― Chris ainda está lá fora, baby ― seus olhos turvam e eu me sinto apreensiva também. ― Há algo que não está me dizendo, baby? ― pergunto, já pensando em chamar Selena para saber se tudo está bem. ― O carro do Cash foi sabotado. Estava com zero freios e o mais curioso é que saiu de uma revisão na tarde do acidente. ― Oh ― exalo. Eu já desconfiava disso. ― Eu não queria preocupar você por causa do bebê ― revela e sua mão vem para a minha face. ― O infeliz está lá fora, Mel. Chris não tem mais nada a perder, mas todos nós temos. Quando nos veremos livres desse monstro e dessa insegurança que se instalou em nossas vidas? Como é possível o estuprador simplesmente evaporar e não aparecer no radar da polícia? Eu bufo, desanimada. A polícia está fazendo um trabalho de merda nesse caso. ― Tem razão, eu vou chamar Selena, baby ― aviso, mas antes de me desvencilhar para alcançar meu celular na mesinha de centro, Collin irrompe em nossa sala parecendo angustiado. ― Lena e Chay já chegaram? ― ele solta mesmo antes de nos cumprimentar. Suas palavras levam gelo ao meu intestino. Collin não estava com eles? ― Você não estava com eles? ― minha voz sai esganiçada. ― Apenas no começo. Eu tive que sair para ajudar Elijah com Jess ― ele dá um olhar ainda mais angustiado em direção à Liam. ― Ela... Cortou os pulsos. Oh, meu Deus! O que essa garota maluca foi fazer? Liam fica rígido nos meus braços. ― Ela está bem agora? ― arrisco-me a saber, enquanto Liam permanece em silêncio. ― Sim, graças a Deus os cortes não foram profundos o suficiente para alcançar uma artéria importante ― ele diz com pesar claro em seu tom e semblante. ― Elijah vai passar a noite com ela no hospital. Nesse momento sinto pena de Eli por ter essa mala em suas costas. ― Garota estúpida ― Liam exala. Mas há uma nota de pesar em seu tom, também. Ele tem um grande coração. Eu não morro de amores pela vaca louca, mas tentativa de suicídio é muito triste em qualquer circunstância. Espero que ela fique bem. E bem longe de mim e da minha família. ― Eu vou tentar o celular de Lena outra vez ― Collin anuncia, sacando seu aparelho. ― Ela não atendeu quando a chamei há uns vinte minutos. Pensei que já estivessem aqui ― ele espera por alguns momentos antes de juntar as sobrancelhas. Estamos perto e podemos ouvir a chamada sendo encaminhada para a caixa postal. ― Merda. Eles já deviam estar aqui! ― rosna frustrado, e o medo rasteja em minha coluna. ― Vou tentar a sua segurança ― diz e vejo o esforço que está fazendo para não transparecer seu medo. Eu me seguro mais firme em Liam. ― Baby... ― eu coaxo, meus olhos turvando de lágrimas. Chay, meu pequeno bebê. Eu não vou suportar se algo acontecer a ele. ― Shh, vamos ouvir a segurança, baby. Não se preocupe, nosso homenzinho está seguro, não se altere ― ele sussurra, mas há uma emoção queimando no fundo de seus olhos que contradiz a certeza das suas palavras.

CAPÍTULO DEZESSETE

Melissa Eu não sei ao certo quanto tempo se passou até que um de nossos seguranças entrou pela porta carregando meu filho pela mão. Liam correu ao encontro deles e tomou Chay nos braços, abraçandoo com força. Nosso pequeno parecia um pouco confuso com a recepção calorosa de seu pai. Seus olhinhos vêm para mim e franze o cenho. ― Mãe, por que você está chorando? ― pergunta com preocupação, enquanto Liam para à minha frente. As lágrimas continuam rolando pela minha face. Obrigada, meu Deus! Meu pequeno está aqui a salvo. Eu o puxo para mim ainda sem conseguir dizer uma palavra. Seus bracinhos rodeiam minha cintura imediatamente, mesmo que esteja confuso com a cena toda. ― Por favor, pare de chorar, mãe. Eu não gosto quando você chora. Ele pede. Liam vem para o meu lado, esfregando meus ombros. Eu puxo respirações ruidosas, tentando me acalmar. ― Você está aqui, meu bebê ― eu choro baixinho. ― Você está aqui ― repito. Liam beija minha testa e sussurra contra a minha pele: ― Shhh, por favor, amor. Fique calma. Isso não é bom para o bebê ― seu tom de voz age como um bálsamo sobre mim e eu fecho os olhos, sentindo-os junto a mim. ― Isso, baby. Tudo está bem. Nosso homenzinho está a salvo. ― Hei, homenzinho! ― a voz de Collin me faz abrir os olhos. ― Por que Lena não veio com você? Chay se desvencilha dos meus braços. ― Ela me disse que eu precisava ir ao banheiro ― ele franze as sobrancelhas. ― Eu não queria, mas ela insistiu dizendo que eu precisava. Todos nós ficamos em alerta com isso. Collin fecha os punhos e seu peito está subindo em respirações rápidas. Há um pânico nunca visto em seus olhos azuis claros. ― E depois disso, Chay? ― sua voz é levemente trêmula agora. ― Para onde ela foi? ― Eu não sei, tio Collin ― Chay meneia a cabeça. ― Quando voltamos do banheiro ― ele aponta para seu segurança. ― Tia Lena já havia saído. Eu não entendo por que ela me deixou lá. Antes de qualquer um de nós falar, Greg atravessa a sala com dois detetives de polícia. Eu começo a me agitar outra vez. Ai, Deus, o que está havendo? ― Boa noite, senhores, senhora ― os homens enormes nos cumprimentam. ― Estamos aqui para avisar que Chris Hart foi visto no subúrbio de LA há cerca de três horas, mais precisamente na casa de Hector Lopez ― eu fico um pouco tonta com isso. Liam pragueja e me puxa para si, tentando me manter calma. ― Hector foi morto com vários golpes de faca. O corpo está irreconhecível ― meu estômago embrulha e eu faço um barulho. Liam rosna. ― Minha mulher está grávida e teve princípio de aborto há apenas uma semana. Podemos ter essa conversa em meu escritório? ― ele late para os policiais. O homem me oferece um olhar arrependido. ― Não ― eu rebato. ― Eu quero saber tudo ― Liam rosna outra vez. ― Onde ele está agora? Preso?

― arrisco, mas as expressões dos homens me respondem antes de suas palavras. ― Não. O Hart é bem escorregadio ― Liam sorri sarcasticamente e eles estreitam os olhos. ― Então, o que fazem aqui, senhores? ― Liam questiona, irritação clara em seu tom. ― Há uma patrulha em sua propriedade, Sr. Stone ― o policial mais velho anuncia. Ele parece um pouco envergonhado agora. ― A polícia de LA quer que saiba que nos preocupamos com sua segurança e de sua família. Todos nós bufamos. Até mesmo Chay. Esse menino é tão esperto. ― Antes tarde do que nunca, não é o que dizem por aí, detetive? ― esse foi Collin. Ele parece estar se contendo a muito custo. ― E quanto a Selena Hart? Quais medidas de proteção a competente polícia de LA tomou para mantê-la segura? ― ele faz ênfase em competente. Os homens rangem os dentes para Collin. ― Cuidado, Sr. Williams ― eles alertam. ― Não nos insulte outra vez ou... Collin já ia responder, mas Greg o puxa de lado, dizendo algo em seu ouvido. Seus olhos ainda são ferozes para os policiais, mas ele assente e Greg o deixa ir. ― Há agentes disfarçados seguindo a Srtª Hart desde quando denunciou o irmão por estupro, Sr. Williams ― o outro policial informa entre dentes. Oh, eles estão irritados, não estão? Como se nós não fôssemos os mais implicados pelas sujeiras do estuprador maldito. ― Ótimo ― o tom de Collin ainda é desafiador. ― Então chamem esses agentes porque a minha mulher sumiu! ― uau! Ele enfim admitiu. Liam e eu soltamos pequenas exclamações. ― Tem quase uma hora que tento seu celular e de sua segurança, mas não obtenho nenhuma resposta. ― Se fosse um dos nossos saberíamos exatamente onde estariam agora ― Greg rosna desgostoso. ― Não entendo por que a segurança de Selena é tão ultrapassada. Assim que as palavras saem de sua boca, nos entreolhamos, a suspeita se instalando em nós. ― Porra, não! ― Collin grunhe, enfiando as mãos em seus cabelos escuros e os puxando. Eu posso sentir toda a sua angústia. ― Ela manteve a mesma segurança contratada por Chris. Deus! Nunca nos atentamos para isso. Minha Lena pode ter sido traída por eles, porra! ― seu tom é doloroso, então ele para e um tipo diferente de pânico enche seu semblante e olhar. ― Oh, Deus... Não... Ele não pode pegála. Não! Eu prometi a ela que estaria a salvo comigo! Eu prometi, porra! ― sua voz quebra e há lágrimas enchendo seus olhos. Meus olhos transbordam pela enésima vez diante da sua dor. Oh, Deus, por favor, eu te imploro, não a deixe nas mãos do maldito estuprador outra vez. Por favor, não. Eu fecho os olhos pedindo fervorosamente para que Selena não seja obrigada a passar por tudo de novo. Liam me solta e vai na direção do companheiro. ― Ele não vai pegá-la, irmão! Ele não vai, porra! ― Liam diz ferozmente, segurando Collin pelos ombros. Seu parceiro é uma bagunça agora. Há lágrimas escorrendo em suas faces bonitas. Deus, eu nunca o vi tão desesperado ou tão sério sobre algo. Liam o puxa para um abraço e dá tapas reconfortantes em suas costas. ― Nós vamos trazê-la de volta. Nós vamos, porra! ― meu marido rosna.

― Eu vou reunir mais homens, Liam ― Greg anuncia, sacando seu celular. O som de outro telefone soa na sala. O policial mais velho atende seu aparelho. Seu rosto torce com algo que o interlocutor está dizendo. Minhas entranhas remexem porque pressinto que isso tem a ver com Selena. Puxo Chay para perto de mim. ― Sim, estamos a caminho ― o detetive informa antes de desligar. ― Os agentes têm o paradeiro da Srtª Hart ― ele diz e nossa atenção é concentrada nele. Liam se afasta de Collin, mas ainda o mantém perto. ― Onde? Onde ela está? ― Collin indaga com medo estampando suas feições. ― Está em seu apartamento em Beverly Hills. Ela acabou de entrar em seu prédio escoltada por seus seguranças. Collin fecha os olhos e geme. Ao que parece sua teoria está certa. Há algo muito errado nisso tudo. Selena quer vender seu apartamento e na única vez em que esteve lá, Collin estava com ela. Ela odeia aquele lugar. Sua segurança esteve a serviço de Chris esse tempo todo? Não posso acreditar que não nos atentamos para isso. ― Ela não iria lá sem mim ― ele verbaliza meus pensamentos. ― Há... Há mais alguém lá? ― o pânico escorre das palavras de Collin. ― Os agentes estão a postos e não viram ninguém suspeito entrar no prédio. Mas... ― Mas o quê? ― Liam range os dentes. ― Talvez o Hart já estivesse lá, esperando pela irmã ― o policial torce os lábios em escárnio quando diz isso. Oh, Deus, não! Não o deixe chegar até ela, eu imploro. ― Eu vou matar esse infeliz! Eu vou acabar com ele, porra! ― Collin se desvencilha de Liam e há uma expressão assassina em seu rosto agora. Os policiais se agitam para sair, mas antes miram Collin. ― Deixe a polícia cuidar disso, Sr. Williams. Não o aconselho a se meter... ― O inferno que não vou me meter! ― Collin parece pronto para saltar nos detetives. ― Deixamos a polícia fazer o trabalho até e agora e veja onde isso nos trouxe. Os policiais o fulminam com essa declaração. ― Contenha seu parceiro, Sr. Stone, ou o lavaremos detido por desacato ― avisam. Liam solta um suspiro áspero. ― Mantenha a sua merda, porra ― rosna para Collin, puxando-o longe dos detetives. ― Se acalme, irmão. Os homens saem rapidamente e Greg ainda está latindo ordens ao telefone. Ele usa termos que não entendo. Deve ser linguagem militar. Ele é um ex fuzileiro naval. Liam diz que ele é o melhor que já viu em ação e por isso o contratou, então, eu fico repetindo em minha cabeça que tudo vai acabar bem. Tudo vai acabar bem. Joshua e Norah saem do escritório e vem se juntar a nós. Liam os atualiza e Norah vem para junto de mim, preocupação e proteção gravada em suas faces gentis. Eu estou bem, garanto. Ela

insiste em me preparar um chá calmante. Eu a agradeço pelo cuidado. Greg pede a quem está do outro lado para passar a planta do prédio aos outros. Ele quer que todos analisem a melhor e mais discreta forma de entrada. Sinto-me de repente dentro de uma cena de filme de ação quando alguns dos nossos seguranças atravessam a sala. Eles já estão todos equipados com coletes à prova de bala. Minha nossa! De onde saiu isso? Isso não é ilegal? Greg deve ter contatos influentes, eu acho. Liam está ao telefone agora, informando a Sean e Paul sobre a situação de Selena. Seus olhos azuis me fixam e eu vejo a determinação lá. Ele aperta a mandíbula. ― Eu vou. Selena salvou o meu filho, enviando-o para o banheiro quando pressentiu o perigo ― meu peito aperta. Sim, ela salvou nosso pequeno e eu nunca vou ser grata o suficiente. Mesmo com o coração apertado, eu dou um aceno em concordância para Liam. ― Eu devo isso a ela, irmão ― ele diz. ― Não, eu gostaria que você e Paul ficassem com a Mel. Vocês podem fazer isso por mim? ― Sean deve discordar dessa ideia porque Liam bufa ironicamente. ― Não há tempo para heroísmos, porra! Volto a ligar do caminho ― Sean diz algo que faz o seu semblante suavizar um pouco. ― Eu sei, cara. Sim, venha com Paul para cá. Vou me sentir mais tranquilo sabendo que estarão aqui para a minha família ― ele ouve por um segundo. ― Sim, eu vou ajudar o nosso irmão. Ele desliga o celular e vem para mim. Seus braços me puxam suavemente e sua testa encosta na minha. Ele inspira e exala profundamente como se meu cheiro o estivesse acalmando e seus olhos nunca deixam os meus. ― Mantenha-se seguro, baby ― eu choro, segurando seu lindo rosto de ambos os lados. Seus olhos ficam mais brilhantes. ― Greg reuniu os melhores, baby ― ele garante e eu posso ver que ele está confiante sobre isso. ― Voltaremos todos sãos e salvos. Procure se manter calma, por favor. Collin e eu não estaremos na linha de frente. Estou indo para evitar que ele banque o herói ― eu não posso acreditar nisso quanto a Collin. Ele parece pronto para esfolar qualquer um vivo. ― Qualquer sintoma anormal que sinta, não hesite em chamar o médico. Ele já está de sobreaviso ― eu assinto. Ele beija a ponta do meu nariz. ― Prometa-me que vai pensar no melhor cenário para esse episódio. Não dê espaço para pensamentos ruins, meu amor ― o azul em seus olhos está escuro agora. Há algo feroz brilhando lá. Uma certeza de que tudo vai ficar bem, que de certa forma me contagia. ― Prometa-me. ― Eu prometo ― sussurro em sua boca. ― Eu amo você, baby. Ele acaricia a minha face delicadamente. ― Essa é a minha garota ― murmura antes de me beijar brevemente. ― Eu te amo mais ― sua voz é lindamente rouca e nos olhamos por mais um momento cheio de significado. ― Pense apenas coisas boas e elas virão, baby ― eu aceno. Eu o amo tanto, repito me afogando em seus olhos azuis incríveis. Ele se abaixa, dizendo algo no ouvido de Chay. Nosso pequeno concorda solenemente e os bracinhos envolvem os ombros largos do pai. ― Collin? ― chamo e ele se vira para mim. Greg está ajustando um colete à prova de balas em seu torso. A cena me comove e preocupa, na mesma medida. ― Mantenha-se seguro, querido. ― eu peço, minha voz trêmula. Seus olhos se iluminam um pouco com o meu carinho. ― Eu vou, Mel ― ele garante, apertando a mandíbula. Então, seus olhos ficam amolecidos antes de ele sussurrar: ― Eu a amo. Eu limpo as lágrimas que continuam a cair, agora por Collin e sua Lena. Rogo a Deus que eles tenham a chance de viver plenamente esse amor.

― Eu sei, querido. Eu sei ― digo suavemente. Ele não parece surpreso com minhas palavras. ― Traga-a de volta. Ele me dá um aceno feroz, determinado. Liam recebe um colete também. Seu olhar busca o meu de novo antes de passar pela porta. Eu aceno fracamente, tentando encontrar forças em algum lugar dentro de mim. Então, eles se vão. Norah chega com o chá bem na hora e eu me forço a tomar, enquanto ela e Joshua me dizem palavras otimistas. Eu só posso rezar agora. Rezar para que o pequeno roqueiro em meu ventre fique firme e possamos atravessar mais essa provação, e rezar para que eles cheguem a tempo para Selena. É tudo que me resta: rezar.

Selena Meu coração parece que vai saltar pela boca à medida que entramos em meu apartamento. Há mais de um mês não venho aqui. Minhas mãos começam a suar com tantas lembranças ruins. Uma bela cobertura, mas sempre foi o meu cativeiro. As paredes parecem me sufocar. Eu fecho os olhos, tentando achar alguma calma dentro de mim. Percebi, logo que Collin nos deixou na escola, que minha segurança não estava agindo normal. Eles confiscaram meu celular e me forçaram a sair. Chay não entendeu nada, o pequeno. Eu só tive tempo de pedir para ele ir ao banheiro. Infelizmente não consegui passar nenhum sinal de socorro para o segurança de Chay. O chefe da minha segurança me avisou para não tentar nenhuma gracinha. Eu fui traída pela minha própria segurança. Eu solto um bufo pela minha burrice. Segurança contratada pelo Chris. Deus! Como não me atentei para isso? Eu suspiro angustiada. Não havia como perceber porque eles continuaram sendo impecáveis comigo, nunca me dando motivos para desconfiar da sua lealdade. Sou forçada a sentar no sofá e aguardar. Nenhuma palavra é dita. Mas eu sei quem me quer aqui. Eu estive assombrada que esse momento chegaria. Que meu maior pesadelo voltaria para me pegar. Não sei quanto tempo passa. Eu perco a noção do tempo. Eles rodaram comigo por vários lugares antes de me trazer para cá. Trocamos de carro em uma garagem subterrânea de um prédio no centro comercial. Não me restringiram, nem colocaram saco em minha cabeça. Não é um sequestro comum. É ele se impondo sobre a minha vida como sempre foi. Eu continuo lamentando a minha sorte quando ouço um barulho alto. Um helicóptero pousando no heliponto do meu prédio. Estamos na cobertura, então o barulho chega a incomodar. Minhas entranhas retorcem quando me levanto e encaro os três homens que confiei que me defenderiam. ― É ele? ― minha voz é apenas um sussurro. Eles acenam. Nenhuma palavra. Os malditos traidores não me dizem nada mais. Continuo os encarando, meus olhos turvando com lágrimas. ― Por quê? Por que me traíram? Vocês sabem o que ele quer comigo... ― minha voz quebra de humilhação e vergonha. O chefe deles bufa como se eu fosse alguma criança estúpida. ― Não é pessoal, querida. São apenas negócios ― ele tem a audácia de sorrir. Os outros o seguem e meu estômago embrulha. Não passa muito tempo e as portas do terraço são escancaradas. Meu coração bate violentamente no peito com a imagem em carne e osso do homem que eu estupidamente pensei que nunca mais veria. Que nunca chegaria perto de mim de novo. Collin. Eu chamo em pensamento. Por favor, diga que você está vindo para mim, baby. Mesmo em meio ao terror tomando conta do meu ser, minha mente viaja para os nossos momentos de amor. Collin se movendo lenta e apaixonadamente dentro de mim, seus olhos azuis presos aos meus. Seus lábios sussurrando que nunca ia me deixar. Que nunca ninguém me faria mal de novo. Eu acreditei em sua promessa. Fecho os olhos, tentando me manter acreditando firmemente no homem que eu amo. Ele já deve ter percebido que algo está errado. Ele está vindo para mim. Ele tem que estar.

Um soluço me escapa, enquanto Chris avança. Ele não se parece com um fugitivo. Está bem alinhado em seu terno de grife e está sorrindo. Meu corpo treme em repulsa quando para à minha frente. Eu quero correr, mas os homens estão guardando a porta agora. E há mais três brutamontes nas portas do terraço. ― Irmãzinha... ― sua voz é suave. Mas há uma raiva doentia fervendo em seus olhos. ― Senti saudades suas... ― sua mão levanta para o meu rosto e eu recuo. Ele sorri de forma maligna e pega meu queixo com força, machucando a carne. Eu não faço nenhum ruído. Aprendi ao longo dos anos de abuso que ele se alimenta dos lamentos de dor. ― Achou mesmo que se livraria de mim assim tão fácil? ― rosna no meu rosto. ― Quanto tempo demorou para abrir as pernas para o fodido baixista, hein? Aquele bastardo sempre teve uma coisa por você. E agora você facilitou para ele, não é? Vamos, me diga, sua puta! ― ele aperta mais e eu gemo de dor. Seus olhos ficam selvagens. ― Será que ele comeu seu cu do jeito que eu faço? Será que o pau daquele bastardo te faz gozar como o meu? ― eu resfolego. Ele me empurra bruscamente e eu caio de volta no sofá. Minha saia sobe e seu olhar pisca sobre as minhas coxas antes que eu abaixe o tecido. ― Sabe o que vai acontecer agora, Sels? ― meu corpo está sacodindo com os soluços. Sim, eu sei o que vai acontecer. Oh, meu Deus, eu ainda sou uma covarde porque não consigo lutar com ele. Seu olhar me paralisa como um rato diante de uma cobra. Eu sou fraca, pateticamente fraca perto dele e isso nunca vai mudar. Ele sempre será o meu algoz. Eu não consigo enfrentá-lo. Não consigo. Vergonha me inunda com esse conhecimento. ― Nós vamos entrar naquele helicóptero e desaparecer, querida. Puft! ― ele zomba, fazendo um gesto com as mãos. Seus olhos cravam em mim e ele fica sério, crueldade emanando dele. ― Você me traiu com a vadia do Stone, porra! Mas ela vai pagar por isso também ― diz, sinistro. ― Onde está o pirralho? ― Q-que pirralho? ― gaguejo e seus olhos estreitam antes de se virar para meus seguranças. Porra, seus seguranças. ― Onde está o pirralho da vadia Stone? ― seu tom é mortal. Oh, Deus! Então meu instinto estava certo. Ele queria pegar o Chay. Cristo, ele é só uma criança. ― Sinto muito, senhor, mas Selena enviou o moleque para o banheiro e nós realmente não tínhamos muito tempo antes de Collin voltar lá ― com a menção do nome de Collin, o olhar doentio volta para mim, me fazendo contorcer no assento. ― Ele é só uma criança, Chris ― eu choro. ― Por favor, não faça nada com ele. ― Então você resolveu dar uma de heroína e salvar o fedelho? ― ele cerra os dentes. ― Não me importa, porra! Ele é filho da vadia que virou a cabeça do Stone e começou com essa merda toda! A banda ainda estaria na Hart se não fosse por ela ― berra, ensandecido. Ele acredita mesmo nisso? Ele é louco. Liam já estava farto dele bem antes da Mel. ― Eu quero ver o Stone e sua puta sofrerem. Não vou descansar enquanto não ferrar com eles! Todos eles! ― então ele ri, os olhos brilhando com algo muito ruim. ― Mas agora, diante dos acontecimentos, talvez eu comece com o baixista ― meu peito torce e pânico me enche. Ele amplia o riso doente. ― Ele vai pagar por ter tocado o que é meu. ― Por favor... ― eu soluço. ― Nós vamos viver juntos ― ele diz com voz definitiva. ― Há muitas alternativas para pessoas como nós ficarem juntas ― meu corpo está tremendo sem controle agora. ― A Hart faliu, mas eu tenho o suficiente para nós. Só você e eu, neném, como sempre foi ― seu tom é suave, enganoso e eu sinto ânsia de vômito. ― Saiam! ― ele rosna para os homens, que dispersam rapidamente. ― A primeira coisa da lista é uma cirurgia plástica, Sels. Vamos mudar os nossos rostos ― eu engasgo diante de seus planos para mim. ― Novos documentos. Nova vida ― os olhos dourados que tanto achei bonito na minha infância miram-me com posse doentia. ― Seremos casados, querida ― ele continua sua tortura verbal.

― Iremos para algum desses países da América Latina, onde Judas perdeu as botas e ninguém tenha cérebro o suficiente para suspeitar de um casal tão respeitável ― zomba. Eu soluço alto. Chris sorri. ― Você sabia que eu viria, neném. Você sabia o tempo todo. ― Não... Por favor ― minha voz é apenas um lamento trêmulo. Ele começa a desabotoar a calça e imagens dele em cima de mim, me violentando, me assaltam. Horror desliza em minha coluna, meu corpo paralisando. Oh, Deus, não! Collin! Onde você está? ― Mas, antes... Antes eu vou comer a minha puta. As vadias com quem estive nesse último mês não chegavam a seus pés, amor. ― Não! ― eu choro mais. Impotente. ― Por favor, não ― ele sorri, parecendo mais desequilibrado do que já o vi algum dia. ― Vá embora. Eu prometo que não direi nada disso a ninguém. Por favor, me deixe viver a minha vida. Me deixe ser feliz. Você já levou muito de mim, porra! ― meu sangue esquenta, de repente, tudo em mim se rebelando com a iminência do que está para acontecer. ― Bravo! ― zomba. ― Você não dirá, querida. Não dirá porque irá comigo. Seu lugar é junto a mim, sua vadiazinha ingrata! ― seu tom sobe e eu me encolho no sofá. ― Você é e sempre será a minha puta! Está me ouvindo, Selena? Nenhum roqueiro idiota vai tirar você de mim! Você é minha, porra! Minha! E com isso ele avança para mim. Eu tenho apenas um segundo para tentar reagir ou ele me estuprará de novo. Minha mão pega o abajur do lado sofá e a próxima coisa que sei é que estou batendo duro no lado direito da sua cabeça. Talvez eu estivesse pensando em uma fuga o tempo todo, mesmo me achando incapaz disso. Instinto de sobrevivência, eu acho. Chris cambaleia para trás. Há sangue escorrendo do corte aberto em sua fronte. Seus olhos me cravam sem acreditar que estou lutando, finalmente lutando. Então uma expressão mortal toma conta deles. ― Você vai se arrepender disso, sua maldita puta! Vou machucar tanto essa pequena boceta que não conseguirá andar até o helicóptero! ― berra e avança para mim de novo. Meu corpo treme sem controle sob sua ameaça, mas eu passo por cima do braço do sofá, forçando-me a lutar contra ele pela primeira vez em minha vida. A porta. Eu preciso chegar até a porta e pedir socorro. Dê-me forças, meu Deus. Eu preciso chegar até a porta. Eu preciso... Um soco nas minhas costas me tira o ar e eu cambaleio, meus saltos não me sustentando mais. Dor excruciante me cegando. Eu caio de joelhos a meio caminho da porta. ―Collin! ― eu grito, lágrimas de frustração e de horror banham a minha face quando uma mão grande enrola em meu tornozelo e dá um solavanco, me derrubando de cara no piso. Meu nariz doí com o impacto. Eu grito de dor, sentindo gosto de sangue na boca. Mas agora que comecei, não quero, não posso parar de lutar. Eu chuto seu rosto com a perna livre, mas isso só o enfurece mais. Ele se levanta e me arrasta pela perna como uma boneca de pano. Eu me debato, minhas unhas derrapando pelo piso, tentando refrear sua ação, mas é inútil. Ele cai em cima de mim, forçando minhas pernas abertas. ― Collin! Oh meu Deus! Não! Por favor, não! ― eu berro, a dor de estar voltando ao que pensei ter ficado no passado me acertando no fundo do meu âmago. ― Collin! ― eu torno a gritar entre soluços altos. ― Pode gritar o nome do seu namoradinho o quanto quiser, vadia! Ele não virá! Ninguém virá para você! Ninguém! ― as costas da sua mão se choca contra a minha face, girando meu rosto com o impacto. Dor irradia em minha bochecha. Mais sangue jorra em minha boca e eu arquejo, tonta, minhas forças se esvaindo. Suas mãos rasgam minha blusa aberta. Estou grogue, cansada. Meus braços caem lentamente dos meus lados e eu... Eu paro de lutar. Fecho meus olhos imaginando o toque suave e gentil de Collin, enquanto meu estuprador continua rasgando minhas roupas fora. Estou lá, naquele lugar escuro outra vez.

O lugar em que meu irmão toma tudo de mim. Collin. Eu sussurro seu nome entre soluços, mesmo sabendo que já é tarde...

Liam Greg conseguiu uma Van com o logotipo de uma companhia telefônica. Ele, Collin e eu entramos pela frente, enquanto os outros estão nesse momento se esgueirando por alguma entrada clandestina que só pessoas com treinamento militar conseguem usar. Estamos disfarçados com bonés e óculos escuros, além dos macacões da empresa. Não que o rapaz da portaria fosse muito atento. Ele nem ao menos levantou a vista quando Greg mostrou nossos crachás, informando que tínhamos reparos no último andar. A segurança nesse prédio é uma merda. Nos veio a calhar, no entanto. Meu coração está bombeando, cheio de adrenalina e medo. Sim, medo por ter deixado a minha mulher tão vulnerável em casa, mas eu sei que se a situação fosse inversa, meu parceiro não me deixaria sozinho. E medo do que vamos nos deparar lá em cima. Confio em Greg. Eu não estaria aqui se não confiasse inteiramente na capacidade dele de nos manter a salvo. Mas sou humano e o medo é bom para nos impedir de tentar coisas estúpidas. Greg fala com tanta segurança com o rapaz, que penso por instante que devia ter tentado a carreira de ator. Uma atuação brilhante, porra! Não tenho ideia de como conseguiu tantas coisas em um curto período de tempo, mas mais uma vez, estou feliz que o tenho comigo. Ele é o melhor. Um helicóptero acabou de pousar no alto do prédio. Um sentimento ruim se instalou em mim desde então. Pegamos o elevador e a coisa não parece rápida o suficiente. Collin está com os olhos vidrados. Ele não disse uma palavra até aqui, mas sua ira está cozinhando em suas entranhas, eu posso sentir vibrações sinistras emanando dele. Quando saímos finalmente no último andar, Greg assume a dianteira. Seu macacão é aberto e sua mão pousa na arma no coldre. Collin e eu temos as nossas também e imitamos nosso segurança. Espero não ter que recorrer a isso. Somos roqueiros, porra! Isso aqui é fodido pra caralho. E a polícia? Eles não estavam vindo para cá? Como diria Elijah, malditos fanfarrões! Chegamos à porta da cobertura de Selena. Há um elevador privativo, mas tomá-lo não era uma opção. Então, os gritos atravessam as portas. Collin! Collin! Cristo, é a voz chorosa e desesperada de Selena! Porra! Porra! Collin se agita, mas Greg é rápido, o segurando e tapando sua boca antes que ele responda ao chamado. Ele grunhe, os olhos enlouquecidos por saber que sua mulher está lá dentro precisando dele. Eu não sei de onde veio, mas o reforço que Greg chamou está fungando em nossos pescoços agora. Homens enchem o corredor. Cacete! Facilmente mais de uma dezena deles. Um cara do tamanho do Godzilla mete o pé na porta, mandando-a para baixo e Greg entra, seguido pelo gigante. Entramos atrás e a cena diante de nós é revoltante. Selena está no chão, nua, seu rosto ensanguentado, seu corpo embaixo do homem que mais odeio nesse mundo: Chris Hart. Ele para no meio da ação com o pau na mão, os olhos cheios de confusão com os visitantes inesperados. Então tudo vira um pandemônio. Os seguranças de Selena saem de um dos cômodos, já atirando. Eu puxo a minha arma, mas Greg toma a minha frente, efetuando uma rajada na direção dos fodidos traidores, enquanto Collin escapa da barricada e se arrasta pelo chão em direção à Selena. Eu não posso culpá-lo. Faria a mesma coisa se fosse a minha mulher lá. Selena está agora lutando com Chris e gritando por Collin a plenos pulmões. Mais capangas entram pelas portas do terraço. Acerto a perna de um deles. Porra, não sei dizer como me sinto sobre isso. Atingir um alvo inanimado é uma coisa. Atingir um ser humano é... Estranho. Greg treinou a mim e os caras em caso de extrema necessidade... Bem, isso parece se encaixar num desses casos. Os homens de Greg, ao contrário de mim, não parecem ter crises de consciência e colocam os capangas para baixo. Exceto aquela noite brutal em que a Mel quase foi tirada de mim no Rio, nunca me deparei com uma cena tão grotesca. Os tiros vão cessando e os homens de Chris estão sangrando no chão. Cristo, não me orgulho disso, mas eram esses filhos da puta ou nós. E, francamente, prefiro seus corpos estendidos no chão e eu voltando a

salvo como prometi à minha mulher. ― É só isso, Greg? ― o gigante indaga, parecendo chateado que aparentemente acabou. Idiota do caralho! Estou quase mijando nas calças, porra. ― Eu vou matar você, seu doente filho da puta! ― a voz enfurecida de Collin me puxa de volta para ele. Collin dá um chute certeiro no queixo do Hart e o infeliz cambaleia, caindo de bunda, livrando Selena de seu domínio. No momento seguinte, meu parceiro está arrancando seu macacão e cobrindo o corpo desnudo de sua menina, a puxando para o seu colo. ― Deus, baby... Me perdoe por ter demorado, amor. Eu estou aqui. Nunca a deixarei de novo. Nunca ― e ele chora como um bebê quando toca o rosto machucado de Selena. Ela soluça alto, enquanto Collin a acalenta contra o peito. Chris ainda não me viu. Greg e o Godzilla estão mantendo-me de sua visão. O infeliz está ajeitando seu pau imundo dentro da calça. Ele se levanta. Collin está completamente perdido em Selena. Chris olha em volta, analisando suas chances de escapar e, deixe-me dizer, são zero nesse momento. Seus olhos encontram os meus e ampliam. Um sorriso lento e doentio se abre em sua boca e eu sei do que ele está zombando. Por ter quase me matado, por ter armado para Mel. Eu não posso evitar, os sentimentos daquela noite me invadem como uma avalanche. O terror absurdo de perder a mulher que amo mais que tudo no mundo. A dor da bala rasgando o meu peito. Tudo por causa da ganância e falta de escrúpulos desse homem. Tudo por causa dele. E esse foi o segundo motivo pelo qual vim até aqui esta noite. Encerramento. Eu queria isso. Vê-lo acabado. Eu arranco o boné da minha cabeça e empunho a minha arma. Ouço Greg praguejar do meu lado. ― Nem pense nisso, Liam ― ele rosna. ― A polícia está chegando, porra! Eu não dou ouvidos, avançando devagar para Chris. Seu sorriso vacila e ele dá um passo atrás. ― O rock star tem culhões ― ouço o gigante dizer a Greg. ― Liam, isso não é o seu negócio, porra! A polícia está vindo aí, caralho! ― Greg berra, segurando meu antebraço com força, me parando. ― Me dê isso, Greg. Só me dê isso, porra! ― eu rosno de volta, olhando-o duramente, deixandoo saber que não irei tão longe, mas que ainda preciso do meu encerramento. ― Qual é, Stone, nós dois sabemos que esse não é o seu negócio ― Chris diz com falsa calma. Sua cara odiosa me deixando doente do estômago. ― Ouça o seu guarda-costas. ― Cale a boca, seu monte de merda! Você tentou ferrar com a minha carreira! Não contente, ordenou que matassem a minha mulher! ― pronunciar isso ainda dói no peito pra caralho. ― Eu quase morri por sua causa, seu estuprador de merda! ― cuspe voa da minha boca, dada a raiva com que as palavras saem e eu vejo o medo deslizar em seu semblante. Bom. ― Me diga por que eu não devo meter uma bala bem no meio da sua testa agora? Olhe em volta, seu filho da puta! Nenhum deles vai dizer que fui eu ― seu maxilar trava. Eu me permito rir ironicamente e levanto mais a arma, a mira ficando centralizada em sua testa. O gigante está rindo. Sua risada é sinistra. Esse cara é um lunático de merda. ― Então, a vida tem sido boa para você, Stone? ― Chris parece se recompor um pouco. Mesmo me vendo claramente puto, ele sabe que não sou um assassino e não vou atirar nele. Infelizmente. ― Fiquei sabendo que a sua vadia está em vias de perder o Stone baby. Quanto tempo mais para o pirralho escorregar por entre as pernas da puta? ― é isso. Eu avanço rapidamente até ele, dando uma forte coronhada em sua fronte. No mesmo lugar onde já sangrava. Ele geme, estremecendo de dor e sei que é difícil se manter de pé depois dessa.

― Eu não vou atirar em você, seu maldito estuprador! Mas há algo que posso e vou fazer! Eu vou quebrar essa sua cara de psicopata do caralho! ― eu jogo a arma para Greg e então pulo em cima do desgraçado. Minha ira sai em socos e mais socos. Ele não tem tempo de se defender. No queixo, supercílio. No estômago. Eu sou um maldito lutador de MMA nesse momento e meu objetivo é aniquilálo. Os caras se agitam, aplaudindo. Eu não paro. Ele cambaleia. Seu rosto coberto de sangue. ― Isso é por tudo que me fez passar, seu monte de merda! Você vai mofar na cadeia, e lá será a putinha do pavilhão inteiro! Seu rabo imundo será arrombado uma, duas, cem vezes, porra! ― mais um soco no queixo e ele cai de joelhos. ― Pare, Stone! ― ao som da voz de Collin eu paro, respirando pesadamente. O que ele está fazendo? Eu pensei que ele quisesse... ― É a minha vez, irmão ― meu parceiro diz com um sorriso estranho se abrindo em seu rosto, seu olhar é vidrado ainda. Cheio de ódio. Sim, porra! ― Ele é todo seu, parceiro ― digo e vou até Selena. Ela arqueja quando a levanto e amparo em meus braços. ― Acabou, querida. Ele nunca mais vai tocar em você ― sussurro, meu peito arfando. Minhas mãos estão doendo pra cacete, minhas juntas sangrando, mas me sinto bem pra caralho. ― Então, onde está o grande, poderoso Chris Hart agora? ― Collin o rodeia com os punhos cerrados, seu peito subindo em clara antecipação. Ele queria muito colocar as mãos nesse infeliz. De novo. Pelo olhar em seu rosto ele quer sangue. ― Você não aprendeu da primeira vez, não é? Tinha que voltar e colocar essas patas sujas em cima da minha mulher, porra! ― Chris está tentando se levantar. Collin deixa, só para chutar seu joelho, duramente. Ouço ossos estalando. Cacete! ― Reaja, seu verme! Tente enfrentar alguém que possa se defender! ― meu parceiro está transtornado. ― Você não consegue, não é? Você não passa de um covarde de merda! Sempre se escondendo atrás de seus capangas ― Collin faz um som deselegante e joga uma cusparada em cima de Chris. Wow! ― Porra, você quebrou meu joelho, seu maldito filho da puta! ― Chris é uma massa patética, gemendo no chão, suas mãos agarradas em seu joelho. Collin não parece satisfeito. ― Vá se foder, seu merdinha! Eu gozei dentro dela todos os dias por onze anos inteiros! Isso é... ― o resto das palavras revoltantes é engolido com um potente chute na boca. Ele engasga e cospe alguns dentes. A imagem é feia. Ele agora é tão feio por fora quanto por dentro. ― E agora você está a caminho de ser uma puta na prisão! Mas, vai ser pior, Hart! ― Collin berra, mirando seus rins. O impacto da pancada me faz fechar os olhos e Selena esconder o rosto no meu peito. ― Você será uma puta aleijada! Um maldito veadinho aleijado! ― seu rosto está irreconhecível, dada a sua ira. ― Collin, não! ― eu grito. Ele vai matá-lo, porra! Greg pensou a mesma coisa, pois o segura, o levantando no ar antes que desferisse mais um golpe. Não tenho certeza se o infeliz no chão teria aguentado mais um. Ele está inerte. Apenas sangue borbulhando em sua boca. E é claro que a competente polícia de LA chega bem nessa hora. Fabuloso, porra! Os próximos vinte minutos, passamos respondendo às perguntas dos policiais. Há agentes do FBI, inclusive. Eu concordo com o Godzilla. Acho que foi relativamente fácil pegar o Hart. Isso acontece quando o criminoso se torna arrogante demais e acha que sempre conseguirá escapar. Os agentes informaram que os maníacos sexuais possuem pontos fracos. O de Chris foi querer humilhar Selena antes de levá-la com ele. Dou graças ao seu cérebro fodido de psicopata agora. Ele se ferrou apenas porque não podia esperar para ter uma foda. Doente do caralho! Mas está acabado. Ele não teve tempo de reação. Fácil ou não, Chris se ferrou regiamente. Meu corpo ainda está sob o efeito de toda a ação da

noite. Pelo que os agentes informaram ao ler os direitos de Hart, ele está metido com tráfico de mulheres com uma quadrilha que atua em LA e Las Vegas. Isso só fica pior. O infeliz fez a sua própria cama. Que apodreça na prisão, que é o seu lugar. Todos sustentaram a versão de que Chris partiu armado para cima de nós e por isso, a surra. Os detetives que estiveram em casa mais cedo nos olharam com desconfiança clara. Eles não compraram a mentira, estava escrito em seus rostos. Mas soltamos as respirações quando não falaram nada e os agentes federais levaram o lixo direto para o hospital. Eu acho que os bons detetives estão aliviados que o Hart não é mais da sua jurisdição. Sim, isso está escrito em seus semblantes também. Os homens de Greg foram dispersando, sumindo como malditos ninjas. Sobramos apenas eu, ele, Collin e Selena e ah, os bons detetives. ― Se não há mais nada, detetives, precisamos ir tranquilizar nossa família ― eu digo, forçando cada grama civilizada em mim. ― Claro, Sr. Stone ― o mais velho assente. O mais novo tira algo do bolso. ― Sr. Stone, Sr. Williams? ― eu o olho, mascarando minha irritação. ― Será que podem assinar para mim? ― hein? Collin faz um barulho engraçado em sua garganta e o policial se apressa em esclarecer: ― É para minha filha. Ela é uma fã e ficaria chateada se soubesse que estive com dois membros de sua banda preferida e não tive coragem de pedir um autógrafo. Okay, isso nós podemos fazer. Troco um sorriso cúmplice com meu parceiro e pego o bloco. ― Como se chama a sua filha, detetive? ― indago e seu rosto se ilumina. Eu sorrio de volta, compreendendo como se sente. ― India. Mas a chamamos de Indy ― ele nos diz, orgulhosamente. ― E ela é realmente fã de vocês. ― Mande-nos seu nome e endereço completo que mandaremos ingressos para o nosso próximo concerto em Nova Iorque ― ele e seu parceiro engasgam com isso. Collin ri, agora que o perigo passou, sua bastardice voltando com força total. ― Nova Iorque!? ― os dois estão estupefatos. ― Nova Iorque ― repito e os olhos dos homens parecem querer sair das órbitas. ― Eu aguardo os dados, detetive. ― Obrigado, Sr. Stone. ― ele está claramente sem jeito. ― Ela não vai acreditar em tamanha gentileza. Eu sorrio verdadeiramente agora. Fazer um fã feliz me deixa feliz. E se eu posso, então vou fazêlo, porra. Collin assina também e devolve o bloco para o homem. ― A banda ficará contente em conhecer Indy, senhor ― afirmo e estendo a mão. Ele a aceita e dá um aperto firme. ― Eu realmente preciso ir. Minha mulher deve estar angustiada. Obrigado por toda a ajuda ― eu reconheço que eles ajudaram. Pelo menos, sabiam a localização de Selena e isso impediu o estuprador de conseguir seu intento. Ele sorri como se fôssemos melhores amigos agora. ― Só fizemos o nosso trabalho ― ele diz. ― Meus cumprimentos à sua senhora ― eu aceno e nos despedimos da dupla.

Collin segue com Selena para sua casa. Ele quer ter um tempo a sós para cuidar e mimar a sua menina. Ela merece depois da situação fodida que enfrentou hoje. Eu puxo meu celular assim que entramos no SUV. Greg o havia deixado estacionado a uns dois quarteirões quando trocamos para a Van. Eu deslizo meu polegar pela imagem linda da Mel e do Chay. Um suspiro deixa meus lábios. Meu peito está leve. Acabou. Eu não posso acreditar que estou livre. Bem, quase livre. Ainda falta o pronunciamento do juiz sobre o não julgamento e arquivamento do processo. Mas estou otimista. Falta pouco, caralho! Greg sorri, colocando o carro em movimento e eu percebo que rosnei essa última parte em voz alta. Eu volto a olhar tela do meu celular e chamo a minha mulher. ― Baby, oh, meu Deus! Eu estava ficando louca aqui ― me chuto por não ter ligado assim que a polícia entrou. Mas a adrenalina está baixando só agora. ― Shh, acabou, baby ― eu sussurro, cansado, pendendo minha cabeça para trás no encosto do banco. ― Acabou? ― sua voz é tão suave e embargada e eu não posso chegar rápido o suficiente para tomála em meus braços. ― Sim, linda. Conseguimos chegar a tempo... ― ela suspira aliviada do outro lado. Eu sei que isso estava a perturbando muito. ― Chris foi preso. Finalmente. Selena e a longa lista de pessoas que o infeliz prejudicou, estão livres. Há uma pausa. Ouço fungados. Ela é tão sensível e agora com a gravidez, está mais ainda. Eu rio levemente. ― Eu amo você, superstar. Volte em segurança para mim ― e aí está o tom reverente e amoroso que me tem de joelhos. Eu, porra, amo essa mulher! ― Eu amo você também ― minha voz treme um pouco e estou me lixando se o Greg vai me achar um veadinho. ― Estou a caminho, baby ― murmuro. Bem que se Quis, de Marisa Monte começa a tocar. Ok, Greg definitivamente me acha um veadinho. Eu o olho, mas ele parece sério no volante. Talvez ele só queira me relaxar, tocando uma das cantoras preferidas da minha mulher. Eu rio, suspirando e me permito relaxar na letra da música. Conta, se eu disser que soou muito veadinho, Stone? É claro que estava demorando para o meu subconsciente intrometido aparecer. Ah, merda, você agora não, porra. Ele sorri. Cristo, começo a sentir uma fraca dor de cabeça. Vamos, não seja resmungão, cara. Eu quero falar sobre essa ação toda... Eu acho que deveríamos fazer participações em filmes de ação. O que acha, Stone? Eu bufo e fecho os olhos, o cansaço começando a me vencer. Stone? Stone? Que porra é essa? Stoneeee? Humpt! O idiota dormiu. Que falta de consideração... E agora? Com quem eu vou conversar? Eu rio internamente e não sei qual de nós é o mais bizarro nesse momento. Stone? Vamos, eu sei que está fingindo. Stone, não seja estraga prazeres, cara...

CAPÍTULO DEZOITO

Liam Duas semanas depois... Eu desço do jato no LAX. Os caras me seguem com suas meninas. Quero dizer, Sean, Collin e Paul. Elijah e eu viajamos sozinhos. Meu peito aperta ainda mais de saudade da Mel. Apenas dois dias e meio e me sinto tão ansioso para ver seu lindo rosto. Sei que ela também está ansiosa para me ver depois de ter assistido tudo pela TV. O médico não a liberou para viajar conosco. Eu odiei ficar sem ela, mas, nosso pequeno roqueiro precisa de todo o cuidado para seguir forte até o final da gestação. Eu me despeço rapidamente de cada um dos meus parceiros e rumamos para nossos veículos separados. ― Ei, irmão? ― Elijah chama, me fazendo virar antes de entrar no SUV. ― Então, hum, Sara chega hoje? Eu rio com isso. Ele parece ansioso pra caralho com a volta de Sara. Meu sorriso some aos poucos porque minha mulher precisa de repouso e não quero confusão envolvendo meu parceiro e sua irmã. ― Sim, ela chega hoje ― afirmo e um enorme sorriso comedor de merda se espalha em sua boca. ― Ei, irmão? ― o chamo antes que entre em seu veículo. Ele me encara de novo. ― Não foda isso, cara ― aviso. ― Stone, você me conhece ― há um brilho perverso em seu olhar agora. ― Não faço promessas que não posso cumprir ― e com isso ele entra no carro. Idiota. Espero que Sara não facilite para ele ou teremos problemas. Elijah é um jogador. Um bad boy do rock. Ele ama as mulheres. Todas elas, quero dizer. Não o vejo se estabelecendo como eu e os outros estamos fazendo. Solto um suspiro e entro no meu carro também. O percurso para casa é longo e eu estou eufórico demais para tirar um cochilo. O dia está apenas amanhecendo. Voltamos à LA logo após o show de Boston. Cacete! Não dormi quase nada a bordo. A energia dos fãs ainda pulsa em mim. Foi fodidamente incrível estar no palco com eles de novo. Nova Iorque não foi diferente. Fomos ovacionados já na chegada ao hotel Mandarim Oriental, onde ficamos hospedados por uma noite. O show no Central Park foi perfeito. Era um dos muitos festivais da cidade que nunca dorme. Eu amo Nova Iorque. Quero voltar lá com Mel e nossos filhos. Talvez após o Natal, possamos ficar uns dias em nossa casa nos Hamptons[16]. Eu rio um pouco com essa ideia porque Mel não tem conhecimento dessa propriedade ainda. Ela vai achar mais uma casa espalhafatosa. Isso me faz lembrar da surpresa que estou preparando para minha mulher em sua Ilha em Flethead Lake, Montana,[17]. Embora, tenha dado como presente de casamento, ainda não conhecemos o lugar. Tudo que sabemos é que é um refúgio caro e de difícil acesso aos paparazzi. Parece perfeito, porra. As coisas estão se encaminhando para se resolver, finalmente. Meus advogados apresentaram as provas e estamos aguardando apenas o pronunciamento do juiz sobre o caso. Eu bufo para isso. As merdas legais são um pé no saco! Mas, um ponto a meu favor é que o infeliz do Hart confessou tudo depois que seu sigilo bancário e telefônico foi quebrado pelo FBI. Um dos bandidos do ataque no Rio, resolveu abrir o bico também sob delação premiada e o incriminou. Tudo de ruim que aconteceu na minha vida nos últimos meses teve o dedo podre de Chris. A carta anônima foi obra dele também. O homem estava enfiado até o pescoço na merda. Tráfico de mulheres, desfalque na Hart Music e ainda apareceram outras garotas alegando terem sofrido abuso por parte dele. Seu caixão está lacrado. Selena

entrou com uma ação para recuperar o dinheiro que ele desviou. Ela quer honrar os compromissos da gravadora e logo após, fechará as portas. Fora a sua cobertura e a casa onde a mãe vive, o patrimônio dos Hart foi todo para o espaço. Uma merda, mas ela está bem com isso. Sua carreira está bem encaminhada. Ela fará sua própria fortuna se jogar bem as cartas. Collin estará do lado dela para isso. Os dois estão em um clima de lua de mel do caralho. Estou feliz por eles. Meu parceiro está completamente apaixonado, o que tem rendido algumas zoações entre nós. Na outra ponta disso tudo há Jess. Eu segui com a ideia de processá-la e ela parece estranhamente bem com isso. Não que eu a tenha visto depois do nosso último encontro. Ela clamou para que eu fosse visitála quando esteve internada após a tentativa de suicídio, mas, me mantive firme. Não quero nenhum contato com ela. Jess fez merdas demais para que eu esqueça tudo assim simplesmente. Quando percebeu que eu não iria vê-la, escreveu-me uma carta. De acordo com Elijah, ela parece ter sofrido uma espécie de epifania quando se viu de cara com a morte. Eu li a carta. Ela pede perdão a mim e à Mel pelas suas ações e aceita as consequências. Espero que esteja sendo sincera e que isso a faça uma pessoa melhor no futuro. A mãe de Elijah voou para cá para cuidar de Jess e isso tirou um pouco do peso das costas do meu parceiro. Eu realmente me sinto mal por ele ter que lidar com a cadela sem noção. Eu entro em casa, sendo saudado pelo cheiro do café. Minha avó me recebe com um enorme sorriso quando entro pela cozinha. Dou-lhe um beijo estalado na bochecha, enquanto me beija de volta e parabeniza pelos shows. ― Mel ainda na cama? ― indago, não conseguindo esconder meu sorriso faminto. De acordo com o médico estamos liberados para o sexo desde ontem e, porra, eu quero passar o dia todo enterrado nela. Minha avó sorri, obviamente percebendo minhas más intenções com a minha mulher. ― Sim, ela ainda está na cama. Vá, filho ― ela me dá uma piscadinha cúmplice. ― Eu cuido do homenzinho assim que ele descer. Porra, eu já mencionei o quanto amo a minha avó? Eu sorrio de orelha a orelha e dou-lhe mais um beijo agradecido antes de praticamente correr para o elevador. Eu tenho pressa. Porra, são três semanas sem foder a minha mulher. Vocês não podem me recriminar, ok? Eu entro devagar no cômodo ainda meio escuro. Tiro a jaqueta de couro e a camiseta deixando-as pelo chão e atravesso o quarto, me aproximando devagar da cama. Meu coração salta no peito quando vejo sua figura adormecida. Linda. Seus longos cabelos castanhos estão espalhados no travesseiro. Meu travesseiro. Uma onda quente de amor me envolve, me fazendo sorrir como a porra de um bobo da corte porque ela está dormindo do meu lado da cama. Isso me diz muito sobre como se sentiu na minha ausência. Desço as calças junto com a cueca e praguejo baixinho, me abaixando e arrancando os tênis que, na minha pressa havia esquecido. Isso a faz gemer suavemente e se remexer, o lençol deslizando sobre o torço deixando evidente a camisola branca transparente. Eu gemo com a visão dos peitos cheios e suculentos totalmente à vista. Eu chego finalmente à borda da cama e levo meus dedos, traçando o contorno do seu rosto sereno. Passo o polegar pelo lábio inferior e ela geme de novo. Eu sorrio baixinho. Seus cílios tremulam e os olhos amendoados se abrem lentamente. Há primeiramente confusão em seu semblante à medida que seus olhos se alargam. Então, um sorriso preguiçoso se abre na boquinha linda. ― Liam... Baby... ― sussurra, sua voz rouca do sono faz danos ao meu pau, que torce, duro como pedra, se projetando ameaçadoramente para ela. ― Hei, baby... ― murmuro, me deitando do seu lado. ― Porra, eu senti sua falta a cada maldito minuto ― rosno, afastando o lençol e me debruçando um pouco sobre seu corpo, tomando cuidado para não pressionar seu ventre.

― Deus, eu também, amor ― ela diz baixinho, sorrindo, seus braços me rodeando pelo pescoço. Meus olhos passeiam pelo rosto bonito. Aproximo nossas bocas e brinco um pouco, provocando-a. Nossos olhares devorando um ao outro como se não nos víssemos em séculos. Todo o amor, paixão, tesão entre nós é como uma entidade própria no silêncio do quarto. ― Baby... ― sua voz é apenas um gemido cheio de saudade. Eu sorrio sacana e a beijo. Nossas línguas se entrelaçam em segundos numa dança erótica e molhada. Ela geme, eu gemo e minhas mãos enterram em seus cabelos, arqueando-a para minha boca saquear a sua. Eu a como com fome, chupando, mordendo seus lábios e língua devagar. Seu corpo estremece e seus sons de prazer aumentam, me deixando mais duro. Meu pau cutuca sua coxa macia. Ela se esfrega contra ele com o mesmo desejo louco lascivo que estou sentindo. Eu paro o beijo e arranco rapidamente sua camisola. Ela facilita levantando o torso. Eu a deito novamente sobre os travesseiros e pairo acima dela, minhas mãos a prendendo de cada lado da cabeça. Seu peito arfa, seus olhos estão incendiados, sua respiração saindo em tropeços como a minha própria. ― Linda... ― ronrono bem próximo de sua boca e meus lábios descem pela sua mandíbula depositando beijos e mordidas suaves. Lambo e chupo seu pescoço. Suas mãos cravam em meus ombros e ela geme lamuriosa. Faço um passeio lento com a língua pela clavícula até chegar aos peitos. Seus mamilos estão duros, exigindo minha atenção. Eu rodo a língua por um, antes de mordêlo. Ela grita, arqueando as costas. Eu sorrio perverso e sopro no local. Faço a mesma coisa com o outro. Eu mamo gostoso, com vontade, me alternando entre um e outro até deixá-los vermelhos da minha fome. ― Sentiu falta disso, minha gostosa? Hum? ― ronrono sobre sua pele, causando-lhe convulsões e arrepios. ― Você já está molhada para mim, baby? ― ela apenas geme longamente em resposta. Eu rio mais e desço a exploração pela barriguinha inchada. Cubro-a de beijos ternos e sigo para o sul. ― Abra as pernas para mim, Mel ― minha voz é mais grossa de tesão. Minha língua traça sua pélvis e ela escancara as coxas bem amplas. Eu assobio com a visão da boceta inchada e vasando seu creme por entre os lábios. ― Porra, sim! ― rosno, deslizando minhas mãos pelas coxas macias. ― Minha putinha sentiu falta do meu pau, não é? ― eu passo o polegar pelas dobras lisas. ― Oh, Deus, sim, baby! Sim... ― resfolega, quando sopro seu clitóris e lambo devagar, apenas para provocar. ― Por favor... Eu preciso... ― ela balbucia incoerente, enquanto aumento o ritmo e como sua boceta como um homem sedento. Eu rodo e enfio a língua em sua vulva, rosnando com seu sabor. Suas mãos estão em meus cabelos num puxão apertado. Enfio dois dedos e chupo seu montinho com mais pressão. ― Liam! Amooooor! ― grita, enquanto esguicha seu gozo em meus dedos. Cacete, isso foi rápido. ― Porra, baby. Minha bocetinha tem um gosto bom pra caralho ― minha voz é abafada contra sua carne aquecida. Eu mordisco toda a sua boceta, causando-lhe mais espasmos. Eu rio quando suas mãos afrouxam em meus cabelos e seus gemidos viram ganidos baixos, voltando do pico do orgasmo. Só eu posso fazer isso com ela. Só eu. O conhecimento disso me deixa selvagem. Eu preciso me afundar nela até o maldito punho, ou minhas bolas vão estourar, porra! Dou mais algumas bombeadas fundas em sua vulva e retiro os dedos, chupando-os com deleite, travando nossos olhares. Ela arqueja, lambendo os lábios. Sorrio safado e levo os dedos até sua boca. ― Chupe, minha putinha. Sinta que gosto perfeito você tem. Sinta porque sou insanamente louco por você ― ela geme antes de seus lábios se fecharem e sugar com força, lambendo-os internamente da mesma forma que faz com o meu pau. ― Safada... ― gemo, quando sua mão macia se fecha em meu eixo grosso. Ela bombeia-me para cima e para baixo lentamente, enquanto chupa meus dedos. Pre-sêmen cai da ponta. Eu jogo a cabeça para trás e me delicio com nosso erotismo sujo. Eu amo isso. Amo que ela faz tudo para mim na cama. ― Você quer o meu pau te enchendo, rasgando essa bocetinha linda, não quer? ― volto a olhá-la nos olhos e levo a mão livre para sua boceta. Eu amasso a carne molhada possessivamente. ― Você não vê a hora de ter o meu pau

grande e grosso afundando cada polegada nessa pequena boceta apertada, não é, baby? ― ela está ofegando loucamente agora. O prazer feminino não se constrói apenas com toques. O cérebro é onde está grande parte do segredo. Minhas palavras sujas, faz sua mente viajar e me imaginar fazendo exatamente o que estou dizendo e isso faz mais líquidos jorrarem de sua vulva melando toda a minha mão. Cacete! Eu rosno como um homem das cavernas e livro meu pau do seu domínio. ― Puxe as pernas bem abertas, minha delícia. Eu quero comer você assim, olhando o prazer varrer seu lindo rosto quando gozar no meu pau ― eu rio malvado, sabendo o que estou fazendo. ― Você quer gozar no meu pau, baby? Será que me quer gozando em você também? Te enchendo da minha porra? ― Liam... Por favor, baby... ― ela perde a compostura e a mendicância assume. Eu abro minhas pernas, ficando quase agachado no colchão e me alinho em seu canal. ― Eu preciso de você... ― Precisa do meu pau, baby ― rosno. ― Vamos, diga isso e eu vou dá-lo a você. Cada centímetro dele. Ela geme mais. ― Por favor, eu preciso do seu pau ― diz-me e eu quase gozo com a expressão de luxúria em seus olhos e o calor de sua boceta me puxando para dentro. Eu não aguento mais nos torturar e empurro todo o caminho até o punho. ― Oh, meu Deus! Caramba! ― ela estremece se ajustando à minha volta, seu agarre me fazendo trincar os dentes. ― É isso! Me foda! Me foda, baby! ― Cacete! ― eu solto um grunhido com seus gritos suplicantes. Levanto suas panturrilhas e as beijo e mordo antes de apoiar seus calcanhares em meus ombros. ― Toma, minha putinha! ― rosno, puxando todo o caminho fora e metendo tudo de volta. Minhas mãos deslizam pelas coxas, ventre e enchem nos peitos. Eu amasso a carne firme. Estamos gemendo, grunhido com os impulsos duros. Cada vez que meu pau é engolido completamente eu ranjo os dentes, retardando meu gozo a todo custo. ― Gostosa! Porra, que saudade da minha bocetinha toda molhada, me apertando assim... ― ela sorri, sua expressão safada, atrevida e suas paredes me espremem sem dó. Eu solto um rugido alto de prazer. ― Deus, assim, baby... Sugue o meu pau assim, porra! Deliciosa... ― ela rebola, sua boceta mamando absurdamente gostoso. Nossos olhos estão trancados, enquanto, seguro seus peitos juntos, firmando-me e meto sem trégua. Estou comendo-a com estocadas fortes, mas, não tão profundas. Diminuo o ritmo e afundo devagar, bem devagar. Quebro nosso olhar para ver nossos corpos ligados. Sua vulva inchada se esticando para me acomodar a cada metida. Eu olho hipnotizado, meu pau grosso afundando até o punho. Minhas bolas batendo em sua bunda e minha respiração se altera com o prazer percorrendo minha coluna. Eu não vou durar muito. Mesmo assim, continuo me torturando vendo-a me engolir cada polegada. ― Ohhhh! Porra, Mel... ― minha voz é uma mistura de rosnado e gemido. Trago uma mão para seu clitóris e o massageio. ― Eu vou gozar, baby! Porra, vou gozar... Vem comigo, amor! Caceteeeeeee! ― eu puxo seus mamilos e meto com força duas, três vezes antes de nós dois nos desfazermos, gozando loucamente, gritando o nome um do outro. Minhas bolas encolhem. Eu gozo e gozo gemendo guturalmente, esvaziando meu sêmen em seu calor apertado. Nossos olhares se mantêm trancados. É tão íntimo, erótico, lascivo. Estamos tirando nosso prazer do corpo do outro e não temos a menor vergonha disso. Eu giro o quadril e estoco uma última vez. Ela está ofegando, suada, corada. Tão linda, porra. ― Bem-vindo de volta ao lar, superstar ― sussurra, seu peito subindo em respirações pesadas. Eu sorrio torto. ― Melhores boas-vindas do caralho, baby ― ela sorri também, mas, se transforma em gemido desavergonhado quando continuo estocando devagar, massageando suas paredes escorregadias. Meu sorriso amplia, sacana, saciado e feliz de estar com ela e dentro dela de novo.

― Minhas pernas, baby ― reclama, mas está rindo, os olhos amendoados cheios de satisfação e sim, tensão sexual acumulada. Eu amo seus hormônios insaciáveis de grávida. ― Estão um pouco dormentes ― completa e eu beijo seu pé direito. Ela ronrona quando saio dela devagar. Eu me arrasto ao seu lado, puxando-a para mim. Nossas bocas se encontram ainda tentando controlar a respiração e nos beijamos lentamente. ― Senti tanto a sua falta ― sussurra contra meus lábios. ― E eu a sua, minha gostosa ― sussurro de volta. Roçamos os narizes e sorrimos, nos acalmando. Ela beija meu peito, apoiando a cabeça em seguida. Minha mão traça seu ventre suavemente. ― Como está nosso pequeno roqueiro? ― Mel dá um suspiro de felicidade. ― Ele está muito bem ― sussurra, levantando o rosto para mim. Como se sentisse que era mencionado, nosso bebê se mexe em seu ventre. Meu sorriso bobo se escancara, imitando o dela. Arrasto-me outra vez pelo colchão, ficando de cara com meu filho. Eu falo amorosamente com ele, enquanto continua mexendo. Eu beijo toda a extensão da barriguinha proeminente até que ele para. ― Eu acho que ele também está dando as boas-vindas ao papai rock star ― ela diz, com olhos lacrimosos. ― A propósito, os shows foram lindos. Eu nunca vou me acostumar a vê-lo no palco. Você é tão lindo quando está lá em cima, baby ― duas lágrimas descem pelas bochechas e eu sorrio, limpando-as suavemente. ― Obrigado, amor ― sussurro, voltando a aconchegá-la contra mim. Nossas pernas se entrançam intimamente e eu não consigo conter um bocejo. Merda. As duas noites mal dormidas estão cobrando seu preço agora que fui nocauteado pela boceta da minha mulher. ― Foram bons shows ― admito. ― Você se importa de voltar a dormir só mais um pouquinho comigo? Eu senti falta disso ― enfio o nariz em seu pescoço inalando profundamente seu cheiro. Cheiro de casa. Ela é a minha casa. ― Eu senti falta disso também, baby ― sua voz suave me faz derivar para o sono rapidamente com a porra de um sorriso nos lábios. Eu acordo mais de sete horas depois e fico imediatamente de mau humor quando não encontro a Mel na cama. Eu faço minha higiene e desço à sua procura e do homenzinho. Encontro todos na sala. Sara está abraçando a Mel e as duas estão com olhos marejados. Oh, sim, eu acabei esquecendo que minha cunhada chegava hoje. Chay me vê e vem correndo para mim. ― Pai! ― eu o levanto num abraço de urso e beijo seus cabelos. ― Eu vi os shows com a mamãe! ― Hei, filhão! ― eu o seguro apertado por alguns momentos. Porra, eu amo esse moleque. ― Você gostou? Eu e os caras quebramos o maldito palco, não foi? Ele ri, enquanto o coloco no chão. ― Fodidamente incrível! ― diz baixinho só para mim. Eu pisco, conspirando, aproveitando a distração de sua mãe. ― Algo como isso, homenzinho ― eu rio. ― Você cuidou da sua mãe como pedi? ― Sim, eu não a deixei sozinha nem um momento como você pediu ― informa orgulhoso. ― Esse é o meu garoto ― eu bagunço seus cabelos. Meu avô vem me dar um abraço fraterno, batendo em minhas costas. ― Vocês fizeram bem, filho ― ele diz do seu jeito comedido. Eu o beijo na têmpora. ― Obrigado, vô ― digo e Sara está vindo em minha direção agora.

― Ei, Liam. Puta merda! Grandes shows, cunhado ― eu rio, abraçando-a. Ela é efusiva pra caralho. ― Obrigado, Sara. Bem-vinda de volta ― digo-lhe sinceramente. Meus olhos vão para Mel. Ela anda devagar até mim. As memórias do nosso amor gostoso de mais cedo estão nadando em nossos olhares. Ela aninha-se em meu peito. ― Você descansou, baby? ― murmura. ― Sim, fiquei um pouco desapontado quando acordei e você não estava lá... ― sussurro, deixando-a saber que tinha planos para uma segunda rodada. Ela sorri, meneando a cabeça e levanta os lábios para os meus num beijo suave. ― Mais tarde, superstar ― sussurra na minha boca. ― Oh, eu vou cobrar isso, Srª Stone ― olho-a sacana antes de voltar minha atenção para o resto da sala. Sara tem um sorriso malicioso no rosto, observando nossa troca. ― Então, como foi o voo, cunhada? ― eu desvio habilmente a atenção de nós. ― Cansativo ― ela bufa, pegando sua bolsa. ― Eu vou descansar um pouco se não se importam. ― Você devia ter aceitado o jato ― menciono. Ela balança a cabeça vigorosamente. Eu quis enviar meu jato particular, mas, não aceitou. ― Me trate como uma funcionária, Liam. Não quero tratamento especial porque é casado com a minha irmã. Eu gosto de abrir meu próprio caminho. ― Mas, eu estava tratando-a como uma funcionária ― ela junta as sobrancelhas. ― Meus funcionários, digo, aqueles que trabalham mais perto de mim, sempre fazem uso do jato. ― Uau! Isso é muito atencioso da sua parte ― ela exclama e encara a Mel com um sorriso brincando na boca. ― Você é mesmo uma cad... ― olha Chay e se corrige rapidamente: ― hum, uma mulher sortuda, maninha ― completa com uma piscadinha. Mel e eu não podemos deixar de sorrir. ― Vá descansar, querida. Mais tarde colocamos os assuntos em dia ― Mel diz carinhosamente para a irmã. ― Você está com fome, baby? ― se vira para mim, assim que Sara some no andar superior. Eu a enlaço pela cintura e abro um de meus sorrisos safados. ― Faminto, baby... ― ela rola os olhos, rindo baixinho. ― Vem, sr. Rock star famoso ― brinca, me puxando para a cozinha. ― Chay, querido? Vamos alimentar o papai? ― Chay abre um sorriso brilhante, segurando a minha mão. Seguimos os três para a cozinha sob os olhares e sorrisos amorosos de meus avós.

Melissa Eu o olho vestir-se. Há algo muito sensual em assistir um homem se vestir. Não, correção, assistir seu homem se vestir. Eu rio bobamente e ele levanta os olhos azuis para mim. Ajusta o terno Armani de caimento perfeito sobre os ombros largos. Os cantos da sua boca sobem num arremedo de sorriso arrogante por me pegar olhando-o. ― Vendo algo de que gosta, baby? ― seu tom é um pouco mais baixo, pura provocação sexual.

― Hmmm, talvez ― eu rio quando se aproxima e me puxa suavemente pela cintura. Minhas mãos passeiam pelo peitoral vigoroso. Minhas pernas ainda estão meio bambas do que acabamos de fazer no banheiro... ― Eu amo você, Sr. Stone ― sussurro e a expressão safada amolece. Seu olhar azul me venerando, correndo por todo o meu rosto. ― Eu amo você, Srª Stone. Pra caralho ― murmura antes de sua boca descer na minha. Eu gemo com seu beijo cálido, delicioso. Eu chupo sua língua com empolgação. Oh, Deus, esses hormônios... Ele ri contra meus lábios. ― Se continuar gemendo assim não vamos sair desse quarto, baby. ― Parece um bom plano ― ronrono provocando-o. Ele ri mais. Eu amo vê-lo assim tão relaxado. Estamos apenas esperando o juiz livrá-lo do processo. Já é dado como certo com os últimos acontecimentos. Ainda nem acredito que o maldito estuprador está atrás das grades e vai, com certeza, apodrecer por lá, onde é seu lugar. Tantas reviravoltas em apenas duas semanas. Tudo está voltando aos eixos. Falta pouco para ver meu lindo superstar livre. Completamente livre de todas as acusações. Seu nome limpo de toda essa sujeira que jogaram em cima dele. ― É a porra de um ótimo plano ― rosna. ― Mas, precisamos ir à gravadora. A reunião para apresentação de Sara, baby. Tenho certeza que quer estar lá para ela, não é? Esse argumento me derrubou. Eu rio e me afasto, pegando minha bolsa. Sara chegou há dois dias e estivemos nesse meio tempo instalando-a em seu apartamento e cuidando de seu meio de locomoção. Meio de locomoção não deve ser aplicado ao carro zero que meu marido colocou à sua disposição. Sara quis recusar, dizendo que tinha tudo arranjado para um de segunda mão numa concessionária local. A transação tinha sido feita pela internet. Liam foi irredutível e praticamente a obrigou a aceitar. Sara aceitou sob a condição de que seria descontado de seu salário. Minha irmã gosta de mostrar trabalho antes das regalias. Isso é uma das coisas que admiro nela. Liam ficou chateado, mas, impressionado também. Estou tão feliz com a chegada da minha maluquinha. Sim, com certeza quero estar lá para ela hoje. Principalmente porque Elijah estará lá, pronto para a caça. Espero que ele não torne difícil a vida de Sara na gravadora. Eu odiaria vê-la indo para longe de novo por causa dele. Liam dirigiu um de seus muitos brinquedos, um Aston Martin, seus bancos de couro ainda cheiram a novo. Com toda a loucura dos paparazzi devido ao processo, quase não desfrutamos desses momentos simples do dia-a-dia, como estarmos em um carro só nós dois. Mas, tudo vai se acalmar em breve e faremos muitas coisas juntos. Ele ligou numa estação de rádio e logo após ouvir sua voz linda e rouca em Irresistível, Sugar do Maroon 5 começou. Eu sorrio. Ele me olha de lado e seus dedos tamborilam no volante. Ele faz aquela coisa com o pescoço, parecendo um robô e me pisca um olhar safado. Minha mente viaja para a ocasião em que cantou e dançou essa música para mim depois da nossa primeira noite. Eu soube naquele momento que meu coração seria dele. Sua mão toma a minha e entrelaça nossos dedos como se sentisse minha emoção. Ele a leva aos lábios, beijando-a suavemente e eu me derreto. Eu admiro seu perfil lindo, poderoso. O cabelo loiro areia bem penteado, no estilo empresário sério. Quando me flagra olhando-o, abre seu sorriso torto, travesso e descansa nossas mãos unidas sobre sua coxa dura. Ele é tão doce. Não sei como tive tanta sorte. Sara tem razão quando diz que sou uma cadela sortuda. Eu rio levemente com esse termo. Quando chegamos à gravadora fiquei emocionada com a recepção dos funcionários. É a primeira vez que venho depois do princípio de aborto. As assistentes de Liam, especialmente, me trouxeram lágrimas aos olhos. Ele agradeceu toda a atenção e beijou meus cabelos antes de seguirmos para a sala de conferência. Sara seria apresentada dentro de trinta minutos em uma pequena reunião. Apenas os executivos e a banda participariam.

― Isso é brincadeira, não é? Eu não vou fazer um vídeo clip com... Ele. ― Sara se levanta do sofá, atirando dardos com os olhos na direção de Elijah, assim que Liam a comunicou sobre os planos para o clip de Irresistível. Estamos no escritório de Liam após a reunião, onde Sara e Elijah milagrosamente se comportaram bem. Mas, parece que as coisas voltaram ao normal agora que estamos a sós, sem os executivos para testemunhar seus arroubos. ― Eu, adoraria fazer o clip, Liam. Sério ― ela força visivelmente seu tom mais controlado. ― Me arrumem um modelo masculino. Qualquer coisa, menos ele! Os caras riem da explosão já esperada da minha irmã. Elijah bufa desdenhosamente e se levanta, andando ameaçadoramente lento em direção a ela. Ele para a poucos centímetros, invadindo seu espaço pessoal. Sara levanta a cabeça desafiadora e os dois ficam nariz a nariz. Ela parece afetada por sua proximidade, mesmo irritada. Ele sorri, satisfeito com o que viu tão de perto. ― Eu entendo que resistir a mim pode ser um problema para você, querida ― Eli diz em tom baixo, cheio de provocação. Sara rola os olhos e se afasta dele. ― Eu acho que já está mais do que claro que resistir a você nunca foi problema para mim, querido ― diz com desdém, mas, isso só faz Eli sorri. Na verdade, ele gargalha. Sara estreita os olhos nele. ― Quer compartilhar a piada? ― Sim, claro ― ele diz dando de ombros. ― Da última vez que chequei no dicionário, fugir não tinha o mesmo significado de resistir, baby ― um sorriso malicioso se abre na boca exuberante e ele pisca para ela. O semblante de Sara muda um pouco. Ele tem um ponto e ela sabe disso. ― Pense o que quiser com esse seu ego megalomaníaco ― ela cospe. ― Eu não vou me enroscar com você em um maldito clip. Eli crava os olhos verdes em Sara. É uma guerra silenciosa. Caramba, a tensão sexual entre eles é tão clara e tangível que me assusta. Eles parecem que vão se matar ou se beijar a qualquer momento. ― Vamos contratar uma modelo, Liam ― ele avisa, seu tom tem algo escuro que não consigo identificar. Seu olhar é perverso, ainda travado no de Sara. ― Quanto a você, pequena fada ― ele sorri, mas, é um sorriso malvado. Espere aí, que história é essa de pequena fada? ― Você pode continuar aí, fugindo e se mijando de medo de chegar perto de mim. ― Eu não tenho medo! Eu não... ― A verdade é uma só, baby ― ele a corta, seu tom condescendente demais. Isso a faz ranger os dentes como se quisesse mordê-lo. Caramba! ― Você não pode lidar comigo. Sara pisca irritada e afrontada como ele sabia que faria. Oh, não, é uma armadilha. ― Eu não tenho medo de você ― ela repete estufando o peito. Os olhos verdes de Eli ficam turvos, flamejantes. ― Prove ― seus olhos percorrem-na da cabeça aos pés grosseiramente. Ele está fazendo isso de propósito para tirá-la do equilíbrio. ― Faça o clip comigo, querida. Se não tem mesmo nada a temer como afirma. Faça. Comigo! ― essas últimas palavras foram quase sussurradas.

Eles se encaram por alguns momentos. Sara suspira. ― Está bem ― diz, recobrando um pouco da compostura. ― Eu vou fazer o clip com você ― ela revira os olhos. ― Pode tirar esse sorriso idiota da sua cara, querido. O seu pau não vai chegar perto de mim fora das gravações. Está claro? Eu não consigo deixar de sorrir para isso. Caramba! Minha irmã não tem qualquer filtro. Os caras rosnam palavrões de incentivo à Sara. Liam está lutando para esconder um sorriso. ― Claro como água, querida ― Elijah concorda, mas, eu posso ver o brilho de triunfo em seus olhos. ― Você, hum, tem certeza que quer mesmo fazer o clip, Sara? ― eu resolvo interferir. Não tenho um bom pressentimento sobre isso. Eli não vai parar de assediá-la. Isso é uma má ideia. ― Eu tenho certeza, Mel ― ela garante, seu olhar tentando me tranquilizar. Mas, eu sei como minha irmã realmente se sente sobre Elijah. É uma má ideia empurrá-la tão próxima dele. ― Sou uma garota crescida. Próximo ponto da pauta? O restante da reunião foi relativamente tranquila. Sara calçou seus sapatos de profissional e só falou com Elijah estritamente o necessário. Os executivos já haviam a situado sobre o andamento dos contratos publicitários e dos artistas que estão chegando. Muitos! Liam falou sobre o que espera dela como assessora da gravadora. Deixe-me explicar, há uma equipe de RPs na gravadora. Então, Sara fará esse trabalho, mas, Liam quer sua atenção especial sobre as coisas da DragonFly, uma vez que eles ficaram sem Nat, que graças a Deus, sumiu em uma turnê com uma das bandas da Hart logo que voltamos do Brasil e Liam a dispensou. Bons ventos a levem! E, agora, a banda perdeu Jess. Que Deus coloque algum bom senso naquela cadela surtada e a mantenha longe de nós. Com a iminente falência da Hart a Stone Records está ganhando espaço. O momento é bom para os negócios. Além disso, a DragonFly chegou ao topo dos rankings musicais outra vez. Sim! Eles subiram! Quando Liam e os caras subiram no palco em Boston, há três dias, os fãs já sabiam e cantaram isso, saudando-os. Foi uma cena linda de ser ver. Liam fez uma performance memorável naquele show. Bem, e uma mais memorável quando chegou em casa... Eu rio secretamente, relembrando sua safadeza. Um a um eles se dispersam após a reunião. Sara é a última a sair. ― Liam, eu sei que já agradeci, mas, puta merda! ― meu marido sorri. Ele adora esse jeito espontâneo de Sara. Os olhos marrons de minha irmã miram nele com total adoração de fã. É, ela nunca perdeu isso, mesmo depois de conviver tão perto. ― Você me quer exclusiva para a banda? Porra! ― ela bate a mão na boca, e um risinho se abre. ― Merda, você é meu chefe agora. Há um protocolo? ― Nah ― Liam a tranquiliza. ― Não há merdas como essa por aqui, querida. Somos fodidos roqueiros ― diz como se isso explicasse tudo. Minha irmã sorri como se tivesse em um parque de diversões. Ela me beija com carinho antes de juntar suas coisas. Então, uma expressão perversa cruza seu semblante. ― Alguma chance de você trocar de guitarrista? Isso nos fez cair na gargalhada. Tão sara. ― Sinto muito, ele é o melhor no mercado atualmente ― não posso ignorar a nota de orgulho na voz de Liam ao falar do parceiro. Ela torce o nariz, mas, sorri concordando.

― Sim, o babacão é mesmo o melhor ― diz e se vira indo até a porta. ― Sua irmã é uma figura, baby ― Liam sorri, me puxando para trás da sua mesa, sentando-me em seu colo. ― Talvez ela seja a única a... Ele para, analisando minha reação. ― A única a...? ― instigo, abraçando-o pelo pescoço. ― A domar Elijah ― diz baixinho. Eu franzo o cenho ligeiramente. ― Eu não sei, baby. Não acho que Eli pode ser domado ― enfatizo. Ele sorri, esfregando meu ventre suavemente. ― Você me domou ― sussurra aproximando sua boca da minha. Eu rio, envaidecida e louca de amor por ele. ― Você não era exatamente um bad boy do rock, superstar ― provoco-o. ― Você apenas aproveitou o estilo por um tempo. Você é o homem mais lindo, doce e amoroso, baby. E eu, porra, amo isso. Ele gargalha, o som profundo vibrando em minha pele. ― Você continua arruinando minha reputação de roqueiro fodido, baby ― ronrona e chupa meu lábio inferior. ― E eu, porra, amo isso. ― Lindo... ― sussurro, meio ofegante. ― Linda... ― murmura de volta e seus lábios esmagam os meus. Nos beijamos com calma, certos de que o futuro que planejamos está batendo à nossa porta. Falta pouco. Muito pouco. CAPÍTULO DEZENOVE

Melissa Liam ficou livre das acusações no dia seguinte. Estávamos na gravadora, quando os advogados apareceram em todos os sites e canais televisivos falando sobre tudo, que seu ilustre cliente estava livre do processo. Uma multidão de fãs se aglomerou do lado de fora. Liam foi obrigado a sair para vê-los, uma vez que não paravam de gritar seu nome. Foi uma cena comovente. Nem preciso dizer que me debulhei em lágrimas assistindo da janela do seu escritório quando os fãs o levantaram nas costas como se fosse um atleta que acabara de ganhar um campeonato. Sara se emocionou também, mas, é claro que ela disse que um maldito mosquito havia caído em seu olho. Greg resgatou meu marido depois da farra necessária, mas, imprudente com os fãs. O tempo está passando rápido. Fomos ao show da banda na Ilha de Ardócia, que, diga-se de passagem, foi a cereja do bolo após Liam ter sido inocentado. Conhecer a família real foi algo fora desse mundo. A Ilha é linda, o palácio suntuoso e a princesa Ella parece saída de algum conto de fadas. É muito simpática e bonita. Eu ficaria com ciúmes se não tivesse total certeza do amor de meu marido por mim. Em seguida, passamos o Natal em nossa Ilha espalhafatosa. Liam estava preparando algo mais para mim, mas, eu deixei escapar em nossas conversas que só me casaria quando o bebê nascesse. Não me levem a mal,

mas, quero aparecer bonita ao lado do meu marido. Não seria justo comigo, enquanto ele estaria todo lindo e gostoso. Liam acabou me revelando que tinha um casamento surpresa em andamento. Eu realmente amaldiçoei minha boca grande depois disso. Ele é tão romântico e eu fui uma cadela. Tentei dissolvê-lo de parar os preparativos, mas, Liam disse que eu estava certa e que nos casaríamos quando o bebê nascesse. Meu pai, Sara e os avós de Liam se juntaram à nós. Foram dias deliciosos em família, longe da loucura de LA. Eu simplesmente amei a calma e tranquilidade do lugar, além da casa ser um verdadeiro palácio rústico de tirar o fôlego. Bob se recuperou completamente. Liam e eu o visitamos algumas vezes. O homem ainda é ridiculamente bonito e arrogante, mas, não houve flertes jogados para mim. Ele estaria arriscando voltar para o hospital se fizesse isso na frente do meu marido. Liam ofereceu um contrato justo para a The Horses. Bob e seus parceiros ficaram nas nuvens. Joshua também lhes ofereceu assessoria financeira, uma vez que ficou claro para todos a inabilidade da banda em lidar com o dinheiro ganho. Sara irá assessorá-los até o lançamento. E por falar em minha irmãzinha... O vídeo clip de Irresistível foi concluído há mais de um mês e desde então, Sara e Eli estão envolvidos em uma estranha relação aberta. Tenho medo de que ela saia machucada no final dessa história. Eli não é um cara para relacionamentos. Ele pode ser um amigo amoroso e cuidadoso, mas, quando se trata de mulheres, o homem é um babaca total. Minha irmã diz que está ciente de que é só sexo, sexo delirante, palavras dela, mas, ainda assim, é apenas sexo. Não estou bem em tudo. Sara não tem experiência com homens. Só esteve com André até agora. Ela não tem ideia de onde se meteu abrindo a guarda para um jogador como Elijah. Eu realmente espero que fique tudo bem com ela. Exceto essa preocupação com Sara, tudo está se ajeitando aos poucos. Eu ainda não acredito que acabou toda a pressão e tensão da mídia. Quero dizer, acabou no sentido negativo, pois, a imprensa continua enlouquecida noticiando à exaustão a armação que Liam sofreu. É incrível como o discurso muda na velocidade da luz em se tratando de LA. Liam e os caras deram apenas uma entrevista coletiva sobre o assunto no dia seguinte ao pronunciamento do juiz. Meu marido não tem mais falado sobre isso na mídia. Na verdade, ele pediu a eles que não mencionassem mais o episódio, pois era passado e seu foco estava agora na minha gravidez, na produção do novo álbum e na preparação da turnê da Europa. É claro que não adiantou. A imprensa, sobretudo, a sensacionalista continua dissecando tudo que aconteceu, só que agora estão endeusando o Liam. Chega a ser patético. Muita hipocrisia. Como reflexo disso, os convites para entrevistas nos principais programas de TV não pararam de chegar. Nós resistimos no começo, mas, Sara nos aconselhou a conceder logo uma entrevista ou a perseguição só iria aumentar. Cedemos. Na segunda semana de fevereiro, fomos ao estúdio de um famoso programa de entrevistas. ― Então, hum, er... Obrigada por acharem um tempo em sua agenda cheia e vir conversar com a gente ― Mona, a apresentadora do programa de entrevistas de maior sucesso da TV de LA está sorrindo como uma adolescente, os olhos azuis brilhando pela visão de Liam Stone de perto. ― Por favor, fiquem à vontade. Devo dizer que nunca houve uma comoção tão grande em torno de uma entrevista nos dez anos desse programa. Estamos realmente agradecidos ― ela toca o braço de Liam. Meu marido sorri, ativando o charme rock star. A mulher cora. Eu tenho que fazer força para não revirar os olhos diante das câmeras. Cristo, a vaca deve ter o quê? Quarenta, ou mais... Não que em LA seja fácil desvendar a idade das pessoas com o uso indiscriminado do Botox. Mas, o fato é que ela está agindo como uma adolescente deslumbrada. Onde está o profissionalismo? Parece que isso voa pela janela diante de um rock star quente. Ela é ridícula! Eu sinto o polegar de Liam deslizando sobre o meu pulso. Ele sentiu minha tensão, mesmo que eu tenha um sorriso falso colado no rosto. Eu relaxo um pouco. ― Obrigado a você e à sua produção por nos convidar ― Liam diz diplomático. A plateia aplaude.

Alguns fãs gritam MeLiam! Eu sorrio e aceno timidamente. Ainda é meio estranho ter tanta atenção focada em mim. Nos acomodamos no amplo estofado vermelho em forma de L. Uma assistente de palco nos traz águas em uma bandeja. Há um bloquinho sobre ela. Liam sorri para a moça e olha seu nome no crachá. A pobrezinha parece que vai desmaiar a seguir. Meu muito atencioso marido assina e devolve-lhe o bloco com um sorriso. Ela olha para mim e me dá um sorriso alegre. Eu relaxo ao perceber que é uma fã de verdade. As groupies não me olham com simpatia. Elas me olham como se quisessem arrancar a minha pele. Eu sorrio sinceramente de volta. ― Mel, devo dizer que você é muito mais bonita pessoalmente ― a entrevistadora se vira para mim, assim que as câmeras são redefinidas. Na parede de vidro atrás de nós, há imagens em tempo real da cidade. Um posto da praia de Malibu, localizado há alguns quilômetros de onde vivemos. Logo após, uma vista aérea da nossa casa enche a parede. ― Você possui algum segredo para manter a forma? Se importaria em dividir conosco, reles mortais? Eu me forço a sorrir de volta pelo elogio, embora eu saiba que é pura bajulação. Estou enorme aos seis meses de gestação. Nem mesmo o elegante macacão azul marinho que minha personal stylist me aconselhou a usar está disfarçando minha figura arredondada. ― Obrigada. Não há nenhum segredo, realmente ― digo de forma amigável. ― Apenas cuido da alimentação e me obrigo a fazer exercícios físicos. ― Então, é tudo culpa da sua genética, você está dizendo? ― ela parece um pouco chateada por não ter conseguido um furo. ― Eu acho que é isso, sim ― concordo. Ela suspira e mexe em seus papéis sobre a mesinha ao lado da sua poltrona. ― Vocês estão familiarizados com esse quadro? As perguntas não são elaboradas por nós, os fãs as fazem e participam através das redes sociais ― Mona explica. Eu e Liam assentimos. Ela pega a primeira ficha e lê a pergunta com um sorriso. ― A primeira é para você, Liam. Do Blog Good Morning Rock’n’roll: qual a parte do corpo da Mel te excita mais? Uau! Caramba, que raio de pergunta é essa? Eu me viro para Liam que está abrindo um sorriso sem vergonha, enquanto os olhos azuis seguram os meus. Não, ele não teria coragem de dizer que é minha bunda... Não aqui, para milhares de telespectadores. ― Toda ela ― ele sussurra, sem desviar o olhar. ― Cada centímetro dela me deixa maluco. Sempre deixou. Ownt. Eu e o grande público feminino suspiramos. ― Baby... ― sussurro, acariciando seu rosto com a mão livre. A plateia parece gostar disso. Ele sorri e beija a minha bochecha. Mona está se abanando teatralmente quando voltamos nossa atenção para ela. ― Meninas, ele não é fofo? ― diz, batendo os cílios e cruzando as pernas sedutoramente. Cadela. Meus olhos lhe dizem exatamente isso, enquanto sorrio docemente. Ela sorri e pisca para mim como se fôssemos amigas e retoma as perguntas dos fãs. Mona: Mel, a Lucy do Blog Hot Rockers, quer saber como estão os preparativos para o casamento? Nossa, como eles sabem sobre isso? Eu troco um olhar com Liam. Ele assente. Nós estamos entrando

nesse ponto em nosso relacionamento onde nos entendemos apenas com um olhar. Ele aperta a minha mão na sua para fazer seu ponto. Mel: Lucy, vamos esperar o bebê nascer. Nos casaremos pela segunda vez em julho. Anuncio, olhando entre a câmera e a entrevistadora. O público se agita com a notícia. É tudo que estou dizendo, no entanto. Liam e eu queremos uma cerimônia tranquila apenas com nossos familiares e amigos mais chegados. Se começarmos a falar muito sobre o assunto a mídia vai cair em cima como moscas sobre um doce. Mona: Uau! Temos participação de blogs do Brasil! Obrigada e sejam bem-vindos! Bem, a Zilda Colares do Blog Livros do Coração, está indignada com a forma como a Jess, amiga de longa data de Liam a tratou. Ela quer saber se você gostaria de ter dado o troco de alguma forma? À menção de Jess, Liam e eu ficamos tensos. Nós estamos evitando falar sobre ela. Ainda é doloroso para ele eu sei. Mel: Nós temos evitado falar sobre o assunto porque a justiça está se encarregando disso. Mas, sim, Zilda, eu gostaria de ter dado o troco se não estivesse grávida e vulnerável. Sou brasileira, latina, meu sangue é quente. Eu rio um pouco e o público aplaude. Liam sorri do meu lado. Mona: Duas perguntas quase idênticas aqui. Uma do Blog Livros do Coração, da Sara Moema e Outra da Aládia Antunes, do Blog Livros Encantos. Mel, Liam, como vocês pretendem conciliar a turnê da banda pela Europa e o nascimento do bebê? A segunda fã, ainda quer saber como a Mel vai lidar com as mulheres dando em cima do seu rock star? Ela sorri, empurrando os seios plastificados para frente. Caramba, essa mulher é muito sem noção. Liam sorri baixinho e eu me seguro para não bufar diante das câmeras. Em seguida, meu marido liga seu charme e olha direto para a câmera. Liam: Meninas do meu Brasil, um beijo, babies! Vocês sabem que, porra, eu amo o nosso país e espero estar aí com vocês em breve. (suspiros da plateia). Respondendo à pergunta, estamos fodidamente felizes e ansiosos para as duas coisas, Sara e Aládia. Sim, as turnês são algo que precisaremos planejar com muito mais antecedência e cuidado agora que tenho mulher e filhos. (ele me olha de soslaio e pisca meio travesso, meio sedutor). Mel nunca esteve em uma turnê e imagino que será uma realidade chocante de certa forma, porque envolve muito trabalho e o ritmo é frenético. Colocar um show na estrada não é tarefa fácil, mesmo para uma banda do patamar da DragonFly. A lista do nosso pessoal de apoio já foi ampliada com duas enfermeiras e o obstetra da Mel também viajará conosco. (novos suspiros das meninas). Eu quero que ela se sinta o mais confortável possível, mesmo tendo que se deslocar de cidade em cidade por quatro semanas. Sua mão livre pousa em meu ventre avantajado de seis meses. Meus olhos marejam com todo amor brilhando nos incríveis olhos azuis. Deus, ele é tão bonito. A camiseta azul escuro abraça seu peitoral musculoso. As tatuagens nos bíceps espreitam para fora, deixando cada mulher aqui meio atordoada. Ele passa a mão livre pelo cabelo, despenteando-o, deixando-o a bagunça quente que é a sua marca. A tonalidade da camiseta reflete em seus olhos, tornando seu olhar de um azul irreal, muito mais hipnótico. Eu simplesmente perco o fôlego olhando-o. Meu marido é dessas raras pessoas que conseguem ficar ainda mais bonitas quando olhamos de perto. Eu posso entender um pouco do sentimento da nossa entrevistadora. Eu ainda não gosto da baba escorrendo em seu queixo, mas, eu totalmente a compreendo.

― Baby... ― eu me debruço em sua direção e o beijo suavemente nos lábios. Sim, a logística da turnê envolveu um monte de coisas que não precisaria se fosse só a banda, mas, Liam não abriu mão de ter a mim e Chay junto dele. A nossa primeira turnê juntos. Sua mão toca minha face e travamos nossos olhares. Estou numa batalha para não deixar as lágrimas caírem. Deus, esses hormônios... Ele sorri e encosta a testa na minha. Lindos! Alguém grita do público. Eu rio, ele ri e trocamos mais um selinho antes de nos separarmos. Mona está meio sem jeito, os olhos um pouco brilhantes nos observando. Ela sorri e é o primeiro sorriso verdadeiro que me dá desde o momento em que nos recebeu. ― Uma mulher de sorte ― ela diz. Talvez seja impressão minha, mas, eu acho que acabo de ganhar um pouco do seu respeito. ― Obrigada ― sussurro. Mel: Aládia, eu vou tentar não ficar com ciúmes. (Liam sorri baixinho, obviamente duvidando disso. Eu sorrio também, porque nem eu mesma acredito nessa declaração). E, claro, vou fazer marcação cerrada. Isso arranca risos do público. Mona: Liam, a música é algo importante em sua vida. Você pensa em parar com as turnês futuramente, e se dedicar apenas à sua gravadora? Marianne, mandou pelo Twitter. As safiras azuis brilham e ele sorri. Ele ama fazer música. Eu não o vejo parando. Não em um futuro próximo, pelo menos. Liam: Hei, Marianne! Cantar, estar no palco é uma das coisas que me completam. (ele me olha de esguelha e sorri meio torto, deixando claro que eu sou a outra). Não penso em parar. Não pela próxima década, pelo menos. Os caras pensam da mesma forma. Sim, nós conseguimos chegar ao topo e isso nos deixa arrogantes pra caralho. (risos). Mas, eu já disse isso em outras ocasiões e vou repetir: nós amamos fazer música. Essa é a razão para estarmos sempre empolgados com as turnês como se fosse a nossa primeira. Mona: Uau! Mais uma sequência das fãs do Brasil. Você é muito querido por lá ao que parece. (ela sorri e meneia a cabeça). Mas, o que estou dizendo, Liam Stone é um fenômeno mundial e, além disso, aquele é o seu país também. (Liam assente). Bom, há três perguntas parecidas. Vou compilar para não ficarmos nos repetindo. Cidoka Aparecida, Claudia Pavan e Ana Júlia, estão curiosas para saber como se mantiveram sempre fortes e unidos como casal diante de tantas pressões? (ela ri maliciosamente). Ah, e a segunda menina quer saber ainda como mantêm o tesão em alta? Eu sorrio um pouco alto. Caramba, essas meninas não têm qualquer inibição, não é? Liam sorri, seu sorriso safado e pisca para a câmera. Oh, rapaz, tão sem vergonha... Liam: Obrigado pelas perguntas, meninas! Cidoka Aparecida, Claudia e Ana Júlia, eu acho que quando encontramos a pessoa certa isso nos faz querer lutar para fazer funcionar. Foi isso que eu e a Mel fizemos. (então, ele ri maliciosamente outra vez). Quanto ao tesão, o que posso dizer? Mel me deixa maluco. E eu quero dizer, a porra do tempo todo! Gritos e assovios da plateia enchem meus ouvidos. Oh, Deus, meu pai deve estar assistindo isso... E Chay... Eu meneio a cabeça, mas, não posso deixar de sorrir para a resposta desavergonhada de Liam. Mel: Meninas, o mesmo para mim. (eu coro e Liam sorri, beijando minha têmpora).

Mona: Boa resposta. Mais uma do twitter. Paige quer saber como você vai lidar com as groupies em volta do seu marido na turnê, Mel. Já houve algum confronto com as mulheres do passado do Liam? Mel: Bem, é a minha primeira turnê, Paige. Eu espero que não tenha problemas em relação a isso. (dou uma olhada significativa para meu marido. O público ri e ele também). Mas, falando sério, nunca tive outros problemas fora o que já é de conhecimento público. (Jess). Quanto às groupies terei que aprender a lidar com elas. Além disso, confio em Greg para não deixar ninguém chegar perto de mim. (nova onda de risos). Mona: Livros Encantos, outro Blog brasileiro enviou perguntas. Gaby, quer saber se o Liam é tão fodão na cama como é nos palcos, Mel. (ela sorri largo). Caramba! Liam abre um sorriso lento quando o encaro totalmente vermelha. Ele está adorando essas perguntas picantes, o descarado. Ele ergue uma sobrancelha, me desafiando a responder. Mel: Uau! Vocês não pouparam nada, não é meninas? Gaby, sim, meu marido é tão quente na cama quanto parece no palco. (a euforia feminina é enorme depois disso. Eu enfio o rosto no peito de Liam). Mona: É o que estou repetindo desde que essa entrevista começou, meninas! Mulher de sorte! (a plateia sorri com o gracejo). Do mesmo Blog, Quitéria Silva está curiosa quanto às habilidades de quarto do nosso rock star... Vamos, Liam, conte-nos aonde aprendeu a... (ela para um pouco) nas palavras da fã: botar para quebrar na cama? Liam gargalha profundamente. Ele realmente está apreciando essa sabatina sem vergonha. Liam: Gostei da expressão, Quitéria. (ele pisca sedutor). Bem, eu tive um lote inteiro de prática... (ele levanta nossas mãos unidas e beija o dorso da minha). Mas, agora as minhas hã, habilidades na cama são exclusivas da Srª Stone. Há nova onda de suspiros e eu me derreto em uma poça. Coraçõezinhos devem estar saltando dos meus olhos agora. ― Boa saída, superstar ― o provoco. Ele beija a ponta do meu nariz. Eu decido relaxar e seguir o clima leve da entrevista.

Liam Cacete, essas meninas estão muito ousadas. Eu sorrio, encarando o rosto ruborizado da Mel. Mas, posso entender a curiosidade dos fãs, já que é a primeira vez que aparecemos como um casal para uma entrevista. Elas não estão poupando nenhum tiro pelo visto. A entrevistadora parou de me lançar olhares e sorrisos sedutores, graças a Deus. Mel está mais relaxada agora, posso sentir em seu sorriso leve. Mona: Participação através da fã page da DragonFly. Luna faz a seguinte pergunta: Liam, se tivesse que escolher entre a sua música e a Mel? O que seria? Essa é fácil. Respondo sem hesitar. Liam: Mel. Sempre a minha mulher. (Mel me olha parecendo surpresa. Eu sorrio). Eu amo a música como todos sabem, mas, a Mel vem em primeiro lugar agora. Ela e nossos filhos. Os olhos amendoados lacrimejam com minhas palavras. Ela sussurra baby, e eu rio torto, dandolhe meu olhar secreto de maricas totalmente apaixonado. Mona: Esse é Liam Stone como vocês nunca viram, meninas. (ela olha a câmera e sorri para seus

telespectadores. A assistente de palco vem e entrega mais fichas. Wow! Nesse ritmo não vamos sair daqui tão cedo!). É, parece que todo mundo quer saber mais de Liam e Mel. (ela sorri, organizando as folhas). Pergunta dos grupos do Facebook. Liam, Mayana quer saber como é a sua relação com sua madrasta e irmão que vivem no Brasil? Eu cerro o maxilar. Porra, eu odeio falar sobre isso. Mel aperta minha mão, sabendo como falar sobre o assunto me afeta. Liam: Esse é um assunto que jamais abordo, pessoal. Mas, vou tentar responder, Mayana. (puxo uma longa respiração). Não existe relação com a minha madrasta. Tem sido assim desde que eu nasci. (há comoção na plateia). No entanto, ela é avó de Chay e em respeito ao meu filho, não vou proibir qualquer contato entre os dois. Quanto a meu irmão, Rodrigo, temos uma relação distante. Cordial, mas, distante. Escolha dele, não minha. Os caras da banda são os meus verdadeiros irmãos. Tem sido assim desde quando éramos apenas merdinhas sonhando em serem rock stars fodões. (o público ri disso). Mel me beija suavemente no rosto. Eu a olho agradecendo-a silenciosamente pelo apoio. Mona: Duas perguntas parecidas novamente. Thereza Christina, de um dos grupos do Facebook e Luci Peres, do Blog Livros Encantos, querem saber como é estar agora com apenas uma mulher, sendo que viveu muito tempo aproveitando tudo que a fama trouxe: vida desregrada e mulheres? (ela sorri). Como é viver rodeado com as tentações que envolvem o mundo das estrelas do rock? Cacete! Elas não estão mesmo brincando, hein? Liam: Boa pergunta, Thereza Christina, Luci. Sim, eu vivi intensamente o estilo rock star e me cansei disso. Quando reencontrei a Mel, meu coração já estava pronto para ela, e só ela. As mulheres na plateia suspiram. É, o clima ficou leve de novo. Mona: Edna Sousa, do Blog Livros do Coração, quer saber de vocês dois qual era a maior expectativa? Se livrar de toda a problemática que o processo judicial trouxe, ou o nascimento do baby Stone? Eu rio com a menção do nosso filho. Liam: O nascimento do nosso pequeno roqueiro com toda certeza, Edna. As acusações tiveram seu peso, mas, eu a Mel nunca deixamos isso ofuscar a alegria pela vida que criamos juntos. Mel: Aww, baby... (sussurra com olhos brilhantes). O mesmo para mim, Edna. A expectativa para a chegada do nosso bebê supera todas as tensões dos últimos meses. Uma rodada de perguntas de fãs da Alemanha e até do Japão vem a seguir. Todos os tipos de perguntas, desde a altura da Mel, quem é o seu estilista favorito até nossas posições sexuais preferidas. Cacete, até eu fiquei encabulado quando respondi. Em seguida fãs dos Estados Unidos quiseram saber quais as nossas músicas e artistas favoritos. Nessa parte, tive que segurar um rosnado quando a ouvi citar o Levine, depois de mim, claro. Mel me olhou e sorriu do seu jeito atrevido, apenas nós dois sabendo da minha birra. Um intervalo foi feito. Tomamos água. Mel foi ao banheiro. Os maquiadores nos retocaram e entramos no ar outra vez. Mona: E as fãs do Brasil estão voltando. (anuncia). Quatro perguntas no mesmo sentido. Josi Santos, Sandra Regina Fossen, Priscila Lima e Franciele Paiva dos grupos da banda no Facebook, querem saber como foi que vocês se descobriram apaixonados? Foi à primeira vista? E Liam, o que o fez se apaixonar pela Mel? Beleza física ou o coração?

Wow! Muitas questões! Mel e eu nos entreolhamos, protelando quem vai responder primeiro. Então, sorrimos cúmplices. Eu vou primeiro, baby. Digo-lhe com o olhar. Ela assente. Esse é outro assunto capcioso. Ninguém acredita que nossa relação fui puramente platônica há dez anos. A maioria ainda acha que traímos Raul. Deus sabe que o bastardo merecia um belo par de chifres. Rio ironicamente ao pensar nisso. Liam: Obrigado pelas perguntas, Josi, Sandra, Priscila e Franciele. Quando me apaixonei pela Mel? (eu rio levemente com a lembrança do nosso primeiro encontro). Há dez anos, quando nossos olhares se cruzaram a primeira vez. Quando nossas mãos se tocaram num singelo aperto de mãos. (a plateia está toda silenciosa e atenta agora). Foi lá, naquele momento que nos apaixonamos. Mas, como todos sabem, Mel não era livre e eu era muito jovem para compreender a profundidade dos meus sentimentos pela minha linda cunhada. Eu julguei que era apenas tesão, desejo pelo proibido. (há risos entre o público e eu rio, nostálgico). Depois da morte do meu pai, eu nunca me permiti voltar ao Brasil porque, pensando com a razão, não havia nada lá para mim. Fiquei seis anos sem ver a Mel. Pode parecer clichê, mas, a verdade é que nunca consegui esquecê-la. Mesmo com o sucesso, as mulheres. (Eu beijo sua mão amorosamente). Mel sempre esteve lá, no fundo da minha mente. Era amor o tempo todo. (ela está lutando para conter as lágrimas agora. Tão linda, porra.). Agradeço a Deus por colocá-la no meu caminho outra vez. Você pertence a mim, baby. (digo-lhe diretamente em um tom mais baixo e emocionado). Nasceu para isso, não importa as voltas que tivemos que percorrer para chegar até aqui. (completo sem desviar meu olhar do seu). Eu amo tudo nela, corpo, alma e coração. ― Eu amo você também, baby... ― murmura só para os meus ouvidos e limpa as lágrimas discretamente antes de descerem pelas faces coradas. Mona limpa os olhos com um lenço. Ela funga um pouco. Eu rio com a mudança na mulher. Ela foi de cadela sedutora a fã MeLiam em poucos minutos. Eu aprecio isso, no entanto. É entediante e de muito mau gosto ser assediado em entrevistas. Mel: Obrigada pelas perguntas, meninas. Nos encontramos no momento errado a primeira vez, mas o que sentimos um pelo outro era certo. Sempre foi certo. (diz com voz um pouco embargada. Meus olhos estão grudados nela, venerando-a, adorando-a. Linda.). Agradeço a Deus todos os dias por ter trazido Liam de volta para mim. A plateia aplaude. Sempre tão ponderada nas declarações. Uma dama. A porra da minha primeiradama. Eu sorrio-lhe e beijo seu ombro. Ela devolve o sorriso timidamente na frente das câmeras. Mona: Eu tenho que dizer, pessoal, eles são muito fofos mesmo. (ela olha para a câmera conversando com seu público de casa). Dá para sentir o amor dos dois e eu estou aqui me segurando para não borrar a maquiagem. (risos da plateia. Eu e Mel rimos também). Liam, a Cristiane Besset, de um dos grupos do Facebook está curiosa para saber como irá lidar com o Chay após a chegada do bebê Stone, seu filho biológico. Ela ainda frisa que no começo você tinha certo receio de se aproximar de Chay por ser filho de seu irmão e grande desafeto, Raul. Eu trinco os dentes ao ouvir o nome do bastardo de merda. Uau! Não me pouparam de nada. Eu respiro fundo e tento racionalizar que é apenas curiosidade de fã. Normal, Stone. Nenhuma delas sabe a merda que o bastardo te fez passar. Liam: Boa pergunta, Cristiane. Sim, eu fui um babaca quando Chay nasceu. Não me permiti me aproximar dele por causa da relação ruim que sempre tive com seu pai biológico. (Mel aperta minha mão, sensibilizada. Eu a olho agradecido). Mas, tudo mudou quando tive a chance de conhecer melhor o homenzinho. (eu rio um pouco, relembrando nossas primeiras interações. Ele todo protetor com sua

mãe). Eu amo aquele moleque e ele é meu filho. Chay me fez muito feliz quando me chamou de pai a primeira vez. Não houve pressão. Isso partiu dele e só posso dizer que o homenzinho me tem no bolso depois disso. (risos da plateia). Ele é meu filho e isso nunca vai mudar. Quanto à chegada do bebê, já conversamos muito com Chay. É claro que tem os ciúmes que toda criança em sua idade tem quando chegam os irmãos, mas, estamos bem com isso. Todos serão meus filhos e os amarei sem distinção. Mona: Mais uma dos grupos do Facebook. Mel, a Andrea Ribeiro, diz que todos já perceberam que está rolando algo entre Elijah e Sara, sua irmã e nova assessora da banda. Como se sente sobre isso? Eles têm seu apoio? Mel se remexe no assento. Cacete, mais uma pergunta capciosa. Elijah e Sara estiveram envolvidos, mas, estão separados agora. Se estiverem pensando que o meu parceiro fez merda, acertaram em cheio. O idiota meteu os pés pelas mãos e Sara rompeu com ele. Mas, tenho um pressentimento de que eles vão se acertar em algum momento. Os dois formam o casal mais disfuncional que já vi na minha vida, mas, há algo mais lá. Todos em volta já perceberam. Falta apenas os dois teimosos se convencerem disso. Mel: Obrigada pela pergunta, Andrea. (ela ri fracamente). Eli e Sara estavam envolvidos, de fato, mas, decidiram seguir caminhos separados, infelizmente. (Mel ainda está chateada com as proezas de Elijah). Há um grande Oh na plateia com a confirmação das especulações da mídia. Mona: Que pena. Eles são lindos juntos. (ela franze os lábios, ou tenta, uma vez que o Botox impede a ação). E estamos encerrando a entrevista do ano! (ela sorri amplamente para a câmera. Fale sobre uma mudança de humor...). Liam e Mel, Gracy Ursulino também dos grupos do Facebook, pergunta se vocês planejam ter mais bebês? E se tiverem uma menina, como Liam lidará com o assédio à sua princesinha? Mel e eu abrimos risos amplos. Fechando em grande estilo. Liam: Boa pergunta, Gracy. Sim, planejamos ter mais um pelo menos. (Mel sorri. Ela ficou meio paranoica com sua bunda nessa gestação. Por mais que eu diga que é a coisa mais deliciosa e perfeita que já vi e... Comi, ela não se convence. Mas, eu aprecio que ela queira se cuidar e ficar bonita para mim). Se for uma menina os bastardos terão que passar por três roqueiros fodões para chegar até ela. (meio que rosno essa última parte e todos caem na risada). Mel: Você ouviu meu marido, Gracy. (ri suavemente, a visão da boquinha linda se curvando causa uma agitação familiar em minhas calças. Ela estreita os olhos ligeiramente para mim, lendo minha expressão de: você está me deixando duro, baby. Eu limpo a garganta e me forço a olhar à plateia para conter a empolgação do grande soldado). Sim, gostaríamos de ter mais um, de preferência, uma menina. Já temos testosterona suficiente em casa. (mais risos). Cinco meses depois... Seria muito veadinho se eu dissesse que me casei com ela no final de uma linda e ensolarada tarde de verão, sob um pôr do sol magnífico? É, eu sei, muito veadinho. Mas, porra, foi exatamente assim. A tarde perfeita. O dia perfeito. A mulher mais perfeita. Isso foi apenas há apenas algumas horas. Eu ainda estou entorpecido, emocionado pra caralho desde o momento em que ela andou em minha direção no braço de seu pai. Pedro a levou até a metade do caminho e entregou-a para Chay para completar o percurso. Isso quase me fez desmoronar na frente dos convidados. Nosso filho, entregando-a para mim é algo que nunca vou esquecer. O homenzinho estava todo alinhado em seu mini smoking e um sorriso orgulhoso no rosto. Eu cantei Irresistível, sob os acordos suaves da guitarra de Elijah, enquanto ela flutuava para mim. Mel

chorou o trajeto inteiro, tornando quase impossível manter o tremor fora da minha voz. Apenas o fato de ser um profissional me fez não sair do maldito tom. É, a Srª Stone pega pesado. Não poupei gastos para fazer toda a porra sentimental para ela. O casamento dos sonhos em nossa Ilha em Montana. Tendas foram montadas no jardim e o altar foi erguido no limiar com a areia branquinha da praia do lago que circunda a propriedade. O jardim estava repleto de convidados a esperando. Foi surpresa total pela cara chocada que fez quando pisou no tapete vermelho. Ela realmente achou que depois do primeiro casamento apressado em Las Vegas, eu faria uma cerimônia pequena desta vez? Sem chance, baby. Havia mais de duzentos convidados, entre familiares, amigos próximos e parceiros da gravadora. Preparei tudo com a ajuda de Sara. Quando digo preparei, entenda-se que apenas preenchi cheques gordos – obesos, na verdade - para que minha cunhada contratasse os melhores serviços. Só o melhor para a minha mulher. Ela merece a porra do mundo todo a seus pés, depois de lidar com a minha merda e nunca fraquejar. Não sei como conseguimos prosperar em meio a tanta turbulência, mas, foi exatamente isso que fizemos. Nós prosperamos. Cada dia que passamos juntos só reforça o amor imenso que sentimos um pelo outro. Quando ela andou para mim eu me senti a porra do SuperHomem e prometi internamente que cuidaria dela com todo o meu coração para sempre. Seu vestido foi a porra do ponto alto do meu dia. Era uma mistura romântica e sexy refletindo a sua personalidade. Cetim branco com delicadas e minúsculas rosas vermelhas desenhadas por todo o torso e a saia longa no estilo sereia. Porra, ela estava deliciosa! O modelo tomara que caia se ajustava aos peitos volumosos por causa da amamentação e eu tive um momento difícil para disfarçar meu pau duro, enquanto tentava abrir meu melhor sorriso para meu sogro. Sensuais luvas vermelhas iam até os seus cotovelos. Seu buquê era uma mistura de rosas brancas e vermelhas. Os olhos amendoados bem maquiados brilhavam emocionados, os últimos raios de sol deixando evidentes os pontos dourados e verdes. Os cabelos estavam soltos em cachos, um arranjo de flores em forma de coroa a deixou com ar adolescente. Linda demais. Quando trocamos as alianças estávamos os dois derramando lágrimas abertamente. Tivemos atenção dobrada com os paparazzi. Apenas os fotógrafos contratados estão autorizados a divulgar as fotos. Todos os convidados tiveram que assinar um termo de confidencialidade. Nenhum de nós queria nossos momentos sendo espalhados indiscriminadamente pela mídia ou redes sociais. A noite desceu, mas, a festa continua lá embaixo. Os caras da The Horses nos presentearam com o show. Acho que o Cash arrasta uma maldita asa para a minha mulher. Não que o bastardo seja desrespeitoso ou algo do tipo. O idiota só parece encantado, deslumbrado cada vez que a olha. Não posso realmente culpá-lo, embora. Mel é fascinante. Mas, o bastardo que procure a sua, porque essa mulher nasceu para ser minha. Eu rio um pouco para o meu ciúme porque contra todas as probabilidades, construímos uma boa relação com a convivência de perto. Nossas bandas estão se dando bem depois que todo o mal-entendido foi esclarecido. Isso me faz lembrar de Jess, infelizmente. Ela foi condenada a um ano de reclusão. Sua sentença saiu no mês passado. Os advogados entraram com recurso e conseguiram reduzir para seis meses de reclusão e o restante de serviços comunitários. Essa página já foi virada. São quase onze da noite. Hora de ir ao encontro da minha mulher. Um sorriso enorme se espalha na minha boca com a expectativa das núpcias. Passamos a semana longe devido a compromissos da DragonFly no Canadá. Foram os últimos shows do semestre. Vamos tirar dois meses de férias. Bem, eu pelo menos estou saindo em lua de mel com minha mulher e filhos. Não contei aos caras qual o nosso destino, ou os idiotas sem consideração eram bem capazes de aparecer por lá. Eu sorrio dos meus pensamentos e acaricio o corpinho rechonchudo no berço. Ele sorri para mim, os olhinhos azuis brilhando, os bracinhos se agitando. Meu peito fica todo mole a cada vez que faz isso. Meu filho. Eu pensei que a maior adrenalina que senti era quando estava no palco. Eu estava errado.

Pegar meu filho pela primeira vez nos braços foi algo que me jogou na lona. Eu chorei. Sim, eu não tenho vergonha de dizer que chorei como uma mulherzinha, caralho. Mel não ficou atrás. Ela se debulhou em lágrimas assim que o debrucei sobre o seu peito. Ficamos os três chorando, pois o pequeno não parava de se esgoelar. Um vocalista, a julgar pela força dos pulmões. ― Hei, garotão... ― sussurro e o pego nos braços. Ele ri mais, quanto o mantenho bem perto do meu rosto. ― Pequeno roqueiro. Sentiu saudades do papai? Hum? ― ele enfia os dedos na boca e chupa com vontade. Eu sorrio bobo. ― Oh, você quer a mamãe? Você também não pode ter o suficiente dela, não é? ― Liam sorri como se entendesse cada palavra. Sim, Mel me surpreendeu com a escolha do nome e eu, porra, chorei mais ainda na frente da equipe médica. Ela pega pesado pra caralho. Nosso filho nasceu de parto natural apenas três horas depois que chegamos à clínica. Liam tem dois meses agora. Apenas dois meses, mas, já nos tem a todos enrolados em seu dedo mindinho, inclusive Chay que não sai de perto do irmãozinho. ― Eu te entendo, filhão. Ela é linda, não é? Uma porra incrível. Sua mãe é... ― Baby, não fale palavrões para nosso bebê ― sua voz suavemente divertida me fez virar a cabeça. Ela está parada no limiar da porta do quarto. Já trocou de roupa. Nós subimos para colocar o Chay caindo de sono na cama e nos preparar para as núpcias há uns vinte minutos, mais ou menos. Temos duas babás que se revezam entre Chay e o bebê, embora o homenzinho nunca vá admitir que precise de uma babá. Ele diz que ajuda as duas cuidarem de Liam. Tão esperto aquele moleque. ― Se não quer eu fale palavrões não deve aparecer vestida assim para mim, baby... ― rosno, meus olhos comendo cada centímetro delicioso da pele morena, com um leve bronzeado recémadquirido. Ela sorri, sedutora, atrevida e adentra o quarto fechando a porta. Seu penhoar é branco imaculado, com umas merdas sexys, parecendo penas nas laterais e nos punhos. Minha boca enche de água imaginando o que está por baixo. Meu riso de lobo se escancara quando chega mais perto. Eu inalo seu cheiro, lambendo os lábios. Ela sorri mais amplo, meneando a cabeça para a minha luxúria descarada. Seus olhos desviam para nosso filho. Eles alternam entre nós. Ela adora me ver segurar nosso pequeno. Seus olhos amolecem quando toca a cabecinha coberta de penugem loira de Liam. ― Lindos... Tão parecidos, baby... ― sussurra, olhando-nos com adoração brilhando nas íris amendoadas. ― Ei, meu amor, sentiu falta da mamãe? ― ela sorri amorosa, focando sua atenção no bebê. ― Eu vejo que sim! ― exclama ao vê-lo chupando os dedos com desespero total. Ela o toma devagar dos meus braços e anda até a poltrona reclinável que usa para amamentar. Desnuda um seio cheio, suculento e eu mordo o lábio com a visão. ― Oh, pequeno guloso! ― reclama e gargalha quando o bebê ataca o peito com ânsia. Tal pai, tal filho... Eu sorrio e encosto o ombro à parede, me perdendo na cena pela próxima meia hora. Mel alimenta o pequeno esfomeado, conversando com ele o tempo todo. A porra da visão mais linda em minha opinião. Ver sua mulher amamentar seu filho é algo primitivo. Uma gama de sentimentos possessivos vibra em cada célula do meu corpo quando os vejo assim. Talvez eu escreva algo sobre isso... Ela recoloca o pequeno corpo adormecido no berço quando termina. Me junto a ela e ficamos os dois admirando a vida que criamos juntos. Ela se debruça e o beija com carinho na cabecinha. Faço o mesmo. Eu a sigo para fora. O corredor está semiescuro e o tecido branco se destaca mais. Ela solta um gritinho surpreso quando puxo suas costas contra meu peito e a empurro na parede. ― O que tem aqui embaixo, baby? ― ronrono, beijando e mordendo sua nuca. Minhas mãos deslizando pelas laterais do corpo perfeito. Ela geme e empina a bunda, esfregando em meu pau duro. ― Safada... ― rosno e puxo seus cabelos, arqueando seu torso, moendo bem no meio do traseiro firme. ― Já é seguro gozar em sua boceta? ― sussurro em sua orelha, puxando seu lóbulo com os dentes. Ela ofega, abrindo mais as pernas, me encaixando no meio da bundinha. ― Tem ideia do quanto estou louco

para gozar na minha bocetinha? Te dar cada gota da minha porra? ― Oh, Deus, baby... ― reclama, pendendo a cabeça para um lado me deixando chupar seu pescoço, marcando-a. ― Sim, estou tomando a pílula que o médico receitou... Eu mordo seu ombro. Ela estremece contra mim. A giro nos braços e rio safado, nossos olhos famintos, trancados na semiescuridão. Eu brinco com ela da forma que a deixa louca. Rio mais quando mia, me implorando para beijá-la. Eu faço. Tomo a sua boca num beijo voraz. Ela abre os lábios ansiosamente, a língua lambendo a minha, arrancando um rosnado da minha garganta. Minhas mãos descem pelas costas esguias e cravam na bunda, levantando-a. Suas pernas me abraçam rapidamente pelo quadril. Nós dois gememos com o contato de nossos sexos. Eu a bato contra a parede, comendo sua boca, chupando avidamente sua língua. Ela se esfrega em meu pau, me torturando. ― Eu poderia comer você bem aqui... ― ronrono em sua boca. Ela respira com dificuldade. ― Você quer, baby? Todos estão na festa... Ninguém veria você aqui, tomando todo o meu pau, assim, cavalgando duro, gostoso... ― minhas palavras sujas a fazem se lamentar. Eu rio. ― Sim, você gostaria disso, minha gostosa. Você não consegue me negar nada, não é? ― Não. O que você quiser é seu, baby... ― ela chia, enquanto continuo a moer em sua boceta, prensando-a na parede. ― Embora a ideia me deixe com um tesão do caralho, prefiro foder você em nosso quarto ― rio malvadamente. ― Ao menos enquanto a casa estiver cheia de gente... Nos levo para o nosso quarto. Entro com ela pendurada em mim. Rimos quando quase caímos tentando trancar a porta. Atravesso o quarto iluminado com velas. A deixo escorregar pelo meu corpo até o chão. Seus braços se mantêm em meu pescoço. ― Foi tudo tão perfeito, baby ― diz-me baixinho, os olhos brilhantes, cheios de amor. ― Perfeito, baby ― coloco uma mecha de seu cabelo atrás da orelha. ― Como você ― sussurro e beijo o canto de sua boca. ― Quero dançar com você ― ela sorri e acena. ― nus ― rio lentamente e me afasto para ligar o sistema de som. Coloco uma pasta selecionada. Jason Mraz é o primeiro com Love Someone. Ouço sua risada suave aprovando a escolha. Eu ando até o balde de gelo com seu vinho favorito e champanhe. ― Tire a roupa para mim, baby ― peço, prendendo seu olhar, enquanto abro a garrafa de champanhe. Ele geme baixinho e me dá a porra de um show, deslizando o penhoar e depois as alças da camisola branca e transparente. Eu quase me perco na tarefa ao ver a bocetinha lisa, as coxas torneadas. A barriguinha ainda levemente côncava pela gestação. ― Linda... ― elogio e sirvo as duas taças. Seguro seu olhar, me livrando das calças do pijama. Meu riso arrogante se abre com sua inspeção faminta. A boquinha linda fica entreaberta, os olhos cravados em meu pau muito duro agora. Aproximome mais e entrego sua taça. Enlaço sua cinturinha com um braço. Ela me enlaça pelo pescoço com o braço livre. Tomamos um gole, olhando o outro sobre a borda. Nos movemos devagar. Love Someone (ama Alguém) Love is a funny thing (O amor é uma coisa engraçada) Whenever I give it, it comes back to me (Sempre que o dou, ele vem de volta para mim)

And it’s wonderful to be (E é maravilhoso) Giving with my whole heart (Estar dando com todo o meu coração) As my heart receives (Enquanto meu coração recebe) Your love (seu amor) ― Eu amo dançar com você assim, Sr. Stone ― ela sussurra, levantando o rosto para me olhar de perto. ― Vamos dançar assim sempre. Para sempre ― murmuro de volta. ― Isso entre nós nunca vai acabar, Mel. A cada ano que passarmos juntos só ficará mais e mais forte, baby. ― Baby... ― ela suspira, emocionada. ― Você sempre dizendo as coisas mais lindas, superstar ― sorri, as lágrimas ameaçando derramar. Tomamos mais um bom gole e guardamos as taças sobre a mesinha de centro. Meus braços se fecham à sua volta e ficamos assim, nos olhando e dançando suavemente, viajando na letra. Oh, ain't it nice this life we've found each other? (Oh, não é bom termos um ao outro nesta vida?) I am right beside you (E estou ao seu lado) More than just a partner or a lover (Mais do que apenas um parceiro ou um amante) I’m your friend (Eu sou seu amigo) ― Eu amo você ― ela diz com voz embargada. ― Você é o meu tudo. Eu amo tudo que construímos até aqui e tudo que ainda vamos construir. Sinto-me a mulher mais amada do mundo. ― Você é, baby ― murmuro em sua boca. A levanto de novo, forçando-a a me abraçar com as pernas. ― A mulher mais amada na porra do mundo todo ― rosno antes de reivindicar sua boca num beijo que se torna urgente rapidamente. Nos agarramos e moemos gostoso. Nossa dança se torna erótica, sexual, crua. Eu chupo e mordisco seus lábios. Ela está ofegando, líquidos jorrando de sua boceta direto no meu pau. Cacete, uma semana separados está cobrando seu preço. Eu rio da sua fome e desço a exploração pelo pescoço. Suas costas arqueiam quando minha língua lambe um seio, circulando o mamilo. Rosno e fecho a boca, mamando, me esbaldando em sua comissão de frente turbinada. Ela está gemendo de boca aberta, me montando à procura do atrito no ponto certo. A firmo pela cintura com um braço e me alinho em sua entrada escorregadia. Seus olhos seguram os meus e ampliam à medida que vou puxando-a para tomar cada polegada do meu eixo grosso. ― É isso que você quer, minha delícia? Hum? ― ela geme, tentando se ajustar e me engolir mais. ― Toma, porra! Toma tudo! ― A puxo com força, esticando-a à minha

volta, obrigando-a a me tomar até o punho. ― Ohhh! Liam... Baby... ― choraminga. Enfio a mão livre em seus cabelos da nuca e puxo sua boca para a minha. Ficamos respirando em rajadas curtas nos lábios um do outro e pegamos ritmo, fodendo duro. Eu a puxo, enquanto estoco com força, indo até o talo. Ela cruza as pernas em minhas costas e me cavalga gostoso pra caralho. Estamos suados em segundos, gemendo, estocando, moendo, buscando nosso prazer com voracidade. ― Vem, baby, goze em mim... ― pede, com voz entrecortada, entre arfadas trêmulas. Seu corpo está todo aberto, me deixando tomar tudo dela. ― Goze em mim, baby! ― grita e se desfaz, gozando, molhando todo o meu pau. ― Porra, sim, baby! Molhe todo o meu pau, amor! Linda, porra! Ahhhhh! Oh, merda! ― eu rosno, metendo enlouquecidamente em seu canal apertado. ― Estou gozaaaaaando, Mel! Deus, que gostosa... ― urro alto, comendo-a, gozando duro. Jatos e jatos de esperma jorrando em suas paredes, me deixando fraco das pernas. Dois meses sem gozar assim, enchendo-a, estava me deixando louco. Nos perdemos em lamúria sensual, murmurando o quanto nos amamos e nos beijamos, moendo, montando os últimos picos do orgasmo. Nossos corpos estremecendo em espasmos secundários do prazer arrebatador. ― Vem, baby, vamos continuar isso na cama. Estou louco de saudade. Maluco, porra ― rosno ofegante, entre beijos. Ando devagar, com ela ainda empalada em mim e nos deito com cuidado na cama coberta de pétalas de rosas. Eu amo fazer essas merdas românticas para ela. Vou viver para isso, fazê-la feliz. When you love someone (Quando você ama alguém) Your heartbeat beats so loud (Seu coração bate tão alto) When you love someone (Quando você ama alguém) Your feet can’t feel the ground (Seus pés não sentem o chão)

CAPÍTULO VINTE

Melissa Um ano e dois meses depois... ―Liam? Mel? Uma palavra para os fãs do Brasil, por favor! ―Como é voltar para o Rock In Rio, agora como uma família? ―É verdade que estão grávidos de novo? ―Quantos dias vão ficar no Brasil? ―Há rumores de que a DragonFly vai fazer uma pausa dos shows após o Rock In Rio. Isso é verdade, Liam? As perguntas são jogadas numa torrente sem fim, enquanto os flashes espocam em nós. Liam sorri e acena com nosso pequeno gorducho e sorridente nos braços. Chay está eufórico segurando a minha mão. Greg e mais quatro seguranças estão guardando nossos lados para impedir que os intrusos se aproximem muito. As babás nos seguem mais atrás. Elas já estão acostumadas com todo o tumulto quando viajamos. O comboio nos acompanha ainda fazendo perguntas. A saída para voos privados do aeroporto Tom Jobim está interditada, por isso tivemos que usar a convencional e agora estamos aqui sendo bombardeados pela imprensa brasileira. Ainda é um mistério para mim como eles conseguem saber exatamente onde nos encontrar. Bem, como já devem ter percebido, estamos no Rio de Janeiro para a apresentação da DragonFly no Rock In Rio. ― É maravilhoso voltar ao Rio ― meu marido para e responde à eles, que amontoam microfones em seu rosto. Liam sorri, batendo a mãozinha rechonchuda nos microfones e gravadores. Os repórteres riem. ― Não é, filhão? ― Liam se derrete beijando a cabeleira loira do nosso pequeno. Eles são tão parecidos. Eu fico toda boba vendo-os juntos. É muito sexy ver um roqueiro todo tatuado se derretendo com um bebê nos braços. Os paparazzi sempre nos perseguem implacáveis em busca de fotos dele e de nossos filhos. Liam é um pai dedicado e amoroso com os dois. Nunca deixamos Chay se sentir deixado de lado após o nascimento do irmãozinho. ― Estou muito feliz em voltar aqui com a minha família ― e comprovando meu último pensamento, ele puxa Chay para mais perto com seu braço livre e eu o abraço do outro lado. Os repórteres e paparazzi não perdem tempo nos esquadrinhando em fotos e mais fotos. ―Como foi a turnê pela América do Norte? Uma morena bonita o interroga. Liam sorri no modo rock star fodão. ― Foi perfeita como todas as turnês DragonFly ― diz e me encara. Mesmo usando óculos escuros eu sei exatamente a expressão nas safiras azuis apenas pelo semblante suave. ― Foi muito longa, no entanto. Eu e os caras estamos acabados ― todos riem. ― Além disso, senti muita falta da Mel e dos meus filhos. Agora só quero descansar e curtir um pouco com eles antes de subirmos ao palco do Rock In Rio. ―O que os fãs podem esperar para esse show? Outra repórter questiona com olhos brilhantes, devorando meu marido aberta e descaradamente. Eu me contenho para não ser deselegante. Liam sorri do seu jeito charmoso e ela fica vermelha. Eu quero revirar os olhos, mas, em vez disso me

mantenho sorrindo simpática, a imagem da mulher confiante e nem um pouco ciumenta. É, eu venho aprimorando essa imagem porque quando você tem um marido como o meu, você tem que fechar os olhos e ouvidos para muitas coisas. Vocês não têm ideia de como há fãs completamente loucas. Nas turnês as groupies são muito ousadas, elas avançam sem nenhuma consideração por quem está ao lado do seu alvo. E devo dizer que mesmo meu marido deixando claro para o mundo inteiro que é casado, isso não é o suficiente para parar as vadias de plantão. Houve uma vez que a recepcionista de um hotel famoso tirou fotos nua na suíte em que Liam estava hospedado para um show na Cidade do México. A cadela vendeu para os tabloides insinuando que Liam transou com ela durante a sua estada. Eu não acreditei nisso em nenhum momento. Estava na cara que a puta sem noção queria alguns minutos de fama. Liam processou o hotel e a vadia, que acabou perdendo o emprego e ainda foi perseguida e desmoralizada nas redes sociais pelos fãs da banda. Viram? As turnês são uma loucura. Não pensem nem por um momento que é fácil ser mulher de um roqueiro famoso. Nem vou mencionar a quantidade de calcinhas e outros artigos íntimos que as vagabundas tentam entregar para Liam e os caras. Nem mesmo Greg escapa do assédio. Sara, que é muito mais esquentada do que eu, sempre está colocando uma piranha em seu devido lugar. Se estiverem pensando que minha irmãzinha e Elijah estão juntos, então, acertaram. Eles se casaram antes da turnê da América do Norte, há mais de dois meses em uma cerimônia linda. Eli foi um babaca no começo, mas, Sara o fez rastejar depois. Bem, essa história não é minha para contar, tudo que posso adiantar é que os dois tiveram momentos conturbados, isso para dizer o mínimo, mas, agora estão felizes juntos. Liam tinha razão quando disse que Sara seria a única a domar seu parceiro. Quanto a mim e Liam, temos fortalecido nossa relação a cada dia que passamos juntos. Eu tento participar de todas as turnês e shows, porém, nem sempre é possível agora que Chay está frequentando a escola normalmente. No entanto, meu marido jamais me dá motivos para ficar insegura quando está lá fora sendo o rock star quente e desejado por milhares de mulheres. Ele é meu. Sempre volta para casa cheio de amor e saudade. Não posso reclamar, nossa vida sexual ainda é tão intensa como no começo. Sempre o recebo com algo especial quando retorna. Às vezes ele também me surpreende voltando nas folgas entre os shows. ― Uma performance muito especial, podem ter certeza ― a voz empolgada de Liam me puxa dos meus pensamentos. ― Eu e os caras amamos nos apresentar aqui e já estávamos morrendo de saudade do calor dos fãs brasileiros ― mais perguntas são feitas, mas, ele se apressa em encerrar: ― obrigado por nos receberem, mas, precisamos ir agora. Eu rio. Liam é sempre tão diplomático com a imprensa. Ele está exausto da turnê, ainda assim parou para falar. Eu amo isso nele. A banda chegou ontem à tarde em LA depois de quase dois meses fora. Eu e as crianças só ficamos com ele por três semanas aproveitando as férias escolares de Chay. Ter que voltar para casa e deixá-lo no meio da turnê foi doloroso para todos nós. Chay ficou inconsolável e o pequeno Liam se agarrou ao pai numa crise de choro e birra que levou o voo quase inteiro para conseguir acalmálo. Ainda bem que teremos duas semanas para curtir nosso rock star antes da apresentação no Festival. Vamos passar duas semanas com os avós de Liam em Seattle após o Rock in Rio e depois voltaremos para casa. Com a correria dos últimos meses tudo que meu marido quer é ficar em casa conosco. Quando atravessamos as portas, há uma pequena multidão de fãs do lado de fora do aeroporto. É, não conseguimos mesmo viajar incógnitos. Acenamos e sorrimos para eles antes de entrarmos na enorme e reluzente limusine à nossa espera. Greg toma o lugar do motorista, enquanto os outros seguranças cuidam da nossa bagagem e ocupam o Range Rover logo atrás de nós com as babás. Liam acomoda nosso pequeno conversador em sua cadeirinha no banco em frente ao nosso. Chay senta do lado do irmão. Liam vem para o meu lado. Suspiro de alegria quando o carro sai para o trânsito, meus olhos se familiarizando com a minha cidade, minha terra. É a primeira vez que voltamos aqui depois que

fomos embora há dois anos. Liam e eu, quero dizer. Chay já esteve aqui duas vezes nesse período para ver Lúcia. Nosso filho ama a avó e nós não vamos privá-lo de vê-la quando quiser. Ela o ama também. Raul e Chay são as duas únicas pessoas a quem Lúcia abriu o coração, desconfio. Eu não tenho falado além do necessário com ela depois das asneiras que falou para a imprensa na ocasião em que Liam esteve hospitalizado. Parece tudo tão distante agora. Nós vencemos. Lágrimas me vêm aos olhos ao relembrar tudo que tivemos que enfrentar para ficar juntos. Eu me viro para Liam que está olhando para mim, os óculos enfiados na gola em v da camiseta branca. Ele sorri e pega a minha mão na sua, entrelaçando nossos dedos. Eu retiro os meus óculos e sorrio de volta, inclinando-me em sua direção, completamente hipnotizada pelos olhos azuis brilhantes. ― Você sente saudades, não é? ― sussurra ao ver meus olhos marejados. ― Sim, muito, especialmente porque meu pai ainda está aqui ― murmuro, beijando-o de leve nos lábios. ― Mas, minha vida é com você e nada me faz mais feliz, baby. Ele sorri com a minha declaração, a mão livre vindo para minha face. ― Porra, senti tanto a sua falta... ― respira em minha boca. Olhamos para Chay que felizmente está com os olhos presos na tela do seu celular, provavelmente jogando. ― Hoje à noite, baby... ― sorri baixinho, rouco, safado e morde meu lábio inferior. Eu me seguro para não gemer. Hoje é aniversário do nosso primeiro casamento em Vegas. Nós comemoramos no ano passado. Liam me levou em um club vip e extravagante de Los Angeles. Ficamos em uma sala privada e foi lindo, delicioso como fizemos na boate em Vegas. ― O que você está planejando, superstar? ― provoco-o. Seu riso sedutor e sem vergonha se amplia lentamente. ― Na verdade, já está planejado, baby ― ele pisca antes de se afastar me deixando curiosa e excitada. Cerca de quarenta minutos depois chegamos ao nosso destino, uma mansão que a banda alugou na Barra. Os caras e suas respectivas esposas e namoradas chegarão no fim da semana. É isso mesmo, o único que ainda não tem as bolas completamente presas como diria Eli, é Sean. Mas, o casório já está marcado para outubro. Ele permitiu que Eva se dedicasse à carreira, uma vez que sua banda estava apenas começando quando se conheceram. Agora que elas também garantiram seu espaço no meio musical os dois vão oficializar a união. Os caras ainda tinham compromissos publicitários em LA, por isso ficaram para trás. Liam quis vir logo para me dar mais tempo com o meu pai. Meu marido não é lindo? Meu pai nos visitou no final da tarde quando já estávamos descansados da viagem e me surpreendeu quando chegou com Amélia, sua assessora de anos a fio. Ele não me disse nada diretamente, mas, estava claro em seus rostos que estão envolvidos além do profissional. Sara vai ficar nas nuvens quando vir isso. Nosso pai ainda é um sessentão lindo. Sara costuma dizer que ele é um coroa gostoso. Tão atrevida minha maluquinha. Estou feliz por ele. Já era hora de ter alguém para algo mais que aventuras. ― Onde estamos indo, baby? ― pergunto pela décima vez enquanto o carro desliza pela orla de Ipanema. ― É surpresa, baby. Pare de ser ansiosa ― Liam sorri me olhando de soslaio enquanto dirige o Range Rover.

Entramos no Leblon e minhas suspeitas se confirmam quando ele puxa para a garagem da cobertura tríplex onde ele esteve hospedado há dois anos. Onde tudo começou. Foi aqui que fizemos amor pela primeira vez. Foi aqui que nos descobrimos apaixonados. ― Você alugou a cobertura? ― sussurro quando ele abre a minha porta e estende a mão para me ajudar a sair. ― Mmm ― diz com o sorriso travesso que bem conheço. ― Na verdade, eu a comprei. ― Você comprou? ― minha voz é baixa e meio embargada. Deus, ele faz as coisas mais bonitas e doces para mim. Toda mulher deve ser amada assim. ― Baby... ― Esse é o lugar onde eu a tive pela primeira vez. Nossas memórias estão lá dentro, baby. Eu quero preservar isso ― diz me puxando pela cintura e nos conduzindo para o elevador. Quando ele abre a porta da cobertura minha boca cai aberta. Meu queixo vai ao chão com o que vejo. Caramba! Estão todos aqui! ― Finalmente, Stone! Já íamos começar a festa sem vocês ― Eli diz agarrado firmemente na cintura de Sara que está rindo para mim, ou de mim, já que todos me enganaram. Liam resmunga um palavrão e me abraça por trás, instigando-me a andar pela sala lotada até o bar, onde os caras estão todos empoleirados com suas mulheres. O DJ começa a tocar um dance e os convidados se agitam para o meio do salão improvisado. Caramba! De onde saiu tanta gente? Meus olhos correm pelo espaço e há fotos minhas e de Liam espalhadas pelas paredes. Fotos do nosso tempo aqui. Meus olhos param em uma que estou olhando-o embevecida. Ele tem razão, essas paredes guardam o nosso começo. O jogo de iluminação deixa tudo com clima de boate. Eu estou lutando para não chorar e borrar a maquiagem. ― Você gostou, baby? ― Liam sussurra em meu ouvido. Eu giro em seus braços e o envolvo pelo pescoço, nossos olhares se encontrando. ― Eu amei ― coaxo, emocionada. ― Eu amo tanto você. Eu estava pensando que toda mulher deve sentir isso ao menos uma vez na vida ― seu olhar amolece, digitalizando meu rosto. ― Ser amada da forma que você me ama. Sou tão feliz, baby. Tão feliz. ― E eu sou feliz fazendo você feliz, meu amor ― sussurra e nossas bocas se tocam num beijo delicado. Vaias e assovios partem dos caras. Sorrimos e Liam aprofunda o beijo me levantando do chão fazendo um show de exibição. Mais gritos no salão e eu derreto completamente em meu marido. Uma das mãos desce atrevida, apalpando minha bunda. ― Felicidades aos pombinhos! Tequila, irmãos! ― Collin grita e os outros o seguem. Selena sorri se aconchegando mais ao marido. ― Vamos agitar isso aqui, porra! ― Sean berra e planta um beijo na boca de Eva. ― É isso aí, cães sarnentos! ― Paul sorri, puxando Carlie mais para perto. ― É disso que estou falando, body shot, porra! ― Eli bate a mão no balcão. Em um segundo mulheres chegam para perto. Sara que está aninhada à sua frente, gira a cabeça para encarar o marido. ― Você quer ficar sem suas bolas, baby? ― diz muito docemente, seu olhar fuzilando-o. Ele sorri amplamente e diz para as moças que estão praticamente salivando para participar da brincadeira:

― Desculpem, senhoras. Minha mulher é muito ciumenta ― Sara dá uma cotovelada em suas costelas. ― Au! Pequena fada, acalme-se ― ele gargalha, beijando seu pescoço. Ela bufa, mas, sorri, inclinandose, dando-lhe mais acesso. Eli sussurra algo em seu ouvido. Os olhos de minha irmã brilham lindamente e ela vira a cabeça, suas bocas se encontrando num beijo pra lá de escandaloso. Uau! As moças se afastam e ficamos apenas nós rodeando o bar. O barman coloca uma garrafa de tequila, fatias de limão e sal sobre a bancada. Liam me olha de lado, o sorriso safado curvando os cantos de sua boca. Eu sei o que está lembrando. Estou usando um vestido preto bem parecido com o que usei na primeira festa aqui há dois anos. De alças bem finas e um decote bem generoso nas costas. Eu amo decotes e amo muito mais a reação de Liam quando me vê neles. Sandálias pretas de tiras fazem o efeito nas minhas panturrilhas. Não foi fácil voltar à forma depois de dar à luz ao nosso bebê, mas, com a ajuda de uma personal trainer eu consegui. Para falar a verdade, meu corpo está muito mais tonificado e firme agora. Sem desviar o olhar do meu ele pega uma fatia de limão e a coloca em minha boca. Meu olhar está dizendo: o que você vai fazer, baby? Ele apenas sorri, enchendo um copo. Seu lábio inferior está preso entre os dentes brancos, certinhos, me fazendo desejar ser mordida em todas as partes do meu corpo. Seu rosto tem uma expressão lasciva que me acende e me deixa quente mesmo antes de provar a bebida. ― Se vire sobre o balcão, baby ― sussurra e uma onda quente se espalha em minha barriga com seu tom e olhar sexys. Ele está espetacularmente belo esta noite. Usa uma camiseta azul marinho de mangas compridas puxadas até os cotovelos. O tecido fino se ajusta ao seu torso tonificado e musculoso me deixando salivando só de olhar. As calças jeans escuras são ajustadas e ele usa um par de botas estilo rock star quente. Meu marido parece bom o bastante para comer. Seu sorriso sacana se amplia, parecendo ler meus pensamentos nada comportados. Eu faço o que me diz sob nova onda de vaias e assovios dos caras quando percebem o que seu companheiro exibido vai fazer. Inclino-me e seguro o balcão. ― Você sabe o quanto amo esses decotes indecentes do caralho, não sabe, minha gostosa? ― ronrona no meu ouvido e eu estremeço quando lambe o lóbulo antes de se afastar. Suas mãos cravam na minha cintura e ele arqueia meu corpo, empinando meu traseiro. Posso senti-lo endurecendo, roçando na minha bunda. Eu gemo baixinho. Ele ri e desliza as mãos num passeio lento, torturante pelas minhas costas nuas. Minha pele arrepia. A batida do som é alta, sexy e estou pulsando junto quando seus lábios macios seguem o rastro das mãos, beijando levemente, apenas provocando-me. Fecho os olhos me deliciando com seu jogo sensual. ―Linda ― sussurra na minha orelha e minha calcinha molha. Afasta meus cabelos por cima do ombro, deixando o caminho livre para sua boca explorar meu pescoço. Seus dentes raspam a pele delicada de forma obscena e mais líquidos jorram na minha vagina. Oh, rapaz... ― É isso aí, Stone! ― Eli grita. Mais palavrões são berrados pelos caras. Abro os olhos e vejo que ganhamos atenção. O bar está rodeado de curiosos em segundos. Homens, mulheres, todos rindo e incentivando Liam a continuar o show. Olho meu marido exibicionista por cima do ombro e ele sorri, me oferecendo uma piscada pra lá de safada. Ele acaricia minhas costas outra vez, devagar, sem tirar os olhos dos meus. Há luxúria, tesão, amor e adoração nas piscinas azuis e isso me embriaga além da conta. Liam dedilha minha coluna e vai para baixo, seus dedos ameaçando se infiltrar pela base do decote na parte baixa das minhas costas. Eu ofego e ele sorri perversamente, subindo outra vez, me torturando um pouco mais. Ele estende a mão e Collin passa-lhe o sal. Seus dedos puxam a alça do meu vestido para baixo e salpica o sal em meu ombro nu. Estou ofegando e gemendo vergonhosamente quando sua língua morna me lambe de forma indecente, seu olhar azul preso ao meu o tempo todo. Ele vira o shot e se inclina, totalmente sobre as minhas costas, chupando o limão e minha boca juntos. Gritos e ovações soam acima da música. Os caras estão soltando palavrões e batendo os punhos com seu parceiro quando Liam me liberta. Caramba! Minhas pernas estão bambas.

― Minha vez, superstar ― ronrono e enfio uma fatia de limão em sua boca sensual. Pego a barra da sua camiseta. Ele levanta uma sobrancelha sem vergonha me desafiando a fazer algo ousado. Sorrio atrevida e exponho seu abdome tanquinho, todo trincado. Ouço suspiros das mulheres à nossa volta. Sinto-me poderosa, sabendo que isso tudo é meu, apenas meu. Enfio dois dedos na minha boca, chupando-os, molhando-os. Ele rosna um palavrão, o olhar aquecido em meus lábios. Rio e passo os dedos molhados em seus gomos. Ele estremece sob meu toque, o olhar fumegando no meu. Estendo a mão e Collin outra vez solícito me entrega o sal. Salpico uma linha fina onde molhei e me inclino. Liam me olha de cima, os olhos escuros de tesão. Deslizo minhas mãos por dentro da camisa para as costas e o arranho com as unhas. Ele chupa uma respiração e pragueja quando lambo cada gomo bem devagar. Eu não resisto e mordisco sua pele quente e firme. Levanto-me e viro a minha dose. Puxo-o pela nuca e chupo o limão em sua boca. Ele arranca o limão fora e enfia a mão em meus cabelos comendo a minha boca num beijo duro, exigente. Chupa a minha língua com força e eu me colo mais a ele, sentindo o tamanho da sua empolgação... ― Porra, baby ― rosna contra meus lábios dormentes de seu ataque. Sorrimos sob os aplausos. ― Quem é o próximo? ― ele desafia os parceiros e se senta em um dos bancos, me puxando pela cintura, acomodando-me entre suas pernas, contra seu peito. Tivemos shows de todos os tipos nos próximos trinta minutos. Cada um querendo superar o outro. Rimos, bebemos e conversamos, enquanto a festa rolava solta. Eu amo essa cumplicidade que eles têm e que acabei formando com suas mulheres. ― Vamos dançar, Srª Stone ― Liam se levanta e me puxa de frente. ― Eu acho que já conseguiu alguma coragem líquida. Amo dançar com você quando está alta ― diz com uma promessa sacana em seu tom e olhar. ― Eu não estou alta ― protesto, mas, sorrio bobamente. ― Ok, talvez só um pouco. O que você vai fazer sobre isso, Sr. Stone? ― provoco-o, mordendo seu peito duro. Caramba, essas doses fazem efeito bem rápido. Ele sorri, adorando me ver toda solta e atrevida. ― Vem, minha delícia ― me conduz por entre as pessoas para o meio da sala. Eles cedem um espaço enorme para nós como sempre acontece seja lá em qual parte do mundo estamos. Não vou negar, é uma sensação deliciosa ter esse tipo de regalia e atenção. Blame de John Newman começa a tocar. Sorrio porque amo essa música. Liam sorri malicioso. Nós temos recordações bem sujas dessa música se é que me entendem... Suas mãos enrolam em minha cintura e ele me puxa de frente. Enlaço seu pescoço, puxando levemente seus cabelos da nuca. Seu quadril mói gostoso no meu e o álcool em meu sistema me faz moer de volta ousada e provocantemente. Seus olhos brilham na fraca iluminação. Tão azuis que me tira o fôlego. Seu sorriso arrogante e convencido cresce. Ele sabe o quanto sou louca por ele. Uma das mãos passeia pelas minhas costas nuas e enfia-a em meus cabelos da nuca, arqueando meu corpo para trás. Nossas pélvis ficam coladas numa fricção enlouquecedora e eu gemo, deixando-o me foder a seco. Eu amo esse seu lado safado, impertinente de deus do rock. Estar com ele assim me faz sentir jovem, atrevida, poderosa. Liam me trouxe de volta à vida quando nos reencontramos há dois anos. Essa é a verdade. A música atinge o seu auge, a batida pulsa entre nós. Ele me puxa de volta e me gira duas vezes antes de minhas costas baterem contra seu peito. Ouço seu gemido no meu ouvido quando rebolo o traseiro em seu pau duro. ― Safada... Gostosa... ― sorri e morde minha orelha, puxando-a eroticamente com os dentes. Suas mãos tomam as minhas, entrelaçando nossos dedos à minha frente, seus braços enrolados amorosa e possessivamente em mim. Nesse momento somos apenas nós dois no salão. Há muita gente dançando também, mas, meus sentidos estão presos a ele. Apenas nele e seu poder de atração sobre mim. Seus lábios quentes e macios seduzem meu ombro e pescoço com beijos suaves e estou

puxando respirações curtas, absurdamente excitada, louca de amor e luxúria por esse homem lindo, sedutor, perfeito que é meu marido. Continuamos a nos mover no ritmo intenso. Nossos corpos deslizando juntos sensualmente. Ele sussurra o quanto me ama, o quanto está louco para fazer amor comigo esta noite. Eu sei com absoluta certeza, que nesse momento não há outra mulher mais feliz do que eu. Eu me permito desfrutar do nosso tempo juntos depois de um mês inteiro longe. Ele me gira de frente de novo e envolvo meus braços em seu pescoço, nossos olhares se encontram e se prendem. Os olhos azuis incríveis me dizem que sou a única para ele e isso traz lágrimas aos meus. Rio tremulamente, emocionada e sussurro em sua boca: ― Eu amei a surpresa, baby ― ele ri suavemente e acaricia minhas costas, me mantendo bem juntinho. Eu gemo me deliciando com seu cheiro, seu corpo grande e forte colado ao meu. ― Tudo para você, baby. Ainda tem mais, muito mais... ― diz cheio de mistério. Sua boca toma a minha num beijo sensual, nossas línguas se entrelaçam, se lambendo lenta e provocantemente. Ouço os gritos dos caras bem próximos de nós. Eles devem estar dançando com suas meninas também, mas, meus olhos permanecem fechados. Estou perdida nos braços do meu marido. Dançamos coladinhos uma música atrás da outra. Seu corpo o tempo todo seduzindo o meu. Eu sei que quando subirmos para nosso antigo quarto Liam vai me mostrar exatamente porque sou a mulher mais feliz do mundo todo. Eu o amo tanto. Não há palavras que expressem a profundidade dos meus sentimentos por ele. Quero passar o resto da vida assim, perdida em seus braços, em seus beijos cheios de amor.

Liam A bagunça tomou conta da casa com a chegada dos caras. Duas semanas passaram num piscar de olhos. Amanhã será o nosso show no Festival. Ontem a The Horses se apresentou. Selena e a banda de Eva se apresentam hoje. Selena é da nossa gravadora agora. A Hart realmente fechou as portas e nós ganhamos com isso. Muitos artistas bons caíram em nosso colo. A Stone Records está se firmando cada vez mais no mercado da música. Estamos vivendo um grande momento. Acho que isso reflete a nossa vida pessoal de alguma forma. A vida é boa, porra. Eu paro na porta de acesso para a cozinha e sou saudado com a visão da minha mulher alimentando Liam. Um sorriso terno se abre na minha boca. Sim, a vida é boa pra caralho. Meus olhos param no traseiro firme da Mel. Ela está usando uma saída de praia transparente por cima de um biquíni branco. Porra. Eu amo sua bunda em um fodido biquíni branco. É o meu fetiche, ela sabe disso. Minha mulher ficou ainda mais gostosa depois que deu à luz. Suas curvas são levemente mais cheias, mas, há músculos tonificados. A pele morena toda macia e firme. Merda. Eu me ajusto sob a bermuda. Estivemos fodendo como coelhos essas duas semanas. Estava louco de saudade dela. Passamos um mês inteiro longe por causa da turnê. Os repórteres estão certos quanto aos rumores de que a DragonFly vai dar uma pausa nas turnês. No próximo ano, faremos apenas alguns shows já agendados. Eu e os caras vamos nos dedicar mais às nossas famílias e ao trabalho interno na gravadora. Há um novo álbum em andamento também, mas, não estamos com pressa. Queremos pisar um pouco no freio e curtir nossas mulheres e, no meu caso, filhos. Cada vez que chego em casa depois de um período longe, Chay e Liam parecem ter crescido muito. Eu não quero perder isso. Quero estar mais perto para brincar com eles, dar broncas. Hum, as broncas eu costumo deixar para Mel. Não me julguem, mas, não consigo ser duro com nenhum deles. ― Papai! Papai! ― Liam agita os bracinhos rechonchudos ao notar a minha presença. O pequeno espirra a maçã amassada para fora, cuspindo em sua mãe. Eu rio e avanço até eles. ― Ei, pequeno roqueiro! ― o tiro da cadeirinha. Ele gargalha em aprovação e começa a tagarelar no seu linguajar infantil.

― Você sujou a mamãe toda, seu pequeno bagunceiro ― Mel o censura, sorrindo, limpando o rosto com um guardanapo. ― Suzou mamãe toda! ― ele bate palmas como se isso fosse um feito e tanto. Seus olhinhos azuis brilham para mim. Eu o aconchego, inalando seu cheiro de bebê. ― Você papou tudo, filhão? Hum? ― converso com ele, enquanto beijo sua cabeleira loira. Ele é a minha cópia. Exceto pela boca que herdou de sua mãe, o moleque é a minha cara. ― Tem que comer tudo para ficar forte. ― Papou tudo! Forte! ― ele dá beijos melados em meu rosto e eu sorrio todo abobalhado. Eu amo esses momentos com os meus filhos. E como se ouvisse meus pensamentos, Chay adentra a cozinha. Ele está em calção de banho. Pela algazarra que ouço da área externa, todos já estão na piscina. ― Ei, pai, tia Sara me pediu para buscar o Liam ― diz, enquanto sua mãe beija o topo da sua cabeça. ― Ela quer nadar com esse bagunceiro ― ri estendendo os braços para o irmãozinho que se debruça em sua direção, todo entusiasmado. ― Baguncelo! ― Liam repete e caímos na gargalhada. Ele está na fase do papagaio, repetindo tudo que ouve. ― Sim, você é muito bagunceiro ― Chay sorri, tomando-o dos meus braços. ― Leve-o com cuidado, meu querido ― Mel o orienta. Ele revira os olhos. ― Mãe, não sou mais criança. Tenho quase nove anos ― ela sorri amorosamente para Chay. ― Ele tem razão, baby ― eu saio em defesa do homenzinho. ― Não vai demorar muito e nosso filho será homem feito ― Chay me olha todo orgulhoso. ― Vá, filhão ― eu beijo os cabelos dos dois. ―Vá, menino bonito ― Mel o bajula antes de limpar o rostinho risonho de Liam e beijar cada um deles também. Eles vão em direção à porta do terraço e nós dois suspiramos olhando como bobos para nossos filhos. ― Onde estão as babás? ― indago, me aproximando dela, prendendo-a contra o balcão. ― Eu dei-lhes o dia de folga ― ela sorri, apoiando as mãos no meio peito. ― O Rio é lindo. Quero que elas levem boas lembranças daqui. Ela é tão atenciosa com os funcionários. Tão diferente das cadelas esnobes de LA, que jogam seus filhos nas mãos das babás e não se preocupam em passar um tempo de qualidade com eles. É como sempre digo, ela foi feita para mim, porra. ― Fez bem, baby ― digo, espalhando beijos em sua mandíbula em direção ao ouvido. Cravo as mãos em sua bunda e a levanto sobre a bancada. Ela sorri, abrindo as coxas, me deixando infiltrar entre elas. ― Isso é a porra de um biquíni branco que tem aí embaixo? ― rosno, puxando seu lóbulo entre os dentes. Ela geme, me abraçando com as pernas. Eu solto um grunhido ao sentir sua boceta quente contra meu pau já bem animado. ― Sim, eu coloquei para você, amor ― sua voz é baixa e sedutora. Eu puxo para trás para nivelar nossos olhos. ― Só há um problema nisso, baby ― sussurro contra sua boca, enquanto minhas mãos amassam a carne firme de seu traseiro. Ela solta um gemido desavergonhado, moendo no meu pau. ― Safada... ―

rosno. Mel ri atrevida. ― Há muita gente lá fora e os bastardos da The Horses chegam daqui a pouco. Não quero nenhum deles, especialmente o Cash de olho em sua bunda ― ela rola os olhos. ― Estou falando sério, baby. Eu sou louco pela porra do biquíni branco, mas, apenas você e eu ― é isso aí, Stone! Mostre quem manda, caralho! Meu subconsciente muito intrometido dá o ar da graça. Desculpeme? Essa conversa é particular. Eu o situo. Ele bufa. ― Baby, Bob tem namorada, e eu ― ela pausa, deslizando as mãos pelas minhas costas e agarra a minha bunda, puxando-me para moer mais duro em meu pau. Porra! ― Eu sou uma mulher casada. Muito, muito bem casada. ― Muito bem casada? ― rio torto. Ela assente, os olhos amendoados me mandando mensagens sujas. Porra, eu a amo tanto. Stone, seja firme, cara. Você está sendo a porra de um veadinho, fazendo exatamente o que a doce Mel quer. O enxerido tenta outra vez. Cai fora! Já disse que isso aqui é entre eu e a minha mulher. Essa bunda é nossa, porra! Faça alguma coisa ou o fodido Cash vai ficar babando em cima da nossa mulher! Merda. ― Boa tentativa, minha delícia, mas, ainda não vai desfilar essa bunda linda, gostosa e totalmente indecente na frente daqueles bastardos ― digo mais firme. Meu subconsciente me dá os dois polegares para cima. Eu rolo os olhos. ― Uh! Estamos muito possessivos por aqui, hein? ― ela ri e o som viaja por mim indo se alojar no meu pau, que pulsa bem acomodado entre suas coxas. Seu sorriso se transforma em desafiante, provocador. Estreito meus olhos nos seus. ― Podemos barganhar isso, baby? Hum? ― sussurra e sua língua sai lambendo o meu lábio inferior lentamente. Porra. ― Do que exatamente estamos falando, minha gostosa? Hum? ― eu não posso segurar o meu riso sacana. Suas barganhas geralmente terminam com sua linda boquinha engolindo todo o meu pau e, porra, eu sinto pré gozo babar nas calças apenas com a mera sugestão. ― É exatamente isso que está pensando, baby ― lambe os lábios descaradamente e eu não seguro um gemido. Porra, Stone! O que está esperando? Aceite logo essa barganha, cara! Uh! Não foi você quem disse que preciso ser mais firme? O cutuco. Ele bufa. Você tá de brincadeira, né? Desde quando dispensamos um boquete da nossa mulher? Você quer dizer, minha mulher! Ele rola os olhos em zombaria. ― Então, você está oferecendo essa boquinha linda no meu pau ― ronrono em sua boca. ― De quanto empenho estamos falando aqui? ― desço a boca para o seu pescoço e chupo. Ela ofega, rindo baixinho. ― Oh, baby, muito empenho... Você sabe o quanto gosto de agradar meu rock star sexy e lindo ― Porra, ela é boa em negociação. Eu rio e mordo seu ombro, sentindo-a estremecer toda. ― Fechado ― rosno e a puxo com força, moendo direto em seu clitóris. Ela pende a cabeça para trás, os lábios entreabertos, os olhos amendoados em fendas, cheios de tesão. ― Não vejo a hora de cobrar meu prêmio por ser um marido tão compreensivo ― rio sem vergonha e a puxo pela nuca, aproximando nossas bocas. Ela bufa, rolando os olhos, mas sorri também. Nos beijamos lentamente, completamente absortos em nossa névoa sensual. Dou pequenos beijos antes de arrancar meus lábios dos seus. ― Você está animado para o show de amanhã, baby? ― pergunta, suas mãos acariciando a minha nuca. ― Muito. Estar de volta ao Festival que nos colocou juntos é bom pra caralho ― murmuro, fazendo círculos lentos em suas costas esguias. ― O Rock in Rio sempre será especial para mim, baby. Seu olhar amolece completamente.

― Para mim também, amor. Nem acredito que já se passaram dois anos ― sussurra com voz um pouco nostálgica. ― Eu nunca pensei que fosse possível amar tanto alguém. Que havia esse nível de felicidade ― meus olhos ardem e meu coração aquece com seu tom e olhar amorosos. ― Você me fez acreditar em contos de fadas ― eu rio um pouco e ela acrescenta: ― é claro que há um rock star sexy e fodão no lugar do príncipe, mas, você não deixa nada a desejar em nenhum quesito, baby. Perfeito ― lágrimas se reúnem em seus olhos e sua voz embarga um pouco. ― O melhor pai que eu poderia querer para os meus filhos e o melhor marido que eu poderia sonhar. Quando os seus braços estão assim, à minha volta eu sei que nasci para viver isso. Eu nasci para ser sua ― eu pisco emocionado com tantas palavras bonitas. ― Estou feliz que sou sua. Porra. Eu sugo uma respiração aguda. Ela geralmente não é tão expansiva em suas palavras, mas, quando o faz, tira a porra do meu ar. ― Eu te amo muito, sabia disso? Deus, eu te amo tanto ― digo, um pouco embargado. Suas lágrimas transbordam e eu as limpo suavemente. ― Porra, você me deixou sem palavras ― sorrio e ela sorri também. ― Meus braços estarão assim à sua volta, sempre. Para sempre, meu amor ― sussurro. Ela sorri, limpando as lágrimas que eu nem percebi caindo em minhas faces. ― Daqui a dez, vinte, cinquenta anos ainda estaremos assim, nos olhando com esse mesmo amor. Nada vai ficar no nosso caminho ― ela acena e novas lágrimas se reúnem em seus olhos. Meus dedos trêmulos traçam o contorno do rosto bonito. ― Nunca haverá outra mulher tão linda para mim. Nós vamos envelhecer juntos, Mel ― ela torce um pouco o nariz para isso, certamente por causa da porra da idade. ― Mas, até lá, baby. Até lá, vamos viver plenamente esse amor. Vou passar cada dia me certificando de que saiba o quanto é importante para mim. O mundo, baby. Você é o mundo todo para mim. ― E você o faz, baby. Você faz isso todos os dias ― garante com voz trêmula. ― Nossos filhos crescerão vendo e sentindo nosso amor. Eu prometo ― murmuro e nos agarramos mais apertado, enquanto nossas bocas se encontram num beijo emocionado. Ficamos assim, namorando, ouvindo a algazarra dos outros ao fundo. Algum tempo depois fomos nos juntar a eles. Os caras da The Horses já haviam chegado, mas, eu apenas sorri orgulhoso quando Mel retirou a saída expondo o corpo lindo que é só meu e entrou na piscina. Mandou bem, Stone. Meu irritante subconsciente sussurrou. Eu apenas sorrio porque definitivamente mandei bem, em todos os sentidos. ―DragonFly! DragonFly! DragonFly! O coro vai crescendo à medida que avançamos pelo túnel. A emoção familiar invade meu corpo, pulsando com a expectativa de ver a multidão lá fora. Os caras rosnam palavrões e sorriem. Mel está com um sorriso lindo no rosto. Chay está com os olhinhos brilhando quando os fãs começam a chamar o meu nome. Ele já participou de muitos shows nesses dois anos. Eu amo tê-los comigo no palco. Meu peito fica todo mole com o orgulho que vejo estampado nos rostos da minha mulher e filho. Liam ficou em casa, ainda é muito pequeno para essa agitação toda. Paramos na subida de acesso ao palco e a plateia começa a chamar os nomes dos caras. Olho em volta. Elijah está prensando Sara contra a parede sem a menor cerimônia. Cacete! Eles não são nada discretos. Selena está beijando Collin. Paul está dizendo algo para Carlie com cara de cachorrinho, e Sean está comendo a boca de Eva. Meneio a cabeça, sorrindo. Estou feliz que meus irmãos encontraram boas mulheres também. Volto meu olhar cheio de expectativa para Mel. Ela sorri, meneando levemente a cabeça e eu giro a minha guitarra para as costas, permitindo-a me abraçar pelo pescoço. ― Vá, baby. Faça um lindo show, superstar ― seus olhos amendoados estão transbordando amor e orgulho e isso só faz a emoção borbulhar ainda mais dentro de mim. Enrolo meus braços à sua volta e a

levanto do chão, beijando-a duro, impulsionado pela adrenalina se espalhando em meu sistema. Ela sorri em meus lábios. A abaixo devagar para seus pés e colo minha testa na sua, respirando o mesmo ar. A euforia do público aumenta e nós dois sorrimos. Hora do show! ― Vá para o outro lado, baby. Fique bem visível para mim ― ela acena e olho para Chay que nos observa com um riso travesso nos lábios. Tão esperto, o moleque. Sorrio levemente e pisco para ele. ― Cuide de sua mãe para mim, homenzinho ― ele acena vigorosamente. Os caras vão um a um à minha frente e eu sorrio com a recepção para eles. O céu da cidade do rock irrompe em fogos de artifícios. Eu tomo uma respiração profunda e pulo para o palco. A multidão vai à loucura me saudando, enquanto ando até o centro, ajustando meu microfone no pedestal. Luzes multicoloridas dançam sobre nós. Paul faz um barulho de aquecimento na sua bateria. A multidão grita mais. Porra, sim! Os holofotes pairam em cima de mim. ― Boa noite, Rock In Riooo! ― cumprimento. Eu paro um pouco para deixá-los gritar e pular. Liam, eu te amo! Liam, casa comigo! Cacete! Sim, algumas fãs exaltadas ainda gritam essa merda. A Mel já está acostumada e não se ofende. É apenas a euforia de fã. A adrenalina de nos ver ao vivo. Sempre levo na esportiva. Meu sorriso se escancara, enquanto esquadrinho o local. Gente a perder de vista. ― Estamos de volta, Brasil! ― gritos estridentes e assovios. Abaixo o tom de voz. ― Senhoras, vocês estão particularmente encantadoras esta noite ― elas enlouquecem com o elogio. Eu sorrio mais e olho de relance na direção da Mel. Ela está sorrindo, sabendo que é apenas meu jeito de brincar com as fãs. Doulhe uma piscada e volto a atenção para o público. ― E, caras... Bem, é bom ver vocês de novo ― uma onda de risos enche meus ouvidos. ― É um prazer enorme estar de volta ao festival e tocar para vocês. Eu e meus companheiros estávamos com saudade desse calor dos fãs brasileiros ― mais empolgação. Uma porra incrível. ― Mas, vamos deixar de conversa fiada e ir logo para o rock and roll, porra! ― aplausos ensurdecedores seguem. ― Digam olá, para meus irmãos de banda: Elijah! Collin! Sean! E Paul! ― os caras saúdam o público que enlouquece com eles. ― DragonFly, de volta ao Rock in Riooo! Dedilho minha guitarra e troco um olhar com os caras. Cada um me segue na introdução da primeira música, um rock agitado que vai crescendo com a batida da bateria de Paul e a guitarra de Elijah. O público me acompanha em cada verso, braços levantados, pulando. Eu enceno alguns passos de dança. Olho em direção à Mel de vez em quando. Ela está dançando com Sara praticamente pulando ao seu lado. Encerro a música e giro em meus pés, inclinando o pedestal para o lado. Tome gritos femininos para a minha pequena exibição. Eu abro meu sorriso arrogante de roqueiro fodido. Emendamos uma música na outra. Os fãs parecem elétricos e verdadeiramente felizes por nos ter de volta e nós os compensamos, devolvendo sua empolgação. Os telões se enchem de imagens nossas. Passamos uns trinta minutos alternando entre rock pesado e outros com uma batida mais compassada. Cantei Incontrolável e a plateia foi ao delírio como sempre acontece quando canto nosso primeiro sucesso. Eu posso sentir os olhos da Mel colados em mim, em cada movimento meu. Ela está tão linda esta noite. Usa uma calça jeans skinny escura que abraça sua bunda com perfeição. Camiseta branca da banda sob uma jaqueta curta de couro. Botas matadoras até os joelhos completam o visual. Ela pegou um gosto especial por essas de saltos altíssimos que me faz ter fantasias de arrastá-la e fodê-la nos bastidores. Já fiz isso muitas vezes, caso estejam curiosos. Mas, só nos shows em que Chay não está. Arranco a minha guitarra e a entrego ao pessoal de apoio. Puxo o microfone do pedestal e corro para a passarela, no meio dos fãs. Eles gritam e agitam as mãos, ansiando por um contato. Eu bato a minha palma contra as deles e sigo até o final. ― Vamos lá, Rock in Rio! ― instigo e Elijah se junta a mim, executando um solo incrível em sua guitarra para mais delírio do público. Canto love me, baby, Love me, now. ― Só as senhoras! Vamos, quero ouvir. Sim, porra, assim, queridas! ― elas entoam o refrão e meu sorriso se alarga, me

alimentando da sua resposta. ― Bonito pra caralho! ― quando entoo o último verso, corro de volta para o palco todo o caminho até a Mel. Ela sorri lindamente quando arranco a jaqueta e lhe entrego. Ela a leva ao nariz inalando meu cheiro. Isso me deixa, porra, duro. ― Lindo ― sussurra com olhos emocionados, enquanto a beijo nos lábios. Sorrio em sua boca, ofegante, suado. O ajudante me oferece uma garrafa de água. Tomo alguns goles e a beijo outra vez antes de voltar para o show. Tocamos alguns caras de quem gostamos como Rolling Stones, Foo fighters, Onerepublic. Fizemos um intervalo de dez minutos antes da segunda parte do show. Eu e os caras trocamos nossas camisetas suadas por novas. A minha é branca básica com a imagem do Cristo Redentor. Eu tomo uma garrafa de água inteira para lubrificar as cordas vocais. Os caras fumam. Eu não acendo nenhum. Estou tentando largar essa merda aos poucos. Mas, em momentos como esse de adrenalina total é complicado se manter firme. Antes que eu caia em tentação, já é tempo de voltar ao palco. Eu pisco para a Mel quando passamos por nossas mulheres, que continuaram aqui para nos deixar relaxar. Ela sorri e me joga beijos. As meninas fazem o mesmo para seus respectivos caras. Elijah come a boca de Sara quando passa por ela e dá um tapa em sua bunda antes de se afastar com o maior sorriso comedor de merda. É, meu parceiro foi completamente domado. Quem diria, não é? Mas, não foram só beijos e declarações de amor entre os dois. Eles tiveram que trilhar um caminho tortuoso... É tudo que estou dizendo, no entanto. O quê? Essa história não é minha, ok? Meu parceiro deve contá-la a vocês em algum momento. Vamos voltar ao fodido show, porra. O palco escureceu e quando se iluminou, parte da bateria da escola de samba Mangueira estava lá. Havíamos ensaiado alguns hits da banda em ritmo de samba. Os caras adoraram a ideia. E o público também pelos assovios e aplausos enchendo o espaço. Cantamos quatro músicas com participação da bateria. Passistas e rainhas de bateria dançavam no palco. Uma mistura louca de ritmos, mas, que fluiu harmonicamente. Eu sorrio e arrisco alguns passos de samba. Gritos femininos soam acima da música. Os caras não tentaram, eles aprenderam a língua, mas, não o samba no pé. Agradeço a participação dos artistas da Mangueira e voltamos ao velho e bom rock and roll. Estou eufórico, suado, meu coração saltando com a alegria da multidão. É uma emoção diferente me apresentar no país onde nasci. ― Eu acho que já disse isso em outras ocasiões, mas, cacete, tocar no país em que nasci é uma porra incrível ― os fãs me aplaudem. Liam, nós te amamos! ― Obrigado por tudo. Obrigado por me receber e a esses cães sarnentos com esse carinho ― mais aplausos, gritos e ovações. Eu me encaminho para o piano. Deslizo as mãos pelas teclas suavemente. Os holofotes caem sobre mim. Levanto meus olhos e encontro os olhos amendoados me olhando com adoração. Eu te amo, digo-lhe com meu olhar. Ela e as outras meninas estão sentadas sobre as caixas de som. Chay está sentado a seu lado, os olhinhos atentos a tudo. ― Irresistível, Rock in Rioo! ― Me inclino ao microfone. A multidão ruge em aprovação. Meus olhos procuram a minha mulher outra vez e digo em um tom mais baixo: ― para você, baby ― posso ver a emoção atravessando seu rosto de onde estou. Mel sempre chora quando a canto para ela. Sara a beija carinhosamente na bochecha e ela sorri, os olhos brilhantes. Sorrio de volta e começo a tocar a introdução. Elijah me segue na guitarra. Collin, Paul e Sean nos acompanham. Eu canto sem desviar meu olhar do dela. As imagens de dois anos atrás estão dançando na minha mente. Nós, praticamente nesses mesmos lugares. Eu derramando minha alma para ela, mostrando-a ao mundo pela primeira vez. Deixando todos saberem que ela é a mulher da minha vida, minha musa inspiradora. Minha primeiradama, meu tudo. Eu fecho os olhos apenas no último verso. Elijah estica em seu solo. ― Lindooo! ― essa foi a voz de Sara. Ele abre o maior sorriso e dá uma piscada arrogante, sacana para sua mulher antes de encerrar.

Tocamos vários sucessos do novo álbum e o público começa a pedir por Inflamável, a música que Elijah compôs para Sara. Surpresos? Eu também fiquei quando meu parceiro me mostrou a música há um ano. Esse é o single principal do novo álbum e foi fodidamente bem recebido pelos fãs. Elijah me surpreendeu ainda mais porque ele canta a primeira parte. É, quando digo que meu parceiro foi domado não estou brincando. Sara tirou o seu medo de cantar. Ele nunca vai admitir, mas, sempre se borrou de medo de cantar. Diz que se sente mais seguro com a guitarra nas mãos. Bom, eu não discordo que seu talento com a guitarra supera o canto, mas, ele fez bonito pra caralho com a música. Elijah e eu avançamos para a frente do palco onde nossos microfones já estão nos pedestais. Eu o olho e aceno. Meu parceiro cumprimenta os fãs e eles rugem, gritando mais alto o nome da sua música. Algumas mais empolgadas gritam: Case comigo, Eli! Ele apenas sorri para a euforia feminina. ― Sara, baby ― sua voz é mais baixa e suave quando se dirige à Sara que está agora tão emocionada quanto a Mel estava ainda há pouco. ― Você é a minha pequena tempestade e eu não trocaria isso por nada no mundo ― a multidão se agita com essa declaração. Ele é avesso a esse tipo de coisa. Bem, pelo menos era antes de Sara. Rio um pouco relembrando seu discurso de que morreria entediado se tivesse que comer a mesma boceta pelo resto da vida. Bem, aqui estamos prestes a ouvir meu parceiro sendo um porra sentimental. Eu pensei que não viveria para ver esse dia. Ele introduz o solo e eu o acompanho com a minha guitarra. Os caras entram um a um a seguir e a batida ganha força. Elijah canta os primeiros versos e os aplausos soam. Eu sorrio, levantando os braços, batendo palmas, chamando a galera para vir junto. Eu e os caras entramos no refrão amortecendo sua voz no back vocal. Elijah sorri e abandona seu microfone, indo em direção à sua musa. Eu meneio a cabeça e entoo a segunda parte. Ele retorna rapidamente e vamos os dois cantar ao lado de cada um dos nossos parceiros. Os holofotes dançam sobre nós. Paul abre um sorriso largo quando me aproximo de sua bateria. Entramos no refrão outra vez e nossas vozes soam em uníssono. Vou em direção a Sean. Ele toca a percussão balançando a vasta cabeleira. Trocamos um sorriso cúmplice e sigo para Collin, que está agora medindo forças com Elijah, os dois fazendo caras e bocas, inclinando seus corpos, batendo as botas no chão com força. Eu canto o último verso e uma onda de aplausos enche nossos ouvidos. ― Mais aplausos para as bolas presas do meu parceiro! ― eu provoco e os fãs gargalham. Elijah me oferece o dedo do meio, mas, está rindo também. ― A música que vou cantar agora não é nossa ― eu digo, avançando pela passarela mais uma vez. Eu adoro sentir a energia do público de perto. Isso aqui é vital para mim. ― Sei que vou soar malditamente maricas, mas, esse festival se tornou o muito especial para mim ― eles levantam as mãos e gritam elogios para mim. ― Como todos sabem, reencontrei a minha mulher, Melissa quando vim para o festival há dois anos ― eu olho em direção à Mel e ela está sorrindo, acenando para o meu falatório. ― O Rock in Rio se tornou especial porque trouxe de volta a mulher da minha vida ― os fãs entoam MeLiam e eu sorrio com seu carinho comigo e, sobretudo com a Mel. ― Essa música marcou um momento importante em nossas vidas. Ela traduz toda a fé que a Mel teve em mim desde o primeiro momento. Como é de conhecimento público, eu passei por muitas merdas, mas, ela se manteve sempre firme do meu lado, acreditando em mim ― o público se acalma um pouco, obviamente sentindo meu tom emocionado. ― Caras, essa é aquela hora de aconchegar suas meninas bem perto porque estou indo fazer a porra sentimental agora ― uma onda de risos masculinos soa no espaço. ― É isso aí, peguem suas meninas, porra! ― eu grito e os caras começam a introdução de Chasing Cars da Snow Patrol. Meu olhar procura a Mel. ― Eu amo você, Srª Stone ― sussurro-lhe antes de começar a cantar. We'll do it all everything, on our own (Nós faremos tudo isto sozinhos)

We don't need anything, or anyone (Nós não precisamos de nada ou de ninguém) If I lay here, if I just lay here (Se eu deitar aqui, se eu apenas deitasse aqui) Would you lie with me (Você deitaria comigo) And just forget the world (E esqueceria do mundo?) Ovações, palavrões entusiasmados enchem meus ouvidos. Eu sorrio, deixando a emoção me inundar. Toda a paixão e amor que sinto pela minha mulher assumindo em cada palavra. ― Cantem comigo, caras, vamos lá, caralho! ― o coro de vozes masculinas é tímido no começo, mas, vai ganhando força aos poucos. ― É disso que estou falando, cacete! ― eu rio e faço meu caminho de volta para o palco. Paro no centro. Os caras estão dando tudo de si em seus instrumentos. Um holofote cai sobre a Mel. Ela parece surpresa e linda pra caralho. ― Venha aqui, baby ― a chamo, estendendo a mão em sua direção. Ela leva as mãos à boca, sua expressão chocada. Sara está rindo e dando pulos do seu lado. ― Venha, amor ― peço suavemente e ela enfim se levanta. Sara a empurra delicadamente para frente. O holofote a acompanha e os fãs gritam ensurdecedores: MeLiam! MeLiam! Eu jogo beijos em agradecimento para eles. Ela chega até mim e segura a minha mão, seus dedos estão trêmulos e frios. A puxo suavemente e envolvo o braço livre em sua cinturinha. O holofote está sobre nós agora. Ela lutando claramente contra as lágrimas, mas, apoia as mãos em meu peito. Nossos olhares permanecem presos e eu nos movo devagar. Ela sorri tremulamente, as lágrimas banhando seu rosto bonito. Linda demais e eu sou completamente louco por ela. ― Dance a nossa música comigo, linda ― sussurro fora do microfone. Seu rosto tem uma expressão extasiada e seus braços sobem para meu pescoço. Eu a mantenho bem perto, me deliciando com seu perfume gostoso antes de retomar a música, agora cantando só para ela, olhando-a nos olhos. I need your grace (Eu preciso de sua graça) To remind me, to find my own (Para me lembrar, para me encontrar) If I lay here, if I just lay here (Se eu deitar aqui, se eu apenas deitasse aqui) Would you lie with me (Você deitaria comigo) And just forget the world? (E apenas esqueceria do mundo?) Ela está chorando copiosamente agora e eu estou tendo um momento difícil para não fazer exatamente o mesmo. A bateria de Paul está cadenciada agora, dando ritmo à música. Encosto nossas testas e continuo

nos movendo suavemente, meus olhos ardendo presos aos dela, meu coração falando com o seu. Emoção esmagadora enchendo, transbordando em meu peito. Eu te amo tanto. Digo-lhe com meu olhar. Ela acena levemente conseguindo me ler perfeitamente. ― Liam... Baby... ― sussurra só para mim. All that I am, all that I ever was (Tudo que eu sou, tudo o que eu sempre fui) Is here in your perfect eyes (Está aqui em seus olhos perfeitos) They're all I can see, I don't know where (Eles são tudo o que eu vejo, eu não sei aonde) Confused about how as well (Confuso sobre como também) Just know that these things will never (Apenas sei que essas coisas nunca irão) Change for us at all (Mudar para nós em tudo) ― Cante comigo, meu amor ― persuado-a. Ela sorri um pouco mais confiante e bem aconchegada em meus braços e solta a voz. If I lay here, if I just lay here (Se eu deitasse aqui, se eu apenas deitasse aqui) Would you lie with me (Você deitaria comigo) And just forget the world? (E esqueceria do mundo?) O barulho dos fãs gritando, pulando e chamando nossos nomes é algo que vai ficar marcado para nós dois. Então, eu faço a única coisa a ser feita depois de uma declaração dessas, eu a levanto nos braços e rodopio pelo palco. ― Eu te amo, baby ― sussurro em sua boca. ― Eu te amo mais, baby ― sorri entre lágrimas. ― Meu lindo e impertinente superstar ― completa ainda meio trêmula e chocada com o que fiz. Nossos olhares permanecem presos até o momento em que nossas bocas se tocam num beijo delicioso. Aplausos, palavrões, ovações, vaias, assovios e o solo dos instrumentos de meus companheiros nos embalam. Apenas duas palavras para definir esse momento: fodidamente incrível. Dois anos depois... Desço os degraus de acesso à nossa praia particular de dois em dois. Um sorriso abobalhado se abre

no meu rosto ao avistar as silhuetas ao longe. Minha família. Cheguei nessa madrugada do nosso show em Chicago e apaguei completamente. É domingo, daqui a pouco os caras chegam para o churrasco. Eu tiro as sandálias e ando devagar pela areia fofa. Inspiro a brisa suave da manhã, enquanto avanço devagar. Eu amo estar nos palcos, mas, amo muito mais voltar para eles. Meus olhos permanecem neles. Chay está correndo, brincando com o cão labrador, próximo das duas cabecinhas loiras que brilham ao sol da manhã. Liam e nossa princesinha Alyssa estão brincando, sentados na areia. Sim, Mel voltou grávida do Rock in Rio. Aquele é definitivamente um festival especial para nós. Eu desisto de andar e começo a correr ao encontro deles. Meu coração correndo junto à medida que me aproximo. Mel está desenhando algo na areia molhada. Meu coração canta com a visão dela. Tão linda, porra. Seu corpo está mais maduro, mas, ainda assim esguio, elegante. Ela não ideia do quanto é sexy para mim. Meu peito se expande quando chego até eles e vejo o que esteve gravando no chão. Nossos nomes dentro de um enorme coração. Sua cabeleira castanha gira em minha direção. Seu sorriso se abre, lindo, largo, feliz. Ela larga o graveto e se joga em meus braços. Eu giro com ela nos braços por um tempo, inspirando seu cheiro, apenas sentindo-a assim junto a mim. ― Papai! ― Papai! ― Pai! Cada um deles me chama. Esse, porra, é o melhor som do mundo. Meus filhos me chamando. Seguro a mão da Mel e vamos para nossos filhos. Sento-me ao lado de Alyssa e a tomo nos braços. Ela é uma mistura encantadora. Tem os meus cabelos e tom de pele, mas, os olhos e rosto são de sua mãe. Eu a aconchego no peito. Liam sobe para o meu colo procurando atenção também. Eu beijo os dois. Chay corre de volta e me abraça, sentando próximo. O cão vem me cheirar, abanando a cauda. Felicidade. Isso é o que temos aqui. Nós florescemos. Eu e a Mel fizemos isso funcionar. Seguimos em frente confiando sempre um no outro. As coisas ainda podem ficar loucas de vez em quando porque, bem, ainda sou Liam Stone, mas, ela aprendeu a lidar com todos os lados da minha fama, os positivos e os negativos. Nosso amor é assim, calmo e forte. Raramente discutimos e quando acontece logo fazemos as pazes porque prometi a ela fazê-la feliz todos os dias. Nossos olhares se encontram e ela se inclina, me dando um beijo suave nos lábios. Seus cabelos dançam na brisa. Ela sorri, os olhos amendoados brilhando muito. Sorrio ternamente de volta. Sim, nós lutamos, florescemos, mas, acima de tudo, nos amamos e fomos felizes.

Fim Inflamável

Série Rock I’m Rio 3/4 Lani Queiroz CAPÍTULO UM

Elijah Quatro anos antes... Eu empurro o rosto da vadia no estofado e me enterro profundamente em seu rabo quente. Um rosnado animalesco deixa meus lábios. Uma das mãos está firmemente enrolada em seu pescoço e a outra na parte baixa de suas costas, mantendo-a presa sobre o braço do sofá, enquanto a fodo por trás. Seu corpo moreno e esguio, os cabelos escuros caindo sobre as costas me dão a ilusão que preciso. Sara. Fecho os olhos e rosno mais e mais comendo a garota como se minha vida dependesse disso. Ela está ofegando em busca de ar. Eu não me importo e não lhe dou trégua, fodendo sem cu bruscamente, todo o tempo imaginando Sara embaixo de mim, tomando o meu pau em sua bundinha perfeita. Eu sei que ela será apertada. Ela não é uma vadia. Não transa indiscriminadamente por aí. Seu corpo deve ser todo firme naturalmente e seus buracos tão apertados, porra! Eu posso sentir meu pau engrossando com a mera fantasia de estar comendo-a, rasgando-a, esticando-a toda, mantendo-a na linha tênue entre dor e prazer. Eu preciso desesperadamente gozar dentro dela. Sara! Eu estou perto. Tão perto, porra! Eu deslizo uma mão para seu clitóris e o esfrego. A garota ofega, seu rabo relaxando ainda mais para o meu ataque. Não perco tempo, estocando com força, perseguindo meu clímax. ― Porra, tão gostosa... ― eu respiro agudamente, minhas bolas encolhendo na iminência do gozo. A garota grita, gozando escandalosamente e eu a sigo, jorrando em seu canal apertado. Jesus! Minhas pernas amolecem, enquanto eu gozo duro. Muito duro. Minha respiração está engatada. Minha mente momentaneamente entorpecida pelo prazer. Ela está balbuciando algo e eu saio dela. Livro-me rapidamente da camisinha no carpete. Fecho meu zíper e vou em direção ao bar, servindo-me uma dose generosa de uísque. ― Meu nome é Shirley ― a ouço atrás de mim. ― Você ficou me chamando de Sara... ― ah, então era isso que estava tentando me dizer. Eu resmungo um palavrão. Merda, eu preciso foder logo aquela cadela e acabar com essa obsessão do caralho. ― Quem é Sara? Eu bufo e me viro, me encostando na bancada. Ela está subindo a calcinha. Eu nem mesmo a despi.

Não era necessário. Peguei a vadia no bar, logo após meus companheiros paus mandados terem saído, correndo para suas mulheres. Eu precisava gozar. Ela estava lá me oferecendo tão acintosamente. A peguei e trouxe para meu apartamento de foda. Gozei duas vezes, uma em sua boca e outra na bunda. Agora é a hora de mandá-la para fora. Eu rio sombriamente. ― Não é da sua conta, querida ― digo conciso e seu rosto franze em mágoa dissimulada. Ela era bem parecida com Sara quando a peguei. Agora... Nem tanto. Talvez tenha sido porque meu pau estava tão duro depois de mais uma discussão com a cadela irritante que abaixei meus padrões e peguei qualquer uma... Sua aparência é grosseira comparada à Sara, posso ver com mais clareza agora. Porra, Sara está me fodendo com sua recusa. Quem ela pensa que é para me dispensar? E por que diabos tenho fodido vadias que se parecem com ela ultimamente? Eu tenho uma queda por morenas, para ser sincero, mas, nunca dispensei as loiras, ruivas, mulatas, orientais e... A lista é longa. Para ir direto ao ponto, eu amo as mulheres. Amo tê-las embaixo de mim. É isso. No entanto, meu pau está obcecado com Sara. Enquanto eu não comer a cadela não vou voltar a ser eu mesmo. Preciso agilizar essa merda. ― Ouça, eu tive realmente um bom tempo, mas, você precisa ir agora ― informo calmamente e seu rosto torce. ― Você está falando sério? ― faz beicinho. ― Eu pensei que... ― Qualquer coisa que tenha pensado, baby, garanto que foi unilateral ― digo, tomando um gole da minha bebida. Ela fica rubra de irritação. ― Você é mesmo um idiota, sabia? ― rosna, pegando sua bolsa na mesinha de centro. ― Eu pensei que você era diferente. Pensei que... Eu rolo os olhos. Lá vamos nós! Essa parte é sempre um pé no saco. As vadias não entendem que foder com um cara que conhecem em um bar não é uma merda aconselhável. Elas não sabem que esse tipo de cara jamais as levará para apresentá-las à mamãe? Patéticas. ― Querida, não finja que não entendeu o que isso significava ― digo, meu tom entediado. ― Eu queria foder, você queria foder. Fodemos. Foi gostoso. Agora é hora de dizer adeus. ― Eu vou dizer na imprensa quem você realmente é, seu filho da puta! ― ela brada. Uh! Estou me cagando de medo. Eu rio debochado. Na verdade, eu gargalho, o que só a irrita mais. ― Eu pareço alguém preocupado com o que a imprensa diz a meu respeito, princesa? ― cuspo friamente. ― Aqui está a coisa, querida ― fulmino-a com meu olhar. ― Não abra a porra das pernas para caras aleatórios em bares. Isso vai te poupar de situações como essa no futuro. ― Mas, você é... É... ― ela balbucia em busca de palavras. ― O quê? Uma celebridade? ― ofereço em tom sarcástico. ― E por isso não caio na categoria aleatório? ― meneio a cabeça. ― Não se iluda, querida. Sou tão aleatório quanto qualquer outro cara naquele bar e como todos os outros, eu só queria uma foda rápida. ― Seu grande idiota! ― ela berra, perdendo a compostura. ― Me diga algo que eu não saiba, amor ― eu zombo, rindo da sua afronta. Porra, porque a achei mesmo remotamente parecida com Sara? Ela é feia pra caralho agora que estou vendo-a sem a névoa do sexo puxando minhas bolas. ― Não deixe a porta bater na sua bunda quando sair, docinho ― completo e lhe dou as costas, fazendo meu caminho para a varanda. Mat está guardando a porta, ele saberá o que fazer. Solto um longo suspiro quando ouço a porta bater com força. Mulheres... Debruço-me no parapeito e inspiro a brisa noturna, observando as luzes de LA. Um riso repuxa minha boca quando lembro que

amanhã começa a queda da pequena fada. Eu vou comer a vadia antes mesmo das gravações desse vídeo clip encerrarem, escrevam o que estou dizendo. Me aguarde, Sara. Agora é pra valer. Meu telefone toca. Eu franzo o cenho para o número desconhecido. Mat fica louco quando atendo esse tipo de chamada, mas, atendo assim mesmo. ― Elijah? ― uma voz feminina e trêmula chama do outro lado. Eu não a reconheço. ― Sim, quem está falando? Há uma pausa longa, apenas o som áspero da respiração do interlocutor. ― Sou Liana ― isso ainda não me diz porra nenhuma. ― Sou mulher do seu pai. Gelo desliza em minhas veias com suas palavras. Que porra de brincadeira é essa? ― Deve haver algum engano, senhora ― digo com dentes cerrados. ― O único pai que eu conheço é casado com a minha mãe. ― Me refiro a seu pai biológico, David ― eu fecho os olhos, tentando a todo custo não mandar a vadia ir se foder. ― Repito: isso é a porra de um engano ― rosno. ― O nome do meu pai é Rick. ― Ouça-me, por favor ― há uma nota desesperada em sua voz. ― David está muito doente... ― E o que eu tenho a ver com isso? ― indago friamente. Ela puxa uma respiração longa. Eu ainda não sei por que não encerrei essa ligação. ― Ele... Seu pai está morrendo. Eu fico sem palavras por alguns segundos. Que merda é essa? ― Já vai tarde ― eu cuspo e arremesso o celular contra a parede. O vídeo clip... Eu tive uma noite de merda. Não tive um pesadelo em mais de um ano, mas, o maldito telefonema me pegou com a guarda baixa e me transformou numa bichinha patética outra vez. Eu odeio sonhar com ele, porra! Eu odeio qualquer lembrança dele! O odeio! Ponto. O sol não havia nem saído ainda e eu já estava correndo na praia, me forçando a limpar a mente e não pensar em nada mais do que o clip. Já tive merda demais nas últimas semanas com toda a tensão envolvendo minha prima Jess. Ela fez um ótimo trabalho em se ferrar. O vício a fez cair duro. Eu a amo, mas, ela errou e precisa aceitar as consequências dos seus erros. Não vou abandoná-la, porém, não posso esquecer o quanto prejudicou Liam. Meu irmão teve a carreira ameaçada por causa de suas ações de merda. Ok, problemas fora. Eu dou um basta e sorrio quando entro no estúdio que locamos para a gravação do vídeo. É isso. Sara. Minhas mãos sobre ela. Meu pau dentro dela. A doce expectativa faz meu sorriso escancarar no rosto. É hoje, pequena fada. Eu corro os olhos pelo local em busca de um vislumbre dela. Sabe aquele tipo de tesão que te consome de tal forma que tudo que consegue pensar é naquela cadela que quer muito foder, mesmo que suas bolas estejam profundamente enterradas em uma boceta diferente a cada maldita noite? Esse é o tipo de tesão que sinto por Sara. Eu nunca senti uma merda como essa antes. Claro que tem tudo a ver com o fato da cadela irritante me esnobar a cada vez que nos encontramos. Essa vadia está me deixando louco, porra! Confesso que cheguei até mesmo cogitar a ideia de ir até ela quando estava na Alemanha, mas, acabei rindo de mim mesmo diante do absurdo. Era uma ação muito

desesperada e Elijah Allen não age desesperado. Nunca. Eu posso ter a boceta que eu quiser, cacete! Ir até a Alemanha... Humpt! Eu bufo sacodindo a cabeça com desdém. Sara não podia correr para sempre. Eu sabia disso. Uma hora ela acabaria exatamente onde está: a poucos passos da minha cama. Eu não me importo de ter que praticamente forçá-la a fazer esse vídeo clip comigo. Não possuo muitos escrúpulos quando quero uma boceta. Ela é esquentadinha e eu usei isso a meu favor, desafiando-a a contracenar comigo. Rio perversamente, sabendo que é apenas uma questão de tempo. Sara se julga tão esperta, mas, não percebeu que lhe preparei uma armadilha da qual não poderá fugir. Os fins justificam os meios e é certo como o inferno que no fim a pequena fada estará na minha cama, tomando meu pau dura e repetidamente até eu me cansar e dispensá-la. Sim, ela não tinha como escapar de mim por mais tempo. Nossas vidas estão interligadas desde que o Stone se transformou na porra de um veadinho pau mandado e se casou com a Mel, irmã mais velha de Sara. Sendo o Romeu meu irmão de banda a convivência entre nós é inevitável. Ela é uma vadia total comigo, mas, sua aparência é algo que me tem babando a porra do tempo todo. Uma fada do caralho é o que ela parece. Eu fico duro apenas ouvindo alguém mencionar seu nome. Esse é o tamanho do meu tesão por ela. Tive apenas um gosto dela há mais de quatro meses no Brasil, mas, parece que seu sabor ainda está fresco na minha língua. Não importa quantas vadias eu tenha comido desde então, Sara simplesmente não sai da porra da minha cabeça. Ela é toda linda, toda gostosa e eu a quero. Não vou sossegar enquanto não estiver com as bolas afundadas profundamente em seu corpinho apertado. Só depois disso posso seguir em frente. Não me levem a mal, mas, não vou ser domado por uma boceta como meus parceiros. A ideia de comer a mesma boceta pelo resto da vida me entedia até a morte. Não é para mim, senhoras. Não fiquem chateadas, apenas é assim que sou. Meus parceiros me cercam, bem como a equipe de maquiagem. Eu odeio essa merda, mas, o diretor alega que é apenas para diminuir o brilho diante das câmeras. ― Não foda isso, cara ― Liam sussurra me tirando dos meus pensamentos. A equipe de maquiagem conclui o serviço e se afasta. Há uma ruga no meio da testa do meu parceiro. ― Eu não vou foder, cara ― mas, eu não posso parar o sorriso malicioso que se abre na minha boca. ― Não o clip, pelo menos... Uma carranca se forma em seu rosto. Eu reviro os olhos. ― Mel está grávida, Elijah ― ele rosna. ― Não brinque com Sara, irmão ― ele força a amizade. Qualquer coisa que Liam me pedir eu faço. Inferno, eu lhe daria meu braço direito – o braço da guitarra – se ele pedisse, mas, Sara... Não há acordo. Sara é minha. Eu mal posso esperar para comer essa cadela irritante do caralho. Vou bater aquela boceta com tanta força... Ela me deixou com uma fome além da minha compreensão. Deve ser porque tem fugido de mim e isso me irritou pra caralho. O mero pensamento de enfiar meu pau em seu corpo. Me afundar até as bolas. Montá-la selvagemente como eu gosto, me deixa insano de tesão. Porra, meu pau está estourando as calças de tão duro com a expectativa. Eu me ajusto discretamente e me forço a tranquilizar meu irmão. ― Eu sei, Liam ― meu tom é conciliador. ― Não vou brincar com ela, ok? Vou me certificar de que Sara saiba exatamente o que estou oferecendo. Sem mentiras, promessas. Tudo às claras ― a expressão preocupada ainda está lá, mas, ele acena bruscamente e me bate nas costas. ― Mel está bem? O meu afilhado está bem? ― eu pisco para os caras que rosnam de volta. ― Só em seus sonhos, idiota ― Sean resmunga. ― Meu afilhado, não se esqueça ― Paul afirma.

― O moleque me escolheria se pudesse falar ― Collin abre um riso confiante. Liam sorri da nossa disputa. Pelo menos a preocupação dissipou do seu semblante. ― Cacete, meu filho não escolheria nenhum de vocês, cães sarnentos ― ele nos provoca. ― Bom, mas, ainda terão cinco meses para me impressionar ― diz presunçosamente. Eu e os caras bufamos. ― Deem o seu melhor, senhores. ― Pare de ser um pau, Stone ― eu sorrio, minha atenção desviando para a moça loira que começa a arrumar meus cabelos. Uau! Essa eu ainda não tinha visto por aqui. Meu riso amplia sedutoramente. ― Você tem mãos incríveis, querida ― ronrono e pisco-lhe. Ela fica vermelha, mordendo o lábio. Os caras riem sem cerimônias do meu flerte. Bastardos. Antes que a garota responda, sinto um formigamento na nuca e a pontada familiar nas minhas bolas. A cadela irritante já está aqui, posso sentir isso. Não me pergunte como essa merda acontece. Apenas acontece. Eu posso senti-la. Meus olhos correm pela cena ao redor. Temos um cenário de danceteria. Há muitos figurantes tomando suas bebidas falsas. Eu rio ironicamente e pego meu copo na mesa próxima, levando-o aos lábios, dando boas-vindas ao - graças a Deus - muito real Jack.[18] Meu olhar finalmente pousa em Sara e meu coração acelera. É uma coisa boa que geralmente ignoro esse órgão burro que só serve para colocar-nos em apuros. Vejam meus parceiros... Eu não consigo parar de olhá-la, porém. Está rodeada de maquiadores também e sua irmã está lhe dizendo algo. Droga, a doce Mel parece realmente preocupada. Me sinto um pouco mal por isso. Ela e o Stone passaram por maus bocados recentemente. Não quero ser fonte de mais tensão para Mel. Eu gosto dela e ela faz meu irmão feliz. Não é porque não quero isso para mim que não entendo o que eles têm, certo? Então, Sara sorri e beija a irmã. Jesus, ela tem um sorriso lindo pra caralho e meu pau sacode mandando toda a crise de consciência ir passear. O uísque desce quente pela minha garganta. Meu sangue já estava quente, mas, a bebida ajuda a aumentar a minha excitação. Eu a quero, porra! Eu a quero. Já. Agora. Nada me agradaria mais do que arrastá-la pelos cabelos, dobrá-la na mesa mais próxima e abaixar sua calcinha até os tornozelos. Há algo de muito sexy numa mulher curvada, com a calcinha caindo nas pernas, apenas esperando para ser fodida. Ela se excitaria com algo assim? Saboreio mais um gole e seus olhos levantam, colidindo com os meus. A energia densa, crepitante, enervante me consome à medida que nos encaramos. Ela para, me olhando, seu semblante me dizendo que está sentindo a mesma porra vibrante, essa corrente elétrica do caralho que se instala quando ocupamos a mesma sala. As mulheres estão arrumando seus longos cabelos escuros. As ondas vão caindo sobre os ombros, hipnotizando-me por alguns segundos ridículos. Recomponho-me e sorrio presunçoso. Levanto meu copo em um brinde mudo. Você é minha, querida. Digo-lhe com meus olhos. Não adiantou correr, não adiantou ficar longe. Você está aqui agora e é minha, porra. Meus olhos vagueiam por ela, comendo-a. O vestido negro esvoaçante que está usando é vários centímetros acima dos joelhos, deixando quilômetros de pernas morenas e torneadas à mostra sobre saltos altos completamente fodíveis. Minha boca se enche de saliva. Um flash de mim cortando a sala, indo até ela e rasgando a porra do vestido sexy fora do seu corpo me engolfa. Gemo baixinho, trincando os dentes. Eu quero lambê-la. Chupar, morder sua carne. Quero comê-la de todas as formas possíveis e não serei gentil sobre isso. Minha fome já ultrapassou os limites do convencional. Quero fazer toda a merda hardcore com ela. Foder e gozar em cada orifício, marcá-la, lambuzá-la da minha porra. Merda. Aperto o copo com força, tentando manter meu tesão sob controle, pelo menos até concluir essa porra de clip. ― Cara, segure a onda aí ― Collin diz com um risinho debochado. ― Do jeito que a está encarando pode ser preso por atentado violento ao pudor. Eu bufo e desvio o olhar para meus parceiros. Sean e Paul estão me oferecendo risos igualmente

provocadores. Bastardos. ― Lembre-se da regra de não foder a equipe, irmão ― Sean zomba. Ele sabe que estou cagando para essa regra. Na verdade, estou me lixando para qualquer regra. Ponto. ― Oh, porque isso funcionou muito bem para você, não é, idiota? ― rebato. Ele está namorando Eva, uma das contratadas da Stone Records. Seu riso amplia, adorando me encher o saco. ― Basta não brincar com ela, Eli ― Paul avisa, seu tom sério. Nenhuma novidade, ele é a porra da madre superiora da banda. O mais certinho. Até o Stone era mais selvagem que ele em seus tempos de sexo e rock and roll. Bons tempos aqueles. Agora cada um dos meus parceiros está caído por uma boceta. Não que esteja reclamando, afinal sobra mais garotas empolgadas, e adivinhem quem é o mais procurado agora? O papai aqui. Embora, ache uma merda não festejar mais em grande estilo com meus parceiros como costumávamos fazer, confesso que nunca bati tantas bocetas numa temporada... ― Jesus! Por que estão todos preocupados com Sara? ― eu rio, fingindo-me de ofendido. ― Já pensaram que talvez ela possa me machucar? ― ofereço ironicamente. Eles bufam e rolam os olhos. ― Ela é da família, irmão. Não foda isso, cara ― Collin diz mais baixo e subitamente sério. Selena o transformou num veadinho também. ― As coisas podem ficar estranhas quando você decidir que não a quer mais. Eu suspiro impaciente. Eles dizem quando e não se. Bom, pelo menos eles sabem que não estou pronto para abandonar meu estilo de vida. Talvez nunca esteja. Sejamos sinceros aqui, por que diabos eu ficaria preso a uma mulher quando tem um mundo de opções gritando o meu nome? Nah, estou perfeitamente bem da forma que estou. ― Eu sei quem ela é ― rosno. ― E é por isso que não vou ser um bastardo ― eles me olham incrédulos. ― Ok, não um bastardo completo, pelo menos ― digo, não parando um riso comedor de merda. ― É tudo que posso prometer, irmãos. Sara é minha. Ela saberá disso em breve. Muito em breve ― meu tom sai mais duro e irritado do que o necessário. Tensão sexual do caralho... Eles me olham especulativamente por algum tempo e acenam. ― Prometa-me que vai recuar se ela não cair nas suas graças com esse clip ― Liam me encara. Ele não larga a porra do osso. ― Eu prometo, irmão ― digo-lhe, mas, ele estreita os olhos em mim, obviamente não acreditando em minha promessa. ― Até porque essa história será resolvida antes da conclusão do clip, pode anotar isso, Stone ― ele não parece feliz, mas, acena e se vira para responder a alguém que o está chamando. Eu tomo o último gole da minha bebida e porque não posso mais me conter, atravesso o salão em direção a ela. Ouço meus parceiros rindo às minhas costas. Idiotas. O Stone está conversando com o diretor do clip agora. O cara parece que vai desmaiar. É, o cara é gay. Muito gay pela forma como tem me comido com os olhos desde que fomos apresentados. Eu não sou homofóbico, que isso fique registrado. Apenas não os quero se esfregando em mim, ok? Meu negócio é boceta. Em abundância, por favor. O Stone balança a cabeça amistosamente, mas, tem um sorriso apertado porque o cara está quase em cima dele. Eu quase rio do desconforto do meu parceiro diante do assédio masculino. Mel está beijando o rosto da irmã e indo em direção ao Liam para salvá-lo, certamente. Sara tranca seu olhar no meu outra vez. Ela parece um cervo na frente de faróis à medida que vou me aproximando. Seus olhos marrons se ampliam e os lábios suaves se entreabrem. Paro à sua frente e seu perfume sutil se infiltra em

minhas narinas. Eu quase rosno, crispando meus punhos. Merda. Nunca senti um tesão tão violento na porra da minha vida. Eu quase desejo que ela abra a boca e faça alguns dos seus comentários espertinhos para me antagonizar e me forçar a controlar a porra do meu pau.

Sara Meu coração está batendo alto contra as costelas e minhas pernas estão levemente trêmulas. Isso está acontecendo. Puta que pariu! Em poucos minutos o babacão estará me tocando e um suor frio está escorrendo pela minha coluna apenas com o mero pensamento das suas mãos em mim. É uma má ideia. Merda, eu soube disso desde o começo, mas, o idiota me desafiou. Ele disse que estou me mijando de medo dele. Grosso! Tão malditamente convencido, presunçoso, arrogante, galinha. Minha lista de adjetivos para Elijah é extensa. Eu bufo e as maquiadoras me olham como se eu fosse louca. Esboço um sorriso fraco em desculpas. ― Você está bem, maninha? ― a voz suave da Mel me puxa da minha miséria interior. O galinhão tem razão. Estou me mijando de medo dele. Eu só consegui pará-lo até agora porque não estivemos perto na maior parte do tempo. Onde diabos eu estava com a cabeça quando aceitei o desafio do idiota? Tem sido uma tortura do caralho vê-lo todo dia na gravadora. Cheguei da Alemanha há uma semana e nesse período ele fez questão de me impor sua presença. Nas reuniões, ele se senta do meu lado e roça a perna na minha. Inclina-se muito perto quando pergunta sobre algo, os olhos verdes zombando de mim e de como fico excitada em sua presença. Imbecil. Houve uma vez que fui me servir de café na mesa do fundo do auditório e ele me encoxou, me prendendo contra a mesa. Seu pau duro cavou em minha bunda e ele respirou rudemente em meu ouvido, quase um rosnado, fazendo minha calcinha umedecer instantaneamente e virar uma bagunça. Eu gemi sem controle, odiando-me por ser tão fraca com sua proximidade, mas, já era tarde. Ele riu, o riso maldoso que tenho me familiarizado bem e mordeu pescoço. Oh, cara, eu quase gozei no local. Eu posso resolver seu problema, querida. Eu sei que você quer me dar. Vou te fazer gozar tão duro, mas, tão duro que não lembrará nem da porra do seu nome. Ele sussurrava contra meu pescoço. Seus braços viajaram pela minha cintura e eu choramingava baixinho, enquanto suas mãos iam devagar em direção aos meus seios. Perdi a porra da mente por breves segundos e arqueei-me, esperando, mas, ele apenas sorriu, chupando meu pescoço de forma indecente e se afastou, deixando-me fria, frustrada e muito irritada. Eu simplesmente não acreditei quando se serviu de um copo de café e piscou para mim antes de me deixar toda trêmula e a ponto de esbofetear aquela cara bonita e arrogante! Arggg! Aquilo foi humilhante. Ontem eu tive que inventar uma briga com ele no final do expediente para evitar que chegasse perto com seu pau muito, muito bem-dotado. Mas, a verdade é que a cada dia que passa minhas forças são minadas. Cada vez que sou capturada por seus olhos verdes tempestuosos eu caio um pouco mais. Inevitavelmente me vejo caindo. ― Sim, estou bem, maninha ― asseguro e ela estreita os olhos em mim, meneando a cabeça levemente. ― Não minta para mim, Sara ― seu tom é de repreensão. ― Você pode enganar qualquer um, até mesmo nosso pai, mas não a mim. Eu rolo os olhos. Ela tem razão. Mel me conhece como ninguém. Nós conhecemos uma à outra como ninguém. Nossa cumplicidade é algo especial que cultivamos desde sempre. Nossa mãe morreu quando éramos muito pequenas. Nosso pai, embora tenha se esforçado para estar sempre presente, há coisas que só uma mulher pode entender. Portanto, Mel sabe tudo sobre mim e eu tudo sobre ela. Foi nos meus ouvidos que ela derramou sua atração pelo cunhado mais jovem logo que conheceu Liam, hoje seu marido. E foi nos meus ouvidos também que minha irmã, a cadela mais sortuda do planeta derramou como é transar com Liam Stone. Eu meio que a odeio um pouco por isso. Mentira. Eu a amo muito. Isso

não me impede de ter inveja branca, porém. OMG! Vocês não têm ideia de como é Liam Stone pessoalmente. Minha Nossa Senhora dos roqueiros gostosos! Meu cunhado é quente como o inferno. O que foi? Não sou cega. Não tem malícia nessa afirmação, ok? Liam é louco pela Mel e vice-versa. É um pouco deprimente assisti-los quando não se tem nenhum peguete, o que é o meu caso. Faz tanto tempo que tive um pênis de verdade entre minhas pernas que penso que foi numa vida passada. Certo, estou exagerando. Mas, faz exatos nove meses que não transo. Sim, eu sei o que estão pensando: NOVE MESES SEM SEXO! Trágico. Deus, por isso fico a ponto de arrancar as roupas do galinhão cada vez que o vejo. É só por isso. Não tem nada a ver com o fato de ele ser tão gostoso que deveria ser distribuído em frascos. Deus, eu o quero. Quero tanto que dói fisicamente. Na minha vagina para ser mais específica. O quê? Não esperem que eu seja uma lady o tempo todo. Eu não sou. Na verdade, estou longe de ser a porra de uma lady, sobretudo se eu estiver na seca como agora. Eu encaro a minha irmã, que tem transado regularmente com seu rock star quente. Sim, Mel é sem dúvida, uma cadela sortuda. ― Ok, eu não estou bem, Mel ― solto, um pouco aborrecida. ― Estou há nove meses sem transar ― minhas palavras não saem tão baixo quanto pensei e as mulheres puxam uma respiração alta me lembrando da sua presença. Mel rola os olhos para a minha indiscrição. ― E não ajuda o fato de que dentro de poucos minutos vou ter as mãos do meu sonho molhado em cima de mim ― as mulheres suspiram baixinho. Não sei se me repreendendo, ou por concordar que Elijah é um sonho molhado. ― Me fale porque diabos concordei com a porra desse clip, maninha? Seu semblante suaviza e ela sorri um pouco para minha falta de filtro. ― Você quer sair? Ainda é tempo, querida. Podemos cancelar e vamos encontrar uma modelo para contracenar com Eli ― sussurra com genuína preocupação, mas, tudo que consigo ouvir é o final da frase. Nem no inferno eu vou deixar uma vadia tomar o meu lugar e se esfregar nele. Cristo, de onde veio esse sentimento de posse absurdo? Não é da minha conta com quem o galinhão se enrosca. Isso é o que ele faz de melhor e é por isso que tenho me mantido longe. ― Não, querida. De jeito nenhum ― nego com veemência. ― Não vou mais fugir. Vai ficar tudo bem, você vai ver. Basta seguir o roteiro e não me envolver com ele fora das gravações. Vai ser moleza ― eu pisco, sorrindo antes de beijar carinhosamente em sua bochecha. ― Vai ficar tudo bem, maninha, prometo. Ela sorri e me beija de volta. Meus olhos se levantam e se chocam com um par de olhos verdes me encarando do outro lado do salão. O ar foge dos meus pulmões e toda a convicção de que tudo vai ficar bem, de que eu vou conseguir passar por isso sem sucumbir ao apelo sexual deste homem cai por terra. Engulo em seco, impactada pela forma como está me encarando. É dura, crua, carnal. Eu sei que Elijah não é suave no sexo. Tudo nele grita macho alfa ao extremo. Aposto que é daqueles que te puxam os cabelos enquanto te fodem selvagemente por trás. Puta merda. Meus mamilos apertam e minhas entranhas retorcem de excitação ao me imaginar sendo dominada assim por ele. Estou atribuindo toda essa reação ridícula à minha seca. O mundo não é justo. ― Vou deixá-la se concentrar, querida. Não hesite em me chamar se algo não estiver do seu agrado, maninha. Vou dar um beijo no meu marido antes das gravações começarem ― ouço a minha irmã vagamente e me obrigo a puxar os olhos do objeto dos meus desejos mais loucos. Ela me beija e vai ao encontro do seu marido. Liam a recebe com um beijo carinhoso nos lábios e a enlaça pela cintura. As mãos pousando em sua barriguinha de quatro meses. Ela está tão linda grávida. Sempre me emociono vendo-os. Esqueça minha rabugice, eles são muito lindos juntos. Liam recebe uma ligação e os dois saem por uma das portas laterais. Eu não posso evitar, meu olhar volta para ele. Oh, meu Deus, ele está vindo em minha direção. Seu corpo magro e elegante, com músculos definidos, mas, sem exagero, está alinhado

em uma camiseta preta gola v que delineia seu torso com perfeição. Calças escuras ajustadas e botas de motoqueiro completam o look totalmente foda. Elijah atravessa o salão como se fosse o dono do espaço. Seus olhos não desviam dos meus em nenhum momento e eu de repente quero ouvir o conselho da Mel e debandar dessa loucura. Ele é demais para mim e minha vagina faminta. O homem parece um modelo saído de uma capa de revista. Sejamos sinceras aqui, eu corro o risco de pular nos ossos desse deus da guitarra. Só estou avisando. Minha situação é precária pra caralho, não me julguem. Ele para a poucos centímetros de mim e meus hormônios estão todos gritando e tirando cambalhotas em sua homenagem. Minha pele formiga, minha respiração engata. Puta merda. Maldita seca! Ele não diz nada. Seu olhar desce lentamente pelo meu corpo e o canto direito da sua boca sobe um pouco como se estivesse rindo de uma piada interna. Seus olhos se estreitam em fendas e arrastam de volta para os meus. Há um brilho perigoso lá, fervendo nas profundezas. Meu pulso e batimentos cardíacos aceleram à medida que continua a perfurar-me com seus olhos verdes turvos, penetrantes. Ele tem essa expressão irônica, perversa neles sempre que me olha. Faz-me desejar e pensar coisas muito estúpidas como nós dois emaranhados e suados em uma cama, por exemplo. Seu corpo grande em cima do meu, investindo uma, duas... Oh, merda. Isso não é bom, Sara. Pare agora. Eu tremo e pisco tentando desviar o olhar a todo custo, mas, não consigo. Ele me mantém cativa. Há algo selvagem nele que me chama em um nível profundo e incompreensível. Ele é um galinha do rock, Sara, pelo amor de Deus! Recomponha-se, sua tola. Quebre a porra desse feitiço. Agora. Doume um discurso mental e estico a coluna. Os cantos de sua boca totalmente indecente se elevam outra vez na sugestão de um sorriso zombador. Ele sabe como me afeta e adora isso, o grande cretino. ― Hei ― ele murmura, seu olhar caindo para os meus lábios. Eu dou institivamente dois passos para trás e fico contra a parede, figura e literalmente. Seus olhos brilham com diversão e arrogância e avança devagar. Um leve arquejo sai dos meus lábios quando suas mãos pousam de cada lado da minha cabeça, me prendendo. ― Você vai ao jantar com a equipe mais tarde? É o jantar com a equipe de produção do clip. Liam convidou todos para um jantar no The Ivy. Merda. Eu tenho que ir. ― Sim. Parece que não vou conseguir me livrar de você tão facilmente ― eu me forço a antagonizá-lo. Deus, ele está tão perto. Seu cheiro provocando meus sentidos. Seu olhar cheio de más intenções perfurando o meu. Ele sorri baixinho e abaixa a cabeça até estarmos respirando bem próximo. Por que ele teve que cismar comigo? E por que no inferno ele tem que ser tão bonito? E esse cheiro? Algo inebriante, limpo, intoxicante. Oh cara, tudo nele evoca a promessa de orgasmos delirantes. ― Ótimo. Eu vou te levar para casa ― sussurra. Eu tento manter meu cérebro funcionando o que é tarefa extremamente difícil quando se tem um guitarrista quente pra caralho te fodendo com os olhos. ― Eu acho que não, garoto da guitarra ― zombo. ― Sem envolvimento fora do clip, esqueceu? ― levanto uma sobrancelha. Ele sorri. Esse é mais charmoso do que zombeteiro. Eu fico meio tonta com o quanto ele é bonito quando sorri livre do sarcasmo e presunção habitual. ― Suas regras, não minhas, baby ― ronrona e o som áspero e profundo da sua voz faz seu caminho perverso até a minha calcinha. Merda. ― Eu não me importo de confraternizar com você a qualquer hora que quiser ― o tom maldoso volta com tudo. ― Pare de fazer jogo duro, pequena fada. ― sua voz é diabolicamente sedutora. Ele não está me tocando, mas, sinto o calor do seu corpo a polegadas do meu e é mil vezes mais tentador. Sua boca viaja para o meu ouvido, seus lábios não tocam, mas, sua respiração está fazendo coisas más comigo. ― Eu vou comer você ― um gemido baixo me escapa quando sussurra

isso. Puta merda. Aí, um cara que vai direto ao ponto. Eu ofego e junto as coxas para conter a pulsação irritante no meu núcleo. O mundo realmente não é justo. ― Vou te comer de tantas maneiras, Sara. Você não é nenhuma adolescente virgem e sabe como isso vai acabar. Minhas bolas profundamente enterradas em você, é assim que vamos acabar. Apenas pare de fingir e nos poupe tempo, porra ― completa com brusquidão e isso me excita mais ainda. Deus, eu sou um caso perdido, não sou? ― Ei, você tem um monte de suposições, hein, amigo? ― digo ironicamente, tentando desdenhar já que minha vagina acabou de votar em todas as opções acima. Minha voz é muito rouca e ofegante, me entregando completamente. Merda. Ele traz o rosto para o meu e sorri daquela forma que adoro de novo. Não, não adoro. Sim, adoro. Arrg! ― É a verdade e você sabe disso, querida ― afirma, seu hálito soprando, fazendo cócegas em minha boca. ― Cacete, estou tão duro por você ― rosna baixo e pela primeira vez ele pressiona-se contra mim e eu praticamente derreto com a sensação do seu pau duro e grosso em meu ventre. Imagens nossas, confinados naquele banheiro no Brasil me assaltam. Eu ainda posso sentir sua carne quente e pulsante contra a minha mão enquanto eu o masturbava atrevidamente. Deus, aquela foi a experiência mais quente que já tive com um cara e eu não consigo esquecer por mais que tenha tentado. ― Sara... ― meu nome sai num sussurro carregado de tesão dos lábios obscenos. ― Sinta o meu pau. Porra, eu quero você ― estou arfando ruidosamente agora. Meus punhos cerrados para me impedir de sentir seus músculos bem delineados pela camiseta preta. Ele faz um movimento sutil de quadril e eu ofego, estremecendo. Afasteo, Sara. A parte sensata do meu cérebro me alerta. ― Você está tremendo, pequena fada? ― há um riso perverso quando murmura quase tocando meus lábios. Eu quero mendigar, implorar para que me beije. Não, eu não quero. Sim, eu quero. Santa porra! Estou tão ferrada. Ele não vai me deixar fugir dessa vez. ― Há quanto tempo não tem um pau dentro de você, baby? ― droga. Por que ele tem que ser tão direto? Estou sem sexo aqui, amigo! Quero rosnar, mas, acho que isso iria despertá-lo ainda mais. Cale a boca, Sara. Seu nariz desliza pelo meu rosto e eu gemo em lamento. Ele sorri da minha miséria. ― Eu conheço esse cheiro, Sara. Você está louca para gozar. Você precisa de um pau te enchendo, batendo naquele ponto doce, não é baby? Me deixe cuidar de você ― Cristo, há muita gente em volta, mas, a menina má, impertinente em mim está loucamente excitada com suas promessas sujas. ― Dê para mim, querida. Apenas deixe ir. Dê. Para. Mim ― ele murmura. Meus joelhos são geleia nesse momento, mas, me forço a não cair tão facilmente e empurro minhas mãos em seu peito. Eu quase gemo com o calor irradiando de seus músculos firmes. Merda. ― Não me trate como uma de suas vadias, Elijah ― rosno, reunindo cada grama de força dentro de mim. Ele rosna de volta e enfia as mãos em meus cabelos da nuca, puxando-me grosseiramente contra seu corpo. Meu corpo traidor treme miseravelmente. Ele me violenta com seu olhar duro, irritado. Por que eu acho que ele fica ainda mais quente desse jeito, todo bruto? Oh, cara... ― Se você fosse uma das minhas vadias já estaria curvada sobre a pia de algum dos banheiros, tomando o meu pau em seu rabo ― ele ri perversamente quando arregalo os olhos, chocada com sua devassidão. ― Ou de joelhos, me chupando. ― Seu grosso ― minha voz é apenas um coaxar excitado. ― Você não tem ideia do quanto... ― seu olhar cai para a minha boca e eu não posso ajudar, lambo os lábios. Ele rosna e diz num sussurro áspero: ― eu vou foder você. Não adianta mais correr, você entende

o que estou dizendo, Sara? Fim da linha para você. Sem mais joguinhos, porra. Uau! Minha vagina está me implorando para ceder, mas, eu preciso obter algum respeito, não é? Quem ele pensa que é para vir para cima de mim assim, todo macho, lindo, gostoso? Merda. Foco, Sara. ― Eu continuo me surpreendendo com suas cantadas ― sorrio atrevida, embora minha calcinha esteja completamente alagada. ― As mulheres realmente caem nessa merda de homem das cavernas? Estou curiosa agora, garoto da guitarra. Ele ri, na verdade o cretino gargalha. Isso me irrita. ― Não finja que sua boceta não está toda melada para mim, querida ― ele inala, suas narinas tremulando. Seus olhos aquecem, tesão bruto cintilando neles. ― Nós dois sabemos que está tão excitada que me deixaria te arrastar para um dos banheiros e te foder bem duro. Você quer isso, pequena fada. Está escrito em sua carinha linda ― seu corpo me prende na parede e eu arquejo. Puta merda. Eu olho em volta, mas, não vejo sinal da Mel e do Liam. Ninguém para me salvar do assédio. Bem, só eu mesma. Certo, eu vou empurrá-lo a qualquer momento, ok? ― Você está toda ofegante, desejando o prazer que sabe o meu pau pode te dar. Sua boceta está úmida, latejando, doendo para ser preenchida ― estou ganindo como uma cadela no cio agora. Maldito seja ele e sua boca suja! Cachorro, galinhão! ― Eu não vou ser gentil, Sara. Você me deixou com tanto tesão que vou rasgar essa sua pequena e apertada boceta. Duro. Vou te foder como nunca foi fodida na porra da sua vida. Deus do céu! Como pode ser excitante um cara te dizendo que vai rasgar sua vagina? Minha Nossa Senhora da perequitas, protegei a minha porque eu sei que é totalmente insano, mas, quero deixá-lo fazer exatamente isso. Estou muito envergonhada com esse pensamento. Não muito para ser sincera... Trágico. ― Primeira tomada em cinco minutos! ― anuncia o diretor e eu me obrigo a sair do feitiço do deus da guitarra. O ambiente muda imediatamente. As luzes giram ao nosso redor. O bar se agita e o DJ começa a tocar. A primeira tomada é numa danceteria. O casal se vê e imediatamente se sentem atraídos, o que é a porra de uma piada, pois foi exatamente assim comigo e o babacão. Eu me sinto nervosa não apenas por ter que contracenar com ele, mas, porque esse clip precisa ficar de alto nível como todos os anteriores da DragonFly. Eu levo minha unha do polegar à boca. Uma mão quente para o meu ataque à minha pobre unha que não tem culpa de nada. Eu giro a cabeça e encontro olhos verdes me encarando. Ele dá um aperto suave na minha mão. ― Não fique nervosa ― sua voz e expressão são quase suaves como se não estivesse ainda há pouco falando as coisas más que faria para mim. ― Você está linda. Perfeita para o clip. Minha boca cai aberta porque eu nunca vi esse lado dele. Mas, é claro que ele tinha que cagar tudo logo a seguir: ― Além disso, estará contracenando comigo ― ri do seu jeito malicioso. ― Aproveite o passeio grátis, baby ― ele pisca muito safado e se vai. Eu rolo os olhos. Idiota. Os figurantes enchem o salão dançando com vontade. Tomo várias respirações no intuito de me acalmar. ― Gravando! Merda. É agora, Sara. Eu sinto que minha vida não será a mesma depois desse clip. A música sobe e os jogos de luzes enlouquecem. Um remix de All The Lovers da Kylie Minogue começa e eu relaxo um

pouco. Adoro a música. Adoro a cantora, na verdade. Isso foi coincidência? Eu meneio a cabeça para a minha presunção. Elijah não deve ter notado nada a meu respeito além do meu traseiro. O arranjo do DJ está bombando. Eu sorrio, me munindo de toda a coragem e ando devagar, sensualmente para o meio do salão. Hora de seguir o script. Eu giro a cabeça e meu olhar é capturado imediatamente pelo cara debruçado na grade da área vip da boate. Deus, ele está maravilhoso lá em cima. Os caras também estão com ele lá em cima. Todos bebericando de seus copos, olhando a agitação da pista de dança. Eu noto isso meio que com a visão periférica porque meus olhos não o deixam completamente. Seus olhos obscurecidos pelo ambiente, mas, ainda nitidamente presos em mim. Ele sorri lentamente e minha vagina aperta. Não é um sorriso ensaiado, esse é o seu muito arrogante sorriso me dizendo coisas sujas de novo. Eu sorrio de volta e dou-lhe as costas, abrindo caminho para o centro do salão. Sinto-me mais segura agora. A batida vibra no chão, subindo pelas minhas pernas, me deixando louca em antecipação. Eu mexo apenas os quadris lentamente. Levo minhas mãos num passeio ousado pela minha barriga e sigo a batida aumentando meu ritmo. Subo as mãos pelos seios. Ofego, ciente de que ele está olhando isso. Rio verdadeiramente para a câmera e o procuro a seguir. Elijah está cortando seu caminho para mim. As luzes brilham sobre seu rosto másculo. O queixo quadrado, teimoso e seu olhar são determinados. Ele está vindo pegar algo. Parece dentro, mas, de certa forma fora do personagem. Eu não consigo encará-lo, viro-lhe as costas. Preciso de algum controle. Isso é profissional, Sara. Profissional, não se esqueça disso. ― Eu quero comer você aqui nessa pista, porra ― rosna em meu ouvido. Eu tremo. Merda. Isso não foi nada profissional. Estou latejando vergonhosamente, embora. Ele ri, me puxando contra seu peito. Contrariando suas palavras ásperas, seus dedos descem pelos meus ombros numa carícia suave, excitante. Eu gemo. Ele sorri e envolve um braço em minha cintura, me colando a ele e seu pau completamente duro. Seus lábios quentes beijam meu lóbulo e descem pelo pescoço. Eu inclino a cabeça lhe dando acesso e seu quadril mói na minha bunda. Porra. Seus dedos continuam subindo e descendo pelo meu braço, causando uma erupção na minha pele. Estou quente, muito quente. O refrão da música não poderia ser mais apropriado. Ele está fodendo minha bunda e eu estou me movendo junto completamente perdida em seu cheiro, seu corpo firme me prendendo ao dele. Elijah sorri malvado antes de me girar de frente. Seu braço apertando minha cintura, a mão descendo devagar para minha bunda. A outra mão me puxa pela nuca, nossos olhares se encontrando. Tenho certeza que está escancarado no meu o quanto estou louca por ele. Nos movemos na nossa própria dança indecente. Estamos ofegando na boca um do outro. Um tesão absurdo emanando dos nossos poros. Ele está moendo direto em meu clitóris, seus olhos tempestuosos, selvagens presos aos meus. Oh, Deus. Eu vou gozar se ele não parar. Minhas mãos sobem do seu peito para os ombros e eu cravo as unhas em sua camiseta, mordendo o lábio para não gemer alto e me entregar. Ele ri do seu jeito meio zombador, meio eu sou um presente de Deus e você mal pode esperar para gozar no meu pau. ― Depois da gravação, baby ― ele sopra em minha boca. Eu não consigo segurar um gemido dessa vez. Ok, eu sei que estou perdida. Eu soube no momento em que concordei em fazer o clip. ― Fim da linha ― suas últimas palavras são rosnadas antes de sua boca mergulhar na minha e oh, cara... Por um segundo, esqueço de tudo. Meu cérebro desliga e a sanidade me abandona como uma cadela. Todos somem. Não há diretor e a equipe de câmeras nos enquadrando no melhor ângulo. Não há figurantes. Há apenas a sua boca firme e exigente na minha. Elijah me beija como se fosse meu dono. Como se tivesse feito isso mil vezes antes e tivesse plenos direitos sobre isso. Seus braços enrolados em mim. Seu corpo duro, seu cheiro másculo me drogando os sentidos. Seu beijo perversamente provocante. Sua língua lambendo e chupando a minha, fazendo minha calcinha gotejar e minha respiração alterar de tal forma que não consigo conter os gemidos. Agora somos apenas eu e ele.

Oh, cara, eu estou tão fodida. De verde e amarelo! Ele está certo. É a porra do fim da linha. ― Elijah... ― eu gemo em sua boca. Ele ri, ofegante e agarra a minha bunda, me puxando para mais perto como se isso fosse possível. Continua moendo gostoso em minha vagina muito necessitada. Minha mente só consegue registrar o seu muito bem-dotado pau esfregando em mim obscenamente. Eu me penduro em seus ombros firmes e me entrego de vez. Dando tudo de mim nesse beijo. ― Porra... Caralho... Sara... ― ele geme meu nome e eu nunca ouvi nada mais bonito. Seus dentes estão puxando e mordendo meus lábios, meu queixo e depois, voltando sua boca exigente para a minha. ― Porra... ― rosna e me levanta pela bunda. Eu facilito, envolvendo minhas pernas ao seu redor. Entramos em um frenesi de mãos e bocas. Gemidos e rosnados. Ouço vagamente a música ao fundo. ― Corta! ― Corta! ― Corta! O quê!? O diretor repete o último comando com um leve toque de diversão em seu tom e as luzes se acendem, o ambiente escuro e íntimo da boate some. Elijah finalmente para o beijo e respiramos pesadamente na boca um do outro. ― Perfeito! Sara, você foi incrível ― o diretor parece verdadeiramente empolgado. ― Vocês passaram muito realismo ― Elijah sorri, os olhos brilhando presunçosos e divertidos. Ele sabe que essa merda foi, é muito real entre nós. Eu me obrigo a descer as pernas do seu quadril e mordo o lábio quando meu sexo roça seu pau duro. ― Dez minutos de pausa antes da cena da cama ― o diretor completa e meu coração dispara. Cama!? Há uma cena na cama? Minha confusão e desespero devem transparecer em meu rosto porque o idiota pomposo sussurra no meu ouvido: ― Eu tomei a liberdade de sugerir uma ou duas coisinhas, pequena fada ― e sai, me deixando trêmula e com uma vontade absurda de correr dessa sala e só parar quando chegar ao Brasil. O que não é um bom plano desde que temos o Atlântico no meio. Merda, merda. Puta merda! EM BREVE... [1] Um ponto primordial no âmbito hospitalar é a implantação de um time de resposta rápida. Trata-se de uma equipe de clínicos (enfermeiras, médicos, fisioterapeutas, ascensoristas entre outros) que trazem cuidados críticos aos pacientes à beira leito ou onde for necessário. Essas ocorrências normalmente são classificadas em duas chamadas: Código Amarelo para urgências e Código Azul para emergências – PCR (Parada Cardiorrespiratória).

[2] Billboard é uma revista semanal norte-americana especializada em informações sobre a indústria musical.[1] Conhecida também como The Music Bible[2] [3] ("A bíblia da música") foi fundada em 1894, tendo como foco inicial o mercado publicitário,[4] mas passou a tratar apenas de música a partir de dos anos de 1950.[5] E faz parte da Prometheus Global Media.[6] Mantém vários rankings reconhecidos internacionalmente que classificam canções e álbuns populares em várias categorias e estilos. Seu ranking mais conhecido, o Hot 100, mostra os 100 singles mais vendidos e tocados nas rádios e é frequentemente usado nos Estados Unidos como a principal forma de medir a popularidade dos artistas bem como de uma canção.

[3] Mogno é o nome comercial utilizada designar as madeiras de origem tropical com coloração castanho-avermelhada, grão fino, grande dureza e elevada densidade (>0,63 g/cm3) provenientes de árvores da família das Meliaceae. [4] Ator norte-americano muito conhecido pela atuação na sequência de filmes, Duro de Matar.

[5] Ele faz referência aos maiores feriados nacionais do Brasil e Estados Unidos, o dia da Independência.[6] Mel faz referência a um provérbio antigo que diz: Quando em Roma, aja como os romanos...” Assim, quando em LA, aja como as

celebridades...

[7] Um dos muitos Shoppings Centers de LA. [8] Hitch é um filme estadunidense de 2005, do gênero comédia romântica, dirigido por Andy Tennant e com roteiro de Kevin Bisch. O filme custou 70 milhões de dólares.

[9] Rodeo Drive é o nome de um famoso e longo quarteirão de Beverly Hills, no Condado de Los Angeles nos Estados Unidos. Esse quarteirão é considerado um dos mais caros do mundo. Faz sucesso desde a década de 1950 e 1960 por ser um local de alto luxo, lugar para fazer compras caríssimas além de abrigar finos restaurantes. É também conhecido mundialmente por abrigar grandes lojas de grife. Marcas como GiorgioArmani, Bally, Bang&Olufsen,Bijan, BVLGARI, Burberry, Gucci, LouisCartier, Celine, Chanel, Christian Dior, Coach, Dolce & Gabbana, Fendi, Hermès,Lacoste, Louis Vuitton, Ralph Lauren, Prada, Salvatore Ferragamo, Tiffany & Co., Valentino, Versace e Yves Saint-Laurent, entre outras.

[10] Situação em que a vítima desenvolve empatia em relação a seu algoz. [11] Carrie é um filme de terror, suspense e drama norte-americano lançado em 2013. Trata-se de uma nova versão de Carrie, famosa obra escrita por Stephen King em 1974.

[12] Os Vingadores (Avengers no original em inglês) são um grupo de super-heróis de história em quadrinhos publicados nos Estados Unidos pela editora Marvel Comics.

[13] O American Music Awards é uma das maiores premiações anuais da música norte-americana. Os AMAs foras criados por Dick Clark em 1973.

[14] Thanksgiving ou Dia de Ação de Graças é o feriado de um dia que originalmente foi criado para agradecer aos “Native Americans”(Índios nativos americanos) no fim do período de colheita. Nos Estados Unidos é celebrado na quarta Quinta-Feira de Novembro e a maior parte das pessoas emenda na Sexta-Feira. No Canadá, o Thanksgiving é comemorado na segunda Segunda-feira de Outubro.

[15] A metilenodioximetanfetamina (MDMA) mais conhecida por ecstasy, é uma droga moderna sintetizada (feita em laboratório), cujo efeito na fisiologia humana é a diminuição da reabsorção da serotonina, dopamina e noradrenalina no cérebro, onde estas substâncias ficarão em maior contato entre as sinapses, causando euforia, sensação de bem-estar, alterações da percepção sensorial do consumidor e grande perda de líquidos, pertencente à família das anfetaminas. As alterações ao nível do tacto promovem o contato físico, embora não tenha propriedades afrodisíacas, como se pensa, apenas aumenta o desejo incapacitando as condições fisiológicas para o ato sexual do indivíduo. O ecstasy ganhou notoriedade e perfusão com o desenvolvimento da moda techno e das festas rave.

[16] Os Hamptons são um grupo de vilas de luxo, localizado no estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos da América. [17] Montana é um dos 50 estados dos Estados Unidos, localizado na Região dos Estados das Montanhas Rochosas. Sua capital localiza-se na cidade chamada Helena. Montana é o quarto maior estado norte-americano em área, e o terceiro maior dos 48 estados contíguos.

[18] Jack Daniel’s, marca de uísque.

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