Incontrolável – Série Rock I’m Rio – Livro 1 – Lani Queiroz

Liam Stone, o lindo e sexy vocalista da banda de rock DragonFly chegou ao topo. Há dois anos suas músicas ocupam os primeiros lugares nas paradas de s...
Category: Romance

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INCONTROLÁVEL Série Rock I’m Rio 1/3 Lani Queiroz Copyright © 2015 Lani Queiroz Capa: Franz Gerbatin Revisão: Valéria avelar Diagramação Digital: Lani Queiroz Esta é uma obra de ficção. Seu intuito é entreter as pessoas. Nomes, personagens, lugares e acontecimentos descritos são produtos da imaginação da autora. Qualquer semelhança com nomes, datas e acontecimentos reais é mera coincidência. Esta obra segue as regras da Nova Ortografia da Língua Portuguesa. Todos os direitos reservados. São proibidos o armazenamento e/ou a reprodução de qualquer parte dessa obra, através de quaisquer meios — tangível ou intangível — sem o consentimento escrito da autora. Criado no Brasil. A violação dos direitos autorais é crime estabelecido na lei n°. 9.610/98 e punido pelo artigo 184 do Código Penal. AGRADECIMENTOS À Deus pela vida, força, fé e inspiração. À minha família pelo apoio e amor.

DEDICATÓRIA Às minhas sempre lindas leitoras, amigas e princesas (roqueiras) que agitam os grupos do facebook e me acompanham no Wattpad. Sem vocês eu não seria nada. Cada uma mora em meu coração. Aos leitores que gostam de um romance hot e me conheceram na amazona. Sou imensamente grata pela fé e confiança que depositam no meu trabalho. Um grande abraço, Lani Queiroz “Rock and Roll é poesia, sexo é inspiração. As batidas são sensuais. Quando as notas são dedilhadas na guitarra, são gemidos que viram melodias para os ouvidos. Nossas emoções são transmitidas através das canções. Sexo, amor, romance, traição, saudades, desamores e perdas. Rock and Roll é estilo de vida, uma mistura intensa de sentimentos cantados, para que o mundo possa escutar e explodir em êxtase. Existe um fogo nesse coração, que só acende quando o público entra no ápice da paixão.” (Melody Olivatti) “ O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis” José de Alencar DEPOIMENTOS DAS LEITORAS “Conheci a Lani através de uma página de outra autora. Foram tantos comentários sobre o livro que estava escrevendo no momento (Príncipe da Perdição), que fiquei curiosa e fui conferir. O livro era muito bom e continuei com a Lani. Quando lançou Incontrolável, enlouqueci de vez. Liam Stone é meu amor especial. Me fez sorrir, chorar, me excitar, tudo ao mesmo tempo. Essa

escritora me conquistou com sua escrita maravilhosa. Lani está entre as autoras brasileiras que admiro. Lani, parabéns pelo reconhecimento, muito sucesso e que você continue nos presenteando com suas obras maravilhosas. Que Deus te dê muitas inspirações. Bjos!” (Edna Sousa) “Conheci a Lani através de amigos. A Série Rock I’m Rio é maravilhosa...Com muitas emoções, romance, enfim, é perfeita. Super recomendo!” (Thereza Christina) “Livro simplesmente devastador, em todos os sentidos. O amor que parecia impossível, o sexo muito quente e enlouquecedor, um roqueiro pra lá de romântico. É fácil se apaixonar nas primeiras linhas. Super recomendo esse casal. Luxúria, fogo, desejo, entre outras características definem esse livro.” (Letícia Santos) “Conheci o livro por acaso nas indicações do Wattpad. Fui conferir e foi amor à primeira vista. Liam Stone rockstar pra lá de gostoso e sua doce Mel. Livro maravilhoso e sei que toda a série será maravilhosa porque os cães sarnentos arrasam!” (Edna Patrícia) “Conheci o livro por comentários em grupos do facebook. Comecei a ler e fiquei apaixonada. Um texto gostoso de ler que te prende do início ao fim. Cada capítulo melhor que o outro. Super recomendo!” (Amanda Moreira) “ Conheci a Lani através da minha amiga, Patrícia Morais, q me falou que a autora é sempre muito acessível e atenciosa com seus fãs. Entrei em contato com a Lani e logo conheci o Liam Stone, sua história é recheada de emoção, romance, enfim, tem de tudo um pouco. Lani é uma pessoa maravilhosa que merece todo o sucesso. Agora só falta conhecer os príncipes.” (Yara Suzana Meireles)

“Conheci a autora e o livro através de recomendação de um grupo do facebook que administro. Como adoro livros de bandas de rock fui conhecer e amei a escrita.” (Paula Sena) “Conheci os livros da Lani ainda na sua primeira série Príncipes Di Castellani. Acompanho até hoje com nosso roqueiro Liam Stone, que é simplesmente maravilhoso. A cada capítulo uma nova emoção. Amoooooo!” (Cláudia Santos) “Conheci a Lani Queiroz, por meio da Camila Lima, que sempre postava coisas sobre a primeira série Príncipes Di Castellani. Foi amor à primeira leitura e assim, continuo acompanhando o seu trabalho. Liam Stone, então, é maravilhosoooooooo! Cada capítulo consegue nos deixar mais envolvida.” (Sara Moema Olinto Correia) “Conheci a Lani Queiroz através da minha amiga, Adriana Cléo, que sempre falava sobre os príncipes. Comprei, li e ameiiiii... Então, veio o Liam e arrebatou meu coração. Amo de paixão! Lani, você é Diva.” (Ana Cristina Trindade) “Conheci por meio de indicação de uma amiga. A Lani estava postando Príncipe da Luxúria. Acompanhei as postagens enquanto lia Príncipe da Vingança. Desde esse dia, não perco nenhum capítulo. Ora rindo, ora chorando, sempre se emocionando de alguma forma. Amo todos os livros.” (Luciana Lenhardt) “Conheci a série Rock I’m Rio através de amigas que falavam maravilhas sobre o livro. Fiquei curiosa e não me decepcionei. Logo nas primeiras páginas fiquei fascinada e apaixonada pelos personagens. A Lani Queiroz sabe prender o leitor não só nas cenas hots, mas, na obra em geral. Obrigada, querida por nos proporcionar livros lindos, que nos fazem sentir raiva, chorar, sentir

esperança que o amor sempre vence. E, nos fazem pegar fogo com as cenas hots. Sucesso sempre!” (Luciana Ramos) “Conheci a rainha Lani Queiroz através do face da Camila Lima. Vi a capa de Príncipe da Vingança e comprei na amazona. No mesmo dia comecei a ler e foi amor à primeira vista. Daí em diante nunca mais parei. Lani, só quero te dizer duas palavras: Parabéns (pelos livros) e obrigada (pelos livros). Amo todos. Não tem como não ler as obras da Lani. Sucesso sempre!” (Gláucia Domenicali da Silva) “Conheci a Lani quando baixei o aplicativo de leitura pelo celular. Não estava trabalhando. Só em casa, cuidando do marido e filhos. Adoro ler, foi aí que me deparei com Príncipe da Vingança, comecei a ler e não parei mais. Nossa! Até ao banheiro levava o celular...kkk. Desde então, não vivo sem você, Lani.” (Luci Peres) “Conheci a Lani pela capa do seu primeiro livro no Wattpad. Li Príncipe da Vingança e fiquei apaixonada! Não vivo mais sem essa mulher, minha gente. Liam Stone é o nosso principezinho da vez. Amo Lani Queiroz. Que isso fique registrado!” (Claudia Alves Rodrigues) INCONTROLÁVEL Série Rock I’m Rio 1/3 Um desejo proibido... Ela é a única mulher que ele não pode ter... Ele é o último homem a quem ela pode desejar... Liam Stone, o lindo e sexy vocalista da banda de rock DragonFly chegou ao topo. Há dois anos suas músicas ocupam os primeiros lugares nas paradas de sucesso em vários Continentes. Acumula prêmios e mulheres em sua cama. É o mais novo queridinho da América. Depois de anos longe de casa, ele está de volta ao Brasil para o que é considerado o maior

festival de música da América Latina, o Rock in Rio. Mas o que era para ser a coroação de seu sucesso é também o reencontro com seus demônios. Intrigas familiares e o desejo proibido pela mulher do seu irmão farão da sua passagem pelo Rio uma verdadeira confusão. Faz exatamente seis anos desde que Melissa Portela esteve cara a cara com Liam, seu sexy e tentador cunhado. Seu casamento nunca fora um mar de rosas, mas isso não justifica o desejo louco que alimentou pelo irmão mais novo de seu marido. Era errado e imoral de muitas maneiras. Quando os dois se reencontram tendo que conviver diariamente numa situação profissional as faíscas ainda voam e a tensão sexual é palpável. Liam encontra uma mulher forte e linda que se reiventou após a morte do marido. Mas que ainda faz seu corpo tremer e enlouquecer de desejo reprimido... Mel encontra um homem no lugar do garoto... Um homem indecentemente lindo, viril, tatuado. Mil vezes mais perigoso e tentador. Um deus do rock. O desejo ressurge e dessa vez será difícil resistir a cada fantasia proibida. Os dois se jogam num caso intenso, cheio de erotismo e prazer sem precedentes... Dessa vez será INCONTROLÁVEL... Este é o primeiro livro da série Rock I’m Rio. Não recomendado para menores de 18 anos. Espero que curtam a leitura tanto quanto gostei de escrever. Bjokas, Lani Queiroz

PRÓLOGO Melissa ― Sinta o meu pau afundando em você, baby ― ele enrolou e puxou meus cabelos da nuca e foi metendo devagar. Prendi a respiração, enquanto seu pau me rasgava até o fundo. Meu corpo tremia,

enlouquecido, desejoso. Gritei quando bateu em mim, sua pélvis se chocando em minha bunda. Minha nossa! Ele era grande. Muito grande e espesso. Nunca me senti tão cheia. Seu pau se alojou em meu útero, abrindo um espaço que nunca havia sido tocado. ― Porra! Que gostosa! Minha fantasia se realizando. Estou fodendo a boceta dos meus sonhos, cacete! ― rangeu os dentes. ― Ohhh! Liam... ― gemi. Ele riu bem na minha orelha, mordendo e chupando o lóbulo. Tirou quase tudo e voltou numa estocada forte. ― Oh! Meu Deus! ― eu estou quase gozando com apenas duas estocadas. Isso é o quanto sou louca por esse homem. Ele elevou uma perna por cima do meu quadril e me fodeu. Realmente me fodeu. Seu pau entrando fundo, muito fundo, batendo em mim sem trégua. Ah! Cristo! Nunca me senti assim. Nunca fui tomada assim. Ele metia girando o quadril, tocando cada nervo necessitado da minha vulva. Eu estava completamente esticada em volta dele. Era quase doloroso, mas absurdamente delicioso. Nossos gemidos e rosnados enchiam o quarto. Os sons de nossas pélvis se chocando tornando tudo real. Ele me comeu esfomeado, furioso, extravasando todo o desejo reprimido, proibido. ― Ahhhh! Porra! Você tem uma bocetinha tão apertada! ― grunhiu em meu ouvido e desacelerou os golpes, me fodendo devagar, bem devagar. ― Tem ideia do quanto quis fazer isso? ― puxou mais meus cabelos, inclinando minha cabeça para trás, meu corpo arqueando dolorosamente. Seu pau me castigando num ritmo torturante e lento. ― Eu sempre soube que seria assim, doce Mel ― sorriu e meteu com força. Gritei, insana. ― Você sempre quis isso também, não é? Diga! ― rosnou me comendo com golpes brutais agora. Eu estava completamente dominada por ele. Seu corpo grande, duro e musculoso se chocando contra o meu, consumindo-me, exigindo tudo que não pudemos fazer por tanto tempo. ― Diga, porra! Fale o quanto queria meu pau assim, enterrado até as bolas, nessa sua boceta gostosa! ― sua mão desceu num tapa forte na minha bunda. Assustei-me. Ele riu, um som cheio de luxúria e perversão. ― Fale o quanto queria me dar essa boceta, Mel! Fale, porra! ― Ohh! Sim! Porra! Eu queria muito! ― explodi. Ele riu mais, lambendo minha orelha. Gemi, rebolando, encontrando-o em cada estocada brutal, deixando-me ser fodida duramente por ele. Seu

aperto afrouxou na minha nuca e fui empurrada para baixo, ficando de quatro. Suas mãos acariciaram minhas costas, as unhas arranhando minha pele e fiquei louca. Eu estava quase lá. Ele sorriu conhecedor e desacelerou de novo. Merda! Cravou as mãos em minha bunda, abrindo-me, deixandome totalmente exposta. Fiquei imediatamente tensa quando um dedo sondou meu ânus. Era só uma carícia leve, fazendo círculos, mas me inquietou. ― Ora, ora, você nunca foi fodida aqui, minha doce Mel? ― ronronou, entre divertido e sacana. Continuou circulando meu orifício, enquanto metia o pau devagar em mim. ― Eu vou amar comer seu rabinho virgem ― disse num tom tenso e cuspiu no meu buraco. A próxima coisa que senti foi seu dedo forçando passagem. Tentei sair do seu domínio, mas ele segurou meus quadris com força e voltou a me foder furiosamente. Gemi, meu orgasmo voltando a se formar em meu ventre. Incendiei com seus rosnados. Eu teria marcas dos seus dedos em meus quadris amanhã, mas eu não me importava. ― Será que você quer gozar no meu pau? Peça-me! Peça para gozar no meu pau! ― Deus! Ele era muito intenso na cama. Não vou conseguir esquecê-lo depois disso. Nunca. ― Por favor! ― gemi de frustração quando ele parou os movimentos. ― Por favor, o quê? ― riu e seu dedo voltou para meu ânus. Antes que pudesse me preparar enfiou-o todo. Gritei. ― Relaxe, baby ― ronronou em meu ouvido. Gemi. Ah! Deus! Sua voz devia ser ilegal de tão sexy que é. ― Isso, assim, me deixe mostrar a você o que esteve perdendo, minha gostosa ― fui relaxando, acrescentou outro dedo. Entrou apertado, rasgando e ele voltou a meter na minha vulva latejante. Sua mão livre foi para meu o clitóris e eu me desfiz, deixando esse homem indecentemente lindo e sexy, me foder como queria. ― Porra! Que rabinho lindo e apertado ― grunhiu, enquanto violentava meus dois buracos. ― Você vai dá-lo para mim, baby? ― ronronou e manipulou meu clitóris habilmente. ― Vai me deixar meter meu pau até as bolas e gozar bem gostoso todo enterrado nele? Vai ser tão malditamente perfeito, Mel. Você, minha. Completamente minha, porra! ― gritei alto, suas palavras sujas me fazendo selvagem. Nunca me senti tão desejada, tão sexy e tão livre no sexo. ― Peça, baby! Peça para eu te foder assim, bem duro! Te comer de todas as

formas! Peça, porra! ― caramba! Uma barreira se rompeu dentro de mim, me transformando numa criatura devassa, e eu gritei: ― Ohhhh! Liam! Oh! Deus! Sim! Por favor, me foda, baby! ― ele rosnou e aumentou o ritmo, me comendo impiedoso. Seu grande pau rasgando minha vulva já ardente. Meu ânus sendo esticado e fodido pelos seus dedos. ― Isso, baby! Eu sempre soube que você tinha esse fogo aí dentro ― me rasgou numa estocada que me tirou o ar. ― Você sempre quis me dar assim. Sempre quis ser a minha putinha suja, safada. Toma meu pau, porra! Tome-o todo nessa boceta gostosa do cacete! Você é minha! ― meteu furiosamente em mim e eu quebrei, gozando. O orgasmo mais intenso que já senti me rasgou ao meio. Começou no ventre e se espalhou por cada célula do meu corpo. Convulsionei, gritando o nome dele, enlouquecida, entorpecida de prazer. Eu não sabia que podia ser assim, tão forte, intenso. Agora entendo a expressão um orgasmo de tremer a terra. ― Isso, goze, baby! Goze no meu pau! Goze bem gostoso, cacete! ― sua voz foi muito tensa e rouca, e ele saiu de cima de mim, me virando no colchão. Arreganhou minhas coxas e meteu com tudo de novo. Elevou meus braços acima da minha cabeça. Seu rosto perfeito ficou a centímetros do meu. Os olhos azuis fumegantes presos nos meus. Sua expressão tensa dizia que estava no limite. ― Você é tão linda! Porra! Tão linda e gostosa, e eu sempre fui malditamente louco por você ― gemi. Como era possível estar me excitando outra vez, quando meu corpo ainda estava mole do prazer sem precedentes que ele me deu? ― Sabe o que vai acontecer agora? ― chupou meu lábio inferior e o mordeu depois. Arqueei as costas, abraçando-o com as pernas, tomando suas estocadas profundas que me sacudiam toda. Sua boca desceu pelo meu pescoço e abocanhou meio seio esquerdo. Serpenteou a língua no mamilo duro, rodeou a auréola. Gemi. Rosnou e chupou duramente. Seu pau batendo incansável em mim. Sua boca subiu outra vez e chupou meu pescoço, seus lábios quentes e macios me fazendo gemer e gemer. Caramba! ― eu vou viver em cima de você! Um mês inteiro assim, dentro de você, porra! Ah! Cacete! Que bocetinha deliciosa... ― rugiu, sua boca voltando para a minha. Nossos hálitos se misturando. ― Ohhhhh!

Porra! Eu vou gozar! Que gostosa... ― seus olhos me prenderam, hipnotizando. Rasgou-me mais duas vezes com golpes duros e uivou, seus olhos não deixando os meus em nenhum momento enquanto gozava dentro de mim. Gemidos roucos escaparam dos seus lábios para os meus. Foi a coisa mais linda e sexy que já vi na minha vida. E eu estava pronta. Loucamente excitada outra vez. Sua boca tomou a minha num beijo lento, sua respiração ofegante. Nossos corações batendo em uníssono. Ele soltou meus pulsos e eu o puxei pelo pescoço. Riu contra meus lábios e passou a comer minha boca. Chupando, mordiscando. Sua língua habilidosa lambendo cada recanto da minha boca, ainda me fodendo com estocadas lentas. Minha. Nossa. Senhora. Que homem é esse?

CAPÍTULO UM Nova Iorque, Madson Square Garden... Liam ― I can’t get no, satisfaction! ― a multidão gritou enlouquecida. Elijah veio para o meu lado e sua guitarra chorou. Ele é um maldito exibicionista, mas é foda pra cacete com uma guitarra nas mãos. Suor escorria pelo meu rosto. Nós estávamos num bom momento. Olhei o ginásio lotado. A primeira vez que estivemos aqui há quatro anos, éramos apenas mais uma banda abrindo para os famosos. Mas desde então, eles vêm por nós. Estão aqui por nós! Nós fizemos isso, porra! Nós chegamos ao maldito topo! ― Vamos, senhoras! ― sorri, caminhando pela pequena passarela. Eu amo estar perto dos fãs. Isso aqui é o que me completa. É o meu elemento. Não vivo sem esse calor, essa adrenalina me tomando, me entorpecendo. Essa energia e excitação louca só podem ser comparadas a gozar bem forte numa boceta quente e apertada, porque se há duas coisas que amo nesse mundo é cantar e foder. Não necessariamente nessa ordem... ― Não sejam tímidas ― ronronei sedutoramente e arranquei a

camiseta. Os assovios, ovações e gritos encheram meus ouvidos: Oh! Meu Deus! Liam, eu te amo! Liam, case comigo! Liam, me foda! Sorri, conseguindo vislumbrar a garota que disse a última frase. Era uma loira bonita que estava espremida lá embaixo. Deslizei a mão esquerda pelo meu abdome molhado e dei-lhe uma piscada sacana. ― Eu posso aceitar isso mais tarde, baby ― ela enlouqueceu. Elas enlouqueceram completamente. ― I can’t get no! — cantei me abaixando para pegar as mãos que se agitavam me chamando. Umas me puxavam com uma força absurda. Eu apenas sorria, me desvencilhando e passava para a seguinte. ― DragonFly! DragonFly! DragonFly! [1] — a multidão explodiu, quando a música acabou e corri para o palco. A bateria de Paul e o baixo de Collin soaram ensurdecedores por exatos cinco segundos e as luzes se apagaram. Eles continuaram chamando o nome da banda. As luzes se acenderam e novos gritos. Gargalhei. Porra de cena fodidamente linda! ― Senhoras, vocês foram incríveis esta noite ― elevei minha voz acima da euforia. Mais gritos. ― E caras, não deixem de agradar suas meninas, se é que me entendem ― dei um sorriso maliciosamente arrogante. ― Segurem-nas bem apertado. Isso, companheiros. Cuidem de suas garotas ― isqueiros foram ligados. ― Nós ainda não estamos nos despedindo ― pausei um pouco. ― Acho que vocês não querem sair daqui sem ouvir o hino da banda, não é? ― mais gritos. ― Então, me respondam, cacete! Quem aí está incontrolável, hoje? ― os gritos e pulos foram tantos, que tive a impressão de sentir as estruturas do MSG[2] balançarem. Cacete! Meu violão foi entregue a mim. Coloquei o microfone no pedestal. Puxei uma respiração e fechei os olhos. Dedilhei a introdução e eles foram à loucura. Incontrolável. Yes! Baby Eu nunca senti isso antes. Você invadiu a minha mente Yes! Não segure. Deixe fluir, baby Incontrolável. Você consegue sentir? Yes! Você sente. Seus olhos me queimam como fogo

Não fuja mais, vem pra mim É proibido, perigoso Mas, baby, é incontrolável. Venha, venha para mim. A batida ganhou força. Elijah, Paul, Sean e Collin estavam comigo agora. As vozes femininas ecoaram me ajudando no refrão. Eu amo isso, porra! Eu vou fazer você ferver. Uma rapidinha comigo vai durar a noite inteira... Yes! Baby. Quando eu tiver você. Baby, quando eu tiver você... Yes! Batendo você, batendo, batendo você a noite inteira... ― Estamos voando para Seattle ainda hoje ― Elijah anunciou enquanto tomávamos nossas cervejas, jogados nos estofados do camarim, após o show. Os caras estavam visivelmente acabados. Foi uma semana intensa. Eu estava no meu limite também, mas a alegria de subir no palco suplantava qualquer cansaço. ― Tivemos um momento fodidamente bom lá fora. ― Sim, nós tivemos ― assenti, apoiando minhas botas na mesinha de centro. ― Aproveitem a pausa dessa semana e aprendam a tocar direito, seus idiotas! ― eles riram e rosnaram palavrões, erguendo suas cervejas num brinde. Nossas garrafas tilintaram. Um silêncio caiu por alguns instantes. Todos eles sabiam da minha tensão porque eu também estaria num avião hoje, mas ao contrário deles que estavam indo ver suas famílias, eu estava voando para o Brasil, confrontar meu inferno pessoal. Uma família que sempre me rejeitou. Sou o mais novo dos filhos de Mario Portela, um brasileiro e famoso empresário do ramo da música. Minha mãe, Alécia Stone, norte-americana de Seattle, o conheceu no Rock in Rio nos anos 80. Ele era casado, mas isso não o impediu de seduzi-la. O velho a fez sua amante por cinco anos. A porra toda só foi jogada no ventilador quando eu nasci. Ela teve complicações no parto e morreu dois dias depois. Meu pai me levou para morar com sua mulher e filhos. Acho que conseguem imaginar como foi a recepção, não é? Ele tinha dois filhos mais velhos com minha bruxadrasta. É,

esse é o termo carinhoso que criei para Lúcia Portela logo que aprendi minhas primeiras palavras. Ela sempre me odiou. Ela e meu irmão do meio, Raul. O mais velho, Rodrigo, apenas me ignorava. Fui criado por babás. Meu pai me amava, no entanto. Ele amava minha mãe também. Dizia-me isso incessantemente. Apenas foi covarde demais para assumi-la. Era muito conhecido na sociedade carioca e isso o freou. Quando era criança isso nunca me incomodou, mas quando entrei na adolescência, eu o acusava de covarde. Minha mãe era jovem e linda, não merecia o destino que teve. Era loira, tinha olhos azuis doces e risonhos que aprendi a amar através das fotos. Ele dizia que me pareço com ela e realmente pareço. Comecei a me ressentir de nunca ter tido a chance de vê-la. Cheguei a pensar que Deus era injusto deixando minha bruxadrasta viva e me tirado minha mãe. Mas meu velho me amava. Disso não posso reclamar. No entanto, o amor e predileção de meu pai por mim me fez alvo das muitas maldades da bruxa e seu queridinho Raul. Eles tornaram minha vida um inferno. A merda era feia. Bem feia. Raul me fez seu saco de pancadas. O bastardo era oito anos mais velho. Então, apanhei por muito tempo até chegar a um ponto em que não aguentei mais. Quando fiz dezesseis anos arrumei minha mochila e me mandei para Seattle para viver com meus avós maternos. Eu os amo. Sempre passei temporadas com eles. Meu pai nunca me privou desse convívio. Só voltei ao Rio de Janeiro quando tinha dezoito anos. Meu pai estava muito doente e eu tive que vê-lo. Esse foi um período fodido pela doença do meu velho. Raul estava casado há um ano, mas ainda era o mesmo bastardo, apenas não ousou tocar a mão em mim. Bom, acho que meu tamanho deve tê-lo intimidado também. Eu não era mais o adolescente franzino. Eu cheguei decidido a odiar sua mulher tanto quanto o odiava, mas não consegui. Não só porque Melissa era a coisa mais linda e deliciosa em que eu já havia posto os olhos, mas porque ela era doce e gentil comigo. Eu a chamava de doce Mel. Raul achava que era provocação, mas era apenas a forma como eu a via. E, havia algo lá. Desde o primeiro momento em que nossos olhares se cruzaram eu a senti em cada maldita parte do meu corpo. Ela também sentia. Uma energia crua, louca, selvagem, lasciva crepitava quando estávamos perto. Era uma porra muito forte, intensa. Quase incontrolável. Vocês mataram a charada,

não é? Sim, a música foi feita para ela. Só Elijah sabe disso. Minha linda e proibida cunhada me inspirou de muitas formas. Quase me matei de me masturbar imaginando meu pau enterrado até as bolas na boceta da doce Mel. A imagem dela veio nítida na minha mente. Os lindos olhos amendoados me dizendo que era tão louca para me dar quanto eu era para fodê-la. Cacete! Eu era completamente louco por aquela mulher! Raul nunca a mereceu e eu odiava vê-los juntos. Ele descobriu minha paixonite pela sua mulher. É claro que descobriu, gênio! Você a fodia com os olhos o tempo todo. Então, meu querido irmão passou a me provocar. Não com palavras, mas mostrando que Mel pertencia a ele. O bastardo só faltava transar com ela na minha frente. Eu o odiava mais nessas ocasiões do que quando ele me batia. Sim, eu era fodidamente louco de tesão por aquela mulher e preciso admitir, estou ansioso pra caralho para voltar a vê-la depois de seis anos. É isso, fazem seis anos que não vou ao Brasil. A última vez que estive lá foi para o funeral do meu velho. Depois disso me dediquei à DragonFly e ganhamos o mundo. Investi dinheiro. Torneime o líder da banda e o sucesso veio. Finalmente veio, e com ele muitas, muitas mulheres. A doce e proibida Mel foi relegada a um canto da minha mente, mas não completamente esquecida. Ainda me pego pensando nela, no que está fazendo, com quem está fazendo. Ela ficou viúva há dois anos. Gostaria de dizer que sinto muito, mas não. Não havia amor fraternal entre Raul e eu. Era uma hostilidade aberta. Como já devem ter deduzido, não me dei ao trabalho de ir ao funeral dele. Ironicamente tive um show fodidamente perfeito nesse dia. No entanto, por mais que deteste o restante da família, Mel ficou sob a minha pele. Talvez seja porque nunca tive sua boceta. É isso. Com certeza é isso. Não me entendam mal, mas eu sou bonito. Não estou nem aí se isso soa arrogante. Eu sou bonito, porra! Tenho certeza que a teria fodido até me saciar se ela fosse casada com qualquer outro. Ela teria sido minha. Tenho certeza. ― Que riso idiota é esse, irmão? ― Elijah zombou, cutucando meu ombro me tirando do meu recuo no tempo. ― Pensando obviamente numa boceta pela sua cara de fodido ― ele era um bastardo completo, mas esse idiota é o meu verdadeiro irmão. Digo, irmão do coração. Todos nós

nos conhecemos e somos amigos desde crianças. Nossas famílias vivem no mesmo bairro em Seattle, mas minha conexão com Elijah é mais profunda. Eu amo esse bastardo, não que eu vá dizer isso a ele algum dia. De jeito nenhum! Nunca. ― Eu acho que vocês devem ir embora logo e me deixar ter alguma diversão antes de pegar aquele voo ― bufei, tomando o último gole da minha cerveja e me levantando. ― Ei, Liam? ― Elijah tornou num tom apreensivo. ― Você está bem mesmo, cara? Antes que eu assentisse a porta se abriu e Natasha, nossa assistente pessoal entrou. Seus olhos vieram para mim e Elijah imediatamente. Abri um riso sacana. Sim, antes que perguntem, nós fodemos com ela. Nat é muito competente no seu trabalho, além de linda pra caralho, mas é uma puta daquelas bem liberais. Eu a fodi primeiro, depois a banda veio junto. Elijah, no entanto, cometeu o erro de se apaixonar pela vadia. Ele nunca teve bom gosto para mulheres. Sempre se apaixona pelas putas. Você deve estar se perguntando por que transo com ela se meu amigo a ama. Hum, isso é fodido mesmo. Nat transa com a banda toda. Sim, sei que assusta pra cacete, mas ela fode com a banda toda e eu sou da banda, só para constar. Quando estou cansado ou chateado demais para ir atrás de uma boceta, eu aceito seus serviços. Ok. Vou explicar isso melhor. Eu não a fodo no sentido literal, ela apenas chupa meu pau. E porra! A vadia tem uma boquinha divina. ― Ohhhh! Foda! Que boquinha gostosa! ― grasnei metendo meu pau até a garganta de Nat, enquanto Elijah estocava duro em sua boceta por trás. A vadia estava de joelhos no estofado do camarim. Os outros caras saíram há pouco. Eles sabem que Elijah só divide a refeição comigo. Eles podem trepar com ela em outro momento. Nat é a porra de uma boqueteira profissional. Sua língua fez uma pressão deliciosa no meu eixo. Passei a foder sua boca com força, comendo sem dó, esticando seus lábios ao limite. Não quero me gabar, mas meu pau me dá orgulho. Ele é grande e grosso, e eu tenho que reconhecer o mérito da garota me chupando. Ela é muito talentosa... ― Ah! Porra! Cacete! Isso, sua puta safada! Me chupa bem duro! Isso... Caralho! Mais duro! ― sua boca passou a trabalhar incansavelmente no meu pau, as estocadas furiosas de Elijah sacudindo seu corpo,

contribuindo para o atrito perfeito. Comecei a sentir o choque familiar nas bolas. ― Ahhhhhhhhhh! Foda! Vou gozar! Mama tudo! Engole tudinho, porra! ― gemi alto e esporrei em sua garganta. Fez sons de engasgo, mas continuou seu trabalho, arrancando gemidos de mim, enquanto me deixava limpo. Elijah rugiu furiosamente e bateu nas nádegas magras de Nat. Acho que ele fazia isso muito mais para puni-la por ser uma vadia do que para seu prazer. Ela me limpou e eu me enfiei na calça. Eu precisava voltar para o hotel e me preparar para a viagem. Olhei os dois antes de sair. Elijah ainda não tinha terminado com ela. Arrancou toda a roupa de Nat grosseiramente, colou seu rosto no sofá, puxando suas pernas para o chão e rosnou, enfiando dois dedos em seu rabo. Ela gritou lascivamente e rebolou em seus dedos. Sem muita preparação ele afundou seu pau nada modesto no rabo da vadia. Os gritos dela eram um misto de dor e prazer. Deu algum tempo para ela se ajustar e puxou seus cabelos da nuca, passando a fodê-la sem piedade. Porra! Estou ficando duro de novo! O jato taxiou pela pista de pouso do aeroporto Tom Jobim. Eu estava tenso pra caralho. Um mês. Eu preciso aguentar essa porra por um mês até nossa participação no Rock in Rio. Não consegui dormir muito, sobretudo porque Nat quis se enfiar na cama comigo. A cadela não se enxerga, caralho! Ela sabe que tudo que terá de mim é a minha porra em sua garganta. Nada mais. A porta se abriu e eu me mexi rapidamente. Preciso de um banho e de umas duas horas de sono. Parei na porta. Uma limusine estava estacionada lá embaixo. Esquadrinhei as proximidades e o ar foi arrancado dos meus pulmões ao ver uma mulher de costas para o jato, falando ao telefone. Meu corpo tremeu, o reconhecimento se instalando em mim. Melissa? Cacete! Era ela. Eu reconheceria aquela bunda entre mil. Meus olhos correram por ela ávidos, saudosos, embevecidos. De repente, eu tinha dezoito anos de novo. Os hormônios à flor da pele... O desejo louco me consumindo... Meu pau absurdamente duro pressionando o zíper da calça. Ela continuou de costas, distraída ao telefone e eu desci lentamente a escada do jato, dando início a uma inspeção desavergonhada. Cabelos castanhos, longos e brilhantes? Confere. Cintura fina? Perfeita. Bundinha dura e empinada? Aprovada. Pernas longas e as mais belas panturrilhas que já vi? Confere. Pisei finalmente em solo brasileiro e ela

encerrou a ligação se virando para mim. Porra! Cacete! A estrela dos meus sonhos pornôs ainda era estonteantemente linda. Cristo! Linda pra caralho! Parei um instante para me recompor, porque por mais que meu corpo ainda reaja de forma ridiculamente intensa à visão dela... Porra! Que visão! Sou um homem agora. Então se comporte como tal, seu imbecil! Melissa Oh! Deus! Eu vou vê-lo dentro de poucos minutos. Olhei pela janela da limusine, enquanto o jato taxiava. Liam Stone, meu lindo, sexy e tentador cunhado que agora é o rockstar mais famoso da América. Ele, sozinho, faturou cerca de duzentos milhões de dólares no ano passado. Sua fortuna pessoal é avaliada em mais de um bilhão. Suas músicas estão no top dez das rádios no mundo todo, e é também um galinha assumido. As mais belas modelos e atrizes de Hollywood já passaram por sua cama. Eu estou nervosa pra caramba! Esse trabalho não é novo para mim. Já recepcionei outros astros internacionais nos três anos em que Rodrigo me fez assessora da Portela Entretenimentos. Pelo amor de Deus! No ano passado cuidei de nomes como Paul McCartney, Rolling Stones e Justin Timberlake, por que estou tão nervosa? Torci minhas mãos suadas de novo, meu coração batendo como um tambor quando o jato parou. Ouvi o toque do meu celular e me forcei a atender. ― Ei, irmã! ― a voz de Sara, minha irmã mais nova, soou do outro lado. ― Então, já viu o nosso deus do rock gostoso? ― gemi, abrindo a porta e saindo do veículo. Eu estava, de repente, sufocando. ― Não. O jato acabou de aterrissar ― praticamente rosnei. Ela sorriu divertida. ― Hum, você está nervosa, Mel ― não era uma pergunta. Ela sabia de toda a minha história com Liam. Do desejo louco, arrebatador, mas proibido, terminantemente proibido que alimentei desde que Raul me apresentou ao seu irmão mais novo. Eu queimei por ele. Senti-me suja, mas eu o quis com uma força absurda. Apenas um olhar em seus olhos azuis safados e sedutores, e eu me afogava. Era algo quase incontrolável. Eu nunca consegui entender isso, porque amava meu marido. Eu amei Raul, e desejar seu irmão fazia sentir-me uma vadia. Eu ansiava por cada olhar roubado, cada toque

furtivo. Liam nunca falou abertamente sobre como se sentia, mas nunca precisou. Seus olhos azuis me consumiam, faziam promessas sujas cada vez que estávamos perto. Ele era só um garoto e isso me fez doente. Era loucura. Imoral, na verdade. ― Sim, estou ― anuí, tomando uma respiração profunda. ― Mas ele não é mais o mesmo de seis anos atrás e nem eu, Sara. Ele é Liam Stone agora. Nossa relação será estritamente profissional. ― Você está tentando convencer a mim ou a si mesma, maninha? ― ela respondeu. ― Aqui vai o meu conselho: veja se ainda sentem a mesma química de antes, e deite e role com o gostoso o mais rápido possível ― deu um suspiro típico de fã. Revirei os olhos. ― Mel, toda mulher quer uma noite com Liam Stone. Se tiver a chance agarre-a, maninha. Faça isso por você e por nós, reles mortais que não vão conseguir chegar tão perto dele ― mais suspiros. Eu ri dessa vez. ― Você está suspirando por Liam Stone, é isso? Onde fica seu noivo nessa história? ― ela gargalhou. ― Querida, você era casada quando o conheceu e isso não a impediu de molhar a calcinha por ele ― ai! Essa foi direta. ― Ok, você fez um bom ponto. Liam Stone é o epítome da beleza masculina e o sonho molhado de todas as mulheres que ainda conseguem ovular ― ela riu mais. Eu já estava menos tensa. Acho que foi por isso que minha irmãzinha ligou. Eu a amo tanto. ― Você pode pegar o Chay na escola? Vou me enrolar aqui sendo babá do nosso deus do rock. Ele tem uma entrevista coletiva e depois vou levá-lo à suas instalações. ― Claro, Mel. Mas depois quero saber dos detalhes sórdidos ― disse com um riso malicioso na voz. ― Ótimo. Mas não haverá detalhes sórdidos, maninha ― tentei soar firme. ― Isso é trabalho para mim. Pare de fantasiar. Liam Stone pode ter as mulheres mais lindas... ― Ei, pode parar! ― me cortou. ― Você é linda, Mel. Não se diminua porque aquele imbecil não a valorizou ― suspirei. Raul me deixou assim, uma mulher insegura por suas inúmeras traições.

Apenas um ano depois que nos casamos meu marido já me traía. Eu aguentei no início porque o amava e esperei pacientemente que mudasse, mas ele nunca mudou. Quando decidi abandoná-lo, engravidei e aí fiz o que a maioria das mulheres fazem, permaneci presa a um casamento falido pelo meu filho. Raul era a escória como marido, mas era um pai amoroso. Ele chegou a diminuir seus casos depois que Chay nasceu, mas nos últimos anos do nosso casamento, retomou com força total. Chegou ao ponto de desfilar abertamente com a amante, uma modelo famosa, dez anos mais nova do que eu. Quando os dois morreram num acidente de carro há dois anos, eu só consegui sentir alívio. Eu e meu filho fomos caçados pela imprensa implacavelmente nos primeiros meses após sua morte. Eu era o retrato da vergonha na sociedade carioca. Mas as coisas voltaram a ficar tranquilas no último ano, e estamos seguindo em frente. Nós dois. Só nós dois. ― Eu preciso desligar, Sara. Nos falamos mais tarde ― ela se despediu e desliguei, tentando reunir meus nervos para encarar Liam Stone frente a frente. Guardei meu celular na bolsa e me virei. Minha. Nossa. Senhora. Tive que suprimir um gemido ao me deparar com ele parado ao pé da escada. Usava calça jeans desbotada, uma camiseta branca básica por baixo de uma jaqueta de couro preta. Uma típica estrela do rock, ironizei. Tirou os óculos escuros com movimentos fluídos e inclinou a cabeça levemente, me avaliando por alguns segundos inquietantes. ―Liam... ― minha voz foi baixa, ofegante e levemente trêmula. Oh! Pelo amor de Deus! Sou uma mulher adulta, não uma garotinha. Mas ele tinha esse efeito desconcertante sobre mim. Sempre teve. Um riso lento se abriu na boca perfeita enquanto vinha devagar na minha direção, e eu me esqueci de como se respirava. Oh. Meu. Deus. Ele era letalmente bonito agora. Era um homem. Testosterona emanava por todos os poros. Os olhos azuis cintilaram da mesma forma que fazia sempre que me via, mas havia algo mais lá. Um brilho ousado, perigoso, predador, intimidador. Arquejei quando parou à minha frente. ― Ora, ora, que recepção mais... ― seu timbre sexy e rouco fez uma onda quente e eletrizante invadir meu ventre. Meus mamilos arrepiaram. Seu olhar capturou meus seios sob a blusa branca de

seda e seu riso ampliou. ― Calorosa... ― minhas faces incendiaram. Sério? Que idade eu tenho? Quinze anos? Recriminei-me. ― Então, a quem devo agradecer? ― ronronou a última parte. ― Pela limusine? ― indaguei confusa. Seu riso se tornou abertamente sexual. Deus! Ele tinha um sorriso indecente. Eu havia me esquecido desse detalhe. Minha calcinha encharcou instantaneamente. ― Não, Mel. Por ter você aqui me recepcionando ― sussurrou. ― Hum, é meu trabalho ― ele ficou sério. ― Sou assessora na Portela Entretenimento e, portanto, serei sua babá por um mês ― um brilho safado tingiu suas íris e o riso brincou em sua boca de novo. ― Babá? Hum, isso soa interessante... ― pendeu a cabeça para o lado direito e seu olhar desceu lentamente por mim, e levou todo o meu esforço para não ofegar vergonhosamente. ― Vou adorar que você me coloque na cama todas as noites desse mês. Oh! Má escolha de palavras. ― Sinto muito, mas meus serviços não incluem isso, espertinho ― falei, tentando soar tão natural quanto possível, quando se tem a sua fantasia proibida flertando descaradamente na sua frente. ― Tem certeza? Podemos negociar isso mais tarde em um jantar, talvez? ― ofereceu-me o sorriso arrogantemente sem vergonha outra vez. Ele tem essa forma de sorrir que ilumina todo o seu rosto. Os olhos azuis piscam hipnotizantes, safados e toda mulher num raio de um quilômetro tem sua calcinha molhada. Liam Stone é um galinha sedutor e não posso negar que a química entre nós ainda está presente. Oh! Rapaz. Muito presente. Mas isso aqui é trabalho. Lembrei-me e estendi a mão para ele. ― É bom vê-lo de novo, Liam ― esquivei da pergunta. Ele ampliou o riso, sabendo exatamente o que eu estava fazendo. ― Seja bem-vindo. ― É bom vê-la também, Mel. Obrigado ― sua mão grande e morna engoliu a minha e uma onda eletrizante subiu pelo meu braço, arrepiando os pelos, estremeci. Ele estreitou os olhos sutilmente ainda segurando minha mão. Nossos olhares se prenderam por incontáveis segundos. Catalogou cada

centímetro do meu rosto e seus olhos fumegaram, detendo-se na minha boca. Lambi os lábios, minha boca subitamente seca. Minha. Nossa. ― Você está linda ― riu torto, me lembrando do garoto que conheci há dez anos. Ah! Deus! Ele era bonito. Muito bonito para minha sanidade mental. ― Quero dizer, continua linda ― sua voz foi um tom mais baixo e rouco, e isso fez coisas ruins para meu corpo necessitado. Caramba! Coisas muito ruins. Seu olhar azul me hipnotizou, me reduzindo a uma massa desejosa e trêmula, como uma garotinha que nunca esteve com um homem. Era oficial: estou ferrada se em apenas alguns minutos em sua companhia já estou ofegando e babando como uma cadela no cio. Liam Eu sei que preciso soltar sua mão, mas não quero fazer isso. Mel, minha doce Mel foi enviada para mim como uma providência divina e meu cérebro já começou a trabalhar freneticamente, arquitetando um plano para tê-la embaixo de mim. Finalmente embaixo de mim. Essa coisa louca, intensa entre nós ainda é latente e eu não saio do Brasil sem fodê-la até me fartar. Meu pau se sacudiu quando toquei sua mão fria e suada. Ela está nervosa. Gosto de saber que a deixo nervosa. O engraçado é que há dez anos era eu quem ficava assim, suado e nervoso quando a via. Mas não sou mais aquele garoto. Sou um homem agora e aprendi uma ou duas coisinhas nesse meio tempo. Coisas que vou adorar fazer com ela. Abri meu riso de vou comer você em breve e soltei relutantemente sua mão. Ela é linda! Linda pra caralho! Merda! Acho que já falei isso. Ela provoca essa reação estranha em mim. Só ela me deixa assim, completamente embasbacado. Mas não há mais nenhum bastardo para me frear. Mel é minha. Ela piscou nervosamente, tentando manter a compostura como sempre fazia quando eu a comia com os olhos anos atrás. É isso aí, baby. Dessa vez você não me escapa. Dessa vez será incontrolável...

CAPÍTULO DOIS Liam ― Hum, quem é essa? ― Natasha postou-se ao meu lado, quebrando nossa troca silenciosa. Todas as sacanagens que estava pensando e dizendo a Mel apenas com meu olhar. Seu tom de voz era seco. Claro que tinha percebido a tensão sexual crua emanando de nós. ― É sua tia? ― porra! As mulheres são mesmo umas cadelas quando querem. Tia? Deus me castigaria se eu pensasse na minha tia dessa forma... Nesse exato momento estou pensando em empurrá-la contra o carro e beijar sua boquinha rosada. Jogá-la dentro da limusine, rasgar toda essa roupa fora do seu corpo gostoso, pendurar seus calcanhares em meus ombros e me enterrar até o cabo em sua boceta, que deve ser a perfeição do cacete! Meu olhar desceu para seus peitos, e Mel ofegou quase inaudível. Ela sempre foi um ataque aos meus sentidos. Eu faria qualquer coisa para ter essa mulher. Será que vou queimar no inferno por querer assim a mulher do bastardo do meu irmão? Foda-se! Esse negócio de não desejar a mulher do próximo nunca funcionou muito bem para mim. Estou me afogando nela outra vez. Essa porra é intensa demais. Não há como parar agora que o próximo não está próximo... ― Sou Melissa Portela ― Mel se recompôs do meu escrutínio descarado e estreitou os olhos em Natasha por alguns tensos instantes. O antagonismo foi imediato entre as duas. ― Cunhada de Liam. Eu perguntaria quem é você ― deu um riso mais frio que o ártico. ― Se isso tivesse alguma importância para mim, claro ― oh! Uau! Adoro mulheres geniosas. Elas geralmente são um vulcão na cama. Mel é doce na maior parte do tempo. Eu sei, parece redundante na Língua Portuguesa. Mas há fogo em seus olhos. Eu sempre consegui ver, sentir isso. Embora seja gentil, ela não aceita merdas como essa implicância gratuita da cadela da Nat. Nat apenas resmungou, enquanto minha deliciosa cunhada se dobrava para entrar na limusine, oferecendo-me a visão do seu traseiro lindo. Cacete! Meu pau estava furioso agora. Porra! Só tem o quê? Cinco minutos que eu a vi de novo e já estou ostentando uma ereção monstruosa e um riso idiota no rosto. Meus sentimentos sobre esse mês inteiro no Brasil mudaram. Estou achando que, ao contrário do que pensei, vou me divertir muito...

Greg e Mat, meus seguranças, chegaram até mim. Os mandei seguir no segundo carro. Eu precisava de privacidade. Entrei em seguida, me acomodando no banco em frente a Mel. Eu quero olhá-la. Meus olhos simplesmente se recusam a parar de olhá-la. Uma música suave soava no sistema de som. Ainda Bem, de Marisa Monte. Ela sempre adorou essa cantora. Nat sentou-se perto de mim. Perto demais. Afastei-me um pouco mais para perto da janela. Mel sustentou meu olhar corajosamente, quase desafiadoramente. O meu pau pulsava doloroso contra o zíper da calça. Ajustei-me discretamente. Ela corou, o olhar amendoado passando rapidamente pela minha virilha. Piscou, encarando-me com a mesma expressão de anos atrás. Um misto de tesão e vergonha por sentir o mesmo. Por me querer tão loucamente como eu a queria. Como eu ainda a quero. O carro entrou em movimento e ficamos assim, alheios a tudo. Apenas nossos olhos se comunicando no nível mais básico. Seis anos deixaram de existir como num passe de mágica. A atração louca, intensa tomando conta de nós outra vez. Uma sensação gostosa de antecipação começou a tomar conta de mim porque não há nenhuma maneira no inferno dessa mulher não ser minha dessa vez. Ainda bem Que agora encontrei você... O meu coração Já estava acostumado Com a solidão Quem diria que a meu lado Você iria ficar Você veio pra ficar Você que me faz feliz Você que me faz cantar Assim

O meu coração Já estava aposentado Sem nenhuma ilusão Tinha sido maltratado Tudo se transformou Agora você chegou Você que me faz feliz Você que me faz cantar Assim Nos comemos abertamente, nossos olhos correndo ávidos, devorando cada detalhe do outro. Mel era dessas mulheres que só melhoram com o tempo. Como um vinho caro, refinado, delicioso. Devia ter trinta e cinco anos agora. Sete a mais do que eu, mas eu não ligo para essas merdas de convenções sociais. Não tenho preconceitos e olhem só para ela. Ela é esplêndida, porra! Os cabelos castanhos e longos caindo em ondas sobre os ombros. Sempre fantasiei enrolando a mão neles enquanto a fodia de quatro, bem duro e profundo. Agora havia umas mechas mais claras, bem discretas. O rosto delicado, a pele limpa, sem quilos de maquiagem que meus dedos coçam para sentir a maciez. Eu nunca toquei mais que sua mão ou seu braço, mas sei que ela toda é macia, gostosa, perfeita. Sua língua saiu lambendo o lábio inferior e eu tive que segurar um gemido. Caralho! Ela me faz parecer um garoto com hormônios desgovernados. Nunca senti tanto tesão por uma mulher, cacete! Um riso brincou na minha boca. Ela desviou o rosto corado para fora da janela, mas havia definitivamente um arremedo de sorriso em sua boquinha linda também. Ela sentia isso. Ela sabe onde nós dois estaremos em breve: numa cama, nus fodendo os miolos um do outro até tombarmos sem forças. São dez anos de tesão desenfreado, desse desejo louco, proibido. Fico a ponto de gozar na calça só de imaginá-la embaixo de mim, finalmente tomando meu pau até o cabo em sua boceta. Nosso momento está chegando, baby. Pode apostar nisso.

― Então, você é cunhada do Liam? ― a voz despeitada de Nat me fez recordar que ela também estava no carro. ― Eu sou Nat, assessora dele ― revirei os olhos. ― Assessora da banda, você quer dizer ― corrigi estreitando meus olhos nela, mandando uma mensagem clara para a cadela ficar fora das minhas coisas. ― Oh, dá no mesmo, Li ― odeio quando me chama assim, porra! Ela ofereceu-me um riso dissimulado e malicioso. Eu sei o que a vadia quer. Ela quer deixar claro para Mel que fodemos. ― Então, como nunca ouvi falar de você antes? Melissa, não é? Mel olhou entre Nat e eu, e sua expressão nublou um pouco. A porra da cadela conseguiu quebrar o clima. ― Da mesma forma que nunca ouvi falar de você quando vejo notícias da DragonFly ― Mel respondeu calmamente, cruzando as mãos sobre o colo, numa pose superior. Cacete! Meu pau vai explodir de tesão por essa mulher. Além disso, ela disse que vê notícias da banda. Eu gostei disso. Gostei que eu tenha ficado sob a sua pele como ficou sob a minha. Nat bufou audivelmente ao meu lado e as duas se encararam medindo forças por um tempo longo. ― Qual é exatamente seu trabalho? Uma assessora, ou algo assim? Porque não vejo necessidade de mais uma assessora quando Liam já tem a mim para resolver seus assuntos ― tenho certeza que Mel também detectou a flexão da cadela em assuntos. Ela só faltou soletrar, porra! Mel abriu um riso irônico e disse olhando diretamente para mim agora: ― Você pode continuar cuidando dos assuntos do Liam, querida. Não faço objeção quanto a isso ― tive vontade de abrir a porta e jogar Nat para fora. Cadela do caralho! Eu só a aturo porque Elijah tem as bolas presas com ela. Do contrário, mesmo sendo uma boa profissional, eu chutaria seu traseiro magro. ― Eu cuido dos assuntos da Portela Entretenimentos, a empresa para a qual trabalho ― desviou os olhos para Nat outra vez. ― Faz parte de o meu trabalho acompanhar os artistas em sua estadia no país. Nat retorceu a boca e retrucou:

― Ainda não vejo necessidade de outra assessora. ― A boa notícia é que isso não é decisão sua ― Mel rebateu, os olhos inflamados. Ok. Preciso intervir ou as duas podem se engalfinhar a qualquer momento. ― Eu também atuo como intérprete ― pausou um pouco e me olhou. ― Não é o caso de Liam, no entanto. Um riso lento e safado se espalhou na minha boca, e a encarei. Era a minha abertura e eu vou cair matando como se diz aqui no Brasil. ― Eu estou meio enferrujado, baby ― murmurei em Português. ― Como se diz: meu pau está duro pra caralho desde que desci do jato e vi sua bunda linda me esperando? ― ela resfolegou, suas bochechas tingindo de vermelho. Abriu a boca como se não acreditasse no que ouviu. Meu riso escancarou, predador, sexual. Eu quero que ela saiba que esse sou eu: Liam Stone, um homem que pega o que quer, não o garoto do passado que nunca fez um movimento em sua direção. ― O que foi isso que acabou de dizer a ela? ― Nat quis saber meio irritada. Dei uma piscadinha para Mel. ― Eu disse que ela é bem-vinda à minha equipe ― falei sem desviar o olhar. Levantei uma sobrancelha incitando-a a responder. ― Obrigada ― disse entre dentes em Inglês e acrescentou em Português: ― Isso foi um tanto... ― continuei encarando-a agora divertido. Ela estava vermelha como uma adolescente. ― Rude. O telefone de Nat tocou e ela atendeu-o. Sorri, mordendo meu lábio inferior. Oh, baby você não tem ideia de como posso ser rude... ― É a verdade ― sussurrei de volta ainda em Português, determinado a ver o brilho de interesse de novo nos olhos amendoados. ― Quando eu disse há pouco que continua linda, na verdade eu me segurei para não acrescentar que você continua gostosa e ainda tem a bunda mais perfeita que já vi ― ela engasgou, visivelmente surpresa com meu ataque direto. Nunca fui tão ousado com ela. Eram sempre meus olhos mandando mensagens sujas. ― Tive encontros memoráveis com minha mão imaginando sua bunda naquele biquíni branco que gostava de usar na piscina ― arfou levemente,

molhando os lábios. ― Você o usava com frequência porque gostava da forma como eu olhava para você nele. Eu comia você com os olhos e você gostava. Você o usava para mim. Corrija-me se eu estiver errado, Mel. ― Você está louco? ― disse parecendo indignada, mas seus olhos me diziam tudo que eu preciso saber. ― Não pode falar essas coisas para mim. ― E por que não? Eu era tarado por você e você sabia disso ― o tesão tomou sua expressão e meu riso alargou. É isso aí. Solte-se, baby. Mostre tudo. Debrucei-me na sua direção. Ela prendeu a respiração. ― E você também sentia tesão por mim, minha linda e deliciosa cunhada. Eu sempre consegui sentir a sua excitação. A forma como me olhava quando o bastardo não estava perto ― resfolegou, piscando nervosamente. ― Negue, doce Mel ― ronronei, usando um tom mais baixo e rouco. A julgar pela pulsação rápida em seu pescoço, ela estava loucamente excitada, exatamente como eu. ― Negue que assim como eu quase me matei de me masturbar, você tocou sua linda bocetinha e gozou inúmeras vezes pensando em mim todo enterrado nela. ― Minha nossa! Você enlouqueceu de vez? ― tentou usar seu tom ultrajado outra vez, mas seus mamilos estavam duros sob a blusa. Mirei neles e sorri perversamente. ― Isso é imoral você tem noção disso, não é? ― Não consigo pensar em mais nada a não ser no quanto sua calcinha está toda empapada para mim ― me lançou um olhar completamente estupefato, mas juntou mais as coxas sutilmente. Meu riso se tornou arrogante. ― Eu posso sentir seu cheiro daqui, baby ― ajeitei meu pau latejante. Seu olhar passou rapidamente pela protuberância em minha calça. ― E isso está me deixando maluco. Você sempre me deixou maluco. Se estivéssemos sozinhos aqui, você já estaria nua, cavalgando bem duro e gostoso no meu pau. Ela tomou uma respiração ruidosa. Sua expressão completamente chocada, ultrajada e excitada. Definitivamente excitada. Remexeu-se no assento e piscou um olhar na direção de Nat. ― Você deve estar me confundindo com ela ― apontou, dando-me um riso desdenhoso, mas um

pouco trêmulo. ― Ela cuida desses assuntos ― sorri de novo. Foi ciúmes isso que detectei em seu tom de voz? ― Quero que você cuide desses assuntos agora ― murmurei. Ela me fulminou antes de responder: ― Eu e a torcida do Flamengo pelo visto, não é? ― gargalhei. Cristo! Estou me divertindo com esse embate direto e meu pau está babando. Porra! Cada vez que lambe os lábios eu imagino meu pau esticando-os ao limite enquanto ela chupa bem duro e gostoso. Merda! Tornei a me ajustar na calça. ― Você anda lendo muita revista de fofoca, Mel. Eu não sou tudo aquilo... ― defendi-me, mas não soei tão convincente porque isso era uma mentira deslavada. Eu sou exatamente o que os tabloides dizem: adoro cantar e foder. Pode parecer arrogante, mas sou fodidamente bom nas duas coisas. Ela me analisou por alguns instantes e deu um pequeno bufo, certamente vendo a mentira em meu semblante. ― Você tem uma entrevista coletiva na Portela. Depois vou levá-lo a suas instalações e encerramos por hoje. Tenho outras pessoas para recepcionar, superstar ― disse toda empertigada, sua inflexão na última palavra deixando claro que estava por dentro de todas as minhas aventuras sexuais e meu estilo de vida liberal, alardeados pela mídia. Certo. Acho que vou ter que usar artilharia pesada com ela. ― Vai recepcionar quem? ― indaguei, uma ideia começando a se formar na minha cabeça. ― Duas bandas que também farão uma pequena turnê de divulgação antes do Rock in Rio ― informou já recomposta do meu ataque. Recostei-me no banco de novo, meus olhos ainda presos nela. Eu acho que não, linda. Não pense que vai para longe de mim assim tão rápido. Tenho planos para você. Sorri sacana. Ela desviou o olhar para fora. Planos para você e sua bunda deliciosa. Recoloquei os óculos e o restante do percurso foi feito em silêncio. A paisagem do Rio foi me tomando aos poucos. Eu sempre amei a cidade. Minha família é que era uma merda, não a cidade, e de repente me dei conta de que também

me puni ao me afastar completamente. Cerca de quarenta minutos depois chegamos ao edifício da Portela em Botafogo. O prédio tinha uma das vistas mais bonitas da cidade, o Pão de Açúcar. Eu amava quando meu pai me trazia aqui. Meus olhos arderam um pouco com a imagem vívida do meu velho na minha mente. Ainda doía pra cacete lembrar que ele não estava mais aqui. Nat resmungou algo me tirando da minha nostalgia e percebi que havia uma grande aglomeração na frente. Fãs gritando enlouquecidas, segurando cartazes de boas-vindas. As mesmas coisas que já havia visto em outros países, mas isso me tocou fundo porque esse era meu país. Esse era o meu povo também. Sorri e acenei através dos vidros escuros. Garotas se grudaram nas laterais da limusine, batendo nas janelas, beijando os vidros. Isso é bom pra caralho! Gargalhei, enquanto o carro seguia abrindo caminho para o estacionamento subterrâneo. Mel tinha um misto de encantamento e terror em seu rosto quando a olhei. Sorri para ela, o burburinho ficando para trás. ― É sempre assim, superstar? ― sorriu divertida, quase provocante, usando o Português. ― Sim, é ― murmurei, um riso presunçoso tomando meu rosto. ― Você conseguiu, não é? ― disse com um toque de orgulho na voz. ― Eu sempre soube que chegaria ao topo. ― Obrigado. Você era a única da família que acreditava ― falei baixinho, quase só para mim. ― Ei! Vocês podem falar em Inglês, por favor? ― Nat reclamou. ― Eu estou aqui. Isso é muito rude, sabiam? Retirei os óculos e dei uma piscada cúmplice para Mel. Ela riu, meneando a cabeça levemente. ― Vamos lá, superstar! ― exclamou ainda em Português, abrindo sua porta. Ela estava provocando a cadela e isso foi bem merecido. Meus olhos foram mais uma vez para sua bunda maravilhosa na saia preta justa. O quê? Era involuntário, ok? Ela simplesmente tem uma bunda do caralho! ― O que acha das mulheres brasileiras? ― eu estava cansado e com sono, mas a morena bonita teve minha atenção imediata quando perguntou, levantando-se no mar de jornalistas masculinos que

lotavam o auditório da Portela. Eu já via estrelas de tantos flashes disparados. Seus olhos me faziam um convite aberto. Em qualquer outro momento eu a foderia bem duro no banheiro mais próximo assim que terminasse a entrevista. Mas agora não. Meu olhar desviou dela e pousou em Mel. Ela estava encostada à parede, quase engolida pela imprensa. Nossos olhares se prenderam por um momento fugaz e meu pau semiereto voltou a ficar em posição de sentido. Cacete! Ainda bem que estou sentado com uma mesa me protegendo. ― As mulheres brasileiras são maravilhosas ― ronronei, nossos olhares travados. ― Belas e quentes. Muito quentes... ― ela enrubesceu, mudando de posição, parecendo desconfortável. Obriguei-me a encarar a repórter gostosa outra vez. Hum, ela já não me parecia tão bonita... ― Dizem que você é incontrolável em todos os aspectos da sua vida. Nenhuma mulher conseguiu prendê-lo até agora ― a morena tornou, jogando os cabelos sedutoramente para um lado. Eu quase ri do seu esforço para chamar minha atenção. ― É verdade? ― quase revirei os olhos. Essa pergunta de novo? Isso era bem chato. ― Não completamente, baby ― abri meu riso arranca calcinhas, desarmando-a para que não fizesse mais perguntas da minha vida pessoal. ― Algumas já me algemaram durante o sexo ― ela arfou. Os risos explodiram na sala. Era mentira, claro. Eu só queria que parasse de fazer perguntas idiotas. Odeio perguntas previsíveis. ― Parece que elas me prenderam de alguma forma, concordam, pessoal? ― completei sacana, correndo o olhar pela sala. Mais risos. Meus olhos foram para Mel de novo. Sei que não devia dar tanta bandeira na frente da imprensa, mas meus olhos têm vida própria, assim como meu pau que lateja malditamente embaixo da mesa. Quando eu pegar você, baby. Quando eu finalmente pegar você... Ela tinha um riso brincando nos lábios, os olhos amendoados brilhando divertidos. Ela fazia a sala inteira sumir. Eu só queria encerrar logo a entrevista e levá-la para algum lugar onde pudéssemos ficar a sós. De preferência, nus. Porra de mulher linda do caralho! Melissa Eu devia ter trazido uma calcinha reserva na bolsa. Mas então eu não sabia que meu cunhado que

me comia com os olhos sem nunca ultrapassar a linha no passado, ia partir pra cima de mim com todo o arsenal devastador que é Liam Stone agora. Ele havia se livrado da jaqueta assim que entrou no auditório e cada mulher no recinto deu um suspiro quando os bíceps impressionantes e tatuados flexionaram. A boca sensual se curvou naquele riso que devia ser proibido em público e senti um choque indecente bem no meu clitóris. Minha nossa. Meus olhos o apreciaram sem cerimônias, enquanto a entrevista seguia. Sua pele bronzeada, seus cabelos loiros areia levemente bagunçados como se tivesse acabado de sair da cama, seu olhar azul safado e sedutor passeando pela sala, mas sempre parando em mim, fazendo minha excitação descer para as coxas, deixando-me ridiculamente úmida, pegajosa e ofegante. Ele era brutalmente sexual. Tudo nele foi elevado à máxima potência e eu estaria ferrada passando um mês inteiro em sua companhia. Oh, rapaz! Eu estava tendo um momento difícil desde seu ataque direto na limusine. Seu olhar cafajeste, enquanto me dizia tantas coisas sujas, me teve a ponto de gozar. Uma imagem espantosamente clara e real minha o cavalgando bem duro como ele sugeriu, me perseguiu desde então. Ah! Deus! Eu realmente preciso de outra calcinha. Suspirei baixinho. A cadela jovem e loira que atendia pelo nome de Natasha estava sentada na primeira fileira de cadeiras, obviamente babando por ele. Ele fodia com ela. A postura dela perto dele deixava isso claro. Eu a odiei de imediato. O sentimento foi recíproco pelo visto. Liam respondia às perguntas sempre com um sorriso charmoso, sedutor e um comentário bemhumorado. Ele era mesmo o novo queridinho da América. Em alguns momentos tive vislumbres do garoto de antes. Quando falou sobre os primeiros passos da banda, da amizade que tem com todos os membros. Mas ele tinha algo especial com Elijah, dava para perceber pela forma como falava do amigo e parceiro. Peguei-me rindo em muitos momentos. Ele iluminava o ambiente, dominando todos com sua presença. Era um superstar em todos os sentidos da palavra e eu era uma poça me derretendo, me afogando cada vez mais a cada olhar incendiário que me lançava. Eu já estava sendo alvo de alguns olhares suspeitos da imprensa. Ele era ousado demais me olhando ali, na frente de

todos, como se quisesse arrancar minhas roupas. Quando a entrevista terminou a cadela loira foi até ele, segurando possessivamente em seu braço, enquanto flashes eram disparados de todos os lados. Os dois sorriam para as câmeras. Esse não era o riso contagiante de Liam Stone, no entanto. Era algo quase profissional, observei. Ele também não fez nenhum movimento na direção dela. Não a tocou. Eu gostei disso. Ah! Pelo amor de Deus! O que está se passando pela minha cabeça? Ele e sua vida sexual não são da minha conta. Ele pode foder a cadela anoréxica o quanto quiser. Não me importo. Ok. Eu me importo. Não devia, mas me importo. Isso é ridículo! Só tem uma hora que o reencontrei e já estou querendo arrancar os olhos dessa vadia. Eu preciso fazer sexo. É isso. Estou sem sexo há muito tempo. Minha última tentativa há um ano não conta porque o imbecil gozou antes de mim e dormiu logo depois. Sou uma mulher saudável e sempre gostei de sexo, não tenho vergonha de admitir isso. Depois disso meu vibrador tem feito o serviço sujo. Além disso, Chay é muito ciumento e marca em cima, atormentando abertamente os possíveis pretendentes. Sim, eu realmente preciso transar, porque do contrário vou acabar na cama com Liam, e isso não pode acontecer por uma série de razões. Liam estava ao telefone agora. Havia falado algumas palavras com Natasha. Ela não pareceu muito feliz com o que ouviu e quando deixou o auditório, seguida por um dos seguranças dele, me lançou um olhar mortal. Liam continuou ao telefone. Sua postura um tanto tensa. Entendi sua tensão quando ouvi o nome de Rodrigo, seu irmão mais velho, e que era o cabeça da Portela. Foi impossível não me lembrar do garoto que ele foi um dia, atormentado e hostilizado pelos Portela. Eu sempre odiei a forma como Raul o tratava. Ele e minha sogra o hostilizavam o tempo todo. Era perfeitamente compreensível que tenha se afastado depois da morte do pai. Não havia mais nenhum motivo para ficar no meio de pessoas que não o amavam. Mas confesso que me ressenti por ele nunca ter sequer ligado para mim. Tínhamos uma boa relação. Conversávamos sobre tudo. Ouvi-lo tocar seu violão sempre me encantou. Eu sempre soube que seria um músico de sucesso. Ele é excepcionalmente talentoso.

Ele desligou o celular e um riso misterioso se abriu em seu rosto quando se virou para mim. Pegou sua jaqueta e veio em minha direção com seu andar despojado de estrela do rock. Eu continuei grudada na parede, aparentemente querendo me tornar parte da decoração. Seu olhar me consumiu até parar a poucos centímetros de mim. Muito grande, muito ameaçador, muito tentador. Ah! Deus! Muito tudo! Eu quase gemi sentindo seu perfume caro e alguma coisa picante, excitante. Suas narinas dilataram sutilmente como se tivesse sentindo o meu cheiro também, e os dentes brancos e certinhos surgiram outra vez naquele sorriso cafajeste que causou danos irreversíveis à minha calcinha. ― Estava fazendo alguns arranjos com meu querido irmão mais velho ― disse torcendo os lábios, irônico. ― Mas sou todo seu agora, baby ― sussurrou, apoiando a mão do lado da minha cabeça e se inclinando contra mim, um brilho sem vergonha tornando seus olhos incríveis, fazendo tudo se revolver dentro de mim, e de repente, as razões pelas quais eu não deveria deitar e rolar com ele já não eram assim tão fortes. Não quando seu olhar azul hipnotizante estava a parcos centímetros do meu rosto, sua expressão faminta, o que aliás, devia ser um reflexo da minha. Minha. Nossa. Ele é intenso. Intenso demais para meu corpo necessitado aguentar. Seus olhos pousaram na minha boca e incendiaram. Entreabri os lábios num arquejo vergonhoso. Voltou a me encarar, o tesão cru, violento em seus olhos e foi descendo a boca para a minha. Gemi dessa vez, saindo finalmente do meu patético torpor e me afastei dele e do seu corpo jovem, firme, lindo e gostoso. Oh, Deus! Minha fantasia proibida. Dirigi-me para a porta tentando não tropeçar nas minhas pernas moles. Sua risada baixa me fez olhá-lo por cima do ombro. Sua cabeça estava inclinada para um lado e seus olhos presos na minha bunda. Ok. É oficial: eu vou acabar eventualmente implorando para ele me foder se ele vai ficar jogando a artilharia pesada para cima de mim o tempo todo. Cerca de vinte minutos depois havíamos finalmente chegado ao nosso destino. Digo, ao destino de Liam, uma cobertura tríplex na praia do Leblon. Rodrigo não poupou esforços para recepcionar e acomodar a DragonFly. No entanto, não fez o menor esforço para estar presente no retorno do irmão mais novo depois de tanto tempo longe. Ele alegou que tinha assuntos em São Paulo e jogou a batata

em minhas mãos. Ainda me jogou uma indireta ao dizer: nós dois sabemos que meu irmãozinho vai preferir mil vezes você, a qualquer um de nós, Mel. Liam andou até as portas de vidro que davam acesso para o primeiro terraço e deu um suspiro audível olhando a vista à nossa frente. ― Então, hum é isso ― falei às suas costas. ― Tem algumas propostas de presenças vips marcadas para hoje e amanhã, mas você não é obrigado a aparecer se não quiser. A viagem a São Paulo será só depois de amanhã. Vou passar sua agenda completa para Natasha para que ela possa organizar tudo. Eu retornarei quando a DragonFly estiver aqui na próxima semana ― ele me olhou por cima do ombro e riu levemente, aquele brilho misterioso nos olhos de novo. Arrancou a camiseta indo em direção ao bar no canto da ampla sala. Oh! Rapaz. A respiração ficou presa nos meus pulmões porque ele tinha um abdome impressionante. Minha Nossa Senhora. Muito, muito impressionante. Minha calcinha teria molhado se já não estivesse completamente úmida. ― Nat está de folga ― informou-me, tirando uma garrafa de água mineral do frigobar. ― Você assume meus assuntos nessa semana. ― Por que isso? ― indaguei, meu tom alarmado. Ele levou a bebida aos lábios, os olhos azuis presos aos meus. Meu corpo aqueceu sob seu olhar libidinoso. Tudo nele era mais potente agora. Meus olhos correram pelo torso desnudo. O tórax musculoso na medida certa, o abdome cheio de ondulações. Minha boca secou para logo depois se encher d’água. ― Meu rosto é aqui em cima, baby ― seu tom levemente zombeteiro me fez encará-lo. Senti meu rosto em chamas. Oh! Merda! Havia a sugestão de um sorriso em seus lábios, mas ele não riu. Seu semblante foi tomado pela luxúria. Seu olhar tirando mentalmente minha roupa. ― Rodrigo atendeu meu pedido e passou todas as suas obrigações para outros funcionários. Você é minha, e só minha por um mês inteiro ― seu olhar inflamou mais. ― Eu quero foder você. ― Desculpe-me? ― meus ouvidos me pregaram uma peça ou ele realmente ousou verbalizar isso? Sim, ele disse, e a expressão predadora nos olhos azuis me dizia que antes ele esteve apenas brincando, me provocando. Agora o jogo era pra valer.

― Não finja que é novidade. Nós já passamos por cima disso na limusine. Eu quero comer você. Sempre quis, doce Mel ― sussurrou. As palavras chulas e a crueza com que as disse me fizeram balançar para trás contra a parede. Ele sempre me chamou assim, sobretudo na frente de Raul, para provocá-lo. Contornou a bancada com um intuito claro. ― Nós dois queremos muito isso ― parou bem próximo a mim. ― E agora podemos ― disse quase tocando a minha boca. ― N-não, nós não podemos ― rebati ofegante. Seus braços me prenderam dos lados. Foi impossível não olhar seus bíceps, peitoral e abdome indecentes. ― Sou a mulher do seu irmão. ― Foi ― rosnou e colou sua pélvis na minha. O volume do seu pênis muito excitado me fez engasgar. A coluna grossa e dura cavou mais baixo, fazendo uma fricção deliciosa no meu clitóris. Mesmo por cima das camadas de roupas, a sensação era vertiginosa. ― Agora você é minha. Eu poderia te foder aqui e agora contra essa parede, bem duro e rápido ― rugiu e enfiou as mãos em meus cabelos da nuca, puxando-me para ele grosseiramente. Gemi em sua boca, nossos hálitos ofegantes. ― Você sempre quis me dar. Agora você pode, baby. Você vai dar para mim? Hum? ― moeu em mim devagar. Riu perverso. ― Você vai, não é? ― e antes que pudesse responder, sua boca deliciosamente macia tomou a minha. Oh! Meu Deus! Minha bolsa caiu no chão e meus braços foram ávidos para seu pescoço, puxando-o mais para mim. Sua língua invadiu-me com fome, lambendo a minha. Gememos, nos comendo. Cristo! Tanto tempo sonhando, fantasiando como seria beijá-lo e todas as fantasias eram pálidas diante disso. Diante do homem me devorando agora. Chupou minha língua com força, mordiscou-a, chupou de novo e de novo e eu estava quase gozando apenas com um beijo. ― Ah! Deus! Você é tão fodidamente gostosa! ― rosnou, puxando meus lábios com os dentes. Miei e suas mãos desceram pelo meu pescoço e colo, até encherem nos meus seios. ― Liam... ― arquejei quando puxou os mamilos túrgidos. Beijou-me duro, comendo minha boca. Meus lábios já estavam dormentes do seu ataque faminto. ― Isso, baby ― gemeu, seu quadril moendo mais forte em mim. ― Chame meu nome! Chame o meu nome, porra! ― deu uma palmada forte na minha bunda e eu gritei de susto. Riu baixo, pingando

sacanagem e sua boca desceu pelo meu pescoço, suas mãos abrindo os botões da minha blusa. Pendi a cabeça para trás e fechei os olhos quando afastou o sutiã e chupou meu mamilo direito. Convulsionei de prazer. ― Será que você pode gozar apenas comigo chupando assim bem gostoso seus peitos? Hum? ― riu perverso e chupou forte. ― Oh! Deus! Liam... ― choraminguei, sendo tomada pela luxúria, completamente insana. Suas mãos levantaram a minha saia, arranhando minhas coxas. ― Você é tão macia, cheirosa e gostosa ― murmurou, seus olhos violentando-me, enquanto fazia círculos no topo das minhas coxas. Seu olhar fumegou quando tocou a calcinha toda encharcada. ― Porra, Mel! ― roçou um dedo no meu clitóris inchado. ― Isso é o quanto você me quer, baby? Sua bocetinha está toda melada pra mim? Hum? ― grunhiu afastando o tecido e foi metendo dois dedos, me olhando nos olhos, enquanto puxava meu mamilo entre os dentes. ― Cacete! Que bocetinha mais quente e apertada! ― meteu fundo, me rasgando e eu gritei. ― Você está no limite, não é baby? Quer que te faça gozar? Peça-me. Peça, porra! ― rugiu e passou a me comer com golpes fortes e certeiros, seu polegar amassando meu brotinho ao mesmo tempo, e eu quebrei, gozando duramente. Deus! Eu gritei tão alto. Vergonhosamente alto. Meu ventre incendiou com a sensação familiar, mas nova ao mesmo tempo. Foi diferente. Intenso, explosivo como o homem que me deu esse orgasmo. ― Porra! Você é linda pra caralho gozando ― seus lábios vieram para os meus de novo e me deu um beijo molhado, engolindo meus gemidos, seus dedos ainda me fodendo, meu corpo estremecendo sem controle em seus braços. Beijou-me até perdermos o fôlego e precisarmos nos separar, puxando respirações pesadas. Nossos olhos se abriram e travaram, seus dedos continuaram me comendo agora mais devagar, num ritmo torturantemente lento. Ficou lá me olhando, lindo. Ah! Deus! Ele era demais para mim. ― Você gozou gostoso? ― desviei os olhos, a vergonha me invadindo agora que o efeito devastador do gozo passou. ― Não desvie o olhar, Mel ― rosnou. O encarei relutante. ― Será que você gozou gostoso? Responda! Minha nossa. Miei porque esse jeito mandão e arrogante dele durante o sexo me excitava de uma

forma sem precedentes. ― Sim! Sim, eu... Eu... ― Cristo! Eu não conseguia pronunciar isso assim... Ele abriu aquele riso sacana dele e retirou os dedos de dentro de mim. Gemi. Suas mãos engancharam nas laterais da minha calcinha e foi descendo bem devagar pelas minhas coxas. Eu estava gotejando por ele de novo. Deus! Eu sou uma vadia. Engasguei quando a levou ao nariz e inspirou fundo. Meu rosto esquentou. Oh. Meu. Deus. Ele apenas cheirou a minha calcinha. Que homem é esse? Ele se afastou em direção ao bar de novo. Sua ereção gigantesca quase rasgando a calça jeans. Riu mais quando me flagrou encarando seu pênis. ― Você pode ir agora, doce Mel ― disse displicente, quase entediado. Hein?! Meu rosto deve ter mostrado toda a minha confusão porque ele acrescentou: ― Eu ainda vou foder você, fique tranquila ― deu-me a piscada indecente que era sua marca. ― Mas não agora. Eu tenho planos para você, baby. Não vou comer você apressado contra uma parede. Isso o garoto Liam faria anos atrás ― seu olhar desceu por mim e incendiou, cravando em minha vagina e eu me dei conta de que minha saia ainda estava levantada. Meu rosto esquentou e eu abaixei a saia mortificada. ― O homem Liam Stone vai cortejar você como merece ser cortejada com um jantar, sair para dançar. Todas essas merdas que parecem desnecessárias, mas que toda mulher merece. Franzi o cenho. Isso não combinava com a imagem libertina que a imprensa alardeava sobre ele. E eu me senti ridícula e envergonhada, porque para mim, não teria problema nenhum se ele quisesse me foder contra a parede. Eu sou apenas humana, ok? Não me julguem. Ele riu sedutor e veio até mim me puxando e virando minhas costas contra seu peito duro. ― Eu quero você completamente louca e desesperada por mim ― sussurrou em meu ouvido. Cristo! Mais ainda? Suas mãos tomaram as minhas, deslizando os polegares na palma, fazendo círculos suaves e excitantes. Não contive um gemido. Riu baixinho e foi subindo pelos meus braços, causando um frisson, arrepiando minha pele. Eu o sentia em cada célula do meu corpo. ― Quero sua boceta chorando por mim ― seus lábios quentes sugaram meu pescoço de uma forma tão indecente

quanto suas palavras. Sua enorme e ainda furiosa ereção cutucando, cavando minha bunda. ― Cada vez que eu olhar para você, ela vai apertar, sem controle, me querendo, me chamando ― mordeu-me suavemente e eu estava pateticamente quase gozando outra vez. Riu de novo e se apossou dos meus seios, amassando-os com maestria. Era um toque quase reverente. Ah! Deus! Eu nunca fui tocada assim. Eu estou fodida! Completamente fodida, porque ele é como sua música. Incontrolável... E estou a ponto de pedir que esqueça essa merda de cortejar. Que mulher ainda quer isso nos dias de hoje? ― Hoje à noite, baby. Hoje à noite vou foder você adequadamente. Vou finalmente afundar o meu pau nesse corpo gostoso que você tem.

CAPÍTULO TRÊS Liam Estou parado do lado de fora da casa da Mel há uns dez minutos mais ou menos. Ela havia se mudado da mansão dos Portela onde minha bruxadrasta ainda deve viver. Lúcia nunca deixou que Raul se afastasse dela e isso incomodava Melissa. Eu podia sentir, cada vez que nos vimos, que ela não era feliz tendo a sogra sempre por perto palpitando em sua vida, suas roupas, seus gostos. Isso era mais uma coisa que tivemos em comum. Éramos dois peixes fora d’água naquela casa. A nova casa era bem bonita, localizada na Barra. Bem menor que a mansão, mas aposto que Mel é mais feliz aqui. Ela sempre foi simples. Elegante, sofisticada, mas simples. Ok. Eu estou divagando porque estou nervoso pra caralho. Jantar com mulheres não é a minha praia. Mulheres são o meu jantar. Eu não as levo em encontros românticos porque elas só servem para uma coisa: aliviar meu tesão. Só isso. Nunca foi mais que isso. Mas eu quis fazer isso para Melissa. Isso só surgiu com uma força tamanha dentro de mim, no momento em que eu estava enlouquecido e preparado para fodê-la bem duro e rápido contra a parede

na cobertura. Não me pareceu certo que nossa primeira vez fosse assim, apressada. Eu aguentei por tanto tempo. Posso me torturar mais algumas horas e então, finalmente a terei. Nos meus termos. Nós ainda conversamos, tentando ser civilizados depois do meu ataque a ela. Perguntei da sua vida pós-bastardo e foi inevitável perguntar sobre Chay, seu filho. Filho de Raul. Eu não sei ao certo como me sinto sobre o menino agora. Mas quando ela engravidou eu queria matar o meu irmão. Eu acho que ele a engravidou para prendê-la a ele e foi assim que encarei a criança. Para mim, um filho era a forma do bastardo dizer em alto e bom tom que Mel era dele. Eu acho que odiei a criança também. Sim, isso foi injusto e egoísta pra cacete porque o garoto não tinha culpa do pai que tinha, mas para mim ele chegou em um péssimo momento. Foi o período em que eu estava decidido a ter a mulher do meu irmão, nem que eu tivesse que forçá-la. Um riso cínico se abriu no meu rosto. Eu sei que não precisaria forçá-la. Ela era tão louca por mim quanto eu por ela. Eu devia ter fodido com ela até me fartar. Fazer do bastardo um corno na prática, porque em pensamentos eu tenho certeza que ele sempre foi. ― Liam? Você vai descer em algum momento? ― a voz jocosa de Greg, meu segurança, soou assim que a divisória da limusine foi abaixada. Eu sorri meneando a cabeça e deixei o carro. Subi os três degraus que levavam a uma varanda em estilo grego. Tomei algumas respirações antes de bater. Porra! Estou tão excitado, cheio de adrenalina como fico antes de um grande show. Meu sangue bombeia forte nas minhas veias e meu pau está em riste. Cacete! Eu estou assim desde que ela saiu da cobertura. Eu a segui até a porta e antes que pudesse reagir, já estava presa contra a porta, minha boca devorando a sua outra vez. Minhas mãos em sua bunda gostosa, apertando, puxando-a para meu pau. Comi sua boca sem cerimônias enquanto gemíamos fora de nossas mentes, parecendo animais. Levou cada grama de controle da minha parte me separar dela e abrir a porta. Seus olhos amendoados me imploravam para eu fodê-la ali e naquela hora, mas eu quis provar para mim mesmo que ainda estava no controle e, claro, eu quis pretenciosa e arrogantemente dar à minha doce Mel uma experiência memorável. E a primeira parte é vir buscá-la em casa. Vai ser um susto porque ela

me disse que iria até mim. Bom, ela vai aprender que eu costumo pegar o que quero da minha maneira, e se eu decidi cortejá-la, então eu vou cortejá-la. As portas duplas se abriram pouco depois que toquei a campainha. Uma morena bonita surgiu na minha frente. A reconheci de imediato. Era Sara, a irmã mais nova da Mel. Ela ficou lá com a típica reação de fã, os olhos arregalados e a boca aberta. Eu sorri e cumprimentei. ― Boa noite ― estendi a mão para ela. ― Você é Sara, não é? Irmã mais nova da Mel? ― ela piscou e pegou minha mão. Os olhos brilhando eufóricos pelo meu reconhecimento. ― Oh, meu Deus! ― exclamou baixinho quase para si mesma. ― Liam Stone! Minha Nossa Senhora! É você mesmo ― meu riso ampliou. ― Sim, sou eu mesmo ― falei, divertido. ― Eu vim buscar a Mel. Marcamos de jantar ― seus olhos, mais escuros que os da irmã, me fixaram e seu cenho franziu levemente. Então, seu semblante se iluminou com algo malicioso e ela acenou com a cabeça. ― Hum, minha irmã não me disse nada disso... ― falou quase para si mesma de novo. Ela era engraçada. ― Ah, Deus! Que modos os meus. Desculpe-me. Eu fiquei... Bem, eu reagi como uma fã reagiria porque realmente gosto da DragonFly. Eu sei todas as letras. Eu tenho todos os álbuns e... ― meneou a cabeça e riu quase envergonhada. ― Desculpe de novo. Eu sou uma tagarela. Entre, por favor. Eu vou avisar a Mel que chegou. ― Obrigado. Fico feliz que goste da banda ― murmurei, entrando assim que me deu passagem. ― Você está brincando? Eu amo, amo a banda ― me precedeu, eufórica. ― Eu tenho tudo, realmente tudo! Eu... ― sorriu-me novamente. ― Certo. Eu vou avisar a minha irmã. Fique à vontade, por favor ― ela sumiu rapidamente por uma porta lateral e eu desci o degrau que dava para a sala de estar. As paredes, cortinas e os estofados eram em tons claros. Mas as almofadas eram coloridas, quebrando um pouco da sobriedade do ambiente. Já ia me acomodar num dos estofados quando ouvi um gritinho entusiasmado que vinha do outro lado da parede. Minhas pernas se moveram na direção e parei na porta de uma segunda sala. Um garotinho jogava Xbox parecendo absorto. Os

cabelos castanhos eram um pouco compridos com cachos se formando nas pontas. Ele deu outro grito ao passar de fase. A alegria dele penetrou em mim de alguma forma, porque não pude evitar um sorriso se formando no meu rosto. Chay. Ele havia crescido muito. Devia ter o que? Seis? Não, acho que sete anos. Como se sentisse que era observado, sua vasta cabeleira se virou na minha direção e seus olhos amendoados cravaram em mim. Cristo! Ele era tão parecido com sua mãe. Sua expressão era atordoada por alguns instantes. ― Você é o meu tio Liam ― não era uma pergunta. ― Sim, eu sou ― me senti um estranho diante de seus olhos observadores. E um pouco culpado também, para ser sincero. Eu o ignorei deliberadamente desde o nascimento. ― Você cresceu muito ― sério, Stone? É o melhor que pode falar para seu sobrinho que não vê desde quando era um bebê? Ironizei-me. ― Já tenho quase sete ― disse com orgulho como se fosse completar dezoito anos e não a tenra idade de sete anos. Eu sorri me aproximando mais. ― Eu não me lembro de você, mas minha mãe me mostra fotos suas e quando aparece na TV ― algo se aqueceu dentro de mim com essa informação. ― Eu, hum, moro nos Estados Unidos ― essa justificativa foi ridícula, para falar a verdade. ― Você gosta da minha banda? ― quis saber, me sentando na ponta de um dos estofados. Chay estava sentado no carpete. Ele torceu os lábios e riu levemente. ― Minha mãe diz que você é muito talentoso, mas algumas músicas suas são indecentes ― disse baixinho com um misto de inocência e censura, e eu sorri amplamente. ― Ela tem razão. Algumas músicas são elaboradas para atingir o público adulto ― concordei. ― Por que está aqui? ― quis saber, pausando o jogo, então eu soube que teria sua completa atenção agora. ― Minha banda vai se apresentar no Rock in Rio ― ele rolou os olhos como se eu fosse um lesado. ― Eu sei disso. Quero saber o que faz aqui, na minha casa ― atirou, me fazendo recuar um pouco

e ponderar minha resposta. Tinha a impressão de que ele se colocou na defensiva nesses últimos instantes e eu não sabia por quê. ― Eu e sua mãe vamos jantar ― falei simplesmente e seu rosto franziu em desgosto. ― Você acha minha mãe bonita? ― perguntou à queima-roupa. Eu engasguei, mas antes que respondesse ele emendou: ― Você quer namorar com ela? ― wow! Isso é que é ser direto. Os olhinhos amendoados tão parecidos com os da mãe miraram em mim, sem desviar nem um segundo. Eu tive que segurar o riso. Ele era o homem da casa. Eu acho que esse era o procedimento padrão para cada bastardo que quisesse se aproximar de sua mãe. De repente eu gostei de estar sendo interrogado e recebendo esse olhar pouco encorajador do meu sobrinho. Eu gostei muito porque posso estar errado, mas essa marcação cerrada dele deve ter impedido muitos imbecis de se aproximarem da Mel. Eu definitivamente gosto do meu sobrinho. Um riso se abriu no meu rosto. ― Isso quer dizer um sim? ― inquiriu-me de novo. Porra! Ele é inteligente! Um pequeno homenzinho de sete anos, falante pra caralho! ― Sim, eu acho sua mãe bonita, muito bonita ― disse não desviando meu olhar também. ― Mas somos amigos e vamos apenas jantar ― me senti mal por mentir para o garoto. Ele me arrancaria os olhos se soubesse tudo que venho fantasiando fazer com sua mãe. ― Minha mãe não namora. Não adianta você tentar ― ele tornou, sua expressão zombando de mim. Ele obviamente não engoliu esse papo de apenas jantar. Garoto esperto. ― Ela me prometeu que seria só nós dois para sempre ― franzi o cenho diante da defesa acalorada. ― Chay, querido? ― a voz levemente rouca de Melissa às minhas costas fez meu corpo vibrar e meu pau se sacudir novamente. O bastardo esteve mais calmo durante a conversa inusitada com o pequeno Chay. ― Diga boa noite para o tio Liam e suba para seu banho ― disse em um tom amoroso, mas firme. O garoto levantou relutante e foi cabisbaixo em sua direção. Virei-me nesse momento e todo o meu sangue correu direto para o pau. Porra! Ela estava de tirar o fôlego. Usava um vestido preto de alças finas, o busto se ajustando aos peitos cheios, descendo pela cinturinha linda e

se abrindo nos quadris. Não era muito comprido também. Acabava alguns centímetros acima dos joelhos. Os sapatos tinham saltos assassinos, deixando suas panturrilhas perfeitas. Sou louco numa panturrilha e ela tem as mais belas que já vi. Salivei. Nossos olhares se devoraram mutuamente e ela arfou baixinho. Sara, que estava ao seu lado, abriu um riso conhecedor, malicioso. Quando baixei o olhar para Chay ele estava estreitando os olhos em mim. Lançou-me um olhar abertamente hostil e indagou à mãe numa voz chorosa. ― Mãe, você vai demorar? Por que não jantam aqui? ― cacete! Ele era um pequeno chantagista. Mel amoleceu os olhos e tocou o rosto do pequeno. ― A tia Sara vai cuidar de você, meu amor ― abaixou-se e depositou um selinho nos lábios do filho. ― Amanhã jantamos nós dois. Só nós dois, está bem? ― ele concordou e me lançou outro olhar que dizia claramente: não apareça por aqui amanhã, seu idiota! Eu me segurei para não rir do esforço dele em monopolizar a mãe. Mas ele está certo em se preocupar, especialmente porque eu quero e vou comê-la no jantar. Sara levou o pequeno aprendiz de terrorista, e Mel os acompanhou com o olhar até sumirem no topo da escada que levava ao primeiro andar. Nossos olhares se encontraram de novo. A fome carnal violenta se instalando entre nós. O ar crepitando, chamas me comendo por dentro. ― Oi, Liam ― sussurrou. Porra! Eu amo a forma como meu nome soa em sua boca. Parece certo. Ela nasceu para pronunciá-lo. ― Hei, baby ― murmurei cobrindo a distância entre nós, parando a sua frente. Eu quero puxá-la para mim e beijar sua boquinha linda até ficarmos sem ar, mas acho que não é uma boa ideia. Não aqui. Os olhos dela estão me dizendo a mesma coisa. Nunca senti esse nível de conexão com outra mulher. ― O pequeno homenzinho marca em cima, não é? ― sorri levemente. Ela riu também. ― Sim, Chay sempre foi apegado a mim, mas depois da morte do pai ele ficou mais dependente ― e eu, mais uma vez na noite, me senti um idiota egoísta por conhecer tão pouco do meu sobrinho. O garoto perdeu o pai, claro que deveria ser difícil. Mel é o seu porto seguro agora. Ok. Eu posso

entender e trabalhar com isso. Farei concessões. ― Você parece uma boa mãe ― disse baixinho. ― Eu tento ser ― disse de volta. Cerca de trinta minutos depois adentrávamos um dos restaurantes mais exclusivos do Leblon. Sim, o escolhi porque fica a apenas alguns minutos da cobertura. Mel estará na horizontal tão logo esse jantar termine. Cavalheirismo tem limite e o meu está por um fio. Fomos conduzidos ao terraço de onde podíamos ver a praia mais abaixo e ouvir o fraco movimento do trânsito. Ela me deu um olhar questionador quando percebeu que não havia ninguém no local. Rihanna cantava num volume agradável, vindo do bar. ― Eu fechei o restaurante só para nós ― murmurei enquanto puxava sua cadeira. Minhas mãos deslizaram sobre seus ombros nus e ela estremeceu sob meu toque. ― Não quero ninguém nos interrompendo ― completei em seu ouvido. ― Deve ser muito chato ser um astro do rock conhecido mundialmente, não é? ― sorriu, claramente zombando de mim. ― Eu amo isso a maior parte do tempo ― afirmei me acomodando à sua frente na mesa íntima de apenas dois lugares. ― Mas essa noite eu realmente odiaria que alguém viesse aqui tirar minha atenção de você ― ela corou levemente. O sommelier surgiu à minha esquerda apresentando a carta de vinhos. Escolhi um branco, porque sei que ela adora. Meus olhos prenderam os dela. Eu preciso saber se há alguém em sua vida atualmente. Seria péssimo se tivesse. Mas então ela concordou de vir até aqui. Ela sabe o que vai acontecer em breve. Vejo a antecipação em seus olhos. Talvez não haja nenhum bastardo, mas isso nunca a deteve de me desejar no passado. ― Namorado? Ficante? Algum bastardo que eu tenha que chutar a bunda? ― quis saber, enquanto servia seu vinho. Ela riu lindamente. Parecia uma adolescente quando ria assim. Cristo! Meu pau está tão duro que tenho receio dele nunca mais abaixar. Eu quis ser a porra de um cavalheiro para ela e isso está me matando. Mas ela merece isso. Mel não é como as outras que fodi através dos anos. Ela

não é qualquer mulher aleatória. Mel é a mulher. Não me lembro de um período sequer na minha vida adulta em que não tenha pensado nela. Eu a quero nua em uma cama, sobre lençóis de seda, gritando o meu nome, clamando por mim, enquanto beijo cada centímetro da sua pele. Eu preciso dela por no mínimo uma noite inteira em volta do meu pau. ― Não, não há ninguém ― disse pegando sua taça e levando aos lábios pintados num batom suave. ― Eu não estaria aqui com você se tivesse. ― Sério? Meu status de astro do rock não impressiona você? ― rodei o meu vinho suavemente na taça a encarando. Estava apenas provocando-a. Ela sorriu de novo, uma expressão divertida, atrevida surgiu nas feições bonitas. ― Eu estava contando com isso, baby ― sussurrei, meu riso se abrindo lentamente. ― Sinto decepcioná-lo, superstar ― murmurou, sua voz sexy pra caralho indo direto para o meu pau desesperado. Os olhos amendoados me devorando tão abertamente como eu a ela. Cacete! Eu vou gozar no segundo em que me afundar nela. ― Você não me decepcionaria nem se se esforçasse muito, baby ― meu tom foi abertamente sexual. Tomei um gole da minha bebida encarando-a por cima da borda da taça. Ela riu, meneando a cabeça levemente. ― Quando foi que decidimos... Hum, quero dizer, você praticamente acabou de chegar ao Brasil e já estamos assim... A caminho de... ― calou-se, parecendo de repente incerta, julgando o que sentimos e o que definitivamente vamos fazer daqui a pouco. Ok. Artilharia pesada. De novo. ― A caminho de quê? ― sussurrei, debruçando-me sobre a mesa em sua direção. ― A caminho de foder duro, gostoso, suado, sujo como sempre desejamos fazer? ― arquejou, as faces incendiando. Piscou, tentando manter a compostura. ― No segundo em que Raul a apresentou para mim. Foi lá, há dez anos quando nossos olhos se encontraram a primeira vez que decidi foder você loucamente quando a oportunidade surgisse ― seus dedos apertaram a taça e ela tomou um grande gole. Eu podia perceber que estava juntando as coxas por baixo da mesa. Sorri perversamente

arrogante. ― Eu poderia ter comido você naquele período, Mel. Nós dois sabemos que você ia me dar se eu fizesse um movimento ― engasgou com o vinho, tossiu um pouco, mas se recuperou rapidamente. ― Vai ser memorável, baby. Esse é o nosso momento. Melissa Eu pisquei, puxando uma respiração profunda. Os olhos azuis continuavam lá me encarando e sua boca se curvou no riso indecentemente sexy que estava acabando com minha sanidade desde que pisou em solo brasileiro. Caramba! Ele realmente pega pesado. Minha Nossa. Só consegui assentir fracamente. Sim, porque a forma como me olha me deixa fraca. Eu não sei o que estou fazendo. Deixei minha sanidade de lado no momento em que gozei nos dedos dele hoje cedo na cobertura. Talvez seja isso. Uma coceira que precisamos coçar e seguir em frente. É isso. Ele só estará no país por um mês. Vamos foder nossos miolos e seguir em frente. Ele é Liam Stone, um astro mundial. Embora tenha residência fixa em Los Angeles, vive pelo mundo viajando com a banda. Eu, eu sou só uma jovem senhora com um filho, lutando para recuperar um pouco da fé em mim mesma depois de anos me anulando como mulher. Somos polos opostos. Mas há essa coisa louca que toma conta de nós quando nos vemos. De repente, Sara está certa e meu lindo, jovem e tentador cunhado seja a solução perfeita para me curar. Ele me quer. Os olhos azuis estão tirando a minha roupa descaradamente. E eu sei que o sexo com ele será além de qualquer coisa que vivenciei. Ele me tem à beira do orgasmo só quando me olha e abre seu riso molha calcinha. Não quero nem pensar como será quando estiver dentro de mim, me tomando com essa fome sexual crua que emana dele. ― Minha nossa – murmurei, minha voz muito rouca, excitada. ― Eu vou precisar de um novo estoque de calcinhas com você por perto. Você fala muito sujo. Ele voltou à sua posição, seu olhar ainda prendendo-me, hipnotizando-me. ― Eu voto a favor de simplesmente não usá-las, baby ― sussurrou, seu tom mais carregado, os olhos escurecendo. Oh. Meu. Deus. Eu vou precisar de um bote salva-vidas também, porque Santa Mãe de Deus! Estou alagada, completamente inundada. Seus olhos foram para meus lábios e arquejei,

entreabrindo-os. Ele riu torto, meio homem, meio o garoto que me secava no passado. Estávamos fodendo com nossos olhos. Fomos interrompidos pela chegada dos nossos pratos. A próxima meia hora foi passada em silêncio. Mas nossos olhares ainda procuravam o outro enquanto comíamos. Ele mastigava lentamente. Ah! Deus! Até a forma que o homem come é sexy. Na verdade, acho que tudo que envolve Liam Stone é sexy, e isso me leva a uma pergunta básica e incômoda: o que ele vê em mim? Ele poderia estar nesse momento jantando com uma modelo, cantora ou atriz famosa, em vez disso está aqui, comigo. ― Eu posso ouvir as engrenagens do seu cérebro, Mel ― sua voz me fez levantar os olhos para ele. ― Pela sua expressão não era um bom pensamento ― ele tomou o último gole do vinho, limpou a boca e jogou o guardanapo em cima da mesa. Estendeu-me a mão. ― Dança comigo? Coloquei minha mão sobre a dele e me levantei. Uma batida suave, sexy começou. Eu não conhecia essa música. Seus braços deslizaram pela minha cintura, puxando-me suavemente contra seu corpo. Um pequeno tremor me assaltou quando senti seu cheiro delicioso. Suas mãos se abriram na parte baixa das minhas costas, as pontas dos dedos tocando a minha bunda e eu tive que segurar um gemido quando nossas pélvis se colaram. Ele estava duro como uma rocha. Sua boca se curvou no riso safado, preguiçoso. ― Acho que essa é a resposta para o que estava a atormentando agora há pouco ― sussurrou bem próxima da minha boca. ― Eu quero você. Nós dois queremos isso ― começou a nos mover lentamente e meus braços foram automaticamente para seu pescoço. ― Que música é essa? ― murmurei. ― Tem uma batida sexy, sensual ― ele riu, me transformando em uma poça e me girou, trazendo minhas costas para seu peito. Moeu bem devagar em minha bunda. Eu não segurei o gemido dessa vez. ― Battle Scars, de Guy Sebastian e Lupe Fiasco ― murmurou na minha orelha. Suas mãos apertaram minha cintura, me incitando a acompanhar o movimento do seu quadril que era obsceno, diga-se de passagem. Espero que os funcionários não estejam olhando. ― Ela é mesmo sexy. Não

mais que você, no entanto ― e foi subindo lentamente em direção aos meus seios. Segurei a respiração. Ele riu baixinho, beijando, lambendo meu lóbulo. Seus polegares, acariciando-me preguiçosamente, mas ficaram na base. Eu estava à beira de implorar para que me tocasse, enchesse as mãos neles. Oh! Deus! O que estou me tornando? O que ele está fazendo comigo? Desceu pela minha barriga e foi me torturar se aproximando da minha pélvis. Quase gritei de susto, porque dessa vez ele encheu a mão, cavando no meio das minhas pernas. Oh! Minha nossa. Encharquei. ― Oh! Meu Deus! ― miei, desavergonhadamente. Ele riu de novo e seus lábios desceram para meu pescoço, beijando, chupando. Eu seguia todos os movimentos da nossa dança indecente agora. Seu pênis cavando bem no meio da minha fenda traseira. Sua mão amassando possessivamente minha vagina. Afastei mais as pernas para dar acesso total. Eu ia colocar a culpa nas duas taças de vinho que ingeri muito rápido, mas quando percebi, estava deslizando minhas costas sensualmente contra seu corpo, descendo, descendo. Subi de novo, devagar, inclinei-me para a frente e esfreguei a bunda em sua ereção. ― Porra! Mel... ― Liam trincou os dentes e suas mãos me apertaram a cintura, me puxando contra seu pênis, simulando o ato sexual. ― Caralho! Você é tão gostosa, baby ― sorri, me sentindo linda, sexy, poderosa. Cristo! Eu enlouqueci de vez. A música continuou e ele me puxou grosseiramente para seu peito de novo. Tomou meu queixo, me fazendo encará-lo. Seus olhos estavam escuros, incendiados, duros. Sua outra mão cavou de novo entre minhas coxas. Gemi. Deu-me um tapa em cheio. Choraminguei. ― Mal posso esperar para comer você todinha, baby ― rosnou ― Vou te escravizar no meu pau. Não importa o quão duro eu te foder, ou quão sua boceta vai estar dolorida, você vai implorar para eu te comer de novo, de novo e de novo. Você nunca mais vai esquecer como é ser fodida por mim ― completou, o olhar azul me dizendo que ia me deixar em coma. Caramba! Tomou a minha boca num beijo voraz, faminto, exigente. Sua língua, lábios e dentes me enlouquecendo. Oh! Rapaz, Liam Stone sabe beijar. Digo, realmente beijar. O beijei de volta e nos comemos a música toda.

Battle Scars (cicatrizes da batalha) You hoped the wound heals but it never does (Você esperava que a ferida cicatrizasse, mas nunca fecha) That's cause you're at war with love (Isso acontece porque você está em guerra com o amor) You're at war with love, yeah (Você está em guerra com o amor, sim) Entramos na cobertura e Liam me prendeu contra a porta numa rapidez espantosa. Minhas pernas foram em volta da sua cintura. Puxou-me pelos cabelos da nuca e comeu minha boca com desespero. Não precisávamos mais nos conter. Puxei seus cabelos também. Rosnou, moendo gostoso direto no meu clitóris. Colocou-me no chão. Minhas pernas tremiam nos saltos altos. Suas mãos voaram rápidas arrancando, rasgando o vestido do meu corpo. Gritei com a violência. ― Eu te dou outro, dez, mil, milhões iguais a esse ― grunhiu, e meu sutiã e calcinha tiveram o mesmo destino do vestido. Afastou-se um pouco, os olhos azuis descendo por mim, esfomeados. Seu peito subia em respirações rápidas. Um frisson de antecipação escorregou pelo meu ventre incendiando minha vagina. Palpitei loucamente, porque esse olhar dizia que ele não teria pena de mim. Ele ia me devorar. ― Linda! Gostosa pra caralho! ― rosnou e me levantou nos braços. Sua boca tomou a minha outra vez. Subiu os degraus de dois em dois e logo estávamos no que, suponho, seria o seu quarto. Colocou-me no centro da enorme cama king size. Seus olhos me comeram lentamente. Senti-me tão exposta ali nua, enquanto ele ainda estava completamente vestido. Deus! Ele estava lindo numa camiseta azul marinho de mangas compridas que acentuava a cor dos olhos. Puxou-a por cima da cabeça devagar. Desabotoou a calça e desceu o zíper, sorriu quando me viu prender a respiração. Lambi os lábios. Então puxou-a para baixo com cueca e tudo, e eu engasguei. Oh. Meu. Deus. Ele era enorme. Eu nunca vi um pênis desse tamanho. Era longo, grosso e com veias salientes, a glande rosada que me trouxe água na boca. Ele era soberbamente lindo. Músculos nos

lugares certos. Esculpido como uma estátua imponente. ― Vai caber, baby ― riu arrogante e terminou de se despir. Eu gemi. Não tinha tanta certeza... Subiu no colchão e veio rastejando para cima do meu corpo. Gemi quando parou, suas mãos de cada lado da minha cabeça. Arquejei quando aproximou o rosto do meu e ficou lá apenas me olhando. ― Você sonhou com isso, Mel? Diga que fantasiou com esse momento repetidamente como eu fiz ao longo desses anos ― chupou meu lábio inferior e abaixou o quadril, seu pênis deslizando em minha vagina muito molhada. ― Diga que desejou meu pau bem fundo na sua boceta, baby. Diga! ― grunhiu e sua boca macia desceu pelo meu queixo numa exploração lenta, preguiçosa que contradizia a tensão da sua voz, do seu corpo que tremia contra o meu. ― Sim! Liam! Sim... ― miei quando chupou e mordeu meu pescoço, descendo sem pressa para meus seios. Quase saltei da cama quando sua boca pousou nos dois unidos de uma vez. Rosnou e se banqueteou neles, lambendo, chupando gostoso. Eu estava a ponto de gozar. ― Você é tão sensível ― sussurrou e soprou nos mamilos. Estremeci. Riu e continuou sua exploração. Eu era uma massa trêmula, apenas arfando, cravando minhas unhas nos lençóis. Beijou cada centímetro da minha barriga e escorregou ficando de cara com minha vagina. Eu podia sentir meus líquidos escorrendo para o ânus. Sua risada, ao constatar isso, foi arrogantemente masculina. ― Oh, baby você está tão molhada para mim ― zombou arreganhando minhas coxas. A próxima coisa que senti foi seu nariz em minha vulva. Ele inspirou longamente. Tremores me tomaram. Minha nossa. Seus lábios macios depositaram beijos molhados de boca aberta por toda a minha vagina. Gemi desesperada e humilhantemente. Oh! Deus! Eu nunca tive alguém fazendo isso assim. Raul quase não fazia sexo oral, e quando fazia era muito rápido, quase mecânico e eu não sentia isso... ― Ohhh! Liam... ― gritei quando abocanhou meu clitóris necessitado. Então ele começou seu ataque. Minhas mãos foram automaticamente para seus cabelos. ― Oh! Meu Deus! ― grunhi, mantendo sua cabeça entre minhas pernas. Ele sugou, lambeu, sacodiu a língua. Eu estava tão perto.

Repetiu o processo. Sugou, lambeu, sacodiu, mordiscou e meus ossos se derreteram, um orgasmo épico rasgou furioso através do meu ventre e explodiu na vagina, quase doloroso de tão intenso, então eu gritei. ― Ahhhhhhhhhhhh! ― ele rosnou e continuou me comendo com mais fome. Minha cabeça caiu contra os travesseiros, meu peito comprimido procurando por ar. Caramba! Isso sim era um sexo oral! E seu ataque continuou incansável até me ter a ponto de gozar outra vez. Como era possível? Ele levantou a cabeça e nossos olhares se encontraram. Lambeu os lábios, seu maxilar e nariz brilhantes da minha excitação. Corei furiosamente. O riso indecente curvou seus lábios. Eu nunca vou me recuperar depois desse homem. Ele se arrastou para mim e me beijou duro. Minha essência fresca em sua língua. Nossos peitos arfavam quando arrancou sua boca da minha. ― A ideia de meter o meu pau em sua boceta olhando bem dentro dos seus olhos é tentadora ― mordeu meu queixo. ― Mas a fantasia que sempre me deixou louco é você de quatro, seu rosto no travesseiro e sua bunda empinada para eu te comer bem forte, profundo ― dizendo isso, me rolou sobre a barriga e me colocou de quatro em dois tempos. Fiquei lá com a bunda no ar sentindo sua inspeção em mim. Suas mãos acariciaram minhas bochechas quase reverentes. O ouvi trincar os dentes. ― Porra de bunda perfeita! ― e então sua boca estava em mim de novo. Separou as bochechas e enfiou o rosto no meu traseiro. ― Ohhh! Deus! Liam... ― gemi quando lambeu meu ânus. Caramba! Ele era ousado. Lambeu-me, chupou, mordeu meu traseiro todo e se afastou um pouco. Ouvi um lacre se rompendo, minha vagina apertou. Eu era uma bagunça de líquidos escorrendo nas pernas. Nunca me senti tão excitada, desesperada para ser tomada na minha vida. Posicionou-se na minha vulva, brincou, deslizando a cabeça avantajada entre os lábios. Dei um gemido lamurioso. ― Sinta o meu pau afundando em você, baby ― ele enrolou meus cabelos na mão, puxando-me pela nuca e foi metendo devagar. Gememos os dois. Prendi a respiração, enquanto seu pau me rasgava numa estocada até o fundo. Meu corpo tremia, enlouquecido, desejoso. Gritei quando bateu em mim, sua pélvis se chocando em minha bunda. Minha nossa! Ele era grande. Muito grande e

espesso. Nunca me senti tão cheia. Seu pau se alojou em meu útero, abrindo um espaço que nunca havia sido tocado. Era quase doloroso, mas gostoso demais. ― Porra! Que gostosa! Minha fantasia se realizando. Estou fodendo a boceta dos meus sonhos, cacete! ― rangeu os dentes. ― Ohhh! Liam... ― gemi. Ele se debruçou sobre minhas costas, rindo bem na minha orelha, mordendo e chupando o lóbulo. Tirou quase tudo e voltou numa estocada forte. ― Oh! Meu Deus! ― eu estou quase gozando com apenas duas estocadas. Isso é o quanto sou louca por esse homem. Ele elevou uma perna por cima do meu quadril e me fodeu com força. Seu pau entrando fundo, muito fundo, batendo em mim sem trégua. Ah! Cristo! Nunca me senti assim. Nunca fui tomada assim. Ele metia girando o quadril, tocando cada nervo necessitado da minha vulva. Eu estava completamente esticada em volta dele. Era absurdamente delicioso ter seu pênis gigante me fazendo finalmente sua. Nossos gemidos e rosnados enchiam o quarto. Os sons de nossas pélvis se chocando tornando tudo real. Ele me comeu esfomeado, furioso, extravasando todo o desejo reprimido, proibido. ― Ahhhh! Porra! Você tem uma bocetinha tão apertada! ― grunhiu em meu ouvido e desacelerou os golpes, me fodendo devagar, bem devagar. ― Tem ideia do quanto quis fazer isso? ― puxou mais meus cabelos, inclinando minha cabeça para trás, meu corpo arqueando dolorosamente. Seu pau me castigando num ritmo torturante e lento. ― Eu sempre soube que seria assim, doce Mel ― sorriu e meteu com força. Gritei, insana. ― Você sempre quis isso também, não é? Diga! ― rosnou me comendo com golpes brutais agora. Eu estava completamente dominada por ele. Seu corpo grande, jovem, duro e firme se chocando contra o meu, consumindo-me, exigindo tudo que não pudemos fazer por tanto tempo. ― Diga, porra! Fale o quanto queria meu pau assim, enterrado até as bolas nessa sua boceta gostosa! ― sua mão desceu num tapa forte na minha bunda. Assustei-me. Ele riu, um som cheio de luxúria e perversão. ― Fale o quanto queria me dar essa boceta, Mel! Fale, porra! ― Ohh! Sim! Porra! Eu queria muito! ― explodi. Ele riu mais, lambendo minha orelha. Gemi, rebolando, encontrando-o em cada estocada brutal, deixando-me ser fodida duramente. Seu aperto afrouxou na minha nuca e fui empurrada para baixo, ficando de quatro. Suas mãos acariciaram minhas

costas, as unhas arranhando minha pele e fiquei louca. Eu estava quase lá. Ele sorriu conhecedor e desacelerou de novo. Merda! Cravou as mãos em minha bunda, abrindo-me, deixando-me totalmente exposta. Fiquei imediatamente tensa quando um dedo sondou meu ânus. Era só uma carícia leve, fazendo círculos, mas me inquietou. ― Ora, ora, você nunca foi fodida aqui, minha doce Mel? ― ronronou, entre divertido e sacana. Continuou circulando meu orifício, enquanto metia o pau devagar em mim. ― Eu vou amar comer seu rabinho virgem ― disse num tom tenso e cuspiu no meu buraco. A próxima coisa que senti foi seu dedo forçando passagem. Tentei sair do seu domínio, mas ele segurou meus quadris com força e voltou a me foder furiosamente. Gemi, meu orgasmo voltando a se formar em meu ventre. Incendiei com seus rosnados. Eu teria marcas dos seus dedos em meus quadris amanhã, mas eu não me importava. ― Será que você quer gozar no meu pau? Peça-me! Peça para gozar no meu pau! ― Deus! Ele era muito intenso na cama. Não vou conseguir esquecê-lo depois disso. Nunca. Estou fodida. Literalmente. ― Por favor! ― gemi de frustração quando ele parou os movimentos. ― Por favor o quê? ― riu e seu dedo voltou para meu ânus. Antes que pudesse me preparar enfiou-o todo. Gritei. ― Relaxe, baby ― ronronou em meu ouvido. Gemi. Ah! Deus! Sua voz devia ser ilegal de tão sexy. ― Isso, assim, me deixe mostrar a você o que esteve perdendo, minha gostosa ― fui relaxando, acrescentou outro dedo. Entrou apertado, rasgando e ele voltou a meter na minha vulva latejante. Sua mão livre foi para meu clitóris e eu me desfiz, deixando esse homem indecentemente lindo e sexy me foder como queria. ― Porra! Que rabinho lindo e apertado ― grunhiu, enquanto violentava meus dois buracos. ― Você vai dá-lo pra mim, baby? ― ronronou e manipulou meu clitóris habilmente. ― Vai me deixar meter meu pau até as bolas e gozar bem gostoso todo enterrado nele? Vai ser tão malditamente perfeito, Mel. Você, minha. Completamente minha, porra! ― gritei alto, suas palavras sujas me fazendo selvagem. Nunca me senti tão desejada, tão sexy e tão livre no sexo. ― Peça, baby! Peça para eu te foder assim, bem duro! Te comer de todas as

formas! Peça, porra! ― caramba! Uma barreira se rompeu dentro de mim, me transformando numa criatura devassa e eu gritei: ― Ohhhh! Liam! Oh! Deus! Sim! Por favor, me foda, baby! ― Ele rosnou e aumentou o ritmo me comendo impiedoso. Seu grande pau rasgando minha vulva já ardente. Meu ânus sendo esticado e fodido pelos seus dedos. ― Isso, baby! Eu sempre soube que você tinha esse fogo aí dentro ― me rasgou numa estocada que me tirou o ar. ― Você sempre quis me dar assim. Sempre quis ser a minha putinha suja, safada. Toma meu pau, porra! Tome-o todo nessa boceta gostosa do cacete! Você é minha! ― meteu furiosamente em mim e eu quebrei, gozando. O orgasmo mais intenso que já senti me rasgou ao meio. Começou no ventre e se espalhou por cada célula do meu corpo. Convulsionei, gritando o nome dele, enlouquecida, entorpecida de prazer. Eu não sabia que podia ser assim, tão forte, intenso. Agora entendo a expressão um orgasmo de tremer a terra. ― Isso, goze, baby! Goze no meu pau! Goze bem gostoso, cacete! ― sua voz foi muito tensa e rouca, e ele saiu de cima de mim, me virando no colchão. Arreganhou minhas coxas e meteu com tudo de novo. Elevou meus braços acima da minha cabeça. Seu rosto perfeito ficou a centímetros do meu. Os olhos azuis fumegantes presos nos meus. Sua expressão tensa dizia que estava no limite. ― Você é tão linda! Porra! Tão linda e gostosa, e eu sempre fui malditamente louco por você ― gemi. Como era possível estar me excitando outra vez, quando meu corpo ainda estava mole do prazer sem precedentes que ele me deu? ― Sabe o que vai acontecer agora? ― chupou meu lábio inferior e o mordeu depois. Arqueei as costas, abraçando-o com as pernas, tomando suas estocadas profundas que me sacudiam toda. Sua boca desceu pelo meu pescoço e abocanhou meio seio esquerdo. Serpenteou a língua no mamilo duro, rodeou a auréola. Gemi. Rosnou e chupou duramente. Seu pau batendo incansável em mim. Sua boca subiu outra vez e chupou meu pescoço, seus lábios quentes e macios me fazendo gemer e gemer. Caramba! ― Eu vou viver em cima de você! Um mês inteiro assim, dentro de você, porra! Ah! Cacete! Que bocetinha deliciosa... ― rugiu, sua boca voltando para a minha. Nossos hálitos se misturando. ― Ohhhhh!

Porra! Eu vou gozar! Que gostosa... ― seus olhos me prenderam, hipnotizando. Rasgou-me mais duas vezes com golpes duros e uivou, seus olhos não deixando os meus em nenhum momento enquanto gozava dentro de mim. Gemidos roucos escaparam dos seus lábios para os meus. Foi a coisa mais linda e sexy que já vi na minha vida. E eu estava pronta. Loucamente excitada outra vez. Sua boca tomou a minha num beijo lento, sua respiração ofegante. Nossos corações batendo em uníssono. Ele soltou meus pulsos e eu o puxei pelo pescoço. Riu contra meus lábios e passou a comer minha boca. Chupando, mordiscando. Sua língua habilidosa lambendo cada recanto da minha boca, ainda me fodendo com estocadas lentas. Minha. Nossa. Senhora. Que homem é esse?

CAPÍTULO QUATRO Melissa Acordei em lençóis macios. Humm, muito macios. O cheiro gostoso, sexy, picante me invadiu os sentidos e eu congelei. Liam. Oh! Deus! Eu transei com Liam! Gemi ainda sem coragem de abrir os olhos, as imagens da noite anterior vindo sobre mim como uma avalanche. Minha nossa. O homem era uma máquina. Cristo! Uma máquina deliciosa. Um lindo deus do sexo. Estiquei as pernas. Caramba! Minhas partes íntimas estão doloridas. Minha vagina e... Abri os olhos arregalados. Oh! Santa Mãe de Deus! Eu o deixei foder meu ânus. Caramba! Mil vezes caramba! Ele comeu meu... Oh, eu não consigo terminar esse pensamento. Mais imagens. Liam, lindo, insaciável. Sexo duro. Muito duro. Seu corpo invadindo o meu a noite inteira. Gemi de novo. Os sons, os gemidos, os rosnados, as palavras sujas que saíram da sua boca enquanto me rasgava em estocadas profundas. Meus mamilos eriçaram, um calor invadindo meu ventre. Enfiei o rosto no travesseiro. Eu sou uma vadia? Eu nunca havia dado meu... Eu ainda posso senti-lo gozando, me enchendo de esperma e eu gozei a última vez, o orgasmo intenso, arrasador, tirando as minhas forças, enquanto ele puxava meus cabelos e rosnava

no meu ouvido: Porra! Que gostoso encher seu cuzinho virgem da minha porra, baby! Gemi juntando as pernas, as outras palavras que me disse ontem vindo nítidas na minha mente: vou te escravizar no meu pau. Não importa o quão duro eu te foder, ou quão sua boceta vai estar dolorida, você vai implorar para eu te comer de novo, de novo e de novo. Você nunca mais vai esquecer como é ser fodida por mim. Dei um bufo sarcástico e me sentei. Ele estava arrogantemente certo. Eu estava toda dolorida, mas palpitando vergonhosamente. Virei para o lado, estava vazio, o quarto silencioso. Arrastei-me para fora da cama. Corri os olhos pelo recinto luxuoso e mais uma vez gemi, recordando que ele tinha rasgado toda a minha roupa. Eu estava nua. Como iria embora? Corri para o banheiro. Meu reflexo no espelho da pia dizia que eu fui fodida, bem fodida por horas a fio. Meus cabelos estavam embaraçados. Ah! Cristo! Eu tinha olheiras. Contudo, não evitei um riso se abrindo no meu rosto. Eu tinha olheiras, mas em compensação meus olhos brilhavam sobre elas. Eles brilhavam como nunca. Como se diz na linguagem popular, agora sei que fui malcomida por anos. Nunca tive orgasmos tão intensos com Raul. Havia uma escova dental ainda na embalagem sobre a pia, percebi franzindo o cenho. Liam a deixou para mim? E onde ele está? Pensando bem, era melhor ele não estar mais na cama. Eu não sei ao certo como vou encará-lo depois de tudo que o deixei fazer comigo. Eu coro só de lembrar. Não sou experiente nessa coisa do dia seguinte. O que devo dizer? Olha, foi muito bom transar com você. Você realmente cumpre tudo que promete, mas eu vou indo. Obrigada? Ah! Deus! Sou patética. Eu tive a melhor noite da minha vida e não sei como agir diante do homem que me deu isso. Especialmente porque isso não vai a lugar algum. Eu não posso alimentar ilusões a respeito de Liam Stone. Escovei os dentes e fiz a higiene matinal. Eu preciso voltar para casa. Chay já deve ter percebido que não dormi lá. Vai ser complicado explicar isso a ele. Penteei os cabelos. Pelo menos eu já não parecia um espantalho. Voltei ao quarto e só então percebi que havia um roupão branco sobre a

poltrona perto da cama. O vesti e franzi o cenho em desgosto, porque roupões não combinam com saltos. Certo. Eu vou precisar encarar Liam e pedir que providencie roupas para mim, uma vez que é sua culpa essa situação humilhante. Peguei meus sapatos e bolsa e desci. Silêncio. Onde diabos ele se meteu? Será que saiu esperando que eu vá embora? Eu assisti a um filme que o cara fazia isso. O imbecil não conseguia lidar com o dia seguinte. Mas acho que Liam Stone já deve estar bem familiarizado com situações assim. Caramba! Eu acho que vou hiperventilar na hora em que o encontrar à luz do dia. Desci as escadas que levavam à sala e congelei quando pisei no chão. Ele estava mexendo no sistema de som. Usava só a calça do pijama. Meu coração acelerou só com a mera visão dele. Oh, isso vai ser difícil. Admirei as costas largas com músculos bem definidos de dar água na boca. Havia vergões vermelhos em seus ombros e minha vagina palpitou, lembrando os momentos que minhas unhas fizeram aquilo. Cristo! Nós agimos como animais. Comemos, devoramos um ao outro como se fôssemos morrer no dia seguinte. Havia mais uma tatuagem que eu não tinha percebido. Era uma guitarra bem em cima da omoplata direita. Bufei. Mas eu não vi muita coisa ontem além de seu pênis e a forma como bateu incansavelmente dentro de mim. Um gemido escapou da minha boca ao mesmo tempo em que a introdução de Sugar, do Maroon 5 começou. Ele estalou os polegares nos dedos médios e fez um giro muito rápido, os pés deslizando no assoalho. Liam era um exímio dançarino. Eu costumo babar quando assisto seus shows pela TV. Nossos olhares se encontraram. Recuei um passo, quase tropeçando na escada. Ele franziu o cenho levemente. Seu olhar deslizou por mim devagar e quando voltou ao meu rosto, havia um arremedo de sorriso nos lábios sexys e uma expressão travessa tomou seu semblante. Girou o quadril sensualmente e estalou os dedos de novo. A voz de Adam Levine[3] soou e ele a acompanhou: Sugar (Açúcar) I'm hurting, baby, I'm broken down (Estou machucado, baby, estou destruído) I need your loving, loving

(Preciso do seu amor, amor) I need it now (Preciso agora) When I'm without you (Quando estou sem você) I'm something weak (Sou apenas uma coisa fraca) You got me begging, begging (Você me faz implorar, implorar) I'm on my knees (Estou de joelhos) Oh! Meu Deus! Um riso chocado se abriu nos meus lábios quando ele caiu de joelhos e deslizou todo o caminho no assoalho até meus pés. Do jeito que costuma fazer nos shows. Ele é lindo! Cristo! Lindo demais. Ele viu minha tensão. Eu acho que esse pequeno e delicioso show era para me deixar a vontade e eu soube, nesse exato momento, que perderia meu coração para esse homem em nesse período que vamos conviver. Liam se levantou em outro giro flexível e foi andando e estalando os dedos, marcando os passos de lado, rumo ao centro da sala. Ri alto quando deslizou para trás num dos passos imortalizados por Michael Jackson. Ele abriu um riso lindo, livre da sedução habitual. Esse era pura diversão. Sim, eu vou me perder para ele. Veio para mim de novo, andando como um robô. Fez um movimento fascinante com a cabeça que me deixou com torcicolo só de olhar. Parou na

minha frente. Meus olhos se deliciaram com seu peitoral e abdome nus. Fiquei sem fôlego diante de tanta beleza. Tirou os sapatos e a bolsa das minhas mãos, os colocou nos degraus da escada e cantou puxando-me para seu corpo: Sugar (Açúcar) Yes, please (Sim, por favor) Won't you come and put it down on me? (Porque não vem colocá-la em mim?) I'm right here, 'cause I need (Estou bem aqui, pois eu preciso) Little love and little sympathy (De um pouquinho de amor e simpatia) Yeah, you show me good loving (Sim, você me mostrou um bom amor) Make it alright (Faz tudo ficar bem) Need a little sweetness in my life (Preciso adoçar um pouco a minha vida) Sugar (Açúcar) Yes, please (Sim, por favor) Won't you come and put it down on me? (Porque não vem colocá-lo em mim?)

Rodopiou comigo nos braços pela sala espaçosa. Nossos olhos trancados. Sua voz rouca, linda, sexy cantando agora num tom mais baixo. Eu tinha um riso deslumbrado colado no meu rosto. Era injusto alguém ser tão perfeito. Lindo! Absurdamente lindo e eu estou completamente perdida, me afogando nele, nessa intensidade que vejo nos hipnotizantes olhos azuis. There ain't no other way (Não há outra saída), 'Cause, girl, you're hotter than the southern California bae (Pois, garota, você é mais quente que as praias do sul da Califórnia). Nossos passos reduziram a um simples meneio de quadris. Ele cantou até a última frase e me inclinou suavemente para o lado, seus braços sustentando minhas costas, me lembrando uma cena de filme antigo. Meu coração saltou freneticamente quando aproximou o rosto do meu. Seus olhos brilhavam suaves, mas incendiaram ao parar na minha boca. Entreabri os lábios involuntariamente e seus lábios desceram lentamente para os meus, nossos olhos se fechando apenas no último segundo. Esse beijo foi incrível e deliciosamente suave. Sua língua lambeu a minha, bem devagar. Chupou meus lábios, mordiscou-os e voltou a chupar minha língua com mais força dessa vez. Apoiei-me nos seus ombros musculosos e firmes, deixando-o me saquear, levar tudo de mim. Não sei quanto tempo durou, porque me perdi para tudo, exceto o homem me segurando assim e me beijando como se eu fosse mais que uma foda de uma noite. Voltou-me à posição ereta e nossos olhos se abriram. Deu-me pequenos beijos suaves nos lábios e queixo. Outra música começou. Era o novo sucesso da DragonFly. ― Hei, baby ― sussurrou na minha boca. ― Bom dia. ― Bom dia ― miei, praticamente uma poça derretida em seus braços. A voz sexy e rouca soou no som, e era surreal ter seu dono aqui comigo. Ficamos assim, nos encarando por alguns instantes, nossas bocas ainda respirando uma na outra. O azul dos olhos dele estava esplêndido essa manhã. Murchei um pouco ao recordar que estou com olheiras. Eu daria tudo para ter meu corretivo agora. ― Você é mesmo tão linda pela manhã como imaginei que seria ― disse baixinho e tocou meu rosto tão suave que não contive um gemido, virando a face em sua palma.

― Liam Stone é um cavalheiro ― provoquei, mas minha voz tremia um pouco, traindo minha descontração. Ele riu de novo e esse continha um pouco da sedução que já me acostumei a ver. ― Vem, baby ― me puxou pela mão em direção à cozinha. ― Eu fiz o nosso café. ― Liam... ― ele sentiu meu tom de voz tenso e se virou para mim. ― Eu preciso de roupas para ir embora. Chay... ― Shhh, vou alimentar você primeiro, Mel ― cortou meu protesto. ― Eu já pedi suas roupas. Greg foi até a loja buscar. ― Oh! Deus! Seu segurança foi buscar minhas roupas? ― gemi de vergonha. ― Ele vai saber que dormi com você ― o riso safado, indecente deu o ar da graça e ele me deu uma piscadinha. ― Baby, dormir foi o que menos fizemos naquela cama ― meu rosto incendiou. Ele é tão sem vergonha! Puxou-me para seus braços de novo, rindo do meu desconforto. ― Você não precisava rasgar minhas roupas. Foi... ― Ah, eu precisava ― sussurrou na minha boca. Suas mãos começaram a desfazer o laço do roupão. ― Eu precisava ter você toda nua para mim. O vestido era um obstáculo, assim como o sutiã e a calcinha ― abriu as laterais do roupão e seus olhos queimaram nos meus seios. ― Linda! Vou mudar meu voto ― murmurou, seus lábios descendo sedutores pelo meu pescoço, me causando arrepios. ― Você deve andar nua sempre que estiver comigo, baby ― encheu as mãos nos meus seios e puxou os mamilos. Líquidos jorraram na minha vagina. ― Liam... ― choraminguei. Ele riu safado, arrogante contra pescoço, lambendo, chupando. ― Isso, baby. Amo a forma como chama o meu nome ― mordeu-me suavemente. ― Chame de novo. ― Oh! Deus! Liam... ― convulsionei, quando suas mãos desceram numa carícia possessiva por todo o meu corpo por dentro do roupão, indo parar na bunda. Colou-me à ele e senti seu pênis já bem desperto. ― Porra! Você é tão gostosa, Mel ― gemeu como se sentisse dor, moendo seu grande pau em

minha pélvis. ― Eu quero sua boceta no meu café da manhã. Você vai me dar, baby? Hum? Vai me deixar comer essa bocetinha linda, gostosa, apertadinha? ― ronronou na minha orelha. ― Responda! ― apertou minha bunda com força. ― Sim! Sim, eu vou ― miei sem forças para negar qualquer coisa. Seus olhos azuis voltaram para o meu rosto e ele foi deslizando o roupão bem devagar pelos meus ombros, mantendo-me presa em seu feitiço. Seu rosto lindo e perfeito a centímetros do meu. A peça caiu no chão e seu olhar foi descendo, queimando, consumindo cada centímetro de mim. ― Você é tão linda, baby ― murmurou e suas mãos acariciaram meus seios de novo, seu olhar reverente, e foi descendo mais, apertou minha cintura e eu gemi, lamuriosa. Sorriu baixinho e se abaixou de joelhos. Beijou e lambeu meu ventre, a língua serpenteando a caminho da minha pélvis. Enfiou o nariz em minha vagina e estremeci sem controle. ― Tão cheirosa... Gostosa... ― ronronou e lambeu meu clitóris lentamente. ― Liam... ― choraminguei. Sorriu de novo, arrogante, um riso quente pra caramba, divertindo-se com meu desespero. Brincou mais um pouco com minha vulva, deslizando a sua muito habilidosa língua suavemente. Eu me transformei no Titanic, completamente inundada. Levantou-se e cravou as mãos na minha bunda, içando-me, fazendo-me abraçá-lo com as pernas. Esfreguei-me descaradamente em sua ereção. Deu um tapa na minha bunda. ― Vou comer você naquela parede ― rosnou me levando para a parede onde quase transamos no dia anterior. ― Peguei uma cisma com ela ― riu sem vergonha, puxando meu lábio inferior entre os dentes. ― Ontem passei o dia todo olhando nessa direção me imaginando fodendo você bem duro contra ela ― Minhas costas bateram na dita parede. Gemi, quando moeu gostoso no meu clitóris. ― Se segure firme, baby ― ordenou e desceu a boca para meus seios. Chupou, lambeu, sacudiu a língua nos mamilos, mordiscou e eu estava quase gozando, gemendo em lamento. Riu sacana e senti uma das mãos cavando entre minhas pernas. ― Ohhh! Liam... ― choraminguei quando enfiou dois dedos bem devagar. Gemeu alto,

constatando minha excitação. ― Porra! Tão molhadinha para mim, baby ― voltou a me encarar. ― Diz que toma pílula porque eu quero ter você sem nada entre nós. Quero encher sua bocetinha com a minha porra ― ronronou na minha boca. Cristo! Alaguei com suas palavras sujas, mas isso era muito íntimo. ― Eu estou limpo, Mel. Nunca fodi sem camisinha ― completou quando percebeu minha hesitação. ― Eu, eu não sei, Liam... ― falei arquejante. ― Eu nunca fiz isso com mulher nenhuma ― tornou, seu olhar sério injetado no meu. ― Mas eu quero muito fazer com você. Eu preciso disso, baby. Eu quero te sentir plenamente ― chupou meu lábio superior e me fodeu devagar, girando os dedos. Gemi. ― Você vai dar para mim assim, baby? ― a música estava no auge agora e o Liam do som sussurrava love me, baby, love me now. [4] Ah, Deus! Eu já estou perdida porque os dois me seduzindo era demais para mim e antes que eu pudesse pensar mais, estava concordando. ― Sim, eu vou ― então ele sorriu meio arrogante, meio sedutor, meio safado e me beijou duro, urgente, enquanto seus dedos trabalhavam sua mágica em mim. Liam Eu estou fodido. Ela é linda. Porra! Linda demais e é minha agora. Finalmente minha. Nossas bocas se comeram esfomeadas num beijo duro. Nossas línguas entrelaçadas, dançando, enquanto a fodia com meus dedos. Rosnei quando me mordeu suavemente. Arranquei minha boca da sua e retirei os dedos devagar. Os chupei, olhando-a nos olhos. Gemeu, um som indecente que açoitou meu pau. Seu olhar estava turvo, cheio de desejo e luxúria por mim. Puxei meu pau para fora e me masturbei sem pressa. Ela mordeu o lábio, devorando meu volume com olhos gulosos. Miou quando deslizei a ponta em sua boceta encharcada. Massageei o clitóris devagar, me deliciando com a forma predadora com que me olhava. Prendeu a respiração quando me alinhei em sua vulva e a levantei pelo traseiro com as duas mãos. Fui abaixando-a lentamente, empalando-a no meu pau. Ofegamos, loucos para sentir o outro nessa conexão tão íntima. Um gemido doloroso cortou minha garganta porque essa

primeira sensação de sua boceta nua e quente engolindo meu pau é quase mais do que posso suportar. Trinquei os dentes e a puxei com força o resto do caminho, empalando-a completamente. Gritou alto. ― Oh! Meu Deus! ― estremeceu em meus braços. Fiquei parado uns instantes para dar tempo a nós dois. Ela devia estar dolorida. E eu, porra! Eu estava a ponto de explodir gozando como um maldito fedelho em sua primeira vez com uma mulher. ― Eu vou mais devagar, baby, desculpe ― sussurrei e tomei sua boca outra vez. Enfiou as mãos em meus cabelos e me beijou de volta. Dançamos bem lento e gostoso. Tirei meu pau todo e fui metendo de novo. Minhas mãos amassando a bundinha firme, linda. Comi sua bocetinha quente por muito tempo assim até estarmos rosnando, enlouquecidos, descontrolados. Ela me encontrando a cada estocada, rebolando gostoso pra caralho no meu pau, me deixando rasgar sua pequena boceta com estocadas duras e profundas. ― Ahhhh! Gostosa... Isso, baby! Cavalga bem gostoso. Cavalga no meu pau, porra! ― rosnei, dando tapas em sua bunda. Choramingou, sua boca levemente aberta, nossos hálitos juntos, nossos olhares se devorando. ― Peça para eu te foder duro, baby! Peça, minha gostosa! ― a puxei, empalando-a brutalmente. Convulsionou, gritando ensandecida. ― Liam! Ohhh! Sim! ― Sim o que, Mel? ― meti com força de novo, batendo no seu útero. ― Eu quero ouvir, baby ― miou, tomando minhas estocadas violentas. ― Fale, baby! Peça para eu te foder assim, bem duro, porra! ― Sim! Liam... Me foda, baby! Me foda! Não pare, por favor... ― começou a estremecer nos primeiros espasmos do gozo. Bati com força, cravando-a contra a parede. ― Oh! Porra! Vou gozar! Que gostosa... Goze comigo, baby! Goze comigo, Mel! ― rugi e no segundo seguinte estávamos nos comendo em outro beijo desesperado e gozando juntos, bebendo, engolindo os gemidos da boca do outro. Seu canal pequeno e escaldante me estrangulando, enquanto eu esporrava dentro dela. Jorrei e jorrei, gozando duro como se não tivesse fodido com ela a noite inteira. Cacete! Meu corpo estremeceu violentamente. Um choque se espalhou pela minha coluna e eu

me esvaí em seu corpo. Nunca gozei tão duro e gostoso em toda a minha vida. ― Porra! Gostosa demais! ― grunhi ainda estocando, comendo-a mais devagar. Separamos nossas bocas para respirar. ― Deliciosa... ― ronronei em seus lábios. ― Liam... ― chiou, sem forças. Nós dois arfantes, nossos peitos subindo em respirações ruidosas. Nossos olhares saciados, presos. Seus cabelos caíam em seu rosto numa massa desalinhada, mas ela estava linda ali, depois de gozar no meu pau. Ainda completamente minha. Linda pra caralho! Ri, arrogante, safado e a beijei outra vez, lento, delicioso até nossas respirações normalizarem. Sua boceta ainda palpitava gostoso pra cacete à minha volta e eu precisava desfazer a conexão ou não iria parar de fodê-la. Gemi, me sentindo a porra de um egoísta. Ela devia estar com fome e eu decidi fazer dela meu café da manhã. ― Vamos nos limpar, linda ― murmurei, saindo dela e estremeci com a perda do seu calor. ― Desculpe por ser um bastardo insensível. Eu devia tê-la alimentando primeiro. Eu machuquei você? Ela corou lindamente. Eu amo a forma como parece uma adolescente perto de mim. ― Eu, hum, vou ficar bem ― deu-me um sorriso envergonhado. Antecipei-me e peguei o roupão do chão e a vesti com cuidado. ― Eu posso andar ― protestou quando a levantei nos braços. ― Eu sei que pode, baby, mas estou tentando usar das boas maneiras ― ela deu um pequeno bufo, enlaçando meu pescoço. ― Você mesma disse que sou um cavalheiro ― provoquei. ― Eu fui precipitada ― disse com um riso na voz. ― Eu vou me redimir, baby ― beijei a ponta do seu narizinho arrebitado. ― Prometo. ― Eu gostei do show, a propósito ― ela murmurou, assim que se acomodou em um dos bancos ao redor da ilha da cozinha, alguns minutos depois. Servi seu prato de ovos com bacon e abri um riso sem vergonha, levantando uma sobrancelha. ― Qual deles, Mel? ― sussurrei, meus olhos presos na boquinha linda enquanto ela lambia os lábios, corando. Imagens dessa boca mamando bem gostoso no meu pau e engolindo todo o meu esperma ontem à noite, me fez ficar imediatamente duro de novo. Porra de mulher linda!

― Você se tornou tão arrogantemente confiante, superstar ― provocou-me, revirando os olhos e levou uma garfada à boca. Eu continuei hipnotizado, enquanto mastigava. Ajustei-me na calça e seu olhar seguiu o movimento. Sorri e me sentei à sua frente. ― Estou me referindo à escolha de música. Amo Adam Levine ― ok, isso me irritou um pouco. Que porra é essa de amo Adam Levine? ― Baby, não repita essa merda para mim de novo se não quiser que eu bata bem forte na sua bunda deliciosa ― rosnei. Ela arregalou os olhos amendoados por alguns instantes, então caiu na gargalhada. Certo. Parece que não fui tão intimidante quanto pensei. ― Oh, então é verdade? Vocês realmente têm uma rixa musical? ― quis saber, um pouco mais relaxada. Eu adoro tê-la assim, tranquila à minha volta. Eu confesso que estava em pânico com esse lance do dia seguinte. Eu nunca fiz essa merda. Eu fodo e vou embora, ou elas vão embora. Simples assim. Mas Mel é diferente. Eu adorei sentir seu corpo quente e gostoso contra mim nas poucas horas que dormimos. E eu, definitivamente, estou gostando da manhã também. Porra! Meu corpo ainda está sob o efeito do gozo fenomenal de minutos antes. Gostosa demais. Minha fantasia proibida finalmente se realizando e eu vou aproveitar cada delicioso momento com ela. ― Isso é exagero da mídia, baby ― sorri, levando uma porção à minha boca. ― Eu gosto do cara ― dei um pequeno bufo. ― Exceto quando ele está concorrendo ao Grammy[5] comigo, claro ― ela riu suavemente, meneando a cabeça. ― Você ganhou ― sua voz tinha um toque de orgulho agora. ― Tem ganhado por três anos seguidos ― a forma com disse isso me aqueceu. Ela assistiu as premiações? Como se lesse a minha mente, acrescentou: ― Sim, eu assisti a todas, incluindo a primeira, quando perdeu para Adam Levine ― me provocou de novo, um riso atrevido curvando os lábios apetitosos. Eu ri também. Porra! Que coisa boa essa entre nós. Nunca me senti tão à vontade com outra mulher. Curvei-me para a frente e beijei seus lábios suavemente. Afastei-me um pouco, traçando o contorno perfeito com os dedos. Resfolegou tão afetada por mim como eu por ela. ― O que eu preciso fazer para tomar o lugar do Levine no seu coração, baby? ― ronronei,

provocando-a também. ― Você não precisa de mais uma fã, superstar ― zombou, mas sua respiração estava alterada. ― Além disso, meu caso com o Adam é antigo ― sorriu, afastando-se do meu domínio e voltando a comer. Eu gargalhei. Deus! Ela é uma coisinha deliciosa, atrevida, sexy, linda, safada na cama. Porra! Muito safada. Do jeito que eu gosto. ― Isso é um desafio, Mel? ― sorri, voltando à minha posição ainda encarando-a. ― Considere aceito. Eu amo um bom desafio. ― Boa sorte com isso, baby ― murmurou, os olhos amendoados brilhando excitados para mim. Ficamos nos encarando, o clima mudando para sensual. Comemos em silêncio, mas ríamos de vez em quando. Loucura total o que estamos fazendo, mas eu não me arrependo de um segundo sequer. Eu queimei por essa mulher por anos. Cacete! Eu ainda estou queimando. Meu tesão aumentou agora que senti seu gosto e sei que é perfeita. Seu telefone tocou em cima do balcão de mármore. Seus olhos anuviaram rapidamente saindo da nossa pequena bolha. O atendeu. ― Oi, Sara ― ficou rubra com algo que a irmã disse e me olhou tímida. ― Sim, eu dormi na cobertura ― colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha, nervosamente. ― Sim, hum, sim ― eu sabia que estava confirmando que dormiu comigo. ― Cristo! Não acredito que disse isso ― corou violentamente, lambendo os lábios, mas riu um pouco ainda ouvindo a irmã. ― Sim, sim, ok? ― abri um riso conhecedor e continuei a encará-la, apreciando seu desconforto em dizer que dormiu comigo e que gostou. Bom, estou supondo que o sim repetido quer dizer isso. Muito arrogante da minha parte, não é? Eu sei. Mas estou torcendo para que a noite passada tenha sido a melhor da sua vida, porque para mim foi a perfeição do cacete e eu quero mais. Muito, muito mais. Seu rosto ficou tenso com algo que Sara disse. ― Certo. Ela sempre faz isso. Aparece sem avisar e leva meu filho como se tivesse todo o direito. ― Algum problema? ― sondei assim que desligou o telefone com um grande suspiro. ― Lúcia apareceu sem avisar e levou Chay para o final de semana. Eu odeio quando faz isso ―

disse frustrada. Só a menção do nome da megera me fez tenso. Sei que a verei em algum momento, mas não vou apressar isso. ― O que você vai fazer? ― detesto que a bruxa tenha feito isso, mas acaba de me ocorrer que Mel estará livre todo o final de semana e eu já estou salivando porque não há a menor chance de eu deixá-la sair, ou vestir uma roupa nesse período. ― Eu vou conversar seriamente com ela na segunda-feira ― disse visivelmente tensa. Eu gostei que estivesse mais firme em relação à minha madrasta. Mel sempre foi muito subserviente tanto com ela quanto com o bastardo. Eu odeio igualmente os dois. Tomou um pouco de suco de laranja e se levantou. Oh! Merda! Ela estava obviamente se preparando para ir embora. Faça alguma coisa, Stone! Rápido! ― Eu, hum, vou vestir minhas roupas ― Greg havia aparecido logo depois da nossa foda cataclísmica e me entregou dois vestidos negros e lingeries no mesmo estilo das que ela usava ontem. Levantei-me também, me aproximando devagar. Ela foi recuando até o freezer. ― Eu não quero que você vá, baby ― sussurrei, enlaçando-a pela cintura, colando nossos corpos. ― E nem que você vista as roupas ― sorri quando arfou na minha boca. ― Você, honestamente, já matou seu tesão por mim? Hum? ― injetei meu olhar no dela. Não, é claro que não. Ela sentia isso também. Essa vontade, quase uma necessidade de estarmos um no outro o tempo todo, agora que sentimos o gosto. ― Liam... ― gemeu quando enfiei minha coxa entre suas pernas. ― Isso está intenso demais. Deus! Ohhh! ― miou quando massageei seu ponto sensível bem devagar. ― Isso é loucura. ― Sim, é loucura. Mas é gostoso demais ― grunhi, descendo meu nariz pelo seu pescoço. ― Você é tão gostosa, baby. Tão malditamente perfeita. Eu esperei por tanto tempo ― lamentei, lambendo e chupando o ponto que descobri que a excita. ― Eu quero você. Quero que vá para São Paulo comigo. Quero sair com você, dançar, fazer tudo que eu sempre fantasiei, mas nunca foi possível ― estremeceu, ofegando, senti seus fluídos umedecerem a malha da minha calça. ― Não, Liam ― meneou a cabeça. Mas seu tom não foi convincente. ― Nós não podemos ser

vistos assim ou isso seria um escândalo. Não quero ser alvo da imprensa de novo. Por favor, não ― seu tom foi ficando tenso no final. ― Ei, tudo bem, Mel ― a acalmei, levantando seu queixo para mim. Sua expressão estava assustada. ― Então, eu também não vou para São Paulo. ― Você tem compromissos lá. Você... ― Baby, eu posso adiar isso ― na verdade, eu me refreei para não dizer: baby, sou Liam Stone, eu posso adiar essa merda! Mas isso iria soar muito arrogante. É a verdade, no entanto. Beijei sua boquinha linda suavemente, determinado a trazer o clima leve e gostoso que pairava antes do telefonema. ― Eu vou ficar aqui com você. Nós dois. Só nós dois. Longe dos curiosos, da imprensa, de qualquer um que possa condenar o que há entre nós ― continuei depositando pequenos beijos pelo seu queixo. Isso a excita também. Ela foi relaxando. ― Diga que vai ficar aqui comigo, Mel. Diga, baby ― pedi, puxando-a delicadamente pelos cabelos da nuca, não deixando seu olhar desviar do meu. Ela suspirou rendida, e seus braços enlaçaram minha cintura, me puxando contra seu corpo gostoso. Meu pau já estava muito animado pressionando seu ventre. ― Deus! Você pode ser persuasivo ― murmurou na minha boca. ― Você ainda não viu nada, baby ― ronronei, meu riso se espalhando lentamente, predador, sacana, perverso. ― Me mostre, baby ― sussurrou de volta, suas mãos descendo para meu traseiro, apertando-o com força. ― Gostosa... ― grunhi, levantando-a pela bunda, suas pernas me abraçando avidamente. Choramingou com meu pau pressionando seu centro quente, encharcado. ― Vamos para a banheira, baby. Quero cuidar de você antes de te foder de novo ― gemeu. Sorri, tomando sua boca num beijo molhado e de olhos abertos, então nos levei para o meu quarto. Eu não sei que porra estou fazendo prendendo-a aqui comigo. Mas eu desejei essa mulher por dez anos do caralho! Eu só não posso deixá-la ir agora. Não posso. Ela é minha. Não quero pensar por quanto tempo. Tudo que sei é que

ela é finalmente minha, porra!

CAPÍTULO CINCO Liam ― Eu ainda não quero que você vá, baby ― sussurrei em seus lábios, minhas mãos de cada lado da sua cabeça, prendendo-a contra a porta que eu devia estar abrindo para ela. Cristo! Eu não sei que porra é essa, mas não quero ficar sem ela. Foram dois dias fodidamente perfeitos e eu me sinto a porra de um adolescente cada vez que ela pousa os lindos olhos amendoados em mim. ― Fique mais essa noite comigo. Você vai ficar sozinha lá. Chay só chega amanhã de manhã. ― Liam... ― gemeu quando minha boca desceu pelo seu queixo e pescoço. ― O que eu posso fazer para você mudar de ideia, baby? Hum? ― chupei no ponto entre o ombro e pescoço. Seu corpo estremeceu. Abri um riso arrogantemente confiante. ― Oh, a lista é interminável, superstar ― murmurou, seus braços me puxando pela cintura. Colei meu pau gananciosamente duro em sua barriga. Ela ofegou, seu hálito quente e doce me deixou louco para beijá-la. Que mulher deliciosa, porra! ― Mas realmente preciso ir. Quero estar lá quando meu pequeno chegar ― ok, contra isso não posso argumentar. Ela é mãe também. E é das melhores pelo que eu pude perceber até agora. ― Me convide para jantar, então ― certo. Eu estou sendo patético agora. ― Eu vou adorar jantar com você e o Chay ― ela me encarou como se tentando ver a sinceridade das minhas palavras. ― E eu darei o dia de folga para você curtir o pequeno homenzinho marrento e prepará-lo para a minha presença à noite, claro ― riu levemente, meneando a cabeça. ― Temos um acordo, baby? ― moí meu pau mais abaixo em sua pélvis. Lamentou em minha boca. ― Esse negócio de astro do rock mexeu com sua cabeça ― riu, provocando-me atrevida. ― Você

se acha irresistível, não, Liam Stone? ― seus olhos brilharam travessos, quase malvados e completou: ― Mas sim, temos um acordo, superstar. Vou adorar vê-lo às voltas com o Chay. Eu fiquei sério por um momento, deixando-a pensar que me amedrontou e caí na risada em seguida. ― Devo avisá-la que sou muito bom com crianças, baby ― minhas mãos desceram pelos seus braços, cinturinha e cravaram em sua bunda gostosa. Puxei-a com força para meu pau. Gemeu de forma indecente. Porra! ― Além disso, enfrento multidões há alguns anos. Por que teria medo de um garotinho de quase sete anos? ― sorri me lembrando do orgulho do pequeno Chay quando me disse sua idade. Foi a sua vez de gargalhar. ― Vou deixar que descubra isso por si mesmo, baby ― zombou, mas ofegou quando a levantei pela bunda, obrigando-a me abraçar com as pernas. ― Ohh! Deus! Você precisa parar de fazer isso... ― Fazer o quê, baby? ― ronronei, moendo bem devagar em seu centro pulsante. Cacete! Nós fodemos nossos miolos por dois dias seguidos e meu pau simplesmente não está satisfeito, o bastardo quer mais, muito mais. ― Querer enterrar meu pau em você o tempo todo? ― a sustentei apenas com um braço e puxei seus cabelos da nuca, arqueando sua cabeça. ― Você é muito mais gostosa e safada do que nas minhas fantasias mais ousadas ― grunhi, mordendo seu lábio bem desenhado. ― E eu falei sério quando disse que não vou sair de cima de você. ― Liam... ― gemeu gostoso pra caralho. ― Você quer isso também, baby. Esse é o nosso momento. Eu quero você e você também me quer. Simples assim. ― Não, não é nada simples ― seu tom foi apreensivo. ― Isso não pode chegar à mídia. Não quero ser apontada como a vadia que está fodendo seu cunhado. Principalmente quando o cara em questão é um astro da música mundial e muitos anos mais novo ― ok, isso me deixou puto. ― Sério, essa merda? Muitos anos minha bunda! ― rosnei. ― São sete anos, Mel! Apenas sete anos do caralho. Você não vai se livrar de mim com um argumento tão fraco, baby ― meu tom

abaixou um pouco. Suspirei. ― Manteremos em segredo, então ― me irritava um pouco esse receio dela em ser vista comigo, mas tentei manter isso num canto da mente, por enquanto. ― Seremos cuidadosos, mas não se iluda, Mel. Eu vou foder você cada dia desse mês. Você é minha, e eu não vou abrir mão disso ― ela pareceu um pouco assustada com minhas últimas palavras. ― Uh! Liam Stone versão homem das cavernas ― zombou, um riso se abrindo na boquinha linda. Dei uma palmada dura em sua bunda. Deu um gritinho sexy e gargalhou, pendendo a cabeça para trás, e eu nunca vi na minha vida, uma mulher tão linda. Eu estou a caminho de me viciar nessa mulher e isso é muito, muito ruim porque eu vou embora depois do Rock in Rio. ― É isso aí, baby ― rosnei, puxando sua boca para a minha. ― Você é minha. Toda minha, cacete! ― seu riso foi morrendo e a fome sexual se apossou dos seus olhos. ― Amanhã estarei de novo enterrado em você, te enchendo da minha porra ― choramingou. ― Se isso não te faz minha, o que mais preciso fazer? Hum? ― meu tom foi mais baixo, safado. ― Se você fizer mais alguma coisa eu não vou sobreviver, superstar ― disse baixinho com um riso na voz. Eu ri também antes de tomar sua boca num beijo lento, gostoso. Nos devoramos devagar pelo que me pareceram horas. Chupei sua língua macia, mordisquei seus lábios me deliciando com os sons que saíam deles. Ou era dos meus? Não sei. Acho que de ambos. O beijo cresceu e estávamos fodendo com nossas bocas nos esfregando como dois cães no cio. Algum tempo depois ela puxou a boca da minha e ficamos os dois nos olhando e respirando pesadamente. Rimos cúmplices, conscientes da intensidade louca do nosso desejo. ― Eu preciso ir, Liam ― sussurrou, seu tom rouco cheio de tesão. Ela não queria ir. Eu sei que poderia ter uma rapidinha antes de deixá-la ir embora, mas por alguma estranha razão, não quero rapidinhas com ela. Mel não é só mais uma foda para mim. Sério, Stone? Quando foi que decidiu isso, caralho? Uma voz gritou no meu cérebro. Ah porra! Não sei qual o momento, ok? Só sei que a respeito, e ela não é só uma boceta para mim. Suas pernas desceram da minha cintura e eu a firmei no chão. Circundei sua cinturinha com as duas mãos e ela gemeu. Seus braços ainda estavam ao redor do meu pescoço.

― Amanhã, baby ― murmurei em sua boca e dei um último beijo casto em seus lábios. ― Amanhã, baby ― sussurrou de volta. Eu amo quando diz isso sem provocação. Meia hora depois, eu estava no terceiro terraço do tríplex com Elijah ao telefone. Só me ocorreu que fiquei quase três dias sem falar com ele depois que Mel foi embora e eu me senti sozinho e inquieto. Eu me distraí completamente. Porra! Mas só de lembrar do corpo matador que ela tem, fico me chutando por não ter tido a minha rapidinha contra a porta. Fui nocauteado pela sua boceta. Caralho! Ela tem a porra da boceta mais perfeita. ― Então, ela é mesmo tão gostosa quanto imaginou? Porque se você esteve com o seu pau enfiado nela esse tempo todo, a doce Mel tem a porra da boceta perfeita ― o tom debochado de Elijah me fez bufar. ― Não seja uma vadia, Elijah! ― rosnei, mas ri em seguida. ― Não que seja da sua conta, seu filho da puta, mas ela continua linda. Porra! Muito linda e gostosa ― dei um gole no gargalo da minha Bud[6] e levei o cigarro aos lábios. Tirei uma tragada longa. Eu não fumei na frente da Mel. Por alguma razão idiota, eu quis parecer um bom moço para ela. Estou tentando parar com essa merda, no entanto. Eu sei que faz mal pra caralho. Todos os fumantes sabem, ok? Mas sempre acabo recorrendo a isso, principalmente depois dos problemas que tive no último semestre. ― Uh! Irmão ― ele zombou. ― Percebo pelo seu tom que levou uma bela surra da boceta da doce Mel. ― Você não vai falar na boceta da minha garota, seu idiota ― rosnei. Ele gargalhou. Bastardo! ― Uh! Minha garota? ― provocou. ― Estou cada vez mais ansioso para conhecer a doce Mel. ― Pode tirar esse tom malicioso, seu bastardo. Eu vou cortar a porra do seu pau fora se ficar de gracinhas com ela, ouviu? ― rugi. Mas ele riu de novo, claramente se divertindo às minhas custas. Eu acabei rindo também e tomei um grande gole da minha cerveja. ― Ela é perfeita, irmão ― murmurei. Silêncio do outro lado. ― Eu acho que você está encrencado, irmão ― disse por fim. ― Se em apenas dois dias com ela

você já está suspirando como uma mocinha, imagine como estará no final do mês? ― fez uma pausa e riu como o bastardo zombador que era. ― Casado, talvez? Bufei audivelmente, puxei uma última tragada do meu cigarro e o esmaguei no cinzeiro sobre a minha coxa. ― Eu não faço merdas românticas ― rosnei na defensiva até mesmo para meus ouvidos. ― É só sexo. Sexo gostoso pra cacete, mas é só isso. Estamos finalmente fazendo o que tanto queríamos. É só por isso que parece tão intenso. ― Uh! Se você diz... ― disse, obviamente não acreditando no meu pequeno discurso. Merda! Nem eu acreditava nisso. Ainda conversamos por muito tempo e o assunto acabou recaindo na cadela da Nat. Informei-o que a havia despachado para o Copacabana Palace e que Mat estava monitorando-a todos os dias. Elijah me disse que já sabia, pois a vadia havia ligado para ele soltando fogo pelas ventas. Problema dela. Eu não a quero por perto agora, sobretudo depois da forma rude com que tratou a Mel. Ela vai ficar lá até os caras chegarem dentro de quatro dias. Não deve estar sendo nenhum sacrifício ficar no Copacabana, e ela com certeza já deve estar trepando com algum hóspede. Eu não disse isso a Elijah, de qualquer forma. Ele a conhece bem. Passei uma noite de cão rolando na cama, os lençóis ainda com o cheiro gostoso de Melissa e do sexo intenso que tínhamos feito incansavelmente. No dia seguinte fui à praia bem cedo. Greg conseguiu uma prancha e peguei algumas ondas. Eu amo o mar do Rio. Não há nada parecido em outro lugar. Depois de algum tempo, quando voltei à areia, já havia uma multidão me aguardando. Fui cercado, fotografado, dei autógrafos. Percebi, não muito satisfeito, que meu retiro havia chegado ao fim. Seria perseguido agora onde quer que eu fosse. Algumas garotas mais atrevidas desceram as partes de cima dos biquínis para que eu assinasse em seus peitos. Isso era corriqueiro para mim, no entanto. E elas tinham belas comissões de frente. O quê? Sou homem, ok? Não dava para não olhar quando as belezuras estavam bem na minha cara. Greg e Mat ficaram do meu lado impondo respeito,

e tudo foi controlado até atravessarmos a avenida para a cobertura, em segurança. Tomei um banho para tirar o sal do corpo e fui até o segundo terraço. Havia paparazzi lá embaixo. Porra! Vai ser difícil manter essa coisa entre eu e a Mel longe da mídia como ela quer. Acenei, deixando-os saber que já os havia percebido. Corroí-me em dúvidas se eu ligava ou não para ela. Parecia um maldito pirralho. Porra! Eu nunca ligo de volta para as mulheres que eu fodo. São elas que ligam. Algumas eu como por um tempo, e outras não dou sequer uma segunda olhada. A excitação venceu e liguei. Não sei o que ela fez comigo, mas o que eu sentia há anos atrás voltou com muito mais intensidade. Estou louco, completamente louco por essa mulher. Sorri, sabendo que ela tomaria um susto. Não havíamos trocado nossos números, mas tomei a liberdade de discar do seu celular para o meu. Sim, foi arrogante, invasivo e tudo isso que estão pensando, mas eu fiz. ― Como conseguiu meu número? ― foi a primeira coisa que disse, mas não havia censura na sua voz. Eu quase gemi ao ouvi-la, meu pau subindo imediatamente. ― Hei, baby ― ronronei. ― Culpado ― admiti. ― Eu liguei do seu celular para o meu. Fiz mal? ― Hum, você poderia ter me pedido, como um cara normal ― falou sorrindo. ― Mas o que estou dizendo? Você não é uma pessoa normal, superstar ― provocou e eu sorri também. ― Você teve uma boa noite, baby? ― murmurei. Ela ofegou do outro lado. ― Hum, sim e você? ― meu riso ampliou porque sua respiração se acelerou nitidamente, e isso me diz que sua noite foi tão boa quanto a minha. Ou seja, uma merda. ― Eu tive uma noite ruim, baby ― ronronei. ― Eu quis sua boceta quente e gostosa toda a maldita noite ― ela gemeu audivelmente. ― Liam... ― seu tom foi repreensivo. Sorri mais e resolvi mudar de assunto. Eu estava feito uma rocha agora e eram apenas dez da manhã. Seria um longo dia. ― E nosso pequeno homenzinho? Chegou bem? ― Sim, ele chegou. Está na escola ― disse, sua voz se enchendo de amor. ― Vou buscá-lo daqui a pouco.

― E quanto à bruxa? Você conversou com ela? ― inquiri, mais preocupado do que eu gostaria. ― Sim, ela me prometeu que não fará mais isso ― disse depois de um longo suspiro. ― Hum, então, baby ― usei meu tom mais persuasivo. ― Alguma dica valiosa para que minha bunda não seja chutada quando eu chegar aí? ― ela riu, um som lindo pra cacete e foi a minha vez de gemer. Sim, um dia longo do caralho! ― O que houve com o Sr. sou muito bom com crianças, baby? ― zombou ainda rindo. ― Mas vou ser boazinha, superstar. Chay adora games. Portanto, se você aparecer com algo do tipo, ele pode ficar agradecido e não chutá-lo ― sorriu mais e acrescentou: ― Pelo menos não imediatamente. ― Você é má, baby ― sorri também. ― E eu vou bater nessa bundinha linda mais tarde, pode apostar ― Ela gargalhou. ― Te vejo à noite, superstar ― murmurou e eu era a porra de uma mocinha, como Elijah tinha zombado, sem querer me despedir dela. ― Te vejo à noite, baby. ― ronronei de volta. Melissa ― Então, maninha, derrama! ― Sara se jogou na minha cama enquanto eu terminava de secar os cabelos. Ela havia chegado há uma hora e estava me enchendo de perguntas sobre meus dois dias trancada com o astro de rock mais quente do momento. Palavras dela. Certo. Eu concordo em gênero, número e grau, mas não disse isso a ela, no entanto. ― O que você quer saber? ― tentei não me abalar pelo olhar malicioso que me lançou. ― Ah, quer parar de ser uma cadela! ― bufou. Eu sorri. ― Você só foi sequestrada por Liam Stone e teve uma quantidade de sexo obscena e não quer me dizer nada. Isso é injusto, Mel ― ri mais e ela se sentou, dobrando as pernas embaixo dos quadris, parecendo uma adolescente eufórica. ― Ele é realmente gostoso? Cristo! O que estou falando? Não há a menor possibilidade daquele deus não ser gostoso. ― Sim, Sara. Ele é gostoso ― meu rosto incendiou só de pronunciar isso. ― Muito, muito

gostoso. O homem é além de qualquer expectativa. Eu, sinceramente, perdi a conta de quantos orgasmos insanamente intensos ele me deu. Satisfeita? ― um sorriso se alargou em seu rosto. ― Há! Eu sabia. Você está radiante, mana ― disse sonhadora. ― Você precisava disso. De um cara que deixe esse brilho em sua pele e olhos. ― Ei! Por acaso está dizendo que eu estava caquética antes? ― reclamei. ― Mel, você estava há dois anos sem sexo, irmã ― riu levantando as mãos em sinal de paz. ― Engraçado que mal o roqueiro gostoso pisou em solo tupiniquim, esse jejum foi para o espaço. Uau! Liam Stone trabalha rápido ― disse e uma expressão travessa, safada cruzou seu semblante. ― Rápido, duro, intenso, incansavelmente? Meneei a cabeça, mas acabei rindo. ― Sim, minha Nossa Senhora! Muito duro, muito intenso e sim, incansavelmente ― nós duas gememos e caímos na gargalhada depois. ― E o restante da banda? Quando chega? ― seus olhos se iluminaram com a típica euforia de fã. Sara é louca pela banda. Bom eu também, e Liam Stone é meu astro favorito, não que eu vá dizer isso a ele. É bom que continue pensando que Adam Levine está em primeiro. Eu também o amo, mas Liam... Bom, Liam é diferente. Eu o vi tocar e cantar quando era apenas um sonho para ele. Eu torci à distância. Fiquei feliz com seu primeiro contrato, depois seu sucesso estrondoso. Fiquei secretamente triste pela quantidade de mulheres que enfeitaram seu braço nas cerimônias de premiações, mas nunca deixei de ter orgulho pelo grande talento que ele tem. Conheço todas as músicas. Sei todas as letras. Ok, isso soou meio adolescente, não é? Por isso é o meu segredo. ― Dentro de quatro dias ― informei e puxei meu jeans skinny. Vesti uma blusa de seda azul marinho e fiz um rabo de cavalo no alto da cabeça. Sara assoviou, divertindo-se às minhas custas. Fiz careta para ela. ― Eles são quentes! Todos eles. Mas Elijah é o mais sexy ― disse se levantando da cama. ― Sim, ele é bem sexy e é o melhor amigo do Liam, pelo que percebi ― acrescentei, enquanto

aplicava uma maquiagem discreta. Ah, Deus! Liam vai chegar daqui a pouco e meu estômago dá cambalhotas cada vez que penso nisso. Ele disse que sua noite foi ruim, a minha não diferente. Eu o quis tanto. Seus intensos olhos azuis, seu sorriso sexy, safado me perseguiram a noite toda. Mesmo toda dolorida e obviamente precisando de uma boa noite de sono, se minhas olheiras queriam me dizer alguma coisa, eu o queria dentro de mim. Isso é ruim. Muito ruim. Como posso ficar assim em apenas dois dias? Preciso manter minha mente clara para o que há entre nós. É sexo. É intenso, louco, gostoso, parece que vamos morrer se não transarmos o tempo todo, mas é o desejo reprimido. É isso. Só pode ser isso. ― Você está linda, mana ― Sara disse, depositando um beijo suave na minha bochecha. Nossos olhares se encontraram no espelho da cômoda. ― Solte-se. Seja mulher de novo. Deite e role com o deus do rock ― riu e piscou travessa. ― Ops, você já fez isso ― ri também. ― Vou dar um beijinho no Chay antes de ir ― foi em direção à porta. ― Ah, e ligue para o papai. Ele ficou curioso com o seu sumiço no fim de semana. ― Eu já liguei. Você e ele são curiosos demais ― sorri soprando um beijo para ela. ― Boa noite, maninha ― meu pai e Sara são minha única família além de Chay. Nossa mãe morreu quando éramos crianças e papai nunca mais se casou. Mas isso não quer dizer que não tenha seus casos. Muitos deles. Além de bonito, ele é um pintor bem-conceituado. Seus quadros são bem vendidos e apreciados. Ele nos deu uma vida confortável enquanto crescíamos. Conheci Raul numa de suas exposições. Ele não conhecia nada sobre a pintura que queria comprar como presente de aniversário para Lúcia, e eu o ajudei. No final, me perguntou se era pintora também e eu revelei que era apenas filha do artista. Ele me convidou para sair. Eu era jovem e impressionável. Encantei-me por ele, pelos carros velozes, pelas festas da alta sociedade. Foi bom no início. Suspirei e me olhei no espelho mais uma vez. Enterre-o, Melissa. Ele não vale qualquer pensamento seu. Dei-me o meu discurso favorito e desci para encontrar o homem que me faz sentir verdadeiramente mulher. Foda-se se ele é sete anos mais jovem! Eu nunca me senti tão viva. Cada parte de mim vibra quando estou

com ele, quando me olha. Ele me fez sentir de novo. Sara está certa. Eu preciso disso. Muito. Ouvi vozes na sala de games do Chay quando pisei na sala de estar. Uma, em particular, fez meu centro palpitar. Liam. Minha nossa! Ele já havia chegado. Respirei fundo, tentando acalmar minhas emoções e me dirigi devagar para lá. Por mais que tenha me preparado mentalmente para vê-lo, meu coração saltou loucamente quando o vi agachado no tapete desembrulhando algo para um Chay não muito empolgado. Sara estava ajudando na tarefa. Eu sei que deveria falar, mas minha língua parecia colada no céu da boca. Como se sentisse a minha presença, sua cabeça loira despenteada de um jeito sexy, virou na minha direção e eu perdi o fôlego quando o olhar azul pousou em mim. Ele usava uma camiseta azul esverdeada que deixou a cor dos olhos mais escura e intensa. Nossos olhares se prenderam e uma onda de eletricidade crepitou entre nós. Seu olhar me acariciou da cabeça aos pés lentamente e subiu de novo. Meus mamilos arrepiaram. Levantou-se e veio para mim. Ah! Deus! Só tem um dia que não o vejo, mas sinto uma saudade absurda, e uma vontade louca de me jogar em seus braços. Parou na minha frente. Lindo. Seu cheiro me invadiu e eu tremi, entreabrindo os lábios, assustada com a intensidade desse homem. Com tudo que me faz sentir apenas olhando para mim. ― Hei, bab... Melissa ― ele corrigiu-se a tempo, passando os olhos rapidamente em Chay que não viu nossa troca, pois agora já tirava o game da caixa e parecia finalmente empolgado. ― Oi, Liam ― murmurei, levemente ofegante. ― Você está linda ― sussurrou e tocou minha face numa carícia que quase me fez gemer. ― Você também, superstar ― tentei brincar para não virar uma poça bem na frente do meu filho. Seus lábios sensuais se curvaram no riso presunçoso, safado, mas com um toque de diversão. ― Eu também estou linda? ― provocou-me. Mas seus olhos contradiziam sua leveza. Eles pararam na minha boca e fumegaram. Minha nossa. ― Oh, você entendeu, espertinho ― retruquei e me afastei do seu toque, do seu corpo grande, cheiroso, gostoso, enlouquecedor. Minha calcinha já estava prejudicada. Seu olhar desceu para meus seios e um riso abertamente sem vergonha se abriu agora.

― Sim, eu entendi, baby ― disse baixinho na minha orelha e minha calcinha terminou de alagar. ― Comporte-se, superstar ― murmurei, minha voz muito rouca e trêmula. Ele riu de novo, arrogante, convencido e colocou a mão na parte baixa das minhas costas, me guiando em direção a Chay. Durante a meia hora seguinte, Liam passou instalando o novo jogo, Guitar hero 3[7] e ensinando como jogar. É claro que o astro do rock iria trazer algo assim, não é? Sorri, adorando a forma como explicava tudo. Sua voz rouca fazendo coisas ruins para minha vagina. Chay estava encantado segurando a pequena guitarra que acompanhava o jogo, embora não tenha demonstrado isso efusivamente. Meu pequeno é reservado, sobretudo quando percebe que o homem se esforçando para agradá-lo quer algo mais da sua mãe. Uma alegria estranha tomou conta de mim enquanto olhava os dois entretidos. Liam explicando, e meu Chay ouvindo tudo atentamente. Sobressaltei-me com Sara tocando meu ombro. Ela apenas beijou-me no rosto antes de sair, um riso misterioso curvando seus lábios. Eu sei o que ela estava pensando. É o mesmo pensamento louco, fantasioso que passou pela minha cabeça. Mas isso não poder ser. É uma apenas um louco pensamento. Eles jogaram por quase uma hora depois das instruções iniciais. Aproveitei e fui até a cozinha verificar o andamento do jantar e dar folga para dona Joana, minha funcionária. ― Amanhã vai ser chato na escola ― Chay resmungou, assim que nos sentamos à mesa. ― Eu achava a escola chata todos os dias ― Liam sorriu, enquanto eu o servia com uma generosa porção do risoto de camarão. Eu fiz careta para ele, reprovando seu comentário na frente de uma criança. O quê? Ele me olhou parecendo não entender. Então, a ficha finalmente caiu e ele riu meneando a cabeça. ―E por que vai ser chato amanhã, Chay? ― arriscou. ― Todos os pais vão falar das suas profissões e só eu que não tenho pai ― meu peito apertou com o tom queixoso e triste do meu pequeno. ― Chay, querido? ― chamei e ele ergueu o rostinho para mim. ― Você tem um pai, meu amor. Nós já falamos sobre isso. Ele só não está mais entre nós porque foi morar com papai do céu. ― Mas eu o queria aqui ― disse com olhinhos brilhantes e lágrimas vieram aos meus olhos.

Ainda era tão difícil para meu filho. ― Eu sei, meu amor ― murmurei, servindo seu prato. ― Eu sei. Mas eu estou aqui e vou no lugar do papai. ― Não é a mesma coisa. Você é minha mãe. Amanhã é o dia só dos pais ― ah! Deus! Isso ia se difícil. ― Eu posso ir até lá se quiser, Chay ― o ar ficou denso com a proposta que chocou tanto a mim quanto deve ter assustado meu filho. ― Você também não é meu pai ― disse por fim. ― Mas sou seu tio ― Liam disse pacientemente. ― E não sou mulher, então me encaixo pelo menos em parte, não acha? ― Eu não gosto de você ― Chay mandou à queima-roupa. Eu já ia intervir, mas Liam fez um gesto quase imperceptível com a cabeça me dizendo para deixar com ele. ― Você está certo, Chay. Eu sou um estranho para você ― disse calmamente. ― Sou seu tio, mas nunca tivemos muito contato, e eu sinto muito por isso, de verdade ― eu senti sua sinceridade. Tenho certeza que meu filho por mais marrento e implicante que seja, também sentiu. ― Que tal um acordo? ― continuou, seu semblante não demonstrando nenhum aborrecimento pela grosseria do sobrinho. ― Vamos nos conhecer. Fazer algo junto. Qualquer coisa que você queira. Programa de homens. Sua mãe não irá conosco. Seremos só nós dois ― deu um meio sorriso, seu rosto se iluminando lindamente. Oh, rapaz! O charme de Liam Stone funciona com crianças também porque Chay o encarou parecendo interessado. ― Se depois disso você ainda não gostar de mim, eu aceito ― ele era bom, tive que admitir, um riso curvando minha boca. ― E você vai parar de querer namorar a minha mãe? ― eu quase engasguei com o risoto. Algo passou nos olhos azuis, mas sua expressão calma não escorregou em nenhum momento. ― Eu acho sua mãe linda e eu gostaria de levá-la para sair algumas vezes ― disse, olhando diretamente para Chay, tratando-o como o homem da casa. ― Mas só se estiver bem para você ―

Chay ficou calado e voltou a mexer no seu prato, desviando o olhar de Liam. ― Em algumas dessas vezes você poderia vir conosco, se quiser ― um silêncio se instalou na sala, mas meu filho me chocou completamente quando disse alguns instantes depois: ― Tá bom. Eu vou com vocês ― e voltou a comer. Meus olhos buscaram os de Liam. Ele abriu aquele riso lindo e deu-me uma piscadinha. Ok, aparentemente, Liam Stone era irresistível para mulheres e crianças. Eu nunca vi Chay abaixar a guarda tão rapidamente. Tá certo que ele vai querer mesmo sair conosco se eu o conheço bem, mas isso definitivamente é um bom começo. Todos os meus pretendentes corriam quando enfrentavam Chay uma única vez e Liam fez isso calma e pacientemente. Sim, ele tem mesmo um jeito incrível com crianças, e uma ponta de esperança boba, aquele pensamento louco, começou a se infiltrar no meu peito de novo. ― Isso quer dizer que posso ir amanhã à sua escola? ― Liam quis saber. ― Se você quiser pode ir ― Chay concedeu, mas ainda não olhou na direção de Liam. Eu acho que meu pequeno estava tentando manter algum orgulho masculino. Eu sorri suavemente, tomando meu vinho. O vinho absurdamente caro que Liam havia trazido para mim. Branco, meio seco, como eu gosto. Ele é tão sexy, intenso, sexual, safado, mas fofo, muito fofo e eu estou tendo um momento difícil para não ficar apreciando, comendo-o com os olhos o tempo todo. Tinha algo diferente na forma como nos olhávamos agora. Era muito mais intensa e carregada do que antes. A energia sexual pulsava entre nós. Era como se mal pudéssemos esperar para arrancar nossas roupas. Sim, minha calcinha está destruída agora. O restante do jantar transcorreu relativamente tranquilo. Depois eles jogaram por mais uma hora. Eu cuidei da louça e fui recolher meu pequeno para prepará-lo para dormir. ― Você vai mesmo? ― Chay perguntou quando já nos dirigíamos à escada. ― Sim, eu venho buscar você. Vamos juntos daqui, pode ser? ― Liam ofereceu. Chay apenas assentiu levemente. ― Boa noite, homenzinho.

― Boa noite ― Chay murmurou. Desci cerca de vinte minutos depois quando Chay já havia adormecido e encontrei Liam olhando as muitas fotos sobre a estante. Eu ainda mantive algumas de Raul, porque, infelizmente, ele é o pai do meu filho. Não posso simplesmente jogar as fotos no lixo como é minha vontade. ― Ele é um bom garoto, não é? ― disse tomando um gole da sua taça de vinho e indicou a outra na mesinha de centro. Eu a peguei e tomei um pequeno gole. ― Sim, ele é ― assenti, me aproximando devagar. ― Eu fui sincero, Mel. Eu quero conhecê-lo melhor ― recolocou o porta-retratos que esteve olhando no lugar. Era uma foto minha e de Chay no seu aniversário de seis anos no ano passado. Havia uma expressão concentrada em seu rosto. Quase de pesar. ― Eu sei, Liam ― murmurei. Seus olhos correram por mim, brilhando mais intensos e o clima mudou. Bebeu mais um gole, seu olhar preso em mim por cima da borda da taça. Pisquei e bebi um grande gole da minha. ― Venha aqui, Mel ― sussurrou, descartando sua taça sobre a estante. Devolvi a minha para a mesinha e minhas pernas se moveram, atendendo o seu comando. ― Eu quis fazer isso desde que cheguei ― e levou as mãos para meus cabelos, soltando o rabo de cavalo bem devagar. Seu olhar me consumindo, enquanto enfiava e corria os dedos pelas mechas, espalhando-as pelos meus ombros. ― São tão macios. Eu amo seus cabelos. Quero que os use sempre assim para mim ― um arrepio percorreu meu corpo inteiro e eu gemi. Sua boca se curvou no riso predador, safado, faminto. ― Onde é o seu quarto, baby? ― sussurrou, puxando-me pelos cabelos da nuca e desceu a outra mão pelas minhas costas. Choraminguei quando deslizou os dedos bem no meio das bochechas do meu traseiro. Rosnou, colando nossos corpos. Moeu seu pau absurdamente duro na minha pélvis. ― Isso não é muito arrogante, superstar ― ri ofegante e atrevida, minhas mãos correndo pelos bíceps duros, ombros, indo se fechar em seus cabelos. ― Quem foi que disse que vou dormir com você? ― murmurei em sua boca.

― É arrogante saber que sua boceta está toda melada para mim desde o momento em que nossos olhares se cruzaram, baby? É arrogante saber que está louca de saudade do meu pau enterrado em você, te fodendo bem duro e gostoso? Então, sim, sou arrogante ― gemi necessitada e ele mordeu meu lábio superior, rindo, ciente de quanto estava louca para que me beijasse. ― Mas está certa em uma coisa. Você não vai dormir comigo. Dormir é a última coisa na lista quando estou com você em uma cama, baby ― ronronou, fazendo minha vagina apertar vergonhosamente. ― Liam... ― lamentei, enquanto continuava amassando minha bunda, puxando-me com força para se esfregar gostoso pra caramba no meu clitóris. Sua mão se infiltrou pelo cós da calça e por dentro da calcinha. Enlouqueci quando massageou meu ânus. Grunhiu e me beijou duro, esfomeado. Nos comemos lascivamente, rosnando como animais. Nossos lábios e línguas, lambendo, chupando. Mordeu meus lábios e separou nossas bocas ofegantes. Nossos olhos se abriram e os dele estavam escuros de tesão. ― Gostosa... Agora, me fale onde é a porra do quarto ou eu vou comer você bem aqui nesse tapete ― Rosnou, seu tom de voz tenso, quase desesperado. ― Deus! É a última porta no fim do corredor, do lado esquerdo ― miei. Ergueu-me pela bunda e o abracei com as pernas. Isso se tornou automático. Fizemos tanto nos dois dias que ficamos juntos, que isso vinha naturalmente. ― Boa menina ― ronronou. ― Vou recompensá-la por isso, baby ― e nos levou para o primeiro andar. Mal entramos, arrancamos nossas roupas sem muito cuidado, loucos para sentirmos o outro sem nada entre nós. Nossas bocas se chocaram de novo em outro beijo desesperado e fomos andando em direção à cama. Empurrou-me e caí de costas no colchão macio. Veio se arrastando para cima de mim, se encaixando entre minhas coxas. As arreganhei ao máximo para acomodá-lo. ― Porra! Sim! ― rosnou, abocanhando meus seios juntos. Estremeci já quase gozando. Lambeu, chupou, rodou a língua nos mamilos e auréolas. Choraminguei, rebolando, enquanto deslizava seu

enorme pau na minha racha molhada. ― O que você quer, Mel? Peça, baby. Você sabe que só tem que pedir ― mordiscou meus seios e eu perdi de vez a compostura. ― Ohhh! Liam! Me foda, baby ― sorriu baixinho contra meus seios e seu rosto ficou a centímetros do meu. ― Me foda ― repeti, baixinho em sua boca. Os olhos azuis escureceram mais e ele rosnou, dando um tapa na minha bunda. ― É isso que você quer? Hum? ― segurou seu eixo grosso e massageou meu clitóris, se alinhando em minha vulva. Prendi a respiração, antecipando seu volume todo dentro de mim e ele veio. Meteu num golpe duro, me rasgando até o fundo. Gritamos. Elevou meus pulsos acima da cabeça e o abracei com as pernas. ― Cacete! Que porra de boceta é essa, baby? Toma tudo, porra! Engole todo o meu pau nessa bocetinha apertada e gulosa! ― rugiu tirando e estocando duro de volta, batendo no meu útero. Choraminguei de boa aberta. ― Você sentiu falta disso, Mel? Hum? Diga que passou a noite toda querendo meu pau assim, te fodendo bem duro, fundo e gostoso. Diga, porra! Porque eu estava louco para te comer assim de novo, baby. Malditamente louco. Ahhh! Gostosa! ― rosnou e deu mais dois golpes duros e profundos, tocando um ponto que só ele havia tocado. Foi demais e eu quebrei gozando, gritando seu nome, convulsionando, fora de mim, o orgasmo intenso incendiando meu ventre, se espalhando na vagina. Ah, Deus! Isso foi rápido. ― Oh, baby, agora isso me deixa arrogante, muito, muito arrogante. Você gozando no meu pau com apenas três golpes ― riu sacana, passando a meter com mais força enquanto eu gemia, amolecendo embaixo dele. ― Gosta disso, não é? Diz que adora me dar essa bocetinha gostosa. Diga, baby. ― Ahhhh! Sim. Eu adoro isso... ― chiei. Ele riu de novo, soltando meus pulsos e puxou minhas pernas, pendurando meus tornozelos em seus ombros. Minha bunda levantou da cama e seu pau entrou muito fundo. ― Ahh! Liam... ― lamentei. Desacelerou, me comendo com estocadas lentas, girando o quadril, reconstruindo minha excitação. Pressionou meu clitóris com o polegar e o massageou gostoso. Seus olhos presos no meu rosto, selvagens, cheios de tesão. Os lábios vermelhos, levemente abertos,

deixando escapar gemidos sexys cada vez que batia bem fundo em mim. ― Você é tão linda, baby. Porra! Tão linda e gostosa... ― rosnou acelerando, metendo com força, me sacudindo toda. ― Eu quero comer sua bundinha linda. Você vai me dar, baby? Hum? Quero gozar bem enterrado no seu cuzinho apertado. Diga, Mel! Eu quero ouvir! ― deu uma estocada brutal e eu gritei: ― Ohh! Deus! Sim! Sim, eu vou... ― saiu de mim e seus dedos entraram na minha vulva cavando meus sucos. Não demorou muito e estavam no meu ânus, forçando passagem. ― Relaxe, baby. Isso... Boa menina ― ronronou, enfiando um dedo todo, depois outro. Sua outra mão continuou manipulando meu brotinho e eu relaxei, deixando-o me foder assim. Acrescentou um terceiro dedo, entrou mais fácil e depois de alguns instantes os retirou. Retesei-me sentindo a cabeça gorda em minha pequena entrada. Ele era tão grande e espesso. Na primeira vez ele foi incrivelmente gentil e cuidadoso no início, mas ainda assim foi doloroso. No entanto, eu quero ser dele assim. Quero ser completamente dele como não fui de nenhum outro. ― Me deixe entrar, minha gostosa... Estou louco de tesão nesse rabinho gostoso ― rugiu e foi afundando em mim devagar. ― Empurre para fora, baby. Isso... Ohhh! Deliciosa... ― ronronou, tirando e empurrando um pouco mais a cada vez até que se enterrou todo numa estocada firme. Rosnamos os dois. Ele beijou, lambeu, chupou e mordeu minhas panturrilhas. Ficou parado uns instantes e eu já estava louca para que se mexesse. Seu olhar fumegou no meu e ele abriu o riso safado, pretencioso de macho que sabe como sua fêmea está louca por ele. Suas mãos cravaram na minha cintura e ele bombeou duro. ― Ohh! Liam... Oh, meu Deus! Liam... Baby... ― choraminguei consumida pela luxúria. ― Tão gostoso, baby! Porra! Você é minha, Mel! Você é minha! Ouviu? ― rosnou, passando a me foder sem dó, entrando até o cabo, suas bolas batendo na minha bunda. Bateu em mim ferozmente. Me comeu esfomeado, suor já cobria nossos corpos. Nessa posição era muito diferente. Seus olhos azuis ficaram presos em mim o tempo todo me mostrando sua expressão contorcida pelo prazer em me foder assim, me fazendo esquecer o desconforto inicial e me aproximar de novo do limite. Meu corpo

estremeceu. Ele sentiu a mudança. Meteu dois dedos na minha vulva e massageou meu clitóris com o polegar. Eu estava completamente preenchida e à sua mercê, sendo comida duramente e nunca me senti tão bem em toda a minha vida. ― Ah! Porra! Estou tão perto, Mel! Goza, baby! ― meteu com força nos meus dois buracos e eu me desmanchei gritando no segundo orgasmo. Meus dedos dos pés enrolaram com a sensação avassaladora que tomou conta de cada célula do meu corpo. Lágrimas vieram aos meus olhos, seu nome sendo repetido na minha boca como um mantra. ― Isso, minha putinha safada, deliciosa! Goze pra mim! Você é minha! Ohh! Porra! Eu vou gozar, baby! Porra de rabinho delicioso... Ohhh! Ahhhhhhhhhhh! ― rugiu alto e os jatos quentes de sêmen jorraram no meu ânus ardente, convulsionei, gemendo, miando, meu orgasmo prolongando, enquanto ele continuava estocando e se derramando dentro de mim. Jogou a cabeça para trás, as veias do seu pescoço grossas pelo esforço. ― Delícia... ― gemeu e os olhos azuis voltaram para mim. Seu quadril balançou, me comendo mais devagar, nossos olhos presos. Gemidos ainda escapando das nossas bocas. Beijou minha panturrilha direita e deu uma última estocada forte, profunda. Arqueei. Abriu um riso lento, safado, saciado. Lindo. Ah! Deus! Tão lindo. Saiu de mim devagar e desceu minhas pernas já dormentes dos ombros. Debruçou-se sobre meu corpo. Suas mãos vieram em cada lado do meu rosto. Gemi com seu toque suave. ― Maravilhosa ― sussurrou em meus lábios. Nossos peitos arfavam, nos acalmando da tempestade de prazer. Cristo! Eu não vou perder meu coração para ele. Eu já perdi. Acariciei seu rosto perfeito, me deliciando com a barba sexy, bem aparada e me perguntando se ele diz isso para todas as mulheres que passam pela sua vida. ― Você diz isso para todas, superstar? ― tentei descontrair e afastar a vontade súbita de arrancar os olhos de cada vadia que ele fodeu. Eu não tenho esse direito. ― Só para você, baby ― sua expressão ficou mais intensa. O olhar deslizando por cada detalhe do meu rosto. Correu os polegares pelo contorno dos meus lábios. Percebi que gosta de fazer isso. As piscinas azuis capturaram-me outra vez. Oh, Deus! Eu estou caindo irremediavelmente por esse homem. Parece insano e meio ridículo, mas estou me apaixonando por ele em apenas três dias. ―

Isso entre nós é bom demais, Mel. Nunca houve nada parecido. Em nenhum lugar. Com nenhuma outra. É perfeito ― disse baixinho e meu coração cantou com seu tom, seu olhar intenso, como se quisesse me dizer que era mais do que sexo. Seus lábios reverenciaram os meus, bem devagar, num beijo gostoso. O abracei pelo pescoço e me entreguei a ele, desesperada para acreditar que se sentia assim sobre mim, sobre nós. O que senti por ele no passado é pálido diante das emoções arrasadoras que me faz sentir agora, e uma parte de mim sabe que estou arruinada para outros homens. Nunca foi assim com outros e nunca será. Só com ele. Gemi, sentindo seu pau ainda pronto para a batalha, cavando na minha barriga. Sorriu sem vergonha na minha boca e deu-me pequenos beijos. ― Eu acho que o pequeno Chay tem razão, baby ― murmurou, mordiscando o meu queixo. ― Eu quero namorar a mãe dele. O quê!? Oh. Meu. Deus. Ele disse mesmo o que acabei de ouvir? Caramba! É muito bom que eu esteja deitada porque acho que vou desmaiar agora. ― Liam... ― levei a outra mão para seu rosto. ― Você realmente disse isso? ― Sim, eu disse, baby ― disse sério. ― Isso aqui ― fez um gesto entre nós. ― Não é só sexo, Mel. Eu pensei que fosse, mas não é ― ok. E essa é a hora de hiperventilar. ― Isso é loucura, Liam ― gemeu com meu tom e meus dedos deslizando em suas faces. ― Sim, é. Mas eu quero que você seja minha. Só minha ― disse, seus olhos azuis mantendo-me hipnotizada, subjugada. ― Você vai fazer isso para mim? Hum? Você vai ser minha e só minha, baby? ― ronronou naquele tom sexy, sedutor que usa quando quer me convencer de algo e para variar, antes que eu pudesse detê-las, as palavras deixaram minha boca. ― Sim, eu vou, baby ― sussurrei. Ele abriu um riso lindo que tirou o meu fôlego. ― Essa é a minha garota ― gemeu antes da sua boca descer sobre a minha outra vez. A parte sensata do meu cérebro me diz para não ter ilusões. Ele é Liam Stone. Não há lugar na sua vida para mim. Mas a parte romântica, e principalmente, a parte que sempre foi louca por ele, me diz que devo fazer isso. Devo me permitir viver intensamente com o meu lindo deus do rock. Foda-se a cautela!

Foda-se a diferença de idade! Joguei todas as dúvidas para longe e me apeguei apenas em duas palavras que saíram dos seus lábios e que definem tudo isso entre nós: é perfeito.

CAPÍTULO SEIS Melissa Minha baba devia estar escorrendo pelo queixo enquanto apreciava cada detalhe dele lá em cima do palco. Trajava o mesmo estilo despojado de estrela do rock que me teve babando quando desceu do jato há quatro dias. Os cabelos bagunçados daquele jeito que é a sua marca. Lindo, sexy, sedutor. A lista de adjetivos é longa para esse homem. Ele insistiu para que eu viesse também. Havia ido embora da minha casa bem cedo e voltou duas horas depois, munido da sua guitarra. Chay derreteu o gelo de vez ao ver um instrumento de verdade pela primeira vez. A partir daí ele se transformou no tio Liam. Liam Stone era rápido também com crianças. Tenho que aceitar: o homem era mesmo irresistível. Não posso culpar meu pequeno por ter se rendido tão fácil, quando eu também me rendi ridiculamente rápido. Quando ele subiu ao palco, eu tive que me segurar para não gritar como uma tiete enlouquecida. Ele abriu aquele riso charmoso, pendurou a guitarra e se aproximou do microfone. Todos estavam como que hipnotizados. Quando chegamos há pouco, foi uma surpresa sem tamanho. A euforia não foi só entre as mulheres, os pais dos alunos também vieram cercar o grande astro do rock. Liam atendeu a todos os cumprimentos com um sorriso simpático nos lábios. Ele irradiava uma luz. Era como um chamariz. A diretora, uma senhora de meia idade, corou efusivamente, ficando sem fala quando ele beijou sua mão galante e deu-lhe seu sorriso charmoso. A professora do Chay me chocou completamente quando pediu que Liam autografasse bem no topo dos seus seios. Vadia! Eu não acredito que já simpatizei com ela. O cretino apenas sorriu e assinou como

se fosse a coisa mais natural do mundo. Rockstars... Rolei os olhos mentalmente. É óbvio que isso é corriqueiro para ele, mas não pude evitar o ciúme me corroendo por dentro. ― Senhoras, bom dia ― era só um simples cumprimento, mas sua voz potente, rouca causou uma onda de suspiros baixos entre as professoras. ― Senhores ― acenou cordialmente para os pais. Seu olhar veio para mim e Chay na primeira fila. Deu uma piscada cúmplice para meu pequeno e ele sorriu na expectativa como todos nós. ― Estou aqui acompanhando meu sobrinho, Chay. Venha aqui, homenzinho ― Liam o chamou. Chay se afundou na cadeira, envergonhado. ― Você disse que sabia algumas letras. Por que não vem me ajudar com isso, já que os caras não estão aqui? ― uma onda de risos encheu o auditório. Eu encorajei meu pequeno. Dei-lhe um beijinho e ele se levantou. Uma funcionária veio buscá-lo e o levou pela mão até o palco. Liam puxou as palmas e logo todos estávamos aplaudindo. Um banco foi colocado do lado dele e Chay foi acomodado em seguida. Um microfone foi entregue a ele também. ― Tudo bem aí, parceiro? ― Liam sorriu, o encorajando. ― Cumprimente nossa bela plateia ― Chay sorriu timidamente e deu bom dia. Sua vozinha infantil fez meus olhos marejarem e nesse momento, amei o homem com o meu filho lá em cima. E sim, estou um pouco em conflito porque ele é assim, carismático, naturalmente sedutor e eu não tenho ideia de como um relacionamento entre nós pode funcionar. ― Hora do show, homenzinho! ― riu deslizando os dedos pelas cordas do instrumento. ― Sou Liam Stone, vocalista da banda DragonFly e devo dizer que estou nervoso pra ca... Hum, um pouco nervoso ― riu de seu quase deslize. ― Porque nunca falei sobre o que é ser um cantor de rock. Eu só faço os shows de rock ― riu levemente, passando uma mão pelos cabelos. Todos riram com ele. ― Mas vou tentar ser o mais fiel possível em meu relato ― ficou sério e seus olhos azuis incríveis passearam pela plateia. ― Tudo se resume à música. O músico, não importa seu estilo, ama música. Pelo menos esse é o meu caso. Eu amo o que faço. Não me levem a mal, professoras ― riu travesso. ― Mas a carreira acadêmica não estava em mim. Terminei o Ensino Médio por insistência dos meus avôs ― riu mais. ― Para ser sincero, eles ameaçaram proibir meus ensaios com a banda ― novos risos. ― Profissão, carreira, tudo tem a

ver com aptidão. Eu não me via e não me vejo fazendo outra coisa. Estar aqui, no palco, é o que me completa ― estávamos todos em silêncio ouvindo-o. Era possível sentir sua emoção e amor pela música em seu tom, sua expressão excitada. ― Mas como em todas as profissões, há os lados positivos e negativos ― sua voz foi diferente no final. Tinha um toque de tristeza, quase uma amargura. Não sei se todos perceberam, mas isso me intrigou. ― Muitas vezes, uma música que dura apenas cinco, seis minutos levou dias e noites na sua composição. Encontrar a melodia, a letra e o arranjo perfeito, demanda tempo e muita dedicação. Na DragonFly eu e meu parceiro, Elijah, cuidamos das composições ― seus olhos me buscaram e eu me remexi no assunto com a intensidade neles. ― Nosso primeiro e maior sucesso, Incontrolável, foi escrita por mim apenas. Eu costumo colocar nas músicas o meu estado de espírito ― os cantos de sua boca subiram levemente e ele desviou o olhar. O que foi isso? Ele continuou falando. Tudo fluindo tão natural. Falou das dificuldades iniciais até conseguirem uma gravadora de prestígio interessada neles. Falou das facilidades de ser estrela do rock, bebidas, mulheres e drogas. Percebi aquela coisa estranha de novo, quando falou sobre a armadilha das drogas. Foi sutil, mas vi lá. Liam é sempre badalado na mídia pelo sucesso esmagador de suas músicas, pelo talento, beleza e claro, pela porta giratória que é o seu quarto, mas nunca vi nenhuma notícia sobre experiência com drogas e isso me intrigou de verdade. Talvez a experiência não tenha sido com ele. Pode ter sido com algum dos companheiros de banda. Será? Eu estava perdida em pensamentos quando as palmas ecoaram ensurdecedoras. Ele havia concluído seu relato. Seu rosto se iluminou quando dedilhou os acordes da primeira música. Ele estava em seu elemento agora. Chay cantou algumas letras junto com ele. Foi lindo. Meu pequeno estava extasiado. Liam cantou mais um sucesso do seu novo álbum e os olhos azuis voltaram para mim enquanto dizia no seu tom rouco, sexy é esse o momento, baby. Te fazer minha sempre esteve em meus planos. Cristo! Até a música parecia conspirar contra mim e eu estava, para variar, com a calcinha molhada. Obriguei meu olhar a deixá-lo e passeei pelo auditório. Bufei. Provavelmente minha calcinha não era

a única molhada por aqui. As professoras, que geralmente são polidas e sérias, estavam sentadas também na primeira fileira e tinham seus rostos rubros, juntando as coxas discretamente. Quase revirei os olhos. Não tem nem vinte e quatro horas que ele me pediu em namoro e já estou me sentindo absurdamente possessiva. Odeio a expressão de cobiça nos rostos delas e isso tirou um pouco da minha felicidade, porque sei que isso aqui não é nada comparado ao que é a vida do Liam, o deus do rock adorado pelas mulheres. Oh! Deus! Eu não sei se vou conseguir lidar com tanto assédio feminino em torno dele sem cometer algum assassinato. Parece exagerado, mas é assim que me sinto nesse momento. Mortalmente ciumenta. Isso é ruim. Muito ruim. A feira das profissões foi de fato muito interessante. Todos os pais falaram de suas ocupações, mas as atenções continuavam em Liam. Bom, para falar a verdade, em nós. Todos nos olhavam com perguntas nos olhos. E pela forma com que ele me olhou o tempo todo. Pela forma atenciosa e carinhosa com que tratou Chay, sei que eles já tiravam suas conclusões. Muitas imagens foram feitas de celulares e câmeras fotográficas e não sou ingênua, sei que estarão circulando na mídia em pouco tempo. Já deviam estar na Internet, e isso me assusta. Está indo muito rápido. Nos despedimos três horas depois. A professora do Chay veio novamente assediar o Liam. Tirou fotos, encostando os peitos em seu braço. Oferecida! E não me escapou que colocou um papel dobrado em sua mão. Ele apenas o colocou no bolso da calça e sorriu charmoso. Eu o odiei nesse momento. Na saída, confirmei minhas suspeitas. Um circo estava armado do lado de fora do pátio. Paparazzi se espremiam nos portões buscando o melhor ângulo, nos esquadrinhando em cliques e mais cliques. Liam estava segurando a mão de Chay, a guitarra travessada em suas costas. Havia também algumas fãs enlouquecidas que gritavam em nossa direção. Liam! Eu te amo! Liam! Lindo! E entoaram a letra do novo sucesso. Liam cerrou o maxilar em desconforto, mas em seguida, abriu o riso de estrela do rock e acenou. Greg e Mat nos cercaram e fomos até o Range Rover preto blindado. Liam acenou outra vez antes de acomodar Chay e a guitarra no banco traseiro. Abriu a porta para mim e eu entrei,

evitando encará-lo. Deu a volta e tomou seu lugar na direção. Seus seguranças estavam em outro carro. Ele me deu um olhar preocupado antes de deixarmos o pátio. Meu rosto devia entregar o pânico que tomou conta de mim no momento em que nos deparamos com a cena. ― Você está bem, baby? ― sussurrou, levando a mão para meu rosto. ― Não, não estou, Liam ― olhei nervosa na direção do tumulto e depois na direção de Chay que parecia tranquilo. Pelo menos isso. ― Nos tire daqui, por favor ― seu olhar nublou um pouco, mas assentiu e deu a partida no veículo. O fato de Liam conhecer a cidade foi um ponto a nosso favor. Rodamos por muito tempo despistando os paparazzi e por fim, paramos em um restaurante na Barra. Com certeza Greg e Mat já haviam feito a reserva, pois o interior estava completamente vazio. Almoçamos num clima agradável. Mas os olhares de Liam para mim ainda eram preocupados. Chay estava muito empolgado comentando que seus amiguinhos iam falar sobre seu tio famoso no dia seguinte. Tentei me alegrar e focar na excepcional apresentação de Liam e, sobretudo, na sua gentileza de fazer isso pelo meu filho. Entretanto, a realidade é uma só: nossos mundos são brutalmente opostos. Deixamos Chay em casa depois do almoço e Liam me pediu para acompanhá-lo até a cobertura alegando discutir sua ida a São Paulo no dia seguinte. Eu sei o que está em sua mente. A julgar pelo olhar e riso safado que me deu assim que prendeu meu cinto, ele vai nublar meus sentidos e foder meus miolos com mais sexo. Não que eu me oponha quanto a isso. Para ser sincera, minha vagina palpitou o percurso inteiro. Ele sintonizou uma estação de rádio e começou a cantar, tamborilando os dedos grandes na direção. Não falou comigo, apenas me lançava olhares e sorrisos sem vergonha, sabendo perfeitamente a situação em que me encontrava. Quando entramos na cobertura ele foi direto para o bar. ― Quer beber algo? Cerveja? Refrigerante? ― indagou tirando uma Bud do freezer. Torceu a tampa e levou a pequena garrafa aos lábios, tomando um grande gole. ― Cortei o refrigerante. Estava indo tudo para minha bunda ― torci os lábios em desgosto. Ele

riu e seu olhar desceu por mim, fumegante. ― Sua bunda é perfeita, baby ― ronronou, seu timbre sexy viajando por mim. Andei pela sala em direção às portas de acesso ao primeiro terraço. Ouvi seus passos macios atrás de mim. Virei-me para enfrentá-lo logo. Posso estar sendo covarde, mas Liam Stone é demais para mim. Talvez seja melhor deixarmos isso de relacionamento de lado. Era loucura. Ele é lindo, jovem e um deus do rock. Senti-me ridiculamente velha quando vi a professora jovem e bonita do Chay dar em cima dele descaradamente. Droga! O canalha do Raul fez um bom trabalho em minar minha autoestima. ― Eu não sei se consigo suportar isso, Liam ― murmurei, nervosamente. Seus olhos estreitaram em mim. ― Isso o que, baby? ― sua voz saiu tensa. Ele sabia do que eu falava. ― Você é Liam Stone! Você é um astro da música mundial. Toda a maldita população feminina quer foder você e eu... ― suspirei, trêmula. ― Eu não sei como lidar com isso ― seu maxilar enrijeceu um pouco e seu olhar continuou preso ao meu por algum tempo. Levou a cerveja à boca e tomou o restante num enorme gole e depositou a garrafa na mesinha de centro. Fitou-me de novo. ― Eu adorei o que fez hoje pelo meu filho. Foi lindo. Mas a imprensa vai estar em cima disso agora. Fotos nossas juntos já devem estar circulando ― tomei uma respiração. ― Além disso, a forma como as mulheres reagem à sua presença é demais para mim. ― Vamos abrir tudo, Mel ― disse sério. ― Apareça do meu lado. Fique do meu lado nos eventos em que precisamos ir, e isso vai inibir pelo menos cinquenta por cento das investidas sobre mim. ― E os outros cinquenta por cento? ― indaguei cruzando os braços como se isso fosse me proteger dele, dessa intensidade avassaladora em seus olhos. ― É disso que estou falando, Liam. Hoje foram professoras, mas sei que lá fora são vadias de verdade, Marias guitarras à sua volta, e eu não sei se consigo lidar com isso. Eu... ― Esse sou eu, Mel ― disse um tanto seco, avançando para mim, puxando a camiseta por cima da cabeça. Recostei-me à parede de vidro. ― Não posso mudar quem sou. Sim, sempre terão vadias à

minha volta, mas é você quem eu quero ― apoiou as mãos de cada lado da minha cabeça e seu cheiro se entranhou em mim, incendiando, tentando, dopando-me. Fogo percorreu minhas veias e arfei sem controle de mim. ― Venha comigo para São Paulo, baby. Vamos sair juntos, nos divertir como um casal sem essa merda de se esconder da imprensa ― pediu bem próximo da minha boca, seus dedos já trabalhando no zíper lateral do meu vestido. ― O-o que você está fazendo? ― gemi quando encheu as mãos em meus seios, um segundo depois de abaixar o vestido. Deu-me o riso arrogante, sacana, mas havia uma expressão zangada nos olhos azuis. ― Vou comer você ― rosnou na minha boca, puxando meus mamilos. Meu ventre incendiou e minha calcinha inundou. ― Quando estou bem enterrado em você, quando está gozando bem gostoso no meu pau, não parece ter dúvidas a nosso respeito ― Suas mãos desceram e assustei-me quando rasgou minha calcinha. Minha nossa! ― se tudo que eu preciso é te foder para provar que essa porra entre nós é especial, então vou adorar viver montado em sua boceta, baby. ― Liam... Vamos conversar... ― sorriu perverso e enfiou a mão entre minhas coxas, forçando-me a separá-las. ― Ohhh! ― gemi quando deslizou os dedos entre meus lábios, meus líquidos jorrando em sua mão. Meteu dois dedos na minha vulva, rasgando-me bruscamente. ― Liam... ― Sou um homem de ação, Mel ― rosnou, puxando meus cabelos da nuca. Mordeu meus lábios e ficou assim, me comendo com força, os olhos azuis me consumindo com promessas lascivas, me deixando mole, entregue. ― Acha mesmo que vou parar de te foder porque está aí se borrando de medo? Hum? ― meteu fundo. Gritei, me segurando em seus ombros duros, firmes. ― Essa boceta é minha agora, baby. Posso foder qualquer outra, mas é você quem eu quero, porra! Entende isso? ― choraminguei quando seu polegar começou a massagear meu clitóris. Eu estava pingando em sua mão. ― Vem, minha gostosa. Goze para mim! ― ordenou, sua voz tensa, grossa de tesão. ― Goze, minha safada! ― Ohhhh! Liam! Deus! Ahhhhhhhhhh! ― quebrei, gozando loucamente. Minha vagina foi tomada

por ondas quentes, arrebatadoras. Sua boca invadiu a minha num beijo duro, quase punitivo. Chupou a minha língua com força, bebendo meus gemidos. Meu corpo tremia vertiginosamente, minhas pernas bambeando sobre os sapatos de salto alto. Cortou o beijo e ficamos respirando agudamente com as bocas ainda juntas. Seus dedos não pararam o ataque. Ele abriu um riso arrogante, malvado e sua boca macia desceu pelo meu maxilar e pescoço. Lambeu, chupou, mordeu e continuou descendo. Puxou mais meus cabelos, arqueando minhas costas e abocanhou meu seio direito. Miei. Eu não tinha forças no momento. Chupou duro, fez aquela coisa de sacudir os mamilos com a língua que me incendeia prontamente. Sorriu baixinho quando sentiu mais líquidos saindo de mim. O outro seio teve a mesma atenção. Seus dedos ainda me invadiam, agora mais devagar, reconstruindo minha excitação. Foi descendo mais. A mão dos meus cabelos desceu apalpando meus seios, puxando os mamilos sensíveis. Fechei meus olhos, pendendo a cabeça contra o vidro. Seus dedos giraram e saíram de mim. Estremeci com a lambida suave em meu brotinho inchado. Apertou minha cintura com as duas mãos. Amo quando faz isso. Não sei por que acho tão excitante, mas é. Cravou-as em minha bunda e passou a me devorar sem dó até que eu estava pressionando sua cabeça, mantendo sua boca colada em minha vagina. Mordiscou-me suavemente e se levantou, o riso sacana, conhecedor do que faz comigo se abrindo nos lábios sensuais. Liam Ela estava ali, totalmente rendida. É isso aí, baby. Não vou deixar essas merdas em sua cabeça atrapalhar isso que temos. Sem chance. ― Alguma dúvida, baby? Hum? ― abri a calça e puxei meu pau furioso para fora. Pré-sêmen babava na ponta. Ela lambeu os lábios, os olhos amendoados presos na minha nada modesta ferramenta. Meu riso cresceu e fechei meu punho à minha volta, masturbando-me lentamente. ― Diz que não quer me dar essa boceta gostosa a tarde toda, Mel. É só falar e eu paro ― gani, ainda muito irritado, mas com um tesão do caralho. Eu não vou deixá-la correr antes mesmo de tentarmos. ― Diga se já gozou com outro tão gostoso como goza comigo ― gemeu, linda pra cacete, contra a

parede de vidro. Nua, apenas nos saltos altos. O mar era o pano de fundo, a maresia entrando pelo terraço. Avancei, levantando-a pela bunda. Seus braços rodearam meu pescoço. ― Olhe para nós, baby ― pedi, me alinhando em sua vulva. ― Me veja comer sua bocetinha gostosa. Minha boceta! ― rosnei e arremeti com tudo, puxando-a, rasgando-a no meu pau. Gritamos os dois. ― Oh! Meu Deus! Liam... ― estremeceu, palpitando à minha volta. Sua quentura apertada quase me fez gozar. ― Você já sentiu isso, Mel? Hum? ― puxei e meti de novo com força, me enterrando até as bolas. ― Responda, porra! Algum filho da puta já te comeu assim? Já te fez gozar tão duro e gostoso como eu faço? ― Não! Deus! Não, droga! ― grunhiu, rebolando gostoso, me deixando rasgá-la em estocadas fortes e profundas. ― É isso, baby! Você é minha, cacete! Minha, porra! ― rugi, cravando-a sem dó contra a parede de vidro. ― Gostosa! Você é minha putinha safada, deliciosa. Minha! Você sempre soube que acabaria assim, empalada no meu pau. Aqui é o seu lugar, porra! ― a beijei esfomeado. Sua língua me recebeu numa dança indecente. Estávamos urrando de tanto tesão, nos comendo com loucura. Eu estava quase gozando, mas queria mais. Saí de dentro dela. Lamentou em minha boca. Andei até o carpete macio e a coloquei no chão. ― Vem, me chupa. Sinta o seu gosto no meu pau ― miou e caiu de joelhos. Assobiei quando sua boquinha linda se fechou na cabeça. Cravei as mãos em seus cabelos e meti até sua garganta. ― Ahhhh! Cacete! Boquinha gostosa do caralho, baby! Isso... Me chupa gostoso... Porra! ― dei três golpes duros e minhas bolas encolheram. ― Ohhh! Mel! Vou gozar! Toma tudo, baby. Engole tudinho... ― e rugi alto, jogando a cabeça para trás, esporrando direto em sua garganta. Ela gemia, mamando, engolindo todo o esperma. Meus olhos voltaram para seu rosto. Estava rosada, os lábios esticados à minha volta, ainda me limpando, lambendo. Continuei comendo sua boquinha, meu corpo tremendo e meus golpes foram arrefecendo. ― Ahhhh! Delícia... ― Puxei para fora devagar e a ajudei a se levantar. Toquei seus lábios inchados, seu peito subia

arfante. ― Você é incrível ― sussurrei antes de reverenciar sua boca num beijo lento, gostoso. Agarrou-se a mim, se esfregando. Amassei sua bunda, infiltrando os dedos em seu rabinho. Meu pau ainda estava duro, sofrendo espasmos entre nós. Cavei sua boceta, massageando seu clitóris. Gememos e o beijo se tornou duro, lascivo de novo. ― De quatro, minha gostosa. Quero gozar de novo, dessa vez, bem fundo em sua boceta ― grunhi. Ela gemeu e ficou de quatro no carpete. ― Rosto no tapete e empine bem essa bundinha linda para mim ― fez como pedi. Me masturbei devagar enquanto acariciava suas costas esguias, sua coluna, suas bochechas bem-feitas e firmes. Dei um tapa forte na direita e me ajoelhei atrás dela. Alinhei-me, cravando as mãos nas bochechas redondas, abrindo-a bem para mim e me afundei todo, numa estocada brusca. ― Ohhh! Liam... Baby... ― lamentou, suas unhas cravando nos pelos abundantes do tapete. ― Que gostoso... ― Sim, porra! Gostoso demais e você quer abrir mão disso por medo ― puxei deixando só a ponta e meti de volta, fazendo um barulho alto na sala. ― Eu não vou deixar você ir. Está me ouvindo, Mel? Eu não vou, cacete! ― rosnei, comendo-a ensandecido. Violentei sua vulva com golpes fundos até sentir a mudança no seu corpo. Ela estava quase gozando. Rebolava gemendo, seus dedos já brancos de apertar o tapete. Desacelerei e fiquei em um vai e vai vagaroso, me deliciando com a visão do meu pau sumindo, afundando em seu buraquinho estreito. Lamentou alto. Ri baixinho e me debrucei em suas costas. Cravei uma mão em sua nuca, mantendo-a na mesma posição e puxei seu ombro com a outra. Montei nela literalmente e voltei a foder sua boceta com força. Suor cobria nossos corpos. A comi sem trégua, rosnando, rugindo, cheirando seus cabelos, lambendo, chupando sua orelha e pescoço. ― Peça para eu te encher com a minha porra, Mel! ― meti com tudo, batendo no seu útero. ― Peça, Mel! Peça para eu te encher de porra, cacete! ― Oh, Deus! Sim! Sim... ― gemeu, começando a estremecer no orgasmo. ― Sim, baby. Me enche de porra! Oh, Liam! Eu vouuuuu... ― gritou alto pra caralho e gozou no exato momento em que jorrei em seu canal quente. Chupei, mordi, lambi suas costas ainda estocando duro, esporrando sem

controle. Nós dois, completamente enlouquecidos pelo gozo absurdamente delicioso. Cristo! Como é que eu posso deixar essa mulher? Eu não vou. Essa é a resposta. Nem que eu tenha que amarrá-la na minha cama. Um riso louco tomou meu rosto. Não é uma má ideia... Ela desabou no tapete comigo ainda enterrado em seu corpo. Nossas respirações ruidosas. Suor escorrendo entre nós. Cacete! Isso foi fodidamente perfeito. Ela riu embaixo de mim, e me apertou em seu canal. Safada! ― Porra! Gostosa... ― grunhi em seu ouvido. Cheirei e mordi sua nuca. Gemeu, um som lascivo pra cacete. Sorri e rolei de cima dela. Puxei-a para meus braços. Nossas respirações ainda estavam alteradas, os corpos ainda sofrendo espasmos do gozo intenso. Aninhou-se a mim e gemeu baixinho no meu peito. Ficamos assim por muito tempo, apenas sentindo o corpo do outro até nos acalmar. ― Isso é especial, Mel ― sussurrei, beijando seus cabelos suados, passeando meus dedos preguiçosamente pela coluna graciosa. ― É sexo também, claro. Não vou ser hipócrita aqui. Foder você sempre esteve no topo da minha lista e você é gostosa pra caralho! ― ela riu baixinho e levantou o rosto para mim, encontrando o meu olhar. ― Mas é mais que isso, baby. Nunca me senti assim tão completamente saciado, extasiado, feliz com outra mulher ― os olhos amendoados me analisaram intensamente. ― E eu sei que você nunca sentiu isso também ― piscou e lambeu os lábios. ― Diga que sou um idiota presunçoso, ou assuma que estou certo e você me quer tão louca, intensa e desesperadamente como eu quero você, baby ― ela puxou uma respiração aguda, seu olhar mais brilhante e amolecido. ― Você está certo, baby ― murmurou, tocando minha barba. Ela adora fazer isso. ― Eu quero você louca, intensa e desesperadamente ― um riso lento, vitorioso se abriu na minha boca. ― Mas eu estou com medo. Você é Liam Stone e... ― Shhh ― a interrompi, rolando por cima dela, me enfiando entre suas pernas, meu riso e olhar sacana fazendo-a arquejar. ― Segunda rodada, baby... Passamos a tarde toda fodendo como adolescentes descobrindo o sexo. Mas fizemos outras coisas também. Fiz dois hambúrgueres quando estávamos morrendo de fome. Eu a convenci a tomar

refrigerante. Ela disse que sou péssima influência e que vai precisar fazer mais agachamentos para manter a bunda em bom estado. Eu garanti que sua bunda é a coisa mais perfeita que já vi e que vou fazer uma música falando sobre isso. Ela me jogou batatas fritas, corri atrás dela e a comi de novo na área de serviço, sobre a máquina de lavar roupas. Eu sei que tudo isso vai mudar quando a banda chegar. Ela vai surtar de novo quando vir mais do nosso estilo de vida. Não somos bons moços o tempo todo. Todos nós gostamos de farras, mulheres e sexo sem tabus. Vivi assim por muito tempo. No entanto, depois do que aconteceu no último semestre, tenho tentado me preservar mais. Os caras ainda são loucos, farristas e adoram orgias. Sim, minha doce Mel vai querer correr para longe quando ficar cara a cara com tudo isso. Mas eu não estou aceitando um não. Essa mulher é minha. Finalmente minha. Não vou abrir mão disso por nada. E ainda tem o pequeno Chay. O moleque abaixou a guarda comigo. Eu quero construir algo legal com ele. O homenzinho é inteligente, falador. Foi realmente bom ver sua empolgação hoje. Em diversos momentos me vi desejando ser o pai dele. Que a Mel nunca tivesse conhecido o bastardo. Eu quero os dois. Os dois serão meus. Estávamos agora vendo o sol se por. Uma bola laranja sendo engolida pelo oceano. Ela vestia apenas a minha camiseta e eu minha cueca boxer. Tomamos nossas cervejas em silêncio. Ela recostada em meu peito numa das espreguiçadeiras do terceiro terraço. Depois da visita à escola, nossas fotos já estavam circulando na Internet e nos principais sites de fofoca. Teve uma pessoa que afirmou que eu não tirava os olhos da Mel, minha cunhada. Eles frisaram bem essa parte. Bastardos! Bom, eu acho que ela tem razão, afinal. Vamos enfrentar alguns dias turbulentos pela frente, mas eu a quero. Foda-se a imprensa! Foda-se os Portela! Foda-se tudo. Ela é minha. ― Eu amo essa música, baby ― sussurrou, levantando o rosto para mim. ― Cedo ou Tarde do NX Zero ― explicou. Eu sorri e beijei a ponta do seu nariz. ― Você esquece que sou brasileiro, baby? Eu conheço os caras, digo, a música dos caras ― fez uma carinha linda de surpresa. ― Amo música, Mel. Boa música. Você não me ouviu hoje na escola?

― ela riu levemente e um brilho travesso tomou conta dos seus olhos. ― Eu acho que me distraí nessa parte, superstar ― disse, corando um pouco. Ela estava relaxada outra vez. Adoro seu tom provocante quando me chama assim. ― Eu e as professoras, aposto ― torceu o narizinho arrebitado. ― Ciúmes, baby? ― provoquei-a, meu braço apertando-a mais contra mim. Bufou. ― Isso me lembra de que a professora do Chay foi uma vaca ― rosnou e então, me encarou séria. ― Você leu? Franzi o cenho. ― Li o que, Mel? ― ela revirou os olhos. ― Não finja que não sabe. Ela entregou um papel na sua mão e você sorriu antes de guardar no bolso, seu cretino ― disse, amuada. Uh! Agora entendi. Toda essa crise, tudo isso foi por causa daquele episódio? Eu nem olhei o papel. Eu nunca olho. Ok, olho em algumas vezes. ― Baby, eu nem olhei o papel. Você pode pegar e rasgar ― garanti, puxando seu queixo para mim de novo. ― Só guardei porque seria mal-educado não pegar ali na frente de todos ― ela não pareceu convencida. ― Você assinou nos peitos da vadia ― eu não resisti e gargalhei. Ela fechou a cara. ― Baby, essa birra toda se tratou disso? Você surtou por isso? ― disse ficando sério também. ― Isso é corriqueiro para mim, Mel. E eu não assinei nos peitos. Foi quase na clavícula porque vi que ficou desconfortável com a cena toda ― ela ameaçou sorrir. ― Você viu tudo. Vamos, abra aquele sorriso lindo para mim, baby ― sua boquinha se curvou no riso travesso que adoro. ― Me desculpe por ter agido como uma cadela ― murmurou e mudou de posição, montando-me. Gemi com sua boceta quente e nua bem em cima do meu pau até então adormecido. ― Sempre que você surtar, vou te comer bem duro, baby ― apertei sua cintura com as duas mãos. Eu amo fazer isso. Ela tem uma cinturinha linda. Gemeu, rebolando devagar em mim. Desci as mãos

para sua bunda. ― Eu não vou reclamar, baby ― disse atrevida. Caralho! Linda demais. A música entrou no refrão e eu cantei junto, bem baixinho, só para ela. Seus olhos amoleceram e sua expressão suavizou, os olhos amendoados bebendo-me como fez hoje quando estava no palco. Cedo ou tarde A gente vai se encontrar Tenho certeza, numa bem melhor Sei que quando canto você pode me escutar Você me faz querer viver E o que é nosso Está guardado Em mim e em você E apenas isso basta Ficamos nos encarando por um tempo depois que a música encerrou. ― Você é tão lindo, baby ― sussurrou na minha boca. Seus dedos acariciando minhas faces. ― Tão lindo e talentoso. Eu amo ouvir sua voz. Ah, Cristo! Eu amoleci completamente. Eu acho que amo essa mulher. Sério, Stone? Que merda romântica é essa? A voz irritante berrou no meu cérebro. Eu não sei, caralho! Eu não sei, ok? Só sei que ela é especial para mim. Resolvi descontrair um pouco. ― Isso quer dizer o Levine caiu uma posição, baby? ― ela gargalhou, jogando a cabeça para trás. ― Eu acho que sim, superstar ― disse, ficando séria e seus olhos correram por todo o meu rosto. ― Eu amo o Adam ― bufei. Ela riu levemente. ― Mas amo você mais. Você sempre esteve em primeiro, Liam. Eu tenho acompanhado tudo da DragonFly nos últimos seis anos ― Eu fiquei boquiaberto. Meu peito se aquecendo com suas palavras, com seus olhos lindos que me adoram

agora. Foda-se a voz no meu cérebro! ― Sei que parece louco, mas estou me apaixonando por você ― sussurrei. Seu semblante foi tomado por um momento de surpresa, mas depois relaxou e eu quase explodi quando murmurou de volta: ― É louco, mas eu também estou me apaixonando por você.

CAPÍTULO SETE Liam Chay correu pelo campo com a bola nos pés. Pela primeira vez desde que o jogo havia começado, há cerca de trinta minutos, ele chegou próximo da pequena área. Levantei-me gritando empolgado: ― Vai, homenzinho! ― ele não viu o outro garoto que estava logo atrás e roubou sua bola. Fez uma cara de bravo. Não contive um riso. Meu sobrinho obviamente não seria o novo Neymar. Estamos na escolinha de futebol que Chay frequenta na Barra. Parece que o pequeno teve problemas com peso depois que o pai morreu. Mel foi orientada a introduzir atividades físicas em sua rotina. Ele pratica futebol e natação duas vezes por semana. Eu acho que deu resultado, porque ele não parece acima do peso agora. Parece saudável e com uma energia do cacete. Sorri mais quando tomaram a bola dele outra uma vez. Não, ele definitivamente não seria um futuro craque dos gramados. Alguns pais que estavam na arquibancada começaram a me olhar mais atentamente e sussurrar entre si, apontando em minha direção. Ok. Meu disfarce aparentemente não está mais funcionando. A partida terminou e esperei o homenzinho tomar banho e voltar para mim. Ele estava um pouco cabisbaixo. ― Ei, vamos, garotão! ― disse empolgado, pegando sua mão e mochila. ― Você foi bem melhor

do que eu. ― Sério? ― seus olhinhos amendoados brilharam, me encarando. ― Eu pensei que você fosse bom em tudo. ― Ah, não, homenzinho ― sorri, desarrumando sua cabeleira espessa. ― Ninguém é bom em tudo. Eu sou fodidamente bom nos palcos, mas fora dele sou... ― parei. Oh! Merda. Eu acabo de dizer um palavrão na frente de meu sobrinho de seis anos. Ele torceu os lábios, uma expressão travessa tomando seu rostinho infantil. ― Você fala muito sujo ― riu amplamente. ― Minha mãe disse para repreender você cada vez que fizer isso ― eu não contive um riso. Se ele soubesse o quanto sua mãe adora minha boca suja... Meu pau acordou com a mera menção dela. Porra! Já estou louco de saudade de estar enterrado em seu corpo lindo, gostoso, viciante do cacete. Ok, não é hora para isso. Vamos acalmar, grande soldado. O que foi? É assim que chamo meu pau carinhosamente. Não quero me gabar, mas tenho uma ferramenta grande, bem grande e ele está sempre pronto para a batalha. Torci os lábios arrogantemente. Então, grande soldado me parece perfeito. Ainda não estão convencidos? Pensem o que quiserem. Eu estou muito bem com isso. E minha doce Mel também. Ah, cacete. Não pense nela. Não pense nela. ― Aposto que ela disse ― concordei. Chegamos ao estacionamento e o acomodei no banco traseiro do Ranger Rover. ― Eu acho que um sorvete gigante cai bem. O que acha? ― propus enquanto ajustava sua cadeirinha. Ele abriu o maior sorriso que vi até agora em seu rosto. ― Oba! ― exclamou, mas murchou um pouco em seguida. ― Minha mãe não vai gostar. ― Hum, isso pode ser uma coisa nossa ― mexi em seu cabelo de novo. ― Uma coisa de caras. O que acha? ― Como um segredo? ― seu rosto voltou a se iluminar e ele parecia estar debochando de mim agora. ― Isso não é coisa de meninas? Gargalhei. Garoto falador.

― Os caras também têm segredos ― falei ainda rindo. ― Um segredo de caras ― estendi a mão com uma cara séria para fechar o acordo. ― Temos um acordo, Chay? ― sua mãozinha encontrou a minha num aperto firme e eu fui tocado de novo por aquele sentimento de que ele fosse meu. Meu e da Mel. Nosso. Ele é uma parte dela e eu adoro cada parte daquela mulher. Não bastasse isso, ele se parece com ela. Seria bem difícil se eu tivesse que ver o bastardo cada vez que o olhasse. Mas ele se parece com ela. Só esse fato já seria meio caminho para eu cair de amores por ele. ― Nós temos um segredo de caras ― repetiu eufórico. ― Isso, homenzinho ― apertei seu nariz e fui tomar meu lugar na direção. Foi uma tarde bem agradável. Fiz muito progresso com Chay em pouquíssimo tempo. Mas não vou me dar todo crédito. O garoto estava obviamente carente de uma presença masculina. ― Você é legal, tio Liam ― ele me surpreendeu quando o deixei em casa. A babá o recebeu à porta. ― Você ainda quer namorar a minha mãe? ― wow! A senhora ameaçou sorrir enquanto ele me encarava esperando uma resposta. ― Sim, eu quero ― disse encarando-o sério. ― Você me dá sua permissão? Ele me analisou por alguns instantes e eu tive que segurar o riso. Ele parecia o pai, e não o filho de seis anos de Melissa. Eu realmente gosto desse moleque. ― E quando você for embora? Você não mora aqui ― wow! Ele é mesmo malditamente perspicaz. E agora, Stone? Pense rápido. Que resposta vai dar para o garoto? ― Vamos Chay ― a senhora me salvou. ― Isso é assunto de adultos. ― Nós vamos dar um jeito, Chay. Eu prometo ― baguncei seu cabelo. Isso já tinha se tornado um reflexo. ― Te vejo amanhã, homenzinho ― ele pareceu satisfeito com a minha resposta. Bom, por enquanto. Cheguei à cobertura e fui direto ao bar. Peguei uma cerveja e um cigarro e me dirigi para o terceiro terraço. Deitei-me na mesma espreguiçadeira onde Mel me montou gostoso pra caralho no dia anterior. Só a lembrança me deixou duro. Tudo que falamos. A forma que olhou para mim. A

forma como nos amamos depois, tornou tudo mais intenso e embora tenhamos passado toda a noite juntos e almoçado, já estou louco de saudade dela. Ela se entranhou em minha pele. Eu não fui completamente sincero ontem. Quando disse estou me apaixonando por você, na verdade eu quis dizer: eu sou insanamente apaixonado por você, baby. Isso é o que sinto em cada célula do meu corpo, mas eu vou com calma, porque ela está assustada com a rapidez com que nos conectamos. Foram apenas cinco dias, mas parece que estamos juntos desde sempre. Ah, Cristo! Se Elijah me visse agora ele diria: Liam-fodido-Stone domado por uma boceta? Eu não pensei que esse dia chegaria. Sorri, dando uma tragada longa e suspirei de prazer, soltando a fumaça lentamente. Tomei minha cerveja olhando o mar à minha frente por alguns minutos. Então, eu não me contive mais e liguei para ela. Sério, Stone? Você se tornou a porra de uma mocinha. A voz abusada no meu cérebro zombou. Foda-se! Eu vou ligar, ok? ― Oi, baby ― ela atendeu no segundo toque e eu me derreti ao ouvir sua voz. Porra! Sou mesmo uma mocinha. ― Hei, baby ― ronronei de volta. ― Eu acabei de deixar nosso homenzinho em casa. ― Eu ainda estou com Sara ― disse baixinho e ouvi um riso malicioso que reconheci como de sua irmã mais nova. ― E como foi? ― Foi tranquilo. Ele me deu permissão para namorá-la ― disse como se tivéssemos falando de um adulto. ― Ele é uma criança adorável, Mel. Eu realmente estou apreciando me aproximar dele. ― Eu sei, Liam ― ela sussurrou. ― E ele está encantado por você ― deu um pequeno bufo e riu em seguida. ― Parece que você é mesmo irresistível, superstar. ― E a mãe dele? ― ronronei. ― Também está encantada por mim? ― Você sabe que sim ― disse meio ofegante. Meu riso alargou. Ela está tão afetada com essa intensidade quanto eu. ― Obrigado por ter aceitado ir a São Paulo comigo, baby ― murmurei, tomando mais um gole da

cerveja. ― Você não me deixou opção, não é? ― disse, mas seu tom era divertido. ― Não, eu não deixei ― ri baixinho. ― Vá se acostumando, doce Mel. Você é minha. ― Uh! Mandão ― zombou, seu tom atrevido e safado fazendo meu pau dar uma guinada. Foda. ― Você me deixou duro, baby ― grunhi, me ajustando na calça. ― Já estou louco de saudade da sua bocetinha gostosa. Correção, da minha bocetinha gostosa ― ela gemeu baixinho. ― Liam... ― seu tom tinha uma reprimenda, mas era também cheio de tesão. ― Diga que também está louca para me ver e me dar bem gostoso ― sussurrei no meu tom de quarto. ― Oh, Deus. Você é tão sem vergonha, superstar ― chiou. ― Mas sim, estou. Você sabe que sim ― concordou quase inaudível. Sorri, adorando provocá-la. Sei que deve estar toda corada e sem graça na frente da irmã. ― Eu gosto de você assim ― prossegui meu ataque. ― Toda molhadinha e ofegante para mim ― ela grunhiu e deu um suspiro frustrado. ― Minha irmã mais nova está rindo de mim, baby ― disse com um riso lindo na voz. ― Pare de me excitar ― eu gargalhei. ― Hum, então você realmente está toda molhadinha para mim? ― Liam... ― gemeu e eu sabia que estava juntando as coxas para conter o latejar da sua bocetinha linda, louca por mim. ― Certo ― sorri suavemente, aliviando a tensão sexual. ― Até daqui a pouco. Greg vai buscá-la. Estou louco para ver você ― ronronei. ― Você me viu no almoço ― riu suavemente. ― Não é o suficiente, Mel ― grunhi, ajustando meu pau de novo. ― Eu quero você o tempo todo ― silêncio do outro lado. ― Eu também ― sussurrou, eu morri e fui para o céu com seu tom cheio de emoção, saudade e

tesão. Porra! Ela vai me matar. ― Te vejo mais tarde, baby. ― Pode apostar que sim, minha doce Mel ― murmurei. ― Ah, use um vestido e não coloque calcinha, baby ― sua respiração alterou audivelmente. Sorri satisfeito. ― O voo não é longo, mas vou comer você no jato assim mesmo. Te vejo mais tarde, linda. Deliciosa ― ok, isso foi golpe baixo, ela estava ofegando no meu ouvido quando desliguei e meu soldado estava batendo continência. Cacete! Conforme o prometido, eu a comi esfomeado o voo inteiro. Cerca de cinquenta minutos. Eu pedi ao comandante que não tivesse muita pressa, se é que me entendem. Mal o jato decolou, e eu já a arrastava para o quarto. Estávamos tão loucos de tesão que nem deu tempo de tirarmos as roupas. Apenas puxei meu pau furioso para fora e levantei seu vestido. Ela não usou calcinha como pedi. Eu a fiz apoiar as mãos na cama e me afundei em sua boceta apertada. Gozamos, urrando, sem nenhuma cerimônia. Tenho certeza que toda a tripulação ouviu nossa empolgação. A última vez, gozei todo enterrado em sua bundinha linda. Sinto-me possessivo pra caralho sabendo que ela só fez isso comigo. Ela me deu algo que nunca foi do bastardo e eu amo isso. Mel é toda minha. Ela ligou para Chay assim que entramos na suíte presidencial do Hilton São Paulo Morumbi. Se derreteu para o filho. Meus olhos beberam a visão dela linda contra as janelas de vidro. A cidade toda iluminada abaixo de nós. Virou-se para mim, nossos olhares se encontraram, se prendendo pelos próximos minutos. Meu olhar queimou o dela. Arquejou, entreabrindo a boquinha linda. Um riso safado e predador curvou meus lábios. Ela riu também meneando levemente a cabeça. ― Diga ao homenzinho que estou mandando um olá ― murmurei e fui devagar até ela. ― Liam está dizendo olá, meu amor ― disse no seu tom amoroso. Sorriu ouvindo-o. ― Chay também está dizendo olá ― murmurou. Eu não resisti e puxei sua cinturinha para mim, colando nossos corpos. ― Mamãe te ama, meu pequeno. Não dê trabalho para a Maria e vá para a cama cedo, ouviu? ― eu pude ouvir a vozinha infantil do outro lado concordando com sua mãe. ― Eu te ligo amanhã. Boa noite, meu amor ― encerrou a ligação e seus braços vieram ao redor do meu

pescoço. ― Você tem uma entrevista dentro de quinze minutos no auditório do hotel, superstar ― sussurrou na minha boca. Minhas mãos desceram para sua bunda perfeita. Sorriu levemente antes de a minha boca descer sobre a sua num beijo lento, gostoso. ― Nada disso, seu insaciável ― disse quando minhas mãos se infiltraram em sua carne nua. Sorri sacana e dei uma palmada em sua bundinha dura. Afastou-se do meu abraço e a deixei ir, gemendo. Seus olhos anuviaram um pouco. ― Se esquive das perguntas pessoais. Embora toda a imprensa esteja louca atrás de mais fotos nossas, não temos que falar sobre nós para eles. Promete que não vai falar nada além da turnê promocional da banda e suas expectativas para o Rock in Rio? ― eu grunhi, mas assenti. Por mim, abríamos logo o jogo. Mas ela está certa em um ponto. Quando a imprensa confirmar nosso envolvimento, seremos perseguidos ferozmente. ― Eu vou vestir uma calcinha ― avisou, rindo atrevida, safada. Eu amo isso nela. ― Você não ficar com ela por muito tempo, baby ― sussurrei às suas costas quando caminhou em direção ao banheiro com sua pequena mala. Ela me olhou por cima do ombro e abriu um risinho provocante. Meu soldado já está pronto para a batalha de novo. Sorri de volta. A entrevista foi um saco. Estavam sim, todos interessados na DragonFly, mas depois, como a Mel havia previsto, as perguntas foram todas a respeito da nossa relação. Apesar de irritado, me mantive estritamente dentro do roteiro estabelecido. Ela foi perfeita, mantendo-se séria e profissional, como sei que faz com os outros artistas. Ela cuidou de tudo com perfeição e isso me levou a cogitar uma ideia. Melissa A limusine parou numa entrada alternativa, mas ainda assim havia paparazzi nos aguardando quando chegamos à casa noturna. No meu trabalho já estou acostumada com isso. Não sei como conseguem informações tão rápido. Mas hoje seria nossa primeira aparição juntos. Não assumimos nada. Para todos os efeitos, sou apenas uma assessora a trabalho, mas a imprensa está alardeando suas suposições. Liam desceu antes de mim e me ofereceu a mão. Os flashes enlouqueceram em nós.

Ele me puxou pela cintura e seguimos ladeados por Greg e Mat. Perguntas eram gritadas: Liam! Então, é verdade? Você está pegando a mulher do seu irmão? Vocês já eram amantes? Você não se incomoda com a diferença de idade? Melissa, como vai ficar depois do Rock in Rio? Você vai para LA? Não te incomoda saber que toda mulher quer o rockstar mais famoso do momento? Deus! Fiquei tensa, mas eu já sabia iam pegar pesado. Rangi os dentes, não encarando ninguém em particular, louca para sairmos logo do ninho de cobras. Liam beijou meus cabelos, obviamente sentindo minha tensão. Eu tinha toda razão em não querer aparecer assim com ele. Isso é mesmo uma merda. Nossa privacidade acabou a partir dessa noite. Lá dentro, Liam fez uma pequena apresentação para um público seleto de aproximadamente cem pessoas. Ele raramente faz isso, mas quis fazer agora porque esse é seu país e a banda nunca esteve aqui depois que estouraram. Foi perfeito. Cantou alguns sucessos e para fechar, a plateia pediu, Incontrolável. Seus olhos buscaram os meus. Eu estava sentada na primeira fila já mais relaxada, mas ainda muito incomodada com tantos olhares sobre mim. Sobre nós. Dei-lhe um sorriso. Ele me devolveu aquele travesso, safado, incendiário, molhador de calcinhas. Senti mais olhares sobre mim. Lambi os lábios nervosamente. Cantou olhando-me de um jeito como se a música fosse para mim. Só para mim e eu me derreti em uma poça. Ele estava tão lindo e sexy lá no palco. Usava uma calça justa de jeans escuro. Um par de botas que eu sei que custa mais do que o meu salário de dois meses. A camiseta preta de mangas longas enroladas displicentemente em seus antebraços acentuava sua pele bronzeada. Arrasadoramente lindo e eu tenho certeza que esse é o pensamento de cada maldita mulher aqui hoje. Eu usava um negro esvoaçante, tomara que caia. Ele sorriu safado quando me viu pronta. Seu olhar me perguntando sem palavras se eu usava calcinha. Apenas sorri de volta inocentemente. Amo essa conexão rápida que estabelecemos. Estamos tão à vontade com o outro. Parece que estamos juntos há séculos e não apenas cinco dias. Isso é tão louco. Ele é tão louco. Meu lindo deus do rock. Quando encerrou foi inevitável ouvir os gritos muito eufóricos do público feminino. Liam sorriu, deslizando os olhos sedutores por toda a plateia e se curvou elegante em

agradecimento. Mais aplausos e gritos. Eu acho que esses últimos foram meus. Ele é perfeito. Não há outra palavra para defini-lo. ― Quem é aquele? ― Liam quis saber e segui seu olhar. Oh, merda! Era Miguel Soares e ele estava vindo em nossa direção. Meu corpo ficou tenso. ― Então? ― praticamente rosnou agora. Puxando-me mais firmemente pela cintura. Estávamos na sala vip no segundo piso, reservada só para ele e algumas celebridades que se revezavam em bajulá-lo. Daqui dava para ter a visão completa da pista de dança, onde uma pequena multidão se acabava dançando. Greg e Mat estavam a postos dos nossos lados. ― É Miguel Soares ― disse, desviando o olhar. Pegou meu queixo, obrigando-me a encará-lo de novo. Injetou os olhos azuis nos meus, não dando chance para me esconder. Suspirei levemente e acrescentei: ― É um publicitário. Saímos algumas vezes no ano passado ― seu maxilar ficou rígido e um brilho duro, frio surgiu na sua íris. Oh, uau! Ele pareceu zangado. ― Você fodeu com ele? ― rosnou, seu tom duro, enciumado. Minha nossa. Liam Stone versão ciumento. Meu íntimo se aqueceu com isso. ― Liam... ― sussurrei, tocando seu rosto. ― Foi uma experiência horrorosa se isso o faz sentir melhor. ― Não, isso não me faz sentir melhor. Ele teve o pau dentro de você, porra! ― rugiu. Uh! Eu quis sorrir, mas ele estava definitivamente zangado. Não seria uma boa ideia. ― Ele é um imbecil egoísta ― bufei, tentando acalmar seu ego. ― Eu nem... Nem... ― Gozou? ― ofereceu. Eu corei, assentindo. Um riso arrogante e perigoso curvou sua boca, então ele acenou para Greg e Mat deixarem Miguel se aproximar. Oh, não! O que ele vai fazer? ― Ele é ridículo perto de você, baby ― tentei amenizar, mas seus olhos já esquadrinhavam o recém-chegado. Tomou um grande gole da sua cerveja e me puxou mais, apertando minha cintura quase ao ponto da dor. Caramba! Eu não sabia que ele era assim, tão possessivo. ― Mel, que surpresa encontrar você na noite paulistana ― Miguel saudou-me com mais

entusiasmo do que o necessário, o olhar passeando descaradamente por mim. Apenas balbuciei um cumprimento porque Liam rangia os dentes agora. Miguel era bonito. Alto, moreno, olhos castanhos. Tinha a minha idade. Era muito inteligente, um papo agradável, mas... ― Ah, e o nosso rockstar do momento ― disse mirando Liam. Os dois homens se encararam e algo se passou entre eles. Liam era mais alto e forte, lindo, perfeito e o mais importante: me faz gozar louca e insanamente. ― Belo show, cara ― Miguel completou oferecendo a mão. Liam a ignorou deliberadamente. Quase revirei os olhos. Isso não era ele, o superstar atencioso sempre com um riso simpático nos lábios. ― Obrigado ― rosnou baixo. ― Agora, eu agradeceria se parasse de comer minha mulher com os olhos ― o rosto de Miguel mostrou choque, mas então abriu um riso debochado e me encarou. ― Mel e eu tivemos encontros bem agradáveis no ano passado, garoto ― disse num tom desrespeitoso. Bufei. Que ridículo! Ele nem me fez... ― Ela me contou ― Liam tomou mais um gole da sua cerveja, aparentemente relaxado e abriu o riso perigoso de novo. Ele vai aprontar algo. Fiquei tensa na expectativa. ― Me disse também que você não a fez gozar ― caramba! Miguel fez um som de engasgo com sua bebida e eu encarei Liam completamente chocada que ele ousou dizer isso. Ele é louco. ― Tenho duas hipóteses para isso ― disse num tom jocoso. ― A primeira, você não sabe o que fazer com uma boceta ― mil vezes caramba! ― E a segunda é que você tem pinto pequeno ― minha respiração travou. Miguel rosnou alto, seu rosto sendo tomado pela cólera, mas antes que fizesse alguma coisa, Greg chegou mais perto do patrão com uma carranca ameaçadora. ― Você está se divertindo sendo babá desse idiota? ― Miguel dirigiu sua raiva para mim. Ai, Deus! Eu e minha boca grande. Por que contei algo tão íntimo para o Liam-homem-das-cavernasarrogante-Stone? Gemi. ― Oh, eu acho que é a segunda hipótese. Pelo volume em sua calça, seu equipamento é bem medíocre, amigo ― Liam prosseguiu antes de rir debochado de novo. Cristo! Onde isso vai dar? ― Estou me sentindo fodidamente benevolente hoje. Portanto, aqui vão algumas dicas valiosas: você

sempre pode chupar, lamber, mordiscar a boceta. Dê muita atenção ao clitóris e as mulheres nunca mais vão sair frustradas da sua cama ― Cristo! Minha boca caiu aberta. Greg estava rindo baixinho. Eu acho que ele está familiarizado com a boca suja de seu patrão. ― Você é só um idiota mal saído das fraldas que se acha o máximo por causa da sua porcaria de música ― Miguel sibilou, crispando os punhos, o rosto vermelho de raiva e vergonha. Ele realmente tem muito para se envergonhar... ― Pode ser ― Liam abriu um riso lento, presunçoso e me encarou. ― Mas é no meu pau que ela goza, gritando o meu nome ― Deus do céu! Isso fica cada vez mais constrangedor. Seu riso se tornou perverso quando gemi baixinho. Ele era um maldito rockstar convencido! Seus olhos azuis incríveis me comiam, me fazendo juntar as coxas discretamente. Levantou uma sobrancelha zombeteira e voltou a encarar Miguel. ― Você não precisa me agradecer pelas dicas. Apenas saia e não olhe nunca mais e eu quero dizer exatamente isso, não olhe nunca mais para a minha mulher de novo, ou eu vou ficar muito, muito irritado ― rosnou e fez um gesto brusco com a cabeça indicando para ele sair. Miguel ainda continuou parado, visivelmente atordoado. ― Se manda! ― Liam cerrou os dentes. Miguel olhou para mim e meneou a cabeça, desgostoso, mas saiu. Liam tomou o resto da sua cerveja em um só gole. Caramba! O que em nome de Deus foi tudo isso? E que história é essa de minha mulher? Ele não precisou pedir outra, uma garçonete praticamente nua veio servi-lo prontamente. Ele passeou o olhar pelo corpo dela e sorriu sem vergonha, dando uma piscadinha. Eu trinquei os dentes, tensa do seu lado, seu braço ainda me mantendo apertada junto a ele como se quisesse nos fundir. Seus olhos voltaram para mim e levou a garrafa aos lábios. Ele ainda estava obviamente zangado e me provocando com a ruiva seminua. Havia um brilho zombador em seus olhos. Cretino! ― Eu preciso ir ao banheiro ― disse, livrando-me de seu abraço de anaconda. ― Mat vai com você ― disse, seus olhos suavizando um pouco quando viu a tensão e raiva no meu rosto. ― Não ― rosnei, uma vontade louca de esbofeteá-lo tomando conta de mim. Ele acabou de dar

uma de homem das cavernas se autoproclamando meu dono e no segundo seguinte come uma vadia com os olhos? ― Você é a porra do rockstar, não eu ― desviei o olhar para a vadia ruiva que agora o encarava abertamente enquanto servia outras celebridades menos impressionantes. ― Aproveite, Liam ― seu semblante foi invadido pelo pânico e ele me puxou de volta. Girou-me numa rapidez espantosa, me prendendo contra a parede. ― Porra! Desculpe-me, baby ― lamentou, não sei onde deixou a cerveja e suas mãos tomaram minhas faces. ― Eu fiquei doido, cacete! Ele teve a porra do pau dentro de você e eu odeio isso. Ele a estava comendo com os olhos e eu surtei ― fechou os olhos e respirou na minha boca. ― Me perdoe, Mel. Por favor, me perdoe. O que eu fiz com aquela garota foi rude e estúpido. Eu só quis provocar você. Eu quero você. Deus! Quero tanto você, baby ― abriu os olhos e eu me desmanchei com a expressão atormentada das piscinas azuis. ― Me diz que estamos bem. Me diz que não estraguei tudo, por favor ― desviei meu olhar para a vadia e ela estava parada nos observando. Deilhe um sorriso arrogante, é, estou aprendendo rápido. Puxei-o pela nuca, fundindo nossas bocas. Ele grunhiu, entranhando uma das mãos em meus cabelos e desceu a outra para meu quadril. Nos comemos em um beijo nada comportado. A plateia sumiu, enquanto nos esfregávamos, gemendo, nossas línguas se lambendo. Seu pau muito duro, cavando em meu ventre. ― É só você, baby. Só você ― sussurrou, entre beijos. Eu acreditei. ― Eu realmente preciso ir ao banheiro ― sorri levemente em sua boca. ― Você pode se comportar na minha ausência, superstar? ― provoquei-o, levantando uma sobrancelha. Ele riu meio sem graça. ― Posso, baby ― sorriu mais sem vergonha e acrescentou: ― Palavra de escoteiro — revirei os olhos. ― Você nunca foi escoteiro, baby ― apontei. Ele riu travesso, lindo. Deus! Como posso continuar com raiva quando o homem sorri assim para mim? ― Você é sedutor e safado demais para seu próprio bem, superstar ― bufei e o empurrei. Ele cedeu.

― Mat vai com você ― dessa vez eu não contestei. O banheiro estava lotado. Demorei uma eternidade na fila. As mulheres todas me encarando e cochichando entre si. As duas na minha frente, falavam eufóricas: oh, meu Deus! Ele é lindo! E aquele cabelo loiro foda-me? Perfeito! Rolei os olhos. Não era preciso ser um gênio para saber de quem falavam. Quando voltei à sala vip, meu sangue zumbiu nos ouvidos. Liam estava bem entretido numa conversa com uma modelo bem conhecida. O decote dela devia ser ilegal. Ela esteve secandoo a noite toda. Ele ria charmoso e eu quis esbofetear seu rosto bonito de novo. Bufei. Palavra de escoteiro, sei. Cretino! Por que ele tem que sorrir assim para as vadias? Aproximei-me e parei, encarando-o. Ele percebeu minha presença e pousou os olhos azuis hipnotizantes em mim. Sorriu, entendendo o braço, me puxando para si. ― E você é? ― a modelo loira me mediu dos pés à cabeça, estreitando os olhos verdes. Ela parecia ter tomado quase todas. Seu olhar era meio desfocado. ― Eu sou aquela que vai te dar uns bons tabefes se não tirar esses peitos da cara do meu homem, querida ― sibilei. Seus olhos se arregalaram. Estou atribuindo esse atrevimento todo às duas taças de margarita que ingeri. Mas me senti bem pra caramba fazendo isso. Cheguei entre eles sem muita delicadeza, obrigando-a a se afastar. Liam riu baixinho, enlaçou minha cintura, beijando meus cabelos. Minha raiva cedeu um pouco. Só um pouco. Ele estava sorrindo para essa vadia. ― Oh, você é a cunhada... — ela disse, seu tom pingando veneno e reprovação. ― E você é mais velha também ― Liam se retesou do meu lado e antes que respondesse ele tomou a frente. ― Mel é minha namorada. Ponto ― disse numa voz tensa. ― Foi um prazer conhecê-la, Moira. ― É Mara ― ela retrucou, torcendo os lábios por ele ter errado seu nome. ― Que seja ― Liam deu de ombros e abriu um riso travesso para mim. Ele disse seu nome errado propositalmente. Era isso que os olhos azuis me diziam. Meus lábios se curvaram a contragosto. Ok, já não estou com raiva dele. ― Vamos, baby? ― Embora? ― franzi o cenho. Eu não quero ir agora. Estou elétrica. Ok, fiz uma nota mental para

beber mais devagar da próxima vez. Ele riu, o olhar me mandando mensagens sujas. Ele percebeu meu estado levemente embriagado e vai se aproveitar disso. Safado! ― Dançar, Mel ― meneou a cabeça numa despedida para a loira e a deixamos lá de queixo caído, sem reação. Me senti linda, poderosa enquanto Liam me puxava pela mão, abrindo passagem em direção à escada. Descemos e ele continuou andando. Como por mágica, as pessoas foram abrindo um círculo ao nosso redor. Ele tinha um brilho sem vergonha nos olhos azuis quando suas mãos apertaram minha cintura. Oh, rapaz, minha vagina adora isso. ― Você está bêbada? ― riu na minha boca. Meus braços envolveram seu pescoço. A música Love me Again de John Newman estava começando. ― Pronta para dar um show, baby? ― acenei e seu quadril moeu gostoso no meu. Ficamos assim por um tempo, apenas nos provocando, quase fodendo a seco. ― Se solte, isso, Mel ― sussurrou e me afastou, me fazendo girar duas vezes antes das minhas costas encontrarem seu peito duro e amplo. I need to know now (Eu preciso saber agora) Know now (Saber agora) Can you love me again? (Você pode me amar de novo?) I need to know now (Eu preciso saber agora) Know now (Saber agora) Can you love me again? (Você pode me amar de novo?) Suas mãos tomaram as minhas e ele me abraçou, entrelaçando nossos dedos na minha frente.

Continuou a moer na minha bunda. Nunca me senti tão transgressora, leve, solta, linda, jovem. Ele desperta o melhor em mim. Eu amo isso. ― Isso, linda ― murmurou, trilhando beijos na minha orelha, descendo pelo pescoço, ombro. Liquefiz-me em seus braços. ― Gostosa pra cacete! ― rosnou no meu ouvido outra vez e me girou de frente. Seus olhos estavam fumegantes no jogo de luzes. Apoiou uma mão nas minhas costas e levou a outra para minha coxa direita, puxando-a bruscamente para seu quadril. Assustei-me quando me arrastou como num passo de Tango. Sorriu safado, cavando mais embaixo, direto na minha vagina. Cristo! Ele estava mesmo dando um maldito show. ― Arqueie para trás, baby ― disse num tom apertado. Seu pau duro ameaçava atravessar as camadas de roupas. Pisquei incerta com as minhas mãos cravadas em seus bíceps. ― Vai, Mel. Isso, assim. Linda, porra! ― rosnou quando inclinei como mandou. Nossas pélvis se alinharam perfeitamente e ele nos moveu devagar, torturantemente devagar numa fricção indecente e deliciosa. Puxou-me de volta e nossas bocas ofegaram uma na outra, nossos olhares nos fodendo. Sim, um show completo. A música encerrou e continuamos lá enquanto assovios, vaias e palmas enchiam o local. Caramba! Eu definitivamente devo ingerir margaritas mais devagar, porque não me sinto nem um pouco envergonhada e era para estar. ― Seu homem, baby? ― Liam sussurrou, rouco, sexy, enquanto puxava o zíper do meu vestido bem devagar. Ele veio para cima de mim assim que entramos na suíte. Nossa dança indecente nos manteve ligados todo o trajeto. Ele não me tocou, nem beijou na limusine. Disse que precisava

esperar porque ele não queria sair de dentro de mim uma vez que entrasse. Minha calcinha foi completamente destruída quando disse isso, lançando-me seu olhar e sorrisos sacanas. Ele adora me provocar o tempo todo. É tão convencido, arrogante, lindo, gostoso. Oh, Deus. Não faltam adjetivos. ― Sua mulher, baby? ― provoquei de volta. Ainda me sentindo encorajada pelo álcool. Meu vestido deslizou pelo meu corpo numa carícia deliciosa. Gemi. O riso lento e presunçoso curvou sua boca e ele fechou as mãos em meus seios. Arqueei as costas desavergonhada. ― Pode apostar que sim, porra! ― grunhiu, puxando os mamilos. Abaixou-se na minha frente e seus dedos engancharam nas laterais da minha calcinha. Foi descendo-a lentamente pelas minhas coxas e eu estava pingando. Riu baixinho ao ver meu estado. Lambeu meu clitóris e estremeci, me firmando em seus ombros. ― Prometo cuidar da minha bocetinha linda mais tarde, mas agora eu preciso me afundar nela, baby ― rosnou, metendo dois dedos bem fundo. ― Ohh! Sim! ― miei fora de mim. Ele riu do meu desespero e se levantou, todo macho, grande e cheiroso. ― Tire a minha roupa, Mel ― pediu e eu o despi com mãos trêmulas e ansiosas. Oh, Deus. Eu simplesmente não tenho o suficiente dele. O quero o tempo todo. Estou definitivamente arruinada para outros. Seus olhos piscaram nos meus quando ficamos ambos nus, ofegantes. Vi algo profundo e quente neles, quando desceram num passeio lento pelo meu corpo e subiram para meu rosto. ― Linda demais ― murmurou quase para si mesmo e me levantou nos braços. Sua boca deliciosa tomou a minha num beijo erótico, potente e eu corria o risco de alagar a cama agora. Deitou-me com cuidado e veio entre minhas coxas. O abracei com as pernas automaticamente, minha respiração em suspenso, sentindo-o deslizar seu pau entre minhas dobras muito escorregadias, enquanto seus lábios macios e quentes sugavam, lambiam meus seios. Ele ficou assim, torturando-me até que não aguentei e meu corpo ondulou num orgasmo inesperado. Choraminguei. Riu contra meus seios, o som presunçoso, convencido. Ah, Cristo! Isso foi humilhante. ― Você é tão sensível, baby. Eu amo ver você gozando. Linda pra caralho!

Eu ainda estremecia quando o senti se alinhando em minha vulva. Seu rosto veio para cima a poucos centímetros do meu. Ele adora me comer assim, me olhando, escravizando-me com esses olhos incrivelmente lindos. Um riso predador se abriu em sua boca ao mesmo tempo em que me puxou pelos ombros e meteu com força, rasgando todo o caminho dentro de mim. Gememos alto em harmonia. Puxou tudo e bateu de volta. Soltei um miado cheio de luxúria, absorvendo cada centímetro dele dentro de mim. ― Oh! Mel... Baby... ― gemeu na minha boca. ― Parece que vou morrer se não estiver dentro de você. ― Oh! Sim, baby... ― lamentei de volta, enquanto me fodia duro, sem dó, seu rosto contorcido de prazer. ― Parece que vou morrer se você não estiver dentro de mim. ― Gostosa, porra! ― continuou metendo fundo, batendo no meu útero em estocadas impiedosas e eu estava me encaminhando para outro orgasmo. Ele rastejou, ficando quase de joelhos e minha bunda levantou da cama, meu canal tomando-o absurdamente fundo. ― Eu nunca senti nada assim na minha vida, Mel. Nunca, porra! ― Deus! Eu também não, Liam! ― choraminguei, deixando-o me comer furioso, batendo incansavelmente dentro de mim. ― Você é tão incrível, baby ― gani, sentindo a familiar onda quente invadindo meu ventre numa corrida para a vagina. Arqueei, ele percebeu e gemeu alto estocando com mais força, nossos corpos já suados e ofegantes. Explodi num gozo arrebatador, apertando-o em meu canal, gritando seu nome de novo e de novo, lágrimas turvando minha visão. ― Ohhh! Mel... Estou gozando baby! ― deu um rugido gutural e ondulou dentro de mim. ― Porraaaaaa! ― os jatos escaldantes me inundaram, aumentando os tremores do meu corpo com o prazer de seu esperma me enchendo. Oh, Deus! Definitivamente arruinada. Foi meu único pensamento coerente, antes de a sua boca exigente comer a minha enquanto ainda grunhíamos nos últimos resquícios do gozo. O ritmo do seu quadril foi diminuindo e cortou o beijo alguns instantes depois. Nossos peitos ainda subiam. Os olhos azuis se abriram e fixaram nos meus. Aquela expressão

profunda e quente que vi antes dele me trazer para a cama estava lá de novo. Suas mãos vieram para minhas faces, deslizando suavemente. Miei me derretendo com seu carinho. ― Eu te amo, baby ― sussurrou na minha boca. Oh. Meu. Deus. Ele, ele disse mesmo isso? Ele provavelmente vai me fazer ter um ataque cardíaco por dizer essas coisas inesperadas e lindas para mim. Estou hiperventilando aqui! O álcool acaba de evaporar do meu sistema! ― Eu acho que sempre te amei ― sim, mulher morre aos trinta e cinco anos após receber declaração de amor inesperada do seu namorado rockstar. Nossa Senhora. Acariciei seus ombros amplos e firmes, não desviando meu olhar do seu. Eu sei que a parte sensata do meu cérebro quer que eu vá com calma, mas Deus! Olhem só para esse homem, não dá para ir com calma. ― Eu também te amo, baby ― as palavras deixaram meus lábios direto para os seus. Ainda estávamos conectados, ele completamente enterrado em mim e eu soube que isso era certo. Sei que vamos ter muitos percalços pelo caminho, mas eu vou fazer isso. Eu vou. ― Eu também acho que sempre amei ― ele riu, lindo, parecendo emocionado e me beijou de novo. Foi diferente, mais urgente, como se quiséssemos confirmar nossas palavras. Rimos, roçamos nossos narizes, beijamos de novo. Nos lambendo, nos comendo lascivamente e nosso fogo se acendeu outra vez... ― Então, você está feliz com o trabalho que faz na Portela? ― ele perguntou do nada, enquanto devorávamos morangos na cama, depois da segunda rodada. ― Hum, sim ― franzi o cenho. ― Por que a pergunta? ― ele riu levemente, um brilho misterioso nos olhos azuis. Ele estava aprontando algo. Estreitei meu olhar. ― Vamos, superstar ― provoquei, deslizando meu pé pela coxa musculosa até a virilha. Levantou uma sobrancelha, sacana e pegou meu pé, mordiscando os dedos. ― Eu tenho algumas ideias, Mel ― murmurou, ficando sério, mas ainda brincando com meu pé e panturrilha. Ele tem uma coisa com panturrilhas, já percebi. ― Estou criando minha própria gravadora. ― Sério? ― inquiri, empolgada. A imprensa ainda não sabe disso. Eu não ouvi nada em nenhum

lugar. ― Isso é maravilhoso, baby ― sussurrei, meu peito se enchendo de orgulho dele. Ele riu meio encabulado como se não fosse o astro mais quente e talentoso do momento. Há momentos em que ainda vejo o garoto por quem me apaixonei há dez anos. Sim, estou aceitando isso. Eu me apaixonei por Liam Stone há dez anos. ― Sim, é ― concordou, fazendo uma trilha de beijos pelo meu pé. ― E eu quero você comigo. Quero que esteja do meu lado nesse projeto ― havia algo mais em seu olhar, não parecia estar falando só da gravadora. ― Liam... Como vamos fazer isso, baby? ― me vi obrigada a apontar o óbvio. ― Você mora em LA e eu aqui. Como vamos fazer isso? ― pronto. Falei e meu peito se comprimiu esperando uma resposta. Ele me olhou por longos segundos e disse baixinho: ― Eu quero que venha comigo para LA, baby. Eu quero você e o Chay comigo ― parei de respirar. Meu Jesus Cristo! Ok, mulher morre aos trinta e cinco anos...

CAPÍTULO OITO Melissa ― Boa aula, meu bebê ― sussurrei, dando um selinho nos lábios de Chay. Greg o estava esperando do lado do Range Rover. Eu estou ainda tão deslumbrada com esse lado superprotetor do Liam. Ele tem mandado Greg praticamente todos os dias para levar o Chay na escola. ― Mãe, não sou mais um bebê ― meu pequeno torceu os lábios. ― O tio Liam me chama de homenzinho. Eu gosto ― não contive um riso bobo se abrindo no meu rosto. Chay estava tão encantado pelo tio. Nós não tivemos mesmo qualquer chance diante do charme arrebatador de Liam Stone. ― Oh, tudo bem, homenzinho ― murmurei sorrindo, beijando-o de novo. ― Vá. Eu te amo, meu

amor. ― Eu também te amo, mamãe ― disse-me e correu, descendo as escadas. Greg o recebeu com um enorme sorriso e o chamou de homenzinho antes de abrir a porta traseira para ele. Chay me olhou todo orgulhoso e entrou no carro. Liam e eu voltamos de São Paulo ontem a noite. Meu coração salta, descompassado ao lembrar como foi perfeito. Nunca vou me acostumar a acordar ao lado dele. Sua mão possessiva sobre meus seios. Estou toda dolorida da sua posse dura, exigente. Cada vez que me toma é como se fosse a primeira. Ele é tão vigoroso, jovem, intenso e eu estou irrevogavelmente perdida nele. Ah, Cristo! Ele disse que me ama. Eu também disse que o amo. E ainda tem a sua proposta de me levar para LA. Liam Stone é um trem desgovernado vindo em minha direção, e eu não tenho forças para evitar a colisão. Ele vai me matar com tanta coisa bonita que diz para mim, e também de sexo. Nunca tive tantos orgasmos na minha vida. Não contive um riso ao voltar para dentro de casa. Meu celular tocou. Era uma chamada do meu pai. Sorrio e atendendo: ― Oi, pai. ― Oi, filha. ― sua voz amorosa soou do outro lado. ― Muito ocupada para ligar para seu velho? ― sorrio da sua queixa. ― Não seja rabugento, seu Pedro Nogue ― Nogue é abreviatura de Nogueira. Ele achou melhor assim para um nome artístico. Subo a escada para o meu quarto. ― Liguei não tem nem dois dias. Quando chega? ― ele estava em Madri numa exposição na última quinzena. Ele riu ricamente. Amo o bom humor do meu pai. ― Chegarei na próxima semana ― ele sussurrou e ouvi uma voz feminina por perto. Devia ser o sabor do mês. Ironizei-o. ― Então, você e um certo rockstar? ― fez a pergunta que nós dois sabíamos ser o motivo da ligação. Fotos minhas e de Liam na nossa dança ousada na boate em São Paulo já haviam ganhado os principais sites de fofocas pelo mundo. Não restava mais nenhuma dúvida sobre o teor do nosso relacionamento.

― Sim, eu, hum, estou envolvida com o Liam ― murmurei. Ainda era estranho admitir isso em voz alta. ― Estamos juntos ― silêncio. ― Você sempre teve uma queda por aquele garoto, não é, Mel? ― riu suavemente. ― Só me prometa que vai devagar, filha. Os jornais estão cheios de fotos de vocês e isso me preocupa. Liam Stone tem um estilo de vida diferente do seu ― suspirei. ― Eu sei, pai. Acredite, eu sei. Mas não pude resistir. Liam é... ― me sentei na cama. ― Essa coisa entre nós sempre foi muito intensa e... ― Shhhh, não estou julgando você, meu amor ― garantiu. ― Só estou pedindo que vá devagar, porque ele é um astro da música mundial e isso pode pesar entre vocês em algum momento ― ele suspirou. ― Você está feliz, querida? Vamos deixar essa rabugice de pai de lado ― sorrio. Esse era o meu pai. ― Se estiver feliz é o que conta para seu pai. Eu estou feliz? Oh, Deus! Absurdamente feliz. Ainda receosa, mas feliz. ― Estou, pai. Ele me faz muito feliz ― sorrio da minha empolgação. ― Sei que parece louco porque só têm exatos sete dias que estamos juntos, mas sinto como se fosse certo, entende? ― Sim, querida ― senti uma nostalgia em sua voz. ― Você se esquece de que eu e sua mãe nos casamos apenas um mês depois de nos conhecermos? ― Não. Essa ainda é a minha história de amor favorita ― sorrio levemente. ― A minha também ― ele murmurou. Meu pai ainda era claramente ligado à minha mãe, mesmo depois de tanto tempo da sua morte. Acho que nunca vai se relacionar seriamente de novo. ― Amor, eu liguei para saber de você e o rockstar, mas também ando preocupado com Sara e esse seu noivado interminável ― ele pareceu um pouco irritado agora. Eu também estava preocupada. Já tem três anos que André pediu a mão de Sara, após um namoro conturbado de idas e vindas. Eles se conhecem desde o final da adolescência e namoram desde então. Às vezes penso que minha irmã já não o ama mais, apenas se acomodou no relacionamento. Disso eu entendo perfeitamente. Fiz a mesma coisa com Raul.

― Eu também estou receosa, pai. Sara tem andado meio estranha ultimamente ― franzi o cenho ao me lembrar de algo importante. Eu não vi André, seu noivo no último mês. ― Vou conversar com ela e te coloco a par. ― Certo, filha. E nosso pequeno Chay? ― riu com seu humor característico. ― Como ele tem lidado com um novo homem em sua vida? Sorri e me pus a falar das proezas de Liam Stone para conquistar o Chay. Meu pai deu boas gargalhadas. Ele sempre foi assim, aberto. Sempre falou sobre qualquer assunto comigo e Sara. Nunca tivemos segredos para ele. Não podíamos ter pedido por um pai melhor. ― Eu te amo, querida. Cuide-se ― disse amoroso quando nos despedimos, depois de quase uma hora. ― Também te amo, pai. Cuide-se também ― murmurei de volta. Ouvi vozes alteradas pelo corredor e no instante seguinte a porta do meu quarto foi escancarada. Levantei-me da cama imediatamente. A pessoa que estava na minha frente era alguém que soube que me procuraria em breve. Lúcia Portela, minha sogra. Ela era elegante, morena, de olhos escuros e frios. Eu só via emoção neles quando fitava Raul e claro, Chay. Era uma mulher amarga, infeliz e que fez muitas pessoas infelizes, principalmente Liam. Avançou para mim, o corpo esguio, um porte de dona do mundo que sempre detestei. ― Desculpe, senhora, ela insistiu em subir ― Maria se desculpou, aflita. ― Tudo bem, Maria ― tranquilizei-a. ― Pode nos deixar a sós ― ela saiu fechando a porta. Lúcia andou devagar pelo quarto. Seus cabelos negros presos num coque apertado que sempre a deixou mais austera. ― Então, você se transformou na mais nova puta de Liam Stone ― não era uma pergunta. Seus olhos frios e cruéis me analisaram de cima a baixo, torceu os lábios em escárnio. ― Não tão nova, não é? ― Ouça, Lúcia, se veio aqui para me ofender, pode voltar pelo mesmo caminho ― rangi os

dentes. Houve um tempo em que me submeti a tudo que essa mulher quis. Eu busquei desesperadamente sua aprovação, mas ela nunca veio. Ela sempre odiou o fato do seu queridinho ter me escolhido dentre tantas. Sempre fez questão de esfregar na minha cara os casos de meu marido. Eu me odeio por ter suportado tanta humilhação por tanto tempo. ― Você já leu os sites de fofocas, querida? ― ergueu uma sobrancelha bem feita. ― Você é apontada como o sabor do momento para o astro do rock. Não sei o que se passa na sua cabeça de vento, mas não posso acreditar que está pensando em levar isso adiante. Liam é só um garoto comparado a você. Ele vai se cansar rapidamente e passar para pastos mais verdes, se é que me entende ― completou com um riso irônico. ― Saia. Eu não me importo com o que você ou a imprensa diz a meu respeito ― andei em direção a porta, abrindo-a. Ela riu, um pouco surpresa pelo meu arroubo. Andou até mim, encarando-me bem próxima. ― Estão dizendo também que vocês tiveram um caso nas costas do meu Raul ― seus olhos brilharam com ódio. ― Eu não duvido nada. Sempre vi a maneira que o bastardinho olhava para você. Ele sempre quis tudo que era do irmão. Roubou o amor do pai e não satisfeito, quis a mulher dele. ― Isso é pura especulação. Raul nunca mereceu minha lealdade, mas ele a teve mesmo assim ― falei entre dentes. ― Eu nunca fiz nada que o desonrasse, ao contrário dele e você sabe muito bem disso. ― É, talvez nunca tenha feito na prática, querida ― torceu os lábios cinicamente. ― Olhe-me nos olhos e diga que nunca encorajou o bastardo. Que não gostava de ser desejada. Que não trocava olhares furtivos e desavergonhados com ele o tempo todo! Ok, isso me ferveu o sangue. Sou adulta, viúva. Não vou negar nada. Envolvo-me com quem eu quiser. Bradei: ― Quer saber a verdade? Eu sempre o quis! Ele me tratava com mais respeito do que meu próprio

marido! Eu o desejei desde o primeiro momento em que nos vimos! Seu semblante foi invadido pela cólera. ― Vadia! Ordinária! ― rosnou na minha cara. ― Vou sorrir muito quando ele meter o pé no seu traseiro velho! Você é só uma fantasia para ele. Não tem visto as notícias de Liam Stone nos últimos anos? Ele tem as mulheres mais lindas à disposição ― ajeitou a bolsa sobre o ombro e riu com maldade. ― Lindas e jovens. Assim que passar a novidade da cunhada proibida, ele vai sair tão rápido quanto entrou, querida. Eu estava muito puta agora. ― Vai ter valido a pena. Ele me faz feliz de uma forma que seu querido Raul jamais sonhou em fazer ― sua mão cortou o ar com um destino certo, mas fui mais rápida e a parei antes de tocar meu rosto. Meu corpo tremia de ódio dessa mulher. Apertei seu pulso e torci. Ela gemeu de dor. Eu nunca tive tanta vontade de espancar alguém na minha vida. ― Quem você pensa que é para levantar a mão para mim? ― sibilei e pela primeira vez, vi receio em seu semblante. ― Eu só não a proíbo de vir na minha casa por causa do Chay, mas se não se mantiver fora das minhas coisas e vou fazer isso. O bastardo do seu filho me humilhou por anos! Anos, porra! ― perdi de vez a compostura. ― Eu não preciso aturar uma mulher amarga que passou pela vida apenas causando dor nas pessoas que a rodeiam ― soltei-a e a empurrei para fora do meu quarto. ― Saia. Agora! Seus olhos brilhavam com lágrimas de ódio e ela esticou a coluna, tomando o corredor sem mais palavras. Fechei a porta e me encostei-me a ela, tentando recobrar o controle. Eu quase nunca me descontrolo assim, mas as palavras venenosas que saíram de sua boca me machucaram muito. Ela deu um golpe certeiro nas minhas inseguranças. Eu quero acreditar no que vejo naqueles incríveis olhos azuis, no que sinto quando estou com ele, mas sou apenas humana. Não dá para simplesmente ignorar todas as nossas diferenças. Não é só uma questão de idade. Ah, Deus. Gemi, me dirigindo para o banheiro. Essa bruxa velha conseguiu estragar meu bom humor. Liam me ligou mais tarde avisando que ia almoçar com Rodrigo. Parece que eu não sou a única e

enfrentar os Portela hoje. Pelo seu tom levemente irritado ele não estava feliz com a atenção do irmão. Rodrigo não o hostilizava como os outros, mas era ausente, distante do irmão mais novo. Isso o fazia tão culpado quanto Lúcia e Raul. Sei que Liam se sente desconfortável na presença dele. Meu coração doeu pelo garoto que foi obrigado a crescer no seio de uma família que nunca o aceitou. Mas ouvir sua voz sexy me fez bem. No final ele, já estava mais animado, inclusive murmurando coisas sujas para mim. Eu amo esse seu jeito safado, sacana. Disse-me que veria algumas coisas da gravadora com seu escritório de LA e que Greg me buscaria no final da tarde para irmos juntos recepcionar seus companheiros da banda. Eles estão chegando hoje. Isso me deixa um pouco apreensiva. Ao mesmo tempo em que quero conhecer a banda, sinto que isso vai alterar nossa rotina. Temos sido só nós dois e está tão bom. Eles são meio loucos. Tenho acompanhado as notícias sobre cada um deles na mídia. Espero que possamos nos dar bem. Sei o quanto Liam ama a banda e seus companheiros. Eles cresceram juntos, alcançaram o sucesso juntos. É nítido o vínculo forte entre eles. Ok, admito, estou tensa, principalmente com a questão da idade. Eles têm praticamente a idade do Liam e se eles me acharem velha? Se me ridicularizarem? Oh, Deus. Acho que eu nunca me sentirei segura nessa relação. Isso é mesmo uma merda. No final da tarde, quando cheguei com Chay da natação, Greg já me aguardava. Ele nos cumprimentou com um sorriso largo. Eu gosto dele. Parece sério em outros momentos, mas sempre me cumprimenta com um riso no rosto. Talvez faça isso com todas as mulheres da vida do seu chefe. Esse pensamento minou um pouco minha simpatia por ele. Cristo! Eu vou pirar se continuar assim. Recriminei-me. Avisei que só ia trocar de roupa e Chay ficou lá todo animado conversando com ele. Meu pequeno parece tão à vontade. É incrível como baixou a guarda com tudo que diz respeito a Liam. Mas ele é só uma criança. Não consegue ver todas as implicações. Certo, fim dos pensamentos depreciativos. Um riso se abriu nos meus lábios. Acho que estou precisando da minha dose diária de Liam Stone. Ele me deixou em casa ontem e disse que não seria egoísta, me deixaria curtir meu pequeno. Ele é tão malditamente atencioso. Eu me apaixonei mais naquele momento. Não quero nem

pensar em como estarei no final do mês. As palavras do meu pai voltaram na minha mente: você esqueceu que eu e sua mãe nos casamos apenas um mês depois de nos conhecermos? Isso é loucura. De onde veio isso? Greg me informou que Liam ainda estava no cômodo que usou para seu escritório no terceiro piso. Eu sentia meu estômago dar cambalhotas à medida que subia as escadas. Meu corpo todo louco de saudades dele. Isso é tão insano. Eu o vi ontem à noite e nos falamos hoje por quase uma hora ao telefone. Não era para eu estar assim. Respirei fundo quando parei na porta entreaberta. Já ia bater, mas me detive quando ouvi sua voz um tanto irritada: ― Eu não quero saber o que vai fazer! Você vai contornar a merda! É para isso que é pago. Muito bem pago, porra! ― Uau! Com quem estava falando? ― Só volte a me ligar com uma boa notícia, ok? ― disse num tom definitivo. Afastei-me um pouco da porta. Eu nunca o tinha visto tão zangado. Respirei de novo e bati um tanto relutante. ― Entre ― sua voz foi mais calma. ― Eu, hum, desculpe. Se estiver ocupado... ― balbuciei entrando, me mantendo parada ainda segurando o trinco. Ele estava de frente para as portas de vidro que também davam para o terceiro terraço. Seu corpo grande emanava tensão. Ele estava lindo, no entanto. Virou-se lentamente para mim e eu pude ver a mudança no seu semblante. A tensão se foi. Os olhos azuis se iluminaram e ele sorriu aquele riso lindo, sem vergonha, que deixa meus joelhos moles. ― Baby... ― murmurou vindo devagar até o meio da sala. Seu olhar me bebendo avidamente como o meu a ele. Usava uma camiseta branca e calça jeans surrada. Seria bem básico para qualquer outra pessoa, mas não para Liam Stone. Nele ficava devastadoramente sexy. Senti-me arrumada demais nos meus saltos, saia executiva e blusa de seda azul. Ele parece ter lido meu pensamento, pois os cantos da boca subiram de novo, enquanto seus olhos fumegavam em mim, me deixando instantaneamente molhada e ofegante. ― Tranque a porta, Mel ― seu tom rouco, cheio de tesão fez meus mamilos arrepiarem. Fiz o que me mandou e não sei como se moveu tão rápido, mas no segundo seguinte estava me prendendo contra a porta, suas mãos apertando minha cintura do jeito que já me é

familiar. ― Senti sua falta, baby ― gemeu chupando meu lábio inferior. ― Eu também, baby ― O enlacei pelo pescoço, inalando seu cheiro delicioso. Nossos olhares se devoravam descaradamente. ― Diga-me o quanto ― suas mãos desceram para minha bunda e cravaram na carne, me alinhando com seu pau muito duro e eu tremi, minha calcinha alagando completamente. Gemi luxuriosa. Riu baixinho da minha necessidade. ― Diga, Mel. Fale o quanto estava louca para me ver. Foda! Você cheira tão bem, baby ― grunhiu descendo o nariz para meu pescoço. ― É impossível te ver e não querer afundar meu pau imediatamente em seu corpo. ― Oh! Liam... ― convulsionei quando seus lábios quentes chuparam o ponto que ele sabe que me excita. Sorriu contra a minha pele. Safado! ― Muito, baby. Estava louca para ver você ― admiti e sua boca subiu pelo meu queixo. Pousou os olhos incrivelmente azuis nos meus e saqueou-me, faminto. O beijei de volta com a mesma ânsia. Ele grunhia, puxando-me, amassando minha bunda grosseiramente. Como sempre acontecia conosco, um beijo era o prelúdio sexual. Nos comemos, chupando, lambendo nossas línguas, gemendo cheios de tesão. Logo estava levantando a minha saia, descendo a calcinha, como se tivesse ficado muito tempo longe de mim e não apenas um dia. Gritei quando meteu dois dedos na minha vulva encharcada. Sorriu, me provocando, girando o polegar no meu clitóris. Líquidos jorravam sem controle em seus dedos. Quando estava no limite, ele abriu a calça numa rapidez espantosa e me levantou, me empalando sem dó até o cabo em seu pau enorme. Gritamos os dois. ― Cacete! Tão gostosa... ― rosnou chupando, mordendo meu pescoço. ― Eu amo saber que você é minha agora ― grunhiu estocando fundo, levantando minha bunda e abaixando para tomar seu pau todo, me rasgando em golpes bruscos. ― Que posso te comer sempre que eu quiser ― mordeu meu ombro. Choraminguei, meu corpo ondulou se aproximando do orgasmo. Minhas pernas estavam firmemente agarradas a sua cintura, deixando-o me rasgar sem trégua, me comendo enfurecido. Quando girou o quadril, suas veias inchadas tocavam meus nervos mais recônditos, eu quebrei

gritando, gemendo, num gozo alucinante. Seus lábios vieram para os meus outra vez, os olhos azuis perfurando os meus. ― Isso, goze, minha safada! Goze, porra! Molhe todo o meu pau! ― rugiu e meteu mais forte, violentando-me sem dó. Meu corpo todo tremia de êxtase, minha vagina ainda explodindo em fogo líquido. Seu pau inchou, sua respiração ficou mais rápida, carregada. ― Oh! Porra! Nunca me acostumo com essa sensação, Mel! Gostosa demais! Gostosa... Amo te encher de porra! Vou gozar, baby! Ohhhh! Ahhhhhhhhhhhh! ― gritou muito alto, como se precisasse extravasar enquanto atirava seu esperma quente dentro de mim. Viramos uma confusão de gemidos e ofegos. Beijou-me avidamente, ainda estocando duro, profundo. Continuamos dançando até nos acalmarmos. Apenas leves espasmos percorriam nossos corpos. ― Deus! Tão perfeita, baby... ― sussurrou entre beijos. ― Eu precisava sentir você assim, apertando meu pau. ― murmurou e detectei algo em seu tom. Uma sombra passou fugazmente pelo seu olhar. ― Dia ruim? ― sussurrei em seus lábios, minhas mãos correndo por seus ombros largos. Seus músculos enrijeceram sob meus dedos. Ele suspirou e riu levemente, me dando pequenos selinhos. ― Algo como isso, baby ― disse. Ok, aparentemente ele não vai me dizer o que o deixou tão chateado a ponto de partir para cima de mim como um touro faminto. Não que esteja reclamando, claro. ― O que importa é que você está aqui comigo agora ― riu, puxando meus lábios com os dentes, obviamente tentando me distrair. ― Que delícia... ― gemeu, moendo o quadril. Gemi também e o apertei em meu canal. Ele riu mais, safado, pulsando dentro de mim em resposta. ― Safada. Linda. Deliciosa ― ronronou. Ah! Cristo! Sua voz baixa, rouca, seu olhar incrível estão me excitando de novo. Sorrio, apertando-o mais. Gemeu lascivamente, moendo mais um pouco. Saiu de mim devagar e protestamos com a perda do contato. ― Vem, vamos nos recompor para encontrar aqueles cães sarnentos ― ele tinha um riso na voz. Certo. Ele não ia me dizer mesmo. Estava encerrando o assunto com seu bom humor habitual. Cerca de cinquenta minutos depois, estávamos a postos no aeroporto Tom Jobin. Oh. Meu. Deus. Minha boca caiu aberta. Se Sara estivesse aqui estaria dizendo: puta merda! Minha Nossa Senhora

dos homens gostosos! Um a um eles foram descendo do jato. Elijah veio na frente. Um riso largo se abriu na boca carnuda e ele tirou os óculos escuros assim que parou à nossa frente. Caramba! Ele era quente. Muito quente. Os olhos verdes pousaram em Liam e brilharam alegres. ― Ei, irmão! ― Liam o saudou e os dois deram um abraço, batendo forte nas costas um do outro. Eles realmente se gostavam, era visível em suas fisionomias. ― Quero que conheça uma pessoa ― seu braço enrolou outra vez possessivamente em minha cintura. ― Uau! Cara, você não brincou quando disse que ela é linda ― Elijah deu um assovio baixo, um riso provocador se abrindo na boca sensual. ― Sou Elijah, baby. É um prazer finalmente conhecê-la ― murmurou, pegando minha mão direita, mas antes que a levasse aos lábios, Liam rosnou, puxando minha mão. Elijah gargalhou. Não havia sedução em seus gestos. Ele, claramente, estava provocando o amigo. Eu sorri baixinho. ― Wow! Estamos possessivos, não é? Liam me puxou para sua frente, me fazendo sentir sua ereção contra a minha bunda. O homem vive excitado. Caramba! Assim fica difícil. Tive que segurar um gemido. O cretino riu perverso na minha orelha e sussurrou: ― Assim que acomodarmos esses cães sarnentos, vou arrastar você para o meu quarto ― chupou levemente o lóbulo e eu tive que lutar bravamente para não esfregar minha bunda na sua gigante ereção. Mordi os lábios. Sua risada zombadora desceu pela minha coluna indo se instalar na vagina. Pinguei. ― Quero deixar logo bem claro sobre nós, baby. Todos saberão que você é minha. Que você está embaixo de mim o tempo todo ― bufei com seu discurso de homem das cavernas, mas não consegui segurar o gemido, juntando as coxas. Riu mais alto e me bateu na bunda. Elijah levantou uma sobrancelha, o olhar brilhando malicioso. Quase rolei os olhos, porque só faltava Liam mijar à minha volta. Os outros se acercaram de nós e seu corpo pareceu tenso, me apertou mais junto a si. Eu não tenho ideia do por que ele tem que parecer meu dono diante da banda. Está agindo como se eles fossem pular em cima de mim. O que é isso? Liam

Os caras se aproximaram e eu me senti ridiculamente possessivo. Não quero que esses pervertidos tenham a ideia errada sobre Mel. Ela é minha. Só minha. Sei que ela está provavelmente intrigada com minha postura de neandertal. Mas não há nenhuma maneira no inferno desses bastardos ficarem de gracinhas com a minha mulher. Stone mantenha a compostura, sua mocinha! Você está babando por causa de uma única boceta? A voz muito, muito irritante no meu cérebro me esnobou. Ela não é só uma boceta, porra! Quantas vezes vou ter que dizer? Uh! Nervosinho, hein? ― Uau! Stone, você se deu bem, cara ― Collin assobiou baixo, os olhos brilhando de malícia na direção de Mel. Cerrei a mandíbula. Ele e Sean são os mais bastardos e pervertidos. ― A doce Mel parece mesmo muito doce ― mordeu o lábio inferior, gemendo sugestivamente. Gargalhou quando me viu apertar mais a cintura delicada. Filho da puta! ― Cale a boca, idiota! ― rosnei, enquanto ele vinha me abraçar. Baguncei seu cabelo. Ele detesta isso. É o mais novo da banda e nós sempre o zoamos. ― Usou esse tempo para aprender a tocar direito? ― provoquei-o. Os outros riram comigo. ― Vai se foder, imbecil! ― ele me mostrou o dedo do meio. Mel riu suavemente. Beijei seus cabelos. ― Sou Collin, doce Mel ― o bastardo ronronou, se inclinando para beijá-la no rosto. O empurrei. Mais risos ecoaram. Paul e Sean se aproximaram. Nós nos abraçamos. ― Cara, tenho que concordar com o idiota ali ― Sean disse rindo sacana. ― Mas a deixe respirar ou vai sufocá-la, seu paspalho! ― desviou os olhos para ela que sorria lindamente. Eu acho que talvez, apenas talvez a estava sufocando mesmo. Relaxei meu braço em sua cintura. Ela suspirou. Cristo! Senti-me meio ridículo. ― Encantado, sou Sean ― ele não fez menção de beijá-la apenas pegou sua mão, mas os olhos correram por ela brilhando maliciosos. Revirei os olhos. ― Esqueça esses idiotas, baby ― Paul, sorriu estendendo a mão para Mel. Ele é o mais sensato, no entanto, também não confiaria nele sozinho com a minha mulher. ― Sou Paul. É um prazer conhecer a doce Mel, finalmente. Esse idiota aqui fala sobre você desde que tinha dezoito anos ― que porra é essa?

― Muito obrigado, idiota boca grande! ― rosnei. Mel sorriu mais e beijou minha bochecha. Um beijo tão suave que quase gemi na frente deles. Porra! Estou realmente fodido, louco por essa mulher. Eu não disse, Stone? A voz soou de novo. Silenciei-a imediatamente. ― Disponha ― riu se divertindo às minhas custas. ― Quando ele fica bêbado é pior ― Elijah acrescentou, me provocando também. Bastardos traidores, filhos da puta, cães sarnentos! ― É um prazer conhecê-los também ― Mel falou ainda rindo. Eu acho que eles gostaram dela. Meu medo é que gostem demais... Eu não quero ter que chutar as bundas desses cães desprezíveis. Principalmente porque esses idiotas são a minha família. ― Sou assessora da Portela Entretenimentos e vou cuidar da banda até sua apresentação no Rock in Rio ― acrescentou, toda profissional. Enchi-me de orgulho dela e meu maldito pau estava louco, cutucando sua bundinha firme. Ele se recusou a baixar depois que a comi desesperado contra a porta. A merda estava vindo de novo na minha direção, e eu me afoguei no seu corpo gostoso para afastar tudo da minha mente. Ela deve ter percebido que algo estava errado, mas foi delicada o suficiente para não me encher de perguntas. Eu apreciei isso. Ela é perfeita, porra! ― Vou adorar seus cuidados, baby ― Collin ronronou de novo. Eu vou arrancar a cabeça desse bastardo! ― Pode cortar a merda, idiota! Sem essa de baby. Isso vale para todos ― rosnei. Eles riram. Estão obviamente adorando me ver caído por uma boceta. ― Eu e Melissa estamos namorando ― suas bocas caíram em choque, menos Elijah, é claro. Ele sabia de tudo. Bem, quase tudo. ― Portanto, mãos fora. Comentários espertinhos também não serão permitidos com a minha garota ― dessa vez foi ela quem deu uma risadinha. ― Liam, baby... ― murmurou, revirando os olhos. Então, os bastardos gargalharam segurando suas barrigas. Liam, baby. Imitaram o tom da Mel. Ótimo. Os idiotas me zoariam pela próxima década. Eu bufei, mas em seguida acabei rindo com eles. Cães sarnentos!

Quando entramos na cobertura, Nat já nos aguardava. Pulou na cintura de Elijah e ele comeu sua boca sem cerimônias. Os caras assoviaram e disseram palavrões, enquanto os dois se comiam na nossa frente. ― Há quartos por toda a maldita casa! Procurem um, porra! ― rangi os dentes. Mel estava meio sem graça do meu lado. Elijah andou em direção às escadas. Nat virou na nossa direção, os olhos brilharam com despeito para Mel e eu soube que viria alguma merda a seguir. ― Oh, olá, Melissa ― disse e com um sorriso diabólico acrescentou: ― Sei que nos estranhamos no começo, mas estou feliz que você vai me ajudar a cuidar dos assuntos da banda. Eles me cansam muito... ― deu uma piscada maliciosa para mim e senti Melissa se retesar. Oh! Merda! Cadela linguaruda do caralho! Collin, Sean e Paul se dirigiram para eles. Elijah os parou rosnando: ― Não. Depois ― eles deram de ombros e voltaram se estendendo nos estofados, colocando as botas na mesinha de centro. ― Stone, então, onde conseguimos algumas bocetas? ― Collin, riu maliciosamente, ajeitando seu volume na calça. Porra! Mel havia corado com o linguajar e gesto grosseiro do bastardo. ― Oh, desculpe, bab... Mel. Vai ser difícil nos acostumar com uma dama de verdade à nossa volta ― riu, sendo seguido pelos outros dois cães pulguentos. ― Hum, Greg e Mat podem ajudar com isso ― falei me sentindo desconfortável. Eu podia sentir os olhos amendoados sobre mim. Merda. Isso vai ser difícil. Nossa bolha foi estourada. Nosso idílio acabou. Os caras vão chocá-la o tempo todo. Só espero que ela não queira correr de novo, porque não importa quão longe ela vá, eu não vou deixá-la escapar. Não dessa vez. ― Baby, sei que eles parecem assustadores. Certo, eles são assustadores, mas são meus irmãos. Eu os amo ― falei assim que entramos no meu quarto no terceiro piso. Ela andou nervosamente e parou, me encarando, sua postura tensa. ― O que foi aquilo lá embaixo? A banda transa com a Nat? ― sua pergunta direta me fez estacar

a poucos centímetros dela. ― Digo, toda a banda? ― estreitou os olhos amendoados em mim, não me deixando escapatória. Suspirei e assenti. ― Sim, nós transamos ― seu semblante empalideceu, os olhos brilhando muito. Merda! Apresseime em consertar meu erro. ― No meu caso, é passado. Eu nem gosto dela para ser sincero. ― Por que transava com ela então? ― inquiriu, numa voz muito calma, mas seus olhos estavam inflamados, me atirando punhais. Segurei um riso. Gostei de vê-la com ciúmes de mim. ― É coisa de homem, baby ― passei as mãos pelos cabelos. Ela bufou desdenhosa. ― É estúpido, mas era assim. Ela sempre esteve ali, era alívio fácil ― venci a distância entre nós e a puxei pela cintura. ― Por que estamos falando sobre a puta da Nat? Ela não é nada para mim, Mel. Só não a demiti ainda porque Elijah tem uma queda por ela, como deve ter percebido ― arquejou quando moí meu pau duro em sua pélvis. Prendi seu olhar, meus lábios descendo bem próximos da boquinha linda. ― Antes de você, nenhuma mulher me deixou assim, de pau duro todo o maldito tempo ― Desci as mãos para sua bunda, amassando a carne firme. Gemeu quando deslizei os dedos pela sua fenda. ― Nenhuma me fez gozar tão duro e gostoso. Você me viciou, baby. ― Liam, baby... ― miou quando desci o zíper da sua saia bem devagar. ― Eu não vou fazer o que ela faz. Eu não vou ser mais uma vadia da banda. Eu... ― havia um toque de aflição em seu tom. ― Ei, shhhh ― silenciei-a, segurando suas faces e a fiz me encarar. ― Eu jamais faria isso com você, Mel. Tá me ouvindo? Jamais, baby. Você é minha mulher. Só minha ― ela assentiu, abrindo um riso ainda meio assustado. ― Eles não tocarão você. Nenhum outro homem tocará você. Entende o que estou dizendo? ― assentiu de novo. ― Você é minha. Só minha ― repeti e tomei sua boca num beijo lento, gostoso, seduzindo-a com minha língua e dentes. Livrei-a livrei da blusa e sutiã e enchi as mãos nos peitos suculentos. Gemeu, se esfregando mais em mim, arqueando as costas. ― Só eu posso foder você. Só eu, baby ― Chupei sua língua com fome e levantei sua bunda. Ela me abraçou com as pernas, friccionando a boceta quente e melada direto no meu pau. Dei um tapa forte em sua bunda e a levei para a cama. Levei horas adorando, tomando seu corpo, não deixando nenhuma

dúvida do quanto eu a quero. Tombamos exaustos depois da segunda rodada. Ela se aconchegou no meu peito, ganindo baixinho. Não demorou a adormecer. Suspirei, relaxado, saciado, feliz. Cacete! Gozei como um louco em seu cuzinho apertado. Ela já parece desfrutar do sexo anal tanto quanto eu. Safada, gostosa demais e eu a amo. Parece louco, mas eu amo essa mulher. Estamos os dois tentando ignorar o grande elefante na sala depois que ambos admitimos nossos sentimentos e eu fiz a proposta. Mas não há como negar. Está escrito nas nossas caras quando vemos o outro. Isso é intenso demais para ser só sexo e eu vou fazer tudo, absolutamente tudo, para tê-la comigo em LA. Saí para o terraço alguns instantes depois. Elijah estava lá deitado numa das espreguiçadeiras, a fumaça do seu cigarro saindo em espirais da sua boca. Parecia um tanto irritado. ― Nat? ― indaguei, deitando-me na outra perto dele. Eu já sabia a resposta. ― Com os outros ― torceu os lábios e levou a cerveja à boca. Suspirou depois de um grande gole. ― Estou cansado dessa merda ― rosnou. Ficamos em silêncio, depois de um tempo me encarou. ― Então, é sério mesmo esse lance com a doce Mel? ― riu levemente. ― Sim, é ― afirmei, tirando uma tragada do meu cigarro. ― Parece cedo, mas eu a quero comigo ― me analisou por um momento. ― E Selena? A gravadora não vai facilitar, irmão. Sabe disso, não é? ― disse, franzindo o cenho. ― Era só um acordo para ela vender seus discos ― bufei, tomando um gole da minha cerveja. ― Já cumpri a minha parte. ― Você não tinha que foder com ela como parte do acordo. Mas você fez. Corrija-me se eu estiver errado, mas dois dias antes de vir para o Brasil você tinha o pau dentro dela. ― Ah, pelo amor de Deus! ― exasperei-me. ― Ela é linda, gostosa e eu comi. Foi só isso. Nada mais ― dei outra tragada longa. Apontei as portas do meu quarto. ― A mulher que está lá, dormindo na minha cama, é a única que me importa. Eu a amo e não vou abrir mão dela por nada, irmão. ― Wow! Isso é novo para mim ― ele riu esmagando seu cigarro no cinzeiro. ― Quer, por favor,

fazer uma rápida atualização? ― Eu vou levá-la comigo para LA depois do Rock in Rio ― soltei, tomando um grande gole. Ele ficou lá me olhando como se tivesse crescido duas cabeças em mim. ― E como vai fazer isso? Ela não se parece com uma maria guitarra que se contenta em apenas estar perto para uma foda conveniente ― ele é muito perspicaz. Sorrio. ― Não, ela não é ― esmaguei meu cigarro no cinzeiro e o encarei. O que vou dizer agora vai assustá-lo pra caralho. ― Encontrá-la depois de tanto tempo mexeu comigo, irmão. Eu sempre achei que fosse sexo essa loucura que toma conta de mim quando a vejo. Mas não é só isso. Parece que estive adormecido e só agora volto à vida. ― Tem certeza que isso não tem a ver com o que aconteceu no último semestre? ― inquiriu sério. Estremeci. Lembrar-me dessa parte da minha vida ainda me assusta. ― Sim, pode ser ― assenti. ― Mas é mais que isso. É ela. É tudo sobre ela. Quando ela pousa os olhos em mim, eu em sinto forte, invencível e malditamente apaixonado. Mel nasceu para ser minha, irmão. Não importa se ela foi um pouco apressada e nasceu antes de mim. ― Eu vejo. Seu estilo de vida é brutalmente diferente do dela. Tem consciência disso, não é? ― me disse sério. ― Sim, eu sei, mas quero tentar. Eu tenho até o Rock in Rio para convencê-la ― ele levantou uma sobrancelha inquisitiva, seu semblante antecipando minhas próximas palavras. ― Vou me casar com ela, irmã

CAPÍTULO NOVE Liam Saí do banheiro e fiquei parado extasiado, olhando-a ainda adormecida na cama. Meus olhos

bebendo cada detalhe dela. O lençol havia escorregado, deixando os peitos lindos e suculentos à mostra. Minha boca salivou e meu pau sofreu um espasmo. Ela se remexeu, gemendo. O lençol escorregou completamente, deixando-a deliciosamente nua diante de mim. Aproximei-me da borda da cama. Os olhos amendoados se abrem devagar e um riso sonolento se espalha em seu rosto. Sorrio também, todo o meu corpo se aquecendo com a forma como está me olhando agora. ― Bom dia, linda ― sussurrei, me deitando do seu lado. ― Humm, bom dia ― gemeu. ― Você estava aí me olhando dormir? Isso não parece justo ― riu entre tímida e travessa. ― É uma coisa de homem, baby ― sorrio, me apoiando em um cotovelo e deslizando minha mão pela sua barriguinha plana. Ela estremece. ― Adoro te ver dormindo na minha cama, especialmente depois que tive você gemendo no meu pau a noite inteira ― ronrono, abaixando minha boca para a sua, beijando-a lento, gostoso. Ela eleva os braços rodeando meu pescoço e me deixa saqueá-la. ― Então? ― digo, entre beijos. ― Ainda quer correr para as montanhas? ― provoco e ela sorri na minha boca. ― Não, superstar. Não depois de... Você sabe... A noite inteira ― seu riso sacana vai direto ao meu pau e gemo com seu atrevimento. ― Safada! Gostosa ― chupo seu lábio inferior. ― É bom que não queira ir para as montanhas, porque tenho muitas habilidades, mas escalar não é uma delas, baby ― seu sorriso amplia e suas mãos deslizam para os lados do meu rosto num toque suave. Nossos olhares se prendem e eu simplesmente não posso segurar a enormidade de tudo que sinto por essa mulher. ― Eu te amo ― digo, segurando seu olhar. Ela suspira e seus olhos amolecem com minhas palavras. Sei que ela acha que é cedo, mas não é. Isso esteve guardado dentro de nós por malditos dez anos. ― Eu também te amo, baby ― sussurra de volta e eu sei, nesse exato momento, que não importa o que aconteça, porque muita merda vem por aí, eu não vou abrir mão dela. Nunca me senti tão vivo, tão pleno como quando estou com ela assim, em meus braços, em minha cama. ― Isso é tão louco,

Liam. Estamos apenas no oitavo dia. ― Eu sei, mas é certo, Mel ― não resisti a provocá-la. ― E você vai se cansar de contar, pois ficaremos juntos por muito, muito tempo, baby ― deu-me um meio sorriso. ― Me diz que vai ficar do meu lado firme e forte mesmo quando as coisas ficarem loucas ― sua expressão nublou um pouco, mas preciso ser o mais realista possível e prepará-la. ― Você está certa quando diz que nossos estilos de vida são muito diferentes. Eles são, mas eu quero você na minha vida. Eu quero você permanentemente. Isso não é uma aventura para mim. Já tive muita diversão e fiz muitas merdas com tudo que o sucesso me trouxe ― ela franziu o cenho, intrigada com meu pequeno discurso. ― Eu quero tentar pela primeira vez na minha vida, um relacionamento em longo prazo. E isso é só porque é você, baby. Eu não faria isso com outra. Eu nunca quis isso com ninguém mais ― pauso um instante olhando-a intensamente, traçando o contorno da sua boca. ― Você tem o meu amor. Promete que vai ficar do meu lado, não importa o que aconteça? Ela me analisou por um longo momento antes de responder. Eu sei que estou pedindo muito, principalmente, quando não estou sendo totalmente honesto sobre as coisas que certamente virão em nossa direção. No entanto, preciso dela cem por cento comigo. Sem dúvidas, sem receios, sem julgamentos. Minha. ― Eu vou tentar, baby ― garante, seu tom suave aliviando meu tormento interno. ― Prometo que vou dar o melhor de mim. ― Perfeito. Especialmente essa última parte ― ronronei, sorrindo sacana. Ela corou se dando conta do duplo sentido. Eu ri mais. Ela me deu um tapa no ombro. ― Oh, você entendeu o que eu disse, espertinho ― reclamou, mas jogou a cabeça para trás gargalhando. Eu amo esse som. ― Eu vou ter que fazer aulas de lutas marciais combinadas ― disse ficando séria. Cerrei o cenho em confusão. ― Porque vou ter que chutar muitas bundas de marias guitarras ao longo do caminho, superstar ― esclareceu torcendo o narizinho arrebitado. Gargalhei. Ela me deu outro tapa. ― E vou chutar a sua também, caso não consiga se comportar, baby ― seu

tom foi enganosamente suave. Rolei por cima dela, me forçando entre suas coxas. Ela gemeu quando me esfreguei lascivamente em sua boceta quente. ― Você fica tão sexy quando está brava, baby ― sussurrei em seu ouvido, chupando, mordiscando o lóbulo. Ri baixinho com seu gemido lamurioso. ― Eu adoraria ficar aqui na cama com você o dia todo, mas aqueles bastardos já devem estar lá embaixo bagunçando toda a casa ― Ela gemeu mais alto quando beijei seus seios e deslizei de cima dela. Me ajustei sob a bermuda. Seus olhos correram para o volume do meu pau muito acordado e faminto, sempre faminto por ela. Meu riso se espalhou, safado, perverso. ― Prometo compensá-la mais tarde. ― Promessas, promessas... ― disse num tom sedutor e isso me fez querer atormentá-la mais um pouco. ― Você ainda está cheia da minha porra, baby ― ela resfolegou, seu rosto corando levemente. ― Continue me tentando assim e vou montar você o dia todo. Não será capaz de andar por uma semana ― Ela juntou as coxas, gemendo baixinho. Gargalhei. Ela me jogou um travesseiro. ― Vamos, levante esse rabo gostoso daí. Você quer que eu espere para descermos juntos? ― Seu semblante ficou sério. ― Oh, isso seria bom ― disse arrastando-se pela cama. Levantou-se, indo em direção ao banheiro. Amo que ela não tenha vergonha de mostrar seu corpo para mim. ― Eles são ótimos caras, baby ― disse às suas costas. ― Você vai gostar deles quando os conhecer melhor ― sei que ela ainda está meio reticente com a banda. ― Sim, eles podem ser realmente loucos, mas isso não altera a essência deles ― Ela parou na porta do banheiro e se virou para mim e eu corri meu olhar faminto por todo o corpo delicioso. Porra! Ajustei-me de novo. Ela riu, descaradamente. ― Eu estou bem com isso, baby. Relaxe ― garantiu, mas seus olhos estreitaram em mim, acrescentando: ― Basta manter o seu pau longe da cadela loira e não teremos nenhum problema como eu arrancar suas bolas, por exemplo ― um riso lento, se espalhou em minha boca.

― Sim, senhora ― ronronei. ― Algo mais? ― ela riu meneando a cabeça, seus mamilos ficaram eriçados. ― Você é safado e gostoso demais para seu próprio bem, superstar ― murmurou e me deu as costas, usando mais influência nos quadris. Porra! Meu pau tomou a decisão por mim e quando percebi, já estava entrando no banheiro atrás dela. Os cães sarnentos podem esperar... Descemos quarenta minutos depois. Todos já se encontravam sentados na ilha da cozinha. Elijah havia feito suas famosas panquecas, pelo visto. Eles estavam de bermudas, embora tenham esquecido as malditas camisas. Nat entrou vindo do terraço. Usava um biquíni vermelho. Olhou-nos com desdém e foi em direção ao freezer. ― Bom dia ― Mel sussurrou. Eu puxei suas costas para a minha frente, beijando seus cabelos. ― Bom dia! ― disseram todos em uníssono, menos a cadela da Nat, é claro. Puta. ― Ohhh! Liam! Baby! Me foda! Isso! Mais duro, baby! ― Collin fez uma imitação grosseira da voz da Mel, seu sorriso malicioso mordendo as orelhas. Bastardo! Ele nos ouviu no banho. Ela ficou rígida em meus braços. ― Desculpe, Stone, sua garota é muito vocal. Eu não pude deixar de ouvir quando passava pela porta de vocês mais cedo ― rangi os dentes para ele. ― Ignore esse idiota, baby ― falei, nos encaminhando para sentarmos nos últimos bancos disponíveis. ― Ele está se roendo porque não teve o privilégio de ter uma boceta no café da manhã ― Collin bufou e todos riram dele. Mel pareceu relaxar, abrindo um riso ainda meio envergonhado. ― Relaxe, amor. Eles não mordem. São só um bando de bastardos e vão continuar provocando se perceberem que está desconfortável ― sussurrei em seu ouvido. Ela assentiu e me beijou levemente nos lábios. ― Isso, ignore esse cão sarnento, querida ― Elijah pôs dois pratos na nossa frente. ― Usei um recheio especial na sua ― informou, dando uma piscadinha para Mel. ― Obrigada, Elijah. ― ela murmurou. ― Que ingrediente? ― Mel, querida ― disse me olhando arrogante. Bufei. Chutei-me mentalmente por não ter feito

isso para ela antes. ― Oh, isso foi muito gentil. Obrigada ― ela agradeceu num tom muito doce. Quero socar a cara desse bastardo abusado agora. ― Disponha ― ele ronronou, claramente me provocando. ― Relaxe, Stone. Depois do show dessa manhã não temos nenhuma dúvida que a doce Mel está na sua, irmão ― deu-me uma piscadela sem vergonha. Ok, acho que não fomos muito silenciosos mesmo. Nós nunca somos. Abri um riso arrogante concordando. ― Quem diria que a doce Mel podia gritar tão alto, né? ― Nat sorriu irônica, dando uma mordida no ombro de Elijah. Ele deu um tapa em sua bunda magra e ela gemeu pornograficamente. Cadela! ― Guarde suas merdas para si mesma, Nat ― rosnei. Mel pousou a mão em meu antebraço e me deu uma piscadinha. Fiquei confuso. ― Querida, não é uma celulite bem aí? ― Mel apontou o traseiro de Nat. Um risinho diabólico tomando seu rosto. ― O quê? Eu não tenho celulite, sua louca! ― Nat grasnou, o olhar atirando punhais na direção de Mel, mas não resistiu e se virou conferindo o traseiro no biquíni vermelho que usava. Não contive um riso. Porra! Minha doce Mel pode ser azeda também. Menina má. Adoro isso. ― Você é uma menina muito má, baby ― murmurei em sua orelha, puxando o lóbulo entre os dentes. Seu corpo estremeceu. ― Você ainda não viu nada, superstar ― ronronou, sexy pra cacete. O burburinho na cozinha diminuiu. Os bastardos obviamente estavam agora assistindo nossa interação. Posso sentir cinco pares de olhos curiosos sobre nós. ― Boa jogada. Isso me deixou com um tesão do caralho. De novo ― sorrio, sacana, ajustando meu pau dentro da bermuda. ― Nesse momento, quero esquecer que esses bastardos estão aqui tomando todo o espaço da cozinha. Só quero jogar sua bunda gostosa em cima desse balcão e te foder sem sentido ― ela corou, mas arfou um gemido lascivo escapando da boquinha linda em resposta.

― Não se detenham por nossa causa, Stone ― a voz provocadora de Elijah soou. ― Odiaríamos interromper a rotina de vocês ― os outros riram junto com ele. Cães pulguentos! ― Estamos totalmente bem com isso. Vá em frente, irmão. Faça o que tem que ser feito. Mel sorri, colando nossas bocas. Ela tinha um brilho atrevido nos olhos. ― Eu adoraria isso, baby ― disse, lambendo meus lábios. ― Porra! ― Sean murmurou. ― Caralho! ― Paul o seguiu. ― Jesus! ― Elijah, disse sorrindo baixinho. ― Isso é uma injustiça, Stone ― Collin lamentou. ― Por que você sempre fica com as melhores? Diga-me doce Mel ― desviamos nossos olhares para ele, sorrindo cúmplices. Eu acho que ela acabou e ganhar esses bastardos. Perfeita pra caralho! Pare de babar, Stone. A voz intrometida na minha mente deu o ar da graça. Foda-se! Eu a amo, ok? Mocinha! — Não tem uma prima, uma irmã assim, linda e com todo o respeito, Stone ― o idiota riu para mim. ― Gostosa pra caralho? ― completou e eu ficaria bravo, mas acabei rindo. Mel riu também. ― Sim, eu tenho uma irmã, Collin ― ela respondeu e o tarado abriu um riso cheio de dentes. ― Mas ela é noiva. Sinto muito ― acrescentou e riu mais da cara de decepção que ele fez. ― Isso mesmo. Sara é noiva ― falei, encarando cada um. ― Ela é fã da banda e vou trazê-la aqui em algum momento, mas já estão avisados, mãos fora. Eles bufaram ao mesmo tempo. ― Certo, porque você nunca desejou a mulher do próximo, não é, irmão? ― Elijah zombou. Uma onda de gargalhadas explodiu e eu rosnei. Mel estava rindo também quando a encarei. Ela se entrosou rápido demais com esses cães! Sou louco por essa mulher. Ah, pelo amor de Deus, Stone. A voz tentou, mas eu a sufoquei quando tomei a boquinha linda na minha frente num beijo pra lá de empolgado. Assovios e vaias encheram a cozinha, enquanto nos devorávamos sem cerimônias. Há! Perfeita! Provoquei meu subconsciente. Se você diz, Stone...

― Ah, Cristo! Eu não disse ― Collin reclamou de novo. ― Você sempre pega a melhor. Muita sacanagem. Eu vou para a piscina. Quem me acompanha? ― Um a um, eles foram deixando o cômodo, então separei nossas bocas. Ela riu linda, provocante, seu rosto corado. ― Tão exibicionista, Stone ― ronronou, imitando os caras, mordiscando meu queixo. Ri safado e a puxei para o meu colo. ― Você também, baby ― murmurei. ― Gosto de você assim, atrevida, safada ― movi sua bunda no meu grande soldado sempre pronto para servir... ― Você é má influência para mim, superstar ― riu cortando um pedaço da sua panqueca e trazendo para a minha boca. Elijah cozinha bem pra caralho. A massa derreteu na minha boca, o líquido doce espalhando na minha língua. ― Eu provavelmente chutaria a bunda daquele idiota, se ele não cozinhasse tão bem ― ela gargalhou e cortou outro pedaço para si. ― Eu vou almoçar com os caras e dar um passeio com eles pelos principais pontos turísticos. Quer vir conosco? ― Vá curtir seus amigos, baby. Vou almoçar com Chay e Sara ― me disse enfiando mais um pedaço na minha boca. Porra! Eu nunca me imaginei tão caído por uma mulher antes. Esse clima íntimo, gostoso que construímos em tão pouco tempo, me dá cada vez mais a certeza de que ela nasceu para ser minha. Jamais fiz essas merdas românticas com outra. Eu nunca quis essa melação toda. Mas com ela é só... Certo. Malditamente certo. ― Ok. À tarde vou mandar Greg buscar o homenzinho para ficar um tempo comigo ― os olhos amendoados amolecem, apreciando meu gesto. ― Quero apresentá-lo aos caras. Eles vão adorar nosso pequeno falador ― ri e ela me beijou suavemente. ― Eu te amo, baby ― sussurrou em meus lábios. Meu coração quase saltou do peito. Era a primeira vez que falava isso por iniciativa própria. Segurei seu rosto de cada lado e a fiz me encarar. ― Eu te amo também ― acariciei seu gordo lábio inferior. ― Então, ainda estou esperando aquela resposta, sabe? ― ela se fez de inocente. Rosnei. Ela riu. ― Você vai comigo para LA?

― Vamos com calma, garoto do rock ― provocou-me. Dei um tapa em sua bunda. Gemeu indecente. ― Um dia de cada vez. ― Você vai, baby. Eu sei que vai ― ronronei, mordendo seu queixo e descendo pelo pescoço. Ela bufou. ― Muito arrogante? ― Muito confiante ― ri contra sua pele, lambendo em seguida. Ela estremeceu. ― Estou contando com a minha habilidade para convencê-la. Você parece ter dificuldades em dizer não para mim. ― Definitivamente arrogante ― riu, mudando de posição no meu colo, montando-me. Gemi. Apertei sua cintura e desci as mãos cravando em sua bundinha dura. Arquejou, sentindo meu pau em toda a sua glória. Sorri sem vergonha. ― Definitivamente confiante ― nossos olhares se fixaram por alguns instantes antes que nossas bocas se encontrassem em outro beijo lascivo. Tive a impressão que estávamos selando o acordo. Melissa Eu acho que posso estourar de tanta felicidade. Liam Stone virou-me do lado do avesso. Ele está vencendo persistentemente cada uma das minhas defesas. Saí da cobertura já perto das onze. Não, não ficamos nos comendo esse tempo todo. Trabalhamos depois do café da manhã. Liam é declaradamente o cérebro por trás da DragonFly. Ele está atento a toda e qualquer movimentação envolvendo a banda. Repassei com ele ponto a ponto do próximo compromisso, uma apresentação no Centro de Eventos Fiergs em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Ele está tão empolgado de se apresentar com a banda em seu país. Eu tive que segurar minha baba em diversos momentos, porque não importa o quanto eu tenho desse homem, ou o quanto ele me mostre que me quer. Ele é lindo de morrer e eu acho que sempre vou me sentir assim, meio ridícula perto dele. Ele foi profissional a maior parte do tempo. Quis saber desde a logística até a comida servida no camarim. Despedimo-nos com um beijo incendiário e escapei logo do escritório antes que ele decidisse me pregar na porta

como no dia anterior. ― Então, já resolveu tudo sobre a viagem para Porto Alegre? ― a voz da cadela loira me fez virar em sua direção. Eu já estava quase na saída. Não tive coragem de ir até a piscina me despedir deles. Tenho até medo de pensar no que todos estavam fazendo com ela. Isso ainda é chocante para mim. ― Sim. Está tudo certo ― respondi, conseguindo soar neutra. Seus olhos acinzentados se estreitaram em fendas correndo desdenhosamente por mim. ― Você acha mesmo que pode prendê-lo? ― indagou, andando devagar até parar na minha frente. ― É muito bonita, admito, mas é... Velha ― torceu os lábios ironicamente. Meu sangue zumbiu nos ouvidos. ― Não velha, velha, mas velha para ele. Virei-me em direção à porta. Ela agarrou meu braço com força. Dei-lhe um solavanco e ela se afastou, os olhos faiscando. ― Oh, eu toquei no ponto fraco, não foi? ― Vá para o inferno, vadia! ― sibilei. ― Vá trepar com a banda. Parece que é só essa a sua função aqui ― ela riu odiosamente. ― Eu trabalhei duro por esses caras! ― rosnou. ― Eu me doei para a banda. Não vou deixar que uma vaca velha me tire do meu posto. Aproveite enquanto pode, querida. Liam logo voltará a me foder como sempre fez ― eu trinquei os dentes, resistindo à vontade de meter a mão na sua cara. ― Eu acho que não, querida ― disse com toda a calma que consegui reunir. ― Se contente com os outros. Fique longe do Liam ou terá problemas. ― É uma ameaça? ― Um aviso ― sibilei. ― Por enquanto ― completei e me virei de novo, abrindo a porta. ― Você acha que o conhece, não é? ― ela prosseguiu às minhas costas. ― Esse bom moço que está com você não é o verdadeiro Liam Stone. Ele é exatamente como os outros, querida. Ele gosta de variedade. É só uma questão de tempo e vai ficar entediado. É só um aviso também ― avancei e

saí, deixando-a com seu veneno. Cadela dos infernos! É óbvio que está querendo me provocar por puro despeito. Não vou cair no seu joguinho. No começo da tarde fui à Portela e Rodrigo me chamou à sua sala. Tive que ouvir mais uma vez todos os riscos que envolvem minha relação com o astro mundial do rock. Honestamente, estou cansada disso. Por que todos insistem em se preocupar com a minha vida? Não fui grosseira, mas disse-lhe que sou adulta, viúva e Liam é solteiro. E que estou definitivamente assumindo os riscos. Ele ainda pareceu preocupado quando deixei sua sala. Mas vou dar esse crédito à Liam e tudo que sinto desde que voltou para a minha vida. Não preciso de mais gente me dizendo que sou mais velha e que ele vai se entediar logo de mim. Passei o resto da tarde com Sara. Ela teve folga do trabalho. Sara é Relações Públicas em uma grande multinacional. É linda, independente. Merece um grande cara que a ame como merece. Não é porque é minha irmã, mas ela é a melhor pessoa que conheço, depois do meu pai. Não somos apenas irmãs, somos amigas. Ela sabe tudo da minha vida e eu sei tudo sobre a dela. Bom, ultimamente acho que não tem me atualizado sobre seu conturbado noivado. ― André tem sido um cuzão nos últimos meses ― disse-me com uma expressão enfezada quando a questionei sobre o noivado. Não pude deixar de sorrir do seu linguajar. Ela é assim, desbocada. ― Defina cuzão, maninha ― disse enquanto aplicava mais uma camada de rímel. Ela riu, revirando os olhos, se olhando no espelho do meu closet. Estamos nos arrumando para ir à cobertura. Liam me ligou no final da tarde avisando que os caras decidiram fazer uma pequena reunião à noite. Por reunião entendo festa. Já assessorei outras bandas de rock e sei bem como funciona. Mas estou com receio desta. As palavras da vadia loira, ainda queimam no meu cérebro. Mesmo que eu não queira considerar as merdas que saíram da sua boca, eu sei que Liam vem se contendo de alguma forma nesses dias em que estamos juntos. Ele não se parece em nada com o rockstar festeiro e mulherengo retratado pela mídia desde que a banda alcançou o sucesso. Eu quero estar com ele e vou continuar do seu lado como me pediu hoje cedo, mas não serei idiota de achar que ele é sempre

assim, pacífico, contido. ― Por cuzão entendo um cara que prioriza o trabalho, negligenciando sua noiva que ele cozinha por três anos do caralho! ― disse, a irritação clara em sua voz. ― Você já falou com ele sobre isso? Sobre como se sente com esse noivado interminável? ― encarei-a. ― Sim, mas ele vem sempre com as mesmas desculpas ― rolou os olhos de novo. ― Que não se sente à minha altura. Que quer subir na empresa para me oferecer a vida que eu mereço ― terminou com um bufo. Isso parecia uma desculpa bem fraca, na verdade. ― Ele está se juntando a nós hoje? ― quis saber aplicando o gloss. ― Sim, depois de mais uma de suas longas reuniões ― disse alisando seu vestido negro esvoaçante. ― Ele vai me ligar quando chegar lá. Mas não quero pensar nisso. Não quando estou prestes a conhecer a minha banda favorita ― deu um gritinho histérico de fã. Ri da sua empolgação. ― Então, já deu uma resposta para o rockstar mais quente do momento? ― Estamos caminhando para isso, Sara ― respondo, pegando minha carteira e saindo do closet. Ela me seguiu. ― Maninha, você é tão enigmática ― reclamou, rindo. ― Quando Liam Stone te convida para ir morar com ele em LA, você não tem muito o que pensar, querida. Você só aceita, entendeu? O cara pode ter qualquer mulher que quiser, mas ele quer você. Está completamente parado na sua. Só um cego não vê isso. ― Oh, ok, eu vou. Satisfeita? ― ela parou um instante me encarando deslumbrada, então se jogou sobre mim num abraço apertado. Ah Deus! Amo tanto essa maluquinha. ― Pronto, agora já pode me soltar. Vamos ver os rockstars mais quentes do momento ― me deu um sorriso brilhante quando me largou. ― Deus! Não vejo a hora ― exclamou antes de deixarmos o quarto. Nos despedimos do meu pequeno que estava na sala de game. Ele estava visivelmente cansado,

cochilando por cima dos controles. Chamei Maria para colocá-lo na cama. Chay havia chegado todo feliz no final da tarde. Os caras tinham causado uma boa impressão nele. Bombardeou-me com todas as coisas legais que fez com o tio Liam e sua banda. Jogaram bola na piscina. Jogou games com Elijah e Collin, e a lista seguiu. Liam ama aqueles loucos. Eu acho que não é à toa. Eles são gente boa, tirando as excentricidades como gostar de orgias, por exemplo. Isso era um conceito estranho para mim. Não vou me acostumar com isso, nunca. Entramos na cobertura e a batida violenta da música eletrônica nos saudou. Cristo! Eu acho que estou prestes a presenciar uma típica festa no estilo rockstar. Havia muitas pessoas espalhadas pela sala. E pasmem! Havia um DJ. Deus! Como ele contrataram um em tão pouco tempo? Revirei os olhos com a minha ingenuidade. Dinheiro. Se não bastasse dinheiro, fama. Eles têm os dois de sobra. Torci os lábios em desgosto porque a maioria dos presentes eram mulheres em minivestidos, colantes. Reconheci algumas jovens modelos e atrizes. Sara soltou uma exclamação parando do meu lado. Eu acho que ela está mais empolgada do que amedrontada. Eu? Bem, eu não sei definir o que estou sentindo. Só preciso encontrar o Liam no meio dessa babilônia. Enlacei o braço da minha irmã e nos dirigi por entre a massa de corpos bem ativa. Não havia sinal de ninguém da banda. Um nó começou a se formar no meu estômago. E se eles estavam em algum canto fodendo algumas dessas vadias muito bem-dispostas? Ah, Cristo. Não deixe que isso aconteça, porque meu coração não aguentaria mais traição. Já tive merda suficiente com o cretino do Raul. Saímos no primeiro terraço. Havia um monte de gente aqui também. ― Puta merda! ― Sara exclamou outra vez quando nos deparamos com a agitação dentro da piscina. Caramba! Isso aqui está parecendo uma gravação de American Pie. Garotas seminuas deslizavam pelas águas. Alguns poucos rapazes de sunga e corpos muito sarados também estavam lá dentro. Nos encaramos sem saber ao certo o que dizer. Então seu semblante se ilumina olhando sobre meus ombros e ela sorri. ― OMG! Astro do rock superquente às suas costas, maninha ― antes que me virasse, braços fortes enlaçaram minha cintura e me puxaram para um peito duro e muito familiar.

O cheiro embriagador do meu superstar favorito me incendiou os sentidos e deixei escapar uma risadinha. Seus lábios quentes e macios espalharam beijos pelo meu pescoço e ombro. ― Você parece boa o suficiente para comer, baby ― ronronou no meu ouvido e chupou o lóbulo, numa sucção indecente. Minha calcinha encharcou, e meu rosto ficou em chamas. Sara riu maliciosamente, se divertindo às minhas custas. Ele riu pecaminoso na minha orelha e apertou minha cintura, fazendo-me sentir sua ereção bem desperta contra a minha bunda. ― Hei, Sara. Que bom que veio ― ele a cumprimentou tranquilamente com um beijo na bochecha, como se não tivesse duro feito uma rocha, cavando no meu traseiro. Safado! Ela corou um pouco. Quase revirei os olhos. Aparentemente minha própria irmã não é imune ao charme de Liam Stone. Mas então seus olhos se dirigiram para algo atrás de nós e seu rosto adquiriu pelo menos uns dez tons de vermelho. ― Oh. Meu. Deus ― murmurou, a voz levemente trêmula, emocionada, típica de fã. ― Elijah! Liam, será que... ― balbuciou. ― Pode me apresentar à ele? Liam riu, certamente acostumado com esse tipo de reação aos membros da banda. ― É claro que sim ― assentiu e gritou sobre o ombro: ― Ei, idiota? ― Elijah parecia absorto encarando uma peituda na piscina. Ele piscou para ela, que sorriu ajustando a parte de cima do biquíni quase mostrando os bicos dos enormes seios. ― Elijah? ― Liam o chamou outra vez, e sua cabeça girou na nossa direção. Meus olhos voltaram para Sara. Meu peito se comprimiu ao ver sua expressão de desencantamento depois de ver seu rockstar favorito em plena ação num momento de safadeza escancarada. Ela estava pálida. Percebi Elijah chegando até nós, mas me mantive olhando para Sara, tentando dizer-lhe com os olhos que não deixasse claro seu desencanto por esse cretino. Isso mesmo, cretino! Solidariedade de irmãs. Nunca ouviram falar? Ele pode ter me feito a panqueca mais deliciosa, mas o odeio nesse momento por ter colocado essa expressão no rosto de Sara. Ela estava tão alegre, com tanta expectativa. ― Quero que conheça Sara, a irmã mais nova da Mel ― Liam falou e Eiljah encarou a minha irmã. E quando digo encarou, quero dizer ENCAROU mesmo. Seus olhos verdes beberam dela desavergonhadamente e os cantos da boca carnuda, posso dizer em

pensamentos porque Liam não vai me ouvir, sexy pra caramba, se curvaram num arremedo de sorriso. ― Prazer, baby ― ronronou, estendendo a mão. ― Sou Elijah como já deve saber ― completou com um riso arrogante de rockstar. Quase rolei os olhos. E Sara? Bem, ela não foi tão discreta, rolou os olhos e bufou, uma expressão entediada e desdenhosa tomando o seu rosto. Uau! Dale, maninha! Eu amo essa garota. ― Eu sou Sara, como já deve saber também ― disse um tanto ríspida, sacudindo sua mão efusivamente. Elijah franziu o cenho, obviamente intrigado por seu charme não ter funcionado. ― Na verdade, eu gostaria de conhecer Collin. Não leve a mal Liam e nem você, Elijah ― prosseguiu e foi a minha vez de franzir o cenho. Ela sempre foi louca pelo Eiljah. Que história é essa? ― Ele é o meu preferido ― completou. E só aí entendi. Boa jogada, mana! Disse-lhe com meu olhar quando me encarou, um riso brincando em sua boca. Danada! ― Eu posso apresentá-la aos outros ― Elijah ofereceu, passando a mão pelos cabelos, parecendo um tanto desconfortável. Eu quase tive pena dele, então me lembrei da sua interação com a vaca peituda. Homens... Antes que Sara respondesse, a vaca-mor chegou se pendurando em seu braço. ― Eli, vem dançar, baby ― Nat mugiu no ouvido de Elijah. ― Ah, oi, Melissa e... Quem é ela? ― disse sorrindo falsamente na minha direção e seus olhos se fixaram em Sara, que mais uma vez tinha uma expressão derrotada no rosto. Ah, Deus! Tadinha da minha irmã. Trazê-la hoje não foi uma boa ideia pelo visto. ― É Sara, irmã mais nova da Mel ― Elijah respondeu, mas seu olhar nunca deixou minha irmã nesse meio tempo. Uau! Eu podia sentir algo crepitando entre eles. Ele riu, sedutor, sexy, misterioso e falou diretamente para Sara: ― Vou mandar Collin até você, baby. Foi um prazer conhecê-la ― murmurou antes de se afastar com Nat a reboque. Quando estavam prestes a passar pelas portas para a sala, ele olhou por cima do ombro e deu uma piscadela travessa para minha irmã. Ok. Toda a banda tem um charme devastador. E se ele é tão sem vergonha, gostoso e persistente quanto seu líder, Sara não terá nenhuma chance. Não sei como me sinto sobre isso. Uma música da DragonFly soou abaixo

do barulho. ― Hum, é o meu celular ― ela explicou rindo tímida para Liam. ― Belo toque ― Liam sorriu. ― É André. Ele está na porta me esperando ― Sara informou ao ler a mensagem, já digitando em resposta. ― Vou buscá-lo e depois vamos circular. Obrigada por ter me convidado hoje, Liam. ― Não por isso, querida ― ela corou de novo. Cristo! ― Divirta-se, maninha! ― disse me soprando um beijo. ― Você também, irmãzinha ― joguei outro beijo de volta. ― Collin não é o preferido, não é? ― Liam quis saber me puxando de frente para ele. Meus braços foram automaticamente para seu pescoço. É incrível como parece que só há nós dois aqui. Tem uma bagunça à nossa volta, mas no instante em que nossos olhares se conectam, tudo o mais deixa de existir. Muito louco, muito intenso. Os olhos azuis brilham tomando conhecimento disso. Desse campo de força que nos mantém assim, querendo o outro o tempo todo. ― Não, não é ― sorri, respondendo a sua pergunta. ― Ela sempre teve uma coisa por Elijah. ― Eu percebi ― sussurrou, chupando meu lábio superior. Suas mãos cravam na minha cintura do jeito que ele gosta e deixa minhas pernas moles. Eu não sei explicar isso. É como uma reivindicação quando ele me pega assim. Eu adorei desde o primeiro momento que fez isso. Louco, né? Parece um gesto tão simples. ― E você? Por quem tem uma coisa? Gargalho, jogando minha cabeça para trás. Eu amo essa camaradagem fácil que estabelecemos entre nós. As provocações sensuais. Liam é todo sexual. Quase tudo que sai da sua linda boca tem duplo sentido, ou é escancaradamente sujo. Ele me excita. É injusto isso. O homem além de lindo, ainda é sedutor, safado e gostoso. Ah, minha nossa, muito gostoso. ― E se eu disser que Collin é o meu preferido também? ― ele rosna e me bate na bunda. Dou um gritinho surpreso. Perversão flameja no fundo da sua íris. ― Eu vou chutar a bunda do cão sarnento, e em seguida bater e foder seu rabo quente bem duro ―

gemi em sua boca. Um riso pingando sacanagem se espalhou em seus lábios. ― Isso te excita, não é? Me fale, minha safada ― deslizou a boca para minha orelha. Tremi, ofegando. ― Minha bocetinha gostosa já está toda molhadinha para mim? ― seu hálito quente causou arrepios em mim. Ele sorriu baixinho percebendo minha situação deplorável. ― Liam... ― gemi antes de ele tomar minha boca num beijo cinematográfico. Eu tenho certeza que somos a atração agora, porque o barulho em torno da piscina diminuiu sensivelmente. Ele é tão malditamente exibido. Mas estou amando. Amando que cada cadela aqui vai saber que ele é meu. Só meu. Liam me comeu nesse beijo como se estivéssemos sozinhos. Chupou avidamente a minha língua, enquanto gemíamos e nos esfregávamos discretamente. Uma das mãos na parte baixa das minhas costas deslizou por dentro do decote ousado do meu vestido e a outra segurou minha nuca, para me saquear à vontade. Minha nossa. Ele tem pegada. Separou nossas bocas depois de muito tempo. Estávamos arfando, lutando por ar. Abrimos os olhos e rimos cúmplices. ― Vem, baby ― me puxou rumo às portas para a sala. ― Vamos pegar uma bebida e depois dançar. A festa só está começando ― seu tom foi cheio de safadeza. Ri, enlaçando sua cintura e seguimos para dentro. Bom, vamos à festa! Uh! Só espero não me deparar com nenhuma cena degradante nas próximas horas.

CAPÍTULO DEZ Melissa Liam me enlaçou por trás e andamos assim, cortando caminho pela sala que parecia ainda mais lotada agora. Uau! De onde veio tanta gente? As mulheres iam abrindo risos melosos à medida que passávamos por elas. Eu não preciso me virar para saber que ele está sorrindo de volta daquele seu jeito rockstar, safado, sedutor. Arg! Vou ter que aprender urgentemente aquelas técnicas de artes

marciais combinadas. Ele deve ter sentido minha tensão porque seus braços me apertaram mais e ele enfiou o nariz na minha nuca, inalando profundamente. Derreti quando espalhou beijos quentes no meu ombro direito e foi subindo pelo pescoço. Riu baixinho, chupando o lóbulo da minha orelha. Tão deliciosamente safado. Sorri, enquanto nos aproximamos da bancada do bar, que milagrosamente foi esvaziando. Todos abriram espaço para o Sr. Astro do rock. Ele apenas sorri, acenando para as pessoas em volta. Isso é corriqueiro para ele. Todos querendo agradá-lo, ceder sua vez. As mulheres todas olhando-o, bebendo cada detalhe dele, loucas para ceder algo mais. Patéticas! Sim, eu preciso das artes marciais combinadas pra ontem! ― O que quer beber? ― levanta uma sobrancelha travessa para mim, quando nos sentamos nos bancos. ― Margaritas? Eu adorei você sob o efeito delas? ― me deu uma piscadinha sem vergonha. Rolei os olhos. É claro que ele gostou. Eu dancei completamente desinibida diante de duzentas pessoas. Eu ainda coro só de lembrar dos vídeos na internet. ― Está tentando me embriagar para chegar à minha calcinha, superstar? ― sussurrei em seu ouvido. Ele sorriu alto, mostrando os dentes brancos, certinhos. Deus! Ele está absurdamente gostoso hoje. O jeans escuro se esticando nas pernas fortes e a camisa cinza chumbo de mangas curtas delineando seu torso musculoso na proporção certa, deixando as tatuagens nos bíceps espreitarem para fora. Os cabelos eram aquela bagunça foda-me que é sua marca registrada. Liam não é de carregar nos trajes. Seu estilo é casual. Mas olhe só para ele, é óbvio que não precisa de muita coisa nesse quesito. Sua beleza é natural. Ele é lindo. Se já era bonito quando tinha dezoito, agora aos vinte oito, um homem em toda a sua glória, Liam Stone é a perfeição masculina. Sem exageros. Não é porque o amo loucamente, mas nunca vi um homem tão lindo, sexy e viril ao mesmo tempo. ― Baby, se eu preciso desse recurso, não devo estar trabalhando direito ― sussurrou de volta, mordendo meu pescoço. Gemi. Os olhos azuis zombaram de mim, brilhantes, ousados, safados. ― É isso? Eu não estou te fodendo direito? Hum? ― me desafiou, levantando uma sobrancelha pecaminosa. Minha calcinha molhou com seu tom, olhar e palavras sujas. Corri a língua pelos lábios.

Ele observou, e mordeu seu lábio inferior, fazendo uma cara sacana, me fazendo ofegar. ― Tão convencido, garoto do rock ― ele ri mais e me dá um beijinho no nariz. ― Eu acho que vou começar com cerveja. É a minha primeira vez em uma festa tipicamente rockstar ― eu zombei. Ele me deu um daqueles olhares que deixam minhas pernas moles e a calcinha úmida e pediu duas Buds para o barman. O cara que mais parece um modelo masculino, abriu rapidamente as garrafas e nos entregou. ― Haverá muitas, baby ― tocou sua cerveja na minha num brinde. Tomamos um gole. Seu olhar continuou me prendendo. A intensidade dele me fez quente imediatamente. ― Você estará comigo sempre. Aqui, em LA ou em qualquer parte do mundo ― ah Deus, ele me faz tão feliz quando diz essas coisas para mim. Nesses momentos não tenho nenhuma dúvida de que é isso que ele quer. Tocou minha face suavemente e deslizou a mão para a minha nuca. Curvamo-nos na direção do outro. ― Sabe por quê? ― meneei a cabeça. Ele riu arrogante. ― Você é minha. Meu pau e eu não conseguimos mais ficar sem você ― murmurou a poucos centímetros dos meus lábios. Eu apenas gemi antes de sua boca descer deliciosa e possessiva sobre a minha. Meus seios arrepiaram com a forma erótica que passou a chupar minha língua. Gemi em lamento quando ele encerrou o beijo cedo demais com um selinho comportado e separou nossos lábios. Abriu um riso perverso, voltando à sua posição original, apoiando os cotovelos na bancada. ― Arrogante ― bufei, tomando outro gole para esfriar um pouco. ― Confiante, amor ― disse, tomando um grande gole da sua garrafa. Seu olhar incrível bebendome como se eu fosse a coisa mais preciosa para ele. Eu derreti de novo. Ele é perfeito sendo possessivo, mas é simplesmente imbatível sendo fofo, apaixonado. Eu caí tão duramente por esse homem. Debrucei-me em sua direção e o beijei suavemente nos lábios. ― Sou louca por você ― sussurrei e seu olhar azul me consumiu, lindo, cheio de calor. Antes que eu percebesse, me arrastou para ele, me tirando do meu banco e me enfiando entre suas pernas. O burburinho à nossa volta era constante, a música uma batida alta, sexy.

― Também sou louco por você, baby ― murmurou na minha boca, suas mãos amaciando a carne nua das minhas costas numa preguiçosa tortura. Ele riu, percebendo que eu estava loucamente excitada. Ah, Cristo, eu amo esse seu jeito safado, totalmente desinibido de deus do rock. ― Amei esse decote ― seu riso ampliou ao sentir minha pele arrepiar. ― Você é sensual pra caralho, sabia disso? ― sussurrou na minha orelha, causando mais arrepios. Seu hálito quente reverberou na minha pele. O topo das minhas coxas acabam de ficar pegajosos. Minha nossa. ― Que bom que gostou ― congratulei-me por ter comprado o vestido vinho de alças finas, bemcomportado na frente, mas provocante nas costas. Eu o comprei para ele. Estou assim, nesse tipo de humor ultimamente. Apesar de todas as merdas alardeadas pela mídia, as provocações da bruxa e da vaca-mor, tudo some quando seu olhar pousa em mim. Ele me olha como se eu fosse o último copo d ´água no deserto e não pudesse esperar para me beber. E aí nada mais importa. Só eu e meu lindo deus do rock. ― Devo dizer que está absolutamente comestível esta noite, superstar ― provoquei, lambendo sua boca. Ele ofegou, um brilho pecaminoso, fumegante tomando sua íris. Já ia me afastar, mas ele me prendeu, enrolando um braço na minha cintura. Gemi, sentindo-me afogar em seu cheiro embriagador. A outra mão grande e morna deslizou pelas minhas costas nuas, parando na parte baixa, quase na bunda. Estava arfando, olhando a movimentação em nosso entorno. Algumas pessoas apontavam para nós, obviamente apreciando nossa interação despudorada. Outras se beijavam como se o mundo fosse acabar. Outros estavam quase fazendo sexo no meio da sala em danças pra lá de escandalosas. Caramba! A coisa começou a esquentar. ― Safada... Gostosa... ― rosnou na minha boca. ― Comporte-se ou vou ter que te foder antes de te levar para dançar ― ri, depositando minha cerveja na bancada e o abracei pelo pescoço. ― Humm, você é cruel com as minhas calcinhas, baby ― mordisquei seu queixo. ― Vivo molhada quando estou perto de você ― ele grunhiu e me deu uma palmada. Agarrou minha bunda com força, sem se importar com nossos espectadores. ― É justo, baby. Meu pau baba nas cuecas a cada visão sua ― caramba! Ele joga sujo. Seu riso

atrevido, malicioso se espalhou e eu estou tendo um momento difícil para não implorar que ele me leve e me foda antes de dançarmos. Será que me transformei numa vadia? Porque eu não me importo de estar aqui em público me esfregando nele, nos fodendo com nossos olhares. Eu jamais faria isso com outro. Eu acho que esse é o efeito Liam Stone. Devastador. Simplesmente devastador. Nossos olhares se sustentaram, rimos fazendo promessas sujas para mais tarde e nos beijamos. E mais uma vez, tudo sumiu. Esse foi mais lento, sensual, apenas para nos manter ligados. Cristo, ele beija bem. Eu poderia ficar horas só deixando-o foder minha boca, sim, porque é isso que meu lindo rockstar faz a cada vez que me beija. Nossas línguas dançaram devagar, se lambendo numa provocação gostosa. A mão da minha bunda amassou a carne com possessividade, me colando mais ao seu corpo firme, tonificado. Arquejei em seus lábios quando senti seu muito impressionante pau excitado contra a minha pélvis. Ah, Deus. Eu o quero tanto. ― Eu te quero tanto ― grunhiu na minha boca. Meu coração cantarolou, quase pulando para fora do peito ao ouvir de seus lábios o reflexo dos meus pensamentos. Sua voz rouca e linda me dizendo isso, me faz ter sonhos loucos com esse homem. Fazme querer ser dele para sempre. Estamos tão bem, tão à vontade um com o outro que dá até medo de que algo aconteça para nos tirar dessa bolha de encantamento. Isso não seria justo. Nem um pouco. ― Uau! Stone, deixe a doce Mel respirar, parceiro ― a voz de Collin, alta o suficiente perto de nós, nos fez encará-lo. Eu ficaria chocada com o que vi, mas já estava me preparando mentalmente para isso. Ele tinha duas morenas, uma em cada braço e suas mãos estavam cravadas em seus traseiros. Elas tinham também os vestidos mais curtos que já vi na minha vida. Elijah se juntou a nós também com a vaca-mor no seu encalço. Paul e Sean se apresentaram seguindo, o exemplo de Collin. Tinham duas mulheres cada um. Uau! Eles são um tanto ostensivos, não? ― Uh! Sério, Stone? Estão tomando cerveja? ― Sean fez cara de desdém. ― Essa não é a porra de uma festa de quermesse, irmãos. Vamos agitar essa porra, ou vão continuar sendo esse conjunto de mocinhas? ― Liam apenas riu enrolando os braços na minha cintura, me puxando de costas contra seu peito. ― Tequila? ― Sean, encarou uma das loiras em seus braços e depois a outra. Uma

expressão despudorada tomou seu sorriso. ― Body shot, cães sarnentos! ― gritou eufórico, enquanto se aproximava da bancada. Logo um tumulto se formou à nossa volta. Todos gritando body shot! Uma das garotas de Sean subiu na bancada e se deitou. Sean levantou seu minúsculo vestido até o umbigo. Eu quase engasguei com a minha cerveja. Sua calcinha era só um pequeno triângulo que mal cobria o sexo. Minha Nossa Senhora! O barman colocou uma garrafa de tequila, fatias de limão e sal sobre a bancada. Eu nunca bebi tequila, e certamente não da forma que eu veria agora. Senti-me definitivamente numa festa American Pie. Collin se aproximou com um riso pervertido, seguido de Elijah e Paul. Sean derramou o sal na barriga sarada da loira e o lambeu obscenamente sob os gritos e vaias de seus companheiros. Tomou o shot de um só gole e tirou a fatia de limão dos lábios vermelhos da moça. Um a um, eles foram se revezando, lambendo o corpo todo da modelo. Era obvio que era modelo pelo corpo ridiculamente magro e sem uma celulite sequer. Confesso que fiquei irritada com esse detalhe. Eu tenho que me matar na academia para as malditas não tomarem conta do meu traseiro, mas essa garota era no mínimo dez anos mais jovem do que eu. Deprimente. Eu preciso de uma dose dessa tequila agora. Virei o rosto para Liam e ele tinha um riso sem vergonha nos lábios, claramente apreciando o show. Rolei os olhos. Homens... ― Sua vez, Stone! ― Collin gritou acima da música que tocava agora. Feel so Close do Calvin Harris. Retesei-me. Ele disse de uma forma tão natural. Não havia provocação. Não havia provocação porque esse era o modus operandi da banda, recordei-me. ― Você vem, ou vai ficar aí só olhando, idiota? ― Collin, tornou a falar e dessa vez havia um desafio claro em seu tom. ― Eu vou, claro ― Liam falou e seus braços me largaram, deixando-me subitamente fria. Ele vai? Ele vai lamber o corpo dessa garota na minha frente? Ele vai lamber a porra do corpo da modelo linda de morrer na minha frente? Meu coração saltou frenético, enquanto ele se afastava de mim. Vi com horror, Collin descer o busto do vestido da menina, desnudando os seios perfeitos e... Nus. Sean despejou o sal numa linha fina em volta do seio direito e eu estava hiperventilando agora. Crispei meus punhos, um arrepio gelado percorrendo meu corpo. Eu queria me virar e correr daqui, mas

minhas pernas pareciam congeladas no lugar. Eu não posso ver isso, não posso. No entanto, meus olhos masoquistas não desgrudavam da cena. A garota tinha um riso cheio de dentes quando Liam se aproximou dela. Ele riu e piscou do seu jeito charmoso, mas não a tocou. Em vez disso, pegou dois shots, fatias de limão e sal e se virou para mim com seu sorriso lindo, me desarmando completamente quando disse: ― Vem, baby! Eu quero provar isso em você. Uma nova onda de gritos eufóricos, vaias e assovios ecoaram junto do balcão e eu abri um riso ridículo, trêmulo e nervoso. Sentia-me uma idiota completa pela cena que estive prestes a fazer. Deus! Ainda bem que não corri. Mas ele me assustou pra caramba. O idiota devia ter me avisado antes. Eu quero arrancar a cabeça dele e em seguida beijá-lo, beijá-lo duro. Ele ri mais, meneando a cabeça lentamente, lendo minha reação. Ele fez isso propositalmente? Estreitei meus olhos nele e andei devagar até ficar na sua frente. Seus lábios se espalharam num riso pra lá de safado e ele colocou uma fatia de limão na minha boca. ― Se dobre no balcão, baby ― ele sussurrou no meu ouvido. ― Vou fazer um bom uso desse decote indecente que está vestindo ― sua voz rouca viajou no meu corpo, apagando toda a tensão anterior, deixando apenas a familiar excitação de estar perto dele. Fiz o que me diz. Debrucei-me sobre o balcão e segurei na borda do outro lado com as duas mãos. Ouvi palavrões vindo de cada um dos caras da banda quando meu decote ficou exposto. Ri internamente, me sentindo poderosa por arrancar alguma reação masculina. Meu ego estava, nesse momento, executando alguns saltos mortais. Empinei meu traseiro ao máximo e olhei de lado, pegando um vislumbre de Liam. Ele tinha o olhar cravado na minha bunda, os dentes prendendo o lábio inferior daquela forma lasciva que faz coisas ruins para minha vagina. Posicionou-se atrás de mim e afastou meus cabelos para o ombro direito. Seus dedos descem pela minha coluna vagarosamente. Caramba! Ele vai fazer a merda de um show aqui. O senti salpicar o sal na base do decote, seus dedos puxando-o mais para baixo. Cristo! Ele vai mostrar minha bunda para todo mundo? É isso? Antes de concluir meu pensamento, seus lábios espalharam beijos muito suaves pelas minhas costas. Mordi o lábio para não gemer quando

sua língua morna deslizou na minha pele. Ofeguei, estremecendo. Minha nossa. Fechei os olhos, enquanto ele me lambia muito lentamente, muito ciente da situação calamitosa em que me deixará. Debruçou-se sobre as minhas costas, pressionando seu pau duro no meio das minhas bochechas e virou sua dose. Puxou o meu queixo e seus lábios macios chuparam o limão e minha boca ao mesmo tempo. Gritos soaram acima da música de novo. Oh! Rapaz! Por que mesmo não experimentei tequila antes? Ele gemeu e eu sei que estava se segurando para não moer na minha bunda. Uau! Eu me senti quente. Muito quente e nem tomei minha dose ainda. Gemi e ele me deu um tapa na nádega direita, antes de sair de cima de mim. Mais gritos para a performance do rockstar. ― Um brinde às bolas presas do Stone! ― Collin gritou provocador. ― Vai se ferrar, imbecil! ― Liam devolveu e me puxou com um riso arrogante no rosto. ― Você tem uma mente muito fértil, não é? ― murmurou na minha boca. ― Achou mesmo que eu iria lamber aquela garota? ― Eu, hum, achei. Confesso ― assumi, apoiando as mãos no peitoral musculoso. ― Você me enganou, seu idiota ― bati no seu ombro. ― Eu quis arrancar suas bolas ― ele jogou a cabeça para trás e riu com vontade. ― Baby, tem um monte de coisas legais para fazer com as minhas bolas ― sussurrou na minha orelha, lambendo meu lóbulo. Suas mãos apertando minha cintura. ― Sua boquinha linda chupando bem gostoso está no topo da lista ― bati nele de novo. Mas levei meus braços para seu pescoço, não contendo meu riso deslumbrado, excitado, apaixonado. Nossos olhares se prenderam e ele abriu o riso torto de garoto travesso. ― Desculpe, amor. Eu quis enganar o bastardo do Collin apenas. Oh, então foi isso. Ok, eu posso desculpá-lo agora, não posso? Impossível negar qualquer coisa com ele me chamando de amor. ― Você é tão sedutor, superstar ― disse em sua boca. Ele ampliou o riso, as mãos descendo perigosamente perto da minha bunda. ― Tão sem vergonha também. Mãos para o norte, por favor ―

gargalhou e as subiu para a minha cintura de novo. Beijou-me levemente e pegou o copo sobre a bancada. ― Sua vez, baby ― peguei a fatia de limão e a coloquei em sua boca. Ele ergueu uma sobrancelha quando lambuzei seus dedos médio e indicador com o sal. O riso safado se transformou em gemido quando os coloquei na minha boca, minha língua dançando sobre eles. Chupei-os duramente em seguida. Ri e virei minha dose de uma vez. Caramba! Isso queima! Fiquei na ponta dos sapatos e chupei o limão e seus lábios juntos, como fez comigo. A euforia aumentou e sabia que estávamos sendo assistidos. É claro que estão nos assistindo. Duh! Todos os olhares estavam sobre ele, sobre a banda. Tenho que me acostumar a isso. Descartei o limão na bancada. ― Sexy pra caralho! ― rosnou, me puxando firmemente contra ele. ― Eu quero aquela dança que prometeu, amor ― os olhos azuis amoleceram, quando o chamei assim. ― Agora. ― Sim, senhora ― abriu um riso presunçoso e entrelaçou nossos dedos nos guiando para o meio da sala. Elijah estava dançando com a vaca. Idiota! Por que ele fica com ela? Isso me lembra de Sara. Corri os olhos pelo recinto procurando-a até que a vi. Ela não parecia nada feliz. André estava ao seu lado, numa postura tensa, parecendo a quilômetros dali. Ela sorriu para mim fracamente. Franzi o cenho. Qual é o problema dele? Ela deveria mandar esse cuzão passear. Ri por ter me referido a ele da mesma forma que Sara. Eu acho que a tequila age malditamente rápido. Crazy in Love da Beyonce começou. O DJ, oh! Era uma mulher agora. Uau! Ela fez aquela coisa de remix, modificando um pouco o arranjo. Adoro essa música. Como havia acontecido em São Paulo, as pessoas nos deram espaço. Sério isso? Vai ser assim cada maldita vez que formos dançar em algum lugar? Liam ampliou o riso arrogante de rockstar e deu uma volta completa ao meu redor. A mão deslizou pela minha cintura. Deus! O homem sabe ser sexy. Puxou-me bruscamente pela cintura com um braço quando para na minha frente. Gemi vergonhosamente. ― Linda. Gostosa ― sussurrou na minha boca.

Eu derreti. Eu nunca tive um homem me dizendo essas coisas e certamente não da forma que ele as diz, com o olhar flamejando, queimando, cheio de tesão. Toda mulher deveria ouvir isso. Todo maldito homem deve dizer isso para a sua mulher, caramba! Será que os bastardos não sabem que isso é excitante? A mão livre deslizou na parte baixa das minhas costas, os dedos se infiltrando no meu decote. Arquejei, levando meus braços para seu pescoço e ri, satisfeita, muito satisfeita porque esse homem aqui saber disso. Oh, como sabe... Ele riu perversamente e começou a me enlouquecer com sua dança sensual. Lindo! Eu o quero, o amo tanto. Eu me perdi completamente nele pela próxima hora. Dançamos uma música atrás da outra até estarmos suados, ofegantes e não apenas pelo esforço, mas porque uma dança com Liam Stone nunca é só uma dança. Podemos dizer que são... Preliminares. Liam Puxei-a de costas contra mim, envolvendo meus braços em sua cintura bem apertado e a beijei quando encerramos a última música. Seus braços puxaram-me pelo pescoço e ela se entregou ao momento. A sala estava lotada, mas era como se não houvesse ninguém mais. Não há mais ninguém para mim, só ela. Nos beijamos lento, gostoso. Mordisquei seus lábios. Ela riu na minha boca. Linda! ― Vem, amor. Vamos tomar algo ― andei com ela à minha frente. Ela estava relaxada e não parecia querer correr para as montanhas. Bom sinal. O olhar no rosto dela na hora do body shot ainda me incomoda um pouco. Como pôde pensar que eu ia lamber a porra da garota? Não que eu não tenha feito isso antes. Fiz essa merda tantas vezes que perdi a conta. A garota é realmente bonita e tem uma bela comissão de frente. O quê? Era impossível não perceber isso, ok? Sou homem. Sério, Stone? Para mim, você soa como uma mocinha! A voz zombeteira me azucrinou. Eu a amo, porra! Quer entender isso de uma vez por todas? Você está encrencado, Stone... Sim, eu sei, cacete! Mas vou resolver tudo, ok? Hum, se você diz... Eu a tenho. Não vou deixá-la ir. Nunca. Não preciso mais de vadias à minha volta. Essa fase ficou para trás. Sou um novo homem agora. Ela é tudo que preciso. Tudo que quero. Tudo que sempre quis. Eu só preciso convencê-la de que isso que temos é

real, profundo e vai durar muito. O resto das nossas vidas. Definitivamente encrencado, Stone... Meu subconsciente tentou outra vez. Foda-se! Nos sentamos no bar outra vez. Pedi duas cervejas. Estava mais calmo agora. A loucura do body shot tinha passado e não havia sinal de Collin, Sean e Paul. Os bastardos deveriam estar transando com suas modelos de pernas longas. Elijah estava dançando com uma morena. Nat sentou-se no banco do meu lado esquerdo. Usava um minúsculo vestido vermelho. Sério? Não tem outro lugar para essa cadela ir? Pediu uma cerveja e sorriu para mim brilhantemente, depois na direção da Mel, um riso falso dessa vez. ― Então, Melissa? Gostando da festa? ― disse tomando um longo gole. Senti a tensão vindo em ondas do corpo de Mel. ― Essa está bem modesta, na verdade. Lembra daquela em Madri, Li? ― retesei-me. Odeio que me chame assim. E odeio muito mais que ela esteja me lembrando daquela festa. Foi há dois anos. Ela era recém-contratada da banda. Foi a primeira vez que a fodi. Uma foda de verdade. Eu a comi a noite toda. Estava louco, fora de mim. Mas depois disso, ela fodeu Elijah e ele caiu de quatro pela vadia. Eu não a comi mais. Bem, ela continuou chupando o meu pau. Tecnicamente isso significa que eu a fodi de alguma forma. E, claro, ela fodeu cada um da banda. No começo separadamente. Depois virou uma zorra. Boceta comunitária. Nat é isso para a banda. Uma porra de boceta comunitária. Ela sabia bem os gostos da banda. É claro que sabia. Ela é prima do dono da gravadora. Às vezes penso que o bastardo plantou a puta no nosso meio para nos manter satisfeitos. Literalmente. Ironizo. Ela é uma boa profissional, admito, mas em breve não haverá mais espaço para ela na banda. Mel vai assumir seu posto. Tão logo me livre de toda a merda, ela e a gravadora vão dar um passeio. ― Não sou uma puritana, Natasha ― Mel usou seu nome todo para provocá-la. Ela odeia ser chamada assim. Eu me senti vingado. ― Posso lidar com gente bebendo e se divertindo ― Há uma tensão maior em seu tom. Eu perdi alguma coisa? Ela parecia prestes a pular no pescoço de Nat. A cadela abriu um sorrisinho odioso.

― Você deve contar a ela, Li. Querida, beber e se divertir não tem o mesmo significado para nós ― eu rosnei em sua direção. ― Acredite em mim quando digo que você ficará chocada daqui a pouco. ― Cale a porra da boca! ― rangi os dentes para ela. Ela levou a cerveja aos lábios e tomou outro grande gole. Ela já parecia meio bêbada. Até aí nenhuma novidade. Antes que retrucasse, vi um casal se aproximando do lado da Mel. Sara e o noivo. Eles não pareciam estar se divertindo. Ele segurava sua mão displicentemente. Eu quis socar a cara do sem noção porque ele desviava o olhar para Nat e não disfarçava seu interesse. O imbecil a comia com os olhos na frente da sua noiva. A cadela percebeu isso e puxou mais o decote, evidenciando os peitos falsos. ― Mel, você pode ir ao banheiro comigo? ― Sara pediu, sua voz estridente, irritada. ― Claro, irmã ― Mel disse, seu tom aborrecido também. Ela percebeu a interação do noivo idiota de Sara com a vadia. ― Eu já volto, baby ― sussurrou, beijando-me levemente nos lábios. ― Então, cara ótima festa ― André me disse enfiando as mãos nos bolsos. Seu olhar voltou para Nat agora mais escancaradamente, uma vez que sua noiva não estava por perto. Eu apenas acenei com a cabeça e tomei um gole da minha cerveja. ― Vamos dançar? Aproveitar que a doce Mel te deu finalmente uma folga? ― Nat tocou meu braço. Eu me virei para ela. Seus olhos acinzentados brilhavam de malícia. ― Ou podemos subir e nos divertir um pouco. Ela não precisa saber. Prometo ser discreta ― olhei para sua mão no meu braço e voltei para seu rosto. ― Tire a porra da mão de cima de mim ― rosnei baixo para que o imbecil não nos ouvisse. ― Não há mais diversão comigo, Nat. Contente-se com os outros. Eles parecem apreciar sua boceta comunitária. Eu não curto mais essa merda ― seu rosto ficou pálido, depois vermelho de raiva, então retirou a mão. ― Até quando vai bancar o bom moço para ela? ― grunhiu. ― Acha mesmo que pode ficar com ela? A gravadora não vai deixar.

Ok. Estou puto agora. ― Eu governo a porra da minha vida, não a gravadora de merda! ― disse um tom mais alto. Ela riu se levantando. ― Esbraveje o quanto quiser, mas sabe que terá que deixá-la depois do Rock in Rio ― disse muito satisfeita consigo mesma e seu olhar foi para André. ― Dança comigo, baby? ― abriu um riso sedutor, sua voz melosa. O idiota parecia um cachorro com a língua de fora, enquanto acenava vigorosamente indo até ela. Eles se foram e eu fiquei com a sensação de que isso ia dar merda quando Sara voltasse do banheiro. Girei no banco para observar o movimento. Nat tinha razão em uma coisa pelo menos, daqui a pouco a barra ia pesar para quem não estava acostumado com esse tipo de festa. Elijah encerrou a dança com sua morena e beijou sua mão galantemente. Essa era a maneira dele dizer que não estava interessado em fodê-la. Deixei um riso escapar, enquanto ele vinha na minha direção. Seu olhar encontrou a cadela já dando um show pornô do caralho com o noivo de Sara. Ele franziu o cenho ligeiramente, mas voltou a andar na minha direção. ― Aquele não é o noivo da irmã da Mel? ― hein? Não foi isso o que pensei que ouviria. Imaginei-o irritado com a possibilidade da vadia dar para outro que não seja da banda. Mas ele não parecia irritado. Interessante. Talvez ele estivesse mesmo cansado dessa merda, como me disse ontem. Bom, muito bom. ― Sim, é ― assenti. Ele pediu uma cerveja e se sentou do meu lado direito. ― Então, onde ela está? ― perguntou meio sem jeito. Eu ri. Ele ergueu uma sobrancelha. ― No banheiro com a Mel. ― Bem marrentinha, ela, não? ― bufou, levando a cerveja aos lábios. Eu ri mais. ― Ela não é de levar desaforo para casa, pelo que me lembro ― ofereci e voltei a olhar na direção dos casais dançando. Nat esfregava a bunda na virilha do sem noção e ele moía de volta, segurando seus quadris. Porra! Isso não ia prestar.

― Ela é sexy pra caralho ― a voz de Elijah me fez olhá-lo. Ele tinha um riso sem vergonha e misterioso no rosto. Ele falava de Sara, não de Nat, graças a Deus! ― Sim, ela é linda ― concordei. ― E é irmã da minha garota ― torci o nariz. ― E noiva, embora eu tenha um palpite que esse noivado já afundou há algum tempo ― ele abriu um riso cheio de dentes. ― A menos que saiba o que está fazendo, mãos fora, idiota ― ele bufou, rolando os olhos. ― Sim, papai ― zombou. Nesse momento, duas garotas se aproximaram de nós. Elas pareciam gêmeas. Sim, elas eram gêmeas, e lindas. Ruivas, olhos verdes e corpos de matar. Pediram dois coquetéis no bar, seus corpos roçando em mim e Eiljah. Ele riu safado para a que estava do seu lado. ― Hum, eu posso te fazer companhia? ― a que estava praticamente esfregando os peitos na minha cara perguntou com sua melhor voz sedutora. Eu ri simpático, mas antes que pudesse dispensá-la, uma voz bem conhecida e sexy pra caralho soou do meu outro lado. ― Ele já está acompanhado, querida ― Mel sorriu docemente para ela. ― Mas isso você já sabia, não é? Por que não pega sua bebida e dá o fora? Há muitos homens disponíveis por aí. Encontre um, porque esse é meu, lindinha ― uau! Isso que eu chamo de demarcar território. A garota balbuciou um pedido de desculpas que não soou muito sincero, e puxou o braço da sua cópia que ainda estava bem entretida com Elijah. ― Foi um prazer conhecê-la, baby ― ele ronronou para a garota, beijando sua mão. Um desavisado poderia pensar que ele estava flertando, mas era apenas seu jeito muito especial de dispensar uma garota. ― Au! ― reclamo quando sinto o tapa no meu ombro. ― Eu não tive culpa, baby. ― Isso é por estar sorrindo para a gêmea siamesa ― eu não aguentei, e ri puxando-a para mim. ― Você ciumenta é sexy pra cacete. Sabia disso? ― bajulei-a. Ela bufou, mas me abraçou pelo pescoço. ― Que porra é aquela? ― a voz de Sara nos fez encará-la. Ela estava com olhos cravados no centro da sala com os punhos cerrados ao lado do corpo, seu peito subindo em respirações rápidas.

Ela parecia pronta para matar alguém. André e Nat continuavam a dar a porra de um show sob gritos e vaias. Cacete! ― Quer que te ajude a chutar a bunda daquele bastardo, querida? ― Elijah a fez virar para ele. Sara corou ligeiramente, como se só agora percebesse sua presença. Eu achei que seu noivo quase fodendo outra mulher foi a primeira coisa que ela viu quando retornou do banheiro. ― Você? Como faria isso? ― indagou um tanto ríspida. Uh! Elijah definitivamente não causou uma boa impressão com ela. ― Dance comigo ― ele ofereceu, tomando um gole da sua cerveja calmamente. Ela estreitou o olhar nele, olhou na direção do noivo e voltou para ele outra vez. ― Dançar? ― ela soou meio atordoada. ― Sim, música, você e eu ― ele riu, aquele riso misterioso de novo e eu sabia que estava interessado nela. ― Suor, calor, nossos corpos juntos... ― levantou as sobrancelhas diabolicamente. Ela corou mais. ― Tem certeza que sabe dançar, idiota? ― ela se recuperou rapidamente. Uau! ― Eu odiaria ter minhas sandálias novas pisoteadas ― ele gargalhou, jogando a cabeça para trás, rindo com vontade. ― Suas sandálias estão seguras comigo ― seus olhos inflamaram, então acrescentou: ― Vem, vou te dar a melhor dança da sua vida, baby ― ronronou, dando uma piscada sem vergonha estendendolhe a mão, e pela maneira que seu olhar passeou vagarosamente por ela, não estava falando só da dança. Ela o deixou em suspenso por alguns instantes, mas pegou sua mão. ― Isso não vai prestar, baby ― Mel murmurou para mim. Eu tinha a mesma sensação. ― Sara merece coisa melhor que esse cuzão ― eu ri da sua expressão. Ela riu também. ― Palavras dela ― se defende. Pedi mais duas cervejas e me levantei. ― Venha, eu quero você só para mim, agora ― sussurrei em seu ouvido. Ela riu, acenando. Entrelacei nossas mãos e a levei por toda a casa. O único lugar que deveria estar limpo agora era a área de serviço. Passamos pela cozinha e milagrosamente não havia ninguém aqui. Perfeito. Tranquei

a porta por fora para termos privacidade. Queria poder namorar minha garota sem olhos curiosos sobre nós o tempo todo. Ela tropeçou em suas pernas. Wow! Eu a firmei pela cintura. Ela era muito fraca para bebidas, já percebi. ― Hum, por que trancou a porta, superstar? ― se virou para mim, correndo as mãos pelo meu peito. ― Por acaso está querendo se aproveitar do meu estado levemente embriagado? ― abri meu riso sacana, cravando minha mão livre em sua bunda. ― Pode apostar que sim, baby ― chupei seu lábio inferior. Ela gemeu. ― Vou me aproveitar muito ― coloquei as bebidas sobre o tanque a virei de frente para a janela do cômodo, que era uma espécie de escritório. O antigo dono devia usá-lo para... Porra! Meu fluxo de pensamentos foi cortado bruscamente pela cena que vimos lá dentro. As samambaias que caíam de vasos suspensos nos mantinha quase escondidos, mas podíamos ver claramente o que se passava e é... Bem, o que acontece nas festas que a banda costuma oferecer. Mas isso deveria estar chocando Mel como a puta da Nat avisou. Merda! Por que vim logo para cá? ― Oh, meu Deus! Eles estão... ― ela sussurrou, seu tom chocado. ― Minha nossa! Eu pensei que isso só existisse em filmes pornôs... É, é... ― sua voz sumiu. A garota virou um pouco o rosto e Mel deu um suspiro horrorizado. ― Cristo! Ela é a protagonista da novela das oito! Ela parece tão inocente na tela... Como pode? ― balbuciou, mas ao contrário do que pensei, não fez menção de correr em nenhum momento. Isso me intrigou. Olhei a cena e colei minha frente em suas costas. Ela arfou levemente. Acariciei sua cintura e apertei do jeito que gosta. Ela está gostosa pra cacete nesse vestido vinho com um decote indecente nas costas. Levou cada grama de controle da minha parte para não fazer um show quando a tive prensada contra o balcão no body shot. Eu quis moer em sua bunda linda sem me importar com nossa plateia, mas ela ficaria envergonhada. Mel não é uma vadia aleatória. Por isso me contive. Mas sua postura aqui está me intrigando. Intrigando de um jeito bom. Ela continua com os olhos cravados lá dentro. Três caras estavam fodendo a garota que Mel disse ser uma atriz conhecida. Ela estava deitada

sobre um, tomando seu pau na boceta, o segundo tinha o pau enterrado em seu rabo. O terceiro fodia sua boca furiosamente. Porra! Eu acabei de ficar mais duro. Eu sempre fui mais de observar. Claro que sempre participei de todas as orgias com a banda, mas me excita pra caralho apenas olhar. Eu acho que minha doce Mel, apesar do choque inicial, pode ser exatamente como eu. Subi as mãos para seus peitos, enchendo-as deles. Ela arquejou, gemendo em seguida. ― Como se sente sobre isso, baby? ― sussurrei em sua orelha. Ela estremeceu. Excitada. Já tinha minha resposta. ― Eu... Eu não sei o que estou sentindo, Liam... ― ela sussurrou, seu olhar nunca deixando o quarteto. A mulher gemia enlouquecidamente, enquanto os caras metiam com força em seus três buracos. ― Isso é a coisa mais indecente e absurda que já vi ― prosseguiu, mas havia algo mais que choque em sua voz e expressão. Ela não queria admitir, mas estava excitada com a cena diante de nós. Prensei seu corpo contra a janela. Fazendo-a sentir o meu pau duro em sua bunda. Moí, bem devagar. Deslizei uma das mãos por baixo do seu vestido e encontrei sua calcinha pingando. Sorri baixinho em sua orelha. ― Você está excitada, Mel ― gemi, infiltrando dois dedos pela borda. Ela convulsionou, pendendo a cabeça para um lado, me deixando chupar, lamber, morder seu pescoço. Deus! Perfeita para mim. ― Ohh! Deus! Isso é errado, Liam... ― ofegou quando enfiei os dedos em sua vulva melada. ― Não é, baby ― combinei mordidas com beijos suaves nos seu pescoço e ombro, enquanto meus dedos afundavam em seu canal apertado. ― Continue observando, amor. Não é errado. São apenas gostos, preferências sexuais. ― Você quer fazer aquilo comigo? ― ela gemeu, mas havia um toque de pânico em se tom. ― Quer me compartilhar com outros? ― Claro que não, amor ― tranquilizei-a. Continuando a amassar seus peitos com a mão livre. ― Nenhum filho da puta vai ter a minha mulher. Seremos só você e eu, baby. Sempre.

― Só você e eu, amor ― ela repetiu baixinho. ― Você está tão molhada, baby ― dei um grunhido, acelerando meus dedos. ― Eu quero comer você bem aqui ― ela soltou um gemido lascivo. Meu pau babou na calça. ― Vai dar para mim? Hum? Diz, minha safada. Diz que quer me dá bem gostoso, enquanto vemos aquela garota ser duramente fodida. ― Ohh! Liam... Baby... Eu nunca fiz isso... ― lamentou, mas sua excitação com a cena era incontestável. ― Você está comigo, amor. Aqui fora somos só nós dois ― ronronei e chupei o ponto entre o ombro e pescoço. Seu corpo arrepiou, sofrendo espasmos. Abaixei-me, descendo a boca pelas suas costas, beijando, lambendo toda a extensão da coluna elegante. Continuei a meter os dedos agora com mais força. ― Não faça muito barulho, baby, ou vão saber que estamos aqui ― avisei antes de levantar mais sua saia, expondo sua bunda perfeita. Retirei os dedos e puxei sua calcinha pelas pernas. Cheirei o tecido todo encharcado e a coloquei no bolso do meu jeans. Enfiei o rosto em sua racha, lambendo, bebendo seus fluídos. Chupei o clitóris, chupei duro. Ela grunhiu e começou a rebolar a boceta na minha cara. Firmei seus quadris e a comi com vontade. Quando estava perto de gozar, fui para seu rabo rosado. Lambi e introduzi um dedo, outro, depois outro. Voltei para a vulva e a fodi com a língua, enquanto meus dedos rasgavam seu cuzinho apertado. Ela estava perto de novo, sua respiração era entrecortada, então eu parei. Ela gemeu em lamento. Ri e me levantei, abrindo meu jeans, e em tempo recorde meu pau estava fora. Puxei mais seus quadris e me alinhei em sua vulva. Fiquei parado olhando seus lábios se esticarem ao redor da minha cabeça gorda. Ela estava prendendo a respiração e eu meti com força, abrindo todo o caminho até o fundo. ― Cacete! Que delícia... ― rosnei me debruçando em suas costas. Ela firmou as mãos na janela. ― Liam! Deus! Baby... ― murmurou, seu rosto virando para olhar-me por cima do ombro. Eu a beijei duro e passei a fodê-la com estocadas fortes, profundas, minhas bolas se eletrizando com cada impulso dentro de sua boceta doce. Eu a comi enfurecido, louco de tesão por ela estar se dando para

mim dessa forma. Minha. Minha outra metade. Seu corpo amoleceu embaixo do meu e puxei, tirando quase tudo, estocando profundamente de volta, batendo em seu útero. Ela estremeceu e gozou, balbuciando o meu nome. Meti com mais força, me segurando para não gozar junto. ― Isso, baby, goze! Que gostoso minha bocetinha mamando, ordenhando meu pau ― rosnei em sua boca. Ela ainda estava tremendo quando me retirei da sua vulva e levei meu pau para sua bunda. ― Vou gozar nesse cuzinho gostoso que é meu também ― disse, minha voz tensa, rouca de tesão, massageio seu buraquinho com a minha ponta espessa. Ela ronronou e eu me afundei com tudo, até o cabo. Ela grunhiu, prendendo a respiração com minha invasão brusca. Mas seu rabo já havia sido preparado. Assobiei, rangendo os dentes, sentindo seu canal apertado estrangulando meu pau. ― Porra! Amo foder esse cu apertado, quente, gostoso, amor. Meu. Só meu ― deslizei a língua pela sua coluna, acalmando-a. Seu corpo relaxou em meus braços. Desci as alças do vestido e o sutiã meia taça. Enchi as mãos com os peitos suculentos e passei a comer seu rabo como se não houvesse amanhã. Enterrei-me com força brutal a cada estocada, sacudindo-a toda. Suor já cobria nossos corpos. Puxei seus mamilos, torci. Ela gemeu indecente pra caralho. ― Vai gozar pra mim de novo, baby? Hum? ― estocada. ― Vai gozar bem gostoso comigo fodendo esse rabo delicioso? ― estocada funda, bem funda. ― Ahhh! Liam... Amor... ― choramingou, rebolando, me deixando rasgar seu rabo sem dó. ― Ohhh! Mel! Baby... Eu vou gozar! ― dei um rugido baixo em seu ouvido, chupando o lóbulo. Desci pelo ventre até sua boceta e dei um tapa de mão cheia. Ela mordeu o lábio para não gritar, um gemido lamurioso escapando assim mesmo. Passei a massagear seu brotinho suavemente, enquanto meu pau a castigava sem trégua. Firmei seu quadril com a outra mão e soquei em seu rabo com um tesão do cacete. ― Vem comigo, minha putinha safada! Goze enquanto encho seu cuzinho de porra! Você é minha ― estocada e giro de quadril. ― Vem, baby! Oh! Porra! ― ela estremeceu e arquejou, gozando mais uma vez, suas pernas amolecendo. A sustentei, tirando-a do chão e empalando-a completamente, me enterrando mais duas vezes antes de jorrar enlouquecido, rosnando e gozando

com força em seu pequeno buraco. Cristo! Minhas pernas ameaçavam ceder também. Joguei a cabeça para trás ainda estocando e esporrando dentro de seu calor. ― Deus! Que gostosa... ― gemi, enfiando meu nariz em sua nuca, inalando seu cheiro incomparável. Eu a coloquei no chão e sai dela com cuidado. Nossas respirações estavam ofegantes ainda. Me arrumei dentro do jeans e a puxei para mim de novo. ― Você está bem, amor? ― sussurrei em seu ouvido. Ela riu fracamente. Meu coração aqueceu ao perceber que ela não ia correr de mim pelo que praticamente a obriguei fazer aqui. ― Isso foi louco, superstar ― riu mais, se virando para mim. Arrumei seu vestido e levei minhas mãos ao seu rosto afogueado, lindo. ― Eu... Eu não sei o que dizer sobre isso... ― Mas eu sei ― prendi seu olhar, acariciando suas faces, rosadas. ― Você é minha. Eu te amo, baby. Eu sempre vou te amar ― sussurrei. Os olhos amendoados brilharam, amolecendo. ― Eu também, baby ― murmurou, me abraçando pela cintura. ― Eu sempre vou te amar. Eu a beijei e abracei apertado. Ficamos assim por algum tempo. Ela desviou o olhar através da janela de novo e seus olhos arregalam. Segui seu olhar. Os caras se revezaram e continuavam a foder a garota, completamente alheios à nossa presença. ― Caramba! Ela é resistente... ― exclamou rindo. Ri também. ― Ela com certeza está acostumada a isso, baby ― disse dando de ombros. Peguei nossas cervejas que não estavam tão geladas agora. Bebemos alguns goles. ― Vem, amor. Vamos voltar lá para dentro. ― Você não vai, hum, devolver minha calcinha? ― Sem chance, baby ― disse, entrelaçando nossas mãos. ― Você não precisa dela. Estamos indo para nosso quarto ― ela riu, apreciando a forma que falei isso. Saímos pela cozinha e Elijah entrou nos surpreendendo. Levantou uma sobrancelha maliciosa e riu levemente, indo até o freezer. ― Sara? ― Mel indagou, o rosto um pouco corado. Ela estava envergonhada porque sabia que ele percebeu o que estávamos fazendo. O idiota não foi muito sutil.

― As coisas ficaram meio fora de controle ― ele disse com irritação na voz. ― O sem noção do noivo veio tirar satisfação comigo porque a levei para dançar ― e só agora percebi que tirava um pacote de gelo. Colocou-o sobre a mão direita. ― Eu tive que ensiná-lo como tratar uma mulher ― sorriu arrogante. ― Você bateu em André? ― Mel quis saber. Mas antes que Elijah respondesse, inquiriu nervosa: ― E minha irmã? Oh, Deus! Onde ela está? ― Fique calma, Mel. Greg acabou de levá-la para casa. Ela está bem ― tranquilizou-a. ― Não diria o mesmo do imbecil que terá um olho roxo pela manhã ― wow! Ele parecia realmente chateado com o noivo idiota. ― Amanhã falaremos sobre isso, irmão ― disse-lhe. Ele assentiu. ― Peça a Greg e Mat para se livrarem dos retardatários. Não quero tropeçar em corpos nus e bêbados pela manhã. ― Franziu o cenho, obviamente me achando chato pra caralho, mas acenou sem discutir. ― Vem, baby. Por todo o caminho para o segundo andar, encontramos casais se amassando. Mel apenas ria e se aconchegava mais a mim. Ela passou com louvor no primeiro teste de resistência, eu diria. Quando entramos no quarto, ela ligou para Sara. Fui ao banheiro e tomei uma ducha rápida para dar-lhe privacidade. Quando voltei ela tinha uma expressão preocupada no rosto. Disse-me que a briga foi feia e que Sara rompeu o noivado. Tentei tranquilizá-la de que a irmã ficaria melhor sem um noivo que claramente não a respeitava. Deu-me um beijo rápido e foi ao banheiro também. Fui ao sistema de som e selecionei a pasta do Snow Patrol. Gosto desses caras, as músicas mais antigas me lembram do período em que conheci a Mel. Ela voltou quando a introdução de Chasing Cars começava. ― Venha aqui, amor ― pedi suavemente. Ela soltou os cabelos do coque e andou até mim. Amo seus cabelos soltos. Seu rosto delicado parece angelical assim. O que vou dizer agora vai assustá-la, mas não posso segurar mais. Não depois de tudo que me deu hoje. Parou a poucos centímetros. Tirou meu roupão. Os olhos amendoados deslizaram pelo meu corpo, ávidos como se não tivéssemos

acabado de gozar loucamente. Ri e tirei o seu também. Enlacei sua cinturinha delicada e a puxei, colando nossos corpos. ― Dance essa música comigo ― Ela riu, seu semblante lindamente iluminado. Abraçou-me pelo pescoço, então cantei olhando em seus olhos. Chasing Cars (Perseguindo Carros) We'll do it all everything, on our own (Nós faremos tudo isto sozinhos) We don't need anything, or anyone (Nós não precisamos de nada ou de ninguém) If I lay here, if I just lay here (Se eu deitasse aqui, se eu apenas deitasse aqui) Would you lie with me (Você deitaria comigo) And just forget the world (E esqueceria do mundo?) I don't quite know how to say how I feel (Eu não sei bem como dizer como me sinto) Those three words are said too much (Aquelas três palavras são ditas demais) They're not enough (Elas não são o suficiente) ― Você me ama? ― murmurei em sua boca. Ela acariciou minha nuca, os olhos nunca deixando os meus. ― Sim. Muito, baby ― sussurrou de volta. Levei a mão direita para seu rosto, prendendo uma mecha de cabelos atrás da orelha. Ela gemeu com meu toque.

― Você pode fazer uma coisa para mim? ― deslizei o polegar sobre seus lábios. Seu olhar incendiou no meu. ― O que, amor? ― sussurrou. ― Case comigo, Mel ― pedi, colocando tudo que sinto por ela no meu tom e olhos. Queria que ela soubesse que sei exatamente o que estou pedindo. ― Seja completamente minha, amor. Venha comigo para LA como minha esposa ― seu semblante era incialmente tomado pela surpresa, mas depois lágrimas encheram seus olhos e senti os meus arderem. ― Você precisa parar de me dizer essas coisas assim, baby ― riu nervosamente. ― Vou acabar enfartando antes dos quarenta ― suas lágrimas caíram, banhando as faces bonitas. ― Você está falando sério, não está? ― sondou-me, a voz embargada. Limpei suas faces ao mesmo tempo em que as minhas estavam banhadas. Mais lágrimas brotavam nos olhos amendoados. ― Nunca falei tão sério, baby ― afirmei, minha voz emocionada. Seus dedos trêmulos tocaram meu rosto, limpando. ― Eu não brinquei lá embaixo quando disse que vou te amar para sempre ― seus olhos transbordaram outra vez. ― Nem eu, amor ― disse baixinho, quase inaudível. ― Isso é um sim, baby? ― pergunto, não dando chance de escape. ― Sim, é ― meu peito expandiu. Ela será minha. Com ela do meu lado estarei fortalecido para tudo que está por vir. Ela deixou escapar um pequeno soluço. ― Eu te amo tanto. Eu acho ainda muito cedo ― riu entre lágrimas. Linda demais. ― Mas não consigo negar a intensidade de tudo que me faz sentir. É louco sim, intenso, mas é a coisa mais linda que já senti, é... Libertador ― eu estava chorando de novo com sua declaração. ― É assim que me sinto sobre você também, baby ― a levantei nos braços. ― Você nunca irá se arrepender disso, em nenhum segundo, amor. Eu prometo ― e a beijei, carregando-a para a cama, enquanto o refrão soava selando tudo que foi dito. A mulher que eu sempre quis, minha. Minha. If I lay here, if I just lay here

(Se eu deitasse aqui, se eu apenas deitasse aqui) Would you lie with me (Você deitaria comigo) And just forget the world? (E esqueceria do mundo?)

CAPÍTULO ONZE Liam ― Não, não. Você não vai me comprar um novo guarda-roupa, Sr. Rockstar! ― Mel sibilou, colocando as mãos nos quadris, isso quase me fez rir, mas estou ficando muito puto com a recusa dos presentes que quero dar a ela. Porra! Ela será minha mulher. Não que suas roupas não me agradem. Ela tem muito bom gosto e amo tudo que usa, principalmente os vestidos ousados como aquele da festa há dois dias. Foco, Stone! Obrigo-me a vetar a imagem das suas costas lindas e nuas enquanto eu a fodia duro e enlouquecedoramente na área de serviço. Uh! Sacudo a cabeça. Ela estreitou os olhos em mim. ― Cem pratas no Stone! ― Elijah atiçou sentando-se no estofado. Estávamos na sala do primeiro andar e discutíamos os preparativos da viagem para Porto Alegre na próxima semana. Sean riu, levando sua cerveja à boca. Paul e Collin estavam no outro estofado à nossa frente. Todos eles deslizaram para a borda dos assentos, suas expressões idiotas adorando nosso pequeno impasse. ― Eu dobro a aposta ― disse Collin, rindo. Rosnei para ele. ― Na doce Mel, claro. ― completou. Bastardo!

― Stone! ― Paul se manifestou. ― Doce Mel! ― Sean riu e levantou sua garrafa num brinde para mim. Rolei meus olhos. Cães sarnentos. ― Baby... ― usei meu tom mais sedutor e fui até ela, parando bem perto. ― Aceite pelo menos o cartão de crédito ― ela bufou. Cacete! Ela fica tão linda assim, zangadinha. Ela riu e achei que ganhei. Engano. Enfiou o dedo no meu peito. ― Au! Isso dói ― reclamei. Os idiotas riram. ― Só vou dizer mais uma vez, superstar ― disse num tom mais calmo e ela me chamou de superstar, minhas bolas estão seguras, supunha. ― Eu só aceitei que me comprasse algo na primeira vez por que... Hum, por que... ― seu rosto tingiu de vermelho beterraba. Um riso arrogante e sacana se abriu na minha boca. Levantei uma sobrancelha, desafiando-a a dizer que rasguei toda a sua roupa na primeira noite. Ela levantou o queixo. Isso seria interessante. ― Porque rasgou toda a minha roupa como um maldito homem das cavernas! ― grasnou a última parte. ― Eu não podia esperar para colocar minhas mãos nela ― ri sem vergonha, virando para os caras. Eles fizeram a algazarra que eu sabia que fariam. ― Porra, bom saber que não perdeu o jeito, Stone ― Elijah levantou sua cerveja para mim. Todos o seguiram. Mel bufou outra vez, mas estava lutando contra um riso, eu podia ver nos olhos amendoados. ― Sou um homem rico, Mel ― disse não recuando na minha posição. ―E se eu quero comprar a porra de presentes para a minha garota, eu compro. Simples assim, baby. ― Muito arrogante, superstar? ― franziu o nariz em reprovação. Linda! ― E você não é só rico, Sr. Liam-sou-o-deus-do-rock-dono-do-mundo-Stone! ― eu dei de ombros. ― Você tem muito dinheiro, mas não estou com você por causa dele ― ok, a forma como sua voz baixou uma oitava quando disse a última parte me amoleceu completamente. ― Não preciso do seu American Express Platinum Card, [8] baby. ― Foda-se! Ela é boa ― o tom de Elijah foi de descrença. Sim, ela é boa pra cacete!

― Caralho! Você me fez apostar no Stone, seu idiota ― Paul reclamou. ― O Stone está com as bolas bem presas, vocês não perceberam isso ainda? ― Collin disse, rindo vitorioso. ― Eu quero comprar algo bem sexy para você usar no show de Porto Alegre, baby ― enlacei sua cinturinha e ela ainda estava meio reticente, mas não se afastou. Bom sinal. ― Você já é perfeita, mas vai ficar ainda mais linda, sexy, gostosa ― levei a mão para sua face e deslizei os dedos pelos lábios bem feitos. Ela arfou levemente. Os cães sarnentos estavam em silêncio esperando o desfecho. Ri do jeito que sei que a coloca em apuros. Arrogante? Não, apenas confiante. ― Então, baby? Posso te comprar apenas dois vestidos e lingeries, por enquanto? ― ela me analisou, não se deixando vencer facilmente, mas riu, meneando a cabeça e me abraçou pelo pescoço. ― Apenas um vestido, baby. É pegar ou largar ― sussurrou bem próximo à minha boca. Foda-se! Definitivamente boa. Sorri de volta e a beijei, rendido, por enquanto. Levantei seus pés do chão, alinhando nossas pélvis. Gemíamos audivelmente. ― Ah, merda! Agora não sei quem ganhou ― Sean disparou. Todos caíram na gargalhada, enquanto eu devorava a boquinha doce da Mel. Isso não foi um trocadilho. ― Procurem um quarto, caralho! ― Elijah nos provocou. ― Os dois ganharam. ― Vocês não são divertidos, Stone ― Sean alfinetou. ― Eu esperava uma boa briga. ― Sem brigas, meninos do rock ― Mel sorriu para eles. Ela os ganhou completamente. Amo a forma como está se encaixando na minha vida. Perfeita. Simplesmente perfeita. Ainda não falamos nada do casamento para eles. Bem, só Elijah já sabia dos meus planos. Além disso, tem a vadia da Nat. Mel me contou como ela foi desrespeitosa com ela e eu tratei de colocá-la em seu lugar. A avisei que não vou tolerar mais qualquer ofensa, ou ela está sumariamente demitida. A cadela ficou nos calos, mas tem se mantido à distância desde então. Mel está cuidando do show em Porto Alegre e Nat das participações vips que a banda ainda fará antes do Rock in Rio. Pelo menos a vaca se mantém ocupada e não se mete na minha vida. Não preciso de mais merda. Já tenho o suficiente. ―

Vamos terminar de acertar os detalhes ― avisou assumindo seu tom profissional e me puxou de volta para o sofá. Collin olhou sua bunda quando nos sentamos entre ele e Paul. ― Mantenha seus olhos para si, imbecil ― rosnei. Ele riu zombador. ― O quê? ― levantou as mãos num gesto inocente. ― Sua garota tem a porra da bunda perfeita, Stone. Não dá para não olhar ― riu mais amplamente quando rangi os dentes. ― É involuntário, cara ― os outros riram com vontade. Mel riu também. Eu fiz uma carranca e ela me beijou suavemente. ― Quando eu quebrar sua cara também será involuntário, bastardo ― resmunguei de volta e ele gargalhou segurando a barriga. Ficamos a próxima hora discutindo todos os detalhes, desde a chegada, show e recepção depois do show. Já expliquei para a Mel a razão dessas pequenas aparições antes do festival. Quero firmar o nome da banda no meu país, e além disso, estou tendo uma participação maior na organização e planejamento, pois quero me inteirar de tudo como futuro empresário. Minha gravadora vai sair do papel até o final do ano. Não sei ainda como vou me livrar do contrato com a Hart Studio Music, mas eu farei. Desde quando percebi que eles não são leais, comecei a pensar numa gravadora nossa, da DragonFly e, claro, podemos trazer muitos outros artistas também. Sei que pode funcionar. Já tenho uma equipe trabalhando incansavelmente nisso em sigilo. Meu plano imediato é: casar com Mel o mais rápido possível, porque sei que não vai demorar para a gravadora entrar em contato comigo, exigindo explicações sobre o nosso envolvimento. Quando tudo vier à tona, a Mel estará comigo do meu lado e será mais fácil. Bom, fácil mesmo não vai ser. Eles vão dificultar para o meu lado. Somos o grande nome da Hart. É obvio que não vão querer abrir mão de nós. Não sem uma boa briga. Meu medo maior é que a merda atinja a banda. Meus companheiros não fizeram nada de errado. Eu fiz. Apenas eu. Não é justo que eles sejam também crucificados. Para ser sincero, também tenho medo que a Mel me odeie depois que descobrir tudo. Estando casados, não corro tanto risco de perdê-la. Eu não posso perdê-la. À noite, os caras resolveram sair com Nat para uma casa noturna. Resolvi ficar com Mel.

Teríamos a casa só para nós como nos primeiros dias. Eu tiraria bastante proveito disso. Tomamos vinho e dançamos no terceiro terraço. Ela usava um vestido branco esvoaçante, ressaltando a pele morena que amo. Escolheu sua cantora favorita, Marisa Monte e ficamos namorando na nossa espreguiçadeira preferida. ― Você não queria mesmo sair com os caras? ― quis saber, virando a cabeça para me olhar. Meus braços a apertaram mais junto a mim. Suas costas contra meu peito. ― Claro que não ― afirmei, entrelaçando nossas mãos livres. Dei um riso safado. ― Eu queria ter a casa só para nós ― ela riu travessa, mudando de posição, montando-me. ― Queria me aproveitar de você. Muito ― mordi seu gordo lábio inferior. Ela ronronou, se esfregando em mim. Sua boceta quente bem em cima do meu grande soldado bem desperto. Sempre desperto. ― Humm, excelente plano, superstar ― tomou o último gole da sua taça e me puxou pelo pescoço. ― Sou toda sua ― sussurrou na minha boca. Ri arrogante, perverso e tomei o restante do meu vinho também. ― Toda minha, baby? ― ronronei de volta, minhas mãos deslizando suavemente pelas costas esguias, até parar na bundinha firme. Gemeu quando infiltrei os dedos no meio das bochechas. ― Tem ideia do quanto é gostosa? Hum? Meu pau ama você ― ela riu safada, atrevida e rebolou devagar. ― Minha boceta ama você também, baby ― miou sedutoramente. Porra! ― Safada... ― rosnei e dei tapas em seu traseiro. Chupei seus lábios juntos, puxando-os com os dentes. ― Safada pra cacete e eu amo isso. Sou louco por você ― colei nossas bocas e ela assumiu o controle, chupando minha língua de uma forma escandalosamente erótica. Gemi alto. ― Mostre-me, amor. Mostre o quanto minha bocetinha me ama ― sussurrei entre lambidas na sua língua. Levantei com ela escarranchada em mim e a levei para o quarto. Ela deslizou pelo meu corpo até apoiar os pés no chão junto à cama. Levantou a barra da minha camiseta e eu a ajudei. Os olhos amendoados passearam pelo meu peitoral com avidez. Lambeu os lábios, o riso safado tomando seu rosto outra

vez. ― Primeiro vou mostrar com a minha boca, amor ― murmurou e eu gemi quando seu hálito quente bateu no meu pescoço. Ela beijou suavemente, indo para a orelha e a chupou lascivamente. Estremeci. Cacete! Enchi as mãos em seus cabelos enquanto seus lábios macios desciam beijando, lambendo. Mordiscou meu mamilo direito e eu soltei um palavrão. Continuou sua exploração lambendo cada gomo do meu abdome. Seu olhar levantou, segurando o meu e eu sabia o que ela queria mesmo antes de suas mãos trabalharem no botão da minha bermuda. Cai de joelhos. Rosnei quando apalpou meu comprimento através do tecido da cueca. ― Mostre os peitos para mim, baby ― minha voz saiu rouca, grossa de tesão. ― Quero vê-los enquanto me chupa bem duro e gostoso ― ela riu desavergonhada e desceu as alças finas do vestido. ― Lindos, porra ― rosnei, com a visão dos montes cheios na minha frente. Os acariciei com suavidade a princípio, depois apertei a carne macia. Nós dois gemíamos, nossos olhares trancados, incendiados de desejo. ― Vem, minha safada. Ponha essa boquinha linda no meu pau ― puxei-a pelos cabelos da nuca e ela terminou de descer minha bermuda e cueca. Meu pau surgiu babando, erguido, imponente, louco por atenção e ele teve. ― Ohhh! Cacete. Isso, minha gostosa... ― gemi quando seus lábios esticaram chupando a minha cabeça gorda. Deslizou a língua por toda a glande e desceu lambendo meu eixo, sua mão trabalhando para cima e para baixo devagar. ― Porra! Você chupa tão bem, baby. Ahhh! Que delícia... Isso mama no meu pau ― seus olhos nunca deixavam os meus enquanto toma-me todo. Firmei meu punho em sua nuca e passei a foder sua boca com força. O som de sucção era música para meus ouvidos a cada vez que estocava até o fundo da sua garganta. Ela rolou a língua no meu eixo do jeito que me enlouquece. Porra, eu pensei que a cadela da Nat sabia chupar um pau, mas isso foi até me enfiar pela primeira vez nessa boquinha perfeita. Cristo! Ela é o céu. Virei minha cabeça em direção à parede espelhada perto da cama e quase explodi de tesão com a imagem dela de joelhos mamando meu pau avidamente. Puxei seus cabelos com mais força e continuei a comer sua boca com fome, meus olhos presos no espelho. Cacete! Seus lábios

estavam esticados à minha volta, me engolindo ao máximo. Linda. Perfeita. Minhas bolas encolheram e a sensação indescritível de gozar nessa mulher começava a tomar conta de mim. ― Mais duro, baby! ― ela obedeceu, então soltei um rugido alto, atirando jatos e jatos de esperma na sua caverna molhada. ― Ohhhh! Porraaaaaa! ― sugou com mais vigor, engolindo cada gota. Puxei para fora. Ela prontamente colocou a língua para aparar o resto do esperma. Bombeei meu eixo grosso e esfreguei a cabeça em sua língua, rosnando, ainda gozando gostoso pra caralho, meus olhos presos aos dela agora. Ela vai ser a minha morte. Melissa Deus! Eu nunca vi um homem tão lindo gozando. Eu nunca vi muitos, é verdade. Mas sei que não há no mundo todo outro tão perfeito quanto Liam. Eu amo chupá-lo. Nunca fui muito de fazer isso com Raul, porque o traste não tinha muita atenção nesse quesito comigo também. Foda-se Raul! Expulsei tudo da minha mente e me foquei nesse deus à minha frente. Limpei seu pênis completamente, enquanto gemia rouco, os olhos azuis lindos presos aos meus. Puxou-me pelos cabelos para cima e sua boca reverenciou a minha num beijo delicioso. Puxou meu vestido com urgência. Saí do círculo do tecido, e sua boca desceu pelo meu pescoço numa lambida que terminou de encharcar minha calcinha. Mordeu meu seio direito e gemi indecente. Sorriu contra a minha pele, arrepiando-me inteira, e chupou meu seio, engolindo-o faminto. ― Ohh! Liam... Baby ― tremi, e ele desceu me lambendo pela barriga. Ele se abaixou e tirou minha calcinha lentamente pelas pernas. Amo a forma como faz isso. É tão sexy. Cheirou o tecido e o jogou sobre o vestido. Seus olhos se conectaram com os meus e riu lascivamente antes de abrir meus lábios e lamber entre eles numa tortura requintada. ― Ah, Deus! ― choraminguei. Ele mordiscou minha vagina, lambeu, chupou o clitóris e eu estava tremendo sobre os saltos. Então me fez deitar na cama e puxou minha bunda para a borda. Livrou-se do resto das roupas e sapatos e pegou meus pés, desprendendo as tiras das sandálias. Beijou e lambeu meus pés. Chupou meus dedões juntos e gemou, quase gozando. Riu e correu língua pela minha panturrilha direita, depois na esquerda e arregaçou

minhas pernas. Seu olhar azul fumegante caindo na minha vagina. ― Minha boceta? ― sussurrou, voltando a me encarar. ― Sua, baby ― afirmei, e ele beijou todo o caminho até meu centro. Enfiei as mãos em seus cabelos e o deixei me comer esfomeado. Enfiou dois dedos no meu canal e me fodeu duro, enquanto chupava, sacudiu a língua no meu montinho inchado. Como sempre acontece, não aguentei muito tempo e gritei, gozando forte, puxando seus cabelos. Liam não parou, apenas rosnou e continuou a me comer, bebendo todo o meu gozo, como fiz com ele. Amassou meus seios, puxando os mamilos. Eu gemi, choraminguei ainda sob o efeito do clímax, mas ele não me deu trégua, me fodeu mais lento, mordiscando minha virilha, lambendo toda a minha vagina, reconstruindo minha excitação. ― Liam... Amor ― lamentei, já louca de tesão por esse homem lindo e perfeito que invadiu minha vida e meu corpo irrevogavelmente. ― Vá para o centro da cama e vire de bruços, amor ― pediu, se levantando e se masturbando devagar na minha frente. Riu malvado quando meus olhos não conseguiam desviar do seu membro enorme, duro, lindo. Ele é tão convencido. Mas tem razão de ser. É absurdamente bonito e acrescente a isso, safado e gostoso. Miei fazendo o que pediu. ― Quero lamber cada centímetro de você, minha safada ― rosnou no meu ouvido, seu corpo grande, tonificado e quente me prendendo sobre o colchão. Gemi alto. Chupou meu lóbulo, mordeu e desceu num desbravamento sem pressa pelos ombros e costas. Ah, Cristo! Liam dominava a arte de fazer amor. Sim, porque isso que fazemos não é só sexo. Já estabelecemos isso. Além disso, ele me pediu em casamento. Nós estamos definitivamente fazendo amor. Mesmo quando é mais duro, exigente, e ele é. Muito. Ainda sinto que estamos fazendo amor. Beijou, lambeu, chupou minhas costas e grunhiu quando chegou à minha bunda. Ele ama meu traseiro. ― Porra. Linda demais. ― acariciou gentilmente minhas bochechas, depois cravou as mãos, amassando a carne com força, possessivamente. Ele me deu dois tapas, um em cada nádega e eu choraminguei. Nunca pensei que fosse excitante levar tapas assim, mas com ele, tudo me enche de tesão. Ele faz tudo comigo. Desde a primeira noite se apossou de mim, e meu corpo

pertence a ele. ― Olhe para nós no espelho, baby ― pediu, sua voz tensa, então virei meu rosto para a parede espelhada no lado direito da cama. ― Me veja te montar, te comer bem duro. ― Oh! Liam... ― chorei com suas palavras sujas e seus lábios chupando minha bunda com força. Sei que ficarei marcada. Ele estava mais urgente hoje, como se algo o tivesse perturbando. Eu o tenho sentido assim desde ontem. Não tive tempo de pensar muito sobre isso, porque ele desceu lambendo e beijando minhas pernas, arrancando mais gemidos necessitados da minha garganta. Minhas mãos cravaram no lençol e me transformei numa massa arquejante sob suas carícias ao mesmo tempo amorosas e duras. Lambeu todo o caminho de volta e enfiou o rosto no meu traseiro, espalhando as bochechas. Sua língua serpenteou dos meus lábios até o ânus. Gemi, me deliciando com a imagem absurdamente erótica no espelho. Ele é tão, tão gostoso. Então me deu mais um tapa e se deitou sobre mim. Miei quando seus músculos duros se esfregaram em minhas costas. Deslizou as unhas pelos meus braços e chupou minha orelha, seu hálito quente, sua respiração pesada me deixou mais enlouquecida para ser tomada, consumida por ele. ― Empine a bundinha para mim, baby ― seu tom sussurrado me deu arrepios, então estremeci. ― Vou meter em você assim ― fiz o que disse e senti sua ponta espessa brincando na minha vulva, reunindo meus sucos. Soltei um gemido lamurioso. Ele riu na minha orelha e impulsionou o quadril, metendo fundo numa estocada forte. ― Oh, Deus! ― choraminguei, entalada com seu membro avantajado. ― Porra! ― rangeu os dentes junto ao meu ouvido e parou por um instante. Estava esticada e ardente à sua volta. Ele é tão grande e grosso. Palpitei e ele rosnou de novo. ― Gosta disso, não é? Ama me dar essa bocetinha apertada. Cristo! Tão apertada, Mel. Meu pau é quase grande demais para ela ― girou o quadril ainda enterrado e isso tocou todos meus os nervos e pontos internos. Gemi alto, mais líquidos jorrando no meu canal. Ele grunhiu satisfeito, pois senti que ele escorregou uma polegada a mais para dentro. Estava prendendo a respiração agora. Suspensa entre a dor e o prazer. Chupou o meu ombro e eu convulsionei, louca para que ele se mexesse. Sorriu, baixinho,

sacana, sabendo exatamente como me sentia e puxou, deixando só a ponta. ― Você quer meu pau, amor? Hum? diz, minha delícia ― provocou-me e metendo até o talo, me rasgando mais fundo. Gritei, estremecendo toda. Ele riu perverso na minha orelha. ― Diz pra mim, minha safada ― estocada forte. ― Diz o quanto gosta de dar para mim. Hum? ― grunhia, pegando ritmo, me comendo com golpes bruscos. Seu pau entrava muito fundo a cada estocada. Era tão diferente desse jeito. Minhas pernas juntas me deixava muito apertada. Era doloroso, mas gostoso demais. ― Diga, baby! ― Sim! Eu amo dar para você, baby ― miei, meu corpo sacudindo a cada impulso do seu quadril. Ele riu em aprovação. Liam adorava falar sujo e eu estava pegando isso muito rápido porque sabia que o excita. ― Veja, Mel ― enfiou as mãos pela minha frente e alavancou meus ombros, puxando para trás. Meus olhos o beberam avidamente. Deus! Ele é tão perfeito. Os músculos firmes flexionavam a cada vez que metia bem fundo em mim, me montando como disse que faria. A imagem era hedonista e eu me via presa, hipnotizada à ela. Suas coxas fortes se apoiavam de cada lado do meu quadril e ele metia com força. Eu gozaria só de ver essa imagem. Lindo demais. Conseguia ter um vislumbre do seu membro molhado a cada vez que saia quase todo e voltava bruscamente. Abri mais minhas pernas e ele se encaixou no meio delas, se alojando profundamente agora. Gemi e gemi, enquanto me martelava incansavelmente. Nossos olhares se cruzaram. Ele riu lentamente e girou o quadril, diminuindo o ritmo. Meus dedos dos pés enrolaram com a sensação quente, deliciosa se espalhando em meu ventre. Arquejei. Ele percebeu que eu estava perto e continuou me comendo lento e fundo, tocando meu ponto especial que só ele tocava. ― Ohhh! Liam! Baby... ― lamentei e pedi sem nenhum pudor: ― Me fode, amor! Me fode mais duro! Não retenha nada, amor. Dê-me tudo! Me fode com força! ― riu na minha orelha e passou a me comer como se essa fosse nossa última vez. Seus músculos suados deslizaram em mim. Seus lábios quentes estavam chupando, mordendo minha orelha toda. Rolei os olhos de prazer. ― Assim, minha putinha? ― grunhiu, rouco e tenso, e eu sabia que ele estava no limite também.

― Eu amo você, Mel. Amo você, cacete! Isso nunca vai sair de dentro de mim, baby ― ele parecia em agonia dizendo isso. ― Eu sempre vou te amar. Vem, goze comigo, minha gostosa! ― meteu uma estocada brutal, me rasgando até o útero e eu quebrei, gritando. ― Isso, baby! Quero sentir você molhando todo o meu pau! ― continuou a meter com força e meu orgasmo explodiu violento, intenso, abrasador, drenando minhas forças. Minha vulva incendiou e ele rosnou, sua respiração mais ofegante. ― Ohhhh! Deliciosa, amor... Vou gozar, baby! ― vi no espelho seu abdome contrair e senti seu pau inchar dentro de mim. Ele gozou, gemendo, urrando, jogando a cabeça para trás. Lindo! Meus olhos correram por todo o corpo poderoso. Seu traseiro firme, ondulando com as arremetidas ainda duras, enquanto se derramava, me enchendo com seu sêmen quente. Estremeci nos últimos espasmos e com a nossa visão no espelho. Isso foi tão intenso. Tão perfeito. Antes que eu percebesse lágrimas turvaram a minha visão e eu estava soluçando, chorando porque nunca fui tão feliz e amada quanto me sentia agora. Ele acalmou os movimentos e beijou minhas costas suavemente. ― Shhh ― beijou meus ombros e saiu devagar de mim. Arquejei com a sensação de vazio que me invadiu. Caiu pesadamente ao meu lado e me puxou para seus braços. Levantou meu rosto, os olhos azuis me fitando preocupados. ― Eu machuquei você, amor? Desculpe-me, eu... ― Não, baby ― sussurrei, beijando seus lábios. ― Eu não sei o que me deu. Isso foi tão intenso, gostoso, perfeito ― seu olhar amoleceu completamente e ele me beijou apaixonado. Ficamos assim, perdidos nesse beijo por algum tempo. Sua mão numa carícia lenta pela minha coluna. As batidas dos nossos corações foram voltando ao normal. ― Eu te amo tanto ― disse baixinho entre beijos, assim que abrimos os olhos. ― Eu também te amo, baby. Muito ― murmurou, olhando-me dentro dos olhos. ― Sempre vou te amar. Não se esqueça disso em nenhum momento. Eu. Sempre. Vou. Te. Amar ― ele repetiu, então abri um pequeno sorriso, suas palavras viajando em mim, acalmando o medo sem explicação que tomou conta de mim quando chorei. Eu não poderia mais ficar sem esse homem. Eu não posso. Sua mão continuou passeando suavemente pelas minhas costas e eu me aninhei mais a ele, deixando o

sono me levar. ― Baby, o que acha de darmos um pulo em Las Vegas antes do show de Porto Alegre ― Liam informou entre beijos no meu ombro e pescoço. Eu ri, enquanto lavava as louças do café da manhã. Os caras ainda estavam dormindo. Pelo jeito, a noite foi boa. ― Uh! Las Vegas, superstar? ― zombei. Ele segurou meus quadris e moeu devagar, gostoso, na minha bunda. Gemi. Seu riso baixinho, sacana arrepiou minha pele. ― O que quer fazer lá? ― ele ficou em silêncio por um tempo e a compreensão afundou em mim lentamente. Enxuguei as mãos e me virei em seus braços. ― Vamos casar, baby. Prometo que dou um evento digno depois, mas eu preciso disso agora ― havia uma expressão desconhecida em seu semblante e ele parecia tenso, apreensivo. ― Uau! Um pouco apressado, não é? ― tentei sorrir, mas ele não. Seus olhos me consumiam, prendendo-me com uma intensidade enervante. ― Liam, você só me pediu há três dias, baby ― sussurrei, segurando seu rosto. ― Vamos levar isso mais devagar, sua intensidade está me sufocando ― ele engoliu em seco, seu olhar inflamando. ― Você me ama? ― perguntou apertando a mandíbula. Uh! Ele parecia zangado. ― Porque se você me ama não há muito que pensar, você vai comigo até Las Vegas e se torna a minha mulher. ― Liam, amar não é a questão. Eu te amo e você sabe disso, baby ― ele parecia ter relaxado um pouco. ― Por que a pressa? Vamos curtir uma coisa de cada vez. Está indo rápido demais ― ele continuou com seus olhos azuis cravados em mim, fazendo-me pensar que havia algo por trás dessa pressa toda, e principalmente do seu comportamento inquieto e retraído nos últimos dois dias. ― Há alguma coisa que não está me contando? ― pareceu ponderar por alguns momentos, mas apenas me beijou suavemente. ― Ok, baby ― disse baixinho, acariciando minha face. ― Depois do show vou te sequestrar num voo sem escalas para Las Vegas, pode apostar nisso ― abriu um riso conciliador, maroto e eu não sabia se estava apenas brincando ou se falava sério.

― Meu pai está chegando daqui a pouco e quero encontrá-lo no aeroporto. Vou passar o dia com ele e o Chay ― ri, espalhando beijos em seu queixo. ― Bom, se meu rockstar favorito me liberar, claro ― acrescentei para extirpar o clima meio pesado e a expressão preocupada que ainda via em rosto. Ele riu lindamente, me levantando pela bunda e eu o abracei com as pernas. ― Depende ― seus olhos piscaram travessos, enquanto nos carregava pela sala em direção a escada. ― Depende de quê? ― usei meu tom mais sedutor. Ele rosnou, dando um tapa na minha bunda. ― Se você vai me deixar me aproveitar de você no banho, baby ― ele mexeu as sobrancelhas diabolicamente. ― Você sempre se aproveita de mim, baby ― ronronei e seus olhos inflamaram quando entramos no quarto, indo direto para o banheiro... Foi um dia perfeito. Eu e Sara fomos esperar nosso pai no aeroporto e depois pegamos o Chay na escola. Almoçamos todos juntos num restaurante no Leblon. Meu pai brincou que eu estava mais famosa do que ele, pois todos que se aproximavam da nossa mesa, olhavam apenas para mim. Eu ri, mas no fundo não gostava dessa exposição toda. No entanto, será assim se eu quiser estar ao lado do Liam, e eu quero isso como quero minha próxima respiração. Algo bonito, forte, intenso nasceu entre nós e não vou deixar esses medos nos atrapalhar. Ainda posso sentir a emoção em suas palavras, seu semblante quando disse: eu sempre vou te amar. Eu sempre irei te amar também, baby. Sempre. Liam me ligou enquanto estávamos no restaurante e pediu para marcarmos um jantar hoje com meu pai e o Chay. Meu pai pareceu gostar da ideia, mas ainda sinto certa apreensão da sua parte em relação a meu envolvimento com o rockstar do momento. ― Mãe, o tio Liam tá demorando muito ― meu pequeno me disse pela enésima vez. Eu sorri na tentativa de tranquilizá-lo. ― Ele já deve estar chegando, meu querido ― ele bufou e voltou a sentar-se no sofá. Eu estava preocupada, na verdade. Não consegui falar com o Liam desde o almoço. Seu celular sempre ia

direto para a caixa postal nas vezes que liguei depois que cheguei da casa do meu pai no final da tarde. Não dei muita atenção ao fato, mas agora começou a me incomodar. Algo aconteceu. Ele nunca fez isso. A porta se abre e ambos, eu e Chay levantamos, mas nossa expectativa se dissipou quando vimos apenas Sara entrando. Ela passou os olhos entre mim e Chay. Ela estava séria. Se André fez algo com ela, vai se entender comigo, aquele maldito imbecil. ― Chay, vá jogar um pouco enquanto tenho uma conversa de adultos com sua mamãe, meu amor ― ele franziu o cenho em desgosto, mas fez o que a tia disse, indo para a outra sala. ― Você está me assustando, maninha ― disse. Ela não ri, apenas continua me olhando com um pesar nos olhos castanhos. ― Liam já deve estar chegando. Eu... ― Eu acho que ele não vem, Mel ― ela disse simplesmente. ― O quê? ― perguntei confusa. Então, um medo se instalou em mim. ― Aconteceu algo com ele? Me fale, Sara! ― pedi, meu tom se alterando. ― Sim, aconteceu algo ― suspirou pesadamente. ― Está em todos os sites de fofocas ― puxou seu celular da bolsa e selecionou algo. ― Você precisa ver isso, irmã ― estendeu-o para mim. Levei minha mão hesitante e o apanhei. Um vídeo começou. Uma moça lindíssima surgiu na tela. Eu a reconheci de imediato, Selena Hart. Ela estava despontando para o sucesso depois de um vídeo clip que filmou com Liam. Era indecente o vídeo e foi amplamente badalado. Ela ganhou fama depois disso. A imprensa também alardeou que eles estiveram envolvidos além do profissional. Ela começou a falar. Estava em um aeroporto pelo que me parecia. Muitos paparazzi a cercavam junto à um carro escuro. Dois seguranças a mantinham segura dos avanços. ― Sim, acabo de chegar ao Brasil ― ela tinha uma voz irritante, arrogante. Seus olhos azuis esverdeados cravaram em uma câmera e ela olhou diretamente como se olhasse nos meus olhos. ― Liam me chamou para acompanhá-lo em sua pequena turnê antes do Rock in Rio ― não gostei da forma como disse isso. Deixava uma intimidade sugerida no ar. ― Isso quer dizer que estão reatando? ― dois paparazzi gritaram. Ela ri e olha diretamente para a

câmera de novo. Um calafrio me percorre por inteiro com a expressão fria em seus olhos. ― Nós nunca rompemos, para começo de conversa ― minhas mãos começaram a tremer, segurando o aparelho. Deus! O que essa garota estava dizendo? Não era verdade. Claro que não. Liam não faria isso comigo. Então, as próximas palavras de Selena me tiraram completamente o chão: ― Não é a primeira vez que meu noivo é flagrado com alguma vadia na minha ausência ― o quê!? Meu cérebro só registrou uma palavra: NOIVO. Houve uma comoção entre os paparazzi e ela riu mais amplamente, mostrando os dentes perfeitos. ― Eu sei que estão surpresos, dada a insistência da imprensa brasileira em noticiar que Liam estava firme com essa... Hum... Senhora ― franziu o nariz com nítido desdém. Meu coração se apertou e eu puxei uma respiração ruidosa. Sara veio até mim. ― Estou aqui para acabar com esse mal-entendido. Liam e eu apenas tivemos uma discussão antes dele vir para cá. Ele é genioso, e um rockstar ― rolou os olhos. ― É claro que vai fazer o que é normal para alguém como ele: pegar algumas vadias. Sei como funciona e estou aqui para fazer as pazes ― riu maliciosamente. ― Nós somos muito bons nisso. Anotem aí, queridos: a partir do momento em que meu noivo me ver, essa mulher, que não lembro o nome agora, será passado ― eu entreguei o celular para Sara, lágrimas quentes turvando a minha visão e meu coração se comprimindo no peito, porque algo me dizia que essa garota não viria para cá se sua história não tivesse algum fundamento, mas ao mesmo tempo não conseguia acreditar que Liam me usaria assim, fria e deliberadamente. A mera possibilidade me deixava doente. Por favor, Deus, não deixe que isso seja verdade.

CAPÍTULO DOZE Melissa ― Eu vou até lá ― saltei do sofá onde estive encolhida, contendo as lágrimas a qualquer custo,

remoendo as muitas perguntas e minhas inseguranças. Sara se levantou também, seus olhos preocupados correndo pelo meu rosto. ― Eu vou com você, maninha ― disse com firmeza. Eu apenas assenti. Preciso da sua força agora. Ela é tão corajosa, destemida e eu sou tão covarde. Tenho sido tão covarde. ― Para onde a senhora vai, mamãe? ― a vozinha de Chay me fez virar para encará-lo. Meu peito doeu com sua expressão inocente. Liam tinha brincado com nós dois? Era difícil acreditar nisso depois dos acontecimentos dos últimos dias. Vou dar a chance dele se explicar. Isso tudo tem que ser um mal-entendido. Será sempre assim? Vadias aparecendo a todo o momento para atrapalhar a nossa vida? Receio que sim, mas eu não posso recuar agora. Estarei sendo covarde como fui boa parte da minha vida. Eu amo aquele homem e ele também me ama. Eu sei disso. Ainda posso senti-lo se movendo dentro de mim, tomando-me, amando-me com sua intensidade, dizendo que me amaria para sempre. É isso. Liam vai rir comigo dessa situação ridícula assim que o encontrar. Por que ele não liga o maldito telefone e me tira logo dessa angústia? ― Liam não atende ao telefone ― falei indo até ele, me abaixando no nível dos seus olhos. Corri a mão pelos cabelos fartos. ― Eu e a tia Sara vamos até a sua casa saber o que houve, está bem, bebê? ― ele franziu o cenho. ― Eu quero ir também ― disse começando uma birra. ― Eu quero ver se está tudo bem com ele ― me deu um nó na garganta em constatar como meu filho já estava apegado à Liam. ― Não discuta com a mamãe, amor ― pedi e ele amoleceu um pouco. ― Vamos marcar outro jantar amanhã, está bem? ― assentiu, mas fez um bico, sisudo. Ri e o beijei de leve nos lábios. ― Não vamos demorar, mas não fique nesse jogo por muito tempo, certo? Depois de dar instruções à Maria para colocar meu pequeno na cama às nove em ponto, seguimos para o Leblon. Fomos no carro de Sara. Eu estava mais calma. Em algum momento do trajeto, os olhos azuis de Liam me invadiram a mente e eu me acalmei, recordando tudo que via neles cada vez

que estávamos juntos. Eu preciso ser mais forte. Sinto-me patética de ter sequer pensado que ele me enganou. Ele tem sido maravilhoso, intenso, apaixonado e se entregou completamente para mim. Preciso dar um fim a essas inseguranças. E então, de repente eu decidi: vou para Las Vegas com ele. Voaremos agora se ele quiser. Abro um riso confiante. É isso. Vou fazer o que me pediu hoje de manhã. Vamos nos casar em Vegas. Greg me surpreendeu ligando para Liam antes de subirmos. Isso me intrigou. Meu acesso sempre foi permitido sem restrição alguma. Meus olhos vagaram entre ele e Mat. Os dois pareciam um tanto desconfortáveis com a minha chegada. Greg encerrou a ligação e me disse que poderíamos subir. Era impressão minha ou ele mal me olhos nos olhos? Quando entramos na cobertura, meus nervos já estavam agitados outra vez. Estava tudo tão calmo. Passamos pela sala de estar e ouvi vozes baixas na outra sala com vista para a praia. Andei a passos largos até lá e estaquei quando meus olhos pararam na cena. Meu coração passou a bater tão rápido que senti receio dele deixar meu corpo. Todo o ar foi sugando dos meus pulmões com o que vi. Liam sentado em um dos amplos estofados e em seu colo estava... Ah, Cristo! Estava Selena Hart. Parecia uma experiência daquelas em que você sai do corpo e fica de fora observando sem poder acreditar no que via. Fiquei paralisada. Não, mortificada era a palavra correta. ― Filho da puta! ― Sara rosnou se colocando do meu lado e todos viraram as cabeças em nossa direção, mas eu não via mais nada, só ele. Só eles. Outras cenas com outros rostos invadiram minha mente. Eu havia flagrado Raul muitas vezes em situações como essa, mas nunca doeu tanto. Eu fiquei sem fala por alguns momentos, apenas com um zumbido alto nos meus ouvidos, a adrenalina tomando conta de mim, fazendo meu corpo todo tremer de surpresa, ódio, dor, decepção e repulsa. Os olhos azuis encontraram os meus e não vi surpresa neles. Claro que não havia, ele foi avisado da minha chegada. Por que, Liam? Indaguei com meu olhar. Eu ainda não tinha achado a minha voz. Ele trincou os dentes, tirando a garota do seu colo e se levantou. Sua postura era tensa e o semblante sério como nunca tinha visto. Ele tinha um olhar vazio, não havia o brilho jovial e malicioso que me habituei a

ver. ― Me acompanha até o escritório? ― sua voz foi apenas um fio. ― Acredito que precisamos ter uma conversa. Sério? Você acha? ― Não! ― minha voz finalmente saiu. Ele se surpreendeu com a minha veemência. ― Vamos conversar aqui ― desviei os olhos para cada um dos nossos espectadores. Os caras estavam sérios pela primeira vez desde que os conheci. A vaca-mor me ofereceu um riso cínico, zombador que me fez querer vomitar. Era como se dissesse: eu avisei, querida. ― Fale tudo que tem para me dizer aqui, na frente de todos ― eu o desafiei. Não sei de onde veio essa coragem, mas estava crispando os punhos agora. Ouvi um bufo dramático, entediado e meu olhar caiu na garota, se demorando, catalogando tudo para satisfazer minha curiosidade masoquista e eu quase gemi de desgosto. Ela era muito mais jovem e bonita pessoalmente do que pela TV. Seus longos cabelos negros caíam em cascatas pelos ombros. Usava um top colorido e um short jeans minúsculo. Bem à vontade, como se estivesse em casa. E ela está, recriminei-me. Ao que tudo indicava eu era a intrusa. Eu era a outra pela primeira vez na minha vida. Seus olhos me atiraram lascas de gelo. ― Diga logo a ela, baby ― meu coração sangrou com uso desse termo em sua boca exuberante. Eu nunca me senti tão velha, ridícula e humilhada. ― Ah, e fale em Inglês, por favor ― completou sem tirar os olhos dos meus. Ela me odeia, era o que sua expressão gritava para mim. Que bom que estamos na mesma página! Pisquei e levei meu olhar de volta para Liam. Ele parecia bem desconfortável. Ótimo. O silêncio se estendeu na sala e se tornou sepulcral. Ele não falou, apenas me manteve presa em seu olhar. Passou as mãos pelos cabelos e eu soube que estava nervoso. Pelo menos tinha a decência de parecer constrangido com sua maldita traição! Ficou nessa postura irritante, como se travasse uma batalha interna, até que meus nervos não aguentaram mais. ― Basta dizer de uma vez ― grasnei. ― Então, foi tudo mentira? ― minha voz saiu instável,

esganiçada. Ele continuou em silêncio, os olhos azuis malditos me perfurando como se quisesse que eu adivinhasse o que ia à sua mente. Exasperei-me. ― Me diga! Fale olhando nos meus olhos que foi tudo uma maldita mentira, Liam! ― a garota odiosa se levantou do sofá e o abraçou pela cintura. Ele não fez nenhum movimento para afastá-la e eu me senti morrendo. ― Sim, foi ― ele disse, finalmente, torcendo os lábios num riso frio e acrescentou: ― Não tudo mentira. Eu sempre desejei você. E você é muito mais gostosa do que nas minhas fantasias, devo admitir. Mas era sexo. Eu me empolguei é verdade, desculpe-me ― eu parei de respirar com a crueldade das palavras. O olhar dele era morto, sem um pingo de emoção e eu me perguntei se o homem que estava na minha frente agora era o mesmo que estava dentro de mim ontem, me dizendo que sempre me amaria. Um soluço baixo me escapou, então levei a mão à boca. Mordi o interior da bochecha para me impedir de gritar, tamanha a dor que estava sentindo no momento. Tudo mentira. Toda a sedução, intensidade, paixão. Tudo mentira? Eu gemi de dor. Eu não podia mais suportar. Era muito. ― Porra, Stone, o que está fazendo, cara? ― Elijah inqueriu, seu tom desgostoso. Os caras também fizeram sons de desagrado. Sara passou os braços pelos meus ombros. Eu agradeci o apoio, porque minha cabeça estava rodando e senti o vômito vindo à minha garganta. Eu não consegui evitar, eu quebrei na frente de todos. Lágrimas quentes desceram pelas minhas faces. Um flash de algo parecido com pesar passou pelos olhos dele, mas desviou o olhar, seu maxilar muito rígido. ― Não, irmã ― Sara sussurrou no meu ouvido, sua voz levemente embargada. ― Não dê esse gostinho a esse idiota. Não quebre assim na frente dessa vadia. Reaja, porra! ― seu tom subiu e ela rosnou para Liam. ― Você se acha o rei do mundo, não é? ― cuspiu, sua voz cheia de desprezo. Ele voltou a nos olhar. ― Aqui está a coisa, Sr. Deus do rock de merda! Você não é tão gostoso. Mel me contou que fingiu cada orgasmo! ― o quê? Cristo! Só a minha irmã mesmo para dizer algo assim numa hora dessas. Seria cômico se não fosse trágico. Os olhos dele arregalaram e os caras riram baixinho, apesar da tensão do momento. ― Vamos, querida. Vamos embora dessa merda! ― ela me

girou, então segui tropeçando em meus próprios pés. Eu estava certa o tempo todo em não querer dar o meu coração para ele. ― Isso mesmo. Vá embora, sua vadia velha e ridícula! ― a voz irritante da pequena vaca me cortou, e eu parei. Uma ira sem tamanho tomou conta de cada célula do meu corpo como um veneno de ação rápida, e antes que pensasse duas vezes, me desvencilhei dos braços de Sara e voltei. Minhas pernas estavam incrivelmente firmes, apesar do meu nervosismo. Avancei guiada pela raiva e humilhação. Ela havia avançado uns passos na minha direção, obviamente adorando ver minha saída miserável. Antes que pudesse sequer respirar, minha mão acertou seu rosto perfeito num tapa que ecoou pela sala inteira. Ela se desequilibrou, caindo de bunda no carpete. Sons de espanto encheram meus ouvidos. Ouvi a voz de Nat dizendo: cadela louca! Mas estava muito puta no momento. Realmente puta! Eu a olhei de cima. ― Você não vai mais se dirigir a mim dessa maneira ― rosnei. ― Você não me conhece e eu muito menos a você ― seus olhos arregalaram como se dizer que não a conheço fosse um insulto maior que o tapa. Ri sarcasticamente, bem debochada mesmo. Sim, eu consigo ser ruim quando quero, ok? ― Viva com isso, lindinha. Nem todos sabem quem é você ― ela fungou, passando a mão onde a acertei. ― Se não fosse pelo fato de aparecer do lado de um cantor famoso, sua música medíocre jamais seria ouvida. Quer um conselho? ― cravei meus olhos nos dela. ― Fique bem longe de mim! ― bufou. ― Será um prazer, querida. Eu não vou mais precisar ver você por uma razão óbvia ― riu odiosamente e se levantou ficando na minha frente. Oh, a pequena vaca era topetuda, não? ― Você será demitida! A banda não precisa mais dos seus serviços ― seu olhar deslizou desdenhoso por mim. ― E certamente meu noivo também não. Você está dispensada. Apenas aceite. Seja uma boa perdedora ― sibilou, seus olhos atirando farpas mortais em mim. ― Então, me fale, qual é a sensação de ser usada e descartada? ― Selena, cale a porra da boca! ― a voz irritada de Liam me fez olhá-lo. Meu peito doeu

absurdamente, olhando-o, masoquista e egoisticamente, ainda querendo beber sua beleza, apesar de toda a humilhação a que estava me submetendo. Seus olhos estavam tempestuosos, escuros e ele tinha os punhos cerrados do lado do corpo, como se quisesse matar alguém. Ele está com raiva porque bati na porra da sua noiva? Essa palavra ainda não descia completamente. Seu olhar capturou o meu e ele me implorava. Pelo que, eu não sabia. Para eu ir embora logo e o deixar matar a saudade e fazer as pazes? Talvez até mesmo já tivessem feito isso. Na cama. A mesma cama onde esteve comigo ontem, me enchendo com suas mentiras fodidas! Meu sangue ferveu e de repente, eu só queria machucá-lo. Fazê-lo sangrar. Os dois. Eu quero o sangue dos dois! ― Vem, Mel. Vem, querida ― Sara chamou, mas meus olhos ainda estavam no objeto do meu maior desejo e desilusão. O que aconteceu a seguir chocou a todos. Meus ombros sacudiram e eu ri. E eu não parei. Quanto mais ria, mais me dá vontade de rir. ― Puta merda! ― Sara exclamou com um riso na voz. Ela já sabia onde isso ia dar. Era uma reação que tenho diante de situações muito tensas. Eu choro e depois eu rio, ridícula e pateticamente, mas isso me acalma. Sim, a calma é bemvinda agora. Quando a última onda hilariante deixou minha garganta, meus nervos estavam controlados de novo e eu pronta para a guerra. Todos, menos Sara, deveriam pensar que eu era alguma doida varrida. Uma determinação de aço tomou conta de mim e estiquei a coluna. Eu tenho trinta e cinco anos, caramba! Isso tem que me servir para alguma coisa, no final das contas. Seria injusto se a idade trouxesse apenas rugas. Tenho que usar a experiência a meu favor. Ainda sentia uma onda de vergonha por ter chorado como uma adolescente que teve o coração quebrado pela primeira vez. Foda-se! Vou suspender a porcaria do choro por enquanto. ― Lamento informar, mas minha demissão não cabe a você ou à banda ― ela mostrou surpresa. Ri friamente. É, estou gostando disso. ―E você vai me ver todos os dias, lindinha ― afirmei num tom mais baixo, soando quase ameaçador. ― Sim, pensou que eu iria correr? Nada disso, não fiz nada de errado. Eu apenas peguei o que estava disponível no momento, que por acaso vem a ser o seu noivo ― olhei na direção do cretino mentiroso outra vez e seu queixo estava caído, uma

expressão confusa nos olhos lindos do inferno. Foda-se! ― Lamento pela situação, mas não pelo que fizemos ― ele estava completamente atordoado com a minha mudança. ― Como ele próprio reconheceu, foi gostoso. Muito gostoso, devo admitir ― ri maliciosamente agora. ― Era uma coceira antiga que precisava ser coçada. Nós coçamos. Oh! Como coçamos... ― me abanei teatralmente. Cheguei mais perto e sussurrei em seu ouvido: ― Ele estava dentro de mim hoje cedo no chuveiro ― ouvi a risada de Sara. Estou de volta ao jogo, maninha! Continuei sem desviar o olhar do Sr. deus do rock do caralho! ― E foi delicioso como sempre ― os olhos azuis estavam brilhando pela primeira vez desde que cheguei. Algo parecido com orgulho no fundo da íris. Eu não analisaria isso. ― Sim, minha irmã apenas queria me defender quando disse que fingi os orgasmos. A verdade é que nunca gozei tanto na minha vida ― uma onda de puta merda! Caralho! Porra! Cacete! Foi murmurada pelos caras. Ri mais amplamente. Liam quase tinha um sorriso se formando em sua boca. Que bom que está apreciando o show, idiota! Virei-me para VacaLena e indago docemente: ― Então, querida, me diga como é a sensação de ter que vigiar seu noivo galinha à minha volta para que ele consiga manter o pau na calça? ― novas exclamações encheram a sala. Esse era um dos efeitos colaterais da minha tensão: minha boca não possuía filtro. Ela riu fria e calculadamente para mim e foi em direção de Liam. Eu estava morrendo outra vez com cada passo que dava para perto dele. Perto do meu homem. Ah, Deus, ele não é mais meu. Ela se pendurou nele de novo e o galinha, sem vergonha, safado do caralho não fez nada para afastá-la. Eu nunca quis tanto matar alguém. ― Se quer impor sua presença, faça isso ― seus olhos brilhavam com algo maquiavélico. Essa garota não estava para brincadeiras. ― Mas esteja preparada para tudo que verá. Liam e eu nos empolgamos muito quando estamos perto... ― ronronou maliciosamente e deu um beijo no seu peitoral. Naquele momento eu estava soltando fumaça pelas orelhas, mas puxei uma respiração profunda, calmante. Virei-me para os caras e dei um sorriso de boca cheia. Eles devolveram, acenando-me, admiração clara em seus semblantes.

― Até amanhã, rapazes ― passei o olhar rapidamente por Nat. ― Vac... digo, Nat. ― ela rolou os olhos, bufando e meus olhos pousaram nele. Neles. Tive que me forçar a continuar com meu pequeno show. Liam-idiota-traidor-filho-da-puta-Stone jamais brincaria comigo de novo. ― Stone e... Futura Sra. Stone ― pronunciei isso em tom sarcástico que quase me matou, mas consegui esboçar um riso, enquanto todos ainda me olhavam com surpresa, admiração e me chamando secretamente de louca, eu sabia disso. ― Boa noite a todos ― entrelacei o braço no de Sara que me recebeu com um sorriso de orelha a orelha. ― Minha Nossa Senhora das reações, maninha! ― murmurou, mas ainda perfeitamente audível enquanto deixávamos a sala. ― Porra, estou apaixonado pelas brasileiras! ― Collin soltou às nossas costas. ― Caralho, eu também! ― esse foi Elijah. ― Sara, baby, ainda estou esperando a resposta daquele convite... ― Vai continuar esperando, idiota! ― Sara revirou os olhos, mas riu baixinho só para mim. Eu ainda estava meio anestesiada. Caramba! O que foi isso que eu acabei de fazer? Limpei meu nariz deselegantemente e afundei a cabeça no colo de Sara de novo. Os soluços ainda sacudindo o meu corpo. Ela passou a mão suavemente pelas minhas costas. Quando chegamos, Chay já estava milagrosamente na cama. Agradeci a Deus porque eu estava uma bagunça. Mal passamos pela porta da cobertura, minhas lágrimas irromperam outra vez e não pararam até o momento. ― El-ele disse que me amava... ― gaguejei, entre soluços. ― Eu sei, querida, os homens são todos uma merda! A escória. Acho que vou virar lésbica ― bufou, sarcasticamente. Eu quase sorri em meio às lágrimas. ― Bom, talvez lésbica seja forçar muito. É uma droga isso. Odeio os homens, mas amo um pênis ― eu não segurei o riso dessa vez. Ela riu suavemente e beijou meus cabelos. ― Eu sei que parece o fim do mundo agora, mas logo, logo você vai esquecer aquele imbecil. ― Sejamos realistas aqui, maninha, eu nunca vou esquecer Liam Stone ― eu disse, arrasada. ―

Ele não é qualquer um que vai sumir e nunca mais vou vê-lo se não quiser. Ele é a porra do assunto em todo o mundo. ― Droga! Não ajuda também que o desgraçado seja um deus grego, não é? ― ela riu travessa. ― Eu sabia que dizer que fingiu os orgasmos era uma ideia ridícula, mas não pude resistir ― rimos juntas e minhas lágrimas finalmente diminuíram. Eu a amo tanto. Nós sempre tivemos essa ligação forte. Sempre amparamos uma à outra. ― Ele disse que sempre me amaria ― sussurrei, meu coração doendo absurdamente. ― Sério? ― ficou em silêncio por alguns segundos. ― Ele pode ser lindo, mas é a escória completa. Quero as bolas dele numa band... ― Ele me pediu em casamento ― revelei e sua mão parou, congelada nas minhas costas. Eu ainda não tinha contado nada para Sara. Ainda estava tentando assimilar toda a intensidade de Liam Stone. ― O que está dizendo, Mel? ― seu tom era sério agora. Ela me fez me apoiar contra os travesseiros da cama para me olhar nos olhos. ― Maninha, sério? Liam Stone a pediu em casamento? ― ela riu deslumbrada, parecendo esquecer-se de tudo por um momento. Seu rosto franziu e algo brilhou em seus olhos astutos. ― Mel, já pensou que essa história foi repentina demais? ― Sim, claro. Ele me atropelou muito rápido, não deu para desviar, irmã ― eu me defendi. ― Ele foi mesmo malditamente rápido, mas não me refiro a isso, Mel ― prosseguiu. ― Essa garota caiu praticamente de paraquedas no meio de vocês ― juntou as sobrancelhas. ― Pensando bem, analisando tudo com mais calma e, principalmente porque estou de fora, Liam não parecia muito feliz com a chegada da sua noiva — colocou aspas na última palavra. ― E, irmã, nunca vi um cara pedir em casamento a mulher que está fodendo casualmente ― meu peito se aqueceu com sua linha de raciocínio. ― O que está pensando, Sara? ― Eu acho que nosso lindo deus do rock pode estar escondendo algo de você, querida. Algo muito sério.

― Algo como o quê, por exemplo? Que me pediu em casamento quando já tinha a merda de uma noiva? ― gemi. ― Ah, Deus! Ela é linda e jovem. Odiei vê-los juntos. São tão perfeitos. Eu nunca vou ser bem vista do lado dele. Eu sou... ― Ah, Cristo! Quer parar com esse festival de auto piedade? ― ela me deu uma bronca. ― Você é linda, maninha. Linda e aquele homem parecia louco por você. Algo está acontecendo e não estou gostando disso. Nem um pouco. Há algo que não está batendo. Acho que deve tentar conversar com ele amanhã. Dessa vez, sozinhos, sem plateia em volta. Gemi, sentindo uma ponta de esperança no meu coração. A imagem dele chorando, dançando comigo, me pedindo em casamento veio clara na minha mente. Sara poderia estar certa. Não parecia mentira. Novas lágrimas inundaram meus olhos. Eu amo tanto aquele homem. Não posso entregá-lo assim, de mãos beijadas, a nenhuma vadia por mais linda e jovem que ela seja. ― Vou conversar com ele amanhã. Prometo ― afirmei, sendo tomada pela determinação. ― Também posso tentar descobrir algo com Elijah ― ela ofereceu com um riso perverso. ― Sério? Você vai usar meu problema para se aproximar dele? ― eu me fingi ofendida. ― Obrigada, maninha ― ela gargalhou. ― Tudo para ajudar você, irmã. Elijah não me interessa nem um pouco ― isso soou tão mentiroso. Mas já me sentia melhor com seu apoio e carinho. ― Isso é uma mentira, irmãzinha ― ri fracamente. ― Eu te amo. Obrigada por estar aqui comigo ― ela riu e se aproximou de mim, envolvendo os braços ao meu redor. ― Te amo também, querida. Agora durma e reponha as energias para chutar as bundas do rockstar gostoso e da vadia aspirante a estrela pop ― rimos e puxamos os lençóis. Eu roguei a Deus que Sara estivesse certa e que Liam somente estava escondendo algo. Com isso poderia lidar. Odiaria vê-lo feliz com a pequena vaca em todas as vezes que ainda nos encontraríamos até o Rock in Rio. Isso seria uma tortura requintada. Sabia, com toda certeza, que nunca conseguiria me recuperar completamente se o perdesse.

Liam Soltei a fumaça furiosamente por entre os lábios. Era o meu terceiro cigarro em menos de trinta minutos. Estava trancado no quarto para me impedir de ir atrás dela e implorar que me perdoasse por toda essa merda. Eu ainda estava puto. Eu me sentia morrendo cada vez que me lembrava da expressão dolorosa nos olhos amendoados quando me pegou com a vadia no meu colo. Minha mente masoquista repassava cada detalhe dos minutos de terror psicológico a que fomos submetidos. Tudo porque eu, Liam-fodido-do-caralho-Stone fiz uma merda homérica. Desde a ligação de Greg informando que a Mel estava subindo, entrei na encenação com a puta calculista. Nunca pensei que pudesse odiar tanto uma pessoa além do Raul, claro. Eu quase chorei e caí de joelhos aos pés da Mel quando ela quebrou na minha frente, expondo-se, deixando claro para todos o quanto me amava. Minhas palavras foram cruéis, eu sei, mas a louca da Selena não poderia perceber o quanto ela é importante para mim ou tornaria sua vida um inferno. A gravadora deve pensar que Mel é somente uma vadia aleatória. Apenas pensar isso me doía o peito, mas era um mal necessário. Estava bem familiarizado com a forma como Chris resolvia as coisas. Não poderia deixar que a Mel e o Chay se transformassem em alvos por um erro que estupidamente cometi. Eu nunca devia ter me aproximado dela. Não tinha o direito de trazê-la para o meio dessa sujeira toda. Se me afastar é o que preciso fazer para protegê-la é o que farei, mesmo que não tê-la mais em meus braços vá me matar lentamente. Eu sou um bastardo covarde. Não a mereço. Tornei a encher o copo de Jack. [9] Meu terceiro copo também. Carreguei a garrafa junto comigo para a varanda. Meu peito doía tanto, que mal conseguia respirar e eu não aguentava mais. Lágrimas picavam meus olhos. Tomei um grande gole para entorpecer a dor e a falta que já estava sentindo dela. Porra, não tinha nem trinta minutos que ela se foi e eu estava miserável. Eu queria vê-la, tocá-la, fazer amor gostoso, e garantir que tudo que falei foi uma mentira desprezível, mas não posso me dar a esse luxo. Eu preciso deixá-la ir. Cristo! Essa merda doía quase que fisicamente. Senti alguém se aproximando pela varanda do quarto ao

lado. Não precisava olhar para saber que era Elijah. Só ele teria coragem de vir falar comigo depois da forma como me descontrolei lá embaixo. Eu tive que sair de lá ou mataria a maldita vadia com as minhas próprias mãos. Tentei suprimir, mas um soluço me escapou e fechei os olhos, as lágrimas banhando minhas faces. Senti seus braços sobre meus ombros. Ele não falou por alguns instantes. Apenas bateu levemente e de maneira reconfortante, repetidas vezes nas minhas costas. Eu o agradeci porque esse não era meu o melhor momento. Mas ele já me viu em muitos momentos fodidos desde quando nos entendemos por gente. ― Merda ruim, hein, irmão? ― murmurou, sua voz meio embargada. ― Eu a amo, irmão ― minha voz saiu entrecortada. ― Não sei como vou conseguir sobreviver a essa merda! ― Não chore, porra. Sou um cara malditamente sensível ― ele riu, ironicamente. ― Não suporto ver um marmanjo chorar ― ele é um idiota do caralho. Bufei, tentando obter o controle das minhas emoções e tomei mais um gole. Ele me deixou e sumiu no quarto. Voltou com um copo. ― Vamos, deixe-me ajudá-lo com o velho Jack ― se serviu de uma dose e acomodou-se em uma das cadeiras, estendendo as pernas na mesinha de centro. ― Sei que provavelmente quer ficar sozinho, mas eu não vou sair daqui, Stone. Não sem algumas respostas ― seu tom era quase duro. ― Então, deixe de ser a porra de uma mocinha, sente essa bunda aqui e derrame, porque não consigo engolir aquela merda lá embaixo. Emiti um ruído desgostoso, mas me arrastei até a outra cadeira. Já estava tonto. O silêncio se estendeu por algum tempo. Ele não forçou, apenas me encarou. ― Eu estou fodido, é isso, Elijah ― soltei sob minha respiração. ― Completamente fodido, porra! ― acendi outro cigarro. Ele acendeu um também. ― O quanto você a quer? ― levantou uma sobrancelha, soltando a fumaça pelo nariz. ― Muito, cacete! Dou minhas duas bolas para tê-la ― rosnei, puxando uma longa tragada. ― Então, pare de ser um maricas completo e vá atrás dela antes que seja tarde, seu idiota ― me

disse duro, irritado. ― Eu não posso fazer isso, porra ― gemi, sentindo-me impotente. ― A gravadora vai destruir a banda, eu e ela no processo. O Chis-fodido-Hart me disse com todas as letras para deixá-la ou ele a esmagaria. Devo posar de noivo feliz do lado da vadia ou a merda vai para a imprensa nos quatro cantos do mundo! ― meu peito estava subindo em respirações rápidas. Ele ficou em silêncio, seus olhos tempestuosos sobre mim. ― Consegue ver o quanto estou fodido agora? Não posso trazer a mulher que amo para o meio dessa merda! ― Ela já está nisso. Você a trouxe para isso quando pulou em cima dela como um maldito cachorro no cio ― rosnou. Soltou um longo suspiro e acrescentou mais calmo: ― Vamos enfrentar isso, irmão ― queria interromper, mas ele levantou a mão me parando. ― Nem eu, nem os caras vamos deixar você passar sozinho por essa merda, sabe disso, não é? ― tomou uma dose. ― Aquela mulher te ama, seu imbecil. Ela não é frágil. Viu o que ela fez lá embaixo? Um riso amargo tomou meus lábios. Ela foi tão corajosa. Corajosa, linda, perfeita, mas eu não posso tê-la agora. Seria tudo tão diferente se tivesse aceitado voar comigo para Las Vegas. A gravadora teria que lidar com isso e me prenderia de outra forma, sem me empurrar a puta da Selena goela abaixo. ― Vá atrás dela e abra o jogo. Conte tudo. Conte tudo que você acha que fez. ― Eu não acho, eu fiz, porra! ― dei uma tragada no meu cigarro. ― Como sabe disso? Você nem mesmo se lembra daquela noite, cacete! Era verdade. Não me lembrava de quase nada daquela fatídica noite. Quando acordei em meio àquele cenário horrível, Chris estava lá me acalmando, e em seguida me tirou de lá sem sermos vistos. Garantiu-me que a merda nunca chegaria à imprensa e de fato, não chegou. Bufei, ironizandome por ter sido tão crédulo e idiota. Não chegou porque me tornei refém da porra da gravadora. ― Tudo que me importa agora é que fodi a coisa mais especial que já me aconteceu, e eu só quero beber esse maldito uísque em paz, porra! ― rangi os dentes para ele. Não me importava de parecer

uma mocinha do caralho aqui bebendo, chorando e me lamentando. Eu só precisava esquecer, pelo menos por essa noite. Ah! Sério, Stone? Estava demorando para a voz irritante começar a me azucrinar. Vai deixar a mulher que você não cansa de alardear que ama ir embora sem lutar por ela? O que quer que eu faça, caralho? Se você não sabe, então é porque é mesmo a porra de um bebê chorão! Compostura, Stone! Você é um cantor de rock, não de uma ópera maldita! Foda-se! ― Você fodeu tudo, literalmente. Fodeu tudo porque não conseguiu manter seu pau na calça e comeu a vadia ― Elijah rosnou de volta. ― Até onde eu sei, o Chris não o obrigou a enfiar o pau na irmã dele, porra! Soltei um grunhido de frustração. Ele estava certo. Eu não tinha nada que ter fodido a puta oferecida. ― A garota se pendurou em mim o tempo todo, cacete! Eu sou homem! Apenas peguei o que ela oferecia ― disse irritado. Mais irritado comigo do que com ele, na verdade. Eu me afundei mais na merda quando comi a vadia. Ela começou a sonhar com sinos badalando e, claro com toda a fama que ganharia se associando à minha imagem. Situação fodida dos infernos! Ele riu ironicamente, seus olhos duros nos meus. Porra, ele não vai me aliviar mesmo. ― E isso quer dizer o que, exatamente, Stone? Que vai comer a vadia de novo agora que está pendurada no seu pescoço outra vez? ― eu lancei um olhar mortal em sua direção. A mera ideia me embrulhou o estômago. ― Não, idiota! Qual foi a parte de eu sou fodidamente apaixonado pela Mel, você não entendeu? ― ele riu, levemente. ― Então, você vai procurá-la e contar tudo? ― desviei o olhar, cerrando minha mandíbula. ― Não vou, não agora, pelo menos ― coaxei, muito cansado e ligeiramente bêbado. Certo, mais que ligeiramente bêbado. Tomei mais um gole. ― Eu não vou arriscar expô-la mais do que já está sendo nos sites de fofoca. ― É isso? ― seu tom era incrédulo, decepcionado e isso acabou de torcer minhas vísceras. ―

Você vai deixar a mulher que ama sofrer sozinha, acreditando naquela mentira deslavada que contou lá embaixo? O rosto lindo banhado de lágrimas surgiu na minha mente e eu tive vontade de socar algo, tamanha a dor que me rasgava por dentro. Quando continuei calado ele tornou a falar. ― Você precisa se lembrar do que houve naquela noite, Liam ― disse com uma nova determinação em seu tom. ― Essa porra está te consumindo há meses e agora está levando a mulher que você ama para longe. ― O que sugere que eu faça? ― eu o encarei, meus olhos já desfocados. Tomei o restante do uísque e enchi o copo outra vez. ― Meu nome vai para a lama e junto com ele a banda! É isso que você quer? Que sejamos todos julgados e condenados pela opinião pública e reduzidos a nada? Uma banda de garagem outra vez? Não posso arrastar você e os caras para isso. Ele passa as mãos pelos cabelos e dá um suspiro frustrado. Por mais que esteja argumentando contra, ele sabe que no momento, é o melhor que posso fazer. ― Isso foi a porra de uma armação do Chris! Nada me tira da cabeça que ele armou para você. Ele percebeu que estava descontente com a gravadora e quis te prender. Precisamos virar esse jogo, irmão. ― Como vamos fazer isso sem abrir tudo? As pessoas vão me odiar. A Mel vai me odiar ― minha voz saiu arrastada e quebrou ao pronunciar o nome dela. ― Somos uma fodida banda de rock, porra! ― ele rosnou. ― Não somos monges. Fazemos merda, sim! E daí? A imprensa noticia e depois cansa, esquece. Nenhum de nós vai deixar você dar uma de mártir por nossa causa. Vamos abrir para nossos advogados. Você já aguentou isso aí dentro por tempo demais ― apontou para mim. ― Vamos caçar cada maldita pessoa que esteve naquela festa e chegar a verdade. E Stone? ― o encarei, meu corpo oscilando. ― Você vai conversar com a Mel amanhã e tirar a cabeça da porra da sua bunda. Não sou a pessoa mais indicada para falar de relacionamentos e essas merdas. Mas sei que está cometendo um erro deixando sua mulher ir. Pare de

ser a porra de um maricas e reaja, cacete! Eu não estava mais conseguindo raciocinar com clareza e nem acompanhar seu discurso de merda. Sim, eu estou bêbado. Fodido e bêbado. Virei o restante da dose de uma vez e Elijah soltou vários palavrões. ― Ok, companheiro, vamos discutir isso amanhã com calma, quando você não estiver bêbado como um gambá ― eu ri descoordenadamente. Minha cabeça pendeu para trás no espaldar da cadeira e continuei rindo. O que diabos é tão engraçado nessa situação fodida do caralho? Nada. O riso se transformou em choro. ― Ah, merda! Liam, irmão o que você foi fazer, cara? Vem, vamos colocar sua bunda bêbada na cama ― eu o ouvi ao longe, meus olhos estavam muito pesados. Ele me levantou e amparou, me arrastando até a cama. O quarto estava rodando. Cai pesadamente contra o colchão. Meus olhos se fecharam e o cheiro delicioso dela me invadiu as narinas. Eu chorei como a porra de um bebê, nossas imagens nos amando loucamente nessa cama, vindo embaralhadas na minha mente entorpecida. ― Mel... Baby... ― balbuciei com minha voz embolada. ― Me perdoe... Sempre vou te amar. Sempre, baby... ― Elijah me acomodou melhor na cama. Eu o senti se livrando dos meus sapatos, então mergulhei na paz e inconsciência da minha embriaguez.

CAPÍTULO TREZE Liam Desci os degraus devagar. Porra, minha cabeça tá me matando. Parecia que Paul e sua bateria estavam fazendo um maldito solo aqui dentro. Eu não devia ter bebido aquela garrafa de Jack. Cacete! Eu não devia ter feito tanta merda, mas agora estava aqui, completamente fodido e tendo que seguir com essa encenação do caralho. Acordar sem a Mel na cama, sem seu corpo macio, cheiroso,

gostoso aninhado ao meu foi um soco no estômago. Tive que me segurar para não ligar para ela. Precisávamos conversar, mas não poderia ser por telefone. Ouvi vozes na cozinha quando passei pela sala. O som estava ligado. Maroon 5 no último volume, fazendo minha cabeça latejar ainda mais. Era só o que me faltava, ouvir o Levine nessa manhã de merda! Estaquei ao entrar na cozinha. Meu corpo inteiro tremeu com a visão dela, linda e fresca numa conversa animada com os caras. Eu pensei que a veria tão miserável quanto eu. Na verdade, tive esperanças de que não fosse aparecer hoje e com certeza não tão cedo, porra! Meus olhos deslizaram por toda ela, ávidos. Ela estava em pé, levemente inclinada sobre o balcão. Sua bunda perfeita era bem delineada pela saia risca de giz. Minha bermuda acabava de ficar insuportavelmente apertada. Meu pau pressionava o zíper. Eu me ajustei, suprimindo um gemido. Ela virou a cabeça e seu olhar encontrou o meu por cima do ombro. Ok, eu devo ter gemido. Isso ia ser mais difícil do que quando eu apenas a cobiçava anos atrás. É claro que vai. Agora eu sabia exatamente o que estava perdendo. Nossos olhares se prenderam por alguns instantes. Os olhos amendoados se iluminaram a princípio, mas depois ficaram nublados, magoados e ela voltou a olhar os caras. Meu peito apertou e eu me forcei a entrar no recinto. ― Bom dia ― disse baixinho, indo até o freezer, pegando um suco de laranja. ― Bom dia ― sua voz era baixa também. Encostei-me no freezer tomando um grande gole da bebida refrescante. Ela se sentou em um dos bancos, sua postura rígida. Meus olhos a bebiam como se tivesse muito tempo que não a visse, tornando difícil para articular quaisquer outras palavras. Eu podia ver sua determinação clara em não me olhar, mesmo sabendo que estava bem na sua frente. É, eu sou um bastardo egoísta de merda! E estava morrendo por um beijo dela. Os caras rosnaram um cumprimento. Ah, ótimo. Estão todos contra mim? Obrigado. Muito obrigado, parceiros. ― Então, baby ― Collin disse num tom abertamente provocador e eu o encarei à espera do que

sairia da sua boca. ― Ainda não me respondeu. Quê? Que porra é essa? Eu enfiei a garrafa na boca de novo para me impedir de mandar esse filho da puta ir se foder. Ele me deu um sorriso zombeteiro. O idiota estava fazendo de propósito. A ideia de levá-lo às zonas mais violentas da cidade e deixá-lo lá sozinho me parecia bem atraente. ― Vou adorar ― Mel respondeu com um risinho meio forçado. ― Podemos marcar ainda nessa semana. Do que estão falando, caralho? Quero perguntar, mas eles estavam me ignorando ridiculamente. ― Perfeito! ― Elijah exclamou, seu tom muito alto. Imbecil traidor. ― E você pode levar Sara. Por que ela me detesta tanto? ― bufou. Mel gargalhou e eu me vi apreciando esse som. Um ciúme louco me invadiu porque não fui eu quem a fez sorrir assim. Cacete! Não vou aguentar isso. ― Por que se importa, se continua fodendo tudo à sua volta, idiota? ― Sean rebateu. Elijah ficou mudo, sem graça na frente da Mel. Eu me senti reconfortado. Isso mostrava como somos todos uns fodidos idiotas. ― Isso mesmo, leve a Sara, doce Mel ― Paul abriu um riso provocador para Elijah. ― Ela é linda, quente, divertida e esperta, já que não caiu no papo mole desse idiota aqui. Eu quase sorri do olhar ameaçador que Elijah lançou a Paul. Mas o fato de estar aqui, no mesmo recinto que a minha mulher e não poder tocá-la me deixava sem nenhum motivo para sorrir. O sorriso dela sumiu aos poucos e abaixou o olhar para seu copo de suco. Consegui ler pela tensão em seu semblante que estava pensando que não foi esperta em se envolver comigo. Não é nada disso, baby. Eu queria ir até ela e dizer tudo, tirar essa expressão triste do rosto bonito, mas não podia. Não agora, pelo menos. Eu precisava jogar de acordo com a gravadora, por enquanto. Não posso arriscar que a façam ser perseguida como uma criminosa. É isso que vai acontecer se eu peitar o imbecil do Chris nesse momento. Preciso descobrir uma forma de derrotá-lo dentro do seu próprio jogo e para isso, tenho que me manter longe.

― Você está bem? ― isso escapou da minha boca. Eu queria egoisticamente seus olhos sobre mim. Minha pergunta a fez levantar a cabeça, nossos olhares se conectando e se prendendo. Ela estava linda pra caralho, mas tinha bolsas embaixo dos olhos que a maquiagem não conseguiu disfarçar totalmente e eu me odiei por ter causado isso. ― Sim, por que não estaria? ― seu tom estava cheio de sarcasmo. Porque fui um idiota com você? Tive vontade de dizer. Elijah tinha razão. Ela não era mesmo frágil. Talvez, apenas talvez, eu pudesse abrir tudo sem ser julgado, condenado, odiado pelo que fiz. Continuamos nos olhando. Nossos olhos correndo pelo rosto do outro e a tensão foi se transformando em desejo sexual, tomando conta de nós, fazendo a cozinha parecer abafada. Queria ir até ela, envolver as mãos em sua pequena cintura e puxá-la para mim. Seus lábios se entreabriram num arquejo baixo. Meu pau latejou furiosamente e tinha passado apenas vinte e quatro horas desde que estive dentro dela. Não iria conseguir passar por essa merda vendo-a o tempo todo. Era muito cruel sermos colocados na mesma situação de anos atrás, apenas nos olhando sem podermos nos tocar. Mas dessa vez só posso culpar a mim mesmo. O Levine parou finalmente de cantar e eu agradeci silenciosamente. A introdução da próxima música fez os olhos amendoados brilharem lindamente. É, eu acho que tudo nessa manhã estava conspirando contra mim. Ela adorava essa música. Nós a ouvimos no quarto do hotel em São Paulo, na cama, enquanto nos amávamos com toda loucura e intensidade que é própria de nós. Incrível como em poucos dias já são tantas memórias, tantos momentos perfeitos. Tudo sumiu à nossa volta, Jason Mraz nos fazendo viajar na melodia de 93 Million Miles (93 Milhões de Milhas). You can always come back (Você sempre pode voltar) Every road is a slippery slope (Toda estrada é uma subida escorregadia) But there is always a hand that you can hold on to

(Mas sempre há uma mão na qual você pode se segurar) Looking deeper through the telescope (Olhando profundamente pelo telescópio) You can see that your home's inside of you (Você pode perceber que seu lar está dentro de você) ― Eu sinto muito, Mel ― eu disse baixinho. Os caras ficaram em silêncio nos observando. Dava para sentir o nível da nossa atração. Era como se um cabo de aço invisível nos puxasse com uma força imensa. Os cães sarnentos perceberam isso, essa era a razão dos comentários espertinhos terem cessado. ― Por ter mentido para mim o tempo todo? ― sussurrou de volta, tentando lutar contra a onda de tesão que tomou conta de nós nos últimos minutos. Foda-se! Eu não vou fazer isso com ela. Não vou fazer isso conosco. Vou contar ao menos uma parte da história. Não suportava esse olhar cheio de mágoa que estava me lançando agora. ― Sim, eu menti ― seu rosto caiu. ― Porra, precisamos conversar. Não é como você está pensando ― seus olhos brilharam com expectativa. ― Há coisas que... ― Liam, baby ― a voz irritante de Selena me interrompeu, me fazendo olhá-la enquanto entrava na cozinha e minha respiração travou com o que vi. Porra, ela estava usando apenas uma camiseta. Não uma qualquer, mas a porra da minha camiseta! ― Procurei você na cama, mas já tinha saído... ― fez um biquinho se pendurando no meu braço. Mas que merda! Meus olhos voltaram para Mel. Ela estava pálida, certamente acreditando na insinuação da vadia de que passamos a noite juntos. ― Mel... Isso não é... ― Ah, bom dia, pessoal! ― Selena me cortou outra vez. ― Oi, Melissa ― seu tom era forçosamente doce. ― Você está bem, querida? Parece um tanto pálida. Mel enrijeceu o maxilar e se levantou. ― Eu vou para o escritório. Quando estiverem prontos podem me encontrar lá ― anunciou e se

virou. Desvencilhei meu braço do agarre da vadia. Ela bufou e atacou outra vez: ― Bom saber que você trabalha de verdade. Pensei que só abrisse as pernas para os homens comprometidos. Fúria me invadiu com suas ofensas. Ela estava abertamente hostil agora. Puta dos infernos! ― Cale a maldita boca, sua puta! ― rosnei batendo a garrafa sobre o balcão, suco espirrando para todo lado. Selena se assustou, limpando o rosto molhado, os olhos me atirando punhais. Um riso frio se abriu na boca carnuda, me avisando que não gostou nada da minha defesa. Merda! Ela agora sabe que a Mel é importante, não apenas uma foda conveniente. ― Eu vou refrescar sua memória, já que seu poder de concentração parece ser o mesmo de um mosquito ― Mel diz calmamente, se voltando para Selena. ― Se mantenha longe de mim e não terá hematomas nesse lindo rosto. Selena torceu os lábios desdenhosamente e disparou: ― Isso tudo é despeito porque Liam transou comigo ontem? ― soltei um rosnado e corri as mãos pelos cabelos para me impedir de esganá-la. ― Querida, ele faz isso o tempo todo. Dois dias antes de vir para o Brasil estava fodendo meus miolos ― Mel empalideceu outra vez. Porra. ― Oh, ele não contou, não é? ― Vá para o inferno! ― Mel sibilou e retomou seu caminho. Os caras me fuzilaram com seus olhares e a seguiram. Merda fodida! ― Você prometeu ao Chris que não a ofenderia, porra! ― rangi os dentes, fulminando Selena. ― Esse foi o maldito trato, sua vadia do caralho! Ela riu e levantou as mãos em sinal de paz, falsamente, claro. Não sei como pude achá-la atraente um dia. A única forma que queria tocá-la nesse momento era apertando seu pescoço. ― Você mentiu para o Chris e para mim! ― rosnou, o rosto bonito se transformando, cheio de ódio. ― Ela é importante, porra! Vejo a forma como olha para ela ― seu tom abaixou, agora era

ameaçador. ― Eu vou acabar com essa vadia! Está ouvindo, Liam? Vou acabar com ela! ― Chegue perto da Mel e eu te mato! ― puxei seu braço, sacudindo-a. Ela riu. Essa puta tinha mesmo o sangue frio do irmão. Puxou o braço do meu agarre e andou até o freezer, tirando uma garrafa de suco. Tomou um gole e devagar me encarou. ― Quem disse que preciso chegar perto para destruí-la? ― disse baixinho e eu gemi com a compreensão. ― Vejo que compreendeu. Se não parar de babar atrás dela, vou jogar toda a imprensa contra ela. Vou fazer um circo tão grande que não poderá nem sair de casa ― seus olhos eram frios. ― E não podemos esquecer o menino ― meu sangue gelou quando falou do Chay. ― Como é mesmo o nome dele? Chay, não é? Belo nome... ― Você é uma puta doente, sabia disso? Tenho nojo de você ― cuspi. Ela riu, sabendo que me tinha na mão. Ela e seu maldito irmão. ― Não foi isso que me disse quando estava me fodendo em LA ― ronronou, seu semblante se tornando calculadamente sedutor. ― Você adorou cada vez que estivemos juntos, baby. Sabe que sim. Eu ri, seus olhos se iluminaram achando que seu charme estava funcionando. Vadia sem noção! ― E o que foi que eu disse, Selena? ― usei o mesmo tom sedutor. Ela riu mais. ― Que tem uma boceta e um rabo gostoso? ― ela tentou se aproximar. Levantei a mão, mantendo distância. ― Você não foi nada além de uma foda casual. Foi sexo. Fodi e segui em frente como fiz com todas as outras antes de você ― seu rosto caiu e eu gostei disso. Queria machucá-la da mesma forma que estava machucando Mel. ― Então, da próxima vez que tiver um cara te comendo, não pense que é um pedido de casamento quando ele disser que é gostosa. Nós, homens, falamos muita merda quando estamos dentro de uma boceta. Entende, agora, querida? ― seus olhos se encheram de lágrimas. Eu rolei os olhos. ― Eu vou continuar nessa merda de encenação, mas agora mesmo vou ligar para o Chris e informá-lo das suas ameaças para Mel e pior, sobre uma criança, um inocente que não tem porra nenhuma a ver com meus malditos erros ― rosnei na sua cara. Ela pareceu estranhamente vulnerável nesse momento com lágrimas banhando suas faces. ― Eu ainda sou o grande nome

daquela porra de gravadora e ele sabe disso. O mínimo que pode fazer é controlar a puta da irmã. Vou ajudar você a vender seus milhões de discos, mas jamais volte a ameaçar nenhum dos dois de novo ou vou perder o pouco de civilidade que ainda me resta, entendeu? ― terminei, olhando-a bem dentro dos olhos para que visse que eu não estava brincando. ― Certo ― ela fechou os olhos tomando algumas respirações. ― Eu passei dos limites quando mencionei o menino, ok? ― estreitei os olhos e ela abriu um riso sem graça. ― Eu não sou má, baby. Jamais faria mal a uma criança. Eu só quero você ― sussurrou, suas mãos pousando no meu peito. Segurei seus pulsos, tirando suas mãos de mim. ― Você não pode me ter. Não haverá mais envolvimento sexual entre nós, Selena ― afirmei em um tom decisivo. ― Você está zangado ― disse com seu rosto suavizando. ― Tem toda razão. Prometo me comportar de agora em diante, tá bom? Eu prometo. Sem mais ofensas para nenhum deles. Juro ― completou, seu tom quase livre de sarcasmo. Vadia bipolar! Se ela achava que eu cairia nessa merda. Soltei seus pulsos e me afastei, mas me virei antes de seguir. ― Ah, e tire a minha camiseta ― ela já ia argumentar, mas se calou. ― Você não vai mais se esgueirar para o meu quarto para fazer joguinhos como esse que acabou de fazer na frente da Mel, estamos entendidos? ― acenou relutantemente. ― Evite ficar pendurada em mim o tempo todo. Vou cumprir a minha parte nessa porra, mas apenas em público. Foi isso que o Chris me disse. Encenação. É tudo que isso vai ser. Ela acenou e eu me dirigi para o escritório. É isso. Vou abrir o jogo com a Mel, dizer que estou sob ameaça e seja o que Deus quiser. Eu não posso ficar sem ela. Podemos manter tudo em segredo enquanto resolvo essa situação fodida. Ela vai aceitar, tenho certeza. Tem certeza mesmo, Stone? Estava demorando. Bufei. Ok, eu não tenho certeza, satisfeito? Ainda serei obrigado a desfilar na frente da mídia com a Selena. Talvez a Mel não entenda que é só uma encenação. Você acha, é?

Foda-se! É o melhor que posso fazer agora, já que não consigo ficar longe dela completamente. Será que pode me deixar tentar pelo menos? Vá em frente, Stone! Estou ansioso para isso. Eu tenho um subconsciente bizarro pra caralho. Eu ouvi isso. Estou te mostrando meu dedo do meio agora. Que tal? Muito maduro, Stone... Poupei-me de dar uma resposta e abri a porta do escritório. Melissa ― Sim, eu retomei minha agenda na Portela. Portanto, não vou ficar o tempo todo à disposição da DragonFly ― os rapazes assentiram. Eles sabiam que seria muito difícil ficar aqui vendo o maldito Stone e sua vaca jovem e linda, mesmo que tivesse feito uma bravata ontem à noite. Certo, eu fui uma boa atriz. Como fui agora há pouco, quando ele entrou na cozinha e eu tremi quando nossos olhos se chocaram. A atmosfera sexual era palpável. Ele se colocou bem na minha frente como o idiota sem coração que é, e eu podia sentir seu olhar queimando sobre mim. Minha pele vibrou literalmente quando falou comigo. Sua voz linda e rouca e seu olhar azul eram quase uma carícia física. E aquela música? Ah, foi muita sacanagem do acaso tocar logo aquela... Eu teria que ficar longe ou acabaria implorando para ele... Para ele o quê? Ah, Deus, eu não sei. Ele estava transando com ela. O maldito traidor estava transando com ela. Eu queria voltar lá e arrancar os cabelos brilhantes da vadia, e de quebra dar uns bofetes na cara deslavada do imbecil que estava me comendo com os olhos antes dela entrar vestindo a porra da sua camiseta! Não estava representando bem nesse momento. Os caras estavam com expressões preocupadas e até amedrontadas, provavelmente porque não parei de bater meu pé direito, meu salto cavando um buraco no tapete e meus olhos estavam grudados na porta. O quê? Eu nunca disse que era uma forte concorrente ao Oscar, ok? ― Hum, você faz bem ― Elijah me disse, obviamente tentando ganhar pontos comigo depois que Sean o entregou. Ah, a quem ele quer enganar? Ele é tão safado, sem vergonha, traidor, filho da puta quanto seu líder. Ok, Sara não tem um relacionamento com ele. Garota esperta essa minha irmã. Ele e o Liam são dois idiotas com tesão que não conseguem manter os malditos paus dentro das calças! Hum, certo. Eu achei que estava encarando-o um pouco agressiva demais. Ele se remexeu,

desconfortável no estofado. Eu gostei disso. Quero ver todo maldito homem se contorcendo! ― Quais bandas vai recepcionar, Mel? ― quis saber num tom calmo. Sim, ele percebeu que quero a sua cabeça também. ― Na verdade, só mais uma banda, The Horses[10] ― eles se entreolharam. Não pareciam muito contentes com isso, franzi o cenho intrigada. ― Eles estão subindo nos últimos dois anos ― os rapazes bufaram. Oh, uau! Será que temos uma rixa bem aqui? ― Bob Cash é o líder. Ele é... ― O que foi que acabou de dizer? ― meu coração saltou e virei-me assustada. Liam estava lá parado na porta que eu nem percebi sendo aberta. ― Retomei minha agenda e vou recepcionar a The Horses. Eles chegam aman... ― O inferno que você vai recepcionar o maldito Bob Cash! ― ele me cortou, cerrando os dentes. Uh! Então ele se importa, não é? Abri um riso daqueles bem calculistas. De repente, só queria vê-lo se contorcendo, enlouquecido de ciúmes como eu estava cada vez que via a pequena vaca pendurada no seu pescoço. ― Isso não depende de você. Não sou empregada, esqueceu? ― cuspi, me levantando pronta para o combate. ― Você é minha por um mês! Esqueceu? ― ele pareceu tão zangado. Foda-se! ― Eu acho que esse acordo expirou, rockstar ― rosnei. Os caras riram baixinho, não disfarçando o interesse em nosso pingue pongue verbal. Caramba! Porque não conseguimos discutir nossas coisas em privado? ― E eu não sou sua. Nunca fui, se entendi direito tudo que vi e ouvi ontem, e não podemos esquecer, hoje ― seu olhar amoleceu, um pouco se enchendo de mágoa com minhas palavras. Quem não viu a cena lá embaixo poderia facilmente acreditar nele. Meus olhos sem noção passearam por seu corpo grande, firme, jovem e lindo. Quase gemi, tamanha a intensidade das emoções que guerreavam dentro de mim. Ele estava tão lindo nessa camiseta azul. Eu amo como seus olhos ficam mais expressivos quando a usa. Sacudi a cabeça para me focar no que era importante e não na sua aparência de deus do rock perfeito, escravizador de

mulheres de trinta e cinco anos, desejosas e indefesas. Ou na forma como me olhava agora, como se me pedisse desculpas. Meus olhos ardiam com a visão dele. Eu pisquei para deter a formação das lágrimas. Vê-lo com ela. Vê-la usando uma camiseta dele foi demais para mim. Eu pensei que fosse conseguir vir aqui todos os dias e fazer meu trabalho, mas que não era uma boa ideia. Não importa quantos anos você tenha, um coração partido será sempre um coração partido. Se vou ter que ouvir a pequena vaca alardeando o tempo todo que está transando com ele, então, preciso recuar. Isso não era covardia da minha parte. Preferiria me preservar de ver o homem que amo transando com outra que não fosse eu. ― Você não sabe de nada ― disse sob sua respiração, passando as mãos pelos cabelos. Os olhos azuis lindos me sondavam, cheios de apreensão e algo parecido com medo. Medo? ― Precisamos conversar ― era incrível como seu cabelo parecia melhor a cada vez que fazia isso. Sim, sou um caso perdido. ― Eu estou muito fodido, Mel ― murmurou quando parou na minha frente. Eu tinha vontade de levantar a mão para seu rosto e alisar a ruga de tensão no meio das sobrancelhas bemfeitas e assimétricas. Quase gemi de novo pelos meus hormônios descontrolados e minha reação patética a ele. É, eu também estou fodida, querido. ― Eu... Hum, escondi algumas coisas de você... ― Sério? Isso com certeza é o eufemismo do ano, Liam ― zombei. Os caras se ajeitaram melhor para nos observar. ― Você mentiu para mim ― meu peito subiu com a adrenalina tomando conta de mim e eu queria saber tudo. Sabe a história de puxar logo o band aid? ― Você transou com ela? ― minha voz saiu muito baixa e trêmula. Meu coração começou a saltar freneticamente enquanto aguardava a resposta que poderia me rasgar ao meio se ele confirmasse. ― Não, eu não transei com ela ― garantiu olhando-me fixamente. Vocês podem me chamar de estúpida, mas havia algo em seu olhar que transmitia sinceridade. Eu soltei lentamente a minha respiração. Ele não transou com ela. Eu acredito. Espera aí, ela estava com a camiseta dele. ― Mas ela estava usando a sua camiseta ― eu disse, analisando sua reação e não vendo nada que o entregasse. Ele suspirou, parecendo cansado e irritado.

― Ela se esgueirou no meu quarto, provavelmente depois que saí e a vestiu para dar um show para você ― seu maxilar enrijeceu e ele me olhou magoado. ― Como pode pensar que eu transei com ela, Mel? ― sério? Bufei. Ele parecia se lembrar de tudo que me disse ontem. ― Certo. Eu contribuí para isso. Eu sinto muito. Eu nunca quis machucar você. Nunca. Por favor, acredite em mim ― pedi baixinho. Ele parecia transtornado, não feliz depois de uma noite de sexo tórrido como quando acordava comigo. Ah, Cristo! Eu me sentia em uma maldita montanha russa desde ontem. Simplesmente não sabia mais o que esperar. Como saímos de voar para Vegas e nos casarmos, para isso? Uma vadia se apossando dele, se autonomeando sua noiva? ― Precisamos conversar ― ele repetiu, mas se calou e ficou exatamente como ontem, seus olhos me pedindo algo que não sabia o que era. Mas isso me amoleceu. A forma como me olhava deixa-me exposta, de joelhos, rendida. ― Então me diga ― pedi, num sussurro. Os caras permaneceram em silêncio esperando pela reação dele. ― Me fale, por favor, baby ― isso me escapou, mas foi eficaz porque seu rosto se iluminou. Ele parecia com o meu Liam, naquele momento. ― Cacete! Não me chame assim, por favor ― ele gemeu como se sentisse dor. Eu me aproximei mais. Ele ainda me queria. Estava claro em seu semblante. Sara tinha razão. ― Precisamos conversar seriamente, e não sei se vai continuar me chamando assim depois de tudo. ― Não seja um asno, Liam ― Elijah bufou. Liam o encarou, pedindo com o olhar para ele ficar fora. Elijah levantou as mãos, se rendendo. ― Eu estou acreditando cada vez menos nessa palhaçada ― eu disse e ele se afastou para trás da mesa, obviamente para manter uma distância segura de mim e foi nesse momento que eu soube que algo estava muito errado. ― Você chorou, Liam. Nós dois choramos quando me pediu em casamento ― não consegui evitar que meus olhos inundassem. Os olhos azuis brilharam, deslizando por todo o meu rosto, e eu vi tudo ali, toda a emoção, paixão, desejo e amor com que tinha me olhado nos últimos dias. ― Aquilo não pode ter sido uma mentira, baby ― completei com a voz trêmula. ― Me conte. Conte-me agora.

― Porra, você chorou, Stone? ― Collin indagou incrédulo. ― Caralho, você a pediu em casamento? ― Paul e Sean murmuraram. Elijah permaneceu calado. ― Não, nada do que vivemos foi mentira, baby ― eu o ouvi dizer isso, me chamar assim de novo era o céu e as lágrimas transbordaram. ― Cada palavra dita, cada toque meu foi sincero ― eu amei como ele falou dos seus sentimentos sem se esconder. Eu amo cada pequena coisa nesse homem. Seu olhar se prendeu ao meu, intenso, brilhante. ― Eu te amo. Sou louco por você. Sempre fui. Sempre vou ser ― completou em um sussurro, seus olhos me chamando, me puxando em sua direção e meus pés se moveram. Era impressão minha ou seus companheiros também suspiraram de alívio junto comigo? Eu abri um riso trêmulo enquanto contornava a mesa até ele. Seus braços vieram imediatamente na minha cintura, me puxando com urgência contra seu corpo. Gememos e nos agarramos como se estivéssemos há séculos separados. ― Liam... Baby... ― sussurrei com seu cheiro gostoso me dopando os sentidos. ― Eu também te amo. Eu tive tanto medo... ― seus lábios me calaram num beijo faminto. Ele me puxou mais, apertando minha cintura. Gemi, deixando-o me saquear. Nossas línguas se lambiam numa dança exigente, carnal, lasciva. Ouvi risos baixos, palavrões e assobios dos caras. ― Jesus! Eles são como uma maldita Ferrari, vão de zero a cem em questão de segundos! ― Elijah exclamou, rindo com os outros o seguindo. Liam e eu continuamos nos devorando. Ele me girou para a parede e as mãos grandes desceram para minha bunda, alinhando nossas pélvis. Ele gemeu quando puxei seu lábio inferior entre os dentes. Eu ri atrevida, esquecendo-me completamente da plateia na sala. ― Gostosa... ― sussurrou para que só eu conseguisse ouvir. Um rio de excitação desceu para minha calcinha. Parecia uma eternidade desde que ouvi isso de sua boca. ― Caralho! Cães sarnentos, todos para fora! O casal precisa de privacidade ― ouvi a voz de Paul.

Liam riu na minha boca. Ri também. Eu senti falta dessa risada sexy, safada. ― Sou louco por você, amor ― sussurrou, levando as mãos para o meu rosto. ― Vai ser muito mais fácil agora com você do meu lado. ― Sim, baby. Vamos para Vegas. Eu quero ir. Vamos agora ― seus olhos brilharam com alguma coisa que não identifiquei. ― Você ainda quer isso, não é? Ele fechou os olhos brevemente e quando me encarou de novo, a euforia foi me deixando lentamente, ficando uma sensação ruim em seu lugar. Eu senti que não ia gostar das palavras que viriam a seguir. ― Sim, claro que quero isso, baby. Quero muito ― graças a Deus! Ele me assustou. No entanto, meu riso morreu quando continuou: ― Mas agora não podemos fazer isso. Estou sendo ameaçado pela gravadora. Tenho que fazer uma merda de encenação com a Selena na frente da imprensa. Um arrepio gelado percorreu meu corpo. O que exatamente ele está dizendo? ― O que exatamente você está dizendo, Liam? Por que está sendo ameaçado, baby? ― minha voz era só um fio. Lá vão eles outra vez! Ouvi um dos caras murmurar a caminho da porta. Mas não consegui saber quem foi, porque minha atenção estava toda concentrada na tensão que estava de volta ao rosto de Liam. ― Eu fiz uma merda ruim, muito ruim e o dono da gravadora, que é irmão da Selena está me ameaçando com isso. Terei que fingir um noivado com ela para alavancar a carreira da vadia ― ele praticamente rosnou. ― Então, como está propondo continuarmos juntos? ― meu tom saiu estridente. ― Me deixe entender isso ― me desvencilhei de seu abraço. Ele relutou, mas deixou cair os braços. ― Você quer me manter em segredo, é isso? ― meus olhos inundaram de lágrimas, meu peito doeu com esse novo golpe. ― Quer que eu seja o seu segredinho sujo? ― terminei, praticamente berrando. ― Não é isso, Mel. Eu jamais chamaria você de meu segredinho sujo ― ele grunhiu, enfiando as

mãos pelos cabelos. ― Mas essa é a única forma de continuarmos juntos enquanto resolvo essa situação fodida com a gravadora. Eu vou resolver logo, baby, prometo. Será por pouco tempo. Eu... ― Me conte o que você fez de tão grave que o tornou refém da gravadora ― seu rosto se contorceu de dor e vergonha. ― É algo muito ruim, acredite em mim. Isso pode destruir a mim e a banda. Eu não posso... ― Apenas me fale, droga! ― exasperei-me. Ele me olhou por longos e irritantes segundos. ― Se eu contar você vai me odiar, e eu não suportaria isso ― disse baixinho, os ombros caindo. Cristo! O que ele pode ter feito que o deixou assim? ― Então, vamos colocar essa sua proposta em termos bem claros ― disse, sentindo uma batalha se formar dentro de mim. Ele parecia quebrado na minha frente e queria meu apoio. Mas ao mesmo tempo, não me contava que merda ruim era essa e ainda vou ter que vê-lo desfilar com a vaca pendurada em seu braço para a imprensa mundial? Parecia não haver dúvida nenhuma quando colocava as duas opções assim, mas é do homem que eu amo que estamos falando. Ah, Deus! Eu vou aguentar isso? Mesmo que eu saiba como nos sentimos, eu ainda vou me sentir um segredinho sujo. Eu posso sobreviver a isso? ― Eu te amo, Mel. É com você que estarei quando isso tudo terminar ― ele murmurou, seu olhar azul me consumindo, me fazendo promessas de um futuro que eu queria. Quero desesperadamente. ― Eu só preciso do seu apoio, amor. Eu sou seu. Isso com ela é só uma armação fodida. Nós estamos apenas adiando nossos planos ― ele me puxou de novo e eu não ofereci resistência. ― Não há outra mulher para mim. É só você. Só você, baby ― me garantiu, olhando bem dentro dos meus olhos. Ele diz mesmo as coisas mais lindas. Mas o que está me pedindo, não sei se consigo suportar. Ah, Deus! Eu vou morrer a cada foto dele com a vaca na imprensa. Posso fazer isso?

CAPÍTULO QUATORZE Melissa Eu pensei que seria difícil, mas o que pensei foi um mero espectro do que estava acontecendo desde que aceitei a proposta ultrajante do Liam. Eu relutei no começo, mas ele me venceu, minou minhas forças como sempre fez desde o momento em que desceu daquele jato, há exatos doze dias. Aquele primeiro momento parece tão distante. Parece uma eternidade, principalmente que fizemos amor. Temos fingido. Só falamos o necessário quando a vaca está por perto para não levantar suspeitas. Os insultos surpreendentemente cessaram por parte dela. Agora, apenas crava os olhos frios em mim, mas não me ofende como no começo. Estamos nesse circo há quatro dias. Tenho visto o homem que eu amo ganhar a mídia mundial ao lado de outra mulher. O novo “casal” foi um boom nos principais meios de comunicação. Os fãs da vaca estão enlouquecendo a cada foto deles. Chegaram ao cúmulo de criar um apelido ridículo para nomeá-los: Stolena. Stolena! Stolena! Isso queima no meu cérebro desde ontem, quando li a primeira fofoca de celebridades do dia. Meu pai ficou furioso e preocupado com a repercussão. Sara ficou do meu lado, ela acha que devo apoiar o Liam. Eu sinto isso também, embora a situação não me agrade. Ele não me disse o que fez de tão grave que o colocou nessa encruzilhada, mas vou continuar insistindo. Sei que Liam não foi exatamente um monge desde que a banda estourou. Confesso que ao mesmo tempo que quero, que preciso saber, também tenho medo de descobrir a extensão de tudo. Ah, e não posso esquecer que a bruxa da minha sogra também não deixa passar a oportunidade de esfregar na minha cara o quanto fui idiota de achar que manteria um homem famoso e jovem, ela frisou bem essa parte, satisfeita. Como se não bastasse, ainda ganhei montes de paparazzi acampando nos portões da minha casa. Espero que valha a pena, porque nunca engoli tantos sapos na minha vida.

No entanto, minha exposição não tem sido tanta como pensei. Nem Liam, nem Selena têm falado sobre mim na imprensa. Acho que ele exigiu isso do Chris-odioso-Hart, dono da gravadora e imbecil por trás do caos em que nossas vidas foram jogadas. O show em Porto Alegre será dentro de dois dias e eu ainda não decidi se vou. Não tenho acompanhado a banda nas aparições vips pela razão óbvia, a vaca não perde a oportunidade de se pendurar no pescoço do Liam em todos os eventos. Para meu consolo, ele não parece à vontade nas fotos que estão ganhando o mundo. Eu o conheço e sei diferenciar seu sorriso de rockstar do sorriso íntimo que reserva só para mim. Temos gastado muitas horas ao telefone, como dois adolescentes proibidos de estarem juntos, e a tensão sexual está se agigantando dentro de nós. Cada vez que o vejo, que entra no mesmo ambiente em que estou, meu corpo palpita, arde, enlouquece. Quando me olha eu me esqueço de tudo. Confesso que me ressenti por ter me pedido para aceitar tal situação, mas ao ver como isso o tem afetado também, só posso lamentar por termos sido jogados praticamente na mesma situação de anos atrás, apenas nos contentando com olhares roubados e toques furtivos. Eu insisti em recepcionar a The Horses. Liam não está muito feliz, mas esse é o meu trabalho e, francamente, ele não está em condições de me exigir muito. Preciso arejar minha cabeça dessa bagunça toda. Essa banda parece mais impetuosa e desregrada que a DragonFly. Bob Cash, o líder é incrivelmente bonito e meio abusado. O arrogante teve a audácia de exigir que dormisse com ele logo de cara. Bufei, exatamente como o Liam, mas a diferença é que Liam fez isso me seduzindo. Bob apenas deu isso como certo. Eu acho que pensou que dormir com astros era algo corriqueiro para mim. Idiota. Não contei nada disso ao Liam, ele iria tomar satisfações com o Cash, tenho certeza, percebi que há algo entre eles, uma espécie de rivalidade. Liam não me contou do que se trata. Liam e seus malditos segredos. Hoje não fui trabalhar pela manhã. Chay está se apresentando numa peça infantil na escola. Liam havia prometido que estaria aqui, mas isso foi antes de precisar fingir que eu e meu filho não somos importantes para ele. Meu peito doeu quando vi os olhinhos ansiosos do Chay passear por todo o

auditório procurando pelo tio. Por fim desistiu e foi se juntar aos coleguinhas da peça. Ele estava tão lindo vestido de príncipe. Joguei toda a minha decepção pela ausência de Liam e registrei os melhores momentos do meu pequeno lá em cima. Depois do último ato, a turminha veio de mãos dadas até a frente do palco e se curvou para a plateia. Mais fotos da mamãe coruja. As palmas ecoaram. Fui até a lateral do palco e levantei meu pequeno nos braços. ― Parabéns, meu bebê ― sussurrei emocionada, beijando-o levemente nos lábios. ― Um perfeito príncipe encantado ― sorri, lutando contra as lágrimas. Ele riu, os olhinhos brilhando de excitação. ― Você tirou fotos? ― quis saber enquanto o colocava no chão. ― Claro. Muitas, muitas fotos! ― forcei meu tom. Eu estava uma bagunça e não queria que ele perdesse sua empolgação. ― Ele não veio ― murmurou, os olhinhos correndo pelo auditório outra vez e seu riso morrendo aos poucos. Meu peito se comprimiu, mas antes que pudesse dizer algo, a diretora se aproximou de nós. Estava muito corada com um enorme sorriso nos lábios. Uau! Parece que ela gostou mesmo da pecinha dos meninos. ― Parabéns, Chay! Você foi perfeito, querido ― disse beijando sua bochecha. Ele esboçou um riso fraco. ― Oi, Melissa, que apresentação linda, não é mesmo? ― ela parecia nervosa, um tanto agitada. Balbuciei algo e ela chegou mais perto, falando quase no meu ouvido: ― Vocês me acompanham discretamente até a direção? Franzi o cenho. Desde quando precisamos nos esgueirar para a sala da direção? Inquiri-me, enquanto ela olhava em volta. Ela realmente estava estranha hoje. O que o Chay havia aprontado? ― Chay, há algo que queira me contar, querido? ― perguntei baixinho, pegando-o pela mão e seguindo atrás da diretora, que estava agora passando as mãos pelos cabelos e ajeitando o terninho cinza que usava. O que ela está fazendo? A mulher parecia meio fora de si. ― Eu não fiz nada, mãe. Eu juro ― ele defende-se prontamente. Quando paramos na porta, a

diretora não a abriu completamente, apenas uma fresta. Ela nos deu um sorriso brilhante e nos colocou para dentro, e todo o ar foi tragado para fora dos meus pulmões. Ah, Deus! Liam, ele veio. Ele estava de pé junto às janelas. Meu coração disparou com a visão dele todo lindo em seu jeans surrado e camiseta branca. Nossos olhares se chocaram e se prenderam sendo quebrado apenas pelo grito entusiasmado de Chay: ― Tio Liam! Você veio! ― meu pequeno se soltou da minha mão e correu para Liam, que o levantou do chão, içando-o quase acima da cabeça. ― Hei, homenzinho! ― fechei os olhos ao som da sua voz rouca. Encostei-me à porta. A diretora deslumbrada tinha saído. Agora entendi sua situação. Se eu que convivo diariamente com ele não sou imune, posso imaginar seu atordoamento. Liam andou até o sofá de três lugares e se acomodou com Chay no colo. ― Eu disse que viria, não disse? ― Sim, você disse, mas isso foi antes ― Chay falou e olhou na minha direção. Ele estava confuso com tantas fotos do Liam ao lado de outra mulher. Liam me olhou também, e seu semblante ficou tenso por um instante, mas voltou a atenção para o sobrinho. ― Eu consegui ver um pouco da sua apresentação aqui pelo canto do corredor, Chay. Você foi muito bem, garotão! ― disse e meu filho riu com a revelação. ― O que estou fazendo com aquela garota é mais ou menos a mesma coisa que acabou de fazer lá no palco, entende? Aquilo não é verdade, não é? Você não é um príncipe e aquela menina não é uma princesa. É só uma atuação, uma apresentação ― Chay franziu o cenho. ― É isso que está acontecendo comigo agora, homenzinho. Aquela garota que tem aparecido nas fotos comigo não é nada minha, apenas uma parceira de encenação, entende? ― Isso quer dizer que ainda namora a minha mãe? ― meu pequeno mandou à queima roupa como sempre. Liam me encarou. ― Exatamente, Chay ― seu olhar deslizou por mim devagar. Mudei a perna de apoio e um riso brincou em sua boca. ― Eu ainda namoro a sua mãe. Tudo que falei para vocês dois permanece.

Apenas vamos adiar isso um pouco ― ele dizia olhando diretamente para mim. ― Até quando vai fazer essa apresentação com a moça bonita? ― eu precisei desviar o olhar com as últimas palavras de Chay. A vaca era realmente linda. Ela não precisava ser tão bonita, caramba! E apesar de tudo, Liam é homem. Eu tenho medo que não vá resistir e... Sacudo para longe esses pensamentos. A sala parecia minúscula e abafada de repente. Ouvi um suspiro e voltei meu olhar para eles. Liam estava ainda me observando. Ele parecia ter lido meus pensamentos, meus medos. Seu olhar era tranquilizador e eu me acalmei ridiculamente rápido. Não sei como consegue me desarmar tão rápido. Eu sou realmente um caso perdido perto desse homem. ― Lembra-se daquele nosso segredo de caras? ― ele indagou baixinho e Chay assentiu, rindo lindamente. ― Consegue guardar outro? Só vou contar se prometer não se vender caso sua mãe queira comprá-lo com presentes depois. ― Prometo, tio Liam ― Chay disse solenemente. Liam se aproximou do seu ouvido e cochichou por alguns instantes. Chay só assentia, seu rosto se iluminando com tudo que o tio dizia. O que ele está dizendo? Senti-me excluída, para variar. Rolei os olhos. ― Então? O que me diz? ― Liam quis saber assim que terminou de contar o tal segredo de caras. ― Uau! Legal, tio Liam! ― Chay exclamou eufórico. Liam voltou os olhos para mim e riu, daquele jeito que já conheço, meio sem vergonha, arrogante e travesso. Aquele sorriso em que vejo que está tramando algo. ― Não esqueça. É nosso segredo de caras ― Liam sussurrou, piscando para meu pequeno que deu um risinho infantil, assentindo em cumplicidade. ― Eu senti sua falta, homenzinho ― murmurou, bagunçando seu cabelo. ― Eu também senti a sua, tio ― Chay admitiu e meus olhos estavam nadando em lágrimas agora. Parecia uma eternidade desde que os tinham se visto. Desde que seu olhar podia se prender ao meu sem levantar suspeitas. Desde que podia abrir seu sorriso lindo para mim a cada vez que me via. Eu senti falta de tudo isso. E estou morrendo de saudades dele, dos seus beijos, seus toques, seu cheiro.

Ele me encarou de novo e eu limpei uma lágrima que havia descido. Seu maxilar ficou rígido e seus olhos brilharam. ― Será que você pode ir lá fora conversar com seus amiguinhos enquanto eu e sua mãe temos alguns minutos? ― Chay assentiu, descendo do seu colo e correu em direção à porta. Afastei-me, abrindo-a e dando-lhe passagem. Dou um passo em direção à Liam, mas paro, incerta, odiando tudo isso. Odiando termos de certa forma perdido um pouco da nossa naturalidade e cumplicidade. Ele se levanta. Por alguns momentos ficamos apenas parados, bebendo um ao outro como se não nos víssemos há séculos. Ele veio devagar para mim. Meu corpo ficou de repente fraco com a intensidade com que me olhava e recuei um passo me recostando à parede. Parou roçando o corpo no meu e levou as mãos para minhas faces, acariciando-me. Gemi com seu toque suave. Seu polegar deslizou sobre a minha boca e ele gemeu baixinho, levantando meu queixo, seu hálito quente fazendo meus hormônios enlouquecerem de vez. Meus seios eriçaram e uma onda escaldante desceu do ventre para a vagina. Ainda não havíamos trocado uma só palavra, mas eu só queria que ele me tomasse aqui, agora. A tensão sexual estava nos matando. O ar crepitava, eletrizante à nossa volta. Arquejei, meus lábios se entreabrindo, antecipando toda a promessa sensual que via nas piscinas azuis. ― Eu estou morrendo sem você, baby... ― sussurrou contra meus lábios. Nossas respirações ofegantes de tesão. ― Eu quero você ― gemeu, puxando meu lábio inferior entre os dentes, fazendo minha calcinha inundar. Gemeu mais, colando seu corpo no meu, me fazendo choramingar ao sentir sua ereção potente. ― Quero você aqui, agora. Preciso gozar bem gostoso na minha mulher. Você quer isso também, não é, amor? Hum? Diz que está louca para me sentir te enchendo de porra. Diz para mim que vai me dar aqui e agora ― sussurrou no meu ouvido e eu virei uma massa desejosa e ofegante em suas mãos. ― Sim, baby... ― miei sem forças. ― Eu estou morrendo sem você também ― ele grunhiu e moeu seu pau bem na minha pélvis. Um lamento deixou a minha boca. Seus dedos indicador e médio forçavam a entrada em meus lábios e os abri, ávida, chupando-os. Os olhos azuis incendiaram e ele

cavou mais embaixo, direto em meu clitóris. Chupei mais duro. ― Porra, Mel ― rosnou, puxando os dedos e nossas bocas ficaram juntas, respirando uma na outra. ― Gostosa... Minha gostosa ― grunhiu e se apossou da minha boca num beijo urgente. Nossas línguas se entrelaçaram, dançando juntas, se lambendo, se provocando e suas mãos desceram pelos meus seios, apalpando por cima do vestido. Apertou minha cintura e desceu mais, amassando a carne da minha bunda com força, me torturando com sua dureza na minha parte sensível. ― Oh, Liam... Baby... ― choraminguei em sua boca. ― Vai ser rápido, baby ― sussurrou e ouvi o clique da chave. Ele trancou porta. Então, começou a desfazer o laço do meu vestido transpassado. Congratulei-me por tê-lo usado hoje. Em segundos, estava descendo o tecido pelos meus ombros. ― Linda! ― gemeu jogando o vestido sobre o sofá, me deixando só de calcinha e sutiã meia taça. Suas mãos puxaram o bojo para baixo rudemente e se encheram nos meus seios. Arqueei as costas gemendo baixinho. Puxou os mamilos e eu estava pingando. Sua boca se curvou no riso safado e desceu uma das mãos pelo meu ventre, deixando um rastro de fogo onde tocava. Enfiou-se por dentro da calcinha, então abri mais as pernas. Rosnou quando deslizou os dedos em meus lábios encharcados. ― Deus! Baby. Minha bocetinha está toda melada para mim ― enfiou dois dedos bem fundo e eu me contorci, quase gozando com esse contato mais íntimo em dias. Mordi os lábios quando tomou meu seio direito na boca com fome. Chupou com força e continuou me fodendo com os dedos. Estava quase gozando, mas ele os retirou. Gemi de frustração. Ele riu, enquanto se abaixava, deslizando minha calcinha pelas pernas daquela forma sensual que me deixava mais louca ainda. Colocou-a no bolso da calça e abriu o botão e zíper, seus olhos fumegantes presos nos meus. Meus líquidos desciam pelas coxas, meu peito arfava, minhas pernas estavam tremendo sobre as sandálias de salto, todo o meu corpo antecipando o que vinha a seguir. Seu pau saltou furioso, longo, grosso, lindo com pré-sêmen babando da ponta. Ele se masturbou lentamente, me fazendo lamber os lábios. ― Liam... ― lamentei baixinho. Ele levantou minha perna direita para seu quadril e deslizou a

cabeça rosada para cima e para baixo entre meus lábios, se lambuzando no meu creme. Grunhiu sentindo-me tão molhada. ―Por favor... Se apresse, baby ― Ele riu de novo, baixinho, sacana e se alinhou na minha entrada. Puxou-me pelos cabelos da nuca com a outra mão e flexionou o quadril, metendo em mim com força, me rasgando até o fundo. Estremeci sem controle com sua carne longa e grossa me enchendo ao ponto da dor. ― Porra, estou quase gozando, baby ― rosnou, mantendo-se parado por um momento. Nossos corações batiam freneticamente pelo tesão e o local onde estávamos. ― Cacete! Meu pau está explodindo por você, amor. Estava a ponto de matar alguém porque senti falta disso ― puxou tudo e meteu de novo, duro, brusco. Levantou minha outra perna e o abracei pelo quadril. Eu o senti mais fundo, batendo no meu útero. Suas mãos cravaram em minha bunda e passou a me comer com desespero, nossos olhares travados o tempo todo. ― Eu não consigo ficar sem você, Mel. Sem essa bocetinha mamando assim gostoso no meu pau, porra! Esse aqui sou eu, baby. Todo seu. Aquele das fotos não existe. Diz para mim que sabe disso, amor ― grunhiu me levantando e abaixando com força em seu pau, fazendo-me tomá-lo até o cabo. ― Por favor, diga que sabe que sou seu. Todo seu. ― Ohhh! Deus! Liam... Eu sei, baby. Eu sei... ― choraminguei, enquanto me fodia sem dó. Abocanhou meu seio esquerdo e eu arqueei as costas, deixando-o me comer duramente. ― Eu te amo, amor! Eu sou sua também. Toda sua. ― Isso, você é minha. É minha e nunca vou abrir mão disso ― rosnou metendo em mim cada vez mais forte, me batendo contra a parede. ― Vem, minha putinha. Cavalga no meu pau! Toma cada centímetro! Me aperta bem gostoso, minha safada. Ohhh! Sim, amor! Assim... ― rosnou quando contrai meu canal à sua volta. Ele latejou, vibrando em minhas terminações nervosas e passou a devorar o outro seio. Mordeu meu mamilo, sacudindo a língua em seguida. Desci enlouquecida em seu pau, o encontrando a cada estocada furiosa, sendo consumida por sua intensidade, ferocidade, meu corpo estremeceu, a quentura deliciosa se espalhando do ventre para a vagina. Minha respiração ficou mais rápida. ― Isso, baby! ― bateu mais fundo e com força, tocando o ponto que já conhecia,

os espasmos me tomaram. ― Goze para mim, minha delícia... Goze, cacete! ― seu tom rouco, tenso, brusco fez o gozo irromper, me tomando por completa, furioso, intenso, entorpecente. ― Oh, meu Deus! Liam... Baby... ― chiei, enquanto continuava me comendo, perseguindo sua liberação. ― Eu te amo tanto... Tanto ― balbuciei, dopada pelas ondas intermináveis explodindo no meu núcleo. Senti seu pau inchar dentro de mim. ― Ahhh! Mel, baby... ― girou o quadril, puxando tudo e estocando duramente de novo e de novo, martelando-me sem dó. Seu rosto estava vermelho, tenso, as veias do pescoço salientes pelo esforço e pelo o orgasmo se aproximando. Nossos olhares continuaram presos. ― Eu vou gozar! Oh, porra! Cacete! Eu vou... Ohhhhhhhhhhhh! ― rugiu ao mesmo tempo em que os jatos de esperma quente começaram a me encher. Estremeci com a sensação. Os olhos azuis estavam quase engolidos pelas pupilas escuras. Eu amo saber que posso fazer isso com ele. ― Deus! Que gostosa... ― sua boca veio para a minha, chupando, lambendo, mordendo, enquanto seus impulsos ainda me sacudiam contra a porta. Eu o beijei com saciedade e ao mesmo tempo ânsia. Era muito louco isso. ― Eu te amo também, baby. Muito ― ronronou, seu quadril finalmente desacelerando até que parou ainda pulsando dentro de mim. Continuamos nos beijando, nossas respirações entrecortadas, nossos hálitos se misturando. Rimos, ofegantes. Seus dentes puxaram meus lábios, corri minha língua pelos dele e ficamos assim, nos provocando e nos acalmando da loucura que acabamos de fazer. ― Deliciosa... ― sussurrou na minha boca. ― Delicioso... ― sussurrei de volta, me sentindo atrevida, poderosa como só ele me fazia sentir. Liam Porra! Que mulher deliciosa do caralho! Eu estava a ponto de matar alguém para poder ficar assim com ela. Mordisquei seus lábios, minhas mãos subindo para a cinturinha fina. Meus braços a rodearam e ficamos nos beijando lentamente. Foram quatro dias de merda sem poder tocá-la, beijála, sentir seu cheiro, seu gosto viciante. Eu fui para a cama me sentindo miserável todas as noites. Meu corpo está relaxado pela primeira vez em dias. Ela apertou à minha volta e ri em sua boca.

Girei o quadril, contraindo meu pau ainda enterrado em sua boceta perfeita. Minha boceta. Minha. ― Safada... ― ronronei, mordiscando seu queixo, descendo para o pescoço e chupei o ponto que a excitava. Ela resfolegou. Ainda estava malditamente duro e se não fosse pelo perigo de alguém vir aqui eu não sairia de dentro dela tão cedo. ― Eu não quero sair daqui, baby ― ela gemeu em resposta. ― Mas alguém pode vir e descobrir que eu comi a mãe gostosa, muito, muito gostosa de um aluno na sala da diretora ― ri baixinho, sacana. Ela bufou, mas riu lindamente em seguida. Eu amo esse som. Parece que toda a estranheza que senti quando ela entrou se esvaiu. Acho que era só tesão acumulado. Dou mais um beijo rápido em seus lábios e saio gemendo, praguejando do meu lugar preferido em todo o mundo. Eu a ajudei se firmar no chão e tirei sua calcinha do bolso. Limpei sua boceta e entre suas coxas. Ela gemeu baixinho. Ri e a enfiei de volta no bolso. Ela levantou uma sobrancelha. ― Ei, devolva minha calcinha, superstar ― sim, a tensão saiu. Ela só me chama assim quando está relaxada, querendo me provocar. ― E se eu não quiser? Hum? ― recoloquei seu sutiã no lugar e peguei seu vestido largado sobre o sofá. Ela riu, atrevida, enquanto a vesti. ― Então, vai ter que me deixar com sua cueca, baby ― ronronou. Porra, meu pau estava furioso de novo. ― Hum, exigente, hein? ― dou o laço na lateral do seu corpo. ― Só porque tem a boceta mais gostosa que já fodi, não quer dizer que vou te dar minha cueca, baby ― seus olhos brilharam com minha bajulação. ― Tão sem vergonha, sedutor, safado ― suas mãos vieram para minha calça e ela retribuiu o favor, me deixando apresentável de novo. ― E tão lindo, superstar ― sussurrou, enlaçando-me pelo pescoço. Eu a levantei do chão num abraço apertado. ― Eu te amo, baby ― murmurei olhando-a nos olhos. ― Também te amo ― disse de volta. ― Eu odeio que não posso mais ter você o tempo todo

― Eu também odeio, amor ― ajeitei seus cabelos que estavam meio desalinhados. ― Vá para casa com o Chay. Eu chegarei em pouco tempo ― seu semblante se iluminou. ― Você vai? ― eu odeio que temos que fazer tudo às escondidas agora. ― Sim, eu cansei dessa merda de não poder estar com você e o Chay a qualquer hora que eu quiser ― suspirei. ― Sara vai me dar uma carona até lá. Já falei com ela. ― Sério? Minha irmãzinha conspirando contra mim e não me disse nada ― ela riu, meneando a cabeça. ― Baby, isso não é contra você ― usei meu tom sacana. ― Você estava louca para me dar ― ela me deu um tapa no ombro. ― E eu estava malditamente louco para comer você. Ainda estou. Tirei a tarde para nós. O que acha, hum? ― ela sorriu, brilhantemente. ― Depois que o homenzinho for para suas aulas de Inglês e natação, vamos começar nosso jogo. ― Hum, que jogo, baby? ― murmurou na minha boca. ― Um em que você fica nua e minha língua percorre cada centímetro desse corpo delicioso ― ela gargalhou, jogando a cabeça para trás. ― Parece um bom jogo, superstar ― ronronou. ― Excelente, na verdade ― franziu um pouco o cenho. ― Como conseguiu entrar aqui? Não ouvi os gritos das fãs enlouquecidas do lado de fora ― me provocou. Eu ri, adorando que voltamos ao nosso normal. ― Espertinha ― dei um tapa em seu traseiro. ― Eu inventei um compromisso na Portela e Greg fez o restante da mágica. Ah, a diretora ajudou bastante também. ― A pobre mulher estava à beira de um ataque ― riu. ― Acho que devo sair agora. Não pega bem para uma pobre mãe viúva, ficar trancada com um astro do rock superquente aqui na diretoria ― disse atrevida. Rimos os dois e nos beijamos devagar, gostosamente. ― Vá, baby ― dou mais um beijo curto. ― Estarei com vocês logo ― ela pegou a bolsa que havia deixado cair quando fui louco de tesão para cima dela. Abriu a porta e nos olhamos mais uma vez. Rimos cúmplices, safados e ela deixou a sala.

Almoçamos os três. Joguei Xbox com o Chay e quando ele foi para suas aulas, matei minha fome da Mel. Sem mais delongas a arrastei para o seu quarto. Em questão de segundos estávamos na cama, nus e ofegantes. Lambi seu corpo todo como prometido, chupei, mordi. Ela ficaria toda marcada. Gozamos a segunda vez nos chupando num delicioso meia e nove. Mais tarde, a joguei de quatro e comi seu rabinho lindo e apertado. Fui duro, brusco, meu tesão não arrefecendo em momento algum. A visão do seu pequeno buraco engolindo todo o meu avantajado pau sempre me deixa louco, insano. E eu estava faminto. Ela chorou quando gozou e eu quase fiz isso também quando jorrei litros de esperma dentro dela. Nossa ligação é muito forte, intensa e eu quero estar com ela pelo resto da minha vida. Por isso preciso me livrar da merda o quanto antes. Não é justo o que estou fazendo para ela, eu sei disso. A cada foto minha que sai na mídia, meu coração dói. Eu sei que não está sendo fácil para ela. Eu tenho visto isso em seu rosto todos esses dias. Ouvimos Marisa Monte no começo e depois um mix nacional, Barão Vermelho, Cazuza e agora Leoni. Quando tombamos na cama, exaustos, lutando por ar, coincidentemente a música que tocava era a minha cara. Eu fiz Incontrolável, mas gostaria de ter feito essa também para a Mel. Soneto do Teu Corpo. Juro beijar teu corpo sem descanso Como quem sai sem rumo pra viagem. Vou te cruzar sem mapa nem bagagem, Quero inventar a estrada enquanto avanço. Beijo teus pés, me perco entre teus dedos. Luzes ao norte, pernas são estradas Onde meus lábios correm a madrugada Pra de manhã chegar aos teus segredos. Como em teus bosques, bebo nos teus rios. Entre teus montes, vales escondidos.

Faço fogueiras, choro, canto e danço. Línguas de lua varrem tua nuca. Línguas de sol percorrem tuas ruas. Juro beijar teu corpo sem descanso ― O que você está pensando? ― ela levantou a cabeça do meu peito algum tempo depois. Estávamos apenas nos acariciando depois de foder os miolos um do outro. ― Posso ouvir o seu cérebro daqui, superstar ― ri, continuando a subir minha mão pela coluna graciosa. ― Baby, eu não tenho forças nem para pensar. Você acabou comigo, sabia disso? ― bajulei e ela bufou, mas riu depois. ― Eu acho que vou ficar sem andar por uma semana. Ainda não testei minhas pernas depois da última posição, baby ― ri, puxando-a mais para mim. ― Você vem comigo para Porto Alegre, não é? ― sussurrei, olhando-a nos olhos. Ela mudou rapidamente. Seu semblante se anuviando um pouco. ― Liam, eu não acho que seja uma boa ideia, amor ― disse baixinho. ― Eu não vou me sentir bem vendo a VacaLena se pendurando em você em público só porque ela pode. Eu não vou conseguir ver isso ao vivo sem dar uns bons tabefes nela, ok? ― O apelido é bem apropriado ― gracejei para dissipar seu mal-estar. Ela riu fracamente. ― Eu sei que isso é mesmo uma merda fodida, Mel. Mas eu quero você lá, comigo. Você se empenhou tanto para isso. Eu sei que tem feito muito mais pela DragonFly do que pelas outras bandas que já recepcionou. Muita coisa que está fazendo por nós não faz parte das suas atribuições. ― Como dormir com o líder da banda, por exemplo? ― ela abriu um riso verdadeiro. ― Sim, isso, por exemplo ― concordei. ― Mas voltando ao assunto, eu quero você lá. Prometo que vou dar um jeito de dormirmos juntos ― não consegui evitar um riso sem vergonha. ― Não que a gente durma muito quando está junto ― ela rolou os olhos. ― Tão convencido, superstar ― murmurou. ― Eu, hum, vou pensar, ok? Eu ainda tenho outra

banda para acompanhar, sabia? Eu rosnei. Cada vez que me lembro que ela foi teimosa o suficiente para recepcionar o maldito Cash, me dá vontade de bater em seu traseiro. Ela não conhece esses idiotas. Eles são uns babacas deslumbrados com a fama. ― Baby, eu continuo não gostando de você perto desses caras. Eles são... ― São o que, Liam? ― bufou, levantando o tronco, cravando em mim seu melhor olhar intimidante. Isso até poderia funcionar se ela não estivesse nua e com cara de quem foi bem fodida. Eu não consegui esconder meu riso arrogante nesse momento. ― Mel, eles são animais. São uns bastardos que vivem por aí fazendo farras e fodendo tudo à sua volta e... ― ela levantou uma sobrancelha muito irônica e debochada. ― Típicos astros do rock, superstar ― zombou. ― Não venha posar de bom moço para mim quando há poucos dias você tinha seu pau enfiado na vaca que está te ameaçando agora ― uh! Ok, eu nunca disse que era um bom argumento. Você é patético, Stone! Lá vem. Eu não falei antes porque estava apreciando sua... Empolgação. Que fôlego, hein? Ah, cale a boca! Então, admita que está morrendo de ciúmes da sua garota perto do Cash. Não é ciúmes, eu só estou cuidando dela, ok? Não a quero perto daquele babaca. E nem de qualquer outro homem na face da Terra, pelo visto. Como já disse, patético! Foda-se! ― Certo, esse não foi meu melhor argumento ― recuei. ― Não, não foi. É o meu trabalho e vou continuar assessorando a The Horses — ela relaxou um pouco, seu rosto se abrindo num riso travesso. ― Oh, eles com certeza são animais, não é? ― ri fracamente. Ela fez uma boa piada, mas ainda estou emburrado. ― Baby... ― pedi no meu tom mais meloso. ― Baby... ― ela usou o mesmo tom. Estreitei meus olhos. ― Eu não vou para a cama com eles, Liam. Por acaso acha que sou dessas que cai facilmente na conversa mole de astros do rock? ― levantei uma sobrancelha e ela corou lindamente. Eu gosto disso. ― Ai Deus, não responda a isso,

por favor ― ela gargalhou e eu a puxei para o colchão, rolando sobre seu corpo macio. ― Eu acho que você deve tirar esse plural, baby ― rosnei, me encaixando entre suas coxas. ― Só há um astro do rock para você. ― Sério? ― ela fez uma cara de safada. Eu amo essa mulher, porra. ― Quem é ele? ― abaixei a cabeça, deixando nossos rostos bem próximos. ― Tirando o Adam Levine que eu amo ― ela frisou bem essa última parte. Sim, muito safada e eu vou bater na sua bunda linda agora mesmo. ― Eu não conheço nenhum rockstar no momento ― provocou. ― Você está cheia da porra dele, baby ― seus olhos dilataram e a boquinha linda se abriu levemente. Meu pau começou a acordar. Eu achei que não estava tão esgotado, afinal... ― E você gemeu e gritou enlouquecida a cada vez que seu pau afundou nesse corpinho gostoso. ― Ai, Deus, você joga muito sujo, superstar ― gemeu se contorcendo embaixo de mim. Um riso arrogante se espalhou em minha boca. ― Sim, eu jogo ― mordi seu queixo e voltei para os lábios. Ela arfou levemente. Assumi um tom mais sério e levei as mãos para cada lado do seu rosto. ― Eu quero você nesse show comigo, amor. Além disso, eu sei que estava animada para ver a banda completa pela primeira vez ― ela suspirou longamente. ― Sim, eu estava e ainda estou, baby ― sussurrou, enterrando os dedos suavemente em meus cabelos. ― Mas repito, não me parece uma boa ideia. Eu não... ― Eu preciso de você lá, baby ― pedi baixinho, meus polegares acariciando lentamente suas faces. ― Planejamos isso juntos desde que cheguei, não é justo. Eu não vou deixar você aqui, ok? Não vou.

― Liam... ― ela pediu. ― Shhh, eu vou tornar tudo muito especial para você, baby ― murmurei, dando pequenos beijos em seus lábios. ― Prometo ― ela suspirou. ― Então, você vai? ― ela assentiu e os olhos amendoados brilharam muito, passeando por cada detalhe do meu rosto. ― O que você fez comigo? Eu não consigo mais pensar em mim sem você ― meu coração saltou com suas palavras sussurradas, seu tom emocionado, seus olhos marejados. ― Eu me sinto da mesma forma, Mel ― murmurei e minha boca desceu sobre a dela num beijo delicioso. Suas pernas me abraçaram pelo quadril e nos colamos como se quiséssemos nos fundir. Deslizei meu pau já bem desperto em sua racha molhada. Ela gemeu lamuriosa, mesmo estando provavelmente toda dolorida porque eu não fui muito gentil hoje. Eu e ela estávamos famintos. ― Eu vou fazer você se sentir bem, baby ― sussurrei em sua orelha e corri a língua pelo lóbulo. Ela ofegou, levantando a bunda da cama, tentando me sugar para dentro. Eu ri baixinho e não resisti a uma pequena provocação. ― Então, baby, é verdade que ama o Levine? ― ela gemeu de frustração, mas não disse nada. Peguei meu eixo e esfreguei a cabeça em seu clitóris, massageando-o numa tortura para nós dois. Eu quase gemi também, mas precisava mostrar quem é que manda. Mulher minha não vai andar dizendo que ama a porra do Levine, cacete! ― Baby, eu não vou cuidar de você se não me responder ― ronronei, descendo a boca para o seio direito, mamando bem gostoso, sacudindo a língua do jeito que ela gosta. ― Ohhh! Liam... Você é tão malvado... Eu... Ohhhh! ― gritou quando me afundei até o cabo em sua boceta quente e melada. ― Minha nossa ― choramingou, cavando os pés na minha bunda, me forçando a entrar cada polegada. Porra de mulher gostosa. Perfeita. Peguei um ritmo lento e constante. Eu não queria machucá-la. Ela riu daquele jeito safado que amo e eu a rolo para cima de mim. Assim ela pode controlar tudo. Ela joga a cabeça para trás e eu me embriaguei com a visão do seu corpo esguio, lindo arqueado. Seus lábios fizeram um pequeno “o” e seus olhos se fecharam. Minhas mãos subiram pelas coxas firmes, pelo ventre reto e se fecharam nos seios, amassando a

carne macia. Gememos os dois. ― Ah, Deus! Quem é Adam, baby? Caramba! ― choramingou, começando a rebolar gostoso. ― Eu não sei... Eu acho que nunca seria um ator, e se fosse, jamais seria indicado ao Oscar. Eu simplesmente não consigo parar de sorrir desde que voltei da casa da Mel. Cacete! Ainda bem que resolvi cantar ou estaria ferrado. Estico-me na nossa espreguiçadeira no terceiro terraço e tomo um gole de cerveja. A noite está bem agradável e meu corpo cantarola, relaxado depois de gozar repetidas e insanas vezes. Fecho os olhos e repasso cada momento ao lado dela, hoje. Porra, meu pau já está acordando. Bastardo ganancioso. ― Liam, eu posso falar com você um instante? ― a voz de Selena me tirou do meu momento cor de rosa. Mas que porra! ― Agora não, Selena. Eu quero ficar sozinho, por favor ― rosnei, levando o cigarro aos lábios. Ela me olhou por um longo tempo, então se aproximou mais. Vadia surda! ― Ouça, baby, eu andei pensando e percebendo algumas coisas ― fiquei alerta. Seu tom era muito calmo. Ela não estava brigando e me cercando para saber onde estive a tarde toda. ― Eu sei que gosta da Mel. ― Amo ― rebati. ― Eu a amo ― ela engoliu em seco. ― Certo. Eu aceito que fique com ela, hum, fora da mídia ― murmurou. O quê? ― O que está me dizendo, Selena? ― estreitei meus olhos nela. Ela é a porra de uma bipolar? É isso? ― Eu não vou ficar empatando você e a doce Mel, Liam ― suspirou e se sentou do meu lado na espreguiçadeira. ― Eu não sou má, baby. Sei que chantagear você para que me ajude não me faz ganhar pontos... ― Jura, Sherlock? ― bufei sarcasticamente, dando uma longa tragada do meu cigarro, jogando a fumaça para cima. ― Você é tão pé no saco quanto seu maldito irmão, querida. Não pense que vou

cair nesse ataque súbito de bondade. ― Estou falando sério, juro ― ela parecia ofendida. Vadia dissimulada. ― Você pode ficar com ela nos bastidores. Estou aceitando que você a ama ― meu queixo caiu e ela revirou os olhos. ― Eu não sou burra, nem cega, ok? Vejo como se olham. Vou me contentar com a encenação para a mídia, como deveria ter sido desde o início ― colocou a mão no meu braço. ― Não quero que me odeie, Liam. ― Eu não acredito em você, Selena ― puxei meu braço, me levantando. Eu sei que as mulheres podem ser muito ardilosas quando estão despeitadas, o que era o caso dessa vadia até hoje de manhã. Ela não tem ofendido verbalmente a Mel nos últimos dias, é verdade, mas ainda vejo seus olhares venenosos em sua direção. Pode alguém mudar de opinião em tão pouco tempo? Eu acho que não. Não ela, pelo menos. ― E para seu governo, não preciso da sua caridade por uma razão muito simples: eu nunca deixei a Mel. Ela sabe que sou dela e quando essa merda toda acabar vamos nos casar ― oh, merda! Eu provavelmente não devia ter deixado escapar isso. Cacete! Ela ficou muda, parecendo perplexa por alguns momentos, então abriu um riso conciliador e se levantou também. ― Você realmente a ama, não é? Olha, apenas não deixe meu irmão saber desses planos ― avisou, parecendo preocupada. ― Sei que é difícil para você acreditar, mas eu reavaliei algumas coisas e mudei minha posição. Você e a Mel terão meu apoio, se quiserem, claro ― completou e surpreendentemente me deixou sozinho. Papai Noel existe também, sei... Bufei antes de tomar outro gole. Meu celular tocou. O procurei no bolso ansioso, um riso se abrindo no meu rosto, louco que fosse a Mel. Mas o riso morreu quando vi a tela: Chris-filho-da-puta-Hart. Merda!

CAPÍTULO QUINZE Liam Eu sinto que Chris está tramando algo. A última conversa que tivemos me deixou em alerta máximo. Ele está vindo para o Rock in Rio. Nada bom pode vim disso. Ele é esperto, já deve ter percebido que não estou exatamente rezando na sua bíblia. Fiz o que Elijah havia me aconselhado na noite em que Selena chegou e fui obrigado a mentir para a Mel. Nossos advogados conseguiram a lista das pessoas naquela fatídica festa há seis meses, mas as conversas até agora não têm revelado muita coisa além do fato de que eu estava bêbado como um gambá. O que, aliás, ainda me intriga. Eu nunca fui de beber para perder a noção da realidade e nunca usei drogas. Ok, fumei maconha algumas vezes, mas isso me mantinha ligado, não louco a ponto de fazer aquilo... Eu e Paul sempre fomos os mais centrados da banda. Sempre fomos nós a chamar os caras para manter suas bundas sóbrias quando algo estava ultrapassando os limites. A suspeita de que o Hart tenha de fato me armado uma cilada está cada vez mais se entranhando em mim. Ele sabia que nos perderia num futuro bem próximo e sim, pode ter armado para me ferrar. Eu preciso me antecipar a ele. Minha virada no jogo começa hoje. ― Ei, Stone? ― Collin me tira da minha introspecção. ― Veja se não canta abaixo do tom hoje, idiota! ― Ele provoca. Estamos em Porto Alegre, no Centro de Eventos da Fiergs[11]. Daqui do camarim dá para ouvir a euforia lá fora. Um riso se espalha na minha boca antecipando a sensação de estar no palco em breve. Dessa vez em meu país e com meus irmãos de banda. Mas isso não me impede de provocar o bastardo de volta. ― Vai se foder, imbecil! ― Retruco. ― Espero não ter que abrir testes para um novo baixista ― ele me oferece o dedo do meio. Eu gargalho, tomando um gole da minha cerveja. Meu olhar cai no extremo da sala, onde Elijah está encurralado contra a parede e a cadela da Nat está sussurrando algo em seu ouvido, enquanto apalpa seu pau sobre o jeans. Ele parece entediado, seus olhos presos no

teto. Por que ele não dá logo o fora nessa vadia, porra? ― Ele tem tentado, mas a cadela se enfia na cama dele todas as malditas noites, irmão ― Paul responde a minha pergunta silenciosa, me fazendo olhá-lo. ― Verdade, vamos dar esse crédito ao nosso homem ― Sean zomba, tirando uma longa tragada do seu cigarro. ― Afinal, ele é só um cara. Caras não dispensam bocetas, Stone ― ri malicioso. ― Não uma tão gostosa, pelo menos. Bufo, rolando os olhos. A névoa de fumaça é densa na sala. Eu não estou fumando, no entanto. Estou me coçando para tirar umas tragadas para amenizar a ansiedade, mas ainda tenho esperanças de que ela chegue a qualquer momento e não quero que sinta bafo de cinzeiro quando beijar sua boquinha linda. Estamos na porra da tensão sexual outra vez. Depois da nossa tarde roubada há dois dias, não nos tocamos mais. É muito arriscado ir até ela. Não posso colocá-la sob o radar da imprensa, não mais do que já está. Os fãs da Selena têm se tornado inconvenientes e muito hostis nas redes sociais. Ontem ofenderam a Mel com nomes como prostituta, vadia, vagabunda, destruidora de lares. Como se a Mel fosse a intrusa. Como se eu fosse casado com a porra da Selena. Ela é única a merecer esses nomes. Mas o que me surpreendeu pra cacete foi que Selena foi às redes sociais e pediu aos fãs que se acalmassem, argumentando que a Mel não sabia do nosso compromisso quando se envolveu comigo. Ela ainda lembrou que havia uma criança no meio disso tudo e que não gostaria que ele fosse hostilizado na escola pelos nomes que a mãe estava sendo taxada. Isso funcionou porque os xingamentos cessaram, mas as piadas em relação à diferença de idade entre eu e a Mel ainda continuam. Isso me irrita profundamente. Eu repudio qualquer tipo de preconceito. Não sei o que leva uma pessoa a se sentir no direito de julgar os outros. O que esses imbecis preconceituosos não sabem é que nada do que disserem vai me fazer desistir dela. Eu a amo. Não me importa se é mais velha sete, dez, vinte anos. Eu a amo, porra! Esse tratamento de merda em relação à Mel e a ameaça velada da vinda do Chris ao Brasil contribuíram para que eu me sentisse um monte de lixo por colocar a

mulher que amo numa situação tão complicada. Eu vou tornar isso melhor para ela. Olho meu celular outra vez e suspiro porque não há nada. Nenhuma chamada, nenhum texto. Mel ficou inacessível para mim todo o maldito dia e eu preciso dela aqui, porra! ― Ela não vem? ― a voz de Selena me tira dos meus pensamentos. Ela acabou de sentar ao meu lado no estofado. Lanço um olhar de desprezo em sua direção e ela se encolhe um pouco. ― Eu imagino que deve ser mesmo difícil para ela. Sério essa merda? Ela imagina? Não, ela não imagina porra nenhuma! Do contrário não estaria ajudando seu maldito irmão a me manter preso nessa armadilha do caralho. ― Não, eu acredito que você não saiba o quanto essa merda é difícil para ela, ou para mim, Selena ― rosno, tomando mais um gole de cerveja. Ela suspira. ― Eu não quero que você me odeie ― murmura, parecendo verdadeiramente magoada. ― Isso é meio que impossível no momento, querida ― bufo e me levanto. ― Eu posso ajudar você e a Mel. Se você me der um voto de confiança, eu vou provar que mudei minha forma de ver a situação. Estreito meu olhar em seu rosto à procura de alguma pista de que ela está atuando, mas não vejo nada. Se ela está atuando, então, a vadia está na profissão errada. Torço meus lábios num riso irônico. Ela já está na profissão errada de qualquer maneira. Ela tem tanta inclinação para cantar quanto Eddie Murphy[12] tem para o drama. Sacaram, né? Selena é a merda de um produto fabricado, a exemplo de muitos artistas da atualidade. O fato de nascer no meio da indústria fonográfica[13] ajuda bastante no caso dela. E, claro, não vamos esquecer, a associação do seu nome com um artista famoso, eu, o idiota fodido do século. Junte todos os ingredientes e teremos a nova sensação da música pop. Um produto falso, mas que os fãs não dão a mínima porque ela tem a porra do sobrenome Hart. ― Basta me dá uma chance, Liam ― ela pede outra vez. ― Promete que vai pelo menos pensar sobre isso?

Eu não consigo acreditar nessa mudança, mas concedo-lhe um leve aceno de cabeça. Eu não tenho saco para lidar com ela agora. Tudo que eu quero é que a minha mulher venha hoje. Eu sei o quanto ela queria nos ver juntos. Apesar da sua provocação sobre o Levine, nós estamos no topo da sua lista. Ela é louca pela banda. Um riso arrogante brinca na minha boca. É louca por mim. E sim, eu quero me pavonear para ela hoje. Quero fazer a porra do melhor show de rock que já viu, porque eu também sou fodidamente louco por ela. ― Eu, hum, vou indo na frente com a Nat ― Selena avisa levantando-se também. ― Tenha um bom show, Liam ― diz suavemente. Eu aceno e ela se vira. Nat quase arranca a língua de Elijah e ri pornograficamente, enfim soltando-o. ― Quinze minutos, rapazes ― ela nos avisa, num tom profissional, embora suas ações momentos antes lembrem uma puta, o que, sem dúvida nenhuma, ela é. Nat também é boa no que faz. ― Duas horas de show. O estacionamento é amplo e está lotado! ― Sorrio genuinamente. ― Os fãs acamparam no espaço desde ontem. E eles não param de chegar. Eu e os caras trocamos um riso satisfeito com a calorosa recepção dos gaúchos. Chegamos hoje de manhã e realmente foi uma loucura. Concedemos entrevistas para uma TV e rádio local e uma verdadeira comitiva nos seguiu pelas ruas até o hotel. Os canais locais não pararam de noticiar nossa chegada e agora há pouco, falavam da confusão generalizada no trânsito, com os fãs enlouquecidos tentando chegar a tempo do show. Estima-se que cerca de trinta mil pessoas estarão conosco hoje. Alguns chegaram ao extremo de abandonar táxis e ônibus e seguir a pé até aqui por medo de perder a apresentação. Era louco, mas uma imagem fodidamente linda. Todos eles em camisetas, bandanas e adereços da banda, gritando nossos nomes. Não é nenhuma novidade para nós. No entanto, vivenciar isso aqui, em meu país me deixa orgulhoso pra caralho. Elas deixam a sala. Pego minha guitarra e a atravesso pendurando no ombro esquerdo. Os caras mexem suas bundas imediatamente. Paul, gira suas baquetas habilmente entre os dedos. Como o bastardo consegue fazer isso ainda é desconhecido para mim. Elijah empunha a sua guitarra também e

Collin faz o mesmo com seu baixo. Sean cuida do teclado e divide a percussão com Paul, então, o idiota é o único que sai de mãos abanando para o palco. ― Vamos, cães sarnentos! Vamos dar a essas pessoas a porra do melhor show de suas vidas! ― Digo sem falsa modéstia porque, francamente, eu não preciso disso. Nós somos os melhores e vamos continuar a sê-lo por muito, muito tempo. Eles rosnam palavrões em concordância. A energia começa a serpentear pelo meu corpo. Eu sei que eles se sentem da mesma forma. Ainda é uma merda que a Mel não tenha vindo, mas as pessoas que estão lá fora não têm culpa que minha vida está fodida no momento. Elas estão aqui pela DragonFly. Vou me encarregar de manter minha bunda focada e ser a porra do rockstar que eles esperam ver. Abro a porta e vejo Greg e Mat a postos lado a lado nos aguardando. O restante da segurança já deve estar estrategicamente posicionada no palco e ao redor dele. Hora do show! Saio e os caras me seguem pelo corredor com iluminação suave. Os gritos vão ficando mais fortes, vibrando, penetrando cada parte de mim. DragonFly! DragonFly! DragonFly! Adrenalina percorre minha corrente sanguínea e eu sou Liam Stone agora. Apenas Liam Stone, fazendo aquilo que amo: cantar e entreter a multidão. No final do corredor, se estendia um túnel que levava direto ao palco. Paramos um instante. Os fãs continuam gritando. Os caras vão à frente e somem na parca iluminação. Mat os segue e Greg permanece comigo. ― Liam! ― Meu pé para no meio passo e me viro, meu coração saltando ao reconhecer sua voz. Ah, Deus! Mel, ela veio. Um sorriso enorme toma conta do meu rosto. Porra, ela veio! Ela avança pelo corredor a passos decididos e meus olhos passeiam esfomeados por sua silhueta elegante, sexy pra cacete num vestido preto tomara que caia. Troco um olhar cúmplice com Greg. Ele ri, meneando a cabeça e avança alguns metros adentro do túnel para me dar privacidade. Só tenho tempo de girar a guitarra para as costas antes de ela se jogar em cima de mim. Meus braços se fecham em sua pequena cintura e a levanto do chão. E estou no céu. Total e completamente no céu. Toda a tensão pela sua ausência se dissipa em milésimos de segundos e em seu lugar fica seu cheio delicioso enchendo meus

sentidos, me fazendo derreter na maciez do seu corpo contra o meu. Rimos baixinho, parecendo dois adolescentes num romance proibido e a aperto mais, inebriado, louco, excitado por ela estar aqui comigo. Ela enfia o nariz em meu pescoço e inala profundamente, enquanto faço o mesmo em seus cabelos. Nossos corpos estremecem ligeiramente e afastamos os rostos para nos olhar nos olhos. Rimos de novo e nossas bocas se chocam num beijo cheio de saudade, tesão reprimido. Gememos alto. Chupo sua língua com força. Ela choraminga e vou mais devagar, lambendo, mordiscando. Sua língua atrevida vem duelar comigo e nos perdemos. Os gritos da multidão são ouvidos ao longe, muito longe. Tudo que importa para mim agora é essa mulher em meus braços. Dá uma lambida indecente na minha língua e a sinto direto no meu pau. Porra! Eu queria ter tempo ao menos para um boquete. Mel tem a porra do boquete cinco estrelas! Isso mesmo, cinco estrelas do caralho. Minha mulher realmente sabe chupar um pau. Oh, merda! Esses pensamentos não vão me ajudar em nada, cacete. Desacelero e separo nossas bocas. Ofegamos e desço uma mão para sua bunda, amassando-a, pressionando-a contra meu pau que está implorando para um maldito show privado... ― Porra, baby... ― rosno, sentindo meu pau sofrer espasmos, alinhado com sua pélvis. ― Eu pensei que você não viesse mais ― sussurro, colocando-a no chão outra vez, prendendo-a na parede. ― Isso seria a merda de um show sem você aqui ― ronrono, puxando seu lábio inferior entre os dentes. Ela geme e ri, mas seus olhos estão muito brilhantes e eu sei como deve ter sido difícil vir até aqui. ― Você nunca faria a merda de um show, baby ― murmura na minha boca, seus dedos correndo pelos meus cabelos da nuca. ― E eu não perderia seu primeiro show em terras tupiniquins por nada desse mundo. ― Eu te amo ― sussurro, acariciando sua face direita. Seu semblante se transforma, suavizando com minhas palavras. ― Eu também te amo ― diz-me de volta e nossos lábios se devoram outra vez num beijo lento,

apaixonado, uma provocação suave de nossas línguas. Estamos ofegando e gemendo miseravelmente quando me obrigo a separar nossas bocas. ― Como você veio? Eu pensei que fosse me ligar. ― Liam, sou bem grandinha, baby ― ela ri suavemente. ― Posso tomar um avião sozinha, sabia? Além disso, foi melhor ter vindo em um voo comercial do que embarcar com a banda, não acha? Deixo escapar um suspiro frustrado. ― Sim, baby. É uma merda que não posso ter a mulher que amo viajando comigo, mostrando para a porra do mundo o quanto eu a quero ― dou-lhe um pequeno beijo. ― Mas você está certa. Isso é o que temos para o momento e eu nunca vou ser grato o suficiente por estar do meu lado mesmo não tendo ideia da extensão de tudo. ― Eu sempre estarei aqui para você ― seus olhos nublam um pouco. ― Até quando você me quiser, baby ― sussurra, emoção pingando em cada palavra e isso me quebra ao meio, me faz sentir o maior dos covardes por colocá-la nisso às cegas. ― Para sempre ― murmuro, levando a outra mão para seu rosto, fazendo-a me encarar. Tranco nossos olhares. ― Esse é o tempo que quero você comigo, baby. Para sempre. Ela ri nervosamente, lágrimas brilhando nos olhos amendoados. ― Você é muito bom com as palavras, superstar ― brinca, acariciando minhas faces e eu gemo baixinho. ― Não é à toa que suas composições fazem tanto sucesso ― ela dá um leve suspiro. ― Eu estarei aqui, baby. Para sempre é um bocado de tempo, mas eu acho que podemos fazer um bom arranjo. Eu rio. Linda, valente. Ela nunca deixa de me surpreender. ― Sim, nós faremos um bom arranjo, Sra. Stone ― traço beijos leves pela sua mandíbula. ― Sra. Stone? ― sua respiração acelera um pouco. Eu rio mais. ― Eu acho que perdi alguma parte importante nessa conversa. Volto a olhá-la nos olhos. Ficamos assim, nos olhando. Coloco uma mecha de cabelo atrás da sua

orelha. Perco-me nos olhos amendoados, no amor que vejo refletido neles e isso me dá ainda mais força para fazer o que preciso fazer. Nada mais importa para mim, apenas tirá-la desse tormento. Eu vou contar a ela. Derramar tudo do meu passado sujo porque algo na forma como está me olhando, algo na forma como veio para mim hoje, me dá a certeza de que não me julgaria. Ela nunca me deixaria pelo que eu fiz. Sim, é isso. Vou contar tudo. Ela não merece menos de mim. Não quando está se doando, se jogando no olho do furacão por mim. É hora de tirar a cabeça da minha bunda e fazer o que é certo. ― Um mero detalhe técnico que será corrigido em breve, baby ― dou de ombros. Ela me olha, estreitando os olhos me sondando. Eu ofereço meu melhor sorriso enigmático. ― Liam! ― Greg me chama. Eu gemo não querendo deixá-la. Ela ri e me dá um último selinho, deslizando a língua em meu lábio inferior. ― Baby... ― cavo meu pau em sua pélvis. ― Porra! Eu preciso ir ― ela geme baixinho, indecente, provocando-me. ― Mas tenho algo planejado para nós mais tarde. Algo incrível ― ronrono. ― Quão incrível, baby? ― ela sussurra, se esfregando em meu pau descaradamente. Caralho! Estamos praticamente fodendo a seco. ― Muito, muito incrível ― minha voz é apenas um grunhido de luxúria. ― Após o bis, Greg virá até você, está bem? Ele vai levá-la em segurança para mim ― ela acena, mas ainda um pouco desconfiada. Melissa Eu o olho e sorrio, acenando mais uma vez. Eu posso jurar que está tramando algo. Ele está com aquele sorriso lindo de menino travesso de novo. Meu núcleo aperta, quando mói em mim, vagarosamente uma última vez antes de se afastar. Os gritos dos fãs estão mais altos e isso diz que estão ficando impacientes para ver seu rockstar. Seu polegar desliza sedutoramente sobre meu lábio inferior e não consigo conter um gemido. Seu riso amplia safado, perverso, delicioso.

― Você está com aquele sorriso ― gemo, enquanto seus lábios quentes espalham beijos no meu queixo indo muito devagar até meu ouvido. Ele ri mais. ― Que sorriso, baby? ― seu tom é falsamente inocente. Reviro os olhos. Seus lábios chegam à minha orelha e ele a lambe antes de sussurrar: ― mal posso esperar para te foder sem sentindo, minha gostosa. Eu gemo e gemo, enquanto continua me torturando com sua língua e dentes, descendo pelo meu pescoço. Meu corpo todo arrepia e minha calcinha está gotejando sem controle. Apenas três palavras estão na minha mente agora: sim, por favor! ― Baby... Você está me matando aqui... ― choramingo e ele ri baixinho no meu ouvido. Greg o chama de novo e essa é a nossa deixa. Liam grunhe e se afasta completamente, reposicionando sua guitarra e eu me permito meu momento tiete do Stone. Ele está espetacular numa camiseta cinza dos Rolling Stones e ela se agarra aos músculos firmes do peitoral, bíceps e abdome de tal forma que cada mulher lá fora vai desejar que ele a tire, o que provavelmente fará em algum momento e eu já estou tendo uma crise de ciúmes antecipada. Sua calça de couro preta se agarra da mesma forma às pernas musculosas na medida certa. As botas pretas completam o visual estrela do rock despojada, mas de certa forma preocupado com a imagem. Seus cabelos são aquela bagunça, quente, que faz novamente cada mulher querer correr os dedos por ele e... É melhor parar por aqui, ok? Não me sinto em condições de descrever o restante porque minha calcinha está com aquele velho problema de alagamento pelo efeito Liam Stone. ― Vá, baby ― me obrigo a dizer, minha voz muito rouca. ― Eu vou ficar nesse canto do palco, longe dos holofotes, mas perto o suficiente para ver meu rockstar favorito ― os olhos azuis se iluminam quando admito isso. Ele é tão bobo com essa implicância com o Adam Levine. Rio também e acrescento: ― brilhe, superstar! Ele se inclina e me dá um último selinho, suave, amoroso. ― Obrigado ― se afasta, tomando uma respiração profunda. ― Te vejo depois, baby ― então, ele pisca para mim e abre um sorriso de mil megawatts. É Liam Stone, o astro do rock assumindo

agora. ― Te vejo depois, baby ― sussurro e ele me dá as costas, indo para o público que agora está gritando o seu nome, não mais o da banda, uma vez que os caras já estão lá no palco. Ele some na parca iluminação e um segundo depois há a explosão de alegria que eu sabia que teria. Ando me segurando à parede do túnel porque minhas pernas estão um tanto instáveis. A emoção de vê-lo pela primeira vez com a banda está me contagiando e nesse momento me sinto como todas as mulheres lá fora, apenas uma fã querendo, precisando ter um vislumbre desse deus do rock. Paro no canto e meu coração salta com a visão do público. Caramba! Muita gente! Ele anda confiante e com uma dose de arrogância até o centro do palco. Não há dúvidas de que esse é o seu lugar preferido, a sua casa. Liam nasceu para isso. ― Boa noite, Porto Alegre! ― Ele fala em Português, sua voz profunda soa ao microfone e mais gritos estouram. Liam, eu te amo! Liam, eu te amo! Ele ri e meus olhos vão para um dos imensos telões dispostos pelo estacionamento. O close no rosto perfeito me deixa de frente para os olhos azuis intensos, brilhantes e absurdamente lindos de Liam. ― Estou vendo que só o melhor de Porto Alegre veio nos recepcionar hoje ― ele continua, agora com uma pitada de sedução. ― Senhoras, vocês estão lindas esta noite, se me permitem dizer ― sua voz baixa uma oitava. Os gritos femininos tornam-se ensurdecedores. Eu rio, estou morrendo de ciúmes, mas eu já assisti a muitos shows deles pela TV e esse é o modus operandi Liam Stone. ― E caras, vocês estão, hum... Apresentáveis ― ele completa, rindo e todos riem e gritam juntos. Ah, Deus, ele consegue encantar a todos. Um superstar completo. Meu ciúme vai cedendo ao deslumbramento total. ― Sou Liam Stone, vocalista da banda americana DragonFly, mas sou também um brasileiro como vocês ― ele é ovacionado quando menciona sua nacionalidade. ― E é uma honra estar finalmente me apresentando em meu país ― aplausos. Mais gritos de Liam, casa comigo! Liam, me leva para casa! Liam, gostoso! Ele apenas ri, o sorriso de rockstar, sexy, sedutor e, de certa forma inatingível. ― Obrigado, muito obrigado. Me deixem apresentar meus irmãos de banda. Esse cara feio com a guitarra é Elijah! ― e as mulheres

enlouquecem outra vez, repetindo as mesmas coisas que gritaram para Liam um momento antes. Elijah vai até a frente e se curva diante do público. Seu sorriso sem vergonha está tomando todo o rosto e eu queria que Sara estivesse aqui para viver esse momento comigo. Ela é tão ou mais louca por esses caras do que eu. Uma pena que teve uma reunião de trabalho em São Paulo. ― Na bateria está o cara mais sério, a madre superiora, Paul! ― novos gritos. ― Aquele no baixo com cara de idiota é Collin! ― o público ri e grita. Caramba! Liam é contagiante! ― E esse cabeludo no teclado, que parece a minha irmã é Sean! ― novos aplausos e eu estou tendo um momento difícil para me manter quieta aqui no meu canto. Sem trocadilhos. ― Mas vamos deixar de conversa mole, não é? Vocês vieram até aqui para ver um maldito show de rock, então, vamos ao fodido show de rock, cacete! Eu juro que senti a terra tremer quando eles começaram. A batida rápida da banda enche o estacionamento, ganhando força e explode com mais gritos. Um rock rápido, intenso, pulsante. É um dos sucessos do primeiro álbum. Liam mira cada um dos seus companheiros. Eles trocam um olhar cúmplice, típico de quem conviveu muito tempo junto. No caso deles, desde crianças. Então, sua voz profunda, sexy e hipnotizante soa e eu me esqueço do mundo. Eu pensei que ele era o máximo cantando solo quando o vi na escola do Chay e depois na casa noturna em São Paulo, mas isso... Isso é além de qualquer coisa. Eles são perfeitos juntos. É fácil compreender porque chegaram ao topo e permanecem lá. Ah, Deus, eles são incríveis! Um conjunto incrivelmente talentoso. E eles sorriem. Sorriem como se estivessem tocando e cantando ainda na garagem de Elijah, onde ensaiavam antes da fama. Eu não me assusto quando lágrimas quentes descem pelas minhas faces. Liam é lindo. Eles são lindos e eu acabo de me apaixonar ainda mais por essa banda, por todos eles. Sinto-me uma menina do Ensino Médio diante de seus ídolos pela primeira vez. Meu celular zumbe na minha carteira. O pego e meu peito se enche de alegria ao ver uma mensagem de Sara. Sara: Olá, maninha! Gostaria de poder ligar, mas estou no meio de um jantar chato pra

caramba e um alemão descarado que, a julgar pelos olhares que me deu, quer entrar na minha calcinha. Arrg! Mas, me fala, eles são realmente quentes ao vivo? Rio da sua situação e do seu tom de certeza absoluta que eu estaria aqui. Ela viajou hoje de manhã e eu ainda estava me remoendo em dúvidas na última vez em que nos falamos. Mel: Olá, irmãzinha! Situação difícil... Como sabe que estou vendo o show? Apenas um segundo depois chega sua resposta e eu gargalho. Não há perigo de ninguém me ouvir mesmo. Sara: Mel, quando se tem um cara como Liam Stone louco para transar com você, você apenas vai para onde ele quiser, ok? Até para a Lua, maninha. Mel: Ok, estou aqui diante do show mais incrível, perfeito, sexy, quente que já vi na minha vida. Eu não sei explicar como é vê-los em ação, maninha. É algo além de espetacular. Sara: Eu acredito, maninha. E a vaca pop? Você já viu? Meu coração deu um solavanco com a menção de Selena. Eu ainda não havia pensado na vaca. Onde ela está? Meus olhos correm, digitalizando o espaço e então, a vejo. Está na outra extremidade do palco, junto com a cadela da Nat. As duas conversam e riem animadas, sinto vontade de vomitar. Principalmente porque a plateia toda pode vê-la. Todos podem vê-la, enquanto eu tenho que me esgueirar aqui como uma criminosa. Essa constatação acaba tirando toda a minha empolgação e alegria inicial. Murcho como um balão esvaziando. As vadias não podiam me ver, no entanto. Merda! Ninguém pode me ver porque estou aqui na porra de um canto escuro do caralho e terei torcicolo pela manhã pelo esforço que estou fazendo para ver todo o show. Meu celular zumbe outra vez me tirando da minha lamúria interna. Eu havia esquecido de responder a Sara. Sara: Mel? Você ainda está aí? Oh, merda! Me desculpe por ser tão insensível, maninha. Eu acabo de ser uma cadela de merda! Eu tirei sua empolgação, não foi? Aposto que nesse momento ideias loucas de sair no meio do show e ir embora estão passando por sua cabeça. Não faça isso, ok? Não faça, Mel. Esse homem te ama! Ele. Ama. Você. Esqueça todo o resto!

Ah, Deus, ela me conhece tão bem. Rio fracamente e digito uma resposta. Mel: Sim, ver a vaca me tirou um pouco da empolgação. Sara: Respire fundo e olhe só para o Liam, irmã. Rs, não deve ser tão difícil, afinal o homem é lindo pra caramba! Agora, hum... Mudando de assunto... Como está, hum... O Elijah? Eu rio meneando a cabeça. Minha irmãzinha é tão transparente... Mel: O que exatamente você quer saber, irmã? Sara: Certo, eu mereço que seja uma cadela comigo agora. Arrg! Ele é realmente quente e gostoso com uma guitarra nas mãos, não é? Pode dizer, juro que não conto para o seu deus do rock, ok? Eu estou rindo de novo. Sara é hilária. Meus olhos vão para o palco e coincidentemente Elijah está num dos seus famosos solos, fazendo sua guitarra praticamente falar. Liam anda pela passarela do meio. Há três delas avançando entre a massa barulhenta. Elijah toma a da direita e Collin a da esquerda. Caramba! Muito quente! Como diria minha irmãzinha. Elijah cai de joelhos, dedilhando vigorosa e apaixonadamente seu instrumento e um conjunto de mãos sedentas por um toque se agigantam sobre suas pernas fortes, delineadas pela calça de couro marrom escuro, mas ele parece alheio a tudo isso. Nesse momento, ele tem um caso com a sua guitarra. Ele abaixa a cabeça e algumas mechas do cabelo caem sobre seu rosto, ele morde o lábio inferior e eu, sem pensar duas vezes, tiro a foto perfeita para Sara. Clico em enviar. Mel: Confira por si mesma, maninha. Alguns segundos se passam depois que enviei a foto. Mel: Sara, maninha? Ainda está aí? Sara: Cristo! Estou aqui. Apenas engasguei com o vinho. Estou cogitando seriamente ir ao banheiro, sabe... Fazer um bom uso desse material quente... Puta merda! Minha Nossa Senhora dos homens gostosos! Sem condições aqui, maninha... Eu gargalho alto e isso leva o resquício de tensão pós-vaca. Eu amo essa maluquinha.

Mel: Por nada, irmãzinha. Vou voltar a babar no meu homem quente, ok? Fique bem. Eu te amo. Bjos. Sara: Vai, irmã. Tenha muitos orgasmos depois com seu lindo rockstar. Eu te amo também, maninha. Bjos. Volto a me concentrar no palco e dessa vez sou eu quem engasga. Liam tirou a camiseta e cada mulher aqui deve estar salivando com seus músculos tonificados e esculpidos na medida certa para enlouquecer-nos. Por que ele tirou a camiseta? A temperatura na cidade é malditamente agradável. Choveu torrencialmente ainda à tarde. Por que. Ele. Tirou. A. Camiseta? Trinco os dentes. Droga! Esse é apenas o primeiro show, Mel. Controle-se se você vai mesmo namorar a merda de um rockstar exibido, convencido e... Lindo. Caramba! Muito lindo. Ele corre pela passarela e algumas vozes femininas se sobressaem com a frase infame: Liam, transa comigo! Vadias! Bufo no meu canto solitário. Ele volta ao palco ao encerrar mais um hit. A multidão começa a pedir, Incontrolável. Ele sorri. Isso deve ser corriqueiro para eles. Os fãs amam o primeiro sucesso da banda. Liam tem seu violão entregue e o pendura sobre o ombro esquerdo, seguindo para colocar o microfone no pedestal. Vejo o close de seu rosto suado, eufórico, corado. Ele puxa uma respiração, claramente se recuperando da sequência de rock agitada que cantou até agora, enquanto os gritos continuam. Ele sorri, lindo, perfeito e dedilha algumas notas. ― Essa música é muito especial para a banda porque foi nosso primeiro sucesso ― diz num tom mais baixo. ― Mas para mim ela é mais que isso ― seu olhar crava à frente e parece que está olhando dentro dos meus olhos através do telão. Um arrepio sobe pela minha espinha com a intensidade que vejo. ― Eu a fiz para uma mulher ― a multidão vai à loucura. ― Não qualquer mulher. Ela é a mulher ― as vozes gritam: quem é ela? ― ele apenas sorri daquele jeito travesso, enigmático e eu de repente sinto no meu íntimo. Ele fez Incontrolável para mim? Ele... Oh, meu Deus! Ele... ― É para você. Só para você, baby ― ele praticamente ronrona ao microfone e meus ossos se liquefazem. Eu sou uma confusão de sentimentos agora. Surpresa, encantamento e amor,

muito amor por esse homem. ― Liam... Baby... ― sussurro, meus olhos inundando de lágrimas ao mesmo tempo em que começa a cantar. Eu me forço a analisar cada palavra, cada verso, e tudo se encaixa. Como nunca percebi antes? Eu acho que seria muita pretensão da minha parte deduzir isso antes. Quero dizer, caramba! Ele é Liam Stone! Eu, eu, ai Deus, esse homem ainda vai me matar com sua intensidade. E eu fico assim, num estado de completo atordoamento, encantamento, enquanto seus olhos azuis cravam-me através do telão e sua voz sussurra para mim. A música encerra e ele fecha os olhos sob os aplausos ensurdecedores. Minha Nossa Senhora dos homens intensos! Reservo-me o direito de usar as frases de Sara porque meu cérebro não funciona muito bem depois disso tudo. Liam anuncia uma pausa de uns quinze minutos e todos eles saem pelo lado oposto ao meu. Graças a Deus. Quando eles retornam nova euforia. Liam está numa camiseta branca agora e parece tão incrível quanto antes. Eles cantam várias músicas de outras bandas como Rolling Stones, Foo Fighters e Snow Patrol. Liam gosta muito dessa última. ― Caras ― Liam, chama a atenção dos homens e algumas vozes masculinas o respondem entusiasmados. ― Aconcheguem bem suas meninas agora ― ele ri daquele jeito sedutor, malicioso e o público vai junto. ― Isso, peguem-nas bem juntinho ― incentiva, voltando mais uma vez da passarela. Ele gosta de estar mais perto dos fãs. É uma característica dele e ao mesmo tempo que estou morrendo de ciúmes das vadias assanhadas, eu amo essa espontaneidade que é própria dele. Aposto que todos aqui amam isso também. Coloca o microfone no pedestal de novo e tem sua guitarra entregue. ― Eu cantei essa música recentemente para uma garota ― mais uma vez me vejo presa no close do telão. ― Não estava previsto para essa noite, mas conversei com meus parceiros e eles concordaram em fazermos para ela ― meu coração salta vertiginosamente quando ele anuncia o nome da música: Chasing Cars. Ele cantou essa música para mim quando me pediu em casamento. Seus olhos azuis cravam-me e ele diz, num tom baixo. ― Para você. Só para você, baby ― repete o

que já havia dito antes. O que ele está fazendo? Por que tudo isso? Mas eu esqueço todas essas questões quando sua voz rouca, potente e linda soa nos primeiros versos. Eu sou transportada para longe, para seu quarto na cobertura do Leblon. Fecho os olhos e sinto seu corpo nu contra o meu. Sua pele firme e quente. Sua voz sussurrada, enquanto nos olhávamos olhos nos olhos. Toda a emoção crua. Toda a intensidade nas piscinas azuis. Ele está fazendo isso para mim. É quase se eu tivesse um show particular e eu já não me sinto suja aqui escondida nas sombras. Ele me ama. Ele me ama e eu não vou deixá-lo nunca. Não importa o que aconteça. Abro os olhos e ainda posso sentir nossa conexão pelo telão. If I lay here, if I just lay here (Se eu deitasse aqui, se eu apenas deitasse aqui) Would you lie with me (Você deitaria comigo) And just forget the world? (E esqueceria do mundo?) Ele praticamente sussurra os últimos versos e eu me vejo respondendo, mesmo que não possa me ouvir. ― Sim, baby. Sim ― eu engasgo e as lágrimas descem sem controle. A multidão o ovaciona e ele anuncia a última música. Logo, um rock agitado enche o estacionamento. Eu estou rindo e chorando como uma boba. Os celulares e isqueiros ligados são pequenos pontos luminosos no mar de fãs. Liam e os caras ainda sorriem como se estivessem no começo do show. Eles passam essa energia boa e isso flui diretamente para as pessoas que se mantiveram empolgadas do início ao fim. Só há uma palavra para defini-los: perfeição. Os caras fazem solos, cada um em seu instrumento sob o coro de DragonFly! DragonFly! A terra parece tremer outra vez e eles encerram. ― Lindos!

Isso fui eu? Sim, caramba! Claro que fui eu. É o meu homem lá em cima. Eles vêm em direção ao túnel ainda sob aplausos, gritos e ovações. Eu me encolho, quando vejo a vaca se pendurar no braço do Liam. Eles ainda estão em público e é obvio que ela não perderia essa oportunidade. Vaca maldita! Eu sei que é só a merda de uma encenação, mas cerro os dentes quando ela deita a cabeça no peito dele, enquanto flashes não param de espocar em todos eles. Além disso, ela está vestindo a porra de um minúsculo e colado vestido vermelho. Ela diz algo e ele sorri. Que merda é essa? Por que ele está rindo? Ele parece totalmente relaxado... Quase feliz com ela do lado. Eu vou chutar as bolas do infeliz na primeira oportunidade. Estou tão entretida planejando fazer churrasquinho de vaca e triturar bolas de astros do rock que não percebo alguém se aproximar até que sou tocada no ombro e quase morro de susto. ― Liam pediu que saísse comigo ― Greg anuncia. Eu hesito. ― É o momento. Vamos? ― ele pede. ― Para onde estamos indo? ― questiono. Ele me dá o mesmo riso enigmático do seu chefe. Rolo os olhos. ― Eu não tenho ordens de revelar isso ― ele diz olhando para todos os lados. O que há com ele? ― Precisamos ir agora. Liam já está a caminho ― a caminho de onde? Ele está ali... Eu roubo um olhar para onde ele deveria estar com a vaca a tiracolo, mas não os vejo mais. Eu pensei que todos passariam por esse túnel de volta. Dou um suspiro resignado e me deixo guiar por Greg. Ok, uma saída clandestina para encerrar uma noite furtiva. O que eu estava esperando? Foi onde me meti, não foi? Meu celular toca. Liam pisca na tela e só o mero fato de ver seu maldito nome já me tem um pouco mais calma. ― Oi ― é tudo que eu digo. Sim, eu me reservo o direito de estar sendo uma cadela agora. Eu odeio essa situação. Foi por isso que relutei tanto em vir até aqui. Eu odeio... ― Baby... ― ele sussurra e sua voz faz o resto do serviço em me acalmar porque ele tem essa forma sedutora, reverente de me chamar. Caramba! Eu sou apenas humana, ok? ― Você está com

Greg? ― ele parece levemente ofegante como se tivesse corrido. ― Sim, estou ― ofereço ainda tentando me manter na minha bolha de irritação. O ouço suspirar baixinho. ― Você gostou do show? ― ele pede e há uma emoção subjacente no seu tom que me amolece. ― Sim, foi perfeito ― murmuro, e ao sair por uma porta lateral, vejo um carro negro com vidros escuros. ― Vocês são incríveis. Eu... ― Você acha que aquela pode ser a nossa música, baby? ― seu tom é todo sedutor, mas há a reverência de que falei antes e é aqui nesse momento que fecho os olhos e me lembro das duas músicas que ele ofereceu para mim. Não, ele não apenas ofereceu para mim. Liam cantou sua alma para mim através das letras de Incontrolável e Chasing Cars. E é aqui, nesse momento que decido deixar de ser uma cadela e parar de torturá-lo. ― Ela já é a nossa música, baby ― murmuro, deixando-o saber pelo meu tom que a raiva por vêlo na sua encenação já se foi. ― Eu... Eu, me desculpe ― minha voz embarga um pouco. ― É que não é fácil para mim... Eu te amo e... Só não dá para ver aquilo ao vivo e... ― Shh, baby, entre no carro ― ele pede, seu tom suave e amoroso me fazendo querer me debulhar em lágrimas. Eu estou numa maldita montanha russa emocional. ― Entre no carro e venha para mim. ― Onde você está? ― peço, piscando para conter as lágrimas. Greg olha para todos os lados menos para mim, claramente evitando minha cena de namorada carente. ― Estou a caminho do aeroporto, baby ― ele diz, assumindo um tom confiante e um tanto desafiador. ― Aeroporto? Mas, para onde você vai? ― meu peito afunda imaginando que nos veremos apenas rapidamente antes dele embarcar. A banda está voltando para o Rio hoje? Não, ele não me faria vir até aqui para ir embora e me deixar a ver navios. Ele... ― Nós dois vamos, amor ― ele sussurra. ― Estamos a caminho de Vegas. Entre no carro, baby. Eu fiquei muda, meu coração ameaçava sair pela boca se eu ousasse tentar falar algo. Oh, meu

Deus! Oh, meu Deus! Todo o meu sangue gelou, depois esquentou. Então, me lembrei de uma parte importante da nossa conversa no túnel. Ele me chamou de Sra. Stone. Ele planejou tudo. Por isso parecia feliz agora há pouco. Meus olhos arderam pela enésima vez na noite e meu coração transbordou de amor por esse louco, intenso e imprevisível deus do rock. ― Liam... Baby... ― foi tudo que consegui dizer antes de cair realmente no choro. Greg foi cavalheiro o suficiente para me ajudar a me acomodar no banco traseiro, antes de tomar a direção.

CAPÍTULO DEZESSEIS Melissa O trajeto de dez minutos pela BR 290 até o Aeroporto Internacional Salgado Filho foi feito em uma névoa de nervosismo e ansiedade, mas meus nervos já estavam mais controlados quando pisei na escada do jato. Não era o jato da banda. Esse era de uma empresa bem conhecida. Liam obviamente tomou alguns cuidados. Teríamos privacidade zero se aterrissássemos em Las Vegas no jato da DragonFly. Sim, ele pensou em tudo e eu estou me sentindo meio ridícula pelo modo que me descontrolei no final do show quando a pequena vaca se pendurou em seu pescoço. Greg me entregou minha pequena mala. Ele recolheu minhas coisas no hotel durante o show. Caramba! Será que ele recolheu minha calcinha no banheiro? Isso me ocorreu agora... Arrg! Não é um pensamento agradável. Tenho certeza que acabei de corar. Bom, mas esse é o mesmo homem que foi me comprar roupas quando seu chefe rasgou as minhas logo na primeira noite. Eu suspiro. Aquele foi mesmo um grande momento. Como diria o Liam, foi fodidamente incrível! Eu nunca tive nenhum homem tão desesperado para me ter nua... Um riso brinca em meus lábios com a memória da nossa primeira noite. A noite em que Liam Stone me arruinou para todo o resto da população masculina. Greg me dá um sorriso encorajador e eu volto imediatamente das lembranças daquela noite intensa, louca,

simplesmente arrebatadora. O pobre homem deve ter se assustado com a quantidade de lágrimas que debulhei todo o percurso até aqui. Eu rio de volta, tranquilizando-o. Ele acena ligeiramente e desce a escada. Liam já está lá dentro. Isso está mesmo acontecendo? Estou a caminho de Vegas para me casar com o astro do rock mais quente do momento? Se alguém me dissesse isso há quinze dias eu bufaria e gargalharia na cara do louco de pedra. Mas, agora, ah, Cristo! Agora, eu tenho que lutar com meus olhos que insistem em ficar molhados todo o maldito tempo. ― Bem-vinda a bordo, senhora ― uma comissária de bordo loira, alta e perfeitamente maquiada, me saudou. Uau! Ela parecia uma modelo de passarela. ― O Sr. Stone a está aguardando no quarto da aeronave. Eu cuido da sua bagagem ― eu estendi debilmente, minha mala para ela, que me sorriu polidamente, mas sem o mínimo calor nos olhos castanhos. Sabe esses sorrisos frios, clínicos que alguns profissionais aperfeiçoam ao longo do tempo? Bem, é esse. Mas no caso dela eu posso detectar um brilho fugaz de despeito. Sim, despeito porque eu sou a única que vai estar no quarto com o Sr. Stone. ― Por aqui, senhora ― eu a segui pelo corredor e paramos diante de uma porta. ― O Sr. Stone está aí dentro. É só entrar ― disse e pediu licença, se retirando em seguida. Eu torci o nariz para as costas da garota. Ok, isso não foi muito maduro, admito. Mas ela é uma cadela. Uma cadela educada é verdade, mas ainda assim uma cadela. Encarei a porta e tomei uma respiração profunda, calmante. Levantei a mão para bater como manda a boa educação, mas antes disso a porta é aberta e eu perco o fôlego diante da visão dele todo lindo, sem camisa, seu peitoral impressionante atraindo meu olhar imediatamente. Ah, Cristo! Se ele subiu a bordo assim, posso entender a frieza da comissária quando percebeu que não desfrutaria de um tempo sozinha com um rockstar quente. Minha nossa. Muito quente. Meus olhos viajam para cima e meu coração dá saltos mortais triplos quando encontro seus olhos azuis vívidos, intensos, cintilantes e com uma pitada de alívio. Ele achou que eu não viria? ― Baby... ― ele sussurra e aí está a voz, o tom sob medida para derreter meus ossos e qualquer

resistência que eu tiver. Digo, se eu tivesse alguma. ― Você veio ― seus braços se enrolam em minha cintura e me puxam rapidamente para dentro. Em seguida, estou prensada contra a porta. ― Liam... ― gemo, antes de sua boca se apossar da minha num beijo cru, carnal, quase desesperado. Mio, sendo arrebatada pelo seu gosto inigualável, pelo cheiro de suor, perfume caro, uísque e sua essência de puro macho. Delicioso. Eu quero lamber seu peitoral e abdome suados. Só de pensar nisso, minha vagina contrai miseravelmente. Não me condenem, ok? São dois dias sem ele. Certo, eu sei que não parece muito. Mas, oh, rapaz, olhem para ele. Dois dias são uma eternidade. O enlaço pelo pescoço deixando-o me comer nesse beijo. Suas mãos cravam na minha bunda e se esfrega em mim, enfiando uma coxa dura, firme entre minhas pernas. ― Oh, Deus... ― gemo, me perdendo na sensação de estar em seus braços. Ele ri baixinho, safado, pecaminoso, me inflamando ainda mais. Minhas mãos descem pelos ombros e costas musculosas. Somos uma confusão de gemidos, chupadas e lambidas. ― Baby... ― lamento, enquanto chupa e lambe a minha língua obscena e deliciosamente. ― Porra, não geme assim, baby... ― ele grunhe na minha boca, mordiscando, lambendo. Gemo mais. ― Estou louco para te comer, mas não vou fazer isso agora ― ele grunhe, o quê!? Por que não? Eu quase me vejo batendo o pé e fazendo birra como uma adolescente. Ri mais com a minha reação e desacelera, me dando pequenos selinhos. ― Você realmente gostou do show? Hum? ― sussurra, imitando o ato sexual, mirando seu cume duro e grosso no meu ponto mais sensível e nós dois gememos. Seu olhar prende o meu, enquanto aperta a minha bunda, puxando-me para sentir seu pau absurdamente fora do comum. ― Diga, amor ― pede, ofegando contra meus lábios. ― Tenho a impressão de que queria as minhas bolas nos minutos depois do show. Sim, eu fui mesmo uma cadela insensível. Ele fez uma linda homenagem para mim, mesmo que ninguém soubesse, eu sabia que era para mim. Dou um suspiro envergonhado. ― Você foi perfeito, baby. Me desculpe por ter surtado no final ― sussurro, olhando-o nos olhos. Ele sorri e acena levemente. ― Vocês são lindos juntos. Eu amei cada segundo ― seus olhos brilham

como duas safiras. ― Vocês são muito talentosos, superstar. Mas você já sabe disso, não é? ― rio baixinho, tentando raciocinar coerentemente, uma tarefa quase impossível com seu corpo grande e gostoso encostado no meu. Ele avalia meu rosto e me sustenta com um braço, enfiando a outra mão em meus cabelos. Gemo, arqueando-me. Estou a ponto de gozar com sua provocação. Como ele pode me afetar dessa forma tão visceral? ― Liam... Por favor.... ― Por favor o quê, minha gostosa? ― ronrona, seu hálito quente soprando tentadoramente em minha boca. ― Você quer meu pau? Hum? Minha bocetinha apertada já está molhada, palpitando por mim? ― continua se esfregando contra mim, me comendo a seco. ― Sim! Deus! Ohh! Sim... ― lamento. Ele sorri satisfeito, mói uma última vez e para as investidas. Oh! Não! Não pare. Droga. ― Estou louco para afundar meu pau em você, mas isso pode esperar ― ele suspira, colando a testa na minha. Seu tom é diferente agora. Parece preocupado, tenso. ― Precisamos conversar antes desse jato decolar ― diz e me coloca no chão. Meu olhar deve mostrar confusão porque ele esclarece. ― Vou preencher as lacunas que tenho deixado com você, Mel. Eu quero que você se case comigo sabendo exatamente a extensão de toda a merda em que me meti ― seus dedos deslizam suavemente pela minha face. O olhar azul queima no meu. ― Eu devo isso a você. Custa-me pra caralho falar tudo sobre essa merda toda, mas não posso mais mantê-la no escuro. Quero que entre nesse casamento sabendo que não podemos abrir o jogo por enquanto. A gravadora ainda tem minhas bolas ― deixo escapar um suspiro. ― Mas quero deixá-la segura de que é você que eu amo. É você. Só você, baby ― meus olhos ardem de novo. Eu amo a forma como ele diz isso, seus olhos incríveis brilhantes, intensos e eu não duvido nem por um momento de que é verdade. ― Eu sei, baby. Eu sei ― sussurro. ― Eu também te amo. Amo muito. Ele me dá um riso meio nervoso e beija-me suavemente antes de se afastar. Sinto-me fria sem o calor do seu corpo. ― Você quer tomar algo? ― ele anda em direção a uma bandeja com suco, frutas e uma garrafa de

Jack Daniel’s. Meneio a cabeça e ele se serve de uma pequena dose. Ando em direção à cama e me sento. Sua postura está toda retraída agora. Isso me alerta de que essa conversa não é nem um pouco agradável para ele. Meus olhos correm pelas costas amplas. Admiro a guitarra desenhada na omoplata direita. Seus músculos ondulam quando leva o copo aos lábios e vira a dose de uma vez. Ele permanece em silêncio por alguns instantes e começo torcer as mãos em meu colo. ― Liam, você não precisa me dizer agora se é algo tão difícil para você ― eu ouso falar. Ele se vira e nossos olhares se conectam. ― Eu espero até que esteja pronto, baby. Eu... ― Você é tão linda, baby ― sua voz rouca, suave, sexy atravessa-me como faca quente na manteiga. ― Obrigado por isso, mas eu estou pronto, Mel. Eu tenho vivido assombrado com isso por seis meses do caralho. Apenas Elijah sabe de tudo. Agora eu quero dividir com a mulher que amo. Eu me derreto com seu carinho, seus olhos expressivos, deixando-me toda quente, mole, tocada, enternecida, tudo isso junto. Liam tem esse tipo de poder sobre mim. Ele consegue ser sexy, safado, mas ao mesmo tempo sensível, apaixonado, fofo. Ah, Deus, ele é perfeito. Perfeito e nada do que me disser aqui vai influenciar minha decisão, ou meus sentimentos. Aceno, meu peito começando a ficar apertado pela expressão triste, pesarosa que vejo nos olhos azuis. Ele encosta-se ao armário de frente para mim e toma uma respiração profunda. ― Há seis meses eu fui a uma festa em LA ― ele começa, num tom cauteloso. ― Mais uma das muitas festas que eu e a banda nos acostumamos a frequentar ― ele passa as mãos pelos cabelos, deixando-os mais selvagens e lindos. ― Nessas festas rolam de tudo. Tudo mesmo, Mel. Aquela que demos na cobertura parece brincadeira de criança perto dessas... ― Jesus! Mas o que mais pode rolar nessas festas? Eu já achei àquela um pouco demais para mim. ― Sim, baby, merda ruim. Merda muito ruim ― sua mandíbula aperta, enquanto avalia a minha reação. ― Eu fiz algo nessa festa que pode acabar com a minha carreira se vier à tona ― meu coração começou a bater acelerado. O que, em nome de Deus ele fez? ― Aliás, pode destruir toda a banda. Tudo o que trabalhamos desde adolescentes para construir pode vir a baixo por minha causa ― ele fecha os olhos e respira fundo.

Eu me preparo para o que quer que vá sair de sua boca. Seu lábio inferior treme antes de soltar: ― eu, eu estuprei, quero dizer, eu acho que estuprei duas garotas menores de idade, Mel. Eu não me recordo nada daquela noite, a não ser acordar numa cama com elas nuas, machucadas e... Ensanguentadas. Oh, meu Deus! Levo a mão à boca para conter um gemido. Eu não sei o que esperava, mas isso com certeza não. Eu ouvi isso? Realmente? Gelo percorreu minhas veias e eu pensei que fosse desmaiar. Não! Deus! Isso não. Liam nunca seria capaz de algo assim. Ele não... Ele engoliu em seco, seus olhos ainda presos em mim. Eu não posso acreditar nisso. Esse não é o Liam que eu conheço. Mas então, eu não conheço muito do Liam astro do rock. De repente, as palavras da cadela da Nat voltam em minha mente com nitidez espantosa. Ela insinuou que Liam estava fingindo para mim, que ele não era o bom moço que tem mostrado. Eu me sinto atropelada. Tem de haver algum engano. Tem que haver. Ele não pode ter feito isso. Deus! Não. Deixei escapar um gemido angustiado, enquanto lágrimas toldavam a minha visão. ― Eu posso ser um monstro ― sua voz tremeu um pouco. ― Eu posso tê-las machucado daquela forma tão brutal ― ele enfia as mãos nos cabelos e os puxa, seu rosto torturado. ― Aquela cena ainda queima na minha mente ― seus olhos estavam opacos agora. Uma expressão derrotada se espalhou pelo rosto bonito e seus ombros caíram com o peso da culpa que sentia. ― Liam Stone pode ser uma fraude. Se tudo isso chegar à mídia o meu nome e da banda serão arrastados para a lama. Entende agora, Mel? ― ele pisca, seu olhar vítreo com tantos sentimentos fervendo nas profundezas azuis. Eu abro a minha boca para dizer algo, mas nada sai. Eu não consigo encontrar a minha voz. Estou atordoada, completamente atordoada, então, eu apenas o olho por um longo tempo, tentando assimilar tudo isso. E, principalmente tentando vê-lo como o monstro que acabou de descrever. Eu não consigo. Não consigo ver nada de monstruoso no homem que está na minha frente agora. No homem que me varreu do chão há quinze dias. No homem que ainda carrega um riso de menino, lindo,

irreverente. Não, ele não fez isso. Como posso ter certeza? Eu não tenho, mas estou apostando todas as minhas fichas que o meu Liam jamais machucaria uma mulher, muito menos garotas menores de idade. ― Diz alguma coisa, baby, por favor ― ele pede, seu tom inseguro, atormentado, desviando o olhar. ― Você vai me deixar? ― seus olhos voltam para os meus. Ele dá um suspiro resignado. ― Eu não posso culpá-la. ― Você não fez algo tão monstruoso, baby. Você não faria isso... ― minha voz finalmente sai. ― Me deixe entender isso direito. Como isso não foi para a mídia antes? Quem mais o viu lá... Com as garotas? Ele me mantém presa em seu olhar azul e exala lentamente. ― Chris me encontrou. Quando acordei ele estava lá e me tirou da festa sem sermos vistos. Ele prometeu “limpar” a cena, me garantindo que aquilo nunca chegaria à mídia. De fato não chegou porque o infeliz passou a me chantagear depois ― ele dá um rosnado baixo. ― Me tornei refém da gravadora depois disso. Ele sabia que estava prestes a perder a banda. Ele tem fotos. O maldito tem fotos daquele cenário. Eu não me lembro de porra nenhuma daquela noite. Mas isso tem me atormentado porque posso ter feito aquilo... Eu posso muito bem ser esse monstro ― seus olhos mantêm-me cravada. Ele sonda-me em clara agonia. ― Entende agora porque eu não queria que você soubesse? Eu não quero perder você, baby ― disse num fio de voz. O medo claro em suas feições. Ele acha que vai me perder. Ele acha que vai me perder e mesmo assim está me dizendo tudo? Ele está finalmente confiando em mim para guardar seu segredo. Eu acho que não poderia amá-lo mais. Esse é apenas mais um dos obstáculos que vamos retirar do nosso caminho porque eu não estou indo a lugar nenhum. ― Você não vai me perder, baby ― asseguro e seu rosto se enche de esperança. Então, algo me ocorre. ― As garotas... Será que elas... ― respiro fundo. ― Elas estão vivas, não é? Seu rosto torceu de novo. Eu odeio vê-lo assim atormentado, acuado, tão diferente da imagem

inquebrável do rockstar que arrasou no palco há apenas alguns minutos. ― Sim, elas estão ― ele exala alto. ― Chris cuidou de tudo ― dá um bufo sarcástico. ― Na época eu achei muito conveniente ele “limpar” tudo para mim, mantendo-me longe de tudo. Esse é o tipo de merda que mancha seu nome para sempre. Eu me apavorei com a possibilidade da imprensa descobrir. Nossos fãs, as pessoas que nos amam e à nossa música ― sua voz falha no final. ― Já passou pela sua cabeça que o Chris tenha armado essa situação horrenda para prendê-lo? ― Sim, já, mas e as garotas? ― seu rosto cai de novo. ― Elas estavam realmente machucadas. Não era uma cena de filme hollywoodiana, Mel ― exala outra respiração. ― Eu acho que fui drogado e é aí que tudo se coloca em dúvida na minha mente. Eu posso... ― Não, você não fez essa merda, Liam! ― digo, saindo de vez do meu estado de torpor. ― Sim, tem muitas pontas soltas nessa história, concordo, mas eu não acho que tenha feito isso ― afirmo. Seus olhos se alargam com minha defesa. ― E achou mesmo que eu fosse deixá-lo, ou odiá-lo? ― eu pergunto, me levantando da cama e indo devagar em sua direção. ― Nenhuma dessas hipóteses é uma opção para mim ― sussurro parando à sua frente, bem próximo. ― Eu não sei o que houve naquela noite, Liam. Mas eu tenho certeza de que você jamais machucaria uma mulher. Você não faria isso, baby ― ele chupa uma respiração quando apoio as mãos em seu peitoral. ― Eu não acredito nem um por segundo que você tenha feito isso, está me ouvindo? ― minhas mãos sobem para seu rosto impecável e ele fecha os olhos por um momento, gemendo sob meu toque. ― Você é o homem mais bonito que já tive o prazer de conhecer ― as piscinas azuis se conectam em mim de novo. Ele parece surpreso com a minha reação. ― E essa beleza toda não é só por fora. Você é lindo aqui dentro também, eu tenho certeza ― desci uma das mãos, repousando em seu coração. ― Eu não sou perfeito, meu amor ― seu rosto amoleceu e sua voz embargou um pouco. Me puxou pela cintura com um braço, enquanto levantava meu queixo com a outra mão. ― Fiz um monte de merda quando estouramos para o sucesso. Fiz muita coisa das quais não me orgulho ― seu olhar era um pedido de desculpas. ― Mas em algum momento eu devo ter feito algo de muito bom, porque fui

recompensado com você de volta na minha vida ― deslizou o polegar pela minha boca. Ele adora fazer isso. Eu acho tão sexy. ― E eu não vou sair dela, baby ― garanto, olhando-o nos olhos. ― Bem, a não ser que você queira. Ele dá um suspiro alto, seu semblante sendo tomado pelo alívio e cola sua testa à minha. Ficamos em silêncio por alguns segundos. Liam claramente tentando se manter controlado depois de se abrir tão completamente para mim. ― Nunca, está me ouvindo? ― sussurra bem próximo da minha boca. ― Sempre vou querer você, Mel. Você é minha, baby. Isso que acabou de fazer só prova isso, que você é minha e eu sou seu. Quando um homem ama uma mulher da forma que eu te amo, só há um caminho a tomar ― seus olhos estão muito intensos, daquela forma que me faz sentir a mais sortuda das mulheres por tê-lo me olhando assim. ― Qual, amor? ― minha voz sai em apenas um sopro. ― Assinar a porra dos papéis e torná-la minha ― seus lábios chupam os meus, seu corpo começando a relaxar após os momentos de tensão. ― Para sempre ― sussurra. Ah, Deus. Ele diz coisas tão malditamente lindas. Como ele pôde sequer cogitar que eu o deixaria, ou pior, o odiaria? ― E quando uma mulher ama um homem da forma que eu te amo, ela aceita assinar a porra dos papéis e se tornar dele ― sussurro. Um riso brinca na sua boca e seus olhos escurecem, entre divertidos e excitados. ― Para sempre ― completo. ― Ela aceita? ― murmura, seu tom divertido, mas visivelmente emocionado. ― Sim, é claro que ela aceita, seu bobo ― rio trêmula e bobamente. Ele abriu aquele sorriso lindo dele pela primeira vez desde que entrei no quarto e me levanta nos braços, rodopiando. Gargalho, sentindo tudo voltar ao eixo e o enlaço pelo pescoço. ― E agora, eu quero o que você me prometeu, superstar ― ronrono próximo à sua boca. Seus olhos fumegam e seu sorriso muda para

sexual, predador. Eu ofego, quando me obriga a abraçá-lo com as pernas, minha vagina se acomodando no monte crescente em suas calças de couro. Ele lambe meu pescoço, descendo pela clavícula e desliza a língua muito lentamente pelo topo dos meus seios. Caramba! Ele é bom. ― Vamos voltar e nos acomodar nas poltronas para o avião decolar, baby ― ele mordisca meu mamilo por cima do vestido. ― Depois, vou comer essa bocetinha melada com a minha boca e você vai mamar com essa boquinha linda o meu pau, mas eu não vou te foder hoje. ― Não!? ― ele ri com meu tom surpreso e lamurioso. ― Não. Eu quero fazer isso quando for oficialmente a Sra.Stone ― eu gemi, entre excitada e tocada com seu cavalheirismo. Sorrio atrevida e remexi em seu pau. Ele rosna, me dando um tapa forte na bunda. ― Isso não é um pouco antiquado para um roqueiro, superstar? ― provoco. Seu riso espalhou lentamente pela boca sensual e os olhos cintilaram sacanas, diabólicos. Minha calcinha alagou e ele passou a distribuir beijos e lambidas rumo à minha orelha. Cristo! Eu me derretia quando fazia isso. Sou insanamente louca por esse homem. ― Safada... ― sussurrou no meu ouvido e estou oficialmente latejando e pingando. Caramba! ― amanhã vai ficar embaixo de mim o tempo todo, baby. Vou gozar em você uma e outra vez, depois de novo e de novo... De novo... ― choramingo. Ele ri e o som de pura luxúria viajou pelos meus seios, descendo, indo estourar no meu clitóris. ― Vou encher cada buraquinho gostoso de porra. O que me diz? Hum? ― ronronou, chupando o lóbulo e eu só gemi e gemi sem forças para qualquer coisa a não ser concordar. Oh, Deus! Sim! Por favor, sim! Liam Chegamos em Vegas pouco antes das dez horas da manhã seguinte. Greg nos tirou rápido do aeroporto, numa limusine alugada. Elijah pediu emprestada a casa de seu primo, que vive aqui há três anos, mas estava em viagem para Nova Iorque pelo resto da semana. Veio a calhar porque não

podíamos usar o serviço imobiliário convencional e a rede hoteleira estava completamente fora de cogitação. Em questão de horas a notícia estaria na imprensa. Privacidade zero. Eu nunca vou me acostumar com esse lado da fama. Mas hoje eu quero esquecer tudo. Tudo, exceto a mulher que aceitou se tornar oficialmente minha. Eu ainda não consigo acreditar que ela acreditou em mim. Porra, ela me defendeu, quando até eu tenho dúvidas. Eu estou fazendo a coisa certa. Pode parecer apressado, mas eu sinto que o Chris está querendo fechar o cerco. Não tenho ideia do que o maldito tem em mente para me atormentar mais, mas eu sinto que há algo. Portanto, estou me antecipando. A Mel será minha esposa e nem ele nem ninguém vai mudar isso. Escolhi uma capela menos badalada e paguei pela noite inteira. Não quero que nada dê errado. Greg fez todas as transações em dinheiro para evitar especulações. Contratei profissionais de um spa para cuidar da Mel na parte da tarde. Vários vestidos foram entregues no nosso endereço para ela escolher um. Estou ansioso pra caralho para vê-la vestida de noiva. A emoção que estou sentindo agora só pode ser comparada com a expectativa antes de um grande show. Termino de ajustar o terno escuro e coloco o tradicional cravo na lapela. Me olho no espelho mais uma vez e o cara que me olha de volta me faz sorrir. Corro as mãos pelos cabelos meticulosamente penteados para trás. Eu me barbeei também. Eu sei que ela adora minha barba roçando entre suas coxas, mas hoje é uma ocasião especial. É a porra do dia mais feliz da minha vida. Estou indo reivindicar a minha mulher. Ela está agora na suíte principal se preparando para mim. Meu grande soldado começa a acordar com as imagens que já estou antecipando para nossa noite de núpcias. Deixo o closet ao ouvir o toque do meu celular. O pego sobre a cama e abro um sorriso ao ver a tela. É meu avô. Já tem dois dias que não nos falamos. Ele e minha avó estavam preocupados com meu envolvimento com a Mel e depois as notícias que estão veiculando sobre meu noivado com Selena. Já havia explicado que é apenas uma jogada de marketing, mas meus avós são meio antiquados e não conseguem compreender toda a sujeira do mundo da fama. ― Ei, velho ― o provoco. Ele ri do outro lado. Eu amo esse som, isso tem um efeito calmante

sobre mim. Meu avô é o homem mais amoroso e gentil que conheço. Isso me lembra de que preciso tirar uma pausa para visitá-los depois do Rock in Rio. ― Ei, cuidado com a boca, meu jovem ― eu rio, andando até a janela. No passado quando usava o termo meu jovem significava que eu estava bem encrencado. ― Eu e sua avó vimos parte do show de ontem pelo TMZ[14]. Como foi isso, filho? Eu sei que estava ansioso para se apresentar no Brasil. ― Foi fodidamente perfeito, vô ― ele ri e eu quase posso ouvi-lo dizer outra vez: olha a boca, meu jovem. ― Nós tivemos um grande momento. Não sei porque demoramos tanto a nos apresentar lá no Brasil. ― Lá no Brasil? Você não está mais no Brasil? ― merda! Eu pensei em dar a notícia à meus avós quando tudo tivesse consumado. Eles vão achar isso tudo muito louco e precipitado. Porra, é precitado, mas é isso que eu quero com cada fibra do meu ser. Eu quero aquela mulher para mim. Quero que se sinta segura enquanto lutamos contra a merda que virá na minha direção. ― Não, vovô. Estou em Vegas ― digo sob minha respiração. ― Vegas? Como Las Vegas? ― ele soa surpreso. Muito surpreso. ― Sim, Las Vegas. ― E o que está fazendo aí, filho? Alguma coisa promocional da banda? ― Hum, não, vô. Não tem nada a ver com a banda ― digo e pauso um segundo. Ele ficará chocado pra cacete agora. ― Estou aqui com Melissa ― o ouço suspirar do outro lado. ― Vou me casar com ela. Silêncio na linha. ― Filho, você tem certeza disso? Quero dizer, eu sei que tem sentimentos por essa mulher desde que era apenas um garoto, mas casamento? ― eu me irrito um pouco com seu tom. Então, está tudo bem foder com ela, mas casar não? Eu espero que ele não mencione a porra da diferença de idade porque vou ficar realmente puto, embora respeite o meu avô. ― Seu estilo de vida nos últimos anos

não foi exatamente de um monge, Liam ― ele toca no ponto que a mídia adora alardear, o estilo de vida desregrado dos roqueiros. ― Meus sentimentos pela Mel são muito profundos, vô ― tento não deixar transparecer meu desagrado com seu receio. ― Sim, eu vivi o estilo rock’n roll desde que a banda despontou para o sucesso e já tive o suficiente dessa merda. Eu percebi isso no segundo em que a reencontrei no Brasil ― meu tom suaviza mais. ― Eu a amo, vovô. Eu amo aquela mulher. Sei que parece louco, rápido ― eu rio. ― Porra, é rápido, mas é o que eu quero e é o que ela quer também. Nova pausa e eu quase posso ouvir seu cérebro trabalhando. Meu avô é muito ponderado. Eu espero sinceramente que me apoie, ou vou ter que contrariá-lo e eu odiaria ter que fazer isso. ― Se você tem certeza, meu filho, tudo que eu e sua avó podemos fazer é apoiá-lo ― eu solto a minha respiração, abrindo um riso satisfeito. Porra, ele nunca me decepciona. ― Obrigado, vô. Significa muito para mim. ― Às vezes esqueço que você já não é mais um garoto, filho ― ele ri suavemente. ― Então, me fale mais sobre minha futura neta ― pede, seu tom já entusiasmado e eu passo os próximos vinte minutos abrindo tudo para meu avô, desde o momento em que desci do jato há dezesseis dias até agora. ― Eu também me apaixonei assim uma vez, meu jovem ― eu rio do seu tom nostálgico. ― Eu pensei que ia morrer se ela não aceitasse se casar comigo. Isso me intriga. Eu pensei que ele nunca havia amado outra mulher além da minha avó. Eles são perfeitos juntos. ― Sério, vovô? E o que o senhor fez? ― inquiro, de repente curioso. Ele ri profundamente como se desfrutasse de uma piada particular. ― Eu me casei com ela, filho. Ela aceitou e temos sido felizes por cinquenta e cinco anos ― seu tom me emociona. É claro que só podia ser a minha avó. Eu rio com a constatação. ― Obrigado por compartilhar isso, vovô. Eu espero ter a mesma felicidade e cumplicidade que o

senhor e a vovó alcançaram. ― Você terá, filho. Se Mel é a mulher certa, você terá ― ele assegura, seu tom amoroso. ― Ela é, vô. Ela é ― afirmo veemente. ― Bem, eu preciso ir agora. Tenho um casamento para comparecer, sabe? ― brinco. ― Vá, filho. Eu e sua avó te amamos ― diz e acrescenta: ― e queremos conhecê-la. Mova seu traseiro e a traga até Seattle em breve. ― Eu sei, eu também amo vocês ― digo de volta. ― Eu vou levá-la. Prometo. ― Nos despedimos e saio do quarto. Em poucos minutos serei um homem casado. Isso me assustaria como o inferno há alguns dias. Mas agora tudo que sinto é a certeza de que é o momento certo. Ela é a mulher certa. Estou incrivelmente mais relaxado depois e ouvir meu avô. ― Já pode beijar a noiva! ― o Elvis exclamou. Meus olhos não se desviaram dela. Linda! Os olhos amendoados estavam nadando em lágrimas. Eu nunca vi uma mulher tão linda e sexy. Minha mulher. Minha. Mulher. Repeti mentalmente ainda meio zonzo de tantas emoções explodindo em meu peito. A enlacei pela cintura delicada e a trouxe para mim, colando nossos corpos. Suas faces foram banhadas. Ficamos nos olhando, ambos ainda sem acreditar. Nós fizemos isso. Porra, sim! Nós somos um do outro oficialmente. É a melhor sensação que um homem pode sentir. Minha visão estava turva também. Imagens dela há dez anos invadiram minha mente. A garota linda de vinte e cinco anos que me deixou encantado, extasiado e malditamente duro no instante em que nossos olhares se conectaram. Nosso primeiro encontro. Nosso primeiro olhar. Nosso primeiro toque, um aperto de mãos que aqueceu meu coração e ela se infiltrou em cada parte do meu ser a partir de então. A forma como sempre nos esgueirávamos para conversar, apenas pelo prazer em ficar sozinhos, juntos. Nossos olhares roubados, nossos toques furtivos. As músicas que cantei ao violão, dizendo através da música o quanto a queria. Valeu a espera. Tudo valeu a pena porque agora ela é minha. Ela ainda tem o mesmo olhar, o mesmo sorriso, mas é mais madura e isso surpreendentemente só acentuou sua beleza e sensualidade. Eu nunca vou me cansar dela, de olhar para ela, de fazer amor com ela. Seus

braços me envolveram pelo pescoço e fomos aproximando nossas bocas. Nossos hálitos se misturam num ofego baixo até que colidimos. Porra, sim! Gememos quando nossas línguas se encontraram e se entrelaçaram ansiosamente. Subi uma mão pelas costas esguias e enfiei em seus cabelos da nuca, inclinando sua cabeça num ângulo perfeito e me fartei em sua boca. Seu hálito doce me embriagava como uma droga requintada. Deliciosa, viciante. Chupei sua língua com mais vigor e ela gemeu obscenamente. Meu braço se mantém enrolado, apertado em sua cintura, fazendo-a sentir meu pau em seu ventre e continuávamos a nos devorar. Um beijo longo, lento, excitante. Dou uma última lambida em sua língua e separo nossas bocas. Nossos olhos se abrem e ficamos assim, nos encarando por alguns segundos. Ela tem novas lágrimas e eu estou me segurando, lutando contra as minhas para não parecer a porra de uma mocinha. ― Eu te amo, Sra.Stone ― sussurro, deslizando os dedos pelo queixo e lábios macios. ― Eu te amo, Sr. Stone ― responde, um risinho trêmulo e emocionado curvando sua boca. ― Vamos para casa, baby. Eu preciso de você embaixo de mim o mais rápido possível ― ronrono e ela geme baixinho, seu semblante se iluminando com antecipação, desejo, luxúria e amor. Todos os sentimentos que estão gritando dentro de mim também. Cumprimentamos o Elvis e deixamos a capela. Greg nos aguardava na antessala com nossos disfarces. Dois casacos com capuz. Ele também estava disfarçado. Usava um boné de baseball e não trajava seu habitual terno escuro. Estava estranho pra cacete num jeans desbotado e camiseta cinza, bem casual, como se fosse apenas amigo dos noivos. O que ele não deixa de ser. Ele é o meu homem de confiança e é conhecido como meu segurança particular e isso chamaria a atenção dos paparazzi com certeza. Eu acho que correu tudo bem. Greg não viu nenhuma movimentação suspeita ao nosso redor e nem carros nos perseguindo como sempre acontece quando sou visto em algum lugar. Graças a Deus! Porque a única coisa que consigo pensar agora é levar a minha mulher para casa e fodê-la até o esquecimento. O trajeto de volta foi feito pela Strip[15] . Seus olhos brilhavam vendo a noite agitada pelas

janelas da limusine. É uma merda não podermos comemorar em grande estilo lá fora, como pessoas normais, mas isso é o que temos para o momento. O importante é que ela é minha. Está feito. Tive que me segurar todo o percurso para não pular em cima dela. Porra, o vestido que escolheu é sexy pra cacete. Um modelo tomara que caia que abraça os peitos cheios, marcando a cinturinha delicada e desce numa saia ampla que é bem mais curta na frente, deixando vários centímetros das coxas lisas e torneadas à mostra e cai numa espécie de cauda na parte de trás. As sandálias impossivelmente altas me fizeram salivar para lamber e morder suas panturrilhas bem desenhadas. A cabeleira castanha está jogada em cachos sobre o ombro direito. Linda, gostosa demais e eu tive um momento difícil durante a nossa troca de votos. Empurro a porta da suíte e entro com ela nos braços. Solta uma exclamação e suspira baixinho, quando se depara com o ambiente iluminado apenas por velas perfumadas e pétalas de rosas espalhadas por todo o chão se estendendo até a sacada, onde uma mesa está posta para dois. O olhar amendoado passeia por todo o cômodo e para na cama king size e um novo ofego surge quando vê os lençóis brancos cobertos de pétalas. Sua expressão de puro encantamento me faz querer fazer todo tipo de merda romântica para ela de hoje em diante. ― Liam... Baby... ― sussurra, enquanto a coloco delicadamente no chão. ― Isso é lindo. Tão lindo, amor ― seu tom soa embargado. ― Você que é linda, baby ― murmuro de volta e enlaço sua cintura puxando-a de frente para mim. ― Eu queria estar lá fora, em alguma casa noturna quente, mostrando para o mundo o quanto minha mulher é linda, sexy, gostosa ― murmuro, traçando seu queixo com o polegar. ― Mas não podemos fazer isso no momento, amor. Desculpe-me por isso. Ela abre um pequeno sorriso, enlaçando meu pescoço. ― Shh, está tudo perfeito, amor. Eu prefiro comemorar a sós ― sussurra contra a minha boca. ― Só eu e o meu marido lindo, quente. Meu rockstar favorito ― mordisca meu lábio inferior. ― Gostoso...

― Hum, seu rockstar favorito? ― provoco, levantando-a pela bunda. Ela me abraça com as pernas imediatamente e ando até o sistema de som. Seleciono um mix de metal love[16] . Sim, eu sou a porra de uma mocinha, mas vou fazer isso no estilo rock and roll. ― Isso é muito bom, baby, porque eu sou o único que vai comer você para o resto da vida. Ela bufa, mas ri atrevida. ― Eu estou bem com isso, baby ― ronrona, mordiscando meu queixo. Rosno batendo em sua bunda e cravo as mãos puxando-a, esfregando meu pau em sua boceta quente. Ela choraminga, enquanto nos levo para o aparador onde uma garrafa de Dom Perignon[17] repousa no balde de gelo. Eu rio das primeiras tentativas de abrir a garrafa sem precisar soltá-la. Ela ri também e desliza para o chão torturando o meu pau no processo. ― Safada... ― rosno, mordendo seu ombro. Ela geme alto. Rio baixinho e me concentro na tarefa. Um pequeno estouro soa no quarto e ela pega as taças rapidamente. Preencho as duas. Nossos olhares se encontram e se prendem e nosso riso morre, dando lugar à uma intensidade palpável, inflamável. ― Nós realmente fizemos isso, não é? ― minha voz está de repente embargada. Ela pisca, os olhos amendoados muito intensos e incrivelmente lindos sob a luz tênue das velas. ― Sim, nós fizemos, baby ― sussurra e levanta sua taça também. ― Você me fez a porra do homem mais feliz hoje, baby ― murmuro. ― Eu quero sentir-me assim daqui a cinquenta, sessenta anos. Você é a única para mim, Mel. Sempre será ― ela está lutando contra as lágrimas de novo. Inferno, eu também. ― Você é o único para mim também, baby. Sempre será ― seus olhos transbordam e eu nunca vi nada mais lindo na minha vida. ― Eu sou sua, Liam. ― Sim, você é ― praticamente rosno, puxando-a para mim. Entrelaçamos nossos braços num brinde íntimo e tomamos nossas bebidas. Ela tomou quase tudo em um só gole. Eu rio e viro a minha também. Recolho sua taça e deposito as duas no aparador. ― Vamos voltar ao champanhe mais tarde, mas agora eu preciso da minha mulher ― digo baixinho e ela suspira quando minhas mãos passeiam

pela clavícula e descem pelos peitos empinados no vestido e se instalam na cintura, puxando-a para mim. ― Dance comigo, Sra.Stone ― peço quando a introdução de With Arms Wide Open da Creed começa a tocar. Porra, se essa música não é apropriada. Ela apoia as mãos no meu peito e trancamos nossos olhares. Creed - With Arms Wide Open (Com Os Braços Bem Abertos) Well i just heard the news today (Bem eu só escutei as notícias hoje) It seems my life is going to change (Parece que minha vida está começando a mudar) I close my eyes, begin to pray (Eu fechei meus olhos, pra começar a orar) Then tears of joy stream down my face (Então lágrimas de alegria rolaram pelo meu rosto) ― Eu amo o seu bom gosto para música, Sr. Stone ― ela sussurra, seu tom levemente provocante. Eu rio e desço as mãos para sua bunda. Ela ri também quando sente meu pau pronto para a ação. ― Eu diria que tenho bom gosto em todos os aspectos, baby ― ronrono no meu tom de quarto. ― A prova disso é a mulher gostosa pra cacete em meus braços ― seu semblante se ilumina e ela ri com vontade. ― Linda ― sussurro antes de descer minha boca sobre a sua. Ela me enlaça pelo pescoço e nos devoramos lentamente. Nossas línguas dançando no ritmo dos nossos corpos. Puxo sua coxa direita para meu quadril e acelero o beijo. Sugo gostoso, mordisco e em poucos segundos estamos gemendo, grunhindo enlouquecidos. With arms wide open (Com os braços bem abertos) Under the sunlight

(Sob a luz do sol) Welcome to this place (Bem-vindo a este lugar) I'll show you everything (Eu te mostrarei tudo) With arms wide open (Com os braços bem abertos) Now everything has changed (Agora tudo está mudando) I'll show you love (Eu te mostrarei o amor) I'll show you everything (Eu te mostrarei tudo) ― Vire-se, baby. Eu quero você nua ― rosno, quando arranco meus lábios dos seus. Ela abre os olhos e sou golpeado direto no pau. Eles estão escurecidos de tesão. Ela se vira prontamente. Enfio o nariz em seus cabelos e inspiro longamente. Retiro os grampos do penteado e as ondas caem em cascata sobre os ombros. Deslizo os dedos por entre os fios. Eu amo seus cabelos. Uma das minhas insanas fantasias era simplesmente fazer isso que estou fazendo agora, correr os dedos sentindo a maciez. Agora eu posso. Desço as mãos lentamente pelos braços e as subo indo para as costas. Ela estremece quando dou um beijo de boca aberta em pescoço e chupo, duro. Geme alto. Começo a desabotoar o vestido. Meu peito está repleto de possessividade, meu corpo tomado pelos sentimentos mais intensos por essa mulher. Luxúria, um tesão desenfreado que nunca me deixa quando estou perto dela e amor. Amor louco, passional. Eu não vou abrir mão disso nunca. Não importa o que o futuro nos reserva. Eu não vou deixá-la ir. Nunca. Enfio as mãos por dentro do vestido e vou empurrando-o e acariciando a sua pele no processo. Ela arqueja quando toco sua

calcinha. O tecido cai lentamente pelas coxas e eu chupo uma respiração com a visão da calcinha branca fio dental toda enterrada na bunda perfeita. ― Porra, baby! Que bunda é essa, cacete? ― solto um grunhido, cravando as mãos nos dois globos gordos, firmes, amassando a carne macia. Meu pau está babando, eu posso sentir nas calças. Engancho os dedos nas laterais e puxo pelos quadris e coxas. Ela está tremendo sobre os saltos. Eu decido que vou manter as sandálias. Que fodê-la usando apenas essas sandálias provocadoras do caralho. Me abaixo ajudando-a a tirar um pé depois o outro da pequena peça. ― Minha gostosa... ― rosno, puxando sua bunda contra o meu pau e a livro do sutiã em seguida. ― Ohh! Liam... ― choraminga, quando encho as mãos nos peitos suculentos. Tomo o meu tempo, amassando-os, acariciando. Puxo os mamilos e sua cabeça pende no meu ombro. Geme lamuriosa e desço num passeio lento pela barriguinha reta. Sua respiração engata quando toco a boceta depilada, lisa do jeito que eu gosto. Avanço mais tocando o clitóris. ― Baby... Eu rio sacana e mordisco seu ombro subindo pelo pescoço. Chupo sua orelha e seu corpo convulsiona em meus braços. Sondo seus lábios melados e rosno enlouquecido de tesão. Meu pau tá tão duro que dói. Ela abre as pernas ansiosamente e eu meto dois dedos. ― Porra, baby. Tão molhadinha para mim ― passo a fodê-la com golpes curtos e fortes. Continuo o ataque a seu pescoço e orelha. Ela tem um fraco por chupadas nessas áreas. ― Você pode gozar assim, baby? Hum? ― peço em seu ouvido. Ela pode, eu sei que sim. Só quero enviá-la para a borda. ― Eu sei que pode, minha putinha. Goze para mim. Deixe ir, minha safada. Goze, minha delícia ― meto com força e ela grita convulsionando, gozando. ― Porra de som lindo, baby. Eu amo ouvir você gozar ― digo lambendo seu pescoço. Seus líquidos escorrem nos meus dedos. Suas pernas amolecem e eu rio tomando-a nos braços. Seus olhos estão ainda anuviados pelo gozo quando a coloco sobre a cama. Me afasto e me dispo devagar nossos olhares presos. Linda pra caralho no meio das pétalas. Seu olhar me bebe enquanto desfaço os botões da camisa um a um. Suspira quando meu peito

aparece e retiro a camisa pelos ombros. Seu peito está arfante. Ela está gostando do show. Um riso se espalha lentamente na minha boca, safado, perverso do jeito que sei que ela gosta. Ela sorri de volta e se arrasta pela cama até a borda. Paro com as mãos no cinto. Lambe os lábios e assume em meu lugar. Em segundos minhas calças escorregam. Livro-me dos sapatos rapidamente porque o olhar que está me dando agora é um indicativo do meu boquete cinco estrelas. ― Lindo ― ela murmura quase para si mesma, passeando as mãos pelo meu peitoral e abdome. Estremeço com seu toque. Deposita beijos e lambidas, descendo pelo abdome e segura meu pau pela base. ― Porra, sim, baby! ― rosno, puxando-a pelos cabelos. ― Ponha sua boquinha no meu pau, minha safada. Chupa bem gostoso, cacete... ― minha voz se transforma em gemido no final, quando ela abocanha-me sem cerimônias e é o céu do caralho. ― Ohh! Delícia... ― assobio, passando a comer sua boquinha quente e molhada. Ela não decepciona, mama como se sua vida dependesse disso. Sua mão trabalha freneticamente no meu eixo e em poucos segundos estou pronto para explodir. ― Cristo! Pare! Cacete, eu quero gozar na minha bocetinha, baby ― rio, puxando meu pau, obrigando-a a parar. Ela faz um biquinho com seus lábios inchados. ― Você pode engolir minha porra mais tarde, mas agora eu quero comer você ― rosno e ela sorri, começando a se afastar, mas a puxo pelos tornozelos para a borda da cama. ― Coloque os pés na borda, baby ― ela obedece e meu pau dá uma guinada com a visão da boceta molhada, os líquidos escorrendo para o cuzinho igualmente gostoso. ― Não se mova ― digo e vou até o aparador. Os olhos amendoados se alargam quando me vê pegar o balde com o champanhe. ― Eu quero beber meu champanhe em você ― ronrono, lambendo os lábios. Ela ofega. Coloco o balde junto à cama no chão. Pego um cubo de gelo e me debruço sobre seu corpo esguio. Estremece quando serpenteio a pedra gelada pelo seu ventre. Seus pelos eriçam e ela geme agarrando o lençol levando pétalas junto. Deslizo até os peitos e faço o contorno. Ela arqueia, entreabrindo os lábios, quando deslizo sobre os mamilos, deixando-os mais duros, pontudos.

― Ohh! Baby... ― mia, quando meus lábios se fecham no mamilo direito. Calor sobre o frescor. Chupo, rolo a língua devagar. Chupo mais duro e ela grita se sacodindo. ― Ah, Deus, que gostoso... ― chora baixinho e passo para o outro seio repetindo o processo. Desço pela barriguinha, lambendo, chupando, mordiscando. Seguro seu olhar quando chego à bocetinha. Ela prende a respiração em antecipação. Dou um riso diabólico e ela quase pula da cama quando a pedra toca o clitóris, massageando devagar. Distribuo beijos e chupadas em sua virilha e lábios e por último abocanho seu brotinho vermelho. Ela grita enlouquecida, arqueando o corpo, espalmo uma mão em sua barriga, obrigando-a a ficar quieta e meto dois dedos na vulva melada. Ela me suga, palpitando e meu pau está com inveja dos meus dedos. Chupo duro e estoco forte em seu buraquinho ganancioso. ― Tá gostoso, minha safada? ― rosno, e giro os dedos, forçando o polegar em seu rabo. Ela grita, sua respiração mais alterada. ― Será que você quer gozar de novo? Hum? ― rio mais, sabendo que já está perto outra vez. Meto em seus dois buracos com força e chupo mais duro em seu clitóris. Ela quebra gozando. ― Isso, boa menina ― bajulo, retirando os dedos e dou um tapa de mão aberta em sua boceta. Ela geme e geme. Um som lindo pra cacete. Sirvo uma taça de champanhe e tomo um gole, a bebida refrescante não faz nada em me acalmar. Subo de joelhos na cama e lhe ofereço. Bebe avidamente, seu peito subindo como se tivesse corrido. Eu rio e derramo o restante em seus seios e barriga. Encho seu umbigo e faço todo o processo de sugadas, lambidas e mordidas. Quando chego à sua boceta, ela já arfando e palpitando outra vez. Dou apenas uma lambida e me masturbo lentamente na sua frente. ― Liam... ― ela lamenta, os olhos presos no meu pau. ― Você quer meu pau, baby? Hein? ― provoco, minha voz já tensa, rouca de tesão. ― Puxe suas pernas para o peito e as segure, Mel ― rosno. Ela faz o que eu digo rapidamente e fico doido com a bocetinha toda aberta para me receber. Me aproximo e afasto minhas pernas para ficar na altura certa. Passo a minha ponta entre os lábios cheios e volto a olhar em seus olhos. Ela morde o lábio inferior esperando minha invasão e eu vou. Me afundo todo em uma estocada forte. Nós dois

gritamos. ― Porra, sim! Eu amo essa bocetinha apertada, baby ― solto um rugido, rangendo os dentes, mantendo-me parado um instante para me impedir de gozar em seu calor. Apoio as mãos na parte de trás de suas coxas e passo e me movimentar. Puxo e meto de volta até o talo, sacudindo-a. Seus olhos se fecham, seus lábios entreabertos, escapando gemidos indecentes sob minhas arremetidas furiosas. Apoio meus joelhos na cama e entro fundo, muito fundo nessa posição. ― Deliciosa... ― assobio e olho para nossos sexos se devorando. Puxo quase tudo, deixando só a cabeça e me afundo outra vez. Diminuo o ritmo, metendo gostoso, me deliciando com a visão do meu pau longo e grosso violentando sua pequena vulva. Ela me aperta daquele jeito que me enlouquece e eu rosno. ― Isso, minha putinha safada. Aperta meu pau. Ahhhh! Porra, que gostosa... ― acelero outra vez, o som das minhas estocadas soando alto competindo com a música. Puxo suas pernas. ― Me abrace, baby ― ela se enrola em mim e a firmo pela cintura, levantando-a. Nossas bocas se encontram num beijo lascivo, faminto. ― Cavalga no meu pau, minha gostosa. Monta meu pau, cacete ― digo, meu tom duro, bruto e dou dois tapas em sua bunda. Ela choraminga, rebolando, enquanto a levanto e puxo bruscamente para tomar meu pau até as bolas. ― Ohhh! Isso, baby. Me toma todinho nessa bocetinha gulosa ― caio por cima dela e vou nos arrastando e estocando até estarmos no centro da cama. ― Me fale coisas sujas, minha safada ― peço em sua boca, chupando seus lábios juntos. Entrelaço nossas mãos e elevo acima da sua cabeça e me enfio mais fundo, sentindo seu útero. Ela estremece, gemendo, arqueando o corpo, suas coxas me apertando mais. ― Diga o quanto gosta de me dar. Diga o quanto gosta que eu te foda. Fale como ama ter o meu pau assim todo enterrado em você ― cravo meus olhos nos seus, não dando chance de fuga. ― Deus! Sim! Eu amo dar para você, baby ― ofega na minha boca e não paro. Continuo comendo-a sem trégua. Eu estou quase lá. Porra. Eu não quero gozar agora. ― Isso, minha putinha ― sussurro, girando o quadril, desacelerando. ― Diga coisas sujas para seu marido ― ela me aperta em resposta e um misto de gemido e rosnado deixa meus lábios. ― Merda, baby. Eu tô quase gozando... ― puxo tudo e bato dentro outra vez com força, em uma

estocada brutal. ― Gostosa pra cacete. ― Isso, baby ― ela arfa, sua respiração mudando, indicando que está quase lá também. ― Me fode, amor! Me fode bem duro! ― porra, isso é quente pra caralho. Eu amo quando ela se solta assim. ― Me enche de porra, Liam! ― Cristo! Estou comendo-a sem dó agora. Metendo, martelando seu buraco apertado. Gememos, ofegamos, rosnamos em harmonia. Eu vou fundo em cada estocada, suas costas estão arqueadas e eu chupo seu pescoço, descendo para os seios. Me banqueteio neles, enquanto sua boceta absorve cada polegada do meu pau. Nossos corpos já estão molhados de suor. Ela resfolega, e grita: ― agora, amor! Goze comigo! Goze em mim! Oh, Deus! Ohhhhhhhhhhhhh! ― Porra, Mel! Baby, que gostoso! Eu tô gozaaaaaando... Ahhhhhhhhhhhhh! ― um choque percorre minha coluna e eu explodo, esporrando dentro dela. Eu solto seus braços e ela me abraça. Nossas bocas se chocam num beijo molhado, duro. E continuamos gozando, engolindo os gemidos do outro. Enfio as mãos em seus cabelos da nuca e a monto com vontade nos últimos resquícios do gozo intenso. ― Cacete! Você fica melhor a cada vez ― eu rio em sua boca, ainda estocando devagar. Ela ri fracamente e geme em resposta. ― Vou amar a vida de casado, Sra. Stone ― ronrono, dando selinhos em seus lábios e paro os movimentos, bem enterrado nela. Somos uma confusão emaranhada. Ela continua com os braços e coxas firmemente enroladas em mim e eu não quero sair daqui tão cedo. O suor está nos cobrindo e o cheiro de sexo enchendo as narinas. Fodidamente perfeito para o começo das núpcias. Eu ainda tenho algumas cartas na manga... E o seu presente de casamento que ainda não entreguei. ― Tão sem vergonha, superstar ― ela diz ofegante. ― Mas eu sinto que também vou amar a vida de casada, Sr. Stone ― seu tom é brincalhão, mas seu olhar é amoroso, mole, quente e isso puxa uma corda direto no meu coração. Levo as mãos para suas faces incendiadas. ― Eu te amo, baby ― sussurro, olhando-a nos olhos. Ela traz as mãos para o meu rosto também. Nossas respirações vão voltando ao normal. ― Eu também te amo, baby ― murmura de volta, seu tom embargado e os olhos brilhantes.

― Nada vai ficar entre nós, Mel ― digo, meu tom mais sério agora. Ela percebe do que estou falando e assente. ― Nossos votos serão repetidos em breve diante das nossas famílias e amigos. Eu prometo, baby. Sonho com o dia em que vou poder andar de mãos dadas com você e o nosso pequeno homenzinho nas ruas. ― Liam... ― ela está chorando de novo. Eu rio, acariciando suas faces. ― Você é tão sensível, baby ― roço nossos narizes. Ela ri entre lágrimas. ― Linda. E, em breve também teremos mais bebês. Muitos bebês Stone ― Ela gargalha. ― Muitos bebês Stone? Baby, eu já tenho trinta e cinco, então acho que vamos ter que repensar esse muitos... Eu gargalho também. Movimento as sobrancelhas sugestivamente e a faço lembrar que ainda estou duro dentro dela. ― Ok, baby, vamos discutir a quantidade depois ― deslizo os lábios pela sua mandíbula e chupo sua orelha, antes de sussurrar: ― agora, vamos voltar ao treino...

CAPÍTULO DEZESSETE Liam Eu acordo com o som melodioso da voz da minha mulher. Meu peito está leve pela primeira vez em meses. Enfio o nariz no lugar onde deveria estar os cabelos dela. Tateio o travesseiro vazio. Gemo, abrindo os olhos, passeando pelo quarto à sua procura. Alívio me enche quando a vejo na porta da sacada. A silhueta esguia delineada pelo sol da manhã. A camisola branca e sexy pra cacete, mal cobrindo sua bunda linda. Outro gemido torturado me escapa. Ela deve ter ouvido meu som de apreciação porque virou a cabeleira castanha e me olhou quase de perfil. Uau! Um riso lindo se abriu

nos lábios cheios e ela voltou a falar ao telefone. ― Hum, sim, Sara ― ela riu me olhando, um rubor atingindo suas faces e eu soube que Sara a estava interrogando sobre a noite de núpcias. ― Foi perfeito. Ele é perfeito ― sussurrou, nossos olhares se prendendo. Eu abro o meu sorriso mais arrogante e sacana, ela cora um pouco mais. Linda. ― Sim, ponha meu pequeno na linha ― ela aguarda um instante. ― Oi, meu amor ― seu semblante se iluminou quando falou com o filho. ― Sim, estou com o tio Liam. Você está se comportando direitinho? Não dê trabalho para a tia Sara, ok? ― seu riso amplia ouvindo o pequeno pelos segundos seguintes. ― Que bom, querido. Amanhã estaremos de volta. Eu te amo, meu bebê ― sussurrou, seu tom doce. Fiz um gesto para ela me passar o telefone. ― Liam quer falar com você. Fique bem, meu querido. Mais tarde a mamãe liga de novo. Beijinho ― se despediu e veio para mim, parando ao lado da cama. ― Hei, homenzinho! ― saudei-o. ― Oi, tio, Liam! ― a vozinha entusiasmada de Chay soou no meu ouvido. ― Desculpe por roubar sua mãe por alguns dias. Nós precisávamos fazer algo... ― sorrio quando Mel se acomoda na borda da cama. ― Lembra-se do nosso segredo de caras? ― Sim, você fez aquilo? Uau! Você foi rápido! ― ele sorri ricamente do outro lado. Esse garoto é tão malditamente esperto para sua idade. Eu rio também. É incrível como já amo esse moleque como se sempre tivéssemos convivido. ― Sim, eu fiz, Chay. Você está bem com isso? ― indaguei, me sentando recostado aos travesseiros. ― Vamos fazer de novo em breve quando aquela encenação que preciso fazer tiver acabado. Você precisa manter nosso segredo, homenzinho. É importante que ninguém mais saiba disso ― ele prometeu veementemente do outro lado. ― Então, você, hum, você vai ser meu pai agora? ― ele indaga ansioso. Meu peito aquece com sua pergunta. Cacete! Ele quer isso? Eu nunca tive essa pretensão. Sim, eu quero ser um pai para ele, mas nunca pensei que Chay fosse me ver dessa forma algum dia.

― Eu ficaria honrado, homenzinho. Mas só se você quiser isso ― digo, meu tom um pouco mais sério. ― Eu quero ― Chay responde imediatamente. ― Será mais um segredo de caras? Eu rio da sua pergunta. Mel me olha com seus olhos curiosos. ― Não, Chay. Nós podemos compartilhar isso assim que tudo for possível. Eu vou querer que todos saibam que você é meu filho ― digo sem desviar o olhar da Mel. Seu rosto é tomado pela surpresa e depois seus olhos ficam muito brilhantes. ― Agora, fique bem, comporte-se, homenzinho. Eu e sua mãe chegaremos amanhã ― ele se despede alegremente e continuo encarando a Mel sem saber se ela está bem com isso. ― O que foi isso? ― ela sussurra. ― Chay me pediu para ser seu pai, baby ― eu digo, sondando seu rosto. ― Ele pediu? ― seu tom foi abertamente surpreso. Eu tive medo de ter metido os pés pelas mãos. ― Sim, ele me surpreendeu pra cacete, mas estou feliz que nosso homenzinho se sinta assim sobre mim ― digo, puxando-a para mais perto. ― Eu quero ser um pai para ele, Mel. Na verdade, eu meio que fantasiei isso algumas vezes. Eu quero vocês dois. Creio que já disse isso a você, não? Ela se aconchegou no meu peito e gemeu. Seu rosto levantou para o meu e ficamos nos olhando por um tempo em silêncio. ― Você é tão lindo, baby ― sua voz embargou um pouco. Eu amo quando ela diz isso para mim. Eu sei que ela está falando do homem em sua essência e não apenas da aparência física. Deslizo meus braços à sua volta, aconchegando-a mais. ― É impossível não amar você. Nós somos seus e nós te amamos. ― Eu amo a forma como me diz isso, amor ― sussurro bem próximo à sua boca ― você é perfeita, Sra.Stone. Simplesmente perfeita ― ela ri suavemente, sua mão acariciando-me a face. ― Eu amo como isso soa em seus lábios, amor ― sussurra de volta. ― Diga de novo ― pede ronronando.

― Você é perfeita, Sra.Stone ― murmuro, beijando sua mandíbula. Não resisto a uma provocação. ― Meu pau e eu somos malditamente loucos por você. Ela bufa, mas ri baixinho em seguida. ― Eu e minha, hum, vagina somos loucas por você também, Sr. Stone ― sua voz é atrevida, mas tem um toque de timidez. Eu amo essa mistura nela. Mel é uma dama a maior parte do tempo, mas se transforma numa mulher sensual, sexy e muito safada quando está comigo. Eu sou um sortudo do caralho. Eu gargalho. Ela franze o cenho. ― O que foi? ― Baby, você parece uma freira falando assim... ― eu rio mais quando faz uma carranca para mim. ― É boceta. Vamos, repita comigo. Bo-ce-ta ― digo pausadamente e ela rola os olhos, me batendo no peito. ― Tão sem vergonha, superstar ― resmunga. ― Eu não vou dizer isso... ― Você fica tão bonitinha assim, encabulada, baby ― ronrono, puxando seu lábio inferior entre os dentes. ― Você não teve problemas em gritar coisas sujas para mim ontem... ― Humm, você faz isso comigo ― ela geme e isso vai direto no meu pau. ― Me transformo numa pervertida com você. Só com você. ― Isso é bom. Muito bom, já que eu sou a porra do seu dono ― sorrio em sua boca. ― Agora, me dê meu beijo de bom dia, minha gostosa ― peço baixinho. Ela solta um miado e funde seus lábios nos meus. Melhor forma de acordar de todos os tempos, porra! Nos beijamos lenta e provocantemente. Eu estou com uma enorme ereção matinal, mas preciso me conter porque ela deve estar dolorida da intensa atividade de ontem. Nós dois estávamos insaciáveis. E havia uma fome diferente em nossos toques, na forma como nossos corpos reivindicaram o outro. Havia posse. Era a primeira noite como marido e mulher e isso mexeu com nossas emoções. Quase não dormimos. Nos amamos, conversamos, namoramos. Quando fomos vencidos pela exaustão o dia já estava quase amanhecendo. ― Vem, amor. Vamos tomar uma ducha e descer para nosso café ou almoço, depende do ponto de vista ― ela ronrona, me dando pequenos selinhos. ― Quero ligar para os cães sarnentos

também. Eles ainda estão em Porto Alegre para nos dar cobertura. A imprensa faria especulações se a banda retornasse ao Rio sem mim. ― Como vai ser de agora em diante? ― seu tom é apreensivo. ― Como vamos manter o casamento em sigilo? ― Greg não viu nenhuma movimentação estranha ao nosso redor desde que chegamos. Estamos seguros, baby ― deixo escapar um suspiro frustrado. ― Mas ainda precisamos fingir para a mídia. Vai ser por pouco tempo, amor. Meus advogados estão trabalhando incansavelmente para me tirar dessa merda. Eu estou confiante que estaremos livres em breve. Livres para mostrar ao mundo que estamos juntos. ― Eu vou esperar, baby ― garante me olhando nos olhos. ― Vou esperar o tempo que for preciso. Meu coração cantarola com suas palavras. ― E é por essa e outras razões que eu amo você, Sra.Stone ― murmuro reverentemente. ― Eu também te amo ― nossas bocas se encontram em mais um beijo apaixonado. ― Vamos, baby ― bato levemente em seu traseiro. Ela ri se levantando. Desci antes da Mel para verificar a entrega do nosso café da manhã que encomendei especialmente para ela. Além disso, precisava falar com os caras. ― Hum, finalmente obteve o seu pau fora da boceta da doce Mel, irmão? ― Elijah provocou. Bastardo! ― Olá para você também, idiota ― rosno, andando até as portas amplas que davam para o jardim e piscina. ― E você está terminantemente proibido de mencionar a boceta da minha mulher, ouviu? Ele gargalha do outro lado. ― Uh! Todo territorial. Relaxa, Stone ― seu tom foi suave, embora ainda zombador. ― Então, como está a vida de casado, irmão? Eu ainda não acredito nisso. Eu rio. Eu também não.

― Eu estou na porra do céu, irmão. Pode acreditar ― ele ri mais, claramente se divertindo às minhas custas. ― Fico feliz, Liam. Dê um beijo na Mel por mim ― antes que eu pudesse responder ouço um tumulto de vozes gritando do outro lado. Elijah colocou no viva-voz. ― Porra, Stone! Cara, você tem o meu respeito. Dê um beijo na doce Mel, ok? ― Collin provocou. ― Uau! Cara, isso foi malditamente rápido! Mas estou feliz por você e pela doce Mel, claro. Dê um beijo nela por mim ― esse foi Sean. ― Liam, irmão, ainda estou meio chocado, mas feliz por vocês também. E, claro dê um beijo na doce Mel por mim ― Paul disse e eu rosnei. ― Beijem minha bunda, cães sarnentos! Vocês não vão chegar perto da minha mulher, ouviram? ― Uh! ― eles vaiaram ao mesmo tempo. Eu tomei uma respiração e acabei relaxando e rindo com os idiotas. ― Brincadeiras à parte, obrigado, irmãos ― digo num tom mais sério. ― Foi rápido, louco, impulsivo, mas é o que eu e ela queríamos. Eu amo essa mulher. Eu faço qualquer coisa para mantêla do meu lado. Silêncio do outro lado. Ouço-os pigarrear, então um a um me parabenizam de novo, dessa vez sem provocações. ― Estamos felizes por vocês, irmão ― Elijah voltou a falar. ― Mas sabe que apenas casar não vai ser suficiente, não é? ― ouço-o suspirar. ― Chris está aqui, Liam ― minha respiração travou. ― Quê? ― balbucio. O que esse fodido está fazendo em Porto Alegre? ― Ele chegou ainda há pouco e se trancou no quarto com a Selena. Boa coisa não vem daí, irmão. É melhor voltar antes do previsto. Ele... ― Não. Eu não vou voltar antes porque tenho coisas planejadas para a Mel hoje à noite. Esse monte de merda não vai atrapalhar nossa felicidade. Eu ainda não estou preparado para me separar

dela e fingir que não a amo, porra! Silêncio na linha. ― Certo. Eu e os caras vamos te dar cobertura. Podemos dizer que seu avô não estava bem de saúde e você teve que voar às pressas depois do show ― ele oferece. ― Sim, isso pode funcionar, Elijah ― passo a mão livre pelos cabelos. ― Obrigado. Porra, isso é tão fodido. Eu não posso nem sair com ela abertamente. Temos que ficar aqui presos como dois criminosos de merda. ― Fique calmo, Liam. Os advogados estão trabalhando duro, irmão. Eles prometeram novidades até o final da semana. Agora isso teve a minha atenção. ― Você falou com eles? Quando? ― indago. Ele riu levemente. ― Ontem à noite. Você manteve o telefone desligado e eu posso entender o porquê. Inferno, homem, você não deu descanso à doce Mel, não é? ― eu não consigo segurar um riso e um pouco da tensão escoou de mim. ― Eles estão na pista das duas garotas. Estão checando dois endereços em South Los Angeles. [18] Estão otimistas de que elas sejam a chave para esclarecer tudo, caso Chris leve a merda para a mídia. A memória daquela noite, ou a parte que me recordo veio nítida na minha cabeça. As meninas eram loiras, bonitas, pareciam irmãs. Eram muito novas, talvez quinze, no máximo dezesseis anos. Eu ainda sinto o terror percorrer minhas veias quando vi o estado das duas ali na minha frente. Na cama. Comigo. Fecho os olhos e puxo uma respiração profunda. Eu não fiz aquilo. Cristo, eu não posso ter feito... ― Vá curtir sua mulher. Eu e os caras vamos cuidar do imbecil e da cadela ― Elijah voltou a falar como se sentisse minha miséria mental. ― Nós estamos com você, Liam. Seja qual for a extensão de tudo que vier na sua direção, nós não sairemos do seu lado, está me ouvindo, irmão?

Juntos. Estaremos juntos como sempre foi desde o começo. ― Eu sei, irmão. Eu sei ― assenti. ― Eu aprecio isso. Realmente aprecio. Agora me deixe voltar para minha linda e sexy esposa. Sua voz está matando a minha libido ― provoquei. Ele riu e se despediu em seguida. Eu a olho sentada do outro lado da pequena mesa junto à piscina. Seus olhos passeiam deslumbrados pelas guloseimas. Eu mandei trazer direto do Bellagio. [19] Não é porque não podemos ir até lá que ela não vai ter o melhor. Minha mulher terá o melhor de hoje em diante. Sempre. ― Baby... De onde veio tanta comida? Uau! ― abriu o riso lindo, pegando um murfim de chocolate levando à boca. Ela gemeu indecente e meu pau se contorceu. ― Oh, meu Deus! Isso é delicioso. ― Eu mandei vir do Bellagio ― informo, enquanto sirvo seu café. ― Hum, eles fazem entregas? ― Acho que não usualmente, mas para mim, sim ― digo arrogantemente. Ela rola os olhos eu rio. ― Greg pode ser persuasivo. Especialmente com meu dinheiro a seu favor ― explico. ― É claro, superstar ― ela provoca. ― Obrigada, amor. Eu posso me acostumar com esses mimos, sabe? ― Acostume-se, baby. Mimar você é meu objetivo de agora em diante ― seus olhos amolecem, enquanto leva a xícara de café aos lábios. ― Então, o que vamos fazer hoje? ― É surpresa ― rio, experimentando um murfim também. ― Você está com aquele sorriso ― ela me observa meneando a cabeça levemente. ― Que sorriso? ― peço observando-a sobre a borda da xícara. ― Você sabe, aquele que me diz que fará alguma loucura, superstar ― eu rio sacana, mas não ofereço mais nada. ― Ok, sr. Misterioso ― ela diz resignada, fazendo um beicinho. Greg se

aproxima de nós. ― Liam, está tudo pronto ― ele me entrega os papéis. ― Bom dia, Mel. ― Bom dia, Greg ― ela o saúda com um de seus sorrisos doces. Ele pede licença e nos deixa sozinhos. ― Hum, o que é isso? ― franze o cenho quando lhe entrego os papéis. ― Abra, baby. É o seu presente de casamento ― digo baixinho. Eu me sinto nervoso enquanto ela abre o documento. Seu rosto sofre uma transformação e seus olhos arregalam, sua expressão incrédula. ― Ai, Deus! Liam, baby... ― sussurra levando uma mão à boca, sua voz levemente trêmula. Eu não sei se isso é um bom sinal. ― Você me comprou uma ilha? Minha nossa senhora! Você comprou uma ilha para mim. Isso é... Eu não posso aceitar. Cristo! Isso é muito. Você comprou uma ilha de 60 milhões de dólares para mim! ― seu tom subiu vertiginosamente. Ok, mau sinal. ― Mel, eu posso dar o que eu quiser para minha mulher. Sou um homem muito rico como deve saber ― eu não posso esconder a mágoa no meu tom. Sua expressão ameniza um pouco ao perceber que feriu meus sentimentos. ― Liam, eu sei que você é muito rico ― ela torce o nariz. ― Não apenas rico. Você é um bilionário, eu estou ciente disso. Mas, caramba! Eu não quero uma maldita ilha. Isso é muito. Vamos mais devagar, ok? Eu me sinto mal por não ter um presente à altura para você ― ela bufa sarcasticamente. ― A quem eu quero enganar? Eu nunca terei nada à altura disso para dar a você. Meu maxilar trinca. Mas que porra! Por que ela não pode aceitar a merda da ilha? Qualquer mulher estaria agora sentando no meu colo e trepando comigo imediatamente para agradecer o presente. Forço minha frustração para o fundo da mente e tomo mais um gole do meu café. ― Então, vai ser assim, Mel? A cada maldita vez que eu te der um presente você vai agir como uma cadela louca? ― eu quis pegar as últimas palavras de volta assim que saíram da minha boca, mas eu estava verdadeiramente puto. ― Você tem tudo a partir do momento em que aceitou ser a minha mulher. Tudo que é meu é seu.

Ela suspira e coloca os papéis sobre a mesa. Um silêncio inquietante se instala entre nós. Eu desvio meu olhar para a piscina. ― Ei ― sua voz é mais suave agora e ela se levanta vindo para mim, sentando-se em meu colo. ― Eu não quis ser uma cadela louca ― frisa as últimas palavras. Meus olhos voltam para seu rosto. Seus braços enlaçam meu pescoço e sussurra na minha boca. ― Está bem, ok? Eu aceito seu presente, baby. Eu ainda acho muito... Espalhafatoso ― ela ri levemente. ― Eu acho que ainda não caiu a ficha de que estou casada com o rockstar mais quente do momento e que ele é podre de rico ― sua língua sai deslizando devagar na costura dos meus lábios. Meus braços se fecham na sua cinturinha. ― Você me desculpa? Hum? O que eu posso para fazer tirar essa carranca do rosto do meu maridinho lindo? ― porra, ela é boa. Meu pau fica uma rocha embaixo do seu traseiro redondo. Ela sente e seu riso se torna travesso, safado. ― Promete que não vai mais surtar com meus presentes, por mais espalhafatosos que sejam? ― ela hesita um pouco e ergo minha sobrancelha. Ela assente. ― Bom, isso é um começo. Essa ilha é um investimento, baby. Encare dessa forma. Além disso, é uma propriedade linda e fica em Flethead Lake, Montana, [20] um dos lagos mais limpos do mundo. Pode ser o nosso local de férias em família. Que tal passarmos nossa lua de mel por lá e você decide se quer mantê-la. Se não gostar, eu vendo e compro outra em qualquer parte do mundo que quiser. Você decide. Está melhor assim? ― ela me sonda, não comprando essa história de que a decisão é sua. Ela é esperta. Abro meu riso charmoso, conciliador, quase inocente. Ela bufa. ― Sério, Stone? Você acha mesmo que vai me enrolar com esse papo de que sou eu quem decide? Eu não sou uma groupie[21] deslumbrada, superstar ― eu rio, me rendendo. Por enquanto. ― Não, você não é a porra de uma groupie ― rosno. ― Você é a minha mulher e eu vou sim, mimá-la, enchê-la de presentes caros, mas também com coisas bobas do dia a dia porque eu posso e o mais importante, eu quero fazer todas as merdas românticas que eu nunca fiz para mulher nenhuma. Consegue entender agora? ― seu semblante amolece com meu pequeno discurso. Ela acena. ―

Ótimo, baby. Agora vamos terminar nosso café porque eu quero tê-la em um daqueles biquínis brancos minúsculos e indecentes ― ela ri levemente. ― Eu não trouxe nenhum ― eu a encaro e ela rola os olhos entendendo tudo. ― Você comprou, não é? É claro que comprou ― chupa meu lábio inferior e eu gemo. ― Você está me estragando, baby. Sabia disso? ― eu rio, minhas mãos descendo para sua bundinha dura. Deslizo os dedos pelas bochechas, sobre o tecido macio do pequeno short que está usando. Infiltro o dedo médio pela racha e massageio seu rabinho quente. Ela ofega na minha boca. ― Eu quero realizar a minha fantasia de arrancar o maldito biquíni e lamber você todinha ― ronrono, fazendo-a mudar em meu colo, montando-me. ― Era isso que você queria também quando me provocava todos aqueles anos atrás, não era, minha safada? ― meus lábios descem pelo maxilar e pescoço macios. Lambo, e chupo e ela balança alojando a boceta quente sobre o meu torturado pau. ― Eu não o provocava ― diz-me ofegante. ― Você que era muito pervertido. ― Mentirosa ― rosno, puxando seus cabelos, fazendo-a me encarar, deixando nossas bocas bem próximas. ― Você era louca para me dar. Eu quase me mato de me masturbar me imaginando comendo sua boceta, sua bunda gostosa, sabia? ― rio perverso. ― É claro que sabia. Você me tentava pra caralho. Eu devia ter enfiado meu pau em você sem me importar com nada além de gozar dentro desse corpo delicioso. ― Safado... ― choraminga, seus olhos completamente dilatados. ― Minha gostosa... ― sussurro antes de tomar sua boca em um beijo lascivo. Nos comemos por alguns instantes, nossos sexos se esfregando numa fricção gostosa pra cacete. Me obriguei a desacelerar ou a foderia antes de terminarmos nosso café. No entanto, a mantive no meu colo, enquanto nos alimentávamos servindo o outro na boca. Passamos o dia curtindo a piscina, vendo filmes na TV. Eu estava quase completamente relaxado me permitindo curtir esses momentos roubados só nós dois. Mas sei que quando voltarmos não vai ser fácil para ela me ver retomar a encenação ao lado da cadela da Selena. Eu lamento muito por

isso. Só espero que tudo se resolva logo. A noite caiu e fomos a uma famosa casa noturna. Mel ficou meio reticente antes de sairmos de casa. Mas assim que apresentei nossos disfarces ela riu como uma adolescente fugindo para uma festa escondida dos pais. Greg providenciou máscaras. Uma de mulher gato que ficou sexy pra caralho quando ela a colocou e outra de O Fantasma da Ópera para mim. De jeito nenhum eu usaria uma do Batman. Não com todas as piadas de mau gosto em torno da masculinidade do cara. Você não se garante, Stone? Meu subconsciente intrometido zombou. Ah, cale a boca! Vê a mulher linda e gostosa comigo? É claro que me garanto. Pare de me incomodar e assista ao show. Sorrio arrogante, meu braço firmemente enrolado na cintura da Mel. Greg nos colocou para dentro por uma entrada menos chamativa e nos levou direto para uma das salas vips. Eu reservei só para nós. Estávamos em nossa própria festa particular. Eu tenho planos. Meu riso se alargou quando a porta se fechou atrás de nós nos isolando do mundo. Stone, você se transformou num pau mandado, cara. Você nunca fez tantas coisas patéticas por uma boceta. Cai fora. Rosno mentalmente. Essa é a minha boceta. Entende isso? Minha boceta, caralho. Você só está com uma maldita dor de cotovelo. É isso. Uh! Você entende que somos a mesma pessoa? Que sou você, seu idiota? Então, tecnicamente, é a minha boceta também. O inferno que é. Ranjo os dentes. É minha. Só minha, porra! Stone, você está ferrado. Onde já se viu ter ciúmes do seu subconsciente? Cacete, que conversa mais bizarra. Cai. Fora. ― Você gostou, baby? ― sondo, enquanto ela desliza para fora dos meus braços, seu olhar passeando pela sala luxuosamente decorada. A fraca luminosidade nos daria maior privacidade. Havia dois sofás de couro vermelho em forma de L. Vários arranjos de flores dispostos pelos aparadores. Ela virou-se para mim e riu lindamente. ― Eu amei, baby ― sussurra, avançando em direção à vidraça de onde podíamos ver toda a agitação do piso inferior. Era um vidro fumê. Seríamos vistos, mas não identificados. Perfeito. Vou para a garrafa de champanhe, mas ela me para.

― Eu quero experimentar algo mais forte antes. É minha primeira noite em Vegas. Digo, verdadeiramente em Vegas ― diz me olhando por cima do ombro. ― Me dê um pouco do seu Jack ― pede e eu não consigo ler a expressão nos olhos amendoados pela parca iluminação e também pela máscara, mas seu tom me diz tudo que preciso saber: ela está no clima. Cacete! Que porra de mulher mais perfeita. Meu soldado se levanta, sentindo que a noite promete. Eu rio e me sirvo de uma dose generosa de uísque. Coloco umas pedras de gelo a mais, afinal ela não está acostumada com bebida forte. Ando devagar até ela, me deliciando com a visão do seu corpo esguio no vestido verde musgo. Era um modelo tomara que caia, colado até os quadris e se expandindo numa saia de ondas suaves terminando a vários centímetros dos joelhos. Ela virou de frente ao sentir minha presença. Seus lábios se curvaram num riso satisfeito ao me flagrar babando em cima dela. Sweet Dreams da Beyonce soou no sistema de som. A sala era à prova de som. Poderíamos ouvir a mesma música da pista de dança central, ou escolher a nosso gosto. Nossos olhares travam e entrego o copo à ela. Sem uma palavra o leva aos lábios e toma um pequeno gole experimental. Eu rio da careta que ela faz quando a bebida desce pela garganta. ― Uau! Isso é forte pra caramba! ― me devolve o copo. ― Sim, é ― concordo, tomando um gole. ― Muito rock and roll para você, baby? ― provoco, puxando-a pela cintura com o braço livre. Ela ri lindamente, apoiando as mãos no meu peitoral. ― Eu posso lidar com o estilo rockstar, baby ― sussurra atrevida, bem perto da minha boca. ― Você pode, não é? ― ronrono de volta, descendo a mão para sua bunda e amasso a carne firme. Ela geme. ― Eu não estaria com você se não pudesse ― levo a bebida aos seus lábios e ela toma mais um pequeno gole. Não fez carranca dessa vez. ― Melhor? ― ela acena e desliza as mãos pelo meu peito bem devagar. ― Dance comigo, Sr. Stone ― praticamente mia, já começando a mover os quadris no ritmo da batida sexy da música. Tomo mais um gole e aperto seu traseiro, colando nossos corpos e sorrio quando arfa ao sentir meu pau bem acordado pela proximidade dela. Me movo no estilo que ela já

está familiarizada, chocando minha virilha com sua pélvis como num ritual de acasalamento. Ficamos assim, nos provocando, nossos olhares dizendo sacanagens para o outro. Tomamos todo o conteúdo do copo. Servi-nos de mais uma dose generosa. Ela estava já bem solta, alegre. Valeu a pena arriscar sairmos da casa. Dançamos mais e mais. A pista central estava lotada. Os casais se esfregando abertamente. Os caras acariciando as mulheres sem o menor pudor. Isso me deixou ainda mais ligado. Me livrei do copo quando acabamos com a terceira dose. Mel já estava praticamente me implorando para fodê-la. Seus olhos estavam dilatados e muito brilhantes pelo álcool. ― Você está tão sexy com essa máscara ― sussurrou, descendo a mão pelo meu abdome, parando no meu pau, massageando-o gostoso. Gemo e a empurro, pressionando suas costas contra a parede de vidro. Ela sorri, seu hálito doce, perfumado pelo uísque vibra direto na minha virilha. Puxo sua coxa direita para meu quadril e começo a moer no ritmo da música. Ela geme, choraminga. Eu rio e a provoco aproximando e recuando meus lábios dos seus. ― Baby... ― ela mia e eu me perco. Nossas bocas se chocam num beijo indecente. É uma coisa boa que não estamos lá na pista, porque esse definitivamente não é um beijo para o público. Nossas línguas se lambem ansiosas. Nos chupamos, mordemos. Puxo seus cabelos da nuca dominando-a para saquear sua boquinha linda. Ela se entrega, me deixando beber seu doce sabor com uma fome que nunca será saciada. Chupo sua língua mais duro e ela estremece contra mim, nossos quadris dançam mais freneticamente agora. Cacete! Eu a quero. Eu a quero agora. Separo nossas bocas e a viro de frente para o vidro. Minhas mãos delineiam sua cinturinha fina e puxo sua bunda contra a minha virilha. Ela geme, o hálito quente embaçando o vidro. Ela está sensual pra caralho usando a máscara. Esfrego meu furioso pau bem no meio da bundinha firme e ela lamenta. ― Levante os braços, baby ― sussurro em seu ouvido. ― Eu vou comer você bem aqui... ― rosno e ela obedece, apoiando as mãos na vidraça acima da cabeça. Lá embaixo, os casais estão quase fazendo sexo na pista. A batida potente enche a nossa cabine. Se alguém levantar a vista pode

nos ver aqui. Mas essa é a parte fodidamente excitante. A adrenalina já bombeia no meu sistema. ― Eu pensei que conseguiria esperar até chegarmos em casa, mas tudo que quero agora é enfiar em você até as bolas ― ela ofega quando minhas mãos sobem pelas coxas por baixo da saia. Suas pernas abrem mais amplas e geme num convite luxurioso. ― Baby... ― sua voz é só um chiado, enquanto minha outra mão sobe pela cintura e enche nos peitos deliciosos. Puxo os mamilos por cima do vestido. ― Alguém pode ver... ― eu rio baixinho, sacana e afasto a calcinha, deslizando os dedos pelos lábios melados. ― Foda-se! ― assobio ao sentir sua excitação. Ela grita quando meto dois dedos bem fundo. Cacete! Sentir seu canal me apertando, me sugando assim me deixa insano. Ela tem a porra da boceta mais apertada e viciante que já fodi. ― Você tem a bocetinha mais gulosa que já comi, baby ― minha voz sai apenas um grunhido, enquanto a fodo com meus dedos. ― Você está pingando pelo meu pau, não é? ― sua respiração acelera, gemidos roucos deixando sua boquinha linda. Ela pende a cabeça em meu ombro. Continuo comendo-a, alternando golpes profundos e fortes com movimentos lentos e circulares. Ela está quase lá, eu posso sentir seu corpo estremecendo contra mim. Meus lábios se fecham em sua orelha e chupo do jeito que ela gosta, descendo pelo pescoço e subindo de novo. ― Peça, minha safada. Diz para mim o quanto quer o meu pau enterrado profundamente nessa pequena boceta apertada ― ela choraminga e eu rio perversamente, acelerando os golpes. ― Tudo que precisa fazer é pedir, baby ― ronrono em seu ouvido. ― Peça e eu te dou cada centímetro dele. Você quer isso, não é? ― cavo rudemente em sua bunda. ― Meu pau afundando, rasgando seu pequeno buraco. Você quer isso bem duro e sujo, não é, minha putinha? ― Ohh! Deus! Sim... ― ela mia, gozando em meus dedos, seu corpo todo entrando em erupção. Melissa Meu corpo treme, minhas pernas estão moles, enquanto o orgasmo me rasga. Liam continua bombeando, massageando minhas paredes internas. Ah, Deus! Eu poderia culpar o uísque, mas não é só isso. É ele. Meu lindo, sexy e louco marido. Eu não consigo negar nada a ele. Eu sou sua e ele

pode me ter aonde quiser. A coluna grossa da sua ereção desliza rudemente entre as bochechas do meu traseiro. Seus lábios quentes sugam a carne do meu pescoço e estou me excitando de novo. Apoio as mãos no vidro com mais força para me manter de pé. Isso é loucura. Qualquer pessoa que levantar os olhos para essa cabine vai nos ver. Cristo! Isso não deveria me excitar, mas excita. Me deixa louca. As máscaras nos protegem e deixam tudo mais erótico, enlouquecedor. Nunca tive uma experiência tão intensa. ― Peça, baby ― Liam sussurra no meu ouvido. Eu gemo, empurrando a bunda em seu pau. Ele ri safado e retira os dedos de dentro de mim. Suas mãos rasgam minha calcinha bruscamente. Blame de Jhon Newman começa a tocar. Olho os casais lá embaixo, perdidos em danças sensuais. ― Peça para eu te comer aqui. Meter bem fundo nessa bocetinha melada ― rosna, mordendo meu lóbulo e eu quebro. ― Me foda, Liam! Me foda, baby! Me come bem aqui ― grito, enquanto o sinto abrir o zíper. Prendo a respiração aguardando o momento de senti-lo dentro de mim, me enchendo como só ele faz. Suas mãos cravam em meus quadris me fazendo empinar o traseiro. Ele rosna, alinhando a cabeça gorda em minha vulva e eu grito quando impulsiona o quadril para frente, me rasgando numa estocada brusca, me enchendo até o talo. ― Oh, Deus! Sim! ― mio, sem forças, meus olhos se fechando na sensação absurdamente esmagadora de seu enorme pau enterrado em mim. Gemo quando me dá dois tapas na bunda e passa a me comer vigorosamente, puxando tudo e metendo de volta com força, suas bolas batendo em meu clitóris. ― Porra, baby! Você me deixa louco, sabia? ― grunhe no meu ouvido e chupa toda a minha orelha. Eu amo isso. Lá embaixo a massa de corpos é só um borrão. Meu cérebro só consegue registrar o que se passa aqui, no nosso mundo particular. Leva uma mão para meu pescoço e aperta levemente, me puxando, me mantendo presa para tomar suas estocadas fundas. Sua respiração ofegante, seus gemidos e rosnados roucos no meu ouvido me levam para a borda de novo. Ele mete e mete sem dó, me enchendo além da conta. ― Eu amo isso, baby. Deus! Que gostoso... ― geme

indecente. ― Vem, rebola no meu pau, minha putinha. Rebola essa boceta apertada, porra! Eu amo rasgar minha putinha assim... ― grito, rebolando, deixando-o me foder do jeito que ele quer. ― Diz pra mim, baby ― puxa meu queixo para ele e nossos olhares se cruzam. Os olhos azuis estão escuros de tesão. ― Diz que é minha putinha. Só minha. ― Sim, baby. Sou sua. Só sua ― choramingo, já sentindo os espasmos do segundo orgasmo. Ele gira o quadril, localizando meu ponto G e o massageia repetidamente. ― Diga a frase inteira, minha safada. Vamos, eu quero ouvir! ― dá-me um tapa forte na nádega direita. ― Ohhh! Deus! Sim! ― mio e ele puxa meus cabelos da nuca, enquanto estoca com força entrando muito fundo. ― Sou sua putinha. Só sua! ― eu grito ao mesmo tempo em que as ondas escaldantes do orgasmo tomam meu ventre descendo para a vagina. ― Isso, baby ― rosna metendo impiedoso enquanto eu gozo sem controle. ― Que delícia sentir a minha bocetinha molhando todo o meu pau... ― grunhe e me levanta, meus pés saem do chão e estou completamente empalada. Meu corpo mole como uma boneca de pano. Ele nos arrasta para o outro lado da sala, ainda estocando a cada passo que damos. Debruça-me sobre o braço do sofá. Minhas pernas finalmente cedem, meus saltos descansando no piso. Levanta minha saia, descobrindo meu traseiro e sinto seu polegar massagear meu ânus. Gemo, sem forças. Ele sorri ofegante, pingando perversão. O sinto cuspir no meu buraco e em seguida seu polegar afunda para dentro. Ele estoca forte, me enchendo nos dois lugares. Meu clitóris inchado roça no couro do sofá a cada golpe. Meus olhos estão lutando para permanecer abertos. Isso é intenso demais. Ele me força a abrir mais as pernas e bombeia duas vezes antes de sair da minha vagina. Troca os dedos, metendo dois no meu ânus, alargando, massageando e eu gemo já louca para tê-lo me enchendo de novo. Sua risada rouca, sacana soa e ele substitui os dedos pela ponta espessa. Eu relaxo imediatamente para acomodar todo o seu tamanho. Ele brinca um pouco enfiando a cabeça e puxando de volta até que solta um rosnado animalesco e me rasga até o fundo. Eu resfolego em busca de ar.

― Shhh, baby. Relaxe ― sua voz sexy me acalma, enquanto espalha beijos nos meus ombros. Ronrono como um animal domesticado. ― Isso, minha gostosa. Sou fodidamente louco nesse cu apertado que minha mulherzinha tem. Eu vou gozar bem enterrado nele ― grunhe e se debruça nas minhas costas, alavancando meus ombros. Grito quando puxa e mete com tudo bem fundo. Sinto cada centímetro dentro, bem enterrado em mim. Ele pega ritmo e me fode com força como se não houvesse amanhã. Rosnamos, gememos a cada golpe. Sua pélvis se choca contra a minha bunda num barulho erótico, indecentemente delicioso. Liam desacelera e dança no meu traseiro, girando o quadril devagar, forçando meu clitóris no couro do sofá. O atrito vai construindo meu prazer outra vez. Ah Deus! Eu amo isso. Eu amo insanamente esse homem e a forma despudorada com que se apossou de mim. ― Ahhhh! Cacete! Que rabo mais gostoso, baby... ― sua voz é um rugido no meu ouvido. ― Eu amo comer esse cuzinho. Amo, Mel ― ele lambe meu pescoço e orelha, chupa, morde e nos tornamos animais. Uma massa de rosnados e gemidos libidinosos enchendo o ambiente. ― Você vai gozar de novo? Hum? ― passa a meter com força, me comendo sem trégua. Meu ânus já ardente, tomando cada polegada dele. ― Goze para mim de novo, minha safada. Goze minha gostosa ― eu gemo. Suas palavras sujas me enviando para a borda. Ele sente meu corpo mudando e continua me chupando no pescoço do jeito que eu amo, enquanto seu pau violenta meu pequeno orifício. ― Isso, baby! Vem comigo, amor! Ohhh! Eu vou gozar Mel! Porra, eu vou gozar! ― ele ruge e o prazer me percorre quando os primeiros jatos de esperma quente jorram no meu ânus. Eu grito gozando junto com ele, nossos gritos e gemidos se misturam. Seus dentes cravam no meu ombro. Nossos corpos estremecem e ele me monta até não restar nada além de pequenos espasmos do clímax aterrador. ― Deus! Baby... ― sua voz ofegante soa entre saciada e divertida. Eu rio fracamente, sob seu peso. ― Maravilhosa. Linda ― seu tom bajulador me acaricia e eu ronrono, fechando os olhos. Ele gira o quadril como que para me lembrar que ainda está enterrado em mim. Gemo. Ele sorri baixinho. Eu amo esse som. Espalha beijos suaves em meus ombros e me libera devagar. Arquejo, me sentindo vazia.

Liam me limpa com guardanapos e se recompõe em seguida. Me arrasto pelo estofado. Ele vai até o champanhe e nos serve duas taças. Nossos olhares se encontram quando recebo a minha. Sorrimos cúmplices. Tomo um grande gole. Ele se senta do meu lado e me puxa para o seu colo. Me aconchego no seu peito largo, inalando seu cheiro e odor do sexo proibido, transgressor que acabamos de fazer. ― Você acabou comigo, Sr. Stone ― sorrio, levantando a cabeça para olhá-lo nos olhos. Ele sorri aquele sorriso lindo, safado, travesso que tanto amo e seus lábios descem para os meus num beijo lento, saciado, gostoso. ― Obrigada por me trazer aqui. Obrigada pela ilha espalhafatosa ― ele gargalha. ― Obrigada, fazer tudo isso por mim, baby. ― Não há outra mulher por quem eu faria essas coisas, baby ― ele sussurra na minha boca. ― É só você. Sempre será. A noite foi perfeita. Dançamos e bebemos mais. Greg rodou conosco por horas na limusine. Eu me senti no filme Se Beber Não Case. Passamos por outra badalada casa noturna. Nessa, arriscamos no cassino. É claro que o lugar foi esvaziado apenas para nós. Eu posso me acostumar com as regalias do estilo rockstar, afinal. Quando voltamos para casa já passava das quatro da manhã. Eu nunca me senti tão viva, feliz e livre, apesar de todas as limitações de não poder revelar nossa identidade. Liam foi perfeito. Ele é perfeito. Ponto. Acordamos perto do meio-dia e nosso almoço já estava posto. Quando se tem muito dinheiro, as coisas aparecem assim, como num passe de mágica. Eu parei de ser uma cadela nervosa e me permiti apreciar os mimos que ele preparou para mim. Voaremos de volta ao Brasil e à realidade no final da tarde. Meu pai não estava muito satisfeito quando nos falamos pelo telefone, mas acabei o convencendo de que sei o que estou fazendo e que confio no meu marido. Meu marido. Meu peito se aquece quando pronuncio isso. Ainda estou meio anestesiada. Liam Stone é meu marido. Caramba! Eu fiz realmente isso. Nós batemos o recorde dos meus pais que se casaram um mês depois de se conhecerem. Bom, é verdade que já havia uma história conosco, mas ainda assim, Liam-furacãoStone foi malditamente rápido. Ai, Deus! Eu caí fundo, muito fundo e não há mais volta porque tudo

que eu quero é ele. Liam Stone é o meu mundo agora. ― Ei, o que foi esse suspiro? ― Liam sussurra no meu ouvido. Estamos relaxando na jacuzzi na parte mais privada do terraço. Mais uma vez insistiu para que eu usasse um biquíni branco, que ele arrancou na primeira oportunidade. ― Eu só estou pensando quando tudo se resolver, se seus fãs vão me aceitar. Você sabe: a diferença de idade. As pessoas são hipócritas ― eu não consigo disfarçar o medo no meu tom. ― A sociedade é hipócrita, Liam ― seus braços se fecham ao meu redor e ele me aperta contra seu peito duro. Sinto-me tão protegida e forte quando estou assim eu seus braços. Não quero sair daqui nunca. ― Não tenha medo, amor ― ele beija meu pescoço suave e sedutoramente. Gemo baixinho, enquanto meu corpo relaxa sob a água morna. ― Todos os fãs te amarão quando perceberem o quanto você me faz feliz, baby ― minha cabeça pende em seu ombro. Suas mãos começam a traçar círculos preguiçosos no meu ventre sob a água. Eu quero acreditar nisso. Mas eu tenho visto todo o desrespeito da imprensa e principalmente dos fãs da pequena vaca nas redes sociais. Eu sei que não vai ser assim tão fácil. Eu só queria que fôssemos apenas nós, exatamente como agora. Sem nenhum paparazzi ou fãs enlouquecidos. Mas isso é impossível porque ele é quem é. Ele não pode fugir disso e nem eu, uma vez que aceitei ser sua mulher. Se eu quiser estar com ele, então vou ter que construir uma couraça à prova de insultos. ― Hum, eu acho que não as fãs do sexo feminino, superstar ― eu sorrio, provocando-o. Ele ri também. Eu amo esse som rouco, baixo, sexy. ― Hum, bem, eu acho que você pode ter um pouco de trabalho com elas ― ele concorda, claramente me provocando também. Eu bufo. ― Mas elas também a amarão com o tempo, baby. Ficamos assim, apenas ouvindo a música suave e relaxando. Uma ideia começou a se formar na minha cabeça. ― Talvez eu possa começar a me aproximar das suas fãs enlouquecidas e apaixonadas ― eu quase rosnei na última palavra. Ele sorriu, me puxando firmemente contra seu peito. ― O que acha

de uma promoção, baby? ― me viro de frente em seus braços. ― As fãs brasileiras merecem algo especial da banda, não acha? Os olhos azuis brilharam com interesse. ― O que exatamente tem em mente, Sra. Stone? ― ele sussurra, traçando seus dedos pelos meus lábios. ― Podemos lançar uma promoção para um dia com a banda. Ainda teremos tempo antes do Rock in Rio. ― Um dia com uma fã? ― ele repete. ― É uma ótima ideia. Eu e os caras gostamos de estar perto dos fãs. Eu bufo. Ele sorri lindo, travesso, provocante e me puxa pela nuca. ― Eu aposto que você gosta superstar. ― Baby, pare de ciúmes bobos ― ronrona na minha orelha e morde o lóbulo suavemente. Isso me causa arrepios nas áreas mais sensíveis e meu corpo, embora dolorido, fica pronto para ele de novo. ― Eu quero foder minha mulherzinha gostosa outra vez ― oh, rapaz, eu amo essa boca suja. Eu gemo me virando para montá-lo, mas o som do seu celular nos interrompe. Ele o ignora, se banqueteando em meus seios. Arqueio as costas, oferecendo-me despudoramente à sua boca talentosa. O aparelho para de tocar, mas recomeça outra vez. Ele rosna e resolve atender quando vê o nome de Greg no visor. ― Eu disse para que não nos incomode a menos que... ― ele para a torrente de palavras. Seu corpo fica tenso embaixo do meu, seus olhos procuram os meus um tanto pesarosos. ― Merda! Ok, obrigado. Já estou indo. ― Baby, o que houve? ― ele fecha os olhos e pende a cabeça para trás na borda da jacuzzi. Seu rosto torce em desgosto, quando volta a me encarar, os olhos azuis estão me pedindo desculpas. Pelo quê? ― Chris e Selena acabam de chegar aqui, Mel ― todo o ar vai embora dos meus pulmões. ― Eles estão nos portões da maldita casa. Eles estão aqui!

Oh, meu Deus!

CAPÍTULO DEZOITO Melissa Nos vestimos em silêncio no quarto. O clima de lua de mel havia sido brutalmente quebrado. Liam estava visivelmente atormentado e meu coração dói ao vê-lo assim. Torci as mãos nervosamente quando seu olhar cravou em mim por um momento longo. Sua mandíbula apertou e ele fechou a distância entre nós. ― Me desculpe por isso, baby ― lamentou, enquanto suas mãos seguraram minhas faces. ― Isso é tão fodido ― gemeu. ― Está tudo bem ― garanti. ― Vá. Eu vou esperar aqui. Seus olhos queimam nos meus. A batalha era clara em suas feições. Ele assentiu quase imperceptível e deu-me um beijo suave antes de se afastar. Meus olhos ardem ao vê-lo parar na porta, os ombros tensos. Eu odeio toda essa situação. Odeio que seu riso descontraído tenha sido substituído pela carranca que traz agora. Odeio que eu precise me esconder aqui dentro como uma criminosa. Sua mão segura à maçaneta e ele para. O ouço praguejar baixinho, então, se volta lentamente para mim. Os olhos azuis adquirem um brilho determinado e eu sei o que vai sair da sua boca antes das palavras ecoarem pelo quarto. ― Foda-se essa merda! Vem comigo, baby. Eu não vou mais esconder você ― meus olhos ardem mais e eu pisco. Ele é tão lindo. Ah, Deus! Tão lindo, mas eu não posso deixar que se prejudique por minha causa. ― Não, Liam ― ele vem para mim de novo, parando na minha frente. ― Por favor, não faça algo impensado por minha causa ― peço, levando minhas mãos para suas faces bonitas. ― Eu não

suportaria se você sofresse retaliações daquele homem inescrupuloso lá embaixo, amor. Eu estou bem ― ele gemeu seu olhar doloroso passeando por todo o meu rosto. ― Eu vou esperar baby. Está me ouvindo? Por você eu espero o tempo que for preciso ― suas mãos me puxaram pela cintura e ele colou sua testa na minha. ― Eu te amo tanto ― sua voz sopra num sussurro. Todo o meu corpo aquece a partir do meu coração com seu tom e olhar reverentes. ― É por isso que não posso mais esconder você, Mel. Vem comigo, baby. Vamos enfrentar isso juntos. Chega de se esconder. ― Baby... ― sussurro, entre tocada com sua consideração por mim e o peso de ir lá e irritar mais ainda o homem que vem o ameaçando. ― Eu amo que esteja preocupado comigo e meus sentimentos, mas sua carreira está em jogo aqui. Eu aceitei me casar sabendo de tudo. Eu não vou prejudicá-lo. Nunca. Ele fecha os olhos por um momento e dá um longo suspiro. ― Eu tenho pensado sobre isso ― diz, entrelaçando nossas mãos. ― Chris não vai fazer nada. Ele sabe que a banda é sua galinha dos ovos de ouro. Ele é um tubarão nesse negócio e sabe que perderia muito me desmoralizando ― ele parece de repente muito seguro. Eu gostei disso. É arriscado, mas parece que ele está tomando as rédeas da situação. ― Eu vou pagar para ver. Chega de me acovardar e dançar como uma marionete nas mãos desse fodido ― completou com convicção. ― Liam, isso é muito arriscado. Você sabe que vai irritá-lo, não sabe? ― o brilho travesso inundou os olhos azuis e seus lábios se curvaram no riso arrogante de estrela do rock. ― Ah, eu sei, baby. Não posso esperar para ver a cara de bunda que ele vai fazer quando lhe informar que me casei com você ― eu abri um sorriso nervoso a contragosto. ― Vem. Vamos descer e enfrentar essa merda. Meu coração martelava contra as costelas à medida que entramos na ampla sala. Liam deu um aperto sutil na minha cintura. Ele devia saber o estado em que me encontro. Então eu os vi. O homem alto de cabelos escuros estava de costas. Usava um terno cinza sob medida e sua postura gritava

tensão, mas suas mãos estavam casualmente enfiadas nos bolsos. Meu olhar se desviou para a figura sentada no sofá. Selena. Ela estava encolhida, as mãos cruzadas sobre o colo, à cabeça baixa, lembrando uma criança que tinha acabado de levar uma bronca das grandes. Sua cabeleira escura virou na nossa direção e os olhos azuis esverdeados pousaram em mim. Seu corpo retesou nitidamente, mas ela desviou o olhar para Liam e seu semblante foi totalmente transformado, os olhos amolecendo, bebendo dele. Bebendo descaradamente do meu marido. Vaca! ― Chris? Selena? ― Liam rosnou baixo em inglês, me puxando mais firmemente contra seu corpo. ― Que merda fazem aqui? E o mais importante, como me acharam na porra de Las Vegas? O homem se virou lentamente para nós. Caramba! Ele era muito bonito. De uma maneira sinistra, na verdade. Seu rosto aparentava mais de quarenta, mas bem conservado. Os olhos dourados dançam com algo parecido com humor quando desliza o olhar entre Liam e eu. Então, ele sorri. É um tipo sinistro de sorriso também. Sim, esse homem é inequivocamente perigoso e estou me chutando mentalmente por ceder à impulsividade do Liam em nos mostrarmos para ele. Não foi uma sábia decisão a julgar pela forma como Chris estreita o olhar em nós, mantendo-nos sob seu intenso escrutínio. ― Eu devia saber que você faria alguma merda, garoto ― Liam ficou rígido do meu lado. ― Apenas me diga que não fez o que estou pensando, porque isso seria a porra de um suicídio para você e a banda ― Chris sibilou e meu sangue gelou com o tom baixo e ameaçador. ― Foda-se você e suas ameaças do caralho! ― Liam bradou. ― Eu fiz! Eu me casei com a mulher que eu amo! Não há nada, absolutamente nada que possa fazer a esse respeito, seu fodido! ― Cristo! Eu nunca vi esse nível de raiva em Liam. Seu corpo tremia. Sim, essa foi mesmo uma péssima ideia. ― Wow! Então, você o quê? Vai me desafiar, Stone? ― gelo escorreu da voz de Chris, enquanto seus olhos perfuraram Liam. ― Você é muito estúpido se acha que vai ficar com ela ― rosnou, seu dedo apontando acusadoramente para mim. ― Eu não vou permitir essa merda, está me ouvindo,

Liam? Nós temos um acordo e você vai continuar seguindo! ― Até quando, porra? ― Liam gritou, me largando e indo enfurecido na direção do homem. Eu apenas tremia e tremia me sentindo meio zonza com o rumo de tudo. ― Até quando pretende me manter refém da gravadora? Os dois homens se encararam medindo forças por instantes tensos até que Chris deu de ombros e abriu um riso frio. ― Até quando eu quiser. Você é meu, Stone ― seu tom foi ainda mais ameaçador agora. Os olhos eram fogo líquido e eu tive certeza de que ele não era um homem que fazia ameaças vazias. A maldade estava gravada em cada traço do rosto bonito. Ele era o pior tipo de pessoa e eu me odeio por ter sido tão fraca e mesquinha, sempre cobrando e chorando pelos cantos até que Liam não suportou e se casou comigo para me provar seu amor. Eu sou uma cadela egoísta. Deus! Eu o afundei ainda mais nessa merda. Tudo porque não consigo vê-lo aparecer em algumas fotos do caralho ao lado de outra mulher. ― Aqui está o que vai acontecer. Você vai anular o casamento. Celebridades se casam o tempo todo em Vegas e se separam logo em seguida ― torceu os lábios com desdém. ― Você não será o primeiro e nem o último. Eu tenho planos para você e Selena e não vai se livrar deles porque está ridiculamente caído por uma boceta! ― Você que é estúpido! Não vou anular porra nenhuma! Mel é a minha mulher agora e é melhor não se referir a ela como apenas uma boceta ou vou quebrar a sua cara, seu imbecil de merda! ― Liam retorquiu e nesse momento, Greg entrou na sala se colocando do lado dele, sua postura ameaçadora para Chris. ― Mande seu leão de chácara recuar, Liam ― Chris grunhiu seus punhos crispando. ― Chris, por favor, ― Selena falou pela primeira vez, levantando-se do sofá. Usava um minúsculo e colado vestido branco. Os olhos de Chris foram para ela. Houve uma troca tensa, silenciosa entre os irmãos. ― Eu estou bem com isso. Liam está fazendo a sua parte. Meu álbum está indo super bem. Não precisamos pressioná-lo dessa forma ― ela estendeu a mão e o tocou no braço.

Chris pegou sua mão e a levou aos lábios. Os olhos dele incendiaram com algo diferente. Eu posso estar vendo coisas, mas esse olhar era quase... Sexual. Não, eu devo estar vendo coisas. Eles são irmãos. ― Fique fora disso, irmãzinha. Eu estou pensando em você, querida ― Chris disse num tom suave. Muito suave, mas havia algo mais em seu tom. Era como uma espécie de ameaça velada. ― Tudo é para você ― ela se retesou um pouco com as palavras do irmão. Ele a puxou, beijando-a ternamente na testa. Selena parecia esticada ao limite com o carinho de Chris. Era quase como se quisesse empurrá-lo para longe. Meus olhos observaram sem perder nada da inusitada interação entre os irmãos. Liam percebia essa energia estranha em torno deles? ― Eu estou pedindo, Chris. Por favor, não o pressione mais ― ela voltou a falar, sua voz um tanto trêmula e com um toque de... Medo? ― Faremos as aparições para a mídia até o Rock in Rio, mas depois o libere do acordo. Sinto-me péssima com essa situação. Caramba! Agora isso me deixou de queixo no chão. Liam já havia falado que a pequena vaca estava posando de boa moça, mas eu não acreditei nem por um momento nessa mudança brusca. No entanto, há algo em Selena nesse momento que me deixa confusa. Muito confusa. Será que ela também não passa de um joguete nas mãos ambiciosas do irmão? Há definitivamente alguma coisa estranha entre eles. Ela parece oprimida, sufocada na presença de Chris. ― Selena está certa ― fiquei surpresa pela minha voz sair plana, dado o meu nervosismo. ― Liam tem cumprido a sua parte no acordo. Ele... ― Oh, ela fala! ― Chris, voltou os olhos frios para mim e eu pisquei nervosa. ― Quando nossa estrela do rock favorita fez a sua parte no acordo? ― Liam veio para junto de mim, me puxando para seus braços outra vez. Agradeci em silêncio por isso. Era assustador ter o foco desse homem sobre mim. ― Quando fodeu você ininterruptamente desde que pisou em solo brasileiro? Ou quando resolveu brincar de casinha nesse casamento ridículo? ― Cale a boca, porra! Você não vai falar assim com ela! ― Liam me defendeu prontamente.

Chris riu sarcasticamente. Os olhos cheios de desprezo na nossa direção. ― É sério essa merda, Stone? Você está mesmo todo apaixonado? ― ele fez aspas na última palavra. Eu odeio esse homem a cada segundo que passa. ― Quero dizer, você pode ter a mulher que quiser. No entanto, escolheu... ― seus olhos descem por mim numa avaliação lenta. ― Ela é bonita, admito, mas é totalmente fora dos seus padrões, se é que me entende... ― Fora! Jogue-os para fora, Greg ― Liam ordenou entre dentes. Seu olhar mortal na direção de Chris. ― Chris, por favor, ― Selena pede de novo. ― Você deve estar se sentindo especial, não é? ― Chris tornou a me encarar. ― Deixe-me dar uma informação valiosa, querida ― seus lábios repuxam num riso cruel. ― Liam Stone não é material para relacionamentos. Ele fode tudo que usa saias. Você é apenas um novo brinquedo. Ele parece uma criança brincando com algo que era proibido antes, mas acredite, quando estiver de volta a LA o estilo rock and roll vai falar mais alto e ele vai voltar a ser quem sempre foi ― eu não quero dar ouvidos às palavras venenosas, mas o maldito está atacando os meus maiores medos. ― Cale a porra da boca! ― Liam rosnou, e os olhos azuis preocupados pousaram nos meus. ― Não dê ouvido a ele, baby. Eu te amo. Isso foi antes de você, está me ouvindo? Eu nunca vou machucá-la, Mel. Você sabe disso, baby ― lágrimas turvaram os meus olhos, mas eu assenti para ele. Não posso deixar esse homem ver através das minhas inseguranças. ― Romântico Stone ― a voz zombadora de Chris nos fez encará-lo. ― Mas, nós dois sabemos que não pode cumprir essa promessa. ― Dê o fora, porra! Eu não vou deixar você envenenar a minha mulher ― Liam bradou mais uma vez. ― Greg, leve-os para longe das minhas vistas, caralho! ― Não ― Chris estendeu a mão parando o avanço de Greg. ― Eu vim até aqui para discutir negócios e não vou sair antes disso, Stone. Mande-o recuar. Agora ― ele rangeu os dentes. Liam deu um suspiro pesado e acenou para o segurança nos deixar. Greg se distanciou, parando do lado da

porta de prontidão. ― Ok, vamos nos acalmar. ― Chris disse seu tom mais ameno, mas a expressão em seu rosto ainda era odiosa. ― Espero que ela valha à pena, Stone. Entende que é sua carreira que está em jogo aqui? ― seus olhos eram frios, cruéis. ― Mesmo assim veio para Vegas como um adolescente mimado e se casou com ela. O que eu faço com você agora? Hum? Meus dedos estão coçando para jogar tudo no ventilador e deixar que sofra com a opinião pública e vá para a lama ― seu tom era baixo, desprovido de qualquer emoção. Ele faria isso. Meu coração começou a bater descompassado outra vez. Tudo por minha causa. Deus! O homem que eu amo vai sofrer por minha causa. ― Vamos cortar a merda, Chris ― Liam falou seu tom muito calmo. Não sei como estava tão equilibrado com a ameaça pairando sobre sua cabeça. ― Você não fará porra nenhuma. Já teria feito se essa fosse a sua intenção. Eu e a banda somos valiosos demais para a gravadora e sabe disso. Você irá para a lama conosco ― um músculo começou a pulsar no maxilar de Chris. ― A imprensa não perdoa ninguém, você está nesse meio há mais tempo, já devia saber que não sairá ileso dessa merda. E pode ter certeza, Hart, eu vou me encarregar de arrastá-lo comigo. Chris sustentou o olhar de Liam por algum tempo e riu como se não acreditasse que estava sendo ameaçado de volta. Eu ainda acho perigoso jogar com esse homem, mas talvez Liam esteja certo e isso vá neutralizá-lo, pelo menos enquanto os advogados trabalham em provas a favor de Liam. ― As fotos são suas, garoto ― eu odeio a forma como ele diz isso, como se Liam fosse apenas um moleque. Liam se retesou do meu lado. Ele deve odiar isso também. ― Não há nada que me incrimine. Não... ― Que tal ter tirado as fotos? Que tal ter me tirado da cena e abafado o caso? ― Liam ainda estava estranhamente calmo. ― Isso o colocaria como cúmplice, no mínimo. Chris sorriu de novo. ― Você está mesmo me peitando, Stone? ― cerrou os dentes. ― Você não tem nenhuma prova de que eu fiz essas coisas. Repito, não há nada sobre mim...

― Que tal nossas conversas telefônicas? ― Chris arregalou os olhos, sua postura mostrando receio pela primeira vez. Liam abriu um riso de escárnio. ― É eu tenho o hábito de gravar minhas conversas. Isso me veio a calhar e você sabe, a partir do momento em que percebi o tipo de verme que é você, transferi tudo para um arquivo ― Liam sorriu mais amplamente ao ver que tinha feito um maldito bom ponto. Uau! ― E adivinhe? Esse arquivo só vem crescendo ― seu tom endureceu um pouco quando completou: ― fui estúpido de confiar em você uma vez, mas agora eu sei exatamente com quem estou lidando. Chris ficou lá apenas olhando de volta, então se dirigiu calmamente ao bar e serviu-se de uma dose de uísque. Tomou um gole pequeno e voltou, enfiando uma mão no bolso da calça como se estivesse muito à vontade, coisa que já sabíamos, não estava. Ninguém nessa sala estava tranquilo. ― Certo. Entendido, Stone ― levantou o copo num brinde tenso. ― Boa jogada. Eu acho que aprendeu alguma coisa comigo, afinal, garoto ― Liam bufou. ― Eu sempre gostei de você como irmão ― Liam sorriu dessa vez. Esse cara era de verdade? Que ridículo! ― e sim, eu sei que nos últimos meses nossa relação ficou meio estremecida. Culpa minha, reconheço. Mas você queria me deixar ― ele fez uma pausa e seus olhos suavizaram um pouco. Minha nossa! Ele está na profissão errada. Hollywood está perdendo um ótimo ator. ― Ainda me lembro da chegada de vocês à gravadora. Todos os sonhos de se tornar astros do rock ― Liam suspirou baixinho. ― E vocês se tornaram grandes. Todos são talentosos, mas você é o diferencial. É a cola que mantém os caras focados e seu talento só pode ser comparado às lendas do rock ― Liam relaxou um pouco. Eu não sei onde Chris está indo com essa ovação fora de hora. ― Você se tornou grande. Tão grande que não precisa mais da gravadora. A indústria da música disputaria a banda a tapas se estivessem livres no mercado. Eu vi uma oportunidade e a agarrei para mantê-los comigo. ― Você me ameaçou com algo que eu nem sei se fiz, Chris ― Liam disse ainda calmo. ― Não preciso de sua bajulação. Eu sei que sou grande. Os caras são grandes. Nós estamos no topo e vamos continuar lá por muito tempo, pode anotar no seu caderno de merda! ― uau! Isso foi arrogante. Liam

é assim, malditamente confiante quando se trata do seu talento. Caramba! Meu marido é arrogante, mas isso foi indiscutivelmente quente. Eu amo quando ele encarna o rockstar fodão. Eu acho que ele sentiu minha respiração instável porque uma mão me apertou a cintura e seu polegar descendo, circulando preguiçosamente meu osso ilíaco. Eu tive que segurar um gemido. Chris tomou mais uma dose em silêncio. Ele parece um jogador de xadrez maquinando a próxima jogada. Eu nunca pensei que meu lindo superstar viraria o jogo de forma tão espetacular. Estou rachando de orgulho. ― De acordo. Então, vamos começar de novo. Sem merdas para atrapalhar a nossa boa relação comercial. Você é Hart, Liam. Você e os caras são nosso bem mais precioso ― ele veio devagar para nós, o olhar preso em mim. Aconcheguei-me mais perto de Liam. ― Vamos acabar com essa encenação e você pode apresentar a Sra. Stone ainda hoje para a imprensa. O quê!? Liam e eu ficamos mudos. Nossas respirações suspensas. Sério? Tão fácil assim? Ele não podia estar... ― Vamos, Liam ― Chris abriu um sorriso quase gentil. Ele era bom. ― É uma oferta de paz. Esqueçamos esse pequeno contratempo. ― Chris? E eu? ― Selena pergunta seu tom chocado, sua expressão traída. ― Eu ainda não posso andar com minhas próprias pernas. Eu... ― Relaxe, Sels ― ele usou o apelido daquela forma estranha que percebi antes. ― Pensarei em algo, querida ― torceu os lábios um pouco. ― É claro que nada impactante quanto estar ligada ao nosso rockstar aqui, mas você será grande também, baby. Pode confiar em mim ― ele não inspirava confiança alguma para ser sincera e Selena sabia disso pela expressão atormentada que tomou seu rosto. Liam ficou um tanto rígido contra mim. ― Eu aceito sua oferta de paz. Mas não posso apresentar a Mel agora ― Liam falou, exalando frustração. ― As coisas não funcionam assim, você sabe disso. A mídia cairá em cima dela como

abutres e os fãs de Selena vão retomar os ataques nas redes sociais, culpando-a pelo fim do nosso noivado ― ele cuspiu a última palavra. ― Não vou jogar a minha mulher aos lobos. Além disso, não quero meu nome nos tabloides mais do que já está. Eu faço música. Quero me destacar por isso, não pela exposição da minha vida pessoal ― ui! Esse foi um belo tapa. Eu o amo, Sr. Stone! ― Vamos continuar com o planejado até o Rock in Rio e nesse meio tempo podemos soltar boatos de que meu relacionamento com Selena não vai bem. Depois disso, teremos um encerramento dessa farsa e ela terá vendido seus milhões de discos. Todos saem ganhando. ― Você faria isso por mim? ― o rosto de Selena se iluminou encarando Liam com adoração. ― Não. Estou fazendo isso para preservar a minha mulher e o meu filho ― o rosto de Selena cai. ― Eles não merecem ser atacados e perseguidos pela mídia. ― Claro. Obrigada de qualquer forma ― ela diz num fio de voz. Eu quase senti pena dela. Quase. Chris nos encarou com um sorriso brilhante. É claro que ele sabia que Liam não faria nada para me prejudicar. Estreitei meus olhos nele. Sim, esse homem era mesmo muito mais sorrateiro e perigoso do que supunha. Eu não estou comprando essa oferta de paz. Espero que Liam também não. ― Sem ressentimentos? ― Chris estende a mão para Liam. Por tensos segundos meu marido apenas o encara, sua expressão impassível. ― Sem ressentimentos ― Liam diz e aceita finalmente a mão num contato breve demais. Ele definitivamente não está comprando essa oferta de paz. ― Bom, eu e Selena vamos voar de volta ao Brasil. Tirei uns dias de folga para acompanhar minhas duas bandas prediletas no Rock in Rio ― Chris informa casualmente. ― Duas bandas? ― Liam indaga. — Até onde sei apenas a DragonFly representa a Hart Music. ― A The Horses assinou conosco ― Liam ficou nitidamente tenso com a menção da outra banda. ― Como acha que eles foram chamados para o festival mesmo não tendo tanta expressão quanto a DragonFly? ― Meus parabéns, eu acho ― meu marido fala, mas seu tom não é muito amigável. Eu gostaria de

saber o que há entre ele e os caras da The Horses. ― Oh, não precisa sentir ciúmes, Stone ― Chris brinca, abrindo o que ele deve considerar seu riso mais descontraído. Ele era mesmo uma piada. De muito mau gosto, claro. ― Você continuará sendo meu garoto de ouro. Bob Cash ainda precisa aprender muito para chegar perto de você ― cara, eu vou vomitar com tanta bajulação. Liam deve sentir o mesmo porque ele não esboça nenhum sorriso. Bom. ― Não é deselegante falar assim do seu mais novo contratado? ― Liam aponta e o homem tem a decência de parecer um pouco constrangido. ― Talvez ― Chris admite. ― Mas estou apenas apontando os fatos ― ele desvia o olhar para mim e cada vez que faz isso eu me encolho. É inevitável. Ele ainda tem aquela aura sinistra. Mas agora ele tenta camuflá-la com grande esforço. ― Eu soube que sua mulher está cuidando dos meus garotos também ― um riso misterioso deslizou em sua boca. ― Fico feliz em saber que estão sendo bem acolhidos ― só eu detectei uma pitada de malícia na última palavra? Detesto esse cara! ― Ela não vai mais assessorá-los ― Liam praticamente rosna. Quê? ― Liam... ― me viro para olhá-lo. Ele está por um fio eu sei. ― Nós já falamos sobre isso ― sussurro meio sem jeito com nossa plateia. ― Não ― essa foi à única palavra que saiu da sua boca e ele volta a encarar Chris que tem uma sobrancelha levantada para nossa pequena interação. ― Ah, qual é, Stone? Você precisa superar isso, garoto ― Chris sorri e Liam bufa audivelmente. Superar o quê? ― Vá, Chris. Estamos encerrados aqui ― ele grunhe e seu olhar passa rapidamente por mim, mas detecto algo parecido como medo nas profundezas azuis. ― Eu vou ― ele acena. ― Que bom que conseguimos aparar as arestas ― ele mira os olhos dourados em mim outra vez e eu tremo. ― Seja bem-vinda, Melissa. Sinto muito por termos começado com o pé errado ― tive que me conter para não rolar os olhos. ― Se você faz nosso

rockstar feliz é tudo que vai importar para a gravadora ― ele pelo menos foi sincero e falou da gravadora. Está escrito em sua testa que meu marido é apenas um astro da música que rende milhões e não uma pessoa. Eu me sinto enojada. Tenho um pressentimento de que vou vivenciar muito esse tipo de coisa quando estivermos em LA. Liam Eu não estou comprando essa oferta de paz do caralho! Esse imbecil é fodidamente estúpido se acha que estou voltando às boas com ele e sua maldita gravadora como se nunca tivesse sido ameaçado. Mas por enquanto, vou jogar. Vou fornecer bastante corda e quando chegar à hora, vou adorar vê-lo se enforcar. E que merda é essa do Bob-fodido-Cash estar na gravadora? Chris deve ter feito isso para me provocar. E essa é mais uma dica de que não devo confiar nele. Jamais. Aperto a cintura da Mel suavemente. Ela está tensa contra mim. Eu sei que deve estar se perguntando o que há entre eu e o Cash, uma vez que o idiota na nossa frente fez uma clara insinuação de que há algo. Eu quero socar a cara engomada do infeliz, mas preciso me conter. Chegará o meu momento e eu sinto que ele está bem próximo. Eu posso esperar. ― Obrigada ― é tudo que a Mel diz. Sua voz neutra. Boa. Essa é a minha garota. Chris acena. ― Ah, e eu vou precisar das fotos ― digo e ele me encara, o semblante surpreso. ― Já que acertamos tudo, você sabe. Vamos fazer as coisas direito ― ofereço, observando atentamente a sua reação. ― Ah, sobre isso ― ele passa uma mão pelos cabelos. ― Na verdade, eu já as destruí ― filho da puta! Ele está mentindo, porra! ― você estava certo, Liam. Eu nunca pretendi usá-las contra você ― me seguro para não bufar e mantenho minha cara de pôquer. ― Não há mais nada que deva temer da minha parte ― a forma como disse isso foi estranha. Era como se ele tivesse transferido sua estratégia para outro jogador. ― Certo. Estamos encerrados, então ― digo. Selena dá um fraco até logo e segue o irmão para fora como o capacho que ela sempre foi.

― Ele não destruiu as fotos, não é? ― Mel diz suavemente. ― Eu tenho certeza que não, baby ― afirmo e a viro de frente para mim. ― Mas pelo menos já foi uma pequena vitória. Estamos parcialmente livres ― murmuro em sua boca. Ela sorri e me abraça pelo pescoço. ― Estou tão orgulhosa de você, Sr. Stone ― sussurra, os olhos amendoados cheios de adoração. Abro meu sorriso sem vergonha e deslizo uma das mãos pela sua barriguinha até cavar entre suas coxas. Encho a mão em sua boceta quente por cima do vestido de malha e amasso possessivamente. Ela ofega, o olhar incendiando. ― Orgulhosa o suficiente para me dar essa bocetinha gostosa? Hum? ― ela geme e eu sorrio baixinho, espalhando beijos molhados pelo queixo e pescoço. Massageio devagar entre suas pernas e ela as abre mais me dando livre acesso. ― Você chutou a bunda dele, Baby ― diz-me arfando. ― Você pode ter o quiser de mim, pode apostar. ― Boa menina ― bajulo e a levanto pelas nádegas. Suas pernas vêm ao meu redor prontamente. Ela geme de boca aberta, se esfregando no meu pau. Capturo seus lábios e a beijo nos dirigindo para a cozinha. Deposito-a sobre a bancada de mármore e puxo sua bunda deixando-a alinhada contra a minha virilha. Devoro-a lentamente, moendo gostoso. Cravo as mãos em suas coxas e ela geme lamuriosa na minha boca. ― Você está com fome? Posso alimentá-la primeiro ― minha voz é só um gemido também, enquanto a puxo contra meu pau, acertando seu centro. ― Eu quero você ― mia, apertando a minha bunda com os tornozelos. ― Onde, baby? Onde você me quer? ― instigo, deslizando a língua pelo seu pescoço até o topo dos seus empinados. ― Oh! Dentro de mim, baby ― ela alcança meu pau entre nós e o apalpa, massageando. Eu assobio. ― Você quer o meu pau? Hum? ― ela acena vigorosamente, o rosto rosado, os lábios inchados do

meu beijo. ― Onde, baby? Me diz onde você quer o meu pau? ― levo as mãos para as alças do vestido e as desço. Desfaço o fecho do sutiã e os peitos deliciosos saltam na minha cara. Faço ela se inclinar contra a bancada, deitando-a. Ela arqueia as costas quando massageio seus mamilos apenas com as palmas das mãos. Rosno, enchendo as mãos na carne macia e firme. Desço num passeio lento pela barriguinha lisa. Ela arrepia, choramingando. Puxo o vestido pelas nádegas e ela é a porra de uma visão deliciosa só de calcinha fio dental, sobre a bancada como um maldito banquete em minha homenagem. ― Porra, linda pra cacete! ― Ela ofega, o corpo estremecendo quando deslizo os dedos suavemente pelas laterais do seu corpo. Subo pelas costelas e desço sem pressa. Seguro a pequena cintura e aperto. Ela arqueia de novo e eu solto um rugido antes de cair de boca no seio direito. Rolo a língua sem pressa pelo bico endurecido. Mordisco e ela grita, enfiando as mãos em meus cabelos. ― Onde você quer o meu pau, minha gostosa? Responda! ― dou um tapa sem aviso na nádega esquerda e ela mia indecente. ― Na minha vagina! ― sua voz é entrecortada. ― Eu quero seu pau na minha vagina, baby. Por favor... Eu sorrio e passo para o seio esquerdo. Chupo lentamente a princípio, mamando gostoso, enquanto amasso o outro, puxando o mamilo. Ela geme. Um som de necessidade pura. Meu pau está estourando nas calças, mas eu quero tomar o meu tempo devorando minha mulher. ― Hum, essa ainda não é a resposta, baby ― digo condescendente e minha boca desce numa exploração lenta pelo ventre macio. Minha língua traça círculos pela pele morena. Eu chupo e mordisco, me deliciando com seus ofegos e gemidos. Minha mão cava entre suas coxas e rosno com a umidade do pequeno tecido. Ela está molhada pra caralho. Afasto a borda para um lado e deslizo os dedos nos lábios melados. ― Liam! Baby... ― choraminga baixinho. ― Ohh! Deus! ― Grita quando meto dois dedos bem devagar até o fundo. ― Última chance ― rosno antes de abaixar a boca e lamber seu clitóris. ― Onde você quer o

meu pau, minha delícia? ― ela geme alto pra cacete e praticamente rosna em seguida: ― Na minha boceta! Eu quero o seu pau na minha boceta, droga! Eu gargalho contra seu ponto sensível e ela se contorce. Espalho beijos e lambidas pela boceta e virilha e bombeio mais algumas vezes antes de puxar para fora. Seus olhos estão em mim e eu chupo seus sucos, gemendo com o sabor único. Ela arfa os peitos subindo lindamente. Eu desço a calcinha devagar pelas coxas e a levo ao nariz, inalando profundamente. Eu amo fazer isso com ela. É a nossa coisa. Nunca fiz isso com nenhuma outra. É apenas com ela. Abro meu jeans tendo toda a sua atenção. Ela lambe os lábios, o olhar guloso quando meu pau fica livre, babando na ponta. ― Apoie os pés na borda, baby ― digo com voz tensa. ― É isso que você quer? Hum? ― provoco mais um pouquinho me alinhando em sua pequena e vermelha vulva. Ela está dolorida da nossa fome intensa. Eu cruzo nossos olhares e vou afundando muito lentamente, não perdendo nada da expressão de deleite que toma suas faces rubras. ― Ohhh! Perfeição, Mel ― sussurro quando me enterro completamente, minhas bolas batendo em sua bunda. ― Você é isso para mim ― aperto sua cintura e a puxo, começando a estocar devagar, nossos olhos cravados um no outro. ― Eu nunca vou me cansar disso, baby. Aqui é o meu lugar. Dentro de você... Há dois dias voltamos para o Rio. Mel se engajou na promoção Loucura de Fã. Uma garota passará um dia com a banda e eu e os caras temos nos divertido com a repercussão disso nas redes sociais. As fãs responderam calorosamente. Há uma multidão delas acampadas na frente da cobertura. Estamos agora no escritório analisando as mensagens muito... Quentes, digamos assim. Nossa página no Facebook está abarrotada de loucuras que as fãs fariam para estar conosco. Temos selecionado as mais impactantes como o tema sugere. Foi uma promoção relâmpago e já encerramos as postagens. Acho que será um dia interessante a julgar pelas três mensagens pré-selecionadas. Elas são realmente loucas pela banda. Eu não sou nenhum santo, mas algumas meninas me fizeram corar. Cacete! A mulherada está muito ousada hoje em dia. Hoje vamos jantar na casa do pai da Mel. Estou nervoso pra caralho. Principalmente porque sei

que ele não está contente com nossa pequena aventura em Vegas. Eu entendo seus receios e a Mel me falou um pouco também. Eu preciso causar uma maldita boa impressão no meu sogro porque minha mulher é apaixonada pelo pai. Farei tudo ao meu alcance para nos darmos bem por ela. Mel estendeu o convite aos caras, mas apenas Elijah aceitou. Tenho uma leve suspeita de que o bastardo espera encontrar Sara por lá. Bom, se isso acontecer teremos um jantar movimentado e os holofotes sairão da minha cabeça. Eu posso agradecê-lo no final das contas. ― Ana França, de Manaus, Amazonas ― Collin lê a mensagem em voz alta com seu sotaque estranho. ― Ela quer... ― seus olhos arregalam e ele engasga. Juro que engasga. ― Caralho! Essa menina é das minhas ― ele ri maliciosamente balançando a folha. ― Marcela Nóbrega, de Curitiba, Paraná ― Elijah, lê a sua. ― Ela diz aqui que faria... ― ele ri alto. ― Jesus! Essa definitivamente sabe o que quer irmãos. Todos nós sorrimos com as loucuras das fãs. Bom, quase todos, pois a Mel está estreitando seus olhos lindos em mim. Ela é tão ciumenta. Mas estaria mentindo se dissesse que não adoro que tenha ciúmes de mim. Eu também sou fodidamente louco de ciúmes dela. O que me lembra que ela é teimosa pra caralho, pois continua assessorando a maldita The Horses, mesmo depois que eu disse que ela não iria mais fazer isso. Mel alegou que é o trabalho dela e que não há nada para eu me preocupar. No entanto, eu não confio na porra do Cash perto da minha mulher. Ainda vamos voltar a essa discussão em breve. ― Edna Sousa, de São Paulo ― leio a minha. ― Ela escreveu que... ― meus olhos saltam das órbitas. Cacete! Essa menina escreveu isso mesmo? ― O quê? ― todos me encaram curiosos e com risos maliciosos em seus malditos rostos. Elijah toma o papel das minhas mãos e o lê: ― Eu faria uma tatuagem na virilha com a seguinte frase: Liam, me foda! ― Mel levou a mão à boca parecendo horrorizada. Os caras explodiram numa sonora gargalhada com a reação dela e provavelmente por me ver em maus lençóis. Idiotas!

Porra! Caralho! Sean e Paul murmuram. ― Stone, é essa ― Collin diz, rindo como o bastardo que é. ― A garota tem atitude ― ele para ao ser fulminado pela Mel. ― Mel, baby, isso só são negócios, entende? ― ele não consegue conter o riso de merda. ― Chame-a de baby outra vez e você fica sem suas bolas, imbecil ― rosno e ele rola de rir. ― Mel, baby ― começo cautelosamente. Cacete! Ela fica linda zangadinha. ― Essa é a mais ousada. Não era esse o tema da promoção? É apenas uma fã, amor ― os caras não conseguem se segurar apreciando a minha miséria. Cães sarnentos! ― Vamos! Você sabe que a única boceta que vou foder de agora em diante é a sua ― eu abro meu riso arrogantemente sacana. ― E eu estou totalmente bem com isso, devo dizer. Porra, Stone! Os caras exclamam. Ela arfa levemente, os olhos amendoados dilatando. Bingo! ― Hum, eu sei que é apenas uma fã ― ela torce o narizinho arrebitado, ― e você pode, por favor, não falar na minha, hum, você sabe... Em público? ― ela cora lindamente. Cacete! Eu amo essa mulher. Os caras seguram suas barrigas de tanto rir. Eu vou cortar a porra das suas bolas por deixá-la ainda mais sem graça. ― Vem aqui, baby ― bato na minha coxa e ela levanta vindo sentar-se no meu colo. ― Você concorda que devemos dar um dia de fã à Edna? Ela foi a mais ousada. Disso não restam dúvidas ― ela acena, abrindo um riso como se só agora se desse conta da birra que estava fazendo. ― As fãs são assim mesmo, Mel. Elas dizem, gritam coisas obscenas para nós o tempo todo. Você não pode ter crises de ciúmes a cada vez que isso acontecer. É como vivemos. Esses somos nós, fodidos do rock ― os caras dizem year em uníssono e ela bufa, rolando os olhos. ― Vai me dizer que nunca teve fantasias com seu astro favorito? ― ronrono, porque sei que eu sou o astro em questão. Seus olhos ganham um brilho atrevido e eu estreito meu olhar nela. ― Para o bem-estar do seu traseiro, é bom que essa fantasia do caralho não envolva o Levine, baby ― rosno e ela gargalha jogando a cabeça para trás.

Os caras a seguem e eu não consigo sustentar minha carranca por muito tempo. No entanto, falar no Levine me lembra do convite que recebi ainda há pouco para gravar alguns episódios do The Voice[22] . É uma oportunidade fodidamente boa para entrar em contato com novos talentos. Aparecer em algo relacionado à indústria da música me faria bem como artista e mais ainda como futuro empresário do ramo. Eu preciso desses contatos para ir sondando possíveis apostas para a minha gravadora. É uma oportunidade do caralho e eu teria aceitado na hora, se não fosse por um detalhe: eu teria que passar dez dias em LA. Só voltaria para o Rock in Rio. Estou um tanto receoso de abordar o assunto com a Mel, especialmente depois das merdas que o Chris falou sobre a minha vida pregressa de rockstar desregrado. Ela confiaria em mim?

CAPÍTULO DEZENOVE Liam O Jantar com Pedro Nogue foi melhor do que eu esperava. Bem, ele chutou a minha bunda inicialmente, mas a Mel não me deixou sozinho em nenhum momento. Eu agradeço por isso. Vejam bem, não é covardia da minha parte, mas eu nunca tive que enfrentar um pai descontente antes. Eu sempre andei longe dessa parte. Era apenas foda casual. Mesmo as que eu fodi mais de uma vez, nunca me importei em saber mais de suas vidas e, certamente nunca estive em jantares com sua família. No entanto, essa é a família da minha mulher e eu preciso me esforçar se quiser entrar para a lista de natal do meu sogro. Chay estava tão animado e a forma carinhosa com que me tratou acabou influenciando seu avô há baixar um pouco a guarda. Eu preciso agradecer ao homenzinho. Ele ainda estava meio ansioso e um pouco envergonhado com a história de me chamar de pai. Eu o deixei tranquilo dizendo que não precisava me chamar assim imediatamente. Que o fizesse quando o sentisse em seu coração e que

tínhamos todo o tempo do mundo porque eu, sua mãe e ele somos uma família agora. Elijah e Sara se espetaram todo o jantar o que me fez sorrir em muitos momentos. Não sei por que não fodem logo e acabam com essa tensão misturada com tesão que está cada vez mais claro, sentem um pelo outro. Elijah a chama de irritante. Ela o chama de babaca pomposo e quem está por perto tem diversão garantida. A Mel não parece muito satisfeita com a interação deles, no entanto. Bom, para ser sincero, eu não quero que Elijah foda as coisas para Sara porque isso não vai agradar a minha mulher. Eu estou nessa fase agora. Quero protegê-la de todo e qualquer aborrecimento. Fodase! Nunca me senti assim a respeito de outra mulher. Eu quero dar a porra do mundo a ela. Meu subconsciente bizarro tem razão quando diz que a Mel me transformou em uma maldita mocinha. Uh! Stone será que você está finalmente concordando comigo? Você pode repetir isso? Ah, vá se foder! Você me chamou aqui, cacete! Não, eu não chamei. Eu apenas pensei, ok? Dá na mesma, Stone. Sou seu subconsciente. Você pensa, eu venho. Simples assim. Sempre pronto para ajudar. Eu bufo, tomando um grande gole da minha cerveja e puxando uma tragada longa. Sei... Um movimento nas portas da varanda me fez virar a cabeça. Mel estava lá, parada. Sua camisola preta e curta mal escondendo seus atributos. Porra, eu amo as suas camisolas. Os cabelos revoltos e o rosto relaxado indicavam que foi bem fodida antes de dormir. Um riso arrogante repuxa meus lábios ao ver a evidência da minha posse sobre ela. Mas aí me lembro do que estou fazendo e jogo o cigarro mais que depressa dentro da garrafa de cerveja vazia. Ela ri e vem devagar para mim. Sintome a porra de um adolescente flagrado fazendo algo ilícito. ― Baby, são três da manhã ― diz, sua voz rouca, meio sonolenta. Franze o cenho quando escondo a garrafa com a bituca embaixo da minha cadeira. ― Ei, acha mesmo que eu não sei que você fuma superstar? ― seu tom brincalhão me faz relaxar um pouco. ― Culpado ― sorrio levemente. ― Isso não te incomoda? ― ergo uma sobrancelha, enquanto abro a outra garrafa de cerveja. Derramo uma grande quantidade na boca e gargarejo. Ela ri quando cuspo em um dos vasos de plantas da varanda do seu quarto.

― Arg! Isso foi nojento, Liam ― ela torce o narizinho e responde a minha pergunta. ― Sim, me incomoda, mas eu quero que seja você mesmo quando estiver comigo. Não precisa se esgueirar para fumar ― ela sorri zombadora. ― Até porque eu percebi todas às vezes. Eu sorrio mais, sabendo que é impossível disfarçar o odor de cigarros. ― Bom ponto, Sra. Stone ― estendo-lhe a mão. ― Vem aqui, baby ― ela a pega e se senta no meu colo, entrelaçando os braços no meu pescoço. ― Eu vou parar com essa merda, prometo. ― Hum, isso seria bom, baby ― ela murmura, seu tom muito suave. ― Mas faça isso quando estiver pronto. Eu não estou o pressionando, ok? Não quero que pense que estou tentando mudar seus hábitos. ― Eu sei que essa merda é ruim, Mel ― sorrio tomando um gole pequeno da cerveja. ― Eu jamais me chatearia se quisesse chutar a minha bunda por isso. Ela aproxima a boca da minha e sussurra: ― Eu acho que sua bunda já foi bem chutada hoje. Meu pai se encarregou disso. Eu bufo, mas sorrio, deslizando a mão livre entre suas pernas, subindo, subindo... Ela geme baixinho quando alcanço sua boceta nua e inchada da atividade recente. ― Eu não me importo de ter a bunda chutada pelo seu coroa ― ela rola os olhos pela forma como me refiro a seu pai. Deslizo os dedos devagar pelos lábios quentes e úmidos. ― Especialmente porque eu sou o único que fode a sua filha o tempo todo ― ela arfa, sua boquinha linda caindo levemente aberta. ― Ela é muito gostosa e me deixa fazer tudo, absolutamente tudo... ― ela sorri baixinho. ― Então, baby, eu estou bem com isso. Posso ter minha bunda chutada todo maldito dia, desde que eu tenha minhas bolas bem enterradas em você. ― Tão safado, Sr. Stone ― ela ronrona, ofegante, mas pega meu pulso e o puxa, parando minha brincadeira sem vergonha. Eu sorrio perversamente antes de tomar mais um gole. Meu pau já está desperto e faço questão que ela o sinta quando pressiono seu traseiro sobre ele. Minha fome por ela jamais será saciada completamente. Eu sempre vou querer mais e mais. Ela me beija suavemente e

me olha fixamente como se lesse meu rosto. ― Você está bem? Sinto que há algo o preocupando. Ela acaricia minha barba por fazer, mantendo-me cativo dos olhos amendoados. ― Eu recebi uma proposta para fazer uma pequena participação no The Voice ― revelo e seu semblante se ilumina. ― Uau! Isso é maravilhoso, amor ― diz-me com orgulho em sua voz. ― Sim, é uma boa oportunidade para fazer contatos. Eu vou precisar disso para a minha gravadora. ― Então, você aceitou? ― ela pergunta. ― Hum, ainda não. Eu queria discutir isso com você primeiro ― tomo um último gole de cerveja e descarto a garrafa no chão. Envolvo meus braços bem apertados em sua pequena cintura. ― Vou precisar voltar à LA e as gravações duram dez dias ― seu corpo fica rígido. ― Eu sei que o Chay está em período letivo e você não vai querer deixá-lo por todo esse tempo... ― Não, eu nunca fiquei longe dele por mais de dois dias ― ela oferece. ― E às vezes em que ficamos longe foi apenas quando Lucia o levou para finais de semana. Estávamos na mesma cidade. ― Eu sei baby ― assinto e ficamos em silêncio por algum tempo. ― Eu vou agradecer e recusar o convite. ― Não! Claro que não, baby ― ela me surpreende pra caralho. ― Você vai aceitar. É uma ótima oportunidade e deve aproveitá-la. ― Você realmente pensa assim, Mel? ― levanto seu queixo, olhando-a intensamente. ― Nós acabamos de nos casar. Talvez não devamos nos separar tão precocemente ― eu não consigo segurar um gemido frustrado. ― Eu não quero ficar sem foder você por dez dias do caralho! Ela sorri do meu tom. Mas em seguida seu olhar amolece e ela suspira levemente. ― Eu também não, baby. Vou sentir sua falta a cada segundo ― sussurra. ― Mas essa é a sua vida, sua carreira, Liam. Eu não posso ser egoísta e querer prendê-lo do meu lado o tempo todo. Você é uma estrela. Não posso impedi-lo de brilhar. Jamais ― meu coração transborda de amor e

orgulho da minha mulher. E eu estava tenso pra caralho com medo de que fosse surtar com a menção de LA e dez dias longe um do outro. Acaricio o seu maxilar, os lábios cheios e deslizo a mão para sua nuca, arqueando sua cabeça antes de descer minha boca sobre a dela. Seus lábios me dão boas vindas, se separando avidamente e sua língua vem encontrar a minha numa dança lenta, sensual. Quando a libero, estamos gemendo e arfando. ― Se eu tivesse alguma dúvida a nosso respeito elas iriam embora todas agora, baby ― murmuro em sua boca, meus olhos presos aos dela. ― Porra, você acaba de me surpreender pra cacete! Ela ri e muda as pernas no meu colo me montando. ― Nós estamos construindo algo tão bonito aqui, baby ― murmura, os olhos muito brilhantes. Ela é tão sensível. Eu amo como seus olhos não escondem nada de mim. ― Eu estaria mentindo se dissesse que estou completamente à vontade com o meu marido indo a LA sozinho. Não ajuda em nada o fato de que ele é o rockstar mais quente da atualidade e toda maldita mulher queira fodê-lo ― abro a boca para falar, mas ela me cala com o indicador sobre meus lábios. ― Mas ele se casou comigo e tem mostrado todos os dias o quanto me ama. Então, eu confio nele. Eu puxo uma respiração profunda e colo nossas testas. ― Obrigado, amor ― sussurro. ― E sim, nós estamos construindo algo bonito pra caralho aqui. Pode ter certeza de que eu vou preservar isso. Eu nunca poderia magoar você, Mel. Você é o meu coração, baby ― ela exala suavemente com as minhas palavras. ― Se eu machucá-la estaria me machucando no processo. Isso é o quanto você é importante para mim. ― Você diz coisas tão bonitas, superstar ― ela diz, a voz embargada, lágrimas ameaçando transbordar. ― Eu te amo tanto. Não quero perder você. Nunca. ― Eu também te amo ― murmuro, levando uma mecha de seus cabelos para trás da orelha. ― Você não vai me perder, baby. Nunca ― afirmo, meu tom sério. ― Sei que deve estar preocupada com o que o imbecil do Chris falou em Vegas. Mas quero que saiba que o estilo rockstar já havia perdido o encanto para mim muito antes de eu chegar ao Brasil ― eu abro um sorriso provocador e

acrescento: ― tudo o mais perdeu o encanto quando desci do jato e me deparei com a bunda dos meus sonhos. Ela gargalha. ― Você não quer dizer a mulher dos seus sonhos, baby? ― arqueia uma sobrancelha bem feita. Eu coloco minha expressão mais inocente. ― Foi isso que eu disse Mel ― ronrono, espalhando beijos em direção à sua orelha. ― Não, não foi, seu tarado ― ela geme quando minha língua lambe seu lóbulo bem devagar. ― Oh, Deus! Você disse a bunda dos seus sonhos. Cravo as mãos no seu traseiro e pressiono sua boceta no meu pau. Ela mia jogando a cabeça pra trás num abandono sexy pra cacete. ― Baby, não pode me culpar quando passei dez malditos anos sonhando em fazer coisas sujas com essa bunda ― eu rosno e acaricio os globos gordos por cima do tecido fino da camisola e levanto a barra, infiltrando as mãos na pele quente. Gemo e abocanho seu pescoço, lambendo e chupando no ponto que a deixa pingando para mim. ― Humm, agora você pode, baby ― ela ronronou, o tom atrevido e safado, começando a rebolar em cima de mim. Dei um tapa forte na nádega direita e infiltrei os dedos pela fenda, massageando seu cuzinho. Ela choramingou, voltando o rosto a centímetros do meu, seu hálito quente se confundindo com o meu. ― Safada... ― rosno, puxando seu lábio inferior entre os dentes. ― Sabe o que vou fazer com você agora, minha putinha? ― pergunto, circulando seu buraquinho. Sua respiração trava. Ela ama minha boca suja. ― Ohh, não ― ela geme em lamento. ― Eu não sei ― dou uma palmada do outro lado. Ela mia. Eu rio pingando sacanagem e começo a afundar o dedo em seu rabo. ― Oh, é claro que sabe, baby ― ela geme, o som mais lindo em toda a porra do universo e eu levanto com ela escarranchada em mim e nos levo de volta para a cama. ― Eu vou amar fazer você

gritar isso em apenas alguns segundos... Melissa Eu não tive outra saída a não ser encorajar o Liam a aceitar a participação no The Voice. Não quero começar nossa vida juntos deixando minhas inseguranças e o ciúme insano falar mais alto do que o amor que sinto por ele. Eu estaria mentindo se dissesse que estou totalmente tranquila que o meu marido vai a LA sozinho e ficará por lá, malditos dez dias! Eu quero pedir para ele não ir, mas não posso. Isso seria muito egoísmo da minha parte. Eu sabia com quem estava me casando. Liam Stone é do mundo. Se eu tentar prendê-lo, ele pode eventualmente se cansar de mim, ir embora e isso eu não suportaria. Perdê-lo não é uma opção. Eu não posso me imaginar sem ver o seu sorriso de menino, ou a maneira intensa que seus hipnotizantes olhos azuis brilham quando olha para mim, ou a maneira safada com que faz amor comigo. Ele me faz sentir a mulher mais linda e amada na Terra. Portanto, eu vou ser madura como os meus trinta e cinco anos me sugerem e vou apoiar o meu marido incondicionalmente. Ele ficou tão feliz que eu o apoiei que quase me senti feliz também. Quase. Merda! Não me julguem, mas não dá para ficar feliz quando meu marido, meu lindo marido vai para a terra das celebridades mais badaladas e as vadias, digo, mulheres mais lindas e famosas do planeta. No entanto, estou tentando trabalhar com isso. Ele parte amanhã e meu coração já está apertado em antecipação. São “só” dez dias, eu fico repetindo como um mantra, mas não tem funcionado muito bem até agora. Eu jogo tudo isso para o fundo da mente e volto a olhar a interação dos caras com a fã sortuda. Edna Sousa, uma morena bonita e simpática e declaradamente apaixonada pelo vocalista da banda, que por acaso é o meu marido. A menina abraçou e beijou todos eles, mas seus olhos tinham corações quando encararam o Liam. Ele abriu aquele riso matador de rockstar e eu senti pena da pobre moça. Ela praticamente derreteu em seu lugar, mas pendurou-se nele desde então. É estranho ver essa coisa de fã enlouquecida tão de perto. Não é uma sensação boa ver seu marido ser abraçado, beijado, acariciado e cobiçado, mesmo que se trate apenas de uma fã. Porém, sei que preciso manter meu controle porque

essa cena vai ser corriqueira a partir de agora. Sim, eu vou morrer de ciúmes e, claro, desejar arrancar os cabelos das mais assanhadas, mas essa é a vida dele. Caramba! Ela acabou de passar a mão em seu peitoral? Ela não tem nenhuma noção do perigo. Estreito meu olhar sobre eles. Liam afasta as mãos errantes de Edna com um sorriso simpático. Ele olha para cima, me flagrando olhando-os e seu sorriso se transforma, os olhos azuis se incendiando com uma promessa lasciva. Eu sinto meu rosto esquentar e outras partes também... Ele me oferece uma piscadinha sem vergonha antes de voltar a atenção para a fã que não perdeu nossa pequena interação. Selena entra no escritório e a menina olha em sua direção torcendo o nariz em nítido desagrado. Oh, talvez eu tenha julgado essa garota apressadamente. Se ela não gosta da pequena vaca, nós podemos nos dar bem no fim das contas. Selena abre um riso um tanto artificial e se senta do lado de Liam no sofá. Eu quase rolo meus olhos. Ela parece desconfortável sentando meio de lado. Me ponho a analisá-la mais atentamente. Chris se hospedou no Copacabana e ela passa muito tempo com ele todos os dias. Hoje, logo depois que chegamos com a fã o irmão a chamou e ela foi correndo. Se passaram horas desde então. Seu rosto está meio pálido e um observador mais atento pode notar isso. Eu ainda tenho essa sensação estranha sobre o relacionamento dela e do irmão sinistro. Algo não bate... Edna volta seu olhar para mim e me oferece um sorriso brilhante e eu me vejo retribuindo. Há uma expressão travessa e maliciosa em seu rosto. É quase como se ela soubesse o meu segredo. Isso foi estranho. É claro que ela não sabe. Como poderia saber? Eu relaxei um pouco depois disso. Os caras foram muito atenciosos. Haviam fretado um jatinho para trazê-la de São Paulo. Isso foi muito fofo da parte deles. Eu lhes disse isso e Collin me alertou para não chamá-los de fofos outra vez, pois eles têm uma fodida reputação a zelar. Palavras dele. Eles a encheram de produtos da banda, camisetas, bandanas, braceletes de couro, pôsteres com todos integrantes da banda juntos e deles individualmente. A presentearam também com ingressos para o Rock in Rio. A menina estava explodindo de felicidade. Todos nós almoçamos num restaurante no Leblon. Como sempre acontecia o local foi fechado apenas para a banda. Entretanto, a imprensa

estava do lado de fora e registrou os caras com a Edna em muitas poses que logo ganhariam as manchetes e redes sociais. Ela não quis a Selena junto nas fotos. Droga, essa garota é muito boa. Eu sorrio discretamente do meu canto. Sim, eu mais uma vez fiquei no maldito canto! Ok, foi só um desabafo. Eu não estou mais cobrando nada do Liam. Meu lindo superstar tem me provado a cada dia que eu sou a sua escolhida. É só que dói pra caramba vê-lo posar para as fotos, enquanto eu ainda me escondo, mas sei que em breve não haverá mais segredos. Seremos apenas nós dois e o Chay. Foi um dia muito interessante e vou admitir Edna, apesar das mãos errantes em cima do meu marido, era muito carismática. Quando nos despedimos dela no aeroporto ao final da tarde, primeiro a menina fez todos ficarem à beira das lágrimas. Ela realmente era fanática e sabia cada maldita coisa de cada um deles. Impressionante. Depois quase nos deixou surdos com tantos gritos de eu te amo Liam! Antes de finalmente embarcar no jato. Edna foi mesmo a melhor escolha. Pronto, aceitei. Solto um suspiro me dirigindo ao carro sob a direção de Mat. Ele me levaria direto para casa. Meu celular zumbe na bolsa. O alcanço e abro um sorriso ao ver um texto de Liam. Liam: Baby... Não rebola a porra da bunda assim... Estou doido de tesão desde que vi você nessa saia justa do caralho! Eu estaco, meu riso ampliando. Olho por cima do ombro e o flagro segurando a porta do Ranger Rover, mas ao invés de entrar está lá com os olhos colados na minha bunda. Eu volto a andar usando um pouco mais de influência nos quadris e digito uma resposta rapidamente. Mel: Humm, isso irá levá-lo para mim mais rápido, superstar. Clico em enviar e entro no carro. Collin e Elijah estão se acomodando também. A resposta chega apenas dois segundos depois. Liam: Minha gostosa... Não vejo a hora de foder a minha mulherzinha. Vamos dar algumas voltas para despistar os paparazzi e assim que for possível vamos e parar. Eu vou trocar de carro e os cães sarnentos vêm para este aqui. Um rio de excitação corre do meu ventre para a vagina e eu gemo. Mat me olha preocupado pelo

retrovisor e os caras riem maliciosamente, encarando meu celular. Abro um riso sem graça em resposta. Rolo os olhos. Liam me faz parecer uma adolescente. Mel: Baby... Você está me deixando com tesão na frente dos caras. Isso não é legal... E, não, amor. Isso é arriscado. Os paparazzi podem flagrar essa troca e seguirem o nosso carro. O próximo texto demora um pouco a chegar. Liam: Mel, esses bastardos já nos viram em situações muito mais comprometedoras, baby... Quanto ao outro assunto, eu vou trocar de carro. Sabe por que, minha delícia? Eu quero fazer você gozar em meus dedos antes de chegarmos em casa. Meus mamilos endureceram sob o sutiã. Eu posso imaginar o seu riso sacana ao escrever-me isso. Me remexo no assento e Collin e Elijah me olham com expressões arrogantes como se soubessem exatamente o que seu líder sem vergonha e gostoso está fazendo comigo. Eu bufo e eles abrem os conhecidos risos provocadores. Roqueiros... Mel: Liam... Baby... Liam: É isso aí, baby. Eu quero a sua mão trabalhando no meu pau, enquanto eu fodo a minha bocetinha apertada com os dedos... Aposto que já está toda molhada... Diz pra mim, baby. Fala o quanto está molhada e latejando pelo meu pau... Oh, rapaz, eu mordi o lábio inferior para me impedir de gemer miserável e vergonhosamente mais uma vez. Caramba! Meu marido realmente sabe como manter as coisas quentes... Uau! As coisas realmente esquentaram quando Liam entrou no meu carro e expulsou seus parceiros para o outro. Cristo! Todos eles sabiam o que ia acontecer a partir do sorriso safado que ele me lançou quando cravou o olhar em mim. Eu me senti envergonhada, mas inegavelmente excitada. Cerca de trinta minutos depois estávamos na minha casa. Sara estava na sala de games com o Chay. Beijei meu pequeno e encarei minha irmã. Ela parecia meio tensa. Liam a beijou no rosto e começou a fazer festa com o Chay.

― Ei, você está bem, maninha? ― pergunto. Ela força um sorriso e acena. ― Preciso de um banho. Vem comigo para o quarto? ― ela acena outra vez. Uh! Sara sem comentários espertinhos? Isso não é muito comum. Na verdade, é incomum pra caramba. Subimos em silêncio. Ela se jogou na minha cama e eu fui direto para o closet e banheiro. Alguns minutos depois, de banho tomando e usando um vestido leve me sento junto dela na cama. Sara tem o controle da TV nas mãos e passa os canais rapidamente. Por fim, ela bufa e desliga o aparelho. ― Sara, você está me assustando com todo esse silêncio ― digo, deixando-a ver meu tom apreensivo. ― Eu fui agraciada com uma promoção, Mel. ― Oh, maninha! Isso é ótimo ― então eu vejo que ela não parece muito empolgada. ― O que? Isso não é ótimo? ― pergunto cada vez mais intrigada. ― Vou ter que me mudar para Hamburgo, Mel. ― Oh ― digo fracamente. ― Sim, oh ― ela suspira. ― É uma excelente oportunidade e estou balançada, na verdade. Eu seria contra. Mas não posso fazer isso quando estarei deixando o Brasil em no máximo duas semanas após o Rock in Rio. ― É tão longe, maninha ― digo baixinho e me esgueiro, deitando do seu lado. Nos viramos de frente para a outra e ficamos nos olhando. ― Minha primeira reação é dizer para não ir porque, caramba, é muito longe ― ela ri suavemente. ― Mas é a sua carreira querida. Se você foi notada pelos grandes é porque é malditamente boa no que faz e eu fico rachando de orgulho. Você já contou ao papai? ― Sim, ele acha que devo ir ― ela ri de novo e vejo mais humor dessa vez. ― O papai é praticamente um nômade ultimamente, maninha. Verdade. Nosso pai tem viajado muito em exposições. Ele intensificou suas participações em feiras de Arte desde quando Sara não era mais tão dependente. É justo que nosso pai desfrute um

pouco da vida confortável depois de ter nos criado sozinho. De repente me senti um pouco egoísta por estar indo embora sem pensar em Sara ficando aqui sozinha a maior parte do tempo. Uma ideia alternativa preencheu a minha mente. Sim, isso pode funcionar... ― Sara, o Liam está investindo na sua própria gravadora. Já falei com você a respeito. ― E? ― ela levanta uma sobrancelha receosa. ― Eu não sei se já possuem uma RP,[23] mas posso ver com ele, querida. Você não precisaria ir para tão longe... ― Você só pode estar brincado, não é? ― ela bufa alto. ― Eu não vou trabalhar perto do babaca pomposo, maninha. Sem chance. Uh! Claro. Elijah. Ele caiu muito no conceito de Sara e nem desconfia disso. Eu quase sinto pena dele. Quase, se ele não fosse um galinha. ― Você não acha que essa coisa com o Elijah já está ficando chata? ― incito e ela dá um longo suspiro. ― Eu beijei o babacão, Mel. ― O quê? ― agora isso sim me surpreendeu. ― Como assim, você o beijou? ― meu tom é definitivamente incrédulo. ― Ele me beijou, na verdade ― ela rola os olhos. ― E eu correspondi como se ele fosse uma dádiva divina. Merda! Ele provavelmente é a porra de uma dádiva na cama ― ela admite. ― Uau! Isso foi uma mudança e tanto de cenário ― digo baixinho. ― Quando foi isso? ― questiono, me recordando que ontem na casa do nosso pai, Sara saiu para o banheiro e Elijah fez o mesmo logo em seguida. Eles sumiram por um bom tempo. Franzi o cenho. Ontem eu tinha o meu marido para me preocupar. Meu pai deu uma de pai durão para cima do Liam e eu tive que ficar sempre por perto para amortecer os golpes. ― Hum, não me julgue e não me esgane por não contar antes, mas é que não me conformo de sentir tesão por aquele idiota ― lamenta.

― Quando, maninha? ― pressiono. ― O primeiro foi na noite em que nos conhecemos... ― O que? Como assim, houve mais de um? ― eu a corto e ela se contorce no que parece ser arrependimento. ― Espera aí... Na festa? Mas você o odiou de cara... Ela faz um som deselegante. ― Uh, sim. O babacão me beijou duas vezes. E eu não odeio o imbecil, apesar de ter tentado arduamente ― seus ombros caem. ― Eu passei muito tempo idolatrando o idiota para me ver livre dele assim como num passe de mágica ― ela estala os dedos. ― Eu gostaria de dizer para ir em frente, maninha, mas Elijah não parece um bom investimento do seu tempo. Ainda mais nesse momento específico em que está ainda muito frágil pelo rompimento com o André. Ela emite um som zombador agora. ― O cuzão continua me ligando insistentemente. Talvez seja uma boa aceitar essa promoção e ir arejar um pouco a cabeça. Eu preciso colocar meu coração em ordem de novo. ― E quanto a Elijah? ― pergunto. Ela me olha como se eu tivesse duas cabeças. ― O que tem ele? ― Foram só beijos, não foi? ― eu sondo. Eu não quero minha irmãzinha tendo o coração quebrado outra vez. E eu sei que Elijah tem potencial para fazer isso. Sara sempre foi deslumbrada pelo ídolo. Ela só se decepcionou com o homem, mas ele é charmoso, sedutor, safado. Uau! Será que esse é um requisito para entrar para a banda? Aceitamos apenas os mais sem vergonha, prostitutos e por aí vai... ― Foram só beijos e alguns amassos ― ela rola na cama, um gemido e olhar sonhador. ― Mas, puta merda! O homem é simplesmente um orgasmo andante. ― Ah, Deus! Você não está fazendo sentido, Sara ― reclamo. ― Foram só beijos mesmo? Tem

certeza? Ela me olha como se eu fosse uma criança na primeira aula de educação sexual. ― Será que o Liam teve você prensada contra a parede no minuto em que ficaram sozinhos na cobertura, maninha? ― ela sibila. Uh! Ok, fique calma. ― Eles são roqueiros ― completa como se isso explicasse tudo. Ouvi a minha irmã falar e falar sobre as proezas de Eliajh. Minha nossa. Bom, acho que ele o Liam, devem ter feito um curso intensivo de safadeza. Meu coração ficou meio inquieto por Sara porque se Elijah for parecido com o Liam, não vai sossegar enquanto não a tiver em sua cama. Talvez essa promoção tenha vindo mesmo em boa hora. Minha irmãzinha precisa se curar primeiro. Talvez eu também esteja sendo dura demais com Elijah, afinal se o Liam mudou por que os outros também não podem? Ainda assim, prefiro Sara longe de problemas. E Elijah no momento é problema. O homem não consegue manter o pau nas calças. Não, minha irmã teve o coração partido. Ela merece mais do que uma foda casual. Sara nos deixou antes do jantar. Chay tagarelou o jantar inteiro, treinando seu vocabulário em inglês. Eu me peguei rindo e babando em cima dos meus dois homens. Eles estão tão entrosados. Liam me flagrou olhando-os com lágrimas nos olhos. Seu semblante amoleceu e ele tomou minha mão na sua levando aos lábios num beijo terno. Eu me derreti. Assim que entramos no meu quarto após colocar Chay na cama, Liam me puxou de costas contra seu peito duro. Os braços vieram à minha volta num abraço possessivo. ― Finalmente a sós, baby ― sussurra na minha orelha, causando-me arrepios, aquecendo a minha pele. ― Eu fodidamente amo o seu cheiro ― inala profundamente meus cabelos e as mãos sobem para meus seios. Eu sorrio, gemendo, quando se apossa deles, amassando-os deliciosamente. ― Humm, obrigada pelas rosas, baby. Desculpe não agradecer antes com o nosso dia tão corrido. Elas são lindas ― murmuro, enquanto ele beija e chupa meu pescoço, me fazendo estremecer. Então,

ele para de repente, me girando nos braços. ― Que rosas, baby? ― suas sobrancelhas estão unidas e ele parece confuso. ― Aquelas ― aponto o vaso com duas dúzias de rosas vermelhas sobre o aparador. ― Elas foram entregues hoje pela manhã, logo depois que você saiu. ― Eu não enviei rosas nenhuma, Mel ― ele diz, encarando o vaso como se fosse um E.T. Quê!? ― Baby, você está brincando comigo, não é? ― falo com minha voz hesitante. ― Vou repetir. Eu não enviei porra de rosas nenhuma! ― ele rosna, seu tom é ligeiramente mais alto. Uau! Ele está encarando as rosas com um olhar assassino agora. Caramba! Que brincadeira é essa? Se não foi ele, quem, em nome de Deus me mandou as rosas? Pousei meus olhos nas lindas rosas e um frio percorreu meu corpo. Elas não vieram com nenhum cartão. Eu simplesmente assumi que ele as havia enviado. Quem enviou? E por que não se identificou?

BÔNUS ELIJAH E SARA Elijah Onze dias antes... A festa O Brasil é mesmo uma terra bonita pra caralho! Bom, eu ainda não vi muito, mas pelos peitos e bundas desfilando agora na minha frente, a música de Jorge Ben realmente se encaixa. Abençoado por Deus e bonito por natureza. Mas que beleza! [24] Meus lábios se curvam em um sorriso lento enquanto observo o burburinho à minha volta. Loiras, morenas, ruivas, mulatas. Benzadeus! Quanta saúde, senhoras. Eu ando parando quando as moças me puxam para um flerte descarado. Eu dou-lhes um minuto da minha atenção e beijo galantemente suas mãos. Elas geralmente se derretem quando

faço isso, mas o que não sabem é que quando faço isso, significa que não vou foder com elas. Falo razoavelmente bem o Português. Todos os caras da banda o fazem pela nossa convivência com o Liam desde pequenos. Ele é metade brasileiro e ama esse país. Bem, eu acabo de cair de amores pelo Brasil também, se é que me entendem... Olho em volta e não vejo a cadela em nenhum lugar ao meu alcance. Dou de ombros e continuo andando para a o terraço. A cadela é a Nat, nossa assessora, caso estejam se perguntando. É isso mesmo, senhoras. Eu tenho sentimentos pela vadia do caralho. Ela é a boceta comunitária da banda e mesmo assim, meu coração idiota insiste em ter sentimentos. Liam costuma dizer que tenho uma tendência a me apaixonar pelas vadias. Eu bufo porque é a fodida verdade. A primeira foi Nicole, no segundo ano do Ensino Médio. Pensei que eu era o único, mas acabei descobrindo que a putinha fodeu com o time de futebol inteiro. O que eu fiz quando descobri? Eu fiquei puto! Realmente puto. Mas não fiz nada. Eu continuei comendo a vadiazinha por duas razões: primeiro, eu ainda era viciado naquela boceta e, segundo, eu precisava tirá-la de dentro de mim, e eu fiz isso desenvolvendo o que chamo de O Método Elijah contra vadias traidoras. Certo, eu vou explicar melhor. Eu continuei enfiando meu pau na pequena puta até não sobrar mais sentimentos, e o ato se transformar em algo puramente físico. A menina que eu amava virou apenas um foda casual, uma boceta disponível. Quando eu gozei e não senti mais toda a loucura, a necessidade de aconchegá-la junto a mim, tinha finalmente acabado. Tem sido assim desde então. Vocês podem chamar isso de Psicologia Reversa e eu posso garantir que funciona. Uma coisa que nós, caras, temos diferente das mulheres é que nossos paus são mais importantes que nossos corações. Pois é, antes de chorarem por minha causa, tenham em mente que não sou nenhum santo. Sim, eu fui traído algumas vezes e essa merda dói como o inferno, mas o fato é que nunca fiel também, então, talvez eu seja um tanto hipócrita de esperar fidelidade quando não consigo dar isso de volta. É, senhoras, é o que eu disse. Meu pau é mais importante para mim do que a porra do coração. Esse órgão burro do caralho continua me fazendo gostar das putas, porque eu iria colocá-lo em primeiro lugar? Nat! Estou muito bem com meu pau

direcionando as coisas, obrigado. Eu chego finalmente ao terraço e... Wow! Está muito melhor aqui fora. Garotas seminuas na piscina. Meu cenário favorito. Eu deixo meus olhos absorverem toda a cena. Então eu a vejo e... Porra, aqui fora está definitivamente melhor. Meus olhos catalogam cada detalhe da silhueta sexy num vestido preto caindo no meio das coxas. Ela usa umas sandálias altas de tiras enroladas nos tornozelos. Eu amo essas merdas femininas. Continuo meu desbravamento e Jesus, que pernas! Meu pau sofreu uma guinada porque essa morena é o meu tipo de garota. Sim, eu tenho uma queda gigantesca por morenas. E essa é do tipo mignon. Deve ter no máximo 1,70 de altura, mas as pernas parecem impossivelmente longas e torneadas nas sandálias foda-me. Ela tem uma cinturinha delicada e peitos pequenos que estão bem ajustados e empinados no modelo sem alças. Longos cabelos escuros caem pelos ombros em ondas suaves. Gesticula enquanto fala com um casal, então, ela se vira e nossos olhares se encontram. Jesus! Ela é linda! Um rostinho delicado e olhos escuros que se alargam, provavelmente quando me reconhece. Seu olhar me percorre da mesma forma que fiz com ela. Quando me encara de novo, seu rosto está corado e os olhos brilhantes. Ela parece a porra de uma fada. Minha atenção está nela e somente nela. Estou hipnotizado, abobalhado, parado aqui e meu coração, sim, aquele órgão burro começa a trovejar. Eu não o acionei, porra. Ouço uma voz feminina e muito melosa me chamando e eu pisco desviando meus olhos da pequena fada para uma morena peituda dentro da piscina. Jesus! Que comissão de frente. Ela ajeita a parte de cima do minúsculo biquíni e é quase possível ver seus mamilos duros. Boa tentativa, querida. Eu concedo-lhe um sorriso e uma piscada, pronto para voltar meus olhos para a deusa morena e é quando ouço a voz de Liam me chamar. ― Elijah? ― giro a cabeça na direção da voz e vejo meu parceiro já com seus tentáculos bem enrolados na Mel, sua garota. Em seguida minha respiração para. Literalmente para, porque eles eram o casal do lado da pequena fada o tempo todo e eu estava muito ocupado comendo-a com os olhos para sequer notar isso. Se ela está com a Mel, então... Merda! Essa deve ser Sara, a irmã mais

nova e, para meu azar, noiva. Minha testa sobe em confusão. Se é noiva, por que me olhou como se quisesse arrancar as minhas roupas? Forço minhas pernas a se moverem e me aproximo deles devagar. Eu preciso manter algum controle quando chegar até eles. Merda. Ela só fica melhor à medida que me aproximo e meu pau se nega a baixar. ― Quero que conheça Sara, a irmã mais nova da Mel ― Liam fala e eu enrijeço. Porra, é ela mesmo. Para baixo, amigão. Ordeno meu pau desobediente. Não teremos sorte hoje. Não com esta, pelo menos. No entanto, não consigo conter meus olhos que bebem dela desavergonhadamente. Quando nossos olhos se encontram, eu levo um susto. Olhos castanhos sombreados por cílios muito longos me olham de volta. Mas a suavidade encantadora que me hipnotizou do outro lado da piscina não está mais lá. Ela está me encarando com o queixo levemente levantado, como se eu tivesse lhe feito alguma afronta. Jesus! O que eu fiz? Além de olhá-la como se quisesse jogá-la por cima do ombro e fugir para algum lugar privado, é claro. Seu olhar me diz claramente foda-se, idiota! Continuo a encarando à procura da conexão que sentimos antes. Ela pisca, lambendo os lábios e eu vejo. Ainda está lá, sob sua postura hostil. Se ela espera um pedido de desculpas por têla despido mentalmente está perdendo seu tempo. E é claro que também me deve desculpas por ter me olhado pedindo silenciosamente para fodê-la, quando tem a porra de um noivo. Os cantos da minha boca se elevam em um arremedo de sorriso. Essa garota só pode ser doida. Ou uma vadia, o que explica porque meu coração resolveu acelerar, entrando outra vez na equação. Lá vamos nós! ― Prazer, baby ― ronrono, estendendo a mão. ― Sou Elijah como já deve saber ― completo ampliando meu riso arrogante de rockstar. Sara rola os olhos e bufa, uma expressão entediada e desdenhosa tomando o rostinho de fada. Uau! Sim, ela é doida. ― Eu sou Sara, como já deve saber também ― diz um tanto ríspida, sacudindo minha mão efusivamente. Minha testa sobe. Estou intrigado pra caralho com essa atitude hostil. Que merda eu fiz para ela? ― Na verdade, eu gostaria de conhecer Collin. Não leve a mal Liam e nem você, Elijah ― prossegue com um brilho atrevido nos olhos castanhos. ― Ele é o meu preferido ― ela completa.

Definitivamente maluca! Quem perguntou quem é a porra do seu preferido na banda? E por que ouvila mencionar isso me irritou? Foda-se essa merda! ― Eu posso apresentá-la aos outros ― ofereço, passando a mão pelos cabelos, me sinto um pouco desconfortável. Meu charme não funcionou. Não que eu quisesse que funcionasse. A garota é noiva, porra. Minha mão ainda formiga pelo breve contato com sua pele macia. Antes que Sara responda, Nat chega se pendurando no meu braço. ― Eli, vem dançar, baby ― Nat ronrona no meu ouvido. Sua voz me irrita e eu não consigo entender porque. ― Ah, oi, Melissa e... Quem é ela? ― diz sorrindo falsamente na direção da Mel e seus olhos se fixam em Sara, que mais uma vez tem uma expressão hostil no rosto. Estreito meus olhos. Qual é a dela? Seu olhar dispara na direção de Nat e seu maxilar enrijece. Ela parece ainda mais incomodada com a chegada de Nat. Interessante. Talvez eu não tenha imaginado tudo que vi em seus olhos e na sua linguagem corporal quando me devorou do outro lado da piscina. ― É Sara, irmã mais nova da Mel ― respondo, meu olhar nunca deixando Sara nesse meio tempo. Eu posso sentir algo crepitando entre nós. Yep! Eu não imaginei. Essa coisa ainda está queimando entre nós. Abro meu sorriso mais sacana e falo diretamente para Sara: ― vou mandar Collin para você, baby. Foi um prazer conhecê-la ― seus olhos faíscam e eu me afasto com Nat a reboque. Meu corpo zumbe de excitação com a estranha interação. Olho por cima do ombro quando estávamos prestes a passar pelas portas para a sala. Wow! A pequena fada estava conferindo meu traseiro? Sim, ela estava. Um riso lento se espalha na minha boca e dou-lhe uma piscadela perversa de te peguei, baby! Ela cora, desconcertada. Ela me confunde pra caralho. Não sei qual é a porra do seu jogo, mas a boa notícia é que tenho bastante tempo para descobrir. Danço pela próxima hora com Nat e mais algumas garotas. A festa está bombando. Ainda não é como as que costumamos dar, mas dá para o gasto. Liam está obviamente com as bolas bem presas com sua doce Mel e se cagando de medo dela correr para longe quando vir o verdadeiro estilo rock’n roll. Mas estou feliz por ele. Como seu melhor amigo, tenho escutado o idiota falar sobre essa

mulher desde que tinha dezoito anos. Era muito tesão recolhido. É justo que estejam finalmente se esbaldando. Ele tem o meu apoio. O tempo todo estive consciente de Sara. Meus olhos a buscavam como se tivessem vida própria e meu pau se sacudia cada vez que nossos olhares travavam na sala lotada. Ela está com o noivo e nenhum deles parece se encaixar na animação em volta. Estão lado a lado, bebericando suas bebidas como se fossem meros estranhos. Isso ganhou a minha atenção. Isso e o fato do imbecil ficar conferindo, não muito sutil, as bundas e peitos ambulantes que passaram à sua frente. Qual é a porra do problema desse cara? Ele tem essa deusa do lado e age assim? Tenho um palpite que esse noivado vai mal das pernas. Não consigo segurar o riso com essa hipótese. Eu não vou dissecar isso profundamente, no entanto. Não agora, que vou tomar tequila do único jeito que aprecio. Divirto-me pra valer com os caras lambendo as modelos sobre o balcão. Eu adoro essa camaradagem entre nós. Entretanto, o Stone fez uma gracinha, debandando das modelos e bebeu suas doses com a Mel. Porra, o homem é mesmo um caso perdido. Eu e os caras tiramos sarro. Ele nos mandou ir se foder e tudo ficou bem. Encerro mais uma dança com uma morena deslumbrante e beijo sua mão. Como já mencionei, essa é à minha maneira muito particular de dizer: baby, você é linda, mas não estou interessado em fodêla. Vejo Liam sozinho no bar e me dirijo para lá. Avisto a cadela dando um show pornô do caralho com um cara. Uh! Espera aí... É o noivo imbecil de Sara. Minha testa franze ligeiramente, mas retomo meu caminho. Não é problema meu. Nenhum dos dois. Nat não sabe, mas está sob o método Elijah e estará fora do jogo em breve. Muito em breve. ― Aquele não é o noivo da irmã da Mel? ― pergunto, enquanto peço uma cerveja ao barman e me estabeleço no banco do lado de Liam. ― Sim, é ― ele assente e não parece nada feliz. ― Então, onde ela está? ― pergunto, tentando não ser muito óbvio. Ele ri. Ergo uma sobrancelha. ― No banheiro com a Mel.

― Bem marrentinha, ela, não? ― bufo, levando a cerveja aos lábios. Ele amplia o riso. Filho da puta, provocador! ― Ela não é de levar desaforo para casa, pelo que me lembro ― oferece e voltamos a olhar na direção dos casais dançando. Nat esfrega a bunda na virilha do imbecil e ele pega seus quadris, moendo de volta. Jesus! Isso parece receita para um desastre. ― Ela é sexy pra caralho ― deixo escapar e Liam me olha. ― Sim, ela é linda ― concorda. ― E é irmã da minha garota ― torce o nariz. ― E noiva, embora eu tenha um palpite que esse noivado já afundou há algum tempo ― nisso eu concordo plenamente. E isso me deixa ridiculamente alegre. Não consigo reprimir um riso cheio de dentes. ― A menos que saiba o que está fazendo, mãos fora, idiota ― eu bufo, rolando meus olhos. ― Sim, papai ― zombo. Nesse momento, duas garotas se aproximam de nós. Duas ruivas de olhos verdes, lindas e gêmeas. Uau! Eu sempre quis transar com gêmeas. Elas pedem dois coquetéis no bar, seus corpos roçando em mim e Liam no processo. Eu aciono meu riso descarado para a menina que está esfregando os peitos em meu braço. Conversamos um pouco e quando me dou conta, Mel está expulsando a outra de perto do Liam. Eu gargalho com a cena. A doce Mel pode se ácida, pelo visto. Bom. Ela vai precisar demarcar seu território com um ex-prostituto do rock como namorado. Eu beijo a mão da garota e me despeço. Franzo o cenho, lembrando que já beijei muitas mãos hoje. Eu preciso me arranjar. Desvio o olhar em volta à procura de uma boa foda, mas nada me atrai. ― Que porra é aquela? ― a voz irritada de Sara me faz encará-la. Sim, porra, essa me atrai. Merda! Ela está com olhos cravados no centro da sala, com os punhos cerrados ao lado do corpo, seu peito subindo em respirações rápidas. Ela parece pronta para matar alguém. O noivo idiota e a cadela ainda devem estar na porra de um show pelos gritos e vaias que ouço, mas eu só posso imaginar porque meus olhos se recusam a deixar seu corpo sexy do caralho e essas pernas impossivelmente longas, que eu imploraria para ter em volta da minha cintura enquanto enterro

minhas bolas profundamente em sua doce boceta. Ajusto-me dentro da calça, meus olhos ainda cravados na minha pequena fada. Sim, porra. Estou partindo para o ataque. Foda-se o Stone e suas recomendações. Eu a quero. E quero agora. ― Quer que te ajude a chutar a bunda daquele bastardo, querida? ― proponho e ela vira para mim. Pisca como se só agora me notasse e cora ligeiramente. Interessante o que vejo quando está desarmada. Sustento seu olhar. Jesus! Ela tem olhos encantadores. Há algo profundo, misterioso neles. É como se me conhecesse a fundo. Não sei por que esse pensamento bobo me veio à cabeça, mas foi isso que senti lá fora quando nos olhamos pela primeira vez. Como se tivéssemos uma ligação ou algo do tipo, o que é uma total sandice, porque nunca vi essa garota antes. Eu quero fodêla e ela me esnobou. É isso. Só pode ser orgulho ferido. Nenhuma mulher me rejeita, caralho! ― Você? Como faria isso? ― indaga um tanto ríspida. Uh! Certo, esqueça mesmo a porra da ligação profunda. Fada, o caralho! Ela está mais para cadela irritante, isso sim. Mas não estou recuando, baby. Não quando meu pau esteve duro, dolorido por você a noite toda. ― Dance comigo ― ofereço, tomando um gole da minha cerveja calmamente. Ela estreita o olhar no meu, olha na direção do noivo idiota e volta para mim outra vez. ― Dançar? ― ela soa meio atordoada, quase vulnerável. ― Sim, música, você e eu ― rio, provocando-a e lhe deixo saber pelo meu olhar que estou interessado e farei meu movimento agora. ― Suor, calor, nossos corpos juntos... ― levanto as sobrancelhas diabolicamente. Ela arfa levemente. ― Tem certeza que sabe dançar, idiota? ― ela se recupera rapidamente. Ela é malditamente boa e não vejo a hora de levá-la num tour até o meu quarto e fazê-la engolir esse olhar esnobe que está me lançando. Ela quer. Está escrito em todo o rosto e corpo delicioso. ― Eu odiaria ter minhas sandálias novas pisoteadas ― não consigo segurar uma gargalhada. Eu rio com vontade. Certo, ela vai me fazer trabalhar um pouco mais. Eu estou começando a gostar desse jogo de gato e rato. Vai valer a pena quando estiver montando e gozando duro em seu corpo. Porra, só esse pensamento faz

um maldito choque percorrer minhas bolas. ― Suas sandálias estão seguras comigo ― ronrono, segurando seu olhar e acrescento: ― vem, vou te dar a melhor dança da sua vida, baby ― dou-lhe uma piscada sem vergonha, e estendo a mão. Ela hesita, mudando de uma perna para outra e meu olhar faminto passeia vagarosamente pelo corpo esguio pela milésima vez. Linda. Ela me deixa em suspenso por longos e irritantes instantes. Continuo lá parado à espera da boa vontade da princesa, até que finalmente coloca a pequena mão na minha e é isso. Eu venci, baby. Eu a levo por todo o caminho até o meio da sala. As pessoas se afastam quando me veem. Elas sabem, pelo sorriso arrogante de essa garota é minha colado no meu rosto, que terão um fodido show nos próximos minutos. Sara olha o sem noção do noivo e agora eu vejo a dor em suas feições bonitas. Ela estava tentando esconder isso sob a raiva, mas eu vejo lá na forma como seus olhos brilham e ela pisca para não deixar as lágrimas caírem. Merda! Isso me incomoda pra caralho. Tomo seu queixo delicado na mão e trago seu olhar para mim. ― Ele vai se arrepender disso ― digo bem próximo do seu rosto para que ela me escute acima do som. Cristo, ela cheira bem pra caralho. ― Confie em mim, baby ― ela acena e suas feições endurecem outra vez. Uau! Uma garota durona, não é? Eu tive que segurar um riso. Ficamos nos olhando por alguns instantes. Seus lábios se entreabrem quando a puxo com cuidado. Jesus! Eu quis gemer com a sensação do seu corpo esguio colado ao meu. Sua respiração altera e as narinas tremem como se estivesse tomando, apreciando o meu cheiro como fiz com ela. Suas mãos pousam no meu peito. Estão trêmulas e frias. Essa reação é por causa do noivo, ou pela nossa proximidade? Dou um leve aperto em sua cintura e desço uma das mãos para a parte baixa das suas costas e a abro ao máximo. Sim, eu sei que vocês perceberam. Eu quero sentir a bundinha sobre o vestido. O quê? Eu nunca disse que jogaria limpo. Além disso, estou sendo solidário aqui. Muito solidário. Ela gemeu? Sim, ela gemeu e meu pau definitivamente começa a fazer parte da festa. A música Love Sex & Magic da Ciara e Justin Timberlake começa e eu agradeço o DJ pela escolha. Os olhos de Sara se iluminam.

― Eu adoro essa música ― diz, seu corpo ainda lutando bravamente para relaxar contra o meu. Rio suavemente. ― Isso é bom, querida ― sussurro bem próximo à sua boca. ― Conhece o vídeo? ― ela acena, lambendo os lábios nervosamente. ― Ótimo. Agora me ajude a chutar a bunda do imbecil ― meu coração dá um solavanco quando sou recompensado com um pequeno sorriso. Eu retribuo com um sorriso muito maior e início nosso show. Minha mão perde a altitude e aterrissa em cheio na bundinha dura e eu gemo baixinho. Ela está ofegando levemente e começo a esfregar minha virilha em sua frente, cavando cada vez mais baixo. Ela está sentindo o meu pau duro a ponto de bater pregos, mas não pula para longe. Bom. Muito bom. Jesus, eu corro o risco de gozar na calça até o final dessa maldita música. Seus braços rodeiam meu pescoço e nossos corpos se aderem mais e é simplesmente o paraíso. Deslizo a língua pelo seu queixo bem devagar, sensualmente. Ela quase dá um pulo, mas um flash passa em seu olhar e ela se acalma, percebendo que é só a coreografia. Eu rio internamente porque estou a caminho de me aproveitar, e muito, dessa coreografia. Sussurro Sara entre lambidas em seu queixo e lábios exatamente como Justin faz com Ciara. Há uma sonoridade e entre os dois nomes. Eu gostei disso. Ela geme profundamente dessa vez, não retendo nada e fecha os olhos. Linda. Minha língua desce pelo pescoço e ela relaxa, finalmente moendo seus quadris em sintonia comigo. Aperto sua bunda, puxando-a mais como isso fosse possível. Já estamos quase siameses de tão colados. ― Isso, baby. É disso que estou falando... Love Sex Magic (Amor Sexo Magia) 1, 2, 3 Go (Ciara) (1, 2, 3 Vai) (Ciara) Sex (Ciara) (Sexo) (Ciara) Here we go (talk to me)

(Aqui vamos nós) (fale comigo) (Ciara) Your touch is so magic to me (Seu toque é tão mágico para mim) The strangest things can happen (Faz as coisas mais estranhas acontecerem) The way that you react to me (O jeito que você reage a mim) I wanna do something you can't imagine (Eu quero fazer algo que você não imagina) Imagine if there was a million me's talking sexy to you like that (Imagine se tivesse milhões de mim falando desse jeito sexy para você) You think you can handle, boy (Você pensa que consegue aguentar, garoto) If I give you my squeeze and I need you to push it right back (Se eu te apertar eu vou precisar que você faça o mesmo) Eu me afogo na música sensual e na garota deliciosa em meus braços. E isso já não é mais só uma exibição para o noivo idiota. Ok, nunca foi para mim, mas posso apostar minhas bolas que Sara está apreciando nosso pequeno passeio indecente tanto quanto eu. Porra, que giro de quadril foi esse? Ela esfrega a bunda firme contra o meu pau e mói como o inferno. Merda! A coreografia. Eu giro de costas e agarro sua bunda, massageando o globo redondo, enquanto estalo os dedos. A sala inteira explode em aplausos, gritos e vaias. Eu rio e giro de frente, dando dois tapas no seu traseiro. Ele arqueia para frente. Santa porra! Sua saia curta subiu, mostrando a polpa onde a coxa termina e começa a bunda. Gemo, porque eu fodidamente amo essa parte na anatomia feminina. Meu pau pressiona o zíper da calça numa agonia nunca sofrida. Dou-lhe mais alguns tapas exageradamente

coreográficos e a puxo bruscamente contra meu peito. Estamos ambos ofegantes, suados e porra, muito excitados. A partir daí, a pequena fada dá um verdadeiro show. Nossos corpos se movimentando em perfeita sincronia, deslizando um contra o outro, nossas respirações pesadas. Eu chupo sua orelha obscenamente e minhas mãos descem pela barriga plana, pairando sobre sua pélvis. Leva tudo de mim para não avançar, cavar entre suas coxas e sentir sua boceta quente latejando para mim. Ela vira o rosto, levantando o queixo e nossas bocas ficam bem próximas. Nossos olhos travam e rimos cúmplices por um momento. Eu lambo seu maxilar. Ela ofega alto. Deslizo a língua pelo lábio inferior e não posso mais me conter, mergulho em sua boca. Oh, merda! Ela me recebe com avidez e eu exploro sua boca com ânsia. Giro-a de frente para mim e aprofundo o beijo. Uma mão em sua nuca e outra a sustentando a bunda. Continuamos a moer gostoso enquanto chupo sua língua, duro. Ela geme, eu rosno e enlouquecemos, perdidos, esquecidos da agitação na sala. ― Elijah... ― ela chora na minha boca. Jesus! Ela vai me matar. Levanto-a pelas nádegas e suas pernas enrolam na minha cintura. Porra, ângulo fodidamente perfeito. ― Deus, baby... ― minha voz sai um grunhido rouco. Ela me aperta mais pelo pescoço e voltamos a nos devorar sem cerimônia. O beijo agora é abertamente sexual, duro, tão profundo que meus lábios doem. Estamos dizendo vamos foder nesse beijo e é aí que começa a confusão... Sara é arrancada de mim com violência. É tudo rápido demais. Em um segundo ela está em braços e no outro está caída de bunda no chão. Eu desvio meus olhos para o cara enfurecido na minha frente: o imbecil do noivo. Raiva me enche quando vejo que ele a jogou no chão e eu só quero matá-lo. Agora. Avanço para ele, acertando um soco em seu nariz. O idiota cambaleia para trás. Gritos e vaias soam à nossa volta. Ele se reequilibra e vem como um touro soltando fumaça pelas ventas. Só que era sangue que descia. Me esquivo de seu ataque e o golpeio na mandíbula, levando-o ao chão dessa vez. ― Você não toca nela, seu fodido do caralho! ― esbravejo e braços musculosos me seguram para impedir de continuar a bater no infeliz. Era Greg. Mat vai para o sem noção e o levanta pelo colarinho. Sua cara é uma bagunça, mas eu quero bater mais. Tento me libertar, mas Greg é muito

mais forte do que eu. Não é à toa que é o chefe da nossa segurança. ― Sua puta! Se quer ficar com esse roqueiro idiota, que fique! ― ele ousou berrar na direção de Sara. Ela devolveu meia dúzia de palavrões para ele e se levantou. Greg rosnou para Mat o jogar para fora imediatamente, e em seguida o cara de bunda foi arrastado ainda gritando e esperneando. ― Você está bem? ― me desvencilho de Greg e dou um passo na direção de Sara. Ela dá dois para trás. Seus olhos lacrimosos estão olhando em todos, os lugares menos para mim. ― Eu só quero ir para casa. Você pode avisar a Mel para mim? ― sua voz é triste, quebrada quando ela finalmente encontra o meu olhar. ― Eu... Desculpe-me se eu te dei a impressão errada. Eu... ― ela balbucia nervosamente. ― Impressão errada? ― eu rosno. Ela estreita os olhos com a minha reação. Eu tomo uma respiração profunda e sugiro usando um tom mais brando: ― Vem comigo. Vamos para um lugar mais tranquilo. Ela bufa, revirando os olhos. Uh! Estamos de volta à senhorita irritante? ― Deixe-me adivinhar ― ela zomba. ― Seu quarto? Frustração corre em mim. Que garota mais louca. Era ela mesmo que estava me comendo agora há pouco enquanto dançávamos? Sim, era. Ainda assim, quer continuar a fingir que não há essa química inflamável entre nós. ― Sim, meu quarto ― digo, resolvido a bater de frente. Que se dane! Eu nunca precisei mendigar por uma boceta. Essa maluca não será a primeira. ― Mas pode ser em qualquer outro que você quiser, querida ― seus olhos faíscam e eu decido empurrá-la um pouco mais. ― Apenas seja honesta e admita que está louca para me foder desde quando me viu lá fora ― seu rosto fica vermelho e ela se estica toda. Meu pau decide subir outra vez. É, ele caiu com a bagunça. Nos dê esse desconto, certo? Parece que ele aprecia a petulância da pequena fada. Ela anda devagar, sedutoramente, parando à minha frente e nesse momento, sinto todos os olhares sobre nós. Sua boquinha bem desenhada se curva num riso atrevido. Sim, definitivamente o meu pau adora isso.

― Seu pau não vai chegar nem remotamente perto da minha vagina, baby ― ela sussurra para que só eu a ouça. Eu arregalo os olhos. Wow! Essa garota realmente tem alguns bons palavrões na manga e não tem medo de usá-los. Eu abro meu riso mais pervertido, me aproximando do seu ouvido e murmuro: ― Oh, uma mulher com uma boca suja. Cuidado. Posso me apaixonar por você, baby ― devolvo. ― E meu pau vai não vai apenas chegar perto, querida. Em breve você estará com a calcinha nesses lindos tornozelos, enquanto eu te fodo por trás ― ela prende a respiração. Bom. ― Vou te comer com tanta força que vai me sentir por uma semana inteira. É assim que vai ser ― ela salta para trás, o rosto vermelho como um tomate. Eu rio perversamente. Fiz bem o meu ponto. ― Greg, cuide para que Sara chegue em casa com segurança ― peço, ainda mantendo meus olhos sobre ela, que parece ter perdido seus comentários espertinhos. Nat chega se pendurando em mim, numa tentativa patética de demarcar território. Os olhos de Sara cravam na vadia e se olhares pudessem matar ela cairia morta. O que me intriga é que não sei se essa raiva é pela vadia ter dançado com seu noivo, ou por estar comigo. Uma parte bem idiota e arrogante de mim quer acreditar que seja a segunda, mas preciso analisar bem os fatos aqui. Sara, por mais confusos que sejam os sinais que me envia, presenciou a verdadeira face de seu noivo hoje. Talvez eu deva deixar essa garota em paz. Liam vai provavelmente arrancar as minhas bolas quando souber da confusão. Ela nos dá um fraco boa noite e se vira, sendo acompanhada por Greg. Sim, deixá-la em paz seria o melhor a fazer, se não fosse por um detalhe: sinto que essa garota não vai sair da minha cabeça, enquanto eu não a tiver. ― Eu não posso acreditar que você a beijou ― Nat me diz num tom cortante. ―Ela é tão sem graça ― acrescenta obviamente despeitada. Eu me viro para ela, dando um olhar duro. ― E por que isso seria da sua conta, Nat? ― eu rosno. Muito puto ainda por ter perdido minha pequena fada marrenta e gostosa. ― Eu beijo quem eu quiser ― ela se encolhe um pouco porque, para variar estamos sendo assistidos por todos. Grande. ― E sim, enfio o pau em quem eu quiser! ―

ouço alguns assovios pela última declaração. ― Eli, baby, eu só fiz um comentário ― ela se defende com uma expressão de falso arrependimento. Cadela. Mas, estou com um tesão do caralho e minha opção um foi embora. ― Eu vou cuidar da minha mão na cozinha ― chego mais perto do seu ouvido e sussurro: ― Por que não vai para o quarto e me espera na cama, nua? ― ela abre um riso brilhante e me beija duro. Dou um tapa forte em seu traseiro e me dirijo para a cozinha. Sara Onze dias depois... O jantar. Estou absorta, ajudando meu pai a arrumar a mesa. Ainda não acredito que a Mel, minha própria irmã convidou o babaca pomposo para o nosso jantar. Cristo, eu cortaria relações se ela não fosse a pessoa que mais amo no mundo depois do meu pai. Eu sei que não fez por mal. Ela convidou todos os caras da banda. Acho que foi uma tentativa de desviar um pouco o foco do seu marido. Sim, porque o Sr. Pedro Nogue não está muito contente com o fato do muito gostoso deus do rock, Liam Stone, ter arrastado a Mel para casar em Las Vegas escondido de todos. Bem, escondido do meu pai, uma vez que eu e Chay já sabíamos. Eu não consigo evitar um suspiro ao pensar sobre isso. Meu cunhado é tão lindo, apaixonado e fofo. E o mais importante, sabe foder duro, muito duro pelo que minha sortuda irmã me conta. Puta merda. Até eu fico com tesão com seus relatos. Minha Nossa Senhora dos homens gostosos! Liam Stone passou na fila da gostosura um milhão de vezes pelo visto. Mas, voltando ao babacão do Elijah. Maldito seja. Só em pensar nesse nome minhas pernas tremem e outras partes da minha anatomia enlouquecem. Eu passei anos sonhando com o ídolo. Desde o primeiro álbum da banda me transformei numa fã da DragonFly e, mais especificamente do guitarrista sexy e quente como inferno. Perdi a conta de quantas vezes me masturbei imaginando aquela boca carnuda. O homem tem uma boca feita para coisas sujas... Será que isso foi traição ao meu noivo? Merda. Acho que foi, mas isso não importa mais porque o cuzão do André está fora da

minha vida. O idiota levou anos da minha vida para acabarmos assim... Eu sabia que algo estava errado nos últimos meses. Nós, mulheres sentimos quando nosso homem perdeu o interesse. André deu todos os tipos de sinais, mas eu escolhi ignorá-los. Nos últimos meses sempre trabalhava até tarde, alegando reuniões intermináveis. Uma vez o surpreendi em seu apartamento com uma loira bonita. Os dois pareciam meio sem jeito. Ele a apresentou como sua colega de trabalho e inventou uma desculpa de que ela havia ido até lá para pegar alguns documentos. A anta aqui acreditou, mas agora vejo que ele provavelmente estava fodendo com a vadia pelas minhas costas. Eu odeio os homens! Por que eles têm que ser tão idiotas, traidores, escória? Já cogitei virar lésbica, mas isso nunca funcionaria para mim. Eu amo demais um pênis. Não aqueles de borracha. Eu gosto da coisa real, com fungadas e mordidas no cangote... Trágico. ― Está tudo bem, querida? ― a voz carinhosa do meu pai me tira da minha lamúria interior. Estávamos terminando de colocar a mesa. A campainha toca. Eu abro meu melhor sorriso engana pais. Ele sorri de volta meneando a cabeça. ― Então, esse garoto do rock fisgou mesmo sua irmã, não é? ― Oh, sim, papai. Liam Stone realmente sabe fisgar, de acordo com a Mel ― rio maliciosamente e ele faz uma carranca. ― Santo Deus! Sara, mantenha esses comentários para si mesma ― ele reclama. ― Não quero pensar na minha menina com esse pervertido do rock. Eu rolo meus olhos e vou até ele, envolvendo meus braços à sua volta. Ele me abraça carinhosamente. ― Sua menina já não é mais tão menina. Liam a ama, pai. Você vai concordar quando os vir juntos ― dou um suspiro sonhador. ― O jeito que ele fala com a Mel. O jeito que olha para ela. Cristo, minha irmã é a cadela mais sortuda do planeta! Ele resmunga. ― Olha a boca, mocinha.

― Pai, não sou mais uma mocinha faz um bom tempo ― ele resmunga de novo. Rimos nos dirigindo para a sala. ― Eu te amo velho resmungão ― ele beija meus cabelos. ― Te amo também, minha menina atrevida ― diz suavemente. Sua assistente, Emília, está abrindo a porta. Ela está com ele desde sempre. É uma morena linda na faixa dos quarenta, e ainda solteira. Eu e a Mel sabemos que nutre sentimentos pelo nosso pai, mas ele é tosco o suficiente para não notar isso, e continua comendo vadias. Ele faz isso desde que nossa mãe morreu. Diz que nunca vai se casar de novo, porque o verdadeiro amor só acontece uma vez na vida. Eu acho um discurso bem fraco, na verdade. Eu adoraria que meu pai tirasse a cabeça da sua bunda e enxergasse a mulher perto dele, mas ele é homem, no final das contas e como toda a sua raça, tem tendência a fazer merdas. Não é porque o amo loucamente que não vejo seus defeitos. Meu fluxo de pensamentos é cortado quando minha irmã entra seguida de Liam, que está segurando a mão de Chay. Eles são tão fofos juntos. Oh, Deus, tomara que ele não tenha vindo. Tomara que... Puta merda! Elijah entra e meu coração estúpido começa uma corrida de cem metros rasos. Uau! Mil vezes Uau! Ele está tão gostoso que chega a ser injusto. Usa calça jeans escura muito colada que adere às pernas deliciosas e uma camiseta verde musgo de mangas longas, puxadas displicentemente nos antebraços. Ela se agarra ao abdome e peitoral definidos. Oh, cara, alguém, por favor, providencie uma colher. Eu quero comê-lo. Desconfio que a baba esteja escorrendo no meu queixo nesse exato momento. Merda. Fecho a boca. Sim, ela estava realmente aberta. Não me culpem. Uma olhada nele e vocês verão que minha reação é perfeitamente aceitável. Seguimos para o meio da sala aonde a Mel vem nos encontrar de mãos entrelaçadas com seu rockstar quente. Uau! Liam está igualmente gostoso. Com todo o respeito, é claro. Minha irmã me dá um olhar de agradecimento por ter amaciado nosso pai antes do confronto. Disponha, maninha. Digo-lhe de volta. Ela faz as apresentações e eu fico perdida, sem jeito, quando meu pai me deixa sozinha à mercê do deus da guitarra que ainda estou tentando evitar o olhar. Controle-se, Sara. Você não é nenhuma groupie deslumbrada, pelo amor de Deus!

― Hei, Sara ― e lá se foi meu discurso mental totalmente arruinado quando ouço a voz baixa, profunda, sexy como o inferno. Obrigo-me a encontrar seus olhos e meu fôlego se vai também. Seus olhos verdes são do mesmo tom da camiseta e estão escuros, tempestuosos, carregados de malícia e certo divertimento, como se soubesse exatamente que minha vagina possui zero respeito próprio e está úmida, latejando ridiculamente. Minha Nossa Senhora das vaginas sem noção! ― Bom te ver de novo ― reviro os olhos mentalmente. Aposto que é. Galinha! ― Elijah ― digo, no meu melhor tom neutro e os cantos da boca pecaminosa sobem num de seus sorrisos zombadores. Babacão! ― E esse é Elijah, amigo e parceiro de banda do meu marido ― Mel o apresenta e eu solto a minha respiração quando Elijah para de me despir com seus malditos olhos e olha na direção do meu pai. Eles dão um aperto de mãos firme. Eu não posso deixar de olhar as mãos grandes e calejadas que estiveram sobre mim na nossa dança pra lá de indecente. A forma como acariciou o meu corpo, me enlouquecendo, me deixando quente, queimando como nunca estive com outro. Eu tenho que reprimir um arquejo. Cristo, isso tem que parar. Trágico. ― É um prazer conhecê-lo, senhor ― ele diz todo simpático e acrescenta: ― Minha mãe é uma admiradora do seu trabalho. Presenteei-a com duas de suas telas no seu último aniversário. Quê!? Estreito meus olhos no idiota pomposo e obviamente mentiroso. Elijah me encara e sorri. Cara, que truque mais sujo. Digo-lhe com os olhos. Ele amplia o riso e volta a atenção para o meu pai. ― Ah, que satisfação ― meu pai parece tão surpreso quanto eu. ― Quais telas? ― boa, papai. Vamos ver como o garoto da guitarra se sai dessa. Um riso me escapa, mas Elijah não se abala e responde: ― A Praia e Tormenta ― o imbecil responde e desvia o olhar vitorioso para mim. Merda. Ele é bom. Meu pai abre um riso satisfeito. Ele ama o que faz e como todo artista, adora ter o seu trabalho

reconhecido. ― Dê meus cumprimentos à ela, meu rapaz ― meu pai solta, já rindo como se fossem velhos amigos. Tomamos drinques antes do jantar na varanda. Seu Pedro, apesar de polido, não dá moleza para o Liam. Tadinho do meu cunhado. Meu pai tem sido muito protetor com Mel depois do seu primeiro casamento. Minha irmã viveu anos com um traste que a desrespeitou até o dia da sua morte. O nosso lindo rockstar está pagando pelos erros de outra pessoa. Eu e a Mel estivemos o tempo inteiro suavizando a conversa, esperando nosso pai pegar a dica e parar de ser um cuzão total. O quê? Eu já disse que não é porque o amo que não vejo quando faz merdas. Durante o jantar, meu pai finalmente baixa as armas. É claro que meu sobrinho lindo também teve uma grande contribuição. Meu pai sabe que Chay é muito seletivo e ciumento com a mãe, e se até o menino abriu a guarda para o Liam, ele não devia ser má pessoa. As crianças são melhores juízes de caráter do que os adultos, na maioria das vezes. Sinto uma perna dura roçando na minha e tomo um susto quase engasgando com o vinho. Olho para o idiota do meu lado e ele tem um risinho irritante curvando sua boca. É guerra que ele quer? Ok, estou dentro! ― Então, Elijah ― chamo e ele se vira para mim. ― Sua mãe é mesmo uma fã do trabalho do meu pai, ou você só disse isso para bajulá-lo? ― seus olhos estreitam ficando em fendas. Cristo, ele é tão bonito. Sacudo esse último pensamento porque isso não vem ao caso. ― Sara, o que foi isso? ― papai me repreende. Olho em volta da mesa e todos estão me olhando com expressões um tanto reprovadoras. ― Tudo bem, senhor ― Elijah diz, e eu posso sentir o riso na sua voz sexy. ― Minha mãe é realmente uma fã de artes, Sara. Ela descobriu o trabalho do seu pai numa exposição em Seattle, no ano passado, e me deu algumas dicas nada sutis de presentes de aniversário ― todos riem junto com ele. Todos, exceto eu, claro.

― Eu não me lembro de você ter ido a Seattle, papai ― digo, minha voz um pouco débil. ― Foi no mesmo período em que estive em Nova Iorque, querida. Dei uma passada rápida por lá. É uma bela cidade, Elijah ― meu pai explica e Elijah amplia o riso muito, muito irritante. ― É a globalização. Hoje em dia a arte ultrapassa rapidamente as fronteiras ― ele diz diretamente para mim, usando um tom condescendente que faz fumaça sair pelos meus ouvidos. ― E o que um cara que toca guitarra sabe sobre globalização? ― uh! De onde veio isso? Soou ridiculamente preconceituoso. Eu não sou assim. Cristo, alguém me pare. Agora! ― Sara! ― a voz do meu pai é dura. ― O que deu em você? ― me sinto uma garotinha diante de seu olhar reprovador. Tomo mais um gole de vinho para ocupar as mãos. Merda. ― O cara que toca guitarra foi para a universidade ― Elijah me faz olhá-lo. Seu tom é cortante e os olhos verdes estão escuros. Ele parece zangado e... Quente. Oh, cara. ― É claro que com a vida na estrada eu não fui para uma convencional. Existem universidades virtuais, sabia disso? Há uma coisa chamada internet, que por sinal está intimamente ligada ao processo de glo-ba-li-za-ção ― ele soletra a última palavra como se eu fosse alguma lesada. Ok, eu mereci isso. Puta merda! Ele foi para a universidade. Como eu não fiquei sabendo nada a respeito? Bem, eu não sei tudo sobre ele. Eu pensei que soubesse. ― Hum, certo. Parabéns ― digo, abrindo minha melhor tentativa de sorriso conciliador. ― Qual a sua formação? Ele me analisa por alguns instantes, então, abre o riso provocador. ― Talvez possamos falar mais sobre isso em outra oportunidade ― ele diz e só eu percebo que está se referindo ao insistente convite para jantar que tenho recusado. O homem é bom. Muito bom e eu não posso baixar minha guarda perto dele. Quando permaneço em silêncio ele volta a atenção para o seu prato, me dispensando sumariamente. ― Liam vai ser meu pai agora, vovô ― Chay informa e eu agradeço pela mudança de assunto. Seus olhinhos castanhos brilham de euforia.

― Isso é verdade? ― meu pai se dirige diretamente a Liam, que parece mais à vontade e troca uma piscadinha e um sorriso cúmplice com meu sobrinho. ― Sim, é, senhor. Eu sei que ele já tem um pai, mas para mim é uma honra que Chay se sinta dessa forma comigo, porque eu fodid... Digo, eu quero muito ser uma referência para ele ― minha irmã coloca a mão por cima da sua, ele a pega e a leva aos lábios num beijo suave. Seus olhares se encontram e a sala parece abafada com tanta coisa dita nesse olhar, tesão, paixão, orgulho e amor, muito amor. ― Chay é uma parte da Mel e eu preciso que o senhor entenda que amo tudo dela. Cada pequena parte ― ele completa não desviando o olhar da sua mulher. Puta merda! O homem abusa do direito de ser lindo e fofo. Com isso, meu cunhado equilibra o placar. Já era hora. Atrevo-me a roubar um olhar de canto de olho para Elijah e ele tem uma expressão suave no rosto enquanto observa a interação do Liam e da Mel. ― Se há algum bastardo na banda... ― Elijah se interrompe e abre um riso sem jeito. ― Digo, cara na banda que saberia cuidar bem de uma família, esse é o Liam, senhor ― oh, ele defendendo o amigo. Isso é fofo. Não, não é. Sim é. Estou me chutando na canela agora. Ele não é nada fofo. Sem chance. ― Além disso, escuto esse idiota falar sobre Mel desde que tinha dezoito anos. Ele é fodid... Hum, completamente louco por ela ― merda. Estou inclinada a gostar do babacão. Só um pouco, no entanto. Eu ainda não perdi a minha mente. Meu pai volta com sua carranca. Lá vamos nós outra vez. ― Quando ela ainda era uma mulher casada ― ele diz. É sério isso, seu Pedro? Eu quero lhe devolver a bronca agora. ― Já chega, papai ― Mel diz, seu tom mais magoado do que irritado e meu pai se encolhe um pouco. Ele não é esse fodão que quer parecer. Apenas nos trata como suas eternas meninas. ― Eu

trouxe Liam para apresentá-lo como meu marido a você porque te amo e sua aprovação é importante para mim ― meu pai toma um gole do seu vinho, obviamente para desfazer o nó na garganta. ― Mas é preciso que entenda que nada vai me fazer deixá-lo. Eu amo esse homem ― Liam aperta sua mão que ainda estava unida à dele. Mel o olha e lá vamos nós com mais um olhar incendiário. ― Amo cada pequena parte, baby ― ela sussurra, repetindo as palavras dele. Os dois dão um selinho comportado, mas isso cala definitivamente os argumentos ranzinzas do nosso pai. Arrasou, maninha! Quero ser igual a você quando crescer. ― Certo, querida ― meu pai diz em tom conciliador e arrependido. ― Fim da Santa Inquisição? ― Mel o olha com um riso brincando nos lábios e ele derrete. ― Encerrada. Prometo ― meu pai pega sua outra mão livre e deposita um beijo carinhoso. Ufa! O clima fica mais leve depois disso. Após o jantar nos dirigimos para a sala de estar, onde meu pai resolve oferecer a verdadeira hospitalidade ao seu novo genro. Meu corpo fica imediatamente em alerta quando Elijah toma o assento do meu lado no sofá. Perto demais para o meu gosto. Sua coxa dura toca a minha sempre que tem uma chance. Eu posso mudar de lugar, mas seria grosseiro. Foi só por isso que não saí. Minha decisão não tem nada a ver com a sensação gostosa que toma conta de mim quando o idiota roça a minha perna. Bom, pelo menos é isso que estou dizendo para mim mesma. Cristo, sou tão mentirosa... Eu posso sentir seus olhos sobre mim na maior parte do tempo. Acho que ele não aprendeu nada sobre o meu pai, ou queria ter sua bunda chutada também, se seu assédio nada sutil fosse percebido. Sua sorte é que as atenções estão todas sobre o Liam agora. Arrisco uma olhada e eu tinha razão, os olhos verdes estão cravados em mim. Ele ri lentamente e minha atenção cai para sua boca. Santo inferno! Que boca. Ainda posso sentir seus lábios firmemente pressionados contra os meus, me comendo no beijo fumegante que compartilhamos. Eu não sou capaz de esquecer. Eu tentei, mas creio que isso não será possível pelo próximo milênio. Na verdade, uso essas memórias toda maldita noite quando me toco. Animador.

Levanto-me, anunciando que vou ao banheiro. Minhas pernas estão um pouco instáveis, tanto pelas duas taças de vinho que tomei no jantar quanto pela proximidade de Elijah. Por que ele tinha que vir aqui hoje? Eu tenho tido algum sucesso em evitá-lo. São onze dias tentando resistir à atração intensa que sempre senti pelo ídolo e que só se intensificou quando tive um gostinho da coisa real. Puta merda. O homem tem um bom equipamento. Excelente, na verdade. Eu não esqueço a sensação quando moeu contra a minha bunda, ou contra a minha vagina, quando me agarrei a ele, abraçando-o com as pernas. Meu rosto fica em chamas ao recordar que fizemos tudo isso em uma sala lotada. Que ele é sem vergonha, descarado, nenhuma novidade, mas eu nunca fui assim. Sim, sou atrevida. Gosto de sexo. Muito, diga-se de passagem. Mas, nunca me deixei levar pelo momento de forma tão despudorada e livre. Merda. Eu gostei mais daquela experiência do que me permito admitir, essa é a verdade. Pronto. Admiti. O homem é lindo, gostoso, só que não vou agir sobre isso. Um rockstar na família já é o suficiente. Eu bufo, enquanto entro no banheiro. Elijah e família parecem não caber na mesma frase. Ele é um galinha, pelo amor de Deus! Vou até a torneira e espirro água em meu pescoço e em alguns pontos do rosto. Cristo, que calor absurdo é esse? Fecho os olhos por um instante, mas salto em seguida quando a porta se abre e o objeto dos meus pensamentos caóticos entra. 1,89 m de pura gostosura e safadeza. Eu sou fã, por isso sei sua altura exata, caso estejam se perguntando. Não, eu não sou uma perseguidora, caso estejam se perguntando também. Certo, eu vou me acalmar. É que esse cara mexe demais comigo. Eu fico louca com meus hormônios totalmente fora de controle. ― O que faz aqui? ― meu tom é muito defensivo. Ele fecha a porta e gira a chave. Oh, merda. Isso não é bom. ― Você está louco? Saia ou eu vou gritar ― ameaço, me afastando da pia. Eu devia ter ido ao banheiro do meu antigo quarto. ― Grite ― ele diz baixinho, enquanto avança devagar como um predador cercando sua presa. ― Saia! ― rosno, recuando até minhas costas baterem na parede. Ele ri, presunçoso, arrogante e em segundos está na minha frente, seus braços me prendendo dos lados nos azulejos. ― Não ― rosna de volta, os olhos escuros, dilatados e lindos. Puta merda. ― Aquilo lá na mesa

foi idiota, só para você saber ― ele sussurra, sua boca descendo bem próxima da minha. Eu ofego levemente quando sinto seu cheiro. ― Sim, foi. Desculpe-me, ok? ― digo baixinho, minha voz um pouco trêmula. ― Você realmente foi para a universidade? ― tento puxar assunto para distraí-lo. Ele ri como uma hiena, pronto para me devorar. ― Por que, baby? É preciso um diploma universitário para te foder? ― se aproxima mais e eu prendo a respiração. ― Sim, eu fui. Minha mãe guarda o diploma como se fosse uma relíquia. Eu sabia que aquela merda ia me servir em algum momento ― ele está tirando sarro de mim. Babaca pomposo! ― O que mais você exige, querida? ― sussurra. ― Vamos tirar tudo do caminho para que possa aceitar meu convite para jantar. Eu bufo alto. ― E o que seria o cardápio? ― zombo. ― Eu? Esqueça o jantar, querido. Ele solta uma risada linda. Cativante, na verdade. Eu estou ferrada. ― Eu gosto de uma garota esperta e decidida ― ele murmura quase tocando meus lábios. Porque eu ainda não o empurrei é um mistério para mim. ― Esqueçamos o jantar, então ― seus olhos estão fumegantes agora, violentando os meus. ― Vamos apenas foder. Meu corpo treme e minha calcinha fica instantaneamente alagada. Puta que pariu. Solto uma risada desdenhosa, tentando esconder o quanto me afeta. ― Me surpreende que você consiga transar ― bufo. ― Suas cantadas são de morte, amigo. Ele me presenteia com outro riso lindo. Merda. ― Oh, você achou que estava te cantando? ― olho-o em confusão. Seu riso se torna arrogante. ― Eu não preciso, baby. Sua calcinha está toda molhada e sua boceta latejando desde o momento em que passei pela porta da sala mais cedo ― ele inala profundamente e enfia uma mão em meus cabelos, puxando, mantendo-me cativa. Eu gemo miseravelmente. ― Tem uma história aqui. Inacabada.

― Não tem nada. ― rebato. ― Por que não volta para sua cadela loira? ― uh! Isso saiu cheio de despeito. Ele percebe, é claro. ― Isso não tem nada a ver com ela ou qualquer outra ― ele não nega. Isso me incomoda e dói pra caramba. É por isso que não posso ceder aos caprichos da minha vagina. Ela o quer. Cristo, quer desesperadamente, mas não sou uma foda casual. Nunca serei. ― Isso é entre nós. Eu não consigo parar de pensar em você desde que senti seu gosto ― seu tom baixo e sexy viaja em mim. Seu corpo cola ao meu e ele solta um gemido de aprovação, quase de saudade. Eu arquejo quanto sinto seu pau duro na minha barriga. ― Eu vou te beijar agora ― ele sopra em meus lábios. ― Não, não vai ― eu o empurro. Ele ri perversamente e sua mão livre cai para minha bunda, amassando, puxando-me. Afasta as pernas e mói direto na minha pélvis. Puta merda! Tento empurrá-lo mais firme, mas ele parece uma rocha. Literalmente. ― Baby, isso foi um protesto patético ― zomba, continuando a me torturar. ― Tente com mais afinco, dessa vez ― ele rosna, puxando meus cabelos. ― Babaca! ― tento com mais afinco, mas é inútil. ― Acabou? É só isso? ― tento acertá-lo entre as pernas, mas ele se esquiva rapidamente e empurra seu corpo, esmagando-me contra a parede outra vez. ― Agora eu vou te beijar e não há nada que possa fazer sobre isso, minha pequena fada ― ele avisa e seus lábios se apossam dos meus, tomando tudo, devastando como um maldito conquistador romano. Minha língua traidora o encontra no meio do caminho e ele a chupa com força. Choramingo, enquanto seu pau acerta o meu clitóris repetidamente numa dança erótica. Eu me rendo, puxando-o pelo pescoço e o beijo de volta com tudo que tenho. ― Isso, baby. Dê isso para mim. Não retenha mais nada ― sussurra com a voz rouca, lambendo a minha língua. Mordisco seus lábios e nos perdemos. Nossos lábios, línguas e dentes se provocando numa fome mútua. Deus, ele sabe beijar. Suas mãos sobem pela minha barriga até os seios e eu ofego quando os acaricia sobre o vestido. Num segundo as alças descem pelos meus

ombros e ele se afasta um pouco. Os olhos verdes caem sobre meus pequenos seios desnudos e escurecem mais, parecendo encantados. É lisonjeiro. Meus seios não são lá grande coisa, mas o olhar que me dá agora me faz sentir como se tivesse dois airbags. Ele geme e enche as mãos neles, sem desviar o olhar do meu. Eu choramingo e sua cabeça desce lentamente. Oh, cara. Eu pendo a cabeça contra a parede, fechando os olhos com a sensação dos lábios indecentes chupando meus seios juntos. Ele brinca com os mamilos, rolando a língua deliciosamente. Minha calcinha pinga agora. ― Oh, Deus. Elijah... ― balbucio o seu nome sob a doce tortura. Ele passa a sugar com mais força, mamando em mim tão forte que sinto o sangue aquecer na minha pele. Sua boca sobe pelo pescoço em lambidas e chupadas, enquanto eu gemo sem cessar. Puta merda. ― Me deixe fazer você gozar, baby ― sussurra eroticamente no meu ouvido. E uma mão desce procurando a barra do vestido. ― Preciso saber como você é gozando. Eu preciso disso ― ele chupa um ponto atrás da minha orelha e eu me derreto, minhas pernas bambeando. Seu braço livre me firma, enrolando na minha cintura e ele sobe pela minha coxa. Tranco a respiração, ansiando seu toque na minha muito necessitada vagina. ― Porra, tão fodidamente molhada ― grunhe quando desliza os dedos sobre a minha calcinha. Afasto mais as pernas, dando permissão silenciosa e ele não perde tempo, afastando o tecido úmido para o lado. Ele me tortura, massageando meu clitóris e quando mete dois dedos em mim eu mordo o lábio para não gritar de tesão. ― Jesus! Tão apertada, tão gostosa, porra! ― rosna e começa a me foder devagar a princípio. Nossos olhares permanecem trancados, vendo a reação do outro. Intenso pra caramba. Nunca fiz nada parecido. Sua boca se fecha em meio seio direito e eu lamento com seu assalto duplo. Estou tão perto. Olho em sua calça e sua ereção gigante está ameaçando rasgá-la. Não sei de onde veio tanto atrevimento, mas me vejo levando as mãos para seu jeans. Ele geme em aprovação, mas não larga meu seio. Abro seu botão e zíper e estou numa corrida louca em busca de seu pau. Puta que pariu! Eu deixo escapar uma exclamação quando o sinto. É enorme e grosso. Minha mão não o abarca. Mais

sucos jorram em minha vagina e ele sorri, fazendo cócegas contra a minha pele. Arrogante. Cristo, mas com um pau, desses o cara tem o direito de ser arrogante. Puta merda. Consigo finalmente tirá-lo livre do jeans e cueca e o bombeio suavemente, meus olhos deslumbrados e um pouco assustados. É lindo pra caralho. Sem trocadilhos. Elijah para seu ataque nos meus seios e traz a boca para a minha. Não nos beijamos, apenas ofegamos, enquanto trabalhamos em busca do nosso alívio. Deslizo os dedos pela cabeça espessa e pego o pre-sêmen espalhando em seu eixo. Ele geme e fecha os olhos, os lábios levemente abertos. Lindo demais. Seus dedos cavam profundo dentro de mim e ele os puxa. Lamento. Ele ri e espalha meus sucos pelo seu pau. Oh, cara, isso é muito quente. Então, ele volta a me preencher e nos bombeamos duramente agora. Seus dedos entrando fundo, girando, massageando as paredes e nervos, enquanto o polegar gira no clitóris. É o céu. Minha mão desliza mais facilmente em seu eixo com mais força, apertando-o. Deleito-me com seu tamanho e virilidade. Ele rosna em aprovação. Estamos os dois quase lá. Continuamos nos olhando. Eu gemo, começando a estremecer a beira do orgasmo. Cristo, esse vai ser épico. ― Isso, pequena atrevida. Você é uma menina má, não é? ― ele sussurra na minha boca. Os olhos vidrados de tesão. ― Eu amo uma putinha safada, atrevida. Goze para mim! Goze, para mim, porra! ― e eu quebro com seu comando. O orgasmo me atingindo onda após onda, minha pélvis rebolando em sua mão. ― Linda pra caralho! Fodidamente linda! ― sua boca toma a minha, abafando os gemidos e ele estremece. Sinto seu pau engrossar e logo em seguida o sêmen desce na minha mão, grosso, pegajoso. Nossas línguas se lambem. Nossas respirações rápidas são pesadas no espaço confinado. Nunca fiz nada tão proibido, sujo, gostoso. Puta merda. Ele afasta nossas bocas e me dá um olhar safado, e eu sei que vai ser praticamente impossível fugir dele depois disso. Seus dedos me deixam devagar. Ele os chupa sem quebrar nosso olhar. Estou abismada, olhando-o com encantamento, sem ao menos piscar. Sinto sua mão em meu pulso, obrigando-me a libertá-lo. Eu gemo com a perda de sua carne quente, inchada, pulsante. Ele traz minha mão suja para a minha boca e sem pensar sobre isso eu chupo meus dedos, limpando seu sêmen. Merda. Como é que vou me

recuperar dessa experiência quente do caralho? Elijah é um vulcão. Eu chupo tudo. Ele abre um riso sexy e arrogante e me beija outra vez. Nossas línguas compartilhando nossos gostos. É mais lento, sensual e saciado, mas com uma promessa de muito, muito mais. Ele quebra o beijo e se afasta para a pia. Recompõe-se rapidamente. Eu me forço a fazer o mesmo sobre minhas pernas ainda trêmulas. Ficamos em silêncio surdo por um tempo. Que merda acabei de fazer? Eu fodi um cara no banheiro social do meu pai! Cristo, muito ruim. Não a experiência, isso foi épico, mas me sinto meio mal no contexto geral. Então, me vejo obrigada a falar. ― Ótimo, então, está feito ― ele ergue uma sobrancelha, os olhos verdes brilhando com divertimento. ― Nós dois gozamos. Foi ótimo. Obrigada. Ele me olha por um momento e ri daquele jeito lindo. ― Baby, isso foi só um aperitivo. A experiência completa você terá amanhã, no nosso jantar ― murmura, se aproximando. Eu me afasto. Ele levanta as mãos em rendição. ― Sem mais toques, por enquanto, prometo. Reviro os olhos. Isso vai ser difícil. ― Não haverá jantar, Elijah ― digo, meu tom sério. Eu preciso que ele entenda e desista para a minha própria sanidade. Eu não consigo lidar com um cara como ele. ― Eu não quero. Isso aqui foi um episódio isolado. Não vai mais acontecer. Ele fica sério por um momento, como se considerasse me deixar em paz, e eu me vi em conflito. Eu adoraria ter uma aventura com um rockstar quente. Mas, isso não é para mim. Eu sei que aconselhei a Mel a fazer exatamente isso. Só que a história dela e do Liam é diferente. Eu tinha esperanças que eles prosperassem porque havia sentimentos. Entre eu e Elijah não há sentimentos. Não da parte dele, pelo menos. Meu coração está quebrado e confuso, e eu não preciso judiar do pobre coitado mais ainda nesse momento. ― Isso não acaba aqui e você sabe muito bem disso ― diz indo para a porta, destrancando-a. ― Isso é o seu ego falando garoto da guitarra? ― provoco. Ele se vira para mim. ― Eu não faço

foda casual ― repito mais para mim mesma do que para ele. ― Bem, acabou de fazer, querida ― ele parece zangado agora. Uau! Roqueiros... ― E nós dois sabemos também que eu poderia ter enterrado minhas bolas em sua pequena e doce boceta ― meu rosto fica vermelho de vergonha porque ele tem razão. Eu não o pararia. ― Vejo que concorda. Bom. Muito bom ― ele gira a maçaneta e me olha por cima do ombro. ― Você vai jantar comigo para encerrarmos adequadamente ― seus olhos brilham zombadores. ― Sim, baby, você será o cardápio. Ele sai, me deixando trêmula e desesperada porque seu olhar deixou claro que ele vem com tudo atrás de mim, e é certo como o inferno que não vou conseguir resistir. Merda. Um grande e sonoro MERDA!

CAPÍTULO VINTE Melissa Selena entrou no jato. Liam seguiu atrás, mas parou antes de entrar e se virou para mim. Eu deixei meus olhos correrem pela figura impressionantemente bela do meu marido. Ele estava trajando o mesmo estilo de quando o recepcionei há vinte dias, jeans, camiseta branca simples e uma jaqueta de couro preta. Ele agitou a mão direita. Eu espalmei a minha no vidro traseiro do Range Rover. Ele levou a dele aos lábios, beijando e em seguida a repousou sobre o coração. Lágrimas picavam meus olhos. Eu havia prometido a ele que não ia chorar. Puxei uma respiração e desci o vidro. Fiz o mesmo gesto para ele. Liam riu uma última vez e sumiu no interior da aeronave. Eu observei o jato taxiar, meus olhos turvando a cada centímetro que ele era levado para longe de mim. Eu não sabia por que estava com esse pressentimento comprimindo meu peito. Eu solucei, e as lágrimas rolavam sem cessar nas minhas faces. Eu nem tentei esconder meu estado de Mat, que voltou para dentro do carro. São só dez dias. Continuo repetindo. Apenas dez dias e teremos a vida que planejamos. Eu

recoloquei o cinto de segurança. Mat me ofereceu um lenço com uma expressão solidária em seu rosto. Eu balbuciei um fraco agradecimento antes de assuar o nariz deselegantemente. É, esse não é meu melhor momento. Eu me mantive firme na frente do Liam porque ele não precisava de uma mulher chorosa e carente ao seu lado. Ele precisava de uma mulher forte. Eu serei essa mulher. Sei que posso, mas agora me deixem chorar, ok? ― Fique tranquila ― Mat disse com sua voz de barítono. Ele era um bom rapaz. Meio assustador à primeira vista, mas achava que essa cara de mau fazia parte do seu negócio, ou eles não intimidariam ninguém. ― Estou com os caras desde o começo e nunca vi o Stone agir assim com uma mulher. Isso deveria me acalmar, mas estranhamente me fez chorar mais. Meu lindo superstar. Eu sei que ele me ama. Eu também o amo loucamente, mas às vezes isso não é o suficiente. Mat franziu as sobrancelhas loiras sobre os olhos castanhos. Coitado, ele deveria estar achando que sou doida. Apressei-me em falar: ― Obrigada, pelo lenço e por me dizer isso, Mat ― gaguejei, minha voz nasalada por causa das lágrimas que ainda caíam. Caramba! Eu sou uma bagunça. ― Eu não sei por que estou aqui me debulhando em lágrimas ― bufei, desdenhando de mim mesma. ― Quero dizer, são só dez dias. Ele riu um pouco e assentiu, mas seu olhar dizia claramente: mulheres... O carro deslizou para a saída do aeroporto e caímos num silêncio confortável. Apoiei minha cabeça no encosto do banco e fechei meus olhos. Meu celular zumbiu e eu o retirei da bolsa imediatamente, porque eu sei quem está me chamando. Quando confirmei que é uma mensagem de Liam, meus lábios se curvaram num riso, enquanto novas lágrimas surgiram. Deus! Eu devo estar na TPM. Liam: Baby... Shhh, pare de chorar. Eu ri, meu peito ficando mais leve só com essas poucas palavras. Mel: Como você sabe que estou chorando, baby? A resposta demorou um pouco para chegar.

Liam: Por que eu sinto, Mel. Eu sinto cada pequena coisa sobre você. Se existe essa coisa de almas gêmeas, você é fodidamente a minha, baby. Agora, deixe as lágrimas irem embora. Prometame. Eu ri, chorei e funguei ao mesmo tempo. Mat me olhou pelo retrovisor ainda preocupado. Mel: Você sempre diz as coisas mais perfeitas, amor. Eu vou sentir a sua falta absurdamente, mas vou deixar as lágrimas irem. Prometo. Liam: Essa é a minha garota. Eu preciso desligar, amor. O jato vai decolar. Mas antes, quero repetir mais uma vez: você me tem, baby. Apenas você, ninguém mais. Nada vai nos separar. Eu prometo. Nunca se esqueça disso. Eu amo você. Agora limpe esses olhos bonitos e me dê um sorriso. Assim que chegar a LA eu ligo. Bjos do seu marido fodidamente apaixonado. Eu limpei os olhos, determinada a não deixar mais lágrimas caírem e abri o sorriso que ele me pediu, enquanto digitei minha resposta. Mel: Pronto, amor. Estou sorrindo agora. Obrigada por me alegrar e sim, essa coisa de almas gêmeas existe. Você é a minha, baby. Bjos da sua mulher, às vezes insegura e chata pra cacete (rsrs, peguei emprestado). Eu te amo, superstar. Nunca se esqueça disso. Encerrei provocando-o com esse termo para deixá-lo saber que já me sentia melhor. Bem melhor. Cliquei em enviar e antes de guardar o aparelho, passei meus dedos sobre a foto na tela. Liam e Chay na sala de games. Os dois rostos sorridentes lado a lado. Eu amo essa foto. Eles estão tão espontâneos, felizes. Suspirei e guardei-o, recostando a cabeça no assento outra vez. Meus olhos se fecharam e minha mente voltou para a noite de ontem. Não consegui evitar um riso. Depois que meu muito ciumento marido destruiu as belas rosas, sim, ele destruiu, esmagou todas elas, uma por uma diante de meus olhos estupefatos. Ele rosnou que nenhum filho da puta ia ficar bancando a porra do Dom Juan com a sua mulher. Liam é doce na maior parte do tempo, mas há duas coisas que o deixam extremamente arrogante: sua música e eu. Não vou ser presunçosa de me colocar antes da sua carreira porque eu sei o quanto a banda é importante para ele. Liam se acha senhor das duas coisas.

É meio homem das cavernas, mas ele fica superquente quando está com ciúmes e zangado. O sexo é simplesmente incrível. Ele me fode sem sentido. Eu não gosto de vê-lo zangado comigo, mas caramba, a forma como ele toma meu corpo, como me faz implorar por ele, como me deixa mole sem saber o que me atingiu depois, me diz que devemos brigar mais vezes... Ele arrancou meu vestido e calcinha sem muito cuidado, rasgando-os no processo e me mandou ir para a cama. Eu estava trêmula e um pouco assustada com sua reação, mas absurdamente excitada e obedeci sem discutir. Liam era ciumento e possessivo. Isso ele deixou mais do que claro quando estivemos em São Paulo e encontramos Miguel Soares. Ele simplesmente aniquilou o homem bem na minha frente, sem nem ao menos pestanejar. Eu vi a mesma tensão e raiva queimando nas profundezas azuis naquele momento. Liam arrancou suas roupas rapidamente e ficou lá em pé ao lado da cama, os olhos azuis escurecidos, comendo cada centímetro do meu corpo. ― Abra as pernas para mim ― ele rosnou, começando a se masturbar na minha frente. Eu fiz o que disse, e seu olhar incendiou quando pousou na minha vagina já molhada. Seus lábios curvaram no conhecido riso de rockstar arrogante. ― Se toque. Eu quero que goze para mim, enquanto eu observo ― caramba! Ele nunca me pediu isso antes. Seu rosto ainda estava tenso, claramente zangado. Além disso, não me chamou de baby nenhuma vez. Malditas rosas! ― Baby... ― eu lamentei. Ele levantou uma sobrancelha e agitou o punho em seu pau gigante. Eu chiei outra vez, mas levei minha mão lentamente para a vagina. Seu olhar estava grudado entre minhas coxas e eu, de repente fui invadida com uma onda de poder, ousadia e uma pitada de safadeza. Ele gosta quando sou safada, então vou dar isso à ele. Abri meus lábios melados e esfreguei meus dedos bem devagar. Ele assobiou, seu punho quase parando os movimentos. Eu gemi quando toquei meu clitóris e me senti mais encorajada pela sua reação de puro encantamento mesmo sob a raiva, então acariciei meus seios com a outra mão. Ele lambeu os lábios, prendendo o inferior com os dentes e me lançou um olhar perverso. Mais sucos jorraram no meu canal. Eu arqueei as

costas da cama e continuei me tocando, enfiando as pontas dos dedos. Eu podia sentir o orgasmo se formando. Minha respiração acelerou, entrecortada e eu fechei meus olhos. Ouvi sua risada pingando sacanagem. ― Pare, Mel ― o quê? Eu gemi em lamúria. ― Mas, eu não... ― ele riu mais e subiu na cama devagar. Seu olhar zombando da minha miséria. ― Não se preocupe, baby, você vai gozar muito ― ele grunhiu e suas mãos acariciaram a parte interna das minhas coxas, descendo para a virilha. Eu tremi e gemi baixinho. Estava tão sensível, tão perto... Eu gritei quando sua língua lambeu toda a minha vagina. Mas ele ignorou o clitóris propositalmente. Lamentei, fazendo uma nota mental para nunca mais receber rosas que não sejam do meu marido. ― Me diga como quer gozar primeiro, minha gostosa ― ele mordeu meus lábios não muito suavemente e minhas costas arquearam outra vez. Ele riu e deslizou dois dedos na minha vulva. ― Diga, baby. Será que é na minha língua? Hum? ― ele deu uma lambida superficial no meu montinho inchado e recuou. Droga! ― Em meus dedos? ― ele me fodeu duramente e eu gemi enlouquecida, meu corpo todo à sua mercê. ― Ou prefere o meu pau enterrado até o talo nessa pequena boceta? Oh, Deus! Estava tão perto... Eu me remexi, rebolando em seus dedos e ele parou. O cretino parou. Eu rosnei de frustração. Ele riu com vontade, enquanto retirava os dedos e se arrastava para cima de mim, seu corpo grande, firme, cheiroso esmagando o meu sobre o colchão. Seu punho se enfiou em meus cabelos da nuca, me fazendo arquear as costas e seus olhos queimaram de tesão antes de descer a boca quente e macia sobre meus seios. Ai Deus, eu rolei os olhos quando puxou minha coxa direita para seu quadril e senti a cabeça avantajada provocando, deslizando na minha vagina. Estremeci, minha respiração travando quando acertava repetidamente meu clitóris, massageando-o. Eu o abracei, miando, choramingando, pendurada no limite. Ele raspou os dentes nos meus mamilos, rolou a língua, em seguida sugou muito duro e eu me deixei gozar. Ondas escaldantes varreram meu ventre e vagina. Ele sorriu baixinho, presunçoso e satisfeito consigo mesmo, enquanto lambia meus

mamilos. ― Eu amo saber que posso fazer minha mulher gozar assim, baby ― sua voz rouca era quase livre de raiva. Eu achei que me fazer gozar aplacou um pouco seu homem das cavernas interior. ― Será que você ainda vai receber rosas que não são do seu marido, Mel? ― ele perguntou num tom apertado, se posicionando na minha entrada. Eu ainda estava descendo do meu orgasmo, atordoada, trêmula. Gritei quando ele se enfiou numa estocada lenta e profunda. Sua mão puxou mais meus cabelos e sua boca pairou sobre a minha. Eu arquejei. ― Eu quero ouvir, minha delícia. Será que você ainda vai receber rosas do caralho quando eu não as enviei? ― ele girou o quadril e se retirou quase todo, e eu gemi desavergonhadamente. Ele rosnou e meteu tudo de volta. ― Aiii, Deus! Liam... Baby... Eu não vou, amor. Não vou... Caramba! ― eu chorei, enquanto ele metia com força, rosnando, rugindo como um animal selvagem. Cada arremetida mais profunda que a outra e eu me desmanchei, abraçando-o com a outra perna, me deixando ser saqueada pelo meu superstar deliciosamente zangado. Nossas bocas estavam quase se tocando, mas ele não me beijava e eu lamentava cada vez que batia profundamente em mim, querendo tudo dele. Será que ele achava mesmo que isso era uma punição? Sim, ele estava sendo duro, muito duro, mas eu conseguia lidar com seu lado áspero no sexo. Liam não era exatamente suave na cama. Ele gostava de foder duro. Às vezes me amava gentilmente, mas na maioria das vezes me pegava com força. Eu não vou reclamar disso... ― Você não tem ideia do quando eu te quero ― rosnou na minha boca. Suas duas mãos entranharam em minha nuca, me fazendo gritar, ofegar e tremer cada vez que flexionava o quadril, me comendo em estocadas fortes. ― Eu fico louco em saber que algum filho da puta está cobiçando o que é meu ― ele deu um giro indecente de quadril, moendo todos os meus nervos internos e eu comecei a sofrer espasmos, sentindo o segundo orgasmo rasgar através da minha espinha. ― Você é minha, Mel! ― ele praticamente gritou, metendo em mim sem dó. Eu gemi, estremecendo quando seu pau avantajado tocou meu ponto especial e gozei com força chamando seu nome em doce lamento. ―

Minha! Só minha, baby ― ele levantou minhas pernas moles para seus ombros e estocou fundo. ― Ninguém vai tirar você de mim, Mel! Está ouvindo, amor? Ninguém. Vai. Tirar. Você. De. Mim. ― ele pontuou cada palavra com um golpe duro, rasgando minha vulva com seu tamanho e espessura. ― Ohh, Deus! Eu sou sua, amor ― eu miei sem forças, enquanto ele continuava me fodendo sem trégua. Nossos corpos já estavam suados e arfando ruidosamente. Seu rosto era um conflito entre tesão, amor e raiva. ― Você sabe disso, baby. Completamente sua ― ele rugiu alto e desceu minhas pernas, caindo em cima de mim, sua boca tomando a minha num beijo duro, de posse. Chupou a minha língua com fome até que estávamos sem fôlego e desceu a boca para meus seios, mamando, enquanto bombeava em meu canal. Me deu um tapa na bunda e saiu de mim, me virando de bruços. Suas mãos seguravam firmes meus quadris, me colocando de quatro. Enfiei o rosto no travesseiro e gemi alto quando ele se afundou de novo, se alojando bem fundo. Ele enrolou uma mão em meus cabelos e arqueou minhas costas, a outra cravando a carne do meu quadril. ― Eu preciso que goze para mim outra vez, baby ― grunhiu, desacelerando, metendo em mim com golpes lentos, moendo gostoso na minha bunda. Suas bolas massageando meu clitóris a cada vez que entrava até o cabo. ― Porra, estou tão perto, amor. Deliciosa... ― ronronou, me puxando para cima contra seu peito. Estávamos os dois de joelhos. A mão do quadril subiu para meus seios e eu gemi quando os amassou, puxando os mamilos. A mão em meus cabelos continuava firme. Ele chupou meu pescoço e eu comecei a sentir mais um orgasmo vindo. ― Isso, minha gostosa, safada. ― rosnou no meu ouvido, chupando, lambendo e mordendo meu lóbulo. Minha respiração era superficial. Estava esgotada, mas queria gozar mais uma vez para ele. Liam acelerou as estocadas. Eu gritei perdida, louca de tesão. Era muito gostoso assim. Ele enrolou a mão em minha cintura e meteu com força. ― Goze comigo, minha delícia! Goze, baby! Eu quero sentir minha bocetinha apertando meu pau bem forte ― eu desci uma mão e comecei a me tocar. Ele assaltou, chupou minha orelha toda, do jeito que eu amava e meu corpo entrou em colapso. ― Ohhh! Liam! Sim! Goze em mim, baby! Eu quero sentir você gozando dentro de mim ―

choraminguei e ele rosnou, metendo fundo, furiosamente, sacudindo meus seios violentamente. ― Porra, que gostosa... Ohhhh! Baby, vou gozar! Porra, sim! Vou gozar em você ― grunhiu, sua voz tensa e seu pau inchando em meu canal. Caiu por cima de mim, minhas pernas cederam e ele me esmagou no colchão, me montando, puxando meus ombros para alavancar seus golpes. Sua boca chupou meu pescoço, mordendo o meu ombro e eu gozei, miando embaixo dele. Um segundo depois seu corpo grande estremeceu e ele urrou, gozando também, me enchendo com sua carga potente de esperma quente. ― Cacete... ― balbuciou, ainda me comendo, seu quadril moendo, girando dentro de mim. Seus lábios espalhavam beijos molhados em meus ombros. Eu ronronei baixinho. Seu coração estava batendo loucamente nas minhas costas. Suor pingava, ensopando os lençóis. Ele deu mais uma estocada funda. Eu abri a boca, mas não saiu nenhum som. Meus olhos pesaram, uma letargia tomando conta de cada célula do meu corpo. Ele sorriu suavemente, deu mais alguns beijos reverentes em minhas costas e se retirou com cuidado. Eu achei que tivesse desmaiado por alguns instantes, porque quando abri os olhos, minha cabeça estava apoiada em seu peito amplo e suado. Seus braços me envolvendo possessivamente, me mantendo bem juntinho dele. Nossas respirações estavam normalizando. Eu virei meu rosto, depositando beijos suaves em seu peito. Levantei meu olhar para seu rosto e me deparei com seus olhos azuis preocupados. ― Eu machuquei você, baby? ― seu polegar deslizou pelos meus lábios. ― Não, amor. Claro que não ― eu disse, observando a apreensão sumir aos poucos do seu belo rosto. ― Eu gosto quando é mais duro ― eu senti meu rosto corar com a admissão. Ele me brindou com seu sorriso lindo, relaxado, suas safiras brilhando com um toque safadeza para mim. ―Eu te amo, baby ― sussurrei. Seu olhar ganhando um brilho suave e sua boca desceu sobre a minha. Era um beijo lento. Nossas línguas se lambiam, se acariciavam numa dança sem pressa. A calmaria depois da tempestade. Caramba! Que tempestade... ― Eu também te amo, baby ― ele murmurou entre beijos. ― A simples ideia de algum filho da puta estar assediando a minha mulher me deixa muito puto ― ele grunhiu.

― Eu percebi ― eu ri contra seus lábios. Ele riu também. ― Eu sou sua, baby, você sabe disso. ― É claro que você é ― ele rosnou. ― E vai continuar sendo. Uau! Ele ficava tão quente assim, todo macho, possessivo. Deus! Acho que nós dois precisamos trabalhar nosso ciúme. ― Totalmente de acordo, meu lindo superstar ciumento ― ele riu meio a contragosto. ― Mat vai se encarregar de descobrir quem é esse bastardo sem noção ― eu rolei meus olhos. ― Baby, eu não gosto nada de saber que vou ficar longe por dez dias, enquanto um imbecil de merda está enviando flores para a minha mulher ― Cristo, ele realmente empacou nesse ponto. ― Baby, vamos esquecer isso por enquanto, ok? ― pedi, passando minha perna por cima das coxas musculosas. ― Amanhã você vai para longe de mim. Eu quero curtir o meu marido até o último segundo ― ele deu um suspiro vencido. ― Não vamos pensar em nada, amor. Nada além de nós dois aqui nessa cama. Ele rolou por cima de mim, mantendo seu peso sobre antebraços. Eu abri as coxas para acomodálo. Eu amo seu corpo em cima do meu. Amo a forma como seus olhos passam reverentemente por cada detalhe do meu rosto, como se eu fosse a coisa mais preciosa para ele. Seus polegares passavam sobre os meus lábios numa carícia suave. Eu levei minhas mãos para seu rosto e ronronei, me deliciando com a textura da sua barba bem aparada. ― Só nós dois, Mel ― ele sussurrou, nossos olhares presos. ― Nunca haverá ninguém entre a gente. Nós não vamos deixar, baby. Nunca. Meu peito aqueceu e meus olhos arderam. Eu amo esse homem. Eu amo absurdamente esse homem. ― Nós não vamos deixar, baby. Nunca ― repeti em um murmúrio, enquanto seus lábios se apossavam dos meus, selando nossa promessa. Um longo suspiro deixou meus lábios quando eu retornei da nossa noite muito, muito movimentada... Pedi a Mat para ligar o sistema de som e logo a voz de Marisa Monte preencheu o

pequeno espaço, dando sequência na pasta que eu o Liam ouvimos todo o caminho até o aeroporto. A música Não Vá Embora soava num volume agradável, enquanto o carro me levava para meu compromisso com a The Horses. E no meio de tanta gente eu encontrei você Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio E eu que pensava que não ia me apaixonar Nunca mais na vida Eu podia ficar feio, só, perdido Mas com você eu fico muito mais bonito Mais esperto E podia estar tudo agora dando errado pra mim Mas com você dá certo Por isso não vá embora Por isso não me deixe nunca, nunca mais Por isso não vá, não vá embora Por isso não me deixe nunca, nunca mais ― Você fez o quê? ― repeti incrédula na frente do muito arrogante Bob Cash. Eles estavam em um duplex na Barra. O lugar estava um caos quando cheguei há pouco. Homens e mulheres seminus. Pasmem, alguns estavam nus mesmo por toda a sala. Parecia que essa sim, foi uma festa no estilo rock'n roll. Cristo, eu não queria nem imaginar o que rolou ontem por aqui. Os outros caras estavam obviamente desmaiados com algumas groupies em seus quartos. Bob levou o copo de uísque à boca e encostou-se à borda da mesa do escritório. Eu ainda estava na porta, parada. Ele estava vestindo um roupão de seda preta. Sim, antes que me perguntem, ele é um colírio para os olhos, mas é muito cheio de si para o meu gosto. Ele é moreno, cabelos e olhos negros. As mangas curtas davam a visão de seus dois braços tatuados completamente. Ao contrário de Liam, que possui tatuagens em um limite

aceitável, esse homem aqui pintou grande parte do seu corpo. Tem gente que aprecia. Não é o meu caso. ― Sim, baby, eu mandei a outra assessora embora ― seus olhos passearam por minhas pernas e subiram devagar pelo meu corpo. Os olhos brilhavam maliciosamente quando me encarou. ― Ela não era tão agradável de olhar. Eu bufei baixinho, revirando os olhos. Ele é tão abusado. ― Em primeiro lugar, não deveria tê-la mandado embora. Ela é muito eficiente e seria capaz de acompanhá-los nos eventos que farão antes do Festival ― adentrei o recinto com passos firmes e profissionais. ― Em segundo, eu já pedi para não me chamar assim. E terceiro, uísque não é um pouco forte para começar o dia? Ele abriu um riso sedutor e descartou o copo com a bebida sobre a mesa. ― Está vendo? É por isso que falei para a outra se mandar. Ela não é tão durona ― seus olhos piscaram com humor e ele ficou realmente bonito. ― Além disso, ela não é tão bonita quanto você. Eu já disse o quando está linda hoje? Eu bufei outra vez, tirando meu laptop da bolsa e me sentando em um dos sofás de couro. Parecia que esse é o único cômodo intacto depois da festa de ontem. ― Você pode vestir uma roupa para passarmos a agenda? ― pedi quando levantei os olhos e ele ainda estava lá, apenas me despindo mentalmente. ― Eu tenho outro compromisso em uma hora. ― Com o Stone? ― ele perguntou, tomando assento no sofá de frente para mim. Ok, então, ele não ia se vestir. ― Com a DragonFly ― respondi sem tirar meus olhos da tela. Ele sorriu baixinho. ― Não precisa ficar toda tensa porque mencionei o Stone ― meus olhos foram para ele e tentei sondar sua expressão. ― Ele é um idiota se realmente deixou uma mulher como você escapar, sabia disso? Eu voltei a olhar a tela. Isso seria difícil. Mas não correria desse presunçoso. Este é o meu

trabalho. Já fui assediada antes. Bob Cash não era o primeiro. Eu consigo tirar isso de letra. ― Quarto, minha vida pessoal é assunto meu, Bob ― falei, usando meu tom mais profissional. Ele levantou as mãos em rendição, mas seus olhos brilhavam maliciosos, me deixando saber que ia continuar com seu flerte descarado para cima de mim. Liam Selena foi para sua casa, graças a Deus. Um carro da gravadora veio buscá-la assim que aterrissamos no LAX[25] . De jeito nenhum eu ficaria com ela respirando no meu pescoço. Mel não ficaria contente com isso. Ela perguntou umas mil vezes onde Selena ia ficar. Eu garanti que não seria na minha casa, mas mesmo assim, sei que não é uma situação confortável. Somos dois ciumentos, essa é a verdade. Eu fiquei muito puto quando vi as rosas do caralho no quarto da Mel ontem. Ciúmes demais não é bom, precisamos aprender a controlar essa merda. Sei que parece hipócrita pra caralho me sentir assim apenas com a mera possibilidade de um bastardo qualquer estar cobiçando a minha mulher, quando eu fiz isso quando era casada com o Raul. Acho que é exatamente esse o ponto. Eu fiz todos os tipos de coisas sujas com ela nas minhas fantasias. Por isso, não quero nenhum filho da puta sonhando com o que é meu. Finalmente meu. Ela estava tão linda, toda surpresa e excitada, muito excitada com a minha explosão, principalmente pela forma como a “castiguei”. Não consegui reprimir um sorriso ao recordar a noite de ontem. Era verdade que estava puto pelas rosas, mas estava também apreensivo com todo o tempo que ficaríamos longe. Fodemos, nos amamos, fodemos de novo e encerramos com sexo oral. Ela me deu a porra do seu boquete imbatível e eu caí na cama, acabado, mas com um riso enorme e idiota no meu rosto. Ajustei-me discretamente na calça. Cacete! Já estou morrendo de saudade dela. Seriam dez longos dias do caralho. O sol brilhava lá fora, enquanto o SUV cortava a Pacific Coast em direção à Malibu. Uma dor de cabeça começou a me perturbar. Os efeitos do fuso estavam aparecendo. São ainda 15h00min. Parecia que eu havia rodado, rodado e não tinha saído do lugar. Era estranho pra cacete. Massageei

minhas têmporas e Jéssica, assessora de imprensa e Personal Stylist da banda, me entregou uma garrafa de água e um Advil para a dor de cabeça. Eu agradeci com um sorriso, antes de engolir o comprimido e tomar um grande gole da água. Ela parecia carregar tudo na bolsa. Sempre foi assim desde quando éramos pequenos. Jess é prima de Elijah e também cresceu conosco. Ela era a única garota no nosso grupo. Eu acho que teríamos arrumado algo para ela tocar na banda se tivesse inclinação para a música. ― Como você está? Digo, com essa loucura da imprensa em cima das suas duas mulheres? ― seu tom provocador, me fez encará-la do meu lado no banco traseiro. Ela é linda. Uma loira alta de olhos azuis. Ei, antes de pensarem mal de mim, eu vou explicar. Jess e eu namoramos quando adolescentes, mas foi uma coisa boba e quando terminamos, não ficou nenhum ressentimento. Ela é tão minha amiga quanto os caras. É uma pena que não tenha muita sorte no departamento de relacionamentos. Jess teve pelo menos meia dúzia de bastardos que só queriam se aproveitar dela. O último ainda me ferve o sangue só de lembrar. O filho da puta a espancou quando terminou o namoro. Claro que eu e Elijah demos uma lição no infeliz. Ela é como uma irmã para nós. Ninguém fode a nossa família. ― Há-há-há ― resmunguei. ― Não tenho duas mulheres e você sabe muito bem disso, espertinha ― disse de volta. Ela assentia, claramente zombando de mim. ― Há apenas uma. Foda-se a mídia! Ela me ofereceu um sorriso e me disse séria: ― Eu estou feliz que conseguiu driblá-los e ao asqueroso do Chris. Estou ansiosa para conhecer a Mel ― meu coração aqueceu com a menção da minha mulher. ― Eu também estou. Você vai amá-la, Jess. Mel é uma mulher incrível ― eu disse e me ajeitei, apoiando a cabeça atrás no encosto do banco. Meus olhos estavam pesando uma tonelada. ― Sim, deve ser. Do contrário você não teria se casado com ela ― sussurrou e pausou por um instante. ― Durma um pouco. Ainda faltam quarenta minutos para chegarmos ― disse suavemente e acrescentou: ― Eu abasteci o freezer e seus armários. E como estou me sentindo uma boa samaritana hoje, vou fazer o jantar.

― Fazer-me o jantar não vai livrá-la do fato de ter invadido a minha casa. Posso processá-la por invasão de propriedade privada ― resmunguei, fechando os olhos sob os óculos escuros. Ela riu, não levando a sério minha ameaça. Depois disso, dormi todo o percurso até minha casa. A primeira coisa que fiz quando entrei no meu quarto foi me livrar das roupas, ficando apenas com a boxer. Peguei meu telefone e sorri para imagem na tela. Mel e o Chay sorriem para mim de volta. Minha família. Liguei para ela e sai para o terraço. Um suspiro alto deixou meus lábios quando me deparei com o cenário familiar das ondas quebrando há alguns metros. Porra, eu amo esse lugar. Os caras também possuem casas nessa mesma praia. Mas isso não os impede de invadir a minha o tempo todo. Cães sarnentos. Debrucei-me sobre a grade de metal, sentindo a maresia no rosto. ― Oi, amor ― a voz ansiosa da Mel atendeu no primeiro toque. Eu ri, adorando o fato de ela estar esperando a minha ligação. ― Hei, baby ― ronronei. ― Acabo de chegar em casa e já estou louco de saudade. Ela suspirou do outro lado. ― Eu também, baby ― riu suavemente e ouvi vozes ao fundo. ― Você chegou bem? ― Sim, ainda estou meio zonzo do fuso, mas nada anormal. Quem está aí? ― perguntei, acendendo um cigarro e puxando uma longa tragada. ― Sara e Chay ― ela sorriu. ― Estamos fazendo uma festinha do pijama. Ela vai dormir comigo hoje. ― É bom que Sara está aí, baby ― murmurei, soltando a fumaça. ― Mas queria ser eu nessa festa do pijama. Ela riu sedutora e é como se eu pudesse ver os olhos amendoados brilhando para mim. ― Se fosse com você não haveria nenhum pijama, baby ― ela disse baixinho, e ouvi claramente o riso da sua irmã. ― Você me conhece tão bem, Sra. Stone ― minha voz caiu para um tom baixo e sedutor. Puxei mais uma tragada. ― Ainda posso sentir sua boquinha deliciosa em volta do meu pau ― disse com

um gemido no final, a fumaça sendo levada e se desintegrando no ar. Ela gemeu na linha. Eu ri baixinho. ― Humm, você é tão sem vergonha, Sr. Stone ― sua voz era mais abafada. Ela deveria ter corrido para o banheiro com meu ataque direto. ― Você está no banheiro, baby? ― provoquei. Ela bufou, rindo levemente. ― É impossível conversar com você diante da minha irmã e meu filho de apenas seis anos. É vergonhoso ficar ofegando e gemendo o tempo todo ― reclamou, mas não havia realmente repreensão em seu tom. Ela ama nossas conversas sujas ao telefone. ― Eu queria que estivesse aqui comigo, amor ― respirei profundamente. ― Eu também, baby ― ela sussurrou e havia uma saudade tão latente em sua voz que minha vontade era pegar o jato de volta imediatamente. ― Eu vou passar a agenda de gravações amanhã e assim que tiver uma folga, eu quero você aqui ― ela ficou em silêncio por um momento e eu continuei: ― Para mim seria muito apertado ir e voltar, mas você pode vir, não é, baby? Um final de semana. Eu vou ficar louco sem você aqui. ― Liam... Baby... ― ela hesitou. ― Isso não é muito apropriado. Não concordamos em nos manter em sigilo até o Rock in Rio? Eu tenho a sensação de que os paparazzi em LA são muito mais ferozes e antenados em você do que os daqui do Brasil. Eu suspirei porque ela estava malditamente certa. Aqui a loucura era completa. ― Okay ― disse, meio de birra, dando outra tragada do meu cigarro. ― Eu só queria a minha mulher aqui comigo por um fim de semana. Estou louco que veja a casa. A nossa casa ― suspirei um pouco teatral. ― Nesse momento estou diante de uma das vistas que eu amo e me relaxa depois de uma longa turnê. Mas ela não parece mais a mesma porque agora está faltando a coisa mais importante: você do meu lado vendo o pôr do sol fodidamente perfeito de Malibu ― Ela riu um riso tão lindo e eu sei que estava perto de ganhar. Bem perto. ― Eu preciso de você aqui, amor. Diz que vai pelo menos pensar sobre isso.

― Tão melodramático, superstar ― eu ri com seu tom leve. Estava no caminho certo. ― Você estava pensando nisso no momento em que aceitou a proposta, não é? ― era uma pergunta retórica, por isso não respondi, apenas ri. Ela acabou rindo também. Porra, ela já me conhecia tão bem. ― Você é tão deliciosamente louco e sedutor, baby. Sabe que é praticamente impossível resistir a você, não é? ― ela bufou. ― Oh, é claro que você sabe. ― Obrigado, amor ― eu ronronei, me sentindo a porra do dono do mundo nesse momento. ― Eu não disse que vou ― ela ronronou do outro lado. ― Baby, você sabe que vem ― sussurrei, meu peito leve pela possibilidade de vê-la no fim de semana. ― Estou no terraço do nosso quarto, de frente para a praia. Há uma grade de metal bem grossa. A praia é privada ― pausei um instante e injetei a quantidade certa de sacanagem em meu tom. ― Eu vou comer você aqui, enquanto vemos o por do sol ― ela ofegou alto. Bom. Muito bom. ― Vou dobrar você sobre a grade e me enterrar por trás até o cabo na minha bocetinha perfeita. ― Caramba! ― ela exalou alto. ― Eu perdi, superstar. Eu vou, ok? ― eu gargalhei. ― Mas é só porque o cenário que descreveu parece bem... Interessante ― eu ri com vontade dessa vez. Eu. Porra. Amo. Essa. Mulher. ― Eu te amo muito, sabia disso? ― murmurei, amassando meu cigarro no cinzeiro sobre a grade. ― Eu sei, amor ― sua voz era levemente embargada. ― E eu te amo muito também. ― Eu vou fazer todos os arranjos. Mal posso esperar para ter você aqui ― minha voz saiu emocionada também. Isso, entre nós, era a coisa mais intensa, avassaladora que já senti. Ninguém vai se colocar em nosso caminho. Nós não vamos deixar. ― Liam, você pode me dá uma força no jantar? Ou você só espera sentar o traseiro acomodado e comer? A voz provocadora e muito alta de Jess me fez virar para vê-la atravessando as portas duplas da varanda. Ela não se deteve quando me viu em pouca roupa. Isso era corriqueiro por aqui. Não havia muitas cerimônias entre nós.

― Quem está aí com você? ― Mel soou ligeiramente apreensiva. Merda. ― Eu ouvi a voz de uma mulher, baby? ― Sim, amor ― disse com naturalidade. Eu não tinha nada a esconder. ― Jessica Allen, nossa assessora de imprensa, que também é prima de Elijah. Silêncio. ― Hum, eu sei quem é. Porque ela está fazendo o jantar na sua casa? ― eu podia sentir a tensão vindo em ondas pelo aparelho. ― Nossa casa, baby ― eu corrigi suavemente, porque sabia que ela deveria estar a ponto de surtar nesse momento. ― Nós crescemos juntos. Jess é uma garota incrível, você vai gostar de conhecê-la ― mais silêncio. Jess franziu as sobrancelhas, obviamente percebendo que criou um clima e fez mímica indicando que estaria lá embaixo na cozinha. Eu acenei levemente e me virei para o mar outra vez. ― Ela é só uma amiga que está fazendo um favor, uma vez que quero ficar em casa sossegado, Mel ― ela suspirou do outro lado e eu desse. ― Baby, não há nada que deva se preocupar em relação a ela. Você vai confirmar isso no fim de semana ― abaixei um pouco a voz, tentando voltar ao clima descontraído de antes. ― Você confia em mim? ― É claro que confio, baby ― ela respondeu rapidamente. ― Eu não confio nas vadias, digo, mulheres de LA! ― eu tinha vontade de rir com sua explosão, mas me mantive na linha. ― Por falar em confiança, não era você que estava triturando rosas ontem à noite? ― ela alfinetou. Uh! ― Baby, eu confio em você ― eu me defendi imediatamente. ― Não confio é no filho da puta que mandou a porra das rosas! ― ela bufou do outro lado. Caímos num silêncio desconfortável depois. Cacete! O que estamos fazendo? ― Eu já sinto a sua falta, baby ― murmurei, a deixando saber que a porra do ciúme estava sendo varrido para longe. ― Sinto pra caralho. ― Eu sei, amor ― ela exalou baixinho. ― Eu também sinto sua falta terrivelmente. Isso é normal? ― seu tom parecia tão frágil e meu peito apertou.

― Perfeitamente normal, porque estou cogitando pegar o jato de volta nesse exato momento. Ela riu, o som rico vibrando através de mim pelo telefone e a tensão se dissipou. ― Eu te amo, baby ― disse baixinho. ― Eu vou ligar mais tarde. ― Eu também te amo, baby ― ela sussurrou. ― Vou voltar para Sara e Chay. ― Dê um oi aos dois por mim. Um beijo bem suculento nessa boquinha linda e talentosa ― provoquei. ― O mesmo para você, amor ― ela riu e desligou em seguida. A primeira gravação do The Voice foi muito divertida. Eu acho que vou gostar de trabalhar com o Levine. Ele é um cara do bem. Tirando o fato de a minha mulher ser uma fã fervorosa dele, posso levar o resto numa boa. No final da tarde, aproveitei para falar com meus advogados pessoalmente sobre as novidades da investigação. O que eles me disseram me deixou mais desconfiado de que tudo foi mesmo uma armação do Chris. As meninas da festa vivem no subúrbio de LA apenas com o padrasto. A mãe morreu há dois anos. Os vizinhos disseram aos investigadores que a casa nova onde a família vive atualmente foi construída em menos de três meses. O padrasto está rodando num carro novo. Os vizinhos suspeitam que está metido em atividades ilegais. Bom, eu acredito que sim, mas vou além. Tudo indica que o homem está vendendo as enteadas em festas de celebridades como a que participei há seis meses. Infelizmente isso é bem comum em LA. Eu sei, é uma merda, mas é a verdade. Sintome sujo, envergonhado, enojado de ter feito parte disso por tanto tempo. Acredito também que no caso dessa festa, especificamente, o padrasto deve ter ganhado uma bolada, porque as meninas foram muito machucadas. Chris deve ter desembolsado muito dinheiro. Ele está metido nisso até o pescoço e não vejo a hora de poder desmascarar o infeliz e tirar de vez essa mácula da minha consciência. Preciso estar limpo para a vida que quero construir com Mel. Ela merece o melhor de mim e é isso que vou dar à ela. Sempre.

CAPÍTULO VINTE E UM Liam Quatro dias. Quatro dias do caralho! Quem foi o bastardo que disse que dez dias passavam rápido? Ah, sim, fui eu mesmo antes de vir a LA. Eu sou um idiota. Os dias não passam rápido quando a mulher que você ama está em outro hemisfério, porra! Os dias se arrastavam numa lentidão do caralho. Mas tirando o fato de que meu pau estava gritando o nome da Mel, minha estadia em LA tem sido proveitosa. Minha participação no The Voice atraiu boa publicidade para a banda e estou conseguindo excelentes contatos para a minha gravadora. Tem muita gente talentosa perdida por aí que só precisa de uma oportunidade. Estou feliz de ter sido convidado. Minha mente já fervia de excitação, antecipando o momento em que seria dono de mim e do meu destino. Eu e os caras mandando em nossos narizes. Fodidamente perfeito. As coisas avançaram também com meus advogados. Eles estavam trabalhando duro junto com a equipe de investigadores que contrataram para esclarecer aquela noite nebulosa. Hector Lopez, padrasto das meninas estava sendo observado de perto. Parecia que a sorte estava conosco, porque o imbecil era um viciado em jogo e perdeu quase tudo que conseguiu vendendo as enteadas. Além disso, ele colecionava desafetos na vizinhança. Um dos vizinhos e ex-parceiro de jogo a quem Hector deve dinheiro, reconheceu a foto de Chris e entregou aos investigadores que o havia visto visitar o antigo barraco da família em várias ocasiões no período que coincide com a data da festa. Isso confirmava minhas suspeitas. O maldito Hart armou para mim. Cristo! Eu só queria torcer o pescoço do infeliz até ver a vida deixar seus olhos. Ele não tinha o direito de tentar me ferrar, porra! Muitas fotos foram apresentadas no decorrer da semana e algumas eram das garotas. Sim, elas realmente eram jovens como eu me lembrava, seus rostos ainda carregavam traços inocentes. Longos

cabelos loiros e olhos verdes vívidos que não perderam o brilho, apesar da vida que levavam. Elas dificilmente teriam mais de dezessete anos. A imagem delas machucadas povoava minha mente e eu de repente me sentia na obrigação de fazer algo por essas meninas. Veja bem, eu não tenho a intenção de ser a porra do bom samaritano, sei que não vou alterar a ordem das coisas salvando essas garotas. A prostituição é a profissão mais antiga e praticada no mundo todo. Mas, há uma diferença entre quem vai voluntariamente para essa vida e aquelas que não têm opção. Esse é o caso dessas meninas. Eu sentia, olhando em seus rostos, que eu poderia a diferença ao menos nesse caso. Elas têm sido exploradas pelo infeliz que devia protegê-las e isso por si só me enojava. Não sabia como Mel reagiria a isso, mas eu precisava fazer algo. Não dava apenas para me livrar da situação e virar as costas sabendo que continuarão sendo usadas pelo padrasto. ― Hei, mais uma noite em casa? ― a voz de Jess me fez virar para olhá-la. Ela havia saído com algumas amigas. Antes que se perguntem o que ela faz aqui depois da meia-noite, Jess pediu para ficar comigo por uns dias, pois seu apartamento estava com uma infestação de ratos, baratas, ou algo assim. Eu gosto de tê-la por perto, faz meus dias menos miseráveis. Ela desfilou suas pernas muito longas num vestido azul minúsculo e se sentou no sofá à minha frente. ― Quem é você e o que fez com Liam Stone? ― ela riu, desabotoando as sandálias. Eu bufei, puxando uma longa tragada do meu cigarro, jogando as pernas na mesinha de centro. ― Você voltou cedo ― resmunguei. Ela encolheu os ombros e andou descalça até o bar, puxando uma cerveja de dentro do freezer. ― Eu sabia que você estaria aí sozinho, todo suspiros pela doce Mel ― ela provocou, voltando para o sofá, tomando um pequeno gole. ― Eu estou muito bem, obrigado ― resmunguei de novo, soltando lentamente uma espiral de fumaça. ― Eu nunca pensei que fosse viver para ver isso ― ela meneou a cabeça, tomando grande gole

dessa vez. ― Hum, haverá uma festa amanhã. Gostaria de ir comigo? Eu prometo ser seu escudo e não deixar sua legião de admiradoras enlouquecidas se aproximar. Considerei por alguns instantes. Melhor não. No meu segundo dia, ela me arrastou para a porra de um jantar beneficente e uma foto minha foi parar nos tabloides. ― Obrigado, mas estou bem ― recusei. ― Você está tenso pra caralho, sabia disso? ― ela riu provocante, os olhos levemente desfocados, indicando que estava ligeiramente embriagada. ― Precisa ter o seu pau chupado, pelo menos. Se quiser posso arranjar alguma vadia da sua imensa lista e que manterá a boca fechada depois, já que suas bolas estão presas com sua mulher. Qualquer pessoa em seu lugar eu mandaria se foder, mas em vez disso ri não me alterando com sua oferta. Jess era assim mesmo, desbocada. Quando estava alcoolizada, perdia o filtro. ― Você está bêbada, por isso vou fingir que não se ofereceu para me ajudar a trair a minha mulher ― ela revirou os olhos, entediada. ― Oh, pelo amor de Deus, Li ― ela tomou mais um gole, esticando as pernas sobre a mesinha também. ― Ela nunca saberá. Além disso, não é uma traição, tecnicamente falando. Eu bufei, esmagando meu cigarro no cinzeiro sobre a minha coxa. ― Bem, eu saberia e isso já seria suficiente. E ter o meu pau chupado por uma mulher que não é a minha é considerado traição, de acordo com a minha cartilha. Eu com certeza me sentiria traído se Mel tivesse sua boceta chupada por outro cara ― eu torci os lábios em escárnio. ― Na verdade, eu mataria o filho da puta. Jess gargalhou, jogando a cabeleira loira para trás. Estreitei meus olhos, catalogando sua figura bonita. Ela apenas bebeu? Pergunto-me e ela passou a mão direita sobre o nariz, fungando no processo. Um gesto clássico de quem andou cheirando. ― Você cheirou? ― mandei a queima-roupa. Seus belos olhos azuis se arregalaram atordoados e, porra, desfocados. Ela não estava bêbada como pensei. Ela cheirou a porra da coca! ― Responda,

Jess! Ela assentiu e eu rosnei, me levantando. Eu precisava de uma cerveja. ― Não é preciso esse drama ― ela levantou, me seguindo em direção ao amplo bar no canto direito da minha sala. ― Eu tenho tudo sob controle. Foi só um pouco... ― Me diga que isso não é por causa daquele imbecil de merda ― eu abri furiosamente minha cerveja e tomei um grande gole. Ela se empoleirou sobre a bancada. Seu vestido subiu, me dando um vislumbre da calcinha, uma vez que nem se incomodou em fechar as pernas. ― Isso não é por causa dele ― ela sussurrou em um tom estranhamente baixo e frágil. ― Foi só um pouco. Uma diversão, Liam ― eu enfrentei seu olhar duramente. Ela rolou os olhos. ― Jesus! Você não é mais divertido. ― Enfiar cocaína em seu sistema não é diversão, porra! ― eu rosnei e ela se encolheu com meu tom. Eu tomei uma respiração calmante. ― Com que frequência tem feito isso, Jess? ― Muito pouca, papai ― ela zombou. Eu rangi os dentes. ― Sério, Li, não é um grande evento, eu juro. Uma das minhas amigas tinha um pouco e dividimos. Foi só. Eu a observei em silêncio me recostando no freezer. ― Você precisa deixar a merda com aquele idiota ir, Jess ― seus olhos brilharam fixamente sobre mim. ― Eu não consigo deixar ir ― sussurrou e pulou para o chão. ― Eu vou dormir. ― Jess? ― segurei seu pulso quando estava passando por mim. Ela se virou, os olhos cheios de lágrimas. Eu descartei minha garrafa sobre o balcão e a puxei para meus braços. ― Ei, não fique chateada comigo, ok? Só não quero que encha seu corpo dessa porcaria ― ela suspirou, enlaçando minha cintura. ― Prometa-me que vai se cuidar, que vai ficar longe dessa merda, querida ― eu me afastei o suficiente para olhá-la nos olhos. Ela acenou com as lágrimas caindo e isso cortou meu coração. ― Ei, nenhum homem merece suas lágrimas e muito menos que coloque drogas em seu sistema ― ela acenou de novo. Eu decidi deixar o clima mais leve. ― Quando não está parecendo

um panda com maquiagem escorrendo, você é linda e vai aparecer alguém na hora certa ― ela me bateu com força no ombro. Eu bufei, fingindo tédio. ― Cacete, onde estão a porra dos homens de LA? Foi a vez de ela bufar. ― Os homens daqui são todos uns verdadeiros filhos da puta ― eu não consegui segurar uma risada. Ela abriu um riso meio a contragosto. ― Garota, você fala como a porra de um marinheiro ― provoquei. Seus olhos ganharam um pequeno brilho. ― Aprendi com os melhores ― ela murmurou. Sua mão tocou minha face direita antes de se inclinar e depositar um beijo suave na minha bochecha. ― Boa noite, Li. Ah, e obrigada por chutar o meu traseiro ― ela se afastou já parecendo como a garota que conheci a minha vida inteira. ― Disponha, querida ― eu ofereci muito condescendente e ela riu, pegando as sandálias junto ao sofá. Eu a observei até sumir no topo das escadas, meu riso sumindo completamente do rosto. Não podia acreditar que Jess estava nessa merda. Elijah precisava saber. Além de mim, ele era o único que ela ouvia. Andei até o sofá e o chamei, mesmo sabendo que o idiota deveria estar na cama. O assunto era sério. Ele atendeu no primeiro toque, o que me surpreendeu. ― Ei, idiota, é tarde pra caralho aqui, sabia disso? ― ele bufou. ― Ou cedo, depende do ponto de vista. Eu ri e me sentei, elevando as pernas sobre a mesinha outra vez. ― Você atendeu no primeiro toque, o que me diz que não interrompi seu maldito sono de beleza ― o bastardo riu. ― Porra, você parece mal-humorado, irmão. Aconselho-o a obter pelo menos um boquete antes que suas bolas fiquem azuis ― eu podia imaginar o riso de merda que abriu agora. Rosnei. ― Por que, porra, todos querem meu pau chupado hoje à noite? ― eu rangi os dentes. ― Para seu

governo, meu pau tem muito bom gosto ― ele bufou com desdém. ― Mel está chegando depois de amanhã, então, não precisa se preocupar com minhas bolas, irmão. ― Jesus Cristo! Eu morreria entediado se fosse condenado a comer a mesma boceta por mais de uma semana ― ele zombou. ― Por que está acordado a essa hora? ― decidi ignorar sua alfinetada. ― Está na cobertura? ― Sim, eu estava sem sono ― ele soltou suspiro com uma pitada de frustração. ― Uh! Para alguém que provavelmente teve o pau chupado, até que está bem ranzinza também, irmão ― ele fez um som muito deselegante do outro lado. Eu ri. ― O que há com você? Onde estão os caras? ― Os caras saíram para pegar algumas bocetas ― ele soltou. ― E você não foi por quê? ― meu tom era incrédulo. ― Eu não estava a fim, ok? ― uh! Ele definitivamente não teve o pau sugado hoje. ― Hum, parece que foder uma variedade de bocetas também entendia, afinal ― eu não consegui reter a provocação. ― O inferno que entendia ― ele rebateu. ― Eu só não estava no clima ― ficou em silêncio por alguns segundos. ― Então, você sabia que a Sara está de partida para a Alemanha? Quê!? Mudança total de assunto. ― Sim, a Mel me falou a respeito. ― Por que ninguém me disse nada sobre essa merda? ― seu tom foi quase zangado. Idiota. ― Deixe-me ver... ― eu disse, meu tom sarcástico. ― Porque você não tem nada a ver com a vida da irmã da minha mulher? ― ele rosnou alto. Uh! ― Essa cadela está me deixando irritado pra caralho ― eu ri da sua miséria. ― Apenas deixe-a em paz. Se fizer merda com ela, Mel vai ficar muito puta. Se a minha mulher ficar puta, eu provavelmente não terei sexo. E se eu não tiver sexo com a minha mulher, sou eu quem vai ficar muito, muito puto ― ele fez um Humpt do outro lado. ― Deixe-a, Eli. Deixe-a, irmão.

― Ah, Jesus, Liam ― ele rosnou. ― Sem essa de Eli. Você só me chama assim quando quer que eu faça algo que deseja, seu bastardo. Eu ri. Ele é esperto. ― Eu falo sério, cara. Sara rompeu um relacionamento de anos. Essas merdas não são fáceis para as mulheres ― eu usei um tom mais sério. Ele suspirou. ― Certo ― seu tom não foi muito convincente. O idiota não desistiria, eu sabia disso. ― Então, por que me ligou a essa hora? ― Jess, irmão. Ela está usando coca de novo ― ele soltou um som angustiado, mas não surpreso. Ele já sabia dessa merda? ― Eu devia ter matado aquele infeliz ― sua voz foi um rosnado baixo. ― Ele a afundou nessa porcaria. Ela está bem? ― Sim, ela está aqui em casa. Assim que voltarmos definitivamente, vamos ter uma conversa com ela, nós dois ― informei. ― Claro. Faremos isso, irmão ― ele assentiu prontamente. ― E, aproveitando o tópico assuntos sérios — eu podia ver as aspas no seu tom. Bastardo irônico. ― Como estão as coisas no seu caso? Eu passei os minutos seguintes informando-o dos avanços. Ele não ficou surpreso pela constatação da armação do Chris, mas como eu, estava muito puto. ― Até o Rock in Rio terei a cabeça do Hart numa bandeja. E eu tenho planos para esse show, irmão. ― Yep! É disso que estou falando, porra! ― ele disse empolgado. ― Quais planos? ― perguntou. Pus-me a falar e ele gargalhou quando concluí. ― Bom saber que ainda é um porra louca, Stone ― ele disse zombador. ― Estava seriamente preocupado que seu pau caísse e surgisse uma boceta no lugar. ― Cale a porra da boca, idiota! ― rosnei, mas acabei rindo com ele. ― Vá transar e pare de ser uma cadela.

― Oh, eu vou, irmão. Pode anotar isso aí ― o bastardo sorriu arrogantemente no meu ouvido e eu soube que estava traçando algum plano fodido para enredar Sara. Nos despedimos e fui para o meu quarto, já abrindo a contagem regressiva para ver a minha mulher. Apenas um dia. Um dia e a teria aqui comigo. Estou morrendo de saudade. São cinco dias do caralho e já estou enlouquecendo. Foram dias bem conturbados. Nesse meio tempo, fotos minhas circularam pelos tabloides. O bendito jantar beneficente que Jess me convenceu a ir me rendeu uma dor de cabeça do cacete. Uma atriz conhecida... Hum, certo, uma atriz que eu comi estava lá e algum imbecil mal-intencionado tirou uma foto em um momento que a vadia veio me cercar. Não preciso nem dizer que Mel ficou puta com as insinuações de que eu estava retomando um antigo affair. Tive que suar a camisa para convencê-la de que isso é a porra de LA e ela não precisava se preocupar. Ela ficou um dia inteiro sem atender as minhas chamadas. Isso me deixou louco. Estava a ponto de pegar um voo de volta para espancar sua bunda teimosa e ciumenta, mas ela acabou cedendo e as pazes vieram no melhor estilo: sexo por telefone. Cacete. Fiquei duro só de lembrar. Ajustei-me nas calças e andei até o bar. As gravações de hoje foram cansativas pra caralho. Meu telefone tocou e eu abri um riso idiota ao ouvir a música Chasing Cars. Nós dois a definimos como nosso toque. ― Hei, baby ― ronronei, servindo-me de uma pequena dose de Jack. ― Oi, amor ― seu tom baixo, suave, sexy me deixou mais duro. Porra. ― Como foi o seu dia? ― Cansativo, amor ― resmunguei atravessando as portas duplas para o terraço. ― Mas melhorou agora que ouvi sua voz. Já é muito tarde aí. O que faz ainda acordada? Ela riu baixinho. ― Eu queria ouvir sua voz antes de dormir ― meu coração cantarolou de amor por ela. ― Sinto tanto a sua falta, baby ― ela sussurrou. Eu gemi, tomando um gole da bebida. ― Parece uma eternidade desde que o vi ― suspirou alto. ― Que esteve dentro de mim. Cacete. Ela queria fazer o meu pau explodir. ― Baby, eu também sinto malditamente a sua falta e você está me matando aqui... ― rosnei e ela

sorriu do outro lado. ― Sinto sua falta pra caralho. Estou louco para ter você no meu pau ― era a sua vez de gemer. Eu ri satisfeito. ― Também estou louca por você ― ela sussurrou. ― Louca pelo meu pau, minha delícia? ― incitei, abrindo um riso sem vergonha. ― Eu quero ouvir você dizendo o quanto quer o meu pau ― ela puxou uma respiração alta. ― Liam... ― ela gemeu. ― Diga, baby ― ronronei. ― Fale para mim o quanto quer o meu pau todo enterrado em você. ― Estou louca pelo seu pau ― ela exalou. ― Eu amo senti-lo bem enterrado em mim. Porraaa! ― Minha gostosa... ― ronronei e sua respiração ficou superficial. ― Você está pronta para mim, baby? Porque quando eu pegar você amanhã, não vou ser gentil. ― Sempre, baby ― ela ronronou de volta. ― Sempre estou pronta para você ― pausou por um instante. ― Então, o que tem planejado para o fim de semana? ― perguntou, obviamente tentando me distrair do meu assédio. ― A primeira parte do plano envolve você nua assim que passar pela porta ― eu ri sacana. ― E a segunda é a minha favorita: eu, gozando profundamente enterrado em minha mulher. ― Baby... Agora você está me mantando... ― ela sorriu ofegante. ― Certo. Vou deixar a artilharia pesada para amanhã ― tomei o último gole do uísque. ― Eu tenho algumas novidades sobre a armação fodida do Chris. Os advogados estão apertando o cerco sobre o padrasto das meninas. ― Sério? Oh, meu Deus. Ele realmente armou para você? ― seu tom foi substituído com preocupação. ― Sim, Mel. O bastardo armou para mim ― praticamente rosnei. Eu já suspeitava, mas confirmar isso me deixou muito puto, porra! ― Eu vou contar tudo quando estiver aqui, baby. ― Tome cuidado, amor. Esse homem é muito perigoso ― ela disse com a voz levemente trêmula.

― Eu vou quebrá-lo, baby. É só uma questão de tempo. Pode apostar nisso ― meu tom foi duro, uma promessa de vingança. ― Eu acredito, Liam. Apenas tome cuidado, baby ― ela suavizou ainda mais a voz. ― Chris não vai abrir mão de você sem uma boa luta. É o que eu sinto, amor. Ela estava certa. Essa merda não seria fácil, mas estava perto, bem perto de desmascará-lo. Dou um suspiro longo e me forço a jogar isso para longe. Melissa ― Vai dar certo, Mel ― Liam afirmou, convicto. ― Mas, vamos deixar esse assunto de lado, por enquanto. Como está o Chay? Estou com tanta saudade desse moleque ― seu tom mudou ao mencionar o nosso filho. Ele já se referia ao Chay dessa forma e isso me deixava nas nuvens. Emocionou-me além da conta. ― O Chay está ótimo e muito empolgado com suas aulas de Inglês. Ele sente a sua falta também, baby ― disse baixinho. Eu o ouvi suspirar do outro lado. ― Falta pouco, baby. Muito pouco ― sua voz rouca acariciou meus sentidos. ― Seremos só nós três ― ele riu e eu podia imaginar a expressão sem vergonha dos olhos azuis. ― Bom, pelo menos por enquanto, já que concordamos em providenciar bebês Stone o mais rápido possível. Eu me derreti segurando o aparelho junto ao ouvido, como se estivesse me aconchegando ao meu marido. Estou no banheiro, para variar. Não dava para ter uma conversa despreocupada com Liam como um casal normal na frente de um público. Ele me deixava sempre numa situação embaraçosa... Sara e Chay estavam na minha cama. Ele adorava a bagunça que a tia faz quando está por perto. E ela tem estado todas as noites conosco desde que Liam partiu. Eu sei que ela quer estar comigo para me fazer companhia, mas há algo mais por trás disso e essa razão tem quase 1,90 de altura, um corpo de matar e um rosto de anjo caído: Elijah. Ela está fugindo dele como o diabo da cruz desde o jantar na casa do nosso pai.

― Sim, nós três, baby. E em breve, talvez mais uns dois bebês Stone. O que me diz? ― me encostei a pia, com voz sonhadora como uma adolescente fazendo planos com o namorado de escola. Ele riu ricamente, o som vibrando em cada terminação nervosa do meu corpo. Eu nunca fui tão louca por sexo. Sempre tive uma libido que considerava saudável. Lembro-me que Raul viajava e ficava muitas vezes até dois meses fora e eu nunca estive a ponto de subir pelas paredes como estou agora. Mas está claro que isso se resume à antes e depois de Liam Stone. São apenas cinco dias que não o vejo e estou ofegando e suando apenas ouvindo sua voz. É um conceito inteiramente novo para mim. Essa loucura, esse desejo desenfreado de não sair debaixo dele. Caramba. Isso é muito vergonhoso. ― Eu amo a sua forma de pensar, Sra. Stone ― ele ronronou e eu gemi baixinho. ― Você é meu tudo. Você, o homenzinho e todos que chegarem, serão meu mundo inteiro, baby. Eu exalei com suas palavras amorosas. Pelo visto, ele tinha um verdadeiro arsenal de coisas perfeitas a dizer. ― Você é o homem mais gentil, sexy, romântico e lindo que eu conheço, superstar ― sussurrei. Foi a vez de ele exalar, mas riu em seguida. ― Baby, você está arruinando a minha reputação de roqueiro fodido ― ele brincou. ― Eu prometo jamais revelar isso em público, Sr. Deus do rock. Ele riu mais uma vez, parecendo mais relaxado e eu também, em contrapartida. ― Só para você, minha doce Mel ― murmurou, seu tom um misto de sedução e seriedade. ― Não me importo de fazer a porra sentimental se eu tiver você, baby. ― Eu amo você ― sussurrei, meio embargada. ― Não vejo a hora de estar em seus braços. ― Eu amo você também. Muito ― seu tom baixou. ― São apenas algumas horas. Vá dormir. Descanse e venha em segurança para mim, amor. Ligue-me antes de decolar, não importa se ainda é madrugada aqui, ok? ― ele pediu no seu característico tom amoroso, mas com uma pitada dominante ao mesmo tempo, não me deixando escolha a não ser concordar.

― Eu vou ligar ― garanti. ― Eu o vejo amanhã, baby. Beijo ― completei suavemente. ― Te vejo amanhã, baby. Beijo ― ele repetiu e a linha ficou muda. Eu voltei ao quarto. Meu pequeno estava adormecido abraçado ao meu travesseiro. Sara estava adormecida também do outro lado. Ela dificilmente usava o quarto de hóspedes. Sempre gostou de dormir comigo desde pequena. Temos sete anos de diferença e sempre me senti protetora dela. À medida que ela crescia, toda atrevida, destemida, os papéis meio que se inverteram. Ela se sentia minha protetora também. Doulhe um beijo na testa e me deito, me aconchegando ao meu pequeno homenzinho. Deslizei os cabelos cacheados da pequena testa e ri, contemplando seu rostinho inocente no sono. O mês anda sendo muito agitado. Em cinco dias começaria o Rock in Rio. A DragonFly era uma das primeiras bandas a se apresentar no festival. Liam queria partir no dia seguinte. Já resolvi as coisas na escola do Chay e de acordo com ele, seus assessores em LA estão vendo uma boa escola. Ele cogitou até mesmo um tutor particular por um ano até o Chay dominar o Inglês e não sofrer muito na adaptação. Eu estava bem inclinada a aceitar essa opção. Liam era tão atencioso com nosso pequeno. Ele planejou isso nos mínimos detalhes. Ele realmente nos quer ao seu lado e eu não posso adiar mais, uma vez que é o desejo do fundo da minha alma. Beijei seu rostinho suavemente para não acordá-lo, ele riu, me abraçando e murmurando mamãe antes de ressonar. ― Boa noite, meu amor ― sussurrei. ― Em breve teremos o seu pai só para nós ― ele riu ainda em estado de semiconsciência, mas balbuciou Liam é o meu pai. Lágrimas se reuniram nos cantos dos meus olhos. ― Sim, ele é, meu bebê ― murmurei, dando um selinho em seus lábios. ― Era ele o nosso destino o tempo todo. Tivemos tanta sorte que ele voltou para nós. Apesar de estar muito excitada com a viagem, adormeci rapidamente. Na manhã seguinte, cuidei de Chay pessoalmente e o cobri de beijos antes de enviá-lo para a escola com Mat. Geralmente era a babá quem o faz, mas eu gosto de estar lá pelo menos para dar um beijinho no meu pequeno quando ele sai. Sara e eu tomamos café juntas. Ela entraria mais tarde no trabalho. Na verdade, seus horários estavam bem flexíveis por causa da mudança para a Alemanha. Sim, ela aceitou a promoção e estava

se jogando corajosamente de cabeça nisso. Eu estava transbordando de orgulho da minha maluquinha e já sofrendo de saudade antecipada. ― O quê? ― ela levantou uma sobrancelha ao me flagrar encarando-a, enquanto cortava um pãozinho. Eu ri, tomando um gole do meu café. ― Eu amo que esteja aqui comigo desde que o Liam viajou, mas sei o que está fazendo, maninha ― disparei e ela deu de ombros, nem um pouco surpresa. Nós conhecemos muito bem uma à outra. ― Meu apartamento não é mais seguro ― disse torcendo o nariz. Um desavisado poderia pensar que houve um assalto ou algo assim. ― Não vou arriscar dormir lá se o babacão está agindo como um maldito perseguidor. ― Será que esse medo todo é de que em uma dessas, você abra a porta e deixe o deus da guitarra entrar? ― ela tomou seu café revirando os olhos. ― Eu não sou a porra de uma groupie deslumbrada que não consegue manter a calcinha no lugar ― ela praticamente rosnou e eu ri. ― Se você não estivesse em um momento tão conturbado pelo rompimento com o André. Se você conseguisse manter o coração fora da equação, Elijah teria uma chance, não é? ― sondei. ― Maninha, eu nunca fui boa em matemática ― ela zombou. ― Eu provavelmente arruinaria essa equação, porque não há uma chance de meu coração idiota ficar de fora quando se trata daquele cara. Ele é um maldito prostituto? É. Ele é um maldito arrogante que se acha a oitava maravilha do mundo? É ― ela gemeu. ― Mas o babaca é tão, tão gostoso ― eu gargalhei e ela me fulminou. ― Isso, irmã. Tripudie em cima da sua pobre irmã mais nova porque está indo encontrar seu rockstar quente como o inferno, e ter uma quantidade obscena de sexo. Isso é muito injusto. Só para constar. Eu ri mais. Cristo, ela era tão melodramática. Seu telefone tocou. Ela viu a tela e rolou os olhos, ignorando a chamada. ― André? ― perguntei.

― Elijah. Puta merda. O homem não se manca ― resmungou, mas ainda estava olhando a tela como se à espera de outra chamada, o aparelho zumbe outra vez, mas parecia ser uma mensagem. Ela leu e corou efusivamente. Uau! ― Idiota ― disse, descartando o celular na mesa. ― Você acredita que ele ligou para a empresa e conseguiu meu número? Minha boca caiu aberta. ― Sério? Hum, ele parece mesmo bem interessado ― disse, franzindo o cenho. Ela bufou. ― E ele me ligou do seu número privado. Provavelmente achando que me ganharia fácil porque tenho acesso à sua linha pessoal. Minha boca caiu aberta outra vez. Todos os caras têm linhas pessoais e eles só passam esses números para pessoas da família, ou com certo grau de importância. Talvez, apenas talvez... ― Sara, talvez você devesse aceitar esse convite para jantar. Nenhum dos caras sai distribuindo seu número pessoal assim... Ela me jogou um olhar incrédulo e sujo, estreitando os olhos. ― Mel, será que você não ouviu nada do meu relato sobre meu último encontro com o babaca pomposo? ― eu acenei, me lembrando dos detalhes escaldantes que ela me disse. Caramba. ― É esse mesmo, onde o presunçoso deus da guitarra me encurralou no banheiro e, e... ― ela tomou um pouco de suco de laranja. ― Me disse com todas as letras que queria me comer no jantar ― eu não consegui segurar um riso e ela me fulminou outra vez. Levantei minhas mãos em rendição. ― Que tipo de idiota diz isso para uma mulher que pretende levar a sério? ― eu não consegui pensar numa resposta. Provavelmente porque não havia uma plausível. Ela tinha toda razão. ― É, maninha. Foi o que pensei. Eu só preciso resistir... Hum, digo, estar fora das vistas dele por mais cinco dias e pronto. Estarei em Hamburgo e ele vai esquecer essa perseguição ridícula quando retomar seu estilo rock'n roll em LA. ― Certo, mas você está se esquecendo de um detalhe importante, Sara ― alertei-a. ― Qual? ― ela ergueu uma sobrancelha.

― Elijah é o melhor amigo do Liam, meu marido. Você é minha irmã... ― eu vi a compreensão afundando em seu cérebro. ― Inevitavelmente vocês se encontrarão em eventos futuros. ― Merda! O jato taxiou no LAX na área reservada aos voos particulares. Meu coração estava tamborilando no peito desde que o piloto avisou que estávamos sobrevoando LA. Ele fez todo um show de descrever os pontos turísticos e eu parecia uma criança na Disney. Tinha certeza que Liam pediu por isso. Meu lindo superstar. Eu enxuguei as palmas das mãos suadas no meu escuro jeans skinny quando a aeronave parou. A comissária de bordo veio sorridente me ajudar com a bagagem de mão. Ela me agradeceu por voar com eles. Sim, meu muito atencioso marido fretou um jato só para mim. Meu ego estava saltitando desde o momento em que Mat me avisou que eu não pegaria um voo comercial. Ainda era chocante o estilo de vida glamoroso do Liam Stone, astro da música mundial. Eu me esquecia facilmente disso quando estamos só nós dois e ele era apenas meu marido, o homem que eu amo com todo o meu coração. Eu achei que o jato atendia a outro propósito, além do meu conforto. Meu rosto era conhecido graças ao Liam. Seria uma carnificina se eu desembarcasse lá do outro lado. Eu tinha tentado me manter a todo custo longe dos holofotes, mas sempre tinha uma ou outra coluna de fofoca querendo saber o meu lado da história. Eu apaguei os e-mails sem responder. Eu tive que mudar meu número de celular e da minha casa. Meu lado da história? Eu esperei dez anos pelo homem da minha vida. Eu não tinha culpa se ele é uma estrela do rock mundial. Eu o conheci antes dessa loucura toda. Nós fomos um do outro, mesmo que de forma platônica. Nós certamente somos agora e no que depender de mim, seremos sempre um do outro. Eu saí para o ar quente da tarde. Minhas pernas estavam meio bambas e me senti um pouco zonza. Era uma mistura de jet lag[26] com ansiedade em ver meu marido. Parei no topo da escada e puxei uma respiração calmante. A comissária estava do meu lado me olhando com preocupação no rosto. Eu sorri tranquilizando-a e deslizei meus óculos escuros sobre os olhos. Ao pé da escada, um homem afrodescendente num elegante terno preto, estava me aguardando. Havia um reluzente SUV com

vidros escuros estacionado a poucos metros. O senhor de meia-idade estendeu a mão para mim, abrindo um riso simpático ao me ajudar a descer os últimos degraus. ― Bem-vinda à LA, senhora ― ele pegou minha bagagem de mão. ― Sou Martin, motorista do Sr. Stone. Ele me encarregou de recepcioná-la e levá-la para casa. Casa. Ele disse isso com um sorriso cúmplice. De forma tão natural. Ele sabia. Eu sorri de volta. ― Obrigada, muito prazer, Melissa Sto... ― parei abruptamente e olhei à nossa volta. Ele riu compreensivo. ― Venha, vamos acomodá-la no carro, enquanto cuido da sua outra bagagem, senhora ― ele disse educadamente. Eu acenei e o segui até o veículo. Ele abriu a porta traseira e o vento do ar condicionado me tomou de assalto. Eu entrei de cabeça baixa e a porta se fechou suavemente. ― Hei, baby ― eu me sentei no banco e ergui a minha cabeça, meu coração saltando vertiginosamente no peito. Liam! Oh meu Deus. Ele estava sentado no banco de frente para o meu, todo lindo. Mais lindo do que eu me lembrava. Mas, ele disse que estaria gravando. Ele... Ah, Deus. Ele quis me fazer uma surpresa. Meu louco menino travesso. Eu me livrei dos óculos e bolsa, e nossos olhares se encontram. Ele estava sorrindo, os olhos tão azuis brilhando para mim, hipnotizantes, me chamando silenciosamente. Eu não sabia o nível de saudade que sentia dele até este momento. Eu sufoquei um soluço e no momento seguinte estava pulando em cima dele, montando-o. Meus braços e pernas se enrolando em seu corpo. ― Liam... Baby... ― murmurei tremulamente, enfiando meu rosto em seu pescoço. Seus braços se fecharam ao meu redor. Inalamos o outro por alguns momentos. Ficamos imóveis, apenas nos sentindo. Seu cheiro delicioso, picante me invadiu e eu tremi. Cinco dias, apenas cinco dias e eu estava morrendo sem ele. ― Você está mesmo aqui ― ele sussurrou, puxando minha cabeça suavemente para me olhar nos olhos. Um mundo de coisas passando entre nós.

― Você tinha alguma dúvida? ― murmurei, deslizando meus dedos pelo rosto perfeito. Ele gemeu, fechando os olhos sob o meu toque. ― Nenhuma, baby ― ele sussurrou, abrindo os olhos. Então sorri, aquele sorriso meio menino travesso, meio macho alfa sedutor. ― Arrogante? ― provoquei, ainda muito abalada, tentando acalmar as batidas do meu coração e a luxúria dentro de mim. Suas mãos desceram numa carícia lenta para a minha bunda e agarram os dois globos. Eu arfei, nossos lábios quase se tocando. ― Confiante ― rebateu, amassando a minha carne, puxando-me, me alojando sobre a protuberância em sua calça. ― Me beije, baby ― ele gemeu na minha boca. ― Por favor, me beije, porque estou morrendo pelo seu gosto. ― Eu amo você ― sussurrei, com a voz embargada. ― Eu te amo mais ― ele disse baixinho e subiu uma mão para minha nuca massageando-a. Nossos lábios se chocaram num beijo frenético. Nossas línguas gananciosas se lambendo, duelando com uma saudade latente. O gosto tão familiar me fez gemer de prazer, inebriando-me, enlouquecendo-me. Minha vagina apertou, palpitando numa fome flagrante. ― Porra, baby... Que saudade... ― ele murmurou ofegante e mergulhou na minha boca de novo. Eu chorei, minhas lágrimas descendo pelas faces. Tudo porque estou em casa. Liam é a minha casa.

CAPÍTUILO VINTE E DOIS Melissa Eu não sei o que eu esperava, mas dizer que a casa de Liam em Malibu superou as minhas expectativas é um grande eufemismo. Caramba! Eu já havia visto fotos aéreas nos tabloides, mas ao vivo é tão opulenta que é quase irreal. Só vi algo parecido em filmes. O lugar era um palácio. Minha.

Nossa. Chay vai pirar quando ver tudo isso. Liam havia me bombardeado de perguntas sobre o nosso pequeno nos intervalos dos nossos beijos no carro. Eu disse que sua casa era linda assim que saímos do carro na garagem subterrânea lotada de carros esportivos e caros. Havia também uma moto daquelas potentes que eu não sei o nome. Ele me abraçou por trás e sussurrou no meu ouvido: nossa casa, baby. A casa é grande pra caralho. Vê por que preciso de você e do homenzinho para alegrála? Eu me derreti. Meu corpo estava quente das carícias ousadas que trocamos no percurso até aqui. Ele estava duro, cutucando meu traseiro. O motorista sumiu discretamente e meu marido me levou por uma porta que dava acesso a uma cozinha ampla e moderna. Tons de preto e branco revestindo armários e piso. ― Eu prometo visitar cada recinto com você depois ― o tom baixo, sexy e safado indicava que ele iria fazer muito mais do que apenas me mostrar cada cômodo da casa. Ele riu quando levantei uma sobrancelha. ― Sim, baby, nós vamos batizar cada fodido cômodo, pode apostar ― eu soltei um gritinho quando me levantou nos braços começando a atravessar a cozinha. ― Mas, agora, o nosso quarto está gritando o seu nome ― e sua boca tomou a minha, urgente, possessiva, enquanto passávamos por uma sala e subíamos por uma escada ampla e imponente. Seguimos por um grande a arejado corredor e ele abriu a porta do que julgo ser o seu quarto, digo, o nosso quarto. Meus olhos saltaram arregalados com a decoração requintada. Esse quarto era quase maior do que a minha casa inteira. Havia uma sala com sofás vermelhos. Pinturas de artistas famosos pendiam nas paredes claras e meu coração acelerou quando reconheci uma do meu pai. ― Para meu crédito, comprei essa pintura há três anos, baby. Ninguém pode me acusar de tentar subornar o meu sogro ― ele ri. Eu rio também. ― Seu pai é um talento do caralho, e embora tenha sido um maldito nazista naquele jantar, eu ainda aprecio o seu trabalho. ― Por que não mencionou isso quando Elijah informou que sua mãe era uma grande fã? ― ele torce o nariz. ― Seu pai provavelmente veria isso como bajulação, Mel. Eu queria que ele visse apenas e

somente o quanto amo a sua filha ― ele me deixou escorregar lentamente para baixo, gemendo quando meus seios esfregaram em seu peitoral. ― Vem, amor. Quero lhe mostrar meu lugar preferido na casa. Ele segura minha mão e eu o deixo me levar, atravessando as portas duplas para um grande terraço. Meus olhos catalogando tudo à volta. Havia uma pequena piscina, jacuzzi, aparelhos de ginástica e uma aconchegante pérgola bem próxima das grades. Ele me solta e eu ando devagar para a grade à nossa frente. O barulho das ondas a alguns metros da casa, as gaivotas passeando em voos rasantes sobre o oceano. Oh, meu Deus. Cenário digno de filme ou de um dos romances que Sara costuma ler, com certeza. Minhas mãos se apoiam na haste e eu fecho os olhos inspirando, absorvendo tudo. Posso entender porque esse é o seu local preferido. Sinto seus braços à minha volta e ele me gira de frente. Minhas mãos sobem pelo seu peito duro. ― É lindo, baby ― sussurro. ― Sim, é ― ele traça meus lábios com os dedos. ― É perfeito agora que você está aqui para completar o quadro ― murmura, os olhos azuis hipnotizantes refletindo os raios de sol. ― Você diz coisas tão doces, superstar ― eu ronrono, me esfregando nele. Ele rosna, descendo uma mão entre nossos corpos, agarrando entre minhas coxas. Eu arfo, meus líquidos jorrando no meu canal. Ele segura minha vagina com possessividade. ― Provavelmente porque estou desesperado para foder você, baby. Agora ― ele provoca, rindo na minha boca. Eu tremo em resposta. ― Vire-se e segure a grade ― ele grunhe, dando um tapa na minha bunda. Eu obedeço imediatamente. ― Você se lembra do que eu te disse há algumas noites? ― ele ronrona em meu pescoço, distribuindo beijos muito, muito suaves. Suas mãos delineiam meus lados, subindo para os ombros. Meus seios ficam pesados, meus mamilos duros ansiando seu toque. Ele ri provocante na minha orelha, adivinhando meus pensamentos. ― Me toque, baby ― eu imploro, arfante. ― Por favor, me toque... ― Diga que você sonhou com isso também, baby ― ele sussurra em meu ouvido, seu hálito quente

faz um arrepio de excitação despudorada descer pela minha espinha. Eu ofego, quando atende ao meu pedido e suas mãos deslizam da minha cintura vagarosamente para os seios. Minha calcinha molha completamente e eu esfrego as coxas juntas. Ele ri baixo, perversamente sacana e puxa meus mamilos por cima da blusa de seda branca. ― Essa sua reação a mim me deixa louco, primitivo... ― ele rosna, puxando meu lóbulo entre os dentes. Eu gemo, estremecendo em seus braços. Meus dedos estão brancos segurando a haste de metal. À nossa frente está o cenário mais bonito que já vi na minha vida. O sol é uma grande bola laranja mergulhando no oceano. A praia de areias brancas está deserta, completamente idílica. Liam está certo. Eu não fui capaz de parar de pensar nessa vista desde que ele a descreveu para mim. Não fui capaz de parar de pensar no que ele disse que faria comigo aqui nesse lugar... ― Quando geme assim, com esse desespero pelo meu pau, eu quero rasgar você. Meter tão duro e profundo... ― ele pontua as palavras, descendo uma das mãos pelo meu ventre, se enfiando por dentro da minha calça. ― Oh, meu Deus... Baby... ― eu choramingo, quando enche a mão em minha vagina, os dedos abrindo meus lábios lisos de excitação, a parte cheia da palma massageando meu clitóris. ― E quando eu sinto o quanto está molhada para mim, eu perco a minha mente ― ele grunhe, sua boca mudando o assalto para meu pescoço. Ele lambe devagar e eu convulsiono quando enfia dois dedos em minha vulva, ao mesmo tempo em que mói provocantemente na minha bunda. ― Sinta o quanto estou duro para você, minha putinha ― suas palavras chulas desencadeiam algo louco, lascivo, sujo dentro de mim e estou ofegante, tremendo. Ele ri mais, presunçoso, safado, arrogante e... Delicioso. Suas mãos mudam para a cintura do meu jeans e rapidamente o abre. Ele as enfia por dentro, acariciando a minha pele enquanto empurra calça e calcinha de uma só vez pelas minhas coxas. Está claro que ele não vai tirar toda a minha roupa e isso parece mais e mais excitante, intoxicante para mim. Minha calça presa nas coxas enquanto ele me toma por trás. Sim, por favor! ― Liam... ― arquejo quando sua boca me chupa mais forte. Vou ter definitivamente uma marca no pescoço. Ele enfia uma mão pela minha fenda traseira num passeio lento até o clitóris e geme quando

me sente pingando para ele. ― Segure-se bem na grade, baby ― ele rosna, se abaixando nas minhas costas, as unhas arranhando a pele das minhas coxas. ― Estou sedento. Vou te comer com a boca até você gozar na minha língua, minha gostosa ― eu quase gozo com o primeiro golpe de sua língua. Ele enfia o rosto no meu traseiro e lambe, chupa, enfia a língua na minha vulva. Seus dedos me rasgam com força e eu gozo, me sacodindo toda. Ele ri, o som reverberando nas minhas profundezas. Seus dedos deixam minha vulva e vão para o ânus. Eu relaxo, enquanto ele brinca com meu anel apertado. Não demora muito ele está me comendo impiedoso, enfiando os dedos profundamente, abrindo-os, girando-os dentro do meu buraco. Sua língua sacode no meu clitóris em chicotadas experientes e eu estou convulsionando de prazer, me preparando para o segundo orgasmo. Oh, Deus. Ele vai me matar com sua intensidade. Estou pendurada quando ele para. Eu lamento e ele morde a minha bunda. Choramingo, ouvindo-o abrir seu zíper. ― Shh, você vai gozar no meu pau dessa vez, baby ― prendo a respiração, sentindo a cabeça gorda deslizando em meus lábios, reunindo meus sucos. Lamento de novo, rebolando, tentando trazêlo para dentro. Ele puxa meus cabelos da nuca. ― Tão gananciosa, não é, minha safada? É isso que você quer, minha gostosa? ― ele ri arrogante, me torturando, metendo apenas a cabeça e recuando. ― Baby... Por favor... ― eu mio não me importando em mendigar. ― Diga para mim, amor ― ele se debruça, sussurrando no meu ouvido. Seu tom muito bajulador. Eu quero bater nele agora. Mas antes o quero todo dentro de mim. ― O que você quer, Mel? ― ele lambe toda a minha orelha. Cristo. ― Me fode, amor! ― eu imploro. ― Por favor, me fode! Eu preciso do seu pau todo dentro de mim! Ele rosna, empurrando profundamente dentro de mim e eu grito, quase gozando com a sensação vertiginosa da sua carne longa e inchada me enchendo. Meu coração está bombeando loucamente, minha respiração saindo errática. Oh, Deus. Ele segura firmemente com a outra mão em meus quadris

e mói gostoso antes de puxar quase tudo e meter até o talo. Ele faz isso de novo e de novo, mostrando o quanto sentiu a minha falta. Arquejo, um gemido estrangulado deixando minha garganta, não conseguindo mais me segurar e eu gozo numa explosão de calor deliciosa no meu baixo ventre. Fecho os olhos brevemente, mas os abro outra vez porque não quero perder nada desse momento. ― Ohh, Mel! Porra, baby... ― ele grunhe, me comendo furiosamente, seu pau rasgando-me com força, cada vez mais profundo. Sua respiração é superficial na minha orelha. ― Eu amo foder você. Amo, porra! ― ele rosna, estocando e estocando. Cada metida profunda, socando, levando tudo, tomando seu prazer ferozmente em meu corpo. Eu o aperto, espremendo-o com força, ajudando-o a encontrar sua liberação. ― Isso, amor, me aperte assim... Cacete! Eu vou... Eu vou... Estou gozando! Ohhhhhhhhhhh! ― ele ruge alto, esporrando em mim. Seus dentes raspam na junção do meu pescoço e ombro. Eu gemo e estremeço mais e mais, meu orgasmo parecendo nunca ter fim à medida que o sêmen quente inunda o meu canal. ― Baby... ― eu choro, amolecendo em seus braços. Ele ainda está me fodendo, montando os últimos resquícios do seu gozo. ― Cacete... ― ele circula o quadril preguiçosamente, gemendo baixinho. ― Deliciosa... ― ele me puxa contra seu peito e respiramos pesadamente. ― Fodidamente perfeito. Do jeito que imaginei ― ele sussurra no meu ouvido e eu viro o rosto, nossas bocas quase se tocando, arfantes. Os últimos reflexos do sol deixam seus olhos de safira quase irreais. Lindo demais e eu me pergunto se algum dia vou me acostumar com sua beleza, ou sua intensidade. Nossos lábios se encontram e nos beijamos lentamente, engolindo nossos arquejos saciados. A brisa marítima beija nossos corpos aquecidos, ajudando a nos acalmar. Ele ri e palpita dentro de mim, ainda malditamente duro. ― Eu ainda não acabei com você, minha delícia... ― ronrona, puxando meu lábio inferior entre os dentes. Eu gemo, já o querendo de novo. Ele sai de mim devagar e me levanta nos braços. Atravessamos o quarto em direção ao banheiro e meu queixo cai mais uma vez. Caramba! Mil vezes, caramba! É o maior banheiro que já vi. Ele me deposita sobre o balcão da pia e me livra dos sapatos. Sinto-me

uma libertina, uma criatura governada pela luxúria, porque nenhum de nós tirou as roupas. Minha calça está pendurada nas coxas e a sua apenas com o zíper aberto. Ele puxa minha calça e em seguida, abre botão por botão da minha blusa. Nossos olhares presos, ainda famintos, devorando cada detalhe um do outro. Decido deixar minha passividade de lado e puxo sua camiseta para cima. Ele me ajuda a arrancála por cima da cabeça e volta para sua tarefa. Os olhos adquirem um brilho sacana quando desnudam meus seios do sutiã. Minhas mãos puxam seu jeans para baixo, enchendo em seu traseiro musculoso, firme. Ele ri da minha ansiedade e me ajuda, livrando-se do restante. Ficamos ambos nus, nossos peitos puxando respirações profundas para nos acalmar, mas nossos olhos não mentem a fome que estamos sentindo. Ele sobe as mãos pelo meu ventre e geme quando as fecha em meus seios e passa a beliscar os mamilos entre os polegares e os indicadores. Eu arqueio em sua direção. ― Vou te comer tanto, minha putinha ― ele murmura, seus olhos mantendo-me cativa. Ele me puxa para a borda e alinha seu pau na minha entrada. Seu olhar incendeia no meu, enquanto se enfia em mim numa estocada que arranca gemidos de nós dois. ― Apoie as mãos atrás ― eu faço e ele volta a amassar meus seios. Desliza para fora e entra de novo num ritmo lento, torturante. Nossos olhares trancados, nossas bocas levemente abertas, emitindo grunhidos de prazer. ― Gostosa... ― ele geme, suas mãos descem para minha cintura e me puxa de encontro às suas arremetidas que vão se tornando mais vigorosas. O abraço com as pernas, fazendo-o ir fundo, cada vez mais fundo e ele rosna em aprovação. ― Vem, minha safada. Quero gozar na sua bunda, agora. Estou louco de saudade desse cu apertado que a minha mulherzinha tem ― eu gemo, enlaçando-o pelo pescoço quando me levanta e anda comigo ainda bem enterrado em mim. Ele abre o chuveiro e o jato potente cai sobre nós. Sua boca toma a minha, suas mãos sustentam-me pela bunda e mete tudo. Nessa posição eu sinto todo ele, malditamente grande, violentando minha vulva. Eu danço em cima dele, cavalgando-o gostosamente até estarmos frenéticos, loucos para gozar outra vez. Ele se encosta à parede do box e sai de mim, me firmando em meus pés. Me gira de costas contra seu peito e chupa meu pescoço obscenamente, as

mãos amassando meus seios e vagina ao mesmo tempo. ― Oh, Deus... Liam... ― eu tremo de necessidade e ele ri no meu pescoço. ― Eu sei, baby ― ele escorrega na parede, as pernas levemente abertas e flexionadas, ficando no meu nível e brinca, passeando a ponta espessa na minha fenda traseira. ― Você quer me dar esse rabinho lindo, não é? Hum? Louca para sentir o meu pau todo dentro do seu cuzinho ― sua voz está tensa e ele força a minha entrada. ― Abra um pouco as pernas e empine a bundinha para mim, amor ― eu atendo prontamente. Ele aperta meus quadris e vai se enfiando devagar. Eu relaxo para acomodar todo o seu tamanho. Sinto a picada familiar de dor enquanto ele segue rasgando-me até o fundo. Convulsiono em seus braços. Ele leva uma mão para meu clitóris, me distraindo da invasão e eu ronrono, pendendo a cabeça em seu peito. ― Porra, tão apertada, baby ― ele grunhe e soca com força até o cabo. ― Gostosa pra caralho, porra! ― e passa a meter sem dó. Me aconchego mais contra sua frente, deixando-o me comer do jeito que ele gosta. Seu pau se aloja muito fundo. Eu gemo despudorada com cada golpe brusco. Ele ruge, uma mão enrolando num aperto de morte na minha cintura e outra puxando meu ombro. ― Ohh, merda! ― Liam respira curto, entrecortado no meu pescoço. ― É isso aí, minha delícia. Toma tudo. Toma. Todo. O. Meu. Pau ― grunhe, chupando meu ombro com força, choramingo. ― Isso não vai durar, baby. Se toque! Se toque, cacete! ― ele orienta, enquanto me fode, dando-me cada polegada de seu enorme pau. Eu toco meu montículo inchado e minha respiração trava. Estou tão perto... ― Oh, Liam, baby... ― chio, acelerando meus dedos. ― Estou tão perto... ― ele rosna alto e passa a me comer com golpes ainda mais fortes e profundos. ― Goze em mim, amor! Me enche! ― Ahhh! Mel... ― ele diz, seu corpo já mudando para o clímax eminente. ― Agora, baby! ― ele grita e mete mais duas vezes quase me sufocando em seu aperto. ― Goze comigo, meu amor! Goze, baby... Porraaaaaaaa! ― isso é o meu interruptor, eu grito, meu orgasmo disparando em mim, drenando minhas forças, fazendo minha cabeça rodar. Ele urra, gozando longa e duramente, alagando o meu estreito buraco. Liam me monta, meu ânus sugando-o até a última gota. Somos uma massa

trêmula e ofegante, tentando recobrar os sentidos. Caramba. ― Você é tão incrível, baby ― ele beija meu pescoço e eu tenho que me esforçar para manter meus olhos abertos. ― Espero que saiba que esse seu corpo gostoso me arruinou para outras mulheres ― ronrona com sua voz rouca e saciada. Eu rio e ele ri também, saindo com cuidado de dentro de mim. Desliga o chuveiro. ― É justo, baby ― murmuro, enquanto ele me levanta nos braços e nos leva para a banheira. Eu abro os olhos, gemendo quando me estico. Lençóis muito macios me saúdam. Eu corro os olhos pelo recinto, momentaneamente confusa sobre onde estou. Então, as lembranças me invadem e um riso se espalha na minha boca. Liam... Rolo na cama à sua procura, mas seu lado está vazio. Ainda é noite, percebo pela semiescuridão do quarto. A suave luz da lua atravessa as portas abertas do terraço. Quanto tempo eu dormi? Minha cabeça ainda está levemente zonza e meu estômago meio embrulhado. Efeito fuso. Liam havia me dado chá e advil depois que voltamos do banho e nos deitamos nus na cama. Conversamos agarradinhos. Bem, isso até meu cansaço me vencer eu adormecer sobre o seu peito. ― Liam? Baby? ― chamo, mas não há resposta. Desço da enorme cama king size e me dirijo ao closet em busca de uma de suas camisetas. Visto uma azul e deixo o quarto à sua procura. Quando passo pela sala rumo à cozinha, ouço risos. Um riso feminino baixo, sedutor, quase um ronronar. Em seguida, a risada profunda de Liam ecoa. Franzo o cenho e paro quando entro no recinto. Uma loira esbelta está sentada sobre o balcão da ilha da cozinha e Liam está parado à sua frente, encostado ao freezer, usando apenas a calça do pijama, com seu muito impressionante peitoral e abdome totalmente à mostra. O clima parece íntimo. Ela vira a cabeça na minha direção e o reconhecimento me bate: Jéssica Allen, a assessora e prima de Elijah. Eu desejo nesse momento que tivesse ao menos passado uma escova pelos cabelos porque essa garota se parece com a porra de uma modelo da Vitória’s Secret[27] . Eu não posso evitar uma sensação desconfortável correndo em mim com o fato de ela estar tão próxima do meu marido, parecendo inegavelmente íntima. ― Mel ― o som da voz de Liam me faz desviar o olhar para ele. ― Venha aqui, baby ― ele pede

suavemente, seu olhar e postura relaxados. Ok, isso me acalma um pouco. Seus braços se enrolam em mim, me puxando para o seu lado, quase à sua frente. ― Você descansou? ― pergunta, me dando um beijo suave nos lábios. Eu aceno com a cabeça e seus olhos amolecem um pouco. ― O fuso é uma cadela. Amanhã estará melhor, amor ― sussurra. Eu aceno outra vez. ― Quero que conheça Jéssica Allen, nossa assessora de imprensa, personal stylist e uma velha amiga ― ele diz, me forçando a olhar a beldade à nossa frente de novo. Oh, rapaz. Ela é ainda mais impressionante de perto. Droga. ― Jess, essa é Melissa, minha mulher ― eu odiei a forma carinhosa como pronunciou o nome dela. O que salvou a frase foi o tom orgulhoso com que disse a última parte. Uh! Certo, estou um pouco rabugenta. Mas se pudessem dar uma olhada em Jess, vocês me dariam toda a razão. ― Olá, Jéssica, prazer em conhecê-la ― digo, no meu tom mais cordial, estendendo a mão. Ela a pega sem pestanejar. ― Oh, apenas Jess, querida ― ela abre um riso simpático. ― Liam não exagerou em nada. Você é mesmo linda. Hum, ok, talvez ela não seja uma ameaça. Não estou abaixando todas as armas, no entanto. Não até ter absoluta certeza de que essa velha amiga nada velha, só para constar, não está de olho no meu homem. ― Obrigada, e pode me chamar apenas Mel também ― retribuo. Ela assente, ainda rindo simpática. ― Bem, eu vou indo ― ela desce do balcão. ― Vou ficar o fim de semana com uma amiga ― ela informa olhando diretamente para o Liam. O que estou perdendo aqui? ― Foi um prazer, Mel ― olha rapidamente para mim e volta a atenção para ele. Eu prendo a respiração quando se aproxima e beija a sua bochecha suavemente. Ela pega uma espécie de bolsa para emergências que só agora percebi sobre a bancada e se apressa para fora. ― Ah, bem-vinda à LA ― ela ri, me olhando por cima do ombro antes de sair do cômodo. Liam me puxa de frente para ele e seus lábios caem para meu pescoço.

― Você está com fome? ― ele lambe a minha pele. ― Tenho jantar. Você apagou por cinco horas. Deve comer alguma coisa agora. Uh! Só de pensar em comer meu estômago se rebela. ― Você fez comida para mim, baby? ― ele ri, traçando uma linha de beijos até a minha boca. ― Eu gostaria, mas meus talentos culinários são um tanto limitados. Basicamente ovos com bacon, sanduíches e alguma merda congelada ― eu rio da sua admissão. Não que eu seja uma boa cozinheira, longe disso. Faço o básico do básico e só. ― Elijah é o cozinheiro da banda. O idiota sabe o que faz e é malditamente arrogante sobre isso. ― Baby, todos vocês são arrogantes sobre alguma coisa ― eu provoco, enlaçando seu pescoço. Ele abre aquele riso lindo, safado, travesso e me levanta pela bunda. Minhas pernas enrolam em sua cintura. Minha bunda nua é colocada sobre o granito frio e eu solto um gritinho. ― Eu acho que teve um concurso antes de criar a banda ― ele me olha com curiosidade, levantando uma sobrancelha. ― Tipo, só entra os mais sem vergonhas, arrogantes e... ― eu paro abruptamente. ― E? ― ele enfia uma mão em minha nuca aproximando nossas bocas. O brilho safado queimando na sua íris. ― E gostosos ― mal termino, um tapa cai no meu traseiro. Eu gargalho jogando a cabeça para trás. ― Retire o que disse, baby ― ele rosna. ― Retire, ou reformule a porra da frase sem o plural dessa vez. Minha mulher não vai dizer na minha cara que aqueles cães sarnentos são gostosos ― ele pronuncia a última palavra como se ela o queimasse. ― Ok, superstar ― ronrono, me arrastando para a borda, entrando em contato com seu pau semiereto. ― Apenas o vocalista, você sabe... Ele é muito gostoso ― sussurro, ofegante em sua boca porque ele começa a moer desavergonhadamente na minha vagina nua. Ele ri, o som rouco, pingando lascívia reverberando na cozinha. ― Então, você gosta do vocalista, hein? ― seus olhos piscam com diversão nos meios seios bem

despertos sob a camiseta. Ele morde o lábio inferior e eu gemo. ― Me diga o quanto você gosta do tal cara ― provoca-me com seu tom de quarto. ― Muito, baby. Eu sou louca por ele ― seu olhar fumega no meu e ele desliza a mão da minha nuca para o pescoço, acariciando com o polegar no ponto onde a minha excitação é evidente. Seus lábios se curvam em um sorriso de lobo que vai devorar o cordeiro. ― Eu acho que ele tem uma queda por você também, minha gostosa ― ronrona na minha boca, chupando meu lábio superior. ― Mas, agora, vou alimentá-la porque não quero você desmaiando. ― O que vamos fazer depois? Estou sem sono ― pergunto. Ele me dá um beijo longo, delicioso. Suas mãos subindo e descendo pelas minhas coxas nuas. Eu posso sentir seu pau completamente duro agora. Mas antes que eu o detenha, ele se afasta com um riso presunçoso. ― Eu tenho muitas ideias, baby ― diz-me, indo ao freezer e retirando vários recipientes de dentro. ― Mas, isso só depois que for uma boa menina e comer um pouco ― ele coloca duas vasilhas no micro-ondas e o programa. ― Ok, você venceu. Quem fez a comida? ― indago como quem não quer nada. ― Jess fez o jantar? ― eu não posso manter o tom cortante fora da minha voz e sei que Liam percebeu. ― Oh, não ― ele ri amplamente, resolvendo ignorar o meu tom. ― Jess não sabe fritar um ovo. ― E aí está de novo, a cadência baixa e carinhosa no nome dela. Eu quero ir direto ao ponto e interrogá-lo se já houve algo entre eles porque eu senti a atmosfera íntima quando entrei na cozinha. Cristo, estou imaginando coisas? Meu ciúme está me fazendo ver coisas onde não há? ― A esposa do Martin é minha governanta. Ela mantém tudo em ordem para mim, baby. Oh, certo. Deus, eu preciso controlar esse ciúme. Liam A Mel está com aquele olhar que me diz claramente que está tendo ideias sobre a Jess. Cacete. Ela é tão ciumenta. No entanto, não consigo segurar um riso arrogantemente satisfeito. Porra, ela está aqui. Ela veio para mim. Bastou apenas pedir... Hum, certo, eu sei que utilizei artilharia pesada. Eu

rio sacana outra vez. Eu sempre uso com ela. Meus olhos gananciosos passeiam pela sua figura deliciosa empoleirada no meio da nossa cozinha. A observo de canto de olho, enquanto cuido do jantar. Ela balança as pernas longas e nuas me distraindo do meu foco, vendo-me arrumar os pratos e talheres sobre a bancada. Os olhos amendoados estão brilhantes, me comendo, atentos a cada movimento meu. Deus, ela está tão linda assim, vestida na minha camisa, os cabelos meio bagunçados do sono e do nosso sexo gostoso mais cedo. Eu ainda não acredito que ela está aqui. Dou-lhe uma piscadinha travessa e ela ri, o som rico e suave fazendo meu pau ficar em riste. Cacete, eu preciso alimentá-la primeiro. Vou até ela, me infiltrando entre suas pernas e tomo seu rosto nas mãos. ― Eu senti tanta falta disso. Dessa nossa camaradagem fácil. Do seu humor um pouco ácido quando envolve mulheres perto de mim ― ela bate no meu peito. ― De como fica linda nas minhas camisetas ― seu semblante suaviza, seus olhos me adorando. ― Eu te amo, baby. Fodidamente te amo. ― Eu também, baby ― ela segura meu rosto, os olhos adquirindo um brilho travesso. ― Eu fodidamente amo você, superstar ― eu rio e nossas bocas se encontram em um beijo muito breve porque o fodido micro-ondas começou a apitar. Rimos, colando nossas testas. ― Eu amo ter você aqui, baby ― sussurro contra seus lábios. Ela arfa baixinho. ― Eu amo estar aqui também, baby ― murmura e damos mais um selinho antes de nos acomodarmos para comer. No dia seguinte, após o café da manhã eu a levei para dois dos cômodos que poucas pessoas além dos caras, têm permissão para estar, a sala onde guardamos uma parte das nossas premiações, pois o restante está espalhado nas casas dos cães sarnentos, e meu Studio de gravação. Ela olhou a sala parecendo maravilhada, pegando os porta-retratos onde eu aparecia sorrindo com troféus do Grammy e outras premiações da indústria da música. Seus olhos desviam para as paredes onde estão discos de ouro, platina e diamante. Eu vou até ela e enlaço sua cintura, puxando-a contra o meu peito

e ficamos os dois em silêncio apenas olhando parte da história da banda. ― É lindo, Liam ― sua voz está embargada quando ela deita a cabeça em meu ombro e cobre as minhas mãos com as suas. ― Você deve ser orgulhoso disso, baby. Vocês todos devem se orgulhar muito ― beijo seus cabelos suavemente e ela ri. ― Sara mataria para ver isso. Você sabe, ela é uma grande fã da banda e... Hum, do guitarrista. Eu rio. Elijah é um bastardo talentoso. Suas paredes também estão cheias de premiações por seus feitos com sua guitarra. Um crítico certa vez disse que Eli só faltava fazer a guitarra falar. O idiota ficou um mês inteiro repetindo isso. Eu e os caras já não aguentávamos mais a ladainha. Ele também tem uma boa voz, mas nunca quis dividir o microfone comigo, a guitarra sempre foi a sua maior paixão. Sim, às vezes eu também penso que ele faz o instrumento falar mesmo. Não que eu vá dizer isso à ele. Cristo, o bastardo ficaria um ano falando sobre isso. ― Eu sei, baby. Elijah não sabe disso, no entanto ― digo, virando-a de frente para mim. Seus olhos estão marejados como eu desconfiei. Dou um beijo carinhoso na ponta do narizinho arrebitado. Ela me abraça pela cintura. ― Ele a tem perseguido com muita persistência ― ela diz e torce o nariz. ― A minha irmã saiu de um relacionamento longo e complicado. Eu não gostaria de vê-la quebrar o coração outra vez, baby. Merda. Nesse momento eu quero torcer o pescoço do idiota por colocar esse olhar preocupado na minha mulher. ― Eu sei, Mel ― suspiro. ― Eu já avisei a Elijah sobre isso. Mas, baby, eles são adultos e não temos controle sobre o que os dois decidam fazer, concorda? Ela me olha por um momento e assente. ― Sara está indo para a Alemanha depois do Rock in Rio. Pelo menos isso esfriará os ânimos um pouco ― diz esperançosa. ― Elijah, com certeza não terá dificuldade em desviar seu foco para uma vadia bem-disposta.

Certeza como o inferno que sim, mas não verbalizo isso para ela. Uma das razões é porque até recentemente eu era exatamente como meu parceiro de banda. Um cuzão total como diria a irmã da Mel. Eu não posso evitar um sorriso ao recordar o gênio explosivo de Sara. Espero que a garota dê uma canseira nele. ― O que foi? ― ela me olha desconfiada. ― Sua irmã tem se saído bem em colocar Elijah no lugar dele. Ela ri suavemente, seu semblante se iluminando. ― Sim, ela tem ― seus olhos passeiam pelo meu rosto. ― Mas, eu tenho experiência com rockstars, sabe? ― seus lábios repuxam num riso atrevido. ― Eles podem ser muito, muito persuasivos. Essa é a minha deixa para escorregar as mãos da cintura para a bundinha firme no shortinho curto que está usando. ― Baby, pela última vez ― eu rosno, batendo de leve em seu traseiro. ― Tire a porra do plural ― ela ri e eu a levanto, fazendo-a me abraçar com as pernas. ― Vem, sua atrevida. Vou te mostrar o Studio. É lá onde a mágica acontece. Entramos na sala e ela desce entusiasmada. ― Posso entrar lá? ― pergunta olhando para os equipamentos do outro lado da divisória de vidro. ― Claro, baby. É tudo seu também. Pare de parecer uma hóspede em sua própria casa ― eu resmungo. Ela levanta as mãos, contendo um riso pela minha reação. ― Ok, eu não faço por mal, juro ― se defende. Eu aceno com a cabeça para ela ir em frente. Entro logo atrás. Mel suspira correndo as mãos pela mesa de som, e é aí que meus olhos vão parar no caderno perto do vilão no canto. Passo por ela e pego o caderno, escondendo-o em uma das gavetas. Mel não perde isso. Seus olhos estreitam em mim. ― O quê? ― eu disfarço, enfiando as mãos nos bolsos da minha bermuda.

― Baby, por que você escondeu aquele caderno? ― ela questiona, me sondando. ― Eu guardei, baby ― rebato. ― É diferente de esconder. ― Deixe-me ver, então ― pede suavemente. Eu suspiro. ― É só um caderno onde rabisco as músicas, amor ― dou de ombros, minimizando. Ela não compra isso, claro. ― Oh, Liam. Eu quero ver, baby ― eu rio disso. Ela parece uma fã deslumbrada agora. ― Baby, não ria de mim. Eu sou uma fã, caramba ― ela faz beicinho. Ela realmente está fazendo um beicinho adorável. ― É apenas algo inacabado ― digo, me aproximando dela. ― Ainda estou rabiscando ― seu bico aumenta. ― Seu pai a deixa ver as telas antes de ficarem prontas? ― pergunto, e ela estreita os olhos, me olhando sujo. Bingo! ― Isso foi golpe baixo, superstar ― ela resmunga. Mas, seu olhar se transforma em segundos. Uma expressão safada cruza os olhos amendoados e ela lambe os lábios muito, muito lentamente. Oh, merda ― há algo que podemos barganhar pelo caderno, baby? ― ronrona e todo o meu sangue corre para o sul com a promessa implícita nessa proposta. Eu abro meu riso mais sacana e aceno, enquanto ela cai de joelhos na minha frente. Cacete! Minha mulher é uma negociadora boa pra caralho. Passamos o dia curtindo um ao outro. Como o prometido, batizamos vários cômodos. Mas, deixei o resto para amanhã. Brincadeira, a casa tem muitos cômodos, que não acabam mais. Vamos ter que terminar o serviço quando estivermos de volta do Brasil. Chay vai amar todo o espaço para brincar. A praia é privada e já posso imaginá-lo correndo por aqui. Talvez possamos ter um cachorro. Eu sempre quis ter um, mas isso nunca foi possível. Primeiro, a megera da Lúcia não me permitiu. Quando voltei à Seattle, meu foco se transferiu completamente para a música. E, por último, com a vida corrida depois do sucesso, não tinha tempo para cuidar e dar atenção ao bicho. Eu rio do

pensamento clichê de uma casa, família e um cachorro. No entanto, já posso ver o moleque correndo com um cão pela praia. Cristo, passei de porra louca a porra sentimental num curto período de vinte e seis dias. Eu não ia dizer nada, Stone, mas, já que mencionou... Meu subconsciente irritante, zomba. Eu não tenho tempo para suas bizarrices agora, ok? Vou levar a minha mulher para um passeio. Eu rio arrogante, ajeitando a cesta do piquenique no porta malas do meu Aston Martin. Ah, sério? Um piquenique? Tão original, Stone... Cale a boca, porra! Para mim é uma novidade do caralho. Eu nunca fiz merdas assim antes, lembra? Uh! Então, é melhor se sair bem, Stone. É a nossa reputação em jogo aqui. Será que a doce Mel vai ficar nua? Eu rosno. Certeza como o inferno que vai, mas isso não é da porra da sua conta. Cai fora, ela está vindo. Você sabe que não tem como me impedir olhar, não é? Já que somos a mesma pess... Se manda, cacete! Eu o corto quando a Mel chega até mim, toda gostosa em um short curto, mostrando quilômetros de pernas morenas e torneadas. ― Aonde vamos, baby? ― ela pergunta ansiosa. É a primeira vez que estamos deixando nosso idílio nesse fim de semana. ― É surpresa, amor ― digo, abrindo-lhe a porta galantemente. Ela ri suavemente e me beija antes de entrar no carro. Eu fecho a porta e dou a volta para o lado do motorista. Sim, eu vou dirigir, mas Greg vai nos monitorar de longe. LA é uma porra de armadilha. Quando menos esperamos um paparazzi nos flagra com as calças nas mãos. Na maioria das vezes, literalmente... Os outros seguranças foram instruídos a saírem no SUV em outra direção para despistar uma dupla de paparazzi que estava do lado de fora dos muros. Pouco depois, eu a Mel saímos tranquilamente. Greg nos seguiu à distância. Embora ela saiba como é a minha vida, não quero que corra quando perceber que aqui em LA as coisas são muito mais frenéticas do que no Brasil. Tomamos a Pacific Coast e eu reduzo a velocidade para que ela possa absorver a paisagem costeira. Isso aqui é LA para mim. Não Hollywood, não Beverly Hills. Ela suspira abaixando o vidro, deslumbrada pelo mar azul do nosso lado direito. O sol ainda está alto e os surfistas deslizam pelas

ondas em acrobacias que arrancam mais expressões entusiasmadas da Mel. Há! Nada original, hein? Zombo do meu subconsciente de volta. Ele fica surpreendemente calado. Deve estar suspirando pela paisagem também. Paramos em um mirante mais isolado. Ela ri quando coloco um boné de beisebol e puxo um moletom, cobrindo as minhas tatuagens. ― Você ainda parece um rockstar quente para mim ― sussurra, no seu tom provocante e coloca seu chapéu. ― E você ainda parece a morena gostosa que peguei no Brasil ― ela rola os olhos para o meu linguajar. Eu lhe ofereço um sorriso sem vergonha. Recoloco os óculos escuros e ela faz o mesmo. ― Vem, baby. A área está limpa. Greg se encarregou disso antes de virmos ― ela mesma abre sua porta antes de eu bancar o cavalheiro. Há! Eu sabia, Stone! Primeira falha. O pentelho aparece. Eu bufo mentalmente. O quê? Você nunca ouviu falar de século vinte um? As mulheres são independes pra caralho hoje em dia... Ele bufa, mas não revida. Bom. Pego a cesta no porta-malas e seguro sua mão. Na verdade, o mirante com restaurante é do outro lado do cannyon. Aqui está deserto e há apenas uma grama rala sobre a terra. Perfeito. Olho em direção à Mel. Ela está mais uma vez aborta pela imensidão azul à nossa frente. Eu abro a cesta e abro o edredom sobre a escassa vegetação. É, eu estou me saindo bem pra caralho para um marinheiro de primeira viagem. Ela se vira e sorri, desculpando-se, vindo até mim. Eu separei queijo, vinho e duas taças, batatas fritas. Preparei dois sanduíches de peito de peru. Eu não gosto dessa merda, mas meu personal trainer diz que é mais saudável. Além disso, a Mel é preocupada com sua boa forma e, claro, sua muito, muito deliciosa bunda. Se é para manter a bundinha perfeita da minha mulher, eu me sacrifico. Espalhamos os recipientes de comida em um lado do cobertor e nos sentamos. Tomamos vinho e comemos observando as embarcações flutuarem suavemente ao

longe. Uma sensação de paz e completude me enchendo por inteiro. O sol já estava quase completamente engolido pelo oceano. Uma brisa mais fria soprou e eu a abracei mais forte contra o meu peito. Ela suspirou, tomando seu último gole de vinho. ― Quatro dias, baby? ― sussurro em ouvido. ― Quatro dias é o que falta para começarmos nossa vida juntos ― espalho beijos pelo pescoço esguio. Ela estremece, gemendo baixinho. ― Humm, mal posso esperar, baby ― ela murmura. Minhas mãos se infiltram por baixo da sua blusa e enchem nos peitos nus. Eu amo quando não usa sutiã. Puxo os mamilos e ela arqueja, sorrindo sedutora. Minha outra mão se enfia pela cintura do short e agarro sua boceta. Ela arqueia, gemendo lascivamente. ― Eu quero comer a minha bocetinha agora ― ronrono, chupando sua orelha e ela ofega. ― Você vai me dar, não é, baby? Hum? Quero você cavalgando no meu pau bem gostoso. ― Oh, Deus... Você é tão sem vergonha, superstar... ― diz com voz entrecortada. Eu rio, massageando seu clitóris. Quando estava pronto para virá-la, meu telefone toca. Eu o ignoro. ― Liam, atenda, baby. Pode ser importante ― ela diz ofegante. Eu rosno e pego o aparelho. É o nome do meu principal advogado piscando na tela. Merda. Preciso atender. Ele está eufórico quando atendo. Eu o respondo com resmungos. Mas, o que me diz a seguir tem toda a minha atenção. Eles conseguiram uma prova contundente que liga o Chris ao padrasto das meninas. ― Quem era? ― Mel questiona, quando me levanto, ajustando a bermuda. ― Meus advogados. Eles estão na nossa casa agora. Nós, finalmente temos uma prova contra o Hart ― seus olhos brilham com alegria e receio na mesma medida. Ela teme o Chris. Inferno, eu também. Mas a hora está chegando e eu não vou mais adiar essa merda. Meu celular toca outra vez. É Greg. Merda. Isso só pode significar uma coisa: paparazzi. ― Porra! Estamos saindo. Rosno para o aparelho. A Mel salta para seus pés. ― Paparazzi, baby ― digo, respondendo à sua pergunta silenciosa. ― Muitos deles! Vamos, temos que dar o fora daqui antes que nos encontrem.

CAPÍTULO VINTE E TRÊS Liam Eu observo Selena sentar-se no sofá à nossa frente. Ela parece um tanto desconfortável. Não temos sido vistos juntos ultimamente. Tirando as fotos da nossa chegada à LA, não me esforcei para aparecer na mídia a seu lado. Essa merda me cansou. Ela deve ter percebido, porque surpreendentemente ficou fora do meu caminho. A foto da atriz oferecida se jogando para cima de mim no jantar beneficente veio muito a calhar. A mídia começou a lançar suas suposições a respeito do meu relacionamento com Selena. Alguns estão dizendo que não há química entre nós. Outros dizem que nunca conseguirei ser fiel e que o noivado está por um fio. E não podemos esquecer as fotos que os paparazzi conseguiram de mim e da Mel enquanto tentávamos deixar o mirante ontem à tarde. Elas não estão nítidas, mas, as especulações sobre quem é a morena que estava comigo já correm soltas. Jess aproveitou a deixa e vai soltar um comunicado à imprensa no primeiro dia do Rock in Rio. Tenho algo preparado para esse show e preciso estar livre para fazer isso. ― Então, é isso. Meu assessor irá confirmar o seu comunicado e estaremos encerrados ― ela soltou um suspiro leve. ― Estou voltando para o Rio, amanhã ― ela diz, em uma voz plana e sem emoção. ― Chris me quer lá. ― E você sempre faz o que ele quer, não é? ― eu não consigo retirar a mordida do meu tom. Seu rosto empalidece e ela se remexe no assento. Mel aperta a minha mão, tentando me passar alguma mensagem que eu não consigo captar. ― Estou presa com ele ― Selena responde, os olhos azuis esverdeados um tanto melancólicos. ― Meu irmão controla a minha carreira. ― Não só a carreira ― bufo. ― Você é um capacho dele, ou não estaríamos aqui, presos nessa

armação do caralho. Mel me aperta outra vez. O quê? Será que ela está com pena da cadela? ― Eu sei que deve me odiar por ter complicado ainda mais a sua vida ― ela diz, seu semblante caído, mas assume um ar resignado antes de continuar. ― Você estará livre em poucos dias, Liam. Eu desejo que seja feliz com a Mel ― eu luto para me impedir de revirar os olhos. ― Mas, me sinto na obrigação de alertá-lo sobre meu irmão ― ela pausa por um instante, tenso. ― Chris é... Ele é perigoso ― seu semblante retorce. ― Gostaria que fosse diferente, mas não é. Meu irmão é... Ele não é uma boa pessoa. Por favor, não baixe a guarda com ele. Nunca ― sua voz tremeu levemente no final. Minhas sobrancelhas se juntam em confusão. Selena parece sincera. Genuína preocupação em seu semblante e olhar. O que ela não sabe, porém, é que tenho todas as cartas para jogar com o Hart agora. Chris nem saberá o que o atingiu quando for ao chão. ― Obrigado pelo conselho ― a encaro por alguns momentos. ― Eu me sinto na obrigação de devolvê-lo, no entanto ― ela pisca sem graça. ― Você não parece feliz com suas vendas subindo estratosfericamente. Já pensou que talvez essa vida não seja para você, Selena? ― seu olhar cai para o tapete. ― Chris tem uma mão de ferro sobre você. Talvez seja a hora de tentar se libertar dele também. Ela levanta o rosto para mim, os olhos piscando marejados. Porra, isso me deixou desconfortável. Odeio ver mulheres chorando. Selena parecia estranhamente vulnerável ali no meio da minha sala. Talvez ela tenha realmente caído em si. ― Ele nunca me deixaria ir ― sussurra e levanta-se. Eu e a Mel fazemos o mesmo. ― Acreditem, estou feliz por vocês ― ela passa os olhos brevemente sobre a Mel e os pousa em mim de novo. Seu olhar desliza pelo meu rosto como se quisesse gravar na memória e um pequeno suspiro deixa seus lábios vermelhos. ― Tenha uma boa vida, Liam. Isso quebrou um pouco da minha má vontade para com ela.

― Você também, Selena ― concedi, no meu tom mais conciliador. Ela acena, esboçando um sorriso fraco e se vai, me deixando com a sensação de que ela não é tão cadela quanto pensei a princípio. ― Eu acredito nela, baby ― Mel diz baixinho, me fazendo olhá-la desconfiado. ― Eu acho que vamos precisar de Selena do nosso lado quando tudo vier à tona ― eu a puxo para o meu colo. Ela me monta, seu semblante está pensativo, o cenho franzido. ― Há algo errado na forma como Chris a trata. Eu senti isso desde o primeiro momento em que os vi juntos. ― O que, exatamente, baby? ― pergunto, passeando as mãos pelas coxas macias numa carícia preguiçosa. ― Eu sempre achei a forma de Chris tratá-la um tanto arbitrária, confesso, mas... ― Eu acho que ele abusa de Selena ― ela diz, seu rosto torcendo em repulsa. Quê? Ela está dizendo o que acho que está dizendo? ― Seja mais específica, Mel ― peço, o choque tomando conta de mim apenas com essa ideia. ― Ele abusa, não apenas controlando-a, não apenas emocionalmente ― ela puxa uma respiração. ― Eu acho que ele abusou, ou ainda abusa sexualmente da irmã ― solta finalmente. Minhas mãos param de se mover. ― Porra, isso não é apenas um crime, Mel ― eu rosno. ― É doentio. É fodido pra caralho. Por que pensa isso? Você viu algo comprometedor entre os dois? Ela recua um pouco. ― Não, eu não vi. Apenas observo a interação deles sempre que os vejo e há algo lá, baby ― ela suspira. ― Eu assisti a uma palestra sobre violência doméstica e abuso de menores na escola do Chay há alguns meses e... ― E? ― instigo. ― A psicóloga mencionou alguns sinais que as vítimas de abuso costumam emitir diante do seu abusador. Selena definitivamente apresenta alguns desses quando está com o irmão. Principalmente quando Chris a toca.

Eu estou pasmo, enojado e triste por Selena se isso realmente é verdade. Deus! Que tipo de monstro é Chris Hart? Sua própria irmã? Quão doente e fodida é a mente desse infeliz? ― Cristo, isso é uma bomba do caralho se for verdade, baby ― digo ainda sem acreditar que ele faria algo tão sórdido à sua carne, seu sangue. ― Você nunca percebeu nada anormal na relação deles? ― Mel pergunta. Me sinto um pouco envergonhado porque há até bem pouco tempo eu estava fodendo Selena. Nem um pouco preocupado com sua vida em família. Para mim, ela era apenas uma cadela gostosa, egoísta, mimada, mas me serviu por um tempo. Não pensei em nenhum momento que todo o plano de sedução possa ter partido da cabeça doente do Chris para me manter com as bolas presas na gravadora. E, certo como o inferno que nunca suspeitei que Chris fodia sua irmã. Ok, talvez Selena seja apenas mais uma vítima nas mãos do irmão inescrupuloso, e se foi, ou ainda é abusada, a história fica cada vez mais sinistra. ― Nós precisamos trazê-la para o nosso lado, Liam. Eu posso tentar me aproximar dela, mas acho que ela prefere você ― ela completa torcendo seu narizinho. Faço minha cara de o quê? Ela revira os olhos. ― Ora, por favor. A garota é apaixonada por você ― bufa. ― Você é tão, tão ciumenta, Sra. Stone... ― ronrono, aproximando nossas bocas. Ela me abraça pelo pescoço. Dou beijos suaves em sua mandíbula. ― Agora, sério, baby ― puxo para trás para olhá-la nos olhos. ― Não a quero preocupada com o Chris fodido, ok? Os advogados estão conduzindo isso. Vou levantar esse assunto para eles, que saberão me orientar a respeito de como agir. Não podemos simplesmente interrogar a Selena e forçá-la a revelar que o irmão a tem fodido. Cristo, se essa merda for verdade, o Hart está acabado. Não há volta para ele ― ela suspira baixinho. Deslizando os dedos suavemente pela minha nuca. Resolvo mudar de tema. Tenho apenas duas horas para ficar com a minha mulher nos braços. Não vou gastá-las falando nos Hart. Foda-se! ― Você está melhor do enjoo? Não entendo sua reação ao fuso. Dois fodidos dias sentindo os efeitos não é uma reação normal ― ela faz uma pequena careta, o que me diz que ainda está sentindo o malestar. ― Tem certeza que não quer ver um médico antes de subir de volta no jato, baby?

― Não é nada demais, amor. Apenas uma ligeira náusea. Eu sinto isso às vezes quando estou na TPM. Não é apenas o fuso ― eu rio, ironicamente. ― Sério? TPM? Não me diga que é daquelas que querem torcer o pescoço dos pobres maridos? ― provoco. ― Talvez devêssemos ter conversado mais antes de eu levá-la à Vegas... Ela me bate no ombro, mas ri maliciosamente e começa a balançar em mim, acordando o meu pau. Minhas mãos sobem para sua bunda e agarro a carne firme, puxando-a com força. Ela geme. ― Não, baby ― sussurra, chupando meu lábio inferior. ― Eu só tenho ideias muito, muito boas para meu maridinho lindo e sexy ― eu rosno em sua boca e nos viro no sofá, deitando-a embaixo de mim. Suas pernas enrolam na minha cintura e eu empurro meu pau já bem animado entre suas coxas. ― Ohh, Deus... ― ela choraminga, rebolando, tornando o atrito por cima das roupas insuportavelmente gostoso. ― Gostosa... Eu vou foder você aqui, nesse sofá ― ronrono em seu ouvido, puxando o lóbulo da orelha com os dentes. ― Ainda não o batizamos... Quero lembrar do seu rosto lindo quando estiver gozando no meu pau, cada vez que entrar nessa sala ― ela ofega quando minha boca desce pelo pescoço, depositando beijos suaves, enquanto continuo a empurrar meu quadril contra os seus. ― Você vai entrar naquele jato com a bocetinha toda dolorida. Vou gozar tão profundo, baby... Nenhum banho vai tirar a minha porra de dentro de você. ― Deus, você é tão... Tão safado. Tão gostoso, baby... ― ela mia, enfiando as mãos pela barra da minha camiseta. Eu rio, arrogantemente satisfeito e tomo sua boca, enfiando a língua profundamente. Gememos e nos agarramos mais, as mãos começando a arrancar as roupas um do outro para a nossa despedida... Eu consegui voltar ao Rio um dia antes do festival. Convidei Jess para vir comigo. Talvez Elijah consiga colocar algum sentindo em sua bunda sem noção. Eu não vi outros sinais de que ela havia cheirado depois daquele episódio, mas ela é um tanto instável. Sempre foi. Foi uma surpresa para a Mel. Ela achava que chegaria apenas na madrugada de amanhã. As gravações do The Voice foram

encerradas antes do previsto. Cheguei com bastante tempo para passar o som com os caras e ensaiarmos as partes que introduzi no show. Vim direto do aeroporto para a casa da Mel. A porta da frente se abre e eu levanto do sofá. Ela ria de algo que o Chay estava dizendo e seu lindo rosto se transforma quando levanta a vista e me vê parado em sua sala. Os olhos amendoados brilham e ela sorri. Ela pronuncia baby quase inaudível. Então, meus olhos desviam para o homenzinho, que está igualmente surpreso. Mas, eu definitivamente não estava preparado para a palavra que deixou sua boca num grito eufórico: ― Pai! ― meu peito incha ao ouvi-lo finalmente chamar-me assim, o coração batendo rápido. Um lindo sorriso infantil se abriu em seu rosto, enquanto os olhinhos amendoados brilharam, ele solta sua mochila e corre para mim. Jesus Cristo! Ele me chamou de pai! Eu fui encontrá-lo no meio da sala e ele se atirou em meus braços. Eu rio bobamente, antes de levantá-lo, apertando contra o meu peito. Meus olhos ardendo pra cacete. Ele atracou meu pescoço e ficamos assim por um tempo. Ouço um leve fungado e encaro a Mel que ainda está parada lá, perto da porta, os olhos marejados, lágrimas escorrendo pelas faces que tanto amo. ― Venha aqui, baby ― peço, a emoção ameaçando fechar minha garganta. Ela anda devagar em nossa direção. Seu corpo lindo, esguio num vestido comportado, mas que nela fica sexy como o inferno. ― Então, você cuidou da sua mãe para mim, como pedi, homenzinho? ― rio, bagunçando a cabeleira castanha de Chay. ― Sim, pai ― eu amoleço de novo. Porra, vai ser difícil me acostumar por um tempo. ― Eu e a tia Sara cuidamos da mamãe ― ele diz orgulhoso. ― Que bom, filho ― digo com o mesmo orgulho. ― Esse é o meu garoto ― beijo seus cabelos suavemente. Ele me aperta mais pelo pescoço, meio encabulado. Uma coisa de caras. Faço uma nota mental para não parecer a porra de uma mocinha na frente do moleque. Mel chega até nós e meus olhos bebem dela, famintos, mesmo que tenhamos ficado longe apenas por dois dias. Enrolo um braço em sua cintura e a puxo para mim. Seu olhar encontra o meu com a mesma saudade. Trocamos

um breve beijo nos lábios. O sentimento de posse é esmagador. Minha mulher e meu filho. Não sei como isso se agigantou de tal forma dentro de mim, só sei que eles são o meu mundo inteiro. E isso nunca vai mudar. ― Hei, baby ― sussurro, nossas bocas ainda próximas. Ela cora um pouco, certamente não querendo muita intimidade na frente do Chay. ― Oi, amor ― sua voz vai direto ao meu pau e eu tenho que me segurar para não parecer um maldito tarado na frente do nosso filho. Eu dou-lhe mais um beijo casto e volto meu olhar para Chay que observa nossa troca com um risinho travesso, com toda malícia que sua idade lhe permite. Esse moleque é tão malditamente esperto. ― Você vai almoçar com a gente, pai? ― ele pergunta e eu não consigo evitar um riso de morder orelhas cada vez que pronuncia essa palavra. ― Claro, homenzinho ― afirmo, colocando-o no chão. ― Caramba, você está bem pesado, moleque ― brinco. Ele ri. ― Cresceu muito em apenas dez dias. ― Vou fazer sete daqui a dois meses ― Chay estufa o peito orgulhoso. Eu não consigo deixar de rir pelo seu entusiasmo para chegar logo aos sete. ― Eu sei ― digo, tirando seus cabelos dos olhos. ― Já pensou no que você quer fazer? Nós podemos fazer qualquer coisa. ― Liam... ― a Mel diz em tom de repreensão. ― Você não deve fazer esse tipo de proposta a uma criança de seis anos, baby. ― Quase sete, mãe ― Chay a corta. ― Certo, um menino de quase sete anos ― ela ri suavemente, acariciando a cabeleira castanha do pequeno. ― Você vai estragá-lo assim, amor. ― É o aniversário do garoto, baby ― digo baixinho. ― Além disso, será o primeiro que passaremos em família. Eu posso, eu quero fazer algo especial para o nosso filho ― os olhos amendoados amoleceram com as últimas palavras. ― Ok. Você é tão persuasivo, Sr. Stone ― ronrona, me deixando numa sinuca porque não posso

agarrá-la na frente do Chay. Eu apenas rio, dando-lhe uma piscadinha com promessas bem sujas para mais tarde. ― Ei, menino bonito? ― ela desvia a atenção para o pequeno. ― Que tal ir guardar sua mochila e lavar as mãos, hein? ― ele já ia virando as costas. ― Ei, não está esquecendo nada? ― Chay volta, um riso de pura adoração se abrindo no rosto quando a mãe se curvou, beijando-o nos lábios suavemente. ― Hum, agora sim, vai lá, meu bebê. O pequeno torce o rosto em desgosto. ― Mãe... ― reclama. ― Eu não sou mais um bebê ― nós dois rimos do nosso moleque. ― Certo, querido ― Mel sussurra, ainda sorrindo. ― Agora, vá guardar suas coisas. Chay faz uma algazarra subindo a escada correndo. Mel suspira voltando os olhos muito brilhantes para mim. Eu a puxo, colando nossos corpos sem cerimônias. ― Por que não me avisou que chegaria hoje? ― ela fez biquinho, levando as mãos para minha nuca. ― Eu queria ver esse brilho nesses olhos bonitos, baby ― digo baixinho, aproximando nossas bocas. ― Agora, beije seu marido adequadamente, minha gostosa ― ela geme e mergulha a boca macia na minha. Nossas línguas se encontram se lambendo lenta e provocantemente. Minhas mãos acariciam suas costas esguias, apertam a cinturinha delicada e caem para o traseiro duro e empinado. Gememos lascivamente. Empurro minha pélvis na sua e moemos gostoso um no outro. Cacete! Gostosa pra caralho. ― Cristo, precisamos parar, baby ― rio, ofegante quando ela lamenta em minha boca. ― Chay vai voltar a qualquer momento e não quero ostentar um pau malditamente duro na frente do nosso homenzinho ― isso foi um bom argumento porque ela parou de esfregar a boceta quente no meu pau. ― Quando ele for para a natação, sou todo seu, minha delícia ― murmuro, mas franzo o cenho quando lembro que preciso encontrar os caras. ― Bem, vamos ter que deixar o trabalho pesado para a noite, no entanto ― ofereço-lhe um de meus sorrisos vou te foder a noite inteira. Ela geme desavergonhada. ― Preciso ver algumas coisas com os caras para o show de amanhã ― seu rosto suaviza com a menção do show.

― Você está feliz, baby? ― seus dedos deslizam reverentemente pelas minhas faces. ― Se apresentar em seu país em um grande festival como o Rock in Rio? ― Muito ― murmuro. ― Na verdade, já havíamos sido sondados em outras edições, mas sempre havia uma turnê em andamento e não conseguimos conciliar ― ela assente. Meu olhar captura o seu e o prende. ― A felicidade que estou sentindo transcende ao festival, baby. Apesar do Rock in Rio fazer parte da minha vida, pois, foi onde meus pais se conheceram, estou esmagadoramente feliz porque tive a oportunidade de reencontrar você. O festival nos colocou juntos outra vez e eu nunca vou conseguir agradecer a Deus o bastante ― ela está com os olhos marejados, piscando para conter as lágrimas. ― Eu amo você, baby ― sussurra com voz emocionada. Colo nossas testas, rindo reverente. ― Espero que saiba disso. ― Eu sei, e eu amo você também, baby. Muito ― nossos lábios selam novamente num beijo suave. ― Eu tomei a liberdade de comprar algo para você usar no show ― ela torce o narizinho. ― Baby, não seja uma cadela ingrata com seu marido ― brinco e ela ri, acenando relutantemente. ― Ok, superstar. Só porque amanhã vou assistir meu astro do rock favorito ― eu dou um sorriso cheio de dentes. Um misto de candura e lascívia se espalhando em meu rosto. Só ela me faz querer fodê-la sem sentido e cuidar dela na mesma medida. Um caso sério de porra sentimental. Cristo. ― E ele é muito quente, sabe? Preciso estar à altura... Melissa Liam amplia o sorriso, os cantos da boca se curvando sensualmente. Eu amo todos os seus sorrisos. São muitos. Tem o puramente rockstar, destinado às fãs. O de pai orgulhoso, que acabou de dar ao Chay. O que costuma soltar em torno dos caras. E há esse... Que é reservado só para mim. Meu corpo fica todo aquecido e mole quando vejo a curva sexy dos lábios, os dentes branquinhos e os olhos impossivelmente azuis brilhando num misto de malícia, travessura e safadeza. Se o Chay não estivesse prestes a voltar, correndo pela escada, eu já estaria prensada contra a parede mais

próxima. Minha vagina aperta de saudade dele. Oh, Deus. Foram apenas dois dias. Parece patético, eu sei. Mas, não é. Pelo menos, eu não vejo assim. Os olhos azuis queimam em mim, passeando vagarosamente pelo meu rosto e seus dedos acariciam meus lábios. Tenho que me conter para não lamber e chupar seus dedos. Caramba. Comporte-se, Mel. ― O que foi? Pare de me olhar assim... ― coaxo, minha voz saindo apenas um murmúrio arfante, sob seu olhar intenso. Ele eleva um canto da boca bem-feita, muito satisfeito com o efeito que tem sobre mim. Muito arrogante. Muito quente. Muito tudo. Caramba. ― É meio que impossível não te olhar assim, baby ― ele emite um ronronar sexy. Sua marca registrada e minha calcinha é uma confusão úmida. Oh, rapaz. Seus dedos levantam meu queixo suavemente. ― Você é linda, Sra. Stone ― sussurra na minha boca e eu tremo de excitação e amor por este homem. ― Estou louco para mostrá-la para a porra do mundo inteiro. Ele almoçou conosco. O Chay estava eufórico com tantas histórias que contou sobre LA. Liam me informou que Jess veio com ele para assistir à apresentação da banda. Isso tirou um pouco da minha empolgação pela sua chegada antecipada. Há algo que não desce sobre essa garota. Mas, não vou verbalizar isso para meu marido, porque é óbvio o carinho que ele tem por ela. Cresceram juntos e tal. Eu posso controlar o meu ciúme, é claro que posso. No período da tarde, Liam foi para a cobertura. Ele estava ansioso para rever os amigos. Aproveitei para encerrar minha assessoria com a The Horses. O show deles será dentro de dois dias. O apartamento estava a mesma bagunça das farras constantes e o restante dos caras, provavelmente desmaiados em seus quartos. Eu nem recordo direito de seus rostos ao vivo. Apenas Bob, trajando seu costumeiro roupão, me saudou. Ele sempre está vestido assim, ou muda para isso toda vez que ligo avisando que vou passar por aqui? Seus olhos negros viajam por mim maliciosamente quanto atende a porta. O copo de uísque está na outra mão. Outra coisa sobre ele, sempre está com um copo de bebida na mão. Argg. ― Hei, Mel ― diz alegremente. Um pouco alegre demais para o meu gosto. ― Entre, docinho ―

reviro os olhos e entro na sala. Não importa quantas vezes eu peço para ele não me chamar por esses nomes que sugerem intimidade, Bob nunca me deu ouvidos. Me acomodo no sofá e percebo que tem uma calcinha jogada no tapete. Repugnante. Ele está rindo da minha reação quando levanto meus olhos. ― A festa foi um pouco selvagem ontem ― diz, dando de ombros, sentando-se no sofá à minha frente. As partes do roupão se abrem e eu desvio os olhos, me concentrando no meu trabalho. Abro minha bolsa e retiro o lap top, me congratulando por ter conseguido encerrar isso sem nenhum contratempo entre eu e esse rockstar que se acha o próprio deus. ― Saia comigo hoje. Eu levanto meu olhar rapidamente com suas últimas palavras. Elas foram baixas, sussurradas. Seus olhos de ônix estão cheios de luxúria, presos na minha boca. ― Isso vai ser rápido. Vou apenas repassar seu itinerário até a cidade do rock e seu camarim ― digo, ignorando-o deliberadamente. Ele ri baixinho. Idiota. Passo os próximos dez minutos explicando detalhadamente seu acesso ao palco do festival. ― Tudo que solicitaram foi providenciado. Há algo mais que queira acrescentar? ― pergunto, bufando por dentro. A lista de exigências deles foi ridícula, alguém precisa avisá-los de que não são os Rolling Stones, ou a DragonFly. Um riso se espalha nos meus lábios ao lembrar que amanhã o meu Liam estará no Rock in Rio. Eu mal posso esperar. Sei que vou me emocionar pra caramba. ― O que é tão engraçado? ― sua voz me tira do meu sonho acordado. Seus olhos estreitam como se estivesse me desvendando. ― Nada ― respondo, concisa. ― Então, há algo mais? ― insisto. ― Sim, há algo mais ― ele praticamente canta. ― Eu quero você na minha cama. Não tenho pensado em outra coisa desde que pus os olhos sobre você. Eu o olho firmemente, incrédula com sua cara de pau. Será que ele pensou sobre mim quando estava enfiando seu pau em todas as mulheres que passaram por sua cama desde que chegou aqui? Cristo, será que eu, de repente, tenho uma espécie de chamariz para astros do rock mais novos? Decido ignorar seu ataque direto, no entanto.

― Encerramos aqui, então ― informo, guardando minhas coisas e me levantando. Ele faz o mesmo. Passa a mão livre pelos cabelos negros e pisca um sorriso de derreter calcinhas para mim. Mas, há uma espécie de admiração em seu olhar agora. ― Foi um prazer assessorá-los ― eu minto. ― Bom show para você e seus companheiros ― isso foi genuíno. Bob amplia o sorriso e se aproxima de mim. Eu fico tensa. ― O prazer foi todo meu, baby ― ronrona. A última palavra parece totalmente errada em sua boca. Ele estende a mão e eu a pego com profissionalismo. ― Você irá para o show? ― meneio a cabeça. ― Não. Sinto muito, mas tenho filho pequeno e... ― Okay, um homem sabe quando está sendo rejeitado ― ele diz com fingida tristeza. Eu rio da sua cara de pau. ― Mas, eu tenho a impressão de que ainda vamos nos ver, doçura. Ele pisca charmoso, mas isso se instala em mim. O que ele quer dizer com isso? Ele sabe sobre o Liam e eu? Da nossa real situação? Não, ele não sabe. Claro que não. Ele só está sendo um rockstar arrogante achando que pode pegar qualquer mulher que quiser, o que ele, tecnicamente pode. Não vou negar que Bob Cash é muito atraente. Apenas não faz o meu tipo. Não quando meu marido é ninguém menos que Liam Stone. ― Adeus, Bob ― eu digo, me dirigindo para a porta. Ele a abre e faz um floreio para eu passar. ― Cuide-se. ― Cuide-se também, Mel ― ele diz, subitamente sério e eu deixo o apartamento, meu peito aliviado que esse capítulo está encerrado. ― Minha Nossa Senhora das mulheres quentes, maninha! ― Sara exclama quando entra no meu quarto no dia seguinte. Vamos as duas daqui para a cidade do rock. Mat está nos aguardando lá fora. Eu dormi com o Liam em seu quarto na cobertura e voltei para casa depois das dez da manhã. Depois disso não o vi mais. Ele e os caras estão ensaiando algo que o Liam introduziu no show. Eu tentei descobrir, mas meu muito misterioso marido não quis revelar nem sob a promessa de sexo oral. Eu o

havia ganhado assim em LA. Rio com a memória. Eu giro na frente de Sara quando termino de fazer a maquiagem. Ela assobia baixo. ― Uau! Você está quente, irmã. A primeira-dama do rock. Cadela sortuda! Eu rio do seu exagero. Liam me comprou um conjunto de calças e jaqueta de couro preto. É de uma grife famosa. O couro só falta derreter ao toque. Eu babei quando me mostrou. Para completar o traje, uma camiseta branca da banda e botas de cano alto, sexys pra caramba. Eu nunca tive coragem de usar uma dessas antes. Mas, oh, rapaz, eu me senti poderosa quando me vesti e mirei-me no espelho. Meus cabelos estão soltos em cachos feitos pelo difusor. Eu mesma arrumei, apesar do meu marido ter insistido em me mandar uma profissional para isso. Imagina. Eu quero me virar enquanto posso, porque sei que em LA, onde tudo é tão glamoroso, as coisas serão diferentes. Quero curtir até os últimos instantes da minha vida simples. Não que eu não esteja acostumada com certa ostentação. A família Portela tem posses e tanto Lúcia quanto Raul sempre fizeram questão de viver cercados de luxo. Mas, o nível de riqueza do Liam, estrela do rock mundial, o nível de atenção que ele recebe onde quer que vá é assustador, esmagador, para ser sincera. Eu parei de mencionar isso para ele, mas estaria mentindo se dissesse que não estou me borrando de medo do estilo de vida em LA. ― Você também está linda, irmãzinha ― digo, beijando-a no ar para não borrar nossa maquiagem. Ela também está muito quente, imitando suas palavras. Os cabelos castanho-escuros estão caindo em ondas suaves pelos ombros e costas. Usa uma jaqueta de couro preto, camiseta da banda por baixo. Uma saia preta com dois babados cai até o meio das coxas cobertas com meias arrastão. Uma bota cano curto e saltos impossivelmente altos lhe confere um visual atrevido. Tão Sara. ― Uau! Puro rock and roll, maninha. Arrasou. ― Puta merda, estou tão nervosa, Mel ― ela suspira e vai até o espelho conferindo o visual. ― Nem acredito que vou ver a minha banda preferida ao vivooooo! ― ela dá um gritinho, fazendo uma espécie de dancinha feliz. Eu não posso deixar de sorrir para a sua empolgação de fã. Eu também fiquei assim no show de

Porto Alegre. Só que a dimensão do Rock in Rio é infinitamente maior. Então, eu também estou nervosa, é claro. Cerca de trinta minutos depois estávamos na cidade do rock, caminhando para o camarim da DragonFly. Sara está elétrica, parecendo uma criança na Disney. Greg nos cumprimenta do lado de fora e abre a porta para nosso acesso. O espaço é todo revestido com tecidos nas cores azul e branco. Liam gosta dessas cores. Há muitas cadeiras, puffs, um longo sofá azul. Uma mesa posta com frutas, os doces do Collin, baldes de champanhe caríssimo ao gelo. Meus olhos param a inspeção encontrando o meu marido. Ele está em pé, enquanto a muito atenciosa Jess alisa sua jaqueta de couro marrom como se tivesse alguma prega no couro. Sério? Eu forço minhas pernas a andarem. Ela está rindo daquele jeito sedutor e ele está rindo de volta. Eu sei que prometi controlar o meu ciúme, mas minhas entranhas se revolvem com a cena e eu sinto algo íntimo entre eles. De novo. Liam vira a cabeça loira despenteada e seu sorriso muda, os olhos azuis se iluminam encontrando os meus. ― Baby... ― ele diz reverentemente, antes de seu olhar descer lentamente por mim. Minhas pernas ficam moles quando paro perto deles. ― Hei, Mel ― Jess me saúda com seu sorriso simpático, inclinando-se para me abraçar. Consigo agir naturalmente e sorrir de volta. ― Que bom ver você. ― Oi, Jess ― ela está parecendo uma modelo do caralho, num minúsculo vestido roxo, botas sexys e jaqueta preta. Eu já não me sinto tão incrível perto dela. Droga. Mas, então, eu sinto os braços fortes do meu marido ser enrolarem na minha cintura, me puxando para seu corpo tonificado e muito, muito cheiroso. Eu não consigo segurar meu sorriso de triunfo, o ciúme se dissipando. Ok, ele não foi embora totalmente, admito. Enlaço-o pelo pescoço e ele abre o riso que derrete meus ossos, os olhos azuis inflamando-me. Seus dentes mordiscam meus lábios e eu tremo. Ele amplia o riso arrogantemente safado antes de tomar a minha boca num beijo delicioso. A solícita Jess é dispensada sumariamente. É isso aí, querida. Vá organizar as roupas de outro rockstar. Esse aqui é meu. ― Você está linda pra caralho, Sra. Stone ― ele grunhe na minha boca, cortando o beijo. Uma

mão cava o meu traseiro e ele geme baixinho. ― Cacete. Eu sabia que sua bunda ficaria perfeita em couros, baby ― rosna, sorrindo sem vergonha. ― Humm, foi um presente do meu marido lindo ― ronrono de volta um pouco alto. Sim, eu quero fazer meu próprio show aqui, perceberam, não é? Demarcar meu território. Vejo pela minha visão periférica que Jess vai em direção aos caras e faz a mesma coisa, arrumando os cabelos e as roupas. Oh, certo. Então, essa atenção toda não era apenas para meu marido. Bom. Muito bom. Se ela quiser manter seus longos cabelos loiros em sua cabeça é melhor ficar na sua. ― Eu vou agradecer adequadamente depois, prometo ― digo, rindo com atrevimento. Ele rosna, mordendo meu lábio inferior. ― Safada... ― sussurra no meu ouvido, sua voz rouca fazendo coisas ruins para minha calcinha. ― Vou cantar para o mundo todo com um pau duro. Você é muito má, baby ― eu rio satisfeita. Ele ri sacana e bate de leve na minha bunda. ― Vou ter que te castigar mais tarde, sabe disso? ― Não vejo a hora... ― murmuro. Somos trazidos de volta pelas vaias e assovios à nossa volta. ― Hum, oi, rapazes ― digo, meu rosto vermelho como uma beterraba. ― Porra, Stone, sua mulher está gostosa, cara ― Collin assobiou me olhando de cima a baixo. Liam rosnou. ― Com todo o respeito, é claro ― piscou para mim, com um riso provocador. ― Hei, doce Mel ― eu rio meneando a cabeça. ― Caralho, o bastardo aqui tem toda a razão, Stone ― Sean entrou na brincadeira. ― Você está quente, baby. Liam bufou. ― Vão se ferrar, seus idiotas ― disse, beijando meus cabelos em seguida. Há um riso em seu tom. Eu amo essa interação louca entre eles. ― Hei, Mel. Você está linda ― Paul acena girando suas baquetas como um malabarista. ― E, Sara, você está quente, querida ― acrescenta desviando todas as atenções para minha irmã, que nesse momento trava uma guerra silenciosa de olhares com Elijah.

― Mel, querida, você está linda ― Elijah dirige o olhar para mim. ― O idiota ciumento aí deve ter bastante cuidado ― ele ri, adorando provocar seu amigo. ― O quê? Você não devia tê-la permitido vestir uma calça de couro com um traseiro desses, irmão. ― Se não quiser entrar no palco com um olho fodidamente roxo, sugiro que pare, imbecil ― Liam rosna. Todos riem, inclusive eu. Ele me dá outro tapa na bunda e me puxa de costas contra seu peito. Eu observo melhor a cena. Elijah estava com a cadela da Nat no colo, mas a retirou para o lado sem nem ao menos poupar-lhe um olhar. Os olhos verdes estavam travados na minha irmã novamente. Uau! Eu não sei como a Nat aguenta esse tipo de tratamento. A vadia lança um olhar mortal na direção de Sara, enquanto Elijah se levanta, deixando-a de lado com uma facilidade espantosa. Ele atravessa a sala com um objetivo claro. Sara se retesa quando ele se aproxima e sussurra algo em seu ouvido. Seu rosto atinge dez tons de vermelho. Caramba. O que foi que ele disse a ela? Algo bem sujo, aposto. ― Idiota ― Sara resmunga, revirando os olhos e passa por ele vindo até onde eu e Liam estamos. Novos assovios foram dirigidos à ela, que sorri e cumprimenta cada um dos caras com um beijo no rosto. Hum, eu acho que Sara está provocando deliberadamente o guitarrista galinha. Ficamos conversando por cerca de vinte minutos. Os caras tomam apenas uma cerveja cada um. Eles são realmente focados e estou com um pressentimento de que eles vão detonar naquele palco. Chris e Selena entram quando estamos prestes a sair. O clima fica imediatamente pesado. O homem abraça a todos com risos e tapinhas nas costas. Um sorriso grande escancarado no rosto. Deseja bom show. Selena, por sua vez, estava daquela forma que observei antes. Os olhos mortos e seu semblante meio pálido, apesar da maquiagem. Eu sinto vontade de vomitar quando Chris me elogia e abre seu riso charmoso com um toque sinistro bem lá no fundo. Ele me dá calafrios. Graças a Deus não permanecem por muito tempo e se dirigem antes de nós para o palco. ― Chegou a hora ― Nat anunciou e foi na direção de Elijah, que organizava sua guitarra sobre os ombros. Liam empunhou a sua. Cada um se muniu do necessário para seus equipamentos e deixamos

o camarim. Uma Van nos levou até o palco principal. Liam e os caras estavam descontraídos contando piadas. Eu estava uma pilha de nervos. Não sei como conseguem manter toda essa calma. Duh! Eles são astros mundiais, Mel, por favor. Descemos do carro e mais dois seguranças se juntaram a Greg e Mat. Eu não tenho intimidade com esses. Liam segura a minha mão, entrelaçando nossos dedos e adentramos o corredor, liderando o caminho. Gritos estridentes ecoam. A multidão ruge, cantando o tema do festival, Rock in Rio, do Roupa Nova. Todos numa direção Uma só voz, uma canção Todos num só coração, Um céu de estrelas Se a vida começasse agora, E o mundo fosse nosso outra vez, E a gente não parasse mais de cantar, de sonhar... Que a vida começasse agora E o mundo fosse nosso de vez E a gente não parasse mais de se amar, de se dar, de viver uou uou uou uou uou Rock in rio Meu coração começou a trovejar no peito. Deus! Liam vai estar lá em poucos minutos. Os caras riem e falam palavrões atrás de nós em aprovação. Após o tema, a multidão começa o apelo: DragonFly! DragonFly! O coro ensurdecedor enche nossos ouvidos e Liam abre o sorriso rockstar, dando-me uma piscadinha. Ele é tão arrogante. Mas, estou sorrindo bobamente de volta. O público começa a chamar o nome de todos eles. Emoção corre em mim quando chegamos ao final do corredor. Eu solto sua mão. Há um canto menos iluminado, me trazendo memórias do show em Porto Alegre. Eu parei encostando-me à parede.

― Vá, superstar ― eu digo. Ele junta as sobrancelhas parecendo confuso. ― Eu vou ficar aqui, baby. Mas, lembre-se ― deslizei os dedos pelo rosto soberbamente belo. ― você é e sempre será o meu astro favorito. Seu olhar suaviza e ele pega a minha mão entrelaçando nossos dedos novamente. As piscinas azuis estão escuras na fraca iluminação. ― Sem cantinho escuro para você dessa vez, baby ― ele sussurra, bem próximo da minha boca. ― Minha mulher vai ficar lá ― ele aponta o lado oposto do palco, onde sua equipe de apoio já está a postos. ― Eu vou? ― pergunto debilmente, ainda sem entender. Ele acaricia a minha face suave como uma pluma, tão calmo, como se milhares de pessoas não estivessem se esgoelando por ele. ― Sim, baby. Você vai. Sem esconderijos ― ele me beija suavemente nos lábios e sussurra: ― nunca mais. Lágrimas ardem nos meus olhos. Eu sei, sou uma maldita manteiga derretida. Mas, o que ele está fazendo? ― O-o que você quer dizer, baby? ― gaguejo tremulamente. Ele sorri, me dando mais beijos suaves, claramente tentando me acalmar. ― Esse show é o nosso primeiro como casal. Eu quero ver o seu rosto lindo cada vez que olhar naquela direção. Você vai fazer isso para mim, baby? ― seu olhar me hipnotiza e aquece cada parte de mim. Aceno incapaz de encontrar a voz. Ele quer me mostrar ao mundo e eu estou meio que paralisada agora que o momento chegou. Oh. Meu. Deus. ― Eu te amo ― ele murmura e me dá mais um beijo, sua língua deslizando contra a minha. Corta o beijo breve demais, mas colamos nossas testas. ― Eu te amo mais, baby ― murmuro, meu coração saltitando loucamente. Liam abre seu sorriso lindo de menino travesso e acena se afastando. ― Jess? Cuide dela para mim ― ele pede por sobre o seu ombro.

― Claro, chefe ― Jess se coloca do nosso lado, um sorriso enorme nos lábios. ― Vá, amor ― ele me empurra suavemente para os cuidados da garota. Jess entrelaça seu braço no meu. Ela chama Sara também e atravessamos o palco pelos fundos, mas ainda visíveis aos olhos do público. Os gritos aumentam quando percebem a movimentação. Eu me arrisco a olhar de lado e fico ainda mais nervosa. Há gente que não tem mais fim. Caramba! ― Oh, cara ― Sara balbucia do meu lado. ― Puta merda! Tomamos nossos lugares e as luzes do palco dançam enlouquecidas. A plateia começa uma contagem. Eu vi isso em alguns dos shows da banda. Uma espécie do show pirotécnico explode com efeitos especiais e um DJ surge sob os holofotes, fazendo um remix de Incontrolável. A multidão ruge, pulando, em expectativa. Sara ri, completamente deslumbrada. As luzes se apagam. Assovios altos soam e quando o palco é iluminado outra vez todos eles já estão lá. Uau! O público explode e eu rio concordando com Sara. Sim, puta merda!

CAPÍTULO VINTE E QUATRO Melissa As luzes dançam sobre cada membro da banda. A multidão está enlouquecida. Liam se aproxima do microfone e sorri. Eu fecho os olhos, sentindo a vibração na minha espinha se espalhando no meu corpo inteiro. É insano como apenas o som da sua risada pode me afetar tanto. Eu abro os olhos, tenho um sorriso permanente gravado nos meus lábios. Esse é o momento. Nós trabalhamos o mês inteiro para esse momento. Ele está tão rockstar hoje. Usa calças de couro pretas, botas com abotoaduras chamativas e a jaqueta de couro marrom escuro sobre uma camiseta branca com uma enorme bandeira do Brasil estampada no peito. Os caras estão cada um em seu estilo. Elijah, veste calças jeans escuras, botas que vão quase até os joelhos e uma camiseta preta com o rosto de Jimi

Hendrix[28] estampado na frente. Collin, usa calça de couro bege, camiseta preta do Metálica e botas parecidas com as do Liam. Sean, uma camiseta branca dos Beatles sob uma jaqueta de couro preta, calça de couro marrom claro e botas de cowboy. Paul, veste uma camisa xadrez por cima de uma camiseta azul simples, calça jeans escuro e tênis converse All Star. Ele seria o mais simples se não tivesse uma bandana preta na cabeça com o logo da banda. Eles estão lindos! Eles são lindos. ― Boa noite, Rio! Boa noite, Brasil! ― Liam saúda em Português e o público assovia, grita, pula. Caramba! Ele amplia o riso. Eu só posso imaginar a emoção que deve estar sentindo nesse momento. ― Caras, estamos no Rock in Rio, cacete! ― ele fala, se virando para olhar seus companheiros. Eles riem e saúdam o público também de seus microfones. ― É bom não fazermos feio, cães sarnentos ― ele brinca os fãs vão junto, rindo. ― É fodidamente incrível estarmos com vocês esta noite. Esperamos muito por isso. Sempre que surgia o convite estávamos com turnês programadas, mas, enfim, chegou a nossa hora ― passa uma mão pelos cabelos e eu vejo o brilho em seu dedo anelar. Minha respiração para. Ele está usando a sua aliança. Oh, meu Deus! Ele está usando. Ele vira a cabeça para o meu lado, seu olhar prendendo o meu por um pequeno instante, tendo a certeza de que eu estou vendo isso. Meus olhos ardem e eu fico sem ação. Cristo, eu não posso me impedir de ser uma manteiga derretida quando faz coisas lindas assim. As duas safiras brilham para mim e ele abre o sorriso. O meu sorriso. Eu me derreto sob seu olhar amoroso, caloroso. Eu o amo tanto. Estou sorrindo tremulamente agora e Liam volta sua atenção para o mar de gente. ― Liam... Baby... ― ofego baixinho. Essa é a coisa mais linda, fofa e romântica que ele poderia ter feito. Ele está mostrando ao mundo que é meu. As lágrimas teimosas caem pelo meu rosto. Sara enlaça seu braço com o meu. Ela percebeu também. ― Segure as pontas aí, maninha ― sua voz suave e brincalhona junto ao meu ouvido. ― O show nem começou ainda. Eu sei que seu rockstar é totalmente demais, mas mantenha a pose de primeiradama, baby ― ela provoca. Eu rio em meio às lágrimas e a beijo no rosto. Minha linda maluquinha. Meu coração aperta ao recordar que em breve estaremos tão longe uma da outra.

― Preparamos uma seleção de velhos e novos sucessos da DragonFly, mas, também de outros caras que admiramos pra caralho ― Liam informa e faz uma pausa para absorver a empolgação da plateia. ― Espero que gostem porque eu Liam Stone, Elijah, Collin, Sean e Paul ― ele apontou para cada um dos caras, que acenaram de volta para o público. ― Vamos dar o nosso melhor nesse palco hoje! ― gritos, ovações e palavrões enchem o espaço. ― E o mais importante, estamos aqui pela mesma razão que vocês ― ele ri arrogantemente. ― Nós amamos rock and roll, porra! ― grita e a multidão ruge ensurdecedora. ― Puta merda, maninha! ― Sara exclama, um riso na sua voz. ― Seu homem abusa do direito de ser quente. ― Eu sei ― eu rio, meu peito inchado de orgulho do meu lindo e contagiante superstar. ― Hora do show, Rock in Rioooo! ― Liam anuncia e Elijah dá início a um solo na guitarra. Sara geme audivelmente. Eu rio da sua reação, mas, em seguida é a minha vez de gemer quando a voz sensual do meu marido enche nossos ouvidos. Eles puxam um de seus novos sucessos. Collin entra no baixo, Sean os segue um pouco depois no teclado. O público canta junto e o rock explode quando a bateria de Paul entra em ação. É agitado, potente, pulsa nas nossas veias e eu estou me segurando para não pular junto com a plateia ensandecida. Oh. Rapaz. É isso. Eles estão incendiando o palco do festival, exatamente como eu sabia que fariam. Não eram só eles que estavam ansiosos para tocarem aqui. Os fãs esperavam por isso há muito tempo. Eles são grandes. Sinto-me privilegiada por estar aqui tão perto deles. Vendo em primeira mão como são talentosos e carismáticos. Fodidamente perfeitos como diria meu Liam. Liam para de tocar sua guitarra, deixando apenas Elijah dedilhando teatralmente a sua. Eu sempre gostei da forma meio arrogante e sexy dos guitarristas tocarem. Sara está quase babando, o olhar trancado em Elijah. Liam balança a perna direita enquanto inclina o pedestal para a esquerda e sua voz abaixa uma oitava, rouca, apenas um rosnado baixo. Gritos femininos se destacam e elas se dividem com Liam, eu te amo! Elijah, gostoso! Collin, me leva para o camarim! E vice-versa. Olho

o telão do fundo do palco, tendo a visão frontal deles. Cada um deles recebe um close antes do rosto lindo do Liam preencher a tela. Eu amo seus olhos, mas, quando ele está assim, em cima do palco, eles ficam absurdamente lindos. O azul ganha uma tonalidade enérgica, muito mais potente e hipnotizante. Adrenalina escorre dele como um todo. Ele arranca o microfone do pedestal e corre de um lado a outro do palco. Liam adora agitar a multidão. É algo tão natural nele. Ele canta sorrindo, acenando. É a mesma energia do show de Porto Alegre, mas, eles estão ainda mais agitados e contagiantes. É simplesmente lindo de se ver. Os fãs cantam o último trecho da música e Liam ri, voltando para junto de Elijah, que repete o solo magnífico para encerramento. Paul bate nos pratos da bateria, num ritmo mais compassado, enquanto Collin acompanha no baixo por um momento. Elijah fica sozinho outra vez e se inclina para trás e para frente, balançando a cabeça, a perna esquerda batendo forte no chão, acompanhando os acordes de seu instrumento. ― Oh, cara... ― ouço Sara praticamente choramingar. ― Eu sabia que ele era bom, mas isso... Puta que pariu! Ao vivo é... Incrivelmente foda. Concordo com ela. Ele é muito bom. A Banda não dá tempo nem para respirar, emendam outro rock eletrizante. Um sucesso do segundo álbum. ― Vamos lá, Rock in Riooo! ― Liam pula, chamando o público para vir junto. Cristo, eles vão invadir o palco se se empolgarem mais. Ele dá um giro numa agilidade espantosa sobre seus pés e mexe o quadril sensualmente. ― Senhoras, eu quero ouvir só vocês agora ― sussurra ao microfone e tome mais gritos do entusiasmado público feminino. Ele sorri, sedutoramente rockstar. ― Isso, deem isso, queridas! Se soltem! Bonito pra caralho! ― eu apenas rio. Meu marido é um roqueiro, não posso esperar que se comporte como um cantor gospel no palco. Não posso alterar a essência dele. Além do mais, ele está usando a minha aliança. Isso fala por si só. Ele é meu. Não importa a loucura das fãs, não importa seus risos sedutores no palco ou para a imprensa. Liam é meu. Disso não tenho mais nenhuma dúvida. ― Eles são os melhores, não é? ― a voz me fez congelar o sorriso no rosto. Giro a cabeça

devagar e Chris está do meu lado, onde antes estava a Jess. Meu coração entra em uma corrida contra as costelas. Ele abre um sorriso lento, perigo brilhando em seu olhar. O homem é como um predador, parece sentir o medo na presa e se diverte com isso. ― O mundo vai se lembrar desse show daqui a dez, vinte anos... ― ele sussurra e volta a atenção para os caras. Eu não sei o que ele quer dizer. Seu tom não me oferece nada. Não sei por que está dizendo isso para mim. E o mais importante, por que está falando comigo se é óbvio que percebeu que não sou sua maior fã? ― Liam e a banda estarão livres tão logo voltemos à LA. ― eu engasgo. Ele volta a me olhar. ― Estarão? ― indago, forçando minha voz a não sair trêmula. Ele acena e abre um de seus muitos sorrisos falsos. ― Conversamos esta tarde. A banda pagará a multa rescisória e estamos acertados ― ele ri. ― Cinquenta milhões de dólares foram uma bagatela, nenhuma gravadora abriria mão deles por esse valor. Meu queixo cai quando ele menciona o valor. Minha nossa! Cinquenta milhões de dólares! Isso é a porra de um assalto. Que homem odioso. Ele não sabe, mas, a banda não vai pagar esse absurdo. Liam tem tudo arranjado com os advogados e logo que chegarmos à LA a máscara desse arrogante vai cair. Liam não quis que nada atrapalhasse a apresentação da banda no festival, foi só por isso que ainda não abriu um processo contra o Chris. Ele não perde por esperar. ― Que bom que tudo se resolveu ― digo, usando meu melhor tom neutro. Ele segura meu olhar por alguns instantes tensos, mas volta a sorrir. ― Sim, tudo está se resolvendo ― diz de forma enigmática. Eu volto minha atenção para o show. Novas explosões pirotécnicas tomam a frente do palco. Eu me forço a relaxar e esquecer a presença ameaçadoramente velada de Chris. Liam está girando o pedestal como um ninja se preparando para combate. Isso me faz rir de novo. Uau! Eu não vi isso em Porto Alegre. Bem, eu acho que eles reservaram o melhor para o Rock in Rio. Os fãs continuam frenéticos. Liam anda até a ponta da curta passarela, ficando mais perto do público. Elijah faz o mesmo percurso e os dois

permanecem lá. Liam cantando, jogando com sua voz, enquanto seu parceiro, sorri e pisca para as fãs na linha frontal. Os outros caras tocam e fazem um perfeito back vocal. Eu deixo a energia deles me preencher outra vez. Eles tocam por cerca de quarenta minutos ininterruptos. Os caras estão fazendo a introdução de mais uma batida agitada e Liam vem na minha direção. Um rapaz da sua equipe lhe entrega uma garrafa de água. Ele a leva aos lábios e toma quase tudo de uma vez. Eu fico hipnotizada pelo movimento da sua garganta enquanto o líquido desce. Está suado e um pouco arfante. Seu rosto lindamente corado como quando fazemos amor. Só o pensamento disso me deixa molhada. Ele me olha devolvendo a garrafa ao rapaz. Sem aviso, enrola um braço em minha cintura me puxando para um beijo faminto. Eu gemo quando sua língua invade a minha boca. Antes que pudesse aprofundar, ele já está apartando nossas bocas. Ofego junto aos seus lábios, nossos olhares trancados. ― Apreciando o show, Sra. Stone? ― ele sussurra, sorrindo na minha boca. É um tipo relaxado, tranquilo de sorriso. Ele está feliz que finalmente estamos nos mostrando assim. ― Muito, baby ― gemo desavergonhadamente. Ele ri travesso. ― Linda demais... ― murmura e eu sorrio, toda boba, arrebatada. ― O trabalho me chama, baby... ― geme e dá-me um aperto carinhoso na cintura, roçando os lábios nos meus antes de afastar. Ele arranca a camiseta e a joga para mim. Eu sorrio e a pego, levando ao nariz. O tecido está encharcado, mas não importa. Eu amo o seu cheiro. E, principalmente amo não ter que me esgueirar para ver meu marido. ― Espero que saiba que tirou a sorte grande, querida ― eu saio da minha bolha encantada e olho para onde estava Chris. Jess está de volta. Seu tom de voz é amigável, mas algo em seus olhos azuis destoa da sua postura. ― Oh, eu sei, querida ― eu digo, usando o mesmo tom forçosamente amigável que usou. ― Eu ainda acho que vocês deveriam se mostrar apenas em LA ― ela franze as sobrancelhas bem-feitas. ― Mas, Liam é tão imprevisível, intenso, incontrolável, não é? ― ela solta uma risadinha na última palavra. Estreito meus olhos nela. Meu sexto sentido continua me alertando que

devo manter os olhos bem abertos com essa garota. ― Ele está cansado de se esconder ― falo, me contendo para não pular no seu pescoço e exigir que me diga qual é a sua com o meu marido. ― Não, Mel. Você está cansada de se esconder ― ela rebate. Uma voz irritantemente suave. É impressionante como ela não se altera. ― Liam está fazendo isso apenas por você. É arriscado. Vocês podem ganhar o amor dos fãs como novo casal, mas, também podem ser rejeitados, principalmente pela mídia. Até ontem Liam estava envolvido com a Selena. Como vão explicar seu casamento? Os fãs dela vão criar uma verdadeira zona de guerra nas redes sociais. Você sabe disso, não é? Esteja preparada para o melhor, ou o pior, Mel. Esse é o mundo dos muito famosos ― ela está tentando deliberadamente me assustar? Se for, ela é malditamente boa nisso. A garota tem um ponto, tenho que admitir. ― É um tiro no escuro. Eu avisei à ele. É o meu papel como assessora de imprensa. ― Ei, o que foi? ― Sara pergunta, olhando acusadoramente para Jess. A garota levanta as mãos em rendição. ― O que essa boneca vodu disse a você, maninha? ― Sara, cochicha no meu ouvido. Dou um suspiro, sendo invadida pelo medo desse mundo dos muito famosos. ― Nada que eu já não soubesse, Sara ― respondo. ― Que seria? ― Eu e o Liam ainda temos muito pela frente ― digo. Ela franze a testa e olha de novo para Jess. ― Qual é a sua, garota? ― Sara sibila. Jess arregala os olhos. ― Que merda acabou de dizer para a minha irmã? ― Jess parece completamente atordoada com o ataque direto de Sara. ― Ei, calma, ok? ― Jess levanta as mãos de novo em conciliação. ― Eu só disse a verdade. Liam não devia escancarar para o mundo a sua relação com a Mel hoje. Não é o momento. Pode ser perigoso para os dois. ― Querida, viver é perigoso ― Sara diz condescendente. ― Você está aqui falando merda em um minuto e no outro pode ter o seu pescoço torcido ― Cristo, até eu me encolhi com essa. ― A Mel

não precisa desse tipo de comentário. O que você é afinal? Assessora de imprensa, ou conselheira amorosa? ― Jess fica vermelha, os olhos soltando faíscas. ― Hum, foi o que pensei. Se der merda aqui, você vai consertar. Você é paga para isso. Essa é a sua função ― Eu quase fiquei com pena da garota após o furacão Sara. Quase. ― Bom, já que esclarecemos isso, vem, maninha. Seu homem está em sua melhor forma. Você não pode perder isso ― Sara enlaça nossos braços e me dá um sorriso perverso. Ela é tão encrenqueira... Eu meneio a cabeça, mas, sigo seu conselho e recoloco minha atenção no meu marido. Liam está ao lado da bateria. Paul dá um espetáculo, as mãos ágeis, manuseando, girando as baquetas antes de tocar os pratos e tambores. Os dois riem cúmplices. Os fãs gritam os nomes dos dois. Liam se afasta em direção à Sean que está na percussão agora. Eles trocam a mesma cumplicidade, sorrindo. A cabeleira longa de Sean balança enquanto suas mãos marcam o ritmo nos tambores. Liam avança para frente do palco. Collin sorri quando ele passa um braço pelos seus ombros e canta, incentivando-o no baixo. Liam não brincou quando disse que dariam o seu melhor hoje. Eu rio quando ele bagunça os cabelos de Collin antes de seguir para junto de Elijah. Elijah ergue a guitarra e coloca a língua para fora, deslizando-a pela curva do instrumento. As mulheres enlouquecem. Ele se vira para olhar em nossa direção, digo, na direção de Sara e dá uma piscadinha arrogante, um riso safado se abrindo nos lábios cheios e volta a tocar agressivamente. Caramba! ― Oh, merda! Minha Nossa Senhora dos guitarristas cafajestes ― Sara geme com a cena. ― Isso foi malditamente quente, Mel. Babaca arrogante, idiota e... Puta merda, muito lindo! Ouço um bufo bem audível da cadela da Nat que está bem atrás de nós. Essa vadia está com os dias contados e nem desconfia disso. E não estou falando só de seu trabalho com a banda. Elijah não parece totalmente na dela. ― Sim, foi ― eu não consigo evitar uma gargalhada, a tensão indo embora de dentro de mim. O espetáculo segue. Liam avisa que vão desacelerar um pouco antes do intervalo. Cantam Loveme, baby, do álbum mais recente. As mulheres cantam junto. Ele está tão lindo, seu sorriso largo,

feliz. Eles encerram e Liam caminha para o final da passarela. ― Eu quero conversar apenas com os caras, agora ― anuncia e um coro de vozes masculinas entoam um year. Liam sorri com camaradagem. Ele é incrivelmente hábil em entreter seu público. ― Alguma vez já viram uma garota e sentiram: porra, essa é a garota? ― a resposta foi um tanto tímida. Ele ri mais e meneia a cabeça. ― Olha, não me atirem garrafas ainda, ok? ― os caras riem. ― Eu fui tomado, parceiros. É isso aí ― ele diz um pouco mais alto para se fazer ouvir. ― Sei que pareço maricas pra cacete nesse momento ― mais risos. ― Mas, querem saber? Eu estou fodidamente apaixonado ― meu peito aquece e eu fico toda mole com suas palavras. Ao mesmo tempo, um som de lamento feminino encheu o ar. Liam oferece seu sorriso rockstar. ― Uma parte do meu coração sempre será de vocês, queridas. Fiquem tranquilas ― gritos e assovios substituem os lamentos. ― Mas, voltando ao nosso assunto, companheiros ― ele diz caminhando pela lateral da passarela. Os telões exibem-no de corpo inteiro. Seu peitoral e abdome suados de fora, fazendo minha capacidade de concentração bem prejudicada. ― Levantem a mão quem já encontrou a tal garota ― poucos levantaram a princípio, mas, depois os tímidos foram levantando também. ― Wow! Parceiros, bom saber que não sou o único porra sentimental por aqui ― uma onda de gargalhadas soa. ― Certo, vamos voltar ao show, porque isso aqui não é um maldito comício, cacete! ― zomba de si mesmo. ― Essa não é nossa, mas, gostamos muito desses caras. Os caras que, como eu, foram tomados, atropelados pelo amor de uma linda menina, cantem comigo! One Republic, What You Wanted! Cante comigo, Rock in Riooo! ― ele eleva a voz, empolgado. A banda introduz a música e eu estou mais uma vez perdida na intensidade e beleza do meu marido. Seu rosto perfeito aparece no telão em close e ele sorri, como se soubesse que estou olhando-o. Sua voz abaixa. ― Eu amo você, baby ― sussurra antes de cantar os primeiros versos. Lágrimas enchem meus olhos pela que deve ser a milésima vez esta noite. What You Wanted (O que você queria)

I'll find the places where you hide (Eu vou encontrar os lugares onde você se esconde) I'll be the dawn on your worst night (Eu serei o amanhecer na sua pior noite) The only thing left in your life (A única coisa que eu gosto) I would kill for you, that's right (Eu mataria por você, é verdade) If that's what you wanted (Se for o que você queria) If that's what you wanted (Se for o que você queria) I'll put your poison in my veins (Eu vou colocar o seu veneno em minhas veias) They say the best love is insane, yeah (Dizem que o melhor amor é louco, sim) Não só o público masculino canta, agora todos estão num coro. Ele volta para o palco e pega sua guitarra, colocando o microfone no pedestal. Eu viajo na letra. Sua voz rouca, sensual é como uma carícia na minha pele. Eu sei que nunca vou esquecer esse show enquanto viver. Eu choro incessantemente, completamente perdida de amor por ele. Seus olhos continuam fixos através do telão. Ele canta cada palavra com sua alma só para mim. Quando a música encerra, Liam anuncia uma pausa de dez minutos. Eles saem pelo corredor e eu não vou junto. Não quero tirar o seu descanso. Liam parece uma máquina no palco. Merece ficar esses minutos só ele e os caras. Apenas a equipe de apoio os segue. Quando retornam, todos eles estão de camisetas novas e parecem revigorados para a segunda parte do show. Uma parte da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do

Rio já estava posicionada no canto oposto ao nosso. Liam agradece a participação da orquestra. Segue uma rodada de músicas mais recentes. Uma mescla de rock agitado com outras mais compassadas. A junção dos instrumentos líricos à batida agressiva do rock é perfeita. Um concerto memorável é o que temos na segunda parte do show. Sim, eles são os melhores. Nunca vi nada mais belo. Liam veste uma camiseta azul simples. Ele sabe que amo quando veste essa cor. Seus olhos ganham destaque. Brilham intensos como joias preciosas. Depois de trinta minutos mais ou menos, a multidão começa a pedir Incontrolável. Liam se vira para mim e pisca travesso. Eu mais uma vez choro ao som da música com acompanhamento da orquestra. Lindo demais. Sara me dá tapinhas nas costas e beija meus cabelos. Deus, será que vou me desmanchar assim a cada show deles? Preciso me acostumar. Sei que pareço meio ridícula agora. ― Ei, não se envergonhe, querida ― sua voz suave está um pouco embargada. ― Liam é lindo, irmã. O homem sabe ser romântico. Até eu estou tendo um momento difícil aqui ― ela ri. ― Se eu tenho que ficar longe de você, pelo menos saberei que estará com um homem que te ama de verdade. Prometa-me que vai ser forte para toda essa merda de LA ― eu apenas aceno. ― Não deixe nada ficar entre vocês, maninha. Nunca. Esse homem é seu. Eu choro mais. Caramba, vou virar uma bagunça antes do final do show. Liam Encerro Incontrolável, um enorme sorriso no meu rosto. Agradeço a participação brilhante da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal. Não quero me gabar, mas esse show entrará para minha seleção dos melhores da banda. No entanto, há outra razão que torna essa noite especial. Cada vez que olho em direção à ela, meu coração cantarola sua própria canção. É o nosso momento. Ela está tão linda. Porra, linda pra caralho e eu estou fodidamente orgulhoso. Há um mês jamais pensei que nosso reencontro fosse dar nisso. Que fôssemos mergulhar tão profundamente um no outro. Eu a amo tanto. Nunca me canso de repetir isso. Foco no show, Stone! Deixe de ser a porra de uma mocinha. Eu bufo para o meu subconsciente intrometido. Oh, cale a boca. Sente-se e aprecie, essa parte vai ser

especial. Deus, Stone, o que houve com você, cacete? Um roqueiro que se preze diz: essa parte vai ser do caralho! Vê toda essa gente, idiota? Eles estão aqui por mim e pelos caras. Estão aqui por nós, Stone. Não se esqueça disso. Eu sou você, porra! Que mania de me excluir... Eu rio me encaminhando para o piano, estrategicamente posicionado perto de onde a Mel está. Dê o fora, esse é o meu palco, meu público e aquela mulher linda ali, é minha. Meu. Tudo meu. Egocêntrico! Ele rosna. Intrometido! Rosno de volta. Os holofotes pairam sobre mim quando me acomodo no banco junto ao piano. Ajusto o pedestal com o microfone na altura da minha boca. A agitação dos fãs ainda é contagiante e isso vibra em cada parte de mim. Eu e os caras nos alimentamos disso. Dessa energia boa que vem da multidão. Estou um pouco nervoso, no entanto. A música que vou tocar agora é nova. Não está em nenhum álbum. Eu tenho trabalhado na letra pelos últimos quinze dias. Elijah deu uns toques aqui e ali. Ficou pronta apenas há três dias. A enviei ao som do violão para os caras ensaiarem com seus instrumentos. Ontem à tarde ensaiamos juntos. Ainda precisa de alguns ajustes, mas, eu quero tocá-la hoje. Essa música marca a nova fase da minha vida. Eu sei que já suspeitaram, não é? Sim, eu a fiz para a Mel. Ela quase estragou a surpresa quando quis ver meu velho caderno de músicas em LA. A sorte é que eu já havia retirado de lá. Ela barganhou um boquete por um caderno de letras velhas. Eu sei, isso foi bem sacana da minha parte, admito. Mas, eu não posso resistir à minha mulher. Ela foi, é, e sempre será irresistível para mim. ― Senhoras ― peço e a gritaria se acalma um pouco. ― e, caras. ― eu rio olhando em direção à Mel. Ela está sentada sobre uma das caixas de som reservas. Porra, ela está quente em couros. Meu pau começa a se animar com o pensamento de fodê-la usando apenas aquelas botas sexys. Eu brinco com as teclas, enquanto falo. ― Há pessoas que quando estão felizes ou tristes tomam um copo de Jack para companhia ― eles riem. ― Eu? Bom, eu também aprecio o bom e velho Jack nesses momentos ― mais risos. ― Mas, eu costumo fazer outra coisa. Eu escrevo músicas. Muitas vezes são apenas um amontoado de palavras que não dão em nada ― eu rio depreciando a mim mesmo. ―

É, compor pode ser um pé no saco. Mas, quando encontramos algo, alguém que nos inspira isso só flui de dentro para fora naturalmente ― a plateia fica curiosamente mais calma, querendo saber onde isso vai dar. Meu olhar procura o da Mel. Seu rosto lindo está um pouco confuso com meu discurso. Eu rio. O sorriso que é só dela. Ela entreabre os lábios, correndo a língua sobre eles e me devolve o sorriso. Linda. É você, baby. Só você. Digo a ela com os meus olhos. ― Eu encontrei a minha há dez anos. O maior sucesso da banda foi feito para ela ― os fãs se agitam assoviando, gritando. ― Foi mesmo incontrolável todo o poder de atração que tivemos desde o primeiro momento ― mantenho meus olhos trancados com os dela, que está mais uma vez emocionada. Embriaga-me, envaidece-me que consiga se emocionar me vendo no palco fazendo o que amo. Perfeita para mim. Os olhos amendoados brilham doces, amorosos. Sorrio suavemente. ― Essa música é nova. Foi feita para ela também ― minha voz treme um pouco. Continuo deslizando as mãos sobre as teclas e dou início à introdução. ― Minha inspiração. Minha mulher. Mel, baby ― sussurro. Ela leva as mãos à boca quando menciono seu nome. Posso ver as lágrimas escorrendo pelas faces bonitas daqui. ― Irresistível. Você é irresistível para mim. Sempre você ― fecho os olhos e me concentro na melodia. Elijah entra com a guitarra. ― Irresistível! Para vocês em primeira-mão! ― grito e a multidão ruge em expectativa. Procuro a minha mulher outra vez e começo a cantar. Collin vem com o baixo, Sean na percussão e Paul apenas toca suavemente nos pratos nessa primeira parte. Irresistível São pequenas coisas. Coisas tão pequenas, mínimas Mas, que em você completam o meu mundo Eu poderia passar horas apenas te olhando A curva suave dos seus lábios quando sorri de uma piada boba Ou a forma como seus olhos doces brilham para mim A expressão do seu rosto no momento de êxtase... Você consegue sentir o meu amor, querida?

Você consegue sentir, meu amor? Irresistível, year É você, baby. Para sempre você Vou te segurar bem perto, nunca deixar você ir Irresistível, oh, year Para sempre você. É você, baby E você vai me segurar bem perto, nunca me deixar ir A batida da bateria explode com força. A adrenalina corre em mim. Paul cadencia o ritmo compassado do rock romântico e eu sorrio com a resposta do público, que está assoviando e gritando o nome da música. Porra, é disso que estou falando. A Mel é uma visão linda, chorando e sorrindo ao mesmo tempo. Meus olhos ardem. Sou consumido pela emoção e amor por essa mulher. Mas, não posso me dar ao luxo de chorar aqui, porra. Isso é para ela. Quero que sinta a extensão do meu amor. Continuo tocando. Elijah sobe no piano. Ele é a porra de um exibicionista. Cai sobre seus joelhos e executa um solo do caralho. Rimos enquanto entoo a segunda parte. Cada detalhe seu, cada pequeno detalhe seu, amor Permanecerá na minha mente Mesmo que minha memória já não seja útil para nada O gosto dos seus lábios ainda estará lá Seu lindo rosto, baby, year, seu lindo rosto É o quero ver quando fechar meus olhos Você consegue sentir o meu amor, querida? Você consegue sentir, meu amor? Irresistível, year É você, baby. Para sempre você Vou te segurar bem perto, nunca deixar você ir

Irresistível, oh, year Para sempre você. Mel, é você, baby E você vai me segurar bem perto, nunca me deixar ir Nunca, nunca, deixaremos esse amor ir Fecho os olhos e encerro a última parte apenas ao som do piano. Minha voz treme, minhas mãos estão suando. Aplausos enchem o local. As lágrimas transbordam. Não há dúvidas de que temos outro sucesso. Não há dúvidas de que ela é minha maior inspiração, meu amor, minha vida, minha mulher. Ovações, palavrões, assovios tomam conta dos fãs. Abro os olhos, me levanto e ando em sua direção. Isso não estava planejado. Eu sei que ela ainda não quer tanta atenção, mas, eu preciso senti-la em meus braços. Ela se coloca em seus pés quando paro em sua frente. Elijah inicia um solo, Paul o segue. Eles estão nos dando cobertura, distraindo o público. Logo, todos eles estão tocando a parte instrumental de Irresistível. ― Baby... ― ela sussurra, sua voz trêmula. Eu a tomo nos braços, segurando bem apertado. Ficamos assim, apenas respirando o outro. Eu não consigo dizer nada. Minha garganta está embargada. Apenas me permito sentir seu corpo macio e cheiroso junto a mim. ― Você é tão lindo. Isso foi tão lindo ― soluça no meu pescoço. ― Eu te amo tanto, superstar ― diz baixinho. ― Eu te amo mais, baby ― forço minha voz a sair e me afasto um pouco para olhá-la nos olhos. ― Sempre vou amar ― acaricio seu rosto banhado de lágrimas e desço meus lábios sobre os seus num beijo suave. Rimos emocionados e encostamos nossas testas. ― Eu preciso voltar e encerrar o show adequadamente. Essas pessoas não pagaram para ver o líder da DragonFly chorando. Você acaba com a minha fama de roqueiro fodido, Sra. Stone. ― brinco. Ela ri, suas mãos acariciam meu rosto, seu olhar me dizendo que nunca vamos deixar ir. Nunca. ― Você é incrível em todas as facetas, Sr. Stone ― murmura e é isso. Eu já não me importo de parecer um maldito maricas diante de milhares de pessoas. ― Já volto, baby ― dou um beijo na ponta do seu nariz e vou para o palco. Sou recebido com

muito barulho. Tocamos mais duas músicas. Duas mais pulsantes para encerrar no nosso estilo. O bis nos surpreendeu. Eles pediram. Pediram não, berraram por Irresistível. Trocamos sorrisos arrogantemente satisfeitos e os atendemos, claro. As explosões pirotécnicas subiram nos lados do palco, enquanto nos despedíamos. Fogos de artifícios multicoloridos ganharam o céu da cidade do rock e demos nosso último fôlego para a plateia ainda surpreendentemente animada após duas horas de show. ― Boa noite, Rioooo! ― os caras tocam enquanto nos despedimos do público mais acolhedor que já tivemos o privilégio de entreter. ― Eu e meus parceiros estamos honrados pra caralho em nos apresentar para vocês esta noite. Encerramos aqui. Mas, esperamos estar de volta em breve. Boa noite, Brasil! Boa noite, Rock in Rio! Sean estoura o champanhe assim que entramos no camarim. Tomamos junto com a equipe de apoio. Todos deram o melhor de si e o resultado foi impressionante. A Mel me abraça pela cintura. Seus olhos estão vermelhos, mas tão brilhantes. Ela está feliz, assim como eu. ― Eu nunca vou esquecer esse show enquanto eu viver, baby ― ela murmura, me amolecendo no processo. Enlaço sua cinturinha também. ― Nem eu, baby ― beijo sua testa. ― Nem eu ― ela levanta o queixo e oferece os lábios para mim. Trocamos um beijo delicioso, sem pressa. Ambos sabendo que nossa vida juntos só está começando. Chupo seu lábio inferior e separo nossas bocas. Estamos rindo como dois bobos, alheios à bagunça do camarim. ― Cães sarnentos, bom show. ― eu olhos meus companheiros, provocando. Viro a minha taça quase inteira. ― Sede, baby ― eu rio sacana. ― Cantar por duas horas me deixou com sede. ― Hum, eu vejo, superstar ― ela sorri, apoiando a cabeça no meu peito. Collin pega uma garrafa de Jack e a abre, servindo alguns copos para nós. ― Estava tudo perfeito pra caralho até você chorar como a porra de um bebê, Stone ― ele zomba. Todos riem, inclusive eu.

― Agora, sem brincadeiras ― digo, levantando meu copo de uísque. ― Irmãos, nós arrebentamos lá fora, cacete! ― eles levantam seus copos também. ― No três! Paul abre a contagem e berramos juntos: ― DragonFly! ― tomamos nossas bebidas. Meu corpo ainda está cheio de adrenalina, mas, eu tenho muitas ideias de como gastá-la. Viro as costas da Mel contra meu peito. Ela geme, obviamente sentindo meu pau duro bem no meio do seu traseiro. Eu rio em seu ouvido, mordiscando o lóbulo. Estremece. Minha mão desliza, descendo pela barriguinha, perigosamente perto da sua pélvis e a mantenho firme, apertada, enquanto cavo sutilmente em sua bunda. ― Sente isso, minha gostosa? Hum? Daqui a pouco ele estará todo enterrado em você... ― Liam... ― ela coaxa, seu corpo amolecendo contra mim. Rio baixinho contra a sua pele, fazendo-a se arrepiar. Oh, Deus... ― choraminga, enquanto espalho beijos suaves em seu pescoço. ― Linda... Deliciosa... ― murmuro, adorando torturá-la um pouco mais. ― Jesus! Procurem logo um quarto, bastardo exibicionista ― o som da voz debochada de Elijah me faz parar o ataque à minha mulher. Lhe ofereço meu dedo do meio. Ele ri. Idiota. ― Caras, eu nunca disse isso ― eu começo e cada um deles trancam os olhos nos meus. ― Mas, eu sou fodidamente orgulhoso de tocar com cada um de vocês. Vocês são meus irmãos de verdade ― eles param os copos perto da boca, seus semblantes surpresos com meu discurso. ― Eu tenho cada um de vocês, bastardos feios, bem aqui dentro ― coloco a mão no meu peito. ― Porra, Stone! ― Sean é o que se recupera primeiro. ― Doce Mel, Cristo, mulher, você é má influência para ele ― ele ri, se aproximando. ― Má influência para todos nós ― Elijah diz, sua voz levemente emocionada. ― Liam, cara, não seja uma boceta, porra! ― provoca, mas, vem também. ― Stone, você fez meus olhos arderem, caralho ― Collin, resmungou. ― Nós te amamos também, Liam ― Paul diz, abrindo um sorriso sereno. ― A doce Mel te faz bem. Estamos muito felizes pra caralho por vocês dois, irmão ― ele ri diabolicamente. ― Até

porque nenhum de nós aguentava mais te ouvir falar sobre ela quando estava bêbado. ― Cães sarnentos ― eu rosno, antes deles envolverem a mim e a Mel num grande abraço de urso coletivo. ― Eu vou voltar com o Mat para a casa da Mel ― anuncio quando nos separamos. Os caras estão todos empolgados para a festa vip em uma boate famosa. ― Hum, eu vou com vocês ― Sara vem para junto de nós. Elijah parece não gostar muito. ― Por que não vem com a gente? ― ele se dirige à ela, mesmo com a cadela da Nat pendurada em seu braço. ― Eu deixo você em casa quando quiser ir embora ― oferece usando sua melhor cara de bom moço. Eu tenho que segurar uma risada. Sara torce o rosto em desgosto, o olhar indo e voltando entre ele e Nat. ― Obrigada, mas, não. Vou dormir na casa da Mel ― ela diz. O quê? Por que vai dormir na casa da Mel? Tenho vontade de perguntar, mas, pela forma como Elijah cerra o maxilar isso tem a ver com ele. O bastardo não desiste. ― Tudo bem, querida ― ele diz, sua voz muito suave. ― Você não pode correr para sempre. Sara se empertiga toda do nosso lado. Elijah abre seu sorriso predador. Esse sim, é ele. ― A boa notícia é que estou de partida para outro continente amanhã, querido ― ela rebate mordaz. Os caras riem do nosso irmão. Elijah nunca teve tanto trabalho. Devo dar crédito à minha cunhada. Garota esperta. ― Ora, você não tão ingênua, é? ― Elijah provoca. ― Se eu quiser encontrá-la, não é a porra de um continente que vai me parar, baby ― ela arregala os olhos. Ele amplia o riso. Nat bufa não gostando nada da troca. ― É isso aí, Sara ― ele rola seu nome na língua, de forma quase sexual. Cacete. Ele está usando artilharia pesada. ― Mantenha isso em mente. Eu sei que você lembra o quanto nos entendemos bem... ― seus olhos brilham maliciosamente perversos e algo se passa entre eles. ― Idiota ― Sara exala sob sua respiração.

Nos despedimos em seguida e saímos escoltados por Mat. Greg não gostou da mudança de planos, mas, não havia necessidade dele comigo, uma vez que vamos direto para casa. Ele será mais necessário junto dos caras na boate. Alguns minutos depois, estávamos a bordo do Range Rover no trânsito. Estava um tanto lento por causa da quantidade de gente voltando do festival. Demorou o dobro do tempo para finalmente entrarmos na rua da Mel. ― Cansada? ― sussurro, beijando os cabelos da Mel, que está com a cabeça apoiada no meu ombro. Nossas mãos estão entrelaçadas sobre a minha coxa. Sara está sentada na frente com Mat para nos dar privacidade. ― Um pouquinho ― ela diz, bocejando. ― Desculpe ― ri suavemente, levantando o rosto para mim. Eu beijo seus lábios, rindo da sua carinha de sono. ― Baby, o que há com você? ― pergunto, analisando seu rosto mais atentamente. ― Ainda está sentindo o mal-estar? ― Hum, um pouco ― ela boceja outra vez. ― Mas, um certo superstar me emocionou muito hoje, sabe? ― eu rio, mas, fico sério em seguida. ― Baby, você vai ver um médico antes de viajarmos, ok? ― ela acena, rindo do meu tom. ― Nem tente discutir comigo sobre isso. ― Liam? ― a voz de Mat nos faz olhá-lo. Ele parece tenso. ― Há um carro bem atrás de nós. Ele surgiu há uns dez minutos. ― eu franzo o cenho. ― Vou chamar o Greg. Isso não me parece certo ― ele fala rapidamente com Greg dando as coordenadas do carro e o ponto onde estamos. ― Oh, merda! Se abaixem! Eu acho que vão atirar em nós! ― pânico corre em mim e eu me abaixo, cobrindo o corpo da Mel com o meu. Que porra é essa? No segundo seguinte o carro dá um grande solavanco. ― Que porra está acontecendo, Mat? ― rosno, sem levantar a cabeça. ― Esse caro não é blindado? ― Eles atingiram um dos pneus, caralho! ― Mat tenta controlar o veículo. ― Merda! O outro

blindado apresentou problemas e tivemos que pegar esse! ― um arrepio gelado desliza na minha espinha com essas palavras. Porra! Ele ainda estava falando com Greg. Posso ouvir a voz agitada do outro lado quando o telefone cai. Apesar de estarmos em baixa velocidade, o carro dança na pista. Um segundo depois, outro solavanco. Porra! ― Liam, fique dentro do carro! Aconteça o que acontecer fique dentro do carro! ― Mat grunhe, seu tom exaltado como nunca ouvi antes. Merda. O que acontece a seguir parece cena de filme. O carro perseguidor nos corta e quatro tipos enormes, vestidos de preto e encapuzados descem armados. Deus! O que está acontecendo? Mat saca sua arma e atira, derrubando dois deles, mas, em seguida é atingido. Eu o ouço gemer de dor e desabar no banco. ― Porra! Caralho! ― Eu grito, o pânico se agigantando dentro de mim. ― Oh, meu Deus! Oh, meu Deus! ― Mel, balbucia, cravando as mãos nas minhas pernas. Ela está tremendo. Ainda ouço Greg gritar ao telefone. Ele diz que já estão a caminho. Mas, é tarde. Os homens já estão na porta do passageiro, arrancando Sara de dentro do carro pelos cabelos. Ela grita. Jesus Cristo! Estamos sendo assaltados? Uma saraivada de tiros tinem sobre a nossa porta e eles a escancaram. Mel solta um grito de horror. ― Sara? Oh, meu Deus! Não a machuquem, por favor! ― ela levanta a cabeça para ver a situação da irmã. ― Saiam do carro! Saiam do carro, porra! ― um deles ordena, enquanto o outro mantém Sara refém com a arma apontada para sua cabeça. Ela está chorando, seu corpo tremendo. ― Cale a boca, cadela! ― o brutamontes ruge. Ela estremece, soluçando baixinho. ― Ouça, amigo, pode levar tudo ― digo, tentando não deixar meu pânico transparecer. ― Apenas não machuque as mulheres ― merda! Merda! Por que achei que era seguro fazer esse percurso apenas com um segurança, porra? E por que não fui avisado que a porra do carro não era blindado? Agora, a minha mulher e sua irmã terão que passar por algo aterrorizante. ― Saia do carro, estrela do rock! ― o que está com Sara, rosna para mim. Porra, ele sabe quem

eu sou. Isso é ruim. Muito ruim. ― Vou dizer apenas mais uma vez, caralho! Saia da porra do carro! ― ele dá tiros para cima. Eu movo a Mel para o Lado, desprendo o meu cinto e já vou saindo. ― Saia com ela! Não banque o esperto comigo, cara! ― eu desprendo o cinto da Mel. Ela está soluçando. ― Shhh ― sussurro, beijando seus cabelos. ― Vai ficar tudo bem, baby. Eu prometo ― eu não tenho certeza. Deus, eu não posso protegê-la. Olho na direção de Mat e ele está imóvel. Ele está morto? Onde está sua arma? ― nem pense nisso, rockstar, ou essa vadia aqui morre! ― Anda logo, caralho! ― o que está com a porta escancarada nos apressa. Eu desço e ajudo a Mel. Ela se agarra a mim com força. Eu a puxo para o meu peito, pedindo a Deus que nos tire dessa situação. Porra, isso não pode estar acontecendo. ― Solte a sua cadela! ― O quê? ― rosno, apertando-a ainda mais contra mim. ― o que vocês querem? Eu tenho dinheiro. Não precisa violência... ― Nós sabemos que você tem dinheiro, garoto do rock ― o que está com Sara solta uma gargalhada sinistra. ― Mas, não é isso que queremos. Agora, solte a sua vadia, porra! ― terror borbulha na minha pele com seu tom, suas palavras. Eles não querem dinheiro? Não é um assalto? Então, as palavras de Selena me vêm claras na minha mente: não baixe a guarda com ele. Nunca. Chris? Fecho os olhos, arrependimento e raiva vibrando dentro de mim. Cristo, eu baixei a guarda. Eu baixei a maldita guarda! ― O inferno que eu vou soltar a minha mulher ― rosno, não me importando com a arma do outro apontada para a minha cabeça. Eles riem. Cristo, me sinto tão impotente, porra! Eu tento analisar as chances de luta, mas um ainda tem Sara firmemente sobre seu domínio. Que situação fodida do caralho. ― Solte-a, ou essa aqui vai morrer ― ele silva, entre dentes. ― Um. Dois... ― Está bem! Oh, meu Deus! Está bem ― a Mel se desespera interrompendo a contagem e lutando para sair do meu abraço. Eu não tenho outra opção a não ser deixá-la ir. Ela se afasta de mim e meu

peito se enche de angústia. Um sentimento de perda que é quase sufocante. A rua está deserta a essa hora da madrugada. Estamos apenas a poucos metros dos portões da casa, mas, não há socorro, não há refúgio para nós. Greg ainda deve estar do outro lado da cidade. Eu tenho que fazer isso sozinho. Eu vejo com horror quando a arma que estava sobre a minha cabeça é desviada para a minha mulher. Antes que pudesse pensar duas vezes, eu me lanço sobre o corpo do infeliz. O empurro com força contra a lateral do carro. Minha mão direita prendendo a mão que leva a arma. Ele é muito forte, mas, consigo esmagar meu antebraço em seu pescoço, uma força e iras descomunal invadindo-me. Um tipo diferente de adrenalina tomando-me por completo. A arma cai. Eu continuo esmagando seu pescoço até seus olhos perderem o foco e se fecharem. O corpo escorrega flácido para os meus pés. Giro em direção ao outro, cerrando os punhos do meu lado. ― Uau! Impressionante, rockstar ― ele zomba, seu tom mortalmente frio e empurra Sara com força. Ela cai no chão desajeitadamente. ― Eu acho que apontamos a arma para a vadia errada o tempo todo, não é? ― seus dentes se arreganham com um prazer doentio e eu vejo como se fosse em câmera lenta sua arma desviar para a Mel. ― Diga olá para São Pedro, querida! Meu sangue gela. ― Não! ― eu grito, desespero tomando cada célula do meu corpo e me jogo na frente da Mel apenas um segundo antes do tiro ecoar na noite. O projétil me acerta em cheio. Meu peito queima em uma dor excruciante que me rouba o ar. Meu corpo desliza sobre o dela, minhas pernas bambeando. ― Liam! Não! ― eu nunca ouvi esse desespero em sua voz antes. ― Oh, meu Deus! Baby... ― escorregamos juntos para o chão. ― Sara, chame uma ambulância! Pelo amor de Deus! Chame rápido! ― ela brada, entre soluços, puxando meu torso para seu colo. Ouço pneus cantarem no asfalto e Sara falar tremulamente ao telefone. Fecho os olhos. Eles estão pesando. ― Oh, meu Deus! Ele está sangrando muito. Deve ter atingido uma artéria! ― chora freneticamente, me apertando contra ela. ― Depressa, droga! Peça para virem depressa! Baby... Deus, não... ― cola sua testa na minha. ― Abra os olhos. Por favor, abra os olhos ― seus lábios selam nos meus, suplicantes. ―

Não me deixe agora, amor. Por favor, fique comigo. Você prometeu. ― Baby... ― murmuro. Até mesmo sussurrar dói, porra. Eu posso sentir minha camiseta ensopando rapidamente do líquido quente e pegajoso. Ela se afasta. Eu luto e abro os olhos. Seu lindo rosto está contorcido de dor e medo. ― Estou com frio... ― Aguente firme, meu amor ― as lágrimas descem incessantemente pelo rosto afogueado. ― Eu vou te segurar bem perto, baby. Nunca deixar você ir. Nunca ― ela afirma ferozmente. ― Mantenha os olhos abertos para mim, baby. O socorro está chegando. Olhe para mim, meu amor. Olhe para mim, por favor ― continua falando. Prometendo me segurar para sempre. Eu não sei quanto tempo se passa, mas, o frio aumenta e eu posso sentir uma fraqueza absurda me puxando para a inconsciência. Quando enfim, ouço as sirenes ao longe, não tenho mais forças para manter meus olhos abertos. Eu gravo seu rosto antes de mergulhar na escuridão. Continua no livro 2, Irresistível... IRRESISTÍVEL Série Rock I’m Rio 2/3 Sinopse: No segundo livro da série, a história de amor do astro do rock Liam Stone e sua irresistível Mel terá seu desfecho. A banda estará mais unida do que nunca para vencer o inescrupuloso Chris Hart. Os segredos que Liam esteve guardando serão revelados para o mundo. O casal terá que lutar não só contra a opinião pública, mas, contra um novo inimigo íntimo. Além disso, Mel terá dificuldades para se adaptar ao estilo de vida em LA. Pode o amor dos dois vencer tantas batalhas? Liam e Mel conseguirão cumprir sua promessa de nunca deixar ir? Este é o segundo livro da série Rock I’m Rio. Não recomendado para menores de 18 anos. Espero que curtam a leitura tanto quanto gostei de escrever.

Grande abraço! Lani Queiroz

CAPÍTULO UM Melissa Minha cabeça está girando. Náuseas me embrulhando o estômago. Liam foi levado imediatamente para a sala de cirurgia. Ele levou um tiro no peito. Oh meu Deus, ele levou uma bala por mim. Por que fez isso, baby? Eu não posso perder você. Por favor, Deus, não o leve de mim. Eu rogo silenciosamente, enquanto Sara me embala em seu ombro. Nós estávamos apenas começando nossa vida juntos. Isso não é justo. Olho em volta. Greg e os outros seguranças chegaram com os caras pouco antes da ambulância. O pânico, o horror tomou conta de todos. Seus companheiros choraram, gritaram. Rosnaram palavrões injuriados. Até a cadela da Nat se desesperou. Liam estava caído, parecendo sem vida nos meus braços. Uma poça de sangue sob nós. Não me permitiram vir junto na ambulância porque seu estado era muito grave e eles precisavam tentar reanimá-lo. Eu soluço baixinho, apenas um leve arquejar. Já não tenho mais forças para gritar. Toda a energia foi drenada do meu corpo tendo que ver meu amor desfalecer em meus braços sem poder fazer nada. O pior sentimento do mundo. ― Senhores ― uma voz firme, porém, pesarosa me fez erguer a cabeça do ombro de Sara. Era um dos médicos que o atenderam há pouco. Ele tinha uma expressão grave, definitiva. ― Nós estamos fazendo tudo ao nosso alcance... Mas, receio que devam se preparar para... ― Não! Não! ― eu grito. Uma dor lancinante me rasgando por dentro. ― Liam... Oh meu Deus, não... ― Sara solta um gemido agoniado me apertando mais contra seu peito. Os caras gritam, socam as paredes, o desespero toma conta da sala de espera. Eu fecho meus olhos com força, tentando

bloquear o que o médico disse. Não! Ele está equivocado. Liam não vai... Não, Deus. Não! Eu entro em estado de negação. Mas, meu intestino revira e eu reabro os olhos quando ouço uma voz familiar. Odiosamente familiar. ― Eu acabei de saber. Como está o nosso rockstar? ― Chris pergunta, zero emoção em seu tom. Giro a minha cabeça em sua direção. Selena está ao lado dele, seus olhos assustados e vermelhos, lágrimas escorrendo em suas faces. Como ele ousa vir aqui? Eu pensei que não tivesse mais forças, mas, eu estava errada. Eu me desvencilho dos braços da minha irmã e me coloco de pé. Fúria cega, ódio mortal guiando meus passos até o homem que, tenho certeza, é o responsável por essa tragédia. Eu não sei como, mas, sou rápida. Fecho meu punho direito e concentro toda a força no meu braço. Ele não vê isso chegando e eu acerto um soco potente em cheio em seu nariz. Ele grunhe, cambaleando para trás. Minha mão dói muito, mas, não é nada se compara à dor estraçalhando meu coração. ― Assassino! Assassino! ― berro descontrolada. Sinto braços fortes me puxarem com força. Eu esperneio, tentando atingir o homem odioso com chutes. ― Assassino! Eu vou acabar com você! Eu sei quem você é! ― os olhos dourados me encaram frios. Um filete de sangue desce de uma de suas narinas. Ele limpa e rosna: ― Eu vou te processar, sua vadia louca! ― Collin, Sean e Paul fecham-no e batem seu corpo rudemente contra a parede, rosnando palavrões. Ele geme de dor. ― Processe, porra! ― eu grito, completamente fora de mim. ― Eu vou desmascarar você! Está me ouvindo? Vou dedicar cada minuto da minha vida a acabar com a sua! Você está acabado! Acabado! Maldito! Maldito! Você o levou de mim... ― Minha voz falha no final e eu desabo num choro convulsivo, tremendo, minhas pernas fraquejando. Os braços à minha volta me firmam. ― Greg! Leve esse lixo para fora daqui, porra! ― Elijah rosna sobre o meu ombro. Era ele me segurando. ― Deus, querida. Eu ainda não posso acreditar nisso, caralho! ― ele grunhe, o som rasgado, atormentado e me vira. Eu o abraço com força. Eu choro mais. Eu grito, uma dor

incomensurável dilacerando-me por dentro. Ele chora também. Nós dois estamos tremendo, nossos corpos dando solavancos pelos soluços. Eu apenas ouço Chris berrando ameaças quando é arrastado pelos seguranças. ― Doutor! Corra! Código azul! Código azul![29] ― ouço uma voz alterada e levanto minha cabeça do peito de Elijah. ― O que é? Que porra é essa de código azul? ― Collin, pergunta com raiva. O médico franze o cenho como se não pudesse acreditar e nos dá um olhar... Esperançoso? Ele se vira rápido e grita sobre o ombro: ― Um milagre! Ele está voltando! Ainda está lutando! Ele está voltando. Ele ainda está lutando. Eu deixo as palavras afundarem em meu cérebro. Meu coração se agarrando a um fio de esperança. Qualquer pequeno fio... ― Oh meu Deus! Então, ele não está... ― eu sussurro. Elijah segura meu rosto me obrigando a olhá-lo. Ele está uma bagunça. Os olhos inchados e vermelhos. ― Jesus! Não! Você ouviu o médico ― me diz ferozmente. ― Ele não está morto. Está me ouvindo, Mel? Liam está lutando. Ele está... ― sua voz some e me abraça apertado outra vez. Sinto mais corpos chegando perto, braços se jogando ao nosso redor. Ficamos assim, abraçados, unindo nossas forças, cada um fazendo suas orações silenciosas para Liam conseguir sair dessa. Eu estou zonza, mas, tudo que importa nesse momento é ele. Lute, baby. Continue lutando, meu amor. Ficamos assim por um tempo e começo a sentir falta de ar, presa no meio deles. A tontura aumentando. ― Eu vou vomitar! ― digo, quando uma náusea gigante sobe à minha garganta. ― Afastem-se! Eu vou... ― não consigo terminar. Eu me dobro, vômito esguichando para todos os lados. Minhas botas ficam cobertas da pasta gosmenta. Oh, Deus. Eu gemo, minhas pernas fraquejando. Elijah me segura antes que eu caia de cara no vômito. Estou tão fraca de repente. Ele me levanta nos braços. Meus olhos rodam antes de fecharem.

Eu abro os olhos, me sentindo em outra dimensão. Confusão me toma quando o teto branco e estranho me saúda. Então, o rosto preocupado do meu pai entra em foco do lado da minha cabeceira. Estou deitada em uma cama. Me mexo devagar. ― Papai... ― eu gemo e as memórias aterrorizantes dessa madrugada voltam na minha cabeça. ― Liam... ― Shh ― ele acaricia meu rosto, seus olhos castanhos marejados. ― Eu vim o mais rápido que consegui, querida ― murmura. Ele estava em um evento em São Paulo. ― Como se sente? Você nos assustou muito. ― Liam? Onde ele está? ― clamo, tentando me levantar da cama. Percebo que minhas roupas foram trocadas. Não uso mais a camiseta branca ensopada com o sangue de Liam. ― Me leve até ele, papai... ― Fique calma, querida ― ele pede, seu tom amoroso conseguindo acalmar um pouco meu coração. ― Liam já saiu da sala de cirurgia. Ele está vivo, querida. Seu marido está vivo. Oh, meu Deus. Fecho os olhos, deixando o alívio me inundar. Eu soluço quando lágrimas de agradecimento rasgam-me de dentro para fora. ― Graças a Deus ― exalo. ― Obrigado, meu Deus ― sussurro. Nunca vou encontrar palavras para agradecer o suficiente. Liam não se foi. Ele não me deixou. ― O que aconteceu comigo? Por que estou nessa cama? ― minha voz é trêmula, emocionada. ― Você vomitou e desmaiou, maninha ― Sara entrou no meu campo de visão. Ela estava em outra roupa também. ― Eu fui à sua casa e busquei roupas limpas para você. ― Há quanto tempo estou aqui? Chay... Você disse a ele? Oh, meu lindo bebê ― coaxo, me sentando com ajuda deles. ― Eu preciso vê-lo. Eu preciso do meu filho perto de mim. Traga-o para mim, Sara ― mais lágrimas ardem nos meus olhos quando lembro do meu pequeno. Nós quase perdemos o Liam. Quase ficamos sem a família que estamos construindo. Nós quase ficamos sozinhos outra vez.

― Você ficou apagada por seis horas, querida ― Sara informa, sua expressão terna. ― Eles tiveram que te sedar. Você estava tendo um ataque de pânico. E Chay virá mais tarde. Fique tranquila. Ele não sabe de toda a gravidade, mas... ― Mas, o quê? ― peço. ― Os noticiários estão falando sobre o Liam desde as primeiras horas da manhã. A notícia ganhou o mundo. Há um amontoado de fãs, vigilantes na frente do hospital. Há fãs até na frente da sua casa em Malibu. Isso me deixou muito tocada. O apoio dos fãs. Nós vamos precisar deles quando tudo ficar ainda mais conturbado nos próximos dias. Eu vou cumprir o que falei para aquele maldito assassino estuprador. Assim que o Liam se recuperar vamos com tudo para cima dele. A porta se abre nesse momento e os caras entram. Eles ainda vestem as mesmas roupas, seus rostos aparentam cansaço. ― Você está melhor? ― Elijah pergunta, parando na minha frente. Os caras me oferecem sorrisos pesarosos. ― Sim, estou me sentindo melhor. Eu quero ver o Liam ― anuncio. Eles se entreolham. O que está acontecendo aqui? O que eu perdi? ― O que foi? Por que todos estão me olhando assim? Ele está bem, não é? Por favor, me digam, droga! Liam está bem? ― Querida se acalme, não é bom para seu estado ― meu pai diz, me puxando e beijando meus cabelos suavemente. ― Que estado, pai? ― Você está grávida, baby ― Collin diz, com um sorriso orgulhoso se abrindo no rosto. Meu coração começa a correr rápido. Oh, Deus. Oh, meu Deus! Eu estou grávida? Minha Nossa Senhora! Como isso é possível? Ok, essa foi uma pergunta estúpida. Liam e eu transamos sem preservativos já no segundo dia... Meu anticoncepcional falhou em algum momento. Uau! Só, uau! Uma alegria imensa borbulha dentro de mim. Minhas entranhas entorpecem. Está explicado todo o meu mal-estar. Um filho do Liam. Meu lindo menino intenso e apressado... Fecho os olhos imaginando sua reação, seus

incríveis olhos azuis quando lhe der a notícia. Nosso primeiro bebê Stone já está aqui dentro de mim. Eu sorrio em meio a mais lágrimas e toco a minha barriga. Nosso bebê. ― Não a chame assim, idiota ― Sean o censura. ― O Stone vai cortar suas bolas quando levantar daquela cama. Collin ri mais amplo, me oferecendo sua piscada travessa. ― Você sabe o que isso significa, querida? ― Elijah pergunta, um riso brincando em sua boca. Liam deve estar mesmo bem, pois, eles parecem mais relaxados. ― O quê? ― pergunto ainda tentando me acostumar à notícia e ao fato de que serei uma manteiga derretida pelos próximos nove, ou oito meses. Se puderam detectar uma gravidez pelo exame de sangue, devo estar com três ou quatro semanas. Caramba! Isso foi muito rápido. ― Que vamos ser tios, doce Mel ― Paul fala, sorrindo também. ― E que vamos certamente corromper esse pequeno príncipe ou princesa do rock ― Elijah torna a falar. Eles todos riem e entoam um year. Eu me permito rir também. Meu peito muito mais leve. ― E vamos cuidar de você também, enquanto nosso parceiro está impossibilitado ― Paul retoma. ― Até porque, se não o fizermos o Stone vai chutar nossas bundas ― Collin resmunga. Eles riem, concordando. ― Isso mesmo, porque não tenha nenhuma dúvida, querida ― Sean diz. ― Liam vai se levantar rapidamente. Ele é muito ciumento para deixar sua mulher por nossa conta muito tempo. Todos nós rimos. Nossos corações mais leves, mas, ainda receosos. Dá para sentir a tensão e o medo ainda pairando no ar. Isso só irá embora quando o meu lindo superstar voltar definitivamente para nós. ― Rapazes ― chamo, minha voz embargando. ― Eu amo a forma como cuidaram e estão cuidando de mim. Amo que vocês amem o meu marido ― eles estão todos sem jeito com toda a emoção na minha voz. ― Eu amo vocês, queridos. É isso. Eu amo cada um de vocês.

Silêncio. Eles se entreolham, pigarreiam. ― Jesus, mulher! Você é definitivamente uma ameaça para roqueiros fodões ― Elijah, resmunga. Os outros o seguem. ― O Stone nunca teve a menor chance ― Collin ri e logo todos nós estamos rindo, inclusive Sara, que estava introspectiva desde nosso ataque. Eles se aproximam e me abraçam. Eu beijo cada um no rosto. ― Os avós do Liam chegarão daqui a pouco ― Elijah informa. ― Eu arranjei tudo para pegarem o primeiro voo disponível para cá ― eu sinto uma pontada de tristeza por conhecê-los assim. Liam havia planejado passarmos o primeiro feriado com seus avós em Seattle. ― Eles podem ficar na minha casa se quiserem, Elijah ― ofereço. Ele acena com a cabeça. Virome para Sara. ― Maninha, me leve até ele, por favor? ― ela limpa seus olhos e funga, me ajudando a descer. ― Eu vou dar uma passada na sua casa para ver meu neto, querida ― meu pai avisa e me beija na testa. ― Volto mais tarde. Fique bem. Eu te amo, minha menina ― sussurra só para mim. ― Também te amo, pai ― murmuro, beijando-o no rosto. Ele sai em seguida. ― Você está bem, Sara? ― Elijah pergunta às nossas costas quando já estamos na porta. ― Sim, estou ― ela responde, seu tom surpreendentemente brando. Ela tem escoriações nos joelhos e mãos, mas, graças a Deus está bem. ― Hum, obrigada por perguntar. Obrigada a todos vocês, caras, pelo carinho e cuidado com a minha irmã. Os outros acenam e Elijah também antes de andar até estar em nossa frente. Os olhos verdes cravam em minha irmã. ― Seu voo é hoje? ― Sim, seria hoje ― ela responde ainda com voz suave. ― Mas, vou ter que adiar ― ele parece gostar da notícia. Seus olhos brilham satisfeitos. ― Não posso deixar a Mel sozinha agora. ― Você está certa, querida ― ele assente, seu tom livre de provocação também.

Sara acena e saímos pelo corredor. Ela me ampara para entrarmos em um elevador. Paramos no andar do Centro de Terapia Intensiva. Eu aperto a mão de Sara, o medo me invadindo outra vez. ― Ele está na unidade semi intensiva, Mel ― me diz, quando paramos diante de um quarto. ― Liam vai ficar bem, maninha ― aceno, reunindo minhas forças. ― Mas, ele ainda precisa de cuidados especiais pelos próximos dias. Perdeu muito sangue e foi preciso uma transfusão. Elijah ajudou com isso. Eles têm o mesmo tipo sanguíneo ― lágrimas me vêm aos olhos. Eles têm mesmo uma forte ligação. ― A bala se alojou muito próximo ao coração ― ela acaricia meu rosto. ― Foi um cirurgia muito delicada, mas, ele resistiu, querida ― sorri suavemente. ― Esse homem queria muito voltar para você. Eu assinto, meu peito tomado de angústia por tudo que ele passou por mim. Por tudo que ainda está passando. Um movimento atrás de Sara chama a minha atenção. Greg e outros dois seguranças estão andando pelo corredor, fazendo algum tipo de ronda, seus rostos muito sérios. Jess está encostada à parede. Ela ainda está na mesma roupa do show, mas seu rosto está uma droga. Sua maquiagem escorreu e seus olhos estão inchados e vermelhos. ― Mel... ― ela chama fracamente, se aproximando. ― Eu, eu quero pedir desculpas ― eu continuo a olhando fixamente. ― Eu não devia ter falado todas aquelas coisas para você ontem. Espero que possa me desculpar. Eu... ― Não, você não devia ter falado nada para mim ― eu digo baixo, meus olhos analisando-a atentamente. ― Não é da sua conta a minha relação com o meu marido ― ela se encolhe um pouco com meu tom. É isso aí. Essa é a nova Mel. Não vou mais engolir merda de ninguém, caralho ― agora se me der licença, eu preciso vê-lo. ― Certo ― ela acena sem graça. ― Eu soltei comunicados nas páginas da banda nas redes sociais e enviei também para os principais jornais ― sua voz está trêmula. ― Ele vai sair dessa você vai ver ― eu aceno apenas. Essa garota ainda é uma incógnita para mim. ― Se você quiser falar com a imprensa brasileira, eu estarei aqui para orientá-la ― ouço Sara bufando levemente. Jess

sorri fracamente e acrescenta: ― e, parabéns pelo bebê. ― Obrigada ― respondo já virando-lhe as costas. Eu entro no quarto e meus olhos o buscam imediatamente. Desinfeto minhas mãos com o álcool gel que está sobre uma mesinha. Olho seu corpo grande inerte sobre o leito. Me aproximo, minha visão já turva. Ele está entubado. Dói muito vê-lo aqui, preso à uma cama. Ele é tão cheio de energia. As imagens lindas do show ainda estão frescas na minha mente. Tão injusto, baby. Um soluço me escapa, enquanto o olho ainda sem acreditar no que está à minha frente. A princípio nem parece que está respirando, mas, me forço a perceber o leve subir do seu peito. Seu rosto lindo está tão pálido. Corta meu coração saber que está assim por minha causa. Eu não pensei que alguém faria o que Liam fez na vida real. Eu só tinha visto isso em filmes ou romances... ― Baby... ― chamo baixinho, tocando seu rosto. Sua pele está tão fria. ― Eu estou aqui, meu amor ― me inclino para sussurrar em seu ouvido. ― Eu só saio daqui com você ao meu lado, está me ouvindo, superstar? ― eu tento sorrir, lágrimas banhando minhas faces. ― Seus fãs estão lá fora também, baby. Estão todos rezando, pedindo seu rockstar de volta ― acaricio sua face. ― Você precisa voltar logo, amor. Nós precisamos de você ― eu engasgo, puxando uma respiração profunda. ― Eu não posso ficar sem você. Não posso ― gemo. ― Nossos filhos precisam do pai junto deles ― eu sorrio, levando minha mão livre para meu ventre. ― Sim, nossos filhos, querido. Nosso primeiro Stone está aqui no meu ventre, baby. Sim, você com toda a sua intensidade... Toda pressa... Toda paixão... ― soluço baixinho, meus olhos presos no rosto pacificamente adormecido. ― Tão bonito, baby. Você é tão lindo, superstar. Você me mostrou que o seu amor por mim é muito maior do que eu sequer supunha ― continuo deslizando os dedos em sua face fria. ― Você precisa sair dessa cama logo, está me ouvindo? Eu preciso te mostrar todos os dias como o meu amor por você é imenso também. Você vai fazer isso para mim, meu amor? Hum? Você vai fazer para mim, baby? Ele não fez. Liam não voltou para nós por duas semanas. Ele estava em coma induzido. Sara esqueceu-se de mencionar esse detalhe para mim. No entanto, os médicos garantiram que era apenas

por precaução porque seu corpo estava muito fraco e precisava de repouso absoluto para se recuperar. Eu me apego a isso todos os dias. Passo a maior parte do tempo com ele, na esperança de que quando acordar estarei do seu lado. Todos os dias Greg me leva para casa para passar um tempo com meu pequeno. Meu pai e a Sara estão dormindo na minha casa. No período da tarde Chay vem comigo para o hospital e ficamos os dois falando com o Liam. Eu ainda não contei ao meu pequeno que estou grávida. Chay é muito ciumento comigo. Quero prepará-lo primeiro. Garantir que esse bebê não é uma ameaça. Há três dias Liam está sem o tubo e não está mais no estado de sono induzido. Seu aspecto debilitado melhorou muito. Sua pele está quente ao toque. Sua respiração mais forte e constante. Ele está voltando para nós. Eu sei que está. Os avós de Liam também têm sido presença assídua na cabeceira do seu leito. Conhecê-los foi uma montanha russa de emoções. O medo de ser julgada pela nossa diferença de idade. O fato de seu neto ter se jogado na frente de uma bala por mim. Mas, tudo isso caiu por terra quando o casal simpático entrou no quarto com Elijah e os caras. Joshua e Norah Stone me deram um sorriso afetuoso e me abraçaram sem titubear. Choramos abraçados por algum tempo, sem palavras. Depois disso, eles fizeram questão de me deixar saber que aprovam nosso casamento e tudo que importa para eles é a felicidade de Liam. Eles são especiais. Posso ver que Liam teve muito amor da parte deles enquanto crescia. Isso deve tê-lo confortado, uma vez que da parte da família de seu pai, nunca foi tratado com respeito, muito menos amor. Rodrigo esteve aqui várias vezes. Ele parecia realmente preocupado com o irmão. Mas, o que me chocou profundamente foi Lúcia ter a cara de pau de aparecer por aqui também. Eu não a deixei ver o Liam. Eles nunca foram próximos. Ela o odiou a vida toda. Chega de hipocrisia. Aposto que quer parecer bem para a imprensa. Cadela. O resultado do nosso confronto foi a bruxa velha ir à imprensa no dia seguinte jogando calúnias sobre meu relacionamento com o Liam há dez anos. Lúcia afirmou que sempre tivemos um caso nas costas de Raul e que por isso os irmãos não se davam bem. Ela jogou toda a culpa em mim, dizendo que seduzi o Liam e o afastei de seu adorado irmão. Eu quis

vomitar quando Jess me mostrou o artigo publicado em um site de fofoca. Eu tenho buscado forças no meu íntimo para ser a mulher forte que preciso ser. As redes sociais enlouqueceram com os fãs de Selena destilando seu veneno contra mim. Ela e o estuprador do seu irmão voltaram para LA no dia seguinte ao nosso ataque. Estou sendo achincalhada brutalmente outra vez. Jess entrou em contato com o site que publicou as calúnias de Lúcia e ameaçou processá-los. O texto foi retirado, mas, o veneno já havia sido destilado. Aos olhos de boa parte da imprensa sou uma vadia experiente que seduziu Liam ainda jovem. Isso incomoda, mas, nada tem importância agora. Eu só preciso do meu marido bem. Não me importa se serei perseguida e taxada como uma vagabunda pela mídia pelo resto da vida. Nada disso importa se eu tiver o meu amor vivo. Se eu puder olhar em seu rosto lindo e olhos incríveis a cada manhã, serei feliz. O resto é o resto. Eu tenho prometido a mim a mesma que serei forte de agora em diante. Chega de tanta passividade. Dou-me discursos mentais a cada insulto que vejo e ergo a minha cabeça. Estarei do lado do meu marido e foda-se a opinião pública. Para meu consolo, os fãs da banda não cansam de nos defender, me defender nas redes sociais. Eles descobriram qual é a janela do apartamento do Liam e estão acampados lá embaixo. Os caras aparecem na sacada de vez em quando para deixá-los saber que apreciam sua vigília e fidelidade. Ontem foi a primeira vez que ousei mostrar a minha cara na sacada e lágrimas me assaltaram com o que vi. Cartazes, flores. Pôsteres do Liam sozinho. Dele com a banda. Os cartazes tinham quase o mesmo padrão. Força, Stone! Nós te amamos, Liam! Fique bom logo! E havia também aqueles que me fizeram me sentir mais forte: força, Mel! Nós estamos com você! Elijah manteve um braço me apoiando, enquanto eu acenava timidamente para os fãs. Os caras têm estado todo o tempo próximo a mim e ao Chay. Eles querem cuidar de nós para o Liam e isso tem sido importante. O apoio deles está sendo crucial. Eu os amo por isso. Liam Eu acordo e me viro na cama, buscando a Mel. Seu lado está vazio. Nós estamos em LA há uma

semana. Meus avós estão aqui. Os caras estão aqui. A casa está cheia e barulhenta. Eu rio, me levantando da cama. ― Mel? Baby? ― chamo, indo para o banheiro. Ela não está aqui. Já deve ter descido para dar o café da manhã do homenzinho. Faço minha higiene e me visto, descendo rapidamente a escada. A sala está vazia. Para onde foi todo mundo? Ouço vozes na área externa. Me encaminho para lá. Os caras estão à beira da piscina. Eles estão estranhamente calados. Cada um toma sua cerveja parecendo mergulhado em seus pensamentos. ― Ei, idiotas? ― provoco. Nada. Eles nem mesmo reconhecem a minha presença. Bastardos! ― Alguém sabe da minha mulher? ― nenhuma resposta ainda. Ando e paro na frente de Elijah. ― Ei, cara, que porra é essa? Por que estão me ignorando, cacete? ― ele vira a cabeça e olha em direção à praia. Dá um suspiro um tanto triste e toma um gole da sua cerveja. Eu sigo seu olhar e avisto uma figura solitária andando na areia. Eu reconheço a silhueta. Mel. ― Tudo bem, continuem com essa brincadeira sem graça de vocês ― bufo e vou em direção aos degraus que dão acesso à praia. Salto de dois em dois e tiro minhas sandálias antes de pisar na areia fofa. A brisa suave da manhã bate no meu peito. Eu amo isso aqui. Eu amo mais ainda que a minha mulher esteja aqui comigo agora. Meus olhos permanecem na sua figura. Ela para de andar e pega um graveto sobre a areia. Caminha graciosamente em direção ao mar. Usa um vestido leve, o vento o faz tremular. Porra, tão linda. Eu desacelero meus passos para beber da sua figura linda por algum tempo antes que perceba a minha presença. Ela parece... Diferente. Seu corpo ganhou mais curvas. Eu não percebi isso ontem, ou hoje de manhã quando fizemos amor. Ela parece tão absorta. Se inclina na areia molhada próxima às ondas quebrando e desenha algo no chão. Eu rio com a cena. Parece uma adolescente desenhando na areia. Me aproximo mais. Ela toca algo em seu pescoço e fecha os olhos inclinando a cabeça para trás. ― Mel? ― chamo, meu cenho franzindo porque ela parece triste. Um pequeno soluço estremece seu corpo. Me aproximo mais, intrigado e preocupado. ― Amor, você está chorando? Por que, baby?

― eu pergunto angustiado, mas, ela não nota a minha presença. Nem mesmo mexe a cabeça. Só fica lá. Seu rosto bonito sendo banhado de lágrimas. ― Eu sinto a sua falta todos os dias, baby ― sua voz é um grunhido de dor. Ela olha para o desenho na areia e meus olhos seguem os dela. Meu peito aquece. Ela fez um coração com nossos nomes dentro. ― Eu amo você, superstar. Sempre vou amar, baby. Sempre. ― Mel, você está me assustando pra cacete ― digo, tentando sorrir. Isso também é uma brincadeira? Todos resolveram fazer pegadinha comigo hoje? Então, ouço vozes, gritinhos infantis e meus olhos vão para a areia há poucos passos de nós. Chay está fazendo castelos. ― Chay? Hei, homenzinho ― sorrio, chamando-o. Wow! Ele cresceu muito. Como pode em apenas uma semana? Ele não levanta a cabeça, continua concentrado na tarefa. Um enorme cão labrador marrom corre ao redor. Eu não me lembro dele. Cacete, essa manhã está estranha pra caralho. Sou surpreendido outra vez quando percebo perninhas rechonchudas parando do lado do Chay. Eu junto as sobrancelhas em confusão olhando o menino loiro de mais ou menos uns dois anos que se senta em cima do castelo do Chay, desfazendo-o completamente. Chay o repreende: ― Liam! Você é tão bagunceiro ― Liam? Por que o bebê tem o meu nome? Me pergunto, e, em seguida Chay o pega pelo braço e os dois ficam de frente para mim. Meu coração salta com força, golpeando violentamente no peito. Cristo! Ele é... Ele é meu filho. Seus olhinhos azuis se fixam em mim e sorri, acenando. Oh, Deus, eu tive um filho? Confusão assume o lugar da alegria. Por que não me lembro de nada disso? Volto minha atenção para a Mel. Ela ainda está perdida em sua própria angústia. ― Mel, baby, nós tivemos um filho? ― minha voz treme. ― Por que você não me falou sobre isso? O que houve? Cristo! Olhe para mim! ― exaspero-me. Ela enfim, se vira na minha direção e a expressão em seu olhar me faz fraco. Me mata ver a dor em seus lindos olhos amendoados. ― O que houve, amor? Por que sinto como se não a visse em um longo tempo? E por que está tão triste? ― ela segura mais firmemente a coisa em seu pescoço e eu vejo que é um colar. Ela aperta o pingente com

força, então, o solta e a minha confusão fica completa. É a minha aliança em seu cordão. ― Deus, você quer me explicar o que está acontecendo? Por que a minha aliança está aí em seu pescoço, baby? ― Você me deixou, Liam ― ela diz, sua voz quebrada. ― Você nos deixou. Você partiu... ― lágrimas escorrem pelas suas faces. Meu peito dói muito. ― Não, baby ― encurto a distância entre nós, tentando puxá-la para os meus braços, mas, por alguma razão estranha pra cacete eu não consigo segurá-la. ― Eu não deixei você, amor. Nunca, baby. Nunca. ― Sim, você deixou ― ela sussurra e se vira, começando a caminhar para longe de mim. Pânico me enche. ― Não! Mel! Baby! ― grito, a dor se tornando aguda no meu peito. Porra, é uma dor quase física. Eu levo a mão ao peito. ― Eu não deixei você, amor! Mel? Baby! ― grito com mais força e tudo escurece. Eu ouço vozes distantes... ― Oh, meu Deus! Ele está voltando! Baby... ― é a voz suave e chorosa da Mel. Eu não deixei você! Eu não deixei você, baby! Repito agoniado e me mexo sobre algo quente. Minhas pernas parecem dormentes. Ainda está tudo escuro e meu peito continua doendo. Eu sinto a carne, queimando, como se tivesse sido rasgada. Merda. Nunca senti essa dor antes. Por que está tão escuro, porra? Tento mexer os olhos e percebo que estão cerrados, as pálpebras pesadas pra caralho. Imagens confusas povoam minha mente. Luta. Terror. O medo de perdê-la. O meu desespero ao me jogar na frente da arma. O tiro... Cacete! Eu levei um maldito tiro! Meu peito dói mais como que para me confirmar isso. Ainda posso sentir a dor absurda e atordoante da bala atravessando minha pele. ― Oh, Deus, meu amor... Liam! ― ela fala de novo. Meio sorrindo, meio chorando. Eu gemo, lutando com todas as minhas forças para abrir os meus malditos olhos. Solto um grunhido e por fim consigo mover minhas pálpebras. Uma luz me cega e eu os fecho outra vez. ― Abra os olhos, baby.

Eu estou aqui. Oh, meu Deus! Enfermeira! ― ela grita. Um instante depois, ouço mais vozes ao meu redor. Os caras. Eles estão todos falando ao mesmo tempo. Bastardos sem educação. Ouço outra voz feminina pedindo para eles deixarem o quarto. Ela quer me examinar. Eu abro os olhos de novo, lutando para mantê-los abertos. Minha visão está embaçada, fora de foco. Uma mão muito suave toca meu rosto e eu gemo de prazer e alívio, reconhecendo o toque da minha mulher. A dor momentaneamente esquecida. ― Baby... ― não tenho certeza se consegui falar. Acho que foi apenas mais outro gemido. Minha garganta dói também, porra! Parece que alguém esfregou uma maldita lixa por dentro muitas vezes. Que merda é essa? Meus olhos focam um rosto acima do meu. Forço minha visão e o borrão vai cedendo aos poucos. O rosto lindo e banhado de lágrimas da Mel está bem próximo. Eu gemo outra vez. ― Eu... Não... Deixei... Você... ― consigo balbuciar apesar da dor e secura na minha garganta. Ela sorri e cola sua testa na minha, respirando rapidamente. ― Shh, eu sei, meu amor ― sussurra, seu hálito doce, seu cheiro gostoso me embriagando, me acalmando. ― Eu sei ― suas mãos trêmulas deslizam reverentemente pelo meu rosto. Seus olhos lindos marejados, presos aos meus. ― Graças a Deus. Eu tive tanto medo, baby ― suas lágrimas pingam no meu rosto. ― Você não pode me mostrar o que é ser feliz e em seguida me deixar. Eu o proíbo. Está me ouvindo? ― ela abre o riso trêmulo mais lindo na porra do mundo todo. Meu coração atordoado e dolorido fica todo mole. Lágrimas se reúnem nos meus olhos. Sinto-me fraco e forte ao mesmo tempo. Uma mistura louca de sentimentos. Eu também tive muito medo. Nunca vou esquecer o pavor que tomou conta de mim quando a vi na mira daquele bandido. ― Eu amo você, superstar ― ela diz antes de selar seus lábios quentes e macios nos meus. Eu gemo miseravelmente. Ouço mais vozes no quarto. São os médicos. Mas, eu só posso imaginá-los porque toda a minha atenção está concentrada nela. ― Eu amo você ― ela repete, murmurando contra meus lábios. É a porra do céu. Eu não morri. Porra, obrigado, Deus! Merda, desculpe o palavrão. É isso. Eu só preciso ver o rosto lindo da minha mulher, ouvir algumas palavras piegas e a Terra

está de volta ao seu eixo... Fodidamente perfeito. Eu sou cercado em instantes. Os profissionais começam a me examinar. Ela sorri docemente, se afastando um pouco, mas, ainda perto, se recusando a me deixar. Eu te amo, baby. Digo-lhe, com o meu olhar, que também se recusa a deixá-la. [1] Libélula em Inglês. [2] Madison Square Garden, chamado às vezes simplesmente de MSG ou The Garden, é um complexo de quatro arenas localizado na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos. [3] Vocalista da banda americana de pop rock Marron 5. [4] Me ame, meu bem, me ame agora. [5] Grammy Award é o maior e mais prestigioso prêmio da indústria musical internacional, presenteado anualmente pela National Academy of Recording Arts and Sciences dos Estados Unidos, honrando conquistas na arte de gravação musical e provendo suporte à comunidade da indústria musical. O prêmio é considerado o Oscar da música. [6] Budweiser, também conhecida popularmente como Bud, é uma cerveja do tipo Lager americana, fabricada pela empresa Anheuser-Busch, fundada em 1876 por imigrantes alemães. Tem sua versão light, a Bud light. Recentemente foi vendida à belgo-brasileira InBev, maior cervejaria do mundo, o que permitiu a venda regular da marca no Brasil. A Budweiser é a nova líder do mercado brasileiro de cervejas premium, que representa 4,7% do total de 13 bilhões de litros de cerveja produzidos no Brasil em 2011. [7] Guitar Hero III: Legends of Rock é um jogo eletrônico musical desenvolvido pela Neversoft e distribuído pela Activisione RedOctane. Ele é o terceiro título concreto da série Guitar Hero, e o quarto título em geral. Guitar Hero III foi primeiramente lançado para PlayStation 2 e Xbox 360, com a versão para PlayStation 2 desenvolvida pela Budcat Creations, a versão para Wii pela Vicarious Visions e a versão para PC pela Aspyr. [8] O American Express - The Platinum Card é o cartão mais famoso, símbolo de status, sem limite de crédito. Ou pelo menos deveria ser. Ele tem um grande diferencial: Todo mês você precisa pagar o valor integral da fatura. Não existe pagamento de valor mínimo, como em outros cartões. E todos os cartões da linha Card também são assim. [9] Jack Daniel’s, marca famosa de uísque. [10] Os cavalos em Inglês. [11] Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul.

[12]Edward Regan " Eddie" Murphy (Nova York, 3 de abril de 1961) é um comediante, ator, dublador, roteirista, produtor, diretor e músico estadunidense. [13] A Indústria Fonográfica é o conjunto das empresas especializadas em gravação e distribuição de mídia sonora, seja em formato de CD, fitas cassete, LP e vinil, ou em formatos de som digital como o MP3. Embora não exclusivamente, a maioria dos sons gravados e comercializados por estas empresas é de músicas — tanto instrumentais quanto cantadas. Antigamente, eram mais comuns os discos do tipo "discurso". [14] Thirty-mile zone (também conhecida como:Studio zone ou simplesmente TMZ) é um site americano de entretenimento que surgiu como uma parceria entre o AOL e a Telepictures, ambas pertencentes ao grupo Time Warner. [15] Principal avenida de Las Vegas. [16] Rock romântico. [17] Um dos champanhes mais caros do mundo. [18] A South Los Angeles é composta por diferentes áreas, que incluem bairros e pequenas cidades comumente de baixa renda, como Compton, Willowbrook, Watts, Inglewood, East Los Angeles, Crenshaw entre vários outros. [19] Famoso hotel de Las Vegas. [20] Montana é um dos 50 estados dos Estados Unidos, localizado na Região dos Estados das Montanhas Rochosas. Sua capital localiza-se na cidade chamada Helena. Montana é o quarto maior estado norte-americano em área, e o terceiro maior dos 48 estados contíguos. [21] O equivalente a Maria Guitarra em Inglês. Meninas que assediam astros do rock. [22] The Voice é um talent show americano que estreou em 26 de abril de 2011 na rede de televisão NBC, baseado na competição de canto The Voice of Holland, série criada pelo produtor de televisão holandês John de Mol. 1 Faz parte da comunidade internacional " The Voice" séries. [23] Relações Públicas. [24] Trecho da música País Tropical, de Jorge Bem Jor. [25] O Aeroporto Internacional de Los Angeles (em inglês: Los Angeles International Airport), também conhecido pelo seu código IATA, LAX, é o quinto aeroporto mais movimentado do mundo, em termos de passageiros.

[26] O jet lag ocorre como consequência de viagem através de vários fusos horários, o que se tornou comum com as viagens a jato (daí o nome em inglês: jet, jato; e lag, diferença de horário). Desta maneira após uma viagem passando por vários fusos horários, a pessoa sente como se seu relógio interno (relógio biológico) não estivesse no mesmo do horário do local. [27] Victoria's Secret, é uma marca de lingerie e produtos de beleza, fundada em 1977 por Roy Raymond com a sede em Ohio, Estados Unidos. [28] James Marshall "Jimi" Hendrix (nascido Johnny Allen Hendrix; Seattle, 27 de novembro de 1942 – Londres, 18 de setembrode 1970) foi um guitarrista, cantor e compositor norte-americano. É considerado o melhor e maior guitarrista da história do rock, 2 3 4 5 e o mais importante e influente músico de sua era, em diversos gêneros musicais. [29] Um ponto primordial no âmbito hospitalar é a implantação de um time de resposta rápida. Trata-se de uma equipe de clínicos (enfermeiras, médicos, fisioterapeutas, ascensoristas entre outros) que trazem cuidados críticos aos pacientes à beira leito ou onde for necessário. Essas ocorrências normalmente são classificadas em duas chamadas: Código Amarelo para urgências e Código Azul para emergências – PCR (Parada Cardiorrespiratória).

Document Outline CAPÍTULO UM CAPÍTULO DOIS CAPÍTULO TRÊS CAPÍTULO QUATRO CAPÍTULO CINCO CAPÍTULO SEIS CAPÍTULO SETE CAPÍTULO OITO CAPÍTULO NOVE CAPÍTULO DEZ CAPÍTULO ONZE CAPÍTULO DOZE CAPÍTULO TREZE CAPÍTULO QUATORZE CAPÍTULO QUINZE CAPÍTULO DEZESSEIS CAPÍTULO DEZESSETE CAPÍTULO DEZOITO CAPÍTULO DEZENOVE CAPÍTULO VINTE CAPÍTULO VINTE E UM CAPÍTULO VINTE E TRÊS CAPÍTULO VINTE E QUATRO

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